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Colégio Estadual Professor Carlos Valadares

Avenida Patrício São Paulo, Santa Bárbara-BA,44.150.000


e-mail: carlosvaladares15@yahoo.com.br

Aluno (a): Data: Peso:

Professor (a): Turno: Turma: Nota:

Língua Portuguesa – I unidade 1ª ANO

Tema: O que é gramática, seus tipos e usos?


Descrever o idioma? Prescrever? Ensinar? Conservar? Compará-lo com outro idioma? Acompanhar sua evolução histórica?
Analisá-lo à luz da Linguística? Tradicionalmente, as gramáticas fazem de tudo isso um pouco. Uma gramática é um estudo
ou tratado que, orientado para um fim, reflete sobre o idioma em si. De fato, a reflexão gramatical não se exercita no vazio,
no inespecífico. Ela existe para um fim, que pode ser descritivo, normativo ou pedagógico, só para citar algumas
possibilidades. Em outras palavras: a finalidade da gramática condiciona a sua definição.
Disponível em: https://radames.manosso.nom.br/

Há diversos tipos de gramáticas. De forma geral, aprendemos na escola apenas um tipo: a gramática tradicional. Mas o fato
de, muitas vezes, não haver uma explicitação de que tipo de gramática é ensinado na escola conduz a uma visão equivocada
de que só existe uma única definição de gramática e que é essa definição a correta e que deve ser fielmente seguida.
Destacaremos aqui três tipos de gramáticas diferentes, conforme classificação de Sírio Possenti, um professor e pesquisador
da língua portuguesa.

Gramática Normativa Gramática descritiva Gramática internalizada


Definição Traz regras gramaticais como Traz regras como regularidade, ou Expressa regras do conhecimento
de regra obrigação, sendo necessário seja, para mostrar o que é linguístico do falante que fazem parte
obedecê-las rigorosamente, sob regular/comum/usual em do sistema linguístico existente na
pena de alguma sanção. São determinada língua. Não mente dos seres humanos, o qual
como regras de “bom determina se há regra certa ou os indivíduos não necessariamente
comportamento linguístico” errada, apenas as descreve. têm consciência de que existe
(regras prescritivas). (regras descritivas). (regras internalizadas).
Definição A língua corresponde às formas A língua corresponde às A língua corresponde a um conjunto
de língua de expressão produzidas por regularidades que existem nos de regras existentes na mente dos
pessoas “cultas”, de “prestígio”. diversos usos da língua, sejam na seres humanos e que é aperfeiçoado
Geralmente associa apenas à modalidade escrita ou falada. Não conforme os indivíduos passam por
língua escrita a noção de língua faz distinção entre “certo” e experiências de aprendizagem de
“correta” ou “padrão”. Os dados “errado” e apresenta as diferenças uma língua (português, francês etc).
que fogem da “língua correta” dos usos da língua como
são considerados desvios de relevantes e significativos.
linguagem.
Definição Tudo que é diferente das regras Erro é o que não faz parte de Erro é o que foge das regras
de erro gramaticais utilizadas por nenhuma das variantes de uma internalizadas, ou seja, qualquer
pessoas “de prestígio” e “cultas” língua, ou seja, não se insere de sentença que não obedece às regras
é considerado errado e deve ser maneira organizada, sistemática, internalizadas da linguagem.
abominado. em uma língua.
Ex.: os menino Ex.: uma menino. Ex.: os vai hoje meninas
Fonte: POSSENTI, Sírio. Por que (não) ensinar gramática na escola. Campinas: Mercado de Letras, 1996.

Tema: Variedade culta e coloquial do português


Uma língua não pode ser utilizada sempre da mesma forma, já que o contexto, os interlocutores e o objetivo da mensagem
são alguns dos fatores que influenciam a forma como ela deverá ser usada. Ela também não deve ser classificada como
certa ou errada, mas como adequada ou inadequada. No processo de adequação da linguagem, diferenciar e caracterizar a
norma culta e a norma coloquial é imprescindível, pois a confusão entre elas causa prejuízos tanto para a produção
textual quanto para a comunicação de forma geral. Acompanhe as características da norma coloquial e culta do português
brasileiro:
Norma culta Norma coloquial popular
 Empregada em situações mais formais, por  Empregada cotidianamente nas situações
integrantes dos grupos sociais de maior nível de informais de comunicação por integrantes de todos
escolaridade e de maior influência social, política, os grupos sociais.
econômica.  Caracteriza-se pelo vocabulário mais “comum”,
 Possui variedades: norma culta formal e norma pelo emprego de frases de estrutura simples, pela
culta informal. pouca (ou nenhuma) observância às regras da
 Presença de estruturas frasais mais complexas, gramática normativa e pela presença de frases
vocabulário complexo (menos “comum”) e, em sua feitas, expressões populares e gírias.
variedade formal, pela adequação rigorosa às
regras da gramática normativa/prescritiva.
Fonte: AMARAL, E. et al. Novas Palavras. São Paulo: FTD, 2016.
Tema: adequação e inadequação linguística
Você fala com seus pais do mesmo jeito que fala com seus amigos? O seu vocabulário e a sua expressão linguística são os
mesmos nas redes sociais, no seu trabalho ou na escola? É provável que você tenha respondido não a todas as perguntas.
E, por quê? Porque adequamos nossa linguagem ao contexto de comunicação.
Disponível em: conversadeportugues.com.br

Fatores que influenciam a adequação linguística


Relação falante- Não se fala da mesma maneira com um amigo e com um estranho; não se fala do mesmo modo com
ouvinte um adulto e com uma criança.
Situação de Não se fala da mesma maneira em uma situação formal e em uma situação informal;
comunicação
Assunto Referir-se, por exemplo, à morte de uma pessoa amiga requer uma linguagem diferente da usada
para lamentar a derrota do time de futebol.
O ambiente Não se fala do mesmo jeito em um templo religioso e em uma festa com amigos
Intencionalidade Para se fazer um elogio ou agradecimento, fala-se de um jeito; para ofender, chocar ou ironizar
(efeito alguém, usam-se outras formas de expressão.
pretendido)
Gênero textual Um relatório médico, por exemplo, requer, em sua redação, uma linguagem bem diferente da usada
em anúncios publicitários.
Suporte (base A linguagem de uma mensagem de texto transmitada pelo celular tem características diferentes da
física ou virtual) empregada em embalagens de produtos.
Fonte: AMARAL, E. et al. Novas Palavras. São Paulo: FTD, 2016.

Tema: funções da linguagem


As funções da linguagem são formas de utilização da linguagem segundo a intenção do falante. Elas são classificadas em
seis tipos: função referencial, função emotiva, função poética, função fática, função conativa e função metalinguística. Cada
uma desempenha um papel relacionado com os elementos presentes na comunicação: emissor, receptor, mensagem, código,
canal e contexto. Assim, elas determinam o objetivo dos atos comunicativos.

Fonte: https://www.todamateria.com.br/.
Elementos envolvidos na comunicação:
Fonte:grupoevolucao.com.b
Atenção!

 Função referencial: foco no assunto.


 Função fática: foco no canal de
comunicação.
 Função expressiva: foco no emissor.
 Função metalinguística: foco no código
(língua em geral)
 Função poética: foco na mensagem
(forma).
 Função apelativa: foco no receptor.

Fonte: https://i.pinimg.com/

 Atividade 01

A carta manifesta reconhecimento de uma empresa pelos


1. (Enem 2016)
serviços prestados pelos consultores da PC Speed.
Nesse contexto, o uso da norma-padrão
Salvador, 10 de maio de 2012.
A constitui uma exigência restrita ao universo
Consultoria PC Speed Sr. Pedro Alberto financeiro e é substituível por linguagem informal.
Assunto: Consultoria B revela um exagero por parte do remetente e torna o
texto rebuscado linguisticamente.
Prezado Senhor, C expressa o formalismo próprio do gênero e atribui
Manifestamos nossa apreciação pelo profissionalismo à relação comunicativa.
excelente trabalho executado pela equipe de D torna o texto de difícil leitura e atrapalha a
consultores desta empresa na revisão de compreensão das intenções do remetente.
todos os controles internos relativos às áreas E sugere elevado nível de escolaridade do diretor e
administrativas. realça seus atributos intelectuais.
As contribuições feitas pelos membros da
equipe serão de grande valia para o 2. (Enem 2015)
aperfeiçoamento dos processos de trabalho
que estão sendo utilizados. Em primeiro lugar gostaria de manifestar os meus
Queira, por gentileza, transmitir-lhes agradecimentos pela honra de vir outra vez à Galiza e
conversar não só com os antigos colegas, alguns dos
nossos cumprimentos. Atenciosamente,
quais fazem parte da mesa, mas também com novos
Rivaldo Oliveira Andrade colegas, que pertencem à nova geração, em cujas mãos,
Diretor Administrativo e Financeiro com toda certeza, está também o destino do Galego na
Galiza, e principalmente o destino do Galego incorporado D “juntinhos” por “misturadinhos”.
à grande família lusófona. E “por trás de encrencas” por “causadora de
E, portanto, é com muito prazer que teço algumas problemas”.
considerações sobre o tema apresentado. Escolhi como
tema como os fundadores da Academia Brasileira de
4. (Enem 2017)
Letras viam a língua portuguesa no seu tempo. Como
sabem, a nossa Academia, fundada em 1897, está agora TEXTO I
completando 110 anos, foi organizada por uma reunião de
jornalistas, literatos, poetas que se reuniam na secretaria Frevo: Dança de rua e de salão, é a grande alucinação
da Revista Brasileira, dirigida por um crítico literário e por do Carnaval pernambucano. Trata-se de uma marcha de
um literato chamado José Veríssimo, natural do Pará, e ritmo frenético, que é a sua característica principal. E a
desse entusiasmo saiu a ideia de se criar a Academia multidão ondulando, nos meneios da dança, fica a ferver.
Brasileira, depois anexada ao seu título: Academia E foi dessa ideia de fervura (o povo pronuncia frevura,
Brasileira de Letras. frever) que se criou o nome frevo.
CASCUDO, L. C. Dicionário do folclore brasileiro. São Paulo: Global, 2001 (adaptado).
Nesse sentido, Machado de Assis, que foi o primeiro
presidente desde a sua inauguração até a data de sua TEXTO II
morte, em 1908, imaginava que a nossa Academia deveria
ser uma academia de Letras, portanto, de literatos. Frevo é Patrimônio Imaterial da Humanidade
BECHARA, E. Disponível em: www.academiagalega.org. Acesso em: 31 jul. 2012. O frevo, ritmo genuinamente pernambucano, agora é
do mundo. A música que hipnotiza milhões de foliões e dá
No trecho da palestra proferida por Evanildo Bechara, na
Academia Galega da Língua Portuguesa, verifica-se o uso o tom do Carnaval no estado foi oficialmente reconhecida
de estruturas gramaticais típicas da norma padrão da como Patrimônio Imaterial da Humanidade. O anúncio foi
língua. Esse uso feito em Paris, nesta quarta-feira, durante cerimônia da
Organização das Nações Unidas para a Educação, a
A torna a fala inacessível aos não especialistas no
Ciência e a Cultura (Unesco).
assunto abordado. Disponível em: www.diariodepernambuco.com.br. Acesso em: 14 jun. 2015.
B contribui para a clareza e a organização da fala no
nível de formalidade esperado para a situação. Apesar de abordarem o mesmo tema, os textos I e II
C atribui à palestra características linguísticas restritas diferenciam-se por pertencerem a gêneros que cumprem,
à modalidade escrita da língua portuguesa. respectivamente, a função social de
D dificulta a compreensão do auditório para preservar o
caráter rebuscado da fala. A resumir e avaliar.
E evidencia distanciamento entre o palestrante e o B analisar e reportar.
auditório para atender os objetivos do gênero C definir e informar.
palestra. D comentar e explanar.
E discutir e conscientizar.
3. (Enem 2015)
5. (Enem 2014)
Azeite de oliva e óleo de linhaça: uma dupla
O telefone tocou.
imbatível — Alô?
Rico em gorduras do bem, ela combate a obesidade, dá Quem fala?
um chega pra lá no diabete e ainda livra o coração de — Como? Com quem deseja falar?
entraves — Quero falar com o sr. Samuel Cardoso.
Ninguém precisa esquentar a cabeça caso não seja — É ele mesmo. Quem fala, por obséquio?
possível usar os dois óleos juntinhos, no mesmo dia. — Não se lembra mais da minha voz, seu Samuel?
Individualmente, o duo também bate um bolão. Segundo Faça um esforço.
um estudo recente do grupo EurOlive, formado por — Lamento muito, minha senhora, mas não me
instituições de cinco países europeus, os polifenóis do lembro. Pode dizer-me de quem se trata?
azeite de oliva ajudam a frear a oxidação do colesterol ANDRADE, C. D. Contos de aprendiz. Rio de Janeiro: José Olympio, 1958 (fragmento).
LDL, considerado perigoso. Quando isso ocorre, reduz-se
Pela insistência em manter o contato entre o emissor e o
o risco de placas de gordura na parede dos vasos, a receptor, predomina no texto a função
temida aterosclerose – doença por trás de encrencas
como o infarto. A metalinguística.
MANARINI, T. Saúde é vital, n. 347, fev. 2012 (adaptado). B fática.
Para divulgar conhecimento de natureza científica para C referencial.
um público não especializado, Manarini recorre à D emotiva.
E conativa.
associação entre vocabulário formal e vocabulário
informal. Altera-se o grau de formalidade do segmento no
texto, sem alterar o sentido da informação, com a
substituição de
A “dá um chega pra lá no diabete” por “manda embora
o diabete”.
B “esquentar a cabeça” por “quebrar a cabeça”.
C “bate um bolão” por “é um show”.
Tema: Gêneros textuais
Os gêneros textuais são as classificações usadas para determinar os textos de acordo com suas características em relação
a um contexto. O gênero textual é identificado com base no objetivo, na função e no contexto do texto. São as características
do texto que determinam a qual gênero ele pertence. Os gêneros variam de acordo com a intenção comunicativa e com as
particularidades em relação à linguagem, à estrutura e ao conteúdo. Assim, os gêneros textuais exercem uma função social
dentro de um processo de comunicação.

O processo de comunicação se dá através dos gêneros textuais, pois eles estão intimamente ligados à história da
comunicação e da linguagem. Cada gênero textual apresenta especificidades que permitem identificar a sua classificação.
Os gêneros possuem estruturas e características próprias, no entanto, vale ressaltar que eles são flexíveis e não possuem
estrutura fixa.

Desse modo, os gêneros textuais estão em permanente evolução. Isso significa que dependendo da necessidade de
comunicação, novos gêneros podem surgir. A linguagem aparece nos textos de forma diversa. Alguns textos podem
apresentar mais de um tipo de linguagem, em outros a linguagem pode aparecer de forma mesclada. Portanto, para identificar
o gênero de um texto, é preciso observar qual a linguagem predominante. Para isso, o primeiro passo é conhecer quais são
os tipos de gêneros textuais.

Frequentemente, há uma confusão entre tipos de textos e gêneros textuais, porém trata-se de categorias distintas de
classificação textual. Cada texto possui linguagem e estrutura específicas. Os textos se diferenciam tanto quanto à forma,
quanto em relação ao conteúdo. Ao classificar um texto, todas essas características são levadas em conta.

A classificação dos gêneros textuais ocorre com base em seu conteúdo, enquanto os tipos textuais são classificados de
acordo com a forma. Desse modo, os gêneros textuais são classificações existentes dentro dos modelos predefinidos de
tipos textuais. Os gêneros possuem estruturas e conteúdos temáticos que facilitam sua definição. Portanto, em cada um tipo
de texto existe gêneros específicos.
Fonte: https://www.educamaisbrasil.com.br/

Os gêneros textuais são textos que cumprem uma função social em uma dada situação comunicativa. Diferente dos tipos
textuais, os gêneros textuais não têm uma estrutura limitada e definida, logo, eles são bastante diversos. Além disso, eles
podem sofrer algumas modificações ao longo do tempo, devido as mudanças de comunicação na sociedade. Já a tipologia
textual, se configura por estabelecer a estrutura dos textos, seu objetivo e finalidade.
Fonte: https://blog.enem.com.br/.

A seguir, veja dois esquemas explicativos: o primeiro apresenta uma breve descrição dos tipos textuais e o segundo apresenta
uma explicação breve sobre os gêneros textuais.

Definição e descrição dos tipos textuais

Fonte: http://elexemplos.com/
Descrição de gêneros textuais

Fonte:www.viacarreira.com/educação.

Conhecendo melhor alguns gêneros textuais:

Gêneros 1. Vídeo “Gêneros de humor: tirinha, charge e anedota | Videoaulas” do Canal “MultiRio”.
humorísticos Link: https://www.youtube.com/watch?v=dcLhtODgiQs&ab_channel=MultiRio

2. Vídeo “Gênero Humorístico” do Canal “PEI Raul Antônio Fragoso”.


Link:https://www.youtube.com/watch?v=H6GvhMIfLu8&ab_channel=PEIRaulAnt%C3%B4nioFragoso

3. Texto “Humor” do site “Todo Estudo”


Link: https://www.todoestudo.com.br/portugues/humor
Hipertextos e 1. Vídeo “Hipertexto - Brasil Escola” do Canal “Brasil Escola”.
gêneros digitais Link: https://www.youtube.com/watch?v=7bF6SwRqcFg&ab_channel=BrasilEscola

2. Vídeo “Os GÊNEROS DIGITAIS e como caem no ENEM” do Canal “Prof. Fagner Araújo”.
Link: https://www.youtube.com/watch?v=IjwebZ71KtU&ab_channel=Prof.FagnerAra%C3%BAjo

3. Texto “Gêneros Digitais” do site “Educação globo”.


Link: http://educacao.globo.com/portugues/assunto/estudo-do-texto/generos-digitais.html
Gêneros 1. Vídeo "Textos Publicitários | Linguagens" do Canal "QG do Enem - ENEM 2021".
publicitários Link: https://www.youtube.com/watch?v=b7Q84aa8XNQ&ab_channel=QGdoEnem-ENEM2021

2. Vídeo "Gênero Textual: Anúncio Publicitário - Propaganda" do Canal "


Prof. Bruna Catelli".
Link: https://www.youtube.com/watch?v=SQFtLCDvCIU&ab_channel=Prof.BrunaCatelli

3. Texto "Gênero Publicitários no enem 2018 do site "Blog do QG".


Link:https://blog.enem.com.br/generos-publicitarios-no-enem-2018/
Gênero 1. Vídeo "Gêneros Jornalísticos - Brasil Escola" do Canal "Brasil Escola".
jornalístico Link: youtube.com/watch?v=liYbOndd0cA&ab_channel=BrasilEscola

2. Texto "Textos jornalísticos no Enem" do site "Brasil Escola".


Link:https://vestibular.brasilescola.uol.com.br/enem/textos-jornalisticos-no-enem.htm
 Atividade 02

1. (Enem 2017) em um diário pessoal —, função para qual serviu


inicialmente e que o popularizou, permitindo também que
seja um espaço para a discussão de ideias, trocas e
divulgação de informações.
A produção dos blogs requer uma relação de troca, que
acaba unindo pessoas em torno de um ponto de interesse
comum. A força dos blogs está em possibilitar que
qualquer pessoa, sem nenhum conhecimento técnico,
publique suas ideias e opiniões na web e que milhões de
outras pessoas publiquem comentários sobre o que foi
escrito, criando um grande debate aberto a todos.
Importantes recursos de reflexão e crítica próprios do LOPES, B. O. A linguagem dos blogs e as redes sociais. Disponível em:
gênero textual, esses quadrinhos possibilitam pensar www.fateczl.edu.br. Acesso em: 29 abro 2013 (adaptado).

sobre o papel da tecnologia nas sociedades De acordo com o texto, o blog ultrapassou sua função
contemporâneas, pois inicial e vem se destacando como
A indicam a solidão existencial dos usuários das redes A estratégia para estimular relações de amizade.
sociais virtuais. B espaço para exposição de opiniões e circulação de
B Criticam a superficialidade das relações humanas ideias.
C gênero discursivo substituto dos tradicionais diários
mantidas pela internet.
pessoais.
C Retratam a dificuldade de adaptação das pessoas mais D ferramenta para aperfeiçoamento da comunicação
velhas às relações virtuais. virtual escrita.
D ironizam o crescimento da conexão virtual oposto à E recurso para incentivar a ajuda mútua e a divulgação
falta de vínculos reais entre as pessoas. da rotina diária.
E denunciam o enfraquecimento das relações humanas
4. (Enem 2014)
nos mundos virtual e real contemporâneos.

2. (Enem 2014)

Disponível em: www.portaldapropaganda.com.br. Acesso em: 28 jul. 2013.

Essa propaganda defende a transformação social e a


diminuição da violência por meio da palavra. Isso se
A charge é um gênero textual que tem por finalidade
evidencia pela
satirizar ou criticar, por meio de uma caricatura, algum
fato atual. Assumindo um posicionamento crítico, essa A predominância de tons claros na composição da peça
charge retrata publicitária.
A o caráter agregador do entretenimento televisivo.
B associação entre uma arma de fogo e um megafone.
C grafia com inicial maiúscula da palavra “voz” no
B o desinteresse do telespectador pela programação slogan.
oferecida. D imagem de uma mão segurando um megafone.
C o contentamento de uma família com seus bens de E representação gráfica da propagação do som.
consumo.
D a qualidade dos programas televisivos que são 5. (Enem 2016)
oferecidos à população. Poema tirado de uma notícia de jornal
E a intolerância das pessoas frente à mercantilização João Gostoso era carregador de feira livre e morava
da televisão. no morro da Babilônia num barracão sem número.
Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro
3. (Enem 2014) Bebeu
Blog é concebido como um espaço onde o blogueiro é Cantou
livre para expressar e discutir o que quiser na atividade da Dançou
sua escrita, com a escolha de imagens e sons que Depois se atirou na lagoa Rodrigo de Freitas e
compõem o todo do texto veiculado pela internet, por meio morreu afogado.
dos posts. Assim, essa ferramenta deixa de ter como única BANDEIRA, M. Estrela da vida inteira: poesias reunidas. Rio de Janeiro: José Olympio,
função a exposição de vida e/ou rotina de alguém — como 1980.
No Poema de Manuel Bandeira, há uma ressignificação C indicação de nomes de lugares como garantia da
de elementos da função referencial da linguagem pela veracidade da cena narrada.
A atribuição de título ao texto com base em uma notícia D enumeração de ações, com foco nos eventos
veiculada em jornal. acontecidos à personagem do texto.
B utilização de frases curtas, características de textos E apresentação de elementos próprios da notícia, tais
do gênero jornalístico. como quem, onde, quando e o quê.

Tema: Origens do português brasileiro


Portugal ficou conhecido pelas grandes navegações que realizara. No século XV e XVI, através dos movimentos colonialistas
e de propagação do catolicismo, Portugal espalhou pelo mundo a língua portuguesa. Como, então, chegou a este solo essa
língua navegante?

Ao Brasil, a Língua Portuguesa foi trazida no século XVI através da invasão portuguesa. Quando os portugueses
desembarcaram na costa brasileira, estima-se que havia aqui 1.200 povos indígenas, falantes de aproximadamente mil
línguas diferentes. Uma delas, talvez a que teve importância significativa para o atual português falado no Brasil, era o
Tupinambá ou Tupi-guarani, falado pelos índios que habitavam o litoral. Esta língua foi a primeira utilizada como língua geral
na colônia, ao lado do português, pois os padres jesuítas que vieram para catequizar os índios, estudaram e acabaram
difundindo a língua.

Além dessa diversidade étnica e linguística, foram trazidos ainda cerca de 4 milhões de africanos de diversas culturas e com
diversas línguas para trabalhar como escravos. Eles eram linguisticamente misturados pelos portugueses, para evitar fugas
e rebeldias. Além disso, precisavam aprender o português como segunda língua, para manter comunicação com os
portugueses e seus filhos, nascidos no Brasil, por não terem acesso (ou terem acesso quase nulo) às línguas africanas
aprendiam o português como língua materna, desaparecendo com o tempo as línguas africanas que chegaram ao Brasil junto
com os seus falantes. O contato entre indígenas, africanos e imigrantes vários que vieram de algumas regiões da Europa
favoreceu o chamado multilinguismo. Além da fase bilíngue pela qual passara o português, o multilinguismo contribuiu (e
ainda contribui) para a formação identitária do português brasileiro.

Essa pluralidade linguístico-cultural fortaleceu as bases da construção da identidade do português brasileiro. Isso se deu em
detrimento dos interesses políticos e comerciais de Portugal, que tomara algumas medidas radicais, entre elas a proibição
do uso das línguas gerais (diz-se da língua falada no Brasil colonial como língua de contato entre índios, portugueses e seus
descendentes) e a imposição do português como língua oficial. O contato linguístico intenso é um dos principais motivos para
haver tantas diferenças entre o português brasileiro e o português europeu.
Fonte: https://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/portugues/%20historia-da-lingua-portuguesa.htm, com adaptações.

Tema: Variação linguística


Quando falamos em variação linguística, analisamos os diferentes modos em que é possível expressar-se em uma língua,
levando-se em conta a escolha de palavras, a construção do enunciado e até o tom da fala. A língua é a nossa expressão
básica, e, por isso, ela muda de acordo com a cultura, a região, a época, o contexto, as experiências e as necessidades do
indivíduo e do grupo que se expressa. Veja como a variação linguística pode ser classificada:
Fonte: https://mundoeducacao.uol.com.br/gramatica/variacoes-linguisticas.htm.
Fonte: https://i1.wp.com/
 Atividade 03

grande parte da Amazônia, como perseguições oficiais no


1. (Enem 2014) século XVIII e a chegada maciça de falantes de português
durante o ciclo da borracha, no século XIX. Língua-
A forte presença de palavras indígenas e africanas e
de termos trazidos pelos imigrantes a partir do século XIX testemunho de um passado em que a Amazônia brasileira
é um dos traços que distinguem o português do Brasil e o alargava seus territórios, a língua geral hoje é falada por
português de Portugal. Mas, olhando para a história dos mais de 6 mil pessoas, num território que se estende pelo
empréstimos que o português brasileiro recebeu de Brasil, Venezuela e Colômbia. Em 2002, o município de
línguas europeias a partir do século XX, outra diferença São Gabriel da Cachoeira ficou conhecido por ter
também aparece: com a vinda ao Brasil da família real oficializado as três línguas indígenas mais usadas ali: o
portuguesa (1808) e, particularmente, com a nheengatu, o baníua e o tucano. Foi a primeira vez que
Independência, Portugal deixou de ser o intermediário outras línguas, além do português, ascendiam á condição
obrigatório da assimilação desses empréstimos e, assim, de línguas oficiais no Brasil. Embora a oficialização dessas
Brasil e Portugal começaram a divergir, não só por terem línguas não tenha obtido todos os resultados esperados,
sofrido influências diferentes, mas também pela maneira redundou no ensino de nheengatu nas escolas municipais
como reagiram a elas.
daquele município e em muitas escolas estaduais nele
ILARI, R.; BASSO, R. O português da gente: a língua que estudamos, a língua que
falamos. São Paulo: Contexto, 2006.
situadas. É fundamental que essa língua de tradição
eminentemente oral tenha agora sua gramática estudada
Os empréstimos linguísticos, recebidos de diversas e que textos de diversas naturezas sejam escritos,
línguas, são importantes na constituição do português do justamente para enfrentar os novos tempos que
Brasil porque
chegaram.
A deixaram marcas da história vivida pela nação, como
a colonização e a imigração. NAVARRO, E. Estudos Avançados, n. 26, 2012 (adaptado).

B transformaram em um só idioma línguas diferentes, O esforço de preservação do nheengatu, uma língua que
como as africanas, as indígenas e as europeias. sofre com o risco de extinção, significa o reconhecimento
C promoveram uma língua acessível a falantes de de que
origens distintas, como o africano, o indígena e o
europeu. A as línguas de origem indígena têm seus próprios
D guardaram uma relação de identidade entre os mecanismos de autoconservação.
falantes do português do Brasil e os do português de B a construção da cultura amazônica, ao longo dos
Portugal. anos, constituiu-se, em parte, pela expressão em
E tornaram a língua do Brasil mais complexa do que as línguas de origem indígena.
línguas de outros países que também tiveram C as ações políticas e pedagógicas implementadas até
colonização portuguesa. o momento são suficientes para a preservação da
língua geral amazônica.
2. (Enem 2016)
D a diversidade do patrimônio cultural brasileiro,
Mandinga — Era a denominação que, no período das historicamente, tem se construído com base na
grandes navegações, os portugueses davam à costa unidade da língua portuguesa.
ocidental da África. A palavra se tornou sinônimo de E o Brasil precisa se diferenciar de países vizinhos,
feitiçaria porque os exploradores lusitanos consideravam como Venezuela e Colômbia, por meio de um idioma
bruxos os africanos que ali habitavam — é que eles davam comum na Amazônia brasileira
indicações sobre a existência de ouro na região. Em
idioma nativo, manding designava terra de feiticeiros. A 4. (Enem 2016)
palavra acabou virando sinônimo de feitiço, sortilégio.
COTRIM, M. O pulo do gato 3. São Paulo: Geração Editorial, 2009 (fragmento).
O nome do inseto pirilampo (vaga-lume) tem uma
interessante certidão de nascimento. De repente, no fim
No texto evidencia-se que a construção do significado da do século XVII, os poetas de Lisboa repararam que não
palavra mandinga resulta de um(a) podiam cantar o inseto luminoso, apesar de ele ser um
manancial de metáforas, pois possuía um nome
A contexto sócio-histórico. “indecoroso” que não podia ser “usado em papéis
B diversidade étnica. sérios”: caga-lume. Foi então que o dicionarista
C descoberta geográfica. Raphael Bluteau inventou a nova palavra, pirilampo, a
D apropriação religiosa. partir do grego pyr, significando ‘fogo’ e lampas,
‘candeia’.
E contraste cultural.
FERREIRA, M. B. Caminhos do português: exposição comemorativa do Ano Europeu das
Línguas. Portugal: Biblioteca Nacional, 2001 (adaptado).
3. (Enem 2017)
O texto descreve a mudança ocorrida na nomeação do
O último refúgio da língua geral no Brasil inseto, por questões de tabu linguístico. Esse tabu diz
respeito à
No coração da Floresta Amazônica é falada uma
língua que participou intensamente da história da maior A recuperação histórica do significado.
região do Brasil. Trata-se da língua geral, também B ampliação do sentido de uma palavra.
conhecida como nheengatu ou tupi moderno. A língua C produção imprópria de poetas portugueses.
D denominação científica com base em termos
geral foi ali mais falada que o próprio português, inclusive
gregos.
por não índios, até o ano de 1877. Alguns fatores E restrição ao uso de um vocábulo pouco aceito
contribuíram para o desaparecimento dessa língua de socialmente.
D explicar que se trata de um erro linguístico por
5. (Enem 2016) destoar do padrão formal apresentado ao longo do
O acervo do Museu da Língua Portuguesa é o nosso texto.
idioma, um “patrimônio imaterial” que não pode ser, por E exemplificar dificuldades de escrita dos interneteiros
isso, guardado e exposto em uma redoma de vidro. Assim, que desconhecem as estruturas da norma padrão.
o museu, dedicado à valorização e difusão da língua
portuguesa, reconhecidamente importante para a 7. (Enem 2015)
preservação de nossa identidade cultural, apresenta uma Assum preto
forma expositiva diferenciada das demais instituições
museológicas do país e do mundo, usando tecnologia de Tudo em vorta é só beleza
ponta e recursos interativos para a apresentação de seus Sol de abril e a mata em frô
Mas assum preto, cego dos óio
conteúdos.
Num vendo a luz, ai, canta de dor
Disponível em: www.museulinguaportuguesa.org.br. Acesso em: 16 ago. 2012 (adaptado)
Tarvez por ignorança
De acordo com o texto, embora a língua portuguesa seja Ou mardade das pió
um “patrimônio imaterial”, pode ser exposta em um Furaro os óio do assum preto
museu. A relevância desse tipo de iniciativa está Pra ele assim, ai, cantá mió
pautada
Assum preto veve sorto
no pressuposto de que
Mas num pode avuá
A a língua é um importante instrumento de constituição Mil veiz a sina de uma gaiola
social de seus usuários. Desde que o céu, ai, pudesse oiá
B o modo de falar o português padrão deve ser GONZAGA, L.; TEIXEIRA, H. Disponível em: www.luizgonzaga.mus.br. Acesso em: 30 jul.
2012 (fragmento).
divulgado ao grande público.
C a escola precisa de parceiros na tarefa de valorização As marcas da variedade regional registradas pelos
da língua portuguesa. compositores de Assum preto resultam da aplicação de
um conjunto de princípios ou regras gerais que alteram a
D o contato do público com a norma-padrão solicita o pronúncia, a morfologia, a sintaxe ou o léxico. No texto, é
uso de tecnologia de última geração. resultado de uma mesma regra a
E as atividades lúdicas dos falantes com sua própria
língua melhoram com o uso de recursos tecnológicos. A pronúncia das palavras “vorta” e “veve”.
B pronúncia das palavras “tarvez” e “sorto”.
6. (Enem 2015) C flexão verbal encontrada em “furaro” e “cantá”.
Mudança linguística D redundância nas expressões “cego dos óio” e “mata
em frô”.
Ataliba de Castilho, professor de língua portuguesa
da USP, explica que o internetês é parte da metamorfose E pronúncia das palavras “ignorança” e “avuá”.
natural da língua.
8. (Enem 2013)
- Com a internet, a linguagem segue o caminho dos
fenômenos da mudança, como o que ocorreu com “você”, Dúvida
que se tornou o pronome átono “cê”. Agora o interneteiro Dois compadres viajavam de carro por uma estrada
pode ajudar a reduzir os excessos da ortografia, e bem de fazenda quando um bicho cruzou a frente do carro.
sabemos que são muitos. Por que o acento gráfico é tão Um dos compadres falou:
importante assim para a escrita? Já tivemos no Brasil
momentos até mais exacerbados por acentos e — Passou um largato ali!
dispensamos muitos deles. Como toda palavra é O outro perguntou:
contextualizada pelo falante, podemos dispensar ainda — Lagarto ou largato?
muitos outros. O interneteiro mostra um caminho, pois faz
um casamento curioso entre oralidade e escrituralidade. O primeiro respondeu:
O internetês pode, no futuro, até tornar a comunicação — Num sei não, o bicho passou muito rápido.
mais eficiente. Ou evoluir para um jargão complexo que, Piadas coloridas. Rio de Janeiro: Gênero, 2006.
em vez de aproximar as pessoas em menor tempo,
estimule o isolamento dos iniciados e a exclusão dos Na piada, a quebra de expectativa contribui para produzir
leigos. o efeito de humor. Esse efeito ocorre porque um dos
personagens
Para Castilho, no entanto, não será uma reforma
ortográfica que fará a mudança de que precisamos na A reconhece a espécie do animal avistado.
língua. Será a internet. O jeito eh tc e esperar pra ver?
B tem dúvida sobre a pronúncia do nome do réptil.
Disponível em: http://revistalingua.com.br. Acesso em: 3 jun. 2015 (adaptado).
C desconsidera o conteúdo linguístico da pergunta.
Na entrevista, o fragmento “O jeito eh tc e esperar pra
ver?” tem por objetivo D constata o fato de um bicho cruzar a frente do carro.
E apresenta duas possibilidades de sentido para a
A ilustrar a linguagem de usuários da internet que mesma palavra
poderá promover alterações de grafia.
B mostrar os perigos da linguagem da internet como
potencializadora de dificuldades de escrita.
C evidenciar uma forma de exclusão social para as
pessoas com baixa proficiência escrita.
Tema: processo de formação de palavras
A formação de palavras tem diferentes processos de combinação de morfemas para formar novas palavras. Veja a seguir
cada processo de formação de palavras presente no português.

Classificação das palavras quanto à formação:

Primitiva Não se forma de outra palavra. Ex.: plano, simples.


Derivada Ex.: forma-se de outra palavra da língua. Ex.: desfolhar (des + folh(a)+ar).
Composta Forma-se de duas ou mais palavras. Ex.: pontiaguda (ponta + aguda).

Processo de formação de palavras:

Derivação prefixal Prefixo + palavra primitiva. Ex..: desleal, imperfeito, subentender, entrelinhas.
Derivação sufixal Palavra primitiva + sufixo. Ex.: bondade, definição, envolvimento, patriotismo.
Derivação Prefixo + palavra primitiva + sufixo. Ex.: esclarecer, aproximar, envelhecer,
parassintética esvaziar.
Derivação
Derivação imprópria A palavra muda de classe, sem alterar a forma. Ex.: viver (verbo) – viver
(substantivo)
Derivação regressiva Forma substantivos indicadores de ação, pelo acréscimo de a/e/o ao radial de
verbos. Ex.: sustent(ar) (verbo) – sustento (derivado regressivo).
Composição por Não sofrem alteração e continuam a ser faladas (e escritas) exatamente como
justaposição era antes da composição. Ex.: cata-vento (cata + vento), malmequer (mal +
me + quer).
Composição
Composição por Pelo menos uma das palavras que participa da composição sofre alteração
aglutinação em sua pronúncia (e em sua grafia). Ex,: alviverde (alve + verde), outrora
(outra + hora)
Hibridismo Forma palavras por meio da combinação de elementos mórficos (radicais,
sufixos etc) de idiomas diferentes. Ex.: televisão – tele (grego) + visão (latim),
surfista – surf (inglês) + ista (latim)
Onomatopeia Processo que forma palavras que imita sons ou ruídos. Ex.: só a noite o tique-
taque relógio me incomodava.
Sigla Palavras formadas pelas letras iniciais das várias palavras que compõem um
nome.
Ex.: Enem – Exame Nacional do Ensino Médio.
Redução vocabular Consiste em reduzir o tamanho de uma palavra até um limite mínimo que não
impeça a sua compreensão. Ex.: motociclista – moto, microcomputador –
micro.
Estrangeirismo Uso de palavra, expressão ou construção estrangeira que tenha ou não
equivalentes. Ex,: shoppings, mouse.
Fonte: AMARAL, E. et al. Novas Palavras. São Paulo: FTD, 2016.

Tema: uso do hífen


O hífen faz parte da escrita em língua portuguesa. Vamos aprender as principais regras?!

Fonte: soescola.com/2017/12/tabela-do-hifen.html.
Apesar da primeira imagem retratar as regras
gerais, há algumas especificidades,
principalmente nas palavras compostas com
prefixos terminados em -b e iniciados com co-, ad-
, circum- e bem. Veja as regras antes e depois a
Novo Acordo Ortográfico (2006) na imagem ao
lado.

Assinado em 1990, o Acordo Ortográfico visa à


padronização da ortografia da língua portuguesa.
Os países Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné-
Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e
Príncipe e Timor-Leste, que formam a
Comunidade de Países de Língua Portuguesa
(CPLP), assinaram o tratado e cada um
determinou prazos para que a reforma entrasse
em vigor em seus territórios.

Em Portugal, as novas regras entraram em vigor


no ano de 2009, já aqui, no Brasil, o prazo sofreu
algumas alterações. Inicialmente, em território
brasileiro, a renovação ortográfica entraria em
vigor em janeiro de 2013. Porém, o governo
brasileiro decidiu estender o período para
implementação.

Fonte: https://www.colegioweb.com.br/portugues/novo-acordo-ortografico-principais-mudancas-uso-hifen.html.

 Atividade 04

1. (Enem 2015) A o dinamismo da língua na criação de novas palavras.


B uma nova realidade limitando o aparecimento de
TEXTO I
novas palavras.
Um ato de criatividade pode contudo gerar um modelo
C a apropriação inadequada de mecanismos de criação
produtivo. Foi o que ocorreu com a palavra sambódromo,
de palavras por leigos.
criativamente formada com a terminação -(ó)dromo (=
corrida), que figura em hipódromo, autódromo, D o reconhecimento da impropriedade semântica dos
cartódromo, formas que designam itens culturais da alta neologismos.
burguesia. Não demoraram a circular, a partir de então, E a restrição na produção de novas palavras com o
formas populares como rangódromo, beijódromo,
radical grego.
camelódromo.
AZEREDO, J. C. Gramática Houaiss da língua portuguesa. São Paulo: Publifolha,
2. (Enem 2014)
2008.

TEXTO II Retrato do artista quando coisa


A menina apareceu grávida de um gavião.
Existe coisa mais descabida do que chamar de
Veio falou para a mãe: o gavião me desmoçou.
sambódromo uma passarela para desfile de escolas de
A mãe disse: você vai parir uma árvore para
samba? Em grego, -dromo quer dizer “ação de correr,
a gente comer goiaba nela.
lugar de corrida”, daí as palavras autódromo e hipódromo.
E comeram goiaba.
É certo que, às vezes, durante o desfile, a escola se
Naquele tempo de dantes não havia limites
atrasa e é obrigada a correr para não perder pontos, mas
para ser.
não se desloca com a velocidade de um cavalo ou de um
Se a gente encostava em ser ave ganhava o
carro de Fórmula 1.
poder de alçar.
GULLAR, F. Disponível em: www1.folha.uol.com.br. Acesso em: 3 ago. 2012.
Se a gente falasse a partir de um córrego
Há nas línguas mecanismos geradores de palavras. a gente pegava murmúrios.
Embora o Texto II apresente um julgamento de valor sobre Não havia comportamento de estar.
a formação da palavra sambódromo, o processo de Urubus conversavam sobre auroras.
formação dessa palavra reflete Pessoas viravam árvore.
Pedras viravam rouxinóis. O surdo escutou
Depois veio a ordem das coisas e as pedras E o meu corasamborim
têm que rolar seu destino de pedra para o resto Cuíca gemeu, será que era meu, quando ela passou por
dos tempos. mim?
Só as palavras não foram castigadas com […]
a ordem natural das coisas. ANTUNES, A.; BROWN, C.; MONTE, M. Tribalistas, 2002 (fragmento).
As palavras continuam com seus deslimites.
No terceiro verso, o vocábulo “corasamborim”, que é a
BARROS, M. Retrato do Artista Quando Coisa. Rio de Janeiro: Record, 1998. junção coração + samba + tamborim, refere-se, ao mesmo
No poema, observam-se os itens lexicais desmoçou e tempo, a elementos que compõem uma escola de samba
deslimites. O mecanismo linguístico que os originou e a situação emocional em que se encontra o autor da
corresponde ao processo de mensagem, com o coração no ritmo da percussão. Essa
palavra corresponde a um(a)
A estrangeirismo, que significa a inserção de palavras
de outras comunidades idiomáticas no português. A estrangeirismo, uso de elementos linguísticos
originados em outras línguas e representativos de
B neologismo, que consiste na inovação lexical, usada outras culturas.
para o refinamento estilístico do texto poético.
B neologismo, criação de novos itens linguísticos, pelos
C arcaísmo, que expressa o emprego de termos mecanismos que o sistema da língua disponibiliza.
produtivos em outros períodos históricos do
português. C gíria, que compõe uma linguagem originada em
determinado grupo social e que pode vir a se
D Brasileirismo, que significa a inserção de palavras disseminar em uma comunidade mais ampla.
específicas da realidade linguística do português.
D regionalismo, por ser palavra característica de
E Jargão, que evidencia o uso profissional de palavras determinada área geográfica.
específicas de uma área do léxico do português.
E termo técnico, dado que designa elemento de área
especifica de atividade.
3. (Enem 2010)
Carnavália
Repique tocou

Tema: O que é literatura?


A literatura, como manifestação artística, tem por finalidade recriar a realidade a partir da visão de determinado autor (o
artista), com base em seus sentimentos, seus pontos de vista e suas técnicas narrativas.O que difere a literatura das outras
manifestações é a matéria-prima: a palavra que transforma a linguagem utilizada e seus meios de expressão. Porém, não se
pode pensar ingenuamente que literatura é um “texto” publicado em um “livro”, porque sabemos que nem todo texto e nem
todo livro publicado são de caráter literário.

Logo, o que definiria um texto “literário” de outro que não possui essa característica? Essa é uma questão que ainda gera
discussão em diversos meios, pois não há um critério formal para definir a literatura a não ser quando contrastada com as
demais manifestações artísticas (evidenciando sua matéria-prima e o meio de divulgação) e textuais (evidenciando um texto
literário de outro não literário).

Segundo José de Nicola (1998:24), o que torna um texto literário é a função poética da linguagem que “ocorre quando a
intenção do emissor está voltada para a própria mensagem, com as palavras carregadas de significado.” Além disso, Nicola
enfatiza que não apenas o aspecto formal é significativo na composição de uma obra literária, como também o seu conteúdo.

“O que é literatura?” é antes de tudo uma pergunta histórica. O que conhecemos por literatura não era o mesmo que se
imaginava há, por exemplo, duzentos anos quando, na Europa, o gênero literário “romance” começou a se desenvolver graças
ao desenvolvimento dos jornais, que possibilitou uma maior divulgação do gênero, mudando o que se entendia a respeito do
assunto.

Se antes as “belas letras” eram compostas por composições em verso que seguiam uma estrutura formal de acordo com
critérios estabelecidos desde a antiguidade, agora, com o advento e a popularização do romance, a forma de se entender a
literatura foi modificada e novos gêneros textuais foram ganhando espaço. Exemplo disso, é que, no século XX houve a
atribuição de alguns gêneros considerados “menores” como cartas, biografias e diários à categoria “literária”.
Fonte: https://www.soliteratura.com.br/

Observações sobre o que é literatura e sua função na sociedade:

 É muito difícil responder às perguntas “o que é arte? O que é literatura?”. Embora não possamos dar respostas
satisfatórias, podemos refletir sobre elas e atingir alguma compreensão dessas atividades humanas tão complexas.
 A arte é feita em toda a parte; portanto, ela é uma atividade essencial para o ser humano.
 A arte é uma atividade estética e possui valores intrínsecos (valores referentes ao próprio objeto artístico).
 Literatura é arte. Portanto, é uma atividade estética, com valores intrínsecos. A obra literária diferencia-se das obras
de função puramente pragmática.
 A literatura tem como matéria-prima a palavra, isto é, a linguagem verbal.
 Na obra literária, como em toda arte, forma e conteúdo são categorias inseparáveis: uma produz consistentemente
a outra.
 A literatura reflete as relações do homem com o mundo. Como essas relações mudam, historicamente, a literatura
também muda.
 A literatura é invenção, mas mantém uma relação viva e tensa com o mundo real.
 A obra literária produz uma ilusão de verdade, de realidade, que chamamos de verossimilhança: verossimilhança
externa (semelhança entre o mundo criado pela obra e o mundo real) e verossimilhança interna (coerência e coesão
entre os elementos internos da obra, e destes com as convenções do gênero literário).
 A literatura é praticada, tanto pelos autores quanto pelos leitores, com múltiplas funções. Nos extremos, pode ser
pura evasão (fuga da realidade) ou instrumento de propaganda (arte engajada). Uma forma de evasão é a literatura
voltada apenas para seus valores intrínsecos (arte pela arte).
 A linguagem literária é multívoca, polivalente.

 Devemos evitar tanto a leitura redutora, que elimina a riqueza do texto e as possibilidades de outras interpretações,
quanto a leitura fantasiosa, sem sustentação em elementos do texto.
 A leitura de compreensão (nível horizontal, superficial) possibilita a leitura de interpretação (nível vertical, profundo).
 A leitura é um ato criativo.
 É o leitor quem atualiza as potencialidades de significação de um texto literário. Para isso, ele deve mobilizar todas
as suas capacidades intelectuais e afetivas – inteligência, sensibilidade, cultura, domínio da língua, vivências,
conhecimento de mundo.
 O leitor competente e a atenção voltada aos detalhes permitem compreender as relações que se estabelecem dentro
do texto e realizar as mais diversas inferências (preencher elipses, interpretar subentendidos, formular hipóteses de
significados, observar índices e fazer previsões e antecipações a partir deles).
 Fonte: AMARAL, E. et al. Novas Palavras. São Paulo: FTD, 2016.

 Atividade 05

1. (Editora Saraiva) a) Possui grande compromisso com a clareza e a


O poeta objetividade, podendo ser encontrada em reportagens,
declina de toda responsabilidade notícias, manuais de instrução e outros textos cuja
na marcha do mundo capitalista principal característica seja a informatividade.
e com suas palavras, intuições, símbolos e outras armas b) O discurso literário, diferentemente do discurso adotado
promete ajudar em nosso dia a dia, pode apresentar diversos recursos
a destruí-lo estilísticos capazes de oferecer múltiplas leituras e
como uma pedreira, uma floresta, interpretações.
um verme c) Uma das principais características da linguagem
(Carlos Drummond de Andrade) literária é a liberdade criativa, permitindo que o artista se
Vocabulário desvincule dos padrões convencionais da língua, bem
Declina – afasta-se. como da gramática normativa que a rege.
d) A complexidade da linguagem literária é notada no uso
Sobre as funções da literatura, leia as afirmações abaixo de conotações e metáforas, nas quais as palavras
e marque a opção que corresponde às ideias dos versos extrapolam seu nível semântico.
acima.
a) O caráter ficcional da literatura nos permite entrar em 3. (Brasil Escola)
contato com a nossa história, nossa trajetória como
nação. A linguagem literária pode ser encontrada nos seguintes
b) Por meio da convivência com os textos literários, que gêneros:
traçam tantos e diversos destinos, a literatura acaba por
nos oferecer possibilidades de resposta a questões a) poemas, reportagens, manuais de instrução e textos
comuns a todos os seres humanos. injuntivos.
c) A literatura acompanha a trajetória humana, pois os b) crônica, conto, poemas e narrativas de ficção.
mundos construídos por ela são completamente distintos c) textos prescritivos, notícias, novelas e romance.
dos mundos familiares. As pessoas que habitam esses d) textos jornalísticos, textos didáticos, verbetes de
mundos literários são completamente distintas e vivem dicionários e enciclopédias e propagandas publicitárias.
problemas totalmente diferentes dos nossos.
d) A literatura tem o poder de transportar o ser humano, 4. (Brasil Escola)
provocar alegria ou tristeza, divertir ou emocionar. Ela
nos oferece um descanso dos problemas cotidianos, São características da linguagem literária, EXCETO:
quando nos descortina o espaço do sonho e da fantasia.
e) A literatura pode ter um papel fundamental: o de a) Variabilidade.
criticar a realidade, em relação a causas sociais e b) Multissignificação.
políticas. c) Denotação.
d) Liberdade na criação.
2. (Brasil Escola) e) Complexidade.

Sobre os textos literários, é incorreto afirmar: