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Programa de Engenharia Civil, COPPE, Universidade Federal do Rio de Janeiro, CEP 21941-972, Rio de Janeiro, RJ, Brasil;
E-mail: adriana@coc.ufrj.br
Resumo O interesse pelo uso de materiais não convencionais cresceu nos últimos anos como uma
estratégia para um desenvolvimento mais sustentável do setor da construção civil. Dentre esses
materiais, a terra crua, matéria-prima local que não requer processamento intensivo para o seu
beneficiamento, estabilizada com cimento e reforçada com fibras de sisal, surge como uma
alternativa vantajosa (baixo custo, boas propriedades higrotérmicas, incombustibilidade,
reciclabilidade, atoxidade) para a redução dos impactos ambientais das habitações. O presente
estudo teve como objetivo avaliar o desempenho ambiental de materiais compósitos constituídos por
uma matriz de solo-cimento autoadensável reforçada com diferentes teores de fibras de sisal (0,5, 1,0
e 1,5%), no comprimento de 20 mm. Para a avaliação do impacto ambiental foi utilizada a
metodologia de Avaliação do Ciclo de Vida (ACV), em um estudo do tipo berço ao portão, com base
nas normas ISO 14040 (2006) e EN 15804 (2013). O carbono biogênico das fibras de sisal foi
quantificado através da análise elementar de carbono, hidrogênio e nitrogênio (CHN), e entrou na
análise como emissão negativa no impacto de potencial de aquecimento global. Foram avaliados os
impactos ambientais de cada mistura produzida e os resultados foram normalizados em relação aos
parâmetros de resistência mecânica (resistência à compressão e à tração) e de durabilidade
(absorção capilar). Os resultados obtidos indicaram que a mistura com teor de fibras de 1,0%
apresentou o melhor desempenho em comparação com uma parede de blocos cerâmicos furados
revestida com argamassa (sistema mais comumente utilizado nas vedações das habitações
brasileiras).
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Adriana P. S. Martins, Lucas R. Caldas, Rayane L. M. Paiva, Romildo D. Toledo Filho
1. INTRODUÇÃO
A indústria da construção civil é um dos setores mais ativos da economia global, contribuindo de
forma significativa para suprir as crescentes demandas de novas edificações e infraestruturas, assim
como as demandas de manutenção de todo o patrimônio construído existente. Fatores como o
crescimento populacional, a globalização, os investimentos públicos e privados, a descarbonização
da economia, a necessidade de fontes energéticas limpas, dentre outros, tem alavancado essa
indústria, que se manterá em franco crescimento nos próximos anos [1].
Apesar das contribuições positivas, a construção civil também se destaca por relevantes impactos
ambientais negativos relacionados às emissões de CO 2, ao consumo intensivo de energia, à
depleção de recursos naturais não renováveis e à geração de resíduos.
Visando a mitigação desses impactos ambientais, pesquisas vêm sendo desenvolvidas em vários
países no sentido de buscar novos materiais mais ecoeficientes, com propriedades tecnológicas e
durabilidade compatíveis com as aplicações de engenharia pretendidas [2]. A construção com terra
crua é uma alternativa promissora, tendo em vista as inúmeras credenciais de sustentabilidade desse
material: (1) boas propriedades higrotérmicas, (2) processamento tecnológico não intensivo em
energia, (3) não poluente e não tóxico, (4) incombustível e (5) possibilidade de reciclagem ao final da
vida útil [2-5].
A quantificação dos atributos de sustentabilidade dos materiais de construção deve se basear em
métodos robustos que contemplem toda a vida útil desses materiais. A metodologia da Avaliação do
Ciclo de Vida (ACV) é uma das ferramentas mais usadas para essa avaliação [6]. As principais
vantagens dessa metodologia são a inclusão de uma ampla gama de quesitos ambientais (mudanças
climáticas, efeitos tóxicos, depleção de recursos, dentre outros) e a abordagem holística que impede
a transferência do problema ambiental para outras fases do ciclo de vida. Nesse contexto, a ACV
possibilita a comparação do desempenho ambiental de diferentes materiais, evidenciando os
aspectos mais impactantes nas diversas fases incluídas na fronteira do sistema [4].
Galán-Marín et al. [7] mostraram que as paredes portantes de blocos de terra estabilizada com
polímero natural apresentaram piores resultados de energia incorporada e emissões de CO2 em
relação à alvenaria de blocos de concreto. Christoforou et al. [8] verificaram por meio da ACV o
melhor desempenho ambiental de tijolos de adobe em comparação com materiais convencionais.
Ouellet-Plamondon e Habert [3] quantificaram as emissões de CO2-eq para 1 m2 de alvenaria em
concreto autoadensável baseado em terra crua e obtiveram valores similares para blocos de
concreto. Arrigoni et al. [9] avaliaram o desempenho ambiental e a durabilidade de diferentes misturas
de terra estabilizada e concluíram que a redução do teor de cimento resultou em considerável
economia de energia e a substituição de cimento por carbeto de cálcio e cinza volante melhorou o
desempenho ambiental do material. Eles verificaram que é possível obter misturas estabilizadas e
duráveis com menores impactos ambientais. Marcelino-Sadaba et al. [4] aplicaram a ACV para avaliar
sete tijolos não cozidos à base de terra crua e estabilizados com diferentes ligantes, produzidos no
Reino Unido e na Espanha, e verificaram que o aspecto mais crítico nos estudos de ACV foi a
disponibilidade de dados de entrada confiáveis. Eles também concluíram que os materiais à base de
terra crua apresentaram melhores resultados em comparação com blocos de concreto.
Apesar de existirem inúmeros estudos na literatura de avaliação de impactos de materiais à base de
terra crua, quando se trata de materiais autoadensáveis os estudos são escassos. Esses materiais
emergentes, baseados em matéria prima local, se apresentam como uma alternativa bastante
atraente, necessitando de avaliações quantitativas de desempenho ambiental para uma
caracterização mais ampla e sistemática, contribuindo para reforçar suas credenciais de
sustentabilidade. Nesse contexto, esta pesquisa teve como objetivo utilizar a metodologia da ACV (do
berço ao portão) para comparar o desempenho ambiental de um material de construção baseado em
terra crua e fibras vegetais, desenvolvido para aplicações em alvenaria de vedação, com um sistema
industrializado comumente utilizado nas construções correntes – composto de blocos cerâmicos
furados com revestimento de argamassa.
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2. METODOLOGIA
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(a) (b)
Figura 2 – Compósitos reforçados com fibras de 20 mm: (a) curvas típicas sob compressão uniaxial,
(b) curvas típicas sob tração direta. Adaptado de [12].
De posse dos resultados desses parâmetros, foi calculado o indicador de desempenho mecânico-
durabilidade (Imd), conforme Equação 1. Ao final da ACV, os resultados dos impactos ambientais
serão multiplicados pelo Imd.
Ab (1)
Im d
RcxRt
Imd = indicador de desempenho mecânico-durabilidade (MPa-2.g/cm²);
Ab = absorção capilar (g/cm2).
Rc = resistência à compressão (MPa)
Rt = resistência à tração (MPa)
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volante, neste caso a secagem e estocagem. Para o aditivo plastificante foi utilizado a DAP da
Deutsche Bauchemie [18].
Para as fibras de sisal, o processo de manejo florestal incluindo fertilização, desbaste e poda não foi
considerado. Não há dados disponíveis para fibras de sisal em EPDs ou no Ecoinvent, portanto foram
adotados dados extraídos de Broeren et al. [19]. Esses autores quantificaram o consumo energético e
as emissões de gases de efeito estufa associados à produção de fibra de sisal na Tanzânia e no
Brasil usando ACV, com base em dados de inventário específicos da região. Considerou-se a
preparação da terra, o cultivo, o processamento de fibras para o laboratório e o carbono biogênico. O
transporte de materiais de origem local para o laboratório foi considerado em termos de consumo de
diesel. Finalmente, o consumo de eletricidade no laboratório foi quantificado considerando os
processos de mistura para a produção dos compósitos e a eletricidade utilizada no processo foi
assumida como gerada no Brasil. Na Tabela 3 podem ser visualizadas as fontes de dados utilizadas
para a elaboração do inventário do ciclo de vida desta pesquisa.
Tabela 3 – Dados discriminados por atividade produtiva utilizados para o inventário do ciclo de vida
para a produção de compósitos solo-cimento-fibras de sisal autoadensáveis e alvenaria de blocos
cerâmicos.
Materiais Fonte de Dados
Compósitos solo-cimento-fibras de sisal autoadensáveis
Solo Christoforou et al.a [8] e Ecoinvent v.3.3
Cimento EPD CPII - Cement EPD, Votorantim [15]
Metacaulinita Borges et al. [16] e Ecoinvent v.3.3
Cinza Volante Adaptado de Chen et al. [17]b, Ecoinvent v.3.3.
Produção de plastificante, para concreto, à base de Éter policarboxílico,
Aditivo plastificante
Processo modificado b, Deutsche Bauchemie [18]
Sisal Produção brasileira de sisal, a partir de Broeren et al.c [19] e Ecoinvent v.3.3
Parede de vedação de alvenaria de blocos cerâmicos
Bloco cerâmico Clay brickb {RoW}, Ecoinvent v3.3
b
Argamassa Cement mortar {CH}, Ecoinvent v3.3
Dados comuns aos dois sistemas
Matriz energética Electricity, medium voltage, production BR, at grid/BR, Ecoinvent v 3.3
Transporte Transport, lorry 3.5-7.5t, EURO3/RER, Ecoinvent v 3.3
Obs: Consumo de combustível diesel para extração de solo. b Matriz energética de eletricidade do Brasil.
a
c
Não foi considerado o transporte de fibra de sisal embalada para o vendedor.
mmCO2
M CO2 mdry C (2)
mmC
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3. RESULTADOS E DISCUSSÃO
120%
100%
80%
CSCA-0,0%
60%
CSCA-0,5%
40%
CSCA-1,0%
20%
CSCA-1,5%
0%
AP
ODP
GWP100
EP
ADP-e
POCP
ADP-ff
7
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ADP-ff
ODP
POCP
ADP-e
AP
EP
GWP100
Solo
A categoria de impacto ADP-e e POCP foram as que tiveram menor variação dentre as quatro
misturas avaliadas. A categoria de GWP100 foi a que teve maior diferença nos resultados (destacada
com a seta), em consequência da contabilização do carbono biogênico estocado nas fibras de sisal. A
mistura com maior volume de fibras (CSCA-1,5%) apresentou menores resultados de emissões de
CO2-eq. Para as outras categorias de impacto ambiental ocorreu o oposto, pois o maior volume de
fibras leva ao aumento dos impactos totais devido à contabilização dos impactos para a produção
dessas fibras.
Para a maioria das categorias de impacto ambiental, o cimento foi o material que apresentou a maior
contribuição (principalmente para categoria de potencial de aquecimento global - GWP100 e depleção
de combustíveis fósseis – ADP-ff), seguido da eletricidade, superplastificante, solo e carbono
biogênico. Especificamente para as categorias de potencial de oxidação fotoquímica (POCP) e
depleção abiótica de elementos (ADP-e), a participação da metacaulinita e da cinza volante chamam
a atenção, devido à influência dos combustíveis utilizados na calcinação da argila (neste estudo foi
considerado o carvão vegetal).
Os impactos ambientais para a produção de cimento estão relacionados principalmente à calcinação
do carbonato de cálcio (principalmente emissões de CO 2) e queima dos combustíveis fósseis
utilizados no processo.
Embora o solo seja o material de maior participação em massa na formulação dos compósitos
(aproximadamente 65%), os impactos ambientais por massa de solo são bastante inferiores aos dos
demais materiais, tendo em vista que somente o processo de extração foi considerado, resultando em
baixa participação na maioria das categorias de impacto avaliadas.
O oposto ocorre para o aditivo superplastificante, que embora tenha uma participação em massa
mínima (menor que 1%), é responsável por parcelas significativas das categorias avaliadas. A partir
destes resultados, nota-se que uma possível alternativa para a redução dos impactos ambientais
destes compósitos está na diminuição do teor de aditivo superplastificante. Uma possível solução
para a redução do consumo deste aditivo seria a seleção de um solo com menor teor de argila, que
demandaria menor consumo de superplastificante para uma dada trabalhabilidade e uma dada
relação água/cimento.
Os impactos da eletricidade também se mostraram pouco significativos. Foi considerado o consumo
de eletricidade para a mistura dos constituintes do compósito em betoneira. Vale ressaltar que o
Brasil possui uma matriz considerada limpa, devido à grande participação de fontes renováveis
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(principalmente de fonte hídrica), e que se fosse considerada a matriz de outro país, mais poluente,
esses impactos seriam maiores.
A cinza volante apresentou pequena contribuição, tendo em vista que foi considerado somente o
processo de secagem para o seu uso no compósito. Caso algum processo de alocação fosse
considerado, os impactos desse material seriam maiores.
Para a metacaulinita, foi considerada a extração da argila e sua calcinação utilizando-se carvão
vegetal. Desta forma, o tipo de combustível utilizado para a obtenção de metacaulinita exerce uma
grande influência nos impactos desse material, já que a extração da argila não é uma atividade muito
impactante. Por exemplo, se algum combustível fóssil fosse utilizado, provavelmente os impactos da
metacaulinita seriam maiores.
Em relação ao carbono biogênico armazenado nas fibras de sisal, observa-se que ele não exerce
grande influência no potencial de aquecimento global (GWP100), com participação inferior a 10%, em
consequência dos baixos teores utilizados na mistura (variando de 0,5 a 1,5%). Isso vale também
para os impactos ambientais para a produção das fibras de sisal, que mostrou participação
desprezível (menor que 2%) para todas as categorias de impacto ambiental avaliadas.
120%
100%
80%
CSCA-0,0%
60%
CSCA-0,5%
40%
CSCA-1,0%
20%
CSCA-1,5%
0%
ADP-ff
ODP
POCP
GWP100
AP
ADP-e
EP
9
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350%
300%
250%
200%
150%
100%
50%
0%
ADP-ff
ODP
POCP
AP
EP
ADP-e
GWP100
CSCA-1,0%/CSCA-1,0% Alvenaria/CSCA-1,0%
É possível observar que o compósito de solo-cimento apresentou melhor desempenho ambiental para
todas as categorias de impacto ambiental avaliadas, sendo maior esta diferença principalmente para
as categorias de potencial de aquecimento global – GWP100 (com aproximadamente 100% de
diferença) e depleção de elementos naturais – ADP-e (aproximadamente 200%). Desta forma, dentro
das premissas adotadas neste estudo, o compósito solo-cimento avaliado mostrou-se bem mais
vantajoso ambientalmente, em comparação com o sistema convencional mais utilizado no país,
podendo ser uma possível alternativa para o desenvolvimento comercial em larga escala e a
aplicação nas edificações. Cabe ressaltar que para uma avaliação mais precisa seria necessário a
realização de uma análise de incertezas, a fim de quantificar principalmente as incertezas presentes
na análise de inventário realizada.
É importante destacar que neste estudo a distância de transporte do solo foi mantida fixa, com valor
de 50 km, fato que também contribuiu para os menores impactos desse material. Tendo em vista que
a massa em conjunto com as distâncias constituem os fatores que mais influenciam no consumo de
combustível e consequentemente nos impactos de transporte, e que o solo é o material de maior
participação em massa, um aumento nestas distâncias pode resultar num aumento significativo da
participação do solo. Neste sentido uma análise de sensibilidade carece ser realizada em estudos
futuros, a fim de saber até quais distâncias o compósito permanece com maior vantagem ambiental.
4. CONCLUSÕES
Neste estudo foi realizado a avaliação do desempenho ambiental, utilizando a Avaliação do Ciclo de
Vida (ACV), de compósitos solo-cimento autoadensáveis (CSCA) reforçados com fibras de sisal
(teores 0%; 0,5%; 1,0% e 1,5%) produzidos em laboratório. A modificação dos teores das fibras de
sisal não influenciou de forma significativa nos impactos ambientais. No entanto, quando foi avaliado
o desempenho mecânico (em termos de resistência à compressão e à tração direta) e a durabilidade
(absorção capilar), na forma de indicadores, os resultados foram consideravelmente diferentes, com o
CSCA-1,0% apresentando melhores resultados, e sendo, portanto, o compósito mais vantajoso.
Ao final o CSCA-1,0% foi comparado com uma parede de blocos cerâmicos revestida de argamassa
(sistema convencional mais utilizado no Brasil), verificando-se ganhos ambientais para a maioria das
categorias de impacto avaliadas, chegando a uma diferença de 100% em termos de emissões de
CO2-eq.
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Esta pesquisa traz como principal contribuição a discussão sobre a importância de se utilizar
materiais não convencionais baseados em terra crua, mostrando que são materiais de menor impacto
ambiental e com grande potencial de uso na construção civil brasileira, em aplicações que não
requeiram desempenho estrutural elevado. Ressalta-se também a importância de se utilizar em
estudos de ACV indicadores de desempenho mecânico e durabilidade, para uma avaliação mais
sistêmica.
Para estudos futuros, os autores pretendem realizar análise de sensibilidade para diferentes
distâncias de transporte do solo e diferentes espessuras de parede de compósito. De forma
complementar, pretende-se também avaliar como o desempenho térmico das alvenarias pode afetar
o consumo de energia operacional das edificações, a partir de simulações termo-energéticas.
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[15] Votorantim Cimentos. EPD – Environmental Product Declaration CP II E 40, CP III-40 RS and
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