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UNIFAVIP/WYDEN

CENTRO UNIVERSITÁRIO DO VALE DO IPOJUCA


COORDENAÇÃO DE ARQUITETURA E URBANISMO

IVSON MARINHO DA SILVA

ESTUDO PRELIMINAR DE UM HOTEL FAZENDA EM SERRA NEGRA-PE

Caruaru- PE
2018

IVSON MARINHO DA SILVA


ESTUDO PRELIMINAR DE UM HOTEL FAZENDA EM SERRA NEGRA-PE

Projeto Final de Graduação apresentado ao


Centro Universitário do Vale do Ipojuca, como
requisito para obtenção do título de Arquiteto e
Urbanista.
Professora: Drª. Ellen Priscila Nunes de Souza.

Caruaru - PE
2018
Catalogação na fonte -

Biblioteca do Centro Universitário do Vale do Ipojuca, Caruaru/PE

S586e Silva, Ivson Marinho da.


Estudo preliminar de um hotel fazenda em Serra Negra-PE /
Ivson Marinho da Silva. – Caruaru: UNIFAVIP | Wyden, 2018.
40 f.: il.
Orientador (a): Prof.ª Drª Ellen Priscila Nunes de Souza.
Trabalho de Conclusão de Curso (Arquitetura e Urbanismo)
– Centro Universitário do Vale do Ipojuca.

1. Turismo ecológico. 2. Hotel fazenda. 3. Sustentabilidade.


I. Título.

CDU 72[18.2]

Ficha catalográfica elaborada pelo setor de Processamento técnico

AGRADECIMENTO
Inicialmente ao Arquiteto do Universo, pelo dom da vida e por ter permitido que tudo
isso acontecesse. A minha família, dedico essa conquista por todo incentivo e apoio
incondicional. Grato a minha orientadora Drª Ellen Priscila pela paciência, suporte nas suas
orientações e principalmente por compartilhar seus conhecimentos para esse trabalho tenha
chegado no objetivo desejado bem como a todos os professores que agregaram conhecimento
ao logo de todo curso. Agradeço também, meus companheiros de trabalhos e todos os amigos
que me apoiaram nesse caminho. Por fim, agradeço todas as pessoas que de maneira direta ou
indireta me ajudaram para concretização desse sonho.
LISTA DE FIGURAS
Figura 1: Reserva ecológica com açude
Figura 2 : Polo cultural ............................................................................................................... 9
Figura 3: Tabela de hotéis disponíveis. ...................................................................................... 9
Figura 4: Hotel Nishiyama Onsen Kejunkan
Figura 5: Piscina natural de águas termais ............................................................................... 11
Figura 6 - Carta Solar ............................................................................................................... 14
Figura 7: Vista panorâmica do Hotel Fazenda – Portal de Gravatá ......................................... 15
Figura 8: Planta de zoneamento do Hotel Fazenda – Portal de Gravatá .................................. 16
Figura 9: Lobby
Figura 10: Vista do restaurante ....................................................................................... 17
Figura 11: Centro de convenção
Figura 12: Cidade típica ........................................................................................................... 17
Figura 13: Paredão para rapel
Figura 14: Piscina ..................................................................................................................... 18
Figura 15: Trilha
Figura 16: Pescaria ................................................................................................................... 18
Figura 17: Horta orgânica
Figura 18: Fazenda modelo ...................................................................................................... 18
Figura 19: Planta de situação do terreno definido .................................................................... 20
Figura 20: Localização do terreno definido .............................................................................. 20
Figura 21: Mapa de entorno...................................................................................................... 21
Figura 22: Acesso ao terreno
Figura 23: Vista 01 ................................................................................................................... 21
Figura 24: Parte da mata atlântica
Figura 25:Lago ......................................................................................................................... 21
Figura 26: Gráfico de direções dos ventos
Figura 27: Análise dos condicionantes ambientais................................................................... 22
Figura 28: Estudo Solar - Detalhe 01
Figura 29: Estudo Solar - Detalhe 02 ....................................................................................... 23
Figura 30: Estudo Solar - Detalhe 03
Figura 31: Corte esquemático - Largura do Beiral ................................................................... 23
Figura 32:Síntese do COSCIP .................................................................................................. 24
Figura 33: Síntese da Norma NBR 9050/2015 ......................................................................... 24
Figura 34: Zoneamento............................................................................................................. 26
Figura 35: Estudo de viabilidade .............................................................................................. 27
Figura 36: Dimensionamento ................................................................................................... 27
Figura 37: Organofluxograma Hotel Fazenda .......................................................................... 28
Figura 38: Folha........................................................................................................................ 28
Figura 39: Primeiro croqui do projeto ...................................................................................... 29
Figura 40: Perspectiva do lobby - Vista frontal ........................................................................ 30
Figura 41: Perspectiva do Capela- Vista frontal....................................................................... 30
Figura 42: Perspectiva do restaurante....................................................................................... 31
Figura 43: Perspectiva do restaurante – Acesso de serviço ...................................................... 31
Figura 44: Perspectiva do restaurante – Rampa de acesso ....................................................... 31
Figura 45: Estrutura do telhado verde ...................................................................................... 32
Figura 46: Perspectiva - Apartamentos .................................................................................... 33
Figura 47: Perspectiva da coberta – Apartamentos .................................................................. 33
Figura 48: Elevador sem casa de máquinas .............................................................................. 34
Figura 49: Perspectiva - Área de Lazer .................................................................................... 34
Figura 50: Piscinas.................................................................................................................... 35
Figura 51: Perspectiva - Fazendinha ........................................................................................ 35
RESUMO
Diante da falta de equipamentos hoteleiros compatíveis com as necessidades usuais da
população e o expressivo fluxo de turista na região do distrito de Serra Negra, município de
Bezerros-PE. Tem como objetivo, a elaboração de um estudo preliminar arquitetônico de um
hotel fazenda classificado em quatro estrelas, conforme o Sistema Brasileiro de Classificação
de Meios de Hospedagem (SBCLASS) destinado ao turismo ecológico, bem como ao lazer,
para que possa interligar sustentabilidade à arquitetura. A partir disso, foram analisados estudos
relativos às características da região, pesquisas bibliográficas por meio de conceitos dos hotéis,
arquitetura hoteleira, sustentabilidade, além de estudo de caso do Hotel fazenda – Portal de
Gravatá que serviu como auxilio no desenvolvimento do projeto.
Esse trabalho fortalece o papel da arquitetura no ambiente rural, buscando inserir soluções
sustentáveis, acessibilidade e soluções efetivas de projetos, oferecendo para a sociedade um
equipamento de turismo, lazer e educação.

Palavras-chave: Turismo ecológico. Hotel fazenda. Sustentabilidade.


ABSTRACT

Due to the lack of hotel equipment compatible with the usual needs of the population and the
expressive flow of tourists in the region of Serra Negra district, municipality of Bezerros-PE.
Its objective is to prepare a preliminary architectural study of a farm hotel classified in four
stars, according to the Brazilian System of Classification of Means of Lodging (SBCLASS) for
ecological tourism, as well as leisure, so that it can interconnect sustainability with architecture.
From this, we analyzed studies related to the characteristics of the region, bibliographical
research through hotel concepts, hotel architecture, sustainability, as well as a case study of
Hotel Fazenda - Portal de Gravatá, which served as an aid in the development of the project.

This work strengthens the role of architecture in the rural environment, seeking to insert
sustainable solutions, accessibility and effective solutions of projects, offering to society a
tourism, leisure and education equipment

Keywords: Eco tourism. Farm Hotel. Sustainability.


.
Sumário
1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................. 8
2 REFERENCIAL TÉCNICO-CONCEITUAL .............................................................. 10
2.1 PROJETO HOTELEIRO ....................................................................................... 11
2.3 SUSTENTABILIDADE E ARQUITETURA ........................................................ 13
2.4 ESTUDO DE CASO – HOTEL PORTAL DE GRAVATÁ ................................. 15
3 ETAPAS PRÉ-PROJETUAIS ....................................................................................... 19
3.1 ANÁLISE DO TERRENO ...................................................................................... 19
3.2 ANÁLISE DOS CONDICIONANTES FÍSICOS-AMBIENTAIS ...................... 21
3.3 ANÁLISE DOS CONDICIONANTES LEGAIS .................................................. 23
3.4 ZONEAMENTOS, PROGRAMA, DIMENSIONAMENTO E
ORGANOFLUXOGRAMA ................................................................................................... 26
4 MEMORIAL JUSTIFICATIVO ................................................................................... 28
5 CONCLUSÃO ................................................................................................................. 36
REFERÊNCIAS...................................................................................................................... 37
APÊNDICE ............................................................................................................................. 38
8

1 INTRODUÇÃO
Nas últimas décadas, o turismo tem adquirido maior relevância no desenvolvimento
econômico do Brasil. Com o barateamento das viagens, a melhoria da malha viária e
aeronáutica houve um aumento acentuado das viagens turísticas, sendo assim, o país passou a
investir mais na indústria hoteleira (MACÊDO,2015). A região do Nordeste se destaca no
turismo brasileiro, o setor do turismo representa 9,8 % do Produto Interno Bruto (PIB) da
região, refletindo um faturamento de R$ 42,7 milhões por ano (MTUR, 2017).

Por consequência, este aumento passou a influenciar o crescimento turístico em


Pernambuco. O estado apresenta vários atrativos e destaca-se nacionalmente pelo seu clima e
diversidade cultural. Estes fatores são importantes para o desenvolvimento da infraestrutura
turística que é capaz de movimentar a economia, tornando-se necessário grande investimento
em variadas áreas, uma delas relacionada com a disponibilidade de meios de hospedagem
adequados (ANDRADE,2009).

Nesse sentido, a pesquisa centra-se em desenvolver uma proposta projetual de um hotel


fazenda para o distrito de Serra Negra, inserido no município de Bezerros, no Agreste de
Pernambuco. Situa-se a 10 km do centro do município e em relação ao nível do mar, a altitude
da Serra Negra vai de 810 a 1.004 metros. Estando o município a uma distância de 24 km da
cidade de Gravatá-PE e a 29 km de Caruaru-PE. Nesta localidade, existem aproximadamente
300 famílias (Secretaria de Turismo do Município de Bezerros-PE, 2017) em sua maioria
formada por pequenos produtores rurais.

O município em questão possui atrativos ecológicos, como: reservas ecológicas com açude
(fig. 01); grande variedade na fauna e flora; mirantes; grutas; formações rochosas
impulsionando esportes radicais, constituída por trechos de mata atlântica e diversas
possibilidades de trilhas ecológicas; além de anfiteatro e lojas de artesanatos. O distrito de Serra
Negra possui rica cultura popular herdada da sede do município, representada pelo polo cultural
diversificado (fig. 02) com espaços de reprodução artísticas culturais e apresentações de danças
e ritmos regionais. São exemplos das diversidades propícias ao turismo, bem como ao
desenvolvimento de projeto unindo a natureza e o turismo, atendendo a demanda local por
espaços desta tipologia.
9

Figura 1: Reserva ecológica com açude Figura 2 : Polo cultural

Fonte: Damasio (2017) Fonte: Damasio (2017)

Ressalte-se, como já mencionado, a necessidade por espaços do tipo Hotel Fazenda,


tipologias mais voltadas para diversão, descanso, convívio social e contato com a natureza.
Segundo Soares (2016), essas tipologias estão fortemente associadas à necessidade de
implantação em locais que possuem grande apelo turístico, como rio, praias e serras. Por meios
de pesquisas foi constatado que a quantidade de hotéis disponíveis no distrito não supre a
demanda de hospedagem. (fig. 03)
Figura 3: Tabela de hotéis disponíveis.

HOTEIS EM SERRA NEGRA-PE


NOME TIPOLOGIA
POUSADA BRASIL TROPICAL POUSADA
CASA DA SERRA NEGRA FLAT
POUSADA CANTO DA SERRA POUSADA
Fonte: Booking elaborado pelo autor (2018).

Ademais, a hotelaria exerce papel fundamental na consolidação e expansão do turismo,


estando em constante evolução e mudanças, e a arquitetura possui um papel decisivo no sucesso
desses empreendimentos.

Frente o cenário posto, tem-se como objetivo geral a elaboração de um estudo preliminar
de um Hotel Fazenda de quatro estrelas que atenda às necessidades e exigências dos turistas
no distrito de Serra Negra-PE, oferecendo interação entre arquitetura, natureza e cultura local.
O trabalho tem como objetivos específicos conceber através da topografia, traçados
paisagísticos que permitam os hóspedes exercerem atividades como caminhadas em áreas livres
e trilhas ecológicas, oferecendo um contado melhor com a natureza; planejar espaços destinados
para eventos festivos e religiosos, unindo a tranquilidade do campo com a modernidade da
cidade; implantar soluções sustentáveis de reaproveitamento, preservação de água.
10

Para efetivação do trabalho foram utilizados como procedimentos metodológicos pesquisa


do estado da arte com a obtenção de embasamento teórico para produção do estudo preliminar
arquitetônico e o propósito de adquirir conhecimentos de acordo com o tema, através de
pesquisas em artigos científicos relacionados à projetos hoteleiros, turismo ecológico e
sustentabilidade. Estudo de Caso, a fim de adquirir uma compreensão mais detalhada de
organização espacial, programas de necessidades e funcionamento dos hotéis fazenda, através
de visitas in loco dos espaços em área de vivência do hotel Fazenda Portal em Gravatá-PE.
Estudo de campo, com o propósito de encontrar o melhor terreno para implantação do hotel,
realizações de estudo do entorno para analises dos impactos da vizinhança, estudos de
condicionantes físicos/ambientais e legais.

A estrutura do trabalho está organizada em quatro capítulos. A primeira, INTRODUÇÃO,


descreve o aumento do turismo resultando em uma importância para implantações desse tipo
de edificação, aponta problemáticas bem como justificativas, fatores decisivos para escolha do
objeto de estudo. Apresenta uma descrição da região, assim como, expõe o objetivo geral e
específicos, além de ressaltar a utilização da metodologia aplicada para o desenvolvimento da
pesquisa. O segundo capítulo, REFERENCIAL TÉCNICO-CONCEITUAL é divido em
subcapítulos, o primeiro busca embasamento teórico iniciando através de conceito sobre projeto
hoteleiro, introduz tipos de categorias de hotéis existente e requisitos que devem ser tomados,
no próximo item, apresenta definições sobre estratégias de sustentabilidade e arquitetura, por
fim, um estudo de caso do Hotel Fazenda – Portal de Gravatá, com a intensão de compreender
a estrutura e o funcionamento de um hotel fazenda analisando elementos arquitetônico, de
serviços e infraestrutura. No capítulo seguinte, são realizadas as ETAPAS PRÉ
PROJETUAIS, constitui de uma apresentação e analise do terreno, análise dos condicionantes
físicos-ambientais, condicionantes legais assim como zoneamento, programa de necessidades,
dimensionamento e organofluxograma. Todos os estudos descritos nesse capítulo servem para
proporcionar definição e articulação das atividades técnicas que integram o projeto da
edificação. Por fim, o quarto capitulo, MEMORIAL JUSTIFICAVO, apresenta decisões
tomadas durante o processo de solução de problemas apresentado no espaço assim como
estratégias que nortearam para implantação de todo hotel através do partido arquitetônico, a fim
de tornar um ambiente arquitetônico funcional e adequado.

2 REFERENCIAL TÉCNICO-CONCEITUAL
Esse capitulo dispõe de uma abordagem sobre conceitos, classificações, requisitos
fundamentais a fim de descobrir quais necessidades, exigências que a hotelaria precisa para que
11

possa oferecer uma estrutura personalizada. Através de embasamento teórico para produção do
estudo preliminar, o referencial técnico-conceitual é necessário para aprofundamento do
assunto.

2.1 PROJETO HOTELEIRO


Com o propósito de compreender aspectos essenciais sobre a hotelaria faz se necessário
definir conceito de hotel, por tanto, hotel apresenta como característica principal a diversidade
do programa e do fato de ter que operar continuadamente (ANDRADE,2009). A hospedagem
é um local onde alguém se hospeda, podendo ter grande variedade, por exemplo, pode abranger
desde pequena pousada até um grande hotel. A função de hospedagem pressupõe em receber
bem as pessoas, de forma confortável, funcional com os equipamentos e ambientes adequados
(GUZELA,2015).

O hotel japonês Nishiyama Onsen Keiunkan na cidade de Yamanashi é considerado um


dos hotéis mais antigo do mundo (fig 04), (GUINNES, 2018) erguido no ano 705 e passou por
52 gerações da família. No início das atividades o hotel era uma pensão que foi erguida entre
vales de montanhas, possuindo trinta e cinco apartamentos com decoração e arquitetura
tipicamente tradicionais da cultura japonesa, atração principal do hotel são as piscinas termais
(fig. 05), durante todo período de funcionamento já foram recebidos de samurais a imperadores.
(ÉPOCA,2016)

Figura 4: Hotel Nishiyama Onsen Kejunkan Figura 5: Piscina natural de águas termais

Fonte: Booking (2018) Fonte: Booking (2018)

O Sistema Brasileiro de Meios de Hospedagens (SBClass) constitui requisitos necessário


para que os meios de hospedagem devem seguir. Os requisitos são divididos em três classes;
infraestrutura, relacionado aos equipamentos e instalações; serviços, associados à oferta de
serviços e sustentabilidade, relativo ao desenvolvimento sustentável baseando-se nos princípios
de sustentabilidade ecologicamente correto, socialmente justa, economicamente viável e
12

culturalmente aceito, atendendo as necessidades atuais sem prejudicar o uso das futuras
gerações. Os hotéis são classificados conforme os serviços e comodidades oferecidos aos
usuários. A classificação é estabelecida de acordo com a categoria das estrelas, sendo no
mínimo uma estrela, hotéis que proporcionam unicamente o básico em termos de conforto, e
hotéis cinco estrelas categoria máxima, oferecendo o máximo de serviços (MTUR, 2015).

Conforme o SBClass que são classificados de acordo com a Lei 11.771/2008 – Art 23.
Determina sete tipologias de meios de hospedagem:

Hotel – Classificado entre uma e cinco estrelas, possui serviços de recepção, alimentação
de forma opcional com unidades individuais, mediante a recebimento de diárias;

Hotel Resort – Classificado em quatro ou cinco estrelas, equipamento de entretenimento


e lazer onde serviços de atividades físicas, estética e através do respectivo empreendimento;

Cama e café – Classificado entre uma até quatro estrela, possuindo no máximo três
unidades habitacionais para utilização turística em que o proprietário resida no estabelecimento.

Hotel Histórico – Classificado de três até cinco estrelas, é necessário que a edificação seja
preservada sem sua aparência original ou reparada ou ainda tivesse fatos histórico-culturais de
relevância reconhecida;

Pousada – Classificado entre uma e cinco estrelas, contém serviços de recepção,


aposentos temporários, contido no máximo trinta unidades habitacionais e noventa leitos, sendo
capaz de ser um prédio único até três pavimentos ou bangalôs e chalés;

Flat / Apart Hotel – Classificado de três até cinco estrelas, edificação com administração
e comercialização integradas, possui serviços de recepção, arrumação e limpeza e unidades
habitacionais seja composta de dormitório, banheiros, cozinha e sala.

Hotel Fazenda está situado em ambiente rural, dotado de exploração agropecuária,


que disponha de entretenimento e vivência do campo. É necessária uma compreensão que
existem diferentes práticas para cada tipologia de meios de hospedagem, por exemplo, um Hotel
Fazenda de 5 estrelas reflete diferentes práticas de um Hotel Histórico 5 estrelas.

As divisões dessas exigências estão classificadas em mandatório, atendimento a 100% dos


requisitos, isto é, deve-se ter o cumprimento obrigatório e os eletivos atendimento mínimo 30%
das condições, ou seja, escolha livre dos meios de hospedagem, dispondo de uma lista pré-
definida. Segundo os autores Andrade, Brito & Jorge (2013) fatores como localização,
13

qualidade das atividades, programas de necessidades bem como tamanho dos ambientes
apresenta características distintas variando diferentemente de acordo com as tipologias.

2.3 SUSTENTABILIDADE E ARQUITETURA


No momento em que a sustentabilidade está associada a arquitetura estabelece um fator
determinante para provocar sensações de conformo aos usuários em ambientes que necessitam
de iluminação natural e ventilação. Este item apresenta princípios de arquitetura bioclimática,
conceitos, recursos para possibilitar eficiência energética no projeto.

Nos primórdios da civilização, o homem desenvolve espaços para abrigar-se, contudo


ao longo do tempo a forma de viver foi mudando e o homem a edificar os abrigos com mais
complexidade (BITTENCOURT & CÂNDIDO, 2008). Na atualidade, as pessoas procuram
espaços mais confortáveis e que seja agradáveis para permanência, fatores associados
diretamente com ventilação e conforto térmico.

A forma como os efeitos da radiação solar incide sobre as edificações tem relação direta
com a posição do Sol, conforme seu posicionamento, podendo fortalecer ou não o
aproveitamento térmico do local (FROTA & SCHIFFES, 1995). Em clima seco e quente, como
da região do agreste de Pernambuco, segundo Frota & Schiffes (1995), a radiação solar direta
deve ser evitada para que chegue e penetre demasiadamente nos ambientes para que não tenha
um aumento térmico, com o propósito de atribuir soluções é fundamental uso de proteção física
do edifício.

No momento que for preciso dimensionar elementos de arquitetura para evitar


incidência solar direta nas edificações é necessário levar em consideração algumas questões,
tais como: o horário de penumbra das fachadas e o raio de incidência solar, para isso é essencial
o uso de carta solar (fig. 6), da localização afim de compreensão dos horários de insolação em
cada face e a inclinação dos raios solares nesses horários. Dessa forma, a posição e o
dimensionamento dos elementos de proteção deve ter relação direta com o horário, pois não
será admitido a entrada da radiação solar, no horário entre 9 h às 15 h quando as temperaturas
estão mais altas (BARROSOKRAUSE,2011). É importante levar em consideração que as
soluções podem ser utilizadas a fim de estender o alcance da luz natural bem como não
impedem a ventilação esfriando o ambiente e diminuindo o uso de iluminação artificial.
14

Figura 6 - Carta Solar

Fonte: LABEEE (2018)

Quando ocorre movimento do ar pelos edifícios, permitido entrada e saída do ar por


meio de algumas aberturas, isso é definido como ventilação natural, esse sistema permite
controle térmico da edificação (FROTA & SCHIFFES, 1995). Uma solução importante para o
resfriamento e potencialização de trocas térmicas dos ambientes é a ventilação cruzada, por que
não depende de sistema de refrigeração mecânicos, tornando mais sustentável e menos gasto de
energia.
As estratégicas de proteção e ventilação natural são de relevância para o hotel, por meio
dos ajustes que o terreno possibilita, criando espaços agradáveis e com provocando sensações
de conforto aos hospedes.
Segundo Riedl (2001), o conceito de hotel fazenda, classificada essa categoria como
turismo rural contemporâneo, e defende que a medida que a população se urbaniza mais o
turismo aumenta. Com base nesse conceito pode-se ampliar o conhecimento sobre o tema,
associando com o ecoturismo ou turismo ecológico. Conforme consenso estabelecido no
Acordo de Mohonk em 2000, define ecoturismo: o turismo sustentável em ambientes naturais
que enriquece o meio ambiente, fortalece o aprendizado para aos grupos visitados bem como
desperta o respeito e consciência acerca de conceitos culturais e ambientais.

Deste modo, o ecoturismo utiliza de meios sustentáveis dos patrimônios cultural e natural
para educação de conservação do meio ambiente, promovendo a construção de consciência
ambiental e possa garantir o bem-estar da população. É muito praticado em áreas naturais que
se encontra preservadas.
15

2.4 ESTUDO DE CASO – HOTEL PORTAL DE GRAVATÁ


Com a intenção de entender o funcionamento dos hoteis fazenda é essencial um estudo de
caso, a partir dele serão analisados dimensões fundamentais dos ambientes assim como
programa arquitetônico. Com referência dos serviços e infraestrutura, o Hotel Fazenda - Portal
de Gravatá foi escolhido para uma análise visto que apresenta particularidades essenciais para
compreensão do objeto de estudo. Todas as informaçãos descritas nesse estudo de caso foi
através de visitas in loco e no site oficial do hotel. A figura 07, mostra uma vista panorâmica
do hotel.

Figura 7: Vista panorâmica do Hotel Fazenda – Portal de Gravatá

Fonte: Portal de Gravatá

Inicialmente projetado pelo arquiteto Waldecyr Pinto, 1968, depois ocorreram


modificações para inaugurar em 1985, pelo arquiteto Pascol, descendente de espanhol e em
2003 novas reformas foram feitas. O hotel está localizado na cidade de Gravatá, Pernambuco,
o Hotel Fazenda – Portal de Gravatá. Possui 24 hectares de terreno e aproximadamente 6000
m² de área construída, distribuido de forma a aproveitar as melhores condições ambientais, com
ventos prodominantes nas áreas do todo projeto e aproveitamento de sombras nos ambientes
durante boa parte do dia. Apresentando condições favoraveis ao conforto ambiental, térmico e
lumínico.

O hotel une hamonia de uma fazenda com uma estrutura moderna, ressalta-se, por uma
arquitetura tipiciamente de campo, com grande beirais, uso de madeira, grandes aberturas
criando ambientes com excelente conforto térmico e ao mesmo tempo servindo um belo plano
de fundo (paisagem verde do seu entorno). O hotel é composto por varios setores implantados
de modo ordenado, resultado de um zoneamento composto por apartamentos, flats, centro de
convenções, cidade típica com um ambiente composto pela capela Santa Edwiges com um salão
que acomoda de 80 a 350 convidados, além de espaço para música bem como pequenas
edificações com intenção de reproduzir atmosfera serena de uma pequena cidade típica do
16

Nordeste, Ecoportal, estacionamentos, área de lazer composto por lago para pescaria, quadra
de tênis, campo de futebol salão de jogos, parque aquático com piscina térmica, lobby,
restaurante/bar e serviços. Para uma melhor compreensão do zoneamento e programa de
necessidade, o estudo de caso foi divido em setores, apresentado na figura 8:

Figura 8: Planta de zoneamento do Hotel Fazenda – Portal de Gravatá

Fonte: Google Earth, editado pelo autor, 2018

O acesso principal no hotel está localizado próximo ao estacionamento, as pessoas são


recebidas pelo lobby (figura 9), composto por recepção com sala administrativa, que serve de
apoio para guardar bagagens e wc’s. Um espaço amplo aconchegante proporcionando conforto
térmico, com utilização de áreas de estar e convívio para hóspedes e visitantes, a partir dele são
distribuídos acessos para os diversos ambientes, bem como, dispõe também de acesso exclusivo
para funcionário. O restaurante tem vista voltadas para as piscinas, atraindo tanto os visitantes
quanto os hóspedes para utilizarem os serviços, o bar do terraço é um ambiente acolhedor com
vista panorâmica para o hotel e a cidade de Gravatá (figura 10), o bar ainda possui salão de
jogos. Toda zona de serviço (cozinha, depósito de materiais de limpeza, lavanderia, vestiários
de funcionários) está implantado no hotel e possuem acesso exclusivo para serviço.
17

Figura 9: Lobby Figura 10: Vista do restaurante

Fonte: Autor (2018). Fonte: Autor (2018)

O hotel contém 88 apartamentos divididos em quatro tipologias, em que todos são utilizados
o sistema de boiler como aquecimento solar. Alguns apartamentos dispõem de varandas
privilegiadas com vistas para jardins e áreas do hotel. Com a preocupação de incidência solar
direta nos quartos, a posição de todos os apartamentos foi disposta para evitar essa luz direta,
criando ambientes confortáveis e aconchegantes.

O centro de convenções, salas de reuniões possui um espaço versátil qualificado para


suportar eventos de variados tipos com intenção de melhorar o fluxo das pessoas sem interferir
o acesso dos hospedes aos apartamentos. O ambiente desfruta de auditório com capacidade até
600 lugares e mais de 14 salas. Na cidade típica, é destinada a eventos religiosos e musicais.
Observa-se as figuras 11 e 12.

Figura 11: Centro de convenção Figura 12: Cidade típica

Fonte: Portal de Gravatá

O hotel possui equipamentos de lazer, como play-ground, espaço para pescaria (fig. 16),
uma estrutura de esportes com campos de futebol e vôlei, quadra de tênis, espaço kids para
crianças até 7 anos, um paredão com aproximadamente 10 metros de altura para práticas de
atividade de rapel (fig. 13). O parque aquático com mais de 500m² composto por piscina
aquecida, (fig. 14) e grande deck. Para oferecer opções de caminhadas, o hotel dispõe de uma
pista de cooper e trilhas, (fig. 15), onde pode-se admirar os jardins do portal de Gravatá.
18

Figura 13: Paredão para rapel Figura 14: Piscina

Fonte: Portal de Gravatá Fonte: Portal de Gravatá

Figura 15: Trilha Figura 16: Pescaria

Fonte: Portal de Gravatá Fonte: Portal de Gravatá


A fazenda modelo é ambiente indispensáveis nos hotéis fazenda, local em que a interação
humana com a natureza se integra produzindo sensações e experiencias direta do cotidiano da
vida no campo. A fazenda modelo instalada no portal utiliza atividades como: Passeio de
cavalos, visitas em hortas orgânicas, os alimentos orgânicos utilizados na cozinha do hotel são
plantados e colhidos nessas hortas, toda irrigação é através do reaproveitamento de água geradas
por todos os equipamentos (fig. 17), além de práticas de diversas atividades como alimentar os
animais (fig. 18) e praticar a pescaria.

Figura 17: Horta orgânica Figura 18: Fazenda modelo

Fonte: Portal de Gravatá


19

O conceito do Ecoturismo teve influência para a implantação do Ecoportal, em razão da


instalação desse sistema de gestão ambiental traz soluções para preservação do meio ambiente
natural, água, energia, resíduos sólidos produzindo atividades de educação ambiental. Soluções
implantadas no hotel geram economias, conforto e produções sustentáveis, o aquecimento solar
para os chuveiros, reciclagem do lixo, reutilização dos resíduos da cozinha tal como reuso da
água dos lavatórios e chuveiros na irrigação dos jardins são destaque das iniciativas de
sustentabilidade incorporada no Ecoportal. A eficiência energética (Segundo ABESCO
(Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia), Eficiência
energética é uma atividade que busca melhorar o uso das fontes de energia. presente no hotel
está contida também na utilização de detectores de presenças, iluminação natural resultando em
economia na energia elétrica, outros exemplos implantados são: a realização da coleta seletivo
de lixo, as folhas originadas da varrição/podas são misturadas ao esterco reproduzindo um
composto orgânico utilizado nos jardins.

3 ETAPAS PRÉ-PROJETUAIS
As etapas pré-projetuais devem ser determinadas de modo a proporcionar definição e
articulação das atividades técnicas que integram o projeto da edificação, no qual tem início com
a escolha do terreno, análise dos condicionantes físicos-ambientais, legislações, normas,
produção do programa e dimensionamento dos espaços bem como zoneamento e
organofluxograma, atividades essas que conduziram o desenvolvimento do estudo preliminar
arquitetônico. Estas etapas serão discorridas neste capítulo.

3.1 ANÁLISE DO TERRENO


O acesso até o terreno está situado através da estrada principal que interliga o município
de Bezerros ao distrito de Serra Negra, aproximadamente no quilômetro 5, onde se interliga com
uma antiga estrada (fig.20), no passado, muito utilizada como caminho alternativo, porém,
atualmente encontra-se em estado de esquecimento pelas autoridades públicas. O terreno contém
uma área de 48.450,53m² e um formato poligonal irregular (fig.19), apresenta uma topografia
com mapa de curvas, possui vegetação de mata atlântica e um lago, nos anos 70 era utilizado
para abastecimento do município.
20

Figura 19: Planta de situação do terreno definido

Fonte: Autor (2018)

Figura 20: Localização do terreno definido

Fonte: Adaptado de Google Earth (2018)

O entorno do terreno (fig. 21) apresenta características fundamentais para implantação


de um hotel fazenda, visto que está localizado em ambiente rural e tem a capacidade de oferecer
entretimento e vivência de campo.
21

Figura 21: Mapa de entorno

Fonte: Adaptado de Google Earth (2018)

Figura 22: Acesso ao terreno Figura 23: Vista 01

Fonte: Autor (2018) Fonte: Autor (2018)

Figura 24: Parte da mata atlântica Figura 25:Lago

Fonte: Autor (2018) Fonte: Autor (2018)

3.2 ANÁLISE DOS CONDICIONANTES FÍSICOS-AMBIENTAIS


O conforto térmico está diretamente relacionado à predominância dos ventos durante
todo o ano, nos ventos oriundos do Sudeste apresentam uma frequência de ocorrência
predominante seguido pelo sul (outono e inverno) e Leste (primavera e verão), como no gráfico
abaixo (fig. 26).
22

Figura 26: Gráfico de direções dos ventos Figura 27: Análise dos condicionantes ambientais

Fonte: LABEEE (2018) Fonte: Adaptado de Google Earth (2018)

Como a figura 27 revela, a frente do terreno está voltada para o norte, ponto importante
para as primeiras decisões de implantação do hotel, ao sul encontra-se os fundos do lote e a
existência de um lago, na lateral direta (leste) percebe se que a incidência do sol nascente será
mais intensa que ao lado esquerdo (oeste) pelo motivo de está orientada para o poente visto que
um pequeno vale provoca alteração de incidência solar através das diferenças de níveis do seu
entorno criando pequenas sombras e uma ventilação mais cruzada.

As próximas figuras são referentes as principais janelas do projeto representada por


meio de um estudo de carta solar afim de melhor dimensionar os beirais de proteção solar,
através das análises, pode ser mostrado exatamente onde o sol está no céu em qualquer dia e
hora do ano, variando dependendo da latitude onde terreno está situado. Todas as soluções de
proteção para a diminuição da luz direta dentro da edificação, foi referente ao horário das 8 h
às 15h. Na figura 28, percebe-se que a incidência do sol nesta janela iniciará às 5 h 45 min e
terminará por volta das 14h 45 min, então, o ângulo alfa utilizado através de um transferidor foi
igual a 54° (fig. 31) que serviu para proteção da luz direta na janela. No detalhe 02 (fig. 29), a
incidência do sol iniciará as 6 h até 13 h, o ângulo alfa encontrado foi 64° (fig. 31), por fim na
figura 30, a luz solar começa a atingir a janela a partir das 7 h até 17h 35 min, igualmente como
o detalhe 01 o ângulo alfa foi 54°, por tanto a mesma proteção servirá para as duas situações.
23

Figura 28: Estudo Solar - Detalhe 01 Figura 29: Estudo Solar - Detalhe 02

Fonte: Autor (2018) Fonte: Autor (2018)

No corte esquemático (fig31), percebe-se quando o ângulo é 54° é necessário a


existência de um beiral de 80 cm e quando o ângulo passa a ser 64° ocorre alteração do tamanho
do beiral sendo com 60 cm. Por tanto, com a análise das informações a melhor solução é
utilização de um beiral com 80 cm pois é suficiente para proteger a incidência solar em todas
as situações.

Figura 30: Estudo Solar - Detalhe 03 Figura 31: Corte esquemático - Largura do Beiral

Fonte: Autor (2018) Fonte: Autor (2018)

3.3 ANÁLISE DOS CONDICIONANTES LEGAIS


No interesse de atender as exigências legais para construção do Hotel Fazenda. Para
esse fim, foi realizada a análise do plano diretor da cidade, o código de obras bem como Código
de Segurança Contra Incêndio Pânico para o Estado de Pernambuco - (COSCIP, 2015) e as
normas de acessibilidade (NBR 9050, 2015).
24

Conforme os parâmetros urbanísticos contidos no plano diretor de Bezerros, o terreno


apresentado se enquadra na ZESN (Zona Espacial de Serra Negra), Na ZESN, estão contidos
os seguintes parâmetros; Afastamentos – Frontal = 5,00 m; Lateral = 10,00 m; Fundos = 10,00
m; Taxa de solo natural = 80%; Taxa de ocupação =20%; Coeficiente de utilização = 0,2.

• Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico para o Estado de Pernambuco


(COSCIP)
Figura 32:Síntese do COSCIP

SÍNTESE DO CÓDIGO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO


TÍTULO DESCRIÇÃO
Poderá ser previsto um único reservatório para atender o consumo geral da
Dos Sistemas de Hidrantes e
edificação e para o emprego no combate a incêndios, desde que haja uma reserva
de Carretel com mangotinho
mínima para o funcionamento do sistema.
A reserva mínima para combate a incêndios deverá ser dimensionada em função
Dos Reservatórios
da classe de ocupação do risco correspondente.

As distancias máximas a serem percorridas, em cada pavimento, para atingir as


portas das escadas enclausuradas ou as portas das antecâmaras das escadas à prova
de fumaça, ou ainda, do degrau superior das escadas protegidas, medidas dentro
do perímetro do pavimento, a partir do ponto mais afastados
do mesmo, serão determinadas em função dos seguintes critérios;
I - quando os pavimentos forem isolados entre si, a distância máxima a percorrer
deverá ser de 25,0m;
II - quando não houver isolamento entre pavimentos, a distância máxima a ser
Dos Sistemas e dispositivos; percorrida deverá ser de 15m;
Dos Acessos III - quando houver, além do isolamento entre pavimentos, isolamento entre
unidades autônomas, a distância a ser percorrida deverá ser de 35,0m;

Quando um mesmo lanço de uma escada interligar dois pisos que entre si guardem
uma altura superior a 3,00m, deve ser dotado de patamares intermediários.
I -A altura máxima, de piso a piso entre patamares consecutivos, deverá ser de
3,00m.
II - O comprimento dos patamares das escadas de emergência deverá ser, no
mínimo, igual a largura da escada.
Fonte: Código de Obras de Caruaru, Lei nº 2454, 1997. Sintetizado pelo autor (2018).

• NBR 9050 - Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos


urbanos, 2015

Figura 33: Síntese da Norma NBR 9050/2015

SÍNTESE DA NBR 9050


LOCAIS RECOMENDAÇÕES
Nas edificações e equipamentos urbanos todas as entradas devem ser acessíveis, bem
como as rotas de interligação às principais funções do edifício;
Acessos Acesso de uso restrito, acesso a equipamentos de medição, guarda e coleta de lixo e
outras com funções similares, não necessitam obrigatoriamente atender às condições
de acessibilidade desta Norma.
25

Os pisos devem ter superfície regular, firme, estável e antiderrapante sob qualquer
condição, que não provoque trepidação em dispositivos com rodas (cadeiras de rodas
ou carrinhos de bebê);
Os desníveis devem ser evitados em rotas acessíveis. Eventuais desníveis nos pisos de
até 5mm não demandam tratamento
especial. Desníveis superiores a 5mm até 15mm devem ser tratados em forma de
Circulação rampa, com inclinação máxima de 50%.
Desníveis superiores a 15mm devem ser considerados como degraus;
As larguras mínimas para corredores em edificações e equipamentos urbanos são:
- 0,90m para corredores de uso comum com extensão até 4,00m;- 1,20m
para corredores de uso comum com extensão de até 10,00m e 1,50m para corredores
com extensão superior a 10,00m;
- 1,50m para corredores de uso público.
Devem ter um vão livre mínimo de 0,80m e altura mínima de
Portas 2,10m. Em portas de duas ou mais folhas, uma delas deve ter o
vão livre de 0,80m;
Os sanitários de uso comum ou uso público devem ter no mínimo 5% do total de cada
peça instalada acessível, quando houver divisão por sexo, as peças devem ser
consideradas separadamente para efeito de cálculo;
Os boxes para bacia sanitária devem garantir as áreas para transferência diagonal,
lateral e perpendicular, bem como área de
Sanitários
manobra para rotação de 180º. Para isso, o tamanho para a cabine é 1,70 x 1,50m, já
com a inserção do lavatório e a abertura da porta deverá ser para fora da cabine;
Prever duas barras horizontais de apoio nos sanitários acessíveis com dimensão de no
mínimo 0,80m de comprimento e fixada na parede a 0,75m do piso acabado;
O mictório deve ser provido de barras verticais de apoio fixadas.
Devem possuir pelo menos 5% do total de mesas, com no mínimo uma acessível a
Restaurante
P.C.R.
As vagas de estacionamento de veículos que conduzam ou sejam conduzidos por
pessoas com deficiência devem:
- Contar com um espaço adicional de circulação com no mínimo 1,20m de largura.
Esse espaço pode ser compartilhado por duas vagas.
Estacionamento
Sobre a quantidade de vagas:
- Até 10 vagas não necessita a colocação de uma vaga acessível;
- De 11 a 100 vagas deve ser planejada pelo menos 1 (uma) vaga acessível;
- Acima de 100 vagas deverá conter 1% do total destinado as vagas acessíveis.

Em hotéis, motéis, pousadas e similares, os auditórios, salas de convenções, salas de


ginástica, piscinas, entre outros,
- Pelo menos 5%, com no mínimo um do total de dormitórios com sanitário, devem ser
acessíveis. Estes dormitórios não devem
estar isolados dos demais, mas distribuídos em toda a edificação, por todos os níveis
de serviços e localizados em rota acessível.
Recomenda-se, além disso, que outros 10% do total de dormitórios sejam adaptáveis
Hospedagem para acessibilidade.

As dimensões do mobiliário dos dormitórios acessíveis devem atender às condições de


alcance manual e visual e ser dispostos de forma a não obstruírem uma faixa livre
mínima de circulação interna de 0,90 m de largura, prevendo área de manobras para o
acesso ao sanitário, camas e armários. Deve haver pelo menos uma área com diâmetro
de no mínimo 1,50 m que possibilite um
giro de 360°.A altura das camas deve ser de 0,46 m.
26

O piso no entorno das piscinas não deve ter superfície escorregadia ou excessivamente
abrasiva.
As bordas e degraus de acesso à água devem ter acabamento
arredondado.
- O acesso à água deve ser garantido através de degraus, rampas submersas, bancos
Piscina para transferência ou equipamentos de transferência.
- A escada ou rampa submersa deve possuir corrimãos em três alturas, de ambos os
lados, nas seguintes alturas: 0,45 m, 0,70 m e 0,92 m. A distância livre entre
os corrimãos deve ser de no mínimo 0,80 m e no máximo 1,00 m.
- Os degraus submersos devem ter piso de no mínimo 0,46 m e
espelho de no máximo 0,20 m
Fonte: NBR 9050/2015 Sintetizado pelo autor (2018).

3.4 ZONEAMENTOS, PROGRAMA, DIMENSIONAMENTO E


ORGANOFLUXOGRAMA

No sentido de descobrir o melhor local do terreno para inserir os setores, o zoneamento


objetiva esse desenvolvimento, conforme o programa de necessidades formado, define-se os
usos levando em conta as análises dos condicionantes físicos-ambientais e legais (fig.34).

Figura 34: Zoneamento

LEGENDA

‘ Zona Administrativa

‘ Zona Social

‘ Zona de Hospedagem

‘ Zona de Serviço

‘ Zona de Lazer

Fonte: Adaptado de Google Earth (2018)

O programa e dimensionamento (fig.36) foram definidos baseados no estudo caso, nas


pesquisas bibliográficas, nos requisitos objetivados pela Ministério de Turismo (MTUR,2018),
tais como, mandatório e eletivos estabelecido para hotéis e estudo de viabilidade em seguimento
27

dos condicionantes legais (fig. 35), o dimensionamento não estão incluídas áreas destinadas a
circulações, como escadas, corredores.

Figura 35: Estudo de viabilidade

HOTEL FAZENDA EM SERRA NEGRA - 4 ESTRELAS


TERRENO ESTUDO DE VIABILIDADE
ESCOLHIDO RECUOS QUADRO DE ÁREAS
COEFICIENTE DE
ÁREA TOTAL FUNDOS ÁREA TOTAL
UTILIZAÇÃO FRONTAL (m) LATERAL (m) SITUAÇÃO ESTACIONAMENTO (VAGAS)
(m2) (m) (m2)
48.450,53 9.690,11 5,00 10,00 10,00 2.370,50 Liberado 50,00

PARÂMETROS URBANISTICOS ÁREA (m2)


TAXA DE SOLO NATURAL 80% 38760,42
TAXA DE OCUPAÇÃO 20% 9690,11

Fonte: Autor, (2018)

Figura 36: Dimensionamento

SETOR ADMINISTRATIVO/APOIO
AMBIENTE ÁREA (m2)
SALAS ADMINISTRATIVA 20,00
LAVABO ADM 2,25
SALA MONITORAMENTO 7,00
ZONA ADMINISTRATIVA
ARQUIVO 4,00 ZONA SOCIAL
GERENCIA 10,00 ZONA DE SERVIÇOS
ZONA DE HOSPEDAGEM
LAVABO GERENCIA 2,25 ÁREA TOTAL (m²) 6170,50
MALEIRO 6,00
COPA ADM 4,00
ÁREA TOTAL 55,50
SETOR SOCIAL/PÚBLICO SETOR DE SERVIÇO
AMBIENTE ÁREA (m2) AMBIENTE ÁREA(m2)
LOBBY 80,00 D.M.L 9,00
RECEPÇÃO 10,00 VESTIÁRIOS FUNCIONÁRIOS 25,00
LOJA DE ARTESANATO 15,00 ESTAR FUNCIONÁRIOS 15,00
WC'S (MASC/FEM.) 40,00
COZINHA 35,00
FAZENDINHA 30,00
RECEPÇÃO DE ALIMENTOS 8,00
RESTAURANTE 420,00
DEPÓSITOS DE ALIMENTOS 7,00
BAR 20,00
DEPÓSITOS DO BAR 9,00
SALA DE JOGOS 20,00
CÂMARA FRIGORIFICA 6,00
CAPELA 120,00
CÂMARA DE RESFRIAMENTO 6,00
CENTRO DE CONVENÇÕES 120,00
ÁREA TOTAL 120,00
SALÃO DE FESTA 120,00
ÁREA TOTAL 995,00
Fonte: Autor (2018)
28

Com intuito de entender como funciona a ligação entre os setores, o organofluxograma


é essencial também para garantir uma arquitetura funcional, evitando fluxos desnecessários.
Com os fundamentos gerados pelo programa pré-estabelecido e estudo de caso, esta etapa
resultante é representada na figura 37.

Figura 37: Organofluxograma Hotel Fazenda

ZONA ADMINISTRATIVA
ZONA SOCIAL
ZONA DE SERVIÇOS
ZONA DE HOSPEDAGEM
ÁREA TOTAL (m²) 2370,50

Fonte: Autor (2018)

4 MEMORIAL JUSTIFICATIVO
A intensão de desenvolvimento projetual do empreendimento foi através da busca por
soluções para possibilitar sensações de bem-estar e contato direto com a natureza, uma relação
entre homem e natureza. Dessa maneira, uma forma de simbolizar essa conexão foi a propor
ambientes sustentáveis, leve, livres mediante ao simbolismo de uma folha (fig.38).

Figura 38: Folha

Fonte: Autor (2018)

A folha representa renovação de sensações no decorrer das mudanças de fases, leveza


através dos movimentos, suavidade por meio dos desenhos naturais, essas definições foram
fundamentais para o desenvolvimento de todo projeto atribuindo formas sustentáveis e
intervindo de forma suave sem descaracterizar o local.

Os jardins no decorrer de todo agenciamento fazem referência ao envolvimento dos


aspectos naturais, a diversidade de vegetação e no traçado orgânico remetendo leveza e
29

suavidade. Os espelhos d’agua simbolizam a existência de vida, em razão de existir vida o


elemento água faz se necessário, além de harmonizar o elemento natural com o humanizado,
nos eixos de acessos as edificações foram implantadas como alusão as ramificações de toda
estruturas das folhas encaminhando os hospedes a sentirem emoções de liberdade.

Todas as edificações apresentam características que se assemelham com as definições


abordadas, remetendo as funções, formas e propriedades e exaltando técnicas construtivas de
modo racional, em resultado, foi obtido um complexo de lazer e entretenimento para uso das
necessidades locais.

Como foi percebido por meio do referencial teórico, estudo de caso, a implantação de
um hotel exerce um decisivo papel para a eficiência do empreendimento. A implantação servirá
para transmitir a primeira impressão das atividades que são realizadas, se bem implementado,
pode impulsionar a captação de hóspedes.

Para a implantação do hotel fazenda, procurou-se um local no distrito que seja capaz de
favorecer comodidades para turistas que buscam a tranquilidade do campo bem como
proximidade com a natureza, portanto, notou-se que a Serra Negra expressa uma grande
capacidade nessa questão, com a melhoria da malha viária até distrito propiciando um
deslocamento mais favorável.

Figura 39: Primeiro croqui do projeto

Fonte: Autor (2018)

Por apresentar grandes dimensões, permite implantações de equipamentos ao ar livre


como por exemplo trilhas ecológicas, uma localização em região com meio ambiente de grande
solicitação turística e paisagística. No projeto buscou-se usar materiais aparentes que
30

interagissem com a natureza do entorno, como o uso de grandes telhados em madeiras, tijolos
aparentes, vidros e o concreto. A implantação do hotel está dividida em 6 setores;
Primeiro, as pessoas são recebidas pelo Lobby localizado próximo ao estacionamento
composto por 75 vagas, possui volumetria composta por telhado em madeira, acabamentos em
tijolos aparentes (fig.40).
Figura 40: Perspectiva do lobby - Vista frontal

Fonte: Autor (2018)

O telhado possui quatro tesouras, elementos de coberta para proporcionar eficiência


energética por meio da iluminação, com um pé direito alto e uso de vidros, o lobby concede aos
hospedes um ambiente arejado e aconchegante possibilitando harmonia entre o interior e
exterior.
A capela ecumênica, segundo setor do hotel, está implantada para atribuir um uso
complementar aos serviços de um hotel fazenda, destinada para eventos religiosos (fig.41).
Figura 41: Perspectiva do Capela- Vista frontal

Fonte: Autor (2018)

A estrutura da capela é composta por blocos em pedra e laje impermeabilizada


possibilitando leveza na volumetria, no piso, espelhos de água tem utilidade de reduzir a
temperatura do ambiente melhorando de forma direta o desempenho térmico da construção
além de um elemento decorativo.
31

No terceiro setor, o restaurante, constitui um grande complexo que está destinado para
eventos festivos, gastronômicos. A edificação oferece um amplo espaço de convivência, a fase
principal ao leste, beneficiando os usuários com a ventilação natural.
Figura 42: Perspectiva do restaurante

Fonte: Autor (2018)


Toda zona de serviço do hotel está localizada nesse setor, formado por cozinha industrial,
vestiários de funcionários, acesso exclusivo para serviços de abastecimento, em função de
melhor qualidade das atividades, a lavanderia é terceirizada e a existência de hortas orgânicas
próxima a edificação auxiliam para produção de alimentos gerados pelo hotel (fig. 43).
Figura 43: Perspectiva do restaurante – Acesso de serviço

Fonte: Autor (2018)

Acessibilidade oferece condições de mobilidade com ajuda de equipamentos específicos


a fim de proporcionar acesso a qualquer pessoa, inclusive aquelas com mobilidade reduzida,
por esse motivo a utilização de rampas de acessos em toda edificação.

Figura 44: Perspectiva do restaurante – Rampa de acesso


32

Fonte: Autor (2018)

A utilização de telhado verde no restaurante fortalece o conforto térmico reduzindo


impactos ambientais, melhorando o meio ambiente e reduzindo as ilhas de calor. A estrutura é
formada por sete camadas, na qual cada uma representa função distinta auxiliando no
melhoramento do sistema, na eficiência da captação de água e apresenta manutenção de uma a
duas vezes por ano.
Figura 45: Estrutura do telhado verde

Fonte: Luiz (2017)

Os apartamentos, quarto setor do hotel, está contido um total de quatorze suítes, sendo
doze suítes standard (quarto + banheiro + varanda) por cada pavimento, e duas suítes master (
quarto + banheiro + varanda ampla + closet exclusivo + sala de estar) sendo todo complexo
constituído por pavimentos térreo e superior distribuídos por dois blocos semelhantes
implantado de forma rotacionadas em relação a posição de um com outro, totalizando 56
apartamentos, com vista para um harmonioso agenciamento que interliga para todas os setores
do hotel. Nos apartamentos criou-se espaços adaptáveis que permitem com que os usuários
33

exerçam atividades profissionais se necessário bem como tipologias de quarto comum, casal,
duplo e triplo. As dimensões das unidades habitacionais foram planejadas para hospedar
pessoas que buscam maior conforto e famílias que viajam com crianças e precise usufruir de
espaços com essas finalidades.
Figura 46: Perspectiva - Apartamentos

Fonte: Autor (2018)

A cobertura é caracterizada pela presença de grandes telhados com quatros águas


composta por várias tesouras, e um tesoura principal servindo de destaque da edificação.
Estrutura em concreto armado, com pilares em evidência, realçando leveza, simetria criando
um volume dinâmico.
Figura 47: Perspectiva da coberta – Apartamentos

Fonte: Autor (2018)


34

No projeto foram dispensados o uso de casa de máquinas nos elevadores, através da


tecnologia empregadas nos elevadores modernos para oferecer excelente desempenho e
eficiência energética, baixo consumo de energia, compacto e discreto
Figura 48: Elevador sem casa de máquinas

Fonte: OTIS (2018).

O quinto setor do hotel, está na área de lazer, um ambiente com piscinas, duas quadras
poliesportivas, playground e todos os equipamentos de entretenimentos. No lago, foi criado um
ambiente que permita que as pessoas possam exercer práticas como pescaria, cooper. As trilhas
ecológicas estão implantadas por todo hotel em alguns trechos dispõe de espelhos d’agua,
pequenas praças para repouso e contemplação dos equipamentos do hotel, todo trajeto é
composto por árvores de diversas tipologias auxiliando na educação ambiental através de
soluções que estimulam a preservação de água, energia, preservação do meio ambiente,
reciclagem do lixo e reutilização dos resíduos da cozinha
Figura 49: Perspectiva - Área de Lazer

Fonte: Autor (2018)


35

Figura 50: Piscinas

Fonte: Autor (2018)

O último setor, encontra-se a fazendinha, pode-se apreciar um ambiente de interação com a


natureza, soluções volumétricas que remetam ao ambiente tipicamente rural, afim de
proporcionar vivências de campo na prática de visitar hortas, alimentar animais, passear de
charrete ou cavalo.
Figura 51: Perspectiva - Fazendinha

Fonte: Autor (2018)


36

5 CONCLUSÃO
Com a finalização de todas as analises, percebe-se que o distrito de Serra Negra
apresenta um local que dispõe de vários atrativos turísticos, naturais e culturais criando uma
atmosfera de lazer e entretenimento bem como gerando um aumento do turismo na região,
porém a quantidade de meios de hospedagem existentes não supre a demanda, por tanto a
implantação de um Hotel Fazenda serviria como uma solução de abranger a demanda, unir o
lazer, entretenimento e a vivencia no campo em um só lugar, impulsionar o turismo e através
dos conceitos de ecoturismo fortalecer a educação ambiental.

Para alcançar todos os objetivos foram realizadas estratégias de sustentabilidades,


acessibilidade assim como buscou-se inspiração na natureza para que problemáticas projetuais
fossem resolvidas. Durante toda produção deste estudo preliminar para conclusão do Curso de
Arquitetura e Urbanismo, foram apresentados assuntos relacionados ao tema da pesquisa que
contribuíram no desenvolvimento do projeto. No referencial técnico-conceitual procurou-se o
entendimento de conceitos, exigências, normas, classificações, requisitos fundamentais a fim
de descobrir quais necessidades, exigências que a hotelaria necessita. A relevância da
localização ajudou na escolha certa do terreno para implantação do equipamento de turismo por
estar em uma área privilegiada e composta por vários elementos naturais que agregam valor no
projeto oferecendo contato com a natureza e interagindo com todo seu entorno.

A arquitetura dos hotéis fazenda exerce um papel fundamental para expansão e


consolidação do turismo. Por essa razão, buscou-se valorizar as fachadas entendendo que estas
precisavam integrar com entorno e criar uma solução volumétrica atrativa e que provocasse
tanto conforto visual como térmico. Contudo, os ambientes internos mostraram serem
funcionais por estarem bem delimitados e por setores para auxílio do funcionamento.
37

REFERÊNCIAS
ALMEIDA, Joaquim Anécio; FROEHLICH, José Marcos; RIEDL, Mário. Turismo Rural e Desenvolvimento
Sustentável. 2. ed. Campinas: Papirus, 2001. 238 p

ANDRADE, Nelson; BRITO, Paulo Lucio de; JORGE, Wilson Edson. Hotel: Planejamento e Projeto. 2ª edição.
São Paulo: Senac, 2000.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 9050: Acessibilidade a edificações, mobiliário,


espaços e equipamentos urbanos. Rio de Janeiro, 2015.
BARROSO-KRAUSE, Cláudia. Desempenho térmico e eficiência energética em edificações. Rio
de janeiro: PROCEL, 2011.

BITTENCOURT, Leonardo; CÂNDIDO, Christina. Introdução a ventilação natural. 3 ed. Maceió: Edufal -
Editora da Universidade Federal de Alagoas, 2008.

CARLOS, Luiz Lara. Como construir telhado verde. Disponível em: < http://44arquitetura.com.br/2017/09/telhado-
verde-como-construir/>. Acesso em: 12 nov. 2018

ÉPOCA, negócios online. Hotel mais antigo do mundo tem 1311 anos e já passou por 52 gerações da família. Disponível em:
< https://epocanegocios.globo.com/Mundo/noticia/2016/02/hotel-mais-antigo-do-mundo-tem-1311-anos-e-ja-
passou-por-52-geracoes-da-familia.html >. Acesso em: 15 nov. 2018.

FROTA, Anésia Barros; SCHIFFES, Sueli Ramos. Manual de conforto térmico: arquitetura,
urbanismo. 5 ed. São Paulo: Studio Nobel, 1995.

GUZELA, Guilherme. Gestão de meios de hospedagem. 1ª edição. Editora intersaberes, 2000.

GUINNES, World Records. Oldest Hotel. Disponível em:< http://www.guinnessworldrecords.com/world-


records/oldest-hotel/>. Acesso em: 15 nov. 2018

Lei Complementar nº. 15 de 19 de dezembro de 2007

Lima, Rodrigo Macêdo de. Agamenon Business Hotel: anteprojeto arquitetônico de um hotel executivo em
Caruaru/PE, 2015.

MARTINS, Camilla Soares Matos de Melo; Pousada Uruá: Anteprojeto de uma pousada para Barra de Cunháu
com base em princípios de sustentabilidade ambiental. Natal, RN, 2016.

NEUFERT, Peter. Arte de projetar em arquitetura. Portugal: Gustavo Gili, 2009

PLANO DIRETOR DE BEZERROS, NORMA MUNICIPAL. Bezerros, 2007

SILVA, M.H.C. da. Análise da atividade turística em Serra Negra (Bezerros, Pernambuco) à luz do
desenvolvimento local sustentável. 2010

OTIS, Introdução do Sistema Gen 2 Confort . Disponível em: < http://www.otis.com/pt/br/produtos/elevadores/Gen2-


comfort/>. Acesso em: 15 nov. 2018.
38

APÊNDICE
Apêndice 01 – Folha de Projeto 01
01 Folha A1 estendida - Assunto: Situação / Locação e Coberta – Hotel Fazenda;
Apêndice 02 – Folha de Projeto 02
01 Folha A1 estendida - Assunto: Planta humanizada / Detalhe 07 e 08

Apêndice 03 – Folha de Projeto 03


01 Folha A1- Assunto: Plantas - Lobby

Apêndice 04 – Folha de Projeto 04


01 Folha A1 - Assunto: Fachadas - Lobby / Plantas - Capela / Planta Baixa - Guarita

Apêndice 05 – Folha de Projeto 05


01 Folha A1 - Assunto: Planta de Coberta - Restaurante

Apêndice 06 – Folha de Projeto 06


01 Folha A1 - Assunto: Planta Baixa - Restaurante

Apêndice 07– Folha de Projeto 07


01 Folha A1 - Assunto: Cortes - Restaurante

Apêndice 08 – Folha de Projeto 08


01 Folha A1 - Assunto: Fachadas - Restaurante

Apêndice 09 – Folha de Projeto 09


01 Folha A1 - Assunto: Planta de Coberta - Apartamentos

Apêndice 10 – Folha de Projeto 10


01 Folha A1 - Assunto: Planta Baixa Pav. Térreo - Apartamentos

Apêndice 11 – Folha de Projeto 11


01 Folha A1 - Assunto: Planta Baixa Pav. Superior - Apartamentos

Apêndice 12 – Folha de Projeto 12


01 Folha A1 - Assunto: Cortes - Apartamentos

Apêndice 13 – Folha de Projeto 13


01 Folha A1 - Assunto: Fachadas - Apartamentos

Apêndice 14 – Folha de Projeto 14


01 Folha A1 - Assunto: Plantas - Piscina
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Apêndice 15 – Folha de Projeto 15


01 Folha A1 - Assunto: Planta Baixa / Planta de Coberta - Fazendinha

Apêndice 16 – Folha de Projeto 16


01 Folha A1 - Assunto: Cortes / Fachadas - Fazendinha