Você está na página 1de 51

O DEI

E
á>EU DEINO
ESTUDOS NO EVANGELHO SEGUNDO MATEUS,
CAPÍTULOS 1 A 4, 11 E 12

POR

Kenneth Jones
Curso Bíblico
"ALFAEÕMEGA"
C.P. 3033
06210-990 Ososco - SP
Fone: (011) 869-3526
Lição N? 1
O EVANGELHO DO REI
Leitura: Mateus 1.1 a 25

Por que existem quatro evangelhos? Um só não bastaria? Os quatro evange-


lhos apresentam quatro aspectos de Jesus Cristo e qualquer um deles faria falta. É
como quatro pessoas descrevendo uma certa casa. Uma olha para o lado esquerdo
e outra para o lado direito, enquanto que a terceira olha para a frente da casa e a
quarta descreve os fundos. Em todas as quatro descrições da casa haverá certa se-
melhança, mas, também, haverá uma certa diferença.
O mesmo acontece nos quatro evangelhos. Há uma semelhança, mas há
também uma diferença em certos detalhes porque temos quatro pessoas contem-
plando os diferentes aspectos da pessoa e da vida de Jesus Cristo.
Quanto aos quatro evangelhos, temos:
Mateus apresenta Jesus Cristo como REI;
Marcos descreve Jesus Cristo como o SERVO DE DEUS;
Lucas, como médico, ocupa-se com Cristo como HOMEM;
João apresenta Cristo como o FILHO DE DEUS.
Todos os quatro evangelhos apresentam os quatro aspectos da pessoa de
Cristo, mas, em cada um, certa característica predomina. Por exemplo: Marcos
apresenta Cristo como o Servo de Deus, mas o seu evangelho começa com as pala-
vras: "Princípio do evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus".

JESUS CRISTO, O REI E O MESSIAS


O primeiro dever de Mateus, como escritor, é provar o direito de Jesus Cristo
de ser o Rei dos judeus. O primeiro passo é provar que Ele pertence à tribo de Judá
e que é da linhagem de Davi. Por isso, o primeiro assunto do Novo Testamento é a
genealogia de Jesus Cristo, que somente se encontra nos evangelhos de Mateus e
de Lucas. Marcos apresenta Cristo como o Servo e ninguém se interessa pela li-
nhagem de um servo. João descreve Cristo como o Filho de Deus, o Verbo divino,
e, desta forma. Sua genealogia é desnecessária.
As genealogias de Mateus e de Lucas provam que Jesus Cristo é descendente
do rei Davi, mas não são iguais. A razão é que Mateus registra a linhagem de José,
enquanto Lucas registra a genealogia de Maria. E tanto José quanto Maria eram
descendentes do rei Davi. Lucas escreveu: "Era [Jesus], como se cuidava, filho de
José, filho de Heli" (Lucas 3.23). Heli era o pai de Maria e, como era o costume na-
quele tempo, fala-se do genro como sendo filho. Maria não é mencionada nesta
genealogia, apesar do fato de ser ela a descendente de Heli, mas foi representada
pelo marido, como o cabeça da família.
O evangelho de Mateus começa com a declaração: "Livro da genealogia de
Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão". Segundo o Velho Testamento, o Mes-
sias havia de nascer em cumprimento às promessas das duas alianças. Em primeiro
-2-
lugar, Deus fez uma aliança com Abraão (Génesis 22.18; Atos3.25). Entre as muitas
bênçãos prometidas, Deus haveria de abençoar os povos do mundo através do seu
descendente, que é Cristo (Gaiatas 3.16). Quanto à aliança com Davi, Deus disse:
"Então farei levantar depois de ti o teu descendente, que será dos teus filhos e es-
tabelecerei o Seu reino. Esse Me edificará casa e Eu estabelecerei o Meu trono para
sempre" (1? Crónicas 17.11-14).
A genealogia do evangelho de Mateus começa com Abraão e termina com
Jesus Cristo. Porém, no evangelho de Lucas, é ao contrário, pois começa com
Cristo e termina em Adão.
Por que precisa provar que alguém é descendente de Adão, pois que todos
nós somos filhos de Adão? É para chamar a atenção para outra promessa e para
outra profecia. No jardim do Éden, Deus disse a Satanás: "Porei inimizade entre ti e
a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça e tu
Lhe ferirás o calcanhar" (Génesis 3.15). O vencedor de Satanás seria o descendente
da mulher e não do homem.
Mateus, ao escrever a sua genealogia, empregou o verbo "gerar", como, por
exemplo: "Jessé gerou ao rei Davi" (v. 6), mas, ao registrar o nascimento de Jesus
Cristo, ele mudou a expressão e escreveu: "Ora, o nascimento de Jesus Cristo FOI
ASSIM..." e prosseguiu com a história do nascimento virginal de Cristo.
Lucas nem usa o verbo "gerar" porque não podia dizer que 'José gerou a Je-
sus Cristo'. Lucas empregou outra expressão: Jesus "era, como se cuidava, filho de
José, filho de Heli" (Lucas 3.23).
Na genealogia registrada no evangelho de Mateus encontram-se nomes de
pessoas de procedimento imoral. O Salvador não podia ter a mesma natureza pe-
caminosa, porque toda a raça humana precisa de um Salvador. Por isso Ele rece-
beu uma natureza humana pura. O nascimento de nosso Salvador foi diferente
porque nasceu de uma virgem. "Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim..." (v.
18).
Este versículo afirma três fatos a respeito do nascimento de Cristo:
1) "Maria, Sua mãe, desposada com José". Refere-se ao noivado que, segun-
do o costume dos judeus, podia ser desfeito por causa de imoralidade;
2) "Sem que tivessem coabitado";
3) "Achou-se grávida pelo Espírito Santo".
José estranhou esta situação e pensou em solucionar o problema sem infa-
mar Maria. A esta altura, apareceu a José, em sonho, um anjo do Senhor e lhe re-
velou alguns fatos:
1) O anjo chamou José de "filho de Davi";
2) O nascimento de Jesus Cristo foi milagroso, pois "foi gerado pelo Espírito
Santo" (v. 20). O anjo Gabriel explicou a Maria: "Por isso também o ENTE SANTO
que há de nascer será chamado Filho de Deus" (Lucas 1.35). Nasceu de Maria, mas
não herdou a nossa natureza pecaminosa. O corpo humano foi formado pelo Espí-
rito Santo (Hebreus 10.5). As verdades da divindade de Cristo e o fato dEle ser o
-3-
Salvador dependem da verdade do nascimento virginal de Cristo;
3) Foi profetizado no Velho Testamento, séculos antes de acontecer (v. 23).
Esta profecia revela mais uma diferença entre o nascimento de Jesus Cristo e o de
todas as demais pessoas. Ele já existia, pois é o Emanuel, que quer dizer Deus co-
nosco;
4) Qs versículos 24 e 25 registram o procedimento correto de José neste caso.
Ele "fez como lhe ordenara o anjo do Senhor e recebeu sua mulher". Casaram-se
e, para não deixar qualquer dúvida, estas palavras foram registradas: "Contudo,
não a conheceu enquanto ela não deu à luz um filho, a Quem pôs o nome de Je-
sus" (v. 25).

Lição N? 2
O REI DOS JUDEUS
Leitura: Mateus 2.1 a 12

No seu evangelho, Mateus prova, pela citação das profecias do Velho Testa-
mento, que Jesus Cristo é o Messias, demonstrando ter cumprido as profecias a
respeito de Sua primeira vinda. Ele cumpriu a profecia de Miquéias 5.2: "E tu, Be-
lém Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti Me
sairá o que há de reinar em Israel e cujas origens são desde os tempos antigos,
desde os dias da eternidade". Mateus escreveu: "Tendo Jesus nascido em Belém
da Judéia, em dias do rei Herodes,..." (v. 1). Herodes, um usurpador, ocupava o
trono em Jerusalém, embora não tivesse direito ao trono, pois era descendente de
Esaú e não era judeu.

JESUS CRISTO VEIO COMO REI DOS JUDEUS,


MAS NÃO COMO OS JUDEUS ESPERAVAM
Esperavam o Reino de Cristo de bênçãos materiais, o qual ainda é futuro, o
Reino de mil anos de Cristo aqui na terra. O Seu Reino agora é espiritual porque o
propósito de Sua primeira vinda era "salvar o Seu povo dos pecados deles" (Ma-
teus 1.21). Ele veio para os judeus, mas agora os gentios estão incluídos no Seu
Reino. Este é um fato que a maioria dos judeus não aceitou. Mateus foi um instru-
mento escolhido por Deus para registrar esta verdade. Ele foi criado num lar reli-
gioso, onde aprendeu no Velho Testamento as profecias do Messias. Por outro la-
do, pela sua profissão de publicano, ele se livrou dos preconceitos raciais dos ju-
deus. Desta maneira, ele estava preparado para escrever sobre a participação dos
gentios no Reino de Deus (Mateus 8.11 a 12). Escreveu sobre a rejeição do Messias
pelos próprios judeus e como o Evangelho seria pregado aos gentios e recebido
por estes (Mateus 22.9). O evangelho de Mateus termina com a ordem do Mestre
aos Seus discípulos: "Ide, portanto, fazei discípulos de TODAS AS NAÇÕES"
(28.19).
-4-
OS MAGOS PROCURAM O REI DOS JUDEUS
"Eis que vieram uns magos do Oriente a Jerusalém. E perguntavam: Onde
está o recém-nascido Rei dos judeus? Porque vimos a Sua estrela no Oriente e
viemos para adorá-IO" (w. 1 e 2). Não sabemos com certeza de onde os magos
vieram, nem como eles souberam que a nova estrela indicava o nascimento de
Cristo. Talvez eles tenham vindo da região do rio Eufrates, a terra natal de Balaão,
que profetizou: "Uma estrela procederá de Jacó, de Israel subirá um cetro" (Nú-
meros 24.17). Sabemos que eram sábios e ricos e que fizeram uma viagem longa e
difícil para encontrar-se com o Rei dos judeus. A estrela apareceu no Oriente, mas
não os guiou para Jerusalém. Eles mesmos é que resolveram ir lá porque era a ci-
dade real. Pensaram que, por ser um acontecimento que os céus anunciaram, toda
Jerusalém havia de saber onde tinha nascido o Rei dos judeus. Por isso, eles per-
guntaram: "Onde está o recém-nascido Rei dos judeus?"
Que decepção! A cidade nada sabia do grande acontecimento, nem estava
esperando e nem queria o Rei dos judeus. Os magos usaram uma expressão inte-
ressante a respeito do nascimento de Jesus Cristo: "Nascido Rei dos judeus". O
herdeiro ao trono não nasce rei; ele nasce príncipe e, mais tarde, se torna rei. Mas
com Jesus Cristo é diferente, pois Ele já nasceu Rei dos judeus.

A ATITUDE DE JERUSALÉM PARA COM O REI DOS JUDEUS


Esta atitude apresenta um contraste com a dos magos. "Tendo ouvido isto,
alarmou-se o rei Herodes e com ele toda Jerusalém" (v. 4). A estrela que apareceu
no Oriente não guiou os magos a Jerusalém. Eles mesmos acharam que o Rei dos
judeus deveria nascer no palácio em Jerusalém. Herodes, o residente no palácio,
não gostou da notícia porque ele não tinha direito ao trono. Ganhou o seu título
"rei dos judeus" pelo seu apoio ao Imperador romano. Herodes era cruel, sagaz e
desconfiado e mandou assassinar a sua esposa predileta e três dos seus filhos.
Mesmo doente e velho, alarmou-se com o nascimento de uma criança. Sabendo da
esperança judaica do Messias, profetizada no Velho Testamento, ele convocou to-
dos os principais sacerdotes e os escribas do povo e indagou deles onde o Cristo
deveria nascer.

TODA JERUSALÉM ALARMOU-SE COM O REI HERODES (v. 3)


O povo ficaria com medo de uma matança porque conhecia bem á brutalida-
de e crueldade de Herodes.

QUAL FOI A ATITUDE DOS PRINCIPAIS SACERDOTES E ESCRIBAS


EM RELAÇÃO AO NASCIMENTO DE CRISTO?
OS PRINCIPAIS SACERDOTES -
Como chefes do judaísmo, eles deveriam ter dado uma boa acolhida ao Mes-
sias porque conheciam as profecias messiânicas do Velho Testamento, o templo e
os sacrifícios, que eram figuras de Cristo. Apesar disto, os principais sacerdotes es-
-5-
tavam, não somente indiferentes à chegada do Rei dos judeus, mas também alar-
maram-se com a notícia.
••'•' Os principais sacerdotes eram saduceus e, embora professassem crer nos li-
vrtís de Moisés, não aceitavam a tradição dos anciãos, ao contrário dos fariseus. O
Novo Testamento esclarece a crença dos saduceus: "Os saduceus dizem não haver
ressurreição" (Mateus 22.23), "os saduceus declaram não haver ressurreição, nem
anjo, nem espírito; ao passo que os fariseus admitem todas estas cousas" (Atos
23.8). Os saduceus eram materialistas e negavam tudo que é espiritual. Não acre-
ditavam na vida além túmulo e viviam somente para esta vida. Eram corruptos e
perverteram o serviço do templo, fazendo dele uma casa de negócios. Duas vezes o
Senhor Jesus foi obrigado a purificar o templo. O sumo sacerdote Anás recebia
uma porcentagem dos lucros dos animais vendidos no pátio do templo.

OS ESCRIBAS -
Eles não copiavam apenas os rolos do Velho Testamento, mas também ensi-
navam e interpretavam as Sagradas Escrituras. Eles eram fariseus, zelosos da lei e
da tradição dos anciãos. Consideravam-se justos e melhores que os demais, mas,
na realidade, eram somente formalistas, apresentando uma fachada de santidade.
O Senhor os repreendeu, dizendo: "Sois semelhantes aos sepulcros caiados, que
por fora se mostram belos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de
toda imundícia" (Mateus 23.27).
Eles, como os principais sacerdotes, sabiam onde o Cristo deveria nascer,
mas não se interessavam com este grande acontecimento. Os principais sacerdotes
e os escribas, em resposta à pergunta de Herodes, citaram a profecia de Miquéias
5.2: "E tu, Belém, terra de Judá,... de ti sairá o Guia que há de apascentar o Meu
povo, Israel" (v. 6). Os escribas omitiram uma parte importante da profecia: "Cujas
origens são desde os dias da eternidade". Os principais sacerdotes e escribas nada
queriam saber desta verdade, nem queriam informar Herodes de que o menino que
tinha nascido em Belém é o Ser Eterno. Também modificaram "de ti Me sairá o
que HÁ DE REINAR em Israel" para "porque de ti sairá o Guia que há de apascen-
tar a Meu povo, Israel" (Mateus 2.6). Não tinham coragem para dizer a Herodes que
o Messias "há de reinarem Israel".

A HIPOCRISIA E ASTÚCIA DO REI HERODES (w. 7 e 8)


Os magos foram guiados a Jesus Cristo pelo Velho Testamento e pela estrela
(2.9).

JESUS CRISTO FOI REJEITADO POR JERUSALÉM,


MAS FOI PROCURADO PELOS GENTIOS
A alegria dos magos quando acharam a Cristo foi muito grande. Isto aconte-
ceu algum tempo depois do nascimento de Jesus, quando José e Maria já se ti-
nham mudado para uma casa. [Os magos] "entrando na casa, viram o menino com
Maria, Sua mãe. Prostrando-se, O adoraram" (v. 11).
-6-
Deus não deixou Herodes cumprir o seu plano diabólico de matar Jesus, pois
os magos foram prevenidos, em sonho, para não voltarem à presença de Herodes.
Regressaram, pois, por outro caminho à sua terra (Mateus 2.12).

Lição N? 3
O NAZARENO
Leitura: Mateus 2.11 a 23

Este capítulo, que começa com o nome prestigioso de Jesus Cristo, "o Rei
dos judeus", termina com o nome de humilhação e desprezo: "Ele será chamado
Nazareno" (v. 23).

A ADORAÇÃO DE JESUS CRISTO PELOS MAGOS (w. 11 e 12)


Apresenta-se um contraste entre a astúcia e o ódio de Herodes e a adoração
de Jesus Cristo pelos magos. Notemos três fatos a respeito desta adoração:
a) SOMENTE JESUS CRISTO FOI O ALVO DE ADORAÇÃO.
Cinco vezes no capítulo o menino Jesus foi colocado antes de Sua mãe. Nós
sempre colocamos o nome da mãe antes do nome do seu filho, mas neste caso o
menino foi colocado em primeiro lugar e somente Ele foi alvo de adoração. "O me-
nino e Sua mãe" (w. 11, 13, 14, 20 e 21). "Entrando na casa, viram o menino com
Maria, Sua mãe. Prostrando-se O adoraram" (v. 11).
b) PRESTARAM ADORAÇÃO AO MENINO JESUS, COMO A DEUS.
O povo presta homenagem e não adoração ao rei. Porém os magos adora-
ram a Jesus. Somente Deus pode receber adoração.
c) A ADORAÇÃO CUSTOU-LHES BEM CARO.
Além da viagem dispendiosa, "prostrando-se, O adoraram e, abrindo os seus
tesouros, entregaram-Lhe suas ofertas: ouro, incenso e mirra" (v. 11). Os objetos
do Lugar Santíssimo, no Tabernáculo, eram de ouro. O incenso era necessário para
o sumo sacerdote aproximar-se do propiciatório, uma vez por ano (Levítico 16.11 a
14). A mirra é uma resina produzida por uma certa árvore quando cortada. Como
um perfume preciosíssimo, foi usada na composição do óleo da santa unção (Êxo-
do 3023, 32 a 35). Há uma referência a mirra no nascimento de Jesus (Mateus 2.11)
e duas na Sua morte (Marcos 15.23 e João 19.39). Estas ofertas tinham significado
especial para os judeus, mas o propósito dos magos era presentear o recém-nasci-
do Rei. Eram os presentes mais preciosos no mundo. Eram presentes para o Rei
que é também Deus.

NINGUÉM PODE FRUSTRAR OS PLANOS DE DEUS


O rei Herodes procurou saber onde tinha nascido Jesus, para poder matá-IO.
Atrás do ódio e do propósito maligno de Herodes, estava Satanás, que se interes-
sava em destruir os planos de Deus.
Podemos recordar as suas tentativas no passado quando: a) Faraó mandou
-7-
matar todos os meninos israelitas, na tentativa para acabar com o povo judaico, do
qual Cristo havia de nascer (Êxodo 1.15 a 22); b) A rainha Atalia levantou-se para
matar todos da Casa Real, da qual Cristo havia de nascer, mas um menino escapou
(1 - Crónicas 22.10 a 12); c) Hamã conseguiu a assinatura do rei para matar todos os
judeus, mas o seu plano diabólico foi frustrado (Ester 7 a 11).
Agora é a vez de Herodes ser um instrumento nas mãos de Satanás, na ten-
tativa de desfazer os planos de Deus. Essas tentativas sempre malogram.

A MANEIRA PELA QUAL O PROPÓSITO DIABÓLICO FOI DERROTADO


Os magos foram avisados por Deus para não voltarem a Herodes. Então re-
gressaram por outro caminho. Deus mandou José fugir com o menino para o Egito
e nisto demonstrou a Sua onisciência e presciência, pois Deus, sabedor de tudo, os
avisou.

TUDO FOI FEITO EM CUMPRIMENTO ÀS PROFECIAS


DO VELHO TESTAMENTO
A fuga de José, de Maria e do menino Jesus foi para cumprir os propósitos
de Deus. E a volta do Egito é profetizada por Oséias (11.1). A profecia é: "Quando
Israel era menino, Eu o amei e do Egito chamei a Meu Filho". Em primeiro lugar,
refere-se à saída do povo de Israel do Egito, mas também, como em outras profe-
cias, há duas interpretações. Mateus, inspirado pelo Espírito Santo, revela a segun-
da interpretação: a da saída do Egito do Filho de Deus.

A MATANÇA DOS MENINOS EM BELÉM, POR ORDEM DE HERODES,


TAMBÉM FOI PREDITA NO VELHO TESTAMENTO (w. 16 a 18)
Quando Herodes descobriu que tinha sido iludido, mandou matar todos os
meninos de dois anos para baixo em Belém e também de todos os arredores. Isto
não quer dizer que o menino Jesus tinha dois anos de idade, mas que Herodes fi-
xou esta idade e incluiu os arredores de Belém para estar certo de que o menino
Jesus não podia escapar. Que tolo! Quem poderá lograr o próprio Deus? A profecia
de Jeremias 31.15 foi cumprida.

A VOLTA DE JESUS DO EGITO PARA MORAR EM NAZARÉ


Esta volta foi profetizada pelos profetas, embora não tenha sido registrada no
Velho Testamento, nem em outros livros. Não voltaram para a Judéia após a morte
de Herodes porque o filho de Herodes tinha a mesma natureza do pai. Retiraram-se
para as regiões da Galiléia e foram habitar numa cidade chamada Nazaré, para que
se cumprisse o que fora dito por intermédio dos profetas: "Ele será chamado Na-
zareno" (v. 23).

"ELE SERÁ CHAMADO NAZARENO" (v. 23)


Nazaré era uma cidade insignificante, atrasada e que não tinha boa fama.
Mateus registra somente duas outras ocasiões em que Ete foi chamado "Jesus de
-8-
Nazaré":
a) NA SUA ENTRADA TRIUNFANTE EM JERUSALÉM.
No caminho, a multidão clamava: "Hosana ao Filho de Davi". Assim estavam
proclamando que Jesus era o Messias, mas, quando entraram em Jerusalém, eles
mudaram o título para: "Este é o profeta Jesus, de Nazaré da Galiléia".
b) QUANDO PEDRO NEGOU O SEU SENHOR.
Uma criada disse aos que estavam ali: "Este também estava com Jesus, o
Nazareno" (Mateus 26.71). Pedro podia ter contado Quem é Jesus, o Nazareno,
mas não o fez.
c) MARCOS REGISTROU QUATRO OUTRAS OCASIÕES EM QUE JESUS FOI
CHAMADO O NAZARENO.
O demónio bradou: "Que temos nós contigo, Jesus Nazareno?", porém foi
obrigado a reconhecer Jesus como "o Santo de Deus" (Marcos 1.24). O cego Bar-
timeu ouviu o povo dizer que Jesus Nazareno estava passando, mas, para ele, Je-
sus era o Messias e bradou: "Jesus, Filho de Davi, tem compaixão de mim" (Mar-
cos 10.47).
d) NO TÚMULO VAZIO, O NOME JESUS NAZARENO TORNOU-SE UM NOME
ESPECIAL, COM UMA GLÓRIA SINGULAR.
O anjo no túmulo anunciou a Maria Madalena: "Não vos atemorizeis, buscais
a Jesus, o Nazareno que foi crucificado; Ele ressuscitou, não está mais aqui; vede o
lugar onde O tinham posto" (Marcos 16.6).
Lucas somente menciona uma ocasião que os outros evangelistas não men-
cionam, quando Jesus foi chamado "o Nazareno"; foi pelos dois discípulos no ca-
minho para Emaús (Lucas 24.19).
João apresenta três referências de Jesus Nazareno que não se encontram nos
outros evangelhos. Felipe achou Natanael e disse-lhe: "Achamos Aquele de Quem
Moisés escreveu na lei e a Quem se referiram os profetas, Jesus, o Nazareno, filho
de José" (João 1.45). Com incredulidade, Natanael respondeu: "De Nazaré pode
sair alguma cousa boa?" (1.46). A turba que prendeu o Senhor Jesus também em-
pregou o nome de desprezo: "Jesus, o Nazareno" (18.7).
e) NA INSCRIÇÃO NA CRUZ.
A inscrição foi escrita em três idiomas: latim, grego e hebraico. Os quatro
evangelistas registram as inscrições, mas não traduziram das mesmas línguas. A
inscrição na língua grega não precisava ae tradução porque os evangelhos foram
escritos em grego.
MATEUS escreveu: "Este é Jesus, o Rei dos judeus" (2737).
MARCOS escreveu: "O Rei dos judeus" (15.26).
LUCAS escreveu: "Este é o Rei dos judeus" (23.38).
JOÃO escreveu: "JESUS NAZARENO, O REI DOS JUDEUS" (19.19).
Os dois títulos de Jesus Cristo em Mateus capítulo dois foram ajuntados para
formar um só título: "JESUS NAZARENO, O REI DOS JUDEUS":
f) O LIVRO DOS ATOS DOS APÓSTOLOS.
-9-
Este livro começa com a ressurreição e ascensão de Jesus Cristo e, por isso, o
nome Jesus Nazareno adquire uma glória singular. O desprezado Nazareno agora
é exaltado e glorificado. Este fato é bem frisado no livro dos Atos dos Apóstolos
(2.22; 3.6; 4.10; 10.38).
A revelação do Senhor Jesus a Saulo, no caminho para Damasco, merece
uma menção especial. Paulo, contando a sua conversão, disse: "Então caí por terra,
ouvindo uma voz que me dizia: Saulo, Saulo, por que Me persegues? Perguntei:
Quem és, Senhor? Ao que me respondeu: EU SOU JESUS, O NAZARENO, a
Quem tu persegues" (Atos 22.7 e 8). O Senhor Jesus não disse: "Eu sou o Filho de
Deus", mas usou o Seu título de desprezo e de humilhação, mesmo sendo exaltado
e glorificado.

Lição N? 4
A CHEGADA OO REINO DOS CÉUS
Leitura: Mateus 3.1 a 10

Trinta anos já se passaram desde o nascimento de Jesus e agora Ele está


para Se apresentar a Israel como o Messias e iniciar o Seu ministério. O nosso es-
tudo começa com o aparecimento de João Batista, o precursor de Cristo, no de-
serto da Judéia. No Oriente, antes de Cristo, era costume do rei, ao visitar outra
cidade ou outro país, enviar um precursor, um arauto, para preparar o caminho
para o rei e anunciar a sua chegada. Este foi o trabalho espiritual de João Batista,
que veio para preparar o povo para a vinda do Messias. Depois de quatrocentos
anos de silêncio de Deus, agora aparece outro profeta.

A MENSAGEM DE JOÃO BATISTA


"ARREPENDEI-VOS porque está próximo o reino dos céus" (v. 2). O arre-
pendimento é a mensagem dos profetas e nada menos que 110 vezes encontra-se
este assunto na Bíblia. O sentido do verbo "arrepender-se" e "mudar de pensa-
mento",'que é uma mudança de atitude, a qual resultará numa mudança de rumo.
Por que precisavam mudar de atitude para com Deus? Porque o povo estava afas-
tado de Deus e era rebelde ao Seu governo. O sistema organizado deste mundo
está controlado por Satanás, o príncipe deste mundo, e, por isso, o reino dos céus
estava entrando em território inimigo e hostil a Cristo e ao Seu reino.

O REINO DOS CÉUS


"Arrependei-vos porque ESTÁ PRÓXIMO O REINO DOS CÉUS" {v. 2). É a
primeira vez que se menciona a frase "o reino dos céus" em o Novo Testamento,
onde se encontra 33 vezes no evangelho de Mateus e somente neste evangelho.
Este é o evangelho do Rei, onde se apresenta o aspecto do reinado dos céus em
relação à terra. Tudo que se diz a respeito do reino dos céus pode ser dito em rela-
ção ao reino de Deus, mas nem tudo que se refere ao reino de Deus pode ser dito a
-10-
respeito do "reino dos céus".

A PROFECIA CUMPRIDA POR JOÃO BATISTA


Mateus somente cita uma parte da profecia: "Voz do que clama no deserto:
Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas" (Mateus 3.3 e Isaías
40.3). João Batista se descreve somente como uma voz, o que mostra, não somente
a sua humildade, mas também que a mensagem de Deus é de suma importância.
E por que esta mensagem de Deus, de suma importância, foi entregue no de-
serto, onde não há pessoas? Porque a nação estava em plena revolta contra Deus.
Em Jerusalém, a cidade real, não havia lugar para Cristo e o palácio e o templo
eram centros da mais feroz oposição ao Messias. A Casa de Deus tornou-se uma
casa de negócios. Apesar do deserto ser um lugar impróprio para a pregação,
"safam a ter com ele Jerusalém, toda a Judéia e toda a circunvizinhança do Jor-
dão" (v. 5). As estradas ficaram cheias de povo, rumo ao rio Jordão.

A MANEIRA DE VIVER DE JOÃO BATISTA (v. 4)


A vestimenta de João Batista era a de profeta (Zacarias 13.4), parecida com a
roupa que Elias vestia (2° Reis 1.8; Mateus 3.4; 11.8) e, como Elias, precisava traba-
lhar fora do centro de religião do seu país, em oposição aos chefes religiosos.
Nem todos na multidão foram balizados porque os sacerdotes, os fariseus e
os saduceus não sentiam a necessidade de arrepender-se e confessar o seu pecado
por se considerarem justos. Por que a multidão e os chefes religiosos foram ter
com João Batista no deserto? Porque pensaram qúfe ele era o Cristo prometido
(Lucas 3.15). Também esperavam Elias (Malaquias 4.5 e 6), mas não sabiam que o
grande profeta prometido por Moisés (Deuteronômio 18.15) refere-se a Cristo
(João 1.21).
A primeira pergunta que os sacerdotes e levitas fizeram foi: "Quem és tu?".
Eles eram fariseus e foram enviados de Jerusalém para investigar o grande aconte-
cimento à beira do rio Jordão. Foram também muitos fariseus e saduceus, motiva-
dos pela curiosidade e não para confessar os seus pecados e nem para serem bali-
zados.

A MISSÃO DE JOÃO BATISTA


Foi uma missão espiritual, muito difícil, para remover montes, alerrar vales e
endireilar os caminhos tortuosos (Isafas 40.4). Herodes assistiu à pregação de João
Batista, mas em seu caminho havia o amor aos prazeres do pecado e q mundanis-
mo (Marcos 6.20). Havia no caminho dos publicanos o monte da avareza e no ca-
minho das meretrizes o monte de uma vida imoral, mas o pior monte para remover
foi o dos chefes religiosos, levitas, fariseus e saduceus. Eles confiavam numa reli-
gião e no fato de que eram filhos de Abraão. João Batista só tinha uma mensagem,
dura e de julgamenlo, para eles (w. 7 a 9).

O BATISMO DE JOÃO BATISTA


-11-
"E eram por ele balizados no rio Jordão, confessando os seus pecados" (v. 6).
"Apareceu João Batista no deserto, pregando batismo de arrependimento para
remissão de pecados" (Marcos 1.4).

O BATISMO DE ARREPENDIMENTO ERA UM RITO NOVO


No século passado, um teólogo inventou uma teoria, segundo a qual os ju-
deus, antes do tempo de João Batista, batizavam prosélitos, isto é, gentios que
queriam aceitar a religião dos judeus. Não há prova e nem base para esta ideia,
pois não se encontra na Bíblia, nem nos livros apócrifos e nem na história. O único
meio do gentio entrar no judaísmo era pela circuncisão e pelo sacrifício (Imperial
Bible Dictionary, Vol. l, Pg. 256).

O BATISMO DE JOÃO BATISTA NÃO PURIFICAVA,


NEM SIMBOLIZAVA A PURIFICAÇÃO DOS PECADOS
Era sinal de arrependimento em preparação à chegada do reino dos céus. O
significado do batismo de João Batista era diferente dos banhos cerimoniais do
Velho Testamento. No caso da purificação cerimonial do leproso, este banhou o
seu corpo (Levítico 14.9). Também o sumo sacerdote, no Dia da Expiação, era obri-
gado a se banhar em água (Levítico 16.24). Estes e outros ritos chamam-se "os ba-
tismos" (Hebreus 6.2) e "diversas ablucões" (Hebreus 9.10 - Versão Almeida Atuali-
zada), mas água não lava o pecado. A purificação da culpa e da pena do pecado é
pelo sangue de Jesus Cristo (1? João 1.7). A purificação da contaminação do peca-
do é pela obediência à Palavra de Deus (1- Pedro 1.22).
No templo, o sacerdote espargia o sangue, símbolo do sangue de Jesus
Cristo, porém João Batista balizava no rio Jordão para o arrependimento. O rito de
João Batisla era diferente e novo pelo seu significado. Exigia a mudança de atitude
para com o pecado, para com Deus e para com o reino dos céus, na pessoa de Je-
sus Cristo. O arrependimento é essencial para o perdão dos pecados.
No princípio do Seu ministério, o Senhor Jesus pregou a mesma mensagem
de João Batisla (Maleus 4.17), mas, quando João foi preso e o seu minislério ter-
minou, o Senhor Jesus vollou para a Galiléia para anunciar uma mensagem mais
ampla: "Arrependei-vos e CREDE NO EVANGELHO" (Marcos 1.15). A remissão
dos pecados (o perdão dos pecados) não é pelo balismo, mas sim, pelo arrependi-
mento. O Senhor Jesus complelou a mensagem com a oulra verdade essencial:
"Crede no Evangelho".
A profecia da purificação dos levitas ainda é futura. Em Malaquias 3.2 e 3, na
referência à segunda vinda de Cristo, lemos: "Mas quem pode suportar o dia da sua
vinda?" (v. 2) e "purificará os filhos de Levi" (v. 3). É claro que isto não aconteceu
na primeira vinda de Cristo porque os sacerdotes e levitas eram corruptos e inimi-
gos de Cristo, culpados da Sua crucificação.
No futuro, também haverá a restauração espiritual de Israel, profetizada em
Ezequiel 36.25 e 26.

-12-
A AUTORIDADE DE JOÃO BATISTA
Sendo que o rito nada tem a ver com o judaísmo, procuremos saber qual foi a
autoridade de João para balizar. Como profeta ele recebeu a autoridade de Deus,
pois ele mesmo disse: "Aquele (Deus], porém, que me enviou a balizar em água_"
(João 1.33). Da mesma maneira como veio a Palavra do Senhor a Elias, veio tam-
bém a João (Lucas 3.2). O Senhor Jesus confirmou esta autoridade quando Ele se
submeleu ao balismo, por João, no rio Jordão e no princípio mandou Seus discí-
pulos fazer o mesmo rito (João 4.1 e 2). Pela rejeição de Cristo, o batismo de arre-
pendimento terminou e não existe mais. Porém o Senhor Jesus, após a Sua res-
surreição, tomou o batismo para ser o rito cristão, mas com um significado dife-
rente do batismo de arrependimento (Mateus 28.19).
O balismo crislão é somente para os arrependidos e crentes em Cristo e é fi-
gura da identificação do crente na morte, sepultamento e ressurreição do Senhor
Jesus.
Aos fariseus e saduceus, João Balista entregou uma mensagem de julga-
mento, da qual ele apresentou quatro quadros:
1) - De uma cobra fugindo de uma floresta incendiada. "Raça de víboras,
quem vos induziu a fugir da ira vindoura?" (v. 7). João disse estas palavras com
ironia, sabendo que não sentiam os seus pecados e não estavam fugindo da ira
vindoura.
2) - O machado posto à raiz da árvore. "Toda árvore, pois, que não produz
bom fruto, é cortada e lançada ao fogo" (v. 10). O bom fruto é o arrependimento (v.
8).
3) - "Balizado em fogo" ou, ao pé da letra, "mergulhado no fogo"( v. 11).
Descreve o intenso sofrimento daquele que rejeita a Cristo.
4) - A palha queimada com fogo inextinguível (v. 12). O quadro é de uma eira
onde o trigo está sendo debulhado, separando-o da palha. O trigo representa os
salvos, mas a palha representa aquela gente religiosa que não sente a necessidade
de se arrepender, nem a sua necessidade de Cristo como Salvador. "Recolherá o
seu trigo no celeiro, mas queimará a palha em fogo inextinguível" (v. 12).

Lição N2 5
OS TESTEMUNHOS DE JOÃO BATISTA E DOS CÉUS
A RESPEITO DE JESUS CRISTO
Leitura: Mateus 3.11 a 17

No versículo 11 apresentam-se três batismos: a) O batismo na água para o


arrependimento; b) O batismo no Espírito Santo; c) O batismo no fogo, que é o
castigo dos que não se arrependem.
Cabia a João Batista não somente o dever de anunciar a chegada do Messias
como também esclarecer quem Ele é.
-13-
O TESTEMUNHO DE JOÃO BATISTA
A RESPEITO DE CRISTO
ELE É ETERNO.
"Porque já existia antes de mim" (João 1.30). João Batista nasceu seis meses
antes de Cristo.
ELE TEM PRIMAZIA.
Ele está em primeiro lugar (João 1.30).
É MAIS PODEROSO.
O batismo no Espírito é maior do que o de João Batista. "Ele vos balizará no
Espírito Santo e em fogo" (3.11). À margem da Versão Almeida Atualizada se dá
a tradução correta: "Em água" e "em fogo". Pelo batismo no Espírito Santo, no dia
de Pentecoste, a Igreja foi formada. Não existe outra pessoa com este poder.
É PODEROSO NO JUÍZO.
A competência de Jesus Cristo para julgar é demonstrada no versículo 12.
ELE É O JUIZ EFICIENTE.
Ele "limpará COMPLETAMENTE a Sua eira". O juízo pelo Senhor Jesus será
perfeito.
A SEPARAÇÃO SERÁ DE GRANDES CONSEQUÊNCIAS.
"Recolherá o seu trigo no celeiro, mas queimará a palha em fogo inextinguí-
vel" (v. 12).

A MANIFESTAÇÃO DO MESSIAS FOI NA OCASIÃO


DO SEU BATISMO
"A fim de que fosse MANIFESTADO a Israel, vim, por isso, batizando em
água" (João 1.31). Uma da razões porque João batizou foi para que o Messias fos-
se conhecido a Israel. No evangelho de João, duas vezes se registram as palavras
de João Batista: "Eu mesmo não O conhecia" (João 1,31, 33). "Eu mesmo não O
conhecia; Aquele, porém, que me enviou a balizar em água, me disse: Aquele so-
bre Quem vires descer e pousar o Espírito, Esse é o que batiza no Espírito Santo.
"Pois eu de fato vi e tenho testificado que Ele é o Filho de Deus", (João 1.33,34).
João Batista era primo de Jesus Cristo e, por isso, devia ter conhecido o seu
primo, ao menos como menino. Pelas palavras "eu não O conhecia" devemos en-
tender que ele não O conhecia como Messias. Conhecia Jesus como menino ou,
talvez, como adulto, mas o ministério dEle ainda não tinha começado e, assim,
João Batista esperava uma manifestação no rio Jordão que confirmaria a sua ex-
pectativa de que Jesus Cristo era o Messias.

JESUS CRISTO É MAIS DIGNO


João Batista declarou: "Vem o que é mais poderoso do que eu, do qual não
sou digno de desatar-Lhe as correias das sandálias" (Lucas 3.16). Desatar as cor-
reias das sandálias e lavar os pés era serviço do escravo. João sentiu-se indigno
de fazer até o serviço de um escravo para Cristo.
-14-
O Senhor Jesus viajou de Nazaré ao rio Jordão (Marcos 1.9} e tomou o Seu
lugar entre os candidatos ao batismo. A confirmação do céu de que Jesus Cristo
era o Messias ainda não tinha sido dada e João tentava dissuadi-IO, dizendo: "Eu é
que preciso ser balizado por Ti e Tu vens a mim?" (Marcos 3.14). Por estas palavras
sabemos que João sabia, no seu íntimo, que Jesus era o Messias, mas ainda espe-
rava o sinal do céu.
<

POR QUE JESUS SE SUBMETEU AO BATISMO?


Ele não precisava arrepender-se e não tinha pecados para confessar. Para
quê, então, o Seu batismo? João Batista apontou e anunciou o Senhor Jesus como
o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Pelo Seu batismo. Ele Se identifi-
cou com os pecadores e tomou o Seu lugar entre eles, para poder fazer a expiação
dos nossos pecados. Quando João protestou, o Senhor Jesus respondeu: ."Deixa
por enquanto, porque nos convém cumprir toda a justiça" (v. 15). No rio Jordão Ele
Se identificou com os pecadores, pois estava no caminho para satisfazer a justiça
divina pela Sua morte na cruz.

O BATISMO DE JESUS CRISTO NO JORDÃO NÃO SE


1 ENCONTRA NAS PROFECIAS DO VELHO TESTAMENTO
Mateus, desde o começo do seu evangelho, prova pelo Velho Testamento que
Jesus Cristo é o Messias. Portanto, além do cumprimento das profecias do Velho
Testamento, o Novo Testamento contém coisas novas. O Senhor Jesus não veio
para perpetuar as ordenanças do templo, porque Ele as cumpriu. Não veio para
consertar o que é velho, mas para trazer-nos coisas novas (Mateus 9.14 a 17). O ba-
tismo do Senhor Jesus no rio Jordão foi uma novidade. Ao descrever o batismo de
Jesus Cristo no rio Jordão, Mateus não cita profecia alguma, porque não há profe-
cia para citar. Por que? Porque a prova exigida esta vez veio diretamente do céu,
para que não haja dúvida quanto à identificação do Messias.

O CÉU SE ABRIU
Lucas nos informa que, quando o Senhor Jesus foi balizado, "estando Ele a
orar, o céu se abriu" (Lucas 3.21). Como homem perfeito. Ele sentia a necessidade
de orar.
Mateus descreve o mesmo acontecimento com as seguintes palavras: "Bali-
zado Jesus, saiu logo da água, e eis que se Lhe abriram os céus e viu o Espírito de
Deus, descendo como pomba, vindo sobre Ele. E eis uma voz dos céus, que dizia:
Este é o Meu Filho amado, em Quem Me comprazo" (w. 16 e 17). Até aqui, no
evangelho de Mateus, temos ouvido o testemunho das Escrituras abertas, mas
agora ouvimos o testemunho dos céus abertos.
João Balista "viu o Espírito de Deus, descendo como pomba, vindo sobre
Ele" (v. 16). A pomba é apenas um símbolo do Espírito Santo, mas o Espírito não é
uma pomba.
-15-
O ESPÍRITO SANTO VEIO SOBRE CRISTO PARA CUMPRIR
'"• ' DOIS PROPÓSITOS:
1) PARA TESTIFICAR DÁ PUREZA DA PESSOA DE JESUS CRISTO.
Ele é o único sòfare ó Qual o Espírito de Deus, na forma de uma pomba, podia
descer sobre Ele. Noé, na área, querendo saber se as águas tinham diminuído, sol-
tou um corvo, que achou muita carniça boiando na água e não voltou para a arca.
Depois Noé soltou uma pomba que, por causa de sua natureza, não podia pousar
sobre a podridão e a impureza e, por isso, voltou para a arca.
O Espírito de Deus é invisível e, por isso, precisava descer visivelmente sobre
Crjsto e Q fez na forma de uma pomba, para testemunhar da pureza da Sua pessoa
e da vida de Jesus Cristo. Neste aspecto. Ele é diferente dos demais.
2) COMO UNÇÃO DO ESPÍRITO PARA O SERVIÇO.
O nome "Cristo" significa "ungido" e, ao sair do rio Jordão, Jesus Cristo foi
ungido pelo Espírito Santo para o ministério. No Velho Testamento, os reis e os sa-
cerdotes foram ungidos com óleo, que é símbolo do Espírito Santo, mas o Senhor
Jesus não foi ungido com o símbolo, mas com o próprio Espírito Santo. Por que
Ele precisava ser ungido pelo Espírito Santo, sendo Ele o próprio Deus? Ele é Deus,
mas também tornou-Se homem, identificou-Se com os homens e, como perfeito
homem e servo de Deus, estava para começar o Seu ministério no poder do Espí-
rito Santo.
A Trindade estava presente neste ato inaugural do ministério de Cristo, que
havia de terminar com a Sua morte, pela qual fez a expiação dos nossos pecados.

OS CÉUS SE ABRIRAM TAMBÉM PARA O


TESTEMUNHO DE DEUS PAI
"Eis uma voz dos céus, que dizia: Este é o Meu Filho amado, em Quem Me
comprazo" (Mateus 3.17). Sabemos muito pouco a respeito da meninice e da moci-
dade de Jesus Cristo e, até a idade de trinta anos, temos pouco conhecimento da
Sua vida. Porém os olhos de Deus perscrutavam cada detalhe da vida de Jesus
Cristo e a voz do céu aprovou a vida toda. E não somente isto, mas também reve-
lou Quem é Jesus Cristo.
Disse a voz do céu: "Este é o Meu Filho amado, em Quem Me comprazo".
João Batista disse: "Eu de fato vi e tenho testificado que Ele é o Filho de Deus"
Uoão 1.34). A aprovação dos céus também indicou Jesus Cristo como sendo o
Cordeiro de Deus sem defeito, cumprindo, assim, a condição exigida por Deus para
ser o Cordeiro de Deus e fazer a expiação dos pecados.
• ••
Lição N? 6
A TENTAÇÃO DE JESUS CRISTO
Leitura: Mateus 4.1 a 11

O batismo do Senhor Jesus no rio Jordão foi uma experiência notável. Nesta
-16-
ocasião, Ele foi ungido pelo Espírito Santo para o ministério que culminou na Sua
morte na cruz e ouviu-se a voz do céu que aprovou toda a Sua vida. Não podemos
desejar mais provas da perfeição da vida do Filho de Deus do que isto. Mas ainda
há mais uma prova. Ele submeteu-Se às tentações do Diabo para dar mais uma
prova de que Ele é perfeito. Sem dúvida, o Diabo procurou tentar o Senhor Jesus
em outras ocasiões, mas esta tentação no deserto foi a tentativa máxima para ven-
cer a Cristo.

O TENTADOR
A palavra grega traduzida "Diabo" significa "caluniador". Ele, que gosta de
ficar escondido para caluniar e tentar por meio de outros, foi obrigado a se apre-
sentar a Jesus Cristo pessoalmente.

A TENTAÇÃO FOI PROPÓSITO DE DEUS E


PELA SUA VONTADE
"A seguir, foi Jesus levado pelo Espírito, ao deserto, para ser tentado pelo
diabo" (4.1). Não foi uma coincidência, mas fez parte do plano de Deus. Ele foi le-
vado ao deserto para este fim, para ser alvo das tentações de Satanás. Alguns afir-
mam que Jesus Cristo estava sujeito a cair na tentação de Satanás. Dizem que Ele
não caiu, mas podia ter sucumbido à tentação. Acrescentam: "Para que a tentação,
se não era possível Ele cair?" Este é um argumento muito fraco. Ele não podia cair
de forma alguma e, por isso, foi levado ao deserto para ser tentado, para mostrar
Quem Ele é. Que Ele é o Filho de Deus, que é infalível e incorruptível e que Ele é o
vencedor de Satanás. Este acontecimento é essencial para nós porque demonstra
como Satanás pode ser vencido.

TRÊS CENAS DIFERENTES FORAM ESCOLHIDAS


PARA A TENTAÇÃO
A primeira, o deserto, foi escolhida por Deus, mas o templo e o cume da
montanha foram escolhidos por Satanás. O lugar para o encontro dos dois prínci-
pes foi o deserto, porém Adão e Eva foram tentados num jardim de fartura, pois
não lhes faltava nada para a sua felicidade. Satanás sabia quando tentar ao Senhor,
pois, após quarenta dias e quarenta noites de jejum. Ele teve fome e foi naquela
hora que começaram as tentações. Vemos que Satanás tem bastante experiência
em tentar pessoas.

OS PRÍNCIPES DE DOIS REINOS SE ENCONTRAM


O Príncipe da paz e da luz Se encontra com o príncipe das trevas. O verda-
deiro dono deste mundo Se encontra com o usurpador, aquele que não tem direito
algum, pois é ladrão. Uma coisa fica clara e é que o Senhor Jesus não podia aceitar
o conselho e nem obedecer a Satanás, mas também existem outras razões para não
aceitar o conselho do inimigo das almas.

-17-
A PRIMEIRA TENTAÇÃO
"Então o tentador, aproxjrnando-se. Lhe disse: Se és Filho de Deus, manda
que estas pedras se transformem em pães" (v. 3).
Pela primeira tentação de Satanás, o seu alvo não se torna evidente porque o
seu propósito está escondido. A sua sugestão parece inocente e até recomendável,
pois é lícito comer. O Senhor Jesus operou milagres para satisfazer a fome das
multidões, mas não fez nenhum milagre para satisfazer a Sua própria fome.
No jardim do Éden, e tentador tentou Eva pelo desejo da carne. "Vendo a
mulher que a árvore era boa para se comer [desejo da carne], agradável aos olhos
[desejo dos olhos) e árvore boa para dar entendimento [a soberba da vida], to-
mou-lhe do fruto e comeu" (Génesis 3.6).
Ele procurou tentar o Senhor Jesus da mesma maneira, mas fracassou nas
tentativas. O homem cai facilmente nestas tentações porque tem uma natureza de-
caída e pecaminosa, mas o Senhor não tem esta natureza pecaminosa. A tentação
não achou apoio na Sua natureza incorruptível.
O OBJETIVO DA PRIMEIRA TENTAÇÃO FOI DESVIAR O SENHOR JESUS
DE CONTINUAR A FAZER A VONTADE DO PAI.
,A vontade de Deus era de suma importância para o Senhor Jesus. Ele cum-
priu inteiramente a vontade do Pai. Foi levado pelo Espírito Santo ao deserto para
passar fome e para fazer tudo segundo a vontade de Deus. Por causa disto, Ele não
queria e nem podia fazer somente a Sua própria vontade. Esta deve ser a atitude de
todos os discípulos de Cristo.
A ARMA DE SATANÁS É A DÚVIDA.
Ele disse ao Senhor Jesus: "Se és Filho de Deus, manda que estas pedras se
transformem em pães" (v. 3). Ele usou esta arma contra Eva: "É assim que Deus
disse?" (Génesis 3.1). Desta forma, ele lançou dúvida contra a palavra de Deus. Ao
redor da cruz de Cristo o povo falava as palavras de seu mestre Satanás: "Salva-Te
a Ti mesmo, se és o Filho de Deus! E desce da cruz!" (Mateus 27.40).
O SENHOR JESUS COMBATEU SATANÁS COM A ESPADA DO ESPÍRITO,
QUE É A PALAVRA DE DEUS.
Jesus, porém, respondeu: "ESTÁ ESCRITO" (v. 4). Aprendemos deste versí-
culo que o Senhor Jesus CONHECIA A PALAVRA DÊ DEUS E CONFIAVA NELA
no combate contra Satanás. ELE SABIA MANEJAR BEM A ESPADA DO ESPÍRI-
TO. Como podemos vencer a tentação se não conhecemos, se não confiamos e se
não sabemos manejar a Palavra de Deus?
O SENHOR JESUS CITOU A RESPOSTA CORRETA DE DEUTERONÔMIO
8.3. Moisés explicou ao povo de Israel que a provação do povo pela fome e a provi-
são do maná' no deserto foi "para te dar a entender que não só de pão viverá o ho-
mem, mas de tudo o que procede do Senhor, disso viverá o homem" (Deuteronô-
mio 8.3).
O SENHOR JESUS VENCEU SATANÁS SOMHNTE COM A PALAVRA DE
DEUS.

-18-
Pensamos como Ele, por Sua sabedoria infinita, podia ter apresentado argu-
mentos ou razões em Sua defesa. Porém apelou somente à Palavra de Deus.
DEMONSTROU A AUTORIDADE DA PALAVRA DE DEUS.
O Senhor Jesus demonstrou a Sua plena confiança no Velho Testamento de
tal forma que a Sua vitória dependia de uma resposa infalível, que Ele deu confian-
do na autoridade do Velho Testamento. Até Satanás reconheceu a autoridade do
Velho Testamento, pois ele não disse: "O Velho Testamento está cheio de defeitos.
Moisés não existiu e tudo o que está nos cinco livros de Moisés é fábula e mito".
Não! Satanás não falou assim, mas, se pudesse, ele teria falado contra o Velho
Testamento. Pelo contrário, encurvou-se perante a autoridade do Velho Testa-
mento e deu-se por derrotado.

A SEGUNDA TENTAÇÃO
Esta veio logo e com um objetivo diferente. Depois de fracassar na tentativa
de desviar Jesus da obediência e submissão à vontade de Deus, Satanás atacou a
fortaleza da perfeita confiança e fé de Jesus Cristo em Deus.
Esta vez o tentador tornou-se religioso e levou o Senhor Jesus ao pináculo
do templo. Para o judeu, o templo era o centro da sua adoração e o lugar mais sa-
grado. Esta vez Satanás também cita o Velho Testamento e, quando ele cita a Bí-
blia, ele é mais perigoso porque sempre torce o seu sentido. Para tentar o Senhor
Jesus, agora ele citou Salmo 91.11 e 12, mas, em primeiro lugar, lança uma nova
dúvida: "Ele Lhe disse: Se és Filho de Deus, atira-Te abaixo, porque está escrito:
Aos Seus anjos ordenará a Teu respeito para que Te guardem e Ele Te susterá nas
Suas mãos para não tropeçares nalguma pedra" (Mateus 4.6). Satanás omitiu o en-
sino principal do versículo. Omitiu: "Que Te guardem em todos os Teus caminhos"
(Salmo 91.11).
O Senhor Jesus não precisava se atirar do pináculo do templo para provar
que é Filho de Deus. Isto podia provar que era um aventureiro, mas não provaria
que era o Filho de Deus. Satanás sabia que Jesus Cristo é o Filho de Deus. Por que
Satanás fez esta sugestão? Sem dúvida, seria uma ostentação e um espetáculo para
a admiração dos sacerdotes. Também Satanás tentou Eva pela "soberba da vida".
Quando ela viu que a árvore era "desejável para dar entendimento, tornou-lhe do
fruto e comeu" (Génesis 3.6). O Senhor Jesus entrou em Jerusalém e no templo de
uma maneira diferente.

Pela segunda vez, o Senhor Jesus respondeu com a Palavra de Deus: "Tam-
bém está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus". Atirar-se do pináculo do tem-
plo seria presunção e não fé. Estaria mostrando dúvida e não fé. Quando escolhe-
mos o nosso caminho, fazendo a vontade própria e, depois, olhamos para Deus
para Ele nos socorrer em nossa tolice, estamos tentando Deus. Colocar-nos em si-
tuações perigosas por nossa própria escolha, esperando um milagre, é fanatismo e
não fé.
-19-
A TERCEIRA TENTAÇÃO
"Levou-O, airida, o diabo a um monte muito alto, mostrou-Lhe todos os rei-
nos do mundo e a glória deles e Lhe disse: Tudo isto Te darei se, prostrado, Me
adorares" (w. 8 e 9). Não sabemos como foram mostrados a Jesus todos os reinos
deste mundo e a glória deles, mas devemos lembrar que o Senhor Jesus é onis-
ciente e Ele sabe e pode ver todas as coisas, enquanto que o diabo não tem este
atributo.
O Senhor Jesus não negou as palavras do Diabo e não contestou o direito
dele de ser o príncipe deste mundo (João 12.31). Pela tentação do jardim do Éden,
Satanás roubou a Deus, tirando-Lhe a obediência do homem, levando desta forma
o homem à escravidão. Cristo veio para libertar o homem, destruir o poder e as
obras de Satanás e redimir este mundo para Deus.
Os dois prfncipes travaram uma batalha espiritual - o príncipe do reino das
trevas e o Príncipe do reino dos céus. O assunto do Diabo é: "os reinos deste mun-
do e a glória deles". Pôr esta tentação o Diabo revelou os seus propósitos e a sua
ambição. O propósito do Diabo, nesta terceira tentação foi A TENTATIVA DE
DESVIAR JESUS CRISTO DO SEU PROPÓSITO DE GANHAR OS REINOS DES-
TE MUNDO PELA SUA MORTE NA CRUZ. Satanás oferece ao Senhor Jesus um
caminho mais fácil para obter os reinos do mundo do que mediante a morte na
cruz. Ofereceu-Lhe os reinos como uma dádiva: "Tudo isto Te darei". Foi um ata-
lho, que não servia. Ele acrescentou as condições: "Se prostrado me adorares".
Realmente, Satanás estava procurando mais do que ele estava oferecendo. Ele
queria ser Deus e receber a adoração.
A OFERTA DELE É UMA ILUSÃO.
Aceitando as tfondições da oferta de Satanás, Cristo seria um escravo e um
adorador de Satanás. A oferta é mentira. O Diabo está fazendo a mesma oferta ao
povo deste mundo, mas o que ele .oferece é miséria, escravidão e morte. Para o Se-
nhor Jesus foi um caminho que não dava certo. Não podemos imaginar o Senhor
Jesus, o Senhor da glória, adorando Satanás, prostrado perante ele. O único cami-
nho para Cristo reinar aqui no mundo é a redenção do mundo pela Sua morte na
cruz.
A RESPOSTA, MAIS UMA VEZ, FOI A PALAVRA DE DEUS.
Esta vez, como vencedor de Satanás, Ele deu a ordem que Satanás obedeceu:
"Retira-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás e só a Ele
darás culto" (v. 10). Mais uma vez. Ele cita Deuteronômio 6.13. Em duas das tenta-
ções. Satanás disse a Cristo: "Se Tu és o Filho de Deus", mas agora ele ouve a or-
dem do Filho de Deus e é obrigado a obedece-IO, pois lemos: "Com isto o deixou o
Diabo e eis que vieram anjos e O serviam" (v. 11).

•• •
Lição N? 7
CHAMANDO OS DISCÍPULOS
Leitura: Mateus 4.12 a 28
-20-
A MUDANÇA (w. 12 e 13)
Mateus começa o relato do ministério do Senhor com a Sua mudança de Na-
zaré para Cafarnaum, que foi chamada "a Sua própria cidade" (Mateus 9.1). No in-
tervalo entre os versículos 11 e 12 há diversos acontecimentos como uma visita a
Cana da Galiléia e a Cafarnaum (João 2.1 a 12); uma visita a'Jerusalém, na ocasião
da Páscoa, quando fez milagres, purificou o templo e conversou com Nicodemos
(João 2.12 a 3.2). Na Sua volta. Ele passou por Samaria (João 4). Em João 3.24,
lemos: "Pois João não tinha sido ainda encarcerado". O sinal para a Sua mudança
para Cafarnaum não foi a Sua expulsão de Nazaré, mas sim, a prisão de João Ba-
tista (v. 12).

A PROFECIA DA MUDANÇA DE JESUS PARA CAFARNAUM (w. 14 a 16)


Em cumprimento das profecias, Jesus Cristo nasceu em Belém (2.6), foi cria-
do em Nazaré (2.23) e cumpriu a profecia de Isafas 9.1 e 2, quando Se mudou para
Cafarnaum, uma cidade situada à beira mar, ao norte do mar da Galiléia, conhecido
também como lago de Genesaré e como mar de Tiberíades (Lucas 5.1 e João 21.1).
Da profecia aprendemos que era um lugar desprezado chamado "Galiléia dos gen-
tios". Era lugar de mistura de povos e recebendo muita influência dos gentios. A
situação espiritual era muito ruim, pois o povo jazia em trevas, mas, pela vinda de
Cristo, "viu a grande luz e aos que viviam na região da sombra da morte resplande-
ceu-lhes a luz" (v. 16). O Messias chegou como a Luz e a Vida para o povo necessi-
tado.

A MENSAGEM (v. 17)


Foi a mesma que João Batista pregou. É a mensagem do arrependimento
para preparar o povo para o Messias. "Arrependei-vos porque está próximo o rei-
no dos céus" (4.17).

O MINISTÉRIO (w. 23 a 25)


O ministério do Senhor Jesus foi itinerante (4.23 a 25). "Percorria Jesus toda
a Galiléia, ensinando nas sinagogas, pregando o Evangelho do reino e curando to-
da sorte de doenças e enfermidades entre o povo" (v. 23). Por este meio, o Senhor
Jesus Se apresentou como Messias ao povo da Galiléia. O Seu ministério pode ser
dividido em três partes:
a) O ENSINO -
Este era necessário para esclarecer o povo quanto ao reino dos céus e aos
princípios que operam no Seu reino. Ele escolheu as sinagogas, as Casas de Oração
dos judeus, como também outros lugares para ensinar o povo. Encontra-se um
exemplo de uma pregação do Senhor Jesus na sinagoga em Nazaré em Lucas 4.16
a 30.
b) "PREGANDO O EVANGELHO DO REINO" -
É a mesma mensagem de João Batista e do Senhor Jesus no principio do
Seu ministério (4.17). Trata-se das boas novas a respeito do Seu Reino.
-21-
c) "CURANDO TODA SORTE DE DOENÇAS E ENFERMIDADES" -
Desta maneira. Ele provou que era o Messias, pois tinha poder de curar toda
sorte de doenças.

CHAMANDO OS SEUS DISCÍPULOS


Na ocasião da chamada de Pedro, André, Tiago e João para serem discípulos
de Cristo, eles já conheciam e seguiam o Mestre e se chamavam discípulos dEle.
Eles O assistiram em diversos lugares e presenciaram os Seus milagres, porém
voltaram para a sua profissão de pescadores. Agora foram chamados para estarem
com Ele para sempre, para aprenderem dEle e para O seguirem. É a aprendizagem
do discípulo.
O relato de Mateus é muito resumido e, para poder saber as circunstâncias
nas quais eles foram chamados, precisamos ler no evangelho de Lucas 5.1 a 11. O
Senhor Jesus estava ensinando a multidão, que O apertava de tal forma que foi di-
fícil continuar a ensinar. Havia dois barcos junto à praia e os pescadores estavam
lavando as redes, depois de pescar a noite toda, sem, contudo, apanharem nenhum
peixe. O Senhor pediu a Pedro que Lhe emprestasse o seu barco para servir-Lhe de
púlpito, de onde o povo pudesse ver e ouvir o Mestre. O Senhor Jesus, enquanto
estava no mundo, não era dono de nada e dependia de coisas emprestadas. Pedro
Lhe emprestou o seu barco e, quando o Senhor Jesus terminou a Sua pregação,
disse a Pedro: "Faze-te ao largo e lançai as redes" (Lucas 5.4 e 5). Fazendo isto,
apanharam grande quantidade de peixes e rompiam-se-lhes as redes. Então fize-
ram sinais aos companheiros do outro barco para que fossem ajudá-los. Foram e
encheram ambos os barcos, ao ponto de quase irem a pique (Lucas 5.6 e 7). "Vendo
isto, Simão Pedro prostrou-se aos pés de Jesus, dizendo: Senhor, retira-Te de
mim, porque sou pecador" (Lucas 5.8). Pedro pediu que Jesus Se retirasse dele,
mas, ao mesmo tempo, ele chegou-se mais perto de Cristo e se lançou aos Seus
pés. Foi logo depois deste acontecimento que Jesus, caminhando junto ao mar,
disse a Pedro e a André: "Vinde após Mim e Eu vos farei pescadores de homens.
Então eles deixaram imediatamente as redes e O seguiram" (Mateus 4.20). Mais
adiante, Tiago e João estavam consertando as redes, rompidas pela multidão de
peixes e Ele os chamou e "no mesmo instante, deixando o barco e seu pai, O se-
guiram'"(Mateus 4.23).

A CHAMADA PARA PEDRO E ANDRÉ FOI DUPLA


Em primeiro lugar foi a chamada para o discipulado, para seguir a Cristo. Ele
os convidou: "Vinde após Mim" (Mateus 4.19). Este é o primeiro passo para ser útil
no serviço do Mestre. A segunda chamada dependia da primeira. Era a PROMES-
SA DE FAZER DELES PESCADORES DE HOMENS: "Eu vos farei pescadores de
homens". É Cristo mesmo que pode fazer de alguém um pescador de homens.

COMO ELES SE TORNARAM "PESCADORES DE HOMENS"?


Este título descreve os que evangelizam e ganham almas para Cristo. Como
- 22 -
pregador, no dia de Pentecoste, Pedro ganhou quase três mil almas para Cristo.
Parece que André não tinha o mesmo dom de pregar que-seu irmão, mas fez o ser-
viço muito importante de apresentar pessoas a Cristo. Foi ele quem levou Pedro a
Cristo (João 1.41 e 42). O evangelismo pessoal é tão importante como o evangelis-
mo pela pregação.

LIÇÕES DA PESCA MARAVILHOSA


1) •- Sem a direçáo de Cristo, mesmo trabalhando a noite toda, não há resul-
tado.
2) - O nosso Senhor está esperando a nossa cooperação. Pedro tinha um bar-
co e nós também temos alglima coisa que podemos emprestar- Lhe.
3) - O que nós entregamos a Ele é' somente emprestado, porque Ele recom-
pensa com muito mais do que aquilo que nós Lhe entregamos.
4) - Pedro obedeceu a palavra de Cristo e lançou as redes. O caminho da fé e
da obediência é de grande bênção.

TRÊS OCUPAÇÕES DO PESCADOR


1 ) - Lançar a rede. Sem lançar a rede, o pescador não apanha peixe. Da mes-
ma maneira, se nós não anunciamos o Evangelho, não ganhamos almas para Cris-
to.
2) - Tiago e João estavam consertando as redes. A multidão de peixe que
apanharam rasgou as redes. Não adiante pescar com as malhas da rede rasgadas.
Também não adianta pescar homens se a nossa vida está cheia de falhas e de faltas
porque o peixe vai "escapar",
3) - Lucas conta como os pescadores "lavavam as redes" (Lucas '5.2). As re-
des não apenas apanham peixe, mas também apanham coisas inconvenientes e até
imundícia. Constantemente precisamos verificar se há coisas impuras ou inconve-
nientes em nossa vida que possam estragar o nosso testemunho perante o povo do
mundo que queremos ganhar para Cristo.

Lição N? 8
"ÉS TU AQUELE QUE ESTAVA PARA VIR,
OU HAVEMOS DE ESPERAR OUTRO?"
Leitura: Mateus 11.2 a 19

João Batista, por causa da sua fidelidade a Deus, foi aprisionado por Herodes.
Na solidão da prisão, ele começou a pensar e a refletir no seu ministério de poucos
meses, que terminara de repente. Pensou também no Messias, que ele proclamou e
apresentou ao povo, e agora João está preso e a fama de Cristo está espalhando-se
cada vez mais.
Os discípulos de João tinham acesso ao cárcere de seu mestre e contaram-
- 23 -
lhe os milagres que o Senhor Jesus estava fazendo. Entre estes milagres, encontra-
se a ressurreição do filho da viúva de Naim (Lucas 7.11 a 23). Esperamos ouvir que
João se regozija com esta notícia, mas havia certas coisas que ele hão podia enten-
der. À beira do rio Jordão, ele anunciou o Messias vindo como o juiz, como aquele
que tem a pá na mão "e limpará completamente a sua eira; recolherá o seu trigo no
celeiro, mas queimará a palha em fogo inextinguível" (Mateus 3.12). Porém, em vez
de julgamento, João está ouvindo somente de obras de misericórdia e de graça,
estando Cristo dispensando o amor de Oeus para com os homens, e não ouvindo
de nenhum ato de julgamento sobre os homens. João percebe que faltou o julga-
mento no ministério de Jesus Cristo, não sabendo que o julgamento está reservado
para a segunda vinda de Cristo, para julgar as nações e reinar aqui na terra.
E ainda havia outro problema para João. Ele estava preso enquanto Cristo ti-
nha toda a liberdade, manifestando tão grande poder e fazendo as obras de onipo-
tência. Pensou João: "Se Ele tem tanto poder, por que eu estou aqui nesta prisão?
Por que Ele não me liberta desta prisão?" Sim, os propósitos de Deus foram um
mistério para João e não somente para ele, mas para nós também.

JOÃO BATISTA FEZ UMA COISA ADMIRÁVEL


COM AS SUAS DÚVIDAS
Ele as levou a Cristo. "Quando João ouviu, no cárcere, falar das obras de
Cristo, mandou seus discípulos perguntar-Lhe: És Tu Aquele que estava para vir,
ou havemos de esperar outro?" As coisas que nós não entendemos a respeito dos
propósitos de Deus devemos levar a Cristo e deixar as dúvidas com Ele. Ele faz tu-
do para o nosso bem e sabemos que Romanos 8.28 é a verdade.
Ao responder à pergunta de João, o Senhor Jesus disse aos discípulos deste:
"Ide e anunciai a João o que estais ouvindo e vendo: Os cegos vêem, os coxos an-
dam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados e
aos pobres está sendo pregado o Evangelho". São as credenciais e a obra do Mes-
sias. Ainda mais que tudo isto tinha sido profetizado no Velho Testamento, em
Isaías 35.5 e 6 e 61.1. No versículo que segue, o Senhor Jesus deu ensino sobre este
acontecimento: "BEM-AVENTURADO É AQUELE QUE NÃO ACHAR EM MIM
MOTIVO DE TROPEÇO" (v. 6). A palavra grega traduzida "tropeço" também é tra-
duzida "escândalo".

QUAIS SÃO OS MOTIVOS DE TROPEÇO OU DE ESCÂNDALO?


1) - Na parábola do semeador, o ouvinte que é comparado ao solo rochoso
recebe a palavra com alegria, mas, "chegando a ANGÚSTIA ou A PERSEGUIÇÃO
POR CAUSA DA PALAVRA, LOGO SE ESCANDALIZA" (Mateus 13.21).
2) - Para o povo de Nazaré, A SUA CRIAÇÃO HUMILDE causou o tropeço. O
povo disse: "Não é Este o filho do carpinteiro? Não se chama Sua mãe Maria?... E
escandalizavam-se nEle" (Mateus 13.55 a 57).
3) - O ensino de Jesus, para os fariseus foi motivo de escândalo (Mateus
15.12).
-24-
4) - A CRUZ para os judeus é escândalo (1* Coríntios 1.23). "Mas nós prega-
mos Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os gentios". O Se-
nhor Jesus falou da Sua cruz aos Seus discípulos e advertiu Pedro que seria motivo
de tropeço para ele. "Disse-lhe Pedro: Ainda que venhas a ser tropeço para todos,
nunca o serás para mim" (Mateus 26.33).

O TESTEMUNHO DO SENHOR JESUS A JOÃO BATISTA (w. 7 a 15)


O Senhor Jesus não repreendeu João Batista pelas suas dúvidas, mas mos-
trou compreensão e simpatia. Ele falou bem desse servo singular. Depois de saírem
os enviados de João Batista, o Senhor Jesus começou a falar desse servo de Deus.
O Senhor fez uma pergunta três vezes: "QUE SAÍSTES A VER NO DESERTO?"
E três vezes Ele responde com três perguntas diferentes. São elas: a) "UM CANIÇO
AGITADO PELO VENTO?" Isto é, um homem fraco, influenciado por qualquer
movimento ou vento. De forma alguma, pois João era um homem forte e corajoso,
que enfrentava qualquer oposição; b) "UM HOMEM VESTIDO DE ROUPAS FI-
NAS?" Também não porque, se fosse um homem de luxo, ele estaria no palácio e
não na prisão; c) "Mas para que saístes? PARA VER UM PROFETA? Sim, Eu vos
digo e muito mais que profeta... Entre os nascidos de mulher, ninguém apareceu
maior que João Batista". O Senhor Jesus acrescentou: "Mas o menor no reino dos
céus é maior do que ele" (v. 11). Como se explica isto?

O QUE É O REINO DOS CÉUS?


O Reino dos Céus é uma expressão hebraica, naquele tempo comum entre os
judeus, para descrever o governo dos céus, pelo reino do Messias.

COMO SE MANIFESTA O REINO DOS CÉUS?


De duas maneiras. Haverá um reino visível e terrestre, de mil anos de gover-
no de Cristo, na segunda vinda de Cristo com glória, e, logo depois do julgamento
das nações, começará o Seu Reino (Mateus 243 a 46). Os judeus esperavam este
reino, mas ignoravam o caráter da primeira vinda de Cristo, quando Ele veio com
toda a humildade para estabelecer a base do Seu Reino pela Sua morte na cruz e
para inaugurar o Seu Reino invisível e espiritual, reinando no coração e na vida dos
Seus discípulos. Tanto o Senhor Jesus quanto João Batista anunciaram que "o rei-
no dos céus está próximo" (Mateus 32 e 4.17). O Senhor Jesus se referiu ao as-
pecto espiritual quando disse: "Mas o menor no reino dos céus é maior do que ele"
(do que João Batista).
Pelas palavras do Senhor Jesus entendemos que João Batista não pertencia
ao reino dos céus. Ele era o último profeta da Velha Dispensação. O seu ministério
tinha terminado e ele estava prestes a morrer. Ele mesmo disse: "Eu não sou o
Cristo, mas fui enviado como o Seu precursor. O que tem a noiva é o noivo; o ami-
go do noivo que está presente e o ouve muito se regozija por causa da voz do noi-
vo" (João 3.28 e 29).

-25-
EM QUE SENTIDO O REINO DOS CÉUS É MAIOR
DO QUE JOÃO BATISTA?
Não se refere ao espírito e nem ao caráter. Neste sentido, ele é maior, mas o
menor no reino dos céus é maior do que João Batista em privilégios e bênçãos es-
pirituais. Os discfpulos de Cristo, em virtude da morte e da ressurreição de Cristo e
pela formação da Igreja no dia de Pentecoste, entraram numa posição espiritual de
grande bênção, de grande privilégio e de grandes verdades que o povo do Velho
Testamento não tinha. A Igreja é a Noiva de Cristo, enquanto João Batista era so-
mente o arnigo do Noivo.

A MUDANÇA DA ÉPOCA DA LEI PARA O REINO DOS CÉUS


A frase "até João" (v. 13) indica uma mudança na administração de Deus
quanto a Israel e ao mundo. "Porque todos os profetas e a lei profetizaram até
João" (v. 13). Lucas esclarece o assunto ainda mais: "A lei e os profetas vigoraram
até João; DESDE ESSE TEMPO vem sendo anunciado o Evangelho do Reino de
Deus" (Lucas 16.16).
O Senhor Jesus mencionou o começo do reino dos céus. "DESDE OS DIAS
DE JOÃO BATISTA ATÉ AGORA [quando foram proferidas estas palavras) o reino
dos céus é tomado por esforço e os que se esforçam se apoderarão dele" (v. 12).

O REINO DOS CÉUS É TOMADO POR ESFORÇO?


Foi muito grande o interesse inicial que a pregação de João Batista desper-
tou. Multidões foram atraídas a João e também ao Senhor Jesus, mas poucas pes-
soas se apoderaram do reino dos céus. O Senhor Jesus exortou o povo: "Esforçai-
vos por entrar pela porta estreita" (Lucas 13.24) e "porque larga é a porta e aperta-
do o caminho que conduz para a vida e são poucos os que acertam com ela" (Ma-
teus 7.14).
O povo esperava a vinda de Elias conforme a promessa de Malaquias4.5 e 6.
O Senhor revelou: "E, se o quereis reconhecer, ele mesmo é Elias que estava para
vir" (v. 14). João Batista não era Elias ressuscitado, pois o próprio João ao respon-
der à pergunta: "És tu Elias?", disse: "Não sou" (João 1.21), mas ele veio "no espí-
rito e no poder de Elias" (Lucas 1.17).

A GERAÇÃO INDECISA E INCONSTANTE (w. 16 a 19)


Apesar do interesse inicial no reino dos céus, aquela geração era inconstante
e volúvel. O Senhor fez referência aos meninos brincando na praça. Eles brincaram
de casamento e chamaram os seus companheiros para dançar, mas estes não que-
riam. Então brincaram de enterro e chamaram os seus companheiros para lamen-
tar, segundo o costume dos judeus, mas eles também não queriam. "Nós vos to-
camos flauta e não dançastes; entoamos lamentações e não pranteastes". De qual-
quer modo, os companheiros eram do contra e nada servia para eles. O Senhor Je-
sus comparou aquela geração aos companheiros dos meninos, pois de qualquer

-26-
modo que o reino dos céus se apresentasse àquela geração não servia para ela e
não o aceitava. "Pois veio João, que não comia nem bebia, e dizem: Tem demónio"
(v. 18). O Senhor Jesus veio e comeu com publicanos e pecadores e dizem: "E is af
um glutão e bebedor de vinho, amigo de publicanos e pecadores" (v. 19).

Lição N? 9
AQUELE QUE É MAIOR
QUE O TEMPLO E SENHOR DO SÁBADO
Leitura: Mateus 12.1 a 14

Os discípulos de Jesus, ao passar pelas searas, num sábado, com o Mestre,


apanharam alguns grãos de trigo, que debulharam nas mãos e os comeram. Se-
gundo a lei, em Deuteronômio 23.25, eles tinham direito de fazer isto, porém os fa-
riseus os acusaram de terem violado o quarto mandamento.

A RELIGIÃO DOS FARISEUS CONSISTIA EM


REGULAMENTOS E PROIBIÇÕES
É verdade que, em parte, a sua religião se baseava no Velho Testamento,
mas, pelas tradições, eles acrescentaram à Palavra de Deus e a interpretaram se-
gundo as suas ideias. É fato que debaixo da lei o judeu viu-se obrigado a guardar o
sábado (Êxodo 31.13 a 17).

O SENHOR JESUS E OS SEUS DISCÍPULOS


NÃO VIOLARAM O SÁBADO
Disse Deus: "Nenhuma obra se fará neles [nos sábados], exceto o que diz
respeito ao comer; somente isso podereis fazer" (Êxodo 12.16).
O AMOR CUMPRE A LEI.
A lei de Moisés se resume em dois mandamentos, a saber: "Amarás o Senhor
teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de to-
do o teu entendimento" (Lucas 10.27). Os três primeiros mandamentos ensinam o
nosso dever para com Deus, em primeiro lugar, enquanto que os últimos seis
mostram qual o dever do homem para com o seu pró"ximo. Aquele que ama a seu
semelhante não quebra os seis últimos mandamentos.
Nove dos dez mandamentos encontram-se em o Novo Testamento, não co-
mo mandamentos, mas como ensinos, porque as leis morais não mudam. Portan-
to, o Novo Testamento não ensina que o crente deve guardar o sábado. Pelo con-
trário, a Igreja encontra-se descansando do trabalho secular no primeiro dia da
semana, o dia da ressurreição de Cristo, e neste dia a Igreja se ajuntava para adora-
ção e serviço espiritual (Atos 20.7). Muitas religiões escravizam o homem com proi-
bições e regulamentos, porém pelo Evangelho de Cristo há libertação e vida. As re-
ligiões têm por base a salvação pelas obras, enquanto que o Evangelho de Cristo
oferece a salvação pela graça de Deus, pela redenção que há em Cristo Jesus (Ro-
-27-
manos 3.24).

O QUARTO MANDAMENTO A RESPEITO DO SÁBADO


FOI DADO PARA O BENEFÍCIO DO HOMEM
O Senhor Jesus disse: "O sábado foi estabelecido por causa do homem e não
o homem por causa do sábado; de sorte que o Filho do homem é Senhor também
do sábado" (Marcos 2.27 e 28). O homem precisa descansar do seu serviço secular
um dia em sete e os que não observam isto estão sujeitos a sofrer mais tarde as
consequências. O homem, em vez de ser materialista, deve aproveitar a oportuni-
dade para adoração e serviço espiritual no descanso semanal.
Da resposta do Senhor Jesus aos fariseus aprendemos que existem pelo me-
nos quatro considerações mais prioritárias do que o sábado:

QUAIS SÃO ESTAS PRIORIDADES?


1) - O CUMPRIMENTO DOS PROPÓSITOS DE DEUS.
O Senhor Jesus respondeu aos fariseus: "Não lestes o que fez Davi quando
ele e os seus companheiros tiveram fome? Como entraram na casa de Deus e co-
meram os pães da proposição, os quais não lhe era lícito comer, nem a ele nem aos
que com ele estavam, mas exclusivamente aos sacerdotes?" (w. 3 e 4). Todos os
sábados os pães eram tirados do Lugar Santo e dado aos sacerdotes e pão fresco
era colocado em seu lugar. O sacerdote tirou os pães e os deu a Davi e aos seus
companheiros e ficou sem culpa. Por meio dos pães da proposição que estavam no
Lugar Santo Deus ensinava ao povo e a nós verdades preciosas, mas surgiu uma
maior necessidade, a de salvar a vida de Davi, o rei escolhido por Deus, por meio de
quem Deus havia de cumprir os Seus propósitos. Era muito importante sustentar a
vida de Davi, para cumprir as profecias e os propósitos de Deus, porque da descen-
dência de Davi nasceu o Salvador, Jesus Cristo.
2) - O VALOR DA PESSOA E DA OBRA DO SENHOR JESUS (w. 5 e 6).
Para os judeus o templo era sagrado e o centro da sua adoração e para eles
era o lugar mais importante em Israel. O Senhor Jesus fez lembrar aos fariseus que
o serviço do templo era mais importante do que o sábado porque os sacerdotes
trabalhavam no sábado oferecendo sacrifícios e, quanto ao sábado, ficaram sem
culpa. O templo e os sacrifícios eram mais importantes porque ensinavam a res-
peito de Deus e o caminho para Deus. Eram figuras do Senhor Jesus e da Sua
morte na cruz. O templo simbolizava a presença de Deus no meio do Seu povo,
sendo também símbolo da vinda de Cristo, quando "o Verbo Se fez carne e habitou
entre nós" (João 1.14). O Senhor Jesus declarou: "Pois Eu vos digo: Aqui está
Quem é maior do que o templo" (v. 6).
3) - O VALOR DA MISERICÓRDIA.
"Disse Jesus: Mas se vós soubésseis o que significa: Misericórdia quero e não
holocaustos, não teríeis condenado a inocentes. Porque o Filho do homem é Se-
nhor do sábado" (vv. 7 e 8). Os fariseus exigiam observância de ritos e cerimónias,
mas hão sabiam agir com misericórdia. E é isto de que o homem precisa. Portanto,
-28-
o Senhor Jesus veio para mostrar a misericórdia de Deus ao homem e oferecer a
salvação.
4) - O VALOR DE UMA ALMA (w. 9 a 14),
Em outro sábado (Lucas 6.6), o Senhor Jesus entrou na sinagoga como de
costume, mas, desta vez, havia ali um homem com uma das mãos ressequida. Os
fariseus também estavam ali, mas com o intuito de acusá-IO. A atitude dos fariseus
foi de inimizade contra Cristo e fizeram-Lhe a pergunta: "E lícito curar no sába-
do?". O Senhor Jesus respondeu com duas perguntas: "Qual dentre vós será o
homem que, tendo uma ovelha, e num sábado esta cair numa cova, não fará todo o
esforço tirando-a dali?" (v. 11). Esta primeira pergunta do Senhor Jesus não preci-
sava de resposta, porque ficou bem claro que qualquer fariseu faria todo o possível
para salvar a vida da sua ovelha, mesmo no dia de sábado. Depois Ele fez a segun-
da pergunta: "Ora, quanto mais vale um homem que uma ovelha?" Esta também
não precisava de resposta porque todo o mundo sabe que um homem tem mais
valor que uma ovelha, ou devia ter. Para Deus, o homem tem muito valor e se en-
contra nos planos e propósitos de Deus. Jesus Cristo veio para salvar o homem e
levá-lo à glória. Então com toda a autoridade do Senhor do sábado. Ele acrescen-
tou: "Logo, é lícito fazer o bem aos sábados". Em seguida, Ele mandou ao homem
estender a mão, que foi curada.
Os fariseus não tinham razão, nem argumento, contra as palavras do Senhor
Jesus e logo se retiraram e "conspiraram contra Ele, como Lhe tirariam a vida" (v.
14). É interessante notar que aqueles que cuidavam de guardar a lei, e especial-
mente o quarto mandamento, queriam matar a Jesus, desobedecendo, assim, ao
sexto mandamento: "Não matarás".

Lição N? 10
JESUS CRISTO COMO O SERVO DE DEUS
Leitura: Mateus 12.15 a 21

Depois que o Senhor Jesus curou o homem da mão ressequida, na sinagoga,


em dia de sábado, os fariseus se retiraram para conspirar contra o Salvador, em
como Lhe tirariam a vida (v. 14). O nosso Senhor demonstrou mais uma vez a Sua
onisciência, pois, sabendo da conspiração. Ele retirou-Se, não por medo, mas por
outros motivos. Não tinha chegado a Sua hora, mas também como servo de Deus
não podia contender. Depois de deixar bem clara a verdade aos fariseus, por um
pouco de tempo Ele se afastou de Cafarnaum para continuar a trabalhar em outro
lugar.
"Muitos O seguiam e a todos Ele curou, advertindo-lhes que O não expuses-
sem à publicidade" (w. 15 e 16). A multidão impedia o trabalho do Mestre, pois, em
certa ocasião, Ele foi obrigado a entrar num barco para poder pregar à multidão. O
Senhor Jesus não veio para ratisfazer a curiosidade das multidões, mas sim, para
atender às necessidades dos indivíduos que O procuravam. Cristo advertiu a diver-
- 29 -
sãs pessoas para não contarem a ninguém da sua cura, mas no versículo 18 encon-
tra-se outro motivo de não querer ser exposto à publicidade. Foi para cumprir
Isaías 42.1 a 4.

"EIS AQUI O MEU SERVO"


Escreveu Isaías: "Eis aqui o Meu Servo, a Quem sustenho" (Isaías 42.1). Co-
mo homem perfeito. Ele dependia de Deus em tudo. Também fazia em tudo a
vontade do Pai. Ele disse: "Porque Eu desci do céu não para fazer a Minha própria
vontade e sim, a vontade dAquele que Me enviou" (João 6.38).

CRISTO COMO SERVO, EM RELAÇÃO A DEUS (v. 18)


É ELEITO.
Ele foi escolhido por Deus. Assim como em todos os aspectos, Jesus Cristo
também é incomparável como Servo de Deus, pois é perfeito e não havia outro que
pudesse fazer o Seu serviço.
É AMADO.
"O Meu Servo, em Quem a Minha alma se compraz". Faz-nos lembrar do
batismo do Senhor Jesus Cristo, quando saiu da água. "Eis uma voz dos céus, que
dizia: Este é Meu Filho amado, em Quem Me comprazo" (Mateus 3.16 e 17). Deus
sempre teve prazer em contemplar a vida do Seu Filho.
UNGIDO PELO ESPÍRITO SANTO.
""Farei repousar sobre Ele o Meu Espírito" (v. 18). O Espírito descendo sobre
Ele como uma pomba foi a unção do Espírito para serviço. Em Lucas 4.18, Ele citou
a profecia de Isaías, na qual disse: "O Espírito do Senhor está sobre Mim, pelo que
Me ungiu para evangelizar os pobres". O nome "Cristo" significa "ungido" e indica
como Ele havia de fazer o Seu serviço. Como o perfeito Servo de Deus, Ele foi
guiado pelo Espírito (Mateus 4.1) e fez as obras no poder do Espírito Santo. Em
Mateus 12.28, Ele declarou: "Se, porém. Eu expulso os demónios PELO ESPÍRITO
DE DEUS, certamente é chegado o reino de Deus sobre vós".
O SERVO DE DEUS COMO REI E JUIZ.
"E Ele anunciará juízo aos gentios" (Mateus 12.18). A profecia em Isaías ex-
plica o que quer dizer isto. "E Ele promulgará o direito para os gentios" (Isaías
42.1). Isto quer dizer que Ele reinará com justiça para todos. Não haverá mais
oprimidos, necessitados ou explorados. Promulgará o direito, não somente para
raça privilegiada, mas também para os gentios.
O SEU SERVO É PACÍFICO.
"Não contenderá". Ele acabou de dar um exemplo disto, pois, quando soube
da oposição dos fariseus. Ele se retirou. Há luta entre os reinos deste mundo, po-
rém o Seu Reino e o Seu serviço são diferentes. Ele disse a Pilatos: "O Meu reino
não é deste mundo. Se fosse deste mundo, os Meus ministros se empenhariam por
Mim, para que não fosse Eu entregue aos judeus" (João 18.36).
O SERVO DE DEUS NÃO TEM AMBIÇÃO.

-30-
"Não contenderá, nem gritará, nem alguém.ouvirá nas praças a Sua voz" (v.
19). A maneira dEle agir foi bem diferente da maneira dos políticos deste mundo
e também dos fariseus que, nas sinagogas e nos cantos das praças, gostavam de
exibir a sua suposta santidade (Mateus 6.5). Portanto, o povo procurou o Senhor
Jesus nas casas, nas praias e no deserto, para ouvir a Sua voz.
COMO SERVO DE DEUS, FOI MOTIVADO PELA COMPAIXÃO (v. 20).
A missão do Messias era salvar os necessitados. Em Lucas 4.18, lemos que o
Senhor Jesus foi ungido para salvar os pobres, cativos, cegos e oprimidos. Ele
também viu a multidão como ovelhas aflitas e exaustas (Mateus 9.36).

O PROFETA (SAÍAS EMPREGOU DUAS FIGURAS PARA


APRESENTAR DOIS ASPECTOS NEGATIVOS DO SERVIÇO DO MESSIAS
"Não esmagará uma cana quebrada, nem apagará a torcida que fumega, até
que faça vencer o juízo" (v. 20). A cana é uma planta que crescia aos milhões junto
aos rios e nos mangues do Oriente. É insignificante e de pouco valor e, por isso,
uma cana quebrada não vale nada, pois é completamente inútil. Existem homens
como uma cana quebrada, que não têm valor e nem utilidade para os homens. Na
Bíblia a cana representa o homem inconstante. O Senhor Jesus perguntou a res-
peito de João Batista: "Que saístes a ver no deserto? Um caniço agitado pelo ven-
to?" (Mateus 11.7).
UM HOMEM OU UMA NAÇÃO EM QUE NÃO SE PODE CONFIAR É COMPA-
RADO A UM BORDÃO DE CANA ESMAGADO.
Rabsaque, o emissário do rei da Assíria, na sua mensagem ao rei Ezequias,
disse: "Confias no Egito, esse BORDÃO DE CANA ESMAGADO, o qual se alguém
nele se apoiar lhe entrará pela mão e a transpassará; assim é Faraó, rei do Egito,
para com todos os que nele confiam" (2° Reis 18.21).
AS PRIMEIRAS FLAUTAS FORAM FEITAS DE CANA.
Porém, mais tarde foram feitas de madeira e de outros matérias. Os pastores,
ao guardarem seus rebanhos, tocavam este simples instrumento. Porém, urna cana
quebrada não serve para fazer uma flauta, para entoar louvores a Deus.
A CANA FOI USADA COMO UMA MEDIDA, COMO O METRO.
Vemos isto em Ezequiel 40.3. O homem foi criado como uma medida certa,
mas, pela queda do homem, no jardim do Édem, o homem tornou-se como uma
cana quebrada, "pois todos pecaram e carecem da glória de Deus" (Romanos 3.23).
A CANA ERA USADA PARA FAZER UMA PENA PARA ESCREVER.
Em 3- João 13, o apóstolo escreveu: "Muitas cousas tenho para te escrever;
todavia, não quis fazê-lo com tinta e PENA". Esta pena foi feita de cana, porém
uma cana quebrada não serve para escrever. Cristo não veio para esmagar a cana
quebrada, mas para tranformá-la, para ser de valor e de utilidade. Alguns destes
casos se encontram no evangelho segundo Mateus, como o endemoninhado (8.28 a
34), o paralítico (9.1 a 8) e Mateus, o publicano (9.9).
"NÃO APAGARÁ A TORCIDA QUE FUMEGA".

-31-
Os judeus usavam uma lâmpada com um pavio de linho torcido e que era
alimentada por azeite. Por falta de azeite ou por falta de cuidados, o pavio queima-
do vira cinza e solta fumaça. Uma torcida que fumega pode representar alguém
com uma fé abalada ou fraca. Ele não apaga a torcida que fumega, antes procura
animar a fé. O apóstolo Pedro é um exemplo de uma torcida fumegante, quando
negou o seu Senhor. A luz quase se apagou, mas Cristo tinha dito a Pedro: "Simão,
Símão, eis que Satanás vos reclamou para vos peneirar como trigo. Eu, porém, ro-
guei por ti, para que a TUA FÉ NÃO DESFALEÇA; tu, pois, quando te converteres,
fortalece os teus irmãos" (Lucas 22.31 a 32). É emocionante a história de Pedro; a
luz quase se apagou, mas tornou a brilhar por Cristo.
O MESSIAS NÃO FICARÁ DESANIMADO, MAS COMPLETARÁ SUA OBRA.
"Não desanimará, nem se quebrará, até que ponha na terra o direito" (Isaías
42.4). "Até que faça vencedor o juízo" (Mateus 12.20).
"E NO SEU NOME ESPERARÃO OS GENTIOS".
Esta profecia do versículo 21 está sendo cumprida em nossos dias. A Igreja é
composta, em sua maior parte, de gentios. Esta é a história da graça de Deus, pois
os gentios, naquele tempo, estavam em Cristo, separados da comunidade de Israel
e estranhos às alianças da promessa, NÃO TENDO ESPERANÇA E SEM DEUS NO
MUNDO" (Efésios 2.12). O gentio é como uma cana quebrada e como a torcida que
fumega. Ainda assim, o Senhor Jesus deste material levantou para Si um povo
para o Seu Nome, um bordão em que se pode confiar, uma medida que é "da es-
tatura da plenitude de Cristo" (Efésios4.13).

Lição N? 11
POR JESUS CRISTO OU CONTRA ELE
Leitura: Mateus 12.22 a 37

É de suma importância a nossa atitude para com o Senhor Jesus, porque


determina se estamos por Ele ou contra Ele. Todos os sinais e milagres que o Se-
nhor Jesus operou causaram admiração, mas a cura do endemoninhado, cego e
mudo provocou uma reação muito grande tanto no povo como nos líderes religio-
sos. O homem que foi levado a Jesus estava na pior miséria possível. A sua vida
estava controlada pelo espírito imundo, não podia ver nem falar. Que miséria! Ele
foi curado pelo Senhor Jesus que, desta maneira, deu uma prova incontestável de
que Ele era o Messias.

A MULTIDÃO INDECISA
"Admirava-se e dizia: É este, porventura, o Filho de Davi?" (v. 23). A multidão
ficou convencida de que Jesus é o Messias, mas não queria se comprometer, por
causa da oposição dos escribas e fariseus. Estar convencido não é suficiente e o po-
vo continuou ao lado dos inimigos de Cristo.
-32-
OS CHEFES RELIGIOSOS ENDURECIDOS
"Mas os fariseus, ouvindo isto, murmuravam: Este não expele demónios se-
não pelo poder de Belzebu, maioral dos demónios" (v. 24). Eles demonstraram
tanta inimizade contra Cristo que cada prova de Sua onipotência somente servia
para endurecer ainda mais a sua atitude contra Ele, até chegar ao ponto de atribuí-
rem o Seu milagre à obra de Satanás.
Belzebu é um dos nomes do Diabo. Apesar de sua blasfémia, o Senhor Jesus
deu-lhes mais uma prova de que Ele é Deus. Depois de fazer o que outro homem
não podia fazer, demonstrou a Sua onisciência conhecendo os pensamentos deles
(v. 25).
Pela resposta do Senhor Jesus à acusação dos fariseus (w. 25 e 27), apren-
demos que EXISTEM DOIS REINOS ESPIRITUAIS E QUE ESTÃO EM CONFLITO
UM COM O OUTRO. O Senhor Jesus mostrou que a acusação dos fariseus não era
lógica. "Todo reino dividido contra si mesmo ficará deserto e toda cidade ou casa,
dividida contra si mesma, não subsistirá" (v. 25). É absurdo pensar que Satanás vai
destruir a sua própria obra (v. 26).

HÁ TRÊS EXPLICAÇÕES VERDADEIRAS DO MILAGRE


1) - FOI A VITÓRIA DO REINO DA LUZ E DE CRISTO.
Esta vitória foi sobre o reino das trevas e de Satanás. Isto os fariseus não
queriam admitir. A obra do reino das trevas, no endemoninhado, foi bem patente
e somente Cristo podia desfazer a obra de Satanás.
2) - PELO PODER DO ESPÍRITO DE DEUS, ELE EXPULSOU O ESPÍRITO
IMUNDO E CUROU O HOMEM (v. 28).
3) - CHEGOU O REINO DE DEUS (v. 28).
"Certamente é chegado o reino de Deus sobre vós". É prova de que tinha
chegado o reino de Deus na pessoa de Jesus Cristo, para libertar os presos de Sa-
tanás e salvá-los do poder e da pena do pecado. O grande dia da chegada do reino
de Deus veio, mas os fariseus e escribas não perceberam isto.
Por meio de uma ilustração, o Senhor Jesus ensinou que o povo do mundo
estava no poder e domínio de Satanás. Ele adquiriu este poder no jardim do Édem,
quando incitou E vá a revoltar-se contra Deus, pela desobediência. Satanás tornou-
se o príncipe e deus deste mundo. Agora chegou o reino de Deus, na pessoa do seu
Rei, o Senhor Jesus Cristo, para recobrar para Si a Sua criatura, para derrotar Sa-
tanás e para libertar os presos que querem ser livres. Jesus Cristo e o Reino de
Deus já chegaram,

A ILUSTRAÇÃO
"Como pode alguém entrar na casa do valente e roubar-lhe os bens, sem
primeiro amarrá-lo? Então lhe saqueará a casa" (v. 29).
NA ILUSTRAÇÃO, SATANÁS É COMPARADO AO HOMEM FORTE OU SEJA
VALENTE.
-33-
Ele é forte demais para o homem, que se encontra subjugado e preso por ele.
O MUNDO É COMPARADO À CASA DO VALENTE.
Nela, os presos, que são os seus bens, estão guardados. Ao responder à acu-
sação dos fariseus, Ele revelou que, ao contrário do que pensavam os fariseus, Ele
veio para destruir as obras do diabo. O SENHOR JESUS É O MAIS FORTE.
COMO PODE SER LIBERTADO O HOMEM?
Como pode Deus recobrar para Si a Sua criatura? Lucas explica: "Quando o
valente, bem armado, guarda a sua própria casa, ficam em segurança todos os seus
bens. Sobrevindo, porém, um mais valente do que ele, vence-o, tira-lhe a arma-
dura em que confiava e lhe divide os despojos" (Lucas 11.21 e 22).
O ÚNICO MEIO DE VENCER SATANÁS É PELO MAIS FORTE.
Jesus Cristo é mais forte porque Ele é Deus e é perfeito. Satanás foi obrigado
a obedecê-IO (Mateus 4.11 e 12).

EXISTEM TRÊS COISAS QUE O MAIS FORTE TEM DE FAZER


PARA VENCER O VALENTE
1) - ENTRAR NA CASA DO VALENTE.
Jesus fez isto quando Ele entrou no mundo, onde Satanás é príncipe e deus.
2) - AMARRAR O VALENTE.
O Senhor Jesus disse que precisa fazer isto antes de poder vencê-lo. COMO e
QUANDO foi feito isso? Foi feito pela morte de Jesus Cristo na cruz. "Para que, por
Sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o Diabo" (He-
breus 2.14). A palavra grega traduzida "destruir" não quer dizer "aniquilar", mas
sim, "tirar o poder de". Ou, para empregar a linguagem da ilustração, "amarrar o
valente".
3) - TIRAR A ARMADURA EM QUE O VALENTE CONFIAVA.
O propósito do Senhor Jesus de morrer na cruz foi para que "livrasse a todos
que, pelo pavor da morte, estavam sujeitos à escravidão por toda a vida" (Hebreus
2.15). As armas de Satanás são a morte, o pavor da morte e a escravidão.

OS PRESOS PODEM SER LIBERTADOS DO PODER


DO PECADO E DE SATANÁS
Por meio da morte de Cristo na cruz, qualquer pessoa pode ser libertada e
salva, por crer no Salvador.

SOMENTE AS PESSOAS LIBERTADAS DO PODER DE SATANÁS,


PELA MORTE DE CRISTO NA CRUZ, ESTÃO POR ELE {v. 30)
Mais uma vez, o Senhor Jesus volta a considerar a blasfémia dos fariseus (w.
31 e 32). Ele disse: "Todo pecado e blasfémia serão perdoados aos homens; mas a
blasfémia contra o Espírito não será perdoada" (12.31). Os fariseus, sabendo que os
milagres operados pelo Senhor Jesus eram provas que Ele é o Cristo, o Messias,
consideraram os milagres como obra do Diabo. É o único pecado que não tem per-
dão, porque rejeita toda prova e toda luz. A sua inimizade e oposição a Cristo che-
-34-
garam a tal ponto que nada podia convencê-los da verdade. É sem perdão porque
é uma atitude de mente e de coração que não aceita, de forma alguma, a verdade e
a sua decisão quanto à pessoa de Cristo.
O apóstolo Paulo, antes da sua conversão, blasfemava contra o Senhor Jesus,
mas ele o fazia por ignorância (13 Timóteo 1.13). Quando se encontrou com Cristo,
ele se converteu. O pecado sem perdão é contra o Espírito Santo e não é um único
ato, mas a continuada rejeição de Cristo. Há pessoas que acham que têm cometido
o pecado imperdoável, mas o fato de elas se preocuparem com isto é prova que
não o têm cometido.

NÃO HÁ NEUTRO NESTA GUERRA ESPIRITUAL


Ou está no reino de Cristo ou no reino de Satanás. O Senhor Jesus disse:
"Quem não é por Mim, é contra Mim; e quem comigo não ajunta, espalha" (v. 30).
Os dois reinos se definem e mostram com clareza os resultados: Com Cristo o cris-
tão ajunta e ganha; sem Cristo a pessoa espalha e perde tudo.

MAIS UMA RESPOSTA DO SENHOR JESUS (w. 33 a 37)


Em cada versículo os fariseus foram condenados. Faltou-lhes o discerni-
mento porque deviam conhecer uma árvore pelo seu fruto. "Porque pelo fruto se
conhece a árvore" (v. 33). O Senhor Jesus chamou os fariseus de "raça de víboras"
(v. 34) e, assim, só podia esperar veneno deles. "Porque a boca fala do que está
cheio o coração" (v. 34).
O sentido do versículo 35 é o mesmo, mas a figura é diferente. Os fariseus re-
velaram a sua inimizade a Cristo pelas suas palavras e nos versículos 36 e 37 en1
contramos o ensino do Senhor Jesus quanto à nossa responsabilidade a respeito
das nossas palavras: "Porque pelas tuas palavras serás justificado e pelas tuas pala-
vras serás condenado" (v. 37).

Lição N? 12
O MAIOR
Leitura: Mateus 12.38 a 42

UM PEDIDO INCRÍVEL
"Então alguns escribas e fariseus replicaram: Mestre, queremos ver da Tua
parte algum sinal" (v. 38).
NÃO ERA DE SINAL QUE PRECISAVAM, MAS SIM, DE VISTA, PARA VER
OS MUITOS SINAIS QUE CRISTO JÁ FIZERA, COMO CREDENCIAIS DO MES-
SIAS.
Ele curou o leproso, no estado adiantado de sua doença (8.3). O criado do
centurião foi curado somente pela palavra de Jesus (8.5 a 13). Ele, meramente com
a palavra, expeliu os espíritos imundos de muitos endemoninhados e curou TO-
DOS os que estavam doentes (8.16). Também podemos mencionar Legião (8.33), a
-35-
ressurreição da filha de Jairo (9.25), a cura da mulher enferma (9.22), do paralítico
(9.7), os cegos que recuperaram a vista (9.30) e muitos outros sinais.
O pedido dos escribas e fariseus revelou a sua incredulidade e a sua oposição
cega, que não aceitava as provas. Depois de vertamos milagres e tantos sinais, dis-
seram: "Mestre, queremos ver de Tua parte algum sinal" (v. 38).

A SUA INCREDULIDADE FOI PROVA DE UM CORAÇÃO MAU


O Senhor Jesus respondeu: "Uma geração má e adúltera pede um sinal".
DEUS JÁ DEU AO POVO D'O MUNDO UM SINAL. O Senhor Jesus acrescentou:
"Mas nenhum sinal lhe será dado senão o do profeta Jonas". Jesus tirou uma his-
tória do Velho Testamento para servir de sinal para o povo. "Porque, assim como
esteve Jonas três dias e três noites no ventre do grande peixe, assim o Filho do
homem estará três dias e três noites no coração da terra" (v. 40). Por estas palavras,
a história de Jonas foi confirmada como um fato histórico.

O ÚNICO SINAL PARA O POVO É A MORTE E A RESSURREIÇÃO


DE CRISTO
O sinal tem uma mensagem. É a mensagem do Evangelho, "que Cristo mor-
reu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado e ressuscitou
ao terceiro dia, segundo as Escrituras" (1? Coríntios 15.3 e 4). Uma das Escrituras é
a de Jonas.
A mensagem é de esperança e de certeza. Como sabemos que Jesus Cristo
completou a obra da redenção na cruz? Como sabemos que a Justiça Divina foi sa-
tisfeita pela morte de Jesus? A resposta é a ressurreição do Senhor Jesus, pela qual
sabemos que a obra da redenção foi completada e que temos um Salvador vivo,
"por isso também pode salvar totalmente os que por Ele se chegam a Deus, viven-
do sempre para interceder por eles" (Hebreus 7.25).

MAIOR DO QUE JONAS


O maior sinal foi dado e Ele lhes revelou "aqui está quem é maior do que Jo-
nas" (v. 41). E lê é maior do que Jonas:
1}- PELA SUA PESSOA.
Jonas era muito privilegiado porque era profeta e comunicava a vontade de
Deus ao povo, porém, o Filho de Deus não somente comunicou a vontade do Pai,
mas O revelou perfeitamente (João 1.18).
2) - PELO SEU CARÁTER.
Os ninivitas eram inimigos dos judeus e Jonas sabia que, se eles se arrepen-
dessem. Deus não os destruiria. Jonas queria veros inimigos dos judeus destruídos
e, por isso, não queria levar a mensagem de Deus a Nínive. O Senhor Jesus é
muito diferente de Jonas. Ele não odeia os Seus inimigos, mas os ama e quer sal-
vá-los. Quando Tiago e João queriam chamar fogo do -céu sobre os samaritanos
por estes não receberem a Cristo, Ele lhes disse: "Vós não sabeis de que espírito
sois. Pois o Filho do homem não veio para destruir as almas dos homens, mas para
-36-
salvá-las" {Lucas 9.55 e 56).
3) - PELA SUA MENSAGEM.
A mensagem que Jonas pregou foi somente de julgamento. Ele "pregava e
dizia: Ainda quarenta dias e Nínive será subvertida" (Jonas 3.4). Jonas não tinha
nada de bom para oferecer ao povo e, quando eles se arrependeram, somente as
suas vidas foram poupadas. Quanto mais importante é a mensagem do Senhor Je-
sus porque é uma mensagem de bênçãos espirituais e eternas, pelo Senhor Jesus e
pela Sua morte na cruz. É a mensagem de amor, misericórdia e compaixão pelos
perdidos. Pela sua atitude para com o Senhor Jesus, os escribas e fariseus foram
tolos e também culpados e merecedores da mensagem de julgamento que se en-
contra no versículo 41.

MAIOR DO QUE SALOMÃO


Acabamos de considerar Jesus Cristo como maior do que o profeta Jonas e
agora passamos a considerar Jesus Cristo maior do que um rei, o afamado rei Sa-
lomão. De infcio, apresenta-se um contraste. A rainha do Sul (Sabá) ouviu da fama
de Salomão e fez uma longa viagem, dispendiosa e perigosa, para poder encon-
trar-se com o rei Salomão. Por outro lado, os fariseus desprezavam o Senhor Je-
sus, que estava com eles. O Senhor os repreendeu, dizendo: "A rainha do Sul se le-
vantará no juízo com esta geração e a condenará; porque veio dos confins da terra
para ouvir a sabedoria de Salomão. E eis aqui está quem é maior do que Salomão"
(v. 42).
A rainha de Sabá ouviu falar da sabedoria de Salomão e queria prová-lo com
perguntas difíceis (1? Reis 10.1). A fama de Salomão correu a respeito de sua sabe-
doria, seu conhecimento de Deus, as suas palavras e as suas obras.
O SENHOR JESUS É MAIOR DO QUE SALOMÃO:
1) - PELA SUA SABEDORIA.
O apóstolo Paulo escreveu: "Pregamos a Cristo, poder de Deus e sabedoria
de Deus" (1? Coríntios 1.24). Não se podem comparar a sabedoria de Salomão e a
sabedoria do Filho de Deus.
2) - PELO CONHECIMENTO DE DEUS.
"A rainha de Sabá ouviu da fama de Salomão a respeito DO NOME DO SE-
NHOR" (l9 Reis 10.1). O nome do Senhor indica o conhecimento de Deus. Ela ad-
mirou-se muito pelo fato que ele tinha conhecimento do Deus vivo e verdadeiro.
Ela era pagã e vivia nas trevas espirituais, sem o conhecimento do Deus verdadeiro.
Mas o conhecimenjBíde Salomão era pouco em comparação com o dAquele que é
maior do que ele. O rei Salomão tinha o privilégio de ouvir a voz de Deus e ter al-
gum conhecimento de Deus. Porém o Senhor Jesus é a revelação completa e per-
feita de Deus (Hebreus 1.3). Além disto, é somente por Ele e pela Sua morte na cruz
que podemos conhecer a Deus.
3) - PELAS SUAS PALAVRAS.
A rainha de Sabá ficou admirada com as palavras do rei. São boas, pois al-
gumas delas estão registradas na Bíblia, mas não podemos compará-tas com as
-37-
palavras do Senhor Jesus. Quando os guardas foram enviados para prenderem a
Jesus, eles voltaram sem Ele e disseram: "Jamais alguém falou como este ho-
mem" (João 7.46). O Senhor Jesus mesmo disse: "As palavras que Eu vos tenho
dito são espírito e são vida"" (João 6.63). Onde se encontram palavras de paz, de
descanso e de esperança como as palavras do Senhor Jesus? (Mateus 11.28 e João
6.37).
4) - PELAS SUAS OBRAS.
Quando a rainha de Sabá viu as obras de Salomão (2° Crónicas 9.3) ela se
maravilhou e disse ao rei: "Foi verdade a palavra que a teu respeito ouvi na minha
terra e a respeito da tua sabedoria" (19 Reis 10.6). Portanto, as obras de Cristo são
maiores porque Ele fez a obra da Criação, porém a Sua obra maior é a da Reden-
ção. Apesar disto, o povo não creu nEle e, por isso: "A rainha do Sul se levantará
no juízo com esta geração e a condenará" (v. 42).

Lição N? 13
A TRAGÉDIA DE UMA CASA VAZIA E
A BÊNÇÃO DE UMA NOVA RELAÇÃO COM DEUS
Leitura: Mateus 12.43 a 50

Os dois assuntos desta lição apresentam dois aspectos, um positivo e o outro


negativo, da necessidade espiritual do homem. A casa vazia chama a atenção à tra-
gédia da vida, onde o dono. Deus o Criador, é rejeitado, podendo ali entrar e habi-
tar qualquer influência nociva.

O HOMEM É COMPARADO A UMA CASA (w. 43 a 45)


Esta não é a única vez em o Novo Testamento que o homem é comparado a
uma casa. Em Apocalipse 3.20, o nosso Senhor, na Sua mensagem à igreja em
Laodicéia, disse: "Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a Minha voz e abrir
a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele e ele comigo". Esta é a posição espi-
ritual da humanidade sem Cristo. Ele tem todos os direitos de possuir o homem,
porque Ele é o Criador e o Redentor, mas Ele ainda Se encontra fora do ser huma-
no, pedindo entrada.

O HOMEM NÃO FOI CRIADO PARA SER COMO UMA C.4SA VAZIA
Ele foi criado por Deus para ser a propriedade, exclusiva, de Deus, para que
Ele seja tudo para o homem. A crucificação do Senhor Jesus é prova da inimizade
do homem contra Deus. O recado que o homem envia a Deus é: "Não queremos
que reine sobre nós". Desta maneira, ao verdadeiro dono do homem é negado,
pela Sua criatura, o direito de entrar, habitar e abençoá-la.

O PERIGO DE UMA CASA VAZIA


-38-
Uma casa vazia é um convite para o ladrão ou qualquer indesejável entrar e
morar na casa. O homem sem Cristo como Salvador e Senhor é como uma casa
vazia e, na ausência de Cristo, a natureza pecaminosa toma conta, como também
a influência do mal e os hábitos nocivos. Porém, o homem que estamos conside-
rando, na ilustração apresentada pelo Senhor Jesus, tinha o pior residente possível.
Um espírito imundo entrou nele e dominava a sua vida, causando-lhe, como sem-
pre, tristeza e infelicidade.

O ESPÍRITO IMUNDO DESOCUPA O HOMEM


Sem dúvida, foi um grande alívio quando o espírito imundo deixou o homem,
mas o que fez o homem agora?
ELE DEIXA A CASA VAZIA.
Em vez de considerar a melhor pessoa possível para residir na casa, ele a dei-
xa sem morador, sem alguém para cuidar da casa e protegê-la.
ELE MESMO FEZ UMA LIMPEZA NA CASA.
Quando o espírito imundo saiu, havia necessidade de uma boa limpeza.
ELE VARREU A CASA.
Quantas coisas inconvenientes e nocivas ele jogou fora ou deveria ter varrido
para fora. Espiritualmente falando, há muitas pessoas como este homem. Vendo as
consequências terríveis do pecado na sua vida, eles mesmos resolvem reformar a
vida, jogando fora os vícios. Porém falta o essencial, falta Cristo como Salvador. É
apenas uma ligeira limpeza, que dura pouco tempo.
PROCUROU EMBELEZAR E ENFEITAR A CASA.
Muitos querem dar uma boa aparência à sua vida, pelas boas obras. Querem
embelezar a sua vida com obras de caridade, substituindo, desta forma, o Salvador
vivo por uma reforma de boas obras. Não dá certo, porque a casa fica vazia sem
ninguém para tomar conta direito.
O ESPÍRITO IMUNDO VOLTA PARA A CASA.
Ele não podia achar outro lugar para descansar. Por isso ele disse: "Voltarei
para minha casa donde saí" (v. 44). A única razão pela qual ele podia chamar "a
minha casa" é somente porque estava vazia e não havia residente para contestar a
sua entrada ali. Ele achou a sua casa vazia, varrida e ornamentada. O resultado foi
que procurou e levou consigo sete espíritos piores do que ele e entraram e habita-
ram ali e "o último estado daquele homem torna-se pior do que o primeiro. Assim
também acontecerá a esta geração perversa" (v. 45).
Ao contar esta história, o Senhor Jesus estava pensando, em primeiro lugar,
na nação dos judeus, que rejeitou o seu Messias e, assim, tornou-se como uma ca-
sa vazia com consequências bem tristes. Porém, a lição para nós, hoje em dia, é
para cada indivíduo.

A NOVA RELAÇÃO COM DEUS (w. 46 a 50)


Certo dia, o Senhor Jesus estava ensinando numa casa, quando alguém lhe
disse: "Tua mãe e Teus irmãos estão lá fora e querem falar-Te" (v. 49). Ele respon-
-39-
deu: "Quem é Minha mãe e quem são Meus irmãos? E, estendendo a mão para os
discípulos, disse: Eis Minha mãe e Meus irmãos. Porque qualquer que fizer a von-
tade de Meu Pai celeste, esse é Meu irmão, irmã e mãe" (w. 49 e 50).
O parentesco entre Jesus Cristo e Sua mãe e Seus irmãos era precioso, mas
era terreno, natural e temporário. O nosso Senhor chamou a atenção dos discípulos
para um parentesco mais precioso que, embora comece a ser gozado aqui no mun-
do, é celestial, espiritual e eterno. A nossa relação e parentesco com Deus é que
é importante e é maior do que qualquer parentesco natural.
Alguns afirmam que todos pertencem à família de Deus. Isto não é bíblico e
não é verdade. Todos nós somos criaturas de Deus, mas nem todos são filhos de
Deus. Em João 1.12 aprendemos como podemos ser filhos de Deus. "A todos
quanto O receberam [receberam a Cristo], deu-lhes o poder de serem feitos filhos
de Deus; a saber: aos que crêem no Seu nome" (v. 12). No versículo seguinte, des-
cobrimos como não podemos entrar na família de Deus: a) Não é pelo nascimento
físico, pois não podemos herdar esta vida dos pais; "os quais não nasceram do
sangue"; b) Nem pelos nossos própios esforços; "nem pela vontade da carne"; c)
Nem através de um rito ou por qualquer ação de outrem; "nem pela vontade do
homem, MAS DE DEUS" (v. 13).

QUAIS SÃO AS PESSOAS QUE TÊM ESTE NOVO PARENTESCO?


O Senhor Jesus disse: "QUALQUER QUE FIZER A VONTADE DE MEU PAI
CELESTE, esse é Meu irmão, irmã e mãe" (v. 50). É a vontade de Deus que todos
os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade (19 Timó-
teo 2.4). É a vontade de Deus que todos sejam reconciliados a Ele por Jesus Cristo
e pela Sua morte na cruz (1? Timóteo 2.5 e 6).

POR QUE FAZER A VONTADE DE DEUS É ESSENCIAL


PARA RECEBER ESTE NOVO PARENTESCO?
Porque a vontade do homem é oposta à vontade de Deus. A raça humana
está em plena revolta contra Deus e a Sua vontade. Em João 5.40 lemos as palavras
do Senhor Jesus aos judeus: "Contudo, não quereis vir a Mim para terdes vida".
Para ser salvo e para ter o novo parentesco é necessário aceitar a vontade de Deus,
pois não se pode ser salvo por outra maneira qualquer.

Composição, impressão e acabamento por


EDIÇÕES CRISTÃS
Caixa Postal 400
19300 - OURINHOS - SP
BRASIL
-40-
"O REI E SEU REINO"

INSTRUÇÕES: As primeiras cfrtto pergM» tento podem ser vwttodBfm turno


falsas. Na pequéfttf IMf dfc^^^^
afirmação for verdadeira ou F (tfc Fats*) » a aflmisçfco forfãtea.
1. Os quatro evangelhos apresentam quatro aspectos diferentes do Senhor Jesus
Cristo. :=.i;--. = ^^
2. Somente o evangelho de João declara que o Senhor Jesus é o Filho de Deus. -««.
3. A genealogia de Mateus é importante por apresentar o Senhor Jesus como Rei.

4. As genealogias em Mateus e em Lucas necessariamente são iguais. ~_.


5. No nascimento do Messias cumpriram-se dâàs afianças. „.„..
Nas perguntas 6 a 10 há três possíveis respostas. Escreva a letra A, B ou C à di-
reita da resposta que você achar correta.
6. Na aliança com Abraão, Deus prõrneteu:
A) Abençoar todos os pttvos da ferrsu
B) Abençoar somente os seus descendentes.
C) Abençoar seu sobrinho ló.
7. O nascimento virginal do Senhor Jesus:
A) Foi profetizado no Velho Testamento.
B) É relatado somente em Maíeus.
C) É uma verdade impressionante, más não indispensável à fé,
8. Mateus apresenta Jesus corno:
A) Filho de Deus.
B) Salvador do munde.
C)Ret. ;

9. A genealogia em Mateus:
A) Começa com Cristo e teímina com Adão.
B) Começa com Abraão e termina com Cristo.
C) Começa com Adão e termina com Cristo.
10. Na genealogia em Mateus encontram-set
A) Somente pessoas dignas de ser antecessores de Cristo.
B> Pessoas que eram de procedência imoral.
C) Somente pessoas com vidas santas.

A margem direita escreva V (Verdadeiro) ou F (Falso), contorne o caso.


1. Mateus foi um instrumento preparado para escrever o toro que apresenta a história
do Rei dos judeus. __-.
2. É possível que a profecia de B^lAâe lenha, mflufdo na vinda dos magos do Oriente.
"..jHB^í ÍJiífc J*%<>• C ""•"
3. Este mesmo rei Herodes mandou matar João Batista.
4. Toda Jerusalém alarmou-se com a fffrgunfr dos magos.

«
6. A profecia que indicou o;

B) M.quéias 5.2.

foram;,
A) Guiados pela estrela a Jerusalém.
,5i p) Guiados pela proteqia a Jerusalém.
C) Foram a Jerusalém por ser a cidade reaJ.
Jl Q rei Hflsrodeg; . ,-..f(,.,. . „ ......
A) Foi um legítimo rei judaico.
B) Era cruel, sagaz e desconfiado. i
C) Tambén> queria adorar o recém-nascidç rei dos judeus.
9. Os principais sacerdotes foram:
A) Homens que temeram a Deus.
B) Da seita dos saduceus.
C) Da seita dos fariseus.
10. Os magos foram guiados a Jesus Cristo:
A) Pela caricia, oriental.
B) Pelo Velho Testamento e pela estrela.
C) Por meio de um anjo.
Prova N» 3
À margem direita escreva V (Verdadeiro) ou f (Falso), conforme o caso.
1. Nazaré foi uma cidade importante da Gafiléia. ......
2. Somente o evangelho^ João menciona o nome "Jesus, o nazareno".
3. Após o Senhor Jesus ressuscitar dos mortos, nunca mais foi chamado de o Naza-
reno.
4. Os magos foram advertidos em sonho para não voltarem à presença de Heroties.

5.0 evangelista que descrtveu mais abreviadamente a inscrição da cruz foi Marcos.

Escreva A, B ou C à direita da resposta que você achar correta.


6. A profecia "Ele será chamado Nazawno" toi citada por Mateus de:

C) Uma profecia conhecida, mas não escrita no V**» Testamento,


-2-
7. Os magos do oriente chegaram a Belém; •
A) Antes dos pastores. '•>• *''
B) Junto com os pastores.
C} Mais tarde do <** os pastores.
8. A adoração dos magos: . f

A) Foi prestada a Maria e ao menino.


-• •*•• ' -' r -**(•* -''? ; ."" Í.HIÍ; *,f* -. %'-'' * " -«"í' ' - .' -,- -

B) Foi prestada somehf^ ao menino.


C) Foi expressa com palavras e cânticos apropriados.
9. O nome de humilhação do Fitho de Deus que é enfatizado nesta lição é:
A) Jesus, Q Nazareno.
B) O Filho do homem.
C) O Servo de Deus.
10. A fuga de José com Maria e com o menino Jesus para o Egíto foi:
A) Uma precaução tomada pot J6st~ "
B) De acordo com a profecia e a ordem de um anjo do Senhor.
C) Em obediência à ordem de Herodes.
Prova N* 4
À margem direita escreva V (Verdadeiro) ou F (Falso), conforme o caso.
1. O evangelho de Mateus apresenta "o reino dos céus" em relação à terra.
2.0 significado do batismo de João é o mesmo da qus se pratica hoje.
3. O grande profeta prometido por Moisés é Jesus Cristo.
4. O arrependimento é essencial para alcançar o perdão do pecado. .......
5. João Batista foi enviado por Deus.
Escreva A, B ou C à direita da resposta que você achar correia.
6. Antes que o Senhor se apresentasse eca necessário um emissário. Este era cha-
mado;
A) A voz do passado.
B) A voz dos céus.
C) A voz que clama no deserto.
7. A mensagem de João Batista era;
A) Convertei-vos e serão cancelados os vossos pecados.
B) Arrependei-vos porque está próximao reino de Deus.
C) Arrepende-te e serás salvo, tu e a tua casa.
8. O significado do arrependimento é":
A) Auto-piedade.
B) Profundo remorso;
C) Mud^d* pensamento, o%a«ude e de rumo. - •
9. Por que a mensagem de João fo! dada TO deserto?
A) Por ser um fejgér bem apropródo.
B) Por achar-se a nação em revotta cortra Deus.
C) Por Jerusalém não ser mais a capitando pafe.
10.0 batismo de João Battsta simbolizava:
A) Oe ritos do judaísmo.
B) O arrependimento^

Prova Ny ,„...._; 17, "'


À margem direita escreva V (Verdadeiròfou FÍ(FaT9o), conforme o caso.
1. Ao batizar-se, o Senhor Jesus se identificou com os pecadores.
2. Ó batismo do Senhor era conhecido anteriormente, assim como Seu nascimento.

3. Quando o céu se abriu, o Espírito Santo desceu em forma de pomba.


4.0 nome Cristo significa "Jeová salva".
5. A voz do Pai aprovou a vida do Seu Filho. N

Escreva A, B ou C à direita da resposta que você achar correta.


6. O dever de João Batista era:
A) Anunciar a chegada do Messias e esclarecer quem Ele era.
B) Apenas balizar o Senhor.
C) Dizer a todos que Ele era seu primo.
7. Segundo Joaoflalistà, Jesus tem a primazia porque:
A) Era bom homem.
B) Era uni humanista.
C) Era Aquele que balizaria no Espírito Santo e em fogo.
8.0 Senhor Jesus foi balizado porque:
A) Todos se balizavam.

C) Precisava manifesta r-se a Israel.


9. Na frase "eu mesmo não O conhecia" João Batista revela que:
A) Não conhecia Jesus anteriormente.
B) Não O conhecia como o Messias.
C) Não sabia do seu parentesco com Ele.
10. Ao declarar "não sou digno de desatar-Lhe as correias das sandálias", João mos-
trou: •
A) Modéstia.
B) Sentimento de inferioridade.
C) Ser distraído.

Prova N* 6
À margem direita escrava V (Verdadeiro) ou F (Falso), conforme o caso.
1. As tentações do Senhor e de Eya têm um ambiente semelhante. .......
2. Jesus usou a Palavra de Deus para ganhar a batalha.
3. O Senhor Jesus foi tentado, assim como E vá, através do desejo da carne, dos
olhos e da soberba òavttía. . .......
4. Na cruz o Senhor ganhou o direito aos reinos do mundo.. ..„„
5. O livro mais usado peio Senhor Jesu$ para rebater ao diabo foi DeuteronÔmio
Escreva A, B ou C à direita da resposta, que você achar correia.
6. Ao submeter-se às tentações do diabo^ o Senhor J.esus mostrou que é:
A) Um homem de coragem.
B) Perfeito.
C) Atguém sem noção de pertgo.
7. A palavra grega traduzida "diabo".significa;. „'
A) Usurpador, . . . ... ,
B) Caluniador.
C) Suplantador. : ,
8. O que demonstrou que a tentação do Senhor era ypntaqc (Se Deus?
A) O Senhor Jesus decidiu ir ao. deserto.
B) Para ir ao deserto §epreparou durante 40 das.
C) Foi levado pelo Espírito ao deserto.
9. O Senhor Jesus foi tentado para:
A) Testar Sua humanidade,
B) Mostrar que Ele é o Fffho de Deus, que é infalível e incorruptível,
C) Mostrar troe Ele podia cair.
10. As três cenas da tentação foram:
A) O deserto, o pico do tabernáculo e o Sinai.
B) O deserto, a parte alia de uma montanha e o monte Horebe.
C) O deserto, o cume da montanha e o pináculo do templo.

Prova
À margem direita escreva V (Verdadeiro) ou F (Falso), conforme o caso.
1. Pedro pediu ao Senhor que se aproximasse <íele; no entanto, ete, Pedro, afastava-
se de Jesus. •*».-
2. Os primeiros quatro discípulos, ao serem chamados peto Mestre, não O oortfte-
ciam, mas atenderam peta fé. .......
3. O primeiro passo para ser M ao serviço do Senhor é segut-IO conforme aprende-
mos em Mateus 4.19.
4. Nazaré era uma cidade desprezada; assim nos dectera a profecia de Isafes ai, 2.
***•*••

5. Tiago seria um exemplo de um evangelista pessoal. .»-„


Escreva A, B ou C à direita da resposta que você achar correia.
6. A mudança do Senhor Jesus para Cafamaum está profetizada em:
A)isafas9.1,2. '
B) Mateus 4.14-16. r

C) Mateus 2.16.
7.0 Senhor Jesus provou ao povo que era o Messias esperado:
A) Através de Suas pregações.
:"'~ - BY^s^áAÍ^Èàáít^taàiA. ^' \. Um dos mtógres pres

dos para serem discípulos, foi:


A) A cura do cego de nascença.
B) A transformação de água em vinho.
C) A grande quantidade de peixe quê pegavam em seu barco.
9. Os dois primeiros discípulos chamados pelo Senhor para O seguirem foram:
A) Tiago e Joáo.
B) Pedro e André.
C) João e André.
10.0 retirar as coisas impuras nas nossas vidas é simbolizado através de:
A) Jogar as redes ao mar.
B) Consertar as redes.
C) Lavar as redes.

Prova N? 8
À margem direita escreva V (Verdadeiro) ou F (Falso), conforme o caso.
1. A criação humilde do Senhor Jesus Cristo toium motivo de tropeço para o povo de
Nazaré.
2. Depois de João Batista não houve uma mudança na administração de Deus
3. Devemos lançar todas as nossas dúvidas sobre os presbíteros da igreja local co-
mo fez João Batista.
4. João Batista não pertencia ao reino dos céus.
5. É no sentido espiritual que o menor no reino dos céus é maior do que João Batista.

Escrava A, B ou C à direi ta <*a resposta que você achar correia.


. Qj. Um dos motivos da dúvida de João Batista com respeito ao Senhor Jesus como o
Messias era:
A) Porque Jesus não fizera tudo o que João Unha profetizado.
B) Porque comia com os puWtcanos e pecadores.
C) Porque o Senhor não libertara os judeus do domínio romano.
7. Um dos motivos de escândalo declarado nas Escrituras encontra-se em:
A) Mateus 13.21.
B) Isaías 35.5,
C>Mateis 15.4. ,,. _
8. Conforme 1"- Corintos 1J23, o que escandalizou os judeus foi:
A) A ressurreição de Cristo.
B) Os milagres.
C) A cruz.
-6-
9. João Batista estava preso porfie: ,,.,,,.
A) Falava de Jesus como p Messias. .
B) Falava contra o casamento de Herodes com Herodtes.
C) Balizava no rio Jordão sem a permissão de Herodes.
10. O reino dos céus quer dizer
A) O governo dos céus.
B) O reinado dos anjos.
C) A vinda de João Batista.

PfOV»N«9
À margem direita escreva V (Verdadeira) ou F (Falto), contam* o cavo.
1. Os três primeiros mandamentos são ensinos quanto ao nosso dever «ara com
Deus.
2. Os fariseus eram pessoas misericordiosas. „„„.
3.0 templo era sfrnboto da presença de Deus no meio do Seu povo.
4. Devemos guardar o sábado porque nete Deus descansou.
5. Segundo a lei em Deuteronômio 23.25, os discípulos tinham o direito de apanhar
espigas no sábado.
Escreva A, B ou C à direita da resposta que você achar correia.
6. A lei de Moisés resume-se em:
A) Dez mandamentos.
B) Dois mandamentos.
C) Dez mandamentos e mais 400 preceitos.
7. Em o Novo Testamento encontramos repetidos:
A) Os dez mandamentos.
B) Apenas dois mandamentos.
C) Apenas nove mandamentos.
8. A diferença entre as religiões e o Evangelho de Cristo no tocante à salvação é que:
A) As religiões também oferecem a salvação.
B) Nas religiões náo há salvação.
C) O Evangelho de Cristo oferece a salvação pela graça e as reS-
giões pelas obras.
9. A vinda de Cristo era simbolizada:
A) Peto templo.
Bj Petos pães asmps. . ._ ...
C) Por Moisés descendo do Monte Sinai.
10. O dia observado pelos primeiros cristãos era:
A) O sábado.
B) O primeiro dia da semana.
C) Somente as festas do Senhor indicadas no. Velho Testamento.
-7-
Prova N* 10
A margem direita escreva V( Verdadeiro) ou l* frafco), conforme o caso.
1. Cristò^dépóis ôVdefxsT Iferri cfârá á vefdàÔé aos fadfeeus, afastou-se de Cafar-

2. Cristo não queria que O expusessem à pubfccidade para que se cumprisse 3 p role -
> -• '. .'? •;, -. ' f,
cia de Isalas. -- - • , .......
3. O serviço executado pelo Senhor Jesus poderia ter sido feito por um outro consa-
grado servo de Deus. .......
4. Uma das manifestações da Trindade está no batismo do Senhor Jesus. .......
5. A fama do Senhor Jesus foi tal djue^Ète começou a pregar nas praças públicas para
satisfazertfpovov"'1"" ''•*'* '' " •" ' .......
escwvo A, B ou C a dfrefta da resposta que você achar correia.
6. A razão principal pela qual os fariseus quiseram matar o Senhor Jesus foi:
A) Por que Ele não respeitava O sábado.
B) Porque Été era conhecedor dos seus pensamentos.
C) Porque Ele demonstrou o desejo de reinar.
7. A frase "peto que Me ungiu para evangelizar os pobres" foi escrita por
A) Isatas.
B) Zacarias,
C) Ezequíel.
8. O nome Cristo significa:
A) Salvador.
B) EvangeSsta.
C) Ungido.
9. O Senhor Jesus, ao mostrar conhecimento a respeito da conspiração dos fariseus
contra Ele, mostrou:
A) A Sua onisciência.
B) A Sua onipotência.
C) A Sua onipresença.
10. Um exemplo de cana esmagada e restaurada peto Senhor Jesus foi:
A) João.
B) Mateus.
C) Lucas.

Lição N« 11
A margem direita escreva V (Verdadeiro) ou F (Falso), conforme o caso.
1. A salvação de uma pessoa depende exclusivamente de sua convicção de que Je-
sus é o Filho de Deus. .„,...
2. O reino de Satanás é tão desorganizado que dentro dele os espíritos malignos
combatem uns contra os outros. .......
3. CFfnfegre descrito em Mateus 12.22-37 mostra uma grande vitória do reino da luz.

-S-
4. Todos os seres humanos estão subjugados e presos por Satanás, sem nenhuma
excecâo. „_
5. Muitas pessoas que hoje estão vivendo no mundo têm cometido o pecado imper-
doável e. apesar de se preocuparem a este respeito» ]4 é muito tarde para se arrepen-
derem. „„.._
Eacreva A, B ou C à direita da resposta que voe* achar eorrvta.
6. Os milagres e sinais operados peto Senhor Jesus são provas incontestáveis de
que Ele é:
A) Upi grande profeta.
B) Um Messias,
C) O Messias.
7. Segundo a explicação do Senhor Jesus Cristo, o Reino dos céus:
A) Chegar â.
B) Já chegou.
C) Não se sabe qualquer coisa a respeito deste assunto.
8. Segundo a Palavra de Deus, o príncipe e deus deste mundo é:
A) Satanás.
B) O homem.
C)O Senhor Jesus.
9. De acordo com a lição, o Senhor Jesus entrou na casa do vatenle:
A) Quando morreu na cruz.
B) Quando foi aos lugares inferiores da terra.
C) Quando entrou no mundo.
10. A pessoa pode ser libertada do pode* do- p»gado e d9 Satanás:
A) Por meio da morte de Cristo na cruz.
B) Por meio da morte de Cristo na cruz e por crer no Salvador. -
C) Por seus próprios esforços.

Lição N' 12
A margem direita escreva V (Verdadeiro) ou F (Falso), conforme o caso.
1. A incredulidade é prova de um coração mau. —.-
2. O Senhor Jesus terminou a Sua obra e agora está descansando na piownÇàtte
Deus, sem fazer nada. ' —-
3. Segundo as Escrituras do Novo Testamento, ò Ôolo aos infrrtgos ércorretol " „„.
4. A sabedoria de Salomão era muito grande, mas mesmd assim o Senhor Jwcs ó
maior do que Salomão em sabedoria. ' «~~
5.0 Senhor Jesus é a revelação completa e perfeita dstJéus. «.«.
Escreva A, B ou C à direita da resposta que você actwr correia.
6. Os escribas e fariseus pediram para vef um sfnat da pâffte do Senhor Jesus porque:
A) Ele nunca tinha feito um sinal na freflfê deles.
B) Porque os sinais operados não eram Suficientes.
C) Por causa da incredulidade
7. 0 fato de Jonas ter ficado três diàVe trôs nòflB^nO^vénlre do grande peixe revelava
£]ue:

C) Jonas era muito sadio fisicamente e por isso precisava morrer.


8. A certeza de qféso*%rf3^í*ie? m^m^WsH^^t^ tfarf fâ'Zèr vem do
fatodequeEte: - • - . • - »
A) Morreu na cruz.
B) Viveu urna vida sem pecado. :

C) Foi ressuscitado ao terceiro dia.

9. Quando os guardas torôm prende r o Senhor Jesus etes voUacam porque:


A) Jesus estava protegido por muitas pçssoas.
B) Ficaram admirados com as palavras de Jesus.
C) Temiem os principais dos judeus.
1 0. Quando os samarttanos não O receberam, o Senhor Jesus teve uma atitude de:
A) Compaixão.
B) Compreensão.
C) Vingança.

Lição N9 13
À margem direita escreva V (VertSsdvfro) ou F (Falso), conforme o caso.
1. A passagem em Apocahpse 3.20 fefere-se a pessoas que estão longe do Senhor
Jesus; por isso Ele está à porta, batendo para entrar.
2. Todo homem está plenamente satisfeito com o fato de que Deus reina sobre a hu-
manidade.
3.0 coração vazio pode se tornar em habitação de Satanás. .......
4. A relação de parentesco espiritual com o Senhor Jesus é medida de acordo com a
realização da vontade de Seu Pai.
5. Todos os seres humanos são filhos de Deus.
Escreva A, B ou C á direita da resposta que você adiar correia.
6. Q homem foi criado para:
A) Ser propriedade exclusiva de Deus.
B) Sua própria satisfação.
Q Servir um ao outro,
7. Neata bção, o homem «em Cnsto é comparado:
A) Ao mar,
Bi A uma rede de arrasto.
C) A uma casa.
-ta-