Você está na página 1de 16

Centro universitário Vila Velha - UVV Curso de Ciência da Computação – Turma CC1M Introdução à Ciência da Computação

DIFERENÇA ENTRE WEB 1.0, WEB 2.0 E WEB 3.0

LORRAN DE SOUZA PEGORETTI

Vila Velha

2011

LORRAN DE SOUZA PEGORETTI

DIFERENÇA ENTRE WEB 1.0, WEB 2.0 E WEB 3.0

Trabalho apresentado para avaliação na disciplina de Introdução à Ciência da Computação, do curso de Ciência da Computação, turno matutino, do Centro Universitário de Vila Velha (UVV), ministrado pelo professor Cristiano Biancardi.

Vila Velha

2011

"É preciso provocar sistematicamente confusão. Isso promove a criatividade. Tudo aquilo que é contraditório gera vida."

(Salvador Dali)

RESUMO

Este trabalho tem por objetivo apresentar as diferenças entre as WEB 1.0, WEB 2.0 e WEB 3.0, de forma a deixar claro quais foram as mudanças de uma para a outra, visto que mesmo com a WEB 2.0 a WEB 1.0 não deixou de existir, e nem com a WEB 3.0 deixará, essas mudanças estão sempre somando e não substituindo.

Palavras-Chave: Internet; Web; diferenças;

ABSTRACT

This paper aims present differences between WEB 1.0, WEB 2.0 and WEB 3.0, in order to make clear the changes from one to another, since even with WEB 2.0 the WEB 1.0 still exists and neither with WEB 3.0 will cease to exist, these changes are always adding and not replacing.

Keywords: Internet, Web, differences.

SUMÁRIO

1. Introdução

1

2. Web 1.0

2

2.2 Definição de Web 1.0

2

2.3 Filosofias da Web 1.0

2

3. Web 2.0

3

3.1. O que é a Web 2.0

3

3.2. Características da Web 2.0

5

3.3. Elementos e funcionalidades da Web 2.0

5

4. Web 3.0

6

4.1. O que é a Web 3.0 ou Web Semântica

6

4.2.

Como funciona a Web 3.0

6

5. Conclusão

8

Referencias

9

1

1. INTRODUÇÃO

A Internet, tal como a conhecemos, tem pouco mais que um dezena de anos. A sua evolução tem sido um fenômeno interessante de seguir, passando de uma

tecnologia elitista a uma metodologia democrática, com uma imensa velocidade. Onde hoje, qualquer um pode criar e disponibilizar informações, com isso surge às

diferenças entre

e WEB 3.0.

a

WEB

1.0,

WEB

2.0

2

2. WEB 1.0

2.1. Definição de Web 1.0.

É difícil definir a Web 1.0. Primeiro, Web 2.0 não se refere a um avanço específico na tecnologia da Web, mas a um conjunto de técnicas para design e execução de páginas de Web. Segundo, algumas dessas técnicas existem desde que a World Wide Web foi lançada, de modo que é impossível separar a Web 1.0 e a Web 2.0 em termos cronológicos. A definição de Web 1.0 depende completamente da definição de Web 2.0.

A partir disso, se a Web 2.0 é uma coleção das abordagens mais efetivas na World Wide Web, então a Web 1.0 inclui tudo mais. Quanto ao significado do termo "efetivo", Tim O'Reilly diz que ele se relaciona a fornecer aos usuários uma experiência envolvente, de modo que eles desejem retornar à página no futuro.

2.2. Filosofias da Web 1.0.

Os sites de Web 1.0 são estáticos - Eles contêm informações que podem ser úteis, mas não existe razão para que um visitante retorne ao site mais tarde. Um exemplo pode ser uma página pessoal que ofereça informações sobre o dono do site, mas que não mude nunca. Uma versão Web 2.0 dessa ideia seria um blog ou perfil no MySpace, que os proprietários pudessem atualizar frequentemente.

Os sites de Web 1.0 não são interativos – Os visitantes podem visitá-los, mas não modificá-los ou contribuir com eles. A maioria das organizações têm páginas de perfis que visitantes podem consultar, porém sem fazer alterações, enquanto um Wiki permite que qualquer visitante realize mudanças.

Os aplicativos da Web 1.0 são fechados - Sob a filosofia da Web 1.0, as empresas desenvolvem aplicativos de software que os usuários podem baixar, mas não são autorizados a ver como o aplicativo funciona, ou a alterá-lo. Um aplicativo de Web 2.0 é um programa de fonte aberta. O Netscape Navigator, por exemplo, era um aplicativo fechado da era da Web 1.0. O Firefox segue a filosofia da Web 2.0 e oferece aos

3

criadores de software todas as ferramentas que eles precisam para criar novos aplicativos para o Firefox.

3. WEB 2.0.

3.1. O que é a Web 2.0.

Segundo o artigo no Wikipédia: Web 2.0 é um termo criado em 2004 pela empresa americana O'Reilly Media para designar uma segunda geração de comunidades e serviços, tendo como conceito a "Web como plataforma", envolvendo wikis, aplicativos baseados em folksonomia, redes sociais e Tecnologia da Informação. Embora o termo tenha uma conotação de uma nova versão para a Web, ele não se refere à atualização nas suas especificações técnicas, mas a uma mudança na forma como ela é encarada por usuários e desenvolvedores, ou seja, o ambiente de interação e participação que hoje engloba inúmeras linguagens e motivações.

Simplesmente definir o que é WEB 2.0 ainda hoje é algo complicado, existem várias definições, não existem definições certas ou erradas, apenas diferentes. A seguir algumas definições de pessoas envolvidas com a Web brasileira:

“Melhor aproveitamento da inteligência coletiva e do poder de processamento da máquina cliente. Poder às pessoas.” (Marco Gomes - cocriador do boo-box.).

“A Web 2.0 representa a transição para um novo paradigma onde a colaboração ganha força suficiente para concorrer com os meios tradicionais de geração de conteúdo.” (Renato Shirakashi – criador do Rec6.).

“Mudança ocorrida na vida dos usuários que com a banda larga passam mais tempo on-line e exercem massivamente o potencial interativo da Internet.” (Carlos Nepomuceno – autor do livro Conhecimento em Rede.).

“Web 2.0 é um buzz word que define conteúdo gerado pelo usuário e com foco no compartilhamento de informações. Tudo regado a AJAX.” (Nando Vieira – criador do Spesa.).

“Web 2.0 é um novo paradigma na utilização e criação de web sites mais participativos e colaborativos.” (Fabio Seixas – criador do Camiseteria.).

4

“Web 2.0 é o momento em que o mercado, por força dos usuários, voltou a dar importância para web depois do estouro da bolha.” (Paulo Rodrigo Teixeira – criador do 0BR.).

“Web 2.0 é o termo usado para identificar uma nova forma de navegar pela internet e, consequentemente, de desenvolver aplicações orientadas à esta nova geração de internautas.” (Diego Polo – criador do linkk.).

“Web 2.0 é como chamamos, depois de uma profunda análise histórica da web, um conjunto de práticas que ao longo dos anos provaram dar resultado.” (Gilberto Jr – criador do Outrolado.).

“A Web 2.0 aponta para uma mídia popular, independente de grandes corporações, recriada pelos seus próprios usuários.” (Frederick van Amstel – é mestrando em Tecnologia pela UTFPR e edita o blog Usabilidoido.).

“O registro dos fluxos de conversação entre usuários e o registro destes fluxos ao redor de aplicações.” (Mauro Amaral – editor do www.carreirasolo.org).

“Ajax, redes sociais, CGM: as definições mais comuns pra Web 2.0, ou um jeito para se voltar a falar de internet? Para mim nada mudou, tudo evoluiu.” (Michel Lent

– sócio-diretor da 10 Minutos.).

“Web 2.0 é buzzword, é fato que a internet está sofrendo transformações, mas precisamos rotulá-la para que essas mudanças tenham validade? Pra maioria da população mundial, que ainda está off-line, essa é a Web 1.0.” (Edney Souza – editor do blog Interney.).

“Sinaliza uma fase na web onde se pratica a liberdade de falar e ser ouvido. É uma consequência natural do desenvolvimento da internet.” (Vicente Tardin

– editor do Webinsider.).

“Web 2.0 usa a web como plataforma de socialização e interação entre usuários graças ao compartilhamento e criação conjunta de conteúdo.” (Guilherme Felitti – repórter do IDG Now! e mestrando em Web 2.0.).

5

“Na web 2.0 não somos mais nômades caçador-coletores: temos nome, plantamos conteúdo, colhemos conhecimento e criamos novos mundos.” (Rene de Paula Jr – projetos especiais, Yahoo! Brasil e editor do blog Roda e Avisa.).

“Alguém ouviu falar em TV 2.0 quando as transmissões passaram a ser coloridas ou via satélite?” (Marcelo Sant’Iago – presidente do Conselho Consultivo do IAB Brasil e mantém o blog Poucas e Boas.).

3.2. Características da Web 2.0.

Envolvimento com o usuário, conteúdo interessante, melhor organização do conteúdo e acessibilidade. Como exemplo de sites web 2.0, podemos citar:

Digg – site composto por notícias encontradas pelos utilizadores e por eles sugeridas como de interesse/qualidade (site do mesmo género no Brasil: rec6). Flickr – site para partilha e pesquisa de fotografias tiradas pelos próprios utilizadores. My Space– comunidade que permite encontrar pessoas com interesses semelhantes e partilhar ideias, fotos e vídeos. Netvibes – crie a sua própria página com o conteúdo de que gosta. Wikipédia - uma enciclopédia escrita em colaboração pelos seus leitores. You Tube – site que permite aos utilizadores ver e partilhar vídeos.

3.3. Elementos e funcionalidades da Web 2.0.

Blogs - sites em forma de diário no qual os textos são apresentados por ordem cronológica inversa. Wikis - sites cujo conteúdo é adicionado e mantido por quem o visita. Tagging – possibilidade de associar um ou mais termos ou palavras-chave a um item de conteúdo (texto, foto, bookmark). RSS feeds – (RSS, Really Simple Syndication) forma de alertar os membros/visitantes de um site de alterações no seu conteúdo. Estas feeds produzidas

6

automaticamente por muitas das ferramentas disponíveis podem depois ser lidas através de feed readers. Agregação de conteúdo - disponibilizar num site conteúdo publicado noutros sites com o intuito de facilitar o acesso (Netvibes) ou de enriquecê-lo com a opinião de outros utilizadores (Digg).

4. WEB 3.0.

4.1. O que é a Web 3.0 ou Web Semântica.

Para o pai da World Wide Web, Tim Berners-Lee, “É um modo de descrever coisas de maneira a que um computador possa perceber.”. Se a Web 1.0 foi a internet meramente informativa e a atual Web 2.0, a internet participativa, a Web 3.0 é a internet inteligente, isto é, uma forma de internet baseada numa maior capacidade dos diversos softwares disponíveis para “interpretar” os conteúdos em rede, devolvendo resultados cada vez mais objetivos e personalizados a cada nova pesquisa do utilizador.

Novamente para Tim Berners-Lee: “As páginas atuais da Internet estão construídas para serem lidas pelas pessoas, mas não por máquinas.”. Como consequência, qualquer que seja a pesquisa, mais ou menos complexa, os computadores retornam resultados, mas são as pessoas que sempre, tem de fazer a última análise, e filtragem da informação devolvida, porque só elas é que tem a capacidade para fazê-lo.

4.2. Como funciona a Web 3.0.

Com a web semântica, as pessoas e os computadores passam a cooperar na exploração e atribuição de significado aos conteúdos publicados na Internet e no desenvolvimento de tecnologias e linguagens que colocam esse significado ao alcance das máquinas. (No fundo, a web 3.0 figura-se como a melhor solução para ordenar o caos que caracteriza atualmente a informação existente na internet.).

A web semântica será a web do conhecimento, do ponto de vista da geração de novos conhecimentos, a web semântica não terá conhecimento novo em relação a web atual mas sim uma nova forma de estrutura que permitirá que o conhecimento (explícito) nela presente seja mais bem aproveitado, não só por pessoas, mas principalmente, por

7

máquinas. Podemos comparar a web atual como uma biblioteca cheia de livros, porém sem nenhuma forma de organização – todos os livros estão espalhados, e quem quiser procurar por algo deve ler todos até encontrar o que quer. Já a web semântica é uma biblioteca estruturada, onde cada livro está separado de acordo com seu assunto, seu autor, editora, etc., ou seja, cada livro tem vinculado a si um conjunto de informações extras que não dizem respeito a conteúdo novo, mas sim ao próprio conteúdo do livro (as chamadas meta-informações). Além disso, tais informações estão estruturadas segundo um padrão formal e bem definido. A existência desse padrão formal e bem definido torna possível atingir o que é o grande diferencial da web semântica: a possibilidade de que máquinas sejam capazes de processar seu conteúdo de forma muito mais eficaz e eficiente.

8

5. CONCLUSÃO

Na verdade a Web 1.0, não foi substituída pela Web 2.0, apenas foi modificado, de forma não substitutiva o modo como os usuários utilizam a internet. Com a Web 1.0 as pessoas não podiam gerar e publicar informações, apenas tinham acesso a essas informações já prontas, com a Web 2.0 é diferente, as pessoas podem ser também responsáveis por gerar, disponibilizar e modificar as informações. A Web 3.0, diferente da Web 2.0 que acrescentou algo a mais na forma como as informações são geradas, tem a função de melhorar a forma como as informações são encontradas, podendo aperfeiçoar o desempenho de processamento de conteúdo fazendo com que as maquinas sejam capazes de filtrar as informações, ou seja, as paginas da internet não são apenas para pessoas lerem, mas também para que as maquinas sejam capazes de ler. Assim não só as pessoas filtram o conteúdo de resultado, como ocorre com a Web 2.0.

9

REFERENCIAS

Existe uma Web 1.0? Disponível em: <http://informatica.hsw.uol.com.br/web-101.htm> - Acesso em 30.03.2011.

Web 2.0. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Web_2.0> - Acesso em 30.03.2011.

Conceituando o que é Web 2.0. Disponível em: < http://web2.0br.com.br/conceito-web20/> - Acesso em 30.03.2011.

Sistemas de Informação Distribuídos/SID na Web/Web Semântica. Disponível em:

<http://pt.wikibooks.org/wiki/Sistemas_de_Informa%C3%A7%C3%A3o_Distribu%C3%AD

dos/SID_na_Web/Web_Sem%C3%A2ntica> - Acesso em 30.03.2011.

Web

<http://www.westicon.pt/v2.1/pt/artigo.php?id_artigo=59> - Acesso em 30.03.2011.

2.0

vs

Web

3.0.

Disponível

em: