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ele004-Comandos Elétricos
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ele004-Comandos Elétricos

Federação das Indústrias do Estado do Espírito Santo – Findes

Lucas Izoton Vieira Presidente

Senai – Departamento Regional do Espírito Santo

Manoel de Souza Pimenta Diretor-gestor

Robson Santos Cardoso Diretor-regional

Alfredo Abel Tessinari Gerente de Operações e Negócios

Fábio Vassallo Mattos Gerente de Educação e Tecnologia

Agostinho Miranda Rocha

Gerente de Educação e Tecnologia Agostinho Miranda Rocha Equipe técnica Marcelo Bermudes Gusmão Coordenação

Equipe técnica

Marcelo Bermudes Gusmão Coordenação

Sandro Silva

Elaboração

Giovani Gujansky

Revisão técnica

Lygia Bellotti Adaptação de linguagem

Amanda Correia de Freitas Revisão gramatical

Tatyana Ferreira

Revisão pedagógica

Andrelis Scheppa Gurgel

Ferreira Revisão pedagógica Andrelis Scheppa Gurgel Jackeline Oliveira Barbosa Jarbas Gomes Diagramação

Jackeline Oliveira Barbosa Jarbas Gomes Diagramação

Eugênio Santos Goulart Fabrício Zucoloto Fernando Emeterio de Oliveira Ilustração

Fernanda de Oliveira Brasil Leonardo Pedrin Maria Carolina Drago i Tatyana Ferreira Vanessa Yee Organização

Eletroeletrônic a Comandos Elétricos Versão 0 Vi tória 2009
Eletroeletrônic a Comandos Elétricos Versão 0 Vi tória 2009

Eletroeletrônic a

Comandos Elétricos

Versão 0

Vi tória

2009

© 2009. Senai - Departamento Regional do Espírito Santo Todos os direitos reservados e protegidos pela Lei nº 9.610, de 19/02/1998. É proibida a reprodução total ou parcial desta publicação, por quaisquer meios, sem autorização prévia do Senai-ES.

Senai-ES Divisão de Educação e Tecnologia - Detec

Ficha catalográfica elaborada pela Biblioteca do Senai-ES - Unidade Vitória

Dados Internacionais de Catalogação-na-publicação (CIP)

SENAI. Departamento Regional do Espírito Santo.

S492c

Comandos elétricos / Serviço Nacional de Aprendizagem Indus- trial, Departamento Regional do Espírito Santo. - Vitória : SENAI/ES,

2009.

74p. : il.

Inclui bibliografia

1. Comandos elétricos. 2. Acionamento elétrico. 3. Dispositivo de proteção. 4. Dispositivo de sinalização. 5. Diagrama de comando. 6. Motor elétrico. 7. Chave de partida. I. Título.

Senai-ES - Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial

Departamento Regional do Espírito Santo Av. Nossa Senhora da Penha, 2053 Ed. Findes - 6º andar Cep: 29056-913 - Vitória - ES Tel: (27) 3334-5600 - Fax: (27) 3334-5772 - http://www.es.senai.br

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Apresentação

A busca por especialização profissional é constante. Você, assim como a maioria das pessoas que deseja agregar valor ao currículo, acredita nessa ideia. Por isso, para apoiá-lo na permanente tarefa de se manter atuali- zado, o Senai-ES apresenta este material, visando a oferecer as informa- ções de que você precisa para ser um profissional competitivo.

Todo o conteúdo foi elaborado por especialistas da área e pensado a partir de critérios que levam em conta textos com linguagem leve, gráfi- cos e ilustrações que facilitam o entendimento das informações, além de uma diagramação que privilegia a apresentação agradável ao olhar.

Como instituição parceira da indústria na formação de trabalhadores qua- lificados, o Senai-ES está atento às demandas do setor. A expectativa é tornar acessíveis, por meio deste material, conceitos e informações neces- sárias ao desenvolvimento dos profissionais, cada vez mais conscientes dos padrões de produtividade e qualidade exigidos pelo mercado.

cada vez mais conscientes dos padrões de produtividade e qualidade exigidos pelo mercado. • Comandos Elétricos

Comandos Elétricos

• Comandos Elétricos 6

Comandos Elétricos

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Sumário

Comandos Elétricos

9

Circuitos básicos de acionamento elétrico

27

Diagramas

37

Motores elétricos e chaves de partida

45

Instalações de sistemas de partida de motores elétricos

57

Referências Bibliográficas

73

de sistemas de partida de motores elétricos 57 Referências Bibliográficas 73 • Comandos Elétricos 7

Comandos Elétricos

• Comandos Elétricos 8

Comandos Elétricos

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Comandos Elétricos

O processo de acionamento de um motor não inclui somente a conexão

dele a uma rede elétrica. Para trabalhar com os motores, é necessário conhecer as características principais de cada tipo disponível no mercado, além de suas normas de funcionamento e segurança. As determinações da concessionária de energia local e outros fatores que influenciam no funcionamento adequado de um motor também precisam ser domina- dos pelos profissionais que atuam com os comandos elétricos.

Para que você trabalhe com propriedade e segurança nessa área, você estudará neste curso os diferentes sistemas de partida de motores elé- tricos monofásicos e trifásicos, além dos componentes utilizados na montagem de quadros de comando de cada um dos tipos de motores.

A interpretação dos diagramas que representam os circuitos de aciona-

mentos desses dispositivos também será abordada.

Lembre-se de que seu aprendizado exige esforço e dedicação e irá con- tribuir bastante para sua atuação em trabalhos de eletricidade.

Bons estudos!

Dispositivos

Os dispositivos de comando, proteção e sinalização têm a função de comandar, proteger e sinalizar os comandos elétricos. Neste capítulo você vai conhecê-los melhor. O primeiro tipo abordado vão ser os dis- positivos de comando.

Dispositivos de comando

Estes elementos de comutação são responsáveis por permitir ou impedir a passagem da corrente elétrica entre uma ou mais partes do circuito.

A seguir, você vai estudar os tipos mais comuns.

Chave

As chaves, que recebem também o nome de contato, realizam a cone- xão ou desconexão entre dois pontos do circuito elétrico. Possuem dois terminais, um que fica ligado a uma fonte ou gerador e outro que se conecta à carga ou receptor.

um que fica ligado a uma fonte ou gerador e outro que se conecta à carga

Comandos Elétricos

Esses dispositivos são fabricados a partir de metais de resistência elétrica de baixo valor, para não dificultar a passagem da corrente e de alta resis- tência mecânica para ligar e desligar.

A parte de metal deve ter área de secção transversal de acordo com a cor-

rente comandada. Quanto maior for a corrente que demanda comando,

maiores precisam ser os contatos usados na montagem.

Um fator importante em relação à pressão de contato entre as partes móveis é que os contatos maiores vão demandar pressões de contato elevadas visando obter o menor valor possível de corrente no ponto de contato.

Quanto maior for a tensão na qual o contato atua, maior deve ser a sepa- ração dos contatos no momento do desligamento do circuito.

Para evitar que haja desgaste no circuito por conta de arco voltaico resul- tante do processo de desligamento de processo que envolva carga indu- tiva, a velocidade de ligação ou desligamento deve ser a maior possível.

Há diversos tipos de contato com trava, como o tipo alavanca apli- cado em interruptores de iluminação. Existem também os contatos de impulso, que possuem uma posição normal, garantida por uma mola e outra contrária, que se mantém somente enquanto houver impulso de atuação do contato. Estes dispositivos podem ser chamados de fechador ou abridor, de acordo com a posição em que a mola está.

As chaves podem ser de dois tipos: seccionada e seletora.

Seccionadora

Este tipo de chave é responsável por promover a manobra de abertura ou de desligamento dos condutores que fazem parte de uma instalação elétrica. Esta abertura é feita para manter a instalação desligada.

Seguindo uma margem de segurança, a chave seccionadora deve supor- tar a tensão e a corrente nominal da instalação. Essa situação é bastante comum em contatos elétricos, mas neste caso a margem exigida é maior.

É necessário que as seccionadoras demonstrem externamente se estão desligadas ou ligadas.

Este equipamento também deve ter formato que possibilita a ligação somente com os meios adequados para tal e torne impossível o aciona- mento do aparelho por choques mecânicos ou vibrações. As chaves sec- cionadores tripolares, por exemplo, precisam garantir que as três fases sejam ligadas ao mesmo tempo.

As seccionadoras podem ser adequadas para atuar da seguinte forma:

ligadas ao mesmo tempo. As seccionadoras podem ser adequadas para atuar da seguinte forma: • Comandos

Comandos Elétricos

Sob carga interruptora

Neste caso, a chave é responsável pelo desligamento do circuito. Para isso, deve possuir câmara de extinção do arco voltaico, que se forma no desligamento, sua abertura e fechamento que devem ser auxiliadas por molas para elevar a velocidade das operações.

Sem carga

Se as chaves não possuírem carga, a passagem da corrente será interrom- pida por um outro dispositivo, como o disjuntor. Nesse caso, a chave só deverá ser aberta se o circuito já estiver sem corrente. Assim, esta pode possuir uma chave NA auxiliar que precisa desligar o disjuntor antes que a operação de abertura termine.

As chaves podem ainda apresentar operação apenas local e remota, situ- ação na qual sua operação é motorizada.

Seletora

Este tipo de chave apresenta duas ou mais posições e pode desempe- nhar uma ou mais funções em um processo. A chave seletora possui um ponto de contato comum com os outros contatos. Veja na ilustração a seguir esse tipo de chaves.

C

Veja na ilustração a seguir esse tipo de chaves. C (a) Chave de impulso: três posições

(a) Chave de impulso: três posições

C NF NA (b) Chave trava: duas posições
C
NF
NA
(b) Chave trava: duas posições

Depois das chaves, você vai conhecer as botoeiras, outro dispositivo de comando.

Botoeiras

Este é um tipo de dispositivo que não possui retenção e que pode ser acionado manualmente. Na maioria dos casos, as botoeiras apresentam um contato aberto e outro fechado. Conforme o tipo de sinal que deve ser enviado ao comando elétrico, recebem o nome de pulsadores ou de trava.

A função dos pulsadores é inverter os contatos a partir da ativação de um botão. A volta para a posição inicial é realizada pela atuação de uma mola quando o acionamento é finalizado. Apresentam um contato aberto e um fechado que podem ser ativados por um dispositivo pulsa- dor liso e voltar à posição de destino com o uso de uma mola.

por um dispositivo pulsa- dor liso e voltar à posição de destino com o uso de

Comandos Elétricos

Atente para a figura a seguir e observe que se o botão não for acionado, os contatos 11 e 12 vão ficar fechados, o que possibilita a passagem da corrente elétrica ao mesmo tempo em que os contatos 13 e 14 conti- nuam abertos e interrompem a passagem desta.

No momento em que o botão é ativado, os contatos são invertidos, assim, estes retornam à posição inicial com o uso da mola de retorno.

A abertura do fechador é garantida pela mola e se fecha enquanto esti-

ver acionado. Quando o circuito está aberto, recebe o nome de normal- mente aberto (ou NA).

O abridor é um dispositivo que se mantém fechado com o uso de uma

mola que se abre ao mesmo tempo em que ele estiver acionado, por

esta função é denominado normalmente fechado (ou NF).

botão tipo

13

11

cogumelo contato NF 14 12 simbolo bornes bornes contato NA mola de reposição
cogumelo
contato
NF
14 12
simbolo
bornes
bornes
contato NA
mola de reposição
13 11 cogumelo contato NF 14 12 simbolo bornes bornes contato NA mola de reposição •
13 11 cogumelo contato NF 14 12 simbolo bornes bornes contato NA mola de reposição •

Comandos Elétricos

13 11 cogumelo contato NF 14 12 simbolo bornes bornes contato NA mola de reposição •

Relé

O relé apresenta normalmente uma bobina e um conjunto de contatos.

Observe a figura a seguir que ilustra a parte física de um relé, além do símbolo elétrico que o representa.

C NF Isolador NA M Terminais da a bobina
C
NF
Isolador
NA
M
Terminais da
a
bobina

Núcleo

NA NF NA NF

K C C
K
C
C

No momento em que a bobina recebe energia, os contatos passam a ocu- par novas posições que são mantidas enquanto a bobina for alimentada.

O relé pode apresentar diversos conjuntos de contatos. Entre os princi-

pais benefícios do uso do elemento é que há isolação galvânica entre os terminais da bobina e os contatos NA e NF. Veja a ilustração a seguir que demonstra mais uma vantagem do relé que é o acionamento de cargas com tensões diversas por meio da aplicação de somente um dispositivo.

NF NF S NA NA 24V K C C 127V 220V Carga 1 Carga 2
NF
NF
S
NA
NA
24V
K
C
C
127V
220V
Carga 1
Carga 2
de somente um dispositivo. NF NF S NA NA 24V K C C 127V 220V Carga

Comandos Elétricos

Outra propriedade muito explorada nos relés é a propriedade de memó- ria por meio de circuito de autorretenção ilustrado na figura a seguir.

K S1 K V1 S2 K L
K
S1
K
V1
S2
K L

No caso ilustrado acima, a chave (botoeira) (S1) ativa a bobina (K) e faz com que o contato auxiliar (K) estabeleça um novo modo de manu- tenção da bobina energizada. Assim, não há desligamento do relé no momento que a chave S1 é desativada. O contato auxiliar é comumente denominado contato de retenção ou selo. Para o desligamento, é utili- zada a chave (S2).

Agora, conheça alguns tipos de relés de tempo.

De tempo

Os relés de tempo são ativados por corrente alternada. Sua aplicação ocorre em manobras que demandam temporização, em esquemas de comando, para partida, proteção e regulagem de diversos equipamen- tos. Os relés de tempo eletrônicos também podem ter aplicações em corrente contínua.

também podem ter aplicações em corrente contínua. De tempo com retardo na ligação O relé de

De tempo com retardo na ligação

O relé de tempo com retardo na ligação recebe este nome, pois a comu- tação dos contatos ocorre somente após um tempo, que é regulado de

este nome, pois a comu- tação dos contatos ocorre somente após um tempo, que é regulado

Comandos Elétricos

acordo com uma escala.

A energização dos terminais de alimentação do dispositivo é que dá iní- cio à temporização. A figura a seguir mostra um exemplo que explicita o funcionamento.

chave S

lâmpada L

+ S L K NA -
+
S
L
K
NA
-

NF

C

L
L

fechada

aberta

acesa

apagada

De tempo com retardo no desligamento

Depois da desenergização dos terminais de alimentação, este tipo de relé conserva os contatos comutados por um tempo determinado por escala própria. Veja a ilustração que demonstra seu funcionamento.

chave S

lâmpada L

+ S L K NA -
+
S
L
K
NA
-

NF

C

t
t

fechada

aberta

acesa

apagada

Após estudar os relés, você verá como funciona o contator.

t fechada aberta acesa apagada Após estudar os relés, você verá como funciona o contator. •

Comandos Elétricos

Contator

O contator é um elemento eletromagnético responsável pelo aciona-

mento e o desligamento do circuito do motor. Sua aplicação é feita espe- cialmente em comandos elétricos automáticos à distância. O dispositivo possui uma bobina que, ao receber energia, desenvolve um campo mag- nético no núcleo fixo que atrai um núcleo móvel que tem a função de fechar o circuito.

Com a interrupção do envio de alimentação para a bobina, o campo mag- nético passa a não existir mais, o que leva o núcleo a retornar, por meio de molas, ao seu local de destino, conforme ilustra a figura a seguir.

A operação de um contator pode ser comparada a de um relé no

momento em que sua bobina é energizada e os contados NF se abrem

e os NA se fecham.

Ip Contato móvel Mola Ip Contato xo Núcleo móvel Bobina Núcleo xo Ip
Ip
Contato móvel
Mola
Ip
Contato xo
Núcleo móvel
Bobina
Núcleo xo
Ip

As partes que compõem o contator são chamadas contatos. Você vai estudá-los agora.

Contatos

Um contator possui contatos principais e auxiliares. Geralmente, os prin- cipais são mais robustos e toleram valores de correntes mais elevados, de acordo com o tipo de carga que o motor precisa movimentar. Assim, quanto maior for a carga, maior deverá ser a corrente nos contatos.

Os auxiliares são responsáveis pela sinalização e comandos de motores de tipos diversos. Podem ser contatos NF (normalmente fechado) e NA (normalmente aberto).

de tipos diversos. Podem ser contatos NF (normalmente fechado) e NA (normalmente aberto). • Comandos Elétricos

Comandos Elétricos

Confira a seguir a simbologia de contatores e a identificação dos conta- tos e da bobina.

1 3 K1 2 4 Bobina
1
3
K1
2
4
Bobina

Contatos principais

A1

5

6

13 21 31 43 K1 Bobina 14 22 32 44
13
21
31
43
K1
Bobina
14
22
32
44

A2

Contatos auxiliares

A caracterização de um contator leva em consideração as seguintes ques-

tões: número de contatos, tensão nominal da bobina, corrente máxima nos contatos e condições de operação que estabelecem as categorias de aplicação. Conheça, agora, o principal tipo de contador: o de impulsos elétricos.

Contator de impulsos elétricos

A função do elemento é fazer a contagem progressiva, a partir da opera-

ção dos impulsos elétricos, na bobina contadora. Os impulsos são origi- nários de outros dispositivos, como relés, contatores, chaves e sensores elétricos.

origi- nários de outros dispositivos, como relés, contatores, chaves e sensores elétricos. • Comandos Elétricos 17

Comandos Elétricos

As chaves de impulso que ficam no painel do contador é que oferecem as condições para o usuário programar os aparelhos. No momento em que o número de impulsos elétricos na bobina for o mesmo programado pelo usuário haverá o acionamento dos contatos do contador. Veja a seguir o funcionamento do dispositivo.

chave S

Reset

lâmpada L

+ S L K NA -
+
S
L
K
NA
-

NF

C

dispositivo. chave S Reset lâmpada L + S L K NA - NF C fechada aberta

fechada

aberta

aconado

desacionado

acesa

apagada

A seguir, você vai aprender mais sobre os dispositivos de proteção.

Proteção

Os dispositivos de proteção são aplicados no circuito de modo inter- calado visando a impedir a passagem de corrente elétrica, em caso de serem identificadas condições anormais, como o curtos-circuitos ou sobrecargas. Os curtos-circuitos ocorrem devido a ligações eventuais de elementos condutores submetidos a tensão, o que faz com que a cor- rente alcance um valor além do normal, causando excesso de tempera- tura e de esforços térmicos eletrodinâmicos.

A sobrecarga, que significa corrente superior à corrente nominal da ins-

talação, se for aplicada no circuito por muito tempo provoca danos à ins- talação elétrica e aos equipamentos devido à elevação da temperatura.

Para que estas disfunções não ocorram, normalmente, são aplicados dis- positivos de proteção, como fusível, o disjuntor e o relé. Você vai conhe- cer cada um deles a seguir. Confira.

como fusível, o disjuntor e o relé. Você vai conhe- cer cada um deles a seguir.

Comandos Elétricos

Fusível

O acionamento do fusível ocorre devido à abertura de um filamento que

é atravessado por corrente elétrica maior que o valor da especificação. A

ilustração a seguir representa um fusível tipo cartucho e seu símbolo. Há também outros tipos, como Diazed e NH, usados quando é necessária

maior capacidade de corrente.

Filamento Tubo de Vidro Terminal (a) Representação
Filamento
Tubo de Vidro
Terminal
(a) Representação

FUS. 5A

Tubo de Vidro Terminal (a) Representação FUS. 5A (b) Simbolo elétrico Normalmente, os fusíveis têm
Tubo de Vidro Terminal (a) Representação FUS. 5A (b) Simbolo elétrico Normalmente, os fusíveis têm
Tubo de Vidro Terminal (a) Representação FUS. 5A (b) Simbolo elétrico Normalmente, os fusíveis têm
Tubo de Vidro Terminal (a) Representação FUS. 5A (b) Simbolo elétrico Normalmente, os fusíveis têm
Tubo de Vidro Terminal (a) Representação FUS. 5A (b) Simbolo elétrico Normalmente, os fusíveis têm
Tubo de Vidro Terminal (a) Representação FUS. 5A (b) Simbolo elétrico Normalmente, os fusíveis têm

(b) Simbolo elétrico

Normalmente, os fusíveis têm dimensão 20% maior que a da corrente nominal do circuito. Eles podem ser denominados de ação retardada ou rápida. O primeiro tipo é aplicado em equipamentos que apresentam corrente de partida muito maior que a nominal, como motores elétricos

e cargas capacitivas. O fusível de ação rápida é aplicado quando há car-

gas resistivas para proteger semicondutores, como o diodo e o tiristor

em conversores estáticos de potência.

o diodo e o tiristor em conversores estáticos de potência. Tipo: Diazed Usado em circuitos baixa

Tipo: Diazed Usado em circuitos baixa potência (possui porta-fusível)

Tipo: “NH” Usado em circuitos de alta potência (conetado por encaixe)

porta-fusível) Tipo: “NH” Usado em circuitos de alta potência (conetado por encaixe) • Comandos Elétricos 19

Comandos Elétricos

Disjuntor termomagnético

Este dispositivo pode ser usado para proteção e, algumas vezes, como

chave. A função dele é cessar a passagem de corrente, se houver sobre- carga ou curto-circuito. A ação é realizada com base no princípio da dila- tação de lâminas fabricadas a partir de metais distintos e que possuem coeficientes de dilatação diferentes. Uma pequena sobrecarga deforma

o sistema sob o calor, e o circuito é desligado. A B O impedimento da
o
sistema sob o calor, e o circuito é desligado.
A
B
O
impedimento da ocorrência de curto-circuito é feito por meio de um dis-

positivo magnético, que desativa o circuito quase que instantaneamente.

Os disjuntores podem ser: monopolares, bipolares e tripolares, conforme mostram as imagens.

Entre os benefícios do uso dos disjuntores termomagnéticos é que eles podem ser religados e não demandam reposição. Além disso, podem também ser usados como chave de comando.

Além disso, podem também ser usados como chave de comando. Disuntor Monopolar Disuntor Bipolar Disuntor Tripolar

Disuntor Monopolar

também ser usados como chave de comando. Disuntor Monopolar Disuntor Bipolar Disuntor Tripolar Relé de sobrecarga

Disuntor Bipolar

como chave de comando. Disuntor Monopolar Disuntor Bipolar Disuntor Tripolar Relé de sobrecarga ou térmico O

Disuntor Tripolar

Relé de sobrecarga ou térmico

O funcionamento do relé de sobrecarga também está baseado na dila-

tação linear de duas lâminas metálicas com coeficientes de dilatação tér-

mica diferentes e acopladas rigidamente entre si (bimetal).

A dilatação ocorre, por exemplo, quando há uma falta de fase em circuito

elétrico, o que provoca o aumento de corrente e, consequentemente, do calor, e a dilatação das lâminas.

A deformação provocada pela dilatação aciona a abertura do contato

auxiliar que, por sua vez, interrompe a passagem da corrente, desati-

vando a carga do circuito. Para acioná-la novamente, é preciso solucionar

a disfunção que provocou o desarme do relé térmico e, depois, acionar o botão de rearme do relé.

Veja as principais partes de um relé térmico:

Contato auxiliar (NA + NF ) de comando da bobina do contator.

Botão de regulagem da corrente de desarme.

(NA + NF ) de comando da bobina do contator. • Botão de regulagem da corrente

Comandos Elétricos

Botão de rearme de ação manual.

Três bimetais.

Agora, veja na figura a seguir um exemplo de circuito de potência utili- zando um relé térmico.

Relé Térmico

Vr FUS 1 4 Vs FUS 2 5 Vt FUS 3 6 C Motor
Vr
FUS
1
4
Vs
FUS
2
5
Vt
FUS
3
6
C
Motor

(a) Circuito de Potência

+

FUS

R1 S1 c S2 c -
R1
S1
c
S2
c
-

(b) Circuito de Comando

Depois dos dispositivos de proteção, é hora de estudar quais dispositivos são acionados em um painel, quando há uma ocorrência.

Sinalização

Os dispositivos de sinalização demonstram o estado de painéis de comando ou de processos automatizados. Os dados mais comuns identi- ficados por estes dispositivos são: ligado, desligado, falha e emergência. Estude cada um deles.

Indicador visual

Estes elementos enviam sinais de luz que demonstram, por exemplo, estado de emergência, falha, entre outros. Os indicadores visuais são os dispositivos mais aplicados, pois além de simples, apresentam baixo custo e são eficientes na indicação.

aplicados, pois além de simples, apresentam baixo custo e são eficientes na indicação. • Comandos Elétricos

Comandos Elétricos

As informações são fornecidas por lâmpadas, também conhecidas como LED - sigla em inglês diodos emissores de luz. Veja a tabela a seguir que demonstra as cores que indicam cada estado.

L

a seguir que demonstra as cores que indicam cada estado. L Estado Cor Ligado Vermelho Desligado

Estado

Cor

Ligado

Vermelho

Desligado

Verde

Falha

Amarelo

Indicador acústico

Este dispositivo envia sinais sonoros que indicam falhas ou emergência, por meio de sirenes e buzinas elétricas. Geralmente, os indicadores acús- ticos são aplicados em locais que não permitem a visualização de sinais luminosos e quando é necessário que sejam percebidos por várias pes- soas em diferentes locais.

Agora, veja quais os símbolos mais utilizados em comandos elétricos.

quais os símbolos mais utilizados em comandos elétricos. Símbolo Principais símbolos em comandos elétricos Observe
quais os símbolos mais utilizados em comandos elétricos. Símbolo Principais símbolos em comandos elétricos Observe

Símbolo

Principais símbolos em comandos elétricos

Observe que alguns destes símbolos são bastante utilizados. Confira.

SÍMBOLO DESCRIÇÃO Disjuntor com elemento magnético, que protege contra corrente de curto-circuito Transformador
SÍMBOLO
DESCRIÇÃO
Disjuntor com elemento magnético, que protege contra
corrente de curto-circuito
Transformador trifásico
Botoeira NF
E
Botoeira NF com retorno por mola
E
Fusível

Comandos Elétricos Comandos Elétricos

SÍMBOLO DESCRIÇÃO E Contato normalmente aberto (NA) Contato normalmente fechado (NF) Acionamento temporizado na
SÍMBOLO
DESCRIÇÃO
E
Contato normalmente aberto (NA)
Contato normalmente fechado (NF)
Acionamento temporizado na ligação
Lâmpada / Sinalização
M
Motor trifásico
3~

Identificação dos contatos principais

Os terminais de entrada 1, 3 e 5 voltam-se para a rede (fonte), no momento em que os terminais de saída 2, 4 e 6 se voltam para o motor (carga). Os terminais de alimentação da bobina são identificados como “A1” e “A2” ou ainda “a” e “b”.

1 3 5 A1 2 4 6 A2 1 3 5 12 2 4 6
1
3
5
A1
2
4
6
A2
1 3 5
12
2
4
6

Contator

14

ou ainda “a” e “b”. 1 3 5 A1 2 4 6 A2 1 3 5

11

Relé

ou ainda “a” e “b”. 1 3 5 A1 2 4 6 A2 1 3 5

Comandos Elétricos

Identificação dos contatos auxiliares

Veja como identificar contatos auxiliares.

1

2

3
3

Contato Normalmente Fechado(NF) (abridor)

Contato Normalmente Aberto(NA) (fechador)auxiliares. 1 2 3 Contato Normalmente Fechado(NF) (abridor) Observe mais um exemplo: 1 3 2 3

Observe mais um exemplo:

1

3

2 3

3 3

4 1

a

 
a  
a  
a  
 
 
 

b

 

Número de Identi cação da função

Número de Iden cação da sequência

 

1 4

2

3

3

4

4 2

Número de identi cação Número de identi cação

     
 
 

3

Fechadores

Abridor

3 1
3
1

1

1

3

2 1

3 1

4 3

A1
A1
A1
A1

A1

 

A2

1 4

2 2

3 2

4 4

Identificação dos contatos auxiliares de um relé de sobre- carga

Os contatos principais do relé térmico são identificados do mesmo modo que os contatos principais dos contatores. Confira.

do mesmo modo que os contatos principais dos contatores. Confira. 95 96 98 • Comandos Elétricos
95 96 98
95
96
98

Comandos Elétricos

95 97 96 98
95 97
96
98

Veja a tabela com a denominação para os aparelhos nos esquemas elé- tricos:

DENOMINACÃO

APARELHOS

 

b0 ou S0

Botão de comando desliga

 

b1 ou S1

Botão de comando liga

 

b2 – b22 ou S2-S22.

Botão de comando esquerda/direita

K1 – K2 K3 K4 K5 ou C1,C2, etc.

Contator principal

 

d1 – d2 d3

Contator auxiliar-relé de tempo relê auxiliar.

F1 – F2 F3

Fusível principal

 

F7 – F8 F9

Relé bimetálico

 

F21 F22

Fusível para comando

 

h1

Armação de sinalização liga

 

h2

Armação

de

sinalização

direita/

esquerda

M1

Motor, trafo principal

 

M2

Auto trafo

 
 

Circuito

de

medição-corrente

alter-

R S T

nada

O próximo tema de estudos serão os circuitos para acionamento elétricos.

R S T nada O próximo tema de estudos serão os circuitos para acionamento elétricos. •

Comandos Elétricos

• Comandos Elétricos 26

Comandos Elétricos

Circuitos básicos de acionamento elétrico

Achou importante? Faça aqui suas anotações.

Nesta unidade, você vai aprender como funcionam alguns circuitos básicos de comando e de acionamento elétrico. Esses dispositivos são bastante utilizados, mas a sua complexidade interna ou operações de funcionamento podem passar despercebidos.

O ato de acender uma lâmpada ou de ligar e desligar um equipamento são algumas aplicações práticas do tema que você vai estudar a partir de agora.

Esses tópicos serão abordados em nível industrial. Então, conheça os cir- cuitos de retenção, intertravamento, de prioridade e temporizados.

Retenção

Um circuito de retenção funciona do modo como é apresentado na figura a seguir. Ao apertar a botoeira “b1”, a bobina do contator “d” é energizada. Isso faz com que os contatos de retenção “d” se fechem e o contato “d” também para a lâmpada, que é acesa. Se a botoeira “b1”for liberada, a bobina continua energizada, e a lâmpada “h” se mantém acesa. No momento em que a botoeira “b0” for apertada, a bobina não receberá mais energia, o que provoca a abertura dos contatos de reten- ção para a lâmpada “h”, que se apaga.

Quando “b0” for liberada, a lâmpada permanecerá apagada e o circuito voltará ao estado inicial. Observe o esquema a seguir.

(a) b 0 d b d 1 d h
(a)
b
0
d
b
d
1
d
h
b 0 b 1 d d d h
b 0
b
1
d
d
d
h

(b)

Se as botoeiras “b0” e “b1” forem acionadas simultaneamente, no circuito da figura “a”, a lâmpada “h” não se acende. Isso ocorre, pois a botoeira “b0” prevalece na desenergização. No circuito da figura “b” a lâmpada “h” se acende porque, neste caso, a botoeira “b1” tem preferência na energização.

“h” se acende porque, neste caso, a botoeira “b1” tem preferência na energização. • Comandos Elétricos

Comandos Elétricos

Intertravamento

O intertravamento é promovido se forem obedecidos alguns critérios.

No circuito da figura a seguir, por exemplo, ao apertar a botoeira “b12” (ou “b13”), a bobina do contator “d1” (ou “d2”) é energizada, impedindo

a energização da outra, e não permitindo energizar as outras duas ao mesmo tempo, porque ambas estão intertravadas.

Observe.

(a) b 13 b 12 d d 2 2 b b 13 12 d 1
(a)
b
13
b 12
d
d
2
2
b
b
13
12
d 1 d 2
h
2
h
3
b 13 b 12 d d 1 2 d d 2 1 d 1 d
b
13
b 12
d
d
1
2
d
d
2
1
d 1 d 2
h
12
h
13

(b)

No caso de serem acionadas as botoeiras “b12” e “b13”, no circuito da figura (a), que tem intertravamento mecânico através dos contatos nor- malmente fechados das botoeiras conjugadas, as lâmpadas não irão acender. Já no circuito da figura (b), o tipo de intertravamento que ocorre

é elétrico com os contatos normalmente fechados dos contatores. Nesse caso, a lâmpada “h12” se acende e “h13” não.

Na ilustração a seguir, você pode conferir um retenção (selo) e intertra- vamento elétrico.

b 0 d d 1 2 b 12 b 13 d d 1 2 d
b
0
d
d
1
2
b
12
b 13
d
d
1
2
d
d
2
1
d 1
d 2
h
12
h
13
elétrico. b 0 d d 1 2 b 12 b 13 d d 1 2 d

Comandos Elétricos

Se as botoeiras “b12” ou “b13” forem acionadas, a bobina do contator “d1” ou “d2” passa a receber energia e o contato de selo “d1” ou “d2” se fecha e conserva a energização. O contato de intertravamento de “d1” ou “d2”, ligado em série com “d2” ou “d1”,impede que haja energização simultânea das duas bobinas. Para fornecer energia para a bobina “d2” ou “d1”, é preciso acionar a botoeira “b0”, impedindo a energização da bobina “d1” ou “d2” antes de apertar “b13” ou “b12”.

Nesse caso, se “b12” e “b13” forem acionadas ao mesmo tempo, os dois contatores vão ser energizados instantaneamente até que um dos con- tatos de intertravamento se abra.

Nas figuras a e b a seguir você poderá conferir os circuitos de intertrava- mento mecânico e elétrico que proporcionam mais segurança por causa de sua configuração.

(a) b 0 d d 1 2 d b 12 2 d 1 b 12
(a)
b
0
d
d
1
2
d
b 12
2
d
1
b
12
b 13
d
d
2
1
d 1
d 2
h
12
h
13
(b) b 0 d d 1 2 b 12 b d d 12 1 b
(b)
b
0
d
d
1
2
b 12
b
d
d
12
1
b 13
2
d
d
2
1
d 1
d 2
h
12
h
13

Caso a bobina do contator “d1” ou “d2” for energizada com o objetivo de fazer com que a bobina do contator “d2” ou “d1” no circuito da figura (a) fique no mesmo estado, será preciso acionar previamente a botoeira “b0” e depois “b13” ou “b12”. No circuito da figura (b) ilustrada anterior- mente, não é preciso realizar este procedimento, pois se “b13” ou “b12” forem acionadas, a bobina do contator “d1” ou “d2” será desenergizada pelo contato de intertravamento da botoeira adequada.

“d1” ou “d2” será desenergizada pelo contato de intertravamento da botoeira adequada. • Comandos Elétricos 29

Comandos Elétricos

Prioridades

Os circuitos de prioridades têm a função de estabelecer a ordem pela qual os elementos serão acionados no circuito. Você conhecerá a seguir somente circuitos que permitem que seus contatores sejam energiza- dos, de acordo com especificações previamente estabelecidas. Os circui- tos abordados neste tópico podem ser divididos em:

Primeira ação

Recebe este nome, pois possibilita a energização somente do contator acionado em primeiro lugar. Veja:

d d d d d 1 2 a b 0 1 2 d d d
d
d
d
d
d
1
2
a
b 0
1
2
d
d
d
b 13
2
b 1a
a
b 12
1
d
d
1
2
d
d
2
a
h
12
h
13
h
1a

Última ação

Já o circuito da imagem a seguir, permite a energização do contator ati- vado em último lugar.

d d d b b 1 2 a b 0 12 13 d d d
d
d
d
b
b
1
2
a
b 0
12
13
d
d
d
b 13
2
b 1a
a
b 12
1
d
d
d
1
2
a
d
d
2
a
h
12
h
13
h
1a
12 13 d d d b 13 2 b 1a a b 12 1 d d

Comandos Elétricos

Primeiro lugar

O circuito a seguir permite a energização de qualquer contator em pri-

meiro lugar.

d d d d d 1 2 a b 0 1 2 d d d
d
d
d
d
d
1
2
a
b 0
1
2
d
d
d
b 13
2
b 1a
a
b 12
1
d
d
d
1
2
a
h 12
h 13
h 1a

Sequência

Este circuito possibilita que os contatores sejam energizados somente em sequência, a partir do primeiro.

b o d 1 d d 2 a b d b d b d 12
b
o
d 1 d
d
2
a
b
d
b
d
b
d
12
1
13
2
1a
3
d
d
d
h
h
h
1
2
a
12
13
1a

Temporizado

O momento de acionamento ou retirada de um dispositivo do circuito é

atribuição do temporizado. Observe a seguir os circuitos dos quais fazem

parte este elemento.

Liga retardado

Quando a chave seccionadora “a” do circuito representado pela figura (a) é ativada, a lâmpada “h” se acende depois de um tempo “t” determi- nado no temporizador “d”. No mesmo momento em que a chave “a” é liberada, a lâmpada “h” se apaga.

“d”. No mesmo momento em que a chave “a” é liberada, a lâmpada “h” se apaga.

Comandos Elétricos

Já o circuito da figura (b) tem a mesma função do anterior, a diferença entre eles é que o acionamento neste caso é feito com o uso de botoeiras.

b 0 a C d d C d b 1 d h d h (a)
b 0
a
C d
d
C d
b 1
d
h
d
h
(a)
(b)

Desliga retardado

Na ilustração da figura (a) a seguir, no momento em que a chave seccio- nadora “a” é ativada, a lâmpada “h” se acende. Se a chave for liberada, após certo tempo “t”, ajustado no temporizador “d2”, a lâmpada “h” se apaga.

No caso do circuito da figura (b) a função é a mesma, mas o acionamento é realizado por botoeiras.

d d a 1 2 d 3 C b 1 d 2 d d d
d
d
a
1
2
d
3
C
b 1
d
2
d
d
d
h
1
2
3

(a)

d b 1 2 d 3 C d - 2 b 0 1 h d
d
b 1
2
d
3
C
d
-
2
b 0
1
h
d 1 d
2
C b 1 d 2 d d d h 1 2 3 ( a ) d

Comandos Elétricos

(b)

Liga-desliga retardado

No circuito liga-desliga retardado representado na figura (a), a seguir, se a chave seccionadora “a” for acionada, após tempo “t” determinado pelo temporizador “d1” a lâmpada “h” se acende. Se a chave seccionadora “a” for liberada, após certo tempo “t2”, ajustado no temporizador “d2”, a lâmpada “h” se apaga.

O circuito da figura (b) tem a mesma função do anterior, mas nele o acio- namento é por botoeiras.

d a C 3 d 1 d 3 C C d d 1 2 d
d
a
C
3
d
1
d
3
C
C
d
d
1
2
d
d
d
h
1
2
3

(a)

b d C 0 3 d 1 d 3 C d C d b d
b
d
C
0
3
d
1
d
3
C d
C d
b
d
1
2
1
1
d
h
d 1 d
2
3

(b)

1 2 3 ( a ) b d C 0 3 d 1 d 3 C

Comandos Elétricos

Ação temporizada

No circuito de ação temporizada da figura (a) quando a chave secciona- dora “a” é ativada, a lâmpada “h” é acesa no mesmo instante e perma- nece acesa durante o tempo “t”, ajustado no temporizador “d”. O circuito da figura (b) tem a mesma função, mas é acionado por botoeiras.

a C d 1 C d 1 h d 1 d 2
a
C d 1
C d
1
h
d 1 d
2

(a)

b 0 b 1 d 2 C C d a d 3 d d d
b 0
b 1
d 2
C
C d a
d
3
d
d
d
1
h
2
2

(b)

Liga retardado com ação temporizada

No circuito da figura (a) representado a seguir, quando a chave secciona- dora “a” é acionada a lâmpada “h” se acende após o tempo “t1”, especifi- cado no temporizador “d1”, e permanece neste estado pelo tempo “t2”, ajustado no temporizador “d2”.

“d1”, e permanece neste estado pelo tempo “t2”, ajustado no temporizador “d2”. • Comandos Elétricos 34

Comandos Elétricos

O circuito da figura (b) tem a mesma função, e o acionamento por botoeiras.

a C d 1 C d 1 h d 1 d 2
a
C d 1
C d
1
h
d 1 d
2

(a)

b 0 b 1 d 2 C C d a d 3 d d d
b 0
b 1
d 2
C
C d a
d
3
d
d
d
1
h
2
2

(b)

Os diagramas de comando serão o próximo tema de estudos. Confira.

3 d d d 1 h 2 2 (b) Os diagramas de comando serão o próximo

Comandos Elétricos

• Comandos Elétricos 36

Comandos Elétricos

Achou importante? Faça aqui suas anotações.

Diagramas

Representar os circuitos elétricos em diversos aspectos, segundo a fina- lidade desejada. Esta é a função dos diagramas elétricos, que podem ser feitos com os seguintes objetivos:

Representar o funcionamento sequencial dos circuitos.

Reproduzir os elementos e suas respectivas funções e as interliga- ções, de acordo com normas estabelecidas.

Possibilitar visão das partes do conjunto para análise.

Permitir a rápida localização física dos elementos.

Nesta unidade, você vai aprender quais são os tipos de diagrama e as definições básicas de um circuito de alimentação e controle.

Tipos

Conheça agora os tipos de diagrama.

Multifilar completo

Este diagrama demonstra o modo com que o circuito elétrico se desen- volve. A representação deste tipo de circuito é complexa, no caso de eles serem mais elaborados, como o da figura a seguir.

R

S

T

3~60Hz 380V

21 22 C1 b1 b2 b0 C1 C2 a4 U V W M 3~
21 22
C1
b1
b2
b0
C1
C2
a4
U
V W
M
3~
como o da figura a seguir. R S T 3~60Hz 380V 21 22 C1 b1 b2

Comandos Elétricos

Funcional e de disposição

A leitura dos circuitos elétricos apresenta três questões importantes,

como:

Caminhos de corrente ou os circuitos que se estabelecem do início

ao

fim da operação.

A atribuição de cada elemento no conjunto, sua dependência e interdependência em relação a outros elementos.

A localização dos elementos no circuito.

Por causa da complexidade de leitura do diagrama tradicional, estas três questões foram divididas em duas partes, que podem ser demonstradas pelos diagramas funcional e de execução ou disposição.

Na primeira parte, a trajetória da corrente, os elementos, suas funções, interdependência e sequência funcional são representados de forma bas- tante prática e de fácil compreensão pelo diagrama funcional. Observe:

3~60Hz 380V

2~60Hz220V

R S R T N e1 C1 C2 e4 S V W M m1 3~
R
S
R
T
N
e1
C1
C2
e4
S
V
W
M
m1
3~
S
e21 11 e4 o14 12 b0 b2 b1 b1 b2 C1 C2 C2 C1 a
e21
11
e4
o14
12
b0
b2
b1
b1
b2
C1
C2
C2
C1
a
C1
b a C2
b
e22
4
5
5
7
S e21 11 e4 o14 12 b0 b2 b1 b1 b2 C1 C2 C2 C1 a

Comandos Elétricos

Já na segunda parte há a representação, a identificação e a localização

física dos elementos que é realizada pelo diagrama de execução ou de disposição. Veja como fica a ilustração, neste caso.

e1 e1 e1 e21 e22
e1
e1
e1
e21
e22

c1

c2

 

BORNES

e2

e2

Portanto, o funcional é voltado para os circuitos, os elementos e as fun- ções. Já o de disposição tem foco na organização física desses elemen- tos.

A combinação desses dois tipos permite que os objetivos propostos

sejam atingidos de modo mais prático e racional.

Veja a seguir como pode ser feita a identificação dos componentes.

Identificação dos componentes no diagrama funcional

A representação dos componentes do diagrama é feita de acordo com

símbolos identificados por letras, números ou símbolos gráficos.

Veja a seguir como eles são representados no diagrama.

Identificação por letras e números

Observe como é realizada a identificação por letras e números.

c1

a b
a
b

c2

d1Observe como é realizada a identificação por letras e números. c1 a b c2 a b

a b
a
b
Observe como é realizada a identificação por letras e números. c1 a b c2 d1 a

d2

a b
a
b

Comandos Elétricos

Identificação por símbolos gráficos

Esta identificação é feita da seguinte maneira:

a Y b
a
Y
b
Esta identificação é feita da seguinte maneira: a Y b a b Y Identi cação por

a

b

Y
Y

Identi cação por função

Nesse caso, os retângulos ou círculos simbolizam os componentes, e as letras C1, C2, C3 ou L, Y e ∆ representam, respectivamente, um contator localizado no circuito de potência. A letra L e os símbolos Y e ∆ identifi- cam o que pode ser:

L relativo à linha.

Y relativo à ligação estrela.

∆ relacionado à ligação triângulo.

Do mesmo modo, C1, C2, C3 e outros representam contatores que têm suas atribuições indicadas no diagrama de potência. Estes contatores também podem ser indicados por K1, K2, K3, entre outros.

3~60Hz 380V

R S T N e1 C1 C2 e4 U V W M m1 3~
R
S
T
N
e1
C1
C2
e4
U
V
W
M
m1
3~

2~60Hz220V

Ro e21 e4 b0 b2 b1 b1 b2 C1 C2 C2 C1 a C1 b
Ro e21
e4
b0
b2
b1
b1
b2
C1
C2
C2
C1
a
C1
b a C2
b
N

Definição

A partir de agora você vai aprender o conceito de circuito de força e de controle.

Comandos Elétricos Comandos Elétricos

Circuito de força

Este tipo de circuito, que também recebe o nome de circuito principal, tem a função de fornecer a corrente que a operação demanda para os equipamentos. Em montagens realizadas em laboratório, por exemplo,

os equipamentos são motores de potência baixa, já que neste caso, sua

aplicação é somente didática.

L1 L2 L3 1 3 5 L 2 4 6 1 3 5 R 2
L1
L2
L3
1
3
5
L
2
4
6
1
3
5
R
2
4
6
1 3
1
2 4
2
Circuito
U
v
w
de força
X
Y
Z
2 4
6
Y
1 3
5

Motor

Circuito de comando

O circuito, que também pode ser denominado auxiliar, é aplicado em

ações de ativação e desligamento de elementos de manobra, como con-

tatores, relés, temporizadores, entre outros.

O dispositivo pode ser usado ainda para realizar travamento no caso de serem identificadas disfunções em equipamentos de força e de sinalização.

5L

1 F 2 S1 Desliga alarme Circuito S2 21 de comando Desliga L 22 B1
1
F
2
S1
Desliga
alarme
Circuito
S2
21
de comando
Desliga
L
22
B1
B3
Liga
Ra
B4
B2
O2
O4
O4
L
Y
O3
O3
O1
B
B
B
B
TM
L
Ra
Y
A
A
A
A

1L

Comandos Elétricos Comandos Elétricos

Algumas especificidades deste tipo de circuito serão apresentadas ao longo desta unidade.

Intertravamento de contatores

O intertravamento é um sistema, elétrico ou mecânico, usado para impe-

dir que dois ou mais contatores se fechem ao mesmo tempo e ocorra, assim, curto-circuito ou alteração de sequência de funcionamento do cir- cuito. Aqui, você vai conhecer mais de perto o intertravamento elétrico.

2~60Hz220V R e21 11 e4 o14 12 1 b0 2 1 1 b2 b1 2
2~60Hz220V
R
e21
11
e4
o14
12
1
b0
2
1
1
b2
b1
2
2
3
3
b1
b2
4
4
13
13
C1
C2
14
14
11
11
C2
C1
12
12
a
C1
b a C2
b
S

e22

Elétrico

O intertravamento elétrico pode ser realizado de dois modos:

Por contatos auxiliares do contator: neste caso, é aplicado contato

auxiliar tipo “NF” (normalmente fechado) de um contator do circuito de comando, que alimenta a bobina de outro contator. Assim, o funciona- mento de um está sujeito ao do outro, conforme ilustrado na figura ante- rior.

Por botões conjugados: Quando o intertravamento é realizado por

botões conjugados, estes são inseridos no circuito de comando de modo que, ao serem ativados para acionar um contator, provoquem a interrup- ção do outro.

Quando o botão b1 é o fechador, o contato é normalmente aberto – NA de C1, conjugado com b2, abridor (NF) de C2.

Se b2 for o fechador de C2, ficará conjugado com b1 e abridor de C1.

b2, abridor (NF) de C2. Se b2 for o fechador de C2, ficará conjugado com b1

Comandos Elétricos

Quando for possível, é recomendável aplicar ambos os processos (a e b) de intertravamento.

Depois de adquirir conhecimentos sobre diagramas, na próxima unidade você estudará os motores elétricos de chave de partida.

diagramas, na próxima unidade você estudará os motores elétricos de chave de partida. • Comandos Elétricos

Comandos Elétricos

• Comandos Elétricos 44

Comandos Elétricos

Motores elétricos e chaves de partida

Achou importante? Faça aqui suas anotações.

Nesta unidade, você vai aprender mais sobre o funcionamento dos motores alimentados por energia elétrica de rede que possui tensão, corrente e fator de potência e, fornecem energia mecânica no seu eixo. Este diferenciado pela rotação e pelo conjugado mecânico.

O que ocorre em laboratórios de instalações elétricas nos quais são apli- cados motores de indução tipo gaiola é um exemplo do conteúdo que será abordado a partir de agora.

As chaves de partida também serão abordadas a seguir.

Motores elétricos

Os motores elétricos podem ser monofásicos ou trifásicos e de sua cons- tituição podem fazer parte enrolamentos, chaves de partida, ligações, velocidades, além de outros itens que influenciam o funcionamento ordenado e sincrônico.

Veja como operam os motores, de acordo com o tipo.

Indução tipo gaiola

Motores de indução tipo gaiola possuem:

Estator, com enrolamento montado na carcaça do motor para forne- cer o campo girante dele.

Rotor, com o enrolamento composto por barras curto-circuitadas,

que sob ação do campo girante, fornece energia mecânica no eixo do

motor.

Veja como o rotor tipo gaiola é representado graficamente.

no eixo do motor. Veja como o rotor tipo gaiola é representado graficamente. Rotor Gaiola •

Rotor Gaiola

no eixo do motor. Veja como o rotor tipo gaiola é representado graficamente. Rotor Gaiola •

Comandos Elétricos

Ao receber energia, o motor passa a operar como um transformador que

possui secundário em curto-circuito. Neste momento, a corrente elétrica pode chegar a sete vezes a corrente nominal. Se o campo girante arrasta

o rotor e eleva a velocidade, a corrente cai até chegar ao mesmo valor da corrente nominal, ao mesmo tempo em que a rotação atinge seu valor nominal.

Se o motor for ligado vazio, chega rapidamente à velocidade nominal, assim, a sua corrente é reduzida rapidamente. Neste caso, o motor pode iniciar com tensão bem menor que a nominal, metade, por exemplo. Deste modo, no momento em que a velocidade estiver próxima da nominal o circuito poderá ser alimentado pela tensão nominal.

Em situações cotidianas, como atividades agrícolas, uso de aparelhos eletrodomésticos, entre outras, o motor inicia a operação realizando tra- balho, isto é, em carga.

Por exemplo, em uma máquina de lavar roupa, o motor começa iniciando

a movimentação das roupas e da água, isto é, parte com carga acoplada ao seu eixo.

Se tratando de questões elétricas, a partida de um motor é mais com- plexa, pois ao dar a partida com metade da tensão nominal, pode ser preciso que o motor leve um tempo maior do que o preconizado para chegar à rotação nominal. Se isso ocorrer, há um risco maior de o motor queimar porque a corrente é bem maior que a nominal. Um dos moti- vos prováveis para esta ocorrência pode ser o fato de que o conjugado oferecido pelo motor no eixo é menor se a tensão for menor, assim, a potência mecânica no eixo também será menor.

Geralmente, é preciso fornecer ao motor de partida 65, 80 ou 100% da tensão nominal e com correntes correspondentes maiores.

Durante a partida de um motor de alta potência a tensão nos alimen- tadores de corrente diminuirá, por causa da grande corrente necessá- ria para a partida nos condutores. Apesar de este processo ser realizado rapidamente pode causar danos aos consumidores.

Deste modo, as concessionárias de energia elétrica impõem limites para

a corrente de partida dos motores, conforme as condições de seus res- pectivos sistemas.

A redução da alimentação das bobinas do motor é promovida visando a

reduzir as dificuldades causadas pela partida com tensão plena. Mais deta-

lhes sobre este tema serão abordados na unidade chaves de partida.

A seguir, serão apresentados, de forma breve, alguns tipos de motores

elétricos.

Monofásicos de fase auxiliar

Faz parte da composição deste motor um rotor tipo gaiola de esquilo

e um estator fabricado a partir de chapas de ferro silício. Geralmente,

gaiola de esquilo e um estator fabricado a partir de chapas de ferro silício. Geralmente, •

Comandos Elétricos

são aplicados em máquinas de lavar roupas, eletrobombas, geladeiras e enceradeiras de potência elevada.

Este tipo de motor possui ainda as seguintes características:

Apresenta dois enrolamentos no estator: um de fio mais grosso e

com grande número de espiras chamado de enrolamento principal ou de trabalho e outro de fio mais fino e que apresenta poucas espiras cha- mado de enrolamento auxiliar ou de partida.

O enrolamento principal é mantido ligado durante toda a operação.

O enrolamento auxiliar opera somente no momento da partida e é

desativado com o acionamento de um dispositivo automático que pos-

sui uma parte na tampa do motor e a outra no rotor.

O rotor tipo gaiola de esquilo, formado por barras de cobre ou de alu-

mínio curto-circuitadas, apresenta bom conjugado de acionamento (força na partida ou arranque), proporcionado por um capacitor ligado em série com o enrolamento auxiliar, de acordo com a ilustração a seguir.

Auxiliar
Auxiliar

Principal

Ligação dos motores monofásicos

Os motores monofásicos de fase auxiliar podem ser construídos com dois, quatro ou seis terminais de saída. Os que possuem dois terminais operam com tensão de (110 ou 220 V) e somente em um sentido de rotação.

Já os de quatro são adequados para uma tensão (110 ou 220 V), e em dois sentidos de rotação, estabelecidos de acordo com a ligação reali- zada entre o enrolamento principal e o auxiliar.

Geralmente, os terminais de enrolamento principal são identificados pelos algarismos 1e 2 e os do auxiliar pelos números 3 e 4. Assim, a inver- são demanda a modificação do sentido da corrente, ou seja, esta deve ser alterada de 3 para 4.

No caso dos motores que possuem seis terminais, há a possibilidade de operarem em ambas as tensões (110 V e 220 V) e em dois sentidos de rotação. Assim, a inversão no sentido da rotação é realizada invertendo- se o sentido da corrente no enrolamento auxiliar, que é designado pelos números 5 e 6, já o enrolamento principal é identificado pelos números 1, 2, 3 e 4.

pelos números 5 e 6, já o enrolamento principal é identificado pelos números 1, 2, 3

Comandos Elétricos

Para alterar o sentido de rotação dos motores de seis terminais é preciso modificar os terminais de 5 para 6. Se a tensão for 110V, as bobinas são ligadas em paralelo, no caso de ser 220 V, elas devem ser ligadas em série.

Os motores de fase auxiliar atualmente são fabricados para potência de 1/6 a 2 CV.

Veja as partes de um motor de fase auxiliar na figura a seguir.

Capacitor Enrolamento auxiliar Interruptor automático(chave centrifuga) Ligações Para 110V Para 220V 1 2 2 3
Capacitor
Enrolamento auxiliar
Interruptor automático(chave centrifuga)
Ligações
Para 110V
Para 220V
1 2
2
3
2 3
3
5 6
5 6
5 4
1 4
1
4
6
110V
220V
Para inverter a rotação trocar 5 por 6
Enrolamento principal

Trifásicos assíncronos

Este tipo de motor, muito usado na indústria, é adequado para ser utili- zado em sistemas elétricos de três fases e disponibiliza condições mais adequadas de operação do que os motores monofásicos, já que não demanda auxílio de partida, apresenta melhor rendimento e está dis- ponível em potências mais elevadas. No estator do motor assíncrono de CA estão alojados três enrolamentos adequados para as três fases. Os enrolamentos são montados com uma defasagem de 120º.

Os fios que ligam o motor à rede elétrica, que podem ter 3, 6, 9 ou 12 pontas, saem do enrolamento do estator.

Os motores trifásicos podem ter dois tipos de rotores:

Tipo gaiola de esquilo ou em curto-circuito, o mesmo tipo aplicado em motores monofásicos.

Bobinado, que não é fechado em curto internamente e apresenta

bobinas ligadas ao coletor que permite ligar um reostato, e possibilita a

regulagem da corrente que circula no rotor. Isso faz com que a partida seja mais suave e reduz o pico de corrente usual em partidas de motores.

Padronização da tensão dos motores trifásicos assíncronos

Esse tipo de motor pode atuar com diversas potências e velocidades para as tensões padronizadas da rede, ou seja, 220, 380, 440 e 760 V, na frequência de 50 e 60 Hz.

O motor trifásico possui as bobinas distribuídas no estator e conectadas para formar três circuitos simétricos diferentes, conhecidos como fase de enrolamento. Essas fases são interligadas, constituindo ligações em

conhecidos como fase de enrolamento. Essas fases são interligadas, constituindo ligações em • Comandos Elétricos 48

Comandos Elétricos

estrela [ à uma rede trifásica. Para isso, é preciso considerar o valor da tensão
estrela [ à uma rede trifásica. Para isso, é preciso considerar o valor da tensão

estrela [

à uma rede trifásica. Para isso, é preciso considerar o valor da tensão que será aplicado na operação.

= 220 V] para o acoplamento

= 380 V] ou em triângulo [

Na ligação em estrela (380 V) os terminais 4, 5 e 6 são interligados e os terminais 1, 2 e 3 são ligados à rede. Observe a ilustração.

R S T 1 2 3 4 5 6
R
S
T
1
2
3
4 5
6
R1 S2
R1
S2

T3

Na ligação em triângulo (220V), o início de uma fase é fechado com o final da outra. Essa junção é ligada à rede. Confira.

R S T 1 2 3 4 5 6
R S
T
1 2
3
4 5
6

T3

R1 6 4 3 5 4 2
R1
6 4
3
5
4
2

S2

Os motores trifásicos de uma só velocidade podem possuir de 3, 6, 9 ou 12 terminais para a ligação à rede elétrica.

As ligações dos que possuem três terminais à rede é realizada a partir da união dos terminais 1, 2, e 3 aos terminais de rede RST em qualquer ordem.

L1 L2 L2
L1 L2 L2

Atente para o fato de que para inverter o sentido de rotação do motor trifásico é preciso somente inverter duas fases R com S, por exemplo.

de rotação do motor trifásico é preciso somente inverter duas fases R com S, por exemplo.

Comandos Elétricos

Os motores trifásicos com seis terminais só têm condição de ligação em duas tensões: 220/380V ou 440/760V. Eles são ligados em triângulo na menor tensão e em estrela, na maior. A figura a seguir ilustra uma placa de ligação desse tipo de motor.

U V W 1 2 3 4 5 6 4 5 6 2 3 1
U V
W
1 2
3
4
5
6
4
5
6
2
3
1
2
3
1
4
5
6
R
S
T
R
S
T
X
Y
Z

Veja que nos motores de seis terminais, é normal identificar as marca- ções U, V, W, X, Y, e Z, em vez de 1, 2, 3, 4, 5, e 6, respectivamente.

Os motores que apresentam nove terminais podem ser ligados nas seguintes tensões: 220/380/440V. Já os de doze terminais permitem liga- ção em quatro tensões: 220/380/440/760V.

Veja como é a configuração das placas de ligação.

11 12 10 11 12 10 5 6 4 5 6 4 8 9 7
11
12
10
11
12
10
5
6
4
5
6
4
8
9
7
8
9
7
2
3
1
2
3
1
R
S
T
R
S
T
11 12 10 5 6 4 8 9 7 2 3 1 R S T
11 12 10 5 6 4 8 9 7 2 3 1
11
12
10
5
6
4
8
9
7
2
3
1

R

S

T

11 12 10 5 6 4 8 9 7 2 3 1 R S T 11
11 12 10 5 6 4 8 9 7 2 3 1
11
12
10
5
6
4
8
9
7
2
3
1

R

S

T

6 4 8 9 7 2 3 1 R S T 11 12 10 5 6

Comandos Elétricos

Placa de identificação de um motor

A placa de identificação dos motores é um dos elementos que fornece

dados sobre a operação adequada do motor de modo mais ágil. A figura a seguir demonstra uma placa de identificação de um motor.

MOTOR DE INDUÇÃO TRIFÁSICO Mod. S71 A4 D761 Nº1050 CV 1/2 Isol. 0 IP 54
MOTOR DE INDUÇÃO TRIFÁSICO
Mod. S71 A4 D761
Nº1050
CV
1/2
Isol.
0
IP
54
Regime
S1
Ip4n
5,0
Hz
Rpm
V220
A
380
Y
Cat. N
50
A
F.S.
60
1700
A
1,90
1,10
F.S.
1,0
Z
X
Y
Y
Z
X
Y
U
V
W
U
V
W
Tensão
Tensão
Menor
Maior
R
S
T
R
S
T

PLACA DE IDENTIFICAÇÃO DE UM MOTOR

Exceto os campos MOD (modelo) e número, os dados são características técnicas que possibilitam a fácil identificação. Usando como exemplo

a placa de identificação ilustrada anteriormente, observe as principais

características para a identificação e a utilização dos motores nas tarefas:

CV - Potência mecânica do motor em CV.

Ip/In – Relação entre as correntes de partida e nominal.

Hz – Frequência da tensão de operação do motor.

Rpm – Velocidade do motor em frequência nominal.

A – Corrente requerida pelo motor em condições nominais de fun- cionamento, e que depende do tipo ligação.

F.S. – Fator de serviço. Quando F.S. é igual a 1,0, isso implica que o motor pode disponibilizar 100% de sua potência mecânica.

A última linha mostra as ligações requeridas para tensão menor (triân-

gulo) e tensão maior (estrela). Ou seja, a ligação dos terminais do motor depende do nível de tensão de alimentação deste. Sendo que para as tarefas as ligações dos motores variam segundo seu nível de tensão.

A seguir, você vai aprender como funciona mais um tipo de motor ele-

trico: o Dahlander.

A seguir, você vai aprender como funciona mais um tipo de motor ele- trico: o Dahlander.

Comandos Elétricos

Dahlander - Motor elétrico trifásico de dupla velo- cidade

Este tipo de motor apresenta velocidade dupla e é usado em máquinas operatrizes, pontes rolantes, correias transportadoras, sistemas de venti- lação, misturadores, centrífugas, nas indústrias naval, alimentícia, madei- reira, siderúrgica e de mecânica em geral.

Chaves de partida

Estas chaves são responsáveis por oferecer condições de partida ao motor. Essa partida deve ser, sempre que possível, realizada de modo direto, sem dispositivos de redução da corrente da operação.

Porém, o elevado valor de corrente pode alterar a operação normal de elementos instalados no sistema por causa da queda elevada de tensão. Os transtornos podem ser:

Necessidade de superdimensionar os sistemas de proteção, o que leva ao aumento de custos.

Imposição da redução da corrente de partida pela companhia conces-

sionária de energia elétrica, que pode limitar a queda de tensão na rede.

Se isso ocorrer, é preciso usar um sistema de partida indireta que possa reduzir o pico de corrente na partida. Este pode ser:

Resistores em série.

Transformadores ou autotransformadores (chave compensadora).

Chaves estrela-triângulo.

Chaves série-paralelo.

A seguir, conheça os principais tipos de chaves de partida direta e indireta.

Partida direta

Com a chave de partida direta é possível que o motor dê partida com a tensão nominal de serviço. O sistema é bastante simples e seguro e pode ser usado em motores de gaiola.

Geralmente, a partida direta dos motores é promovida por contatores, com a verificação dos motores pelos dispositivos de proteção. A aplica- ção da chave de partida direta ocorre em função dos seguintes fatores:

A aplica- ção da chave de partida direta ocorre em função dos seguintes fatores: • •

Comandos Elétricos

Provoca queda de tensão da rede por causa do alto valor de cor-

rente de partida (Ip). No caso dos grandes motores, a corrente de partida é limitada por imposição das concessionárias de energia elétrica. Veja figura a seguir.

L3 L2 L1 Q1 KM3 M •
L3
L2
L1
Q1
KM3
M

Pode haver interferência em equipamentos instalados no sistema, pela queda excessiva de tensão.

Partida indireta

Agora, entenda como funcionam as chaves de partida indireta. Você vai conferir os tipos de elementos utilizados em grandes motores visando a minimizar a corrente de partida e seus efeitos.

Partida estrela-triângulo

No caso de motores que admitem ligações em dois níveis de tensão estas podem ser feitas por chaves estrela-triângulo, que diminuem a corrente de partida.

O processo ocorre da seguinte forma: o motor inicia a operação com

ligação estrela até que sua velocidade se aproxime da nominal. Depois, um operador ou um relé temporizado transforma a ligação de estrela

para triângulo. Assim, o motor passa a receber alimentação de sua ten- são nominal.

A ligação estrela-triângulo demanda acessibilidade dos terminais da

bobina.

Veja como ocorrem as ligações das bobinas para as ligações estrela e triângulo, respectivamente.

ocorrem as ligações das bobinas para as ligações estrela e triângulo, respectivamente. • Comandos Elétricos 53

Comandos Elétricos

X Y Z U V W
X
Y
Z
U
V
W
X Y Z U V W
X Y
Z
U V
W

Um pico de corrente elevado na comutação ocorre devido a dois fatores:

comutação prematura, ou seja, realizada quando o motor ainda está com velocidade baixa ou uma longa duração no processo de comutação, que provoca redução da velocidade.

No caso de o processo de comutação ter duração reduzida, pode resultar em corrente de curto-circuito, pois o arco voltaico causado pela abertura da ligação pode ainda não se encontrar totalmente extinto.

O circuito de força para o acionamento de um motor com a utilização da chave de partida estrela-triângulo você confere a seguir.

L1 L2 L3 Q1 K1 K2 K3 F4 Chave série-paralelo
L1
L2
L3
Q1
K1
K2
K3
F4
Chave série-paralelo

Se o motor elétrico admitir ligações em quatro níveis de tensão, é pos- sível usar as chaves de partida série-paralelo. Geralmente, são aplica- das em motores de alta potência que demandam uma alta corrente no momento da partida.

Para que isso ocorra, é preciso que o motor receba energia em duas ten- sões: a menor deve ter o mesmo valor da rede (tensão de serviço) e a outra deve ser o dobro dela.

Na partida série-paralelo, o pico de corrente é reduzido a 1/4 daquele com partida direta. Deve-se ter noção de que, com esse tipo de ligação,

a 1/4 daquele com partida direta. Deve-se ter noção de que, com esse tipo de ligação,

Comandos Elétricos

o conjugado de partida do motor também fica reduzido a ¼. Assim, a máquina deve partir praticamente em vazio.

Veja a seguir os esquemas de ligação das bobinas para a chave de par- tida série-paralelo. Atente para o fato de que as bobinas são ligadas em série e que na figura b são ligadas duas bobinas em paralelo por fase.

1 2 3 7 8 9 4 5 6 10 11 12 (a)
1
2
3
7
8
9
4
5
6
10 11 12
(a)

Chave compensadora

L1 L2 L3 1 2 3 7 8 9 4 5 6 10 11 12
L1
L2 L3
1
2
3
7
8
9
4
5
6
10 11 12
(b)

A chave compensadora possibilita a partida em motores carregados,

pois tem a função de reduzir a corrente de partida e impedir que haja sobrecarga na rede de alimentação, e permitindo que o motor seja con- jugado o suficiente para a partida e a aceleração.

A redução da corrente na chave compensadora é promovida por um

autotransformador, que normalmente é dotado de “taps” de 65 a 80% da tensão nominal. Esse percentual de tensão fornecerá alimentação para o motor durante a partida, somente quando chegar à velocidade nominal, pois será alimentado pela tensão total (nominal da rede).

R

S

T

N

3~60Hz 380V

e1 1 3 5 1 3 5 C2 C1 2 4 6 2 4 6
e1
1 3
5
1 3
5
C2
C1
2
4 6 2 4
6
C3
e4
2
1
4
3
6
5
m2
U
V
W
M
m1
3~
e1 1 3 5 1 3 5 C2 C1 2 4 6 2 4 6 C3

Comandos Elétricos

Neste capítulo o funcionamento dos motores e das chaves de partida foram objetos de estudos. Nas próximas páginas você entenderá os mecanismos de acionamento dos motores elétricos.

Nas próximas páginas você entenderá os mecanismos de acionamento dos motores elétricos. • Comandos Elétricos 56

Comandos Elétricos

Instalações de sistemas de partida de moto- res elétricos

Achou importante? Faça aqui suas anotações.

Neste material serão abordados os comandos elétricos de instalações dos sistemas de partida. O objetivo é que você aprenda como é feito o acionamento desde os motores mais simples até os mais elaborados. As instalações podem ser efetuadas de modo direto e indireto. O primeiro item estudado será a partida direta.

Partida direta de motor

A partida direta de um motor é aquela promovida com tensão de abas-

tecimento. A maioria das concessionárias de energia possibilita a partida direta para motores de 5 HP (ou 3,72).

Veja os circuitos de força e comando que utilizam partida direta.

3~60Hz 380V

2~60Hz220V

R S R T N e1 1 3 5 C1 2 4 6 12 14
R
S
R
T
N
e1
1
3
5
C1
2
4
6
12
14
11
U
V
W
M
m1
3~
S
e21 11 14 12 1 b0 2 b1 13 C1 14 a C1 b
e21
11
14
12
1
b0
2
b1
13
C1
14
a
C1
b

e22

Sequência operacional

A operação de partida direta em um motor trifásico é realizada na

seguinte sequência:

A operação de partida direta em um motor trifásico é realizada na seguinte sequência: • Comandos

Comandos Elétricos

Start

Os bornes R, S e T, ao serem expostos a tensão e com o acionamento do botão b1, provocam a energização da a bobina do contator C1. Essa ação leva ao fechamento do contato de retenção C1, que manterá a bobina energizada. Portanto, os contatos principais vão se fechar e o motor fun- cionará.

Stop

Se o botão b0 for acionado, o funcionamento do contator será cortado. No momento em que for aberto, a alimentação da bobina será elimi- nada, o contato de retenção C1 se abrirá e os contatos principais tam- bém. Assim, será realizada a partida do motor.

A partida direta do motor pode ser aplicada para motores trifásicos e monofásicos. Conheça os dois tipos a seguir:

Trifásico

As normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) estabe- lecem critérios técnicos e legais para as instalações de baixa tensão. O fornecedor de energia de cada região é o responsável por expedir a per- missão da partida direta de motores de potência determinada.

Se for demandado um elemento de partida com baixa tensão de cor- rente, o sistema será determinado pela carga, de acordo com suas possi- bilidades ou características.

Os motores podem partir vazios ou em plena rotação, e sua carga pode ser acrescentada aos poucos até atingir o limite adequado.

Por exemplo: uma serra circular, torno ou compressor, que devem partir com as válvulas abertas, podem usar o método estrela-triângulo.

No caso de as redes necessitarem de partida com baixa tensão ou cor- rente, o sistema será determinado pela carga, conforme as possibilida- des ou o tipo de carga. Para a partida, é preciso carga ou conjugado com resistência de mais ou menos 50%. Entre os exemplos podem ser citados calandras, bombas e britadores. Nesse caso, a chave compensadora, usa de 65% a 80% de transformador.

Em situações que apresentam necessidade de o motor partir com rota- ção controlada e, ao mesmo tempo, torque elevado são aplicados rotores bobinados. Como exemplo podem ser citadas pontes rolantes, betonei- ras e máquinas de “off-set”.

Como exemplo podem ser citadas pontes rolantes, betonei- ras e máquinas de “off-set”. • Comandos Elétricos

Comandos Elétricos

Reversão de rotação de motor trifásico com con- tatores

A reversão do sentido de rotação de um motor trifásico é feita pela inver-

são de duas de suas fases de alimentação. Esse trabalho é realizado por dois contatores, comandados por dois botões conjugados, cujo aciona- mento permite rotações no sentido horário e anti-horário.

Sequência operacional

A sequência para ligar o motor ou inverter seu sentido de rotação é a

seguinte:

Ligação do motor em um sentido: quando os bornes R, S e T estão sob tensão e o botão conjugado b1 pulsa, a bobina do contator C1 é ali- mentada e fecha o contato de retenção C1, que a conserva energizada. Por isso, a bobina do contator C1 permitirá o fechamento dos contatos principais e o acionamento do motor em um sentido.

Inversão do sentido de rotação de motor: se o botão conjugado b2 for pulsado, a bobina do contator C2 receberá alimentação, o que leva ao fechamento do contato de retenção C2, que a conserva energizada. Se a bobina do contator C2 se mantém energizada, haverá o fechamento dos contatos principais e o acionamento do motor no sentido inverso.

Fique atento!

Para impedir que a corrente atinja valores de correntes de pico muito altos, aguarde, sempre que possível, a parada do motor para realizar a reversão da rotação. Em tornos mecânicos e também em outras máqui- nas, em alguns casos, é preciso realizar a frenagem por contracorrente, para inverter rapidamente a rotação.

Segurança do sistema

Para garantir a segurança contra a energização podem ser realizados dois procedimentos:

Por meio dos botões conjugados: ao pulsar os botões conjugados b1 ou b2, são acionados ao mesmo tempo os contatos abridor e fechador. Assim, o contato abridor vai atuar antes do fechador, ou seja haverá intertravamento mecânico.

Por meio de contatos auxiliares: os contatos abridores C1 e C2 impe- dem a energização de uma bobina, no momento em que outra é energi- zada. Este processo é conhecido como intertravamento elétrico.

em que outra é energi- zada. Este processo é conhecido como intertravamento elétrico. • Comandos Elétricos

Comandos Elétricos

Reversão de rotação de motor trifásico com conta- tores e chaves fim de curso

Os contatores comandados por chaves fim de curso são aplicados em situações que demandam o controle dos movimentos de avanço ou de retrocesso automático de um dispositivo motorizado de uma máquina.

As chaves de fim de curso são acionadas mecanicamente pelas réguas com ressaltos (cames) localizadas na parte móvel do dispositivo da máquina. Veja a ilustração.

R

S

T

N

Diagrama do circuito principal

Diagrama circuito de comando

2~50Hz220V

R 3~60Hz 220V e21 11 e4 14 12 e1 1 b0 2 1 3 1
R
3~60Hz 220V
e21
11
e4
14
12
e1
1
b0
2
1 3
1
5
1 3
5
1
b2
b1
C1
C2
2
2
2 4
6
2
4 6
3
3
b1
b2
4
4
13
13
C1
C2
14
14
12
1
1
1 3
5
14
b3
b4
2
2
2 4
6
11
U
V W
31
31
C2
C1
32
32
M
a
C1
b a C2
m1
3~
b
S
e22

Sequência operacional

Observe a sequência de operação nesse tipo de partida com motor trifásico

Ligação do motor para movimentar dispositivo em um sentido:

se os bornes R, S e T estiverem sob tensão b1, sendo pulsados, a bobina do contator C1 será alimentada, causando o fechamento do contato de

retenção C1, que a conserva energizada e, também, o fechamento dos contatos principais.

A ativação do motor em um sentido impulsiona, assim, um dispositivo até atingir o limite de fim de curso, no momento em que abrirá seu con- tato b3, desligando a bobina C1.

Se a bobina C1 for desenergizada, os contatos principais se abrem, impe- dindo a alimentação do motor.

C1 for desenergizada, os contatos principais se abrem, impe- dindo a alimentação do motor. • Comandos

Comandos Elétricos

Inversão do sentido de movimento do dispositivo: Ao pulsar

o botão conjugado b2, a bobina do contator C2 passa a receber ali- mentação, fechando o contato de retenção C2, que a faz permanecer energizada. Assim, haverá o fechamento dos contatos principais e o acionamento do motor e do dispositivo da máquina, até que esta che- gue ao limite de fim de curso.

No momento em que chave fim de curso é atingida, seu contato b4 se abre, desligando a bobina de C2. Desse modo, os contatos principais se abrem, e alimentação do motor é cortada.

Determinados procedimentos, como o acionamento parcial de um dis- positivo e, também, os cuidados pessoais que precisam ser considera- dos no momento de pulsar qualquer botão, revelam o conhecimento, a segurança dos equipamentos utilizados e a qualidade do profissional.

Portanto, a seguir estão descritos, resumidamente, mais três pontos cha- ves de manuseio para serem exercitados.

Acionamento parcial do dispositivo

Quando o motor está funcionando, é pulsado o botão b0 e parado o movimento do dispositivo em qualquer ponto de percurso. A retomada do movimento no mesmo sentido ou no inverso é possível ao pulsar os botões b1 ou b2.

Segurança do sistema pelos botões conjugados

Se os botões conjugados b1 ou b2 forem pulsados, serão acionados os contatos, e ao mesmo tempo, o abridor e o fechador. O contato abridor atua antes do fechador, o que proporciona o intertravamento mecânico.

Segurança do sistema pelos contatos auxiliares

Os contatos abridores C1 e C2 impedem a energização de uma bobina, quando a outra está energizada, ou seja, ocorre o intertravamento elétrico.

Partida consecutiva de motores com relés tempo- rizados

Este sistema permite o comando automático da partida de dois ou mais motores, de acordo com uma sequência pré-estabelecida. O tempo entre as partidas é apontado pela regulagem de relés temporizados.

O tempo entre as partidas é apontado pela regulagem de relés temporizados. • Comandos Elétricos 61

Comandos Elétricos

Veja os diagramas.

Diagrama Circuito Principal

3~60Hz 380V

R S T N e1 e2 e3 e4 1 3 5 1 3 5 1
R
S
T
N
e1
e2
e3
e4
1 3 5
1 3
5
1 3 5
1 3
5
1 3 5
1 3
5
1 3 5
1 3
5
C1
C1
C1
C1
C2
C2
C2
C2
2
4
6
2
4
6
2
4
6
2
4
6
2
4
6
2
4
6
2
4
6
2
4
6
12
12
12
12
14
14
14
14
e5
e6
e7
e8
11
11
11
11
U
V
W
U
V
W
U
V
W
U
V
W
M
M
M
M
3~
3~
3~
3~
m1
m2
m3
m4

S

Diagrama circuito de comando

2~60Hz220V

R e21 1 b0 2 3 21 21 21 b1 d1 d2 d3 4 23
R
e21
1
b0
2
3
21
21
21
b1
d1
d2
d3
4
23
23
23
13
23
13
13
C1
C1
C2
C3
14
24
14
14
11
11
11
11
e5
e6
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14
14
14
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12
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12
a
a
a
a
d1
c1
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c2
d3
c3
c4
b
b
b
b

e22

Sequência operacional

A sequencia para fazer partir esse tipo de motor é a seguinte: b1 é pul-

sado, o contator C1 e o relé d1 são energizados e o motor m1 parte. Após

o tempo ajustado para d1, este energiza C2 e d2 e o motor m2 parte.

Passado o tempo determinado para d2, ele energiza C3 e d3 e o motor

m3 parte. Após o tempo ajustado para d3, este energiza C4 e dá partida

a m4, último motor de sequência.

o tempo ajustado para d3, este energiza C4 e dá partida a m4, último motor de

Comandos Elétricos

Em caso de haver mais motores, o processo prosseguiria de forma idêntica.

Partida automática e frenagem eletromagnética de motor trifásico nos dois sentidos de rotação

Neste sistema é realizada a partida automática, a troca de sentido de rotação e a frenagem eletromagnética por corrente retificada. Veja os diagramas.

Diagrama Circuito Principal

3~60Hz 380V

R S T N e1 e2 1 3 5 1 3 5 1 3 5
R
S
T
N
e1
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1
3
5
1 3 5
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3
5
C1
C2
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2
4 6
2
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m1
40V
12
14
~
~
e4
S1
U
V
W
11 e3
1
3 5
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2
4 6
M
m1
3~

2~60Hz220V Diagrama circuito de comando

S

R e21 11 e5 12 1 3 b0 Liga Freio 2 4 31 32 31
R
e21
11
e5
12
1
3
b0
Liga Freio
2
4
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32
31
32
13
13
3
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4
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4
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31
c1
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32
32
a
a
a
a
c1
c2
V1
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c3
c4
V3
b
b
b
b

e22

Comandos Elétricos Comandos Elétricos

Sequência operacional

Neste caso, a partida, a mudança do sentido de rotação ou a frenagem do motor demandam os procedimentos determinados. Veja:

Partida e rotação no sentido horário: b1 é pulsado e energiza C1. Haverá o acionamento do motor que vai girar no sentido horário. É essencial que o motor esteja parado no momento da partida no sentido desejado.

Partida no sentido anti-horário: b2 é pulsando e energiza C2. Assim, o motor será ligado no sentido anti-horário.

Frenagem: independente do sentido em que o motor estiver girando, pulsando b0 desenergiza-se C1 ou C2, energiza-se C3 e C4 e o motor é freado. Isso porque C1 e C2 se intertravam e C3 e C4 travam C1 e C2.

Comando automático para duas velocidades com reversão (DAHLANDER)

É um sistema de comando elétrico usado em motores com enrolamento único tipo Dahlander. Suas pontas de saída possibilitam a ligação em comum dos polos, ou yy com n/2 polos, possibilitando que sejam atin- gidas duas velocidades diferentes, além do sentido de rotação duplo para V1 e V2.

Atente para a representação gráfica a seguir que integra os circuitos de força e de comando. Procure observar também as representações dos componentes do circuito, como os contatores, que são representados por K e as botoeiras, por S.

Diagrama Circuito Principal

3~60Hz 220V

R S T fv S A S B fv F 1,2,3 F 1 1 3
R
S
T
fv
S
A
S B
fv
F
1,2,3
F
1
1
3
5
95
F
4
96
1 3 5
2
4
6
S
0 1
K2
2
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4
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1
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5
1 3
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2 S
3
3
S
K 2
1 K 1
2
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K3
K1
1
2 4
6
2 4
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S
1
S
1
2 2
2
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11
K 2
K 1
12
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W
M
Z
A 1
A 1
A 1
V
3~
Y
K 1 K 2
K 3
4/2p
A2
A2
A2
U
X
N
2 K 1 12 12 W M Z A 1 A 1 A 1 V 3~

Comandos Elétricos

Depois de compreender a partida direta de motores trifásicos, chegou a vez de entender como ocorre nos monofásicos.

Partida direta de motores monofásicos

Neste tipo de partida, o motor tem alimentação da rede de energia conectada de modo direto aos terminais do motor. Estude como este tipo de partida pode ocorrer:

Neste caso, o motor começa a funcionar após a botoeira S1 ser acionada. Para desligar o motor, basta acionar (S0).

A associação dos circuitos de força e comando é feita por meio dos

esquemas ilustrados nas figuras (a), (b), (c) e (d). Para entender o funcio-

namento, veja os exemplos dos circuitos das figuras (a) e (d).

Diagrama Circuito Principal

3~60Hz 220V R S T fv fv fv S S S S A A A
3~60Hz 220V
R
S
T
fv
fv
fv
S
S
S
S
A
A
A
B
fv
F
F
F
1,2,3
1,2,3
1,2,3
F
1
95
N
N
N
F
4
96
1
3
5
1
3
5
1
3
5
1
K1
K1
K1
S
0
2
4
6
2
4
6
2
4
6
2
1
3
5
1
3
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1
3
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13
S
1
3
4 K 1
14
2
4
6
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4
6
4
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U
V W
U
V W
U
V W
A 1
K
1
1
4
4
1
5
A2
N
M
M
M
1~
1~
1~
2
3
2
3
O
contator K1 faz parte dos circuitos de força e de comando. No primeiro,
o
contator energizar ou desenergiza o motor. Para que o processo de

energização seja realizado, é preciso que a bobina do contator se con- serve energizada, pois produz uma força eletromecânica que é tradu- zida no fechamento (conexão elétrica) dos contatos móvel e fixo.

O fato de os contatos serem fechados permite a passagem da corrente

pelo motor.

A ativação do contator é promovida pelo circuito de comando, no qual

K1, na figura (d), é a bobina do contator. Com o acionamento, os contatos

abertos de K1 - figura (a) - inclusive o contato auxiliar K1(13; 14), vão se fechar. No momento em que o contato K1(13; 14) se fecha, a corrente da bobina percorre dois caminhos, por S1 e por K1(13; 14). Assim, se botoeira

S1 for solta e tornar a ser aberta, a bobina do contator K1 não será dese-

nergizada, pois a corrente circulará por K1(13; 14).

a bobina do contator K1 não será dese- nergizada, pois a corrente circulará por K1(13; 14).

Comandos Elétricos

Partida direta de motores monofásicos com reversão

Veja como é realizada a partida direta neste tipo de motor. R S F 1,2
Veja como é realizada a partida direta neste tipo de motor.
R
S
F 1,2
1
3
5
13
K1
2
4
6
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F7
2
1
3
4
5
6

R

S

F 1,2 1 3 5 13 K1 2 4 6 14 F7 2 1 3
F 1,2
1
3
5
13
K1
2
4
6
14
F7
2
1
3
4
5
6
4 6 14 F7 2 1 3 4 5 6 R S F 1,2 1 3

Comandos Elétricos

F21

b0 b1 13 13 K1 K2 14 14 F22 K1 K2
b0
b1
13
13
K1
K2
14
14
F22
K1
K2

S

Segurança nas Botoeiras

R b0 b2 b1 2 21 13 13 K2 K1 K1 K2 14 14 22
R
b0
b2
b1
2
21
13
13
K2
K1
K1
K2
14
14
22
22
K1
K2

Segurança nas Botoeiras e Contadores

A seguir, você vai aprender como é feita a partida indireta do motor.

Partida indireta de motor

Em situações que o valor de 5 HP é ultrapassado são aplicados elemen- tos para reduzir tensão nos terminais dos motores. Assim, é possível limi- tar a corrente de partida.

Confira a seguir, três tipos de circuitos que apresentam esta situação.

de partida. Confira a seguir, três tipos de circuitos que apresentam esta situação. • Comandos Elétricos

Comandos Elétricos

Partida chave estrela-triângulo

Este tipo de chave, que pode ser manual ou automática, é usado em motores de indução, trifásicos e com rotor em gaiola, que apresentem seis terminais. Neste caso, a partida de um motor trifásico é realizada de modo automático em Y, com comutação para ∆, feita a partir de três contatores comandados por botões. Esse sistema de ligação é utilizado para diminuir a tensão de fase do motor durante a partida.

Observe as ilustrações nos diagramas.

R

S

T

N

Diagrama Circuito Principal

3~60Hz 220V

e1 1 3 5 1 3 5 1 3 5 C1 C3 C2 2 4
e1
1 3 5
1
3
5
1
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C1
C3
C2
2
4
6
2
4
6
2
4
6
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e4
11
W
Z
M
V
Y
U
3~
X
m1

2~60Hz220V

S

R e21 11 Diagrama circuito de comando e4 14 12 1 b0 2 3 b1
R
e21
11
Diagrama circuito
de comando
e4
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12
1
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2
3
b1
4
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23
C1
32
14
24
13
23 31
C2
14
24 32
31
C3
32
21
d1
22
a
a
d1
C2
a
C1
C3
b
b
b
e22 • Comandos Elétricos
e22
• Comandos Elétricos

Sequência operacional

C1, C2 e C3 estão desligados e os bornes R, S e T, sob tensão. Com a pul- sagem do botão b1, a bobina do contator C2 e o relé temporizador d1 serão alimentados. Isto provocará o fechamento do contato de retenção de C2 que conserva energizadas as bobinas dos contatores C1 e C2, res- pectivamente, e o relé temporizador d1.

Mantendo-se energizadas, as bobinas dos contatores C2 e C1, ocorrerá

o fechamento dos contatos principais e, consequentemente, haverá o acionamento do motor em estrela.

Após passar o tempo estabelecido para o relé temporizador d1, este passa

a operar e desliga o contato abridor d1, que desenergizará a bobina do

contator C2, provocando a abertura de seus contatos principais. Com a desenergização da bobina C2, o contato abridor C2 (31 - 32) volta energi- zando a bobina C3, que acionará o motor em triângulo.

Parada do motor

A parada do motor em estrela ocorre da seguinte maneira: o motor que

está operando em triângulo e pulsando o botão b0, cessa a energização da bobina C1, que abrirá os contatos C1 ( 13-14) e C1 (23 –24), interrom- pendo a corrente da bobina C3. Assim, o motor ficará energizado.

Segurança do sistema

Com a operação do motor em marcha na ligação triângulo, o contato C3 (31-32) fica aberto no diagrama circuito de comando e impede a energi- zação acidental da bobina C2.

Partida automática do motor trifásico com autotransformador

A partida automática com autotransformador possibilita que o motor

inicie seu funcionamento com tensão reduzida e depois de um tempo pré-estabelecido, passe automaticamente à plena tensão.

As vantagens desse tipo de partida em relação à manual são as seguin-

tes:

Não exige esforço físico do operador.

Permite comando a distância.

Não exige esforço físico do operador. • Permite comando a distância. • • Comandos Elétricos 69

Comandos Elétricos

A comutação da tensão reduzida para tensão realiza-se no tempo previsto e ajustado, independente da ação do operador.

3~60Hz 380V

R S T N e1 1 3 5 1 3 5 C2 C1 2 4
R
S
T
N
e1
1 3
5
1 3
5
C2
C1
2
4 6 2 4
6
C3
e4
2
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4
3
6
5
m2
U
V
W
M
m1
3~
Sequência operacional

Diagrama circuito de comando

2~60Hz220V

e21 11 e2 14 12 1 b0 2 3 13 13 13 b1 C1 C2
e21
11
e2
14
12
1
b0
2
3
13
13
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C1
C2
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C2
24
C2
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23
C
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C1
C3
C1
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24
52
32
32
a
a
a
a
d1
C1
C2
C3
b
b
b
b
S
e22

Os contatores C1, C2, C3 e o relé de tempo ficam desligados, enquanto os bornes R, S, T estão sob tensão. Pulsando o botão b1, a bobina do contator C1 fica energizada, e o relé temporizador d1 também. Assim, os contatos C1 (13 - 14) e C1 (23 - 24) se fecham, conservando energizada a bobina de C3 e colocando o motor em funcionamento.

Com a alimentação da bobina C3, os contatos C3 (13 - 14) e C3 (23 - 24) se fecham, tornando a bobina C3 independente do contato C1 (13 - 14).

Como as bobinas de C1 e C3 estão energizadas, os contatos principais estão fechados, e o motor passa a ser alimentado com a tensão reduzida, iniciando a partida.

Comutação

Após ter passado o tempo determinado, o relé temporizador d1 comuta, desenergizando a bobina de C1 e energizando a bobina de C2. A bobina de C2 se mantém energizada e os contatos de C2(13-14) se fecham e os de C2(41-42) se abrem, o que causa desenergização da bobina de C3. Os contatos principais de C3 se abrem e os de C2 se fecham. Assim, o motor é alimentado com tensão plena, também conhecida como tensão nominal.

Assim, o motor é alimentado com tensão plena, também conhecida como tensão nominal. • Comandos Elétricos

Comandos Elétricos

Partida de motor trifásico de rotor bobinado com comutação automática de resistores

Neste tipo de partida, o circuito de comando elimina os estágios de resistores automaticamente. Os relés temporizados é que determinam o tempo necessário entre a partida e as sucessivas retiradas dos resistores do circuito do rotor bobinado, até criar curto-circuito. Veja os diagramas.

R

S

T

N

3~60Hz 380V

e1
e1

e1

e1
e1
e1
e1
e1
e1
e1
e1
e1
1 3 5
1
3 5

C1

2 4 6 12 14 11 U V W M 3~ U V W
2
4 6
12
14
11
U
V W
M
3~
U
V W

e4

m1

r3

r2

r1

C1 2 4 6 12 14 11 U V W M 3~ U V W e4

C13

C12

C11

Diagrama circuito de comando

2~60Hz220V

R e21 11 e4 14 12 1 b0 2 3 13 c13 b1 c1 4
R
e21
11
e4
14
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1
b0
2
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c13
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15
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c11
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c2
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24
24
c12
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31
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c13
d2
15
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31
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C2
c11
42
d3
42
18
32
32
a
a
a
a
a
a
a
c1
c13
c11
c12
d1
d2
d3
b
b
b
b
b
b
b
S

e22

42 18 32 32 a a a a a a a c1 c13 c11 c12 d1

Comandos Elétricos

Sequência operacional

Veja como ocorre a sequência de operações neste caso:

1° estágio de partida

Na fase inicial, os contatores C1, C11, C12, C13, os relés temporizados d1 e d2, e o relé auxiliar d3 estão desenergizados. Se o botão b1 for pulsado, as bobinas C1 e d1 são energizadas simultaneamente e se mantêm liga- das pelo contato de retenção comum C1(13 - 14). Se bobina C1 estiver energizada, seus contatos principais se fecham, e o motor começa a fun- cionar com todos os resistores intercalados no circuito induzido (r1, r2 e

r3).

2° estágio de partida

Depois de passado o tempo pré-determinado, o relé d1 opera, fechando o seu contato d1 (15 - 18), energizando C11, que permanece por meio de seu contato de retenção C11 (13 - 14). Ao mesmo tempo, o contato fechador de C11(23 - 24) energiza o relé d2 e desenergiza a bobina de d1 através de C11(41 - 42). Se a bobina de C11 estiver energizada, seus con- tatos principais se fecham, retirando do circuito o resistor r1.

3° estágio de partida

Após o tempo ajustado para d2, ocorre a sua operação, e o contato d2 (15 - 18) energiza C12, que conserva este estado por meio de seu contato de retenção C12 (13 - 14). Nesse momento, C11 é desenergizado e retorna seus contatos à posição de repouso. O contato C12 (23 - 24) se fecha, ali- mentando d3, que fechará d3 (23 -24), energizando novamente d1. Ener- gizada a bobina de C12, seus contatos principais se fecham, retirando de circuito o resistor r2.

4° estágio de partida:

Depois do tempo ajustado para d1, ocorre a sua operação, e seu contato d1 (15 - 18) se fecha, alimentando C13, que permanece energizado por seu contato de retenção, e abre o contato de C13 (41 - 42), que volta os demais à condição inicial. Energizando C13, seus contatos principais se fecham, o resistor r3 é eliminado, e o rotor curto-circuitado.

Ao fim desta unidade, você encerra também a disciplina de comandos elétricos. Aproveite o conhecimento obtido até agora e aplique as ins- truções durante seu trabalho. Isso garantirá operações mais seguras e tarefas melhor executadas.

durante seu trabalho. Isso garantirá operações mais seguras e tarefas melhor executadas. • Comandos Elétricos 72

Comandos Elétricos

Achou importante? Faça aqui suas anotações.

Referências Bibliográficas

Apostila Instalações Elétricas Industriais. UFCC. Campina Grande,2003.

Apostila Automação Básica. SENAI. Vitória, 1999.

Apostila. Desenho Elétrico. SENAI. Vitória,1999.

Apostila. Acionamentos Elétricos.CEFET. Rio de Janeiro, 2005.

Apostila. Comandos Elétricos. CEFET. Rio de Janeiro, 2001.

Apostila. Comandos Elétricos, CEFET. Bahia,2004.

CREDER, Hélio. Instalações Elétricas,12 ed., Rio de Janeiro, Científicos

Editora,1991.

CREDER, Hélio. Instalações Elétricas,12 ed., Rio de Janeiro, Científicos Editora,1991. • Comandos Elétricos 73