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Ductilidade e Resistência em Materiais Cristalinos

O documento discute os fatores que garantem boa ductilidade em materiais cristalinos, como discordâncias móveis e a existência de múltiplos sistemas de deslizamento. Também distingue as etapas III e IV da curva tensão-deformação de um monocristal metálico CFC e explica porque átomos de soluto intersticiais endurecem mais um material do que átomos substitucionais.

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Ductilidade e Resistência em Materiais Cristalinos

O documento discute os fatores que garantem boa ductilidade em materiais cristalinos, como discordâncias móveis e a existência de múltiplos sistemas de deslizamento. Também distingue as etapas III e IV da curva tensão-deformação de um monocristal metálico CFC e explica porque átomos de soluto intersticiais endurecem mais um material do que átomos substitucionais.

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PROVA 1

1 - Uma boa ductilidade para materiais cristalinos é garantida a partir das


seguintes considerações:

a- Discordâncias móveis (ligação química não direcional)


b- Mecanismos de multiplicação de discordâncias
c- Existência de 5 sistemas independentes de deslizamento

A – A ductilidade está intimamente ligada ao movimento de discordâncias, a


ausência de direcionalidade nas ligações facilita seu deslocamento, de sorte a
provocar uma boa ductilidade.

B – As discordâncias móveis, que se multiplicam durante o processo de


deformação plástica, devem se deslocar sobre um número mínimo de planos
de deslizamento, para que a deformação plástica seja homogênea.

C – Para que a deformação se propague de um grão para outro, sem o


aparecimento de descontinuidades nos contornos de grão, cinco sistemas de
deslizamento independentes são requeridos (FATOR DE VON MISSES).

2 - Faça uma distinção sucinta entre os estágios III e IV da curva tensão-


deformação de um monocristal metálico CFC.

Estágio 3: - A taxa de encruamento decresce progressivamente para valores da


ordem de magnitude mais baixa que a encontrada no estágio 2;

- O mecanismo de multiplicação de discordâncias é contrabalanceado por


aniquilamentos locais de discordâncias

- Os mecanismos de recuperação, ou seja, a taxa de encruamento é muito


dependente da temperatura

Estágio 4: - Acontece apenas em casos onde ocorra elevados níveis de


deformação, típicos de processos industriais;

- Os grãos se transformam em bandas com diferentes orientações circundadas


por zonas de transição e contornos de grão;

- A taxa de encruamento é relativamente baixa, mantendo-se praticamente


constante para uma grande faixa de deformação, de tal sorte que o aumento de
resistência pode ser considerável.

3 - Explique o motivo pelo qual, em geral, átomos de soluto intersticiais


endurecem mais um material do que átomos de soluto substitucionais

Uma das maneiras de se endurecer um material é através da introdução de


átomos de soluto em sua microestrutura, de forma a restringir o movimento de
discordâncias.
Em geral, átomos de soluto substitucionais apresentam um campo de tensões
elásticas simetricamente esféricas, interagindo assim apenas com
discordâncias que tenham componentes hidrostáticas em seu campo de
tensões (discordâncias em cunha). Já átomos de soluto intersticiais além de
componentes hidrostáticas, apresentam uma distorção tetragonal. Esta
distorção tetragonal interage também com componentes cisalhantes, de sorte a
interagir também com discordâncias em hélice, além das discordâncias em
cunha, endurecendo ainda mais a matriz.

4 - Considere uma liga Al-4%Cu resfriada a partir de 550ºC de duas


maneiras distintas: lentamente e rapidamente. Por que o resfriamento
rápido pode fornecer um maior endurecimento para a liga?

Com o resfriamento rápido, as partículas de segunda fase acabam precipitando


com tamanho reduzido e de forma homogênea na matriz, constituindo uma
barreira mais efetiva ao movimento de discordâncias, e conseqüentemente
fornece ao material um maior endurecimento.

5 - Explique a razão pela qual um material policristalino pode ser mais


resistente mecânicamente do que o mesmo material na forma
monocristalina.

- A presença de contornos de grão nos materiais policristalinos tem um efeito


adicional no comportamento em deformação do material, servindo como efetiva
barreira ao movimento de discordâncias, conferindo aos policristais uma maior
resistência mecânica.

- Os diferentes grãos no material policristalino possuem anisotropia, variação


razoável da resistência mecânica conforme a orientação do esforço, conferindo
ao material policristalino uma maior resistência mecânica.

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