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Associação Brasileira de Ensino Universitário – Abeu

Prof: Aluízio Antônio de Santa Helena


Disciplina: Fundamentos das Ciências Farmacêuticas

Aryane Fernandes Silva de Assis Matr. 61920244


Jéssica da Silva Nunes Matr. 61920017
Rayane de Oliveira Ventura Matr. 61920183
Sheila Nunes da Silva Cunha Matr. 61920141
William Martins Fernandes Matr. 61920105

BELFORD-ROXO – RJ
2020
PRIMEIRO CASO

FARMACÊUTICO É PRESO SUSPEITO DE VENDER


MEDICAMENTOS SEM PROCEDÊNCIA EM CURITIBA

Uma denúncia anônima levou à prisão de farmacêutico de 33 anos, suspeito de vender


medicamentos de forma irregular em Curitiba. A prisão foi no fim da tarde de 12 de julho de
2018, na farmácia do suspeito. No local, policiais da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra
a Saúde, encontraram pelo menos 15 caixas de antidepressivos e medicamentos para
emagrecimento, todos sem procedência. Foi encontrado, ainda, um carimbo médico e um
pendrive com modelo de receitas médicas. De acordo com a Vigilância Sanitária de Curitiba, a
farmácia era constantemente visitada nas fiscalizações de rotina do órgão. A coordenadora
Franciele Narloch explica que a principal irregularidade cometida pelo farmacêutico é a falta de
controle do estoque de medicamentos controlados.
De acordo com Código de Ética da Profissão Farmacêutica temos a seguinte análise:
DOS DIREITOS DO FARMACÊUTICO:
Art 11 – É direito do farmacêutico:
IV. Recursar a exercer a profissão em instituição pública ou privada sem condições dignas de
trabalho ou que possam prejudicar o usuário, com direito a representação as autoridades sanitárias
e profissionais;
Observação: Nesse caso, o farmacêutico deveria denunciar aos órgãos sanitários competentes e
se, mesmo após intervenção dos órgãos sanitários competentes, as irregularidades permanecerem,
o profissional deverá se desligar do estabelecimento e comunicar ao Conselho Regional de
Farmácia nos termos do Artigo 12 do Código de Ética Farmacêutica.
VI. Negar-se a realizar atos farmacêuticos que sejam contrários aos ditames da ciência, da ética e
da técnica, comunicando o fato, quando for o caso, ao usuário, a outros profissionais envolvidos
e ao respectivo Conselho Regional de Farmácia;
VII. Ser fiscalizado no âmbito profissional e sanitário, obrigatoriamente por farmacêutico;
VIII. Exercer sua profissão com autonomia, não sendo obrigado a prestar serviços que contrariem
os ditames da legislação vigente;
X. Ter acesso a todas as informações técnicas relacionadas ao seu local de trabalho e ao pleno
exercício da profissão; e
XII. Não ser limitado, por disposição estatutária ou regimental de estabelecimento farmacêutico,
tampouco de instituição pública ou privada, na escolha dos meios cientificamente reconhecidos a
serem utilizados no exercício da sua profissão.

DOS DEVERES DO FARMACÊUTICO:


Art 12 - O farmacêutico, durante o tempo em que permanecer inscrito em um Conselho Regional
de Farmácia, independentemente de estar ou não no exercício efetivo da profissão, deve:
I. Comunicar ao Conselho Regional de Farmácia e às demais autoridades competentes os fatos
que caracterizem infringência a este Código e às normas que regulam o exercício das atividades
farmacêuticas;
III. Exercer a profissão farmacêutica respeitando os atos, as diretrizes, as normas técnicas e a
legislação vigentes;
V. Comunicar ao Conselho Regional de Farmácia e às demais autoridades competentes a recusa
em se submeter à prática de atividade contrária à lei ou regulamento, bem como a desvinculação
do cargo, função ou emprego, motivadas pela necessidade de preservar os legítimos interesses da
profissão e da saúde;
VII. Respeitar a vida, jamais cooperando com atos que intencionalmente atentem contra ela ou
que coloquem em risco a integridade do ser humano ou da coletividade; e
XIV. Recusar o recebimento de mercadorias ou produtos sem rastreabilidade de sua origem, sem
nota fiscal ou em desacordo com a legislação vigente.

DAS PROIBIÇÕES E PROVÁVEIS PUNIÇÕES:


Art 14 - É proibido ao farmacêutico:
II. Exercer simultaneamente a Medicina (INFRAÇÃO MEDIANA);
III. Exercer atividade farmacêutica com fundamento em procedimento não reconhecido pelo CFF
(INFRAÇÃO GRAVE);
IV. Praticar ato profissional que cause dano material, físico, moral ou psicológico, que possa ser
caracterizado como imperícia, negligência ou imprudência (INFRAÇÃO GRAVE);
VII. Fornecer meio, instrumento, substância ou conhecimento para induzir à prática, ou dela
participar, de tortura, eutanásia, aborto ilegal, toxicomania ou de quaisquer outras formas de
procedimento degradante ou cruel em relação ao ser humano e aos animais (INFRAÇÃO
GRAVE);
XI. Declarar possuir títulos científicos ou especialização que não possa comprovar, nos termos da
lei (INFRAÇÃO MEDIANA);
XIX. Omitir-se ou acumpliciar-se com os que exercem ilegalmente a Farmácia ou com
profissionais ou instituições que pratiquem atos ilícitos relacionados à atividade farmacêutica, em
qualquer das suas áreas de abrangência (INFRAÇÃO GRAVE); e
XXX. Fazer uso de documento, atestado, certidão ou declaração falsos ou alterados (INFRAÇÃO
GRAVE).

SEGUNDO CASO

FARMÁCIA É DENUNCIADA POR AUMENTAR PREÇO DE


MEDICAMENTO USADO PARA TRATAMENTO EM COMBATE AO
COVID-19 EM 866%

Em Cuiabá, uma farmácia de manipulação foi denunciada pelo super faturamento no


remédio ivermectina em 866%, segundo a denúncia do comunicante, o mesmo comprou 60
cápsulas do medicamento utilizado para tratamento do Covid-19, pelo valor de R$ 59.
Aproximadamente uma semana depois, no dia 23 de julho, foi repassado à consumidora pela a
mesma quantidade do medicamento, o valor de R$ 570, totalizando um aumento de 866% no
valor do produto. Segundo a responsável pelo estabelecimento, a substância vem da China e Índia
e em novembro de 2019, a farmácia adquiriu um quilo do insumo utilizado na manipulação da
ivermectina pelo valor de R$ 105. Na segunda quinzena de junho deste ano, a mesma quantidade
do produto foi comprada pelo valor de R$ 3,4 mil, um aumento de mais de 3000% no preço. Ela
informou ainda às equipes que outros medicamentos utilizados no tratamento do Covid-19, como
a hidroxicloroquina, o aumento de preço da matéria-prima foi ainda maior.
De acordo com Código de Ética da Profissão Farmacêutica temos a seguinte análise:
DOS DIREITOS DO FARMACÊUTICO:
Art 11 – É direito do farmacêutico:
XII. Decidir, justificadamente, sobre o aviamento ou não de qualquer prescrição, bem como
fornecer as informações solicitadas pelo usuário; e
XIII. Não ser limitado, por disposição estatutária ou regimental de estabelecimento farmacêutico,
tampouco de instituição pública ou privada, na escolha dos meios cientificamente reconhecidos a
serem utilizados no exercício da sua profissão.
Observação: A responsável pela farmácia apresentou as cópias das notas de compra da matéria-
prima para justificar o aumento exorbitante do valor do produto. O responsável pela compra de
insumos poderia troca de fornecedor buscando uma empresa com preço justo e viável para venda
do produto final.

DOS DEVERES DO FARMACÊUTICO:


Art 12 – O farmacêutico, durante o tempo em que permanecer inscrito em um Conselho Regional
de Farmácia, independentemente de estar ou não no exercício efetivo da profissão, deve:
XXVII. Comunicar ao Conselho Regional de Farmácia e às demais autoridades competentes os
fatos que caracterizem infringência a este Código e às normas que regulam o exercício das
atividades farmacêuticas;
III. Exercer a profissão farmacêutica respeitando os atos, as diretrizes, as normas técnicas e a
legislação vigentes;
V. Comunicar ao Conselho Regional de Farmácia e às demais autoridades competentes a recusa
em se submeter à prática de atividade contrária à lei ou regulamento, bem como a desvinculação
do cargo, função ou emprego, motivadas pela necessidade de preservar os legítimos interesses da
profissão e da saúde;
VII. Respeitar a vida, jamais cooperando com atos que intencionalmente atentem contra ela ou
que coloquem em risco a integridade do ser humano ou da coletividade; e
XIV. Recusar o recebimento de mercadorias ou produtos sem rastreabilidade de sua origem, sem
nota fiscal ou em desacordo com a legislação vigente.

DAS PROIBIÇÕES E PROVÁVEIS PUNIÇÕES:


Art 14 – É proibido ao farmacêutico:
VI. Realizar ou participar de atos fraudulentos (INFRAÇÃO GRAVE);
Observação: Caso fosse identificado pelas autoridades que houve alguma fraude nos valores
informados pelo local, sem a apresentação de documento comprobatório (NOTA FISCAL) o
estabelecimento deveria ser autoado pelo PROCON).
IX. Obstar ou dificultar a ação fiscalizadora ou desacatar as autoridades (INFRAÇÃO
MEDIANA); e
XXVII. Submeter-se a fins meramente mercantilistas que venham a comprometer o seu
desempenho técnico, em prejuízo da sua atividade profissional (INFRAÇÃO LEVE).
Observação: A não apresentação das notas fiscais de compras do insumo poderia caracterizar o
caso como um estelionato, onde o profissional estaria visando somente o lucro, tirando proveito
dos cliente em um momento caótico de pandemia.
TERCEIRO CASO

FARMACÊUTICO É PRESO POR VENDER FALSO MEDICAMENTO


CONTRA O CÂNCER

Em São Paulo, a Polícia Civil prendeu duas mulheres e três homens acusados de
comercializar medicamentos falsos para o tratamento do câncer de intestino e estômago. Entre os
suspeitos, estão um farmacêutico e quatro empresários. A quadrilha vendia os produtos com notas
fiscais falsificadas para hospitais de todo o território nacional.
A investigação tomou partida no Piauí, quando um hospital se deparou com um paciente
se queixou de não estar sentindo os efeitos colaterais típicos da utilização dos medicamentos.
Dessa forma, o hospital decidiu cancelar a terapia e explorar mais informações com o laboratório
responsável.

De acordo com Código de Ética da Profissão Farmacêutica temos a seguinte análise:


DOS DIREITOS DO FARMACÊUTICO:
Art 11 – É direito do farmacêutico:
IV. Recusar-se a exercer a profissão em instituição pública ou privada sem condições dignas de
trabalho ou que possam prejudicar o usuário, com direito a representação às autoridades sanitárias
e profissionais;
VI. Negar-se a realizar atos farmacêuticos que sejam contrários aos ditames da ciência, da ética e
da técnica, comunicando o fato, quando for o caso, ao usuário, a outros profissionais envolvidos
e ao respectivo Conselho Regional de Farmácia;
VIII. Exercer sua profissão com autonomia, não sendo obrigado a prestar serviços que contrariem
os ditames da legislação vigente;
XI. Decidir, justificadamente, sobre o aviamento ou não de qualquer prescrição, bem como
fornecer as informações solicitadas pelo usuário;
XII. Não ser limitado, por disposição estatutária ou regimental de estabelecimento farmacêutico,
tampouco de instituição pública ou privada, na escolha dos meios cientificamente reconhecidos a
serem utilizados no exercício da sua profissão.
Observação: Os medicamentos vendidos não foram cientificamente reconhecido para tratamento
de câncer no intestino ou estômago.

OS DEVERES DO FARMACÊUTICO:
Art 12 - O farmacêutico, durante o tempo em que permanecer inscrito em um Conselho Regional
de Farmácia, independentemente de estar ou não no exercício efetivo da profissão, deve:
I. Comunicar ao Conselho Regional de Farmácia e às demais autoridades competentes 12 os fatos
que caracterizem infringência a este Código e às normas que regulam o exercício das atividades
farmacêuticas;
III. Exercer a profissão farmacêutica respeitando os atos, as diretrizes, as normas técnicas e a
legislação vigentes;
Observação: O profissional deve respeitar as normas no âmbito profissional, seguindo os
preceitos éticos, para não causar prejuízo à saúde e bem-estar da sociedade.
V. Comunicar ao Conselho Regional de Farmácia e às demais autoridades competentes a recusa
em se submeter à prática de atividade contrária à lei ou regulamento, bem como a desvinculação
do cargo, função ou emprego, motivadas pela necessidade de preservar os legítimos interesses da
profissão e da saúde;
VII. Respeitar a vida, jamais cooperando com atos que intencionalmente atentem contra ela ou
que coloquem em risco a integridade do ser humano ou da coletividade;
VIII. Assumir, com responsabilidade social, ética, sanitária, ambiental e educativa, sua função na
determinação de padrões desejáveis em todo o âmbito profissional;
IX. Contribuir para a promoção, proteção e recuperação da saúde individual e coletiva, sobretudo
quando, nessa área, ocupar cargo ou desempenhar função pública;
X. Garantir ao usuário o acesso à informação independente sobre as práticas terapêuticas
oficialmente reconhecidas no país, de modo a possibilitar a sua livre escolha; e
XVI. Respeitar as normas éticas nacionais vigentes, bem como proteger a vulnerabilidade dos
envolvidos, ao participar de pesquisas envolvendo seres humanos ou animais.

DAS PROIBIÇÕES E PROVÁVEIS PUNIÇÕES:


Art 14 - É proibido ao farmacêutico:
III. Exercer atividade farmacêutica com fundamento em procedimento não reconhecido pelo CFF
(INFRAÇÃO GRAVE);
IV. Praticar ato profissional que cause dano material, físico, moral ou psicológico, que possa ser
caracterizado como imperícia, negligência ou imprudência (INFRAÇÃO GRAVE);
VI. Realizar ou participar de atos fraudulentos em qualquer área da profissão farmacêutica
(INFRAÇÃO GRAVE);
VII. Fornecer meio, instrumento, substância ou conhecimento para induzir à prática, ou dela
participar, de tortura, eutanásia, aborto ilegal, toxicomania ou de quaisquer outras formas de
procedimento degradante ou cruel em relação ao ser humano e aos animais (INFRAÇÃO
GRAVE);
Observação: O caso pode ser considerado degradante, pois cria falsa esperança para o enfermo
submetido a um tratamento que não trará benefício algum para sua saúde, sendo uma forma de
tortura psicológica quando o paciente souber que todo tempo de tratamento foi inútil;
Caberá ao farmacêutico que suspeitar da irregularidade da prática acionar os órgãos de
fiscalização sanitário e profissional, detentor do registro (fabricante) do produto e junto à
Delegacia de Repressão a Crimes Contra a Saúde Pública, da Polícia Federal, para averiguação e
investigação.

XIX. Omitir-se ou acumpliciar-se com os que exercem ilegalmente a Farmácia ou com


profissionais ou instituições que pratiquem atos ilícitos relacionados à atividade farmacêutica, em
qualquer das suas áreas de abrangência animais (INFRAÇÃO GRAVE);
XXIII. Fornecer, dispensar ou permitir que sejam dispensados, sob qualquer forma, substância,
medicamento ou fármaco para uso diverso da indicação para a qual foi licenciado, salvo quando
baseado em evidência ou mediante entendimento formal com o prescritor animais (INFRAÇÃO
GRAVE);
XXXV. Divulgar informação sobre temas farmacêuticos de conteúdo inverídico, sensacionalista,
promocional ou que contrarie a legislação vigente (INFRAÇÃO MEDIANA); e
XXXVI. Promover a utilização de substâncias ou a comercialização de produtos que não tenham
a indicação terapêutica analisada e aprovada, bem como que não estejam descritos em literatura
ou compêndio nacionais ou internacionais reconhecidos pelo órgão sanitário federal (INFRAÇÃO
MEDIANA).
BIBLIOGRAFIA
13 de Julho, 2018. Band News Curitiba, Disponível em:

< https://bandnewsfmcuritiba.com/farmaceutico-e-preso-suspeito-de-vender-
medicamentos-sem-procedencia-em-curitiba/> Acessado em 03 de Julho de 2020.
01 de Julho, 2020. Da Redação, Disponível em :
< https://odocumento.com.br/farmacia-de-cuiaba-e-denunciada-por-aumentar-preco-de-
medicamento-usando-contra-covid-19-em-866/ > Acessado em 03 de Julho de 2020.
18 de Março, 2020. Varejo Farmacêutico, Disponível em :

< https://www.ictq.com.br/varejo-farmaceutico/1278-farmaceutico-e-preso-por-vender-
falso-medicamento-contra-o-cancer > Acessado em 03 de Julho de 2020.