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Contestação à Ação de Usucapião Extraordinário

Contestação à Ação de Usucapião Extraordinário

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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ___ VARA CÍVEL DA COMARCA DE CAMPOS NOVOS-SC.

JOÃO SOARES, brasileiro, solteiro, mecânico, inscrito na RG nº 51234565 e CPF nº 015.300.400-26, residente e domiciliado na Rua Roberto Carlos, nº 50, Bairro Colorado, na cidade de Campos Novos-SC., CEP 89.620-000, através de seu advogado Justino Flores, inscrito na OAB/SC nº 420, com escritório na Rua Beira-Rio, nº 100, Bairro Centro, nesta cidade, onde recebe as intimações, vem perante V. Exª

Contestar a Ação de Usucapião Extraordinária
pelos fatos e fundamentos a seguir expostos.

1 – DOS FATOS

Trata-se de Ação de Usucapião pela qual o autor pretende ter reconhecido seu domínio sobre o imóvel, situado na Rua Antonio Silva, nº 520, Bairro Uruguai, com área urbana de 400 m², nesta cidade, o qual alega estar residindo e mantendo a posse, há mais de 17 (dezessete) anos, sem interrupção e com animus domini (intenção de dono).
Grupo B – Cheili, Ciro, Estela, Leonardo, Marília, Neudite e Rodrigo.

O Autor declara que assim que retornou. o Autor não reside de forma mansa. visto que não desejava ver seu nome inadimplente. vasilhames e pneus com água. o mesmo mudou-se com sua família. após um ano do retorno do autor. tais como dengue entre outras. dentro deste lapso temporal. levando consigo todos os bens que se encontram na residência. não se caracteriza o lapso temporal exigido pelo artigo 1238 do CC. Estela. pois havia sofrido ameaças. perante a receita municipal. afetando e causando prejuízos à saúde pública. Leonardo. Observa-se que perante os fatos expostos. dando-lhe destinação econômica cumprindo sua função social. pacífica e contínua há mais de 17 (dezessete) anos. Grupo B – Cheili. Além disto. Neudite e Rodrigo. sendo esta exercida de forma pacífica. com foco de doenças. Marília. visto que o Requerido já tentou Ação de Despejo. dizendo trabalhar com materiais para reciclagem. Também o Autor mantinha o terreno de forma insalubre como depósito de lixo. permitiu o uso do imóvel por temer pela segurança de sua família. pois no ano de 2002. ficando fora do imóvel há cerca de 1 (um) ano e 8 (oito) meses. pacífica e ininterrupta. foi o Requerido. Diz o Autor que a referida posse ultrapassa o lapso temporal. esgoto a céu aberto. no período de 1 (um) ano e 4 (quatro) meses.O Autor alega ter iniciado a posse em 10/02/1983 e desde esta data estar em conformidade com a tributação municipal. A pessoa que efetivamente pagou o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano). Apesar de na inicial constar que o imóvel usucapiendo trata-se de nº 510. supracitado. o Autor utilizou parte do imóvel para fazer plantio e alugou a casa para moradia de um amigo. Ciro. observa-se que ao relatar os fatos . Ao contrário do alegado nos autos. Porém o que se mostrava era um ambiente degradante. o mesmo refere-se ao imóvel da presente ação como sendo de nº 520. por um período de 9 (nove) anos. previsto no artigo 1238 do Código Civil. . tampouco a posse mansa. de boa-fé e sem oposição de outrem.

ou nele realizado obras ou serviços de caráter produtivo”..2 – DOS FUNDAMENTOS JURÍDICOS O novo Código Civil. em vigor desde 10 de janeiro de 2003. 10 anos. pelo menos. p.. com redução para 15 (quinze) anos do prazo necessário para alcançá-lo. garantia da liberdade dos indivíduos contra o Estado. A jurisprudência admite essa redução de prazo somente na hipótese de a moradia ou as obras ou serviços de caráter produtivo datarem de. pois. já no bojo do constitucionalismo liberal.] Se a propriedade privada era reconhecida como garantia última da liberdade individual. 137. o direito a aquisição dos bens indispensáveis a sua subsistência. de acordo com os padrões de dignidade de cada momento histórico. Fábio Konder. conforme o parágrafo único. O acesso à propriedade adquiria. a questão do direito de todo indivíduo à propriedade. 2000.. prazo que. beneficiando aquele que nela instala sua moradia ou implanta obras e serviços de caráter social ou econômico. Neudite e Rodrigo. 1 COMPARATO. A propriedade ganhou status de direito do homem. dispõe sobre a usucapião extraordinária no art. reduz-se a 10 anos “se o possuidor houver estabelecido no imóvel a sua moradia habitual. “Direitos e deveres fundamentais em matéria de propriedade”. Observa-se que a redução do prazo da usucapião extraordinário presta homenagem ao princípio constitucional da função social da propriedade. 137)1: [. mas também os futuros e potenciais proprietários. 1. Estela. São Paulo: RT. verdadeiro fundamento do pacto social. o caráter de direito fundamental da pessoa humana. p.] é dentro dessa perspectiva institucional que se pôs. . insofismavelmente. Segundo FABIO (2000. tornavase inevitável sustentar que a ordem jurídica deveria proteger não apenas os atuais. Grupo B – Cheili. Ciro. Marília.. [. Leonardo. ou seja.238.

c) a intimação do representante do Ministério Público para que proceda a intervenção. _______________________________ Justino Flores OAB/SC 420 Grupo B – Cheili. requerer: a) a improcedência da Ação de Usucapião Extraordinária. Nestes Termos Pede Deferimento Campos Novos (SC). Marília. b) protesta provar o alegado por todos os meios de prova em direitos admitidos. Ciro. . Neudite e Rodrigo.3 – DO PEDIDO Vem mui respeitosamente perante V. Leonardo. via documental e testemunhal. 13 de outubro de 2010. condenando o Requerente ao ônus da sucumbência. Exª diante do exposto. Estela.

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