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Índice

1.Introdução..................................................................................................................3

1.2.Objectivos................................................................................................................3

1.3.Geral.........................................................................................................................3

1.4.Específicos...............................................................................................................3

1.5.Metodologia.............................................................................................................3

2.Reformas na África do Sul..........................................................................................4

2.1.Conceito de Reforma...............................................................................................4

2.2.Contextualização......................................................................................................4

2.3.Os Ngúni..................................................................................................................4

3.Reforma Administrativa.............................................................................................5

3.1.Reforma ao Nível Militar.........................................................................................5

4.Ao Nível da Tácita......................................................................................................6

4.1.Consequências da Reforma......................................................................................6

4.2.Ao Nível Político- Administrativo...........................................................................6

5.Ao Nível Social e Militar............................................................................................7

5.1.Ao Nível Religioso..................................................................................................7

6.Conclusão....................................................................................................................7

7.Referencias Bibliográficas..........................................................................................8
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1.Introdução

O presente trabalho da Cadeira de História de África tem como tema central a Reforma
na África do Sul ( Tchaka Zulu), durante as abordagens vamos focar primeiro o
conceito da reforma na sua dimensão e significado.

Pois, no que refere as reformas ocorridas na África do Sul, pelos povos Zulu, liderados
por Tchaka, mencionaremos as mudanças e reformas introduzidas nas diferentes
estruturas social, político e religioso que ocorreram devido aos diferentes factores
naturais e políticos.

Na região da África do Sul, Tchaka introduziu uma série de reformas e era considerado
um dos maiores líderes e grande lutador que acabou por conquistar vários reinos e
passando a integrar esses reinos ao seu.

1.2.Objectivos

1.3.Geral

 Compreender o processo da Reforma na África do Sul.

1.4.Específicos

 Explicar o contexto da Reforma na África do Sul;


 Mencionar as principais áreas abrangidas pela reforma;
 Explicar as consequências provocadas pelas Reformas de Tchaka.

1.5.Metodologia

Para realização do presente trabalho nos baseamos na consulta de algumas obras


bibliográficas citadas no trabalho.
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2.Reformas na África do Sul

2.1.Conceito de Reforma

A reforma é definida como sendo um processo de mudança, restauração, modificação e


reorganização, conjunto de mudanças envolvendo estratos políticos-sociais e religiosas

2.2.Contextualização

Foi em 1740 que Dingiswayo tomou conta do poder da tribo Mthetwa. Iniciou uma
política de expansão, começando a submeter varias tribos vizinhas a sua autoridade. Foi
então que começou a organizar o exército sob o regime de grupos por idades. A medida
que ia submetendo as tribos vizinhas, permitia que os chefes dessas tribos continuassem
nos seus postos, sendo apenas obrigados a pagar-lhe um tributo em gado. Começou
assim a criar as funções dum grande reino ngúni

2.3.Os Ngúni

Os povos Ngúni eram grupos constituídos por várias etnias (multi-étnicas) pelo qual a
reforma se concretiza, foi o grupo habitante da África do Sul que migra por causa de
guerras e secas cíclicas. Eles incorporaram os Suthos,Sojes e Swazis:

Suthos na região leste e os outros no norte. Eles faziam limites com os Bóeres.

Segundo MˈBOKOLO (2004), a partir do século XVII, a África do Sul passa por uma
crise ecológica caracterizada pela existência de seca, e a morte de gado bovino. Essa
situação de crise, vai se repetir numa série de cises tribais. No meio desses conflitos vão
sobressair três grupos na região compreendida entre os corredores dos montes
Drankensburg e o Oceano Indico nomeadamente:

 Ngowana ou Suazis comandada por Sobuza , ocupava a zona entre o rio Tembe
e Pongola;
 Ndwandwe, comandados por Zwide, ocupava a região próxima do rio Mpuluzi;
 Mthetwa, comandada por Dingswaio, Entre-Os-Rios Mpulusi e Tugela.

Em 1817 Dingswayo, líder dos Nthetwa formou uma aliança com os povos das etnias
Tsonga, para o controlo das rotas comerciais que ligava do interior e levava mercadoria
a Delagoa bay (baia de Lourenço Marques). Ndwandwe também, agrupados numa
aliança informal, liderado por Zwide e centradas em terras mais a norte, nas margens do
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rio Pongola. Essas alianças serviram de catalisador para guerra generalizada entre as
forças de ambos os grupos. Quando os Nthetwa foram derrotados pelos Ndwandwe
liderados por Zwide, na qual Dingswayo foi morto, foi sucedido pelo seu filho adotivo
Tchaka líder do clã Zulu, muitos do clã Mthetwa entraram em aliança do clã zulu
criando uma confederação sobre a liderança de Tchaka. Os zulu conquistaram e
assimilaram inúmeras tribos da região. Com o assassinato de Dingswayo, Tchaka que
foi seu comandante militar e grande estratega, é chamado a liderar o reino Mthetwa (KI-
ZERBO,1972:10).

Em 1818 houve uma grande batalha entre Dingiswayo e Zwide na qual o chefe Mthetwa
foi morto. Tchaka imediatamente tomou conta do poder e iniciou uma série de reformas
militares que o tornaram quase invencível.

3.Reforma Administrativa

Tchaka cria um novo nome para o povo Ngúni (Amazulo), através de uma escolha que
procurava transmitir uma imagem de força na espectativa de que o seu povo viesse a ser
vitorioso, pois o termo Amazulo significa “os do céu “como se fosse também uma
guerra.

3.1.Reforma ao Nível Militar

 Compreendeu de que as armas tinham que se adaptar as mutações de guerra:


Esta passara de escaramuça aos afrontamentos em grande escala;
 Dividiu o exercito em regimentos de idade e sexo designados por (Impis) ,de 16
anos aos 60 anos, composto cada um por 1000 homens e 1000 mulheres mais ou
menos da mesma idade. Cada (Impe) era liderado por um chefe de regimento (O
induna);
 Instituiu um novo regimento de acampamento e treino intensivo no intervalo de
duas grandes guerras consecutivas;
 Introduziu uniforme, sinais distintivos e gritos de guerra por regimentos de idade
para efeito de distinção durante o combate, banda de cor diferente da frente,
cores de escudos, penas de avestruz presas nos cabelos,
 Tchaka decidiu introduzir uma arma nova, a Azagaia de cabo curto e lâmina
larga, destinada ao combate corpo a corpo que possibilitava a estocada.
Psicologicamente a arma comprida tinha o defeito de incutir no guerreiro medo e
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suscitar o reflexo de fuga, enquanto a arma curta obrigava os guerreiros a não


ficar desfavorecido, tinha força de enfrentar o inimigo corpo a corpo em que o
adversário se via embaraçado pela arma comprida;
 Atribuiu ao regimento de mulheres as funções de auxiliares ou seja o economato
ou cozinha e os transportes;
 Introduziu a nova dieta alimentar baseada na carne e proibição do consumo de
leite;
 Instituiu uma disciplina militar rígida Ex.: recuar depois de perder arma dava
direito a execução, o regresso de um induna sem conseguir despojos de guerra
dava direito a execução;
 Para dar mais eficácia aos seus soldados proibiu o uso de sandálias (calcados),
que segundo ele atrasavam a marcha;
 Introduziu machado e o escudo de couro (pele);
 Institucionalizou um exército permanente, está que foi uma das mais
significativas reformas de Tchaka (KI-ZERBO, 2002: 64).

4.Ao Nível da Tácita

 Aboliu o tradicional ataque disperso e instituiu avanço em fileiras curadas com


objectivo de combate corpo a corpo;
 Tchaka demarcou-se da prática de guerra limitada e optou pela guerra” total” e
pela táctica da terra queimada, que tinha como objectivo criar um vazio
completo em torno do inimigo;
 No plano táctico, Tchaka adoptou uma formação de ataque em arco de círculo,
“como a cabeça do búfalo’ , as tropas eram divididas em quatro corpos, duas
delas constituíam os cornos de búfalo e dois corpos centrais, colocando um atrás
do outro como crânio de búfalo. Nos cornos colocavam se jovens guerreiros
(impis) aptos e fogosos, cuja missão era assediar o inimigo e rebenta-lo para o
centro, (MˈBOKOLO 2004).

O movimento circular tinha em vista impedir que o inimigo tivesse oportunidade de


fuga, consistia em cair lhe por cima e cerca-lo de forma a forca-lo a ir para o centro ai
intervinha a segunda ala constituída por guerreiros experientes que em principio
ficavam emboscados, cujo objectivo era garantir a Victoria, sem entretanto esta não se
registe intervinha a recta-guarda a terceira ala formada por veteranos que até a
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intervenção da segunda ala tinha permanecido sentado de costas para batalha (por
questão de efeitos psicológicos), esta táctica era o aperfeiçoamento do ataque em meia-
lua, (Ibidem).

4.1.Consequências da Reforma

A reforma na África do Sul, trouxe consequências no âmbito social, político, religioso e


militar:

4.2.Ao Nível Político- Administrativo

Desfez o quadro tribal a favor de uma comunidade mais vasta;

Formou um Estado centralizado a cabeça do qual Tchaka era o chefe supremo,


proprietário de toda terra, juiz supremo, para os crimes maiores pois os casos mais
pequenos eram julgados pelos chefes subalternos;

Os maiores conselheiros de Tchaka eram nomeados administradores nas províncias


conquistadas;

Os antigos órgãos políticos foram despojados das suas regalias. Desta forma, os
conselheiros anciãos perderam o seu poder Tchaka acabou por proibi-los de se
reunirem;

Para marcar devidamente o advento de uma nova era tornou extensivo a todos seus
súbditos o nome de Amazulo (os do céu);

Foi integrado numa única unidade política na região pelo fenómeno de Mˈfecane
Limpopo e Zambeze), (MˈBOKOLO, 2004).

5.Ao Nível Social e Militar

Foi uma reforma abrangente para toda a sociedade e por conseguinte implicou
transformações na estrutura social e militar:

 Foi suprimida a circuncisão e os ritos a ela ligados, por que o tempo


condicionado estava ligado nos educativos de guerra, houve alteração de idade
de casamento, passou a se realizar entre 30 a 40 anos com efeitos benéficos para
guerra;
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 Inicia-se o processo de integração e assimilação na sociedade conquistada, pois a


obrigatoriedade dos jovens das regiões vencidas era incorporarem-se as Impis,
na qual eles tinham que abandonar seus nomes e suas línguas, (MˈBOKOLO,
2004).

5.1.Ao Nível Religioso

Ao nível religioso houve tendência de considerar Tchaka como um semi-Deus


(nkulumkuum), entre Deus e os Homens, (Ibidem).
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6.Conclusão

Como conclusão do nosso trabalho, o reino Zulu representa um caso clássico da


influência de guerra sobre o desenvolvimento político, a que já mais foi registado em
qualquer outro lugar da África negra pré-colonial, as realidades militares passaram
sobre a sociedade global. Tchaka fundador do Estado Zulu, pertencia a um grupo do
povo Ngúni, as suas reformas nos povos zulu foram de grande influência para toda a
região da África Austral. No contexto geral pode se dizer que as Reformas tiveram
grande impacto e de carácter positivo.
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7.Referencias Bibliográficas

KI-ZERBO, Joseph. História da África Negra. 3a Edição, Paris: 2002.

KI-ZERBO, Joseph. História da África Negra. Publicações Europa-America,1972.

MˈBOKOLO, Elikia. África Negra: História e Civilizações do Século XX aos nossos


dias. Vol. II. Edições colibri; Lisboa, 2004.