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UNIDADE 1

CARGA ELÉTRICA E LEI DE COULOMB

Nossa sociedade não vive hoje sem utilizar a energia elétrica e todos os
dispositivos eletro-eletrônicos à sua disposição. É, portanto, crucial entender os
fenômenos do eletromagnetismo em sua plenitude. Para atingir esse objetivo
começaremos revisando os aspectos históricos e os primeiros experimentos que
levaram à descoberta das cargas elétricas. Em particular, nesta primeira aula,
serão discutidos os fenômenos de eletrização por atrito, contato e polarização e
suas aplicações tecnológicas. Na segunda aula é discutida a Lei de Coulomb, que
expressa a relação de força fundamental entre cargas elétricas. Pense nessa
curiosidade para motivá-lo em seu estudo do eletromagnetismo que aqui se inicia:
Se o espaço entre os átomos é essencialmente vazio porque então você não afunda
através do chão?

13 14
AULA 1 : CARGAS ELÉTRICAS que um pedaço de vidro atritado com seda atraía um pedaço de âmbar que tivesse
sido previamente atritado com pele; isto é, a experiência mostrou que dois corpos
OBJETIVOS eletrizados poderiam se atrair.
• DISCUTIR A NATUREZA DOS FENOMENOS ELÉTRICOS

• DESCREVER OS VÁRIOS ASPECTOS DA CARGA ELÉTRICA, INCLUINDO SEU CARÁTER Baseando-se num grande número de experiências, lançou, então, em 1733,
DISCRETO E QUANTIZADO as bases de uma nova hipótese que teve grande aceitação durante todo o século
• DESCREVER O FENÔMENO DE ELETRIZAÇÃO POR ATRITO, INDUÇÃO E POLARIZAÇÃO XVIII. Segundo ele, existiam dois tipos de eletricidade: eletricidade vítrea
(aquela que aparece no vidro após ele ser atritado com seda) e eletricidade
• RECONHECER A DIFERENÇA ENTRE ISOLANTES E CONDUTORES
resinosa (aquela que aparece no âmbar atritado com pele). Todos os corpos que
possuíssem eletricidade de mesmo nome (vítrea ou resinosa) repeliriam-se uns aos
outros. Por outro lado, corpos com eletricidade de nomes contrários, atrairiam-se
1.1 ELETRIZAÇÃO POR ATRITO
mutuamente.

Os primeiros registros dos quais se tem notícia, relacionados com


Sua teoria ficou conhecida como a teoria dos dois fluidos elétricos (o
fenômenos elétricos, foram feitos pelos gregos. O filósofo e matemático Thales de
vítreo e o resinoso), a ideia sendo que em um corpo normal esses fluidos se
Mileto (séc. VI a.C.) observou que um pedaço de âmbar (pedra amarelada gerada
apresentariam na mesma quantidade. Portanto, de acordo com essas ideias, a
pela fossilização de folhas e seiva de árvores ao longo do tempo), após atritada
eletricidade não era criada quando um corpo era atritado, os fluidos elétricos já
com a pele de um animal, adquiria a propriedade de atrair corpos leves como
existiam nos corpos e o que acontecia após os corpos serem atritados era uma
pedaços de palha e sementes de grama.
redistribuição destes fluidos.

Cerca de 2000 anos mais tarde o médico inglês William Gilbert (1544 --
1603) fez observações sistemáticas de alguns fenômenos elétricos, que resultaram ATIVIDADE 1.1
nas seguintes constatações:
Você pode verificar as primeiras observações dos fenômenos elétricos com um
pequeno e simples experimento. Corte pequenos pedaços de linha de costura, por
(a) vários outros corpos, ao serem atritados por contato com outros corpos,
exemplo, com aproximadamente 2 cm de comprimento. Alternativamente você
comportavam-se como o âmbar;
Você pode também cortar um pedaço de papel em vários pedacinhos. Atrite bem a
extremidade de uma caneta com um pedaço de flanela ou pano de algodão ou
(b) a atração exercida por eles se manifestava sobre qualquer outro corpo.
ainda outro material sintético como, por exemplo, o poliéster. Aproxime a
extremidade que foi atritada da caneta desses pedacinhos de linha (ou de papel).
Gilbert introduziu os termos "eletrizado", "eletrização" e "eletricidade",
Descreva o que ocorre.
nomes derivados da palavra grega para âmbar: elektron, visando descrever tais
fenômenos.
Como frequentemente acontece em Física, apareceu uma outra explicação
com base nos mesmos fenômenos. Vamos à segunda teoria: o cientista americano
1.1.1 QUAL A NATUREZA DA ELETRICIDADE?
Benjamin Franklin (1701--1790), interessado no assunto, também realizou um
grande número de experimentos que contribuiram de forma decisiva para a
O cientista francês François du Fay (1698--1739) procurou dar uma
compreensão da natureza da eletricidade.
explicação à esse fenômeno da eletrização. Observando que um corpo era repelido
após entrar em contato com um outro corpo eletrizado, concluiu que dois corpos
Foram duas as suas contribuições fundamentais: primeiro formulou a
eletrizados sempre se repelem. Entretanto esta idéia teve de ser modificada devido
hipótese de um fluido único. De acordo com sua teoria os corpos não eletrizados
à novas observações experimentais que a contradiziam. O próprio du Fay observou

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possuem uma quantidade natural de um certo fluido elétrico. Quando um corpo é nêutrons situam-se no núcleo dos átomos, enquanto que os elétrons, ocupam uma
atritado com outro, um deles perde parte do seu fluido, essa parte sendo região em torno deste núcleo.
transferida ao outro corpo. Franklin dizia que um corpo --- como o vidro --- que
A massa do elétron é 1836 vezes menor que a do próton, cuja massa é
recebia o fluido elétrico ficava eletrizado positivamente e o que o perdia ---
muito próxima da massa do nêutron, conforme mostra a Tabela 1.1.
como o âmbar ---, ficava eletrizado negativamente. Essa terminologia é usada
até hoje e corresponde aos termos eletricidade vítrea e resinosa de du Fay.
Tabela 1.1: Massa e carga elétrica do elétron, próton e nêutron.
A segunda grande contribuição de Franklin foi a hipótese de que o fluido Partícula Massa (kg) Carga elétrica
−31
elétrico é conservado: ele já existe nos corpos e se redistribui quando os corpos são Elétron 9,109 × 10 -e
atritados.
Próton 1,672 × 10 −27 +e

Nêutron 1,675 × 10 −27 0


ATIVIDADE 1.2

Duas folhas de um mesmo tipo de papel são atritadas entre si. Elas ficarão
Os prótons e os elétrons apresentam propriedades elétricas e a essas
eletrizadas? Por quê?
propriedades associamos uma grandeza fundamental, que denominamos carga
elétrica. A cargas das partículas está indicada na Tabela 1.1.

1.2 CARGAS ELÉTRICAS


Saiba Mais

Você consegue perceber como funcionou o "método científico" proposto por Galileu O conceito de carga elétrica é, na realidade, um conceito tão básico e
com relação a este fenômeno? fundamental que, no atual nível de nosso conhecimento, não pode ser reduzido a
nenhum outro conceito mais simples e mais elementar.
O método é baseado na experiência. A partir dela é que se fazem hipóteses para
explicar a experiência. O atrito entre dois corpos de materiais diferentes mostrou a A carga elétrica é a grandeza física que determina a intensidade das
existência de um fenômeno (o da eletrização) e o comportamento de materiais interações eletromagnéticas, da mesma forma que a massa determina a
diferentes (atração e repulsão, de acordo com a natureza deles) com relação à intensidade das forças gravitacionais.
eletrização. Além disso, a experiência mostra em quais condições físicas ocorre o
fenômeno estudado, o que nos permite saber mais sobre a natureza dele. 1.2.1 ASPECTOS FENOMENOLÓGICOS E ORDENS DE GRANDEZA

Como decidir entre as duas teorias? Essa é também uma situação muito O estudo dos fenômenos elétricos levou a algumas leis empíricas que os

frequente na Física. Na época, com os dados disponíveis não era possível distinguir resumiam:

entre as duas. Qual foi então o ingrediente novo que resolveu a dúvida? Foi o
estabelecimento da teoria atômica da matéria, em bases razoavelmente firmes, no 1) Existem dois tipos de cargas elétricas: positivas e negativas. As

primeiro quarto do século XX. cargas elétricas de mesmo sinal se repelem, as de sinais contrários se
atraem.
A teoria atômica trouxe uma nova perspectiva para explicar os fenômenos
de eletrização. De acordo com ela, todos os corpos (sejam eles sólidos, líquidos ou Atribuímos à carga do elétron o nome de carga negativa e a representamos
gasosos) são formados por átomos. Estes, por sua vez, são constituídos por três por − e . Já a carga do próton é denominada carga positiva, sendo descrita por
partículas elementares: os prótons, os nêutrons e os elétrons. Os prótons e os + e , ver Tabela 1.1. O nome positivo ou negativo é apenas uma convenção para

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indicar o comportamento do corpo ao ser eletrizado, como foi sugerido por existência do elétron. Somente no século XX, com a descoberta dessa partícula
Benjamin Franklin. elementar e a medida de sua carga, é que foi possível calcular a equivalência entre
O núcleo do átomo tem carga positiva e representa o número de prótons a carga do elétron e e o Coulomb, C .
nele existente. Em um átomo neutro, a quantidade de prótons e elétrons são
iguais. Da igualdade numérica entre prótons e elétrons, decorre que a carga Um Coulomb corresponde a 6,25 × 1018 elétrons em excesso (se a carga for
elétrica total do átomo em seu estado natural é nula (o átomo em seu estado negativa) ou em falta (se for positiva). Na eletrostática geralmente lidamos com
natural é neutro). cargas elétricas muito menores do que um Coulomb. Vamos ver com frequência as

unidades milicoulomb -- mC (10 −3 C ) -- ou o microcoulomb -- µC (10−6 C ) . Mesmo


A transferência de elétrons de um corpo para outro explica o aparecimento
de carga elétrica em corpos depois de serem atritados. Quando dois corpos são assim elas ainda representam um número enorme de cargas elementares. A carga

atritados, um deles perde elétrons para o outro; o primeiro torna-se, então, do elétron, medida em Coulomb, é:

eletricamente positivo, enquanto que o outro, torna-se eletricamente negativo. A


experiência mostra que a capacidade de ganhar ou de perder elétrons depende da e = 1,60 × 10 −19 C .
natureza dos materiais.

2) Carga elementar : existe uma carga mínima. Até hoje nunca foi EXEMPLO 1.1

observado experimentalmente um corpo que tenha carga elétrica menor Quantos elétrons há em uma gota de água de massa 0,03g?
que a do elétron, representada por e . Somente foram observados corpos
Solução:
com cargas que são múltiplos inteiros de e.
Uma molécula de água ( H 2 0) tem uma massa mo = 3 × 10 −23 g e contém 10
O caráter discreto da carga elétrica se manifesta principalmente em elétrons. Uma gota de água contém n = m/mo moléculas, ou:
sistemas cuja carga total corresponde a poucas unidades da carga elementar. O
m
fato de nenhum experimento ter revelado a existência de um corpo que tenha n= = 10 21 moléculas
mo
carga elétrica menor que a de um elétron, permite dizer que a carga elétrica é
22
Logo, a gota terá 10 elétrons.
quantizada, isto é, existe em quanta (quantum, em grego, significa pedaço).
Por isso, no eletromagnetismo clássico, é difícil perceber este aspecto da carga
elementar. Mas é fácil entender porque. A resposta tem a ver com outro aspecto
fundamental da compreensão dos fenômenos físicos: as ordens de grandeza. 1.2.2 CONSERVAÇÃO E QUANTIZAÇÃO DA CARGA ELÉTRICA

Se um corpo está carregado eletricamente, positiva ou negativamente, o


Os átomos que constituem os corpos são normalmente neutros, ou seja, o
valor de sua carga Q será um múltiplo inteiro da carga de um elétron
número de cargas positivas é igual ao número de cargas negativas. Entretanto, por

Q = n e, n = 0, ± 1, ± 2, ± 3 ... algum processo, os corpos podem adquirir ou perder carga elétrica, como por
exemplo, atritando um bastão de plástico com um pedaço de flanela. Entretanto,
Por isso faz sentido tratar distribuições de cargas macroscópicas como se fossem quando ocorre uma interação elétrica entre dois corpos, a carga total deles se
contínuas, como faremos nas aulas seguintes. Vamos firmar esse idéia com um mantém constante. Além disso, em todos os casos, a carga elétrica de um
exemplo. sistema isolado é sempre constante.

No Sistema Internacional (SI) a unidade de carga eletrica é 1 Se o bastão ficar carregado positivamente é porque ele perdeu elétrons.
Coulomb. Quando essa unidade foi definida, no século XVIII, não se conhecia a Para que isso ocorra, a flanela deve ter recebido os elétrons do bastão. Observe

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então que houve apenas uma transferência de cargas elétricas de um corpo para o Corpos líquidos e gasosos também podem ser eletrizados por atrito: a
outro. Nenhuma carga foi criada ou destruída. Esse fato é conhecido como o eletrização das nuvens de chuva se dá pelo atrito entre as gotículas do ar e da
Principio da Conservação da Carga Elétrica. água, na nuvem.

Saiba Mais 1.3 ISOLANTES, CONDUTORES E A LOCALIZAÇÃO DA CARGA


Os prótons e os nêutrons são fortemente ligados entre si por uma força ELÉTRICA
denominada força nuclear forte, que é muito intensa mas que age apenas em uma
Na Natureza encontramos dois de tipos de material que se comportam de
região do espaço da ordem do tamanho do núcleo. Ela não afeta os elétrons, que se
modo diferente com relação à eletricidade: os condutores e os isolantes.
mantêm presos ao átomo devido à uma força denominada força elétrica.

Os prótons e nêutrons são compostos por partículas ainda menores, A principal questão envolvida na definição do que é um material condutor ou
denominadas quarks. Os quarks foram previstos pelo físico teórico Murray Gell- isolante tem muito a ver com a estrutura microscópica do material. No caso dos
Mann em 1963 e detectados mais tarde (em 1973) por bombardeamento do núcleo condutores metálicos, por exemplo, os materiais são formados por uma estrutura
de átomos com feixes de elétrons altamente energéticos. mais ou menos rígida de íons positivos, embebido num gás de elétrons, como
ilustra a figura 1.1. Esses elétrons, por não estarem presos a átomos determinados,
Tanto prótons quanto nêutrons são formados por três quarks de dois tipos:
têm liberdade de movimento, e o transporte deles dentro de um metal ocorre com
up e down. Um próton é formado por dois quarks do tipo up e um do tipo down.
relativa facilidade.
Um nêutron é formado por um quark do tipo up e dois do tipo down. Vale a pena
ressaltar que nenhum quark livre ‘foi observado até hoje.

Com a teoria atômica, a eletrização por contato pôde ser explicada como
será discutido nas próximas aulas. Entretanto, uma descrição teórica precisa da
eletrização por atrito em termos microscópicos é muito difícil. Costuma-se
Figura 1.1: Representação esquemática de um condutor.
colecionar os resultados experimentais e compilá-los em tabelas. Por exemplo,
podemos colocar corpos em uma lista tal que atritando um corpo com outro da
Ao contrário dos condutores, existem sólidos nos quais os eletrons estão
lista, fica carregado positivamente aquele que aparece antes nessa lista. Uma lista
firmemente ligados aos respectivos átomos e os elétrons não são livres, isto é, não
desse tipo ficaria:
têm mobilidade, como no caso dos condutores. A figura 1.2 representa um esboço
- Pêlo de gato, vidro, marfim, seda, cristal de rocha, mão, madeira, enxofre,
de um isolante. Nestes materiais, chamados de dielétricos ou isolantes, não será
flanela, algodão, gomalaca, borracha, resinas, metais...
possível o deslocamento da carga elétrica. Exemplos importantes de isolantes são:
a borracha, o vidro, a madeira, o plástico, o papel.
ATIVIDADE 1.3

Quando se atrita enxofre com algodão, que carga terá cada material?

Além da eletrização por atrito existem diversos métodos para eletrizar


corpos materiais: por incidência de luz em metais, por bombardeamento de
substâncias, por radiação nuclear e outros
Figura 1.2: Representação esquemática de um isolante.

21 22
lata. As linhas devem estar em contato com a lata. Coloque a lata sobre um tecido
As condições ambientais também podem influir na capacidade de uma ou um pedaço de isopor. Atrite o tubo da caneta de plástico com o pano e toque a
substância conduzir ou isolar eletricidade. De maneira geral, em climas úmidos, um superfície da lata.
corpo eletrizado, mesmo apoiado por isolantes, acaba se descarregando depois de a) Descreva o que foi observado com as linhas que estão nas superfícies
um certo tempo. Embora o ar atmosférico seja isolante, a presença de umidade faz interna e externa da lata quando você a toca com o tubo eletrizado.
com que ele se torne condutor. Além disto, temos também a influência da b) Crie hipóteses para explicar o que ocorre e discuta com os seus colegas.
temperatura. O aumento da temperatura de um corpo metálico corresponde ao c) O comportamento observado depende do sinal da carga da caneta?
aumento da velocidade média dos íons e elétrons que os constituem, tornando mais
difícil o movimento de elétrons no seu interior. Resolução
a) Quando a caneta é atritada com o pano ela fica carregada eletricamente. A
Com relação aos isolantes, a umidade e condições de "pureza" de sua
caneta recebe ou cede elétrons para o pano. Colocando-a em contato com a
superfície (se existem corpúsculos estranhos ao material que aderiram a ela) são
lata apenas as linhas que estão na superfície externa se elevam. Nada
fatores importantes. A razão disto é que a umidade pode dissolver sais existentes
acontece com as linhas que estão no interior da lata.
na superfície do corpo recobrindo-o com uma solução salina, boa condutora de
b) A lata de refrigerante é feita com alumínio que é um material de boa
eletricidade.
condutividade elétrica. Quando você toca a sua superfície com a caneta
carregada haverá movimento de elétrons da lata para a caneta ou da caneta
para a lata, dependendo do sinal da carga elétrica do tubo da caneta. Isso
ATIVIDADE 1.4
significa que a lata também ficará carregada eletricamente, ou seja, ela
Metais como o alumínio e o cobre, de modo geral, são bons condutores de ficará com falta (ou excesso) de elétrons. As cargas em excesso se
eletricidade e também são bons condutores de calor. Você acha que existe alguma movimentam sobre toda a lata. As linhas que estão em contato com a lata
relação entre as condutividades elétricas e térmicas desses materiais? Por quê? também recebem parte dessa carga elétrica em excesso e por isso se
repelem (Figura 1.3b). O fato que apenas linhas que estão na superfície
externa se repelem evidencia que a carga elétrica em excesso de um
condutor se distribui apenas sobre a sua superfície externa. Não há cargas
EXEMPLO 1.2
elétricas em excesso no interior de um condutor.
A figura 1.3 mostra um aparato simples que pode ser reproduzido em casa.

Materiais Utilizados:
• Latinha de refrigerante
• Pequenos pedaços (de 5 a 10 centímetros
aproximadamente) de linha de costura ou
similar Figura 1.3b Linhas de costuram se repelem

• Um tubo de caneta de plástico.


• Pano de algodão ou de material sintético c) As linhas que estão na superfície externa da lata irão se repelir

como o poliéster (preferível) independente do sinal da carga da caneta. Se o tubo da caneta estiver
Figura 1.3a Latinha com
• Fita adesiva carregado positivamente, elétrons da lata (inicialmente neutra) migrarão
linhas de costura
para a caneta de modo que a lata ficará carregada positivamente. Caso a
caneta esteja carregada negativamente, quando ela toca a lata, parte de
Fixe os pedaços de linha, com fita adesiva, nas superfícies interna e externa da

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seus elétrons em excesso migrarão para a lata deixando-a carregada Atrite bem uma caneta com um pano e aproxime-o de um filete estreito de
negativamente. Também, nesse caso, as linhas que estão na superfície água da torneira. A água é eletricamente neutra.
externa da lata irão se repelir.
a) Explique o fenômeno observado.
b) O que foi observado depende do sinal da carga da caneta? Explique.
ATIVIDADE EXPERIMENTAL

Tente reproduzir em casa o exemplo discutido acima. Deu certo? Se não, faça No caso dos dielétricos, cargas podem existir em qualquer ponto do
hipóteses para explicar o que pode estar ocorrendo e discuta com seus colegas. material, tanto no interior como na superfície. A concentração de cargas em um
dielétrico é mais difícil de ser medida, e pode ser inferida a partir de certas técnicas
que serão vistas mais adiante.
1.3.1 DISTRIBUIÇÃO DE CARGAS ELÉTRICAS ADICIONADAS A ISOLANTES
OU CONDUTORES
ATIVIDADE 1.7
É um fato experimental que quando adicionamos carga a um
Retire 4 pedaços de fita adesiva (2 pedaços de cada vez) e em seguida junte dois
condutor, ela se distribui integralmente sobre a sua superfície externa. A
pedaços (de aproximadamente 10 cm) lado a lado da seguinte maneira:
razão disto é que cargas de mesmo sinal se repelem e cada carga tende a
ficar o mais longe possível das outras. Então, mesmo que as cargas sejam a) lado com cola/lado sem cola. b) lado com cola/lado com cola.
colocadas dentro de um condutor maciço ou oco, elas tenderão a migrar
Depois de juntos, separe-os, aproxime-os e observe o que ocorre. Peça a ajuda de
para a superfície externa.
um colega se tiver dificuldades para unir ou separar os pedaços. Explique o que foi
observado.
ATIVIDADE 1.5

a) Suponha que uma esfera metálica esteja inicialmente neutra e você a toque
com uma régua carregada negativamente em determinado ponto. Dê
1.4 ELETRIZAÇÃO POR INDUÇÃO E POLARIZAÇÃO

argumentos para explicar por que, depois de certo tempo, a carga elétrica
se distribuirá uniformemente sobre a superfície da esfera. Quando aproximamos um bastão de vidro, atritado com seda, de um
condutor neutro, provoca-se uma separação das cargas do corpo, embora o
b) Considere um material condutor que tenha uma superfície pontiaguda como, condutor como um todo continue eletricamente neutro, como mostra a figura 1.4a.
por exemplo, um para-raio. Em um material desse tipo a carga elétrica se Esta separação de cargas é denominada indução eletrostática.
distribuirá de maneira uniforme? Crie hipóteses e discuta com seus colegas.

Outro fato experimental é que a quantidade de carga por unidade de


área na superfície de um condutor em equilíbrio eletrostático não é, em
geral, uniforme. Verifica-se que, onde o raio de curvatura do condutor é
menor, ou seja, onde ele é mais pontudo, há maior concentração de
cargas. Em contrapartida, quanto maior o raio de curvatura, menor a
concentração de cargas.

Figura 1.4: (a) corpo carregado próximo a um condutor, (b) condutor ligado à
ATIVIDADE 1.6 Terra e (c) condutor eletrizado.

25 26
Figura 1.6: Dielétrico polarizado.
Ao contrário da eletrização por atrito, a eletrização por indução ocorre sem Esse efeito é denominado polarização. Ele faz aparecer cargas elétricas de
haver contato entre os corpos, por isso, é uma ação a (curta) distância. sinais contrários nas extremidades do dielétrico, como no caso mostrado na figura
1.7.
É possível eletrizar um material condutor por indução: basta conectar o
condutor na figura 1.4b (em presença do bastão), por meio de um fio metálico, à
Terra. Essa ligação fará com que os elétrons livres passem do condutor à Terra,
deixando o condutor carregado.

Se o bastão for mantido próximo ao condutor, a distribuição de cargas é


como na figura 1.4b. Se for retirado, as cargas se redistribuem mais
uniformemente, de maneira a minimizar a repulsão entre elas, como ilustra a figura
Figura 1.7: Cargas contrárias nas extremidades do dielétrico.
1.4c.
Nos isolantes, observamos uma separação de cargas análoga à dos
Se as moléculas forem apolares, elas inicialmente polarizar-se-ão de
condutores, embora não seja possível carregá-los pelo mecanismo acima.
maneira análoga àquela em que houvesse indução eletrostática enquanto o corpo

Os dielétricos são constituídos por moléculas cuja distribuição interna de carregado estiver próximo do dielétrico. Quando o corpo for afastado, o dielétrico

cargas pode ser de dois tipos: o centro das cargas positivas e negativas voltará a ser neutro.

coincidem (moléculas apolares) ou não (moléculas polares). A água é um


exemplo bem conhecido deste último tipo. Se um dielétrico polar não estiver 1.5 ELETROSCÓPIOS
eletrizado, as moléculas estarão distribuídas ao acaso como mostra a figura 1.5.
Um eletroscópio é um dispositivo que nos permite verificar se um corpo está
eletrizado. Um tipo comum de eletroscópio é o eletroscópio de folhas. Ele consiste
em uma haste condutora tendo em sua extremidade superior uma esfera metálica e
na extremidade inferior, duas folhas metálicas leves, sustentadas de modo que
possam se abrir e se fechar livremente, como pode ser visto na figura 1.8.

Figura 1.5: Dielétrico não polarizado.

Ao aproximarmos desse dielétrico um corpo carregado, ocorrerá um


alinhamento nas moléculas do isolante, como ilustrado na figura 1.6.

Figura 1.8: Eletroscópio de folhas.

Se um corpo eletrizado positivamente for aproximado do eletroscópio (sem


tocá-lo), vai haver indução eletrostática e os elétrons livres serão atraídos para a

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esfera. Dado que a carga total é conservada, um excesso de cargas positivas vai
aparecer nas folhas, que tenderão a se repelir. Por isso, as duas folhas tenderão a
se separar.

O que aconteceria se o corpo que se aproxima do eletroscópio estivesse


eletrizado negativamente? É fácil chegar à conclusão de que aconteceria
exatamente a mesma coisa, porém as cargas negativas se localizariam nas folhas e
Figura 1.10: Esfera metálica montada sobre um suporte de material isolante.
as cargas positivas na esfera.
Um resultado importante desses fatos é que em ambos os casos ocorre a
a) Como é possível carregá-las com cargas de sinal contrário utilizando um
abertura das folhas. Então não é possível determinar o sinal da carga do corpo
bastão de vidro atritado com seda?
carregado que se aproximou, apenas se ele está ou não carregado.
b) Se uma das esferas fosse maior, elas ficariam com a mesma quantidade de
carga após o processo escolhido por você no item a?
Suponhamos um eletroscópio carregado positivamente, como na figura 1.9.
Solução
Se aproximarmos um corpo eletrizado desse sistema, observamos que as folhas do
Em primeiro lugar, do que vimos da eletrização por atrito, sabemos que um
eletroscópio, que estavam abertas, se aproximam ou se afastam. De fato, se o
bastão de vidro atritado com seda vai ficar carregado positivamente. Se
objeto estiver carregado negativamente, elétrons livres da esfera serão repelidos e
aproximarmos esse bastão de uma das esferas condutoras, teremos a situação da
se deslocarão para as folhas. Esses elétrons neutralizarão parte da carga positiva aí
figura 1.4a.
existente e por isso o afastamento entre as folhas diminui. Analogamente, podemos
Não podemos tocar as esferas com o bastão. Mas, que tal aproximarmos as
concluir que, se o afastamento das folhas for aumentado pela aproximação do
esferas até que elas se toquem?
corpo, o sinal da carga nesse corpo será positivo.
Elétrons da esfera à esquerda vão migrar para a esfera da direita, figura
1.11a, anulando as cargas positivas. Haverá, então, um excesso de cargas positivas
na esfera da esquerda.
Afastando-se as esferas e também o bastão, a esfera da direita estará
carregada negativamente e a da esquerda, positivamente. A situação final está
esquematizada na figura 1.11b. Fica claro que o tamanho das esferas não tem
papel algum no processo.

Figura 1.9: Eletroscópio de folhas carregado positivamente.

EXEMPLO 1.3

Considere duas esferas metálicas como as da figura 1.10. Figura 1.11: (a) transferência de elétrons entre as duas esferas e (b) configuração
final de cargas.

29 30
ATIVIDADE 1.8

Considere novamente as duas esferas metálicas da figura 1.11. Determine uma


ATIVIDADE 1.11
maneira de carregá-las eletricamente, com cargas elétricas de mesmo sinal,
(a) Os caminhões transportadores de combustível costumam andar com uma
utilizando um bastão carregado.
corrente metálica que arrasta no chão. Explique.

(b) Porque os materiais usados nas indústrias de tecido e papel precisam ficar
ATIVIDADE 1.9 em ambientes umedecidos?

O fato de que não é possível determinar o sinal da carga nessas condições não
significa que não seja possível fazer isso modificando o experimento. Qual seria 1.6 APLICAÇÃO TECNOLÓGICA DO FENÔMENO ELETRIZAÇÃO
essa modificação? Pense um pouco antes de consultar a resposta!
A eletrização de corpos por atrito é utilizado nos dispositivos de obtenção de
fotocópias (xerox, etc). Por exemplo, o pó negro resinoso é misturado com
minúsculas esferas de vidro. Durante esse processo, as esferas adquirem cargas
ATIVIDADE 1.10
positivas e os grãos de pó, cargas negativas. Devido à força de atração, os grãos de
Sabe-se que o corpo humano é capaz de conduzir eletricidade. Explique então pó cobrem a superfície das esferas, formando um camada fina.
porque uma pessoa segurando uma barra metálica em suas mãos não consegue
eletrizá-la por atrito? O texto ou desenho a ser copiado é projetado sobre uma placa fina de
selênio, cuja superfície está carregada positivamente. Essa placa dispõe-se sobre
uma superfície metálica carregada negativamente. Sob a ação da luz, a placa
descarrega e a carga positiva fica apenas nos setores que correspondem aos locais
EXEMPLO 1.4
escuros da imagem. Depois disso, a placa é revestida por uma fina camada de
Um ônibus em movimento adquire carga eletrica em virtude do atrito com o ar. esferas de vidro. A atração de cargas de sinais contrários faz com que o pó resinoso
a) Se o clima estiver seco, o ônibus permanecerá eletrizado? Explique. se deposite na placa com cargas negativas. Em seguida, as esferas de vidro
b) Ao segurar nesse ônibus para subir, uma pessoa tomará um choque. retiram-se por meio de uma sacudidela. Apertando com força a folha de papel
Por quê? contra a placa, pode-se obter uma boa impressão. Fixa-se, finalmente, esta última
c) Esse fato não é comum no Brasil. Por quê? por meio de aquecimento.

Solução:
ATIVIDADE 1.12
a) Sim, pois os pneus são feitos de borracha, que é um isolante, e impedem
que o ônibus seja descarregado para a Terra. Pesquise sobre as diferenças das impressoras a laser e a jato de tinta. Como

b) O choque elétrico será causado pelo fato de que nossa mão é um são geradas as imagens dos caracteres nesses dois tipos de impressoras?

condutor e haverá troca de cargas entre o ônibus e a mão da pessoa.


c) A umidade do nosso clima traz à discussão um novo elemento: a água.
Como você sabe a água pura não é um bom condutor. Contudo, é muito difícil
encontrar água pura e a presença de sais, normalmente dissociado em íons,
transforma a água em excelente condutora de eletricidade. Devido a isso, os ônibus
num clima muito úmido nunca chegam a reter uma carga apreciável.

31 32
RESPOSTAS COMENTADAS DAS ATIVIDADES PROPOSTAS

ATIVIDADE 1.1

Somente depois de atritado, o papel ou a linha são atraídos pela caneta.

Figura 1.12 (a) a régua (b) eletrização por contato (c) equilíbrio eletrostático
ATIVIDADE 1.2
polariza a esfera condutora. entre a régua e a esfera. após o contato ser desfeito.

Se os corpos são compostos da mesma substância, ao serem atritados não


haverá transferência de elétrons de um corpo para outro e eles permanecerão b) Em materiais condutores com pontas, a carga elétrica não fica distribuída
como estão. uniformemente sobre a sua superfície. Devido à repulsão entre os elétrons, boa
parte deles se dirige para as regiões com ponta até que se estabeleça a condição de
ATIVIDADE 1.3 equilíbrio. Veja a figura 1.13.

Na lista acima, que relata os materiais de acordo com a facilidade de


adquirirem cargas positivas, o enxofre vem antes do algodão. Portanto, quando o
algodão atrita o enxofre, ele adquire carga negativa. O enxofre, obviamente,
adquire carga positiva.

ATIVIDADE 1.4

Figura 1.13 poder das pontas


As condutividades térmicas e elétricas estão diretamente relacionadas aos
elétrons livres presentes no material. Condutores possuem elétrons livres na sua
ATIVIDADE 1.6
estrutura por isso são bons condutores de eletricidade e de calor.

a) Quando a caneta eletrizada é aproximada do filete de água, este é atraído


ATIVIDADE 1.5
devido à POLARIZAÇÃO. A água é uma molécula polar. Embora ela seja
eletricamente neutra, ocorre um ligeiro deslocamento de cargas, de modo que a
a) Cargas elétricas de mesmo sinal se repelem, enquanto que cargas de
extremidade ocupada pelo átomo de oxigênio fica com uma carga liquida
sinais opostos se atraem (figura 1.12a). Se você toca uma esfera com uma régua
negativa e a extremidade ocupada pelos átomos de hidrogênio fica com uma
carregada, a esfera também ficará carregada, pois haverá movimento de elétrons
carga liquida positiva. Desse modo, quando a caneta negativamente carregada
de uma para a outra (figura 1.12b). Devido à repulsão dos elétrons, que possuem
é aproximada do filete as moléculas de água sofrem um pequeno deslocamento
mobilidade dentro de um condutor, eles se movem por toda a superfície da esfera
conforme a figura 1.14a. Ocorre então atração entre a carga positiva da
até atingirem uma situação de equilíbrio, chamado equilíbrio eletrostático. Nessa
molécula de água e a carga negativa da régua. Ocorre também repulsão entre a
situação a distribuição de cargas na esfera é uniforme (figura 1.12c).
carga negativa da molécula de água (extremidade ocupada pelo átomo de
oxigênio) e a carga negativa da caneta, mas essa interação é menos intensa
que a atração, pelo fato dessas cargas estarem a uma distância maior – isso
será bem estudado com a lei de Coulomb, que relaciona a intensidade da força

33 34
elétrica entre cargas e a distancia entre elas; quanto maior a distância entre
duas cargas elétricas menor é a intensidade da força elétrica entre elas.

b) Haverá atração entre o filete de água e a caneta eletrizada independente do


sinal da carga da caneta. Se, por exemplo, a caneta estivesse carregada
positivamente as moléculas de água também sofreriam um ligeiro
deslocamento, ficando a extremidade negativa mais próxima da régua,
conforme a figura 1.14b.
Figura 1.15 (a) junção das (b) junção das fitas com cola
fitas com cola em apenas um dos dois lados
lado.

ATIVIDADE 1.8

A aproximação do bastão carregado provoca uma separação de cargas que


pode ser vista na figura 1.4a. Se na extremidade oposta ao bastão for conectado
um fio terra, elétrons da Terra migrarão para essa extremidade, atraídos pela carga
positiva em excesso deste lado. Depois de retirado o fio terra e afastado o bastão,
Figura 1.14 (a) atração do (b) atração do filete de água
filete de água pela caneta pela caneta eletrizada a esfera ficará com cargas elétricas negativas em excesso, em outras palavras, fica

eletrizada independe do sinal da carga. carregada negativamente, veja a figura 1.4c. Agora basta colocar as duas esferas
em contato para que as duas fiquem carregadas com o mesmo sinal.
ATIVIDADE 1.7

a) Juntando os lados com cola/sem cola de dois pedaços de fita adesiva,


separando-os e em seguida aproximando-os, você poderá observar que eles se
atraem. Isso por que ao separá-los, o pedaço sem cola perde elétrons para o
pedaço da fita adesiva com cola. Veja a figura 1.15a.
b) É possível que juntando os dois lados com cola você não tenha observado
nenhuma interação entre os dois pedaços de fita adesiva. Isso por que a cola é
um isolante e estará presente nos dois pedaços de fita. Então não há perda ou
Figura 1.16: Esferas carregadas com o mesmo sinal.
ganho de cargas para que os pedaços de fita adesiva fiquem carregados
eletricamente. Veja a figura 1.15b.
ATIVIDADE 1.9

Seria necessário, em primeiro lugar, eletrizar o eletroscópio. Isto pode ser


feito ou por atrito ou por indução usando os métodos das seções anteriores. Se o
sinal da carga do eletroscópio for conhecido, podemos descobrir o sinal da carga de
um corpo eletrizado que se aproxima. Suponhamos um eletroscópio carregado
positivamente, como na figura 1.17. Se aproximarmos um corpo eletrizado desse
sistema, observaremo que as folhas do eletroscópio, que estavam abertar, se

35 36
aproximam ou se afastam. De fato, se o objeto estiver carregado negativamente,
elétrons livres da esfera serão repelidos e se deslocarão para as folhas. Esses PR1.3) Os astronomos que utilizam os telescópios do Cerro Tololo InterAmerican
elétrons neutralizarão parte da carga positiva aí existente e por isso o afastamento Observatory (CTIO) localizado no deserto de Atacama, Chile são obrigados a
das folhas diminui. Analogamente, podemos concluir que, se o afastamento das trabalhar aterrados o tempo todo. Você consegue explicar o por quê?
folhas for aumentado pela aproximação do corpo, o sinal da carga nesse corpo será
positivo. PR1.4) Duas cargas q1 e q2 atraem-se mutuamente. Uma carga q3 repele a carga
q2. As cargas q1 e q3 , quando colocadas próximas uma da outra, serão atraídas,
repelidas ou nada acontecerá?

PR1.5) Você consegue imaginar um experimento para mostrar que a água pura não
é boa condutora de eletricidade?

Figure 1.17 Descobrindo o sinal da carga de teste em um eletroscópio de


folhas.

ATIVIDADE 1.10
O corpo humano funciona como um fio terra.

ATIVIDADE 1.11

(a) O fato da corrente ser condutora permite o estabelecimento de um


contato direto com a Terra. Isso então impede que o caminhão adquira quantidades
de cargas capazes de provocar centelhas.

(b) A eletricidade desses materiais vai se transferir para as gotículas de


água, que conduzirão para a Terra a carga elérica que se forma por atrito.

PENSE E RESPONDA

PR1.1) Em dias úmidos as demonstrações de eletrostática não funcionam muito


bem. Você consegue explicar o por quê?

PR1.2) Um operador da central de processamento de dados da Usiminas reclamava


que seu computador desligava misteriosamente toda vez que ele tocava no teclado.
Seu chefe então ordenou que retirassem as rodinhas da cadeira do operador, que
ficava em cima de um carpete. Você acha que o problema foi resolvido?

37 38
AULA 2: LEI DE COULOMB
(b) a força entre duas cargas elétricas é sempre instantânea, de acordo com a Física

OBJETIVOS Clássica;

• ENUNCIAR AS CARACTERÍSTICAS DA FORÇA ELÉTRICA


(c) a força depende do meio em que as cargas elétricas estão situadas.

• APLICAR A LEI DE COULOMB EM SITUAÇÕES SIMPLES


Tendo em vista essas informações, podemos escrever que o vetor força
• EXPLICAR O SIGNIFICADO DA CONSTANTE DE PERMISSIVIDADE DO VÁCUO
elétrica que atua entre duas cargas elétricas pontuais pode ser escrito como:

r QQ
2.1 A LEI DE COULOMB F = K e 1 2 2 rˆ
r
(2.1)
Em 1785, Charles Augustin de Coulomb (1736 - 1806) realizou uma série de
medidas cuidadosas das forças entre duas cargas usando uma balança de torção,
semelhante à que Cavendish usou para comprovar a teoria da Gravitação. Através em que K e é uma constante de proporcionalidade e r̂ é o vetor unitário na direção
dessas medidas, Coulomb mostrou que, tanto para a atração como para a repulsão de que passa pelas cargas elétricas (na Figura 2.1, ele tem o sentido de Q1 para Q2 ). A
cargas elétricas pontuais: equação 2.1 é a expressão matemática da Lei de Coulomb.

(a) o módulo da força de interação F entre duas cargas pontuais é proporcional ao


produto dessas cargas, ou seja:

F ∝ Q1Q2

(b) o módulo da força de atração ou repulsão entre duas cargas pontuais é


inversamente proporcional ao quadrado da distância r entre elas.

1
F∝ Figura 2.1: (a) e (b) duas cargas de mesmo sinal se repelem. (c) cargas de sinais
r2 r
opostos se atraem. Estão indicados também os vetores força elétrica F12 da carga Q1
r
A força F que atua entre as cargas é denominada força elétrica ou força sobreQ2 e F12 da carga Q2 sobre Q1 bem como o vetor unitário r̂ . Pela 3ª. Lei de
eletrostática. r r
Newton temos que F12 = − F21 .

A experiência nos mostra também que a força elétrica tem as seguintes


A dependência da força elétrica com o meio é levada em conta na constante
características:
K e . Para o vácuo, K e é escrita na forma:

(a) é uma força de ação e reação; sua direção é a da linha que une as duas cargas e o 1
Ke =
seu sentido depende do sinal relativo das cargas, como se vê na figura 2.1; 4π ε 0

38 39
em que ε0 é uma outra constante denominada permissividade do vácuo. A unidade de carga é chamada de statcoulomb. Duas cargas de 1 statcoulomb,
situadas a um centímetro de distância uma da outra no vácuo, exercem uma força
−5
Se medirmos a carga elétrica em Coulomb, o valor dessa constante no SI é: mútua de 1 dyna ( 10 N). Temos que 1 statcoulomb = 3,336 x 10−10 C.

ε 0 = 8,854 × 10 −12 N −1.m −2.C 2 (2) A outra maneira consiste em definir a unidade de carga independentemente da lei

de Coulomb e determinar o valor da constante K e experimentalmente, a partir da


O valor numérico de K e e sua unidade são, então: unidade de carga. O inconveniente desse modo é que, toda vez que uma medida da
constante muda seu valor, a unidade de carga elétrica tem que ser modificada.

−2
K e = 8,9874 × 10 N .m .C
9 2

O Coulomb foi definido através do conceito de corrente elétrica, sendo portanto,


independente da lei de Coulomb. Ele é a unidade de carga elétrica adotada no sistema
O valor da permissividade do ar é muito próximo do valor da permissividade do
MKS (que tem como unidades fundamentais o metro, o quilograma e o segundo), e a
vácuo. Assim vamos supor que elas são iguais. Dessa forma, a lei de Coulomb pode
constante K e , nesse sistema, é determinada experimentalmente.
ser escrita como:

Em 1901, Giovanni Giorgi (1871 -- 1950) mostrou que o sistema de unidades


r 1 Q1Q2
F= rˆ (2.2) do eletromagnetismo poderia ser incorporado ao sistema MKS, admitindo que a carga
4π ε 0 r 2
elétrica é a quarta grandeza fundamental deste sistema, além do comprimento, tempo
e massa (fato que, inclusive, foi a origem do Sistema Internacional). Para isso, bastava
SAIBA MAIS modificar algumas equações do eletromagnetismo. Uma dessa modificações implicou

O SISTEMA DE UNIDADES NA ELETROSTÁTICA


em escrever a constante Ke na forma:

1
Na equação 2.1 conhecemos as unidades de força e de distância; falta então Ke =
4π ε 0
definir as unidades de carga elétrica e da constante Ke . Isso pode ser feito de duas
em que a nova constante ε 0 , denominada permissividade do vácuo, tem como valor:
maneiras:
1
ε0 = = 8,854 × 10 −12 N −1.m − 2.C 2
4π .10 − 7 c 2
(1) podemos atribuir à constante K e um valor arbitrário ( Ke = 1, para facilitar) e
determinar a unidade de carga de modo tal que a força elétrica que atue entre duas
Em 1960, na 11ª Conferência Geral de Pesos e Medidas, decidiu-se adotar um
cargas unitárias, situadas à distância unitária uma da outra, seja também unitária.
Essa foi a maneira adotada para o sistema CGS de unidades (o sistema CGS tem como
valor fixo para a constante Ke no vácuo e definir o Coulomb a partir dele. Assim,

unidades fundamentais o centímetro, o grama e o segundo). Nele, escreve-se o adotou-se o valor:

módulo da lei de Coulomb para o vácuo como: K e = 10 −7 c 2 = 8,9874 × 10 9


Q1 Q2 em que c é a velocidade da luz no vácuo.
F=
r2
Com esse valor de Ke , a unidade de carga --- o Coulomb --- passou a ser

40 41
definida como a carga que, colocada no vácuo, a um metro de uma carga igual, a diz que a carga total se conserva no processo podendo apenas se redistribuir. Então,
ao serem postas em contato, as bolinhas vão sofrer uma redistribuição de carga graças
repeliria com uma força de 8,9874 × 10 9
N. A unidade de
2
K e no SI é N.m /C . 2

às forças de atração. Como quantidades iguais de cargas de sinais contrários se


cancelam, temos, no final, uma carga líquida de mesmo sinal em ambas as bolinhas,
causando portanto uma força repulsiva entre elas.
EXEMPLO 2.1

Qual a magnitude da força eletrostática repulsiva entre dois prótons separados em 2.2 FORÇA DE UM CONJUNTO DE CARGAS
média de 4,2 × 10 −15 m em um núcleo de Ferro?
Como acontece com a força gravitacional, as forças eletrostáticas também
Solução: Escrevemos imediatamente: obedecem ao Princípio de Superposição. Quando um conjunto de várias cargas

1 Q2 exercem forças (de atração ou repulsão) sobre uma dada carga q0 , a força total sobre
F=
4πε 0 r 2 esta carga é a soma vetorial das forças que cada uma das outras cargas exercem

ou: sobre ela:

1 (1,60 × 10 −19 C ) 2 (8,98 × 10 9 N m 2 /C 2 )(1,60 × 10 −19 C ) 2 r r


F= = = 12,9 N r N r q N q q0 N q r0 − ri
4π ε 0 (4,2 × 10 −15 m) 2 (4,2 × 10 −15 m) 2 F = ∑Fi = 0 ∑ r i r rˆ0 − rˆi = ∑ i r r (2.3)
i =1 4πε 0 i =1 r0 − ri 2
4πε 0 i =1 rr0 − rri 2
r0 − ri

r r
em que qi é a i-ésima carga do conjunto, r0 − ri é a distância entre q0 e a carga qi
ATIVIDADE 2.1
e rˆ0 − rˆi é o vetor unitário da direção que une a carga q0 à carga qi , cujo
Compare a magnitude da força gravitacional entre esses dois prótons com a magnitude
da força elétrica calculada no exemplo 2.1?
sentido é o de q0 para qi . Ou seja, cada carga interage com uma dada carga q0

independentemente das outras, e a força resultante sobre q0 é a soma vetorial de

cada uma dessas forças.


EXEMPLO 2.2

Duas bolinhas pintadas com tinta metálica estão carregadas. Quando estão afastadas
EXEMPLO 2.3
de 4,0 × 10 2 m atraem-se com uma força de 27×105 N. Encosta-se uma na outra sem
Três cargas Q1 = +1,5 mC, Q2 = −0,5 mC e Q3 = 0,2 mC estão dispostas como na
tocar-lhes com a mão. Afastando-as novamente até a distância de 4,0 × 10 2 m elas se
Figura 2.2 (1 mC = 10 −3 C). A distância entre as cargas Q1 e Q3 vale 1,2m e a
repelem com a força de 9×105 N. Explique porque a força mudou de atrativa para
distância entre as cargas Q2 e Q3 vale 0,5 m. Calcular a força resultante sobre a
repulsiva.
carga Q3
Solução: Vamos começar pensando nos princípios gerais de Física que envolvem
cargas: lei de Coulomb e conservação da carga. A lei de Coulomb nos diz que as
cargas vão se atrair porque as suas cargas são opostas. A conservação da carga nos Solução: Seja um sistema de coordenadas com origem na carga Q3 , e eixos dirigidos

42 43
como mostrado na Figura 2.2.

r
Figura 2.2 – Disposição das cargas elétricas do Exemplo 2.3 Figura 2.3: Diagrama das componentes do vetor força, F.

A força de Q1 sobre Q3 é repulsiva pois ambas as cargas são positivas; a força


EXEMPLO 2.4
de Q2 sobre Q3 é atrativa pois as cargas possuem sinais diferentes, Assim, temos
Uma carga Q é colocada em cada um de dois vértices da diagonal de um quadrado.
que: Outra carga q é fixada nos vértices da outra diagonal, conforme mostra a Figura 2.4 .
1 Q1 Q3 (1,5 × 10 −3 C )(0,2 × 10 −3 C ) Para que a carga Q do vértice inferior esteja sujeita à uma força eletrostática
Fx = = 9,0 ×10 9 N m 2 /C 2 = 1,88 × 103 N
4πε 0 r132 (1,2) 2 m 2
resultante nula, como devem estar relacionadas as cargas Q e q?
e:

1 Q2 Q3 (0,5 × 10 −3 C )(0,2 × 10 −3 C )
Fy = = 9.0 × 10 9 N m 2 /C 2 = 3,60 × 10 3 N
4πε 0 r23
2
0,5 2 m 2

Note que as equações acima nos dão o módulo das componentes da força total.
Portanto, nelas, as cargas entram sempre com sinal positivo. A direção e sentido das
forças componentes são determinadas com um diagrama, ver figura2.3. O módulo da
força resultante F é: Figura 2.4 – Disposição das cargas elétricas do exemplo 2.4.

F = F + F = 4,06 × 10 N .
x
2
y
2 3

Solução: Uma inspeção na figura nos mostra que as cargas Q e q devem ter sinais
Como a força elétrica é um vetor, temos que especificar sua direção e sentido. Se θ é
r opostos, para que não não haja força sobre Q . As forças eletrostáticas que atuam na
o ângulo que o vetor F faz com o eixo Ox, temos:
carga Q do vértice inferior do quadrado são mostradas na Figura 2.4. Temos que:
Fy 3,60 × 10 3
tg θ = = = 1.91 ⇒ θ = 62 o ,4.
Fx 1,88 × 10 3
∑F x = − FQQ cosα + FqQ = 0

∑F y = − FQQ senα + FqQ = 0

em que α é o ângulo que FQQ faz com o eixo Ox. Mas:

44 45
cosα = a/a 2 = 1/ 2 ,
1 Q2
FQQ = ,
4πε 0 2a 2
e
1 Qq
FqQ = .
4πε 0 a 2
Com esses valores, a condição de equilíbrio fica: Figura 2.5: Esferas condutoras suspensas.
1  Q2 1  1 Qq
−  + =0
4πε 0  2a 2 2  4πε 0 a 2
ATIVIDADE 2.3
 Q 2 1  Qq
−  2  + 2 = 0 Suponha que o gráfico da figura 2.6 corresponda a duas bolas de beisebol com massas
 2a 2  a 0,142 kg e cargas positivas iguais. Para cada bola determine o número de elétrons que
 Q  faltam e estime a fração destes elétrons faltantes em relação ao número de cargas
− +q =0
2 2 positivas.

Q
=q
2 2
Finalmente, levando em conta que as cargas tem sinais opostos, temos:

Q = −2 2 q
(o sinal negativo indica cargas de sinal contrário).

ATIVIDADE 2.2

Duas esferas condutoras de massa m estão suspensas por fios de seda de Figura 2.6- Gráfico de F F versus r .
comprimento L e possuem a mesma carga q , como é mostrado na Figura 2.5.:

(a) Considerando que o ângulo θ é pequeno, calcule a a distância x entre as


esferas, no equilíbrio, em função de q , m , L , ε0 e g .
2.3 A LEI DE COULOMB EM UM DIELÉTRICO

(b) Sendo L = 80 cm; m = 5,0 g e x = 10,0 cm, calcule o valor de q para


Suponhamos agora, que duas cargas Q1 e Q2 fossem colocadas no interior de
essa situação. Verifique se, com esses dados, a hipótese de que tg θ ≈ senθ é válida. um material dielétrico qualquer. A experiência nos mostra que, nesse caso, a interação
entre as cargas sofre uma redução, cuja intensidade depende do meio.
O fator de redução é denotado por k é chamado de constante dielétrica do
meio. Assim:

46 47
r 1 Q1 Q2
F= rˆ.
4π k ε 0 r 2 TABELA 2.1: CONSTANTE DIELÉTRICA PARA ALGUNS MATERIAIS

(2.5)
Material Constante
dielétrica (K)
Uma maneira de compreender esse fato é considerando uma situação simples. Vácuo 1,0000
Sejam duas placas condutoras situadas no vácuo, carregadas eletricamente com Ar 1,0005
cargas iguais mas de sinais contrários, conforme mostra a figura 2.7. Benzeno 2,3
Âmbar 2,7
Vidro 4,5
Óleo 4,6
Mica 5,4
Glicerina 43
Figura 2.7: Carga entre placas condutoras. Água 81

r
Colocando-se uma carga q entre as placas, uma força F atua sobre essa carga

devido às cargas nas placas.


Se essas placas forem preenchidas por um dielétrico, já sabemos que o
dielétrico ficará polarizado, como discutimos anteriormente: as cargas que
aparecem na superfície do dielétrico são denominadas cargas de polarização.

Figura 2.8: Polarização de um dielétrico entre placas carregadas

Na Figura 2.8 é fácil perceber que o efeito líquido dessa polarização será
neutralizar parcialmente as cargas das duas placas e portanto a força original (no

vácuo) Fo vai diminuir. O grau de polarização do meio vai nos dizer quantitativamente
o tamanho dessa diminução. A Tabela 2.1 mostra os valores da constante dielétrica de
alguns materiais.

48 49
Note da Figura 2.9 que a ação da força peso é anulada pela componente vertical da
tensão na corda Ty e a força elétrica, pela sua componente horizontal.
RESPOSTAS COMENTADAS DAS ATIVIDADES PROPOSTAS
Matematicamente, essas condições se expressam da seguinte maneira:

1 q2
ATIVIDADE 2.1 Tsenθ = FC =
4π ε 0 x 2

Usamos a lei de Newton de gravitação: e:

m 2 T cosθ = mg
p
F =G 2
r Agora, a melhor estratégia para eliminar a incógnita T é dividir as duas equações.
Com os valores dados, temos que: Teremos:

q2
tg θ =
(6,67 × 10 −11
N m /kg )(1,67 × 10
2 2 −27
Kg ) 2
4π ε 0 x 2 mg
Fg = = 1,05 × 10 −35 N .
(4,2 × 10 −15 m 2 ) Se tg θ ≈ senθ = x/2L (ver figura) então:
x q2 q 2 2L
= ⇒ x3 =
A força gravitacional é cerca de 1036 vezes menor que a força elétrica. Esse resultado
2 L 4π ε 0 x mg
2
4π ε 0 mg
Portanto:
nos diz que a força gravitacional é muito pequena para equilibrar a força eletrostática
1/3
 q2L 
existente entre os prótons no núcleo dos átomos. É por isso que temos que invocar a x =  
 2π ε 0 mg 
existência de uma terceira força, a força forte, que age entre os prótons e os nêutrons
(b) Temos:
quando estão no núcleo. A força forte é uma força atrativa. 1/2
 4π ε 0 mgx 3 
q = ±  ≈ 3,47 × 10 −15 = 5,9 × 10 −8 C
 2L 
ATIVIDADE 2.2 e
x 0,10
sen θ = = = 0,06
(a) Vamos estudar as forças que agem nas esferas: 2 L 2 × 0,80

cos θ = 1 − (0,06)2 ≅ 0,9964

Portanto a hipótese é verificada.

ATIVIDADE 2.3

r2 F
Vamos começar calculando a carga q , igual em ambas as bolas: q = .
Figura 2.9: Forças que agem nas eferas
1 / 4πε 0

50 51
Podemos escolher qualquer ponto na curva para calcular q . Por exemplo,
E2.2) Se as cargas do exercício E2.1 estiverem na glicerina, qual seria a resposta?
F = 9,0 ×10−6 N e r = 4,0 m, o que dá:

E2.3) Uma carga positiva Q= 2,0 μC é colocada em repouso e no vácuo, a uma


q = 4,0 m 2× 9,0 × 10 −6 N × 9,0 × 109 N m 2 /C 2 == 1,3 × 10−7 C = 0,13µC. distância de 1,0 m de outra carga igual. Ela então é solta. Calcule:
a) a aceleração da carga Q. Ela é igual à da outra?
Seja n o número de elétrons que faltam em cada bola: b) a velocidade dela depois de percorrer uma distância de 5,0 m

E2.4) Na Atividade 2.2, qual é o ângulo entre linhas que suportam as cargas elétricas,
q 1,3 × 10 −7 C
n= = = 7,9 × 1011 eletrons.
e 1,6 × 10 −19 C se uma carga vale o dobro da outra? Qual é a distância entre elas agora?

Num objeto neutro, o número de elétrons é igual ao número de prótons. A fração dos
PROBLEMAS

elétrons que falta é n/N p , onde N P é o número de prótons.


P1.1) Três cargas q1=-6,0 µC, q2=+2,0 µC e q3=+4,0 µC são colocadas em linha
Considerando que uma bola de beisebol tem massa de 0,142 kg e que metade
reta. A distância entre q1 e q2 é de 2,0 m e a distância entre q2 e q3 é de 3,5 m.
dessa massa é atribuída aos prótons e metade aos neutrons. Dividindo então a massa
Calcule a força elétrica que atua em cada uma das cargas.
de uma bola de beisebol pela massa de um par próton-neutron, obtemos uma

estimativa de NP : P1.2) Quatro cargas iguais Q, duas positivas e duas negativas, são dispostas sobre um
quadrado de lado a=1,0 m, de modo que cargas de mesmo sinal ocupam vértices
M 0,142kg opostos. Uma carga Q/2 positiva é colocada no centro do quadrado. Qual a força
NP = = = 4,25 × 10 25 prótons.
m p + mn 2(1,67 × 10 − 27 kg ) resultante que atua sobre ela?

E a fração de elétrons ausentes, então, é dado por: P1.3) No problema P1.2, qual deve ser a carga Q’ do centro do quadrado para que a
força resultante no centro do quadrado seja nula?

n 7,9 × 1011 elétrons que faltam


= = 1,86 × 10 −14. P1.4) Uma carga Q é dividida em duas: q e Q-q. Qual deve ser a relação entre Q e q se
NP 5 × 10 25 prótons
as duas partes, quando separadas a uma distância determinada sofrem uma força de
repulsão máxima?
O que quer dizer esse resultado? Significa que um em cada 5,4 × 1013 ou 1/(1,9 ×10−14 )
elétrons está ausente em cada bola. P1.5) Duas pequenas esferas carregadas positivamente possuem uma carga
combinada de 50 µC. Se elas se repelem com uma força de 1,0 N quando separadas
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO de 2,0 m, qual é a carga em cada uma delas?

E2.1) A que distância de uma carga elétrica Q=+3,50 mC deve ser colocada outra P1.6) Um cubo de lado a tem uma carga positiva em cada um de seus vértices. Qual é

carga q=2,70 mC, no vácuo, para que a força elétrica entre elas seja de 5,64 ×10 o módulo da força resultante que atua em uma dessas cargas?
9
N?

52 53
UNIDADE 2

CAMPO ELÉTRICO

Se uma corpo carregado se afastasse de você nesse exato momento você acredita
que sentiria instantaneamente os efeitos de diminuição da força elétrica, como
requer lei de Coulomb, ou como estabalece a lei de ação e reação na Mecânica
Newtoniana? Certamente não, porque as interações eletromagnéticas se propagam
no espaço com uma velocidade finita. Para remover essa dificuldade da ação à
distância, será introduzido nesta unidade o conceito de campo elétric. Assim, a
interação entre as cargas acontece através da interação com o campo criado pelas
outras cargas, e não diretamente pelas força das cargas entre si.

54 55
AULA 3: CAMPO ELÉTRICO agente físico, com existência independente da presença de outra carga com a qual
a carga original vai interagir, é o campo elétrico.

OBJETIVOS
Com a introdução do conceito de campo elétrico, podemos visualizar a
• DEFINIR O VETOR CAMPO ELÉTRICO E ESTABELECER SUAS PROPRIEDADES interação entre as cargas A e B de uma maneira diferente da força de Coulomb,
que é o resultado da interação direta entre cargas. Dizemos, então, que uma carga
• CALCULAR O CAMPO ELÉTRICO PARA UMA DISTRIBUIÇÃO DE CARGAS
PUNTIFORMES E PARA UM DIPOLO EÉTRICO ou uma distribuição de cargas cria um campo elétrico nos pontos do espaço em
torno dela e que este campo elétrico é responsável pelo aparecimento da força
• UTILIZAR OS CONCEITOS DE LINHA DE FORÇA
elétrica que atua sobre uma carga elétrica de prova colocada em qualquer desses
pontos.

Para verificar se existe um campo elétrico em um ponto P do espaço,


3.1 DEFINIÇÃO E DISCUSSÃO FÍSICA DO CAMPO ELETROSTÁTICO
utilizamos uma carga de prova positiva q0 , colocada nesse ponto; se houver um

As interações eletromagnéticas se propagam no espaço com uma velocidade campo elétrico nele, a carga de prova vai reagir como se estivesse sob a ação de

finita. Isto significa que, quando uma carga elétrica, como por exemplo a da Figura uma força de origem elétrica. A carga de prova (sempre positiva) deve ser

3.1, se desloca no espaço, a força elétrica que ela exerce sobre outra carga B varia, suficientemente pequena para não alterar o campo neste ponto.
mas não instantaneamente como requer a lei de Coulomb, ou como estabalece a lei
de ação e reação na Mecânica Newtoniana. O processo de transmissão da
A grandeza que mede o campo elétrico em um ponto P do espaço é o vetor
informação (no caso o deslocamento da carga A) requer um certo intervalo de
campo elétrico , definido da seguinte forma (Figura 3.2):
tempo, igual a ∆ t = d/c para se propagar, em que d é a distância entre as cargas
A e B e c é a velocidade da luz. r
r F
EP = P (3.1)
q0

Figura 3.1: Posição relativa de A e B em diferentes instantes.

Na eletrostática, a posição relativa, e consequentemente a distância entre as


cargas, é sempre constante; por isso, é razoável supor uma hipótese de ação
Figura 3.2: Campo elétrico em um ponto P, gerado por uma carga q.
instantânea entre essas cargas em repouso. Mas, no caso de cargas em
movimento, temos que achar uma forma de resolver o problema da ação a
distância.
onde q0 é uma carga positiva colocada em P. A direção do vetor é a linha que une o

ponto P à carga que gera o campo e o sentido é o mesmo que o da força elétrica,
r r
Se a força elétrica deixa de ser uma ação direta entre as cargas, torna-se FP , que atua sobre a carga q0 , e o sentido, o da força FP . Note que o campo
necessária a existência de um agente físico responsável pela transmissão da
elétrico em um ponto P do espaço é a força por unidade de carga que atua neste
informação (isto é, da força) entre uma carga e outra (no caso, de A para B). Esse
ponto. Ele depende, portanto do meio em que as cargas que geram o campo estão

56 57
colocadas. 3.2 Distribuição de cargas elétricas

A unidade de campo elétrico é obtida das unidades de força e de carga


Consideremos agora uma distribuição de cargas puntiformes como na figura
elétrica. No SI, ela é o Newton por Coulomb (N/C).
3.3:

O campo elétrico é uma grandeza vetorial, que depende do ponto no


espaço onde se encontra. Na Física existem outros tipos de campos, como, por
exemplo, o campo de pressão dentro de uma flauta que está sendo tocada. Uma
diferença importante é que o campo de pressão p( x, y, z, t ) , embora também
dependa do ponto no espaço e do tempo, é um campo escalar, isto é, à ele não
estão associados direção e sentido naquele ponto, como no caso do campo elétrico.

EXEMPLO 3.1

Calcular o campo elétrico gerado por uma carga positiva Q em um ponto P situado à
distância r dela. Figura 3.3: Distribuição de cargas puntiformes.

Solução: Como a força elétrica exercida por uma carga Q sobre uma carga de prova
Devido ao Princípio da Superposição o campo elétrico sobre a carga de prova
positiva q0 , situada no ponto P, à distância r de Q, é:
q0 no ponto P é dado pela soma dos campos elétricos das cargas individuais, como

se as outras não existissem:


r 1 Qq0
FP = rˆP
4π ε 0 rP2 r r
r 1 n
qi 1 n
qi rp − ri
Da equação (3.1), temos, no ponto P da figura 3.2: E=
4π ε 0
∑ (r
i =1 − ri ) 2
rˆi =
4π ε 0
∑ (r
i =1
r r
− ri ) 2 | rp − ri |
(3.2)
p p

r
r F 1 Q q0 1 1 Q
EP = P = . rˆP = rˆP onde r̂i é o vetor unitário da direção que une as cargas q0 e qi , com
q0 4π ε 0 rP2 q 0 4π ε 0 rP2
sentido da carga que gera o campo para a carga de prova, e é dado por:

Note que a equação acima nos dá o módulo do vetor. A direção é a da reta que une P a
r r
rp − ri
Q .Como Q é positiva (e q0 , por definição é positiva), o campo tem sentido de Q rˆi = r r (3.3)
| rp − ri |
para P.

Um erro muito comum ao resolver problemas envolvendo distribuições de


r r r r
ATIVIDADE 3.1 carga é usar rP (ou ri ) no lugar de rp − ri . A lei de Coulomb nos diz que a

Qual é a expressão do vetor campo elétrico gerado por uma carga elétrica negativa distância que deve ser colocada nesse denominador é a distância entre as duas
r r
no ponto P do Exemplo 3.1? cargas cuja interação está sendo considerada. E essa distância não é rP ou ri mas
a diferença desses vetores. Por isso, em todo problema de eletrostática é muito
importante escolher um sistema de referência arbitrário e definir todas as

58 59
distâncias envolvidas no problema de forma consistente com essa escolha. em que x = 0,50 m é a distância de P à carga Q.
Como as cargas são positivas, elas repelirão uma carga de prova. Então, o
Preste muita atenção na definição do vetor que localiza o ponto P (de
campo gerado pela carga Q está dirigido para a direita na figura 3.4, enquanto que
observação, onde colocaremos a carga de prova), no ponto referente à carga que
r o gerado pela carga q , está dirigido para a esquerda. Assim, temos, para o módulo
gera esse ri e na distância entre as cargas, que você vai usar na lei de Coulomb.
do campo resultante em P:
Isto também vai ser igualmente importante quando estivermos calculando campos
de distribuições contínuas de carga.
r  1 Q 1 q ˆ
E= − i
 4π ε 0 x 2
4π ε 0 ( x − L) 2 
EXEMPLO 3.2

Dadas duas cargas Q = 2,0 × 10−6 C e q = 1,0 × 10−6 C, separadas pela distância em que os termos entre colchete correspondem ao módulo do campo elétrico.
Podemos obter uma outra solução com o desenho dos vetores campo elétrico e do
L = 1,0 m. Determine o campo elétrico em um ponto P situado a uma distância
eixo de coordenadas. O campo da carga Q está dirigido no mesmo sentido que o
x = 0,50 m de Q . unitário i do eixo, enquanto que o campo da carga q, tem o sentido oposto, de
modo que:

1 Q q  1  Q ( L − x) 2 − q x 2 
E= − =

4π ε 0  x 2
( x − L)  4π ε 0  x 2 ( x − L) 2 
2

Figura 3.4: Configuração de cargas para o exercício.

Desenvolvendo o colchete, obtemos:


SOLUÇÃO: Consideremos um eixo de coordenadas ao longo da linha Qq , com 1  (Q − q) x 2 − 2Q L x + Q L2 
E=
origem na carga Q e dirigido para a carga q . Seja iˆ o unitário do eixo (dirigido 4π ε 0  x 2 ( x − L) 2 

portanto para a direita na figura 3.4). Os vetores-posição das cargas Q e q, e do Colocando os valores numéricos vem: E = 3,6 × 104 N/C.
ponto P são, respectivamente:

r r r
rP = x iˆ rQ = 0 iˆ rq = L iˆ ATIVIDADE 3.2
Então: Suponha agora que a carga q no exemplo 3.2 seja negativa. Qual a intensidade do
r r r r
rP − rQ = x iˆ e rP − rq = ( x − L) iˆ campo no ponto P?

r r
Note que, como x < L , o vetor rP − rq é negativo e o seu unitário vale: ATIVIDADE 3.3
r r
rp − ri x−L ˆ No Exemplo 3.2, calcule o ponto em que o campo elétrico é nulo.
r r = i = −iˆ
| rp − ri | | x − L |
Temos, para os campos elétricos gerados por cada uma das cargas: 3.3 O DIPOLO ELÉTRICO
r 1 Q ˆ r 1 q
EQ = i e Eq = − iˆ
4π ε 0 x 2 4π ε 0 ( x − L) 2 Um dipolo elétrico é constituido por duas cargas elétricas iguais e de sinais

60 61
contrários, separadas por uma distância pequena em relação às outras distâncias Vetorialmente, podemos escrever que:
relevantes ao problema. r+ = y P ˆj − a kˆ
Determinemos uma expressão para a intensidade do campo elétrico no r
r− = y P ˆj + a kˆ,
plano bissetor perpendicular de um dipolo (Figura 3.5). Para isso, vamos começar a
r r
E em um ponto P neste plano bissetor. Antes de mais nada, r y ˆj − a kˆ
calcular o vetor rˆ+ = ++ = P (3.7)
conforme discutimos, vamos escolher um sistema de referência, localizar r y P2 + a 2
vetorialmente as cargas que geram o campo, localizar o ponto de observação e a e
distância que deve ser usada na lei de Coulomb, para cada carga. r
r− y ˆj + a kˆ
rˆ− = = P (3.8)
r− y P2 + a 2

Substituindo essas expressões na expressão do campo resultante, obtemos:


r r r 1 2aq
E = E + + E− = − kˆ
4π ε 0 ( y P2 + a 2 ) 3/2
(3.9)

De fato, só haverá componente do campo na direção k̂ , como havíamos


discutido.

Note que esta é a intensidade do campo elétrico no ponto P à distância yP


Figura 3.5: O dipolo elétrico e seu campo elétrico no ponto P. do eixo do dipolo elétrico. O sinal negativo indica que o campo gerado pelas cargas
tem sentido oposto ao eixo Oz.
É muito importante desenhar os vetores campo elétrico no ponto e verificar
(como é o caso aquí) se existe alguma simetria que possa facilitar o cálculo. No Dado o módulo das cargas q e a distância entre elas, 2 a , o que significa
caso do dipolo elétrico, é fácil perceber que não haverá componente de campo
dizer "distâncias do ponto P ao dipolo ( y P ) muito maiores do que a separação entre
resultante no eixo y, apenas na direção z , pois os módulos do campo gerado pela
r r as duas cargas (2a) "?
carga positiva ( E + ) e pela carga negativa ( E − ) são idênticos e suas projeções

sobre o eixo y são iguais e de sentidos opostos (o eixo x é bissetriz do eixo do


Esse tipo de limite é muito comum e importante em Física. No caso, isso
dipolo elétrico). Vamos escrevê-los: pode ser dito matematicamente em termos de uma desigualdade:
a
r << 1 (3.10)
1 q yP
E+ = rˆ+ (3.4)
4π ε 0 r+2
Neste caso, a expressão anterior pode ser escrita como:
e
r 1 q
E− = rˆ− (3.5) r 1 2a q 1
4π ε 0 r− 2 E=− kˆ (3.11)
4π ε 0 y P3  a2 
3/2

Em termos dos dados do problema, temos que: 1 +  2 


 yP 
r+ ≡ r− = y P2 + a 2 (3.6)

62 63
ou, com a condição acima temos que: 1867) como uma maneira de visualizar o campo elétrico.
Como sabemos, uma carga puntual Q que, cria um campo radial no espaço
r 1 2a q ˆ r
E≅− k à sua volta. Em cada ponto do espaço temos um vetor campo elétrico E , cujo
4π ε 0 y P3
módulo diminui à medida que nos afastamos da carga, conforme mostra a figura
(3.12) 3.6.

Isto é, o campo do dipólo elétrico é inversamente proporcional ao cubo da

distância y P . Observe que esse mesmo resultado poderia ser obtido através da

expansão binomial para (1 ± x )− n válida para x 2 << 1 (veja o apêndice D).

O termo p = 2aq é denominado momento do dipólo elétrico. Essa


r
grandeza define o vetor momento do dipólo elétrico p , que se situa na direção Figura 3.6: Linhas de força do campo elétrico de uma carga puntual positiva (lado
esquerdo) e negativa (lado direito).
que as cargas e tem o sentido da carga negativa para a carga positiva. Em
termos de p , podemos escrever que:
Se a carga que cria o campo elétrico for positiva, o vetor campo
elétrico estará dirigido para fora, como pode se ver no lado esquerdo da
r 1 p ˆ
E=− k (3.13) figura 3.6. Se a carga que cria o campo elétrico for negativa, o vetor campo
4π ε 0 y P3 elétrico estará dirigido para a carga, como pode se ver no lado direito da
figura 3.6.

EXEMPLO 3.3
As linhas de força são linhas contínuas que unem os pontos aos quais o
campo elétrico é tangente. É errado pensar que essas linhas possuem existência
O momento de dipólo elétrico de uma molécula de água é p = 6,2 × 10−30 C.m.
real, algo como fios elásticos ou cordas. Elas apenas ajudam a representar de uma
Calcule o campo elétrico para um ponto y P localizado à 1,0m do dipólo.
forma diagramática a distribuição do campo no espaço e não têm mais realidade do
que os meridianos e os paralelos do globo terrestre.
SOLUÇÃO: Utilizando a equação 3.13 obtém-se que
No entanto, pode-se fazer com que essas linhas tornem-se "visíveis". Se
−30
1 p 1 6,2 × 10 C.m fizermos uma solução de cristais isolantes num líquido viscoso e mergulharmos
E=− = .− = 5,6 × 10 − 20 N / C .
4π ε 0 y P3 4π ε 0 (1,0m )3 nesse líquido vários corpos carregados, os cristais localizados nas proximidades
desses corpos irão formar cadeias ao longo das linhas de força. A figura 3.7 nos
mostra as linhas de força geradas por duas cargas puntiformes, na região do
ATIVIDADE 3.4 espaço próxima a elas.

Verifique se o ponto y P = 1,0m pode realmente ser considerado distante do dipólo?

3.4 LINHAS DE FORÇA

O conceito de linhas de força foi introduzido por Michael Faraday (1791 –

64 65
r r
r F QE
a= = (3.14)
m m

Note que a aceleração da carga tem a mesma direção do campo e, que,


portanto, é constante em módulo e direção. O sentido da aceleração depende da
carga ser positiva ou negativa. No primeiro caso, a aceleração tem o mesmo
sentido que o campo elétrico; no segundo, tem o sentido contrário.

Figura 3.7: Linhas de força de um campo elétrico gerado por cargas de mesmo
Uma maneira de produzirmos um campo elétrico uniforme consiste em
sinal (positivas; lado esquerdo) e cargas de sinais contrários (lado direito).
colocarmos duas placas planas e paralelas, carregadas com cargas elétricas de
Além de nos fornecer a direção e o sentido do campo elétrico, a densidade
sinais opostos, uma próxima da outra, mas separadas de uma distância menor que
de linhas de força, isto é, o número de linhas de força por unidade de área
as dimensões das placas. Por simetria, podemos ver que, na região entre as placas,
dão informação sobre a intensidade do campo elétrico sobre uma certa
o campo estará sempre dirigido da placa positiva para a negativa. Observe o
superfície. No caso da carga puntiforme, como vemos na figura 3.6, se tomarmos
Exemplo 3.4.
uma superfície esférica de área 4πR 2 , a densidade de linhas sobre essa superfície
será N/4π R 2 , onde N é o número de linhas de força que atravessa a superfície.
EXEMPLO 3.4

Uma carga elétrica positiva Q=2,0μC e massa de 0,50g é atirada horizontalmente


ATIVIDADE 3.5 em uma região entre duas placas planas e paralelas horizontais, com a placa
positiva abaixo da negativa (Figura 3.8). A separação das placas vale d = 1,0 cm e
Desenhe o vetor campo elétrico para vários pontos da figura 3.7. Existe algum
a carga entra na região das placas a uma altura de d/2 da placa inferior. Se a
lugar que o campo seja nulo? Qual seria a mudança nas linhas de força caso as
velocidade da carga for na horizontal e de módulo 1,40 m/s e o campo elétrico
cargas no lado esquerdo da figura 3.7 fossem negativas?
entre as placas 2,40 x 10 N/C, qual a velocidade da carga elétrica quando ela se
chocar com a placa negativa?

3.5 CARGAS ELÉTRICAS EM UM CAMPO ELÉTRICO UNIFORME

Um campo elétrico é uniforme em uma região do espaço quando em


qualquer ponto dessa região o vetor campo elétrico é constante (em módulo,
direção e sentido). Nesse caso, as linhas de força do campo na região considerada
são linhas retas e paralelas entre si. Figura 3.8: Carga lançada em um campo elétrico uniforme.

Quando uma carga elétrica Q entra em um campo elétrico uniforme, ela Solução: Seja um sistema de coordenadas com origem na posição em que a carga
sofre ação de uma força elétrica constante, cujo módulo é dado pela lei de elétrica entra na região entre as placas, com eixo Oy vertical e com sentido para
Coulomb. Portanto, seu movimento é um movimento acelerado, com um vetor cima (da placa positiva para a negativa); e eixo Ox perpendicular a Oy como
aceleração dado pela segunda lei de Newton: mostra a figura 3.8. O campo elétrico está dirigido de baixo para cima, de modo
que o vetor campo elétrico é:

66 67
 = 0 ̂ + 2,40  10 ̂. O vetor velocidade da carga ao se chocar com a placa negativa é:

Então a aceleração da carga está dirigida para cima (a carga é positiva) e vale:
r
v = v x iˆ + v y ˆj = (1,40 iˆ + 0,69 ˆj ) m/s.

r QE ˆ 2,0 ×10 −6 C × 2,40 ×10 4 N / C ˆ m O seu módulo é:


a= j= j = 96,0 2 ˆj.
m 0,50kg s
v = [v x2 + v y2 ]1 / 2 = 1,56 m/s.

O movimento da carga elétrica é idêntico ao de um projétil. O vetor velocidade O ângulo que a velocidade faz com o eixo Ox é:
inicial da carga é:
vy
v = tgθ = = 0,493,
vx
r m
v0 = (v0 ) x iˆ + (v0 ) y ˆj = 1,40 iˆ. o que dá θ=26°,2.
s

Como a aceleração é vertical, o movimento da carga ao longo de Ox é retilíneo e


uniforme; ao longo de Oy ele é uniformemente acelerado no sentido positivo de
ATIVIDADE 3.6
Oy. Então, para um dado instante t depois da entrada no campo elétrico, temos:
No Exemplo 3.4, qual a distância horizontal percorrida pela carga até se chocar
QE
v x = (v0 ) x = 1,40 m/s v y = at = = 96,0 t m/s com a placa?
m

Integrando cada equação de 0 até t pode se obter x(t) e y(t). Ou seja,

1 2 1 ATIVIDADE 3.7
x = (v 0 ) x t = 1,40 t m y= at = 96,0 × t 2 m
2 2
O Exemplo 3.4 sugere um método para separar cargas positivas e negativas de um
Para determinar a velocidade quando a carga se choca contra a placa negativa, feixe de cargas que contém uma mistura delas. Suponha que o feixe seja
temos que calcular o intervalo de tempo entre o instante em que a carga entra no constituído por prótons e elétrons. Se as partículas tiverem a mesma velocidade
campo (t=0) e o instante em que ela se choca (t). Para isso, basta observar que, inicial ao entrar na região entre as placas, onde o campo elétrico é uniforme, qual
quando a carga se choca com a placa negativa, ela percorreu uma distância deles percorrerá maior distância dentro deste campo até se chocar com a placa?
vertical y=d/2. Levando esse valor na expressão de y(t) e resolvendo a equação
para t, obtemos:

t = 2 y / a = 2d / 2 a = d / a .

Com este valor de y na expressão da componente v y da velocidade, obtemos:

v y = a d / a = ad = 96,0 × 0,50 × 10 −2 = 0,69 m/s.

68 69
RESPOSTAS COMENTADAS DAS ATIVIDADES PROPOSTAS (Q + q) x 2 − 2Q L x + Q L2 = 0
ATIVIDADE 3.1 que, desenvolvido e com os valores numéricos, dá:

z 2 − 4,0z + 2,0 = 0
O módulo do campo é calculado exatamente da mesma forma que no Exemplo 3.1,
O determinante dessa equação de segundo grau é ∆ = 16 − 8 = 8 e as soluções são:
pois a carga Q , embora seja negativa agora, entra na fórmula em módulo. O que
4+ 8 4− 8
se modifica agora é que a força F é atrativa e, portanto, como o sentido do campo é z1 = = 3,4 e z2 = = 0,59.
2 2
o mesmo da força, o vetor campo elétrico passa a ter sentido de P para a carga Q.
Como z é a distância à carga Q , sua unidade é metro. A primeira raiz da equação
Então:
não satisfaz ao problema porque o ponto com esta coordenada não está entre Q e
r 1 Q
E=− rˆ. q . Logo, a solução procurada é z = 0,59 m.
4π ε 0 r 2
ATIVIDADE 3.2:
ATIVIDADE 3.4

Nesse caso, temos: Para verificar se o ponto y P = 1,0m pode realmente ser considerado distante do

1 Q 1 q a
E= + , dipólo temos de verificar se a razão << 1. Como a molécula de água tem 10
4π ε 0 x 2 4π ε 0 ( L − x) 2 yP
elétrons (oito do oxigênio e dois dos hidrogênios) ela terá 10 cargas positivas. Se o
pois a carga q irá atrair a carga de prova q0 colocada em P. Então:
momento de dipólo elétrico é dado por p = 2aq temos que:
1 Q q  1  Q ( L − x) 2 + q x 2 
E= + = . −30
6,2 × 10 C .m

4π ε 0  x 2
( L − x)  4π ε 0  x 2 ( L − x) 2 
2 p
a 2q 2 (10 × 1,60 × 10 −19 C )
Desenvolvendo o colchete, obtemos: = = ≅ 10 − 20 << 1 ,
yP yP 1,0m
1  (Q + q ) x 2 − 2Q L x + Q L2 
E= .
4π ε 0  x 2 ( L − x) 2  validando o uso da equação 3.13. Como pode se ver, 1,0m é realmente muito
Com os valores numéricos, temos: distante do dipólo elétrico.

E = 4,3 × 105 N/C.


ATIVIDADE 3.5

ATIVIDADE 3.3
Como as cargas têm o mesmo sinal, o ponto em que a intensidade do campo O vetor campo elétrico deve estar sempre tangente à linha de força no ponto em

elétrico é nula deve estar situado entre as cargas. Seja z a distância deste ponto à questão, no mesmo sentido apontado pela linha de força. Nas regiões onde a
densidade das linhas de força diminui, o tamanho do vetor campo elétrico também
carga Q . Então, como no Exemplo 3.2:
deverá diminuir. Por exemplo, à medida que se afasta das cargas a densidade das
1 Q 1 q
E= − = 0, linhas de força diminui indicando que o valor do campo deve diminuir (e portanto o
4π ε 0 x 2 4π ε 0 ( L − x) 2
tamanho do vetor).
ou ainda:

1  (Q + q) x 2 − 2Q L x + Q L2  O campo elétrico será nulo no ponto médio entre as cargas positivas no lado
E=  = 0.
4π ε 0  x 2 ( L − x) 2  esquerdo da figura 3.7 (veja a densidade das linhas de força). Observe, no entanto,

Para que E = 0 , basta que o numerador seja nulo. Assim: que à medida que se afasta das cargas o campo elétrico fica grande e direcionado
radialmente para fora (maior adensamento das linhas de força).

70 71
informações na literatura e compartilhe com seus colegas no fórum.
No caso do dipolo no lado direito da figura 3.7 não há ponto onde o campo seja
nulo. Observe que à medida que se afasta das cargas o campo do dipólo é pequeno EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO
e direcionado no sentido da carga positiva para a negativa (novamente observe o
adensamento das linhas de força entre as cargas e sua diminuição longe delas). E3.1) Duas cargas, Q e 2Q são separadas por uma distância R. Qual é o campo
elétrico gerado no ponto em que se localiza cada carga?
Se as cargas fossem negativas no lado esquerdo da figura 3.7 o sentido das setas
ficaria invertido. E3.2) Considerando o raio orbital do elétron em torno do núcleo de Hidrogênio

como r = 5,29 × 10 −9 cm qual seria o momento de dipolo do átomo de Hidrogênio se


ATIVIDADE 3.6
o elétron ficasse parado na sua órbita?
Conhecido o intervalo de tempo t que a carga Q levou para se chocar contra a placa
negativa, a distância horizontal percorrida por ela, do instante inicial t=0 até o
E3.3) No Exemplo 3.3, se o campo elétrico for dado por:
instante t é: r
E = 3,25 × 10 4 iˆ + 2,40 × 10 4 ˆj . Qual será a velocidade da carga elétrica ao se chocar
x = (v0 ) x t = (v0 ) x d / a = 1,40 × 0,0050 / 96,0 = 1,01×10 −2 m.
com a placa?

ATIVIDADE 3.7

A aceleração da carga é a = (QE)/m; portanto, diretamente proporcional ao valor


da carga e inversamente proporcional à sua massa. As cargas do próton e do
elétron são iguais, mas a massa do próton é cerca de 1800 vezes maior que a do
elétron. Portanto, a aceleração do próton é menor que a do elétron e ele deve levar
mais tempo para chegar à placa que o elétron. Como o movimento horizontal das
duas cargas é o mesmo (retilíneo e uniforme), o próton deve se chocar contra a
placa negativa mais longe que o elétron.

PENSE E RESPONDA

PR4.1) A Lua poderia ser usada como uma carga de prova para testar o campo
gravitacional da Terra? Se não, por quê?

PR4.2) As linhas de campo elétrico podem se cruzar? Explique!

PR4.3) Duas cargas q1 e q2 de mesmo módulo estão separadas por uma distância
de 10m. O campo elétrico ao longo da linha que as une é nulo em um certo ponto
entre elas. O que você pode dizer sobre essas cargas? É possível ter campo elétrico
nulo para algum outro ponto, exceto é claro, no infinito.

PR4.3) Do que se trata o “Experimento da gota de óleo de Milikan”. Busque

72 73
AULA 4: CÁLCULO DO CAMPO ELÉTRICO PARA
DISTRIBUIÇÕES CONTÍNUAS DE CARGA EM UMA DIMENSÃO

OBJETIVOS

• CALCULAR O CAMPO ELÉTRICO PARA DISTRIBUIÇÕES CONTÍNUAS DE CARGA EM UMA


DIMENSÃO

4.1 COLOCAÇÃO DO PROBLEMA GERAL Figura 4.1: Problema geral do cálculo do campo elétrico

r
Apesar da carga elétrica ser quantizada, podemos falar em distribuição contínua Vamos escrever o campo elementar dEdq gerado pelo elemento de carga dq
de cargas porque o número de cargas em um corpo é muito grande. Vamos discutir
em um ponto P do espaço:
agora como calcular o campo de uma distribuição contínua de cargas no caso
unidimensional. Embora muitos livros textos dêem a ideia de que a força de Coulomb,
r 1 dq
o campo eletrostático e a lei de Gauss (a ser discutida mais tarde) são coisas dE dq = r r rˆ. (4.1)
4π ε 0 | rP − r ' | 2
completamente independentes, isso não é verdade; é sempre a lei de Coulomb que
está fundamentando os três tópicos. A diferença agora é que não estaremos mais
r r
falando de cargas puntiformes, mas aplicando a lei de Coulomb a elementos Note bem que rP − r ' é um vetor de origem no elemento de carga dq e
r
infinitesimais da distribuição, integrando sobre todos eles depois. Nesta etapa, o extremidade no ponto P cuja posição é dada pelo vetor rP . A direção e sentido
conceito fundamental é o Princípio da Superposição. r
do vetor dEdq são dadas pelo vetor unitário:

Outra vez vamos proceder da mesma maneira que fizemos no caso de cargas
r r
puntiformes: escolher um sistema de referência que será um elemento infinitesimal de
r − r'
rˆ = rP r . (4.2)
| rP − r ' |
carga dq arbitrariamente localizado (não use pontos estratégicos; esse elemento
de carga deve estar arbitrariamente localizado, de acordo com o sistema de referência
Para conhecer o campo resultante devemos integrar sobre todos os
que você escolheu). Identifique as três distâncias: rP , a localização do ponto de
elementos de carga (aqui entra o Princípio da Superposição):
observação, r′ , a localização do elemento arbitrário de carga e a distância
entre dq e o seu ponto de observação. A figura 4.1 ilustra essa situação. r r 1 dq
4π ε 0 ∫ (| rP − r ' |) 2
E R ( rP ) = r r rˆ. (4.3)

Se a distribuição de cargas não for homogênea, o elemento de carga pode


depender do ponto r′ . Em geral, podemos escrever:

74 75
b
r x= , (4.7)
dq = ρ ( r ' ) dV ′ a
(4.4) reescreva sua resposta em termos de x e faça a expansão. Algumas expressões
podem ser encontradas no Apêndice D.
r
onde ρ (r ' ) é a densidade volumétrica de cargas (número de cargas por unidade de
r 4.2 CÁLCULO DO CAMPO ELÉTRICO EM DISTRIBUIÇÕES
volume) no ponto de vetor-posição r ' e dV ′ é o elemento de volume (você vai
integrar sobre as variáveis dentro da distribuição de cargas, não sobre um
UNIDIMENSIONAIS DE CARGA

volume arbitrário).
Vamos começar com um exemplo simples que tem como objetivo ressaltar a

Com isso, a expressão mais geral para o campo eletrostático gerado por uma importância de formular corretamente a lei de Coulomb no referencial escolhido. Além

distribuição de cargas contínuas em um ponto cuja posição é especificada pelo vetor disso, vamos mostrar explicitamente que a sua resposta obviamente não pode
r depender da escolha do referencial que você fizer. No entanto, é fundamental formular
rP é:
o problema de forma consistente com sua escolha.

r
r r 1 ρ ( r ' ) dV ′ r r
E ( rP ) =
4π ε 0 ∫ (| rr
P
r
− r ' |) 3
( rP − r ' ). (4.5)
EXEMPLO 4.1

Uma barra isolante de comprimento L uniformemente carregada com densidade

de carga linear λ . Calcule o campo elétrico a uma distância xP de uma das


4.1.2 FERRAMENTAS MATEMÁTICAS IMPORTANTES extremidades da barra, na direção da mesma.

Além dos pontos que já enfatizamos no que se refere a montar o problema, RESOLUÇÃO: Vamos começar formulando o problema em um referencial com origem
para resolver problemas que envolvem o cálculo do campo elétrico de distribuições O na extremidade esquerda da barra e eixo Ox com sentido para a direita, ilustrado na
contínuas de carga, é importante ter familiaridade com os vários elementos de volume
figura 4.2. Seja iˆ o unitário da direção do eixo.
dV ′ que podem aparecer. No caso unidimensional, onde temos uma distribuição
linear de cargas, o elemento de volume dV ′ se transforma em elemento de
comprimento dx’ ; a densidade volumétrica de cargas se reduz à densidade linear λ
(número de cargas por unidade de comprimento).

Outra ferramenta matemática importante é a expansão em série de Taylor.


Uma das muitas utilizadas é:
1 1
= 1 − x + x 2 − L se x << 1. (4.6)
1+ x 2
Sempre que você tiver que tomar limites conhecidos a partir de alguma
Figura 4.2: Campo elétrico criado por uma barra com referencial na extremidade.
expressão complicada e se isso envolver, por exemplo, que algum parâmetro a seja
muito maior que outro b , construa x de modo que:

76 77
As distâncias relevantes ao problema são: Vamos agora resolver o mesmo problema com a origem do referencial no
ponto meio da barra, mostrado na figura 4.3.
a) A distância x′ que localiza dq no referencial em questão;
b) A distância xP + L que localiza o ponto de observação;
c) A distância "da lei de Coulomb" xP + L − x′ , distância entre dq e o ponto de
observação.

A direção do campo está desenhada na figura 4.2. nnão se esqueça de sempre


desenhar o campo - frequentemente haverá simetrias que podem simplificar seus
cálculos. O elemento diferencial do campo gerado por dq é: Figura 4.3: Campo elétrico criado por uma barra. Origem do referencial no meio
da barra.

r 1 dq
dE dq = iˆ. Da mesma forma que antes, temos:
4π ε 0 ( x P + L − x ′) 2
a) A distância x′ que localiza dq no referencial em questão;
Então:
r 1 L dq b) A distância xP + L/2 que localiza o ponto de observação;
E=
4π ε 0 ∫
0 ( x P + L − x ′) 2
iˆ.
(c) A distância "da lei de Coulomb" xP + L/2 − x′ , distância entre dq e o ponto
Mas dq = λ dx′ . Para integrar, fazemos a transformação de variáveis u = xP + L − x′ , o de observação.

que dá: du = − dx′ . Os limites de integração tem de ser mudadas. Para x′ = 0 , r 1 dq


Então: dE dq = iˆ
4π ε 0 ( x P + L/2 − x ′) 2
devemos ter u = xP + L ; para x′ = L , u = xP . A integral fica:

λ xP − du λ −1 xP λ 1 1 
4π ε 0 ∫x P + L u 2
=+ u |x +L =  − . r 1 + L/2 dq
4π ε 0 ∫− L/2 ( x P + L/2 − x ′) 2
4π ε 0 P 4π ε 0  x P x P + L  e: E= iˆ.

r λ L
Finalmente: E= iˆ. A mudança de variável é agora: u = xP + L/2 − x′ , com os limites de integração: para
4π ε 0 x P ( x P + L )
x′ = −l/2 , u = x P + L ; para x′ = + L/2 , u = x P . A integral fica:

Agora vamos fazer um limite cuja resposta conhecemos, para testar o resultado
+ L/2 xP
obtido: sabemos que quando estamos muito longe da barra ( xP >>> L) devemos obter ∫ dx ′ = − ∫ du ,
− L/2 xP + L

o resultado da carga puntiforme, pois o tamanho da barra fica irrelevante. De longe r λ L


Q = λ L na origem. Note que: dando: E= iˆ,
vamos ver uma carga 4π ε 0 x P ( x P + L )
que é o mesmo resultado que antes. Isto significa que o resultado é independente da
r 1 λL ˆ Q
E≅ i= iˆ ( x P >> L ). escolha do referencial. A próxima atividade usa o conhecimento que você já deve ter
4π ε 0 x P2 4π ε 0 x P2 adquirido no problema, incluindo agora um ingrediente novo.

78 79
1 λ dx ′
ATIVIDADE 4.1 dE dq = [( x P − x ′) iˆ + y P ˆj ].
4π ε 0 [( x P − x ′) 2 + y P2 ]3/2
Considere que cada metade da barra isolante do Exemplo 4.1 está carregada com

diferentes densidade de carga linear λ1 e λ2 . Calcule o campo elétrico a uma distância r


Note que neste caso o vetor unitário que dá a direção de dE dq é:
xP de uma das extremidades da barra, na direção da mesma.
( x P − x ′) iˆ + y P ˆj
eˆ = ,
[( x P − x ′) 2 + y P2 ]1/2
No exemplo 4.2 vamos calcular o campo elétrico para pontos sobre o
daí o fator [( xP − x′) 2 + y P2 ]3/2 no denominador. A intensidade do campo elétrico é,
eixo vertical da barra.
então:
r  λ x0 + L ( x P − x ′) dx ′  ˆ
EXEMPLO 4.2 EGeral ( x P , y P ) = 
 4π ε 0
∫x0 i
[( x P − x ′) 2 + y P2 ]3/2 
Considere um fio de comprimento L com densidade superficial de carga λ
uniformemente distribuída, como mostra a figura 4.4. Determine o campo elétrico
 λ x +L dx ′  ˆ
+ yP ∫ 0 2 3/2 
j.
no ponto P ( xP , y P ) .
 4π ε 0
x0 [( x P − x ′) 2
+ y P ] 

A segunda integral é mais simples. Vamos começar por ela:

x0 + L dx ′
I2 = ∫ .
x0 [( x P − x ′) 2 + y P2 ] 3/2

A integral pode ser calculada fazendo a transformação de variáveis: u = xP − x′ tal que


du = − dx ′ . O limite de integração para x′ = x0 fica u 0 = x P − x 0 ; e para x′ = x0 + L fica

u1 = x P − x0 + L . Então, a integral fica:


Figura 4.4: Campo elétrico gerado por um fio uniforme. u1 − du
∫u0 (u 2 + y P2 ) 3/2
.

RESOLUÇÃO: Este é o caso mais geral que podemos construir. Note a posição

genérica do sistema de referência e do ponto de observação. Uma nova substituição de variáveis: u = y P tg θ tal que du = y P sec 2 θ dθ
a) Localização do ponto P : x P iˆ + y P ˆj u
onde θ = arctg
b) Localização de dq : x′iˆ yP

c) Localização do vetor distância entre dq e P : ( x P − x ′) iˆ + y P ˆj


u0 u1
Temos: nos dá os seguintes limites de integração: θ 1 = arctg , θ 2 = arctg
yP uP

80 81
Assim:

u1 − du θ − y sec 2 θ dθ θ − y sec θ dθ
2
Uma nova substituição de variáveis: u = y P tg θ tal que du = y P sec 2 θ dθ
∫u0 (u + y P )
22 3/2
= ∫ 2 2 P2
θ1 ( y
P tg θ + y P )
2 3/2
=∫2 3P 2
P tg θ + 1)
θ1 y (
u
onde θ = arctg
yP
tg θ + 1 = sec 2 θ temos que:
2
Lembrando que u0 u1
nos dá os seguintes limites de integração: θ 1 = arctg , θ 2 = arctg
yP uP
1 θ2 − dθ 1 θ2 1 θ
= ∫θ = ∫θ − cos θ dθ = senθ |θ 2 .
y P2 1 secθ y P2 1 y P2 1
u2 − u du θ − y tgθ sec θ dθ
2 2
θ2 − y P2 tgθ sec 2θ dθ
Assim a integral fica: ∫u1 (u + y P )
2 2 3/2
= ∫ 2 2P 2
θ1
( y P tg θ + y P2 ) 3/2
= ∫θ
1 y P3 ( tg 2 θ + 1) 3/2
Como tg θ = u/y P , sabemos que senθ = u/ u 2 + y P2 . Assim:
tg θ + 1 = sec 2 θ temos que:
2
Lembrando que
x P − x0 x P − ( x 0 + L)
senθ 1 = e senθ 2 =
( x P − x0 ) + y 2 2
[x P − ( x0 + L)]2 + y P2 1 θ2 − tgθ sec 2θ dθ 1 θ2 − tgθ dθ 1 θ2 1 θ
∫θ ∫θ ∫θ − senθ dθ = cos θ |θ 2 .
P
= = =
yP 1 sec 3θ yP 1 secθ yP 1 yP 1

Assim obtemos:
x P − x0 + L
x0 + L dx ′ u2 − du 1 u Como tg θ = u/y P , sabemos que cosθ = y P / u 2 + y P2 . Assim:
I2 = ∫ = ∫ = 2
x0 [( x P − x ′) 2 + y P2 ]3/2 u1 (u 2 + y P2 ) 3/2 yP u 2 + y P2 x P − x0
yP yP
cos θ1 = e cos θ 2 = .
1  x P − ( x0 + L) x P − x0  ( x0 − x P ) + y 2 2
[( x0 + L) − x P ]2 + y P2
I 2 = 2 [senθ 2 − senθ1 ] = 2 
1
− . P

yP yP 
 [x P − ( x 0 + L ) ] + y P ( x P − x 0 ) + y P 
2 2 2 2 

O resultado da integral fica, portanto:

A integral que aparece na expressão de Ex pode ser calculada fazendo a


x0 + L ( x P − x ′) dx ′ u2 − u du 1 θ
transformação de variáveis: u = x′ − xP tal que du = dx ′ . Ou seja, o limite de I1 = ∫ == ∫ = cos θ |θ 2 ,
x0 [( x P − x ′) 2 + y P2 ]3/2 u1 (u 2 + y P2 ) 3/2 y P 1

integração para x′ = x0 fica u1 = x0 − x P ; e para x′ = x0 + L fica u 2 = ( x0 + L) − x P .


 
Então, a primeira integral fica: I1 =
1
[cosθ 2 − cos θ1 ] =  1

1
.
yP 
 [( x0 + L) − x P ] 2
+y 2
P
( x 0 − x P ) + y 
2 2
P

x0 + L ( x P − x ′) dx ′ u2 − u du 1 θ
I1 = ∫ = ∫ = cos θ |θ 2 ,
x0 [( x P − x ′) 2 + y P2 ]3/2 u1 (u 2 + y P2 ) 3/2 y P 1 Então o resultado final para as componentes do campo elétrico nos dá:

Essa integral pode ser calculada com uma tabela de integrais ou seguindo os passos
indicados a seguir.

82 83
RESPOSTA COMENTADA DAS ATIVIDADES PROPOSTAS
λ  1 1 

Ex = −
4π ε 0  [( x + L) − x ]2 + y 2 ( x 0 − x P ) 2 + y P2 
 0 P P 
ATIVIDADE 4.1
e:
O elemento diferencial de campo gerada pelas duas metades é:

λ  x P − ( x0 + L) 
x0 − x P r 1 λ1dx ' ˆ
Ey = − . dE dq = i 0 ≤ x ≤ L/2
4π ε 0 y P  [x P − ( x0 + L)] + y P ( x0 − x P ) + y P 
2 2 2 2  4π ε 0 ( x P − x ′) 2

e

Finalmente, o campo elétrico é: r 1 λ 2 dx' ˆ


dE dq = i L/2 ≤ x ≤ L/2.
4π ε 0 ( x P − x ′) 2
 
λ 
Integrando sobre toda a barra temos:
E Geral ( x P , y P ) = 
1

1  iˆ
 4π ε 0  [( x0 + L) − x P ]2 + y P2 ( x 0 − x P ) 2 + y P2 
  r 1 L/2 λ1 dx ′ ˆ 1 L λ 2 dx ′ ˆ
4π ε 0 ∫0 ( x P − x ′) 2 4π ε 0 ∫L/2 ( x P − x ′) 2
E= i+ i
 
λ  x P − ( x 0 + L) x0 − x P  ˆj.
+ −
 4π ε 0 y P  [x P − ( x0 + L)]2 + y P2 ( x0 − x P ) 2 + y P2 
   A integral que aparece na expressão pode ser calculada fazendo a transformação de

variáveis: u = x P − x ′ tal que du = − dx ′ . Recalculando os limites de integração a


ATIVIDADE 4.2 integral fica:

λ1 u = x − L/2 λ u =x −L
Calcular o campo de um fio semi-infinito que se estende de x0 até ∞ . = u −1 |u12= x P iˆ + 2 u −1 |u12= x P − L/2 iˆ,
4π ε 0 P 4π ε 0 P

ou:
r λ L/2 λ L/2
ATIVIDADE 4.3 E= 1 iˆ + 2 iˆ.
4π ε 0 x P ( x P − L/2) 4π ε 0 ( x P − L/2)( x P − L)
Calcular o campo gerado por um fio infinito em um ponto P( x P , y P ) .
Podemos reescrever a resposta em termos das cargas totais Q1 = λ1 L/2 e Q2 = λ2 L/2 :
r 1 Q1 1 Q2
E= iˆ + iˆ.
4π ε 0 x P ( x P − L/2) 4π ε 0 ( x P − L/2)( x P − L)
Note que se xP >> L , então teremos:
r 1 Q1 + Q2 ˆ
E→ i.
4π ε 0 x P2
Se as cargas forem opostas, para pontos muito distantes da barra o campo será nulo.
Isso não acontece fora desse limite, pois o tamanho da barra vai ter o papel de
"desbalancear" as contribuições positiva e negativa, uma vez que uma delas estará

mais distante de xP .

84 85
ATIVIDADE 4.2 Aqui precisamos ter cuidado: como x0 é um número negativo, vemos que:
Para obtermos o campo em um ponto P( x P , y p ) basta tomar, na expressão geral do

exemplo 4.2: E = lim EGeral ( x0 − x P ) ( x0 − x P ) 1


L →∞ lim = lim = lim = 1,
x0 →−∞
( x0 − x P ) + y
2 2 x0 →−∞
 yP 
2 x0 → −∞
 yP 
2

( x0 − x P )
P
Da componente x sobra apenas o segundo termo entre parênteses, o primeiro tende a 1 +   1 +  
zero. Então:  ( x0 − x P )   ( x0 − x P ) 
λ 1 pois o denominador será positivo nesse limite. Portanto:
Ex = iˆ ( L → ∞).
4π ε 0 ( x0 − x P ) 2 + y P2
λ λ λ
Ey = [1 − ( −1)] = 2 = .
4π ε 0 y P 4π ε 0 y P 2π ε 0 y P
Para calcular E y neste limite, notemos que:

[( x0 + L) − x P ] = [( x0 + L) − x P ] = 1.
lim lim
L →∞
[( x0 + L) − x P ]2 + y P2 L→∞  
2 PENSE E RESPONDA
[( x0 + L) − x P ] 1+ 
yP

[
 0( x + L ) − x ]
P 
PR4.1) O que é um quadrupolo elétrico? Faça um desenho da configuração das cargas.

Assim, o campo elétrico na direção y para um fio semi-infinito fica r 1


PR4.2) O campo elétrico de um dipolo elétrico varia com E dipolo ∝ . Você espera que
rP3

λ  1  ( x0 − x P )  o campo de um quadrupolo varie com potências mais altas de r ?


E fio semi−inf . = iˆ + 1 − L ˆj 
4π ε 0  ( x0 − x P ) + y P
2 2  ( x0 − x P ) + y P
2 2 
  

ATIVIDADE 4.3

Para obter este resultado devemos fazer, no resultado da Atividade 4.2 o limite de

x0 → −∞ . Pela simetria envolvida agora no problema (faça um desenho, se não


conseguir perceber isto!) a componente E y do campo se anula, pois:

λ 1
Ex ,∞ = lim =0
x0 →0 4π ε 0 ( x0 − xP ) 2 + yP2

λ  ( x0 − x P ) 
E y , ∞ = lim 1 − 
x0 →∞ 4π ε y  ( x0 − xP ) 2 + y P2 
0 P 

86 87
A densidade volumétrica de cargas se reduz à densidade superficial σ
(número de cargas por unidade de área).
AULA 5: CÁLCULO DO CAMPO ELÉTRICO PARA
DISTRIBUIÇÕES CONTÍNUAS DE CARGA EM DUAS E TRÊS (c) Distribuição volumétrica de cargas: o elemento de volume dV ′ pode
DIMENSÕES ser expresso das seguintes por

• dV ′ = dx dy dz para coordenadas cartesianas, figura 5.2a;


OBJETIVOS

• CALCULAR O CAMPO ELÉTRICO PARA QUALQUER DISTRIBUIÇÃO CONTÍNUA DE CARGA • dV ′ = ρ dρ dφ dz para coordenadas cilíndricas, figura 5.2b;
• IDENTIFICAR E EXPRESSAR OS ELEMENTOS DE SUPERFÍCIE E DE VOLUME

• dV ′ = r 2 sinθ dr dφ dθ para coordenadas esféricas, figura 5.2c.


5.1 ELEMENTOS DE SUPERFÍCIE E DE VOLUME
A densidade volumétrica de cargas, chamada de ρ, indica o número de
Para resolver problemas que envolvem o cálculo do campo elétrico de cargas por unidade de volume.
distribuições contínuas de carga em duas e três dimensões, é importante conhecer os
elementos de volume dV ′ . Ou seja:

(a) Distribuição superficial de cargas: aqui o elemento de volume dV ′ se


reduz ao elemento de área:

• dA′ = dx dy para coordenadas cartesianas em uma superfície plana,


como ilustra a figura 4.2a;

• dA′ = r dr dθ para coordenadas polares (por exemplo, em um disco,


Figura 5.2: Elementos de volume: (a) coordenadas cartesianas, (b) cilíndricas e (c)
figura 5.1b.
esféricas.

5.2 CÁLCULO DO CAMPO ELÉTRICO PARA DISTRIBUIÇÕES DE CARGA


EM DUAS DIMENSÕES

Antes de prosseguir é importante relembrar a discussão do item 4.1 sobre os


problemas que envolvem o cálculo do campo elétrico de distribuições contínuas de
carga, tendo em mente que os passos a seguir são os mesmos. Vamos então começar
com o exemplo 5.1 da espira metálica.
Figura 5.1: Elementos de área no plano: (a) coordenadas cartesianas e (b) polares.

88 89
r λ R dθ ′
EXEMPLO 5.1 dE dq = cos φ kˆ.
4π ε 0 ( R 2 + z P2 ) 2
Considere uma espira metálica de raio R carregada com uma carga total Q
positiva, como mostra a figura 5.1. Calcule o campo elétrico no eixo que passa pelo r r λ 2π R dθ ′
Tal que E anel ( z P ) = ∫ dE dq = ∫ cos φ kˆ.
centro da espira. 4π ε 0 0 ( R 2 + z P2 ) 2

r λR 2π zP
Como cos φ = z P / R 2 + z P2 vem: ∫ dE = ∫ dθ ′ kˆ.
4π ε 0 ( R 2 + z P2 ) 3/2
dq
0

Repare que o integrando não depende de θ ′ . Fica então, muito fácil:

r λ 2π R z P Q zP
E anel ( z P ) = kˆ = kˆ. (5.1)
4π ε 0 ( R 2 + z P2 ) 3/2 4π ε 0 ( R 2 + z P2 ) 3/2
Note que o campo na origem zP = 0 é nulo, como seria de se esperar por simetria.

Outra vez, se z P >> R , devemos obter o campo de uma carga puntiforme. O


parâmetro adimensional que caracteriza essa condição é:

Figura 5.1: Espira carregada com uma carga Q. R


x= << 1.
zP
Reescrevendo:
SOLUÇÃO: Da figura, vemos que:
zP zP
= .
a) Para qualquer dq no aro, a distância que o localiza a partir do centro é ( R 2 + z P2 ) 3/2 z P3 (1 + x 2 ) 3/2
sempre r ′ = R .
r 2
b) A localização do ponto de observação é rP = z P kˆ . Usando a expansão em série de Taylor para x << 1 dada no Apêndice D, obtemos
imediatamente:
c) A distância entre dq e P é R 2 + z P2 . r Q
E anel ( z P ) = kˆ se R << y P . (5.2)
4π ε 0 z P2
Simetria: Vemos que, pela simetria do problema, o campo gerado por qualquer
elemento de carga dq , terá um correspondente simétrico com relação à origem, cujo Atividade 5.1
campo terá uma componente horizontal idêntica e na vertical de mesmo módulo e Qual é a força exercida sobre uma carga q =10,0 μC colocada sobre o eixo do anel e à
sentido. A carga total na espira Q = ( 2πR )λ tal que dq = λR dθ .
distância de 1,0 m do seu centro, se a carga do anel for de 5,5 μC?

O elemento diferencial do campo gerado por dq é então:

90 91
EXEMPLO 5.2
Atividade 5.2
Consideremos um aro uniformemente carregado, com densidade superficial de
Qual é a força exercida sobre uma carga q=10,0 μC colocada à distância de 1,0 m do
carga λ > 0 , e calcule o campo elétrico na origem do sistema de coordenadas da figura anel do Exemplo 5.2, supondo esta carga de 6,0 μC?
5.2.

EXEMPLO 5.3

Considere um disco de raio R com densidade superficial uniforme de carga σ


em sua face superior. Calcule o campo elétrico gerado por ele no ponto P situado
sobre seu eixo.

Figura 5.2: Aro uniformemente carregado.

SOLUÇÃO: Aqui novamente por simetria, o campo na direção x se anulará, visto que
haverá um elemento que gera um campo na direção de y negativo. Devemos calcular
então:
λ R dθ ′
| dE dq |= − ,
4π ε 0 R 2
Figura 5.3: Campo elétrico gerado por um disco carregado.
ou:
r λ R dθ ′cos θ ′ λR
∫ cos θ ′ dθ ′ ( −iˆ)
4π ε 0 R 2 ∫
E= ⋅ (−iˆ) = SOLUÇÃO: Tendo identificado todos os elementos essenciais ao nosso cálculo na
4π ε 0 R2 figura, notemos ainda que, outra vez, por simetria, teremos apenas resultado não nulo

para o campo na direção ẑ . A carga total no disco é Q = πR 2σ tal que dq = σ r ′dr ′dθ ′.
r Rλ λ
E ( x P = 0, y p = 0) = +
+ π/3
sen θ ′ −π/3 ( −iˆ) = + [sen(π/3) − sen(−π/3)](−iˆ), , O elemento infinitesimal de campo é:
4π ε 0 R 2 4π ε 0 R

σ r ′dr ′dθ ′
| dE dq |= .
r λ 3 1,73λ 4π ε 0 (r ′ 2 + z P2 ) 2
E ( x p = 0, y p = 0) = (−iˆ) = (−iˆ). (5.3)
4π ε 0 R 4π ε 0 R

92 93
r σ r ′dr ′cos φ dθ ′
Tal que o campo é dado por E(z P ) = ∫ zˆ.
4π ε 0 ( r ′ 2 + z P2 ) 2

r σ 2π R r ′dr ′
E como cosφ = y P / r ′ 2 + z P2 : E(z P ) = ∫ dθ ′ ∫ zˆ.
4π ε 0 0 0 ( r ′ 2 + z P2 ) 3/2

A integração em θ ′ pode ser feita imediatamente e dá um fator 2π . A integral é Figura 5.4: Disco plano com distribuição superficial de carga homogênea.
simples:

u = r ′ 2 + z P2 → du = 2 r ′dr ′ Então, o campo elétrico no ponto situado à distâcia z do centro do anel é:

2πσ
R
r ′d r ′ 1 dq r dr
E ( z P ) = ∫ dE = ∫r 4π ε 0 ∫0 (r 2 + z P2 ) 3 / 2
R 1 R 2 + z 2 du R2 + z2 = .
∫0 (r ′ + z P )
2 2 3/2
= ∫ 2 P 3/2 = −u 1/2 | 2 P
2 P
z u zP 4π ε 0 2

Finalmente, substituindo na expressão para o campo. Vem: Esta integral foi feita no Exemplo 4.3. O resultado então é:

r σ  zP  r σ  zP 
E(z P ) = 1 −  zˆ. (5.4) E( z P ) = 1 −  zˆ. (5.5)
2ε 0  R 2 + z P2  2ε 0  R + z P2
2

 

Atividade 5.4
Atividade 5.3
Qual seria o valor do campo elétrico caso R >> z P ? Nesse caso você poderia
Calcule o campo elétrico para pontos muito distantes do disco do exemplo 5.3
considerar o disco como um plano infinito de cargas?

EXEMPLO 5.4
SOLUÇÃO ALTERNATIVA PARA O PROBLEMA DO DISCO CARREGADO
5.3 CÁLCULO DO CAMPO ELÉTRICO EM DISTRIBUIÇÕES DE CARGA EM
TRÊS DIMENSÕES
Ao invés de resolvermos o problema com a integração direta do campo como acima,
podemos resolver o problema dividindo o disco em elementos de área dσ, constituidos O exemplo 5.5 mostra a dificuldade de calcularmos o campo elétrico de

por anéis de raio r e espessura dr como mostrado na Figura 5.4. distribuições contínuas de carga, por causa das integrais (no caso mais geral, triplas)
que aparecem durante o cálculo e exigem muito trabalho. É possível evitar ter que

O elemento de área do anel é: da = ( 2π r ) dr efetuar essas integrais e resolver o mesmo problema em algumas linhas efetuando no
máximo uma integral unidimensional. O que nos proporciona isso é a lei de Gauss, que
veremos na próxima unidade.

94 95
Então, até como motivação para aprender a lei de Gauss, vamos antes disso vem:
mostrar como resolver o problema da esfera uniformemente carregada pelos métodos r r
rP − r = −r senθ cos φ iˆ − r senθ senφ ˆj + (rP − r cos θ ) kˆ.
que já aprendemos. Depois vamos ver como a lei de Gauss simplifica tudo.

EXEMPLO 5.5

Utilizando a Lei de Coulomb, encontre o campo elétrico em pontos internos e externos


a uma esfera uniformemente carregada com densidade volumétrica de carga ρ.

SOLUÇÃO: O procedimento é idêntico ao que adotamos anteriormente. Temos que:

1) escolher um referencial conveniente;


2) escolher um elemento de carga arbitrário dq;
3) desenhar o campo por ele gerado;
4) definir a posição r do elemento de carga dq , relativa ao referencial
escolhido;
5) definir a posição do ponto de observação;
6) definir a distância entre esses dois pontos, que é o que nos pede a lei de Figura 5.5: Escolha do referencial: coordenadas esféricas.

Coulomb.
Assim, de acordo com a equação (5.6) o elemento de campo elétrico gerado por

Se fizermos isso cuidadosamente, o problema estará essencialmente resolvido e se d q = ρdV fica:


resumirá a resolver integrais complicadas. Vamos escolher então o referencial. Como r 1 ρ r 2 dr senθ dθ dφ r r
dE dq = (rP − r ),
essa escolha é arbitrária, podemos colocar o ponto de integração sobre o eixo z. A lei 4π ε 0 [r + r 2 − 2rP r cosθ ]3/2
2
p
de Coulomb nos fornece:

r r
r r onde: rP − r = [rp2 + r 2 − 2 rP r cosθ ]1/2
r 1 dq rP − r
dE dq = r r 2 r r . (5.6)
4π ε 0 | rP − r | | rP − r |
e: dV = r 2 dr senθ dθ dφ
r r
O módulo do vetor rP − r pode ser escrito em termos das cordenadas esféricas. A
figura 5.6 ilustra o sistema de coordenadas utilizado. Como: é o elemento de volume em coordenadas esféricas. Podemos agora verificar
r explicitamente que os campos nas direções x e y se anulam. Para isso, escreva a
r = rsenθ cos φ iˆ − r senθsenφ ˆj + r cosθ kˆ.
r
e componente do elemento dE dq na direção x e o integre sobre o volume da esfera:
r
rP = rP kˆ

96 97
r R π 2π 1 ρ r 2 senθ Depois de usar a equação 5.7 no denominador:
E x = ∫ dE dq • iˆ = ∫ dr ∫ dθ ∫ [−r senθ cos φ ] dφ
0 0 0 4π ε [r + r − 2 r r cos θ ]3/2
2 2
0 p P

r 2 senθ (rP − r cos θ ) r ( r rp senθ dθ − r 2 senθ cos θ dθ )


dθ = =
A integral sobre φ só envolve o cos φ que, integrado no intervalo de 0 a 2π se [r p2 + r 2 − 2 rP r cos θ ]3/2 [ r p2 + r 2 + t ]3/2

anula. Um argumento completamente análogo vai levar você a concluir que:


r 2 senθ (rP − r cos θ ) r 2 r rp senθ dθ 2 r rp cos θ 2r rp senθ dθ
dθ = 2 [ + (− )]
E x = E y = 0. [rp + r − 2 rP r cos θ ]
2 2 3/2
[r p + r + t ]
2 3/2
2 2r p 2 rp

Então, o que nos resta é calcular Ez . Entretanto, o cálculo desta integral é muito
trabalhoso, como você verá a seguir. r 2 senθ (rP − r cos θ ) r dt t dt r 1 t
dθ = 2 [ + ]= 2 [ + ] dt
[r p2 + r 2 − 2 rP r cos θ ]3/2 [rp + r 2 + t ]3/2 2 4r p2 [rp + r 2 + t ]3/2 2 4rp2
A integral Ez que desejamos é:

r 2 senθ (rP − r cos θ ) r 2r p2 + t


r ρ π r senθ (rP − r cos θ )
2 dθ = dt.
E z = ∫ dE dq • kˆ = −
R
dθ . [r p2 + r 2 − 2 rP r cos θ ]3/2 [ rp2 + r 2 + t ]3/2 4rp2
2ε 0 ∫ dr ∫
0 0 [rp2 + r 2 − 2 rP r cos θ ]3/2

Assim, ficamos com:


A integração sobre a variável θ pode ser efetuada fazendo a seguinte transformação
de variáveis:
ρ R + 2 r rP r (2rP2 + t ) ρ R r
Ez =
2ε 0 ∫ 0
dr ∫
− 2 r rP 4rP [rp + r 2 + t ]3/2
2 2
dt =
ε0 ∫
0 4rP2
I1 (r ) dr ,
t = −2 r rP cos θ → dt = +2 r rP senθ dθ . (5.7)
em que:

θ , vamos escrevê-la como:


+ 2 r rP (2rP2 + t )
Esta transformação afeta apenas a integral em I1 (r ) ≡ ∫ dt.
− 2 r rP [ r + r 2 + t ]3/2
2
p

π r 2 senθ (rP − r cos θ )


I (r ) = ∫ dθ . Fazendo uma nova transformação de variáveis: u = r 2 + rP2 + t , podemos notar que
0 [rp2 + r 2 − 2 rP r cos θ ]3/2
u − r + r = 2r + t , d o que nos permite reescrever a integral acima como:
2 2
P
2
P

O integrando pode ser preparado para integração da seguinte forma:


+ 2 r rP (2rP2 + t ) (r + r )2 (u − r 2 + rP2 )
I1 (r ) ≡ ∫ dt = .∫ P 2 du
− 2 r rP [ r + r + t ]
2 2 3/2 (r − rP ) [u ]3/2
r 2 senθ (rP − r cos θ ) ( r 2 rp senθ − r 3 senθ cos θ ) p
dθ = dθ =
[r p + r − 2 rP r cos θ ]
2 2 3/2
[ rp2 + r 2 − 2 rP r cos θ ]3/2

98 99
( r + rP ) 2
( r + rP ) 2  (rP2 − r 2 ) 1   (r 2 − r 2 ) 1 
Tal que I1 (r ) = ∫ 2  3/2
+ 1/2  du =  P 3/2 + 1/2  E vemos portanto que o campo elétrico cresce para pontos dentro da esfera à
( r − rP ) u u u u
    ( r − rP ) 2
medida que a carga interna à superfície esférica onde se encontra rP vai
crescendo.
 (r 2 − r 2 ) (r 2 − r 2 ) 
= 2− P + (r + rP ) + P − | rP − r |,
 ( r + rP ) | rP − r |  Um gráfico do campo elétrico obtido, como função da distância a partir da origem é

mostrado na Figura 5.6. Note que o campo elétrico é contínuo para rP = R , conforme
onde | rP − r |= (rP − r ) . É preciso ter muito cuidado com as duas raízes. Portanto é
2
pode ser testado das duas expressões obtidas para ele, dentro e fora da esfera.

necessário usar o módulo e avaliar as duas opções ao fazer as contas. Enfim,


agrupando os termos ficamos com:

 r − r  8r se rP > r
I1 (r ) = 4r 1 + P = (5.7)
 | rP − r |  0 se rP < r

Isto mostra que vamos obter expressões diferentes para o campo se o


calcularmos em pontos dentro ou fora da esfera.
Figura 5.6: Gráfico do campo elétrico em função de r.
Para os pontos externos, rP > r ,logo:

ATIVIDADE 5.5
ρ R r ρ 4R 3 1 Mostre que o campo elétrico é contínuo em rP = R .
Ez =
2ε 0 ∫0 4rP2
[8r ] dr =
ε 0 12 rP2
ou,
q
Ez = , (5.8)
4πε 0 rP2

se q = ρ 4πR 3 /3 .

Para pontos internos, temos que rP está entre zero e R ; portanto devemos
dividir a integral em duas partes e notar que a contribuição para r > rP é nula,
enquanto que para 0 < r < R , I ( r ) = 8r . Portanto:

ρ rP r ρ R ρ rP q rp
Ez =
ε0 ∫
0 4 rP2
[8r ] dr +
ε0 ∫rP
0 dr =
3ε 0
.=
4πε 0 R 3
(5.9)

100 101
RESPOSTAS COMENTADAS DAS ATIVIDADES PROPOSTAS A direção da força é radial e o sentido, do meio do aro para o centro (note o sinal
negativo na fórmula do campo elétrico e como o vetor unitário i está dirigido).

Atividade 5.1
Atividade 5.3

A força sobre a carga q =10,0 μC é:


Para calcular o campo elétrico para pontos muito distantes do disco utilize a equação

5.4 fazendo o limite para para z P >> R . O parâmetro adimensional que caracteriza
r r r qQ
F = qE = E ( z P ) = kˆ .
4π ε 0 z 2
P
essa condição é:
R
x= << 1.
zP
Atividade 5.2
zP zP 1
Reescrevendo: = = .
( R 2 + z P2 )1/2 z P2 (1 + x 2 )1/2 (1 + x 2 )1/2
A força exercida pela carga no arco é:

2
r r r 1,73λ ˆ Usando a expansão em série de Taylor para x << 1 dada no Apêndice D, obtemos
F = qE = E ( x = 0, y = 0) = − (i )
4π ε 0 R imediatamente:

r σ  zP  σ  1  σ  x2 
E(z P ) = 1 −  zˆ. = 1− 2 1/2 
zˆ = 1 − (1 − )  zˆ = 0
Como conhecemos a carga Q=6,0 μC, temos, na equação acima, ou substituir λ por 2ε 0  R + z 
2 2 2ε 0  (1 + x )  2ε 0  2 
 P

QL, sendo L o comprimento do aro, ou calcular λ com λ = Q/L. Vamos fazer a segunda
opção. O comprimento do aro é dado por L = Rθ, sendo θ o ângulo subentendido pelo
Atividade 5.4
aro no seu centro. Notemos que o ângulo θ é medido em radianos. Assim, como
θ=120° e R=1,0 m, temos:
Com a condição dada que R >> z P o campo elétrico será

σ   σ
π
[1 − 0] zˆ = σ zˆ
r zP
L=R × 120 0 = 2,09 m. E(z P ) = 1 −  zˆ =
180 0
2ε 0  R 2
+ z P2  2ε 0 2ε 0

A densidade linear de cargas é:


Como veremos mais adiante, esse é o valor do campo elétrico de um plano infinito de
q 6,00µC
λ= = = 2,8µC / m. cargas.
L 2,1m

Atividade 5.5
Então: Você não encontrará resposta para essa atividade.
9,0 × 10 9 × 1,73 × 2,8 × 10 −6 Nm
F= = 4,4 × 10 4 N .
1,0 m

102 103
PROBLEMAS P2.8) Um elétron com velocidade v = 5,0 ×108 m/s é lançado paralelamente a um

campo elétrico uniforme E = 1,0 ×103 N/C que o freia.


P2.1) Duas cargas elétricas iguais e de sinais contrários valendo q=50 μC são
(a) Qual a distância que o elétron percorre até parar?
separadas de 20 cm. Qual o campo elétrico no ponto médio da linha que une as
(b) Quanto tempo ele leva para parar?
cargas?
c) Se o campo elétrico se estende por uma região de 0,80 cm de comprimento, que
fração de energia cinética inicial o elétron perde ao atravessar o campo?
P2.2) Duas cargas elétricas iguais de 10 μC são alinhadas e separadas por uma
distância de 10 cm. Calcule o campo elétrico gerado no ponto P da mediatriz da reta
P2.9) Um elétron é lançado em um campo elétrico uniforme compreendido entre duas
que une as argas, à distância de 15 cm dela.
placas como mostrado na figura abaixo.

P2.3) Qual deve ser o valor da carga elétrica se o campo gerado por ela vale 4,0 N/C à
distância de 70 cm dela?

P2.4) Uma carga elétrica -5q é colocada à distância a de outra +2q. Em que ponto ou
pontos da linha reta que passa pelas cargas o campo elétrico é nulo?
Figura 3.10 – Elétron no campo uniforme entre duas placas

P2.5) A figura 3.9 representa um quadrupólo elétrico. Ele é composto por dois dipólos A velocidade inicial do elétron é v = 6,0 × 106 m/s e o ângulo de lançamento é θ = 45 °.
com momentos opostos. Se E = 2,0 × 103 N/C, L =10,0 cm e d =2,0 cm, (a) o elétron se choca contra alguma
das placas? (b) se sim, qual e a que distância do lançamento ele se choca?

Figura 3.9 – O quadrupólo elétrico

Calcule o campo elétrico do quadrupólo no ponto P, situado à distância r>>a.

P2.6) Duas pequenas esferas possuem uma carga total +140 μC. (a) Se elas se
repeliriam com uma força de 60 N quando separadas de 0,60 m, quais são as cargas
das esferas? (b) se elas se atraem com uma força de 60 N, quais as cargas em cada
uma delas?

P2.7) Uma carga de +6,0 μC é colocada no ponto P de coordenadas (2,5;-3,0) m. Uma


outra carga de -5,5 μC é colocada no ponto Q de coordenadas (-2,0;2,0) m. Determine
o vetor campo elétrico gerado por elas no ponto R de coordenadas (3,0;1,5) m.

104 105
UNIDADE 3

LEI DE GAUSS E SUAS APLICAÇÕES

A lei de Gauss representa um método alternativo extremamente útil para


calcular o campo eletrostático gerado por uma distribuição de cargas, e simplifica
espantosamente os cálculos, sempre que simetrias estejam envolvidas, como é, por
exemplo no do campo eletrostático gerado por uma esfera uniformemente carregada.
Além disso, a lei de Gauss evidencia a relação entre a carga elétrica e o campo elétrico
gerado por ela, ao contrário do que ocorre na lei e Coulomb que pressupõe uma
interação à distância entre as cargas. Portanto a lei de Gauss é considerada um dos
pilares dos eletromagnetismo.

106 107
AULA 6: LEI DE GAUSS Devido ao fato do campo decair com 1/r 2 , os vetores ficam menores quando
nos afastamos da origem; mas eles sempre apontam para fora, no caso de q ser uma
OBJETIVOS carga positiva. As linhas de força nada mais são do que as linhas contínuas que dão
suporte a esses vetores. Podemos pensar de imediato que a informação sobre o campo
• ENUNCIAR A LEI DE GAUSS
elétrico foi perdida ao usarmos as linhas contínuas. Mas não foi. A magnitude do
• DEFINIR FLUXO ELÉTRICO E RELACIONÁ-LO COM A DENSIDADE DE LINHAS DE FORÇA campo, como já discutimos, estará contida na densidade de linhas de força: ela é
maior mais perto da carga e diminui quando nos afastamos dela, pois a densidade de
• MOSTRAR QUE CARGAS ELÉTRICAS EXTERNAS À SUPERFÍCIE DA GAUSS NÃO
CONTRIBUEM PARA O CAMPO ELÉTRICO linhas de força diminui com N/4πR 2 , onde N é o número de linhas de força, que é o
mesmo para qualquer superfície lembre-se que A = 4πR é a área da superfície da
2

esfera.
6.1 FLUXO DO CAMPO ELÉTRICO Em outras palavras: duas superfícies esféricas com centros na carga, uma com

raio R1 e outra com raio R2 ,( R1 < R2 ) são atravessadas pelas mesmas linhas de força.

Vamos começar com uma abordagem intuitiva. O caso mais simples possível é No entanto, a densidade de linhas de força, definida como o número de linhas por

o de uma carga puntiforme q situada na origem de um referencial. O campo por ela unidade de área, é maior sobre as esferas menores. Como a área cresce com o
quadrado do raio, o campo decresce da mesma forma, isto é, com o quadrado da
gerado a uma distância r é dado por:
distância à fonte. Ou seja, se R1 < R2 temos que ( N/4πR12 ) > ( N/4πR22 ) e como
E ∝ N/4π R 2 , concluimos que E1 > E 2 .
r 1 q
E= rˆ.
4π ε 0 r 2 Neste ponto, cabe uma observação conceitual importante: a
discussão acima mostra que a dependência do campo elétrico com o inverso
do quadrado da distância é consequência da maneira de como ele se propaga
Na figura 6.1 estão representados alguns vetores da intensidade do campo elétrico em no espaço livre.
alguns pontos gerado pela carga + q .
Como podemos quantificar essa idéia, que parece importante e nos diz "quantas
linhas de força" atravessam uma dada superfície S? As aspas referem-se ao fato de
que, obviamente o número de linhas de força é infinito, mas sua densidade, isto é, o
número de linhas de força por unidade de área, é finito.
r
A quantidade procurada, é denominada fluxo do vetor E através da
superfície A e definida como:
r
Φ E = ∫ E • nˆda (6.1)
S

Em que o vetor n̂ é um vetor unitário normal à área da . O fluxo é proporcional ao


número de linhas que atravessam a área infinitesimal da , figura 6.2.
Figura 6.1: Vetores campo elétrico.

108 109
em primeiro lugar, ele não é paralelo a nenhum dos eixos de coordenadas; em
segundo lugar, ele varia de ponto a ponto no espaço e seu valor depende da
coordenada y do ponto considerado.

O fluxo através do cubo é obtido da seguinte maneira:

a - dividimos a área o cubo em 6 áreas, cada uma correspondendo a uma de suas


faces;

b – calculamos o fluxo em cada uma delas;


Figura 6.2: Orientações relativas do campo elétrico E e da normal à superfície.
c - somamos os resultados para obter o fluxo total.

Note que, na expressão 6.1, o produto escalar leva em conta apenas a Seja a face AEFC, que é perpendicular ao eixo Oy. Para ela, nˆ = − ˆj e o fluxo é:
r
componente de dE perpendicular ao elemento de área da ; em outras palavras, é r
r Φ 1 = ∫ E ⋅ nˆ da = ∫ (3,0 iˆ + 2,0 y ˆj + 2,0 kˆ) • (− ˆj ) da = ∫ − 2,0 y da = −2,0 y ∫∫ dx dz
apenas a área no plano perpendicular a E que levamos em conta quando S

falamos da densidade de linhas de força.


em que os últimos termos foram obtidos efetuando o produto escalar no integrando.
Sobre a face AEFC a coordenada y não varia e tem o valor y=2,0m. Então:

EXEMPLO 6.2
Φ 1 = −2,0 ( N / Cm ) × 2,0 m ∫∫ dx dz = −4,0 a 2 ( N / C ) m 2 = −16,0( N / C ) m 2 .
CÁLCULO DO FLUXO DO CAMPO ELÉTRICO

r Seja agora a face BDGH, que também é perpendicular ao eixo Oy. Para ela, nˆ = ˆj e o
Calcule o fluxo do campo elétrico, dado por E = 3,0iˆ + 2,0 yˆj + 2,0 kˆ N/Cm através de
fluxo é:
um cubo de lado a=2,0m, figura 6.5, tal que sua face seja paralela ao plano xz e
r
situada à distância de 2,0 m deste plano. Φ 2 = ∫ E ⋅ nˆda = ∫ (3,0iˆ + 2,0 yˆj + 2,0kˆ) • ( ˆj ) da = ∫ 2,0 y da = 2,0 y ∫∫ dx dz
S

Sobre a face BDGH a coordenada y não varia e tem o valor y=4,0m. Então:

Φ 2 = 2,0 ( N / Cm) × 4,0 m ∫∫ dx dz = 8,0 a 2 ( N / C ) m 2 = 32,0( N / C )m 2 .

Na face ABEH temos nˆ = iˆ . Então:

Figura 6.5: Cubo atravessado por campo elétrico.


Φ 3 = ∫ (3,0iˆ + 2,0 yˆj + 2,0kˆ) • (iˆ) da = 3,0 ( N / C ) ∫∫ dy dz = 3,0 ( N / C ) a 2 = 12,0 ( N / C )m 2

Solução: Antes de resolver o problema, notemos algumas propriedades do campo:

110 111
Na face FGDC temos nˆ = −iˆ . Então: ATIVIDADE 6.2

Determine qual é o fluxo do campo elétrico através das três superfícies da figura 6.5.
Φ 4 = ∫ (3,0iˆ + 2,0 yˆj + 2,0kˆ) • (−iˆ)da = −3,0 ( N / C ) ∫∫ dy dz = −12,0 ( N / C )m 2

Na face ABCD temos nˆ = −kˆ . Então:

Φ 5 = ∫ (3,0iˆ + 2,0 yˆj + 2,0kˆ ) • (− kˆ) da = −2,0 ( N / C ) ∫∫ dy dx = −2,0 ( N / C ) a 2 = −8,0( N / C ) m 2 ,

Finalmente, na face EFGH nˆ = kˆ . Então:

Φ 5 = ∫ (3,0iˆ + 2,0 yˆj + 2,0kˆ) • (kˆ) da = 2,0 ( N / C ) ∫∫ dy dx = 2,0 ( N / C ) a 2 = 8,0( N / C ) m 2

O fluxo total é:

Φ = Φ 1 + Φ 2 + Φ 3 + Φ 4 + Φ 5 + Φ 6 = ( −16,0 + 32,0 + 12,0 − 12,0 − 8,0 + 8,0) ( N / C ) m 2 ,

Φ = 16,0( N / C )m 2 .

ATIVIDADE 6.1 Figura 6.5 Três superfícies Gaussianas

r
Seja o vetor E = 3,0iˆ + 2,0 ˆj N/C atravessando um paralelepípedo da figura 6.4, de

lados a=3,0 cm, b=2,0 cm e c=2,5 cm. Calcule o fluxo do campo elétrico através do
paralelepípedo.
6.2 A LEI DE GAUSS

Vimos que as linhas de campo que se originam numa carga positiva, precisam
atravessar uma superfície ou morrer numa carga negativa dentro da superfície. Por
outro lado, a quantidade de carga fora da superfície não vai contribuir em nada para o
fluxo total, uma vez que as linhas entram por um lado e saem por outro. Essa
argumentação claramente sugere que o fluxo através de qualquer superfície

Figura 6.4 : Paralelepípedo atravessado por campo elétrico. fechada seja proporcional à CARGA TOTAL dentro dessa superfície. Esta é a
essência da lei de Gauss.

112 113
Vamos torná-la quantitativa, então: no caso da carga puntiforme: o módulo do campo elétrico é constante e normal à

r qualquer superfície esférica concêntrica com a carga q .


1
∫ E • nˆ da = ε
S
0
Q, (6.4)
Se não houver simetria essa integral pode ser bastante complicada e até inútil,
r
em que Q é a carga líquida dentro da superfície. Essa é a lei de Gauss, que é pois para resolvê-la teríamos que conhecer o vetor E (módulo, direção e sentido) em
todos os pontos da superfície e o objetivo agora é usar a lei de Gauss para simplificar
válida para qualquer superfície fechada.
os cálculos do campo elétrico. A importância da lei de Gauss fica mais clara quando o
problema tratado possui alguma simetria espacial.

6.3 FERRAMENTAS MATEMÁTICAS: CÁLCULO DA INTEGRAL DE


SUPERFÍCIE NA LEI DE GAUSS
EXEMPLO 6.3

Verifique a lei de Gauss para o caso de uma carga puntiforme positiva q .


O que é preciso saber de matemática para usar a lei de Gauss corretamente?
r SOLUÇÃO: Comecemos seguindo os passos indicados no início dessa seção.
Antes de mais nada, é preciso saber calcular o fluxo do campo elétrico ∫ E • nˆ da
S

sobre uma superfície fechada. Assim:


1) De acordo com o que vimos anteriormente, as linhas de força do campo
gerado por uma carga q são radiais com origem na carga. Portanto, se escolhermos
1 - Escolhemos uma superfície compatível com a simetria do problema,
uma superfície esférica de raio r (distância da carga ao ponto onde queremos calcular
que passa pelo ponto P, onde desejamos calcular a intensidade do o campo), a normal a esta superfície terá também direção radial em qualquer ponto;

campo elétrico;

2 - Definimos o elemento de área relevante; 2) o elemento de área é da e nˆ da = rˆ da , sendo da o elemento de área de

3 - Definimos o vetor unitário normal à essa área; uma esfera, como ilustra a figura 6.6. Não vamos precisar de sua forma diferencial.

r
4 - Fazemos o produto escalar entre E e n̂

5 – Calculamos o fluxo da campo elétrico:

r
Φ = ∫ E • nˆ da = ∫ E cos θ da, (6.5)
S S

Figura 6.6: Elemento de área de uma superfície esférica.


onde cosθ = Eˆ ⋅ nˆ .

Assim: nˆ da = rˆ (r senθ dφ ) dθ ,
A que simetria nos referimos acima? Aquelas, por exemplo, como a que vimos

114 115
e o campo elétrico para uma carga puntiforme é:
Atividade 6.3
r 1 q
E= rˆ Verifique a lei de Gauss para o caso de uma carga puntiforme negativa q.
4π ε 0 r 2 (6-6)

Então:

r 1 q Atividade 6.4
E • nˆ da = rˆ • n da,
4π ε 0 r 2 No exemplo 6.2, qual deve ser a condição para que o fluxo elétrico através do cubo
seja nulo?

como r é constante sobre a superfície, temos:

r 1 q No caso de uma carga puntiforme, o campo elétrico por ela gerado é:


∫E • nˆ da = 4π ε r2 ∫
da.
0 r 1 q
E= rˆ
Então, vemos que tudo que necessitaremos é a área da esfera, assim teremos: 4π ε 0 r 2

r 1 q q
∫E • nˆ da = 4π ε ⋅ 4π r 2 = . A força elétrica que atua sobre uma carga de prova q 0 colocada em um ponto P, é
0 r2 ε0
dada por:
Inversamente, poderíamos ter descoberto o campo elétrico, sabendo apenas que, por r r 1 qq0
simetria ele deve ser constante sobre superfícies esféricas concêntricas com q . Vamos F = q0 E = rˆ
4π ε 0 r 2
ver como funciona:
r que é exatamente a expressão para a lei de Coulomb.
∫ E • nˆ da = E ∫ da =| E | 4π r 2 .
sup. de raio r idem

A Lei de Gauss nos descreve a relação entre a carga elétrica e o campo

Usando a lei de Gauss, sabemos que o fluxo calculado tem que ser igual à carga total elétrico gerado por ela. Segundo a lei de Gauss, o fluxo do campo elétrico em
uma região finita do espaço é gerado por uma carga ou uma distribuição de
dentro da esfera, q dividida por ε 0 . Então E ⋅ 4π r 2 = q/ε 0 , finalmente:
cargas elétricas. Ela está portanto, diretamente ligada ao conceito de campo
1 q elétrico. Isso não ocorre com a lei de Coulomb, onde a interação entre as
E=
4π ε 0 r 2 cargas é feita sem nenhum agente intermediário.

Note que, devido ao produto escalar, a lei de Gauss não nos diz nada sobre a Encontramos um caso semelhante na Mecânica, onde a lei de gravitação

direção do campo, apenas sobre o seu módulo. Mas nos casos em que é descreve a interação gravitacional direta entre duas massas, enquanto que o campo

interessante usar a lei de Gauss, como neste, sabemos por simetria, a direção do gravitacional gerado por uma massa ou distribuição de massas é relacionado com
v
campo. Por exemplo, no caso de distribuições esféricas, a direção será radial. estas massas pelo fluxo do vetor campo gravitacional g que nada mais é que o fluxo
do vetor aceleração da gravidade.

116 117
RESPOSTAS COMENTADAS DAS ATIVIDADES PROPOSTAS

ATIVIDADE 6.1 PENSE E RESPONDA


Você pode calcular os fluxos sobre cada uma das faces do paralelepípedo e somá-los
para obter o fluxo total. Entretanto, o trabalho pode ser simplificado pois o campo é
PR6.1) Uma esfera condutora oca tem uma carga positiva +q localizada em seu
paralelo ao plano xy. Assim, o fluxo sobre as faces perpendiculares ao eixo Oz será
centro. Se a esfera tiver carga resultante nula o que você pode dizer acerca da carga
nulo porque a normal a estas faces é perpendicular ao campo. Da mesma forma, o
na superfície interior e exterior dessa esfera?
fluxo sobre as faces perpendiculares ao eixo Ou também será nulo. Sobram apenas as
faces perpendiculares ao eixo Ox. Como as normais a estas faces são de sentidos PR6.2) Qual é o fluxo elétrico em um ponto dentro da esfera condutora e fora da

opostos, os produtos escalares do campo pelas normais terão sinais opostos. Além esfera condutora da questão anterior?

disso, o campo elétrico em cada uma delas é o mesmo (mesmo módulo, direção e PR6.3) Qual seria o fluxo elétrico através de uma superfície envolvendo um dipolo
sentido). Portanto, a soma dos fluxos nestas duas superfícies dará o resultado nulo. elétrico?

ATIVIDADE 6.2

No caso do campo gerado por uma carga negativa, nˆ = −rˆ . A equação 6-4 fica:

r 1 q
E=− rˆ.
4π ε 0 r 2

A partir daí, todas as equações se repetem com o sinal negativo, indicando que o
sentido do campo é para dentro da superfície de Gauss. Então o fluxo é negativo. Mas
a expressão do módulo do campo elétrico não tem sinal negativo!

ATIVIDADE 6.3

O fluxo não é nulo por causa da componente y do campo elétrico; ela cresce com a
distância ao plano xz. Portanto, para que o fluxo seja nulo, é preciso que, ou a
componente y do campo seja nula. Ou que ela seja independente da distância ao plano
xz.

ATIVIDADE 6.4

Você não encontrará resposta para essa atividade.

118 119
r
AULA 7: APLICAÇÕES DA LEI DE GAUSS ∫ E ⋅ nˆda = E ⋅ 4π R
2
P .
S

Vamos calcular a quantidade de carga interna a essa superfície:


OBJETIVOS

4
• APLICAR A LEI DE GAUSS PARA O CÁLCULO DO CAMPO ELÉTRICO q = ρ ⋅ π R3.
3

Usando a lei de Gauss:

7.1 COMO USAR A LEI DE GAUSS r q


∫ E ⋅ nˆda = ε
S
0

A dificuldade mais comum na aplicação da lei de Gauss está na


temos que:
capacidade de se distinguir claramente a superfície de Gauss, que é arbitrária,
ρ 4 3
da superfície que envolve o volume das cargas em questão. Suponha que E ⋅ 4π R p2 = ⋅ πR ,
queiramos calcular o campo elétrico gerado pela esfera dielétrica de raio R, ε0 3
uniformemente carregada com uma densidade de cargas uniforme ρ, para pontos
como q = ρ (4/3)π R 3 , vem:
dentro e fora da mesma, agora usando a lei de Gauss.

Para evitar a confusão que costuma acontecer vamos sempre identificar a área 1 q
E= . .
4π ε 0 R P2
relativa à lei de Gauss com o índice P como fizemos anteriormente, P sendo o
"ponto de observação".

Primeiramente vamos calcular o campo elétrico para pontos exteriores à esfera. Note que R , o raio da distribuição de cargas NÃO COINCIDE com o raio
A figura 7.1 ilustra a superfície de Gauss escolhida. da superfície de Gauss. O erro comum é o uso de uma única letra R para
todos os raios envolvidos no problema (nunca faça isso com as leis da
Física!). Tente perceber o que elas de fato são e depois em como expressar esse
conteúdo matematicamente).

Vamos agora calcular o campo elétrico para pontos no interior da esfera. É o


caso mais crítico. Vejamos como é a superfície de Gauss. Desenhe-a e escolha o seu

raio RP , distinguindo bem RP do raio da esfera em questão, como indicado na


figura 7.2.

Figura 7.1: Pontos exteriores à esfera dielétrica de raio R uniformemente carregada.

O campo será radial e seu módulo será constante sobre superfícies esféricas
concêntricas com a distribuição. Então, podemos escrever:

120 121
7.2 APLICAÇÕES DA LEI DE GAUSS

Vejamos agora como aplicar a Lei de Gauss para diferentes situações que
envolvem uma distribuição de cargas com simetria.

EXEMPLO 7.1

Campo gerado por uma esfera metálica carregada


Figura 7.2: Superfície de Gauss interior à esfera dielétrica de raio R.
Considere agora uma esfera metálica de raio R com carga total Q . Calcule o campo

elétrico para pontos exteriores e interiores a essa esfera.


O fluxo do campo elétrico é:
r
∫ E ⋅ nˆda = E ⋅ 4π R
2
P . SOLUÇÃO:
S

A primeira questão a considerar antes de pensar em qualquer fórmula é o tipo


de material do qual estamos falando. No caso anterior tratava-se de uma esfera
A carga total dentro da superfície é:
dielétrica. Como sabemos, as cargas não têm mobilidade em dielétricos e portanto elas
4 podem estar uniformemente distribuídas nele. Agora estamos falando de uma
q = ρ ⋅ π RP3 .
3 esfera condutora, isto significa imediatamente que para pontos internos a essa
esfera:
Note que, neste caso, o raio que delimita a quantidade de carga que vai contribuir,

COINCIDE com RP . Ou seja, a carga que contribui para o fluxo é q( R P ). Eint. = 0 .

Desenvolvendo a lei de Gauss fica: Como vimos anteriormente, em materiais condutores as cargas se concentram na
superfície dos mesmos; então não temos cargas no interior da esfera.
r q( R p )
∫ E ⋅ nˆda =
S ε0

ou:

ρ 4 3
E ⋅ 4π RP2 = ⋅ πR .
ε0 3 P

Finalmente:

ρ
E= RP . Figura 7.3: Superfície de Gauss para uma esfera metálica.
3ε 0

O mesmo resultado que obtivemos laboriosamente fazendo uma integral


tridimensional. E os pontos exteriores? Escolhemos como superfície de Gauss uma superfície esférica

122 123
arbitrária de raio RP . Então (Figura 7.3): cada elemento infinitesimal de volume do fio que escolhermos, tem um simétrico em
relação a P; dessa forma, a componente do campo elétrico paralela ao fio se anula,
Q
E ⋅ 4π RP2 = , restando apenas a componente perpendicular ao fio.
ε0
Para pontos fora do fio, a superfície de Gauss será um cilindro concêntrico ao fio,
ou: como mostra a figura 7.5:

1 Q
E= .
4π ε 0 RP2

ATIVIDADE 7.1

Resolva o exemplo 7.1 para uma esfera com carga negativa. Use a Lei de Gauss para
mostrar que o campo no interior da esfera é nulo.

Figura 7.5: Superfície de Gauss para um fio infinito.

EXEMPLO 7.2
Note que a simetria existe porque o fio é infinito; para um fio finito, as suas
extremidades impedem a existência sempre de um simétrico a qualquer
CAMPO GERADO POR FIO RETILÍNEO INFINITO
elemento de volume do fio. Perto dessas extremidades, portanto, o campo
Considere agora um fio retilíneo de comprimento infinito, raio R e densidade não é mais uniforme e dirigido perpendicularmente ao fio.
volumétrica de cargas ρ como na figura 7.4. Usando a lei de Gauss calcule o campo
Uma vez escolhida a superfície de Gauss, calculamos a carga interior a ela:
elétrico para pontos no interior e no exterior do fio.
q = ρ ⋅ π R 2 ⋅ L.

Em que L é a altura do cilindro de Gauss e R, o raio de suas bases.

Como as normais às bases do cilindro de Gauss são perpendiculares ao campo


elétrico, o produte escalar delas pelo vetor campo elétrico é nulo. Basta então,
calcular o fluxo através da superfície restante, paralela ao eixo do cilindro. Neste caso,
a normal a esta superfície é coincidente com o vetor campo elétrico.
Figura 7.4: Fio infinito de raio R e densidade volumétrica de cargas ρ.
Podemos escrever, então, que o fluxo nessa superfície para R p > R é dado por:
SOLUÇÃO: Para calcular o campo em um ponto P fora do fio, vamos utilizar o
ρπ R 2 L
resultado de que o campo elétrico, por razões de simetria, é uniforme e E ⋅ 2π R P L = .
ε0
dirigido radialmente para fora do fio. A razão disso é que, como o fio é infinito,

124 125
Note que RP ≠ R . Resolvendo a equação acima para o campo: se negativamente carregada. Qual é o raio dessa coluna de ar se as moléculas que a

compõem são capazer de suportar um campo elétrico até 4 × 10


6
N/C sem sofrer
ρR2
E= . ionização?
2ε 0 R P

Para ponto internos do fio ( R p < R ),


SOLUÇÃO: Vejamos a Física envolvida no problema. A idéia importante para fazer a
modelagem é considerar que, embora a coluna não seja infinitamente longa, podemos,
q( R p ) = π R p L ρ
2

obter sua ordem de grandeza, ao aproximá-la por uma linha de cargas como ilustra a
e figura 7.7.

ρ
E ⋅ 2π R p L = π R p L
2

ε0

ρ
E= Rp
ε0

Note que as duas expressões coincidem quando R p = R . A Figura 7.6 mostra o

gráfico do campo elétrico em pontos no interior e exterior do fio.

Figura 7.7: Superfície de Gauss para um linha de cargas.

Como a linha está negativamente carregada, o campo elétrico estará apontando


para dentro da superfície gaussiana. A carga total é Q = λL .

A segunda hipótese fundamental é a de que a superfície da coluna carregada


Figura 7.6: Gráfico do campo elétrico gerado pelo fio.
negativamente deva estar no raio rP onde a intensidade do campo elétrico é 4 × 10 6
N/C, pois as moléculas do ar dentro desse raio serão ionizadas. Lembre-se que o

ATIVIDADE 7.2 campo fica cada vez maior a partir daí na direção horizontal e no sentido de fora para

dentro da coluna. Portanto a área pela qual teremos fluxo será A = 2π rP LP .


Mostre que, para R P = R , os campos interno e externo são iguais.
λL
A Lei de Gauss nos dá: E ⋅ 2π rP LP = ,
ε0

EXEMPLO 7.3 λ
ou: E= ,
2π ε 0 rP
Que tal agora um pouco mais de física?
Portanto, para obter o raio da coluna temos:
Uma coluna de ar de comprimento L e densidade linear λ = −1,2 × 10 −3 C/m encontra-

126 127
λ 1,2 × 10 −3 C/m e
rP = = = 5,4 m.
2π ε 0 E (2π )(8,85 × 10 −12 C 2 /Nm 2 )(4 × 10 6 N/C ) r
E ⋅ n̂ = 0 (na superfície).

Portanto, somando todas as contribuições a lei de Gauss nos fornecerá


EXEMPLO 7.4
A
PLANO NÃO CONDUTOR INFINITO DE CARGAS E (2 A) = σ
ε0
Calcular o campo elétrico de um plano não condutor infinito de cargas de densidade
superficial σ. σ
E=
2ε 0

(na direção perpendicular à tampa do cilindro). Vemos que esse campo é uniforme.
SOLUÇÃO: Se o plano é infinito, a simetria nesse caso é uma simetria linear e o
campo deve estar orientado perpendicular ao plano. Não há como produzir
componentes paralelas ao plano, elas vão se cancelar sempre.
Uma observação sobre fios e superfícies infinitas. É óbvio que tais
sistemas não podem existir fisicamente. Entretanto, os resultados obtidos
com eles ainda são aplicáveis na prática. Para isso, basta considerarmos o
campo em pontos suficientemente próximos do fio ou da superfície, para que
as dimensões deles sejam consideradas muito maiores que a distância do
ponto em que se calcula o campo até eles.

EXEMPLO 7.5

ESFERAS CARREGADAS CONCÊNTRICAS

A figura 7.9 mostra uma carga + q uniformemente distribuída sobre uma esfera não
Figura 7.8: Superfície de Gauss
condutora de raio a que está localizada no centro de uma casca esférica condutora de
raio interno b e raio externo c . A casca externa possui uma carga − q . Determine
A superfície de Gauss será o cilindro indicado na Figura 7.8, de raio RP e
E (r ) :
comprimento LP . A carga dentro do cilindro considerado é: q = σ A , sendo A a área
a) No interior da esfera ( r < a ) ;
correspondente à base do cilindro.
b) Entre a esfera e a casca ( a < r < b ) ;
O campo elétrico é perpendicular às bases e paralelo à superfície do cilindro,
por isso: c) Dentro da casca (b < r < c ) ;
r
E ⋅ nˆ = E (nas bases) d) Fora da casca ( r > c ) ;

128 129
e) Que cargas surgem sobre as superfícies interna e externa da casca? q RP
ou: E= (0 < r < a )
4π ε 0 a 3

Para a < r < b , a carga no interior de qualquer superfície gaussiana esférica será igual
a q . Pela lei de Gauss, temos:

q
E ⋅ 4π RP2 = .
ε0

q
Ou: E= ( a < r < b)
Figura 7.9: Esferas carregadas concêntricas. 4π ε 0 RP2

SOLUÇÃO: A casca externa é condutora e a interna é isolante. Sabemos como se


comportam cargas adicionadas a esses materiais.
Para b < r < c , estaremos dentro da casca condutora. Sabemos que o campo dentro
Vamos começar com a esfera dielétrica; como a lei de Gauss nos garante que apenas dessa casca tem que ser nulo. As cargas vão se distribuir nas superfícies interna e
as cargas internas à superfície gaussiana influenciam no campo, podemos escrever externa de maneira a garantir isto.
rapidamente esta resposta:

Portanto, para b < r < c temos E = 0 .

Mas sabemos que para E = 0, deve haver uma superposição do campo gerado pela

esfera interior com o campo devido à parte interna da casca condutora. Seja RP o raio
da superfície gaussiana e seja q′ a carga gerada em r = b . A lei de Gauss nos

Figura 7.10: Superfície de Gauss para a esfera dielétrica. fornece:

q + q′
E ⋅ 4π R P2 = . (b < r < c )
ε0
Para r<a a carga contida dentro da superfície desenhada é:

Como E = 0 , descobrimos que q′ = − q .


Volume dentro de R P 4π R P3 /3 R3
q( RP ) × =q = q P3 .
Volume total 4π a 3 /3 a Se existe uma carga − q em r = b , e sabemos que esta é a carga sobre o condutor,

A lei de Gauss sobre a superfície desenhada (Figura 7.10) nos fornece: toda ela vai se mover para a superfície interna da casca condutora. Então, o campo
elétrico para pontos fora do conjunto, isto é r > c , será nulo, uma vez que a soma das
3
q ( RP ) q RP
E ⋅ 4πR =
2
= cargas no seu interior é zero. Então:
ε0 ε 0 a3
p

E =0 (r > c)

130 131
1 q
ATIVIDADE 7.3 Φ=
3 8ε 0
Considere a mesma configuração do exemplo 7.5, porém considere que o condutor
esteja descarregado.

ATIVIDADE 7.4

Sobre cada vértice de um cubo há uma carga +q. Qual é agora o valor do fluxo de
EXEMPLO 7.6
campo elétrico através de cada uma das faces do cubo?
CARGA NO VÉRTICE DE UM CUBO

Uma carga puntiforme q está localizada no centro de um cubo de aresta d (Figura

7.11). EXEMPLO 7.7

r CAMPO EM CAVIDADES ESFÉRICAS


a) Qual é o valor de ∫E ⋅ nˆdA estendida a uma face do cubo?
Um condutor esférico A contém duas cavidades esféricas (figura 7.12). A carga total
b) A carga q é deslocada até um vértice do cubo da figura 7.11. Qual é agora o valor
do condutor é nula. No entanto, há uma carga puntiforme qb no centro de uma
do fluxo de campo elétrico através de cada uma das faces do cubo?
cavidade e qc no centro da outra. A uma grande distância r está outra qd . Qual a

força que age em cada um dos quatro corpos A, qb , qc e qd ? Quais dessas respostas,
se há alguma, são apenas aproximadas e dependem de r ser relativamente grande?

Figura 7.11: Superfície cúbica

Solução:

(a) O fluxo total é q/ε 0 . O fluxo através das faces em que ele não é nulo tem que ser o
mesmo em todas elas, por simetria. Portanto, através de cada uma das seis faces:

r q Figura 7.12: Condutor esférico com cavidades.


∫ E ⋅ nˆ dA =
face ε0

(b) Como o campo de q é paralelo à superfície das faces A, B e C , (as linhas de


SOLUÇÃO: A força sobre q b é zero. O campo dentro da cavidade esférica é
força s!ao tangentes às faces) o fluxo através das faces que formam o vértice tem que
independente de qualquer coisa fora dela. Uma carga − qb fica uniformemente
ser nulo!
distribuída sobre a superfície condutora. O mesmo vale para qc . Como a carga total no
O total do fluxo sobre as outras três faces precisa ser q/(8ε 0 ) porque esse cubo
condutor A é zero, uma carga qb + qc fica distribuída sobre sua superfície externa. Se
é um dos oito cubos que cirundam q . Essas três faces estão simetricamente dispostas

em relação a q de modo que o fluxo através de cada uma delas é:


qd não existisse o campo fora de A seria simétrico e radial:

132 133
1 (q b + q c ) Figura 7.13: Cavidade esférica no interior de uma esfera uniformemente carregada.
E= ,
4πε 0 r
2
.

que é o mesmo campo de uma carga puntual situada no centro da esfera. Usando o conceito de superposição mostre que o campo elétrico, em todos os pontos
no interior da cavidade é uniforme e vale:
A influência de qd alterará ligeiramente a distribuição de carga em A , mas sem
r ρ ar
afetar a carga total. Portanto para r grande, a força sobre qd será aproximadamente: E= ,
3ε 0

1 q d (q b + q c ) r
F= onde a é o vetor que vai do centro da esfera ao centro da cavidade. Note que ambos
4πε 0 r2 os resultados são independentes dos raios da esfera e da cavidade.

A força em A precisa ser exatamente igual e oposta à força em qd .

O valor exato da força em qd é a soma da força aproximada de A sobre qd mais a


7.3 CARGAS E CAMPO ELÉTRICOS NA SUPERFÍCIE DE CONDUTORES

força que agiria em qd se a carga total sobre e dentro de A fosse zero, que
corresponde à atração devido a indução de cargas sobre a superfície da esfera. No Exemplo 7.1 vimos que as cargas elétricas em um condutor se distribuem
em sua superfície. Em geral, a densidade superficial de cargas na superfície é variável.
Para pontos próximos à superfície, o campo elétrico é perpendicular à superfície; se

ATIVIDADE 7.5 isso não ocorresse, haveria uma componente deste campo paralela à superfície, que
produziria movimento de cargas até que a nova distribuição delas anulasse esta
ESFERA UNIFORMEMENTE CARREGADA DE DENSIDADE VOLUMÉTRICA ρ
componente.

Podemos calcular facilmente o valor do campo elétrico nos pontos próximos à


Uma região esférica está uniformemente carregada com uma densidade volumétrica de superfície do condutor usando a lei de Gauss. A Figura 7.14 mostra um condutor de
carga ρ . Seja r o vetor que vai do centro da esfera a um ponto genérico P no forma qualquer e um ponto P próximo a ele, onde vamos determinar o campo.

interior da esfera. Como P está muito próximo à superfície do condutor, podemos escolher uma

a) Mostre que o campo elétrico no ponto P é dado por: superfície de Gauss na forma de uma caixa cilíndrica com uma base na superfície E
outra, passando por P.
r ρr
E= rˆ
3ε 0

b) Uma cavidade esférica é aberta na esfera, como nos mostra a figura 7.13.

Figura 7.14 : Superfície de Gauss para uma região na superfície de um condutor

134 135
No interior do condutor, o campo elétrico é nulo; assim, a única contribuição
ao fluxo do campo elétrico é dada pela superfície que contém P. Seja A a sua área, a
lei de Gaus nos fornece:

r σA
∫ E ⋅ nˆdA = EA = ε 0
.

De onde vem:

σ
E= .
ε0 (7.1)
Figura 7.15 Experiência com interferência e blindagem eletrostática
O fato das cargas elétricas em condutores se colocarem na superfície externa
deles tem grande importância prática pois está na origem da chamada gaiola de
Faraday, usada por ele para demonstrar este fato. A gaiola de Faraday nada mais é SOLUÇÃO:
que uma gaiola metálica que, se carregada, não oferece perigo algum para pessoas
Sem afastar o aparelho elétrico do dispositivo, Ricardo deveria ter envolvido o
que se colocarem dentro dela, pois, ao tocarem a gaiola por dentro, não ficam em
aparelho com a cúpula metálica, e não o dispositivo.
contato com as cargas elétricas e não correm risco de choques eletricos. A gaiola de
Faraday é usada em atividades que envolvem altas correntes elétricas.

Da mesma forma, um condutor oco pode ser usada para produzir blindagem EXEMPLO 7.7: MÉTODO DA CARGA IMAGEM
eletrostática. Quando queremos proteger um aparelho de qualquer outra influência
Considere uma carga q a uma distância h acima de um plano condutor, que
elétrica, nós envolvemos esse aparelho com uma capa metálica. Nestas condições
dizemos que o aparelho está blindado, pois nenhum fenômeno elétrico externo poderá tomaremos como infinito. Seja q > 0 . a) Desenhe as linhas de campo elétrico; b) Em

aferá-lo. que ponto da superfície do condutor se encontra uma linha que nasce na carga
puntiforme e sai dela horizontalmente, isto é, paralelamente ao plano?
Se você observar o interior de uma TV poderá notar que alguns dispositivos se
apresentam envolvidos por capas metálicas, estando portanto, blindados por esses
condutores.

EXEMPLO 7.6

BLINDAGEM ELETROSTÁTICA

Ricardo verificou que a presença de uma dispositivo carregado estava perturbando o


funcionamento de um aparelho elétrico, colocado próximo à ele. Para resolver o
problema de interferência o estudante envolveu o dispositivo com uma cúpula Figura 7.16: Linhas de campo Figura 7.17: Visão em close up

metálica, como mostra a figura 7.15. Contudo ele não foi bem sucedido. Como
Ricardo deveria ter agido, sem afastar o dispositivo do aparelho elétrico?
Solução: Vamos chamar de z o eixo perpendicular ao plano que passa pela carga q .

136 137
Esperamos que a carga positiva q atraia carga negativa do plano. Claro que a carga

negativa não se acumulará numa concentração infinitamente densa no pé da


perpendicular que passa por q .

Também lembremos que o campo elétrico é sempre perpendicular à superfície do


condutor, nos pontos da superfície. Muito próximo à carga q , por outro lado, a

presença do plano condutor só pode fazer uma pequena diferença.

Podemos usar um artifício. Procuramos um problema facilmente solúvel cuja solução Figura 7.19: Ângulo do campo
(ou parte dela) pode ser ajustada ao problema em questão.
Assim o campo elétrico aí é dado por:
Considere duas cargas iguais e opostas, puntiformes, separadas pela distância 2h.
2kq 2kq h
Ez = − cosθ = − 2
(r 2 + h 2 ) (r + h 2 ) (r 2 + h 2 )1/2

2kqh
=−
(r 2 + h 2 )3/2

A densidade superficial de carga no plano condutor, pode ser calculada usando a lei de
Gauss. Não há fluxo através so "fundo" da caixa. Logo, pela lei de Gauss:
Figura 7.18: Artifício da carga imagem.

r q
No plano bissetor da reta que une as cargas (reta AA) o campo elétrico é em todos os ∫E • nˆdA = ε 0

pontos perpendicular ao plano.

A metade superior do desenho acima satisfaz a todos os requisitos do problema da


q σ
carga e do plano infinito. ou: En A = ⇒ En =
ε0 ε0
Podemos dessa forma calcular a intensidade e a direção do campo sobre o plano
condutor em qualquer ponto. onde En é a componente normal do campo. Portanto

Considere um ponto na superfície a uma distância r da origem. 2 qh 2q h qh


1
σ = Ezε 0 = − ε0 = ε0 = −
A componente z do campo de q neste ponto é 4π ε 0 (r 2 + h 2 ) 3/2 4π ε 0 ( r 2 + h 2 ) 3/2 2π ( r 2 + h 2 ) 3/2

kq Apenas para verificação, a carga superficial total deve igualar a − q . De fato, ela é:
Ez = − cos θ
(r 2 + h 2 ) ∞
Qtotal = ∫ σ 2π r dr
o
A "carga imagem", − q , sob o plano, contribui com uma componente z igual.
Onde usamos:

138 139
∞ ∞ 2π ∞ RESPOSTAS COMENTADAS DAS ATIVIDADES PROPOSTAS
∫ ∫
− ∞ −∞
dxdy = ∫
0 ∫ r dr dθ
0

∞ hr dr
= −q ∫ = −q ATIVIDADE 7.1
0 (r 2 + h 2 )3/2
A solução é semelhante à do exemplo 7.1. A diferença está no sinal do produto escalar
Este e o chamado método das imagens! Voltando à solução do nosso problema, nós r
E ⋅ nˆ , que, agora é negativo, pois o campo elétrico aponta de fora para dentro da
determinaremos R , a distância a partir da origem que a linha de campo que parte
superfície. Daqui em diante o sinal negativo aparece, indicando apenas o sentido do
horizontalmente de q , atinge o plano como sendo a distância que determina a
vetor campo elétrico (lembre-se que o módulo é sempre positivo).
metade da carga induzida no plano (isto é, − q/2 ), confinada num círculo de raio R .

q ∞
− = σ 2π r dr
2 ∫0
ATIVIDADE 7.2

Você não encontrará resposta para essa atividade.


ou:

1 R h r dr h h 1
= [−
2 ∫0 ( R 2 + h 2 ) 3/2
= ]0R = =
h2 + R 2 h2 + R2 2 ATIVIDADE 7.3

Ou, ainda: Neste caso o problema r = b é idêntico ao anterior. Vimos que a carga sobre a
superfície b tem que ser − q para que não haja campo elétrico entre b e c . Mas
h 2 + R 2 = 4h 2 ⇒ R = 3h .
agora, como não há cargas "extras" sobre o condutor, os elétrons vão migrar para a
superfície interna deixando necessariamente um excesso de carga positiva + q na

superfície exterior à casca. Neste caso o campo na região externa será:

q rˆ
E= .
4π ε 0 rP2

ATIVIDADE 7.4

Pelos mesmos argumentos de simetria, qualquer carga q numa das faces do cubo terá

campo paralelo àquela face, tal que o fluxo nessa face será zero. Portanto, por essa
mesma face só passará o fluxo criado pelas outras quatro cargas na face oposta do
cubo. O fluxo total sobre essa face será equivalente à quatro vezes o fluxo que uma
carga q cria através de uma face, calculado no exemplo. Assim, o fluxo total por uma

4 q
face será Φ = .
3 8ε 0

ATIVIDADE 7.5

140 141
a) Desenhando a superfície de Gauss, ilustrado na figura 7.20, e tomando um ponto consideramos esse problema somado com o problema de uma distribuição uniforme,
r r r
genérico sobre ele, teremos, usando a lei de Gauss: com carga oposta localizada em â : r = a + rP . O fluxo do campo elétrico que atravessa

4π rP3 a superficie de Gauss é:


E ⋅ 4π rP2 = ρ
3ε 0
ρ 4π rP3
E2 ⋅ 4π rP2 = − ×
r ρ ε0 3
ou: E= rP rˆ.
3ε 0
ρ rp
E2 ⋅ = − .
3ε 0
r
r ρr ρr r ρ r r
Tal que: E 2 = − P rˆP = − P P = − ( r − a ).
3ε 0 3ε 0 rP 3ε 0

O campo total é dado por E1 (a ) + E2 :

r ρ r ρ r r ρ r
E= r− (r − a ) = a.
Figura 7.20: Superfície de Gauss. 3ε 0 3ε 0 3ε 0

b) A maneira de calcular o campo dentro da cavidade é usar o princípio da


PENSE E RESPONDA
superposição. Se a densidade volumétrica de carga também preenchesse a cavidade
PR7.1) Como você pode explicar o fato do campo devido a uma placa de carga infinita
teríamos que o campo num ponto dentro da cavidade r̂ (ver figura 7.21):
ser uniforme, tendo a mesma intensidade em todos os pontos, não importando a sua
r r ρ distância até a superfície carregada?
E1 ( r ) = r rˆ
3ε 0
PR7.2) Por que o campo elétrico de uma haste infinita carregada não é infinito se a
carga também é infinita? A lei de Coulomb estaria sendo violada?

Figura 7.21: Superfície de Gauss.

Para incluir o efeito da cavidade, usamos o princípio da superposição, isto é,

142 143
AULA 8: APLICAÇÕES DA ELETROSTÁTICA

ATIVIDADE 8.3

OBJETIVOS
A figura 8.3 mostra uma seção de um tubo longo de metal. Ele possui um raio

• UTILIZAR OS CONCEITOS DE FORÇA ELÉTRICA, CAMPO ELÉTRICO, LEI DE COULOUM E


R=3,00 cm e está carregado com uma densidade superficial de carga
LEI DE GAUSS PARA RESOLVER PROBLEMAS MAIS ELABORADOS DA ELETROSTÁTICA λ = 2,00.10 −8 C m. Determine o módulo do campo elétrico E a uma distância radial

NÃO PASSE PARA A PRÓXIMA AULA SEM RESOLVER AS ATIVIDADES DESSA AULA! (a) r = R 2 e (b) r = 2R . (c) Faça um gráfico de E em função de r no intervalo
0 ≤ r ≤ 2R .

8.1 ATIVIDADES COM APLICAÇÕES DA ELETROSTÁTICA

ATIVIDADE 8.1

Na figura 8.1, as linhas de campo elétrico do lado direito têm separação duas vezes
menor do que no lado esquerdo. No ponto A, o campo elétrico vale 40N/C. (a) Qual
é o módulo da força sobre um próton colocado em A? (b) Qual é o módulo do
campo elétrico no ponto B? Figura 8.3: Seção reta de um tubo longo de metal carregado.

ATIVIDADE 8.4

A figura 8.4 mostra dois cilindros concêntricos de raios a e b. Ambos possuem a


Figura 8.1: Linhas de campo elétrico. mesma densidade linear de carga λ. Calcule o campo elétrico no ponto P situado à
distância r do eixo dos cilindros, tal que:

a) r<a
ATIVIDADE 8.2
b) a<r<b
Três partículas são mantidas fixas nos vértices de um triângulo eqüilátero, como
c) r>b
ilustra a figura 8.2. As cargas valem q1 = q 2 = +e e q3 = +2e . A distância a=6,00
µm. Determine (a) o módulo e (b) a direção do campo elétrico no ponto P.

Figura 8.4 : Condutores cilíndricos com mesma quantidade de carga


Figura 8.2: Disposição das cargas

144 145
ATIVIDADE 8.7

Em uma placa fina, infinita, não-condutora com uma densidade superficial de

ATIVIDADE 8.5
carga σ , foi aberto um pequeno furo circular de raio R. O eixo z é perpendicular à
placa e está no centro do furo. Determine o campo elétrico no ponto P que está a
Considere um disco circular de plástico de raio R carregado uma densidade
um distância z da placa. Dica: Utilize o princípio da superposição.
superficial de cargas positivas σ, figura 8.6. Qual é o campo elétrico no ponto P,
situado no eixo central a uma distância z do disco?

Figura 8.7: Furo circular numa placa.

ATIVIDADE 8.8

Uma pequena esfera não-condutora de massa m e carga q está pendurada em fio


não-condutor que faz um ângulo θ com uma placa vertical, não-condutora,
Figura 8.5: Disco carregado com uma densidade superficial de cargas positivas σ.
uniformemente carregada, figura 8.7 Considerando a força gravitacional a que a
esfera está submetida e supondo que a placa possui uma grande extensão, calcule
a densidade superficial de cargas σ da placa.
ATIVIDADE 8.6

Dois discos muito grandes com a mesma densidade de carga, mas com cargas de
sinais contrários são colocados face a face como na figura 8.6. Calcule o campo
elétrico na região entre eles

Figura 8.7: Ilustração da atividade 8.8.

Figura 8.6: Campo elétrico entre discos carregados

146 147
ATIVIDADE 8.9
RESPOSTAS COMENTADAS DAS ATIVIDADES PROPOSTAS

A figura 8.9 mostra duas esferas maciças de raio R, com distribuições uniformes de
cargas. O ponto P está sobre a reta que liga os centros da esferas, a uma distância Atividade 8.1
R 2 do centro da esfera 1. O campo elétrico no ponto P é nulo, qual a razão entre (a) Através da figura vemos que o campo elétrico aponta da direita para a
a carga da esfera 2 e da esfera 1? esquerda. A força elétrica é dada por:
r
F = 1,6 × 10 −19 × (− 40 ) iˆ = 6,4 × 10 −18 iˆ .

(b) Como discutido anteriormente, o módulo da campo elétrico é proporcional à


densidade de linhas de campo elétrico, então o campo elétrico no ponto B vale 20
N/C.
Figura 8.9: Esferas maciças da atividade 8.9

Atividade 8.2

(a) Note que as cargas q1 e q 2 tem o mesmo módulo, por simetria podemos
concluir que sua contribuições se anulam no ponto P. A magnitude do campo no
ponto P será:

r 1 2e 1 2e
E = = = 160 N C .
4πε 0 rp2 4πε 0 a 2 ( )2

(b) O campo tem o mesmo sentido da linha que une a carga 3 ao ponto P.

Atividade 8.3

Considere uma superfície cilíndrica de área A e e raio rp , concêntrico ao eixo do


cilindro. Fazendo uso da lei de Gauss podemos escrever:

r q
∫ E • nˆ da = 2 π rp E = .
A ε0

(a) No interior do cilindro o campo elétrico é nulo, pois não há cargas no interior da
superfície gaussiana.

λ
(b) Para r p > R temos que q enc = λ. Então E (r ) = . Substituindo os valores
2 π rp ε 0

de λ e rp temos:

E = 5.99 × 10 3 N C .

(c) O gráfico de E versus r é mostrado abaixo:


148 149
rada por ela é nula, o campo fora dos cilindros também será nulo.

Atividade 8.5

Vamos dividir o disco em anéis concêntricos e calcular o campo elétrico no ponto P


integrando sobre todos os anéis. Na figura 8.6 estão representados esses anéis. A
carga do anel é dada por:

dq = σ dA = σ 2 π r dr ,

Figura 8.12: Gráfico de E versus r . onde dA é a área do anel elementar. O campo elétrico produzido por uma anel já
foi resolvido, utilizando esse resultado podemos escrever o campo elétrico
O valor máximo para o campo elétrico é dado para r = 0,030m e vale:
dE como:
λ
E max = = 1,2 × 10 4 N C . z σ 2 π r dr σz
2 π rε 0 dE = =
2 r dr
.
4ε 0
( ) (z )
3 3
4πε 0 z + r
2
p
2 2 2
p + r2 2

Atividade 8.4 Para calcular E basta integrar sobre toda a superfície do disco, ou seja, integrando

Pela figura 8.4, podemos ver que o campo elétrico tem direção radial.
em relação à variável r de r = 0 a r = R . Assim temos:

σz
∫ (z )
R
(a) Consideremos uma superfície de Gauss cilíndrica de comprimento L e raio −3 2
E = ∫ dE = 2
+ r2 2 r dr.
4ε 0
p
rp < a . Aplicando a lei de Gauss para ela, temos: 0

r Integral dessa forma já foi resolvida em aulas anteriores, e o resultado é dado por:
q
∫ E • nˆ da = E (2π r p L) = enc = 0
A ε0 R
 
σ z  zp + r
2
(
2
)
−1 2
 σ 
 zp 
.
porque não há carga elétrica nas regiões em que r<a. E=   = 1 − 
4ε 0  1  2ε0 z 2p + R 2 
− 
b) Nesse caso, a superfície de Gauss terá um raio r p e envolverá uma carga total  2  0

− q . Então, a equação acima nos dá:

−q Atividade 8.6
E (2π r p L) =
ε0 O campo elétrico na região interior das placas é a soma vetorial dos campos
gerados por cada uma das placas. No sistema de coordenadas da figura 8.6, temos:
ou:

q 1 q λ r r r r r
E= − =− =− E = E + + E − = E + iˆ + E − ( −iˆ) = E + − E −
2π r p Lε 0 2 π ε 0 rp L 2 π ε 0 rp

O sinal negativo mostra que o campo elétrico está apontado do cilindro exterior Em que os índices positivo e negativo indicam as placas. A expressão do módulo do
para o interior. campo elétrico de cada placa é dada pela equação final da Atividade 8.5. Nela, a

c) Nesse caso, a superfície de Gauss terá um raio r>b. Como a carga total encer coordenada z deve ser substituida por x, posto que o eixo paralelo ao campo agora

150 151
é o eixo Ox. Fazendo a conta para o campo em um ponto dentro da região das σ
E= .
placas, com coordenada x, obtemos: 2ε 0
σ ˆ −σ ˆ σ
E= i− ( −i ) = Dividindo 8.2 por 8.1 e substituindo o valor de E temos:
2ε 0 2ε 0 ε0
qσ 2ε mg tan θ
= mg tan θ → σ = 0 .
2ε 0 q
Atividade 8.7

A distribuição de carga neste problema é equivalente a uma placa carregada com


uma densidade superficial de carga σ mais um disco circular com raio R carregado Atividade 8.9
com uma densidade superficial de carga − σ . O campo produziso pela placa O campo eletrico no interior e exterior de uma esfera carregada já foi calculado nas
r r
chamaremos de E placa e o campo produzido pelo disco de E disco , utilizando o aulas anteriores. O campo devido à esfera 1 é:

princípio da superposição podemos escrever:


r r r
Etotal = E placa + E disco . q1 q1  R  q1
E1 = r1 =  = .
4πε 0 R 3 4πε 0 R 3  2  8πε 0 R 2
Utilizando os resultados obtidos em atividades anteriores, o campo será dado por:
E o campo da esfera 2 é:
r  σ  ˆ (− σ )  z  ˆ σz
E total =   k + 1 − k= kˆ.
 2ε 0  2ε 0  
z2 + R2  2ε 0 z 2 + R 2
q2 q2
Atividade 8.8 E1 = = .
4πε 0 r 2 4πε 0 (1,5 R )
2

A esfera faz um ângulo θ com a placa. Estando em equilíbrio, as forças sobre a


A razão entre as cargas será:
esfera devem se anular. A figura 8.13 ilustra as forças que atuam na esfera.

q2 9
= = 1,125.
q1 8

Figura 8.13: Diagrama de forças que atuma na esfera.


r
Podemos decompor a tensão na corda e aplicar a condição de equilíbrio, ∑F = 0.
Assim teremos:

T cos θ = mg (8.1)

Tsen θ = qE . (8.2)

O campo criado por uma placa já é conhecido e tem módulo:

152 153
$8/$(1(5*,$327(1&,$/(/e75,&$ →
!

  WUDEDOKR UHDOL]DGR SRU Fe       
    qo  
  
        Q 

2%-(7,926
B→ → Qq o B 1 Qq o B dr
W AB = ³ Fe • ds = ³ rˆ • rˆ dr = ³
• '(),1,5$(1(5*,$327(1&,$/(/e75,&$ A 4πε o A r2 4πε o A r2 
• &$/&8/$5 $ (1(5*,$ 327(1&,$/ (/e75,&$ 3$5$ ',675,%8,d®(6 6,03/(6 '(
     
#  


# 
&$5*$6(/e75,&$6
& &
* & & rP − rQ
 r = rP − rQ e rˆ = & & 
rP − rQ
75$%$/+2((1(5*,$327(1&,$/(/e75,&$
2EVHUYH TXH WAB  p XPD IXQomR DSHQDV GD GLVWkQFLD HQWUH DV FDUJDV H
&     Q 
   
   ' 
 # 
SRUWDQWRLQGHSHQGHGRFDPLQKRXVDGRSDUDFDOFXODUDLQWHJUDOGHOLQKDGH$
& →

      ' rQ . (
      
  E   DWp % (QWmR SRGHPRV FRQFOXLU TXH D IRUoD &RXORPELDQD p XPD IRUoD
& FRQVHUYDWLYD

 
!    
 #  rP )   q 0 , 
 !  
&    qo      
3     
"    
    
 Fe  *        
    +      ,  -.

& & Fe   IXQomRHQHUJLDSRWHQFLDO 4     
  3 
 

      
 #  rQ rP     
 

& &
         
 #  / rP − rQ )    
 ! 
 
      #     
 U B − U A 
   
 % H $  '  DR

 +. QHJDWLYR GR WUDEDOKR WAB  UHDOL]DGR SHOD IRUoD HOpWULFD QR GHVORFDPHQWR GD

FDUJDGH$DWp%

B→ →
U B − U A = −W AB = − ³ Fe • ds /-51
 A 

/HPEUHVHTXHQR6,DXQLGDGHGHHQHUJLDHWUDEDOKRpR-RXOH>-@

(;(03/2

   -6  "       qo = +4,5 n C          
, -.0
 #  +   
!
( )

#        
   '     E = 2,00 ×103 N / C ˆj  &  
   
  + *     q0 é:
 #   
 ∆U   qo  
& &
→ → 1 Qq o rP − rQ
Fe = qo E = & &  /1  3/13 &/1  &

4πε o * &
rP − rQ
2
rP − rQ /-.1

( * #  
      
        
2
& &
rP − rQ 
     
            "     

156 157
OB 3 3
cos θ = = = = 0.83
AB 2 2 + 32 13

(
# :


( )( )
U B − U A = −WAB = − 4,5×10-9 C 2,0×103 N/C (0,83) 2,0 ×10−2 m 2 + 3,0 ×10−2 m2 ( ) (
2
)
2

U B − U A = − 2,7 × 10 -7 J 

 
, -6
1 +  qo         3   & 
"        
 
6ROXomR   

! 
       #     
 
   
   C → →
W BC = ³ q o E • ds
     
 
  
"        
       qo 
B 

C → C →

   
!


W BC = ³ q o (2,0 × 10 3 N/C) ˆj • ds = q o (2,0 × 10 3 N/C) ³ ˆj • ds 
B B
B→ →
W AB = ³ Fe • ds  C
 A
WBC = q o (2,0 × 10 3 N/C)³ cos φ ds 
B
→ →
&  Fe = q o E  → →
    
   φ    2  
 E   ds  8 
    2  
B → → →
W AB = ³ q o E • ds &
 -69        2  
 
 E e ds . (
# 
 A 
C
1 
'
4    3 WBC = (4,5 × 10 -9 C)(2,0 × 10 3 N/C) cos φ ³ ds 
B
B →


W AB = ³ q o (2,0 × 10 3 N/C) ĵ • ds 
A W BC = (4,5 × 10 -9 C) (2,0 × 10 3 N/C) cos 135 o 4,2 × 10 -2 m 2 ( )

B
W AB = q o (2,0 × 10 3 N/C) ³ ĵ • ds  W BC = −2,6 × 10 −7 J 
A

→ U C − U B = −WBC = +2,6 × 10-5 J 


0  

 
    ĵ • ds = (ds )cosθ , o  θ  2  

→ →
→ →
10
 E     
 ds    

'
4    
E   ds 
  
"        
      &    (  

B
 W AB = q o (2,0 × 10 3 N/C)³ cos θ ds       
 
 
&  
A

C → →
B W AC = ³ q o E • ds 
W AB = (4,5 × 10 -9 C) (2,0 × 10 3 C) cos θ ³ ds A
A 
C
7 W AC = (4,5 × 10 -9 C) (2,0 × 10 3 N/C) cos β ³ ds 
A

158 159
→ → $    

   


   β  2  
 E   ds   qo       &(
# 

C &   Fe   
 
   

W AC = (4,5 × 10 C) (2,0 × 10 N/C) cos 90 ³
-9 3 o
ds 
A
 #   '
    QmRpFRUUHWRIDODUPRVHPHQHUJLD

WAC = 0  SRWHQFLDO GH XPD FDUJD DSHQDV (




  

      

    
 /        
 1  
UC −U A = 0       
       /  *   qo 1     
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   #       $      
 , 
# 

 
       
   
  

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 qo 
  (*   -.      
"             
 
;      
     
  U A = 0       
 !
   
3    
0         
(*         

P→ →
U P = − q o ³ E • ds 
  A /-<1

3(16((5(6321'$ 
& (1(5*,$327(1&,$/(/e75,&$'('8$6&$5*$632178$,6
0  
   U B − U A   W AB   E = −2,0 × 10 ˆj N/C?
−3

!  
    
 
     
  

$     
& &
   Q  
 #  rQ e   
 qo  
 #  r0 ,      

     0
      
   
   
1Ë9(/=(52'((1(5*,$327(1&,$/

# 
    
 #  -5   
   #       
 

& &
 
   DGLIHUHQoDGHHQHUJLDSRWHQFLDOHQWUHGRLVSRQWRV 
→ 1 Q r0 − rQ
E= & & 
     
  !      
    "     
       4πε o & &
r0 − rQ
2
r0 − rQ

    DUELWUDULDPHQWH         
    (
  
 
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"     QtYHO ]HUR GH HQHUJLD SRWHQFLDO         
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 1  & & & r0 − rQ
r = r0 − rQ e rˆ = & & 
QXPHULFDPHQWH  
  
!(
#  r0 − rQ
P→ → &
U P − 0 = −W AP = − ³ Fe • ds
  ds = rˆ dr e:
 A /-61
P→ → 1 Q
2 QtYHO ]HUR GH HQHUJLD SRWHQFLDO p HVFROKLGR JHUDOPHQWH QR SRQWR U P = − qo ³ E • ds = − qo
r

∞ 4πε o ³∞ r2
rˆ • rˆ dr 
HP TXH D IRUoD p QXOD        
 *        

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   $   

  
2
 r
Qq o 1 Qqo § 1 1 ·
           
 :   



        UP = − − =− ¨− + ¸ 
4πε o r ∞ 4πε o © r ∞ ¹
   
#  
          "   
 

160 161
(
#  &    
    q3  4*  
#   
 

1 Qqo 1 Qqo      q1   q2     


  
  

$    q1  
UP = = 

4πε o r 4πε o r0 − rQ /-=1
q3    q2   q3 #   
 


 #  -=       


 
      Q   qo  1 q1 q3 1 q 2 q3
U 13 = & &   U 23 = & & 
& &
    
2 r = r0 − rQ #   "  
#   4πε o r3 − r1'  4πε o r3 − r2'

   >         


    
    
   (
#   


 
 

$ 
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 $    # -=
U = U 12 + U 13 + U 23


(1(5*,$327(1&,$/(/e75,&$'(9È5,$6&$5*$632178$,6
1 q1 q2 1 q1q3 1 q 2 q3
&     
  

$       q1   q2       U= & & + & & + & & 
& & 4πε o r2 − r1' 4πε o r3 − r1' 4πε o r3 − r2'
 
2 r2 − r1'   
 -=>    

!        $    
     
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  U = 0   
     
     
           
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U 12 = & &
4πε o r2 − r1' 
 


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¦ r& & /-@1
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i < j 
 
  
   
   U = 0  
ri = ∞ 

(;(03/2

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,  -= :   


 q1 q 2 
#        
2
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r2 − r1 ;   qo = 6,0 µC   q1 = 4,0µC  
#   
  *A        /BB

     q3      4*   


       q1      
2
 C BB  1  /DB  C BB  1 
& & & &
r3 − r1'    q 2   r3 − r2 
 
 
)  
   , -@

162 163
 
   
 q2 = −5,0µC  
  
 
         


  
 
    
 !      /.5  C B  1 &    

 
 
   
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, -F:   
      
 
1 qo q1 1 qo q 2 1 q1q2
U= & & + & & + & & 
4πε o r1 − r0' 4πε o r2 − r0' 4πε o r2 − r1'
 0    
  *       
             
 
  ( #    
  
      
0  rij 
2 
  qi    q j (
#    
 

          (


    #     

   "   #   *    


               

U=
( ¨
−6
)( +
−6
) ( −6
)(+
−6
) ( −6
1 § 6,0 ×10 C 4,0 ×10 C 6,0 ×10 C − 5,0 ×10 C 4,0 ×10 C − 5,0 ×10 C ·
¸¸
)( −6
)
 


& & & & &
4πε o ¨© 8,0 ×10−2 m 12×10−2 m 4,0 ×10−2 m τ = a × F+ + a × F− 
¹
 
&
(   a  
 #  / 
  
1 
 
  

(
#  U = −4,0J 
& &
0 &     
   
     F = q E   4   
  

$7,9,'$'( 
# 
&
τ = a F+ senθ + a F− senθ = 2 a q E senθ = p senθ 
; ?    
 q1 = 9,4 mC  q2 = −5,2 mC   q3 = 6,0 mC  
#   
 

   
2  E
    l = 3,0 mm  &    
 

     
 
?  #     "     
 
 
   
? 
  
   #    
#  p = 2aq &      
 &

 
      p 
        
     
 
$7,9,'$'( # 
 
 
& & &
  
             l  
#  
   q1 = +e  q2 = +5e  τ = p× E 

q3 = − e   q4 = −2e  0
"    
 
     #    
+       
       
      
  *  
     
         
"  *
    
 
#  
      0
"      
       

 
#   2  θ 0  
 θ 
',32/2(/e75,&2(080&$032(/e75,&2

 θ θ θ θ
W = ³ τ dθ = ³ p E sen θ dθ = p E ³ sen θ dθ = p E − cos θ θ0
= − p E (cos θ − cos θ 0 )
θ0 θ0 θ0
&      
         
  /,  
& 
-F1   
   
    p  2  θ    
  
 

"            
 ( "    $   
  
 #  θ 0 = π / 2       
& &
U = − p E cos θ = − p • E /-F1

164 165
5(63267$6&20(17$'$6'$6$7,9,'$'(63523267$6 &  W AB = WAO + WOB 


W AB = 0 + 2,7 × 10 −7 J 
$7,9,'$'(
W AB = 2,7 × 10 −7 J 
5(63267$&20(17$'$
( 
#  ∆U = − 2,7 × 10 -7 J  (  
       
     
'

0
"  WAB    

'
4    
  


    qo             
      
 3 9     

#    
 ∆ U 
   
'
4   *  
'
4 
  
 
  
0/   
   1   
0     
    
G

 
3 
→ → → →
O B $7,9,'$'(
W AB = W AO + WOB Ÿ W AB = ³ q o E • ds + ³ q o E • ds
A O 
5(63267$&20(17$'$

0     qo   
    
0 
 E      !       
   
  
    
  
→ #  -=    
    
 
   
#   
  
 ds    ' θ1 = 90 o       
"        

 & 
2 
   l 

      &   

1 § q1q2 q1q3 q2 q3 ·
O → → U= ¨ + + ¸
W AO = ³ q o E • ds  4πε o © l l l ¹
A

B
W AO = qo (2,0 × 10 3 N/C) ³ cos θ1 ds  U=
1 1
(q1q2 + q1q3 + q2 q3 ) 
A 4πε o l

q1 = 9,4mC  q2 = −5,2mC  q3 = 6,0mC   l = 3,0mm


B
W AO = q o (2,0 × 10 3 N/C) cos 90º ³ ds  >

    
A



WAO = 0 
U = −7,1 × 10 7 J 

0
"     
 0
3
$7,9,'$'(
B → →
WOB = ³ q o E • ds  5(63267$&20(17$'$
O

B 
WOB = q o (2,0 × 10 3 N/C) ³ cos θ 2 ds 
O

B
WOB = q o (2,0 × 10 3 N/C) cos 0 o ³ ds 
O



          θ 2 = 0 

WOB = (4,5 × 10 −9 C )(2,0x10 3 N/C )(3,0 × 10 -2 m 2 )



WOB = 2,7 × 10 -7 J  , -D

:     -D 


  
    

166 167

 1 *H.= CAH.= 
1 *HBCAH6B 
1 § q1q 2 q1q3 q1q4 q 2 q3 q2 q 4 q3 q4 ·
U= ¨ + + + + + ¸ 
4πε o © l l 2 l l l 2 l ¹
(-=1 :   . H =6 &   5 H @= & 
#      *A  

U=
1 1§
¨ (e)(5e) +
(e )(− e) + (e)(− 2e) + (5e)(− e) + (5e)(− 2e) + (− e)(− 2e)·¸    /BB  C BB  1  /BB  C 6B  1  
 


4πε o l© 2 2 ¹ :
  
   
    
 
  
1 *H@B CAHBB 
(
# 
1 *H6= CAHBB 
1 *HBCAH5B 
1 11 2 e 2 11 2 e 2 
U =− =−  
4πε o 2 l 8πε o l
(-@1 )     
  
        H 5= L& 
 
  &  
? 
 3 &   * HB=B A HBC

(;(5&Ë&,26'(),;$d­2 *3 H .B  A3 H BC *& H B A& H .=   


 
 :
  
    
 


1 
  
  3
(-.1 )  
$   #  
          H 56 &
1 
  
  &
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   ;   
1 
  
3 &
 
    
    
   
$  $ 

4     6B    "    3  
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.B<*.B I:
 
1 0
"     
$
1     
 
 
  
  3

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  +H.=& +H.=&
1 &  
"        
        
    
    
3  
    
&   

   
:
1 0
"        
 ) 3 
   
   3 ) &

  
  & ) : 
  
  :

(-61:
     
 
 


          
            
   JH.B@K&   
  
2 .BB 

(-<1 )     H <6 & 
      
     

 :
      
  (     
 
 
  
1 *H6B CAHB

168 169
$8/$327(1&,$/(/e75,&2 $HTXDomR  SRGHVHUHVFULWDHPWHUPRVGRFDPSRHOpWULFR&RPHIHLWRGHVWD
 HTXDomRYHP
2%-(7,926
W AB 1 B & &
'(),1,5327(1&,$/(/e75,&2 VBA = −
qo
=−
qo ³q
A
o E • ds
2%7(52327(1&,$/(/e75,&2'(6,67(0$6&209È5,$6&$5*$6(/e75,&$6

RX

B & &
2327(1&,$/(/e75,&2 V BA = − ³ E • ds   
A

1D DXOD DQWHULRU GHILQLPRV D HQHUJLD SRWHQFLDO HOpWULFD HP XP SRQWR 3 GR 6H R QtYHO ]HUR GH SRWHQFLDO IRU WRPDGR QR SRQWR $ D HTXDomR DFLPD QRV PRVWUD
HVSDoR &RQWXGR HOD GHSHQGH GDV FDUJDV TXH JHUDP R FDPSR HOpWULFR EHP FRPR TXHRSRWHQFLDOQRSRQWR% UHODWLYRDRSRQWR$ p
GDFDUJD qo TXHVRIUHDDomRGRFDPSRQHVVHSRQWR3DUDHOLPLQDUDGHSHQGrQFLD B & &
V B = − ³ E • ds 
A
GH qo  H HVSHFLILFDU GLUHWDPHQWH R FDPSR HOpWULFR HP 3 LQWURGX]LPRV XPD QRYD
JUDQGH]DFKDPDGDSRWHQFLDOHOpWULFR 

$GLIHUHQoDGHSRWHQFLDOHOpWULFR VBA HQWUHGRLVSRQWRV%H$GHXPFDPSR 327(1&,$/(/e75,&2'(80$&$5*$3817,)250(

HOpWULFR p GHILQLGDFRPR D GLIHUHQoD GH HQHUJLD SRWHQFLDO HOpWULFD ∆U  SRUXQLGDGH &RQVLGHUHPRV XPD FDUJD Q  VLWXDGD HP XP SRQWR GR HVSDoR FXMR YHWRU
&
GHFDUJD qo HQWUHHVWHVGRLVSRQWRVRXVHMD SRVLomR UHODWLYR D XP GDGR UHIHUHQFLDO 2 p rQ . 2 SRWHQFLDO HP RXWUR SRQWR 3 GR
&
HVSDoRGHYHWRUSRVLomR rP , pGDGRHPUHODomRDRLQILQLWRSRU
U B −U A W
VB − VA = = − AB    

qo qo


7DO FRPR QR FDVR GD HQHUJLD SRWHQFLDO QmR GHILQLPRV SRWHQFLDO HP U 1 Q
V= = & & 
WHUPRVDEVROXWRVDSHQDVDGLIHUHQoDGHSRWHQFLDOHQWUHGRLVSRQWRV%H$ qo 4 π ε o rP − rQ
(VVD GLIHUHQoD VHUi QXPHULFDPHQWH LJXDO DR SRWHQFLDO HP XP SRQWR % VH
& & &
DUELWUDULDPHQWH FRQVLGHUDUPRV R SRQWR $ FRPR QtYHO ]HUR GH SRWHQFLDO QRTXDO R 1RWH TXH R YHWRU r = rP − rQ p R YHWRUSRVLomR GR SRQWR 3

SRWHQFLDOpWRPDGRDUELWUDULDPHQWHFRPRQXOR&RPRQDHQHUJLDSRWHQFLDORQtYHO UHODWLYDPHQWHjFDUJD4VHXPyGXORpLJXDOjGLVWkQFLDHQWUHDFDUJD4HR
QRUPDOPHQWH p WRPDGR D XPD GLVWkQFLD LQILQLWD GDV FDUJDV TXH JHUDP R FDPSR SRQWR3(VVDGLVWkQFLDLQGHSHQGHGRUHIHUHQFLDOXVDGRSDUDHVSHFLILFDURV
HOpWULFR YHWRUHVSRVLomR GD FDUJD 4 H GR SRQWR 3 (VWH IDWR p TXH VLPSOLILFD

e SUHFLVR PDLV XPD YH] WRPDU XP FXLGDGR HVSHFLDO FRP R FDVR GH HQRUPHPHQWHRSUREOHPDGHHVSHFLILFDUPRVRFDPSRHOpWULFRHPXPSRQWR

GLVWULEXLo}HV LQILQLWDV GH FDUJDV 1HVVDV VLWXDo}HV VH HVFROKHUPRV R LQILQLWR FRPR DWUDYpVGRSRWHQFLDO

QtYHO GH SRWHQFLDO REWHUHPRV XP SRWHQFLDO LQILQLWR HQWmR D SRVVLELOLGDGH PDLV 6HHVFROKHUPRVRUHIHUHQFLDOQDFDUJDTXHJHUDRFDPSRSRGHPRVHVFUHYHU
FRQYHQLHQWH p HVFROKHU R QtYHO ]HUR GH SRWHQFLDO FRLQFLGHQWH FRP D RULJHP GR TXH
 
VLVWHPDGHFRRUGHQDGDVHVLWXDGDQDGLVWULEXLomRGHFDUJDV
 U 1 Q 1 Q
V= = & ≡  
1R 6, D XQLGDGH GH SRWHQFLDO HOpWULFR p R -RXOH SRU &RXORPE TXH qo 4 π ε o r 4 π ε o r
UHFHEH R QRPH GH 9ROW HP KRPHQDJHP D $OHVVDQGUR 9ROWD    

LQYHQWRUGDSLOKDGH9ROWD

(QWmR9ROW -RXOH&RXORPE 327(1&,$/(/e75,&2'(9È5,$6&$5*$6

170 171
&
2 SRWHQFLDO HP XP SRQWR 3 GH YHWRUSRVLomR rP HP UHODomR D XP GDGR 9RFr QHP SUHFLVDULD UHVROYHU R SUREOHPD DOJHEULFDPHQWH 1RWH TXH DV GLVWkQFLDV
& GDV FDUJDV DR FHQWUR GR TXDGUDGR VmR DV PHVPDV &RPR DV FDUJDV HVWmR
UHIHUHQFLDOHPXPFDPSRHOpWULFRJHUDGRSRUYiULDVFDUJDVTLGHYHWRUHVSRVLomR ri 
GLVWULEXtGDV VLPHWULFDPHQWH HP SRVLomR H VLQDO  UHODWLYDPHQWH DR FHQWUR R
HPUHODomRDRPHVPRUHIHUHQFLDOpDVRPDDOJpEULFDGRVSRWHQFLDLVGHYLGRDFDGD
SRWHQFLDOWHPTXHVHU]HUR
XPDGDVFDUJDVVHSDUDGDPHQWH
N 
1 qi
V=
4πε 0
¦ r& &   
i =1 P − ri

 $7,9,'$'(

RXHPWHUPRVGDGLVWkQFLDHQWUHDVFDUJDVHRSRQWR3
7UrVFDUJDV q1 = +e  q2 = −e H q3 = +2e 

N
HP TXH H p D FDUJD GR HOpWURQ HVWmR
1 qi
V≡
4πε 0
¦r
i =1
 QRV YpUWLFHV GH XP UHWkQJXOR GH
i
GLPHQV}HV [  FP FRPR PRVWUD D

ILJXUD  'HWHUPLQH R SRWHQFLDO 
(;(03/2 HOpWULFRQRSRQWR3 )LJXUD

$ILJXUDPRVWUDTXDWURFDUJDV q1 = q2 = q3 = q4 = 1,0µC QRVYpUWLFHVGHXP 

TXDGUDGRGHODGRXPTXDGUDGRGHODGR a = 4,2 cm 'HWHUPLQHRSRWHQFLDOHOpWULFR $7,9,'$'(

QRFHQWUR&GRTXDGUDGR
7UrV SDUWtFXODV FDUUHJDGDV

q1 = +e  q2 = +2e  H q3 = −e  HVWmR QRV


YpUWLFHV GH XP WULkQJXOR UHWkQJXOR FRP

FDWHWRV GH ODGRV l1 = 2,0 cm  H

l 2 = 2,0 cm  YHMD D ILJXUD  


'HWHUPLQH R SRWHQFLDO HOpWULFR GHVVH 

)LJXUD3RWHQFLDOQRFHQWURGRTXDGUDGR VLVWHPDQRVSRQWRV3H3 SRQWRPpGLR


)LJXUD
GDKLSRWHQXVD 
6ROXomR 3DUD REWHU R SRWHQFLDO HOHWULFR QR FHQWUR & GR TXDGUDGR XWLOL]DPRV D
HTXDomR  (VFROKHQGR FRPR UHIHUHQFLDO R FHQWUR GR TXDGUDGR WHPRV TXH 
& & & &
rP = 0 e rP − rq = ri . (QWmR 327(1&,$/(/e75,&2'(80',32/2(/e75,&2
&
4  &RQVLGHUHPRVXPGLSRORHOpWULFRFRQIRUPHPRVWUDD)LJXUD6HMDP r+
1 q
V= ¦ i ,
4πε 0 i =1 ri R YHWRUSRVLomR GD FDUJD SRVLWLYD UHODWLYDPHQWH j RULJHP 2 GR VLVWHPD GH
& &
FRRUGHQDGDV r− RYHWRUSRVLomR GD FDUJD QHJDWLYDH r R YHWRUSRVLomR GRSRQWR3
§ ·
1 ¨ +q +q −q −q ¸ RQGHGHVHMDPRVFDOFXODURSRWHQFLDOHOpWULFR
V= ¨ + + + ¸
4πε 0 ¨ a 2 a 2 a 2 a 2 ¸
© 2 2 2 2 ¹ 2SRWHQFLDOHOpWULFRHP3pDVRPDDOJpEULFDGRVSRWHQFLDLVSURGX]LGRVSHODVGXDV
FDUJDV
V =0

172 173
1 q 1 q q r− − r+ &RPR r >> a  SRGHPRV GHVHQYROYHU D UDL] TXDGUDGD SHOR WHRUHPD ELQRPLDO
V (r ) = − = (10.7)
4πε 0 r+ 4πε 0 r− 4πε 0 r− r+ REWHQGR


ª 1 2 a cosθ º ª a cosθ º
r+ ≅ r «1 − »¼ ≅ r «¬1 −
¬ 2 r r »¼

ª 1 2 a cosθ º ª a cosθ º
r− ≅ r «1 + »¼ ≅ r «¬1 +
¬ 2 r r »¼

(QWmR

ª a cosθ a cosθ º 2a cosθ


r− − r+ = r «1 + −1+ =r = 2a cos θ
¬ r r »¼ r

(r− )( r+ ) = r 2
 
)LJXUD3RWHQFLDOSURGX]LGRSRUXPGLSRORHOpWULFR
/HYDQGRHVVHVYDORUHVHP  REWHPRV


1DILJXUDWHPRV
1 2 a q cos θ 1 p cosθ
 V (r ) = = (10.8)
4πε 0 r2 4πε 0 r 2
D QRWULkQJXOR3 T 2 r +
2
= r + a − 2 a r cosθ 
2 2

E QRWULkQJXOR3 T 2 r −
2
= r 2 + a 2 + 2 a r cosθ p = 2 a q  p R PRPHQWR GH GLSROR 2 kQJXOR θ  p R kQJXOR TXH R YHWRU
HP TXH
 &
PRPHQWRGRGLSROR p ID]FRPDGLUHomRGRSRQWRRQGHVHFDOFXODRSRWHQFLDO YHU
GHRQGHSRGHPRVWLUDUTXH
ILJXUD 
1
ª a 2 2 a cosθ º 2
r+ = r «1 + 2 − »
¬ r r ¼ $ HTXDomR   PRVWUD TXH R SRWHQFLDO HOpWULFR GR GLSROR YDULD FRP R

1 LQYHUVRGRTXDGUDGRGDGLVWkQFLDDRGLSROR
ª a 2 2 a cosθ º 2
r− = r «1 + 2 + » 
¬ r r ¼ &RPR VDEHPRV R PRPHQWR GH GLSROR p UHSUHVHQWDGR SRU XP YHWRU FRP PyGXOR
p = 2 a q GLUHomRGDOLQKDTXHXQHDVGXDVFDUJDVHVHQWLGRGDFDUJDQHJDWLYDSDUD
1R GLSROR R SRQWR 3 HVWi VLWXDGR D XPD GLVWkQFLD r >> a . $VVLP SRGHPRV DSRVLWLYD&RPHOHDHTXDomR  SRGHVHUHVFULWDYHWRULDOPHQWHFRPR
GHVSUH]DURVWHUPRVTXDGUiWLFRVGHQWURGDUDL]TXDGUDGDHHVFUHYHU 
& &
ª 2 a cosθ º
1
2 1 p •r
r+ ≅ r «1 − V (r ) =
¬ r »¼ 4πε 0 r 3
1
ª 2 a cosθ º 2
r− ≅ r «1 + »¼
¬ r
$7,9,'$'(

'HWHUPLQH R SRWHQFLDO HOpWULFR HP XP SRQWR 3 SUy[LPR D XP GLSROR HOpWULFR GH

174 175
( ) $)LJXUDPRVWUDDVOLQKDVGHIRUoD OLQKDVFKHLDV GRFDPSRHOpWULFRJHUDGRSRU

−15
PRPHQWRGHGLSROR p = − 1,60 × 10 C m iˆ TXHHVWiQDPHGLDWUL]GD UHWDTXH OLJD
XPD FDUJD SRVLWLYD H DV LQWHUVHo}HV VREUH D IROKD GH SDSHO GDV VXSHUItFLHV
−9
DVGXDVFDUJDVGHPyGXORLJXDOD e = 1,60 × 10 C FRQIRUPHDILJXUD HTXLSRWHQFLDLV SDUD D PHVPD FDUJD OLQKDV WUDFHMDGDV  1RWH TXH DV VXSHUItFLHV
HTXLSRWHQFLDLVQHVWHFDVRVmRVXSHUItFLHVHVIpULFDV OLQKDVWUDFHMDGDV 

)LJXUD 

683(5)Ë&,(6(48,327(1&,$,6

 2SRWHQFLDOGHXPDFDUJDHOpWULFDLVRODGDGHDFRUGRFRPDHTXDomR  

YDULDFRPRLQYHUVRGDGLVWkQFLDDHOD(QWmRWRGRVRVSRQWRVGRHVSDoRVLWXDGRVj
PHVPDGLVWkQFLDUGDFDUJDWHUmRRPHVPRSRWHQFLDOHHVWDUmRVREUHDVXSHUItFLHGH )LJXUD/LQKDVGHIRUoDHVXSHUItFLHVHTXLSRWHQFLDLVGR

XPD HVIHUD GH UDLR U TXH p GHQRPLQDGD VXSHUItFLH HTXLSRWHQFLDO 4XDOTXHU FDPSRHOpWULFRJHUDGRSRUXPDFDUJDSRVLWLYD

FRQILJXUDomR GH FDUJDV JHUD VXSHUItFLHV HTXLSRWHQFLDLV FXMD IRUPD GHSHQGH GD 

GLVWULEXLomR $ILJXUDPRVWUDDVOLQKDVGHIRUoD OLQKDVFKHLDV GRFDPSRHOpWULFRJHUDGRSRU

8PDSURSULHGDGHLPSRUWDQWHGDVXSHUItFLHHTXLSRWHQFLDOpTXHTXDQGRXPD GXDV FDUJDV GH VLQDLV FRQWUiULRV DVVLP FRPR DV LQWHUVHo}HV GDV VXSHUItFLHV

FDUJD HOpWULFD VH GHVORFD VREUH HOD D IRUoD HOpWULFD QmR UHDOL]D WUDEDOKR HTXLSRWHQFLDLVFRPDIROKDGHSDSHO OLQKDVWUDFHMDGDV 

VREUH D FDUJD SRUTXH GRLV SRQWRV GD VXSHUItFLH WHUmR VHPSUH R PHVPR
SRWHQFLDO

2XWUD FRQVHTrQFLD p TXH R FDPSR HOpWULFR HP FDGD SRQWR GD VXSHUItFLH
HTXLSRWHQFLDOGHYHVHUVHPSUHSHUSHQGLFXODUjVXSHUItFLH&RPHIHLWRFRPR

B & & 
VBA = − ³ E • ds
A


HFRPRDYDULDomRGRSRWHQFLDOHQWUHGRLVSRQWRV$H%GDVXSHUItFLHHTXLSRWHQFLDOp
& & &
QXOD R SURGXWR HVFDODUE • ds GHYH VHU QXOR WDPEpP /RJR FRPR ds p VHPSUH
&
WDQJHQWH j VXSHUItFLH HTXLSRWHQFLDO VHJXHVH TXH E GHYH VHU SHUSHQGLFXODU j

VXSHUItFLH
)LJXUD/LQKDVGHIRUoDHVXSHUItFLHVHTXLSRWHQFLDLVGR
FDPSRHOpWULFRJHUDGRSRUGXDVFDUJDVGHVLQDLVFRQWUiULRV

176 177
5(63267$6&20(17$'$6'$6$7,9,'$'(63523267$6 1 2e 1 4e
V2 = = 
4πε 0 l 2 / 2 4πε 0 l 2
$7,9,'$'( 

 $7,9,'$'(
6HMD D  P H E  P DV GLPHQV}HV GRV ODGRV GR UHWkQJXOR GD )LJXUD  
&
&RORFDQGRRUHIHUHQFLDOQRSRQWR3 rP = 0 . (QWmRGDHTXDomRWHPRV
/HPEUHVHGDGHILQLomRGHPRPHQWRGHGLSROR

ª e 2e º &
1 e p = −q d iˆ 
V= « + − »
4πε 0 ¬ a b a2 + b2 ¼ &
 (PTXH d pDGLVWkQFLDHQWUHDVGXDVFDUJDVH p pXPYHWRURULHQWDGRGD
−19
&RP e = 1,60 × 10 &REWHPRV FDUJDQHJDWLYDSDUDDFDUJDSRVLWLYD'HVVDIRUPD

ª 1 º 
2 1
V = 9 × 109 N m 2 / C 2 ×1,6 × 10 −19 C « + − » &
0,10 + 0,20 m ¼» 
¬« 0,10 m 0, 20 m 1,60 × 10−30 C m
2 2
p
d= = = 1,00 × 10−11 m
ou: q 1,60 × 10−19 C

V = 14 ×10 −10 [10 + 10 − 4,5] N / C = 2,2 × 10 −8 V


$7,9,'$'(



)LJXUD

2EVHUYH D ILJXUD  7RPDQGR FRPR UHIHUHQFLDO R SRQWR PpGLR GD OLQKD
)LJXUDFRQILJXUDomRGDVFDUJDV
 TXHVHSDUDDVFDUJDVGRGLSRORWHPRVTXH
&RQVLGHUHPRVRUHIHUHQFLDOQDFDUJDH$GLVWkQFLDGRSRQWR P1 a ela é d1 = l 2 
& & * −d ˆ & d &
H D GLVWkQFLD GR SRQWR P2 a ela é d 2 = l 2 / 2 . 3HOD VLPHWULD GD FRQILJXUDomR GH rP = 7 d ˆj r+ = r1 = i r− = r2 = i 
2 2
FDUJDV YHPRV TXH FRPR DV FDUJDV H VmR LJXDLV H GH VLQDLV FRQWUiULRV D
3HOR7HRUHPDGH3LWiJRUDV
FRQWULEXLomRGHODVSDUDRSRWHQFLDOWRWDOpQXODWDQWRQRSRQWR P1 TXDQWRQRSRQWR

P2 SRLVHODVHVWmRjVPHVPDVGLVWkQFLDVGHVWHVSRQWRV(QWmRRSRWHQFLDOWRWDOQR d2
r1 = 49d 2 +
2

4
SRQWR P1 é:
1 2e r1 = r2 = 7,00 × 10 −12 m
V1 =
4πε 0 l 2 'HDFRUGRFRPDHTXDomR

(QRSRQWR P2 RSRWHQFLDOp
1 § + e ( −e ) ·
V= ¨ + ¸
4πε 0 ¨© r1 r2 ¸¹

178 179
6XEVWLWXLQGRRVYDORUHVREWHPRV

V = 0

2XVHMDRSRWHQFLDOQRSRQWR3DVVLQDODGRQDILJXUDpLJXDOD]HUR

6H YRFr SUHVWDU DWHQomR QD HTXDomR   YHUi TXH SDUD SRQWRVVREUHD
PHGLDWUL]GRVHJPHQWRTXHXQHDVGXDVFDUJDVGRGLSRORRkQJXOR θ = 90º /RJRD
SUySULDHTXDomR  GiGLUHWDPHQWH V = 0 

(;(5&Ë&,26'(),;$d­2

(  'HWHUPLQH R SRWHQFLDO HOpWULFD HQWUH GXDV SODFDV LQILQLWDV FDUUHJDGDV FRP
FDUJDVGHVLQDLVRSRVWRVHGHPHVPRYDORUFRPGHQVLGDGHVXSHUILFLDOGHFDUJDı 
—&VHSDUDGDVHQWUHVLSRUXPDGLVWkQFLDGHPP

(  8PD FDUJD T   Q& HVWi QD RULJHP GR VLVWHPD GH FRRUGHQDGDV
FDUWHVLDQDV'HWHUPLQHRSRWHQFLDOHOpWULFRQDVSRVLo}HV
D [ FP\ 
E [ FP\ FP
F [ \ FP

( 'XDVFDUJDVT Q&HT Q&HVWmRQRSODQR[\FRPFRRUGHQDGDV
 FP  FP  H  FP  FP  UHVSHFWLYDPHQWH 'HWHUPLQH R SRWHQFLDO
HOpWULFRQDVSRVLo}HV
D [ FP\ FP
E [ FP\ FP
F [ \ FP

(  8PD FDUJD SRQWXDO SRVLWLYD FRP FDUJD LJXDO D T  Nj&HVWi QD RULJHP
&RQVLGHUHWUrVSRQWRV$%H&FRPFRRUGHQDGDV[$ P\$ [% P
\%   [&   \&   P UHVSHFWLYDPHQWH 'HWHUPLQH D GLIHUHQoD GH SRWHQFLDO
HOpWULFR
D HQWUHRVSRQWRV$H%
E HQWUHRVSRQWRV$H&
F HQWUHRVSRQWRV%H&

180
$8/$  327(1&,$/ (/e75,&2 '( ',675,%8,d®(6 ‡ dV = r 2 sinθ dr dφ dθ SDUDFRRUGHQDGDVHVIpULFDV
&217Ë18$6'(&$5*$(/e75,&$
$ GHQVLGDGH YROXPpWULFD GH FDUJDV FKDPDGD GH ρ  LQGLFD R Q~PHUR GH
 FDUJDVSRUXQLGDGHGHYROXPH

2%-(7,926 
• '(7(50,1$5 2 327(1&,$/ (/e75,&2 '( 6,67(0$6 &20 ',675,%8,d­2
 327(1&,$/ (/e75,&2 '( ',675,%8,d®(6 /,1($5(6 '(
&217Ë18$'(&$5*$6(/e75,&$6
&$5*$



 2 HOHPHQWR GH FDUJD HOpWULFD dq  FRQWLGR HP XP HOHPHQWR dx GH
 327(1&,$/ (/e75,&2 '( ',675,%8,d®(6 &217Ë18$6 '(
FRPSULPHQWR GD GLVWULEXLomR GH FDUJDV é dq = λ dx . 2 SRWHQFLDO JHUDGR SRU HVWH
&$5*$ &
HOHPHQWR dq VLWXDGRjGLVWkQFLD r GRSRQWR3GHYHWRUSRVLomR rP pGDGRSRU

1 dq 1 λ dx
 2SRWHQFLDOGHXPDGLVWULEXLomRFRQWtQXDGHFDUJDpFDOFXODGRGLYLGLQGRHVWD dV (rP ) = =
4πε 0 r 4πε 0 r
GLVWULEXLomR HP HOHPHQWRV GH FDUJD dq , FDGD XP GHOHV VLWXDGR j GLVWkQFLD U GR
HRSRWHQFLDOJHUDGRSHODGLVWULEXLomRpHQWmR
SRQWRRQGHVHGHVHMDFDOFXODURSRWHQFLDOHLQWHJUDQGRVREUHWRGDDGLVWULEXLomR
1 λ dx
 V (rP ) =
4πε 0 ³ r (11.2)
1 dq  
V = ³ dV =
4π ε o ³ r

$ VHJXLU YHUHPRV DOJXQV H[HPSORV GH FiOFXOR GR SRWHQFLDO H PRVWUDUHPRV QXP
H[HPSORRQGHMiFDOFXODPRVRFDPSRHOpWULFRFRPRRFiOFXORGRSRWHQFLDOILFDPDLV

IiFLOHVLPSOHV
3DUD UHVROYHU SUREOHPDV TXH HQYROYHP R FiOFXOR GR SRWHQFLDO HOpWULFR GH

GLVWULEXLo}HVFRQWtQXDVGHFDUJDHPGXDVHWUrVGLPHQV}HVpLPSRUWDQWHUHOHPEUDU
RVHOHPHQWRVGHiUHD dA HGHYROXPH dV  ([HPSOR

D 3DUDGLVWULEXLo}HVVXSHUILFLDLVGHFDUJDV 8P ILR UHWLOtQHR H KRPRJrQHR GH FRPSULPHQWR AB = 2l  HVWi FDUUHJDGR


XQLIRUPHPHQWH FRP FDUJD q  &DOFXODU R SRWHQFLDO HOpWULFR JHUDGR SRU HVWH ILR QR
‡ dA = dx dy SDUDFRRUGHQDGDVFDUWHVLDQDVHPXPDVXSHUItFLHSODQD
SRQWR3TXHHVWiQDPHGLDWUL]GRILR ILJXUD 
‡ dA = r dr dθ SDUDFRRUGHQDGDVSRODUHV SRUH[HPSORHPXPGLVFR 

$GHQVLGDGHVXSHUILFLDO σ LQGLFDRQ~PHURGHFDUJDVSRUXQLGDGHGHiUHD

 E 'LVWULEXLomRYROXPpWULFDGHFDUJDVRHOHPHQWRGHYROXPH dV SRGH
VHUH[SUHVVRFRPR

‡ dV = dx dy dz SDUDFRRUGHQDGDVFDUWHVLDQDV
)LJXUD)LRUHWLOtQHRKRPRJrQHR
‡ dV = r dr dφ dz SDUDFRRUGHQDGDVFLOtQGULFDV 
6ROXomR 6HMD R VLVWHPD GH FRRUGHQDGDV FRP RULJHP HP 2 SRQWR PpGLR GRILR

181 182
FRP HL[R 2] SHUSHQGLFXODU DR SDSHO H VDLQGR GHOH 6HP SHUGD GH JHQHUDOLGDGH 6ROXomR1R([HPSORHQFRQWUDPRVSDUDXPILRILQLWRGHFRPSULPHQWR 2l H
SRGHPRV HVFROKHU R SRQWR 3VLWXDGR QR SODQR \] DVFRRUGHQDGDV VHUmR 3 \  GHQVLGDGH OLQHDU GH FDUJDV λ  TXH R SRWHQFLDO UHODWLYR DR LQILQLWR p GDGR SHOD
1HVWHVLVWHPDWHPRV HTXDomR  

rP = y r = x2 + y2 
3RGHPRVFRQVLGHUDUXPILRLQILQLWRFRPRXPFDVROLPLWHGHVVDH[SUHVVmRTXDQGR

2HOHPHQWRGHFDUJD dq SURGX]XPSRWHQFLDO dV QRSRQWR3LJXDOD l >> y , HHVFUHYHU

1 λ dx 1 ª l2 + y2 + l º 1 ª 1 + y 2 / l 2 + 1º
dV ( y ) =  V ( y) = λ ln « »= λ ln « ». 
4πε 0 x2 + y2 4πε o «¬ l + y − l »¼ 4πε o
2 2
«¬ 1 + y 2 / l 2 − 1»¼

HPTXH r pDGLVWkQFLDHQWUHRHOHPHQWRGHFDUJD dq HRSRQWR3(QWmRFRPRD 


'HVHQYROYHQGRDUDL]TXDGUDGDFRPR7HRUHPD%LQRPLDOWHPRV
GHQVLGDGHOLQHDU λ pFRQVWDQWH
2
1§ y·
1 l dx 1+ y2 / l 2 ≈ 1+ ¨ ¸
V ( y) = λ ³  2© l ¹
4πε 0 −l
x2 + y2 
TXHOHYDGDQDH[SUHVVmRGRSRWHQFLDOQRVGi
3RUWDQWR 

§ y2 ·
q §¨ y + l + l ·¸
2 2
V=
1
ln 
2 + ¨¨ 2 ¸¸
4πε 0 2 l ¨ y + l 2 − l ¸
2
V ( y) =
1
λ ln © 2l ¹ 
 © ¹   4πε o y2
2EVHUYH TXH REWHU R SRWHQFLDO GH XP ILR UHWLOtQHR FDUUHJDGR IRL PDLV IiFLO GR TXH 2l 2
REWHURFDPSRHOpWULFRTXHHOHFULD1DWXUDOPHQWHLVVRVHGHYHDRIDWRGRSRWHQFLDO /RJR
HOpWULFR VHU XPD JUDQGH]D HVFDODU H QmR YHWRULDO FRPR R FDPSR HOpWULFR TXH QRV 1 ª § 4l 2 ·º
V ( y) = λ «ln¨ + 1¸¸»
REULJDULD D LQFOXLUD GLUHomR H RVHQWLGR GR FDPSR HOpWULFR H FDOFXOiOR D SDUWLU GH 4πε o ¬ ¨© y 2 ¹¼ 

VXDVFRPSRQHQWHV
$SOLFDQGRDJRUDDHVWDH[SUHVVmRRGHVHQYROYLPHQWRGRORJDULWPR

α2
ln(1 + α ) = 1 + +
([HPSOR 2
REWHPRVFRP α = 2l / y 
&DOFXOHRSRWHQFLDOHOpWULFRHPXPSRQWR3DXPDGLVWkQFLD y GHXPILRUHWLOtQHR
LQILQLWRFDUUHJDGRXQLIRUPHPHQWHFRPFDUJD4 ILJXUD  1 § 2l ·
V ( y) ≈ λ ln¨¨ ¸¸ 
2πε o © y¹

2EVHUYH TXH WRPDQGR R ILR LQILQLWR WHUHPRV R SRWHQFLDO V ( y )  WDPEpP
LQILQLWR SRLV l → ∞ ,VVRRFRUUHSRUTXH D SUySULD GLVWULEXLomR GH FDUJD p LQILQLWD
$OHUWDPRV QDV DXODV  H  VREUH R FXLGDGR FRP D HVFROKD GR QtYHO GH SRWHQFLDO
SDUDGLVWULEXLo}HVLQILQLWDVGHFDUJDV(VVHH[HPSORQRVPRVWUDTXHQmRSRGHPRV

HVFROKHURLQILQLWRFRPRQRVVRQtYHOGHUHIHUrQFLD3RGHPRVHVFROKHUSRUH[HPSOR
)LJXUD)LRUHWLOtQHRLQILQLWRFDUUHJDGR
XP SRQWR $ TXDOTXHU VLWXDGR D XPD GLVWkQFLD yo  GR ILR LQILQLWR RQGH Vo = 0 

183 184
'HVVDIRUPDWHUHPRV )LJXUD$UFRGHUDLR5

1 § 2l · 1 § 2l · Solução: 7HPRVTXH
V ( y) − V ( y 0 ) = V ( y ) − 0 = λ ln¨¨ ¸¸ − λ ln¨¨ ¸¸
2πε o © ¹
y 2πε © y0 ¹ 
o 1 dq
V (r ) =
4πε 0 ³ r
RX

6HMD R HOHPHQWR GH FRPSULPHQWRGR DUFR FRPR PRVWUDGR QD )LJXUD  7HPRV
λ ª § 2l · § 2 l ·º
V ( y) = «ln¨¨ ¸¸ − ln¨¨ ¸¸» TXH dq = λ R dθ ' HFRPRDGLVWkQFLDGH dq DRFHQWURGRDUFRpFRQVWDQWHHLJXDO
2πε o ¬ © y ¹ © y 0 ¹¼
DRUDLR5GRDUFRYHP
/HPEUDQGRTXH
λ θ2 R λ
V (r ) = ³θ dθ ' = (θ 2 − θ1 ) 
§a· 4πε 0 R 4πε 0
ln a − ln b = ln ¨ ¸ 
1

©b¹ 
1RWHTXHRVkQJXORVVmRPHGLGRVHPUDGLDQRV
WHUHPRVTXH

1 § yo ·
V ( y) = λ ln¨¨ ¸¸ 
$WLYLGDGH
2πε o © y¹
2EWHQKDRYDORUGRSRWHQFLDOQRFHQWURGRDUFRTXDQGRRkQJXORVXEHQWHQGLGRSHOR

DUFRQHVWHFHQWURIRUGHžDDGHQVLGDGHOLQHDUGHFDUJDIRUP&P
$7,9,'$'(

2EWHQKD XPD H[SUHVVVmR SDUD R SRWHQFLDO HOpWULFR HPXP SRQWR 3VLWXDGR D XPD
 327(1&,$/ (/e75,&2 '( ',675,%8,d®(6 683(5),&,$,6 '(
GLVWkQFLD r GHXPFLOLQGURLQILQLWRFRPGHQVLGDGHOLQHDUGHFDUJDV λ 
&$5*$

  3DUD GLVWULEXLo}HV VXSHUILFLDLV GH FDUJD R HOHPHQWR GH FDUJD dq p
([HPSOR
VXEVWLWXtGR SHOR SURGXWR GD GHQVLGDGH VXSHUILFLDO GH FDUJD σ SHOR HOHPHQWR GH
&DOFXOHRSRWHQFLDOHOpWULFRQRFHQWURGHFXUYDWXUDGHXPDUFRGHFtUFXORGHUDLR5
VXSHUItFLH dA ; D LQWHJUDO p FDOFXODGD VREUH D VXSHUItFLH RQGH D FDUJD HVWi
FRPXPDGHQVLGDGHOLQHDUGHFDUJDFRQVWDQWH λ (figura 11.4).
GLVWULEXtGD

(;(03/2

327(1&,$/(/e75,&2'(80',6&2&$55(*$'2

&RQVLGHUHXPGLVFRGHUDLR R XQLIRUPHPHPHQWHFDUUHJDGRFRPFDUJD q &DOFXOH

RSRWHQFLDOJHUDGRSRUHOHHPXPSRQWR3GRHL[RGHVLPHWULDGRGLVFRHVLWXDGRj
GLVWkQFLD x GHVWHFHQWUR

62/8d$2 8P HOHPHQWR GH FDUJD dq FULD XP SRWHQFLDO HOpWULFR dV D XPD

GLVWkQFLD r ' = R 2 + x 2 GRSRQWR3GDGRSRU

185 186
dq 1 327(1&,$/(/e75,&2'(',675,%8,d®(692/80e75,&$6'(
dV ( x) = 
4πε 0 r ' &$5*$

1R FDVR GH GLVWULEXLo}HV YROXPpWULFDV GH FDUJD R HOHPHQWR GH FDUJD dq p
VXEVWLWXtGRSHORSURGXWRGDGHQVLGDGHYROXPpWULFD ρ SHORHOHPHQWRGHYROXPH dV
HDLQWHJUDOpFDOFXODGDVREUHRYROXPHRQGHDFDUJDHVWiGLVWULEXtGD

(;(03/2

327(1&,$/(/e75,&2'(80$&$6&$(6)e5,&$&$55(*$'$

9DPRVGHWHUPLQDURSRWHQFLDOHPXPSRQWR3GHYLGRDXPDFDVFDHVIpULFDGHUDLR

R  TXH SRVVXL XPD GHQVLGDGH VXSHUILFLDO GH FDUJD XQLIRUPH 8VDUHPRV R LQILQLWR
)LJXUDGLVFRFDUUHJDGR
FRPRSRQWRGHUHIHUrQFLD
3DUD UHVROYHU R SUREOHPD YDPRV XVDU FRRUGHQDGDV SRODUHV $VVLP R
HOHPHQWR GH FDUJD dq  p GDGR SRU dq = σ r ′ dθ ′ dr ′  ,QWHJUDQGR D HTXDomR DFLPD
REWHPRV

2π R σ r′
V ( x) = ³ dθ ′³ dr ′ 
0 0 4πε 0 r′ + x2
2

$TXLDLQWHJUDOHP dθ ′ SRGHVHUIHLWDLPHGLDWDPHQWHHYDOH 2π (QWmR

2π σ R r′
V ( x) = ³ dr ′ 
4πε 0 0
r ′2 + x 2

$LQWHJUDOHP r ′ pIHLWDDSDUWLUGDVXEVWLWXLomR
)LJXUD&RRUGHQDGDVGRHOHPHQWRGHiUHD
u = x 2 + r ′2 → du = 2 r ′ dr ′. 
1RVLVWHPDGHFRRUGHQDGDVGD)LJXUDWHPRV
2EWHPRVHQWmRSDUD V ( x) DH[SUHVVmR
rP = z r = R 2 + z 2 − 2 R z cosθ ′ 

[x ]
x2 + R2
σ 1 du σ ªu º1/ 2
σ
2 ε0 ³ 2 u 4 ε0
V ( x) = = « » = 2
+ R2 − x (QWmR
¬ 1/ 2 ¼ x2 2 ε0
1 dq
dV ( z ) =
σ 4πε 0 R 2 + z 2 − 2 R z cosθ ′
V ( x) = [ x 2 + R 2 − x]
2ε 0 
9DPRV XVDU FRRUGHQDGDV HVIpULFDV SDUD UHVROYHU R SUREOHPD GD LQWHJUDomR GD
RX como σ = Q / π R 2 , YHP HTXDomRDFLPDWHPRVHQWmRTXH

q
V ( x) =
Q
[ x 2 + R 2 − x].  dq = σ dA = σ R 2 sinθ ′ dθ ′ dφ ′ H σ=
2πε 0 R 2 4π R 2

187 188
$VVLP E  SDUD SRQWRV GHQWUR GD HVIHUD z < R  H WRPDPRV R VLQDO QHJDWLYR GD UDL]
TXDGUDGDTXHILFD
σ R 2 sin θ ′ dθ ′ dφ ′
dV (rP ) = ,
4πε 0 R + z − 2 R z cosθ ′
2 2
 ( R − z) 2 = R − z 
,QWHJUDQGRWHPRV 
(QWmR

σ 2π π R 2 sin θ ′ Rσ
V ( z) = ³ dφ ′ ³ dθ ′  V ( z) = [( R + z ) − ( R − z )]
4πε 0 0 0
R + z 2 − 2 R z cosθ ′
2
2ε 0 z 

$ LQWHJUDO HP φ ′  SRGH VHU HIHWXDGD LPHGLDWDPHQWH XPD YH] TXH R LQWHJUDQGR Rσ
V ( z) = (r ≤ R ). 
LQGHSHQGHGH φ ′ $LQWHJUDOHP θ ′ VHID]FRPDPXGDQoDGHYDULiYHO RX
ε0

 

x = 2 R z cosθ ′ → dx = −2 R z sinθ ′ dθ ′  $WLYLGDGH

'HWHUPLQDUDSDUWLUGRVUHVXOWDGRVGR([HPSORRSRWHQFLDOHOpWULFRGHQWURH
RTXHGi
IRUDGHXPDFDVFDHVIpULFDFRQGXWRUDGHUDLR5

V ( z) =
σ
4πε 0
R 2 ⋅ 2π ³
+2 Rz

2 Rz
− dx/2 Rz
R +z −x
2 2
=
4
σ R
ε0 z
2 R2 + z 2 − x [ ]
−2 Rz
+ 2 Rz  

$WLYLGDGH
=
σR
2ε 0 z
[R 2
+ z2 + 2 R z − R2 + z2 − 2 R z  ] )DoD XP HVERoR GR JUiILFR GR SRWHQFLDO HOpWULFR SDUD SRQWRV GHQWUR H IRUD
GH XPD FDVFD HVIpULFD FRQGXWRUD FDUUHJDGD HOHWULFDPHQWH FRP GHQVLGDGH

=
σR
2ε 0 z
[ (R + z) 2
− (R − z) 2 .  ] VXSHUILFLDOGHFDUJD σ HUDLR R 


1HVWH SRQWR GHYHPRV WHU FXLGDGR DR H[WUDLU D UDL] TXDGUDGD FXMR YDORU GHYH VHU

XPQ~PHURUHDO

D SDUDSRQWRVIRUDGDHVIHUD z > R HWRPDPRVRVLQDOSRVLWLYRGDUDL]TXDGUDGD 

TXHILFD 

(R − z) = z − R 
2


(QWmR 

Rσ 
V ( z) = [( R + z ) − ( z − R)]
2ε 0 z

RX 

Rσ 2

V ( z) = (r > R)
ε0z 


189 190
5(63267$6&20(17$'$6'$6$7,9,'$'(63523267$6 Rσ RQ 1 Q
V ( R) = = =
ε0 4πε 0 R 2 4πε 0 R


$7,9,'$'(
$7,9,'$'(
3RGHPRVSHQVDUHPXPFLOLQGURLQILQLWRFRPRXPILRLQILQLWRTXHSRVVXLXP

UDLR R  FRPR VXJHUHDILJXUD  2 SRWHQFLDO GHXP FLOLQGUR LQILQLWRFDUUHJDGRp $ ILJXUD  PRVWUD XP HVERoR GRV JUiILFRV GR FDPSR HOpWULFR H GR

VHPHOKDQWH DR SURGX]LGR SRU XP ILR LQILQLWR FRQWXGR FDOFXODPRV R SRWHQFLDO SDUD SRWHQFLDO HOpWULFR SDUD SRQWRV GHQWUR H IRUD GH XPD FDVFD HVIpULFD FRQGXWRUD

SRQWRV HP TXH y > R  1HVVH FDVR SRGHPRV WRPDU FRPR QtYHO GH SRWHQFLDO D FDUUHJDGD

VXSHUItFLHGRFLOLQGURRQGH y = R . 'HVVDIRUPDWHUHPRV

1 §R·
V= λ ln¨¨ ¸¸ 
2πε o © y¹


 )LJXUD  *UiILFRV GR FDPSR HOpWULFR H SRWHQFLDO HOpWULFR GH XPD HVIHUD

)LJXUD&LOLQGURLQILQLWRFDUUHJDGR FDUUHJDGD


1R LQWHULRU GD HVIHUD R FDPSR HOpWULFR p QXOR VHQGR R SRWHQFLDO FRQVWDQWH
$7,9,'$'( 3DUDSRQWRVIRUDGDHVIHUDRFDPSRpLQYHUVDPHQWHSURSRUFLRQDODRTXDGUDGRGH r

6HRkQJXORVXEHQWHQGLGRpGHƒDILJXUDQRVPRVWUDTXH θ 1 = −35 ° HQTXDQWRRSRWHQFLDOpLQYHUVDPHQWHSURSRUFLRQDOD r 



e θ 2 = +35 ° (QWmR
$7,9,'$'(
λ π
V (0) = (θ 2 − θ1 ) = 9 × 10 9 N m 2 / C 2 ×10 × 10 −3 C ×[35º −(−35º )] × 2EWLYHPRV QR ([HPSOR  R SRWHQFLDO HOpWULFR SDUD SRQWRV LQWHULRUHV H
4πε 0 180º
H[WHULRUHV DXPD FDVFD HVIpULFD FRQGXWRUD FDUUHJDGD 3DUD SRQWRVIRUD GD FDVFDR
(P TXH R ~OWLPR WHUPR Gi D WUDQVIRUPDomR GH JUDXV SDUD UDGLDQRV SRWHQFLDOpLQYHUVDPHQWHSURSRUFLRQDODGLVWkQFLDGRFHQWURGDFDVFD(SDUDSRQWRV
1XPHULFDPHQWHHQWmRWHPRV GHQWURGDFDVFDRSRWHQFLDOpFRQVWDQWH9HMDDILJXUD

V (0) = 1,75 ×10−2 V

$7,9,'$'(

&RPRDHVIHUDpPHWiOLFDDFDUJDHOpWULFDVHGLVWULEXLQDVXDVXSHUItFLH(QWmRGH
DFRUGRFRPR([HPSORRSRWHQFLDOGHQWURGDHVIHUDpRPHVPRTXHQDVXD
VXSHUItFLH

191 192
GDTXHVWmRDQWHULRUVHRWHUPLQDOSRVLWLYRGHXPDGHODVHVWLYHVVHHPFRQWDWRFRP
RWHUPLQDOSRVLWLYRGDRXWUD"

(;(5&Ë&,26'(),;$d­2
   
( 2EWHQKDRSRWHQFLDOHOpWULFRHPXPSRQWR3VLWXDGRQRHL[RGHXPDQHOGH
UDLRLJXDODFPFDUUHJDGRXQLIRUPHPHQWHFRPFDUJDGHQ&DXPDGLVWkQFLD
GHFPGRVHXFHQWUR

)LJXUD  *UiILFR GR SRWHQFLDO HOpWULFR SDUD XPD FDVFD HVIpULFD 
FDUUHJDGD
( 8PILRUHWLOtQHRGHFRPSULPHQWRLJXDODPHVWiLVRODGRHFDUUHJDGRFRP
 −9
XPDFDUJD Q = −6,2 × 10 C 8PHOpWURQpDEDQGRQDGRSUy[LPRDRFHQWURGRILRD
3(16((5(6321'$
XPDGLVWkQFLDGHFP

35 3DUDSRQWRVVLWXDGRVDXPDGLVWkQFLD z >> R RSRWHQFLDOGHXPDHVSLUD D 2 TXH VH SRGH GL]HU VREUH R PRYLPHQWR GR HOpWURQ QRV SULPHLURV  V GH

FDUUHJDGDVHUHGX]DRGHXPDFDUJDSXQWLIRUPH" PRYLPHQWR"

 E 2EWHQKD XPD H[SUHVVmR SDUD D DFHOHUDomR YHORFLGDGH H GHVORFDPHQWR GR


35  6H IL]HUPRV R UDLR GH XP GLVFR FDUUHJDGR FRP XPD FDUJD Q  IRU PXLWR HOpWURQQHVVHLQWHUYDORGHWHPSR
JUDQGHTXDOpRSRWHQFLDOHOpWULFRHPXPSRQWRVLWXDGRjGLVWkQFLD z GRFHQWURGR F 'HWHUPLQHDHQHUJLDGRHOpWURQHP t = 10 s 
GLVFR z << R) "
G e SRVVtYHO REWHU XPD UHODomR SDUD R GHVORFDPHQWR SDUD D YHORFLGDGH H
 
DFHOHUDomRSDUDTXDOTXHULQVWDQWHGHWHPSR"-XVWLILTXHVXDUHVSRVWD
35  e SRVVtYHO ID]HU XP DUUDQMR GH FDUJDV SXQWLIRUPHV VHSDUDGDV SRU XPD
GLVWkQFLD ILQLWD GH PRGR TXH D HQHUJLD SRWHQFLDO HOpWULFD VHMD LJXDO j HQHUJLD H 'HWHUPLQH D GLIHUHQoD GH SRWHQFLDO HQWUH RV SRQWRV x0  RQGH R HOpWURQ p
SRWHQFLDOTXDQGRDGLVWkQFLDHQWUHDVFDUJDVIRULQILQLWD" VROWR H x10  RSRQWRRQGHRHOpWURQSDVVDDSyVV 

35 2DWULWRGRDUFRPRFDUURGHYLGRDRPRYLPHQWRSURGX]XPDGLIHUHQoDGH 

SRWHQFLDOGHDOJXQVPLOKDUHVGHYROWV4XDQGRYRFrWRFDDODWDULDQHVVDVFRQGLo}HV (  8P GLVFR FRP UDLR R = 11cm HVWi FDUUHJDGR FRP FDUJD Q = 3,0nC  8PD
SRGHVHUTXH OHYHXPSHTXHQRFKRTXH6HYRFrQRHQWDQWRWRFDHPXPDOLQKDGH
HVIHUD PDFLoD FDUUHJDGD FRP FDUJD q = −6,0nC  UDLR r = 2,5 cm HVWi QR HL[R GR
WUDQVPLVVmR FRP XP SRWHQFLDO FRPSDUiYHO R FKRTXH VHULD IDWDO 3RU TXH H[LVWH
GLVFRDXPDGLVWkQFLDGRVHXFHQWUR
HVVDGLIHUHQoD"
 D 'HWHUPLQHRSRWHQFLDOHOpWULFRQRFHQWURGRGLVFR

35  $ GLIHUHQoD GH SRWHQFLDO HQWUH GRLV WHUPLQDLV GH XPD SLOKD $$ p GH  E 4XDOpRSRWHQFLDOHOpWULFRQRSRQWRPpGLRHQWUHRGLVFRHDHVIHUD
YROW4XDQGRGXDVSLOKDV$$VmROLJDGDVHPVpULHGHPRGRTXHRWHUPLQDOSRVLWLYR
F 'HWHUPLQH D GLIHUHQoD GH SRWHQFLDO HQWUH GRLV SRQWRV VLWXDGRV D XPD
GH XPD GDV SLOKDV HVWHMD HP FRQWDWR FRP R WHUPLQDO QHJDWLYR GD RXWUD TXDO p D
GLVWkQFLD r1 = 3,5 cm H r2 = 8,5 cm GRFHQWURGDHVIHUDTXHROLJDDRFHQWURGRGLVFR
GLIHUHQoD GH SRWHQFLDO HQWUH RV GRLV WHUPLQDLV OLYUHV GHVVD FRPELQDomR" ([SOLTXH
VHXUDFLRFtQLR 


35 4XDOVHULDDGLIHUHQoDGHSRWHQFLDOHQWUHRVGRLVWHUPLQDLVOLYUHVGDVSLOKDV

193 194
r & & z σ & σ
$8/$5(/$d­2(175(&$032(327(1&,$/(/e75,&2 V ( z ) = − ³ E • ds = − ³ ( k • kˆ) ds = − z
r0 0 2ε 2ε 0
0

2%-(7,926

'(7(50,1$5$5(/$d­2(175(327(1&,$/(&$032(/e75,&2
$7,9,'$'(

 &DOFXOH R SRWHQFLDO HP XP SRQWR 3 VLWXDGR j GLVWkQFLD \ GH XP ILR LQILQLWR FRP
GLVWULEXLomRXQLIRUPHGHFDUJDV
2%7(1'22327(1&,$/$3$57,5'2&$032(/e75,&2

 $HTXDomRGRSRWHQFLDOQRSRQWR3 [\] GHXPFDPSRHOpWULFR
(;(03/2
P→ →
&DOFXOHRSRWHQFLDOQRSRQWR3VLWXDGRVREUHRHL[RGHXPDHVSLUDFLUFXODUGHUDLR
VP = ³ dV = − ³ E • ds
A (12.1) 5 j GLVWkQFLD ] GR FHQWUR GHOD VXSRQGR D HVSLUD FDUUHJDGD SRVLWLYDPHQWH FRP
XPDGLVWULEXLomROLQHDUXQLIRUPHGHFDUJDV
HP TXH $ p R QtYHO GH SRWHQFLDO QRV Gi D UHODomR HQWUH R SRWHQFLDO H R FDPSR

HOpWULFR QR SRQWR 3 QD IRUPD LQWHJUDO (OD QRV SHUPLWH GHWHUPLQDU R SRWHQFLDO QR
SRQWR 3 TXDQGR FRQKHFHPRV R FDPSR HOpWULFR QHVWH SRQWR 9HMDPRV DOJXQV 6ROXomR2FDPSRHOpWULFRJHUDGRSRUXPDHVSLUDFLUFXODUGHUDLR5HPXPSRQWR
H[HPSORVGHVXDDSOLFDomR GHVHXHL[RHjGLVWkQFLD]GHVHXFHQWURp

Q z
(;(03/2 E( z) = kˆ
4πε 0 ( R 2 + z 2 ) 3 / 2
3RWHQFLDOGHXPDGLVWULEXLomRSODQDLQILQLWDGHFDUJD
&
(QWmRFRP ds = dz kˆ RSRWHQFLDOQRSRQWR3UHODWLYRDRLQILQLWRp
&DOFXODU R SRWHQFLDO HOpWULFR JHUDGR SRU XPD GLVWULEXLomR SODQD LQILQLWD GH FDUJD
HPXPSRQWR3VLWXDGRDXPDGLVWkQFLD]GDGLVWULEXLomR & & z Q z Q z z
V ( z ) = − ³ E • ds = − ³ (kˆ • kˆ) dz = − ³ dz 
∞ 4πε ( R 2 + z 2 ) 3 / 2 4πε ∞ (R 2 + z 2 )3/ 2
6ROXomR7RPDQGRXPVLVWHPDGHFRRUGHQDGDVFRPRULJHPQRSODQRGHFDUJDVH 0 0

HL[R 2] FRP GLUHomR SHUSHQGLFXODU D HOH RV HL[RV 2[ H 2\ HVWmR VLWXDGRV QR RXFRPDPXGDQoDGHYDULiYHO
&
SODQR WHPRVTXH rP = z H
u = R2 + z 2 → du = 2 z dz z =∞→u =∞ z = z → u = R2 + z 2 
rp & &
V ( z) = − ³ E • ds YHP
r0

R2 + z2
Q 1 R2 + z 2 du Q 1 2 Q 1
HP TXH r0 se refere j SRVLomR GR QtYHO GH SRWHQFLDO 1R FDVR GR SODQR LQILQLWR p V ( z) = −
4πε 0 2 ³
∞ u 3/ 2
=−
4πε 0 2
− 1/ 2
u ∞
=
4πε 0 R + z2
2

PHOKRU HVFROKHUPRV R QtYHO ]HUR GH SRWHQFLDO FRLQFLGLQGR FRP R SODQR 1D
H[SUHVVmR DFLPD FRQKHFHPRV R FDPSR HOpWULFR JHUDGR SHOR SODQR LQILQLWR (OH p 
XQLIRUPHHpGDGRSRU 

& σ ˆ $7,9,'$'(
E= k
2ε 0 &DOFXOHRSRWHQFLDOQRSRQWR3VLWXDGRVREUHRHL[RGHXPDHVSLUDFLUFXODUGHUDLR
5 j GLVWkQFLD ] GR FHQWUR GHOD VXSRQGR D HVSLUD FDUUHJDGD QHJDWLYDPHQWH FRP
HP TXHk̂  p R XQLWiULR GR HL[R 2] $VVLP R SRWHQFLDO HP XP SRQWR 3 [\]  GR XPDGLVWULEXLomROLQHDUXQLIRUPHGHFDUJDV
& 
HVSDoRVHUiFRP ds = ds kˆ 

196 197
(;(03/2 FDUJDGHQWURYROXPHGDHVIHUDGHUDLR r , HQWmR

327(1&,$/'(80$(6)(5$',(/e75,&$&$55(*$'$ q Q r3
= Ÿ q= 
&DOFXODU R SRWHQFLDO GH XPD HVIHUD GLHOpWULFD PDFLoD GH UDLR R  FDUUHJDGD r 3 R3 R3
XQLIRUPHPHQWHFRPFDUJDWRWDO4SRVLWLYDHPXPSRQWR3GHQWURGHOD rP < R  (QWmRDH[SUHVVmRGRFDPSRHOpWULFRILFD

6ROXomR7HPRV &
E=
1 Q
r rˆ (r ≤ rP )
rP & & 4πε 0 R 3
V (rP ) = − ³ E • ds

1RGHVORFDPHQWRGRSRQWR3 r = rP DWpDVXSHUItFLH r = R WHPRVTXH
HPTXHRQtYHOGHHQHUJLDSRWHQFLDOIRLHVFROKLGRVLWXDGRQRLQILQLWR3DUDXPSRQWR
R & & Q R &
3 GR FDPSR D GLVWkQFLDV rP  DR FHQWUR GD HVIHUD WDLV TXH R ≤ rP < ∞ , R FDPSR V ( R) − V (rP ) = − ³ E • ds = − ³ r (rˆ • ds ) 
rp 4π ε 0 R 3 rP

HOpWULFRp
&
& 0DVQRGHVORFDPHQWRGH5DWp rP , rˆ • ds = dr e, então:
E=
1 Q
rˆ (R ≤ rP < ∞ )
4πε 0 r 2 R & § R 2 − rP2 ·
& Q R Q
V ( R ) − V ( rP ) = − ³ E • ds = − ³ r dr = − ¨ ¸
3DUDXPSRQWR3LQWHULRUjHVIHUD 0 ≤ rP ≤ R RFDPSRHOpWULFRpGDGRSRU
rP 4π ε 0 R 3 rP 4π ε 0 R ¨© 2 ¸¹
3

& /RJR
E=
1 q
rˆ (0 ≤ rP ≤ R )
4πε 0 r 2 V ( rP < R) = V ( R) − [V ( R ) − V (rP )] =
§ R 2 − rP2 ·
V ( rP < R ) = V ( R ) − [V ( R ) − V (rP )] =
1 Q Q
HP TXH q p D FDUJD GD HVIHUD FRQWLGD GHQWUR GR UDLR r ≤ rP H r̂  p R XQLWiULR + ¨¨ ¸¸
4πε 0 R 4π ε 0 R 3 © 2 ¹
GLULJLGRGRFHQWURSDUDDVXSHUItFLHGDHVIHUDSRUTXHDFDUJDpSRVLWLYD (VWDVGXDV

H[SUHVV}HVPRVWUDPTXHDFDUJDHOpWULFDFRQWLGDHPXPDHVIHUDGHUDLR rP QmRpD RXHIHWXDQGRDVVLPSOLILFDo}HV

PHVPD SDUD DPERV RV FDVRV $VVLP SDUD FDOFXODU R SRWHQFLDO HP UHODomR D XP Q § 3 R 2 − rP2 ·
V ( rP < R) = ¨ ¸¸ 
QtYHO QR LQILQLWR YDPRV GLYLGLU R SUREOHPD HP GRLV FDOFXODPRV R SRWHQFLDO QD 8πε 0 ¨© R3 ¹
VXSHUItFLH GD HVIHUD H VRPDPRV DOJHEULFDPHQWH   R UHVXOWDGR j GLIHUHQoD GH
SRWHQFLDOHQWUHRSRQWR3LQWHULRUjHVIHUDFDUUHJDGDHjVXSHUItFLH 

V ( rP < R ) = V ( R ) − V (∞) − [V ( R ) − V (rP )] ≡ V ( R ) − [V ( R ) − V ( rP )] 2%7(1'22&$032(/e75,&2$3$57,5'2327(1&,$/

 $HTXDomR  
2SRWHQFLDOQDVXSHUItFLHGDHVIHUDMiQRVpIDPLOLDU
P→ →
VP = ³ dV = − ³ E • ds 
1 Q
V ( R) =
A

4πε 0 R QRV SHUPLWH FDOFXODU R FDPSR HOpWULFR HP XP SRQWR 3 D SDUWLU GR SRWHQFLDO QHVWH
SRQWR3DUDID]HULVVRFRQVLGHUHPRVXPVLVWHPDGHFRRUGHQDGDVFDUWHVLDQDV SRGH
$GLIHUHQoDGHSRWHQFLDOHQWUHDVXSHUItFLHGDHVIHUDHRSRQWR3p
VHU WDPEpP TXDOTXHU RXWUR PDV SDUD VLPSOLILFDU XVDUHPRV DV FRRUGHQDGDV
R & &
V ( R) − V (rP ) = − ³ E • ds  FDUWHVLDQDV 1HVWHVLVWHPDVHMDP
rp
&
ds = dx iˆ + dy ˆj + dz kˆ 
3RUWDQWRSUHFLVDPRVFDOFXODURFDPSRHOpWULFRQRSRQWR3GHQWURGDHVIHUD&RPR
RYHWRUGHVORFDPHQWRQRSRQWR3H
D GHQVLGDGH YROXPpWULFD GH FDUJDV p FRQVWDQWH SRGHPRV HVFUHYHU TXH VH q p

198 199
&
E = E x iˆ + E y ˆj + Ez kˆ   ∂V ∂ 1 1 2x x
= = =
∂x ∂x ( x 2 + y 2 + z 2 ) 1 2 2 ( x 2 + y 2 + z 2 ) 3 2 ( x 2 + y 2 + z 2 ) 3 2
RYHWRUFDPSRHOpWULFRHP3HQWmR
& & ∂V ∂ 1 1 2y y
E • ds = E x dx (iˆ • iˆ) + E y dy ( ˆj • ˆj ) + E z dz ( kˆ • kˆ) = = =
∂y ∂y ( x 2 + y 2 + z 2 ) 1 2 2 ( x 2 + y 2 + z 2 ) 3 2 ( x 2 + y 2 + z 2 ) 3 2
LVWRp
& & ∂V ∂ 1 1 2z z
= = = 
E • ds = E x dx + E y dy + E z dz (12.4) ∂z ∂z ( x 2 + y 2 + z 2 ) 1 2 2 ( x 2 + y 2 + z 2 ) 3 2 ( x 2 + y 2 + z 2 ) 3 2

/HPEUDQGRTXH 'DVHTXDo}HV  WHPRV

∂V ∂V ∂V ∂V
dV = dx + dy + dz   Ex = − =−
x
∂x ∂y ∂z ∂x 3
(x2 + y 2 + z 2 ) 2
RSRWHQFLDO9 [\] SRGHVHUHVFULWRFRPR
∂V y
Ey = − =−
∂V ∂V ∂V ∂y 3
(x2 + y 2 + z 2 ) 2
V = ³ dV = ³ dx + dy + dz  
∂x ∂y ∂z
∂V z
 Ez = − =− 
∂z 3
(x + y + z 2 ) 2
2 2

'DHTXDomR  FRPDVHTXDo}HV  H  YHPHQWmRTXH

∂V ∂V ∂V & & 1 & &


dx + dy + dz = − ( E x dx + E y dy + E z dz )  &RPR r = x iˆ + y j + z kˆ , r = (x2 + y 2 + z 2 ) 2
H E = E x iˆ + E y j + E z kˆ , YHP
∂x ∂y ∂z
TXH
GHRQGHWLUDPRV
& & &
& Q x i + y j + z kˆ Q r 1 Q r
∂V ∂V ∂V E= = =
Ex = − Ey = − Ez = −  4πε 0 ( x 2 + y 2 + z 2 ) 2 4πε 0 r
3 3/ 2
4πε 0 r r
2
∂x ∂y ∂z

TXHVmRDVUHODo}HVHQWUHRSRWHQFLDOQRSRQWR3HRFDPSRHOpWULFRQHVWHSRQWR & 1 Q
RX E = rˆ 
 4πε 0 r 2

(;(03/2 

2SRWHQFLDOHPXPSRQWR3VLWXDGRjGLVWkQFLD r GHXPDFDUJD4TXHJHUDR (;(03/2


FDPSRHOpWULFRp
2SRWHQFLDOHOpWULFRGHXPGLSRORHPXPSRQWR3GRHVSDoRGHFRRUGHQDGDV [\ 
1 Q p
V=
4πε 0 r &
1 p • rˆ
V=
&DOFXOHRFDPSRHOpWULFRQHVWHSRQWR 4π ε 0 r 2

1
6ROXomR7HPRVTXH r = ( x + y + z )
2 2 2 2
(QWmR HP TXH R YHWRU r̂ p R XQLWiULR GD GLUHomR TXH XQH R FHQWUR GR GLSROR DR SRQWR 3

200 201
)LJXUD H p = Qd pRPRPHQWRGHGLSROR&DOFXODURFDPSRHOpWULFRHP3
∂V p ∂ ª z º
Ez = − =− « »=
∂z 4πε 0 ∂z « ( x 2 + y 2 + z 2 ) 3 2 »
¬ ¼

p ª ( x 2 + y 2 + z 2 ) 2 z (3 / 2 ) ( 2 z ) ( x 2 + y 2 + z 2 )1 / 2 º
3

=− « 2 − »=
4πε 0 « ( x + y + z )
2 2 3
(x2 + y 2 + z 2 )3 »¼
¬

p ª 1 3z2 º
=− « 2 − 2 2 5/ 2 »
4πε 0 ¬ ( x + y 2
+ z 2 3/ 2
) ( x + y 2
+ z ) ¼
RX

∂V p § 3z 2 1 ·
)LJXUDRGLSRORHOpWULFR Ez = − = ¨ − ¸
∂z 4πε 0 ¨© r 5 r 3 ¸¹
6ROXomR (VFROKHQGR R HL[R 2] GH XP VLVWHPD GH FRRUGHQDGDV FDUWHVLDQR FRP
RULJHPHP2 FHQWURGRGLSROR WHPRVTXH z = r cos θ e:

1 pz 1 pz
V ( x, y , z ) = = $7,9,'$'(
4π ε 0 r 3 4 π ε 0 ( x 2 + y 2 + z 2 ) 3 2
&DOFXOHRFDPSRHOpWULFRHPXPSRQWR3VLWXDGRjGLVWkQFLDUQRHL[RGHXPGLVFR
(QWmR
FRPXPDGHQVLGDGHGHFDUJDSRVLWLYDFRQVWDQWH
∂V p ∂ ª z º
Ex = − =− « »
∂x 4πε 0 ∂x « ( x 2 + y 2 + z 2 ) 3 2 » 
¬ ¼
6$,%$0$,6
RX
$ HTXDomR   QRV GL] TXH SDUD TXH R SRWHQFLDO HOpWULFR VHMD XQLYRFDPHQWH
GHWHUPLQDGR HP TXDOTXHU SRQWR 3 GH XP FDPSR HOpWULFR p QHFHVViULR TXH D

p ª ( x 2 + y 2 + z 2 ) 2 − z (3 / 2) ( x 2 + y 2 + z 2 ) 2 2 z º
3 1
LQWHJUDO GR VHJXQGR PHPEUR VHMD LQGHSHQGHQWH GD WUDMHWyULD HQWUH R QtYHO $ H R
Ex = − « »
4πε 0 « (x + y + z )
2 2 2 3
»¼ SRQWR3RXVHMDTXHRLQWHJUDQGRVHMDXPDGLIHUHQFLDOH[DWD,VWRVLJQLILFDTXHR
¬
SRWHQFLDO VHMD XPD IXQomR FRQWtQXD H WHQKD GHULYDGDV FRQWtQXDV HP WRGRV RV
RXDLQGD
SRQWRVGRFDPSR'HDFRUGRFRPRWHRUHPDGH6FKZDU]GRFiOFXORGHIXQo}HVGH
p ª 1 3z2 º YiULDVYDULiYHLVDFRQGLomRGHGLIHUHQFLDOH[DWDpTXH
Ex = − « − 2 »
4πε 0 « ( x 2 + y 2 + z 2 ) 2 ( x + y 2 + z 2 ) 5 / 2 »
3

¬ ¼
)LQDOPHQWH ∂ 2V ∂ 2V ∂ 2V ∂ 2V ∂ 2V ∂ 2V
= = = 
∂V p 3xz ∂y∂x ∂x∂y ∂y∂z ∂z∂y ∂x∂z ∂z∂x
Ex = − =
∂x 4πε 0 r 5 

$QDORJDPHQWH (QWmRGHULYDQGR DSULPHLUDGDVHTXDo}HV  HPUHODomRD\HDVHJXQGDHP


∂V p 3 yz UHODomRD[REWHPRV
Ey = − =
∂y 4πε 0 r 5
∂ 2V ∂E ∂ 2V ∂E y
3DUDDFRPSRQHQWHVHJXQGRRHL[R2[WHPRV =− x =−  
∂y∂x ∂y  ∂x∂y ∂x

202 203
$QDORJDPHQWH FRPELQDQGR D SULPHLUD H WHUFHLUD H[SUHVV}HV DVVLP FRPR D
6$,%$0$,6
VHJXQGDHDWHUFHLUDREWHPRV
$HTXDomR  SRGHVHUHVFULWDFRPR
∂ 2V ∂E ∂ 2V ∂E &
=− x =− z   & & &
∂z∂x ∂z ∂x∂z ∂x dV = ∇V • ds = ∇V cos θ ds 

∂ 2V ∂E y ∂ 2V ∂E HP TXH θ  p R kQJXOR HQWUH RV GRLV YHWRUHV (OD QRV LQGLFD TXH D YDULDomR GR
=− =− z  
∂z∂y ∂z ∂y∂z ∂y SRWHQFLDO FRP D SRVLomRQR FDPSR HOpWULFR GHSHQGH GDGLUHomR FRQVLGHUDGD QHVWH
FDPSR(VVDYDULDomRpQXODTXDQGR θ žLVWRpTXDQGRDGLUHomRFRQVLGHUDGD
(QWmRGH    H  YHP
&
GDGDSRU ds  IRU SHUSHQGLFXODU DR JUDGLHQWH GH SRWHQFLDOHOD pPi[LPD SDUD  θ
∂E x ∂E y ∂E x ∂E z ∂E z ∂E y
= = =   žRXTXDQGRHVWDGLUHomRIRUSDUDOHODDRJUDGLHQWHGHSRWHQFLDO(VVHIDWRQRV
∂y ∂x ∂z ∂x ∂y ∂z
LQGLFD TXH R JUDGLHQWH p XP YHWRU TXH QRV GHILQH XPD GHULYDGD GLUHFLRQDO FXMR
TXH GmR D FRQGLomR SDUD TXH RSRWHQFLDO 9 [\]  VHMD XQLYRFDPHQWHGHILQLGR HP YDORUGHSHQGH GD GLUHomR FRQVLGHUDGD HP VHX FiOFXOR$ HTXDomR   QRV GL]
FDGD SRQWR 3 GR FDPSR HOpWULFR (VVD FRQGLomR PRVWUD WDPEpP TXH DV WUrV HQWmRTXHDGLUHomRGHPDLRUYDORUGRFDPSRHOpWULFRpDPHVPDGRJUDGLHQWHGH
FRPSRQHQWHV GR YHWRU FDPSRHOpWULFR QmR VmR LQGHSHQGHQWHV XPDV GDV RXWUDV R SRWHQFLDODOpPGLVVRRVHQWLGRGRFDPSRpRSRVWRDRGRJUDGLHQWHGHSRWHQFLDO.
TXHSHUPLWHUHGX]LUXPSUREOHPDYHWRULDOHPXPSUREOHPDHVFDODU



 $ HTXDomR   QRV SHUPLWH GL]HU TXH R SRWHQFLDO SRGH VHU FRQVLGHUDGR

& &
FRPR R SURGXWR HVFDODU GH GRLV YHWRUHV R YHWRU ds , H XP RXWUR YHWRU ∇V 

GHQRPLQDGR JUDGLHQWH GR SRWHQFLDO FXMDV FRPSRQHQWHV FDUWHVLDQDV VmR DV
GHULYDGDVSDUFLDLVGRSRWHQFLDOUHODWLYDPHQWHjVFRRUGHQDGDV 

& ∂V ˆ ∂V ˆ ∂V ˆ 
∇V = i+ j+ k
∂x ∂y ∂z


$VVLPGH  YHP 


& &
dV = ∇V • ds  

(QWmRSRGHPRVHVFUHYHUXPDUHODomRYHWRULDOHPWHUPRVGRJUDGLHQWHGR 
SRWHQFLDOHRFDPSRHOpWULFR

& &
E = −∇V 

(VWDHTXDomRQRVPRVWUDTXHRFDPSRHOpWULFRWHPDPHVPDGLUHomRTXHR

JUDGLHQWH GH SRWHQFLDO PDV VHX VHQWLGR p RSRVWR DR GR JUDGLHQWH GH
SRWHQFLDO 

204 205
5(63267$6&20(17$'$6'$6$7,9,'$'(63523267$6 $WLYLGDGH

$WLYLGDGH 

2FDPSRHOpWULFRJHUDGRSRUXPILRLQILQLWRFRPGHQVLGDGHXQLIRUPHGHFDUJDHP 2SRWHQFLDOHOpWULFRJHUDGRSRUXPGLVFRFRPXPDGHQVLGDGHVXSHUILFLDOGHFDUJDV

XPSRQWRDXPDGLVWkQFLD\GRILRp FRQVWDQWHHPXPSRQWRGHVHXHL[RGHVLPHWULDVLWXDGRjGLVWkQFLD]GRGLVFRp

& λ 
E= ˆj
2πε 0 y z σ σ
V ( z) = −³ dz = − z
& 0 2ε 0 2ε 0
(P TXH R XQLWiULR HVWi GLULJLGR SHUSHQGLFXODUPHQWH DR ILR (QWmR FRP ds = dy ˆj

YHP &RPRRSRWHQFLDOpIXQomRDSHQDVGDFRRUGHQDGD]WHPRV


& & y λ λ y dy λ §y ·
V = − ³ E • ds = − ³ ( ˆj • ˆj ) dy = − ³ = ln ¨ 0 ¸¸
y0 2πε 0 y 2πε 0 y0 y 2πε 0 ¨© y ¹ ∂V σ
E ( z) = − =
∂z 2ε 0
HPTXH y0 pRUDLRGRILR
(;(5&Ë&,26'(),;$d­2


$WLYLGDGH ( 1RH[HPSORIRLFDOFXODGRRSRWHQFLDOHOpWULFRGHXPSRQWRVREUHRHL[R

2FDPSRHOpWULFRJHUDGRSRUXPDHVSLUDFLUFXODUGHUDLR5HPXPSRQWRGHVHXHL[R GH XPDHVSLUD FDUUHJDGD &DOFXOHR FDPSR HOpWULFRD SDUWLU GR SRWHQFLDO &RPSDUH
HjGLVWkQFLD]GHVHXFHQWURp VHXUHVXOWDGRFRPDHTXDomR

Q z
E (z) = − kˆ (  2 SRWHQFLDO HOpWULFR HP XP SRQWR VREUH R HL[R FHQWUDO GH XP GLVFR
4πε 0 ( R 2 + z 2 ) 3 / 2
XQLIRUPHPHQWH FDUUHJDGR IRL FDOFXODGR QR H[HPSOR  $ SDUWLU GHVVD HTXDomR
&
(QWmRFRP ds = dz kˆ RSRWHQFLDOQRSRQWR3UHODWLYRDRLQILQLWRp GHWHUPLQHXPDH[SUHVVmRSDUDRFDPSRHOpWULFR


(  &DOFXOH R FDPSR HOpWULFR SDUD XPD FDVFD HVIHUD FDUUHJDGD XWLOL]DQGR RV
& & z Q z Q z z
V ( z ) = − ³ E • ds = ³ (kˆ • kˆ) dz = ³ dz  UHVXOWDGRVREWLGRVQRH[HPSOR
∞ 4πε ( R 2 + z 2 ) 3 / 2 4πε 0 ∞ (R 2 + z 2 )3/ 2
0
(  2 SRWHQFLDO HOpWULFR GH XPD FHUWD GLVWULEXLomR GH FDUJDV p

9 [\] [\]&DOFXOHRFDPSRHOpWULFRQRSRQWR  
RXFRPDPXGDQoDGHYDULiYHO



u = R2 + z 2 → du = 2 z dz z =∞→u =∞ z = z → u = R2 + z 2 

YHP

R2 + z 2
Q 1 R2 + z2 du Q 1 2 Q 1
V ( z) =
4πε 0 2 ³

=
u 3 / 2 4πε 0 2
− 1/ 2
u ∞
=−
4πε 0 R2 + z2


206 207

 
 
 HSDUDOHODVVHSDUDGDVSRUXPDGLVWkQFLDGDILJXUDFPRVWUDRVYiULRVWLSRVGH
FDSDFLWRUFRPXPHQWHXVDGRV


   


 
 
   



 
 
 

 
 


 
 


8P FRQGXWRU LVRODGR TXDQGR FDUUHJDGR FRP XPD FDUJD Q  JHUD XP
SRWHQFLDO HOpWULFR TXH p SURSRUFLRQDO j FDUJD H GHSHQGH WDPEpP GD IRUPD H GDV

GLPHQV}HV GR FRQGXWRU &RPR DV FDUJDV HOpWULFDV QR FRQGXWRU VH DORMDP QD VXD
VXSHUItFLH TXDQWR PDLRU IRU D iUHD GR FRQGXWRU PDLV FDUJD HOH SRGH DORMDU SDUD )LJXUD D 8PFDSDFLWRUFRQVWLWXtGRSRUGRLVFRQGXWRUHVLVRODGRVHFDUUHJDGRV
E  XP FDSDFLWRU GH SODFDV SODQDV H SDUDOHODV F  DOJXQV WLSRV GH FDSDFLWRUHV GLVSRQtYHLV
SURGX]LU XP GDGR SRWHQFLDO $ UHODomR HQWUH D FDUJD GR FRQGXWRU H R SRWHQFLDO
FRPHUFLDOPHQWH
JHUDGRSRUHODpGHQRPLQDGDFDSDFLWkQFLDGRFRQGXWRU

Q
 C =   
V  $!#"+0,($  &#' ( ! ($+#"%' %'+1 !"$,($! .%,+% ,  !"#!"$%& &%
&% " 2%, " ( "*  %.+"$( 3 4% (## &% ("$ " ( !#' %.+"$(#' (# 
3RU H[HPSOR XP FRQGXWRUHVIpULFR JHUD XP SRWHQFLDO HP SRQWRVIRUDGHOH
'$%+"$ &%'%5 & 
VLWXDGRVjGLVWkQFLD R GRFRQGXWRU, TXHpGDGRSRU
$JUDQGH]DTXHGHILQH DV SURSULHGDGHVGRFDSDFLWRUpD( ! ($+0,($ 3TXH
1 Q PHGH D FDSDFLGDGH TXH HOH WHP SDUD DUPD]HQDU FDUJD HOpWULFD 'H DFRUGR FRP D
V=
4πε 0 R
HTXDomR

HDFDSDFLWkQFLDGHVWHFRQGXWRUp Q
 C = . 
∆V
Q
C= = 4πε 0 R
V HP TXH QHVWH FDVR Q  p R PyGXOR GD FDUJD HOpWULFD OtTXLGD QR FRQMXQWR GH

(VVH H[HPSOR QRV PRVWUD TXH D FDSDFLWkQFLD    !"#!"$%& &% FRQGXWRUHV H ∆V  p R PyGXOR GD GLIHUHQoD GH SRWHQFLDO HQWUH HOHV
''#($ & )*%#%+"$ &#(#,&+#"% #%$#-%%.%'%'$+  &RQVHTXHQWHPHQWHDFDSDFLWkQFLD C pVHPSUHSRVLWLYD

$ XQLGDGH GH FDSDFLWkQFLD QR 6, p R )DUDG )  DVVLP GHQRPLQDGR HP 2V FDSDFLWRUHV XVXDLV WHP FDSDFLWkQFLDV GD RUGHP GH PLFURIDUDGV
KRPHQDJHPD0LFKDHO)DUDGD\ 1µF = 1× 10 −6 F 
1C
 1F = . 
1V
67  
/
 
 
&DOFXOH D FDSDFLWkQFLD GH XP FDSDFLWRU IRUPDGR SRU SODFDV SODQDV H SDUDOHODV GH
8P FDSDFLWRU p XP VLVWHPD FRQVWLWXtGR GH TXDOTXHU SDU GH FRQGXWRUHV
iUHD A VHSDUDGDVSHODGLVWkQFLD L QRYiFXR )LJXUD 
LVRODGRV H FDUUHJDGRV FRP FDUJDV GH VLQDLV RSRVWRV FRPR PRVWUD R HVTXHPD GDV
ILJXUDVD$ILJXUDEPRVWUDXPFDSDFLWRUIRUPDGRSRUGXDVSODFDVSODQDV

210 211
1RWH D GHSHQGrQFLD GRV IDWRUHV JHRPpWULFRV A  H L  H YrVH SRUWDQWR TXH 
( ! ($+0,($ ("%'(%(# 1"% %&%("%'(%(# &$'+0,($ ,VVRQRVPRVWUD
GXDVSRVVLELOLGDGHVGHDOWHUDUDFDSDFLWkQFLDGHGLVSRVLWLYRVHPJHUDO

 

&RQVLGHUH XP FDSDFLWRU GH SODFDV SODQDV H SDUDOHODV GH iUHD LJXDO D  FP $

 GLVWkFLDHQWUHDVSODFDVpPPHRPyGXORGDFDUJDHPFDGDSODFDpQ&

)LJXUD&DSDFLWRUGHSODFDVSDUDOHODVFDUUHJDGDVFRPFDUJD4HVHSDUDGDVSRUXPD
D 4XDOpDFDSDFLWkQFLDGHVVHFDSDFLWRUTXDQGRHOHVHHQFRQWUDQRYiFXR"
GLVWkQFLD/
E 'HWHUPLQHDGLIHUHQoDGHSRWHQFLDOHQWUHDVVXDVSODFDV
 8  $ GLIHUHQoD GH SRWHQFLDO HQWUH GXDV SODFDV FRQGXWRUDV GHSHQGH GD F 'HWHUPLQHRYDORUGRFDPSRHOpWULFRHQWUHVXDVSODFDV
FDUJD QHVVDV SODFDV e FRQYHQLHQWH SRUWDQWR REWHU SULPHLUR D H[SUHVVmR SDUD D
GLIHUHQoDGHSRWHQFLDOHOpWULFRHQWUHDVGXDVSODFDV
& &
³
 ∆V = V+ − V− = − E • dl  67  /

2 FDPSR HOpWULFR HQWUH DV SODFDV SODQDV H SDUDOHODV p XQLIRUPH H HVWi GLULJLGR GD 9DPRVFRQVLGHUDUDJRUDRFDVRGHXPDHVIHUDHXPDFDVFDHVIpULFDFRQFrQWULFDVH
SODFDSRVLWLYDSDUDDQHJDWLYDHQWmRHVFROKHQGRXPHL[R2[QDGLUHomRHVHQWLGR FRQGXWRUDV GH UDLRV Ra  H Rb   FRP FDUJDV + Q  H − Q  UHVSHFWLYDPHQWH FRPR
GR FDPSR FRP D RULJHP 2 QD SODFD SRVLWLYD D GLIHUHQoD GH SRWHQFLDO HQWUH DV LOXVWUDDILJXUD4XDODFDSDFLWkQFLDGHVVHFDSDFLWRUHVIpULFR"
SODFDVp

0
∆V = V+ − V− = − ³ E dl = E L 
L

8WLOL]DQGRD/HLGH*DXVVSRGHPRVHVFUHYHURFDPSRHOpWULFRQRLQWHULRUGDVSODFDV
FRPRDVRPDYHWRULDOGRVFDPSRVJHUDGRVSRUFDGDXPDGDVSODFDV

& & & |Q| ˆ |Q| ˆ |Q| ˆ


 E = E + + E − = i+ i= i 
2ε 0 A 2ε 0 A ε0A

RQGH iˆ pRXQLWiULRGRHL[R2[ 
)LJXUD&DSDFLWRUHVIpULFR
$GLIHUHQoDGHSRWHQFLDOHQWUHDVSODFDVGRVFDSDFLWRUHVp
#.9:#&RPRDFDSDFLWkQFLDp
QL
 ∆V =  |Q|

ε0 A C=
| ∆V |
3RUWDQWR SUHFLVDPRV FDOFXODU DQWHV GH PDLV QDGD R FDPSR HOpWULFR H[LVWHQWH HQWUH HVVDV

| Q | ε0A SODFDV SDUD GHSRLV REWHU ∆V  $ PHOKRU IRUPD GH REWHU R FDPSR HOpWULFR QHVVH
 C = = 
| ∆V | L FDVRVLPpWULFRpXVDUDOHLGH*DXVV

212 213
& Q SDUkPHWUR TXH p SHTXHQR H HVFUHYHU D H[SUHVVmR HP WHUPRV GHVVH SDUkPHWUR
³ E • nˆ dA = ε 0

'HSRLVGLVVRID]VHXPDH[SDQVmRHPWRUQRGRYDORU]HURSDUDRSDUkPHWUR(VVH
SDUkPHWUR p HP JHUDO DGLPHQVLRQDO GDGR TXH IUHTXHQWHPHQWH p H[SUHVVR FRPR
$VFDUJDVHVWmRQDVVXSHUItFLHVGRVFRQGXWRUHVHSRUWDQWRRFDPSRHOpWULFR
γ1
SDUD R < Ra  p QXOR (QWUH RV FDSDFLWRUHV Ki XP FDPSR HOpWULFR UDGLDO FRPR XPDUD]mRHQWUHGXDVJUDQGH]DVItVLFDV γ 1 H γ 2 VHQGRTXH << 1 RXYLFHYHUVD
γ2
PRVWUDGRQDILJXUD2FDPSRHOpWULFRpFRQVWDQWHVREUHDVXSHUItFLHGH*DXVV
1RQRVVRFDVRHVVDJUDQGH]DItVLFDpRUDLR(QWmRQRVVRSDUkPHWURSHTXHQRVHUi
GHUDLR R P HSRUWDQWR
Ra
<< 1. 
Q Rb
E ³ dA =
ε0  9DPRVDJRUDUHHVFUHYHUDH[SUHVVmRSDUD C HPWHUPRVGHVVHSDUkPHWUR

RX 4πε 0 Ra Rb
4πε 0 Ra Rb Rb 4πε 0 R a
Q  C = = = .
E ( 4π RP2 ) =  Rb − R a Rb − R a R
ε0 1− a
Rb Rb
2FDPSRHOpWULFRpHQWmR
1D H[SUHVVmR DFLPD YrVH FODUDPHQWH TXH TXDQGR QRVVR SDUkPHWURWHQGHD ]HUR
& Q
E= rˆ  SRLV Rb → ∞ 
4πε 0 RP2
 C R = 4πε 0 Ra .
B →∞ 
$GLIHUHQoDGHSRWHQFLDOHQWUHDVHVIHUDVVHUi

& & R TXHpDH[SUHVVmRGDFDSDFLWkQFLDGHXPDHVIHUDFDUUHJDGD


 ∆V = − ³E • dl = − ³ b E dr 
Ra


VXEVWLWXLQGRDH[SUHVVmRGRFDPSRHOpWULFRWHPRV
 /
Q Ra dR P Q ª 1 1 º Q Rb − R a
∆V = Va − Vb = −
4πε 0 ³Rb R P2
=−
4πε 0
«− + »=
¬ Ra Rb ¼ 4πε 0 Ra Rb

8P FDSDFLWRU HVIpULFR FRQVWLWXtGR GH XPD HVIHUD GH UDLR  PP H XPD FDVFD
HVIpULFD FRQFrQWULFD GH UDLR LJXDO D  PP HVWi VXEPHWLGR D XPD GLIHUHQoD GH
HFRQVHTXHQWHPHQWH SRWHQFLDOGH9

Q 4πε 0 Ra Rb
 C = =  D 4XDOpDFDSDFLWkQFLDGHVVHFDSDFLWRU"
Q Rb − Ra Rb − Ra
E 'HWHUPLQH R YDORU GR FDPSR HOpWULFR QDV SRVLo}HV U   PP H U  
4πε 0 Ra Rb
PPDSDUWLUGRFHQWUR
2XWUDYH]QRWDPRVRDSDUHFLPHQWRGHTXDQWLGDGHVHQYROYLGDVFRPDJHRPHWULDGR
SUREOHPDHDFRQVWDQWHGLHOpWULFDHPTXHVWmRQRFDVRRYiFXR 

67  
1R H[HPSOR DFLPD TXDQGR Rb >> Ra  SRGHPRV REWHU XPD H[SUHVVmR PDLV
&DOFXOH D FDSDFLWkQFLD GH XP FDSDFLWRU FRQVWLWXtGR SRU XP FDER FRD[LDO GH
VLPSOHVSDUDDFDSDFLWkQFLDHTXHSRGHVHU~WLOHYHQWXDOPHQWH$H[SUHVVmRSDUDD FRPSULPHQWR/HGHUDLRVDH b ( a < b ) HFDUJDV Q  HP a H − Q  HP b 

FDSDFLWkQFLDFRPRHVWiHVFULWDQmRpDGHTXDGDSDUDID]HUHVVHOLPLWH8PDUHJUD
#.9:#$ILJXUDPRVWUDRFDERFRD[LDO
JHUDO SDUD HIHWXDU DSUR[LPDo}HV HP ItVLFD pDQWHV GH PDLV QDGD GHVFREULU TXDO R

214 215
;77
 
 

3DUDFDOFXODUDTXDQWLGDGHGHHQHUJLDDUPD]HQDGDHPXPFDSDFLWRUYDPRVXWLOL]DU
XPFDSDFLWRUGHSODFDVSODQDVHSDUDOHODVPDVRUDFLRFtQLRSRGHVHUHVWHQGLGRDXP
 FDSDFLWRU TXDOTXHU LQGHSHQGHQWHPHQWH GD IRUPD H GRV FRQGXWRUHV TXH R
)LJXUD6XSHUItFLHGH*DXVVFLOtQGULFDHPFDERVFRD[LDLV FRQVWLWXHP

 &RQVLGHUHPRV HQWmR XP FDSDFLWRU GH SODFDV SODQDV H SDUDOHODV 4XDQGR HOH HVWi
VHQGRFDUUHJDGRKiXPDF~PXORGHFDUJDVHOpWULFDVGHXPGDGRVLQDOHPXPDGDV
2FDPSRHOpWULFRHQWUHRVILRVTXHFRQVWLWXHPRFDERFRD[LDOpUDGLDOHWHPVHQWLGR
SODFDV GR FDSDFLWRU R TXH SURYRFD D UHSXOVmR GHFDUJDVGH PHVPRVLQDO QD RXWUD
GR ILR GH UDLR PHQRU SDUD R ILR GH UDLR PDLRU (QWmR SRGHPRV DSOLFDU D OHL GH
SODFDGRFDSDFLWRU(VVHDF~PXORID]FRPTXHHPXPGHWHUPLQDGRLQVWDQWHFDGD
*DXVVHVFROKHQGRXPDVXSHUItFLHJDXVVLDQDFLOtQGULFDGHUDLRUFRQFrQWULFDFRPR
SODFDFRQWHQKDDPHVPDFDUJD q  HPPyGXOR 
HL[RGRVILRV$VVLPSDUDHVWDVXSHUItFLHWHPRV

& 2EVHUYHQRHQWDQWRTXHXPDGDVSODFDVFRQWHUiXPH[FHVVRGHFDUJDVSRVLWLYDVH
Q
³ E • nˆ dA = ε 0
D RXWUD SODFD XP H[FHVVR GH FDUJDV QHJDWLYDV HVWDEHOHFHQGR DVVLP XP FDPSR
*
HOpWULFR E HQWUH DV SODFDV GR FDSDFLWRU $ GLIHUHQoD GH SRWHQFLDO HQWUH DV GXDV
3DUDRFRPSULPHQWR/GRFDERFRD[LDODVXSHUItFLHGH*DXVVWHPXPDiUHDODWHUDO
SODFDVpHQWmR V = q / C VHQGR C DFDSDFLWkQFLDGRFDSDFLWRU
TXHYDOH A = 2π r L . Então:
,PDJLQHDJRUDTXHVHTXHLUDDFXPXODUPDLVXPDFDUJDHOHPHQWDUSRVLWLYD dq nD
Q
E (2π r L) = SODFD SRVLWLYD $ GLIHUHQoD GH SRWHQFLDO HQWUH DV SODFDV ILFD DXPHQWDGD (VVH
ε0
DXPHQWRpHTXLYDOHQWHDRWUDEDOKRSRUXQLGDGHGHFDUJDTXHVHULDQHFHVViULRSDUD
$VVLPRFDPSRHOpWULFRHQWUHRVILRVp WUDQVIHULUHVVDPHVPDFDUJDHOHPHQWDUSRVLWLYD dq GDSODFDQHJDWLYDSDUDDSODFD

Q SRVLWLYD GR FDSDFLWRU "%'+% 4% +%,9:# ,  ! . <"  =%-$< .%,+%>3 !#$'
E=
2π ε 0 L r &" ,+%#!"#(%''#&%( "* &#( ! ($+#"8 +%( "* ' +" <%'' ,&#&%
 . &# ! "  #+"#  " 2:#  '$!.%' '% $''# (#,+%(%''%3 %.% ,:#
$GLIHUHQoDGHSRWHQFLDOHQWUHRVILRVp
(. "$  ( "* '3  ?,9:# !"$,($! . &%  ( ! ($+#" (QILP R WUDEDOKR SRU
a & & Q b dr Q §b· XQLGDGH GH FDUJD p DUPD]HQDGR QR FDSDFLWRU VRE D IRUPD GH HQHUJLD SRWHQFLDO
Va − Vb = − ³ E • dl =
2 π ε 0 L ³a r 2 π ε 0 L © a ¹
= ln ¨ ¸
b HOpWULFD U GDGDSRU

$FDSDFLWkQFLDpHQWmR q
dU = V dq = dq
C
Q 2π ε 0 L
C= = 
Va − Vb §b· $HQHUJLDSRWHQFLDODUPD]HQDGDTXDQGRRFDSDFLWRUpFDUUHJDGRDWpWHUXPDFDUJD
ln ¨ ¸
©a¹ WRWDO Q p

 1 q 1 Q2
 U= ³
2 C
dq =
2 C
 
4XH WDPEpP SRGH VHU HVFULWD HP WHUPRV GD GLIHUHQoD GH SRWHQFLDO H GD
&RQVLGHUHRFDSDFLWRUGHFDERVFRD[LDLVGR([HPSOR2TXHDFRQWHFHQROLPLWH
TXDQGR b >> a " FDSDFLWkQFLD

216 217
1   
7     
U= CV 2
2

(P XP FDSDFLWRU GH SODFDV SODQDV H SDUDOHODV GHVSUH]DQGR D UHJLmR GDV VXDV
 
ERUGDVRFDPSRHOpWULFRpXQLIRUPH$VVLPDGHQVLGDGHGHHQHUJLD u GHOHLVWRp
DHQHUJLDSRUXQLGDGHGHYROXPHWDPEpPGHYHUiVHUXQLIRUPH(QWmR
ε0 A
D $FDSDFLWkQFLDGHXPFDSDFLWRUSODQRGHSODFDVSDUDOHODVp C = WDOTXH
L
1
CV 2
U 2 15 × 10 −4 m 2
u= = C = 8,85 × 10 −12 F / m
Ad Ad 5,1 × 10 −3 m 

HPTXH Ad pRYROXPHFRQWLGRHQWUHDVSODFDV6XEVWLWXLQGRDFDSDFLWkQFLD&SHOD (SRUWDQWR


VXDH[SUHVVmR
C = 2,6 × 10 −12 F = 2,6 pF 
ε0 A
C= 
d
E  $WUDYpV GD GHILQLomR GH FDSDFLWkFLD SRGHPRV REWHU IDFLOPHQWH D GLIHUHQoD GH
REWHPRV
SRWHQFLDOHQWUHDVSODFDVGHVWHFDSDFLWRUXPDYH]TXHpFRQKHFLGDDFDUJD Q HVXD
ε0 §V ·
2

u= ¨ ¸ (13.2) FDSDFLWkQFLD C 
2 ©d ¹
Q
∆V = 
§V · C
0DV ¨ ¸  p R FDPSR HOpWULFRQR FDSDFLWRU 6XEVWLWXLQGR HQWmR QD HTXDomR DFLPD
©d ¹
6,0 ×10 −9 C
REWHPRV ∆V = 
2,6 ×10 −12 F / m
ε0
u= E2 (13.3)
2 ∆V = 2,6 × 103V 

3RGHVH PRVWUDU TXH HVWD IyUPXOD p JHUDO H YDOH SDUD D HQHUJLD DUPD]HQDGD HP F 2FDPSRHOpWULFRHQWUHDVSODFDVpFRQVWDQWHHVHXPyGXORSRGHVHUREWLGRSRU
XPDUHJLmRRQGHH[LVWHXPFDPSRHOpWULFR ∆V
E= 

d

 @ 2,6 ×10 −3V


E= 
&DOFXOHDGHQVLGDGHGHHQHUJLDHQWUHDVSODFDVGHXPFDSDFLWRUVXEPHWLGDVDXPD 5,1×10 −3 m
GLIHUHQoD GH SRWHQFLDO GH  9 QR DU $ GLVWkQFLD HQWUH DV SODFDV p LJXDO D 
E = 5,1 N / C 
PPHDVXDFDUJDpGHNj)
 

   /

35  4XDO p D GHQVLGDGH GH HQHUJLD DUPD]HQDGD HP XP FDPSR HOpWULFR D 8WLOL]DQGRDHTXDomRTXHREWHPRVSDUDXPFDSDFLWRUHVIpULFRWHPRV
XQLIRUPHGH9P
 4πε 0 Ra Rb
C= .
 Rb − Ra



218 219
C=
( )(
4π 8,85 × 10 −12 F / m 85 × 10 −3 m 100 × 10 −3 m )(
.
) 'HVVDIRUPD
100 × 10 −3 m − 85 × 10 −3 m
C → 2πε o L 
C = 0,63 pF  


 @
E  'H DFRUGR FRP D /HL GH *DXVV D FDVFD HVIpULFD H[WHUQD QmR FRQWULEXL SDUD R
&RPRHPXPFDSDFLWRUGHSODFDVSODQDVHSDUDOHODV V = Ed 
FDPSR HOpWULFR HQWUH RV FRQGXWRUHV DSHQDV D HVIHUD FRQGXWRUD LQWHUQD 2 FDPSR
HOpWULFRFULDGRSHORFRQGXWRULQWHUQRpUDGLDOGDGRSHODHTXDomR V 500V
E= = 

d 3,0 × 10 −3 m
Q
E= rˆ
4πε 0 r 2  E = 1,7 × 10 6 V / m 

'DGHILQLomRGHFDSDFLWkQFLDWHPRV ε0
8WLOL]DQGRDHTXDomR u = E2
2 
Q = C ∆V 
−12
(8,85 × 10 F / m)(1,7 × 10 6 V / m) 2
(SRUWDQWRRYDORUGRFDPSRHOpWULFR E DXPSRQWRVLWXDGRDXPDGLVWkQFLD r GR u=
2 
FHQWURp
(SRUWDQWR
C∆V
E=
4πε 0 r 2  u = 0,12 J / m 3 


(PU PP

E1 =
(0,63 × 10 −12
)
F / m (220V )
6
A
 68 

( )(
4π 8,85 × 10 −12 F / m 86 × 10 −3 m )
2

(  4XDO GHYH VHU D FDUJD HOpWULFD GDV SODFDV GH XP FDSDFLWRU GH FDSDFLWkQFLD
Q)SDUDTXHDGLIHUHQoDGHSRWHQFLDOHQWUHHODVVHMDGH9"
E1 = 1,7 × 10 2 V / m 
 (  'HWHUPLQH D FDSDFLWkQFLD D GLIHUHQoD GH SRWHQFLDO HQWUH VXDV SODFDV H R
(HPU PP
PyGXORGRFDPSRHOpWULFRHQWUHDVSODFDVGHXPFDSDFLWRUFRPSODFDVSDUDOHODVGH

E2 =
(0,63 ×10 −12
)
F / m (220V ) iUHD LJXDODPPFRP FDUJDLJXDOD Q&H GLVWkQFLDHQWUHDVSODFDVLJXDOD

( )(
4π 8,85 × 10 −12 F / m 97 × 10 −3 m ) 2

P

E2 = 1,3 × 10 2 V / m ( 'HWHUPLQH
 D DFDSDFLWkQFLDSRUXQLGDGHGHFRPSULPHQWRGHXPFDSDFLWRUFLOtQGULFRHPTXHR

FRQGXWRULQWHUQRWHPUDLRPPHRFRQGXWRUH[WHUQRPP
  E  D FDUJD GH FDGD FRQGXWRU VDEHQGR TXH R SRWHQFLDO GR FRQGXWRU H[WHUQR HVWi D

2EVHUYHTXHTXDQGR b >> a  XPSRWHQFLDO9PDLVHOHYDGRGRTXHRSRWHQFLDOGRFRQGXWRULQWHUQR



a §a· (  'HWHUPLQH D UD]mR HQWUH RV UDLRV GH XP FDSDFLWRU FLOtQGULFR HP TXH VXD
→ 0 e ln¨ ¸ → 1
b ©b¹  FDSDFLWkQFLDSRUXQLGDGHGHFRPSULPHQWRpLJXDODS)P

220 221
3DUD FDOFXODU D FDSDFLWkQFLD HTXLYDOHQWH D HVVHV GRLV FDSDFLWRUHV C1  H C 2 
$8/$$662&,$d­2'(&$3$&,725(6
YDPRVSULPHLUDPHQWHFDOFXODUDGLIHUHQoDGHSRWHQFLDOHQWUHDVSODFDVGHOHV3DUDR

2%-(7,92 SULPHLURFDSDFLWRUWHPRV

 ∆V1 = V y − V x , 


&$/&8/$5$&$3$&,7Æ1&,$(48,9$/(17('($662&,$d®(6'(&$3$&,725(6

HSDUDRVHJXQGR

 ∆V 2 = V z − V y . 

$GLIHUHQoDGHSRWHQFLDOHQWUHRVSRQWRV z H x p
±$662&,$d­2(06e5,('(&$3$&,725(6
 ∆V = ∆ V1 + ∆ V 2 = V z − V x . 


(PFLUFXLWRVUHSUHVHQWDUHPRVRVFDSDFLWRUHVSHORVVtPERORV 2VFDSDFLWRUHVHVWmRVXEPHWLGRVDGLIHUHQoDVGHSRWHQFLDOGLIHUHQWHVPDVR
FDSDFLWRU HTXLYDOHQWH GHYH HVWDU VXEPHWLGR j GLIHUHQoD GH SRWHQFLDO ∆V  &RPR R
FDSDFLWRU HTXLYDOHQWH GHYH WHU D PHVPD FDUJD Q  TXH RV FDSDFLWRUHV OLJDGRV HP
 
VpULHGHYHPRVWHU
FXMDV OLQKDV YHUWLFDLV UHSUHVHQWDP RV FRQGXWRUHV OLJDGRV D ILRV GH XP FLUFXLWR
HOpWULFRUHSUHVHQWDGRSHODVOLQKDVKRUL]RQWDLV Q Q Q
 ∆V = = ∆V1 + ∆V2 = + . 
C C1 C2
1D DVVRFLDomR HP VpULH XPD GDV SODFDV GH XP FDSDFLWRU p FRQHFWDGD SRU
PHLRGH ILRV FRQGXWRUHV D XPD SODFD GH XP RXWURFDSDFLWRU FRPR LOXVWUD D ILJXUD $VVLPDFDSDFLWkQFLDHTXLYDOHQWHREHGHFHjHTXDomR

1 1 1
 = + ,   
 C C1 C2

HpPHQRUGRTXHDFDSDFLWkQFLDGRVFDSDFLWRUHVLQGLYLGXDLV


 
(;(03/2
)LJXUD$VVRFLDomRHPVpULHGHFDSDFLWRUHV

 $ILJXUDPRVWUDXPDDVVRFLDomRGHFDSDFLWRUHV6DEHQGRTXHDFDUJDHOpWULFD

6H FRORFDUPRV XPD FDUJD HOpWULFD QHJDWLYD − Q  QD SODFD GR FDSDFLWRU C1  QRV FDSDFLWRUHV p Q = 50,0 µC  H TXH DV FDSDFLWkQFLDV GRV FDSDFLWRUHV VmR

OLJDGD SHOR ILR DR SRQWR [ DSDUHFHUi SRU LQGXomR XPD FDUJD LJXDO H GH VLQDO UHVSHFWLYDPHQWH C1 = 5,0 µF  C2 = 6,0 µF H C3 = 3,0 µF  FDOFXOH D GLIHUHQoD GH
FRQWUiULR + Q  QD SODFD GD GLUHLWD GR FDSDFLWRU &RPR HVWD SODFD HVWi OLJDGD SRU SRWHQFLDO QRV WHUPLQDLV GH FDGD FDSDFLWRU H D FDSDFLWkQFLD HTXLYDOHQWH GD

RXWUR ILR j SODFD GD HVTXHUGD GR FDSDFLWRU C 2  WDPEpP SRU LQGXomR DSDUHFHUi DVVRFLDomR

XPD FDUJD − Q  QHVWD SODFD 1RYDPHQWH SRU LQGXomR VXUJLUi XPD FDUJD + Q  QD
SODFD GD GLUHLWD GR FDSDFLWRU C 2 . $VVLP DV FDUJDV QDV SODFDV GRV FDSDFLWRUHV

VHUmR LJXDLV HP PyGXOR e HVWH R UDFLRFtQLR VLPSOHV TXH OHYD jV H[SUHVV}HV
XVXDOPHQWHGHGX]LGDVQRVFXUVRVHOHPHQWDUHV5DFLRFLQHVHPSUHRPDLVTXHSXGHU )LJXUD$VVRFLDomRGHFDSDFLWRUHV

HWHQWHQmRGHFRUDUHVVDVH[SUHVV}HV

222 223
6ROXomR Q2
  C 2 = . 
7HPRVTXH
∆V xz

Q 50,0 µC $ FDUJD WRWDO QDV SODFDV GRV FDSDFLWRUHV p D VRPD GDV FDUJDV QRV
V1 = = = 10,0 V
C1 5,0 µF FDSDFLWRUHVLQGLYLGXDLV

Q 50,0 µC  Q = Q1 + Q2 , 


V2 = = = 8,3 V
C2 6,0 µF HHVVDpDFDUJDGRFDSDFLWRUHTXLYDOHQWH

Q 50,0 µC $FDSDFLWkQFLDHTXLYDOHQWHpGDGDSRU
V31 = = = 16,7 V
C3 3,0 µF
Q C ∆V + C 2 ∆V xz
 C = = 1 xz , 
$FDSDFLWkQFLDHTXLYDOHQWHp ∆V xz ∆V xz

1 1 1 1 1 1 1 RXVHMD
= + + = + + = (0,20 + 0,17 + 0,33) ( µF ) −1 = 0,70 ( µF ) −1
C C1 C 2 C 3 5,0 µF 6,0 µF 3,0 µF
 C = C1 + C 2 .   
RX C = 1,4µF 
3DUDFDSDFLWRUHVOLJDGRVHPSDUDOHORDFDSDFLWkQFLDGRFDSDFLWRUHTXLYDOHQWH
 pVHPSUHPDLRUGRTXHDVFDSDFLWkQFLDVLQGLYLGXDLV

±$662&,$d­2(03$5$/(/2'(&$3$&,725(6 


(;(03/2
2V FDSDFLWRUHV HPSDUDOHORHVWmRLOXVWUDGRVQDILJXUD9RFrFRQVHJXH
&DOFXOH D FDSDFLWkQFLD HTXLYDOHQWH GR FLUFXLWR PRVWUDGR QD ILJXUD  QDV
SHQVDUQHVWDFDVRRTXHYDLVHUFRPXPDRVGRLVFDSDFLWRUHV"1RWHHPVHJXLGDTXH
VHJXLQWHVFRQGLo}HVD $FKDYH S HVWiDEHUWDE $FKDYH S HVWiIHFKDGD
HVVHpRLQJUHGLHQWHItVLFRGDGHPRQVWUDomRGDIyUPXODPDWHPiWLFD1mRDGHFRUH

(OHV VmR OLJDGRV GH PDQHLUD D HVWDUHP VXEPHWLGRV j PHVPD


GLIHUHQoDGHSRWHQFLDO

)LJXUD$VVRFLDomRGHFDSDFLWRUHV

62/8d­2


)LJXUD$VVRFLDomRHPSDUDOHORGHFDSDFLWRUHV D  1RV H[HUFtFLRV HQYROYHQGR YiULRV FDSDFLWRUHV D SULPHLUD FRLVD D ID]HU p


LGHQWLILFDUTXDLVHVWmROLJDGRVHPVpULHHTXDLVHVWmROLJDGRVHPSDUDOHOR1RFDVR
(QWmRSRGHPRVHVFUHYHUTXH
DFLPDFRPDFKDYH S DEHUWDYHPRVLPHGLDWDPHQWHTXH C1 H C4 HVWmRHPVpULHH
Q1
 C1 =  C2 H C3 WDPEpPHVWmRHPVpULH2VFDSDFLWRUHVHTXLYDOHQWHVD C1 H C4 HD C2 H
∆V xz
C 3 HVWDUmRHPSDUDOHOR(QWmRSULPHLURSUHFLVDPRVGDVFDSDFLWkQFLDVHTXLYDOHQWHV
H

224 225
GRVFDSDFLWRUHVHPVpULH $SyVXPSRXFRGHiOJHEUDVLPSOHVREWHPRV

1 1 1 C1C 4 (C1 + C2 )(C3 + C4 )


 = + → C1,4 =   C = . 
C1,4 C1 C 4 C1 + C 4 (C1 + C2 + C3 + C4 )

H 1RWH TXH RXWUD YH] R OLPLWH GH WRGRV RV FDSDFLWRUHV LJXDLV H LJXDLV D C′  QRV
IRUQHFH
1 1 1 C 2 C3
 = + → C 2,3 = . 
C 2,3 C 2 C3 C 2 + C3  C = C ′. 

$JRUDHVVHVQRYRVGRLVFDSDFLWRUHV C1,4 H C 2,3 GHYHPVHUDVVRFLDGRVHPSDUDOHOR

3RUWDQWRDFDSDFLWkQFLDILQDOUHVXOWDQWHpGDGDSRU
$7,9,'$'(
C1C4 CC
 C = C1,4 + C2,3 = + 2 3  $ILJXUDPRVWUDXPDDVVRFLDomRGHFDSDFLWRUHV6DEHQGRTXHD GLIHUHQoDGH
C1 + C4 C2 + C3
SRWHQFLDO QRV WHUPLQDLV GRV ILRV p  9 H TXH DV FDSDFLWkQFLDV GRV FDSDFLWRUHV
1RWH TXH VH WRGRV RV FDSDFLWRUHV WLYHUHP D PHVPD FDSDFLWkQFLD
VmR UHVSHFWLYDPHQWH C1 = 5,0 µF  C2 = 6,0 µF H C3 = 3,0 µF  FDOFXOH D FDUJD HP
C1 = C 2 = C 3 = C 4 = C ′ WHUHPRV
FDGDFDSDFLWRUHDFDSDFLWkQFLDHTXLYDOHQWHGDDVVRFLDomR

C ′2 C ′2
 C = + = C ′. 
2C ′ 2C ′

)D]HU OLPLWHV VLPSOHV SDUD WHVWDU D UHVSRVWD D TXDO FKHJDPRV p VHPSUH XPD ERD
HVWUDWpJLDSDUDDFKDUHUURVGHFRQWD6HKRXYHUDOJXPHUURGHFRQWDHPERDSDUWH 
GDVYH]HVHOHSRGHVHUGHWHFWDGRID]HQGRVHXPOLPLWHFRQKHFLGR
)LJXUD$VVRFLDomRHPSDUDOHORGHFDSDFLWRUHV

E 2TXHPXGDTXDQGRIHFKDPRVDFKDYH S "$GLIHUHQoDGHSRWHQFLDOHQWUH C1 H


(;(03/2
C 2  VHUi D PHVPD QHVVDV FRQGLo}HV LVWR LPSOLFD LPHGLDWDPHQWH TXH R FRQMXQWR
&DOFXOHDFDSDFLWkFLDHTXLYDOHQWHGRVFDSDFLWRUHVHPVpULHGDILJXUDHPTXH
HVWDUi HPSDUDOHORDVVLPFRPR C 3 H C 4 2VUHVSHFWLYRVFDSDFLWRUHV HTXLYDOHQWHV
D VHomR LQWHUQD WHP FRPSULPHQWR E SRGHQGR VH PRYLPHQWDU YHUWLFDOPHQWH
HVWDUmRHPVpULHXPDYH]TXHDGLIHUHQoDGHSRWHQFLDOHQWUHHOHVGHYHVHUDVRPD 0RVWUHTXHDFDSDFLWkQFLDHTXLYDOHQWHQmRGHSHQGHGDSRVLomRGDVHomRFHQWUDO
GDVGLIHUHQoDVGHSRWHQFLDOGRVFDSDFLWRUHVHTXLYDOHQWHV

&DOFXOHPRVHQWmRSULPHLURDFDSDFLWkQFLDHTXLYDOHQWHHQWUH C1 H C2 HHQWUH

C 3 H C4 

 C1,2 = C1 + C 2 

H C 3,.4 = C 3 + C 4 . 



)LJXUD&DSDFLWRUHVHPVpULH
HSHORUDFLRFtQLRDFLPD

1 1 1 1 1 62/8d­2  7HPRV GRLV FDSDFLWRUHV HP VpULH R SULPHLUR FRQVLVWH QD SODFDV
 = + = + 
C C1,2 C3,4 C1 + C2 C3 + C4 VXSHULRUHVHRVHJXQGRQDVLQIHULRUHV7HPRVHQWmRTXH

226 227
1 1 1 SRQWRV x H z p Vxz = 50V 
= +
C C1 C2
6HKpDVHSDUDomRGDVSODFDVVXSHULRUHVDFDSDFLWkQFLDGRFDSDFLWRUVXSHULRUp D 'HWHUPLQHDFDSDFLWkQFLDHTXLYDOHQWHGHVVDFRPELQDomR
ε0 A
C1 =
h E &DOFXOHRPyGXORGDFDUJDHPFDGDFDSDFLWRU
(DGRFDSDFLWRULQIHULRUp
ε0 A F 'HWHUPLQHDGLIHUHQoDGHSRWHQFLDOHQWUHRVSRQWRV x H y 
C2 = 
a − (b + h)
(QWmR
1 h a −b−h a −b
= + =
C ε0A ε0 A ε0 A
)LQDOPHQWH
ε0 A
C=
a −b 
(VWD HTXDomR PRVWUD TXH D FDSDFLWkQFLD QmR GHSHQGHGD SRVLomR GD VHomR PyYHO
)LJXUDDVVRFLDomRGHWUrVFDSDFLWRUHV
FHQWUDO HOD GHSHQGH DSHQDV GD GLPHQVmR OLQHDU E  GHVWD VHomR H GD VHSDUDomR
D HQWUHDVSODFDVIL[DV

$7,9,'$'(

4XDWUR FDSDFLWRUHV GH FDSDFLWkQFLDV C1 = 5,0 µF , C 2 = 5,0 µF  C3 = 3,2 µF H

C 4 = 3,2 µF  HVWmR HP XP FLUFXLWR FRQIRUPH PRVWUD D ILJXUD  $ GLIHUHQoD GH
SRWHQFLDO HQWUH RV SRQWRV x  H z  p Vxz = 50V  'HWHUPLQH D FDSDFLWkQFLD
HTXLYDOHQWHGHVVDFRPELQDomR

)LJXUDDVVRFLDomRGHTXDWURFDSDFLWRUHV

$7,9,'$'(

7UrVFDSDFLWRUHVGHFDSDFLWkQFLDV C1 = 5,0 µF , C 2 = 5,0 µF H C3 = 3,2 µF HVWmRHP


XP FLUFXLWR FRQIRUPH PRVWUD D ILJXUD  $ GLIHUHQoD GH SRWHQFLDO HQWUH RV

228 229
5(63267$6&20(17$'$6'$6$7,9,'$'(63523267$6 D 2VFDSDFLWRUHV C1 H C2 HVWmRHPSDUDOHORHQWUHVLHHPVpULHFRPRFDSDFLWRU C3

$7,9,'$'( (QWmRDFDSDFLWkQFLDHTXLYDOHQWHGHVVDFRPELQDomRp

&RPRRVFDSDFLWRUHVHVWmRHPSDUDOHORDFDSDFLWkQFLDHTXLYDOHQWHp 1 1 1

= + 
C eq C1 + C 2 C3
C = C1 + C2 + C3 = 5,0 µF + 56,0 µF + 3,0 µF = 14,0 µF 
 1 1 1
$FDUJDHPFDGDFDSDFLWRUp = + 
Q1 = C1 V = 5,0µF × 10,0V = 50,0 µC  C eq (15 × 10 −6 F + 5,0 ×10 −6 F ) (3,2 x10 −6 F )
Q2 = C 2 V = 6,0µF × 10,0V = 60,0 µC 
C eq = 2,8 x 10 −6 F . 
Q3 = C3 V = 3,0µF ×10,0V = 30,0 µC 
E  6DEHPRV TXH HP XPD DVVRFLDomR HP SDUDOHOR D FDUJD WRWDO QDV SODFDV
GRVFDSDFLWRUHVpDVRPDGDVFDUJDVQRVFDSDFLWRUHVLQGLYLGXDLVHTXHHP
$7,9,'$'(
XPDFRPELQDomRHPVpULHDVFDUJDVHPPyGXORHPWRGDVDVSODFDVGHYH
2V FDSDFLWRUHV C1 H C2 HVWmRHPVpULH HQWUHVLHHPSDUDOHORFRPRFDSDFLWRU C3  VHUDPHVPD
(QWmRDFDSDFLWkQFLDHTXLYDOHQWHGHVVHVWUrVFDSDFLWRUHVp
(QWmRDFDUJDQRFDSDFLWRU C3 pDPHVPDTXHDGDDVVRFLDomR C12 (SHODGHILQLomR
C eq = C1, 2 + C3  GHFDSDFLWkQFLDWHPRV

0DV Q2 + Q1 = Q3 
C1C2
C1, 2 =  Q3 = CeqV RX Q2 + Q1 = CeqV 
C1 + C2

(QWmR
Q3 = (2,8 × 10 −6 F )(50V ) 

C1C 2 Q3 = 1,4 × 10 −4 C 
C eq = + C3 
C1 + C 2
2EVHUYHTXHRVFDSDFLWRUHV C1 H C2 HVWmRQRPHVPRSRWHQFLDOHQWmR
2EVHUYH TXH Ceq  HVWi HP VpULH FRP C 4  (QWmR D FDSDFLWkQFLD HTXLYDOHQWH GR
Q1 Q2
= 
FLUFXLWRIRUPDGRSHORVTXDWURFDSDFLWRUHV C eq VHUiLJXDOD
*
C1 C 2

Ceq C 4 C2
Ceq* =  Q2 = Q1 
Ceq + C 4 C1

C1C2 5
C4 + C3C4 Q2 = Q1 
C1 + C2 15
Ceq =
*

C1C2
+ C3 + C 4 (QWmR
C1 + C2
4
C eq* = 2,1 µ F  Q1 = Q3 
3

$7,9,'$'(
Q1 =
4
3
(
2,8 ×10 −4 C )

230 231
Q1 = 3,7 ×10−4 C 

(SRUWDQWR Q2 = 1,3 ×10−4 C 

F 6DEHPRVTXH

Vxz = Vxy + V yz = 50V 

6DEHPRVWDPEpPGDGHILQLomRGHFDSDFLWkQFLDTXH

Q3 Q Q
V yz = H V xy = 1 = 2 
C3 C1 C 2

3,7 ×10 −4 C
Vxy = 
15 × 10 −6 F
/RJR

Vxy = 25V 

(;(5&Ë&,26'(),;$d­2

( &RQVLGHUHD$WLYLGDGHHPTXHTXDWURFDSDFLWRUHVVmRFRORFDGRVHPXP

FLUFXLWR FRPR LOXVWUD D ILJXUD  GH FDSDFLWkQFLDV C1 = 5,0µF  C2 = 5,0µF  H


C3 = 3,2µF H C4 = 3,2µF 

D &DOFXOHRPyGXORGDFDUJDHPFDGDFDSDFLWRU

E 'HWHUPLQHDGLIHUHQoDGHSRWHQFLDOHQWUHRVSRQWRV x H y 

( 'RLVFDSDFLWRUHVFRPSODFDVSDUDOHODVQRYiFXRSRVVXHPDPHVPDiUHDHDV

GLVWkQFLDVGHFDGDXPDGDVSODFDVp d1 H d 2 'HWHUPLQHDFDSDFLWkQFLDHTXLYDOHQWH

GRFLUFXLWRTXDQGRHVVHVFDSDFLWRUHVHVWmRHPVpULH

(  &DOFXOH D FDSDFLWkQFLD GH XP FDSDFLWRU GH SODFDV SODQDV H SDUDOHODV FRP

iUHD$HDGLVWkQFLDHQWUHDVSODFDVp d1 + d 2 &RPSDUHRUHVXOWDGRFRPRH[HUFtFLR
DQWHULRU

( 'RLVFDSDFLWRUHVFRPSODFDVSDUDOHODQRYiFXRSRVVXHPiUHDV A1 H A2 HD


GLVWkQFLD HQWUH DV SODFDV p d  'HWHUPLQH D FDSDFLWkQFLD HTXLYDOHQWH GR FLUFXLWR
TXDQGRHVVHVFDSDFLWRUHVHVWmRHPSDUDOHOR

( &DOFXOHDFDSDFLWkQFLDGHXPFDSDFLWRUGHSODFDVSODQDVHSDUDOHODVGHiUHD

A1 + A2 HGLVWkQFLDHQWUHDVSODFDVLJXDOD d &RPSDUHRUHVXOWDGRFRPRH[HUFtFLR
DQWHULRU

232
$8/$&$3$&,725(6&20',(/e75,&26 Q
 C d = .   
Vd


2%-(7,926 3RGHPRVFDOFXODU V d GDVHJXLQWHPDQHLUD

'(7(50,1$5$,1)/8Ç1&,$'(',(/e75,&26(0&$3$&,725(6 Q Q V0
 C d = = , 
Vd V0 Vd

RQGH V0 pDGLIHUHQoDGHSRWHQFLDOGRFDSDFLWRUVHPGLHOpWULFRFXMDFDSDFLWkQFLDp
,1)/8Ç1&,$'2',(/e75,&2
Q
C 0 0DVVDEHPRVTXH = C0 (QWmRWHPRV
 V0
$ FDSDFLWkQFLD GH XP FDSDFLWRU SRGH VHU DXPHQWDGD VH SUHHQFKHUPRV D UHJLmR
V0
HQWUH DV SODFDV FRP XP GLHOpWULFR $V SODFDV FRQGXWRUDV SRGHP VHU IL[DGDV QR  C d = C0 .   
Vd
GLHOpWULFR2FDPSRHOpWULFRHQWUHDVSODFDVFRPRGLHOpWULFRpGDGRSRU
8VDQGRDJRUDDHTXDomR  WHPRVTXH
Q
 E = 
εA V0
KC 0 = C 0 
V d 
RQGH ε pDSHUPLVVLYLGDGHGRPDWHULDOGRGLHOpWULFR&RPR ε > ε 0 SDUDRVPDWHULDLV 

XVXDOPHQWH XWLOL]DGRV R FDPSR HOpWULFR GLPLQXL ,VVR SURYRFD DXWRPDWLFDPHQWH RX


XPDGLPLQXLomRQDGLIHUHQoDGHSRWHQFLDOHQWUHDVSODFDVHDVVLPXPDXPHQWRQD
V0
FDSDFLWkQFLD 3RU H[HPSOR D FDSDFLWkQFLD GH XP FDSDFLWRU GH SODFDV SODQR =K  
Vd
SDUDOHODVQRYiFXRFRPRYLPRVpGDGDSRU
,VWRpDGLIHUHQoDGHSRWHQFLDOGLPLQXLSHORPHVPRIDWRU K TXDQGRSUHHQFKHPRV
ε0 A
 C0 = .  R FDSDFLWRUFRPXPGLHOpWULFR 7RGDHVVDGLVFXVVmRTXHIL]HPRVp YiOLGDSRUTXHR
L
FDSDFLWRUHVWiLVRODGRGRPHLRH[WHUQRHDVFDUJDVHVWmRIL[DVQDVSODFDV
1HVVDV FRQGLo}HV VXSRQKDPRV TXH HVWH FDSDFLWRU VHMD GHVFRQHFWDGR GRV ILRV
0DV R TXH DFRQWHFHULD VH IL[iVVHPRV R SRWHQFLDO DR LQYpV GDV FDUJDV" $V
H[WHUQRVHVHMDPDQWLGRLVRODGR$JRUDWRPHPRVXPGLHOpWULFRGHSHUPLVVLYLGDGH ε 
FDSDFLWkQFLDV C 0  H C d VmRDVPHVPDVTXHDQWHVSRLVFRPRYLPRVVyGHSHQGHP
HRFRORTXHPRVHPVHXLQWHULRUSUHHQFKHQGRWRGRRVHXYROXPH$FDSDFLWkQFLDYDL
PXGDUSDUD
GH IDWRUHV JHRPpWULFRV H GD SHUPLVVLYLGDGH GR PHLR ε 0  H ε  3RUWDQWR FRQWLQXD
VHQGR YHUGDGH TXH D FDSDFLWkQFLD QD SUHVHQoD GR GLHOpWULFR YDL DXPHQWDU GD
εA
 C d = .    PHVPD IRUPD $JRUD GDGR TXH R SRWHQFLDO p IL[R SRGHPRV QRV SHUJXQWDU R TXH
L
DFRQWHFHFRPDVFDUJDV3DUDGHVFREULULVWRHVFUHYHPRV
(DUD]mRHQWUHDVGXDVFDSDFLWkQFLDVp
Q
 C 0 = 
Cd ε V
 = = K ,   
C0 ε 0
H
RQGH K  p FKDPDGR FRQVWDQWH GLHOpWULFD $ QRYD FDSDFLWkQFLD C d  SRGH DLQGD VHU
Qd Qd Q Qd
 C d = = = C 0 . 
HVFULWDFRPR V Q V Q

3RUWDQWRXPDYH]TXH C d = KC 0 WHUHPRV

233 234
Qd ILJXUDTXHRFDPSRHOpWULFRp
 = K ,   
Q
Q Q Q
E1 = E2 = − E3 =
RXVHMDDFDUJDDFXPXODGDQRFDSDFLWRUWDPEpPYDLDXPHQWDUSRUXPIDWRULJXDOj ε0 A εA ε0 A
FRQVWDQWHGLHOpWULFD

$ 7DEHOD  PRVWUD D FRQVWDQWH GLHOpWULFD GH DOJXQV PDWHULDLV 2EVHUYH (P TXH R FDPSR HOpWULFR E2 QR GLHOpWULFR WHP VHQWLGR RSRVWR GRV FDPSRV QDV

TXHSRUGHILQLomR K ≥ 1  UHJL}HVRQGHKiYiFXR


$GLIHUHQoDGH SRWHQFLDO HQWUH DV SODFDV GR FDSDFLWRU SRGHVHUHVFULWD HP WHUPRV
7DEHOD&RQVWDQWHGLHOpWULFDGHDOJXQVPDWHULDLV
GDVGLIHUHQoDVGHSRWHQFLDOGHYLGDVDRVFDPSRVHOpWULFRVGHQWURGRFDSDFLWRU
0$7(5,$/ &2167$17( 0$7(5,$/ &2167$17(
',(/e75,&$ ',(/e75,&$
Q § D ·
9iFXR  9LGUR3\UH[  V = V1 + V2 + V3 = E1 d1 − E 2 D + E3 d 2 = ¨ d1 − + d 2 ¸ 
ε0 A © K ¹
$U  %DNHOLWH 
7HIORQ  0LFD  0DV d1 + d 2 = L − D , RTXHGi
3ROLHWLOHQR  3RUFHODQD 
3ROLHVWLUHQR  1HRSUHQH  Q § D· Q § K +1 ·
3DSHO  ÈJXD 
V= ¨L− D− ¸ = ¨L− D¸ 
ε0 A© K ¹ ε0 A© K ¹
4XDUW]R)XQGLGR  Ï[LGRGH7LWkQLR 
 $FDSDFLWkQFLDpHQWmR

(;(03/2 ε0 A
Q
C= =
V § K +1 ·
&RQVLGHUHRFDSDFLWRUVHPLSUHHQFKLGRSRUXPGLHOpWULFRPRVWUDGRQDILJXUD ¨L− D¸
© K ¹

$7,9,'$'(

&RQVLGHUH R FDSDFLWRU VHPLSUHHQFKLGR SRU GRLV GLHOpWULFRV FRPR p PRVWUDGR QD


ILJXUD

)LJXUD&DSDFLWRUVHPLSUHHQFKLGRSRUGLHOpWULFR

$ iUHD GR FDSDFLWRU SODQR p A  D GLVWkQFLD HQWUH DV SODFDV p L = d1 + D + d 2  H D


HVSHVVXUD GR GLHOpWULFR p D  2 UHVWR GR YROXPH GR FDSDFLWRU p RFXSDGR SHOR DU 
4XDOpDFDSDFLWkQFLDGHVVHFDSDFLWRU"
)LJXUD&DSDFLWRUVHPLSUHHQFKLGRSRUGLHOpWULFRV
6ROXomR  &RQVLGHUDQGR TXH DV FDUJDV GDV SODFDV LQGX]HP XPD PHVPD
TXDQWLGDGHGHFDUJDPDVGHVLQDORSRVWRQRGLHOpWULFRWHPRVQDVWUrVUHJL}HVGD $iUHDGRFDSDFLWRUSODQRp A DGLVWkQFLDHQWUHDVSODFDVp L = d1 + D + d 2 HDV

235 236
HVSHVVXUDVGRVGLHOpWULFRVGHSHUPLVVLYLGDGHV ε 1 = K1ε o  H ε 2 = K 2ε o VmR d1 H d 2  1 1 1 d 2 d 1 d§ 2 1 · d ε1 + ε 2 + 2ε 3
= + = + = ¨ + ¸=
UHVSHFWLYDPHQWH 2 UHVWR GR YROXPH GR FDSDFLWRU p RFXSDGR SHOR DU 4XDO p D C C 3 C ' A (ε 1 + ε 2 ) A ε 3 A ¨© (ε 1 + ε 2 ) ε 3 ¸¹ A ε 3 (ε 1 + ε 2 )
FDSDFLWkQFLDGHVVHFDSDFLWRU"
(QWmR

ε 3 (ε 1 + ε 2 ) A
C= 
ε1 + ε 2 + 2ε 3 d
(;(03/2

1D)LJXUDDiUHDGDVSODFDVFRUUHVSRQGHQWHVDRGLHOpWULFR ε 3 p A HDiUHDGD

SODFD FRUUHVSRQGHQWH DRV GLHOpWULFRV ε 1  H ε 2 p A / 2  FDGD &DOFXOH D FDSDFLWkQFLD $7,9,'$'(



HTXLYDOHQWHGRFRQMXQWRDSUHVHQWDGR &RQVLGHUHRFDSDFLWRUPRVWUDGRQDILJXUD3DUWLQGRGDH[SUHVVmRJHUDOSDUDD
FDSDFLWkQFLDGLVFXWDRVVHJXLQWHVOLPLWHV

D  ε1 → ε 2 

E  ε 1 = ε2 = ε3 = ε 

 $7,9,'$'(
)LJXUD&DSDFLWRUFRPGLHOpWULFRV $ ILJXUD  PRVWUD WUrV GLHOpWULFRV PRQWDGRV HP XP FDSDFLWRU FXMD iUHD GDV

 SODFDV p $ VHQGR HODV VHSDUDGDV SHOD GLVWkQFLD G &DOFXOH D FDSDFLWkQFLD


HTXLYDOHQWHGRVLVWHPD
6ROXomR 2 DUUDQMR SRGH VHU FRQVLGHUDGR FRPR XP VLVWHPD GH XP FDSDFLWRUHV
OLJDGRVHPVpULHHSDUDOHORFRPRPRVWUDDILJXUD


)LJXUD&DSDFLWRUFRPGLHOpWULFR


)LJXUD$VVRFLDomRGRVDFDSDFLWRUHVGD)LJXUD

$ FDSDFLWkQFLD HTXLYDOHQWH GR VLVWHPD p FDOFXODGD SULPHUDPHQWH FDOFXODQGR D
5,*,'(=',(/e75,&$
FDSDFLWkQFLDHTXLYDOHQWHGRVFDSDFLWRUHV C1 H C 2 , TXHHVWmROLJDGRVHPSDUDOHOR

ε1 A ε 2 A A -iYLPRVDQWHULRUPHQWHDGLIHUHQoDHQWUHXPGLHOpWULFRHXPFRQGXWRU1RV
C ' = C1 + C2 = + = (ε 1 + ε 2 )
2d 2d 2d GLHOpWULFRV RX LVRODQWHV  RV HOpWURQV HVWmR SUHVRV DRV Q~FOHRV GRV iWRPRV H
SRUWDQWRDRFRQWUiULRGRVPHWDLVQmRH[LVWHPHOpWURQVOLYUHVQHVVDVXEVWkQFLD
(PVHJXLGDFDOFXODVHDFDSDFLGDGHHTXLYDOHQWH GRVFDSDFLWRUHVOLJDGRVHPVpULH
'DGR LVWR VDEHPRV TXH VH XP FDPSR HOpWULFR IRU DSOLFDGR DXP GLHOpWULFR
LVWRpRFDSDFLWRU C3 HRFDSDFLWRUHTXLYDOHQWH C ' : YDL KDYHU XPD WHQGrQFLD GH DIDVWDU RV HOpWURQV GH VHXV Q~FOHRV GHYLGR j IRUoD
H[WHUQD 0DV R TXH DFRQWHFH VH DXPHQWDUPRV PXLWR R FDPSR HOpWULFR H[WHUQR" e

237 238
FODUR TXH D IRUoD TXH DJH HP FDGD HOpWURQ YDL DXPHQWDQGR WDPEpP 
SURSRUFLRQDOPHQWH,VWRSRGHFKHJDUDRSRQWRHPTXHDIRUoDH[WHUQDILFDPDLRUGR
$LQWURGXomRGHXPGLHOpWULFRHQWUHDVSODFDVGHXPFDSDFLWRUSURGX]XPDYDULDomR
TXH D IRUoD TXH OLJD R HOpWURQ DR VHX Q~FOHR 4XDQGR LVWR DFRQWHFH RV HOpWURQV
LPSRUWDQWHHPVXDVSURSULHGDGHV9DPRVDJRUDYHULILFDUFRPRSRGHPRVHVFUHYHUD
SDVVDUmRDVHUOLYUHV±WUDQVIRUPDQGRHQWmRXPGLHOpWULFRHPXPFRQGXWRU
OHLGH*DXVVSDUDRFDVRGHXPPHLRFRPGLHOpWULFR3DUDIL[DULGHLDVHVFROKHUHPRV
(VVHSURFHVVRSRGHRFRUUHUFRPTXDOTXHULVRODQWHHRFDPSRHOpWULFRDSOLFDGRTXH
XP FDSDFLWRU GH SODFDV SODQDV H SDUDOHODV FRPR H[HPSOR GH FiOFXOR PDV RV
RWUDQVIRUPDHPFRQGXWRUYDLGHSHQGHUGDHVWUXWXUDGHFDGDPDWHULDO
UHVXOWDGRVTXHREWHUHPRVVHUmRYiOLGRVSDUDTXDOTXHURXWUDVLWXDomR

2 YDORU PtQLPR GR FDPSR HOpWULFR TXH GHYH VHU DSOLFDGR D XP 4XDQGRQmR Ki GLHOpWULFR SUHVHQWH HQWUHDV SODFDV GR FDSDFLWRU D OHL GH *DXVVVH

GLHOpWULFRSDUDWUDQVIRUPiORHPFRQGXWRUpGHQRPLQDGRULJLGH]GLHOpWULFD HVFUHYH

&DGD PDWHULDO WHP VHX YDORU SUySULR GH ULJLGH] GLHOpWULFD GDGDV DV GLIHUHQWHV & q
HVWUXWXUDVPLFURVFySLFDVGHFDGDXP ³ E • nˆ dA = ε
S
0



3DUDXPFDSDFLWRUGHSODFDVSODQRSDUDOHODVGHiUHD$FRPDURXYiFXRHQWUHHODV
9HULILFDVH H[SHULPHQWDOPHQWH TXH D ULJLGH] GLHOpWULFD GR YLGUR p
RFDPSRHOpWULFRp
14 ×106 N/C  XQLGDGH GH FDPSR HOpWULFR  HQTXDQWR D GD PLFD SRGH DWLQJLU
100 × 10 6 N/C $ULJLGH]GLHOpWULFDGRDUpEHPPHQRU 3 × 10 6 N/C  q
E0 = 
ε0 A

&RQVLGHUHPRVXPFDSDFLWRUGHSODFDVSODQDVVHSDUDGDVSRU XPDFDPDGD 6H LQWURGX]LUPRV R GLHOpWULFR R FDPSR HOpWULFR GDV FDUJDV QR FDSDFLWRU LQGX]LUi
GH DU 6H R FDPSR HOpWULFR FULDGR SRU HVVDV SODFDV IRU LQIHULRU D 3 × 10 N/C  R DU FDUJDV QR GLHOpWULFR SRU SRODUL]DomR DV IDFHV GR GLHOpWULFR DSUHVHQWDUmR FDUJDV
6

HQWUH HODV SHUPDQFHUi LVRODQWH H LPSHGLUi TXH KDMD SDVVDJHP GH FDUJDV GH XPD HOpWULFDV q′  GH VLQDLV RSRVWRV jV GDV SODFDV GR FDSDFLWRU FRPR SRGHPRV YHU QD
SODFDjRXWUD(QWUHWDQWRVHRFDPSRH[FHGHUHVVHYDORUDULJLGH]GLHOpWULFDGRDU )LJXUD
VHUiURPSLGDHRDUVHWUDQVIRUPDUiHPXPFRQGXWRU

$V FDUJDV QHVWH PRPHQWR ILFDUmR OLYUHV H VHUmR DWUDtGDV SDUD DV SODFDV
FRP FDUJDV RSRVWDV D HODV ,VVR RFDVLRQD XPD GHVFDUJD HOpWULFD HQWUH DV SODFDV

(VWD GHVFDUJD YHP DFRPSDQKDGD GH HPLVVmR GH OX] H XP HVWDOR TXH p FDXVDGR
)LJXUD&DSDFLWRUFRPGLHOpWULFR
SHODH[SDQVmRGRDUTXHVHDTXHFHFRPDGHVFDUJDHOpWULFD
 &RQVLGHUDQGR XPD VXSHUItFLH GH *DXVV FRPR PRVWUDGR QD ILJXUD SHODV OLQKDV
e LQWHUHVVDQWH QRWDU WDPEpP TXH R PyGXOR GD ULJLGH] GLHOpWULFD GRV WUDFHMDGDVDDSOLFDomRGDOHLGH*DXVVQRVGi
PDWHULDLVXWLOL]DGRVpPDLRUGRTXHRGRDURTXHWHPFRPRFRQVHTXrQFLDLPHGLDWD &
ε 0 ³ E • nˆ dA = ε 0 E A = q − q′ 
TXHHVVHWLSRGHFDSDFLWRUSRGHVHUVXEPHWLGRDFDPSRVPDLVLQWHQVRVGRTXHRDU S

4XDQGR D ULJLGH] GLHOpWULFD GR PDWHULDO p DWLQJLGD R FDSDFLWRU p GDQLILFDGR SRLV RX
FRPR GLVFXWLPRV RFRUUHUmR GHVFDUJDV HOpWULFDVGH XP FRQGXWRU D RXWUR 3RUWDQWR
q q′
FRORFDUXPGLHOpWULFRGHQWURGHXPFDSDFLWRUWRUQDRPDLVHVWiYHO3RGHPRVWRUQDU  E = −   
ε0 A ε0 A
HVVDVLGpLDVPDLVTXDQWLWDWLYDV

 (PTXH E  pRFDPSRHOpWULFRGHYLGRjFDUJDOtTXLGDGHQWURGDVXSHUItFLHGH*DXVV
6H K pDFRQVWDQWHGLHOpWULFDGRGLHOpWULFRWHPRVGH K = ε ε 0 TXH
$/(,'(*$866(26',(/e75,&26

239 240
E0 q (;(03/2
E= = 
K Kε o A
$)LJXUDPRVWUDXPFDSDFLWRUGHSODFDVSODQRSDUDOHODVGHiUHD$HVHSDUDomR
/HYDQGRHVWHYDORUGRFDPSRHOpWULFRQDHTXDomR  REWHPRV G VXMHLWR D XPD GLIHUHQoD GH SRWHQFLDO V 0  2 FDSDFLWRU HVWi LVRODGR TXDQGR XP

q q q′ GLHOpWULFR GH HVSHVVXUD E H FRQVWDQWH GLHOpWULFD K  p LQVHULGR HQWUH DV SODFDV GR
= − 
Kε o A ε0A ε0A FDSDFLWRU6H$ FP G FPE FP K = 3,5 H V 0
2
9FDOFXOH

TXHUHVROYLGDSDUDDFDUJDLQGX]LGDQRVGi

§ 1·
 q ′ = q ¨1 − ¸   
© K¹

,VVRPRVWUDTXHDFDUJDLQGX]LGDQRGLHOpWULFRpVHPSUHPHQRUTXHDGDVSODFDVGR

FDSDFLWRUTXDQGRRGLHOpWULFRQmRHVWiSUHVHQWH
)LJXUD&DUJDVQRFDSDFLWRUFRPGLHOpWULFR
$ OHL GH *DXVV SDUD R FDSDFLWRU FRP GLHOpWULFR SRGH VHU HVFULWD HP WHUPRV GDV
D DFDSDFLWkQFLDGRFDSDFLWRUDQWHVGRGLHOpWULFRVHULQVHULGR
FDUJDVGRFDSDFLWRUHGDVFDUJDVLQGX]LGDVFRPR
E DFDUJDQRFDSDFLWRUQHVWDVLWXDomR
& q − q′
 ³ E • nˆ dA = ε0
  
F RFDPSRHOpWULFRVHPRGLHOpWULFR

G RFDPSRHOpWULFRQRGLHOpWULFRDSyVHOHVHULQVHULGRHQWUHDVSODFDV
1RWHTXH q − q ′ pDFDUJDGHQWURGDVXSHUItFLHJDXVVLDQD
H DQRYDGLIHUHQoDGHSRWHQFLDOHQWUHDVSODFDV
8PDRXWUDPDQHLUDGHHVFUHYHUHVWDHTXDomRGHVVDYH]HPWHUPRVGDVFDUJDVQDV
SODFDVGRFDSDFLWRUpXVDQGR  'HVWDHTXDomRYHP I DQRYDFDSDFLWkQFLDGRFDSDFLWRU

q 6ROXomR
q − q′ = 
K D 7HPRVTXH

HDHTXDomR  ILFD


ε0 A (8,9 × 10 −12 C 2 / N .m 2 ) (10 −2 m 2 )
C0 = = = 8,9 × 10 −12 F 
& q d 10 − 2 m
 ³ K E • nˆ d A =   
ε0
E DFDUJDQRFDSDFLWRUp
(VWD UHODomR HPERUD GHGX]LGD FRP R DX[tOLR GH XP FDSDFLWRU GH SODFDV SODQDV H
q = C 0 V0 = 8,9 × 10 −12 F × 200 V = 1,8 × 10 −9 C 
SDUDOHODV YDOH SDUD TXDOTXHU FDVR HP TXH R PHLR p XP GLHOpWULFR e LPSRUWDQWH
QRWDUTXH F RFDPSRHOpWULFRp

D RIOX[RGRFDPSRHOpWULFRDJRUDFRQWpPDFRQVWDQWHGLHOpWULFD q 1,8 × 10 −9 C
E0 = = = 2,0 × 10 4 V / m 
E  D FDUJD TXH DSDUHFH QR VHJXQGR PHPEUR p D FDUJD OLYUH GR FDSDFLWRU ε0A (8,9 × 10 −12 C 2 / N .m 2 ) (10 − 2 m 2 )
LVWR p D FDUJD QDV VXDV SODFDV DV FDUJDV LQGX]LGDV QR GLHOpWULFR QmR
G RFDPSRHOpWULFRFRPRGLHOpWULFRp
HQWUDPQDHTXDomR 
E0 2,0 × 10 4 V / m
F RFDPSRHOpWULFRpRFDPSRGHQWURGRGLHOpWULFR E= = = 5,7 × 10 3 V / m 
K 3,5


241 242
H  3DUD FDOFXODU D GLIHUHQoD GH SRWHQFLDO WHPRV TXH ID]HU D LQWHJUDomR GR FDPSR 5(63267$6&20(17$'$6'$6$7,9,'$'(63523267$6
VREUH XPD WUDMHWyULD HP OLQKD UHWD TXH GD SODFD LQIHULRU $  GR GLHOpWULFR DWp D
$7,9,'$'(
VXSHULRU % QDILJXUD
3RGHPRV SHQVDU QR FDSDFLWRU UHVXOWDQWH FRPR VHQGR FRPSRVWR SRU XPD
& & B B
V = −³E • dl = −³ E cos 180º dl =³ E dl =E 0 (d − b) + E b  DVVRFLDomR HP VpULH GH WUrV FDSDFLWRUHV 2 SULPHLUR TXH HQYROYH D GLVWkQFLD d1  H
A A

WHPRGLHOpWULFRHQWUHDVSODFDVFRPFDSDFLWkQFLD
(QWmR

V = ( 2,0 × 10 4 V / m × 5,0 × 10 −3 m) + (5,7 × 10 3 V / m × 5,0 × 10 −3 m ) = 1,3 × 10 2 V / m 
εA
 C1 = 
I 7HPRV d1
q 1,8 × 10 −9 C 2VHJXQGRIRUPDGRSHORGLHOpWULFRFRPDUHQWUHDVSODFDV
C= = = 1,4 × 10 −12 F 
V 1,3 × 10 2 V


εoA
 C 2 = 
D
$7,9,'$'(
( R WHUFHLUR FRUUHVSRQGHQWH D XP FDSDFLWRU FRP GLHOpWULFR HQWUH DV SODFDV FXMD
&RQVLGHUH XP FDSDFLWRU HVIpULFR FDUUHJDGR FRP FDUJD q  SUHHQFKLGR WRWDOPHQWH
GLVWkQFLDp d 2 
FRPXPOtTXLGRLVRODQWHGHFRQVWDQWHGLHOpWULFD K 2FRQGXWRULQWHUQRSRVVXLUDLR

Ra HRFRQGXWRUH[WHUQRUDLR Rb &DOFXOHDFDSDFLWkQFLDGHVVHFDSDFLWRUHVIpULFR εA
 C3 = 
d2

$FDSDFLWkQFLDUHVXOWDQWHp

1 1 1 1 d1 + d 2 D
 = + + = + .
C C1 C 2 C3 εA εo A

3RGHPRVDLQGDLQWURGX]LUDGLVWkQFLD L = d1 + D + d 2 GDVHJXLQWHIRUPD

1 L−D D
= +
C εA εo A 

1 ε o ( L − D) + εD
= .
C ε 0ε A 

(SRUWDQWR

ε 0εA
C=
ε o ( L − D) + εD 

εA
C=
( L − D) + KD 

243 244
ε 
RQGHXVDPRV =K
ε0 $7,9,'$'(

3RGHPRV SHQVDU QR FDSDFLWRU UHVXOWDQWH FRPR VHQGR FRPSRVWR SRU XPD
8P DVSHFWR LQWHUHVVDQWH GD H[SUHVVmR DFLPD p TXH DSUHQGHPRV TXH D
FDSDFLWkQFLD UHVXOWDQWH 1­2 '(3(1'( GD SRVLomR GR GLHOpWULFR HQWUH DV SODFDV ε1 A 2ε 2ε 3 A
DVVRFLDomRHPSDUDOHORGHGRLVFDSDFLWRUHV C1 = H C ' 2 = VHQGRTXH
d (ε 2 + ε 3 ) d
(d1 e d 2 ) PDVDSHQDVGDVXDHVSHVVXUD
ε1 A / 2 ε2A/ 2
HVWH~OWLPRUHVXOWDGDFRPELQDomRHPVpULHGH C1 = H C 2 = 
3RGHPRV DYDOLDU R UHVXOWDGR ILQDO REWLGR DFLPD WHVWDQGR R FDVR HP TXH R d d

FDSDFLWRU HVWi SUHHQFKLGR FRPSOHWDPHQWH FRP DU 1HVVH FDVR WRPDPRV R OLPLWH
$FDSDFLWkQFLDUHVXOWDQWHp
TXDQGR D → L (QWmRFRPRVHHVSHUDYD
ε1 A 2ε 2 ε 3 A ª 2ε 2ε 3 º A
εA ε0A  C eq = + = «ε 1 + » .
 C → =  d (ε 2 + ε 3 ) d ¬ (ε 2 + ε 3 ) ¼ d
KL L

3RGHPRV WDPEpP WHVWDU R FDVR HP TXH R FDSDFLWRU HVWi FRPSOHWDPHQWH 

SUHHQFKLGRSHORGLHOpWULFRLVWRp D → 0 (QWmRFRPRVHHVSHUDYD $7,9,'$'(

εA εA $SOLFDQGR D /HL GH *DXVV XWLOL]DPRV XPD VXSHUItFLH HVIpULFD GH UDLR Ra < r < Rb 
 C = → 
K ( L − D) + L L
8WLOL]DQGRDHTXDomRWHPRVHQWmR
 & q
$7,9,'$'( ³ K E • nˆ da = ε 0 
6DEHPRVTXHSDUDRFDSDFLWRUHPTXHVWmR
q
ε 3 (ε 1 + ε 2 ) A
³ K E da = ε 0 
C= 
ε1 + ε 2 + 2ε 3 d 2 FDPSR HOpWULFR VREUH WRGD D VXSHUItFLH JDXVVLDQD WHP R PHVPR PyGXOR H SRU
LVVR
D 2TXHVLJQLILFD ε1 → ε 2 "1HVWHFDVRWHUHPRVGRLVFDSDFLWRUHVHPVpULH

q
ε 3 (ε 1 + ε 2 ) A ε 3 (2ε 2 ) A ε 3 (ε 2 ) A K E ³ da =
 C = = = ε0 
ε 1 + ε 2 + 2 ε 3 d 2ε 2 + 2 ε 3 d ε 2 + ε 3 d 
(QWmR
ε2A ε3A
6HYRFrFDOFXODUDFDSDFLWkQFLDUHVXOWDQWHGRFRQMXQWR C1 → C 2′ = e C3 = ,
d d (KE )(4π r 2 ) = q
HPVpULHYDLHQFRQWUDUH[DWDPHQWHDH[SUHVVmRDFLPD
ε0 

E  2 TXH VLJQLILFD ε 1 = ε 2 = ε 3 = ε " 1HVWH FDVR WHUHPRV R FDSDFLWRU SUHHQFKLGR E=


1 q
4πKε 0 r 2 
FRPSOHWDPHQWH FRP R PHVPR GLHOpWULFR 8VDQGR TXH 2d = L  D HVSHVVXUD GR
FDSDFLWRUUHFXSHUDPRVDH[SUHVVmRJHUDOSDUDDFDSDFLWkQFLD2XVHMD /RJR

ε 3 (ε 1 + ε 2 ) A ε (ε + ε ) A ε (2ε ) A ε A εA 1 q
C= = = = = E=
ε1 + ε 2 + 2ε 3 d ε + ε + 2ε d 4ε d 2 d L 4πε r 2 

245 246
2QGH ε = Kε o  p D SHUPLVVLYLGDGH GR PDWHULDO GLHOpWULFR FRORFDGR HQWUH RV GLVWkQFLDHQWUHDVSODFDVpGHPP6XSRQKDTXHLQLFLDOPHQWHRFDSDFLWRUVHMD
OLJDGRDXPDIRQWHGHWHQVmRHP9'HSRLVGHUHWLUDGDDIRQWHpLQVHULGRXP
FRQGXWRUHV -i REWLYHPRV D GLIHUHQoD GH SRWHQFLDO HQWUH GRLV FRQGXWRUHV HVIpULFRV
PDWHULDO GLHOpWULFR HQWUH DV SODQDV TXDQGR D GLIHUHQoD GH SRWHQFLDO HQWUH VXDV
FRQFrQWULFRV
SODFDVGLPLQXLSDUD9
Rb − Ra
q
∆V = Va − Vb = D 'HWHUPLQHDFDSDFLWkQFLD&$DQWHVH&'GHSRLVGHLQVHULGRRGLHOpWULFR
4πε 0 Ra Rb

E &DOFXOHRYDORUGDFDUJDHOpWULFD4GHFDGDSODFDHRYDORUGDFDUJDHOpWULFD

'DGHILQLomRGHFDSDFLWkQFLDREWHPRVDFDSDFLWkQFLD LQGX]LGD4LTXDQGRIRLLQVHULGRRGLHOpWULFR
F 'HWHUPLQH D FRQVWDQWH GLHOpWULFD GR PDWHULDO TXH IRL LQVHULGR HQWUH VXDV
q
C= SODFDV
∆V 

2EVHUYHTXHRFDPSRHOpWULFRVHUHGX]GHXPIDWRUKTXDQGRpLQVHULGRRGLHOpWULFR
( &RQVLGHUHRFDSDFLWRUGRH[HUFtFLR
HQWUH RV FRQGXWRUHV 'HVVD IRUPD R GLIHUHQoD GH SRWHQFLDO HQWUH RV FRQGXWRUHV

DXPHQWDGRPHVPRIDWRUK D &DOFXOHRYDORUGRFDPSRHOpWULFRDQWHVHGHSRLVGHVHULQVHULGRRGLHOpWULFR
HQWUHDVVXDVSODFDV
q E 'HWHUPLQH D HQHUJLD SRWHQFLDO HOpWULFD DFXPXODGD DQWHV H GHSRLV GH VHU
C= 
q Rb − Ra
LQVHULGRRGLHOpWULFR
4πKε 0 Ra Rb
F $GHQVLGDGHGHHQHUJLDPXGDTXDQGRRGLHOpWULFRpLQVHULGRHQWUHDVSODFDV
3RUWDQWRDFDSDFLWkQFLDGRFDSDFLWRUHVIpULFRFRPGLHOpWULFRp GR FDSDFLWRU" 'HWHUPLQH D GHQVLGDGH GH HQHUJLD DQWHV H GHSRLV GH VHU
LQVHULGRRGLHOpWULFR
4πε Ra Rb
C= 
Rb − Ra 



3(16((5(6321'$

35  1D $WLYLGDGH  GLVFXWD R TXH RFRUUH FRP R FDSDFLWRU QRV VHJXLQWHV

OLPLWHV D  ε 2 → ε 3 (b) ε 1 = ε 2 = ε 3 = ε 



(;(5&Ë&,26'(),;$d­2

(  8P FDSDFLWRU GH SODFDV SDUDOHODV WHP FDSDFLWkQFLD  S) TXDQGR
SUHHQFKLGR FRP DU &RORFDQGRVH XP GLHOpWULFR HQWUH DV SODFDV D FDSDFLWkQFLD
PXGD SDUD  S) 'HWHUPLQH D FRQVWDQWH GLHOpWULFD GR PDWHULDO LQVHULGR QR
FDSDFLWRU

( &RQVLGHUHXPFDSDFLWRUGHSODFDVSODQDVSDUDOHODVFRPiUHDGHFP$

247 248
$8/$9(725(632/$5,=$d­2('(6/2&$0(172(/e75,&2 q § q · q′
 = ε 0 ¨¨ ¸¸ +   

A © Kε o A ¹ A

2%-(7,926 2~OWLPRWHUPRGHVWDHTXDomRpDFDUJDLQGX]LGDSRUXQLGDGHGHiUHDQRGLHOpWULFR
(OHpFKDPDGRGHPyGXORGRYHWRUSRODUL]DomRHOpWULFDVHQGRUHSUHVHQWDGRSRU
'(),1,5269(725(632/$5,=$d­2('(6/2&$0(172(/e75,&2 →
P 


q′
 P =   
269(725(632/$5,=$d­2('(6/2&$0(172(/e75,&2 A
 →
8PD RXWUD GHILQLomR SDUD P  TXH WDPEpP p XVDGD FRQVLVWH HP PXOWLSOLFDU R
4XDQGR WUDEDOKDPRV FRP SUREOHPDV VLPSOHV HP HOHWURPDJQHWLVPR DV
QXPHUDGRUHRGHQRPLQDGRUGDH[SUHVVmRDFLPDSHODHVSHVVXUD G GRGLHOpWULFR
IyUPXODV DSUHVHQWDGDV QD VHomR DQWHULRU VDWLVID]HP SHUIHLWDPHQWH j GHVFULomR GH
XP FDPSR HOpWULFR QR YiFXR H HP XP GLHOpWULFR (QWUHWDQWR HQFRQWUDPRV FRP →
q′ d
P = 
PXLWD IUHTXrQFLD SUREOHPDV TXH HQYROYHP FDPSRV HOpWULFRV QmR XQLIRUPHV RX Ad
VLPHWULDVPDLVFRPSOLFDGDVGRTXHDVH[HPSOLILFDGDVDQWHV3DUDHVVHVFDVRVPDLV
2QXPHUDGRUpR SURGXWRGDVFDUJDV GHSRODUL]DomR LJXDLVH GHVLQDLVFRQWUiULRV 
GLItFHLV Ki XPD PDQHLUD GH WUDEDOKDU TXH IDFLOLWD EDVWDQWH QRVVD WDUHID (OD
SHOD VHSDUDomR GHODV H SRGH VHU FRQVLGHUDGR FRPR R PRPHQWR GH GLSROR
FRQVLVWHHPXVDUDOJXQVYHWRUHV TXHGHILQLUHPRVDVHJXLUXVDQGRXP FDSDFLWRUGH
LQGX]LGRGRGLHOpWULFR2GHQRPLQDGRUpRYROXPHGRGLHOpWULFR
SODFDV SDUDOHODV (QWUHWDQWR DR ID]HUPRV LVVR QmR VLJQLILFD TXH HVVHV YHWRUHV Vy
SRGHPVHUGHILQLGRVSDUDHVWHWLSRGHFDSDFLWRU1DUHDOLGDGHHOHVVmRPXLWRJHUDLV →
3RUWDQWR P  VLJQLILFD R PRPHQWR GH GLSROR LQGX]LGR SRU XQLGDGH GH YROXPH GR
HVHDSOLFDPDWRGRWLSRGHSUREOHPDHQYROYHQGRGLHOpWULFRV
GLHOpWULFR (OH SRGH VHU WDPEpP FRQVLGHUDGR FRPR RPyGXOR GH XP YHWRU TXH WDO
&RQVLGHUHPRV XP FDSDFLWRU GH SODFDV SODQDV H SDUDOHODV FRP XPD GHQVLGDGH GH
FRPR R PRPHQWR GH GLSROR GH FDUJDV HOpWULFDV WHP VHX VHQWLGR LQGR GDV FDUJDV
FDUJDV σ = q0 / A  6H LQWURGX]LUPRV XPGLHOpWULFR GH FRQVWDQWH GLHOpWULFD K  HQWUH QHJDWLYDVSDUDDVSRVLWLYDV$VVLPSRGHPRVHVFUHYHUDHTXDomR  FRPR
DVSODFDVGRFDSDFLWRURFDPSRHOpWULFR E QRGLHOpWULFRILFD
q
 = ε 0 E + P   
q q′ A
E= − 
ε0 A ε0 A $ TXDQWLGDGH GR SULPHLUR PHPEUR DSDUHFH VHPSUH HP VLWXDo}HV GD HOHWURVWiWLFD

(P TXH q′ p D FDUJD HOpWULFD LQGX]LGD QDV IDFHV GR GLHOpWULFR 6XEVWLWXLQGR QD 3RU LVVR GDPRV D HOD R QRPH GH GHVORFDPHQWR HOpWULFR D  $VVLP D HTXDomR
HTXDomRDFLPDRYDORUGRFDPSRHOpWULFRQRGLHOpWULFRSRUVHXYDORU  ILFD

E0 q  D = ε 0 E + P   


E= = 
K Kε o A
FRP
HUHHVFUHYHQGRDHTXDomRREWHPRV
q
 D =   
q q q′ A
= + 
ε 0 A Kε o A ε 0 A
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RXDLQGD WDPEpPGHYHVHU(QWmRQRFDVRJHUDODHTXDomR  ILFD


& & &
 D = ε 0 E + P   

249 250
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G  R FDPSR HOpWULFR E  p R TXH GHWHUPLQD D IRUoD HOpWULFD TXH DWXD QD
VmR YHWRUHV FRQVWDQWHV HP FDGD SRQWR GR GLHOpWULFR GH PRGR TXH D QDWXUH]D
→ →
YHWRULDOGHOHVQHVWHFDVRQmRpLPSRUWDQWH(QWUHWDQWRLVVRQHPVHPSUHDFRQWHFH UHJLmR D  H P  VmR DSHQDV TXDQWLGDGHV DX[LOLDUHV SDUD IDFLOLWDU R FiOFXOR
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 →
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& & &
 D = K ε 0 E = ε E   

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P= = ¨1 − ¸ = D ¨1 − ¸ = K ε 0 E ¨1 − ¸ = ε 0 (K − 1) E 
A A© K¹ © K¹ © K¹

RX
& &
P = ε 0 (K − 1) E   


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DQXOD

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)LJXUD2VWUrVYHWRUHVHOpWULFRV
HVFUHYH
'HYHPRVQRWDUDOJXQVSRQWRVPXLWRLPSRUWDQWHVVREUHRVYHWRUHV & &
 P = χ ε 0 E   

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QRFDVRDGDVSODFDVGRFDSDFLWRU QRWHTXHQDILJXUDDVOLQKDVGHIRUoDGH
→ $ GHILQLomR GR YHWRU GHVORFDPHQWR HOpWULFR GDGD SRU   SHUPLWH TXH
D OLJDPDSHQDVDVFDUJDVQDVSODFDV
PRGLILTXHPRVDOHLGH*DXVVHDHVFUHYDPRVSDUDXPPHLRGLHOpWULFR

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 D • nˆ da = q   
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251 252
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2QGH pRYHWRUXQLWiULRQDGLUHomRGRHL[R\
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2
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9FDOFXOH
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q
E=
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 1,8 × 10 −9 C
E=
(8,85 × 10 F / m)(100 × 10 − 4 m 2 ) 
−12

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E RYHWRUFDPSRHOpWULFRQDUHJLmRVHPGLHOpWULFR E = 2,0 ×104 V / m 

F RYHWRUSRODUL]DomR 'H DFRUGR FRP D ILJXUD  SRGHPRV REVHUYDU TXH R FDPSR HOpWULFR p

6ROXomR SHUSHQGLFXODUjVSODFDHSRUWDQWR


D 3DUDXPFDSDFLWRUGHSODFDVSODQDVSDUDOHODVVHPRGLHOpWULFR
E = −(2,0 × 10 4 V / m) ˆj

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C0 = = = 8,9 × 10 −12 F  F 2YHWRUSRODUL]DomRpGDGRSHODHTXDomR
d 10 − 2 m
→ →

&RPRDFDUJDQDVSODFDVGRFDSDFLWRUp P = χ ε0 E

−12 −9
q = C 0 V0 = 8,9 × 10 F × 200 V = 1,8 × 10 C  →
P = (3,5 − 1)(8,85 × 10 −12 F / m)(−2,0 × 10 4 V / m) ˆj 
RPyGXORGRYHWRUGHVORFDPHQWRpGDGRSHODHTXDomR →

P = −(4,4 × 10 −7 C / m 2 ) ˆj
q 
D=
A


1,8 × 10 −9 C
D= 3(16((5(6321'$
100 × 10 − 4 m 2 

D = 1,8 × 10 −7 C / m 2 35 &RQVLGHUHRFDSDFLWRUGRH[HUFtFLR(&DOFXOHRVYHWRUHVGHVORFDPHQWR


 HOpWULFRHSRODUL]DomRHOpWULFDDQWHVHGHSRLVGHVHULQVHULGRRGLHOpWULFRHQWUHVXDV
$GRWDQGRRHL[R\SHUSHQGLFXODUjVSODFDVWHPRV SODFDV

( )

D = − 1,8 × 10 −7 C / m 2 ˆj 


253 254
 
 

 
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6DEHPRV WDPEpP TXH D PDWpULD p FRQVWLWXtGD EDVLFDPHQWH SRU SDUWtFXODV



 DOJXPDV QHXWUDV RXWUDV SRVLWLYDV H RXWUDV QHJDWLYDV QrXWURQV SUyWRQV H
HOpWURQV 
•   
 

  

•   
 

 
  

•  




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  VHPRYHUSHODDomRGHFDPSRVHOpWULFRV
 


 

  e R FDVR GRV PHWDLV QRV TXDLV WHPRV tRQV SRVLWLYRV TXH FRQVWLWXHP XPD UHGH
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HGLIHUHQoDVGHSRWHQFLDOHOpWULFRSURGX]LGDVSRUGLYHUVDVGLVWULEXLo}HVHVWiWLFDVGH XPJiV
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UHSHQWLQDPHQWHGL]VHTXHIDOWRXFRUUHQWH


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272 273
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HOpWULFR PXLWR LQWHQVR p FULDGR HQWUH DTXHOD H D VXSHUItFLH GD 7HUUD ,VWR SRGH HILFLrQFLDHVHXPDQXVHLR
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GHL[DGHH[LVWLUXPDGLIHUHQoDGHSRWHQFLDOHQWUHDQXYHPHD7HUUD

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 )LJXUD5HSUHVHQWDomRHVTXHPiWLFDGHXPDFpOXODYROWDLFD
3DUD LVWR p QHFHVViULR TXH VH SRVVD FULDU H PDQWHU XP FDPSR HOpWULFR TXH

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274 275
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SRWHQFLDO V HQWUHVHXVSRORVTXDQGRQmRKiQHQKXPFLUFXLWRH[WHUQRRXVHMD
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RVSRORVWDOTXHHPVHXLQWHULRUH[LVWHXPFDPSRHOpWULFRFXMRVHQWLGRpGRSROR
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UHFHEH FDUJDV H DV OHYD SDUD R LQWHULRU GH XPD HVIHUD PHWiOLFD RQGH VmR
R FDPSR HP VHX LQWHULRU GHYHULD VHU QXOR (QWUHWDQWR LVVR QmR RFRUUH SRUTXH DV
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276 277
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278 279

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 F
2 &DGD iWRPR GH FREUH FRQWULEXL FRP XP HOpWURQ SDUD D EDQGD GH
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GDFRUUHQWHFRQYHQFLRQDO6XDXQLGDGHQR6,p*9I( 9#(* %(#-',+(,+#Hp 3
iWRPRVHPXPPLOtPHWURF~ELFR7HPRVQHVVHYROXPHXPDPDVVDGH 8,96 mg / cm
GDGRSHODHTXDomR
VHQGRDPDVVDPROHFXODUGRFREUHGH 63,54 g HQFRQWUDPRVRQ~PHURGHVHMDGR

& &
  J = n q v a    mCu N A 8,96 ×10 − 3 × 6,022 ×10 23
 n= = = 8,49 ×1019 portadores / mm 3 

M Cu 63,54

 (VWDH[SUHVVmRPRVWUDTXHXPIOX[RGHFDUJDVSRVLWLYDVHPXPDGLUHomRH
VHQWLGR SURGX] XP YHWRU GHQVLGDGH GH FRUUHQWH LGrQWLFR DR TXH p SURGX]LGR SRU
XP IOX[R GD PHVPD TXDQWLGDGH GH FDUJD QHJDWLYD QD PHVPD GLUHomR PDV HP
G
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2
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VHQWLGR QmR VH SRGH IDODU GH GLUHomR GD PHVPD (P XP ILR FRP HQFDSDPHQWR
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 2V SRUWDGRUHV PDLV OHYHV VmR PDLV HIHWLYRV QD FRQGXomR GH FRUUHQWH SRLV 
VXDYHORFLGDGHpXVXDOPHQWHPDLRU


286 287




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XQLGDGHGHYROXPHQRILRGHSUDWD

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 n Ag = = = 5,85 × 10 22 portadores / cm 3 . 
M Ag 6,022 × 10 23 × 108
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$ HQHUJLD JDVWD SDUD DXPHQWDU D WHPSHUDWXUD GH XP OLWUR GH iJXD HP GH] JUDXV
QD$WLYLGDGHFDOFXODUDYHORFLGDGHGHDUUDVWH
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2.10 − 6 × 5,85 × 10 28 × 1,6 × 10 −19 s

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0
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E K
 E F

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( 8PDEDWHULDGHPRWRFLFOHWDFRPXPDIRUoDHOHWURPRWUL]GH 12,0 V WHPXPD
 'HVSUH]DQGR TXDOTXHU SHUGD SDUD R PHLR DPELHQWH LJXDODPRV HVWH FDORU j FDUJD LQLFLDO GH 120 Ah  6XSRQGR TXH D GLIHUHQoD GH SRWHQFLDO HQWUH RV WHUPLQDLV
HQHUJLD HOpWULFD FRQVXPLGD SDUD HQFRQWUDU D TXDQWLGDGH GH FDUJD TXH DWUDYHVVDD
SHUPDQHoDFRQVWDQWH DWpTXHDEDWHULD VHGHVFDUUHJXHTXDQWDV KRUDVDEDWHULDp
FpOXODYROWDLFDGXUDQWHRSURFHVVR
FDSD]GHIRUQHFHUXPDSRWrQFLDGH 100 W "
∆Q 4,18 × 104
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ε 1,1 ’
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(  3RU XP ILR GH FREUH GH  PP GH GLkPHWUR SDVVD XPD FRUUHQWH GH
GHiWRPRVGH]LQFRTXHGHL[DPRSRORQHJDWLYRHVHLQWHJUDPjVROXomR'LYLGLQGR
HVWHQ~PHURSHORQ~PHURGH$YRJDGURWHPRVRQ~PHURGHPROHVTXHPXOWLSOLFDGR 1,20 × 10 −10 A  2 Q~PHUR GH SRUWDGRUHV GH FDUJD SRU XQLGDGH GH YROXPH p
SHOD PDVVD PROHFXODU GR ]LQFR IRUQHFH D TXDQWLGDGH GH PDVVD SHUGLGD SRU HVWH 8,49 × 10 28 m −3  6XSRQGR TXH D FRUUHQWH p XQLIRUPH FDOFXOH D  D GHQVLGDGH GH
HOHWURGR FRUUHQWHH E DYHORFLGDGHGHGHULYDGRVHOpWURQV

N atm 3,8 × 10 4
( 8PIHL[HGHSDUWtFXODVSRVVXL 2,0 × 10 tRQVSRVLWLYRVGXSODPHQWHFDUUHJDGRV
8
  m Zn = M Zn = 65,4 = 13g. 
NA 2 × 1,6 × 10 −19 × 6,022 × 10 23
SRU FHQWtPHWUR F~ELFR WRGRV HOHV VHPRYHP SDUD R QRUWHFRP XPD YHORFLGDGH GH
&
G 1,0 × 10 5 m / s 'HWHUPLQH D RPyGXORH E DGLUHomRGDGHQVLGDGHGHFRUUHQWH J 

6HQGR QD HTXDomR  q = e = 1,60 × 10


−19
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XP FHUWR YDORU 6XSRQKD TXH R PDWHULDO D VHU XVDGR HP XP IXVtYHO VRIUD IXVmR
2,00 m
va = = 1,5.10 5 . TXDQGR D GHQVLGDGH GH FRUUHQWH XOWUDSDVVDU 440 A / cm  4XH GLkPHWUR GH ILR
2
8,5 × 1019 × 1,6 × 10 −19 × 1,0 × 10 −6 s
FLOtQGULFRGHYHVHUXVDGRSDUDID]HUXPIXVtYHOTXHOLPLWHDFRUUHQWHGH 0,5 A "
J

288 289
  /HPEUHVHTXH V pDYDULDomRGDHQHUJLDSRWHQFLDOHOpWULFDGHFDGDXQLGDGH

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HVWD HQHUJLD DSDUHFH FRPR HQHUJLD WpUPLFD QR SUySULR FRQGXWRU TXH QHVVH FDVR

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5(6,67Ç1&,$(/e75,&$
V
   1 Ohm = 1 Ω = 1   
m
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FRPDOJXPFRQGXWRUVXUJHXPDFRUUHQWHHOpWULFDFXMRVHQWLGRFRQYHQFLRQDOFRPR
/(,'(2+0
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HOpWURQVVDHPGRSyORQHJDWLYRSHUGHPHQHUJLDSRWHQFLDOHOpWULFDTXHVXUJHFRPR  
HQHUJLDWpUPLFDQRILRFRQGXWRUHFKHJDPDRSyORSRVLWLYR $ HTXDomR GHILQH R TXH p D UHVLVWrQFLD GH XP FRQGXWRU PDV QmR QRV
IRUQHFHTXDOTXHULQIRUPDomRDUHVSHLWRGRFRPSRUWDPHQWRGHVVDJUDQGH]DTXDQGR
 -i TXH D WHQVmR HQWUH RV WHUPLQDLV GRV JHUDGRUHV GH IRUoD HOHWURPRWUL] p
DSOLFDPRVGLIHUHQWHVYDORUHVGHWHQVmRjVH[WUHPLGDGHVGRFRQGXWRU
FDUDFWHUtVWLFD GH FDGD XP GHOHV XPD SHUJXQWD TXH VH SRGH ID]HU QHVWH SRQWR p

FRP TXH IDFLOLGDGH IOXLUmR DV FDUJDV TXDQGR HVVHV WHUPLQDLV VmR OLJDGRV
$WHQVmRDSOLFDGDjVH[WUHPLGDGHVGHXPFRQGXWRUHDFRQVHTHQWHFRUUHQWH
H[WHUQDPHQWH" (TXLYDOHQWHPHQWH TXDO R YDORU GD FRUUHQWH TXH SHUFRUUHUi R
TXH R SHUFRUUH VmR JUDQGH]DV PDFURVFySLFDV TXH SRGHP VHU PHGLGDV FRP
FLUFXLWR"
DSDUHOKRVGHQRPLQDGRV UHVSHFWLYDPHQWHYROWtPHWURHDPSHUtPHWUR 7DLVDSDUHOKRV
 $ UHVSRVWD p TXH D FRUUHQWH REWLGD GHSHQGH SULQFLSDOPHQWH GDV VHUmRGHVFULWRVHPXPDDXODSRVWHULRU
FDUDFWHUtVWLFDVGRFLUFXLWRH[WHUQRRFRPSULPHQWRDVHomR UHWDGRVILRVXWLOL]DGRV 
RVPDWHULDLVGHTXHVmRIHLWRVVmRIDWRUHVTXHLQIOXHQFLDPRUHVXOWDGR 3DUD WHUPRV XPD QRomR PDLV FODUD GR TXH RFRUUH TXDQGR ID]HPRV YDULDU R

4XDQGR VH DSOLFD XPD GLIHUHQoD GH SRWHQFLDO jV H[WUHPLGDGHV GH XP YDORU GD WHQVmR DSOLFDGD D XP FRQGXWRU DSUHVHQWDPRV RV UHVXOWDGRV GH QRVVDV

FRQGXWRUSURYRFDQGRDSDVVDJHPGHXPDFRUUHQWHHOpWULFDGHILQHVHDUHVLVWrQFLD PHGLGDVGHWHQVmRHFRUUHQWHGHIRUPDJUiILFD

HOpWULFD RX VLPSOHVPHQWH UHVLVWrQFLD  R  HQWUH HVVH GRLV SRQWRV FRPR D 

UD]mRHQWUHDWHQVmRDSOLFDGD V HDFRUUHQWHJHUDGD i  1D ILJXUD  SRGHPRV YHU GLIHUHQWHV FRPSRUWDPHQWRV GD FRUUHQWH HP
IXQomR GD WHQVmR DSOLFDGD D D  XP FRQGXWRU OLQHDU RX {KPLFR E  XPD YiOYXOD

GLRGR TXH Vy FRQGX] FRUUHQWH HP XP VHQWLGR F  XP GLRGR VHPLFRQGXWRU FXMD
V UHVLVWrQFLD QmR Vy YDULD FRP D WHQVmR DSOLFDGD PDV DSUHVHQWD YDORUHV PXLWR
  R =   
i GLIHUHQWHVTXDQGRVHLQYHUWHVXDSRODULGDGH

 1HVVDV PHGLGDV GH FRUUHQWH H WHQVmR D WHPSHUDWXUD GH FDGD FRQGXWRU p

 4XDQWRPDLRUIRUDUHVLVWrQFLDGRFRQGXWRUPHQRUVHUiDFRUUHQWHSDUDXP PDQWLGDFRQVWDQWHSRLVFRPRYHUHPRVRVYDORUHVGDVUHVLVWLYLGDGHVGRVGLYHUVRV

GDGRSRWHQFLDODSOLFDGR PDWHULDLVDSUHVHQWDPDOJXPDGHSHQGrQFLDFRPDWHPSHUDWXUD

290 291
'LYHUVRV GLVSRVLWLYRV FRQVWUXtGRV SHOR VHU KXPDQR QmR DSUHVHQWDP HVVH
FRPSRUWDPHQWR1DVILJXUDV E H F WHPRVGRLVH[HPSORVGHFRQGXWRUHVTXH
QmRWrPFRPSRUWDPHQWROLQHDUHFXMRXVRHPFLUFXLWRVHOpWULFRVDGYpPH[DWDPHQWH
GH VHXV FRPSRUWDPHQWRV LQFRPXQV QD QDWXUH]D (VWHV VmR GHQRPLQDGRV
FRQGXWRUHVQmROLQHDUHVRXQmR{KPLFRV


$OHLGH2KPpXPDUHODomRHPStULFDREWLGDGDREVHUYDomRGHTXHD

PDLRULD GRV PDWHULDLV DSUHVHQWD R FRPSRUWDPHQWR VXJHULGR SHOD ILJXUD
 )LJXUD  *UiILFRV GH FRUUHQWH HP IXQomR GD WHQVmR DSOLFDGD D  FRQGXWRU  D 
{KPLFR E YiOYXODGHGLRGRH F GLRGRVHPLFRQGXWRU

 3RGHPRV ID]HU QR HQWDQWR XPD GHGXomR FOiVVLFD GD OHL GH 2KP EDVHDGD
1RV WUrV FDVRV DSUHVHQWDGRV H GH IRUPD JHUDO R LQYHUVR PXOWLSOLFDWLYR GD HPXPPRGHORPLFURVFySLFRTXHFRQVLGHUDXPFRQGXWRUFRPRXPDUHGHFULVWDOLQD
LQFOLQDomRHPFDGDSRQWRGHFDGDFXUYDUHSUHVHQWDDUHVLVWrQFLDSDUDFDGDYDORUGD HQYROWDSRUXPJiVGHSDUWtFXODVTXHWrPSRUVHFKRFDUHPFRQVWDQWHPHQWHFRPD
WHQVmR UHGHXPPRYLPHQWRDOHDWyULRFRPYHORFLGDGHTXDGUiWLFDPpGLDHPWRUQRGH
 NPV
(P RXWUDV SDODYUDV D LQFOLQDomR UHSUHVHQWD D FRQGXWkQFLD GR PDWHULDO HP
4XDQGR p DSOLFDGR XP FDPSR HOpWULFR HVVHV HOpWURQV VmR DFHOHUDGRV
FDGDSRQWRGDFXUYD$FRQGXWkQFLD6pGHILQLGDSHODH[SUHVVmRL 69PDV
JDQKDQGR SRUWDQWR HQHUJLD FLQpWLFD $R VH FKRFDUHP QRYDPHQWH FRP tRQV
UDUDPHQWHpXWLOL]DGD
SRVLWLYRVSHUGHPFRPSOHWDPHQWHHVWDHQHUJLDSDUDDUHGH(VWHSURFHVVRFRQWLQXD

HRVHOpWURQVJDQKDPXPSRXFRGHHQHUJLDTXHpORJRHQWUHJXHjUHGHFULVWDOLQD
$ LPHQVD PDLRULD GHQWUH WRGRV RV REMHWRV FRQGXWRUHV WHP XP
'HVWD IRUPD RV HOpWURQV DGTXLUHP XPD YHORFLGDGH PpGLD D YHORFLGDGH GH
FRPSRUWDPHQWRGHVFULWRSHODFXUYDDSUHVHQWDGDQDILJXUDD
DUUDVWH v a TXHSHUPDQHFHFRQVWDQWH

(VVDFXUYDFRUUHVSRQGHDXPDUHWDTXHSDVVDSHODRULJHPRXVHMDWUDWDVH (VVH SURFHVVR p GLIHUHQWH GR TXH RFRUUH FRP HOpWURQV VRE D DomR GH XP
GHXPDSURSRUomRGLUHWDHQWUHDFRUUHQWHHDWHQVmR,VWRLQGLFDTXHXPDLQILQLGDGH FDPSR QR HVSDoR OLYUH TXH VmR DFHOHUDGRV H WrP VXD YHORFLGDGH DXPHQWDGD
GH REMHWRV WrP UHVLVWrQFLDV FXMRV YDORUHV LQGHSHQGHP GDV WHQV}HV D TXH HVWmR FRQWLQXDPHQWH
VXEPHWLGRVGHVGHTXHPDQWLGDVLQDOWHUDGDVVXDVWHPSHUDWXUDV
&RQVLGHUHPRVTXHRWHPSRPpGLRHQWUHGRLVFKRTXHV GHXPHOpWURQFRPD
 (VWD REVHUYDomR FRUUHVSRQGH j OHL GH 2KP *HRUJ 6LPRQ 2KP  UHGHVHMD τ HTXHRWHPSRGHGXUDomRGHFDGDFKRTXHVHMDGHVSUH]tYHOHQWmRD
  FDGD LQWHUYDOR GH WHPSR τ FDGD HOpWURQ HP PpGLD DGTXLUH GHYLGR j DomR GR
 FDPSR HOpWULFR  H SHUGH GHYLGR DRV FKRTXHV FRP D UHGH  XPD TXDQWLGDGH GH

$UHVLVWrQFLDGDPDLRULDGRVFRQGXWRUHVLQGHSHQGHGRVYDORUHVGHWHQVmR
PRYLPHQWR mv a  3RGHPRV HQWmR GL]HU TXH D UHGH FULVWDOLQD IXQFLRQD FRPR
DHOHVDSOLFDGRVVHQGRDFRUUHQWHSURGX]LGDHPFDGDFDVRGLUHWDPHQWH XP PHLR YLVFRVR TXH H[HUFH XPD IRUoD PpGLD FRQWUiULD j TXH p H[HUFLGD

SURSRUFLRQDOjWHQVmRDSOLFDGD SHORFDPSRHOpWULFRTXHOHYDRVHOpWURQVWHUHPXPDYHORFLGDGHWHUPLQDOD
YHORFLGDGHGHDUUDVWH


'HYLGR j IRUPD GD FXUYD REWLGD QRV JUiILFRV FRPR R GD ILJXUD  D  RV
FRQGXWRUHV TXH VH FRPSRUWDP GH DFRUGR FRP D OHL GH 2KP VmR ,JXDODQGR D SHUGD PpGLD GH PRPHQWR SRU XQLGDGH GH WHPSR j IRUoD

GHQRPLQDGRVFRQGXWRUHV{KPLFRVRXOLQHDUHV HOpWULFD

292 293
mv a RTXHQRVIRUQHFHDUHVLVWLYLGDGHGHXPFRQGXWRU
 = eE,   
τ 

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  ρ = = .   
FRPRIXQomRGDLQWHQVLGDGHGRFDPSRHOpWULFRHGRLQWHUYDORGHWHPSRPpGLRHQWUH J n e2L
FKRTXHV


 $ YHORFLGDGH TXDGUiWLFD PpGLD QmR p DIHWDGD SHOR FDPSR HOpWULFR SRLV


(;(03/2
FRPR YLPRV HVWH SURGX] XP HIHLWR VREUH RV HOpWURQV TXH p VXD YHORFLGDGH GH
4XDORWHPSRPpGLRHQWUHDVFROLV}HVGRVHOpWURQVFRPDUHGHHPXPILRGHFREUH DUUDVWHXPYDORU 10
10
YH]HVPHQRUTXHDYHORFLGDGH u 
2
FRP 1,0 mm GHVHomRUHWD 1,0 m GHFRPSULPHQWRSHUFRUULGRSRUXPDFRUUHQWHGH
 2OLYUHFDPLQKRPpGLRGHSHQGHGDSUREDELOLGDGHGHFROLVmRHQWUHRVHOpWURQV
2,0 A " H RV tRQVGD UHGH 1R PRGHOR FOiVVLFR HVWDSUREDELOLGDGH GHSHQGH GDV GLPHQV}HV

62/8d­2'HDFRUGRFRPDDWLYLGDGHDYHORFLGDGHGHDUUDVWHGRVHOpWURQVp GRVtRQVGDUHGHHGRQ~PHURGHVWHVSRUXQLGDGHGHYROXPHVHQGRLQGHSHQGHQWH

−4 GHTXDOTXHUFDPSRDSOLFDGR
GH 1,5 .10 m / s 2FDPSRHOpWULFRSRGHVHUFDOFXODGRXVDQGRVH
1HQKXPD GDV GHPDLV JUDQGH]DV TXH DSDUHFHP QHVWD H[SUHVVmR SDUD D

UHVLVWLYLGDGHFOiVVLFDGHSHQGHGRFDPSRHOpWULFR(ODHVWiSRUWDQWRGHDFRUGRFRP

1,7 ∗10 −8 Ωm × 2,0 A DOHLGH2KP


 E = ρJ = 3,4 ∗ 10 − 2 V / m 
1,0 ∗10 −6 m 2 (PERUD R PRGHOR GH HOpWURQV FRPR ERODV GH ELOKDU FKRFDQGRVH

3RUWDQWRRWHPSRPpGLRHQWUHFKRTXHVp LQHODVWLFDPHQWHFRP µSLQRV¶HPXPD PHVDWULGLPHQVLRQDOVHMDEDVWDQWH JURVVHLUR


H QHFHVViULR R XVR GD WHRULD TXkQWLFD SDUD VH REWHU UHVXOWDGRV PDLV FRQGL]HQWHV
m v a 9,11∗ 10 −31 kg × 1,5 ∗ 10 −4 m / s
  τ = = = 2,5 ∗ 10 −14 s  FRPRVREWLGRVH[SHULPHQWDOPHQWHHVWDH[SUHVVmRpTXDOLWDWLYDPHQWHFRUUHWD
eE 1,6 ∗10 −19 C × 3,4 ∗ 10 − 2 V / m


$7,9,'$'(
&RQVLGHUDQGRTXHRVHOpWURQVVHPRYHPHQWUHRVFKRTXHVFRPYHORFLGDGHV
4XDOROLYUHSHUFXUVRPpGLRGRVHOpWURQVQRILRGHFREUHGRH[HPSOR"
HP WRUQR GD YHORFLGDGH TXDGUiWLFD PpGLD LQWURGX]LPRV R FRQFHLWR GH OLYUH
FDPLQKR PpGLR L  TXH p D PpGLD GDV GLVWkQFLDV SHUFRUULGDV SHORV 
HOpWURQVHQWUHGRLVFKRTXHV
5(6,67,9,'$'((&21'87,9,'$'(
 L = uτ ,   
 

$UHVLVWrQFLDpXPDFDUDFWHUtVWLFDGHXPFRQGXWRUFRPRXPWRGRDSOLFDVH
2TXHQRVGiRWHPSRHQWUHFROLV}HVFRPRIXQomRGDYHORFLGDGHTXDGUiWLFDPpGLDH XPD WHQVmR jV H[WUHPLGDGHV GH XP REMHWR PDFURVFySLFR H REVHUYDVH D FRUUHQWH
GROLYUHFDPLQKRPpGLR TXHRDWUDYHVVD

/HYDQGRHVWHVUHVXOWDGRVjHTXDomRHQFRQWUDPRV  3DUD FRPSUHHQGHU R TXH RFRUUH HP FDGD SRQWR QR LQWHULRU GR
2 FRQGXWRUDGRWDPRVXPSRQWRGHYLVWDPLFURVFySLFR$RDSOLFDUPRVXPDGLIHUHQoD
ne L
  J = n e va = E ,    GHSRWHQFLDOjVH[WUHPLGDGHVGHXPFRQGXWRUFULDPRVXPFDPSRHOpWULFRTXHIRUoD
mu

294 295
RV SRUWDGRUHV GH FDUJD D DGTXLULUHP XPD YHORFLGDGH GH DUUDVWH FULDQGR DVVLP RTXHQRVOHYDjH[SUHVVmR
XPDFRUUHQWHHOpWULFD
L
   R=ρ .   
A
$ GHQVLGDGH GH FRUUHQWH FRPR YLPRV DQWHULRUPHQWH p GLUHWDPHQWH

SURSRUFLRQDOjYHORFLGDGHGHDUUDVWHGRVSRUWDGRUHVGHFDUJD$UD]mRHQWUHRYDORU
GR FDPSR HOpWULFR H R YDORU GD GHQVLGDGH GH FRUUHQWH HP FDGD SRQWR GR FRQGXWRU  $ UHVLVWrQFLD GH XP ILR p WDQWR PDLRU TXDQWR PDLRU IRU VHX FRPSULPHQWRH
GHILQHDJUDQGH]DTXHGHQRPLQDPRVUHVLVWLYLGDGHUHVLVWLYLGDGH ρ GRPDWHULDO WDQWRPHQRUPDLRUDiUHDGHVXDVHomRUHWD

 (VWH FRPSRUWDPHQWR p DQiORJR DR GH XP FDQXGLQKR XVDGR SDUD EHEHU

& & OtTXLGRV 4XDQWR PDLRU IRU VHX FRPSULPHQWR H TXDQWR PHQRU D iUHD GH VXD VHomR
  E = ρ J   
UHWDPDLRUVHUiVXDUHVLVWrQFLDj SDVVDJHPGROtTXLGR3RU LVVRQDILJXUDD

 UHVLVWrQFLDGRWUHFKR&'GHYHVHUEHPPDLRU TXHDGRWUHFKR$%RXGRWUHFKR()
VHRPDWHULDOIRURPHVPRHPWRGRVRVWUHFKRVGRFLUFXLWRH[WHUQR
 (VWDHTXDomRLQGLFDTXHDGHQVLGDGHGHFRUUHQWHWHPDPHVPDGLUHomR
HVHQWLGRGRFDPSRHOpWULFRHPFDGDSRQWR

 (;(03/2

6H XP FRQGXWRUp FRQVWLWXtGR SRU DOJXP PDWHULDO FXMDFRPSRVLomR YDULD GH 2
&DERVGH DoR FRP 2,0 cm  GHVHomR UHWD H 300 km  GH FRPSULPHQWR VmR XWLOL]DGRV
XPSRQWRDRXWURDUHVLVWLYLGDGHWDPEpPSRGHYDULDUDRORQJRGRYROXPHGRFRUSR
SDUD FRQHFWDU XPD XVLQD KLGUHOpWULFD D XPD FLGDGH 4XDO D UHVLVWrQFLD HOpWULFD GH
&RQVLGHUDQGR FRUSRV KRPRJrQHRV D UHVLVWLYLGDGH p XPD FDUDFWHUtVWLFD GH FDGD
FDGDXPGHOHV"
PDWHULDOHLQGHSHQGHGDVGLPHQV}HVGRVFRQGXWRUHVFRQVLGHUDGRV
−8
 62/8d­2'HDFRUGRFRPDWDEHODDUHVLVWLYLGDGHGRDoRpGH 18,0 × 10 Ωm 

)UHTXHQWHPHQWH p XWLOL]DGD D JUDQGH]D WDPEpP FDUDFWHUtVWLFD GH FDGD 3RUWDQWRDUHVLVWrQFLDGHFDGDFDERp

PDWHULDO GHQRPLQDGD FRQGXWLYLGDGH σ  TXH p R LQYHUVR PXOWLSOLFDWLYR GD 3.10 5


−8
  R = 18 .10 = 270 Ω  
UHVLVWLYLGDGH 2.10 − 4


3RGHPRVHQWmRUHHVFUHYHUDHTXDomRQDVHJXLQWHIRUPD $7,9,'$'(

 −8
8P ILR GH .DQWKDO OLJD PHWiOLFD FXMD UHVLVWLYLGDGH p GH 140 × 10 Ωm  WHP XPD
& &
  J = σ E    UHVLVWrQFLDGH 5,6 Ω FRPSULPHQWRGH 4,0 m HVHomRUHWDUHWDQJXODU

 D 4XDODiUHDGHVXDVHomRUHWD"

 6HXPDGLIHUHQoDGHSRWHQFLDOpDSOLFDGDD XPILRGHVHomRUHWDFRQVWDQWH E  2 ILR p FRUWDGR DR PHLR UHVXOWDQGR HP GRLV ILRV GH XP PHWUR TXH VmR
A HGHFRPSULPHQWR L DUHODomRHQWUHDWHQVmRHRFDPSRp V = E L HHQWUHD FRORFDGRVODGRDODGRIRUPDQGRXP~QLFRILRPDLVFXUWRSRUpPPDLVJURVVR4XDO

FRUUHQWH H D GHQVLGDGH GH FRUUHQWH p i = J A  'H DFRUGR FRP D HTXDomR  VHUiVXDQRYDUHVLVWrQFLD"

WHUHPRV

EL
 R = ,    
JA
 

296 297
5(63267$6&20(17$'$6'$6$7,9,'$'(63523267$6 'HWHUPLQH D  D FRUUHQWH QR ILR E  R PyGXOR GD GHQVLGDGH GH FRUUHQWH H F  D
UHVLVWLYLGDGHGRPDWHULDOGRILR
$7,9,'$'(
(  8P FHUWRILR SRVVXLUHVLVWrQFLD R  4XDO VHUiD UHVLVWrQFLDGH XP RXWUR ILR
'H DFRUGR FRP D H[SUHVVmR SDUD R OLYUH FDPLQKR PpGLR WRPDQGR R YDORU GD
GHPHVPRPDWHULDOFRPPHWDGHGRFRPSULPHQWRHPHWDGHGRGLkPHWUR"
YHORFLGDGH TXDGUiWLFD PpGLD FRP  NPV H R WHPSR PpGLR HQWUH FKRTXHV

FDOFXODGRQRH[HPSORWHPRV
(  8PD GLIHUHQoD GH SRWHQFLDO GH  V p DSOLFDGD HQWUH DV H[WUHPLGDGH GH
 XPILRGHPGHFRPSULPHQWRHUDLRPP$FRUUHQWHUHVXOWDQWHp$
4XDOpDUHVLVWLYLGDGHGRILR"
 L = v.τ = 1,6 × 10 .2,5 × 10
−14
6
= 4 × 10 −8 m. 

$7,9,'$'( (  8P DOXQR SRVVXL GRLV FRQGXWRUHV GH PHVPR PDWHULDO H PHVPR
FRPSULPHQWR R SULPHLUR p XP ILR PDFLoR GH  PP GH GLkPHWUR H R VHJXQGR p
D 'HDFRUGRFRPDHTXDomRDiUHDGDVHomRUHWDGRILRp
XPWXERRFRFRPGLkPHWURH[WHUQRGHPPHGLkPHWURLQWHUQRGHPP4XDO
L 140.10 −8..4
 A = ρ = = 1,0.10 −6 m 2 = 1,0mm 2 .   pDUD]mRHQWUHDVUHVLVWrQFLDVGRVFRQGXWRUHV"
R 5,6 

2ILRWHPXPDVHomRUHWDTXDGUDGDFRPXPPLOtPHWURGHODGR ( 4XDOpDFDUJDTXHSDVVDSRUXPDVHomRUHWDGHXPILRFREUHHPPVVH


XPD GLIHUHQoD GH SRWHQFLDO GH  Q9 p DSOLFDGD HQWUH VXDV H[WUHPLGDGHV 2 ILR

SRVVXLFPGHFRPSULPHQWRHUDLRGHPP
L
E  7HPRV XP QRYR UHVLVWRU FRP FRPSULPHQWR L' =  H iUHD A' = 2 A  3RUWDQWR 
2
SRGHPRVFDOFXODUDQRYDUHVLVWrQFLD

L' L R
  R
'
=ρ =ρ = = 1,4Ω. 
A' 4A 4

3RUWDQWRDQRYDUHVLVWrQFLDpTXDWURYH]HVPHQRUTXHDRULJLQDO

3(16((5(6321'$

35  7UrV ILRV GH PHVPR GLkPHWUR VmR OLJDGRV HQWUH GRLV SRQWRV PDQWLGRV D
XPDPHVPDGLIHUHQoD GHSRWHQFLDO$VUHVLVWLYLGDGHV HFRPSULPHQWRVGRVILRVVmR
ρ H L ILR$  ρ H L ILR% H ρ H L ILR& &RORTXHRVILRVHPRUGHP
FUHVFHQWHGHUHVLVWrQFLD

(;(5&Ë&,26'(),;$d­2

(  8PD GLIHUHQoD GH SRWHQFLDO GH  V p DSOLFDGD QDV H[WUHPLGDGHV GH XP
ILR GH  P GH FRPSULPHQWR H  PP GH GLkPHWUR H UHVLVWrQFLD GH  Ω 

298 299
   ρ = ρ 0 [1 + α (T − T0 )],   
$8/$5(6,67,9,'$'('260$7(5,$,6(327Ç1&,$
RQGH ρ 0  p D UHVLVWLYLGDGH D 20 0C  T  D WHPSHUDWXUD H α  p R FRHILFLHQWH GH
(/e75,&$
WHPSHUDWXUDGDUHVLVWLYLGDGHFXMRVYDORUHVVmRWDPEpPUHODFLRQDGRVQDWDEHOD
 
2%-(7,926
7DEHOD5HVLVWLYLGDGHVHFRHILFLHQWHVGHWHPSHUDWXUD T0 = 20 0C GHDOJXQVPDWHULDLV
• &21+(&(5($3/,&$5$/(,'(2+0
• $3/,&$52&21&(,72'(327Ç1&,$(/e75,&$

6XEVWkQFLD 5HVLVWLYLGDGH Ω m  α  R& 



5(6,67,9,'$'((()(,72'$7(03(5$785$ &21'8725(6  
0HWDLV 


3UDWD [
[
4XDOTXHUPDWHULDOVXEPHWLGRDXPDWHQVmRFRQGX]DOJXPDFRUUHQWHVHQGR &REUH [
SRUWDQWR XP FRQGXWRU (QWUHWDQWR REVHUYDVH TXH RV YDORUHV GH VXDV 2XUR [ [

UHVLVWLYLGDGHV SRGHP VHU PXLWR SUy[LPRV VH FRPSDUDUPRV GRLV PHWDLV RX PXLWR $OXPtQLR [ 
[
GLIHUHQWHVVHFRPSDUDUPRVXPPHWDOFRPXPREMHWRGHYLGUR )HUUR [
[
&KXPER [
 0DWHULDLV FRPR R YLGUR D ERUUDFKD D PDGHLUD GLYHUVRV WLSRV GH SOiVWLFRV
0HUF~ULR [ [
HWF TXH WrP UHVLVWLYLGDGHV PXLWR DOWDV VmR GHQRPLQDGRV LVRODQWHV RX
/LJDV 
GLHOpWULFRV0DWHULDLVFRPRRVPHWDLVTXHDSUHVHQWDPYDORUHVPXLWRSHTXHQRV [
$oR [
GHVXDUHVLVWLYLGDGHVmRGHQRPLQDGRVFRQGXWRUHV
[
0DQJDQLQR [
([LVWHP PDWHULDLV FXMDV UHVLVWLYLGDGHV DSUHVHQWDP YDORUHV
&RQVWDQWDQ [ 
LQWHUPHGLiULRVHSRULVWRVmRGHQRPLQDGRVVHPLFRQGXWRUHV+iDLQGDPDWHULDLV
1tTXHO&URPR [

TXH TXDQGR UHVIULDGRV DEDL[R GH WHPSHUDWXUDV FDUDFWHUtVWLFDV
6(0,&21'8725(6 
GHQRPLQDGDV WHPSHUDWXUDV FUtWLFDV DSUHVHQWDP YDORUHV QXORV GH a
&DUERQR [
UHVLVWLYLGDGH HOHV VmR GHQRPLQDGRV VXSHUFRQGXWRUHV 1HVWH ~OWLPR FDVR p
*HUPkQLR  
SRVVtYHO D H[LVWrQFLD GH FRUUHQWHV HOpWULFDV VHP SHUGD GH HQHUJLD HOpWULFD H 
6LOtFLR [ 
[
FRQVHTHQWHJHUDomRGHFDORU
6LOtFLRWLSRQD [

 6LOtFLRWLSRSE [
',(/e75,&26  ±[
$7,9,'$'(  
0DGHLUD  D 
±[
3HVTXLVHVREUHDSOLFDo}HVWHFQROyJLFDVGRVVHPLFRQGXWRUHVHGRVVXSHUFRQGXWRUHV ÆPEDU [
±[
9LGUR D
 
0LFD D
$WDEHODPRVWUDYDORUHVGHUHVLVWLYLGDGHVGHGLYHUVRVPDWHULDLVjWHPSHUDWXUD 7HIORQ !

GH UHIHUrQFLD T0 = 20 C  ,VWR p LPSRUWDQWH SRLV HP JHUDO RV YDORUHV GDV
0 (Q[RIUH [

UHVLVWLYLGDGHV PXGDP FRP D YDULDomR GD WHPSHUDWXUD 3RGHPRV UHSUHVHQWDU HVWD D±VLOtFLRGRSDGRFRPiWRPRVGHIyVIRURSRUPPE±VLOtFLRGRSDGRFRPiWRPRVGHDOXPtQLR
SRUPP
GHSHQGrQFLDDSUR[LPDGDPHQWHDWUDYpVGDHTXDomR

300 301
 9HPRV QD WDEHOD  TXH RV PHWDLV SXURV VmR RV PHOKRUHV FRQGXWRUHV H GHVORFDPHQWR GLIHUHQFLDO H LQWHJUDUPRV GR SyOR QHJDWLYR DWp R SRVLWLYR
20
TXHVXDVUHVLVWLYLGDGHVVmRGDRUGHPGH 10 YH]HVPHQRUHVTXHDUHVLVWLYLGDGHGH HQFRQWUDUHPRV

DOJXQV GLHOpWULFRV 2V PHWDLV VmR WDPEpP ERQV FRQGXWRUHV GH FDORU SRLV RV 1 +& & 1 +& & 1 + & &
HOpWURQV UHVSRQViYHLV SHOD FRQGXomR HOpWULFD WrP WDPEpP SDSHO UHOHYDQWH QD
 
q ³−
FNC • dl + ³ E • dl = ³ ∆F • dl   
q − q −

FRQGXomRWpUPLFD

'H IRUPD JHUDO SRGHVH DILUPDU TXH ERQV FRQGXWRUHV GH HOHWULFLGDGH VmR
 $SULPHLUDLQWHJUDOpDIRUoDHOHWURPRWUL]GRJHUDGRUDVHJXQGDpR
ERQV FRQGXWRUHV GH FDORU 1R HQWDQWR DV GLIHUHQoDV HQWUH DV FRQGXWLYLGDGHV
QHJDWLYRGDGLIHUHQoDGHSRWHQFLDOHQWUHVHXVSyORVSRVLWLYRHQHJDWLYRHD
WpUPLFDV GRV PDWHULDLV VmR PXLWR PHQRUHV 1mR Ki FRQGXWRUHV GH FDORU WmR
WHUFHLUD p D HQHUJLD QHFHVViULD SRU XQLGDGH GH FDUJD SDUD PDQWHU DV
HILFLHQWHVTXDQWRRVmRRVERQVFRQGXWRUHVHOpWULFRVDVVLPFRPRQmRKiLVRODQWHV
FDUJDV HP PRYLPHQWR H TXH DSDUHFH FRPR HQHUJLD WpUPLFD QR SUySULR
WpUPLFRV FRP D HILFLrQFLD GRV LVRODQWHV HOpWULFRV ,VWR SHUPLWH TXH PDQLSXOHPRV
JHUDGRU
IOX[RV GH FDUJDV HOpWULFDV FRP PXLWR PDLV IDFLOLGDGH GR TXH VH SRGH ID]HU FRP D
HQHUJLDWpUPLFD  (VWD HQHUJLD SRU XQLGDGH GH FDUJD p LJXDO j UHVLVWrQFLD LQWHUQD GR
JHUDGRU r  PXOWLSOLFDGD SHOD FRUUHQWH TXH R DWUDYHVVD 3RGHPRV HQWmR

UHHVFUHYHQGRHVWD~OWLPDHTXDomRPRVWUDUDUHODomRHQWUHDGLIHUHQoDGHSRWHQFLDO
35  &RPR YRFr HVSHUD TXH RFRUUD D YDULDomR GD UHVLVWLYLGDGH FRP D HQWUH RV WHUPLQDLV GH XP JHUDGRU H VXD IRUoD HOHWURPRWUL] DJRUD HP XP FLUFXLWR
WHPSHUDWXUDGHXPERPLVRODQWHWDOFRPRYLGURRXSROLHVWLUHQR" IHFKDGR




 V+ − = ε − ri.   FLUFXLWRIHFKDGR   


327Ç1&,$(0&,5&8,726(/e75,&26

 

 4XDQGR QmR Ki TXDOTXHU FLUFXLWR H[WHUQR TXH SRVVLELOLWH D SDVVDJHP GH  (PJHUDODUHVLVWrQFLD LQWHUQDGRVJHUDGRUHVTXH LGHDOPHQWHVHULD QXODp

FRUUHQWH D GLIHUHQoD GH SRWHQFLDO HQWUH RV WHUPLQDLV GH XP JHUDGRU GH IRUoD SHTXHQD FRPSDUDGD jV UHVLVWrQFLDV SUHVHQWHV QR FLUFXLWR H[WHUQR (P XPD SLOKD

HOHWURPRWUL]pLJXDOjIRUoDHOHWURPRWUL]GHVVHJHUDGRU FRPHUFLDO TXH XVDPRV HP DSDUHOKRV HOpWULFRV D IHP GHSHQGH GRV PDWHULDLV
XWLOL]DGRVHPVXDSURGXomRHpXPDFDUDFWHUtVWLFDLPXWiYHOGHVVHGLVSRVLWLYR6XD
 4XDQGR OLJDPRV VHXV WHUPLQDLV H[WHUQDPHQWH FRP XP FRQGXWRU HOpWURQV
UHVLVWrQFLDLQWHUQD QR HQWDQWRTXH LQLFLDOPHQWHQmRpJUDQGHHDVVLPSHUPDQHFH
GHL[DP R SyOR QHJDWLYR LQGR SDUD R SyOR SRVLWLYR H Ki XPD OLJHLUD GLPLQXLomR QD
SRUXPERPWHPSRWHPXPJUDQGHDXPHQWRGHYLGRDXPDGLPLQXLomRGRQ~PHUR
GLIHUHQoDGHSRWHQFLDOHQWUHRVSyORVFRPXPDFRQVHTHQWHGLPLQXLomRGRFDPSR
GHSRUWDGRUHVGHFDUJDGLVSRQtYHLVDRILQDOGHVXDYLGD~WLO3RULVVRVHPHGLPRVD
QRLQWHULRUGRJHUDGRU(VWDGLPLQXLomRpQHFHVViULDSDUDPDQWHUXPDFRUUHQWHQR
GLIHUHQoD GH SRWHQFLDO HQWUH VHXV WHUPLQDLV HQFRQWUDPRV XPD WHQVmR PXLWR
FLUFXLWR
SUy[LPD GR YDORU GH VXD IHP 4XDQGR D FRORFDPRV HP XP DSDUHOKR TXH UHTXHU
 1RWH TXH TXDQGR R FLUFXLWR HVWDYD DEHUWR D IRUoD HOpWULFD VREUH DV FDUJDV XPDFRUUHQWHUD]RDYHOPHQWHPDLRUDYROWDJHPFDLEDVWDQWHGHYLGRDRWHUPR r i GD
HUDLJXDOHFRQWUiULDjIRUoDQmRFRQVHUYDWLYD TXHFDUDFWHUL]DDIRUoDHOHWURPRWUL] HTXDomRHDSLOKDMiQmRID]IXQFLRQDURDSDUHOKR
GR JHUDGRU H LVWR PDQWLQKD DV FDUJDV FRP YHORFLGDGH PpGLD QXOD 'HYHPRV WHU

SRUWDQWR
& & & 327Ç1&,$(()(,72-28/(
  FNC + qE = ∆F ,   

&
RQGH ∆F  p IRUoD QHFHVViULD SDUD PDQWHU D FRUUHQWH QR LQWHULRU GR JHUDGRU 6H
 8P JHUDGRU GH IRUoD HOHWURPRWUL] p XVDGR SDUD HQWUHJDU HQHUJLD HOpWULFD D
PXOWLSOLFDUPRV XP SURGXWR HVFDODU GRV PHPEURV GHVVD HTXDomR SRU XP
XPD VpULHGH GLVSRVLWLYRV TXH WrPFDUDFWHUtVWLFDVHXVRV GLYHUVRV (P XPUHVLVWRU

302 303
WHPRV D WUDQVIRUPDomR GH HQHUJLD HOpWULFD HP FDORU HP XP PRWRU WHPRV D SRWrQFLDQDIRUPDGHFDORU,VWRPRVWUDTXHDUHVLVWrQFLDGHXPFKXYHLURHOpWULFR
UHDOL]DomR GH WUDEDOKR HP FDSDFLWRUHV SRGH VH DFXPXODU HQHUJLD QRV FDPSRV TXHGLVVLSDXPDSRWrQFLDGHDSUR[LPDGDPHQWHFLQFRTXLORZDWWVpFLQTHQWDYH]HV
HOpWULFRVJHUDGRVHQWUHVXDVSODFDVHWF PHQRUTXHDGHXPDOkPSDGDGHZDWWV

 (P TXDOTXHU FLUFXLWR HOpWULFR p LPSRUWDQWH D WD[D FRP TXH XP GLVSRVLWLYR  $ HTXDomR  QRV LQIRUPD TXH VH OLJDPRV YiULRV GLVSRVLWLYRV HP
HQWUHJD HQHUJLD HOpWULFD RX D WD[D FRP TXH RRXWUR UHFHEHHVWDHQHUJLD ,PDJLQH XP FLUFXLWR ~QLFR RX VHMD HP TXH WRGRV RV HOHPHQWRV VmR SHUFRUULGRV SRU XPD
XPD FDL[D TXH H[WHUQDPHQWH WHP GRLV FRQWDWRV HOpWULFRV PDV TXH QmR QRV PHVPD FRUUHQWH DTXHOH TXH WLYHU PDLRU UHVLVWrQFLD GLVVLSDUi PDLRU SRWrQFLD 1R
SHUPLWHVDEHURTXHKiGHQWUR,VWRpXPD³FDL[DSUHWD´GDTXDOVyVDEHPRVRTXH FDVR GR FKXYHLUR HOpWULFR TXHUHPRV TXH KDMD JHUDomR DSUHFLiYHO GH FDORU DSHQDV
Ki GHQWUR TXDQGR OLJDPRV QHVVHV FRQWDWRV GRLV HOHWURGRV TXH IRUQHFHP XPD QDUHJLmRSRURQGHSDVVDDiJXDSRULVVRRVILRVTXHFRQGX]HPDFRUUHQWHGHVGHR
GLIHUHQoDGHSRWHQFLDO V HREVHUYDVHDSDVVDJHPGHXPDFRUUHQWH i  JHUDGRUDWpRFKXYHLURGHYHPWHUUHVLVWrQFLD PXLWRPDLVEDL[D TXH DGRFKXYHLUR
,VVR p REWLGR XVDQGR ILRV FRQGXWRUHV GH FREUH TXH WHP EDL[D UHVLVWLYLGDGH
 4XDQGR XPD SHTXHQD TXDQWLGDGH GH FDUJD FRQYHQFLRQDO dq  DWUDYHVVD D
UD]RDYHOPHQWHJURVVRVHQRFKXYHLURXPUHVLVWRUIHLWRGHDOJXPDOLJDFRPRQtTXHO
FDL[D LQGRGRSRWHQFLDOPDLVDOWRSDUDRPDLVEDL[RHODHQWUHJDSDUDRGLVSRVLWLYR
FURPR TXH WHP DOWD UHVLVWLYLGDGH GHQWUH RV PHWDLV  H UD]RDYHOPHQWH GHOJDGR 2
GHQWURGDFDL[DXPDHQHUJLD V dq $WD[DFRPTXHRGLVSRVLWLYRUHFHEHHQHUJLDRX
UHVLVWRU GR FKXYHLUR QmR SRGH VHU H[FHVVLYDPHQWH ILQR SRLV p QHFHVViULR TXH HOH
VHMDDSRWrQFLD P UHFHELGDpHVWDTXDQWLGDGHGHHQHUJLDGLYLGLGDSHORLQWHUYDOR GLVVLSHDHQHUJLDUHFHELGDVHPVHIXQGLUSRUH[FHVVRGHWHPSHUDWXUDLVVRUHTXHU
GHWHPSR dt JDVWRSHODFDUJDSDUDDWUDYHVVDURHOHPHQWRGHFLUFXLWRFRQVLGHUDGR TXHRUHVLVWRUWHQKDXPDiUHDPtQLPDGHFRQWDWRFRPDiJXD
3RGHPRVHQWmRGHDFRUGRFRPDHTXDomRHVFUHYHUTXHQmRLPSRUWDQGRTXH
WLSRGHDUWHIDWRHVWHMDGHQWURGDFDL[DDSRWrQFLDHQWUHJXHp
(;(03/2

4XDODPDLRUSRWrQFLDTXHXPJHUDGRUTXHWHPUHVLVWrQFLDLQWHUQDp r HFXMDIHP
 P = Vi     
p ε SRGHIRUQHFHUDXPDTXHFHGRUFXMDUHVLVWrQFLDpYDULiYHO"

62/8d­2
 4XDQGR VXEPHWHPRV D XPD GLIHUHQoD GH SRWHQFLDO QmR XP GLVSRVLWLYR
'H DFRUGR FRP DV HTXDo}HV  H  OLJDQGR R JHUDGRU GLUHWDPHQWH DRV
TXDOTXHU PDV XP UHVLVWRU Ki SURGXomR GH FDORU (VWH HIHLWR TXH DQDOLVDPRV
WHUPLQDLVGRDTXHFHGRUGHUHVLVWrQFLD5WHPRVTXH
TXDQGR IL]HPRV XPD GHGXomR FOiVVLFD GD OHL GH 2KP p FRQKHFLGR FRPR HIHLWR

-RXOH
 ε − ri = Ri   
8VDQGRDHTXDomRSRGHPRVHOLPLQDUDFRUUHQWHQDHTXDomR

RTXHQRVSHUPLWHHQFRQWUDUDFRUUHQWHTXHSHUFRUUHRFLUFXLWR
V2
 P =   
R