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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO

CURSO: LICENCIATURA EM GEOGRAFIA

ANA CLARA DE SOUSA LOURENÇO

A QUALIDADE DO SANEAMENTO BÁSICO NO MUNICÍPIO DE


BURITICUPU/MA: Percepção da população buriticupuense.

Bom Jesus das Selvas-MA


2021
ANA CLARA DE SOUSA LOURENÇO

A QUALIDADE DO SANEAMENTO BÁSICO NO MUNICÍPIO DE


BURITICUPU/MA: Percepção da população buriticupuense.

Monografia apresentada à Universidade


Estadual do Maranhão-UEMA (Polo Bom
Jesus das Selvas/MA), como requisito
para obtenção do grau de Licenciatura em
Geografia.

Orientador: Prof. Márcio Lima Alencar

Bom Jesus das Selvas-MA


2021
ANA CLARA DE SOUSA LOURENÇO

A QUALIDADE DO SANEAMENTO BÁSICO NO MUNICÍPIO DE


BURITICUPU/MA: Percepção da população buriticupuense.

Monografia apresentada à Universidade


Estadual do Maranhão-UEMA (Polo Bom
Jesus das Selvas/MA), como requisito
para obtenção do grau de Licenciatura em
Geografia.

Aprovado em: / /

BANCA EXAMINADORA

____________________________

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____________________________

AGRADECIMENTOS
Agradeço a Deus por estar sempre comigo, em sua infinita misericórdia,
sempre me auxiliando, e por ter me concedido mais uma conquista.
As minhas colegas de turma, em especial Andreia, que sempre me incentivou
e acreditou no meu potencial para conclusão deste trabalho.
Ao meu orientador, professor Márcio Lima, pelo ótimo suporte e orientação
oferecidos, por seu incentivo e disposição a nos auxiliar sempre que solicitado.
Ao meu esposo, pelo amor, apoio e suporte, sempre que necessário com
nosso filho, para me proporcionar uma maior dedicação a este trabalho.
“Se os peixes estão doentes, trate a água,
ela que está doente. ”
Edmond Jr
RESUMO
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SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO....................................................................................................08
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA..........................................................................09
2.1 O impacto do Saneamento Básico na saúde pública.............................09
2.2 Políticas públicas para o Saneamento Básico.......................................10
3. MATERIAIS E MÉTODOS...................................................................................14
4. CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DE ESTUDO...................................................11
4.1 Localização Geográfica..............................................................................11
4.2 Clima...........................................................................................................xx
4.3 Solo............................................................................................................xx
4.4 Relevo.........................................................................................................xx
4.5 Vegetação...................................................................................................x
5. RESULTADOS E DISCUSSÃO.........................................................................XX
6. CONCLUSÃO.....................................................................................................XX
REFERÊNCIAS...................................................................................................16
APÊNDICE A – Questionário aplicado à pesquisa..........................................19
8

1. INTRODUÇÃO
Saneamento Básico (SB) é uma temática ambiental, urbanística e de
saúde pública, sendo esta última uma das mais importantes que o envolve. Os
serviços de água tratada, coleta e tratamento de esgotos levam à melhoria da
qualidade de vida das pessoas, sobretudo na saúde infantil com redução da
mortalidade infantil, melhorias na educação, na expansão do turismo, na valorização
dos imóveis, na renda do trabalhador, na despoluição dos rios e preservação dos
recursos hídricos (BRASIL, 2019).
É muito importante ter um saneamento básico de qualidade. Cidades que
são mais desenvolvidas dão prioridade a este quesito. No Brasil, cerca de 39,7%
dos municípios não têm esgotamento sanitário (NOTÍCIAS, 2020). Esta situação é
algo extremamente preocupante e vai, inclusive, contra ao que é proposto na
Constituição brasileira, art. 196. Sendo aquele que discute a respeito da saúde, este
artigo afirma que no Brasil além da saúde ser universal e garantida a todos os
indivíduos, também deveria ser uma saúde preventiva, pois com a prevenção se
evita várias doenças e consequentemente elevados gastos com o tratamento das
mesmas (BRASIL, 1988).
A falta de SB tem grande impacto na saúde e no desenvolvimento social.
A contaminação da água causa várias doenças como cólera, hepatite e diarreias.
Quase metade da população brasileira não tem acesso ao tratamento de esgoto, o
que significa que 100 milhões de pessoas ou 47% dos brasileiros lidam com outras
alternativas para se livrar de seus dejetos. Além disso, mais de 16% das pessoas no
país, não têm acesso à água tratada. (G1, 2020).
Uma comparação entre as duas cidades com o melhor e o pior índice de
saneamento básico, segundo dados divulgados pela reportagem do Fantástico
(2017), em primeiro lugar está a cidade de Franca-SP, atendendo 99,96% de sua
população com serviços de água tratada e 99,96% com o serviço de esgoto. Em
contrapartida, está a pior cidade, Ananindeua- PA, com apenas 32,63% da
população sendo atendida com água tratada e apenas 32,70% tem seus esgotos
coletados, mas, pela rede de drenagem de água pluviais.
O que é mais interessante nesta comparação são os valores gastos na
saúde em cada cidade com doenças relacionadas diretamente com a falta de
saneamento. Em Ananindeua foram quase 20 milhões de reais (R$ 19.472.620,16 -
Dezenove milhões, quatrocentos e setenta e dois mil, seiscentos e vinte reais e
9

dezesseis centavos) gastos no tratamento de doenças como diarreia, dengue e


leptospirose, sendo 47 vezes mais do que Franca, que gastou ao todo R$
418.319,32 (quatrocentos e dezoito mil, trezentos e dezenove reais e trinta e dois
centavos). (FANTÁSTICO, 2017).
Sendo assim, o SB adequado pode agir na prevenção dessas doenças de
diversas maneiras. O primeiro modo é por meio da garantia da potabilidade da água
servida à população. Logo depois, a coleta adequada e o tratamento de esgoto, pois
sendo estes despejados a céu aberto, o risco de adquirir doenças como
leptospirose, esquistossomose, amebíase, entre outras, é enorme.
Diante deste panorama, tem-se uma noção de como é a realidade atual
deste cenário no Brasil, sendo as regiões Norte e Nordeste, as mais carentes de
Saneamento Básico (BRASIL, 2020).
Em Buriticupu-MA não é diferente, segundo dados do IBGE (2010), o
município possuía até 2010, apenas 6,4% de esgotamento sanitário adequado. Nas
outras áreas do saneamento que envolve o abastecimento de água, coleta de
resíduos sólidos e drenagem de águas pluviais urbanas têm-se os dados do Sistema
Nacional de Informações sobre Saneamento-SNIS, apenas até o ano de 2017, e
mesmo assim, observa-se que há muito o que se fazer para que o saneamento
básico chegue a toda população buriticupuense.
A pesquisa deste trabalho, tem por finalidade analisar a situação atual de
como se encontra o SB no município de Buriticupu/MA, através da percepção da
população buriticupuense. Gerando uma reflexão sobre a atual condição deste
serviço. Procurou-se identificar os fatores que influenciam na qualidade do mesmo,
relatando conjuntamente os impactos ambientais e socioeconômicos relacionados,
além de identificar as possíveis políticas públicas voltadas a este tema.
O SB está diretamente ligado à questão da água e esgoto. O
abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto, destino adequado de
resíduos sólidos e a superação dos demais problemas com este serviço, são fatores
que, em políticas públicas que prezam o bem-estar da população, são fundamentais
e vem a gerenciar de forma indireta recursos na saúde.
Estes fatores trazem as seguintes indagações: Qual a realidade do SB no
município de Buriticupu/MA, sob a ótica da população?; a maior parte da população
buriticupuense possui acesso aos serviços de Saneamento?; existem políticas
públicas voltadas para atender a população neste quesito?
10

Parte-se da hipótese que a maior parte dos cidadãos buriticupuenses


ainda não possuem acesso a um abastecimento de água potável e coleta e
tratamento de esgotos adequados, tanto pela má distribuição dos serviços de
saneamento em bairros mais distante do centro urbano da cidade, quanto pelo
relevo, com algumas ocupações irregulares.
Este tema aprofunda a questão em torno da desigualdade espacial,
verificada na distribuição dos serviços de saneamento, uma vez que a existência de
alguns serviços nem sempre significa um amplo atendimento à população, muito
menos quanto a sua qualidade em face ao número de domicílios atendidos.
O presente trabalho visou contribuir de maneira complementar e
satisfatória ao desenvolvimento de futuros projetos e trabalhos acadêmicos nesta
área, pois diante do atual cenário em Buriticupu/MA, percebeu-se uma grande
necessidade de mais estudos e pesquisas estratégicas que envolvam o SB no
município.
11

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

2.1 O impacto do Saneamento Básico na saúde pública


Dispõe a Constituição da República no seu art. 6º, caput, que saúde é direito
social, ao lado de educação, alimentação, trabalho, moradia, lazer, segurança,
previdência social, proteção à maternidade e à infância, e assistência aos
desamparados. (BRASIL, 1988).
Por seu turno dispõe em seu art. 196 da mesma carta de princípios que: “a
saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e
econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao
acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e
recuperação”. (BRASIL, 1988).
O texto constitucional que assegura direito à saúde diz que ela há de ser
assegurada mediante políticas sociais e econômicas que visem a reduzir os riscos
de doença e agravamentos provocados pelas carências sociais de existência. Por
outro lado, a Constituição dispõe que o acesso à saúde há de ser universal, isto é,
para todos e igualitariamente, seja para as ações e serviços destinados à sua
promoção, à sua proteção ou à sua recuperação. (FEDERAL, 2016).
A falta de saneamento básico no Brasil tem gerado grandes problemas para a
saúde do povo brasileiro. As consequências têm sido muito graves para a qualidade
de vida da população, principalmente da parcela mais empobrecida. Nas periferias,
nas regiões interioranas e nos grandes centros populacionais, a falta de saneamento
básico é problema central para a falta de saúde. (FEDERAL, 2016).
A distribuição desigual do saneamento entre os diferentes grupos sociais
resulta que as doenças relacionadas ao Saneamento inadequado atinjam grupos
populacionais de forma diferente. Desta forma, o conhecimento dessas doenças é
de grande relevância para que seja possível formular políticas públicas visando o
controle (FUNASA, 2010).
A visualização espacial dos problemas de saúde e da forma como eles
evoluem, correlacionadas aos seus determinantes e às medidas de intervenção que
são propostas e colocadas em prática, são instrumentos poderosos que podem ser
utilizados pelas instâncias decisórias (FUNASA, 2007).
12

A utilização desse instrumento pelo setor de saúde é extremamente


importante no Brasil, onde acentuadas desigualdades se evidenciam não apenas
entre as grandes regiões, os estados e os municípios, mas também no interior
destas áreas, sobretudo, nos espaços urbanos (FUNASA, 2007).

Os serviços de saneamento estão relacionados de forma


indissociável à promoção da qualidade de vida, bem como ao processo de
proteção dos ambientes naturais, mas o acesso universal aos benefícios do
saneamento ainda é um desafio a ser alcançado e proporcioná-lo de forma
equânime a toda sociedade brasileira, demanda o envolvimento articulado
aos segmentos sociais envolvidos em parceria com o poder público.
(TISCOSKI, 2011 apud AROUCA, 2017).

A partir do reconhecimento do saneamento como forma preventiva e de


promoção da saúde e da identificação de populações vulneráveis, é possível realizar
ações, como a elaboração de políticas públicas a fim de garantir o saneamento e,
assim, controlar as doenças relacionadas ao saneamento ambiental inadequado.

2.2 Políticas públicas para o Saneamento Básico


A avaliação de uma política pública consiste na investigação dos seus efeitos,
ou seja, busca-se compreender se ela de fato atinge os objetivos para qual foi
desenhada, bem como se foram utilizados de forma eficiente os recursos disponíveis
para sua realização. Dessa avaliação extraem-se diagnósticos sobre a política, que
podem resultar em propostas pela sua ampliação, aprimoramento ou pelo seu
encerramento, com vistas à adoção de soluções alternativas. (FEDERAL, 2016).
A competência para promover programas de melhoria das condições de
saneamento básico é comum entre União, Estados, Distrito Federal e dos
Municípios, cabendo ainda, aos Municípios à prerrogativa de “organizar e prestar,
diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, os serviços públicos de
interesse local” (BRASIL, 1988).
A Lei nº 11.445 foi aprovada depois de quase duas décadas marcadas pela
ausência de regulamentação e ordenamento jurídico, e estabeleceu as diretrizes
nacionais para o saneamento básico, que passa a ser compreendido como o
conjunto das ações de abastecimento de água (AA), esgotamento sanitário (ES),
manejo dos resíduos sólidos (MRS) e manejo das águas pluviais (MAP).
13

O PLANSAB representa um marco no planejamento do saneamento,


cumprindo determinação da Lei nº 11.445, de 2007, que institucionalizou o
setor. Seu processo de elaboração foi amplamente participativo, contanto,
inclusive, com a aprovação dos conselhos setoriais de políticas públicas
correlatas. Seu diagnóstico do setor é adequado, refletindo com rigor os
enormes desafios com que se depara a sociedade brasileira. (FEDERAL,
2016).

De acordo com a referida lei são considerados saneamento básico, o conjunto


de serviços, infraestruturas e instalações operacionais de:
 Abastecimento de água potável: constituído pelas atividades,
infraestruturas e instalações necessárias ao abastecimento público de
água potável, desde a captação até as ligações prediais e respectivos
instrumentos de medição;
 Esgotamento sanitário: constituído pelas atividades, infraestruturas e
instalações operacionais de coleta, transporte, tratamento e disposição
final adequados dos esgotos sanitários, desde as ligações prediais até o
seu lançamento final no meio ambiente;
 Limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos: conjunto de atividades,
infraestruturas e instalações operacionais de coleta, transporte,
transbordo, tratamento e destino final do lixo doméstico e do lixo
originário da varrição e limpeza de logradouros e vias públicas; e
 Drenagem e manejo das águas pluviais urbanas: conjunto de
atividades, infraestruturas e instalações operacionais de drenagem
urbana de águas pluviais, de transporte, detenção ou retenção para o
amortecimento de vazões de cheias, tratamento e disposição final das
águas pluviais drenadas nas áreas urbanas. (FEDERAL, 2016).

A Lei também definiu novas atribuições para os municípios, como titulares dos
serviços, entre elas a implantação da política e a elaboração do Plano Municipal de
Saneamento Básico (PMSB). (BRASIL, 2007).
A gestão dos serviços passa a englobar o conjunto das atividades de
planejamento, prestação dos serviços, regulação e fiscalização, todas elas
acompanhadas e submetidas à participação e ao controle social. Além disso, o
saneamento passa a ser orientado pelos princípios da universalização, integralidade,
intersetorialidade, adoção de tecnologias apropriadas, consideração das
peculiaridades locais e regionais, eficiência e sustentabilidade econômica,
transparência, segurança, qualidade e regularidade (BRASIL, 2007).
O PMSB consiste em um dos principais instrumentos da política municipal,
além de ser uma condição para a validade dos contratos de prestação dos serviços
e um requisito para o acesso a recursos federais a partir de 2014. Em função disso,
os municípios têm iniciado a implementação da Lei por meio da elaboração do
plano, entretanto em muitos casos sem incorporar os princípios, o conteúdo mínimo
e o processo participativo requeridos (SILVA, 2012).
14

Recentemente, o Presidente Jair Bolsonaro sancionou um novo marco legal


de Saneamento Básico, por meio de vídeo conferência no dia 15 de julho de 2020. A
lei (nº 14. 026) facilita a presença da iniciativa privada no setor, como objetivo de
levar água potável a 99% da população brasileira e tratamento de esgoto a 9 em
cada 10 brasileiros até 2033. Os lixões também devem acabar em 4 anos. (BRASIL,
2020).
A nova legislação também deve contribuir para a revitalização de bacias
hidrográficas, fortalecimento do papel regulatório da Agência Nacional de Águas
(ANA) e alocação de recursos públicos federais e os financiamentos com recursos
da União. Será instituído o Comitê Interministerial de Saneamento Básico (Cisb), sob
a presidência do Ministério do Desenvolvimento regional, para assegurar a
implementação da política. (VERDELIO, 2020).

3. MATERIAIS E MÉTODOS
O método definido para a pesquisa foi o hipotético-dedutivo, com emprego de
abordagem qualitativa e descritiva. Usando de questionário como meio de coleta de
dados para posterior análise, com base na percepção dos entrevistados.
Através da aplicação de um questionário online com questões relacionadas
aos serviços prestados de saneamento, obteve-se uma real noção da realidade de
quem recebe estes serviços e de como se encontra atualmente quanto a sua
infraestrutura, qualidade, efetividade e etc.
Elaborou-se um questionário com cerca de 22 perguntas, por meio da
plataforma Survio.com (link em anexo), sendo divulgado nas redes sociais para a
população, com prazo de uma semana de disponibilização.
Tendo em mãos o instrumento da pesquisa, foram feitos gráficos para
compilação dos dados levantados, e ainda, uma análise baseada nestes resultados
para posterior apresentação, de forma organizada, seguindo a sequência das
questões produzidas. Para tanto, a pesquisa deste trabalho, analisou a situação
atual de como se encontra o saneamento básico no município de Buriticupu/MA.
O eixo da pesquisa avaliado foi o saneamento básico, com foco nos serviços
prestados neste âmbito pelo município. Este eixo contempla uma dimensão que
objetiva avaliar aspectos particulares do impacto na saúde e no meio ambiente,
15

traduzidas em questões específicas de infraestrutura, organização e nas ações dos


serviços de saneamento sob a percepção da população envolvida.

4. CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DE ESTUDO


4.1 Localização Geográfica
Buriticupu localiza-se na mesorregião do Oeste Maranhense e
microrregião do Pindaré, possuindo uma área de 2.544,857 km 2; A população é de
65.237 pessoas e possui uma densidade demográfica de 25,63 hab./ km 2 (IBGE,
2010). Faz fronteira com os municípios de Bom Jardim e Alto Alegre do Pindaré ao
Norte; Santa Luzia a Leste; Bom Jesus das Selvas a Oeste e Amarante do
Maranhão ao Sul. (ABREU, 2006).
Figura 01- Map locator of Maranhão’s Buriticupu city.
16

Fonte: ABREU, 2006.

A sede do município de Buriticupu/MA está nas coordenadas de Latitude 4º 31’ 69” S


e Longitude 46º 45’ 36” W. (EARTH, 2020).

4.2 Clima
Segundo TEMPO (2011 apud CORREIA FILHO et al. 2011) o município
de Buriticupu possui um clima predominantemente tropical, com duas estações bem
definidas: inverno - de janeiro a junho, sendo o mês de março o que possui o maior
índice de precipitação pluviométrica; e verão – de julho a dezembro, sendo o período
de estiagem, com temperaturas elevadas.

4.3 Solo
17

5. RESULTADOS E DISCUSSÕES

Foram coletados dados de cerca de 70 participantes de diversos bairros do


município. Os entrevistados com idade entre dezoito a cinquenta e cinco anos,
escolaridade desde o ensino fundamental incompleto ao superior completo, sendo a
maior parte, residente na zona urbana. Os dados foram trabalhados de forma
sigilosa, onde não se apresenta identificação com nomes.
A cidade de Buriticupu/MA não cumpre ou possui toda a infraestrutura para
oferecer um saneamento básico de qualidade à população. Ainda, não dispõe de
aterro sanitário, abastecimento de água à toda a população e rede de esgoto
adequada. Somente alguns serviços como de limpeza urbana e estruturas simples
de drenagem das águas pluviais urbanas são disponibilizados.
Os moradores do centro urbano do município recebem os serviços como
varrição, capinagem, coleta de lixo e abastecimento de água melhor do que os
demais bairros da cidade. Sendo que, boa parte da população não recebe água dos
poços municipais, não possuem destino certo para os esgotos gerados em suas
residências.
Os que residem em regiões com alto relevo (ladeiras), sem asfaltamento e
nas extremidades do município, próximos às voçorocas, quase não recebem estes
serviços devidos tanto a estas circunstancias geográficas quanto a fatores
econômicos e sociais, pois nestes locais predominam pessoas de baixa renda.
O município possui políticas públicas voltadas para o saneamento básico, mas ainda
não implementadas devido ao Plano Municipal de Saneamento Básico ter sido
concluído recentemente.
18

REFERÊNCIAS

ABREU, Raphael Lorenzeto. Map locator of Maranhão's Buriticupu city.


Wikimedia Commons. 08 de setembro de 2006. Disponível em:<
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Maranhao_Municip_Buriticupu.svg>. Acesso
em: 15/6/2021.

AROUCA, Maria Clara Gonçalves. Análise espacial das condições de


saneamento e saúde ambiental no estado do Rio de Janeiro. Universidade
Federal Fluminense, Niterói- RJ, 2017.

BRASIL, Trata. O que é saneamento. Disponível em:<


http://www.tratabrasil.org.br/saneamento/o-que-e-saneamento>. Acesso em:
18/05/2021.

BRASIL. Lei nº 11.445, de 5 de janeiro de 2007. Lei do Saneamento. Estabelece


diretrizes nacionais para o saneamento básico; altera as Leis n° 6.766, de 19 de
dezembro de 1979, 8.036, de 11 de maio de 1990, 8.666, de 21 de junho de 1993,
8.987, de 13 de fevereiro de 1995; revoga a Lei n° 6.528, de 11 de maio de 1978;
e dá outras providências. 2007. Disponível
em:<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-
2010/2007/lei/l11445.htm#:~:text=)%20(Vig%C3%AAncia
%20encerrada)-,Estabelece%20diretrizes%20nacionais%20para%20o
%20saneamento%20b%C3%A1sico%3B%20altera%20as%20Leis,1978%3B%20e
%20d%C3%A1%20outras%20provid%C3%AAncias>. Acesso em: 27/10/2020.

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Disponível:<


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19

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BRASIL, Trata. Norte e Nordeste são os mais afetados pela falta de


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CORREIA FILHO, Francisco Lages. et al. Projeto Cadastro de Fontes de


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FANTÁSTICO, G1. globo. Conheça os melhores e os piores municípios em


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http://www.eumed.net/rev/cccss/24/planejamento.html>. Acesso em: 29/10/2020.

APÊNDICES
Apêndice A- Link da pesquisa online
https://my.survio.com/V9J1G4W4J8B9M9C6K8B4/designer
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