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FORMAS DE COMUNICAÇÃO NA ARTE PALEOCRISTÃ

Arte Paleocristã foi o nome dado às diversas formas artísticas produzidas por cristãos durante o
Império Romano no Ocidente, entre I-VI DC. Nos primórdios da Era Cristã estes eram perseguidos
e, não podendo expressar a sua fé abertamente, tinham de recorrer a símbolos para comunicar e
propagar mensagens, estando bastantes registos da sua presença em catacumbas, onde se
escondiam. Esta arte podia manifestar-se através de pintura, iluminura, escultura, sarcófagos,
mosaicos, gravuras e arquitectura.

A pomba com o ramo de oliveira no bico simbolizava e simboliza ainda a paz, o pão a eucaristia,
o Alfa e o Omega, primeira e ultima letra do alfabeto grego, simbolizam Cristo como o início e fim
de tudo, a salvação é representada pela âncora, já a Fénix, pássaro que ressuscita das próprias
cinzas, é símbolo de ressurreição.

As letras X e P (gregas) entrelaçadas eram um monograma composto pelas duas primeiras letras
da palavra Cristo e quando observadas numa sepultura significava que o defunto era cristão. Outros
símbolos tinham o mesmo significado como o peixe, criptograma que representava “Jesus Cristo,
Filho de Deus Salvador”.

As tampas dos primeiros sarcófagos eram decoradas com pequenas


figuras esculpidas em relevo, muitas delas (como a videira e a água)
provinham dos romanos, e outras eram motivos pagãos com
interpretação cristã, temas tratados de um modo para que só os
iniciados os pudessem compreender.
Passagens da Bíblia eram muitas vezes retratadas como Jonas a ser
lançado para dentro de uma baleia, vomitado por esta e dormindo
numa vinha, Moisés fazendo sair água das rochas, a arca de Noé,
Daniel na cova dos leões ou a ressurreição de Lázaro, estas cenas
simbolizavam o baptismo, a nutrição da vida divina através da
ingestão de pão e vinho consagrados na Missa, a ressurreição final e o
paraíso (que resumem as palavras do salvador).

Para além de baixos relevos, uma das principais grandes esculturas é


o Bom Pastor do Museu de Latrão, com a ovelha aos ombros
representando Cristo, pastor do seu rebanho, e a salvação que trazia àqueles aos quais fornecia
ajuda.

Em arquitectura, para além do próprio edifício, a arte manifestava-se muitas vezes em forma de
mosaico. Na Igreja da Multiplicação dos Pães e dos Peixes, em Tabga, pode ser encontrado o mais
antigo exemplo de um pavimento figurado paleocristão. Nos mosaicos que o constituem e que
caracterizam toda a igreja estão retratados peixes, pães, pássaros, plantas e flores de lótus de uma
maneira bastante realista. Os nome da basílica faz alusão a um episódio bíblico no qual Jesus Cristo
terá multiplicado a escassa comida dos seus discípulos (cinco pães e dois peixes) para que todos
tivessem alimento suficiente.

Existem ainda outros mosaicos relevantes como os que constituem a cúpula do Battistero
Neoniano e que ilustram a cena do baptismo de Cristo, estando este rodeado pelos doze apóstolos
em procissão, vestidos de azul e dourado. Em torno destes está um anel dividido em oito secções
com tronos vazios, representando a divindade de Cristo, e altares com livros abertos próximos de
cadeiras desocupadas que supostamente seriam um lugar reservado no céu para aqueles que fossem
os eleitos. Os enquadramento geométricos e os motivos circulares eram bastante importantes e
pretendiam dar um efeito de profundidade e evocar o céu celestial, enquanto a utilização de
mármore e a cintilação dos mosaicos evocam o esplendor do reino de Deus.

BIBLIOGRAFIA

http://educacao.uol.com.br/artes/arte-paleocrista.jhtm
http://www.sacred-destinations.com/israel/tabgha-church-of-loaves-and-fishes.htm
http://www.sacred-destinations.com/italy/ravenna-battistero-neoniano.htm
http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/arte-paleocrista/arte-paleocrista-4.php
http://nanamada.blogspot.com/2007/08/arte-paleocrist-os-smbolos-e-afrescos.html
História Mundial da Arte 2 - Bertrand

Maria Pena






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