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Reforço Sísmico de Edifícios de Betão Armado

Pedro Miguel Neves Alegria da Silva

Dissertação para a obtenção do Grau de Mestre em
Engenharia Civil

Júri
Presidente: Prof. Pedro Guilherme Sampaio Viola Parreira
Orientador: Prof. Júlio António da Silva Appleton
Vogal: Prof. Mário Manuel Paisana dos Santos Lopes

Setembro de 2007

AGRADECIMENTOS

Esta dissertação foi desenvolvida no âmbito do Mestrado Integrado em Engenharia
Civil, do Instituto Superior Técnico.
Ao Prof. Júlio Appleton, orientador científico desta dissertação, manifesto a minha
sincera gratidão pelas frutíferas discussões empreendidas e pela disponibilidade demonstrada.
À Cristina Ventura, por toda a assistência e paciência.

ii

RESUMO

Actualmente, existe uma grande preocupação em tornar as construções resistentes às
acções sísmicas. O Eurocódigo 8 parte 3, Avaliação e Reforço de Estruturas sujeitas à Acção
Sísmica, resulta dessa consciencialização.
O objectivo principal desta dissertação é o de caracterizar o comportamento sísmico de
edifícios de betão armado e descrever os procedimentos regulamentares.
Com esse intuito é efectuada uma breve evolução histórica da regulamentação e serão
analisadas as deficiências de dimensionamento e de pormenorização que contribuíram para o
colapso local ou global de edifícios de betão armado.

O Eurocódigo 8 parte 1 é analisado e serão retiradas as disposições regulamentares relevantes
para o reforço sísmico de edifícios existentes. Neste capítulo destaca-se a filosofia de
dimensionamento patente nos Eurocódigos, denominada por “Capacity Design” que tem como
principal objectivo evitar as roturas frágeis, tirando partido da ductilidade da estrutura e da sua
capacidade de dissipar energia.

O objectivo da parte 3 do Eurocódigo 8 é garantir que as estruturas existentes possuam
capacidade resistente suficiente que lhes permita suportar as exigências sísmicas. Para tal, são
definidas exigências de desempenho associadas a estados de dano, regras para avaliação
estrutural que traduzam adequadamente as características do edifício, métodos de análise e
critérios de verificação.

Posteriormente, são definidas as técnicas de reforço sísmico mais correntes, as suas
vantagens e desvantagens, bem como as suas condições de aplicabilidade.

Finalmente, é avaliada a capacidade sísmica de um edifício de betão armado e são analisadas
diferentes alternativas para o seu reforço sísmico.

iii

such as the Eurocode part 3: Assessment and Seismic Retrofit of Structures. Its main purpose is to avoid the brittle collapse and failure of structures. ABSTRACT In our days exists a big concern regarding the seismic resistance of structures. For that reason certain guiding principles are defined. the most standard techniques of seismic retrofitting are described. as well as their applicability conditions. The main purpose of this dissertation is to define the seismic behaviour of concrete buildings and to characterize the ruling proceedings. a brief historical evolution of the regulations is defined and the damage regarding misconception in design and in detailing that led to local or global collapse of concrete buildings. are analysed. Afterwards. performance requirements corresponding to limit states. The objective of the Eurocode 8 part 3 is to guarantee that existing buildings have enough capacity to endure the seismic demands. rules for structural assessment that reflect the buildings characteristics. methods of analysis and compliance criteria. With that point in mind. their advantages and disadvantages. Finally. iv . referenced as “Capacity Design”. The part 1 of the Eurocode 8 is under examination and the relevant guidelines regarding the seismic retrofit of existing buildings are underlined. taking advantage of their ductility properties and in its ability to dissipate energy. One of the focuses in this chapter is the design philosophy displayed in the Eurocodes. the seismic capacity of a concrete building is assessed and the alternatives for the retrofit are discussed. Because of that awkwardness a new set of codes were developed.

PALAVRAS-CHAVE Eurocódigo Acção sísmica Reforço sísmico Edifícios Betão armado Capacidade KEYWORDS Eurocode Seismic action Seismic retrofitting Buildings Concrete Capacity v .

i Valor característico da acção variável i ∑ϕ 2 .i Qk . Notações NSPT Número de pancadas para atingir uma profundidade de 30 cm no ensaio SPT υs.i Valor quase permanente da acção variável i ψ E .i Coeficiente de combinação associado à acção variável ξ Coeficiente de amortecimento viscoso M Massa efectiva total da estrutura Mi Massa do nó i g Aceleração de gravidade vi .30 Velocidade média das Ondas sísmicas secundárias cu Coeficiente de resistência não drenada do solo S e (T ) Espectro de resposta elástico horizontal S De (T ) Espectro de resposta horizontal em deslocamento SVe (T ) Espectro de resposta vertical S d (T ) Espectro de cálculo horizontal dg Deslocamento de cálculo a nível do solo T Período de vibração de um sistema linear de um único grau de liberdade ag Aceleração de cálculo para um solo de classe A TB Limite inferior dos períodos que correspondem ao patamar de aceleração espectral constante TC Limite superior dos períodos que correspondem ao patamar de aceleração espectral constante TD Valor a partir do qual o deslocamento espectral se torna constante S Parâmetro do solo η Coeficiente de correcção do amortecimento viscoso avg Aceleração vertical de cálculo para um solo de classe A β Coeficiente que corresponde ao limite inferior do espectro de cálculo horizontal q Coeficiente de Comportamento AEd Acção sísmica de dimensionamento AEk Acção sísmica de referência γI Factor de Importância υ Factor de conversão Gk Valor característico das cargas permanentes Qk .

b Momentos flectores de dimensionamento das vigas que confluem nessa ligação Di Exigências sísmicas Ci Capacidades resistentes ρ Rácio entre exigências e capacidades θE Valores das exigências expressas em deformações VE Valores das exigências expressas em esforço transverso VE.c Momentos flectores de dimensionamento das colunas que confluem nessa ligação M Rd .EC8 Resistência ao corte do elemento com carregamento cíclico e após a cedência por flexão ser atingida φy Curvatura de cedência na extremidade do elemento Lv Rácio momento/esforço transverso na secção de extremidade aV z Variação de tensão no diagrama de momentos flectores z Braço interno do elemento h Altura da secção transversal εy Deformação de cedência d .m-σ Desvio face à deformação última VRd . d´ Distâncias à armadura de tracção e compressão vii .Fb Força de corte basal δi Deslocamento lateral do grau de liberdade i devido a uma análise elástica linear de uma estrutura Fi Forças laterais aplicadas ao nível dos pisos i k Número de modos a considerar n Número de pisos acima do solo Tk Período de vibração do modo k EE Máximo valor do efeito acção sísmica considerada de* Deslocamento objectivo S a e (T*) Valor espectral da aceleração correspondente a T* m* Massa equivalente num sistema de 1 GDL F* Força no sistema de 1GDL d* Deslocamento no sistema de 1GDL M Rd...EC2 Resistência ao corte do elemento com carregamento monotónico VR. CD Valor de esforço transverso relativo θy Valor da deformação de cedência θu.m Valor da deformação de colapso θu. VRm Resistência ao corte com/sem segurança do material e factores de segurança VR.

fb Tensão de cedência no aço e no betão. f yw Resistência à compressão do betão (MPa) e a resistência de cedência dos estribos ρ sx Percentagem de armadura paralela à direcção x do carregamento sh Espaçamento dos estribos ρd Percentagem de armadura de reforço diagonal.db Diâmetro da barra f y . h0 Dimensões do betão confinado no aro bi Espaçamento das armaduras longitudinais na zona central. contidas lateralmente por estribos θu m Deformação última ϕu Curvatura última da secção de extremidade dbL Diâmetro da armadura de tracção x Altura da zona comprimida AC Área da secção transversal µ ∆ pl Representa a exigência de ductilidade (em deslocamento) ρtot Percentagem de armadura longitudinal VW Contribuição da armadura de esforço transverso para a resistência ao corte δ Ângulo entre a diagonal e o eixo da coluna Vj Esforço transverso adicional exercido pela cinta de aço tf Espessura das placas/cintas de aço b Largura das cintas de aço Vf Contribuição do FRP na resistência ao corte do elemento ρf Rácio FRP paralelo à direcção de carregamento fu. em MPa γ el Coeficiente redução elástico υ Esforço normal reduzido b Largura da zona comprimida N Esforço normal de compressão ω . ω´ Percentagem mecânica de armadura de tracção e compressão f c . f Extensão última do FRP viii . f . em cada direcção diagonal α Factor de eficácia de confinamento b0. Ε f A tensão resistente e o módulo de elasticidade do FRP ε u.

...................2........26 3.17 3......................... Espectro de resposta elástico horizontal .........4......................2..........7............................................. Análise Estática Linear.................4................ Regularidade no plano horizontal.....................5......2.............................................. CONSIDERAÇÕES GERAIS .............................10 2....2................6..3.......... ACÇÃO SÍSMICA .13 3............2.. DEFINIÇÃO DO PROBLEMA .....2..4.....................................6..4.........................................................24 3.................... Deficiências relacionadas com o sistema estrutural......................4.......................... ÍNDICE CAPITULO 1...............................................2.......8......................................10 2........ Espectro de resposta elástico vertical............................ Elementos secundários e elementos não estruturais...........................................4.............. Ligações viga-coluna ............................2.......................1........... Diafragmas estruturais.16 3.............18 3............4................................2....................22 3.......... FILOSOFIA DE DIMENSIONAMENTO ........................ Deficiências relacionadas com os elementos ......... MÉTODOS DE ANÁLISE ..... Representações alternativas da acção sísmica ....................20 3. Análise Dinâmica Não Linear .................1..............4 2............ COMPORTAMENTO SÍSMICO DE EDIFÍCIOS DE BETÃO ARMADO .......................... Análise Estática Não Linear ....1.................................................... Mecanismos de rotura em colunas....................................2.........................2...8 2.....................................1... COMPORTAMENTO DE EDIFÍCIOS DE BETÃO ARMADO SUJEITOS À ACÇÃO SÍSMICA......................6...................................2......18 3...7 2................... OBJECTIVOS E ORGANIZAÇÃO DA DISSERTAÇÃO .............2..................................23 3.............2...............1..4...................2..........1........................2......3 CAPITULO 2.............1..1.................25 3........................... Representação da Acção Sísmica........15 3........ CRITÉRIOS DE VERIFICAÇÃO ......................2..2....................................... Análise Dinâmica Linear.5 2...... Aspectos relacionados com as condições interiores dos edifícios..9 2.....2.... Aspectos relacionados com as condições exteriores ao edifício ............. INTRODUÇÃO ...................................6 2.............. COMBINAÇÃO DE ACÇÕES ....20 3.....................12 2...4 2......................................... INTRODUÇÃO......................................................... Zonas Sísmicas e Fonte Sismogénica...............2.7.........4...3.......... Regularidade em alçado .............28 ix ....................................................................3.............................................................................4..2................2.................2................................................. Deslocamento de dimensionamento do solo .........................13 3............1.............. DIFERENCIAÇÃO DA FIABILIDADE ......... ANÁLISE E DIMENSIONAMENTO SÍSMICO DE EDIFÍCIOS DE BETÃO ARMADO.2.2...............................................................2.........2......2................................................6.................................22 3......1 1..... OBJECTIVOS ..27 3..............3..............2............................................................4....... Tipos de solos......10 2............1.............. Espectro de dimensionamento para a Exigência de Não Colapso .......................................................12 CAPITULO 3..........14 3....1.......4.....2...16 3...................23 3......................................................6.......................6.1 1...........5...2.8 2.....

Avaliação da capacidade resistente das vigas à Flexão.................... AVALIAÇÃO DAS CAPACIDADES .1....59 6.......................................3............ .... CASO DE ESTUDO ................38 4...1...5.............................................3...................60 6...........................68 I..........8........................ TÉCNICAS DE REFORÇO E DE INTERVENÇÃO ...7............ REFORÇO SÍSMICO DE ELEMENTOS DE BETÃO ARMADO EXISTENTES ..................53 6. Avaliação da capacidade de deformação dos pilares........................................................ MODELOS DE CAPACIDADE PARA A AVALIAÇÃO DO REFORÇO DE ELEMENTOS DE BETÃO ARMADO ................................ Avaliação da capacidade resistente dos pilares ao Corte....... INFORMAÇÃO SOBRE A AVALIAÇÃO ESTRUTURAL .36 4.4..1.............3....... ........................................3...............4.............. Elementos de betão armado sujeitos a flexão simples e composta ........ 3................................ AVALIAÇÃO SÍSMICA E REFORÇO SÍSMICO DE EDIFÍCIOS DE BETÃO ARMADO...... MODELAÇÃO E ANÁLISE .....4....................... APRESENTAÇÃO DO EDIFÍCIO ...........37 4............................. Reforço por introdução de pré-esforço exterior.................................................................................1...................49 5..................5.........3...................54 6.....................45 5...62 6............... AVALIAÇÃO ESTRUTURAL ...........3......................................................................................... ISOLAMENTO SÍSMICO DE BASE .............. Definição dos esforços condicionantes......... Verificação da Segurança à Flexão composta.............. ..................................................4..............40 4...5...................... CRITÉRIOS DE VERIFICAÇÃO ........................................................ Introdução de elementos resistentes ....2.........................................4...68 II.. Elementos de betão armado sujeitos ao corte .5......................................................................................2...................................................33 4..3..................... VERIFICAÇÃO DA SEGURANÇA PARA O REFORÇO DE ELEMENTOS DE BETÃO ARMADO ... Isolamento sísmico de base ..............................................................................2...................63 6...4............6.......................................51 CAPITULO 6.......58 6......... INTRODUÇÃO.............3..... Reforço por Encamisamento .........1........................................... INTRODUÇÃO.. Avaliação da capacidade resistente dos pilares à Flexão Composta.... Acção sísmica....53 6....... Verificação da capacidade resistente actual das lajes.......................................................................2.........4.........................33 4............ EXIGÊNCIAS DE DESEMPENHO PARA ESTRUTURAS EXISTENTES ................29 CAPITULO 4..44 5...... Reforço por adição de chapas de aços e perfis metálicos...69 IV........ Verificação ao Corte (rotura frágil)..................2....64 6.........................3....40 4.........................45 5..............7..........................4...........33 4...69 III.............................................................4............ INTRODUÇÃO DE PAREDES RESISTENTES ........7...................5..67 6.............................44 5...1.......... ..................................................................................44 5...................... REFORÇO SÍSMICO DO EDIFÍCIO........1..........................5........................... TIPOS DE INTERVENÇÕES ...................3..2.....50 5....................................................... combinação de acções e modelação estrutural ................2......50 5.....37 4.... .................... ......... Cálculo dos esforços resistentes........70 x .. AVALIAÇÃO SÍSMICA ..42 CAPITULO 5....35 4............... Métodos de análise .....................34 4.......................................

........8....................... Análise dos esforços nos elementos...............73 6........79 CAPITULO 7.. Pilares....70 VII........ .......... COMPARAÇÃO COM A SITUAÇÃO INICIAL................................7.................................80 xi ...7.................... ... Pilares........... V............7..77 6........... CONCLUSÕES .......................3............................ . Verificação da segurança à flexão das vigas............ Análise dos deslocamentos............................35m2 na direcção transversal......... OUTRAS ALTERNATIVAS PARA O REFORÇO SÍSMICO DO EDIFÍCIO...................6........................... Verificação ao Corte (rotura frágil).................. Frequências e modos de vibração............. Verificação à Flexão composta...........2...................................................................................................................71 6............ DIMENSIONAMENTO DAS PAREDES RESISTENTES .................71 VIII.................76 6........ Nova iteração.............................78 6...........70 VI.................................... .................. Introdução de paredes resistentes 4... ..............0x0.............7................................................................................76 6.....1.

..._________________11 Figura 2........................ .. relativamente ao centro de massa C.........................M............................................ 2: Avaliação da perigosidade sísmica em PGA (agR) [3]..................................... 4: Sismo de Kobe em 1995: Rotura das fundações (figura da direita) [15]........... 9: Sismo de Northridge de 1994: Colapso de coluna interior [14]............. 7: A colocação das paredes resistentes provoca uma deslocação do centro de rigidez C... 1: Encamisamento com betão armado e com aço [18].. ........................R.................................... 5: Mecanismos de dissipação de energia em edifícios... ____________11 Figura 2................... 3: Sismo da Cidade do México em 1985: A liquefacção do solo originou o afundamento do edifício (figura da esquerda) [15]...........49 Figura 5.................................. ________________________8 Figura 2........... 3: Reforço de uma viga ao esforço transverso [28]..... __________7 Figura 2..........17 Figura 3......................... 4: Acelerograma artificial para a Acção Sísmica do tipo 1.... para um período de retorno de 475 anos [3]................ 2: Sismo da cidade do México de 1985: Colapso tipo “pancake” (imagem da esquerda)............................ 5:Registo da aceleração horizontal registada durante o sismo de Northridge de 1994 com Magnitude de 6...... Terreno tipo 1...___6 Figura 2......22 Figura 3...46 Figura 5.... __________________________________________________________________________________12 CAPÍTULO 3 Figura 3.... ....... 2: Encamisamento/ Reforço com FRP [30]....... 1: Registo da componente horizontal do sismo da cidade do México de 1985 [33].......... 7: Sistemas de isolamento base [24]..............48 Figura 5........... 6: Comparação entre uma estrutura de base fixa e uma de base isolada.......... .28 CAPÍTULO 5 Figura 5...... ...... 8: Sismo de Northridge de 1994: Rotura por corte de uma coluna [14]..........................51 Figura 5..........52 xii ........_______________________________________7 Figura 2.. 10: Rotura na ligação entre coluna e viga e espaçamento muito grande das cintas [28].................. ...... ..................50 Figura 5....... 4: Aplicação de pré-esforço exterior a colunas [28].....................51 Figura 5........ 5: Reforço por introdução de contraventamentos metálicos [15]. ........18 Figura 3........____________________________________________9 Figura 2...... _________________6 Figura 2........................... ÍNDICE DAS FIGURAS CAPÍTULO 2 Figura 2.......... 3: Espectros de reposta elástico recomendados para a acção sísmica tipo 1 e tipo 2 [3]................................... 1: Zonamento em função da acção sísmica próxima e da acção sísmica afastada.......16 Figura 3.... ..........___________________________________________________________8 Figura 2.................... choque entre dois edifícios adjacentes (imagem da direita) [33]................ respectivamente........... Zona Sísmica A do RSA........................... 6: Sismo da Cidade do México 1985: “Soft – Storey” [33]................................7 [14].

............................................................ 9: Modelo estrutural.................55 Figura 6..................... 7: Esquema de pormenorização da viga H1......................................................................... 11: Esforços transversos resistentes para os pilares tipo P1 e P2..................................54 Figura 6....................................................53 Figura 6......................... 10: Modos de vibração da estrutura......CAPÍTULO 6 Figura 6....................................53 Figura 6......................................... 4: Pormenorização de um pilar tipo P1.72 Figura 6...........................57 Figura 6.....55 Figura 6................................................73 Figura 6........... 20:Evolução da resistência ao corte do pilar P2C......................................56 Figura 6..........................60 Figura 6.................................................................................................................................................67 Figura 6..............58 Figura 6.......... 18: Paredes resistentes...............................78 Figura 6............ 13: Avaliação da capacidade resistente à flexão da viga V3 no piso 2........ 22:Comparação dos momentos actuantes e resistentes na viga H2................. .................. 3: Planta de vigas................ ............................................. ..... 16: Envolvente dos momentos flectores na viga H2 após a introdução de paredes resistentes...............56 Figura 6............................. 17: Comparação dos momentos flectores negativos na viga H2 após a redistribuição de esforços..................................................................... 8: Esquema de pormenorização da viga H2.......................................................... 2: Planta de pilares............................ 1: Planta do edifício em estudo............................................... .................................. 21:Armadura necessária para verificar a segurança à flexão composta do pilar P2C......58 Figura 6............. 6:Pormenorização de uma laje tipo..............................................68 Figura 6................................... ....................................... 19: Distribuição das paredes resistentes e pilares fictícios...... 15: Introdução de paredes resistentes na direcção transversal...................... ...............................66 Figura 6....................................................................................................................................... ........................... 12: Avaliação da capacidade resistente à flexão na zona dos apoios da viga H2 no piso 3.. 5: Pormenorização de um pilar tipo P2........................................................................................................................79 xiii ...................72 Figura 6........78 Figura 6..............73 Figura 6...................70 Figura 6.... .............. 14: Introdução de paredes resistentes...........................

..36 Quadro 4.................. .......................... 7: Quadro resumo da capacidade de deformação do pilar tipo P1......63 Quadro 6.............66 Quadro 6.............. 1: Percentagem de participação de massa modal..... 4: Quadro resumo dos resultados dos pilares.................. Valores recomendados..................... .... ...... ratio ρ= θsd/ θum................ para a viga H1..................... 10: Cálculo da armadura principal de flexão composta para o pilar P2B............ 3: Quadro resumo dos resultados dos pilares.................... 1: Níveis de análise e correspondentes métodos de análise [2]............................. ............................................... 6: Verificação das condições de aplicabilidade dos métodos lineares................ ............ 13: Critérios de aplicabilidade para a viga H1.... ..................................................................................................................61 Quadro 6......................................................39 CAPÍTULO 6 Quadro 6.............................................59 Quadro 6................................ 19: Cálculo da armadura principal de flexão composta para o pilar P1............................ 2: Acção sísmica próxima (tipo 2)........62 Quadro 6............................. 23: Cálculo da armadura principal de flexão composta para o pilar P2.................................. 9: Cálculo da armadura principal de flexão composta para o pilar P1B.................62 Quadro 6........................................................................... 2: Coeficientes sísmicos........63 Quadro 6.......................... ...........................21 Quadro 3....................... 3: Acção sísmica afastada (tipo 1)........... ........................69 Quadro 6..................65 Quadro 6.....65 Quadro 6..64 Quadro 6.....59 Quadro 6............64 Quadro 6....... ............................ ρ=Msd/Mrd................. 21: Análise da resistência ao corte para os pilares P1 e P2....... ..... ..................................................... 1: Classes de importância................. 15: Quadro resumo do comportamento à flexão.......................................................... ................................... 12: Quadro resumo das Capacidades e Exigências............................... ..............70 Quadro 6........... 5: Verificação das condições de aplicabilidade dos métodos lineares..........71 Quadro 6....................... 2: Critérios de verificação para avaliação do reforço de elementos de betão armado [2].65 Quadro 6.. da viga H2......................... ratio ρ= θsd/ θum..............................69 Quadro 6............61 Quadro 6................. 17: Armadura de flexão existente (cm2)............... 20: Cálculo da armadura principal de flexão composta para o pilar P2........ 16: Quadro resumo da capacidade de deformação da viga V3 no piso 2............................................................... ...... 11: Quadro resumo das Capacidades e Exigências....22 CAPÍTULO 4 Quadro 4..................61 Quadro 6......71 xiv ...... 8: Quadro resumo da capacidade de deformação do pilar tipo P2. 14: Critérios de aplicabilidade para a viga H2.....69 Quadro 6......... ................. ....................................................69 Quadro 6...14 Quadro 3.. 18: Esforços actuantes nos pilares P1 e P2...... ÍNDICE QUADROS CAPÍTULO 3 Quadro 3................63 Quadro 6.. 22: Cálculo da armadura principal de flexão composta para o pilar P1. para a viga H2................................................................

............. 29: Armadura transversal adoptada para as paredes resistentes.......74 Quadro 6.........74 Quadro 6......................... 31: Coeficientes de rigidez............................ 28: Armadura longitudinal adoptada para a alma das paredes.. 30: Verificação de tensão máxima nas bielas.. 27: Armadura adoptada para os pilares fictícios.................. 25: Características das paredes resistentes. ....................................... ....71 Quadro 6..........................................................77 xv ........75 Quadro 6.....................77 Quadro 6.................. 26: Esforços de dimensionamento para as paredes resistentes.. 33: Deslocamentos inter-pisos para a solução reforçada..........74 Quadro 6......... ...............75 Quadro 6.........................................76 Quadro 6.. ............. ............................................................. 32: Deslocamentos inter-pisos para a situação inicial....................... ...........................................Quadro 6..................... 24: Análise da resistência ao corte para os pilares P1 e P2...... ............73 Quadro 6................

..............................85 Anexo 3: Valores das propriedades dos materiais e critérios de análise e de verificações de segurança [2]......................................................................................................................................................................................................................................................88 Anexo 7:Esforços resistentes para a viga H2.............................................90 Anexo 9: Cálculo da capacidade resistente ao corte do pilar P2............................................................................................................................................................................................................... .....................................85 Anexo 2: Factores parciais para o estado limite último [4]...... .............................95 xvi ...........86 Anexo 4: Armadura longitudinal e transversal para o pilar tipo P1................................87 Anexo 6: Esforços resistentes para a viga H1...................................................91 Anexo 10: Deformações últimas para a viga H1....92 Anexo 11: Deformações últimas para a viga H2...........86 Anexo 5: Armadura longitudinal e transversal para o pilar tipo P2.93 Anexo 12: Deformações últimas para o pilar P1.......................................................94 Anexo 13: Deformações últimas para o pilar P2.. ÍNDICE ANEXOS Anexo 1:Parâmetros para a definição da componente horizontal da acção sísmica [3].....89 Anexo 8: Cálculo da capacidade resistente ao corte do pilar P1..........................................................................................................

como o de Northridge (Los Angeles. maioritariamente com sistema estrutural porticado. O documento explicitava as exigências que uma estrutura teria que satisfazer de modo a satisfazer a segurança pública. Grécia e Taiwan em 1999. foi publicado o RSEP. o de Kobe (Japão. Por esta altura. de elementos de confinamento. estabelecia as condições necessárias às estruturas para resistir aos sismos [23]. A sua publicação deu-se em 1958 e as principais novidades que ele introduziu foram: • Zonamento sísmico do território em 3 zonas. Como resultado directo dessa consciencialização. que definia todas as acções a considerar para as acções dos sismos. Em 1960. temperatura.1.Capitulo 1. acção do vento. • Estabelecer algumas condições qualitativas para introdução em edifícios de pequeno porte. em Portugal e no resto da Europa. da melhoria das ligações. • Obrigar à realização de uma verificação específica para as forças laterais.“ Regulamento Geral das Edificações Urbanas”. Contudo. implementado em 1950. o desenvolvimento de regulamentos sísmicos começou em 1955 durante a celebração dos 200 anos do terramoto de 1755. etc. “Regulamento de Solicitações em Edifícios e Pontes”. etc. verificou-se um grande crescimento na construção em betão armado como um reflexo da fase pós-guerra. novos métodos de análise e de dimensionamento foram criados de modo a tornar as estruturas sismicamente mais resistentes e seguras. demonstraram a vulnerabilidade de edifícios que se julgavam resistentes. Este aparecimento de edifícios de betão armado foi caracterizado pelo aparecimento de muitos edifícios de 10 a 15 andares. foi nessa altura que surgiu o RSCCS. Terramotos em grandes áreas urbanas. sobrecargas. no qual se conjuga uma grande quantidade de informação científica que é transversal a diferentes áreas. e apesar da melhoria dos níveis de desempenho sísmico de edifícios. estas técnicas ainda não são suficientes para reduzir as perdas para níveis aceitáveis. “Regulamento da Segurança das Construções contra os Sismos". cintagem. Nos últimos 50 anos notou-se uma crescente preocupação relativamente aos riscos inerentes a acções sísmicas em grandes áreas urbanas. 1995) e os sismos na Turquia. Este documento em conjunto com o RGEU. Introdução 1. Em Portugal. 1994). 1 . Definição do problema A engenharia sísmica constitui um campo de estudo relativamente novo. introdução de montantes de betão armado.

Como é óbvio. visto contemplar um anexo dedicado ao Reforço Sísmico de Edifícios. • O RSA.No ano de 1966 é aprovado o REBA. que substitui o antigo REBA e contempla também as estruturas de betão pré-esforçado. são considerados os efeitos das acções sísmicas de um modo mais próximo das exigências reais. • O REBAP. “Regulamento de Segurança e Acções”. O conceito dos Eurocódigos. a amarração insuficiente das armaduras longitudinais. O objectivo. O Eurocódigo 8 vem preencher uma lacuna existente na regulamentação anterior. Este documento foi baseado no Model Code (1978) preparado pelo Comité Euro Internacional do Betão Armado e sintetiza um acordo entre os diferentes países europeus estabelecendo um conjunto de regras comuns a todos os países. “Regulamento de Estruturas de Betão Armado e Pré-esforçado”. embora na maior parte dos casos não sejam alcançados os níveis de desempenho exigidos pelo Eurocódigo 8. A reduzida cintagem. é efectuar uma melhoria estrutural dos edifícios existentes para que atinjam o patamar de segurança exigido a edifícios novos. dirigido para o projecto de estruturas de betão armado e incluindo algumas das disposições descritas no RSCCS de 1958 [38]. Também pela primeira vez são definidas normas para o Isolamento Sísmico de Estruturas na secção 10 do Eurocódigo 8 parte 1 [1]. RSA e REBAP. as baixas taxas de armaduras longitudinais e transversais. são exemplos de deficiências estruturais em edifícios de betão armado deste período. Será por isso necessário 2 . Apesar do aparecimento destes regulamentos as estruturas eram dimensionadas sem consideração rigorosa das acções sísmicas pois o principal critério de dimensionamento era a redução da área de compressão mínima. entre outros. nomeadamente em termos de resistência e de ductilidade. este objectivo é tecnicamente e economicamente inviável de executar para todos os edifícios que se encontram em elevado risco de colapso e para aqueles que apresentam deficiências graves e que necessitam de intervenção. as insuficientes pormenorizações. a baixa capacidade resistente do betão e caminhos de carga descontínuos. surge com o intuito de permitir a harmonização da regulamentação e diminuir as barreiras técnicas existentes em cada país europeu e entre eles. implícito aos regulamentos de reforço sísmico. a interrupção das armaduras principais em zonas criticas. Somente em 1983 com o aparecimento de nova regulamentação. que estabelece os princípios gerais de segurança a verificar no projecto estrutural das construções e que define as acções a considerar. “Regulamento de Estruturas de Betão Armado”. Os edifícios posteriores a 1983 apresentam níveis de desempenho aceitáveis e um comportamento superior a edifícios de betão armado construídos em períodos anteriores.

2. versão final do Eurocódigo 8-parte 3: Reforço e Avaliação Sísmica de Estruturas de Betão Armado. O capítulo 3 tem como objectivo a apresentação das considerações gerais preconizadas pelo Eurocódigo 8. e. Pretende ainda caracterizar o comportamento sísmico de edifícios de betão armado e descrever as principais técnicas de reforço sísmico. bem como os factores condicionantes do comportamento sísmico das estruturas. No capítulo 6 é avaliada a capacidade resistente de um edifício existente à acção sísmica e é dimensionada uma solução de reforço sísmico No capítulo 7 apresentar-se-á a conclusão e algumas considerações finais. O capítulo 5 tem como propósito a apresentação das técnicas de reforço e de intervenção. Objectivos e organização da dissertação O objectivo desta dissertação é explicar e descrever as metodologias e disposições regulamentares. 1. aplicando-as a um caso prático. Descrevem-se as técnicas mais correntes. onde o capítulo 1 (presente capítulo) expõe o trabalho e define os objectivos da tese e organização. que seja significativa para a Avaliação e Reforço de Estruturas Existentes.identificar os edifícios que merecem ser reabilitados. através de técnicas de avaliação. aumentar os seus níveis de desempenho para níveis aceitáveis [7]. tais como o isolamento sísmico. Deste modo. com vista à avaliação e análise de estruturas existentes. com base nessa informação. as deficiências ao nível da pormenorização e dimensionamento. e. 3 . reconhecer os pontos fracos e fortes da estrutura. Reforço sísmico de estruturas de betão armado. O capítulo 4 avalia o desempenho de estruturas existentes e analisa as formulações apresentadas na parte 3 do Eurocódigo 8. recolhe-se a informação definida na parte 1 do Eurocódigo 8-Dimensionamento de Estruturas à Acção Sísmica. O capítulo 2 pretende analisar o comportamento de estruturas de betão armado quando sujeitas à acção sísmica. o reforço de elementos e a introdução de elementos resistentes. A dissertação é constituída por 7 capítulos distintos. onde será determinada uma solução de reforço sísmico.

Essa redução depende essencialmente da ductilidade disponível e do período de vibração da estrutura. como o período fundamental de vibração e a capacidade de dissipação de energia.” [M. N. Ao dimensionar uma estrutura. essas capacidades resistentes são excedidas o que torna a estrutura vulnerável. tomando em consideração o princípio da dissipação de energia e o comportamento inelástico da estrutura. Este balanço é garantindo. o que possibilita a diminuição da capacidade resistente de cálculo. nomeadamente a resistência e a rigidez. que para edifícios de betão armado varia entre 1 e 5 [1] [8]. A este fenómeno corresponde um conjunto de exigências às quais a estrutura deverá ter capacidade para resistir. para que ela permaneça com comportamento elástico durante o seu tempo de vida. A influência do período fundamental no comportamento da estrutura é grande e a sua diminuição implica um acréscimo de aceleração espectral. Por vezes. 4 .1. Introdução “Perceber e estudar a resposta dinâmica do sistema estrutural. 2003] A acção sísmica pode ser traduzida por um conjunto de deslocamentos dinâmicos ou por uma quantidade de energia transmitida à estrutura.Capitulo 2. pois uma mesma estrutura pode ser vulnerável a um tipo de acção sísmica e sismicamente resistente a um outro tipo. Fardis. A vulnerabilidade das estruturas não é um conceito absoluto. A consideração desse comportamento inelástico permite a redução das ordenadas espectrais do espectro de dimensionamento. Comportamento de edifícios de betão armado sujeitos à acção sísmica 2. o que se reflecte num aumento da exigência. O Eurocódigo 8 quantifica a ductilidade em termos do coeficiente de comportamento. Logo. As estruturas são dimensionadas para que as capacidades resistentes. melhora a percepção sobre a avaliação de edifícios existentes e ajuda a desenvolver técnicas de reforço sísmico. sejam maiores que as exigências impostas pela acção sísmica. não se beneficia das suas características inelásticas o que encarece bastante a estrutura. É fundamental dominar estes conceitos para que a estrutura reforçada apresente os níveis de desempenho pretendidos. a resposta sísmica de estruturas depende do tipo de acção sísmica e das condições intrínsecas à estrutura. e como essa resposta é afectada pelas características globais e locais do sistema.

a concepção e a modelação da estrutura. para que se evitem roturas frágeis. apresentando os mecanismos de rotura mais relevantes. pois uma boa percepção dessas deficiências permite o aperfeiçoamento de técnicas e de conhecimentos. pretende-se caracterizar o comportamento de edifícios de betão armado existentes quando sujeitos a acções sísmicas raras e fortes. As condições internas estão mais ligadas às características intrínsecas do edifício e não à envolvente. 5 . Para uma melhor caracterização. Esta filosofia de dimensionamento é denominada por Dimensionamento das Capacidades Resistentes “Capacity Design” e pretende não só garantir a segurança da estrutura mas também prever e controlar o seu comportamento [9]. A capacidade de deformação deve estar presente em todo o sistema estrutural e não apenas nos denominados elementos primários. É com essa finalidade que se faz a distinção entre as condições interiores e exteriores ao edifício. mantendo o nível de desempenho pretendido. o tipo de solo de fundação e os aspectos relacionados com o tipo de utilização da estrutura. As condições externas estão relacionadas com as condições da envolvente. devem ter também capacidade de se deformarem juntamente com os elementos primários sem perderem a sua capacidade de suportar as cargas gravíticas. e conferindo-lhes maior capacidade de dissipação de energia.2. Os elementos secundários. Estes propósitos são atingidos sobredimensionando as zonas críticas. As características dinâmicas da estrutura já foram abordadas de modo sucinto na secção anterior e a regulamentação vigente será exposta nos capítulos seguintes. das condições do solo de fundação.O princípio da capacidade de dissipação de energia subentende que as estruturas devem possuir capacidade de dissipar a energia transmitida pela acção sísmica. Nesta secção. as condições serão divididas em duas secções distintas: deficiências ao nível do sistema estrutural e deficiências ao nível dos elementos. 3 e 4. Comportamento sísmico de edifícios de betão armado O comportamento sísmico de uma estrutura depende de vários factores. da interacção com edifícios adjacentes. nomeadamente ao nível da concepção do reforço sísmico. colunas e nós viga- coluna. as características dinâmicas da estrutura. entre os quais se destacam a regulamentação. que conduzem ao comportamento deficiente de elementos ou ao colapso total do edifício. Para que tal suceda as estruturas deverão disponibilizar ductilidade suficiente. 2. etc. a idade da estrutura e a história de carregamento. que têm a função de suportar as cargas verticais. que têm a função de resistir as acções horizontais. É interessante observar os efeitos que acções sísmicas de grande magnitude tiveram em edifícios de betão armado. que permita a redistribuição de esforços e capacidade de deformação.

6 . Esta acção sísmica caracterizou-se pela sua extrema violência e longa duração. que ficaram muito danificados. Ficaram patentes as roturas frágeis de pilares que não permitiram a redistribuição de esforços e cuja resistência residual não foi suficiente para equilibrar as grandes deformações impostas pela resposta em ressonância. com 6 a 12 pisos.1. tendo sido notada a grande frequência do choque entre edifícios adjacentes de características dinâmicas diferentes. deixando os escombros sem espaço para sobreviventes. A rotura dos pilares. originou o colapso de todo o edifício. “pouding”. Figura 2.2. O dano típico neste sismo foi o colapso generalizado denominado como “pancake”. 1: Registo da componente horizontal do sismo da cidade do México de 1985 [33]. o que suscitou o comportamento frágil de diversos tipos de edifícios.2. choque entre dois edifícios adjacentes (imagem da direita) [33]. Aspectos relacionados com as condições exteriores ao edifício O sismo da cidade do México em 1985 é um bom exemplo da influência das condições externas no colapso de edifícios. devido às condições exteriores. verificou-se que as juntas estruturais tinham aberturas insuficientes. Neste sismo. Figura 2.2. sobretudo de betão armado.2 mostra como a existência de pisos desnivelados em edifícios adjacentes é particularmente grave. como ilustrado na figura 2.2g com forma sinusoidal e de grande duração [17]. pois os pilares não se encontravam dimensionados para o choque do diafragma horizontal do edifício adjacente. 2: Sismo da cidade do México de 1985: Colapso tipo “pancake” (imagem da esquerda). Umas das grandes causas desse comportamento foi a amplificação do movimento do solo pelas camadas aluvionares que constituem o vale da cidade do México. tendo sido atingidas acelerações máximas na ordem dos 0. A figura 2.

Este tipo de incidentes. gerando-se importantes modos de torção.2. que não se encontram dimensionadas para absorver cargas excessivas. Estas exigências requerem capacidade de dissipação de energia sem degradação exagerada das suas capacidades resistentes. Figura 2. de ductilidade e de deformação. como as exigências que a estrutura apresenta ao nível da capacidade resistente. contribuiu em muito para o agravamento das falhas ao nível da concepção dos edifícios. em conjunto com outros tipos de fenómenos.2.4 retrata como as condições de fundação inadequadas conduziram à rotura das fundações. quer tecnicamente. As condições de fundação inadequadas originam uma perda da capacidade resistente ao corte do solo. situação típica de construções antigas. devendo evitar-se as concentrações de tensões em zonas singulares da estrutura. rotura das fundações ou fenómenos como a liquefacção (figura 2. Figura 2.3). é outro exemplo da influência das condições exteriores no comportamento sísmico de edifícios. A figura 2. 4: Sismo de Kobe em 1995: Rotura das fundações (figura da direita) [15]. Aspectos relacionados com as condições interiores dos edifícios No âmbito das condições internas de um edifício devem ser considerados os factores que condicionam o seu comportamento sísmico. podendo gerar grandes deformações. 3: Sismo da Cidade do México em 1985: A liquefacção do solo originou o afundamento do edifício (figura da esquerda) [15]. 7 . Na concepção do reforço sísmico estes aspectos devem ser tomados em consideração. Regra geral quando se verificam estas situações a reabilitação do edifício é inviável.A irregularidade em planta de um quarteirão de edifícios. quer economicamente. Os pilares exteriores do lado do quarteirão virado para a rua são muito mais flexíveis que os interiores. 2. o que conduz ao colapso desses elementos (irregularidade de rigidez). devendo aproveitar-se ao máximo a ductilidade da estrutura e evitar roturas frágeis.

provocou o colapso da estrutura ou de parte dela.1. Se esse “soft-storey” for constituído por elementos pouco dúcteis. o que. são geralmente descontínuas. como a falta de rigor na pormenorização.2.1. o piso pode atingir o colapso. Figura 2. As deformações induzidas pelo sismo tendem a concentrar-se no piso menos rígido. e a interrupção de caminhos de cargas. onde o primeiro piso é geralmente usado para fins comerciais ou para garagens. Outras deficiências. denominado por piso vazado ou “soft-storey”. Figura 2. razão pela qual as paredes.5 a 4. ajudam a agravar esta situação. 5:Registo da aceleração horizontal registada durante o sismo de Northridge de 1994 com Magnitude de 6.1. Porém.2. Está associada à redução abrupta da rigidez e à fraca ductilidade dos elementos verticais. Este facto deve-se às elevadas frequências geradas pelo sismo: 3.0 Hz [15]. 2. Estas deficiências proporcionam a acumulação de tensões e de deformações em zonas singulares. 6: Sismo da Cidade do México 1985: “Soft – Storey” [33].2. como a irregularidade de rigidez e de massa.2.7 [14]. Estes “soft-storey” são comuns em edifícios residenciais em zonas urbanas. se existir. somente dois edifícios de betão armado com grande porte atingiram o colapso. que não se encontram dimensionadas para suster tamanhos carregamentos e deformações. em muitas situações.2. 8 . Deficiências relacionadas com o sistema estrutural O sismo de Northridge em 1994 é exemplificativo de algumas falhas ao nível do sistema estrutural. Regularidade em alçado A irregularidade vertical é uma das causas mais usuais para o colapso de edifícios de betão armado. estruturais e não estruturais.

Regularidade no plano horizontal Além da regularidade em altura é também importante garantir a regularidade estrutural no plano horizontal.Os recuos de edifícios em altura são outro exemplo de irregularidades verticais. A parte recuada pode então entrar em movimento com amplitudes exageradas e originando a rotura. Ao nível da parte recuada existe uma acumulação de tensões importante. 7: A colocação das paredes resistentes provoca uma deslocação do centro de rigidez C. deixando a parte superior. define critérios para a regularidade em planta e em alçado. também denominado por lado flexível da estrutura [7].M. Estas torções excessivas poderão originar o colapso de pilares exteriores e provocar fendilhação excessiva dos elementos. Para além disso. relativamente ao centro de massa C. Num caso extremo.2. Quando o centro de gravidade e o centro de rigidez não são coincidentes geram-se excentricidades no plano horizontal e os modos de torção ganham protagonismo (figura 2. estruturais e não estruturais. 2. Essa designação irá afectar o 9 .R. Esta transferência para os elementos resistentes inferiores é feita através do diafragma do piso recuado.1. que poderá originar uma grande transferência de forças. O objectivo do reforço numa estrutura sensível à torção consiste em equilibrar e uniformizar a rigidez. imediatamente a seguir à parte recuada do edifício. Os elementos mais danificados são aqueles que se encontram mais afastados do centro de rigidez da estrutura. por exemplo. A parte inferior da estrutura até à parte recuada funciona como se estivesse contraventada.2. Figura 2. mais susceptível a deformações.7). classificando as estruturas como sendo Regulares ou Não Regulares. através da introdução de elementos resistentes.2. e assegurar a diminuição dos efeitos dos modos vibratórios de torção. O Eurocódigo 8 parte 1 estipula que a resistência e a rigidez à torção têm de ser garantidas. a base do edifício pode fornecer energia suficiente para que essa parte recuada entre em ressonância com a base.

2.2. podem ficar sujeitos a momentos flectores e a esforços transversos muito elevados. condicionando o tipo de modelo estrutural a utilizar.1.2.2. Diafragmas estruturais A função dos diafragmas é assegurar a transmissão de cargas entre o plano horizontal e os elementos estruturais. Como este comportamento inelástico não costuma ser considerado no dimensionamento. Deficiências relacionadas com os elementos As deficiências ao nível dos elementos estruturais e não estruturais têm um papel crucial no desempenho da estrutura.2.dimensionamento sísmico da estrutura. tornando-os vulneráveis [7]. 2. originando o comportamento inelástico do diafragma. ligações viga-coluna e os diafragmas estruturais. como as colunas. Quando esses diafragmas se prolongam por grandes extensões entre elementos primários.2.2. e distribuir as cargas entre os elementos verticais. A capacidade de deformação de um pilar é influenciada pelo nível de esforço axial actuante e pela quantidade de armadura transversal na zona das deformações plásticas.2. 2. é por vezes complicado fazer a distinção entre eles.2. As colunas geralmente possuem baixa capacidade de redistribuição de esforços e de ductilidade. A rotura destes elementos acontece quando são menos resistentes que os elementos pertencentes ao sistema estrutural resistente lateral. o método de análise e o valor do coeficiente de comportamento [1]. O Eurocódigo 8 parte 1 preconiza que a condição de diafragma ao nível de cada piso tem de ser garantida e correctamente dimensionada [1].2. As deficiências mais comuns registam-se ao nível do dimensionamento e das pormenorizações de elementos estruturais. O nível de esforço axial de compressão pode tornar-se extremamente elevado provocando a rotura por flexão e a perda da capacidade resistente vertical. pois ambos têm lugar junto na base do pilar e envolvem o esmagamento do betão. Mecanismos de rotura em colunas Os mecanismos de rotura mais comuns em colunas são o corte e a flexão. 10 . pode surgir um comportamento estrutural que não é o pretendido e originar o colapso do piso.2. Apesar de distintos.

a existência de colunas curtas. nem em construções novas. nomeadamente ao espaçamento das cintas. Figura 2.8). esta situação implica uma redistribuição de esforços para outras colunas. a assimetria ao nível da rigidez. As falhas ao nível das pormenorizações. O mecanismo de colapso por corte caracteriza-se pela rotura frágil das colunas e origina o esmagamento do betão (figura 2. Estes procedimentos não são comuns em construções antigas. 8: Sismo de Northridge de 1994: Rotura por corte de uma coluna [14]. As cintas devem ser ancoradas com um dobra de pelo menos 135º ou recorrendo a soldadura [7]. Regra geral deve-se à deficiente pormenorização das armaduras. A sua inexistência conduz a deficientes condições de ancoragem que provocam o desprendimento das cintas e a rotura por corte das colunas. A figura seguinte é demonstrativa de como o colapso de uma coluna interior provocou o colapso de parte do edifício. A rotura frágil de uma coluna conduz à perda da sua capacidade resistente. 11 . total ou parcial. Figura 2. 9: Sismo de Northridge de 1994: Colapso de coluna interior [14]. o que pode implicar o colapso sucessivo dessas colunas até se atingir o colapso. Uma adequada pormenorização e um correcto dimensionamento baseado nos regulamentos correntes ajuda a retardar ou a atenuar as roturas frágeis. a insuficiente espessura do betão de recobrimento. são situações a evitar pois promovem os fenómenos de rotura frágil. O espaçamento das cintas dever ser tal que pelo menos uma ou duas cintas intersectem uma fenda. o excessivo espaçamento da armadura transversal. do piso [7].

2. aumenta o número de zonas onde se efectua a dissipação de energia. num caso de numa estrutura porticada.2. como é o caso dos nós viga-coluna. 10: Rotura na ligação entre coluna e viga e espaçamento muito grande das cintas [28].2. o que combinado com a acção sísmica pode provocar a rotura no mecanismo de amarração. sobretudo por falta de armadura transversal. se não forem tomados em consideração. 2. A interacção entre elementos estruturais e não estruturais pode também resultar em danos para ambos [7]. como paredes de alvenaria e núcleos de escadas. Esta situação deve ser prevista no projecto.2. podem alterar o funcionamento do sistema estrutural e suscitar comportamentos para os quais a estrutura não se encontra dimensionada. É igualmente importante considerar na fase de projecto os elementos não estruturais. Caso contrário quando forem solicitados para suster as cargas gravíticas já terão perdido a sua capacidade resistente e a estrutura atingirá o colapso.2. de modo a que se ocorrer o colapso de um elemento secundário seja possível a redistribuição de esforços para elementos adjacentes. entre elementos horizontais e verticais. total ou parcial. estão por vezes localizadas em zonas com esforços elevados. Elementos secundários e elementos não estruturais Os elementos secundários devem possuir capacidade de deformação suficiente para acompanharem o movimento lateral da estrutura. Frequentemente encontram-se mal dimensionadas em edifícios antigos. As zonas de amarração são também zonas críticas da estrutura por não estarem localizadas em zonas com esforços baixos como deveriam.4.3. Ligações viga-coluna As ligações viga-coluna são zonas sensíveis da estrutura pois estão sujeitas a grandes concentrações de tensões e de deformações.2.2. Por exemplo. Figura 2. que pode conduzir a um colapso progressivo do edifício. Em edifícios mais antigos. A rotura destes elementos origina a perda da capacidade de suster cargas verticais. 12 . uma distribuição uniforme de rigidez e resistência. Estes elementos muito rígidos. As regras de boa concepção sísmica convencionam que se devem evitar elevadas concentrações de tensões e de deformações em elementos e em zonas limitadas.

o Eurocódigo 8 parte 1 preconiza dois níveis de exigências de desempenho: • Estado de Dano ou estado Limite de Não Colapso: EDNC. Com esse intuito. retendo a totalidade da sua capacidade resistente e rigidez. e possuindo suficiente resistência lateral residual e rigidez de modo a proteger vidas. Para o EDNC tem que se evitar o colapso da estrutura para a acção sísmica de dimensionamento e no EDLD a estrutura terá que resistir à acção sísmica de serviço. quando sujeitos a acções sísmicas frequentes. O estado de Não Colapso garante a protecção da estrutura quando sujeita a acções sísmicas raras. através da prevenção do colapso global ou local da estrutura. • Estado de Dano ou estado Limite de Limitação de Danos: EDLD.Capitulo 3. fique sem deformações permanentes. a Acção Sísmica de Dimensionamento definida para o EDNC e a Acção Sísmica de Serviço definida para o EDLD. de maior probabilidade de ocorrência. sejam cumpridas com o adequado nível de fiabilidade. mantendo a sua capacidade de suster as cargas verticais. Considerações gerais 3. • Acção Sísmica de Dimensionamento (prevenção do colapso local) com probabilidade de excedência de 10% em 50 anos (período de retorno médio = 475 anos). O estado de Limitação de Danos garante o controlo e a redução de danos em elementos estruturais e não estruturais. • Acção Sísmica de Serviço (limitação de danos) com probabilidade excedência de 10% em 10 anos (período de retorno médio = 95 anos). O EN 1998-1: 2004 considera duas acções sísmicas diferentes. sem a ocorrência de danos e a consequente limitação de uso [1]. sendo que cada estado limite é dimensionado e pormenorizado para resistir à acção sísmica adequada.1. 13 . Objectivos O EN 1998-1: 2004 abrange o dimensionamento e construção de obras em zonas sísmicas e procura assegurar a protecção de vidas humanas. referentes aos danos da estrutura. a limitação dos danos e garantir que as estruturas mais importantes para a protecção civil permaneçam activas. As estruturas em regiões sísmicas devem ser dimensionadas e construídas de modo a que as exigências de comportamento. Garante ainda que o sistema estrutural. Deve assegurar a integridade estrutural e a capacidade de carga residual com deformações moderadas. Análise e dimensionamento sísmico de edifícios de betão armado. ao nível global e local.

Com base nesta linha de raciocínio os níveis de risco são deixados ao critério das autoridades nacionais. para estruturas correntes. 1 National Determined Parameters. sendo que o Eurocódigo 8 recomenda para tais casos valores de referência. Quadro 3. na sua importância para a segurança pública e na protecção civil no período posterior ao sismo. Diferenciação da fiabilidade Os Eurocódigos atribuem às autoridades nacionais a responsabilidade de definir um conjunto 1 de parâmetros. 3. quer ao nível das propriedades geotécnicas locais. e nas consequências económicas e sociais do colapso. 1: Classes de importância. Os edifícios são classificados em 4 classes de importância (de I a IV). Valores recomendados. Factor de Factor de Classes de Edifícios importância conversão importância γ1 υ I Menor importância para a segurança pública 0.A acção sísmica de referência.0 0.5 categorias Edifícios cuja resistência sísmica é importante no III ponto de vista das características associadas ao 1. com o intuito de se reduzirem os custos e melhorar a segurança através de uma maior adequação dos parâmetros envolvidos. TNCR [1]. a cada classe corresponde um determinado factor de importância γ 1 .1 indica os valores desse coeficiente em função da classe de importância do edifício. quer ao nível da acção sísmica. como escolas Importância vital para a segurança publica e para IV 1.4 a protecção civil como hospitais Quando se pretende melhorar o comportamento da estrutura multiplica-se a acção sísmica de referência pelo factor de importância pretendido γ 1 . é a acção sísmica de dimensionamento e o seu período de retorno médio é denominado como período de retorno de referência.2 0. Esta adequação é alcançada mediante a utilização de níveis de risco específicos a cada território.4 0.5 Edifícios correntes que não pertençam às outras II 1. NDP . consoante as consequências que o seu colapso terá para a vida humana.8 0.2.4 colapso. O Quadro 3. 14 .

• Deve ser verificada a capacidade resistente. 15 . O limite da deformação inter pisos permitido. de acordo com as partes relevantes do EN 1998-1: 2004 [1]. Critérios de Verificação Critério de verificação para EDLD O Eurocódigo 8 preconiza que a verificação da segurança ao estado de dano Limitação de Danos deve ser expresso em termos de deformações. d s é o deslocamento retirado de uma analise elástica linear com espectro de dimensionamento e multiplicado pelo coeficiente de comportamento q .Em simultâneo é definido um ratio υ . se os elementos não estruturais forem dúcteis. denominado como factor de conversão. • dΓ υ = 0.3. das fundações e do solo de fundação. 3. topo Em que. quando sujeito à acção sísmica de dimensionamento. através do controlo de deformações ou dos deslocamentos. Critério de verificação para EDNC O nível de desempenho “Não Colapso” é considerado como o estado limite último ao qual a estrutura deve ser dimensionada. corresponde a: 2 • dΓ υ = 0.010h . • O sistema estrutural deverá verificar os critérios de estabilidade. que reflecte a diferença entre níveis de risco e tem como objectivo efectuar a conversão da acção sísmica de dimensionamento na acção sísmica de serviço [13]. d Γ = (d s − d s base ) piso . isto é. de acordo com as partes relevantes do EN 1998-1: 2004 [1]. devido à acção sísmica de serviço. • dΓ υ = 0. se os elementos não estruturais não forem obrigados a acompanhar as deformações globais da estrutura. se os elementos não estruturais são frágeis e ligados à estrutura.005 h . 2 Os elementos dúcteis são aqueles que estão sujeitos à flexão simples ou à flexão composta e os elementos frágeis são aqueles que são sensíveis aos mecanismos de esforço transverso (ver capítulo 4 desta dissertação). Como tal deverão ser verificadas as seguintes condições: • O sistema estrutural deverá possuir capacidade resistente e de dissipação de energia.0075h . e h a distância entre pisos [1]. ou se não existirem elementos não estruturais. Onde. aos efeitos da acção sísmica na superstrutura. O limite de 1% serve também para proteger os elementos estruturais de deformações inelásticas significativas devidos à acção sísmica de serviço [13].

• Devem ser considerados os efeitos de 2ºordem e o comportamento não linear dos elementos. do deslocamento PGD e da duração para um dado período de exposição [13]. que representa a probabilidade de excedência associada aos diferentes níveis dos parâmetros sismológicos usados.4. A Pré-Norma Portuguesa [3] estipula as seguintes zonas sísmicas em função da perigosidade 3 sísmica e da fonte sismogénica. A Pré-Norma Portuguesa de 2007 define a acção sísmica. assunto da exclusiva competência das respectivas autoridades nacionais. tipo 2. do Tipo de Solo e da Fonte Sismogénica. Assim. e para a acção sísmica afastada. O nível de risco sísmico local ou perigosidade sísmica pode ser representado por uma curva de risco. respectivamente. Acção Sísmica O objectivo desta secção consiste em definir a acção sísmica que irá ser utilizada na análise estrutural e no dimensionamento de edifícios de betão armado. 3 A avaliação da perigosidade sísmica é realizada em termos de PGA para as acções sísmicas próxima e afastada. a acção sísmica é função da Zona Sísmica. ou casualidade sísmica. para o território Português. de acordo com as regras especificadas nas partes relevantes do Eurocódigo 8 [1]. com base na casualidade sísmica e nas características sismo-genéticas locais. Zonas Sísmicas e Fonte Sismogénica As zonas sísmicas são introduzidas para definir os diferentes níveis de risco em cada zona. 16 . tipo 1. valor que é constante dentro de cada zona. 1: Zonamento em função da acção sísmica próxima e da acção sísmica afastada. de acordo com o estipulado nas partes relevantes do EN 1998-1: 2004 [1]. para um período de retorno de 475 anos [3]. respectivamente.4. PGA. Figura 3. Geralmente esse grau de risco é descrito em termos da Aceleração de Pico no Solo. 3. para a acção sísmica próxima. podendo ser também representado por meio da velocidade PGV.1. 3.

produzindo amplificações no solo anómalas e efeitos de interacção solo- estrutura graves. classes S1 e S2. até aos solos tipo E. Figura 3. B. cada um com diferentes propriedades mecânicas. As classes intermediárias apresentam uma diminuição progressiva das características anteriormente definidas. Cinco tipos de solos foram definidos A. 3. Adicionalmente foram definidas duas categorias extras. D e E. 17 .2. rochas e outros tipos semelhantes de formações que se caracterizam por velocidades das ondas sísmicas transversais maiores que 800 m/s. Os parâmetros utilizados para definir e classificar os tipos de solos são: • Velocidade média das ondas sísmicas secundárias (υs. como os aluviões com espessura a variar entre os 5 e os 20 metros. para a acção sísmica próxima e afastada. respectivamente. Tipos de solos A influência das condições e do tipo de solo na resposta sísmica de estruturas pode ser quantificada através da definição de diferentes tipos de solo. Logicamente este tipo de solos é o mais susceptível de atingir a rotura devido à acção sísmica. Este tipo de solos requer estudos especiais segundo o Eurocódigo 8 [1].A figura 3. C. como argilas sensíveis e solos susceptíveis a comportamento de liquefacção.4. A classe S1 inclui camadas de espessuras mínimas de 10 metros de argilas ou areias com elevado índice de plasticidade.2 representa a avaliação da perigosidade sísmica. A classe S2 engloba os restantes tipos de solos que não se integram nas anteriores classes.30) • Resultados obtidos através do ensaio SPT (NSPT) • Coeficiente de resistência não drenada do solo (cu) A classificação abrange solos desde os solo Tipo A. 2: Avaliação da perigosidade sísmica em PGA (agR) [3]. em PGA. descritos segundo os perfis estratigráficas e segundo os parâmetros definidos no EN 1998-1: 2004 [1].

3.5 C 2 D   T  4 EN 1998-1: 2004.  T  0 ≤ T ≤ TB ⇒ S e (T ) = a g S 1 + (η × 2.5 T  (E3. 18 . Figura 3.2. o espectro de resposta tipo 1 e o espectro tipo 2.5 − 1)  TB  TB ≤ T ≤ TC ⇒ S e (T ) = a g Sη × 2. cláusula 3. para um amortecimento igual a 5% e com a possibilidade de recorrer a um factor de correcção 4 do amortecimento.2 (3).4.0s ⇒ S e (T ) = a g Sη × 2.4.3.5 C  T  T ×T  TD ≤ T ≤ 4. Representação da Acção Sísmica. Espectro de resposta elástico horizontal As componentes horizontais da acção sísmica podem ser dadas pelas seguintes equações. 1) TC ≤ T ≤ TD ⇒ S e (T ) = a g Sη × 2. As estruturas devem ser dimensionadas considerando o tipo de acção sísmica mais condicionante para o edifício em causa. 3. η . 3: Espectros de reposta elástico recomendados para a acção sísmica tipo 1 e tipo 2 [3]. A acção sísmica num dado ponto de Portugal pode ser representada através de 2 tipos de espectros de resposta elásticos.2.O uso destes critérios de classificação de solos pode significar uma excessiva simplificação das características estratigráficas dos solos podendo ser realizados estudos suplementares no sentido de melhorar e de aproximar os resultados com a realidade presente no local [1].4. de modo a ter em consideração as diferentes condições sísmicas.

para estruturas de importância corrente. a. 19 . E Edx "+"0. Alternativamente. é denominada como acção sísmica de referência.6) permite obter o valor espectral do deslocamento elástico S De (T ) . para o solo tipo A. E Edx e E Edy representam os efeitos da acção sísmica nas respectivas direcções. A aceleração de dimensionamento a g corresponde à situação de referência. Uma vez definido o valor espectral elástico S e (T ) . 6) 5 Clausula 3.Em que S e representa o valor do espectro de resposta elástico para um determinado período de vibração T de um sistema de um grau de liberdade. caso essa condição não se verifique deve definir-se um espectro de resposta mais refinado. para a exigência de não colapso. para estruturas de importância corrente. Posteriormente. os efeitos da acção sísmica podem ser considerados através da raiz quadrada da soma dos quadrados (SRSS): • EEdx 2 "+" EEy 2 (E3. 3)  2π  Esta relação é apenas válida para estruturas com períodos de vibração menores que 4 segundos. 0. ag = γ 1 ×agR (E3. 2) A acção sísmica de dimensionamento num solo tipo A. a equação seguinte (E3.2. que por definição é igual a 1 para o solo tipo A. Os efeitos do solo são tomados em consideração no factor de solo S .30 E Edx "+" E Ey (E3. A aceleração de pico no solo de referência adoptada pelas autoridades nacionais corresponde ao período de retorno de referência. em ambas direcções horizontais. E é representada pelo parâmetro que define 5 o grau de risco de referência. de acordo com a equação seguinte. para a acção sísmica de dimensionamento.30 E Ey (E3. "+" significa “combinado com”. considerando que o sismo nunca ocorre somente numa direcção. isto é.1 (2) EN 1998-1: 2004. o valor da aceleração de pico no solo a gR . 4) b. 5) Em que. deverá ser considerada a combinação mais gravosa para a estrutura. TNCR. O regulamento permite combinar os efeitos da acção sísmica. 2 T  S De (T ) = S e (T )  (E3.

25g e se a estrutura em análise verificar uma das seguintes condições [29]: 1.5. Estruturas com isolamento base Os efeitos da componente vertical da acção sísmica podem ser combinados com os efeitos da componente horizontal da acção sísmica caso sejam ambos relevantes para o sistema estrutural.0s ⇒ SVe (T ) = avgη × 3.6. 10) Em que. Elementos porticados 5. a.30 E Ey "+" E Edz (E3.30E Ey "+"0. 7) TC ≤ T ≤ TD ⇒ SVe (T ) = avgη × 3.0 C  T  T × T  TD ≤ T ≤ 4.0 − 1)  TB  TB ≤ T ≤ TC ⇒ SVe (T ) = a vgη × 3. são os mesmos que definidos anteriormente para a componente horizontal. O coeficiente de redução é uma medida da capacidade de dissipação de energia da estrutura. for superior a 0. Espectro de resposta elástico vertical A componente vertical da acção sísmica pode ser determinada pelo espectro de resposta elástico vertical SVe .30 E Edz (E3.4. Elementos estruturais com um desenvolvimento em planta superior a 20 metros 2. tipo 1 e tipo 2. 0. 0. 3.0  C 2 D   T  Os tipos de acção sísmicas. 20 . "+" significa “combinado com”. Este coeficiente permite efectuar uma redução dos resultados obtidos numa análise elástica linear para os resultados de uma análise não linear.30 E Edx "+"0.  T  0 ≤ T ≤ TB ⇒ SVe (T ) = avg 1 + (η × 3. Elementos horizontais pré-esforçados 4.0 T  (E3.30 E Edx "+" E Ey "+"0. A componente vertical deve ser considerada apenas se o valor de aceleração de pico no solo. 9) c.3. Espectro de dimensionamento para a Exigência de Não Colapso O espectro de dimensionamento resulta da afectação do espectro de resposta elástico pelo coeficiente de comportamento respectivo. Consolas horizontais maiores que 5 metros 3.30 E Edz (E3. 8) b. avg . E Edx "+"0. E Edz representa os efeitos da acção sísmica na direcção vertical.4.

10 0. O valor mínimo definido para o coeficiente de comportamento é q = 1 e o máximo valor recomendado. Os restantes parâmetros são definidos de forma idêntica ao referido anteriormente para a direcção horizontal.00 3 78 6 Nos Anexos Nacionais deverá constar o valor β a ser definido em cada território. Na direcção vertical são usadas as mesmas equações para a definição do espectro de dimensionamento. muito complexas.s-2) TB (s) TC (s) TD (s) 1 150 2 100 0. a adopção de valores superiores é possível segundo a cláusula 3.2.Este método permite que se evitem as análises não lineares. Zona a g (cm. 11) TC ≤ T ≤ TD ⇒ S d (T ) ≥ β a  g  2. avg (cm. Onde. Quadro 3. Contudo.25 2.9 e por 0. avg é obtido multiplicando a g por 0.5  TC  = a g S q  T  (E3. são as seguintes:  2 T 2. para a direcção horizontal. -2 Os valores dos parâmetros das acelerações máximas nominais a g . 2: Acção sísmica próxima (tipo 2).5 (7) do EN 1998-1: 2004 [1]. e dos períodos dependentes das condições geotécnicas ( TB .45. 21 . respectivamente.s ).2. O valor recomendado é 0. β é o coeficiente que corresponde ao limite inferior do espectro de cálculo horizontal. As equações que definem o espectro de resposta de dimensionamento S d (T ) . segundo a Pré-Norma Nacional de 2007 [3]. TD ) são os definidos nos quadros seguintes. do factor do solo S . para a componente vertical da acção sísmica.5  TC × TD  = a g S TD ≤ T ⇒ S d (T ) q  T 2  ≥ β a  g 6 Em que.5 . TC . e que o comportamento inelástico da estrutura seja estimado de um modo simples. para a acção sísmica próxima e para a acção sísmica afastada [1].2. apenas substituindo avg por a g e tomando o factor do solo S igual a 1. é q = 1.5 2  0 ≤ T ≤ TB ⇒ S d (T ) = a g S  + ( − )  3 TB q 3  2.5 TB ≤ T ≤ TC ⇒ S d (T ) = a g S q  2.

10 0.3. 3: Acção sísmica afastada (tipo 1).025a g × S × TC × T D (E3. d g = 0. Deslocamento de dimensionamento do solo O deslocamento de dimensionamento do solo pode ser estimado a partir da expressão seguinte caso não sejam efectuados estudos especiais que indiquem o contrário. 4: Acelerograma artificial para a Acção Sísmica do tipo 1. 3.4. Os acelerogramas artificiais.1.2. Quadro 3.8. registados e simulados. O EN 1998-1: 2004 preconiza também o recurso a acelerogramas gravados ou simulados. Figura 3.2 bem como todas as hipóteses inerentes [1].3 do EN 1998-1: 2004 [1]. Terreno tipo 1.7. e que os seus valores sejam reduzidos para o valor a gS da 22 . 12) 3. Zona Sísmica A do RSA. Representações alternativas da acção sísmica Os tipos de representação alternativa da acção sísmica são definidos como acelerogramas artificiais.s-2) TB (s) TC (s) TD (s) 1 250 2 180 0. desde que as amostras utilizadas consigam reproduzir com exactidão as condições sismológicas e geotécnicas locais. encontram-se definidos nas tabelas 3.4. para um amortecimento viscoso de 5%. Zona a g (cm.00 3 110 4 70 Os valores recomendados pelo Eurocódigo 8 para a análise das componentes horizontal e vertical. para os dois tipos de espectro de resposta elástico e para as diferentes classes de solos.60 2. constituem uma opção preconizada pelo Eurocódigo 8 e devem ser gerados de modo a igualar a resposta elástica. Os acelerogramas artificiais deverão satisfazer as condições descritas no EN 1998-1: 2004 na cláusula 3. como ilustrado na figura 3.4.2 e 3.

i Q k .13) Em que. ∑ϕ 2.i . Sendo que estes modelos espaciais devem ser consistentes com o espectro de resposta elástica utilizado para a definição da acção sísmica. Os valores recomendados dos coeficientes ϕ 2. Métodos de análise No dimensionamento de edifícios sujeitos aos efeitos da acção sísmica e das outras acções presentes na combinação sísmica.5.i (E3.i ) (E3.2 (4) [1].i Valor característico da acção variável i. Análise Dinâmica Não Linear 23 . Os efeitos da acção sísmica devem ser considerados com massas associadas segundo a combinação seguinte [1]: ∑G K . deve ser utilizado um modelo espacial para definir a acção sísmica [1]. j Valor característico das cargas permanentes. Análise Estática Linear b.i é o coeficiente de combinação associado à acção variável Qk . Análise Estática Não Linear d. AEd Valor de dimensionamento da acção sísmica. 3. Combinação de acções A acção sísmica deve ser combinada com outras acções de acordo com a seguinte regra: ∑G K . j "+" ∑ (ψ i E . j "+" AEd "+" ∑ϕ 2. Análise Dinâmica Linear c. 14) Em que. GK. os métodos de análise que se utilizam são: a.3.i Valor quase permanente da acção variável i.1. No caso de estruturas com características especiais. Qk . i estão definidos no Anexo A1 da Norma EN 1990 [13].zona a considerar. Esta representação deve satisfazer igualmente as condições descritas em EN 1998-1: 2004 na cláusula 3. 3. como estruturas que apresentem diferentes características dinâmicas nas diferentes direcções. ψ E .2.i * Qk .6.i Q k .

Os efeitos da acção sísmica devem ser determinados aplicando nos dois modelos planos e em todos pisos as forças horizontais Fi . si e s j .O método de referência para o dimensionamento sísmico de edifícios novos é o método linear dinâmico. 3. O EN 1998-1 preconiza que os modos fundamentais. na qual a estrutura está a ser analisada. Esta última condição garante que o primeiro modo tem um papel determinante na resposta sísmica da estrutura. que aumentem linearmente ao longo da altura do edifício.15) ∑ j si m j Em que. Os restantes métodos podem ser utilizados caso se verifiquem as condições de aplicabilidade. podem ser calculados recorrendo a métodos da dinâmica estrutural ou então ser aproximados por meio de deslocamentos horizontais. através de um conjunto de forças laterais aplicadas separadamente nas duas direcções ortogonais horizontais. si mi Fi = Fb (E3. o que implica o recurso a uma análise modal com espectro de resposta [13]. A aplicação deste método pressupõe que a resposta dinâmica da estrutura é comandada pelo primeiro modo de translacção na direcção horizontal. Essas forças horizontais devem ser distribuídas pelo sistema estrutural resistente lateral assumindo que os pisos são rígidos no seu plano. • Se o período fundamental T1 não ultrapassar 2 segundos e 4 vezes o período de transição Tc do respectivo espectro elástico de dimensionamento. e que só é possível proceder a uma simples aproximação desse primeiro modo se a estrutura for regular em altura [13]. Análise Estática Linear A análise linear através de forças estáticas pretende simular as forças de inércia máximas induzidas pela componente horizontal da acção sísmica. com recurso ao espectro de dimensionamento e usando um modelo elástico-linear [10]. nas direcções horizontais de análise.6.1. Fb Força de corte basal que deve ser calculada separadamente para direcção horizontal na qual a estrutura esteja a ser analisada. o EN 1998-1: 2004 [1] estipula que esta análise só possa ser efectuada para edifícios novos: • Se o edifício for regular em altura. Por conseguinte. Caso não se verifique têm que se considerar os modos mais elevados. 24 .

Para que essa exigência seja satisfeita deve ser verificada uma das seguintes condições: • A soma das massas dos modos de vibração considerados deve corresponder a pelo menos 90% da massa total da estrutura. Se Τ1 ≤ 2 Τc e se o edifício tiver mais que dois pisos λ =0. λ Factor de correcção que é função do número de pisos do edifício e do período fundamental de vibração. m Massa total do edifício. O Eurocódigo 8 estipula que o período fundamental.85.6.2. Fb = S d (Τ1 ) mλ (E3. • Todos os modos de vibração com massas superiores a 5% da massa total da estrutura devem ser considerados. 3. δi Deslocamento lateral do grau de liberdade i calculado através de uma análise elástica linear numa estrutura sujeita a um conjunto de forças laterais Fi aplicadas ao nível dos pisos i.mi Massa ao nível do piso i. caso contrário λ =1.16) Em que. S d (Τ1 ) Valor do espectro de dimensionamento quando é atingido o valor do período fundamental Τ1 na direcção horizontal considerada. ∑mδ i i 2 Τ1 = 2 Π i (E3. Τ1 . pode ser determinado através do método de Rayleigh. 25 . 17) ∑Fδ i i Em que. Análise Dinâmica Linear Este método deve ser aplicado a todos os edifícios que não satisfaçam as condições de aplicabilidade referidas anteriormente para os métodos estáticos lineares e pode ser aplicado a todo o tipo de estruturas. Os modos de vibração que contribuam significativamente para a resposta global da estrutura devem ser considerados.

21) Caso. EE = ∑E Ei 2 (E3. 20 s (E3. ou “Pushover Analysis”. • Para edifícios denominados como regulares dois modelos são aplicados.6. • Para a análise de um edifício não-regular é exigido um modelo espacial.Τi (E3. Consiste numa análise estática não linear sujeita a cargas gravíticas constantes. correspondente ao modelo de forças de inércia do primeiro modo da respectiva direcção considerada. Tk Período de vibração do modo k . o número mínimo de modos de vibração a considerar. pode ser definido como a raiz do somatório dos quadrados dos efeitos da acção sísmica. Análise Estática Não Linear A análise estática não linear. 26 . Combinação de respostas modais O Eurocódigo 8 define que dois modos (i e j) de vibração podem se considerados independentes entre eles.3. um modelo uniforme correspondente a um modo de translacção rígida e outro modelo. 3. se os seus períodos de vibração respeitarem a condição: Τ j ≤ 0. os modos não sejam considerados como independentes. o Eurocódigo 8 preconiza o recurso à Combinação Quadrática Completa (CQC).No caso de modelos espaciais. constitui o método de referência para a avaliação e reforço de estruturas existentes. quer em altura. de acordo com a seguinte formulação: • Não existem condicionantes relativas à aplicabilidade do método derivadas da falta de regularidade. com um acréscimo monotónico de cargas horizontais aplicadas no centro de massa ao nível de cada piso. nos diferentes modos de vibração i. E Ei . essas condições devem ser verificadas para todas as direcções principais ou em alternativa. E E . quer em planta. modal. Este método encontra-se incorporado no Eurocódigo 8. o máximo valor do efeito acção sísmica considerada. quando se recorre a modelos espaciais. deve satisfazer as seguintes condições: k ≥ 3. 18) T k ≤ 0. 19) Em que.9 . 20) Nessa situação. k Número de modos a considerar. n Número de pisos acima do solo. n (E3.

derivada de um oscilador de um grau de liberdade (equivalente) a funcionar em regime elástico (espectro de resposta linear).3.2. 22)  2Π  Em que.6. Estas regras devem reflectir a capacidade de dissipação de energia dos elementos estruturais quando sujeitos a acções sísmicas de dimensionamento. • As verificações são sempre realizadas para a direcção mais desfavorável. Este deslocamento objectivo é determinado a partir do Método N2 [20] [21] [22] preconizado no Anexo B do EN 1998-1: 2004. em função do deslocamento de topo ∆. que define a exigência sísmica. Esta curva deve ser determinada por meio de uma análise estática não linear para valores do deslocamento que variam entre 0 e 150% do valor do Deslocamento Objectivo.4. • A resposta sísmica da estrutura pode ser obtida da média das análises dinâmicas não lineares efectuadas. S a e (Τ *) é o valor espectral da aceleração correspondente a Τ * . 27 . através dos acelerogramas definidos no EN 1998-1:2004 na cláusula 3. Análise Dinâmica Não Linear • A resposta temporal da estrutura pode ser obtida através de integração directa das equações diferenciais que representam a acção. No caso de o comportamento ser elástico.1 para representar a acção do solo. Um dos resultados mais importantes deste tipo de análises é a Curva de Capacidade. 3. em termos de deslocamentos. num número mínimo de sete ou através do valor mais desfavorável das análises efectuadas. o deslocamento objectivo d e * é dado por: 2  Τ*  d e * = Sae (Τ*)  (E3. que representa a relação entre o valor do esforço transverso na base da estrutura V. • Os modelos estruturais utilizados devem ser substanciados por regras que descrevam o comportamento dos elementos quando sujeitos a acções cíclicas de carga e descarga.

Esse excesso de resistência em zonas críticas vai fazer com que as rótulas plásticas se formem nas zonas pretendidas. 7 Devendo ser respeitadas as disposições preconizadas pelo EN 1998-1: 2004 em termos de capacidade resistente e de capacidade de deformação. É. definindo as zonas onde se vão formar as rótulas plásticas e a sua sequência de formação. Estes propósitos são alcançados atribuindo valores diferentes de ductilidade e de resistência às diferentes partes da estrutura.7. O Eurocódigo 8 preconiza três classes de ductilidade. No primeiro mecanismo. sistema do tipo “viga fraca – coluna forte”. 28 . Devido à grande capacidade de redistribuição de esforços existente nas vigas. com baixa ductilidade e excesso de resistência. essas zonas devem possuir uma sobreresistência relativamente aos valores de cálculo. este mecanismo exibe uma grande capacidade de dissipação de energia. possível controlar e prever o comportamento de uma estrutura. denominada como Classe de Ductilidade Baixa. Como nesse mecanismo formam-se menos rótulas plásticas. Este nível está limitado para zonas de baixa sismicidade (PGA ≤ 0. Classe de Ductilidade Médio e a Classe de Ductilidade Alta. as rótulas plásticas formam-se nas colunas. sistema do tipo “viga forte – coluna fraca”. que foram essencialmente reduzidas para duas.3. a que corresponde um coeficiente de comportamento q = 1. as rótulas plásticas formam- se nas vigas. corresponde a um dimensionamento baseado nas forças. valor recomendado pelo Eurocódigo 8.1g).5 . 5: Mecanismos de dissipação de energia em edifícios. Para evitar que se formem rótulas plásticas em zonas onde isso não está previsto. portanto. Filosofia de dimensionamento As estruturas são dimensionadas sismicamente com a finalidade de possuírem capacidade de dissipação de energia e ductilidade sem perderem a sua capacidade resistente às cargas 7 verticais e horizontais . A figura seguinte ilustra dois tipos de mecanismos de dissipação de energia distintos para um mesmo edifício. Figura 3. O balanço entre resistência e capacidade de dissipação é caracterizado pelos valores do coeficiente de comportamento e pela respectiva classe de ductilidade. No segundo mecanismo. A terceira classe. a sua capacidade de dissipação de energia é menor do que no mecanismo anterior.

As zonas elásticas são dimensionadas para que as máximas acções plausíveis. M Rd. Secção 10 – Isolamento de Base. em todos os edifícios de dois ou mais pisos. Critérios de verificação • Estado de Dano Não Colapso (EDNC): associado ao colapso total ou parcial da estrutura. ∑M Rd. correspondentes à sobreresistência nas rótulas plásticas. são respectivamente.c e M Rd . O objectivo da filosofia de dimensionamento em estruturas porticadas é transferir as rótulas plásticas para as vigas. Essa redução pode ser efectuada incrementando o período fundamental da estrutura sismicamente isolada. 3.3 aplicado à capacidade de dimensionamento de flexão das vigas.b . alterando o amortecimento da estrutura ou por uma combinação desses procedimentos [24] [25].3 Rd. • Estado de Dano Limitação de Danos (EDLD): associado com a ocorrência de danos que ultrapasse as exigências da estrutura em serviço.b (E3.1. 3. modificando a configuração do seu modo fundamental.8. Os elementos estruturais primários devem ser dimensionados e pormenorizados para possuírem capacidade de dissipação de energia enquanto os restantes elementos estruturais são dimensionados de modo a possuírem capacidade resistente suficiente para que não inviabilizem a dissipação de energia do sistema. não provoquem deformações inelásticas e para que permaneçam sempre em regime elástico. Isolamento Sísmico de Base O Eurocódigo 8 aborda pela primeira vez o assunto do isolamento sísmico de base. deixando as colunas livres dos mecanismos de rotura. Este sistema encontra-se localizado sob a massa da estrutura e tem como objectivo a redução da resposta sísmica do sistema às forças horizontais. Na expressão 3. os momentos flectores de dimensionamento das colunas e vigas que confluem nessa ligação. através de um factor de segurança de 1. para que se formem mecanismos mais hiperstáticos. Estabelece-se assim uma configuração hierárquica de rótulas plásticas evitando os mecanismos de rotura frágil e as concentrações de tensões em zonas singulares e em zonas críticas [1] [29]. 29 .c ∑M ≥ 1.8. 23) A expressão anterior deve ser satisfeita para ambos os sentidos da acção sísmica e ao longo das direcções principais de curvatura. Para que isso aconteça.23. as ligações viga-coluna são sobredimensionadas em relação às vigas.

vertical e horizontal.Para o estado LD. O valor do coeficiente de comportamento deve ser q = 1 [1]. a temperatura e a variação das propriedades ao longo do tempo de vida da estrutura. 8 Parte da estrutura localizada abaixo da interface do isolamento. Requisitos gerais de dimensionamento Dispositivos e controlo de movimentos indesejáveis 8 Os dispositivos devem estar fixos à estrutura e à subestrutura . não deve exceder os coeficientes de segurança relevantes. 3. de modo a que os efeitos dos deslocamentos diferenciais do solo sejam minimizados. a capacidade última.50 a 0. Para o estado NC.3. Propriedades do sistema de isolamento Os valores utilizados na análise da estrutura devem ser os mais desfavoráveis durante o tempo de vida da estrutura e devem reflectir a velocidade do carregamento.75% da altura do piso. quaisquer ligações ou tubagens (“lifelines”) que cruzem ligações na vizinhança da estrutura isolada devem permanecer em regime elástico e o deslocamento inter- pisos deve ser limitado a 0.8.4. dependendo das propriedades dos elementos não estruturais [29].5.8. Controlo dos deslocamentos diferenciais do solo Os elementos estruturais.1 do EN 1998-1: 2004 [1].2. Acção sísmica e coeficiente de comportamento As três componentes da acção sísmica devem ser consideradas simultaneamente e definidas por um espectro de resposta elástico em função das condições geotécnicas locais e da aceleração de dimensionamento do solo. 3. em termos de capacidade resistente e de deformação dos dispositivos de isolamento sísmico. Todas as condições necessárias ao seu funcionamento e manutenção devem ser garantidas de acordo com a cláusula 10.8. Para que tal condição se verifique a estrutura deve apresentar comportamento de diafragma rígido. incluindo as fundações. acima e abaixo do sistema de isolamento e os dispositivos de isolamento sísmico devem estar ligados aos diafragmas estruturais directamente ou através de elementos verticais. 3. localizados devem possuir rigidez suficiente em ambas as direcções. o valor da carga vertical simultânea. os valores das cargas horizontais simultâneas. 30 .

para a deformação de dimensionamento. O coeficiente de amortecimento efectivo é inferior a 30%. com suficiente precisão. A rigidez efectiva do sistema. Análise linear simplificada A análise linear simplificada considera dois movimentos horizontais de translacção e um movimento de rotação em torno de um eixo vertical. Teff . K eff Rigidez horizontal do sistema de isolamento. O modelo do sistema de isolamento deve reflectir. movendo-se sobre a superfície de isolamento. é definido por: M (E3.8. a distribuição espacial dos dispositivos e o comportamento dos mesmos. d.5% do peso da superestrutura . Se for utilizado um modelo linear equivalente. O período da estrutura. 24) Teff = 2π K eff Em que. Caso o sistema de isolamento seja considerado como linear equivalente e a acção sísmica definida através do espectro elástico. forças de inércia e de deslocamentos. M Massa da superestrutura.5. é pelo menos 50% da rigidez para 20% da deformação de dimensionamento. incluindo o efeito da excentricidade acidental. Assume-se que a estrutura se comporta como um corpo rígido. O aumento da força de restituição. c. Análise linear equivalente O comportamento do sistema de isolamento pode ser considerado como linear equivalente se as seguintes condições forem satisfeitas: a. deve ser superior a 2. 9 Parte da estrutura que é isolada e localizada acima da interface do isolamento.3. Os efeitos da torção devem ser considerados. 31 . a energia dissipada pode ser expressa em função do amortecimento viscoso equivalente. Análise estrutural A resposta dinâmica do sistema deve ser analisada em termos de acelerações. b. um coeficiente de correcção do amortecimento deve ser definido de acordo com as partes relevantes do Eurocódigo 8 – parte 1. quando a deformação varia entre 50% e 100% do 9 deslocamento de dimensionamento. A curva força-deslocamento não apresente variações superiores a 10% devido à taxa de aplicação das cargas ou devido à variação das cargas verticais.

em termos de forças ou em termos de deslocamentos horizontais [1] [24]. não precisam de ser satisfeitas.O método simplificado pode ser aplicado ao sistema de isolamento.4. com comportamento linear equivalente amortecido. recorrendo a leis constitutivas dos dispositivos que traduzam correctamente o seu comportamento. na superestrutura e na subestrutura. A capacidade resistente do sistema de isolamento deve ser calculada majorando os deslocamentos produzidos pela acção sísmica por um coeficiente γ x . devem ser realizadas de acordo como o ponto 4. As condições de ductilidade. • As verificações de segurança. • As verificações de segurança ao estado limite último devem ser efectuadas considerando a possível rotura dos dispositivos.2. Análise dinâmica não linear Se o sistema de isolamento não poder ser representado por um modelo linear equivalente a sua resposta deve ser calculada através de uma análise dinâmica não linear. • A condição resistente dos elementos estruturais da superestrutura pode ser satisfeita dividindo os efeitos da acção sísmica por um coeficiente de comportamento de 1.6.8. globais e locais. e o “Capacity Design”.5. no raio de deformações e velocidades previstas no processo de dimensionamento sísmico. 32 . para o estado NC. do EN 1998-1:2004 [1]. se respeitar as condições definidas nas partes relevantes do Eurocódigo 8 parte 1: Secção 10. cujo valor recomendado é de 1. • Conforme o tipo de dispositivo considerado. a resistência do sistema de isolamento deve ser calculada. Análise modal linear simplificada Se os dispositivos de isolamento base apresentarem comportamento linear equivalente e a totalidade das condições anteriores não for respeitada. Verificações de segurança ao Estado Limite Último • A subestrutura deve ser verificada às forças de inércia directamente aplicadas e às forças e momentos transmitidos pelo sistema de isolamento. • Os elementos estruturais da superestrutura e da subestrutura podem ser designados como Não-Dissipativos e a classe de ductilidade adoptada como Baixa. 3. pode proceder-se a uma análise modal.

Introdução A regulamentação actual de avaliação e reforço sísmico. Os elementos estruturais apresentam fendilhação difusa. que mantêm as suas características de resistência e de rigidez. incapaz de suportar a acção de outro sismo. não se verificando colapsos fora do plano de paredes divisórias e de enchimento. caracterizados da seguinte forma: • Estado Limite de Colapso Eminente (ELCE) – A estrutura está fortemente danificada e próxima do colapso. 4. de intensidade moderada. • Estado Limite de Limitação de Danos (ELLD) – A estrutura apresenta danos ligeiros. sendo de reparação fácil e económica.1. Os objectivos a que se propõem são a avaliação e análise detalhada de edifícios individuais e o dimensionamento sísmico do seu reforço. Observam-se deformações permanentes moderadas. sem cedência significativa dos elementos estruturais. Estes objectivos são alcançados. segundo a filosofia do “Capacity Design”. constitui a versão final da pré-norma Europeia. As Autoridades Nacionais são responsáveis pela definição do nível de protecção. Avaliação sísmica e reforço sísmico de edifícios de betão armado. A estrutura ainda pode suportar acções sísmicas de intensidade moderada. tirando partido da ductilidade da estrutura e da sua capacidade de dissipar energia. 4. Reflecte as orientações mais recentes do dimensionamento sísmico e pretende a compatibilização com a parte 1 do Eurocódigo 8. Não se observam quaisquer deformações permanentes. que pretende ainda evitar o aparecimento de roturas frágeis. Apresenta fraca resistência e rigidez residuais. Os elementos não estruturais apresentam danos.Capitulo 4. grandes deformações permanentes e é. 33 . essa informação deve ser definida nos Anexos Nacionais de cada pais. a maior parte dos elementos verticais mantêm a capacidade de suportar cargas gravíticas. Eurocódigo 8 parte 3. Os elementos estruturais são ainda capazes de suportar cargas verticais. Contudo. provavelmente.2. • Estado Limite de Danos Severos (ELDS) – A estrutura apresenta danos significativos com alguma resistência e rigidez residuais. Exigências de desempenho para estruturas existentes As exigências fundamentais referem-se ao estado de dano da estrutura e são definidas por três estados de dano ou estados limites.

em deformações ou resistências últimas apropriadamente definidas. no caso de elementos frágeis.Os níveis de protecção correspondem à selecção. As capacidades devem basear-se. correspondente a uma probabilidade de excedência de 20% em 50 anos. e adicionalmente. As exigências sísmicas são definidas em termos da excedência de determinados estados limite. para níveis de protecção considerados apropriados pelas Autoridades Nacionais. A norma sugere os seguintes valores para o período de retorno: • ELCE: 2475 anos. os elementos frágeis são elementos estruturais sujeitos a mecanismos de esforço transverso. As capacidades deverão ser avaliadas de acordo com os Estados de Dano considerados e com base nos valores médios das propriedades dos materiais. Estes critérios são estabelecidos com base na comparação entre as exigências sísmicas e as capacidades dos elementos estruturais. As Autoridades Nacionais devem definir igualmente que Estados de Danos devem ser simultaneamente verificados [1] [2]. para o ELDS. ou estados de dano. 4. do método de análise e dos procedimentos de dimensionamento apropriados aos diferentes materiais estruturais. A adopção desses valores garante o mesmo nível de protecção relativamente às estruturas novas. para cada um dos Estados de Dano. Os elementos dúcteis são elementos sujeitos a mecanismos de flexão composta e/ou simples. correspondente a uma probabilidade de excedência de 2% em 50 anos. obtidos em ensaios in-situ e adequadamente modificados por coeficientes de confiança em função do nível de conhecimento.3. • ELDS: 475 anos. Os elementos são diferenciados como dúcteis e frágeis. e considerando os resultados da análise. Critérios de verificação Os critérios de verificação incluem a escolha da acção sísmica. em deformações associadas aos danos em 34 . de modo a que as exigências não excedam as capacidades correspondentes. • ELLD: 225 anos. nos elementos frágeis deve assegurar-se que a capacidade resistente não é excedida [10] [12]. correspondente a uma probabilidade de excedência de 10% em 50 anos. de um período de retorno e de uma acção sísmica de dimensionamento [1] [2]. As exigências são definidas tendo por base a acção sísmica relevante para cada Estado de Dano previamente definido. Nos elementos dúcteis importa assegurar que a capacidade de deformação não é excedida. para o ELCE. pelos coeficientes parciais de segurança definidos na Parte 1 do Eurocódigo 8.

O nível global de conhecimento é definido como uma combinação de conhecimento disponível ou adquirido nas seguintes categorias: geometria. Informação sobre a avaliação estrutural A parte 3 do Eurocódigo 8 define critérios de avaliação do comportamento sísmico de estruturas individuais existentes. • Tipo e extensão de danos estruturais existentes. • Critério de dimensionamento usado no projecto original. Na avaliação sísmica de estruturas existentes. os materiais são definidos pelas suas propriedades mecânicas. estabelecendo critérios para os projectos de reparação e de reforço. • Reavaliação e quantificação das acções variáveis em função tipo de utilização. e para ELLD.elementos dúcteis e em resistências estimadas para os elementos frágeis. No caso de estruturas de betão armado. Finalmente. • Dimensões e propriedades dos elementos estruturais. de informação relevante existente. e a respectiva informação obtém-se através de inspecções. detalhe e materiais. O detalhe é traduzido pela pormenorização das armaduras e ligações. • Tipo de solo e de fundação EN 1998-1: 2004 [1]. sendo essa informação obtida através da análise dos desenhos originais ou através de pesquisa. O Eurocódigo 8 preconiza três Níveis de Conhecimento (NC) para a informação de base. incluindo as fases de concepção.4. incluindo reparações anteriores. O cruzamento desta informação proveniente de diferentes fontes deve ser feito de modo a reduzir as incertezas. descrição do tipo de utilização actual ou futura da estrutura de acordo com a classificação da EN 1998-1: 2004. • Características dos materiais constituintes e estado de conservação. que reflectem a qualidade e quantidade da informação obtida. • Eventuais defeitos dos materiais ou pormenorização inadequada. na resistência de cedência tanto em elementos dúcteis como frágeis [10]. 35 . análise e dimensionamento. A informação de base deve focar-se nos seguintes pontos: • Critérios de regularidade expostos em EN 1998-1: 2004[1]. sendo essa informação obtida por meio de ensaios experimentais. 4. de inspecções locais e através de ensaios in-situ ou laboratoriais [1]. a geometria refere-se às propriedades geométricas do sistema estrutural resistente. a informação necessária deve ser obtida a partir de registos disponíveis.

5. e caso haja 10 CF: factor de confiança. Posteriormente. Sendo que os valores devem ser encontrados nos anexos nacionais. associados a cada nível está um Factor de Confiança (confidence factor CF). 4. na secção 4. Normal e Completo. esta informação encontra-se sumariada no quadro 4. Limitado. • Conhecimento Completo: inspecções realizadas a 80% dos elementos e teste de três amostras de material por piso. 36 .2 inspecções in-situ in-situ limitados ou Normal detalhada limitadas ou mais extensas mais extensos Testes originais e NC3 Inspecção visual Desenhos originais ensaios in-situ Conhecimento completa e associados a inspecções Todas 1 limitados ou mais Completo detalhada in-situ limitadas extensos Os três níveis de conhecimento são definidos em ordem crescente de qualidade e quantidade de conhecimento. danificada ou não. Avaliação Estrutural A avaliação estrutural é um processo quantitativo no qual se verifica se uma estrutura existente. Quadro 4. resiste à combinação sísmica de dimensionamento.3 [2]. • Conhecimento Normal: inspecções realizadas a 50% dos elementos e teste de duas amostras de material por piso. são definidos da seguinte forma: • Conhecimento Limitado: inspecções realizadas a 20% dos elementos e teste de uma amostra de material por piso. Nível de Geometria Detalhe Materiais Análise CF10 conhecimento Desenhos Dimensionamento de NC1 originais de Valores de defeito e acordo com a prática Conhecimento projecto e ensaios in-situ Lineares 1. valores recomendados. Este processo de avaliação deverá ser levado a cabo para edifícios individuais. O nível de conhecimento determina o tipo de análise que é permitida e o valor do coeficiente de confiança a utilizar.1.35 relevante e inspecções in- Limitado inspecção visual limitados situ limitadas limitada Desenhos originais Especificações NC2 Inspecção visual incompletos associados a originais e ensaios Conhecimento completa e Todas 1.Os termos apresentados no quadro 4.1. 1: Níveis de análise e correspondentes métodos de análise [2]. com base nos métodos gerais de análise definidos em EN 1998-3: 2005.

embora em algumas situações. Métodos de análise Os efeitos da acção sísmica combinados com as restantes cargas. definem-se quais as técnicas de reforço e de reabilitação a implementar. 4. é aconselhável que se tomem em consideração os elementos secundários [2]. de acordo com a combinação sísmica. Análise Estática Linear b. a aplicação desses métodos revela-se bastante mais complexa que os anteriores e necessita de uma maior quantidade de informação para que possam ser aplicados. Estas metodologias deverão ser sempre completadas pela informação derivada de casos de estudos similares e de experiência adquirida [1]. Caso essas condições não se verifiquem. • No que diz respeito à modelação estrutural. combinação de acções e modelação estrutural • A acção sísmica a considerar nas análises lineares é a correspondente ao espectro de resposta elástico com um amortecimento viscoso de 5%.2.5.5 . 11 Capítulo 3 desta dissertação. Análise Dinâmica Não Linear Regra geral. • As combinações de acções processam-se de igual modo ao definido para o 11 dimensionamento de estruturas novas . nomeadamente em métodos lineares.1. Contudo. Acção sísmica. os métodos de análise utilizados no reforço de edifícios existentes são os mesmos que os utilizados no dimensionamento de edifícios novos. 4. O valor do coeficiente de comportamento para estruturas de betão armado é de q = 1. recorrer-se-à a métodos de análise não lineares.necessidade de uma intervenção estrutural. Análise Dinâmica Linear c. Análise Estática Não Linear d.5. • O método do coeficiente de comportamento recorre ao espectro de resposta de dimensionamento. se aplicáveis: a. existam condições de aplicabilidade suplementares que necessitam ser verificadas. Se for aplicada uma análise não linear. podem ser avaliados utilizando um dos seguintes métodos de análise. importa realçar que a rigidez e resistência dos elementos secundários deve ser desprezada na análise às acções laterais. 37 . Pode no entanto adoptar-se um valor do coeficiente de comportamento mais elevado no caso de estruturas mais dúcteis EN 1998-1: 2004 [1].

se garantir que as exigências de ductilidade estão distribuídas de modo uniforme por toda a estrutura. Por outro lado. 38 . através da comparação entre as exigências da acção sísmica e as capacidades dos elementos. são 12 Condição 4. / ρ min. consoante os elementos sejam dúcteis ou frágeis [2]. O EN 1998-1:2004 preconiza que quando as condições definidas para edifícios novos não são respeitadas pode recorrer-se à análise dinâmica linear. não estando sujeitas a condições de aplicabilidade suplementares quando se procede à avaliação e reforço de estruturas existentes.6. recorre-se a um método de análise não linear. = Di / C i . As análises não lineares podem ser realizadas de acordo com a formulação exposta para edifícios novos.Os métodos de análise linear podem ser aplicados a edifícios existentes se. 13 Essas acções são as que advêm da análise considerada.4. em que Di é a exigência do esforço retirado da análise elástica e C i a capacidade do elemento i. obtidas directamente da análise. as exigências em elementos frágeis são calculadas através das equações de equilíbrio. é concretizada garantindo que o rácio ρ i = ρ máx. Em que.2 (1) EN 1998 - 12 3: 2005 .5. que representa a ductilidade local do elemento. As exigências relativas aos elementos dúcteis são quantificadas em termos de deformações nos extremos das vigas e das colunas. Os elementos primários e as zonas próximas da ligação pilar-viga. No ponto de vista da capacidade C i . 13 considerando as acções transmitidas pelos elementos dúcteis. não excede um valor fixado no intervalo entre 2 e 3. têm de verificar a seguinte condição: ρ i ≥ 1 . para todos os elementos primários. As exigências Di são determinadas de diferente forma. são os valores máximos e o valor mínimo do ratio ρ . respectivamente. Verificação da Segurança para o reforço de elementos de betão armado A verificação de segurança é realizada no âmbito do “Capacity Design”. Este rácio é definido pelo quociente ρ máx. cláusula 4. 4. onde as rótulas plásticas não se vão formar. adicionalmente às condições existentes para edifícios novos..2 (1) [2] não se verificar. O valor recomendado pelo EN 1998-3: 2005 é de 2. Esta condição.4.2 (1) EN 1998-3: 2005.4. ρ máx. . os elementos dúcteis devem ser verificados em termos de deformação e os valores das suas capacidades. . e ρ min . para os diferentes estados limite. No caso de a cláusula 4.

m-σ Dúcteis θE≤ θy Secundários θE≤ 0.EC2. • No caso de ρ .75 θu. Os elementos frágeis são verificados em termos de resistência.EC8 VRm.m-σ θE≤ θu. 2: Critérios de verificação para avaliação do reforço de elementos de betão armado [37]. usando os valores das suas propriedades mecânicas divididos pelos factores de confiança apropriados.EC2.EC2. VE Valores das exigências de esforço transverso retirados da análise. = Di / C i > 1 . Primários verificar.EC8 ELDS Em que. = Di / C i ≤ 1 . Danos Colapso Eminente (ELCE) Limitação de Elementos Significativos Danos (ELLD) Análise linear Análise não linear (ELSD) Primários θE≤ 0. CD Valor de esforço transverso de dimensionamento obtido da análise efectuada segundo o “Capacity Design”.15 Frágeis com VE.CD≤VRm. a capacidade Ci é atingida e os elementos encontram-se em regime plástico. a serem adoptados em função das suas capacidades e exigências para todos os tipos de análise. VE. Quadro 4.max ≤ VRd. encontra-se na Tabela 4. VE.EC8/1. VE.15 VRd.CD≤VRd. A avaliação das capacidades. e os valores das suas capacidades são obtidos das expressões pertinentes. O quadro seguinte apresenta os critérios de verificação para a avaliação e reforço de elementos de betão armado em função das exigências de desempenho. obtido da análise ou VE.max ≤ VRm. e o critério que deve ser seguido para a verificação de segurança.max. θE Valores das exigências em deformações retirados da análise.EC8/1.3 do EN 1998-3: 2005 (Anexo 3).CD da análise linear no VRm.obtidos das equações apropriadas. utilizando os valores das propriedades mecânicas divididos pelos factores de confiança e pelos factores parciais de segurança. • Se os elementos dúcteis satisfizerem a condição ρ . deve ser efectuada de acordo com a informação que consta no Anexo respectivo a cada tipo de material [9] [10].EC2. Secundários com VE.75 θu. A informação relativa aos valores das propriedades dos materiais. os elementos frágeis não atingem a cedência e encontram-se em regime elástico. independentemente do tipo de elemento. 39 . em elementos dúcteis e frágeis para todos os tipos de análise.m θE≤ θu. dúctil ou frágeis. de esforço transverso. Aplicar critério ELCE VRd.m Verificar somente se ELCE não VE.

Para o Estado Limite Limitação de Danos (ELLD) Lv + aV z  h  ε y db f y Vigas e colunas: θ y = φy + 0. 14 Consultar EN 1992-1-1: 2004.VRm Resistência ao corte com/sem factores de segurança.8).7.9.15  + (E4. aV Variação de tensão no diagrama de momentos flectores14 .3(2). φy Curvatura de cedência na extremidade do elemento.m-σ Desvio face à deformação última (= θu. fb Tensão de cedência no aço e no betão. f y . d . θu.θy Valor da deformação de cedência. em Mpa. h Altura da secção transversal.9d).7.135  + (E4. εy Deformação de cedência (= f y / Ε s ). 40 . 4.001351 + 1.m Valor da deformação de colapso.. 2) 3  Lv  d − d` 6 fc Em que.EC2 Resistência ao corte do elemento sujeito a um carregamento monotónico.0021 + 0..1. respectivamente. d´ Distâncias à armadura de tracção e compressão.EC8 Resistência ao corte do elemento com carregamento cíclico e após a cedência por flexão ser atingida. Elementos de betão armado sujeitos a flexão simples e composta Deformações de cedência em elementos de betão armado θ y .2. Lv Ratio momento/esforço transverso na secção de extremidade.5 ou = θy + θplu.m/1. θu. VR. VR. 1) 3  Lv  d − d` 6 fc Lv + aV z  h  ε y db f y Paredes: θy = φy + 0.m/1. db Diâmetro da barra. Modelos de Capacidade para a Avaliação do Reforço de Elementos de Betão Armado 4. z Braço interno no elemento (≈0.1. caso contrário aV =0. aV =1 se as fendas por corte são esperadas posteriormente à cedência por flexão. respectivamente. VRd .

2  L  . f c .35  f   max(0.0145. N Esforço axial de compressão positivo. 225 0. 6) b 0 .275 100 ρ d ) (E4. 4) Com. ω )   h  Ou. ω´ Percentagem mecânica de armadura de tracção e compressão. θ um = θ y + θ um pl (E4.(0.01. Igual a 1.01. s h  ∑ bi  2  s h  Factor de eficácia de confinamento. α = 1 − α  2b 1 − 2h 1 − 6h b   0  0  0 0  (E4. 5)  max(0. h0 Dimensões do betão confinado. ω .25 )  v  0. v  25   f c  (1.Deformações últimas em elementos de betão armado θ um . b Largura da zona comprimida. f yw Resistência à compressão do betão (MPa) e resistência de cedência dos estribos.(0. ω )   h γ el Coeficiente de redução elástico. ρ sx Percentagem de armadura paralela à direcção x do carregamento ( = A sx / b w s h ) sh Espaçamento dos estribos. ρd Percentagem de armadura de reforço diagonal.01. f c . ω `)   αρ sx yw  θ um = pl 1 γ el + 0. em cada direcção diagonal. 0. 3 0.5 para elementos sísmicos primários e a 1. υ Esforço normal reduzido (= N / bhf c ). 3) γ el  max(0.01.25 )  1  Lv    100 ρ d θ um = + 0. ω `)   αρ sx yw (1. bi Espaçamento das armaduras longitudinais na zona central. Para a avaliação da deformação última θ u m pode ser usada a seguinte expressão alternativa: 41 . Para o Estado Limite Colapso Eminente (ELCE) 0.3 ) v fc    25  fc  (E4.35  f   max(0.016.0 para elementos sísmicos secundários. caso exista.

0 para elementos sísmicos secundários. ρ tot Percentagem de armadura longitudinal.17h + 0. após a cedência por flexão.16 min 5. γ el Igual a 1. 8) f c (MPa ) Em que.13) e (A. controlado pelos estribos.5.05 min 5.2. µ ∆ pl ( ) Exigência de ductilidade em deslocamento. 4. Elementos de betão armado sujeitos ao corte Esforço Transverso Resistente (cíclico) VR.. µ ∆ ⋅ ( pl ))   1  V  VR = (E4. 9) γ el     L    0. N Esforço normal de compressão positivo.24 (E4. É igual a 0 se for de tracção. Para o Estado limite Colapso Eminente (ELCE) h − x (  2L min(N .16 max(0. µ ∆ pl = θ − θ y / θ y . 7) γ el y  LV  Em que. não pode ser superior ao valor que corresponde ao esmagamento da alma devido à compressão diagonal. d bL é o diâmetro da armadura de tracção.máx. d bL f y (MPa ) L pl = 0. VR . V   f C AC + VW      h    Em que. O esforço transverso de uma parede de betão armado.100ρ tot )1 − 0.7.1LV + 0.0. VW Contribuição da armadura de esforço transverso para a resistência ao corte dado pelas equações (A.55AC f C ) + 1 − 0. que se sujeito a um carregamento cíclico pode ser calculado a partir da seguinte expressão: 42 . V R.  0. . x Altura da zona comprimida. ϕ u é a curvatura última da secção de extremidade.5L pl  θ um = 1 (θ + (ϕ u − ϕ y )L pl 1 −   (E4.14) no anexo A do EN 1998-3: 2005. AC Área da secção transversal.15 para elementos sísmicos primários e 1.

02 min 5.25 max(1. 11) γ el  AC f C   Em que.85 1 − 0.. h V R..2 min(2.15.4500ρ tot ) min(40. a h resistência ao corte VR não pode ser superior a V R. δ Ângulo entre a diagonal e o eixo da coluna ( tan δ = h / 2LV ). LV Ratio de corte.100ρtot ))1 − 0. γ el    AC fC   (E4.máx. µ∆ pl ))  1 + 1.35 N  (1 + 0. 10) (1 + 0. que devido a um carregamento cíclico pode ser calculado através da seguinte fórmula: VR .06 min 5. µ ∆ pl )) 1+1. na secção de extremidade.máx.75.8 min 0. f C )bW z sin 2δ (E4. . Esforço transverso máximo devido ao esmagamento do betão.max = ( ( 0. LV  fCbW z  h  LV No caso de uma coluna de betão armado.VR . max = ( ( 4 / 7 1 − 0. N   . 43 . se o ≤ 2 .

eliminação ou alargamento das juntas estruturais. da sua extensão e da sua urgência deverá ser baseada na informação estrutural recolhida durante a avaliação do edifício e deverá reflectir a natureza das deficiências e a sua extensão. Tipos de intervenções O Eurocódigo 8 parte 3 [2] estabelece as seguintes técnicas de intervenção que podem ser utilizadas isoladamente ou em conjunto: • Modificação local ou global de elementos danificados ou não danificados (reparação. • As irregularidades muito grandes. A selecção do tipo de técnica de reforço. dependendo a sua utilização do tipo de condicionantes.2 do EN 1998-3: 2005 [2]. melhoria da regularidade. os seguintes aspectos devem ser tomados em consideração: • Os erros locais devem ser apropriadamente corrigidos. Essas características podem ser melhoradas através da modificação de resistência e rigidez de um número apropriado de elementos existentes ou através da introdução de novos elementos estruturais. não deverá reduzir a ductilidade global da estrutura. em termos de rigidez. após a intervenção. como descrito na Cláusula 5. 5. um processo complexo cujo objectivo é assegurar que as exigências sísmicas do edifício reforçado são menores que as capacidades resistentes modificadas. O aumento da resistência. resistência e/ou ductilidade. portanto.Capitulo 5. 44 . • Se necessário deve aumentar-se a ductilidade localmente. Introdução Existe actualmente uma grande variedade de técnicas de reforço sísmico. Essa decisão deve ser suportada por critérios técnicos. entre outros.1.1. aumento da ductilidade. • Modificação do sistema estrutural. reforço ou substituição). em termos de rigidez e de resistência. Consoante a extensão dos danos deve ser tomada uma decisão sobre a intervenção que minimize os custos de intervenção e que tome em linha de conta os interesses sociais inerentes. elementos de contraventamento ou paredes de alvenaria. eliminação de elementos vulneráveis. • Adição de novos elementos estruturais.2. devem ser diminuídas na medida do possível. quer em altura. Logo. quer em planta. A selecção do tipo de intervenção é. resultados e conclusões da avaliação da estrutura. Técnicas de reforço e de intervenção 5.

as técnicas de reforço sísmico podem agrupar-se em duas grandes categorias: o reforço local a nível dos elementos e o reforço do sistema estrutural na sua globalidade. As técnicas de intervenção globais mais correntes são o isolamento sísmico de base. Em qualquer das situações supracitadas devem ser considerados os efeitos estruturais ao nível da fundação. 5. a ligação é resultante dessa transferência de forças. Reforço Sísmico de Elementos de Betão Armado Existentes Regra geral. É importante garantir a ligação dos componentes para que o encamisamento seja eficiente e que os dois materiais se comportem monoliticamente. O reforço de elementos é utilizado em pilares. Com o intuito de condensar a informação. 5. na qual se insere o material de reforço. com o objectivo de melhorar o seu comportamento sísmico através de um aumento de ductilidade e de capacidade resistente. • Redução de massa. os mecanismos de dissipação de energia e a introdução de elementos resistentes. 45 . As técnicas de intervenção. Esta ligação pode ser efectuada por aderência ou por meios mecânicos. Reforço por Encamisamento O reforço por encamisamento consiste em envolver a secção transversal dos elementos de betão armado com uma camada de argamassa ou de betão. • Introdução de dispositivos de protecção passiva. sejam ao nível local ou global. • Transformação de elementos não estruturais em elementos estruturais. O reforço local corresponde a um reforço dos elementos estruturais ou à introdução de novos elementos resistentes.3. A aderência que se gera entre as armaduras de reforço (por exemplo) e o betão existente produz uma transferência de forças entre os materiais. esta técnica aplica-se às estruturas que possuam uma boa concepção sísmica e quando os resultados da avaliação revelem que a capacidade de deformação de alguns elementos isolados apresente deficiências. Pode ser também utilizado em lajes e em vigas para melhorar o comportamento à flexão e ao esforço transverso.1.3. por meio de dissipação ou de isolamento base. mudança de uso do edifício ou demolição parcial. • Adição de um novo sistema estrutural para suster parte ou a totalidade da acção sísmica. devem ser sempre consideradas no âmbito do sistema estrutural global evitando as concentrações de tensões em zonas singulares e melhorando o comportamento sísmico da estrutura.

1: Encamisamento com betão armado e com aço [18]. • Conversão de um sistema “coluna fraca-viga forte” num de “coluna forte-viga fraca”. Para além disso.Por vezes. principalmente pelas suas vantagens económicas e pelo “know-how” que existe acerca do betão armado. são consideradas as seguintes hipóteses simplificativas [2]: • O elemento. com o propósito de evitar diferenças de valor entre o betão novo e o antigo. betão existente. 46 . Esta técnica garante também uma maior protecção ao fogo e à corrosão das armaduras comparativamente à utilização de armaduras exteriores. • Possibilidade de rotura por corte na zona de ligação entre os betões. O encamisamento com betão armado tem sido bastante usual nas últimas décadas. Para conseguir avaliar a capacidade resistente e de deformação dos elementos. Todavia. apresenta vantagens ao nível da sua aplicação devido à sua versatilidade e à sua capacidade de assumir as formas desejadas [7]. que vai ser reforçado comporta-se monoliticamente e funciona como compósito juntamente com o betão novo. • Aumentar a capacidade de deformação. Estas suas características permitem que a cintagem com betão armado se estenda para além do elemento até às zonas das ligações viga-coluna. O encamisamento com betão armado é frequentemente aplicado a colunas e a paredes de betão armado com as seguintes finalidades: • Aumentar a capacidade resistente à flexão e ao corte. Figura 5. apresenta alguns inconvenientes que devem ser ponderados aquando da selecção do tipo de intervenção: • Um grande aumento da secção transversal dos elementos reforçados que nem sempre é admissível do ponto de vista arquitectónico e que pode causar restrições à manutenção do tipo de utilização da construção. • A força axial actua na totalidade da secção do compósito. os mecanismos de aderência não são suficientes para garantir a ligação e tem que se recorrer a meios mecânicos tais buchas metálicas e aplicação de resinas [23]. • O valor fC do elemento monolítico é igual ao valor de fC da camisa de reforço. • Melhorar a resistência em zonas de amarração ou em ligações deficientes.

d (E5. s Espaçamento das cintas (b/s = 1 no caso de cintas de aço continuas). por restrições do seu transporte. Para obter este resultado as seguintes condições têm de ser verificadas [2]: • O comprimento da camisa deve exceder 50% do comprimento da zona de amarração. A contribuição da cinta. uma solução tradicional para o reforço de elementos estruturais. no mínimo. 1) s cosα Em que.d Resistência de cedência da cinta de aço. começando a partir da base. • Necessidade de suportes durante o tempo de cura do adesivo e limitação do comprimento das chapas.5 f yj. b Largura das cintas de aço. apresenta alguns inconvenientes. as duas filas de parafusos devem estar localizados. 47 . podendo dar origem à necessidade de execução de emendas. f yj. juntamente com a técnica anterior. O Encamisamento com aço é. tf Espessura das cintas de aço. O objectivo desta técnica é aumentar a resistência ao corte em colunas e melhorar a resistência em zonas de amarração deficientes. • Quando ocorrem fendas ao nível da base da coluna. melhorando a capacidade de deformação devido a cargas cíclicas. uma na zona de amarração e a outra a 1/3 dessa região. que é igual ao seu valor nominal a dividir pelo factor de segurança parcial do aço. • Dificuldade de manipulação de pesadas chapas de aço no local da obra. normal à direcção do carregamento. No entanto. • A camisa tem de ser pressionada contra as faces da coluna por pelo menos duas filas de parafusos em cada lado. As camisas de aço permitem uma eficaz fixação nas zonas de amarração. No caso de apenas 50% da resistência à cedência da cinta de aço ser mobilizada a expressão seguinte define o esforço transverso adicional V j produzido pela cinta [2] [18]: 2t f b 1 V j = 0. Para além disso a sua utilização aumenta o confinamento e pode aumentar a ductilidade. nomeadamente: • Devido à corrosividade do aço há grande probabilidade da zona da colagem se deteriorar. • As propriedades da camisa de reforço aplicam-se à totalidade da secção do elemento. para a resistência ao corte pode ser aditiva em relação à resistência existente desde que a cinta permaneça com comportamento elástico.

As principais características dos materiais compósitos de FRP são as que se seguem: • Os materiais apresentam elevada rigidez e resistência à tracção. 2: Encamisamento/ Reforço com FRP [30]. 48 . cintagem com betão e cintagem com aço. zonas costeiras. através da aplicação externa de uma liga de FRP. • A elevada resistência à corrosão dos compósitos de FRP permite a sua utilização em ambientes agressivos como. Figura 5. por exemplo. Esse confinamento deve ser maior nas zonas de amarração de modo a prevenir a rotura nessa zona [2]. pode recorrer-se a materiais compósitos de FRP (Polímeros Reforçados com Fibras) no reforço estrutural. O reduzido peso específico dos compósitos de FRP facilita o seu transporte e manuseamento. ao contrário do que acontece com as chapas de aço. elimina a necessidade de executar emendas no reforço. • As técnicas de reforço utilizando materiais compósitos são de fácil e rápida execução [28] [30]. A sua utilização está não só associada às propriedades dos materiais compósitos mas também ao facto de se pretender evitar os aspectos negativos associados às técnicas de reforço tradicionais. • Melhoria da ductilidade existente na extremidade dos elementos através do confinamento produzido pelas cintas de FRP. • A disponibilização destes materiais com dimensões quase ilimitadas em termos de comprimento.Alternativamente às técnicas tradicionais. As principais finalidades da utilização de FRP no reforço sísmico de elementos de betão armado existentes são: • Melhoria da capacidade de resistente ao corte de colunas e paredes. • As elevadas potencialidades dos materiais compósitos em termos mecânicos proporcionam soluções de reforço que poucas alterações introduzem na arquitectura inicial das estruturas pois conseguem-se obter consideráveis aumentos da capacidade resistente dos elementos estruturais com recurso a pequenas quantidades de reforço. baixo peso específico e bom comportamento à fadiga.

s     f C AC + VW  + V f    h   ( ) V f = min ε u . quando existem deficiências ao nível das armaduras existentes ou quando se pretende incrementar a capacidade resistente à flexão e ao esforço transverso. As dimensões dos elementos e a qualidade do betão devem ser adequados para os esforços existentes [23]. 5. Vf Contribuição do FRP na resistência ao corte do elemento.55 AC f C ) + 1 − 0. 3: Reforço de uma viga ao esforço transverso [28]. a vigas e lajes.5. Ε f Tensão resistente e o módulo de elasticidade do FRP. As chapas de aço podem ser colocadas nas faces da viga e ao longo de todo o seu desenvolvimento.2.0. A adição de chapas metálicas é bastante usual em lajes fungiformes. a sua colocação na face superior da laje permite um aumento do braço o que se traduz num aumento da capacidade resistente da laje. ρf Representa o rácio de FRP paralelo à direcção de carregamento ( = 2t f / bw ). µθ pl • )) (E5.05 min 5. 2)  ( 0.16 min 5. ε u. f u .16 max 0. A sua adição permite limitar as deformações existentes e melhorar a capacidade resistente do elemento. f Εu . f . f ρ f bw z / 2 (E5. Reforço por adição de chapas de aços e perfis metálicos O reforço por adição de armaduras exteriores é aplicável.100ρ tot )  L 1 − 0.3. Figura 5. z Braço interno. respectivamente. f . fu. 3) Em que.A resistência ao corte de um elemento encamisado com FRP pode ser definida a partir da seguinte fórmula [2] [18]: VR = h−x 2 Ls ( ( min(N . 49 . f Extensão última do FRP.

que posteriormente serão ligadas ao betão através de buchas metálicas. Essa melhoria no comportamento é alcançada devido ao confinamento do elemento. em conjunto com a introdução de buchas metálicas. tais como paredes resistentes ou contraventamentos metálicos.4. à flexão. ou quando os elementos verticais são em número insuficiente.3. 5. Regra geral. A introdução de pré-esforço exterior constitui uma boa alternativa à cintagem com aço ou betão pois permite melhorar a ductilidade e a resistência do elemento sem aumentar a sua rigidez. Introdução de elementos resistentes A introdução de elementos resistentes. 5. A introdução destas chapas permite um aumento do confinamento e da cintagem dos elementos. em especial os critérios de regularidade regulamentares. o que se traduz num aumento de ductilidade e numa melhoria do comportamento sísmico [23]. aplica-se as estruturas que não cumprem as regras da boa concepção sísmica. nas situações em que se justifique. As chapas também poderão ser soldadas a cantoneiras. A eficácia desta técnica depende essencialmente da eficiência da ligação das armaduras de pré-esforço ao elemento resistente. Figura 5. adoptam-se armaduras de pré-esforço constituídas por cabos de alta aderência e devem ser tomadas medidas para garantir a protecção anti-corrosiva dos cabos de pré-esforço.3.3. Esta ligação pode ser conseguida através de colagem com resina epóxi e. 50 . 4: Aplicação de pré-esforço exterior a colunas [28]. Essa ligação deve ser assegurada por meio de mecanismos eficazes de transferência de esforços [23]. Reforço por introdução de pré-esforço exterior O reforço por introdução de pré-esforço exterior é geralmente utilizado para melhorar a capacidade resistente. de vigas e pilares.Esta técnica também é aplicável a pilares quando estes apresentam um défice de armadura transversal. Para que esta técnica de reforço seja eficiente tem que se garantir a existência de uma boa ligação entre o aço e o betão.

5. de modo a eliminar a irregularidade da estrutura. pode constituir uma alternativa viável para o reforço sísmico. A falta de regularidade do sistema estrutural conduz à concentração de deformações numa parte da estrutura que pode resultar no aparecimento de um piso vazado ou numa estrutura muito sensível à torção. 5: Reforço por introdução de contraventamentos metálicos [36]. Figura 5. é bastante dispendiosa e de difícil execução. • Baixa rigidez horizontal. Razão pela qual esta técnica de reforço é vista com algum cepticismo por parte de alguns engenheiros. 6: Comparação entre uma estrutura de base fixa e uma de base isolada. A adição de elementos estruturais. Esta técnica apesar de eficaz e de conseguir preservar a segurança do edifício quando sujeito a acções sísmicas fortes e raras. 51 . • Capacidade de restituição à posição inicial. como é o caso dos hospitais. 5.3. Figura 5. Contudo. Isolamento sísmico de base O isolamento base é uma estratégia de reforço sísmico que se justifica em casos muito particulares. • Capacidade de dissipação de energia (ζ> 5%). a decisão final deverá ser baseada numa análise custos- beneficios [24] [25]. e como em qualquer projecto. As principais características de um sistema de isolamento base são: • Capacidade de suporte para as cargas verticais. nos quais a segurança do edifício existente é de importância fundamental para a protecção civil. A situação mais comum de utilização consiste no isolamento da superestrutura do edifício em relação às fundações.

depara-se com problemas relativamente à dificuldade de implantação e colocação em funcionamento. suportar o edifício até que o sistema de isolamento esteja pronto a funcionar [24. 7: Sistemas de isolamento base [24]. simultaneamente. Essa operação pode ser realizada com recurso a macacos hidráulicos.25]. É portanto necessário cortar as ligações existentes e. 52 .Os sistemas de isolamento base mais correntes apresentam-se de seguida: • Blocos de borracha de alto amortecimento (HDRB) • Blocos de elastómero com núcleo de chumbo (LRB) • Apoio pendulares com atrito (FPS) • Blocos de apoio de borracha em associação com dissipadores. A aplicação do isolamento base. Figura 5. no reforço de estruturas existentes. Para que o isolamento base funcione é necessário que não existam ligações exteriores que condicionem o movimento horizontal da estrutura em relação ao solo e que o edifico se encontre isolado de outros edifícios.

O pé-direito é de 3. 2 A área de implantação é de 477 m com um desenvolvimento em planta de 30x15. e no Regulamento de Solicitações em Edifícios e Pontes de 1960. Figura 6. Apresentação do edifício O edifício em estudo localiza-se em Lisboa e o seu projecto inicial data de 1960. com uma altura total de 23.9 metros.1. 53 . O regulamento utilizado para a sua concepção foi o Regulamento de Betão Armado de 1935. Caso de estudo 6. 1: Planta do edifício em estudo. onde é 5 metros. REBA. Figura 6. Posteriormente o projecto foi modificado com base no Regulamento de Estruturas de Betão Armado de 1966.O edifício não foi objecto de quaisquer modificações posteriores à sua construção. É constituído por cinco pisos.75 metros em todos os pisos com a excepção do piso térreo.Capitulo 6.75 metros. 2: Planta de pilares. RSEP.

Avaliação sísmica Da informação de base sobre o edifício constam algumas plantas de arquitectura originais e pormenorizações de alguns elementos estruturais. Informação base para a avaliação estrutural: • Critérios de regularidade O sistema estrutural é do tipo pórtico de betão armado.35x0. Para efeitos de realização deste estudo. O edifício cumpre os critérios de regularidade. 54 . • Dimensões e propriedades dos elementos estruturais As secções dos elementos estruturais são idênticas às patentes nos desenhos originais. O edifício possui fundações directas. assume-se a realização de inspecções a 50% dos elementos (inspecção intensa ao edifício) e testes a 2 amostras de materiais por piso (testes extensos aos materiais). Existem dois tipos de pilares. P1 e P2. a que correspondem areias de média a elevada consistência e argilas com uma espessura de várias centenas de metros [1].2.2. em altura e em planta. Figura 6. ambos apresentam uma secção transversal rectangular equivalente de 0. • Tipo de solo e de fundação A classe de solo é do tipo C.90 metros. definidos no regulamento [1]. sendo possível recorrer a qualquer método de análise e a que corresponde um factor de confiança CF=1. Da combinação dessa informação assume-se que o edifício apresenta um nível de conhecimento normal (NC2). 6. 3: Planta de vigas. do tipo sapata isolada por cada pilar.

sem existência de fendilhação excessiva. A laje vigada apresenta uma espessura de 0. corrosão das armaduras ou deterioração do betão de recobrimento. E=30GPa) e A400 (fsyd=348 MPa). As vigas constituintes enquadram-se em dois tipos. e o elemento é pouco dúctil (figuras 6.4 e 6.60 m) e as vigas tipo H1 e H2. • Eventuais defeitos dos materiais ou pormenorização inadequada Os materiais utilizados na construção não apresentam quaisquer deficiências na sua constituição. A estrutura é constituída por betão C20/25 e armaduras A400. A armadura principal é insuficiente para suportar a acção sísmica regulamentar. as vigas exteriores VE1 e VE2 (0. RSEP e REBA. 4: Pormenorização de um pilar tipo P1. Da análise realizada à estrutura destacam-se as seguintes deficiências: Figura 6.30x0. C20/25 (fck=20 MPa.30x0. concepção ou aplicação em obra. Os pilares encontram-se fracamente cintados e com espaçamentos muito elevados. 5: Pormenorização de um pilar tipo P2. Figura 6. apresentam boas condições de conservação.85m). e V1 a V6 (0. • Características dos materiais constituintes. Os elementos estruturais foram dimensionados e pormenorizados de acordo com os princípios regulamentares em vigor nos anos 60. A armadura transversal tem somente funções construtivas e é insuficiente para evitar fenómenos de rotura frágil. 55 . estado de conservação Os materiais.5).15 metros.

7 e 6.15 metros do pilar. os momentos flectores provocados pela acção sísmica são bastante superiores à capacidade resistente da viga dando origem a uma concentração de tensões nessa secção. o que confere pouca ductilidade a essas secções (figura 6. 7: Esquema de pormenorização da viga H1. Figura 6. como se poderá concluir mais à frente. ! As vigas H1 e o alinhamento de pilares P1 não se encontram com os centros de gravidade alinhados. Figura 6. Adicionalmente as armaduras principais são fracamente cintadas. Nessa secção. 56 . 6:Pormenorização de uma laje tipo. Os comprimentos de amarração são inferiores aos valores recomendados e as zonas das emendas localizam-se muito próximas da ligação pilar-viga. ! A pormenorização é inadequada nas vigas. originando a acumulação de tensões nessas zonas.! A zona de ligação pilar-viga apresenta graves deficiências ao nível da pormenorização. Existe uma redução muito grande de resistência entre a secção do apoio e a secção a 1.8).

Assumiu-se que a distribuição de armaduras indicadas nas figuras 6. quer à estrutura. ψ2=0. • Tipo e extensão de danos estruturais existentes.3) e é da classe de importância II (γ1=1). incluindo reparações anteriores O edifício não apresenta danos estruturais de relevo. os pilares encontram-se vulneráveis a fenómenos de rotura frágil devido ao esforço transverso. ψ1=0. Concluindo. a estrutura não foi dimensionada e pormenorizada de modo a garantir o seu comportamento dúctil e a permitir a redistribuição de esforços. que não representa uma perda de capacidade resistente. 57 . é idêntica em todos os pisos do edifico. para as vigas H1 e H2.5. e ao nível das fachadas. 8: Esquema de pormenorização da viga H2. Nunca sofreu alterações ou reparações significativas. Como tal. Reavaliação e quantificação das acções variáveis em função tipo de utilização O edifício encontra-se actualmente ocupado por escritórios ( ψ0=0. não estando previstas quaisquer alterações. quer à utilização da estrutura. excepção feita à reparação efectuada ao nível das fendas na fachada. • Descrição do tipo de utilização actual ou futura da estrutura de acordo com a classificação da EN 1998-1: 2004.8. • Critério de dimensionamento usado no projecto original O dimensionamento da estrutura.7 e 6. considera a acção sísmica através de métodos de dimensionamento sísmico que ficam muito aquém das exigências actuais. Figura 6.7. à excepção de fendilhação nas faces superior e inferior das lajes. baseado no RSEP e no REBA.

Lisboa. solo tipo C. já que a necessidade de conhecer o comportamento da estrutura com um elevado grau de exactidão justifica a utilização de um modelo tridimensional.6. e no tipo de solo de fundação. Os parâmetros necessários ao seu cálculo. Com base na localização do edifício. encontram- se definidos na Pré-Norma Nacional. foi definido o espectro de resposta e a zona sísmica. 58 . Figura 6. 10: Modos de vibração da estrutura.3. bem como o procedimento. na parte 1 do Eurocódigo 8 e no capítulo 3 desta dissertação [1. visto as características geométricas do edifício e a aceleração do solo nessa direcção assim o exigirem [1] [13].5 para o coeficiente de comportamento (q).3]. Modelação e análise A modelação da estrutura foi realizada através do programa de cálculo automático SAP2000 [19]. 9: Modelo estrutural. Desta forma foi possível conhecer o comportamento dinâmico da estrutura e identificar os modos de resposta dominantes. Para acção sísmica afastada (Tipo 1) corresponde a zona sísmica 2 e para a acção sísmica próxima (Tipo 2) corresponde a zona sísmica 1. O método de análise utilizado foi a análise modal através de espectro de dimensionamento definido na Pré-Norma Nacional e na parte 1 do Eurocódigo 8 [3] [1]. Figura 6. A componente vertical do espectro de resposta foi tida em consideração na definição da acção sísmica de dimensionamento. Foi adoptado um valor de 1.

para os elementos dúcteis. Avaliação das capacidades A avaliação da capacidade do edifício para suportar um sismo foi realizada segundo o método descrito na parte 3 do EC8 – Reforço de Estruturas Existentes.A estrutura apresenta uma frequência fundamental de 0. e o esforço transverso resistente.34% + RZ=48. 6. Foi obtida a capacidade de rotação última. 59 . foram retirados da análise os valores dos esforços condicionantes e dos deslocamentos relativos. O valor desse coeficiente β foi calculado dividindo.46 segundos. Pode-se também verificar que a participação de massa modal da torção é relativamente elevada. Para além disso procede-se à verificação da segurança face as exigências resultantes da acção sísmica. Este método. a que corresponde um período de 1. pelo valor quase permanente do peso da estrutura.21% + RZ=16. a estrutura é muito flexível nessa direcção e os elementos estruturais são pouco resistentes.19 x 0. Quadro 6. Para cada elemento barra e para cada nó de extremidade dos elementos estruturais. para os elementos frágeis. Como seria de esperar o modo fundamental verifica-se na direcção longitudinal. Sismo Direcção Coeficiente Sísmico β x 0. 1: Percentagem de participação de massa modal.69 Hz.24% Modo 3 Rotação segundo Z (RZ) RZ=21. o somatório das forças sísmicas em cada direcção. onde o valor das exigências é retirado directamente da análise.30% O sismo condicionante é o sismo tipo 1 como se pode concluir através do cálculo do coeficiente sísmico (quadro 6.05 Tipo 2 y 0.16 Tipo 1 y 0. 2: Coeficientes sísmicos.2).30% Modo 2 Translacção segundo Y (TY) TY= 84.4. Quadro 6.08 Devido à falta de elementos resistentes na direcção longitudinal e por ser essa a direcção de menor inércia dos pilares. permite obter um conhecimento bastante preciso do comportamento da estrutura e das suas deficiências. Foram adoptadas as combinações sísmicas que envolvem o sismo condicionante para a avaliação e para o dimensionamento da solução de reforço. como se pode concluir mais à frente. embora relativamente complexo. direcção x. Modo 1 Translacção segundo X (TX) TX= 92. Considera-se que os mecanismos dúcteis correspondem os esforços de flexão e que os mecanismos frágeis correspondem ao esforço transverso.

1) VR = γ el     L     0 . sendo as exigências retiradas directamente da análise.50 87.90 piso 4 93.2 para o betão e de 1. Avaliação da capacidade resistente dos pilares ao Corte.29 75.0 para as armaduras ordinárias) [2] [4].1) para determinação da capacidade resistente.15 piso 3 150.39 piso 5 75. Posteriormente é avaliada a capacidade resistente dos pilares à flexão composta e das vigas à flexão simples. Assume-se que os pilares tipo P1 e tipo P2 apresentam todos a mesma distribuição de armaduras transversal e longitudinal.0 .16 min  5.05 min 5.1.55 AC f C ) + 1 − 0 . A verificação de segurança destes elementos ao esforço transverso é efectuada com recurso à fórmula (E6. Os pilares apresentam fraca ou inexistente ductilidade. 70.Outro aspecto retirado da análise é o valor do coeficiente ρ i = Di / C i e a verificação do rácio ρ i = ρ máx / ρ min que não pode exceder um valor fixado no intervalo entre 2 e 3 para que possam ser aplicados os métodos de análise linear. 11: Esforços transversos resistentes para os pilares tipo P1 e P2. 60 . 6.35 VR [KN] Pilar P1 Pilar P2 Figura 6.30 232.69 piso 1 291.5.2) e pelos factores parciais de segurança (1.40 344.06 piso 6 69. µ ∆ pl ⋅   1  2 LV  (E6. Os valores das propriedades dos materiais para o cálculo das capacidades resistentes são minorados pelo factor de confiança (CF=1.4. pelo que são condicionados por mecanismos de esforço transverso e são denominados elementos frágeis. h − x  ( ( )) min (N .55 150. V   f C AC + VW      h    Os parâmetros intervenientes já se encontram definidos no capítulo 4 desta dissertação e os valores adoptados estão dispostos no anexo respectivo a cada pilar (Anexo 8 e Anexo 9).16 max (0 .100 ρ tot )1 − 0 .18 piso 2 161.

Quadro 6.43 1.10 1.56 Piso 6 0.97 0.72 1.91 Piso 3 1.69 2.73 1.08 1.57 2.17 2.86 3.92 Piso 5 1.65 2.42 2.87 2.56 1.56 2.78 2.56 2.57 1.12 2.22 0.91 2.86 1.11 2.75 1.67 Quadro 6.14 1.10 1.98 0.81 3.34 2.04 Piso 2 0.15 0.81 0.59 2.59 2.90 2.67 0.39 2.A comparação realizada para os pilares P1 e P2.58 2.92 1.90 2.75 1.82 3.92 ρ min 0.90 1.79 2.81 0.58 2. deve ser inferior a um valor máximo de 3 para que a avaliação do 15 reforço sísmico possa ser efectuada através de uma análise linear.83 1.38 2.19 1.45 0. 4: Quadro resumo dos resultados dos pilares. indica que a capacidade resistente destes elementos fica muito aquém das exigências sísmicas regulamentadas no Eurocódigo 8.01 0.18 1.36 1.65 2.45 0.78 2.38 1.24 1.76 2.46 0.59 2.10 1.37 2.22 0.59 2.03 2.92 1.73 1.91 1.98 0.66 2.92 1.98 2.38 1.32 1. Quadro 6. Pode observar-se que estes elementos estruturais garantem.40 Este rácio é definido pelo quociente ρ i = Di / C i .23 1.19 0.20 0.75 1.82 3.65 1.83 1. em média.22 0.82 1.68 2.34 2.43 2.44 1.41 2.63 2.53 1.71 1.82 3.59 1.19 0.63 1.19 1.23 Piso 3 1. entre as capacidades e as exigências.30 Piso 4 1.59 2.66 1.36 1.87 1.97 Verificação das condições de aplicabilidade dos métodos lineares O rácio ρ i = ρ máx / ρ min que representa o quociente entre o valor máximo e mínimo do rácio ρ para um determinado pilar.63 2.04 0.92 1.19 2.32 1.22 Piso 2 1.57 2.72 Piso 6 0.69 2. Pilar P2A P2B P2C P2D P2E P2F ρ VSD / VRD VSD / VRD VSD / VRD VSD / VRD VSD / VRD VSD / VRD Direcção x y x y x y x y x y x y Piso 1 0.91 1.66 2.85 1.59 2.20 0.75 1.20 0.59 1. Pilar P1A P1B P1C P1D P1E P1F ρ VSD / VRD VSD / VRD VSD / VRD VSD / VRD VSD / VRD VSD / VRD Direcção x y x y x y x y x y x y Piso 1 0.91 2.14 1.20 0.91 1.22 0.86 1.08 Piso 4 1.82 1.64 2.16 1. apenas 50% da capacidade resistente necessária para assegurar a segurança ao esforço transverso.85 Piso 5 1.53 2.57 2.79 2.74 1.79 1.46 2.19 2.37 2. 3: Quadro resumo dos resultados dos pilares.75 1.82 3.18 1.15 0. 61 .24 1.31 1.90 1.17 2. onde Di é a exigência de esforço retirado da análise 15 elástica e C i a capacidade do elemento i.12 1.14 1.86 3.53 1.81 3.72 1.74 1.81 1.59 1.51 2.51 2.81 1.46 0.22 0. 5: Verificação das condições de aplicabilidade dos métodos lineares.01 0.79 1.22 ρ i = ρ máx / ρ min 2.40 2.40 2.10 1.12 2.16 1. Pilar P1A P1B P1C P1D P1E P1F Direcção x y x y x y x y x y x y ρ máx 1.63 2.14 1.22 0.87 2.

Os valores das propriedades dos materiais são afectados pelo factor de confiança.0003578 0.2) define a deformação última. de um elemento de betão armado.00323 0.5 e 6.98 2.0002507 0.00331 0. Pilar P2A P2B P2C P2D P2E P2F Direcção x y x y x y x y x y x y ρ máx 1. quando sujeito a flexão composta ou simples: 0. 7: Quadro resumo da capacidade de deformação do pilar tipo P1.3 )  v fc    25  fc  (E6.73 As condições de aplicabilidade destes métodos são verificados.77 2.72 1. é interessante analisar a capacidade de deformação dos pilares.91 2.85 1.50 2.79 1.00245 0. ω `)   αρ sx yw (1. Quadro 6.90 2. nos quadros 6.77 2. A expressão (E6.68 2.2. pois os valores das deformações impostas pela acção sísmica são semelhantes em todos os restantes. Este facto deve-se à desadequada pormenorização da armadura transversal no seu desenvolvimento vertical (ver figuras 6. Quadro 6.75 1.01.5).73 2.02% 80.78 0. Avaliação da capacidade de deformação dos pilares Apesar de serem condicionados pela capacidade resistente e denominados de elementos frágeis. 6.01 0.44% 86.40 2.77 2.44 2.79 1.10 2.45 2. 225 0.04 0.35  f   max(0.(0. CF= 1.4.6. 2) γ el  max(0.79 1.01.016.23% 90.0002860 0.04 ρ i = ρ máx / ρ min 2.00299 0.0003425 0.78 0.37 2. 6: Verificação das condições de aplicabilidade dos métodos lineares.2.71 1.90 2.0002902 0.12% 72.98 0. apesar de alguns pilares apresentarem comportamento muito diferenciado ao longo da sua altura.24% 91.0003578 θ sd 0.00180 0.00132 Percentagem em 92.72 1.98 0.85 ρ min 0.77 2.01 0. Cota Piso 1 Piso 2 Piso 3 Piso 4 Piso 5 Piso 6 Deformações θ um 0.58 2.4 e 6. Esta análise foi efectuada para os pilares P1A e P2A.79 1.89% défice 62 . ω )   h  Os parâmetros envolvidos nesta expressão encontram-se definidos no capítulo 4 desta dissertação e os valores adoptados estão dispostos no anexo respectivo a cada pilar (Anexo 12 e Anexo 13).25 )  1  Lv    100 ρ d θ um = + 0.

5 60. 6.67 19.17 0.17 0.27 Piso 3 3096.64 77.0004703 0. à flexão composta.08 19.22% 51.46% 79. os pilares não têm capacidade de acompanhar as deformações impostas pela acção sísmica e em algumas situações apresentam um défice de 90% em relação às exigências sísmicas.0005017 0.m] Necessária Existente Piso 1 4519.45 29.08 0.68% 89.22 0.18 21.65 0.00103 Percentagem em 93.20 24.0001853 0.36 0.45 Piso 6 799.52 29. 8: Quadro resumo da capacidade de deformação do pilar tipo P2.06 1206.33 29.10 12.86 601. cujos resultados são apresentados nos quadros seguintes.14 0.81 0.00293 0.00225 0.85 19.1438 0.63 Piso 5 1279.00163 0.0003120 0.32 0.27 Piso 4 2257. Quadro 6.54 0.164 0.00278 0.7 1. que ocorrem segundo a direcção longitudinal do edifico.63 Quadro 6.32 38.4.1147 0.99 0.74 0. 10: Cálculo da armadura principal de flexão composta para o pilar P2B.19 0.16 0.48 491.65 0.10% 69.34 0.45 Da análise efectuada nos quadros acima pode concluir-se que a armadura longitudinal existente é insuficiente para garantir a segurança à flexão composta.13 0.13 0.2914 0.47 0.091 0.04 29. Avaliação da capacidade resistente dos pilares à Flexão Composta.16 0.29% défice Como se pode concluir da análise dos quadros anteriores.05 39. Comparando esses valores com esforços retirados da análise é possível verificar se a armadura existente é suficiente para assegurar a segurança à flexão composta.45 Piso 4 1983.64 700. Msd Asl (cm2) Cota Nsd [KN] υsd µsd ωsd [KN.97 0. pode ser quantificada em termos da armadura longitudinal existente.8252 0. Quadro 6.154 0. Cota Piso 1 Piso 2 Piso 3 Piso 4 Piso 5 Piso 6 Deformações θ um 0.31 0.19 0.27 Piso 2 4043.37 699.3.85 102.97% 87.45 Piso 3 2669.22 424.08 29. Msd Asl (cm2) Cota Nsd [KN] υsd µsd ωsd [KN. A capacidade resistente dos pilares. Esta análise é efectuada para os pilares P1B e P2B.39 656.86 103.13 0. 9: Cálculo da armadura principal de flexão composta para o pilar P1B.14 16.64 0.0005017 θ sd 0.45 Piso 2 3412.36 43.28 1286.11 0.63 Piso 6 579.45 Piso 5 1525.0003486 0.00311 0.71 611.48 472.53 487.96 0.89 647.19 29.34 39. Os esforços actuantes considerados são os condicionantes.12 14.2 24.53 39.19 0.m] Necessária Existente Piso 1 4030. 63 .

97 3.04 64 . são retirados directamente da análise.33 1.97 5.52 1.90 1.71 1.78 2.18 4. e representa a capacidade.25 Piso 6 2.6.89 Piso 5 4.51 1.96 1.48 Quadro 6.85 Piso 2 1.90 1.52 5.31 1.89 4.97 6.76 2.11 4.82 1.21 3. ρ = θ sd / θ um . dos elementos viga. Avaliação da capacidade resistente das vigas à Flexão.4.07 Piso 2 6.22 Piso 6 1.80 4.93 1. Os resultados estão dispostos nos quadros 6.3) define a deformação última. Secção P2A P2B P2C P2D P2E P2F Piso 1 4. segundo o seu desenvolvimento longitudinal e para cada piso. rácio ρ = θ sd / θ um . sujeitos a mecanismos de flexão.51 1.82 1.12.72 4.67 1.35  f   max(0. ω `)   αρ sx yw (1. de deformação.22 6.48 2.49 1.01.80 4.11 4. Secção P2A P2B P2C P2D P2E P2F Piso 1 1. A seguinte expressão (E6.40 Piso 5 1.3 )  v fc    25  fc  (E6.49 1. 11: Quadro resumo das Capacidades e Exigências. 3) γ el  max(0.29 1. para a viga H1 nas diferentes secções.18 4. CF=1.17 1.79 1.61 Piso 4 1. para a viga H2 nas diferentes secções. como tal as rotulas plásticas formam-se nos pilares e não nas vigas.31 1.76 2. Os valores das exigências. é utilizado para caracterizar a capacidade de deformação das vigas.96 Piso 3 1.52 5.16 1. 225 0.17 1.75 1. ω )   h  Os parâmetros envolvidos nesta expressão encontram-se definidos no capítulo 4 desta dissertação e os valores adoptados estão dispostos no anexo respectivo a cada viga (Anexo 10 e Anexo 11).78 2.25 )  1  Lv    100 ρ d θ um = + 0.2.55 5.43 5. O rácio Exigência / Capacidade.21 5.4. 0.04 1. de um elemento de betão armado. são analisados através da comparação das deformações últimas (EDCE) e das deformações obtidas da análise.11 e 6.20 Piso 3 5. quando sujeito a flexão composta ou simples.72 4.09 5. 12: Quadro resumo das Capacidades e Exigências.016.62 5.(0.16 1.82 1.43 5.29 1.85 1. deformações θsd.01. A direcção de menor inércia dos pilares corresponde à direcção do modo fundamental da estrutura.73 1. Os elementos dúcteis. Os valores das propriedades dos materiais são divididos pelo factor de confiança. rácio ρ = θ sd / θ um . Quadro 6.73 3.25 4.09 6. Esta análise foi efectuada para as vigas H1 e H2.62 Piso 4 4. Para tirar partido da ductilidade das vigas os pilares terão de ser reforçados.79 1.97 6.

41 1.04 23.07 0.62 5.32 65 .14 0. Quadro 6.97 3. Verificação das condições de aplicabilidade dos métodos lineares As condições de aplicabilidade dos métodos lineares não são verificadas (quadro 6.74 1. Este exemplo é demonstrativo do nível de resistência à flexão que se encontra generalizado por toda a estrutura.88 0.52 0.37 2.69 para a viga H2 (último piso).48 Piso 5 0.99 (último piso) para a viga H1 e de 23.95 0.46 0.15 apresenta esse rácio para a viga H2.51 0. Este rácio é de 6.32 2.69 Contudo.32 4.60 0.94 5.44 0.95 Piso 6 0. O quadro 6.58 Piso 2 17.43 0.46 0.79 9.10 1.40 10.38 1.22 10. este aspecto não é condicionante para aplicação do método pois.98 1.88 Piso 2 2.11 3. Piso ρ máx ρ min ρi Piso 1 20.18 0.22 0.28 Piso 2 19.00 2. nomeadamente o rácio ρ i = ρ máx / ρ min que não respeita os valores máximos definidos.38 1. Outro aspecto indicativo das deficiências das vigas relativamente ao seu comportamento à flexão é o rácio entre os momentos actuantes e os momentos resistentes.43 2.90 0.42 1.09 Piso 4 15.83 2. segundo a filosofia de dimensionamento do “Capacity Design”.42 0.99 Quadro 6.A análise permite concluir que as capacidades de rotação existentes ao nível das vigas asseguram apenas 30% das exigências sísmicas e que em algumas situações esse valor é bastante inferior a esse valor.48 6.60 0.70 0.74 1.21 6. 15: Quadro resumo do comportamento à flexão.28 Piso 3 18.76 Piso 3 40.18 3.49 Piso 5 14. ao longo do seu desenvolvimento longitudinal e por piso.31 1.41 1.61 25.81 1.37 1.14 0.37 0. ρ =Msd/Mrd.49 Piso 6 17.85 0.77 0.48 0. Piso ρ máx ρ min ρi Piso 1 17.42 0.65 0.69 0.47 4.38 0.76 0.52 0.80 1. superando em muito o limite de 3 estipulado no regulamento.43 0.41 1. da viga H2.34 0.94 Piso 6 24.38 1.41 1.79 1.41 0.85 0.13 e 6.14).31 1.49 Piso 4 16.90 Piso 4 1. 13: Critérios de aplicabilidade para a viga H1.43 1.00 2.24 0.66 1.42 1. os pilares devem ser sobredimensionados relativamente às vigas.65 0.24 0. Quadro 6.43 3.83 1.28 0.95 Piso 5 13.72 3.24 Piso 3 1. Posição P2A Vão P2B Vão P2C Vão P2D Vão P2E Vão P2F Piso 1 2.82 9.83 0. 14: Critérios de aplicabilidade para a viga H2. para os elementos viga.32 0. O reforço da estrutura terá como principal objectivo a melhoria da capacidade resistente das colunas para os mecanismos de esforço transverso e de flexão.88 1.

Tal como para as vigas anteriores. As vigas V1 a V6 também não têm capacidade de deformação suficiente para suportar as exigências sísmicas. 16: Quadro resumo da capacidade de deformação da viga V3 no piso 2. -550 -450 -350 M[KN. na zona dos pilares.0015200 10. o valor das exigências foi retirado da análise.Verifica-se. A figura 6. a sua capacidade resistente é igualmente insuficiente. Quadro 6.67 KNm. A armadura inferior é de 12. para além da insuficiência de armadura superior na zona dos pilares.3). A figura seguinte ilustra a envolvente de momentos flectores para a viga V3 no piso 2.0001423 0.68 P1 0.0014000 0. Deformação Distância Exigência θ sd ρ = θ sd / θ um última θ um P2 0.57 Ao nível da flexão. os momentos actuantes são muito superiores aos momentos resistentes. 12: Avaliação da capacidade resistente à flexão na zona dos apoios da viga H2 no piso 3.0016100 0.12 demonstra que.50 Meio-vão 0. da análise do quadro anterior.0028171 0.21 KNm.0028171 0.06 cm e representa uma capacidade resistente à flexão de 277. ou seja para os momentos negativos na zona dos pilares.m] -250 -150 -50 P2A P2B P2C P2D P2E P2F momentos actuantes momentos resistentes Figura 6.71 cm e. 66 . que as carências de armadura longitudinal nas vigas são piores na armadura superior. 2 A armadura superior existente é de 15. consequentemente. o momento resistente de 2 351. enquanto a capacidade de deformação foi calculada através da expressão (E6. a dispensa dessa armadura é realizada demasiado próxima da zona dos apoios. Conclui-se facilmente que.

e não pelas acções horizontais derivadas da acção sísmica. A sua capacidade de resistência à flexão é muito débil especialmente nas zonas dos momentos negativos onde a armadura longitudinal existente assegura apenas 70% das exigências sísmicas.06 cm2 600 800 distância (m) Figura 6. 13: Avaliação da capacidade resistente à flexão da viga V3 no piso 2. Conclui-se que os pilares. A segurança à flexão composta não é verificada em cerca de 60% dos pilares. Somente 10% dos pilares existentes têm capacidade para suportar as exigências sísmicas. Verificação da capacidade resistente actual das lajes. na sua maioria. chegando a haver secções que apresentam défices de armadura de flexão na ordem dos 80%. não tem capacidade de acompanhar as deformações impostas pela acção sísmica e que a sua capacidade resistente ao esforço transverso é insuficiente para suportar as exigências sísmicas.4. cerca de10%. A avaliação da capacidade resistente do edifício permite concluir que as deficiências são bastante graves e generalizadas ao longo da estrutura. -1200 -1000 -800 -600 15. em algumas situações. o reforço destes elementos encontra-se fora do âmbito desta tese e não será objecto de mais discussão.71 cm2 15. bastante inferior a 50% dos valores regulamentares exigidos.71 cm2 -400 M[KNm] -200 1/2 P2 vão P1 0 200 400 12. apresenta uma capacidade de deformação superior às exigências sísmicas. Pode constatar-se que a capacidade resistente à acção sísmica dos elementos estruturais é. Somente uma pequena percentagem. De facto.5. estes elementos apresentam um défice de resistência ao esforço transverso na ordem dos 50% e em algumas situações esse valor chega aos 75%. Os elementos viga também não têm capacidade para acompanhar as deformações impostas pela acção sísmica. em termos do esforço transverso. A necessidade do reforço das lajes é condicionada pela utilização actual e futura da estrutura. Por conseguinte. 6. 67 .

A opção poderá recair num reforço local dessas secções ou na consideração de uma acção sísmica reduzida. A opção recairá num reforço global da estrutura através da introdução de paredes resistentes. A capacidade resistente à flexão composta segundo a direcção x é quantificada em termos da armadura longitudinal existente (quadro 6.5. segundo y. Os pilares P1 e P2 são os escolhidos para a verificação dos critérios de segurança. tornando-a mais rígida e minorando os efeitos da torção.17).O reforço local de elementos corresponde a uma opção que. como ilustrado na figura 6.35m introduzidas na direcção longitudinal.0x0. a direcção predominante do 1º Modo é a translacção na direcção transversal. Cálculo dos esforços resistentes. para além de ser tecnicamente e economicamente pouco viável. 68 .14. 6. I.91Hz. Reforço sísmico do edifício. Porém. ao nível das deformações e dos esforços transversos. como se poderá concluir na secção seguinte. 14: Introdução de paredes resistentes. A frequência fundamental aumenta para 0. Figura 6. o recurso a uma solução de reforço global é praticamente impossível para garantir a segurança em todos os pilares e vigas. Introdução de paredes resistentes 2 A primeira iteração será efectuada com paredes de 3. Esta alternativa permite melhorar o comportamento sísmico da estrutura. não se justifica em função do nível de deficiências presentes na estrutura. sobretudo na direcção longitudinal. Os deslocamentos inter-pisos e de topo são reduzidos.

45 Piso 2 0.63 19.87 645. capacidade resistente.10 1366.15 18.13 0. Definição dos esforços condicionantes.57 2416. 18: Esforços actuantes nos pilares P1 e P2.27 29.63 Piso 5 0.23 235.45 29. Elemento Esforços Piso 1 Piso 2 Piso 3 Piso 4 Piso 5 Piso 6 Nsd [KN] 2879. com a necessária para os esforços actuantes. Quadro 6.25 30.45 29.64 446.16 39.92 Pilar P1 Msdx [KNm] 937.10 19.04 875.70 1068.31 0.45 Piso 6 0.80 96.68 0.25 30.50 29.11 Pilar P2 Msdy [KNm] 969. não se verifica a segurança à flexão composta.69 0.93 604.20 24.31 39.14 Msdx [KNm] 92.00 456.45 II.45 29.04 Msdx [KNm] 3477.07 701.63 Piso 6 0. 19: Cálculo da armadura principal de flexão composta para o pilar P1.16 0.63 19. em alguns pisos. 17: Armadura de flexão existente (cm ).80 217.47 1646.13 0.27 Piso 2 0. os esforços actuantes são superiores a capacidade resistente dos pilares.40 48.04 29.19 0.40 625.39 223.78 1884.10 426.83 0.27 29.83 524.70 84.21 0.39 0. exigências sísmicas.17 0.27 Piso 3 0.02 240. AsL (cm2) Cota υsd µsd ωsd Necessária Existente Piso 1 0.27 39.30 Msdy [KNm] 108.22 239. Os valores dos esforços condicionantes são obtidos directamente do programa de cálculo automático SAP2000.45 0. Elemento/ Piso 1 Piso 2 Piso 3 Piso 4 Piso 5 Piso 6 Piso Pilar P1 29. 2 Quadro 6.55 251.10 12.08 29. Para o valor dos esforços actuantes é considerado o seu valor condicionante.98 2248.20 585.37 478.19 0.09 710. AsL (cm2) Cota υsd µsd ωsd Necessária Existente Piso 1 0.08 29.12 14.06 19.45 29.45 Pode verificar-se que.12 0.18 271.15 0.30 0.34 481. 69 .40 2862.54 29.63 Quadro 6. Portanto.45 Piso 5 0.63 Pilar P2 39.58 0.45 19.20 24. Quadro 6.27 Piso 4 0.55 272.72 III.35 206.33 0.16 0.45 Piso 4 0.13 0.10 0.11 237.45 Piso 3 0.37 44.45 19.26 0. Verificação da Segurança à Flexão composta.10 39.54 0. A verificação à flexão composta é realizada comparando a armadura longitudinal existente. esse valor verifica-se segundo a direcção x (plano de flexão principal).27 39.27 32. 20: Cálculo da armadura principal de flexão composta para o pilar P2.17 0.

introduzidas novas paredes resistentes com o intuito de melhorar o comportamento sísmico da estrutura. 21: Análise da resistência ao corte para os pilares P1 e P2.67 192. 15: Introdução de paredes resistentes na direcção transversal.55 305.22 e 6.29 70.A armadura necessária para resistir aos esforços actuantes é calculada através dos ábacos da flexão composta. Pilares.69 232.39 Pilar P1 VSD [KN] 334.40 163. 70 .53 263. Na situação actual (quadro 6.05 [39]. considerando o aço A400 e d/h≈0. Figura 6.0x0. o próximo passo consiste na verificação da segurança ao esforço transverso para efeitos de comparação.55 93.26 VRD [KN] 344. Como se pode constatar. VI.23. Quadro 6.83 256. Verificação ao Corte (rotura frágil). quadros 6. Deste modo são colocadas novas paredes resistentes nessa direcção.64 149. portanto.35 161.35m na direcção transversal. esta alternativa verifica segurança à flexão composta. Verificação à Flexão composta. Nova iteração.94 Serão. IV. Elemento Esforços Piso 1 Piso 2 Piso 3 Piso 4 Piso 5 Piso 6 VRD [KN] 291. É repetido o processo anterior e são comparadas as armaduras principais existentes com os valores das armaduras calculados a partir dos resultados da análise.18 150. os pilares também não verificam a segurança ao corte.21). segundo y. Introdução de paredes resistentes 4.90 69.67 299. Apesar desta solução não verificar a segurança à flexão composta.25 184.50 75.40 150.39 359.30 87. Os esforços condicionantes ocorrem agora na direcção transversal do edifício.15 75.10 350.06 Pilar P2 VSD [KN] 328. 2 V.

63 Quadro 6.45 Piso 3 0.64 29.29 70.53 0.27 Piso 3 0.15 75.15 137.60 VRD [KN] 344.39 0. neste caso a viga H2 no piso 2. 71 .15 0.12 13.23 29.08 0.08 0.55 75.05 0.26 0.35 158. A solução poderá passar por um reforço local dessas secções.63 Piso 6 0.64 19.33 0. Verificação da segurança à flexão das vigas.22 0.55 100. Quadro 6.55 93.06 0.66 0. Quadro 6.45 VII.15 17.51 29. 23: Cálculo da armadura principal de flexão composta para o pilar P2.78 VIII.13 0. Pilares.24). Os fenómenos de rotura frágil nos pilares continuam a ser um problema nos pisos superiores devido à diminuição de armadura transversal em altura (ver quadro 6.75 133.50 75. AsL (cm2) Cota υsd µsd ωsd Necessária Existente Piso 1 0.70 109.06 Pilar P2 VSD [KN] 250.11 12.78 29.12 13.40 150.09 10.45 Piso 5 0.13 14.30 87.45 Piso 6 0.18 150.45 0.05 39.06 0. Elemento Esforços Piso 1 Piso 2 Piso 3 Piso 4 Piso 5 Piso 6 VRD [KN] 291.10 11.69 232.24 0.27 Piso 2 0.30 112.11 0.12 13.35 161.27 Piso 4 0.09 0.15 136.51 19.19 29.21 202.65 0.08 0.56 0.45 Piso 2 0.06 0.37 29.16 18.12 13. 22: Cálculo da armadura principal de flexão composta para o pilar P1.16 é ilustrativa da verificação da segurança ao Estado Limite Último de Flexão para as vigas.79 0.11 12.51 39. 24: Análise da resistência ao corte para os pilares P1 e P2.27 0. A figura 6. Verificação ao Corte (rotura frágil).11 12.11 0.81 151.64 19. AsL (cm2) Cota υsd µsd ωsd Necessária Existente Piso 1 0.39 Pilar P1 VSD [KN] 229.64 39.45 Piso 4 0.90 69.63 Piso 5 0.

-800

-700

-600

M [KN.m] -500

-400

-300

-200

-100

0
P2A PA1 P2C P2D PA2 P2F

momentos actuantes momentos resistentes

Figura 6. 16: Envolvente dos momentos flectores na viga H2 após a introdução de paredes
resistentes.

A introdução das paredes resistentes, PA1 e PA2, provoca um grande acréscimo de momentos
flectores negativos, como se pode ver na figura anterior. Para resolver este problema reduz-se
a inércia das vigas na direcção principal em 50%, de modo a permitir a redistribuição de
esforços para as paredes resistentes. Em rigor, dever-se-ia verificar que as vigas possuem
ductilidade suficiente que permita essa redistribuição de esforços, essa ductilidade é garantida
através do reforço desses elementos viga.

-500
-450
-400
-350
-300
M [KN.m]

-250
-200
-150
-100
-50
0
P2A PA1 P2C P2D PA2 P2F

momentos actuantes momentos resistentes

Figura 6. 17: Comparação dos momentos flectores negativos na viga H2 após a redistribuição de
esforços.

A figura 6.17 ilustra a distribuição de momentos flectores negativos na viga H2 após a
redistribuição de esforços. Contudo, na zona das paredes resistentes esses momentos
continuam a ser superiores à capacidade resistente da viga.
A figura acima permite ainda concluir que as dispensas de armaduras superiores são
efectuadas prematuramente.
A opção de uma maior redistribuição de esforços não foi adoptada devido à insuficiente
ductilidade das vigas e pelo excesso de esforços que isso iria originar nas paredes resistentes.

72

Para viabilizar uma solução de reforço razoável pode-se adoptar uma acção sísmica reduzida
com um período de retorno inferior ao estipulado pelo Eurocódigo 8 para o estado de Colapso
Eminente ou reforçar localmente essas secções.

6.6. Dimensionamento das paredes resistentes

Figura 6. 18: Paredes resistentes.

Foram escolhidas as paredes PA1 e PE1 para proceder ao dimensionamento, uma vez que as
restantes apresentam valores de esforços muito semelhantes.

Figura 6. 19: Distribuição das paredes resistentes e pilares fictícios.

Quadro 6. 25: Características das paredes resistentes.

L pilarfictício = h / 10
Elemento b [m] h [m] h / 10 [m] 2b [m] z [m]
≥ 2b
PA1 0,35 3,50 0,35 0,70 0,90 2,60
PE1 0,35 4,00 0,40 0,70 1,20 2,80

Definição dos esforços de dimensionamento.
O programa de cálculo obtém, para a combinação sísmica, 4 valores para cada um dos
elementos: 2 valores por ser combinação sísmica (Comb. Min. e Máx.) e outros 2 por
extremidade (imediatamente acima – Secção 2 – e abaixo – Secção 1 – da laje). Deste modo,
consideraram-se os seguintes esforços de cálculo para as paredes resistentes:

73

Quadro 6. 26: Esforços de dimensionamento para as paredes resistentes.

N sd M sd N c, máx. N T , máx.
Parede Secção Cota [m] Comb.Sísmica z [m]
[KN] [KN.m] [KN] [KN]
1(piso0) 5 Min -3057,98 -4625,27 2,60 -3307,94 249,96
1(piso0) 5 Max 847,11 3971,82 2,60 -1104,07 1951,18
PA1
2(piso1) 5 Min -2404,39 -4909,56 2,60 -3090,49 686,10
2(piso1) 5 Max 693,54 3774,82 2,60 -1105,08 1798,62
1(piso0) 5 Min -2040,28 -3958,32 2,80 -2433,83 393,55
1(piso0) 5 Max 519,08 2982,49 2,80 -805,64 1324,72
PE1
2(piso1) 5 Min -1756,78 -4438,41 2,80 -2463,54 706,76
2(piso1) 5 Max 180,79 3028,28 2,80 -991,13 1171,92

N sd M sd N M
Em que, N T = + e N c = sd − sd (E6. 4)
2 z 2 z

Cálculo da armadura principal para a flexão composta.
Verificou-se a compressão no betão e calcularam-se as armaduras longitudinais para os pilares
fictícios, utilizando as seguintes expressões:

Min( N C )
σc = (E6. 5)
L pilarficticio × b

Máx( N T ) As
As = , ρ= ×100 (E6. 6)
f syd L pilarficticio × b

ρ min = 0,15% ; Ac = 0,15%bh [6]. (E6. 7)

Quadro 6. 27: Armadura adoptada para os pilares fictícios.

Parede σ c [Mpa] AS [cm2] ρ AS Adoptado [cm2]
PA1 -5,91 56,07 1,78% 12Φ25 58,90

PE1 -4,40 38,07 0,91% 8Φ25 39,27

Calculou-se a armadura longitudinal para a alma de cada parede, tendo em conta as condições
dispostas no artigo 125º do REBAP [6]:

ρ min = 0,3% AC' = 0,3%b × (h − 2 × L pilarficticio ) (E6. 8)

AC' × ρ min
As. min = (E6. 9)
100

Quadro 6. 28: Armadura longitudinal adoptada para a alma das paredes.
Parede AS , min .. [cm2] AS [cm2]
PA1 10,62 Φ12//0,10 (11,31)
PE1 9,41 Φ12//0,10 (11,31)

74

02 1(piso0) 5.00 Min 271.35   = = = 5.88 1. 29: Armadura transversal adoptada para as paredes resistentes.00 Min 1. Tal como para os momentos flectores.02 1(piso0) 5.00 Max 710.00 Min 327.15 × 0.00 Min 0. 11)  s  min 100 100 Verificação de tensão máxima nas bielas.02 2(piso1) 5.19 PE1 Φ10//0.00 Min 755. min × b 0. a armadura de esforço transverso mínima a considerar deve ser:  Asw  ρ w.125 6.59 3. também se obtiveram 4 valores para o esforço transverso de dimensionamento para cada elemento.69 10.00 Max 1.58 10.78 1(piso0) 5.00 Max 327.125). Parede Secção Cota [m] Comb. 10) s z cot gθ × f syd De acordo com o artigo 94º do REBAP [6]. σ c = ≤ 0.22 4.02 1(piso0) 5.65 1.50 10.94 1.78 3. Asw / s Asw / s Asw / s Parede Secção Cota [m] Comb.00 Max 699. Cálculo da armadura transversal.6 f cd [4] e θ = 30 º . (E6. Deste modo tem-se: Quadro 6.05)bsenθ cos θ 75 .00 Max 255.25 Asw V sd Em que.9(h − 0.02 PA1 2(piso1) 5.20 10.63 3.00 Min 658. 30: Verificação de tensão máxima nas bielas.25cm 2 / m (Φ10//0.47 10.00 Min 1.74 1(piso0) 5. (E6.Sísmica Vsd [KN] Adoptado Adoptado [cm2/m] [cm2/m] [cm2/m] 1(piso0) 5.06 2(piso1) 5.74 PA1 Φ10//0.49 10.02 2(piso1) 5.28 2(piso1) 5.6×fcd [MPa] 1(piso0) 5.26 1(piso0) 5.02 PE1 2(piso1) 5. Quadro 6.02 2(piso1) 5.00 Max 0. ≥ e θ = 30 º [4] (E6.68 10. 12) 0.Sísmica σ c [MPa] 0.125 6.24 1.00 Max 0.02 Vsd Em que.28 10.00 Min 0.00 Max 1.28 2(piso1) 5.

devido à não resistência deste à tracção. K θy = v (E6. rotação segundo z. apresenta um período inicial de 1. O período de vibração é de 0. Kv Coeficiente de dilatação do solo. Este modo. A torção. translacção segundo a direcção transversal. 2%.7.16 s. O período fundamental de vibração diminui de 1.46 s para 0.75 s. 13) 12 ×η 12 × η BeH Dimensões da sapata.47 s depois do reforço da estrutura. admitido tendo em conta o tipo de solo. O período de vibração diminui de 1. 6. 2º Modo de vibração: Translacção na direcção transversal. A participação de massa para a torção é reduzida em 8% relativamente à situação inicial. Após a introdução das paredes. na situação inicial. 3º Modo de vibração: Rotação segundo z. Comparação com a situação inicial. K v = 50000 kN / m 3 η=2 Factor para ter em conta o efeito da não-linearidade do solo. Frequências e modos de vibração. Quadro 6. 6.06 s. Deslocamentos inter-pisos e Esforços. 31: Coeficientes de rigidez. A participação de massa modal para a rotação segundo z mantém-se nos 20%. na situação inicial.64s.1.7. para 0. 76 . 1º Modo de vibração: Translacção na direcção longitudinal.O solo de fundação não tem capacidade para absorver os esforços que lhe são transmitidos pelos elementos resistentes. o que reflecte um grande aumento de rigidez do edifício na direcção longitudinal. a estrutura fica mais rígida na direcção transversal devido aos elementos resistentes colocados nessa direcção. diminui de 17% para 13%. O edifício existente e o reforçado são comparados segundo os seguintes critérios: Frequências e modos de vibração. Coeficiente de rigidez Kθx K θy PA1 393750 2143750 PE1 1350000 337500 Em que. A participação de massa diminui de 92. Kv × B× H 3 K × B3 × H K θx = . considera-se a deformabilidade do solo com recurso aos coeficientes de rigidez de rotação Kθx e Kθy. para 76% após a introdução das paredes resistentes.

06 1.47% 12.83% 20. Como se pode observar.05055 0. Análise dos deslocamentos.70% 23.0795 0. os deslocamentos inter-pisos excedem o limite de 1% da distância entre pisos para o sismo de serviço.5 0.0162 0.29% 16. Os deslocamentos inter-pisos para o sismo de serviço são calculados minorando os deslocamentos obtidos para o sismo de dimensionamento pelo coeficiente de redução υ .totali 0 0 0 0 0 0 0 5.00675 0.totali δ relativo.01065 0.00615 0.0081 0.02 0.79% 16.01755 0.66% 12.03 0.0% da distância entre os mesmos pisos [1]. 14) h Quadro 6.08805 0. quadro 6.0423 0.09 1.00 0.0099 0.00435 0.0093 0.75 0.06915 0.03 0.03% 20.01755 0.0108 0.01155 0.0126 0.00735 0.0192 0. que neste caso é de 0.25 0.00675 0. 33: Deslocamentos inter-pisos para a solução reforçada.03975 0.5 [1].03 0.0117 0.2.01785 0.0036 0.05925 0.0546 0. Quadro 6.03945 0. X δ 2 absolutoi . X δ 2 relativoi . Como tal determinaram-se os deslocamentos para um pilar de canto para o sismo de serviço.7.09975 0.38% Numa primeira instância são analisados os deslocamentos inter-pisos no edifício existente. X + δ 2 relativoi .75 0.01455 0.6. δ relativo. Seguindo o mesmo procedimento para a solução reforçada.03675 0.01665 0.01 0.Y . Altura δ 2 absolutoi .73% 8.09615 0.totali = δ 2 relativoi .32.04 1.0198 0.Y δ relativo . δ % relativo .01155 0.021 0.03945 0.0105 0.0282 0.00945 0.08565 0.totali 0 0 0 0 0 0 0 5.Y δ 2 relativoi .76% 77 . Altura δ 2 absolutoi .totali δ % relativo.0108 0. Segundo o Eurocódigo 8 considera-se que o deslocamento inter-pisos não deve exceder 1.00435 0.03 0.25 0.03 0.02 0.0315 0. X δ 2 relativoi .totali δ % relativo.05295 0.07545 0. pode concluir-se que o limite de 1% é respeitado e como tal é verificado o Estado de Limite de Limitação de Danos.06 0.5 0.81% 23.05 1. Analisaram-se os deslocamentos inter-pisos de forma a determinar a instabilidade do conjunto da estrutura.75 0.01035 0.00 0.32% 8. X δ 2 absolutoi .totali = x100% (E6.75 0.0 0.Y δ 2 relativoi .Y δ relativo . 32: Deslocamentos inter-pisos para a situação inicial.0 0.

00 V [KN] 300. Ao nível da resistência à flexão das vigas.20.00 Piso 1 Piso 2 Piso 3 Piso 4 Piso 5 Piso 6 Capacidade resistente Vsd Edificio Existente Vsd Edíficio Reforçado Figura 6. Como se pode observar na figura 6.00 400.7. 20:Evolução da resistência ao corte do pilar P2C.00 200. 120 100 80 Armadura existente (cm2) As (cm2) Armadura Necessária(cm2) 60 Edifício Existente Armadura Necessária(cm2) 40 Edifício Reforçado 20 0 Piso 1 Piso 2 Piso 3 Piso 4 Piso 5 Piso 6 Figura 6. A armadura longitudinal existente nos pilares é agora suficiente para suportar as exigências sísmicas e para verificar a segurança à flexão composta.6. Resistência ao Esforço Transverso O pilar P2C foi o escolhido para se proceder à comparação da capacidade resistente do edifico.00 500.3. a introdução das paredes resistentes e a redistribuição de esforços.00 0. Porém estas alterações são insuficientes para verificar a segurança ao Estado Limite Último de flexão das vigas. a capacidade resistente ao esforço transverso melhora significativamente após a introdução das paredes resistentes.00 100. 78 . A figura seguinte ilustra a evolução da quantidade de armadura longitudinal para o pilar P2C para os diferentes cenários. com a excepção do último piso. 21:Armadura necessária para verificar a segurança à flexão composta do pilar P2C. antes e depois do reforço. Resistência à Flexão Simples e Composta A introdução das paredes resistentes permite que os esforços sejam redistribuídos e que os pilares fiquem menos esforçados. permitiram que o edifício reforçado melhorasse o seu comportamento à flexão. Análise dos esforços nos elementos. uma vez que os campos de esforços são similares aos dos restantes pilares. 600.

m] -150 P2A PA1 P2C P2D PA2 P2F Momentos resistentes Envolvente dos momentos actuantes antes Reforço Envolvente momentos actuantes depois Reforço Figura 6. esta solução não resolve as graves deficiências da estrutura. é portanto uma boa opção para o reforço local do edifício. no controlo dos deslocamentos inter-pisos e é praticamente insignificante para melhorar o comportamento sísmico do edifico à torção.8. antes e depois do reforço. 6. Para que fosse viável a sua aplicação teriam de se reforçar os pilares e as vigas adjacentes. provavelmente. A sua aplicação é mais aconselhada em zonas singulares da estrutura. Cintagem dos pilares com materiais compósitos de FRP Esta alternativa é bastante eficaz na melhoria da ductilidade e da resistência ao corte de pilares e vigas. Adicionalmente. necessário recorrer a uma fixação mecânica das cintas. Todavia. de modo a suportarem esses esforços. Introdução de contraventamentos metálicos Esta alternativa foi inicialmente testada com o intuito de melhorar o comportamento sísmico da estrutura e de minimizar os efeitos da torção. Chegou-se à conclusão de que os resultados são muito semelhantes à alternativa com paredes resistentes. quer em termos da verificação ao esforço transverso. a forma irregular da secção transversal dos pilares poderá originar dificuldades na aplicação desta técnica de reforço e seria. para a viga H2 no piso 2. -550 -350 M [KN. É ineficaz na verificação da segurança ao estado limite de flexão composta.A figura seguinte é ilustrativa disso mesmo e reflecte a evolução dos momentos flectores. 79 . 22:Comparação dos momentos actuantes e resistentes na viga H2. Apesar de apresentar grandes vantagens devido as suas propriedades mecânicas das fibras. a introdução destes contraventamentos induz esforços de tracção muito elevados nos pilares adjacentes e origina importantes esforços de torção. Outras alternativas para o reforço sísmico do edifício. o que dificulta a fixação dos contraventamentos na estrutura. nomeadamente uma elevada resistência ao corte. Esta solução apesar de ser interessante em termos teóricos exibe uma série de problemas que não aconselham a sua utilização. quer em termos da verificação à flexão composta.

apresentam. em alguns casos. as baixas taxas de armaduras longitudinais e transversais. tecnicamente e economicamente. as insuficientes pormenorizações. Os critérios de dimensionamento nesse período não sofreram qualquer evolução e não tinham em consideração as acções sísmicas face as exigências de desempenho do Eurocódigo 8. pois além da introdução das paredes resistentes alguns elementos necessitam de um reforço local das suas secções. pode ser considerada uma acção sísmica reduzida para que sejam verificadas as exigências de desempenho preconizadas no Eurocódigo 8 parte 3. Alternativamente.Capitulo 7. uma capacidade resistente às acções sísmicas bastante inferior a 50% em relação as exigências regulamentares actuais. 80 . data de aplicação do RSA. A intervenção de reforço sísmico poderá não ser viável. A solução de reforço sísmico adoptada (introdução dos elementos resistentes) torna a estrutura menos flexível e melhora a sua capacidade resistente às acções sísmicas. A análise efectuada permite concluir que os edifícios desse mesmo período. Julga-se que estas deficiências são características dos edifícios de betão armado do período que vai de 1960 até 1983. Conclusões A avaliação efectuada ao edifício em estudo permite concluir que as principais deficiências no dimensionamento e pormenorização são a reduzida cintagem dos elementos estruturais. em termos da resistência ao esforço transverso e à flexão. a amarração insuficiente das armaduras longitudinais e a interrupção das armaduras principais em zonas criticas.

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0 85 . Anexo 2: Factores parciais para o estado limite último [4].2 1.15 Acidental 1. Anexos Anexo 1:Parâmetros para a definição da componente horizontal da acção sísmica [3].5 1.0 1.15 1. γs γs Situação de dimensionamento γc (betão) (armaduras ordinárias) (aço de pré-esforço) Permanente e quase permanente 1.

divididos pelo Em termos de CF resistência. Utilizar os Verificação a efectuar se o Utilizar os valores das Tipo de modelo poder ser aplicado valores das propriedades elemento Se ρi ≤1. Utilizar os com a das equações Utilizar os valores das secção Frágil de equilíbrio valores das propriedades relevante do com a propriedades divididos pelo EN 1998- resistência do divididos pelo CF e pelo 1:2004 elemento. E CF e pelo factor factor parcial dividir as parcial propriedades dos materiais pelo CF Anexo 4: Armadura longitudinal e transversal para o pilar tipo P1. Abordagem coeficiente de Modelo linear (ML) Modelo não linear (MNL) comportamento (q) Exigência Capacidade Exigência Capacidade Exigência Capacidade Condições de aplicabilidade do ML: Verificação do ratio ρ=Di/Ci Verificação a efectuar se o Em termos de modelo poder ser aplicado deformação. De acordo retirar valores parcial resistência. valores das Da análise utilizar os propriedades Da análise valores das divididos pelo propriedades CF. 86 . da propriedades retirados da analise divididos pelo análise Em termos de Se ρi > 1. Anexo 3: Valores das propriedades dos materiais e critérios de análise e de verificações de segurança [2]. Em termos de Utilizar os Dúctil deformações. CF e pelo factor Em termos de resistência.

63 2.20 2879.27 3.20 1646. Cota Asl Asw/s Piso ω Nsd[ KN] υ µ Mrd [KN] Vrd [KN] [m] [cm2] [cm2/m] Piso 0 0 39.92 0.29 87.77 87.125 29.51 0.19 2.77 87.50 55.68 18.07 183.12 314.18 0.51 0.10 261.93 0.51 0.15 0.20 1068.27 2248.70 0.37 0.78 0.16 418.51 0.27 3.375 29.63 2.68 Piso 5 20 19.10 0.875 39.68 Piso 4 16.20 1884.74 87.07 183.98 0.13 340.12 314.14 875.19 6.16 418.45 3.93 0.18 0.10 261.15 392.27 3477.25 19.05 130.19 Piso 3 12.5 29.51 0.375 19.29 87.40 87.20 2116.27 3.15 392.63 2.21 55.14 426.77 87.125 19.63 2.45 3.20 1068.27 3.68 Anexo 5: Armadura longitudinal e transversal para o pilar tipo P2.63 2.51 0.45 3.21 55.77 55.77 87.19 Piso 1 5 29.15 392.19 Piso 3 12.65 0.10 0.98 0.27 2248.51 0.19 Piso 1 5 39.04 0.10 0.04 0.93 0.625 29.14 426.30 0.27 3.92 0.45 2.40 1.68 14.625 39.51 0.93 0.84 55.45 2.68 18.27 3477.57 0.50 55.45 2.93 0.19 497.19 Piso 2 8.5 19.68 21.93 0.84 55.73 0.04 104.20 1646.68 Cob.51 0.95 55.93 0.45 3.65 0.68 Piso 5 20 29.875 29.51 0.5 29.15 392.93 0.83 0.16 418.93 0.40 87.16 418.15 392.20 0.92 87.13 340.47 0.93 0.45 2.99 0.40 1.10 0.14 426.11 0.11 0.18 0.95 55.75 29.20 0.20 1884.68 21.57 0.10 261.63 2.84 55.77 0.47 0.45 2.45 2.19 497.83 0.75 39.19 10.75 19.27 2862.875 19.68 14.19 6.51 0.92 0. Asw/s Piso Cota [m] Asl [cm2] ω Nsd [KN] υ µ Mrd [KN] Vrd [KN] [cm2/m] Piso 0 0 29.04 104.27 3.14 875.30 0.98 0.875 29.68 87 .75 29.77 0.19 Piso 2 8.12 314.47 0.51 0.77 55.93 0.20 2116.70 0.20 524.98 0.99 0.57 0.63 2.93 0.95 55.45 3.21 55.25 29.05 130.20 524.51 0.14 1366.19 10.5 39.57 0.19 2.45 3.51 0. 23.37 0.92 87.15 0.47 0.74 87. 23.27 2862.78 0.73 0.15 0.68 Cob.20 524.14 1366.15 392.20 2879.68 Piso 4 16.11 0.95 55.45 2.

765 58.26 0.025 0.40 P1B 0.049 0.62 0.2 3.62 0.765 58.51 2.84 2.33 6.40 1.048 109.76 5.68 0.2 4.024 55.036 82.26 0.048 109.3 3.125 0.271 0.2 4.025 0.62 0.2 3.39 0.3 4.2 3.025 0.65 0.65 0.62 0.76 5. Anexo 6: Esforços resistentes para a viga H1.52 6.036 82.65 3.84 2.025 0.52 6.40 1.51 2.52 6.049 0.52 6.765 58.765 58.059 135.025 0.125 0.062 0.84 2.049 0.39 0.40 P1E 0.65 0.39 0.39 0.39 0.33 6.765 37.036 82.39 0.2 3.84 2.39 0.765 37.65 0.036 82.059 135.036 82.65 0.65 0.036 82.037 0.76 5.40 1.271 0.049 0.062 0.40 1.84 2.059 135.52 6.65 0.059 135.84 2.40 P1C 0.33 6.271 0.125 0.51 2.62 0.52 0.51 2.037 0. Cota [m] As+ [cm2] ω µ Mrd+ [KN.76 5.84 2.52 0.062 0.65 3.3 3.3 4.76 5.39 0.765 37.40 3.062 0.059 135.84 2.76 5.62 0.024 55.062 0.037 0.125 0.62 0.76 5.125 0.68 0.68 0.39 0.33 6.39 0.76 5.52 0.26 0.62 0.52 6.036 82.60 1.3 3.62 0.125 0.048 109.036 82.52 6.765 58.40 88 .52 6.26 0.39 0.62 0.84 2.m] As.76 5.062 0.062 0.037 0.059 135.26 0.125 0.059 135.765 58.062 0.62 0.40 P1F 4.40 3.3 4.52 0.036 82.2 3.765 58.765 58.40 1.271 0.60 1.40 1.024 55.65 0.60 1.765 58.33 6.125 0.036 82.68 0.062 0.125 0.76 5.059 135.60 1.3 3.65 0.037 0.62 0.65 0.765 37.059 135.[cm2] ω µ Mrd-[KN.037 0.024 55.40 1.765 37.059 135.059 135.51 2.125 0.52 6.037 0.60 1.049 0.52 6.76 5.125 0.036 82.68 0.m] Asw/s [cm2/m] zcotgθ [m] Vrd (zcotgθ) [KN] σc [Mpa] σ<σrc P1A 4.765 58.125 0.84 2.40 1.84 2.84 2.037 0.40 3.39 0.062 0.037 0.52 0.036 82.048 109.40 P1D 0.059 135.76 5.048 109.062 0.765 58.037 0.52 6.024 55.65 0.037 0.765 58.062 0.2 3.52 6.65 0.271 0.037 0.

57 0.765 87.93 0.126 287.57 0.187 0.025 0.025 0.025 0.1 8.126 287.025 0.765 87.88 3.187 0.1 8.88 3.126 287.137 0.57 0.3 2.93 0.60 12.78 6.3 2.025 0.04 0.025 0.40 1.088 0.271 0.137 0. Asw/s Cota [m] ω µ ω µ zcotgθ[m] Vrd(zcotgθ)[KN] σc [Mpa] σ<σrc [cm2] [KN.33 6.3 2.187 0.126 287.088 0.137 0.78 6.88 3.26 0.187 0.765 87.137 0.m] [cm2/m] P2A 0.68 0.88 3.024 55.024 55.40 1.26 0.13 2.187 0.40 89 .083 190.m] [cm2] [KN.60 12.57 0.025 0.57 0.93 0.88 3.60 1.126 287.126 287.26 0.88 3.1 8.088 0.40 P2B 0.126 287.88 3.137 0.765 87.765 37.3 2.60 12.765 87.126 287.024 55.187 0.78 6.025 0.271 0.137 0.26 0.78 6.78 6.3 2.88 3.60 12.93 0.93 0.765 87.40 1.3 2.78 6.137 0.765 87.40 3.88 3.024 55.33 6.88 3.187 0.187 0.68 0.57 0.93 0.40 1.40 1.024 55.137 0.78 6.025 0.40 1. Anexo 7:Esforços resistentes para a viga H2.024 55.126 287.26 0.68 0.57 0.40 3.40 1.60 1.765 87.126 287.024 55.60 12.13 2.765 37.025 0.26 0.126 287.13 2.40 3.024 55.40 3.60 1.33 6.3 2.26 0.40 3.137 0.3 2.3 2.3 2. + As Mrd+ As Mrd.765 37.088 0.024 55.26 0.60 12.024 55.93 0.3 2.187 0.025 0.78 6.126 287.3 2.3 2.78 6.26 0.88 3.68 0.024 55.765 37.60 12.024 55.88 3.765 87.765 87.93 0.60 1.024 55.187 0.04 0.26 0.024 55.024 55.187 0.137 0.60 12.26 0.88 3.40 1.137 0.187 0.26 0.93 0.3 2.57 0.024 55.40 P2D 0.26 0.60 12.187 0.04 0.93 0.88 3.3 2.13 2.271 0.04 0.137 0.93 0.025 0.26 0.93 0.024 55.025 0.60 12.60 12.57 0.765 87.04 0.60 1.26 0.083 190.083 190.765 87.40 P2E 0.137 0.765 37.088 0.024 55.126 287.78 6.024 55.78 6.26 0.025 0.57 0.3 2.025 0.26 0.137 0.60 12.26 0.765 87.083 190.025 0.78 6.40 P2F 0.40 1.024 55.93 0.78 6.57 0.025 0.88 3.60 12.765 87.40 1.765 87.137 0.187 0.78 6.93 0.137 0.60 12.126 287.60 12.025 0.57 0.57 0.1 8.271 0.93 0.40 P2C 0.78 6.083 190.26 0.26 0.271 0.68 0.60 12.57 0.025 0.93 0.78 6.126 287.88 3.13 2.33 6.126 287.025 0.025 0.765 87.1 8.57 0.187 0.57 0.024 55.26 0.33 6.187 0.

N   L  V R .765 290000 Piso 3 87.52 1366.111 1.006 61.87 0.15 1.111 1.765 290000 Cobertura 69.100 ρ tot ))1 − 0.90 1.315 9236.35 0.05 875.05 875.0012 0.315 9236.010 96.15 0.15.35 0.30 1.111 1.70 426.010 96.765 290000 Piso 1 161.006 61.0008 0.315 9236. max =   (1 + 0.78 0.87 0.90 7.765 290000 69.0 0.90 4.90 3.765 290000 Piso 4 75.35 0.87 0.010 96.111 1.0012 0.315 9236.35 0.50 2879.50 2879.0008 0.90 1.765 290000 pl 0.35 0.0 0.111 1.765 290000 75.39 1.25 max (1.0012 0.0 0.0 0. Anexo 8: Cálculo da capacidade resistente ao corte do pilar P1.06 min 5.40 1.15 0.35 1.0012 0.111 1.111 1.90 7.35 0.57 0.111 1.1)    90 .70 426.87 0.50 1884.15 0. Pilar P1 VR [KN] γel h [m] Lv N [KN] Ac [m2] fc [KN] µ∆pl ρtot Vw ρw bw [m] Z [m] fyw[KN] 291.15 0.15 0.90 4.04 0.111 1.87 0.52 1366.006 61.70 426.35 0.87 0.0 0.85 1 − 0.0 0.75.10 0.35 0.315 9236.111 1.0008 0.87 0.87 0.90 4.006 61.35 0.30 1.92 0. µ ∆ ( ( )) 1 + 1.765 290000 161.87 0.10 0.90 3.765 290000 87.0 0.90 2116.765 290000 Piso 5 69.90 2116.90 1.10 0.0008 0.006 61.90 4.315 9236.15 1.010 96.90 7.0008 0.04 0.0008 0.0008 0.15 0.0 0.92 0.15 0.15 0.35 0.57 0.765 290000 Piso 0 291.0 0.315 9236.006 61.010 96.90 4.39 1.15 0.765 290000 Piso 2 150.0 0.50 1884.35 0.87 0.87 0.315 9236.8 min 0.35 1.40 1.0 0.2 min(2.0 0.0012 0.315 9236.39 1.15 0.92 0.87 0.765 290000 150.90 1.315 9236.15 0.0 0.10 0.78 0.111 1.35 0.010 96.15 0.111 1. V  f C bW z γ el  AC f C   h  (E6.006 61.15 0.315 9236.111 1.315 9236.87 0.315 9236.90 7.35 0.0012 0.

50 1.20 3477.0012 0.15 0.111 1.111 1.010 61.90 4.0012 0.75.90 1.013 96.35 0.55 1.15 0.29 1.0012 0. Pilar P2 VR [KN] γel h [m] Lv N [KN] Ac [m2] fc [KPa] µ∆pl ρtot Vw ρw bw [m] z[m] fyw[KPa] 344.765 290000 Cobertura 70.90 5.315 9236.35 0.47 0.0008 0.90 5.0 0.35 0.111 1.315 9236.87 0.111 1.93 1068.70 0.315 9236.111 1.83 0.06 min 5.83 0.100 ρ tot ))1 − 0.0008 0.765 290000 232.765 290000 Piso 2 150.0008 0.06 1.315 9236.90 7.35 0.64 524.013 96.315 9236.87 0.06 1.35 0.40 0.18 1.90 2.315 9236.87 0.0 0.0 0.87 0.013 96.18 1.0008 0.87 0.765 290000 Piso 4 75.11 0.35 0.111 1. µ ∆ ( ( N   L  (E6.315 9236.111 1.29 1.013 96.10 2862.90 4.765 290000 Piso 3 93.11 0.0008 0.111 1.765 290000 Piso 0 344.90 1.010 61.0 0.50 2248.315 9236.315 9236.0 0.0 0.52 1646.85 1 − 0.765 290000 Piso 1 232.765 290000 Piso 5 70.35 0.111 1.315 9236.315 9236.90 7.69 1.35 0.111 1.8 min 0.87 0.15 0.0012 0.15 0.111 1.15 0.35 0.11 0.87 0. V  f C bW z    γ el   AC f C   h  91 .25 max(1.69 1.93 1068.98 0.1) V R .87 0.765 290000 pl 0.010 61.0 0.315 9236.40 0.765 290000 93.765 290000 150.15 0.15.87 0.15 0.0 0.87 0.010 61.111 1.90 2. max = )) 1 + 1.70 0.35 0. Anexo 9: Cálculo da capacidade resistente ao corte do pilar P2.50 2248.013 96.0 0.0 0.35 0.765 290000 75.0008 0.15 0.55 1.15 0.15 0.35 0.20 3477.010 61.15 0.47 0.0012 0.90 5.35 0.2 min(2.52 1646.06 1.111 1.0012 0.50 1.013 96.64 524.765 290000 70.15 0.010 61.010 61.10 2862.90 8.90 8.0 0.87 0.0008 0.0 0.15 0.  (1 + 0.87 0.64 524.87 0.98 0.0 0.315 9236.

00 0. ω )   h  92 .00 0.004367 0.002483 0.06 0.85 11083.3 0.0005322 1.85 11083.68 290000.0006 P1C 0.0005322 1.33 0.0005322 1.0006 3.3 0.43 0.00 0.02 0.00 0.05 1.33 0. Anexo 10: Deformações últimas para a viga H1.02 0.0006 1.00 0.85 11083.68 290000.2) θ um = + 0.02 0.43 0.2 0.3  f  0.06 0.0005322 1.43 0.00 0. Cota [m] θum [rad.0005322 1.00 0.2 0.33 0.00 0.0005322 1.002483 0.00 0.43 0.34 290000.34 290000.85 11083. 2 L   fc    100 ρ d (E6.06 0.01.0001660 1.002483 0.00 0.85 11083.65 0.05 1.00 0.00 0.0006 P1E 4.0001660 1.002483 0.00 0.33 0.33 0.34 290000.25 )  .004367 0.0005322 1.00 0.85 11083.04 2.0006 3.0006 1.05 1.0006 P1C 0.0005322 1.06 0.43 0.0006 1.004367 0.0006 1.00 0.00 0.43 0.0005322 1.04 2.00 0.0005322 1.85 11083.04 2.3 0.04 2.05 1.43 0.02 0.85 11083.43 0.34 290000.00 0.04 2.0006 3.004367 0.004367 0.85 11083.85 11083.34 290000.33 0.0001660 1.00 0.00 0. ω `)  0.00 0.0005322 1.33 0.004367 0.00 0.68 290000.06 0.0006 1.00 0.33 0.06 0.2 0.43 0.34 290000.01.0006 1.34 290000.00 0.00 0.43 0.(0.00 0.33 0.00 0.04 2.04 2.04 2.0005322 1.00 0.06 0.3 0.00 0.85 11083.004367 0.00 0.002483 0.00 0.004367 0.00 0.004367 0.06 0.34 290000.004367 0.004367 0.43 0.00 0.85 11083.2 0.0145.04 2.06 0.00 0.2 0.43 0.43 0.0001660 1.43 0.00 0.43 0.33 0.00 0.2 0.33 0.2 0.3 0.00 0.33 0.3 0.35  αρ sx yw  pl 1 v max(0.43 0.3 0.68 290000.06 0.04 2.2 0.85 11083.00 0.33 0.43 0.34 290000.] γel υ h [m] fc [KN] w´c wt Lv fyw [KN] α ρsx ρd P1A 4.00 0.00 0. fc .00 0.85 11083.00 0.0006 1.04 2.85 11083.004367 0.02 0.00 0. v  25 (1.85 11083.0006 P1D 0.34 290000.0001660 1.00 0.00 0.04 2.34 290000.33 0.33 0.0006 1.33 0.00 0.05 1.00 0.00 0.0006 0 .68 290000.33 0.65 0.00 0.06 0.06 0.0006 P1B 0.00 0.00 0.275 ) γ el  max(0.85 11083.34 290000.

00 0.0028 0.3 0.33 0.43 0.00 0.0006 1.0015856 1. 2 L   fc    100 ρ d (E6.0006 1.00 0.09 1.0015856 1.00 0.0006 3.3 0.85 11083.85 11083.0006 0 .0001415 1.02 0.00 0.00655 0.33 0.0015856 1.33 0.14 0.00 0.43 0.30 290000.30 290000.00 0.30 290000.00 0. v  25 (1.85 11083.85 11083.0006 P2E 0.85 11083.02 3.43 0.0015856 1.00 0.30 290000.275 ) γ el  max(0.33 0.43 0.00655 0.33 0.00 0.85 11083.14 0.43 0.0015856 1.00 0.0006 3.3 0.33 0.00655 0.00655 0.3 0.3 0.33 0.02 3.00655 0.00 0.33 0.0006 1.0028 0.00 0.0015856 1.43 0.00 0. Cota [m] θum [rad.02 3.02 3.43 0.00 0.0028 0.3 0.43 0.00 0.0006 1.3 0.0015856 1.0015856 1.00 0.33 0.02 3.85 11083.43 0.00655 0.02 3.02 0.00655 0.30 290000.00 0.14 0.00 0.00 0.02 3.33 0.00 0.33 0.33 0.00 0.00 0.1 0.00 0.00 0.85 11083.3 0.01.01.2) θ um = + 0.0028 0.30 290000.3 0.33 0.02 3.0001415 1.02 3.00 0.00 0.85 11083.02 0.33 0.33 0.1 0.33 0.00 0.14 0.00 0.02 3.85 11083.85 11083.0015856 1.0006 3.00 0.1 0.35  αρ sx yw  pl 1 v max(0.00 0.00 0.] γel υ h [m] fc [KN] w´c wt Lv fyw [KN] α ρsx ρd P2A 0.30 290000.00 0.0006 1.0006 P2B 0.00 0.00 0.00 0.00 0.14 0.30 290000.00 0.1 0.14 0.85 11083.0001415 1. ω `)  0.0006 3.3 0.00 0.0006 1.30 290000.00655 0.14 0.43 0.14 0.3 0.00 0.00 0.0006 P2C 0.43 0.49 290000.09 1.30 290000.43 0.49 290000.00655 0.00 0.85 11083.00 0. Anexo 11: Deformações últimas para a viga H2.0006 3.02 3.0006 1.00 0.14 0.85 11083.25 )  .85 11083.3 0.3 0.00 0.00 0.09 1.0145.0006 1.43 0.49 290000.00 0.00 0.85 11083.0015856 1.43 0.33 0.43 0.02 3.0015856 1.00 0.14 0.00655 0.0001415 1.3 0.85 11083.49 290000.33 0.0015856 1.00 0.0015856 1.85 11083.09 1.3 0.00 0.00 0.00655 0.85 11083.1 0.30 290000.85 11083.14 0.00 0.30 290000.43 0.00 0.3 0.0006 P2F 0.00655 0.3  f  0.0006 P2D 0.43 0.49 290000. ω )   h  93 .33 0.00 0.(0.0001415 1.02 3.00 0.85 11083.43 0.0006 1.0015856 1.02 0.00 0.00 0.00 0.09 1.33 0.43 0.30 290000.00 0.00 0.30 290000.14 0.33 0.30 290000.02 3.43 0.14 0.02 0.14 0.00 0.0015856 1.02 3.02 3.43 0.00655 0. fc .00 0.14 0.0015856 1.0028 0.00655 0.00655 0.30 290000.14 0.00655 0.0006 1.

53 0.47 0.875 0.15 0.0000 14.0003578 1.72 290000.99 0.15 0.07 0.07 4.33 0.10 4. Anexo 12: Deformações últimas para o pilar P1.0001309 1.0000 Piso 2 8.53 0.003571 0.003571 0.005343 0.07 7.55 290000.90 11083.07 0.33 0.65 0.0003578 1.33 0.55 290000.0002902 1.] γel υ h [m] fc [KN] w´c wt Lv fyw [KN] α ρsx ρd Piso 0 0 0.01. ω )   h  94 .50 0.25 )  .07 4.50 0.0000 Cob.10 0.33 0.15 0.275 ) γ el  max(0.33 0.0000 6.53 0.90 11083.50 0.0002507 1.00 0.07 7.0002860 1.73 0.33 0.65 0.30 0.50 0.003571 0.50 0.53 0.53 0.003571 0.90 11083.58 290000.07 0.10 0.53 0.005343 0.0001309 1.50 0.50 0.0000 Piso 5 20 0.07 7.53 0.5 0.00 0.90 11083.005348 0.01.50 0.90 11083.75 0.125 0.33 0.00 0.90 11083.00 0.07 0.10 0.0000 Piso 3 12.90 11083.73 0.10 0.0000 Piso 4 16.375 0.53 0.003571 0.005343 0.00 0. v  25 (1. Cota [m] θum [rad.005343 0.10 4.10 290000.0002902 1.50 0.0003578 1.50 0.00 0.00 0.00 0.07 0.5 0. 23.90 11083.07 4.0000 2.47 0. 2 L   fc  (E6.90 11083.58 290000.73 290000.10 0.0003425 1.33 0.00 0.90 11083.35  αρ sx yw  pl 1 v max(0.0002507 1. ω `)  0.90 11083.0002860 1.53 0.0000 Piso 1 5 0.10 1.10 290000.10 0.99 0.00 0.0000 0 .33 0.625 0.003571 0. fc .73 290000.0000 18.50 0.90 11083.005343 0.07 0.10 1.08 290000.53 0.0000 21.72 290000.2)   100 ρ d θ um = + 0.3  f  0.(0.53 0.30 0.0003425 1.07 7.003571 0.33 0.00 0.90 11083.33 0.33 0.33 0.72 290000.07 0.0000 10.08 290000.0145.00 0.875 0.53 0.10 4.75 0.00 0.25 0.53 0.50 0.50 0.10 4.

0000 Piso 5 20 0.14 0.50 0.67 290000.005343 0.003571 0.00 0.77 0.] γel υ h [m] fc [KN] w´c wt Lv fyw [KN] α ρsx ρd Piso 0 0 0.0005017 1.33 0.20 0.10 0.0003120 1.33 0.53 0.14 0.5 0.0005017 1.14 4.00 0.10 8.26 290000.00 0.10 7.25 0.005343 0.0000 6.0000 Cob.0003486 1.53 0.10 0.14 2.90 11083.275 ) γ el  max(0.33 0.0000 Piso 4 16.0004703 1.003571 0.0005017 1.55 290000.50 0.875 0.57 0.50 1. v  25 (1.00 0.0003486 1.98 0.90 11083.33 0.5 0.0000 18.90 11083.25 )   .00 0.00 0.33 0. ω `)  0.20 0.53 0.00 0.10 0. Cota [m] θum [rad.003571 0.2) θ um = + 0.50 0.00 0.53 0.(0.67 290000.10 5.53 0. 35  f   αρ sx yw  pl 1 v  max(0.125 0.14 4.10 0.00 0. ω )   h 95 .90 11083.33 0.005343 0.10 0.0001853 1.75 0.53 0.375 0.10 7.14 0.0000 10.01.33 0.14 0.003571 0.90 11083.37 0.00 0.0003120 1.50 1.90 11083.53 0.0000 Piso 2 8.77 0.005348 0.21 290000.53 0.73 290000.67 290000.14 2.50 0.57 0.50 0.90 11083.33 0.90 11083.18 0.33 0.0145.10 0.97 290000.0000 21.10 8.0000 2.0001181 1.97 290000.33 0.53 0.90 11083.14 1.50 0.10 5.0001181 1.0001853 1.21 290000.00 0.98 0.14 0.625 0.10 0.50 0.01.18 0.33 0.50 0. f c .75 0.50 0.33 0.003571 0.90 11083.37 0.33 0.875 0.53 0.73 290000.0000 Piso 1 5 0.53 0.0000 Piso 3 12.14 1.26 290000.005343 0.50 0.55 290000.53 0.53 0.00 0.3 0 .003571 0.50 0.0004703 1.005343 0.00 0.90 11083.003571 0.90 11083.18 0. 23.10 5.0000 14. Anexo 13: Deformações últimas para o pilar P2.0000 0 .90 11083.14 0.2  L   fc  100 ρ d (E6.