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MÓDULO FHTMSS

AULA 03 – SINCRETISMO NO SERVIÇO SOCIAL

SINCRETISMO: Sistema filosófico ou religioso que


combinava os princípios de diversas doutrinas.

Devido a carência de um referencial teórico crítico-


dialético e a necessidade de se fortalecer a ação
profissional do serviço social, lhe conferindo um
caráter científico, o exercício profissional do serviço
social caracterizou-se – por muito tempo – como
“medularmente sincrético”.

* A questão social é “polifacética e polimórfica”,


estando presente nos mais diversos espaços, não se restringindo apenas ao espaço fabril.

SINCRETISMO E A PRÁTICA INDIFERENCIADA


A busca por respostas às novas demandas surgidas para o serviço social atrelada à necessidade de se distanciar de suas
‘protoformas’ fez com que o serviço social:
• Recorresse às contribuições das ciências sociais;
• Buscasse generalizar uma sistemática de ação profissional, e,
• Se esforçasse para construir uma documentação e instrumental próprios;
• Buscasse vincular suas intervenções profissionais à instituições e públicas.
- “ a profissionalização, criou um ator novo... (mas) não desenvolveu uma operacionalização pratica substantivamente
distinta em relação àquela já dada” (NETTO)
- “... o conteúdo difuso só pode ser preenchido através de uma aparente polivalência que exaure qualquer diferenciação
prático-profissional. A polivalência aparente é a mais nítida consequência da peculiaridade operatória do Serviço Social,
da sua intervenção indiferenciada” (NETTO)

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SERVIÇO SOCIAL COMO SINCRETISMO IDEOLOGICO
- “uma primeira operação necessária para deslindar o sincretismo ideológico do serviço social é aquela que aponta para
a radical diferença entre o caldo cultural europeu... e o norte americano, em todas as etapas evolutivas da profissão
até os primeiros anos posteriores ao fim da Segunda Guerra Mundial ”
Vertente Européia: heranças revolucionárias; tradição católica; espírito anti-capitalista;
Vertente Norte-Americana: espírito capitalista “sem embaraços”; “insurgência” de grupos sociais
focalizadas e pontuais;
- Nesse “caldo cultural” desponta o tratamento da questão social tendo como enfoque a personalidade (típico do SS de
Caso), sendo incorporado, em seguida, o foco na “relação interpessoal” (Típico do SS de Grupo).
- Ocorreu no período de institucionalização do Serviço Social no Brasil um “duplicado sincretismo”: de um lado a vertente
europeia se abre às técnicas e procedimentos, e, de outro, a pratica profissional baseada na vertente norte-americana
sofre influencias do neotomismo.
- Fechando o tripé Caso-Grupo-Comunidade, o SS de Comunidade surge quando as vertentes europeias e norte-
americanas já se encontravam consolidadas, incorporando uma nova função ideológica ao SS, de “agentes de mudança
social”.

SERVIÇO SOCIAL COMO SINCRETISMO CIENTIFICO OU TEORICO


- “a analise do sincretismo teórico ou, como quer a tradição ‘cientifico’, que articula o sistema de saber em que gravita
o serviço social é uma operação que, no plano expositivo, deve contemplar três segmentos argumentativos diferentes:
• as possibilidades do conhecimento teórico (ou cientifico) do ser social,
• a filiação teórica do Serviço Social e
• as suas próprias pretensões a erigir um saber especifico.”
- Construção de um saber de “segundo grau” à base das ciências sociais
- “a chamada teorização do serviço social desenvolveu-se em duas linhas principais: ou a constituição desse saber de
segundo grau, com o ecletismo operando, ou a sistematização da pratica profissional”
Esse ecletismo teórico não se processa apenas no período de institucionalização. No período que ficou conhecido como
Reconceituação de Serviço Social, as várias vertentes que influenciaram a pratica profissional expressam esse
sincretismo.

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