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FACULDADE SATC

BRUNO CASAGRANDE SELINGER


GIAN ROVARIS DE VARGAS
RODRIGO TENFEN DACOREGIO
TUANY LUCIETTI

ATIVIDADE BASEADA EM PROBLEMAS – LEVANTAMENTO DAS CURVAS “V”


DE UM MOTOR SÍNCRONO

Criciúma
Dezembro – 2018
BRUNO CASAGRANDE SELINGER
GIAN ROVARIS DE VARGAS
RODRIGO TENFEN DACOREGIO
TUANY LUCIETTI

ATIVIDADE BASEADA EM PROBLEMAS – LEVANTAMENTO DAS CURVAS “V”


DE UM MOTOR SÍNCRONO

Trabalho realizado em sala de aula na disciplina de


conversão eletromecânica II referente as atividades
baseadas em problemas - ABP.

Criciúma
Dezembro – 2018
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1 INTRODUÇÃO

Apresentação do Problema Levantamento das Curvas "V"de um Motor Síncrono


Durante a construção de um parque fabril, a empresa de vocês necessitou de
diferentes motores para a realização do processo industrial. Considerando a dimensão
da fábrica, e que os processos realizados necessitavam de equipamentos à
velocidade constante, decidiu-se adquirir pelo menos um motor síncrono. Desta
maneira, ele pode ser utilizado não para realização de processo, como também para
a correção de fator de potência.
O motor comprado foi um motor de 2300 V, 2000 CV 0.8-FP atrasado, 60 Hz,
con gurado em Y. Dos dados de placa do motor, veri ca-se que usa reatância
síncrona é de 1,5 Ω, e sua resistência de armadura é de 0,3 Ω. Este motor síncrono
vem equipado um uma excitatriz de 200 Vcc, com corrente máxima de campo IF de
10 A. Demais dados de placa incluem as perdas à 60 Hz. Para esta velocidade, as
perdas por atrito e ventilação são de 50 kW, enquanto as perdas no ferro são de 40
kW.
Ao realizar o ensaio de característica de circuito aberto, e interpolar os dados,
obteve-se uma curva de magnetização descrita pelo seguinte polinômio:

VT,CCA = −0, 0804.I5 F + 2, 4943I 4 F − 25, 389.I3 F + 53, 157.I2 F + 605.32.IF


+ 0, 6818 (1)

Deseja-se utilizar este motor para corrigir fator de potência. Para tanto, é
necessário saber o ajuste da excitação durante a operação. Para facilitar este
processo, vocês foram incumbidos de levantar as curvas "V"para este motor,
juntamente com os diagramas fasoriais, para os seguintes casos: • Motor operando a
vazio; • Motor operando à 20% do carregamento (caso 1); • Motor operando à 40% do
carregamento (caso 2); • Motor operando à 60% do carregamento (caso 3); • Motor
operando à 80% do carregamento (caso 4); • Motor operando à 90% do carregamento
(caso 5); • Motor operando à 100% do carregamento - 2000 HP (caso 6).
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2 ATIVIDADES DESENVOLVIDAS

Através do polinômio dado plotamos o gráfico que representa o ensaio de Característica


de Circuito Aberto (CCA) que relaciona a tensão interna (Ea) com a corrente de campo
(If):

A seguir as técnicas conhecidas utilizadas pelo grupo não foram suficientes


para a resolução do problema. Porem os estudos foram baseados nas teorias de
Chapmam como mostra o texto a seguir:

“Quando o valor de EA aumenta, o módulo da corrente de armadura IA primeiro


diminui e em seguida cresce novamente. Com valores baixos de EA, a corrente de
armadura está atrasada e o motor é uma carga indutiva. Ele está funcionando como
uma combinação de indutor e resistor, consumindo potência reativa Q.
Quando a corrente de campo é aumentada, a corrente de armadura acaba
alinhando-se com V_ e o motor aparecerá como uma resistência pura. Quando a
corrente de campo for novamente aumentada, a corrente de armadura torna-se
adiantada e o motor torna-se uma carga capacitiva. Agora, ele está funcionando como
uma combinação de capacitor e resistor, consumindo potência reativa negativa _Q ou,
alternativamente, fornecendo potência reativa Q ao sistema. Um gráfico de IA versus
IF para um motor síncrono está mostrado na Figura
O gráfico é denominado curva V de um motor síncrono, pela razão óbvia de
que sua forma é como a letra V. Há diversas curvas V desenhadas, correspondendo
a diferentes níveis de potência ativa. Para cada curva, a corrente de armadura mínima
ocorre com o fator de potência unitário, quando somente potência ativa está sendo
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fornecida ao motor. Em qualquer outro ponto da curva, alguma potência reativa


também estará sendo fornecida para ou pelo motor. Para correntes de campo
menores do que o valor que corresponde a IA mínima, a corrente de armadura está
atrasada, consumindo Q. Para correntes de campo maiores do que o valor que
corresponde a IA mínima, a corrente de armadura está adiantada, fornecendo Q ao
sistema de potência, como um capacitor faria. Portanto, controlando a corrente de
campo de um motor síncrono, poderemos controlar a potência reativa fornecida ou
consumida pelo sistema de potência.”