Você está na página 1de 160

3

o
. Português
ano
CARLOS LETRA | MIGUEL BORGES REVISÃO CIENTÍFICA:
José António Costa

NOVO PROGRAMA

OFERTA
AO ALUNO
ção
Pasta de Avalia
rita
Caderno de Esc

CERTIFICADO
Escola
Superior
de Educação
de Viseu

TEXTOS INÉDITOS: José Fanha | Alexandre Honrado | Rosário Alçada Araújo


Organização do manual
O manual está organizado em
dez módulos, que se iniciam
com duplas páginas, onde se
promove a oralidade através
de exercícios de observação
e de organização e retenção
de informação.

Ao longo dos módulos, Preparo-me para ler


apresentam-se sequências Mobiliza conhecimentos prévios para antecipar o
de trabalho que incidem conteúdo do texto.
nas diferentes tipologias
textuais, incluindo textos
Vou ler
das Metas, textos inéditos
Agrupa várias tipologias textuais acompanhadas
e textos do Plano Nacional
de ilustração para usufruir do prazer da leitura.
de Leitura.

Compreendo o texto
Integra atividades de exploração e compreensão
do texto.

A Oficina das palavras surge


no final da compreensão
do texto, com exercícios
de relação entre a oralidade
e a escrita.
As páginas de Gramática
incidem num trabalho de
oficina, onde se desenvolve
a consciência linguística.

Em todos os módulos
há a Oficina de escrita
que promove competências
no domínio da escrita:
planificação, textualização
e revisão de diferentes tipos
de textos.
Índice Legenda: texto das Metas Curriculares; texto do Plano Nacional de Leitura; texto inédito; textos diversos

Oralidade Pág. Leitura e compreensão Pág. Gramática Pág. Escrita Pág.


• Regresso às aulas 6 Texto narrativo: 8 • Divisão silábica 11 Texto narrativo 18
• Final das férias Eu não quero perder nada • Fronteira de palavra
Módulo 1

• Raças Texto poético: 12 • Antónimos


Trocadilhar
Texto narrativo: 7 • Singular e plural
O primeiro dia de escola Texto narrativo: 16
Romance de Pedro e Inês • Consulta do dicionário 13
• Nomes e adjetivos 17
• Sinónimos e antónimos

• Outono 20 Texto dialogal: 22 • Classificação de palavras quanto 24/33 • Ortografia: s / ss 23


• Estações do ano No reino da bicharada ao número de sílabas • Ortografia: ce / ci 29
26 • Translineação 25
Módulo 2

• Sentimentos e reações Texto narrativo:


O espelho • Classificação de palavras quanto 27/33 A carta
Texto informativo: 21 34
Festa das vindimas até outubro Texto narrativo: 28 à posição da sílaba tónica
Sebastião e a Prova dos Vegetais • Classe de palavras: nomes próprios 30
Texto poético: 32 e nomes comuns
Tudo ao contrário • Acentuação gráfica 31/33
• REVISÃO: nomes comuns 33

• Outono: cores e frutos 36 Banda desenhada: 38 • Sinónimos e antónimos 39 • Ortografia: r / rr 45


• São Martinho Lenda de São Martinho • Palavras variáveis e palavras invariáveis 42 • Ortografia: s com valor de z 47
Módulo 3

Texto poético: 37 Texto poético: 40 • Flexão nominal em número – plural de 43


Histórias de encantar Ratinho, gatarrão, passarito nomes terminados em -ão
e franganota Texto informativo 50
• Flexão nominal em género – feminino 48
Texto narrativo: 44 de nomes terminados em -ão
A gota com sede
Texto narrativo: 46
Como nasceram as zebras

• Natal 52 Texto narrativo: 54 • Sinais de pontuação 56 • Ortografia: ância e ência 55


Módulo 4

• Votos de Natal Verde • Sinais auxiliares de escrita • Ortografia: qu (que, qui, qua…) 59
Entrevista e carta: 53 Texto narrativo: 58 • Sinal diacrítico – hífen • Ortografia: gue, gui / ge, gi 61
Entrevista ao Pai Natal A rena do Pai Natal
Texto narrativo: 60 O convite 62
Dia de Natal

• Inverno 64 Texto narrativo: 66 • Pronomes pessoais 69 • Ortografia: utilização de 71


• Chuva de ideias Lenda da minha cidade • Tipos de frase: declarativa, interrogativa 72 m antes de b ou p
Anúncio 65 Texto narrativo: 70 e exclamativa • Ortografia: x ou ch 77
Módulo 5

Um Natal pouco recheado • Valores da frase: afirmativa e negativa 73


Texto descritivo: 74 • Classe de palavras: adjetivos 75 Texto informativo 80
Os cabelos molhados
• Conjugações verbais (1.ª, 2.ª e 3.ª) 78
Texto narrativo: 76
Noutro continente • Flexão verbal: tempo (presente do 79
indicativo) e pessoa; verbos regulares
e irregulares
• Modo verbal: infinitivo

• Carnaval 82 Texto narrativo: 84 REVISÃO: nome, verbo e adjetivo 85 • Ortografia: grupos 87


• Máscaras Sementinha REVISÃO: antónimos consonânticos – tr, br, cr, pr,
Módulo 6

Texto narrativo: fábula 86 REVISÃO: tipos de frase gr, fl, cl, gl, pl
• Provérbio
A raposa aproveita-se do
Texto informativo: 83 prestígio do tigre • Palavras simples e complexas 88
O Carnaval em Portugal Texto poético 94
Texto dialogal: 90 • Formação de palavras por prefixação
O pequeno abeto e sufixação
Texto poético: 92 Família de palavras
• 89
Felicidade REVISÃO: adjetivos 93
Oralidade Pág. Leitura e compreensão Pág. Gramática Pág. Escrita Pág.
• Primavera 96 Texto narrativo: 98 • Elementos paratextuais do livro 99 • Ortografia: acentuação 103
• Características dos seres vivos A Quinta da Pedra Oca • REVISÃO: classe de palavras – adjetivo de palavras esdrúxulas
Texto poético: 97 Texto narrativo: 102 • REVISÃO: família de palavras • Ortografia: acentuação 107
O Planeta Uma jangada para dois de palavras agudas
• Classe de palavras: determinantes 100

Módulo 7
Texto informativo: 104 artigos (definidos e indefinidos) • Ortografia: acentuação 111
Satélites de palavras graves
• Classe de palavras: determinantes 101
Texto poético: 106 possessivos
De volta à Terra 112
• REVISÃO: classe de palavras – 105 Banda desenhada
Texto narrativo: 110 determinantes demonstrativos
Boa sentença
• Classe de palavras: advérbios 108
de negação e de afirmação

• Páscoa 114 Texto narrativo: 116 • Marcas do discurso direto 119 • Ortografia: letra h 122
• Tradições As descobertas • REVISÃO: classificação de palavras
do coelho Barnabé quanto à posição da sílaba tónica
Texto informativo: 115 Texto dialogal 126

Módulo 8
Ovos de Páscoa Texto dramático: 120 • REVISÃO: classe de palavras – 123
A Carochinha pronomes pessoais, verbos, adjetivos
Texto instrucional:
Receita de ovos de Páscoa Texto narrativo: 124 e determinantes
O Gato de Botas • REVISÃO: valor da frase
• REVISÃO: sinais de pontuação e sinais
auxiliares de escrita

• Festividades do mês maio 128 Texto narrativo: 130 • Quantificadores numerais 132 • Ortografia: palavras com i 135
Texto narrativo: 129 O Pião e a Bola • Princípio de cortesia 136
Perdidos! Texto informativo: 134 e formas de tratamento Correio eletrónico 144

Módulo 9
Pequenos cientistas • REVISÃO: classe de palavras 139
Texto poético: 138 • REVISÃO: tipos de frase 143
Um poema sobre a mãe
• REVISÃO: classe de palavras – pronomes
Texto narrativo: 140 e verbos
As fadas
Texto narrativo: 142
O meu avô e a internet

• Férias 146 Texto dialogal: 148 • REVISÃO: flexão nominal 150 • Ortografia: izar ou isar 155
Texto narrativo: 147 Minha rica lã • REVISÃO: tipos de frase e valores
Férias na Europa Texto narrativo: 152 da frase Texto narrativo (com diálogo) 158
O que eu sei sobre o mar • REVISÃO: classificação de palavras
Texto narrativo: 154 quanto ao número de sílabas
O príncipe do rio e à posição da sílaba tónica
Texto narrativo: 156 • REVISÃO: antónimos
No verão • REVISÃO: expansão de frases
• REVISÃO: família de palavras 151
Módulo 10
• REVISÃO: modo verbal – infinitivo
e conjugação
• REVISÃO: classificação de palavras 153
quanto ao número de sílabas
e à posição da sílaba tónica
• REVISÃO: classe de palavras – adjetivos, 155
determinantes artigos e advérbios
• REVISÃO: antónimos
• REVISÃO: classe de palavras – 157
determinantes
Módulo 1
?

Aprendo
Oralidadea comunicar Dou asas à imaginação…

• ???
Descreve a imagem ????????
O QUE ACONTECERIA SE…
e atribui-lhe um título. Fecha os olhos por uns instantes e imagina que a tua
• Na imagem estão representadas escola começa a tremer, desloca-se do chão e levanta
diferentes características. voo. É o início da viagem…
Identifica-as.
• O que aconteceria se a escola se pusesse a voar?
• Na tua escola também
• Que aventuras poderias viver?
encontras colegas com
estas características? • O que poderia o(a) professor(a) fazer?
Oralmente, apresenta as tuas respostas às questões,
dando asas à tua imaginação.

6
AprendoOralidade
a escutar
Ouve, com atenção, o excerto do texto «O primeiro dia de escola» e seleciona com X a opção
1. ????
ou opções corretas, em cada situação.
1.1 ???
1. Em que mês do ano se passa a história relatada no texto?
a) Novembro. b) Julho. c) Setembro. d) Agosto.

2. Como se chama a menina da história?


a) Rita. b) Inês. c) Isabel. d) Paula.

3. Como se chamava o menino referido no texto?


a) Pedro. b) Rui. c) António. d) Vasco.

4. Antes de se comer os pratos, tem de se comer…


A B C D

E F G H

5. O diretor da escola é um senhor…


a) que fala pouco. b) brincalhão. c) despenteado. d) muito alto.

6. Segundo o que escutaste, dias especiais são…


a) os dias do final de cada período, em que há festa.

b) os dias em que os pratos não são comestíveis.

c) os dias em que não há sopa, nem pão, nem carne, nem peixe, nem salada, nem fruta.

7. O que é que se come nos dias especiais na cantina da escola?

a) Massa com carne. b) Douradinhos com batatas fritas.

c) Formigas fritas com pimenta. d) Pratos com sabor a chocolate.

8. Volta a ouvir o texto e verifica se selecionaste as opções corretas.

7
Preparo-me para ler
• Observa a ilustração do texto. De que assunto tratará o texto?

Vou ler

Eu não quero perder nada


Quando o verão chega ao fim, acabam-se as férias e começam as aulas. É sempre
pena ver as férias a acabar. Mas, às vezes, parece que estou farto de férias e já sinto
saudades dos colegas, das aulas e dos professores.
Nessa altura, começa a cheirar a outono. Todos os anos é assim.
As folhas das árvores ficam castanhas, umas mais claras, outras mais escuras. Algumas
até parecem douradas. Começam a cair e ficam no chão a andar de um lado para o outro,
empurradas pelo vento.
Depois, o tempo começa a ficar mais fresco e aparece o homem com o carrinho das
castanhas assadas a dizer: «Quem quer quentes e boas, quentinhas?».
Por tudo isto é que eu gosto muito de voltar à escola, de abrir os livros e os cadernos
novos com as folhas todas em branco.
Sei que aqueles cadernos são para fazer contas, problemas, mapas, redações e coisas
assim. Mas às vezes fico a pensar que podia encher um daqueles cadernos de histórias.
Gosto muito de aprender coisas novas: o passado de Portugal, os órgãos do corpo
humano, os animais e as plantas, os problemas e as operações de Matemática. É tão gira
a Matemática! Assim como brincar com um novelo de lã. Puxa-se por um
fio e tudo o resto vem atrás.
No entanto, o que eu mais gosto é de contar histórias. Tenho
muitas que podia contar. Por isso é que é tão bom saber
escrever. Basta pegar no lápis e pronto, lá vêm histórias.
Às vezes salta cá para fora cada uma! Com monstros,
bruxas, extraterrestres, piratas e sei lá que mais.

8
Também posso contar uma história que seja mesmo verdade. A história
do dia em que fui às vindimas na terra do meu primo Abel. Andávamos no
meio das videiras, ao sol. As uvas estavam gordas e as pessoas andavam a
apanhá-las e a pô-las em cestos que ficavam cheios de cachos de uvas pretas
e brancas e eram levados para o lagar onde se pisam as uvas e se faz o vinho.
Foi tudo muito bonito. Sobretudo ao fim da tarde, à hora em que o sol
começa a fugir para trás dos montes, lá ao fundo, e o céu fica cor-de-rosa.
Eu pus-me a olhar para as uvas e até parecia que a luz do sol ficava
presa dentro dos bagos de uva. E cada bago era um candeeiro que à
noite ia iluminar o baile das formigas e das joaninhas.
Pronto! Lá estou a inventar outra vez! E agora tenho de parar.
A aula vai começar agora mesmo e eu não quero perder nada!
José Fanha (texto inédito)

9
Compreendo o texto

1. Indica a(s) opção(ões) correta(s), assinalando-a(s) com X, de acordo com o texto.

Às vezes, o menino fica farto…

a) das aulas. b) das férias. c) do verão. d) dos trabalhos de casa.

O menino sente saudades…

a) da neve. b) dos avós. c) da praia.

d) das férias. e) dos colegas. f) das aulas.

g) de brincar na rua. h) dos professores. i) dos manuais escolares.

2. Transcreve para o caderno uma expressão do texto que indique como ficam as folhas na
passagem do verão para o outono.

3. Quando o tempo começa a ficar fresco quem aparece a perguntar:


«Quem quer quentes e boas, quentinhas?»

4. Porque é que o menino considera a Matemática gira?

5. Assinala com V as afirmações verdadeiras e com F as falsas, de acordo com o texto.

a) No final das férias, o verão chega ao fim.

b) Gosto de abrir os cadernos novos com as folhas todas em branco.

c) Quando o verão chega ao fim, acabam-se as aulas e começam as férias.

d) Depois, o tempo começa a ficar mais quente e aparece o homem dos gelados.

e) Às vezes, sinto saudades dos colegas, das aulas e dos professores.

5.1 Corrige as afirmações falsas no teu caderno.

6. Ordena, de 1 a 6, os acontecimentos da história verdadeira que o menino conta.

Os cestos cheios de cachos de uvas eram levados para o lagar.

Andávamos no meio das uvas, ao sol.

As uvas estavam gordas e as pessoas andavam a apanhá-las.

Eu pus-me a olhar para as uvas e até parecia que a luz


do sol ficava presa dentro dos bagos de uva.

Os cestos eram levados para o lagar.

Os cestos ficavam cheios de cachos de uvas pretas e brancas.

10
7. Atenta no penúltimo parágrafo e assinala com X a ilustração que o representa.

A B

8. Onde estava o menino quando parou de contar a história?

9. Continua a história que o menino iniciou. Escreve algumas das tuas ideias no caderno.
Depois organiza-as e conta a história que inventaste aos teus colegas.

Gramática

1. Junta as sílabas e forma seis palavras do texto.

di der gas nhas ti to ta

nos ma mas cas no te

vin ca co ca ou má le

2. Separa as palavras, ordena-as e constrói a frase.


contarOgostameninohistóriasde

2.1 Indica quantas palavras tem a frase que escreveste.

3. Reescreve as frases abaixo no caderno, substituindo as palavras sublinhadas por outras


de significado contrário.
Gosto muito de aprender coisas novas.
Também posso contar uma história que seja mesmo verdade.

4. Diz duas frases, nas quais a palavra gira tenha dois significados diferentes.

5. Reescreve, no caderno, as frases seguintes no plural.


Então, aparece o homem com o carrinho.
O menino contou a história do monstro, da bruxa e do extraterrestre.

11
Preparo-me para ler
• Sabes o que é um trocadilho? Qual é o verbo que indica a ação de fazer trocadilhos?
• Inventa um trocadilho e partilha-o com a turma.

Vou ler

Trocadilhar
Era uma vez um livro
que, arrastado pelo vento,
saiu do seu lugar
ficando com as palavras
de pernas para o ar.
Entontecidas, passaram
a querer dizer
coisas que ninguém
queria perceber.
Saiu dos trilhos
e perdeu-se em trocadilhos.
Tornou-se o livro
de trocadilhar,
de cabeça para baixo
para nos baralhar,
sentidos às avessas
no seu jeito de brincar.

José Jorge Letria,


O livro das rimas traquinas,
7.a edição, Terramar, 2008

12
Compreendo o texto

1. Às vezes, quando lemos um texto, não sabemos o significado de algumas palavras e temos
de consultar o dicionário. Observa o guia abaixo para procurarmos a palavra «trilho».

Aprende a consultar o dicionário:


1 Relembra a ordem alfabética.

A B C D E F G H I J K L M
a a a a a a a a a a a a
1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12. 13.a

N O P Q R S T U V W X Y Z
a a a a a a a a a a a a
14. 15. 16. 17. 18. 19. 20. 21. 22. 23. 24. 25. 26.a

2 Foca a tua atenção apenas na primeira letra da palavra, cujo significado queres descobrir,
e abre o dicionário na primeira página onde surgem palavras começadas por essa letra.
trilho

3 De seguida, observa a letra que se segue na palavra. Por exemplo, as palavras listadas
abaixo iniciam-se pela letra t, mas, para as colocares por ordem alfabética, é necessário
considerares a segunda letra de cada palavra.
tapar temer tinta trilho tombar

No dicionário, para encontrares a palavra trilho, deves encontrar a página que contém
as palavras iniciadas por tr.

4 Considera agora as seguintes palavras.

trapézio tremer trilho tropeçar truque

As duas primeiras letras são iguais, pelo que tens de ver a letra seguinte para as ordenar
por ordem alfabética.
Percorre as palavras, no dicionário, até encontrares as palavras iniciadas por tri.
Caso encontres mais do que uma palavra iniciada por tri, à semelhança dos passos
anteriores, procura a letra seguinte para te orientares.

Importante:
Os nomes procuram-se sempre no masculino e no singular.
Os verbos procuram-se no infinitivo (correr, jogar…).
Há palavras que têm mais do que um significado. Verifica se o significado que
escolheste no dicionário faz sentido na frase original. Se a frase não fizer sentido com
a nova palavra ou expressão, procura no dicionário outro significado da palavra original.

2. Qual o título do livro de onde foi retirado este poema?

3. Segundo o poema, o que aconteceu ao livro?

13
4. O que passaram as palavras a dizer?

5. Diz o que entendes por «sentidos às avessas».

6. Copia do texto três pares de palavras que rimem.

7. Escreve outras palavras que rimem com as palavras abaixo.


dizer – lugar –
passaram – ninguém –

8. No poema que leste, o livro ficou com as palavras de pernas para o ar e por isso ninguém
as percebia.

8.1 Observa as palavras que se seguem. Reescreve-as de forma que todos as percebam.
– xobai – vroli
– ceberper – tirlohs

9. Lê a seguinte informação:

Os autores dos poemas chamam-se poetas (masculino) ou poetisas (feminino).


Existem algumas palavras que rimam.
um verso). Cada grupo de versos forma uma estrofe.
O texto poético é um texto que está escrito em verso (cada linha corresponde a

9.1 Reescreve as frases corretamente.

14
10. Reescreve os primeiros quatro versos do poema da página 12, completando os espaços
em falta com as palavras do quadro.

penas passarinho ninho

Era uma vez um


que, arrastado pelo vento,
saiu do seu
ficando com as suas
de patas para o ar.

11. Reescreve os primeiros quatro versos do poema da página 12, completando os espaços
em falta com palavras à tua escolha.

Era uma vez um


que, arrastado pelo vento,
saiu do seu
ficando com as suas
de pernas para o ar.

12. Completa os últimos seis versos do poema da página 12 com palavras à tua escolha.

Tornou-se o livro
de ,
de cabeça para baixo
para nos ,
sentidos às avessas
no seu jeito de .

13. Relaciona as imagens a cujo nome corresponde o mesmo som inicial.



• •
• •
15
Preparo-me para ler
• Conheces a lenda de D. Pedro e D. Inês?
• Investiga na internet sobre a lenda e partilha o que descobriste com os teus colegas.

Vou ler

Romance de Pedro e Inês


Era uma vez um rapaz chamado Pedro e uma rapariga chamada Inês, que
nasceram um para o outro e se encontraram uma só vez.
Foi numa tarde de chuva, num centro comercial. Acenaram um para o outro quase
sem querer, como se já se conhecessem muito bem. E conheciam. Ele conhecia-a dos
seus sonhos, ela também.
Reconheceram-se entre tanta gente, só que iam em escadas rolantes que seguiam
em sentido contrário. E foram em frente. Cada um rolou para o seu lado, pois então,
ele saiu no primeiro andar e ela saiu no rés do chão.
Voltaram ambos atrás para se voltarem a ver, mas ele tropeçou nos atacadores
dos sapatos e, naquele momento, desviou o olhar. E ela? Ia atenta, mas entrou-lhe um
mosquito para um olho quando ele ia a passar.
Não se riam que esta história é triste, é a história que ficou por fazer e por contar,
não se chegou a cumprir. É para chorar, não é para rir.
Ora bem, Pedro e Inês eram quase da mesma
idade e moravam na mesma rua da mesma
cidade. Ele era um rapaz alegre e
desenvolto, muito dado, mas um
bocadinho aluado. Ela era bonita,
tinha uma longa cabeleira negra,
aos caracóis, e dois olhos verdes
muito vivos de pardal. Mas era um
bocado surda e também via mal.

Álvaro Magalhães,
O senhor do seu nariz e outras histórias,
2.a edição, Edições ASA, 2012 (excerto)

Treino da leitura
adas no texto.
Lê as palavras destac -lo num minuto, deves

Se não conseguires fa
ra.
16 treinar mais a leitu
Compreendo o texto

1. Esta história é igual ou diferente da lenda de D. Pedro e D. Inês? Preenche o quadro abaixo.

Lenda de D. Pedro e D. Inês Romance de Pedro e Inês

• Passou-se há muitos anos atrás. • Passou-se há poucos anos atrás.


• •
• •
• •
• •

2. Liga cada uma das características à personagem do texto.


• alegre
Pedro • • surda
• olhos verdes
Inês • • aluado
• bonita

3. Como pensas que acabou esta história? Escreve um final para a mesma, de acordo com o
que leste.

4. Requisita a obra O senhor do seu nariz e outras histórias na biblioteca. Lê o conto na ínte-
gra e compara o final que escreveste com o final da história. Existem diferenças? Quais?
Aponta-as no teu caderno.

Gramática

1. Lê a seguinte frase: 3

Ele era um rapaz alegre e desenvolto.


4
1.1 Sublinha a azul o nome e a vermelho os adjetivos.
2. Preenche o crucigrama de acordo com as indicações.
1 O contrário de alegre.
2 O mesmo que negro. 1

3 O contrário de rir.
4 O mesmo que alegre.

17
Texto narrativo
O texto narrativo relata um acontecimento ou vários acontecimentos, reais ou fictí-
cios, localizados no espaço e no tempo, onde intervêm personagens.
A sua estrutura é dividida em três partes:
Introdução – apresentam-se o espaço (onde), o tempo inicial (quando) e as perso-
nagens (quem);
Desenvolvimento – narram-se os acontecimentos sequencialmente (o quê/como);
Conclusão – apresenta-se o desfecho dos acontecimentos.

Planificação
1. Observa atentamente as imagens.

1 2

Quem? Onde? Quando? O que aconteceu? Como?

3 4

Como se resolveu? Como terminou?

2. Escreve no teu caderno algumas ideias sobre o que vês, tendo em conta a sequência das
imagens e respondendo às questões.

18
Textualização
3. Distribui as ideias pelos elementos constituintes do texto narrativo:
Título
Introdução (Quem? Quando? Onde?)

Desenvolvimento (O que aconteceu? Como aconteceu?)

Conclusão (Apresentação do final da história)

3.1 Escreve o texto (rascunho) no teu caderno.

Revisão
4. Revê o teu texto, de acordo com o que assinalares na tabela.
Lista de verificação sim não
Dei um título ao texto.
Respeitei o tema proposto.
Fiz uma introdução respondendo às questões: quem? quando? onde?
No desenvolvimento, ordenei os acontecimentos de forma lógica
(encadeei as ideias corretamente).
Fiz uma conclusão (terminei a história, resolvendo os acontecimentos).
Utilizei, com correção, as maiúsculas (início de frase, nome de pessoas,
cidades…).
Terminei as frases com um sinal de pontuação.
Assinalei graficamente os parágrafos (comecei a escrever com avanço).
Evitei erros ortográficos, incluindo os acentos.
Escrevi de forma legível (caligrafia cuidada).
Utilizei vocabulário adequado e diversificado.
Não repeti palavras ou expressões.

4.1 Reescreve o texto, melhorando os aspetos que identificaste na questão anterior.

Divulgação
Partilha o teu texto com os teus colegas, os teus pais e outros familiares. Na turma,
com a ajuda do(a) professor(a), comecem um blogue para divulgar as vossas produ-
ções. Em alternativa, podem elaborar cartazes para afixar nos espaços comuns.

19
Módulo 2
?

Oralidade Dou asas à imaginação…

• Dialoga com o(a) professor(a) O PAR FANTÁSTICO


e com os colegas sobre
Repara que ao juntarmos cão com armário, podemos
o que observas na imagem.
construir um texto divertido:
• Em que estação do ano nos
encontramos? Qual a estação
Um cão passa pela rua com um armário às costas. É a
do ano que se segue?
sua cama, o que querem? Anda sempre com ela às costas
• Porque será que o espantalho como faz o caracol com a sua concha…
está triste? E a abóbora alegre?
• Que mudanças acontecem na Gianni Rodari, Gramática da fantasia,
Natureza nesta altura do ano? 6.a edição, Editorial Caminho, 2006 (adaptado)
Faz uma listagem dessas
mudanças (clima, duração dos
As palavras caracol e bicicleta vão formar o teu par fan-
dias, aspetos da Natureza, …).
tástico! Constrói uma pequena história a partir deste par
• O que sentes quando observas de palavras. Conta-a aos teus colegas!
a Natureza nesta época do ano?

20
Oralidade
Escuta a notícia «Festa das vindimas até outubro» e, de seguida, responde às questões de
1. ????
acordo com o sentido do texto.
1.1 ???

1. Seleciona com X a opção correta, de acordo com a notícia que escutaste.


1.1 Qual o fruto a que se refere a notícia?

A B C

1.2 A que região de Portugal diz respeito esta notícia?


a) Algarve. b) Douro. c) Ribatejo.

1.3 Quem parte de manhã cedo para as vindimas?

A B C

1.4 Em que época do ano se passa o evento descrito?


a) No início do outono. b) No início do verão. c) No final do inverno.

2. Ordena as etapas da vindima pela sequência correta.

A B C

21
Preparo-me para ler
• Conheces algum país que tenha um rei? Qual? Como se chama o rei?
• O nosso país também foi governado por reis. Esse regime de governação chama-se
Monarquia. Pesquisa na internet mais sobre esse período da História de Portugal
(quando se iniciou, quem foi o primeiro rei, quando terminou, quem foi o último rei…).
• Como seria a vida das pessoas nessa altura? Seria uma vida fácil? Mais justa?
Conversa com os teus colegas sobre o assunto e cheguem a conclusões.

Vou ler

No reino da bicharada
Aquele leão era mesmo convencido.
– Sou o rei dos animais – rugia, sentado no rochedo que lhe servia de trono.
E os bichos encolhiam-se porque ele é que mandava naquelas terras.
– Mas por que razão é rei?
Ninguém sabia responder.
– O leão é o bicho mais velho? – quis saber o pardal.
– Não, eu é que sou a mais velha – confessou desta vez a tartaruga.
– É o que tem a boca maior?
Imediatamente o crocodilo e o hipopótamo escancararam as bocarras.
– É o mais sábio?
Todos se viraram para o mocho, que passava a vida a estudar e a dar lições.
Pela primeira vez, os bichos começaram a pensar que talvez fosse melhor o leão
ser substituído.
– Estamos fartos! Não queremos mais reis!
O leão, furioso, ainda tentou travar a revolução. Mas, quando se preparava para
morder, um enxame de abelhas pregou-lhe mil ferroadas na língua.
Fugiu dali a sete pés...
Então a bicharada reuniu-se toda à beira da lagoa e proclamou a república.
A eleição vai ser amanhã e ninguém vai faltar ao ato eleitoral pois o papagaio não
se cansa de repetir:

Nós somos bichos


Não somos gente
Mas também queremos
Um presidente.

Luísa Ducla Soares, O livro das datas, 1.a edição,


Civilização Editora, 2009 (excerto adaptado, com supressões)

22
Compreendo o texto

1. Identifica quem disse a seguinte afirmação:


«– Sou o rei dos animais.»

2. Assinala com V as frases verdadeiras e com F as falsas, de acordo com o texto.


a) O leão não era o bicho mais velho.

b) O crocodilo e o hipopótamo tinham a boca maior que o leão.

c) O mocho era o animal mais velho.

d) Um enxame de vespas pregou-lhe cem mil ferroadas.

3. Seleciona com X a opção que está de acordo com o sentido do texto.

a) Os animais gostavam do leão.

b) O leão era o animal mais velho do reino.

c) Os animais não queriam que o leão fosse rei.

3.1 Copia do texto a frase que justifica a tua escolha.

4. Explica, por palavras tuas, o significado da frase:


«Fugiu dali a sete pés…»

5. Como será escolhido o presidente da república?

6. No texto usa-se a palavra república. Descobre o seu significado, pesquisando em livros.

1. Copia para o caderno as palavras destacadas no texto.


1.1 Lê essas palavras e repara que o som s está representado pelas letras s e ss.
2. Escreve outras palavras no caderno, cujo som s esteja representado por s ou ss.
2.1 Em que posição aparecem s e ss nas palavras que escreveste?

• No início de uma palavra ou a seguir a uma consoante a letra s lê-se


como tal. Exemplos: sábado, sentado, cansado, penso.
• Entre vogais, a letra s lê-se z, pelo que deve usar-se ss para que se leia
o som s. Exemplos: passado, pêssego, dinossauro.

23
Gramática
Sílaba é um som ou conjunto de sons pronunciados
numa única emissão de voz.
Observa os exemplos:
Palavras Divisão silábica
rei rei
mocho mo • cho
hipopótamo hi• po• pó• ta• mo

1. Faz a divisão silábica das palavras, utilizando um ponto (•) para marcar a fronteira das
sílabas.

Tartaruga Trono Papagaio Pardal Ar Lagoa

1.1 Escreve as palavras no respetivo quadro, tendo em conta o seu número de sílabas.
Monossílabos Dissílabos Trissílabos Polissílabos

Uma sílaba Duas sílabas Três sílabas Mais de três sílabas

2. Escreve palavras que conheças, de acordo com o número de sílabas indicado.

Monossílabos Dissílabos Polissílabos

2.1 Completa:

Monossílabo ou palavra monossilábica – palavra com sílaba.

Dissílabo ou palavra dissilábica – palavra com sílabas.

Trissílabo ou palavra trissilábica – palavra com sílabas.

Polissílabo ou palavra polissilábica – palavra com sílabas.

24
3. Lê o aviso e, de seguida, o texto ao lado.

Por vezes, quando produzi-


Aviso de eleições
mos uma mensagem escrita, o
Caros cidadãos do reino da bicha-
ra da, não se e squeçam que vo - espaço acaba antes de termi-
tar é um direito nosso. narmos de escrever a palavra.
Apareçam amanhã, a partir das 9h00
Nesse caso, temos de mudar
e até às 19h00, na grande árvore, pa-
ra exercerem o vosso direito. de linha (translineação). Para
Por favor, votem! O vosso voto é im- isso, usamos o hífen (-) que in-
portante! dica que a palavra continua na
Papagaio
linha seguinte.

Para se dividir uma palavra, devem ter-se em atenção as seguintes regras de translineação:
3.1 Lê e efetua a translineação, de acordo com cada regra.

goß- • Respeitar a divisão silábica.


™o a) caracol b) revolução

a§m§i- • linha.
Não deixar (deve evitar-se) apenas uma vogal no início ou no fim da

zade a) alegria b) avelã

ca§i- • Não dividir os ditongos: ai, au, eu, ei, oi, ui, ãe, ão, õe.
«a a) lições b) costureira

ca§r- • Dividir os seguintes dígrafos: rr e ss.


®o a) jarra b) ossos

4. Faz a translineação das palavras que se seguem.


a) ferroada b) leão c) adivinha d) tosse e) eleição
(1.a sílaba) (1.a sílaba) (3.a sílaba) (1.a sílaba) (2.a sílaba)

f) nosso g) professor h) bocarra i) bicharada j) possível


(1.a sílaba) (2.a sílaba) (2.a sílaba) (1.a sílaba) (1.a sílaba)

25
Preparo-me para ler
• Por vezes, tem-se receio de partilhar algo que se sente. Já o tiveste alguma vez?
• Quais são os sentimentos sobre os quais tens mais dificuldade em falar?

Vou ler

O espelho
Acordei muito bem-disposto. Lavei-me, penteei-me, vesti uma roupa nova e calcei
uns sapatos bem engraxados. Depois olhei para o espelho e vi, mesmo à minha frente,
um rapaz muito jeitoso.
– Estás muito bem arranjado – disse-lhe eu – Onde vais? Posso ir contigo?
Ele não respondeu.
Pouco depois, porém, abriu-se a porta que havia naquele outro quarto que estava
para lá do espelho e eu vi, com grande espanto, entrar
ali a Susana.
– Gosto muito de ti – disse-lhe o tal rapaz.
– Eu também gosto de ti – respondeu a Susana.
Olhei por mim abaixo e reparei que estava
igualzinho ao rapaz do espelho. Compreendi
então que ele era eu.
Nesse instante abriu-se a porta do meu
quarto. Era a Susana e vinha a sorrir. Eu
não pensei duas vezes, disse-lhe logo:
– Gosto tanto de ti!
E ela, sorrindo cada vez mais:
– Também gosto muito de ti.
Demos as mãos e saímos. Antes
de sair olhei para o espelho e então
lembrei-me do que o meu pai dissera
quando o pôs lá: «Há espelhos que nos
mostram o que se passa no coração».

Álvaro Magalhães,
O homem que não queria sonhar e outras histórias,
6.a edição, Edições ASA, 2008
(excerto adaptado, com supressões)

26
Compreendo o texto

1. Seleciona com X as opções corretas de acordo com o texto.


O menino acordou…
a) estremunhado. b) nervoso. c) bem humorado. d) maldisposto.
1.1 Justifica a tua opção.

2. Depois de se arranjar, o menino olhou para um objeto. Qual?


3. Explica o que quis dizer o pai do menino com a seguinte frase:
«Há espelhos que nos mostram o que se passa no coração.»

Hora do
4. Seleciona a opção que corresponde ao tema deste texto. ditado !
oe
a) Vaidade. b) Amor. c) Início da primavera. Com o manual fechad ra
com muita aten çã o pa
vais
não cometeres erros, o
íci
escrever o texto do in
Gramática até ao fim do se xto
parágrafo, seguindo a r(a).
1. Lê a frase: leitura do(a) professo
Ele está muito bem arranjado.
1.1 Na palavra sublinhada, rodeia a sílaba que se pronuncia com maior intensidade.

A sílaba que numa palavra se pronuncia com maior sílabas átonas


intensidade é a sílaba tónica.
arranjado
As restantes sílabas da palavra são sílabas átonas.
sílaba tónica

2. Observa os exemplos e completa o quadro.


Sílaba tónica Sílaba tónica Sílaba tónica
na última sílaba na penúltima sílaba na antepenúltima sílaba
palavras agudas palavras graves palavras esdrúxulas
®a§pa§z @e§s§pe§l§ho de§se§já§va§moß

As palavras classificam-se quanto à posição que a sílaba tónica ocupa na palavra.


• Quando a sílaba tónica é a última, a palavra é aguda.
• Quando a sílaba tónica é a penúltima, a palavra é grave.
• Quando a sílaba tónica é a antepenúltima, a palavra é esdrúxula.

27
Preparo-me para ler
• O que é uma alimentação saudável para ti?
• Indica um conjunto de alimentos que possam resultar numa refeição saudável.

Vou ler

Sebastião e a Prova dos Vegetais


À entrada, Sebastião recebeu um menu parecido com o que há nos restaurantes.
Só não era igual porque, à frente das iguarias vegetarianas, podia ler-se as vitaminas,
as fibras, o ferro, o cálcio, o magnésio, etc. e tal, que cada uma oferecia.
«O que é isto? Não vou ter de comer tudo, espero!», pensou.
– Desculpe – disse o rapaz, dirigindo-se a um senhor que ali estava de fato-macaco
vermelho –, para que serve este menu?
O senhor estendeu-lhe uma caneta.
– Tens de pôr uma cruz em cada vegetal, como sinal de que aceitaste comê-lo e te
comprometes a fazer a prova. Se houver algum que não conheças, podes procurá-lo nesta
horta. Depois, não te preocupes, eles vão aparecendo nas refeições, todas contam para
a Prova de Vegetais. E espero que te divirtas!
«Não te preocupes» e «espero que te divirtas» foram duas frases que irritaram Sebas-
tião. Não se preocupar por ter de comer brócolos e beterraba era quase tão difícil como
divertir-se a fazê-lo.
O primeiro jantar lá aconteceu. Dessa vez, a acompanhar o prato principal, havia
cenouras, beringelas e brócolos.
Beringela? Ele detestava beringela, recusara-se sempre a comê-la, já ficara
de castigo algumas vezes por causa da beringela. Mas
atenção: ele detestava, apesar de... nunca a ter pro-
vado. Bastava olhar para perceber que lhe ia saber
mal, o que, aqui entre nós, não deixa de ser um bo-
cadinho estranho.
Mas ali não havia lugar para grandes opiniões,
a verdade é que Sebastião estava numa prova e o
melhor era aceitar o desafio dos Jogos Olímpicos
da Vida Saudável e comer até à última garfada.

Rosário Alçada Araújo, A árvore dos rebuçados,


1.a edição, Edições Gailivro, 2010
(excerto com supressões)

Treino da leitura
nta ler corretamente
Durante um minuto te os (aproximadamente
af
os três últimos parágr inuto não for suficiente,
m
28 100 palavras). Se um tua leitura.
a
deverás treinar mais
Compreendo o texto

1. Quem é a autora do texto?


2. De que livro foi retirado o texto?
3. O menu que o Sebastião recebeu era igual ao que há nos restaurantes? Justifica a tua res-
posta.

4. Como estava vestido o senhor a quem o Sebastião se dirigiu?

5. Assinala com X o que acompanhou o prato principal do primeiro jantar.

a) Cenouras b) Espinafres c) Beterraba d) Beringelas

e) Couve-flor f) Brócolos g) Cebola h) Tomate

6. Completa a frase, selecionando com X a opção de acordo com o texto.


Sebastião detestava comer beringela porque ...
a) já tinha comido e ficou maldisposto.

b) fazia os olhos bonitos.

c) bastava-lhe olhar para ela para perceber que lhe ia saber mal.

d) a beringela não é um legume e por isso não faz bem à saúde.


7. Explica, por palavras tuas, o que seria a «Prova dos Vegetais».

8. No teu caderno, elabora um menu idêntico ao que o Sebastião tinha,


pesquisando, na internet, as vitaminas, as fibras, o ferro, o cálcio e o
magnésio que alguns alimentos têm.

1. Lê a frase seguinte e presta atenção às letras sublinhadas.


À entrada, recebeu um menu parecido com o que há nos restaurantes.
1.1 Qual é o som representado pela letra c antes das letras e ou i?

2. Elabora, no teu caderno, uma lista de palavras em que a letra c se lê s.

Antes de e ou de i, a consoante c lê-se s, sem precisar de cedilha.

29
Gramática

1. Observa a imagem e lê a frase.

O Sebastião detestava beringela.

1.1 Sublinha, na frase, a palavra que indica o


nome do menino e a que indica aquilo que ele
detestava.

1.2 Escreve, no quadro, as palavras que sublinhaste e completa a informação relativa a


essas palavras.

As palavras que escreveste pertencem à classe dos


nomes. A palavra é o nome de uma
pessoa ou entidade. A palavra éo
nome de um objeto.

2. Lê agora a frase:
O menino chama-se Sebastião.

2.1 Escreve, na coluna A, as palavras destacadas na frase.

Coluna A Coluna B

• • Nome que diz respeito a um determinado ser, em particular.


• • Nome que diz respeito a algo ou alguém, indeterminado.
2.2 Liga cada palavra que escreveste na coluna A à definição que lhe diz respeito na coluna B.

• Nomes próprios: designam seres ou lugares em particular, que são únicos e indivi-
dualizados, isto é, que não têm variação em número. Iniciam-se com letra maiúscula.
Exemplos: O Miguel foi ao cinema. / Portugal é o nosso país.
• Nomes comuns: designam seres ou objetos no geral e não de forma única ou indi-
vidualizada.
Exemplos: O rapaz é alto. / Eu li o livro.

3. Copia os nomes do primeiro parágrafo do texto.


3.1 Seleciona com X a opção correta.
As palavras que copiaste são nomes…
a) próprios. b) comuns. c) próprios e comuns.

3.2 Escolhe dois nomes que escreveste no exercício 3. No teu caderno, escreve uma frase
com cada uma dessas palavras.

30
4. Lê as palavras:
a) Espanha b) escola c) bola d) Ricardo e) Madeira
f) cão g) Carolina h) barco i) abelha j) Mónica

4.1 Escreve as palavras do exercício anterior no sítio correto.

Nomes próprios Nomes comuns

5. Lê as frases e preenche os espaços em branco com nomes comuns ou próprios, conforme


for o caso.

Ontem, vi a minha amiga . Ela entrou no , colo-


cou o cinto e conduziu para casa.

Quando chegou à sua , viu a sua filha Ângela e o seu filho


, que estavam com o seu marido, o .

Estava quase na hora de fazer o ____________________. Os seus filhos pediram-lhe que ela
fizesse cozido com batatas e brócolos.

5.1 Rodeia os nomes próprios a azul e os nomes comuns a vermelho.

6. Observa as seguintes palavras:


Ângela à brócolos
6.1 Rodeia a verde a letra com acento agudo.
6.2 Rodeia a vermelho a letra com acento circunflexo.
6.3 Rodeia a azul a letra com acento grave.
6.4 Lê as palavras como se não tivessem acentos e explica a importância destes.

Recorda os três acentos gráficos:

• Acento circunflexo – assinala a sílaba tónica com uma vogal fechada (ô, â, ê).
Exemplos: silêncio, Ângela, avô.
• Acento agudo – assinala a sílaba tónica com as vogais ó, á, é, í e ú.
Exemplos: pássaros, céu, avó, círculo, útil.
• Acento grave – não assinala a sílaba tónica, mas sim uma sílaba ou palavra
que resulta da junção de uma palavra com uma sílaba de outra palavra que
começa por vogal.
Exemplos: àquela (a + aquela), à (a + a).

31
Preparo-me para ler
• Já tiveste dias em que tudo pareceu correr ao contrário do que pensavas que ia correr?
Já houve dias em que quiseste fazer as coisas de uma maneira e fizeste tudo ao
contrário? Escreve, no caderno, algumas dessas coisas e tenta encontrar as razões de
tal ter acontecido.

Vou ler

Tudo ao contrário
O menino do contra secava na chuva
queria tudo ao contrário: e em cada pé
deitava os fatos na cama usava uma luva.
e dormia no armário.
Escrevia no lápis
Das cascas dos ovos com um papel;
fazia uma omelete; achava salgado
para tomar banho o sabor do mel.
usava a retrete.
No dia dos anos
Andava, corria teve dois presentes:
de pernas para o ar; um pente com velas
se estava contente, e um bolo com dentes.
punha-se a chorar.
Molhava-se ao sol,

Luísa Ducla Soares,


Poemas da mentira e da verdade,
5.a edição, Civilização, 2010

Compreendo o texto

1. Qual é a personagem principal deste poema?

1.1 Porque seria a personagem chamada assim? Justifica a tua resposta.

2. Qual é a tua opinião sobre as atitudes desta personagem?

32
3. Que idade pensas que teria este menino? Justifica a tua resposta.

4. Liga corretamente:
O menino com um papel • • para tomar banho.
O menino deitava os fatos • • salgado.
O menino usava uma retrete • • com cascas de ovos.
O menino usava uma luva • • na cama.
O menino achava o mel • • em cada pé.
O menino fazia omeletes • • escrevia no lápis.
5. Dá outro título ao poema.

Gramática

1. Lê as seguintes palavras:

a) contra b) deitava c) pé d) omelete

1.1 Classifica-as quanto ao número de sílabas, de acordo com o exemplo.

contra – é uma palavra dissilábica.

deitava –

pé –

omelete –

1.2 Classifica as palavras quanto à posição da sílaba tónica, de acordo com o exemplo.

contra – é uma palavra grave, porque a sílaba tónica é a última.

deitava –

pé –

omelete –

2. Copia do poema cinco nomes comuns.

3. Retira do texto três palavras com acento agudo.

33
A carta
A carta é uma mensagem escrita, que pode ser curta ou extensa, enviada por uma ou
mais pessoas para outra ou outras pessoas que estão, geralmente, distantes.

1. Lê o seguinte texto:

O menino do contra estava farto de fazer tudo ao


contrário. Os amigos diziam-lhe que ele tinha de
mudar, mas ele não conseguia…

Depois de muito pensar, lembrou-se que tinha


ouvido a história de uma fada muito boa que con-
seguia fazer uns feitiços para resolver os proble-
mas das pessoas. O problema é que ela morava
muito longe e não tinha telefone, não tinha te-
lemóvel e não tinha internet.

Então, decidiu escrever-lhe uma carta…

2. Vais escrever a carta que o menino do contra escreveu à fada.

Planificação
3. Planifica a tua carta, preenchendo a tabela com a informação solicitada.

Data

Local

Saudação inicial
(Exemplo: Minha querida
amiga)

Corpo da carta
(o que se quer dizer
na carta)

Despedida

Assinatura

34
Textualização
4. Regista a tua carta.

Revisão
5. Lê com muita atenção a carta que escreveste e faz a revisão, assinalando com X.

Lista de verificação sim não


Escrevi a data.
Coloquei o local de onde estou a escrever a carta.
Fiz a saudação inicial.
Escrevi tudo o que queria dizer (corpo da carta).
Despedi-me da pessoa para quem vou enviar a carta.
Assinei a carta com o nome do menino do contra.
Evitei dar erros ortográficos, consultando um dicionário.
Utilizei frases curtas e com linguagem clara e simples.
Tive cuidado com a caligrafia.

Divulgação
Partilha a tua carta com a turma, lendo-a em voz alta.

35
Módulo 3

Oralidade Dou asas à imaginação…

• Dialoga com o(a) professor(a) NOTÍCIAS ABSURDAS


e com os colegas sobre
Recorta alguns títulos de notícias de jornais. Mistura-os
o que observas na imagem.
entre si, de modo a obteres notícias de acontecimentos
• Qual a cor predominante nesta absurdos, sensacionais ou, simplesmente, textos divertidos,
imagem? Porquê? mas bem estruturados e com muita criatividade.
• Qual o fruto típico desta época? • Lê o exemplo:
• Que profissão tem o senhor que
vende esse fruto?
• Na imagem, o menino está a ler
uma lenda ao seu irmão mais
novo. Conheces essa lenda?

36
Oralidade
Ouve atentamente o texto «Histórias de encantar».
1. ????
1.1.1 ???
Seleciona com X apenas as personagens referidas no texto.
A B C D

2. De onde saem as bruxas e as feiticeiras? Assinala com X.


A B C

3. Ouve de novo o texto e completa as lacunas.

Contos, muitos , Tantas aventuras,


Histórias de encantar, Mezinhas, ,
Uns vêm em prosa, Tesouros, encantos,
Outros a ! e medos!

Trazem , bruxas Quem é o ?


E até , Quem é o ?
Que saem dos Haja quem arrisque,
Das nossas lareiras! Que eu não digo, não!

Há sempre , A história é assim,


Velhos palacetes, Assim é que a conto…
Onde mora o diabo Se alguém não gostar
Com os seus ! Aumenta-lhe um !

Há fortes
E belas ,
Há reis e
Alexandre Parafita, Histórias de arte e manhas,
Em lutas acesas! 1.a edição, Texto Editores, 2005

37
Preparo-me para ler
• Já ouviste falar da lenda de São Martinho? Conta-a.
• O que costumas fazer, na escola, no dia de São Martinho?

Vou ler

Lenda de São Martinho


Num dia de tempestade, cavalgava
Martinho pelo bosque, quando… Estais com frio,
amigo?

Que pretendeis
de mim, pobre
homem?
Uma esmola,
por favor, valente Muito,
soldado. senhor.

Mal Martinho cortou a capa para partilhar


Esta capa serve com o mendigo, também o sol rompeu por
entre as nuvens desfazendo a tempestade.
aos dois.

Obrigado!

São Martinho continuou a sua viagem… Brindemos ao meu


ilustre convidado pelo seu
nobre feito, provando este De onde
vinho novo. conheço este
chefe?!…

Em nome do chefe das


tropas romanas da Gália, convido-te,
Martinho, valente soldado romano, que
cedeu metade da sua capa a um pedinte,
Devido ao seu feito, Martinho tornou-se um
a juntares-te a mim num
santo e todos os anos em novembro somos
banquete…
presenteados com o verão de São Martinho.
Carlos Letra e Miguel Borges

38
Compreendo o texto

1. Assinala com X o tipo de texto que leste.


a) Entrevista b) Banda desenhada c) Peça de teatro

O texto da «Lenda de São Martinho» está apresentado em banda desenhada.


A banda desenhada é um tipo de texto narrativo, onde predomina o diálogo, quer
seja através da utilização da linguagem verbal (palavras e frases curtas), quer através
da linguagem não verbal (imagens, símbolos…).

2. Relaciona as expressões com a respetiva personagem.

Recebe um convite do imperador. •


Tem frio. • •
Corta a capa com a espada. •
Pede esmola. •
Impede a passagem do cavalo. • •
Continua viagem. •

3. Como ficou o tempo depois do encontro entre Martinho e o mendigo?

Gramática

1. Completa a frase com palavras de significado idêntico às do quadro. pobre

Um homem pôs-se à frente do soldado , valente

para pedir uma . esmola

2. Relaciona as palavras de significado contrário.

Pobre • • Inimigo
Valente • • Desconhecer
Amigo • • Rico
Conhecer • • Cobarde
• Exemplos:
Sinónimos ou palavras sinónimas são palavras que têm o mesmo significado.
bonito/lindo; alegre/contente; riqueza/fortuna.

• Exemplos:
Antónimos ou palavras antónimas são palavras que têm significado oposto.
cedo/tarde; alto/baixo; bonito/feio.

39
Preparo-me para ler
• Conheces alguma história em que as personagens sejam um gato e um rato? Partilha-a
com os teus colegas.
• Que tipo de relação existe habitualmente entre estas duas personagens?

Vou ler

Ratinho, gatarrão, passarito e franganota

O ratinho Luisinho E a franganota Carlota


bigodes em desalinho, lambuzada de compota
saiu do seu buraquinho e com nova fatiota
e esticou o focinho chega ao lado da filhota
para seguir o cheirinho ver a causa da risota
que o levava ao toucinho. e dá uma cambalhota
e estatela-se no chão.
Mas nesse mesmo instantinho
à espreita no seu cantinho E no meio da confusão
já o esperava o Beltrão ouve-se um grande trovão
que era o maior gatarrão, tremem todos de aflição
presumido e fanfarrão,
que havia no casarão. O gato dá um empurrão
e corre para o alçapão
Onde o Quito, passarito, foge o rato sem toucinho
olhava para o gato, aflito, de volta ao seu buraquinho
e piava «Ai, ai que eu grito! a franga pia fininho
Ai que me dá um faniquito!» no meio daquele burburinho
Ataca o gato o ratito, e o Pedrito e o Zezinho
cai-lhe em cima o passarito, entram no seu quartinho
«Vai ser o bom e o bonito!» que é noite e têm soninho.
Diz o Zezinho e o Pedrito. Na gaiola o passarinho
sonha que aquele é o seu ninho.

Alice Vieira,
Livro com cheiro a banana,
2.a edição, Texto, 2010
(excerto com supressões)

Treino da leitura
nta ler corretamente
Durante um minuto te . Poderás fazê-lo
as
as palavras destacad
40 aleatoriamente.
Compreendo o texto

1. Assinala com X a opção correta.


O texto que acabaste de ler é…

a) um poema. b) uma narrativa. c) um texto dramático.

2. De acordo com o texto, diz se é verdadeira ou falsa a seguinte afirmação:


O rato tinha os bigodes muito bem penteados.

2.1 Justifica a tua resposta com um verso do texto.

3. Relaciona os itens de cada coluna, de modo a construíres frases de acordo com o


sentido do texto:

O pássaro • • sai do buraco • • do rato.


O rato • • dá uma cambalhota • • e fica aflito.
A franga • • fica à espreita • • em direção ao toucinho.
O gato • • olha para o gato • • e estatela-se no chão.
4. Escreve o nome das seguintes personagens do texto.
a) Rato b) Gato
c) Pássaro d) Franga

5. Caracteriza o Beltrão, de acordo com o texto.

5.1 Sublinha os adjetivos que usaste para o caracterizar.

6. O que acontece às personagens depois de ouvirem o trovão? Completa o esquema.

dá um empurrão. foge
Gato Rato
corre regressa

Franga Zezinho
e
Pássaro Pedrito

41
Gramática

1. Copia do texto dois nomes comuns, dois nomes próprios que se refiram a pessoas e
dois nomes próprios que se refiram a animais.

Nomes comuns:

Nomes próprios:

2 Como classificas a palavra compota? Rodeia a opção correta.


a) Adjetivo. b) Nome comum. c) Verbo. d) Nome próprio.

3. Sublinha a azul as sílabas átonas e a vermelho a sílaba tónica das seguintes palavras:
a) Compota b) Trovão c) Aflito d) Cheirinho

4. Observa as imagens e as respetivas legendas.

O gato Os gatos
4.1 Qual a diferença entre elas?

A palavra gato é uma palavra variável, porque muda de forma em função do número
(gato – singular; gatos – plural) e do género (gato – masculino; gata – feminino).
Porém, outras palavras mantêm sempre a mesma forma, não variando em género ou
em número, e designam-se palavras invariáveis. É o caso da palavra depressa.
Exemplo: O pássaro voa muito depressa. / Os pássaros voam muito depressa.

5. Assinala com X, conforme as palavras são variáveis ou invariáveis.


Observa o exemplo.

Palavras Variáveis Invariáveis


rato X
com
gaiola
porque
trovão
para
depois

42
Recorda:
Os nomes podem variar em número: singular (indicam um
só elemento) e plural (indicam mais do que um elemento).
Existem regras para a formação do plural dos nomes:
• Quando um nome termina em vogal, acrescenta-se um s.
Exemplo: gato/gatos.
• Quando um nome termina em consoante, acrescenta-se es.
Exemplo: flor/flores.
• Quando um nome termina com a consoante -m, muda-se o m para n e acres-
centa-se s.
Exemplo: passagem/passagens.

Aprende:
• Os nomes terminados em -ão formam o plural mudando a terminação para ães,
ãos e ões.
Exemplo: pão/pães; chão/chãos; gatarrão⁄gatarrões.

6. Escreve o plural das seguintes palavras:


a) Bigode b) Gato c) Ninho d) Sabor

e) Rapaz f) Cabaz g) Jardinagem h) Jardim

i) Leão j) Balão k) Capitão l) Mão

7. Assinala X na coluna correta.

Número
singular plural
ratos
bigode
passarito
casas
filhota
ninho
trovões
franga

43
Preparo-me para ler
• A água é um bem precioso e fundamental para a nossa vida. No entanto, como
sabes, nem toda a água é potável (própria para beber). Investiga na internet sobre os
cuidados que devemos ter com a água e como podemos contribuir para preservar a
sua qualidade.

Vou ler

A gota com sede


Era uma vez uma gota cheia de sede. Não faz sentido, mas acreditem que assim era.
Esta gota de água queria matar a sede a alguém que tivesse muita sede. Desejo grande,
desejo único que a arredondava mais e mais e a enchia de fé como um coração palpitante.
Mas não havia meio.
Cavalgando uma nuvem, correu o deserto, à cata de um viajante sequioso. Não encon-
trou nenhum.
Depois, percorreu, por cima dos mares, as ondas revoltas dos
oceanos. Talvez um náufrago de boca salgada precisasse dela
e da sua ajuda doce. Assim que o visse, ela caía lá do alto e
poisava nos lábios do náufrago como uma última bênção.
Mas não encontrou nenhum.
Queria ser útil. Não conseguia.
Até que a nuvem em que vinha, de carregada que estava,
não podendo mais, se desfez em chuva. Ela precipitou-se para a
terra, no meio das outras.
– Vou lavar as pedras da calçada – dizia uma.
– Vou mergulhar até à raiz de uma planta – dizia outra.
– Vou acrescentar água ao rio quase seco. Vou ajudar
uma azenha a trabalhar. Vou alimentar uma barragem. Vou
empurrar um barco encalhado.
Isto diziam várias gotas, todas generosas, enquanto caíam.
Se cada uma cumpriu ou não o seu destino, não sabemos,
porque nesta história só nos ocupamos da gota com sede de matar sede.
António Torrado, Trinta por uma linha,
1.a edição, Civilização Editora, 2008 (excerto)

Compreendo o texto
1. Qual é a personagem principal do texto?

2. Na tua opinião, em que estação do ano é que se passa esta história?


Assinala com X a opção correta e justifica a tua resposta.

a) Inverno.

b) Verão.
44
3. Explica, por palavras tuas, o significado da seguinte expressão: Hora do
«Não faz sentido, mas acreditem que assim era». ditado !
oe
Com o manual fechad ra
com muita aten çã o pa
vais
não cometeres erros, o
íci
escrever o texto do in
até ao fim do se xto
parágrafo, seguindo a r(a).
4. Preenche os espaços vazios, de acordo com o texto. leitura do(a) professo

A nuvem correu o à procura de um sequioso. De-


pois, percorreu as revoltas dos .

No caminho, conheceu outras . Uma delas queria lavar as


da calçada, outra queria mergulhar na de uma
e outra queria alimentar uma .

5. Procura no dicionário a palavra «sequioso» e escreve o seu significado.

5.1 Escreve uma frase com essa palavra.

6. Propõe outro título para o texto.

7. No fim da história é dito que não se sabe o que aconteceu às outras gotas, porque a história
é sobre aquela gota. Mas o que será que lhe aconteceu? Será que cumpriu o seu desejo?
Continua a história desta gota no caderno e imagina como terá acabado.

1. Lê a frase e repara nas palavras sublinhadas.


Era uma vez uma nuvem que estava carregada de gotas de água.

1.1 A letra r lê-se da mesma maneira nas duas palavras sublinhadas?

No início das palavras, a letra r lê-se como em: raiz, revoltas…


Quando está entre vogais ou no fim das palavras, lê-se r como em: coração,
matar…
Para se ler r entre vogais, é necessário usar rr, como em: arredondava,
percorreu…

2. Copia do texto palavras em que a letra r se lê como em cara.

45
Preparo-me para ler
• O que são zebras? Conheces outro significado que a palavra possa ter?
• Lê o título do texto que se segue e tenta antecipar o assunto que abordará. No final da
leitura, confronta a tua versão com a história relatada no texto.

Vou ler

Como nasceram as zebras


Há muitos anos, na grande e famosíssima cidade de Correquelogodormes, havia uma
avenida tão comprida que só com binóculos se via onde começava.
Os cocheiros gostavam muito dessa avenida porque os cavalos andavam ligeirinhos,
e os clientes chegavam num instante onde queriam chegar.
Atravessar a avenida da cidade de Correquelogodormes era uma grande aventura. E,
às vezes, havia atropelamentos.
Um dia, o Anastácio Inventor, muito conhecido no sítio onde morava, arranjou forma
de atravessar com calma e com segurança a larga avenida.
Pegou na zebra que tinha em casa e mandou-a parar no meio da avenida. Os cavalos,
ao verem a prima às riscas, pararam para a cumprimentar. E o Anastácio atravessou a
avenida, todo sorridente para os cocheiros, que ficaram com ar carrancudo.
E a moda pegou.
Mas o presidente da cidade de Correquelogodormes ficou muito preocupado.
É que as zebras comiam tudo o que era verde, distraíam os cavalos, e os jardins
estavam a ficar carecas.
E um dia, mandou anunciar
que as zebras estavam proibidas
de andar na cidade e, para que
não houvesse protestos, man-
dou pintar zebras em muitos sí-
tios da avenida.
E é por isso que, ainda
hoje, há zebras nas estradas e
avenidas de todo o mundo.

António Mota, Abada de histórias


11.a edição, Edições Gailivro, 2009
(excerto adaptado, com supressões)

46
Compreendo o texto

1. Os acontecimentos do texto ocorreram há muito ou pouco tempo? Justifica a tua resposta.

2. Seleciona com X a expressão que completa a seguinte afirmação.


Os cocheiros gostavam muito dessa avenida, porque…

a) estava bem sinalizada. b) os cavalos andavam devagar.

c) os cavalos andavam depressa. d) havia muitos lugares para estacionar.

3. O que fez o Anastácio Inventor para atravessar a avenida calmamente e em segurança?

4. Explica, por palavras tuas, o sentido da frase: «E a moda pegou.»

5. Ordena as frases, de 1 a 5, de acordo com os acontecimentos do texto.

O Anastácio Inventor arranjou forma de atravessar a avenida em segurança.

Pintaram-se riscas brancas em muitos sítios da avenida.

As zebras distraíram os cavalos e comeram a relva e as flores dos jardins.

Os cavalos pararam para cumprimentar a prima às riscas.

Os clientes chegaram num instante ao destino.

6. Nos nossos dias, por que nome são conhecidas as «zebras» nas ruas?

7. Forma o plural dos seguintes nomes:


a) Cidade b) Avenida c) Jardim

1. Lê a frase e responde às questões no caderno.


O Anastácio tinha uma zebra em casa.
1.1 Quais as palavras em que existe o som z?
1.2 Qual a letra que corresponde ao som z em cada uma dessas palavras?

A letra s entre vogais lê-se z, como em mesa, rosa, blusa.

47
Gramática

1. Lê as seguintes frases:

O presidente ficou preocupado.


As zebras comiam tudo.
Os cavalos andavam ligeirinhos.
A moda pegou.

1.1 Completa a tabela com as palavras destacadas e de acordo com o exemplo.

O que Género Número


antecede o Nome
nome feminino masculino singular plural

O p§re§s§ide§n§te X X

2. Das palavras do quadro, escreve as que devem ficar à esquerda das palavras abaixo.

a) avenida b) dias c) presidente d) zebras a


as
e) Anastácio f) solução g) cocheiros h) cavalos o
os

2.1 Rodeia as palavras do género feminino.

Os nomes que designam seres humanos, animais e algumas


plantas podem variar em género (masculino ou feminino). Exem-
plos: homem – mulher; gato – gata; doente – doente; tigre macho
– tigre fêmea.

• Os nomes do género masculino podem ser antecedidos por: o, os, um, uns.
• Os nomes do género feminino podem ser antecedidos por: a, as, uma, umas.
• Em geral, forma-se o feminino dos nomes mudando apenas a terminação. Exem-
plos: menino – menina; criado – criada; irmão – irmã; funcionário – funcionária.
Mas nem sempre se aplica esta regra. Exemplos: cão – cadela; boi – vaca; rei – rainha;
águia macho – águia fêmea.

48
3. Escreve o feminino das seguintes palavras.
a) Pato b) Pai
c) Coelho d) Gato
e) Aluno f) Rapaz
g) Professor h) Poeta

4. Lê as regras e forma o feminino das palavras:


• O feminino de alguns nomes forma-se trocando o o final pelo a ou acrescentando a.
Exemplo: professor – professora.
a) Enfermeiro b) Autor c) Doutor

• Os nomes masculinos terminados em -ão, ao formarem o feminino, mudam a termina-


ção para -oa, -ona, -ana e -ã. Exemplo: leão – leoa.
a) Sabichão b) Irmão c) Sultão

• Forma-se o feminino de alguns nomes com palavras diferentes. Exemplo: cavalo – égua.
a) Zangão b) Carneiro c) Padrasto

• Outros nomes têm a mesma forma para os dois géneros e distinguem-se apenas pelas
palavras macho e fêmea. Exemplo: águia macho – águia fêmea.
a) Foca fêmea b) Dragão macho

• Em alguns casos, a mesma palavra é utilizada nos dois géneros e distingue-se se for
precedida de o, a, um, uma, os, as, uns ou umas. Exemplo: o artista – a artista.
a) O estudante b) Um motorista

• Existem outras terminações usadas no feminino: -esa, -essa, -eia, -ina, -inha, -isa e -triz.
Exemplo: europeu – europeia.
a) Barão b) Poeta c) Galo
d) Conde e) Ator f) Herói
g) Profeta h) Abade i) Príncipe

• Há nomes que têm uma única forma para ambos os sexos. Exemplo: a testemunha.
a) Escreve outros três exemplos.

49
Texto informativo
1. Lê a notícia e repara nos seus elementos estruturais.

Título

Monte Selvagem
Tem um tamanho de letra
maior.
com novos bebés Deve ser curto e captar a
atenção do leitor.
nde,
Duas zebrinhas, um ela
us são os mais
um burrinho e seis nand
ue Animal de
recentes bebés do Parq
nte Selvagem
Montemor-o-Novo, Mo
Carlos Silva
Cabeça da notícia
Tem uma ou duas frases

O
ebeu mais de
em maio de 2004 e já rec e indica o tema da notícia,
Monte Selvagem abriu s escolares e
ioria crianças em grupo despertando curiosidade
500 mil visitantes, a ma
famílias. no leitor.
, o parque é um
ad o em Mo nte mo r-o -Novo, freguesia de Lavre Deve responder às
Sede almente
mais pro cu rad os na região, detendo atu
dos destinos turíst icos
ses em que está perguntas: quem?; o
dia anua l de 80 mi l visitas, durante os nove me quê?; onde?; quando?.
uma mé
aberto ao ano. nandus são os mais
as zeb rin ha s, um ela nde, um burrinho e seis
Du Monte
do Pa rqu e An im al de Montemor-o -Novo,
recentes bebé s
sde janeiro. Nome do redator.
já viu nascer 50 crias de
Selvagem, que este ano tica, a quem o
de jun ho na sce u um a burrinha muito simpá
No dia 10 de Portugal.
e ch am ou de Pá tria , dado ter nascido no dia
parqu 27/07/2011
em
iou.visao.pt, acedido Corpo da notícia
Adaptado de http://ae
O texto, numa linguagem
clara e objetiva, deve ser
composto por parágrafos
com três ou quatro frases
cada um, respondendo às
perguntas: como? e
porquê?.

2. Escreve uma notícia sobre algum acontecimento que tenha ocorrido na tua escola ou na
tua localidade, seguindo a estrutura da notícia que aprendeste. Podes trabalhar em grupo.

50
Planificação
3. Seleciona a informação que vais colocar na cabeça da notícia, de modo a responderes às
perguntas, no caderno:

a) Quem? b) O que fez/aconteceu? c) Onde? d) Quando?

4. Anota a informação que vais colocar no corpo da notícia , de modo a responderes às ques-
tões, no caderno:

a) Como? b) Porquê?

Textualização
5. Redige a notícia no caderno, tendo em conta os seguintes aspetos:
• Faz parágrafos e, se necessário, utiliza subtítulos para separar os momentos da notícia.
• Atribui um título apelativo e relacionado com o assunto principal da notícia.
• Insere a data e o nome do «jornalista» que assina a notícia.
Revisão
6. Assinala com X a resposta adequada.

Lista de verificação sim não


Dei um título atrativo ao texto, de acordo com o assunto principal da notícia.
Escrevi a cabeça da notícia com o tema da notícia, respondendo às
seguintes questões: quem?; o quê?; onde? e quando?.
No corpo da notícia descrevi os acontecimentos, respondendo às
seguintes questões: como? e porquê?.
Utilizei frases curtas e com linguagem clara e simples.
Tive cuidado para evitar erros ortográficos, tendo em atenção os acentos.
Terminei as frases com um sinal de pontuação.
Escrevi de forma legível, com caligrafia cuidada.

6.1 Corrige o teu texto e aperfeiçoa-o, melhorando os aspetos que identificaste na questão
anterior.

Divulgação
Uma notícia pode vir acompanhada de uma imagem.
Depois de passares o teu texto a limpo num documento no
computador, procura uma imagem para representar a no-
tícia. Tem em atenção que a imagem deve ficar de acordo
com o título. Podes divulgar a notícia no jornal da escola.

51
Módulo 4
?

A B

C D

Aprendo a comunicar
Oralidade Dou asas à imaginação…
• ???
A que festividade estão PASSA O BILHETE
????????
associadas as imagens?
Lê cada uma das questões que se seguem:
• O que mais gostas de fazer
nesta época? 1 Quem foi? 2 Quando foi?

• Com cada uma das palavras 3 Onde se encontrava? 4 O que fazia?


listadas de seguida, escreve
uma mensagem de Natal
diferente. 5 Quem atrapalhou? 6 Quem ajudou? 7 Como acabou?
Por exemplo, com a palavra
família: Desejo um Feliz Natal •Deverão formar-se grupos com sete elementos;
a toda a minha família! •Cada elemento de cada grupo deverá ficar com um nú-
– família; mero de 1 a 7 sem o repetir;
– paz;
– ternura; •O elemento que escolheu o número 1 deverá responder
oralmente à pergunta 1, o número 2 à pergunta 2 e assim
– amor;
sucessivamente. Quem responder deve ter em atenção
– presente;
a resposta do colega anterior;
– decoração;
– luz. •Depois de terem respondido a todas as perguntas, terão
inventado uma história.
52
AprendoOralidade
a escutar
1. ????
Ouve com atenção o excerto do texto «Entrevista com o Pai Natal» e seleciona com X
as1.1
opções
??? corretas para responder a cada questão.

1. O que fazia o Pai Natal quando os entrevistadores foram ter com ele?
A B C

2. O Pai Natal falou de uma carta…


Quem escreveu a carta?
a) A Luísa. b) A Mariana. c) A Liliana.
Que saudação inicial utilizou?
a) Olá, Pai Natal. b) Querido Pai Natal. c) Excelentíssimo senhor Pai Natal.
Qual o assunto da carta?

a) Desejar um bom Natal.

b) Pedir presentes para o Natal.

c) Contar-lhe como se tinha portado bem.


O que pediu para a irmã?
a) Nada. b) Uma boneca grande. c) Um serviço de chá de brincar.
Porque é que a menina queria esse presente para a irmã?

a) A irmã portava-se bem na escola.

b) A irmã estragava-lhe os brinquedos.

c) A irmã portava-se mal em casa dos avós.


Qual a despedida que utilizou?
a) Até breve. b) Beijinhos da sua amiga. c) Muitos beijinhos com saudades.

3. Como se sentiu o Pai Natal com a carta recebida?


A B C

53
Preparo-me para ler
• O que gostarias de receber neste Natal?
• E o que gostarias de oferecer e a quem?

Vou ler

Verde
Era o dia da Grande Reunião Anual dos Duendes do Mundo.Txinha, Badéu e Macatíbi
estavam muito excitados – era exatamente nessa reunião que Búnzi, o grande chefe
duende, distribuía a tarefa que caberia a cada um ao longo desse ano.
Todos queriam ser ajudantes do Pai Natal, e por isso estavam tão nervosos: alguém
teria de ficar de fora.
Fizeram o sorteio. No final, aqueles a quem ainda não tivesse calhado nenhuma tarefa
seriam os duendes vermelhos, os do Pai Natal.
Mas a esperança desapareceu quando, ao sortear a última categoria – a verde –, ou-
viram os seus nomes. Os seus piores receios estavam confirmados: seriam os ecoduendes
desse ano, a tarefa menos desejada de todas.
O que eles teriam de fazer era mudar os hábitos das pessoas, fazê-las adotar compor-
tamentos mais verdes: poupar e reciclar.
Durante esse ano andaram como doidos de casa em casa e explicavam os motivos de
ali estarem: tem de se desligar a água quando se toma banho, e se lava a loiça, os dentes
ou as mãos; não devemos estar sempre a ligar e a desligar as luzes nem as máquinas. Ex-
plicavam ainda que tudo isto, para além de poupar dinheiro, ainda fazia do nosso planeta
um sítio melhor para viver.
No final desse ano pediram a Búnzio que lhes desse essa tarefa para sempre. Com-
preenderam que dessa forma davam aos habitantes do planeta um presente muito mais
importante – um sítio melhor para viver.
Marta Elias, Contos do arco-íris, 1.a edição,
Oficina do Livro, 2008 (excerto adaptado, com supressões)

54
Compreendo o texto

1. Quem são as personagens do texto?

2. Qual a tarefa mais desejada pelos duendes?

3. De que modo Búnzi distribuía as tarefas pelos duendes?

4. Rodeia as palavras que não estão de acordo com o texto.


Durante o sorteio, os duendes sentiam-se...
a) calmos. b) felizes. c) excitados. d) receosos. e) nervosos.

5. Liga as expressões seguintes, de acordo com o sentido do texto.


Duendes ajudantes do Pai Natal • • Duendes verdes
Ecoduendes • • Duendes vermelhos
6. Completa a lista dos ensinamentos dos ecoduendes.

1.o – Desligar a água enquanto se toma banho.

2.o –
3.o –

7. O que pediram os duendes ao Búnzi? Porquê?

8. O que farias para tornar a tua localidade um sítio melhor para viver? Responde em 4 ou 5
linhas, no caderno.

1. Completa as palavras com -ância ou -ência.

toler_______ consci_______ emerg_______ arrog_______

inf_______ descend_______ dist_______ prud_______

As palavras que terminam em -ância e -ência escrevem-se com c e têm


sempre acento circunflexo.

55
Gramática

1. Lê as frases abaixo, de acordo com os sinais de pontuação:


a) Os duendes ficaram com a categoria verde, não ficaram com
a vermelha.
b) Os duendes ficaram com a categoria verde? Não. Ficaram
com a vermelha.

1.1 Qual destas frases está de acordo com o sentido do texto?

Ao alterarmos os sinais de pontuação, as frases mudam o seu significado ou


ganham outro completamente diferente.
Com o uso dos sinais de pontuação, atribuímos sentido e objetividade às frases.

Sinais de pontuação Descrição

. Ponto (final)
Indica uma pausa longa e o fim de uma frase.
Exemplo: Fizeram o sorteio.
Termina frases que formulam perguntas. Também pode ser
? Ponto de
interrogação
usado para manifestar surpresa, dúvida.
Exemplo: Queres um sítio melhor para viver?
Termina frases que expressam surpresa, admiração,
!
Ponto de
espanto, alegria, tristeza ou medo...
exclamação
Exemplo: Seriam os ecoduendes desse ano!
Separa palavras numa enumeração e partes de uma frase,
, Vírgula
indicando uma pausa breve.
Exemplo: Tem de se desligar a água quando se toma banho,
se lava a loiça, os dentes, as mãos, etc.
Indicam o início de uma fala:
: Dois pontos Exemplo: Os duendes pediram a Búzio:
— Dá-nos esta tarefa para sempre!

Sinais auxiliares
Descrição
de escrita
Usam-se para assinalar o início ou o fim de uma transcrição
«» Aspas ou citação. Também se usam nos títulos dos textos.
Exemplo: «Verde».

– Travessão
Indica o início da fala de uma personagem no diálogo.
Exemplo: — Dá-nos esta tarefa para sempre!

Sinal diacrítico Descrição

O hífen une duas palavras ou elementos de palavras numa


Hífen só.
Exemplos: guarda-redes; dá-lhe.

56
2. Observa a imagem.

2.1 Escreve três frases que se relacionem com a imagem e terminem com os seguintes si-
nais de pontuação:
a) Ponto
b) Ponto de exclamação
c) Ponto de interrogação

3. Completa a segunda coluna da tabela com o nome do sinal de pontuação usado em cada
frase.

Sinal de pontuação Intenção comunicativa


Frases
final da frase

As pessoas devem poupar água. pon§to


As pessoas devem poupar água?

Muito bem, fechaste a torneira!

3.1 Completa agora a terceira coluna da tabela, usando os termos ou as expressões que
se seguem.

Informar Perguntar Expressar admiração

A correta utilização de sinais de pontuação permite dar uma entoação adequada à


frase, facilitando uma boa comunicação da mensagem que se pretende transmitir.

57
Preparo-me para ler
• Cria uma lista com as tarefas que normalmente o Pai Natal tem de realizar antes de
entregar os presentes. Não te esqueças que tem de ler as cartas primeiro. Justifica as
tuas escolhas.

Vou ler

A rena do Pai Natal


Olá, eu sou a Encarnada, uma das renas do Pai Natal. Aqui no polo norte está uma
confusão horrível. Chegam cada vez mais cartas, e a «caixa do correio», que aqui é uma
sala enorme logo à entrada (para o carteiro poder descarregar diretamente para lá pela
janela que dá para a rua), está completamente cheia.
Mas o pior é que as cartas estão por abrir e os presentes não estão prontos.
Tudo começou há uns dias. Eu estava cá fora a beber água do tanque, quando vi pas-
sar dois duendes a discutir:
– Mas se fizermos tudo o que o Pai Natal nos mandou fazer, não vamos ter tempo de
ir ao cinema ver o Harry Potter – dizia um.
– É uma injustiça, isso é que é. Presentes para todos, menos para nós, não é? E nem
ao cinema uma noite podemos ir, enquanto que os
miúdos que nos escreveram as cartas rece-
bem os presentes e ainda passam
quinze dias de férias… – protes-
tava o outro.
– E se fizéssemos greve? Os
miúdos, se querem presentes,
que venham cá tratar disso… –
sugeria o primeiro.
E decidiram logo ali fazer greve
e convencer os outros duendes a fa-
zerem greve também. E, de um mi-
nuto para o outro, a casa do Pai Natal
ficou vazia.

Isabel Stilwell, Histórias para contar em minuto e meio 1,


8.a edição, Verso de Kapa, 2009
(excerto adaptado, com supressões)

58
Compreendo o texto

1. Quem deixa as cartas na «caixa do correio»?

2. Seleciona com X o esquema que indica o trajeto das cartas enviadas ao Pai Natal.
A

3. A certa altura, a Encarnada começa a contar uma história.

3.1 Indica o que aconteceu na história (ação).

3.2 Localiza a ação dessa história no tempo (quando aconteceu).

3.3 Localiza a ação dessa história no espaço (onde aconteceu).

4. Assinala com X a opção que completa corretamente a frase.


Os duendes decidiram fazer greve porque queriam…
a) ver o Harry Potter. b) férias e presentes. c) aumento de salário.

1. Das palavras seguintes, sublinha aquelas em que o u não se lê.


a) tanque b) enquanto c) quinze

A letra a seguir ao q deve ser um u, que não se lê quando antecedido de e e de i.

59
Preparo-me para ler
• Dialoga com os teus colegas sobre como costumas passar a véspera de Natal e o
próprio dia: família que visitas; onde a visitas; as deslocações que fazes; o que
costumas comer; os presentes que recebes; os presentes que dás…

Vou ler

Dia de Natal

Acordei com o cócórócócó do Pintinhas. O Pintinhas era o nosso galo de crista tom-
bada. Eu é que lhe tinha posto esse nome por causa das suas penas com muitas cores.
O Pintinhas acordou-me e eu deixei-me ficar estendido na cama, com os cobertores
por cima da cabeça. Na Pedra de Hera só se ouvia o cantar dos galos e o latido dos cães
mais medrosos.
Depois, lembrei-me que era dia de Natal. E a vontade de ficar no morninho gostoso
da cama passou num instante.
Nem sequer tive tempo de me vestir e calçar. Sempre a correr, em bicos de pés para
não acordar a minha avó nem os meus pais, atravessei a sala e entrei na cozinha. Era ge-
lado o chão da cozinha, mas a pedra da lareira ainda estava morna. A minha gata Tareca
estava lá enroscada e não gostou nada que eu aparecesse.
Sentei-me num banco, pus os pés na pedra e ali fiquei a olhar, com o coração a bater
com muita força. Pousado na lareira estava um grande embrulho.
Devagarinho, muito devagarinho, assim como quem come um chocolate delicioso em
pequenas dentadas, comecei a tirar o laço.
Agora que o laço estava enrolado em cima da mesa, era preciso retirar o papel. Era
um papel vermelho. Não, não podia estragar um papel tão bonito. Com ele até podia
fazer moinhos de vento.
Com muito cuidado, fui retirando o papel.
Agora que o papel estava dobrado em cima da mesa, era preciso tirar a tampa da
caixa. O que estaria ali dentro?
António Mota, Sonhos de Natal, 2.a edição,
Edições Gailivro, 2003 (excerto adaptado, com supressões)

60
Compreendo o texto

1. Aquele dia era especial. De que dia se tratava?

2. Quem era o Pintinhas?

3. De acordo com o texto, seleciona com V as afirmações verdadeiras e com F as falsas.

a) O menino acordou e levantou-se logo.

b) Na Pedra de Hera só se ouvia o cantar dos galos.

c) Lentamente, o menino vestiu-se e calçou-se.

d) A gata Tareca enroscou-se na pedra morna da lareira.

e) Na lareira, estava um grande presente embrulhado.

4. Explica o significado da expressão «correr em bicos de pés».

5. Descreve como o menino retirou o laço.

6. Seleciona com X a opção correta para responder à seguinte questão:


O que é que o menino poderia fazer com o papel de embrulho?
A B C D

7. Identifica a sílaba tónica de cada palavra, sublinhando-a.

a) Hera b) Crista c) Estendido d) Maninho

1. Completa as palavras das frases com g ou gu.


A __ata estava na pedra __elada e __emia a__itada.
A __ata perse__iu o __alo que se escondeu atrás da fo__eira.

A letra g, seguida de e ou i, lê-se j. Para manter o som g, deve inserir-se a letra


u entre a letra g e as letras e ou i. O u não se lê nestes casos.

61
Convite
1. Na época de Natal, escrevem-se muitas cartas e postais de «boas festas».
Nesta altura do ano, as famílias juntam-se para celebrarem esta data festiva. No entanto,
por vezes, as famílias não moram perto umas das outras e estão algum tempo sem se en-
contrar.
A pensar nisso, o Miguel pensou que poderia resolver esse problema e convidou uns fa-
miliares que já não via desde que era pequeno.
Observa o convite que ele mandou aos seus familiares e os elementos essenciais que um
convite deve ter.
Destinatário(s)

Caro primo Fernan do e família, Local Data Hora

ília para virem passar o Natal a


Venho convidá-lo a si e à sua fam o
Finalidade
ar juntos de novo. Vamos fazer
nossa casa para que possamos est
embro, a partir das 20:00 h.
jantar de Natal no dia 24 de dez
ma do, porque estamos à espera
Contamos ter um serão muito ani
los e família, a prima Júlia e família
de mais pessoas: o nosso primo Car Programa
e a tia Maria.
gria e carinho.
Cá vos esperamos com muita ale
O amigo e primo,
Miguel Assinatura

Planificação
2. Imagina que vais dar uma festa de passagem de ano e queres convidar um grupo de
amigos muito especiais para ti. Escreve esse convite.

Destinatário(s)

Finalidade

Data

Local

Hora

Programa

62
Textualização
3. Escreve agora o convite. Deves usar toda a informação que registaste.

Destinatário

Finalidade

Data

Local

Hora

Programa

Assinatura

Revisão
4. Assinala com X de acordo com o que escreveste.

Lista de verificação sim não


Incluí o nome do destinatário.
Apresentei a finalidade de ter escrito o convite.
Escrevi a data, a hora e o local.
Incluí o programa.
Assinei o convite.
Evitei erros ortográficos.
Escrevi o texto com frases curtas e claras.
Escrevi de forma legível (boa caligrafia).

4.1 Reescreve o convite usando o computador. Bom Natal e Próspero Ano Novo!

63
Módulo 5
?

Oralidade Dou asas à imaginação…

• Observa as imagens. CONTA UM CONTO

• Qual é a estação do ano Com as seguintes palavras, inventa uma história.


representada na imagem A?
Porquê?
Princesa Madrasta Anões
• Conheces o local representado
na imagem B? Se sim, localiza-o
num mapa de Portugal. Frio Príncipe Montanha

• Qual é a estação do ano Helicóptero Neve Maçã


representada na segunda
imagem? Realiza uma atividade
de «chuva de ideias» relacionada Conta-a em voz alta à turma.
com essa estação do ano.

64
Oralidade
Ouve o anúncio 1 atentamente.
1. ????
1.1.1 ???
Seleciona com X duas imagens que se relacionem com o anúncio que escutaste.
A B C D

2. Escreve a frase final do anúncio e explica-a por palavras tuas.

Ouve o anúncio 2 atentamente.

3. Assinala com X duas imagens que se relacionem com o anúncio que escutaste.
A B C D

4. Por que terá sido criado este anúncio?

Ouve o anúncio 3 atentamente e seleciona com X as opções corretas para cada questão.

5. Por quem se apaixonou dona Leonor?


a) D. Dinis. b) D. Afonso. c) D. Pedro. d) D. Miguel.

6. O anúncio convida a visitar…


A B C

65
Preparo-me para ler
• Janeiro é um dos meses mais frios do ano. Agosto é geralmente o mês mais quente.
De qual destes dois meses gostas mais? Porquê?

Vou ler

Lenda da minha cidade


Deixa lá chamar-lhes assim: o das penas pretas muito luzidias é o Alberto e o outro,
tão negro como ele, quase azul se olharmos bem, a refletir os raios de sol nas penas magní-
ficas, é o Bernardo.
Mesmo que não gostes, aproveita e chama-lhes nomes: Alberto e Bernardo, dois cor-
vos palradores – e viajantes.
Na terra onde viviam, perto do Ártico, os rigores do frio causavam graves problemas.
As pessoas tiritavam, os termómetros desciam, a neve caía do céu, os doentes passavam
mal e os saudáveis ficavam doentes. Os ursos polares, as focas árticas e os bois almisca-
rados eram os únicos que pareciam não se ralar:
– Este fresquinho é uma delícia.
Todavia…
– Tenho o bico aflito – dizia o Alberto. – Estou a espirrar há coisa de uma semana.
O Bernardo não estava muito melhor. Corria o mês de janeiro e as previsões não
eram famosas: frio intenso, tremores intensos.
– Vamos dar uma volta. Procurar um lugar mais quentinho.
Alberto e Bernardo adoravam viajar e conheciam meio mundo. Um pardal de telhado
falara-lhes de uma bela cidade:
– Lisboa. Dizem que na bandeira da cidade há dois corvos. E é uma cidade que tem
muito sol na maior parte dos dias do ano.

66
Puseram asas ao caminho, o Alberto e o Bernardo. E depois de muita batida de asa,
acabaram por chegar.
– Que bonito que isto é! E que quentinho! Se eu usasse camisa, arregaçava já as mangas.
Chegaram a uma praça, estava cheia de pombos!
– Eh, malta! Viram alguns corvos por aqui?
– Só vocês os dois.
– Mas esta é Lisboa? A muito nobre e leal cidade de Lisboa, cuja bandeira tem dois
corvos, não é isso?
Um pombo mais culto correu a explicar:
– Houve um tempo em que os mouros mandavam nesta cidade. E os cristãos que
nela viviam esconderam as figuras dos seus santos, não fossem os muçulmanos destruí-
-los ou danificá-los. Desses santos, um era de grande devoção dos lisboetas: São Vicente.
E vai de esconder a sua estátua, muito bem enterrada num local secreto, numa aldeia
longe da cidade, para maior segurança. Um velho cristão pediu a D. Afonso Henriques,
primeiro rei de Portugal, que ao conquistar Lisboa aos mouros resgatasse a figura do
santo. D. Afonso Henriques acabou por se aproximar do local onde estaria a estátua, um
pouco por acaso, e, de súbito, avistou um bando de corvos que lhe indicava o local exato.
Achou São Vicente! E trouxe-o de barco para Lisboa. Durante toda a viagem, foram
acompanhados por dois corvos (cuja imagem ainda hoje figura nas armas de Lisboa,
para recordar esta história extraordinária).
– Somos uma família de heróis – grasnou o Bernardo.
– Nós, os corvos, somos assim – corvejou, crocitou, vozeou o Alberto.
E ficaram em Lisboa até ao verão. E no verão, acharam que estava
tanto calor que deram à asa para um sítio mais fresquinho.
Alexandre Honrado, texto inédito

67
Compreendo o texto

1. Assinala com X a resposta correta, de acordo com o texto.


Quem são as personagens deste texto?

a) De penas pretas luzidias, o Albino e, de penas quase azuis, o Bernardino.

b) De penas pretas luzidias, o Albano e, de penas quase azuis, o Bernardo.

c) De penas pretas luzidias, o Bernardo e, de penas quase azuis, o Alberto.

d) De penas pretas luzidias, o Alberto e, de penas quase azuis, o Bernardo.

2. Sublinha as afirmações verdadeiras, segundo o texto que leste.


a) As pessoas e os animais viviam perto da Antártida.
b) Naquela terra todos os habitantes sofriam com os rigores do frio.
c) Os termómetros subiam e a neve caía do céu.
d) Os ursos polares e as focas sofriam muito com os rigores do frio.
e) Os bois almiscarados gostavam do clima «fresquinho».

3. Indica o significado de cada expressão, selecionando com X a opção que está de acordo
com o texto.
As pessoas tiritavam.

a) As pessoas dançavam o tirolês.

b) As pessoas tremiam com o frio.

c) As pessoas tremelicavam com medo.

Os termómetros desciam.

a) A temperatura descia e fazia muito frio.

b) O preço dos termómetros era mais baixo.

c) A temperatura aumentava e fazia muito calor.

4. Um pardal do telhado descreveu a cidade de Lisboa como uma cidade com muita luz.
Justifica por que motivo a afirmação anterior está de acordo com o texto.

5. Gostavas de morar na terra onde viviam o Alberto e o Bernardo? Porquê?

68
6. Ordena, de 1 a 6, as ações pela ordem de acontecimento na «Lenda da cidade de Lisboa».

Um bando de corvos indicou o local onde foi enterrada a figura de São Vicente.

A figura de São Vicente foi enterrada numa aldeia longe da cidade.

D. Afonso Henriques trouxe a figura de São Vicente de volta para Lisboa.

Dois corvos acompanharam o barco durante toda a viagem de regresso a Lisboa.

D. Afonso Henriques conquistou Lisboa aos mouros.

Os cristãos esconderam a figura de São Vicente.

6.1 Com base nas frases do exercício anterior, reescreve a «Lenda da cidade de Lisboa» no
teu caderno.

Gramática
1. Lê as frases.
Alberto e Bernardo adoram viajar. Eles conheciam meio mundo.
1.1 A quem se refere a palavra destacada?

2. Preenche as lacunas sem repetires o nome próprio.


O Alberto tinha o bico aflito.
___________ tinha o bico aflito.

O Alberto e o Bernardo puseram asas ao caminho.


___________ puseram asas ao caminho.

As palavras ele e eles são pronomes Pronomes


Número Pessoa
pessoais, porque substituem os nomes. pessoais
1.a pessoa eu
Os pronomes pessoais indicam: singular 2.a pessoa tu
3.a pessoa ele ou ela
• Quem fala: eu, nós; 1.a pessoa nós
• Com quem se fala: tu, vós; plural 2.a pessoa vós
• De que ou quem se fala: ele, ela, eles, elas. 3.a pessoa eles ou elas

3. Completa com os pronomes pessoais adequados.


____ queres ouvir a lenda?

____ somos uma família de heróis.

____ deram à asa para um sítio mais fresquinho.

69
Preparo-me para ler
• Como foi o teu Natal? Tiveste todos os presentes que desejaste?
• Terão todas as crianças os presentes que desejam? Porquê?
• Isso será motivo para as tratar de forma diferente?

Vou ler

Um Natal pouco recheado


O Natal chegou e passou muito depressa. Houve pinheiro, rabanadas, aletria e bolo-
-rei: se bem que não somos grandes apreciadores deste último. Que triste ideia terem in-
ventado as frutas cristalizadas. Ninguém come a casca duma laranja ou um pedaço de
abóbora cor-de-rosa! A Filipa da minha turma costuma levar uma caixa de plástico re-
donda, cheia de fruta cristalizada, que come deliciada na escola. Todos olham para ela
como se estivessem a ver um animal do jardim zoológico. Ela limita-se a mastigar ruido-
samente os pedaços de figo e as rodelas de ananás dulcíssimo, sem ligar ao que os outros
pensam dela. Gostava de ser assim, de vez em quando.
A azáfama festiva de outrora foi substituída pelo desgosto de ninguém conseguir estar
verdadeiramente feliz:
O pai, que passava os dias em casa, transformara-se num ser apático.
A mãe sofria por ver o marido viver uma vida que não era a que lhe estava destinada;
sofria por estar sobrecarregada de trabalho e ter pouca ajuda disponível; sofria por ver os
filhos desejosos da atenção que ela não tinha para lhes dar.
Eu estava infeliz porque tinha desistido da natação, que tanto adorava; porque não
tinha uma consola portátil para jogar em rede com os amigos; triste por ter de mentir
para ter amigos.
Veio janeiro, e com ele o frio gelado e o chão escorregadio dos passeios das ruas da
cidade. As manhãs e as tardes eram sempre da mesma cor: cinzentas.
Não me apetecia regressar às aulas. Iam estar todos a falar dos imensos presentes
que receberam; e eu ia falar dos que desejei ter e não recebi? Oh, que vida tão triste que
eu tenho. Se fosse eu a mandar no mundo, nada seria assim. Continuei a matutar nas di-
ferentes formas para mudar o mundo até que acabei por adormecer.

Fernando Carvalho, A pior amiga, 1.a edição,


Edições Gailivro, 2010 (excerto adaptado, com supressões)

Treino da leitura
nta ler corretamente
Durante um minuto te oximadamente 110
pr
o primeiro parágrafo (a não for suficiente, deverás
to
70 palavras). Se um minu ra.
treinar mais a tua leitu
Compreendo o texto

1. Lê o título e seleciona com X o significado correto, adequado ao tema do texto.


O título «Um Natal pouco recheado» significa que…
a) o peru da ceia de Natal não estava recheado.

b) ninguém se sentia verdadeiramente feliz.

c) a mesa da ceia de Natal não tinha aletria, nem rabanadas, nem bolo-rei.

2. Qual o doce natalício que a família não aprecia?

3. Rodeia a opção que completa a frase, de acordo com o sentido do texto.


A Filipa era vista pelos colegas como se fosse…
a) um animal do circo. b) um animal doméstico. c) um animal do jardim zoológico.
3.1 Consideras a atitude dos colegas correta? Justifica a tua resposta.

3.2 E qual era a atitude da Filipa em relação aos colegas? O que pensas disso?

4. Indica os motivos pelos quais cada um dos elementos da família se sentia infeliz.

5. Transcreve do texto, para o caderno, três pronomes pessoais e indica a quem se referem.

1. Completa as palavras com m ou n.


lara__ja be__ le__brar me__tir
mu__do jardi__ co__sola ta__bém
difere__te se__pre i__ve__tar redo__da

Antes de b ou de p e no final das palavras escreve-se m.

71
Gramática

1. Lê atentamente as seguintes frases retiradas do texto:


a) «O Natal chegou e passou muito depressa.»
b) «Ninguém come a casca duma laranja ou um pedaço
de abóbora cor-de-rosa!»
c) «E eu ia falar dos que desejei ter e não recebi?»

As frases que acabaste de ler podem classificar-se em três tipos:


a) Frase declarativa – utiliza-se para informar, afirmar ou negar algo, descrever,
relatar... Termina geralmente com ponto final (.).
b) Frase exclamativa – utiliza-se para expressar emoções ou sentimentos:
admiração, entusiasmo, indignação, surpresa, alegria, medo... Termina com
ponto de exclamação (!).
c) Frase interrogativa – utiliza-se para fazer perguntas. Termina com ponto de
interrogação (?).

2. Indica o tipo de cada frase que se segue:


a) O mundo, lá fora, desvanecia.

b) E eu ia falar dos presentes que desejei ter e não recebi?

c) O Natal chegou e passou muito depressa.

d) Ninguém come um pedaço de abóbora cor-de-rosa!

e) Como poderia mudar o mundo?

f) Como gostava de ser assim!

3. Escreve uma frase relacionada com o texto do tipo...

declarativo:

exclamativo:

interrogativo:

72
4. Observa as imagens e lê as frases.

Eu gosto de bolo-rei. Eu não gosto de bolo-rei.

Frase com valor afirmativo Frase com valor negativo

As frases podem ter valor afirmativo e valor negativo.


As frases têm valor afirmativo quando exprimem uma afirmação.
Exemplo: Apetece-me regressar às aulas.
As frases têm valor negativo quando exprimem uma negação. As palavras não,
ninguém, nada, nunca atribuem esse valor.
Exemplo: Não me apetece regressar às aulas.

5. Seleciona com X as frases com valor negativo.

a) Ninguém come a casca de uma laranja.

b) Acabei por adormecer.

c) Ninguém consegue ser verdadeiramente feliz.

d) Eu estava infeliz, porque tinha desistido da natação.

e) Todos olham para ela como se estivessem a ver um animal do jardim zoológico.

5.1 Nas frases com valor negativo, sublinha as palavras que indicam negação.

5.2 Transforma as frases com valor negativo em frases com valor afirmativo.

6. Reescreve no teu caderno as frases que se seguem,


mudando o valor afirmativo para valor negativo.
a) As manhãs e as tardes eram sempre da mesma cor.
b) Todos iam falar dos presentes que receberam.
c) Tudo me iria deixar triste.
d) Os filhos queriam a atenção dos pais.
73
Preparo-me para ler
• Se pudesses alterar algo em ti, o que alterarias? Porquê?
• Costumas fazer traquinices? Conta um castigo que te tenham imposto.

Vou ler

Os cabelos molhados
Sofia era vaidosa, gostava de andar bem vestida e que a achassem bonita.
Todavia, não se podia dizer que era propriamente bonita; tinha um rosto largo,
fresco e alegre, lindos olhos cinzentos, nariz um pouco arrebitado e grosso,
boca grande e sorridente, cabelos loiros e lisos, cortados como os de um rapaz.
Gostava de estar bem arranjada e andava quase sempre mal arranjada: vestido
de algodão, decotado e de manga curta, tanto de inverno como de verão,
meias grossas e sapatos pretos.
Acontece, porém, que Sofia ansiava por ter cabelos encaracolados.
Numa tarde em que chovia muito, mas fazia calor, Sofia pôs-se à porta
e, de vez em quando, estendia um braço para sentir a chuva. A certa altura
estendeu um pouco o pescoço para apanhar algumas gotas na cabeça. Ao
pôr a cabeça de fora viu que da goteira caía água em grande quantidade.
Ao mesmo tempo lembrou-se de que os cabelos de Camila se encaraco-
lavam mais quando estavam molhados.
Apesar da chuva, Sofia pôs a cabeça debaixo da goteira e recebeu,
feliz da vida, a água que dela jorrava, na cabeça, no pescoço, nos bra-
ços, nas costas. Quando já estava toda molhada, entrou em casa e
pôs-se a enxugar a cabeça com o lenço, sem se esquecer de arrepiar
os cabelos, para que ficassem encaracolados. Sofia preparava-se para
correr ao quarto, mas deu de caras com a mamã.
– Sim senhora, que bela ideia que a menina teve! – disse ela.
De castigo, vai jantar assim mesmo, com os cabelos no ar e o
vestido encharcado.

Condessa de Ségur, Os desastres de Sofia,


1.a edição, Oficina do Livro, 2010
(excerto adaptado, com supressões)

74
Compreendo o texto

1. Completa, de acordo com o primeiro parágrafo:


A ___________ é descrita como uma rapariga __________. Todavia não era propria-
mente ___________; tinha um rosto ___________, ___________ e __________.

2. Assinala com X as imagens que representam…


• os olhos da Sofia…
A B C

• o nariz da Sofia…
A B C

• a boca da Sofia.…
A B C

3. No texto existem duas palavras sublinhadas. Procura o seu significado no dicionário e


regista-o.
vaidosa –
arrebitado –

3.1 Escreve uma frase onde utilizes essas palavras.

Gramática
1. As palavras sublinhadas no texto pertencem à classe dos adjetivos.

Os adjetivos são palavras que indicam estados ou qualidades relacionadas com o


nome que acompanham. Podem aparecer antes ou depois deste.
Os adjetivos podem variar:

• Em género (molhado/molhada; valentão/valentona);


• Em número (lindo/lindos; órfão/órfãos).
Os adjetivos terminados em -ão formam o feminino mudando a terminação para ã
ou ona. Exemplos: são/sã e brincalhão/brincalhona.
Os adjetivos terminados em -ão, assim como os nomes, formam o plural mudando a
terminação para ães, ãos e ões.
Exemplos: alemão/alemães; órfão/órfãos; anão/anões.

75
Preparo-me para ler
• Conheces algum costume de outro país que não exista em Portugal? Descreve-o aos
teus colegas.

Vou ler

Noutro continente

Inês ficou maravilhada quando viu o jardim. Uma cerejeira florida deixava tombar os
seus ramos sobre um pequeno lago. Por todo o lado havia tufos de flores e arbustos.
– Isto aqui é mesmo bom para brincar às escondidas! – gritou o Gil, satisfeito.
– Às escondidas! – repetiu o Tetsu, que ainda não conhecia aquela expressão.
– Tu não vês que ele não sabe o que é brincar às escondidas, Gil! – ralhou a Inês. –
Temos de brincar ao que ele sabe.
– Está bem, está bem, mas eu também não sei as brincadeiras que ele conhece! – Gil
tinha reparado agora na espada que Tetsu trazia à cintura. – Todos os rapazes usam cá
uma espada? Eu também gostava de ter uma.
– Ando a aprender Kendo – explicou ele.
– Em Macau, perto da casa do tio, vi uma demonstração de karaté! – e começou a
mexer as mãos e a levantar os pés. – Faziam assim... e assim...
Gil saltava e esbracejava.
– Ah, ah, ah! – ria-se a Inês. – Pareces mesmo um macaco.
Naquela noite jantaram em casa do Tetsu. Era engraçado comer assim sentado no
chão forrado de compridas esteiras de palha.
Primeiro trouxeram uma bandeja com um bule e chávenas de porcelana azul para o
chá.
O pior veio quando Tetsu começou a comer com os pauzinhos os alimentos que vie-
ram em seguida. Inês e Gil ficaram atrapalhados, mas como não queriam fazer má figura,
lá acabaram por se desembaraçar com aquela estranha forma de comer.
Glória Bastos, Na terra dos samurais, 1.a edição,
Editorial Caminho, 1993 (excerto adaptado, com supressões)

76
Compreendo o texto

1. Quem são as personagens do texto?

2. A que é que o Gil queria brincar?

2.1 Todos conheciam essa brincadeira? Porquê?

3. Qual o objeto que o Gil observou à cintura do outro rapaz?


3.1 Para que servia?

4. Elabora uma pergunta que tem como resposta a seguinte frase:


O Gil parecia um macaco a fazer uma demonstração de karaté.

5. Porque é que a Inês e o Gil ficaram atrapalhados no jantar? Justifica a tua resposta.

6. Imagina que a Inês e o Gil iam jantar a tua casa. No teu caderno, enumera as diferenças
em relação ao jantar em casa de Tetsu (móveis, talheres, ementa...).

7. Sublinha no texto duas palavras esdrúxulas.

1. Completa com x ou ch.

__á dei__ar man__a lan__e

__ão me__er pei__e ei__o

• Depois de an, in, on e un, escreve-se ch para se obter o som x.


Exemplos: prancha, concha, lanche.
• Depois dos sons ei, ou e ai, escreve-se x.
Exemplos: caixa, feixe, trouxa.

77
Gramática

1. Lê a frase e observa a palavra destacada.

A Inês veste o casaco.

1.1 Das opções abaixo, seleciona com X a que diz respeito


à palavra destacada na frase anterior.

a) Palavra que designa uma pessoa, ser ou objeto. Nome

b) Palavra que indica uma ação. Verbo

c) Palavra que qualifica o nome. Adjetivo

2. Lê as frases:
O Gil grita.
A Inês ralha com o Gil.
O Tetsu bebe calmamente o seu chá.
Eles jantam em casa do Tetsu.

2.1 Responde às questões seguintes com uma só palavra.


a) O que faz o Gil?
b) E a Inês?
c) E o Tetsu?
d) O que fazem eles?

2.2 Completa, como no exemplo:


Grita é uma forma do verbo gritar.
Ralha
Bebe
Jantam

As palavras que indicam ações ou estados são verbos.


Com base na forma como os verbos terminam, é possível identificar três conjugações
verbais:
1.a conjugação – verbos terminados em ar. Exemplos: falar, cantar.
2.a conjugação – verbos terminados em er. Exemplos: comer, correr.
verbos terminados em or. Exemplo: pôr (porque em latim se escrevia ponere).
3.a conjugação – verbos terminados em ir. Exemplos: sorrir, partir.

78
Os verbos variam conforme o tempo em que decorre a ação. Por exemplo:
• Presente – grita, bebe, canta…
• Passado – gritou, bebia, cantou…
• Futuro – gritará, beberá, cantará…
Quando um verbo não apresenta variação, diz-se que se encontra no infinitivo.
Por exemplo: gritar, beber, cantar…

3. Lê com atenção as frases e identifica o tempo em que ocorre, ocorreu ou ocorrerá a ação,
assinalando com X a opção correta.
Passado Presente Futuro
A Inês ficou maravilhada com o jardim. X
Parece uma paisagem em miniatura.
O Gil jantará no restaurante.

O presente do indicativo corresponde ao momento em que se enuncia a ação.


Exemplos: Neste momento, eu ajudo o meu pai.
Eu faço os trabalhos de casa.
Nota: O presente do indicativo também pode indicar uma situação habitual.
Exemplo: Brinco com os meus amigos todas as segundas-feiras.
Exemplo
Número Pessoa gramatical Verbo regular Verbo irregular
(brincar) (ter)
1.a pessoa Eu brinco Eu tenho
Singular 2.a pessoa Tu brincas Tu tens
3.a pessoa Ele/Ela brinca Ele/Ela tem
1.a pessoa Nós brincamos Nós temos
Plural 2.a pessoa Vós brincais Vós tendes
3.a pessoa Eles/Elas brincam Eles/Elas têm

A terminação do verbo varia conforme a pessoa gramatical e o número de pessoas.


Os verbos são regulares quando, em todas as conjugações, se mantém a mesma parte
da palavra (radical). No caso do verbo «brincar», mantém-se o radical «brinc». Quando
tal não acontece, o verbo é irregular.

4. Completa as frases com a forma adequada do verbo no presente do indicativo.

a) O Tetsu (beber) o chá.


b) O Gil não (querer) fazer má figura.
c) O Tetsu e o Gil (beber) o chá.
d) O Tetsu (ter) uma espada.

79
Texto informativo
O texto que leste na página 76 passa-se na terra dos samurais. Mas afinal, quem eram os sa-
murais? Lê o seguinte texto informativo:

Os samurais
Os samurais eram guerreiros japoneses que surgiram
por volta do século XII. A palavra «samurai» significa
«aquele que serve».
Os samurais tinham que seguir um código chamado
Bushido. Segundo esse código, os samurais deveriam ser
leais, resistentes, corajosos e disciplinados.
Os samurais eram preparados desde a infância, rece-
bendo treinos de mestres mais experientes.
Quando uma criança do sexo masculino nascia,
ela recebia a sua primeira espada chamada Mamori-
gatana sem qualquer tipo de corte. Ao atingir os treze
anos, eram dados à criança a sua primeira espada (ka-
tana) e armadura verdadeiras. Quando atingia a idade
adulta, recebia também um fato.
Os samurais foram, durante anos, uma das figuras
mais importantes do Japão pelas suas características.
Eles representavam a honra, lealdade e a bravura.
Apesar de ainda existirem samurais no Japão,
já não têm o prestígio de outros tempos. No entanto,
as suas histórias e os seus valores são recordados por
todos.
http://www.japaoemfoco.com/samurais/
Consultado em dezembro de 2012
(excerto adaptado com supressões)

O texto informativo transmite informações (ideias e conceitos) sobre um determi-


nado assunto. É claro e objetivo (não se emitem opiniões).
Está dividido em três partes:
Introdução – Exposição do assunto que vai ser tratado.
Desenvolvimento – Onde se apresentam dados, exemplos ou pormenores sobre o as-
sunto que está a ser tratado.
Conclusão – Inclui um final para o assunto que foi tratado.

80
Planificação
1. Perto do Japão, fica outro país com muita História que se chama China.
Nesse país existe uma das maiores construções feitas em todo o mundo.
1.1 Observa a tabela que se segue com as informações sobre
este monumento: A Grande Muralha da China.

Ano de Responsável
construção pela construção Extensão Objetivos Importância

200 a. C. Imperador 2400 km Defesa con- Sistema de comuni- Classificada


(antes do nas- Shih Huang-ti tra as tribos cações (por sinais de como Patri-
cimento de inimigas fumo durante o dia e mónio Mundial
Jesus Cristo) fogo durante a noite) desde 1987

Textualização
2. A partir das informações fornecidas acima, escreve um texto informativo sobre a Grande
Muralha da China.
A Grande Muralha da China

Revisão
3. Relê o texto e verifica se tens as três partes principais do texto informativo: introdução,
desenvolvimento e conclusão.
3.1 Reescreve o teu texto, se necessário, de acordo com o que verificaste.

81
Módulo 6

Oralidade Dou asas à imaginação…

• Observa as imagens e indica qual TRAVA-LÍNGUAS


é a festa a que correspondem.
Pelo Carnaval é costume fazerem-se brincadeiras.
• Atribui um título a cada imagem Propomos-te uma brincadeira com um trava-línguas.
e justifica a tua opção.
• Se pudesses mascarar-te, • Faz um concurso com os teus colegas para ver quem
é o mais rápido a dizer corretamente o trava-línguas:
o que escolherias? Porquê?
O prato de tigres
• Apresenta um provérbio
relacionado com o Carnaval. Num prato de trigo tragam três tigres
três tigres tragam trigo num prato dum trago.
Tragam o trigo aos três tigres que eles
tragam o trigo no prato.
Tragam o trigo aos três tigres que eles
tragam o trigo no prato.
Dum trago.
Luísa Costa Gomes, Trava–línguas,
2.a edição, D. Quixote, 2007

• Dá asas à tua imaginação e cria o teu trava-línguas


relacionado com o Carnaval.
82
Oralidade
Ouve o texto «O Carnaval em Portugal» com atenção.

1. Seleciona com X as opções que completam as frases de acordo com o que ouviste.
Antigamente, as pessoas mascaravam-se e…

a) participavam em concursos. b) assustavam as outras pessoas.

c) viajavam para o Brasil. d) dançavam todo o dia.

Antigamente, as pessoas fantasiavam-se com…

a) sacos pretos do lixo. b) disfarces comprados. c) roupas velhas.

No dia de Carnaval cada terra tinha o…

a) seu rei e rainha. b) seu baile. c) seu carro alegórico.

2. Relaciona corretamente:

É uma festa colorida dominada pela


Ovar • • folia. Tem a «Batalha das Flores» e o
desfile de carros alegóricos.

As pessoas vestem-se com cores


Torres Vedras • • alegres como as cores das flores da ilha.
É muito divertido.

É o Carnaval mais longo de Portugal.


Loulé •
• Dura cinco dias. As pessoas vestem-se
de branco.

Alcobaça • São as pessoas que fazem as suas rou-


• pas. Há bonitos carros a desfilar
nas ruas. É grande, alegre e divertido!

Madeira •
É o Carnaval «mais português
• de Portugal».

2.1 Escuta novamente o texto e verifica se as correspondências que efetuaste na questão


anterior estão corretas. Se detetares erros, corrige-os.

3. Conheces alguma localidade onde o Carnaval se comemore de forma diferente das ante-
riores? Se sim, descreve-o aos teus colegas através de uma apresentação oral de aproxi-
madamente 3 minutos.

83
Preparo-me para ler
• És capaz de explicar como é que uma árvore dá origem a outra árvore?

Vou ler

Sementinha
Vou contar a história de uma sementinha. A sua mãe era uma paineira enorme, forte,
de galhos compridos que entravam pelo céu, folhas verdes.
A sementinha começou a sentir uma vontade de dormir. Fechou os olhinhos. E foi
então que a magia começou. Ela sonhou que estava de novo na barriga quente da sua
mãe. E que ela estava se transformando numa enorme árvore-mãe...
Mas era isso mesmo que estava acontecendo. A terra quente a abraçou.
Caiu a chuva.
Lá dentro, sem que ela percebesse como (pois estava dormindo), uma coisa nova co-
meçou a aparecer e a mexer.
Coisa nova, diferente: um brotinho verde. O brotinho foi crescendo, e quanto mais
crescia, mais a sementinha diminuía. A sementinha preta e redonda estava sumindo para
que dela nascesse uma árvore verde e grande. O brotinho mexia-se dentro da barriga da
mãe-terra, para sair... Até que apareceu, bem pequeno, do lado de fora. E foi então que
a sementinha acordou do seu longo sono...
Só que ela não era mais uma sementinha.
Era uma árvore-bebé.
Mas ela já se parecia com a
sua mãe. E lembrou-se do
que ela lhe tinha dito:
«Dentro de cada semen-
tinha está uma árvore ador-
mecida.»
Foi preciso que a sementi-
nha sumisse para que a árvore que
morava dentro dela nascesse.
E ela sentiu-se muito feliz.
Rubem Alves, As mais belas histórias de Rubem Alves,
2.a edição, Edições ASA, 2004 (excerto com supressões)

84
Compreendo o texto

1. Como era a árvore-mãe da sementinha?

2. Lê a frase e responde às questões.


«E foi então que a magia começou.»

2.1 O que aconteceu?

2.2 Em que se transformou a sementinha?

3. O que queria dizer a mãe com a seguinte frase?


«Dentro de cada sementinha está uma árvore adormecida.»

4. Como se sentiu a sementinha no final? Justifica a tua resposta com uma frase do texto.

Gramática

1. Lê a frase.
A terra quente abraça a sementinha.
1.1 Na frase, sublinha os nomes.

1.2 Completa:
O verbo na frase é do verbo e pertence à
conjugação.
Encontra-se no tempo do do indicativo, na pes-
soa do singular.
A palavra destacada pertence à classe dos .
1.3 Reescreve a frase, substituindo a palavra destacada por um antónimo.

1.4 Identifica o tipo de frase.

85
Preparo-me para ler
• Com base na ilustração e no título, tenta descobrir o assunto do texto. Regista as tuas
ideias no caderno para, após a leitura, as comparares com o conteúdo do texto.

Vou ler

A raposa aproveita-se do prestígio do tigre


O tigre andava esfomeado. Deixara-se dormir e, por isso, tinha a barriga a dar horas.
Seria bom se houvesse um bicho qualquer por perto, mesmo que fosse de pequeno porte.
Nisto, viu uma raposa e ficou radiante; já se preparava para a devorar quando o animal-
zinho lhe gritou:
– Um momento, como te atreves a alvitrar a hipótese de me deglutir? Não sabes que
por decreto do Imperador do Céu passei a ser eu o rei dos animais? Duvidas de mim?
O tigre estava pasmado; como é que o Imperador Celestial o tinha destituído das
suas funções sem aviso prévio? Custava-lhe a crer naquela história toda. Além disso, não
era segredo para ninguém que as raposas são bichos sabidos, logo ela devia estar a en-
ganá-lo.
A manhosa, vendo o tigre tão hesitante, prosseguiu, com um riso sarcástico:
– Duvidas? Segue-me!
O tigre pensou que era sua obrigação confirmar as palavras da raposa. Assim, com
a barriga a dar horas, encheu-se de paciência e lá foi atrás dela.
Ora, à medida que o par caminhava, os valentes da floresta desertavam, tomados
pelo pânico que o felino lhes inspirava.
Ao ver o espetáculo o rei da floresta embasbacou: «Meu Deus, como é possível que
todos temam um animalzinho destes?», cogitava sem se aperceber de que eles fugiam não
da manhosa mas dele próprio.
Wanglo Suoying e Ana Cristina Alves, Contos da terra do dragão,
3.a edição, Editorial Caminho, 2007 (excerto)

86
Compreendo o texto

1. Completa o esquema de acordo com o texto.

O tigre preparava-se para… Mas a raposa disse:

O tigre duvidou porque… A raposa sugeriu…

Os animais foram…

2. Explica, por palavras tuas, o significado da expressão:


«Tinha a barriga a dar horas.»

3. Utiliza o dicionário para descobrires o significado das seguintes palavras:


Porte Radiante Alvitrar Deglutir Decreto Sarcástico Cogitar

4. Por que razão fugiam os animais da floresta?

1. Copia do texto para o caderno palavras com os seguintes grupos consonânticos:


tr br cr pr gr

2. Completa as palavras com os seguintes grupos consonânticos:

fl cl gl pl
de__utir __oresta __aridade __analto

87
Gramática

1. Repara nas palavras.


Caseiro Casebre Casarão Casota Casario

1.1 Sublinha a azul a parte comum a todas as palavras.

A parte comum a um conjunto de palavras é o seu radical.


As palavras podem ser simples ou complexas.
• As palavras simples formam-se a partir de um radical.
Exemplo: casa
radical

• As palavras complexas podem formar-se pela junção de partes de palavras


aos radicais.
Exemplos: casario acasalar
radical radical

2. Observa as palavras sublinhadas na frase.


Na floresta, o tigre começava a ficar impaciente com a conversa dócil da raposa.
2.1 Como se terá formado a palavra impaciente?
2.2 E a palavra dócil?

As palavras complexas podem formar-se através da junção de afixos ao radical.


Esses afixos podem ser prefixos (se colocados antes da palavra) ou sufixos (se colo-
cados depois da palavra).
Junção de um prefixo a um radical.
Exemplo: im + paciente = impaciente.
Junção de um sufixo a um radical.
Exemplo: doce + il = dócil.
Alguns prefixos de uso mais frequente – in/im (inconstante/imprevisto); des (descon-
tente); re (refazer); contra (contradizer); ante (antever).
Alguns sufixos de uso mais frequente – ão (portão); inho/inha (carrinho/casinha);
eiro/eira (formigueiro/pereira); ista (dentista).

3. Completa a tabela, como no exemplo.

Palavra Afixos
Radical
complexa prefixos sufixos
descoser coser des
sapateiro
recomeçar
pianista

88
4. Forma novas palavras a partir dos prefixos e sufixos dados.

des im re inha eira ista

a) Boneco b) Montar
c) Encontrar d) Perfeito
e) Rosa f) Fado

5. Lê a frase:
No rio, o pescador pescou um belo pescado.

5.1 O que têm em comum as palavras destacadas?

As palavras que possuem o mesmo radical pertencem à mesma família de palavras.

6. Escreve três palavras da família de cada uma das que se seguem.


a) Livro
b) Belo
c) Gostar
d) Justo

7. Assinala com X as palavras da família de chuva.

a) Chuvasco b) Chave c) Chuvada

d) Chuveiro e) Chuvisco f) Choupo

8. Descobre a palavra que deu origem à seguinte família de palavras.

Ventania Ventoinha Ventoso

8.1 Agora que já descobriste a palavra que deu origem à família de palavras, descobre as
palavras que rimam com ela.

alim at casam barulh

89
Preparo-me para ler
• Qual é o teu maior desejo? O que poderás fazer para concretizá-lo?

Vou ler

O pequeno abeto
– Avó, queria tanto crescer…
– Mas tu cresces! Todos os dias cresces um bocadinho. Não dás por isso, mas cresces!
– Mas eu queria crescer depressa, muito depressa, avó!, para sair sozinha, para chegar
a casa à hora que me apetece, para saber tudo o que ensinam na escola, para não ter de
fazer TPC, para ter um namorado de olhos azuis, como as princesas…
– Quando puderes fazer todas essas coisas, vais ter tantas saudades de quando eras
pequena…
– Não vou, avó! Nunca vou ter saudades de nada.
– Vais… Acontece a toda a gente. Ao abeto também.
– A quem, avó?
– Desculpa, estava a lembrar-me de uma história.
– Estás sempre a lembrar-te de histórias…
– É o que acontece a quem já não cresce mais.
– O que é um abeto, avó?
– É uma espécie de pinheiro. Uma árvore dos países do norte. E quem escreveu esta
história chamava-se Hans Christian Andersen, um homem que vivia num país do norte. Li-a
há muito tempo, mas lembro-me de que começava, como todas as histórias, sejam elas do
norte, do sul, do oriente ou do ocidente, por… «Era uma vez…».
«Era uma vez um abeto, formado por alguns
anéis. E toda a gente sabe que quanto mais anéis
os abetos têm, mais velhos são. Mas este abeto só
tinha um sonho: crescer.
Ter muitos, muitos anéis, como todos os outros
abetos da floresta.
Porque a verdade é que ele crescia.
Todos os anos, o abeto crescia mais um anel.
Crescia muito devagarinho – mas crescia.
Só que ele queria ser grande, muito grande,
enorme! Maior que todos os que havia na floresta.»

Alice Vieira, Contos de Andersen para crianças sem medo,


1.a edição, Oficina do livro, 2010
(excerto adaptado, com supressões)

90
Compreendo o texto

1. Assinala com X a afirmação verdadeira de acordo com o texto que leste.

a) Este tipo de texto é descritivo, porque apresenta detalhadamente o abeto.

b) Este tipo de texto é dialogal, porque há interação e diálogo entre as personagens.

c) Este tipo de texto é instrucional, porque descreve os passos a tomar para a


realização de uma tarefa.

2. De que se queixa uma das personagens? Justifica com uma frase do texto.

3. Lê a frase:
«– É o que acontece a quem já não cresce mais.»

3.1 Identifica a quem pertence esta fala.

3.2 O que é que acontece, segundo o texto, a quem já não cresce mais?

4. A história do abeto está relacionada com a queixa da menina? De que modo?

5. Quem escreveu a história sobre o abeto?

5.1 Pesquisa na biblioteca títulos de outros livros escritos pelo mesmo autor e orga-
niza-os no caderno, numa lista, por ordem alfabética.

5.2 Em trabalho de grupo (4 alunos), escolham uma dessas obras, requisitem-na,


leiam-na e preparem a sua apresentação à turma.

A apresentação deve contemplar os seguintes aspetos:

• Justificação da escolha da obra;


• Tema da obra;
• Apresentação dos principais sentimentos despertados pela leitura da obra;
• Reconto da obra.

91
Preparo-me para ler
• Qual será a influência da Lua e do Sol nos seres vivos? Investiga mais sobre o
assunto na internet e apresenta oralmente o que aprendeste aos teus colegas.

Vou ler

Felicidade
O lagarto estendido ao sol
Disse: O Sol seja louvado!
E o Sol brilhou mais ainda:
Lagarto! Muito obrigado!

A rã no charco da noite
Disse: Que lindo é o luar!
E a Lua brilhou mais ainda:
Rã: Que lindo o teu coaxar!

E o sapo verde, a saltar


No chão sozinho saltou
E à terra disse baixinho:
Terra! Que feliz eu não sou!

Matilde Rosa Araújo, As fadas verdes,


3.a edição, Civilização Editora, 2007

Compreendo o texto

1. Assinala com X as frases corretas, de acordo com o texto.

a) O lagarto agradeceu à Lua por ter um luar lindo.

b) A Lua disse à rã que tinha um lindo coaxar.

c) O lagarto agradeceu ao Sol pelo seu calor.

d) O sapo estava infeliz.

92
2. Numera de 1 a 4, pela ordem que as ideias aparecem no texto.

A Lua brilhou mais ainda.

O sapo saltou.

O lagarto falou com o Sol.

O sapo disse à terra que não era feliz.

3. Retira do texto 3 pares de palavras que rimem.

4. Quais são os diferentes espaços referidos no poema?

5. Escolhe outro título para o poema.

Gramática

1. Lê a frase e observa a palavra destacada.


Que lindo é o luar!
1.1 Completa:
A palavra destacada é um . Encontra-se no género
e no número .

2. Observa as imagens e escreve um adjetivo à tua escolha.

2.1 Dos adjetivos que escreveste, rodeia os que se encontram no género feminino.
2.2 Escreve duas frases com esses adjetivos.

93
Texto poético
1. Lê o poema.

Girafa
Tenho pena da Girafa
de pescoço grandalhão
– Como é que a pobre se abafa,
tendo uma constipação?

Coitadinha da Girafa!

Quando eu me constipo, posso


arranjar um cachecol.
Mas com aquele pescoço…
Safa!
Pobre da Girafa!
– Vou oferecer-lhe um lençol.

Leonel Neves, Bichos de trazer por casa: poemas para crianças,


3.a edição, Livros Horizonte, 1981

As características do texto poético

Um texto poético, normalmente, gera-se a partir de uma emoção, de um desejo, de um


sentimento do poeta (pessoa que o escreve).
O texto poético distingue-se do texto narrativo por não pretender contar várias ações,
mas antes expressar uma ideia, uma visão do mundo do poeta.
Verso – É a escrita que ocupa uma linha, nem que seja apenas uma palavra.
Estrofe – Verso ou conjunto de versos, geralmente com uma unidade de sentido. Cada
conjunto, ao ser escrito, é demarcado de outro por um espaço. Uma estrofe
com quatro versos é uma quadra.
A correspondência de sons entre as últimas palavras dos versos designa-se por rima.
A rima não é indispensável à poesia, mas contribui para o ritmo e a musicalidade de um
poema. Também facilita a memorização do próprio poema.

2. Copia para o caderno cada par de rimas de cada uma das estrofes do poema «Girafa».

94
Planificação
1. Observa a imagem ao lado.

2. Pensa em três pares de palavras que rimem e que se relacionem


com a imagem. Segue o exemplo e regista-as no caderno.

Exemplo: Colorido
Destemido

Textualização
3. Com as palavras do exercício anterior, escreve, no teu caderno, um texto sobre o pássaro
composto por duas quadras. Observa o exemplo para os primeiros versos:

Há um pássaro colorido,

Sempre muito destemido.

3.1 Continua o poema, no teu caderno, até ao 8.o verso, usando os pares de rimas da
planificação.

Revisão
4. Preenche o quadro para confirmares a sequência da rima do teu texto.

Número dos versos Palavras que rimam


1.o e 2.o
3.o e 4:o
5.o e 6.o
7.o e 8.o

5. Verifica se o teu texto poético está bem escrito, com o auxílio da seguinte lista.
Lista de verificação sim não
Os versos que escrevi rimam e fazem sentido.
Tive cuidado para evitar erros ortográficos (atenção aos acentos).
Nos versos utilizei frases curtas e com linguagem clara e simples.
Escrevi de forma legível (caligrafia bem feita).

Divulgação
Apresenta o teu texto à turma, declamando-o com a entoação adequada. Ouve e
regista as sugestões de melhoria dos teus colegas. Reescreve o texto, tendo em conta
as sugestões que o podem melhorar.

95
Módulo 7

Oralidade Dou asas à imaginação…

• Observa as imagens «IMPALAVRAR»


e descreve-as. Há pequenas partes de palavras que, quando unidas
a outras palavras, podem alterar o sentido da palavra
• Qual a estação do ano original, como por exemplo: in + feliz – infeliz.
representada nas imagens?
Podemos inventar palavras que não existem jun-
• Faz uma lista com as principais tando-lhes um elemento. Por exemplo: se um pente
características desta estação é um objeto para pentear ou para desembaraçar os
(clima, duração dos dias e cabelos, um «despente» será um objeto para despen-
outros aspetos da Natureza). tear os cabelos das pessoas muito bem penteadas.
• Inventa uma frase sobre cada • Lê as palavras que se seguem e diz o significado
um dos seres vivos das que poderá ter cada uma: biscaneta; semifan-
imagens, apresentando uma tasma; tricão; deslápis; hipercaderno.
característica que os distinga.
• Forma novas palavras que não se usam na língua
portuguesa, juntando às palavras que conheças
os seguintes elementos: des; in; bis; tri; anti; hiper.
Não te esqueças de dizer qual o significado das
novas palavras.

96
Oralidade
Ouve o texto «O Planeta» com atenção e seleciona com X a opção ou as opções que res-
pondem corretamente a cada questão.

1. Quais são os planetas cujos nomes constam no texto?


A B C D E

Mercúrio Urano Terra Saturno Vénus

2. O que é que pode chegar e estragar-lhe o ano?


A B C

Avião Cometa Foguetão

3. Qual é a casa em que estamos?

a) Estrela. b) Lua. c) Terra. d) Cometa.

4. O que nos dá a Terra?

a) Ar. b) Luz. c) Calor. d) Erva.

e) Comida. f) Alegria. g) Teto. h) Afeto.

5. O que pedem os homens ao planeta?

a) Mais água para regar a terra.

b) Outra oportunidade, porque Terra só há uma.

c) Mais calor para ir à praia.

6. Qual o tipo de texto que escutaste?

a) Texto narrativo. b) Texto poético. c) Banda desenhada.

7. Escuta novamente o texto e verifica se respondeste corretamente a todas as questões.

97
Preparo-me para ler
• Já fizeste alguma viagem longa? Conta onde foste, como te deslocaste e o que
sentiste.

Vou ler

A Quinta da Pedra Oca


– Ainda falta muito? – perguntou o Dinis remexendo-se no banco de trás do carro
onde viajava com a irmã e o primo. – Estamos quase a chegar, não estamos?
– Mais ou menos – respondeu o tio cheio de paciência. – Se vocês se distraírem a ver
a paisagem, o tempo passa num instante.
Nuno rebolou os olhos nas órbitas e os primos riram à socapa. Como é que se podiam
entreter a olhar para os campos se não faziam outra coisa desde que tinham saído da cidade?
Helena, que ia ao meio, ajeitou-se para conseguir uma posição mais confortável e
disfarçou um suspiro. Estava farta, fartíssima daquela viagem. Ainda por cima agora a es-
trada era a subir e às curvas. Assim, tombava ora para um lado ora para o outro, e co-
meçava a ficar um pouco enjoada.
– Eu também estou ansioso por chegar à quinta – disse o tio à sua maneira pachor-
renta e olhando-os de relance pelo espelho. – Desde pequeno que ouço falar da Quinta
da Pedra Oca e afinal nunca lá fui.
– Nem viu fotografias, pois não, pai? – perguntou o Nuno.
– Vi uma. Mas era antiga, era a preto e branco e quem estava em primeiro plano era
a avó Dininha com a tia Filomena ao colo e aos berros. Na verdade, o que fiquei a co-
nhecer melhor foi a goela da tia Filomena!
A explicação fê-los rir.
Minutos depois, gritavam os três em coro:
– É aquela!
Tinha sido fácil descobrir porque no muro de pedra coberto de musgo estava escrito
com letras toscas e tortas: «Quinta da Pedra Oca».
Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, Há fogo na floresta,
3.a edição, Caminho, 2010 (excerto adaptado, com supressões)

98
Compreendo o texto

1. Seleciona com X a opção que corresponde ao tema deste texto. Justifica a tua escolha.
a) Fotografias a preto e branco b) Viagem em família c) A aldeia

2. Identifica a personagem que fez a seguinte pergunta:


«– Estamos quase a chegar, não estamos?»

3. O que faziam os meninos desde que saíram da cidade?

4. A quinta ficava numa montanha ou numa planície? Justifica a tua resposta.

5. Assinala com V apenas as afirmações verdadeiras, de acordo com o texto.

a) O pai nunca tinha estado na quinta.

b) O Nuno e o Dinis são primos.

c) A Helena estava farta daquela viagem.

d) O nome da quinta estava escrito numa placa.

6. Completa, no caderno, a legenda do livro de onde foi retirado o texto, fazendo correspon-
der as letras ao número que lhes diz respeito.

a) Ilustrador b) Lombada c) Capa d) Autoras e) Contracapa f) Editora g) Título

4
5
6
1 2

7
3

Gramática
1. Copia do texto para o caderno dois adjetivos e indica o que ou quem estão a qualificar.
2. Escreve três palavras da família de quinta no caderno.

99
3. Lê a frase e repara nas palavras que estão destacadas.

O pai viu uma fotografia.

3.1 Seleciona com X a afirmação correta.

As palavras destacadas surgem…

a) depois do nome. b) antes do nome.

Recorda:
As palavras o e uma ajudam a determinar o número (singular/ plural) e o género
(masculino/feminino) dos nomes, por isso são determinantes. Precedem os nomes.
O é um artigo definido, porque se refere uma entidade específica, neste caso o pai.
Uma é um artigo indefinido, pois não se refere a uma entidade específica, já que
não se sabe qual é a fotografia.

Artigos definidos Artigos indefinidos


masculino feminino masculino feminino
singular o a singular um uma
plural os as plural uns umas

4. Copia do quarto parágrafo do texto:

a) os artigos definidos.

b) os artigos indefinidos.

5. Observa o exemplo e preenche o quadro.

Artigos definidos Artigos indefinidos

masculino feminino singular plural masculino feminino singular plural

uma X X

os

uns

umas

as

100
6. Lê a frase que se segue: Estou
O tio estava ansioso por chegar à sua quinta. ansioso por chegar
à quinta.
6.1 Seleciona com X as opções corretas.
A palavra destacada surge…

a) depois do nome.

b) antes do nome.

A palavra destacada indica…

a) o nome da quinta.

b) que a quinta pertence ao tio.

A palavra destacada é um determinante possessivo, porque antecede o nome,


indica posse e ajuda a determinar o género e número.

Determinantes possessivos
singular plural
masculino feminino masculino feminino
1.a pessoa meu minha meus minhas
singular 2.a pessoa teu tua teus tuas
3.a pessoa seu sua seus suas
1.a pessoa nosso nossa nossos nossas
plural 2.a pessoa vosso vossa vossos vossas
3.a pessoa seu sua seus suas

7. Classifica os determinantes destacados nas frases, colocando X no local correto.

Determinantes possessivos
singular plural
masculino feminino masculino feminino
O tio conduzia o seu carro.
Era uma fotografia da minha avó.
Os seus sobrinhos resmungavam.

8. Completa as frases com determinantes artigos definidos ou indefinidos.


estrada tinha muitas curvas.

Helena mexeu-se para posição mais confortável e deu suspiro.

três descobriram Quinta da Pedra Oca.

101
Preparo-me para ler
• Já viste uma lagoa ou uma ilha? Conta aos teus colegas onde foi que a viste e descreve-a.

Vou ler

Uma jangada para dois


Os Almeidas têm dois filhos, a Joana e o Martim.
– Agora vocês os dois sabem nadar e deixámos de ter de nos preocupar que se afo-
guem na lagoa. Brinquem à vontade, mas não sejam tontos! – recomendou-lhes a mãe.
E foi como se tivesse dito umas palavras mágicas, porque foi a partir daí que tudo co-
meçou. Já não sei bem, mas até acho que foi o Martim a ter a ideia.
– Joana, Joana… Vamos fazer uma jangada!!! Assim podemos ir explorar as ilhas!
A jangada foi construída às escondidas, pequenos paus e muita corda, mesmo tanta que
se fosse preciso até daria a volta à lagoa inteira. A sorte deles foi que o pai atribuiu o desapa-
recimento da corda aos ladrões de cordas, tão conhecidos nestas zonas remotas…
– Martim, é hoje que vamos pô-la dentro de água? – quis saber a Joana.
– Hoje é bom dia, porque o pai e a mãe vão fazer um piquenique romântico e ficamos
sozinhos. Temos de aproveitar – disse o Martim.
Ao chegarem à margem em que a jangada estava especialmente bem escondida ao
lado de um arbusto semiaquático, já tudo pronto e preparado, depararam-se com os seus
pais! Sorrisos de orelha a orelha preenchiam as suas caras alegres e felizes.
– Então, vão de viagem sem nós, não é!? – disseram eles.
O plano tinha sido desmascarado, «mas como!?», pensou o Martim.
– Vínhamos para o piquenique e vimos esta jangada. Tem piada… a corda usada não
me parece estranha, acho que já a vi nalgum lado – comentou o pai para o Martim.

Madalena, Francisco e Isabel Stilwell, Histórias para contar em minuto e meio,


8.a edição, Verso de Kapa, 2009 (excerto adaptado, com supressões)

102
Compreendo o texto

1. Identifica as personagens do texto. Hora do


ditado !
oe
2. O que foi que as crianças decidiram construir? Para quê? Com o manual fechad ra
com muita at en çã o pa
vais
não cometeres erros,
escrever os pr im eiros
texto
quatro parágrafos do
sem cometeres erros.
2.1 O que utilizaram na sua construção?

2.2 Porque é que a construção foi feita às escondidas? Relaciona a tua resposta com a re-
comendação da mãe no primeiro dia de férias.

3. Explica o significado da expressão «sorrisos de orelha a orelha».

4. O pai reconheceu a corda utilizada? Justifica a tua resposta.

Gramática

1. Lê a frase, observa a palavra sublinhada e classifica-a.


É a vossa jangada?

determinante do género e
número .

1. Sublinha a sílaba tónica das palavras abaixo.


aquatica arvore nautico
romantico pessego camara

2. Coloca o respetivo acento gráfico nas palavras.

A sílaba tónica das palavras esdrúxulas é a antepenúltima.


As palavras esdrúxulas são sempre acentuadas graficamente.

103
Preparo-me para ler
• Sabes o que é uma enciclopédia? Se não sabes, procura saber e explica aos teus
colegas.
• Que formatos pode ter uma enciclopédia?

Vou ler

Satélites
Chama-se satélite natural ou lua, ou ainda planeta secundário, a um corpo celeste
que orbita em torno de um planeta ou de outro corpo menor. Por exemplo, a Lua é o sa-
télite natural da Terra.
Existem algumas luas bastante maiores do que alguns planetas principais, como Ga-
nímedes e Titã, satélites dos planetas Júpiter e Saturno, respetivamente, que são maiores
do que o planeta Mercúrio.
Existem também outros satélites que são muito menores e têm menos de cinco quiló-
metros de diâmetro, como várias luas do planeta Júpiter.
Os primeiros satélites (à exceção da Lua) só foram descobertos no início do século
XVII por Galileu Galilei.
Em 1655, foi descoberta uma grande lua em Saturno a que se chamou Titã.
Não obstante, até ao final do século XVII, só mais quatro satélites foram descobertos
em Saturno. No século XVIII foram descobertas mais duas luas em Saturno e duas em
Urano.
Até à ida do Homem à Lua, em 1969, apenas eram conhecidas duas luas em Marte,
cinco em Júpiter, nove em Saturno, cinco em Urano e duas em Neptuno.
Nos dias de hoje, com as sondas espaciais que exploram todo o sistema solar, conhe-
cem-se de perto as grandes luas do sistema solar: uma na Terra, duas em Marte, 63 em
Júpiter, 49 em Saturno, 27 em Urano e 13 em Neptuno. Mercúrio e Vénus não têm sa-
télites naturais.
Existem, no total, 158 satélites em todo o sistema solar. Mas grande parte destes sa-
télites são apenas pedaços de rocha ou de gelo a girar em torno de um planeta e não
propriamente planetas secundários.
http://pt.wikipedia.org (excerto adaptado, com supressões)

Treino da leitura
parágrafos do
Lê os quatro primeiros s a apresentar uma
se
texto, como se estives o deves ultrapassar um
notícia na televisão. Nã
104
minuto.
Compreendo o texto

1. Seleciona com X a opção que corresponde ao assunto principal do texto.

a) Sistema solar b) Cometas c) Satélites naturais d) Estrelas

2. Que tipo de texto acabaste de ler?

3. Em que ano foi descoberta a lua a que se deu o nome de Titã?


3.1 Como se chama o planeta em redor do qual orbita Titã?

4. Relaciona corretamente:
Até ao desembarque do Homem na Lua, eram conhecidas as seguintes luas:
Duas luas • • em Saturno.
Duas luas • • em Júpiter.
Cinco luas • • em Urano.
Cinco luas • • em Marte.
Nove luas • • em Neptuno.

Gramática
1. Lê a frase que se segue:
Este livro tem imagens do Sistema Solar.
1.1 Seleciona com X as opções corretas.
A palavra destacada surge… A palavra destacada indica…

a) depois do nome. a) que o livro está perto.

b) antes do nome. b) que o livro está longe.

A palavra destacada é um determinante demonstrativo, porque antecede o nome


e indica a posição (proximidade ou distância) em relação ao que se fala. Varia em gé-
nero e em número.

Determinantes demonstrativos
Posição Singular Plural
masculino feminino masculino feminino

Próximo do emissor este esta estes estas

Algo afastado do emissor e mais


esse essa esses essas
próximo do recetor

Afastado do emissor e do recetor aquele aquela aqueles aquelas

105
Preparo-me para ler
• Sonhar nem sempre é bom. Existem sonhos bons e pesadelos. Para ti, sonhar com
uma viagem de foguetão ao espaço seria bom ou seria um pesadelo? Porquê?

Vou ler

De volta à Terra

Sonhei que ia até Plutão


pilotando um foguetão.

Foi a viagem mais comprida


que eu tinha feito na vida!

Pelo espaço viajei,


de lá, a Terra avistei:
e era uma bola azulada
com uma parte acastanhada;
uma bola a rebolar
sempre e muito devagar.

Quando cheguei a Plutão,


nem parei para descansar,
só queria regressar
para abraçar a minha mãe
e os amigos também.

Finalmente, despertei
e pela janela espreitei:
o Sol brilhava no céu...
Aquele quarto era o meu,
ali estava o meu retrato,
o guarda-fatos, a bola...
Não havia foguetão
que me levasse a Plutão,
mas senti-me muito bem
quando ouvi a minha mãe
a chamar-me para a escola!

Maria Teresa Maia Gonzalez,


O planeta está em perigo. Por isso conta contigo,
1.a edição, Texto, 2011

106
Compreendo o texto

1. Sublinha a opção que indica o tipo de texto que leste. Justifica a tua escolha.
a) Texto narrativo b) Texto poético c) Texto dramático

2. Qual o tema central do texto? Justifica a tua resposta.

3. Qual foi o destino final da viagem?

4. Reescreve a terceira estrofe com palavras à tua escolha, mas mantendo a rima.

Pelo espaço viajei,


de lá, a Terra :
e era uma bola azulada
com uma parte ;
uma bola a ;
sempre e muito .

1. Sublinha a sílaba tónica das palavras destacadas no foguetão e acentua-as


corretamente.

Este mes sai num foguetão


rompendo o ceu como ninguem.
Conheci um pais em cada planeta
e tambem um heroi em cada cometa.

As palavras agudas, cuja sílaba tónica é a última, levam acento agudo:

• se terminam em a, e ou o abertos, ou em ditongos abertos. Por exemplo:


está, sé, pó, chapéu, caracóis, anéis.

• se terminam em i ou u, precedidos de vogal com a qual não formam di-


tongo. Por exemplo: país, baú.

• se terminam em em ou ens. Por exemplo: armazém, parabéns.


As palavras agudas, cuja sílaba tónica é a última, levam acento circunflexo
se terminam em e ou em o fechado. Por exemplo: três, bisavô.

107
Gramática

1. Lê a frase.
O menino viajou até Plutão.

1.1 Atribui à frase um valor negativo.

1.2 Que palavra acrescentaste?

O valor da frase passou a ser negativo, uma vez que se incluiu a palavra não que alterou
o sentido da frase.
Essa palavra pertence à classe dos advérbios.
Os advérbios são palavras invariáveis em género e em número, podendo indicar em
que circunstâncias é que ocorrem as ações (verbos) da frase.
Neste caso, a palavra não é um advérbio de negação.
Exemplos: O poeta não escreveu o poema.
O João não comprou flores.

2. Escreve três frases com valor negativo, em que uses um advérbio de negação.

a)

b)

c)

3. Rodeia, nas frases seguintes, o advérbio de negação.


a) Quando chegou a Plutão, o menino não descansou.
b) Não havia foguetão que o levasse a Plutão.
c) Ele não ouviu a mãe a chamar.

3.1 Reescreve as frases anteriores com valor afirmativo.

a)

b)

c)

108
4. Observa agora o diálogo entre dois amigos.

Olá, Ling!
Amanhã vais Sim.
à praia?

Na resposta dada pela Ling, temos a certeza de que ela vai à praia, porque respon-
deu afirmativamente, usando a palavra sim.
Essa palavra também pertence à classe dos advérbios. Neste caso, a palavra sim é
um advérbio de afirmação.
Exemplos: O Carlos não foi ao cinema, mas sim ao teatro.
Sim, és meu amigo.

5. Nas frases seguintes, sublinha os advérbios.


a) Hoje não vou ao cinema.
b) Sim, a Paula chegará a horas.
c) O Rui não comeu um bolo, mas sim uma sandes.

5.1 Classifica os advérbios que sublinhaste nas frases, indicando se são de afirmação ou de
negação.

a)

b)

c)

5.2 Escreve duas frases…


a) uma com um advérbio de afirmação.

b) outra com um advérbio de negação.

6. Se retirares a primeira sílaba das palavras à esquerda, o que fica?


a) amanhã
b) resposta
c) comeu

109
Preparo-me para ler
• Existem muitos provérbios populares bastante conhecidos e que foram passados de
geração em geração. Certamente, já ouviste falar de «Cão que ladra não morde» ou
então «Depressa e bem não há quem». O texto seguinte está relacionado com o
provérbio «Quem tudo quer, tudo perde». O que será que este provérbio quererá
dizer? Em grupo, tenta chegar a um consenso.

Vou ler

Boa sentença
Um homem rico, mas avarento, tinha perdido den-
tro de um alforge uma quantia em oiro bastante avul-
tada. Anunciou que daria cem mil-réis de alvíssaras
a quem lha trouxesse. Apresentou-se-lhe em
casa um honrado camponês levando o al-
forge. O nosso homem contou o dinheiro, e
disse:
– Deviam ser oitocentos mil-réis, que foi
a quantia que eu perdi; no alforge encontro
apenas setecentos; vejo, meu amigo, que
recebeste adiantado os cem mil-réis de al-
víssaras: estamos pagos por conseguinte.
O bom camponês que nem por som-
bras tocara no dinheiro, não podia nem
devia contentar-se com semelhantes agradeci-
mentos. Foram ter com o juiz, que vendo a má fé do avarento, deu a seguinte sentença:
– Um de vós perdeu oitocentos mil-réis; o outro encontrou um alforge apenas com
setecentos: Resulta daí claramente que o dinheiro que o último encontrou não pode
ser o mesmo a que o primeiro se julga com direito. Por consequência tu, meu bom
homem, leva o dinheiro que encontraste, e guarda-o até que apareça o indivíduo que
perdeu somente setecentos mil-réis. E tu, o único conselho que passo a dar-te, é que
tenhas paciência até que apareça alguém que tenha achado os oitocentos mil-réis.
Guerra Junqueiro, Contos para a infância,
1.a edição, Lello Editores, 2007

Compreendo o texto

1. Na tua opinião, de que forma é que este excerto está relacionado com o provérbio:
«Quem tudo quer, tudo perde»?

110
2. Quem é a personagem principal do texto?

2.1 Concordas com a sua atitude? Justifica a tua resposta.

3. Será que o camponês tomou a decisão correta? Justifica a tua resposta.

4. O que pensas sobre a sentença do juiz?

5. Procura no dicionário as palavras «alforge» e «alvíssaras» e escreve o seu significado.


alforge –
alvíssaras –

5.1 Escreve duas frases, onde uses as palavras do exercício anterior.

1. Sublinha a sílaba tónica de cada palavra.


saude
2. Identifica as palavras graves em que falta o facil banana
acento e procede à devida correção. dinheiro
alforge
avarento
is
juri texte

Geralmente, as palavras graves, cuja sílaba tónica é a penúltima, não são


acentuadas graficamente. São acentuadas quando:
• terminam em x, l, n ou r.
Exemplos: tórax, réptil, pólen, açúcar.
• a sílaba tónica é formada só pela letra i ou u.
Exemplos: útil, íman.
• terminam em i, u, em vogal nasal ou em ditongo.
Exemplos: Hernâni, órgão.

111
Banda desenhada

A banda desenhada (BD) é uma história contada através de texto e imagem.

É contada em vinhetas (quadradinhos) que contêm imagens e textos em balões,


integrando as falas das personagens.

As vinhetas, juntas, formam uma tira.

Uma página de BD chama-se prancha.

Aqui ficam alguns balões usados na BD:

As legendas apresentam informações relativas ao tempo e ao espaço.

Balão de fala Balão de fala alta Balão de fala baixa Balão de pensamento

1. Observa a seguinte BD:

Hergé, As aventuras de
Tintin – Tintin na América,
2.a edição, Edições ASA, 2012

1.1 Legenda a BD com os respetivos números.

1 Tira 3 Balão de fala

2 Vinheta 4 Legenda

112
Agora vais construir uma BD do texto da página 110 «Boa sentença».

Planificação
2. Relê o texto e divide-o em 6 momentos.
2.1 Atribui a cada momento uma frase que o resume.

3. Sublinha as falas principais das personagens que queres incluir na tua BD.
3.1 Reduz as falas ao mais importante.

3.2 Acrescenta outras falas que aches necessário.

Textualização
4. No caderno, constrói a banda desenhada de acordo com o texto.
Não te esqueças do seguinte:
• dividir a tua folha de BD (prancha) em vinhetas e tiras;
• usar legendas, balões de fala e de pensamento;
• combinar as falas das personagens com as respetivas imagens.
Revisão
5. Revê a banda desenhada, assinalando com X.
Lista de verificação sim não
Dividi a minha folha de BD em vinhetas e tiras.
Contei a história através de texto e imagem.
Utilizei legendas, balões de fala e de pensamento.
Combinei as falas das personagens com as imagens.
Evitei dar erros ortográficos.

5.1 Faz as alterações necessárias para aperfeiçoares a tua BD.

Divulgação
Apresenta o teu trabalho cuidado e limpo à turma. Ouve e regista as sugestões de
melhoria que os teus colegas possam fazer ao teu trabalho.

113
Módulo 8
?

Oralidade Dou asas à imaginação…

• Observa as imagens. EM BUSCA DO TESOURO


• Através da sequência das imagens, Imagina que buscas um tesouro muito especial, mas para
consegues contar uma história? o encontrares deves percorrer um labirinto com três arma-
dilhas. Imagina:
• Qual a festividade representada
pelo coelho? • Quais serão essas armadilhas?
• De que forma a costumas • Como poderás escapar delas?
celebrar? • O que poderás utilizar para não te perderes no labirinto?
• Quais as tradições da tua • Será que vais conseguir encontrar o tesouro?
localidade nesta época do ano Conta a tua aventura, através de gestos ou desenhos,
(vestuário, alimentação, …)? mas sem dizeres o que é o teu tesouro. Só poderás encon-
trar o tesouro se os teus colegas adivinharem o que é.

114
Oralidade
Ouve o texto «Ovos de Páscoa» com atenção.
1. ????
1. 1.1 ??? que escutaste divide-se em duas partes. Seleciona com X o tipo de texto que pre-
O texto
domina em cada uma das partes.
Na primeira parte, o texto é…

a) um poema. b) uma peça de teatro.

c) uma descrição. d) uma banda desenhada.

Na segunda parte, o texto é…

a) uma notícia. b) uma receita.

c) uma narrativa. d) uma carta.

2. Dos seguintes ingredientes, rodeia os que fazem parte da receita dos ovos de Páscoa.

A B C

D E F

G H I

3. De acordo com o texto, sublinha o significado das palavras destacadas em cada frase:
3.1 Coloca a forma no frigorífico até firmar bem.

a) Solidificar b) Quebrar c) Arejar

3.2 Reserva o chocolate que restar.

a) Aquece b) Guarda c) Deita fora

115
Preparo-me para ler
• Conheces algum animal que faz migrações? Qual?
• Se pudesses comunicar com ele, o que lhe perguntarias? Gostavas de saber de que
país vinha e por onde tinha passado?

Vou ler

As descobertas do coelho Barnabé


O coelho Barnabé vivia em casa de uma grande família. Passava quase todo o ano
fechado na coelheira, mas, nas férias da Páscoa, os seus donos soltavam-no para que ele
se passeasse pelo jardim, por entre as dezenas de ovos escondidos nos arbustos, animando
assim as férias de pequenos e grandes.
Barnabé gostava muito de ser coelho da Páscoa, não só pela alegria que a todos dava,
mas também porque era um animal atento e interessado. E durante as refeições daquela
família, aninhava-se junto à porta que separava o jardim da sala de jantar, para se fazer
acompanhar das conversas dos humanos, que ele conseguia compreender, embora nin-
guém disso desconfiasse.
Certa tarde, Barnabé ouviu uma conversa que o deixou inquieto. Falava-se da desco-
berta do mundo e de como os portugueses tinham sido corajosos, havia séculos, percor-
rendo terra e mar para conhecer o planeta em que viviam. E de riquezas e lugares nunca
antes imaginados.
Barnabé ficou de orelhas arrebitadas. Também ele, a viver naquela casa há tantos
anos, não conhecia o mundo lá fora. Não sabia o que se passava para lá dos portões do
jardim. Como seria a terra que habitava?
Ora, por aquela altura do ano, as andorinhas tinham regressado de longe, juntamente
com a primavera, após aguardarem o fim do inverno. Por isso, Barnabé não perdeu
tempo: percorreu o jardim de nariz no ar e, quando avistou uma andorinha, chamou-a e
contou-lhe o seu plano. Por fim, disse:
– E tu, que andas no ar e vês a terra do céu, podias ajudar-me a orientar os meus
passeios.
E ali mesmo, num canto do jardim, a andorinha agarrou num pau com o seu bico e
pôs-se a desenhar numa folha de plátano que estava caída no chão.

116
– Que é isso? – perguntou.
– Aqui tens um mapa que te vai ajudar a descobrir os espaços que te rodeiam – ex-
plicou, depois de terminar o desenho. – A tua casa é aqui – apontou com o bico. –
Quando sais deste portão, à direita, tens a escola, o lugar onde os meninos vão para
aprender coisas novas. Se andares um pouco mais, no parque desportivo encontrarás um
mundo de jogos e atividades saudáveis. Se quiseres ir à biblioteca, poderás ler e viajar
através dos livros... – E, por aí adiante, a andorinha foi mostrando ao coelho o que ele
podia visitar, dizendo também para que serviam todos aqueles espaços.
Barnabé estava deliciado! Já tinha escutado a palavra «mapa», mas nunca se tinha
apercebido da sua grande utilidade.
Quando as férias da Páscoa terminaram, a andorinha começou a visitar Barnabé bem
cedinho. Abria-lhe a coelheira, o coelho escapava-se depois por entre as grades do portão
do jardim (não era fácil, tinha de encolher a barriga) e lá ia ele, de mapa na pata, fazer as
suas explorações. Ao fim da tarde, à hora a que lhe iam levar comida, Barnabé já se en-
contrava quietinho na sua casa.
Assim, os donos não desconfiaram das suas aventuras, quando começaram a aparecer
notícias um pouco bizarras no jornal da terra:
«Coelho avistado no parque desportivo – dizem que até deu um chuto numa bola.»
«Um coelho foi visto a ler na biblioteca.»
«Que fazia um coelho ontem na escola?»
E foi assim que Barnabé viveu o resto dos seus dias, maravilhado com tantas desco-
bertas.
Já pensaste na sorte que tens por poder desfrutar do que existe à tua volta sem sequer
ter de andar escondido? Ora pensa lá no sítio em que vives e no que podes fazer para apro-
veitar melhor o espaço que te rodeia.

Rosário Alçada Araújo, texto inédito


Compreendo o texto

1. Onde passava o coelho Barnabé a maior parte do tempo?

2. Qual era a época do ano em que os seus donos o libertavam?

3. O coelho Barnabé gostava de ser coelho de Páscoa? Justifica a tua resposta.

4. Completa, de acordo com a conversa que o coelho Barnabé ouviu:

muitos séculos, os percorreram e ,


para o planeta em que viviam.

5. Seleciona com X o mundo que o coelho Barnabé conhecia.


a) A cidade para lá dos portões.
b) O jardim, a casa e a coelheira.
c) Um canto do jardim.

6. O que pediu o coelho Barnabé à andorinha?

7. Seleciona com X o itinerário que corresponde ao que a andorinha desenhou.


A B

Biblioteca Mercearia
Pavilhão Pavilhão
Jardim
Escola

Escola Jardim

Casa do
Casa do
coelho
coelho

8. Os donos sabiam que Barnabé saía da coelheira para as suas aventuras? Justifica a tua
resposta.

118
Gramática

1. Relê as frases do texto.


«Barnabé não perdeu tempo:
percorreu o jardim de nariz no
ar e, quando avistou uma ando-
rinha, chamou-a e contou-lhe o seu
plano. Por fim, disse:
– E tu, que andas no ar e vês a
terra do céu, podias ajudar-me a
orientar os meus passeios.»

1.1 Estabelece a correspondência entre as frases que leste e quem as diz.


Primeiro parágrafo• • Coelho Barnabé
Segundo parágrafo • • Alguém que conta a história
2. Lê as frases:

a) – Que é isso?
b) O coelho Barnabé perguntou o que era aquilo.

2.1 Qual das frases representa a fala do coelho Barnabé?

Numa narrativa, existem falas das personagens que são apresentadas de acordo
com o que a personagem diz.
Para se introduzir uma fala, na escrita, usam-se os dois pontos. Uma fala é assina-
lada por travessão e inicia-se sempre por parágrafo.
Exemplo: «Por fim disse:
– E tu, que andas no ar e vês a terra do céu, podias ajudar-me a orientar
os meus passeios.»

3. Lê o diálogo:

O coelho Barnabé perguntou:


– Que é isso?
– Aqui tens um mapa que te vai ajudar a descobrir os espaços que te
rodeiam – explicou a andorinha.
O coelho Barnabé olhou admirado e a andorinha continuou a explicar :
– A tua casa é aqui. – apontou com o bico.

3.1 Identifica as marcas de diálogo, legendando o texto de acordo com as mesmas.

1 parágrafo 2 travessão 3 dois pontos

119
Preparo-me para ler
• Vais ler um texto sobre a história de uma Carochinha que andava à procura de algo
muito especial. Para isso, falou com muitos animais (porco, cão, gato, rato…). Lê a
parte onde ela fala com o cão e o gato.

Vou ler

A Carochinha
(Sai o Porco desanimado e entra o Cão)
CAROCHINHA (entusiasmada)
Quem quer casar com a Carochinha,
a formosa, que achou cinco réis a varrer a cozinha?

(mais baixo)
Que corpo elegante! Oh! Que garbo e tentação!
Oxalá o pensamento não seja chocho melão!

CÃO (galanteador)
Põe-me à prova, querida senhorita,
pois entre todas és a mais bonita!

CAROCHINHA (cautelosa)
Cuidado nunca é de mais... e um casamento é coisa para durar,
responde-me, sê franco, que fazes tu para te alimentar?

CÃO (afoito)
Comida?! É coisa com que não fatigo o pensamento.
Isso são cuidados de dono... Vivo a flanar muito a meu contento.

CAROCHINHA (desanimada)
Ah! Pois continua... Flanar é também o meu plano de odisseia,
mas a dois não dá prà trincadeira...

(Sai o Cão de rabo entre as pernas e surge o Gato)


GATO (dengoso)
Miau-miau-uuu! Que visão celestial!
Nem em noites de lua vi beleza igual!

120
CAROCHINHA (pavoneando-se)
Quem quer casar com a Carochinha,
que é formosa e bonitinha?

GATO (seguro de si)


Eu, miau, miau, não sou gato vulgar,
nem pretendente de ocasião,
sou um in-te-lec-tu-al,
e a poesia é a minha ocupação.

CAROCHINHA
Poesia... E isso come-se? Dá para viver?
Garante o futuro ou o mantimento?!

GATO (impulsivo)
Não sejas realista, querida Carochinha!
Vem comigo viver a ilusão...
e fazer dela teu único sustento.

CAROCHINHA (abespinhada)
Deus me livre de tal! À amarga pobreza não quero regressar.
Passa de largo... pois no meu coração não tens tu lugar.
Luísa Dacosta, Robertices,
2.a edição, Asa Editores, 2006 (excerto adaptado)

121
Compreendo o texto

1. Assinala com X a opção que completa corretamente a frase.


Como este texto se destina a ser representado, trata-se de um texto...
a) narrativo. b) poético. c) dramático. d) descritivo.

2. Quais são as personagens do texto?

3. O que procurava a Carochinha?

4. Qual foi o motivo que fez com que a Carochinha não quisesse casar com o cão?

5. No entender do gato, o que é que ele tinha de diferente dos outros pretendentes?

5.1 Esse argumento convenceu a Carochinha? Justifica a tua resposta.

6. De acordo com o texto, qual seria o ideal de esposo que a Carochinha queria? Caracteriza-o.

7. Utiliza o dicionário e descobre o significado das palavras garbo, flanar e odisseia.


Regista-o no caderno.

1. Preenche as lacunas com a letra que falta.

Caroc__inha __esitar __orta


coel__o repol__o __aver
cozin__eiro c__ocar c__ocolate

O h não tem som próprio. Só se lê quando se junta com algumas consoantes.


Exemplos:
• h sem som: hospital, harpa, hábito. • h depois de l: palhaço.
• h depois de n: cozinha. • h depois de c: chuva.

122
Gramática
1. Lê a seguinte frase.
A Carochinha não gosta do gato.

1.1 Classifica a palavra «Carochinha» quanto à posição da sílaba tónica.

1.2 Reescreve a frase, substituindo o nome pelo pronome pessoal correspondente.

1.3 Qual é o valor da frase?

1.4 Expande a frase, acrescentando dois adjetivos à tua escolha.

2. Completa as frases com a forma adequada do verbo no presente do indicativo.

a) O gato (ser) um poeta.

a) A Carochinha (varrer) a cozinha.

a) O gato (fazer) uma declaração à Carochinha.

3. Completa com os sinais de pontuação e sinais auxiliares de escrita.

O gato aproximou-se da Carochinha e disse

Eu serei o teu marido

A Carochinha perguntou

O que terás de diferente dos outros

Eu escrevo muito bem poesia – Sou um grande


poeta – exclamou o gato

4. Classifica os determinantes nas frases seguintes, de acordo com o exemplo.


Eu não sou um gato vulgar.
A Carochinha é bela e formosa.
O nosso amor será para sempre.

a) um – determinante artigo indefinido, do género masculino e número plural.

b) A –

c) nosso –

123
Preparo-me para ler
• Por vezes, na escola ou em casa, temos de realizar alguns trabalhos e pensamos que
não somos capazes de os fazer. Depois, quando começamos, vemos que afinal não
eram assim tão difíceis. Já passaste por uma situação semelhante? Descreve-a e
partilha-a com os teus colegas.

Vou ler

O Gato de Botas
Um moleiro ao morrer não deixou aos seus três filhos senão um Moinho,
um Burro e um Gato. As partilhas foram feitas sem demora, e nem o
Notário nem o Advogado foram para ali chamados.
Num ápice, apropriaram-se do pobre património. O mais
velho ficou com o Moinho, o segundo com o Burro e o mais
novo não teve mais nada para escolher senão o Gato.
Este último não se conformava com o pobre quinhão
que lhe coubera em sorte:
– Os meus irmãos – dizia – poderão ganhar razoa-
velmente a sua vida, associando-se; a mim, depois de
comer o Gato e de fazer uma gola com a sua pele, só
me resta morrer de fome.
O Gato, que ouvia tais palavras sem disso dar
mostras, voltou-se para ele com um ar solene e grave
e disse-lhe:
– Não se aflija dessa maneira, meu dono. Só é preciso que
me arranje um Saco e que me faça um par de Botas para eu andar no mato, e verá que
não foi tão mal contemplado como está a imaginar.
Maria Alberta Menéres, Contos de Perrault,
5.a edição, Edições Asa, 2009 (excerto adaptado)

Compreendo o texto

1. Na tua opinião, qual foi o filho que ficou a ganhar?

2. Por que razão o irmão mais novo dizia que se os seus irmãos se associassem poderiam
ganhar razoavelmente a vida?

3. O que será que o Gato tinha para oferecer ao seu dono? Regista a tua opinião.

124
4. Continua a leitura da história.

Logo que o Gato se viu na posse de tudo o que tinha pedido, calçou
cuidadosamente as botas e, pendurando o saco ao ombro, dirigiu-se para
uma coutada onde havia grande quantidade de coelhos bravos. Pôs
algumas sêmeas e serralhas dentro do saco e, estendendo-se como
se estivesse morto, esperou que algum jovem coelhinho, entrasse
para o saco para comer o que ele lá tinha colocado. Mal se havia
deitado, logo teve uma alegria; um jovem irrefletido coelho en-
trou para dentro do saco e o Mestre Gato, prendeu-o e matou-o
sem misericórdia.
Muito ufano com a sua proeza, foi ao Palácio do Rei e pediu
para lhe falar.
Fizeram-no subir até aos aposentos de Sua Majestade e
ali fez uma grande vénia ao Rei, a quem disse:
– Eis aqui, Senhor, um Coelho da Coutada, que o Senhor
Marquês de Carabás (foi o nome que lhe agradou chamar
ao seu dono) me encarregou de vos oferecer, da sua parte.
Maria Alberta Menéres, Contos de Perrault,
5.a edição, Edições Asa, 2009 (excerto adaptado)

5. A tua opinião mantém-se em relação ao que o Gato poderia fazer pelo dono? Justifica.

6. Qual seria a intenção do Gato ao oferecer um coelho ao Rei?

7. O que terá feito o Rei ao receber a oferta do Gato?

8. Lê a moral desta história, ou seja, aquilo que podemos aprender com ela.
Por maior que seja o privilégio de gozar uma valiosa herança transmitida dos pais para
os seus filhos, para os jovens, de uma maneira geral, têm mais valor a inteligência e a ha-
bilidade do que os bens recebidos.
8.1 Comenta a moral da história, relacionando-a com as respostas que deste às perguntas
anteriores.

125
Texto dialogal
1. Lê o texto que se segue:

Quando viu pela primeira vez o meu avião, perguntou: Fase de abertura
– Mas o que vem a ser aquela coisa?
– Aquilo não é uma coisa. Aquilo voa. Aquilo é um avião. É o meu avião.
E quase rebentava de orgulho por lhe dar a entender que sabia voar. Mas
ele exclamou: Fase
– O quê?! Tu caíste do céu?! de
– Caí – disse eu com a maior modéstia. interação
– Ah! Que engraçado!
E o principezinho soltou uma linda gargalhada. Fase de fecho

Antoine de Saint-Exupéry, O principezinho,


27.a edição, Editorial Presença, 2007 (excerto)

2. Assinala com X a opção que corresponde à situação que predomina no texto que leste.
a) Escrita em verso b) Diálogo c) Escrita em balões de fala

O texto dialogal é caracterizado pelas marcas de diálogo: introdução/finalização do


diálogo (verbos: dizer, falar, gritar, etc.), dois pontos, mudança de linha, parágrafo e tra-
vessão para mudar de interlocutor.

Planificação
3. Vais agora escrever um texto dialogal.
3.1 Observa a imagem e imagina uma conversa telefónica entre os dois amigos, no final
de uma visita ao jardim zoológico.

3.2 Inventa os nomes das personagens do teu texto.


3.3 Escreve algumas perguntas que eles poderiam fazer sobre o que viram no jardim zoo-
lógico. Anota também as respostas a essas perguntas.

126
Textualização
4. Escreve agora o texto no caderno.
Não te esqueças que, para mudar de interlocutor e introduzir uma fala, tens de mudar
de linha, fazer parágrafo e começar a frase com travessão.
Podes recorrer à lista de verbos abaixo para evitares repetir sempre os mesmos.

sussurrar, balbuciar, voar, murmurar, berrar, grunhir, miar, lamentar, começar, continuar,
observar, jurar, caminhar, ordenar, dizer, responder, perguntar, prender, gritar, assustar,
ir, lanchar, comer, imaginar, fotografar, etc.

4.1 Podes introduzir a seguinte frase no início do diálogo:


No regresso de uma visita ao jardim zoológico, a Marta telefonou ao Rui e
conversaram sobre o que viram e o que mais gostaram.

Revisão
5. Confirma se o teu texto está bem escrito, com a ajuda da grelha, assinalando com X.

Lista de verificação sim não


Escrevi as frases de forma clara e correta.
Pontuei corretamente o texto.
Utilizei corretamente a letra maiúscula.
Mudei de linha e iniciei a frase com travessão cada vez que introduzi a fala
de uma personagem.
Utilizei verbos diferentes para não repetir «disse» e «respondeu».
Obedeci ao alinhamento dos parágrafos, começando a escrever um pouco
mais para a direita do que nas outras linhas.
Tive cuidado com a caligrafia, para que se leia com facilidade o que
escrevi.

5.1 Após fazeres a revisão do teu texto, reescreve-o no teu caderno, aperfeiçoando e/ou
corrigindo o que considerares necessário.

Divulgação
Passa o texto a limpo numa folha branca. Partilha o diálogo que inventaste com um
colega e, depois, apresentem-no à turma. Atenção, pois a leitura deve ter a entoação
correta e cada um deve falar na sua vez. Pede ao(à) professor(a) para ler as frases que
não fazem parte do diálogo.

127
Módulo 9 Dia da Mãe

Dia do Trabalhador

Dia dos Museus

Dia do Enfermeiro

Oralidade Dou asas à imaginação…


• Dialoga com o(a) professor(a) e CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
com os teus colegas sobre o que
Quando alguém tem uma mensagem importante a trans-
observas na imagem.
mitir a um público mais vasto, convocam-se os jornalistas
• O que sabes sobre as festividades para lhes transmitir a informação. No fim, por vezes, os jor-
destacadas no calendário? nalistas podem colocar questões. A essa sessão chama-se
conferência de imprensa.
• Costumas celebrar alguma dessas
festividades? De que modo? Imagina que um colega da tua turma decide dar uma
conferência de imprensa sobre a celebração das festivida-
des do mês de maio. Ele convoca os jornalistas, que neste
caso serão os restantes colegas.
Prepara-te para lhe colocares questões, tendo em aten-
ção algumas regras:
• Escolhe perguntas interessantes sobre os dias festivos;
• Deves anotar todas as perguntas e respostas: as tuas
e as dos teus colegas;
• Quem quiser fazer uma pergunta deve pedir a palavra
e esperar a sua vez;
• Os repórteres fotográficos só poderão tirar fotografias
quando tiverem autorização.

128
Oralidade
Ouve com atenção o texto «Perdidos» e tira apontamentos sobre
o que ouves. Deves, por isso, ter contigo um bloco ou caderno onde
possas registar os teus apontamentos.

1. Antes de procederes à audição, toma nota do que deves registar


no caderno.

a) O título do texto;

b) Os nomes das personagens intervenientes na história;

c) O que aconteceu aos pequenos cientistas;

d) Os instrumentos que utilizaram para se orientar;

e) O material de que precisaram para construir uma bússola.

2. Após ouvires o texto, escreve junto dos pontos cardeais da rosa dos ventos as indicações
que a bússola deu aos pequenos cientistas. Usa as palavras abaixo.

Montanhas Lago Casa Sol

O E

3. Ouve novamente o texto e verifica se tomaste nota de tudo.

4. Em pares, partilha os teus apontamentos com o teu colega e verifica se as informações são
iguais.

129
Preparo-me para ler
• Já brincaste ao pião? E com uma bola? Sabes de que materiais são feitos?

Vou ler

O Pião e a Bola
Um Pião e uma Bola viviam juntos
num caixote de brinquedos.
E todas as manhãs o Pião dizia à Bola:
– Por que não nos casamos?
Mas a Bola nem queria ouvir falar de
tal coisa:
– Casar contigo? Eu sou feita do mais
puro cabedal, ao passo que tu…
E olhava com desprezo para o Pião
de madeira desbotada.
Um dia, o menino a quem pertencia o caixote de brinquedos pegou no Pião, pintou-
-o de vermelho e amarelo, e colocou-lhe um belo prego de bronze no cimo.
– E agora? – perguntou o Pião à Bola. Não achas que estou melhor? Não nos podía-
mos casar? Fomos feitos um para o outro: eu danço e tu saltas!
– Achas que sim? – respondeu ela, com um sorriso irónico. – Se calhar não sabes
que os meus pais eram uns chinelos do melhor cabedal do mundo, e que tenho uma rolha
da melhor cortiça dentro de mim? É isso que faz de mim uma bola sem igual!
– Não duvido – respondeu o Pião –, mas eu sou feito de mogno, que é uma das me-
lhores madeiras do mundo.
– Não me estás a enganar? – murmurou a Bola, desconfiada.
– Que nunca mais ninguém brinque comigo se isto não é a pura das verdades!
Mas a Bola não se deixou convencer.
– Pode ser… Mas acontece que estou noiva de um pica-pau.
No dia seguinte, o menino tirou a Bola do caixote, e começou a lançá-la ao ar.
O Pião ficou a vê-la.
Parecia uma bailarina. Ou um pássaro.
De cada vez que voltava à terra, ganhava balanço e subia mais alto.
Mas à décima vez a Bola não voltou.
O menino procurou-a por toda a parte, mas ela tinha desaparecido.

Alice Vieira, Contos de Andersen para crianças sem medo,


1.a edição, Oficina do Livro, 2010 (excerto com supressões)

130
Compreendo o texto

1. De que livro foi retirado este texto?____________________________________________


1.1 Poderias ser um leitor deste livro? Porquê?

2. Assinala com X as opções corretas.


As personagens desta história são…
a) animais. b) objetos. c) pessoas. d) fantasmas.

Eles viviam…
a) num cano de esgoto. b) num caixote do lixo. c) num caixote de brinquedos.

3. Descreve o material de que é feito cada personagem.

Bola Pião

___________________ ___________________
___________________ ___________________
___________________ ___________________

4. Quais os argumentos que o Pião usou para convencer a Bola a aceitar o seu pedido?

4.1 Lê a frase abaixo.


«– Que nunca mais ninguém brinque comigo se isto não é a pura das verdades!»
Acreditas que o Pião estava a dizer a verdade? Porquê?_________________________

4.2 Os argumentos convenceram a Bola? Escreve uma frase do texto que justifique a tua
resposta.

5. Das duas palavras destacadas, identifica o pronome pessoal e classifica-o quanto ao


género e ao número.
O menino procurou a Bola por toda a parte, mas ela tinha desaparecido.

5.1 A quem se refere o pronome pessoal?

6. Inventa um final para esta história. Escreve-o no caderno.


131
Gramática

1. Lê a frase com atenção.


Era uma vez um pião e uma bola que viviam dentro de uma caixa de brinquedos.

1.1 Quantos piões estavam dentro da caixa?

1.2 Quantas bolas estavam dentro da caixa?

As palavras um e uma pertencem à classe dos quantificadores numerais. Estas pa-


lavras acompanham os nomes e identificam a quantidade precisa, ou seja, o número
ou a parte daquilo a que o nome se refere. Variam em número e em género e concor-
dam com o nome.
Exemplos: Eu tenho um cavalo. / Eu tenho uma égua.
Eu tenho dois cavalos. / Eu tenho duas éguas.

2. Completa as frases seguintes com a palavra correta.

a) A Sofia mora no _________ (sete/sétimo) andar.


b) O Joaquim é o ________ (oitavo/oito) na fila.
c) O número da porta da Joana é o ________(quarenta e três/quadragésimo terceiro).
d) Eu tenho ________ (três/terceiro) camisolas.
e) O João trouxe ________ (trinta/trigésimo) berlindes para a escola.
f) O Luís, na escola, ficou sentado no ________(dez/décimo) lugar.
g) A Filipa é a ________ (quatro/quarta) filha da Filomena.
h) O Pedro já tem ________ (dez/décimo) cromos repetidos.

2.1 Volta a ler as hipóteses dadas no exercício anterior e preenche o quadro. Observa o
exemplo.
Quantificadores numerais
a) sete
b)
c)
d)
e)
f)
g)
h)

132
3. Sublinha os quantificadores numerais nas frases seguintes:
Apenas um dos meninos brinca com o pião.

A Júlia comprou três dúzias de ovos.

O Manuel e o Luís viram dois filmes ontem à tarde.

O Rui comprou um rádio para a escola.

4. Lê o texto.

O primeiro a chegar foi o Carlos. Abriu a porta e contou:


cinco cadeiras, uma mesa, um bloco de papel e uma caneta.
«Onde é que eles poderiam estar?», pensou. Já era a se-
gunda vez esta semana que desapareciam sem deixar rasto.
Passados dez minutos, ouviu barulho. Quem seria? Manteve-
-se muito quieto… Os seus quatro amigos entraram pela porta
de repente. Tinham descoberto o mistério…

4.1 Copia os quantificadores numerais do texto.

4.2 Escolhe três quantificadores numerais e escreve frases com eles.

5. Junta e descobre os quantificadores numerais. Observa o exemplo.


Três primeiras letras da palavra dezena + quatro primeiras letras da palavra oitocentos =
dezoito

a) Primeira letra da palavra mel + duas últimas letras da palavra funil =


b) Quatro primeiras letras da palavra setembro + seis últimas letras da palavra novecentos
=

c) Quatro primeiras letras da palavra quinta + duas primeiras letras da palavra zebra
=

6. Escreve um problema de Matemática em que uses quantificadores numerais.

133
Preparo-me para ler
• Já observaste o pôr do sol? Gostaste? Descreve como te sentiste.
• Dialoga com os teus colegas sobre as cores do pôr do sol.

Vou ler

Os tons avermelhados do sol ao fim da tarde e de manhãzinha não são apenas lindís-


simos mas também refletem um fenómeno tipicamente terrestre. E isso porque a causa
dessa forte tonalidade avermelhada do sol é precisamente a atmosfera da Terra.
Quando o sol se encontra muito baixo – e por isso próximo do horizonte –, a luz de-
mora mais tempo a percorrer a atmosfera terrestre do que quando o sol se encontra lá
em cima, no meio do céu. Nessas alturas do dia, a influência da atmosfera terrestre sobre
a luz é enorme: a luz do sol é dispersa pelas moléculas do ar, mudando de direção. Mas
essa dispersão da luz não ocorre de forma homogénea. As percentagens do azul e do
verde na luz do sol são mais dispersas do que as percentagens do amarelo e do vermelho.
É por isso que de manhãzinha cedo e ao fim da tarde nós não podemos apreciar toda a
luz do sol, porque só uma parte dessa luz é que chega até nós. É claro que o aspeto é ma-
ravilhoso, mas o fenómeno natural que está por detrás daquelas cores não deixa de ser
menos fascinante.
Aliás o mesmo é válido para a Lua. Quando ela se encontra baixa, por cima do ho-
rizonte, o seu brilho na noite não é branco, mas avermelhado.
Quando se vê um arco-íris no céu é porque o ar está cheio de inúmeras gotinhas de
água que decompõem a luz do sol em todas as suas cores.

Joachim Hecker, Pequenos Cientistas, 2.a edição,


Editorial Presença, 2011 (excerto adaptado)

134
Compreendo o texto

1. Para compreenderes melhor o texto, procura no dicionário o significado das palavras que
desconheces e regista-o no caderno.

2. Em que fases do dia é que o sol tem tons avermelhados?

3. Seleciona com X a opção correta, de acordo com o sentido do texto.


A luz demora mais tempo a percorrer a atmosfera terrestre quando o Sol se encontra…
a) muito alto. b) muito baixo. c) lá em cima.
4. O que acontece com a luz do sol também acontece com a luz refletida pela Lua? Justifica
a tua resposta.

5. De que é que o ar está cheio quando se vê o arco-íris?

6. Inventa um título para este texto e regista-o no teu caderno.


7. Substitui, na frase, a palavra destacada pelo pronome pessoal que lhe corresponde.
O sol não se encontra muito baixo.

7.1 Atribui à frase um valor afirmativo. Escreve-a no teu caderno.

1. Descobre na sopa de letras cinco verbos escritos com i.


l s t v o e a c g e
m a r a i a r o u i
c o n f i a r p i i
b i a i m c r i a r
j a c a e i a a r o
c o l r i a r r w o

2. Escreve o nome dos habitantes do arquipélago dos Açores. _________________

Escrevem-se com i:
• os verbos terminados em iar, cujo presente finaliza em i, o, ia ou ias.
Exemplo: desafiar; confiar.
• as terminações em iano e iense.
Exemplo: marciano; flaviense.

135
Gramática

1. A Inês é uma rapariga de 17 anos e vai comprar um


par de calças. Como não sabe qual escolher, decide
pedir ajuda à funcionária da loja, que é uma senhora
de 45 anos.

1.1 Seleciona com X a opção que tem o modo de tra-


tamento adequado à formulação desse pedido.
Justifica a tua escolha.

a) Ó senhora, queria um par de calças para combinar com esta camisa.


Qual devo escolher?

b) Quero comprar um par de calças. Ajudas-me?

c) Poderia ajudar-me a escolher um par de calças, por favor?

1.2 Se a funcionária da loja tivesse a idade da Inês, escolherias a mesma opção? Justifica
oralmente.

2. O Luís, que tem 9 anos, caiu no recreio e pediu ajuda a uma funcionária para se levantar.

2.1 Seleciona com X a opção mais adequada à formulação desse pedido. Justifica oral-
mente.
a) Será que me podes ajudar, porque eu
não me consigo levantar sozinho?

b) Ajuda aí, pá! Não vês que me aleijei!

c) Ajude-me a levantar, por favor.

2.2 Se em vez de pedir ajuda a uma funcionária,


pedisse ajuda a um colega da sua idade,
qual a opção que melhor se adequaria?
Porquê? Responde oralmente.

A forma como comunicamos (oralmente ou por escrito) deve variar em função


das pessoas a quem nos dirigimos (idade, posição social, etc.), do lugar onde esta-
mos e do tipo de mensagem que queremos transmitir.
• Tu – Tratam-se por tu as pessoas mais próximas, da mesma idade ou mais novas.
• Você – Utiliza-se entre pessoas da mesma profissão ou entre um superior e um
subordinado. É também a forma como os mais novos tratam, habitualmente,
os mais velhos.
• Senhor(a) – É uma forma de tratamento de maior respeito, usada por pessoas
mais novas que se dirigem a outras pessoas mais velhas, ou com cargos de
grande importância.

136
3. Em cada situação, assinala com X a opção que corresponde à forma de tratamento mais
adequada.

3.1 A Lara está com frio e pede gentilmente ao pai que feche a janela.

a) Olha, fecha já a janela.

b) Pai, não te importas de fechar a janela?

c) Ó pai, fecha a janela, pá!

d) Pai, feche a janela!


3.2 O André tirou a bola ao amigo. O amigo pede-lhe que devolva a bola.

a) Dá-me já a bola.

b) Não me queres devolver a bola?

c) Roubaste-me a bola, ladrão. Devolve-a.

d) Importas-te de me devolver a bola, se faz favor?


3.3 O Diogo está perdido e decide pedir informações a uma senhora de idade.

a) Onde é que eu estou?

b) Diz-me o caminho para a Praceta do Plátano.

c) Olha, quero ir para a Praceta do Plátano. Como


é que eu faço isso?

d) Se faz favor, será que me pode indicar o caminho


para a Praceta do Plátano?

3.3.1 E se o pedido de informações fosse dirigido a um po-


lícia, como seria formulado o pedido? Escreve-o no
caderno.

Na comunicação deve respeitar-se o princípio de cortesia, ou seja, deve-se tra-


tar as pessoas com simpatia e educação.
As expressões de cortesia mais habituais são usadas em duas situações:

Para solicitar algo Para agradecer algo

• Era capaz de…


• Poderia… • Obrigado(a).
• Queria… • Muito agradecido(a).
• Gostaria de… • Fico grato(a).
• Se faz favor, … • Agradeço muito.
• Talvez fosse melhor…
• Não se importa de…

137
Preparo-me para ler
• Consegues falar sobre a tua mãe? O que dirias sobre ela?

Vou ler

Um poema sobre a mãe


Um tema difícil: a mãe.
Há tanta coisa a dizer e parece que não se consegue dizer nada. A emoção sobre-
põe-se ao pensamento. É sempre assim quando se propõe que escrevam sobre a mãe.
Motivação: lembro-lhes que a mãe pode estar em tudo o que se vê, se a quise-
rem ver. Como a poesia: na parede branca, no mar, nas escamas do peixe a brilhar
ao Sol, no Sol, no ar, nas pedras, até nas palavras que a caneta desenha no papel,
no giz branco que escreve no quadro a palavra mãe. A mãe ou a imagem da mãe.
Tal como acontece com a poesia, do olhar para as coisas de todos os dias podemos
extrair um sentido que é presença ou saudade.
A Natália vê assim:
Mãe, tu és o sentido de tudo.
Foi de ti que eu nasci.
És boa como o Sol raiando,
És querida por todos.
Teus olhos verdes quando me encontram
Olham-me com ternura.
Se eu não te visse sempre
Não sabia o que faria.
Mãe, quando te fores embora para a morte
Espera lá por mim.
Não quero ser o sentido de nada.
O maroto do Salgueiro, que até nem é
feio, saiu-se com este pequeno poema:
Mãe, como tu és bela.
Já me disseram
Que eu sou parecido contigo.
Este dito me consola,
Porque me acho feio.
Mas se sou parecido contigo,
Como posso ser feio?
Mãe, mãe, eu sou bonito
Porque tu és bela.

Maria Alberta Menéres, O poeta faz-se aos 10 anos,


6.a edição, Edições Asa, 2003

138
Compreendo o texto

1. Qual é o tema difícil?

2. Explica, por palavras tuas, o significado da seguinte frase:


«A emoção sobrepõe-se ao pensamento.»

3. Segundo o texto, assinala com X alguns exemplos daquilo que poderá ser a mãe.

A B C

D E F

4. Seleciona com X as opções corretas.


A Natália compara a bondade da mãe…
a) ao perfume do mar. b) ao Sol raiando. c) ao luar de inverno.

A mãe da Natália é querida…


a) por alguns. b) por ninguém. c) por todos.

5. Assinala com X a classe a que pertencem as palavras.


O Salgueiro escreveu um poema pequeno.

Determinante
Determinante Nome Nome
artigo Verbo Adjetivo
artigo definido próprio comum
indefinido
O
Salgueiro
escreveu
um
poema
pequeno

6. Escreve, também, um poema sobre a tua mãe no caderno.


139
Preparo-me para ler
• Ser cidadão é ser uma pessoa responsável e ativa. É conhecer os assuntos e agir para
alterar o que está errado. Estás a crescer e as tuas responsabilidades vão aumentando.
Ter amigos e ser capaz de ajudar e partilhar são atitudes muito importantes e a
bondade é, de certeza, apreciada por todos. Houve alturas em que ajudaste alguém?
Houve outras onde poderias ter ajudado alguém, mas não o fizeste? Faz uma lista
dessas situações e partilha-as com os teus colegas.

Vou ler

As fadas
Havia uma viúva que tinha duas filhas; a mais velha era tão parecida com a Mãe no ca-
rácter e no rosto que olhar para ela era o mesmo que olhar para a mãe. Eram as duas muito
antipáticas e tão orgulhosas que não se podia viver com elas. A mais nova, que era o perfeito
retrato do pai, pela doçura e delicadeza, era por isso mesmo uma das mais belas raparigas
que existiam.
Como de uma maneira geral se gosta mais de quem se parece connosco, a mãe adorava
a filha mais velha e tinha um espantoso ódio à mais nova.
A esta, fazia-a comer na cozinha e trabalhar sem descanso. Entre outras coisas, obrigava
a pobre criança a ir duas vezes por dia buscar água a
meia légua de distância da casa onde moravam, car-
regando com uma enorme bilha cheia de água.
Um dia, quando ela estava na fonte, aproxi-
mou-se uma mulher pobremente vestida que lhe
suplicou que lhe desse de beber.
– Pois não, boa mulher – disse a linda menina.
E, passando rapidamente por água a sua bilha,
foi tirar água do canto mais bonito da fonte e ofe-
receu-lha, amparando sempre a bilha para que ela
pudesse beber com mais facilidade. A boa mulher,
tendo acabado de beber, disse-lhe:
– Tu és tão bela, tão boa e tão delicada que
não posso deixar de te conceder um dom. (Era
realmente uma Fada que tinha tomado a forma de
uma pobre mulher de aldeia só para ver até que
ponto aquela menina era bondosa.)
– Eu te concedo um dom – prosseguiu a
Fada.
Maria Alberta Menéres, Contos de Perrault,
5.a edição, Edições Asa, 2009 (excerto adaptado)

Treino da leitura
os parágrafos do
Tenta ler os cinco últim ecisares mais do que um
pr
texto num minuto. Se tua leitura.
ar a
140 minuto, deves trein
Compreendo o texto

1. De que livro foi retirado este excerto?

2. Completa os quadros abaixo com as características da mãe, do pai e das suas filhas, de
acordo com o texto.

A mãe e a sua filha mais velha eram: O pai e a sua filha mais nova eram:

3. Qual o sentimento que a mãe nutria pela filha mais nova? Porquê?

3.1 O que pensas sobre a atitude da mãe em relação à sua filha mais nova?

4. Imagina qual terá sido o dom que a Fada ofereceu à menina e escreve-o.

4.1 Descreve a função desse dom.

5. De acordo com o excerto que acabaste de ler, qual será a moral desta história?

6. Requisita, numa biblioteca, a obra Contos de Perrault, de Maria Alberta Menéres e lê a his-
tória na íntegra. Compara o que respondeste nas perguntas 4. e 5. com a história que leste
e descreve as diferenças.

141
Preparo-me para ler
• Que importância tem para ti a internet? Dialoga com os teus colegas sobre os perigos
de uma má utilização da internet.

Vou ler

O meu avô e a internet


O avô apontou para o ecrã e aí é que me ia saltando o cabelo todo. Aquela fotografia...!
Imagine-se que, como identificação, o avô Jaime tinha posto na internet a fotografia de
um homem qualquer de vinte e tal anos, cheio de músculos, todo armado em Tarzan!
Tive de me zangar com ele.
– Avô! Isso faz-se?! Puseste aqui uma fotografia que não é tua! Estás a enganar as
pessoas! Achas bem?!
O avô baixou os olhos para o chão meio encabulado.
– Ó Zezinho... se eu pusesse a minha fotografia viam logo que era um velhadas...
– Não interessa! Se alguém se recusar a conversar contigo é porque é estúpido! O
meu avô é uma pessoa super para se conversar e para se ser amigo e tudo! E não interessa
para nada se és velho ou não és velho. Olha para mim! Achas que por seres velho eu ia
deixar de gostar de ti?
– Mas tu és meu neto...
– Sou teu neto e teu admirador e teu fã e etc.,etc., etc.!
– Tu exageras. Vês-me com olhos de neto, mas as outras pessoas...
– As outras também te hão de ver como eu quando falarem contigo e te conhecerem
e te ouvirem tocar violino e...
– Tu achas tão mal assim que eu ponha uma fotografia que não é minha na
internet...?
– Claro que acho mal! Tira já daí essa fotografia e põe uma tua!
Olha... uma daquelas quando fomos ao jardim zoológico e te puseste
a tocar violino para os gorilas!

José Fanha, A namorada japonesa do meu avô, 1.a edição,


Edições Gailivro, 2011 (excerto adaptado, com supressões)

142
Compreendo o texto

1. Como ficou o neto quando olhou para o ecrã?

1.1 Porque foi que ele ficou assim?

1.2 Será que o neto teve razão para ficar dessa maneira? Se fosses tu, o que dirias?

2. Descreve a fotografia que o avô colocou na internet.

3. Porque foi que o avô baixou os olhos para o chão? Para melhor responderes a esta per-
gunta, procura o significado da palavra encabulado no dicionário.

4. Qual foi a desculpa que o avô deu para ter usado uma fotografia que não era a dele?

4.1 A desculpa apresentada pelo avô justificava a sua atitude? Porquê?

5. Indica a personagem a quem pertence cada uma das falas.

a) «– Tu exageras.»

b) «– Se alguém se negar a conversar contigo é porque é estúpido!»

c) «– Tira já essa fotografia daí e põe uma tua.»

d) «– Achas que por seres velho eu ia deixar de gostar de ti?»

Gramática
1. Copia do texto para o caderno uma frase do tipo...
a) exclamativo. b) declarativo. c) interrogativo.

2. Lê a seguinte frase e responde no caderno.


«Mas tu és meu neto…»

2.1 Qual é a palavra que está em vez do nome? Classifica-a.


2.2 Completa:
A palavra és é uma forma do verbo e está no .

143
Correio eletrónico
Vais agora aprender a escrever uma mensagem de correio eletrónico ou e-mail.
A estrutura da mensagem deve dividir-se em saudação inicial, corpo e saudação final.
No entanto, como é escrito num suporte diferente do papel, neste caso no computador,
há algumas regras a cumprir.

1. Lê as seguintes informações sobre como preencher os campos de uma mensagem de


correio eletrónico.

Para: escreve-se um
ou mais endereços
eletrónicos,
dependendo da sandra@mundodacarochinha.pt
quantidade de pessoas
a quem se pretende
enviar a mensagem.
Visita de estudo
CC: insere-se um
ou mais endereços
eletrónicos de outras
pessoas a quem Olá, Sandra! Saudação inicial
se quer dar
Como tens passado?
conhecimento
Escrevo esta mensagem para te contar a magnífica visita de estudo que
da mensagem.
fizemos.
Assunto: escreve-se de No dia 21 de março fomos ao Parque Natural da Peneda-Gerês. Foi
forma breve e clara o muito divertido, preparámos o nosso lanche. O parque é lindíssimo,
assunto da mensagem. com árvores grandes e quedas de água. Foi um dia especial porque
plantámos uma árvore, para ajudar a replantar uma parte que tinha
ardido no verão passado.
Conta-me como correu a tua visita de estudo ao Zoomarine.
Um beijo,
Marcos

Saudação de despedida
Corpo da mensagem:
inclui a apresentação
do motivo
da mensagem,
o desenvolvimento
do assunto principal
e a conclusão
da mensagem.

144
Planificação
2. Preenche a tabela para planificares a tua mensagem de correio eletrónico.

Para (destinatário
da mensagem)
Assunto (motivo por
que a escreves)

Saudação inicial

Corpo da mensagem

Saudação de
despedida

Textualização
3. Escreve a tua mensagem no computador.

Revisão
4. Assinala com X o que cumpriste na redação do teu e-mail.

Lista de verificação sim não


Incluí endereço do destinatário.
Descrevi o assunto de forma breve e clara.
Escrevi a saudação inicial.
Apresentei o motivo por que escrevo.
Concluí a mensagem.
Utilizei uma fórmula de despedida adequada ao destinatário.
A mensagem cumpre o objetivo para que foi escrita.
A linguagem utilizada no texto é adequada.

5. Corrige o teu e-mail, melhorando os aspetos que identificaste na resposta anterior.

Divulgação
Envia a tua mensagem de correio eletrónico ao(s) destinatário(s) que escolheste.

145
Módulo 10
?

Oralidade Dou asas à imaginação…

• Dialoga com o(a) professor(a) POEMA SEM SENTIDO


e com os teus colegas sobre
Lê o poema:
o que observas nas imagens. Protagonista

• Qual a imagem de que mais Uma vez um senhor de Portimão


Qualidade/
gostas? Porquê? foi operar às amígdalas um vespão. o que fez
• Qual a imagem que poderia O inseto não gostou
pertencer ao teu álbum de O que aconteceu
fotografias de férias? e o nariz lhe picou
Justifica a tua resposta. ao amigável doutor de Portimão. Final

• As férias estão quase a chegar. Edward Lear, Livro dos disparates,


Onde gostarias de as passar? 1.a edição, Terramar, 1990
Porquê?
Cria o teu poema disparatado, de acordo com o
• Explica como irias, com quem modelo anterior. O tema deve ser «as férias de verão»
irias e o que farias nas férias. e deves guiar-te pelas indicações dadas acima. Es-
creve-o no caderno e ilustra-o.

146
Oralidade
Ouve o texto com atenção.

1. Seleciona com X a resposta correta.


O título do texto que acabaste de ouvir é…

a) Férias de verão. b) Férias na praia.

c) Férias na Europa. d) Férias em Inglaterra.

2. Pinta no calendário a altura do ano em que decorre a ação narrada no texto.

maio junho julho agosto

D S T Q Q S S D S T Q Q S S D S T Q Q S S D S T Q Q S S
F 2 3 4 5 6 7 1 2 3 4 1 1 2 3 4 5
8 9 10 11 12 13 14 5 6 7 8 9 10 11 2 3 4 5 6 7 8 6 7 8 9 10 11 12
15 16 17 18 19 20 21 12 13 14 15 16 17 18 9 10 11 12 13 14 15 13 14 15 16 17 18 19
22 23 24 25 26 27 28 18 19 20 21 22 23 24 16 17 18 19 20 21 22 20 21 22 23 24 25 26
29 30 31 25 26 27 28 29 30 23 24 25 26 27 28 29 27 28 29 30 31
30 31

3. Assinala com X a imagem que corresponde à família retratada no texto.


A B C

4. Assinala com X as respostas corretas.


4.1 Porque é que a família atravessou a Grande Muralha da China?
a) Para visitar o avô que estava doente.

b) Porque, por engano, o pai pôs o mapa ao contrário.

c) Porque era um monumento que queriam muito visitar.

d) Porque é um monumento que se vê do espaço.

4.2 Qual foi o país que a família conheceu no ano passado?


a) França. b) Inglaterra. c) Suíça. d) Espanha.

5. Quando chega o verão, onde passa férias esta família?

_______________________________________________________________________________

147
Preparo-me para ler
• Pensa num casaco ou numa camisola de lã de que gostes e que te agasalhe no inverno.
És capaz de identificar as etapas da sua confeção? Regista-as.

Vou ler

Minha rica lã
– Quero a minha lã – balia a ovelha tosquiada.
Foi ter com o pastor.
– Eu não tenho culpa – disse-lhe ele. – Quem arrecadou a tua lã foi o cardador.
A ovelha foi ter com o cardador que se encarrega de limpar, separar e desfibrar a lã.
– Quero a minha lã – exigiu a ovelha.
– Já não é da minha conta – disse o cardador. – A fiandeira levou toda a cardação.
A ovelha foi ter com a fiandeira que torce os fios.
– Quero a minha lã – exigiu a ovelha.
– Já não a tenho comigo – disse a fiandeira. – O tecelão levou o novelo todo.
A ovelha foi ter com o tecelão que cruza e entrelaça os fios no tear.
– Quero a minha lã – exigiu a ovelha.
– Já não está nas minhas mãos – disse o tecelão. – O dono da fábrica de confeções
levou a peça de fazenda com ele.
A ovelha foi ter à fábrica de confeções, onde são cortadas, moldadas e cosidas as
fazendas.
– Quero a minha lã – exigiu a ovelha ao capataz da fábrica de confeções.
– Já não é comigo – disse o capataz. – As costureiras fizeram casacos de lã, que os
lojistas compraram.
A ovelha dera voltas e voltas. Perdera muito tempo à procura da sua rica lã. De um
lado para o outro demorara meses. Mas não era hora de desistir.
Foi ter a uma loja de roupas. Atendeu-a um caixeiro muito delicado:
– Vossa Excelência o que deseja?
– Quero a minha lã – exigiu a ovelha.
– Vossa Excelência deseja a lã da mesma cor daquela que usa ou tem outra preferên-
cia? – perguntou o caixeiro.
Só então a ovelha, ao passar os olhos
por um dos espelhos da loja, é que repa-
rou em si. Estava toda coberta de lã, tal e
qual como antes de ter sido tosquiada.
António Torrado, Trinta por uma linha, 1.a edição,
Civilização, 2008 (excerto adaptado, com supressões)

148
Compreendo o texto

1. Qual o título do livro de onde foi retirado este texto?

1.1 Qual o significado desse título?

2. O que procurava a ovelha?

3. Lê a seguinte frase:
– Eu não tenho culpa – disse-lhe ele.

3.1 A quem se refere o elemento destacado na frase?

4. Liga as profissões às funções que cada personagem desempenha, segundo o texto.


Costureira • • Limpa, separa e desfibra a lã.
Fiandeira • • Cruza e entrelaça os fios no tear.
Tecelão • • Atende as pessoas nas lojas de roupa.
Cardador • • Torce os fios.
Caixeiro • • Faz casacos.
5. A história narrada no texto ocorre durante muito ou pouco tempo? Justifica a tua resposta
com uma frase do texto.

6. Em que se transformou, no final, a lã da ovelha?

7. O que exigiu a ovelha ao caixeiro?

8. Na tua opinião, a ovelha precisava mesmo da lã que lhe tinha sido tosquiada? Porquê?

9. Como terá reagido a ovelha à descoberta que fez no final?

149
Gramática

1. Assinala com X a ovelha que só tem palavras da classe dos nomes.

A B C

orgulhar Carlos
caracóis
tecelão Lisboa
senhora
fábrica ovelha comprovar
capataz pastor cabeça
inverno espelho porta

2. Copia do texto…
a) dois monossílabos:
b) dois dissílabos:
c) dois trissílabos:
d) dois polissílabos:

3. Classifica, quanto à posição da sílaba tónica, as seguintes palavras:


a) Fábrica – b) Excelência –
c) Confeção – d) Lã –

4. Escreve os antónimos das seguintes palavras:


a) Triste – b) Pesada –
c) Limpar – d) Quieta –

5. Amplia as frases que se seguem:


a) O caixeiro atendeu a ovelha.

b) A ovelha saiu da loja.

6. Completa a conjugação do verbo poder no presente do indicativo, de acordo com os


exemplos.

Eu Nós

Tu podes podeis

Ele/Ela
150
7. Escreve palavras da família de…
a) caixa.

b) loja.

c) cabeça.

8. Descobre na sopa de letras dez nomes do género masculino.

p i c e g o t e c e l ã o ç l o u s o l ç a e t
a d a r t h m v a t e s q u b p i l i z o e z e
s p i l o u c o s t u r e i r a j ç d f l o r a
t ç x j e d t f a q s a e e s p e l h o e r u r
o v e l h a e r c a r d a d o r g m a n l n a p
r s i d v l f l o ç d e q r j l d z g e m u d i
g l r e q ã t e d s j e l i ç u r e b a n h o t
s s o s d r e f i a n d e i r a e s u r l i a x
m a r r a q u ç d e f u r t p o c i n v e r n o

9. Das palavras que se seguem, sublinha as que são verbos.


a) Está b) Orgulho c) Arrecadou d) Levou e) Cardação
f) Quero g) Metade h) Cardador i) Exigiu j) Tranquila
k) Procura l) Foi m) Caixote n) Tear o) Atendeu

9.1 Escreve os verbos que sublinhaste acima, de acordo com a conjugação a que per-
tencem.
1.a conjugação
2.a conjugação
3.a conjugação

10. Lê a frase:
«– Vossa Excelência deseja a lã da mesma cor daquela que usa ou tem outra preferên-
cia?»
10.1 Completa:
Deseja é uma forma do verbo .
Usa é uma forma do verbo .
Tem é uma forma do verbo .

151
Preparo-me para ler
• O que sabes sobre o mar?

Vou ler

O que eu sei sobre o mar


Agora a minha professora também quer saber o que eu sei sobre o mar. Já estou a
achar curiosidade a mais, mas lá vai.
O mar é grande e dá-nos o sal, o peixe, os mariscos, e às vezes dá-nos cada susto
que nem vos conto, como no verão passado, quando fui tomar banho e não reparei na
onda que vinha ao fundo, e de repente era água por todos os lados e até me começou a
faltar o ar, e eu gritava e a minha mãe só dizia:
– A culpa é tua, eu bem te disse para não te afastares!
As mães têm sempre as palavras certas para todas as alturas.
O mar, como não tem mais nada para fazer, está sempre a fazer ondas, anda naquilo
o tempo todo, não faz mais nada de manhã à noite. Rica vida; eu cá, se me perguntassem
o que é que eu queria ser, eu dizia logo que queria ser mar.
Por isso, e também porque gosto muito de viajar mas enjoo muito de barco, se eu
fosse mar, não precisava de barcos para nada.
Ainda no que diz respeito ao mar, Portugal tem as costas largas: são muitas centenas
de quilómetros de praias.
As nossas praias são conhecidas em todo o mundo, e a nossa areia é tão fina, tão
fina que parece que já estão a pensar em exportá-la para a União Europeia, sobretudo
para aqueles países que têm a areia preta e tão grossa que até parece que se está a pisar
pedra. O meu pai até disse que era bom que exportassem também a areia
que muita gente tem dentro da cabeça, mas se calhar isso era capaz de
ser complicado.
O mar é salgado, e é por isso que eu tenho muita pena dos
peixes, sempre a engolirem sal, quando toda a gente sabe que o
sal é um veneno para a saúde.
E isto é tudo o que eu sei sobre o mar.
Alice Vieira, Livro com cheiro a caramelo,
1.a edição, Texto Editores, 2008

152
Compreendo o texto

1. Seleciona com X as imagens que representam o que o mar dá, segundo a menina.
A B C D

2. Conta, por palavras tuas, o episódio do susto.

3. O que é que a menina queria ser? Porquê?

4. O que é que se poderia exportar para a União Europeia?

5. No texto, existem expressões que se referem ao mar, mas estão associadas ao ser humano.
Explica o que querem dizer essas expressões:
a) O João está sempre a fazer ondas.
b) A Mariana tem a cabeça cheia de areia.

6. Indica as afirmações verdadeiras com V e as falsas com F, de acordo com o texto.


a) A menina gosta muito de viajar e não enjoa.

b) Pouca gente conhece as nossas praias. Hora do


ditado !
c) A areia portuguesa é preta e grossa. o e com
Com o manual fechad o
d) Os peixes são salgados. muita atenção para nã
cometeres erros, vais os
eir
6.1 No teu caderno, corrige as afirmações falsas. escrever os três prim guindo
os do te xto, se
parágraf
sor(a).
a leitura do(a) profes
Gramática
1. No caderno, faz a divisão silábica das seguintes palavras com um • e classifica-as quanto
ao número de sílabas.

a) Mariscos b) Curiosidade c) Mar d) Certas


2. Preenche o quadro com palavras do texto, de acordo com a posição da sílaba tónica.

Palavras esdrúxulas Palavras graves Palavras agudas

153
Preparo-me para ler
• Lê o título do texto. De acordo com o título, imagina a história contada no texto.
Regista, por escrito, as ideias principais.

Vou ler

O príncipe do rio

Era uma vez um príncipe pequenino, tão pequenino que ninguém o via. Morava numa
árvore à beira de um rio, onde alguns pássaros faziam ninho. Era um príncipe muito triste,
porque estava preso àquele salgueiro de onde só poderia sair se alguém o descobrisse.
Costumava conversar com um rouxinol, um pássaro a quem dizia que se sentia muito in-
feliz por não haver ninguém que soubesse que ele estava ali. Era um príncipe sem reino
e sem povo. Só tinha aquela árvore e aquele pássaro. Então o rouxinol cantava toda a
noite, cantava um canto muito belo e triste, tão triste como a história que o príncipe lhe
contava.
Havia um rapaz que vinha pescar para junto daquele salgueiro. Chegava a sentar-se
no tronco, quase junto à água, às vezes tão perto do príncipe que parecia impossível que
não o visse. O príncipe fazia-lhe sinais, mas ele não dava por nada. Certa vez um pica-
-peixe passou a voar baixinho, mesmo em frente do menino que estava a pescar.
– Que pássaro tão bonito, nunca tinha visto um assim, tantas cores, parece um arco-íris.
– É um pica-peixe – disse o príncipe.
O rapaz levantou a cabeça e olhou em volta a tentar perceber de onde tinha vindo
aquela voz. Mas não viu ninguém.
– Esta agora – disse em voz alta –, parece que a árvore está a falar comigo.
O príncipe esteve quase para se mostrar, mas era tão pequenino que teve vergonha.

Manuel Alegre, O príncipe do rio, 1.a edição,


Dom Quixote, 2009 (excerto adaptado)

154
Compreendo o texto

1. Localiza a ação desta história no espaço.

2. Escolhe um adjetivo que traduza a principal característica do príncipe.


Justifica a tua escolha.

3. Assinala com X as opções corretas.

3.1 Era príncipe…


a) de um reino longínquo. b) de um reino subaquático. c) sem reino.

3.2 O seu único amigo era…


a) um pica-peixe. b) um rouxinol. c) um rapaz.

4. Qual o assunto da história que o príncipe contava?

5. Porque é que o príncipe não se mostrou? Também já te sentiste assim? Conta em que
situação.

Gramática
1. Copia do texto para o caderno:
a) Os adjetivos que caracterizam o canto do rouxinol e escreve os seus antónimos;
b) Um determinante artigo definido. Indica em que género e número se encontra;
c) um advérbio de negação.

1. Lê as seguintes frases e observa as palavras sublinhadas.

O príncipe teve vergonha de sinalizar a sua presença.


Ele ia precisar de descer para deixar de ter vergonha.

• Os verbos que terminam em izar são formados a partir de nomes que não
têm s na última sílaba.
Exemplo: eterno – eternizar.
• Os verbos que terminam em isar são formados a partir de nomes que têm
s na última sílaba.
Exemplo: aviso – avisar.

155
Preparo-me para ler
• Qual a estação do ano em que se comem mais gelados? Conversa com os teus colegas
sobre esta estação do ano: o que costumas fazer, como é o tempo, as cores, os cheiros…

Vou ler

No verão
No verão as árvores dormem.
E à tarde os meninos chegam a casa com a boca pintada de sumo de amoras.
No verão tira-se muitas vezes o mapa da gaveta e fica-se a olhar para ele du-
rante muito tempo. E sonha-se com lugares que têm nomes difíceis de pronunciar.
No verão custa a distinguir onde acaba o céu e começa o mar. As praias re-
bentam de gente e ao fim da tarde há dois velhotes sentados na borda de um barco
a ver passar os navios.
No verão é preciso estar sempre alerta para defender os castelos de areia dos
inimigos. Que chegam sempre por mar.
No verão há histórias de sereias que aparecem quando a Lua vai alta e a praia
está deserta. De manhã, os meninos procuram-nas por entre as rochas e voltam
com as mãos cheias de conchas e lapas e mexilhões, enquanto, à sombra, as tias
trocam receitas e pontos de malha muito difíceis.
No verão, quando se levanta a cabeça, veem-se as sete cores do arco-íris nas
riscas do toldo.
No verão, o sol derrete-se no meio do mar quando o dia acaba. E as praias
ficam, de repente, cheias de sombras e segredos.

Alice Vieira, Livro com cheiro a caramelo, 1.a edição,


Texto Editores, 2008 (excerto adaptado)

156
Compreendo o texto

1. Completa:

Este texto foi escrito por , no livro ,


publicado pela no ano de .
O tema principal deste texto é .

2. O que acontece às árvores na época descrita no texto? Porque será que isso acontece?

3. Porque é que as pessoas ficam durante muito tempo a olhar para o mapa?

4. Por que motivo no verão custa a distinguir onde acaba o céu e começa o mar?

5. O que significa a expressão ver passar os navios?

6. Lê a seguinte frase:
«No verão é preciso estar sempre alerta para defender os castelos de areia dos inimigos.»

6.1 Quem são os inimigos? Justifica a tua resposta com uma expressão do texto.

7. Desenha no teu caderno o sol a derreter-se. Usa as cores indicadas para esta situação.

Gramática
1. Classifica as palavras destacadas, assinalando com X a opção correta. Observa o exemplo.
Determinante

artigo definido artigo indefinido possessivo demonstrativo

O meu barco X

As suas conchas

Uma praia

O Sol

Essas árvores

157
Texto narrativo (com integração de diálogo)
No texto narrativo, geralmente, intercalam-se momentos de ação ou de descrição com diá-
logo entre as personagens.

Vais agora escrever um texto narrativo com diálogo, imaginando que durante as férias en-
contras um turista de outro planeta com quem conversas e de quem ficas a conhecer um
pouco dos seus costumes.

Planificação
1. Planifica o teu texto, preenchendo a tabela com os momentos da ação e do diálogo.

Fase de abertura
(contextualização
da situação em que
vai acontecer Quando?
o diálogo: espaço,
tempo e personagens)

Fase de interação
(o que acontece e
como decorre a ação,
contendo diálogo
entre as personagens
sobre o que
aconteceu)

Fase de desfecho
(resolução do
problema; desfecho
da ação)

158
Textualização
2. De acordo com as informações da tabela, constrói o teu texto.
Não te esqueças que deves…
• usar os dois pontos para introduzir discurso direto;
• fazer parágrafo e começar com travessão sempre que introduzires uma fala;
• usar verbos introdutores do discurso, sem os repetires exaustivamente: dizer, perguntar,
responder, sussurrar, gritar, explicar, ordenar, lamentar, etc.;
• escrever um título.

Revisão
3. Assinala com X de acordo com o que escreveste.

Lista de verificação sim não


Respeitei as fases da narrativa com diálogo.
Intercalei a ação com diálogo entre as personagens.
Usei os dois pontos adequadamente.
Fiz parágrafos e iniciei as falas com travessão.
Evitei repetir os verbos introdutores do discurso.
Encadeei as ideias de forma lógica.
Escrevi frases com sentido.
Evitei erros ortográficos.

3.1 Reescreve agora o teu texto, melhorando os aspetos identificados na questão anterior.
Bom trabalho!

Divulgação
Encerra o blogue da turma deste ano com o teu texto. Caso não tenha sido iniciado o
blogue, divulgem através de cartazes.

159