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Torção

Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil


Mestrado Acadêmico
Faculdade de Engenharia – FEN/UERJ
Professor: Luciano Rodrigues Ornelas de Lima
2

1. Introdução
 Momento torsor (T) → secundário
 Combinado com outros tipos de esforços → flexão →
pode se tornar preponderante
3

1. Introdução
 Exemplo Prático
4

1. Introdução
 Exemplo Prático
5

1. Introdução
 Importância:
 seções de paredes finas abertas
 FLT – flambagem lateral por torção de vigas
 FLA – flambagem lateral da alma de colunas
 vigas-colunas
 Seções de paredes finas
 considerar o efeito do momento torsor e então adicionar os
efeitos de outros carregamentos
 consideração das seções abertas (para a grande maioria)
 membros de paredes finas (d/t ≥ 10)
6

1. Introdução
 Procedimento a ser adotado
 Calcular as tensões provocadas pelo momento torsor
 Avaliar a resistência a torção e aumentá-la, se necessário
 Certos carregamentos e seções transversais →
instabilidade por torção
Torção → Empenamento
 Exceções:
T.c T.L
 seções transversais fechadas circulares → τ= e φ=
J GJ
 certos casos práticos onde as seções de paredes finas são feitas
com elementos de placas que se encontram em um ponto (muito
fracos torsionalmente) ≡ (torção em 2 partes)
7

1. Introdução
 Melhor seção transversal para membros submetidos à
torção → seção circular oca
 distância de qualquer elemento desta seção possui a
mesma distância até o centróide que coincide com o centro
de cisalhamento (será comentado posteriormente)
 seções circulares inicialmente planas → permanecem
planas não havendo distorção da seção transversal
Torção Pura ou Torção de St. Venant (TSV)
ocorre rotação θ da seção
transversal em torno do eixo
longitudinal do elemento
8

1. Introdução
 Membros com seção transversal → Perfil “I”
 empenamento da seção transversal além da torção →
muito significante em perfis com seções abertas
 Torção Empenamento (“Warping”) - Tw

T = TSV + TW
9

2. Torção Pura ou de St. Venant (TSV)


 membro com seção circular
 torção pura (St. Venant) →
situação onde as tensões
em qualquer ponto podem
ser representadas como
cisalhamento puro
 a linha ab, após a aplicação
do torsor T passa para a
posição a’b
 considerando-se o elemento
infinitesimal dz
10

2. Torção Pura ou de St. Venant (TSV)


 taxa de modificação do ângulo de
torção → φ

= φ  r.φ= γ
dz
elemento dz → linha radial da seção
é rotacionada de um ângulo dθ
enquanto a linha na superfície sofre
uma rotação de γ → r.dθ = γ .dz

γ =r  γ = r.φ
dz
 através do módulo de cisalhamento
G, a Lei de Hooke fornece para a
tensão cisalhante unitária ν = γ .G
11

2. Torção Pura ou de St. Venant (TSV)


 da figura → torque elementar
 dθ 2
dT = r.ν.dA = r.γ .G.dA = r . .G.dA
 dz 
 momento torsor total → obtenção do
equilíbrio
2 dθ
T =  r . .G.dA
A dz
 como dθ/dz e G são constantes
dθ 2 dθ
T = .G r dA  TSV = GJ
dz A dz

J (momento polar de inércia)


12

2. Torção Pura ou de St. Venant (TSV)


Esta equação é análoga a de flexão onde o
momento fletor M é igual a rigidez EI multiplicada pela
curvatura d2y/dx2.
d2 y
M = −EI 2
dx
 Aqui, o momento torsor T é igual a rigidez à torção GJ vezes a
curvatura torsional (taxa de mudança do ângulo θ)

TSV = GJ
dz
 Finalmente, pode-se escrever,
dθ dθ TSV TSV .r onde r é a distância
ν = γ .G = r. .G mas = ν= do ponto conside-
dz dz GJ J rado até o centróide
13

2. Torção Pura ou de St. Venant (TSV)


 Seções Circulares
 Para seções circulares com diâmetro t, não ocorre empenamento da
seção e J representa o momento polar de inércia e a tensão
cisalhante máxima ocorre em r = t / 2
πt 4 16.TSV
J= ν máx =
32 π. t 3
 Seções Retangulares
J =  r 2 dA =  (x 2 + y 2 )dA =  x 2 dA +  y 2 dA = I x + I y = Ip
A
Ponto A Ponto B
A B
dz
τ=0
dz
14

2. Torção Pura ou de St. Venant (TSV)


 Consideração inconsistente
 Para seções retangulares → deformações provenientes do
cisalhamento devem variar de forma não-linear
 J deve ser reavaliado
 A seção transversal não permanece plana como previsto por St.
Venant
 Teoria da Elasticidade → tensão cisalhante máxima ocorre no ponto
médio ao longo do lado do retângulo e atua paralelamente a este
 Magnitude → função da razão b / t (comprimento / largura)

k 1.TSV
ν máx = b/t 1,0 1,2 1,5 2,0 2,5 3,0 4,0 5,0 ∞
b. t 2
k1 4,81 4,57 4,33 4,07 3,88 3,75 3,55 3,44 3,00

J = k 2 .b.t 3 k2 0,141 0,166 0,196 0,229 0,249 0,263 0,281 0,291 0,333
15

2. Torção Pura ou de St. Venant (TSV)


 Para seções retangulares → as tensões de cisalhamento
provocadas por T desenvolvem-se paralelamente às faces do
retângulo
16

2. Torção Pura ou de St. Venant (TSV)


 Quando vários retângulos são associados para compor a
seção transversal, o fluxo cisalhante torna-se mais complexo.

 Máxima tensão cisalhante → torção pura, em cada retângulo


→ ocorre no ponto médio do maior lado do retângulo
t f TSV t w TSV
ν f máx = 3
e ν w máx = 3
 bt  3bt
3
17

2. Torção Pura ou de St. Venant (TSV)


 Para um perfil “I” → T = Talma + 2 Tmesa
b w t 3w dθ b f t 3f dθ bt 3 dθ
TSV = G + 2. G = G
3 dz 3 dz 3 dz
νfm
νfm

νwm
νwm

νfm νfm
18

6. Torção de Empenamento (“Warping”)


 Considerando-se uma viga em balanço, submetida a um
momento torsor T
V V+dV
Vf
dz
Tz h
d

dz
empenamento empenamento livre
restringido
Vf
 da figura, tem-se
h=d-tf
h du h dθ d 2u h d 2 θ d 3u h d 3 θ
u = θ. ; = . ; = . 2 = . 3 u
2 dz 2 dz dz 2
2 dz dz 3
2 dz

as mesas do perfil é que resistem ao empenamento


Tw = Vf .h
19

6. Torção de Empenamento (“Warping”)


 Da teoria de vigas,
dM z d 2u
Vf = e M f = −EIf . 2
dz dz
 Logo,
3 onde If (momento de inércia das mesas em relação
du ao eixo de maior inércia) é tomado igual a Iy/2
Vf = −EIf .
dz 3 porque a influência da alma pode ser desprezada

 Substituindo-se Vf na equação de Tw e tomando h = d – tf,


tem-se
EI y d3u EI y d 3
θ
Tw = − . 3 .(d − t f )  Tw = − .(d − t f ) . 3
2
2 dz 4 dz
I d 3
θ
( )
3 y
h dθ 2
. mas C w = . d − t f  Tw = − EC w
2 dz 3 4 dz 3
20

6. Torção de Empenamento (“Warping”)


 Finalmente, o momento torsor total será dado pela equação:
dθ d3 θ
Tz = TSV + Tw = GJ − EC w 3
dz dz
 Reescrevendo a equação acima após dividir ambos os termos
por ECw, tem-se,
d3 θ 2 dθ Tz 2 1 GJ
3
-λ = onde λ = 2 =
dz dz EC w a EC w
 A solução da equação diferencial acima é dada por
φ = A + B. cosh(λz) + C.senh(λz) + φp
onde φp é a solução particular para torque aplicado
21

7. Condições de Contorno (Idealizadas)

φ → rotação φ’ → empenamento φ’’ = 0 → empenamento livre


22

7. Condições de Contorno (Idealizadas)


23

7. Condições de Contorno (Idealizadas)


24

8. Combinações de Tensões

t.T E.b 2 E.b.(d − t f )


τ SV = SV = t.G.φ' τW = − (d − t f ).φ" ' σw = ± φ"
J 16 4
25

9. Procedimento para Dimensionamento


 Obter as propriedades mecânicas e geométricas da seção
transversal
 J, Cw, E e G
 Escrever a equação diferencial para o problema a ser
resolvido
 Resolver a equação diferencial
 solução exata → aplicação das condições de contorno
 métodos aproximados
 Determinar as parcelas de tensões
 Saint Venant
 Empenamento
 Superposição dos efeitos
26

10. Exemplo Teórico


z Tz
empenamento empenamento livre
restringido Ebh
σw = − φ" = 0
φ = 0 (rotação) 4
φ’ = 0 (empenamento) φ" = 0

1. equação diferencial
GJ T
Tz = TSV + Tw = GJφ'−EC w φ" '  φ" ' - φ' = − z
EC w EC w
 solução da forma
φ = A + B. cosh(λz) + C.senh(λz) + φp
 tentativa
φp = F.z; φp' = F; φp" = 0 e φp"' = 0
27

10. Exemplo
 logo,
GJ Tz Tz
0− .F = −  F=
EC w EC w GJ
Tz .z
φ = A + B. cosh(λz) + C.senh(λz) +
GJ
 das condições de contorno
φ 0 = 0; φ '0 = 0 e φL" = 0
 lembrando que
e λz + e − λz d
cosh(λz) = e cosh(λz) = λ. sinh(λz)  cosh(0) = 1
2 dz
e λz − e − λz d
senh(λz) = e senh(λz) = λ. cosh(λz)  senh(0) = 0
2 dz
28

10. Exemplo
 então, Tz
φ' = B.λ.senh(λz) + C.λ. cosh(λz) +
GJ
φ" = B.λ2 . cosh(λz) + C.λ2 .senh(λz)
φ" ' = B.λ3 .senh(λz) + C.λ3 . cosh(λz)
 que para as condições de contorno do problema, valem
φ(0) = 0  A + B = 0
Tz Tz Tz
φ (0) = 0  C.λ +
'
= 0 C= − mas GJ = λ EC w  C = − 3
2

GJ λGJ λ EC w
φ (L) = 0  B.λ . cosh(λz) + C.λ .senh(λz) = 0
'' 2 2

Tz
B. cosh(λL) − 3 senh(λL) = 0 
λ EC w
T
B = 3 z tanh(λL) = − A
λ EC w
29

10. Exemplo
 finalmente,

Tz Tz
φ=− 3 tanh(λL) + 3 tanh(λL). cosh(λz) +
λ EC w λ EC w
Tz Tz
− 3
senh( λ L ) + 2
.z
λ EC w λ EC w

 a partir de φ, obter φ’, φ”e φ”’ e determinar τSV, σW e τW

t.T E.b 2 E.b.(d − t f )


τ SV = SV = t.G.φ' τW = − (d − t f ).φ" ' σw = ± φ"
J 16 4
30

11. Exemplo Numérico (Ábacos AISC)


E = 200000 MPa tw = 9,1 mm
G = 77000 MPa tf = 16,3 mm
z Tz Perfil W310x74
6,0 m
J = 745 x103 mm4
C w = 505 x109 mm6
EC w 200000.505.109 L = 6000 = 4,52
a= = = 1327 mm e
GJ 77000.745.10 3 a 1327

 dos ábacos (novos) → CASO 9 (α = 1,0) → páginas 88 e 89


 φ' GJ  φ" GJ
  = 1,0 em z = L .5a = 5,0 em z = 0
 Tz máx Tz
(página 88) (página 89)
φ' " GJ 2 φGJ 1
.a = −1,0 em z = 0 . = 3,63 em z = L
Tz (página 89) Tz a (página 88)
31

11. Exemplo Numérico (Ábacos AISC)


φ" GJ
.5a = 5,0 em z = 0
Tz
φGJ 1
. = 3,63 em z = L
Tz a L
= 4,52
a
φGJ 1
.
φ" GJ Tz a
.5 a
Tz

φGJ 1
.
Tz a

φ" GJ
.5 a
Tz
32

11. Exemplo Numérico (Ábacos AISC)


 φ' GJ 
  = 1,0 em z = L
 Tz máx

φ' GJ
Tz

φ" ' GJ 2
.a
Tz
φ' " GJ 2
.a = −1,0 em z = 0
Tz
33

11. Exemplo Numérico (Ábacos AISC)


A. Tensão Cisalhante - St. Venant
τ SV máx = t.G.φ' em Z = L G.Tz Tz .t
τ SV máx = t. =
Tz GJ J
φ'máx = 1,0.
GJ

Tz .t w Tz .9,1 −6 2
τ SV máx alma = = 3
= 12, 2. 10 . Tz (N / mm ) = 12,2.Tz (kN.m)
J 745.10

Tz .t f Tz .16,3 −6 2
τ SV máx mesa = = 3
= 21, 9. 10 . Tz (N / mm ) = 21,9.Tz (kN.m)
J 745.10
34

11. Exemplo Numérico (Ábacos AISC)


B. Tensão Normal - Empenamento
σ W máx em Z = 0
E.b.(d − t f ) "
σ W máx = .φmáx
4
Tz 1 Tz 1
φ" = 5,0. . = .
GJ 5a GJ a
E b.(d − t f ) Tz 1
σ W máx alma = . . . =
G 4 J a

200000 205.(310 − 16,3) Tz 1 −6


= . . 3
. = 39,6. 10 .Tz = 39,6.Tz (kN.m)
77000 4 745.10 1327
35

11. Exemplo Numérico (Ábacos AISC)


C. Tensão Cisalhante - Empenamento
E.b 2 (d − t f )
τ W máx = − .φ" ' em Z = 0 E b 2 (d − t f ) T 1
16 τ W máx = − .( −1,0) z . 2
G 16 J a
φ' " GJ 2 Tz 1
.a = −1,0. . 2
Tz GJ a

200000 ( 205) 2 (310 − 16,3) Tz 1


τ W máx = . .
70000 16 745.10 (1327) 2
3

τ W máx = 1,5.10−6.Tz = 1,5.Tz ( Tz em kN.m)


36

3. Analogia de Membrana
 Torção de barras → seções não circulares → solução analítica
complicada → métodos indiretos de solução → Método de
Analogias
 Problemas diferentes (natureza física) → reduzem-se às
mesmas equações diferenciais → analogia entre estes
problemas
Pode-se afirmar que as variáveis x1 e y1 de um problema tem a
mesma dependência que as variáveis x2 e y2 de outro problema
Prandtl (1903) → Torção seção qualquer → mesmas equações
diferenciais que uma membrana esticada sobre um contorno de
mesma configuração e submetida a uma pressão q
37

3. Analogia de Membrana
Analogia da tensão cisalhante → ângulo da tangente à
superfície da membrana
Analogia do momento torsor → volume entre o plano do
contorno e a superfície da membrana
z

T
z

τxz

τyz
F q F
38

3. Analogia de Membrana
 Definições
 q → pressão uniforme na membrana

 F → força no “aro” da membrana por unidade de comprimento


E
 G → módulo de cisalhamento elástico: G =
2(1 + ν )
 ν → coeficiente de Poisson

 φ → ângulo de torção

 dφ/dz → taxa de torção – ângulo de torção por unidade de


comprimento
39

3. Analogia de Membrana
Membrana Torção
Deflexão: z Função de Tensão: φ

∂ 2z ∂ 2z q ∂ 2φ ∂ 2φ dφ
Equação Diferencial 2
+ 2 =− 2
+ 2 = −2G
∂x ∂y F ∂x ∂y dz

∂z ∂z ∂φ ∂φ
Derivadas , = τ xy , = τ yz
∂x ∂y ∂x ∂y

Volume  z dx dy Tsv = 2  φ dx dy
Portanto, ângulo da tangente da membrana ≡ tensões cisalhantes
40

3. Analogia de Membrana
 Volume abaixo da membrana = Tsv / 2
z B

A A
y x ≡ b

t
B

Corte AA Corte BB

F F F F
q q
41

3. Analogia de Membrana
 Pressão uniforme → deslocamento equação parabólica
t/2
z = k y2
y 2
t 4 z0
z0 z0 = k ∴ k = 2
α 4 t
F q F
z
4z  dz  8z t 4z
(a) z = 2 0 y2 (d)   = 2 0 = 0 = sen α
t  dy  máx t 2 t
dz 8 z 0
(b) inclinação: = 2 y=τ 4z0 q 8z 0
dy t ∴ q.t.b − 2.F.b. = 0 (e) = 2
t F t
(c) ΣFz = 0: q.t.b − 2.F.b.senα = 0 q dφ
(f) mas = 2G por analogia e o volume
F dz
para ângulos pequenos,
sen α = tan α = (dz/dy)máx V = Tsv / 2 ∴ V = 2 3 t.b.z 0 = Tsv / 2
42

3. Analogia de Membrana
(g) Tsv = 4 3 t.b.z 0 Comparando-se com a equação M = -EIv” onde
M é comparado com Msv, (Tsv), E com G, I com J
3.Tsv e φ’ com v”.
(h) z0 = Da equação (b), tem-se,
4.t.b
8 z0
q 8z 0 6.Tsv dφ τ= 2
y
= 2 = 3 = 2 G = 2 Gφ ' t
F t tb dz 4 z 0 4 3 Tsv 3 Tsv
τ máx = τ t / 2 = = . =
t 3 .b.G.φ' t t 4 b.t b.t 2
(i) Tsv =
3 3.t . Tsv t . Tsv
τ máx = 3
 τ máx =
b.t 3 b. t J
Definindo J= , tem-se
3 Para qualquer configuração de retângulo
Tsv = GJφ' 1
J =  b ij t ij3
3
e a rigidez à torção C t = GJ
t ij . Tsv
Tsv = C t φ' τ=
J
43

4. Seções de Paredes Finas Abertas


 Tensões normais → flexão
ΣFz = 0 → ∂ ( τt ) ds dz + t ∂σ z dz ds = 0
∂s ∂z
∂ ( τt ) ∂σ z
ou =-t
∂s ∂z
1. Assumindo-se que o momento seja
apenas no plano yz, ou seja, My=0, tem-
se as tensões de flexão:
Mx
σz = 2
(I y y − I xy x) e
I xI y − I xy

∂σ z ∂ M x / ∂z
= 2
(I y y − I xy x )
∂s I xI y − I xy
44

4. Seções de Paredes Finas Abertas


Lembrando-se que Vy = ∂M x / ∂z , tem-se

∂τt − t Vy
= 2
(I y y − I xy x )
∂s I xI y − I xy

Integrando-se para encontrar τt a uma


distância s da face livre, tem-se o fluxo de
cisalhamento τt dado por,

τt =
− Vy
I xI y − I2xy
[I  yt ds − I
s
y 0
s
xy 0 xt ds
 ]
45

4. Seções de Paredes Finas Abertas


2. Assumindo-se que o momento é My
aplicado no plano xz, isto é, Mx=0, σz = ( −I xy y + I x x )
tem-se as tensões de flexão dadas I xI y − I2xy
por:

Tomando-se ∂σ z / ∂z , lembrando que


V. x = ∂M y / ∂z e integrando-se para τt =
+ Vx
2
I xI y − I xy
I
s
xy 0 [
yt ds − I
s
x 0 xt ds ]
obter o fluxo de cisalhamento, tem-se,

3. Momentos aplicados em ambos os planos yz e xz → as tensões podem


ser calculadas por superposição dos efeitos. O cortante Vy na direção y deve
ser igual a componente τt na direção y somada ao longo de toda a seção.
Similarmente, para Vx e τt na direção x.
46

4. Seções de Paredes Finas Abertas


O equilíbrio rotacional também deve ser
satisfeito, ou seja, o momento em relação ao
centróide da seção
n
0
( τt ) r ds

deve ser igual a zero em casos de perfis com


seções transversais em I ou Z.

Se este equilíbrio é automaticamente


satisfeito quando o cisalhamento atua no
centróide, nenhum esforço de torção atuará
simultaneamente com os esforços de flexão.
47

5. Centro de Cisalhamento
 Para se evitar que ocorra torção da
seção transversal → aplicação da
carga na linha que passa pelo centro
de cisalhamento → em seções
duplamente simétricas – coincidência
com o centróide
Todavia, isto nem sempre é possível
tendo em vista que em alguns tipos
de seção transversal, o C.S. fica fora
da seção transversal
n

0
( τt ) r ds = 0
48

5. Centro de Cisalhamento
Considerando-se os esforços cortantes Vx e Vy
atuantes em distâncias de y0 e x0 do centróide,
respectivamente e que o momento torsor em
n
relação ao centróide é o mesmo que 0 ( τt ) r ds ,
tem-se,

n
Vy x 0 − Vx y 0 = 0 ( τt ) r ds

Em outras palavras, o momento torsor é igual a


. y x 0 − Vx y 0 quando as cargas são aplicadas
V
em planos que passam através do centróide
mas igual a zero se as cargas são aplicadas
em planos que passam através do centro de
cisalhamento – coordenadas x0 e y0
49

5. Centro de Cisalhamento
Para se determinar a posição do centro de cisalhamento, primeiro faz-se o
cortante ser igual a zero em uma das direções (Vy = 0), lembrando-se que τt
foi determinado anteriormente

1 n
y 0 = − 0 ( τt ) r ds
Vx I xI y − I xy
[
com τt = + Vx 2 I xy 0sy t ds − I x 0sx t ds ]
Alternativamente, para Vx = 0, tem-se,

1 n
x 0 = − 0 ( τt ) r ds
Vy
com τt =
− Vy
I xI y − I2xy
[I  y t ds − I
s
y 0
s
xy 0 x
 t ds ]
50

5. Centro de Cisalhamento
51

5. Centro de Cisalhamento
52

5. Centro de Cisalhamento
53

5. Centro de Cisalhamento
54

12. Seções de Paredes Finas Fechadas


 Analogia de Membrana

τ = h / t se t é pequeno
h
t

área fechada limitada pela linha


média = A

Logo, volume V = A . h

Portanto, T = 2 A h = 2 τ t A = 2 q A
55

12. Seções de Paredes Finas Fechadas


 Maior rigidez à torção
 Em tubos de paredes finas → tensões cisalhantes
uniformemente distribuídas ao longo da espessura t

 tensão cisalhante τ
 τt é a força cisalhante por
unidade de comprimento ao
longo da parede → fluxo
cisalhante
Apenas tensões cisalhantes
provenientes da torção

Tensões normais (σz) = 0 →


τt constante (q)
56

12. Seções de Paredes Finas Fechadas


O incremento de momento torsor em cada elemento vale:

dT = τ t ρ ds
Integrando-se, tem-se,

T = τ t  ρ ds
s

Observando-se que ½ ρ ds representa a área do triângulo


hachurado

 ρ ds = 2 A
s
onde A representa a área da parede
fechada
E finalmente,
T = 2τ t A = 2 q A
57

12. Seções de Paredes Finas Fechadas

 Se uma abertura é feita na  A energia de deformação


parede → movimento relativo interna para qualquer elemento
entre os dois lados na direção de comprimento ds ao longo do
axial do membro perímetro vale
 deformação unitária provocada 1 1 T  τ
dWi = τ t γ ds =   ds
pelo cisalhamento ao longo do 2 2  2A  G
perímetro γ = τ / G
58

12. Seções de Paredes Finas Fechadas


 O momento torsor T em torno  Com o objetivo de se obter
do ponto 0 pode ser substituído equações mais usuais T = GJθ
por um binário T / r e o trabalho τ t  ds/t
externo feito pelo binário vale
T = GJ s
2 AG
1 T  Tθ
dWe =  n =
2 r  2  E finalmente, eliminando-se T
entre as equações T = 2τ t A
 Igualando-se Wi com We por e a anterior e resolvendo-se
unidade de comprimento, tem- para a constante de torção J,
se tem-se
Tθ T s τ ds τ t s ds/t 4A2
=  τ ds  θ = = J=
2 4 AG s 2 AG 2 AG  ds/t
(com τt constante) s
59

12. Seções de Paredes Finas Fechadas


 Exemplos – Comparar a resistência ao momento torsor T e a
constante de torção J para as seções a seguir sabendo-se que
a tensão cisalhante τ = 14 ksi:
60

12. Seções de Paredes Finas Fechadas


a) seção circular de parede fina
[
T = 2τ t A = 2 (14) (0,5) π(10) / 4
1
12
2
]
= 91,6 ft − kips

4A2 4( 25 π) 2
J= = = 393 in4
 ds/t 20π
s

onde  ds/t = 2π(5) / 0,5 = 20π


s

b) seção caixão retangular

1
T = 2τ t A = 2 (14) (0,5) [72] = 84 ft − kips
12
4A2
J= = ( 4.36 / 0,5) = 288 in4
 ds/t
s
61

12. Seções de Paredes Finas Fechadas


c) seção aberta
Tt
Como τ = , a máxima tensão cisalhante ocorrerá nas mesas.
J
1 3 1
[ ]
J =  bt = 10(0,5 ) 3 + 2(5,5)(1) 3 = 4,08 in4
3 3

Jτ 4,08(14 )
T= = = 4,8 ft - kips
tf (1)(12)

 A partir dos resultados obtidos, conclui-se que a seção circular possui maior
resistência à torção, sendo seguida pela seção caixão retangular
O J destas seções igual a 96 e 71 vezes da seção aberta e T iguais a 19 e 18
vezes ao da seção aberta, respectivamente
62

13. Exemplo CS
Tomando-se Vx = 0 e fazendo-
se o momento em relação ao
ponto A,
b
Vy q = Vf h = 0 ( τt ) h ds
Onde
− Vy s − Vy
τt =  t ds =
0
y yts
Ix Ix
Para estas seções de paredes
finas, o comprimento s
utilizado na integração é
medido na linha média da
espessura
63

13. Exemplo CS
Substituindo-se na primeira equação Para se obter a coordenada do
e usando y = -h / 2 com t = tf, tem- centro de cisalhamento em relação
se, ao eixo y, aplica-se Vx e toma-se Vy
b − Vy  h  =0
Vy q = 0  −  t f h s ds =
Ix  2  h  b
Vx  − y 0  = 0 ( τt) y ds
2 
Vy t f h2 b Vy t f h2b 2 Onde
=  s ds =
2I x 0
4I x − Vx s
τt = 0 x t ds
Iy
E a posição do centro de cisalhamento
na direção positiva do eixo x é
t f h 2b 2
q=
4I x
64

13. Exemplo CS
 Para ilustrar numericamente → b = 4”, h = 12” e t = tw
Cálculo do centróide
 A . x 2b(b / 2) t w 2( 4)( 2)
x= = = = 0.8 in
A (h + 2b) t w 12 + 2( 4)
Então, s = x + 3.2 in
1 3 2
I y =  ( 4) . 2 − 20(0.8)  t w = 29.87 t w
3 
− Vx s - Vx  s 2 
τt = 0 (s − 3,2) ds =  − 3,2s h ds
Iy 29,87  2 

Substituindo-se τt, tem-se,
 4 - Vx  s 
2
h
τt = Vx  − y 0  = 0  − 3,2s h ds
2  29,87  2 
65

13. Exemplo CS
 Continuação
4
- Vxh  s3 s2  + Vxh
=  
− 3,2  =

29,87  6 2 0 2
Com isso, mostra-se que y0 = 0. O centro de
cisalhamento pode ser localizado seguindo-se
o procedimento abaixo:

1.Calcular, através da integral das tensões em


cada lado da seção, a força cortante atuante;

2.O centro de cisalhamento é localizado de


forma que Vx ou Vy equilibrem as forças
atuantes na seção.
66

14. Observações
 Flambagem Lateral por Torção
2 4
π π
M cr = E I y Cb 2
G IT + 4 E Iw
L L

dθ d3 θ
Tz = TSV + Tw = GJ − EC w 3
dz dz

2 4
π π
M cr = E I y Cb 2
G J + 4 E Cw
L L