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Câncer de

Próstata –
Prevenção e
Tratamento
SEST – Serviço Social do Transporte
SENAT – Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte

Curso on-line – Câncer de Próstata - Prevenção e


Tratamento – Brasília: SEST/SENAT, 2016.

41 p. :il. – (EaD)

1. Câncer - prevenção. 2. Saúde do homem. I. Serviço


Social do Transporte. II. Serviço Nacional de
Aprendizagem do Transporte. III. Título.

CDU 616.65-006

ead.sestsenat.org.br
Sumário
Apresentação 5

Unidade 1 | O Que é o Câncer de Próstata? 6

1 O Que é Câncer de Próstata? 7

1.1 Alterações Congênitas 8

1.2 Alterações Adquiridas 8

1.3 Hiperplasia Prostática Benigna (HPB) 9

Glossário 12

Atividades 13

Referências 14

Unidade 2 | Principais Causas do Câncer de Próstata 15

1 Principais Fatores de Risco Que Podem Levar ao Câncer de Próstata 16

1.1 Sintomas 17

Glossário 18

Atividades 19

Referências 20

Unidade 3 | Principais Tipos e Características 21

1 Principais Tipos e Características 22

Glossário 24

Atividades 25

Referências 26

Unidade 4 | Como Prevenir 27

1 Como Prevenir 28

Glossário 31

Atividades 32

Referências 33

3
Unidade 5 | Tratamento 34

1 Tratamento 35

Glossário 37

Atividades 38

Referências 39

Gabarito 40

4
Apresentação

Prezado(a) aluno(a),

Seja bem-vindo(a) ao curso Câncer de Próstata – Prevenção e Tratamento!

Neste curso, você encontrará conceitos, situações extraídas do cotidiano e, ao final de


cada unidade, atividades para a fixação do conteúdo. No decorrer dos seus estudos,
você verá ícones que tem a finalidade de orientar seus estudos, estruturar o texto e
ajudar na compreensão do conteúdo.

O curso possui carga horária total de 10 horas e foi organizado em 5 unidades, conforme
a tabela a seguir.

Unidades Carga Horária


Unidade 1 | O Que é o Câncer de Próstata 2h
Unidade 2 | Principais Causas do Câncer de Próstata 2h
Unidade 3 | Principais Tipos e Características 2h
Unidade 4 | Como Prevenir 2h
Unidade 5 | Tratamento 2h

Fique atento! Para concluir o curso, você precisa:

a) navegar por todos os conteúdos e realizar todas as atividades previstas nas


“Aulas Interativas”;

b) responder à “Avaliação final” e obter nota mínima igual ou superior a 60;

c) responder à “Avaliação de Reação”; e

d) acessar o “Ambiente do Aluno” e emitir o seu certificado.

Este curso é autoinstrucional, ou seja, sem acompanhamento de tutor. Em caso de


dúvidas, entre em contato por e-mail no endereço eletrônico suporteead@sestsenat.
org.br.

Bons estudos!

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UNIDADE 1 | O QUE É O CÂNCER
DE PRÓSTATA?

6
1 O Que é Câncer de Próstata?

Para entendermos o que é o câncer de próstata, faz-se necessário


o conhecimento acerca do que é a próstata. Pois bem, a próstata
é uma glândula só encontrada nas pessoas de sexo masculino.
Fica localizada entre a parte final do intestino e a bexiga. A
uretra, canal que serve para eliminar a urina, passa pelo interior
dessa glândula. Ambas fazem parte do sistema reprodutor
masculino.

Agora, trataremos de doenças que podem acometer a próstata, foco do nosso estudo.
São elas: alterações congênitas, adquiridas e Hiperplasia Prostática Benigna (HPB).

7
1.1 Alterações Congênitas

O homem pode nascer com a próstata alterada, malformada ou até mesmo sem ela.
Um dos problemas, caso isso ocorra, é a infertilidade, ele não conseguirá engravidar
sua parceira.

1.2 Alterações Adquiridas

As alterações adquiridas podem ser classificadas de acordo com a causa.

Atualmente, são muito comuns as lesões causadas por traumatismos, devendo, dessa
forma, ser dada especial atenção aos acidentes durante atividades físicas, além das
lesões originadas por acidentes de motos e de carro.

Quando o homem é jovem, a doença mais frequente é a prostatite, que consiste nas
inflamações e infecções do órgão. Elas podem decorrer de processos inflamatórios,
muito comum em homens que ficam muito tempo sem ejacular.

Os quadros de prostatite aguda, ou seja,


acentuada, que se encontra em estado
de maior gravidade, são acompanhados
do aparecimento repentino de dor e
dificuldade para urinar, além da febre
e a diminuição dos intervalos entre
as micções. Se não tratada, ela pode
ocasionar infecção no testículo, chamada
de orquite. Isso ocorre quando o germe
causador da doença segue o trajeto
contrário ao fluxo do espermatozoide
até o epidídimo e o testículo, conforme a figura ao lado.

Tanto a orquite quanto a epididimite podem tornar o portador estéril. Outra


complicação ocorre quando ela é tratada incorretamente, ocasionando uma prostatite.
Tanto uma orquite pode resultar em prostatite quanto o contrário. Depende de qual
órgão foi originalmente infectado, por isso é muito importante o correto tratamento.

8
Convém registrar que, se as infecções forem causadas por germes transmissíveis pela
relação sexual, os homens podem transmitir as doenças para as suas parceiras, que
também podem ficar estéreis.

Outras doenças que podem acometer a próstata dos homens mais velhos,
frequentemente depois dos 50 anos, são os tumores, em virtude de a glândula
prostática estar localizada abaixo da bexiga e envolver a uretra, podendo interferir no
funcionamento do sistema urinário.

1.3 Hiperplasia Prostática Benigna (HPB)

A partir dos 50 anos, algumas células prostáticas se desenvolvem sem parar em torno da
uretra, essas são chamada de hiperplasia benigna da próstata, um tumor não maligno.
Esse tipo de tumor se caracteriza por ficar sempre no mesmo lugar. Ao contrário do
tumor maligno, que pode ocorrer metástase, ou seja, o envio de células doentes para
outras partes do corpo.

O tumor benigno pode causar dificuldades para eliminar a urina. Se esse crescimento
não for compensado com o aumento da força da bexiga, a micção fica prejudicada,
obrigando o homem a urinar várias vezes em espaços curtos de tempo. A próstata varia
de 20 a 30 gramas no homem adulto, podendo atingir o peso de 60 a 100 gramas,
por essa razão, habitualmente, os homens mais velhos têm que urinar em intervalos
menores. Esse quadro é chamado de retenção urinária, necessitando de tratamento.

O tratamento da Hiperplasia Prostática Benigna (HPB) deve ser feito clinicamente.


Podem ser utilizados medicamentos do grupo dos alfa-bloqueadores prostáticos,
que aumentam a força da bexiga e relaxam a próstata, facilitando a passagem da
urina. Outro grupo de medicamentos é o da finasterida, que diminui a próstata. O
primeiro grupo de remédios não interfere na evolução da doença, a próstata continua
crescendo. Ele só melhora a micção. Com o uso desses medicamentos, é esperado que
as pessoas que se levantam de 3 a 4 vezes durante a noite para urinar voltem a dormir
por toda a noite e tenham um descanso reparador. Já o grupo da finasterida diminui a
próstata, mas alguns usuários se queixam da dificuldade de ter ou manter as ereções.
Nesses casos, a atividade sexual pode ficar prejudicada.

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Veja na figura a seguir as diferenças entre uma próstata normal e uma próstata
aumentada.

Veja na figura ao lado uma ilustração


que destaca o aumento da próstata,
bem como apresenta breves
informações do quadro clínico da
próstata aumentada.

Quando o tratamento com


medicamentos não surte o efeito
esperado, a melhor opção é submeter
o portador da Hiperplasia Prostática
Benigna à intervenção cirúrgica.
Existem várias técnicas para isso.
Nessas cirurgias, é retirado apenas
o tumor benigno, dessa forma a
próstata pode crescer novamente.

10
A cirurgia pode ser feita por meio de incisão no abdome, local em que a próstata pode
ser acessada por dentro da bexiga (técnica transvesical), por fora da bexiga (técnica
retropúbica) ou pelo períneo, que é a região entre o ânus e os testículos (técnica
transperineal).

Outra técnica é pela uretra, apesar de ser eficiente para desobstruir o canal da urina,
ela não cura a doença.

Nos últimos anos foram desenvolvidos equipamentos a raio laser, por meio da utilização
de feixes de luz para “queimar” o crescimento existente. Há também aparelhos que se
utilizam de fontes que podem ser de calor (vaporização) ou de frio (criocirurgia).

É importante destacar que os tratamentos vistos nesta unidade são indicados para
melhorar a qualidade de vida do paciente, uma vez que eles têm o objetivo de
desobstruir a uretra e consequentemente facilitar a micção. Ou seja, eles não curam,
nem evitam o reaparecimento da doença. Por isso, o paciente já submetido a esses
tratamentos devem, regularmente, realizar consultas médicas.

11
Glossário

Alfa-bloqueadores prostáticos: medicação que tem por objetivo relaxar a musculatura


lisa da próstata e do colo da bexiga urinária para diminuir o grau de bloqueio do fluxo
urinário.

Congênita: característica que ocorre quando o bebê está no período de gestação


relacionado a alguma característica adquirida neste período, não necessariamente
genético ou hereditário.

Epididimite: inflamação aguda ou crônica do epidídimo.

Finasterida: medicamento inibidor, (testosterona).

Hiperplasia Prostática Benigna: é o aumento benigno da próstata. Comum este


aumento iniciar-se a partir dos 40 anos.

Metástase: disseminação do câncer por meio de, ao menos, mais um foco além do
local original da doença.

Micção: emissão natural de urina por esvaziamento da bexiga.

Orquite: denominação genérica de qualquer tipo de inflamação nos testículos.

Prostatite: termo amplo que engloba várias condições que evoluem, podendo causar
a inflamação da próstata.

Tumor maligno: reprodução desordenada e anormal de células espalhadas para outros


órgãos.

12
Atividades

aa
1) Com relação à próstata, podemos afirmar que ela é:

a. ( ) Uma glândula encontrada em pessoas do sexo


masculino.

b. ( ) Uma glândula do Sistema Urinário Feminino.

c. ( ) Uma glândula do Sistema Reprodutor Masculino e


Feminino.

d. ( ) Uma glândula que não dá câncer.

2)Com relação à localização da próstata, podemos afirmar


que:

a. ( ) Ela se localiza dentro da bexiga.

b. ( ) Ela se localiza atrás do intestino.

c. ( ) Ela se localiza dentro do intestino.

d. ( ) Todas as respostas estão erradas.

13
Referências

BOSLAND, M. C.; OAKLEY-GIRVAN, I. Whittemore AS. Dietary fat, calories, and prostate
cancer risk. J. Natl. Cancer Inst., 1999.

FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Aurélio Século XX. 3. ed. Rio de Janeiro:
Nova Fronteira, 1999.

HOSPITAL AC CAMARGO. Saúde e prevenção. 2016. Disponível em: <http://www.


accamargo.org.br/saude-prevencao/artigos/>. Acesso em: 5 set. 2016.

INCA, Instituto Nacional do Câncer, estimativa 2016: Incidência do Câncer no Brasil.


Rio de Janeiro: INCA; 2016.

JEMAL, A; SIEGEL, R.; XU J.; WARD, E. Cancer statistics, 2010. CA Cancer J Clin., 2010.

NETTYO JUNIOR, Nelson Rodrigues. Urologia. [S. l.]: Roca, 1986.

ROCHA, Paulo Almeida. Urologia Online. Disponível em: <http://www.uro.com.br/


prostata.htm>. Acesso em: 5 set. 2016.

SALDANHA, Luíz Balthazar et al. Atlas de Patologia da Próstata. [S. l.]. Sarvier, 2000.

SROUGI, Miguel; SIMON, Sergio D. Câncer Urológico. São Paulo: Fotolito e Gráfica
Ltda., 1996.

WALCH, Patrick C. et al. Campbell Urology. 6. ed. [S. l.]. Médica Pan Americana, 1997.
3818 p.

14
UNIDADE 2 | PRINCIPAIS
CAUSAS DO CÂNCER DE
PRÓSTATA

15
1 Principais Fatores de Risco Que Podem Levar ao Câncer
de Próstata

O câncer de próstata pode surgir de pequenas alterações no tamanho e na forma das


células da próstata. Tais alterações são denominadas de Neoplasia Intraepitelial
Prostática (PIN). Essas alterações são classificadas como de baixo grau (quase normais)
ou de alto grau (anormais). Quando a biópsia de próstata indica a existência de PIN de
alto grau há grande chance de o paciente possuir células cancerosas. Nessa situação, o
médico poderá solicitar uma segunda biópsia para confirmação e diagnóstico.

Segundo o INCA (2016), o câncer de próstata é o segundo maior

cc causador de morte por câncer no Brasil. Como Jemal (2010)


explica, nos Estados Unidos da América a cada 6 homens 1 terá
câncer de próstata, entretanto, apenas 1 em cada 34 morrerá
por causa da doença. A taxa de mortalidade da doença está em
queda, em parte, porque está sendo diagnosticada
precocemente.

As causas de câncer de próstata ainda não são conhecidas pela ciência. Entretanto já
se identificou que algumas mutações no DNA fazem com que as células da próstata se
reproduzam de forma descontrolada, levando ao câncer.

Existem hipóteses ainda não comprovadas cientificamente (BOSLAND, 1999), de uma


relação direta entre o consumo de carne vermelha e gorduras e o aumento do risco de
desenvolvimento desse câncer.

A incidência de câncer de próstata em pessoas que possuem histórico na família é mais


elevada, sugerindo que haja algum fator genético nessa doença.

Os tumores da próstata passam a produzir sintomas clínicos quando a doença atinge


a cápsula prostática, ou seja, quando a doença está relativamente avançada. Ele é
frequente em homens com idade superior a 50 anos. E, em fase inicial, só pode ser
identificado por meio do exame de toque. Esse exame é indicado para todos os homens
com idade acima de 50 anos, e deve ser realizado anualmente.

16
1.1 Sintomas

Em fase inicial, o câncer de próstata, geralmente, não apresenta sintomas. Contudo,


quando surge, um dos primeiros a aparecer é dor ao urinar, que também acontece nos
casos de tumores benignos. Por esse motivo, é recomendável consultar um urologista
caso o paciente apresente os seguintes sintomas:

• Urinar pouco;

• Diminuir o tempo entre uma micção e a outra;

• Acordar durante o sono com vontade de urinar;

• Sentir dificuldade para urinar;

• Sentir dor ou ardor para urinar;

• Constatar a presença de sangue na urina ou sêmen; e

• Sentir dor na ejaculação.

Quando os sintomas ou sinais estão associados à obstrução direta da próstata, e


alteram o fluxo da urina, normalmente são conhecidos como “sintomas obstrutivos”.
Se os sintomas estão relacionados às repercussões negativas da micção, problemas
que alteram o fluxo urinário normal, tais como sentir dor ou ardência ao urinar, eles são
denominados de irritativos.

Para finalizarmos a unidade, destacamos a importância de

ee mudanças de estilo de vida. Hábitos saudáveis são fundamentais


para o não surgimento de doenças e com o câncer não é
diferente. Então, beba muito líquido, pratique esportes, divirta-
se e dedique-se a atividades prazerosas.

17
Glossário

Neoplasia Intraepitelial Prostática: processo patológico que resulta no


desenvolvimento de um neoplasma.

Urologista: especialista em urologia, que trata do aparelho urinário masculino e


feminino e também do aparelho reprodutor dos homens.

18
Atividades

aa
1) O câncer de próstata pode surgir de pequenas alterações
no tamanho e na forma da próstata. Essas alterações são
denominadas?

a. ( ) Adenocarcinoma de próstata.

b. ( ) Neoplasia Intraepitelial Prostática (PIN).

c. ( ) Carcinoma do urotélio.

d. ( ) Angiogênese.

2) Quais as causas do câncer de próstata?

a. ( ) Ele é causado por excesso de relação sexual.

b. ( ) Ele é causado por falta de higiene.

c. ( ) Ele é causado por um vírus.

d. ( ) Ele é causado por mutações no DNA que fazem com que


as células da próstata se reproduzam de forma descontrolada,
levando ao câncer.

3) Qual o primeiro sintoma a aparecer?

a. ( ) Urinar em excesso.

b. ( ) Diminuição da vontade de urinar.

c. ( ) Sentir dor durante a relação sexual.

d. ( ) Dor ao urinar.

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Referências

BOSLAND, M. C.; OAKLEY-GIRVAN, I. Whittemore AS. Dietary fat, calories, and prostate
cancer risk. J. Natl. Cancer Inst., 1999.

FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Aurélio Século XX. 3. ed. Rio de Janeiro:
Nova Fronteira, 1999.

HOSPITAL AC CAMARGO. Saúde e prevenção. 2016. Disponível em: <http://www.


accamargo.org.br/saude-prevencao/artigos/>. Acesso em: 5 set. 2016.

INCA, Instituto Nacional do Câncer, estimativa 2016: Incidência do Câncer no Brasil.


Rio de Janeiro: INCA; 2016.

JEMAL, A; SIEGEL, R.; XU J.; WARD, E. Cancer statistics, 2010. CA Cancer J Clin., 2010.

NETTYO JUNIOR, Nelson Rodrigues. Urologia. [S. l.]: Roca, 1986.

ROCHA, Paulo Almeida. Urologia Online. Disponível em: <http://www.uro.com.br/


prostata.htm>. Acesso em: 5 set. 2016.

SALDANHA, Luíz Balthazar et al. Atlas de Patologia da Próstata. [S. l.]. Sarvier, 2000.

SROUGI, Miguel; SIMON, Sergio D. Câncer Urológico. São Paulo: Fotolito e Gráfica
Ltda., 1996.

WALCH, Patrick C. et al. Campbell Urology. 6. ed. [S. l.]. Médica Pan Americana, 1997.
3818 p.

20
UNIDADE 3 | PRINCIPAIS TIPOS E
CARACTERÍSTICAS

21
1 Principais Tipos e Características

A próstata tem vários tipos de células. Além do adenoma, que é


um tumor benigno, o crescimento sem controle de outros tipos
de células pode desenvolver vários tipos de tumores malignos,
chamados de cânceres. A diferença entre tumor benigno e
maligno é que o benigno pode crescer muito, sem se espalhar
para outros órgãos e o tumor maligno, também chamado de
câncer, pode enviar células doentes para outras regiões do
corpo, que é a chamada metástase .

O mais comum dos tipos de câncer de próstata é o adenocarcinoma. Os outros tipos


de câncer são mais raros e presentes em cerca de 10% dos casos. Entre estes, podemos
citar o carcinoma do urotélio, o linfangioma e o linfoma. Todos os tumores, em fase
avançada, podem obstruir a uretra em processo semelhante ao causado pelos tumores
benignos, e são frequentes em pessoas de todas as idades.

Uma das caraterísticas da doença é o endurecimento ou crescimento da próstata, e a


maneira mais fácil de verificar se a próstata cresceu ou ficou endurecida é por meio do
toque retal.

22
O adenocarcinoma, além de ser o mais comum, também é o mais agressivo câncer de
próstata. Ele é maligno e sua remoção por cirurgia é bastante complicada. Se detectado
em fase inicial a chance de cura é maior do que se descoberto em estágio avançado.

23
gg
Obtenha mais informações acerca da característica e dos tipos
de câncer de próstata assistindo aos vídeos disponíveis nos links
a seguir.

https://www.youtube.com/watch?v=Vx8AyWszH-g e https://
www.youtube.com/watch?v=5XN6PICSo34.

Glossário

Adenocarcinoma: tumor maligno agressivo de um epitélio glandular.

Adenoma: tumor normalmente benigno, originado em uma glândula.

Carcinoma do urotélio: é um tumor relativamente raro e corresponde a


aproximadamente 10% dos tumores renais. É originado de células que revestem o
sistema coletor do rim – as células uroteliais.

Epitélio glandular: tecido celular com a função de produzir secreções que envolve
uma glândula.

Linfangioma: são más-formações da rede vascular linfática. São visualizados como


cistos ou vasos linfáticos dilatados.

Linfoma: tumores malignos do sistema linfático.

24
Atividades

aa
1) Com relação aos cânceres de próstata, podemos afirmar
que:

a. ( ) O mais comum é o adenocarcinoma.

b. ( ) Só existe um tumor maligno que atinge a próstata.

c. ( ) Só existe um tipo de câncer de próstata.

d. ( ) O câncer de próstata só dá em quem nunca teve relação


sexual.

2) Um dos tipos raros de câncer é o:

a. ( ) Linfangioma.

b. ( ) Câncer retal.

c. ( ) Câncer de cólon.

d. ( ) Linfoma Não-Hodgkin.

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Referências

BOSLAND, M. C.; OAKLEY-GIRVAN, I. Whittemore AS. Dietary fat, calories, and prostate
cancer risk. J. Natl. Cancer Inst., 1999.

FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Aurélio Século XX. 3. ed. Rio de Janeiro:
Nova Fronteira, 1999.

HOSPITAL AC CAMARGO. Saúde e prevenção. 2016. Disponível em: <http://www.


accamargo.org.br/saude-prevencao/artigos/>. Acesso em: 5 set. 2016.

INCA, Instituto Nacional do Câncer, estimativa 2016: Incidência do Câncer no Brasil.


Rio de Janeiro: INCA; 2016.

JEMAL, A; SIEGEL, R.; XU J.; WARD, E. Cancer statistics, 2010. CA Cancer J Clin., 2010.

NETTYO JUNIOR, Nelson Rodrigues. Urologia. [S. l.]: Roca, 1986.

ROCHA, Paulo Almeida. Urologia Online. Disponível em: <http://www.uro.com.br/


prostata.htm>. Acesso em: 5 set. 2016.

SALDANHA, Luíz Balthazar et al. Atlas de Patologia da Próstata. [S. l.]. Sarvier, 2000.

SROUGI, Miguel; SIMON, Sergio D. Câncer Urológico. São Paulo: Fotolito e Gráfica
Ltda., 1996.

WALCH, Patrick C. et al. Campbell Urology. 6. ed. [S. l.]. Médica Pan Americana, 1997.
3818 p.

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UNIDADE 4 | COMO PREVENIR

27
1 Como Prevenir

Segundo Dr. Miguel Srougi (1996), o toque retal é o método de prevenção mais acurado
para identificar casos de adenocarcinoma prostático. Aproximadamente dois terços
dos casos são detectáveis em estágios iniciais por meio desse exame. Ao ser constatado
pelo toque retal, o médico solicita uma biópsia para validar sua análise e, entre 89% e
97% das vezes, o resultado da biopsia é positivo para o câncer.

Nos primeiros estágios da doença, o toque retal é o exame mais rápido, fácil, barato
e confiável para observar se há indícios de câncer. Ele é realizado por meio do exame
digital da próstata.

28
Na figura ao lado, veja como o exame é realizado. Observe que o tumor está na parte
em que a próstata está em contato com o reto, a poucos centímetros do ânus.

É possível também diagnosticar o câncer de próstata por meio da dosagem de uma


proteína específica da próstata, o Antígeno Prostático Específico (PSA). Por existir
somente na próstata, o aumento do nível dessa proteína, apontado em exame, indica
que há grande chance de existência da doença.

29
Outra forma de diagnosticar a doença é pelo exame de ecografia, também chamado
ultrassonografia. Nesse exame, podem aparecer regiões com aspecto diferente do
encontrado nas próstatas normais. No entanto, ele é pouco confiável e em fase inicial
do câncer do tipo adenocarcinoma, pode apresentar resultado equivocado, podendo
ser falso-positivo, isso quando há a suspeita de existir câncer e a doença não estar
presenteou falso-negativo, quando existe uma região atingida pelo câncer e ele não é
detectado pelo exame.

Os cânceres de próstata têm mais possibilidade de serem

cc curados quando detectados no começo. Nas fases iniciais, as


curas são mais fáceis, rápidas e menos dispendiosas. Quando o
diagnóstico demora a ser feito, o tumor pode já ter se expandido
para além da próstata diminuindo, consideravelmente, as
chances de cura. Nesse caso, o tratamento é feito para controlar
a doença, melhorar a qualidade de vida e aumentar a sobrevida
do paciente. Por essa razão, é de extrema importância o
acompanhamento médico, principalmente para os homens com
idade superior a 50 anos, mesmo quando há não sintomas que
evidenciem a doença.

Convém reforçar que o câncer de próstata tem desenvolvimento lento na maioria


das vezes e pode aparecer em qualquer idade. Nos vários levantamentos feitos, foi
constatado que aproximadamente 8 a cada 10 homens com idade acima de 80 anos
tinham câncer de próstata. Embora esse câncer seja uma das principais causas de
morte por câncer entre os homens, como ele evolui lentamente, muitos portadores
dessa doença morreram por outras causas, sem que sequer soubessem estar doentes
e nem se queixassem dos sintomas (SROUGI; SIMON, 1996)

Em alguns homens, o adenocarcinoma de próstata cresce rapidamente e se espalha


para outros órgãos do corpo, ocorrendo a chamada metástase, na qual habitualmente
se inicia pelos ossos. Geralmente, os homens que se encontram nessa situação, e que os
sintomas no sistema urinário ou genital não se manifestam, procuram um ortopedista
por apresentarem dores nas costas, e ao realizarem os exames são diagnosticados com
adenocarcinoma de próstata.

A melhor forma de prevenir a metástase é identificar, o mais cedo possível, o câncer.


E, a melhor maneira de diagnosticá-lo é por meio da realização do toque retal. Mesmo
sem apresentar os sintomas, é preciso que homens acima de 50 anos de idade procurem
realizar o exame anualmente.

30
Glossário

Adenocarcinoma prostático: adenocarcinoma que ocorre na próstata.

Acurado: marcado pelo cuidado, atenção, interesse.

31
Atividades

aa
1) A melhor maneira de prevenir o adenocarcinoma de
próstata é:

a. ( ) A maneira mais fácil, rápida e barata de prevenir o câncer


de próstata é fazer o toque retal com um médico,
preferencialmente o urologista.

b. ( ) A dosagem do PSA é mais eficaz que o toque retal.

c. ( ) A ecografia (ultrassonografia) é mais eficaz na prevenção


do que o toque.

d. ( ) Não adianta prevenir, porque o câncer de próstata não


tem cura.

2) O adenocarcinoma de próstata pode ser prevenido:

a. ( ) Fazendo exame de toque retal todos os anos, depois dos


50 anos.

b. ( ) Esperando a doença dar sintomas.

c. ( ) Depois que começar a urinar sangue.

d. ( ) Quando tiver que se levantar mais de 3 vezes à noite para


urinar.

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Referências

BOSLAND, M. C.; OAKLEY-GIRVAN, I. Whittemore AS. Dietary fat, calories, and prostate
cancer risk. J. Natl. Cancer Inst., 1999.

FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Aurélio Século XX. 3. ed. Rio de Janeiro:
Nova Fronteira, 1999.

HOSPITAL AC CAMARGO. Saúde e prevenção. 2016. Disponível em: <http://www.


accamargo.org.br/saude-prevencao/artigos/>. Acesso em: 5 set. 2016.

INCA, Instituto Nacional do Câncer, estimativa 2016: Incidência do Câncer no Brasil.


Rio de Janeiro: INCA; 2016.

JEMAL, A; SIEGEL, R.; XU J.; WARD, E. Cancer statistics, 2010. CA Cancer J Clin., 2010.

NETTYO JUNIOR, Nelson Rodrigues. Urologia. [S. l.]: Roca, 1986.

ROCHA, Paulo Almeida. Urologia Online. Disponível em: <http://www.uro.com.br/


prostata.htm>. Acesso em: 5 set. 2016.

SALDANHA, Luíz Balthazar et al. Atlas de Patologia da Próstata. [S. l.]. Sarvier, 2000.

SROUGI, Miguel; SIMON, Sergio D. Câncer Urológico. São Paulo: Fotolito e Gráfica
Ltda., 1996.

WALCH, Patrick C. et al. Campbell Urology. 6. ed. [S. l.]. Médica Pan Americana, 1997.
3818 p.

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UNIDADE 5 | TRATAMENTO

34
1 Tratamento

Ao falar em tratamento, é importante sempre a procura por um médico. Por mais que
se leia e busque conhecimento, o que hoje é muito fácil com a expansão da internet,
nada substitui a avaliação do profissional.

Em linhas gerais, os tratamentos de cânceres de próstata podem ser feitos por meio
de:

• Cirurgia – retirada do tumor por intermédio de uma cirurgia. Tem como


inconveniente a possibilidade de levar o paciente à perda da virilidade, pois,
na extração do câncer, os nervos que controlam a ereção podem ser retirados
também. Em alguns casos é necessária a extração dos testículos;

• Radioterapia – consiste na eliminação ou redução do câncer por meio do uso de


radiação aplicada sobre o tumor;

• Ultrassom de alta intensidade – similar à radiação, mas ao invés de elementos


radioativos utiliza um feixe de ondas muito forte para destruir as células
cancerígenas. É um tratamento novo e ainda na fase de estudos;

• Hormonioterapia – utiliza drogas para alterar a influência de hormônios no


câncer;

• Quimioterapia – não é um tratamento tradicional para câncer de próstata, mas


estudos recentes têm mostrado que alguns remédios utilizados em outros
tratamentos quimioterápicos têm influência no câncer de próstata;

• Inibidores da Angiogênese (formação de novos vasos sanguíneos) – é um


tratamento ainda experimental e que combinado com outros aumenta as
chances de cura ou impedem a evolução da doença por inibir a formação de vasos
sanguíneos que irão alimentar as células cancerígenas; e

• Crioterapia – consiste em eliminar ou reduzir o câncer por meio da inserção de


agulhas e congelamento da próstata a uma temperatura de 0°C.

Muitos destes tratamentos possuem efeitos colaterais, como incontinência urinária,


náuseas, enjoos e impotência sexual.

35
hh
O paciente deve discutir com o seu médico todas as formas de
tratamento do câncer de próstata, como a cirurgia radical, a
radioterapia, a hormonioterapia, a associação de vários métodos
de tratamento, as suas indicações, benefícios, complicações,
riscos e chances de cura. É importante também procurar várias
opiniões, conversando com outros médicos.

A escolha do tratamento adequado para cada tipo de câncer contribui significativamente,


tanto para a cura da doença quanto para a qualidade de vida do paciente. Nos últimos 10
anos, as técnicas e instrumentação cirúrgica apresentaram resultados satisfatórios. Os
tratamentos minimamente invasivos, principalmente pela laparoscopia, mostraram-
se mais efetivos do que os tratamentos mais antigos. O sucesso do tratamento, além
de outros fatores, depende da idade e do histórico clínico do paciente. A radioterapia
e hormonioterapia sempre poderão ser utilizadas em caso de recidiva tumoral do
câncer de próstata.

• Por Que os Casos de Câncer de Próstata Vêm Sendo Cada Vez Mais Frequentes?

Entre 1980 e 1990 houve um aumento significativo de 65% na identificação dessa


doença (ROCHA, 2000). Existem dois principais fatores que contribuem para o aumento
dos casos de câncer de próstata. O primeiro é devido aos avanços nos métodos de
diagnósticos. O segundo é devido ao aumento na expectativa de vida, pois cerca de
80% dos casos são diagnosticados em pacientes com idade superior a 65 anos.

• Como Evitar Que a Doença Atinja Percentual Alarmante de Mortalidade?

A ciência, apesar de toda a evolução, ainda não esclareceu a causa do câncer de próstata.
O câncer, quando detectado na sua fase inicial é a melhor forma de prevenção à
metástase, visto que a cura com radioterapia ou cirurgia é bem maior quando o câncer
é descoberto no início, o que diminui o risco de morte.

• De Que Forma o Homem Deve Proceder para se Prevenir?

Embora a causa para o câncer ainda estar em fase de estudos, algumas atitudes podem
ser adotadas para preveni-lo, são elas:

• Controlar o peso e manter uma alimentação saudável;

• Praticar atividades físicas;

36
• Não fumar;

• Diminuir o consumo de bebidas alcoólicas; e

• Realizar exames periodicamente, principalmente os homens acima de 50 anos de


idade.

• E Quem Tem Histórico de Câncer na Família?

Os homens que têm histórico da doença na família devem realizar o exame de próstata
5 anos antes da população em geral, ou seja, a partir dos 45 anos de idade.

Glossário

Impotência sexual: incapacidade de manter a ereção por tempo suficiente para


manter uma relação sexual.

Incontinência urinária: redução ou perda da capacidade de controlar o fluxo de urina.

Laparoscopia: cirurgia realizada por meio de pequenos furos no corpo através dos
quais são inseridos câmera(s) e equipamentos para realizar os procedimentos no
paciente. São menos agressivas que as cirurgias tradicionais.

PSA: proteína específica da próstata chamada Antígeno Prostático Específico (em


inglês Prostate Specific Antigen – PSA). O índice elevado desta proteína no sangue
pode indicar doenças na próstata. É um exame de sangue usado como ferramenta para
o diagnóstico da presença de câncer de próstata.

Radioterapia: tratamento no qual se utilizam radiações ionizantes para destruir ou


impedir que as células do tumor aumentem.

Recidiva tumoral: retorno do tumor após uma cirurgia com intuito curativo.

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Atividades

aa
1) O tratamento do câncer de próstata pode ser através de:

a. ( ) Hormonioterapia.

b. ( ) Antibióticos.

c. ( ) Antivirais.

d. ( ) Inibidores de apetite.

2) O câncer de próstata pode ser curado com:

a. ( ) Com hormônios.

b. ( ) Com cirurgia.

c. ( ) Com antibiótico.

d. ( ) Com anti-inflamatório.

3) Muitos tratamentos de câncer possuem efeitos colaterais.


Entre eles:

a. ( ) Laparoscopia.

b. ( ) Incotinência urinária.

c. ( ) Recidiva tumoral.

d. ( ) Febre.

38
Referências

BOSLAND, M. C.; OAKLEY-GIRVAN, I. Whittemore AS. Dietary fat, calories, and prostate
cancer risk. J. Natl. Cancer Inst., 1999.

FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Aurélio Século XX. 3. ed. Rio de Janeiro:
Nova Fronteira, 1999.

HOSPITAL AC CAMARGO. Saúde e prevenção. 2016. Disponível em: <http://www.


accamargo.org.br/saude-prevencao/artigos/>. Acesso em: 5 set. 2016.

INCA, Instituto Nacional do Câncer, estimativa 2016: Incidência do Câncer no Brasil.


Rio de Janeiro: INCA; 2016.

JEMAL, A; SIEGEL, R.; XU J.; WARD, E. Cancer statistics, 2010. CA Cancer J Clin., 2010.

NETTYO JUNIOR, Nelson Rodrigues. Urologia. [S. l.]: Roca, 1986.

ROCHA, Paulo Almeida. Urologia Online. Disponível em: <http://www.uro.com.br/


prostata.htm>. Acesso em: 5 set. 2016.

SALDANHA, Luíz Balthazar et al. Atlas de Patologia da Próstata. [S. l.]. Sarvier, 2000.

SROUGI, Miguel; SIMON, Sergio D. Câncer Urológico. São Paulo: Fotolito e Gráfica
Ltda., 1996.

WALCH, Patrick C. et al. Campbell Urology. 6. ed. [S. l.]. Médica Pan Americana, 1997.
3818 p.

39
Gabarito

Questão 1 Questão 2 Questão 3

Unidade 1 A D -

Unidade 2 B D D

Unidade 3 A A -

Unidade 4 A A -

Unidade 5 A B B

40