HIPODERMÓCLISE
Instrutores
Enf. Ricardo Martins Burgese
Enf. Leila Nobre Burgese
Histórico
Inicio do séc. XIX: uso da hipodermóclise
durante a epidemia de cólera na Europa.
1895 – prática empregada na epidemia de cólera na
Índia.
1903 utilizada em ambiente hospitalar para
tratar de pacientes desidratados.
1913 primeira descrição do uso em crianças e RN..
Meados do séc. XX; foi abandonado com relatos de
iatrogênias relacionadas á complicações devido a
punção e soluções não recomendadas;
Final da década de 60 : foi incremento do uso
com o advento dos cuidados Paliativos na
Inglaterra.
Final a década de 1980: O uso da via SC retornou
a prática clínica em idosos e cuidados paliativos
para administração de fluidos e medicações .
No Brasil:
O tema ainda carece de estudos e publicações com
relatos de experiencia.
O conhecimento sobre esse método é limitado.
INCA – A primeira referência Nacional até o
momento, apresenta experiencia há mais de dez
anos em cuidados paliativos. Com indicação para
controle de sintomas, desidratação e assistência
domiciliar.;
RESOLUÇÃO COFEN 358/2009
Enfermagem, conforme a Resolução COFEN
nº358/2009, deve ser uma prática continua.
Salientamos ainda que as atribuições que
envolvem a infusão no tecido subcutâneo, devem
estar claramente descritas nos protocolos
institucionais.
Resolução COFEN nº 358/2009
Os estudos afirmam que a punção e a administração de
fluidos na hipodemóclise são procedimentos de menor
complexidade, quando comparado á administração pela via
intravenosa 9MCCAFFERY;PASSERO,2000). Por isso,
tanto a punção quanto a administração de fluidos poderão
ser delgados pelo Enfermeiro aos membros da equipe de
enfermagem, desde que os profissionais sejam treinados,
habilitados e capacitados para tais procedimentos. Neste
sentido, vale ressaltar o Código de Ética dos Profissionais
de Enfermagem (CEPE), que dispõe nos Artigos 10, 12, 13,
14,e 21 da Seção I das relações com a pessoa; família e
coletividade garante os seguintes direitos e deveres:
DIREITOS
Art. 10 Recusase a executar atividade que não sejam de
sua competência técnica, cientifica, ética e legal ou que não
ofereçam segurança ao profissional, a pessoa, família e
coletividade.
Art. 12 Assegurara á pessoa, família e coletividade
assistência de Enfermagem livre de danos decorrentes de
imperícia, negligencia ou imprudência.
Art. 13 Avaliar criteriosamente sua competência técnica,
cientifica, ética, e legal e somente aceitar encargos ou
atribuições, quando capaz de desempenho seguro para si e
para outrem.
DIREITOS
Art. 14 – Aprimorar os conhecimentos técnicos, científicos,
éticos e culturais, em benefícios da pessoa, família e
coletividade e do desenvolvimento da profissão.
(...)
DEVERES:
Art. 21 – Proteger , a pessoa, família e coletividade contra
danos decorrentes de imperícia, negligência ou imprudência
por parte de qualquer membro da Equipe de Saúde.
(...) (CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM, 2007).
Da conclusão:
Na hipodermóclise, tanto a punção quanto a administração de
fluidos prescritos, podem ser realizadas por membros da equipe de
enfermagem ( Enfermeiro, Técnico e Auxiliar de enfermagem),
desde que o profissional seja treinado, capacitado e suas habilidades
constantemente validadas por meio da educação permanente.
• Para o alcance dos resultados esperados, a operacionalização do
Processo de Enfermagem, conforme a Resolução COFEN
nº358/2009, deve ser uma prática continua.
• Salientamos ainda que as atribuições que envolvem a infusão no
tecido subcutâneo, devem estar claramente descritas nos
protocolos institucionais.
• É o parecer.
A Hipodermóclise
Definição:
A Hipodermóclise ou hidratação subcutânea consiste
na administração de grande quantidade de fluidos
2000ml em 24 horas, no espaço subcutâneo, de
forma continua ou intermitente e em bolus 2ml.
CONCEITOS
Terapia subcutânea utilização da via SC para
administração de medicamentos.
Hipodermóclise ou Hidratação subcutânea –
administração de soluções de reidratação
parenteral na camada subcutânea.
HIPODERMÓCLISE
PUNÇÃO HIPODERMÓCLISE
HIPODERMÓCLISE
Indicação da via SC
Rede venosa deficiente, que requeira múltiplas
tentativas de punção.
Inviabilidade da via oral, decorrente de vômitos
por períodos prolongados; .
Intolerância gástrica;
Disfagia;
Obstrução intestinal;
Dispneia severa;
Diarreia;.
Desidratação leve ou moderada;
Necessidade de sedação;
Vantagens do método
Técnica de fácil inserção, manuseio e manutenção;
A absorção da medicação é total;
Evita infecções e espoliações da via endovenosa;.
Menos doloroso que as vias EV e IM (por possuir
menos terminações nervosas.
A ação do medicamento infundido tem pico de
ação plasmática em torno de 20 minutos;
Vantagens do
Baixo risco de efeitosmétodo
adversos sistêmicos;
(hiponatremia, hipervolemia, congestão)
A infusão pode ser interrompida a qualquer
momento, há menor risco de hiperhidratação,
reduzindo a possibilidade de sobrecarga cardíaca;
Baixo custo;.
Proporciona conforto, segurança e autonomia ao
paciente/ família;
Pode se manter o paciente domiciliar evitando
hospitalização.
Complicações locais raras.
Contra indicações
Estado avançado de caquexia, por hipotrofia do
tecido subcutâneo;
Presença de foco infeccioso próximo ao local de
punção;
Distúrbios de coagulação;
Sobrecarga de fluidos (ICC, Síndrome de veia
cava Superior
Recusa do paciente / família.
Quais
são os benefícios
como método alternativo?
Método simples e seguro;
Eficiência e eficácia na absorção de fluidos;
Menor tempo de latência comparada com via
oral;
Fácil manejo na conservação quanto a
manipulação;
Taxa de absorção é uniforme e lenta, sendo em
bolus ou infusão continua;
Quais
são os benefícios
como método alternativo?
Apresenta pouco efeito adverso ou complicações;
Via segura para administração de opioides;
Permite se a utilização de medicamentos para
terapêutica paliativa;
Promove uma assistência de qualidade
humanização do cuidado melhorando a pratica
assistencial;
Maior indicação para uso domiciliar;
Quais
são os benefícios
como método alternativo?
Mais opções de se obter novos sítios de inserção;
Pode ser interrompido e reiniciado;
Baixos índices de infecção;
Não necessita de imobilização do membro;
Favorece a funcionalidade do paciente;
Boa aceitação por parte dos familiares;
Promove conforto, diminuindo o estresse e dor
por repetidas punções.
Desvantagens da via
SC
Velocidade de infusão mais lenta do que por via EV;
Administração máxima em 2000ml/24hs em dois
sítios de infusão;
Limitações na administração de eletrólitos;
Caquexia neoplásica com hipertrofia do SC.
COMPLICAÇÕES COMUNS
Complicações
Edema;
Dor;
Calor;
Endurecimento;
Necrose;
Eritema ao redor do sitio de inserção;
Extravasamento pelo óstio;
Presença de infecção.
Medicamentos que podem ser
utilizados pela via subcutânea
• Morfina;
• Haloperidol;
• Metoclopramida;
• Hioscina;
• Midazolan;
• Insulina;
Medicamentos que podem ser
utilizados pela via subcutânea
• Cetamina;
• Aminofilina;
• Dexametazona;
• Fenobarbital;
• Octreotida;
Medicamentos não
recomendados
• Diazepan;
• Fenitoína;
• Eletrólitos não diluídos;
• Amiodarona;
• Dopamina;
• Flumazenil;
• Sangue e derivados;
Locais de punção do
sitio subcutâneo
.
Materiais utilizados
Solução antisséptica.
Solução preparada para a instalação com equipo
de bomba identificada;
Gaze;
Luva de procedimento;
Escalpe números: 23,25, 27;
Cateter de teflon;
Cateter SafI Intima 22/24GA
Fixador de acesso venoso periférico.
Técnica de punção
Lavar as mãos;
Conferir dados de identificação do paciente;
Realizar o preparo da solução a ser infundida;
Explicar ao paciente/família o procedimento a ser realizado;
Escolher o local da punção;
Preencher o circuito intermediário do escalpe/agulha a ser
utilizado com solução fisiológica;
Fazer antissepsia e a prega cutânea;
Introduzir o escalpe num ângulo de 45º abaixo da pele, na prega
Cutânea;
Técnica de punção
Fixar o escalpe com fixador de acesso venoso
periférico;
Aspirar de forma a garantir que nenhum vai seja
atingido;
aplicar o medicamento ou conectar ao escalpe e ao
equipo da
solução;
calcular gotejamento;
Identificar a punção com data;
Nobre Educação
www.nobreeducacao.com.br
contato@nobreeducacao.com.br
• Referencias Bibliográficas:
•
Imedio EL. Enfermaria de Cuidados Paliativos. Madri:
Editora Panamericana,1998:397
BRASIL. Ministério da Saúde. Instituto Nacional do
câncer. Serie Cuidados Paliativos. Terapia subcutânea
no câncer avançado. Rio de Janeiro,2009,32p.
PONTALTI,G.,RODRIGUES,E.S.A., FIRMINO,F.,
FÁBRIS,M.,STEIN,M.R., LONGARAY,V.K.Via
Subcutânea: Segundo opção em cuidados Paleativos.
Rev.HCPA 2012;32(2).
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