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O TEATRO COMO ESTRATÉGIA TERAPÊUTICA SÓCIO OCUPACIONAL

THALITA RODEIRO MARTINS


PROJETO DE PESQUISA – CURSO DE PSICOLOGIA
UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA

INTRODUÇÃO

Este trabalho pretende analisar a importância das práticas e exercícios teatrais


enquanto estratégia terapêutica no contexto psicossocial. A hipótese levantada é a de
que o teatro, em seus elementos mais significativos, pode auxiliar no tratamento de
diversos males e transtornos, observados, sobretudo, no cotidiano social, no âmbito
coletivo, como o transtorno de ansiedade social.
Portanto, de forma resumida, pode-se afirmar que o objetivo geral desta
pesquisa é analisar a importância do teatro, como elemento da arte-terapia, como
estratégia terapêutica sócio ocupacional. Nesse sentido, são determinados os
objetivos específicos, que são: contextualizar de forma breve a história do teatro;
determinar historicamente as interações entre teatro e Psicologia; analisar os fatores
terapêuticos observados nas práticas e exercícios teatrais;
A metodologia de pesquisa utilizada para a composição deste estudo será a
revisão sistemática de literatura, que consiste em um sistema de análise das
publicações científicas sobre a temática determinada, por meio de fichamentos e
resenhas críticas, afim construir um quadro teórico o mais amplo possível sobre os
conceitos abordados na pesquisa. Este quadro teórico será apresentado em forma de
diálogo, apresentando a compreensão dos autores pesquisados acerca da
problemática estabelecida neste trabalho.
Nesse sentido, com o intuito de fundamentar teoricamente o tema determinado
para esta pesquisa, foram consultados inicialmente os autores David Nunes, e sua
publicação “Teatro e Recovery: Estudo da vivência subjetiva dos participantes do
grupo de teatro do G.I.R.A.”, dissertação de Mestrado de 2015; Diego da Silva, e a
publicação “O teatro como mecanismo terapêutico e psicoeducativo para melhoria da
qualidade de vida em moradores de rua”, artigo constante do XIII Congresso Nacional
de Educação, realizado em 2017; Maria Tereza Azevedo, e a publicação “Teatro-
terapia: reflexões sobre a prática teatral com jovens com asperger (estudo de caso)”,
dissertação de mestrado de 2015; Tatiana Gomes da Rocha e Virginia Kastrup com o
artigo “A partilha do sensível na comunidade: interseções entre psicologia e teatro”,
de 2008; Meire Luci da Silva e Thaís Munholi Raccioni, e o relato de experiência
“Ofcinas de teatro como recurso terapêutico ocupacional em um serviço residencial
terapêutico”, texto apresentado no XIII Congresso Brasileiro de Terapia Ocupacional,
Florianópolis/Santa Catarina em 13 a 16 de outubro de 2013.
As principais contribuições das pesquisas e trabalhos consultados foram no
sentido da contextualização geral da problemática levantada: como o teatro pode ser
uma estratégia terapêutica eficiente, sobretudo no contexto psicossocial? Como o
teatro pode beneficiar indivíduos que apresentam algum tipo de transtorno, como
ansiedade social, timidez, ou mesmo transtornos de aprendizagem, como o TDAH?
Sabe-se notoriamente, de casos públicos de atores profissionais que
começaram seus estudos de teatro com alguma finalidade terapêutica, como foi
relatado por Leandro Hassum1, cuja mãe foi direcionada pela psicóloga da escola a
matriculá-lo em um curso de teatro, afim de solucionar seus problemas de
hiperatividade.
Nesse sentido, busca-se evidenciar através da fundamentação teórica da
pesquisa, a importância das práticas e exercícios teatrais como estratégia terapêutica
de manutenção do bem-estar.

1 Disponível em: http://grpmais.com.br/maissaude/bemestar/34-leandro-hassum Acesso em:


27/03/2018.