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ILUSTRÍSSIMO SENHOR OFICIAL DO REGISTRO DE IMÓVEIS DA COMARCA DE

IPIRANGA - PR.

XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX, brasileiro, casado,


agricultor, ele portador da CIRG nº XXXXXXXXXXXXXXXXXX e
inscrito no CPF/MF sob o XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX, residente e
domiciliado na XXXXXXXXXX, nesta cidade e comarca de Ipiranga,
Estado do Paraná, vem à presença de Vossa Senhoria, pela
advogada que esta subscreve, conforme Instrumento Particular de
Procuração em anexo], consubstanciada no Artigos 1.238, 1.243 e
1.207 todos do Código Civil Brasileiro, e com base no Artigo
216-A da Lei 6.015 de 31 de dezembro de 1973, e no item 408 e
seguintes da Seção 22 do Capítulo 05 do das Normas de Serviço
dos Cartórios Extrajudiciais da Corregedoria Geral da Justiça do
Paraná – Provimento 249/2013, pelos motivos de fato e de direito
a seguir expostos, para requerer o presente pedido de:

USUCAPIÃO EXTRAJUDICIAL

I – DA ESPÉCIE DE USUCAPIÃO E DA LEGISLAÇÃO APLICÁVEL

A espécie pretendida no presente pedido de


reconhecimento extrajudicial de usucapião é a Extraordinária.
Assim, no tocante à contagem do lapso temporal
do exercício da posse, se aplica o prazo previsto no caput do
art. 1.238 do Código Civil Brasileiro, que é de 15 anos de posse
ininterrupta, sem oposição, sem justo título ou boa fé.

II – DO IMÓVEL USUCAPIENDO
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Os requerentes exercem posse mansa, pacífica e
exclusiva há mais de 15 anos, sem qualquer constrangimento,
impugnação, contestação, turbação ou moléstia, sem interrupção.
São senhores e legítimos possuidores, com “animus domini” de um
imóvel designado como sendo o um imóvel rural medindo 9,1292 ha
e perímetro 1.237,20 metros, localizado na área rural denominada
Lustosa Arroio Grande.

III – DA POSSE

Como explanado, o Requerente goza da posse do


imóvel há mais de 15 (quinze) anos (tempo superior aos 15 anos
fixados pelo Artigo 1.238 do Código Civil vigente).

IV – DO DIREITO

No que tange ao direito dos Requerentes, é


mister analisar a origem da posse e verificar que não há
hipótese de detenção sobre o imóvel objeto deste processo.

Buscando a visão legal da posse dos Requerentes


sobre o imóvel, é de extrema importância elucidar o que previne
o Código Civil em seu Artigo 1.238, parágrafo único:

“Art. 1.238. Aquele que, por quinze anos, sem interrupção, nem oposição,
possuir como seu um imóvel, adquire-lhe a propriedade,
independentemente de título e boa-fé; podendo requerer ao juiz que assim
o declare por sentença, a qual servirá de título para o registro no Cartório de
Registro de Imóveis.

Parágrafo único. O prazo estabelecido neste artigo reduzir-se-á a dez anos se


o possuidor houver estabelecido no imóvel a sua moradia habitual, ou nele
realizado obras ou serviços de caráter produtivo.”

Desta forma, vejamos o que informa o Artigo 216-


A, da Lei nº. 6.015/1973:

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Art. 216-A. Sem prejuízo da via jurisdicional, é admitido o pedido de
reconhecimento extrajudicial de usucapião, que será processado
diretamente perante o cartório do registro de imóveis da comarca em que
estiver situado o imóvel usucapiendo, a requerimento do interessado,
representado por advogado, instruído com:

I - ata notarial lavrada pelo tabelião, atestando o tempo de posse do


requerente e seus antecessores, conforme o caso e suas circunstâncias;

II - planta e memorial descritivo assinado por profissional legalmente


habilitado, com prova de anotação de responsabilidade técnica no respectivo
conselho de fiscalização profissional, e pelos titulares de direitos reais e de
outros direitos registrados ou averbados na matrícula do imóvel usucapiendo
e na matrícula dos imóveis confinantes;

III - certidões negativas dos distribuidores da comarca da situação do imóvel e


do domicílio do requerente;

IV - justo título ou quaisquer outros documentos que demonstrem a origem,


a continuidade, a natureza e o tempo da posse, tais como o pagamento dos
impostos e das taxas que incidirem sobre o imóvel.

Neste diapasão, foram devidamente juntados ao


presente Requerimento todos os documentos exigidos legalmente,
constantes nos incisos I ao IV do artigo 216-A da Lei nº.
6.015/1973, com redação introduzidas pelo artigo 1.071 do Código
de Processo Civil em vigor, em consonância com o dispositivo
legal supratranscrito.

Portanto, não restam dúvidas quando ao direito


pelo qual o Requerente se encontra revestida e protegida.

V – DO PEDIDO

Ante os fatos e fundamentos aduzidos alhures,


requer:

a) a prenotação, a autuação e o processamento do


presente pedido de reconhecimento extrajudicial de usucapião;

b) A notificação, pelo correio com aviso de


recebimento, das fazendas públicas (união, estado e município)
para que, no mesmo prazo legal de 15 (quinze) dias, se
manifestem sobre o pedido, devendo constar no teor da
notificação de que o silencio importar em concordância;
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c) Após as notificações legais, promova a
publicação de edital em jornal de circulação local, para a
ciência de terceiros eventualmente interessados, que poderão se
manifestar em 15 (quinze) dias;

d) REGISTRE A PROPRIEDADE IMOBILIÁRIA, após


transcorrido o prazo da publicação do edital e não havendo
pendência de notificações ou diligências.

VI – Das Provas

Para comprovar o preenchimento prévio dos


requisitos legais necessários para a declaração de domino aqui
pretendida requerem como produção de prova documental, a juntada
dos seguintes documentos:
1 –ATA NOTARIAL;
2 – MAPA do imóvel;
3 - Memorial Descritivo do imóvel;
4 – ART;
5 - Certificado de Cadastro de imóvel Rural;
6 - Recibo de Inscrição do Imóvel Rural no CAR;
7 – Certidão do ITR;
8 - certidão negativa do distribuidor justiça
Estadual;
9 - certidão negativa do distribuidor justiça
Federal;
10 - Certidão municipal em nome da proprietária.

Termos em que, autuado esse com os documentos


inclusos e referidos em seu texto, pedem e aguardam deferimento.
Termos que
Pede deferimento.

Ipiranga 27 de abril de 2017.

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ROL DE TESTEMUNHAS

1 – JOSÉ ERNESTO CARNEIRO, brasileiro, agricultor, portador da


CIRG nº. 3.698.160-1 e inscrito no CPF/MF sob nº. 371.666.209-
78, residente e domiciliado na Localidade de Capivari, neste
Município de Ipiranga, Paraná;

2 – JOÃO MARIA CORREIA DA SILVA, brasileiro, agricultor,


portador da CIRG nº. 5.062.128-4 e inscrito no CPF/MF sob nº.
409.646.559-34, residente e domiciliado na Localidade de
Capivari, Ipiranga, Paraná;