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01/10/2019

IVA
IMPOSTO SOBRE O VALOR ACRESCENTADO

Apresentação e suas implicações


contabilísticas e fiscais

Setembro de 2019

PROGRAMA GERAL DA FORMAÇÃO 2

Módulo I
Caracterização, Regimes, Incidência, Isenções e o RJFDE

Módulo II
Valor tributável, Taxas, Liquidação e pagamento e Reembolsos

Módulo III
Fiscalização, Garantias, Penalidades e Modelos declarativos

Módulo IV
Contabilização e efeitos financeiros

Módulo V
Exercícios e casos práticos

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IVA
APRESENTAÇÃO E SUAS IMPLICAÇÕES
CONTABILÍSTICAS E FISCAIS
Módulo I

Caracterização, Regimes, Incidência e Isenções

IVA - Apresentação e suas implicações contabilísticas e fiscais 4


Preâmbulo
Aprovação É aprovado o Código do IVA, anexo a presente Lei e que é dela parte integrante.
(art. 1.º)

O Regulamento do Imposto de Consumo, republicado pelo DLP n.º 3-A/14, de


21 de Outubro, e demais legislação que contrarie o disposto na presente lei e
Revogação no CIVA. (n.º 1)
(art. 2.º)
O Imposto de Selo previsto na verba n.º 15 da tabela a que se refere o DLP n.º
3/14, de 21 de Outubro, que aprova a Revisão e Republicação do CIS. (n.º 2)

1 de Outubro de 2019 (n.º 1).

Aplica-se com caracter obrigatório, aos sujeitos passivos cadastrados na


Repartição Fiscal dos Grandes Contribuintes e às importações de bens (n.º 2).
Entrada
Os sujeitos passivos cadastrados nas outras Repartições Fiscais podem aderir ao
em vigor
(art. 3.º)
cumprimento das disposições do CIVA, a partir da data da sua entrada em vigor,
mediante verificação cumulativa de requisitos previstos no artigo 62.º do CIVA
(n.º 3).

Aplica-se com caracter obrigatório, a todos os sujeitos passivos desse imposto a


partir de 1 de Janeiro de 2021 (n.º 4).

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Preâmbulo
- Os sujeitos passivos cadastrados nas outras Repartições Fiscais;
- Volume de negócios ou de importação superior em AKZ a 250.000,00 USD
- Sujeitos a tributação simplificada nos exercícios de 2019 e 2020;
- Opção pelo Regime Geral de Tributação (n.º 1)
Regime
Transitório Aplica-se a taxa de câmbio média anual de venda do BNA. (n.º 2).
(art. 4.º)
Em início de actividade, o volume de negócios é declarado por estimativa. (n.º 3).

Submetem o mapa de fornecedores de forma electrónica, até ao último dia do


mês seguinte, contendo as operações efectuadas no mês anterior, sempre que
adquiram bens e serviços a sujeitos passivos do regime geral do imposto, bem
como a prestadores de serviços não residentes (n.º 4)

São obrigados a manter em boa ordem e a proceder à sua exibição:


- Documentos comprovativos das aquisições;
- Documentos comprovativos do volume de negócios (n.º 5)

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Preâmbulo

Pagamento do imposto trimestral em Abril, Julho, Outubro e Janeiro (n.º 1)

- Aplicação da taxa de 3%
- Sobre o volume de negócios efectivamente recebido dos 3 meses anteriores;
Apuramento - Com excepção das operações isentas ao abrigo do CIVA
e - Está previsto o direito à dedução até ao limite de 4% do IVA suportado nas
pagamento aquisições de bens e serviços que constem do mapa de fornecedores (n.º 2 e 3)
do imposto
(art. 5.º)
- Submetem de forma electrónica uma declaração simplificada,
- Até ao último dia do mês seguinte ao das operações dos 3 meses anteriores (n.º 4)

- Apuram imposto quando adquiram serviços a prestadores não residentes;


- Mediante aplicação da taxa de 3% sobre os serviços efectivamente pagos (n.º 5 e 6)

- Não é concedido reembolso do IVA (Dedução superior ao Imposto liquidado)


- A dedução em excesso é efectuada nos períodos de impostos seguintes até ao fim
do período transitório, considerando-se definitivo o imposto suportado. (n.º 7)

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Enquadramento Regime Transitório


- Os sujeitos passivos cadastrados nas outras Repartições Fiscais;
- Volume de negócios ou importação superior a 250.000,00 USD;
- Aplica-se a taxa de câmbio média anual de venda do BNA;
- Em início de actividade, o volume de negócios é declarado por estimativa.
- Opção pelo Regime Geral de Tributação

Apuramento e pagamento do imposto Obrigações acessórias

- Aplicação da taxa do IVA - Declaração simplificada (Trimestral)


- Sobre o volume de negócios efectivamente - Até ao último dia do mês seguinte ao das operações dos 3 meses
recebido dos 3 meses anteriores, com excepção anteriores (Abril; Julho; Outubro e Janeiro)
das operações isentas
- Sobre as aquisições de serviços efectivamente - Mapa de fornecedores (Mensal)
pagos a prestadores não residentes - De forma electrónica,
- Pelas aquisições de bens e serviços a sujeitos passivos do
- Pagamento do imposto trimestral em regime geral do imposto, bem como a não residentes
Abril, Julho, Outubro e Janeiro (Serviços)
- Até ao último dia do mês seguinte, contendo as operações
efectuadas no mês anterior;
- Dedução do IVA de 4% do IVA suportado
- Nas aquisições de bens e serviços que constem do - Manter em boa ordem e a proceder à sua exibição
mapa de fornecedores - Documentos comprovativos das aquisições e Documentos
comprovativos do volume de negócios

- Facturação
- É emitida sem liquidação do IVA

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Preâmbulo

Os sujeitos passivos do IVA são obrigados a apresentar, de forma electrónica


- Declaração de início de actividade
- No prazo de 30 dias após a publicação da presente Lei (n.º 1)

Os sujeitos passivos inscritos na Repartição Fiscal dos Grandes Contribuintes;


- Têm o cadastro oficiosamente actualizado, por iniciativa da AGT (n.º 2)
Actualização
do cadastro
(art. 6.º) Os sujeitos passivos cadastrados nas outras Repartições Fiscais;
- Devem efectuar a actualização do cadastro durante o período transitório;
- Através da submissão electrónica da declaração de início de actividade. (n.º 3)

Até 01/01/2021
- Todos os sujeitos passivos do IVA;
- São obrigados a possuir cadastro actualizado para efeitos de IVA (n.º 4)

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Preâmbulo
Os sujeitos passivos do IVA abrangidos pelo regime geral e regime transitório
-> Ficam isentos de imposto de selo previsto na verba n.º 23.3 da tabela do DLP n.º
Isenção 3/14, de 21 de Outubro que aprova a Revisão e Republicação do CIS (n.º 1)
de selo
(art. 7.º)
- As operações de financiamento, locação financeira, reporte, seguros e
resseguros que sejam sujeitas e não isentas de IVA;
- Ficam isentos de imposto de selo previsto nas verbas n.º 16, 17, 21 e 22 da tabela
do DLP n.º 3/14, 21 de Outubro que aprova a Revisão e Republicação do CIS (n.º 2)

Sector
Petrolífero As entidades que exerçam operações petrolíferas em território nacional são
(art. 8.º) sujeitos passivos do IVA

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Preâmbulo
Imposto de consumo incorporado nas mercadorias adquiridas
(art. 9.º)

Na data de entrada em vigor do presente Código, os sujeitos passivos enquadrados no regime geral
de tributação, nas transmissões de bens em que tenham suportado o imposto de consumo, não
devem incorporar ao preço de venda dos bens o imposto de consumo, apenas o IVA (n.º 1)

O imposto de consumo suportado nas aquisições de bens é deduzido na totalidade na colecta do


imposto sobre o rendimento, enquanto titular, no exercício económico em que efectuar a transmissão
de bens. (n.º 2)

A recuperação do imposto de consumo só pode ser feita até o exercício de 2022. (n.º 3)

Dúvidas e omissões As dúvidas e omissões suscitadas da interpretação e aplicação do


(art. 10.º) presente Diploma são resolvidas pela Assembleia Nacional.

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Preâmbulo
As disposições do Código do IVA aplicam-se a partir da data da sua entrada em vigor:

(A) Aos sujeitos passivos cadastrados na Repartição Fiscal dos Grandes Contribuintes, com carácter
obrigatório;

(B) Aos sujeitos passivos cadastrados na Repartição Fiscal dos Grandes Contribuintes e às importações
de bens, com carácter obrigatório;

C) Aos sujeitos passivos cadastrados nas outras Repartições Fiscais que aderirem ao cumprimento das
disposições do Código do IVA;

(D) Aos sujeitos passivos cadastrados nas outras Repartições Fiscais que aderirem ao cumprimento
das disposições do Código do IVA, se verificarem cumulativamente os seguintes requisitos:
- Possuírem contabilidade organizada e cadastro actualizado no sistema do Registo Geral de
Contribuintes;
- Possuírem os meios adequados para a emissão de facturas ou documentos equivalentes através de
sistemas de processamento de dados, nos termos do disposto no respectivo Regime Jurídico;
- Possuírem os meios adequados para a submissão, por transmissão electrónica de dados, das
declarações fiscais, bem como os elementos da sua facturação e contabilidade, nos termos da
legislação aplicável;
- Não possuírem dívida fiscal e aduaneira

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Preâmbulo

Ficam sujeitos a uma tributação simplificada nos exercícios fiscais de 2019 e 2020 (regime
transitório), os seguintes sujeitos passivos do imposto:

(A) Sujeitos passivos cadastrados na Repartição Fiscal dos Grandes Contribuintes;

(B) Sujeitos passivos cadastrados nas outras Repartições Fiscais que não aderirem ao cumprimento
das disposições do Código do IVA e tenham atingido no exercício anterior um volume anual de
negócios superior ao equivalente em Kwanzas do valor previsto para as Micro Empresas;

(C) Sujeitos passivos cadastrados nas outras Repartições Fiscais que não aderirem ao cumprimento
das disposições do Código do IVA e tenham atingido no exercício anterior um volume total de
proveitos superior ao equivalente em Kwanzas do valor previsto para as Micro Empresas;

(D) Sujeitos passivos cadastrados nas outras Repartições Fiscais que não aderirem ao cumprimento
das disposições do Código do IVA e tenham atingido no exercício anterior um volume anual de
negócios inferior ao equivalente em Kwanzas do valor previsto para as Micro Empresas;

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Preâmbulo

Para efeitos de apuramento e pagamento do IVA, os sujeitos passivos do imposto enquadrados no


regime transitório devem proceder do seguinte modo: Indique a opção correcta.

(A) Aplicam metade da taxa de IVA sobre o volume de negócios sujeito e não isento de IVA,
efectivamente recebido, respeitante ao trimestre anterior, com direito à dedução, até ao limite de 4%
do imposto suportado nas suas aquisições de bens e serviços, que constem do mapa de
fornecedores, devendo ser submetida uma declaração simplificada e pago o imposto até ao último
dia dos meses de Abril, Julho, Outubro e Janeiro.

(B) Têm direito ao reembolso do IVA, caso o montante das deduções seja superior ao valor do IVA
apurado pela aplicação de metade da taxa de IVA sobre o valor efectivamente recebido das vendas
efectuadas e ou serviços prestados sujeitos e não isentos de IVA;

(C) Devem submeter, até ao último dia do mês seguinte, por transmissão electrónica de dados, o
mapa de fornecedores contendo as aquisições de bens e serviços a sujeitos passivos do regime geral
do imposto, bem como a prestadores de serviços não residentes, efectuadas no trimestre anterior.

(D) Devem liquidar o IVA pela aplicação de metade da taxa sobre as aquisições de serviços a
prestadores não residentes, independentemente do respectivo pagamento.

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CARACTERIZAÇÃO (IPC vs IVA)
IPC IVA

Restrita base de incidência Ampla base de incidência

Monofásico Plurifásico

Imposto cumulativo (efeito cascata) Imposto não cumulativo

Declaração de início, alteração e


Não existe enquadramento de actividade cessação de actividade

+ Declaração Periódica e anexos

Não é obrigatório ter um sistema de É obrigatório sistema de facturação


facturação eletrónico e certificado electrónico e certificado

Imposto não reembolsável Imposto reembolsável

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CARACTERIZAÇÃO (IPC vs IVA)

NORMAL

Taxa Compra Venda IVA a


entrega r
14% Base IVA Base IVA a o Es ta do
Produtor de MP 100 14 14
Fabricante 100 14 150 21 7
Grossista 150 21 200 28 7
Retalhista 200 28 300 42 14

Consumidor Final 300 42 42

NORMAL
IVA IVA a
Taxa Compra Deduti vel
Venda Entrega s TOTAL IVA
entregar pel os SP entregue
de Outros
14% Base IVA Base IVA ao Estado dos OBS
B+S
Produtor de MP 3 100 14 11 3 14
Fabricante 100 14 1 150 21 6 1 7
Grossista 150 21 2 200 28 5 2 7
Retalhista 200 28 4 300 42 10 4 14

Consumidor Final 300 42 32 10 42

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INCIDÊNCIA OBJECTIVA – art. 3º

O Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) é:

(A) - Um imposto indirecto sobre a despesa, assente no mecanismo da dedução


do imposto directamente imputável à operação realizada;

(B) - Um imposto indirecto sobre a despesa, plurifásico, cobrado pelo Estado de


uma só vez na fase do retalho;

(C) - Um imposto indirecto sobre a despesa, proporcional ao preço de venda a


retalho, com pagamentos fraccionados em todas as fases do circuito económico ;

(D) - Um imposto directo sobre a despesa, plurifásico e não cumulativo.

Características do IVA

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REGIMES
PAGAMENTO LIQUIDAÇÃO DEDUÇÃO
Regime Geral
Se VN > 250.000 USD
registados na Repartição Fiscal
dos Grandes Contribuintes Pagamento IVA liquidado nas operações Direito à dedução do IVA incorrido
Mensal activas (facturação) nas operações passivas

Regime de Caixa
Liquidação do IVA em Direito à dedução do IVA incorrido
Se VN ≤3.000.000 USD função dos recebimentos nas operações passivas em
(ou distribuidores de energia função dos pagamentos
eléctrica e água potável)

Características:Regime opcional; Só para operações com outros sujeitos passivos; Derrogação ao sigilo bancário nº5 art.66

Regime Transitório
Só durante 2019 e 2020

Se VN > 250.000 USD mas não


registados na RF dos Grandes Taxa de 3% aplicada sobre Deduz o IVA até 4% do imposto
Pagamento
Contribuintes
trimestral facturação recebida (excepto suportado (sujeito a declaração
(Podem OPTAR pelo Regime Geral isentas) de fornecedores
Requisitos art.62.º)

Regime de Não
Sujeição Não há dedução do IVA incorrido
nas operações passivas (mas pode
Se VN ≤250.000 USD Não há liquidação de IVA nas operações activas abater à colecta 10% do IVA
(Podem OPTAR pelo Regime (facturação) suportado (sujeito a declaração de
Geral – Requisitos art.62.º) fornecedores)

(serão abordados com mais pormenor em slides seguintes

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CARACTERIZAÇÃO (IPC vs IVA)
APURAMENTO E PAGAMENTO DO IVA

Regime Mensal Liquidação


Dedução IVA
Geral (art. 30.º,1 e 44.º,1) IVA (art. 22.º a 24.º e 25º, 27º, 28.º
(art. 20.º, a)

Regime de Não Sem Apuramento Não Liquida IVA Não Deduz IVA Benefício Fiscal de
IVA (art. 2.º, al. e) 10% s/ IVA suportado
(art. 2.º, al. e)
Sujeição (art. 60.º)
(art. 65º)

Dedução
colecta I.R.

Regime de Liquida IVA s/ Deduz IVA s/


Mensal
Caixa (art. 30.º,1 e 44.º,1)
recebimentos pagamentos
(art. 66.º,1) (art. 68.º,1)

Regime Trimestral Liquida IVA s/ Deduz até 4% Anexo


Fornecedores
Transitório (art. 5.º,1) recebimentos do IVA suportado (art. 4.º 4)

(art. 5.º,2 e 3) (art. 5.º,2)

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HIPÓTESES DE INCIDÊNCIA - IVA

Subjectiva/Pessoal
Objectiva/Real
Pessoas designadas na lei que têm a
Factos económicos designados na lei que
obrigação de repercutir o IVA, ou seja,
geram a obrigação de liquidar o IVA.
adicionar o imposto liquidado ao valor da
factura ou documento equivalente para
efeito da sua exigência aos adquirentes
dos bens ou destinatário dos serviço.

• Transmissões (onerosas) de bens


• Prestações (onerosas) de Serviços 1. Pessoas singulares
• Importação 2. Pessoas colectivas*

Que de modo independente desenvolvam uma


actividade económica, incluindo de produção,
de comércio ou de prestação de serviços,
profissões liberais, actividades extractivas,
agrícola, aquícola apícola, avícola, pecuária,
piscatória e silvícola.

**Incluindo o Estado e demais pessoas colectivas de direito público quando realizem actividades despido(a)s de ius imperium

IVA - Apresentação e suas implicações contabilísticas e fiscais 20


INCIDÊNCIA OBJECTIVA – art. 3º
O que está sujeito a IVA?
(n.º 1)

Transmissões de bens Prestações de serviços Importações de bens


(n.º 1, a) (n.º 1, a) (n.º 1, b)

Extensão do espaço terreste, as águas


interiores e o mar territorial, o espaço
Efectuadas no aéreo, o solo e o subsolo, o fundo
Território Nacional marinho e os leitos correspondentes, tal
como se encontra definido no nº. 2 do
A título oneroso artigo 3.º da C.R.A. (art.1º)
por um Sujeito Passivo

A transmissão de bens ou prestação de serviços


acessária a outra, considera-se parte integrante da
mesma (n.º 2)

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INCIDÊNCIA OBJECTIVA – art. 3º

Encontram-se sujeitas a IVA as seguintes operações:

(A) - Transmissões de bens e prestações de serviços;


(B) - Vendas de bens e de serviços, aquisições de bens, e importações de bens;
(C) - Vendas de bens e de serviços, exportações de bens, transmissões de bens,
aquisições de bens e de serviços e importações de bens;
(D) - Transmissões de bens, prestações de serviços e importações de bens .

Artigo 3.º, n.º 1

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INCIDÊNCIA OBJECTIVA – art. 3º

Sociedade Copa, Lda. adquiriu à Kaiser SA, empresa sediada em Espanha, uma
máquina para distribuição de adubo na sua exploração agrícola com produção de
milho.
Como caracterizaria esta operação para a empresa COPA, Lda, à luz da incidência
Objectiva?

(A) - Uma exportação de bens;


(B) - Uma prestação de serviços;
(C) - Uma importação ;
(D) - Nenhuma das respostas anteriores é verdadeira.

Art. 3.º, n.º 1

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INCIDÊNCIA SUBJECTIVA – art. 4º

Quem está sujeito a IVA?


Quem são os sujeitos passivos do imposto?

Pessoas singulares e colectivas


(n.º 1 e 2)

Quando exerçam as actividades


económicas da al. a), n.º 1, art. 4.º

IVA - Apresentação e suas implicações contabilísticas e fiscais 24


INCIDÊNCIA SUBJECTIVA – art. 4º
Quem está sujeito a IVA? Quem são os sujeitos passivos do imposto?

Pessoas singulares e colectivas (n.º 1, 2, 3)


Adquirentes de bens e serviços Vendedores de bens e prestadores de serviços

Sejam adquirentes de serviços a entidades De um modo independente, exerçam,


não residentes sem domicílio, sede ou actividades económicas, de produção,
estabelecimento estável no território comércio ou prestação de serviços,
nacional, nos termos do n.º 2, art.º 29.º profissões liberais, as actividades extractivas,
(n.º 1, d). {Inversão do sujeito passivo - agrícola, aquícola, apícola, avícola, pecuária,
Reverse Charge} piscatória, silvícola (n.º 1, a);

Realizem importações de bens nos termos da Não se consideram sujeitos passivos do


legislação aduaneira (n.º 1, b); imposto os assalariados e outras pessoas que
se encontram vinculados à entidade patronal
(n.º 3);

Mencionem indevidamente IVA em factura


ou documento equivalente (n.º 1, c);

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IVA - Apresentação e suas implicações contabilísticas e fiscais 25

INCIDÊNCIA SUBJECTIVA – art. 4º

Quem está sujeito a IVA? Quem são os sujeitos passivos do imposto?

Quando não actuem dentro dos poderes de


autoridade e efectuem operações tributáveis
(n.º 2)

O Estado, entidades governamentais, os Institutos Públicos e as Autarquias Locais (al. a);

As instituições públicas de previdência e segurança social (al. a);

Os partidos e coligações políticas, os sindicatos, e as instituições religiosas legalmente


constituídas (al. b).

IVA - Apresentação e suas implicações contabilísticas e fiscais 26


INCIDÊNCIA SUBJECTIVA – art. 4º

O Município de Calandula emite licenças de construção pelas quais cobra as


respectivas taxas. Para efeitos de IVA estamos perante uma:

(A) - Transmissão de bens;


(B) - Prestação de serviços fora do âmbito de incidência do IVA ;
(C) - Prestação de serviços sujeita a IVA, mas isenta nos termos do art. 12.° do CIVA.
(D) - Prestação de serviços sujeita a IVA e tributada neste imposto.

Artigo 4.º

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INCIDÊNCIA SUBJECTIVA – art. 4º

António é electricista na Sociedade Socasa, Lda., com sede em Luanda, tendo


celebrado um contrato de trabalho com esta empresa, através do qual aufere
800.000Kz mensais como contrapartida do seu trabalho. Para efeitos de IVA
estamos perante:

(A) - Uma prestação de serviços sujeita a IVA;


(B) - Uma prestação de serviços isenta de IVA;
(C) - Um serviço fora do campo de aplicação do IVA ;
(D) - Nenhuma das respostas anteriores é verdadeira.

Art. 4. nº3

IVA - Apresentação e suas implicações contabilísticas e fiscais 28


INCIDÊNCIA SUBJECTIVA – art. 4º

Um engenheiro, profissional liberal, está enquadrado no regime de não sujeição, regulamentado pelo
artigo 60.º Código do IVA. Após a prestação de um determinado serviço emite um recibo relativo aos
honorários cobrados, liquidando IVA sobre os mesmos, à taxa normal. Face às normas do CIVA:

(A) - O IVA liquidado não tem que ser entregue ao Estado uma vez que o engenheiro está enquadrado
no regime de não sujeição;
(B) - O engenheiro, por força da liquidação do IVA, sai automaticamente do regime de não sujeição,
passando obrigatoriamente a liquidar IVA pelos serviços que prestar a partir desse momento;
C) - O IVA liquidado deve ser entregue ao Estado e o engenheiro mantém-se enquadrado no regime de
não sujeição ;
(D) - O IVA liquidado não tem que ser entregue ao Estado porque o engenheiro não é sujeito passivo de
IVA.

Art.4.º, n.º 1, al. c)

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IVA - Apresentação e suas implicações contabilísticas e fiscais 29


TRANSMISSÃO DE BENS – art. 5º
Pressupostos de sujeição a imposto ou Factos económicos sujeitos a IVA
Transferência onerosa de bens corpóreos por forma correspondente ao exercício do direito de
propriedade (n.º 1)

A entrega material de bens em execução de um contracto de locação com cláusula de transmissão de


propriedade vinculante para ambas as partes (n.º 3, al. a)

A entrega material de bens móveis decorrente da execução de um contrato de compra e venda, em que
se preveja a reserva de propriedade até ao momento do pagamento total ou parcial do preço (n.º 3, al. b)

As transferências de bens entre comitente e comissário, ao abrigo de contrato de comissão (n.º 3, al. c)

Na comissão de venda considera-se comprador o comissário; na comissão de compra é considerado


comprador o comitente

Transferências de bens entre consignante e consignatário de mercadorias enviadas à consignação (n.º


3, al. c)

A não devolução, no prazo de 180 dias a contar da data da entrega ao destinatário das mercadorias
enviadas à consignação (n.º 3, al. d)

IVA - Apresentação e suas implicações contabilísticas e fiscais 30

TRANSMISSÃO DE BENS – art. 5º


De bens da empresa a uso próprio do seu titular, do pessoal ou,
Afectação
Pressupostos permanente
em geral, a fins alheios à mesma e transmissão gratuita (al. e)
de sujeição a Quando relativamente
imposto A um sector de actividade isento a esses bens ou aos
(al. f)
elementos que os
Factos Afectação de
constituem, tenha
económicos bens Ao activo imobilizado de bens do havido dedução total
sujeitos a art. 24.º, n.º 1, al. a) (al. f) ou parcial do imposto
IVA
(n.º 3) Afectação no caso de cessação da actividade,
permanente nos termos do artigo 46.º (al. g).

Presunção Transmissão
Os bens adquiridos, importados ou produzidos que não se
legal encontrem nos locais de exercício da actividade.
de bens
(n.º 4)
Os que tenham sido consumidos em quantidades que tendo em
conta o volume de produção, devam considerar-se excessivas.
Ilidível Aquisição
mediante prova do de bens
destino dado aos Os bens que se encontrarem em qualquer dos referidos locais.
bens (n.º 5)

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IVA - Apresentação e suas implicações contabilísticas e fiscais 31


TRANSMISSÃO DE BENS – art. 5º

As cessões a título oneroso ou gratuito do estabelecimento comercial, da


totalidade de um património ou de uma parte dele, que seja susceptível de
constituir um ramo de actividade independente. (n.º 6)

Quando o adquirente seja, ou venha a ser pelo facto da aquisição, um sujeito


passivo do imposto de entre os referidos na al. a) do n.º 1 do art.º 4.º, que
Não são pratique operações que confiram direito à dedução (para evitar dispêndios de tesouraria
consideradas relativos ao IVA. Cedente Não Liquida IVA e o Cessionário Não Deduz IVA => operação neutra) (n.º 6)
transmissões
de bens
(n.º 6, 7 e 8) As amostras e as ofertas, conforme aos usos comerciais, sem posterior
comercialização e o valor unitário igual ou inferior em 569 UCF e o valor global
anual que não exceda 22.727 UCF (n.º 7)

As quebras de existências devidamente justificadas (n.º 8)

As ofertas para atenuar os efeitos das calamidades naturais, tais como cheias,
tempestades, secas, ciclones, sismos, terramotos e outros, desde que
devidamente autorizado pelo Titular do Poder Executivo. (n.º 8)

IVA - Apresentação e suas implicações contabilísticas e fiscais 32


TRANSMISSÃO DE BENS – art. 5º

A EDEL, SA é uma empresa a quem compete o


fornecimento de energia eléctrica a todos os
consumidores espalhados pelo território nacional. Para
efeitos de IVA o fornecimento de energia eléctrica é
considerado como:

(A) - Uma prestação de serviços;


(B) - Uma importação de bens;
(C) - Uma transmissão de bens .

Art. 5.º, n.º 2

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01/10/2019

IVA - Apresentação e suas implicações contabilísticas e fiscais 33


TRANSMISSÃO DE BENS – art. 5º
A sociedade XP, com sede em Malanje, celebrou um contrato de
locação-venda com a sociedade ABC, igualmente com sede em
Malanje, através do qual mediante uma renda mensal de 600.000Kz
cede a esta a utilização de uma máquina, sendo que no final do
contrato a primeira se compromete a vender e a segunda a adquirir
a referida máquina. Esta operação, para efeitos de IVA, é considerada
como:

(A) - Operação fora do campo do imposto;


(B) - Prestação de serviços;
(C) - Uma transmissão de bens ;
(D) - Importação de bens.

Art. 5.º, n.º 3, al. a)

IVA - Apresentação e suas implicações contabilísticas e fiscais 34


TRANSMISSÃO DE BENS – art. 5º

O Sr. Dias, gerente da firma XPTO, fabricante de material de


iluminação, renovou completamente as luzes da sua residência
utilizando o material fabricado pela empresa, em que foi deduzido o
IVA, sem pagar qualquer importância por esse facto.

(A) - Não tem qualquer relevância para efeitos de IVA;


(B) - É uma prestação de serviços, devendo ser liquidado IVA sobre o
valor normal do serviço;
(C) - É uma transmissão de bens, devendo ser liquidado imposto
sobre o preço de custo do material de iluminação ;
(D) - É uma transmissão de bens, devendo ser liquidado imposto
sobre o valor da contraprestação obtida.

Art. 5.º, n.º 3, al. e)

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01/10/2019

IVA - Apresentação e suas implicações contabilísticas e fiscais 35


TRANSMISSÃO DE BENS – art. 5º

A Sociedade Linha, Lda., com sede no Lucala, trespassou um dos


seus estabelecimentos comerciais à Sociedade Confecções Belmoda,
com sede no Lucala, pelo valor de 25.000.000 Kz, tendo esta
instalado aí uma loja de venda ao público. Para efeitos do IVA o
trespasse é considerado como:

(A) - Prestação de serviços;


(B) - Transmissão de bens;
(C) - Simultaneamente transmissão de bens e prestação de serviços;
(D) - Operação excluída do âmbito de aplicação do IVA .

(Art. 5.º, n.º 6)

IVA - Apresentação e suas implicações contabilísticas e fiscais 36


TRANSMISSÃO DE BENS – art. 5º

A S.K.L., S A, com sede em Luanda, é uma empresa que se dedica à


construção de imóveis para venda e também à construção de obras
públicas. No corrente ano a S.K.L. afectou ao sector de construção
de imóveis com caracter de permanência uma máquina que havia
adquirido para laborar no seu sector de construção de obras
públicas e relativamente à qual havia deduzido o IVA suportado pela
respectiva aquisição. Para efeitos de IVA a transferência da referida
máquina de um sector para outro é considerada:

(A) - Uma transmissão de bens sujeita a IVA ;


(B) - Uma prestação de serviços sujeita a IVA;
(C) - Uma prestação de serviços isenta;
(D) - Uma operação não sujeita a IVA.
(Art. 5.º, n.º 3, al. f)

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IVA - Apresentação e suas implicações contabilísticas e fiscais 37

PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS – art. 6.º

Em geral, qualquer operação efectuada a título oneroso, que não constitua transmissão ou importação
de bens ou de dinheiro, à exclusão da transmissão onerosa de dinheiro (empréstimos) (n.º 1)

Para uso próprio do seu titular, do pessoal ou, em geral, a fins


alheios à mesma (n.º 2, al. a)
Utilização de
Pressupostos bens da
de sujeição a empresa Em sectores de actividade isentos (n.º 2, al. a)
imposto

Quando, relativamente a esses bens ou aos elementos que os


Factos constituem tenha havido dedução total ou parcial do imposto
económicos
sujeitos a IVA
(n.º 1 e 2) Pela própria empresa com vista às necessidades particulares
Serviços
gratuitos do seu titular, do pessoal ou, em geral, a fins alheios à
mesma (n.º 2, al. b)

IVA - Apresentação e suas implicações contabilísticas e fiscais 38

PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS – art. 6.º

Mandato Quando for efectuada por intervenção de um mandatário agindo em nome


(n.º 3) próprio, este é, sucessivamente, adquirente e prestador do serviço.

Pagamento Sempre que seja efectuado a um sujeito passivo no âmbito de um contrato


indemnização de seguros, é tido como a contraprestação de uma prestação de serviços
(n.º 4) executada por esse mesmo sujeito passivo

Não são O disposto no n.º 5 do artigo 5.º é igualmente aplicável às prestações de


prestações de serviços (Cessões de estabelecimento, na parte que sejam bens incorpóreos, por
serviços exemplo marca)
(n.º 5)

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IVA - Apresentação e suas implicações contabilísticas e fiscais 39

Vales – art. 7.º


Definição de vale
(alínea g) art. 2.º)

Efectuada por um sujeito passivo, em nome próprio, é considerada uma


Cessão de vale entrega dos bens ou prestação dos serviços a que o vale diz respeito (n.º 1)
de finalidade
única Efectuada por um sujeito passivo actuando em nome de outro sujeito
passivo, considera-se que essa cessão constitui a entrega dos bens ou a
prestação dos serviços a que o vale diz respeito, efectuada pelo outro
sujeito passivo (n.º 2)

Existe ainda A entrega material dos bens ou a prestação efectiva dos serviços em troca
sujeição a de um vale de finalidade múltipla aceite pelo fornecedor ou prestador como
imposto contraprestação ou parte da contraprestação (n.º 3)

Não está
sujeita a A cessão de um vale de finalidade múltipla (n.º 4)
imposto

IVA - Apresentação e suas implicações contabilísticas e 40

Exemplos: fiscais
Vales – art. 7.º
Vale de finalidade única

Troca de um bem X por outro de menor valor, em que o remanescente não é reembolsado, mas existe
o direito de em futuras compras de deduzir esse valor até atingir o valor do bem X.

Entrega de um vale para utilização de um serviço, uma viagem, ir a um SPA, jantar romântico,
tratamento de estética, entre outros, neste caso a exigibilidade do imposto ocorre em cada cessão,
antes da realização do serviço a que diz respeito.

Vale de finalidade múltipla

O vale que geralmente se destina a oferta (Cheque presente), adquirido num determinado Centro
Comercial, que pode ser utilizado na compra de vestuário, ou num serviço de estética numa qualquer
loja que esteja no sistema.

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IVA - Apresentação e suas implicações contabilísticas e 41

Exemplo: fiscais
Vales – art. 7.º
Centro
(1) Emite cheques-prenda
Comercial (CC) (2) Antecipação de pagamento
(4) Emissão de nota de crédito

Cheques-prenda distribuídos (6)


para serem utilizados (3)

Consumidores
Lojistas (L)
Finais
Factura c/ desconto do cheque-prenda
IVA incide s/ valor líquido (5)

(1) Emissão de cheques-prenda por centro comercial aos lojistas como desconto em compras do consumidor final
(2) Ao receber o "pagamento" do cheque, (CC) deverá registar a verba recebida numa conta de terceiros que depois
será regularizado com a entrega do montante respectivo ao lojista que apresentar o cheque-prenda (que foi
descontado em compras efectuadas na sua loja).
(3) O cheque inicialmente vendido irá ser utilizado (ou descontado) na compra de um bem ou aquisição de um
serviço, antecipação do pagamento anterior à transmissão do bem ou prestação de um serviço;
(4) Emissão de nota de crédito aos lojistas (L), sem liquidação do IVA (al.b), n.º 7, art.º 17.º - desconto) indicando um
determinado valor em cheques-prenda, valor esse que poderá ser utilizado pelos consumidores finais, e descontado
nas aquisições de bens ou serviços.
(5) Utilização dos cheques-prenda. Os lojistas emitem uma factura aos consumidores finais com liquidação de IVA;
(6) Os lojistas emitem uma factura ao Centro Comercial pelo valor dos cheques-prenda acordado (Desconto)

IVA - Apresentação e suas implicações contabilísticas e fiscais 42

IMPORTAÇÕES – Art.º 8.º

Importação Entrada de bens no


Nos termos da legislação aduaneira
(n.º 1) território nacional

Quando os bens forem colocados, desde a sua entrada no território nacional


numa das situações do art.º 16.º
(n.º 2)

A entrada efectiva no território nacional para efeitos de qualificação como importação, só se


considera verificada se e quando forem introduzidos no consumo

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IVA - Apresentação e suas implicações contabilísticas e fiscais 43

LOCALIZAÇÃO DAS OPERAÇÕES TRIBUTÁVEIS


Princípio do Destino

Tributam-se (em regra)


Operações (transmissões de bens, prestações de serviços e
importações) realizadas em Angola.
Local designado na lei onde
os factos serão tributados
Não se tributam (em regra)
Operações (transmissões de bens, prestações de serviços e
importações) realizadas fora de Angola.

Duas situações de destaque

1.ª Inversão do sujeito passivo (reverse charge), que ocorrerá nos casos em que um sujeito passivo
com domicílio, sede ou estabelecimento estável no território nacional contrate serviços a um
prestador que não tenha domicílio em Angola. Nesse caso, a responsabilidade pela liquidação e
pagamento do imposto será do adquirente, quando o prestador não tenha representante art.33º.

2.ª Exportação de Serviços situações em que um sujeito passivo do IVA com domicílio, sede ou
estabelecimento em Angola, transmita bens ou preste serviços a uma pessoa (singular ou colectiva)
sem domicílio, sede ou estabelecimento no território nacional. Nesta situação não haverá lugar a
liquidação e pagamento do imposto, porquanto este será tributado, em princípio, fora de Angola.

IVA - Apresentação e suas implicações contabilísticas e fiscais 44

LOCALIZAÇÃO DAS TRANSMISSÕES DE BENS – art. 9º


Se houver Local onde se inicia o transporte ou a expedição para o
expedição ou transporte adquirente
(n.º 1)

Se não houver
expedição ou transporte É o local onde se encontram os bens no momento da entrega.
(n.º 3)

São tributáveis Transmissões feitas pelo importador e as transmissões


em Angola subsequentes de bens expedidos do estrangeiro quando
(n.º 2) essas transmissões tenham ocorrido antes da importação

Gás natural e
electricidade É o local de recepção do gás natural ou da electricidade.
(nº 4)

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IVA - Apresentação e suas implicações contabilísticas e fiscais 45

LOCALIZAÇÃO DAS PRESTAÇÕES DE SERVIÇOS – art. 10º

Ocorre no Quando o adquirente possui o domicílio, sede ou estabelecimento estável


Território Nacional em território nacional para o qual os serviços são adquiridos
(n.º 1)

Prestações de serviços relacionadas com um imóvel situado no território


nacional incluindo os que tenham por objecto preparar ou coordenar a
execução de trabalhos imobiliários e as prestações de peritos agentes
imobiliários, assim como a concessão de direitos de utilização de bens
imóveis; (al. a)

A prestação de serviços de alojamento efectuadas no âmbito da actividade


São sempre
hoteleira ou de outras actividades similares e de restauração que tenham
realizadas no
lugar em território nacional; (al. b)
Território Nacional
(n.º 2 e 4)
Trabalhos efectuados sobre bens móveis e peritagens a eles referentes,
executados total ou essencialmente no território nacional; (al. c)

Prestações de serviços de transporte de passageiros, pela distância


percorrida no território nacional; (al. d)

IVA - Apresentação e suas implicações contabilísticas e fiscais 46

LOCALIZAÇÃO DAS PRESTAÇÕES DE SERVIÇOS – art. 10º

A locação de veículos motorizados, aeronaves, barcos de recreio ou


quaisquer outros veículos de transporte, quando os mesmos sejam
São sempre colocados à disposição do destinatário em território nacional; (al. e)
realizadas no
Território Nacional
(n.º 2 e 4) Prestações de serviços de carácter artístico, cientifico, desportivo,
recreativo, de ensino e similares, compreendendo as dos organizadores
destas actividades e as prestações de serviços que lhes sejam acessórias,
que tenham lugar no território nacional (al. f)

Distância
percorrida no O percurso efectuado fora do mesmo, nos casos em que os locais de
Território Nacional partida e de chegada nele se situem. Para este efeito, o trajecto de ida e
(n.º 3) de volta considera-se dois transportes.

Não são
As prestações de serviços referidas no n.º 2 quando realizadas fora do
tributáveis
território nacional.
(n.º 5)

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IVA - Apresentação e suas implicações contabilísticas e fiscais 47

LOCALIZAÇÃO DAS OPERAÇÕES PRESTAÇÕES DE SERVIÇOS – art. 10º

Não
Tributável
Regra Sede Adquirente Qualquer tipo de
serviço T.N.
T.N.

Regra Sede Adquirente


(n.º 1) fora T.N.

Serviços do tipo al.


Excepção a), b), c), d), e) e f)
(n.º 2)
Onde quer fora do TN
que esteja a
Tributável
sede do
prestador de
T.N.
Excepção
(n.º 2) serviços e do
adquirente
Serviços do tipo al. a),
b), c), d), e) f)
executado no TN

IVA - Apresentação e suas implicações contabilísticas e fiscais 48


LOCALIZAÇÃO DAS OPERAÇÕES TRIBUTÁVEIS – art. 10ºc

A Sociedade Angolana Lda., sujeito passivo de IVA, vai adquirir


serviços de consultoria a uma sociedade inglesa. Para efeitos de
aplicação do imposto:

(A) A sociedade Angolana, adquirente deste tipo de serviços,


deverá proceder à liquidação do IVA ;
(B) - A operação não é tributada em território nacional, dado que o
prestador do serviço é sujeito passivo em Inglaterra.

(art.10.º, n.º1)

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01/10/2019

IVA - Apresentação e suas implicações contabilísticas e fiscais 49


LOCALIZAÇÃO DAS OPERAÇÕES TRIBUTÁVEIS – art. 10ºc

Uma empresa de construção civil angolana, com sede em Luanda,


efectuou trabalhos de recuperação de um prédio situado em Madrid
por conta de uma empresa espanhola. O serviço efectuado pela
empresa angolana:

(A) - Não é tributável em Angola, porque o prédio se situa em


Espanha ;
(B) - É tributável em Angola, porque o prestador do serviço tem aqui
a sua sede;
(C) - É tributável em Angola, porque o adquirente do serviço não
indicou qualquer NIF à empresa angolana;
(D) - Não é tributável em Angola, porque o adquirente do serviço não
é uma empresa nacional.

Art. 10º, n.º 2, al. a)

IVA - Apresentação e suas implicações contabilísticas e fiscais 50

LOCALIZAÇÃO DAS OPERAÇÕES TRIBUTÁVEIS – art. 10º

Uma companhia de música sinfónica austríaca faz uma actuação em


Angola. O promotor do espectáculo é uma empresa alemã que está
registada em IVA em Angola. A actuação da companhia austríaca:

(A) - É localizada em Angola, porque o promotor do espectáculo é


um sujeito passivo de IVA em território nacional;
(B) - É localizada em Angola, porque a actuação tem lugar em
território nacional ;
C) - Não é localizada em Angola, porque o prestador do serviço não
é angolano;
(D) - Não é localizada em Angola, porque o promotor do espectáculo
é alemão, apesar de estar registado em IVA em Angola.

Art. 10.º, n.º 2, al. f)

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IVA - Apresentação e suas implicações contabilísticas e fiscais 51


FACTO GERADOR E EXIGIBILIDADE – art. 11.º
Quando ocorre da lugar a

Facto Gerador Exigibilidade


É o facto que preenche as hipóteses (tipologias) É o direito que a administração tem de poder fazer
de incidência previstas na lei, originando assim a valer, a partir de certo momento, o pagamento do
relação jurídica tributária de IVA. imposto.

No momento em que os bens são postos a


Transmissão de bens Geral
disposição do adquirente

Prestações de serviço Geral No momento da sua realização

No momento do cumprimento direitos


Importações Geral
aduaneiros (Desembaraço)

Mercadorias enviadas a consignação Especial No termo dos 180 dias

Final de 12 meses, se não for fixada


Prestações de serviço de caracter
Especial periodicidade de pagamento ou se esta for
continuado
superior a 12 meses

IVA - Apresentação e suas implicações contabilísticas e fiscais 52

FACTO GERADOR E EXIGIBILIDADE – art. 11.º

Nas transmissões de bens, no momento em que os bens são postos à


disposição do adquirente (al. a)
IVA é devido e
torna-se exigível Nas prestações de serviços, no momento da sua realização (al. b);
(nº 1)
Nas importações, no momento estabelecido pelas disposições aplicáveis aos
direitos aduaneiros (al. c).

Os bens são Se implicar transporte, no momento em que se inicia o transporte (al. a).
colocados à
disposição do
adquirente Se implicar obrigação de instalação ou montagem, no momento em que
(nº 2) essa instalação ou montagem estiver concluída (al. b).

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IVA - Apresentação e suas implicações contabilísticas e fiscais 53

FACTO GERADOR E EXIGIBILIDADE – art. 11.º

Carácter Resultantes de contratos que dêem lugar a pagamentos sucessivos, os


continuado bens são postos à disposição e as prestações de serviços são realizadas
(nº 3) no termo do período a que se refere cada pagamento

Se não for fixada Ou esta periodicidade seja superior a 12 meses o imposto é devido e
periodicidade de torna-se exigível no final de cada período de 12 meses, pelo montante
pagamento correspondente
(nº 4)

Autoconsumos
das alíneas e) e f) O imposto é devido e torna-se exigível no momento em que as
do n.º 3 do art.º 5.º afectações de bens ou as prestações de serviços tiverem lugar
e n.º 2 do art.º 6.º
(n.º 5)

IVA - Apresentação e suas implicações contabilísticas e fiscais 54

FACTO GERADOR E EXIGIBILIDADE – art. 11.º

Contrato de Nas transmissões de bens entre comitente e comissário (art.5.º, n.º


comissao 3, al.c), o imposto é devido e torna-se exigível no momento em que o
(n.º 6) comissário puser os bens à disposição do seu adquirente

Consignação Mercadorias enviadas à consignação (art.5.º, n.º 3, al. d), o imposto é


(nº 7) devido e torna-se exigível no termo do prazo de 180 dias

Regimes ou
procedimentos O facto gerador e a exigibilidade do imposto só se verificam no
do n.º 2, art.º 8.º momento em que forem introduzidos ao consumo.
(n.º 8)

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IVA - Apresentação e suas implicações contabilísticas e fiscais 55

FACTO GERADOR E EXIGIBILIDADE – art. 11.º

Se o prazo para a emissão for cumprido, no momento da sua emissão (al. a)

Emissão da Se o prazo para a emissão não for cumprido, no momento em que termina (al. b)
factura
(n.º 9)
Se houver lugar ao pagamento, ainda que parcial, anteriormente à emissão da
factura no momento do recebimento desse pagamento, pelo montante
recebido, sem prejuízo do disposto na alínea anterior. (al. c)

O disposto
Se a emissão de factura ou documento equivalente, ou pagamento, preceder o
no n.º 9 é
momento da realização das operações tributáveis (n.º 10)
aplicável
(n.º 10)
A exigibilidade do imposto tem por base o valor facturado ou pago (n.º 11)

IVA - Apresentação e suas implicações contabilísticas e fiscais 56

Isenções – art. 12º


São excepções a regra de incidência, em que embora ocorra o fato tributário, há dispensa da
liquidação do imposto devido a uma razão especifica.

Simples* Completas
Ao sujeito passivo não se lhe permite (Vulgarmente designadas de taxa zero)
liquidar o imposto nas suas operações Ao sujeito passivo não se lhe permite
activas (venda ou prestação de serviços), liquidar o imposto nas suas operações
assim como não se lhe confere o direito de activas (venda), mas que lhe confere o
deduzir o imposto suportado na aquisição direito a deduzir o imposto suportado na
de bens ou serviços (a montante). aquisição de bens ou serviços (a montante).

Nessas situações há apenas a redução da A carga fiscal suportada nos estádios anteriores
carga fiscal, desde que esta isenção se situe económicos é totalmente anulada.
no estádio final do circuito económico.
Há duas (02) situações destas no CIVA:

*Afectam o princípio da neutralidade fiscal  Transmissão de bens diversos Anexo I


do IVA (ponto iv), al. b) nº 3 art. 22.º)
 Exportação (ponto i), al. b) nº 3 art. 22.º)

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01/10/2019

Isenções – Art.º 12º 57

Isenções nas operações internas


(Art. 12.º, n.º 1 do CIVA)

• Bens diveros (Anexo I) (al. a)*;


• Medicamentos (al. b);
• Cadeiras de rodas, aparelhos utilizados por invisuais e correcção da audição (al. c)
• Livros, incluindo em formato digital (al. d);
• Locação de bens imóveis para fins habitacionais (al. e);
• As operações sujeitas ao imposto de SISA (al. f)
• A exploração e a prática de jogos de fortuna ou azar (al. g)
• Transporte colectivo de passageiros (al. h);
• Operações de intermediação financeira, incluindo as (Anexo III), excepto aquelas
em que o serviço é cobrado por uma taxa ou contraprestação específica e
predeterminada pela sua realização (al. i);
• O seguro de saúde e os seguros e resseguros de vida (al. j);
• Produtos petrolíferos conforme anexo II do Código do IVA (al. k)
• Ensino (al. l);
• Serviço médico sanitário (al. m);
• Transporte de doentes ou feridos em ambulâncias ou veículos apropriados (al. n)
• Equipamentos médicos para os estabelecimentos de saúde (al. o)
*Esta isenção é completa

IVA - Apresentação e suas implicações contabilísticas e fiscais 58

Isenções – Art.º 12º


ISENÇAO

Taxa Compra Venda IVA a


entregar
14% Base IVA Base IVA ao Estado
Produtor de MP 100 14 14
Fabricante 100 14 150 21 7
Grossista 150 21 200 28 7
Retalhista 200 28 300 0

Consumidor Final 300 0 28

ISENÇAO
IVA
Taxa Compra Dedutivel
Venda IVA a Entregas TOTAL IVA
de Outros entregar pelos SP entregue
14% Base IVA Base IVA ao Estado dos OBS
B+S
Produtor de MP 3 100 14 11 3 14
Fabricante 100 14 1 150 21 6 1 7
Grossista 150 21 2 200 28 5 2 7
Retalhista 200 28 4 300 0 0 4 4

Consumidor Final 300 0 22 10 32

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IVA - Apresentação e suas implicações contabilísticas e fiscais 59

Isenções – Art.º 12º


Medicamentos (n.º 1, al. b)
Renuncia à isenção
(Art. 12.º, n.º 2)
Livros, incluindo o formato digital (n.º 1, al. d)

Renúncia à isenção – Art.º 13º

Entrega da declaração de início ou alteração de actividade, de forma


electrónica (n.º 1)
Exercício do
direito
A AGT pronuncia-se no prazo de 30 dias
- A falta de pronúncia resulta na aceitação tácita (n.º 2)

IVA - Apresentação e suas implicações contabilísticas e fiscais 60

Renúncia à isenção – Art.º 13º

Produção A partir de 1 de Janeiro do ano civil seguinte ao da entrega da declaração;


- Salvo se o sujeito passivo iniciar a sua actividade no decurso do ano,
efeitos
- Neste caso a opção produz efeitos desde a data de início de actividade (n.º 3)

Durante um período de, pelo menos, 5 anos (n.º 4);


Obrigação de
permanência
no regime É possível deduzir o IVA contido nas existências finais no fim do ano;
geral - Mediante confirmação expressa da AGT (n.º 6)

Regresso ao - No final dos 5 anos, se desejar voltar ao regime de isenção;


regime de - Deverá enviar a declaração de alteração da actividade de forma electrónica;
isenção - Produz efeitos a partir de 1 de Janeiro do ano seguinte. (n.º 5)

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01/10/2019

IVA - Apresentação e suas implicações contabilísticas e fiscais 61

Importações isentas - Art.º 14º


Definitivas de bens cuja transmissão no T.N. seja isenta de imposto (n.º 1, a);

De ouro, moedas ou notas de banco efectuadas pelo BNA (n.º 1, b);

De bens destinados a ofertas para atenuar os efeitos de calamidades naturais, desde que devidamente
autorizado pelo Titular do Poder Executivo (nº 1, c)

De mercadorias ou equipamentos destinadas exclusiva e directamente à execução das operações


petrolíferas e mineiras nos termos do Regime Aduaneiro do Sector Petrolífero e Código Mineiro (nº 1, d)

De moeda estrangeira efectuada pelas instituições financeiras bancárias, nos termos definidos pelo
Banco Nacional de Angola. (nº 1, e)

Tratados e acordos internacionais de que Angola seja parte (al. a)


Outras
importações
de bens isentas Relações diplomáticas e consulares, quando a isenção resulte de tratados e
(n.º 2)
acordos internacionais celebrados por Angola (al. b)

IVA - Apresentação e suas implicações contabilísticas e fiscais 62

Exportações, operações assimiladas e transportes internacionais isentas


– Art.º 15º
Transmissões de bens isentas de IVA
(nº 1)

• Expedidos ou transportados com destino ao estrangeiro pelo vendedor ou por um


terceiro por conta deste (al. a);
• De abastecimento postos a bordo das embarcações que efectuem navegação
marítima em alto mar e que assegurem o transporte remunerado de passageiros
ou o exercício de uma actividade comercial, industrial ou de pesca (al. b);
• De abastecimento postos a bordo das aeronaves utilizadas por companhias de
navegação aérea que se dediquem principalmente ao tráfego internacional e que
assegurem o transporte remunerado de passageiros, ou o exercício de uma
actividade comercial ou industrial (al. c);
• De abastecimento postos a bordo das embarcações de salvamento, assistência
marítima, pesca costeira e embarcações de guerra, quando deixem o país com
destino a um porto ou ancoradouro situado no estrangeiro (al. d);
• Efectuadas no âmbito de relações diplomáticas e consulares cuja isenção resulte de
acordos e convénios internacionais celebrados por Angola (al. f)

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01/10/2019

IVA - Apresentação e suas implicações contabilísticas e fiscais 63


Exportações, operações assimiladas e transportes internacionais isentas
– Art.º 15º
Transmissões de bens isentas de IVA
(nº 1)

• Destinados a organismos internacionais reconhecidos por Angola ou a membros dos


mesmos organismos, nos limites e com as condições fixadas em acordos e convénios
internacionais celebrados por Angola; (al. g)
• Efectuadas no âmbito de tratados e acordos internacionais; (al. h)

Outras transmissões e serviços isentos de IVA


(nº 1)

• As transmissões, transformações, reparações, manutenção, frete e aluguer, incluindo


a locação financeira, de embarcações e aeronaves afectas às companhias de
navegação aérea e marítima que se dediquem principalmente ao tráfego
internacional, assim como as transmissões de bens de abastecimento postos a bordo
das mesmas e as prestações de serviços efectuadas com vista à satisfação das suas
necessidades directas e da respectiva carga; (al. e)
• O transporte de pessoas provenientes ou com destino ao estrangeiro; (al. i)

IVA - Apresentação e suas implicações contabilísticas e fiscais 64

Isenções na exportação - Art.º 15º


TAXA ZERO
Taxa Compra Venda IVA a
entregar
14% Base IVA Base IVA ao Estado
Produtor de MP 100 14 14
Fabricante 100 14 150 21 7
Grossista 150 21 200 28 7
Retalhista 200 28 300 0 -28

Consumidor Final 300 0 0

TAXA ZERO
IVA IVA a
Taxa Compra Venda Entregas
Dedutivel entregar pelos SP TOTAL IVA
de Outros entregue
14% Base IVA Base IVA ao Estado dos OBS
B+S
Produtor de MP 3 100 14 11 3 14
Fabricante 100 14 1 150 21 6 1 7
Grossista 150 21 2 200 28 5 2 7
Retalhista 200 28 4 300 0 -32 4 -28

Consumidor Final 300 0 -10 10 0

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01/10/2019

IVA - Apresentação e suas implicações contabilísticas e fiscais 65

Regime especial aduaneiro – Art.º 16º


Operações isentas de IVA
Desde que os bens não tenham utilização nem consumo final nas áreas mencionadas
(nº 1)

• As importações de bens que, sob controlo aduaneiro, sejam postas nos regimes de
zona franca, que sejam introduzidos em armazéns de regimes aduaneiros ou lojas
francas, enquanto permanecerem sob tais regimes; (al. a)
• As transmissões de bens que sejam expedidos ou transportados para as zonas ou
depósitos mencionados anteriormente, bem como as prestações de serviços
directamente conexas com tais transmissões; (al. b)
• As transmissões de bens que se efectuem nos regimes anteriores, assim como as
prestações de serviços directamente conexas com tais transmissões, enquanto os
bens permanecerem naquelas situações; (al. c)
• As transmissões de bens que se encontrem nos regimes de trânsito, draubaque ou
importação temporária e as prestações de serviços directamente conexas com tais
operações, enquanto os mesmos estiverem abrangidos por aqueles regimes; (al. d)
• A reimportação de bens por quem os exportou, no mesmo estado em que foram
exportados, quando beneficiem de isenção de direitos aduaneiros. (al. e)

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