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Educação e Novas

Tecnologias Aplicadas
à Língua Inglesa

Prof.a Denise Voltolini

2019
1 Edição
a
Copyright © UNIASSELVI 2019

Elaboração:
Prof.a Denise Voltolini

Revisão, Diagramação e Produção:


Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI

Ficha catalográfica elaborada na fonte pela Biblioteca Dante Alighieri


UNIASSELVI – Indaial.

V938e

Voltolini, Denise

Educação e novas tecnologias aplicadas à língua inglesa. / Denise


Voltolini. – Indaial: UNIASSELVI, 2019.

145 p.; il.

ISBN 978-85-515-0321-8

1. Língua inglesa. - Brasil. II. Centro Universitário Leonardo Da Vinci.

CDD 820

Impresso por:
Apresentação
Caro acadêmico, a importância da língua inglesa, seja ela nos
aspectos cultural, social ou econômico, é um fato conhecido por todos nós. O
avanço da tecnologia proporciona cada vez mais o acesso a diferentes tipos
de informações, textos ou vídeos, diariamente. Não é mais possível deixar de
usar as ferramentas digitais em sala de aula. Elas são uma forma de melhorar
o nível de ensino, atrair a atenção dos alunos e facilitar a vida do professor.

É importante que o professor esteja inserido em um contexto digital


para que ele acompanhe a vida dos alunos que nasceram em uma era digital.
A escola tem um grande papel na mediação e na construção do conhecimento
do aluno e precisa estar inserida diariamente no contexto digital.

Assim, este livro didático visa guiar o estudante neste mundo digital,
apresentando os conceitos de Letramento Digital, bem como apresentando
as TICs. Ainda, será o instrumento para orientar os seus estudos dentro da
disciplina de Educação e Novas Tecnologias Aplicadas à Língua Inglesa.

Desejo que você, caro acadêmico, possa aproveitar e extrair o máximo


de conhecimento no que diz respeito ao uso de tecnologias como suportes
para as suas aulas de inglês. Bons estudos!

Profª. Denise Voltolini

III
NOTA

Você já me conhece das outras disciplinas? Não? É calouro? Enfim, tanto para
você que está chegando agora à UNIASSELVI quanto para você que já é veterano, há
novidades em nosso material.

Na Educação a Distância, o livro impresso, entregue a todos os acadêmicos desde 2005, é


o material base da disciplina. A partir de 2017, nossos livros estão de visual novo, com um
formato mais prático, que cabe na bolsa e facilita a leitura.

O conteúdo continua na íntegra, mas a estrutura interna foi aperfeiçoada com nova
diagramação no texto, aproveitando ao máximo o espaço da página, o que também
contribui para diminuir a extração de árvores para produção de folhas de papel, por exemplo.

Assim, a UNIASSELVI, preocupando-se com o impacto de nossas ações sobre o ambiente,


apresenta também este livro no formato digital. Assim, você, acadêmico, tem a possibilidade
de estudá-lo com versatilidade nas telas do celular, tablet ou computador.
 
Eu mesmo, UNI, ganhei um novo layout, você me verá frequentemente e surgirei para
apresentar dicas de vídeos e outras fontes de conhecimento que complementam o assunto
em questão.

Todos esses ajustes foram pensados a partir de relatos que recebemos nas pesquisas
institucionais sobre os materiais impressos, para que você, nossa maior prioridade, possa
continuar seus estudos com um material de qualidade.

Aproveito o momento para convidá-lo para um bate-papo sobre o Exame Nacional de


Desempenho de Estudantes – ENADE.
 
Bons estudos!

IV
V
VI
Sumário
UNIDADE 1 – O ENSINO DE INGLÊS NA CONTEMPORANEIDADE....................................... 1

TÓPICO 1 – TECNOLOGIA E SOCIEDADE........................................................................................ 3


1 INTRODUÇÃO........................................................................................................................................ 3
2 CONCEITOS DE TECNOLOGIA E DE SOCIEDADE.................................................................... 3
3 A INFLUÊNCIA DA TECNOLOGIA NA SOCIEDADE HUMANA............................................ 4
4 A EVOLUÇÃO DA TECNOLOGIA E SEU IMPACTO NA SOCIEDADE .................................. 5
5 DIFERENÇAS ENTRE A SOCIEDADE DE INFORMAÇÃO E A SOCIEDADE DO .
CONHECIMENTO.................................................................................................................................. 7
5.1 A NOVA RELAÇÃO COM O SABER.............................................................................................. 8
5.2 A DIGITALIZAÇÃO E O ACESSO AO CONHECIMENTO........................................................ 9
5.3 A MIGRAÇÃO DOS ACERVOS PARA WEB................................................................................. 9
5.4 FAKE NEWS........................................................................................................................................ 9
6 A INTRODUÇÃO DAS TICS NO AMBIENTE ESCOLAR.......................................................... 10
6.1 CONCEITO DE TIC.......................................................................................................................... 10
6.2 APLICAÇÕES DAS TICS NA ESCOLA SEGUNDO A BNCC................................................... 11
6.3 A LÍNGUA INGLESA, AS TICS E AS COMPETÊNCIAS PREGADAS NA BNCC................ 12
7 INTRODUZINDO A TECNOLOGIA NAS AULAS DE LÍNGUA INGLESA........................... 12
7.1 ALUNOS DIGITAIS X PROFESSORES ANALÓGICOS............................................................. 12
7.1.1 As TICs e o novo papel do professor.................................................................................... 13
8 ENSINO DIGITAL: PARCERIA ENTRE FAMÍLIA E ESCOLA .................................................. 14
RESUMO DO TÓPICO 1........................................................................................................................ 15
AUTOATIVIDADE.................................................................................................................................. 16

TÓPICO 2 – ENSINO E APRENDIZAGEM DE LÍNGUA ESTRANGEIRA NA


ERA TECNOLÓGICA....................................................................................................... 17
1 INTRODUÇÃO...................................................................................................................................... 17
2 LINHA DO TEMPO: RETOMANDO O ENSINO DE INGLÊS NO BRASIL........................... 18
3 LETRAMENTO DIGITAL E O USO DE TECNOLOGIAS NO ENSINO DE LÍNGUAS....... 20
4 O INGLÊS TÉCNICO NO ENSINO E A APRENDIZAGEM ESCOLAR................................... 23
5 OS ALUNOS DIGITAIS: DESAFIOS QUE AS TECNOLOGIAS DIGITAIS NOS TRAZEM.......25
5.1 COMO INTEGRAR AS TECNOLOGIAS DE FORMA INOVADORA?................................... 26
5.2 AS MUDANÇAS NA ESCOLA POR CAUSA DA TECNOLOGIA.......................................... 27
5.3 O ENSINO DA LÍNGUA INGLESA MEDIADO PELA TECNOLOGIA................................. 27
RESUMO DO TÓPICO 2........................................................................................................................ 29
AUTOATIVIDADE.................................................................................................................................. 30

TÓPICO 3 – O USO DE TECNOLOGIAS NA EDUCAÇÃO........................................................... 33


1 INTRODUÇÃO...................................................................................................................................... 33
2 INOVAÇÃO TECNOLÓGICA NO CONTEXTO ESCOLAR: A PRÁTICA
PEDAGÓGICA DO PROFESSOR CONTEMPORÂNEO FRENTE AS TECNOLOGIAS......... 33
3 FERRAMENTAS TECNOLÓGICAS UTILIZADAS PARA O ENSINO DE LÍNGUAS.......... 34
3.1 QUADRO DIGITAL.......................................................................................................................... 34
3.2 LOUSA DIGITAL INTERATIVA.................................................................................................... 35

VII
3.3 COMPUTADORES E DEMAIS DISPOSITIVOS........................................................................... 35
3.4 O CELULAR E SEUS APLICATIVOS............................................................................................ 35
4 NOVAS METODOLOGIAS DE EDUCAÇÃO E DE ENSINO DE LÍNGUAS.......................... 36
5 CAMINHOS PARA O ENSINO E A APRENDIZAGEM DE LÍNGUAS:
LEITURAS HIPERTEXTUAIS DIGITAIS........................................................................................ 38
6 METODOLOGIAS ATIVAS PARA O ENSINO DE LÍNGUAS................................................... 38
7 A IMPORTÂNCIA DA ATUALIZAÇÃO E FORMAÇÃO DE LETRAS..................................... 39
LEITURA COMPLEMENTAR................................................................................................................ 40
RESUMO DO TÓPICO 3........................................................................................................................ 44
AUTOATIVIDADE.................................................................................................................................. 45

UNIDADE 2 – USANDO A TECNOLOGIA DENTRO E FORA DA SALA DE AULA.............. 49

TÓPICO 1 – AS CONTRIBUIÇÕES DA TECNOLOGIA PARA O ENSINO E .


APRENDIZAGEM DO INGLÊS NA EDUCAÇÃO INFANTIL E NO
ENSINO FUNDAMENTAL I........................................................................................... 51
1 INTRODUÇÃO...................................................................................................................................... 51
2 O PLANEJAMENTO DAS AULAS ATRAVÉS DO DIAGNÓSTICO DA TURMA................ 51
2.1 COMO DIAGNOSTICAR O NÍVEL DA TURMA?..................................................................... 52
3 O MUNDO DIGITAL NA FASE INFANTIL E ENSINO FUNDAMENTAL I........................... 52
4 O USO DE MATERIAIS ON-LINE.................................................................................................... 54
5 PLATAFORMAS DIGITAIS................................................................................................................ 55
6 APLICATIVOS....................................................................................................................................... 58
7 A IMPORTANCIA DA VERIFICAÇÃO DA FAIXA ETÁRIA...................................................... 60
8 SUGESTÃO DE ATIVIDADES DIGITAIS PARA ENSINAR INGLÊS AOS ALUNOS
DA EDUCAÇÃO INFANTIL E DO ENSINO FUNDAMENTAL I.............................................. 61
8.1 ATIVIDADES QUE ENVOLVEM O SPEAKING.......................................................................... 61
8.2 ATIVIDADES QUE ENVOLVEM O LISTENING......................................................................... 63
8.3 ATIVIDADES QUE ENVOLVEM O READING............................................................................ 65
8.4 ATIVIDADES QUE ENVOLVEM O WRITING............................................................................ 67
RESUMO DO TÓPICO 1........................................................................................................................ 68
AUTOATIVIDADE.................................................................................................................................. 69

TÓPICO 2 – AS CONTRIBUIÇÕES DA TECNOLOGIA PARA O ENSINO E . .


APRENDIZAGEM DO INGLÊS NO ENSINO FUNDAMENTAL II E MÉDIO ........71
1 INTRODUÇÃO...................................................................................................................................... 71
2 PLANEJAMENTO: IMPLICAÇÕES ACERCA DO NÍVEL DE CADA TURMA...................... 71
2.1 COMO PLANEJAR ATIVIDADES (IGUAIS) COM TURMAS/ALUNOS
HETEROGÊNEOS?........................................................................................................................... 72
3 O MUNDO DIGITAL NA FASE DO ENSINO FUNDAMENTAL II E MÉDIO....................... 73
4 O USO DE MATERIAIS ON-LINE.................................................................................................... 73
5 AS PLATAFORMAS DIGITAIS.......................................................................................................... 74
6 QUE APLICATIVOS UTILIZAR?....................................................................................................... 77
7 SUGESTÃO DE ATIVIDADES DIGITAIS PARA ENSINAR INGLÊS AOS ALUNOS
DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO....................................................................................... 77
7.1 ATIVIDADES QUE ENVOLVEM O SPEAKING.......................................................................... 78
7.2 ATIVIDADES QUE ENVOLVEM O LISTENING......................................................................... 79
7.3 ATIVIDADES QUE ENVOLVEM O READING............................................................................ 80
7.4 ATIVIDADES QUE ENVOLVEM O WRITING............................................................................ 81
RESUMO DO TÓPICO 2........................................................................................................................ 83
AUTOATIVIDADE.................................................................................................................................. 84

VIII
TÓPICO 3 – AS CONTRIBUIÇÕES DA TECNOLOGIA PARA O ENSINO E .
APRENDIZAGEM DO INGLÊS NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS...........87
1 INTRODUÇÃO...................................................................................................................................... 87
2 O ENSINO DE INGLÊS DO E PARA O EJA ................................................................................... 87
3 CONTEÚDOS PERTINENTES PARA A FASE DO EJA................................................................ 88
4 A PERSPECTIVA DOS NOVOS LETRAMENTOS PERANTE O ENSINO DE LÍNGUA .
PARA ALUNOS DO EJA...................................................................................................................... 88
5 O PERFIL DO ALUNO DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS........................................ 89
5.1 A HETEROGENEIDADE DOS ALUNOS DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS....... 89
6 SUGESTÃO DE ATIVIDADES PARA ENSINAR INGLÊS NA EDUCAÇÃO DE
JOVENS E ADULTOS........................................................................................................................... 90
6.1 ATIVIDADES QUE ENVOLVEM O SPEAKING.......................................................................... 90
6.2 ATIVIDADES QUE ENVOLVEM O LISTENING......................................................................... 91
6.3 ATIVIDADES QUE ENVOLVEM O READING............................................................................ 92
6.4 ATIVIDADES QUE ENVOLVEM O WRITING............................................................................ 93
LEITURA COMPLEMENTAR................................................................................................................ 94
RESUMO DO TÓPICO 3........................................................................................................................ 96
AUTOATIVIDADE.................................................................................................................................. 97

UNIDADE 3 – EDUCAÇÃO E ENSINO DE INGLÊS: O REAL E O IDEAL................................ 99

TÓPICO 1 – OS NOVOS CAMINHOS DA EDUCAÇÃO NO MUNDO MODERNO............ 101


1 INTRODUÇÃO.................................................................................................................................... 101
2 EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA: É POSSIVEL APRENDER LÍNGUAS?..................................... 101
3 A INFLUÊNCIA DOS AVANÇOS TECNOLÓGICOS NO PROCESSO DE
ENSINO E APRENDIZAGEM DE LÍNGUAS............................................................................... 102
4 O QUE MUDA NA MANEIRA DE ENSINAR NA EAD?........................................................... 103
5 HOMESCHOOLING: REALIDADE OU UTOPIA......................................................................... 103
6 O APRENDIZADO PELA TELA DO COMPUTADOR............................................................... 105
7 O FUTURO DA ESCOLA E DAS METODOLOGIAS DE ENSINO......................................... 106
8 APRENDER LÍNGUAS EM SALAS DE AULA FORMAIS OU INVERTIDAS?.................... 106
9 COMPETÊNCIAS E HABILIDADES DO PROFESSOR DE LÍNGUAS.................................. 109
RESUMO DO TÓPICO 1...................................................................................................................... 110
AUTOATIVIDADE................................................................................................................................ 111

TÓPICO 2 – A CONTEXTUALIZAÇÃO DA LÍNGUA INGLESA............................................... 113


1 INTRODUÇÃO.................................................................................................................................... 113
2 AS MUDANÇAS NO CURRÍCULO: O QUE DIZ A LEGISLAÇÃO........................................ 113
2.1 O CURRÍCULO DE INGLÊS CONTEXTUALIZADO COM A PERFORMACE DO
DIA A DIA ...................................................................................................................................... 115
3 O PROCESSO DE IMERSÃO............................................................................................................ 116
3.1 O USO DE TECNOLOGIAS NO PROCESSO DE IMERSÃO.................................................. 117
4 A INTERAÇÃO DO PROFESSOR E ALUNO POR MEIO DAS PLATAFORMAS
DIGITAIS.............................................................................................................................................. 118
RESUMO DO TÓPICO 2...................................................................................................................... 120
AUTOATIVIDADE................................................................................................................................ 121

TÓPICO 3 – REFLEXÕES ACERCA DO APRENDIZADO DA LÍNGUA ESTRANGEIRA......... 123


1 INTRODUÇÃO.................................................................................................................................... 123
2 LEARNING STATIONS..................................................................................................................... 123
2.1 AGRUPANDO OS ALUNOS........................................................................................................ 124
2.2 AS DIFERENTES ATIVIDADES NAS LEARNING STATIONS................................................ 125

IX
2.3 A MOVIMENTAÇÃO DAS LEARNING STATIONS NA SALA DE AULA......................... 130
3 O ENSINO DE LÍNGUA INGLESA ON-LINE.............................................................................. 130
3.1 A CRIAÇÃO DE PLATAFORMAS PARA ENSINAR LÍNGUAS............................................ 132
3.2 O PROFESSOR CRIADOR DE CONTEÚDO NO COMPONENTE CURRICULAR
DE LÍNGUAS.................................................................................................................................. 133
LEITURA COMPLEMENTAR.............................................................................................................. 137
RESUMO DO TÓPICO 3...................................................................................................................... 140
AUTOATIVIDADE................................................................................................................................ 141

REFERÊNCIAS........................................................................................................................................ 143

X
UNIDADE 1

O ENSINO DE INGLÊS NA
CONTEMPORANEIDADE

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
A partir do estudo desta unidade, você deverá ser capaz de:

• compreender a relação entre a tecnologia e a sociedade;

• conhecer o conceito de letramento e letramento digital;

• reconhecer a importância das TICs no mundo escolar;

• entender o papel do professor e da escola no ensino e aprendizagem do


mundo virtual;

• perceber o professor como mediador no processo de ensino e


aprendizagem;

• refletir sobre o uso das tecnologias no processo de ensino e aprendizagem


da língua

PLANO DE ESTUDOS
Esta unidade está dividida em três tópicos. No decorrer da unidade você
encontrará autoatividades com o objetivo de reforçar o conteúdo apresentado.

TÓPICO 1 – TECNOLOGIA E SOCIEDADE

TÓPICO 2 – ENSINO E APRENDIZAGEM DE LÍNGUA ESTRANGEIRA


NA ERA TECNOLÓGICA

TÓPICO 3 – O USO DE TECNOLOGIAS NA EDUCAÇÃO

1
2
UNIDADE 1
TÓPICO 1

TECNOLOGIA E SOCIEDADE

1 INTRODUÇÃO
Nos dias atuais, a tecnologia e a humanidade já não podem mais
ser separadas. A sociedade depende da tecnologia e, no campo em questão,
estamos avançando cada vez mais. Nós usamos a tecnologia para viajar, fazer
uma transferência bancária, para aprender e, também, para viver com conforto.
Entretanto, a tecnologia também tem causas que podem ser consideradas ruins,
como o aumento da poluição no meio ambiente e também a dificuldade de
interação pessoal e o convívio em sociedade.

Podemos dizer que é um grande desafio para a humanidade saber fazer


uso da tecnologia em uma medida correta e de forma adequada. É possível
perceber como cada avanço tecnológico impactou a nossa vida e como afetará e
mudará o nosso futuro.

A tecnologia afeta o meio ambiente, as pessoas e a nossa sociedade como


um todo. É a forma como usamos a tecnologia que determina se o impacto é
positivo ou negativo. Por exemplo: se no momento de produzir um artigo
científico você utilizou os sites de buscas para fazer pesquisas e enriquecer o
seu conhecimento, a ação foi uma forma positiva. Agora, se você simplesmente
copiou um trabalho pronto de alguma página on-line, o impacto da tecnologia na
sua vida foi negativo.

2 CONCEITOS DE TECNOLOGIA E DE SOCIEDADE


A tecnologia nada mais é do que um conjunto de conhecimentos práticos e
técnicos. Estes possibilitam ao ser humano modificar as condições da ordem natural
para que a vida da humanidade seja mais cômoda. Um exemplo da modificação
e evolução tecnológica foi a tecnologia surgida na revolução industrial, quando
passaram a ser usadas máquinas na produção de vários produtos. Bastos (1998,
p. 32) define a tecnologia como:

A capacidade de perceber, compreender, criar, adaptar, organizar e


produzir insumos, produtos e serviços. Em outros termos, a tecnologia
transcende a dimensão puramente técnica, o desenvolvimento
experimental ou a pesquisa em laboratório. Ela envolve dimensões de
engenharia de produção, qualidade, gerência, marketing, assistência
técnica, vendas etc., que a tornam um vetor fundamental de expressão
da cultura das sociedades.

3
UNIDADE 1 | O ENSINO DE INGLÊS NA CONTEMPORANEIDADE

Assim como Bastos (1998) disse, é fundamental para a expressão cultural


de uma sociedade. A comunicação e o acesso à informação estão muito mais
rápidos. Hoje já é possível viajar pela tela de um computador ou smartphone e
conhecer diversos lugares ao redor do mundo.

A tecnologia também tem um papel fundamental na educação. Muitas


mudanças aconteceram no modo de ensino, como a educação a distância, por
exemplo,  que, devido a avanços tecnológicos, motivou muitos estudantes a
concluírem a graduação.

A educação deve transmitir, cada vez mais, saberes adaptados a uma


Sociedade da Educação (Learning Society) como base das competências
do futuro. Da tradicional transmissão dos saberes evoluiu-se para uma
Sociedade do Saber baseada na capacidade individual da construção
dos conhecimentos. As tecnologias da informação e da comunicação
são instrumentos ao serviço da construção. Assim, a Sociedade da
Informação será marcada pelo primado do saber (LIMA, 2006, p. 3).

Embora a evolução tenha ocorrido no sistema de ensino brasileiro, não


quer dizer que a tecnologia ocupará o lugar do professor. O professor continua
com o papel de mediador, e com uma grande importância, pois ele precisa mediar
e auxiliar o aluno a administrar todas as informações ao seu redor.

A introdução das novas tecnologias e a sua aplicação no ensino em


nada diminuíram o papel do professor. Houve uma modificação
profunda. O professor deixou de ser o único detentor do saber e passou
a ser um gestor das aprendizagens e um parceiro de um saber coletivo
[…]. Assim, compete exercer toda a sua influência no sentido de
organizar o saber que, muitas vezes, é debitado de uma forma caótica,
sem espírito crítico e sem eficácia. O novo perfil do professor levará,
decididamente, a situá-lo na vanguarda do processo de mudança que
a Sociedade da Informação colocou em marcha (LIMA, 2006, p. 4).

O acesso à informação realmente mudou muito e hoje não é necessário


perguntar ao professor quantas capitais há no Brasil, por exemplo. Basta um
clique e a resposta chega até você.

3 A INFLUÊNCIA DA TECNOLOGIA NA SOCIEDADE HUMANA


Já vimos que a tecnologia mudou a vida da humanidade, trazendo
muito mais conforto para o nosso dia a dia. Na verdade, a tecnologia é uma das
principais causas de mudança social na nossa civilização.

Com a criação de e-mails e mensagens de textos, o meio de comunicação


entre duas pessoas ficou muito mais fácil, proporcionando um certo conforto entre
os indivíduos de uma sociedade, já que não precisam mais trafegar para realizar
uma conversa com alguém, fechar um acordo importante ou se candidatar a uma
oportunidade de emprego, por exemplo. Não sabemos mais viver sem esse tipo
de serviço! Basta um aplicativo ficar fora do ar por algumas horas e uma chuva
de reclamações e indignações se inicia.

4
TÓPICO 1 | TECNOLOGIA E SOCIEDADE

A tecnologia, além de proporcionar certo conforto à sociedade, também


gerou diversas novas profissões. Ser um influencer, youtuber ou desenvolvedor
de aplicativos já se tornou comum entre adolescentes, quando eles mesmos
descrevem o que gostariam de ser futuramente.

4 A EVOLUÇÃO DA TECNOLOGIA E SEU IMPACTO NA


SOCIEDADE
Se olharmos para trás, na década de noventa, a internet era uma nova
mercadoria contida em muitas famílias e empresas, mas, no início, não eram
todas que tinham acesso a ela. Para as pessoas que viveram o momento, o som do
sinal discado que se fazia ao se conectar à internet é uma memória inesquecível.
Felizmente, à medida que mais pessoas encontraram valor na internet, a tecnologia
decolou para eliminar a necessidade de usar uma linha telefônica para ficar on-
line e, assim, forneceu conexões mais rápidas, como a World Wide Web.

Os websites avançaram juntamente com a internet. Em um piscar de


olhos, cada pessoa tinha um blog dedicado a si mesmo. Muitos blogs também
eram voltados à educação, com dicas de estudos e conteúdo complementar.

FIGURA 1 – EXEMPLO DE BLOG

FONTE: <http://cda-escolaatuante.blogspot.com/2015/04/um-exemplo-de-blog.html>.
Acesso em: 28 dez. 2018.

Outra evolução que é muito visível é a forma como armazenamos


informações. Primeiramente, usávamos disquetes e, então, avançamos para o CD-
ROM. Hoje em dia, além dos pen-drives, fazer o download na nuvem também
ficou mais fácil e comum entre os usuários.

5
UNIDADE 1 | O ENSINO DE INGLÊS NA CONTEMPORANEIDADE

FIGURA 2 – A EVOLUÇÃO DO ARMAZENAMENTO DE INFORMAÇÃO

FONTE: <https://www.terra.com.br/noticias/tecnologia/inovacoes-tecnologicas/de-disquete-a-
ssd-veja-a-evolucao-no-armazenamento-de-dados,7fae95ee83228410VgnVCM10000098cceb0
aRCRD.html>. Acesso em: 28 dez. 2018.

Falando em evolução, não podemos esquecer da evolução do próprio


computador, que, ao longo dos anos, ficou menor, mais rápido, mais leve e muito
mais fácil para que o usuário faça o uso dele.

FIGURA 3 – A EVOLUÇÃO DOS COMPUTADORES

FONTE: <http://marceloferreira40.blogspot.com/2015/11/geracao-de-computadores.html>.
Acesso em: 28 dez. 2018.

À medida que novas tecnologias surgiam, cada tecnologia se combinava


e construía para formar uma tecnologia melhor, mais rápida. Com a rápida
mudança e a evolução, a internet mudou a forma como as pessoas vivem,
trabalham e operam.
6
TÓPICO 1 | TECNOLOGIA E SOCIEDADE

Atualmente, a internet está disponível em quase todos os lugares. É raro,


nos dias atuais, quando consumidores entram em um café, biblioteca ou shopping
center e não conseguem acessar um sinal de wi-fi. Se não houver um sinal de wi-
fi por perto, a maioria das pessoas ainda terá acesso à internet por meio de uma
conexão de dados de celular, em seus smartphones.

Também estamos na era dos aplicativos. As pessoas criam aplicativos da


web para atender às necessidades comuns dos consumidores. Não importa o que
você precise, provavelmente há um aplicativo para ajudar. Você pode acessar
um aplicativo para dieta, leitura ou encontrar um restaurante perto de você com
apenas um clique.

A maneira como nos comunicamos continuou a evoluir também.


Conversávamos via cartas, cara a cara ou pelo telefone residencial. Se você
perceber, a tecnologia sempre reformula a nossa comunicação. Conexões via
bluetooth e todas as formas de aplicativos de mensagens nos fazem ficar conectados
o tempo inteiro.

5 DIFERENÇAS ENTRE A SOCIEDADE DE INFORMAÇÃO E A


SOCIEDADE DO CONHECIMENTO
A sociedade da informação é o acesso democratizado e universal das
pessoas à informação e ao conhecimento por equipamentos eletrônicos, como
computadores ou smartphones. Já a sociedade do conhecimento se formou a
partir das redes sociais, da interação entre indivíduos. São discussões, conversas,
reflexão, ensino e aprendizado em todas as áreas de conhecimento.

Na última década, a expressão “sociedade da informação” foi muito


utilizada após a revolução industrial, já que o avanço tecnológico possibilitou à
humanidade o acesso à informação. A expressão reaparece fortemente nos anos
90, a partir do desenvolvimento da World Wide Web e das TICs. A partir de 1995
foi incluída na agenda das reuniões do G8. Foi tema de vários fóruns de debates
e adotada pelo governo dos Estados Unidos, bem como por várias agências das
Nações Unidas e do mundo.

As tecnologias de comunicação têm desempenhado, na aceleração


da globalização econômica, a imagem pública da sociedade da informação. A
sociedade está mais associada aos aspectos da globalização, como a World Wide
Web, telefonia móvel e internacional, TV via satélite etc. Assim, a sociedade da
informação assumiu um papel importante para a globalização.

A noção de “sociedade do conhecimento” surgiu no final dos anos 90. A


UNESCO, em particular, adotou o termo “sociedade do conhecimento” dentro
das suas políticas institucionais.

7
UNIDADE 1 | O ENSINO DE INGLÊS NA CONTEMPORANEIDADE

Podemos dizer que a sociedade da informação é o alicerce para a sociedade


do conhecimento. O conceito está ligado à ideia de inovação tecnologia, enquanto
o conceito de sociedade do conhecimento apresenta a ideia de transformação
social, cultural e econômica. A sociedade da informação está ligada às tecnologias
da informação para que haja troca de informações em formato digital, realizando
a interação entre diferentes indivíduos.

5.1 A NOVA RELAÇÃO COM O SABER


Já estamos em uma nova era em que tanto a nossa economia, sociedade e
instituições de ensino estão mudando em um ritmo acelerado. Até aqui, o que podemos
perceber é que a nova era promete mudar a aprendizagem drasticamente, como a
educação prepara seus alunos e as razões pelas quais os alunos e pessoas buscam
novas aprendizagens. Existem muitos fatores que contribuem para a mudança. Além
das normas sociais e da economia, há o grande avanço nas tecnologias digitais. Ainda
não há precedentes sobre o ritmo acelerado, ou seja, tudo é novidade.

Os dispositivos ao nosso redor estão se tornando cada vez menores e mais


eficientes, com uma conexão mais rápida e acessível. Já é possível dizer que os
dispositivos não são apenas para uso, mas são como extensões de nossos corpos
e, assim, já não conseguimos viver sem eles.

Já vivemos em um mundo com máquinas inteligentes como carros sem


motorista, robôs que trabalham ao lado dos humanos e ajudantes digitais que
podem pensar, aprender, antecipar nossas necessidades e desejos. As nossas vidas
estão cada vez mais ligadas às tecnologias digitais. Para o educador, o principal
desafio talvez seja compreender como as pessoas promovem relações produtivas
com tecnologia em torno delas. Entretanto, o que devemos fazer com o turbilhão
de informações que chega até nós a cada segundo? Como é possível estabelecer
uma relação saudável com todas as novas aprendizagens que acontecem por
meio da tecnologia?

A escola deve conhecer e orientar seus alunos e sua comunidade a partir


da forma como se apoiam e moldam a vida, o trabalho, a sociedade e tudo ao seu
redor. Muitas escolhas devem ser feitas assim como refletir se a educação consegue
acompanhar todas as mudanças que acontecem no mundo em torno dela.

As novas possibilidades são infinitas, já que o futuro é incerto e as


mudanças estão acontecendo de forma tão rápida. É certo que, mais do que
nunca, a escola deve estimular a pesquisa e colocar o professor como mediador,
já que este não pode ser apenas um acesso ao conhecimento, pois, com apenas
um clique, o aluno consegue saber quantos continentes existem no mundo, por
exemplo. Não há a necessidade de ir até a escola para descobrir a resposta. Assim,
o professor e a escola precisam ser muito mais do que acesso à informação ou,
então, serão facilmente substituídos por um computador ou qualquer dispositivo
com acesso à internet.

8
TÓPICO 1 | TECNOLOGIA E SOCIEDADE

5.2 A DIGITALIZAÇÃO E O ACESSO AO CONHECIMENTO


As tecnologias da comunicação e informação auxiliam nossos estudos,
nosso trabalho, nosso relacionamento com todos em nossa volta e também como
enxergamos o mundo. Hoje em dia já é possível trabalhar sem sair de casa.

O modo como interagimos com o outro mudou também a maneira como


adquirimos conhecimento. Há alguns anos, quando um professor solicitava que
o aluno fizesse uma pesquisa, o local em que a pesquisa acontecia, na maioria das
vezes, era na biblioteca, por meio de livros.

Atualmente, como você conclui seus trabalhos de graduação? Quantas


vezes você vai, semanalmente, à biblioteca? Quantas vezes, semanalmente, você
busca uma nova informação on-line? Exatamente, a busca pelo conhecimento
no universo on-line cresceu muito e as enciclopédias grandes, de A a Z, agora
servem muito mais como enfeite na estante.

5.3 A MIGRAÇÃO DOS ACERVOS PARA WEB


Todos os artigos, dissertações ou livros que são escritos na atualidade já
fazem parte da era da digitalização. Primeiramente são criados no computador,
com a sua versão digitalizada e, depois, acontece a sua impressão.

Muitas revistas e jornais já abandonaram a sua forma impressa e agora se


limitam apenas à divulgação on-line. As consultas de documentos judiciais ou até
mesmo o resultado de uma avaliação são processos feitos por meio da internet.
Muitos arquivos que antes existiam apenas no papel já estão sendo digitalizados
para que o acervo na Web fique muito mais rico e interessante. Também é a forma
mais segura para não perder informações.

Além das mídias tradicionais, como televisão, rádio e jornal, hoje


podemos ter acesso a um novo mundo. O acesso à informação é fácil e rápido,
mas é necessário cuidado. Nem tudo que está na Web é correto e verdadeiro.

5.4 FAKE NEWS


Você com certeza já ouviu a expressão Fake News, relacionada a notícias falsas
que estão presentes na Web. Como professor, é preciso muito cuidado no momento
em que você seleciona algum tipo de informação tanto para leitura quanto para levar
para uma sala de aula e discutir com os alunos. Pesquise muito uma informação antes
de passá-la adiante. Há muitos sites que não são confiáveis e você pode se equivocar
ao colocar algum texto em uma atividade ou em uma avaliação.

Você, como professor, também é responsável por orientar o seu aluno a


não acreditar em tudo que lê on-line e a não reproduzir notícias falsas na Web.

9
UNIDADE 1 | O ENSINO DE INGLÊS NA CONTEMPORANEIDADE

Você se lembra de quando falamos no bom e mau uso dos avanços


tecnológicos? As fake news são exemplos do lado negativo do avanço ao acesso à
informação. É necessário filtrar tudo o que se lê on-line.

6 A INTRODUÇÃO DAS TICS NO AMBIENTE ESCOLAR


Como já discutimos anteriormente, a tecnologia se torna mais ativa na
vida das pessoas a cada dia. No ambiente escolar é impossível deixar a tecnologia
de fora, já que ela faz parte da vida dos alunos e, também, dos professores.

A inserção da tecnologia na escola está sendo feita de forma gradativa. A


escola mudou a sua estrutura e funcionamento para estar atrelada às novas TICs
— Tecnologias de Informação e Comunicação. Não faz muito tempo que ainda se
usava mimeógrafo para reproduzir alguma atividade para as crianças. Hoje em
dia, as escolas já possuem máquinas de xerox.

Muitas escolas também já possuem uma sala de informática, para que os


professores possam trabalhar com alunos pesquisas e demais atividades. Ainda,
para que o uso das TICs de fato aconteça, não bastam apenas computadores, e
sim profissionais da educação que saibam trabalhar na era digital. Contudo, não
estamos falando apenas daquele professor que sabe ligar e desligar o computador
e fazer o uso de uma apresentação, mas daquele profissional que realmente
compreende como a tecnologia pode ser facilitadora no processo de ensino e
aprendizagem do aluno.

6.1 CONCEITO DE TIC


As TICs — Tecnologias de Informação e Comunicação —, nas últimas
décadas, proporcionaram à sociedade uma grande opção de novas capacidades
de comunicação.

Como já vimos, as pessoas podem se comunicar em tempo real com outras em


diferentes países, usando tecnologias como mensagens de voz ou videoconferência.
Sites de redes sociais, como o Facebook e Instagram, permitem que usuários do
mundo todo permaneçam em contato e se comuniquem diariamente.

As modernas tecnologias de informação e comunicação criaram uma


comunidade global e as pessoas podem se comunicar com outras como se
estivessem morando ao lado delas. Assim, por causa de toda a acessibilidade,
as TICs são muito estudadas no contexto de como as modernas tecnologias de
comunicação afetam e impactam a sociedade.

10
TÓPICO 1 | TECNOLOGIA E SOCIEDADE

6.2 APLICAÇÕES DAS TICS NA ESCOLA SEGUNDO A BNCC


As TICs abrangem todas as tecnologias que podem ajudar a pessoa a
desenvolver comunicações e a manipular informações. São uma ferramenta
universal para a globalização. Estudantes de países desenvolvidos não podem
imaginar sua vida sem TICs. Ainda, também servem como assistentes para
professores em todo o mundo. É impossível imaginar um profissional moderno
sem conhecimento básico de TICs.

Entretanto, há também uma influência negativa das TICs na educação. Por


exemplo, vamos considerar a internet! É um tesouro fascinante de conhecimento,
mas, ainda assim, os sites mais visitados hoje estão relacionados à indústria do
entretenimento. Então, é possível perceber que, ao invés de estudar, os alunos
talvez prefiram gastar seu tempo em entretenimento.

As TICs na educação não são novas. Tudo está ligado às tecnologias de


informação e comunicação. Por exemplo, usar a internet para fins educacionais
pode ser considerado estudo com elementos de TICs. O professor deve perceber
e mostrar as vantagens de usar as TICs para ampliar o conhecimento tanto dele
quanto do seu aluno.

Contudo, o que diz a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) sobre a


aplicação das TICs no ambiente escolar? A BNCC é um documento que define as
competências e direitos de aprendizagem de cada aluno no sistema de ensino brasileiro.

A BNCC é um documento plural, contemporâneo, e estabelece com


clareza o conjunto de aprendizagens essenciais e indispensáveis. Com ela,
redes de ensino e instituições escolares públicas e particulares passam a
ter uma referência nacional obrigatória para a elaboração ou adequação
de seus currículos e propostas pedagógicas (BRASIL, 2017, p. 5).

Assim, é importante que o professor de língua inglesa compreenda as


definições acerca do conhecimento de língua inglesa na escola, bem como a
aplicação das TICs no ambiente escolar.

A BNCC fala sobre a importância e a necessidade de inserir as TICs


(Tecnologias de Informação e Comunicação) no ensino fundamental, já que fazem
parte do contexto cultural e social da criança.

Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação


e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas
diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar,
acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver
problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva
(BRASIL, 2017, p. 9).

11
UNIDADE 1 | O ENSINO DE INGLÊS NA CONTEMPORANEIDADE

6.3 A LÍNGUA INGLESA, AS TICS E AS COMPETÊNCIAS


PREGADAS NA BNCC
Relacionar o ensino de língua inglesa com as TICs não é difícil, já que boa
parte de aplicativos e plataformas digitais é apresentada na própria língua inglesa.

Para a BNCC, a área das linguagens acontece de diferentes maneiras,


como a linguagem verbal, corporal e, até mesmo, a linguagem digital. O uso
de diferentes linguagens proporciona ao aluno uma maneira de se expressar,
mostrar as suas ideias e sentimentos.

O professor de língua inglesa precisa fazer o uso das diferentes linguagens


para proporcionar ao aluno uma maneira de se expressar. As mídias digitais
podem ajudar o aluno a se expor, sempre auxiliado pelo professor.

7 INTRODUZINDO A TECNOLOGIA NAS AULAS DE LÍNGUA


INGLESA
Todo mundo quer que os professores usem a tecnologia na sala de aula.
Contudo, há muitas variantes. Preparar uma aula, mesmo que seja com o uso
de tecnologia, é desafiador. O tempo também é escasso. Você precisa preparar
avaliações, relatórios, reuniões e, ainda, há um importante fator: nem todo
professor é fã de computadores e tecnologia.

Primeiramente, é necessário verificar qual o tipo de acesso à internet está


disponível na sua escola. Há uma sala de informática, computadores ou tablets
disponíveis para os alunos utilizarem? Ainda, é necessário verificar quais são as
políticas da escola sobre o uso da internet pelos estudantes. Muitas escolas já
contam com especialistas na área de TI que podem ajudar o professor na hora de
desenvolver e/ou aplicar a sua aula no laboratório de informática.

Também tente encontrar um mentor de tecnologia no campus, como


o professor de informática, ou apenas outro professor que usa a tecnologia
diariamente. É útil saber que há alguém que pode orientá-lo e ajudá-lo a incorporar
a tecnologia na sala de aula, caso esteja se sentindo sobrecarregado.

7.1 ALUNOS DIGITAIS X PROFESSORES ANALÓGICOS


Para que todos na escola trabalhem em equipe e tenham a tecnologia
como um alicerce para as suas aulas, é necessário treinamento. De nada adianta
ter uma linda escola, com tablets para utilizar em sala, ou uma grande sala
de informática com computadores novos, se o professor não está habituado a
utilizar esses recursos ou simplesmente não sabe como usá-los, pois, as práticas
pedagógicas com a utilização de recursos digitais não acontecerão. Também é de
extrema importância que o professor saiba o que utilizar com os alunos.

12
TÓPICO 1 | TECNOLOGIA E SOCIEDADE

Certo dia, uma professora de língua inglesa elaborou uma aula espetacular
com os alunos sobre o Facebook. A sua intenção era utilizar a ferramenta
para ampliar o conhecimento dos alunos, já que o Facebook está recheado de
vocabulários e expressões em inglês.

Ela realizou a aula com uma turma de quinto ano, sendo que o acesso à
plataforma digital é permitido somente a partir dos 12 anos. Além de a professora
fazer com que os alunos mentissem no momento de criação dos perfis, pois
precisavam colocar o ano de nascimento diferente, ela também deixou alguns
pais furiosos, que acreditavam ser muito cedo para que os alunos entrassem na
plataforma virtual.

Os pais, no momento em que escolhem a escola em que seu filho estudará,


também procuram uma escola que já está desenvolvida digitalmente, porque querem
que o seu filho esteja inserido em práticas pedagógicas com o uso de tecnologia.
Os pais também fazem uso de tecnologias e muitos optam por formar grupos de
WhatsApp com outros pais, o que se configura em um pesadelo para muitas escolas.

Assim, é de extrema importância que os professores mostrem à família


que é importante utilizar os avanços tecnológicos para coisas boas. Afinal, respeito
ainda é fundamental, mesmo que seja no mundo on-line.

Os alunos, na sua maioria, adoram quando recursos tecnológicos estão


inseridos nas aulas, seja através da explicação de matéria nova por meio de PowerPoint,
um vídeo, música ou a utilização de tablets ou computadores por parte deles.

Fazer o uso de tecnologias é uma maneira de chamar a atenção do aluno


para o que o professor está ensinando. Entretanto, se você usar o mesmo modelo
de aula todos os dias, terá um problema. A aula deixará de ser interessante.

Outro cuidado necessário é o uso de celular em sala de aula. Muitas


vezes, é muito difícil que um adolescente consiga ficar muito tempo longe do
seu smartphone. Contudo, o professor precisa estabelecer regras em sala de aula
para que o uso consciente aconteça, como usar o telefone em uma atividade
guiada pelo professor. Assim, lembre-se sempre de verificar com a coordenação
pedagógica quais são as regras da escola quanto ao uso de smartphones. As
escolas geralmente têm regras sobre o uso de celulares.

7.1.1 As TICs e o novo papel do professor


Talvez você já tenha se perguntado: Será que o professor será substituído?
Será que as escolas deixarão de existir? Se podemos encontrar todas as informações
on-line, para que serve o professor? Por que ir para a escola?

13
UNIDADE 1 | O ENSINO DE INGLÊS NA CONTEMPORANEIDADE

Na verdade, as TICs não chegaram para tomar o lugar de ninguém. Com a


evolução da tecnologia, o que acontece, de fato, é que o professor assume um novo
papel. Talvez o papel não seja tão novo assim, já que há tempo se fala no professor
mediador. O professor deve mediar e despertar a curiosidade e a vontade de
sempre querer saber mais no aluno.

O professor não está ali para dar todas as respostas aos alunos, pois,
como discutimos anteriormente, encontrar a informação está cada vez mais
fácil. O professor deve estimular o aluno a pensar mais, a buscar respostas, a se
questionar. Ele media a busca por conhecimento e não apenas dá uma resposta
pronta ao seu aluno.

8 ENSINO DIGITAL: PARCERIA ENTRE FAMÍLIA E ESCOLA


Na era digital, muitas vezes, o filho sabe usar uma ferramenta on-line
muito melhor que os seus pais. A alfabetização digital implica conhecer e
impor limites. Estamos em um momento em que informação é poder, mas
pode ser algo bom ou ruim.

Os pais analfabetos digitais podem ser ingênuos o suficiente no momento


em que adotam posturas ilógicas sobre tecnologia, sem um entendimento amplo
das vantagens e riscos do mundo digital.

Outra importante habilidade para a alfabetização eletrônica dos pais


é o know-how, além do compromisso para o gerenciamento das atividades
tecnológicas dos seus filhos. É preciso estar ciente e/ou moderar a duração,
conteúdo e qualidade do envolvimento digital da criança. A família precisa saber
o que está acontecendo no mundo virtual em que o seu filho está vivendo.

Para a participação dos pais na alfabetização digital, também é muito


importante que eles juntamente com a escola tenham interação ativa e canais
de comunicação abertos. Assim, os pais poderão compreender claramente as
diretrizes tecnológicas da escola, sendo que precisam saber quais tecnologia
são usados ​​nas aulas para que possam acompanhar o processo de ensino e
aprendizagem do seu filho.

14
RESUMO DO TÓPICO 1
Neste tópico, você aprendeu que:

• Estamos rodeados de tecnologia. Usamos a tecnologia da informação para


fazer transferências bancárias, conversar com pessoas do outro lado do mundo
ou assistir a um novo filme.

• O avanço da tecnologia também permitiu o avanço da humanidade e tornou a


vida das pessoas muito mais confortável.

• A sociedade da informação é o acesso democratizado e universal das pessoas


à informação e ao conhecimento por meios de equipamentos eletrônicos, como
computador ou smartphones.

• A sociedade do conhecimento se formou a partir das redes sociais, da interação


entre indivíduos. São discussões, conversas, reflexão, ensino e aprendizado em
todas as áreas de conhecimento.

• É necessário cuidado com as Fake News. O professor precisar filtrar e consultar


a fonte de todo o material que levar para a sala de aula.

• As TICs são as Tecnologias de Informação e Comunicação. Estas proporcionaram


à sociedade uma grande opção de novas capacidades de comunicação.

• Todos esperam que o professor utilize tecnologias em sala de aula. Entretanto,


é necessário treinar o docente para que ele saiba como operar todas as
ferramentas que podem ser utilizadas em sala de aula.

15
AUTOATIVIDADE

1 De acordo com o que você leu até o momento, use V (verdadeiro) para as
atitudes que o professor deve ter em sala de aula em relação às TICs e F
(falso) para as atitudes que não devem ser tomadas pelo docente.

a) ( ) O professor não precisa utilizar TICs em sala de aula. Se ele utilizar lápis
e caderno em todas as suas aulas será o suficiente.
b) ( ) O aluno pode utilizar o seu celular em sala de aula quando quiser. Não
há a necessidade de pedir permissão, afinal, a tecnologia está a nossa
volta.
c) ( ) O professor deve atuar como mediador, auxiliando o aluno no uso das
novas tecnologias.
d) ( ) O professor deve usar a tecnologia em todas as suas aulas, pois apenas
dessa maneira os alunos estarão interessados na aula.

2 O que é a sociedade da informação e a sociedade do conhecimento?

3 Por que o professor deve consultar sobre o uso de celulares junto à


coordenação?

16
UNIDADE 1
TÓPICO 2

ENSINO E APRENDIZAGEM DE LÍNGUA


ESTRANGEIRA NA ERA TECNOLÓGICA

1 INTRODUÇÃO
A língua inglesa é, atualmente, a língua mais utilizada quando se trata de
comunicação entre pessoas falantes de línguas diferentes. É a língua de interação
entre a comercialização de produtos ao redor do mundo e, principalmente,
quando o assunto é tecnologia.

Quando o indivíduo aprende um idioma estrangeiro, ele não aprende


apenas a estrutura, o vocabulário ou o som das palavras, mas também toda a
cultura presente que rodeia a língua.

O inglês se tornou uma língua global, fazendo com que pessoas de várias
partes do mundo procurem aprender o idioma. Segundo Erling (2005):

[...] O número de falantes de inglês como L2 supera o de falantes de


inglês como L1 na proporção de três para um. O inglês está sendo
cada vez mais usado para a comunicação através das fronteiras
internacionais, não estando, portanto, mais ligado ao lugar, à cultura
ou ao povo (ERLING, 2005, p. 42-43).

Segundo o autor, o número de falantes do inglês como segunda língua


(L2) aumentou com o passar dos anos e chega a superar o número de falantes
nativos da língua (L1). O autor também aponta para a identidade da língua, que
já não pertence mais a um determinado povo, pois o inglês se tornou global.

Provavelmente você já ouviu alguém dizer que estava aprendendo o inglês


britânico ou inglês americano. Alguns autores acreditam que, com a globalização
da língua inglesa, a diferenciação já não ocorre mais. Para Leffa (2003):

Ao se globalizar, o inglês perdeu sua uniformidade e teve que


incorporar a diversidade não só no seu léxico, com as inúmeras
palavras estrangeiras que emigraram para o seu sistema, mas também
na diversidade fonológica e mesmo sintática. A diversidade linguística,
com a existência não apenas do inglês canadense, australiano, nigeriano
ou indiano (mas também do inglês coreano, japonês ou brasileiro), reflete
a diversidade cultural. O inglês deixa de transmitir uma única cultura
para transmitir várias culturas, produzindo o fenômeno estranho de
uma língua multilíngue e multicultural (LEFFA, 2003, p. 239).

17
UNIDADE 1 | O ENSINO DE INGLÊS NA CONTEMPORANEIDADE

Através da língua multilíngue fica difícil caracterizar o inglês do


aprendiz. É possível tentar falar como um britânico, australiano ou americano,
mas o sotaque que pertence ao falante irá prevalecer. É preciso refletir que, com a
globalização do inglês, temos também o inglês brasileiro, aprendido no Brasil. O
inglês francês, aprendido na França, e assim por diante.

O importante é compreender que, em uma era de globalização em que


vivemos, a preocupação deve estar em conseguir se comunicar com outros
falantes da língua estrangeira, sem dar importância ao fato de falar igual a um
falante nativo da língua.

2 LINHA DO TEMPO: RETOMANDO O ENSINO DE INGLÊS


NO BRASIL
Ao longo dos anos, muitos métodos para aprender uma língua estrangeira
foram adotados e discutidos em todo o mundo. Embora não se tenha chegado
a uma conclusão sobre a melhor forma de ensinar e/ou aprender uma língua
estrangeira, não se pode negar que o computador tem grande influência na
aquisição de novos vocabulários, pois muitas expressões utilizadas no mundo
on-line fazem parte do vocabulário da língua inglesa.

O ensino de inglês por meio do computador, com aulas on-line, tem


crescido nos últimos anos. Contudo, não é de hoje que o computador é utilizado
nas aulas de língua estrangeira. Na década de 60 já era usado o mecanismo para
o ensino de línguas.

A inserção das Novas Tecnologias de Informação em Comunicação


(NTIC) no ensino de línguas evoluiu ao longo dos anos. Primeiramente, o
Computer Assisted Language Learning (CALL – Aprendizagem de Línguas Assistida
por Computador) atribuía ao computador o trabalho de tutor, com atividades
mecânicas e também a repetição de estruturas gramaticais feita pelos alunos.

A primeira fase é chamada de CALL behaviorista. Na segunda fase, com a


CALL comunicativa, o computador é visto como uma ferramenta que proporciona
ao aluno a oportunidade de utilizar a língua-alvo de forma legítima, dentro do
seu contexto social. Por fim, temos a CALL integrativa. O surgimento da internet
faz com que o aluno possa interagir com várias pessoas ao mesmo tempo e o
computador passou a ambientar o uso de várias ferramentas tecnológicas, dando
autonomia no processo de aprendizagem (MOREIRA, 2003).

Atualmente, com o avanço da tecnologia, podemos encontrar cursos on-


line, sites que possibilitem ao aluno a pratica da língua estrangeira via computador
ou aplicativos para o celular.

Com a abrangência das redes sociais a comunicação com outros países se


tornou muito mais fácil, possibilitando a interação entre falantes de outros idiomas.

18
TÓPICO 2 | ENSINO E APRENDIZAGEM DE LÍNGUA ESTRANGEIRA NA ERA TECNOLÓGICA

E
IMPORTANT

Diversos materiais foram criados para a aquisição do inglês. Para se ter uma
ideia, em 1930, Walt Disney criou desenhos para o ensino do inglês básico. Em 1943, a rede
BBC transmitiu aulas de inglês de curta duração via rádio.

DICAS

Que tal baixar aplicativos no celular para praticar mais o inglês?


Busuu – O aplicativo conta com mais de três mil palavras e frases em inglês.
Speak English – Com o aplicativo você pode praticar a pronúncia. Depois de selecionar o
nível de inglês e o tópico, você ouvirá palavras e frases relacionadas ao tópico e também
pode repeti-las e gravá-las.
Sounds Pronunciation – É outro aplicativo para a prática da pronúncia.
LeTroca – Jogo de palavras. Você deve formar palavras com as letras disponíveis. Quanto
mais palavras você fizer, mais pontos ganha.
Vocabulário Inglês Avançado – Aqui você ouve a palavra e deve relacioná-la com a imagem.

No Brasil, o ensino de inglês passou a ser uma disciplina obrigatória


na esfera escolar em 1809. Dom João VI implantou o ensino de duas línguas
estrangeiras: inglesa e francesa. A escolha das línguas não foi por acaso, já que
Portugal tinha relações comerciais com a Inglaterra e com a França. Contudo, a
língua inglesa chegou a ser excluída do currículo escolar entre 1961 e 1971.
                
Atualmente, segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais, o inglês é
obrigatório a partir da quinta série ou sexto ano. Embora obrigatório, não quer
dizer que o inglês ensinado na escola seja o suficiente para que o estudante passe
a usar fluentemente a língua.

Você se lembra de quantas aulas de inglês teve durante o tempo que passou
na escola? O quanto você aprendeu? Já é fluente no idioma? Vale lembrar que, para
ser fluente, não é necessário falar ou escrever corretamente, e sim, conseguir se
comunicar e compreender o que os falantes da língua estrangeira estão dizendo.

O ensino do inglês no Brasil voltou a ser discutido e a ganhar destaque


após o país ser escolhido para sediar a Copa do Mundo de Futebol em 2014 e
os Jogos Olímpicos em 2016. O número de interessados em aprender o idioma
aumentou, assim como o número de cursos de inglês. Alguns dos cursos
foram desenvolvidos especialmente com vocabulários que possibilitassem a
comunicação com os turistas que visitavam o Brasil.

19
UNIDADE 1 | O ENSINO DE INGLÊS NA CONTEMPORANEIDADE

DICAS

Quer testar o nível do seu inglês? Faça o teste on-line, acessando: http://www.
meuingles.com/teste-ingles-gratis/. Acesso em: 30 dez. 2018.

3 LETRAMENTO DIGITAL E O USO DE TECNOLOGIAS NO


ENSINO DE LÍNGUAS
Para compreendermos o significado de Letramento Digital, primeiramente
precisamos compreender o que é o Letramento.
       
Por muito tempo, a iniciação da criança no ambiente escolar era marcada por
salas de aula decoradas com o alfabeto, versos com rimas, e elas eram apresentadas
a sílabas abertas como (ba, be, bi), encontros consonantais (bra, bre) e sílabas
fechadas (bar, ber). Segundo Kleiman (1995), o aluno precisa usar e reconhecer o
código, as regras ortográficas, mas nada é relevante se ele não relacionar sentido
ao que está lendo ou escrevendo. Para a autora, o conhecimento prévio do aluno,
a sua cultura e a sua vivência nos locais fora de sala de aula nem sempre eram
levados em conta. Contudo, com a globalização do mundo moderno, houve uma
grande necessidade de mudança. Passou-se a perceber que o modelo de ensino que
muitas escolas adotavam não era eficaz porque não abordava as práticas sociais
do aluno relacionadas à leitura e à escrita. Surgiu, assim, a necessidade de estudos
mais avançados referentes à aquisição da leitura e da escrita.

No Brasil, nos anos 1980, surgiu a denominação Letramento para distinguir


a nova fase de estudos da alfabetização. O movimento, de acordo com Kleiman
(1995), surgiu simultaneamente em vários países, como França e Portugal e, embora
a palavra literacy já estivesse no vocabulário inglês, foi também na mesma época que
o movimento ganhou força nos Estados Unidos e na Inglaterra. Ainda, surgiram
várias discussões sobre linguagem e educação em várias partes do mundo.

Vários autores vêm discutindo conceitos e práticas de letramento digital (LÉVY,


1999), (ALMEIDA, 2005), (BUZATO, 2006), (BARBOSA, 2005) e (COSCARELLI, 2007).
Para Barbosa (2005), o uso do conceito de letramento para a escrita e leitura digital foi
bem empregado, já que não basta dominar tecnicamente a ferramenta, mas participar
de práticas letradas no mundo digital. Buzato traz a seguinte definição:

Letramentos digitais (LDs) são conjuntos de letramentos (práticas


sociais) que se apoiam, se entrelaçam e se apropriam mútua e
continuamente por meio de dispositivos digitais para finalidades
específicas, tanto em contextos socioculturais geograficamente e
temporalmente limitados, quanto naqueles construídos pela interação
mediada eletronicamente (BUZATO, 2006, p. 7).

20
TÓPICO 2 | ENSINO E APRENDIZAGEM DE LÍNGUA ESTRANGEIRA NA ERA TECNOLÓGICA

O letramento não é único e sim parte de um conjunto de práticas sociais


através de modos diferentes de ler e escrever. Kleiman (1995) usa o termo “múltiplos
letramentos da vida social”, e um desses “múltiplos letramentos” é o letramento
digital. Nesse tipo de prática, a escrita e a leitura são usadas de modos diferentes. Ao
invés de livros e cadernos, o que guia o leitor é a tela do computador. O letramento
digital assume mudanças tanto na leitura quanto na escrita dos códigos, sinais
verbais e não verbais, como gráficos ou imagens.

Com as alterações, quando anteriormente tínhamos o lápis, a borracha e o


papel como suportes para a nossa produção ou leituras, agora as práticas passam
a acontecer por meio da tela do computador, do celular, do caixa eletrônico do
banco e, assim por diante. A tecnologia está ao nosso redor. É necessário fazer uso
dela em nosso benefício. A nova ferramenta precisa servir de apoio para novos
aprendizados e oportunidades.

[...] Propiciar às pessoas a fluência tecnológica significa utilizar


criticamente a tecnologia de informação e comunicação com os
objetivos de alavancar a aprendizagem [...] autônoma e contínua,
mobilizar o exercício da cidadania, oportunizar a produção de
conhecimentos para a melhoria das condições de vida das pessoas e
da sociedade (ALMEIDA, 2005, p. 173-174).

A interação digital através do computador, fazendo o uso da leitura e da


escrita, proporcionam ao indivíduo uma nova forma de ler e escrever. As práticas
estão cada vez mais frequentes. O uso de textos digitais faz com que o leitor se
depare com uma maneira diferente de ler. Antes o foco estava nos livros e cadernos,
agora está na tela de um computador.

A fluência tecnológica se aproxima do conceito de letramento como prática


social e não como simplesmente aprendizagem de um código ou tecnologia. É a
atribuição de significados às informações provenientes de textos construídos com
palavras, gráficos, sons e imagens dispostos em um mesmo plano.

É preciso localizar, selecionar e avaliar criticamente a informação,


dominando as regras que regem a prática social da comunicação e empregando‐as
na leitura do mundo, na escrita da palavra usada e na produção e representação
de conhecimentos (ALMEIDA, 2005).

Quando o indivíduo usa o computador como uma prática social, ele não
usa apenas a tecnologia, mas ele constrói significados para tudo o que lê e vê na
tela do computador, na leitura ou escrita de textos ou na consulta de diferentes
gêneros textuais on-line.

Nos dias atuais é inevitável pensar nas várias formas de escrever e ler
através do uso do computador conectado à internet. O uso de redes sociais como
Facebook, Instagram, Twitter ou e-mail proporciona trocas de mensagem através
de novos gêneros textuais.

21
UNIDADE 1 | O ENSINO DE INGLÊS NA CONTEMPORANEIDADE

Para Coscarelli (2007), letramento digital é um leque de possibilidades para


o contato tanto com a escrita quanto com a leitura no ambiente digital. O contato
diário com o ambiente digital possibilita a comunicação entre determinados
grupos de pessoas que podem ter acesso a vários tipos de informações através da
comunicação em tempo real.

O chat é diferente de uma conversa face a face ou telefônica. [...] O e‐


mail não é uma carta, nem um fax, nem uma chamada telefônica [...].
Ele é mais rápido que a correspondência postal comum, menos caro
que o telefone, fácil de ser utilizado. Seu tom é coloquial e direto, não
há perda de tempo, nem fórmulas convencionais. Determinado tipo
de dispositivo permite ainda que pessoas interessadas em um mesmo
assunto possam fazer uma discussão coletiva on‐line, como nos fóruns
(COSTA, 2005, p. 107‐108).

Com o uso de e-mails ou de qualquer outro tipo de troca de mensagens


eletrônicas, a comunicação ficou muito mais rápida. Nas conversas on-line, as
pessoas tornam-se mais objetivas. Os e-mails são mais curtos do que as cartas
costumavam ser. As mensagens trocadas por e-mail são chamadas de “comunicação
assíncrona”, porque pode haver um intervalo de tempo entre o envio e o
recebimento/leitura do e-mail. Já as conversas através de chat são chamadas de
“comunicação sincrônica”, pois acontecem em tempo real.

Quando pensamos em letramento digital e língua inglesa fica quase


impossível não relacioná-los com toda a tecnologia que está ao nosso redor.
Softwares, celulares e muitos dispositivos eletrônicos têm o seu manual escrito em
inglês. Ainda, programas e dispositivos para downloads também têm instruções
apenas na língua estrangeira.

Muitos profissionais da área de tecnologia da informação nem sempre são


fluentes na língua inglesa, porém são capazes de ler manuais sem muita dificuldade.
Eles dominam o que nomeamos de “inglês técnico”, pelo fato de conhecerem o
vocabulário que se restringe à área de atuação.

Com o avanço da tecnologia, muitas palavras em inglês foram adotadas no


nosso vocabulário. A importação de tais vocabulários se deve à influência da televisão,
internet e outros meios de comunicação. Para se ter uma ideia do estrangeirismo,
segue um texto com uso dos vocabulários empregados no nosso dia a dia.

Stela acordou atrasada, pois mal ouviu o despertador do seu celular


que estava no vibracall. Correu para o banho, usou o seu shampoo head &
shoulders e se vestiu rapidamente, colocando o seu sneaker. Pegou o seu Ipod
e sua bike e foi para o trabalho. Chegando lá, ligou o seu notebook e acessou a
internet para abrir o seu e-mail. Como estava atarefada, não teve muito tempo
para almoçar, assim decidiu ir a um fast-food e comer um cheeseburger. Na
volta para o trabalho, passou por um outdoor que chamou a atenção. Stela
trabalha com fashion e lembrou que tinha uma reunião com o departamento

22
TÓPICO 2 | ENSINO E APRENDIZAGEM DE LÍNGUA ESTRANGEIRA NA ERA TECNOLÓGICA

de marketing. De volta ao escritório, ela não conseguia encontrar o seu pen-


drive no qual estava a sua apresentação para a campanha da nova coleção de
jeans. Ela então lembrou que tinha salvo a apresentação em um CD–ROM.
Primeiramente, ela estava com problemas em abri-lo, pois o mouse não estava
funcionando corretamente. A apresentação ainda não estava completa e,
então, ela usou o scanner para algumas figuras adicionais. Depois de tantos
contratempos, Stela conseguiu realizar a apresentação e ir para casa. No
caminho decidiu passar no shopping, comprar um CD de rock n’ roll e comer
um hamburger acompanhado de um refrigerante light.  Convidou um amigo
para acompanhá-la, porém ele estava ocupado jogando Playstation. Stela
então foi para casa, ligou a TV e assistiu ao programa The Voice. Entrou no
Facebook para verificar se alguns de seus amigos estavam on-line. Com o fim
do programa, colocou o seu baby-doll e foi dormir.

FONTE: A autora

A descrição do dia a dia de Stela foi apenas uma maneira de ilustrar como
é comum utilizarmos vocabulários estrangeiros durante a nossa rotina diária.

DICAS

Quer conhecer mais algumas palavras estrangeiras adotadas no nosso vocabulário?


O Portal da Língua Portuguesa disponibiliza um dicionário de estrangeirismos. Para conhecê-lo,
basta acessar http://www.portaldalinguaportuguesa.org/index.php?action=loanwords&&pa-
ge=present

4 O INGLÊS TÉCNICO NO ENSINO E A APRENDIZAGEM


ESCOLAR
Depois de discutirmos um pouco sobre a importância e a evolução do ensino
da língua inglesa, vamos abordar o ponto principal deste livro: o inglês técnico.

Vimos, anteriormente, que o termo “inglês técnico” é utilizado para ilustrar


que o aprendiz da língua está focado no vocabulário de uma determinada área de
atuação. No nosso caso, a informática. Provavelmente, no seu dia a dia, você se depara
com muitos textos escritos na língua inglesa. Para compreendê-los, você não precisa
saber o significado de cada palavra, mas sim compreender o contexto, a ideia central
do texto. Deve-se evitar o uso exagerado do dicionário e sempre preferir dicionários
“inglês - inglês” para melhorar o seu desempenho na língua.

23
UNIDADE 1 | O ENSINO DE INGLÊS NA CONTEMPORANEIDADE

E
IMPORTANT

O inglês técnico na área de informática conta com muitas palavras e expressões


estrangeiras que se repetem diariamente. Selecionamos alguns vocabulários e expressões
que estão presentes diariamente em textos, manuais e programas do computador.

Backup – copiar dados ou programas. Salvá-los para evitar a sua perda.


BIOS – abreviação para Basic Input and Output System (sistema básico de entrada e saída).
Através da sua configuração é possível administrar todas as configurações de hardware.
Browser – navegador. Você usa o aplicativo para navegar na internet.
Bug – ao procurar pela tradução no dicionário, você encontrará a palavra inseto. Contudo,
na área da informática, a palavra é usada para designar uma falha no sistema.
Copyright – registrado. Significa que o documento tem direitos autorais.
Crack – decifrar. Na área da informática, crack é um programa criado para violar outros
programas.
Download – baixar dados da internet.
Data – informações, dados.
Database – banco de dados.
Full Screen – tela cheia.
Freeware – programa gratuito para baixar da internet.
Features – características.
Home Page – página principal.
Input – entrada.
Join – unir-se.
Keyboard – teclado do computador.
Keyword – palavra-chave.
Log in/on – iniciar sessão, conectar-se.
Log off/out – encerrar sessão, desconectar-se.
Load – carregar.
Link – ligação entre documentos da internet.
Membership – associação.
Network – rede de computadores.
Nickname – apelido.
Output – saída.
On-line – conectado à internet.
Password – senha.
Password Cracking – quebra de senha.
Shareware – programa de computador disponibilizado gratuitamente.
Set-up – preparação.
Settings – configuração.
Sing in/out – registrar entrada/saída.
To past – colar.
To cut – recortar.
To reboot – reiniciar.
To search – pesquisar.
To develop – desenvolver.
To print – imprimir.
Trojan Horse (Cavalo de Troia) – programa malicioso que entra no computador e abre uma
porta para possível invasão.
USB (Universal Serial Bus ou porta serial universal) - permite a conexão com aparelho e
placas sem a necessidade de desligar o computador.
User – usuário.

24
TÓPICO 2 | ENSINO E APRENDIZAGEM DE LÍNGUA ESTRANGEIRA NA ERA TECNOLÓGICA

Upload – carregar dados para a internet.


Update – atualizar.
Upgrade – melhorar, atualizar.
Zoom in – ampliar o tamanho da tela.
Zoom out – reduzir o tamanho da tela.

Você já conhecia o significado de todas as expressões? Você pensa na


tradução das palavras quando faz o uso delas? Provavelmente não! Como falamos
anteriormente, muitos vocabulários, principalmente da área da informática, foram
incorporados à língua portuguesa, sem ser feita a tradução. Na rotina, não falamos
“o cabo da porta serial universal”, mas falamos a expressão “cabo USB”. Ainda,
“estou conectado à internet” ao invés de “estou on-line”.

É imprescindível que o profissional da área de informática domine a língua


inglesa, pelo menos as expressões técnicas, ou terá dificuldade em realizar o seu
trabalho. Para ajudar na memorização dos vocabulários, você pode criar, no seu
computador mesmo, um dicionário virtual com as palavras estrangeiras que você
encontra diariamente, mas tem dificuldade de memorizar. Consultar o seu próprio
dicionário ou anotações ajuda na memorização, até chegar o momento em que
você não precisará mais de consultas para compreender determinado vocabulário.

DICAS

Quer um dicionário que oferece mais de 10.000 verbetes? O Dicionário de


eletrônica contém quase toda a terminologia de computadores.

FONTE: GARDINI, Giacomo; LIMA, Norberto de Paula. Dicionário de eletrônica: inglês/


português. São Paulo: Hemus, 2003.

5 OS ALUNOS DIGITAIS: DESAFIOS QUE AS TECNOLOGIAS


DIGITAIS NOS TRAZEM
O mundo mudou muito desde que nossos pais e avós entraram no mercado
de trabalho. A rápida inovação e o acesso à informação transformaram nossas
vidas e viver no mundo globalização faz com que mudanças ocorram na vida
social de cada um. Assim, as mudanças também ocorreram com os nossos alunos.
Eles chegam à escola com um grande acesso a vários tipos de conhecimento, já
que, desde que nasceram, passaram a ser letrados digitalmente.

25
UNIDADE 1 | O ENSINO DE INGLÊS NA CONTEMPORANEIDADE

Os professores da era digital precisam estar conectados com seus alunos.


Devem se esforçar para motivar cada indivíduo, envolvendo-o no aprendizado
ao mesmo tempo em que ensinam a todo o grupo, não simplesmente ao aluno
médio. Devem garantir que todos tenham os recursos para o sucesso. Cabe aos
professores o entendimento de que para ajudar um aluno, eles também precisam
ampliar seus conhecimentos, tornando-se aprendizes por toda a vida. As
ferramentas digitais devem sempre ser envolvidas no processo de aprendizado.

Já faz muito tempo que os alunos estavam satisfeitos com o uso de lápis,
cadernos e livros durante o dia inteiro, mas o aluno atual passa uma grande parte
do seu dia conectado, seja conversando com os colegas por meio de aplicativos,
assistindo a vídeos de Youtubers ou simplesmente ouvindo músicas usando o seu
fone de ouvido.

Em muitos momentos, fica difícil para o professor competir com todo


o acesso à informação que o aluno tem. Assim, há necessidade de inovar. O
professor precisa colocar o aluno responsável pelo seu aprendizado. O aluno
precisa aprender a se tornar um produtor. Ele poderá criar o seu próprio blog,
livro, filme, aplicativo, tutoriais etc.

Quando o professor coloca o aluno como peça central do seu aprendizado,


ele se tornará um aprendiz ativo e não mais passivo que apenas ouve e recebe as
informações do professor.

Os estudantes dos dias atuais precisam ser capazes de criar hipóteses,


conduzir pesquisas, comunicar-se com especialistas, criar projetos finais e
divulgá-los usando os dispositivos que já estão em suas mãos. Os professores da
era digital criam oportunidades de aprendizagem.

Os professores entendem que, para que os alunos tenham sucesso na era


da tecnologia, devem construir e configurar um ambiente de aprendizado digital
que seja propício à tecnologia. O professor deve proporcionar acesso a diversos
tipos de TICs aos alunos para que todos estejam inclusos na era digital.

5.1 COMO INTEGRAR AS TECNOLOGIAS DE FORMA


INOVADORA?
No primeiro momento, quando pensamos na inserção da tecnologia na
escola, podemos dizer que a tecnologia chegou para facilitar a vida de alunos e
professores. Um exemplo é uma máquina de xerox. Se antes, com o mimeógrafo, o
professor demorava para fazer cópias das atividades para os alunos, com a chegada
da máquina de xerox tirar as cópias para realizar as atividades ficou muito ágil.

Em um segundo momento, em muitas escolas foi criada uma sala de


informática, cheia de computadores para uso dos alunos e, também, em muitos
casos, quadros digitais.

26
TÓPICO 2 | ENSINO E APRENDIZAGEM DE LÍNGUA ESTRANGEIRA NA ERA TECNOLÓGICA

Contudo, há um terceiro momento, que acontece agora, que é a inserção da


tecnologia em práticas pedagógicas diárias. Quer dizer que não basta, para uma
escola, ter uma sala de informática se todos não fizerem com que as tecnologias
façam, de fato, parte do dia a dia de professores e alunos.

5.2 AS MUDANÇAS NA ESCOLA POR CAUSA DA TECNOLOGIA


Muitas escolas já fazem uso de quadros digitais e plataformas de ensino on-
line para diversificar um pouco o ensino em sala de aula. Não há dúvidas de que
as escolas precisam mudar em relação ao ensino e não estamos falando em apenas
incluir uma sala de informática na escola. É necessário que alunos, professores,
escola e famílias falem a mesma língua e estejam inseridos no mundo globalizado
em que vivemos atualmente.

A tecnologia derrubou a barreira da distância e facilitou a conexão dos


indivíduos. A escola da era digital adota a nova norma e busca se conectar e
trabalhar com pessoas em todo o mundo.

Como todos sabem, é essencial manter os alunos envolvidos. Com a atual


geração de especialistas em tecnologia, a chave é usar tecnologias como laptops,
smartphones e tablets na sala de aula. Os alunos de hoje cresceram com toda a
tecnologia e, assim, as escolas precisam mudar com o tempo e se adaptar à maneira
como os alunos aprendem melhor.

A tecnologia é uma parte central de nossa vida cotidiana agora, então é


claro que deve ser um aspecto fundamental para a educação, a fim de preparar os
alunos para o mundo real e suas futuras carreiras, e eles provavelmente estarão
usando dispositivos móveis. A tecnologia na sala de aula está mudando e é muito
importante que o professor acompanhe a evolução.

5.3 O ENSINO DA LÍNGUA INGLESA MEDIADO PELA


TECNOLOGIA
O uso efetivo da tecnologia mudou a face da educação e criou mais
oportunidades educacionais. Tanto professores quanto alunos se beneficiaram de
várias tecnologias educacionais, os professores aprenderam a integrar a tecnologia
em suas salas de aula e os alunos estão cada vez mais interessados ​​em aprender
com a tecnologia.

A tecnologia ajudou no crescimento da aprendizagem móvel e da


aprendizagem a distância. O uso da tecnologia permitiu que os professores
alcancem os estudantes. Os estudantes de países em desenvolvimento usaram a
tecnologia da internet para se inscrever em cursos educacionais avançados. Muitas
universidades e faculdades adotaram a educação on-line criando salas de aula
virtuais. A educação on-line é flexível e acessível, os alunos podem frequentar as
salas de aula durante o tempo livre e interagir virtualmente com outros alunos.

27
UNIDADE 1 | O ENSINO DE INGLÊS NA CONTEMPORANEIDADE

Avanços recentes em tecnologias educacionais produziram resultados


positivos no setor de educação. A nova tecnologia educacional está apoiando os
processos de ensino e aprendizagem.

A tecnologia digitalizou as salas de aula por meio de ferramentas de aprendizado


digital como computadores, tablets, smartphones, quadros brancos digitais inteligentes
e aumentou o envolvimento do aluno e a motivação para o aprendizado.

Como vimos anteriormente, a tecnologia não deve substituir os professores.


Seu principal foco é permitir que os alunos aprendam de maneira mais eficaz,
ampliando o seu envolvimento nas atividades educacionais.

A tecnologia não se trata de ter o melhor tablet ou smartphone e sim


de um processo de aprendizagem. A tecnologia precisa melhorar o processo
de aprendizado, o conhecimento do aluno e, também, facilitar e estimular a
aprendizagem individual. Os alunos podem usá-la para aprender sozinhos, sendo
o professor o mediador do processo.

28
RESUMO DO TÓPICO 2
Neste tópico, você aprendeu que:

• O inglês é considerado uma língua franca, pois é a língua de interação entre a


comercialização de produtos ao redor do mundo.

• Compreendemos o Letramento Digital. A leitura e a escrita, antes realizadas


através de papel, caneta e livros, agora é feita através da tela do computador.

• O aprendizado da língua estrangeira através do computador evoluiu ao longo dos


anos, fazendo com que os cursos de idiomas on-line crescessem cada vez mais.

• O ensino de língua inglesa nas escolas é obrigatório a partir da quinta série ou


sexto ano, de acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais.

• O termo “inglês técnico” é utilizado para ilustrar que o aprendiz da língua está
focado no vocabulário de uma determinada área de atuação.

• O inglês técnico na área de informática conta com vocabulários e expressões


específicas para a área.

• Os alunos chegam à escola com um grande acesso a vários tipos de conhecimento,


já que, desde que nasceram, passaram a ser letrados digitalmente.

• O professor se torna mediador usando ferramentas digitais para motivar e


melhorar o aprendizado do aluno.

• A tecnologia não deve substituir os professores.

• A tecnologia deve permitir que os alunos aprendam de maneira mais eficaz,


ampliando o seu envolvimento nas atividades educacionais.

29
AUTOATIVIDADE

1 Como vimos neste tópico, a sociedade atual, principalmente nossos alunos,


passam muito tempo on-line. Leia o gráfico a seguir, sobre como o mundo
gasta o seu tempo on-line e responda às questões.

FIGURA – COMO O MUNDO GASTA SEU TEMPO ON-LINE

FONTE: <https://blog.insideview.com/2010/12/10/40-social-media-b2b-infographics/how-
the-world-spends-its-time-online/>. Acesso em: 30 dez. 2018.

30
1 22% of Japaneses spend their time on-line on social networking sites.

a) ( ) True
b) ( ) False
c) ( ) The text doesn’t say

2 People in Germany spend more time on social networking sites than people
in Australia.

a) ( ) True
b) ( ) False
c) ( ) The text doesn’t say

3 What was the most popular brand used by on-line visitors in the survey?

a) ( ) Facebook
b) ( ) Youtube
c) ( ) Google

4 People go on-line more often to watch videos than to get news.

a) ( ) True
b) ( ) False
c) ( ) The text doesn’t say

5 Social network is more popular in Brazil than in the United States.

a) ( ) True
b) ( ) False
c) ( ) The text doesn’t say

6 In a month, a person who uses the internet at all has visited more than 2.000
web pages.

a) ( ) True
b) ( ) False
c) ( ) The text doesn’t say

31
32
UNIDADE 1
TÓPICO 3

O USO DE TECNOLOGIAS NA EDUCAÇÃO

1 INTRODUÇÃO
Já sabemos que o uso de tecnologias na educação é necessário, pois as
crianças dos dias atuais vivem em contextos sociais e culturais pertencentes aos
avanços tecnológicos.

Os papéis da escola, em educar e participar do mundo digital do aluno,


são imprescindíveis para que ele consiga desenvolver as competências necessárias
do mundo moderno.

O professor contemporâneo precisa compreender as tecnologias e fazer o


uso delas para que as suas aulas estejam mais atuais e de acordo com o contexto
social e cultural do aluno.

Os avanços no âmbito educacional não param e o professor, como mediador


do processo, precisa estar cada vez mais antenado para dar continuidade ao seu
trabalho e desenvolver um ensino prazeroso e de qualidade para todos os seus alunos.

2 INOVAÇÃO TECNOLÓGICA NO CONTEXTO ESCOLAR: A


PRÁTICA PEDAGÓGICA DO PROFESSOR CONTEMPORÂNEO
FRENTE AS TECNOLOGIAS
Já sabemos que as salas de aula de hoje são muito diferentes do que eram
há uma década. Anteriormente, se você entrasse em uma sala de aula do ensino
fundamental, veria alunos sentados em filas lendo um livro ou escrevendo em
seus cadernos. A professora seria colocada estrategicamente em frente à sala de
aula e cada aluno receberia a informação da mesma maneira que seu colega de
classe. Entretanto, nas salas de aula de hoje, as mesas são organizadas para que
os alunos possam trabalhar em grupo. O professor deixa de ser um palestrante e
passa a ser um facilitador ou mediador para auxiliar os seus alunos.

A maioria das salas de aula de hoje têm computadores, há escolas que já


possuem tablets, quadros digitais e outros tipos de tecnologia na sala de aula.
Os alunos ainda podem aprender a mesma lição, mas os professores de hoje
devem saber que todos os alunos aprendem de forma diferente. Ao trabalhar com
learning stations, por exemplo, você pode ter vários alunos aprendendo o mesmo
assunto, mas de maneira diferente. Talvez alguns aprendam melhor usando
tablets, enquanto outros fazendo uma pesquisa, lendo um livro etc.

33
UNIDADE 1 | O ENSINO DE INGLÊS NA CONTEMPORANEIDADE

O mundo digital tem muito a oferecer à escola. À medida que as


ferramentas digitais melhoram, o mesmo acontece com a educação para nossos
alunos. O aprendizado digital tem o potencial de atingir mais crianças do que
nunca. Tem a capacidade de motivar os alunos que não estão muito motivados.

Conforme a tecnologia avança, os professores devem avançar também.


Assim, os cursos de desenvolvimento profissional se tornam particularmente
importantes. A tecnologia digital possibilita que os professores aprendam mais
rápido e melhor, permitindo que se conectem com outros professores e, ao mesmo
tempo, partilhem do seu conhecimento e experiência.

3 FERRAMENTAS TECNOLÓGICAS UTILIZADAS PARA O


ENSINO DE LÍNGUAS
O que os professores de língua inglesa podem esperar da era digital? À
medida que as salas de aula convencionais continuam a se transformar em salas de
aula digitais, os professores também precisam fazer a sua própria transformação.
O conteúdo digital é enriquecido e proporciona um aprendizado colaborativo e
interativo. A integração da tecnologia na sala de aula levou a muitas novas tendências.

Primeiramente, algumas salas de aula permitem que os alunos tragam seus


tablets, enquanto outras permitem que usem smartphones para procurar respostas.
À medida que o mundo digital se desenvolve, o sistema educacional se adapta. Ser
professor, na era digital, significa ser flexível e ser capaz de se adaptar à mudança.

Há muitas ferramentas que podem ser utilizadas para auxiliarem o


professor a ensinar inglês aos seus alunos. Fazer atividades de listening ficou
muito mais fácil. Antigamente, o professor dependia de um reprodutor de CD
e um CD que continha uma conversa entre falantes da língua inglesa para que
os seus alunos pudessem ouvir outras pessoas falando inglês, e que não fosse o
próprio professor. Atualmente, há várias ferramentas que mudaram o cenário,
deixando as aulas de inglês muito mais ricas e diversificadas.

3.1 QUADRO DIGITAL


É cada vez mais fácil encontrar um quadro digital dentro de uma sala
de aula e isso não acontece apenas nas instituições de ensino particulares, mas
também nas escolas públicas. Contudo, será que o professor está preparado para
largar o quadro e o giz?

As crianças nascidas na era digital estão rodeadas de celulares, tablets


e computadores. Se a escola não acompanhar toda essa evolução, talvez a nova
geração não fique tão interessada no novo aprendizado.

34
TÓPICO 3 | O USO DE TECNOLOGIAS NA EDUCAÇÃO

Por ser sensível ao toque, o quadro digital possibilita boa interação a


alunos que tenham algum tipo de deficiência ou complicação motora. Então,
é necessário capacitar o professor para que consiga criar aulas e, talvez, jogos
interativos e fazer o melhor uso do quadro digital.

3.2 LOUSA DIGITAL INTERATIVA


A lousa digital interativa, como o nome já diz, tem a função de interagir e
proporcionar ao aluno uma aula diferenciada.

Vamos supor que o professor esteja ensinando como funciona o corpo


humano e suas partes em inglês. Com a lousa digital interativa é possível mostrar
o corpo humano em 3D e, ao clicar em cada parte do corpo ou órgão, pode-
se ouvir o seu nome em inglês. Assim, a lousa interativa transforma qualquer
quadro branco em um computador, proporcionando aos alunos e professores
ferramentas para diversificar a aula de inglês.

3.3 COMPUTADORES E DEMAIS DISPOSITIVOS


Cada vez mais o computador começou a ocupar a mesa do professor em
sala de aula. Muitas instituições de ensino passaram a oferecer diários on-line.
No espaço, o aluno consegue acessar todas as suas informações, como notas de
avaliações ou até mesmo realizar uma prova no sistema escolar.

Antigamente, o reprodutor de CD acompanhava o professor de inglês.


Hoje já é possível, além de áudios e músicas para a prática de listening, exibir
filmes e pequenos vídeos para interagir mais com os alunos.

O professor de línguas também sempre utilizou muitos flashcards, para


proporcionar uma aula mais visual e facilitar a compreensão da língua inglesa por
parte dos alunos, entretanto, com o avanço tecnológico, projetar várias imagens
ficou muito mais fácil em sala de aula.

3.4 O CELULAR E SEUS APLICATIVOS


Já falamos anteriormente sobre o uso de celulares e aplicativos no processo
de ensino e aprendizagem de uma língua.

Cada escola acaba estabelecendo a sua própria política sobre o uso de


smartphones em sala de aula. Contudo, é importante deixar a coordenação
da escola ciente de que o uso de aplicativos em sala de aula pode enriquecer
o aprendizado do aluno. Nós veremos que há vários jogos e aplicativos que
praticam desde pronúncia e fonética até a estrutura gramatical de uma frase.

35
UNIDADE 1 | O ENSINO DE INGLÊS NA CONTEMPORANEIDADE

4 NOVAS METODOLOGIAS DE EDUCAÇÃO E DE ENSINO DE


LÍNGUAS
Inglês é a língua oficial de comunicação do mundo inteiro e, ainda assim,
é uma disciplina difícil de se ensinar. Na verdade, todos os idiomas são difíceis,
já que, geralmente, estamos presos em nossa língua materna e, sair da zona de
conforto e passar a praticar uma nova língua, podem ser atitudes desafiadoras.

É uma língua muito antiga e já passou por muitas mudanças durante


todos os anos. No mundo de hoje, o inglês é ensinado de uma maneira muito
ortodoxa. Ensina-se o alfabeto, além da formação das palavras, mas há algo que
é ainda mais importante. As crianças devem ser capazes de falar as palavras e
entender seu significado antes de se preocuparem com a escrita.

Ensinar apenas as regras gramaticais pode ser considerado chato pela


maioria dos estudantes e, assim, muitos perdem o interesse em aprender a
língua. O uso de métodos inovadores é importante para que a língua inglesa seja
ensinada e aprendida de forma eficaz e que o Brasil seja uma país com cada vez
mais falantes fluentes de inglês.

Ao longo da história do ensino de línguas, diversas abordagens e


metodologias de ensino foram experimentadas e testadas, sendo algumas mais
populares e eficazes. Para você, que está iniciando a sua vida como professor, é
importante conhecer vários métodos utilizados ao longo dos anos.

O método direto foi estabelecido na França e na Alemanha no início de


1900 para ajudar os soldados a se comunicarem utilizando uma segunda língua
rapidamente. O método direto de ensinar inglês também é conhecido como o
método natural. Ele é usado para ensinar várias línguas diferentes, não apenas
inglês, e a ideia principal é que ele use apenas a língua-alvo que os alunos estão
tentando aprender. Seu foco principal é a habilidade oral e é ensinado por meio
da repetição. A gramática é ensinada de forma indutiva e os alunos precisam
tentar adivinhar as regras por meio da apresentação oral do professor.

O Grammar Translation tem o foco usando a gramática e depende


muito da tradução. É a maneira tradicional de aprender um idioma e, ainda,
é comumentemente usada quando se aprendem alguns idiomas. Para alguns
professores, de tal maneira, os alunos aprendem todas as regras gramaticais e,
assim, podem traduzir várias frases.

O método audiolingual é baseado em uma teoria behaviorista. Segundo


esta, as coisas podem ser aprendidas por um reforço constante. A informação
está relacionada ao método direto e, assim como seu antecessor, utiliza apenas
o idioma de destino. A maior diferença entre o método audiolingual e o método
direto é seu foco de ensino. O método direto enfoca o ensino de vocabulário,
enquanto o audiolingual foca em ensinamentos gramaticais específicos.

36
TÓPICO 3 | O USO DE TECNOLOGIAS NA EDUCAÇÃO

Structure Approach é um método que se baseia na estrutura. A ideia é que


qualquer linguagem seja composta de regras gramaticais complexas. As regras,
de acordo com a abordagem, precisam ser aprendidas em uma ordem específica,
por exemplo, o lógico seria ensinar o verbo “to be” antes de ensinar o presente
contínuo, que requer o uso da forma auxiliar do verbo “to be”.

Suggestopedia é uma teoria behaviorista e relacionada à pseudociência. O


método depende muito da crença dos alunos sobre a eficácia do método. A teoria
destina-se a oferecer ao aluno várias opções, ajudando a tornar-se mais responsável​​
pela sua aprendizagem. Depende muito da atmosfera e do ambiente físico da classe.
É essencial que todos os alunos se sintam igualmente confortáveis ​​e confiantes.
Quando os professores estão treinando para usar o método Suggestopedia, há muita
arte e música envolvida. Cada lição é dividida em três fases, começando pela
decifração, seguida da sessão concerto e, por fim, a elaboração.

O Total Physical Response, também conhecido como TPR, é uma abordagem


que segue a ideia de "aprender fazendo". Os iniciantes aprenderão inglês através
de uma série de ações repetitivas como “Levante-se”, “Abra seu livro”, “Feche a
porta” e “Caminhe até a janela e abra-a”. Com o TPR, a habilidade mais importante
é a compreensão auditiva e tudo mais seguirá naturalmente mais tarde.

O Communicative Language Teaching (CTL) busca ajudar o aluno a se comunicar


de forma mais eficaz e correta em situações realistas em que possa encontrar-se. O tipo
de ensino envolve concentrar-se em funções importantes, como sugerir, agradecer,
convidar, reclamar e pedir indicações para nomear alguns objetos.

The Silent Way enfatiza a autonomia do aluno. O professor age apenas


como um facilitador tentando incentivar os alunos a serem mais ativos em seu
aprendizado. O principal é que o professor fale pouco para que os alunos possam
assumir o controle do seu aprendizado. O professor avalia seus alunos por meio
de observação cuidadosa e é até possível que ele nunca defina um teste formal, à
medida que os alunos são incentivados a corrigir seus próprios erros de idioma.

Task Based Language Learning tem como principal objetivo a aprendizagem


por meio de conclusão de tarefas. Geralmente, as tarefas relevantes e interessantes
são definidas pelo professor e os alunos devem utilizar seu conhecimento de
inglês para que possam concluir a tarefa com o menor número possível de erros.

Lexical Approach é baseado em estudos de computador que identificaram


previamente as palavras mais usadas. A abordagem no ensino enfoca a aquisição
de vocabulário e o ensino de blocos lexicais em ordem de frequência e uso. Os
professores da abordagem lexical colocam uma grande ênfase em materiais
autênticos e cenários realistas para uma aprendizagem mais valiosa.

Os métodos de ensino de inglês mudaram ao longo dos anos, mas será que
o professor deve seguir apenas um método de ensino? Apenas uma abordagem?
O professor é o maior conhecedor dos seus alunos e da sala de aula. Ele conseguirá
perceber o que funciona e o que precisa ser melhorado.

37
UNIDADE 1 | O ENSINO DE INGLÊS NA CONTEMPORANEIDADE

A tecnologia serve para auxiliar o professor no processo de ensino


e aprendizagem e proporcionar diversificação no ensino, mas por si só não
substituirá o professor ou será capaz de, sozinha, ensinar inglês ao aluno. Ela é
um suporte, mas a interação humana é de grande importância na aquisição de
uma língua, porque a função da língua é a comunicação.

5 CAMINHOS PARA O ENSINO E A APRENDIZAGEM DE


LÍNGUAS: LEITURAS HIPERTEXTUAIS DIGITAIS
Com o avanço da cibercultura, o uso de hipertextos digitais aumentou
consideravelmente. Como vimos anteriormente, o acervo digital aumentou ao
longo dos anos. Muitos livros, jornais e revistas nem são mais impressos, mas
existem no mundo on-line.

Para o professor de inglês, a leitura de hipertextos facilita o acesso a


livros importados difíceis de serem encontrados na forma impressa, desde livros
paradidáticos até os que auxiliam no ensino da língua estrangeira. Sendo que,
muitas vezes, ao adquiri-lo apenas no formato digital, paga-se menos pelo livro.

O professor deve incentivar e permitir o uso de livros digitais em sala de aula.


Afinal, o objetivo da leitura não é ter contato com o papel, e sim, com o conteúdo.

6 METODOLOGIAS ATIVAS PARA O ENSINO DE LÍNGUAS


A aprendizagem ativa é um tema muito popular na literatura educacional,
e ela existe como um meio de melhorar o ensino e a aprendizagem na sala de aula.

A aprendizagem ativa requer um planejamento mais profundo do


que simplesmente fazer com que os alunos se comportem em sala de aula. O
planejamento do professor deve ser ativo, ou seja, os alunos precisam produzir,
pesquisar, elaborar. O professor não deve simplesmente utilizar uma atividade
pronta, que não exija muito do seu aluno. Todos os alunos gostam de desafios, de
descobrir a resposta para determinada atividade. Entretanto, o desafio deve ser
compatível com o que o aluno esteja aprendendo, com sua idade e/ou ano letivo.

Concentrar-se no comportamento sem cognição ignora ambas as estruturas que


constituem a arquitetura cognitiva humana e evidências de estudos empíricos ao longo
do último meio século (KIRSCHNER; SWELLER; CLARK, 2007). A aprendizagem ativa
é, em suma, qualquer atividade de aprendizado envolvida pelos alunos em uma sala
de aula que não seja ouvir passivamente a palestra de um instrutor.

Assim, a atividade desejada é observável, ao passo que todos nós temos


experiência de aprendizado por estarmos ativamente engajados em palestras,
embora que a nossa aparência externa possa parecer passiva. Muitas vezes, é o
aluno que decide o seu nível de atividade de aprendizagem, através de consideração
ponderada ou anotações.

38
TÓPICO 3 | O USO DE TECNOLOGIAS NA EDUCAÇÃO

A chave para a aprendizagem ativa é a atividade de aprendizado que ocorre


no cérebro do aluno, e não o comportamento observado para o trabalho cognitivo.
O professor deve orientar os alunos na aprendizagem ativa, desencadeando os
eventos cognitivos de forma consistente com os resultados de aprendizagem
desejados. Suas atividades em sala de aula devem ter um objetivo claramente
definido e guiar o aluno em direção ao objetivo de aprendizado.

Lembre-se, o professor não pode ser mais apenas um informante, que


passa o conteúdo para o aluno. O professor precisa mediar o aprendizado, fazer
com que o seu aluno pesquise e também seja responsável pelo conteúdo que está
sendo adquirido.

7 A IMPORTÂNCIA DA ATUALIZAÇÃO E FORMAÇÃO DE


LETRAS
Ser professor nos dias atuais continua sendo um desafio. Além do desgaste
do dia a dia em sala de aula, o professor ainda precisa separar um tempo para
o planejamento diário de suas aulas, bem como para a sua formação acadêmica.

Quando o professor de língua inglesa termina a sua graduação em Letras,


isso não quer dizer que seja o fim dos seus estudos. Todo o professor precisa estar
em constante atualização, já que a busca pela qualidade de ensino nunca para.

Como acontece com qualquer profissão, os professores precisam desenvolver


identidades fortes como profissionais. Além de fatores óbvios como recrutamento,
remuneração e oportunidades de progresso, o profissionalismo do professor também
é afetado pelo acesso ao desenvolvimento profissional de qualidade.

O professor precisa se sentir competente, apto para lecionar e, muitas


vezes, fica difícil se sentir assim quando ele não recebe treinamento ou apoio,
quando ensina crianças com necessidades acadêmicas e emocionais severas e
quando você não tem ideia de como lidar com essas necessidades. Assim, não
basta apenas fazer um mestrado ou doutorado. O professor precisa perceber as
suas próprias dificuldades e necessidades para, assim, se especializar na área.

Muitas escolas já oferecem alguns cursos de extensão para professores


trabalharem com alunos autistas, portadores de algum transtorno, como o TDAH
ou qualquer outra necessidade que se perceba em sala de aula.

A única certeza que você, professor, pode ter no momento é que nesta
profissão a atualização constante é necessária e o professor precisa estar atualizado
com as mudanças que acontecem na educação, nos parâmetros curriculares, nos
novos currículos, assim como receber a nova geração de alunos que vive em
constantes mudanças.

A sala de aula já mudou muito ao longo dos anos. Um professor formado


hoje não pode continuar lecionando vários anos sem ter algum tipo de atualização,
já que o sistema educacional de hoje não será o mesmo daqui a alguns anos.

39
UNIDADE 1 | O ENSINO DE INGLÊS NA CONTEMPORANEIDADE

LEITURA COMPLEMENTAR

ENTENDA A IMPORTÂNCIA E O PAPEL DAS METODOLOGIAS


ATIVAS DE APRENDIZAGEM

Diego de Oliveira Pinto

O advento da informatização provocou diversas mudanças na maneira


como interagimos com o mundo, alterando aspectos como relações políticas,
econômicas e sociais. Como parte essencial para o funcionamento da sociedade,
a educação também apresentou grande evolução, principalmente com a
utilização das metodologias ativas de aprendizagem. Assim, depois de anos e
até mesmo séculos de ensino estagnado, presenciamos investimentos nas formas
de aprendizado que têm gerado vários impactos positivos, não somente para os
discentes, mas também para os docentes.

Neste artigo, vamos explicar qual a importância das metodologias ativas


e como elas funcionam, demonstrando também suas consequências, que podem
ajudar na evolução de uma instituição de ensino. Acompanhe!

O que são as metodologias ativas?

O modelo mais conhecido e praticado nas instituições de ensino é aquele


em que o aluno acompanha a matéria lecionada pelo professor por meio de aulas
expositivas, com aplicação de avaliações e trabalhos. O método é conhecido
como passivo, pois nele o docente é o protagonista da educação.

Já na metodologia  ativa,  o aluno é personagem principal e o


maior responsável pelo processo de aprendizado. Assim, o objetivo do modelo
de ensino é incentivar que a comunidade acadêmica desenvolva a capacidade de
absorção de conteúdos de maneira autônoma e participativa.

Como os alunos geralmente aprendem?

Por meio de vários estudos feitos na área, chegamos à conclusão de que,


entre os meios utilizados para adquirir conhecimento, há alguns cujo processo de
assimilação ocorre mais facilmente. Assim, temos como referência uma teoria do
psiquiatra americano William Glasser para explicar como as pessoas geralmente
aprendem e qual a eficiência dos métodos no processo.

De acordo com a teoria, os alunos aprendem cerca de:

• 10% lendo;
• 20% escrevendo;
• 50% observando e escutando;
• 70% discutindo com outras pessoas;
• 80% praticando;
• 95% ensinando.

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TÓPICO 3 | O USO DE TECNOLOGIAS NA EDUCAÇÃO

É possível observar, então, que os métodos mais eficientes estão inseridos


na metodologia ativa.

Sala de aula invertida no apoio às práticas para uma aprendizagem ativa

Podemos destacar a “sala de aula invertida” (flipped classroom) como


um método ativo muito atual e que, inclusive, pode ser o que dominará um
futuro próximo. Assim, o método tem por objetivo substituir a maioria das aulas
expositivas por conteúdos virtuais.

Ademais, no modelo o aluno tem acesso aos conteúdos on-line, para que o


tempo em sala seja otimizado. A ação faz com que ele chegue com um conhecimento
prévio e apenas tire dúvidas com os professores e interaja com os colegas para
fazer projetos, resolver problemas ou analisar estudos de caso. Tal fato incentiva o
interesse das turmas nas aulas, fazendo com que a classe se torne mais participativa.

Já os discentes se beneficiam com um melhor planejamento de aula e com


a utilização de recursos variados, como vídeos, imagens e textos nos mais diversos
formatos. Afinal, cada um tem um jeito de aprender. Assim, é possível melhorar a
concentração e dedicação dos alunos também nos encontros presenciais, sem que
os professores se desgastem.

Quais são as práticas de ensino-aprendizagem mais comuns nas


metodologias ativas de aprendizagem?

Além das maneiras tradicionais supracitadas, podemos destacar algumas


práticas que já são desenvolvidas em muitas instituições de ensino. Confira algumas:

1 Aprendizagem baseada em projetos

A aprendizagem baseada em projetos (ABP) – project based learning (PBL)


– tem por objetivo fazer com que os alunos adquiram conhecimento por meio da
solução colaborativa de desafios.

Assim, o aluno precisa se esforçar para explorar as soluções possíveis


dentro de um contexto específico, seja  utilizando a tecnologia  ou os diversos
recursos disponíveis, incentivando a capacidade de desenvolvimento de um
perfil investigativo e crítico perante alguma situação.

Além disso, o professor não deve expor toda metodologia a ser trabalhada, a


fim de que os alunos busquem os conhecimentos por si mesmos. Contudo, é necessário
que o educador dê um feedback nos projetos e mostre quais foram os erros e acertos.

2 Aprendizagem baseada em problemas

O método da Aprendizagem Baseada em Problemas tem como propósito


tornar o aluno capaz de construir os aprendizados conceitual, procedimental e
atitudinal por meio de problemas propostos que o expõem a situações motivadoras
e o preparam para o mundo do trabalho.
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UNIDADE 1 | O ENSINO DE INGLÊS NA CONTEMPORANEIDADE

Enquanto a aprendizagem baseada em projetos exige que os alunos


coloquem a “mão na massa”, a aprendizagem baseada em problemas é focada na
parte teórica da resolução de casos.

3 Estudo de Caso

Tem origem no método de Aprendizagem Baseada em Problemas.

O Estudo de Caso oferece ao estudante a oportunidade de direcionar


sua própria aprendizagem enquanto explora seus conhecimentos em situações
relativamente complexas. São relatos de situações do mundo real, apresentadas
aos estudantes com a finalidade de ensiná-los, preparando-os para a resolução
de problemas reais.

4 Aprendizagem entre pares ou times

A aprendizagem entre pares e times – team based learning (TBL) – se trata


da formação de equipes dentro de determinada turma para que o aprendizado
seja feito em conjunto e haja compartilhamento de ideias.

Seja em um estudo de caso ou em um projeto, é possível que os alunos


resolvam os desafios e trabalhem juntos, ação que pode ser benéfica na busca
pelo conhecimento. Afinal, com a ajuda mútua, podemos aprender e ensinar ao
mesmo tempo, formando o pensamento crítico, que é construído por meio de
discussões embasadas e levando em consideração opiniões divergentes.

Quais são os benefícios das metodologias ativas?

Por fim, é possível destacar a existência de vários benefícios tanto para a


comunidade acadêmica quanto para a instituição de ensino com a utilização das
metodologias ativas. Sendo que os alunos:

• adquirem maior autonomia;


• desenvolvem confiança;
• passam a enxergar o aprendizado como algo tranquilo;
• tornam-se aptos para que possam resolver problemas;
• tornam-se profissionais mais qualificados e valorizados;
• tornam-se protagonistas do seu aprendizado.

Para a instituição de ensino, os benefícios se mostram principalmente com:

• maior satisfação dos alunos com o ambiente da sala de aula;


• melhora da percepção dos alunos com a instituição;
• aumento do reconhecimento no mercado;
• aumento da atração, captação e retenção de alunos.

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TÓPICO 3 | O USO DE TECNOLOGIAS NA EDUCAÇÃO

Portanto, a aplicação de metodologias ativas de aprendizagem tem  um


papel importante para a educação, especialmente no Brasil, onde o setor necessita
de transformações substanciais.

Assim, é preciso investir não somente em bons conteúdos, mas se


faz  necessário  ter consciência de que aprimorar os procedimentos usados para
educar é algo extremamente relevante.

FONTE: PINTO, Diego de Oliveira. Entenda a importância e o papel das metodologias ativas de
aprendizagem. 2017. https://blog.lyceum.com.br/metodologias-ativas-de-aprendizagem/. Acesso
em: 30 jan. 2019.

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RESUMO DO TÓPICO 3
Neste tópico, você aprendeu que:

• Nos dias atuais, o professor deixa de ser um palestrante e passa a ser um


facilitador ou mediador para auxiliar os seus alunos.

• O mundo digital tem muito a oferecer à escola. À medida que as ferramentas


digitais melhoram, o mesmo acontece com a educação para nossos alunos. O
aprendizado digital tem o potencial de atingir mais crianças do que nunca.

• O conteúdo digital é enriquecido e proporciona um aprendizado colaborativo


e interativo. A integração da tecnologia na sala de aula originou muitas novas
tendências.

• Inglês é a língua oficial de comunicação do mundo inteiro e, ainda assim, é


uma disciplina difícil.

• O uso de métodos inovadores é importante para que a língua inglesa seja


ensinada e aprendida de forma eficaz e para que o Brasil seja uma país com
cada vez mais falantes fluentes em inglês.

• O professor é o maior conhecedor dos seus alunos e da sala. Ele conseguirá


perceber o que funciona e o que precisa ser melhorado em sala de aula.

• Para o professor de inglês, a leitura de hipertextos facilita o encontro de livros


importados que, na forma impressa, eram difíceis de ser encontrados, desde
livros paradidáticos até livros que auxiliam no ensino da língua estrangeira.

• A aprendizagem ativa é um tema muito popular na literatura educacional, e ela


existe como um meio de melhorar o ensino e a aprendizagem na sala de aula.

• O professor não pode ser mais apenas um informante que passa o conteúdo para
o aluno. O professor precisa mediar o aprendizado, fazer com que o seu aluno
pesquise, além de ser o responsável pelo conteúdo que está sendo adquirido.

• A atualização constante é necessária e o professor precisa estar atualizado com


as mudanças que acontecem na educação, nos parâmetros curriculares, nos
novos currículos e em como receber a nova geração de alunos, que vive em
constantes mudanças.

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AUTOATIVIDADE

1 Vimos que vários métodos diferentes foram desenvolvidos ao longo dos


anos para o ensino de línguas. A partir da sua leitura, relacione o método à
descrição correta.

a) ( ) Total Physical Response


b) ( ) Communicative Language Teaching (CTL)
c) ( ) Silent Way
d) ( ) Task Based Language Learning
e) ( ) Lexical Approach
f) ( ) Suggestopedia
g) ( ) Structure Approach

( ) Baseia-se nas palavras mais utilizadas.


( ) Busca ajudar o aluno a se comunicar de forma mais eficaz.
( ) Acredita que o lógico seria ensinar o verbo “to be” antes de ensinar o
presente contínuo, que requer o uso da forma auxiliar do verbo “to be”.
( ) É uma abordagem que segue a ideia de "aprender fazendo".
( ) Enfatiza a autonomia do aluno.
( ) O método depende muito da crença dos alunos sobre a eficácia do método.
( ) Tem como principal objetivo a aprendizagem por meio da conclusão de
tarefas.

2 Em relação ao uso de tecnologias no âmbito escolar, podemos afirmar que há


tendências pedagógicas no Brasil apresentadas por Libâneo (2013). Assim,
julgue os itens a seguir.

I- O uso de ferramentas on-line é uma forte característica da pedagogia


tradicional.
II- Na pedagogia tradicional o papel do professor é de mediador, participando
da construção do conhecimento do aluno.
III- A didática ativa considera o aluno como sujeito de aprendizagem. Ele
também é responsável pelo seu aprendizado.
IV- Na pedagogia construtivista o professor é o mediador e realiza um papel
importante na construção do conhecimento do aluno.
V- Na pedagogia construtivista toda a aprendizagem é responsabilidade do
aluno e o professor não desempenha um papel importante nisso.

Assinale a alternativa que apresenta somente as afirmativas CORRETAS:


a) ( ) I, II, III e IV.
b) ( ) III e IV.
c) ( ) I, III e IV.
d) ( ) I, II, IV e V.
e) ( ) III, IV e V.

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3 Leia o texto a seguir e responda ao questionamento.

COMO TORNAR A AULA DE INGLÊS MAIS INTERESSANTE?

Quem é professor sabe: no geral, quando se fala de aula de educação


física, os alunos ficam em alvoroço. Quando é época dos jogos de competição
estão em alerta total!

A aula de inglês deveria ser assim: esperada, ansiada, desejada! Se você,


professor, não está preso à política de ensino tradicional e restrita da escola
onde leciona, usufrua da possibilidade de tornar o inglês mais prazeroso. A
condição pode ser causada através da geração de expectativa de aprendizagem.
Veja algumas dicas:

• Tenha sempre um assunto interessante para abordar e discutir com a turma:


temas atuais ou que correspondem com o que podem estar passando.

• Considere temas que despertam o interesse em relação à faixa etária da


turma. Para alguns, discutir sobre o relacionamento entre pais e filhos será
muito bom, para outros, saber qual é o animal mais feroz do mundo será
empolgante!

• Interaja com os alunos: pergunte a opinião deles, discuta sobre os temas,


faça com que reflitam! Pode ser em português mesmo, pois, no geral, em
escolas regulares, os alunos não são fluentes.

• Leia o texto devagar e em voz alta. Depois peça para alguns que leiam para
a turma e, após, solicite leitura silenciosa.

• Na última etapa, deixe uma atividade para ser realizada: grifar os verbos no
presente, os pronomes, as palavras conhecidas.

• Comece o texto a partir das palavras que os alunos conhecem, pois se


sentirão mais íntimos da língua.

• Passe uma atividade que trabalhe as habilidades essenciais: fala, escrita,


audição.

• Sempre englobe a interação na sala de aula e aja como mediador do ensino


e não como modelo e centro das atenções.

Se os alunos se comunicam, distraem-se e sentem que aprenderam algo,


estarão na expectativa para saber qual é o assunto da próxima aula. Trabalhe a
gramática dentro do texto e sempre após a discussão, reflexão e exposição de
pontos de vista, ou seja, do desenvolvimento crítico dos alunos.
FONTE: VILARINHO, Sabrina. Como tornar a aula de inglês mais interessante? 2019. Disponível
em: <https://educador.brasilescola.uol.com.br/estrategias-ensino/como-tornar-aula-ingles-
mais-interessante.htm>. Acesso em: 30 jan. 2019.

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De acordo com o texto, assinale V para as frases verdadeiras e F para as falsas.

a) ( ) O professor de línguas precisa explicar toda a gramática para os alunos


separadamente. Não é necessário exemplificar.
b) ( ) A participação dos alunos é essencial para o sucesso da aula. O professor
deve considerar a opinião do aluno.
c) ( ) O professor deve começar a ler o texto a partir das palavras que os
alunos não conhecem.
d) ( ) Uma boa sugestão para trabalhar com os alunos são temas atuais. Situações
similares em relação às situações que os alunos passam no seu dia a dia.

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UNIDADE 2

USANDO A TECNOLOGIA DENTRO


E FORA DA SALA DE AULA

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
A partir do estudo desta unidade, você deverá ser capaz de:

• planejar as atividades de acordo com o nível da turma em que você irá


lecionar;

• diagnosticar o nível da turma;

• compreender a influência do mundo digital no processo de ensino e


aprendizagem dos alunos;

• fazer uso de materiais on-line e plataformas digitais no ensino de língua


inglesa;

• realizar atividades de listening, speaking, reading e writing usando


aplicativos e plataformas digitais.

PLANO DE ESTUDOS
Esta unidade está dividida em três tópicos. Ao final de cada um, você poderá
dispor de atividades que auxiliarão na fixação do conteúdo.

TÓPICO 1 – AS CONTRIBUIÇÕES DA TECNOLOGIA PARA O ENSINO


E APRENDIZAGEM DO INGLÊS NA EDUCAÇÃO
INFANTIL E NO ENSINO FUNDAMENTAL I

TÓPICO 2 – AS CONTRIBUIÇÕES DA TECNOLOGIA PARA O


ENSINO E APRENDIZAGEM DO INGLÊS NO ENSINO
FUNDAMENTAL II E MÉDIO

TÓPICO 3 – AS CONTRIBUIÇÕES DA TECNOLOGIA PARA O ENSINO


E APRENDIZAGEM DO INGLÊS NA EDUCAÇÃO DE
JOVENS E ADULTOS

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UNIDADE 2
TÓPICO 1

AS CONTRIBUIÇÕES DA TECNOLOGIA PARA O ENSINO E


APRENDIZAGEM DO INGLÊS NA EDUCAÇÃO INFANTIL
E NO ENSINO FUNDAMENTAL I

1 INTRODUÇÃO
A inserção da tecnologia na educação é inevitável, é um caminho sem volta.
É necessário que o professor também esteja inserido em práticas de letramento
digital para que possa dominar as novas ferramentas ao nosso redor e inseri-las
nas suas práticas pedagógicas.

Os alunos de hoje, que chegam à educação infantil ou aos anos iniciais


do ensino fundamental I, já nasceram em um mundo onde a tecnologia está em
tudo o que veem. As crianças já estão inseridas em um contexto digital. Muitas
já sabem reconhecer as letras do alfabeto ou números por conta de vídeos no
Youtube. Assim, o professor não pode separar todo o acesso à tecnologia que
a criança tem em casa da sua vida escolar. O avanço da tecnologia e o acesso
à informação cresceram rapidamente e é necessário tirar proveito e enriquecer
ainda mais o acesso ao conhecimento do aluno.

Recentemente, em uma conversa sobre crianças, um pai contou uma


experiência que teve com sua filha. Ele estava tentando ensiná-la a amarrar os
cadarços dos seus tênis. Tentou de várias maneiras, sem sucesso. Foi então que
ele teve uma ideia: acessou o Youtube e procurou um tutorial de como fazer. A
filha assistiu ao vídeo e conseguiu aprender a amarrar os cadarços. Embora o
pai parecesse pouco frustrado por nem conseguir ensinar a sua filha sozinha a
amarrar os cadarços, ele, com certeza, teve um papel importante no processo de
ensino e aprendizagem, entretanto, com o auxílio da ferramenta, o processo se
tornou mais fácil e rápido.

2 O PLANEJAMENTO DAS AULAS ATRAVÉS DO DIAGNÓSTICO


DA TURMA
As primeiras aulas do ano letivo talvez sejam as mais difíceis de serem
planejadas, pois o professor ainda não conhece a turma e, quando falamos do
ensino da língua inglesa, é ainda mais complicado, já que o professor não sabe
até aonde poderá chegar.

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UNIDADE 2 | USANDO A TECNOLOGIA DENTRO E FORA DA SALA DE AULA

Ao planejar as suas primeiras aulas, diversifique. Você conseguirá saber


o que funciona e o que não funciona na sala de aula. Aos poucos, você terá um
diagnóstico da turma e, assim, conseguirá fazer com que as suas aulas sejam mais
significativas e eficazes. Contudo, você sabe se conseguirá diagnosticar o nível
da sua turma? Será que uma avaliação funcionaria com os alunos da educação
infantil e ensino fundamental? Discutiremos o nivelamento no próximo tópico.

2.1 COMO DIAGNOSTICAR O NÍVEL DA TURMA?


Imagine ser professor em uma nova sala de aula. Você começa a ensinar
uma lição e começa a receber olhares confusos dos seus alunos. Quando você
pergunta se eles entendem o que você está ensinando, eles respondem que não
têm ideia do que você está falando. Agora, imagine ensinar a mesma aula depois
de fazer um pré-teste para determinar o que já eles sabem sobre o assunto. Qual
cenário parece preferível? O que resultaria em uma melhor experiência tanto para
o professor quanto para os alunos?

A avaliação diagnóstica é uma forma de avaliação que permite ao professor


determinar as forças, fraquezas, conhecimentos e habilidades individuais dos
alunos antes da instrução. É usada, principalmente, para diagnosticar dificuldades
do aluno e orientar a lição e o planejamento do currículo.

Para saber o nível de conhecimento dos seus alunos, você precisa realizar
alguma forma de avaliação com eles e, quando falamos em avaliação, não estamos
dizendo para fazer uma avaliação por escrito, valendo nota. Você pode iniciar com
uma atividade mais simples e dificultar quando você sente que a atividade foi
muito fácil para os alunos. Assim, conseguirá diagnosticar o nível da sua turma.

3 O MUNDO DIGITAL NA FASE INFANTIL E ENSINO


FUNDAMENTAL I
O professor de inglês sempre foi conhecido ou lembrado por, nas maiorias
das aulas, estar acompanhado pelo seu aparelho de som. Muitas vezes, era a única
maneira de realizar a prática do listening, por exemplo, já que ouvir músicas ou
áudios de um outro falante de inglês era uma ótima alternativa para o professor.

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TÓPICO 1 | AS CONTRIBUIÇÕES DA TECNOLOGIA PARA O ENSINO E APRENDIZAGEM
DO INGLÊS NA EDUCAÇÃO INFANTIL E NO ENSINO FUNDAMENTAL I

FIGURA 1 – O PROFESSOR E O APARELHO DE SOM

FONTE: <https://www.youtube.com/watch?v=geLOJTjPPfs>. Acesso em: 1 fev. 2019.

Dependendo do ano em que você nasceu, talvez você não consiga


perceber a importância de um aparelho de som para um professor de inglês no
passado. Muitas vezes, até os alunos ficavam felizes e comemoravam a entrada
do professor com o aparelho de som em sala de aula, pois eles sabiam que teriam
uma aula diferenciada, ou seja, uma aula além dos livros e cadernos.

DICAS

Quer ver um pouco da diferença entre o professor dos anos 90 e o professor


de inglês atual? Acesse o link https://www.youtube.com/watch?v=geLOJTjPPfs.

Os tempos mudaram, é claro. Agora o professor de inglês não precisa


depender apenas de um aparelho de CD para interagir com os outros alunos.
Existem muitos dispositivos que podem ser utilizados para auxiliar tanto o
professor de inglês quanto o aluno no processo de ensino e aprendizagem.

A cada dia uma nova tecnologia é introduzida e acaba mudando as nossas


rotinas e comportamentos. A criança está crescendo habituada a reproduzir vídeos
em streaming e a ter acesso a telefones quando há a necessidade de silêncio em
sala. As ansiedades humanas sobre as mudanças podem levar anos para serem
resolvidas, à medida que lentamente descobrimos como controlar a tecnologia
para atender a nossos valores e necessidades.

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UNIDADE 2 | USANDO A TECNOLOGIA DENTRO E FORA DA SALA DE AULA

Com o ritmo acelerado, e com novos produtos e serviços digitais sendo


desenvolvidos, muitas famílias ainda estão inseguras. Elas temem perder os
benefícios que a tecnologia pode proporcionar, mas não confiam totalmente que
os dispositivos e aplicativos eletrônicos sejam projetados ou comercializados
tendo em mente os melhores interesses dos seus filhos.

Existem muitas pesquisas em torno do uso de tecnologia já nos primeiros


anos de vida. Embora não tenha se chegado a nenhuma conclusão sobre os
malefícios do uso de smartphones e tablets, uma coisa é certa: há um benefício
sobre o uso das ferramentas de ensino: uma maneira de se conectar e criar, ao invés
de apenas consumir. É preciso mostrar às crianças que o uso da mídia significa
mais do que apenas entretenimento. Também pode envolver a conexão com outras
pessoas. O videochatting, por exemplo, é uma ótima ferramenta de aprendizado.

Em 2014, uma rede de idiomas aqui do Brasil usou a ferramenta videochat,


que permite se comunicar a distância usando a internet, para auxiliar e estimular
as crianças a aprenderem inglês. De um lado estavam as crianças brasileiras que
precisavam aprender inglês e, do outro lado, idosos americanos que precisavam
e gostavam de conversar. O projeto foi um sucesso e ampliou o conhecimento das
crianças por meio da tecnologia.

DICAS

Para saber mais a respeito do projeto, acesse: http://porvir.org/alunos-


aprendem-ingles-idosos-americanos/.

Uma forma de equilibrar o ensino entre alunos e o uso de ferramentas


tecnológicas é certificar-se de que você usa a tecnologia para aprimorar sua aula, e
que ela não será a sua chave principal. Jogos on-line, livros digitais, tablets, vídeos e
muitas outras ferramentas podem ser usadas para complemento da aula. Entretanto,
você deve usar tais novos avanços tecnológicos para ajudar os alunos no processo de
ensino e aprendizagem. Entretanto, a tecnologia não deve ser o centro da sua aula.

4 O USO DE MATERIAIS ON-LINE


Há uma infinidade de materiais on-line para o professor usar em sala de
aula. Você encontrará desde materiais prontos, que podem ser impressos, a jogos
interativos, vídeos e outras plataformas que podem ser eficientes no ensino da
língua estrangeira. Ainda, é importante lembrar que incorporar a tecnologia em
sala de aula pode ser uma tarefa fácil para alguns alunos, enquanto para outros
pode ser algo muito difícil.

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TÓPICO 1 | AS CONTRIBUIÇÕES DA TECNOLOGIA PARA O ENSINO E APRENDIZAGEM
DO INGLÊS NA EDUCAÇÃO INFANTIL E NO ENSINO FUNDAMENTAL I

Em um certo dia, uma professora resolveu fazer uma produção textual


com os alunos diretamente no computador, usando o Word. Ela ficou surpresa
com a dificuldade dos alunos na utilização da ferramenta, não apenas em
formatar, mudar o tipo de letra, mas também em salvar a produção de texto. É
compreensível a surpresa da professora, porque, segunda ela mesma, os alunos
dos dias atuais já nascem em torno da tecnologia. Entretanto, a nova geração está
muito mais habituada a usar tablets e smartphones do que o computador. Talvez
um aluno do ensino fundamental consiga baixar um novo aplicativo, acessar um
novo vídeo, mas provavelmente ele não conseguirá criar uma tabela no Excel ou
inserir uma figura no seu documento Word. Embora tenham facilidade com o uso
de tecnologias, eles não usam diariamente as ferramentas. Assim, é importante,
antes de inserir qualquer tipo de tecnologia em sala de aula, estar ciente e saber
quais habilidades o seu aluno precisará ter. Se você tem um objetivo na sua aula,
não saber usar um tipo de tecnologia não pode ser empecilho.

O educador sempre achou difícil atender às necessidades de todos os seus


alunos ao mesmo tempo, porque o professor é um só, e diferenciar a aprendizagem
em diferentes níveis leva tempo. No entanto, quando você tem tecnologia para
ajudá-lo a atender às necessidades de todos os alunos, fica muito mais fácil.

Existem aplicativos e programas de computador que podem ajudar os


alunos em todos os níveis enquanto ensinam ou revisam o mesmo conceito ou
habilidade. A tecnologia se torna fácil para os alunos aprenderem a mesma coisa
e ao mesmo tempo, mas em um nível diferente.

5 PLATAFORMAS DIGITAIS
Existem muitas plataformas digitais que podem ajudar tanto a criança
quanto o professor e os pais no processo de ensino e aprendizagem de inglês.
Assim, vamos apresentar a você, acadêmico, algumas opções que podem auxiliar
em sala de aula.

Você vai perceber que existem versões gratuitas para uso, bem como
versões pagas. Contudo, a maioria delas disponibiliza free trials, ou seja, você
consegue se cadastrar gratuitamente por alguns dias e testar a plataforma.

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UNIDADE 2 | USANDO A TECNOLOGIA DENTRO E FORA DA SALA DE AULA

FIGURA 2 – CURIOUS WORLD

FONTE: <https://www.curiousworld.com/>. Acesso em: 2 fev. 2019.

Criado pela Houghton Mifflin Harcourt, o Curious World é projetado para


preparar as crianças para o jardim de infância. Pequenas crianças aprendem não
apenas habilidades de matemática e leitura, mas também habilidades sociais. Um
recurso interessante são os flashcards, que você poderá personalizar de acordo com
a idade e a área de assunto do seu aluno. Basta selecionar critérios em um menu
suspenso e aproveitar atividades que poderão ser realizadas em qualquer hora
e lugar. Ainda, a plataforma disponibiliza acesso gratuito por um determinado
período, mas, após determinado momento, você terá custos.

FIGURA 3 – PBS

FONTE: <https://pbskids.org/>. Acesso em: 2 fev. 2019.

Os alunos geralmente adoram a plataforma do PBS e o acesso é totalmente


gratuito. Há vários personagens clássicos e existem novos amigos, como o Peg +
Cat. Os alunos poderão selecionar os jogos por personagem, nível de dificuldade
ou último disponível. O site também tem uma enorme biblioteca de printables
para o enriquecimento educacional do aluno.

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TÓPICO 1 | AS CONTRIBUIÇÕES DA TECNOLOGIA PARA O ENSINO E APRENDIZAGEM
DO INGLÊS NA EDUCAÇÃO INFANTIL E NO ENSINO FUNDAMENTAL I

FIGURA 4 – NATIONAL GEOGRAPHIC KIDS

FONTE: <https://kids.nationalgeographic.
com//?cjevent=b8f98d9c4d6c11e98166017d0a24060f&utm_source=6161112&utm_
medium=affiliates&utm_campaign=CJ>. Acesso em: 2 fev. 2019.

Outra plataforma gratuita e com muitos recursos disponíveis para o


professor é o National Geographic Kids. As crianças podem assistir a vídeos, jogar e,
o melhor de tudo, aprender sobre os animais, a natureza e o mundo ao seu redor.
Você encontrará todos os recursos para uma aula de Science.

FIGURA 5 – ABC MOUSE

FONTE: <https://www.abcmouse.com/>. Acesso em: 2 fev. 2019.

ABC Mouse é considerado o site mais abrangente do mundo para crianças


de 2 a 7 anos. Nele, as crianças podem ler livros ou ouvir músicas, jogar e colorir
conforme avançam por meio de níveis de aprendizado personalizáveis ​​criados
por professores e especialistas. O site acompanha o progresso do aluno conforme
ele aprende. Você poderá experimentar o site gratuitamente por um mês. Depois,
há uma taxa de assinatura mensal.

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UNIDADE 2 | USANDO A TECNOLOGIA DENTRO E FORA DA SALA DE AULA

FIGURA 6 – FUN BRAIN

FONTE: <https://www.funbrain.com/> Acesso em: 2 fev. 2019.

O Fun Brain também é uma plataforma gratuita que os alunos


possam explorar a matemática e a leitura. Os alunos da educação infantil e
do ensino fundamental vão adorar o Fun Brain, um site que torna divertido o
desenvolvimento de habilidades em matemática, leitura e alfabetização. Os
alunos poderão ler livros em qualquer lugar.

6 APLICATIVOS
Algumas das plataformas citadas também possuem aplicativos, pois tudo
depende da sua preferência. Contudo, existem muitos aplicativos excelentes para
o auxílio das crianças no ensino da língua inglesa.

Stories by Gus on the Go é um dos aplicativos para aprender inglês muito


elogiado pela crítica. No aplicativo, as crianças poderão brincar com jogos e lições
baseadas em contos de histórias atemporais, como Cachinhos Dourados ou Os
Três Porquinhos. Ainda, aprendem um novo idioma. Com o Stories, as crianças
começarão a aprender novos vocabulários, usando frases fáceis de entender.

FIGURA 7 – GUS ON THE GO

FONTE: <https://www.gusonthego.com/stories/>. Acesso em: 1 fev. 2019.

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TÓPICO 1 | AS CONTRIBUIÇÕES DA TECNOLOGIA PARA O ENSINO E APRENDIZAGEM
DO INGLÊS NA EDUCAÇÃO INFANTIL E NO ENSINO FUNDAMENTAL I

Outro App maravilhoso é a série Little Pim. Ela é baseada em uma coleção
de vídeos de aprendizagem de idiomas. Estes se concentram em ensinar os
elementos essenciais de uma linguagem. A série tem aplicativos que ajudam a
acompanhar o progresso de uma criança no programa e, ainda, apoiam e reforçam
o que foi ensinado.

FIGURA 8 – LITTLE PIM

FONTE: <https://www.littlepim.com/>. Acesso em: 1 fev. 2019.

Com o Rosetta Stone, as crianças podem praticar a leitura precoce de inglês e


até podem aprender espanhol ao mesmo tempo. O jogo ensina habilidades, incluindo
sons de letras, reconhecendo a diferença entre letras maiúsculas e minúsculas,
vocabulário e pronúncia. Ótimo para o pré e crianças em idade escolar precoce.

FIGURA 9 – ROSETTA STONE

FONTE: <https://empresas.rosettastonebrasil.com/educacaobasica/>. Acesso em: 1 fev. 2019.

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UNIDADE 2 | USANDO A TECNOLOGIA DENTRO E FORA DA SALA DE AULA

Para você trabalhar os números em inglês, Elmo loves 123s possibilita


identificar e contar números de 1 a 20, fazer simples acréscimos e subtrações
e rastrear números que também abrem surpresas, como vídeos da Vila Sésamo,
quebra-cabeça e páginas para colorir. Ao longo do caminho, o personagem favorito
de todos, Elmo, além da Abby Cadabby, guiam as crianças aprendendo matemática.

FIGURA 10 – ELMO LOVES 123S

FONTE: <https://itunes.apple.com/br/app/elmo-loves-123s/id581585669?mt=8>.
Acesso em: 1 fev. 2019.

Para apronfudar os conhecimentos de matemática, leitura e ortografia,


o aplicativo Selecione (palavras, números, adição, subtração, letras e ortografia)
define diferentes níveis de dificuldade. O aplicativo permite que os alunos
ganhem moedas por respostas corretas. As recompensas podem ser usadas para
a compra de adesivos virtuais para colocação em cenários divertidos ou compra
de peixes para um aquário.

7 A IMPORTANCIA DA VERIFICAÇÃO DA FAIXA ETÁRIA


Todas as plataformas digitais e aplicativos são apropriados tanto para crianças
da educação infantil quanto para os alunos do Ensino Fundamental I. Entretanto, o
professor precisa sempre verificar antes o que irá trabalhar com os alunos. Verifique
se os computadores que serão usados na escola bloqueiam pop-ups ou propagandas
indevidas. Contudo, em algumas situações, a ação nem é o suficiente.

Certa vez, uma professora do primeiro ano do ensino fundamental de uma


rede de escolas particulares usou um site de jogos on-line com os seus alunos.
Até então, tudo certo. Ela sempre enviava o site que utilizou na escola para a
casa dos alunos, para que eles também pudessem usar a plataforma on-line em
casa. Entretanto, alguns alunos, ao acessarem o site em casa, se depararam com
uma propaganda indevida nas suas telas, pois, nas suas casas, não havia um
bloqueador de propagandas como na escola. A situação foi explicada e resolvida,
mas quando usamos a internet com alunos menores de idade, precisamos ter a
responsabilidade de verificar tudo antes.

60
TÓPICO 1 | AS CONTRIBUIÇÕES DA TECNOLOGIA PARA O ENSINO E APRENDIZAGEM
DO INGLÊS NA EDUCAÇÃO INFANTIL E NO ENSINO FUNDAMENTAL I

8 SUGESTÃO DE ATIVIDADES DIGITAIS PARA ENSINAR INGLÊS


AOS ALUNOS DA EDUCAÇÃO INFANTIL E DO ENSINO
FUNDAMENTAL I
Você já viu aqui que o mundo on-line é muito rico e cheio de atividades
para crianças e adolescentes aprenderem inglês. É claro que o professor é a ponte
do aprendizado. Você poderá trabalhar diversas atividades, on-line ou não.
Agora, veremos algumas sugestões que poderão auxiliar no processo de ensino e
aprendizagem do aluno.

8.1 ATIVIDADES QUE ENVOLVEM O SPEAKING


Para iniciar atividades de speaking com crianças, nada melhor do que um
pequeno teatro ou seguir algum modelo. No site ESL Library há várias situações
que poderão auxiliar os alunos iniciantes, e até os alunos mais avançados, a
desenvolverem o speaking em sala de aula.

FIGURA 11 – ESL LIBRARY

FONTE: <https://esllibrary.com/>. Acesso em: 2 fev. 2019.

No website você encontrará diversas atividades que poderão auxiliar o


aluno na prática de speaking. Na opção Super Simple Questions, o aluno poderá
ouvir o discurso e imitá-lo, fazendo as suas adaptações.

61
UNIDADE 2 | USANDO A TECNOLOGIA DENTRO E FORA DA SALA DE AULA

FIGURA 12 – SUPER SIMPLE QUESTIONS

FONTE: <https://esllibrary.com/courses/110/lessons>. Acesso em: 2 fev. 2019.

Com essas atividades, você, claro, poderá trabalhar mais de uma habilidade,
mas aqui focaremos no speaking. Ainda, você poderá utilizar, algumas vezes, o pequeno
diálogo de greetings e, então, fazer com que alunos se apresentem aos colegas.

FIGURA 13 – WHAT’S YOUR NAME?

FONTE: <https://esllibrary.s3.amazonaws.com/private/lesson/sample_pdf_file/2269/Super-Simple-
Questions_Sample_ESLlibrary.pdf?X-Amz-Expires=300&X-Amz-Date=20190323T133423Z&X-Amz-
Algorithm=AWS4-HMAC-SHA256&X-Amz-Credential=AKIAJRRPTS3WYYET4URQ/20190323/us-east-1/
s3/aws4_request&X-Amz-SignedHeaders=host&X-Amz-Signature=21f1cd8cedd9cdead3b0c7c51e049
20b4028045d93e05047953cddaa0ca586df>. Acesso em: 2 fev. 2019.

62
TÓPICO 1 | AS CONTRIBUIÇÕES DA TECNOLOGIA PARA O ENSINO E APRENDIZAGEM
DO INGLÊS NA EDUCAÇÃO INFANTIL E NO ENSINO FUNDAMENTAL I

Dependendo da idade com que você esteja trabalhando, poderá explorar


também o reading e writing. A parte legal de trabalhar com as mídias digitais é que
além de ouvir, o aluno poderá reproduzir o que se está ouvindo. As atividades de
speaking para crianças funcionam muito bem quando elas assistem a algo e devem
adaptar e apresentar, como um pequeno teatro.

Na mesma plataforma você poderá acessar o Discussion Starters, que traz


vários temas e atividades para dar início a debates e discussões em sala de aula.
Os níveis variam do inicial ao mais avançado.

Ainda, quando falamos de speaking e crianças, precisamos acrescentar o


singing, porque é uma excelente maneira de trabalhar a pronúncia de diversas
palavras, frases e demais estruturas. No quesito, é importante citar o Super Simple
Songs. O website foi criado por uma escola asiática que tinha dificuldades de
encontrar músicas para os seus alunos que eram crianças e estavam aprendendo
inglês. Foi assim que houve a decisão de criar músicas simples e fáceis para as
crianças aprenderem inglês.

FIGURA 14 – SUPER SIMPLE SONGS

FONTE: <https://supersimple.com/super-simple-songs/>. Acesso em: 2 fev. 2019.

8.2 ATIVIDADES QUE ENVOLVEM O LISTENING


O site que recomendamos, o Super Simple Songs, também é excelente para
a prática do listening. Ele traz diversas músicas e atividades baseadas nas músicas
para verificar a compreensão dos alunos.

Outro website que disponibiliza atividades baseadas em músicas e


conversação para crianças é o Captain English Songs.

63
UNIDADE 2 | USANDO A TECNOLOGIA DENTRO E FORA DA SALA DE AULA

FIGURA 15 – CAPTAIN ENGLISH SONGS

FONTE: <https://www.captainenglishsongs.com/>. Acesso em: 10 fev. 2019.

No website você encontra diversas atividades gratuitas para praticar o


listening com os seus alunos.

FIGURA 16 – CAPTAIN ENGLISH LISTENING ACTIVITY

FONTE: <https://www.captainenglishsongs.com/listening/captain-english-vet/>.
Acesso em: 21 maio 2019.

Aqui, por exemplo, a criança assiste ao vídeo sobre animais e depois


completa a atividade para testar a sua compreensão.

64
TÓPICO 1 | AS CONTRIBUIÇÕES DA TECNOLOGIA PARA O ENSINO E APRENDIZAGEM
DO INGLÊS NA EDUCAÇÃO INFANTIL E NO ENSINO FUNDAMENTAL I

Como estamos falando sobre tecnologia, você sempre pode usá-la a seu
favor e gravar a voz dos alunos, sua ou de outros falantes da língua inglesa e criar
diversas atividades.

8.3 ATIVIDADES QUE ENVOLVEM O READING


Para o reading há uma infinidade de livros on-line e gratuitos que podem ser
usados com os alunos. Dependendo da escola em que você trabalhar, talvez ela até
seja adepta ao uso de readers, como o kindle. Contudo, com o avanço da internet, ficou
muito mais fácil encontrar livros para os alunos lerem, sem ter que importá-los, o que
sempre deixava o uso de tais materiais muito mais caro e difícil.

Um site maravilhoso para praticar o reading e que também trabalha o


listening é o Storyline On-line.

FIGURA 17 – STORYLINE

FONTE: <https://www.storylineonline.net/books/hula-hoopin-queen/>. Acesso em: 10 fev. 2019.

O Storyline On-line traz diversos clássicos lidos em inglês por diversas


celebridades. O site é gratuito e há uma vasta opção de livros. Todas as histórias
têm legendas. Então, você pode optar por deixar a criança ler o livro on-line ou
então ler e ouvir ao mesmo tempo.

Outro site que pode ser muito útil para você com diversas possibilidades
de leitura para crianças da educação infantil e do ensino fundamental I é o Starfall.
Ainda, há diversos jogos contidos.

65
UNIDADE 2 | USANDO A TECNOLOGIA DENTRO E FORA DA SALA DE AULA

FIGURA 18 – STARFALL

FONTE: <https://www.starfall.com/h/>. Acesso em: 10 fev. 2019.

Outra vantagem em usar plataformas on-line para a leitura é que você


economiza papel. Já pensou em quanto papel você economizará não realizando
a impressão de livros?

A última sugestão de site para leitura é a plataforma Reading a to z. Essa


plataforma é usada na alfabetização de diversas crianças, porque ela possibilita
fazer a leitura de um mesmo tema em diversos níveis. A plataforma é gratuita por
14 dias, mas existem muitos livros que você poderá imprimir. Sim, falamos em
economizar papel, mas se não tiver outra opção... Essa plataforma é completa no
ensino fonético. Há muitas escolas no Brasil que já adotam a plataforma em suas
aulas, possibilitando o acesso de todas as crianças em casa.

FIGURA 19 – READING A-Z

FONTE: <https://www.readinga-z.com/>. Acesso em: 10 fev. 2019.

66
TÓPICO 1 | AS CONTRIBUIÇÕES DA TECNOLOGIA PARA O ENSINO E APRENDIZAGEM
DO INGLÊS NA EDUCAÇÃO INFANTIL E NO ENSINO FUNDAMENTAL I

8.4 ATIVIDADES QUE ENVOLVEM O WRITING


O Writing é uma prática que deve ser iniciada aos poucos com os alunos
do fundamental I. Uma ótima ideia é criar um portfólio com a produção dos seus
alunos e, assim, perceber um progresso deles. Por exemplo: o aluno desenhou um
cachorro e escreveu a palavra dog. Depois, a produção aumenta para algo como
A black dog ou The dog is black and white. The dog runs. The dog runs fast. Enfim, a
produção do aluno melhora com o passar do tempo e do seu contato com o inglês.

Ainda, também há plataformas on-line que podem ajudar, como o Fun


English Games, que traz uma parte do site apenas dedicada à escrita.

FIGURA 20 – FUN GAMES

FONTE: <http://www.funenglishgames.com/writinggames.html>. Acesso em: 10 fev. 2019.

Você encontra debates, em que o aluno consegue escrever suas respostas


e criar um debate sobre algum tema escolhido. Você pode criar um jornal virtual,
uma campanha de comercial, cartas, histórias e muito mais. Ainda, é muito
ilustrado e ajuda os alunos a criarem suas escritas. Há também diversos exercícios
e, assim, você não precisa ficar apenas na produção textual.

Outro site popular para a escrita é o Boom Writer. Ele permite que os
alunos não apenas desenvolvam e aprimorem suas habilidades de escrita, mas
também ajuda a desenvolver seu vocabulário e a sua leitura. O site é projetado
para crianças e possui recursos para livros, educadores e jogos.

A última sugestão para websites para a prática de writing é o kidsblog. O


lado bom do kidsblog é que o que o aluno escreve não fica disponível ao público.
Tudo é muito privado. Embora interessante, é mais difícil compartilhar o trabalho
do seu aluno com outras pessoas que nem têm acesso, mas é um bom lugar para
desenvolver habilidades de redação sem opiniões externas.

67
RESUMO DO TÓPICO 1
Neste tópico, você aprendeu que:

• Os professores também precisam estar inseridos em práticas de letramento


digital para que posam dominar as novas ferramentas e inseri-las nas suas
práticas pedagógicas.

• Os alunos que chegam à educação infantil ou aos anos iniciais do ensino


fundamental I, já nasceram em um mundo onde a tecnologia está em tudo o
que veem.

• Ao planejar as suas primeiras aulas, diversifique. Assim, você conseguirá saber


o que funciona e o que não funciona na sala de aula. Aos poucos, você terá um
diagnóstico da turma e, assim, conseguirá fazer com que as suas aulas sejam
mais significativas e eficazes.

• A avaliação diagnóstica é uma forma de avaliação que permite ao professor


determinar as forças, fraquezas, conhecimentos e habilidades individuais
dos alunos antes da instrução. É usada, principalmente, para diagnosticar
dificuldades do aluno e orientar a lição e o planejamento do currículo.

• É preciso mostrar às crianças que o uso da mídia significa mais do que apenas
entretenimento.

• Uma forma de equilibrar o ensino entre alunos e o uso de ferramentas tecnológicas


é certificar-se de que você usa a tecnologia para aprimorar sua aula, e que ela não
será a sua chave principal. Jogos on-line, livros digitais, tablets, vídeos e muitas
outras ferramentas podem ser usadas para complementar a sua aula.

• Há uma infinidade de materiais on-line para o professor usar em sala de aula.


Você encontra desde materiais prontos, que podem ser impressos, a jogos
interativos, vídeos e outras plataformas, que podem ser eficientes no ensino da
língua estrangeira.

• Há também muitas plataformas digitais e aplicativos que ajudarão o aluno a


desenvolver habilidades de leitura, escrita, compreensão auditiva e fala.

68
AUTOATIVIDADE

1 According to what you’ve learned so far, which sentences are correct about
teaching English for kids:

a) The only way for kids to learn English is using online platforms.
b) Online platforms can help teachers to improve their classes and do different
things in the classroom.
c) You can use any website without checking it first. They are all appropriate
for the kids.
d) Teachers should always check the website before using it with kids. Teachers
need to make sure about what kids are going to learn.
e) It’s hard to find resources online for teachers. There are just a few websites
to use.

( ) A and B are correct.


( ) Only B is correct.
( ) B and D are correct.
( ) A, B and C are correct.
( ) All of them are correct.
( ) All of them are incorrect.

2 (STANFORD 2019) Read the passage about preparing your first class and
answer the questions:

Whether you are teaching for the very first time or are a seasoned
veteran, prepare carefully for the initial class. Your preparation and attitude
is contagious: students will pick up on your excitement, be more likely to
commit to your class, and invest greater energy in the class.  In this section, we
discuss strategies for both the new and experienced teacher.

OPEN WITH A BANG

To prepare for your first class, choose a strong opening. There are
several conventional ways to open a course:
You can explain what you hope to accomplish in the course and why
you find the subject matter important.
You might begin by simply raising some of the more fascinating
questions or problems that your field addresses to spark students’ curiosity.
You can then describe in more detail how your course might help students
address those questions or solve those problems. Then, be prepared to provide
a more general overview.
Go over the topics of the course and let students know how your
course connects with others in the discipline.

69
Hand out your syllabus and go over it with the class. You should
explain how the lectures and sections or labs—if the latter are part of the
course— fit together. Bring more syllabi (and any other handouts) than you
think you’ll need; many more students may “shop” your class than will be
enrolled on Axess.
Be ready to answer questions on grading and exams and to recommend
alternatives if the students tell you the readings aren’t available yet.
Learn your students’ names as soon as possible, even in a large class;
students will invest more in a class when the professor knows them. Here are
some ideas to get you started:
If the class is small enough, considering taking digital photos to review
later.
If the class is large, you might consider using a seating chart for the
first week or two. This way, not only will you learn students’ names, but they
will also learn one another’s.
Have students put their names on a placard that they set out each class.
Some teachers pass out 3 x 5 cards and ask the students to write down
their names, addresses, and a couple of sentences about why they are taking this
course. This will give you a sense of what your students expect and appreciate.

FONTE: STANFORD. Preparing for the first class. 2019. <https://teachingcommons.stanford.


edu/resources/course-preparation-resources/course-preparation-handbook/preparing-first-
class>. Acesso em: 10 fev. 2019.

According to the text above, choose T for true sentences and F for false ones.

( ) You can choose an easy topic to start your class.


( ) You should choose a strong topic to start your class.
( ) It doesn’t matter if you a giving your first class in life or if you are a veteran.
You always need to prepare your classes.
( ) It’s important to let the students know that your discipline is connected
with other disciplines.
( ) You probably won’t have any surprise in your first day of class.

3 According to the what you read about students’ names, choose the correct
answer:

a) ( ) Students don’t care if you know or you don’t know their names.
b) ( ) You need to keep repeating student’s name to learn their names.
c) ( ) Digital photos or seating charts can help you to learn the students’
names.
d) ( ) Students will not invest more in class when the teacher knows their
names.
e) ( ) You should call students by their last name.

70
UNIDADE 2 TÓPICO 2

AS CONTRIBUIÇÕES DA TECNOLOGIA PARA


O ENSINO E APRENDIZAGEM DO INGLÊS
NO ENSINO FUNDAMENTAL II E MÉDIO

1 INTRODUÇÃO
A tecnologia continuará mudando a maneira como os educadores ensinam
e como os alunos aprendem novas informações. Embora existam muitos recursos
digitais que podem ajudar o educador a preparar o aluno para os desafios futuros,
cabe ao professor ajudá-lo a adquirir a mentalidade e as habilidades necessárias
para ter sucesso em nosso mundo digital.

Os desafios para o educador são como e onde implementar recursos


digitais nas salas de aula para promover o aprendizado engajado e eficaz dos
alunos. Uma das maneiras mais fáceis de integrar um recurso digital é encontrar
lugares em um plano de aula em que um conceito ou conteúdo possa ser reforçado.

Os educadores estão sempre procurando maneiras para a melhora em


relação ao que estão ensinando. Antes de reescrever seu próximo plano de aula,
confira recursos digitais fáceis de usar que podem desafiar adequadamente a
mentalidade do aluno e inspirar o crescimento de seus alunos.

Neste tópico, veremos várias plataformas digitais e aplicativos que podem


auxiliar você, professor, no processo de ensino e aprendizagem do seu aluno.

2 PLANEJAMENTO: IMPLICAÇÕES ACERCA DO NÍVEL DE


CADA TURMA
Quando você leciona para a educação infantil ou para o ensino
fundamental I, geralmente não encontra tanta heterogeneidade em seus alunos. É
muito mais fácil trabalhar com a turma em um mesmo nível. Entretanto, quando
a idade avança, a disparidade entre o conhecimento dos alunos também muda. O
que, às vezes, pode ajudar, é fazer com que os alunos em níveis mais avançados
possam explicar o conteúdo com suas próprias palavras para os alunos em níveis
menos avançados. Os alunos, às vezes, entendem as coisas mais facilmente se
explicadas na linguagem de seus colegas. Assumir o papel do professor também
pode motivar alguns alunos.

71
UNIDADE 2 | USANDO A TECNOLOGIA DENTRO E FORA DA SALA DE AULA

Dependendo de onde você lecionar, você poderá criar planos individualizados


para os alunos. Você poderá trabalhar o mesmo assunto em diferentes níveis e
veremos, dessa maneira, se você consegue atingir todos os alunos em sala. Contudo,
mediar uma sala de aula com diferentes usuários é difícil mesmo.

Se você direcionar as suas lições para o iniciante ou para o aluno avançado,


você está prestes a perder alguém! Se você gastar tempo ensinando os princípios
básicos, como: “Olá. Meu nome é…”, o estudante avançado ficará entediado.
Entretanto, se você ensinar ao aluno avançado a diferença entre "they’re", "there"
e "their", o iniciante estará completamente perdido. É difícil encontrar um meio
feliz com alunos de níveis diferentes.

2.1 COMO PLANEJAR ATIVIDADES (IGUAIS) COM TURMAS/


ALUNOS HETEROGÊNEOS?
Não se assuste, é possível trabalhar com diferentes níveis em uma sala de
aula. Mesmo com uma mistura de alunos que não é a ideal, você ainda poderá
encontrar maneiras de envolvê-los. Não se preocupe em planejar uma lição
“perfeita”, apenas faça o melhor que puder. Como você não pode estar com todos
os alunos ao mesmo tempo, peça aos seus alunos que se ajudem, colocando-os em
um local eficaz. Planejar onde e como os seus alunos vão sentar em sala de aula
também faz parte da preparação. Você poderá fazer com que o aluno avançado
sente ao lado do iniciante. Assim, o aluno avançado será capaz de ajudar. Ao
formar os pares, você poderá incluir um material mais desafiador em cada lição,
porque seus alunos podem ajudar uns aos outros.

O aluno avançado aprenderá mais por ter que explicar o que sabe para o
iniciante. Se você tiver alguns alunos em um nível intermediário, junte-os. Você não
pode ajudar individualmente cada aluno durante a aula, mas seus alunos podem
ajudar uns aos outros para que todos entendam a atividade. Você também poderá
colocar os alunos em um pequeno grupo de quatro ou cinco. Em cada grupo,
você poderá ter, pelo menos, um aluno avançado e, pelo menos, um iniciante. Ao
misturar os níveis nos grupos, os alunos poderão confiar uns nos outros.

As técnicas são eficazes em uma grande sala de aula. Os estudantes


poderão fazer perguntas aos membros do grupo e tentar resolver problemas
juntos. Você poderá dividir seu tempo entre cinco ou seis grupos, ao invés de
tentar saltar e ajudar mais de 30 alunos.

Você também poderá dividir seus alunos em grupos pelo seu nível de
inglês. Você poderá simplesmente fazer grupos iniciantes, intermediários ou
avançados, com base em sua interação inicial ou na qualidade de suas primeiras
atribuições. Você também poderá testá-los para obter um nível mais exato, usando
um teste on-line, por exemplo.

72
TÓPICO 2 | AS CONTRIBUIÇÕES DA TECNOLOGIA PARA O ENSINO
E APRENDIZAGEM DO INGLÊS NO ENSINO FUNDAMENTAL II E MÉDIO

3 O MUNDO DIGITAL NA FASE DO ENSINO FUNDAMENTAL


II E MÉDIO
Independentemente do website que você utilize, você precisará usar
atividades diversificadas para envolver os alunos do ensino fundamental II e
médio. Eles estão em uma fase onde a escola não passa a ser tão prazerosa quanto
era no fundamental I e educação infantil.

Professores do ensino fundamental e médio são desafiados a usar novas


metodologias a cada ano. A alfabetização digital pode ser um dos assuntos mais
difíceis para os professores.

Alguns professores já usam mídias digitais no dia a dia das suas aulas
enquanto outros não usam nem para preparar as suas aulas. Mais professores se
encontram nessas situações complicadas todos os dias, especialmente professores
que não têm experiência digital!

Embora seus alunos saibam que precisam citar informações de livros,


podem esquecer que precisam também citar informações on-line. Converse
com seus alunos sobre propriedade intelectual, material protegido por direitos
autorais e a maneira correta de fazer referência. É importante observar que copiar
texto de um site é plágio, assim como roubar texto de um livro.

Hoje em dia, a maioria dos estudantes usa a tecnologia para se comunicar


de uma forma ou de outra. Assim, é muito importante conversar com eles
sobre como se comunicar de maneira segura e apropriada. Eles vão adorar usar
aplicativos e plataformas on-line durante as aulas de inglês, já que é um hábito
da vida social deles. Assim, os alunos podem usar todo o seu conhecimento e
habilidades com a tecnologia também na hora do aprendizado.

4 O USO DE MATERIAIS ON-LINE


Antes de encontrar tantos resources para crianças, já havia muitos para
ensinar adolescentes e aprimorar as suas aulas. Filmes, séries e músicas pops já
faziam parte das aulas de muitos professores, que sempre procuravam novidades
no mundo on-line. Ainda, muitos livros que são usados em escolas já possuem
plataformas digitais que auxiliam os alunos no seu aprendizado. Você pode
escolher materiais on-line para imprimir ou, até mesmo, plataformas que possam
ser usadas em computadores ou celulares.

Muitos dos seus alunos já têm celulares e você pode incentivá-los para o
uso de aplicativos e práticas. Lembre-se sempre de conversar com a escola para
saber as regras do uso de celular em sala de aula. Sempre busque o aval e a parceria
da coordenação para auxiliá-lo. Há diversas políticas diferentes quando o assunto
é o uso de celular em sala de aula. Se você pensar, esse mundo é novo e ainda estão
todos tentando acertar quando o contexto é vincular tecnologia à educação.

73
UNIDADE 2 | USANDO A TECNOLOGIA DENTRO E FORA DA SALA DE AULA

5 AS PLATAFORMAS DIGITAIS
Há muitas plataformas digitais que podem ajudar o aluno a aprimorar a
língua inglesa. Mas claro, essas plataformas não substituirão o papel importante
que o professor desenvolve com os alunos.

O Duolingo é uma plataforma que já ganhou vários prêmios, incluindo o


Aplicativo para iPhone em 2013 e o Melhor do Melhor 2014 do Google. Atualmente,
oferece aulas em 19 idiomas diferentes. A plataforma levará os usuários a uma
experiência única com uma interface semelhante a um jogo. Você poderá ganhar
pontos, acompanhar seus dias e receber dicas sobre como melhorar. Além da
plataforma on-line que pode ser acessada pelo computador, também existe o
aplicativo. Você pode usar a plataforma na sala de informática, por exemplo.
Entretanto, precisa verificar o nível dos alunos, já que, em algumas atividades,
eles precisariam fazer a leitura de vocabulários e pequenas frases.

FIGURA 21 – DUOLÍNGO

FONTE: <https://pt.duolingo.com/>. Acesso em: 1 fev. 2019.

O Busuu também é muito parecido com o Duolingo e oferece alguns


idiomas exclusivos, como árabe, chinês e japonês. Tais idiomas podem ser difíceis
de aprender e poucas plataformas oferecem, mas o Busuu o faz. O Busuu também
tem uma comunidade muito grande de mais de 50 milhões de falantes. Você
pode facilmente entrar através da conta do Facebook e do Google. Há também o
aplicativo que está disponível para download.

74
TÓPICO 2 | AS CONTRIBUIÇÕES DA TECNOLOGIA PARA O ENSINO
E APRENDIZAGEM DO INGLÊS NO ENSINO FUNDAMENTAL II E MÉDIO

FIGURA 22 – BUSUU

FONTE: <https://www.busuu.com/pt?utm_medium=cpc&utm_source=google&utm_
campaign=BR_PT_Web_Brand_E+-+New+LP&utm_group=BR_PT_
Web_Brand_E&utm_term=busuu&ds_rl=1252967&ds_rl=1255235&ds_
rl=1252967&gclid=EAIaIQobChMIzrbsp6yT4QIVEFYMCh3QpQf1EAAYASAAEgK7OfD_
BwE&gclsrc=aw.ds>. Acesso em: 1 fev. 2019.

O Live Mocha foi uma das primeiras plataformas on-line a oferecer


gratuitamente o aprendizado de idiomas desde o seu lançamento em 2007. Uma
das coisas mais legais sobre o Livemocha é que ele oferece acesso a falantes
nativos, professores e a especialistas em idiomas de todo o mundo. A comunidade
incentiva a aprendizagem de línguas através da interação. Assim, você pratica
a sua conversa com pessoas de todo o mundo por meio de comentários sobre
exercícios práticos, lições com feedback, bate-papo por texto ou vídeo. Contudo,
lembre-se: o seu aluno não poderá interagir com desconhecidos, a menos que
você tenha uma autorização prévia da escola e dos pais. O que você pode fazer,
como professor, é interagir com algum nativo e combinar alguma atividade, como
preparar uma aula para fazer alguns questionamentos sobre cultura e combinar,
previamente, sobre essa atividade com a pessoa que fará a interação.

FIGURA 23 – LIVE MOCHA

FONTE: <http://livemocha.abreduc.com.br/livemocha/home/>. Acesso em: 1 fev. 2019.

75
UNIDADE 2 | USANDO A TECNOLOGIA DENTRO E FORA DA SALA DE AULA

O LingQ também percorreu um longo caminho desde seus dias de aprendizado


básico de idiomas e lições de leitura. Possui uma interface infantil, mas, mesmo assim,
possui níveis básicos e avançados. O vídeo na primeira página resume como usar a
plataforma e como começar de graça. É um ótimo recurso para professores e salas de
aula. A única desvantagem é que você não terá acesso ao vocabulário ilimitado ou a
recursos extras, a menos que se inscreva para as contas Premium.

FIGURA 24 – LINGQ

FONTE: <https://www.lingq.com/pt/signup/>. Acesso em: 1 fev. 2019.

O Byki é outra plataforma excelente para aprender e ensinar inglês. O


bom da plataforma é que ela trabalha com flashcards e pode ser muito útil para
o professor. A plataforma pode ser usada para aprender 74 idiomas diferentes.

FIGURA 25 – BYKI

FONTE: <https://www.transparent.com/byki-discontinued.html>. Acesso em: 1 fev. 2019.

76
TÓPICO 2 | AS CONTRIBUIÇÕES DA TECNOLOGIA PARA O ENSINO
E APRENDIZAGEM DO INGLÊS NO ENSINO FUNDAMENTAL II E MÉDIO

6 QUE APLICATIVOS UTILIZAR?


Adolescentes estão habituados ao uso de fones de ouvido e estes poderão
ser uma boa ferramenta para você, que poderá usar diversos tipos de aplicativos
em sala de aula ao mesmo tempo. Ainda, você também poderá trabalhar diversos
níveis com o seu aluno, desde o básico ao avançado e, assim, trabalhar e fixar o
que foi aprendido em livros também nas plataformas digitais.

Muitos aplicativos que sugerimos para o uso com crianças, no tópico


anterior, também servirão para adolescentes, pois trazem níveis diferentes.

DICAS

O British Council é uma plataforma que serve tanto para crianças quanto para
adolescentes. Ao acessar o site https://www.britishcouncil.ph/english/apps, você encontrará
diversos aplicativos para trabalhar listening, reading, writing e speaking.

Sempre procure por aplicativos apropriados para a idade e nível dos seus.
A sugestão é que a atividade não seja muito simples. Adolescentes gostam de ser
desafiados e não gostam de atividades que “parecem” de crianças.

7 SUGESTÃO DE ATIVIDADES DIGITAIS PARA ENSINAR INGLÊS


AOS ALUNOS DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO
Procure sempre por atividades que sejam direcionadas para o público
com quem você vai trabalhar.

Uma professora de Science estava trabalhando com o quinto ano os planetas


existentes na nossa galáxia e encontrou uma música que falava dos planetas e suas
características em inglês. O vídeo era divertido e muito colorido, mas bastou um
aluno dizer “Ah, teacher, é para criancinha” para que os alunos não quisessem
mais cantar a música. Assim, é importante ficar atento à classificação.

Mostraremos aqui mais atividades que poderão ser utilizadas com


adolescentes e plataformas que contêm muitas atividades para professores
usarem nas suas aulas.

77
UNIDADE 2 | USANDO A TECNOLOGIA DENTRO E FORA DA SALA DE AULA

7.1 ATIVIDADES QUE ENVOLVEM O SPEAKING


Quando pensamos em speaking com adolescentes, é muito importante
considerar que, na fase em questão, os alunos passam a ter vergonha de falar
em público na língua materna e muito mais ainda na língua estrangeira. Uma
alternativa que alguns professores utilizam é deixar que o aluno monte o vídeo
falando, baseado na atividade proposta, e depois exiba na sala de aula. É importante
ressaltar para o aluno que ele não precisa e talvez não deva postar a atividade em
nenhuma plataforma on-line, como o Youtube, para que não haja exposição.

Sabemos que a atividade de speaking com outro aluno é uma ótima maneira
de aprender, mas não significa que também não seja possível fazer atividades
de speaking on-line. Há muitos aplicativos para a prática do speaking que são
ferramentas convenientes e eficazes. Ao usar, o aluno é livre para cometer erros.
Ele não vai sentir vergonha ao pronunciar uma palavra errada.

Existem muitas oportunidades para aprender. Um aplicativo é uma


ferramenta flexível e não há motivos para que os alunos não possam praticar o
que aprenderam de outra maneira.

O Speaking Pal é uma ótima sugestão para atividades de speaking com


adolescentes e é totalmente gratuito. As lições começam com uma gravação, uma
pessoa conversando com o aluno por vídeo. Enquanto eles falam, o aluno pode
ler as palavras. Então, sob o texto, o aluno verá uma resposta para ele dizer no
telefone dele. Assim, o aplicativo avalia a capacidade de falar. Ele diz claramente
o que o aluno está falando e aponta as palavras mais difíceis de compreensão por
parte do aprendiz. O diálogo se concentra em tópicos e situações da vida real.

DICAS

O Speaking Pal é totalmente gratuito. Para acessar, clique em: https://www.


speakingpal.com/ .

O English Talk adota uma abordagem prática para o aprendizado da


língua inglesa. Você realmente fala com outras pessoas reais em chats de áudio
ao vivo para melhorar suas habilidades de conversação. Lembre-se: Já falamos
sobre os cuidados necessários que devemos ter quando o aluno interage com
desconhecidos on-line. Contudo, com a sua mediação, a ação é possível. Você
lembra das crianças que interagiram com idosos? A iniciativa foi excelente e, assim,
você deve se preparar bem e analisar todos os prós e contras. Para a privacidade,
o aplicativo só tem bate-papo de áudio (sem vídeo). Há uma guia de discussão e

78
TÓPICO 2 | AS CONTRIBUIÇÕES DA TECNOLOGIA PARA O ENSINO
E APRENDIZAGEM DO INGLÊS NO ENSINO FUNDAMENTAL II E MÉDIO

debate em inglês ao vivo. Há também um curso de vocabulário e gramática e o


aluno pode aplicar seus conhecimentos. Vá para http://englishtalkapp.com/ para
interagir e descobrir ainda mais funções.

Muitos aplicativos já se preocupam com a privacidade e conduta dos seus


usuários. O Speaklar é conveniente para a prática de falar ao vivo com um outro
falante e aprendiz da língua. O aluno poderá fazer uma ligação de áudio com outra
pessoa para praticar sua fala e o listening. Ainda, outro recurso interessante é que
você poderá escolher outras pessoas, incluindo falantes de inglês fluentes. Você
poderá manter sua identidade completamente oculta enquanto pratica seu inglês.
No Speaklar, se você se sentir desconfortável com seu parceiro, poderá denunciá-lo.

DICAS

Quer conhecer um pouco mais o Speaklar? Então, acesse http://speaklar.com/

A última sugestão de aplicativo para a prática de speaking é o Supiki.


Com o Supiki você poderá conversar a qualquer momento sem ter que falar com
estranhos, mas com o aplicativo em si. O aplicativo sugere um tópico para você
e, quando estiver pronto, inicia uma conversa com base no tópico. O Supiki tem a
incrível capacidade de ouvir o que você diz e fazer perguntas de acompanhamento.
É como ter uma conversa real com um amigo.

Ele também apresenta vídeos animados fáceis de entender. Você


acompanhará as aventuras diárias de alguns personagens e aprenderá novos
idiomas ao longo do caminho. Talvez seja o aplicativo mais seguro para se usar
em sala de aula quando o objetivo é o speaking.

DICAS

Sugerimos clicar em https://itunes.apple.com/us/app/supiki-english-conversation-


speaking-practice/id443013473?mt=8 para conhecer ainda mais.

7.2 ATIVIDADES QUE ENVOLVEM O LISTENING


Há alguns anos a melhor opção era usar músicas internacionais e, até
mesmo, séries americanas para praticar o listening com os alunos. O material
sempre esteve à disposição dos professores de inglês.
79
UNIDADE 2 | USANDO A TECNOLOGIA DENTRO E FORA DA SALA DE AULA

DICAS

No site https://busyteacher.org/, você poderá ainda encontrar várias atividades


prontas para imprimir baseadas em músicas, trechos de filmes e séries para praticar o listening.
Contudo, também existem aplicativos e plataformas digitais que realizam atividades on-line,
sem a necessidade de impressão.

Embora o TalkEnglish Speaking Practice possibilite a prática do speaking,


também existem muitas atividades que servem para praticar a compreensão
auditiva do aluno.

O TalkEnglish tem centenas de lições interativas. O site apresenta também


atividades auditivas para a melhora da sua compreensão e uma ferramenta de
gravação para ajudar a ver o progresso. É possível gravar uma conversa enquanto
se lê o diálogo. Ainda, os questionários são ótimos porque permitem que o aluno
realmente veja se entendeu o que aprendeu.

Um dos websites favoritos para utilizar com alunos do ensino fundamental


II e o ensino médio é o ESL Lab. O aluno consegue ouvir diversos tipos e níveis
de conversação e responder a questionários on-line, mas também é possível
imprimir todos os exercícios de compreensão auditiva. Assim, você não precisará
ter um computador por aluno para avaliá-lo. Você poderá imprimir a atividade e
tocar o áudio em sala de aula para os alunos resolverem a atividade.

7.3 ATIVIDADES QUE ENVOLVEM O READING


Trabalhar obras literárias em inglês foi por muito tempo quase impossível,
porque era difícil para a escola ou para a família encontrar e até comprar livros em
inglês. Entretanto, desde os avanços tecnológicos, muitos clássicos da literatura
passaram a ficar disponíveis em sites. O Classic Reader é um dos websites. São
muitas obras disponíveis gratuitamente que possibilitam ao professor fazer um
ótimo trabalho literário em sala de aula.

Outro site excelente é o Library of Congress, porque nele, ao selecionar a opção


itens, você encontrará diversos títulos que podem ser trabalhados em sala de aula.

O Page by Page Books também é uma ótima opção para encontrar livros
totalmente gratuitos.

Contudo, além de disponibilizar livros para os seus alunos, o professor


deverá ser um grande influenciador. O incentivo à leitura nunca foi uma missão
única do professor de língua portuguesa. Todos na educação têm essa missão.

80
TÓPICO 2 | AS CONTRIBUIÇÕES DA TECNOLOGIA PARA O ENSINO
E APRENDIZAGEM DO INGLÊS NO ENSINO FUNDAMENTAL II E MÉDIO

Antes de iniciar qualquer leitura, é necessário verificar a faixa etária e,


também, o nível de dificuldade do livro. É possível trabalhar com livros diferentes
em sala. Dessa maneira, você poderá direcionar livros mais simples para alunos
iniciantes e os mais elaborados para alunos avançados.

DICAS

Faça um bom trabalho de compreensão de texto para os alunos falarem


sobre o que leram em sala de aula e, assim, eles poderão instigar e incentivar os outros
alunos a também fazerem a leitura do livro. Contudo, se você prefere trabalhar textos e não
livros, você também encontrará muito material on-line. O site https://www.k12reader.com/
disponibiliza atividades de leitura para alunos até o ensino médio e diversas atividades que
focam desde a compreensão até a estrutura fonética.

O English for Everyone também é excelente para a prática de reading e traz


muitas atividades de compreensão de texto. No site https://englishforeveryone.org/ você
encontrará as atividades divididas por níveis e séries.

Independentemente das atividades que você levar aos alunos para


praticarem a leitura, todas devem ser seguidas de alguma atividade que trabalhe
a compreensão de texto, pois é a única maneira de o professor identificar se os
alunos compreenderam o que ele está lendo.

7.4 ATIVIDADES QUE ENVOLVEM O WRITING


Há várias maneiras de inserir as atividades de writing nas suas aulas.
Já pensou em desafiar os seus alunos a escreverem uma sinopse de um filme e
depois gravá-lo? É claro que quando falamos em filme estamos pensando em
short vídeos! Contudo, tudo o que pode ser filmado posteriormente deve ser
escrito antes, como um comercial, por exemplo.

Um aplicativo que pode ajudar os seus alunos a escreverem é o Grammarly, que


pode ser acessado no link https://www.grammarly.com/. Ele ajuda a detectar erros
gramaticais comuns e a fornecer sugestões. Também dá o vocabulário alternativo
para incluir no seu texto. Embora o aplicativo seja pago, há uma versão básica que é
absolutamente gratuita. É uma boa ferramenta para revisão e edição rápida.

Para que os alunos aprimorem a escrita, é necessário que pratiquem


diariamente. O aplicativo 750 palavras poderá ajudar você a permanecer
comprometido. A ferramenta 750 Words premia os alunos com pontos por suas
atividades de escrita. Eles ganham os pontos quando cumprem prazos e metas.
Ainda, ele resume automaticamente a contagem de palavras, portanto, o aluno
consegue saber o quanto aprendeu.

81
UNIDADE 2 | USANDO A TECNOLOGIA DENTRO E FORA DA SALA DE AULA

As habilidades de escrita só podem ser aprendidas e a melhoria observada


com a prática do dia a dia. Quando o aluno começar a escrever frases simples,
mas fortes, poderá contar com o Hemingway App. Ele ajuda o aluno a criar textos
ousados ​​e concisos, apontando as edições fundamentais. O Hemingway App usa
cores diferentes para detectar declarações que são muito complexas, longas ou
extremamente densas. Os advérbios desnecessários e palavras complexas que
o aluno deverá eliminar também são destacados. O aplicativo também ajuda a
corrigir áreas onde o aluno usou a voz passiva de forma incorreta.

Para muitos, a habilidade de escrita na língua materna já não é muito fácil,


porque depende da criação, imaginação, do domínio gramatical da língua e estrutura
de texto. Assim, escrever na língua estrangeira poderá ser ainda mais difícil para o
seu aluno. Você deverá procurar maneiras de facilitar a prática do writing e nada
melhor do que inserir aplicativos que fazem isso no dia a dia da sala de aula.

82
RESUMO DO TÓPICO 2
Neste tópico, você aprendeu que:

• A tecnologia continuará mudando a maneira como os educadores ensinam


e como os alunos aprendem novas informações. Embora existam muitos
recursos digitais, cabe ao educador ajudar o aluno a adquirir a mentalidade e
as habilidades necessárias para ter sucesso em nosso mundo digital.

• À medida que a idade avança, a disparidade entre o conhecimento dos alunos


também muda e você encontrará diversos níveis de inglês em sala de aula.

• Mediar uma sala de aula com diferentes usuários é difícil. Assim, o professor
deve buscar diversos recursos que possam atingir diferentes níveis de
conhecimento do aluno.

• Colocar um aluno avançado para trabalhar com um aluno iniciante pode ajudar
os alunos a interagirem e a aprenderem mais.

• Os alunos do ensino fundamental II e médio já não são tão apaixonados pela


escola e, muitas vezes, não estão muito interessados em aprender. Você deverá
diversificar as suas aulas para buscar o interesse de todos os alunos.

• Os alunos vão adorar usar aplicativos e plataformas on-line durante as aulas de


inglês, já que isso já é um hábito da vida social. Assim, os alunos podem usar todo
o seu conhecimento e habilidade com a tecnologia também na hora de aprender.

• Há diversas plataformas e aplicativos que você pode usar em sala de aula para
praticar as quatro habilidades.

83
AUTOATIVIDADE

1 (ISTO É 2017) Leia o texto a seguir e responda às questões:

Tecnologia na sala de aula

Métodos inovadores que incorporam equipamentos, aplicativos e


celulares tornam a aprendizagem mais interativa e proporcionam intensa troca
de conhecimento entre professores e alunos.

Há dois anos, o Centro Universitário Celso Lisboa, no Rio de Janeiro,


decidiu abrir mão do modelo tradicional de aulas, com um professor
apresentando o conteúdo na frente da classe. Os alunos passaram a ser
divididos em grupos, cada grupo com uma mesa e um computador.

Atendidos por pelo menos dois professores em cada aula, eles passaram
a trabalhar em um ambiente mais parecido com um espaço de “coworking”.
É um exemplo mais radical de como a tecnologia está sendo usada para
remodelar a metodologia de diversas instituições, envolvidas em uma busca
pelo equilíbrio entre o novo e o tradicional.

A tecnologia vem sendo lentamente incorporada no cotidiano dos


estudantes. Até porque a abolição completa do método que há anos é usado
na maioria das escolas ainda é uma mudança muito extrema, inclusive para
os alunos. “Acho que as aulas expositivas precisam existir”, diz Manuela
Ravioli, 16, estudante do Colégio Mater Dei, em São Paulo. “Muita gente não
conseguiria acompanhar o conteúdo”.

No Mater Dei, a lousa tradicional ainda é usada e vista como uma


ferramenta válida, mas não é a única. “A tecnologia é mais uma ferramenta, mais
um meio de transmitir o conteúdo para os alunos”, afirma o professor Aleksej
Junior. O colégio instiga o aluno a buscar uma parte do conteúdo na internet,
antes da aula, para que a troca de informações na sala seja mais rica. O estudante
também é encorajado a deixar o celular em cima da mesa e a usá-lo para buscar
algo no Google ou assistir a um vídeo no YouTube. No colégio Pioneiro, também
em São Paulo, o caso é semelhante. Projetos multidisciplinares fazem parte do
currículo e incluem atividades de programação. Alunos montaram um console de
videogame e um tapete de dança, por exemplo, usando conteúdos vistos em sala.

Apesar de usarem a tecnologia de maneiras mais ou menos intensas,


todas as instituições têm em comum a valorização da cultura “maker”,
derivada do pensamento faça você mesmo, valorizando as decisões dos alunos,
e uma relação diferente com os professores, baseada na troca, não apenas na
transmissão do conteúdo. “Sempre que você trabalha com uma linha autoral
do aluno é difícil o projeto dar errado”, diz Débora Sebriam, coordenadora

84
de tecnologia educacional do Pioneiro. Os resultados não são avaliados com
métricas tradicionais, mas apontam um caminho promissor. “Estamos em beta
permanente”, afirma Thiago Almeida, diretor de inovação do Celso Lisboa.
“O índice de faltas diminuiu, assim como os atrasos e a evasão”, conta ele.
Enquanto uma análise aprofundada para determinar o sucesso de longo prazo
dessas abordagens ainda não é realizada, esses indícios mostram que os alunos
estão mais motivados em sala de aula.

FONTE: <https://istoe.com.br/tecnologia-na-sala-de-aula/>. Acesso em: 10 fev. 2019.


FONTE: ISTO É. Tecnologia na sala de aula. 2017. <https://istoe.com.br/tecnologia-na-sala-
de-aula/>. Acesso em: 14 maio 2019.

De acordo com o texto é CORRETO afirmar que:


a) ( ) O uso de tecnologias é exclusivo para o aprendizado do aluno, que se
torna passivo nesta situação.
b) ( ) O professor precisa voltar ao banco da escola e aprender a usar
tecnologias.
c) ( ) As aulas não mudam muito com o uso de tecnologias.
d) ( ) O uso de tecnologias propicia uma troca de conhecimentos entre o
professor e o aluno
e) ( ) A implementação do uso de tecnologias aconteceu de maneira rápida.

2 Marque as alternativas que mostram as novas ferramentas utilizadas na


educação:

a) ( ) caderno
b) ( ) rede social
c) ( ) conteúdo on-line
d) ( ) livros
e) ( ) cadernos
f) ( ) realidade aumentada
g) ( ) celulares
h) ( ) professor
i) ( ) lousa digital

85
3 De acordo com o texto, todas as alternativas a seguir estão corretas, exceto:

a) ( ) Os celulares, que antes eram proibidos, agora são utilizados para fazer
buscas em sala de aula.
b) ( ) A programação e a robótica proporcionam ao aluno a interdisciplinaridade,
já que várias disciplinas são trabalhadas juntas.
c) ( ) O uso de redes sociais foi permitido para o entretenimento do aluno.
d) ( ) O acesso a tarefas e a conteúdos é realizado on-line, facilitando o acesso
do aluno.
e) ( ) A realidade aumentada estimula a criatividade por meio da interação
entre o mundo virtual e mundo físico.

86
UNIDADE 2 TÓPICO 3

AS CONTRIBUIÇÕES DA TECNOLOGIA PARA


O ENSINO E APRENDIZAGEM DO INGLÊS
NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

1 INTRODUÇÃO
O aluno da Educação de Jovens e Adultos é rodeado de dificuldades ao
retornar para a cadeira em sala de aula. Muitos anos se passaram desde que
esteve lá e, com a rotina do dia a dia, fica ainda mais difícil de voltar a estudar.
Quando o conteúdo fica muito difícil para um adulto, ele poderá até desanimar e
desistir de voltar a estudar.

Já não é fácil voltar para as aulas de matemática e língua portuguesa e,


talvez, aventurar-se por uma língua estrangeira seja ainda mais difícil. Então,
como tornar as aulas mais prazerosas? Como usar tecnologias em um grupo que
talvez tenha muita dificuldade em usar as novas ferramentas digitais?

2 O ENSINO DE INGLÊS DO E PARA O EJA


O ensino de língua inglesa pode contribuir muito para o desenvolvimento
do aluno do EJA. Muitos alunos voltam ao banco escolar procurando uma
ascensão profissional e o aprendizado de inglês pode proporcionar isso ao
estudante. Ainda, não é apenas a ascensão profissional que poderá despertar o
interesse do aluno. Opções de lazer e conhecimento cultural, como lugares, filmes
e músicas, também podem contribuir para o despertar o interesse.

O professor de língua inglesa do EJA tem um importante papel na


educação desses alunos. Ele precisará, primeiramente, motivar o aluno e fazê-lo
perceber o quanto vale a pena voltar a estudar. Após fazer o aluno acreditar em si
mesmo e compreender a importância de terminar os seus estudos, o professor de
inglês deverá fazer o aluno entender que a língua estrangeira poderá abrir novas
portas e possibilidades na vida dele.

O aluno perceberá que, ampliando a sua habilidade linguística, poderá se


destacar em diversas situações, como em uma entrevista de emprego, elaboração de
um currículo, redação de e-mails, relatórios etc. Aprender uma língua estrangeira
também contribuirá no próprio aprendizado da língua materna do aluno.

Além de mostrar toda a importância do inglês na vida profissional do


aluno, o professor do EJA poderá fazer com que o aluno se encante por toda a
parte cultural que uma língua pode oferecer. Quando o aluno gosta do idioma, o
aprendizado se torna muito mais fácil.

87
UNIDADE 2 | USANDO A TECNOLOGIA DENTRO E FORA DA SALA DE AULA

3 CONTEÚDOS PERTINENTES PARA A FASE DO EJA


Primeiramente, o professor deve partir do conteúdo prévio do aluno. O
aluno do EJA geralmente está inserido no mercado de trabalho e já tem a sua vida
social muito bem definida. O aluno já sabe do que gosta ou não, já tem as suas
preferências e o professor de sala precisa levar em consideração. Assim, precisará
partir de um contexto real, que faça parte do cotidiano do seu aluno.

Nas primeiras aulas o professor deverá realizar um simples diagnóstico


da turma para perceber quais são as suas preferências, experiências de vida e
necessidades e, a partir daí preparar as suas aulas. O que o professor não pode
fazer é simplesmente abrir um livro e iniciar o verb to be. Assim, o educador terá
alunos desestimulados, que não entenderão a importância e o significado de
aprender uma língua estrangeira.

Vamos supor que você tenha alunos que recebem clientes diariamente.
Que tal ensiná-los a receber alguém usando a língua estrangeira? Então, eles
podem ver um significado no aprendizado, já que pensarão “Sim, um dia eu
posso receber um cliente que fale apenas inglês e, assim, poderei atendê-lo”. Para
Oliveira (2009, p. 23), “vale notar que a função do ensino e da aprendizagem de
LE está relacionada ao momento cultural vivido pelos estudantes”.

É importante que o aluno tenha interesse e entenda o motivo de estar


aprendendo a língua inglesa. Quando os alunos são mais novos, muitos professores
mostram diversas situações em que poderiam usar a língua estrangeira. Bom,
agora estamos lidando com alunos mais velhos, já inseridos no mercado de
trabalho. O momento de falar inglês é agora.

4 A PERSPECTIVA DOS NOVOS LETRAMENTOS PERANTE O


ENSINO DE LÍNGUA PARA ALUNOS DO EJA
Assim como a inserção da tecnologia na educação infantil, ensino
fundamental e médio, é necessário que ela também aconteça na Educação de
Jovens e Adultos. Aliás, usar aplicativos simples e gratuitos para praticar inglês
quando não se está na escola, como no horário de almoço ou antes de dormir,
poderá ser uma ótima ferramenta para evolução do aprendizado da língua.

Imagine o aluno do EJA fazendo o uso do Duolingo diariamente. A


plataforma diz que, para o sucesso do aluno, bastam dez minutos diários. Essa
rotina com certeza ampliará o vocabulário do aluno, que, ao perceber sua evolução,
passará a participar muito mais das aulas de inglês durante a sua permanência no
EJA. Contudo, talvez você, professor, tenha um outro desafio pela frente: incluir
o seu aluno no mundo digital. Antes que ele possa aprender e praticar a língua
inglesa por meio de um App, ele terá que, primeiramente, aprender a utilizar o
aplicativo. Então, cabe ao professor auxiliar o aluno já que isso parte da inserção
de novos letramentos.

88
TÓPICO 3 | AS CONTRIBUIÇÕES DA TECNOLOGIA PARA O ENSINO
E APRENDIZAGEM DO INGLÊS NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

Segundo Oliveira (2009, p. 27), é preciso “propiciar o autoconhecimento


do aprendiz cidadão”. O aluno do EJA precisa ver significado em tudo o que está
aprendendo ou ele não terá interesse e necessidade em aprender um novo idioma.

5 O PERFIL DO ALUNO DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E


ADULTOS
Quando pensamos em alunos, geralmente tentamos estipular perfis,
modelos e isso também acontece na educação de jovens e adultos. O professor,
nas aulas iniciais, conseguirá traçar um perfil da turma inteira e, assim, direcionar
melhor o seu trabalho. Contudo, é difícil classificar um aluno, colocá-lo dentro de
um padrão. São diferentes um dos outros e, segundo Soares (2005, p. 127):

As discussões sobre a Educação de Jovens e Adultos têm priorizado


as seguintes temáticas: a necessidade de se estabelecer um perfil
mais aprofundado do aluno; a tomada da realidade em que está
inserido como ponto de partida das ações pedagógicas; o repensar
de currículos, com metodologias e materiais didáticos adequados às
necessidades e, finalmente, a formação de professores condizente com
a sua especificidade. A Conferência de Jomtien (1990) – Educação para
Todos – já estabelecia como estratégia para satisfazer as necessidades
básicas de aprendizagem de todos a exigência de conteúdos, meios e
modalidades de ensino e aprendizagem.

Talvez todos os alunos que tenham voltado a estudar, procuraram o EJA


pelo mesmo motivo, ou talvez todos tenham motivos diferentes para retornar aos
estudos. Assim, fica difícil desenhar um perfil para o aluno do EJA, até porque,
enquanto no ensino fundamental tínhamos uma heterogeneidade no nível de
conhecimento da língua inglesa, agora, além disso, o professor precisa encontrar
uma heterogeneidade também na idade dos alunos.

5.1 A HETEROGENEIDADE DOS ALUNOS DA EDUCAÇÃO


DE JOVENS E ADULTOS
Ensinar inglês para o EJA é um grande desafio. Além de encontrar alunos
com conhecimentos diversos sobre a língua estrangeira, desde o básico ao
avançado, o professor também precisa lidar com a diferença de idade dos alunos.
Em uma mesma sala de aula, você encontrará tanto alunos de vinte anos quanto
de cinquenta. Assim, como isso pode dificultar a sua aula? Primeiramente, você
deverá analisar o conteúdo trabalhado em sala. Os temas precisam ter conexão
com a realidade dos alunos, mas talvez um tema que reflita a vida de um aluno,
não se relacione à vida dos outros.

A pronúncia de algumas palavras e frases pode ser mais difícil para


alguns alunos mais velhos do que para alunos mais novos. Os alunos mais novos
já nasceram em um contexto diferente, em que o contato com a língua estrangeira
por meio de filmes e músicas era mais acessível.

89
UNIDADE 2 | USANDO A TECNOLOGIA DENTRO E FORA DA SALA DE AULA

6 SUGESTÃO DE ATIVIDADES PARA ENSINAR INGLÊS NA


EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS
Como estamos explorando o letramento digital e o uso de novas tecnologias
no ensino de inglês, precisamos incorporar novas ferramentas também no
cotidiano do aluno do EJA.

Muitos dos aplicativos e plataformas digitais que observamos no ensino


fundamental II e médio também podem ser utilizados com os alunos do EJA,
como o Supiki, que proporciona ao aluno a prática de speaking sozinho. Dessa
forma, ele não terá medo ou vergonha de errar, já que estará conversando com
um robô e não com uma pessoa.

Contudo, antes de incorporar novas ferramentas, você, professor, precisará


se certificar que os alunos estão aptos para o uso dos novos aplicativos e plataformas
digitais que você sugeriu. Talvez seja necessário fazer o passo a passo para explicar
como uma ferramenta funciona. Não basta apenas solicitar que eles baixem o
Duolingo no celular, por exemplo. Faça uma aula inteira em conjunto com eles (não
levará mais que vinte minutos). Dessa maneira, eles conseguirão seguir a diante.

6.1 ATIVIDADES QUE ENVOLVEM O SPEAKING


Como vimos anteriormente, talvez os alunos do EJA tenham dificuldades
com a pronúncia das palavras e essa dificuldade pode intimidá-los na construção
e participação de diálogos e conversas em sala de aula.

Há uma plataforma digital, que também possibilita o uso do aplicativo,


chamada Elsa, em que o foco é a pronúncia de palavras. É um aplicativo de fala
interativa que ajudará o aluno a falar inglês melhor, ajustando sua pronúncia.
Quando o aluno começa a aprender, o ELSA pede ao seu idioma nativo que
perceba como a pronúncia em inglês pode estar. Em seguida, ele apresenta
algumas frases e palavras comuns. Depois, o ELSA começará a ensinar sílabas
e sons específicos com os quais o aluno estará tendo problemas. O programa foi
projetado por especialistas em comunicação e treinamento de fala. O aplicativo é
gratuito para download e ele pode auxiliar o seu aluno na produção do speaking.

Lembre-se: Quanto mais o seu aluno estiver confiante e estimulado, menos


ele terá dificuldades e receios de usar a língua inglesa em sala de aula.

Outra plataforma que também pode ser usada é o Apps4Speaking. Com ele
é possível manter uma conversa interativa com um personagem de vídeo para
que possa trabalhar as habilidades de falar inglês, mesmo que o aluno não tenha
ninguém para praticar.

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TÓPICO 3 | AS CONTRIBUIÇÕES DA TECNOLOGIA PARA O ENSINO
E APRENDIZAGEM DO INGLÊS NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

DICAS

Conheça o ELSA e o App4Speaking e indique para seus alunos.


Acesse o ELSA em https://www.elsaspeak.com/home.
O App4Speaking está disponível em http://www.apps4speaking.com/

Primeiramente, você ouve um diálogo em um vídeo quantas vezes precisar.


Você verá imagens para vincular o significado das palavras. Dessa forma, você pode
se concentrar em falar ao invés de ler um texto. Então, você pode ler os diálogos
para melhor entendê-los antes de começar a falar. Finalmente, você começa a
desempenhar o papel de um dos personagens do vídeo e a mergulhar na conversa.

O aplicativo combina as mais recentes tecnologias de reconhecimento de


fala com vídeos, para que você possa falar com os personagens como em uma
conversa real. O mais interessante no App é o feedback contínuo que você recebe.
À medida que você progride, você ganha pontos com base em seu desempenho
a qualquer momento, assim como em um videogame. Isso pode despertar o
interesse em sala e, até mesmo, uma saudável competição.

É claro que você não precisa usar apenas tecnologias para usar o speaking
em sala de aula. As plataformas digitais irão auxiliar o aluno a progredir nas
aulas, mas não irão substituir o seu trabalho como professor. Tudo o que você
aprendeu até aqui, sobre como tornar as suas aulas mais eficazes e dinâmicas,
como rodas de conversas, diálogos, teatros, entrevistas etc., é essencial para o
aprendizado do seu aluno.

6.2 ATIVIDADES QUE ENVOLVEM O LISTENING


As músicas ainda funcionam muito bem para quem quer aprender inglês.
Procure saber a preferência dos seus alunos antes de trabalhar alguma música,
mas você também pode levar algo novo. Lembre-se de não trabalhar apenas uma
música, mas também trabalhe a história dela, alguma curiosidade da banda ou
cantor para que os alunos possam criar uma conexão.

Se você precisar apenas imprimir músicas com as quais os alunos possam


fazer algumas atividades baseadas nelas, como completar alguma parte da letra,
os sites busy teacher e captain english songs trazem atividades prontas, para a
impressão e gratuitas. Ainda, o esl lab também está recheado de atividades para
os alunos de todos os níveis.

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UNIDADE 2 | USANDO A TECNOLOGIA DENTRO E FORA DA SALA DE AULA

Uma plataforma que trabalha com o listening e demais habilidades é o


VideoNot.es, disponível em: http://www.videonot.es/. É uma plataforma que
permite aos alunos fazerem anotações sincronizadas com o vídeo. Em outras
palavras, os alunos podem assistir a um vídeo na metade da tela e, ao mesmo
tempo, fazer anotações na outra metade sobre o que entenderam. Ainda, cada
nota é automaticamente sincronizada com o vídeo. Quando os alunos voltam
para revisar as anotações que fizeram, precisam clicar em uma linha digitada e o
vídeo pula para aquele ponto específico.

O PlayPosit, disponível em: https://learn.playposit.com/learn/, e o


Edpuzzle, disponível em: https://edpuzzle.com/, são duas das nossas ferramentas
favoritas que permitem ao professor criar vídeos interativos. O professor pode
gravar um screencast ou aproveitar os vídeos existentes e inserir perguntas em
pontos estratégicos em um vídeo para monitorar a compreensão do aluno.
Ainda, pode diferenciar conteúdo e questionamento e promover o aprendizado
individual. Por fim, incorporando verificações de avaliação formativa ao longo
do vídeo e analisando dados em tempo real com base na resposta do aluno, os
professores podem fornecer uma intervenção ou enriquecimento, juntamente
com feedback oportuno e específico.

Outra sugestão de trabalhar o listening em sala de aula é introduzir aos


alunos os podcasts. Há diversos podcasts em inglês, desde os jornalísticos, como
bbc, como os específicos, para quem quer aprender inglês.

DICAS

Quer mais sugestões de podcasts? Acesse o link a seguir: https://www.fluentu.


com/blog/english/esl-english-podcasts/

6.3 ATIVIDADES QUE ENVOLVEM O READING


Ler um texto complexo será difícil para os seus alunos. Assim, é importante
que o professor, antes de apresentar o texto aos alunos, verifique o número de
palavras e o nível de dificuldade de um texto. Contudo, uma ótima iniciativa que
talvez faça com que os alunos tenham interesse em ler são as revistas e jornais on-line.

Comece por manchetes e pequenas notícias. O The New York Times tem uma
plataforma com notícias apenas para aprendizes de inglês. São matérias simples e
de fácil compreensão. É um ótimo começo para as aulas de reading dos seus alunos.

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TÓPICO 3 | AS CONTRIBUIÇÕES DA TECNOLOGIA PARA O ENSINO
E APRENDIZAGEM DO INGLÊS NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

Outro site interesse para leitura em inglês é o https://learningenglish.


voanews.com/, porque ele foca nos aprendizes iniciantes. Além de ler, você
poderá também ouvir a notícia, facilitando a compreensão do aluno.

É interessante que o seu aluno também seja exposto ao inglês britânico


para que ele perceba a diferença na pronúncia e compreenda todo o contexto da
língua inglesa. Assim, a BBC oferece um programa diário chamado Words in the
News. Talvez algumas palavras sejam mais difíceis e, assim, os alunos precisarão
da sua ajuda para a compreensão das notícias. Contudo, é importante expor o seu
aluno a outros sotaques e maneiras de falar inglês.

6.4 ATIVIDADES QUE ENVOLVEM O WRITING


Escrever envolve muito além das palavras, mas também um receptor.
Quem estará lendo o que o seu aluno escreve? Apenas você? Que tal ampliar o
número de leitores.

A plataforma https://www.postcrossing.com/ possibilita que os alunos


utilizem a língua inglesa para trocar cartões com pessoas do mundo inteiro.
Ainda, você consegue ler um pouco sobre a pessoa que receberá o cartão-postal,
bem como sobre a pessoa que enviou um a você. Isso mesmo, toda vez que você
envia um cartão-postal, você recebe um. Ainda, você também consegue ver
quantos quilômetros o seu cartão-postal viajou (uma ótima maneira de inserir
matemática no projeto) e tudo por meio de imagens.

Como você está trabalhando com jovens e adultos, maiores de idade,


use a rede social para interagir com pessoas ao redor do mundo. No Facebook,
por exemplo, ao digitar ‘learn english’, você encontrará diversos grupos que
proporcionam a interação entre aprendizes de inglês. Contudo, tenha calma, você
não precisa esquecer do papel e da caneta. Diversificar é a melhor receita para as
aulas de qualquer disciplina.

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UNIDADE 2 | USANDO A TECNOLOGIA DENTRO E FORA DA SALA DE AULA

LEITURA COMPLEMENTAR

COMO E POR QUE USAR TECNOLOGIA NA ESCOLA

Em 2010, quando eu era diretora de uma escola de Ensino Fundamental,


a mãe de uma aluna me procurou na saída da aula. Ela dizia que queria falar
com a professora de sua filha, que solicitou sua presença para buscar o celular
da menina, apreendido por ter sido usado durante a aula. Eu disse à mãe que,
naquele horário, só estavam presentes os professores dos alunos do 1o ao 5o ano e
que, para falar com os professores dos mais velhos, do 6o ao 9o, ela teria que estar
presente no turno da tarde. Não foi a minha surpresa quando a mãe me informou
que sua filha era da sala do 1o ano e estudava de manhã. Era uma menina de 6
anos. A pergunta que fiz para a mulher saiu naturalmente: “Por que sua menina
precisa de um celular aos 6 anos?”.  Até hoje me surpreendo com a resposta: “Para
falar com o pai dela e não sentir falta. Nós somos separados e ele deu o celular
para ela conversar com ele”.

A substituição das vivências físicas pelas virtuais (através do uso de


smartphones e computadores) parece ser um caminho incentivado pelo mercado
de consumo e pelas grandes empresas que vendem tecnologia. Contudo, será
que, na infância, já compreendemos e diferenciamos o virtual e o físico? Qual o
papel da escola na relação?

Já existem muitas gerações, convivemos com equipamentos diferentes


ao longo da vida. Desde o rádio, televisão, telefone, celular e internet, tivemos,
cada um, vivências diferentes na descoberta do mundo com a presença dessas
tecnologias ao nosso redor. Ou seja, nós aprendemos a nos relacionar com a
tecnologia ao mesmo tempo em que aprendemos a nos relacionar com o mundo.
Exploramos, testamos e criamos rotinas com os aparelhos. É com a construção
dessas rotinas que nós, adultos, devemos mediar para que crianças e adolescentes
tenham um uso saudável, eficaz e com propósito da tecnologia.

A escola tem um espaço privilegiado, pois conta com a presença física,


o toque, o afeto e, também, forte influência sobre os alunos. Assim, devemos ter
cuidado para que nossa prática como docentes não beire os extremismos: nem a
substituição de relações presenciais pelas relações virtuais, nem a eliminação da
exploração da tecnologia e do virtual.

A tecnologia está a serviço dos conhecimentos acadêmico, social e afetivo


e deve pautar, de forma equilibrada, o planejamento da escola.

Utilizar o Google Earth, o EraVirtual (site de visitas virtuais a patrimônios


culturais) ou o site de um museu é uma forma de ampliar o repertório, mas não
substitui uma ida ao museu ou um estudo do meio. O virtual possibilita uma
visita anterior ao espaço, auxiliando a construção do plano de visita.

94
TÓPICO 3 | AS CONTRIBUIÇÕES DA TECNOLOGIA PARA O ENSINO
E APRENDIZAGEM DO INGLÊS NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

Fotografar e filmar também são usos práticos dos smartphones. Centralizar


o armazenamento das fotos, para que vários olhares sobre a mesma experiência
sejam compartilhados e posteriormente discutidos em grupo, é uma forma de
verificar as várias percepções e pontos de vista. Álbuns virtuais compartilhados
podem ser criados gratuitamente no Picasa, Flickr, Photobucket, Smugmug e Yogile.

Posteriormente à visita, ferramentas virtuais podem ser utilizadas para a


construção de um material ilustrado, um jogo, um aplicativo ou outro produto
coletivo como registro da experiência. Contudo, o mais importante é ter tempo
para o virtual e tempo para o presencial é essencial.

FONTE: NOVA ESCOLA. Como e por que usar tecnologia na escola. 2018. <https://novaescola.
org.br/conteudo/4785/blog-tecnologia-como-e-por-que-usar-tecnologia-na-escola>. Acesso em:
23 mar. 2019. 

95
RESUMO DO TÓPICO 3
Neste tópico, você aprendeu que:

• O ensino de língua inglesa pode contribuir para o desenvolvimento do aluno


do EJA.

• É necessário um olhar carinhoso para o aluno do EJA, que já enfrenta diversas


dificuldades para voltar a estudar.

• O professor de língua inglesa do EJA tem um importante papel na educação


dos alunos. Ele precisa, primeiramente, motivar o aluno e fazê-lo perceber o
quanto vale a pena voltar a estudar.

• Além da importância de falar uma língua estrangeira, o professor do EJA


precisa mostrar toda a parte cultural de uma língua.

• O professor deve partir do conteúdo prévio do aluno. Este geralmente está


inserido no mercado de trabalho e já tem a sua vida social muito bem definida.
O aluno já sabe do que gosta ou não, já tem as suas preferências e o professor
precisa levar em consideração.

• Assim como a inserção de tecnologia na educação deve acontecer na educação


infantil, ensino fundamental e médio, é necessário que ela também aconteça na
Educação de Jovens e Adultos.

• O professor, nas aulas iniciais, conseguirá traçar um perfil da turma inteira e


direcionar melhor o seu trabalho.

• Antes de incorporar novas ferramentas no dia a dia dos alunos do EJA, você,
professor, precisará saber se o aluno está apto a usar os novos aplicativos e
plataformas digitais.

• Há várias atividades que podem ser realizadas com os alunos do EJA.


Diversificar é a melhor receita para as aulas de qualquer disciplina.

96
AUTOATIVIDADE

1 É correto afirmar, sobre o perfil do aluno do EJA, que:

a) ( ) Os alunos são homogêneos e todos têm o mesmo motivo para voltar a


estudar.
b) ( ) Você encontrará uma turma heterogênea, mas isso não será problema,
pois é muito fácil ensiná-los.
c) ( ) Trabalhar com o aluno do EJA é desafiador. O professor deve procurar
motivá-lo a aprender uma língua estrangeira.
d) ( ) Muitos alunos do EJA já são fluentes na língua inglesa, pois já estão no
mercado de trabalho.
e) ( ) No EJA o professor deve começar a ensinar o verb to be para depois
ensinar outros grupos gramaticais.

2 Dentre os motivos que levam um aluno a aprender inglês na Educação de


Jovens e Adultos, assinale o que NÃO condiz com a realidade do EJA.

a) ( ) Os alunos voltam a estudar pois buscam ascensão no mercado de


trabalho.
b) ( ) Aprender inglês também pode auxiliar o aluno a melhorar o
aprendizado da sua língua materna.
c) ( ) Os alunos do EJA podem apresentar dificuldades para aprender um
segundo idioma e o professor precisa facilitar o processo de aquisição
da língua.
d) ( ) O aluno procura voltar a estudar inglês pois entende que é como
frequentar um cursinho de idiomas.
e) ( ) Embora a heterogeneidade esteja presente na turma, é possível
desenvolver um bom trabalho com os alunos.

3 Sobre o uso de tecnologias no ensino de inglês para o EJA, é correto dizer


que:

a) ( ) O professor precisa auxiliar o aluno a usar novas ferramentas e apresentá-


lo aos aplicativos que podem auxiliar na aquisição da língua inglesa.
b) ( ) O professor não deve perder tempo em utilizar mídias digitais. Os
alunos do EJA apresentam muita dificuldade em usar novas ferramentas
de ensino.
c) ( ) O uso de tecnologias na educação funciona apenas no ensino
fundamental e médio. Para alunos do EJA essa prática não é eficaz.
d) ( ) É impossível um aluno do EJA aprender inglês usando mídias digitais.
e) ( ) A forma mais eficaz de ensinar inglês aos alunos do EJA é usando
caderno e livro.

97
98
UNIDADE 3

EDUCAÇÃO E ENSINO DE INGLÊS:


O REAL E O IDEAL

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
A partir do estudo desta unidade, você deverá ser capaz de:

• compreender as mudanças no currículo segundo a BNCC e a legislação


brasileira;

• entender o processo de imersão dentro da sala de aula;

• usar tecnologias como auxílio no processo de imersão;

• utilizar plataformas digitais como forma de interação entre professores e


alunos;

• utilizar learning stations em sala de aula durante o processo de ensino e


aprendizagem de língua inglesa;

• entender o processo de ensino e aprendizagem de língua inglesa on-line.

PLANO DE ESTUDOS
Esta unidade está dividida em três tópicos. No decorrer da unidade você
encontrará autoatividades com o objetivo de reforçar o conteúdo apresentado.

TÓPICO 1 – OS NOVOS CAMINHOS DA EDUCAÇÃO NO MUNDO


MODERNO

TÓPICO 2 – A CONTEXTUALIZAÇÃO DA LÍNGUA INGLESA

TÓPICO 3 – REFLEXÕES ACERCA DO APRENDIZADO DA LÍNGUA


ESTRANGEIRA

99
100
UNIDADE 3
TÓPICO 1

OS NOVOS CAMINHOS DA EDUCAÇÃO


NO MUNDO MODERNO

1 INTRODUÇÃO
O ensino de língua inglesa acontece nas escolas brasileiras há muitos anos,
mas, mesmo depois de tanto tempo, parece que não temos muito progresso. Por
que é tão difícil termos alunos fluentes e motivados para o uso da língua nas aulas
diárias do ensino fundamental e médio?

As mídias sociais disponibilizam um novo acesso para aprendizes da


língua estrangeira. Agora, o acesso a materiais para aprender inglês ficou mais
fácil. O aluno não depende apenas do professor para adquirir o seu conhecimento,
mas, com tantas ofertas de ensino a distância, é possível se tornar fluente na
língua estrangeira?

Nesta unidade discutiremos os novos caminhos da educação em torno do


processo de ensino e aprendizagem de língua inglesa para que, assim, possamos
avaliar as mudanças que impactaram o ensino no Brasil.

2 EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA: É POSSIVEL APRENDER LÍNGUAS?


Já é possível perceber o quanto a educação on-line aumentou
no Brasil. Atualmente, há muitas possibilidades de curso a distância
disponíveis para o brasileiro. Temos um ensino totalmente on-line, quando
quase todas as instruções, interação e atividades ocorrem por meio da internet,
podendo ou não incluir uma orientação face a face ou uma avaliação supervisionada.
Ainda, percebemos um crescimento do ensino híbrido, quando as instruções on-
line e face a face são integradas, com uma quantidade significativa de tempo em
uma sala de aula substituída por atividades on-line. Contudo, quando falamos
da aquisição de uma língua estrangeira, será que é possível aprender a distância?

Basta um clique na internet e você encontrará diversos cursos em


plataformas on-line ou até mesmo um professor via Skype. Tudo depende do
que você procura e o quanto você quer investir no curso, mas será que estudar
sozinho com algum auxílio on-line é eficaz? A tecnologia mudou a maneira como
as pessoas aprendem e acessam a educação, particularmente em relação aos
idiomas. Contudo, você consegue dominar com sucesso uma linguagem usando
apenas ferramentas on-line?

101
UNIDADE 3 | EDUCAÇÃO E ENSINO DE INGLÊS: O REAL E O IDEAL

O crescimento da tecnologia para uso educacional transformou a maneira


pela qual as pessoas aprendem e acessam a educação. A evolução também ocorre
com idiomas. Uma área, por exemplo, com a explosão de aplicativos móveis
e softwares interativos, forneceu opções para várias pessoas que antes não
conseguiam acessar o ensino de idiomas estrangeiros. Frequentar uma escola de
idiomas não é para todos, já que o investimento é alto. Entretanto, hoje há diversas
plataformas on-line e gratuitas como o Duolingo, por exemplo. Entretanto, será
que é possível ser fluente apenas com um aplicativo?

Uma das grandes mudanças causadas pela tecnologia é a mudança


demográfica nos aprendizes de idiomas. As línguas têm sido associadas à elite há
muito tempo, mas agora pessoas de origens menos privilegiadas estão encontrando
maneiras acessíveis de aprender. O inglês continua sendo a língua mais procurada,
mas, com tantas opções de aprendizado, o interesse por outras línguas começa a
crescer em torno dos aprendizes. Contudo, aprender on-line não difere muito do
aprendizado presencial quando o assunto é interesse e esforço. Assim como toda a
aula presencial, aprender a distância também requer estudo e dedicação.

3 A INFLUÊNCIA DOS AVANÇOS TECNOLÓGICOS NO


PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM DE LÍNGUAS
Embora os avanços na tecnologia possam ter criado oportunidades para
que mais pessoas tenham acesso à educação, permanece a questão de saber se é
realmente possível aprender um idioma usando apenas ferramentas on-line. A
tecnologia já está se espalhando pelas salas de aula e educadores e desenvolvedores
criam mais e mais produtos projetados para a melhora da educação.

As novas tecnologias na educação não estão apenas mudando o campo


para os alunos, estão também mudando o papel dos educadores, criando
mudanças filosóficas nas abordagens de ensino e remodelando a sala de aula.

Com novos modelos de aprendizagem disponíveis, os métodos


educacionais tradicionais estão fadados a evoluir na próxima década. Muitos
questionamentos e possibilidades são pensadas. Será que o ensino básico também
será a distância? Ainda existirão escolas e salas de aulas?

É difícil saber ao certo como será a estrutura de ensino daqui há alguns anos,
mas mudanças no ensino de idiomas já são perceptíveis. Com a falta de tempo e muitas
vezes de dinheiro, mais e mais pessoas optam por estudar sozinhas em frente à tela
de computador ou smartphone. Contudo, assim como uma pessoa que frequenta um
curso de idiomas durante anos e não consegue ser fluente na língua inglesa, a mesma
coisa acontece com pessoas que aprendem idiomas on-line. Algumas terão sucesso
e outras não. A dedicação é um dos importantes fatores que faz a diferença quando
você estuda sozinho. Enquanto na sala de aula você pode socializar com colegas e
professor, estudar a distância pode ser um pouco solitário. Entretanto, chegará um
momento em que será necessário socializar, já que é a função principal da língua: a
comunicação. Porém, com o avanço da tecnologia, não é necessário sair de casa para
socializar, fazer novos amigos e conversar com falantes nativos. Plataformas digitais
e redes sociais já permitem que você faça tais procedimentos.

102
TÓPICO 1 | OS NOVOS CAMINHOS DA EDUCAÇÃO NO MUNDO MODERNO

4 O QUE MUDA NA MANEIRA DE ENSINAR NA EAD?


A aprendizagem digital está, de várias formas, fazendo mudanças em nosso
sistema educacional. A internet e tudo o que a rodeia mudaram a forma de como
podemos realizar pesquisas e como escrevemos. A tendência parece continuar e,
com a nossa tecnologia avançando continuamente, ela provavelmente se expandirá
nos próximos anos. Como isso vai mudar nossa educação e a maneira como
aprendemos ainda é um grande mistério. O que sabemos é que mudanças já estão
acontecendo na educação e não há como separar mais a tecnologia da sala de aula.

A aprendizagem on-line está atualmente mais ou menos direcionada


a cursos educacionais que são oferecidos on-line. O mundo digital provou ser
muito útil para programas de ensino a distância. O processo é acelerado porque,
ao invés de precisarmos esperar para que tudo seja processado pelo correio, os
materiais e as atribuições podem ser enviados instantaneamente por e-mail ou
salvos em uma plataforma on-line.

No ensino EAD também há o professor para auxiliar o aluno, mas talvez


o aluno trabalhe de maneira mais independente, pois ele não terá o professor ao
seu lado cem por cento do tempo. Para as pessoas que precisam de estímulos
diários, como o professor dizendo “vamos terminar, vamos fazer isso”, talvez o
ensino a distância seja mais pesado e sofrido, porém, para aqueles que preferem
estudar em horários diferentes do dia e precisam estar sozinhos para melhor
concentração, o ensino a distância pode ser o caminho ideal para o sucesso.

5 HOMESCHOOLING: REALIDADE OU UTOPIA


Nos últimos anos muito tem se falado no Brasil sobre o ensino em casa,
conhecido como homeschooling.

O homeschooling é um movimento que está avançando no país e no mundo


inteiro. Os pais escolhem educar seus filhos em casa, ao invés de enviá-los para
uma escola tradicional pública ou privada. As famílias optam por estudar em
casa por várias razões, incluindo a insatisfação com as opções educacionais
disponíveis, diferentes crenças religiosas ou filosofias educacionais, e a crença
de que as crianças não estão progredindo dentro da estrutura escolar tradicional.

Nos Estados Unidos as regras para o homeschooling mudam de estado para


estado. Em muitos casos, quando as crianças ainda são pequenas, os pais também
se tornam os professores dos seus filhos. Alguns estados exigem que os pais sejam
formados, enquanto outros não fazem tal exigência. Há estados que também
exigem o envio de portfólios e cadernos para demonstração da evolução da criança,
enquanto outros exigem apenas uma avaliação anual para a comprovação.

103
UNIDADE 3 | EDUCAÇÃO E ENSINO DE INGLÊS: O REAL E O IDEAL

As famílias que ensinam em casa, muitas vezes, combinam certos assuntos


que não são necessariamente específicos de uma determinada série ou idade, como
história, literatura e artes. Por exemplo, crianças de várias idades podem estudar
juntas o mesmo período histórico e, em seguida, receber tarefas direcionadas
à idade e a habilidades específicas. Para estudos em outras disciplinas, como
matemática e leitura, o pai ou mãe que estuda em casa pode orientar cada criança
individualmente para atender às necessidades individuais do aluno. Há também
pais que contratam tutores para áreas específicas, que não dominam. Ainda, à
medida que a criança cresce, o conteúdo se torna mais difícil e específico e os pais
decidem procurar ajuda com tutores.

Homeschoolers, como são chamados os praticantes do homeschooling, têm


total liberdade sobre a estrutura do ano escolar. Embora muitos sigam o calendário
escolar tradicional, outros trabalham durante semanas específicas.

A educação escolar em casa diminui a necessidade de trabalhos


tradicionais, muitas vezes exigidos pelas escolas, particularmente para as
crianças em idade escolar. Sem tantas crianças em uma aula, o trabalho escolar
pode, muitas vezes, ser completado em tempo mais curto durante o dia escolar,
eliminando a necessidade de trabalho extra.

Atuando como um tutor individual, o pai ou mãe observa constantemente


as crianças à medida que aprendem. A observação direta permite que os pais
acompanhem a proficiência ou a dificuldade de uma criança.

Algumas escolas públicas permitem que homeschoolers assistam a certas


aulas. À medida que envelhecem, algumas crianças passam a frequentar a escola
no ensino fundamental II ou ensino médio.

Embora as notas em certos assuntos nem sempre sejam necessárias,


muitas famílias administram testes graduados, como por meio de programas de
computador. O ambiente escolar em casa permite que as crianças progridam em
seu próprio ritmo até que tenham dominado os assuntos necessários.

No Brasil o homeschooling passou a ser muito debatido nos últimos anos.


Ainda não há uma lei que impeça ou permita que o homeschooling seja praticado
pelas famílias brasileiras. Entretanto, até o momento, o artigo 205 da Constituição
prevê o seguinte:

Art. 205. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família,


será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando
ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da
cidadania e sua qualificação para o trabalho (BRASIL, 1988, p. 1).

104
TÓPICO 1 | OS NOVOS CAMINHOS DA EDUCAÇÃO NO MUNDO MODERNO

Alguns pais que praticam o homeschooling no Brasil entraram com um


recurso para que possam ensinar seus filhos em casa e assim o fazem, enquanto
não há uma decisão sobre isso. Vale ressaltar que, se a opção for homeschooling,
é extremamente necessário proporcionar atividades de interação com outras
crianças da mesma idade que o aluno. É muito importante que o aluno esteja
também inserido em um contexto social, já que estar na escola vai muito além de
apenas aprender diferentes conteúdos e disciplinas.

Nos Estados Unidos, a criança que faz o homeschooling precisa estar inscrita
em atividades como ginástica, karatê, ballet ou qualquer outra atividade extra
que proporcione interação com outras crianças da sua idade.

6 O APRENDIZADO PELA TELA DO COMPUTADOR


Há muito tempo se ouve que salas de aulas não terão mais utilidade, já
que a tecnologia estará presente no ensino de todas as crianças e que determinado
ensino acontecerá por meio de uma tela do computador.

Atualmente, já existem vários cursos de extensão, cursos de graduação


e pós-graduação que podem ser feitos por meio do computador, entretanto,
quando falamos de educação básica, a realidade ainda é diferente. O conselho de
educação já autorizou que 20% do ensino médio seja realizado a distância. Para o
ensino médio noturno, o aluno pode realizar até 30% e, o EJA, cerca de 80%.

DICAS

Para conhecer mais a respeito da nova decisão do ensino médio, acesse o link
a seguir: https://g1.globo.com/educacao/noticia/2018/12/17/ensino-a-distancia-liberados-
para-ensino-medio-cursos-ead-ainda-sao-piores-que-presenciais.ghtml. Acesso em: 29
maio 2019.

A geração atual já está muito bem adaptada a usar a tela do computador


para aprender. As crianças aprendem a fazer experiências, brinquedos e muitas
outras atividades observando alguém do outro lado da telinha. Entretanto,
limitar a criança a aprender apenas usando o computador parece ser inviável
em um momento em que interagir, trabalhar em equipe e socializar se tornaram
tão importantes. É claro que teremos cada vez mais mudanças na maneira como
os professores ensinam e como os alunos aprendem, mas tais mudanças ainda
caminham de forma lenta quando pensamos na educação básica.

105
UNIDADE 3 | EDUCAÇÃO E ENSINO DE INGLÊS: O REAL E O IDEAL

7 O FUTURO DA ESCOLA E DAS METODOLOGIAS DE ENSINO


Quando pensamos na escola do futuro, não devemos nos preocupar
com a parte estrutural. A escola do futuro não é um edifício, é uma cultura de
desenvolvimento de competências, uma cultura pedagógica que tem um papel
ativo no processo de desenvolvimento da sociedade da informação.

A chave para a mudança está na visão, cultura e a ampliação da discussão


sobre a educação. A sociedade já está em um processo de renovação e as
metodologias de ensino também fazem parte da mudança. É necessária uma
mudança pedagógica, porque as competências necessárias para o aprendiz na
sociedade e na vida profissional mudaram. Nosso conhecimento de como os
seres humanos aprendem também aumentou muito nas últimas décadas, mas a
pedagogia, as práticas de ensino e as estruturas escolares não se desenvolveram
adequadamente. Talvez, a maior mudança necessária no momento seja em relação
aos professores. São os professores que serão responsáveis pela maior mudança
na educação. Eles que irão liderar e guiar os seus alunos a novas metodologias de
ensino e a novas aprendizagens.

Quando pensamos no ensino de línguas, a imersão passa a ser a opção


mais realista no ensino de inglês. Com o avanço tecnológico, proporcionar
momentos de imersão aos alunos fica mais fácil. Trazer toda a bagagem cultural
que uma língua tem para a sala de aula também passa a ser muito mais acessível.

Ser professor se tornará cada vez mais digital no futuro. Os estudantes


precisam de um sistema educacional que tenha tecnologia integrada. O
computador ou tablet deve ser uma ferramenta que facilite o acesso a conteúdos
mais profundos e interativos, incentivando a reflexão e enriquecendo a experiência
de aprendizagem. O objetivo da tecnologia na sala de aula é facilitar o trabalho do
professor e alimentar a imaginação dos alunos.

Aplicativos educacionais, videogames e conteúdo interativo são apenas


algumas das ferramentas que motivam o desejo de aprender dos alunos.
Entretanto, a interação com outras pessoas, face to face, também é importante
quando o assunto é aprender uma língua estrangeira.

8 APRENDER LÍNGUAS EM SALAS DE AULA FORMAIS OU


INVERTIDAS?
Você já leu algo a respeito de salas de aula invertidas? Como uma das
tendências mais populares da educação recentemente, uma sala de aula invertida
é aquela em que os alunos são apresentados ao conteúdo em casa e praticam ou
fixam o conteúdo na escola.

106
TÓPICO 1 | OS NOVOS CAMINHOS DA EDUCAÇÃO NO MUNDO MODERNO

Na abordagem de aprendizagem combinada, a interação face a face é


misturada com estudo independente via tecnologia. Os alunos assistem a vídeos
pré-gravados em casa e depois vão à escola para fazer o dever de casa com
perguntas e, pelo menos, algum conhecimento prévio.

O conceito por trás da sala de aula invertida é repensado quando os


alunos têm acesso aos recursos de que mais precisam. Assim, ao chegar na escola,
o aluno já passa a ter um conhecimento antes de aprender algo totalmente novo.

No modelo de sala de aula invertida, os alunos praticam sob a orientação do


professor enquanto acessam o conteúdo por conta própria. Assim, os professores
podem gravar palestras e demais atividades que possam enriquecer o aprendizado
do aluno. Também há o benefício de permitir que os alunos pausem, retrocedam,
consultem os termos que ainda não compreendem, façam uma nova revisão etc.

FIGURA 1 – THE FLIPPED CLASSROOM

FONTE: <https://www.odysseyware.com/blog/using-classpace-flipped-classroom>.
Acesso em: 30 mar. 2019.

No sistema de ensino com a sala de aula invertida, o aluno basicamente


é introduzido a novos conceitos e aprendizagens por meio de tecnologias. O
aluno deve fazer suas anotações e listar suas dúvidas para que, no momento em
que estiver em sala de aula, ele possa participar da discussão. Sempre se falou
em conhecimento prévio do aluno, mas, dependendo do assunto abordado pelo
professor, tudo poderia ser novo para o aluno e, assim, não havia o conhecimento
prévio. Logo, ficava mais difícil proporcionar um momento de discussão em sala
de aula, já que o aluno nunca tinha estudado aquele conceito até o momento.

107
UNIDADE 3 | EDUCAÇÃO E ENSINO DE INGLÊS: O REAL E O IDEAL

O segundo momento acontece na sala de aula, quando o professor


proporciona momentos de discussão e tira dúvidas do conteúdo abordado. É o
momento de interação com o professor e com os outros alunos.

No terceiro momento os alunos continuam procurando por novas


informações e aprendizagens. São também avaliados para que se possa verificar
o quanto aprenderam.

Há muitas críticas ao modelo de ensino, como a redução do pensamento


crítico, por exemplo. Outra crítica constante é que, assim como o ensino regular,
o sucesso da sala de aula invertida também depende muito do professor, do
preparo e conteúdo das suas aulas. Outros vão além e dizem que, para que a
aula invertida tenha sucesso, é fundamental a participação dos pais, que devem
supervisionar os filhos e garantir que eles façam a sua parte em casa.

FIGURA 2 – SALA DE AULA TRADICIONAL X SALA DE AULA INVERTIDA

FONTE: <https://www.slu.edu/cttl/resources/flipped-classroom-resources.php>.
Acesso em: 27 maio 2019.

A aula é invertida porque, anteriormente, o aluno ouvia o professor em


sala de aula e fazia a sua tarefa para fixar o conteúdo em casa. No modelo, o aluno
ouve o professor em casa e, depois, na sala de aula. Fixa o conteúdo por meio de
atividades, como se fossem as suas tarefas.

Ainda é cedo para dizer que a metodologia se estabelecerá nas escolas,


mas ela já nos mostra novos caminhos que o ensino está seguindo.

108
TÓPICO 1 | OS NOVOS CAMINHOS DA EDUCAÇÃO NO MUNDO MODERNO

9 COMPETÊNCIAS E HABILIDADES DO PROFESSOR DE


LÍNGUAS
Ser um bom professor de inglês vai muito além da sua habilidade de
falar bem o idioma. Um bom professor vai além das horas trabalhadas em sala
de aula. Ensinar, como em qualquer outra profissão, requer tempo. No caso do
professor de inglês, o profissional que se destaca é aquele que usou o seu tempo
para preparar aula. Na verdade, talvez o tempo seja o papel fundamental na vida
do professor, já que ele precisará de tempo para preparar-se para a aula, repassar
o trabalho do aluno, encontrar alunos fora da sala de aula, conversar com os pais,
participar de reuniões escolares e assim por diante.

Outra característica de um excelente professor é a preocupação com a


aprendizagem de um aluno. Os alunos sabem quando o professor está preocupado
com eles. O professor deve mostrar para todo o aluno o quanto ele é importante
em sala de aula.

O bom professor também nunca para. Você, que está finalizando a sua
graduação, perceberá que terá que seguir em frente. A atualização do professor
é essencial para a conquista de novas competências e habilidades no ensino da
língua. É necessário se atualizar constantemente, seja fazendo uma pós-graduação
ou um curso de extensão.

O professor também deve ser um ótimo comunicador e um excelente ouvinte.


Precisa ter clareza no que está ensinando. É necessário que ele passe confiança e
certeza ao seu aluno, mas também que saiba ouvir as dúvidas e colocações. O bom
professor dá abertura para a participação e debate em sua aula.

A paciência também é uma característica do bom professor, pois ele estará


mediando conflitos e situações que exigem paciência, como solicitar silêncio
e concentração por diversas vezes na sua aula, já que não é todo o dia que o
professor encontrará uma sala de aula silenciosa, com todos os alunos sentados e
prontos para aprender.

109
RESUMO DO TÓPICO 1

Neste tópico você aprendeu que:

• O aprendizado on-line não difere muito do aprendizado presencial quando os


assuntos são interesse e esforço para aprender.

• A tecnologia já está se espalhando pelas salas de aula, e educadores e


desenvolvedores criam mais e mais produtos projetados para a melhoria da
educação.

• É difícil saber ao certo como será a estrutura de ensino daqui a alguns anos,
mas mudanças no ensino de idiomas já são perceptíveis.

• No ensino EAD também há o professor para auxiliar o aluno, mas talvez o


aluno trabalhe de maneira mais independente, pois ele não terá o professor ao
seu lado cem por cento do tempo.

• Homeschooling é um movimento que está avançando no país e no mundo inteiro.


Os pais escolhem educar seus filhos em casa, ao invés de enviá-los para uma
escola tradicional pública ou privada.

• As famílias que ensinam em casa, muitas vezes, combinam certos assuntos que
não são necessariamente específicos de uma determinada série ou idade, como
história, literatura e artes.

• O conselho de educação já autorizou que parte do ensino médio seja realizada


a distância.

• Os professores serão responsáveis pela maior mudança na educação. Eles que


irão liderar e guiar os seus alunos a novas metodologias de ensino e a novas
aprendizagens.

• No sistema de ensino com a sala de aula invertida, o aluno basicamente é


introduzido a novos conceitos e aprendizagens por meio de tecnologias. O
aluno deve fazer suas anotações e listar suas dúvidas para que possa participar
da discussão.

• O bom professor é aquele que desenvolve várias habilidades e competências. É


um bom comunicador, ouvinte, é paciente, prepara as suas aulas e investe no
seu desenvolvimento.

110
AUTOATIVIDADE

1 Assinale as alternativas que descrevem o ensino do Homeschooling.

a) ( ) O homeschooling é permitido no Brasil.


b) ( ) O homeschooling acontece em casa e, muitas vezes, o pai do aluno é o
seu professor.
c) ( ) O aluno não necessariamente aprende o conteúdo conforme a sua série.
Ele pode sim aprender conteúdos mais avançados.
d) ( ) O aluno não interage com outras crianças quando ele tem aulas em
casa. A interação com outras crianças não é necessária.
e) ( ) O homeschooling não funciona como metodologia de ensino.

2 Coloque as frases a seguir no quadro correto, de acordo com o que você


aprendeu sobre a sala de aula invertida.

• O professor ministra a aula para os seus alunos face to face.


• O professor grava as suas palestras e explicações para que o aluno veja a
aula em casa.
• A tarefa é feita em casa.
• Os exercícios de fixação são realizados em sala de aula.
• A avaliação é realizada pela tela do computador em casa.
• A avaliação é realizada na escola.

Sala de aula invertida Sala de aula tradicional

3 Assinale V para as características de um bom professor e F para as


características que não condizem com o bom professor.

( ) Paciente
( ) Nervoso
( ) Prepara as suas aulas
( ) Apenas ministra as suas aulas.
( ) Comunicador
( ) É o único conhecedor.
( ) Ouve os alunos.
( ) É autoritário
( ) Apenas a graduação é o suficiente.
( ) Continua em constante aprendizado.

111
112
UNIDADE 3
TÓPICO 2

A CONTEXTUALIZAÇÃO DA LÍNGUA INGLESA

1 INTRODUÇÃO
O ensino de todas as disciplinas evoluiu e, assim, muitas mudanças
aconteceram ao longo tempo. É necessário dizer que as mudanças acontecem
lentamente quando pensamos na educação.

Atualmente, a evolução digital acontece muito rápido e a educação não


consegue acompanhar. Assim, pode-se dizer que a educação está sempre a um
(ou vários) passo atrás, pois não consegue se atualizar tão rápido assim, já que
toda a mudança envolve um processo de legislação.

2 AS MUDANÇAS NO CURRÍCULO: O QUE DIZ A LEGISLAÇÃO


A Base Nacional Comum Curricular já estava prevista na Constituição
Federal desde 1988. A Lei de Diretrizes e Bases (LDB), criada em 1996, foi o guia
dos educadores por muitos anos. Entre 1997 e 2013 também foram implantadas
as Diretrizes Curriculares. No ano de 2017, pela primeira vez, o Brasil chegou a
um acordo amplo sobre a educação de crianças de 0 a 14 anos.

Por meio da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) estipulou-se o que


o aluno deve saber ao concluir cada ano da sua escolaridade. Todo o processo teve
início em 2014. O Ministério da Educação convidou mais de 100 especialistas para
participarem da primeira versão da BNCC, que foi apresentada ao público em 2015.

113
UNIDADE 3 | EDUCAÇÃO E ENSINO DE INGLÊS: O REAL E O IDEAL

FIGURA 3 – LINHA DO TEMPO BNCC

FONTE: <http://movimentopelabase.org.br/linha-do-tempo/>. Acesso em: 30 mar. 2019.

Após a primeira publicação da primeira versão da BNCC em 2015, mais


alterações foram feitas. Em 2016, uma segunda versão foi publicada e, finalmente,
em 2017, a versão final foi homologada. Como você pode ver, a mudança na
educação demora para acontecer. Talvez seja uma das dificuldades de tornar a
escola tão interessante para o aluno, já que há demora para a atualização.

Uma das mudanças mais significativas na BNCC foi o limite para a


alfabetização do aluno no ensino fundamental I. Agora, deve haver a conclusão
até o fim do segundo ano. Anteriormente, o processo tinha o tempo indeterminado
e individual. Entretanto, foi descoberto que as escolas privadas de ensino
alfabetizam até o segundo ano.

A escola nasce das demandas do seu tempo, ou seja, em 1549, quando


os jesuítas chegaram ao Brasil e criaram a primeira escola com foco na leitura
e escrita, a demanda era uma. Entretanto, nos tempos atuais, as demandas são
outras, por isso a necessidade de uma reforma na educação.

No século XXI tivemos o movimento Germ, Global Education Reform Movement,


que se trata do movimento global de reformas educativas. Uma das referências para
as mudanças é o PISA, o programa internacional de avaliação de estudantes. Embora
muitas pessoas não concordem com avaliações e rankings, é inadmissível que, um
país como o Brasil, na última edição do PISA, realizada em 70 países em 2015, tenha
ficado em 59º lugar em leitura e entre os dez últimos em matemática.

114
TÓPICO 2 | A CONTEXTUALIZAÇÃO DA LÍNGUA INGLESA

DICAS

Quer conferir o ranking do PISA? Acesse o link a seguir: https://www.oecd.org/


pisa/PISA-2015-Brazil-PRT.pdf. Acesso em: 29 maio 2019.

A reforma na educação era muito mais do que necessária para melhorarmos


o nível no nosso país.

Na língua inglesa, segundo o BNCC, o aluno deve aprender o idioma de


uma maneira que apresente a língua de forma consciente, reflexiva e crítica. Deve
ser permitido experimentar “novas formas de engajamento e participação em um
mundo social cada vez mais globalizado e plural” (BRASIL, 2017, p. 239).

A língua inglesa passa a desempenhar uma comunicação mundial nas


práticas sociais do mundo globalizado. O inglês deixa de ser visto como uma
língua estrangeira e passa a ser uma língua franca. Assim, não existe inglês
britânico ou inglês americano e qual a forma correta de ensinar. A língua é
universal e define o desenvolvimento das habilidades orais, leitura e escrita.

A partir da homologação da BNCC, na língua inglesa, as unidades


estão distribuídas em cinco eixos: oralidade, leitura, escrita, conhecimentos
linguísticos e dimensão cultural. Ainda, o foco da língua inglesa passa a ser a
interculturalidade, além dos multiletramentos. Na perspectiva, é preciso obter
falantes pluri/multilíngues com interação linguística.

DICAS

Todo professor deve realizar a leitura da nova Base Nacional Comum Curricular.
Você pode acessá-la em http://basenacionalcomum.mec.gov.br/. Acesso em: 29 maio 2019.

2.1 O CURRÍCULO DE INGLÊS CONTEXTUALIZADO COM


A PERFORMACE DO DIA A DIA
Vimos que a proposta de trabalhar o inglês como língua franca explora a
interculturalidade, ou seja, o aluno precisa ser plural. A língua por si só não tem
significado, a não ser que esteja atrelada à cultura e aos costumes dos falantes
daquela língua. Assim, o professor precisa diversificar as suas aulas, colocando

115
UNIDADE 3 | EDUCAÇÃO E ENSINO DE INGLÊS: O REAL E O IDEAL

o aluno como centro. A BNCC aponta que as orientações construtivistas devem


prevalecer diante do método fônico, ou seja, o aluno deve fazer parte da construção
do seu conhecimento e não apenas receber tudo pronto. Contudo, como fazer a
construção no dia a dia? Escolha atividades que proporcionem pesquisa ao aluno.
Oriente e estimule-o a procurar por respostas. Trabalhe em grupos, duplas,
individualmente. Assuma o papel de mediador em sala de aula e faça o aluno
apresentar suas descobertas.

Muito antes da homologação da BNCC já era discutida a importância


do papel do professor na construção do conhecimento do aluno e, determinado
papel, não pode ser o de palestrar, o de ser o único detentor do conhecimento.
A reforma da educação acontece em todas as áreas, desde a parte estrutural da
escola quanto em uma das suas peças: o professor.

3 O PROCESSO DE IMERSÃO
Quando se fala em imersão, muitas pessoas já associam a aprender o
idioma no país falante da língua. Para alguns, a imersão só é possível quando,
por exemplo, alguém que fala inglês decida morar por um período nos Estados
Unidos, Inglaterra, Austrália e assim por diante. Na verdade, o processo de
imersão pode acontecer aqui mesmo, no Brasil. Você pode organizar um passeio
em algum lugar que fale apenas inglês. Há vários hotéis, parques e resorts que
oferecem programas de imersão para quem quer aprender inglês em nosso país.

Todo professor pode proporcionar momentos de imersão na escola mesmo,


seja em uma cooking class ou em alguma outra atividade. Certa vez, uma professora
do primeiro ano do ensino fundamental trabalhou com os seus alunos a história
de Jack and the beanstalk, o famoso João e o pé de feijão. Os alunos realizaram a
leitura da história, fizeram uma pequena peça de teatro e plantaram seus feijões.
O pé de feijão que as crianças plantaram estava crescendo no vasinho em sala de
aula. Certo dia, a professora chegou muito mais cedo e espalhou feijão pela sala,
‘bagunçou’ um pouco o chão com folhas e barro, também derrubou alguns pés de
feijão e deixou as janelas abertas. Após, fechou a sala e esperou o sinal. Quando ela
realizou a fila com os seus alunos e abriu a porta da sala de aula, todos tiveram uma
grande surpresa. Frases como: Oh my God, Jack was here, the beanstalk ou the window
is open, tornaram-se comuns em meio àquela bagunça na sala de aula.

A professora fez com que a história se tornasse real e, o uso da língua,


necessário. Assim, é um momento de imersão para o aluno. Muitas vezes o aluno
nem vê a necessidade de usar o inglês. Para crianças, principalmente, não faz
sentido falar inglês apenas para praticar. Elas precisam perceber uma necessidade
real do uso da língua.

116
TÓPICO 2 | A CONTEXTUALIZAÇÃO DA LÍNGUA INGLESA

Em diversas atividades você conseguirá realizar momentos de imersão


com seus alunos. É necessário planejamento, além de tempo e criatividade.
Combine com um colega que fale inglês e peça para ele visitar a sua sala de aula,
diga aos alunos que o visitante apenas entende e fala inglês, sendo necessário
usar o idioma para se comunicar. Este é um tipo atividade em que o uso da língua
estrangeira se faz necessário e que incentivará os alunos a falarem inglês.

Como estamos falando sobre o uso de mídias no ensino de línguas,


veremos como as plataformas digitais podem tornar o processo de imersão mais
prático e acessível para todos os alunos.

3.1 O USO DE TECNOLOGIAS NO PROCESSO DE IMERSÃO


Talvez você conheça ou já tenha ouvido falar de alguém aprendeu a falar
inglês apenas utilizando jogos. Isso é realmente possível. Há jogos em que os
jogadores precisam interagir com outros que podem estar em qualquer lugar do
mundo, e a língua geralmente utilizada em tais ocasiões é a língua inglesa.

Jogos, chats on-line, redes sociais. O mundo em que vivemos é globalizado


e basta um clique para você viajar virtualmente para qualquer parte do mundo.
Você consegue falar com diversas pessoas ao mesmo tempo e, se quiser, utilizar
línguas estrangeiras para se comunicar.

Você pode incentivar seus alunos e as famílias deles a viverem diariamente


imersos no mundo do inglês. Primeiramente, incentive os seus alunos a usarem
o seu dispositivo com a configuração em inglês. Você pode até utilizar uma aula
(dependendo da política adotada pela escola) para trabalhar o vocabulário do
celular em sala de aula.

As redes sociais também podem ser um grande aliado para a prática


do idioma. Você pode criar um grupo e realizar postagens apenas em inglês e
desafiar os alunos a fazerem o mesmo. Um blog também é uma atividade que
pode ser utilizada como meio de prática. Peça para que cada um crie um blog
autobiográfico, ou também pode-se criar um blog da escola, com acontecimentos
e eventos descritos usando inglês.

Outra imersão que deve acontecer com mais frequência em sala de aula
é o uso de dicionários inglês x inglês. A tradução de todas as palavras não é
sadia para quem está aprendendo um idioma estrangeiro. Músicas, filmes com
legendas em inglês ou também sem legendas são os primeiros passos para que o
inglês se torne parte da aprendizagem. Mostre ao seu aluno que, com o passar do
tempo, ele ampliará o seu vocabulário e sua compreensão auditiva o que tornará
a língua estrangeira natural.

117
UNIDADE 3 | EDUCAÇÃO E ENSINO DE INGLÊS: O REAL E O IDEAL

Com o surgimento de tablets e do Kindle, a prática da leitura passa a ser


mais interativa, um recurso maravilhoso para os alunos de inglês. Funções como
clicar para definir e compreender uma palavra, construtores de vocabulário e
fazer o download de textos inteiros com o toque de um botão são benéficas para
um aluno que procura uma maneira divertida e eficaz de melhorar sua leitura e
escrita em particular. Há quem ainda prefira fazer a leitura com livros de papel,
mas os dispositivos eletrônicos proporcionam acesso a livros que talvez sejam
difíceis de serem encontrados em uma livraria, por exemplo.

Um dos avanços tecnológicos mais conhecidos para a escrita é o


processador de texto. O mais usado geralmente é o WORD, que, configurado
no idioma desejado, ajuda a identificar erros de escrita. Ferramentas simples,
como um dicionário e um dicionário de sinônimos, também ajudam o escritor a
expandir seu vocabulário, enquanto os verificadores ortográficos e gramaticais são
úteis para localizar e corrigir erros. Os fóruns on-line são um canal amplamente
usado para que os alunos se comuniquem e aprendam uns com os outros usando
a palavra escrita. Também é uma ótima alternativa para aqueles que não têm a
oportunidade de conversar pessoalmente com um falante nativo.

Com o avanço da tecnologia, muitos dispositivos foram criados para a


melhora do processo de ensino e aprendizagem. No caso de aprender inglês,
já citamos várias plataformas que podem ajudar você a tornar o aprendizado
dos seus alunos mais eficaz e atrativo. Assim, há dois aplicativos excelentes para
praticar a fala do idioma: CoffeeStrap e HelloTalk. 

Ao entrar no site do CoffeeStrap, você se depara com a promessa de


conversas reais e uma fluência rápida. O aplicativo faz com que você se conecte com
pessoas ao redor do mundo. É também possível fazer uma troca. Várias pessoas
estão interessadas em ensinar e aprender outras línguas. Outro aplicativo que faz
sucesso entre os aprendizes de inglês é o HelloTalk. O objetivo do App é conectar as
pessoas por meio da linguagem e da cultura. O aplicativo foi criado com o intuito
de praticar o idioma e pode ser uma ferramenta excelente para a prática do speaking.

4 A INTERAÇÃO DO PROFESSOR E ALUNO POR MEIO DAS


PLATAFORMAS DIGITAIS
Já demos várias sugestões de atividades que podem ser realizadas por meio
de plataformas on-line. Entretanto, você perceberá que, sozinhos, dificilmente os
alunos iniciarão a prática da língua sem nenhum ‘empurrãozinho’. Novamente, o
professor precisará ser o mediador de todo o processo de ensino e aprendizagem.

Se você iniciou um blog com os seus alunos, por exemplo, visite as


páginas, deixe comentários e verifique como está sendo a construção de todo
o conteúdo do aluno.

118
TÓPICO 2 | A CONTEXTUALIZAÇÃO DA LÍNGUA INGLESA

Ao realizar leituras com o Kindle ou com qualquer outro leitor eletrônico,


mostre aos alunos todas as ferramentas que podem ser utilizadas, como um
consultor de sinônimos ou um dicionário. Leve o seu leitor para a sala, mostre
em que página você está, fale da sua parte favorita, interaja. Apenas cuidado com
os grupos em redes sociais e WhatsApp, por exemplo. Se você criou um grupo no
WhatsApp para interagir com alunos com o intuito de praticar a língua, talvez, haja
uma grande dor de cabeça para você. Lembre-se: você é o adulto, o responsável
por trabalhar o idioma com os alunos. Você não poderá permitir situações de
bullying ou qualquer outro momento que seja constrangedor para algum de seus
alunos. Ensine-os que o erro faz parte do aprendizado e que não há a necessidade
de rir de alguém que não usou a gramática corretamente.

Interagir com o aluno faz parte do processo de ensino e aprendizagem,


mas não esqueça de que há um limite para a interação. O aluno deverá perceber
que o objetivo da interação é o aprendizado e não falar de outro professor, da
direção ou de qualquer outra situação que tenha acontecido no espaço escolar.
Alerte os alunos sobre o que eles escrevem, compartilham e fazem no mundo on-
line. Eles precisam perceber que tudo que é escrito ou falado fica gravado e que
deve existir ética, além de responsabilidade ao navegar pelo mundo virtual. Passe
toda a responsabilidade para eles. Afinal, você é o professor e a sua função não é
apenas ensinar inglês, mas formar cidadãos de sucesso.

119
RESUMO DO TÓPICO 2

Neste tópico, você aprendeu que:

• Por meio da Base Nacional Comum Curricular — BNCC —, estipulou-se o que


o aluno deve saber ao concluir cada ano da sua escolaridade.

• Após a publicação da primeira versão da BNCC, em 2015, mais alterações


foram feitas. Em 2016 a segunda versão foi publicada e, finalmente, em 2017, a
versão final foi homologada.

• Uma das mudanças mais significativas na BNCC foi o limite para a alfabetização
do aluno no ensino fundamental I. A conclusão deve ser feita até o fim do
segundo ano.

• Na língua inglesa, segundo a BNCC, o aluno deve aprender o idioma de uma


maneira que apresente a língua de forma consciente, reflexiva e crítica.

• A língua inglesa passa a desempenhar uma comunicação mundial nas práticas


sociais do mundo globalizado. O inglês deixa de ser visto como uma língua
estrangeira e passa a ser uma língua franca.

• A partir da homologação da BNCC, na língua inglesa, as unidades estão


distribuídas em cinco eixos: oralidade, leitura, escrita, conhecimentos
linguísticos e dimensão cultural.

• O professor poderá criar momentos de imersão na sala de aula. Ele também


poderá usar plataformas digitais e aplicativos para auxiliar os alunos no processo.

120
AUTOATIVIDADE

1 De acordo com o que você viu até o momento, pode ser considerado um
processo de imersão do indivíduo na língua inglesa, quando:

I- Ao interagir em jogos on-line, ele usa a língua inglesa para se comunicar


com outros.
II- Conversa com os seus familiares usando a sua língua nativa.
III- Usa as redes sociais para conversar com os seus amigos em português.
IV- Usa a língua inglesa em uma situação real, seja ela um acontecimento
natural como passar uma informação para um estrangeiro que fala inglês
ou algum momento criado pelo professor.
V- Há uso de plataformas digitais em que a interação com outros falantes de
inglês acontece.

a) ( ) I, II e IV estão corretas.
b) ( ) I, III e V estão corretas.
c) ( ) I, IV e V estão corretas.
d) ( ) II, IV e V estão corretas.
e) ( ) II, III e IV estão corretas.

2 Sobre o ensino de inglês segundo a BNCC, é CORRETO afirmar que:

a) ( ) Ainda prevalece o ensino fônico.


b) ( ) A gramática precisa ser ensinada antes de qualquer outra prática
pedagógica.
c) ( ) Não há a necessidade de inserção da cultura durante as aulas de inglês.
d) ( ) O inglês passa a ser uma língua franca.
e) ( ) O Brasil teve um desempenho satisfatório no aprendizado de inglês
segundo o PISA.

3 Sobre a criação da BNCC, é CORRETO afirmar que:

a) ( ) Foi o primeiro documento oficial criado no Brasil.


b) ( ) A Base Nacional Comum Curricular já estava prevista na Constituição
Federal desde 1988.
c) ( ) A Base Nacional Comum Curricular foi criada por políticos de diversos
partidos.
d) ( ) A unidade de língua inglesa está dividida em dois eixos: leitura e
escrita.
e) ( ) O foco do ensino da língua inglesa segundo a BNCC é o speaking.

121
122
UNIDADE 3
TÓPICO 3

REFLEXÕES ACERCA DO APRENDIZADO


DA LÍNGUA ESTRANGEIRA

1 INTRODUÇÃO
Todas as línguas exigem dedicação. Talvez para alguém aprender espanhol
seja mais fácil, enquanto que para outra pessoa a aquisição da língua alemã tenha
sido mais tranquila. Tudo depende de como o aprendizado ocorreu, de como foi
o contato com a língua estrangeira.

O aprendiz de qualquer língua precisa se envolver com ela. Isso quer dizer
que ele precisa não só aprender o sistema linguístico, mas também toda a cultura
que envolve a língua. Assistir a filmes, ouvir músicas, ler livros e revistas e usar
a língua para conversar com pessoas do outro lado do planeta são maneiras e
caminhos para se praticar e aprender uma língua estrangeira.

As crianças de hoje, que serão os seus alunos, já nasceram e vivem em um


mundo globalizado, e o acesso à informação é rápido e fácil. Você, como professor,
precisará ir além do clique para mostrar aos seus alunos a função da língua. Os
alunos precisam compreender que falar uma língua vai muito além da linguagem.

2 LEARNING STATIONS
Muitas escolas de sucesso ao redor do mundo começaram a trabalhar com
learning station. Você já ouviu falar? Learning Stations (também Learning Centers) são
estações de aprendizados. Em uma mesma sala, durante cinquenta minutos, os
alunos passam a desenvolver diversas atividades, circulando por estações diferentes.

Um centro de aprendizado é um espaço reservado na sala de aula que


permite fácil acesso a uma variedade de atividades e/ou materiais didáticos de
uma maneira interessante e produtiva. Os centros de aprendizagem geralmente
são projetados para oferecer uma variedade de materiais, designs e mídia. Assim,
os alunos podem trabalhar sozinhos ou com outras pessoas para realizar as
atividades e fixar o que foi aprendido na sala de aula.

123
UNIDADE 3 | EDUCAÇÃO E ENSINO DE INGLÊS: O REAL E O IDEAL

Os centros são criados para a ampliação do aprendizado de conceitos,


habilidades, temas ou assuntos. O aprendizado pode ocorrer depois que um
tópico é apresentado aos alunos, durante a apresentação de conceitos importantes
ou na forma de introdução inicial a algum assunto. Os centros de aprendizagem
podem ter vários designs e formatos. Você poderá criar diversas atividades
para trabalhar o mesmo assunto. Há professores dividem as suas estações de
aprendizagem em: centros de enriquecimento, centros de habilidades e centros
de interesse e exploração.

Centros de enriquecimento (Enrichment Centers), como o próprio nome


já diz, servem para enriquecer algum conteúdo que foi apresentado ao aluno.
Digamos que você trabalhou o butterfly cycle com os alunos e agora queira ampliar
e enriquecer o assunto. Você poderá disponibilizar várias atividades deixando
que o aluno escolha qual caminho deseja seguir.

Os centros de habilidades (skill centers) visam explorar um conteúdo inicial


que foi explicado. São similares a um centro de enriquecimento, entretanto, as
atividades são mais direcionadas. Você preparará atividades para que os alunos
atinjam os objetivos específicos que você determinar e eles.

Por último, temos os centros de interesses e exploração, que têm a


finalidade de suprir a curiosidade e ritmo do aluno. Ele escolherá até onde quer
ir, o que gostaria de saber sobre determinado assunto e talvez as suas escolhas não
estejam de acordo com o que está no livro didático, mas isso não é um problema.
Ele deve ser livre para procurar o que gostaria de saber.

DICAS

Ficou interessado em saber como funciona um learning center? Nós


separamos alguns vídeos para você:

• https://www.khanacademy.org/partner-content/ssf-cci/sscc-intro-blended-learning/
sscc-blended-learning-models/v/sscc-blended-station
• https://www.youtube.com/watch?v=Kg38A1ggYiE
Acesso em: 29 maio 2019.

2.1 AGRUPANDO OS ALUNOS


Você já viu que os centros de aprendizagem são locais onde os alunos
podem trabalhar em pequenos grupos dentro da sala de aula. Dentro de tais
espaços, os alunos trabalham de forma colaborativa em projetos que você oferece.
À medida que cada grupo conclui suas tarefas, eles se movem para o próximo
centro. Os centros de aprendizado proporcionam à criança a oportunidade de
praticar habilidades práticas enquanto participa da interação social.

124
TÓPICO 3 | REFLEXÕES ACERCA DO APRENDIZADO DA LÍNGUA ESTRANGEIRA

Algumas classes terão espaços dedicados para centros de aprendizagem.


Muitos professores, porém, que estão em salas de aula menores talvez precisem
estar preparados para a criação de centros de aprendizagem improvisados,
conforme necessário.

Como trabalhar com learning centers no Brasil ainda é algo novo, talvez
você tenha que arrumar a sala de aula toda vez que iniciar um novo trabalho.
Apresente a ideia à direção da escola e verifique se há alguma sala de aula sobrando
para usar apenas para suas aulas. Países que são referências na educação como a
Finlândia, já trabalham com learning stations em toda a escola.

Já veremos como selecionar as atividades para trabalhar, mas, antes, é


necessário organizar a sala de aula. A maneira que você escolher para configurar sua
sala dependerá do espaço e do tamanho. Os grupos devem ser compostos de três a
cinco alunos. Assim, a criança terá a oportunidade de concluir as tarefas no prazo e se
movimentar livremente pela sala de aula. Então, se você tem uma sala de 25 alunos,
deverá preparar, ao menos, cinco estações. Use todas as áreas da sala de aula para
os centros de aprendizagem. Não há a necessidade de usar apenas mesas e cadeiras.
Use tapetes, áreas de leitura e, até mesmo, algum espaço fora da sala de aula.

Organize os materiais para cada um dos centros de aprendizagem em


cestas, pastas ou containers e coloque-os no centro de aprendizado. A ação
garantirá que todos os componentes da atividade sejam organizados. Isso
também facilitará a limpeza e o armazenamento de materiais, especialmente se as
atividades acontecem com frequência. Coloque cada aluno em um grupo e indique
aos alunos o centro. Use um relógio para cronometrar o tempo. O interessante é
que cada grupo possa passar por todas as learning stations. Lembre-se de que é
sempre melhor sobrar alguma atividade do que o aluno ficar sem fazer nada,
esperando para ir para a próxima learning station. Depois que cada centro estiver
concluído, reserve um tempo para os alunos colocarem os materiais de volta para
o próximo grupo. Tenha um local para colocarem os trabalhos finalizados. A ação
torna tudo mais fácil para você ter o trabalho concluído em um só lugar.

2.2 AS DIFERENTES ATIVIDADES NAS LEARNING STATIONS


Antes de iniciar qualquer atividade com os seus alunos, reserve um
tempo para apresentar as regras e instruções de cada centro de aprendizagem. É
importante que os alunos compreendam as atividades que eles desempenharão
em cada centro antes que iniciem os trabalhos.

Mostre a eles os materiais que eles usarão em cada centro. Explique em


detalhes, o propósito da atividade na qual eles estarão trabalhando. Explique
claramente o comportamento esperado ao trabalhar em pequenos grupos. Poste
as regras e as expectativas em um lugar onde os alunos possam vê-las. Não
pense que tudo funcionará perfeitamente no primeiro momento. Ainda, o mais
importante: Não desanime! Quando o aluno estiver habituado a participar de
Learning Stations, você verá que as aulas serão mais fáceis de serem ministradas.

125
UNIDADE 3 | EDUCAÇÃO E ENSINO DE INGLÊS: O REAL E O IDEAL

Vamos supor que você está trabalhando fonética com os alunos de


primeiro ano e iniciou Family Words AT. Após você trabalhar o som de cada
palavra e a associação ao vocabulário, você decidiu realizar atividades usando
learning stations na sala de aula. Você tem 25 alunos, fará cinco learning stations e
dividirá a turma em cinco grupos.

Primeiramente, todo o material precisa estar preparado e os alunos


devem saber o que será trabalhado em sala de aula. Vamos supor que você tenha
uma aula de 45 minutos. Provavelmente, os 15 primeiros minutos você utilizará
para a organização e explicação das atividades. Então, cada atividade em cada
learning station deverá ter uma duração média de cinco minutos. Assim, todos
passarão pelas cinco learning stations e você terá os cinco minutos finais para o
fechamento. O ideal, claro, seria se você tivesse mais tempo. Uma opção é solicitar
à coordenação que coloque duas aulas de inglês seguidas, pois, dessa maneira,
você terá mais tempo para trabalhar.

Vamos dividir as learning stations. Você deverá programar uma atividade


diferente para cada grupo, mas que contemple o mesmo assunto. No primeiro
grupo, trabalharemos com tablets (se a escola não tiver, peça aos alunos que
tiverem para trazerem). No tablet é possível fazer duas atividades: primeiramente,
trabalharemos o alfabeto fonético. É preciso lembrar que cada letra tem um nome
e um som. Os alunos precisam saber disso. Então, coloque-os para ouvir e repetir
a seguinte música que trabalha o alfabeto:

FIGURA 4 – ABC PHONICS SONG

FONTE: <https://www.youtube.com/watch?v=hq3yfQnllfQ>. Acesso em: 30 mar. 2019.

Após os alunos ouvirem o ABC, eles realizarão uma atividade de fonética


trabalhando as short vowels.

126
TÓPICO 3 | REFLEXÕES ACERCA DO APRENDIZADO DA LÍNGUA ESTRANGEIRA

FIGURA 5 – APLICATIVO PHONICS

FONTE: <https://itunes.apple.com/us/app/abc-phonics-make-word-free-short-vowel-app-for-
kindergarten/id500454474?mt=8>. Acesso em: 30 mar. 2019.

Lembre-se: Tanto o vídeo, que trabalha o nome e o som das letras, quanto
o aplicativo, que é gratuito, devem estar disponíveis para os alunos. A atividade
deve estar pronta. O aluno terá apenas cinco minutos para realizar a atividade.

Para o segundo grupo, prepare uma atividade de boardgame. Aqui você


consegue ver uma sugestão de atividade:

FIGURA 6 – BOARDGAME

FONTE: <https://www.themeasuredmom.com/26-free-games-teach-short-vowel-sounds/>.
Acesso em: 30 mar. 2019.

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UNIDADE 3 | EDUCAÇÃO E ENSINO DE INGLÊS: O REAL E O IDEAL

Em uma atividade assim, você poderá integrar o grupo inteiro que está no
learning station, pois eles podem jogar juntos.

Agora, vamos para o terceiro learning station. Na estação, você poderá


trabalhar um pouco com o registro, com as palavras. Imprima a atividade e deixe
que as crianças finalizem. Um ótimo site é o Kiz phonics.

FIGURA 7 – KIZ PHONICS

FONTE: <https://www.kizphonics.com/phonics-program/1st-grade-level-1/worksheets/>.
Acesso em: 30 mar. 2019.

Quando falamos em phonics, a leitura é uma parte muito importante.


Há vários livretos gratuitos on-line que podem ser impressos. Como você já
está trabalhando a fonética do grupo de palavras, que é o short A, o seu aluno
facilmente conseguirá fazer a leitura. Um exemplo é a história a seguir:

FIGURA 8 – RAT, CAT AND PAT

FONTE: <https://www.superteacherworksheets.com/minibooks/short-a-mini-book_WFTMW.
pdf?up=1551352165>. Acesso em: 30 mar. 2019.

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TÓPICO 3 | REFLEXÕES ACERCA DO APRENDIZADO DA LÍNGUA ESTRANGEIRA

Falta ainda trabalhar uma estação. Um ótimo material para trabalhar


phonics são os cards que os alunos podem completar.

FIGURA 9 – CARDS

FONTE: <https://br.pinterest.com/pin/427419820856401985/?lp=true>.
Acesso em: 30 mar. 2019.

Uma ótima ideia é plastificar os cards com as imagens que você está
trabalhando e o espaço para as letras. Com o plástico, os alunos podem utilizar
canetão de quadro branco para escrever e depois apagar. Essa é uma sugestão
para o último learning center, como muitas outras atividades, como caça-palavras,
jogo da memória etc.

Assim, você realizou diversas atividades, trabalhando o mesmo tema e


conseguiu a atenção do aluno. Eles sempre vão estar ansiosos para concluir e
seguir para a próxima atividade. Ainda, é claro que é apenas uma sugestão de
como você poderia realizar uma atividade usando learning stations em uma sala
de aula. Tudo depende da quantidade de alunos, espaço e o tempo disponível
para realizar as atividades.

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UNIDADE 3 | EDUCAÇÃO E ENSINO DE INGLÊS: O REAL E O IDEAL

2.3 A MOVIMENTAÇÃO DAS LEARNING STATIONS NA SALA


DE AULA
Como foi pontuado anteriormente, a movimentação na sala de aula vai ser
um pouco diferente do normal. A cada momento marcado, os alunos trocarão de
posição e, no início, eles podem fazer um pouco de barulho. Assim, não deixe de
realizar as atividades por conta disso. Você perceberá que, aos poucos, a postura
deles no learning station mudará. Você também deve circular entre os centros de
aprendizagem. É provável que surgirão dúvidas e os alunos precisarão da sua ajuda.
Aos poucos, eles aprenderão sobre como funciona o processo de aprendizagem.

Você não deve fazer um learning station já na sua primeira aula do ano.
Você precisa conhecer e diagnosticar o seu aluno. Sentir como a turma trabalha,
até onde você pode ir.

Embora algumas escolas ao redor do mundo trabalhem diariamente com


learning stations, talvez não seja possível que você faça isso em todas as aulas.
Programe-se para trabalhar com os alunos em algum momento da semana ou
do mês, mas faça determinado tipo de atividade. Os alunos aprendem, gostam e
você verá cada vez mais a autonomia deles.

Outro importante passo nas estações de aprendizagem é trabalhar com os


alunos o fechamento da aula. É necessário verificar se todos conseguiram concluir
as atividades, verificar se ficaram dúvidas e fazer a correção das atividades. Você
pode reservar um momento ao final das learning stations ou também retomar o
assunto trabalhado.

3 O ENSINO DE LÍNGUA INGLESA ON-LINE


Você já deve ter percebido que a oferta por aulas de inglês on-line cresceu
muito e isso se deve ao aumento da procura, é claro. Agora você consegue tanto
lecionar quanto ter aulas por meio do Skype, Facetime e outros aplicativos que
permitem a interação entre professor e aluno.

O ensino por meio da tela do computador pode ser eficiente ou não. Tudo
depende do estudante e da sua dedicação. Se um aluno tem aulas presenciais e não
se esforça, não terá resultados. A mesma situação acontece quando as aulas são
on-line. Se o aluno não se comprometer, também não terá um bom rendimento.

O ensino de inglês on-line abriu uma nova oportunidade para professores


de inglês trabalharem. Muitas empresas do mundo inteiro contratam professores
para que trabalhem da sua casa e lecionem aos alunos por diversas plataformas.

130
TÓPICO 3 | REFLEXÕES ACERCA DO APRENDIZADO DA LÍNGUA ESTRANGEIRA

Se você não tem muita experiência trabalhando como professor ou


lecionando on-line, você deveria iniciar a sua carreira (se você desejar lecionar
on-line) em uma empresa que já possui experiência no segmento. Assim, você
aprenderá como lecionar a distância e, posteriormente, poderá criar a sua própria
empresa. Há professores que trabalham por conta própria e criam a sua página
on-line para apresentar o seu trabalho e conquistar mais alunos.

Se você fizer uma busca rápida no Google, encontrará diversos anunciantes


que oferecem cursos de idiomas. Além dos aplicativos, plataformas digitais, também
existem páginas que permitem que você encontre um professor on-line particular.

FIGURA 10 – BUSCA NO GOOGLE

FONTE: <http://bit.ly/31PvSfQ>. Acesso em: 27 jun. 2019.

Algumas pessoas talvez ainda ficam um pouco desconfiadas com o ensino


a distância, mas é preciso pensar que o ensino híbrido cresce a cada dia e que é
impossível separar a tecnologia da educação.

Como vimos anteriormente no modelo de sala de aula invertida, é muito


eficaz que o aluno veja vídeos, explicações e conceitos em casa e, ainda, procure o
professor para tirar suas dúvidas.

131
UNIDADE 3 | EDUCAÇÃO E ENSINO DE INGLÊS: O REAL E O IDEAL

Com aulas on-line, o procedimento pode ser similar. O aluno realiza os


seus estudos e quando está com o professor, além de praticar inglês, pode tirar as
suas dúvidas. O importante é que é mais uma área que pode ser explorada por
você, professor. Você poderá até fazê-la como uma fonte de renda extra.

3.1 A CRIAÇÃO DE PLATAFORMAS PARA ENSINAR LÍNGUAS


A Internet revolucionou a forma como trabalhamos, jogamos,
comunicamos, administramos e, o mais importante, aprendemos. O mundo
digital tirou quase todos os limites da educação. Não estamos mais limitados a
aprender apenas o que está disponível para nós em uma sala de aula física ou
biblioteca. O acesso a um computador, tablet ou smartphone permite buscar mais
informações do que poderíamos imaginar.

A Internet não abriu apenas oportunidades ilimitadas de pesquisa.


Também permite desenvolver plataformas de aprendizado on-line para ensinar
e aprender de maneira abrangente. A plataforma de aprendizagem on-line teve
um impacto extremamente positivo na maneira como vivenciamos a educação.

Pense que o ensino por meio de plataformas cresce a cada dia no Brasil
e no mundo. Com a possibilidade do homeschooling no Brasil, a tendência de os
pais utilizarem plataformas digitais para auxiliarem na educação de seus filhos
só crescerá. Embora a internet seja um espaço de comunicação e interação, antes
da criação da plataforma de aprendizado on-line, muito do aprendizado que
ocorria on-line era feito por autoestudo. A plataforma convida e incentiva tutores
e alunos a se envolverem entre si por meio de salas de aula virtuais, bate-papo
por texto, voz e vídeo.

O mundo moderno está se tornando cada vez mais agitado. A plataforma


de aprendizado on-line permite que os aprendizes entrem, saiam e estudem
no momento que quiserem e puderem. Os alunos também podem se envolver
com uma plataforma de educação on-line onde quer que estejam, em qualquer
dispositivo digital disponível.

Nas salas de aula tradicionais, a maior parte do ensino é feita pelo


professor. Já na plataforma on-line, você pode ter especialistas de várias áreas,
sem necessariamente de estarem localizados no mesmo lugar geograficamente.
A configuração facilita a reunião de vários tutores e especialistas para
compartilhamento dos seus conhecimentos.

Como já vimos, muitas plataformas estão sendo criadas para o ensino de


línguas estrangeiras. Para criar uma plataforma on-line, há muitas habilidades
envolvidas. Primeiramente, você precisa desenvolver um método que seja eficaz
quando se trata de ensino on-line. Depois disso, você precisa de tecnologia para
desenvolver o seu produto, que envolve programação e designer gráfico. A partir
de uma boa ideia, você poderá desenvolver uma plataforma de sucesso e ter o seu
próprio negócio.

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TÓPICO 3 | REFLEXÕES ACERCA DO APRENDIZADO DA LÍNGUA ESTRANGEIRA

Há websites que oferecem cursos que ensinarão a criar uma


plataforma. Para aqueles que têm interesse em ter a sua própria plataforma,
pode ser uma boa alternativa.

FIGURA 11 – CRIANDO A SUA PLATAFORMA

FONTE: <https://www.learnworlds.com/free-trial/?utm_source=google&utm_
medium=adwords&utm_campaign=keywords&utm_content=csocNewS&gclid=EAIaIQobChMI_
emvutve4QIVFQaRCh1wRgKbEAAYASAAEgJpMvD_BwE>. Acesso em: 30 mar. 2019.

3.2 O PROFESSOR CRIADOR DE CONTEÚDO NO


COMPONENTE CURRICULAR DE LÍNGUAS
Podemos dizer que todo professor é um criador de conteúdo, pois todo
profissional, ao longo da sua carreira, produzirá textos, exercícios, dinâmicas,
enfim, diversos materiais serão produzidos para ensinar os alunos.

Uma boa opção para você, que é criativo e produz diversos materiais para
o dia a dia na sala de aula, é vendê-los, e alguns sites permitem determinada ação.
Você pode criar o seu site ou anunciar o seu material em alguma outra plataforma.

FIGURA 12 – TEACHERS PAY TEACHERS

FONTE: <https://www.teacherspayteachers.com/Browse/Search:phonics>.
Acesso em: 30 mar. 2019.

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UNIDADE 3 | EDUCAÇÃO E ENSINO DE INGLÊS: O REAL E O IDEAL

Este é um ótimo exemplo de como um professor pode ganhar uma


renda extra como produtor de conteúdo. Assim, muitas vezes você produz uma
atividade diferente e muito eficaz. Por que não dividir a atividade com outros
professores? Entretanto, se você dedicou tempo àquilo, também deveria ser
recompensado financeiramente, já que o trabalho é de sua autoria.

O profissional de Letras não precisa ser necessariamente professor.


Há um vasto campo de opções para uma pessoa formada em linguagem, que
conhece a fundo a sua língua e uma língua estrangeira. Assim, talvez você não
deva se prender apenas à sala de aula. Você pode trabalhar com a produção de
conteúdo para ensinar pessoas on-line, por exemplo. Pode criar produtos para
vender a professores que queiram utilizar em suas aulas, trabalhar com editoras,
na produção de materiais didáticos. Enfim, há um grande campo profissional
esperando por você.

Para algumas pessoas é muito difícil conseguir criar algum jogo ou


atividade diferenciada enquanto que, para outras, é uma atividade do dia a dia.
Então, se você é uma dessas pessoas, comece fazendo o seu portfólio. Bata fotos
das suas produções, crie um passo a passo de como foi feito e anuncie. Com
certeza alguém se interessará pelo seu produto.

Se você observar o site teacherspayteachers, todos os materiais que são


vendidos lá são para impressão. Assim, não há problemas com entregas ou
algo assim. A partir do momento que você produziu algo e está disponível para
impressão, toda a venda que você realizar será lucro.

Falando em portfólio, aqui vai uma ótima dica para todo professor: crie
o seu portfólio para apresentar o seu trabalho. Em uma entrevista de emprego,
por exemplo, você falará sobre as suas habilidades, como você desenvolve o seu
trabalho em sala de aula etc. E se você mostrar um pouco do seu trabalho? Tire
fotos dos seus alunos jogando, trabalhando, coloque exemplos de atividades. Dessa
maneira, quando você for a uma entrevista de emprego, terá algo para mostrar.

Um portfólio de ensino é um registro de seu desenvolvimento profissional


como professor. Ele ilustra sua filosofia de ensino e sua abordagem geral. Na
primeira página, coloque uma apresentação sobre você mesmo. Quais são os seus
objetivos pessoais? Quais são os seus desejos de crescer como docente? Qual a sua
filosofia de ensino? O que você gosta de ensinar? Quais são as suas estratégias de
ensino? Como mostrar um bom gerenciamento da sua sala de aula? Enfim, é o
momento de falar de você como profissional.

Já dentro do seu portfólio, comece pelo seu planejamento anual e explique


como você faz o planejamento semanal ou mensal. Depois, mostre como você
desenvolve as suas atividades, dê exemplos de avaliações. Se você trabalha
com a educação infantil ou primeiro ano, como seria a avaliação descritiva? Dê
exemplos de jogos e atividades lúdicas que você desenvolve em sala de aula.

134
TÓPICO 3 | REFLEXÕES ACERCA DO APRENDIZADO DA LÍNGUA ESTRANGEIRA

Descreva o exemplo de uma aula. Você viu como exemplificamos uma aula
mostrando uma learning station? Então, você poderá fazer o mesmo, mostrando
como uma aula começa, desenvolve e termina. Lembre-se de acrescentar seus
cursos de formação. Um professor sempre precisa estar atualizado, em constante
formação, seja realizando uma pós-graduação ou um curso de pequena duração.

Como estamos falando em tecnologias, lembre-se de que a maioria das


empresas anuncia as suas vagas e solicita que você envie o seu currículo via
e-mail. E se, além do seu currículo, enviar também um portfólio virtual ou seu
website para mostrar um pouco do seu trabalho? Com certeza, você se destacará.

FIGURA 13 – TEACHING PORTFOLIO

FONTE: <https://br.pinterest.com/pin/187884615683422168/?autologin=true>.
Acesso em: 30 mar. 2019.

Na internet você conseguirá encontrar vários exemplos de portfólios. Crie


o seu da maneira que você preferir.

Ao organizar todas as suas produções, há diversos caminhos que você


poderá seguir. Há alguns profissionais da área da educação que juntaram tudo o
que produziram e criaram o seu livro. Um exemplo é a coleção de livros da autora
Lilian Leventhal.

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UNIDADE 3 | EDUCAÇÃO E ENSINO DE INGLÊS: O REAL E O IDEAL

FIGURA 14 – LIVROS

FONTE: <https://ready4english.wordpress.com/tag/material/>. Acesso em: 30 mar. 2019.

Os três livros são excelentes para professores de inglês que ensinam


crianças e adolescentes, além de apresentarem diversos planejamentos de aula
com instruções. A autora reuniu diversas ideias e atividades que desenvolveu ao
longo dos anos como professora e lançou alguns livros. O seu público? Professores
e demais profissionais que trabalham com o ensino de línguas.

O que estamos mostrando aqui é que, você, futuro professor, tem diversas
opções no campo profissional e, com o avanço tecnológico, essas opções só
aumentam.

Existiam teorias de que a tecnologia e os robôs ocupariam o emprego


dos professores, mas fique tranquilo, isso não acontecerá. A humanização da
educação nunca poderá ser substituída por robôs e telas de computadores. O
professor continuará a desempenhar o papel de mediador. Em alguns momentos,
a interação pode sim acontecer por meio da tela do computador, mas a figura do
professor jamais poderá ser substituída. O professor é uma peça importantíssima
na aquisição de conhecimento do aluno e não apenas no conhecimento cognitivo,
mas também no conhecimento emocional.

Você, professor, tem um papel fundamental na formação dos seus alunos.


Você é um modelo para eles. A sua palavra e as suas atitudes têm o poder de
mudar e de transformar a vida de todo ser humano que está em sua volta.

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TÓPICO 3 | REFLEXÕES ACERCA DO APRENDIZADO DA LÍNGUA ESTRANGEIRA

LEITURA COMPLEMENTAR

USING LEARNING STATIONS IN MIDDLE SCHOOL

Sarah Knutson

Teaching via stations or learning centers feels familiar to elementary school


teachers, but offering them in middle school may not feel entirely comfortable at
first glance. I used to occasionally utilize stations to cover specific content very
quickly but after I heard  Catlin Tucker speak at a professional development
seminar, I realized the potential impact I could have if I frequently used the
Station Rotation model. I began making immediate changes in my classroom. The
benefits of this type of instruction abound and can benefit a range of students.

Why offer learning stations?

Learning centers, learning stations, station rotations,  blended


learning — these labels all refer to the same general concept: rotating students
through various learning activities throughout a single class period. When I
moved from a middle school that allowed me to see my students for an average of
75 minutes each day to a site where I see my students for 60 minutes, four times a
week, I had to change my method of instruction. The amount of content I needed
to cover did not change, but the amount of time I had to cover it did. Enter the
station rotation model.  

In addition to fitting in more content in a day, this model allows me to


meet the needs of different learners via the  teacher-led station. During each
station rotation lesson, I group together specific students who need extra time
on a particular assignment, may need re-teaching, or are ready to move on with
advanced content. This small group instruction offers the chance to discreetly
scaffold or advance students without drawing attention to them.

Additionally, because this type of instruction offers variety, student choice


(where possible), and more student conversation than direct instruction, student
engagement  increases. Whether students are interacting with an experiential
learning station such as an interactive lab, survey, or video, students focus on
tasks and their engagement in classroom activities increases. I have witnessed
students who aren’t comfortable using academic vocabulary during a class
discussion suddenly have enthusiastic conversations around meaningful topics
when they meet in a station with a group of peers.

Structuring learning stations

Using my classroom as an example, a typical station rotation structure


could include different stations where students:

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UNIDADE 3 | EDUCAÇÃO E ENSINO DE INGLÊS: O REAL E O IDEAL

Interact with academic vocabular


Read a document related to our current project and add notes to a graphic
organizer
Discuss our current class novel with peers and add notes to a shared
document
Meet with me in a group that’s formed around a specific need

In this model, students have fifteen minutes at each station. Often, that
does not feel like enough time, so I split the stations over two days.  

Not every brain can focus on a single topic for an entire class period, and
the station rotation model allows for smaller units of focus. While teachers may
assign groups to follow a particular pattern, I often allow students or teams to
choose their focus for the day and let them cycle through the stations at their
own pace. This simple choice alone flexes some critical thinking muscles, asking
students to prioritize tasks.   

Catlin Tucker’s Ten Tips  cover the basics of establishing stations in a


classroom. The most valuable piece of advice Tucker provides, in my experience,
is her 10th tip: mix up the stations. Just as students cannot always focus on a
single topic for a class period, they cannot always engage in the same  type  of
task. And, you can support different learning styles with a mix of online, print,
individual, group, and teacher-led stations.

Ultimately, the key to successful stations is consistent expectations. I


knew at the start of the year that I would like to implement stations so here are
the steps I took:

I covered protocols, norm setting, and community building.


I established the model I expected to use but included low-risk content
(nothing heavy in terms of topics or points).
I had students learn how to interact with print instructions (in stands
on the tables), online instructions (to open links, view videos, complete written
tasks, etc.), and with the different transition options (on a timer, when done as an
individual, when done as a group).

This allowed me to cover the important beginning-of-the-year


content and to establish norms around a key component of my ongoing classroom
instruction.

Implementing stations with intention

In my first year at this particular site, I may have gone a bit heavy with the
stations, and my students reached a wall. They felt that we were moving too quickly
through content, and they were right. I was covering four lessons over two days,
via the stations, and it felt like far too much for these students. Between my past
experience seeing students for more time and their experience with teachers who
implemented a less-than-rigorous curriculum, we needed to meet in the middle.

138
TÓPICO 3 | REFLEXÕES ACERCA DO APRENDIZADO DA LÍNGUA ESTRANGEIRA

I realized that I must utilize the station rotation model intentionally.


Rather than introducing content early in a project, I have found that using the
model after students have begun completing tasks makes more sense. With their
work in front of me, I can more easily create groups for teacher-led stations. And,
with a basic understanding of the project, they can more readily work independently.
Additionally, recognizing the different patterns in how my students work, I tend
to move away from timed stations and offer students more choice in how long they
remain at each station, depending on their individual needs.

Now that I think more carefully about what students  can  accomplish
independently while I work with a small group, my stations feel more beneficial and
less frustrating for students. Stations work in my classroom as long as I pay attention
to the students in my classroom and then design stations according to those needs.

FONTE: KNUTSON, Sarah. Using learning stations in middle school. 2018. Disponível em: https://
education.cu-portland.edu/blog/classroom-resources/learning-stations-middle-school/. Acesso
em: 18 abr. 2019.

139
RESUMO DO TÓPICO 3

Neste tópico, você aprendeu que:

• Learning Stations (também Learning Centers) são estações de aprendizados. Em


uma mesma sala, durante cinquenta minutos, os alunos passam a desenvolver
diversas atividades distintas, circulando por estações diferentes.

• Os centros de aprendizagem podem ter vários designs e formatos. Você pode


criar diversas atividades para trabalhar o mesmo assunto.

• A maneira que você escolhe para configurar sua sala de aula depende dos
espaços e dos tamanhos disponíveis.

• Indique cada aluno a um grupo e o centro em que eles irão iniciar. Use um
relógio para cronometrar o tempo. O interessante é que cada grupo possa
passar por todas as learning stations.

• Poste as regras e as expectativas de comportamento em um lugar onde os


alunos possam vê-las. Não pense que tudo funcionará perfeitamente no
primeiro momento.

• Para trabalhar com learning stations você precisa verificar a quantidade de


alunos, espaço e o tempo disponível para realizar as atividades.

• O ensino por meio da tela do computador pode ser eficiente ou não. Tudo
depende do estudante e da sua dedicação.

• Não estamos mais limitados a aprender o que está disponível em uma sala
de aula física ou biblioteca. O acesso a um computador, tablet ou smartphone
permite se conectar com mais informações do que imaginamos.

• Embora a Internet seja um espaço de comunicação e interação, antes da criação


da plataforma de aprendizado on-line, muito do aprendizado que ocorria on-
line era feito por autoestudo.

• Nas salas de aula tradicionais, a maior parte do ensino é feita pelo professor.

140
AUTOATIVIDADE

1 After everything you read, look at the pictures and choose T for true
sentences and F for false sentences about Learning Stations.

FONTE: <http://teacher.scholastic.com/literacy_centers_photos/>. Acesso em: 18 abr. 2019.

a) ( ) Every learning station must have five students.


b) ( ) Teachers have to do learning stations in every class.
c) ( ) You can use different activities to teach and practice the same subject.
d) ( ) Teachers don’t need to explain the activities beforehand. Students will
know what to do in their learning station.
e) ( ) The teacher needs to prepare his class in advance.

2 About learning English on-line it is correct to say:

a) ( ) It doesn’t work. Students don’t learn English with online classes.


b) ( ) Just big companies can teach English online.
c) ( ) English can be taught through Skype or Facebook, for example.
d) ( ) It’s very easy to create a learning plataform. Anyone can do it.
e) ( ) Soon we won’t have more learning plataforms. They won’t last long.

141
3 About immersion is correct to say that:

a) ( ) It’s just going to work abroad.


b) ( ) It doesn’t make any difference in the learning process.
c) ( ) It’s impossible to create an immersion situation in the classroom.
d) ( ) Teachers can create immersion moments during their classes.
e) ( ) Immersion is translating what you teach.

142
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