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VADEMECUM PRF 2018 NOVA CONCURSOS

Prezado(a) aluno(a), futuro(a) Policial Rodoviário Federal, aqui quem vos escreve
é o Prof. Diego Pureza em nome de toda a equipe da Nova Concursos.
Sabemos que a preparação para um concurso público desse calibre não é tarefa
fácil. Exige-se sacrifícios e abdicação de momentos preciosos de lazer e descanso.
Agravando a problemática, a banca CESPE exigiu neste certame um número
significativo de questões jurídicas e possui como característica cobrar em provas a
maior parte dos assuntos previstos no edital.
Além disso, sabemos que a legislação pura e fria é fortemente cobrada nos
concursos organizados pela mencionada banca.
Como forma de ajudá-los ainda mais nessa reta final, compilamos toda a legislação
exigida pelo edital, organizamos e deixamos visualmente agradável para que seu
estudo renda ainda mais nesses últimos dias que antecederão a prova, o que resultou
em nosso Vade Mecum Nova Concursos para a PRF 2018.
Além disso, retiramos todos os artigos vetados e revogados que comumente
aparecem em outros materiais e no próprio site do Planalto, afastando todo esse
volume desnecessário em seu material.
Temos a convicção de que este precioso material servirá como mais uma ferramenta
gratuita na construção de sua aprovação.
Desejo à você toda a força necessária, foco e fé nos estudos para essa reta final.
Continue contando conosco!

Atenciosamente,

Diego Pureza
SUMÁRIO

BLOCO I........................................................................................................................................................................................................................................01

Decreto nº 1.171/1994 – Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo.............................................01

História da PRF....................................................................................................................................................................................................................04

BLOCO II......................................................................................................................................................................................................................................10

Código de Trânsito Brasileiro (Lei nº 9.503/1997).................................................................................................................................................10

Decreto nº 4.711/2003 (Sistema Nacional de Trânsito).......................................................................................................................................75

Resoluções do CONTRAN...............................................................................................................................................................................................75

R nº 04/1998...................................................................................................................................................................................................................75

R nº 14/1998...................................................................................................................................................................................................................77

R nº 24/1998...................................................................................................................................................................................................................80

R nº 26/1998...................................................................................................................................................................................................................82

R nº 32/1998...................................................................................................................................................................................................................82

R nº 36/1998...................................................................................................................................................................................................................83

R nº 98/1999...................................................................................................................................................................................................................83

R nº 110/2000.................................................................................................................................................................................................................83

R nº 160/2004.................................................................................................................................................................................................................84

R nº 197/2006.................................................................................................................................................................................................................84

R nº 205/2006.................................................................................................................................................................................................................84

R nº 210/2006.................................................................................................................................................................................................................85

R nº 211/2006.................................................................................................................................................................................................................90

R nº 216/2006.................................................................................................................................................................................................................94

R nº 227/2007.................................................................................................................................................................................................................95

R nº 242/2007.................................................................................................................................................................................................................97

R nº 253/2007...............................................................................................................................................................................................................100

R nº 254/2007...............................................................................................................................................................................................................101

R nº 258/2007...............................................................................................................................................................................................................102

R nº 268/2007...............................................................................................................................................................................................................105
SUMÁRIO

R nº 273/2008...............................................................................................................................................................................................................107

R nº 277/2008...............................................................................................................................................................................................................108

R nº 289/2008...............................................................................................................................................................................................................109

R nº 290/2008...............................................................................................................................................................................................................110

R nº 292/2008...............................................................................................................................................................................................................112

R nº 349/2010...............................................................................................................................................................................................................115

R nº 356/2010...............................................................................................................................................................................................................117

R nº 360/2010...............................................................................................................................................................................................................122

R nº 371/2010...............................................................................................................................................................................................................124

R nº 396/2011...............................................................................................................................................................................................................124

R nº 432/2013...............................................................................................................................................................................................................128

R nº 453/2013...............................................................................................................................................................................................................131

R nº 471/2013...............................................................................................................................................................................................................132

R nº 508/2014...............................................................................................................................................................................................................133

R nº 520/2015...............................................................................................................................................................................................................134

R nº 525/2015...............................................................................................................................................................................................................136

R nº 552/2015...............................................................................................................................................................................................................137

R nº 561/2015...............................................................................................................................................................................................................140

R nº 573/2015...............................................................................................................................................................................................................143

R nº 598/2016...............................................................................................................................................................................................................144

R nº 619/2016...............................................................................................................................................................................................................146

R nº 624/2016...............................................................................................................................................................................................................154

R nº 643/2016...............................................................................................................................................................................................................155

R nº 720/2017...............................................................................................................................................................................................................155

R nº 723/2018...............................................................................................................................................................................................................156

R nº 735/2018...............................................................................................................................................................................................................162
SUMÁRIO

BLOCO III...................................................................................................................................................................................................................................167

Constituição da República Federativa do Brasil de 1988..................................................................................................................................167

Código Penal......................................................................................................................................................................................................................196

Código de Processo Penal............................................................................................................................................................................................226

Legislação Especial...........................................................................................................................................................................................................232

Estatuto do Desarmamento....................................................................................................................................................................................232

Apresentação e uso de documentos de Identificação Pessoal.................................................................................................................240

Abuso de Autoridade................................................................................................................................................................................................241

Lei dos Crimes de Tortura........................................................................................................................................................................................243

Estatuto da Criança e do Adolescente................................................................................................................................................................244

Lei de Drogas................................................................................................................................................................................................................257

Lei dos Crimes Ambientais......................................................................................................................................................................................268

Decreto nº 5.948/2006..............................................................................................................................................................................................274

Decreto nº 6.347/2008..............................................................................................................................................................................................279

Decreto nº 7.901/2013..............................................................................................................................................................................................301
II - O servidor público não poderá jamais desprezar o
BLOCO I elemento ético de sua conduta. Assim, não terá que
decidir somente entre o legal e o ilegal, o justo e o in-
justo, o conveniente e o inconveniente, o oportuno e
DECRETO Nº 1.171/1994 – CÓDIGO DE ÉTICA o inoportuno, mas principalmente entre o honesto e
PROFISSIONAL DO SERVIDOR PÚBLICO o desonesto, consoante as regras contidas no art. 37,
CIVIL DO PODER EXECUTIVO FEDERAL caput, e § 4°, da Constituição Federal.

DECRETO Nº 1.171, DE 22 DE JUNHO DE 1994 III - A moralidade da Administração Pública não se limi-
ta à distinção entre o bem e o mal, devendo ser acres-
Aprova o Código de Ética Profissional do Servidor Público cida da idéia de que o fim é sempre o bem comum. O
Civil do Poder Executivo Federal. equilíbrio entre a legalidade e a finalidade, na conduta
do servidor público, é que poderá consolidar a morali-
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso das atribuições dade do ato administrativo.
que lhe confere o art. 84, incisos IV e VI, e ainda tendo em
vista o disposto no art. 37 da Constituição, bem como nos IV- A remuneração do servidor público é custeada pelos
arts. 116 e 117 da Lei n° 8.112, de 11 de dezembro de 1990, tributos pagos direta ou indiretamente por todos, até
e nos arts. 10, 11 e 12 da Lei n° 8.429, de 2 de junho de 1992,
por ele próprio, e por isso se exige, como contrapartida,
DECRETA: que a moralidade administrativa se integre no Direito,
como elemento indissociável de sua aplicação e de sua
Art. 1° Fica aprovado o Código de Ética Profissional do finalidade, erigindo-se, como conseqüência, em fator
Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal, que com de legalidade.
este baixa.
V - O trabalho desenvolvido pelo servidor público pe-
Art. 2° Os órgãos e entidades da Administração Pública rante a comunidade deve ser entendido como acrés-
Federal direta e indireta implementarão, em sessenta dias, as cimo ao seu próprio bem-estar, já que, como cidadão,
providências necessárias à plena vigência do Código de Ética, integrante da sociedade, o êxito desse trabalho pode
inclusive mediante a Constituição da respectiva Comissão de ser considerado como seu maior patrimônio.
Ética, integrada por três servidores ou empregados titulares
de cargo efetivo ou emprego permanente. VI - A função pública deve ser tida como exercício pro-
fissional e, portanto, se integra na vida particular de
Parágrafo único. A constituição da Comissão de Ética será cada servidor público. Assim, os fatos e atos verificados
comunicada à Secretaria da Administração Federal da Presi- na conduta do dia-a-dia em sua vida privada poderão
dência da República, com a indicação dos respectivos mem- acrescer ou diminuir o seu bom conceito na vida fun-
bros titulares e suplentes. cional.
Art. 3° Este decreto entra em vigor na data de sua publi-
VII - Salvo os casos de segurança nacional, investiga-
cação.
ções policiais ou interesse superior do Estado e da Ad-
ministração Pública, a serem preservados em proces-
ANEXO so previamente declarado sigiloso, nos termos da lei,
a publicidade de qualquer ato administrativo constitui
Código de Ética Profissional do Servidor Público Ci- requisito de eficácia e moralidade, ensejando sua omis-
vil do Poder Executivo Federal são comprometimento ético contra o bem comum, im-
putável a quem a negar.

CAPÍTULO I VIII - Toda pessoa tem direito à verdade. O servidor não


pode omiti-la ou falseá-la, ainda que contrária aos in-
Seção I teresses da própria pessoa interessada ou da Adminis-
tração Pública. Nenhum Estado pode crescer ou esta-
Das Regras Deontológicas
bilizar-se sobre o poder corruptivo do hábito do erro,
I - A dignidade, o decoro, o zelo, a eficácia e a consci- da opressão ou da mentira, que sempre aniquilam até
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ência dos princípios morais são primados maiores que mesmo a dignidade humana quanto mais a de uma Na-
devem nortear o servidor público, seja no exercício do ção.
cargo ou função, ou fora dele, já que refletirá o exercício
da vocação do próprio poder estatal. Seus atos, com- IX - A cortesia, a boa vontade, o cuidado e o tempo dedi-
portamentos e atitudes serão direcionados para a pre- cados ao serviço público caracterizam o esforço pela disci-
servação da honra e da tradição dos serviços públicos. plina. Tratar mal uma pessoa que paga seus tributos direta

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ou indiretamente significa causar-lhe dano moral. Da d) jamais retardar qualquer prestação de contas, condi-
mesma forma, causar dano a qualquer bem pertencen- ção essencial da gestão dos bens, direitos e serviços
te ao patrimônio público, deteriorando-o, por descuido da coletividade a seu cargo;
ou má vontade, não constitui apenas uma ofensa ao
equipamento e às instalações ou ao Estado, mas a to- e)
tratar cuidadosamente os usuários dos serviços
dos os homens de boa vontade que dedicaram sua in- aperfeiçoando o processo de comunicação e contato
teligência, seu tempo, suas esperanças e seus esforços com o público;
para construí-los.
f) ter consciência de que seu trabalho é regido por
X - Deixar o servidor público qualquer pessoa à espera princípios éticos que se materializam na adequada
de solução que compete ao setor em que exerça suas prestação dos serviços públicos;
funções, permitindo a formação de longas filas, ou
qualquer outra espécie de atraso na prestação do ser- g) ser cortês, ter urbanidade, disponibilidade e atenção,
viço, não caracteriza apenas atitude contra a ética ou respeitando a capacidade e as limitações individuais
ato de desumanidade, mas principalmente grave dano de todos os usuários do serviço público, sem qual-
moral aos usuários dos serviços públicos. quer espécie de preconceito ou distinção de raça,
sexo, nacionalidade, cor, idade, religião, cunho po-
XI - O servidor deve prestar toda a sua atenção às or- lítico e posição social, abstendo-se, dessa forma, de
dens legais de seus superiores, velando atentamente
causar-lhes dano moral;
por seu cumprimento, e, assim, evitando a conduta
negligente. Os repetidos erros, o descaso e o acúmulo h) ter respeito à hierarquia, porém sem nenhum temor
de desvios tornam-se, às vezes, difíceis de corrigir e ca-
de representar contra qualquer comprometimento
racterizam até mesmo imprudência no desempenho da
indevido da estrutura em que se funda o Poder Esta-
função pública.
tal;
XII - Toda ausência injustificada do servidor de seu lo-
i) resistir a todas as pressões de superiores hierárqui-
cal de trabalho é fator de desmoralização do serviço
público, o que quase sempre conduz à desordem nas cos, de contratantes, interessados e outros que vi-
relações humanas. sem obter quaisquer favores, benesses ou vantagens
indevidas em decorrência de ações imorais, ilegais
XIII - O servidor que trabalha em harmonia com a es- ou aéticas e denunciá-las;
trutura organizacional, respeitando seus colegas e cada
concidadão, colabora e de todos pode receber cola- j) zelar, no exercício do direito de greve, pelas exigên-
boração, pois sua atividade pública é a grande opor- cias específicas da defesa da vida e da segurança co-
tunidade para o crescimento e o engrandecimento da letiva;
Nação.
l) ser assíduo e freqüente ao serviço, na certeza de que
sua ausência provoca danos ao trabalho ordenado,
Seção II refletindo negativamente em todo o sistema;

Dos Principais Deveres do Servidor Público m. comunicar imediatamente a seus superiores todo e
qualquer ato ou fato contrário ao interesse público,
XIV - São deveres fundamentais do servidor público: exigindo as providências cabíveis;

a) desempenhar, a tempo, as atribuições do cargo, fun- n) manter limpo e em perfeita ordem o local de tra-
ção ou emprego público de que seja titular; balho, seguindo os métodos mais adequados à sua
organização e distribuição;
b) exercer suas atribuições com rapidez, perfeição e
rendimento, pondo fim ou procurando prioritaria- o) participar dos movimentos e estudos que se relacio-
mente resolver situações procrastinatórias, princi- nem com a melhoria do exercício de suas funções,
palmente diante de filas ou de qualquer outra es- tendo por escopo a realização do bem comum;
pécie de atraso na prestação dos serviços pelo setor
em que exerça suas atribuições, com o fim de evitar p) apresentar-se ao trabalho com vestimentas adequa-
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dano moral ao usuário; das ao exercício da função;

c) ser probo, reto, leal e justo, demonstrando toda a in- q) manter-se atualizado com as instruções, as normas
tegridade do seu caráter, escolhendo sempre, quan- de serviço e a legislação pertinentes ao órgão onde
do estiver diante de duas opções, a melhor e a mais exerce suas funções;
vantajosa para o bem comum;

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r) cumprir, de acordo com as normas do serviço e as g) pleitear, solicitar, provocar, sugerir ou receber qual-
instruções superiores, as tarefas de seu cargo ou fun- quer tipo de ajuda financeira, gratificação, prêmio,
ção, tanto quanto possível, com critério, segurança e comissão, doação ou vantagem de qualquer espécie,
rapidez, mantendo tudo sempre em boa ordem. para si, familiares ou qualquer pessoa, para o cum-
primento da sua missão ou para influenciar outro
s) facilitar a fiscalização de todos atos ou serviços por servidor para o mesmo fim;
quem de direito;
h) alterar ou deturpar o teor de documentos que deva
t) exercer com estrita moderação as prerrogativas fun- encaminhar para providências;
cionais que lhe sejam atribuídas, abstendo-se de
i) iludir ou tentar iludir qualquer pessoa que necessite
fazê-lo contrariamente aos legítimos interesses dos
do atendimento em serviços públicos;
usuários do serviço público e dos jurisdicionados ad-
ministrativos; j) desviar servidor público para atendimento a interes-
se particular;
u) abster-se, de forma absoluta, de exercer sua função,
poder ou autoridade com finalidade estranha ao in- l) retirar da repartição pública, sem estar legalmente
teresse público, mesmo que observando as forma- autorizado, qualquer documento, livro ou bem per-
lidades legais e não cometendo qualquer violação tencente ao patrimônio público;
expressa à lei;
m. fazer uso de informações privilegiadas obtidas no
v) divulgar e informar a todos os integrantes da sua âmbito interno de seu serviço, em benefício próprio,
de parentes, de amigos ou de terceiros;
classe sobre a existência deste Código de Ética, esti-
mulando o seu integral cumprimento. n) apresentar-se embriagado no serviço ou fora dele
habitualmente;
Seção III o) dar o seu concurso a qualquer instituição que aten-
te contra a moral, a honestidade ou a dignidade da
Das Vedações ao Servidor Público pessoa humana;
XV - E vedado ao servidor público; p) exercer atividade profissional aética ou ligar o seu
nome a empreendimentos de cunho duvidoso.
a) o uso do cargo ou função, facilidades, amizades,
tempo, posição e influências, para obter qualquer fa-
vorecimento, para si ou para outrem; CAPÍTULO II

b) prejudicar deliberadamente a reputação de outros DAS COMISSÕES DE ÉTICA


servidores ou de cidadãos que deles dependam;
XVI - Em todos os órgãos e entidades da Administra-
c) ser, em função de seu espírito de solidariedade, co- ção Pública Federal direta, indireta autárquica e funda-
nivente com erro ou infração a este Código de Ética cional, ou em qualquer órgão ou entidade que exerça
ou ao Código de Ética de sua profissão; atribuições delegadas pelo poder público, deverá ser
criada uma Comissão de Ética, encarregada de orientar
d) usar de artifícios para procrastinar ou dificultar o e aconselhar sobre a ética profissional do servidor, no
exercício regular de direito por qualquer pessoa, tratamento com as pessoas e com o patrimônio públi-
co, competindo-lhe conhecer concretamente de impu-
causando-lhe dano moral ou material;
tação ou de procedimento susceptível de censura.
e) deixar de utilizar os avanços técnicos e científicos ao
XVIII - À Comissão de Ética incumbe fornecer, aos orga-
seu alcance ou do seu conhecimento para atendi- nismos encarregados da execução do quadro de carrei-
mento do seu mister; ra dos servidores, os registros sobre sua conduta ética,
para o efeito de instruir e fundamentar promoções e
f) permitir que perseguições, simpatias, antipatias,
VADE MECUM PRF

para todos os demais procedimentos próprios da car-


caprichos, paixões ou interesses de ordem pessoal reira do servidor público.
interfiram no trato com o público, com os jurisdicio-
nados administrativos ou com colegas hierarquica- XXII - A pena aplicável ao servidor público pela Comis-
mente superiores ou inferiores; são de Ética é a de censura e sua fundamentação cons-
tará do respectivo parecer, assinado por todos os seus
integrantes, com ciência do faltoso.

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XXIV - Para fins de apuração do comprometimento éti- Importante destacar que desde 1927 Turquinho já de-
co, entende-se por servidor público todo aquele que, fendia a criação da Polícia de Estradas, surgindo daí seu
por força de lei, contrato ou de qualquer ato jurídico, aproveitamento como primeiro Inspetor deTráfego. Ainda
preste serviços de natureza permanente, temporária ou em 1935, Yeddo Fiúza indicou Carlos Rocha Miranda para
excepcional, ainda que sem retribuição financeira, des- organizar a estrutura da Polícia das Estradas, auxiliado por
de que ligado direta ou indiretamente a qualquer órgão Turquinho. Juntos criaram, no dia 23 de julho de 1935, o
do poder estatal, como as autarquias, as fundações pú- primeiro quadro de policiais da hoje Polícia Rodoviária Fe-
blicas, as entidades paraestatais, as empresas públicas e deral, denominados, a época, “Inspetores de Tráfego”. Eram
as sociedades de economia mista, ou em qualquer setor eles: Antônio Wilbert Sobrinho, Alizue Galdino Neves, Ra-
onde prevaleça o interesse do Estado. nulpho Pereira de Carvalho, Manoel Fonseca Soares, Nico-
medes Rosa e Silva, Waldemar Barreto, Adelson José dos
Santos, Manoel Gomes Guimarães, Pedro Luiz Plum, Mário
HISTÓRIA DA PRF Soares, Luciano Alves e Nelson Azevedo Barbosa.

Antônio Felix Filho ficou com a plaqueta nº 1. Ele foi


A Polícia Rodoviária Federal (PRF) foi criada pelo presi-
incumbido de chefiar uma equipe com 13 componentes e,
dente Washington Luís no dia 24 de julho de 1928, através
ainda, ficou responsável pelo primeiro posto de fiscalização
do Decreto no 18.323 – que definia as regras de trânsito à da Polícia Rodoviária Federal, que foi construído na estrada
época, com a denominação inicial de “Polícia de Estradas”. Rio-Petrópolis, numa localidade denominada Castanhinha.
No ano de 1926, Washington Luiz é eleito presidente da Da época de sua criação até meados de 1939, o Siste-
República e dois anos depois, em 1928, com pensamento ma Rodoviário incluía apenas as rodovias Rio-Petrópolis,
de modernidade e objetivando melhorar a segurança na Rio-São Paulo, Rio-Bahia e União Indústria. Somente em
circulação de automóveis, institui o embrião da Polícia Ro- 1943, no estado do Paraná, foi criado um Núcleo da Polícia
doviária Federal: Polícia das Estradas de Rodagem. das Estradas, com o objetivo de exercer o policiamento de
trânsito em rodovias em construção naquele estado. Daí
em diante, foi-se ampliando a área de atuação da Polícia
DECRETO N. 18.323 – DE 24 DE JULHO DE 1928 Rodoviária Federal até os dias de hoje, quando a malha
rodoviária federal fiscalizada chega a mais de 71 mil quilô-
Aprova o regulamento para a circulação internacional metros de rodovias e estradas, de Norte a Sul, e de Leste a
de automóveis, no território brasileiro e para a sinalização, Oeste do Brasil.
segurança do trânsito e policia das estradas de rodagem
O Presidente da República dos Estados Unidos do Brasil, Um passo importante para o exercício das atividades da
usando da autorização constante do decreto n. 5.372, de 9 Polícia das Estradas foi a transformação da Comissão Na-
de dezembro de 1927, DECRETA: cional de Estradas de Rodagem no Departamento Nacional
de Estradas de Rodagem – DNER, conforme a Lei nº 467 de
Art. 1º –  Fica aprovado o regulamento, que com este 31 de julho de 1937. No segundo artigo que trata da com-
baixa, estabelecendo regras para a circulação internacional petência do DNER, na alínea “d” especifica a incumbência
de automóveis, no território brasileiro, de conformidade da fiscalização da circulação e exercer o poder de Polícia
com o decreto n. 5.252 A, de 9 de setembro de 1927, e das Estradas Nacionais, gerando a denominação que vigo-
para a sinalização, segurança do trânsito e policia das es- ra nos dias de hoje: POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL.
tradas de rodagem, de acordo com as últimas convenções
internacionais. Um dos grandes acontecimentos que marcou a época e
foi de grande importância para o policiamento rodoviário
Mas, somente em 1935, Antônio Félix Filho, o “Turqui- foi a criação do primeiro Código Nacional de Trânsito, ins-
nho”, como ficou conhecido dentro da PRF, e considera- tituído pelo Decreto-Lei nº 2.994 de 28 de janeiro de 1941.
do o primeiro patrulheiro rodoviário federal, foi chamado
pelo administrador Natal Crosato, a mando do engenhei- No mês de setembro de 1941, foi feito uma emenda no
ro-chefe da Comissão de Estradas de Rodagem, Yeddo Código Nacional de Trânsito que criou o CONTRAN, Con-
Fiúza, para organizar os serviços de vigilância das rodovias selho Nacional de Trânsito, a nível federal e os Conselhos
Rio-Petrópolis, Rio-São Paulo e União Indústria. Naquela Estaduais de Trânsito, dos estados, subordinado aos gover-
época, as fortes chuvas exigiam uma melhor sinalização e nadores estaduais.
desvio de trechos, inclusive com a utilização de lampiões
No dia primeiro de maio de 1943, o então presidente da
VADE MECUM PRF

vermelhos durante a noite. Apresentado ao Yeddo Fiúza,


república, Getúlio Vargas, Decreta a Consolidação das Leis
Turquinho recebeu a missão de zelar pela segurança das
do Trabalho (CLT), Decreto-Lei nº 5.452, com o intuito de
rodovias federais e foi nomeado Inspetor de Tráfego, com
dirimir as questões envolvendo patrões e empregados. O
a missão inicial de percorrer e fiscalizar as ditas rodovias,
Departamento Nacional de Estradas de Rodagens adotou
usando duas motocicletas Harley Davidson. Para tal, con-
para os seus funcionários a CLT, e a primeira turma a ser
tava com cerca de 450 “vigias” da Comissão de Estradas de
contratada neste regime foi a de 1965.
Rodagem (CER).

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Com o Decreto no 8.463 (também conhecido como Lei Houve vários acordos entre o antigo Departamento Fe-
Joppert), de 27 de dezembro de 1945, o qual reorganizou deral de Segurança Pública – DFSP e o Departamento Na-
o Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER), cional de Estradas de Rodagem, inclusive com a realização
deu autonomia financeira ao mesmo. Com este decreto, o de um convênio, em 19 de dezembro de 1967, assinado
departamento recebeu autorização para gerir seus recursos, pelos diretores Florimar Campello e Elizeu Resende, res-
inclusive para as demandas da Polícia Rodoviária Federal. pectivamente, do DFSP e DNER, tratando da cooperação
Foi, inclusive, com este decreto que nasceu a denominação entre os dois órgãos. Mais tarde, esse convênio se transfor-
de Polícia Rodoviária Federal, pois o art. 2º, letra “C”, dava ao mou no Decreto no 62.384, de 11 de março de 1968.
DNER o direito de exercer o poder de Polícia de Tráfego nas
rodovias federais. O nome “Polícia Rodoviária Federal” foi Em 21 de março de 1969, foi assinado o Decreto Lei no
sugerido pelo engenheiro Ciro Soares de Almeida e aceito 512, regulando a Política Nacional de Viação Rodoviária,
pelo então diretor-geral do DNER, Edmundo Régis Bitten- fixando diretrizes para a reorganização do Departamento
court. Nacional de Estradas de Rodagem, em conseqüência ao
policiamento de trânsito das rodovias federais, executado
No dia 5 de setembro de 1947, a Polícia Rodoviária Fe-
pela Polícia Rodoviária Federal.
deral criou o Grupo de Motociclistas com a missão de reali-
zar o batedor do, então, presidente dos Estados Unidos da Com a assinatura do Decreto no 74.606, de 24 de se-
América, Harry S. Truman, que veio a cidade de Petrópolis,
tembro de 1974, que dispôs sobre a estrutura básica do
no Rio de Janeiro, e ficou no hotel Quitandinha. Sua vinda
Departamento Nacional de Estradas de Rodagem, foi cria-
aconteceu por causa da primeira reunião para formação da
da a Diretoria de Trânsito e, integrada a ela, a Divisão de
Organização da Nações Unidas – ONU.
Polícia Rodoviária Federal. Esse mesmo Decreto, no art. 30,
Por aquela ocasião, a Polícia Rodoviária Federal recebeu definia as competências da Divisão de Polícia Rodoviária
vinte e cinco motocicletas da marca Harley Davidson. Ao tér- Federal, da seguinte forma:
mino da missão, dez motocicletas ficaram no Rio de Janeiro
e o restante foi distribuído para vários estados brasileiros. “À Divisão de Polícia Rodoviária Federal compete: a pro-
gramação, a organização, e o controle das atividades de
Até dezembro de 1957, a Polícia Rodoviária Federal era policiamento, orientação de trânsito e fiscalização do cum-
supervisionada pela Divisão de Conservação, Pavimentação primento da legislação de trânsito nas rodovias federais;
e Tráfego – DCPT – do DNER. Estavam subordinados a essa preparar, coordenar, orientar e fazer executar planos de
divisão os Distritos Rodoviários Federais, na forma do De- policiamento e esquemas de segurança especiais; colabo-
creto no 31.154, de 19/07/52, art. 15, letras “D” e “H”. Em rar com as Forças Armadas, órgãos de Segurança Federais,
12 de dezembro de 1957, com a assinatura do Decreto no Estaduais e demais órgãos similares em articulação com a
42.799, a PRF passou a fazer parte da Divisão de Trânsito, Assessoria de Segurança e Informações – ASI/DG; colabo-
órgão incumbido de concentrar todos os serviços técnicos rar nas campanhas educativas de trânsito; programar e su-
e administrativos ligados à administração do trânsito. Desli- pervisionar a execução de comandos de fiscalização; forne-
gou-se, assim, do DCPT e concentrou seu comando na área cer dados sobre acidentes do trânsito, cabendo-lhes, ainda,
central do DNER, uniformizando seus procedimentos no assegurar regularidade, segurança e fluência no trânsito
âmbito dos distritos. nas rodovias federais, proteger os bens patrimoniais a elas
incorporados, bem como fazer respeitar os regulamentos
Em 1958, o então deputado federal Colombo de Sou- relativos à faixa de domínio.”
za apresentou um Projeto de Lei que propunha a extinção
da Polícia Rodoviária Federal. O projeto, que se arrastou até Em 1978, cinquenta anos após sua fundação, a PRF re-
1963, transformou-se no Substitutivo no 3.832-C/58, que cebeu as primeiras policiais em seus quadros. No concurso
extinguia a Polícia Rodoviária Federal, mas criava a Patrulha realizado naquele ano, com vagas distribuídas para todo
Rodoviária Federal. O projeto, que teve a liderança do de-
Brasil, cinco mulheres foram aprovadas. O edital publicado
putado José Damião de Souza Rio, foi aprovado na Câmara
à época não fazia distinção quanto ao gênero dos candida-
por unanimidade e remetido ao Senado, onde recebeu o
tos. Era a oportunidade que muitas desejavam.
número 86/63.
Foram inúmeras inscrições e, após a prova de conheci-
Em 1965, entretanto, o DNER, antecipando-se a qualquer
outra medida, determinou o uso da nova denominação – Pa- mentos específicos, algumas candidatas seguiram as fases,
trulha Rodoviária Federal, na mesma época em que era cria- passando pelo treinamento prático com aproveitamento
VADE MECUM PRF

do o Serviço de Polícia Rodoviária Federal do Departamento adequado, sagrando-se aptas ao cargo.


Federal de Segurança Pública (Decreto no 56.510, de 28 de
junho de 1965, art. 184). Evitava-se, dessa forma, confundir De acordo com a Inspetora Roseli, hoje aposentada, o
duas corporações com denominação semelhante na esfera treinamento foi feito em instalações do Exército Brasileiro.
federal e a superposição no policiamento. Elas participavam das mesmas atividades que os demais
candidatos, sem diferenciação por serem mulheres.

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Com o advento da Constituição de 1988, a Polícia Ro- que permaneceu até 1999. Em 1999, foi nomeado o Gene-
doviária Federal foi institucionalizada e integrada ao Siste- ral Álvaro Henrique Vianna de Moraes, que permaneceu
ma Nacional de Segurança Pública. Inserida no Art. 144, no até 2003. Em 2003, assumiu a função de Diretor Geral o
Título V – Da Defesa do Estado e das Instituições Democrá- Patrulheiro Rodoviário Federal Helio Cardoso Derenne, o
ticas, Capítulo III – Da Segurança Pública, a PRF ganha defi- qual permaneceu até o ano de 2011. Nesse ano, então, as-
nitivamente o status de instituição permanente de Estado, sumiu a Policial Rodoviário Federal Maria Alice Nascimento
atuando no policiamento e na fiscalização de rodovias e de de Souza, a qual permaneceu na função até o ano de 2017.
áreas de interesse da União. Já em 2017, o PRF Renato Antônio Borges Dias assumiu
o cargo de diretor-geral, sendo o atual gestor máximo da
Foi por intermédio da atuação eficaz de organizações instituição.
associativas, tais como a União do Policial Rodoviário Fe-
deral “Casa do Inspetor”, Associação da Patrulha Federal do No ano de 2018, por ordem do presidente da repúbli-
Paraná e Associação Nacional da Polícia Rodoviária Federal, ca, Michel Temer, foi instituído o Ministério Extraordinário
e com grande apoio popular (subscrição de 175.623 elei- da Segurança Pública, logo deixando o status de extraor-
tores) que a estrutura da época foi elevada à condição de dinário e se tornando Ministério da Segurança Pública, o
Instituição Policial. qual arrastou para sua estrutura organizacional os órgãos
de segurança pública que antes estavam subordinados ao
Sob essa nova ótica, a Polícia Rodoviária Federal passou Ministério da Justiça, dentre os quais, a Polícia Rodoviária
a ter também como missão parte das responsabilidades Federal.
do Poder Executivo Federal para com a segurança públi-
ca, além das atribuições normais de prestar segurança aos Grandes eventos esportivos– os grandes eventos
usuários das rodovias federais, socorro às vítimas de aci- esportivos no Brasil exigiram alta performance das insti-
dentes de trânsito, zelar pela proteção do patrimônio da tuições de segurança pública. E, nesse cenário, a PRF saiu
União, etc. vitoriosa!

Por meio da Lei no 8.028, de 12 de abril de 1990, e do O primeiro desafio em um grande evento ocorreu no
Decreto no 11, de 18/01/91, a Polícia Rodoviária Federal ano de 2007, quando a PRF foi protagonista nos Jogos
passou a integrar a estrutura organizacional do Ministério Pan-americanos e Parapan-americanos. Em seguida, veio a
da Justiça como Departamento de Polícia Rodoviária Fede- Copa das Confederações e Jornada Mundial da Juventu-
ral, tendo sua estrutura e competência definidas no art. 23 de em 2012. Na sequência, a Copa Fifa de Futebol 2014,
do supracitado Decreto e no Regimento Interno, aprovado chegando aos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016. As
pela Portaria Ministerial no 237, de 19/03/91. ações foram realizadas em ritmo de competição: rápido e
preciso.
Posteriormente, o Departamento de Polícia Rodoviária
Federal, através do Decreto no 761, de 19/02/93, passou a A PRF atuou fazendo ações de policiamento, utilizando
integrar a estrutura regimental da Secretaria de Trânsito do a estratégia de gerar “cinturões de segurança” em todos os
Ministério da Justiça. Posteriormente, através do Decreto estados da federação onde ocorreram competições. Essas
no 1.796, de 24/01/96, o DPRF passou a integrar a estrutura ações visavam garantir a segurança de todos os envolvidos
regimental da Secretaria de Planejamento de Ações Nacio- nos eventos, desde comissão organizadora, atleta e, sobre-
nais de Segurança Pública do Ministério da Justiça. tudo, torcedores.

Em 3 de outubro de 1995, a Polícia Rodoviária Federal Reforçando o policiamento desde as fronteiras, a PRF
tem suas atribuições definidas com a publicação do Decre- atuou com grande empenho para evitar a entrada de dro-
to no 1.655, o qual possui validade e dita as competências gas, armas e indivíduos em restrições judiciais. Tudo para
até os dias de hoje. levar segurança aos brasileiros e estrangeiros que acompa-
nharam de perto as competições esportivas.
Após ter sido integrada à estrutura organizacional do Mi-
nistério da Justiça, a Polícia Rodoviária Federal teve oito dire- Dentre as atividades desenvolvidas, a PRF destacou-se,
tores. Inicialmente, durante a transição, 1991/1992, o órgão também, naquela em que tem reconhecida excelência: as
foi dirigido por Ítalo Mazoni da Silva, servidor do Departa- escoltas. Chefes de Estado, delegações de atletas, compe-
mento Nacional de Estradas de Rodagem; posteriormente, tições de rua, como os casos de corridas ciclísticas e mara-
VADE MECUM PRF

em 1993, passou a ser dirigido pelo Patrulheiro Mauro Ri- tonas e, um dos pontos altos, a escolta da Tocha Olímpica,
beiro Lopes, primeiro servidor de carreira a chegar ao cargo um dos maiores símbolos da integração entre povos.
máximo da instituição, onde permaneceu até 1994, quando
se afastou da função para se candidatar a Deputado Federal, Treinar para não falhar – Para atingir um alto grau de
assumindo, interinamente, o Patrulheiro Adair Marcos Scorsin. proficiência, a PRF manteve ao longo desses últimos anos
Em 1995, foi nomeado o Patrulheiro Lorival Carrijo da Rocha, um programa de treinamento de todo o efetivo empregado

6
nos grandes eventos. Uma das áreas mais exigidas foi a dos (ICE) e Drug Enforcement Agency (DEA). Além disso, man-
motociclistas batedores. Diversos policiais foram capacita- tém relacionamento estreito com instituições de segurança
dos para o emprego de motocicletas, tanto no serviço de da Espanha e Portugal, além de ser membro da Internatio-
escolta e batedor, como também no de motopoliciamento. nal Association of Chiefs of Police (IACP – América Latina) e
Foram eles que escoltaram as seleções de futebol, equipes da UNECE (Economic Commission for Europe).
de vôlei, basquete, estrelas do atletismo e de outras moda-
lidades, dos mais diversos países participantes. Escoltaram Tecnologia – sistemas informatizados e dispositivos
o Papa Francisco, na Jornada Mundial da Juventude, dentre móveis têm auxiliado os policiais rodoviários federais
outras missões. Policiais das áreas de Controle de Distúr- a diminuírem o tempo de resposta no enfrentamento
bio Civil (choque); Pronto Emprego; Operações com Cães; às suas demandas, seja de fiscalização do trânsito ou
Atendimento Pré-Hospitalar (APH); Inteligência também enfrentamento ao crime.
passaram por treinamentos constantes.
Economia de tempo e recursos humanos são os princi-
pais fatores para a adoção de tecnologia. Com a substitui-
Atualidade
ção de servidores em processos automatizados, agora rea-
A PRF é uma instituição que age com a visão calcada na lizados por sistemas, o policial tem mais tempo disponível
garantia dos direitos humanos. Sua atuação está sempre para concentrar seu trabalho em ações que efetivamente
estruturada por um consistente modelo de gestão, basea- geram impacto positivo.
do em constante modernização, buscando efetividade e
celeridade. Aplicativos de acesso a câmeras de monitoramento,
informações sobre pessoas e veículos com restrições ju-
A instituição opera num dos principais ambientes utili- diciais, mapas de localização das viaturas mais próximas,
zados pela criminalidade, a rodovia. Em função disso, a PRF sinalizadores de tráfego automatizados e inteligência po-
exerce forte presença na prevenção e repressão ao crime, licial: tudo isso para aumentar a eficiência dos resultados
especialmente no combate ao roubo e furto de veículos institucionais, adaptando a PRF ao cenário desafiador em
e cargas, ao tráfico de drogas e armas, ao contrabando que atua.
e descaminho, à sonegação fiscal, à exploração sexual de
crianças e adolescentes e ao tráfico de pessoas. Atualmente a PRF conta com sistemas que filtram infor-
mações por um Núcleo de Ciência de Dados. O conheci-
Em sua estratégia de atuação, a instituição planeja um mento produzido é utilizado nas ações, gerando resultados
extenso calendário de operações em épocas de grande flu-
continuamente aperfeiçoados. Os recursos tecnológicos
xo de veículos nas rodovias federais. Cumpre, ainda, co-
são variados, com destaque para softwares de big data, que
mandos voltados à educação para o trânsito, fiscalização
relacionam conteúdos extraído dos sistemas corporativos,
do transporte de produtos perigosos, transporte coletivo
de passageiros, transporte de produtos ambientais, execu- ou mesmo da internet, gerando insumos relevantes para a
tando, também, serviços de escolta e batedor de cargas de atuação policial.
dimensões excepcionais, além de escolta e segurança de
Trânsito – entre as mais diversas atividades exercidas
autoridades brasileiras e/ ou estrangeiras.
pela Polícia Rodoviária Federal, a fiscalização de trânsito
Outra característica notável da PRF é sua atuação ar- é a principal delas, pois foi com esse propósito que a
ticulada com outros órgãos de governo, tais como Polí- instituição foi estabelecida.
cia Federal, polícias Civil e Militar nos estados, Ministério
Público do Trabalho, Ministério Público Federal, Receita Ao longo dos mais de 70 mil quilômetros de rodovias
Federal, Fundação Nacional de Saúde, Instituto Brasileiro federais, a PRF é responsável pela fluidez e organização do
do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, tráfego e pela segurança de veículos e usuários da 4a maior
Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte, malha viária do planeta.
Agência Nacional de Transporte Terrestre, órgãos de trânsi-
to estaduais, Secretarias Estaduais de Fazenda e numerosos É através da fiscalização de trânsito que o policial rodo-
outros órgãos que atuam em ações de justiça, policiamen- viário federal, ao fiscalizar uma enorme variedade de ele-
to e/ou fiscalização. mentos e documentos, coíbe a circulação de veículos irre-
VADE MECUM PRF

gulares e reprime as mais diversas modalidades criminosas.


E esse vigor na atuação articulada não se resume ao Muito além da fiscalização de irregularidades administrati-
cenário nacional. Nos últimos anos, a Polícia Rodoviária vas, a atividade de fiscalização de trânsito tem caráter de
Federal assinou acordos de cooperação com duas organi- segurança e saúde pública, coíbe a circulação de ilícitos e
zações internacionais que são referências no segmento de previne a ocorrência de acidentes, contribuindo para a di-
segurança pública: Immigration and Customs Enforcement
minuição dos custos sociais a eles relacionados.

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A polícia Rodoviária Federal mantém ações sistemáti- Na PRF, o Comando de Operações Especializadas é a
cas de educação para o trânsito, com projetos que buscam unidade responsável por subsidiar a Coordenação-Geral de
transmitir, além dos preceitos legais, aspectos éticos e de Operações – CGO, produzindo análise criminal e propondo
cidadania. diretrizes para o policiamento ostensivo rodoviário e es-
pecializado na prevenção e enfrentamento ao crime, pla-
A PRF ministra aulas em escolas, empresas e órgãos nejando, fomentando e supervisionando essas atividades.
públicos por todo Brasil, distribuindo material didático e,
ao mesmo tempo, promovendo a inserção do tema den-
tro do dia a dia desses setores. E para tornar o assunto Áreas especializadas
mais atrativo, foram desenvolvidos dois grandes progra-
mas muito bem aceitos pelo público: o Cinema Rodoviário, Escolta, batedor, e motopoliciamento – a Polícia Rodo-
onde o profissional de transporte de cargas e passageiros viária Federal, desde sua criação, em 1928, tem sua imagem
é convidado para uma rodada de palestras e vídeos sobre vinculada ao serviço com motocicletas. Naquela época, já
o trânsito,  e o Fetran, que é um festival temático infantil oferecia à sociedade vigilância e inspeção das estradas bra-
sobre trânsito, aproximando as futuras gerações do tema sileiras utilizando a motocicleta como ferramenta de tra-
trânsito de uma forma leve e lúdica balho.

Capacitação – no ano de 1999, com a edição da Operações de em controle de distúrbios – é uma ati-
portaria MJ no 308, foi criado um novo Regimento Interno vidade na qual o policial deve utilizar ferramentas psico-
para a PRF, estruturando o ensino como atribuição do motoras e cognitivas em situações complexas, que forçam
Núcleo de Normas e Capacitação na sede do DPRF e nas a tomadas de decisão rápidas e assertivas, em meio a ce-
Superintendências dos Setores de Legislação de Pessoal. nários conflituosos, sob demasiado estresse.

A partir daí, sucessivos eventos de capacitação foram Pronto emprego – a Polícia Rodoviária Federal, face à
realizados, sendo os primeiros na área de atendimento complexidade dos cenários em que atua, tem dedicado
pré–hospitalar. E para que as atividades pudessem ser de- cada vez mais atenção à prevenção e ao combate ao cri-
senvolvidas com o foco específico no trabalho da Polícia me. Respondendo a diversas situações críticas, a PRF viu-se
Rodoviária Federal, em 2004 foi realizado o primeiro Curso impelida a criar o Grupo de Resposta Rápida (GRR), com
de Formação de Instrutores (CFI) com gestão da própria foco em ocorrências criminais complexas, em todo o Brasil.
instituição, fato que alavancou a multiplicação do ensino O GRR é situado em Brasília e subordinado ao Comando
na instituição. de Operações Especializa- das da PRF (COE). Seu aciona-
mento é pautado na resposta rápida a situações especiais,
Em 2012, a PRF deu início a uma nova etapa em sua operações de grande sensibilidade, relevância e urgência.
produção de conhecimento, criando um local exclusivo A rotina das equipes táticas, quando não estão realizando
para ações de capacitação. A criação da Academia Nacional missões, compreende treinamento físico, operacional, ins-
da PRF (ANPRF) foi um marco dentro da instituição e den-
truções táticas individuais e coletivas, que mantém a capa-
tro do serviço público brasileiro. Estrutura, metodologia e
cidade operacional dos policiais.
técnicas de ensino daquele ambiente têm sido utilizadas
para formar novos policiais e para aperfeiçoamento técnico Policiamento com cães – o trabalho dos cães policiais
dos servidores da PRF. Além disso, o ambiente é constante- farejadores da PRF é bastante desafiador. Os animais pre-
mente requisitado e utilizado por outras instituições públi- cisam ser dóceis e bastante sociáveis. O equilíbrio e o
cas, como Ministério Público Federal, Polícias Civis, dentre destemor também são características marcantes nos cães
outras.
utilizados pela instituição para este fim, uma vez que os
locais de fiscalização são bem diversificados, e vão desde
Ação especializada – o esforço de especialização
um acostamento de uma rodovia até um movimentado
na PRF tem colocado a instituição numa condição de
protagonista na segurança pública. terminal rodoviário.

Todos os policiais rodoviários federais podem, ao longo Operações aéreas – a Divisão de Operações Aéreas
da carreira, se especializar em uma ou mais área, de acordo (DOA) da Polícia Rodoviária Federal foi estabelecida em
com suas habilidades e interesse. Policiamento especializa- junho de 1999 por meio da Portaria n° 308 do Ministério
do, choque, cinotecnia, fiscalização de produtos perigosos. da Justiça, assinada pelo Ministro Interino Paulo Affonso
VADE MECUM PRF

Todos esses vetores de atuação exigem especialização e o Martins de Oliveira e publicada no DOU do dia 01/07/1999.
policial recebe o conhecimento necessário nos cursos es-
Atendimento pré-hospitalar – o Atendimento Pré-Hos-
pecíficos. Esse é o caminho para incrementar o profissiona-
pitalar consiste na pronta resposta a urgências e emergên-
lismo da instituição, colocando-a num patamar de desem-
cias a acidentados, fora do ambiente hospitalar, visando
penho mais eficiente, mais responsável e mais efetivo na
à estabilização clínica da vítima até a remoção para uma
condução da ordem e da segurança pública.
unidade hospitalar adequada.

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Perícia – desde a sua implantação em 2013 até os dias
atuais, a atividade de perícia tem evoluído de forma no-
tória, com os integrantes cada vez mais aptos, com exper-
tise em investigação de acidentes de trânsito e estudos de
segurança viária.

VADE MECUM PRF

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Art. 3º As disposições deste Código são aplicáveis a
BLOCO II qualquer veículo, bem como aos proprietários, condutores
dos veículos nacionais ou estrangeiros e às pessoas nele
expressamente mencionadas.
CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO
Art. 4º Os conceitos e definições estabelecidos para os
efeitos deste Código são os constantes do Anexo I.
LEI Nº 9.503, DE 23 DE SETEMBRO DE 1997.

Institui o Código de Trânsito Brasileiro. 


CAPÍTULO II
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o
Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: DO SISTEMA NACIONAL DE TRÂNSITO

Seção I
CAPÍTULO I
Disposições Gerais
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Art. 5º O Sistema Nacional de Trânsito é o conjunto de
Art. 1º O trânsito de qualquer natureza nas vias terrestres do órgãos e entidades da União, dos Estados, do Distrito Fe-
território nacional, abertas à circulação, rege-se por este Código. deral e dos Municípios que tem por finalidade o exercício
das atividades de planejamento, administração, normati-
§ 1º Considera-se trânsito a utilização das vias por pesso- zação, pesquisa, registro e licenciamento de veículos, for-
as, veículos e animais, isolados ou em grupos, condu-
mação, habilitação e reciclagem de condutores, educação,
zidos ou não, para fins de circulação, parada, estacio-
namento e operação de carga ou descarga. engenharia, operação do sistema viário, policiamento, fis-
calização, julgamento de infrações e de recursos e aplica-
§ 2º O trânsito, em condições seguras, é um direito de ção de penalidades.
todos e dever dos órgãos e entidades componentes
do Sistema Nacional de Trânsito, a estes cabendo, no Art. 6º São objetivos básicos do Sistema Nacional de
âmbito das respectivas competências, adotar as me- Trânsito:
didas destinadas a assegurar esse direito.
I - estabelecer diretrizes da Política Nacional de Trânsi-
§ 3º Os órgãos e entidades componentes do Sistema to, com vistas à segurança, à fluidez, ao conforto, à de-
Nacional de Trânsito respondem, no âmbito das res- fesa ambiental e à educação para o trânsito, e fiscalizar
pectivas competências, objetivamente, por danos seu cumprimento;
causados aos cidadãos em virtude de ação, omissão
ou erro na execução e manutenção de programas, II - fixar, mediante normas e procedimentos, a padroni-
projetos e serviços que garantam o exercício do di- zação de critérios técnicos, financeiros e administrativos
reito do trânsito seguro.
para a execução das atividades de trânsito;
§ 4º (VETADO)
III - estabelecer a sistemática de fluxos permanentes de
§ 5º Os órgãos e entidades de trânsito pertencentes ao informações entre os seus diversos órgãos e entidades,
Sistema Nacional de Trânsito darão prioridade em a fim de facilitar o processo decisório e a integração do
suas ações à defesa da vida, nela incluída a preserva- Sistema.
ção da saúde e do meio-ambiente.

Art. 2º São vias terrestres urbanas e rurais as ruas, as ave- Seção II 
nidas, os logradouros, os caminhos, as passagens, as estradas
e as rodovias, que terão seu uso regulamentado pelo órgão Da Composição e da Competência do Sistema Nacio-
ou entidade com circunscrição sobre elas, de acordo com as nal de Trânsito
peculiaridades locais e as circunstâncias especiais.
Art. 7º Compõem o Sistema Nacional de Trânsito os se-
VADE MECUM PRF

Parágrafo único.  Para os efeitos deste Código, são consi- guintes órgãos e entidades:
deradas vias terrestres as praias abertas à circulação pública,
as vias internas pertencentes aos condomínios constituídos I - o Conselho Nacional de Trânsito - CONTRAN, coor-
por unidades autônomas e as vias e áreas de estacionamento denador do Sistema e órgão máximo normativo e con-
de estabelecimentos privados de uso coletivo. (Redação dada sultivo;
pela Lei nº 13.146, de 2015) (Vigência)

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II - os Conselhos Estaduais de Trânsito - CETRAN e o III - um representante do Ministério da Ciência e Tec-
Conselho de Trânsito do Distrito Federal - CONTRAN- nologia;
DIFE, órgãos normativos, consultivos e coordenadores;
IV - um representante do Ministério da Educação e do
III - os órgãos e entidades executivos de trânsito da Desporto;
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municí-
pios; V - um representante do Ministério do Exército;

IV - os órgãos e entidades executivos rodoviários da VI - um representante do Ministério do Meio Ambiente


União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municí- e da Amazônia Legal;
pios;
VII - um representante do Ministério dos Transportes;
V - a Polícia Rodoviária Federal;
XX - um representante do ministério ou órgão coorde-
VI - as Polícias Militares dos Estados e do Distrito Fe- nador máximo do Sistema Nacional de Trânsito;
deral; e
 XXII - um representante do Ministério da Saúde. (Inclu-
VII - as Juntas Administrativas de Recursos de Infrações ído pela Lei nº 9.602, de 1998)
- JARI.
XXIII - 1 (um) representante do Ministério da Justiça. 
Art. 7o-A.A autoridade portuária ou a entidade conces- (Incluído pela Lei nº 11.705, de 2008)
sionária de porto organizado poderá celebrar convênios
com os órgãos previstos no art. 7o, com a interveniência XXIV - 1 (um) representante do Ministério do Desenvol-
dos Municípios e Estados, juridicamente interessados, para vimento, Indústria e Comércio Exterior;  (Incluído pela
o fim específico de facilitar a autuação por descumprimen- Lei nº 12.865, de 2013)
to da legislação de trânsito. (Incluído pela Lei nº 12.058, de
2009) XXV - 1 (um) representante da Agência Nacional de
Transportes Terrestres (ANTT). (Incluído pela Lei nº
§ 1o  O convênio valerá para toda a área física do porto 12.865, de 2013)
organizado, inclusive, nas áreas dos terminais al-
fandegados, nas estações de transbordo, nas insta- Art. 12. Compete ao CONTRAN:
lações portuárias públicas de pequeno porte e nos
I - estabelecer as normas regulamentares referidas nes-
respectivos estacionamentos ou vias de trânsito
te Código e as diretrizes da Política Nacional de Trân-
internas. (Incluído pela Lei nº 12.058, de 2009)
sito;
§ 2o (VETADO) (Incluído pela Lei nº 12.058, de 2009)
II - coordenar os órgãos do Sistema Nacional de Trânsi-
§ 3 (VETADO) (Incluído pela Lei nº 12.058, de 2009)
o to, objetivando a integração de suas atividades;

Art. 8º Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios or- III - (VETADO)


ganizarão os respectivos órgãos e entidades executivos de
IV - criar Câmaras Temáticas;
trânsito e executivos rodoviários, estabelecendo os limites
circunscricionais de suas atuações. V - estabelecer seu regimento interno e as diretrizes
para o funcionamento dos CETRAN e CONTRANDIFE;
Art. 9º O Presidente da República designará o ministé-
rio ou órgão da Presidência responsável pela coordenação VI - estabelecer as diretrizes do regimento das JARI;
máxima do Sistema Nacional de Trânsito, ao qual estará
vinculado o CONTRAN e subordinado o órgão máximo VII - zelar pela uniformidade e cumprimento das nor-
executivo de trânsito da União. mas contidas neste Código e nas resoluções comple-
mentares;
Art. 10.  O Conselho Nacional de Trânsito (Contran), com
sede no Distrito Federal e presidido pelo dirigente do ór- VIII - estabelecer e normatizar os procedimentos para
VADE MECUM PRF

gão máximo executivo de trânsito da União, tem a seguinte a aplicação das multas por infrações, a arrecadação e
composição:   (Redação dada pela Lei nº 12.865, de 2013) o repasse dos valores arrecadados; (Redação dada pela
Lei nº 13.281, de 2016) (Vigência)
I - (VETADO)
IX - responder às consultas que lhe forem formuladas,
II - (VETADO) relativas à aplicação da legislação de trânsito;

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X - normatizar os procedimentos sobre a aprendiza- II - elaborar normas no âmbito das respectivas compe-
gem, habilitação, expedição de documentos de condu- tências;
tores, e registro e licenciamento de veículos;
III - responder a consultas relativas à aplicação da le-
XI - aprovar, complementar ou alterar os dispositivos de gislação e dos procedimentos normativos de trânsito;
sinalização e os dispositivos e equipamentos de trânsi-
to; IV - estimular e orientar a execução de campanhas edu-
cativas de trânsito;
XII - apreciar os recursos interpostos contra as decisões
das instâncias inferiores, na forma deste Código; V - julgar os recursos interpostos contra decisões:

XIII - avocar, para análise e soluções, processos sobre a) das JARI;


conflitos de competência ou circunscrição, ou, quando
necessário, unificar as decisões administrativas; e b) dos órgãos e entidades executivos estaduais, nos ca-
sos de inaptidão permanente constatados nos exa-
XIV - dirimir conflitos sobre circunscrição e competên- mes de aptidão física, mental ou psicológica;
cia de trânsito no âmbito da União, dos Estados e do
Distrito Federal. VI - indicar um representante para compor a comissão
examinadora de candidatos portadores de deficiência
XV - normatizar o processo de formação do candidato física à habilitação para conduzir veículos automotores;
à obtenção da Carteira Nacional de Habilitação, esta-
belecendo seu conteúdo didático-pedagógico, carga VII - (VETADO)
horária, avaliações, exames, execução e fiscalização. 
(Incluído pela Lei nº 13.281, de 2016)(Vigência) VIII - acompanhar e coordenar as atividades de adminis-
tração, educação, engenharia, fiscalização, policiamento
Art. 13. As Câmaras Temáticas, órgãos técnicos vincula- ostensivo de trânsito, formação de condutores, registro
dos ao CONTRAN, são integradas por especialistas e têm e licenciamento de veículos, articulando os órgãos do
como objetivo estudar e oferecer sugestões e embasamen- Sistema no Estado, reportando-se ao CONTRAN;
to técnico sobre assuntos específicos para decisões daque-
le colegiado. IX - dirimir conflitos sobre circunscrição e competência
de trânsito no âmbito dos Municípios; e
§ 1º Cada Câmara é constituída por especialistas re-
presentantes de órgãos e entidades executivos da X - informar o CONTRAN sobre o cumprimento das exi-
União, dos Estados, ou do Distrito Federal e dos gências definidas nos §§ 1º e 2º do art. 333.
Municípios, em igual número, pertencentes ao Sis-
XI - designar, em caso de recursos deferidos e na hipó-
tema Nacional de Trânsito, além de especialistas
tese de reavaliação dos exames, junta especial de saúde
representantes dos diversos segmentos da socie-
para examinar os candidatos à habilitação para condu-
dade relacionados com o trânsito, todos indicados
zir veículos automotores. (Incluído pela Lei nº 9.602, de
segundo regimento específico definido pelo CON-
1998)
TRAN e designados pelo ministro ou dirigente co-
ordenador máximo do Sistema Nacional de Trânsi- Parágrafo único. Dos casos previstos no inciso V, julga-
to. dos pelo órgão, não cabe recurso na esfera administrativa.
§ 2º Os segmentos da sociedade, relacionados no pa- Art. 15. Os presidentes dos CETRAN e do CONTRAN-
rágrafo anterior, serão representados por pessoa DIFE são nomeados pelos Governadores dos Estados e do
jurídica e devem atender aos requisitos estabeleci- Distrito Federal, respectivamente, e deverão ter reconheci-
dos pelo CONTRAN. da experiência em matéria de trânsito.
§ 3º Os coordenadores das Câmaras Temáticas serão § 1º Os membros dos CETRAN e do CONTRANDIFE são
eleitos pelos respectivos membros. nomeados pelos Governadores dos Estados e do
Distrito Federal, respectivamente.
Art. 14. Compete aos Conselhos Estaduais de Trânsito
VADE MECUM PRF

- CETRAN e ao Conselho de Trânsito do Distrito Federal - § 2º Os membros do CETRAN e do CONTRANDIFE de-


CONTRANDIFE: verão ser pessoas de reconhecida experiência em
trânsito.
I - cumprir e fazer cumprir a legislação e as normas de
trânsito, no âmbito das respectivas atribuições; § 3º O mandato dos membros do CETRAN e do CON-
TRANDIFE é de dois anos, admitida a recondução.

12
Art. 16. Junto a cada órgão ou entidade executivos de VII - expedir a Permissão para Dirigir, a Carteira Nacio-
trânsito ou rodoviário funcionarão Juntas Administrativas nal de Habilitação, os Certificados de Registro e o de
de Recursos de Infrações - JARI, órgãos colegiados respon- Licenciamento Anual mediante delegação aos órgãos
sáveis pelo julgamento dos recursos interpostos contra pe- executivos dos Estados e do Distrito Federal;
nalidades por eles impostas.
VIII - organizar e manter o Registro Nacional de Cartei-
Parágrafo único. As JARI têm regimento próprio, ob-
ras de Habilitação - RENACH;
servado o disposto no inciso VI do art. 12, e apoio admi-
nistrativo e financeiro do órgão ou entidade junto ao qual
IX - organizar e manter o Registro Nacional de Veículos
funcionem.
Automotores - RENAVAM;
Art. 17. Compete às JARI:
X - organizar a estatística geral de trânsito no território
I - julgar os recursos interpostos pelos infratores; nacional, definindo os dados a serem fornecidos pelos
demais órgãos e promover sua divulgação;
II - solicitar aos órgãos e entidades executivos de trân-
sito e executivos rodoviários informações complemen- XI - estabelecer modelo padrão de coleta de informa-
tares relativas aos recursos, objetivando uma melhor ções sobre as ocorrências de acidentes de trânsito e as
análise da situação recorrida; estatísticas do trânsito;

III - encaminhar aos órgãos e entidades executivos de XII - administrar fundo de âmbito nacional destinado à
trânsito e executivos rodoviários informações sobre segurança e à educação de trânsito;
problemas observados nas autuações e apontados em
recursos, e que se repitam sistematicamente. XIII - coordenar a administração do registro das infra-
ções de trânsito, da pontuação e das penalidades aplica-
Art. 18. (VETADO)
das no prontuário do infrator, da arrecadação de multas
Art. 19. Compete ao órgão máximo executivo de trân- e do repasse de que trata o § 1º do art. 320;   (Redação
sito da União: dada pela Lei nº 13.281, de 2016) (Vigência)

I - cumprir e fazer cumprir a legislação de trânsito e XIV - fornecer aos órgãos e entidades do Sistema Na-
a execução das normas e diretrizes estabelecidas pelo cional de Trânsito informações sobre registros de veícu-
CONTRAN, no âmbito de suas atribuições; los e de condutores, mantendo o fluxo permanente de
informações com os demais órgãos do Sistema;
II - proceder à supervisão, à coordenação, à correição
dos órgãos delegados, ao controle e à fiscalização da XV - promover, em conjunto com os órgãos competen-
execução da Política Nacional de Trânsito e do Progra-
tes do Ministério da Educação e do Desporto, de acor-
ma Nacional de Trânsito;
do com as diretrizes do CONTRAN, a elaboração e a
III - articular-se com os órgãos dos Sistemas Nacionais implementação de programas de educação de trânsito
de Trânsito, de Transporte e de Segurança Pública, obje- nos estabelecimentos de ensino;
tivando o combate à violência no trânsito, promovendo,
coordenando e executando o controle de ações para a XVI - elaborar e distribuir conteúdos programáticos
preservação do ordenamento e da segurança do trân- para a educação de trânsito;
sito;
XVII - promover a divulgação de trabalhos técnicos so-
IV - apurar, prevenir e reprimir a prática de atos de im- bre o trânsito;
probidade contra a fé pública, o patrimônio, ou a ad-
ministração pública ou privada, referentes à segurança XVIII - elaborar, juntamente com os demais órgãos e
do trânsito; entidades do Sistema Nacional de Trânsito, e submeter
à aprovação do CONTRAN, a complementação ou alte-
V - supervisionar a implantação de projetos e progra-
ração da sinalização e dos dispositivos e equipamentos
mas relacionados com a engenharia, educação, admi-
de trânsito;
nistração, policiamento e fiscalização do trânsito e ou-
VADE MECUM PRF

tros, visando à uniformidade de procedimento;


XIX - organizar, elaborar, complementar e alterar os
VI - estabelecer procedimentos sobre a aprendizagem manuais e normas de projetos de implementação da si-
e habilitação de condutores de veículos, a expedição de nalização, dos dispositivos e equipamentos de trânsito
documentos de condutores, de registro e licenciamento aprovados pelo CONTRAN;
de veículos;

13
XX – expedir a permissão internacional para conduzir ou por delegação, a execução total ou parcial das
veículo e o certificado de passagem nas alfândegas me- atividades do órgão executivo de trânsito estadual
diante delegação aos órgãos executivos dos Estados e que tenha motivado a investigação, até que as ir-
do Distrito Federal ou a entidade habilitada para esse regularidades sejam sanadas.
fim pelo poder público federal; (Redação dada pela lei
nº 13.258, de 2016) § 2º O regimento interno do órgão executivo de trânsi-
to da União disporá sobre sua estrutura organiza-
XXI - promover a realização periódica de reuniões re- cional e seu funcionamento.
gionais e congressos nacionais de trânsito, bem como
propor a representação do Brasil em congressos ou § 3º Os órgãos e entidades executivos de trânsito e
reuniões internacionais; executivos rodoviários da União, dos Estados, do
Distrito Federal e dos Municípios fornecerão, obri-
XXII - propor acordos de cooperação com organismos gatoriamente, mês a mês, os dados estatísticos
internacionais, com vistas ao aperfeiçoamento das para os fins previstos no inciso X.
ações inerentes à segurança e educação de trânsito;
§ 4º (VETADO).(Incluído pela Lei nº 13.281, de 2016) (Vi-
XXIII - elaborar projetos e programas de formação, trei- gência)
namento e especialização do pessoal encarregado da
execução das atividades de engenharia, educação, po- Art. 20. Compete à Polícia Rodoviária Federal, no âmbi-
liciamento ostensivo, fiscalização, operação e adminis- to das rodovias e estradas federais:
tração de trânsito, propondo medidas que estimulem
a pesquisa científica e o ensino técnico-profissional de I - cumprir e fazer cumprir a legislação e as normas de
interesse do trânsito, e promovendo a sua realização; trânsito, no âmbito de suas atribuições;

XXIV - opinar sobre assuntos relacionados ao trânsito II - realizar o patrulhamento ostensivo, executando
interestadual e internacional; operações relacionadas com a segurança pública, com
o objetivo de preservar a ordem, incolumidade das pes-
XXV - elaborar e submeter à aprovação do CONTRAN soas, o patrimônio da União e o de terceiros;
as normas e requisitos de segurança veicular para fa-
bricação e montagem de veículos, consoante sua des- III - aplicar e arrecadar as multas impostas por infrações
tinação; de trânsito, as medidas administrativas decorrentes e os
valores provenientes de estada e remoção de veículos,
XXVI - estabelecer procedimentos para a concessão do objetos, animais e escolta de veículos de cargas super-
código marca-modelo dos veículos para efeito de regis- dimensionadas ou perigosas;
tro, emplacamento e licenciamento;
IV - efetuar levantamento dos locais de acidentes de
XXVII - instruir os recursos interpostos das decisões do trânsito e dos serviços de atendimento, socorro e salva-
CONTRAN, ao ministro ou dirigente coordenador máxi- mento de vítimas;
mo do Sistema Nacional de Trânsito;
V - credenciar os serviços de escolta, fiscalizar e adotar
XXVIII - estudar os casos omissos na legislação de trân- medidas de segurança relativas aos serviços de remo-
sito e submetê-los, com proposta de solução, ao Minis- ção de veículos, escolta e transporte de carga indivisível;
tério ou órgão coordenador máximo do Sistema Nacio-
nal de Trânsito; VI - assegurar a livre circulação nas rodovias federais,
podendo solicitar ao órgão rodoviário a adoção de
XXIX - prestar suporte técnico, jurídico, administrativo e medidas emergenciais, e zelar pelo cumprimento das
financeiro ao CONTRAN. normas legais relativas ao direito de vizinhança, pro-
movendo a interdição de construções e instalações não
XXX - organizar e manter o Registro Nacional de Infra- autorizadas;
ções de Trânsito (Renainf).(Incluído pela Lei nº 13.281,
de 2016)(Vigência) VII - coletar dados estatísticos e elaborar estudos so-
bre acidentes de trânsito e suas causas, adotando ou
VADE MECUM PRF

§ 1º Comprovada, por meio de sindicância, a deficiên- indicando medidas operacionais preventivas e encami-
cia técnica ou administrativa ou a prática constante nhando-os ao órgão rodoviário federal;
de atos de improbidade contra a fé pública, contra
o patrimônio ou contra a administração pública, VIII - implementar as medidas da Política Nacional de
o órgão executivo de trânsito da União, median- Segurança e Educação de Trânsito;
te aprovação do CONTRAN, assumirá diretamente

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IX - promover e participar de projetos e programas de X - implementar as medidas da Política Nacional de
educação e segurança, de acordo com as diretrizes es- Trânsito e do Programa Nacional de Trânsito;
tabelecidas pelo CONTRAN;
XI - promover e participar de projetos e programas de
X - integrar-se a outros órgãos e entidades do Sistema educação e segurança, de acordo com as diretrizes es-
Nacional de Trânsito para fins de arrecadação e com- tabelecidas pelo CONTRAN;
pensação de multas impostas na área de sua compe-
tência, com vistas à unificação do licenciamento, à sim- XII - integrar-se a outros órgãos e entidades do Sis-
plificação e à celeridade das transferências de veículos tema Nacional de Trânsito para fins de arrecadação e
e de prontuários de condutores de uma para outra uni- compensação de multas impostas na área de sua com-
dade da Federação; petência, com vistas à unificação do licenciamento, à
simplificação e à celeridade das transferências de veícu-
XI - fiscalizar o nível de emissão de poluentes e ruído
los e de prontuários de condutores de uma para outra
produzidos pelos veículos automotores ou pela sua car-
unidade da Federação;
ga, de acordo com o estabelecido no art. 66, além de
dar apoio, quando solicitado, às ações específicas dos
XIII - fiscalizar o nível de emissão de poluentes e ruí-
órgãos ambientais.
do produzidos pelos veículos automotores ou pela sua
Art. 21. Compete aos órgãos e entidades executivos ro- carga, de acordo com o estabelecido no art. 66, além de
doviários da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos dar apoio às ações específicas dos órgãos ambientais
Municípios, no âmbito de sua circunscrição: locais, quando solicitado;

I - cumprir e fazer cumprir a legislação e as normas de XIV - vistoriar veículos que necessitem de autorização
trânsito, no âmbito de suas atribuições; especial para transitar e estabelecer os requisitos téc-
nicos a serem observados para a circulação desses ve-
II - planejar, projetar, regulamentar e operar o trânsito ículos.
de veículos, de pedestres e de animais, e promover o
desenvolvimento da circulação e da segurança de ci- Parágrafo único. (VETADO)
clistas;
Art. 22. Compete aos órgãos ou entidades executivos
III - implantar, manter e operar o sistema de sinalização, de trânsito dos Estados e do Distrito Federal, no âmbito de
os dispositivos e os equipamentos de controle viário; sua circunscrição:
IV - coletar dados e elaborar estudos sobre os acidentes I - cumprir e fazer cumprir a legislação e as normas de
de trânsito e suas causas; trânsito, no âmbito das respectivas atribuições;
V - estabelecer, em conjunto com os órgãos de poli-
II - realizar, fiscalizar e controlar o processo de forma-
ciamento ostensivo de trânsito, as respectivas diretrizes
ção, aperfeiçoamento, reciclagem e suspensão de con-
para o policiamento ostensivo de trânsito;
dutores, expedir e cassar Licença de Aprendizagem,
VI - executar a fiscalização de trânsito, autuar, aplicar Permissão para Dirigir e Carteira Nacional de Habilita-
as penalidades de advertência, por escrito, e ainda as ção, mediante delegação do órgão federal competente;
multas e medidas administrativas cabíveis, notificando
os infratores e arrecadando as multas que aplicar; III - vistoriar, inspecionar quanto às condições de se-
gurança veicular, registrar, emplacar, selar a placa, e li-
VII - arrecadar valores provenientes de estada e remo- cenciar veículos, expedindo o Certificado de Registro e
ção de veículos e objetos, e escolta de veículos de car- o Licenciamento Anual, mediante delegação do órgão
gas superdimensionadas ou perigosas; federal competente;

VIII - fiscalizar, autuar, aplicar as penalidades e medidas IV - estabelecer, em conjunto com as Polícias Militares,
administrativas cabíveis, relativas a infrações por ex- as diretrizes para o policiamento ostensivo de trânsito;
cesso de peso, dimensões e lotação dos veículos, bem
VADE MECUM PRF

como notificar e arrecadar as multas que aplicar; V - executar a fiscalização de trânsito, autuar e aplicar as
medidas administrativas cabíveis pelas infrações previs-
IX - fiscalizar o cumprimento da norma contida no art. tas neste Código, excetuadas aquelas relacionadas nos
95, aplicando as penalidades e arrecadando as multas incisos VI e VIII do art. 24, no exercício regular do Poder
nele previstas; de Polícia de Trânsito;

15
VI - aplicar as penalidades por infrações previstas neste III - executar a fiscalização de trânsito, quando e confor-
Código, com exceção daquelas relacionadas nos incisos me convênio firmado, como agente do órgão ou enti-
VII e VIII do art. 24, notificando os infratores e arreca- dade executivos de trânsito ou executivos rodoviários,
dando as multas que aplicar; concomitantemente com os demais agentes credencia-
dos;
VII - arrecadar valores provenientes de estada e remo-
ção de veículos e objetos; Art. 24. Compete aos órgãos e entidades executivos
de trânsito dos Municípios, no âmbito de sua circunscri-
VIII - comunicar ao órgão executivo de trânsito da ção: (Redação dada pela Lei nº 13.154, de 2015)
União a suspensão e a cassação do direito de dirigir e o
recolhimento da Carteira Nacional de Habilitação; I - cumprir e fazer cumprir a legislação e as normas de
trânsito, no âmbito de suas atribuições;
IX - coletar dados estatísticos e elaborar estudos sobre
acidentes de trânsito e suas causas; II - planejar, projetar, regulamentar e operar o trânsito
de veículos, de pedestres e de animais, e promover o
X - credenciar órgãos ou entidades para a execução de desenvolvimento da circulação e da segurança de ci-
atividades previstas na legislação de trânsito, na forma clistas;
estabelecida em norma do CONTRAN;
III - implantar, manter e operar o sistema de sinalização,
XI - implementar as medidas da Política Nacional de os dispositivos e os equipamentos de controle viário;
Trânsito e do Programa Nacional de Trânsito;
IV - coletar dados estatísticos e elaborar estudos sobre
XII - promover e participar de projetos e programas de os acidentes de trânsito e suas causas;
educação e segurança de trânsito de acordo com as di-
retrizes estabelecidas pelo CONTRAN; V - estabelecer, em conjunto com os órgãos de polícia
ostensiva de trânsito, as diretrizes para o policiamento
XIII - integrar-se a outros órgãos e entidades do Sis- ostensivo de trânsito;
tema Nacional de Trânsito para fins de arrecadação e
compensação de multas impostas na área de sua com- VI - executar a fiscalização de trânsito em vias terrestres,
petência, com vistas à unificação do licenciamento, à edificações de uso público e edificações privadas de
simplificação e à celeridade das transferências de veícu- uso coletivo, autuar e aplicar as medidas administrati-
los e de prontuários de condutores de uma para outra vas cabíveis e as penalidades de advertência por escrito
unidade da Federação; e multa, por infrações de circulação, estacionamento e
parada previstas neste Código, no exercício regular do
XIV - fornecer, aos órgãos e entidades executivos de poder de polícia de trânsito, notificando os infratores
trânsito e executivos rodoviários municipais, os dados e arrecadando as multas que aplicar, exercendo iguais
cadastrais dos veículos registrados e dos condutores atribuições no âmbito de edificações privadas de uso
habilitados, para fins de imposição e notificação de pe- coletivo, somente para infrações de uso de vagas reser-
nalidades e de arrecadação de multas nas áreas de suas vadas em estacionamentos; (Redação dada pela Lei nº
competências; 13.281, de 2016) (Vigência)

XV - fiscalizar o nível de emissão de poluentes e ruído VII - aplicar as penalidades de advertência por escrito
produzidos pelos veículos automotores ou pela sua car- e multa, por infrações de circulação, estacionamento e
ga, de acordo com o estabelecido no art. 66, além de parada previstas neste Código, notificando os infratores
dar apoio, quando solicitado, às ações específicas dos e arrecadando as multas que aplicar;
órgãos ambientais locais;
VIII - fiscalizar, autuar e aplicar as penalidades e medi-
XVI - articular-se com os demais órgãos do Sistema Na- das administrativas cabíveis relativas a infrações por ex-
cional de Trânsito no Estado, sob coordenação do res- cesso de peso, dimensões e lotação dos veículos, bem
pectivo CETRAN. como notificar e arrecadar as multas que aplicar;

Art. 23. Compete às Polícias Militares dos Estados e do IX - fiscalizar o cumprimento da norma contida no art.
VADE MECUM PRF

Distrito Federal: 95, aplicando as penalidades e arrecadando as multas


nele previstas;
I - (VETADO)
X - implantar, manter e operar sistema de estaciona-
II - (VETADO) mento rotativo pago nas vias;

16
XI - arrecadar valores provenientes de estada e remo- Art. 25. Os órgãos e entidades executivos do Sistema
ção de veículos e objetos, e escolta de veículos de car- Nacional de Trânsito poderão celebrar convênio delegando
gas superdimensionadas ou perigosas; as atividades previstas neste Código, com vistas à maior
eficiência e à segurança para os usuários da via.
XII - credenciar os serviços de escolta, fiscalizar e adotar
medidas de segurança relativas aos serviços de remo- Parágrafo único. Os órgãos e entidades de trânsito po-
ção de veículos, escolta e transporte de carga indivisível; derão prestar serviços de capacitação técnica, assessoria e
monitoramento das atividades relativas ao trânsito durante
XIII - integrar-se a outros órgãos e entidades do Sis- prazo a ser estabelecido entre as partes, com ressarcimen-
tema Nacional de Trânsito para fins de arrecadação e to dos custos apropriados.
compensação de multas impostas na área de sua com-
petência, com vistas à unificação do licenciamento, à
simplificação e à celeridade das transferências de veícu- CAPÍTULO III
los e de prontuários dos condutores de uma para outra
unidade da Federação; DAS NORMAS GERAIS DE CIRCULAÇÃO E CONDUTA

XIV - implantar as medidas da Política Nacional de Trân- Art. 26. Os usuários das vias terrestres devem:
sito e do Programa Nacional de Trânsito;
I - abster-se de todo ato que possa constituir perigo ou
XV - promover e participar de projetos e programas de obstáculo para o trânsito de veículos, de pessoas ou de
educação e segurança de trânsito de acordo com as di- animais, ou ainda causar danos a propriedades públicas
retrizes estabelecidas pelo CONTRAN; ou privadas;

XVI - planejar e implantar medidas para redução da cir- II - abster-se de obstruir o trânsito ou torná-lo perigoso,
culação de veículos e reorientação do tráfego, com o atirando, depositando ou abandonando na via objetos
objetivo de diminuir a emissão global de poluentes; ou substâncias, ou nela criando qualquer outro obstá-
culo.
XVII - registrar e licenciar, na forma da legislação, veícu-
los de tração e propulsão humana e de tração animal, Art. 27. Antes de colocar o veículo em circulação nas
fiscalizando, autuando, aplicando penalidades e arreca- vias públicas, o condutor deverá verificar a existência e as
dando multas decorrentes de infrações; (Redação dada boas condições de funcionamento dos equipamentos de
pela Lei nº 13.154, de 2015) uso obrigatório, bem como assegurar-se da existência de
combustível suficiente para chegar ao local de destino.
XVIII - conceder autorização para conduzir veículos de
propulsão humana e de tração animal; Art. 28. O condutor deverá, a todo momento, ter do-
mínio de seu veículo, dirigindo-o com atenção e cuidados
XIX - articular-se com os demais órgãos do Sistema Na- indispensáveis à segurança do trânsito.
cional de Trânsito no Estado, sob coordenação do res-
pectivo CETRAN; Art. 29. O trânsito de veículos nas vias terrestres abertas
à circulação obedecerá às seguintes normas:
  XX - fiscalizar o nível de emissão de poluentes e ruí-
do produzidos pelos veículos automotores ou pela sua I - a circulação far-se-á pelo lado direito da via, admitin-
carga, de acordo com o estabelecido no art. 66, além de do-se as exceções devidamente sinalizadas;
dar apoio às ações específicas de órgão ambiental local,
quando solicitado; II - o condutor deverá guardar distância de segurança
lateral e frontal entre o seu e os demais veículos, bem
XXI - vistoriar veículos que necessitem de autorização como em relação ao bordo da pista, considerando-se,
especial para transitar e estabelecer os requisitos téc- no momento, a velocidade e as condições do local, da
nicos a serem observados para a circulação desses ve- circulação, do veículo e as condições climáticas;
ículos.
III - quando veículos, transitando por fluxos que se cru-
§ 1º As competências relativas a órgão ou entidade zem, se aproximarem de local não sinalizado, terá pre-
municipal serão exercidas no Distrito Federal por ferência de passagem:
VADE MECUM PRF

seu órgão ou entidade executivos de trânsito.


a) no caso de apenas um fluxo ser proveniente de ro-
§ 2º Para exercer as competências estabelecidas neste dovia, aquele que estiver circulando por ela;
artigo, os Municípios deverão integrar-se ao Siste-
ma Nacional de Trânsito, conforme previsto no art. b) no caso de rotatória, aquele que estiver circulando
333 deste Código. por ela;

17
c) nos demais casos, o que vier pela direita do condutor; X - todo condutor deverá, antes de efetuar uma ultra-
passagem, certificar-se de que:
IV - quando uma pista de rolamento comportar várias
faixas de circulação no mesmo sentido, são as da direita a) nenhum condutor que venha atrás haja começado
destinadas ao deslocamento dos veículos mais lentos uma manobra para ultrapassá-lo;
e de maior porte, quando não houver faixa especial a
eles destinada, e as da esquerda, destinadas à ultrapas- b) quem o precede na mesma faixa de trânsito não haja
sagem e ao deslocamento dos veículos de maior velo- indicado o propósito de ultrapassar um terceiro;
cidade;
c) a faixa de trânsito que vai tomar esteja livre numa
V - o trânsito de veículos sobre passeios, calçadas e nos extensão suficiente para que sua manobra não po-
acostamentos, só poderá ocorrer para que se adentre nha em perigo ou obstrua o trânsito que venha em
ou se saia dos imóveis ou áreas especiais de estacio- sentido contrário;
namento;
XI - todo condutor ao efetuar a ultrapassagem deverá:
VI - os veículos precedidos de batedores terão priori-
dade de passagem, respeitadas as demais normas de a) indicar com antecedência a manobra pretendida,
circulação; acionando a luz indicadora de direção do veículo ou
por meio de gesto convencional de braço;
VII - os veículos destinados a socorro de incêndio e sal-
vamento, os de polícia, os de fiscalização e operação de
b) afastar-se do usuário ou usuários aos quais ultrapas-
trânsito e as ambulâncias, além de prioridade de trânsi-
sa, de tal forma que deixe livre uma distância lateral
to, gozam de livre circulação, estacionamento e parada,
quando em serviço de urgência e devidamente identi- de segurança;
ficados por dispositivos regulamentares de alarme so-
c) retomar, após a efetivação da manobra, a faixa de
noro e iluminação vermelha intermitente, observadas as
trânsito de origem, acionando a luz indicadora de di-
seguintes disposições:
reção do veículo ou fazendo gesto convencional de
a) quando os dispositivos estiverem acionados, indi- braço, adotando os cuidados necessários para não
cando a proximidade dos veículos, todos os condu- pôr em perigo ou obstruir o trânsito dos veículos que
tores deverão deixar livre a passagem pela faixa da ultrapassou;
esquerda, indo para a direita da via e parando, se
necessário; XII - os veículos que se deslocam sobre trilhos terão
preferência de passagem sobre os demais, respeitadas
b)
os pedestres, ao ouvir o alarme sonoro, deverão as normas de circulação.
aguardar no passeio, só atravessando a via quando o
veículo já tiver passado pelo local; § 1º As normas de ultrapassagem previstas nas alíne-
as a e b do inciso X e a e b do inciso XI aplicam-se
c) o uso de dispositivos de alarme sonoro e de ilumina- à transposição de faixas, que pode ser realizada
ção vermelha intermitente só poderá ocorrer quando tanto pela faixa da esquerda como pela da direita.
da efetiva prestação de serviço de urgência;
§ 2º Respeitadas as normas de circulação e conduta es-
d) a prioridade de passagem na via e no cruzamento tabelecidas neste artigo, em ordem decrescente, os
deverá se dar com velocidade reduzida e com os de-
veículos de maior porte serão sempre responsáveis
vidos cuidados de segurança, obedecidas as demais
pela segurança dos menores, os motorizados pelos
normas deste Código;
não motorizados e, juntos, pela incolumidade dos
VIII - os veículos prestadores de serviços de utilidade pedestres.
pública, quando em atendimento na via, gozam de livre
parada e estacionamento no local da prestação de ser- Art. 30. Todo condutor, ao perceber que outro que o
viço, desde que devidamente sinalizados, devendo es- segue tem o propósito de ultrapassá-lo, deverá:
tar identificados na forma estabelecida pelo CONTRAN;
VADE MECUM PRF

I - se estiver circulando pela faixa da esquerda, deslo-


IX - a ultrapassagem de outro veículo em movimento car-se para a faixa da direita, sem acelerar a marcha;
deverá ser feita pela esquerda, obedecida a sinalização
regulamentar e as demais normas estabelecidas neste II - se estiver circulando pelas demais faixas, manter-se
Código, exceto quando o veículo a ser ultrapassado es- naquela na qual está circulando, sem acelerar a marcha.
tiver sinalizando o propósito de entrar à esquerda;

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Parágrafo único. Os veículos mais lentos, quando em Parágrafo único. Durante a manobra de mudança de di-
fila, deverão manter distância suficiente entre si para per- reção, o condutor deverá ceder passagem aos pedestres e
mitir que veículos que os ultrapassem possam se intercalar ciclistas, aos veículos que transitem em sentido contrário
na fila com segurança. pela pista da via da qual vai sair, respeitadas as normas de
preferência de passagem.
Art. 31. O condutor que tenha o propósito de ultrapas-
sar um veículo de transporte coletivo que esteja parado, Art. 39. Nas vias urbanas, a operação de retorno deverá
efetuando embarque ou desembarque de passageiros, de- ser feita nos locais para isto determinados, quer por meio
verá reduzir a velocidade, dirigindo com atenção redobrada de sinalização, quer pela existência de locais apropriados,
ou parar o veículo com vistas à segurança dos pedestres. ou, ainda, em outros locais que ofereçam condições de se-
gurança e fluidez, observadas as características da via, do
Art. 32. O condutor não poderá ultrapassar veículos em veículo, das condições meteorológicas e da movimentação
vias com duplo sentido de direção e pista única, nos tre- de pedestres e ciclistas.
chos em curvas e em aclives sem visibilidade suficiente, nas
passagens de nível, nas pontes e viadutos e nas travessias Art. 40. O uso de luzes em veículo obedecerá às seguin-
de pedestres, exceto quando houver sinalização permitin- tes determinações:
do a ultrapassagem.
I - o condutor manterá acesos os faróis do veículo, uti-
Art. 33. Nas interseções e suas proximidades, o condu- lizando luz baixa, durante a noite e durante o dia nos
tor não poderá efetuar ultrapassagem. túneis providos de iluminação pública e nas rodovias;
(Redação dada pela Lei  nº 13.290, de 2016) (Vigência)
Art. 34. O condutor que queira executar uma manobra
deverá certificar-se de que pode executá-la sem perigo II - nas vias não iluminadas o condutor deve usar luz
para os demais usuários da via que o seguem, precedem alta, exceto ao cruzar com outro veículo ou ao segui-lo;
ou vão cruzar com ele, considerando sua posição, sua dire-
ção e sua velocidade. III - a troca de luz baixa e alta, de forma intermitente e
por curto período de tempo, com o objetivo de advertir
Art. 35. Antes de iniciar qualquer manobra que impli- outros motoristas, só poderá ser utilizada para indicar
que um deslocamento lateral, o condutor deverá indicar a intenção de ultrapassar o veículo que segue à frente
seu propósito de forma clara e com a devida antecedência,
ou para indicar a existência de risco à segurança para os
por meio da luz indicadora de direção de seu veículo, ou
veículos que circulam no sentido contrário;
fazendo gesto convencional de braço.
IV - o condutor manterá acesas pelo menos as luzes de
Parágrafo único. Entende-se por deslocamento lateral a
posição do veículo quando sob chuva forte, neblina ou
transposição de faixas, movimentos de conversão à direita,
cerração;
à esquerda e retornos.
V - O condutor utilizará o pisca-alerta nas seguintes si-
Art. 36. O condutor que for ingressar numa via, proce-
tuações:
dente de um lote lindeiro a essa via, deverá dar preferência
aos veículos e pedestres que por ela estejam transitando.
a) em imobilizações ou situações de emergência;
Art. 37. Nas vias providas de acostamento, a conversão
b) quando a regulamentação da via assim o determinar;
à esquerda e a operação de retorno deverão ser feitas nos
locais apropriados e, onde estes não existirem, o condutor VI - durante a noite, em circulação, o condutor manterá
deverá aguardar no acostamento, à direita, para cruzar a acesa a luz de placa;
pista com segurança.
VII - o condutor manterá acesas, à noite, as luzes de
Art. 38. Antes de entrar à direita ou à esquerda, em ou-
posição quando o veículo estiver parado para fins de
tra via ou em lotes lindeiros, o condutor deverá:
embarque ou desembarque de passageiros e carga ou
descarga de mercadorias.
I - ao sair da via pelo lado direito, aproximar-se o má-
ximo possível do bordo direito da pista e executar sua
Parágrafo único. Os veículos de transporte coletivo re-
manobra no menor espaço possível;
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gular de passageiros, quando circularem em faixas próprias


II - ao sair da via pelo lado esquerdo, aproximar-se o a eles destinadas, e os ciclos motorizados deverão utilizar-
máximo possível de seu eixo ou da linha divisória da -se de farol de luz baixa durante o dia e a noite.
pista, quando houver, caso se trate de uma pista com
Art. 41. O condutor de veículo só poderá fazer uso de
circulação nos dois sentidos, ou do bordo esquerdo,
buzina, desde que em toque breve, nas seguintes situações:
tratando-se de uma pista de um só sentido.

19
I - para fazer as advertências necessárias a fim de evitar Art. 48. Nas paradas, operações de carga ou descarga e
acidentes; nos estacionamentos, o veículo deverá ser posicionado no
sentido do fluxo, paralelo ao bordo da pista de rolamento
II - fora das áreas urbanas, quando for conveniente ad- e junto à guia da calçada (meio-fio), admitidas as exceções
vertir a um condutor que se tem o propósito de ultra- devidamente sinalizadas.
passá-lo.
§ 1º Nas vias providas de acostamento, os veículos pa-
Art. 42. Nenhum condutor deverá frear bruscamente rados, estacionados ou em operação de carga ou
seu veículo, salvo por razões de segurança. descarga deverão estar situados fora da pista de
rolamento.
Art. 43. Ao regular a velocidade, o condutor deverá
observar constantemente as condições físicas da via, do § 2º O estacionamento dos veículos motorizados de
veículo e da carga, as condições meteorológicas e a inten- duas rodas será feito em posição perpendicular
sidade do trânsito, obedecendo aos limites máximos de à guia da calçada (meio-fio) e junto a ela, salvo
velocidade estabelecidos para a via, além de: quando houver sinalização que determine outra
condição.
I - não obstruir a marcha normal dos demais veículos
em circulação sem causa justificada, transitando a uma § 3º O estacionamento dos veículos sem abandono do
velocidade anormalmente reduzida; condutor poderá ser feito somente nos locais pre-
vistos neste Código ou naqueles regulamentados
II - sempre que quiser diminuir a velocidade de seu veí- por sinalização específica.
culo deverá antes certificar-se de que pode fazê-lo sem
risco nem inconvenientes para os outros condutores, a Art. 49. O condutor e os passageiros não deverão abrir a
não ser que haja perigo iminente; porta do veículo, deixá-la aberta ou descer do veículo sem
antes se certificarem de que isso não constitui perigo para
III - indicar, de forma clara, com a antecedência neces- eles e para outros usuários da via.
sária e a sinalização devida, a manobra de redução de
velocidade. Parágrafo único. O embarque e o desembarque devem
ocorrer sempre do lado da calçada, exceto para o condutor.
Art. 44. Ao aproximar-se de qualquer tipo de cruzamen-
to, o condutor do veículo deve demonstrar prudência es- Art. 50. O uso de faixas laterais de domínio e das áreas
pecial, transitando em velocidade moderada, de forma que adjacentes às estradas e rodovias obedecerá às condições
possa deter seu veículo com segurança para dar passagem de segurança do trânsito estabelecidas pelo órgão ou enti-
a pedestre e a veículos que tenham o direito de preferên- dade com circunscrição sobre a via.
cia.
Art. 51. Nas vias internas pertencentes a condomínios
Art. 45. Mesmo que a indicação luminosa do semáforo constituídos por unidades autônomas, a sinalização de
lhe seja favorável, nenhum condutor pode entrar em uma regulamentação da via será implantada e mantida às ex-
interseção se houver possibilidade de ser obrigado a imo- pensas do condomínio, após aprovação dos projetos pelo
órgão ou entidade com circunscrição sobre a via.
bilizar o veículo na área do cruzamento, obstruindo ou im-
pedindo a passagem do trânsito transversal.
Art. 52. Os veículos de tração animal serão conduzidos
pela direita da pista, junto à guia da calçada (meio-fio) ou
Art. 46. Sempre que for necessária a imobilização tem-
acostamento, sempre que não houver faixa especial a eles
porária de um veículo no leito viário, em situação de emer-
destinada, devendo seus condutores obedecer, no que
gência, deverá ser providenciada a imediata sinalização de
couber, às normas de circulação previstas neste Código e
advertência, na forma estabelecida pelo CONTRAN.
às que vierem a ser fixadas pelo órgão ou entidade com
Art. 47. Quando proibido o estacionamento na via, a circunscrição sobre a via.
parada deverá restringir-se ao tempo indispensável para
Art. 53. Os animais isolados ou em grupos só podem
embarque ou desembarque de passageiros, desde que não
circular nas vias quando conduzidos por um guia,
interrompa ou perturbe o fluxo de veículos ou a locomoção
observado o seguinte:
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de pedestres.
I - para facilitar os deslocamentos, os rebanhos deverão
Parágrafo único. A operação de carga ou descarga será ser divididos em grupos de tamanho moderado e sepa-
regulamentada pelo órgão ou entidade com circunscrição rados uns dos outros por espaços suficientes para não
sobre a via e é considerada estacionamento. obstruir o trânsito;

20
II - os animais que circularem pela pista de rolamento b) via arterial;
deverão ser mantidos junto ao bordo da pista.
c) via coletora;
Art. 54. Os condutores de motocicletas, motonetas e ci-
clomotores só poderão circular nas vias: d) via local;

I - utilizando capacete de segurança, com viseira ou II - vias rurais:


óculos protetores;
a) rodovias;
II - segurando o guidom com as duas mãos;
b) estradas.
III - usando vestuário de proteção, de acordo com as
especificações do CONTRAN. Art. 61. A velocidade máxima permitida para a via será
indicada por meio de sinalização, obedecidas suas caracte-
Art. 55. Os passageiros de motocicletas, motonetas e rísticas técnicas e as condições de trânsito.
ciclomotores só poderão ser transportados:
§ 1º Onde não existir sinalização regulamentadora, a
I - utilizando capacete de segurança; velocidade máxima será de:

II - em carro lateral acoplado aos veículos ou em assen- I - nas vias urbanas:


to suplementar atrás do condutor;
a) oitenta quilômetros por hora, nas vias de trânsito rá-
III - usando vestuário de proteção, de acordo com as pido:
especificações do CONTRAN.
b) sessenta quilômetros por hora, nas vias arteriais;
Art. 57. Os ciclomotores devem ser conduzidos pela di-
c) quarenta quilômetros por hora, nas vias coletoras;
reita da pista de rolamento, preferencialmente no centro
da faixa mais à direita ou no bordo direito da pista sempre d) trinta quilômetros por hora, nas vias locais;
que não houver acostamento ou faixa própria a eles desti-
nada, proibida a sua circulação nas vias de trânsito rápido II - nas vias rurais:
e sobre as calçadas das vias urbanas.
a) nas rodovias de pista dupla: (Redação dada pela Lei
Parágrafo único. Quando uma via comportar duas ou nº 13.281, de 2016) (Vigência)
mais faixas de trânsito e a da direita for destinada ao uso
exclusivo de outro tipo de veículo, os ciclomotores deverão 1. 110 km/h (cento e dez quilômetros por hora) para au-
circular pela faixa adjacente à da direita. tomóveis, camionetas e motocicletas; (Redação dada pela
Lei nº 13.281, de 2016) (Vigência)
Art. 58. Nas vias urbanas e nas rurais de pista dupla, a
circulação de bicicletas deverá ocorrer, quando não hou- 2. 90 km/h (noventa quilômetros por hora) para os de-
ver ciclovia, ciclofaixa, ou acostamento, ou quando não for mais veículos; (Redação dada pela Lei nº 13.281, de 2016)
possível a utilização destes, nos bordos da pista de rola- (Vigência)
mento, no mesmo sentido de circulação regulamentado
para a via, com preferência sobre os veículos automotores. 3. (revogado);(Redação dada pela Lei nº 13.281, de
2016) (Vigência)
Parágrafo único. A autoridade de trânsito com circuns-
crição sobre a via poderá autorizar a circulação de bicicle- b) nas rodovias de pista simples: (Redação dada pela Lei
tas no sentido contrário ao fluxo dos veículos automotores, nº 13.281, de 2016) (Vigência)
desde que dotado o trecho com ciclofaixa.
1. 100 km/h (cem quilômetros por hora) para auto-
Art. 59. Desde que autorizado e devidamente sinalizado móveis, camionetas e motocicletas; (Incluído pela Lei nº
pelo órgão ou entidade com circunscrição sobre a via, será 13.281, de 2016) (Vigência)
permitida a circulação de bicicletas nos passeios.
2. 90 km/h (noventa quilômetros por hora) para os
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Art. 60. As vias abertas à circulação, de acordo com sua demais veículos; (Incluído pela Lei nº 13.281, de 2016)
utilização, classificam-se em: (Vigência)

I - vias urbanas: c) nas estradas: 60 km/h (sessenta quilômetros por


hora). (Incluído pela Lei nº 13.281, de 2016) (Vigên-
a) via de trânsito rápido; cia)

21
§ 2º O órgão ou entidade de trânsito ou rodoviário com II - de transporte rodoviário de cargas.  (Incluído pela
circunscrição sobre a via poderá regulamentar, por Lei nº 13.103, de 2015) (Vigência)
meio de sinalização, velocidades superiores ou in-
feriores àquelas estabelecidas no parágrafo ante- § 3o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 13.103, de
rior. 2015) (Vigência)

Art. 62. A velocidade mínima não poderá ser inferior à § 4o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 13.103, de
metade da velocidade máxima estabelecida, respeitadas as 2015) (Vigência)
condições operacionais de trânsito e da via.
§ 5o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 13.103, de
Art. 63. (VETADO) 2015) (Vigência)

Art. 64. As crianças com idade inferior a dez anos devem § 6o (Revogado).  (Redação dada pela Lei nº 13.103, de
ser transportadas nos bancos traseiros, salvo exceções re- 2015) (Vigência)
gulamentadas pelo CONTRAN.
§ 7o (Revogado).  (Redação dada pela Lei nº 13.103, de
Art. 65. É obrigatório o uso do cinto de segurança para 2015) (Vigência)
condutor e passageiros em todas as vias do território na-
cional, salvo em situações regulamentadas pelo CONTRAN. § 8o (VETADO).  (Incluído Lei nº 12.619, de 2012)(Vigên-
cia)
Art. 66. (VETADO)
Art 67-B.VETADO). (Incluído Lei nº 12.619, de 2012)
Art. 67. As provas ou competições desportivas, inclu- (Vigência)
sive seus ensaios, em via aberta à circulação, só poderão
ser realizadas mediante prévia permissão da autoridade de Art. 67-C.  É vedado ao motorista profissional dirigir por
trânsito com circunscrição sobre a via e dependerão de: mais de 5 (cinco) horas e meia ininterruptas veículos de
transporte rodoviário coletivo de passageiros ou de trans-
I - autorização expressa da respectiva confederação porte rodoviário de cargas.   (Redação dada pela Lei nº
desportiva ou de entidades estaduais a ela filiadas; 13.103, de 2015) (Vigência)

II - caução ou fiança para cobrir possíveis danos mate- § 1o  Serão observados 30 (trinta) minutos para descan-
riais à via; so dentro de cada 6 (seis) horas na condução de
veículo de transporte de carga, sendo facultado o
III - contrato de seguro contra riscos e acidentes em seu fracionamento e o do tempo de direção desde
favor de terceiros; que não ultrapassadas 5 (cinco) horas e meia con-
tínuas no exercício da condução.  (Incluído pela Lei
IV - prévio recolhimento do valor correspondente aos nº 13.103, de 2015) (Vigência)
custos operacionais em que o órgão ou entidade per-
missionária incorrerá. §1oA. Serão observados 30 (trinta) minutos para descan-
so a cada 4 (quatro) horas na condução de veículo
Parágrafo único. A autoridade com circunscrição sobre rodoviário de passageiros, sendo facultado o seu
a via arbitrará os valores mínimos da caução ou fiança e do fracionamento e o do tempo de direção.(Incluído
contrato de seguro. pela Lei nº 13.103, de 2015) (Vigência)

§ 2o  Em situações excepcionais de inobservância justifi-


CAPÍTULO III-A cada do tempo de direção, devidamente registra-
das, o tempo de direção poderá ser elevado pelo
(Incluído Lei nº 12.619, de 2012) (Vigência) período necessário para que o condutor, o veículo
e a carga cheguem a um lugar que ofereça a se-
DA CONDUÇÃO DE VEÍCULOS POR MOTORISTAS gurança e o atendimento demandados, desde que
PROFISSIONAIS não haja comprometimento da segurança rodovi-
ária.  (Incluído pela Lei nº 13.103, de 2015) (Vigên-
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Art. 67-A.  O disposto neste Capítulo aplica-se aos mo- cia)


toristas profissionais:(Redação dada pela Lei nº 13.103, de
2015) (Vigência) § 3o  O condutor é obrigado, dentro do período de 24
(vinte e quatro) horas, a observar o mínimo de 11
I - de transporte rodoviário coletivo de passageiros;  (onze) horas de descanso, que podem ser fraciona-
(Incluído pela Lei nº 13.103, de 2015)(Vigência) das, usufruídas no veículo e coincidir com os inter-

22
valos mencionados no § 1o, observadas no primei- § 4o  A guarda, a preservação e a exatidão das informa-
ro período 8 (oito) horas ininterruptas de descan- ções contidas no equipamento registrador instan-
so. (Incluído pela Lei nº 13.103, de 2015) (Vigência) tâneo inalterável de velocidade e de tempo são de
responsabilidade do condutor.  (Incluído pela Lei
§ 4o  Entende-se como tempo de direção ou de condu- nº 13.103, de 2015) (Vigência)
ção apenas o período em que o condutor estiver
efetivamente ao volante, em curso entre a origem
e o destino.   (Incluído pela Lei nº 13.103, de 2015) CAPÍTULO IV
(Vigência)
DOS PEDESTRES E CONDUTORES DE VEÍCULOS NÃO
§ 5o  Entende-se como início de viagem a partida do MOTORIZADOS
veículo na ida ou no retorno, com ou sem carga,
considerando-se como sua continuação as parti- Art. 68. É assegurada ao pedestre a utilização dos pas-
das nos dias subsequentes até o destino.  (Incluído seios ou passagens apropriadas das vias urbanas e dos
pela Lei nº 13.103, de 2015) (Vigência) acostamentos das vias rurais para circulação, podendo a
autoridade competente permitir a utilização de parte da
§ 6o  O condutor somente iniciará uma viagem após o calçada para outros fins, desde que não seja prejudicial ao
cumprimento integral do intervalo de descanso fluxo de pedestres.
previsto no § 3o deste artigo.  (Incluído pela Lei nº
13.103, de 2015) (Vigência) § 1º
O ciclista desmontado empurrando a bicicleta
equipara-se ao pedestre em direitos e deveres.
§ 7o  Nenhum transportador de cargas ou coletivo de
passageiros, embarcador, consignatário de cargas, § 2º Nas áreas urbanas, quando não houver passeios
ou quando não for possível a utilização destes, a
operador de terminais de carga, operador de trans-
circulação de pedestres na pista de rolamento será
porte multimodal de cargas ou agente de cargas
feita com prioridade sobre os veículos, pelos bor-
ordenará a qualquer motorista a seu serviço, ainda
dos da pista, em fila única, exceto em locais proi-
que subcontratado, que conduza veículo referido
bidos pela sinalização e nas situações em que a
no caput sem a observância do disposto no § 6o. segurança ficar comprometida.
(Incluído pela Lei nº 13.103, de 2015) (Vigência)
§ 3º Nas vias rurais, quando não houver acostamen-
Art. 67-D.  (VETADO). (Incluído Lei nº 12.619, de 2012) to ou quando não for possível a utilização dele,
(Vigência) a circulação de pedestres, na pista de rolamento,
será feita com prioridade sobre os veículos, pelos
Art. 67-E.   O motorista profissional é responsável por bordos da pista, em fila única, em sentido contrá-
controlar e registrar o tempo de condução estipulado no rio ao deslocamento de veículos, exceto em locais
art. 67-C, com vistas à sua estrita observância.  (Incluído proibidos pela sinalização e nas situações em que
pela Lei nº 13.103, de 2015) (Vigência) a segurança ficar comprometida.
§ 1o  A não observância dos períodos de descanso es- § 4º (VETADO)
tabelecidos no art. 67-C sujeitará o motorista pro-
fissional às penalidades daí decorrentes, previs- § 5º Nos trechos urbanos de vias rurais e nas obras de
tas neste Código.(Incluído pela Lei nº 13.103, de arte a serem construídas, deverá ser previsto pas-
2015) (Vigência) seio destinado à circulação dos pedestres, que não
deverão, nessas condições, usar o acostamento.
§ 2o  O tempo de direção será controlado mediante re-
gistrador instantâneo inalterável de velocidade e § 6º Onde houver obstrução da calçada ou da passa-
tempo e, ou por meio de anotação em diário de gem para pedestres, o órgão ou entidade com cir-
bordo, ou papeleta ou ficha de trabalho externo, cunscrição sobre a via deverá assegurar a devida
ou por meios eletrônicos instalados no veículo, sinalização e proteção para circulação de pedes-
conforme norma do Contran. (Incluído pela Lei nº tres.
13.103, de 2015) (Vigência)
Art. 69. Para cruzar a pista de rolamento o pedestre
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§ 3o  O equipamento eletrônico ou registrador deverá tomará precauções de segurança, levando em conta, prin-
funcionar de forma independente de qualquer in- cipalmente, a visibilidade, a distância e a velocidade dos
terferência do condutor, quanto aos dados regis- veículos, utilizando sempre as faixas ou passagens a ele
destinadas sempre que estas existirem numa distância de
trados.  (Incluído pela Lei nº 13.103, de 2015) (Vi-
até cinqüenta metros dele, observadas as seguintes dispo-
gência)
sições:

23
I - onde não houver faixa ou passagem, o cruzamento sobre a possibilidade ou não de atendimento, esclarecen-
da via deverá ser feito em sentido perpendicular ao de do ou justificando a análise efetuada, e, se pertinente, in-
seu eixo; formando ao solicitante quando tal evento ocorrerá.

II - para atravessar uma passagem sinalizada para pe- Parágrafo único. As campanhas de trânsito devem es-
destres ou delimitada por marcas sobre a pista: clarecer quais as atribuições dos órgãos e entidades per-
tencentes ao Sistema Nacional de Trânsito e como proce-
a) onde houver foco de pedestres, obedecer às indica- der a tais solicitações.
ções das luzes;

b) onde não houver foco de pedestres, aguardar que o CAPÍTULO VI


semáforo ou o agente de trânsito interrompa o fluxo
de veículos; DA EDUCAÇÃO PARA O TRÂNSITO

III - nas interseções e em suas proximidades, onde não Art. 74. A educação para o trânsito é direito de todos e
existam faixas de travessia, os pedestres devem atra- constitui dever prioritário para os componentes do Sistema
vessar a via na continuação da calçada, observadas as Nacional de Trânsito.
seguintes normas:
§ 1º É obrigatória a existência de coordenação educa-
a) não deverão adentrar na pista sem antes se certificar cional em cada órgão ou entidade componente do
de que podem fazê-lo sem obstruir o trânsito de ve- Sistema Nacional de Trânsito.
ículos;
§ 2º Os órgãos ou entidades executivos de trânsito de-
b) uma vez iniciada a travessia de uma pista, os pedes- verão promover, dentro de sua estrutura organiza-
tres não deverão aumentar o seu percurso, demorar- cional ou mediante convênio, o funcionamento de
-se ou parar sobre ela sem necessidade. Escolas Públicas de Trânsito, nos moldes e padrões
estabelecidos pelo CONTRAN.
Art. 70. Os pedestres que estiverem atravessando a via
sobre as faixas delimitadas para esse fim terão prioridade Art. 75. O CONTRAN estabelecerá, anualmente, os te-
de passagem, exceto nos locais com sinalização semafórica, mas e os cronogramas das campanhas de âmbito nacional
onde deverão ser respeitadas as disposições deste Código. que deverão ser promovidas por todos os órgãos ou en-
tidades do Sistema Nacional de Trânsito, em especial nos
Parágrafo único. Nos locais em que houver sinalização períodos referentes às férias escolares, feriados prolonga-
semafórica de controle de passagem será dada preferência dos e à Semana Nacional de Trânsito.
aos pedestres que não tenham concluído a travessia, mes-
mo em caso de mudança do semáforo liberando a passa- § 1º Os órgãos ou entidades do Sistema Nacional de
gem dos veículos. Trânsito deverão promover outras campanhas no
âmbito de sua circunscrição e de acordo com as
Art. 71. O órgão ou entidade com circunscrição sobre peculiaridades locais.
a via manterá, obrigatoriamente, as faixas e passagens de
pedestres em boas condições de visibilidade, higiene, se- § 2º As campanhas de que trata este artigo são de ca-
ráter permanente, e os serviços de rádio e difusão
gurança e sinalização.
sonora de sons e imagens explorados pelo poder
público são obrigados a difundi-las gratuitamente,
CAPÍTULO V com a freqüência recomendada pelos órgãos com-
petentes do Sistema Nacional de Trânsito.
DO CIDADÃO
Art. 76. A educação para o trânsito será promovida na
Art. 72. Todo cidadão ou entidade civil tem o direito de pré-escola e nas escolas de 1º, 2º e 3º graus, por meio de
solicitar, por escrito, aos órgãos ou entidades do Sistema planejamento e ações coordenadas entre os órgãos e en-
Nacional de Trânsito, sinalização, fiscalização e implantação tidades do Sistema Nacional de Trânsito e de Educação, da
de equipamentos de segurança, bem como sugerir altera- União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios,
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ções em normas, legislação e outros assuntos pertinentes nas respectivas áreas de atuação.
a este Código.
Parágrafo único. Para a finalidade prevista neste artigo,
Art. 73. Os órgãos ou entidades pertencentes ao Siste- o Ministério da Educação e do Desporto, mediante pro-
ma Nacional de Trânsito têm o dever de analisar as solici- posta do CONTRAN e do Conselho de Reitores das Uni-
tações e responder, por escrito, dentro de prazos mínimos, versidades Brasileiras, diretamente ou mediante convênio,
promoverá:

24
I - a adoção, em todos os níveis de ensino, de um currí- I – rádio; (Incluído pela Lei nº 12.006, de 2009).
culo interdisciplinar com conteúdo programático sobre
segurança de trânsito; II – televisão; (Incluído pela Lei nº 12.006, de 2009).

II - a adoção de conteúdos relativos à educação para o III – jornal; (Incluído pela Lei nº 12.006, de 2009).
trânsito nas escolas de formação para o magistério e o
treinamento de professores e multiplicadores; IV – revista; (Incluído pela Lei nº 12.006, de 2009).

III - a criação de corpos técnicos interprofissionais para V – outdoor. (Incluído pela Lei nº 12.006, de 2009).
levantamento e análise de dados estatísticos relativos
ao trânsito; § 3o Para efeito do disposto no § 2o, equiparam-se ao
fabricante o montador, o encarroçador, o importa-
IV - a elaboração de planos de redução de acidentes de dor e o revendedor autorizado dos veículos e de-
trânsito junto aos núcleos interdisciplinares universitá- mais produtos discriminados no § 1o deste artigo.
rios de trânsito, com vistas à integração universidades- (Incluído pela Lei nº 12.006, de 2009).
-sociedade na área de trânsito.
Art. 77-C.  Quando se tratar de publicidade veiculada
Art. 77. No âmbito da educação para o trânsito caberá em  outdoor  instalado à margem de rodovia, dentro ou
ao Ministério da Saúde, mediante proposta do CONTRAN, fora da respectiva faixa de domínio, a obrigação prevista
estabelecer campanha nacional esclarecendo condutas a no art. 77-B estende-se à propaganda de qualquer tipo
serem seguidas nos primeiros socorros em caso de aciden- de produto e anunciante, inclusive àquela de caráter
te de trânsito. institucional ou eleitoral. (Incluído pela Lei nº 12.006, de
2009).
Parágrafo único. As campanhas terão caráter perma-
nente por intermédio do Sistema Único de Saúde - SUS, Art. 77-D.  O Conselho Nacional de Trânsito (Contran)
sendo intensificadas nos períodos e na forma estabeleci- especificará o conteúdo e o padrão de apresentação das
dos no art. 76. mensagens, bem como os procedimentos envolvidos na
respectiva veiculação, em conformidade com as diretrizes
Art. 77-A.  São assegurados aos órgãos ou entidades fixadas para as campanhas educativas de trânsito a que se
componentes do Sistema Nacional de Trânsito os meca- refere o art. 75. (Incluído pela Lei nº 12.006, de 2009).
nismos instituídos nos arts. 77-B a 77-E para a veiculação
Art. 77-E.  A veiculação de publicidade feita em desa-
de mensagens educativas de trânsito em todo o território
cordo com as condições fixadas nos arts. 77-A a 77-D cons-
nacional, em caráter suplementar às campanhas previstas
titui infração punível com as seguintes sanções: (Incluído
nos arts. 75 e 77. (Incluído pela Lei nº 12.006, de 2009).
pela Lei nº 12.006, de 2009).
Art. 77-B.  Toda peça publicitária destinada à divulgação
I – advertência por escrito; (Incluído pela Lei nº 12.006,
ou promoção, nos meios de comunicação social, de pro-
de 2009).
duto oriundo da indústria automobilística ou afim, incluirá,
obrigatoriamente, mensagem educativa de trânsito a ser II – suspensão, nos veículos de divulgação da publici-
conjuntamente veiculada. (Incluído pela Lei nº 12.006, de dade, de qualquer outra propaganda do produto, pelo
2009). prazo de até 60 (sessenta) dias; (Incluído pela Lei nº
12.006, de 2009).
§ 1o  Para os efeitos dos arts. 77-A a 77-E, consideram-
-se produtos oriundos da indústria automobilística III - multa de R$ 1.627,00 (mil, seiscentos e vinte e sete
ou afins: (Incluído pela Lei nº 12.006, de 2009). reais) a R$ 8.135,00 (oito mil, cento e trinta e cinco
reais), cobrada do dobro até o quíntuplo em caso de
I – os veículos rodoviários automotores de qualquer es- reincidência.(Redação dada pela Lei nº 13.281, de 2016)
pécie, incluídos os de passageiros e os de carga;  (Inclu- (Vigência)
ído pela Lei nº 12.006, de 2009).
§ 1o  As sanções serão aplicadas isolada ou cumulativa-
II – os componentes, as peças e os acessórios utilizados mente, conforme dispuser o regulamento. (Incluí-
nos veículos mencionados no inciso I.(Incluído pela Lei do pela Lei nº 12.006, de 2009).
nº 12.006, de 2009).
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§ 2o  Sem prejuízo do disposto no  caput  deste artigo,


§ 2o  O disposto no caput deste artigo aplica-se à pro- qualquer infração acarretará a imediata suspensão
paganda de natureza comercial, veiculada por da veiculação da peça publicitária até que sejam
iniciativa do fabricante do produto, em qualquer cumpridas as exigências fixadas nos arts. 77-A a
das seguintes modalidades:  (Incluído pela Lei nº 77-D.  (Incluído pela Lei nº 12.006, de 2009).
12.006, de 2009).

25
Art. 78. Os Ministérios da Saúde, da Educação e do Art. 83. A afixação de publicidade ou de quaisquer le-
Desporto, do Trabalho, dos Transportes e da Justiça, por gendas ou símbolos ao longo das vias condiciona-se à
intermédio do CONTRAN, desenvolverão e implementarão prévia aprovação do órgão ou entidade com circunscrição
programas destinados à prevenção de acidentes. sobre a via.

Parágrafo único. O percentual de dez por cento do total Art. 84. O órgão ou entidade de trânsito com circuns-
dos valores arrecadados destinados à Previdência Social, crição sobre a via poderá retirar ou determinar a imediata
do Prêmio do Seguro Obrigatório de Danos Pessoais cau- retirada de qualquer elemento que prejudique a visibilida-
sados por Veículos Automotores de Via Terrestre - DPVAT, de da sinalização viária e a segurança do trânsito, com ônus
de que trata a Lei nº 6.194, de 19 de dezembro de 1974, se- para quem o tenha colocado.
rão repassados mensalmente ao Coordenador do Sistema
Nacional de Trânsito para aplicação exclusiva em progra- Art. 85. Os locais destinados pelo órgão ou entidade de
mas de que trata este artigo. trânsito com circunscrição sobre a via à travessia de pedes-
tres deverão ser sinalizados com faixas pintadas ou demar-
Art. 79. Os órgãos e entidades executivos de trânsito cadas no leito da via.
poderão firmar convênio com os órgãos de educação da
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, Art. 86. Os locais destinados a postos de gasolina, ofici-
objetivando o cumprimento das obrigações estabelecidas nas, estacionamentos ou garagens de uso coletivo deverão
neste capítulo. ter suas entradas e saídas devidamente identificadas, na
forma regulamentada pelo CONTRAN.

CAPÍTULO VII Art. 86-A.  As vagas de estacionamento regulamentado


de que trata o inciso XVII do art. 181 desta Lei deverão ser
DA SINALIZAÇÃO DE TRÂNSITO sinalizadas com as respectivas placas indicativas de desti-
nação e com placas informando os dados sobre a infração
Art. 80. Sempre que necessário, será colocada ao longo por estacionamento indevido. (Incluído pela Lei nº 13.146,
da via, sinalização prevista neste Código e em legislação de 2015) (Vigência)
complementar, destinada a condutores e pedestres, veda-
da a utilização de qualquer outra. Art. 87. Os sinais de trânsito classificam-se em:

§ 1º A sinalização será colocada em posição e condi- I - verticais;


ções que a tornem perfeitamente visível e legível
durante o dia e a noite, em distância compatível II - horizontais;
com a segurança do trânsito, conforme normas e
especificações do CONTRAN. III - dispositivos de sinalização auxiliar;

§ 2º O CONTRAN poderá autorizar, em caráter expe- IV - luminosos;


rimental e por período prefixado, a utilização de
V - sonoros;
sinalização não prevista neste Código.
VI - gestos do agente de trânsito e do condutor.
§ 3º A responsabilidade pela instalação da sinalização
nas vias internas pertencentes aos condomínios Art. 88. Nenhuma via pavimentada poderá ser entre-
constituídos por unidades autônomas e nas vias e gue após sua construção, ou reaberta ao trânsito após a
áreas de estacionamento de estabelecimentos pri- realização de obras ou de manutenção, enquanto não esti-
vados de uso coletivo é de seu proprietário.(Incluí- ver devidamente sinalizada, vertical e horizontalmente, de
do pela Lei nº 13.281, de 2016)(Vigência) forma a garantir as condições adequadas de segurança na
circulação.
Art. 81. Nas vias públicas e nos imóveis é proibido co-
locar luzes, publicidade, inscrições, vegetação e mobiliário Parágrafo único. Nas vias ou trechos de vias em obras
que possam gerar confusão, interferir na visibilidade da si- deverá ser afixada sinalização específica e adequada.
nalização e comprometer a segurança do trânsito.
VADE MECUM PRF

Art. 89. A sinalização terá a seguinte ordem de preva-


Art. 82. É proibido afixar sobre a sinalização de trânsito lência:
e respectivos suportes, ou junto a ambos, qualquer tipo
de publicidade, inscrições, legendas e símbolos que não se I - as ordens do agente de trânsito sobre as normas de
relacionem com a mensagem da sinalização. circulação e outros sinais;

26
II - as indicações do semáforo sobre os demais sinais; § 1º A obrigação de sinalizar é do responsável pela exe-
cução ou manutenção da obra ou do evento.
III - as indicações dos sinais sobre as demais normas de
trânsito. § 2º Salvo em casos de emergência, a autoridade de
trânsito com circunscrição sobre a via avisará a co-
Art. 90. Não serão aplicadas as sanções previstas neste munidade, por intermédio dos meios de comuni-
Código por inobservância à sinalização quando esta for in- cação social, com quarenta e oito horas de antece-
suficiente ou incorreta. dência, de qualquer interdição da via, indicando-se
os caminhos alternativos a serem utilizados.
§ 1º O órgão ou entidade de trânsito com circunscrição
sobre a via é responsável pela implantação da si- § 3º O descumprimento do disposto neste artigo será
nalização, respondendo pela sua falta, insuficiência punido com multa de R$ 81,35 (oitenta e um re-
ou incorreta colocação. ais e trinta e cinco centavos) a R$ 488,10 (quatro-
centos e oitenta e oito reais e dez centavos), in-
§ 2º O CONTRAN editará normas complementares no dependentemente das cominações cíveis e penais
que se refere à interpretação, colocação e uso da cabíveis, além de multa diária no mesmo valor até
sinalização. a regularização da situação, a partir do prazo final
concedido pela autoridade de trânsito, levando-se
em consideração a dimensão da obra ou do evento
CAPÍTULO VIII e o prejuízo causado ao trânsito. (Redação pela Lei
nº 13.281, de 2016) (Vigência)
DA ENGENHARIA DE TRÁFEGO, DA OPERAÇÃO, DA
FISCALIZAÇÃO E DO POLICIAMENTO OSTENSIVO DE § 4º Ao servidor público responsável pela inobservân-
TRÂNSITO cia de qualquer das normas previstas neste e nos
arts. 93 e 94, a autoridade de trânsito aplicará mul-
Art. 91. O CONTRAN estabelecerá as normas e regu- ta diária na base de cinqüenta por cento do dia
lamentos a serem adotados em todo o território nacional de vencimento ou remuneração devida enquanto
quando da implementação das soluções adotadas pela En- permanecer a irregularidade.
genharia de Tráfego, assim como padrões a serem pratica-
dos por todos os órgãos e entidades do Sistema Nacional
de Trânsito. CAPÍTULO IX

Art. 92. (VETADO) DOS VEÍCULOS

Art. 93. Nenhum projeto de edificação que possa trans- Seção I


formar-se em pólo atrativo de trânsito poderá ser aprova-
do sem prévia anuência do órgão ou entidade com circuns- Disposições Gerais
crição sobre a via e sem que do projeto conste área para
estacionamento e indicação das vias de acesso adequadas. Art. 96. Os veículos classificam-se em:

Art. 94. Qualquer obstáculo à livre circulação e à segu- I - quanto à tração:


rança de veículos e pedestres, tanto na via quanto na cal-
a) automotor;
çada, caso não possa ser retirado, deve ser devida e ime-
diatamente sinalizado. b) elétrico;
Parágrafo único. É proibida a utilização das ondulações c) de propulsão humana;
transversais e de sonorizadores como redutores de veloci-
dade, salvo em casos especiais definidos pelo órgão ou en- d) de tração animal;
tidade competente, nos padrões e critérios estabelecidos
pelo CONTRAN. e) reboque ou semi-reboque;
VADE MECUM PRF

Art. 95. Nenhuma obra ou evento que possa perturbar II - quanto à espécie:
ou interromper a livre circulação de veículos e pedestres,
ou colocar em risco sua segurança, será iniciada sem per- a) de passageiros:
missão prévia do órgão ou entidade de trânsito com cir-
1 - bicicleta;
cunscrição sobre a via.
2 - ciclomotor;

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3 - motoneta; f) especial;

4 - motocicleta; g) de coleção;

5 - triciclo; III - quanto à categoria:

6 - quadriciclo; a) oficial;

7 - automóvel; b) de representação diplomática, de repartições consu-


lares de carreira ou organismos internacionais acre-
8 - microônibus;
ditados junto ao Governo brasileiro;
9 - ônibus;
c) particular;
10 - bonde;
d) de aluguel;
11 - reboque ou semi-reboque;
e) de aprendizagem.
12 - charrete;
Art. 97. As características dos veículos, suas especifica-
b) de carga: ções básicas, configuração e condições essenciais para re-
gistro, licenciamento e circulação serão estabelecidas pelo
1 - motoneta; CONTRAN, em função de suas aplicações.

2 - motocicleta; Art. 98. Nenhum proprietário ou responsável poderá,


sem prévia autorização da autoridade competente, fazer
3 - triciclo; ou ordenar que sejam feitas no veículo modificações de
suas características de fábrica.
4 - quadriciclo;
Parágrafo único. Os veículos e motores novos ou usa-
5 - caminhonete;
dos que sofrerem alterações ou conversões são obrigados
6 - caminhão; a atender aos mesmos limites e exigências de emissão de
poluentes e ruído previstos pelos órgãos ambientais com-
7 - reboque ou semi-reboque; petentes e pelo CONTRAN, cabendo à entidade executora
das modificações e ao proprietário do veículo a responsa-
8 - carroça; bilidade pelo cumprimento das exigências.
9 - carro-de-mão; Art. 99. Somente poderá transitar pelas vias terrestres o
veículo cujo peso e dimensões atenderem aos limites esta-
c) misto:
belecidos pelo CONTRAN.
1 - camioneta;
§ 1º O excesso de peso será aferido por equipamento
2 - utilitário; de pesagem ou pela verificação de documento fis-
cal, na forma estabelecida pelo CONTRAN.
3 - outros;
§ 2º Será tolerado um percentual sobre os limites de
d) de competição; peso bruto total e peso bruto transmitido por eixo
de veículos à superfície das vias, quando aferi-
e) de tração: do por equipamento, na forma estabelecida pelo
CONTRAN.
1 - caminhão-trator;
VADE MECUM PRF

§ 3º Os equipamentos fixos ou móveis utilizados na pe-


2 - trator de rodas;
sagem de veículos serão aferidos de acordo com a
3 - trator de esteiras; metodologia e na periodicidade estabelecidas pelo
CONTRAN, ouvido o órgão ou entidade de metro-
4 - trator misto; logia legal.

28
Art. 100. Nenhum veículo ou combinação de veículos § 1º Os fabricantes, os importadores, os montadores e
poderá transitar com lotação de passageiros, com peso os encarroçadores de veículos deverão emitir cer-
bruto total, ou com peso bruto total combinado com peso tificado de segurança, indispensável ao cadastra-
por eixo, superior ao fixado pelo fabricante, nem ultrapas- mento no RENAVAM, nas condições estabelecidas
sar a capacidade máxima de tração da unidade tratora. pelo CONTRAN.

§ 1º  Os veículos de transporte coletivo de passageiros § 2º O CONTRAN deverá especificar os procedimentos


poderão ser dotados de pneus extralargos. (Incluí- e a periodicidade para que os fabricantes, os im-
do pela Lei nº 13.281, de 2016)(Vigência) portadores, os montadores e os encarroçadores
comprovem o atendimento aos requisitos de se-
§ 2º  O Contran regulamentará o uso de pneus extra-
gurança veicular, devendo, para isso, manter dis-
largos para os demais veículos.(Incluído pela Lei nº
poníveis a qualquer tempo os resultados dos testes
13.281, de 2016)(Vigência)
e ensaios dos sistemas e componentes abrangidos
§ 3º  É permitida a fabricação de veículos de transpor- pela legislação de segurança veicular.
te de passageiros de até 15 m (quinze metros) de
Art. 104. Os veículos em circulação terão suas condições
comprimento na configuração de chassi 8x2.(Inclu-
ído pela Lei nº 13.281, de 2016)(Vigência) de segurança, de controle de emissão de gases poluentes
e de ruído avaliadas mediante inspeção, que será obrigató-
Art. 101. Ao veículo ou combinação de veículos utiliza- ria, na forma e periodicidade estabelecidas pelo CONTRAN
do no transporte de carga indivisível, que não se enquadre para os itens de segurança e pelo CONAMA para emissão
nos limites de peso e dimensões estabelecidos pelo CON- de gases poluentes e ruído.
TRAN, poderá ser concedida, pela autoridade com circuns-
crição sobre a via, autorização especial de trânsito, com § 5º Será aplicada a medida administrativa de retenção
prazo certo, válida para cada viagem, atendidas as medidas aos veículos reprovados na inspeção de segurança
de segurança consideradas necessárias. e na de emissão de gases poluentes e ruído.

§ 1º A autorização será concedida mediante requeri- § 6º Estarão isentos da inspeção de que trata o caput,
mento que especificará as características do veícu- durante 3 (três) anos a partir do primeiro licencia-
lo ou combinação de veículos e de carga, o percur- mento, os veículos novos classificados na categoria
so, a data e o horário do deslocamento inicial. particular, com capacidade para até 7 (sete) passa-
geiros, desde que mantenham suas características
§ 2º A autorização não exime o beneficiário da respon- originais de fábrica e não se envolvam em acidente
sabilidade por eventuais danos que o veículo ou a de trânsito com danos de média ou grande monta.
combinação de veículos causar à via ou a terceiros. (Incluído pela Lei nº 13.281, de 2016 )(Vigência)
§ 3º Aos guindastes autopropelidos ou sobre cami- § 7º Para os demais veículos novos, o período de que
nhões poderá ser concedida, pela autoridade com trata o § 6º será de 2 (dois) anos, desde que mante-
circunscrição sobre a via, autorização especial de nham suas características originais de fábrica e não
trânsito, com prazo de seis meses, atendidas as se envolvam em acidente de trânsito com danos
medidas de segurança consideradas necessárias.
de média ou grande monta. (Incluído pela Lei nº
Art. 102. O veículo de carga deverá estar devidamente 13.281, de 2016) (Vigência)
equipado quando transitar, de modo a evitar o derrama-
Art. 105. São equipamentos obrigatórios dos veículos,
mento da carga sobre a via.
entre outros a serem estabelecidos pelo CONTRAN:
Parágrafo único. O CONTRAN fixará os requisitos mí-
I - cinto de segurança, conforme regulamentação espe-
nimos e a forma de proteção das cargas de que trata este
artigo, de acordo com a sua natureza. cífica do CONTRAN, com exceção dos veículos destina-
dos ao transporte de passageiros em percursos em que
seja permitido viajar em pé;
Seção II
VADE MECUM PRF

II - para os veículos de transporte e de condução esco-


Da Segurança dos Veículos lar, os de transporte de passageiros com mais de dez
lugares e os de carga com peso bruto total superior a
Art. 103. O veículo só poderá transitar pela via quando quatro mil, quinhentos e trinta e seis quilogramas, equi-
atendidos os requisitos e condições de segurança estabe- pamento registrador instantâneo inalterável de veloci-
lecidos neste Código e em normas do CONTRAN. dade e tempo;

29
III - encosto de cabeça, para todos os tipos de veícu- Art. 107. Os veículos de aluguel, destinados ao transpor-
los automotores, segundo normas estabelecidas pelo te individual ou coletivo de passageiros, deverão satisfazer,
CONTRAN; além das exigências previstas neste Código, às condições
técnicas e aos requisitos de segurança, higiene e conforto
IV - (VETADO)
estabelecidos pelo poder competente para autorizar, per-
V - dispositivo destinado ao controle de emissão de ga- mitir ou conceder a exploração dessa atividade.
ses poluentes e de ruído, segundo normas estabeleci-
das pelo CONTRAN. Art. 108. Onde não houver linha regular de ônibus, a
autoridade com circunscrição sobre a via poderá autorizar,
VI - para as bicicletas, a campainha, sinalização noturna a título precário, o transporte de passageiros em veículo
dianteira, traseira, lateral e nos pedais, e espelho retro- de carga ou misto, desde que obedecidas as condições de
visor do lado esquerdo. segurança estabelecidas neste Código e pelo CONTRAN.

VII - equipamento suplementar de retenção - air Parágrafo único. A autorização citada no caput não po-
bag frontal para o condutor e o passageiro do banco derá exceder a doze meses, prazo a partir do qual a au-
dianteiro. (Incluído pela Lei nº 11.910, de 2009) toridade pública responsável deverá implantar o serviço
regular de transporte coletivo de passageiros, em confor-
§ 1º O CONTRAN disciplinará o uso dos equipamentos
obrigatórios dos veículos e determinará suas espe- midade com a legislação pertinente e com os dispositivos
cificações técnicas. deste Código. (Incluído pela Lei nº 9.602, de 1998)

§ 2º Nenhum veículo poderá transitar com equipamen- Art. 109. O transporte de carga em veículos destina-
to ou acessório proibido, sendo o infrator sujeito dos ao transporte de passageiros só pode ser realizado de
às penalidades e medidas administrativas previstas acordo com as normas estabelecidas pelo CONTRAN.
neste Código.
Art. 110. O veículo que tiver alterada qualquer de suas
§ 3º Os fabricantes, os importadores, os montadores, características para competição ou finalidade análoga só
os encarroçadores de veículos e os revendedores poderá circular nas vias públicas com licença especial da
devem comercializar os seus veículos com os equi- autoridade de trânsito, em itinerário e horário fixados.
pamentos obrigatórios definidos neste artigo, e
com os demais estabelecidos pelo CONTRAN. Art. 111. É vedado, nas áreas envidraçadas do veículo:
§ 4º O CONTRAN estabelecerá o prazo para o atendi-
II - o uso de cortinas, persianas fechadas ou similares
mento do disposto neste artigo.
nos veículos em movimento, salvo nos que possuam
§ 5o  A exigência estabelecida no inciso VII do caput des- espelhos retrovisores em ambos os lados.
te artigo será progressivamente incorporada aos
novos projetos de automóveis e dos veículos deles III - aposição de inscrições, películas refletivas ou não,
derivados, fabricados, importados, montados ou painéis decorativos ou pinturas, quando comprometer
encarroçados, a partir do 1o (primeiro) ano após a segurança do veículo, na forma de regulamentação
a definição pelo Contran das especificações téc- do CONTRAN.  (Incluído pela Lei nº 9.602, de 1998)
nicas pertinentes e do respectivo cronograma de
implantação e a partir do 5o (quinto) ano, após Parágrafo único. É proibido o uso de inscrição de ca-
esta definição, para os demais automóveis zero ráter publicitário ou qualquer outra que possa desviar a
quilômetro de modelos ou projetos já existentes atenção dos condutores em toda a extensão do pára-brisa
e veículos deles derivados.   (Incluído pela Lei nº e da traseira dos veículos, salvo se não colocar em risco a
11.910, de 2009) segurança do trânsito.
§ 6o  A exigência estabelecida no inciso VII do caput des-
Art. 113. Os importadores, as montadoras, as encar-
te artigo não se aplica aos veículos destinados à
roçadoras e fabricantes de veículos e autopeças são res-
exportação.  (Incluído pela Lei nº 11.910, de 2009)
ponsáveis civil e criminalmente por danos causados aos
usuários, a terceiros, e ao meio ambiente, decorrentes de
VADE MECUM PRF

Art. 106. No caso de fabricação artesanal ou de modi-


ficação de veículo ou, ainda, quando ocorrer substituição falhas oriundas de projetos e da qualidade dos materiais e
de equipamento de segurança especificado pelo fabrican- equipamentos utilizados na sua fabricação.
te, será exigido, para licenciamento e registro, certificado
de segurança expedido por instituição técnica credenciada
por órgão ou entidade de metrologia legal, conforme nor-
ma elaborada pelo CONTRAN.

30
Seção III são sujeitos ao registro na repartição competente, se
transitarem em via pública, dispensados o licencia-
Da Identificação do Veículo mento e o emplacamento. (Redação dada pela Lei nº
13.154, de 2015) (Vide)
Art. 114. O veículo será identificado obrigatoriamente
por caracteres gravados no chassi ou no monobloco, re- §4oA. Os tratores e demais aparelhos automotores desti-
produzidos em outras partes, conforme dispuser o CON- nados a puxar ou a arrastar maquinaria agrícola ou a
TRAN. executar trabalhos agrícolas, desde que facultados a
transitar em via pública, são sujeitos ao registro úni-
§ 1º A gravação será realizada pelo fabricante ou mon- co, sem ônus, em cadastro específico do Ministério
tador, de modo a identificar o veículo, seu fabri- da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, acessível
cante e as suas características, além do ano de fa- aos componentes do Sistema Nacional de Trânsi-
bricação, que não poderá ser alterado. to. (Redação dada pela Lei nº 13.154, de 2015) (Vide)

§ 2º As regravações, quando necessárias, dependerão § 5º O disposto neste artigo não se aplica aos veículos de
de prévia autorização da autoridade executiva de uso bélico.
trânsito e somente serão processadas por estabe-
lecimento por ela credenciado, mediante a com- § 6º Os veículos de duas ou três rodas são dispensados da
provação de propriedade do veículo, mantida a placa dianteira.
mesma identificação anterior, inclusive o ano de
fabricação. § 7o  Excepcionalmente, mediante autorização específi-
ca e fundamentada das respectivas corregedorias e
§ 3º Nenhum proprietário poderá, sem prévia permis- com a devida comunicação aos órgãos de trânsito
são da autoridade executiva de trânsito, fazer, ou competentes, os veículos utilizados por membros do
ordenar que se faça, modificações da identificação Poder Judiciário e do Ministério Público que exerçam
de seu veículo. competência ou atribuição criminal poderão tempo-
rariamente ter placas especiais, de forma a impedir a
Art. 115. O veículo será identificado externamente por identificação de seus usuários específicos, na forma
meio de placas dianteira e traseira, sendo esta lacrada em de regulamento a ser emitido, conjuntamente, pelo
sua estrutura, obedecidas as especificações e modelos es- Conselho Nacional de Justiça - CNJ, pelo Conselho
tabelecidos pelo CONTRAN. Nacional do Ministério Público - CNMP e pelo Con-
selho Nacional de Trânsito - CONTRAN. (Incluído pela
§ 1º Os caracteres das placas serão individualizados Lei nº 12.694, de 2012)
para cada veículo e o acompanharão até a baixa
do registro, sendo vedado seu reaproveitamento. § 8o  Os veículos artesanais utilizados para trabalho agrí-
cola (jericos), para efeito do registro de que trata o §
§ 2º As placas com as cores verde e amarela da Bandei- 4o-A, ficam dispensados da exigência prevista no art.
ra Nacional serão usadas somente pelos veículos de 106. (Incluído pela Lei nº 13.154, de 2015)
representação pessoal do Presidente e do Vice-Pre-
sidente da República, dos Presidentes do Senado § 9º   As placas que possuírem tecnologia que permita a
Federal e da Câmara dos Deputados, do Presidente identificação do veículo ao qual estão atreladas são dis-
e dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, dos Mi- pensadas da utilização do lacre previsto no caput, na
nistros de Estado, do Advogado-Geral da União e do forma a ser regulamentada pelo Contran. (Incluído pela
Procurador-Geral da República. Lei nº 13.281, de 2016) (Vigência)

§ 3º Os veículos de representação dos Presidentes dos Art. 116. Os veículos de propriedade da União, dos Estados
Tribunais Federais, dos Governadores, Prefeitos, e do Distrito Federal, devidamente registrados e licenciados,
Secretários Estaduais e Municipais, dos Presidentes somente quando estritamente usados em serviço reservado
das Assembléias Legislativas, das Câmaras Munici- de caráter policial, poderão usar placas particulares, obede-
pais, dos Presidentes dos Tribunais Estaduais e do cidos os critérios e limites estabelecidos pela legislação que
Distrito Federal, e do respectivo chefe do Ministé- regulamenta o uso de veículo oficial.
rio Público e ainda dos Oficiais Generais das Forças
VADE MECUM PRF

Armadas terão placas especiais, de acordo com os Art. 117. Os veículos de transporte de carga e os coletivos
modelos estabelecidos pelo CONTRAN. de passageiros deverão conter, em local facilmente visível, a
inscrição indicativa de sua tara, do peso bruto total (PBT), do
§ 4o  Os aparelhos automotores destinados a puxar ou a peso bruto total combinado (PBTC) ou capacidade máxima de
arrastar maquinaria de qualquer natureza ou a exe- tração (CMT) e de sua lotação, vedado o uso em desacordo
cutar trabalhos de construção ou de pavimentação com sua classificação.

31
CAPÍTULO X Art. 121. Registrado o veículo, expedir-se-á o Certifica-
do de Registro de Veículo - CRV de acordo com os modelos
DOS VEÍCULOS EM CIRCULAÇÃO INTERNACIONAL e especificações estabelecidos pelo CONTRAN, contendo
as características e condições de invulnerabilidade à falsifi-
Art. 118. A circulação de veículo no território nacional, cação e à adulteração.
independentemente de sua origem, em trânsito entre o
Brasil e os países com os quais exista acordo ou tratado Art. 122. Para a expedição do Certificado de Registro
internacional, reger-se-á pelas disposições deste Código, de Veículo o órgão executivo de trânsito consultará o ca-
pelas convenções e acordos internacionais ratificados. dastro do RENAVAM e exigirá do proprietário os seguintes
documentos:
Art. 119. As repartições aduaneiras e os órgãos de con-
trole de fronteira comunicarão diretamente ao RENAVAM a I - nota fiscal fornecida pelo fabricante ou revendedor,
entrada e saída temporária ou definitiva de veículos. ou documento equivalente expedido por autoridade
competente;
§ 1º   Os veículos licenciados no exterior não poderão
sair do território nacional sem o prévio pagamento II - documento fornecido pelo Ministério das Relações
ou o depósito, judicial ou administrativo, dos va- Exteriores, quando se tratar de veículo importado por
lores correspondentes às infrações de trânsito co- membro de missões diplomáticas, de repartições con-
metidas e ao ressarcimento de danos que tiverem sulares de carreira, de representações de organismos
causado ao patrimônio público ou de particulares, internacionais e de seus integrantes.
independentemente da fase do processo adminis-
trativo ou judicial envolvendo a questão. (Incluído Art. 123. Será obrigatória a expedição de novo Certifica-
pela Lei nº 13.281, de 2016) (Vigência) do de Registro de Veículo quando:

§ 2º Os veículos que saírem do território nacional sem o I - for transferida a propriedade;


cumprimento do disposto no § 1º e que posterior-
II - o proprietário mudar o Município de domicílio ou
mente forem flagrados tentando ingressar ou já
residência;
em circulação no território nacional serão retidos
até a regularização da situação. (Incluído pela Lei III - for alterada qualquer característica do veículo;
nº 13.281, de 2016) (Vigência)
IV - houver mudança de categoria.
CAPÍTULO XI § 1º No caso de transferência de propriedade, o prazo
para o proprietário adotar as providências neces-
DO REGISTRO DE VEÍCULOS sárias à efetivação da expedição do novo Certifica-
do de Registro de Veículo é de trinta dias, sendo
Art. 120. Todo veículo automotor, elétrico, articulado,
que nos demais casos as providências deverão ser
reboque ou semi-reboque, deve ser registrado perante o
imediatas.
órgão executivo de trânsito do Estado ou do Distrito Fe-
deral, no Município de domicílio ou residência de seu pro- § 2º No caso de transferência de domicílio ou residên-
prietário, na forma da lei. cia no mesmo Município, o proprietário comuni-
cará o novo endereço num prazo de trinta dias e
§ 1º Os órgãos executivos de trânsito dos Estados e
aguardará o novo licenciamento para alterar o Cer-
do Distrito Federal somente registrarão veículos
tificado de Licenciamento Anual.
oficiais de propriedade da administração direta,
da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos § 3º A expedição do novo certificado será comunicada
Municípios, de qualquer um dos poderes, com in- ao órgão executivo de trânsito que expediu o an-
dicação expressa, por pintura nas portas, do nome, terior e ao RENAVAM.
sigla ou logotipo do órgão ou entidade em cujo
nome o veículo será registrado, excetuando-se os Art. 124. Para a expedição do novo Certificado de Re-
VADE MECUM PRF

veículos de representação e os previstos no art. gistro de Veículo serão exigidos os seguintes documentos:
116.
I - Certificado de Registro de Veículo anterior;
§ 2º O disposto neste artigo não se aplica ao veículo de
uso bélico. II - Certificado de Licenciamento Anual;

32
III - comprovante de transferência de propriedade, quan- Parágrafo único. A obrigação de que trata este artigo
do for o caso, conforme modelo e normas estabelecidas é da companhia seguradora ou do adquirente do veículo
pelo CONTRAN; destinado à desmontagem, quando estes sucederem ao
proprietário.
IV - Certificado de Segurança Veicular e de emissão de
poluentes e ruído, quando houver adaptação ou alteração Art. 127. O órgão executivo de trânsito competente só
de características do veículo;
efetuará a baixa do registro após prévia consulta ao cadas-
V - comprovante de procedência e justificativa da proprie- tro do RENAVAM.
dade dos componentes e agregados adaptados ou mon-
tados no veículo, quando houver alteração das caracterís- Parágrafo único. Efetuada a baixa do registro, deverá
ticas originais de fábrica; ser esta comunicada, de imediato, ao RENAVAM.

VI - autorização do Ministério das Relações Exteriores, no Art. 128. Não será expedido novo Certificado de Regis-
caso de veículo da categoria de missões diplomáticas, de tro de Veículo enquanto houver débitos fiscais e de multas
repartições consulares de carreira, de representações de de trânsito e ambientais, vinculadas ao veículo, indepen-
organismos internacionais e de seus integrantes; dentemente da responsabilidade pelas infrações cometidas.

VII - certidão negativa de roubo ou furto de veículo, ex- Art. 129. O registro e o licenciamento dos veículos de
pedida no Município do registro anterior, que poderá ser propulsão humana e dos veículos de tração animal obe-
substituída por informação do RENAVAM; decerão à regulamentação estabelecida em legislação mu-
nicipal do domicílio ou residência de seus proprietários.
VIII - comprovante de quitação de débitos relativos a tri-
butos, encargos e multas de trânsito vinculados ao veícu- (Redação dada pela Lei nº 13.154, de 2015)
lo, independentemente da responsabilidade pelas infra-
ções cometidas; Art. 129-A. O registro dos tratores e demais aparelhos
automotores destinados a puxar ou a arrastar maquinaria
X - comprovante relativo ao cumprimento do disposto no agrícola ou a executar trabalhos agrícolas será efetuado,
art. 98, quando houver alteração nas características ori- sem ônus, pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abas-
ginais do veículo que afetem a emissão de poluentes e tecimento, diretamente ou mediante convênio.  (Incluído
ruído; pela Lei nº 13.154, de 2015)

XI - comprovante de aprovação de inspeção veicular e de


poluentes e ruído, quando for o caso, conforme regula- CAPÍTULO XII
mentações do CONTRAN e do CONAMA.
DO LICENCIAMENTO
Art. 125. As informações sobre o chassi, o monobloco, os
agregados e as características originais do veículo deverão ser Art. 130. Todo veículo automotor, elétrico, articulado,
prestadas ao RENAVAM: reboque ou semi-reboque, para transitar na via, deverá ser
licenciado anualmente pelo órgão executivo de trânsito do
I - pelo fabricante ou montadora, antes da comercializa-
ção, no caso de veículo nacional; Estado, ou do Distrito Federal, onde estiver registrado o
veículo.
II - pelo órgão alfandegário, no caso de veículo importado
por pessoa física; § 1º O disposto neste artigo não se aplica a veículo de
uso bélico.
III - pelo importador, no caso de veículo importado por
pessoa jurídica. § 2º No caso de transferência de residência ou domicí-
lio, é válido, durante o exercício, o licenciamento
Parágrafo único. As informações recebidas pelo RENAVAM de origem.
serão repassadas ao órgão executivo de trânsito responsável
pelo registro, devendo este comunicar ao RENAVAM, tão logo Art. 131. O Certificado de Licenciamento Anual será ex-
seja o veículo registrado. pedido ao veículo licenciado, vinculado ao Certificado de
VADE MECUM PRF

Registro, no modelo e especificações estabelecidos pelo


Art. 126.  O proprietário de veículo irrecuperável, ou desti-
nado à desmontagem, deverá requerer a baixa do registro, no CONTRAN.
prazo e forma estabelecidos pelo Contran, vedada a remon-
tagem do veículo sobre o mesmo chassi de forma a manter o § 1º O primeiro licenciamento será feito simultanea-
registro anterior. (Redação dada pela Lei nº 12.977, de 2014) mente ao registro.
(Vigência)

33
§ 2º O veículo somente será considerado licenciado I - registro como veículo de passageiros;
estando quitados os débitos relativos a tributos,
encargos e multas de trânsito e ambientais, vincu- II - inspeção semestral para verificação dos equipamen-
lados ao veículo, independentemente da respon- tos obrigatórios e de segurança;
sabilidade pelas infrações cometidas.
III - pintura de faixa horizontal na cor amarela, com
§ 3º Ao licenciar o veículo, o proprietário deverá com- quarenta centímetros de largura, à meia altura, em toda
provar sua aprovação nas inspeções de segurança a extensão das partes laterais e traseira da carroçaria,
veicular e de controle de emissões de gases po-
com o dístico ESCOLAR, em preto, sendo que, em caso
luentes e de ruído, conforme disposto no art. 104.
de veículo de carroçaria pintada na cor amarela, as co-
Art. 132. Os veículos novos não estão sujeitos ao licen- res aqui indicadas devem ser invertidas;
ciamento e terão sua circulação regulada pelo CONTRAN
durante o trajeto entre a fábrica e o Município de destino. IV - equipamento registrador instantâneo inalterável de
velocidade e tempo;
§ 1o  O disposto neste artigo aplica-se, igualmente, aos
veículos importados, durante o trajeto entre a al- V - lanternas de luz branca, fosca ou amarela dispostas
fândega ou entreposto alfandegário e o Município nas extremidades da parte superior dianteira e lanter-
de destino. (Renumerado do parágrafo único pela nas de luz vermelha dispostas na extremidade superior
Lei nº 13.103, de 2015) (Vigência) da parte traseira;

Art. 133. É obrigatório o porte do Certificado de Licen- VI - cintos de segurança em número igual à lotação;
ciamento Anual.
VII - outros requisitos e equipamentos obrigatórios es-
Parágrafo único. O porte será dispensado quando, no
tabelecidos pelo CONTRAN.
momento da fiscalização, for possível ter acesso ao devido
sistema informatizado para verificar se o veículo está licen-
Art. 137. A autorização a que se refere o artigo anterior
ciado. (Incluído pela Lei nº 13.281, de 2016) (Vigência)
deverá ser afixada na parte interna do veículo, em local vi-
Art. 134. No caso de transferência de propriedade, o sível, com inscrição da lotação permitida, sendo vedada a
proprietário antigo deverá encaminhar ao órgão executivo condução de escolares em número superior à capacidade
de trânsito do Estado dentro de um prazo de trinta dias, estabelecida pelo fabricante.
cópia autenticada do comprovante de transferência de
propriedade, devidamente assinado e datado, sob pena de Art. 138. O condutor de veículo destinado à condução
ter que se responsabilizar solidariamente pelas penalidades de escolares deve satisfazer os seguintes requisitos:
impostas e suas reincidências até a data da comunicação.
I - ter idade superior a vinte e um anos;
Parágrafo único. O comprovante de transferência de
propriedade de que trata o caput poderá ser substituído II - ser habilitado na categoria D;
por documento eletrônico, na forma regulamentada pelo
Contran.(Incluído pela Lei nº 13.154, de 2015) III - (VETADO)

Art. 135. Os veículos de aluguel, destinados ao trans- IV - não ter cometido nenhuma infração grave ou gra-
porte individual ou coletivo de passageiros de linhas re- víssima, ou ser reincidente em infrações médias durante
gulares ou empregados em qualquer serviço remunerado, os doze últimos meses;
para registro, licenciamento e respectivo emplacamento de
característica comercial, deverão estar devidamente autori- V - ser aprovado em curso especializado, nos termos da
zados pelo poder público concedente.
regulamentação do CONTRAN.

Art. 139. O disposto neste Capítulo não exclui a compe-


CAPÍTULO XIII
tência municipal de aplicar as exigências previstas em seus
DA CONDUÇÃO DE ESCOLARES regulamentos, para o transporte de escolares.
VADE MECUM PRF

Art. 136. Os veículos especialmente destinados à con-


dução coletiva de escolares somente poderão circular nas
CAPÍTULO XIII-A
vias com autorização emitida pelo órgão ou entidade exe-
DA CONDUÇÃO DE MOTO-FRETE
cutivos de trânsito dos Estados e do Distrito Federal, exi-
gindo-se, para tanto: (Incluído pela Lei nº 12.009, de 2009)

34
Art. 139-A.  As motocicletas e motonetas destinadas ao II - saber ler e escrever;
transporte remunerado de mercadorias – moto-frete – so-
mente poderão circular nas vias com autorização emitida III - possuir Carteira de Identidade ou equivalente.
pelo órgão ou entidade executivo de trânsito dos Estados
e do Distrito Federal, exigindo-se, para tanto: (Incluído pela Parágrafo único. As informações do candidato à habili-
Lei nº 12.009, de 2009) tação serão cadastradas no RENACH.

I – registro como veículo da categoria de aluguel; (Inclu- Art. 141. O processo de habilitação, as normas relati-
ído pela Lei nº 12.009, de 2009) vas à aprendizagem para conduzir veículos automotores e
elétricos e à autorização para conduzir ciclomotores serão
II – instalação de protetor de motor mata-cachorro, fi-
regulamentados pelo CONTRAN.
xado no chassi do veículo, destinado a proteger o mo-
tor e a perna do condutor em caso de tombamento, nos § 1º A autorização para conduzir veículos de propulsão
termos de regulamentação do Conselho Nacional de humana e de tração animal ficará a cargo dos Mu-
Trânsito – Contran; (Incluído pela Lei nº 12.009, de 2009)
nicípios.
III – instalação de aparador de linha antena corta-pipas,
§ 2º (VETADO)
nos termos de regulamentação do Contran; (Incluído
pela Lei nº 12.009, de 2009)
Art. 142. O reconhecimento de habilitação obtida em
IV – inspeção semestral para verificação dos equipa- outro país está subordinado às condições estabelecidas
mentos obrigatórios e de segurança. (Incluído pela Lei em convenções e acordos internacionais e às normas do
nº 12.009, de 2009) CONTRAN.

§ 1o  A instalação ou incorporação de dispositivos para Art. 143. Os candidatos poderão habilitar-se nas cate-
transporte de cargas deve estar de acordo com a gorias de A a E, obedecida a seguinte gradação:
regulamentação do Contran. (Incluído pela Lei nº
12.009, de 2009) I - Categoria A - condutor de veículo motorizado de
duas ou três rodas, com ou sem carro lateral;
§ 2o  É proibido o transporte de combustíveis, produtos
inflamáveis ou tóxicos e de galões nos veículos de II - Categoria B - condutor de veículo motorizado, não
que trata este artigo, com exceção do gás de cozi- abrangido pela categoria A, cujo peso bruto total não
nha e de galões contendo água mineral, desde que exceda a três mil e quinhentos quilogramas e cuja lota-
com o auxílio de side-car, nos termos de regula- ção não exceda a oito lugares, excluído o do motorista;
mentação do Contran. (Incluído pela Lei nº 12.009,
de 2009) III - Categoria C - condutor de veículo motorizado utili-
zado em transporte de carga, cujo peso bruto total ex-
Art. 139-B.  O disposto neste Capítulo não exclui a com- ceda a três mil e quinhentos quilogramas;
petência municipal ou estadual de aplicar as exigências
previstas em seus regulamentos para as atividades de mo- IV - Categoria D - condutor de veículo motorizado utili-
to-frete no âmbito de suas circunscrições. (Incluído pela Lei zado no transporte de passageiros, cuja lotação exceda
nº 12.009, de 2009) a oito lugares, excluído o do motorista;

V - Categoria E - condutor de combinação de veículos


CAPÍTULO XIV em que a unidade tratora se enquadre nas categorias
B, C ou D e cuja unidade acoplada, reboque, semir-
DA HABILITAÇÃO
reboque, trailer ou articulada tenha 6.000 kg (seis mil
Art. 140. A habilitação para conduzir veículo automotor quilogramas) ou mais de peso bruto total, ou cuja lota-
e elétrico será apurada por meio de exames que deverão ção exceda a 8 (oito) lugares.(Redação dada pela Lei nº
ser realizados junto ao órgão ou entidade executivos do 12.452, de 2011)
Estado ou do Distrito Federal, do domicílio ou residência
VADE MECUM PRF

do candidato, ou na sede estadual ou distrital do próprio § 1º Para habilitar-se na categoria C, o condutor deverá
órgão, devendo o condutor preencher os seguintes requi- estar habilitado no mínimo há um ano na catego-
sitos: ria B e não ter cometido nenhuma infração grave
ou gravíssima, ou ser reincidente em infrações mé-
I - ser penalmente imputável; dias, durante os últimos doze meses.

35
§ 2o  São os condutores da categoria B autorizados a Art. 145-A.  Além do disposto no art. 145, para conduzir
conduzir veículo automotor da espécie motor-ca- ambulâncias, o candidato deverá comprovar treinamento
sa, definida nos termos do Anexo I deste Código, especializado e reciclagem em cursos específicos a cada 5
cujo peso não exceda a 6.000 kg (seis mil quilogra- (cinco) anos, nos termos da normatização do Contran. (In-
mas), ou cuja lotação não exceda a 8 (oito) luga- cluído pela Lei nº 12.998, de 2014)
res, excluído o do motorista.  (Incluído pela Lei nº
12.452, de 2011) Art. 146. Para conduzir veículos de outra categoria o
condutor deverá realizar exames complementares exigidos
§ 3º Aplica-se o disposto no inciso V ao condutor da para habilitação na categoria pretendida.
combinação de veículos com mais de uma unidade
Art. 147. O candidato à habilitação deverá submeter-se
tracionada, independentemente da capacidade de
a exames realizados pelo órgão executivo de trânsito, na
tração ou do peso bruto total. (Renumerado pela
seguinte ordem:
Lei nº 12.452, de 2011)
I - de aptidão física e mental;
Art. 144. O trator de roda, o trator de esteira, o trator
misto ou o equipamento automotor destinado à movimen- II - (VETADO)
tação de cargas ou execução de trabalho agrícola, de ter-
raplenagem, de construção ou de pavimentação só podem III - escrito, sobre legislação de trânsito;
ser conduzidos na via pública por condutor habilitado nas
categorias C, D ou E. IV - de noções de primeiros socorros, conforme regula-
mentação do CONTRAN;
Parágrafo único.  O trator de roda e os equipamentos
automotores destinados a executar trabalhos agrícolas po- V - de direção veicular, realizado na via pública, em veí-
derão ser conduzidos em via pública também por condu- culo da categoria para a qual estiver habilitando-se.
tor habilitado na categoria B. (Redação dada pela Lei nº
13.097, de 2015) § 1º  Os resultados dos exames e a identificação dos
respectivos examinadores serão registrados no RE-
Art. 145. Para habilitar-se nas categorias D e E ou para NACH. (Renumerado do parágrafo único pela Lei
conduzir veículo de transporte coletivo de passageiros, de nº 9.602, de 1998)
escolares, de emergência ou de produto perigoso, o candi-
 § 2º O exame de aptidão física e mental será preliminar
dato deverá preencher os seguintes requisitos:
e renovável a cada cinco anos, ou a cada três anos
para condutores com mais de sessenta e cinco
I - ser maior de vinte e um anos;
anos de idade, no local de residência ou domicílio
II - estar habilitado: do examinado. (Incluído pela Lei nº 9.602, de 1998)

a) no mínimo há dois anos na categoria B, ou no mí- § 3o  O exame previsto no § 2o incluirá avaliação psi-
cológica preliminar e complementar sempre que a
nimo há um ano na categoria C, quando pretender
ele se submeter o condutor que exerce atividade
habilitar-se na categoria D; e
remunerada ao veículo, incluindo-se esta avaliação
b) no mínimo há um ano na categoria C, quando pre- para os demais candidatos apenas no exame refe-
tender habilitar-se na categoria E; rente à primeira habilitação.  (Redação dada pela
Lei nº 10.350, de 2001)
III - não ter cometido nenhuma infração grave ou gra-
§ 4º Quando houver indícios de deficiência física, men-
víssima ou ser reincidente em infrações médias durante
tal, ou de progressividade de doença que possa
os últimos doze meses;
diminuir a capacidade para conduzir o veículo, o
prazo previsto no § 2º poderá ser diminuído por
IV - ser aprovado em curso especializado e em curso de
proposta do perito examinador. (Incluído pela Lei
treinamento de prática veicular em situação de risco,
nº 9.602, de 1998)
nos termos da normatização do CONTRAN.
VADE MECUM PRF

§ 5o  O condutor que exerce atividade remunerada ao


Parágrafo único.  A participação em curso especializado
veículo terá essa informação incluída na sua Car-
previsto no inciso IV independe da observância do disposto
teira Nacional de Habilitação, conforme especifi-
no inciso III. (Incluído pela Lei nº 12.619, de 2012)(Vigência) cações do Conselho Nacional de Trânsito – Con-
tran. (Incluído pela Lei nº 10.350, de 2001)
§ 2o (VETADO). (Incluído pela Lei nº 13.154, de 2015)

36
Art. 147-A.  Ao candidato com deficiência auditiva é as- § 1o O exame de que trata este artigo buscará aferir o
segurada acessibilidade de comunicação, mediante empre- consumo de substâncias psicoativas que, compro-
go de tecnologias assistivas ou de ajudas técnicas em todas vadamente, comprometam a capacidade de dire-
as etapas do processo de habilitação.(Incluído pela Lei nº ção e deverá ter janela de detecção mínima de 90
13.146, de 2015) (Vigência) (noventa) dias, nos termos das normas do Contran.
(Incluído pela Lei nº 13.103, de 2015)(Vigência)
§ 1o O material didático audiovisual utilizado em aulas
teóricas dos cursos que precedem os exames pre- § 2o Os condutores das categorias C, D e E com Carteira
vistos no art. 147 desta Lei deve ser acessível, por Nacional de Habilitação com validade de 5 (cinco)
meio de subtitulação com legenda oculta associa- anos deverão fazer o exame previsto no § 1o no
da à tradução simultânea em Libras. (Incluído pela prazo de 2 (dois) anos e 6 (seis) meses a contar da
Lei nº 13.146, de 2015) (Vigência) realização do disposto no caput. (Incluído pela Lei
nº 13.103, de 2015)(Vigência)
§ 2o É assegurado também ao candidato com deficiên-
cia auditiva requerer, no ato de sua inscrição, os § 3o Os condutores das categorias C, D e E com Carteira
serviços de intérprete da Libras, para acompanha- Nacional de Habilitação com validade de 3 (três)
mento em aulas práticas e teóricas.(Incluído pela anos deverão fazer o exame previsto no § 1o no
Lei nº 13.146, de 2015) (Vigência) prazo de 1 (um) ano e 6 (seis) meses a contar da
realização do disposto no caput.(Incluído pela Lei
Art. 148. Os exames de habilitação, exceto os de direção nº 13.103, de 2015)(Vigência)
veicular, poderão ser aplicados por entidades públicas ou
privadas credenciadas pelo órgão executivo de trânsito dos § 4o É garantido o direito de contraprova e de recurso
Estados e do Distrito Federal, de acordo com as normas administrativo no caso de resultado positivo para
estabelecidas pelo CONTRAN. o exame de que trata o caput, nos termos das nor-
mas do Contran.  (Incluído pela Lei nº 13.103, de
§ 1º A formação de condutores deverá incluir, obriga- 2015)(Vigência)
toriamente, curso de direção defensiva e de con-
ceitos básicos de proteção ao meio ambiente rela- § 5o A reprovação no exame previsto neste artigo terá
cionados com o trânsito. como consequência a suspensão do direito de diri-
gir pelo período de 3 (três) meses, condicionado o
§ 2º Ao candidato aprovado será conferida Permissão levantamento da suspensão ao resultado negativo
para Dirigir, com validade de um ano. em novo exame, e vedada a aplicação de outras
penalidades, ainda que acessórias.  (Incluído pela
§ 3º A Carteira Nacional de Habilitação será conferida Lei nº 13.103, de 2015) (Vigência)
ao condutor no término de um ano, desde que o
mesmo não tenha cometido nenhuma infração de § 6o O resultado do exame somente será divulgado
natureza grave ou gravíssima ou seja reincidente para o interessado e não poderá ser utilizado para
em infração média. fins estranhos ao disposto neste artigo ou no  §
6o do art. 168 da Consolidação das Leis do Traba-
§ 4º A não obtenção da Carteira Nacional de Habilita- lho - CLT, aprovada pelo Decreto-Lei no 5.452, de
ção, tendo em vista a incapacidade de atendimen- 1o de maio de 1943. (Incluído pela Lei nº 13.103,
to do disposto no parágrafo anterior, obriga o can- de 2015) (Vigência)
didato a reiniciar todo o processo de habilitação.
§ 7o O exame será realizado, em regime de livre concor-
§ 5º O Conselho Nacional de Trânsito - CONTRAN po- rência, pelos laboratórios credenciados pelo De-
derá dispensar os tripulantes de aeronaves que partamento Nacional de Trânsito - DENATRAN, nos
apresentarem o cartão de saúde expedido pelas termos das normas do Contran, vedado aos entes
Forças Armadas ou pelo Departamento de Aero- públicos: (Incluído pela Lei nº 13.103, de 2015)(Vi-
náutica Civil, respectivamente, da prestação do gência)
exame de aptidão física e mental.(Incluído pela Lei
VADE MECUM PRF

nº 9.602, de 1998) I - fixar preços para os exames; (Incluído pela Lei nº


13.103, de 2015) (Vigência)
Art. 148-A.  Os condutores das categorias C, D e E deve-
rão submeter-se a exames toxicológicos para a habilitação II - limitar o número de empresas ou o número de locais
e renovação da Carteira Nacional de Habilitação. (Incluído em que a atividade pode ser exercida; e (Incluído pela
pela Lei nº 13.103, de 2015) (Vigência) Lei nº 13.103, de 2015) (Vigência)

37
III - estabelecer regras de exclusividade territorial. (In- Parágrafo único. As penalidades aplicadas aos instru-
cluído pela Lei nº 13.103, de 2015)(Vigência) tores e examinadores serão de advertência, suspensão e
cancelamento da autorização para o exercício da atividade,
Art. 150. Ao renovar os exames previstos no artigo ante- conforme a falta cometida.
rior, o condutor que não tenha curso de direção defensiva
e primeiros socorros deverá a eles ser submetido, confor- Art. 154. Os veículos destinados à formação de condu-
me normatização do CONTRAN. tores serão identificados por uma faixa amarela, de vinte
centímetros de largura, pintada ao longo da carroçaria, à
Parágrafo único. A empresa que utiliza condutores con- meia altura, com a inscrição AUTO-ESCOLA na cor preta.
tratados para operar a sua frota de veículos é obrigada a
fornecer curso de direção defensiva, primeiros socorros e Parágrafo único. No veículo eventualmente utilizado
outros conforme normatização do CONTRAN. para aprendizagem, quando autorizado para servir a esse
fim, deverá ser afixada ao longo de sua carroçaria, à meia
Art. 151. No caso de reprovação no exame escrito sobre altura, faixa branca removível, de vinte centímetros de lar-
legislação de trânsito ou de direção veicular, o candida- gura, com a inscrição AUTO-ESCOLA na cor preta.
to só poderá repetir o exame depois de decorridos quinze
dias da divulgação do resultado. Art. 155. A formação de condutor de veículo automotor
e elétrico será realizada por instrutor autorizado pelo ór-
Art. 152.  O exame de direção veicular será realizado gão executivo de trânsito dos Estados ou do Distrito Fede-
perante comissão integrada por 3 (três) membros desig- ral, pertencente ou não à entidade credenciada.
nados pelo dirigente do órgão executivo local de trânsito.
(Redação dada pela Lei nº 13.281, de 2016)(Vigência) Parágrafo único. Ao aprendiz será expedida autorização
para aprendizagem, de acordo com a regulamentação do
§ 1º Na comissão de exame de direção veicular, pelo CONTRAN, após aprovação nos exames de aptidão física,
menos um membro deverá ser habilitado na cate- mental, de primeiros socorros e sobre legislação de trânsi-
goria igual ou superior à pretendida pelo candida- to.  (Incluído pela Lei nº 9.602, de 1998)
to.
Art. 156. O CONTRAN regulamentará o credenciamento
§ 2º   Os militares das Forças Armadas e os policiais e para prestação de serviço pelas auto-escolas e outras en-
bombeiros dos órgãos de segurança pública da tidades destinadas à formação de condutores e às exigên-
União, dos Estados e do Distrito Federal que pos- cias necessárias para o exercício das atividades de instrutor
suírem curso de formação de condutor ministra- e examinador.
do em suas corporações serão dispensados, para
a concessão do documento de habilitação, dos Art. 158. A aprendizagem só poderá realizar-se:   (Vide
exames aos quais se houverem submetido com Lei nº 12.217, de 2010) Vigência
aprovação naquele curso, desde que neles sejam
observadas as normas estabelecidas pelo Contran. I - nos termos, horários e locais estabelecidos pelo ór-
(Redação dada pela Lei nº 13.281, de 2016)(Vigên- gão executivo de trânsito;
cia)
II - acompanhado o aprendiz por instrutor autorizado.
§ 3º O militar, o policial ou o bombeiro militar interes-
sado na dispensa de que trata o § 2º instruirá seu § 1º Além do aprendiz e do instrutor, o veículo utilizado
requerimento com ofício do comandante, chefe ou na aprendizagem poderá conduzir apenas mais um
diretor da unidade administrativa onde prestar ser- acompanhante.  (Renumerado do parágrafo único
viço, do qual constarão o número do registro de pela Lei nº 12.217, de 2010).
identificação, naturalidade, nome, filiação, idade e
categoria em que se habilitou a conduzir, acom- § 2o Parte da aprendizagem será obrigatoriamente re-
panhado de cópia das atas dos exames prestados. alizada durante a noite, cabendo ao CONTRAN
(Redação dada pela Lei nº 13.281, de 2016)(Vigên- fixar-lhe a carga horária mínima corresponden-
cia) te.  (Incluído pela Lei nº 12.217, de 2010).

§ 4º (VETADO) Art. 159. A Carteira Nacional de Habilitação, expedida


VADE MECUM PRF

em modelo único e de acordo com as especificações do


Art. 153. O candidato habilitado terá em seu prontuá- CONTRAN, atendidos os pré-requisitos estabelecidos neste
rio a identificação de seus instrutores e examinadores, que Código, conterá fotografia, identificação e CPF do condu-
serão passíveis de punição conforme regulamentação a ser tor, terá fé pública e equivalerá a documento de identidade
estabelecida pelo CONTRAN. em todo o território nacional.

38
§ 1º É obrigatório o porte da Permissão para Dirigir ou CAPÍTULO XV
da Carteira Nacional de Habilitação quando o con-
dutor estiver à direção do veículo. DAS INFRAÇÕES

§ 3º A emissão de nova via da Carteira Nacional de Ha- Art. 161. Constitui infração de trânsito a inobservância
bilitação será regulamentada pelo CONTRAN. de qualquer preceito deste Código, da legislação comple-
mentar ou das resoluções do CONTRAN, sendo o infrator
§ 5º A Carteira Nacional de Habilitação e a Permissão sujeito às penalidades e medidas administrativas indicadas
em cada artigo, além das punições previstas no Capítulo
para Dirigir somente terão validade para a condu-
XIX.
ção de veículo quando apresentada em original.
Parágrafo único. As infrações cometidas em relação às
§ 6º A identificação da Carteira Nacional de Habilitação resoluções do CONTRAN terão suas penalidades e medidas
expedida e a da autoridade expedidora serão re- administrativas definidas nas próprias resoluções.
gistradas no RENACH.
Art. 162. Dirigir veículo:
§ 7º A cada condutor corresponderá um único registro
no RENACH, agregando-se neste todas as informa- I - sem possuir Carteira Nacional de Habilitação, Per-
ções. missão para Dirigir ou Autorização para Conduzir Ci-
clomotor: (Redação dada pela Lei nº 13.281, de 2016)
§ 8º A renovação da validade da Carteira Nacional de (Vigência)
Habilitação ou a emissão de uma nova via somente
Infração - gravíssima; (Redação dada pela Lei nº 13.281,
será realizada após quitação de débitos constantes
de 2016) (Vigência)
do prontuário do condutor.
Penalidade - multa (três vezes); (Redação dada pela Lei
§ 10. A validade da Carteira Nacional de Habilitação está nº 13.281, de 2016) (Vigência)
condicionada ao prazo de vigência do exame de
aptidão física e mental.  (Incluído pela Lei nº 9.602, Medida administrativa - retenção do veículo até a
de 1998) apresentação de condutor habilitado; (Incluído pela Lei nº
13.281, de 2016) (Vigência)
§ 11. A Carteira Nacional de Habilitação, expedida na
vigência do Código anterior, será substituída por II - com Carteira Nacional de Habilitação, Permissão
ocasião do vencimento do prazo para revalidação para Dirigir ou Autorização para Conduzir Ciclomotor
do exame de aptidão física e mental, ressalvados cassada ou com suspensão do direito de dirigir:(Reda-
ção dada pela Lei nº 13.281, de 2016)(Vigência)
os casos especiais previstos nesta Lei. (Incluído
pela Lei nº 9.602, de 1998) Infração - gravíssima; (Redação dada pela Lei nº 13.281,
de 2016) (Vigência)
Art. 160. O condutor condenado por delito de trânsito
deverá ser submetido a novos exames para que possa vol- Penalidade - multa (três vezes); (Redação dada pela Lei
tar a dirigir, de acordo com as normas estabelecidas pelo nº 13.281, de 2016) (Vigência)
CONTRAN, independentemente do reconhecimento da
prescrição, em face da pena concretizada na sentença. Medida administrativa - recolhimento do documento
de habilitação e retenção do veículo até a apresentação de
§ 1º Em caso de acidente grave, o condutor nele en- condutor habilitado; (Incluído pela Lei nº 13.281, de 2016)
volvido poderá ser submetido aos exames exigi- (Vigência)
dos neste artigo, a juízo da autoridade executiva
III - com Carteira Nacional de Habilitação ou Permissão
estadual de trânsito, assegurada ampla defesa ao
para Dirigir de categoria diferente da do veículo que
condutor. esteja conduzindo: (Redação dada pela Lei nº 13.281,
de 2016) (Vigência)
§ 2º No caso do parágrafo anterior, a autoridade exe-
VADE MECUM PRF

cutiva estadual de trânsito poderá apreender o Infração - gravíssima; (Redação dada pela Lei nº 13.281,
documento de habilitação do condutor até a sua de 2016) (Vigência)
aprovação nos exames realizados.
Penalidade - multa (duas vezes); (Redação dada pela Lei
nº 13.281, de 2016) (Vigência)

39
Medida administrativa - retenção do veículo até a apre- Medida administrativa - recolhimento do documento
sentação de condutor habilitado;(Redação dada pela Lei nº de habilitação e retenção do veículo, observado o disposto
13.281, de 2016)(Vigência) no § 4o do art. 270 da Lei no 9.503, de 23 de setembro de
1997 - do Código de Trânsito Brasileiro.  (Redação dada
V - com validade da Carteira Nacional de Habilitação pela Lei nº 12.760, de 2012)
vencida há mais de trinta dias:
Parágrafo único. Aplica-se em dobro a multa prevista
Infração - gravíssima; no caput  em caso de reincidência no período de até 12
(doze) meses. (Redação dada pela Lei nº 12.760, de 2012)
Penalidade - multa;
Art. 165-A.  Recusar-se a ser submetido a teste, exame
Medida administrativa - recolhimento da Carteira clínico, perícia ou outro procedimento que permita certi-
Nacional de Habilitação e retenção do veículo até a ficar influência de álcool ou outra substância psicoativa,
apresentação de condutor habilitado; na forma estabelecida pelo art. 277:  (Incluído pela Lei nº
13.281, de 2016)(Vigência)
VI - sem usar lentes corretoras de visão, aparelho auxi-
liar de audição, de prótese física ou as adaptações do Infração - gravíssima; (Incluído pela Lei nº 13.281, de
veículo impostas por ocasião da concessão ou da reno- 2016) (Vigência)
vação da licença para conduzir:
Penalidade - multa (dez vezes) e suspensão do direito
Infração - gravíssima; de dirigir por 12 (doze) meses; (Incluído pela Lei nº 13.281,
de 2016)(Vigência)
Penalidade - multa;
Medida administrativa - recolhimento do documento
Medida administrativa - retenção do veículo até de habilitação e retenção do veículo, observado o disposto
o saneamento da irregularidade ou apresentação de no § 4º do art. 270. (Incluído pela Lei nº 13.281, de 2016)
condutor habilitado. (Vigência)
Art. 163. Entregar a direção do veículo a pessoa nas Parágrafo único. Aplica-se em dobro a multa previs-
condições previstas no artigo anterior: ta no caput  em caso de reincidência no período de até
12 (doze) meses (Incluído pela Lei nº 13.281, de 2016)
Infração - as mesmas previstas no artigo anterior;
(Vigência)
Penalidade - as mesmas previstas no artigo anterior;
Art. 166. Confiar ou entregar a direção de veículo a pes-
Medida administrativa - a mesma prevista no inciso III soa que, mesmo habilitada, por seu estado físico ou psíqui-
do artigo anterior. co, não estiver em condições de dirigi-lo com segurança:

Art. 164. Permitir que pessoa nas condições referidas Infração - gravíssima;
nos incisos do art. 162 tome posse do veículo automotor e
Penalidade - multa.
passe a conduzi-lo na via:
Art. 167. Deixar o condutor ou passageiro de usar o cin-
Infração - as mesmas previstas nos incisos do art. 162;
to de segurança, conforme previsto no art. 65:
Penalidade - as mesmas previstas no art. 162;
Infração - grave;
Medida administrativa - a mesma prevista no inciso III
Penalidade - multa;
do art. 162.
Medida administrativa - retenção do veículo até
Art. 165.  Dirigir sob a influência de álcool ou de qual-
colocação do cinto pelo infrator.
quer outra substância psicoativa que determine dependên-
cia:  (Redação dada pela Lei nº 11.705, de 2008) Art. 168. Transportar crianças em veículo automotor
VADE MECUM PRF

sem observância das normas de segurança especiais esta-


Infração - gravíssima; (Redação dada pela Lei nº 11.705,
belecidas neste Código:
de 2008)
Infração - gravíssima;
Penalidade - multa (dez vezes) e suspensão do direito
de dirigir por 12 (doze) meses. (Redação dada pela Lei nº Penalidade - multa;
12.760, de 2012)

40
Medida administrativa - retenção do veículo até que a Penalidade - multa (dez vezes), suspensão do direito de
irregularidade seja sanada. dirigir e apreensão do veículo;(Redação dada pela Lei nº
12.971, de 2014)(Vigência)
Art. 169. Dirigir sem atenção ou sem os cuidados indis-
pensáveis à segurança: Medida administrativa - recolhimento do documento
de habilitação e remoção do veículo.
Infração - leve;
§ 1o As penalidades são aplicáveis aos promotores e
Penalidade - multa. aos condutores participantes. (Incluído pela Lei nº
12.971, de 2014) (Vigência)
Art. 170. Dirigir ameaçando os pedestres que estejam
atravessando a via pública, ou os demais veículos: § 2o Aplica-se em dobro a multa prevista no caput em
caso de reincidência no período de 12 (doze)
Infração - gravíssima; meses da infração anterior. (Incluído pela Lei nº
12.971, de 2014) (Vigência)
Penalidade - multa e suspensão do direito de dirigir;
Art. 175.  Utilizar-se de veículo para demonstrar ou
Medida administrativa - retenção do veículo e exibir manobra perigosa, mediante arrancada brusca, der-
recolhimento do documento de habilitação. rapagem ou frenagem com deslizamento ou arrastamen-
to de pneus: (Redação dada pela Lei nº 12.971, de 2014)
Art. 171. Usar o veículo para arremessar, sobre os pe-
(Vigência)
destres ou veículos, água ou detritos:
Infração - gravíssima;
Infração - média;
Penalidade - multa (dez vezes), suspensão do direito de
Penalidade - multa.
dirigir e apreensão do veículo; (Redação dada pela Lei nº
Art. 172. Atirar do veículo ou abandonar na via objetos 12.971, de 2014) (Vigência)
ou substâncias:
Medida administrativa - recolhimento do documento
Infração - média; de habilitação e remoção do veículo.

Penalidade - multa. Parágrafo único. Aplica-se em dobro a multa prevista


no caput em caso de reincidência no período de 12 (doze)
Art. 173.  Disputar corrida:(Redação dada pela Lei nº meses da infração anterior.  (Incluído pela Lei nº 12.971, de
12.971, de 2014)(Vigência) 2014) (Vigência)

Infração - gravíssima; Art. 176. Deixar o condutor envolvido em acidente com


vítima:
Penalidade - multa (dez vezes), suspensão do direito de
dirigir e apreensão do veículo;(Redação dada pela Lei nº I - de prestar ou providenciar socorro à vítima, podendo
12.971, de 2014)(Vigência) fazê-lo;

Medida administrativa - recolhimento do documento II - de adotar providências, podendo fazê-lo, no sentido


de habilitação e remoção do veículo. de evitar perigo para o trânsito no local;

Parágrafo único.  Aplica-se em dobro a multa prevista III - de preservar o local, de forma a facilitar os trabalhos
no caput em caso de reincidência no período de 12 (doze) da polícia e da perícia;
meses da infração anterior. (Incluído pela Lei nº 12.971, de
2014)(Vigência) IV - de adotar providências para remover o veículo do
local, quando determinadas por policial ou agente da
Art. 174.  Promover, na via, competição, eventos orga- autoridade de trânsito;
nizados, exibição e demonstração de perícia em manobra
VADE MECUM PRF

de veículo, ou deles participar, como condutor, sem per- V - de identificar-se ao policial e de lhe prestar informa-
missão da autoridade de trânsito com circunscrição sobre ções necessárias à confecção do boletim de ocorrência:
a via:(Redação dada pela Lei nº 12.971, de 2014)(Vigência)
Infração - gravíssima;
Infração - gravíssima;
Penalidade - multa (cinco vezes) e suspensão do direito
de dirigir;

41
Medida administrativa - recolhimento do documento II - afastado da guia da calçada (meio-fio) de cinqüenta
de habilitação. centímetros a um metro:

Art. 177. Deixar o condutor de prestar socorro à vítima Infração - leve;


de acidente de trânsito quando solicitado pela autoridade
e seus agentes: Penalidade - multa;

Infração - grave; Medida administrativa - remoção do veículo;

Penalidade - multa. III - afastado da guia da calçada (meio-fio) a mais de


um metro:
Art. 178. Deixar o condutor, envolvido em acidente sem
vítima, de adotar providências para remover o veículo do Infração - grave;
local, quando necessária tal medida para assegurar a segu-
Penalidade - multa;
rança e a fluidez do trânsito:
Medida administrativa - remoção do veículo;
Infração - média;
IV - em desacordo com as posições estabelecidas neste
Penalidade - multa. Código:
Art. 179. Fazer ou deixar que se faça reparo em veículo Infração - média;
na via pública, salvo nos casos de impedimento absoluto
de sua remoção e em que o veículo esteja devidamente Penalidade - multa;
sinalizado:
Medida administrativa - remoção do veículo;
I - em pista de rolamento de rodovias e vias de trânsito
rápido: V - na pista de rolamento das estradas, das rodovias,
das vias de trânsito rápido e das vias dotadas de acos-
Infração - grave; tamento:

Penalidade - multa; Infração - gravíssima;

Medida administrativa - remoção do veículo; Penalidade - multa;

II - nas demais vias: Medida administrativa - remoção do veículo;

Infração - leve; VI - junto ou sobre hidrantes de incêndio, registro de


água ou tampas de poços de visita de galerias subterrâ-
Penalidade - multa. neas, desde que devidamente identificados, conforme
especificação do CONTRAN:
Art. 180. Ter seu veículo imobilizado na via por falta de
combustível: Infração - média;

Infração - média; Penalidade - multa;

Penalidade - multa; Medida administrativa - remoção do veículo;

Medida administrativa - remoção do veículo. VII - nos acostamentos, salvo motivo de força maior:

Art. 181. Estacionar o veículo: Infração - leve;

I - nas esquinas e a menos de cinco metros do bordo do Penalidade - multa;


alinhamento da via transversal:
Medida administrativa - remoção do veículo;
VADE MECUM PRF

Infração - média;
VIII - no passeio ou sobre faixa destinada a pedestre,
Penalidade - multa; sobre ciclovia ou ciclofaixa, bem como nas ilhas, refú-
gios, ao lado ou sobre canteiros centrais, divisores de
Medida administrativa - remoção do veículo; pista de rolamento, marcas de canalização, gramados
ou jardim público:

42
Infração - grave; XV - na contramão de direção:

Penalidade - multa; Infração - média;

Medida administrativa - remoção do veículo; Penalidade - multa;

IX - onde houver guia de calçada (meio-fio) rebaixada XVI - em aclive ou declive, não estando devidamente
destinada à entrada ou saída de veículos: freado e sem calço de segurança, quando se tratar de
veículo com peso bruto total superior a três mil e qui-
Infração - média; nhentos quilogramas:

Penalidade - multa; Infração - grave;

Medida administrativa - remoção do veículo; Penalidade - multa;

X - impedindo a movimentação de outro veículo: Medida administrativa - remoção do veículo;

Infração - média; XVII - em desacordo com as condições regulamentadas


especificamente pela sinalização (placa - Estacionamen-
Penalidade - multa; to Regulamentado):
Medida administrativa - remoção do veículo; Infração - leve;
XI - ao lado de outro veículo em fila dupla: Infração - grave; (Redação dada pela Lei nº 13.146, de
2015)(Vigência)
Infração - grave;
Penalidade - multa;
Penalidade - multa;
Medida administrativa - remoção do veículo;
Medida administrativa - remoção do veículo;
XVIII - em locais e horários proibidos especificamente
XII - na área de cruzamento de vias, prejudicando a cir- pela sinalização (placa - Proibido Estacionar):
culação de veículos e pedestres:
Infração - média;
Infração - grave;
Penalidade - multa;
Penalidade - multa;
Medida administrativa - remoção do veículo;
Medida administrativa - remoção do veículo;
XIX - em locais e horários de estacionamento e parada
XIII - onde houver sinalização horizontal delimitadora proibidos pela sinalização (placa - Proibido Parar e Es-
de ponto de embarque ou desembarque de passagei- tacionar):
ros de transporte coletivo ou, na inexistência desta si-
nalização, no intervalo compreendido entre dez metros Infração - grave;
antes e depois do marco do ponto:
Penalidade - multa;
Infração - média;
Medida administrativa - remoção do veículo.
Penalidade - multa;
XX - nas vagas reservadas às pessoas com deficiência
Medida administrativa - remoção do veículo; ou idosos, sem credencial que comprove tal condição:
(Incluído pela Lei nº 13.281, de 2016) (Vigência)
XIV - nos viadutos, pontes e túneis:
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Infração - gravíssima; (Incluído pela Lei nº 13.281, de


Infração - grave; 2016) (Vigência)
Penalidade - multa; Penalidade - multa; (Incluído pela Lei nº 13.281, de
2016) (Vigência)
Medida administrativa - remoção do veículo;

43
Medida administrativa - remoção do veículo. (Incluído Infração - média;
pela Lei nº 13.281, de 2016) (Vigência)
Penalidade - multa;
§ 1º Nos casos previstos neste artigo, a autoridade de
trânsito aplicará a penalidade preferencialmente VIII - nos viadutos, pontes e túneis:
após a remoção do veículo.
Infração - média;
§ 2º No caso previsto no inciso XVI é proibido abando-
nar o calço de segurança na via. Penalidade - multa;

Art. 182. Parar o veículo: IX - na contramão de direção:

I - nas esquinas e a menos de cinco metros do bordo do Infração - média;


alinhamento da via transversal:
Penalidade - multa;
Infração - média;
X - em local e horário proibidos especificamente pela
Penalidade - multa; sinalização (placa - Proibido Parar):

Infração - média;
II - afastado da guia da calçada (meio-fio) de cinqüenta
centímetros a um metro:
Penalidade - multa.
Infração - leve;
Art. 183. Parar o veículo sobre a faixa de pedestres na
mudança de sinal luminoso:
Penalidade - multa;
Infração - média;
III - afastado da guia da calçada (meio-fio) a mais de
um metro: Penalidade - multa.
Infração - média; Art. 184. Transitar com o veículo:
Penalidade - multa; I - na faixa ou pista da direita, regulamentada como de
circulação exclusiva para determinado tipo de veículo,
IV - em desacordo com as posições estabelecidas neste
exceto para acesso a imóveis lindeiros ou conversões
Código: à direita:
Infração - leve; Infração - leve;
Penalidade - multa; Penalidade - multa;
V - na pista de rolamento das estradas, das rodovias, II - na faixa ou pista da esquerda regulamentada como
das vias de trânsito rápido e das demais vias dotadas de circulação exclusiva para determinado tipo de veí-
de acostamento: culo:
Infração - grave; Infração - grave;
Penalidade - multa; Penalidade - multa.
VI - no passeio ou sobre faixa destinada a pedestres, III - na faixa ou via de trânsito exclusivo, regulamenta-
nas ilhas, refúgios, canteiros centrais e divisores de pista da com circulação destinada aos veículos de transporte
de rolamento e marcas de canalização: público coletivo de passageiros, salvo casos de força
maior e com autorização do poder público competente:
Infração - leve; (Incluído pela Lei nº 13.154, de 2015)
VADE MECUM PRF

Penalidade - multa; Infração - gravíssima; (Incluído pela Lei nº 13.154, de


2015)
VII - na área de cruzamento de vias, prejudicando a cir-
culação de veículos e pedestres: Penalidade - multa e apreensão do veículo; (Incluído
pela Lei nº 13.154, de 2015)

44
Medida Administrativa - remoção do veículo. (Incluído Penalidade - multa.
pela Lei nº 13.154, de 2015)
Art. 190. Seguir veículo em serviço de urgência, estando
Art. 185. Quando o veículo estiver em movimento, dei- este com prioridade de passagem devidamente identifica-
xar de conservá-lo: da por dispositivos regulamentares de alarme sonoro e ilu-
minação vermelha intermitentes:
I - na faixa a ele destinada pela sinalização de regula-
mentação, exceto em situações de emergência; Infração - grave;

II - nas faixas da direita, os veículos lentos e de maior Penalidade - multa.


porte:
Art. 191. Forçar passagem entre veículos que, transitan-
Infração - média; do em sentidos opostos, estejam na iminência de passar
um pelo outro ao realizar operação de ultrapassagem:
Penalidade - multa.
Infração - gravíssima;
Art. 186. Transitar pela contramão de direção em:
Penalidade - multa (dez vezes) e suspensão do direi-
I - vias com duplo sentido de circulação, exceto para to de dirigir. (Redação dada pela Lei nº 12.971, de 2014)
ultrapassar outro veículo e apenas pelo tempo necessá- (Vigência)
rio, respeitada a preferência do veículo que transitar em
sentido contrário: Parágrafo único. Aplica-se em dobro a multa prevista
no  caput  em caso de reincidência no período de até 12
Infração - grave; (doze) meses da infração anterior. (Incluído pela Lei nº
12.971, de 2014) (Vigência)
Penalidade - multa;
Art. 192. Deixar de guardar distância de segurança late-
II - vias com sinalização de regulamentação de sentido ral e frontal entre o seu veículo e os demais, bem como em
único de circulação: relação ao bordo da pista, considerando-se, no momento,
a velocidade, as condições climáticas do local da circulação
Infração - gravíssima; e do veículo:
Penalidade - multa. Infração - grave;
Art. 187. Transitar em locais e horários não permitidos Penalidade - multa.
pela regulamentação estabelecida pela autoridade compe-
tente:  Art. 193. Transitar com o veículo em calçadas, passeios,
passarelas, ciclovias, ciclofaixas, ilhas, refúgios, ajardina-
I - para todos os tipos de veículos: mentos, canteiros centrais e divisores de pista de rolamen-
to, acostamentos, marcas de canalização, gramados e jar-
Infração - média;
dins públicos:
Penalidade - multa;
Infração - gravíssima;
Art. 188. Transitar ao lado de outro veículo, interrom-
Penalidade - multa (três vezes).
pendo ou perturbando o trânsito:
Art. 194. Transitar em marcha à ré, salvo na distância
Infração - média;
necessária a pequenas manobras e de forma a não causar
Penalidade - multa. riscos à segurança:

Art. 189. Deixar de dar passagem aos veículos prece- Infração - grave;
didos de batedores, de socorro de incêndio e salvamento,
Penalidade - multa.
VADE MECUM PRF

de polícia, de operação e fiscalização de trânsito e às am-


bulâncias, quando em serviço de urgência e devidamente Art. 195. Desobedecer às ordens emanadas da autori-
identificados por dispositivos regulamentados de alarme dade competente de trânsito ou de seus agentes:
sonoro e iluminação vermelha intermitentes:
Infração - grave;
Infração - gravíssima;

45
Penalidade - multa. Infração - gravíssima; (Redação dada pela Lei nº 12.971,
de 2014) (Vigência)
Art. 196. Deixar de indicar com antecedência, mediante
gesto regulamentar de braço ou luz indicadora de direção Penalidade - multa (cinco vezes). (Redação dada pela
do veículo, o início da marcha, a realização da manobra Lei nº 12.971, de 2014) (Vigência)
de parar o veículo, a mudança de direção ou de faixa de
circulação: Art. 203. Ultrapassar pela contramão outro veículo:

Infração - grave; I - nas curvas, aclives e declives, sem visibilidade sufi-


ciente;
Penalidade - multa.
II - nas faixas de pedestre;
Art. 197. Deixar de deslocar, com antecedência, o veí-
culo para a faixa mais à esquerda ou mais à direita, dentro III - nas pontes, viadutos ou túneis;
da respectiva mão de direção, quando for manobrar para
um desses lados: IV - parado em fila junto a sinais luminosos, porteiras,
cancelas, cruzamentos ou qualquer outro impedimento
Infração - média; à livre circulação;

Penalidade - multa. V - onde houver marcação viária longitudinal de divisão


de fluxos opostos do tipo linha dupla contínua ou sim-
Art. 198. Deixar de dar passagem pela esquerda, quan- ples contínua amarela:
do solicitado:
Infração - gravíssima; (Redação dada pela Lei nº 12.971,
Infração - média; de 2014) (Vigência)
Penalidade - multa. Penalidade - multa (cinco vezes). (Redação dada pela
Lei nº 12.971, de 2014) (Vigência)
Art. 199. Ultrapassar pela direita, salvo quando o veículo
da frente estiver colocado na faixa apropriada e der sinal de Parágrafo único.  Aplica-se em dobro a multa prevista
que vai entrar à esquerda: no caput  em caso de reincidência no período de até 12
(doze) meses da infração anterior. (Incluído pela Lei nº
Infração - média;
12.971, de 2014) (Vigência)
Penalidade - multa.
Art. 204. Deixar de parar o veículo no acostamento à
Art. 200. Ultrapassar pela direita veículo de transporte direita, para aguardar a oportunidade de cruzar a pista ou
coletivo ou de escolares, parado para embarque ou desem- entrar à esquerda, onde não houver local apropriado para
barque de passageiros, salvo quando houver refúgio de se- operação de retorno:
gurança para o pedestre:
Infração - grave;
Infração - gravíssima;
Penalidade - multa.
Penalidade - multa.
Art. 205. Ultrapassar veículo em movimento que integre
Art. 201. Deixar de guardar a distância lateral de um cortejo, préstito, desfile e formações militares, salvo com
metro e cinqüenta centímetros ao passar ou ultrapassar autorização da autoridade de trânsito ou de seus agentes:
bicicleta:
Infração - leve;
Infração - média;
Penalidade - multa.
Penalidade - multa.
Art. 206. Executar operação de retorno:
VADE MECUM PRF

Art. 202. Ultrapassar outro veículo:


I - em locais proibidos pela sinalização;
I - pelo acostamento;
II - nas curvas, aclives, declives, pontes, viadutos e tú-
II - em interseções e passagens de nível; neis;

46
III - passando por cima de calçada, passeio, ilhas, ajardi- Art. 212. Deixar de parar o veículo antes de transpor
namento ou canteiros de divisões de pista de rolamen- linha férrea:
to, refúgios e faixas de pedestres e nas de veículos não
motorizados; Infração - gravíssima;

IV - nas interseções, entrando na contramão de direção Penalidade - multa.


da via transversal;
Art. 213. Deixar de parar o veículo sempre que a respec-
V - com prejuízo da livre circulação ou da segurança, tiva marcha for interceptada:
ainda que em locais permitidos:
I - por agrupamento de pessoas, como préstitos, passe-
Infração - gravíssima; atas, desfiles e outros:

Infração - gravíssima;
Penalidade - multa.
Penalidade - multa.
Art. 207. Executar operação de conversão à direita ou à
esquerda em locais proibidos pela sinalização: II - por agrupamento de veículos, como cortejos, forma-
ções militares e outros:
Infração - grave;
Infração - grave;
Penalidade - multa.
Penalidade - multa.
Art. 208. Avançar o sinal vermelho do semáforo ou o de
parada obrigatória: Art. 214. Deixar de dar preferência de passagem a pe-
destre e a veículo não motorizado:
Infração - gravíssima;
I - que se encontre na faixa a ele destinada;
Penalidade - multa.
II - que não haja concluído a travessia mesmo que ocor-
Art. 209. Transpor, sem autorização, bloqueio viário ra sinal verde para o veículo;
com ou sem sinalização ou dispositivos auxiliares, deixar
de adentrar às áreas destinadas à pesagem de veículos ou III - portadores de deficiência física, crianças, idosos e
evadir-se para não efetuar o pagamento do pedágio: gestantes:

Infração - grave; Infração - gravíssima;

Penalidade - multa. Penalidade - multa.

Art. 210. Transpor, sem autorização, bloqueio viário po- IV - quando houver iniciado a travessia mesmo que não
licial: haja sinalização a ele destinada;

Infração - gravíssima; V - que esteja atravessando a via transversal para onde


se dirige o veículo:
Penalidade - multa, apreensão do veículo e suspensão
do direito de dirigir; Infração - grave;

Medida administrativa - remoção do veículo e Penalidade - multa.


recolhimento do documento de habilitação.
Art. 215. Deixar de dar preferência de passagem:
Art. 211. Ultrapassar veículos em fila, parados em ra-
I - em interseção não sinalizada:
zão de sinal luminoso, cancela, bloqueio viário parcial ou
qualquer outro obstáculo, com exceção dos veículos não
VADE MECUM PRF

a) a veículo que estiver circulando por rodovia ou rota-


motorizados: tória;
Infração - grave; b) a veículo que vier da direita;
Penalidade - multa. II - nas interseções com sinalização de regulamentação
de Dê a Preferência:

47
Infração - grave; Art. 219. Transitar com o veículo em velocidade inferior
à metade da velocidade máxima estabelecida para a via,
Penalidade - multa. retardando ou obstruindo o trânsito, a menos que as con-
dições de tráfego e meteorológicas não o permitam, salvo
Art. 216. Entrar ou sair de áreas lindeiras sem estar se estiver na faixa da direita:
adequadamente posicionado para ingresso na via e sem
as precauções com a segurança de pedestres e de outros Infração - média;
veículos:
Penalidade - multa.
Infração - média;
Art. 220. Deixar de reduzir a velocidade do veículo de
Penalidade - multa. forma compatível com a segurança do trânsito:

Art. 217. Entrar ou sair de fila de veículos estacionados I - quando se aproximar de passeatas, aglomerações,
sem dar preferência de passagem a pedestres e a outros cortejos, préstitos e desfiles:
veículos:
Infração - gravíssima;
Infração - média;
Penalidade - multa;
Penalidade - multa.
II - nos locais onde o trânsito esteja sendo controlado
Art. 218.  Transitar em velocidade superior à máxima pelo agente da autoridade de trânsito, mediante sinais
permitida para o local, medida por instrumento ou equi- sonoros ou gestos;
pamento hábil, em rodovias, vias de trânsito rápido, vias
arteriais e demais vias: (Redação dada pela Lei nº 11.334, III - ao aproximar-se da guia da calçada (meio-fio) ou
de 2006) acostamento;

I - quando a velocidade for superior à máxima em até IV - ao aproximar-se de ou passar por interseção não
20% (vinte por cento): (Redação dada pela Lei nº 11.334, sinalizada;
de 2006)
V - nas vias rurais cuja faixa de domínio não esteja cer-
Infração - média; (Redação dada pela Lei nº 11.334, de cada;
2006)
VI - nos trechos em curva de pequeno raio;
Penalidade - multa; (Redação dada pela Lei nº 11.334,
de 2006) VII - ao aproximar-se de locais sinalizados com adver-
tência de obras ou trabalhadores na pista;
II - quando a velocidade for superior à máxima em mais
de 20% (vinte por cento) até 50% (cinqüenta por cento): VIII - sob chuva, neblina, cerração ou ventos fortes;
(Redação dada pela Lei nº 11.334, de 2006)
IX - quando houver má visibilidade;
Infração - grave; (Redação dada pela Lei nº 11.334, de
X - quando o pavimento se apresentar escorregadio,
2006)
defeituoso ou avariado;
Penalidade - multa; (Redação dada pela Lei nº 11.334, XI - à aproximação de animais na pista;
de 2006)
XII - em declive;
III - quando a velocidade for superior à máxima em
mais de 50% (cinquenta por cento): (Incluído pela Lei nº XIII - ao ultrapassar ciclista:
11.334, de 2006)
Infração - grave;
Infração - gravíssima;  (Incluído pela Lei nº 11.334, de
VADE MECUM PRF

2006) Penalidade - multa;

Penalidade - multa [3 (três) vezes], suspensão imediata XIV - nas proximidades de escolas, hospitais, estações
do direito de dirigir e apreensão do documento de de embarque e desembarque de passageiros ou onde
habilitação. (Incluído pela Lei nº 11.334, de 2006) haja intensa movimentação de pedestres:

48
Infração - gravíssima; Infração - grave;

Penalidade - multa. Penalidade - multa.

Art. 221. Portar no veículo placas de identificação em Art. 226. Deixar de retirar todo e qualquer objeto que
desacordo com as especificações e modelos estabelecidos tenha sido utilizado para sinalização temporária da via:
pelo CONTRAN:
Infração - média;
Infração - média;
Penalidade - multa.
Penalidade - multa;
Art. 227. Usar buzina:
Medida administrativa - retenção do veículo para
regularização e apreensão das placas irregulares. I - em situação que não a de simples toque breve como
advertência ao pedestre ou a condutores de outros ve-
Parágrafo único. Incide na mesma penalidade aquele
ículos;
que confecciona, distribui ou coloca, em veículo próprio ou
de terceiros, placas de identificação não autorizadas pela II - prolongada e sucessivamente a qualquer pretexto;
regulamentação.
III - entre as vinte e duas e as seis horas;
Art. 222. Deixar de manter ligado, nas situações de
atendimento de emergência, o sistema de iluminação ver- IV - em locais e horários proibidos pela sinalização;
melha intermitente dos veículos de polícia, de socorro de
incêndio e salvamento, de fiscalização de trânsito e das V - em desacordo com os padrões e freqüências esta-
ambulâncias, ainda que parados: belecidas pelo CONTRAN:
Infração - média;
Infração - leve;
Penalidade - multa.
Penalidade - multa.
Art. 223. Transitar com o farol desregulado ou com o
Art. 228. Usar no veículo equipamento com som em vo-
facho de luz alta de forma a perturbar a visão de outro
lume ou freqüência que não sejam autorizados pelo CON-
condutor:
TRAN:
Infração - grave;
Infração - grave;
Penalidade - multa;
Penalidade - multa;
Medida administrativa - retenção do veículo para
regularização. Medida administrativa - retenção do veículo para
regularização.
Art. 224. Fazer uso do facho de luz alta dos faróis em
vias providas de iluminação pública: Art. 229. Usar indevidamente no veículo aparelho de
alarme ou que produza sons e ruído que perturbem o
Infração - leve; sossego público, em desacordo com normas fixadas pelo
CONTRAN:
Penalidade - multa.
Infração - média;
Art. 225. Deixar de sinalizar a via, de forma a prevenir os
demais condutores e, à noite, não manter acesas as luzes Penalidade - multa e apreensão do veículo;
externas ou omitir-se quanto a providências necessárias
para tornar visível o local, quando: Medida administrativa - remoção do veículo.
VADE MECUM PRF

I - tiver de remover o veículo da pista de rolamento ou Art. 230. Conduzir o veículo:


permanecer no acostamento;
I - com o lacre, a inscrição do chassi, o selo, a placa
II - a carga for derramada sobre a via e não puder ser ou qualquer outro elemento de identificação do veículo
retirada imediatamente:
violado ou falsificado;

49
II - transportando passageiros em compartimento de XIX - sem acionar o limpador de pára-brisa sob chuva:
carga, salvo por motivo de força maior, com permis-
são da autoridade competente e na forma estabelecida Infração - grave;
pelo CONTRAN;
Penalidade - multa;
III - com dispositivo anti-radar;
Medida administrativa - retenção do veículo para
IV - sem qualquer uma das placas de identificação; regularização;

V - que não esteja registrado e devidamente licenciado; XX - sem portar a autorização para condução de esco-
lares, na forma estabelecida no art. 136:
VI - com qualquer uma das placas de identificação sem
condições de legibilidade e visibilidade: Infração - grave;

Infração - gravíssima; Penalidade - multa e apreensão do veículo;

Penalidade - multa e apreensão do veículo; XXI - de carga, com falta de inscrição da tara e demais
inscrições previstas neste Código;
Medida administrativa - remoção do veículo;
XXII - com defeito no sistema de iluminação, de sinali-
VII - com a cor ou característica alterada; zação ou com lâmpadas queimadas:

VIII - sem ter sido submetido à inspeção de segurança Infração - média;


veicular, quando obrigatória;
Penalidade - multa.
IX - sem equipamento obrigatório ou estando este ine-
ficiente ou inoperante; XXIII - em desacordo com as condições estabelecidas
no art. 67-C, relativamente ao tempo de permanência
X - com equipamento obrigatório em desacordo com o do condutor ao volante e aos intervalos para descan-
estabelecido pelo CONTRAN; so, quando se tratar de veículo de transporte de carga
ou coletivo de passageiros: (Redação dada pela Lei nº
XI - com descarga livre ou silenciador de motor de ex- 13.103, de 2015)(Vigência)
plosão defeituoso, deficiente ou inoperante;
Infração - média; (Redação dada pela Lei nº 13.103, de
XII - com equipamento ou acessório proibido; 2015) (Vigência)

XIII - com o equipamento do sistema de iluminação e Penalidade - multa; (Redação dada pela Lei nº 13.103,
de sinalização alterados; de 2015) (Vigência)

XIV - com registrador instantâneo inalterável de velo- Medida administrativa - retenção do veículo para cum-
cidade e tempo viciado ou defeituoso, quando houver primento do tempo de descanso aplicável. (Redação dada
exigência desse aparelho; pela Lei nº 13.103, de 2015) (Vigência)

XV - com inscrições, adesivos, legendas e símbolos de XXIV- (VETADO). (Incluído pela Lei nº 12.619, de 2012)
caráter publicitário afixados ou pintados no pára-brisa (Vigência)
e em toda a extensão da parte traseira do veículo, exce-
tuadas as hipóteses previstas neste Código; § 1o Se o condutor cometeu infração igual nos últimos
12 (doze) meses, será convertida, automaticamen-
XVI - com vidros total ou parcialmente cobertos por pe- te, a penalidade disposta no inciso XXIII em infra-
lículas refletivas ou não, painéis decorativos ou pinturas; ção grave.(Incluído pela Lei nº 13.103, de 2015)
(Vigência)
XVII - com cortinas ou persianas fechadas, não autoriza-
das pela legislação; § 2o Em se tratando de condutor estrangeiro, a libera-
VADE MECUM PRF

ção do veículo fica condicionada ao pagamento ou


XVIII - em mau estado de conservação, comprometen- ao depósito, judicial ou administrativo, da multa.
do a segurança, ou reprovado na avaliação de inspeção (Incluído pela Lei nº 13.103, de 2015) (Vigência)
de segurança e de emissão de poluentes e ruído, pre-
vista no art. 104; Art. 231. Transitar com o veículo:

50
I - danificando a via, suas instalações e equipamentos; e) de 3.001 (três mil e um) a 5.000 kg (cinco mil quilogra-
mas) - R$ 42,56 (quarenta e dois reais e cinquenta e seis
II - derramando, lançando ou arrastando sobre a via: centavos); (Redação dada pela Lei nº 13.281, de 2016) (Vi-
gência)
a) carga que esteja transportando;
f) acima de 5.001 kg (cinco mil e um quilogramas) - R$ 53,20
b) combustível ou lubrificante que esteja utilizando; (cinquenta e três reais e vinte centavos); (Redação dada
pela Lei nº 13.281, de 2016) (Vigência)
c) qualquer objeto que possa acarretar risco de acidente:
Medida administrativa - retenção do veículo e transbordo da
Infração - gravíssima; carga excedente;
Penalidade - multa; VI - em desacordo com a autorização especial, expedida pela
autoridade competente para transitar com dimensões exceden-
Medida administrativa - retenção do veículo para
tes, ou quando a mesma estiver vencida:
regularização;
Infração - grave;
III - produzindo fumaça, gases ou partículas em níveis
superiores aos fixados pelo CONTRAN; Penalidade - multa e apreensão do veículo;
IV - com suas dimensões ou de sua carga superiores Medida administrativa - remoção do veículo;
aos limites estabelecidos legalmente ou pela sinaliza-
ção, sem autorização: VII - com lotação excedente;
Infração - grave; VIII - efetuando transporte remunerado de pessoas ou bens,
quando não for licenciado para esse fim, salvo casos de força
Penalidade - multa; maior ou com permissão da autoridade competente:
Medida administrativa - retenção do veículo para Infração - média;
regularização;
Penalidade - multa;
V - com excesso de peso, admitido percentual de tole-
rância quando aferido por equipamento, na forma a ser Medida administrativa - retenção do veículo;
estabelecida pelo CONTRAN:
IX - desligado ou desengrenado, em declive:
Infração - média;
Infração - média;
Penalidade - multa acrescida a cada duzentos
quilogramas ou fração de excesso de peso apurado, Penalidade - multa;
constante na seguinte tabela:
Medida administrativa - retenção do veículo;
a) até 600 kg (seiscentos quilogramas) - R$ 5,32 (cinco
reais e trinta e dois centavos); (Redação dada pela Lei X - excedendo a capacidade máxima de tração:
nº 13.281, de 2016) (Vigência)
Infração - de média a gravíssima, a depender da relação entre
b) de 601 (seiscentos e um) a 800 kg (oitocentos qui- o excesso de peso apurado e a capacidade máxima de tração, a
logramas) - R$ 10,64 (dez reais e sessenta e qua- ser regulamentada pelo CONTRAN;
tro centavos); (Redação dada pela Lei nº 13.281, de
2016) (Vigência) Penalidade - multa;

c) de 801 (oitocentos e um) a 1.000 kg (mil quilogra- Medida Administrativa - retenção do veículo e transbordo de
mas) - R$ 21,28 (vinte e um reais e vinte e oito cen- carga excedente.
tavos); (Redação dada pela Lei nº 13.281, de 2016)
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(Vigência) Parágrafo único. Sem prejuízo das multas previstas nos incisos
V e X, o veículo que transitar com excesso de peso ou excedendo
d) de 1.001 (mil e um) a 3.000 kg (três mil quilogramas) à capacidade máxima de tração, não computado o percentual
- R$ 31,92 (trinta e um reais e noventa e dois cen- tolerado na forma do disposto na legislação, somente poderá
tavos); (Redação dada pela Lei nº 13. 281, de 2016) continuar viagem após descarregar o que exceder, segundo cri-
(Vigência) térios estabelecidos na referida legislação complementar.

51
Art. 232. Conduzir veículo sem os documentos de porte Art. 238. Recusar-se a entregar à autoridade de trânsito
obrigatório referidos neste Código: ou a seus agentes, mediante recibo, os documentos de ha-
bilitação, de registro, de licenciamento de veículo e outros
Infração - leve; exigidos por lei, para averiguação de sua autenticidade:

Penalidade - multa; Infração - gravíssima;

Medida administrativa - retenção do veículo até a Penalidade - multa e apreensão do veículo;


apresentação do documento.
Medida administrativa - remoção do veículo.
Art. 233. Deixar de efetuar o registro de veículo no
prazo de trinta dias, junto ao órgão executivo de trânsito, Art. 239. Retirar do local veículo legalmente retido para
ocorridas as hipóteses previstas no art. 123: regularização, sem permissão da autoridade competente
ou de seus agentes:
Infração - grave;
Infração - gravíssima;
Penalidade - multa;
Penalidade - multa e apreensão do veículo;
Medida administrativa - retenção do veículo para
regularização. Medida administrativa - remoção do veículo.

Art. 234. Falsificar ou adulterar documento de habilita- Art. 240. Deixar o responsável de promover a baixa do
ção e de identificação do veículo: registro de veículo irrecuperável ou definitivamente des-
montado:
Infração - gravíssima;
Infração - grave;
Penalidade - multa e apreensão do veículo;
Penalidade - multa;
Medida administrativa - remoção do veículo.
Medida administrativa - Recolhimento do Certificado
Art. 235. Conduzir pessoas, animais ou carga nas partes de Registro e do Certificado de Licenciamento Anual.
externas do veículo, salvo nos casos devidamente autori-
zados: Art. 241. Deixar de atualizar o cadastro de registro do
veículo ou de habilitação do condutor:
Infração - grave;
Infração - leve;
Penalidade - multa;
Penalidade - multa.
Medida administrativa - retenção do veículo para
transbordo. Art. 242. Fazer falsa declaração de domicílio para fins de
registro, licenciamento ou habilitação:
Art. 236. Rebocar outro veículo com cabo flexível ou
corda, salvo em casos de emergência: Infração - gravíssima;

Infração - média; Penalidade - multa.

Penalidade - multa. Art. 243. Deixar a empresa seguradora de comunicar ao


órgão executivo de trânsito competente a ocorrência de
Art. 237. Transitar com o veículo em desacordo com as perda total do veículo e de lhe devolver as respectivas pla-
especificações, e com falta de inscrição e simbologia neces- cas e documentos:
sárias à sua identificação, quando exigidas pela legislação:
Infração - grave;
Infração - grave;
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Penalidade - multa;
Penalidade - multa;
Medida administrativa - Recolhimento das placas e dos
Medida administrativa - retenção do veículo para documentos.
regularização.
Art. 244. Conduzir motocicleta, motoneta e ciclomotor:

52
I - sem usar capacete de segurança com viseira ou ócu- § 2º
Aplica-se aos ciclomotores o disposto na alí-
los de proteção e vestuário de acordo com as normas e nea b do parágrafo anterior:
especificações aprovadas pelo CONTRAN;
Infração - média;
II - transportando passageiro sem o capacete de segu-
rança, na forma estabelecida no inciso anterior, ou fora Penalidade - multa.
do assento suplementar colocado atrás do condutor ou
em carro lateral; § 3o  A restrição imposta pelo inciso VI do caput deste
artigo não se aplica às motocicletas e motonetas
III - fazendo malabarismo ou equilibrando-se apenas que tracionem semi-reboques especialmente pro-
em uma roda; jetados para esse fim e devidamente homologa-
dos pelo órgão competente. (Incluído pela Lei nº
IV - com os faróis apagados; 10.517, de 2002)

V - transportando criança menor de sete anos ou que Art. 245. Utilizar a via para depósito de mercadorias,
não tenha, nas circunstâncias, condições de cuidar de materiais ou equipamentos, sem autorização do órgão ou
sua própria segurança: entidade de trânsito com circunscrição sobre a via:

Infração - gravíssima; Infração - grave;

Penalidade - multa e suspensão do direito de dirigir; Penalidade - multa;

Medida administrativa - Recolhimento do documento Medida administrativa - remoção da mercadoria ou do


de habilitação; material.

VI - rebocando outro veículo; Parágrafo único. A penalidade e a medida administra-


tiva incidirão sobre a pessoa física ou jurídica responsável.
VII - sem segurar o guidom com ambas as mãos, salvo
eventualmente para indicação de manobras; Art. 246. Deixar de sinalizar qualquer obstáculo à livre
circulação, à segurança de veículo e pedestres, tanto no
VIII – transportando carga incompatível com suas espe- leito da via terrestre como na calçada, ou obstaculizar a via
cificações ou em desacordo com o previsto no § 2o do
indevidamente:
art. 139-A desta Lei; (Incluído pela Lei nº 12.009, de
2009) Infração - gravíssima;
IX – efetuando transporte remunerado de mercadorias
Penalidade - multa, agravada em até cinco vezes, a
em desacordo com o previsto no art. 139-A desta Lei
critério da autoridade de trânsito, conforme o risco à
ou com as normas que regem a atividade profissional
segurança.
dos mototaxistas: (Incluído pela Lei nº 12.009, de 2009)
Parágrafo único. A penalidade será aplicada à pessoa
Infração – grave; (Incluído pela Lei nº 12.009, de 2009)
física ou jurídica responsável pela obstrução, devendo a
Penalidade – multa;  (Incluído pela Lei nº 12.009, de autoridade com circunscrição sobre a via providenciar a si-
2009) nalização de emergência, às expensas do responsável, ou,
se possível, promover a desobstrução.
Medida administrativa – apreensão do veículo para
regularização. (Incluído pela Lei nº 12.009, de 2009) Art. 247. Deixar de conduzir pelo bordo da pista de ro-
lamento, em fila única, os veículos de tração ou propulsão
§ 1º Para ciclos aplica-se o disposto nos incisos III, VII e humana e os de tração animal, sempre que não houver
VIII, além de: acostamento ou faixa a eles destinados:

a) conduzir passageiro fora da garupa ou do assento Infração - média;


especial a ele destinado;
VADE MECUM PRF

Penalidade - multa.
b) transitar em vias de trânsito rápido ou rodovias, sal-
vo onde houver acostamento ou faixas de rolamento Art. 248. Transportar em veículo destinado ao transpor-
próprias; te de passageiros carga excedente em desacordo com o
estabelecido no art. 109:
c) transportar crianças que não tenham, nas circunstân-
cias, condições de cuidar de sua própria segurança. Infração - grave;

53
Penalidade - multa; Art. 252. Dirigir o veículo:

Medida administrativa - retenção para o transbordo. I - com o braço do lado de fora;

Art. 249. Deixar de manter acesas, à noite, as luzes de II - transportando pessoas, animais ou volume à sua es-
posição, quando o veículo estiver parado, para fins de em- querda ou entre os braços e pernas;
barque ou desembarque de passageiros e carga ou descar-
ga de mercadorias: III - com incapacidade física ou mental temporária que
comprometa a segurança do trânsito;
Infração - média;
IV - usando calçado que não se firme nos pés ou que
Penalidade - multa. comprometa a utilização dos pedais;

Art. 250. Quando o veículo estiver em movimento: V - com apenas uma das mãos, exceto quando deva
fazer sinais regulamentares de braço, mudar a marcha
I - deixar de manter acesa a luz baixa: do veículo, ou acionar equipamentos e acessórios do
veículo;
a) durante a noite;
VI - utilizando-se de fones nos ouvidos conectados a
b) de dia, nos túneis providos de iluminação pública e aparelhagem sonora ou de telefone celular;
nas rodovias; (Redação dada pela Lei  nº 13.290, de
2016) (Vigência) Infração - média;

c) de dia e de noite, tratando-se de veículo de transpor- Penalidade - multa.


te coletivo de passageiros, circulando em faixas ou
pistas a eles destinadas; VII - realizando a cobrança de tarifa com o veículo em
movimento: (Incluído pela Lei nº 13.154, de 2015)
d) de dia e de noite, tratando-se de ciclomotores;
Infração - média; (Incluído pela Lei nº 13.154, de 2015)
II - deixar de manter acesas pelo menos as luzes de po-
sição sob chuva forte, neblina ou cerração; Penalidade - multa. (Incluído pela Lei nº 13.154, de
2015)
III - deixar de manter a placa traseira iluminada, à noite;
Parágrafo único. A hipótese prevista no inciso V caracte-
Infração - média; rizar-se-á como infração gravíssima no caso de o condutor
estar segurando ou manuseando telefone celular.(Incluído
Penalidade - multa. pela Lei nº 13.281, de 2016) (Vigência)

Art. 251. Utilizar as luzes do veículo: Art. 253. Bloquear a via com veículo:

I - o pisca-alerta, exceto em imobilizações ou situações Infração - gravíssima;


de emergência;
Penalidade - multa e apreensão do veículo;
II - baixa e alta de forma intermitente, exceto nas se-
guintes situações: Medida administrativa - remoção do veículo.

a) a curtos intervalos, quando for conveniente advertir Art. 253-A. Usar qualquer veículo para, deliberadamen-
a outro condutor que se tem o propósito de ultra- te, interromper, restringir ou perturbar a circulação na via
sem autorização do órgão ou entidade de trânsito com cir-
passá-lo;
cunscrição sobre ela: (Incluído pela Lei nº 13. 281, de 2016)
b) em imobilizações ou situação de emergência, como
Infração - gravíssima; (Incluído pela Lei nº 13.281, de
advertência, utilizando pisca-alerta;
2016)
VADE MECUM PRF

c) quando a sinalização de regulamentação da via de-


Penalidade - multa (vinte vezes) e suspensão do direito
terminar o uso do pisca-alerta:
de dirigir por 12 (doze) meses; (Incluído pela Lei nº 13.281,
Infração - média; de 2016)

Penalidade - multa. Medida administrativa - remoção do veículo. (Incluído


pela Lei nº 13.281, de 2016)

54
§ 1º  Aplica-se a multa agravada em 60 (sessenta) vezes I - advertência por escrito;
aos organizadores da conduta prevista no caput.(In-
cluído pela Lei nº 13. 281, de 2016) II - multa;

§ 2º Aplica-se em dobro a multa em caso de reincidência III - suspensão do direito de dirigir;


no período de 12 (doze) meses. (Incluído pela Lei nº
13.281, de 2016) V - cassação da Carteira Nacional de Habilitação;

§ 3º As penalidades são aplicáveis a pessoas físicas ou VI - cassação da Permissão para Dirigir;


jurídicas que incorram na infração, devendo a auto-
ridade com circunscrição sobre a via restabelecer de VII - freqüência obrigatória em curso de reciclagem.
imediato, se possível, as condições de normalidade
para a circulação na via. (Incluído pela Lei nº 13.281, § 1º A aplicação das penalidades previstas neste Códi-
de 2016) go não elide as punições originárias de ilícitos pe-
nais decorrentes de crimes de trânsito, conforme
 Art. 254. É proibido ao pedestre:
disposições de lei.
I - permanecer ou andar nas pistas de rolamento, exceto
para cruzá-las onde for permitido; § 2º (VETADO)

II - cruzar pistas de rolamento nos viadutos, pontes, ou § 3º A imposição da penalidade será comunicada aos
túneis, salvo onde exista permissão; órgãos ou entidades executivos de trânsito res-
ponsáveis pelo licenciamento do veículo e habili-
III - atravessar a via dentro das áreas de cruzamento, salvo tação do condutor.
quando houver sinalização para esse fim;
Art. 257. As penalidades serão impostas ao condutor,
IV - utilizar-se da via em agrupamentos capazes de pertur- ao proprietário do veículo, ao embarcador e ao transpor-
bar o trânsito, ou para a prática de qualquer folguedo, es- tador, salvo os casos de descumprimento de obrigações e
porte, desfiles e similares, salvo em casos especiais e com
deveres impostos a pessoas físicas ou jurídicas expressa-
a devida licença da autoridade competente;
mente mencionados neste Código.
V - andar fora da faixa própria, passarela, passagem aérea
ou subterrânea; § 1º Aos proprietários e condutores de veículos serão
impostas concomitantemente as penalidades de
VI - desobedecer à sinalização de trânsito específica; que trata este Código toda vez que houver respon-
sabilidade solidária em infração dos preceitos que
Infração - leve; lhes couber observar, respondendo cada um de per
si pela falta em comum que lhes for atribuída.
Penalidade - multa, em 50% (cinqüenta por cento) do va-
lor da infração de natureza leve. § 2º Ao proprietário caberá sempre a responsabilida-
Art. 255. Conduzir bicicleta em passeios onde não seja de pela infração referente à prévia regularização e
permitida a circulação desta, ou de forma agressiva, em desa- preenchimento das formalidades e condições exi-
cordo com o disposto no parágrafo único do art. 59: gidas para o trânsito do veículo na via terrestre,
conservação e inalterabilidade de suas caracterís-
Infração - média; ticas, componentes, agregados, habilitação legal
e compatível de seus condutores, quando esta for
Penalidade - multa; exigida, e outras disposições que deva observar.
Medida administrativa - remoção da bicicleta, mediante § 3º Ao condutor caberá a responsabilidade pelas infra-
recibo para o pagamento da multa.
ções decorrentes de atos praticados na direção do
veículo.
CAPÍTULO XVI
§ 4º O embarcador é responsável pela infração relativa
VADE MECUM PRF

DAS PENALIDADES ao transporte de carga com excesso de peso nos


eixos ou no peso bruto total, quando simultane-
Art. 256. A autoridade de trânsito, na esfera das compe- amente for o único remetente da carga e o peso
tências estabelecidas neste Código e dentro de sua circuns- declarado na nota fiscal, fatura ou manifesto for
crição, deverá aplicar, às infrações nele previstas, as seguintes inferior àquele aferido.
penalidades:

55
§ 5º O transportador é o responsável pela infração re- II - infração de natureza grave, punida com multa no
lativa ao transporte de carga com excesso de peso valor de R$ 195,23 (cento e noventa e cinco reais e vinte
nos eixos ou quando a carga proveniente de mais e três centavos); (Redação dada pela Lei nº 13.281, de
de um embarcador ultrapassar o peso bruto total. 2016) (Vigência)

§ 6º O transportador e o embarcador são solidariamen- III - infração de natureza média, punida com multa no
te responsáveis pela infração relativa ao excesso de valor de R$ 130,16 (cento e trinta reais e dezesseis cen-
peso bruto total, se o peso declarado na nota fis- tavos); (Redação dada pela Lei nº 13.281, de 2016) (Vi-
cal, fatura ou manifesto for superior ao limite legal. gência)

IV - infração de natureza leve, punida com multa no


§ 7o  Não sendo imediata a identificação do infrator,
valor de R$ 88,38 (oitenta e oito reais e trinta e oito
o principal condutor ou o proprietário do veículo
centavos).(Redação dada pela Lei nº 13.281, de 2016)
terá quinze dias de prazo, após a notificação da
(Vigência)
autuação, para apresentá-lo, na forma em que dis-
puser o Conselho Nacional de Trânsito (Contran), § 2º Quando se tratar de multa agravada, o fator multi-
ao fim do qual, não o fazendo, será considerado plicador ou índice adicional específico é o previsto
responsável pela infração o principal condutor ou, neste Código.
em sua ausência, o proprietário do veículo.(Reda-
ção dada pela Lei nº 13.495, 2017) (Vigência) Art. 259. A cada infração cometida são computados os
seguintes números de pontos:
§ 8º Após o prazo previsto no parágrafo anterior, não
havendo identificação do infrator e sendo o veí- I - gravíssima - sete pontos;
culo de propriedade de pessoa jurídica, será lavra-
da nova multa ao proprietário do veículo, mantida II - grave - cinco pontos;
a originada pela infração, cujo valor é o da multa
III - média - quatro pontos;
multiplicada pelo número de infrações iguais co-
metidas no período de doze meses. IV - leve - três pontos.

§ 9º O fato de o infrator ser pessoa jurídica não o exime § 1º (VETADO)


do disposto no § 3º do art. 258 e no art. 259.
§ 2º (VETADO)
§ 10. O proprietário poderá indicar ao órgão executivo
de trânsito o principal condutor do veículo, o qual, § 4o Ao condutor identificado no ato da infração será
após aceitar a indicação, terá seu nome inscrito em atribuída pontuação pelas infrações de sua res-
campo próprio do cadastro do veículo no Rena- ponsabilidade, nos termos previstos no § 3o do
vam.(Incluído pela Lei nº 13.495, 2017) (Vigência) art. 257, excetuando-se aquelas praticadas por
passageiros usuários do serviço de transporte
§ 11. O principal condutor será excluído do Renavam:(In- rodoviário de passageiros em viagens de longa
cluído pela Lei nº 13.495, 2017)(Vigência) distância transitando em rodovias com a utiliza-
ção de ônibus, em linhas regulares intermunicipal,
I -quando houver transferência de propriedade do veí- interestadual, internacional e aquelas em viagem
culo; (Incluído pela Lei nº 13.495, 2017) (Vigência) de longa distância por fretamento e turismo ou de
qualquer modalidade, excetuadas as situações re-
II - mediante requerimento próprio ou do proprietário gulamentadas pelo Contran a teor do art. 65 da Lei
do veículo; (Incluído pela Lei nº 13.495, 2017) (Vigência) no 9.503, de 23 de setembro de 1997 - Código de
Trânsito Brasileiro.(Incluído pela Lei nº 13.103, de
III - a partir da indicação de outro principal condutor. 2015) (Vigência)
(Incluído pela Lei nº 13.495, 2017) (Vigência)
Art. 260. As multas serão impostas e arrecadadas pelo
Art. 258. As infrações punidas com multa classificam-se, órgão ou entidade de trânsito com circunscrição sobre a
via onde haja ocorrido a infração, de acordo com a compe-
VADE MECUM PRF

de acordo com sua gravidade, em quatro categorias:


tência estabelecida neste Código.
I - infração de natureza gravíssima, punida com multa
§ 1º As multas decorrentes de infração cometida em
no valor de R$ 293,47 (duzentos e noventa e três reais
unidade da Federação diversa da do licenciamento
e quarenta e sete centavos); (Redação dada pela Lei nº
do veículo serão arrecadadas e compensadas na
13.281, de 2016) (Vigência)
forma estabelecida pelo CONTRAN.

56
§ 2º As multas decorrentes de infração cometida em que, no período de 1 (um) ano, atingir 14 (quator-
unidade da Federação diversa daquela do licen- ze) pontos, conforme regulamentação do Contran.
ciamento do veículo poderão ser comunicadas ao (Redação dada pela Lei nº 13.281, de 2016) (Vigên-
órgão ou entidade responsável pelo seu licencia- cia)
mento, que providenciará a notificação.
§ 6o  Concluído o curso de reciclagem previsto no § 5o,
§ 4º Quando a infração for cometida com veículo licen- o condutor terá eliminados os pontos que lhe tive-
ciado no exterior, em trânsito no território nacio- rem sido atribuídos, para fins de contagem subse-
nal, a multa respectiva deverá ser paga antes de quente. (Incluído pela Lei nº 13.154, de 2015)
sua saída do País, respeitado o princípio de reci-
procidade. § 7º   O motorista que optar pelo curso previsto no §
5º não poderá fazer nova opção no período de 12
Art. 261.  A penalidade de suspensão do direito de diri- (doze) meses. (Redação dada pela Lei nº 13.281, de
gir será imposta nos seguintes casos: (Redação dada pela 2016) (Vigência)
Lei nº 13.281, de 2016) (Vigência)
§ 8o  A pessoa jurídica concessionária ou permissionária
I - sempre que o infrator atingir a contagem de 20 (vin-
de serviço público tem o direito de ser informada
te) pontos, no período de 12 (doze) meses, conforme
dos pontos atribuídos, na forma do art. 259, aos
a pontuação prevista no art. 259; (Incluído pela Lei nº
motoristas que integrem seu quadro funcional,
13.281, de 2016) (Vigência)
exercendo atividade remunerada ao volante, na
II - por transgressão às normas estabelecidas neste Có- forma que dispuser o Contran. (Incluído pela Lei nº
digo, cujas infrações preveem, de forma específica, a 13.154, de 2015)
penalidade de suspensão do direito de dirigir. (Incluído
pela Lei nº 13.281, de 2016) (Vigência) § 9º   Incorrerá na infração prevista no inciso II do art.
162 o condutor que, notificado da penalidade de
§ 1º   Os prazos para aplicação da penalidade de sus- que trata este artigo, dirigir veículo automotor
pensão do direito de dirigir são os seguintes: (Re- em via pública. (Incluído pela Lei nº 13.281, de
dação dada pela Lei nº 13.281, de 2016) (Vigência) 2016) (Vigência)

I - no caso do inciso I do caput: de 6 (seis) meses a 1 § 10. O processo de suspensão do direito de dirigir refe-
(um) ano e, no caso de reincidência no período de 12 rente ao inciso II do caput deste artigo deverá ser
(doze) meses, de 8 (oito) meses a 2 (dois) anos; (Incluído instaurado concomitantemente com o processo de
pela Lei nº 13.281, de 2016) (Vigência) aplicação da penalidade de multa. (Incluído pela
Lei nº 13.281, de 2016) (Vigência)
II - no caso do inciso II do caput: de 2 (dois) a 8 (oito)
meses, exceto para as infrações com prazo descrito no § 11. O Contran regulamentará as disposições deste ar-
dispositivo infracional, e, no caso de reincidência no tigo. (Incluído pela Lei nº 13.281, de 2016) (Vigên-
período de 12 (doze) meses, de 8 (oito) a 18 (dezoito) cia)
meses, respeitado o disposto no inciso II do art. 263.
(Incluído pela Lei nº 13.281, de 2016) (Vigência) Art. 263. A cassação do documento de habilitação dar-
-se-á:
§ 2º Quando ocorrer a suspensão do direito de dirigir,
a Carteira Nacional de Habilitação será devolvida a I - quando, suspenso o direito de dirigir, o infrator con-
seu titular imediatamente após cumprida a penali- duzir qualquer veículo;
dade e o curso de reciclagem.
II - no caso de reincidência, no prazo de doze meses,
§ 3o  A imposição da penalidade de suspensão do direi- das infrações previstas no inciso III do art. 162 e nos
to de dirigir elimina os 20 (vinte) pontos computa- arts. 163, 164, 165, 173, 174 e 175;
dos para fins de contagem subsequente. (Incluído
pela Lei nº 12.547, de 2011) III - quando condenado judicialmente por delito de
VADE MECUM PRF

trânsito, observado o disposto no art. 160.


§ 4o (VETADO).  (Incluído pela Lei nº 12.619, de 2012)
(Vigência) § 1º Constatada, em processo administrativo, a irregu-
laridade na expedição do documento de habili-
§ 5º O condutor que exerce atividade remunerada em veí-
tação, a autoridade expedidora promoverá o seu
culo, habilitado na categoria C, D ou E, poderá optar por
cancelamento.
participar de curso preventivo de reciclagem sempre

57
§ 2º Decorridos dois anos da cassação da Carteira Na- CAPÍTULO XVII
cional de Habilitação, o infrator poderá requerer
sua reabilitação, submetendo-se a todos os exa- DAS MEDIDAS ADMINISTRATIVAS
mes necessários à habilitação, na forma estabeleci-
Art. 269. A autoridade de trânsito ou seus agentes, na
da pelo CONTRAN.
esfera das competências estabelecidas neste Código e
dentro de sua circunscrição, deverá adotar as seguintes
Art. 265. As penalidades de suspensão do direito de di-
medidas administrativas:
rigir e de cassação do documento de habilitação serão apli-
cadas por decisão fundamentada da autoridade de trânsito I - retenção do veículo;
competente, em processo administrativo, assegurado ao
infrator amplo direito de defesa. II - remoção do veículo;

Art. 266. Quando o infrator cometer, simultaneamente, III - recolhimento da Carteira Nacional de Habilitação;
duas ou mais infrações, ser-lhe-ão aplicadas, cumulativa-
IV - recolhimento da Permissão para Dirigir;
mente, as respectivas penalidades.
V - recolhimento do Certificado de Registro;
Art. 267. Poderá ser imposta a penalidade de advertên-
cia por escrito à infração de natureza leve ou média, passí- VI - recolhimento do Certificado de Licenciamento Anu-
vel de ser punida com multa, não sendo reincidente o infra- al;
tor, na mesma infração, nos últimos doze meses, quando a
autoridade, considerando o prontuário do infrator, enten- VIII - transbordo do excesso de carga;
der esta providência como mais educativa.
IX - realização de teste de dosagem de alcoolemia ou
perícia de substância entorpecente ou que determine
§ 1º A aplicação da advertência por escrito não elide o
dependência física ou psíquica;
acréscimo do valor da multa prevista no § 3º do art.
258, imposta por infração posteriormente cometi- X - recolhimento de animais que se encontrem soltos
da. nas vias e na faixa de domínio das vias de circulação,
restituindo-os aos seus proprietários, após o pagamen-
§ 2º O disposto neste artigo aplica-se igualmente aos to de multas e encargos devidos.
pedestres, podendo a multa ser transformada na
participação do infrator em cursos de segurança XI - realização de exames de aptidão física, mental, de
viária, a critério da autoridade de trânsito. legislação, de prática de primeiros socorros e de dire-
ção veicular. (Incluído pela Lei nº 9.602, de 1998)
Art. 268. O infrator será submetido a curso de recicla-
§ 1º A ordem, o consentimento, a fiscalização, as me-
gem, na forma estabelecida pelo CONTRAN:
didas administrativas e coercitivas adotadas pelas
autoridades de trânsito e seus agentes terão por
I - quando, sendo contumaz, for necessário à sua ree- objetivo prioritário a proteção à vida e à incolumi-
ducação; dade física da pessoa.
II - quando suspenso do direito de dirigir; § 2º As medidas administrativas previstas neste artigo
não elidem a aplicação das penalidades impostas
III - quando se envolver em acidente grave para o qual por infrações estabelecidas neste Código, possuin-
haja contribuído, independentemente de processo ju- do caráter complementar a estas.
dicial;
§ 3º São documentos de habilitação a Carteira Nacional
IV - quando condenado judicialmente por delito de de Habilitação e a Permissão para Dirigir.
trânsito;
§ 4º Aplica-se aos animais recolhidos na forma do inci-
V - a qualquer tempo, se for constatado que o condutor so X o disposto nos arts. 271 e 328, no que couber.
VADE MECUM PRF

está colocando em risco a segurança do trânsito;


Art. 270. O veículo poderá ser retido nos casos expres-
sos neste Código.
VI - em outras situações a serem definidas pelo CON-
TRAN. § 1º Quando a irregularidade puder ser sanada no local
da infração, o veículo será liberado tão logo seja
regularizada a situação.

58
§ 2o Não sendo possível sanar a falha no local da in- § 3º Se o reparo referido no § 2º demandar providência
fração, o veículo, desde que ofereça condições de que não possa ser tomada no depósito, a autori-
segurança para circulação, poderá ser liberado e dade responsável pela remoção liberará o veículo
entregue a condutor regularmente habilitado, para reparo, na forma transportada, mediante au-
mediante recolhimento do Certificado de Licen- torização, assinalando prazo para reapresentação.
ciamento Anual, contra apresentação de recibo, (Redação dada pela Lei nº 13. 281, de 2016)
assinalando-se prazo razoável ao condutor para
regularizar a situação, para o que se considerará, § 4º Os serviços de remoção, depósito e guarda de
desde logo, notificado. (Redação dada pela Lei nº veículo poderão ser realizados por órgão públi-
13.160, de 2015) co, diretamente, ou por particular contratado por
licitação pública, sendo o proprietário do veículo
§ 3º O Certificado de Licenciamento Anual será devol-
o responsável pelo pagamento dos custos desses
vido ao condutor no órgão ou entidade aplicado-
serviços. (Redação dada pela Lei nº 13. 281, de
res das medidas administrativas, tão logo o veículo
seja apresentado à autoridade devidamente regu- 2016)
larizado.
§ 5o  O proprietário ou o condutor deverá ser notifica-
§ 4º Não se apresentando condutor habilitado no lo- do, no ato de remoção do veículo, sobre as pro-
cal da infração, o veículo será removido a depósi- vidências necessárias à sua restituição e sobre o
to, aplicando-se neste caso o disposto no art. 271. disposto no art. 328, conforme regulamentação do
(Redação dada pela Lei nº 13.281, de 2016) (Vigên- CONTRAN. (Incluído pela Lei nº 13.160, de 2015)
cia)
§ 6º Caso o proprietário ou o condutor não esteja
§ 5º A critério do agente, não se dará a retenção ime- presente no momento da remoção do veículo, a
diata, quando se tratar de veículo de transporte autoridade de trânsito, no prazo de 10 (dez) dias
coletivo transportando passageiros ou veículo contado da data da remoção, deverá expedir ao
transportando produto perigoso ou perecível, des- proprietário a notificação prevista no § 5º, por re-
de que ofereça condições de segurança para circu- messa postal ou por outro meio tecnológico hábil
lação em via pública. que assegure a sua ciência, e, caso reste frustrada,
a notificação poderá ser feita por edital. (Redação
§ 6º   Não efetuada a regularização no prazo a que se
dada pela Lei nº 13.281, de 2016)
refere o § 2o, será feito registro de restrição admi-
nistrativa no Renavam por órgão ou entidade exe-
§ 7o  A notificação devolvida por desatualização do en-
cutivo de trânsito dos Estados e do Distrito Federal,
dereço do proprietário do veículo ou por recusa
que será retirada após comprovada a regulariza-
desse de recebê-la será considerada recebida para
ção. (Incluído pela Lei nº 13.160, de 2015)
todos os efeitos (Incluído pela Lei nº 13.160, de
§ 7o  O descumprimento das obrigações estabelecidas 2015)
no § 2o resultará em recolhimento do veículo ao
depósito, aplicando-se, nesse caso, o disposto no § 8o  Em caso de veículo licenciado no exterior, a noti-
art. 271. (Incluído pela Lei nº 13.160, de 2015) ficação será feita por edital. (Incluído pela Lei nº
13.160, de 2015)
Art. 271. O veículo será removido, nos casos previstos
neste Código, para o depósito fixado pelo órgão ou entida- § 9o  Não caberá remoção nos casos em que a irregula-
de competente, com circunscrição sobre a via. ridade puder ser sanada no local da infração. (In-
cluído pela Lei nº 13.160, de 2015)
§ 1o  A restituição do veículo removido só ocorrerá me-
diante prévio pagamento de multas, taxas e des- § 10. O pagamento das despesas de remoção e estada
pesas com remoção e estada, além de outros en- será correspondente ao período integral, contado
cargos previstos na legislação específica.(Incluído em dias, em que efetivamente o veículo permane-
pela Lei nº 13.160, de 2015) cer em depósito, limitado ao prazo de 6 (seis) me-
VADE MECUM PRF

ses. (Incluído pela Lei nº 13.281, de 2016)


§ 2o  A liberação do veículo removido é condicionada ao
reparo de qualquer componente ou equipamen- § 11. Os custos dos serviços de remoção e estada pres-
to obrigatório que não esteja em perfeito estado tados por particulares poderão ser pagos pelo pro-
de funcionamento.(Incluído pela Lei nº 13.160, de prietário diretamente ao contratado. (Incluído pela
2015)
Lei nº 13.281, de 2016)

59
§ 12. O disposto no § 11 não afasta a possibilidade de Art. 277.  O condutor de veículo automotor envolvido
o respectivo ente da Federação estabelecer a co- em acidente de trânsito ou que for alvo de fiscalização de
brança por meio de taxa instituída em lei. (Incluído trânsito poderá ser submetido a teste, exame clínico, pe-
pela Lei nº 13.281, de 2016) rícia ou outro procedimento que, por meios técnicos ou
científicos, na forma disciplinada pelo Contran, permita
§ 13. No caso de o proprietário do veículo objeto do certificar influência de álcool ou outra substância psicoati-
recolhimento comprovar, administrativa ou judi- va que determine dependência. (Redação dada pela Lei nº
cialmente, que o recolhimento foi indevido ou que 12.760, de 2012)
houve abuso no período de retenção em depósito,
é da responsabilidade do ente público a devolução § 2o  A infração prevista no art. 165 também poderá ser
das quantias pagas por força deste artigo, segundo caracterizada mediante imagem, vídeo, constata-
os mesmos critérios da devolução de multas inde- ção de sinais que indiquem, na forma disciplinada
vidas. (Incluído pela Lei nº 13.281, de 2016) pelo Contran, alteração da capacidade psicomoto-
ra ou produção de quaisquer outras provas em di-
Art. 272. O recolhimento da Carteira Nacional de Habi-
reito admitidas. (Redação dada pela Lei nº 12.760,
litação e da Permissão para Dirigir dar-se-á mediante reci-
bo, além dos casos previstos neste Código, quando houver de 2012)
suspeita de sua inautenticidade ou adulteração.
§ 3º Serão aplicadas as penalidades e medidas adminis-
Art. 273. O recolhimento do Certificado de Registro trativas estabelecidas no art. 165-A deste Código
dar-se-á mediante recibo, além dos casos previstos neste ao condutor que se recusar a se submeter a qual-
Código, quando: quer dos procedimentos previstos no caput deste
artigo. (Redação dada pela Lei nº 13.281, de 2016)
I - houver suspeita de inautenticidade ou adulteração; (Vigência)

II - se, alienado o veículo, não for transferida sua pro- Art. 278. Ao condutor que se evadir da fiscalização, não
priedade no prazo de trinta dias. submetendo veículo à pesagem obrigatória nos pontos de
pesagem, fixos ou móveis, será aplicada a penalidade pre-
Art. 274. O recolhimento do Certificado de Licencia- vista no art. 209, além da obrigação de retornar ao ponto
mento Anual dar-se-á mediante recibo, além dos casos de evasão para fim de pesagem obrigatória.
previstos neste Código, quando:
Parágrafo único. No caso de fuga do condutor à ação
I - houver suspeita de inautenticidade ou adulteração; policial, a apreensão do veículo dar-se-á tão logo seja loca-
lizado, aplicando-se, além das penalidades em que incorre,
II - se o prazo de licenciamento estiver vencido;
as estabelecidas no art. 210.
III - no caso de retenção do veículo, se a irregularidade
Art. 279. Em caso de acidente com vítima, envolvendo
não puder ser sanada no local.
veículo equipado com registrador instantâneo de veloci-
Art. 275. O transbordo da carga com peso excedente dade e tempo, somente o perito oficial encarregado do
é condição para que o veículo possa prosseguir viagem e levantamento pericial poderá retirar o disco ou unidade
será efetuado às expensas do proprietário do veículo, sem armazenadora do registro.
prejuízo da multa aplicável.

Parágrafo único. Não sendo possível desde logo aten- CAPÍTULO XVIII
der ao disposto neste artigo, o veículo será recolhido ao
depósito, sendo liberado após sanada a irregularidade e DO PROCESSO ADMINISTRATIVO
pagas as despesas de remoção e estada.
Seção I
Art. 276.  Qualquer concentração de álcool por litro de
sangue ou por litro de ar alveolar sujeita o condutor às pe- Da Autuação
nalidades previstas no art. 165. (Redação dada pela Lei nº
Art. 280. Ocorrendo infração prevista na legislação de
VADE MECUM PRF

12.760, de 2012)
trânsito, lavrar-se-á auto de infração, do qual constará:
Parágrafo único. O Contran disciplinará as margens de
I - tipificação da infração;
tolerância quando a infração for apurada por meio de apa-
relho de medição, observada a legislação metrológica. (Re- II - local, data e hora do cometimento da infração;
dação dada pela Lei nº 12.760, de 2012)

60
III - caracteres da placa de identificação do veículo, sua § 1º A notificação devolvida por desatualização do en-
marca e espécie, e outros elementos julgados necessá- dereço do proprietário do veículo será considerada
rios à sua identificação; válida para todos os efeitos.

IV - o prontuário do condutor, sempre que possível; § 2º A notificação a pessoal de missões diplomáticas,


de repartições consulares de carreira e de repre-
V - identificação do órgão ou entidade e da autoridade sentações de organismos internacionais e de seus
ou agente autuador ou equipamento que comprovar a integrantes será remetida ao Ministério das Rela-
infração; ções Exteriores para as providências cabíveis e co-
brança dos valores, no caso de multa.
VI - assinatura do infrator, sempre que possível, valendo
esta como notificação do cometimento da infração. § 3º Sempre que a penalidade de multa for imposta a
condutor, à exceção daquela de que trata o § 1º do
§ 1º (VETADO) art. 259, a notificação será encaminhada ao pro-
prietário do veículo, responsável pelo seu paga-
§ 2º A infração deverá ser comprovada por declaração mento.
da autoridade ou do agente da autoridade de trân-
sito, por aparelho eletrônico ou por equipamento § 4º Da notificação deverá constar a data do término
audiovisual, reações químicas ou qualquer outro do prazo para apresentação de recurso pelo res-
meio tecnologicamente disponível, previamente ponsável pela infração, que não será inferior a trin-
regulamentado pelo CONTRAN. ta dias contados da data da notificação da penali-
dade. (Incluído pela Lei nº 9.602, de 1998)
§ 3º Não sendo possível a autuação em flagrante, o
agente de trânsito relatará o fato à autoridade no § 5º No caso de penalidade de multa, a data estabele-
próprio auto de infração, informando os dados a cida no parágrafo anterior será a data para o reco-
respeito do veículo, além dos constantes nos inci- lhimento de seu valor. (Incluído pela Lei nº 9.602,
sos I, II e III, para o procedimento previsto no artigo de 1998)
seguinte.
Art. 282-A. O proprietário do veículo ou o condutor au-
§ 4º O agente da autoridade de trânsito competente tuado poderá optar por ser notificado por meio eletrônico
para lavrar o auto de infração poderá ser servidor se o órgão do Sistema Nacional de Trânsito responsável
civil, estatutário ou celetista ou, ainda, policial mili- pela autuação oferecer essa opção. (Incluído pela Lei nº
tar designado pela autoridade de trânsito com ju- 13.281, de 2016) (Vigência)
risdição sobre a via no âmbito de sua competência.
§ 1º O proprietário ou o condutor autuado que optar
pela notificação por meio eletrônico deverá man-
Seção II ter seu cadastro atualizado no órgão executivo de
trânsito do Estado ou do Distrito Federal.(Incluído
Do Julgamento das Autuações e Penalidades pela Lei nº 13.281, de 2016)(Vigência)
Art. 281. A autoridade de trânsito, na esfera da compe- § 2º Na hipótese de notificação por meio eletrônico, o
tência estabelecida neste Código e dentro de sua circuns- proprietário ou o condutor autuado será conside-
crição, julgará a consistência do auto de infração e aplicará rado notificado 30 (trinta) dias após a inclusão da
a penalidade cabível. informação no sistema eletrônico.(Incluído pela Lei
nº 13.281, de 2016)(Vigência)
Parágrafo único. O auto de infração será arquivado e
seu registro julgado insubsistente: § 3º  O  sistema previsto no caput será certificado digi-
talmente, atendidos os requisitos de autenticidade,
I - se considerado inconsistente ou irregular;
integridade, validade jurídica e interoperabilida-
II - se, no prazo máximo de trinta dias, não for expedi- de da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira
da a notificação da autuação.(Redação dada pela Lei nº (ICP-Brasil). (Incluído pela Lei nº 13.281, de 2016)
(Vigência)
VADE MECUM PRF

9.602, de 1998)

Art. 282. Aplicada a penalidade, será expedida notifica- Art. 283. (VETADO)
ção ao proprietário do veículo ou ao infrator, por remessa
Art. 284. O pagamento da multa poderá ser efetuado
postal ou por qualquer outro meio tecnológico hábil, que
até a data do vencimento expressa na notificação, por oi-
assegure a ciência da imposição da penalidade.
tenta por cento do seu valor.

61
§ 1º Caso o infrator opte pelo sistema de notificação § 1º No caso de não provimento do recurso, aplicar-se-
eletrônica, se disponível, conforme regulamenta- -á o estabelecido no parágrafo único do art. 284.
ção do Contran, e opte por não apresentar defesa
prévia nem recurso, reconhecendo o cometimento § 2º Se o infrator recolher o valor da multa e apresen-
da infração, poderá efetuar o pagamento da mul- tar recurso, se julgada improcedente a penalidade,
ta por 60% (sessenta por cento) do seu valor, em ser-lhe-á devolvida a importância paga, atualizada
qualquer fase do processo, até o vencimento da em UFIR ou por índice legal de correção dos débi-
multa. (Incluído pela Lei nº 13.281, de 2016) (Vi- tos fiscais.
gência)
Art. 287. Se a infração for cometida em localidade diver-
§ 2º O recolhimento do valor da multa não implica sa daquela do licenciamento do veículo, o recurso poderá
renúncia ao questionamento administrativo, que ser apresentado junto ao órgão ou entidade de trânsito da
pode ser realizado a qualquer momento, respeita- residência ou domicílio do infrator.
do o disposto no § 1º.(Incluído pela Lei nº 13.281,
de 2016)(Vigência) Parágrafo único. A autoridade de trânsito que receber
o recurso deverá remetê-lo, de pronto, à autoridade que
§ 3º Não incidirá cobrança moratória e não poderá ser impôs a penalidade acompanhado das cópias dos prontuá-
aplicada qualquer restrição, inclusive para fins de rios necessários ao julgamento.
licenciamento e transferência, enquanto não for
encerrada a instância administrativa de julgamen- Art. 288. Das decisões da JARI cabe recurso a ser inter-
to de infrações e penalidades. (Incluído pela Lei nº posto, na forma do artigo seguinte, no prazo de trinta dias
13.281, de 2016) (Vigência) contado da publicação ou da notificação da decisão.

§ 4º Encerrada a instância administrativa de julgamen- § 1º O recurso será interposto, da decisão do não pro-
to de infrações e penalidades, a multa não paga vimento, pelo responsável pela infração, e da de-
até o vencimento será acrescida de juros de mora cisão de provimento, pela autoridade que impôs a
equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial penalidade.
de Liquidação e de Custódia (Selic) para títulos fe-
Art. 289. O recurso de que trata o artigo anterior será
derais acumulada mensalmente, calculados a partir
apreciado no prazo de trinta dias:
do mês subsequente ao da consolidação até o mês
anterior ao do pagamento, e de 1% (um por cento) I - tratando-se de penalidade imposta pelo órgão ou
relativamente ao mês em que o pagamento esti- entidade de trânsito da União:
ver sendo efetuado. (Incluído pela Lei nº 13.281, de
2016) (Vigência) a) em caso de suspensão do direito de dirigir por mais
de seis meses, cassação do documento de habilita-
Art. 285. O recurso previsto no art. 283 será interposto ção ou penalidade por infrações gravíssimas, pelo
perante a autoridade que impôs a penalidade, a qual reme- CONTRAN;
tê-lo-á à JARI, que deverá julgá-lo em até trinta dias.
b) nos demais casos, por colegiado especial integrado
§ 1º O recurso não terá efeito suspensivo. pelo Coordenador-Geral da JARI, pelo Presidente da
Junta que apreciou o recurso e por mais um Presi-
§ 2º A autoridade que impôs a penalidade remeterá
dente de Junta;
o recurso ao órgão julgador, dentro dos dez dias
úteis subseqüentes à sua apresentação, e, se o en- II - tratando-se de penalidade imposta por órgão ou
tender intempestivo, assinalará o fato no despacho entidade de trânsito estadual, municipal ou do Distrito
de encaminhamento. Federal, pelos CETRAN E CONTRANDIFE, respectiva-
mente.
§ 3º Se, por motivo de força maior, o recurso não for
julgado dentro do prazo previsto neste artigo, a Parágrafo único. No caso da alínea b do inciso I, quando
autoridade que impôs a penalidade, de ofício, ou houver apenas uma JARI, o recurso será julgado por seus
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por solicitação do recorrente, poderá conceder-lhe próprios membros.


efeito suspensivo.
Art. 290. Implicam encerramento da instância adminis-
Art. 286. O recurso contra a imposição de multa poderá trativa de julgamento de infrações e penalidades: (Redação
ser interposto no prazo legal, sem o recolhimento do seu dada pela Lei nº 13.281, de 2016) (Vigência)
valor.

62
I - o julgamento do recurso de que tratam os arts. 288 § 4º   O juiz fixará a pena-base segundo as diretrizes
e 289; (Incluído pela Lei nº 13.281, de 2016) (Vigência) previstas no art. 59 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7
de dezembro de 1940 (Código Penal), dando es-
II - a não interposição do recurso no prazo legal; e (In- pecial atenção à culpabilidade do agente e às cir-
cluído pela Lei nº 13.281, de 2016) (Vigência) cunstâncias e consequências do crime.  (Incluído
pela Lei nº 13.546, de 2017) (Vigência)
III - o pagamento da multa, com reconhecimento da
infração e requerimento de encerramento do processo Art. 292.  A suspensão ou a proibição de se obter a
na fase em que se encontra, sem apresentação de de- permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor
fesa ou recurso. (Incluído pela Lei nº 13.281, de 2016) pode ser imposta isolada ou cumulativamente com outras
(Vigência) penalidades.(Redação dada pela Lei nº 12.971, de 2014)
(Vigência)
Parágrafo único. Esgotados os recursos, as penalidades
aplicadas nos termos deste Código serão cadastradas no Art. 293. A penalidade de suspensão ou de proibição de
RENACH. se obter a permissão ou a habilitação, para dirigir veículo
automotor, tem a duração de dois meses a cinco anos.

CAPÍTULO XIX § 1º Transitada em julgado a sentença condenatória, o


réu será intimado a entregar à autoridade judici-
DOS CRIMES DE TRÂNSITO ária, em quarenta e oito horas, a Permissão para
Dirigir ou a Carteira de Habilitação.
Seção I
§ 2º A penalidade de suspensão ou de proibição de
Disposições Gerais se obter a permissão ou a habilitação para dirigir
veículo automotor não se inicia enquanto o sen-
Art. 291. Aos crimes cometidos na direção de veículos tenciado, por efeito de condenação penal, estiver
automotores, previstos neste Código, aplicam-se as normas recolhido a estabelecimento prisional.
gerais do Código Penal e do Código de Processo Penal, se
Art. 294. Em qualquer fase da investigação ou da ação
este Capítulo não dispuser de modo diverso, bem como
penal, havendo necessidade para a garantia da ordem pú-
a Lei nº 9.099, de 26 de setembro de 1995, no que couber. blica, poderá o juiz, como medida cautelar, de ofício, ou
a requerimento do Ministério Público ou ainda mediante
§ 1o Aplica-se aos crimes de trânsito de lesão corpo-
representação da autoridade policial, decretar, em decisão
ral culposa o disposto nos arts. 74, 76 e 88 da Lei
motivada, a suspensão da permissão ou da habilitação para
no9.099, de 26 de setembro de 1995, exceto se o dirigir veículo automotor, ou a proibição de sua obtenção.
agente estiver: (Renumerado do parágrafo único
pela Lei nº 11.705, de 2008) Parágrafo único. Da decisão que decretar a suspensão
ou a medida cautelar, ou da que indeferir o requerimento
I - sob a influência de álcool ou qualquer outra subs- do Ministério Público, caberá recurso em sentido estrito,
tância psicoativa que determine dependência; (Incluído sem efeito suspensivo.
pela Lei nº 11.705, de 2008)
Art. 295. A suspensão para dirigir veículo automotor ou
II - participando, em via pública, de corrida, disputa ou a proibição de se obter a permissão ou a habilitação será
competição automobilística, de exibição ou demonstra- sempre comunicada pela autoridade judiciária ao Conselho
ção de perícia em manobra de veículo automotor, não Nacional de Trânsito - CONTRAN, e ao órgão de trânsito
autorizada pela autoridade competente; (Incluído pela do Estado em que o indiciado ou réu for domiciliado ou
Lei nº 11.705, de 2008) residente.

III - transitando em velocidade superior à máxima per- Art. 296.  Se o réu for reincidente na prática de crime
mitida para a via em 50 km/h (cinqüenta quilômetros previsto neste Código, o juiz aplicará a penalidade de sus-
por hora). (Incluído pela Lei nº 11.705, de 2008) pensão da permissão ou habilitação para dirigir veículo
automotor, sem prejuízo das demais sanções penais cabí-
§ 2o Nas hipóteses previstas no § 1o deste artigo, de- veis. (Redação dada pela Lei nº 11.705, de 2008)
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verá ser instaurado inquérito policial para a in-


vestigação da infração penal. (Incluído pela Lei nº Art. 297. A penalidade de multa reparatória consiste no
11.705, de 2008) pagamento, mediante depósito judicial em favor da víti-
ma, ou seus sucessores, de quantia calculada com base no
§ 3º   (VETADO).  (Incluído pela Lei nº 13.546, de disposto no § 1º do art. 49 do Código Penal, sempre que
2017) (Vigência) houver prejuízo material resultante do crime.

63
§ 1º A multa reparatória não poderá ser superior ao va- § 1o No homicídio culposo cometido na direção de ve-
lor do prejuízo demonstrado no processo. ículo automotor, a pena é aumentada de 1/3 (um
terço) à metade, se o agente: (Incluído pela Lei nº
§ 2º Aplica-se à multa reparatória o disposto nos arts. 12.971, de 2014) (Vigência)
50 a 52 do Código Penal.
I - não possuir Permissão para Dirigir ou Carteira de
§ 3º Na indenização civil do dano, o valor da multa re- Habilitação; (Incluído pela Lei nº 12.971, de 2014) (Vi-
paratória será descontado. gência)
Art. 298. São circunstâncias que sempre agravam as pe- II - praticá-lo em faixa de pedestres ou na calçada; (In-
nalidades dos crimes de trânsito ter o condutor do veículo cluído pela Lei nº 12.971, de 2014) (Vigência)
cometido a infração:
III - deixar de prestar socorro, quando possível fazê-lo
I - com dano potencial para duas ou mais pessoas ou sem risco pessoal, à vítima do acidente; (Incluído pela
com grande risco de grave dano patrimonial a terceiros; Lei nº 12.971, de 2014) (Vigência)
II - utilizando o veículo sem placas, com placas falsas ou IV - no exercício de sua profissão ou atividade, estiver
adulteradas; conduzindo veículo de transporte de passageiros. (In-
cluído pela Lei nº 12.971, de 2014)(Vigência)
III - sem possuir Permissão para Dirigir ou Carteira de
Habilitação; § 3o Se o agente conduz veículo automotor sob a in-
fluência de álcool ou de qualquer outra substância
IV - com Permissão para Dirigir ou Carteira de Habilita- psicoativa que determine dependência:   (Incluído
ção de categoria diferente da do veículo; pela Lei nº 13.546, de 2017) (Vigência)
V - quando a sua profissão ou atividade exigir cuidados Penas - reclusão, de cinco a oito anos, e suspensão ou
especiais com o transporte de passageiros ou de carga; proibição do direito de se obter a permissão ou a habili-
tação para dirigir veículo automotor.  (Incluído pela Lei nº
VI - utilizando veículo em que tenham sido adultera- 13.546, de 2017) (Vigência)
dos equipamentos ou características que afetem a sua
segurança ou o seu funcionamento de acordo com os Art. 303. Praticar lesão corporal culposa na direção de
limites de velocidade prescritos nas especificações do veículo automotor:
fabricante;
Penas - detenção, de seis meses a dois anos e suspensão
VII - sobre faixa de trânsito temporária ou permanente- ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para
mente destinada a pedestres. dirigir veículo automotor.

Art. 299. (VETADO) § 1o Aumenta-se a pena de 1/3 (um terço) à metade,


se ocorrer qualquer das hipóteses do § 1o do art.
Art. 300. (VETADO) 302. (Renumerado do parágrafo único pela Lei nº
13.546, de 2017) (Vigência)
Art. 301. Ao condutor de veículo, nos casos de aciden-
tes de trânsito de que resulte vítima, não se imporá a prisão § 2o A pena privativa de liberdade é de reclusão de dois
em flagrante, nem se exigirá fiança, se prestar pronto e in- a cinco anos, sem prejuízo das outras penas pre-
tegral socorro àquela. vistas neste artigo, se o agente conduz o veículo
com capacidade psicomotora alterada em razão da
influência de álcool ou de outra substância psico-
Seção II ativa que determine dependência, e se do crime
resultar lesão corporal de natureza grave ou gra-
Dos Crimes em Espécie víssima. (Incluído pela Lei nº 13.546, de 2017) (Vi-
gência)
Art. 302. Praticar homicídio culposo na direção de veí-
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culo automotor: Art. 304. Deixar o condutor do veículo, na ocasião do


acidente, de prestar imediato socorro à vítima, ou, não po-
Penas - detenção, de dois a quatro anos, e suspensão
dendo fazê-lo diretamente, por justa causa, deixar de soli-
ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para
citar auxílio da autoridade pública:
dirigir veículo automotor.

64
Penas - detenção, de seis meses a um ano, ou multa, se Art. 308.  Participar, na direção de veículo automotor,
o fato não constituir elemento de crime mais grave. em via pública, de corrida, disputa ou competição auto-
mobilística ou ainda de exibição ou demonstração de pe-
Parágrafo único. Incide nas penas previstas neste arti- rícia em manobra de veículo automotor, não autorizada
go o condutor do veículo, ainda que a sua omissão seja pela autoridade competente, gerando situação de risco à
suprida por terceiros ou que se trate de vítima com morte incolumidade pública ou privada: (Redação dada pela Lei
instantânea ou com ferimentos leves. nº 13.546, de 2017) (Vigência)
Art. 305. Afastar-se o condutor do veículo do local do Penas - detenção, de 6 (seis) meses a 3 (três) anos, mul-
acidente, para fugir à responsabilidade penal ou civil que ta e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou
lhe possa ser atribuída: a habilitação para dirigir veí cul o  automotor.  (Redação
dada pela Lei nº 12.971, de 2014) (Vigência)
Penas - detenção, de seis meses a um ano, ou multa.

Art. 306.  Conduzir veículo automotor com capacidade § 1o Se da prática do crime previsto no caput resultar
psicomotora alterada em razão da influência de álcool ou lesão corporal de natureza grave, e as circunstân-
de outra substância psicoativa que determine dependên- cias demonstrarem que o agente não quis o resul-
cia: (Redação dada pela Lei nº 12.760, de 2012) tado nem assumiu o risco de produzi-lo, a pena
privativa de liberdade é de reclusão, de 3 (três) a 6
Penas - detenção, de seis meses a três anos, multa (seis) anos, sem prejuízo das outras penas previstas
e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a neste artigo.  (Incluído pela Lei nº 12.971, de 2014)
habilitação para dirigir veículo automotor. (Vigência) 

§ 1o As condutas previstas no caput serão constatadas § 2o Se da prática do crime previsto no caput resultar


por: (Incluído pela Lei nº 12.760, de 2012) morte, e as circunstâncias demonstrarem que o
agente não quis o resultado nem assumiu o risco
I - concentração igual ou superior a 6 decigramas de de produzi-lo, a pena privativa de liberdade é de
álcool por litro de sangue ou igual ou superior a 0,3 reclusão de 5 (cinco) a 10 (dez) anos, sem prejuízo
miligrama de álcool por litro de ar alveolar; ou (Incluído das outras penas previstas neste artigo. (Incluído
pela Lei nº 12.760, de 2012) pela Lei nº 12.971, de 2014) (Vigência) 
II - sinais que indiquem, na forma disciplinada pelo Art. 309. Dirigir veículo automotor, em via pública, sem
Contran, alteração da capacidade psicomotora. (Inclu- a devida Permissão para Dirigir ou Habilitação ou, ainda, se
ído pela Lei nº 12.760, de 2012) cassado o direito de dirigir, gerando perigo de dano:
§ 2o A verificação do disposto neste artigo poderá ser Penas - detenção, de seis meses a um ano, ou multa.
obtida mediante teste de alcoolemia ou toxicológi-
co, exame clínico, perícia, vídeo, prova testemunhal Art. 310. Permitir, confiar ou entregar a direção de veí-
ou outros meios de prova em direito admitidos, culo automotor a pessoa não habilitada, com habilitação
observado o direito à contraprova. (Redação dada
cassada ou com o direito de dirigir suspenso, ou, ainda, a
pela Lei nº 12.971, de 2014) (Vigência)
quem, por seu estado de saúde, física ou mental, ou por
§ 3o O Contran disporá sobre a equivalência entre os embriaguez, não esteja em condições de conduzi-lo com
distintos testes de alcoolemia ou toxicológicos segurança:
para efeito de caracterização do crime tipificado
neste artigo.  (Redação dada pela Lei nº 12.971, de Penas - detenção, de seis meses a um ano, ou multa.
2014) (Vigência)
Art. 311. Trafegar em velocidade incompatível com a
Art. 307. Violar a suspensão ou a proibição de se obter segurança nas proximidades de escolas, hospitais, estações
a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor de embarque e desembarque de passageiros, logradouros
imposta com fundamento neste Código: estreitos, ou onde haja grande movimentação ou concen-
tração de pessoas, gerando perigo de dano:
Penas - detenção, de seis meses a um ano e multa, com
nova imposição adicional de idêntico prazo de suspensão Penas - detenção, de seis meses a um ano, ou multa.
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ou de proibição.
Art. 312. Inovar artificiosamente, em caso de acidente
Parágrafo único. Nas mesmas penas incorre o conde- automobilístico com vítima, na pendência do respectivo
nado que deixa de entregar, no prazo estabelecido no § procedimento policial preparatório, inquérito policial ou
1º do art. 293, a Permissão para Dirigir ou a Carteira de processo penal, o estado de lugar, de coisa ou de pessoa,
Habilitação. a fim de induzir a erro o agente policial, o perito, ou juiz:

65
Penas - detenção, de seis meses a um ano, ou multa. Art. 316. O prazo de notificação previsto no inciso II do
parágrafo único do art. 281 só entrará em vigor após du-
Parágrafo único. Aplica-se o disposto neste artigo, ain- zentos e quarenta dias contados da publicação desta Lei.
da que não iniciados, quando da inovação, o procedimento
preparatório, o inquérito ou o processo aos quais se refere. Art. 317. Os órgãos e entidades de trânsito concederão
prazo de até um ano para a adaptação dos veículos de con-
Art. 312-A.  Para os crimes relacionados nos arts. 302 dução de escolares e de aprendizagem às normas do inciso
a 312 deste Código, nas situações em que o juiz aplicar a III do art. 136 e art. 154, respectivamente.
substituição de pena privativa de liberdade por pena res-
tritiva de direitos, esta deverá ser de prestação de serviço Art. 318. (VETADO)
à comunidade ou a entidades públicas, em uma das se-
guintes atividades:(Incluído pela Lei nº 13.281, de 2016) Art. 319. Enquanto não forem baixadas novas normas
(Vigência) pelo CONTRAN, continua em vigor o disposto no art. 92 do
Regulamento do Código Nacional de Trânsito - Decreto nº
I - trabalho, aos fins de semana, em equipes de resgate 62.127, de 16 de janeiro de 1968.
dos corpos de bombeiros e em outras unidades móveis
especializadas no atendimento a vítimas de trânsito;(In- Art. 319-A.  Os valores de multas constantes deste Có-
cluído pela Lei nº 13.281, de 2016) (Vigência) digo poderão ser corrigidos monetariamente pelo Contran,
respeitado o limite da variação do Índice Nacional de Pre-
II - trabalho em unidades de pronto-socorro de hos- ços ao Consumidor Amplo (IPCA) no exercício anterior.(In-
pitais da rede pública que recebem vítimas de aciden- cluído pela Lei nº 13.281, de 2016)(Vigência)
te de trânsito e politraumatizados;(Incluído pela Lei nº
13.281, de 2016)(Vigência) Parágrafo único. Os novos valores decorrentes do
disposto no caput serão divulgados pelo Contran com,
III - trabalho em clínicas ou instituições especializadas no mínimo, 90 (noventa) dias de antecedência de sua
na recuperação de acidentados de trânsito; (Incluído aplicação.(Incluído pela Lei nº 13.281, de 2016)(Vigência)
pela Lei nº 13.281, de 2016)(Vigência)
Art. 320. A receita arrecadada com a cobrança das mul-
IV - outras atividades relacionadas ao resgate, atendi- tas de trânsito será aplicada, exclusivamente, em sinaliza-
mento e recuperação de vítimas de acidentes de trânsi- ção, engenharia de tráfego, de campo, policiamento, fisca-
to.(Incluído pela Lei nº 13.281, de 2016)(Vigência) lização e educação de trânsito.

§ 1º  O percentual de cinco por cento do valor das mul-


CAPÍTULO XX tas de trânsito arrecadadas será depositado, men-
salmente, na conta de fundo de âmbito nacional
DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS destinado à segurança e educação de trânsito. (Re-
dação dada pela Lei nº 13.281, de 2016)(Vigência)
Art. 313. O Poder Executivo promoverá a nomeação dos
membros do CONTRAN no prazo de sessenta dias da pu- § 2º O órgão responsável deverá publicar, anualmente,
blicação deste Código. na rede mundial de computadores (internet), da-
dos sobre a receita arrecadada com a cobrança de
Art. 314. O CONTRAN tem o prazo de duzentos e qua- multas de trânsito e sua destinação.(Incluído pela
renta dias a partir da publicação deste Código para expe- Lei nº 13.281, de 2016)(Vigência)
dir as resoluções necessárias à sua melhor execução, bem
como revisar todas as resoluções anteriores à sua publica-  Art. 320-A.  Os órgãos e as entidades do Sistema Na-
ção, dando prioridade àquelas que visam a diminuir o nú- cional de Trânsito poderão integrar-se para a ampliação e
mero de acidentes e a assegurar a proteção de pedestres. o aprimoramento da fiscalização de trânsito, inclusive por
meio do compartilhamento da receita arrecadada com
Parágrafo único. As resoluções do CONTRAN, existentes a cobrança das multas de trânsito.(Incluído pela Lei nº
até a data de publicação deste Código, continuam em vi- 13.281, de 2016)
gor naquilo em que não conflitem com ele.
Art. 323. O CONTRAN, em cento e oitenta dias, fixará a
VADE MECUM PRF

Art. 315. O Ministério da Educação e do Desporto, me- metodologia de aferição de peso de veículos, estabelecen-
diante proposta do CONTRAN, deverá, no prazo de duzen- do percentuais de tolerância, sendo durante este período
tos e quarenta dias contado da publicação, estabelecer o suspensa a vigência das penalidades previstas no inciso V
currículo com conteúdo programático relativo à segurança do art. 231, aplicando-se a penalidade de vinte UFIR por
e à educação de trânsito, a fim de atender o disposto neste duzentos quilogramas ou fração de excesso.
Código.

66
Parágrafo único. Os limites de tolerância a que se refere § 2o As metas expressam a diferença a menor, em base
este artigo, até a sua fixação pelo CONTRAN, são aque- percentual, entre os índices mais recentes, oficial-
les estabelecidos pela Lei nº 7.408, de 25 de novembro de mente apurados, e os índices que se pretende al-
1985. cançar. (Incluído pela Lei nº 13.614, de 2018) (Vi-
gência)
Art. 325.   As repartições de trânsito conservarão por,
no mínimo, 5 (cinco) anos os documentos relativos à ha- § 3o A decisão que fixar as metas anuais estabelecerá as
bilitação de condutores, ao registro e ao licenciamento de respectivas margens de tolerância. (Incluído pela
veículos e aos autos de infração de trânsito. (Redação dada Lei nº 13.614, de 2018) (Vigência)
pela Lei nº 13.281, de 2016) (Vigência)
§ 4o As metas serão fixadas pelo Contran para cada um
§ 1º  Os documentos previstos no caput poderão ser dos Estados da Federação e para o Distrito Fede-
gerados e tramitados eletronicamente, bem como ral, mediante propostas fundamentadas dos Ce-
arquivados e armazenados em meio digital, desde tran, do Contrandife e do Departamento de Polícia
que assegurada a autenticidade, a fidedignidade, Rodoviária Federal, no âmbito das respectivas cir-
a confiabilidade e a segurança das informações, e cunscrições. (Incluído pela Lei nº 13.614, de 2018)
serão válidos para todos os efeitos legais, sendo (Vigência)
dispensada, nesse caso, a sua guarda física. (Incluí-
do pela Lei nº 13.281, de 2016) (Vigência) § 5o Antes de submeterem as propostas ao Contran, os
Cetran, o Contrandife e o Departamento de Polícia
§ 2º O Contran regulamentará a geração, a tramitação, Rodoviária Federal realizarão consulta ou audiên-
o arquivamento, o armazenamento e a eliminação cia pública para manifestação da sociedade sobre
de documentos eletrônicos e físicos gerados em as metas a serem propostas. (Incluído pela Lei nº
decorrência da aplicação das disposições deste 13.614, de 2018) (Vigência)
Código. (Incluído pela Lei nº 13.281, de 2016) (Vi-
gência) § 6o As propostas dos Cetran, do Contrandife e do De-
partamento de Polícia Rodoviária Federal serão en-
§ 3º Na hipótese prevista nos §§ 1º e 2º, o sistema de- caminhadas ao Contran até o dia 1o de agosto de
verá ser certificado digitalmente, atendidos os cada ano, acompanhadas de relatório analítico a
requisitos de autenticidade, integridade, validade respeito do cumprimento das metas fixadas para
jurídica e interoperabilidade da Infraestrutura de o ano anterior e de exposição de ações, projetos
Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil). (Incluído ou programas, com os respectivos orçamentos,
pela Lei nº 13.281, de 2016) (Vigência) por meio dos quais se pretende cumprir as metas
propostas para o ano seguinte. (Incluído pela Lei
Art. 326. A Semana Nacional de Trânsito será comemo- nº 13.614, de 2018) (Vigência)
rada anualmente no período compreendido entre 18 e 25
de setembro. § 7o As metas fixadas serão divulgadas em setembro,
durante a Semana Nacional de Trânsito, assim
Art. 326-A.  A atuação dos integrantes do Sistema Na- como o desempenho, absoluto e relativo, de cada
cional de Trânsito, no que se refere à política de segurança Estado e do Distrito Federal no cumprimento das
no trânsito, deverá voltar-se prioritariamente para o cum- metas vigentes no ano anterior, detalhados os da-
primento de metas anuais de redução de índice de mortos dos levantados e as ações realizadas por vias fede-
por grupo de veículos e de índice de mortos por grupo de rais, estaduais e municipais, devendo tais informa-
habitantes, ambos apurados por Estado e por ano, deta- ções permanecer à disposição do público na rede
lhando-se os dados levantados e as ações realizadas por mundial de computadores, em sítio eletrônico do
vias federais, estaduais e municipais.(Incluído pela Lei nº órgão máximo executivo de trânsito da União. (In-
13.614, de 2018)(Vigência) cluído pela Lei nº 13.614, de 2018) (Vigência)

§ 1o O objetivo geral do estabelecimento de metas é, § 8o O Contran, ouvidos o Departamento de Polícia Ro-


ao final do prazo de dez anos, reduzir à metade, no doviária Federal e demais órgãos do Sistema Na-
mínimo, o índice nacional de mortos por grupo de cional de Trânsito, definirá as fórmulas para apu-
veículos e o índice nacional de mortos por grupo
VADE MECUM PRF

ração dos índices de que trata este artigo, assim


de habitantes, relativamente aos índices apurados como a metodologia para a coleta e o tratamento
no ano da entrada em vigor da lei que cria o Pla- dos dados estatísticos necessários para a composi-
no Nacional de Redução de Mortes e Lesões no ção dos termos das fórmulas. (Incluído pela Lei nº
Trânsito (Pnatrans). (Incluído pela Lei nº 13.614, de 13.614, de 2018) (Vigência)
2018) (Vigência)

67
§ 9o Os dados estatísticos coletados em cada Estado e II - relatório a respeito do cumprimento do objetivo ge-
no Distrito Federal serão tratados e consolidados ral do estabelecimento de metas previsto no § 1odeste
pelo respectivo órgão ou entidade executivos de artigo. (Incluído pela Lei nº 13.614, de 2018) (Vigência)
trânsito, que os repassará ao órgão máximo exe-
cutivo de trânsito da União até o dia 1o de março, Art. 327. A partir da publicação deste Código, somen-
por meio do sistema de registro nacional de aci- te poderão ser fabricados e licenciados veículos que obe-
dentes e estatísticas de trânsito. (Incluído pela Lei deçam aos limites de peso e dimensões fixados na forma
nº 13.614, de 2018) (Vigência) desta Lei, ressalvados os que vierem a ser regulamentados
pelo CONTRAN.
§ 10. Os dados estatísticos sujeitos à consolidação pelo
órgão ou entidade executivos de trânsito do Esta- Art. 328. O veículo apreendido ou removido a qualquer
título e não reclamado por seu proprietário dentro do pra-
do ou do Distrito Federal compreendem os cole-
zo de sessenta dias, contado da data de recolhimento, será
tados naquela circunscrição: (Incluído pela Lei nº
avaliado e levado a leilão, a ser realizado preferencialmente
13.614, de 2018) (Vigência)
por meio eletrônico.  (Redação dada pela Lei nº 13.160, de
2015)
I - pela Polícia Rodoviária Federal e pelo órgão executi-
vo rodoviário da União; (Incluído pela Lei nº 13.614, de § 1o  Publicado o edital do leilão, a preparação poderá
2018) (Vigência) ser iniciada após trinta dias, contados da data de
recolhimento do veículo, o qual será classificado
II - pela Polícia Militar e pelo órgão ou entidade execu- em duas categorias:  (Incluído pela Lei nº 13.160,
tivos rodoviários do Estado ou do Distrito Federal; (In- de 2015)
cluído pela Lei nº 13.614, de 2018) (Vigência)
I – conservado, quando apresenta condições de segu-
III - pelos órgãos ou entidades executivos rodoviários rança para trafegar; e  (Incluído pela Lei nº 13.160, de
e pelos órgãos ou entidades executivos de trânsito dos 2015)
Municípios. (Incluído pela Lei nº 13.614, de 2018) (Vi-
gência) II – sucata, quando não está apto a trafegar.  (Incluído
pela Lei nº 13.160, de 2015)
§ 11. O cálculo dos índices, para cada Estado e para o
Distrito Federal, será feito pelo órgão máximo § 2o  Se não houver oferta igual ou superior ao valor da
executivo de trânsito da União, ouvidos o Depar- avaliação, o lote será incluído no leilão seguinte,
tamento de Polícia Rodoviária Federal e demais quando será arrematado pelo maior lance, desde
órgãos do Sistema Nacional de Trânsito. (Incluído que por valor não inferior a cinquenta por cento do
pela Lei nº 13.614, de 2018) (Vigência) avaliado.  (Incluído pela Lei nº 13.160, de 2015)

§ 12. Os índices serão divulgados oficialmente até o § 3o  Mesmo classificado como conservado, o veículo
dia 31 de março de cada ano. (Incluído pela Lei nº que for levado a leilão por duas vezes e não for
13.614, de 2018) (Vigência) arrematado será leiloado como sucata.  (Incluído
pela Lei nº 13.160, de 2015)
§ 13. Com base em índices parciais, apurados no decor-
rer do ano, o Contran, os Cetran e o Contrandife § 4o  É vedado o retorno do veículo leiloado como su-
poderão recomendar aos integrantes do Sistema cata à circulação.  (Incluído pela Lei nº 13.160, de
Nacional de Trânsito alterações nas ações, proje- 2015)
tos e programas em desenvolvimento ou previstos,
§ 5o  A cobrança das despesas com estada no depósito
com o fim de atingir as metas fixadas para cada um
será limitada ao prazo de seis meses. (Incluído pela
dos Estados e para o Distrito Federal. (Incluído pela
Lei nº 13.160, de 2015)
Lei nº 13.614, de 2018) (Vigência)
§ 6o  Os valores arrecadados em leilão deverão ser uti-
§ 14. A partir da análise de desempenho a que se refere lizados para custeio da realização do leilão, divi-
o § 7o deste artigo, o Contran elaborará e divulga- dindo-se os custos entre os veículos arrematados,
rá, também durante a Semana Nacional de Trânsi- proporcionalmente ao valor da arrematação, e
to: (Incluído pela Lei nº 13.614, de 2018) (Vigência)
VADE MECUM PRF

destinando-se os valores remanescentes, na se-


guinte ordem, para:  (Incluído pela Lei nº 13.160,
I - duas classificações ordenadas dos Estados e do Dis- de 2015)
trito Federal, uma referente ao ano analisado e outra
que considere a evolução do desempenho dos Estados I – as despesas com remoção e estada;  (Incluído pela
e do Distrito Federal desde o início das análises; (Incluí- Lei nº 13.160, de 2015)
do pela Lei nº 13.614, de 2018) (Vigência)

68
II – os tributos vinculados ao veículo, na forma do § § 13. Aplica-se o disposto neste artigo, no que couber,
10;  (Incluído pela Lei nº 13.160, de 2015) ao animal recolhido, a qualquer título, e não recla-
mado por seu proprietário no prazo de sessenta
III – os credores trabalhistas, tributários e titulares de dias, a contar da data de recolhimento, conforme
crédito com garantia real, segundo a ordem de prefe- regulamentação do CONTRAN.  (Incluído pela Lei
rência estabelecida no art. 186 da Lei no 5.172, de 25 de nº 13.160, de 2015)
outubro de 1966 (Código Tributário Nacional); (Incluído
pela Lei nº 13.160, de 2015) § 14. Se identificada a existência de restrição policial ou
judicial sobre o prontuário do veículo, a autorida-
IV – as multas devidas ao órgão ou à entidade respon- de responsável pela restrição será notificada para a
sável pelo leilão;  (Incluído pela Lei nº 13.160, de 2015) retirada do bem do depósito, mediante a quitação
das despesas com remoção e estada, ou para a au-
V – as demais multas devidas aos órgãos integrantes do torização do leilão nos termos deste artigo. (Reda-
Sistema Nacional de Trânsito, segundo a ordem crono- ção dada pela Lei nº 13.281, de 2016) (Vigência)
lógica; e  (Incluído pela Lei nº 13.160, de 2015)
§ 15. Se no prazo de 60 (sessenta) dias, a contar da no-
VI – os demais créditos, segundo a ordem de preferên- tificação de que trata o § 14, não houver manifes-
cia legal.  (Incluído pela Lei nº 13.160, de 2015) tação da autoridade responsável pela restrição
judicial ou policial, estará o órgão de trânsito auto-
§ 7o  Sendo insuficiente o valor arrecadado para quitar rizado a promover o leilão do veículo nos termos
os débitos incidentes sobre o veículo, a situação deste artigo. (Incluído pela Lei nº 13.281, de 2016)
será comunicada aos credores.  (Incluído pela Lei (Vigência)
nº 13.160, de 2015)
§ 16.  Os veículos, sucatas e materiais inservíveis de bens
§ 8   Os órgãos públicos responsáveis serão comunica-
o automotores que se encontrarem nos depósitos há
dos do leilão previamente para que formalizem a mais de 1 (um) ano poderão ser destinados à reci-
clagem, independentemente da existência de res-
desvinculação dos ônus incidentes sobre o veículo
trições sobre o veículo. (Incluído pela Lei nº 13.281,
no prazo máximo de dez dias.  (Incluído pela Lei nº
de 2016) (Vigência)
13.160, de 2015)
§ 17.
O procedimento de hasta pública na hipótese
§ 9o  Os débitos incidentes sobre o veículo antes da alie-
do § 16 será realizado por lote de tonelagem de
nação administrativa ficam dele automaticamente material ferroso, observando-se, no que couber,
desvinculados, sem prejuízo da cobrança contra o o disposto neste artigo, condicionando-se a en-
proprietário anterior.  (Incluído pela Lei nº 13.160, trega do material arrematado aos procedimentos
de 2015) necessários à descaracterização total do bem e à
destinação exclusiva, ambientalmente adequada, à
§ 10. Aplica-se o disposto no § 9o inclusive ao débito re- reciclagem siderúrgica, vedado qualquer aprovei-
lativo a tributo cujo fato gerador seja a proprieda- tamento de peças e partes. (Incluído pela Lei nº
de, o domínio útil, a posse, a circulação ou o licen- 13.281, de 2016) (Vigência)
ciamento de veículo.  (Incluído pela Lei nº 13.160,
de 2015) § 18. Os veículos sinistrados irrecuperáveis queimados,
adulterados ou estrangeiros, bem como aque-
§ 11.
Na hipótese de o antigo proprietário reaver o les sem possibilidade de regularização perante o
veículo, por qualquer meio, os débitos serão no- órgão de trânsito, serão destinados à reciclagem,
vamente vinculados ao bem, aplicando-se, nesse independentemente do período em que este-
caso, o disposto nos §§ 1o, 2o e 3o do art. 271. jam em depósito, respeitado o prazo previsto
(Incluído pela Lei nº 13.160, de 2015) no caput deste artigo, sempre que a autoridade
responsável pelo leilão julgar ser essa a medida
§ 12. Quitados os débitos, o saldo remanescente será apropriada. (Incluído pela Lei nº 13.281, de 2016)
depositado em conta específica do órgão respon- (Vigência)
sável pela realização do leilão e ficará à disposição
do antigo proprietário, devendo ser expedida no- Art. 329. Os condutores dos veículos de que tratam os
VADE MECUM PRF

tificação a ele, no máximo em trinta dias após a arts. 135 e 136, para exercerem suas atividades, deverão
realização do leilão, para o levantamento do valor apresentar, previamente, certidão negativa do registro de
no prazo de cinco anos, após os quais o valor será distribuição criminal relativamente aos crimes de homicí-
transferido, definitivamente, para o fundo a que se dio, roubo, estupro e corrupção de menores, renovável a
refere o parágrafo único do art. 320.  (Incluído pela cada cinco anos, junto ao órgão responsável pela respecti-
Lei nº 13.160, de 2015) va concessão ou autorização.

69
Art. 330. Os estabelecimentos onde se executem refor- Art. 332. Os órgãos e entidades integrantes do Siste-
mas ou recuperação de veículos e os que comprem, ven- ma Nacional de Trânsito proporcionarão aos membros do
dam ou desmontem veículos, usados ou não, são obriga- CONTRAN, CETRAN e CONTRANDIFE, em serviço, todas as
dos a possuir livros de registro de seu movimento de en- facilidades para o cumprimento de sua missão, fornecen-
trada e saída e de uso de placas de experiência, conforme do-lhes as informações que solicitarem, permitindo-lhes
modelos aprovados e rubricados pelos órgãos de trânsito. inspecionar a execução de quaisquer serviços e deverão
atender prontamente suas requisições.
§ 1º Os livros indicarão:
Art. 333. O CONTRAN estabelecerá, em até cento e vin-
I - data de entrada do veículo no estabelecimento; te dias após a nomeação de seus membros, as disposições
previstas nos arts. 91 e 92, que terão de ser atendidas pelos
II - nome, endereço e identidade do proprietário ou
órgãos e entidades executivos de trânsito e executivos ro-
vendedor;
doviários para exercerem suas competências.
III - data da saída ou baixa, nos casos de desmontagem;
§ 1º Os órgãos e entidades de trânsito já existentes te-
IV - nome, endereço e identidade do comprador; rão prazo de um ano, após a edição das normas,
para se adequarem às novas disposições estabe-
V - características do veículo constantes do seu certifi- lecidas pelo CONTRAN, conforme disposto neste
cado de registro; artigo.

VI - número da placa de experiência. § 2º Os órgãos e entidades de trânsito a serem criados


exercerão as competências previstas neste Códi-
§ 2º Os livros terão suas páginas numeradas tipografi- go em cumprimento às exigências estabelecidas
camente e serão encadernados ou em folhas sol- pelo CONTRAN, conforme disposto neste artigo,
tas, sendo que, no primeiro caso, conterão termo acompanhados pelo respectivo CETRAN, se órgão
de abertura e encerramento lavrados pelo proprie- ou entidade municipal, ou CONTRAN, se órgão ou
tário e rubricados pela repartição de trânsito, en- entidade estadual, do Distrito Federal ou da União,
quanto, no segundo, todas as folhas serão autenti- passando a integrar o Sistema Nacional de Trânsito.
cadas pela repartição de trânsito.
Art. 334. As ondulações transversais existentes deverão
§ 3º A entrada e a saída de veículos nos estabelecimen- ser homologadas pelo órgão ou entidade competente no
tos referidos neste artigo registrar-se-ão no mes-
prazo de um ano, a partir da publicação deste Código, de-
mo dia em que se verificarem assinaladas, inclusi-
vendo ser retiradas em caso contrário.
ve, as horas a elas correspondentes, podendo os
veículos irregulares lá encontrados ou suas sucatas Art. 336. Aplicam-se os sinais de trânsito previstos no
ser apreendidos ou retidos para sua completa re-
Anexo II até a aprovação pelo CONTRAN, no prazo de tre-
gularização.
zentos e sessenta dias da publicação desta Lei, após a ma-
§ 4º As autoridades de trânsito e as autoridades poli- nifestação da Câmara Temática de Engenharia, de Vias e
ciais terão acesso aos livros sempre que o solicita- Veículos e obedecidos os padrões internacionais.
rem, não podendo, entretanto, retirá-los do esta-
belecimento. Art. 337. Os CETRAN terão suporte técnico e financeiro
dos Estados e Municípios que os compõem e, o CONTRAN-
§ 5º A falta de escrituração dos livros, o atraso, a fraude DIFE, do Distrito Federal.
ao realizá-lo e a recusa de sua exibição serão puni-
das com a multa prevista para as infrações gravíssi- Art. 338. As montadoras, encarroçadoras, os importa-
mas, independente das demais cominações legais dores e fabricantes, ao comerciarem veículos automotores
cabíveis. de qualquer categoria e ciclos, são obrigados a fornecer,
no ato da comercialização do respectivo veículo, manual
§ 6o  Os livros previstos neste artigo poderão ser subs- contendo normas de circulação, infrações, penalidades, di-
tituídos por sistema eletrônico, na forma regula- reção defensiva, primeiros socorros e Anexos do Código de
mentada pelo Contran. (Incluído pela Lei nº 13.154, Trânsito Brasileiro.
de 2015)
VADE MECUM PRF

Art. 339. Fica o Poder Executivo autorizado a abrir crédi-


Art. 331. Até a nomeação e posse dos membros que to especial no valor de R$ 264.954,00 (duzentos e sessenta
passarão a integrar os colegiados destinados ao julgamen- e quatro mil, novecentos e cinqüenta e quatro reais), em
to dos recursos administrativos previstos na Seção II do Ca- favor do ministério ou órgão a que couber a coordenação
pítulo XVIII deste Código, o julgamento dos recursos ficará máxima do Sistema Nacional de Trânsito, para atender as
a cargo dos órgãos ora existentes. despesas decorrentes da implantação deste Código.

70
Art. 340. Este Código entra em vigor cento e vinte dias BONDE - veículo de propulsão elétrica que se move
após a data de sua publicação. sobre trilhos.

Art. 341. Ficam revogadas as Leis nºs 5.108, de 21 de BORDO DA PISTA - margem da pista, podendo ser
setembro de 1966, 5.693, de 16 de agosto de 1971, 5.820, demarcada por linhas longitudinais de bordo que delineiam
de 10 de novembro de 1972, 6.124, de 25 de outubro de a parte da via destinada à circulação de veículos.
1974, 6.308, de 15 de dezembro de 1975, 6.369, de 27 de
outubro de 1976, 6.731, de 4 de dezembro de 1979, 7.031, CALÇADA - parte da via, normalmente segregada e
de 20 de setembro de 1982,  7.052, de 02 de dezembro em nível diferente, não destinada à circulação de veículos,
de 1982, 8.102, de 10 de dezembro de 1990, os arts. 1º a reservada ao trânsito de pedestres e, quando possível, à
6º e 11 do Decreto-lei nº 237, de 28 de fevereiro de 1967, e implantação de mobiliário urbano, sinalização, vegetação
os Decretos-leis nºs 584, de 16 de maio de 1969, 912, de 2 e outros fins.
de outubro de 1969, e 2.448, de 21 de julho de 1988.
CAMINHÃO-TRATOR - veículo automotor destinado a
tracionar ou arrastar outro.
ANEXO I
CAMINHONETE - veículo destinado ao transporte de
DOS CONCEITOS E DEFINIÇÕES
carga com peso bruto total de até três mil e quinhentos
Para efeito deste Código adotam-se as seguintes quilogramas.
definições:
CAMIONETA - veículo misto destinado ao transporte de
ACOSTAMENTO - parte da via diferenciada da pista passageiros e carga no mesmo compartimento.
de rolamento destinada à parada ou estacionamento
de veículos, em caso de emergência, e à circulação de CANTEIRO CENTRAL - obstáculo físico construído como
pedestres e bicicletas, quando não houver local apropriado separador de duas pistas de rolamento, eventualmente
para esse fim. substituído por marcas viárias (canteiro fictício).

AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO - pessoa, civil CAPACIDADE MÁXIMA DE TRAÇÃO - máximo peso que
ou policial militar, credenciada pela autoridade de trânsito a unidade de tração é capaz de tracionar, indicado pelo
para o exercício das atividades de fiscalização, operação, fabricante, baseado em condições sobre suas limitações de
policiamento ostensivo de trânsito ou patrulhamento. geração e multiplicação de momento de força e resistência
dos elementos que compõem a transmissão.
AR ALVEOLAR - ar expirado pela boca de um indivíduo,
originário dos alvéolos pulmonares.  (Incluído pela Lei nº CARREATA - deslocamento em fila na via de veículos
12.760, de 2012) automotores em sinal de regozijo, de reivindicação, de
protesto cívico ou de uma classe.
AUTOMÓVEL - veículo automotor destinado ao
transporte de passageiros, com capacidade para até oito CARRO DE MÃO - veículo de propulsão humana
pessoas, exclusive o condutor.
utilizado no transporte de pequenas cargas.
AUTORIDADE DE TRÂNSITO - dirigente máximo de
CARROÇA - veículo de tração animal destinado ao
órgão ou entidade executivo integrante do Sistema
transporte de carga.
Nacional de Trânsito ou pessoa por ele expressamente
credenciada.
CATADIÓPTRICO - dispositivo de reflexão e refração
BALANÇO TRASEIRO - distância entre o plano vertical da luz utilizado na sinalização de vias e veículos (olho-de-
passando pelos centros das rodas traseiras extremas e o gato).
ponto mais recuado do veículo, considerando-se todos os
elementos rigidamente fixados ao mesmo. CHARRETE - veículo de tração animal destinado ao
transporte de pessoas.
BICICLETA - veículo de propulsão humana, dotado de
VADE MECUM PRF

duas rodas, não sendo, para efeito deste Código, similar à CICLO - veículo de pelo menos duas rodas a propulsão
motocicleta, motoneta e ciclomotor. humana.

BICICLETÁRIO - local, na via ou fora dela, destinado ao CICLOFAIXA - parte da pista de rolamento destinada
estacionamento de bicicletas. à circulação exclusiva de ciclos, delimitada por sinalização
específica.

71
CICLOMOTOR - veículo de duas ou três rodas, provido FREIO DE SERVIÇO - dispositivo destinado a provocar a
de um motor de combustão interna, cuja cilindrada não diminuição da marcha do veículo ou pará-lo.
exceda a cinqüenta centímetros cúbicos (3,05 polegadas
cúbicas) e cuja velocidade máxima de fabricação não exce- GESTOS DE AGENTES - movimentos convencionais
da a cinqüenta quilômetros por hora. de braço, adotados exclusivamente pelos agentes de
autoridades de trânsito nas vias, para orientar, indicar o
CICLOVIA - pista própria destinada à circulação de direito de passagem dos veículos ou pedestres ou emitir
ciclos, separada fisicamente do tráfego comum. ordens, sobrepondo-se ou completando outra sinalização
ou norma constante deste Código.
CONVERSÃO - movimento em ângulo, à esquerda ou à
direita, de mudança da direção original do veículo. GESTOS DE CONDUTORES - movimentos convencionais
de braço, adotados exclusivamente pelos condutores,
CRUZAMENTO - interseção de duas vias em nível. para orientar ou indicar que vão efetuar uma manobra
de mudança de direção, redução brusca de velocidade ou
DISPOSITIVO DE SEGURANÇA - qualquer elemento que parada.
tenha a função específica de proporcionar maior segurança
ao usuário da via, alertando-o sobre situações de perigo ILHA - obstáculo físico, colocado na pista de rolamento,
que possam colocar em risco sua integridade física e dos destinado à ordenação dos fluxos de trânsito em uma
demais usuários da via, ou danificar seriamente o veículo. interseção.

ESTACIONAMENTO - imobilização de veículos INFRAÇÃO - inobservância a qualquer preceito da


por tempo superior ao necessário para embarque ou legislação de trânsito, às normas emanadas do Código
desembarque de passageiros. de Trânsito, do Conselho Nacional de Trânsito e a
regulamentação estabelecida pelo órgão ou entidade
ESTRADA - via rural não pavimentada. executiva do trânsito.
ETILÔMETRO - aparelho destinado à medição do teor INTERSEÇÃO - todo cruzamento em nível,
alcoólico no ar alveolar.  (Incluído pela Lei nº 12.760, de entroncamento ou bifurcação, incluindo as áreas formadas
2012) por tais cruzamentos, entroncamentos ou bifurcações.
FAIXAS DE DOMÍNIO - superfície lindeira às vias rurais, INTERRUPÇÃO DE MARCHA - imobilização do veículo
delimitada por lei específica e sob responsabilidade para atender circunstância momentânea do trânsito.
do órgão ou entidade de trânsito competente com
circunscrição sobre a via. LICENCIAMENTO - procedimento anual, relativo a
obrigações do proprietário de veículo, comprovado
FAIXAS DE TRÂNSITO - qualquer uma das áreas por meio de documento específico (Certificado de
longitudinais em que a pista pode ser subdividida, Licenciamento Anual).
sinalizada ou não por marcas viárias longitudinais, que
tenham uma largura suficiente para permitir a circulação LOGRADOURO PÚBLICO - espaço livre destinado pela
de veículos automotores. municipalidade à circulação, parada ou estacionamento de
veículos, ou à circulação de pedestres, tais como calçada,
FISCALIZAÇÃO - ato de controlar o cumprimento das parques, áreas de lazer, calçadões.
normas estabelecidas na legislação de trânsito, por meio
do poder de polícia administrativa de trânsito, no âmbito LOTAÇÃO - carga útil máxima, incluindo condutor
de circunscrição dos órgãos e entidades executivos de e passageiros, que o veículo transporta, expressa em
trânsito e de acordo com as competências definidas neste quilogramas para os veículos de carga, ou número de
Código. pessoas, para os veículos de passageiros.

FOCO DE PEDESTRES - indicação luminosa de permissão LOTE LINDEIRO - aquele situado ao longo das vias
ou impedimento de locomoção na faixa apropriada. urbanas ou rurais e que com elas se limita.

FREIO DE ESTACIONAMENTO - dispositivo destinado a LUZ ALTA - facho de luz do veículo destinado a iluminar
VADE MECUM PRF

manter o veículo imóvel na ausência do condutor ou, no a via até uma grande distância do veículo.
caso de um reboque, se este se encontra desengatado.
LUZ BAIXA - facho de luz do veículo destinada a iluminar
FREIO DE SEGURANÇA OU MOTOR - dispositivo a via diante do veículo, sem ocasionar ofuscamento ou
destinado a diminuir a marcha do veículo no caso de falha incômodo injustificáveis aos condutores e outros usuários
do freio de serviço. da via que venham em sentido contrário.

72
LUZ DE FREIO - luz do veículo destinada a indicar aos OPERAÇÃO DE TRÂNSITO - monitoramento técnico
demais usuários da via, que se encontram atrás do veículo, baseado nos conceitos de Engenharia de Tráfego, das
que o condutor está aplicando o freio de serviço. condições de fluidez, de estacionamento e parada na via, de
forma a reduzir as interferências tais como veículos quebrados,
LUZ INDICADORA DE DIREÇÃO (pisca-pisca) - luz do acidentados, estacionados irregularmente atrapalhando o
veículo destinada a indicar aos demais usuários da via que trânsito, prestando socorros imediatos e informações aos
o condutor tem o propósito de mudar de direção para a pedestres e condutores.
direita ou para a esquerda.
PARADA - imobilização do veículo com a finalidade e pelo
LUZ DE MARCHA À RÉ - luz do veículo destinada a tempo estritamente necessário para efetuar embarque ou
iluminar atrás do veículo e advertir aos demais usuários da desembarque de passageiros.
via que o veículo está efetuando ou a ponto de efetuar uma
PASSAGEM DE NÍVEL - todo cruzamento de nível entre
manobra de marcha à ré.
uma via e uma linha férrea ou trilho de bonde com pista
própria.
LUZ DE NEBLINA - luz do veículo destinada a aumentar
a iluminação da via em caso de neblina, chuva forte ou PASSAGEM POR OUTRO VEÍCULO - movimento de
nuvens de pó. passagem à frente de outro veículo que se desloca no mesmo
sentido, em menor velocidade, mas em faixas distintas da via.
LUZ DE POSIÇÃO (lanterna) - luz do veículo destinada a
indicar a presença e a largura do veículo. PASSAGEM SUBTERRÂNEA - obra de arte destinada à
transposição de vias, em desnível subterrâneo, e ao uso de
MANOBRA - movimento executado pelo condutor para pedestres ou veículos.
alterar a posição em que o veículo está no momento em
relação à via. PASSARELA - obra de arte destinada à transposição de
vias, em desnível aéreo, e ao uso de pedestres.
MARCAS VIÁRIAS - conjunto de sinais constituídos de
linhas, marcações, símbolos ou legendas, em tipos e cores PASSEIO - parte da calçada ou da pista de rolamento,
diversas, apostos ao pavimento da via. neste último caso, separada por pintura ou elemento físico
separador, livre de interferências, destinada à circulação
MICROÔNIBUS - veículo automotor de transporte exclusiva de pedestres e, excepcionalmente, de ciclistas.
coletivo com capacidade para até vinte passageiros.
PATRULHAMENTO - função exercida pela Polícia
MOTOCICLETA - veículo automotor de duas rodas, com Rodoviária Federal com o objetivo de garantir obediência às
ou sem side-car, dirigido por condutor em posição mon- normas de trânsito, assegurando a livre circulação e evitando
tada. acidentes.

MOTONETA - veículo automotor de duas rodas, dirigido PERÍMETRO URBANO - limite entre área urbana e área
por condutor em posição sentada. rural.

MOTOR-CASA (MOTOR-HOME) - veículo automotor PESO BRUTO TOTAL - peso máximo que o veículo
transmite ao pavimento, constituído da soma da tara mais a
cuja carroçaria seja fechada e destinada a alojamento,
lotação.
escritório, comércio ou finalidades análogas.
PESO BRUTO TOTAL COMBINADO - peso máximo
NOITE - período do dia compreendido entre o pôr-do-
transmitido ao pavimento pela combinação de um caminhão-
sol e o nascer do sol. trator mais seu semi-reboque ou do caminhão mais o seu re-
boque ou reboques.
ÔNIBUS - veículo automotor de transporte coletivo
com capacidade para mais de vinte passageiros, ainda que, PISCA-ALERTA - luz intermitente do veículo, utilizada
em virtude de adaptações com vista à maior comodidade em caráter de advertência, destinada a indicar aos demais
destes, transporte número menor. usuários da via que o veículo está imobilizado ou em situação
VADE MECUM PRF

de emergência.
OPERAÇÃO DE CARGA E DESCARGA - imobilização
do veículo, pelo tempo estritamente necessário ao PISTA - parte da via normalmente utilizada para
carregamento ou descarregamento de animais ou carga, a circulação de veículos, identificada por elementos
na forma disciplinada pelo órgão ou entidade executivo de separadores ou por diferença de nível em relação às
trânsito competente com circunscrição sobre a via. calçadas, ilhas ou aos canteiros centrais.

73
PLACAS - elementos colocados na posição vertical, TARA - peso próprio do veículo, acrescido dos pesos da
fixados ao lado ou suspensos sobre a pista, transmitindo carroçaria e equipamento, do combustível, das ferramentas
mensagens de caráter permanente e, eventualmente, e acessórios, da roda sobressalente, do extintor de incêndio
variáveis, mediante símbolo ou legendas pré-reconhecidas e do fluido de arrefecimento, expresso em quilogramas.
e legalmente instituídas como sinais de trânsito.
TRAILER - reboque ou semi-reboque tipo casa, com
POLICIAMENTO OSTENSIVO DE TRÂNSITO - função duas, quatro, ou seis rodas, acoplado ou adaptado à tra-
exercida pelas Polícias Militares com o objetivo de prevenir seira de automóvel ou camionete, utilizado em geral em
e reprimir atos relacionados com a segurança pública e atividades turísticas como alojamento, ou para atividades
de garantir obediência às normas relativas à segurança comerciais.
de trânsito, assegurando a livre circulação e evitando
acidentes. TRÂNSITO - movimentação e imobilização de veículos,
pessoas e animais nas vias terrestres.
PONTE - obra de construção civil destinada a ligar
margens opostas de uma superfície líquida qualquer. TRANSPOSIÇÃO DE FAIXAS - passagem de um veículo
de uma faixa demarcada para outra.
REBOQUE - veículo destinado a ser engatado atrás de
um veículo automotor. TRATOR - veículo automotor construído para realizar
trabalho agrícola, de construção e pavimentação e tracio-
REGULAMENTAÇÃO DA VIA - implantação de
nar outros veículos e equipamentos.
sinalização de regulamentação pelo órgão ou entidade
competente com circunscrição sobre a via, definindo,
ULTRAPASSAGEM - movimento de passar à frente de
entre outros, sentido de direção, tipo de estacionamento,
outro veículo que se desloca no mesmo sentido, em menor
horários e dias.
velocidade e na mesma faixa de tráfego, necessitando sair
REFÚGIO - parte da via, devidamente sinalizada e e retornar à faixa de origem.
protegida, destinada ao uso de pedestres durante a
travessia da mesma. UTILITÁRIO - veículo misto caracterizado pela
versatilidade do seu uso, inclusive fora de estrada.
RENACH - Registro Nacional de Condutores Habilitados.
VEÍCULO ARTICULADO - combinação de veículos
RENAVAM - Registro Nacional de Veículos Automotores. acoplados, sendo um deles automotor.

RETORNO - movimento de inversão total de sentido da VEÍCULO AUTOMOTOR - todo veículo a motor de
direção original de veículos. propulsão que circule por seus próprios meios, e que
serve normalmente para o transporte viário de pessoas e
RODOVIA - via rural pavimentada. coisas, ou para a tração viária de veículos utilizados para
o transporte de pessoas e coisas. O termo compreende os
SEMI-REBOQUE - veículo de um ou mais eixos que se veículos conectados a uma linha elétrica e que não circulam
apóia na sua unidade tratora ou é a ela ligado por meio de sobre trilhos (ônibus elétrico).
articulação.
VEÍCULO DE CARGA - veículo destinado ao transporte
SINAIS DE TRÂNSITO - elementos de sinalização viária de carga, podendo transportar dois passageiros, exclusive
que se utilizam de placas, marcas viárias, equipamentos de o condutor.
controle luminosos, dispositivos auxiliares, apitos e gestos,
destinados exclusivamente a ordenar ou dirigir o trânsito VEÍCULO DE COLEÇÃO - aquele que, mesmo tendo
dos veículos e pedestres. sido fabricado há mais de trinta anos, conserva suas
características originais de fabricação e possui valor
SINALIZAÇÃO - conjunto de sinais de trânsito e
histórico próprio.
dispositivos de segurança colocados na via pública com o
objetivo de garantir sua utilização adequada, possibilitando
VEÍCULO CONJUGADO - combinação de veículos, sendo
melhor fluidez no trânsito e maior segurança dos veículos e
o primeiro um veículo automotor e os demais reboques
pedestres que nela circulam.
ou equipamentos de trabalho agrícola, construção,
VADE MECUM PRF

SONS POR APITO - sinais sonoros, emitidos terraplenagem ou pavimentação.


exclusivamente pelos agentes da autoridade de trânsito
nas vias, para orientar ou indicar o direito de passagem dos VEÍCULO DE GRANDE PORTE - veículo automotor
veículos ou pedestres, sobrepondo-se ou completando destinado ao transporte de carga com peso bruto total
sinalização existente no local ou norma estabelecida neste máximo superior a dez mil quilogramas e de passageiros,
Código. superior a vinte passageiros.

74
VEÍCULO DE PASSAGEIROS - veículo destinado ao Art. 2oO Conselho Nacional de Trânsito – CONTRAN,
transporte de pessoas e suas bagagens. órgão integrante do Sistema Nacional de Trânsito,
presidido pelo dirigente do Departamento Nacional de
VEÍCULO MISTO - veículo automotor destinado ao Trânsito – DENATRAN, órgão máximo executivo de trânsito
transporte simultâneo de carga e passageiro. da União, é composto por um representante de cada um
dos seguintes Ministérios:
VIA - superfície por onde transitam veículos, pessoas e
animais, compreendendo a pista, a calçada, o acostamento, I - da Ciência e Tecnologia;
ilha e canteiro central.
II - da Educação;
VIA DE TRÂNSITO RÁPIDO - aquela caracterizada por
acessos especiais com trânsito livre, sem interseções em III - da Defesa;
nível, sem acessibilidade direta aos lotes lindeiros e sem
travessia de pedestres em nível. IV - do Meio Ambiente;
VIA ARTERIAL - aquela caracterizada por interseções V - dos Transportes;
em nível, geralmente controlada por semáforo, com
acessibilidade aos lotes lindeiros e às vias secundárias e VI - das Cidades; e
locais, possibilitando o trânsito entre as regiões da cidade.
VII - da Saúde.
VIA COLETORA - aquela destinada a coletar e distribuir
o trânsito que tenha necessidade de entrar ou sair das vias Parágrafo único.Cada membro terá um suplente.
de trânsito rápido ou arteriais, possibilitando o trânsito
dentro das regiões da cidade. Art. 3o Os representantes e seus suplentes serão
indicados pelos titulares dos órgãos representados e
VIA LOCAL - aquela caracterizada por interseções em designados pelo Ministro de Estado das Cidades.
nível não semaforizadas, destinada apenas ao acesso local
ou a áreas restritas. Art. 4o O CONTRAN regulamentará o seu funcionamento
em regimento interno.
VIA RURAL - estradas e rodovias.
Art. 5oEste Decreto entra em vigor na data de sua
VIA URBANA - ruas, avenidas, vielas, ou caminhos e
publicação.
similares abertos à circulação pública, situados na área
urbana, caracterizados principalmente por possuírem Art. 6oFica revogado o Decreto no 2.327, de 23 de se-
imóveis edificados ao longo de sua extensão.
tembro de 1997.
VIAS E ÁREAS DE PEDESTRES - vias ou conjunto de vias
destinadas à circulação prioritária de pedestres. CONTRAN - RESOLUÇÃO Nº 04/1998

VIADUTO - obra de construção civil destinada a transpor


uma depressão de terreno ou servir de passagem superior. Dispõe sobre o trânsito de veículos novos nacionais ou
importados, antes do registro e licenciamento.

DECRETO Nº 4.711/2003 O Conselho Nacional de Trânsito - CONTRAN, usando


da competência que lhe confere o artigo 12 da Lei nº 9.503,
DECRETO Nº 4.711, DE 29 DE MAIO DE 2003. de 23 de setembro de 1997, que instituiu o Código de Trân-
sito Brasileiro - CTB, e conforme Decreto nº 2.327, de 23
Dispõe sobre a coordenação do Sistema Nacional de de setembro de 1997, que dispõe sobre a coordenação do
Trânsito.  Sistema Nacional de Trânsito.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso das atribuições Considerando que o veículo novo terá que ser registra-
que lhe confere o art. 84, incisos IV e VI, alínea «a», da do e licenciado no Município de domicílio ou residência do
Constituição, e tendo em vista o disposto nos arts 9o e 10 adquirente;
VADE MECUM PRF

da Lei no 9.503, de 23 de setembro de 1997,


Considerando que o concessionário ou revendedor au-
DECRETA: torizado pela indústria fabricante do veículo poderá ser o
primeiro adquirente;
Art. 1oCompete ao Ministério das Cidades a coordenação
máxima do Sistema Nacional de Trânsito. Considerando a conveniência de ordem econômica
para o adquirente nos deslocamentos do veículo;

75
Resolve: III - do local de descarga às concessionárias ou indús-
trias encarroçadora; (Redação do inciso dada pela Reso-
Art. 1º. Permitir o transporte de cargas e pessoas em veí- lução CONTRAN Nº 554 DE 17/09/2015).
culos novos, antes do registro e licenciamento, adquiridos por
pessoas físicas e jurídicas, por entidades públicas e privadas e IV - de um a outro estabelecimento da mesma monta-
os destinados aos concessionários para comercialização, des- dora, encarroçadora ou concessionária ou pessoa jurí-
de que portem a “autorização especial”, segundo o modelo dica interligada. (Redação do inciso dada pela Resolu-
constante do anexo I. ção CONTRAN Nº 554 DE 17/09/2015).

§ 1º. A permissão estende-se aos veículos inacabados § 1º No caso de veículo novo comprado diretamente
(chassis), do pátio do fabricante ou do concessioná- pelo comprador por meio eletrônico, o prazo de
rio até o local da indústria encarroçadora. que trata o inciso I será contado a partir da data de
efetiva entrega do veículo ao proprietário.(Reda-
§ 2º. A «autorização especial», válida apenas para o deslo- ção do parágrafo dada pela Resolução CONTRAN
camento para o município de destino, será expedida Nº 554 DE 17/09/2015).
para o veículo que portar os Equipamentos Obriga-
§ 2º No caso do veículo novo doado por órgãos ou en-
tórios previstos pelo CONTRAN (adequado ao tipo
tidades governamentais, o município de destino
de veículo), com base na Nota Fiscal de Compra e
de que trata o inciso I será o constante no instru-
Venda; com validade de 15 (quinze) dias transcorri-
mento de doação, cuja cópia deverá acompanhar
dos da data da emissão, prorrogável por igual perío- o veículo durante o trajeto.  (Redação do pará-
do por motivo de força maior. grafo dada pela Resolução CONTRAN Nº 554 DE
17/09/2015).
§ 3º. A autorização especial será impressa em (3) três vias,
das quais, a primeira e a segunda serão coladas res- § 3º Equiparam-se às indústrias encarroçadoras as em-
pectivamente, no vidro dianteiro (pára-brisa), e no presas responsáveis pela instalação de equipa-
vidro traseiro, e a terceira arquivada na repartição de mentos destinados a transformação de veículos
trânsito expedidora. em ambulâncias, veículos policiais e demais veí-
culos de emergência. (Redação do parágrafo dada
Art. 2º. Os veículos adquiridos por autônomos e por em- pela Resolução CONTRAN Nº 554 DE 17/09/2015).
presas que prestam transportes de cargas e de passageiros,
poderão efetuar serviços remunerados para os quais estão § 4º No caso do § 3º deverá ser aposto carimbo no ver-
autorizados, atendida a legislação específica, as exigências so da nota fiscal de compra, com a data da saída do
dos poderes concedentes e das autoridades com jurisdição veículo, pela empresa responsável pela adaptação
sobre as vias públicas. ou transformação. (Redação do parágrafo dada
pela Resolução CONTRAN Nº 554 DE 17/09/2015).
Art. 3º. Os veículos consignados aos concessionários,
para comercialização, e os veículos adquiridos por pessoas § 5º No caso dos Estados da Região Norte do País, o
físicas, entidades privadas e públicas, a serem licenciados nas prazo de que trata o inciso I será de 30 (trinta) dias
categorias “PARTICULAR e OFICIAL”, somente poderão trans- consecutivos. (Redação do parágrafo dada pela
portar suas cargas e pessoas que tenham vínculo empregatí- Resolução CONTRAN Nº 554 DE 17/09/2015).
cio com os mesmos.
§ 6º Para os veículos recém-produzidos, beneficiados
Art. 4º. Antes do registro e licenciamento, o veículo novo, por regime tributário especial e para os quais ain-
nacional ou importado que portar a nota fiscal de compra e da não foram emitidas as notas fiscais de fatura-
venda ou documento alfandegário, poderá transitar: mento, fica permitido o transporte somente do
pátio interno das montadoras e fabricantes para
I - do pátio da fábrica, da indústria encarroçadora ou con- os pátios externos das montadoras e fabricantes
cessionária e do Posto Alfandegário, ao órgão de trânsito ou das empresas responsáveis pelo transporte dos
do município de destino, nos quinze dias consecutivos à veículos, em um raio máximo de 10 (dez) quilô-
data do carimbo de saída do veículo, constante da nota metros, desacompanhados de nota fiscal, desde
que acompanhados da relação de produção onde
fiscal ou documento alfandegário correspondente; (Reda-
conste a numeração do chassi. (Parágrafo acres-
ção do inciso dada pela Resolução CONTRAN Nº 554 DE
VADE MECUM PRF

centado pela Resolução CONTRAN Nº 554 DE


17/09/2015).
17/09/2015).
II - do pátio da fábrica, da indústria encarroçadora ou con-
Art. 5º. Pela inobservância desta Resolução, fica o con-
cessionária, ao local onde vai ser embarcado como carga, dutor sujeito à penalidade constante do artigo 230, inciso
por qualquer meio de transporte; (Redação do inciso dada V, do Código de Trânsito Brasileiro.
pela Resolução CONTRAN Nº 554 DE 17/09/2015).

76
Art. 6º. Esta Resolução entra em vigor na data de sua 10) lanternas de freio de cor vermelha;
publicação, revogada a Resolução 612/83.
11) lanternas indicadoras de direção dianteiras de cor
âmbar e traseiras de cor âmbar ou vermelha;
CONTRAN - RESOLUÇÃO Nº 14/1998
12) lanterna de marcha à ré, de cor branca;
Estabelece os equipamentos obrigatórios para a frota de
veículos em circulação e dá outras providências. 13) retrorefletores (catadióptrico) traseiros, de cor ver-
melha;
O Conselho Nacional de Trânsito - CONTRAN, usando
da competência que lhe confere o inciso I, do artigo 12, da 14) lanterna de iluminação da placa traseira, de cor
Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, que instituiu o branca;
Código de Trânsito Brasileiro - CTB e conforme o Decreto
15) velocímetro;
nº 2.327, de 23 de setembro de 1997, que trata da coorde-
nação do Sistema Nacional de Trânsito;
16) buzina;
Considerando o artigo 105, do Código de Trânsito Bra-
17) freios de estacionamento e de serviço, com co-
sileiro;
mandos independentes;
Considerando a necessidade de proporcionar às autori-
18) pneus que ofereçam condições mínimas de segu-
dades fiscalizadoras as condições precisas para o exercício
rança;
do ato de fiscalização;
19) dispositivo de sinalização luminosa ou refletora de
Considerando que os veículos automotores, em circu-
emergência, independente do sistema de ilumina-
lação no território nacional, pertencem a diferentes épo-
ção do veículo;
cas de produção, necessitando, portanto, de prazos para a
completa adequação aos requisitos de segurança exigidos (Revogado pela Resolução CONTRAN Nº 556 DE
pela legislação; 17/09/2015):
RESOLVE: 20) extintor de incêndio;
Art. 1º. Para circular em vias públicas, os veículos de- 21) registrador instantâneo e inalterável de velocidade
verão estar dotados dos equipamentos obrigatórios rela- e tempo, nos veículos de transporte e condução de
cionados abaixo, a serem constados pela fiscalização e em escolares, nos de transporte de passageiros com
condições de funcionamento: mais de dez lugares e nos de carga com capacida-
de máxima de tração superior a 19t;
I - nos veículos automotores e ônibus elétricos:
22) cinto de segurança para todos os ocupantes do ve-
1) pára-choques, dianteiro e traseiro;
ículo;
2) protetores das rodas traseiras dos caminhões;
23) dispositivo destinado ao controle de ruído do mo-
tor, naqueles dotados de motor à combustão;
3) espelhos retrovisores, interno e externo;
24) roda sobressalente, compreendendo o aro e o
4) limpador de pára-brisa;
pneu, com ou sem câmara de ar, conforme o caso;
5) lavador de pára-brisa;
25) macaco, compatível com o peso e carga do veícu-
6) pala interna de proteção contra o sol (pára-sol) lo;
para o condutor;
26) chave de roda;
7) faróis principais dianteiros de cor branca ou ama-
27) chave de fenda ou outra ferramenta apropriada
VADE MECUM PRF

rela;
para a remoção de calotas;
8) luzes de posição dianteiras (faroletes) de cor bran-
28) lanternas delimitadoras e lanternas laterais nos ve-
ca ou amarela;
ículos de carga, quando suas dimensões assim o
9) lanternas de posição traseiras de cor vermelha; exigirem;

77
29) cinto de segurança para a árvore de transmissão 7) velocímetro;
em veículos de transporte coletivo e carga;
8) buzina;
II - para os reboques e semi-reboques:
9) pneus que ofereçam condições mínimas de segu-
1) pára-choque traseiro; rança;

2) protetores das rodas traseiras; 10) dispositivo destinado ao controle de ruído do


motor, dimensionado para manter a temperatura
3) lanternas de posição traseiras, de cor vermelha; de sua superfície externa em nível térmico ade-
quado ao uso seguro do veículo pelos ocupantes
4) freios de estacionamento e de serviço, com co-
sob condições normais de utilização e com uso
mandos independentes, para veículos com capa-
de vestimentas e acessórios indicados no manu-
cidade superior a 750 quilogramas e produzidos a
al do usuário fornecido pelo fabricante, devendo
partir de 1997;
ser complementado por redutores de tempera-
5) lanternas de freio, de cor vermelha; tura nos pontos críticos de calor, a critério do fa-
bricante, conforme exemplificado no Anexo desta
6) iluminação de placa traseira; Resolução. (Redação dada ao item pela Resolução
CONTRAN nº 228, de 02.03.2007).
7) lanternas indicadoras de direção traseiras, de cor
âmbar ou vermelha; V - para os quadriciclos:

8) pneus que ofereçam condições mínimas de segu- 1) espelhos retrovisores, de ambos os lados;
rança;
2) farol dianteiro, de cor branca ou amarela;
9) lanternas delimitadoras e lanternas laterais, quan-
do suas dimensões assim o exigirem. 3) lanterna, de cor vermelha na parte traseira;

III - para os ciclomotores: 4) lanterna de freio, de cor vermelha;

1) espelhos retrovisores, de ambos os lados; 5) indicadores luminosos de mudança de direção,


dianteiros e traseiros;
2) farol dianteiro, de cor branca ou amarela;
6) iluminação da placa traseira;
3) lanterna, de cor vermelha, na parte traseira;
7) velocímetro;
4) velocímetro;
8) buzina;
5) buzina;
9) pneus que ofereçam condições mínimas de segu-
6) pneus que ofereçam condições mínimas de segu- rança;
rança;
10) dispositivo destinado ao controle de ruído do mo-
7) dispositivo destinado ao controle de ruído do mo- tor;
tor.
11) protetor das rodas traseiras.
IV - para as motonetas, motocicletas e triciclos:
(Redação do inciso dada pela Resolução CONTRAN
1) espelhos retrovisores, de ambos os lados;
Nº 454 DE 26/09/2013):
2) farol dianteiro, de cor branca ou amarela;
VI - nos tratores de rodas, de esteiras e mistos:
3) lanterna, de cor vermelha, na parte traseira;
1) faróis dianteiros, de luz branca ou amarela;
VADE MECUM PRF

4) lanterna de freio, de cor vermelha;


2) lanternas de posição traseiras, de cor vermelha;
5) iluminação da placa traseira;
3) lanternas de freio, de cor vermelha;
6) indicadores luminosos de mudança de direção
dianteiro e traseiro; 4) lanterna de marcha à ré, de cor branca;

78
5) alerta sonoro de marcha à ré; II - lanterna de marcha à ré e retrorefletores, nos veícu-
los fabricados antes de 1º de janeiro de 1990;
6) indicadores luminosos de mudança de direção,
dianteiros e traseiros; III) registrador instantâneo e inalterável de velocidade e
tempo: (Redação dada ao caput do inciso pela Resolu-
7) iluminação de placa traseira; ção CONTRAN nº 87, de 04.05.1999, DOU 06.05.1999)

8) faixas retrorrefletivas; a) para os veículos de carga com capacidade máxima de


tração inferior a 19 (dezenove) toneladas, fabricados
9) pneus que ofereçam condições mínimas de segu- até 31 de dezembro de 1990; (Redação dada à alínea
rança (exceto os tratores de esteiras); pela Resolução CONTRAN nº 87, de 04.05.1999, DOU
06.05.1999)
10) dispositivo destinado ao controle de ruído do mo-
tor; b) nos veículos de transporte de passageiros ou de uso
misto, registrados na categoria particular e que não
11) espelhos retrovisores; realizem transporte remunerado de pessoas;
12) cinto de segurança para todos os ocupantes do ve- c) até 30 de setembro de 1999, para os veículos de
ículo; carga com capacidade máxima de tração inferior
a 19 toneladas, fabricados a partir de 1º de janeiro
13) buzina;
de 1991; (Alínea acrescentada pela Resolução CON-
14) velocímetro e registrador instantâneo e inalterável TRAN nº 87, de 04.05.1999, DOU 06.05.1999)
de velocidade e tempo para veículos que desen-
d) até 30 de setembro de 1999, para os veículos de
volvam velocidade acima de 60 km/h;
carga com capacidade máxima de tração igual ou
15) pisca alerta. superior a 19 (dezenove) toneladas, fabricados até
31 de dezembro de 1990; (Alínea acrescentada pela
(Revogado pela Resolução CONTRAN Nº 454 DE Resolução CONTRAN nº 87, de 04.05.1999, DOU
26/09/2013, e pela Deliberação CONTRAN Nº 137 DE 06.05.1999)
07/06/2013):
IV - cinto de segurança:
VII - nos tratores de esteiras:
a) para os passageiros, nos ônibus e microônibus pro-
1) faróis dianteiros, de luz branca ou amarela; duzidos até 1º de janeiro de 1999;

2) lanternas de posição traseiras, de cor vermelha; b) até 1º de janeiro de 1999, para o condutor e tripulan-
tes, nos ônibus e microônibus;
3) lanternas de freio, de cor vermelha;
c) para os veículos destinados ao transporte de passa-
4) indicadores luminosos de mudança de direção, geiros, em percurso que seja permitido viajar em pé.
dianteiros e traseiros;
(Revogado pela Resolução CONTRAN Nº 551 DE
5) dispositivo destinado ao controle de ruído do mo- 17/09/2015, efeitos a partir de 01/01/2017):
tor.
d) para os veículos de uso bélico. (Alínea acrescenta-
Parágrafo único. Quando a visibilidade interna não per- da pela Resolução CONTRAN nº 279, de 28.05.2008,
mitir, utilizar-se-ão os espelhos retrovisores laterais. DOU 09.06.2008).

Art. 2º. Dos equipamentos relacionados no artigo an- V - pneu e aro sobressalente, macaco e chave de roda:
terior, não se exigirá:
a) nos veículos equipados com pneus capazes de tra-
I - lavador de pára-brisa: fegar sem ar, ou aqueles equipados com dispositivo
VADE MECUM PRF

automático de enchimento emergencial;


a) em automóveis e camionetas derivadas de veículos
produzidos antes de 1º de janeiro de 1974; b) nos ônibus e microônibus que integram o sistema de
transporte urbano de passageiros, nos municípios,
b) utilitários, veículos de carga, ônibus e microônibus regiões e microregiões metropolitanas ou conglo-
produzidos até 1º de janeiro de 1999; merados urbanos;

79
c) nos caminhões dotados de características específicas III - encosto de cabeça, em todos os assentos dos auto-
para transporte de lixo e de concreto; móveis, exceto nos assentos centrais;

d) nos veículos de carroçaria blindada para transporte IV - cinto de segurança graduável e de três pontos em
de valores. todos os assentos dos automóveis. Nos assentos cen-
trais, o cinto poderá ser do tipo sub-abdominal.
e) para automóveis, camionetas, caminhonetes e utili-
tários, com peso bruto total - PBT, de até 3,5 tone- Parágrafo único. Os ônibus e microônibus poderão uti-
ladas, a dispensa poderá ser reconhecida pelo órgão lizar cinto sub-abdominal para os passageiros.
máximo executivo de trânsito da União, por ocasião
do requerimento do código específico de marca/mo- Art. 7º. Aos veículos registrados e licenciados em ou-
delo/versão, pelo fabricante ou importador, quando tro país, em circulação no território nacional, aplicam-se
comprovada que tal característica é inerente ao pro- as regras do artigo 118 e seguintes do Código de Trânsito
jeto do veículo, e desde que este seja dotado de al- Brasileiro.
ternativas para o uso do pneu e aro sobressalentes,
macaco e chave de roda. (Alínea acrescentada pela Art. 8º. Ficam revogadas as Resoluções 657/85, 767/93,
Resolução CONTRAN nº 259, de 30.11.2007, DOU 002/98 e o artigo 65 da Resolução 734/89.
06.12.2007)
Art. 9º. Respeitadas as exceções e situações particula-
VI - velocímetro, naqueles dotados de registrador ins- res previstas nesta Resolução, os proprietários ou conduto-
tantâneo e inalterável de velocidade e tempo, integra- res, cujos veículos circularem nas vias públicas desprovidos
do. dos requisitos estabelecidos, ficam sujeitos às penalidades
constantes do artigo 230 do Código de Trânsito Brasileiro,
VII - para-choques traseiro nos veículos mencionados
no que couber.
no Art. 4º da Resolução nº 593, de 24 de maio de 2016,
do CONTRAN. (Inciso acrescentado pela Resolução
Art. 10. Esta Resolução entra em vigor na data de sua
CONTRAN Nº 592 DE 24/05/2016).
publicação.
Parágrafo único. Para os veículos relacionados nas alí-
neas b, c, e d, do inciso V, será reconhecida a excepcionali- CONTRAN - RESOLUÇÃO Nº 24/1998
dade somente quando pertencerem ou estiverem na posse
de firmas individuais, empresas ou organizações que pos-
suam equipes próprias, especializadas em troca de pneus Estabelece o critério de identificação de veículos, a que se
ou aros danificados. refere o artigo 114 do Código de Trânsito Brasileiro.

Art. 3º. Os equipamentos obrigatórios dos veículos O Conselho Nacional de Trânsito - CONTRAN, usando
destinados ao transporte de produtos perigosos, bem da competência que lhe confere o artigo 12, inciso I, da Lei
como os equipamentos para situações de emergência se- nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, que instituiu o Códi-
rão aqueles indicados na legislação pertinente. go de Trânsito Brasileiro e, conforme o Decreto nº 2.327, de
23 de setembro de 1997, que dispõe sobre a coordenação
Art. 4º. Os veículos destinados à condução de escola- do Sistema Nacional de Trânsito, resolve:
res ou outros transportes especializados terão seus equi-
pamentos obrigatórios previstos em legislação específica. Art. 1º. Os veículos produzidos ou importados a partir
de 1º de janeiro de 1999, para obterem registro e licencia-
Art. 5º. A exigência dos equipamentos obrigatórios mento, deverão estar identificados na forma desta Reso-
para a circulação de bicicletas, prevista no inciso VI, do arti- lução.
go 105, do Código de Trânsito Brasileiro, terá um prazo de
cento e oitenta dias para sua adequação, contados da data Parágrafo único. Excetuam-se do disposto neste artigo
de sua Regulamentação pelo CONTRAN. os tratores, os veículos protótipos utilizados exclusivamen-
te para competições esportivas e as viaturas militares ope-
Art. 6º. Os veículos automotores produzidos a partir de racionais das Forças Armadas.
1º de janeiro de 1999, deverão ser dotados dos seguintes
equipamentos obrigatórios: Art. 2º. A gravação do número de identificação veicular
VADE MECUM PRF

(VIN) no chassi ou monobloco, deverá ser feita, no mínimo,


I - espelhos retrovisores externos, em ambos os lados; em um ponto de localização, de acordo com as especifica-
ções vigentes e formatos estabelecidos pela NBR 3 nº 6066
II - registrador instantâneo e inalterável de velocidade e
tempo, para os veículos de carga, com peso bruto total da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT, em
superior a 4536 kg; profundidade mínima de 0,2 mm.

80
§ 1º Além da gravação no chassi ou monobloco, os Art. 3º. Será obrigatória a gravação do ano da fabrica-
veículos serão identificados, no mínimo, com os ção do veículo no chassi ou monobloco ou em plaqueta
caracteres VIS (número sequencial de produção) destrutível quando de sua remoção, conforme estabelece o
previsto na NBR 3 nº 6066, podendo ser, a critério § 1º do artigo 114 do Código de Trânsito Brasileiro.
do fabricante, por gravação, na profundidade mí-
nima de 0,2 mm, quando em chapas ou plaqueta Art. 4º. Nos veículos reboques e semi-reboques, as gra-
colada, soldada ou rebitada, destrutível quando de vações serão feitas, no mínimo, em dois pontos do chassi.
sua remoção, ou ainda por etiqueta autocolante
e também destrutível no caso de tentativa de sua Art. 5º. Para fins de controle reservado e apoio das
remoção, nos seguintes compartimentos e compo- vistorias periciais procedidas pelos órgãos integrantes do
Sistema Nacional de Trânsito e por órgãos policiais, por
nentes:
ocasião do pedido de código do RENAVAM, os fabricantes
I - na coluna da porta dianteira lateral direita; depositarão junto ao órgão máximo executivo de trânsito
da União as identificações e localização das gravações, se-
II - no compartimento do motor; gundo os modelos básicos.

III - em um dos pára-brisas e em um dos vidros trasei- Parágrafo único. Todas as vezes que houver alteração
ros, quando existentes; dos modelos básicos dos veículos, os fabricantes encami-
nharão, com antecedência de 30 (trinta) dias, as localiza-
IV - em pelo menos dois vidros de cada lado do veículo, ções de identificação veicular.
quando existentes, excetuados os quebraventos.
Art. 6º. As regravações e as eventuais substituições ou
§ 2º As identificações previstas nos incisos «III» e «IV» reposições de etiquetas e plaquetas, quando necessárias,
do parágrafo anterior serão gravadas de forma in- dependerão de prévia autorização da autoridade de trânsi-
delével, sem especificação de profundidade e, se to competente, mediante comprovação da propriedade do
adulterados, devem acusar sinais de alteração. veículo, e só serão processadas por empresas credenciadas
pelo órgão executivo de trânsito dos Estados ou do Distrito
§ 3º Os veículos inacabados (sem cabina, com cabina Federal.
incompleta, tais como os chassis para ônibus), te-
rão as identificações previstas no § 1º, implantadas § 1º As etiquetas ou plaquetas referidas no caput deste
pelo fabricante que complementar o veículo com a artigo deverão ser fornecidas pelo fabricante do
veículo.
respectiva carroçaria.
§ 2º O previsto no caput deste artigo não se aplica às
§ 4º As identificações, referidas no § 2º, poderão ser fei-
identificações constantes dos incisos III e IV do § 1º
tas na fábrica do veículo ou em outro local, sob a
do artigo 2º desta Resolução.
responsabilidade do fabricante, antes de sua ven-
da ao consumidor. § 3º A regravação do número de identificação veicular
(VIN) no chassi ou monobloco, previsto no caput
§ 5º No caso de chassi ou monobloco não metálico, a
deste artigo, deverá ser feita, de acordo com as
numeração deverá ser gravada em placa metálica
especificações vigentes e formatos estabelecidos
incorporada ou a ser moldada no material do chas-
pela NBR 15180/2004 da Associação Brasileira de
si ou monobloco, durante sua fabricação. Normas Técnicas (ABNT), e suas alterações, em
profundidade mínima de 0,2 (dois décimos) milí-
§ 6º Para fins do previsto no caput deste artigo, o déci-
metros. (Parágrafo acrescentado pela Resolução
mo dígito do VIN, previsto na NBR 3 nº 6066, será
CONTRAN Nº 581 DE 23/03/2016).
obrigatoriamente o da identificação do modelo do
veículo. § 4º A empresa credenciada para remarcação de chassis
deverá encaminhar registro fotográfico do resulta-
§ 7º para os fins previstos no caput deste artigo, o déci- do da remarcação ao departamento de trânsito de
mo dígito do VIN, estabelecido pela NBR nº 6066, registro do veículo, mediante regulamentação do
poderá ser alfanumérico. (Parágrafo acrescentado órgão executivo de trânsito do Estado ou do Distri-
pela Resolução CONTRAN Nº 581 DE 23/03/2016). to Federal. (Parágrafo acrescentado pela Resolução
VADE MECUM PRF

CONTRAN Nº 581 DE 23/03/2016).


§ 8º Para os veículos tipo ciclomotores, motonetas, mo-
tocicletas e deles derivados, a altura dos caracteres Art. 7º. Os órgãos executivos de trânsito dos Estados e
da gravação de identificação veicular (VIN) deve do Distrito Federal não poderão registrar, emplacar e licen-
ter no mínimo 4,0 (quatro) milímetros. (Parágrafo ciar veículos que estiverem em desacordo com o estabele-
acrescentado pela Resolução CONTRAN Nº 581 DE cido nesta Resolução.
23/03/2016).

81
Art. 8º. Fica revogada a Resolução 659/89 do CON- Art. 1º Ficam aprovados os modelos de placa constan-
TRAN. tes do Anexo à presente Resolução, para veículos de repre-
sentação dos Presidentes dos Tribunais Federais, dos Go-
Art. 9º. Esta Resolução entra em vigor na data de sua vernadores, Prefeitos, Secretários Estaduais e Municipais,
publicação. dos Presidentes das Assembléias Legislativas e das Câma-
ras Municipais, dos Presidentes dos Tribunais Estaduais e
CONTRAN - RESOLUÇÃO Nº 26/1998 do Distrito Federal, e do respectivo chefe do Ministério
Público e ainda dos Oficiais Generais das Forças Armadas.

Disciplina o transporte de carga em veículos destinados Art. 2º Poderão ser utilizados os mesmos modelos de
ao transporte de passageiros a que se refere o artigo 109 do placas para os veículos oficiais dos Vice-Governadores e
Código de Trânsito Brasileiro. dos Vice-Prefeitos, assim como para os Ministros dos Tri-
bunais Federais, Senadores e Deputados, mediante solici-
O Conselho Nacional de Trânsito - CONTRAN, usando
tação dos Presidentes de suas respectivas instituições.
da competência que lhe confere o artigo 12, inciso I, da
Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, que instituiu o
Art. 3º Os veículos de representação deverão estar re-
Código de Trânsito Brasileiro - CTB, e conforme o Decreto
gistrados junto ao RENAVAM.
nº 2.327, de 23 de setembro de 1997, que trata da coorde-
nação do Sistema Nacional de Trânsito, resolve:
Art. 4º Esta Resolução entra em vigor 90 (noventa) dias
Art. 1º. O transporte de carga em veículos destinados após a data de sua publicação.
ao transporte de passageiros, do tipo ônibus, microônibus,
ou outras categorias, está autorizado desde que observa- A N.
das as exigências desta Resolução, bem como os regula-
mentos dos respectivos poderes concedentes dos serviços.

Art. 2º. A carga só poderá ser acomodada em compar-


timento próprio, separado dos passageiros, que no ônibus
é o bagageiro.

Art. 3º. Fica proibido o transporte de produtos conside-


rados perigosos conforme legislação específica, bem como
daqueles que, por sua forma ou natureza, comprometam a
segurança do veículo, de seus ocupantes ou de terceiros.

Art. 4º. Os limites máximos de peso e dimensões da


carga serão os fixados pelas legislações existentes na esfe-
ra federal, estadual ou municipal.

Art. 5º. No caso do transporte rodoviário internacional


de passageiros serão obedecidos os Tratados, Convenções
ou Acordos internacionais, enquanto vinculados à Repúbli-
ca Federativa do Brasil.

Art. 6º. Esta Resolução entra em vigor na data de sua


publicação.

CONTRAN - RESOLUÇÃO Nº 32/1998

Estabelece modelos de placas para veículos de represen-


tação, de acordo com o art. 115, § 3° do Código de Trânsito
Brasileiro.
VADE MECUM PRF

O CONSELHO NACIONAL DE TRÂNSITO – CONTRAN,


usando da competência que lhe confere o art.12, inciso I, da
Lei nº9.503, de 23 de setembro de 1997, que instituiu o Códi-
go de Trânsito Brasileiro, e conforme o Decreto nº 2.327, de
23 de setembro de 1997, que dispõe sobre a coordenação do
Sistema Nacional de Trânsito, resolve:

82
Parágrafo único. Para a apuração dos períodos de tra-
CONTRAN - RESOLUÇÃO Nº 36/1998 balho e de repouso diário dos condutores, a autoridade
competente utilizará as informações previstas nos incisos
Estabelece a forma de sinalização de advertência para III, IV, V e VI.
os veículos que, em situação de emergência, estiverem imo-
Art. 3º. A fiscalização das condições de funcionamen-
bilizados no leito viário, conforme o art. 46 do Código de
to do registrador instantâneo e inalterável de velocidade
Trânsito Brasileiro.
e tempo, nos veículos em que seu uso é obrigatório, será
O CONSELHO NACIONAL DE TRÂNSITO - CONTRAN, exercida pelos órgãos ou entidades de trânsito com cir-
usando da competência que lhe confere o art. 12, inciso I, cunscrição sobre a via onde o veículo estiver transitando.
da Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, que instituiu o (Redação dada pela Resolução CONTRAN Nº 406 DE
Código de Trânsito Brasileiro – CTB; e conforme Decreto nº 12/06/2012)
2.327, de 23 de setembro de 1997, que trata da coordena-
§ 1º Na ação de fiscalização de que trata este artigo
ção do Sistema Nacional de Trânsito, resolve:
o agente deverá verificar e inspecionar:(Reda-
Art.1º O condutor deverá acionar de imediato as luzes ção dada pela Resolução CONTRAN Nº 406 DE
de advertência (pisca-alerta) providenciando a colocação 12/06/2012)
do triângulo de sinalização ou equipamento similar à dis-
tância mínima de 30 metros da parte traseira do veículo. CONTRAN - RESOLUÇÃO Nº 110/2000

Parágrafo único. O equipamento de sinalização de


emergência deverá ser instalado perpendicularmente ao Fixa o calendário para renovação do Licenciamento
eixo da via, e em condição de boa visibilidade. Anual de Veículos e revoga a Resolução CONTRAN Nº 95/99.

Art. 2º Esta Resolução entra em vigor na data de sua O Conselho Nacional de Trânsito - CONTRAN, usando a
competência que lhe confere o artigo 12 da Lei nº 9.503, de
publicação.
23 de setembro de 1997, que instituiu o Código de Trânsito
Brasileiro - CTB, e conforme o Decreto nº 2.327, de 23 de
CONTRAN - RESOLUÇÃO Nº 92/1999 setembro de 1997, que trata da Coordenação do Sistema
Nacional de Trânsito, e
Dispõe sobre requisitos técnicos mínimos do registrador Considerando que a Resolução CONTRAN nº 95/99,
instantâneo e inalterável de velocidade e tempo, conforme o apresenta incompatibilidade com os prazos estipulados
Código de Trânsito Brasileiro. por alguns Estados para recolhimento do IPVA;
Art.  1º  O registrador instantâneo e inalterável de ve- Considerando que essa incompatibilidade obrigaria os
locidade e tempo pode constituir-se num único aparelho órgãos executivos dos Estados e do Distrito Federal a licen-
mecânico, eletrônico ou compor um conjunto computa- ciar veículos cujos proprietários ainda não tivessem reco-
dorizado que, além das funções específicas, exerça outros lhido o IPVA; e
controles.
Considerando que a alteração nos prazos fixados na
Art.  2º  Deverá apresentar e disponibilizar a qualquer Resolução CONTRAN nº 95/99 não provoca prejuízos ao
momento, pelo menos, as seguintes informações das últi- Registro Nacional de Veículos Automotores - RENAVAM,
mas vinte e quatro horas de operação do veículo: nem à fiscalização da regularidade documental dos veícu-
los, resolve:
I - velocidades desenvolvidas;
Art. 1º Os órgãos executivos de trânsito dos Estados
II - distância percorrida pelo veículo;
e do Distrito Federal estabelecerão prazos para renovação
do Licenciamento Anual dos Veículos registrados sob sua
III - tempo de movimentação do veículo e suas inter-
circunscrição, de acordo como algarismo final da placa de
rupções;
identificação, respeitados os limites fixados na tabela a se-
IV - data e hora de início da operação; guir:
VADE MECUM PRF

V - identificação do veículo; Art. 2º As autoridades, órgãos, instituições e agentes


de fiscalização de trânsito e rodoviário em todos o terri-
VI - identificação dos condutores; tório nacional, para efeito de autuação e aplicação de pe-
nalidades, quando o veículo se encontrar fora da unidade
VII - identificação de abertura do compartimento que da federação em que estiver registrado, deverão adotar os
contém o disco ou de emissão da fita diagrama. prazos estabelecidos nesta Resolução.

83
Art. 3º Esta Resolução entra em vigor na data de sua Código de Trânsito Brasileiro - CTB e conforme Decreto nº
publicação, ficando revogada a Resolução CONTRAN nº 4.711, de 29 de maio de 2003, que dispõe sobre a coorde-
95/99. nação do Sistema Nacional de Trânsito - SNT, e

Considerando a aprovação na 5ª Reunião Ordinária da


CONTRAN - RESOLUÇÃO Nº 110/2000
Câmara Temática de Engenharia da Via.

Fixa o calendário para renovação do Licenciamento Considerando o que dispõe o Artigo 336 do Código de
Anual de Veículos e revoga a Resolução CONTRAN Nº 95/99. Trânsito Brasileiro, resolve:

O Conselho Nacional de Trânsito - CONTRAN, usando a Art. 1º Fica aprovado o Anexo II do Código de Trânsito
competência que lhe confere o artigo 12 da Lei nº 9.503, de Brasileiro - CTB, anexo a esta Resolução.
23 de setembro de 1997, que instituiu o Código de Trânsito
Brasileiro - CTB, e conforme o Decreto nº 2.327, de 23 de Art. 2º Os órgãos e entidades de trânsito terão até 30
setembro de 1997, que trata da Coordenação do Sistema de junho de 2006 para se adequarem ao disposto nesta
Nacional de Trânsito, e Resolução.

Considerando que a Resolução CONTRAN nº 95/99, Art. 3º Esta Resolução entra em vigor 90 (noventa) dias
apresenta incompatibilidade com os prazos estipulados após a data de sua publicação.
por alguns Estados para recolhimento do IPVA;
CONTRAN - RESOLUÇÃO Nº 197/2006
Considerando que essa incompatibilidade obrigaria os
órgãos executivos dos Estados e do Distrito Federal a licen-
ciar veículos cujos proprietários ainda não tivessem reco- Regulamenta o dispositivo de acoplamento mecânico
lhido o IPVA; e para reboque (engate) utilizado em veículos com PBT de até
3.500kg e dá outras providências.
Considerando que a alteração nos prazos fixados na
Resolução CONTRAN nº 95/99 não provoca prejuízos ao O CONSELHO NACIONAL DE TRÂNSITO - CONTRAN,
Registro Nacional de Veículos Automotores - RENAVAM, usando da competência que lhe confere o art. 12 da Lei nº
nem à fiscalização da regularidade documental dos veícu- 9.503, de 23 de setembro de 1997, que instituiu o Código
los, resolve: de Trânsito Brasileiro - CTB, e conforme o Decreto nº 4.711,
de 29 de maio de 2003, que dispõe sobre a coordenação
Art. 1º Os órgãos executivos de trânsito dos Estados do Sistema Nacional de Trânsito; e, Considerando que o art.
e do Distrito Federal estabelecerão prazos para renovação 97 do Código de Trânsito Brasileiro atribui ao CONTRAN a
do Licenciamento Anual dos Veículos registrados sob sua responsabilidade pela aprovação das exigências que per-
circunscrição, de acordo como algarismo final da placa de mitam o registro, licenciamento e circulação de veículos
identificação, respeitados os limites fixados na tabela a se- nas vias públicas;
guir:
Considerando o disposto no art. 16 e no § 58 do anexo
Art. 2º As autoridades, órgãos, instituições e agentes 5 da Convenção de Viena Sobre Trânsito Viário, promul-
de fiscalização de trânsito e rodoviário em todos o terri- gada pelo Decreto nº 86.714, de 10 de dezembro de 1981;
tório nacional, para efeito de autuação e aplicação de pe-
nalidades, quando o veículo se encontrar fora da unidade Considerando a necessidade de corrigir desvio de finali-
da federação em que estiver registrado, deverão adotar os dade na utilização do dispositivo de acoplamento mecâni-
prazos estabelecidos nesta Resolução. co para reboque, a seguir denominado engate, em veículos
com até 3.500kg de Peso Bruto Total - PBT;
Art. 3º Esta Resolução entra em vigor na data de sua
publicação, ficando revogada a Resolução CONTRAN nº Considerando que para tracionar reboques os veículos
95/99. tratores deverão possuir capacidade máxima de tração de-
clarada pelo fabricante ou importador, conforme disposi-
ção do Código de Trânsito Brasileiro;
CONTRAN - RESOLUÇÃO Nº 160/2004
VADE MECUM PRF

Considerando a necessidade de disciplinar o emprego


Aprova o Anexo II do Código de Trânsito Brasileiro. e a fabricação dos engates aplicados em veículos com até
3.500kg de PBT;
O Conselho Nacional de Trânsito - CONTRAN, usando
da competência que lhe confere o art. 12, inciso VIII, da RESOLVE:
Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, que instituiu o

84
Art. 1º Esta resolução aplica-se aos veículos de até I - qualquer modelo de engate, desde que o equipa-
3.500kg de PBT, que possuam capacidade de tracionar mento seja original de fábrica; (Antiga alínea “a” reno-
reboques declarada pelo fabricante ou importador, e que meada pela Resolução CONTRAN nº 234, de 11.05.2007,
não possuam engate de reboque como equipamento ori- DOU 21.05.2007)
ginal de fábrica.
II - quando instalado como acessório, o engate deverá
Art. 2º Os engates utilizados em veículos automotores apresentar as seguintes características:
com até 3.500kg de peso bruto total deverão ser produzi-
dos por empresas registradas junto ao Instituto Nacional a) esfera maciça apropriada ao tracionamento de rebo-
de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial - IN- que ou trailler;
METRO.
b) tomada e instalação apropriada para conexão ao ve-
Parágrafo único. A aprovação do produto fica condi- ículo rebocado;
cionada ao cumprimento de requisitos estabelecidos em
regulamento do INMETRO, que deverá prever, no mínimo, c) dispositivo para fixação da corrente de segurança do
a apresentação pela empresa fabricante de engate, de rela- reboque;
tório de ensaio, realizado em um protótipo de cada modelo
de dispositivo de acoplamento mecânico, proveniente de d) ausência de superfícies cortantes ou cantos vivos na
laboratório independente, comprobatório de atendimento haste de fixação da esfera;
dos requisitos estabelecidos na Norma NBR ISO 3853, NBR
e) ausência de dispositivo de iluminação. (Antiga alínea
ISO 1103, NBR ISO 9187.
“b” renomeada e com redação dada pela Resolução
Art. 3º Os fabricantes e os importadores dos veículos CONTRAN nº 234, de 11.05.2007, DOU 21.05.2007)
de que trata esta Resolução deverão informar ao órgão
Art. 7º Os veículos que portarem engate em desacordo
máximo executivo de trânsito da União os modelos de veí-
com as disposições desta Resolução, incorrem na infração
culos que possuem capacidade para tracionar reboques,
prevista no art. 230, inciso XII do Código de Trânsito Bra-
além de fazer constar no manual do proprietário as seguin-
sileiro.
tes informações:
Art. 8º Esta resolução entra em vigor na data de sua
I - especificação dos pontos de fixação do engate tra-
publicação, produzindo efeito nos seguintes prazos:
seiro;
I - em até 180 dias:
II - indicação da capacidade máxima de tração - CMT.
a) para estabelecimento das regras para registro dos fa-
Art. 4º Para rastreabilidade do engate deverá ser fixada
bricantes de engate e das normas complementares;
em sua estrutura, em local visível, uma plaqueta inviolável
com as seguintes informações; b) para retirada ou regularização dos dispositivos insta-
lados nos veículos em desconformidade com o dis-
I - Nome empresarial do fabricante, CNPJ e identifica-
posto no art. 6º, alínea b;
ção do registro concedido pelo INMETRO;
II - em até 365 dias, para atendimento pelos fabricantes
II - modelo do veículo ao qual se destina;
e importadores do disposto nos incisos I e II do art. 3º;
III - capacidade máxima de tração do veículo ao qual
III - em até 730 dias para atendimento pelos fabricantes
se destina;
de engates e pelos instaladores, das disposições conti-
IV - referência a esta Resolução. das nos arts. 1º e 4º.

Art. 5º O instalador deverá cumprir o procedimento de CONTRAN - RESOLUÇÃO Nº 205/2006


instalação aprovado no INMETRO pelo fabricante do en-
gate, bem como indicar na nota de venda do produto os
dados de identificação do veículo. Dispõe sobre os documentos de porte obrigatório e dá
VADE MECUM PRF

outras providências.
Art. 6º Os veículos em circulação na data da vigência
desta resolução, poderão continuar a utilizar os engates O CONSELHO NACIONAL DE TRÂNSITO – CONTRAN,
que portarem, desde que cumpridos os seguintes requi- usando da competência que lhe confere o inciso I do
sitos: Art. 12, da Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, que
instituiu o Código de Trânsito Brasileiro – CTB, e conforme

85
o Decreto nº 4.711, de 29 de maio de 2003, que dispõe Art. 3º. Cópia autenticada pela repartição de trânsito
sobre a coordenação do Sistema Nacional de Trânsito – do Certificado de Registro e Licenciamento Anual – CRLV
SNT, e será admitida até 15 de abril de 2007.

CONSIDERANDO o que disciplinam os artigos 133, 141, Art. 4º. Os órgãos executivos de trânsito dos Estados e
159 e 232 do CTB que tratam do Certificado de Registro e do Distrito Federal têm prazo até 15 de fevereiro de 2007
Licenciamento Anual - CRLV, da Autorização para Conduzir para se adequarem ao disposto nesta Resolução.
Ciclomotores, da Carteira Nacional de Habilitação – CNH,
da Permissão para Dirigir e do porte obrigatório de Art. 5º. O não cumprimento das disposições desta
documentos; Resolução implicará nas sanções previstas no art. 232 do
Código de Trânsito Brasileiro - CTB.
CONSIDERANDO que o artigo 131 do CTB estabelece
Art. 6º. Esta Resolução entrará em vigor na data de sua
que a quitação dos débitos relativos a tributos, encargos
publicação, revogada a Resolução do CONTRAN nº 13/98,
e multas de trânsito e ambientais, entre outros, o Imposto
respeitados os prazos previstos nos artigos 3º e 4º.
sobre Propriedade de Veículos Automotores - IPVA e
do Seguro Obrigatório de Danos Pessoais causados
por Veículos Automotores de Vias Terrestres – DPVAT, é CONTRAN - RESOLUÇÃO Nº 210/2006
condição para o licenciamento anual do veículo;
Estabelece os limites de peso e dimensões para veículos
CONSIDERANDO os veículos de transporte que que transitem por vias terrestres e dá outras providências.
transitam no país, com eventuais trocas de motoristas e
em situações operacionais nas quais se altera o conjunto O CONSELHO NACIONAL DE TRÂNSITO - CONTRAN,
de veículos; no uso da competência que lhe confere o art. 12, inciso I,
da Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997 , que instituiu
CONSIDERANDO que a utilização de cópias o Código de Trânsito Brasileiro e nos termos do disposto
reprográficas do Certificado de Registro e Licenciamento no Decreto nº 4.711, de 29 de maio de 2003 , que trata da
Anual – CRLV dificulta a fiscalização, Coordenação do Sistema Nacional de Trânsito.

Resolve: Considerando o que consta do Processo nº


80001.003544/2006-56;
Art. 1º. Os documentos de porte obrigatório do
condutor do veículo são: Considerando o disposto no art. 99, do Código de Trân-
sito Brasileiro, que dispõe sobre peso e dimensões; e
I – Autorização para Conduzir Ciclomotor - ACC, Per-
Considerando a necessidade de estabelecer os limites
missão para Dirigir ou Carteira Nacional de Habilitação
de pesos e dimensões para a circulação de veículos, resol-
- CNH, no original; ve:
II – Certificado de Registro e Licenciamento Anual - Art. 1º As dimensões autorizadas para veículos, com ou
CRLV, no original; sem carga, são as seguintes:
§ 1º. Os órgãos executivos de trânsito dos Estados e I - largura máxima: 2,60m;
do Distrito Federal deverão expedir vias originais
do Certificado de Registro e Licenciamento Anual II - altura máxima: 4,40m;
– CRLV, desde que solicitadas pelo proprietário do
veículo. III - comprimento total:

§ 2º. Da via mencionada no parágrafo anterior deverá a) veículos não-articulados: máximo de 14,00 metros;
constar o seu número de ordem, respeitada a cro-
b) veículos não-articulados de transporte coletivo
nologia de sua expedição.A N. urbano de passageiros que possuam 3º eixo de
apoio direcional: máximo de 15 metros;
Art. 2º. Sempre que for obrigatória a aprovação
VADE MECUM PRF

em curso especializado, o condutor deverá portar sua b1) veículos não articulados de característica rodovi-
comprovação até que essa informação seja registrada no ária para o transporte coletivo de passageiros, na
RENACH e incluída, em campo específico da CNH, nos configuração de chassi 8X2: máximo de 15 me-
termos do §4º do Art. 33 da Resolução do CONTRAN nº tros; (Item acrescentado pela Resolução CONTRAN
168/2005. Nº 628 DE 30/11/2016).

86
c) veículos articulados de transporte coletivo de passa- c) peso bruto total combinado para combinações de
geiros: máximo 18,60 metros; veículos articulados com duas unidades, do tipo ca-
minhão-trator e semi-reboque, e comprimento total
d)
veículos articulados com duas unidades, do tipo inferior a 16m: 45t;
caminhão-trator e semi-reboque: máximo de 18,60
metros; d) peso bruto total combinado para combinações de
veículos articulados com duas unidades, do tipo ca-
e) veículos articulados com duas unidades do tipo ca- minhão-trator e semi-reboque com eixos em tandem
minhão ou ônibus e reboque: máximo de 19,80; triplo e comprimento total superior a 16m: 48,5t;

f) veículos articulados com mais de duas unidades: má- e) peso bruto total combinado para combinações de
ximo de 19,80 metros. veículos articulados com duas unidades, do tipo ca-
minhão-trator e semi-reboque com eixos distancia-
§ 1º Os limites para o comprimento do balanço traseiro dos, e comprimento total igual ou superior a 16m:
de veículos de transporte de passageiros e de car- 53t;
gas são os seguintes:
f) peso bruto total combinado para combinações de
I - nos veículos não-articulados de transporte de carga, veículos com duas unidades, do tipo caminhão e re-
até 60% (sessenta por cento) da distância entre os dois boque, e comprimento inferior a 17,50m: 45t;
eixos, não podendo exceder a 3,50m (três metros e cin-
qüenta centímetros); g) peso bruto total combinado para combinações de
veículos articulados com duas unidades, do tipo ca-
II - nos veículos não-articulados de transporte de pas- minhão e reboque, e comprimento igual ou superior
sageiros: a 17,50m: 57t;

a) com motor traseiro: até 62% (sessenta e dois por h) peso bruto total combinado para combinações de
cento) da distância entre eixos; veículos articulados com mais de duas unidades e
comprimento inferior a 17,50m: 45t;
b) com motor central: até 66% (sessenta e seis por cen-
to) da distância entre eixos; i) para a combinação de veículos de carga - CVC, com
mais de duas unidades, incluída a unidade tratora,
c) com motor dianteiro: até 71% (setenta e um por cen- o peso bruto total poderá ser de até 57 toneladas,
to) da distância entre eixos. desde que cumpridos os seguintes requisitos:

§ 2º À distância entre eixos, prevista no parágrafo ante- 1. máximo de 7 (sete) eixos;


rior, será medida de centro a centro das rodas dos
eixos dos extremos do veículo. 2. comprimento máximo de 19,80 metros e mínimo de
17,50 metros;
§ 3º O balanço dianteiro dos semi-reboques deve obe-
decer a NBR NM ISO 1726. 3. unidade tratora do tipo caminhão trator;

§ 4º Não é permitido o registro e licenciamento de ve- 4. estar equipadas com sistema de freios conjugados
ículos, cujas dimensões excedam às fixadas neste entre si e com a unidade tratora atendendo ao esta-
artigo, salvo nova configuração regulamentada belecido pelo CONTRAN;
pelo CONTRAN.
5. o acoplamento dos veículos rebocados deverá ser do
Art. 2º Os limites máximos de peso bruto total e peso tipo automático conforme NBR nº 11410/11411 e es-
bruto transmitido por eixo de veículo, nas superfícies das tarem reforçados com correntes ou cabos de aço de
vias públicas, são os seguintes: segurança;

§ 1º peso bruto total ou peso bruto total combinado, 6. o acoplamento dos veículos articulados com pino-rei
respeitando os limites da capacidade máxima de e quinta roda deverão obedecer ao disposto na NBR
NM ISO337.
VADE MECUM PRF

tração - CMT da unidade tratora determinada pelo


fabricante:
§ 2º peso bruto por eixo isolado de dois pneumáticos:
6t;
a) peso bruto total para veículo não articulado: 29t
§ 3º peso bruto por eixo isolado de quatro pneumáti-
b) veículos com reboque ou semi-reboque, exceto ca-
cos: 10t;
minhões: 39,5t;

87
§ 4º peso bruto por conjunto de dois eixos direcio- II - Peso bruto total (PBT) = somatório dos limites indi-
nais, com distância entre eixos de no mínimo 1,20 viduais dos eixos descritos no inciso I.
metros, independente da distância do primeiro
eixo traseiro, dotados de dois pneumáticos cada: Parágrafo único. Não se aplicam as disposições desse
12t. (Redação do parágrafo dada pela Resolução artigo aos veículos de característica urbana para transporte
CONTRAN Nº 577 DE 24/02/2016). coletivo de passageiros.

§ 5º peso bruto por conjunto de dois eixos em tandem, Art. 3º Os limites de peso bruto por eixo e por conjunto
quando à distância entre os dois planos verticais, de eixos, estabelecidos no artigo anterior, só prevalecem
que contenham os centros das rodas, for superior se todos os pneumáticos, de um mesmo conjunto de eixos,
a 1,20m e inferior ou igual a 2,40m: 17t; forem da mesma rodagem e calçarem rodas no mesmo
diâmetro.
§ 6º peso bruto por conjunto de dois eixos não em
tandem, quando à distância entre os dois planos Art. 4º Considerar-se-ão eixos em tandem dois ou mais
verticais, que contenham os centros das rodas, for eixos que constituam um conjunto integral de suspensão,
superior a 1,20m e inferior ou igual a 2,40m: 15t; podendo qualquer deles ser ou não motriz.

§ 7º peso bruto por conjunto de três eixos em tandem, § 1º Quando, em um conjunto de dois ou mais eixos, a
aplicável somente a semi-reboque, quando à dis- distância entre os dois planos verticais paralelos,
tância entre os três planos verticais, que conte- que contenham os centros das rodas for superior
nham os centros das rodas, for superior a 1,20m e a 2,40m, cada eixo será considerado como se fosse
inferior ou igual a 2,40m: 25,5t; distanciado.

§ 8º peso bruto por conjunto de dois eixos, sendo um § 2º Em qualquer par de eixos ou conjunto de três ei-
dotado de quatro pneumáticos e outro de dois xos em tandem, com quatro pneumáticos em cada,
pneumáticos interligados por suspensão especial, com os respectivos limites legais de 17t e 25,5t, a
quando à distância entre os dois planos verticais diferença de peso bruto total entre os eixos mais
que contenham os centros das rodas for: próximos não deverá exceder a 1.700kg.

a) inferior ou igual a 1,20m; 9t; Art. 5º Não será permitido registro e o licenciamento
de veículos com peso excedente aos limites fixado nesta
b) superior a 1,20m e inferior ou igual a 2,40m: 13,5t. Resolução.

(Artigo acrescentado pela Resolução CONTRAN Nº Art. 6º Os veículos de transporte coletivo com peso por
502 DE 23/09/2014, efeitos a partir de 23/10/2014). eixo superior ao fixado nesta Resolução e licenciados antes
de 13 de novembro de 1996, poderão circular até o tér-
Art. 2º-A Os veículos de característica rodoviária para mino de sua vida útil, desde que respeitado o disposto no
transporte coletivo de passageiros terão os seguintes limi- art. 100, do Código de Trânsito Brasileiro e observadas as
tes máximos de peso bruto total (PBT) e peso bruto trans- condições do pavimento e das obras de arte.
mitido por eixo nas superfícies das vias públicas: (Redação
do caput dada pela Resolução CONTRAN Nº 625 DE Art. 7º Os veículos em circulação, com dimensões exce-
19/10/2016). dentes aos limites fixados no art. 1º, registrados e licencia-
dos até 13 de novembro de 1996, poderão circular até seu
I - Peso bruto por eixo: sucateamento, mediante Autorização Específica e segundo
os critérios abaixo:
a) Eixo simples dotado de 2 (dois) pneumáticos = 7t;
I - para veículos que tenham como dimensões máxi-
b) Eixo simples dotado de 4 (quatro) pneumáticos = mas, até 20,00 metros de comprimento; até 2,86 metros
11t; de largura, e até 4,40 metros de altura, será concedida
Autorização Específica Definitiva, fornecida pela autori-
c) Eixo duplo dotado de 6 (seis) pneumáticos = 14,5t; dade com circunscrição sobre a via, devidamente visada
pelo proprietário do veículo ou seu representante cre-
VADE MECUM PRF

d) Eixo duplo dotado de 8 (oito) pneumáticos = 18t;


denciado, podendo circular durante as vinte e quatro
e) Dois eixos direcionais, com distância entre eixos de horas do dia, com validade até o seu sucateamento, e
no mínimo 1,20 metros, dotados de 2 (dois) pneu- que conterá os seguintes dados:
máticos cada = 13t.
a) nome e endereço do proprietário do veículo;

88
b) cópia do Certificado de Registro e Licenciamento do Art. 10. O disposto nesta Resolução não se aplica aos
Veículo - CRLV; veículos especialmente projetados para o transporte de
carga indivisível, conforme disposto no art. 101 do Código
c) desenho do veículo, suas dimensões e excessos. de Trânsito Brasileiro - CTB.

II - para os veículos cujas dimensões excedam os limites Art. 11.  A partir de 1º de janeiro de 2011, as
previstos no inciso I poderá ser concedida Autorização Combinações de Veículos de Carga (CVC), de 57 toneladas,
Específica, fornecida pela autoridade com circunscrição serão dotadas obrigatoriamente de tração dupla 6x4 (seis
sobre a via e considerando os limites dessa via, com por quatro), podendo suspender um dos eixos tratores
validade máxima de um ano e de acordo com o licen- somente quando a CVC estiver descarregada, passando a
ciamento, renovada até o sucateamento do veículo e operar na configuração 4X2 (quatro por dois).  (Redação
obedecendo aos seguintes parâmetros: do caput dada pela Resolução CONTRAN Nº 628 DE
30/11/2016).
a) volume de tráfego;

b) traçado da via; Parágrafo único. Fica assegurado o direito de circulação


às Combinações de Veículos de Carga - CVC, com duas ou
c) projeto do conjunto veicular, indicando dimensão de mais unidades, sete eixos e Peso Bruto Total Combinado
largura, comprimento e altura, número de eixos, dis- - PBTC de 57 toneladas, equipadas com unidade tratora
tância entre eles e pesos. de tração simples, dotada de 3º eixo 6x2 (seis por dois),
cujo caminhão trator tenha sido fabricado até o dia 31 de
Art. 8º Para os veículos não-articulados registrados dezembro de 2010, independente da data de fabricação
e licenciados até 13 de novembro de 1996, com balanço das unidades tracionadas, desde que respeitados os limites
traseiro superior a 3,50 metros e limitado a 4,20 metros, regulamentares desta Resolução. (Redação dada ao arti-
respeitados os 60% da distância entre os eixos, será conce- go pela Deliberação CONTRAN nº 105, de 24.12.2010,
dida Autorização Específica fornecida pela autoridade com DOU 27.12.2010 e pela Resolução CONTRAN nº 373, de
circunscrição sobre a via, com validade máxima de um ano 18.03.2011, DOU 23.03.2011).
e de acordo com o licenciamento e renovada até o suca-
teamento do veículo. Art. 11 -A. A partir de 1º de janeiro de 2011 as unidades
de tração dupla deverão conter a indicação 6X4 na marca/
Parágrafo único. § 1º A Autorização Específica de que modelo/versão concedida pelo DENATRAN. (Artigo acres-
trata este artigo, destinada aos veículos combinados, po- centado pela Resolução CONTRAN nº 326, de 17.07.2009,
derá ser concedida mesmo quando o caminhão trator tiver DOU 24.07.2009 )
sido registrado e licenciado após 13 de novembro de 1996.
Art. 12. O não cumprimento do disposto nesta Reso-
Art. 9º A partir de 180 dias da data de publicação desta lução implicará, no que couber, nas sanções previstas nos
resolução, os semi-reboques das combinações com um ou
incisos IV, V, VI, VII e X do art. 231 e art. 237 do Código de
mais eixos distanciados contemplados na alínea e do § 1º
Trânsito Brasileiro . (Redação dada ao artigo pela Resolução
do art. 2º, somente poderão ser homologados e/ ou re-
CONTRAN nº 326, de 17.07.2009, DOU 24.07.2009 )
gistrados se equipados com suspensão pneumática e eixo
auto-direcional em pelo menos um dos eixos.
(Artigo acrescentado pela Resolução CONTRAN Nº
§ 1º A existência da suspensão pneumática e do eixo 608 DE 24/05/2016):
auto-direcional deverá constar no campo das ob-
Art. 12-A.  O peso e as dimensões máximos aqui
servações do Certificado de Registro (CRV) e do
Certificado de Registro e Licenciamento (CRLV) do estabelecidos não excluem a competência dos demais
semi-reboque. órgãos e entidades executivos rodoviários fixarem valores
mais restritivos em relação a vias sob sua circunscrição, de
§ 2º Fica assegurado o direito de circulação até o su- acordo com as restrições ou limitações estruturais da área,
cateamento dos semi-reboques, desde que homo- via/pista, faixa ou obra de arte, desde que observado o
logados e/ou registrados até 180 dias da data de estudo de engenharia respectivo.
publicação desta Resolução, mesmo que não aten-
dam as especificações do caput deste artigo. Parágrafo único. O órgão e entidade com circunscrição
sobre a via deverá observar a regular colocação de sinali-
VADE MECUM PRF

§ 3º Ficam dispensados do requisito do eixo auto-di- zação vertical regulamentadora, nos termos do Manual de
recional os semi-reboques com apenas dois eixos, Sinalização Vertical de Regulamentação, especialmente as
ambos distanciados, desde que o primeiro eixo placas R-14 e R-17, conforme o caso.
seja equipado com suspensão pneumática. (Pará-
grafo acrescentado pela Resolução CONTRAN nº Art. 13. Esta Resolução entrará em vigor na data de sua
284, de 01.07.2008, DOU 03.07.2008 ) publicação, produzindo efeito a partir de 01.01.2007.

89
Art. 14. Ficam revogadas, a partir de 01.01.2007, as Re- g) o acoplamento dos veículos rebocados deverá ser do
soluções CONTRAN nº 12/98 e 163/04 . tipo automático conforme NBR nº 11410/11411 e es-
tarem reforçados com correntes ou cabos de aço de
CONTRAN - RESOLUÇÃO Nº 211/2006 segurança;

h) o acoplamento dos veículos articulados deverá ser


Requisitos necessários à circulação de Combinações de do tipo pino-rei e quinta roda e obedecer ao dispos-
Veículos de Carga - CVC, a que se referem os arts. 97 , 99 e to na NBR NM/ ISO 337.
314 do Código de Trânsito Brasileiro-CTB .
i) possuir sinalização especial na forma do Anexo II e
O CONSELHO NACIONAL DE TRÂNSITO - CONTRAN, estar provida de lanternas laterais colocadas a inter-
no uso da competência que lhe confere o art. 12, inciso I, valos regulares de no máximo 3 (três) metros entre
da Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, que instituiu si, que permitam a sinalização do comprimento total
o Código de Trânsito Brasileiro e nos termos do disposto do conjunto.
no Decreto nº 4.711, de 29 de maio de 2003, que trata da
Coordenação do Sistema Nacional de Trânsito, resolve: II - as condições de tráfego das vias públicas a serem
utilizadas.
Art. 1º As Combinações de Veículos de Carga - CVC,
com mais de duas unidades, incluída a unidade tratora, § 1º A unidade tratora dessas composições deverá ser
com peso bruto total acima de 57t ou com comprimento dotada de tração dupla, e quando carregada, ser
total acima de 19,80m, só poderão circular portando Auto- capaz de vencer aclives de 6%, com coeficiente
rização Especial de Trânsito - AET. de atrito pneu/solo de 0,45, uma resistência ao
rolamento de 11 kgf/t e um rendimento de sua
Parágrafo único. O Conselho Nacional de Trânsito - transmissão de 90%, podendo suspender um dos
CONTRAN, regulamentará os procedimentos administra- eixos tratores somente quando a CVC estiver des-
tivos para a obtenção e renovação da AET de que trata carregada, passando a operar na configuração
o caput, observadas as demais disposições desta Resolu- 4X2. (Redação do parágrafo dada pela Resolução
ção. (Parágrafo acrescentado pela Resolução CONTRAN CONTRAN Nº 635 DE 30/11/2016).
Nº 635 DE 30/11/2016).
§ 2º Nas Combinações com Peso Bruto Total Combina-
Art. 2º A Autorização Especial de Trânsito - AET pode do-PBTC, inferior a 57 toneladas, o caminhão-tra-
ser concedida pelo Órgão Executivo Rodoviário da União, tor poderá ser de tração simples (4x2). (Redação
dos Estados, dos Municípios ou do Distrito Federal, me- dada ao parágrafo pela Resolução CONTRAN nº
diante atendimento aos seguintes requisitos: 256, de 30.11.2007, DOU 06.12.2007 )

I - para a CVC: § 3º A Autorização Especial de Trânsito - AET, fornecida


pelo Órgão Executivo Rodoviário da União, dos Es-
a) Peso Bruto Total Combinado (PBTC) igual ou inferior tados, dos Municípios e do Distrito Federal, terá o
a 91 toneladas; (Redação do inciso dada pela Resolu- percurso estabelecido e aprovado pelo órgão com
ção CONTRAN Nº 640 DE 14/12/2016). circunscrição sobre a via.

b) Comprimento superior a 19,80m e máximo de 30 § 4º A critério do Órgão Executivo Rodoviário respon-


metros, quando o PBTC for inferior ou igual a 57t. sável pela concessão da Autorização Especial de
Trânsito - AET, nas vias de duplo sentido de dire-
c) Comprimento mínimo de 25m e máximo de 30 me- ção, poderão ser exigidas medidas complemen-
tros, quando o PBTC for superior a 57t. tares que possibilitem o trânsito dessas compo-
sições, respeitadas as condições de segurança, a
d) limites legais de Peso por Eixo fixados pelo CON- existência de faixa adicional para veículos lentos
TRAN; nos segmentos em rampa com aclive e compri-
mento superior a 5% e 600m, respectivamente.
e) a compatibilidade da Capacidade Máxima de Tração
- CMT da unidade tratora, determinada pelo fabri- § 5º A Autorização Especial de Trânsito (AET) será con-
VADE MECUM PRF

cante, com o Peso Bruto Total Combinado - PBTC; cedida para cada caminhão trator, especificando os
limites de comprimento e de peso bruto total com-
f) estar equipadas com sistemas de freios conjugados binado (PBTC) da combinação de veículo de carga
entre si e com a unidade tratora, atendendo o dis- (CVC), sendo identificadas as unidades rebocadas
posto na Resolução nº 777/93 - CONTRAN; na respectiva AET, podendo estas serem substi-
tuídas a qualquer tempo, observadas as mesmas

90
características de dimensões e peso e adequada g) A compatibilidade da Capacidade Máxima de Tração
Capacidade Máxima de Tração (CMT) da unidade (CMT) da unidade tratora, determinada pelo fabricante,
tratora, mediante a apresentação ao órgão com com o Peso Bruto Total Combinado (PBTC);
circunscrição sobre a via, do respectivo Laudo Téc-
nico contendo os requisitos de que trata o art. 4º h) Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) do Estudo
desta Resolução. (Redação do parágrafo dada pela Técnico de que trata este inciso, devidamente assinada
Resolução CONTRAN Nº 663 DE 19/04/2017). por engenheiro mecânico ou automotivo habilitado,
cadastrada no órgão de registro profissional compe-
(Artigo acrescentado pela Resolução CONTRAN Nº tente;
663 DE 19/04/2017):
i) O Estudo Técnico de que trata este inciso deverá ser
Art. 2º-A. As Autorizações Especiais de Trânsito (AET) realizado por empresa com comprovada experiência
referentes às Combinações de Veículos de Carga (CVC), em estudos desta natureza, devidamente credenciada
com altura máxima de 4,40 m (quatro metros e quarenta junto ao órgão com circunscrição sobre a via.
centímetros), com Peso Bruto Total Combinado (PBTC)
superior a 74 toneladas e inferior ou igual 91 toneladas e III - O interessado deverá apresentar Laudo Técnico da
comprimento mínimo de 28 (vinte e oito) metros e máximo Combinação de Veículo de Carga (CVC), assinado por um
de 30 (trinta) metros, serão concedidas apenas aos pólos responsável técnico, engenheiro mecânico ou automotivo
geradores de tráfego de que trata o art. 93 da Lei nº 9.503, habilitado, atestando a obediência aos seguintes requisi-
de 23 de setembro de 1997, que institui o Código de tos:
Trânsito Brasileiro, a requerimento do interessado, pessoa
física ou jurídica proprietária do empreendimento, e desde a) Estar equipada com sistemas de freios conjugados en-
que obedecidas às seguintes condições: tre si e com a unidade tratora, atendendo o disposto
na regulamentação específica do CONTRAN, atestada
I - As Combinações de Veículos de Carga (CVC) de que pelo responsável técnico habilitado na forma estabele-
trata o caput deverão obedecer aos limites legais de
cida neste inciso, observando-se os requisitos estabe-
peso por eixo fixados pelo CONTRAN;
lecidos no Anexo III desta resolução, onde aplicáveis;
II - O interessado deverá apresentar um Estudo Técnico
b) O acoplamento dos veículos rebocados deverá ser do
comprovando a compatibilidade das Combinações de
tipo automático conforme NBR 11410 e estarem refor-
Veículos de Carga (CVC’s) nas vias pretendidas, contem-
plando o seguinte: çados com correntes ou cabos de aço de segurança,
atestado pelo responsável técnico habilitado na forma
a) Memória de cálculo de compatibilidade da Capaci- estabelecida neste inciso;
dade Máxima de Tração (CMT) em rampas, determi-
nada pelo fabricante, com o Peso Bruto Total Combi- c) O acoplamento dos veículos articulados deverá ser do
nado (PBTC); tipo pino-rei e quinta roda e obedecer ao disposto na
NBR NM-ISO 3842, NBR NM-ISO 4086, NBR NM-ISO
b) Memória de cálculo de arraste e varredura de acordo 8716 e NBR NM-ISO 1726 aplicáveis, de acordo com
com raios de curva apresentados no estudo de viabi- avaliação de conformidade certificada pelo INMETRO
lidade de tráfego da CVC; ou organismo por este acreditado, atestada pelo res-
ponsável técnico habilitado na forma estabelecida nes-
c) Memória de cálculo de capacidade de vencer rampas te inciso;
de até 6%;
d) Possuir sinalização especial na forma do Anexo II e estar
d) Demonstrativo de capacidades técnicas da unidade provida de lanternas laterais colocadas a intervalos re-
tratora fornecidas e comprovadas pelo fabricante de gulares de no máximo 3 (três) metros entre si, que per-
acordo com as características técnicas para cada tipo mitam a sinalização do comprimento total do conjunto;
e modelo de caminhão-trator (CMT, dimensões, rela-
ção da caixa de cambio, reduções diferencial e cubo e) A CVC deverá ser provida de fueiros ou painéis laterais
de rodas, potência e torque máximo e mínimo); de proteção da carga em toda a extensão das carroce-
rias da combinação de veículos, quando for o caso;
e) Planta dimensional para cada tipo e modelo de ca-
VADE MECUM PRF

minhãotrator com demonstrativo das capacidades f) Possuir, quando aplicável, dispositivo automático de
técnicas, inclusive para as unidades tracionadas; proteção da carga transportada do tipo sólido a granel
para atendimento das disposições contidas na Resolu-
f) Capacidade e memória de cálculo de frenagem para
ção CONTRAN nº 441, de 28 de maio de 2013, ou suas
as condições das vias indicadas no Estudo de Viabi-
lidade de Tráfego; sucedâneas;

91
g) A unidade tratora deve possuir potência compatível i) Os acessos a serem utilizados ao longo do percurso
com as disposições vigentes da Portaria INMETRO nº deverão ser projetados e executados pelo interes-
51/2011 ou suas sucedâneas. sado de modo a garantir que os veículos adentrem
as rodovias sem causar interferência no trânsito, in-
IV - Apresentação e aprovação junto ao órgão executivo cluindo faixas de aceleração e desaceleração, proje-
rodoviário com circunscrição sobre a via, de Estudo de tadas de acordo com as velocidades estabelecidas na
Viabilidade de Tráfego da CVC no percurso proposto, con- via;
templando:
j) As travessias de vias só poderão ser realizadas nos
a) Análise da geometria viária, contemplando: cadastro da locais predeterminados e sinalizados, estabelecidos
geometria viária; levantamento visual contínuo por vídeo de acordo com a distância mínima de visibilidade
ou fotográfico; inclinação e extensão de rampas; tangen- para o trecho, em função do tempo médio de traves-
tes, curvas horizontais e verticais; identificação, adequação sia de 18 (dezoito) segundos;
e/ou regularização dos acessos existentes; interseções vi-
k) O interessado deverá instalar sinalização especial de
árias em nível e em desnível;
advertência com intervalos máximos de 5 (cinco) km
b) Análise de capacidade e nível de serviço em todo o com o seguinte alerta “Trânsito de veículos lentos de
grande porte”;
percurso, para todas as classes de rodovias, e avaliação
da necessidade de terceira faixa ou faixa adicional em l) Deverá ser apresentada Anotação de Responsabili-
rampas ascendentes em vias de pista simples; dade Técnica - ART do Estudo de Viabilidade de Trá-
fego de que trata este inciso, devidamente assinada
c) Cadastro e análise da sinalização horizontal e vertical por engenheiro civil habilitado, cadastrada no órgão
e dispositivos auxiliares de sinalização e de segurança de registro profissional competente.
viária;
m) O Estudo de Viabilidade de Tráfego de que trata este
d) Avaliação da capacidade de suporte dos pavimentos e inciso deverá ser realizado por empresa com com-
sua compatibilidade com a CVC proposta, elaborado provada experiência em estudos desta natureza, de-
por empresa, órgão ou entidade de reconhecida capa- vidamente credenciada junto ao órgão com circuns-
cidade técnica; crição sobre a via.

e) Análise da capacidade estrutural das obras-de-arte cor- V - A CVC de que trata o caput desse artigo somente
rentes e especiais: avaliação estrutural e geométrica das poderá trafegar em via pública, no percurso especifica-
obras de arte contemplando a análise comparativa de do na AET, quando obedecidas as seguintes condições
esforços provocados pela carga móvel normativa re- operacionais:
ferente à classe da obra, com os esforços provocados
pela CVC, trafegando em conjunto com a carga distri- a) Velocidade máxima de 60 (sessenta) km/h, devendo
buída de 5 (cinco) kN/m2, nas posições mais desfavo- constar na parte traseira da ultima combinação essa
informação;
ráveis;
b) Fica proibida a operação em comboio, observando-
f) Apresentação de medidas mitigadoras para todos os
-se a distância mínima de 100 (cem) metros entres
itens anteriores, contemplando projetos de adequação CVCs;
e manutenção periódica, quando aplicável, caso obser-
vada a viabilidade de tráfego para a CVC proposta. c) O veículo deverá trafegar sempre com faróis acesos;

g) As análises da capacidade de suporte dos pavimentos d) É vedada a ultrapassagem de outro veículo pela CVC,
e da capacidade estrutural das obras-de-arte correntes salvo se estiver parado;
e especiais deverão considerar as normas dos órgãos
executivos rodoviários com circunscrição sobre a via e) A operação noturna em vias de pista simples somen-
ou, na ausência destas, as normas e manuais técnicos te poderá ocorrer em horários com baixo volume
do Departamento Nacional de Infraestrutura de Trans- de tráfego, correspondente, no máximo, ao nível de
porte (DNIT). serviço “C”, verificados no Estudo de Viabilidade de
VADE MECUM PRF

Tráfego, devendo constar expressamente na AET os


h) Como condição à obtenção da AET, as medidas mitiga- horários permitidos;
doras da infraestrutura viária propostas pelo requeren-
te serão executadas às suas expensas, mediante apro- f) É vedada a imobilização da CVC sobre estruturas de
Obras de Arte Especiais (OAEs), exceto em situações
vação do órgão com circunscrição sobre a via, o qual
de emergência;
deverá fiscalizar, acompanhar e receber as obras.

92
g) O percurso autorizado na AET será limitado a 100 a) planta dimensional da combinação, contendo indi-
(cem) quilômetros; cações de comprimento total, distância entre eixos,
balanços traseiro e laterais, detalhe do pára-choques
h) Em vias de múltiplas faixas de tráfego, a CVC deverá traseiro, dimensões e tipos dos pneumáticos, lanter-
utilizar obrigatoriamente a faixa da direita. nas de advertência, identificação da unidade tratora,
altura e largura máxima, placa traseira de sinalização
§ 1º A Inspeção Técnica Veicular (ITV), obedecido ao especial, Peso Bruto Total Combinado - PBTC, Peso
respectivo cronograma e periodicidade, integrará
por Eixo, Capacidade Máxima de Tração - CMT e dis-
os requisitos a serem exigidos no inciso III deste
tribuição de carga no veículo;
artigo.
b)
cálculo demonstrativo da capacidade da unidade
§ 2º O órgão com circunscrição sobre a via emitirá pa-
tratora de vencer rampa de 6%, observando os pa-
recer técnico sobre os estudos de que tratam os
incisos II, III e IV deste artigo, mantendo-o junto ao râmetros do art. 2º e seus parágrafos e a fórmula do
respectivo processo de obtenção da AET até a sua Anexo I;
renovação.
c) gráfico demonstrativo das velocidades, que a uni-
§ 3º O órgão máximo executivo de trânsito da União dade tratora da composição é capaz de desenvolver
incluirá em regulamentação específica as novas para aclives de 0 a 6%, obedecidos os parâmetros do
Combinações de Veículos de Carga (CVC) de que art. 2º e seus parágrafos;
trata esta Resolução.
d) capacidade de frenagem;
(Redação do artigo dada pela Resolução CONTRAN
Nº 635 DE 30/11/2016): e) desenho de arraste e varredura, conforme norma
SAE J695b, acompanhado do respectivo memorial
Art. 3º  O trânsito de Combinações de Veículos de de cálculo;
Carga de que trata esta Resolução será do amanhecer ao
pôr do sol e sua velocidade máxima de 80 km/h. f) laudo técnico de inspeção veicular elaborado e as-
sinado pelo engenheiro mecânico responsável pelo
§ 1º Nas vias com pista dupla e duplo sentido de circu- projeto, acompanhado pela sua respectiva ART -
lação, dotadas de separadores físicos e que pos- Anotação de Responsabilidade Técnica, atestando as
suam duas ou mais faixas de circulação no mesmo condições de estabilidade e de segurança da Combi-
sentido, será autorizado o trânsito diuturno. nação de Veículos de Carga - CVC.

§ 2º Em casos especiais, devidamente justificados, po- II - Cópia dos Certificados de Registro e Licenciamento
derá ser autorizado o trânsito noturno de Combi- dos Veículos, da composição veículo e semi-reboques
nações de Veículos de Carga, nas vias de pista sim- - CRLV.
ples com duplo sentido de circulação, observados
os seguintes requisitos: § 1º Nenhuma Combinação de Veículos de Carga - CVC
poderá operar ou transitar na via pública sem que
I - volume horário de tráfego no período noturno cor- o Órgão Executivo Rodoviário da União, dos Esta-
respondente, no máximo, ao nível de serviço “C”, con- dos, dos Municípios ou Distrito Federal tenha ana-
forme conceito da Engenharia de Tráfego; lisado e aprovado toda a documentação mencio-
nada neste artigo e liberado sua circulação.
II - traçado adequado de vias e suas condições de segu-
rança, especialmente no que se refere à ultrapassagem
§ 2º Somente será admitido o acoplamento de rebo-
dos demais veículos;
ques e semi-reboques, especialmente construídos
III - colocação de placas de sinalização em todo o tre- para utilização nesse tipo de Combinação de Veí-
cho da via, advertindo os usuários sobre a presença de culos de Carga - CVC, devidamente homologados
veículos longos. pelo Órgão Máximo Executivo de Trânsito da União
com códigos específicos na tabela de marca/mo-
Art. 4º Ao requerer a concessão da Autorização Espe- delo do RENAVAM.
cial de Trânsito - AET o interessado deverá apresentar:
VADE MECUM PRF

§ 3º Para concessão da Autorização Especial de Trânsito


I - preliminarmente, projeto técnico da Combinação de (AET) de veículos com Peso Bruto Total Combinado
Veículos de Carga - CVC, devidamente assinado por en- (PBTC) superior a 74 toneladas e inferior ou igual
genheiro mecânico, conforme Lei Federal nº 5.194/66, 91 toneladas não se aplica o disposto no art. 4º
que se responsabilizará pelas condições de estabilidade desta Resolução. (Redação do parágrafo dada pela
e de segurança operacional, e que deverá conter: Resolução CONTRAN Nº 663 DE 19/04/2017).

93
§ 4º Para concessão da Autorização Especial de Trânsito Art. 7º Excepcionalmente será concedida AET para as
(AET) de veículos com Peso Bruto Total Combinado Combinações de Veículos de Carga - CVC com peso bru-
(PBTC) superior a 74 toneladas e inferior ou igual to total combinado de até 74 (setenta e quatro) toneladas
91 toneladas, o interessado deverá atender os pro- e comprimento inferior a 25 (vinte e cinco) metros, desde
cedimentos administrativos, especificação técnica que as suas unidades tracionadas tenham sido registradas
das Combinações de Veículo de Carga (CVC), os até 03 de fevereiro de 2006, respeitadas as restrições im-
itens e os requisitos de segurança da CVC previs- postas pelos órgãos executivos com circunscrição sobre a
tos no art. 2º-A desta Resolução.(Redação do pa- via. (Redação dada ao artigo pela Resolução CONTRAN nº
rágrafo dada pela Resolução CONTRAN Nº 663 DE 381, de 28.04.2011, DOU 03.05.2011 )
19/04/2017).
(Parágrafo acrescentado pela Resolução CONTRAN
Art. 5º A Autorização Especial de Trânsito - AET terá Nº 635 DE 30/11/2016):
validade pelo prazo máximo de 1 (um) ano, de acordo com
o licenciamento da unidade tratora, para os percursos e § 1º Para os veículos boiadeiros articulados (Romeu e
horários previamente aprovados, e somente será fornecida Julieta) com até 25 m (vinte e cinco metros):
após vistoria técnica da Combinação de Veículos de Carga
I - Fica permitida a concessão de Autorização Especial
- CVC, que será efetuada pelo Órgão Executivo Rodoviário
de Trânsito (AET);
da União, ou dos Estados, ou dos Municípios ou do Distrito
Federal. II - Isenta-se o requisito da data de registro as unidades
tracionadas de que trata o caput deste parágrafo.
§ 1º Para renovação da Autorização Especial de Trânsi-
to - AET, a vistoria técnica prevista no caput deste § 2º Para Combinações de Veículos de Carga cujo com-
artigo poderá ser substituída por um Laudo Técni- primento seja de no máximo 19,80 m, o trânsito
co de inspeção veicular elaborado e assinado por será diuturno. (Antigo parágrafo único, alterado e
engenheiro mecânico responsável pelo projeto, renumerado pela Resolução CONTRAN Nº 635 DE
acompanhado pela respectiva ART - Anotação de 30/11/2016).
Responsabilidade Técnica, que emitirá declaração
de conformidade junto com o proprietário do ve- Art. 8º A não observância dos preceitos desta Resolu-
ículo, atestando que a composição não teve suas ção sujeita o infrator às penalidades previstas no art. 231
características e especificações técnicas modifica- e seus incisos do CTB, conforme cabível, além das medidas
das, e que a operação se desenvolve dentro das administrativas aplicáveis.
condições estabelecidas nesta Resolução.
Art. 9º Esta Resolução entrará em vigor na data de sua
§ 2º Os veículos em circulação na data da entrada em publicação, produzindo efeito a partir de 01.01.2007.
vigor desta Resolução terão assegurada a renova-
ção da Autorização Especial de Trânsito - AET, me- Art. 9º-A Prorrogar para o dia 1º de janeiro de 2018 o
diante atendimento ao previsto no parágrafo an- prazo para cumprimento das exigências dispostas no Anexo
terior e apresentação do Certificado de Registro e II desta Resolução, com redação dada pela Resolução
CONTRAN nº 635/2016, facultando a antecipação de sua
Licenciamento dos Veículos - CRLV, da composição
adoção total. (Artigo acrescentado pela Resolução CON-
veículo e os semi-reboques.
TRAN Nº 700 DE 10/10/2017).
Art. 6º Em atendimento às inovações tecnológicas, a
Art. 10. Ficam revogadas as Resoluções nºs 68/98 ,
utilização e circulação de novas composições, respeitados
164/04 , 184/05 e 189/06 , a partir de 01.01.2007.
os limites de peso por eixo, somente serão autorizadas
após a comprovação de seu desempenho, mediante testes
de campo incluindo manobrabilidade, capacidade de fre- CONTRAN - RESOLUÇÃO Nº 216/2006
nagem, distribuição de carga e estabilidade, além do cum-
primento do disposto na presente Resolução. Fixa exigências sobre condições de segurança e visibilida-
de dos condutores em pára-brisas em veículos automotores,
§ 1º O DENATRAN baixará, em 90 dias, Portaria com as
para fins de circulação nas vias públicas.
composições homologadas, especificando seus li-
VADE MECUM PRF

mites de pesos e dimensões. O CONSELHO NACIONAL DE TRÂNSITO – CONTRAN,


usando a competência que lhe confere o inciso I do Artigo
§ 2º O uso regular de novas composições só poderá ser
12 da Lei 9503 de 23 de setembro de 1997, que instituiu o
efetivado após sua homologação e publicação em
Código de Trânsito Brasileiro – CTB e conforme o Decreto
Portaria do DENATRAN.
N° 4.711, de 29 de maio de 2003, que trata da Coordena-
ção do Sistema Nacional de Trânsito, e

94
Considerando que a regulamentação da matéria con- II – Fratura de configuração circular não superior a 4
tribuirá para a unificação de entendimento no âmbito dos centímetros de diâmetro.
órgãos e entidades componentes do Sistema Nacional de
Trânsito – SNT, para fins de inspeção e fiscalização; Art. 6º. O descumprimento do disposto nesta Resolu-
ção sujeita o infrator às sanções previstas no artigo 230,
Considerando que os requisitos estabelecidos nas inciso XVIII c/c o artigo 270, § 2º, do Código de Trânsito
Normas Brasileiras da ABNT objetivam fixar condições de Brasileiro.
segurança e requisitos mínimos para vidros de segurança
instalados em veículos automotores, reduzir os riscos de Art. 7°. Esta Resolução entra em vigor na data de sua
lesões aos seus ocupantes e assegurar visibilidade condu- publicação, revogadas as disposições em contrário.
tores de veículos, resolve:
CONTRAN - RESOLUÇÃO Nº 227/2007
Art. 1°. Fixar requisitos técnicos e estabelecer exigên-
cias sobre as condições de segurança dos pára-brisas de
veículos automotores e de visibilidade do condutor para Estabelece requisitos referendes aos sistemas de ilumina-
fins de circulação nas vias públicas. ção e sinalização de veículos.

Art. 2º Para efeito desta Resolução, as trincas e fraturas O CONSELHO NACIONAL DE TRÂNSITO - CONTRAN,
de configuração circular são consideradas dano ao pára- usando da competência que lhe confere o inciso I do art.
-brisa. 12 da Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, que institui
o Código de Trânsito Brasileiro - CTB, e conforme o Decreto
Art. 3º Na área crítica de visão do condutor e em uma nº 4.711, de 29 de maio de 2003, que dispõe sobre a coor-
faixa periférica de 2,5 centímetros de largura das bordas denação do Sistema Nacional de Trânsito, e
externas do pára-brisa não devem existir trincas e fraturas
de configuração circular, e não podem ser recuperadas. Considerando que nenhum veículo poderá transitar nas
vias terrestres abertas à circulação pública sem que ofereça
Art. 4° Nos pára-brisas dos ônibus, microônibus e as condições mínimas de segurança;
caminhões, a área crítica de visão do condutor conforme
figura ilustrativa do anexo desta resolução é aquela situa- Considerando que a normalização dos sistemas de ilu-
da a esquerda do veículo determinada por um retângulo minação e sinalização é de vital importância na manuten-
de 50 centímetros de altura por 40 centímetros de largura, ção da segurança do Trânsito;
cujo eixo de simetria vertical é demarcado pela projeção da
linha de centro do volante de direção, paralela à linha de Considerando a necessidade de aperfeiçoar e atualizar
centro do veículo, cuja base coincide com a linha tangente os requisitos de segurança para os veículos nacionais e im-
do ponto mais alto do volante. portados, resolve:

Parágrafo único. Nos pára-brisas dos veículos de que Art. 1º Os automóveis, camionetas, utilitários, cami-
trata o caput deste artigo, são permitidos no máximo três nhonetes, caminhões, ônibus, microônibus, reboques e
danos, exceto nas regiões definidas no art. 3º, respeitados semi-reboques novos saídos de fábrica, nacionais e impor-
os seguintes limites: tados a partir de 01.01.2009, deverão estar equipados com
sistema de iluminação veicular, de acordo com as exigên-
I – Trinca não superior a 20 centímetros de comprimen- cias estabelecidas por esta Resolução e seus Anexos.
to;
§ 1º Os dispositivos componentes dos sistemas de ilu-
II – Fratura de configuração circular não superior a 4 minação e de sinalização veicular devem atender
centímetros de diâmetro. ao estabelecido nos Anexos que fazem parte dessa
Resolução:
Art. 5°. Nos demais veículos automotores, a área crítica
de visão do condutor é a metade esquerda da região de Anexo 1 - Instalação de dispositivos de iluminação e
varredura das palhetas do limpador de pára-brisa. sinalização luminosa.
Parágrafo único. Nos pára-brisas dos veículos de que Anexo 2 - Faróis principais emitindo fachos assimétricos
VADE MECUM PRF

trata o caput deste artigo, são permitidos no máximo dois e equipados com lâmpadas de filamento.
danos, exceto nas regiões definidas no art. 3º, respeitando
os seguintes limites: Anexo 3 - Faróis de neblina dianteiros.

I – Trinca não superior a 10 centímetros de comprimen- Anexo 4 - Lanternas de marcha-a-ré.


to;

95
Anexo 5 - Lanternas indicadores de direção. § 5º Os dispositivos mencionados no parágrafo ante-
rior devem ser aplicados, conforme o caso, quando
Anexo 6 - Lanternas de posição dianteiras e traseiras, da complementação do veículo.
lanternas de freio e lanternas delimitadoras traseiras.
§ 6º Os veículos inacabados (chassi de caminhão com
Anexo 7 - Lanterna de iluminação da placa traseira. cabina incompleta ou sem cabina, chassi e plata-
forma para ônibus ou microônibus, com destino
Anexo 8 - Lanternas de neblina traseiras. ao concessionário, encarroçador ou, ainda, a serem
complementados por terceiros) não estão sujei-
Anexo 9 - Lanternas de estacionamento. tos ao cumprimento dos requisitos de iluminação
e sinalização, quanto à posição de montagem e
Anexo 10 - Faróis principais equipados com fonte de luz prescrições fotométricas estabelecidas na presente
de descarga de gás. Resolução, para aqueles dispositivos luminosos a
serem substituídos ou modificados quando da sua
Anexo 11 - Fonte de luz para uso em farol de descarga complementação.
de gás.
§ 7º Ficam limitados a instalação e o funcionamento
Anexo 12 - Retrorrefletores. simultâneo de no máximo 8 (oito) faróis, indepen-
dentemente de suas finalidades. (Redação dada
Anexo 13 - Lanterna de posição lateral. ao parágrafo pela Resolução CONTRAN nº 383, de
02.06.2011, DOU 07.06.2011).
Anexo 14 - Farol de rodagem diurna.
§ 8º A identificação, localização e forma correta de uti-
§ 2º Os veículos inacabados (chassi de caminhão com lização dos dispositivos luminosos deverão cons-
cabina e sem carroçaria com destino ao conces- tar no manual do veículo. (Parágrafo acrescentado
sionário, encarroçador ou, ainda, a serem comple- pela Resolução CONTRAN nº 294, de 17.10.2008,
mentados por terceiros), não estão sujeitos à apli- DOU 31.10.2008)
cação dos dispositivos relacionados abaixo:
§ 9º É proibida a colocação de adesivos, pinturas, pe-
a) lanternas delimitadoras traseiras; lículas ou qualquer outro material nos dispositi-
vos dos sistemas de iluminação ou sinalização de
b) lanternas laterais traseiras e intermediárias; veículos. (Parágrafo acrescentado pela Resolução
CONTRAN nº 383, de 02.06.2011, DOU 07.06.2011)
c) retrorrefletores laterais traseiros e intermediários.
Art. 2º Serão aceitas inovações tecnológicas ainda que
§ 3º Os dispositivos mencionados no parágrafo ante- não contempladas nos requisitos estabelecidos nos Ane-
rior devem ser aplicados, conforme ocaso, quando xos, mas que comprovadamente assegurem a sua eficácia e
da complementação do veículo. segurança dos veículos, desde que devidamente avaliadas
e aprovadas pelo órgão máximo executivo de trânsito da
§ 4º Os veículos inacabados (chassi de caminhão com União.
cabina incompleta ou sem cabina, chassi e plata-
forma para ônibus ou microônibus) com destino Art. 3º Para fins de conformidade com o disposto nos
ao concessionário, encarroçador ou, ainda, a serem Anexos da presente Resolução, serão aceitos os resultados
complementados por terceiros, não estão sujeitos de ensaios emitidos por órgão acreditado pelo INMETRO
- Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Quali-
à aplicação dos dispositivos relacionados abaixo:
dade Industrial.
a) lanternas delimitadoras dianteiras e traseiras;
Art. 4º Fica a critério do órgão máximo executivo de
b) lanternas laterais e dianteiras, traseiras e intermediá- trânsito da União admitir, para efeito de comprovação do
atendimento das exigências desta Resolução, os resultados
rias;
de testes e ensaios obtidos por procedimentos similares de
mesma eficácia, realizados no exterior.
VADE MECUM PRF

c) retrorrefletores laterais e dianteiros, traseiros e inter-


mediários;
Art. 5º Fica a critério do órgão máximo executivo de
trânsito da União homologar veículos que cumpram com
d) lanternas de iluminação da placa traseira; e
os sistemas de iluminação que atendam integralmente à
norma Norte Americana FMVSS nº 108.
e) lanterna de marcha-a-ré.

96
Art. 6º Os anexos desta Resolução encontram-se dis- § 1º Além dos caracteres previstos neste artigo, as pla-
poníveis no sítio eletrônico www.denatran.gov.br. cas dianteira e traseira deverão conter, gravados
em tarjetas removíveis a elas afixadas, a sigla iden-
Art.  6º-A.  O não atendimento ao disposto nesta Re- tificadora da Unidade da Federação e o nome do
solução sujeita o infrator à aplicação das penalidades e Município de registro do veículo, exceção feita às
medidas administrativas previstas no art. 230, incisos IX, placas dos veículos oficiais, de representação, aos
XII, XIII e XXII do CTB, conforme infração a ser apurada. pertencentes a missões diplomáticas, às reparti-
(Artigo acrescentado pela Resolução CONTRAN nº 383, de ções consulares, aos organismos internacionais,
02.06.2011, DOU 07.06.2011) aos funcionários estrangeiros administrativos de
carreira e aos peritos estrangeiros de cooperação
Art. 7º Esta Resolução entra em vigor na data de sua internacional.
publicação, produzindo efeitos a partir de 01.01.2009, sen-
do facultado antecipar sua adoção total ou parcial, ficando § 2º As placas excepcionalizadas no parágrafo anterior,
convalidadas, até esta data, as características dos veícu- deverão conter, gravados nas tarjetas ou, em espa-
los fabricados de acordo com as Resoluções nºs 680/87 e ço correspondente, na própria placa, os seguintes
692/88-CONTRAN. (Redação dada ao artigo pela Resolu- caracteres:
ção CONTRAN nº 294 de 17.10.2008, DOU 31.10.2008)
I - veículos oficiais da União: BRASIL;
Art. 8º Até a efetiva adequação das exigências estabe-
lecidas nesta Resolução, os veículos mencionados deverão II - veículos oficiais das Unidades da Federação: nome
estar em conformidade com o disposto nas Resoluções da Unidade da Federação;
nº 680/87 e nº 692/88-CONTRAN. (Artigo acrescentado
pela Resolução CONTRAN nº 294, de 17.10.2008, DOU III - veículos oficiais dos Municípios: sigla da Unidade da
31.10.2008) Federação e nome do Município.

IV - As placas dos veículos automotores pertencentes


CONTRAN - RESOLUÇÃO Nº 231/2007 às Missões Diplomáticas, às Repartições Consulares, aos
Organismos Internacionais, aos Funcionários Estrangei-
Estabelece o Sistema de Placas de Identificação de Veí- ros Administrativos de Carreira e aos Peritos Estran-
culos. geiros de Cooperação Internacional deverão conter as
seguintes gravações estampadas na parte central supe-
O Conselho Nacional de Trânsito - CONTRAN, no uso rior da placa (tarjeta), substituindo-se a identificação do
da competência que lhe confere o art. 12, inciso I, da Lei nº Município:
9.503, de 23 de setembro de 1997 , que instituiu o Código
de Trânsito Brasileiro nos termos do disposto no Decreto a) CMD, para os veículos de uso dos Chefes de Missão
nº 4.711, de 29 de maio de 2003 , que trata da Coordena- Diplomática;
ção do Sistema Nacional de Trânsito.
b) CD, para os veículos pertencentes ao Corpo Diplo-
Considerando o disposto nos arts. 115 , 221 e 230 nos mático;
incisos I, IV e VI do Código de Trânsito Brasileiro - CTB que
estabelece que o CONTRAN definirá os modelos e especifi- c) C, para os veículos pertencentes ao Corpo Consular;
cações das placas de identificação dos veículos;
d) OI, para os veículos pertencentes a Organismos In-
Considerando a necessidade de melhor identificação ternacionais;
dos veículos e tendo em vista o que consta dos Processos
e) ADM, para os veículos pertencentes a funcionários
nºs 80001.016227/2006-08, 80001.027803/2006-34; resol-
administrativos de carreira estrangeiros de Missões
ve:
Diplomáticas, Repartições Consulares e Representa-
Art. 1º Após o registro no órgão de trânsito, cada veí- ções de Organismos Internacionais;
culo será identificado por placas dianteira e traseira, afixa-
f) CI, para os veículos pertencentes a peritos estrangei-
das em primeiro plano e integrante do mesmo, contendo
ros sem residência permanente que venham ao Brasil
7 (sete) caracteres alfanuméricos individualizados sendo o
VADE MECUM PRF

no âmbito de Acordo de Cooperação Internacional.


primeiro grupo composto por 3 (três), resultante do arran-
jo, com repetição de 26 (vinte e seis) letras, tomadas três
§ 3º A placa traseira será obrigatoriamente lacrada à
a três, e o segundo grupo composto por 4 (quatro), resul-
estrutura do veículo, juntamente com a tarjeta, em
tante do arranjo, com repetição, de 10 (dez) algarismos,
local de visualização integral.
tomados quatro a quatro.

97
§ 4º Os caracteres das placas de identificação serão II - Nas demais categorias, os veículos registrados a par-
gravados em alto relevo. tir de 1º de janeiro de 2008 e os transferidos de municí-
pio; (Redação dada ao inciso pela Resolução CONTRAN
Art. 2º As dimensões, cores e demais características das nº 241, de 22.06.2007, DOU 04.07.2007 )
placas obedecerão as especificações constantes do Anexo
da presente Resolução. Parágrafo único: Os demais veículos, fabricados a partir
de 01 de abril de 2012, deverão utilizar obrigatoriamente
Art. 3º No caso de mudança de categoria de veículos, placas e tarjetas confeccionadas com películas refletivas,
as placas deverão ser alteradas para as de cor da nova ca- atendidas as especificações do Anexo desta Resolução.
tegoria, permanecendo entretanto a mesma identificação (Redação dada ao parágrafo pela Deliberação CONTRAN
alfanumérica. nº 122, de 27.12.2011, DOU 29.12.2011 )
Art. 4º O Órgão Maximo Executivo de Transito da União Art. 7º Os veículos com placa de identificação em desa-
estabelecerá normas técnicas para a distribuição e controle cordo com as especificações de dimensão, película refleti-
das series alfanuméricas. va, cor e tipologia deverão adequar-se quando da mudan-
ça de município. (Redação dada ao artigo pela Resolução
Art. 5º As placas serão confeccionadas por fabricantes
CONTRAN nº 372, de 18.03.2011, DOU 23.03.2011, rep.
credenciados pelos órgãos executivo de trânsito dos Esta-
DOU 02.08.2011 )
dos ou do Distrito Federal, obedecendo as formalidades
legais vigentes.
Art. 8º Será obrigatório o uso de segunda placa traseira
de identificação nos veículos em que a aplicação do dispo-
§ 1º Será obrigatória a gravação do registro do fabri-
cante em superfície plana da placa e da tarjeta, de sitivo de engate para reboques resultar no encobrimento,
modo a não ser obstruída sua visão quando afi- total ou parcial, da placa traseira localizada no centro geo-
xadas nos veículos, obedecidas as especificações métrico do veículo.
contidas no Anexo da presente Resolução.
Parágrafo único. - Não será exigida a segunda placa tra-
§ 2º Aos órgãos executivos de trânsito dos Estados ou seira para os veículos em que a aplicação do dispositivo de
do Distrito Federal, caberá credenciar o fabricante engate de reboques não cause prejuízo para visibilidade da
de placas e tarjetas, bem como a fiscalização do placa de identificação traseira.
disposto neste artigo.
Art. 9º A segunda placa de identificação será aposta
§ 3º O fabricante de placas e tarjetas que deixar de em local visível, ao lado direito da traseira do veículo, po-
observar as especificações constantes da presen- dendo ser instalada no pára-choque ou na carroceria, ad-
te Resolução e dos demais dispositivos legais que mitida a utilização de suportes adaptadores.
regulamentam o sistema de placas de identificação
de veículos, terá seu credenciamento cancelado Parágrafo único. - A segunda placa de identificação será
pelo órgão executivo de trânsito dos Estados ou lacrada na parte estrutural do veículo em que estiver insta-
do Distrito Federal. lada (pára-choque ou carroceria).

§ 4º Os órgãos executivos de trânsito dos Estados ou Art. 10. O não cumprimento do disposto nesta Reso-
do Distrito Federal, estabelecerão as abreviaturas, lução implicará na aplicação das penalidades previstas nos
quando necessárias, dos nomes dos municípios de arts. 221 e 230 Incisos I, IV e VI do Código de Trânsito Bra-
sua Unidade de Federação, a serem gravados nas sileiro .
tarjetas.
Art. 11. Esta Resolução entrará em vigor a partir de 1º
Art. 6º Os veículos de duas ou três rodas do tipo mo- de janeiro de 2008, revogando as Resoluções nºs 783/94 e
tocicleta, motoneta, ciclomotor e triciclo ficam obrigados a 45/98, do CONTRAN , e demais disposições em contrário.
utilizar placa traseira de identificação com película refletiva (Redação dada ao inciso pela Resolução CONTRAN nº 241,
conforme especificado no Anexo desta Resolução e obede- de 22.06.2007, DOU 04.07.2007 )
VADE MECUM PRF

cer aos seguintes prazos:

I - Na categoria aluguel, para todos os veículos, a par- ANEXO


tir de 1º de janeiro de 2008; (Redação dada ao inciso
Especificações técnicas para as placas de identificação
pela Resolução CONTRAN nº 241, de 22.06.2007, DOU
de veículos
04.07.2007 )

98
1. Veículos particulares, de aluguel, oficial, de experi- As cores utilizadas para placas e caracteres deverão
ência, de aprendizagem e de fabricante serão iden- manter seu contraste em todo período de vida útil de uti-
tificados na forma e dimensões em milímetros das lização do veículo
placas traseiras e dianteira, conforme figura nº 1 nas
dimensões: 5.2 Sistema de Pintura:

a) Altura (h) = 130 Utilização de tinta exclusivamente na cobertura dos


caracteres alfanuméricos das placas e tarjetas veiculares,
b) Comprimento (c) = 400 podendo ser substituída por produtos adesivos com apli-
cação por calor para a mesma finalidade. (Redação dada ao
c) Quando a placa não couber no receptáculo a ela subitem pela Resolução CONTRAN nº 372, de 18.03.2011,
destinado no veículo o DENATRAN poderá autorizar, DOU 23.03.2011, rep. DOU 02.08.2011 )
desde que devidamente justificado pelo seu fabri-
cante ou importador, redução de até 15% (quinze 6. dimensões dos caracteres das tarjetas em milímetros:
por cento) no seu comprimento, mantida a altura
dos caracteres alfanuméricos e os espaços a eles 7. O código de cadastramento do fabricante da placa
destinados. (Redação dada ao item pela Deliberação e tarjeta será composto por um número de três al-
CONTRAN nº 74, de 29.12.2008, DOU 02.01.2009 e garismos, seguida da sigla da Unidade da Federação
pela Resolução CONTRAN nº 309, de 06.03.2009, e dos dois últimos algarismos do ano de fabricação,
DOU 07.04.2009 ) gravado em alto ou baixo relevo, em cor igual a do
fundo da placa e cujo conjunto de caracteres deverá
2. Dimensões dos caracteres da placa em mm: medir em milímetros:

Altura (h) = 63; espessura do traço (d) = 10 a) placa: h = 8; c = 30

s = discriminado na tabela abaixo b) tarjeta: h = 3; c = 15

3. motocicleta, motoneta, ciclomotor e triciclos motori- 8. Lacre: Os veículos após identificados deverão ter
zados serão identificados nas formas e dimensões da suas placas lacradas à estrutura, com lacres de uso
figura nº 2 deste Anexo. exclusivo, em material sintético virgem (polietileno)
ou metálico (chumbo). Estes deverão possuir carac-
a) dimensões da placa em milímetros: h = 136; c= 187 terísticas de inviolabilidade e identificado o Órgão
Executivo de Trânsito dos estados e do Distrito Fede-
b) dimensões dos caracteres da placa em milímetros: h ral em sua face externa, permitindo a passagem do
= 42; d = 6 arame por seu interior.
s = discriminado na tabela abaixo - dimensões mínimas: 15 x 15 x 4mm
3.1. Motocicleta, motoneta, ciclomotor e triciclos mo- 9. Arame: O arame galvanizado utilizado para a lacra-
torizados, fabricados ou quando da mudança de ção da placa deverá ser trançado.
município, a partir de 01 de abril de 2012, serão
identificados nas formas e dimensões da figura nº - dimensões: 3 X BWG 22 (têmpera mole).
2 deste Anexo.
10. Material:
a) dimensões da placa em milímetros: h = 170; C = 200
I - O material utilizado na confecção das placas de iden-
b)
Altura do corpo dos caracteres da placa em mi- tificação de veículos automotores poderá ser chapa de
límetros: h = 53; (Redação dada ao subitem pela ferro laminado a frio, bitola 22, SAE I 008, ou em alumí-
Deliberação CONTRAN nº 122, de 27.12.2011, DOU nio (não galvanizado) bitola 1mm.
29.12.2011 )
II - O material utilizado na confecção das tarjetas, dian-
4. A Tipologia dos caracteres das placas e tarjetas de- teiras e traseiras, poderá ser em chapa de ferro, bitola
VADE MECUM PRF

vem seguir o modelo abaixo especificado na fonte: 26, SAE 1008, ou em alumínio bitola 0,8.
Mandatory
III - Uso de películas. A película refletiva deverá cobrir
5. Especificações das Cores e do Sistema da Pintura integralmente a superfície da placa sendo flexível com
adesivo sensível à pressão, conformável para suportar
5.1. Cores elongação necessária no processo produtivo de placas

99
estampadas. Os valores mínimos de refletividade da
COR  CÓDIGO RAL 
película, conforme norma ASTM E-810, devem estar de
acordo com a tabela abaixo e não poderão exceder o BRANCA  9010 
limite máximo de refletividade de 150 cd/lux/m2 no ân-
gulo de observação de 1,5º, para os ângulos de entrada PRETA 
de -5º e +5º, -30º e +30º, -45º e +45º: (Redação dada 9011 
pela Resolução CONTRAN nº 372, de 18.03.2011, DOU
23.03.2011, rep. DOU 02.08.2011 )
(Redação dada ao item pela Resolução CONTRAN nº
Tabela 1. Valores mínimos de retrorefletividade, medido 372, de 18.03.2011, DOU 23.03.2011, rep. DOU 02.08.2011 )
em cd/lux/m2
12. O ilhós ou rebites utilizados para a fixação das tar-
A referência de cor é estipulada na Tabela 2 abaixo, jetas deverá ser em alumínio.
onde os quatro pares de coordenadas de cromaticidade
FIGURA I
deverão determinar a cor aceitável nos termos do Siste-
ma Colorimétrico padrão CIE 1931, com iluminante D65 e QUATRO FUROS EM LINHA HORIZONTAL DESTINADOS
Método ASTM E-1164 com valores determinados em um AO LACRE SOMENTE NA PLACA TRASEIRA
equipamento Espectrocolorimetro HUNTER LAB LABSCAN
II 0/45, com opção CMR559, avaliação esta realizada de FIGURA II
acordo com a norma E-308.
- Dimensões e cotas das placas de identificação de bici-
Especificação do coeficiente mínimo de retrorefletivida- clos, triciclos e similares motorizados.
de em candelas por Lux por metro quadrado (orientação
0 e 90º). QUATRO FUROS EM LINHA VERTICAL DESTINADOS AO
LACRE DA PLACA
Os coeficientes de retrorefletividade não deverão ser
inferiores aos valores mínimos especificados. As medições CONTRAN - RESOLUÇÃO Nº 242/2007
serão feitas de acordo com o método ASTME-810. Todos
os ângulos de entrada, deverão ser medidos nos ângulos
Dispõe sobre a instalação e utilização de equipamentos
de observação de 0,2º e 0,5º. A orientação 90º é definida
Geradores de imagens nos veículos automotores.
com a fonte de luz girando na mesma direção em que o
dispositivo será afixado no veículo. O CONSELHO NACIONAL DE TRÂNSITO - CONTRAN,
no uso da competência que lhe confere o art. 12, inciso I,
Tabela 2. Pares de coordenadas de cromaticidade e lu- da Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, que instituiu o
minância Código de Trânsito Brasileiro, e tendo em vista o disposto
no Decreto nº 4.711, de 29 de maio de 2003, que dispõe
O Adesivo da película refletiva devera atender as exi- sobre a coordenação do Sistema Nacional de Trânsito.
gências do ensaio de adesão conforme Norma ASTM D
4956. Considerando o constante dos Processos:
80001.005795/2004-11, 80001.003132/2004-54,
A película refletiva deverá ser homologada pelo DE- 80001.003142/2004-90 e 80001.014897/2006-81;
NATRAN e ter suas características atestadas por entidade
reconhecida por este órgão e deverá exibir em sua cons- Considerando o disposto no art. 103 c/c § 2º do art. 105
trução uma marca de segurança comprobatória desse lau- da Lei nº 9.503/97;
do com a gravação das palavras APROVADO DENATRAN,
com 3mm (três milímetros) de altura e 50mm (cinqüenta Considerando a necessidade de atualizar a legislação
milímetros) de comprimento, ser legível em todos os ân- de trânsito em consonância com o desenvolvimento tecno-
lógico dos sistemas de suporte à direção, resolve:
gulos, indelével, incorporada na construção da película,
não podendo ser impressa. A marca de segurança deverá Art. 1º Fica permitida a instalação e utilização de apare-
VADE MECUM PRF

aparecer, no mínimo, duas vezes em cada placa, conforme lho gerador de imagem cartográfica com interface de geo
figuras ilustrativas abaixo: processamento destinado a orientar o condutor quanto ao
funcionamento do veiculo, a sua visualização interna e ex-
11. Codificação das cores dos caracteres alfa-numéricos: terna, sistema de auxílio à manobra e para auxiliar na indi-
cação de trajetos ou orientar sobre as condições da via, por
intermédio de mapas, imagens e símbolos.

100
Art. 2º Os equipamentos de que trata o artigo anterior Art. 1º A medição da transmitância luminosa das áreas
poderão ser previstos pelo fabricante do veículo ou utiliza- envidraçadas de veículos deverá ser efetuada por meio de
dos como acessório de caráter provisório. instrumento denominado Medidor de Transmitância Lumi-
nosa.
§ 1º
Considera-se como instalação do equipamento
qualquer meio de fixação permanente ou provisó- Parágrafo Único Medidor de transmitância luminosa é
ria no interior do habitáculo do veiculo. o instrumento de medição destinado a medir, em valores
percentuais, a transmitância luminosa de vidros, películas,
§ 2º Os equipamentos com instalação provisória devem filmes e outros materiais simples ou compostos.
estar fixados no pára- brisa ou no painel dianteiro,
quando o veiculo estiver em circulação. Art. 2º O medidor de transmitância luminosa das áreas
envidraçadas de veículos deve ser aprovado pelo Instituto
Art. 3º Fica proibida a instalação, em veiculo automo- Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Indus-
tor, de equipamento capaz de gerar imagens para fins de trial - INMETRO e homologado pelo DENATRAN.
entretenimento, salvo se:
Art. 3º A autoridade executiva de trânsito ou seus
I - instalado na parte dianteira, possuir mecanismo au- agentes somente efetuará o registro da autuação quando
tomático que o torne inoperante ou o comute para a a medição constatada no instrumento for inferior a: (Revo-
função de informação de auxílio à orientação do con- gado pela CONTRAN nº 385 de 2011)
dutor, independente da vontade do condutor e/ou dos
passageiros, quando o veículo estiver em movimento; I - 26% nos casos em que o limite permitido para a área
envidraçada for 28%. (Revogado pela CONTRAN nº 385
II – instalado de forma que somente os passageiros de 2011)
ocupantes dos bancos traseiros possam visualizar as
imagens. II - 65% nos casos em que o limite permitido para a área
envidraçada for 70%. (Revogado pela CONTRAN nº 385
Art. 4º O descumprimento do disposto nesta Reso- de 2011)
lução constitui-se em infração de trânsito prevista no art.
230, inciso XII do Código de Trânsito Brasileiro. III - 70% nos casos em que o limite permitido para a
área envidraçada for 75%. (Revogado pela CONTRAN
Art. 5º Fica revogada a Resolução 190, de 16 de feverei- nº 385 de 2011)
ro de 2006, do CONTRAN.
Art. 4° O auto de infração, além do disposto no art. 280
Art. 6º Esta Resolução entra em vigor na data de sua do Código de Trânsito Brasileiro - CTB e regulamentação
publicação. específica, deverá conter, expressos em valores percen-
tuais: (NR dada pela Resolução CONTRAN nº 385 de 2011)
CONTRAN - RESOLUÇÃO Nº 253/2007
I - a medição realizada pelo instrumento; (NR dada pela
Resolução CONTRAN nº 385 de 2011)
Dispõe sobre o uso de medidores de transmitância lu-
minosa. II - o valor considerado para fins de aplicação de pe-
nalidade; e (NR dada pela Resolução CONTRAN nº 385
O Conselho Nacional de Trânsito, no uso da atribuição de 2011)
que lhe confere o inciso I, do artigo 12 da Lei nº 9.503, de
23 de setembro de 1997, que instituiu o Código de Trânsi- III - o limite regulamentado para a área envidraçada fis-
to Brasileiro, e tendo em vista do disposto no Decreto nº calizada. (NR dada pela Resolução CONTRAN nº 385 de
4.711, de 29 de maio de 2003, que dispõe sobre a coorde- 2011)
nação do Sistema Nacional de Trânsito - SNT, e
§ 1o Para obtenção do valor considerado deverá ser
Considerando o disposto no § 2º do artigo 280 do Códi- acrescido à medição realizada o percentual relativo
go de Trânsito Brasileiro, que estabelece a obrigatoriedade de 7%. (NR dada pela Resolução CONTRAN nº 385
de regulamentação prévia de instrumento utilizado para de 2011)
VADE MECUM PRF

comprovação de cometimento de infração;


§ 2o Além das demais disposições deste artigo, deverá
Considerando a necessidade de definir o instrumento ser informada no auto de infração a identificação
hábil para medição da transmitância luminosa de vidros, da área envidraçada objeto da autuação›. (NR dada
películas, filmes e outros materiais simples ou compostos pela Resolução CONTRAN nº 385 de 2011)
aplicados nas áreas envidraçadas dos veículos, resolve:

101
§ 3º A identificação do medidor utilizado na fiscaliza- § 1º Esta exigência se aplica também aos vidros desti-
ção deverá constar no auto de infração. nados a reposição.

Art. 5º Quando o medidor de transmitância luminosa Art. 2º Para circulação nas vias públicas do território
for dotado de dispositivo impressor, o registro impresso nacional é obrigatório o uso de vidro de segurança lamina-
deverá conter os seguintes dados: do no pára-brisa de todos os veículos a serem admitidos e
de vidro de segurança temperado, uniformemente proten-
I - data e hora; dido, ou laminado, nas demais partes envidraçadas.

II - placa do veículo; Art. 3º A transmissão luminosa não poderá ser inferior
a 75% para os vidros incolores dos pára-brisas e 70% para
III - transmitância medida pelo instrumento; os pára-brisas coloridos e demais vidros indispensáveis à
dirigibilidade do veículo.
IV - área envidraçada fiscalizada;
§ 1º Ficam excluídos dos limites fixados no caput deste
V - identificação do instrumento; e artigo os vidros que não interferem nas áreas envi-
draçadas indispensáveis à dirigibilidade do veículo.
VI - identificação do agente. Para estes vidros, a transparência não poderá ser
inferior a 28%.
Art. 6° Esta Resolução entra em vigor na data de sua
publicação. § 2º Consideram-se áreas envidraçadas indispensáveis
à dirigibilidade do veículo, conforme ilustrado no
CONTRAN - RESOLUÇÃO Nº 254/2007 anexo desta resolução:

I - a área do pára-brisa, excluindo a faixa periférica de


Estabelece requisitos para os vidros de segurança e cri- serigrafia destinada a dar acabamento ao vidro e à área
térios para aplicação de inscrições, pictogramas e películas ocupada pela banda degrade, caso existente, conforme
nas áreas envidraçadas dos veículos automotores, de acordo estabelece a NBR 9491;
com o inciso III, do artigo 111 do Código de Trânsito Brasi-
leiro - CTB. II - as áreas envidraçadas situadas nas laterais dianteiras
do veículo, respeitando o campo de visão do condutor.
O CONSELHO NACIONAL DE TRÂNSITO - CONTRAN,
usando das atribuições que lhe foram conferidas pelo inci- § 3º Aplica-se ao vidro de segurança traseiro (vigia) o
so I, do art. 12, da Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, disposto no parágrafo primeiro, desde que o ve-
que institui o Código de Trânsito Brasileiro, e conforme o ículo esteja dotado de espelho retrovisor externo
Decreto nº 4.711, de 29 de maio de 2003, que dispõe sobre direito, conforme a legislação vigente.
a Coordenação do Sistema Nacional de Trânsito, e
Art. 4º Os vidros de segurança a que se refere esta Re-
Considerando a necessidade de regulamentar o uso solução, deverão trazer marcação indelével em local de fácil
dos vidros de segurança e definir parâmetros que possibili- visualização contendo, no mínimo, o índice de transmitân-
tem atribuir deveres e responsabilidades aos fabricantes e/ cia luminosa, a marca do fabricante do vidro e o símbolo
ou a seus representantes, através de fixação de requisitos de conformidade com a legislação brasileira definido pelo
mínimos de segurança na fabricação desses componentes Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualida-
de veículos, para serem admitidos em circulação nas vias de Industrial - INMETRO. (Redação dada ao artigo pela Re-
públicas nacionais; solução CONTRAN nº 386, de 02.06.2011, DOU 07.06.2011)

Considerando a necessidade de aperfeiçoar e atualizar Art. 5º Fica a critério do DENATRAN admitir, exclusiva-
os requisitos de segurança para os veículos automotores mente para os vidros de segurança, para efeito de compro-
nacionais e importados; vação do atendimento da NBR 9491 e suas normas com-
plementares, os resultados de testes e ensaios obtidos por
Considerando a necessidade de estabelecer os mesmos procedimentos ou métodos equivalentes, realizados no ex-
requisitos de segurança para vidros de segurança dotados terior. (Redação dada ao caput pela Resolução CONTRAN
ou não de películas, resolve: nº 386, de 02.06.2011, DOU 07.06.2011)
VADE MECUM PRF

Art. 1º Os veículos automotores, os reboques e semi- § 1º Serão aceitos os resultados de ensaios admitidos
-reboques deverão sair de fábrica com as suas partes envi- por órgãos reconhecidos pela Comissão ou Comu-
draçadas equipadas com vidros de segurança que atendam nidade Européia e os Estados Unidos da América,
aos termos desta Resolução e aos requisitos estabelecidos em conformidade com os procedimentos adota-
na NBR 9491 e suas normas complementares. dos por esses organismos.

102
§ 2º Nos casos previstos no § 1º deste artigo, a identi- Art. 11. O disposto na presente Resolução não se aplica
ficação da conformidade dos vidros de segurança a máquinas agrícolas, rodoviárias e florestais e aos veículos
dar-se-á, alternada ou cumulativamente, através destinados à circulação exclusivamente fora das vias públi-
de marcação indelével que contenha no mínimo a cas e nem aos veículos incompletos ou inacabados.
marca do fabricante e o símbolo de conformidade
da Comissão ou da Comunidade Européia, consti- Art. 12. O não cumprimento do disposto nesta Reso-
tuídos pela letra «E» maiúscula acompanhada de lução implicará na aplicação das penalidades previstas no
um índice numérico, representando o país emiten- inciso XVI do art. 230 do Código de Trânsito Brasileiro.
te do certificado, inseridos em um círculo, ou pela
letra «e» minúscula acompanhada de um número Art. 13. Esta Resolução entra em vigor na data de sua
representando o país emitente do certificado, inse- publicação, revogadas as Resoluções nºs 784/94, 73/98 e
ridos em um retângulo e, se dos Estados Unidos da demais disposições em contrário.
América, simbolizado pela sigla ‹DOT›.
CONTRAN - RESOLUÇÃO Nº 258/2007
Art. 6º O fabricante, o representante e o importador do
veículo deverão certificar-se de que seus produtos obede-
cem aos preceitos estabelecidos por esta Resolução, man- Regulamenta os arts. 231, X e 323 do Código Trânsito
tendo-se em condição de comprová-los, quando solicita- Brasileiro , fixa metodologia de aferição de peso de veículos,
dos pelo Departamento Nacional de Trânsito - DENATRAN. estabelece percentuais de tolerância e dá outras providên-
cias.
Art. 7º A aplicação de película não refletiva nas áreas
envidraçadas dos veículos automotores, definidas no art. O CONSELHO NACIONAL DE TRÂNSITO-CONTRAN, no
1º, será permitida desde que atendidas as mesmas condi- uso das atribuições que lhe confere o art. 12, inciso I, da Lei
ções de transparência para o conjunto vidro-película esta- nº 9.503, de 23 de setembro de 1997 , que institui o Código
belecidas no art. 3º desta Resolução. de Trânsito Brasileiro, e conforme o Decreto nº 4.711, de
29 de maio de 2003 , que dispõe sobre a coordenação do
§ 1º A marca do instalador e o índice de transmissão lu- Sistema Nacional de Trânsito;
minosa existentes em cada conjunto vidro-película
localizadas nas áreas indispensáveis à dirigibilida- Considerando a necessidade de regulamentar o inciso
de serão gravados indelevelmente na película por X do art. 231 e o art. 323 do Código de Trânsito Brasileiro ;
meio de chancela, devendo ser visíveis pelos lados
externos dos vidros. Considerando o disposto nos arts. 99 , 100 e o inciso V
do art. 231 do Código de Trânsito Brasileiro ;
Art. 8º Fica proibida a aplicação de películas refletivas
nas áreas envidraçadas do veículo. Considerando os limites de peso e dimensões para veí-
culos estabelecidos pelo CONTRAN, resolve:
Art. 9º Fora das áreas envidraçadas indispensáveis à
dirigibilidade do veículo, a aplicação de inscrições, picto- Art. 1º Para efeito desta Resolução e classificação do
gramas ou painéis decorativos de qualquer espécie será veículo, o comprimento total é aquele medido do ponto
permitida, desde que o veículo possua espelhos retrovi- mais avançado da sua extremidade dianteira ao ponto mais
sores externos direito e esquerdo e que sejam atendidas avançado da sua extremidade traseira, inclusos todos os
as mesmas condições de transparência para o conjunto vi- acessórios para os quais não esteja prevista uma exceção.
dro-pictograma/inscrição estabelecidas no § 1º do art. 3º
I - Na medição do comprimento dos veículos não serão
desta Resolução.
tomados em consideração os seguintes dispositivos:
Parágrafo único. É vedado o uso de painéis luminosos
a) limpador de pára-brisas e dispositivos de lavagem
que reproduzam mensagens dinâmicas ou estáticas, exce-
do pára-brisas;
tuando-se as utilizadas em transporte coletivo de passa-
geiro com finalidade de informar o serviço ao usuário da li- b) placas dianteiras e traseiras;
nha. (Parágrafo acrescentado pela Resolução CONTRAN
Nº 580 DE 24/02/2016). c) dispositivos e olhais de fixação e amarração da carga,
VADE MECUM PRF

lonas e encerados;
Art. 10. A verificação dos índices de transmitância lumi-
nosa estabelecidos nesta Resolução será realizada na for- d) luzes;
ma regulamentada pelo CONTRAN, mediante utilização de
instrumento aprovado pelo INMETRO e homologado pelo e) espelhos retrovisores ou outros dispositivos simila-
DENATRAN. res;

103
f) tubos de admissão de ar; § 2º O veículo somente poderá prosseguir viagem de-
pois de sanar a irregularidade, respeitado o dis-
g) batentes; posto no art. 9º desta Resolução sem prejuízo da
multa aplicada.
h) degraus e estribos de acesso;
Art. 7º Quando o peso verificado estiver acima do PBT
i) borrachas; ou PBTC estabelecido para o veículo, acrescido da tolerân-
cia de 5% (cinco por cento), aplicar-se-á a multa somente
j) plataformas elevatórias, rampas de acesso, e outros sobre a parcela que exceder essa tolerância.
equipamentos semelhantes, em ordem de marcha,
desde que não constituam saliência superior a 200 Parágrafo único. O veículo somente poderá prosseguir
mm; viagem depois de efetuar o transbordo, respeitado o dis-
posto no artigo 9º desta Resolução.
k) dispositivos de engate do veículo a motor.
Art. 8º O veículo só poderá prosseguir viagem após
Parágrafo único. A medição do comprimento dos veícu- sanadas as irregularidades, observadas as condições de se-
los do tipo guindaste deverá tomar como base, a ponta da gurança.
lança e o suporte dos contrapesos.
§ 1º Nos casos em que não for dispensado o remane-
Art. 2º Os instrumentos ou equipamentos utilizados jamento ou transbordo da carga o veículo deverá
para a medição de comprimento de veículos devem ter seu ser recolhido ao depósito, sendo liberado somente
modelo aprovado pelo Instituto Nacional de Metrologia, após sanada a irregularidade e pagas todas as des-
Normalização e Qualidade Industrial - INMETRO, de acor- pesas de remoção e estada.
do com a legislação metrológica em vigor.
§ 2º A critério do agente, observadas as condições de
Art. 3º Nenhum veículo ou combinação de veículos segurança, poderá ser dispensado o remaneja-
poderá transitar com peso bruto total (PBT) ou com peso mento ou transbordo de produtos perigosos, pro-
bruto total combinado (PBTC) com peso por eixo, superior dutos perecíveis, cargas vivas e passageiros.
ao fixado pelo fabricante, nem ultrapassar a capacidade
(Redação do artigo dada pela Resolução CONTRAN
máxima de tração (CMT) da unidade tratora.
Nº 489 DE 05/06/2014):
Art. 4º A fiscalização de peso dos veículos deve ser feita
Art. 9º Independente da natureza da carga, o veículo
por equipamento de pesagem (balança rodoviária) ou, na
não deve prosseguir viagem sem remanejamento ou trans-
impossibilidade, pela verificação de documento fiscal. bordo, se os excessos aferidos em cada eixo ou conjun-
to de eixo sejam simultaneamente superiores a 12,5% do
(Redação do artigo dada pela Deliberação CON-
menor valor entre os pesos e capacidades indicados em
TRAN Nº 142 DE 17/04/2015):
Lei (Redação do caput dada pela Deliberação CONTRAN
Nº 142 DE 17/04/2015).
Art. 5º Na fiscalização de peso dos veículos por balança
rodoviária serão admitidas as seguintes tolerâncias: Parágrafo único. A tolerância para fins de remaneja-
mento ou transbordo de que trata o caput desse artigo
I - Quanto ao Peso Bruto Total (PBT) os previstos em
não será cumulativa aos limites estabelecidos no art. 5º.
Lei; e
Art. 10. Os equipamentos fixos ou portáteis utilizados
II - 5% (cinco por cento) sobre os limites de pesos regu- na pesagem de veículos devem ter seu modelo aprovado
lamentares para o Peso Bruto Total Combinado (PBTC) e pelo INMETRO, de acordo com a legislação metrológica em
Capacidade Máxima de Tração (CMT). vigor.
Art. 6º Quando o peso verificado for igual ou inferior Art. 11. A fiscalização dos limites de peso dos veículos,
ao PBT ou PBTC estabelecido para o veículo, acrescido da por meio do peso declarado na Nota Fiscal, Conhecimento
tolerância de 5% (cinco por cento), mas ocorrer excesso de ou Manifesto de carga poderá ser feita em qualquer tempo
VADE MECUM PRF

peso em algum dos eixos ou conjunto de eixos aplicar-se-á ou local, não sendo admitido qualquer tolerância sobre o
multa somente sobre a parcela que exceder essa tolerância. peso declarado.

§ 1º A carga deverá ser remanejada ou ser efetuado Art. 12. Para fins dos §§ 4º e 6º do art. 257 do CTB , con-
transbordo, de modo a que os excessos por eixo sidera-se embarcador o remetente ou expedidor da carga,
sejam eliminados. mesmo se o frete for a pagar.

104
Art. 13. Para o calculo do valor da multa estabelecida c) multiplicar o resultado de frações pelo valor previs-
no inciso V do art. 231 do CTB serão aplicados os valores to para a faixa do excesso na tabela estabelecida no
em Reais, para cada duzentos quilogramas ou fração, con- caput deste artigo.
forme Resolução nº 136/02 do CONTRAN ou outra que vier
substituí-la. Art. 14. As infrações por exceder a Capacidade Máxima
de Tração de que trata o inciso X do art. 231 do CTB serão
Infração - média = R$ 85,13 (oitenta e cinco reais e treze aplicadas a depender da relação entre o excesso de peso
centavos); apurado e a CMT, da seguinte forma:

Penalidade - multa acrescida a cada duzentos quilogra- a) até 600kg infração: média = R$ 85,13 (oitenta e cinco
reais e treze centavos);
mas ou fração de excesso de peso apurado, na seguinte
forma: b) entre 601 kg e 1.000kg infração: grave = R$ 127,69
(cento e vinte e sete reais e sessenta e nove centa-
a) até seiscentos quilogramas = R$ 5,32 (cinco reais e
vos);
trinta e dois centavos);
c) acima de 1.000kg infração: gravíssima = 191,54 (cen-
b) de seiscentos e um a oitocentos quilogramas = R$ to e noventa e um reais e cinqüenta e quatro centa-
10,64 (dez reais e sessenta e quatro centavos); vos), aplicados a cada 500kg ou fração de excesso de
peso apurado.
c) de oitocentos e um a um mil quilogramas = R$ 21,28
(vinte e um reais e vinte e oito centavos); Penalidade - Multa Medida Administrativa - Retenção
do Veículo para Transbordo da carga.
d) de um mil e um a três mil quilogramas = R$ 31,92
(trinta e um reais e noventa e dois centavos); Art. 15. Cabe à autoridade com circunscrição sobre a
via disciplinar sobre a localização, a instalação e a operação
e) de três mil e um a cinco mil quilogramas = R$ 42,56 dos instrumentos ou equipamentos de aferição de peso de
(quarenta e dois reais e cinqüenta e seis centavos); veículos assegurado o acesso à documentação comproba-
tória de atendimento a legislação metrológica.
f) acima de cinco mil e um quilogramas = R$ 53,20
(cinqüenta e três reais e vinte centavos). Art. 17. Fica permitida até 30 de junho de 2014 a to-
lerância máxima de 7,5% (sete e meio por cento) sobre os
Medida Administrativa - Retenção do Veículo e trans- limites de peso bruto transmitido por eixo de veículo à su-
bordo da carga excedente. perfície das vias públicas. (Redação do artigo dada pela
Resolução CONTRAN Nº 467 DE 11/12/2013).
§ 1º Mesmo que haja excessos simultâneos nos pesos
por eixo ou conjunto de eixos e no PBT ou PBTC, Art. 17-A. Para fins de fiscalização de peso dos veículos
a multa de R$ 85,13 (oitenta e cinco reais e treze que estiverem transportando produtos classificados como
centavos) prevista no inciso V do art. 231 do CTB Biodiesel (B-100) e Cimento Asfáltico de Petróleo (CAP) por
será aplicada uma única vez. meio de balança rodoviária ou por meio de Nota Fiscal,
ficam permitidos, até 31 de julho de 2019 a tolerância de
§ 2º Quando houver excessos tanto no peso por eixo 7,5%¨(sete e meio por cento) no PBT ou PBTC. (Redação
quanto no PBT ou PBTC, os valores dos acréscimos do artigo dada pela Resolução CONTRAN Nº 604 DE
à multa serão calculados isoladamente e somados 24/05/2016).
entre si, sendo adicionado ao resultado o valor ini-
Art. 18. Ficam revogadas as Resoluções do Contran nº
cial de R$ 85,13 (oitenta e cinco reais e treze centa-
102, de 31 de agosto de 1999 , nº 104, de 21 de dezembro
vos).
de 1999 , e nº 114, de 5 de maio de 2000 .
§ 3º O valor do acréscimo à multa será calculado da se- Art. 19. Esta Resolução entra em vigor na data de sua
guinte maneira: publicação.
VADE MECUM PRF

a) enquadrar o excesso total na tabela progressiva pre-


vista no caput deste artigo; CONTRAN - RESOLUÇÃO Nº 268/2008

b) dividir o excesso total por 200 kg, arredondando-se Dispõe sobre o uso de luzes intermitentes ou rotativas em
o valor para o inteiro superior, resultando na quanti- veículos, e dá outras providências.
dade de frações, e;

105
O CONSELHO NACIONAL DE TRÂNSITO - CONTRAN, II - os que se destinam à conservação, manutenção e
no uso da atribuição que lhe confere o art. 12, inciso I, da sinalização viária, quando a serviço de órgão executivo
Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, que institui o Có- de trânsito ou executivo rodoviário;
digo de Trânsito Brasileiro, e tendo em vista o disposto no
Decreto nº 4.711, de 29 de maio de 2003, que dispõe sobre III - os destinados ao socorro mecânico de emergência
a coordenação do Sistema Nacional de Trânsito - SNT; nas vias abertas à circulação pública;

Considerando o disposto nos incisos VII e VIII do art. 29 IV - os veículos especiais destinados ao transporte de
do Código de Trânsito Brasileiro e no Decreto nº 5.098, de valores;
3 de junho de 2004, quanto a resposta rápida a acidentes
ambientais com produtos químicos perigosos; V - os veículos destinados ao serviço de escolta, quando
registrados em órgão rodoviário para tal finalidade;
Considerando o constante nos Processos nº 80001.
013383/2007-90, nº 80001. 001437/2005-11 e nº 80001. VI - os veículos especiais destinados ao recolhimento
011749/2004-43; resolve: de lixo a serviço da Administração Pública.
Art. 1º Somente os veículos mencionados no inciso VII § 2º A instalação do dispositivo referido no caput deste
do art. 29 do Código de Trânsito Brasileiro poderão utilizar artigo, dependerá de prévia autorização do órgão
luz vermelha intermitente e dispositivo de alarme sonoro.
executivo de trânsito do Estado ou do Distrito Fe-
§ 1º A condução dos veículos referidos no caput, so- deral onde o veículo estiver registrado, que fará
mente se dará sob circunstâncias que permitam constar no Certificado de Licenciamento Anual,
o uso das prerrogativas de prioridade de trânsito no campo ‹observações›, código abreviado na for-
e de livre circulação, estacionamento e parada, ma estabelecida pelo órgão máximo executivo de
quando em efetiva prestação de serviço de urgên- trânsito da União.
cia que os caracterizem como veículos de emer-
gência, estando neles acionados o sistema de ilu- Art. 4º Os veículos de que trata o artigo anterior goza-
minação vermelha intermitente e alarme sonoro. rão de livre parada e estacionamento, independentemente
de proibições ou restrições estabelecidas na legislação de
§ 2º Entende-se por prestação de serviço de urgência trânsito ou através de sinalização regulamentar, quando se
os deslocamentos realizados pelos veículos de encontrarem:
emergência, em circunstâncias que necessitem de
brevidade para o atendimento, sem a qual haverá I - em efetiva operação no local de prestação dos servi-
grande prejuízo à incolumidade pública. ços a que se destinarem;

§ 3º Entende-se por veículos de emergência aqueles já II - devidamente identificados pela energização ou


tipificados no inciso VII do art. 29 do Código de acionamento do dispositivo luminoso e utilizando dis-
Trânsito Brasileiro, inclusive os de salvamento difu- positivo de sinalização auxiliar que permita aos outros
so «destinados a serviços de emergência decorren- usuários da via enxergarem em tempo hábil o veículo
tes de acidentes ambientais». prestador de serviço de utilidade pública.
Art. 2º Considera-se veículo destinado a socorro de Parágrafo único. Fica proibido o acionamento ou ener-
salvamento difuso aquele empregado em serviço de ur-
gização do dispositivo luminoso durante o deslocamento
gência relativo a acidentes ambientais.
do veículo, exceto nos casos previstos nos incisos III, V e VI
Art. 3º Os veículos prestadores de serviços de utilidade do § 1º do artigo anterior.
pública, referidos no inciso VIII do art. 29 do Código de
Trânsito Brasileiro, identificam-se pela instalação de dispo- Art. 5º Pela inobservância dos dispositivos desta Reso-
sitivo, não removível, de iluminação intermitente ou rotati- lução será aplicada a multa prevista nos incisos XII ou XIII
va, e somente com luz amarelo-âmbar. do art. 230 do Código de Trânsito Brasileiro.

§ 1º Para os efeitos deste artigo, são considerados veí- Art. 6º Esta Resolução entra em vigor na data de sua pu-
VADE MECUM PRF

culos prestadores de serviço de utilidade pública: blicação, produzindo seus efeitos em cento e oitenta (180)
dias, quando ficarão revogadas a Resolução nº 679/1987
I - os destinados à manutenção e reparo de redes de do CONTRAN e a Decisão nº 08/1993 do Presidente do
energia elétrica, de água e esgotos, de gás combustível CONTRAN, e demais disposições em contrário.
canalizado e de comunicações;

106
IV) Freio de serviço;
CONTRAN - RESOLUÇÃO Nº 273/2008
V) Lanternas de freio, de cor vermelha;
Regulamenta a utilização de semi-reboques por moto- VI) Iluminação da placa traseira;
cicletas e motonetas, define características, estabelece cri-
térios e dá outras providências. VII) Lanternas indicativas de direção traseira, de cor âm-
bar ou vermelha;
O CONSELHO NACIONAL DE TRÂNSITO - CONTRAN,
usando da competência que lhe confere o inciso I do art. 12 VIII) Pneu que ofereça condições de segurança.
da Lei nº. 9.503, de 23 de setembro de 1997, que instituiu
o Código de Trânsito Brasileiro e, conforme o Decreto nº. IX) Elementos retrorefletivos aplicados nas laterais e
4.711, de 29 de maio de 2003, que trata da coordenação do traseira, conforme anexo.
Sistema Nacional de Trânsito.
§ 3º Dimensões, com ou sem carga:
Considerando a necessidade de regulamentar o pará-
grafo 3º, do artigo 244 do Código Brasileiro de Trânsito, I) Largura máxima: 1,15 m;
com a redação dada pela Lei 10.517 de 11 de julho de 2002,
resolve: II) Altura máxima: 0,90m;

III) Comprimento total máximo (incluindo a lança de


Art. 1º Motocicletas e motonetas dotadas de motor
acoplamento): 2,15 m;
com mais de 120 centímetros cúbicos poderão tracionar
semi-reboques, especialmente projetados e para uso ex- Art. 4º Cabe à autoridade de trânsito decidir sobre a
clusivo desses veículos, devidamente homologados pelo circulação de motocicleta e de motoneta com semi-rebo-
órgão máximo executivo de trânsito da União, observados que acoplado, na via sob sua circunscrição.
os limites de capacidade máxima de tração, indicados pelo
fabricante ou importador da motocicleta ou da motoneta. Art.5º O descumprimento das disposições desta Reso-
lução sujeitará ao infrator às penalidades do artigo 244 do
Parágrafo único: A capacidade máxima de tração - CMT Código de Trânsito Brasileiro.
de que trata o caput deste artigo deverá constar no campo
observação do CRLV. Parágrafo único. Dirigir ou conduzir veiculo fora das es-
pecificações contidas no anexo desta Resolução, incidirá o
Art.2º Os engates utilizados para tracionar os semi-re- condutor nas penalidades do inciso X do art. 230 do Códi-
boques de que trata esta resolução, devem cumprir com go de Trânsito Brasileiro.
todas as exigências da Resolução nº 197, do CONTRAN, de
25 de julho de 2006, a exceção do seu artigo 6°. Art. 6º Esta Resolução entra em vigor na data de sua pu-
blicação, produzindo efeitos 90 (noventa) dias após a data
Art.3º Os semi-reboques tracionados por motocicletas de sua publicação.
e motonetas devem ter as seguintes características:

§ 1º Elementos de Identificação: ANEXO

I) Número de identificação veicular - VIN gravado na ELEMENTOS RETROREFLETIVOS DE SEGURANÇA PARA


estrutura do semi-reboque SEMI-REBOQUE DE MOTOCICLETAS E MOTONETAS

II) Ano de fabricação do veículo gravado em 4 dígitos 1. Localização Os Elementos Retrorefletivos deverão ser
afixados nas laterais e na traseira da carroçaria do se-
III) Plaqueta com os dados de identificação do fabrican- mi-reboque, afixados na metade superior da carroçaria,
te, Tara, Lotação, PBT e dimensões ( altura, comprimen- alternando os segmentos de cores vermelha e branca,
to e largura). dispostos horizontalmente, distribuídos de forma uni-
forme cobrindo no mínimo 50% (cinqüenta por cento)
§ 2° Equipamentos Obrigatórios: da extensão das laterais e 80%(oitenta por cento) da
extensão da traseira.
VADE MECUM PRF

I) Pára-choque traseiro;
2. Características Técnicas dos Elementos Retrorefletivos
II) Lanternas de posição traseira, de cor vermelha; de Segurança a) As Características Técnicas dos Ele-
mentos Retrorefletivos de Segurança devem atender às
III) Protetores das rodas traseiras; especificações do item 3 do anexo da Resolução CON-
TRAN 128/01.

107
b) O retrorefletor deverá ter suas características, espe- coletivo, aos de aluguel, aos de transporte autôno-
cificadas por esta Resolução, atestada por uma en- mo de passageiro (táxi) e ao demais veículos com
tidade reconhecida pelo DENATRAN e deverá exibir peso bruto total superior a 3,5t. (Redação do pará-
em sua construção uma marca de segurança com- grafo dada pela Resolução CONTRAN Nº 533 DE
probatória desse laudo com a gravação das pala- 17/06/2015).
vras APROVADO DENATRAN, com 3 mm. de altura e
50 mm de comprimento em cada segmento da cor § 4º Todo veículo utilizado no transporte escolar, inde-
branca do retrorefletor. pendentemente de sua classificação, categoria e
do peso bruto total - PBT do veículo, deverá uti-
CONTRAN - RESOLUÇÃO Nº 277/2008 lizar o dispositivo de retenção adequado para o
transporte de crianças com até sete anos e meio
de idade. (Parágrafo acrescentado pela Resolução
Dispõe sobre o transporte de menores de 10 anos e a CONTRAN Nº 541 DE 15/07/2015).
utilização do dispositivo de retenção para o transporte de
crianças em veículos. Art. 2º O transporte de criança com idade inferior a dez
anos poderá ser realizado no banco dianteiro do veículo,
O CONSELHO NACIONAL DE TRÂNSITO - CONTRAN, com o uso do dispositivo de retenção adequado ao seu
no uso das atribuições legais que lhe confere o art. 12, inci-
peso e altura, nas seguintes situações:
so I, da Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997 que institui
o Código de Trânsito Brasileiro, e conforme o Decreto nº I - quando o veículo for dotado exclusivamente deste
4.711 de 29 de maio de 2003 , que trata da coordenação do banco;
Sistema Nacional de Trânsito, e
II - quando a quantidade de crianças com esta idade
Considerando a necessidade de aperfeiçoar a regula-
exceder a lotação do banco traseiro;
mentação dos arts. 64 e 65, do Código de Trânsito Brasi-
leiro ; III - quando o veículo for dotado originalmente (fabri-
cado) de cintos de segurança subabdominais (dois pon-
Considerando ser necessário estabelecer as condições
tos) nos bancos traseiros.
mínimas de segurança para o transporte de passageiros
com idade inferior a dez anos em veículos, resolve:
Parágrafo único. Excepcionalmente, as crianças com
Art. 1º Para transitar em veículos automotores, os me- idade superior a quatro anos e inferior a sete anos e meio
nores de dez anos deverão ser transportados nos bancos poderão ser transportadas utilizando cinto de segurança
traseiros usando individualmente cinto de segurança ou de dois pontos sem o dispositivo denominado ‘assento
sistema de retenção equivalente, na forma prevista no Ane- de elevação’, nos bancos traseiros, quando o veículo for
xo desta Resolução. dotado originalmente destes cintos. (Redação dada ao
artigo pela Deliberação CONTRAN nº 100, de 02.09.2010,
§ 1º Dispositivo de retenção para crianças é o conjun- DOU 06.09.2010 e pela Resolução CONTRAN nº 391, de
to de elementos que contém uma combinação de 30.08.2011, DOU 02.09.2011 )
tiras com fechos de travamento, dispositivo de
ajuste, partes de fixação e, em certos casos, dispo- Art. 3º Nos veículos equipados com dispositivo suple-
sitivos como: um berço portátil porta-bebê, uma mentar de retenção (airbag), para o passageiro do banco
cadeirinha auxiliar ou uma proteção anti-choque dianteiro, o transporte de crianças com até dez anos de
que devem ser fixados ao veículo, mediante a uti- idade neste banco, conforme disposto no art. 2º e seu pa-
lização dos cintos de segurança ou outro equipa- rágrafo, poderá ser realizado desde que utilizado o dispo-
mento apropriado instalado pelo fabricante do ve- sitivo de retenção adequado ao seu peso e altura e obser-
ículo com tal finalidade. vados os seguintes requisitos:

§ 2º Os dispositivos mencionados no parágrafo ante- I - É vedado o transporte de crianças com até sete anos
rior são projetados para reduzir o risco ao usuário e meio de idade, em dispositivo de retenção posiciona-
em casos de colisão ou de desaceleração repentina do em sentido contrário ao da marcha do veículo.
VADE MECUM PRF

do veículo, limitando o deslocamento do corpo da


criança com idade até sete anos e meio. II - É permitido o transporte de crianças com até sete
anos e meio de idade, em dispositivo de retenção po-
§ 3º As exigências relativas ao sistema de retenção, no sicionado no sentido de marcha do veículo, desde que
transporte de crianças com até sete anos e meio de não possua bandeja, ou acessório equivalente, incorpo-
idade, não se aplicam aos veículos de transporte rado ao dispositivo de retenção;

108
III - Salvo instruções específicas do fabricante do veí- remeter ao órgão executivo de trânsito da União, informa-
culo, o banco do passageiro dotado de airbag deverá ções e estatísticas sobre a aplicação desta Resolução, seus
ser ajustado em sua última posição de recuo, quando benefícios, bem como sugestões para aperfeiçoamento
ocorrer o transporte de crianças neste banco. das medidas ora adotadas.

Art. 4º Com a finalidade de ampliar a segurança dos Art. 9º O não cumprimento do disposto nesta Resolu-
ocupantes, adicionalmente às prescrições desta Resolução, ção sujeitará os infratores às penalidades prevista no art.
o fabricante e/ou montador e/ou importador do veículo 168 do CTB .
poderá estabelecer condições e/ou restrições específicas
para o uso do dispositivo de retenção para crianças com Art. 10. Fica revogada a Resolução nº 15, de 6 de janei-
até sete anos e meio de idade em seus veículos, sendo que ro de 1998, do CONTRAN .
tais prescrições deverão constar do manual do proprietário.

Parágrafo único. Na ocorrência da hipótese prevista ANEXO


no caput deste artigo, o fabricante ou importador deverá
comunicar a restrição ao DENATRAN no requerimento de DISPOSITIVO DE RETENÇÃO PARA TRANSPORTE DE
concessão da marca/modelo/versão ou na atualização do CRIANÇAS EM VEÍCULOS AUTOMOTORES PARTICU-
Certificado de Adequação à Legislação de Trânsito (CAT) LARES

Art. 5º Os manuais dos veículos automotores, em ge- OBJETIVO: estabelecer condições mínimas de seguran-
ral, deverão conter informações a respeito dos cuidados ça de forma a reduzir o risco ao usuário em casos de coli-
no transporte de crianças, da necessidade de dispositivos são ou de desaceleração repentina do veículo, limitando o
de retenção e da importância de seu uso na forma do art. deslocamento do corpo da criança.
338 do CTB .
1. As Crianças com até um ano de idade deverão utili-
Art. 6º O transporte de crianças em desatendimento ao zar, obrigatoriamente, o dispositivo de retenção de-
disposto nesta Resolução sujeitará os infratores às sanções nominado ‘bebê conforto ou conversível’ (figura 1).
do art. 168, do Código de Trânsito Brasileiro .
22. As crianças com idade superior a um ano e inferior
Art. 7º Esta Resolução entra em vigor na data de sua ou igual a quatro anos deverão utilizar, obrigato-
publicação, produzindo efeito nos seguintes prazos: riamente, o dispositivo de retenção denominado
‘cadeirinha’ (figura 2).
I - a partir da data da publicação desta Resolução as
autoridades de trânsito e seus agentes deverão adotar 3. As crianças com idade superior a quatro anos e in-
medidas de caráter educativo para esclarecimento dos ferior ou igual a sete anos e meio deverão utilizar
usuários dos veículos quanto à necessidade do atendi- o dispositivo de retenção denominado ‘assento de
mento das prescrições relativas ao transporte de crian- elevação’.
ças;
4. As crianças com idade superior a sete anos e meio
II - a partir de 360 (trezentos e sessenta) dias após a e inferior ou igual a dez anos deverão utilizar o cin-
publicação desta Resolução, os órgãos e entidades to de segurança do veículo ( figura 4)
componentes do Sistema Nacional de Trânsito deverão
iniciar campanhas educativas para esclarecimento dos CONTRAN - RESOLUÇÃO Nº 289/2008
condutores dos veículos no tocante aos requisitos obri-
gatórios relativos ao transporte de crianças;
Dispõe sobre normas de atuação a serem adotadas pelo
III - A partir de 1º de setembro de 2010, os órgãos e en- Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes
tidades componentes do Sistema Nacional de Trânsito - DNIT e o Departamento de Polícia Rodoviária Federal -
fiscalizarão o uso obrigatório do sistema de retenção DPRF na fiscalização do trânsito nas rodovias federais.
para o transporte de crianças ou equivalente. (Redação
dada ao inciso pela Deliberação CONTRAN nº 95, de O CONSELHO NACIONAL DE TRÂNSITO - CONTRAN,
07.06.2010, DOU 09.06.2010 e pela Resolução CON- usando da competência que lhe confere o art. 12, inciso I,
VADE MECUM PRF

TRAN nº 352, de 14.06.2010, DOU 18.06.2010 ) da Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, que instituiu o
Código de Trânsito Brasileiro - CTB, e conforme Decreto n°
Art. 8º Transcorrido um ano da data da vigência plena 4.711, de 29 de maio de 2003, que trata da coordenação do
desta Resolução, os órgãos executivos de trânsito dos Es- Sistema Nacional de Trânsito, Considerando a necessidade
tados e do Distrito Federal, bem como as entidades que de intensificar a fiscalização do trânsito nas rodovias fede-
acompanharem a execução da presente Resolução, deverão rais, objetivando a redução dos altos índices de acidentes

109
e a conservação do pavimento, coibindo o desrespeito aos Art. 7° Esta Resolução entra em vigor na data de sua
limites de velocidades e o tráfego de veículos com excesso publicação.
de peso;
CONTRAN - RESOLUÇÃO Nº 290/2008
Considerando o disposto no inciso XIV do artigo 12 do
CTB, resolve:
Disciplina a inscrição de pesos e capacidades em veícu-
Art. 1° Compete ao Departamento Nacional de Infra- los de tração, de carga e de transporte coletivo de passa-
-Estrutura de Transportes - DNIT, Órgão Executivo Rodo- geiros, de acordo com os artigos 117, 230-XXI, 231-V e X,
viário da União, no âmbito de sua circunscrição: do Código de Trânsito Brasileiro.
I - exercer a fiscalização do excesso de peso dos veículos O CONSELHO NACIONAL DE TRÂNSITO - CONTRAN,
nas rodovias federais, aplicando aos infratores as pena- usando da competência que lhe confere o art. 12, inciso I,
lidades previstas no Código de Trânsito Brasileiro - CTB, da Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, que instituiu o
respeitadas as competências outorgadas à Agência Na- Código de Trânsito Brasileiro - CTB, e conforme Decreto n°
cional de Transportes Terrestres - ANTT pelos arts. 24,
4.711, de 29 de maio de 2003, que trata da coordenação do
inciso XVII, e 82, § 1º, da Lei nº 10.233, de 5 de junho de
Sistema Nacional de Trânsito, resolve:
2001, com a redação dada pela Lei nº 10.561, de 13 de
novembro de 2002; e Art. 1º Ficam referendadas as Deliberações nº 64, de
30 de maio de 2008, publicada no DOU de 02 de junho de
II - exercer a fiscalização eletrônica de velocidade nas
rodovias federais, utilizando instrumento ou redutor 2008 e nº 67, 17 de junho de 2008, publicada no DOU de
eletrônico de velocidade tipo fixo, assim como a enge- 18 de junho de 2008.
nharia de tráfego para implantação de novos pontos de
Art. 2º Para efeito de registro, licenciamento e circu-
redução de velocidade.
lação, os veículos de tração, de carga e os de transporte
Art. 2º Compete ao Departamento de Polícia Rodoviá- coletivo de passageiros deverão ter indicação de suas ca-
ria Federal - DPRF: racterísticas registradas para obtenção do CAT - Certificado
de Adequação à Legislação de Trânsito, de acordo com os
I - exercer a fiscalização por excesso de peso nas rodo- requisitos do Anexo desta Resolução.
vias federais, isoladamente, ou a título de apoio opera-
cional ao DNIT, aplicando aos infratores as penalidades Art. 3º Para efeito de fiscalização, independente do ano
previstas no CTB; e de fabricação do veículo, deve-se considerar como limite
máximo de PBTC - Peso Bruto Total Combinado o valor vi-
II - exercer a fiscalização eletrônica de velocidade nas gente na Resolução CONTRAN nº 210/06, ou suas suce-
rodovias federais com a utilização de instrumento ou dâneas, respeitadas as combinações de veículos indicadas
medidor de velocidade do tipo portátil, móvel, estático na Portaria nº 86/06, do DENATRAN, ou suas sucedâneas,
e fixo, exceto redutor de velocidade, aplicando aos in- desde que compatível com a CMT - Capacidade Máxima
fratores as penalidades previstas no Código de Trânsito de Tração e o PBTC, conforme definidos nesta Resolução,
Brasileiro - CTB. declarados pelo fabricante ou importador mesmo que, por
efeito de regulamentos anteriores, tenha sido declarado
Parágrafo único. Para a instalação de equipamento do
um valor de PBTC distinto.
tipo fixo de controle de velocidade, o DPRF solicitará ao
DNIT a autorização para intervenção física na via. Parágrafo único. Para efeito de fiscalização de CVC´s -
Combinações de Veículos de Carga, detentoras de AET -
Art. 3° As receitas oriundas das multas aplicadas pelo
Autorização Especial de Trânsito emitida conforme Resolu-
DNIT e DPRF serão revertidas a cada órgão arrecadador,
em conformidade com o art. 320 do CTB. ção CONTRAN No 211/06, ou suas sucedâneas, prevalecem
as informações de pesos e capacidades constantes da AET,
Art. 4° As despesas decorrentes desta Resolução serão com exceção do valor da CMT inscrito pelo fabricante ou
de responsabilidade de cada órgão dentro da esfera de sua importador.
atuação.
VADE MECUM PRF

Art. 4º A responsabilidade pela inscrição e conteúdo


Art. 5° Para fins de atendimento do disposto nesta Re- dos pesos e capacidades, conforme estabelecido no Anexo
solução poderá ser celebrado convênio entre o DNIT e o desta Resolução será:
DPRF, na forma prevista no artigo 25 do CTB.
I - do fabricante ou importador, quando se tratar de
Art. 6º Fica revogada a Resolução nº 271/2008. veículo novo acabado ou inacabado;

110
II - do fabricante da carroçaria ou de outros implemen- 2 - DEFINIÇÕES
tos, em caráter complementar ao informado pelo fabri-
cante ou importador do veículo; Para efeito dessa Resolução define-se:

III - do responsável pelas modificações, quando se tra- 2.1 - PESOS E CAPACIDADES INDICADOS - pesos máxi-
tar de veículo novo ou já licenciado que tiver sua estru- mos e capacidades máximas informados pelo fabricante ou
tura e/ou número de eixos alterados, ou outras modifi- importador como limites técnicos do veículo;
cações previstas pelas Resoluções 292/08 e 293/08, ou
suas sucedâneas. 2.2 - PESOS E CAPACIDADES AUTORIZADOS - o menor
valor entre os pesos e capacidades máximos estabelecidos
IV - do proprietário do veículo, conforme estabelecido pelos regulamentos vigentes (valores legais) e os pesos e
no art. 5º desta Resolução. capacidades indicados pelo fabricante ou importador (va-
lores técnicos);
Parágrafo único. A adequação da inscrição dos pesos e
capacidades dos veículos em estoque e em fase de regis- 2.3 - TARA - peso próprio do veículo, acrescido dos pe-
tro e licenciamento deverá ser realizada pelos responsáveis sos da carroçaria e equipamento, do combustível - pelo
mencionados nos incisos I, II e III deste artigo, no prazo de menos 90% da capacidade do(s) tanque(s), das ferramen-
60 (sessenta) dias contados a partir da data de publicação tas e dos acessórios, da roda sobressalente, do extintor de
desta Resolução, mediante o fornecimento de plaqueta incêndio e do fluido de arrefecimento, expresso em quilo-
com os dados nela contidos. gramas.

Art. 5º Para os veículos em uso e os licenciados até a 2.4 - LOTAÇÃO - carga útil máxima, expressa em quilo-
data da entrada em vigor desta Resolução, que não pos- gramas, incluindo o condutor e os passageiros que o veícu-
suam a inscrição dos dados de tara e lotação, fica auto- lo pode transportar, para os veículos de carga e tração ou
rizada a inscrição dos mesmos, por pintura resistente ao número de pessoas para os veículos de transporte coletivo
tempo na cor amarela sobre fundo preto e altura mínima de passageiros.
dos caracteres de 30 mm, em local visível na parte externa
do veículo. 2.5 - PESO BRUTO TOTAL (PBT) - o peso máximo (auto-
rizado) que o veículo pode transmitir ao pavimento, cons-
§ 1º Para os veículos destinados ao transporte coletivo tituído da soma da tara mais a lotação.
de passageiros, a indicação de que trata o caput
deste artigo poderá ser realizada conforme o item 2.6 - PESO BRUTO TOTAL COMBINADO (PBTC) - Peso
4.2.2 do anexo, neste caso de responsabilidade do máximo que pode ser transmitido ao pavimento pela com-
proprietário do veículo. binação de um veículo de tração ou de carga, mais seu(s)
semi-reboque(s), reboque( s), respeitada a relação potên-
§ 2º No caso de ser verificada a incorreção do(s) da- cia/peso, estabelecida pelo INMETRO - Instituto de Metro-
do(s) inscrito(s) no veículo, durante a fiscalização logia, Normalização e Qualidade Industrial, a Capacidade
de pesagem, fica o proprietário do veículo sujeito Máxima de Tração da unidade de tração, conforme definida
às sanções previstas no artigo 237 do Código de no item 2.7 do anexo dessa Resolução e o limite máximo
Trânsito Brasileiro - CTB, independente das estabe- estabelecido na Resolução CONTRAN nº 211/06, e suas su-
lecidas na Resolução CONTRAN nº 258/07. cedâneas.

Art. 6º No caso do veículo inacabado, conforme defini- 2.7 - CAPACIDADE MÁXIMA DE TRAÇÃO (CMT) - má-
do no item 2.10 do anexo desta Resolução, fica o fabricante ximo peso que a unidade de tração é capaz de tracionar,
ou importador obrigado a declarar na nota fiscal o peso incluído o PBT da unidade de tração, limitado pelas suas
do veículo nesta condição. Art. 7º Para o cumprimento do condições de geração e multiplicação do momento de for-
disposto no artigo 5º o proprietário do veículo terá o prazo ça, resistência dos elementos que compõem a transmissão.
de 120 dias a partir da data de publicação desta Resolução.
2.8 - CAMINHÃO - veículo automotor destinado ao
Art. 8º Esta Resolução entra em vigor na data de sua pu- transporte de carga, com PBT acima de 3.500 quilogramas,
blicação, ficando revogada a Resolução 49/98 - CONTRAN. podendo tracionar ou arrastar outro veículo, desde que te-
nha capacidade máxima de tração compatível;
VADE MECUM PRF

ANEXO 2.9 - CAMINHÃO-TRATOR - veículo automotor destina-


do a tracionar ou arrastar outro veículo.
1 - OBJETIVO
2.10 - VEÍCULO INACABADO - Todo chassi plataforma,
Estabelecer requisitos para inscrição indicativa e obri- chassis de caminhões e caminhonetes, com cabine comple-
gatória dos pesos e capacidades registrados, conforme de- ta, incompleta ou sem cabine.
finidos no item a seguir.

111
2.11 - VEÍCULO ACABADO - Veículo automotor que 4.1.2 - As indicações serão inscritas em fundo claro ou
sai de fábrica pronto para licenciamento, sem precisar de escuro, adotados caracteres alfanuméricos contrastantes,
complementação. com altura não inferior a 30 milímetros.

2.12 - VEÍCULO NOVO - veículo de tração, de carga e 4.1.3 - Também, poderão ser usados letras ou números
transporte coletivo de passageiros, reboque e semi-rebo- inscritos em alto ou baixo relevo, sem necessidade de con-
que, antes do seu registro e licenciamento. traste de cor.

3 - APLICAÇÃO 4.2 - Normas gerais.

3.1 Informações mínimas para veículos de tração, de 4.2.1 - A indicação nos veículos automotores de tração,
carga e transporte coletivo de passageiros, com PBT acima de carga será inscrita ou afixada em um dos seguintes lo-
de 3500 kg. cais, assegurada a facilidade de visualização.

3.1.1 Veículo automotor novo acabado: tara, lotação, 4.2.1.1 - Na coluna de qualquer porta, junto às dobradi-
PBT, PBTC e CMT; ças, ou no lado da fechadura.

3.1.2 Veículo automotor novo inacabado: PBT, PBTC e 4.2.1.2 - Na borda de qualquer porta.
CMT;
4.2.1.3 - Na parte inferior do assento, voltada para por-
3.1.3 Veículo automotor novo que recebeu carroçaria ta.
ou implemento: tara e lotação, em complemento às ca-
racterísticas informadas pelo fabricante ou importador do 4.2.1.4 - Na superfície interna de qualquer porta.
veículo;
4.2.1.5 - No painel de instrumentos.
3.1.4 Veículo automotor novo que teve alterado o nú-
mero de eixos ou sua(s) capacidade(s): tara, lotação e PBT, 4.2.2 - Nos veículos destinados ao transporte coletivo
em complemento às características informadas pelo fabri- de passageiros, a indicação deverá ser afixada na parte
cante ou importador do veículo; frontal interna acima do pára-brisa ou na parte superior da
divisória da cabina de comando do lado do condutor. Na
3.1.5 Veículo automotor já licenciado que teve altera- impossibilidade técnica ou ausência de local para fixação,
do sua estrutura, número de eixos ou sua(s) capacidade(s): poderão ser utilizados os mesmos locais previstos para os
tara, lotação, PBT e peso por eixo, respeitada a CMT infor- veículos de carga e tração.
mada pelo fabricante ou importador do veículo, em com-
plemento às características informadas pelos mesmos. 4.2.3 - Nos reboques e semi-reboques, a indicação de-
verá ser afixada na parte externa da carroçaria na lateral
3.1.6 Reboque e semi-reboque, novo ou alterado: tara, dianteira.
lotação e PBT.
4.2.4 - Nos implementos montados sobre chassi de veí-
3.2 Informações mínimas para veículos de tração, de culo de carga, a indicação deverá ser afixada na parte ex-
carga e transporte coletivo de passageiros, com PBT de até terna do mesmo, em sua lateral dianteira.
3500 kg.
CONTRAN - RESOLUÇÃO Nº 292/2008
3.2.1 Todas as constantes nos itens de 3.1.1 a 3.1.6, sen-
do autorizada a opcionalidade: PBTC ou CMT.
Dispõe sobre modificações de veículos previstas nos
Observação: as informações complementares devem arts. 98 e 106 da Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997
atender os requisitos do item 4 deste anexo, em campo , que instituiu o Código de Trânsito Brasileiro e dá outras
distinto das informações originais do fabricante ou impor- providências.
tador do veículo.
O CONSELHO NACIONAL DE TRÂNSITO - CONTRAN,
4 - REQUISITOS usando da competência que lhe confere o art. 12, inciso I,
VADE MECUM PRF

da Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997 , que instituiu o


4.1 - Específicos. Código de Trânsito Brasileiro - CTB, e conforme Decreto nº
4.711, de 29 de maio de 2003 , que trata da coordenação
4.1.1 - As indicações referentes ao item 3 serão inscritas do Sistema Nacional de Trânsito,
em plaqueta ou em etiqueta adesiva resistente a ação do
tempo; Resolve:

112
Art. 1º Estabelecer as modificações permitidas em veí- Art. 6º Os veículos de passageiros e de cargas, exceto
culo registrado no Órgão Executivo de Trânsito dos Estados veículos de duas ou três rodas e quadriciclos, usados, que
ou do Distrito Federal. sofrerem alterações no sistema de suspensão, ficam obri-
gados a atender aos limites e exigências previstos nesta
Parágrafo único. Os veículos e sua classificação quanto Resolução, cabendo a cada entidade executora das modifi-
à espécie, tipo e carroçaria estão descritos na Portaria nº cações e ao proprietário do veículo a responsabilidade pelo
1.207, de 15 de dezembro de 2010 , do DENATRAN, bem atendimento às exigências em vigor.
como nas suas alterações posteriores. (Redação dada ao
parágrafo pela Resolução CONTRAN nº 397, de 13.12.2011, § 1º Nos veículos com PBT até 3500 kg:
DOU 21.12.2011 )
I - o sistema de suspensão poderá ser fixo ou regulável.
Art. 2º As modificações permitidas em veículos, bem
como a aplicação, a exigência para cada modificação e a II - A altura mínima permitida para circulação deve ser
nova classificação dos veículos após modificados, quanto maior ou igual a 100 mm, medidos verticalmente do
ao tipo/espécie e carroçaria, para fins de registro e emissão solo ao ponto mais baixo da carroceria ou chassi, con-
de CRV/CRLV, constarão da Tabela anexa à Portaria a ser forme anexo I.
editada pelo órgão máximo executivo de trânsito da União.
III - O conjunto de rodas e pneus não poderá tocar em
Parágrafo único. Além das modificações previstas nesta parte alguma do veículo quando submetido ao teste de
Resolução, também são permitidas as transformações em esterçamento.
veículos previstas no Anexo II da Portaria nº 1207/2010 ,
do DENATRAN, bem como nas suas alterações posteriores, § 2º Nos veículos com PBT acima de 3.500 kg:
as quais devem ser precedidas de obtenção de código de
marca/modelo/versão. (Redação dada ao artigo pela Reso- I - em qualquer condição de operação, o nivelamento
lução CONTRAN nº 397, de 13.12.2011, DOU 21.12.2011 ) da longarina não deve ultrapassar dois graus a partir de
uma linha horizontal.
Art. 3º As modificações em veículos devem ser precedi-
das de autorização da autoridade responsável pelo registro II - A verificação do cumprimento do disposto no inciso
e licenciamento. I será feita conforme o Anexo I.

Parágrafo único. A não observância do disposto no III - As dimensões de intercambiabilidade entre o cami-
caput deste artigo incorrerá nas penalidades e medidas nhão trator e o rebocado devem respeitar a norma NBR
administrativas previstas no art. 230, inciso VII, do Código NM - ISO 1726.
de Trânsito Brasileiro .
IV - É vedada a alteração na suspensão dianteira, exceto
Art. 4º Quando houver modificação exigir-se-á reali- para instalação do sistema de tração e para incluir ou
zação de inspeção de segurança veicular para emissão do excluir eixo auxiliar, direcional ou auto direcional.
Certificado de Segurança Veicular - CSV, conforme regula-
§ 3º Os veículos que tiverem sua suspensão modifica-
mentação específica do INMETRO, expedido por Instituição
da, em qualquer condição de uso, deverão inserir
Técnica Licenciada pelo DENATRAN, respeitadas as dispo-
no campo das observações do Certificado de Re-
sições constantes da Tabela anexa à Portaria a ser editada
gistro de Veiculo - CRV e do Certificado de Registro
pelo órgão máximo executivo de trânsito da União. (Reda-
e Licenciamento de Veiculo - CRLV a altura livre do
ção dada ao artigo pela Resolução CONTRAN nº 397, de
solo.
13.12.2011, DOU 21.12.2011 )
Art. 7º É permitido, para fins automotivos, exceto para
Art. 5º Somente serão registrados, licenciados e em-
ciclomotores, motonetas, motocicletas e triciclos, o uso do
placados com motor alimentado a óleo diesel, os veícu-
Gás Natural Veicular - GNV como combustível.
los autorizados conforme a Portaria nº 23, de 6 de junho
de 1994, baixada pelo extinto Departamento Nacional de § 1º Os componentes do sistema devem estar certifica-
Combustíveis - DNC, do Ministério de Minas e Energia e dos no âmbito do Sistema Brasileiro de Avaliação
regulamentação especifica do DENATRAN. da Conformidade, conforme regulamentação es-
VADE MECUM PRF

pecífica do Instituto Nacional de Metrologia, Nor-


Parágrafo único. Fica proibida a modificação da estrutu-
malização e Qualidade Industrial - INMETRO.
ra original de fábrica dos veículos para aumentar a capaci-
dade de carga, visando o uso do combustível Diesel. § 2º Por ocasião do registro será exigido dos veículos
automotores que utilizarem como combustível o
(Redação do artigo dada pela Resolução CONTRAN
Gás Natural Veicular - GNV:
Nº 479 DE 20/03/2014):

113
I - Certificado de Segurança Veicular - CSV expedido a) eixo veicular para caminhão, caminhão-trator, ôni-
por Instituição Técnica Licenciada pelo DENATRAN e bus, reboques e semi-reboques;
acreditada pelo INMETRO, conforme regulamentação
específica, onde conste a identificação do instalador re- b)
eixo direcional e eixo auto-direcional para cami-
gistrado pelo INMETRO, que executou o serviço. nhões, caminhões-tratores, ônibus, reboques e se-
mi-reboques; (Redação dada à alínea pela Resolução
II - O Certificado Ambiental para uso de Gás Natural em CONTRAN nº 319, de 05.06.2009, DOU 09.06.2009 )
Veículos Automotores - CAGN, expedido pelo Instituto
Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais c) (Suprimida pela Resolução CONTRAN nº 319, de
Renováveis - IBAMA, ou aposição do número do mes- 05.06.2009, DOU 09.06.2009 )
mo no CSV.
§ 1º Para as modificações previstas nas alíneas deste ar-
§ 3º Anualmente, para o licenciamento dos veículos tigo, será exigido o Certificado de Segurança Vei-
que utilizam o Gás Natural Veicular como combus- cular - CSV, a Comprovação de atendimento à re-
tível será exigida a apresentação de novo Certifica- gulamentação do INMETRO e Nota Fiscal do eixo,
do de Segurança Veicular - CSV. o qual deverá ser sem uso.

Art. 8º Ficam proibidas: § 2º Enquanto o INMETRO não estabelecer o programa


de avaliação da conformidade dos produtos elen-
I - A utilização de rodas/pneus que ultrapassem os limi- cados neste artigo, os DETRANs deverão exigir,
tes externos dos pára-lamas do veículo; para fins de registro das alterações, o Certificado
de Segurança Veicular - CSV, a Nota Fiscal do eixo
II - O aumento ou diminuição do diâmetro externo do sem uso, Anotação de Responsabilidade Técnica
conjunto pneu/roda; para a adaptação, emitida por profissional legal-
mente habilitado e, no caso de eixos direcionais ou
III - A substituição do chassi ou monobloco de veículo auto-direcionais, notas fiscais dos componentes de
por outro chassi ou monobloco, nos casos de modifica- direção, os quais deverão ser sem uso.
ção, furto/roubo ou sinistro de veículos, com exceção
de sinistros em motocicletas e assemelhados; Art. 10. Dos veículos que sofrerem modificações para
viabilizar a condução por pessoa com deficiência ou para
IV - A adaptação de 4º eixo em caminhão, salvo quando aprendizagem em centros de formação de condutores
se tratar de eixo direcional ou auto-direcional. (Reda- deve ser exigido o CSV - Certificado de Segurança Veicular.
ção dada ao inciso pela Resolução CONTRAN nº 319, de
05.06.2009, DOU 09.06.2009 ) Art. 11. Os veículos pré-cadastrados, cadastrados ou
modificados a partir da data de entrada em vigor desta Re-
V - A instalação de fonte luminosa de descarga de gás solução devem ser classificados conforme a Tabela cons-
em veículos automotores, excetuada a substituição em tante de Portaria a ser editada pelo órgão máximo executi-
veículo originalmente dotado deste dispositivo. (Inci- vo de trânsito da União. (Redação dada ao artigo pela Re-
so acrescentado pela Resolução CONTRAN nº 384, de solução CONTRAN nº 397, de 13.12.2011, DOU 21.12.2011
02.06.2011, DOU 07.06.2011 )
Art. 12. Em caso de complementação de veículo ina-
Parágrafo único. Veículos com instalação de fonte lu- cabado tipo caminhão, com carroçaria aberta ou fechada,
minosa de descarga de gás com CSV emitido até a data da os órgãos executivos de trânsito dos Estados e do Distrito
entrada em vigor desta Resolução poderão circular até a Federal devem registrar no Certificado de Registro de Veí-
data de seu sucateamento, desde que o equipamento este- culos - CRV e Certificado de Registro e Licenciamento de
ja em conformidade com a resolução nº 227/2007 - CON- Veículos - CRLV o comprimento da carroçaria.
TRAN . (Parágrafo acrescentado pela Resolução CONTRAN
nº 384, de 02.06.2011, DOU 07.06.2011 ) Art. 13. Fica garantido o direito de circulação, até o
sucateamento, aos veículos modificados antes da entrada
VI - A inclusão de eixo auxiliar veicular em semirrebo- em vigor desta Resolução, desde que os seus proprietários
que com comprimento igual ou inferior a 10,50 m, do- tenham cumprido todos os requisitos exigidos para a sua
tado ou não de quinta roda. (Nota Legisweb: Redação regularização, mediante comprovação no Certificado de
VADE MECUM PRF

dada pela Resolução CONTRAN Nº 419 DE 17/10/2012) Registro de Veículo - CRV e no Certificado de Registro e
Licenciamento de Veículo - CRLV.
Art. 9º O Instituto Nacional de Metrologia, Normaliza-
ção e Qualidade Industrial - INMETRO deverá estabelecer Art. 14. Serão consideradas alterações de cor aquelas
programa de avaliação da conformidade para os seguintes realizadas através de pintura ou adesivamento em área su-
produtos: perior a 50% do veículo, excluídas as áreas envidraçadas.

114
Parágrafo único. Será atribuída a cor fantasia quando Altura original do veículo: definida pelo fabricante, cor-
for impossível distinguir uma cor predominante no veículo. respondente à distância do solo ao ponto superior extremo
do veículo.
Art. 15. Na substituição de equipamentos veiculares,
em veículos já registrados, os Órgãos Executivos de Trân- Dispositivo para transporte de carga para motonetas e
sito dos Estados e do Distrito Federal devem exigir a apre- motocicletas: equipamento do tipo baú ou grelha.
sentação dos seguintes documentos em relação ao equi-
pamento veicular: CONTRAN - RESOLUÇÃO Nº 349/2010

I - Equipamento veicular novo ou fabricado após a en-


trada em vigor da Portaria nº 27 do DENATRAN, de 7 de Dispõe sobre o transporte eventual de cargas ou de bi-
cicletas nos veículos classificados nas espécies automóvel,
maio de 2002 :
caminhonete, camioneta e utilitário.
a) CSV;
O CONSELHO NACIONAL DE TRÂNSITO CONTRAN,
usando da competência que lhe confere o inciso I do ar-
b) CAT;
tigo 12 da Lei nº 9503, de 23 de setembro de 1997, que
c) Nota Fiscal; institui o Código de Trânsito Brasileiro - CTB, e conforme o
Decreto nº 4711, de 29 de maio de 2003, que dispõe sobre
II - Equipamento veicular usado ou reformado fabrica- a coordenação do Sistema Nacional de Trânsito,
do antes da entrada em vigor da Portaria nº 27 do DE-
Considerando as disposições sobre o transporte de car-
NATRAN, de 7 de maio de 2002 :
gas nos veículos contemplados por esta Resolução, conti-
das na Convenção de Viena sobre o Trânsito Viário, pro-
a) CSV, b) comprovação da procedência, através de
mulgada pelo Decreto nº 86714, de 10 de dezembro de
nota fiscal original de venda ou mediante declara-
1981;
ção do proprietário, responsabilizando-se civil e cri-
minalmente pela procedência lícita do equipamento Considerando o disposto no artigo 109 da Lei nº 9503,
veicular. de 23 de setembro de 1997, que institui o Código de Trân-
sito Brasileiro - CTB;
Art. 17. Esta Resolução entra em vigor na data de sua
publicação, ficando revogada a Resolução nº 262/2007 - Considerando a necessidade de disciplinar o transporte
CONTRAN. eventual de cargas em automóveis, caminhonetes e utilitá-
rios de modo a garantir a segurança do veículo e trânsito;

ANEXO Considerando a conveniência de atualizar as normas


que tratam do transporte de bicicletas nos veículos par-
(Revogado pela Resolução CONTRAN nº 397, de ticulares.
13.12.2011, DOU 21.12.2011 )
Considerando as vantagens proporcionadas pelo uso
Conceitos: da bicicleta ao meio ambiente, à mobilidade e à economia
de combustível; resolve:
Modificação visual que não implique em semelhança
com veículos de outro ano-modelo: modificação no pára-
-choque, grade, capô, saias laterais e aerofólios de forma CAPITULO I
que o veículo fique com características visuais diferentes
daquelas do veículo original. DISPOSIÇÕES GERAIS

CSV: Certificado de Segurança Veicular Art. 1º Estabelecer critérios para o transporte eventual
de cargas e de bicicletas nos veículos classificados na espé-
Certificado de Conformidade do Inmetro: Documento cie automóvel, caminhonete, camioneta e utilitário.
emitido por uma entidade acreditada pelo INMETRO ates-
VADE MECUM PRF

tando que o produto ou o serviço apresenta nível adequa- Art. 2º O transporte de cargas e de bicicletas deve res-
do de confiança no cumprimento de requisitos estabeleci- peitar o peso máximo especificado para o veículo.
dos em norma ou regulamento técnico.
Art. 3º - A carga ou a bicicleta deverá estar acondicio-
COVC: Certificado de Originalidade de Veículo de Co- nada e afixada de modo que:
leção

115
I- não coloque em perigo as pessoas nem cause danos §4º A segunda placa de identificação será lacrada no
a propriedades públicas ou privadas, e em especial, não centro da régua de sinalização ou na parte estrutu-
se arraste pela via nem caia sobre esta; ral do veículo em que estiver instalada (para-cho-
que ou carroceria), devendo ser aposta em local
II- não atrapalhe a visibilidade a frente do condutor nem visível na parte direita da traseira.
comprometa a estabilidade ou condução do veículo;
§5º Fica dispensado da utilização de régua de sinaliza-
III- não provoque ruído nem poeira; ção o veículo que possuir extensor de caçamba, no
qual deve ser lacrada a segunda placa traseira.
IV- não oculte as luzes, incluídas as luzes de freio e os
indicadores de direção e os dispositivos refletores; res- §6º Extensor de caçamba é o acessório que permite a
salvada, entretanto, a ocultação da lanterna de freio circulação do veículo com a tampa do comparti-
elevada (categoria S3);
mento de carga aberta, de forma a impedir a que-
V- não exceda a largura máxima do veículo; da da carga na via, sem comprometer a sinalização
traseira.
VI- não ultrapasse as dimensões autorizadas para veí-
culos estabelecidas na Resolução CONTRAN nº 210, de
13 de novembro de 2006, que estabelece os limites de CAPÍTULO II
pesos e dimensões para veículos que transitam por vias
terrestres e dá outras providências, ou Resolução pos- REGRAS APLICÁVEIS AO TRANSPORTE EVENTUAL
terior que venha sucedêla. DE CARGAS

VII- todos os acessórios, tais como cabos, correntes, Art. 5º Permite-se o transporte de cargas acondiciona-
lonas, grades ou redes que sirvam para acondicionar, das em bagageiros ou presas a suportes apropriados devi-
proteger e fixar a carga deverão estar devidamente an- damente afixados na parte superior externa da carroçaria.
corados e atender aos requisitos desta Resolução.
§1° O fabricante do bagageiro ou do suporte deve in-
VIII- não se sobressaiam ou se projetem além do veícu- formar as condições de fixação da carga na parte
lo pela frente. superior externa da carroçaria e sua fixação deve
respeitar as condições e restrições estabelecidas
Art. 4º Nos casos em que o transporte eventual de car- pelo fabricante do veículo
ga ou de bicicleta resultar no encobrimento, total ou par-
cial, quer seja da sinalização traseira do veículo, quer seja §2° As cargas, já considerada a altura do bagageiro ou
de sua placa traseira, será obrigatório o uso de régua de do suporte, deverá ter altura máxima de cinqüenta
sinalização e, respectivamente, de segunda placa traseira centímetros e suas dimensões, não devem ultra-
de identificação fixada àquela régua ou à estrutura do veí- passar o comprimento da carroçaria e a largura da
culo, conforme figura constante do Anexo desta Resolução. parte superior da carroçaria. (figura 1)
§1º Régua de sinalização é o acessório com caracterís- Y£ 50 cm, onde Y = altura máxima;
ticas físicas e de forma semelhante a um para-cho-
que traseiro, devendo ter no mínimo um metro de X £ Z, onde Z = comprimento da carroçaria e X = com-
largura e no máximo a largura do veículo, excluí- primento da carga.
dos os retrovisores, e possuir sistema de sinaliza-
ção paralelo, energizado e semelhante em conteú-
do, quantidade, finalidade e funcionamento ao do
veículo em que for instalado.

§2º A régua de sinalização deverá ter sua superfície co-


berta com faixas refletivas oblíquas, com uma incli-
nação de 45 graus em relação ao plano horizontal
e 50,0 +/- 5,0 mm de largura, nas cores branca e
vermelha refletiva, idênticas às dispostas nos para-
VADE MECUM PRF

-choques traseiros dos veículos de carga.

§3º A fixação da régua de sinalização deve ser feita no


veículo, de forma apropriada e segura, por meio de Art. 6º Nos veículos de que trata esta Resolução, será
braçadeiras, engates, encaixes e/ou parafusos, po-
dendo ainda ser utilizada a estrutura de transporte admitido o transporte eventual de carga indivisível, respei-
de carga ou seu suporte. tados os seguintes preceitos:

116
I- As cargas que sobressaiam ou se projetem além do IV- Cuidados de segurança durante o transporte de for-
veículo para trás, deverão estar bem visíveis e sinaliza- ma a preservar a segurança do trânsito, do veículo, dos
das. No período noturno, esta sinalização deverá ser passageiros e de terceiros.
feita por meio de uma luz vermelha e um dispositivo
refletor de cor vermelha.
Capítulo IV
II- O balanço traseiro não deve exceder 60% do valor da
distância entre os dois eixos do Disposições Finais

veículo. (figura 2) Art. 10 Para efeito desta Resolução, a bicicleta é consi-


derada como carga indivisível.
B £ 0,6 x A, onde B = Balanço traseiro e A = distância
entre os dois eixos. Art. 11 O não atendimento ao disposto nesta Resolu-
ção acarretará na aplicação das penalidades previstas nos
artigos 230, IV, 231, II, IV e V e 248 do CTB, conforme infra-
ção a ser apurada.

Art. 12 Esta Resolução entra em vigor noventa dias após


a data de sua publicação, ficam revogadas as Resoluções nº
577/81 e 549/79 e demais disposições em contrário.

ANEXO
Art. 7º Será admitida a circulação do veículo com com-
partimento de carga aberto apenas durante o transporte
de carga indivisível que ultrapasse o comprimento da ca-
çamba ou do compartimento de carga.
*Anexo disponibilizado na retificação publicada no DOU,
de 20 de abril de 2016, Seção 1, página 51.
CAPÍTULO III

REGRAS APLICÁVEIS AO TRANSPORTE DE BICI- CONTRAN - RESOLUÇÃO Nº 356/2010


CLETAS NA PARTE EXTERNA DOS VEÍCULOS
Estabelece requisitos mínimos de segurança para o
Art. 8º A bicicleta poderá ser transportada na parte transporte remunerado de passageiros (mototáxi) e de car-
posterior externa ou sobre o teto, desde que fixada em dis- gas (motofrete) em motocicleta e motoneta, e dá outras pro-
positivo apropriado, móvel ou fixo, aplicado diretamente
vidências.
ao veículo ou acoplado ao gancho de reboque.
O Conselho Nacional de Trânsito - CONTRAN, no uso
§ 1º O transporte de bicicletas na caçamba de cami-
da competência que lhe confere o art. 12, inciso I, da Lei nº
nhonetes deverá respeitar o disposto no Capítulo
II desta Resolução. 9.503, de 23 de setembro de 1997, que instituiu o Código
de Trânsito Brasileiro e nos termos do disposto no Decreto
§ 2º Na hipótese da bicicleta ser transportada sobre o nº 4.711, de 29 de maio de 2003, que trata da Coordenação
teto não se aplica a altura especificada no parágra- do Sistema Nacional de Trânsito,
fo 2º do Artigo 5°.
Considerando a necessidade de fixar requisitos míni-
Art. 9º O dispositivo para transporte de bicicletas para mos de segurança para o transporte remunerado de pas-
aplicação na parte externa dos veículos deverá ser forneci- sageiros e de cargas em motocicleta e motoneta, na cate-
do com instruções precisas sobre: goria aluguel, para preservar a segurança do trânsito, dos
condutores e dos passageiros desses veículos;
I- Forma de instalação, permanente ou temporária, do
VADE MECUM PRF

dispositivo no veículo, Considerando a necessidade de regulamentar a Lei nº


12.009, de 29 de julho de 2009;
II- Modo de fixação da bicicleta ao dispositivo de trans-
porte; Considerando a necessidade de estabelecer requisitos
mínimos de segurança para o transporte não remunerado
III- Quantidade máxima de bicicletas transportados, de carga; e
com segurança;

117
Considerando o que consta do processo nº do proprietário, para os veículos novos nacionais
80000.022300/2009-25, ou importados. (Redação dada ao parágrafo pela
Deliberação CONTRAN nº 103, de 23.12.2010, DOU
Resolve: 24.12.2010 e pela Resolução CONTRAN nº 378, de
06.04.2011, DOU 13.04.2011)

CAPÍTULO I § 3º A capacidade máxima de tração deverá constar no


Certificado de Registro (CRV) e no Certificado de
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV).

Art. 1º Os veículos tipo motocicleta ou motoneta, Art. 4º Os veículos de que trata o art. 1º deverão sub-
quando autorizados pelo poder concedente para trans- meter-se à inspeção semestral para verificação dos equipa-
porte remunerado de cargas (motofrete) e de passageiros mentos obrigatórios e de segurança.
(mototáxi), deverão ser registrados pelo Órgão Executivo
de Trânsito do Estado e do Distrito Federal na categoria de Art. 5º Para o exercício das atividades previstas nesta
aluguel, atendendo ao disposto no art. 135 do CTB e legis- Resolução, o condutor deverá:
lação complementar.
I - ter, no mínimo, vinte e um anos de idade;
Art. 2º Para efeito do registro de que trata o artigo an-
II - possuir habilitação na categoria “A”, por pelo menos
terior, os veículos deverão ter:
dois anos, na forma do art. 147 do CTB;
I - dispositivo de proteção para pernas e motor em caso
III - ser aprovado em curso especializado, na forma re-
de tombamento do veículo, fixado em sua estrutura,
gulamentada pelo CONTRAN; e
conforme Anexo IV, obedecidas as especificações do
fabricante do veículo no tocante à instalação; IV - estar vestido com colete de segurança dotado de
dispositivos retrorrefletivos, nos termos do Anexo III
II - dispositivo aparador de linha, fixado no guidon do desta Resolução.
veículo, conforme Anexo IV; e
Parágrafo único. Para o exercício da atividade de moto-
III - dispositivo de fixação permanente ou removível, táxi o condutor deverá atender aos requisitos previstos no
devendo, em qualquer hipótese, ser alterado o registro art. 329 do CTB.
do veículo para a espécie passageiro ou carga, confor-
me o caso, vedado o uso do mesmo veículo para ambas Art. 6º Na condução dos veículos de transporte remu-
as atividades. nerado de que trata esta Resolução, o condutor e o passa-
geiro deverão utilizar capacete motociclístico, com viseira
Art. 3º Os pontos de fixação para instalação dos equi- ou óculos de proteção, nos termos da Resolução nº 203, de
pamentos, bem como a capacidade máxima admissível de 29 de setembro de 2006, dotado de dispositivos retrorre-
carga, por modelo de veículo serão comunicados ao DE- fletivos, conforme Anexo II desta Resolução.
NATRAN, pelos fabricantes, na ocasião da obtenção do
Certificado de Adequação à Legislação de Trânsito (CAT),
para os novos modelos, e mediante complementação de CAPÍTULO II
informações do registro marca/modelo/versão, para a frota
em circulação.
DO TRANSPORTE DE PASSAGEIROS (MOTOTÁXI)

Art. 7º Além dos equipamentos obrigatórios para mo-


§ 1º As informações do caput serão disponibilizadas
tocicletas e motonetas e dos previstos no art. 2º desta
no manual do proprietário ou boletim técnico
Resolução, serão exigidas para os veículos destinados aos
distribuído nas revendas dos veículos e nos sítios
serviços de mototáxi alças metálicas, traseira e lateral, des-
eletrônicos dos fabricantes, em texto de fácil com- tinadas a apoio do passageiro.
preensão e sempre que possível auxiliado por ilus-
trações.
CAPÍTULO III
§ 2º As informações do parágrafo anterior serão dispo-
VADE MECUM PRF

nibilizados no prazo de 270 (duzentos e setenta) DO TRANSPORTE DE CARGAS (MOTOFRETE)


dias a contar da data de publicação desta Reso-
lução para os veículos lançados no mercado nos Art. 8º As motocicletas e motonetas destinadas ao trans-
últimos 5 (cinco) anos e em 365 (trezentos e ses- porte remunerado de mercadorias - motofrete - somente po-
senta e cinco) dias, também contados da publica- derão Circular nas vias com autorização emitida pelo órgão
ção desta Resolução, passarão a constar do manual executivo de trânsito do Estado e do Distrito Federal.

118
Art. 9º Os dispositivos de transporte de cargas em mo- § 6º Os dispositivos de transporte, assim como as cargas,
tocicleta e motoneta poderão ser do tipo fechado (baú) não poderão comprometer a eficiência dos espelhos
ou aberto (grelha), alforjes, bolsas ou caixas laterais, desde retrovisores.
que atendidas as dimensões máximas fixadas nesta Resolu-
ção e as especificações do fabricante do veículo no tocante Art. 10. As caixas especialmente projetadas para a aco-
à instalação e ao peso máximo admissível. modação de capacetes não estão sujeitas às prescrições desta
Resolução, podendo exceder a extremidade traseira do veícu-
§ 1º Os alforjes, as bolsas ou caixas laterais devem lo em até 15 cm.
atender aos seguintes limites máximos externos:
Art. 11. O equipamento do tipo fechado (baú) deve con-
I - largura: não poderá exceder as dimensões máximas ter faixas retrorrefletivas conforme especificação no Anexo I
dos veículos, medida entre a extremidade do guidon ou desta Resolução, de maneira a favorecer a visualização do veí-
alavancas de freio à embreagem, a que for maior, con- culo durante sua utilização diurna e noturna.
forme especificação do fabricante do veículo;
Art. 12. É proibido o transporte de combustíveis
II - comprimento: não poderá exceder a extremidade inflamáveis ou tóxicos, e de galões nos veículos de que trata
traseira do veículo; e a Lei nº 12.009 de 29 de julho de 2009, com exceção de
botijões de gás com capacidade máxima de 13 kg e de galões
III - altura: não superior à altura do assento em seu li- contendo água mineral, com capacidade máxima de 20 litros,
mite superior. desde que com auxílio de sidecar.

§ 2º O equipamento fechado (baú) deve atender aos Art. 13. O transporte de carga em sidecar ou semirre-
seguintes limites máximos externos: boques deverá obedecer aos limites estabelecidos pelos fa-
bricantes ou importadores dos veículos homologados pelo
I - largura: 60 (sessenta) cm, desde que não exceda a DENATRAN, não podendo a altura da carga exceder o limite
distância entre as extremidades internas dos espelhos superior o assento da motocicleta e mais de 40 (quarenta) cm.
retrovisores;
Parágrafo único. É vedado o uso simultâneo de sidecar e
II - comprimento: não poderá exceder a extremidade semirreboque.
traseira do veículo; e
Art. 14. Aplicam-se as disposições deste capítulo ao
III - altura: não poderá exceder a 70 (setenta) cm de sua transporte de carga não remunerado, com exceção do art. 8º.
base central, medida a partir do assento do veículo.

§ 3º O equipamento aberto (grelha) deve atender aos CAPÍTULO IV


seguintes limites máximos externos:
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS
I - largura: 60 (sessenta) cm, desde que não exceda a
distância entre as extremidades internas dos espelhos Art. 15. O descumprimento das prescrições desta Reso-
retrovisores; lução, sem prejuízo da responsabilidade solidária de outros
intervenientes nos contratos de prestação de serviços insti-
II - comprimento: não poderá exceder a extremidade tuída pelos arts. 6º e 7º da Lei nº 12.009, de 29 de julho de
traseira do veículo; e 2009, e das sanções impostas pelo Poder Concedente em
regulamentação própria, sujeitará o infrator às penalidades
III - altura: a carga acomodada no dispositivo não po- e medidas administrativas previstas nos seguintes artigos
derá exceder a 40 (quarenta) cm de sua base central, do Código de Trânsito Brasileiro, conforme o caso: Art. 230,
medida a partir do assento do veículo. V, IX, X e XII; Art. 231, IV, V, VIII, X; Art. 232; e Art. 244, I, II,
VIII e IX.
§ 4º No caso do equipamento tipo aberto (grelha), as
dimensões da carga a ser transportada não podem Art. 16. Os Municípios que regulamentarem a presta-
extrapolar a largura e comprimento da grelha. ção de serviços de mototáxi ou motofrete deverão fazê-lo
em legislação própria, atendendo, no mínimo, ao disposto
VADE MECUM PRF

§ 5º Nos casos de montagem combinada dos dois tipos


nesta Resolução, podendo estabelecer normas comple-
de equipamento, a caixa fechada (baú) não pode
mentares, conforme as peculiaridades locais, garantindo
exceder as dimensões de largura e comprimento
condições técnicas e requisitos de segurança, higiene e
da grelha, admiti