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HEPATITES VIRAIS – JULHO AMARELO

Hepatites Virais –Julho Amarelo


Hepatite C HEPATITE C

MSc. Arlene dos Santos Pinto

MANAUS 2020
HEPATITES CRÔNICAS

➢Reação inflamatória do fígado;

➢Principais causas de Hepatites Crônicas Virais: Problema de


➢HBV;
➢HBV+HDV;
Saúde Pública
➢HCV
HEPATITES CRÔNICAS

➢Surtos de icterícia foram relatados na Babilônia há mais de


2.500 anos.

➢No ano de 752, carta do Papa Zacharias a São Bonifácio,


Arcebispo de Mainz (Alemanha), relata à ocorrência de um surto
de icterícia contagiosa entre residentes da cidade
➢São conhecidas as epidemias de icterícia durante a guerra da
Sucessão Austríaca (1743), de Napoleão no Egito (1798), Franco-
Prussiana (1870) e Secessão Americana (1861-18650.
HEPATITE C

➢ Em 1989, mediante sucessivos estudos de


biologia molecular, Qui-Lim-Choo, George
Kuo, Daniel Bradley e Michael Hougthon
após seis anos de intensa investigação
(1982-1988), identificaram finalmente o
genoma do agente viral (clonagem
molecular direta) responsável por 80 a
90% das hepatites pós-transfusionais não-
A e não-B.
HEPATITE C

180 milhões de
pessoas infectadas
pelo VHC
HEPATITE C

Epidemiologia
➢O Brasil é um país de endemicidade intermediária para a infecção de hepatite C,
com taxas de prevalência de 1,4 a 2,5%;

➢No período de 1999 a 2011, o número total de casos notificados da doença, no


Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), foi 82.041 e 75% desses
casos foram registrados em indivíduos na faixa etária de 30 a 59 anos, sendo mais
prevalente no sexo masculino.

➢A maioria dos casos notificados foi nas Regiões Sudeste (67%) e Sul (22%).
HEPATITE C

Epidemiologia
➢Na Região Amazônica, a taxa de prevalência de infecção por VHC na
população geral varia de 1,1 a 2,4%.
➢Entre doadores de sangue as taxas de prevalência variam de 0,8% a
5,9%.

➢O Estado do Pará (Amazônia oriental) e do Acre (Amazônia ocidental)


apresentam as maiores taxas, 2% e 5,9%, respectivamente.
HEPATITE C

Fatores de risco e transmissão:

➢transfusão de sangue e hemoderivados de doadores não testados


para anti-HCV;
➢transplantes de órgãos de doadores infectados;
➢uso de drogas injetáveis;
➢terapias injetáveis com equipamento contaminado (ou não seguro);
➢ hemodiálise;
HEPATITE C

Fatores de risco e transmissão:

➢exposição ocupacional ao sangue;


➢ transmissão perinatal e transmissão sexual
➢procedimentos estéticos, culturais e religiosos como: tatuagem;
piercing; serviços de barbearia; rituais de escarificação; circuncisão e
acupuntura.
HEPATITE C

➢Diversos fatores podem influir em sua história natural como o uso


abusivo do álcool, carga viral, genótipo [?], co-infecção com outros
vírus hepatotrópicos, associação com HIV;

➢A infecção pelo VHC é uma das maiores causas de hepatite crônica no


mundo, com evolução lenta para cirrose e carcinoma hepatocelular.
HEPATITE C

Diagnóstico
• Conforme a Portaria GAB/SVS nº 25/2015 o diagnóstico da hepatite C é
realizado por meio do exame anti-HCV e confirmado por biologia
molecular (HCV-RNA quantitativo).

• Os exames estão disponíveis no SUS.


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Hepatite C crônica

INDICAÇÃO DO TEMPO DE TRATAMENTO POR MEDICAMENTO E CONDIÇÃO CLÍNICA

Pacientes sem tratamento prévio com DAA

Pcts iniciais sem Pcts iniciais cirrose Pcts iniciais cirrose


cirrose CHILD A CHILD B ou C

GENÓTIPO 1 Ledipasvir/sofosbuvi 12 semanas 12 semanas 24 semanas


r § ribavirina/

elbasvir/grazoprevir x x X
OU

glecaprevir/pibrenta xx x
svir
HEPATITE C CRÔNICA
INDICAÇÃO DO TEMPO DE TRATAMENTO POR MEDICAMENTO E CONDIÇÃO CLÍNICA

Pacientes sem tratamento prévio com DAA

Pcts iniciais sem Pcts iniciais cirrose Pcts iniciais cirrose


cirrose CHILD A CHILD B ou C

GENÓTIPO 2,3,5 e 6 glecaprevir/pibrenta x x x


svir

Velpastavir/sofosbu 12 semanas 12 semanas 24 semanas


vir § ribavirina/
HEPATITE C CRÔNICA
INDICAÇÃO DO TEMPO DE TRATAMENTO POR MEDICAMENTO E CONDIÇÃO CLÍNICA

Pacientes sem tratamento prévio com DAA

Pcts iniciais sem Pcts iniciais cirrose Pcts iniciais cirrose


cirrose CHILD A CHILD B ou C
GENÓTIPO 4 Velpastavir/sofosbu 12 semanas 12 semanas 24 semanas
vir § ribavirina/
glecaprevir/pibrenta x x X
svir
OU

elbasvir/grazoprevi x x x
RESPOSTA TERAPÊUTICA DE PACIENTES PORTADORES DE HEPATITE C EM
TRATAMENTO COM DROGAS DE AÇÃO DIRETA (DAAs) EM UM HOSPITAL
UNIVERSITÁRIO DO AMAZONAS

Estudo observacional descritivo retrospectivo de uma série de casos referente à pacientes em


seguimento clínico sistemático no Serviço de Hepatologia do Ambulatório Araujo Lima (AAL) no
período de Janeiro 2016 a Janeiro de 2018.
A média de idade foi 61 anos, predominando o gênero masculino (55,5%); Prevaleceu o genótipo 1b
em 66,6% dos casos. A carga viral inicial do HCV foi de 2,41 (log10 cópias/mL).
Em relação a contagens das plaquetas e níveis das enzimas hepáticas, os pacientes apresentavam no
início do acompanhamento ambulatorial uma contagem de plaquetas 131.000(30.000-279.000 ),
AST de 76(15-294), ALT de 72 (20-269)e bilirrubina de 0,89(0,31-12,5),.

Todos os paciente concluíram o tratamento e alcançaram resposta virológica sustentada. Com taxas de
sucesso terapêutico que alcançam 96 a 100%, as drogas antivirais de ação direta permitem a
possibilidade de erradicação da doença no Brasil e no mundo nos próximos anos.
BIBLIOGRAFIA

FONSECA, José Carlos Ferraz da. Histórico das hepatites virais. Rev. Soc. Bras. Med. Trop. [online]. 2010, vol.43,
n.3 [cited 2017-10-17], pp.322-330.

FONSECA, José Carlos Ferraz da and BRASIL, Leila Melo. Infecção pelo vírus da hepatite C na região Amazônica
brasileira. Rev. Soc. Bras. Med. Trop. [online]. 2004, vol.37, suppl.2 [cited 2020-07-28], pp.1-8.

Kretzer IF, Livramento A, Cunha J, Gonçalves S, Tosin I, Spada C, et al. Hepatitis C worldwide and in Brazil: silent
epidemic - data on disease including incidence, transmission, prevention, and treatment. Sci World J. 2014
Jun;2014:827849. Doi: 10.1155/2014/827849

MINISTÉRIO AS SAÚDE. PROTOCOLO CLÍNICO E DIRETRIZES TERAPÊUTICAS PARA HEPATITE C E


COINFECÇÕES.2019.