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Avaliação e Controle dos Riscos

Responsável pelo Conteúdo:


Prof.ª Me. Májida Farid Barakat

Revisão Textual:
Prof.ª Dr.ª Luciene Oliveira da Costa Granadeiro
Avaliação e Controle dos Riscos

Nesta unidade, trabalharemos os seguintes tópicos:


• Avaliação de Riscos;
• Controle dos Riscos;
• Comunicação de Risco;
• Revisão de Risco.

Fonte: Getty Images


Objetivos
• Apresentar e discutir a etapa de avaliação dos riscos dentro de Gerência de Riscos;
• Apresentar e discutir o controle de riscos, com ações para aceitar, evitar, transferir ou mitigar
o risco, assim como as medidas para minimização da severidade e a probabilidade do risco;
• Apresentar e discutir os controles para detecção de danos e riscos;
• Orientar e exemplificar como documentar o gerenciamento de riscos;
• Divulgar quando e como realizar a comunicação do risco;
• Apresentar e discutir a revisão do risco.

Caro Aluno(a)!

Normalmente, com a correria do dia a dia, não nos organizamos e deixamos para o úl-
timo momento o acesso ao estudo, o que implicará o não aprofundamento no material
trabalhado ou, ainda, a perda dos prazos para o lançamento das atividades solicitadas.

Assim, organize seus estudos de maneira que entrem na sua rotina. Por exemplo, você
poderá escolher um dia ao longo da semana ou um determinado horário todos ou alguns
dias e determinar como o seu “momento do estudo”.

No material de cada Unidade, há videoaulas e leituras indicadas, assim como sugestões


de materiais complementares, elementos didáticos que ampliarão sua interpretação e
auxiliarão o pleno entendimento dos temas abordados.

Após o contato com o conteúdo proposto, participe dos debates mediados em fóruns de
discussão, pois estes ajudarão a verificar o quanto você absorveu do conteúdo, além de
propiciar o contato com seus colegas e tutores, o que se apresenta como rico espaço de
troca de ideias e aprendizagem.

Bons Estudos!
UNIDADE
Avaliação e Controle dos Riscos

Contextualização
A gerência de riscos visa, fundamentalmente, identificar os perigos presentes no
ambiente de trabalho. A partir daí, é possível adotar medidas obstativas de suas ocor-
rências e impedir os sinistros laborais.

Em geral, os riscos podem ser evitados com: equipamentos de segurança, controle


das condições de salubridade, ventilação e iluminação ideais e sinalização dos locais
perigosos dentro da empresa. Não basta, porém, identificá-los e sugerir soluções.

É preciso efetivar um controle rígido sobre o que for determinado. De nada adianta
conhecer os perigos e pensar em medidas de precaução ou prevenção se não houver
um controle sobre o cumprimento.

Sendo assim, com o aprendizado do conteúdo desta unidade, você estará prepa-
rado para avaliar os riscos identificados e analisados previamente, através da compa-
ração do risco estimado com os critérios de risco, usando uma escala quantitativa ou
qualitativa para determinar a significância do risco. E, assim, será capaz de estabelecer
a prioridade para o tratamento e controle desses riscos com tomada de ações para
diminuir a probabilidade de ocorrência de danos e a gravidade desses danos. Além
disso, entenderá a importância de revisar e/ou monitorar os resultados do processo de
gerenciamento de riscos, considerando (se apropriado) novos conhecimentos e expe-
riências sobre o risco.

A partir de agora, você deve focar seus esforços para solucionar e eliminar os riscos
encontrados. Deve também fomentar o uso de equipamentos de proteção, redesenhar
o espaço de trabalho, adotar medidas preventivas e treinar funcionários. Afinal, são
atitudes como essas que permitirão a atuação dentro das exigências das normas regu-
lamentadoras e proporcionarão o ambiente seguro de trabalho.

Uma gestão de sucesso é aquela que se mantém em atualização com as novidades


tecnológicas e tendências do mercado. E esse conceito também deve ser aplicado na
segurança do trabalho.

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Avaliação de Riscos
Na gerência de riscos, após a execução das etapas de identificação e análise dos
riscos, segue-se para a etapa de avaliação dos riscos. As empresas geralmente desen-
volvem uma lista de riscos, onde esses eventos adversos são analisados e priorizados
de acordo com o impacto negativo que podem influenciar o ambiente organizacional.
Dessa forma, de acordo com a experiência dos integrantes da organização, as ferra-
mentas de apoio utilizadas, o processo definido de avaliação e controle de riscos, é
possível definir estratégias para gerenciá-los.

Figura 1
Fonte: Getty Images

A etapa Avaliar Riscos contempla atividades de identificação, análise e priorização


dos riscos, controle de riscos pelas atividades de planejamento de respostas aos riscos
identificados, resolução dos riscos e monitoração.

Boehm (1991) sumariza avaliação e controle dos riscos através da figura 2 a seguir:

Identificar
Riscos Técnicas/Ferramentas de Identificação

Avaliar Analisar
Risco Riscos Técnicas/Ferramentas de Análise

Priorizar Exposição ao Risco


Riscos Efeito do Risco

Gerência Coleta de Informações


de Risco Planejar
Evitar Riscos
Transferir Riscos
Gerência
de Riscos Reduzir Riscos
Planejar Elementos de Riscos
Controlar Integração Plano de Riscos
Risco
Resolver Ações Corretivas
Riscos Ações Preventivas

Monitorar
Riscos

Figura 2 – Avaliação e Controle de Riscos


Fonte: Adaptado de Boehm, 1991

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UNIDADE
Avaliação e Controle dos Riscos

Para cada uma das atividades do modelo, Boehm (1991) sugere a realização de
passos relacionados ao uso técnicas e ferramentas. Na realidade, as atividades são
apresentadas por meio de objetivos e metas que devem ser alcançados.

No controlando os riscos, a atividade Planejar Gerência de Riscos ajuda a endereçar


todos os riscos priorizados em um documento para acompanhamento e controle, de
acordo com as estratégias utilizadas. Algumas técnicas como listas de verificação e
estratégias de respostas aos riscos são indicadas.

A atividade Reduzir Riscos tem a finalidade de gerar uma situação onde todos os
riscos identificados e priorizados são eliminados ou tratados (resolvidos). Algumas téc-
nicas sugeridas são, por exemplo, protótipos, simulação e benchmarking.

Por fim, a atividade Monitorar Riscos tem o objetivo de acompanhar a execução


do projeto avaliando seu progresso e fazer uso de ações corretivas quando necessário.

A Avaliação dos Riscos tem por objetivo avaliar os riscos para constatar sua pre-
sença (em caso de dúvida) e chegar a conclusões quanto à sua magnitude. A avaliação
pode ser qualitativa, semiquantitativa ou quantitativa.

As avaliações qualitativas são baseadas em observação, experiências anteriores


ou modelos.

As avaliações quantitativas são baseadas, em geral, na comparação de resulta-


dos de medições com valores limites de exposição ocupacional recomendados e/ou
legalmente adotados. Se tais valores não tiverem sido estabelecidos, o responsável
pela gerência do risco deve ter a capacidade de estabelecer seus próprios critérios de
avaliação. Inclusive, quando riscos sérios para a saúde são óbvios e evidentes, a reco-
mendação de medidas preventivas deve ser imediata, mesmo antes de ser feita uma
avaliação quantitativa de risco.

A avaliação não pode ser considerada como um fim em si, mas como uma etapa de
um processo muito mais amplo, que se inicia com a percepção de que certo agente,
capaz de causar prejuízo à saúde, pode estar presente num ambiente de trabalho, e que
se conclui com a prevenção ou controle da exposição dos trabalhadores a esse agente.

Quando o objetivo da avaliação for determinar se existe um risco para a saúde dos
trabalhadores e, portanto, se há necessidade de intervenções preventivas, a avaliação
quantitativa pode nem ser necessária, pois certos casos são óbvios. Por outro lado,
se o objetivo for obter dados para pesquisas e investigações, por exemplo, estudos
epidemiológicos para estabelecer nexos entre condições ambientais e doenças ocupa-
cionais, então avaliações quantitativas devem ser planejadas e conduzidas de modo a
garantir grande exatidão e precisão nos resultados.

As possibilidades que podem se apresentar, após o reconhecimento, são, a princí-


pio, as seguintes:
• É evidente que não há risco e não há necessidade de avaliação quantitativa da ex-
posição, porém, devem ser anotadas quaisquer possibilidades de mudanças futuras
que possam alterar a situação de risco;

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• A situação de risco não é clara e uma avaliação quantitativa é necessária (as infor-
mações necessárias para a estratégia de amostragem devem ser obtidas durante
o reconhecimento);
• O risco é evidente, e seu potencial de causar dano para a saúde é grave, portanto,
o seu reconhecimento deve bastar para que se recomendem medidas preventivas,
o que deve ser feito imediatamente, sem esperar pelo processo de avaliação, ge-
ralmente demorado e dispendioso; em certos casos de risco iminente de vida, a
operação deve ser suspensa. Uma avaliação quantitativa deve ser feita, sim, após a
implementação de medidas de controle.

A avaliação de risco compara o risco identificado e analisado com os critérios de


risco fornecidos. Ao fazer uma avaliação de risco efetiva, a robustez do conjunto de
dados é importante porque determina a qualidade da saída. Pressupostos reveladores
e fontes razoáveis de incerteza aumentarão a confiança nesse resultado e/ ou ajuda-
rão a identificar suas limitações. A incerteza deve-se à combinação de conhecimento
incompleto sobre um processo e sua variabilidade esperada ou inesperada. As fontes
típicas de incerteza incluem lacunas de conhecimento e entendimento do processo,
fontes de dano (por exemplo, modos de falha de um processo, fontes de variabili-
dade) e probabilidade de detecção de problemas. A saída de uma avaliação de risco
é uma estimativa quantitativa do risco ou uma descrição qualitativa de uma faixa de
risco. Quando o risco é expresso quantitativamente, uma probabilidade numérica é
usada. Alternativamente, o risco pode ser expresso usando descritores qualitativos,
como “alto”, “médio” ou “baixo”, que devem ser definidos com o máximo de detalhes
possível. Às vezes, uma “pontuação de risco” é usada para definir melhor os descrito-
res na classificação de risco. Em avaliações quantitativas de risco, uma estimativa de
risco fornece a probabilidade de uma consequência específica, dado um conjunto de
circunstâncias geradoras de risco. Assim, a estimativa quantitativa do risco é útil para
uma consequência específica de cada vez.

Alternativamente, algumas ferramentas de gerenciamento de risco usam uma medi-


da de risco relativo para combinar vários níveis de gravidade e probabilidade em uma
estimativa geral de risco relativo. As etapas intermediárias dentro de um processo de
pontuação podem, às vezes, empregar uma estimativa de risco quantitativa.

Um exemplo é a graduação dos riscos realizada com base na ferramenta para classi-
ficação dos riscos preconizada pela American Industrial Hygiene Association (AIHA),
a qual tem como vantagem a determinação da classificação do risco em função dos
efeitos que causam à saúde e da exposição. Além disso, baseada na ação dos agentes
e condições do ambiente de trabalho os riscos são graduados conforme o quadro 1.

Leia a Apostila Body of Knowledge Occupational Exposure Risk Assessment/Management.


Virginia: AIHA, 2018 e aprofunde seu conhecimento em um modelo para conduzir a avalia-
ção de exposição aos riscos.

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UNIDADE
Avaliação e Controle dos Riscos

Quadro 1 – Graduação dos Riscos


CATEGORIA DESCRIÇÃO
O agente não representa risco potencial de danos à saúde e/ou integridade física.
IRRELEVANTE
Ou quando ocorrem situações de desconforto desprezível. Nesta categoria, o agente
(controle de rotina)
se encontra sob controle técnico e abaixo do NA – Nível de Ação.
Existe um risco baixo a saúde, porém, não causa efeitos agudos. Nesta categoria, a
RELEVANTE
exposição se encontra sob controle técnico no NA – Nível de Ação.
Existe um risco moderado a saúde, porém não causa efeitos agudos. Nesta categoria,
DE ATENÇÃO
a exposição se encontra sob controle técnico e acima do NA – Nível de Ação, porém,
(monitoramento)
abaixo do LT – Limite de Tolerância.
O agente é capaz de causar efeitos agudos à saúde do trabalhador exposto. Nesta
CRÍTICA
categoria, a exposição não se encontra sob controle técnico, estando acima do LT –
(controle primário)
Limite de Tolerância.
O agente é capaz de causar efeitos agudos à saúde, além disso, as práticas
EMERGENCIAL
operacionais e/ou situações ambientais indicam aparente descontrole da exposição.
(controle de urgência)
Situações de risco grave e iminente.
Fonte: AIHA, 2014

A classificação qualitativa da exposição dos trabalhadores é realizada conforme o


quadro 2. Além da classificação da exposição, é realizada da mesma forma a classifi-
cação dos efeitos a saúde; para isso, são utilizados os parâmetros fixados no quadro 3.
Dessa forma, o quadro 4 serve de base para que seja determinada uma sequência de
forma que sejam elencadas quais medidas devem ser priorizadas.

Quadro 2 – Classificação Qualitativa da Exposição


CATEGORIA DESCRIÇÃO
Nenhum contato com o agente ou
0 NÃO HÁ EXPOSIÇÃO
contato irrelevante.
1 BAIXOS NÍVEIS Contato não frequente com o agente.
Contato frequente com o agente a
2 EXPOSIÇÃO MODERADA baixas concentrações ou não frequentes
a altas concentrações.
Contato frequente com o agente a
3 EXPOSIÇÃO ELEVADA
altas concentrações.
Contato frequente com o agente a
4 EXPOSIÇÃO ELEVADÍSSIMA
concentrações elevadíssimas.
Fonte: AIHA, 2014

Quadro 3 – Classificação qualitativa de riscos à saúde


CATEGORIA EFEITOS A SAÚDE
0 Efeitos reversíveis de pouca importância
1 Efeitos reversíveis preocupantes
2 Efeitos reversíveis preocupantes severos
3 Efeitos irreversíveis preocupantes
4 Ameaça à vida ou doença/lesão incapacitante
Fonte: AIHA, 2014

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Quadro 4 – Gradação de prioridade na avaliação qualitativa dos agentes
EXPOSIÇÃO + EFEITO = CONTROLE DESCRIÇÃO
0–1 Irrelevante
2–3 Relevante
4–5 De atenção
6–7 Crítica
8 Emergencial
Fonte: AIHA, 2014

Os quadros 5 e 6, a seguir, são utilizados para interpretar e classificar os resultados


quantitativos e se referem a valoração dos agentes ambientais e graduação da priorida-
de, proporcionando, dessa forma, maior suporte ao processo decisório nas medidas de
Saúde e Segurança do Trabalho.

Quadro 5 – Valoração quantitativa dos agentes


CLASSE DE RISCO SITUAÇÃO REAL
1 Inferior ao nível de ação
2 Superior ao nível de ação
3 Inferior ao Limite de Exposição
4 Próximo ao limite de exposição
5 Superior ao limite de exposição
Fonte: AIHA, 2014

Quadro 6 – Gradação da prioridade na avaliação quantitativa dos agentes


CLASSE DE RISCO GRAU SITUAÇÃO REAL
1 1 Irrelevante
2 2 Relevante
3 3 De Atenção
4 4 Crítica
5 5 Emergencial
Fonte: AIHA, 2014

O propósito da avaliação de riscos é apoiar decisões. A avaliação de riscos envolve a


comparação dos resultados da análise de riscos com os critérios de risco estabelecidos
para determinar onde é necessária ação adicional. Isto pode levar a uma decisão de:
• Fazer mais nada;
• Considerar as opções de tratamento de riscos;
• Realizar análises adicionais para melhor compreender o risco;
• Manter os controles existentes;
• Reconsiderar os objetivos.

Convém que as decisões levem em consideração o contexto mais amplo e as conse-


quências reais e percebidas para as partes interessadas externas e internas.

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UNIDADE
Avaliação e Controle dos Riscos

Na etapa de avaliação, os riscos estimados deverão ser avaliados, de maneira a definir


medidas e procedimentos que serão executados com o objetivo de reduzi-los ou geren-
ciá-los, tendo-se por base critérios de aceitabilidade de riscos previamente definidos.
O resultado da avaliação de riscos deve ser registrado, comunicado e então validado
nos níveis apropriados da organização.
Os riscos estimados deverão ser avaliados, de maneira a definir medidas e procedi-
mentos que serão executados com o objetivo de reduzi-los ou gerenciá-los, tendo-se por
base critérios de aceitabilidade de riscos previamente definidos. O fluxograma da figura 3
mostra os resultados das etapas que compõem um estudo de avaliação de riscos.

Início

Caracterização
da Empresa

Identificação
dos Perigos

Definição dos Cenários


dos Acidentes

Estimativa de Consequências Estimativas


e da Vulnerabilidade das Frequências

Estimativa
dos Riscos

Risco Medidas para


Tolerável Reduzir os Riscos

Programa de
Gerenciamento
de Riscos

Fim
Figura 3 – Fluxograma de avaliação de riscos

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Controle dos Riscos
O planejamento da gerência de riscos tem por objetivo a
elaboração de um plano de como deverão ser gerenciados os
riscos identificados qualificados e priorizados para que fiquem
sob controle.

Conforme os critérios de tolerabilidade apresentados na


matriz de riscos da organização, os riscos que não são tole-
ráveis devem ser tratados. Esteves (2004) propõe o fluxo de
decisões conforme o fluxograma apresentado na figura 5.

A resolução de riscos tem por objetivo a definição de ações


para eliminar a probabilidade de ocorrência de um risco ou Figura 4
minimizar os seus impactos para a segurança do trabalhador. Fonte: Getty Images

Identificação de Perigos

Avaliação de Riscos

Quantificação dos Riscos


e Medidas Mitigadoras

Atende aos Críterios


de Tolerabilidade?
Não

Sim
Figura 5 – Fluxograma de decisões para tratamento do risco
Fonte: Adaptado de Esteves, 2004

O processo para modificar o risco, visando enquadrá-lo no nível de riscos que a organi-
zação aceita como tolerável, é chamado de tratamento de riscos. Ele pode ser alcançado
com a adoção de alguma medida de modificação do risco. Se o objetivo é reduzir o nível
do risco, o tratamento pressupõe: a remoção da fonte risco, a alteração da probabilidade

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UNIDADE
Avaliação e Controle dos Riscos

de ocorrência (para menor), a alteração da consequência (para menos grave), ou uma


combinação entre essas três alternativas (ABNT, 2009). O tratamento do risco sugere es-
sencialmente, não só o conhecer, mas minimizá-lo. Ou seja, inserir novas barreiras entre
condição perigosa e o que se quer proteger da exposição. Ou mudar o processo para que
o perigo (ou condição perigosa) não represente uma severidade considerável (OHSAS,
1999). A Evaluacion de riesgos mediante WRAC da Anglo American (AA, 2016) utiliza
a mesma hierarquia de controles da OHSAS (1999).

A OHSAS (1999) sugere uma hierarquia dos controles conforme segue:


1. Eliminação: modificação de um projeto para eliminar o perigo, por exemplo.
Mecanizar em vez de empacotar manualmente;
2. Redução ou substituição: substituição de um material mais perigoso por um
menos perigoso ou redução da energia do sistema (por exemplo, abaixe a força,
a amperagem, a pressão, a temperatura etc.);
3. Equipamentos de proteção coletiva (EPC): instalação de sistemas da ventila-
ção, proteção na máquina, bloqueios, redutores de ruído etc.;
4. Procedimentos ou controles administrativos: instalação de alarmes, procedi-
mentos de segurança, inspeção do equipamento, controles de acesso;
5. Equipamento de proteção individual (EPI): utilização de óculos de seguran-
ça, protetores de ouvido, protetores de rosto, respiradores e luvas.

Essa hierarquia deve levar em consideração os custos e benefícios relativo à redução


do risco pesando também a confiabilidade relativa às opções disponíveis.

Segundo Hosken (2013), uma organização deve fazer uma análise de requisitos para:
• Necessidade de combinar controles de engenharia e administrativos;
• Estabelecer boas práticas; adaptar o trabalho ao indivíduo;
• Fazer análise da vantagem do progresso técnico para melhorar controles;
• Usar equipamentos de proteção coletiva que protegem a todos;
• Necessidade de introduzir planos para manutenção de proteções das máquinas;
• Necessidade para arranjos na emergência/contingência onde os controles do risco falham;
• Falta de familiaridade com o local de trabalho e os controles existentes para aqueles
que são visitantes.

O controle de risco inclui a tomada de decisões para reduzir e/ou aceitar riscos. O ob-
jetivo do controle de risco é reduzir o risco a um nível aceitável. A quantidade de esforço
utilizada para o controle de risco deve ser proporcional à significância do risco. Toma-
dores de decisão podem usar diferentes processos, incluindo análise de custo-benefício,
para entender o nível ideal de controle de risco. O controle de risco pode se concentrar
nas seguintes questões:
• O risco está acima de um nível aceitável?
• O que pode ser feito para reduzir ou eliminar riscos?

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• Qual é o equilíbrio adequado entre benefícios, riscos e recursos?
• Novos riscos são introduzidos como resultado dos riscos identificados serem con-
trolados?

A redução de risco concentra-se em processos de mitigação ou prevenção de risco de


qualidade quando excede um nível especificado (aceitável).

A redução de risco pode incluir ações tomadas para mitigar a gravidade e a probabi-
lidade de danos. Processos que melhorem a detectabilidade de perigos e riscos também
podem ser usados como parte de uma estratégia de controle de risco.

A implementação de medidas de redução de risco pode introduzir novos riscos no


sistema ou aumentar a importância de outros riscos existentes. Portanto, pode ser apro-
priado revisitar a avaliação de risco para identificar e avaliar qualquer possível mudança
no risco após a implementação de um processo de redução de risco.

Aceitação de risco é uma decisão de aceitar risco. A aceitação de risco pode ser uma
decisão formal para aceitar o risco residual ou pode ser uma decisão passiva na qual os
riscos residuais não são especificados.

Para alguns tipos de danos, até mesmo as práticas de gerenciamento de risco de


melhor qualidade podem não eliminar totalmente o risco. Nessas circunstâncias, pode-
-se concordar que uma estratégia apropriada de gerenciamento de risco de tenha sido
aplicada e que o risco seja reduzido a um nível especificado (aceitável). Esse nível (espe-
cificado) aceitável dependerá de muitos parâmetros e deverá ser decidido caso a caso.

A seguir, você conhecerá como é a abordagem da NBR-ISO 31000 (ABNT, 2009)


para o tratamento de riscos, que trata da seleção e implementação de opções para
abordar riscos.

O tratamento de riscos envolve um processo iterativo de:


• Formular e selecionar opções para tratamento do risco;
• Planejar e implementar o tratamento do risco;
• Avaliar a eficácia desse tratamento;
• Decidir se o risco remanescente é aceitável;
• Se não for aceitável, realizar tratamento adicional.

Selecionar a(s) opção(ões) mais apropriada(s) de tratamento de riscos envolve balan-


cear os benefícios potenciais derivados em relação ao alcance dos objetivos, diante dos
custos, esforço ou desvantagens da implementação.

As opções de tratamento de riscos não são necessariamente mutuamente exclusivas


ou apropriadas em todas as circunstâncias. As opções para tratar o risco podem envol-
ver um ou mais dos seguintes:
• Evitar o risco ao decidir não iniciar ou continuar com a atividade que dá origem
ao risco;

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UNIDADE
Avaliação e Controle dos Riscos

• Assumir ou aumentar o risco de maneira a perseguir uma oportunidade;


• Remover a fonte de risco;
• Mudar a probabilidade;
• Mudar as consequências;
• Compartilhar o risco (por exemplo, por meio de contratos, compra de seguros);
• Reter o risco por decisão fundamentada.

A justificativa para o tratamento de riscos é mais ampla do que apenas considerações


econômicas, e convém que leve em consideração todas as obrigações da organização,
compromissos voluntários e pontos de vista das partes interessadas. Convém que a
seleção de opções de tratamento de riscos seja feita de acordo com os objetivos da or-
ganização, critérios de risco e recursos disponíveis.

Ao selecionar opções de tratamento de riscos, convém que a organização considere


os valores, percepções e potencial envolvimento das partes interessadas, e as formas
mais apropriadas para com elas se comunicar e consultar. Embora igualmente eficazes,
alguns tratamentos de riscos podem ser mais aceitáveis para algumas partes interessa-
das do que para outras.

Ainda que cuidadosamente concebido e implementado, o tratamento de riscos pode


não produzir os resultados esperados e pode produzir consequências não pretendidas.

Monitoramento e análise crítica precisam ser parte integrante da implementação do


tratamento de riscos, para assegurar que as diferentes formas de tratamento se tornem
e permaneçam eficazes.

O tratamento de riscos também pode introduzir novos riscos que precisem ser gerenciados.

Se não houver opções de tratamento disponíveis ou se as opções de tratamento não


modificarem suficientemente o risco, convém que ele seja registrado e mantido sob aná-
lise crítica contínua.

É importante que os tomadores de decisão e outras partes interessadas estejam cons-


cientes da natureza e extensão do risco remanescente após o tratamento de riscos.

Sendo assim, o risco remanescente deve ser documentado e submetido a monitora-


mento, análise crítica e, onde apropriado, tratamento adicional.

O propósito dos planos de tratamento de riscos é especificar como as opções de


tratamento escolhidas serão implementadas de maneira que os arranjos sejam compre-
endidos pelos envolvidos, e o progresso em relação ao plano possa ser monitorado. Esse
processo assegura que riscos identificados sejam endereçados aos devidos responsáveis.

O plano de tratamento deve identificar claramente a ordem em que o tratamento


de riscos será implementado e deve ser integrado nos planos e processos de gestão da
organização, em consulta com as partes interessadas apropriadas.

Cada Registro de Risco deve ser escrito no nível de detalhe em que as ações serão
tomadas, e deve incluir alguns itens:

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1. Riscos identificados, suas descrições, as áreas afetadas, suas causas e como eles
podem afetar a segurança do trabalhador;
2. Designação de responsabilidades;
3. Resultados dos processos de análises quantitativas e qualitativas de risco;
4. Acordos de respostas que incluem: evitar, transferir, mitigar ou aceitar cada
risco no Plano de Resposta ao Risco;
5. Nível de risco residual esperado para ser concluído após a estratégia ser implementada;
6. Ações específicas para fazer funcionar a estratégia de resposta escolhida;
7. Recursos e tempos para as respostas; e
8. Planos de Contingência e Planos de Retrocedimento.

A monitoração de riscos tem por objetivo o monitoramento do progresso do plano


tendo por base o controle efetivo dos riscos avaliados através de ações corretivas, sem-
pre que for necessário.

A avaliação de riscos deve ser registrada. O seu registro pode ser utilizado como base para:
• Transmitir informações;
• Controle destinado a avaliar se foram tomadas as medidas necessárias;
• Elementos de prova para apresentar às autoridades de fiscalização;
• Uma eventual revisão, em caso de alteração das circunstâncias;
• Recomenda-se o registro de, no mínimo, os seguintes elementos:
» Nome e função da pessoa ou pessoas que procederam à avaliação.
• Perigos e riscos identificados;
• Grupos de trabalhadores expostos a riscos específicos;
• Medidas de protecção necessárias;
• Informações sobre a introdução das medidas, como, por exemplo, o nome da pes-
soa responsável e a data;
• Informações sobre as medidas de acompanhamento e de revisão subsequentes,
incluindo a data e o nome das pessoas envolvidas;
• Informações sobre a participação dos trabalhadores e dos seus representantes no
processo de avaliação de riscos.

A prevenção e controle de riscos tem por objetivo recomendar, projetar, implementar e


verificar medidas de prevenção e controle de riscos, que devem ser integradas em progra-
mas bem gerenciados e sustentáveis. Essas medidas podem ser relativas ao processo e/ou
ambiente de trabalho (por exemplo, substituição ou modificações de materiais e processos,
isolamento, sistemas de ventilação exaustora), relativas ao trabalhador (por exemplo, me-
lhorias nas práticas de trabalho, ou o uso de equipamentos de proteção individual - EPI) e
administrativas (por exemplo, organização do trabalho).

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UNIDADE
Avaliação e Controle dos Riscos

Embora o reconhecimento e a avaliação dos riscos sejam de fundamental importância,


não são suficientes para assegurar um ambiente de trabalho seguro e salubre. Fatores de
risco e condições prejudiciais para a saúde só podem ser evitados, ou corrigidos, pela im-
plementação de medidas preventivas adequadas, integradas em programas de prevenção
e controle de riscos, bem planejados, com boa gestão, multidisciplinares e sustentáveis.
Na avaliação de riscos, existem dois tipos de medidas a serem executadas, sendo elas
preventivas ou corretivas.
• Preventivas: as medidas preventivas são tomadas assim que o risco for localizado e
ainda não tenha ocorrido qualquer tipo de acidente. Apesar disso, ela não impede
totalmente que o acidente aconteça.
• Corretivas: são medidas tomadas após o acidente, e podem ser punitivas e restri-
tivas, tanto para a empresa quanto para o trabalhador.

Conhecidas as medidas corretivas e preventivas, em seu gerenciamento de riscos, você tra-


balharia de modo a executar qual tipo de medida?

Evidentemente, o ideal é a “ação preventiva antecipada”, ou seja, reconhecer as pos-


sibilidades de risco e evitá-los antes que realmente ocorram, o que requer ação (com-
petente e multidisciplinar) desde o planejamento/seleção de processos, equipamentos,
máquinas e locais de trabalho.

A ação preventiva antecipada inclui:


• Avaliações prévias do impacto ocupacional e ambiental de novos processos de trabalho;
• Escolha de tecnologias, processos, máquinas e equipamentos que produzam o me-
nor risco possível tanto para a saúde como para a segurança, que sejam menos
poluentes e de fácil e seguro acesso para limpeza e manutenção;
• Localização adequada dos locais de trabalho, em relação às comunidades adjacen-
tes e recursos naturais;
• Incorporação, já no projeto, dos sistemas de prevenção e controle necessários,
incluindo tratamento de efluentes e resíduos tóxicos;
• Treinamento na operação e manutenção de equipamentos e máquinas, bem como
dos sistemas de controle;
• Treinamento para atuar nas situações de emergência.

Comunicação de Risco
A comunicação de risco é o compartilhamento de informações sobre risco e gerencia-
mento de risco entre os tomadores de decisão e outros. As partes podem se comunicar
em qualquer estágio do processo de gerenciamento de risco. Como você pode observar
na figura 6, em que está mapeado o processo de gestão de riscos, a comunicação pode
e deve acontecer em todas as etapas.

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Início
Processo de Gerenciamento de Risco

Avaliação do Risco

Identificação do Risco

Análise do Risco

Ferramentas de Gerenciamento de Risco


Avaliação do Risco
inaceitável
Comunicação do Risco

Avaliação do Risco

Redução do Risco

Aceitação do Risco

Saída/Resultado do
Processo de Gerenciamento de Risco

Avaliação do Risco

Revisão dos Eventos

Figura 6
Fonte: Adaptado de ICH Q9, 2005

A saída/resultado do processo de gerenciamento de risco da deve ser comunicada e


documentada adequadamente.

As comunicações podem incluir aquelas entre as partes interessadas; por exemplo,


reguladores e indústria, indústria e trabalhador, dentro de uma empresa, indústria ou
autoridade reguladora etc. A informação incluída pode estar relacionada à existência,
natureza, forma, probabilidade, severidade, aceitabilidade, controle, tratamento, capaci-
dade de detecção ou outros riscos para a segurança do trabalho.

A comunicação não precisa ser realizada para cada aceitação de risco.

Entre a indústria e as autoridades reguladoras, a comunicação sobre as decisões de


gerenciamento de riscos pode ser feita através dos canais existentes, conforme especifi-
cado nas regulamentações e orientações.

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UNIDADE
Avaliação e Controle dos Riscos

Revisão de Risco
O gerenciamento de riscos deve ser uma parte contínua do processo de gerenciamen-
to da segurança do trabalho.

Um mecanismo para revisar ou monitorar eventos deve ser implementado. Os re-


sultados do processo de gerenciamento de riscos devem ser revisados para levar em
consideração novos conhecimentos e experiências. Uma
vez iniciado um processo de gerenciamento de riscos, esse
processo deve continuar a ser utilizado para eventos que
possam impactar a decisão original de gerenciamento de
risco, se esses eventos são planejados (por exemplo, re-
sultados de revisão de produto ou processo, inspeções,
auditorias, controle de mudanças) ou não planejada (por
exemplo, causa raiz de investigações de falhas, recall). A
frequência de qualquer revisão deve basear-se no nível de
risco. A revisão de risco pode incluir a reconsideração das Figura 7
decisões de aceitação de risco. Fonte: Getty Images

Infelizmente, alguns profissionais acham que a análise de riscos deve ser realizada apenas
uma vez. Essa atitude é prejudicial para a equipe e cria a falsa sensação de segurança.
Ela precisa ser constantemente atualizada e revisada. Isso acontece porque surgem novas
ameaças quando menos se espera. Portanto, mantenha-a atualizada e sempre faça de tudo
para otimizá-la!

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Material Complementar
Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:

Livros
Body of Knowledge Occupational Exposure Risk Assessment/Management
AIHA. Body of Knowledge Occupational Exposure Risk Assessment/Management.
Virginia: AIHA, 2018.

Risk Communication: A handbook for communicating environmental, safety and health risks
LUNDGREN, R. E.; McMAKIN, A. H. Risk communication: A handbook for
communicating environmental, safety and health risks. New Jersey: John Wiley &
Sons, 2018.

Classification of Risk Acceptability and Risk Tolerability Factors in Occupational Health and Safety
TCHIEHE, D. N.; GAUTHIER, F. Classification of risk acceptability and risk tolerability
factors in occupational health and safety. Safety Science. v.92, p.138-147, 2017.

Leitura
Planejamento e Controle Integrado entre Segurança e Produção em Processos Críticos
na Construção Civil
CAMBRAIA, F. B.; SAURIN, T. A.; FORMOSO, C. T. Planejamento e controle integrado
entre segurança e produção em processos críticos na construção civil. Prod., São Paulo,
v. 18, n. 3, p. 479-492, Dec. 2008.
https://goo.gl/YSVrB6
Perigos e Riscos na Medicina Laboratorial: Identificação e avaliação
FARIA, V. A. et al . Perigos e riscos na medicina laboratorial: identificação e avaliação. J.
Bras. Patol. Med. Lab., Rio de Janeiro, v. 47, n. 3, p. 241-247, June 2011.
https://goo.gl/jy7gQQ
Critérios de Decisão para a Definição de Exames Médicos Ocupacionais em Atividades Críticas:
Proposição de modelo e exemplos de aplicação no trabalho em altura
HAYASHIDE, J. M.; BUSCHINELLI, J. T. P. Critérios de decisão para a definição de
exames médicos ocupacionais em atividades críticas: proposição de modelo e exemplos
de aplicação no trabalho em altura. Rev. bras. saúde ocup., São Paulo, v. 42, e1, 2017.
https://goo.gl/P2QYvw

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UNIDADE
Avaliação e Controle dos Riscos

Referências
AA – ANGLO AMERICAN. Evaluacion de riesgos mediante WRAC/seguridad y
desarrollo sustentable de Anglo American. London: Anglo American plc, 2010. Dis-
ponível em: <https://pt.scribd.com/document/106419620/AA-SSDG-00100-Guias-
para-conducir-una-Evaluacion-de-Riesgos-usando-WRAC-V1-0-Issue-Nov-2010>
Acesso em Jun. 2016.

ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 31000: Gestão de Riscos


Princípios e Diretrizes. Rio de Janeiro, 2009.

BOEHM, B. W. Software risk management: principles and practices. IEEE Software,


8(1), 32-41. 1991.

ESTEVES, A. Gerenciamento de Riscos de Processos em Planta Petroquímica.


Niterói: Dissertação de Mestrado na Universidade Federal Fluminense, 2004.

HOSKEN, M. J. C. Interpretação da OHSAS 18001. Disponível em: <http://www.


qualidade. adm.br/uploads/ohsas/interpretacao_ohsas.pdf>. Acesso em: Mar. 2013.

ICH. Q9: quality risk management. ICH harmonised tripartite guideline. In:
INTERNATIONAL CONFERENCE ON HARMONISATION, 2005. Disponível
em: <http://www.ema.europa.eu/docs/en_GB/document_library/Scientific_gui-
deline/2009/09/WC500002873.pdf>. Acesso em: 8 nov. 2014.

OHSAS – OCCUPATIONAL HEALTH AND SAFETY ADMINISTRATION STANDARD


18001: Sistemas de gestão de segurança e saúde ocupacional – especificação, 1999, 28p.

XAVIER, J. C. M; SERPA, R. R. Estudo de análise de riscos em instalações com


produtos perigosos. Curso de Autoinstrução em Prevenção, Preparação e Resposta
para Desastres envolvendo Produtos Químicos. 2005. Disponível em: <http://www.
bvsde.paho.org/tutorial1/p/estuanal/index.html> Acesso em: 17 fev. 2019

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