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UNIVERSIDADE ZAMBEZE

FACULDADE DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIAS


CURSO DE ENGENHARIA CIVIL

Impacto Ambiental

Água e poluição hídrica

Discentes:
 Cheila Maria Luísa Ribeiro
 Emília da Conceição Araújo
 Ernesto Lourenço Pedro
 Gonçalves Chazoita Maquene Júnior
 Lúcia Vicente
 Milton José Aleixo
 Nasser Amade Seni
 Nassrine José Noormamade
 Neide da Graça Afonso Pedro

Docente:
Manuel Mauissa

Beira, Março de 2019


UNIVERSIDADE ZAMBEZE
FACULDADE DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIAS
CURSO DE ENGENHARIA CIVIL

Impacto Ambiental

Água e poluição hídrica

Discentes:

 Cheila Maria Luísa Ribeiro


 Emília da Conceição Araújo
 Ernesto Lourenço Pedro
 Gonçalves Chazoita Maquene Júnior
 Lúcia Vicente
O presente trabalho é referente a cadeira
 Milton José Aleixo
de Impacto Ambiental, com vista a
 Nasser Amade Seni
abordar os diversos inconvenientes da
 Nassrine José Noormamade
Água e Poluição hídrica. Trabalho este
 Neide da Graça Afonso Pedro
orientado pelo docente Manuel Mauissa.

Docente:

Manuel Mauissa

Beira, Março de 2019


Agradecimentos
Agradecemos, primeiramente, Deus pelo dom da vida e pela saúde nesta caminhada estudantil.
Aos nossos pais, aos nossa(o)s irmã(o)s e familiares, pelo apoio, força e fé que depositam e por
estarem presentes em todos os momentos das nossas vidas.
Aos docentes pelos ensinamentos, de forma particular aos docentes desta Unidade Curricular pela
orientação ao longo deste projecto de pesquisa, pelas críticas construtivas, bem como pelo
incentivo permanente durante a feitura do mesmo, aos nossos colegas que sempre estiveram
presentes quando precisamos de ajuda.
E, a todos que sem querer nos esquecemos de mencionar, vai o nosso muito obrigado pela ajuda
para a materialização deste trabalho. A vós que directa ou indirectamente tornou possível a
materialização do trabalho vai o nosso muito obrigado.
Índice
Introdução ....................................................................................................................................... 6

Objectivos ....................................................................................................................................... 8

Água e poluição hídrica .................................................................................................................. 9

Principais conceitos da água ....................................................................................................... 9

Ciclo da água ............................................................................................................................. 11

Disposição da água .................................................................................................................... 11

Tipos de usos da água................................................................................................................ 15

Parâmetros de qualidade de água .............................................................................................. 17

Classificação da poluição da água ......................................................................................... 26

Mecanismos de prevenção e mitigação da poluição ................................................................. 27

Despoluição do meio ambiente.............................................................................................. 28

Controle de contaminação ..................................................................................................... 29

Controle do processo de eutrofização .................................................................................... 30

Gestão de água .......................................................................................................................... 31

Instrumento para a gestão da água ......................................................................................... 31

Dicas para economizar Água ................................................................................................. 34

Considerações finais ..................................................................................................................... 35

Referências bibliográficas ............................................................................................................. 36


Resumo

A água é uma substancia única e abundante no planeta, sem ela a vida seria impossível. Contudo,
importa referir que ela não esta distribuída de forma equitativa.

Sendo um recurso primordial à existência do ser humano, ela é usada para vários fins, sendo eles,
o uso consuntivo e uso não-consuntivo. Para verificar se a agua esta pronta para um determinado
fim, deve-se ter em conta alguns parâmetros, como físicos, químicos e biológicos o que ajudará a
caracterizar a qualidade.Com o desenvolvimento económico, tem-se verificado um aumento
significativo na poluição da hídrica causada pelo Homem, sendo a indústria um dos maiores
agentes poluentes, visto que o crescimento demográfico implica o aumento da produção.

Para controlar a poluição da água, usam-se dois métodos a mencionar, reduzir o agente poluente
na fonte de poluição e gerir os resíduos de modo a não provocar a poluição. Quando a água já esta
infectada tem-se tomado certas medidas como a desinfecção da água e a colecta e tratamento de
esgotos.

Visto que a água potável é escassa, há necessidade de implementação de leis de consumo da água
para que ela seja usada de forma racional, evitando assim o uso desnecessário da mesma. Por isso
a água é muito cara.

Palavras-chaves: Poluição hídrica, Água, Disposição da água, qualidade e Gestão.


1. Introdução
A poluição hídrica, causada pela atuação indevida das práticas humanas, pode gerar impactos
sobre as espécies e provocar a escassez desse recurso natural.

O presente trabalho gira em torno da cadeira de Impacto Ambiental, tratando-se da Água e


Poluição Hídrica.

A poluição hídrica corresponde ao processo de poluição, contaminação ou deposição de rejeitos


na água dos rios, lagos, córregos, nascentes, além de mares e oceanos. Trata-se de um problema
socio ambiental de elevada gravidade, pois, embora a água seja um recurso natural renovável, ela
pode tornar-se cada vez mais escassa, haja vista que apenas a água potável é própria para o
consumo.

A principal causa da poluição das águas é o desenvolvimento desenfreado das atividades


econômicas, sobretudo nas cidades, com o aumento da deposição indevida de rejeitos advindos
do sistema de esgoto e saneamento. Outra causa também apontada é o destino incorreto do lixo
por parte da população, que atira objetos nos cursos d'água por pura falta de conscientização
ambiental.

Há de se levar em consideração que, em uma bacia hidrográfica, tudo o que é gerado em sua área
de abrangência é escoado para o leito do seu rio correspondente. Dessa forma, o aumento da
poluição no espaço das cidades gera uma maior carga de poluentes para o leito dos rios que
cortam essas áreas urbanas. No campo, o mesmo procedimento acontece, quando o uso
indiscriminado de agrotóxicos faz com que os recursos hídricos sejam contaminados, uma vez
que essa carga toda de compostos químicos acaba se destinando ao lençol freático ou ao curso
d'água mais próximo.

Com o desenvolvimento das sociedades e a intensificação do processo de industrialização, além


da introdução de novas técnicas de plantio no campo, cada vez mais as reservas hídricas
encontram-se poluídas, o que gera uma maior escassez de lugares que podem ser aproveitados
para a utilização da água para consumo e outras funções.

Nos mares e também nos oceanos, também há muita poluição, gerada tanto pelo destino indevido
do lixo em práticas turísticas e de lazer nos ambientes litorâneos quanto, em alguns casos, pelo
derramamento de petróleo, que é de difícil controle.
As consequências da poluição das águas são diversas. A primeira, como já dissemos, é a perda
dos recursos hídricos para consumo. Além disso, vale lembrar que esses locais são o habitat de
várias espécies, algumas delas em risco de extinção.

Outro efeito da poluição hídrica é a ocorrência de um fenômeno chamado de eutrofização da


água. Esse processo consiste na presença excessiva de nutrientes oriundos de produtos químicos
que contaminam os rios, provocando a proliferação desenfreada de algas e cianobactérias, que
impedem a entrada de luz nos ambientes fluviais e reduzem a disponibilidade de oxigênio na
água, o que pode gerar a morte de incontáveis espécies.

Para combater a poluição das águas, é preciso intensificar as campanhas de conscientização


ambiental, promover medidas de controlo e fiscalização, além de se realizar o correto manejo dos
resíduos sólidos e o tratamento da água. É necessário, pois, que sejam adotadas medidas
sustentáveis, sobretudo no sentido de garantir esse e outros recursos naturais para as gerações
futuras.
2. Objectivos
 Objectivos

Analisar as condições da poluição hídrica no planeta Terra, com vista a conhecer todos os
processos inerentes a poluição da água.

 Objectivos específicos
 Conhecer os principais conceitos da água, assim como a sua disposição;
 Identificar os parâmetros de qualidade da água e as principais fontes de poluição hídrica;
 Saber as principais fontes de uso da água bem como os mecanismos de prevenção e
mitigação da poluição hídrica;
 Conhecer as formas de gestão da água.
3. Água e poluição hídrica
Água é fonte da vida. Todos os seres vivos, indistintamente, dependem dela para viver. No entanto,
por maior que seja sua importância, as pessoas continuam poluindo os rios e suas nascentes,
esquecendo o quanto ela é essencial para a permanência da vida no Planeta.

A água é, provavelmente, o único recurso natural que tem a ver com todos os aspectos da
civilização humana, desde o desenvolvimento agrícola e industrial aos valores culturais e
religiosos arraigados na sociedade. É um recurso natural essencial, seja como componente
bioquímico de seres vivos, como meio de vida de várias espécies vegetais e animais, como
elemento representativo de valores sociais e culturais e até como fator de produção de vários bens
de consumo final e intermediário.

A quantidade total de água existente na Terra se mantém constante desde o aparecimento do


Homem, assim, a disponibilidade está diminuindo em função da poluição e contaminação, que em
muitos casos chegam a inviabilizar sua reutilização. A importância do gerenciamento adequado
dos recursos hídricos fica mais evidente quando se entende o Ciclo da Água, que representa um
verdadeiro sistema de destilação envolvendo todo o globo terrestre.

3.1.Principais conceitos da água

Água é Substância (H2O) líquida e incolor, insípida e inodora, essencial para a vida da maior parte
dos organismos vivos. A água é uma substancia química composta de hidrogênio e oxigênio, e tem
grande influência nos ecossistemas e em todas as formas de vida, essencial para o desenvolvimento
da vida e do planeta, é um recurso natural que permite a produção de alimentos e energia,
proporciona higiene e saneamento e serve como o principal elo entre a sociedade humana, sistemas
de clima e do meio ambiente.

Água salgada é água encontrada em mares e oceanos. Água do mar em todo o mundo tem a
salinidade próxima de 35 (3,5 em massa, se considerarmos apenas os sais dissolvidos, mas a
salinidade não tem unidade) o que significa que para cada litro de água do mar há 35 gramas e sais
dissolvidos.
Água doce é um tipo de água, encontrada na natureza, em que não ocorre a presença de sal. É a
água própria para o consumo (desde que seja tratada) dos seres humanos e animais. A água doce
é também utilizada na agricultura.

Lençol freático é o reservatório de água subterrânea em pouca profundidade, decorrente da


infiltração da água da chuva no solo.

Hidrosfera é um termo que vem do grego hidro + água= esfera da água. Compreende toda água
existente no planeta.

Bacia Hidrográfica é toda a área de contribuição que forma um determinado rio, está associada à
existência de nascentes, divisores de águas e características dos cursos de água, principais e
secundários, denominados afluentes e subafluentes.
Aquíferos são uma formação ou grupo de formações geológicas que pode armazenar água
subterrânea. São rochas porosas e permeáveis, capazes de reter água e de cedê-la.

Rio é um curso natural de água que nasce numa área montanhosa e de água no mar, num lugar ou
noutro rio (afluente). Composto por uma nascente (local onde nasce o rio), foz (local onde desagua
o rio), leito (local onde corre o rio), caudal (quantidade de água que passa por uma determinada
secção do rio).

Lago do latim lacus, é uma massa permanente de água que se tenha depositado nas depressões de
um terreno, a formação de um lago produz-se a partir de falhas geológicas (que dão origem a
depressão do terreno).

Mares

Oceanos são partes da superfície do planeta ocupadas pela água do mar que rodeia os continentes
e que cobre actualmente por volta de 71% da Terra.

Mananciais

Poluição hídrica É qualquer alteração nas características físicas, químicas e/ou biológicas das
águas, que possa constituir prejuízo à saúde, à segurança e ao bem estar da população e, ainda,
possa comprometer a fauna e a utilização das águas para fins recreativos, comerciais, industriais e
de geração de energia” (CONAMA).
3.2.Ciclo da água

O Ciclo da Água tem seu início com a evaporação das águas dos oceanos, lagos e rios. Essa
evaporação se dá por causa do calor provocado pelo Sol e pela ação dos ventos, transformando a
água do estado líquido para o estado gasoso. O vapor de água, por ser mais leve que o ar, sobe na
atmosfera formando nuvens, quando as nuvens são atingidas por temperaturas mais baixas, o vapor
de água se condensa e se transforma em gotículas que se precipitam de volta à superfície em forma
de chuva. Nas regiões muito frias, essas gotículas podem se transformar em flocos de neve ao se
precipitarem.

As águas da chuva ficam retidas no solo e nas áreas onde há vegetação essa água é usada pelas
plantas. Outra parte da água acaba indo para os rios e lagos. A água não utilizada pelas plantas
passa através do solo e de rochas permeáveis, e acaba se dirigindo para grandes reservatórios no
subterrâneo, formando o chamado lençol freático1, que fluem de volta para os oceanos. A
evaporação das águas da superfície terrestre é constante e novos ciclos se formam a todo instante.

Figura 1 Ciclo da água

3.3.Disposição da água

Toda a água existente na Terra que constitui a hidrosfera distribui-se por três reservatórios
principais: a água oceânica, a água continental (formada pelos rios, lagos e água subterrânea) e a
água atmosférica, na forma de vapor. A distribuição de água no planeta está diretamente
relacionada com a disponibilidade de água doce e salgada.
De acordo com levantamentos geo-ambientais, cerca de 70% da superfície do Planeta são
constituídos por água, 97,5% configura-se como água salgada e apenas 2,5%, como água doce.
Desse total de 2,5% de água doce, 69,8% da água está na forma congelada, 29% de água
subterrânea, 0,3% água dos rios e lagos e 0,9% estão em outras formas. Isto quer dizer que a maior
parte da água disponível e própria para consumo é mínima perto da quantidade total de água
existente no Planeta.

Os recursos hídricos têm importância fundamental no desenvolvimento de diversas atividades


econômicas. Em relação à produção agrícola, a água pode representar até 90% da constituição
física das plantas. A falta d’água em períodos de crescimento dos vegetais pode inviabilizar a
produção agrícola e até afetar seriamente ecossistemas equilibrados. Na indústria, por exemplo,
para se obter diversos produtos, as quantidades de água necessárias são muitas vezes superiores ao
volume gerado pelas estações de tratamento de água. No dia 22 de março, é comemorado o Dia
Mundial da Água. Se hoje os países lutam por petróleo, não está longe o dia em que a água será
devidamente reconhecida como o bem mais precioso da humanidade.

O relatório anual das Nações Unidas (ONU) relata que hoje existem 1,1 bilhão de pessoas
praticamente sem acesso à água doce, e três principais problemas agravam o quadro de
disponibilidade hídrica mundial: a degradação dos mananciais; o aumento exponencial e
desordenado da demanda; e o descompasso entre a distribuição das disponibilidades hídricas e a
localização das demandas, pois as águas estão distribuídas de forma heterogênea, tanto no tempo
como no espaço geográfico. (AYIBOTELE, 1992)

A Terra possui 1,4 milhões de quilômetros cúbicos de água, mas apenas 2,5%, desse total, são de
natureza doce. Os rios, lagos e reservatórios de onde a humanidade retira o que consome só
correspondem a 0,26% desse percentual. Daí a necessidade de preservação dos recursos hídricos.
Em todo mundo, cerca de 10% da água disponibilizada para consumo são destinados ao
abastecimento público, 23% para a indústria e 67% para a agricultura. A água doce utilizada para
consumo humano é proveniente das represas, rios, lagos, açudes, reservas subterrâneas e em certos
casos do mar (após o processo de dessalinização). A água para o consumo é armazenada em
reservatórios de distribuição e depois enviada para grandes tanques e caixas d’água de casas e
edifícios. Após o uso, a água segue pela rede de captação de esgotos. Antes de voltar à natureza,
ela deve ser novamente tratada, para evitar a contaminação de rios e reservatórios.
(GOMES, 2011).

Figura 2 Água no planeta

3.3.1. Principais fontes de água doce:


 Rios e lagos: por se tratar de fontes superficiais, são de fácil acesso e disponível para o
consumo. Porém, a poluição destas fontes hídricas tem-se tornado um grande problema
ambiental nos dias de hoje.
 Águas subterrâneas: são aquelas encontradas em lençóis freáticos, minas de águas
subterrâneas e aquíferos. São extraídas do subsolo através, principalmente, de poços
artesianos.
 Geleiras: cerca de 70% da água doce do planeta Terra encontra-se em estado de gelo e,
portanto, de difícil exploração e uso.
Água potável - Apenas 2,5% das águas são doces

“A água potável é um recurso finito, que se espalha em partes desiguais pela superfície terrestre. Se, por
um lado, seu ciclo natural se responsabiliza pela sua manutenção tornando-a um recurso renovável, por
outro, suas reservas são limitadas.” ( Ronaldo Delino ). A água doce pronta a utilizar pelo homem
representa apenas 1,7% de toda a água, 24,2 milhões de km cúbicos (excluindo as reservas de gelo e
calotes polares). A água disponível reparte-se desigualmente pelas regiões.

3.3.2. Distribuição de água doce no mundo

A água doce disponível parece, à primeira vista, ser suficiente para satisfazer as necessidades básicas
para a sobrevivência humana. Na verdade, apesar do volume exato de água necessário para satisfazer as
necessidades humanas ainda ser assunto de debate, estima-se que, não há água potável suficiente no
planeta para suportar cerca de 20 biliões de pessoas (atualmente existem pouco mais de 6 biliões de
humanos no mundo inteiro). Ora, se somos bastante menos do que o tal 20 biliões seria de esperar que
não houvesse problemas relativamente às necessidades de água no mundo.

Figura 3: Percentagem de população Vs percentagem de água por continente (The United Nations
World Water Development Report 2003)
Com o crescimento da população mundial, a água doce tem-se tornado cada vez mais escassa. O
uso em excesso, o desperdício e a poluição das águas são os principais problemas relacionados à
água doce na atualidade.

Por se tratar de um recurso mineral precioso e escasso, a sociedade deve se conscientizar de que,
para não faltar água num futuro próximo, é necessário evitar desperdícios, usar de forma racional
e não poluir os rios, lagos e mananciais.
Para ser utilizada para o consumo humano, a água doce deve passar por um sistema de tratamento,
que ocorre nas ETAs (Estação de Tratamento de Água). Nestes locais, a água é tratada, as
partículas impróprias para o consumo são retiradas e produtos químicos (o principal é o cloro) são
adicionados para eliminar da água os microrganismos patogênicos (que provocam doenças).
Somente após este processo é que a água doce se torna potável e pode chegar às residências para
ser consumida

3.4.Tipos de usos da água

São os seguintes os principais usos da água:

 Abastecimento doméstico- Consumo humano, higiene pessoal e usos domésticos.


Exemplo numa casa por dia em media gasta se 336 litro/dia, nesse caso por pessoa 84 litros
numa casa de 4 pessoas.
 Abastecimento industria- a água é incorporada ao produto (alimentos, bebida, etc.)
exemplo numa indústria de produção de calca jeans, gasta cerca 10.855 litros/dia.
 Irrigação- Hortaliças, produtos ingeridos crus ou com casca. Exemplo o cultivo de alface
utiliza um sistema convencional cerca de 67 litros/dia.
 Geração de energia elétrica- Para gerar um KW de energia são necessários 6.660 litros
de água, segundo os medidores de usinas hidrelétricas. Em nosso apartamento (duas
pessoas), consomem-se, em média, 210 KW/mês. Convertidos em água, somam 1.400.000
litros.

Destes usos, os 3 primeiros (abastecimento doméstico, abastecimento industrial errigação)


implicam na retirada significativa de água das fontes onde se encontram (uso consuntivo). Os
demais usos são considerados não consuntivos, em função da não retirada do recurso do meio
original.

O uso consuntivo da água é aquele em que a água é captada direto do seu manancial para o seu
destino, de forma que a disponibilidade desta é reduzida como no caso da agricultura. Já no uso
não consuntivo da água, a água não é consumida de forma direta, como, por exemplo, a água
utilizada na pesca ou na geração de energia pelas hidrelétricas.

Em termos gerais, apenas os dois primeiros usos (abastecimento doméstico e abastecimento


industrial) estão frequentemente associados a um tratamento prévio da água, face aos seus
requisitos de qualidade mais exigentes.

Em função dos diversos usos da água, alguns conceitos devem ser apresentados:

 Água bruta- inicialmente, a água é retirada do rio, lago ou lençol subterrâneo, possuindo
uma determinada qualidade;
 Água tratada- após a captação, a água sofre transformações durante o seu tratamento para
se adequar aos usos previstos (ex.: abastecimento público ou industrial);
 Água usada- (esgoto bruto) com a utilização da água, a mesma sofre novas transformações
na sua qualidade, vindo a constituir-se em um despejo líquido;
 Esgoto tratado- visando remover os seus principais poluentes, os despejos sofrem um
tratamento antes de serem lançados ao corpo receptor. O tratamento dos esgotos é
responsável por uma nova alteração na qualidade do líquido;
 Corpo receptor- o efluente do tratamento dos esgotos atinge o corpo receptor, onde, em
virtude da diluição e mecanismos de autodepuração, a qualidade da água volta a sofrer
novas modificações.

O homem precisa de água com qualidade satisfatória e quantidade suficiente, para satisfazer suas
necessidades de alimentação, higiene e outras, sendo um princípio considerar a quantidade de
água, do ponto de vista sanitário, de grande importância no controle e na prevenção de doenças.
3.4.1. Parcelas componentes dos diferentes usos da água

a) Doméstico:

 Bebida, cozinha, banho, lavagem de roupas e utensílios, limpeza da casa, descarga dos
aparelhos sanitários, irrigação de jardins e lavagem dos veículos.

b) Comercial:

 Hotéis, pensões, restaurantes, estabelecimento de ensinos particulares, postos de


abastecimento de combustível, padarias e açougues.

c) Industrial:

 Transformação de matéria-prima, entra na composição do produto, fins agropecuários e


clubes recreativos.

d) Público:

 Fontes, irrigação de jardins públicos, limpeza pública e edifícios públicos.

e) Segurança:

 Combate de incêndio.

3.5.Parâmetros de qualidade de água

A água contém, geralmente, diversos componentes, os quais provêm do próprio ambiente natural
ou foram introduzidos a partir de atividades humanas.

Os teores máximos de impurezas permitidos na água são estabelecidos em função dos seus usos.
Esses teores constituem os padrões de qualidade, os quais são fixados por entidades públicas, com
o objetivo de garantir que a água a ser utilizada para um determinado fim não contenha impurezas
que venham a prejudicá-lo.

Para caracterizar uma água, são determinados diversos parâmetros, os quais representam as suas
características físicas, químicas e biológicas. Esses parâmetros são indicadores da qualidade da
água e constituem impurezas quando alcançam valores superiores aos estabelecidos para
determinado uso. Os principais indicadores de qualidade da água são discutidos a seguir, separados
sob os aspectos físicos, químicos, biológicos, hidrobiológicos e microbiológicos. Os parâmetros
mais importantes são os que se fazem referência a seguir:

 Parâmetros Físicos

a) Temperatura: medida da intensidade de calor; é um parâmetro importante, pois, influi em


algumas propriedades da água (densidade, viscosidade, oxigênio dissolvido), com reflexos sobre
a vida aquática. A temperatura pode variar em função de fontes naturais (energia solar) e fontes
antropogénicas (despejos industriais e águas de resfriamento de máquinas).

b) Sabor e odor: resultam de causas naturais (algas; vegetação em decomposição; bactérias;


fungos; compostos orgânicos, tais como gás sulfídrico e sulfatos) e artificiais (esgotos domésticos
e industriais). O padrão de potabilidade: água completamente inodora.

c) Cor: resulta da existência, na água, de substâncias em solução; pode ser causada pelo ferro ou
manganês, pela decomposição da matéria orgânica da água (principalmente vegetais), pelas algas
ou pela introdução de esgotos industriais e domésticos. Padrão de potabilidade: intensidade de cor
inferior a 5 unidades.

d) Turbidez: presença de matéria em suspensão na água, como argila, silte, substâncias orgânicas
finamente divididas, organismos microscópicos e outras partículas.

e) Sólidos: Sólidos em suspensão: resíduo que permanece num filtro de asbesto após filtragem da
amostra. Podem ser divididos em:

 Sólidos sedimentáveis: sedimentam após um período t de repouso da amostra


 Sólidos não sedimentáveis: somente podem ser removidos por processos de coagulação,
floculação e decantação.
 Sólidos dissolvidos: material que passa através do filtro. Representam a matéria em solução ou
em estado coloidal presente na amostra de efluente.

f) Condutividade Elétrica: capacidade que a água possui de conduzir corrente elétrica. Este
parâmetro está relacionado com a presença de íons dissolvidos na água, que são partículas
carregadas eletricamente Quanto maior for a quantidade de íons dissolvidos, maior será a
condutividade elétrica na água.
 Parâmetros Químicos

a) pH (potencial hidrogeniônico): representa o equilíbrio entre íons H+ e íons OH; varia de 7 a 14;
indica se uma água é ácida (pH inferior a 7), neutra (pH igual a 7) ou alcalina (pH maior do que
7); o pH da água depende de sua origem e características naturais, mas pode ser alterado pela
introdução de resíduos; pH baixo torna a água corrosiva; águas com pH elevado tendem a formar
incrustações nas tubulações; a vida aquática depende do pH, sendo recomendável a faixa de 6 a 9.

b) Alcalinidade: causada por sais alcalinos, principalmente de sódio e cálcio; mede a capacidade
da água de neutralizar os ácidos; em teores elevados, pode proporcionar sabor desagradável à água,
tem influência nos processos de tratamento da água.

c) Dureza: resulta da presença, principalmente, de sais alcalinos terrosos (cálcio e magnésio), ou


de outros metais bivalentes, em menor intensidade, em teores elevados; causa sabor desagradável
e efeitos laxativos; reduz a formação da espuma do sabão, aumentando o seu consumo; provoca
incrustações nas tubulações e caldeiras. Classificação das águas, em termos de dureza (em CaC03):

Menor que 50 mg/1 CaC03 – água mole

Entre 50 e 150 mg/1 CaC03 – água com dureza moderada

Entre 150 e 300 mg/1 CaC03 – água dura

Maior que 300 mg/1 CaC03 – água muito dura

d) Cloretos: Os cloretos, geralmente, provêm da dissolução de minerais ou da intrusão de águas


do mar; podem, também, advir dos esgotos domésticos ou industriais; em altas concentrações,
conferem sabor salgado à água ou propriedades laxativas.

e) Ferro e manganês: podem originar-se da dissolução de compostos do solo ou de despejos


industriais; causam coloração avermelhada à água, no caso do ferro, ou marrom, no caso do
manganês, manchando roupas e outros produtos industrializados; conferem sabor metálico à água;
as águas ferruginosas favorecem o desenvolvimento das ferrobactérias, que causam maus odores
e coloração à água e obstruem as canalizações.

f) Nitrogênio: o nitrogênio pode estar presente na água sob várias formas: molecular, amônia,
nitrito, nitrato; é um elemento indispensável ao crescimento de algas, mas, em excesso, pode
ocasionar um exagerado desenvolvimento desses organismos, fenômeno chamado de eutrofização;
o nitrato, na água, pode causar a metemoglobinemia; a amônia é tóxica aos peixes; são causas do
aumento do nitrogênio na água: esgotos domésticos e industriais, fertilizantes, excrementos de
animais.

g) Fósforo: encontra-se na água nas formas de ortofosfato, polifosfato e fósforo orgânico; é


essencial para o crescimento de algas, mas, em excesso, causa a eutrofização; suas principais fontes
são: dissolução de compostos do solo; decomposição da matéria orgânica, esgotos domésticos e
industriais; fertilizantes; detergentes; excrementos de animais.

h) Fluoretos: os fluoretos têm ação benéfica de prevenção da cárie dentária; em concentrações


mais elevadas, podem provocar alterações da estrutura óssea ou a fluorose dentária (manchas
escuras nos dentes).

i) Oxigênio Dissolvido (OD): é indispensável aos organismos aeróbios; a água, em condições


normais, contém oxigênio dissolvido, cujo teor de saturação depende da altitude e da temperatura;
águas com baixos teores de oxigênio dissolvido indicam que receberam matéria orgânica; a
decomposição da matéria orgânica por bactérias aeróbias é, geralmente, acompanhada pelo
consumo e redução do oxigênio dissolvido da água; dependendo da capacidade de autodepuração
do manancial, o teor de oxigênio dissolvido pode alcançar valores muito baixos, ou zero,
extinguindo-se os organismos aquáticos aeróbios.

j) Matéria Orgânica: a matéria orgânica da água é necessária aos seres heterótrofos, na sua
nutrição, e aos autótrofos, como fonte de sais nutrientes e gás carbônico; em grandes quantidades,
no entanto, podem causar alguns problemas, como: cor, odor, turbidez, consumo do oxigênio
dissolvido, pelos organismos decompositores.

O consumo de oxigênio é um dos problemas mais sérios do aumento do teor de matéria orgânica,
pois provoca desequilíbrios ecológicos, podendo causar a extinção dos organismos aeróbios.
Geralmente, são utilizados dois indicadores do teor de matéria orgânica na água: Demanda
Bioquímica de Oxigênio (DBO) e Demanda Química de Oxigênio (DQO).

l) Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) é a quantidade de oxigênio necessária à oxidação


da matéria orgânica por ação de bactérias aeróbias. Representa, portanto, a quantidade de oxigênio
que seria necessário fornecer às bactérias aeróbias, para consumirem a matéria orgânica presente
em um líquido (água ou esgoto). A DBO é determinada em laboratório, observando-se o oxigênio
consumido em amostras do líquido, durante 5 dias, à temperatura de 20 °C.

m) Demanda Química de Oxigênio (DQO): é a quantidade de oxigênio necessária à oxidação da


matéria orgânica, através de um agente químico. A DQO também é determinada em laboratório,
em prazo muito menor do que o teste da DBO. Para o mesmo líquido, a DQO é sempre maior que
a DBO.

n) Componentes Inorgânicos: alguns componentes inorgânicos da água, entre eles os metais


pesados, são tóxicos ao homem: arsênio, cádmio, cromo, chumbo, mercúrio, prata, cobre e zinco;
além dos metais, pode-se citar os cianetos; esses componentes, geralmente, são incorporados à
água através de despejos industriais ou a partir das atividades agrícolas, de garimpo e de
mineração.

o) Componentes orgânicos: alguns componentes orgânicos da água são resistentes á degradação


biológica, acumulando-se na cadeia alimentar; entre esses, citam-se os agrotóxicos, alguns tipos
de detergentes e outros produtos químicos, os quais são tóxicos.

 Parâmetros Biológicos

a) Coliformes: são indicadores de presença de microrganismos patogênicos na água; os coliformes


fecais existem em grande quantidade nas fezes humanas e, quando encontrados na água, significa
que a mesma recebeu esgotos domésticos, podendo conter microrganismos causadores de doenças.

b) Algas: as algas desempenham um importante papel no ambiente aquático, sendo responsáveis


pela produção de grande pane do oxigênio dissolvido do meio; em grandes quantidades, como
resultado do excesso de nutrientes (eutrofização), trazem alguns inconvenientes: sabor e odor;
toxidez, turbidez e cor; formação de massas de matéria orgânica que, ao serem decompostas,
provocam a redução do oxigênio dissolvido; corrosão; interferência nos processos de tratamento
da água: aspecto estético desagradável.
3.6.Principais fontes de poluição hídrica

A poluição das águas está associada ao tipo de uso e ocupação do solo. As fontes de poluição
possuem características próprias quanto aos poluentes que carregam (por exemplo, os esgotos
domésticos apresentam compostos orgânicos biodegradáveis, nutrientes e bactérias).

Quando da ocorrência de chuvas, os materiais acumulados em valas, bueiros, etc., são arrastados
pelas águas pluviais para os cursos de água superficiais, constituindo-se numa fonte de poluição
tanto maior quanto mais deficiente for a coleta de esgotos ou mesmo a limpeza pública.

Já o deflúvio superficial agrícola apresenta características diferentes. Seus efeitos dependem muito
das práticas agrícolas utilizadas em cada região e da época do ano em que se realizam a preparação
do terreno para o plantio, a aplicação de fertilizantes, defensivos agrícolas e a colheita.

A contribuição representada pelo material proveniente da erosão de solos intensifica-se quando da


ocorrência de chuvas em áreas rurais. As diferentes formas de aporte tornam, na prática,
inexequível a análise sistemática de todos os poluentes que possam estar presentes nas águas
superficiais.

Os principais fatores de deterioração dos rios, mares, lagos e oceanos são: poluição e
contaminação por produtos químicos e esgotos. O homem tem causado, desde a Revolução
Industrial (segunda metade do século XVIII), todo este prejuízo à natureza, através dos lixos,
esgotos, dejetos químicos industriais e mineração sem controlo.

Essa contaminação pode ser feita a partir de:

 Actividades agropecuárias
 Actividades industriais
 Actividades domesticas
 Contaminação por resíduos de cadáveres

1. Atividades agropecuárias
A atividade agrícola é potencialmente poluidora porque o uso de pesticidas e fertilizantes
químicos, que contêm principalmente nitrogênio e fósforo, tem como consequência, para além da
poluição dos solos, a degradação dos recursos hídricos, quer superficiais quer subterrâneos.

Estes elementos juntam-se às substâncias existentes nos esgotos residenciais, nutrem as algas, que
também proliferam e, em grande quantidade, impedem a passagem da luz para a água.

As águas das chuvas e de irrigação conduzem parte desses produtos para os rios, lagos e albufeiras,
onde provocam graves perturbações ou mesmo a morte dos seres vivos pela ingestão da água
envenenada. Por outro lado, e como também já salientámos, pela infiltração desse produto no solo
eles podem atingir as toalhas freáticas, degradando assim as águas subterrâneas, gerando impactos
ambientais significativos no ecossistema.

A pecuária moderna e a avicultura tornaram-se também fontes de poluição. Dejetos, substancias


químicas componentes das rações (nomeadamente hormonas), sangue e pedaços de vísceras
oriundas dos matadouros e detergentes utilizados na lavagem das pocilgas, estábulos e aviários,
são lançados nos efluentes sem qualquer tratamento, contaminando também as águas superficiais
e subterrâneas, além do seu cheiro nauseabundo, que empesta a atmosfera.

2. Atividades industriais
Figura 4: O derramamento de petróleo pode afectar espécies animais

A indústria constitui, sem dúvida, o setor de atividade mais poluidor da água. Nos circuitos de
produção, a água é utilizada como dissolvente ou reagente químico, na lavagem (com adição de
detergentes), na tinturaria e no arrefecimento, acabando forçosamente por se poluir, e de
frequentemente, tal maneira que se torna imprópria para quaisquer usos.

Com elevadas cargas orgânicas, químicas e substâncias tóxicas e, por isso extremamente venenosa,
essa água é lançada, direta ou indiretamente, nos rios, ribeiras, lagos e albufeiras, onde provoca
graves desequilíbrios ecológicos, com a morte de muitas espécies aquáticas e anfíbias. Por outro
lado, infiltrando-se no solo, vai envenenar as águas subterrâneas, cujas consequências para a saúde
pública são fáceis de adivinhar.

A exploração petrolífera em águas subterrâneas ocorre, principalmente, pelo vazamento do


petróleo no mar e geram desastres ecológicos. Além do vazamento na fase de exploração, a
contaminação pode ocorrer no transporte ou pelo mau estado dos equipamentos de captação.

Saliente-se ainda que se a poluição de um rio ou ribeira podem ser combatidos eficazmente em
alguns anos, as toalhas subterrâneas, que se renovam muito lentamente, podem manter-se
contaminadas durante dezenas ou mesmo centenas de anos.
Nos países industrializados, como os Estados Unidos, França, Alemanha, Bélgica, Itália, Reino
Unido e outros, muitos rios e lagos e respetivas margens constituem autênticas fossas a céu aberto.
Com forte teor de cianetos, amónio, nitratos e detergentes, tornaram-se biologicamente mortos, já
que ali a vida deixou simplesmente de existir.

3. Atividades domésticas

Figura 5: Esgoto doméstico despejado em corpo de água


As atividades domésticas e hoteleiras (hotéis, pensões, restaurantes) constituem também
importantes fontes de poluição das águas, em especial nas áreas de forte concentração urbana.

É muito comum que as águas já usadas nas residências, contendo fezes humanas, urina, restos de
comida, sabões e detergentes, sejam frequentemente lançadas, sem tratamento prévio, nos rios,
lagos e albufeiras, diretamente ou pelas redes de esgoto, causando a poluição da água, o que
constitui uma grave ameaça para a saúde das populações.

A contaminação da água também ocorre pelos resíduos de aterros sanitários mau instalados e
lixões a céu aberto e pela infiltração do chorume no lençol freático. O chorume é o lixo em estado
líquido, que penetra no solo ou corre diretamente em direção aos rios.

Em pequenas quantidades essas substâncias sofrem o processo de decomposição, isto é,


biodegradação pelos microrganismos decompositores. Entretanto, quando despejadas em grandes
quantidades e sem tratamento, provocam um aumento considerável na população
desses microrganismos (ovos de parasitas, fungos, bactérias, e vírus que ocasionam doenças como
tifo, tuberculose, hepatite e cólera), que, ao respirarem, consome o gás oxigênio dissolvido na
água.

4. Contaminação por resíduos de cadáveres

Assim como ocorre com os lixões, a contaminação da água por resíduos de cadáveres deve-se pela
infiltração de substâncias no solo.

Nos cemitérios, onde as medidas biológicas para isolamento dos corpos em decomposição não
ocorrem, o solo é penetrado pelo chamado necrochorume e pode atingir os lençóis freáticos.

O necrochorme é formado pelos restos dos corpos em processo de decomposição.

Classificação da poluição da água


Tendo em conta os tipos de materiais e as formas de poluição, ARAÚJO (2011), faz a seguinte
classificação da poluição:

 Poluição térmica

O processo ocorre por via de aumento da temperatura da água, o aumento da temperatura da água
pode diminui a quantidade de oxigênio dissolvido, diminui do tempo de vida de algumas espécies
aquáticas, altera os ciclos de reprodução, aumenta a quantidade de gás carbônico na atmosfera,
aumenta a velocidade das reações entre os, poluentes presentes na água e potencializa a ação
nociva dos poluentes.

 Poluição química

Ocorre por via de substâncias tóxicas cuja presença na água não é fácil de identificar nem de
remover. Em geral os efeitos são cumulativos e podem levar anos para serem sentidos.

Os poluentes mais comuns das águas são: fertilizantes agrícolas, esgotos domésticos e industrial,
compostos orgânicos sintéticos, plásticos, petróleo e metais pesados.
 Poluição sedimentar

Resulta do acúmulo de partículas em suspensão (solo, produtos químicos insolúveis). O solo


provém da extração mineral, dos desmatamentos e das erosões. E os produtos químicos provêm
da extração mineral e dos esgotos.

 Poluição por matéria orgânica

Resultante do lançamento de esgotos domésticos e industriais ricos em matéria orgânica, carência


do sistema de esgotamento sanitário. Esse tipo de poluição é causado por matérias orgânicas
suscetíveis de degradação bacteriana.

 Poluição biológica

Identifica-se pela presença de microrganismos patogênicos, especialmente na água potável.

3.7.Mecanismos de prevenção e mitigação da poluição

O crescimento da população humana, associado a um grande aumento do consumo, determinou


um novo patamar na demanda de recursos naturais e de produção de resíduos, nesse contexto,
devemos compreender a crise da água como resultado de um processo inadequado de apropriação
e uso dos recursos naturais, que tem duas grandes consequências: a redução dos volumes pelo
crescimento da demanda do recurso hídrico e a redução paulatina da qualidade da água, que limita
a sua disponibilidade.
A poluição das águas é principalmente fruto de um conjunto de atividades humanas. E os poluentes
alcançam águas superficiais e subterrâneas de formas bastante diversas. Este aporte é
arbitrariamente classificado como pontual ou difuso, principalmente para efeito de legislação.
Fontes pontuais compreendem a descarga de efluentes a partir de indústrias e estações de
tratamento de esgoto, dentre outras. Estas fontes são de identificação bastante fácil e portanto
podem ser facilmente monitoradas e regulamentadas. É relativamente fácil se determinar a
composição destes resíduos, assim como definir seu impacto ambiental. Além disso, é possível se
responsabilizar o agente poluidor, caso haja necessidade. Ao contrário, as fontes difusas
apresentam características bastante diferenciadas. Elas se espalham por inúmeros locais e são
particularmente difíceis de serem determinadas, em função das características intermitentes de
suas descargas e também da abrangência sobre extensas áreas. Fontes difusas incluem o
escoamento superficial urbano, escoamento superficial de áreas agrícolas, deposição atmosférica
(seca e húmida), etc. (Bunce, 1994).

Existem duas estratégias adotadas no controle da poluição aquática: (1) redução na fonte e (2)
tratamento dos resíduos de forma a remover os contaminantes ou ainda de convertê-los a uma
forma menos nociva.

O tratamento dos resíduos tem sido a melhor opção no caso de contaminantes de fontes pontuais.
A redução na fonte pode ser aplicada a contaminantes provenientes de ambas as fontes, tanto
pontuais quanto difusas.

Outras estratégias usadas para controlar a poluição da água são a despoluição do meio ambiente e
evitar poluir novamente o meio ambiente.

3.7.1. Despoluição do meio ambiente


 Ampliar o alcance do tratamento de efluentes gerados por esgotos domésticos, agricultura
e indústrias

Podem aqui ser usadas tecnologias de transferência de fase e tecnologias destrutivas.

Tecnologias de transferência de fase: faz-se transferência da fase aquosa para a solida, por
exemplo, pela adição de carvão activo na água. Aqui, a poluição não é eliminada, apenas deixa de
ser veiculada pelo meio aquoso para ser transformada sem resíduos sólidos ou emitida para a
atmosfera.

Tecnologias destrutivas: baseiam-se na oxidação química, tendo a vantagem da ausência de


subprodutos e desvantagem de ser muito caro.

Evitar poluir novamente o meio ambiente

 Ter consciência da necessidade de diminuir o volume de detritos gerados


 Proteger áreas de mananciais da ocupação humana
 Adotar processos efetivos de reciclagem e de reuso da água na indústria
 Implantar métodos mais eficientes de irrigação minimizando o desperdício da água
utilizada na agricultura.

As primeiras evidências da relação entre doenças e o consumo de água poluída foram estabelecidas
na metade do século passado em Londres, na Inglaterra, através da ocorrência de uma epidemia de
cólera. Sabe-se hoje que a água é um dos principais vetores na transmissão de doenças. Cólera e
tifo, que são transmitidas pela água, mataram milhões de pessoas no passado e são ainda uma das
principais causas de doenças ao e dor do globo, especialmente nos países subdesenvolvidos (Glynn
Henry e Heinke, 1996).

 A medida mais eficaz de controlo da contaminação da água é a implantação de sistemas de


coleta e tratamento de esgotos domésticos e industriais. Com isso, evita-se que despejos brutos
sejam lançados nos corpos d’água, poluindo-os.

 A adoção de práticas corretas de coleta e disposição final do lixo também constitui medida de
controlo da poluição da água. Depósitos inadequados de resíduos sólidos, no solo ou
diretamente em corpos d’água, podem resultar na poluição da água.

(KOTINDA, DONHA, et al, 2014)

3.7.2. Controle de contaminação


A medida mais eficaz de controlo da contaminação da água é a implantação de sistemas de coleta
e tratamento de esgotos domésticos e industriais para evitar que despejos brutos sejam lançados
nos corpos de água, poluindo-os. A adoção de práticas corretas de coleta e disposição final do lixo
também constitui medida de controlo da poluição da água. Depósitos inadequados de resíduos
sólidos, no solo ou diretamente em corpos de água, podem resultar na poluição da água.
O tratamento de água é feito para que esta tenha condições adequadas para o consumo, ou seja,
para que a água se torne potável. Para isso é aplicada uma série de processos livrando a água de
qualquer tipo de contaminação e evitando a transmissão de doenças. Esses processos ocorrem em
etapas, dentro de uma estação de tratamento (ETA), conforme apresentado a seguir:
 Coagulação: quando a água na sua forma natural (bruta) entra na ETA, ela recebe, nos tanques,
uma determina quantidade de sulfato de alumínio. Esta substância serve para aglomerar
partículas sólidas que se encontram na água como, por exemplo, a argila.
 Floculação: em tanques de concreto com a água em movimento, as partículas sólidas se
aglutinam em flocos maiores.
 Decantação: em outros tanques, por ação da gravidade, os flocos com as impurezas e
partículas ficam depositados no fundo dos tanques, separando-se da água.
 Filtração: a água passa por filtros formados por carvão, areia e pedras de diversos tamanhos.
Nesta etapa, as impurezas de tamanho pequeno ficam retidas no filtro.
 Desinfecção: é aplicado na água cloro ou ozônio para eliminar micro-organismos causadores
de doenças.
 Fluoretação: é aplicado flúor na água para prevenir a formação de cárie dentária em crianças.
 Correção de PH: é aplicada na água uma certa quantidade de cal hidratada ou carbonato de
sódio. Esse procedimento serve para corrigir o PH da água e preservar a rede de encanamentos
de distribuição.
Para superar a crise da água, é preciso promover mudanças substanciais em vários aspectos, como
conter o aumento da demanda de água devido tanto ao aumento da população e ao uso crescente
deste recurso por parte da indústria e da agricultura reduzindo os excessos no consumo, mediante
a melhoria e ampliação dos sistemas de abastecimento visando reduzir as perdas e da gestão das
bacias hidrográficas de maneira sustentável.

3.7.3. Controle do processo de eutrofização


 Regulamentar o uso e ocupação do solo na bacia hidrográfica;

 Ordenar a ocupação territorial;

 Definir uso Restrito do Solo e Áreas Protegidas;

 Adotar boas práticas na agricultura e pecuária;

 Controlar a erosão e o uso de fertilizantes e herbicidas;

 Preservar as matas ciliares


Tratar esgotos domésticos e efluentes industriais brutos

3.8.Gestão de água

Segundo CAMPOS et al. (2001), (apud Grigg 1996) ele define o gerenciamento de recursos
hídricos como sendo a aplicação de medidas estruturais e não estruturais para controlar os sistemas
hídricos, naturais e artificiais em benefício humano e atendendo a objetivos ambientais. As acções
estruturais são aquelas que requerem construção de barragens e estacoes de tratamentos e as não
estruturais sendo os programas de zoneamento de ocupação de solos e regulamentos contra
desperdício de águas.

Entretanto, as ações estruturais não são muito convenientes porque elas rompem o ciclo
hidrológico nas zonas implementadas, causando problemas no ecossistema nessas zonas. Assim
sendo as instituições responsáveis vem adotando mediadas não estruturais para a gestão das águas,
como alguns instrumentos de gestão de água como as leis, normas, sanções e alguns meios
educativos para gerir a demanda crescente do consumo da água.

3.8.1. Instrumento para a gestão da água


Segundo Campos et al. (2001) (Apud Brooks 1997 e de Bhatia et al 1993) os instrumentos de
gestão podem ser classificados em três grupos:

 Medidas Conjunturais
 Incentivos
 Intervenção Direta

1. Medidas conjuntarias

As medidas conjuntarias são regras para o suprimento o uso de águas, tais como direitos de uso
das água, propriedade de terra, instituições sociais e civis e legislações. Nessa medida o usuário
age de forma mais racional ao usar a água.
1.1.Arranjos legais e institucionais

As legislações e instituições com o objetivo de gerenciamento de água surgiram a longo tempo


atras. Em muitos casos, as leis e instituições tem sucedido muito bem, porem cada modelo deve
ser adaptado conforme as diversas situações, fazendo com que não haja um modelo único.

1.2.Privatização

Normalmente os recursos hídricos são desenvolvidos e geridos pelo setor publico, porem grande
parte das agências governamentais responsáveis pela gestão apresenta vários problemas nas suas
instituições. Assim Grande parte dos países desenvolvidos tem deixado o setor privado encarregue
de desenvolver e gerenciar uma parte dos recursos hídricos.

Segundo Campus et al.( 2001) , existem diversas opções para a participação do setor privado. Uma
delas é manter a água sob propriedade do Estado, mas deixar o setor privado participar através
contratos de gestão, leasing e concessões (apud Bhatia, et. al. 1993). A ideia de manter a água sob
propriedade do estado tem como o objetivo de evitar com que haja monopólio das grandes
empresas multinacional no setor de gerenciamento de água, salvaguardando a distribuição por
igual da água nas populações.

2. Incentivos

Os incentivos podem ser classificados em dois grupos o incentivo económico e o não económico.
O económico sendo o que envolve estabelecimento de várias tarifas, cobranças e incentivos fiscais
e os não económicos como sendo a restrições, sanções, o estabelecimento de quotas de consumos,
estabelecimento de normas de utilização de águas e as campanhas educativas.

2.1.Incentivos econômicos

O incentivo económico vem na vertente de que o homem reage a certo incentivos económicos de
forma previsível, isto e com a aplicação ou aumento do custo de aquisição da água o homem tem
tendência de racionalizar e usar este bem com mais cuidado evitando uso desnecessário.

Embora a cobrança seja amplamente defendida, especialistas alertam que a mesma é condição
necessária, mas não suficiente, para se atingir a eficiência, a equidade e a sustentabilidade.
Defende-se ainda que os subsídios sejam explicitamente justificados e que as tarifas sejam
calculadas no sentido de se encorajar a conservação da água e não apenas para recuperação dos
custos, o que implica que a tarifa deve ser alta o suficiente para se mover dentro da porção elástica
da curva da demanda. Porem o problema surge quando os custos são muito elevados evitando o
acesso a água a populações carentes.

2.2.Tarifa de água

“Um meio viável de se alcançar a eficiência na alocação de um recurso é a utilização do custo


social marginal. Nestas bases, o usuário irá consumir a água até que o seu valor marginal seja igual
ao custo marginal do seu suprimento. Ou seja, o benefício de se consumir a última unidade de água
equivale ao custo de provê-la. A aplicação deste princípio requer que o consumo de água seja
medido, que a cobrança seja proporcional à quantidade consumida e que o cálculo dos custos
marginais do suprimento de água seja razoavelmente preciso. É necessário ainda que sejam
incluídos os custos de oportunidade, de tratamento e de transporte, além dos custos ambientais”
(Campus et al. 2001, apud, Bhatia et. al., 1993).

A tarifa de água pode ser um meio eficiente de conservação da água, mas o seu impacto na redução
do volume consumido depende de como o consumidor responde ao aumento dessa tarifa. O
comprador tem interesse em adquirir determinado produto em quantidades maiores quando o preço
baixa, assim como é levado a restringir ou reduzir seu consumo quando o preço se eleva.

3. Incentivos não- econômicos

Umas variedades enormes de medidas não-econômicas podem ser consideradas no sentido de


promover um gerenciamento eficiente da demanda de água, tais como campanhas educativas,
normas para controle do tempo e da quantidade do fornecimento, restrições e sanções, entre outras.

3.1.Restrições e sanções

Em lugares em que as instituições têm o controle total de gerenciamento de agua, ela pode em
tempo de escassez cortar o abastecimento da agua em algumas regiões de modo a conservar o
recurso. As sanções normalmente são aplicadas a usuários que não obedecem as normas vigentes
na região,

3.2.Quotas e Normas
As quotas e normas são aplicadas de maneira a estabelecer quotas de consumo ao usuário a utilizar
uma quantidade de água preestabelecida pela instituição responsável e punindo o usuário que
exceda essa quantidade através de multas, sanções ou tarifas punitivas.

Campus et al. 2001, ( apud, Bhatia et al. 1993) citam o exemplo do East Bay Municipal Utility
District, na Califórnia, que usa uma estrutura tarifária progressiva. Aqueles que consumem 140%
do valor alocado por sua quota, por exemplo, pagam uma tarifa seis vezes superior à tarifa normal.

3.3.Campanhas educativas

Segundo (Campus et al. 2001, apud, Bhatia et.al. 1993), campanhas educativas e de apelo ao
espírito público do usuário são frequentemente utilizadas, com sucesso, como um instrumento de
conscientização do usuário quanto à necessidade da conservação de água durante períodos de
escassez temporária. Segundo os autores, durante uma seca severa na Califórnia, a cidade de San
Diego conseguiu reduzir em 30% a demanda de água, apenas com esta medida.

As campanhas educativas apesar de ser difícil de dispor números que traduzem o quão efetiva são.
Ela ajudar a transmitir as consequências do uso excessivo de água e as cobranças feitas pelas
instituições vigentes

4. Intervenção direta

A intervenção direta vem no sentido de criar pogramas de incentivo a eficiência, da reciclagem e


da reutilização e diminuição da poluição.

3.7.3. Dicas para economizar Água


Do ponto de vista de KOTINDA, DONHA, et al, (2014), várias são s formas de economizar água,
das quais fazem referência as seguintes:

 Um banho de duchar de quinze minutos consome 240 litros de água. Fechar a torneira
enquanto se ensaboa, diminuindo o tempo de banho para cinco minutos, reduz o gasto para
80 litros.
 Escovar os dentes durante cinco minutos com a torneira aberta provoca um gasto de 80
litros. Molhar a escova, fechar a torneira e enxaguar a boca com um copo de água consome
1 litro.
 Para lavar a louça na pia com a torneira aberta, durante quinze minutos, gastam-se 240
litros. Limpar os restos dos pratos com uma escova, usar a água retida na cuba para
ensaboar a louça e abrir a torneira só na hora do enxague gera uma economia de 220 litros.
 Esqueça a mangueira na hora de lavar a calçada. Água, só depois de varrer bem as folhas
e a sujeira.
 Use as lavadoras de louça e de roupa apenas quando estiverem cheias.
 Atenção aos pequenos vazamentos. Aquelas gotas que insistem em pingar da torneira da
cozinha significam um gasto extra de 46 litros por dia. As torneiras devem ser fechadas por
completo depois do uso e consertadas se apresentarem qualquer defeito.
 Com uma mangueira semiaberta, gastam-se 560 litros para lavar o carro. Se o serviço for
feito com um balde, o consumo é de 40 litros.

4. Considerações finais
5. Referências bibliográficas
 CAMPOS, Nilson & STUDART, Ticiana “Gestão das Aguas princípios e praticas”
Fortaleza Brasil, ABRH 2 ed, 2001.
 BRANCO, António Jorge de Carvalho Lourenço “NOVOS PARADIGMAS PARA A
GESTÃO DA ÁGUA E DOS SERVIÇOS DE ÁGUA E SANEAMENTO: O CASO DE
PORTUGAL” [on line]. Portugal 2007, Dissertação (Mestre em Ciências e Tecnologias
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 https://www.google.com/search?q=causa+da+poluicao+hidrica&ei=ZMZ-
XNLHC6qugwf8p4OoBQ&start=10&sa=N&ved=0ahUKEwjSidn11uvgAhUq1-
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 http://info.opersan.com.br/polui%C3%A7%C3%A3o-da-%C3%A1gua-as-principais-
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 http://www.explicatorium.com/sociedade/fontes-poluidoras-agua.html