Escola Superior de Tecnologia e Gestão Pós-Graduação em “Segurança e Higiene no Trabalho”

Ano Lectivo de 2009/2010

MANUAL de SEGURANÇA e BOAS PRÁTICAS para o profissional TAE do INEM

Rúben Daniel Matos Viana JUNHO 2010

Data de Recepção Responsável Avaliação Observações

Versão 1.2 – 05/AGO/2010

MANUAL de SEGURANÇA e BOAS PRÁTICAS para o profissional TAE do INEM

Rúben Daniel Matos Viana JUNHO 2010

Rúben Daniel Matos Viana é licenciado em Eng. mecânica pelo Instituto Superior de Engenharia do Porto desde 2007. Em 2005 iniciou a sua actividade no INEM como Técnico de Ambulância de Emergência – TAE, sendo que finalizou a sua formação académica na modalidade de trabalhador/estudante. Começou por exercer funções na instituição, através das ambulâncias de suporte básico de vida (SBV) INEM sedeadas na zona metropolitana do Porto. Em Dezembro de 2008, após a criação dos meios SIV a nível nacional, foi transferido para o a base da ambulância de Suporte Imediato de Vida (SIV) sedeada na cidade de Vila do Conde, onde se encontra a exercer funções como TAE até ao momento. Entre o ano 2000 e 2005 foi elemento do corpo activo dos Bombeiros Voluntários de Esposende. Começando por exercer a actividade na categoria de aspirante, ocupava o posto de bombeiro de 2ª Classe do quadro activo, quando pediu demissão por incompatibilidade a nível profissional. É formador de diversas entidades que ministram formação a empresas,

relativamente à temática dos primeiros socorros, higiene e segurança no trabalho (HST) e brigadas de incêndios.

em prol de um melhor conforto e segurança às vitimas assistidas. do estágio que efectuei na viatura de suporte imediato de vida que o INEM tem sedeado na cidade de Vila do Conde. o melhor procedimento a tomar para que corra o mínimo de risco possível no decorrer da sua actuação. da Pós-Graduação em Higiene e Segurança.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Resumo A elaboração deste manual surge na sequência. sirva de complemento a toda a formação já ministrada pela instituição. na qual esta já se encontra na sua 6ª edição. durante o exercício das suas funções como elemento activo do sistema integrado de emergência médica nos meios INEM. que a Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Viana do Castelo – ESTG. sendo que o primeiro a ser abordado será a temática da Avaliação dos Riscos. O tema do estágio por mim escolhido permitiu que eu pudesse efectuar uma recolha de dados e informação exaustiva da actividade dos TAE´s. Depois o segundo tema fala da temática da Gestão do Risco. promoveu no ano lectivo 2009/2010. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 1 Rúben Viana . fruto muitas das vezes da falta de cuidado aquando a manipulação de carga. para que eu neste momento possa estar a apresentar um Manual de Segurança e Boas Práticas para os Profissionais TAE´s do INEM. para que os técnicos se possam orientar de forma a exercerem a sua actividade de uma maneira mais segura e profissional. fazendo referência aos tipos de risco que um trabalhador na generalidade pode estar sujeito no exercício da sua actividade. O manual está dividido em três temas principais. na qual também exerço funções profissionais como Técnico de Ambulância de Emergência – TAE. para que no futuro. Com este estágio pretendi elaborar uma manual que permita elucidar muitos dos procedimentos de actuação inerentes à actividade exercida pelo TAE. O estágio insere-se no último dos módulos. onde será abordado 16 situações reais onde é indicado ao TAE. Finalmente os Aspectos Ergonómicos será o último tema a ser abordado. fazendo referência às possíveis lesões músculo esqueléticas que o TAE possa vir a desenvolver.

1.Resumo Histórico 4 .4 – Fichas toxicológicas e de segurança .Introdução 2 .1.2 – Vias de entrada no organismo 1.1.Conceitos 1.2 – CONTAMINANTES FISICOS Iluminação Ruído Temperatura Humidade Radiações ionizantes 1.5 – Rotulagem de embalagem 1.1 – Vias de entrada no organismo 1.Metodologia 3 .3.3.1.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Índice 1 .3 – CONTAMINANTES BIOLÓGICOS 1.2 – Descrição da actividade 10 12 13 15 16 19 20 MANUAL DE SEGURANÇA E BOAS PRÁTICAS PARA OS PROFISSIONAIS TAE´s DO INEM Temáticas Gerais Abordadas no Manual Hierarquia da cadeia de comando Funções do INEM.1 – CONTAMINANTES QUÍMICOS 1.3 – Valores Limites de exposição .6 – Frases de risco e segurança 1.3.2 – Classificação dos agentes biológicos 1.FDS 1. no papel de agente da protecção civil Comandante das Operações de Socorro Sistema de Gestão de Operações Desenvolvimento da cadeia de comando Síntese do exposto 22 23 24 24 25 25 26 1 – AVALIAÇÃO DOS RISCO 27 1 – Contaminantes 1.1.Enquadramento Legal 5 .1. .1.3 – Medidas de prevenção e protecção dos riscos 28 29 30 30 32 32 34 37 39 39 39 40 40 40 41 41 41 43 _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 2 Rúben Viana .VLE 1.1 – Evolução dos meios em território nacional 5.Meios disponíveis 5.

2 – MANUSEAMENTO DE UM EXTINTOR 2.11.8.11.NEVÕES 2.11.13 – Considerações finais 2.2 – Cuidados no seu manuseamento 2.2.2.11.11.8 .Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2 – GESTÃO DO RISCO 45 2.1 – Como se inicia um incêndio? 2.2.4 – MANUSEAMENTO DO OXIGÉNIO 2.11.11.12 – Procedimentos de segurança na actuação do TAE 2.6.2.1 – A intensidade de corrente 2.1 – Algumas estatísticas 2.12 – EQUIPAMENTO DE PROTECÇÃO INDIVIDUAL – EPI 2.5 – FUGA DE GÁS COMBUSTÍVEL 2.11.6.5 – Classificação dos extintores 2.11.11 – Protecção das pessoas 2.10.10 – EVACUAÇÕES DE EMERGÊNCIA 2.7.4 .1 – Perigo do enriquecimento com oxigénio 2.6.11.11.2 – Tipos de incêndio 2.11 – ACIDENTES ELÉCTRICOS 2.2 – Actuação depois da ocorrência de um sismo 2.5 – Efeitos da corrente eléctrica sobre o corpo humano 2.11.4.1 – INCÊNDIOS EM HABITAÇÕES OU VIATURAS 47 2.3 – DERRAME COM PRODUTOS QUIMICOS 2.1 – Actuação durante a ocorrência de um sismo 2.SISMOS 2.2 – Tipos de contacto com a electricidade 2.3 – Evacuação em lares ou hospitais 2.2 – Mecanismos de acção do CO 2.1 – Efeito fisiológico e físicos da corrente eléctrica 2.7 .4.11.9 – VIOLÊNCIA NO LOCAL DE TRABALHO 2.6 – O choque e suas consequências (acção directa) 2.Extintores 2.CO 2.7 – As consequências de um acidente eléctrico 2.4 – A trajectória da corrente 2.1 – Evacuação no edifício onde se encontra a base INEM 2.9 – Quadro eléctrico (Função) 2.Simbologia 2.3 .3 – Actuação do TAE 2.12.6 – INTOXICAÇÃO POR MONOXIDO DE CARBONO .8 – Factores responsáveis pelas lesões 2.7.2.2 – Evacuação em locais públicos 2.10.1 – EPI´s na área da segurança rodoviária 49 49 50 51 51 52 55 56 56 57 58 59 61 61 62 64 65 67 69 70 72 74 75 75 75 77 77 77 79 80 81 81 83 84 85 86 86 87 89 92 93 93 _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 3 Rúben Viana .10.4.3 – Relato de casos reais potencialmente perigosos 2.10 – Protecção dos circuitos 2.3 – Diversas formas de morrer electrocutado 2.11.

13.15. CASO Nº4 – Colisão frontal/lateral entre dois veículos numa EN ou EM sendo que as viaturas imobilizam-se numa das faixas de rodagem.2 – Etiquetas de perigo 2.3 – Sistema de classificação de riscos (por Classes) CLASSE 1 – Matérias e objectos explosivos CLASSE 2 – Gases CLASSE 3 – Matérias liquidas inflamáveis CLASSE 4 – Matérias sólidas inflamáveis (…) CLASSE 5 – Matérias comburentes CLASSE 6 – Matérias tóxicas CLASSE 7 – Matérias radioactivas CLASSE 8 – Matérias corrosivas CLASSE 9 – Matérias e objectos perigosos diversos 2.5.4 – Procedimento de colocação e remoção dos EPI´s 2. CASO Nº7 – Atropelamento de um peão na passadeira.14.13 – SINALIZAÇÃO E PROTECÇÃO RODOVIÁRIA 2.16 – LIMPEZA E HIGIENE 2. CASO Nº6 – Colisão entre dois veículos ligeiros numa via com 4 faixas de rodagem no mesmo sentido.14.14.7 – Tipos de lesões ocasionadas por produtos perigosos 2.3 – Procedimento para retirar as luvas contaminadas 2.15.15. CASO Nº2 – Colisão entre dois veículos numa auto-estrada ou via equiparada.14.15.1 – Precauções universais 2.2 – Áreas de perigo e procedimento de aproximação 2. CASO Nº3 – Colisão frontal de dois veículos num IP ou EN em que as viaturas ficam imobilizadas na berma.14.1 – Regulamentos 2.13.15.16.4.5 – Várias tipologias para o transporte de matérias perigosas 2.13.2 – Remoção dos EPI´s 2.2 – Regras importantes de segurança 2.15 – BIO-SEGURANÇA 2.4 – Casos práticos de possíveis cenários no local da ocorrência CASO Nº1 – Colisão frontal de dois veículos numa EN em que as viaturas ficam imobilizadas quase a meio da via.13.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2.1 – Razão da cor escolhida para os meios INEM 2.3 – EPI´s usados no contacto directo com produtos perigosos 2.12.2 – Procedimentos para a lavagem e desinfecção das mãos 2.13.2 – EPI´s na área da Bio-segurança 2.1 – Colocação dos EPI´s (Bata+máscara+luvas) 2. CASO Nº8 – Accionamento para uma ocorrência num domicílio.13.4 – Painel Laranja 2.5.1 – Cálculo da área de aterragem em segurança 2.14.1 .4.Limpeza 147 148 150 153 153 154 156 157 158 158 _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 4 Rúben Viana .6 – Actuação do TAE (Sequência do atendimento) 2.12.4.15.14 – IDENTIFICAÇÃO DAS MATÉRIAS PERIGOSAS 2. CASO Nº5 – Colisão frontal entre um veículo ligeiro e uma moto numa EN ou EM.8 – Relato de um trágico acidente envolvendo equipas de socorro 117 121 122 123 124 125 126 126 127 128 128 129 130 131 132 133 134 138 141 145 146 2.15.3 – Medidas de protecção individual básicas 2.14. 94 95 97 98 99 103 103 105 107 109 110 111 112 113 114 2.3 – Considerações finais 2.14.13.5 – Evacuação via helicóptero 2.

1 – Dimensão do problema 3.5 – Regras sobre a manipulação e transporte de resíduos 2. SURFANIOS.Conclusão 8 .8 – Recomendação a adoptar pelo TAE 3.2 – Produtos desinfectantes (ANIOS DDSH.16.1 – Classificação dos resíduos hospitalares 2.5 – Regras de boas práticas 3.Procedimento para a colocação do saco 1 atrás das costas do TAE 3.5 – Procedimentos para elevação da maca da “½ altura” c/ 2 elem.16.4 – Exercícios de relaxamento muscular 3.10.16.9.5.4 – Procedimento para elevação da maca “do chão” c/ 4 elementos 3.3 – Movimento Manual de Carga 3.10.9 – Figuras ilustrativas de boas práticas 3. PRESEPT) 2.6 – Contentor de armazenamento VS grupo de lixo 160 162 164 166 166 167 168 168 169 170 3 – ASPECTOS ERGONÓMICOS 3.9.10 – Característica da carga do pré-hospitalar 3.1 .9.16.16.2 – Posturas correctas e erradas 3.16.6 – Causa para as LME´s (Lesões Músculo Esqueléticas) 3.5.4 – Transporte dos resíduos 2.3 – Procedimento para elevação da maca “do chão” c/ 2 elementos 3.10.2 – Caracterização por grupo de resíduos 2.10.16. 172 172 173 174 175 177 178 179 180 181 182 182 182 184 185 186 187 188 188 188 190 191 192 6 – Apresentação e discussão dos resultados 7 .5.16.5 – Resíduos hospitalares 2.2 – Configuração do transporte do material 3.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2.9.4 – Factores de risco resultantes do tipo 3.3 – Procedimento de lavagem do pavimento 2.5.Referências Bibliográficas APÊNDICES (Anexos do Manual) Ficha dos Dados de Segurança (FDS) do Oxigénio Ficha dos Dados de Segurança (FDS) do Presept Ficha dos Dados de Segurança (FDS) do Surfanios Ficha dos Dados de Segurança (FDS) do ANIOS DDSH Ficha dos Dados de Segurança (FDS) do Álcool Etílico Lista de Frases de Risco Lista de Frases de Segurança Regras básicas na utilização de extintores Resumo das etiquetas de perigo associadas às diferentes classes das matérias perigosas 194 ANEXO1 ANEXO2 ANEXO3 ANEXO4 ANEXO5 ANEXO6 ANEXO7 ANEXO8 ANEXO9 _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 5 Rúben Viana .3 – Transferência de um paciente da cama para a cadeira 3.5.3 – Meios para a deposição dos resíduos 2.5.7 – Lesões associadas às más posturas 3.16.2 – Dados do INEM 3.16.4 – Técnica de desinfecção para situações de derrame 2.10.1 – Posturas a evitar 3.

Imagem 31 – Ilustração da correcta posição de imobilização da ambulância (A ambulância chegou pelo lado esquerdo – ex. helicópteros Imagem 5 – Organograma resumo dos meios INEM Imagem 6 – Distribuição geográfica dos meios do INEM em Portugal continental. nº2) Imagem 36 – Ilustração da correcta posição de imobilização da ambulância que chegou ao sinistro pelo lado cima da imagem – exemplo nº1) Imagem 37 – Ilustração da correcta posição de imobilização da ambulância que chegou ao sinistro pelo lado esquerdo da imagem – ex. envolvendo substâncias corrosivas Imagem 54 – Exemplo de etiquetas de perigo. envolvendo líquidos inflamáveis Imagem 49 – Exemplo de etiquetas de sólidos inflamáveis Imagem 50 – Exemplo de etiquetas de perigo. ambulâncias INEM. envolvendo substâncias perigosas diversas Imagem 55 – Etiqueta indicando matéria transportada quente Imagem 56 – Placa laranja com Nº de perigo e nº ONU Imagem 57 – Forma de colocação dos painéis laranja e etiquetas em veículos cisterna Imagem 58 – Alguns tipos de contentores/cisternas utilizados no transporte de matérias perigosas. envolvendo substâncias radioactivas Imagem 53 – Exemplo de etiquetas de perigo. ambulância recém-nascidos.º 220/2007 de 29 de Maio Imagem 2 – Foto dos CODU e CODU-Mar Imagem 3 – Meios INEM: Mota. nº1) Imagem 32 – Ilustração da correcta posição de imobilização da ambulância (A ambulância chegou pelo lado direito – ex.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Índice de Imagens Imagem 1 – Decreto-Lei n. envolvendo gases Imagem 48 – Exemplo de etiquetas de perigo. ambulância SBV e SIV Imagem 4 – Meios INEM: VMER.º2) Imagem 38 – Ilustração da correcta posição de imobilização da ambulância no local do acidente Imagem 39 – Ilustração da correcta posição de imobilização da ambulância no local do acidente Imagem 40 – Ilustração da correcta posição de imobilização da ambulância quando arranja espaço para estacionar a viatura (exemplo nº1) Imagem 41 – Ilustração da posição de imobilização mais indicada para ambulância quando não tem espaço para estacionar (exemplo nº2) Imagem 42 – Ilustração da zona de aterragem Imagem 43 – Ilustração do valor de (D) no helicóptero Bell 412EP Imagem 44 – Exemplo do painel laranja identificando o material e os perigos associados Imagem 45 – Painel laranja indicativo de perigo de explosão Imagem 46 – Exemplo de etiquetas de perigo. VMER e Helicópteros. nº2) Imagem 33 – Ilustração da disposição dos meios de socorro presentes no teatro de operações no sinistro Imagem 34 – Ilustração da correcta posição de imobilização da ambulância que chegou ao sinistro pelo lado esquerdo da imagem – ex. nº2) Imagem 35 – Ilustração da correcta posição de imobilização da ambulância que chegou ao sinistro pelo lado direito da imagem – ex. respectivamente. Imagem 59 – Delimitação da zona de perigo Imagem 60 – Zona das mãos mal lavadas Imagem 61 – Procedimento para remoção das luvas contaminadas Imagem 62 – Indicação do peso máximo ideal mediante a posição da pessoa e da carga. envolvendo substâncias explosivas Imagem 47 – Exemplo de etiquetas de perigo. envolvendo oxidantes e peróxidos orgânicos Imagem 51 – Exemplo de etiquetas de perigo. envolvendo substâncias tóxicas e infectantes Imagem 52 – Exemplo de etiquetas de perigo. Imagem 28 – Chegada da ambulância e imobilização em modo de sinalização e protecção em auto-estrada (Exemplo nº1) Imagem 29 – Chegada da ambulância e imobilização em modo de sinalização e protecção em auto-estrada (Exemplo nº2) Imagem 30 – Ilustração da disposição dos meios de socorro presentes no teatro de operações em sinistros deste tipo. Imagem 63 – Tipos de lesões associadas às más posturas 15 16 17 17 18 19 33 33 34 37 51 51 65 66 77 78 78 80 83 85 105 105 105 107 107 107 109 109 109 110 110 111 111 112 113 114 114 119 120 124 126 127 128 128 129 130 131 132 132 133 133 134 137 138 142 150 157 176 179 _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 6 Rúben Viana . Imagem 7 – Informação presente num rótulo Imagem 8 – Exemplo de um rótulo de um produto químico Imagem 9 – Classificação das propriedades de perigo vs categoria do perigo Imagem 10 – Símbolos de perigo usados em rotulagem (Quadro resumo) Imagem 11 – Símbolo identificativo de um extintor Imagem 12 – Elementos base presentes num extintor Imagem 13 – Ilustração da escala de Richter Imagem 14 – Falhas e Placas tectónicas existentes em Portugal Imagem 15 e 16 – Imagem ilustrativa do contacto directo com a electricidade Imagem 17 e 18 – Imagem ilustrativa do contacto directo com a electricidade Imagem 19 e 20 – Imagem ilustrativa do contacto indirecto com a electricidade Imagem 21 – Imagem ilustrativa das possíveis trajectórias da corrente Imagem 22 e 23 – Ilustração do coração e do sistema circulatório Imagem 24 – Efeitos fisiológicos provocados pela intensidade de corrente Imagem 25 – A ambulância chega pelo lado esquerdo Imagem 26 – A ambulância chega pelo lado direito Imagem 27 – Ilustração do teatro de operações com todos os meios de emergência envolvidos no socorro.

Foto 27 e 28 – Ilustração da direcção das rodas em terrenos com declive Foto 29 a 32 – Perigos provocados por desmoronamentos Foto 33 – Ilustração da má imobilização assumida pela viatura de socorro no local do sinistro. Foto 21 e 22 – Fotos ilustrativa da má visibilidade quando se encontra nevoeiro Foto 23. onde esteve envolvido uma viatura de transporte de matérias perigosas Foto 76 – Gel desinfectante MED + Foto 77 – Foto da disposição do papel de mãos. é visível a placa de sinalização e a circulação com as luzes acesas Foto 60 – Incêndio na zona industrial de Vila do Conde em que a equipa de socorro pré-hospitalar foi a primeira a chegar ao local (2009) Foto 61 – Despiste de camião cisterna transportando ácido clorídrico Foto 62 – Acidente envolvendo viatura cisterna de transporte gás propano Fotos 63 e 64 – Acidentes graves envolvendo veículos de transporte de matérias perigosas Fotos 65 à 74 – Fotos de acidentes de veículos que transportam matérias perigosas Foto 75 – Foto do teatro de operações de socorro.24 e 25 – Ilustração da posição de protecção Foto 26 – Ilustração da não criação da distância mínima de 15 metros e do mau posicionamento da ambulância.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Índice de Fotos Foto 1. a uma vitima de atropelamento Foto 36 a 42 – Heli-transporte Primário a partir de locais não preparados Foto 43 – Transporte secundário a efectuar pelo helicóptero Foto 44 – Ilustração da área mínima de segurança para aterrar um helicóptero Foto 45 e 46 – Várias tipologias de armazenamento das matérias perigosas Foto 47 – Fusão de Termoplásticos Foto 48 e 49 – Exemplo de embalagens com fertilizantes Foto 50 – Exemplo de embalagens com pesticidas.2 e 3 – Incêndios urbanos e em viaturas Foto 4 – Foto de extintor presente no interior da ambulância Foto 5 e 6 – Fotos da localização das garrafas de oxigénio 20L e 3L no interior da ambulância SIV Fotos 7 e 8 – Acidentes com derrame de óleos Foto 9 e 10 – Foto que ilustra a tarefa incumbida aos populares de forma a criar uma cobertura protectora Foto 11 – Disjuntores magneto térmicos Foto 12 e 13 – Fusíveis Foto 14 – Disjuntor diferencial de 30mA Foto 15 – Disjuntor diferencial da EDP Fotos 16. é visível a placa de sinalização cor-de-laranja avisando o transporte de matérias perigosas (…) Foto 58 – Veículo cisterna de transporte de refinados de petróleo Foto 59 – Traseira de um camião de transporte de botijas de gás. Foto 34 – Ilustração real do tipo de acidente abordado neste caso. gel desinfectante e sabão liquido no interior da célula sanitária da ambulância Foto 78 e 79 – Ilustração para o correcto transporte na configuração 1 Foto 80 e 81 – Ilustração para o correcto transporte na configuração 2 47 54 57 58 73 86 86 87 87 95 96 97 98 99 100 102 102 107 109 113 117 118 121 123 129 130 131 132 134 139 140 140 141 141 141 144 145 146 153 153 187 187 Índice de Quadros Quadro 1 – Classes dos fogos e sua relação com o tipo de materiais Quadro 2 – Tipos de extintores vs aplicações vs restrições Quadro 3 – Eficácia do agente extintor perante a classe do fogo Quadro 4 – níveis de tensão existentes na rede eléctrica nacional Quadro 5 – Classes de matérias perigosas Quadro 6 – Código de identificação de perigo Quadro 7 – Regras de segurança para o manuseamento de produtos desinfectantes 50 53 54 84 126 135 157 Índice de Gráficos Gráfico 1 – Gráficos que demonstram a evolução dos meios INEM s terrestres profissionalizados desde 2001 até 2010 Gráfico 2 – Efeitos da inalação de monóxido de carbono em baixas concentrações no ar ambiente 19 64 _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 7 Rúben Viana .17 e 18 . Foto 51 e 52 – Instalações de um reactor nuclear Fotos 53 à 56 – Diferentes tipos de painel laranja Foto 57 – Camião de carga geral estacionado. Foto 35 – Actuação das equipas do INEM. com autocarro que transportava alunos da universidade sénior de Castelo Branco em que morreram 17 pessoas.Vestimentas de protecção por níveis Foto 19 – Viatura NRBQ do INEM Foto 20 – Acidente na A23.

Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Índice de Organogramas Organograma 1 – Resumo dos contaminantes a que os TAE´s se encontram potencialmente expostos. Organograma 2 – Lista dos riscos associados aos agentes químicos 28 29 Índice de Ilustração Ilustração 1 – Excerto do Decreto-Lei nº 134/2006 de 25 de Julho (SIOPS) Ilustração 2 – Procedimento a tomar em caso de incêndio num edifício 24 76 _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 8 Rúben Viana .

Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Lista de siglas e acrónimos TAE ESTG INEM SIV SBV SNBPC SAV VMER CODU EN IP EM SIOPS DON CDOS DIOPS APC GPL EPI - Técnico de Ambulância de Emergência Escola Superior de Tecnologia e Gestão Instituto Nacional de Emergência Médica Suporte Imediato de Vida Suporte Básico de Vida Serviço Nacional Bombeiros e Protecção Civil Suporte Avançado de Vida Viatura Médica de Emergência e Reanimação Centro de Orientação de Doentes Urgentes Estrada Nacional Itinerário Principal Estrada Municipal Sistema Integrado de Operações e Protecção e Socorro Directiva Operacional Nacional Comando Distrital de Operações de Socorro Dispositivo Integrado das Operações de Protecção e Socorro Agentes da Protecção Civil Gás de Petróleo Liquefeito Equipamento de Protecção Individual _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 9 Rúben Viana .

à variabilidade de acções e a multiplicidade de agentes envolvidos na emergência médica.6% do total de todos os elementos. porque o INEM continua a apresentar uma lacuna de formação de determinadas temáticas na instrução e preparação dos seus técnicos. A segunda razão. surge no meu ver. que só o devem fazer (actuar) quando existe condições de segurança no local. para o puderem consultar.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 1 – Introdução O tema do estágio. do universo de 1302. além da formação específica na área do socorro pré-hospitalar. sendo que correspondem a 48. Trata-se portanto de fazer cumprir escrupulosamente a primeira directriz do seu protocolo de actuação. todos eles tiveram a indicação expressa aquando a sua formação. espalhados pelo país. quais são os verdadeiros conhecimentos que cada técnico possui que permita que este faça uma correcta avaliação e gestão do risco quando são chamados para intervir em determinada ocorrência? (*) . que exercem funções nas ambulâncias de SBV e SIV. Por esta razão. ocorrem já no decorrer na sua actividade profissional. não têm experiência de terreno na área da emergência pré-hospitalar. Escolhi este grupo específico dos profissionais da emergência pré-hospitalar para desenvolver o meu trabalho. A primeira razão deve-se ao facto de esta ser a área profissional no INEM que apresenta mais número de efectivos. sendo que muito do conhecimento que irão a adquirir. Muitos dos elementos admitidos para exercer funções como TAE. uma necessidade formativa que o INEM ainda não implementou para a instrução de elementos que possam a vir desempenhar funções como TAE. irei direccionar este manual especificamente aos profissionais TAE do INEM. desfibrilhação automática externa (DAE) e do curso de condução defensiva. sobre algumas das temáticas em falta que pretendo retratar. por vezes com o auxílio dos seus colegas mais experientes. Dado a extensão verificada de actuação do próprio INEM. Por esse motivo quero dar o meu contributo para que o INEM possa fornecer a cada TAE recémformado. Quando os novos técnicos ficam habilitados para exercerem o socorro pré hospitalar. Ora vejamos. cerca de 633 (*). para que possam estar devidamente capacitados para responder a todas as exigências que este tipo de actividade impõe. Agora. coloco a questão. um manual onde conste toda essa informação que no meu ponto de vista é pertinente para que o técnico venha a ter uma melhor conduta profissional no futuro da sua actividade. o manual terá um maior número de destinatários. que exercem funções na instituição. o técnico não possui mais nenhuma área de conhecimento ministrada pelo INEM. surgiu. por três razões. no sentido de puder vir a colmatar.Segundo os dados estatísticos de 2009 _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 10 Rúben Viana .

Por fim. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 11 Rúben Viana . testar as competências adquiridas no curso em contexto de trabalho e dotar a instituição INEM. no trabalho de rua. Qual é a formação que o INEM institui aos seus profissionais. com este manual. pretendo também.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Que eu tenha conhecimento não existe nenhuma formação instituída pelo INEM para sensibilizar os seus profissionais para as condições de segurança. de forma a sensibiliza-los para as possíveis lesões músculo esqueléticas que possam vir a desenvolver no decorrer da sua actividade? Deste modo considero imperativo que deva existir mais formação e informação nesta área. de documentos de segurança no sentido de implementar a avaliação de riscos na instituição. para que todos os técnicos de ambulância de emergência desenvolvam a sua actividade no INEM com maior segurança.

na qual presenciei. Nos acidentes eléctricos. como profissional de emergência pré-hospitalar.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2 – Metodologia A metodologia adoptada para a elaboração do manual consistiu no tratamento da recolha de informação e dados durante o período de estágio. sendo que os primeiros 5 anos foram adquiridos em contexto de serviço voluntariado na corporação dos Bombeiros Voluntários de Esposende e os últimos 5 anos. sismos. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 12 Rúben Viana . Também me servi dos conhecimentos adquiridos das diversas temáticas abordadas ao longo da Pós-Graduação em SHT. no incêndio em habitações ou viaturas. que me auxiliou na elaboração dos temas da Gestão do Risco. tais como. foi consultado o site oficial da REN – Rede Eléctrica Nacional. foi realizada tendo por base a recolha e tratamento da informação retirada dos sites oficiais das várias entidades com responsabilidade no assunto. a Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC). nos conhecimentos adquiridos ao longo de 10 anos de experiência na actividade do pré-hospitalar. nevões. A informação introdutória e de desenvolvimento das diferentes temáticas. já ao serviço do INEM. como por exemplo. etc.

onde são documentados os primeiros registos de intervenções. Esta filosofia de abordagem aos doentes manteve-se até metade do séc XIX. . A evolução recente do INEM tem sido baseado em três grandes linhas orientadoras. realizando não só o socorro aos doentes como também o transporte do local da ocorrência para uma unidade Hospitalar sempre que necessário. a evolução das técnicas de emergência pré-hospitalar e de todos os dispositivos técnicos envolvidos em toda a cadeia de procedimentos de emergência médica indiciaram a evolução do INEM até ao seu estado actual. Neste início da história da emergência médica os feridos eram evacuados para os hospitais de campanha onde eram prestados os primeiros socorros. tendo a história rapidamente evoluído desde o ano de 1971 (ano da criação o Serviço Nacional de Ambulâncias através do Decreto Lei nº 511/71 de 22 de Novembro). cria-se o Serviço Nacional de Ambulâncias e posteriormente o Gabinete de Emergência Médica. Em termos de qualidade há uma especial preocupação para a certificação do INEM de acordo com as normas: . a evolução científica e tecnológica. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 13 Rúben Viana . . aquando da reformulação do sistema básico de saúde.ISO 9001/2000 (Sistema de Gestão da Qualidade).OSHA 18001/1999 (Sistemas de gestão da segurança e saúde no trabalho segundo referenciais normativos internacionais). Com a 2ª Grande Guerra este conceito ganhou uma maior importância. O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) no início da sua criação. reforma do próprio sistema de saúde e a certificação da qualidade.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 3-Resumo Histórico A emergência médica tem origem na época das guerras Napoleónicas. afirmou-se na sociedade portuguesa como organismo público responsável pelo auxílio de socorro à população em caso de acidente ou doença súbita. propõe que prioritariamente se deveria levar o médico ao doente ao invés do tradicional transporte rápido do doente ao médico. associados ao cirurgião Dominique Larrey nos campos de batalha. o cirurgião Kirschener altera um pouco o próprio conceito de emergência médica pré-hospitalar. O INEM surge no importante início dos anos 70. No entanto no final da década de 30.ISO 14001/1999 (Sistema de Gestão Ambiental).

também identificados na evolução histórica.NP 4397/2001 (Sistemas de gestão da segurança e saúde no trabalho segundo referenciais normativos nacionais). _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 14 Rúben Viana . ou seja numa primeira abordagem à vítima há uma preocupação com a estabilização da vítima e posteriormente o seu transporte para o hospital caso seja necessário.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 . caracterizado pela estabilização do doente no terreno e posterior transporte para a unidade hospitalar. caracterizado por uma acção de resgate imediato do doente e transporte para o hospital. Actualmente a nível mundial existem dois modelos de acção em emergência médica préhospitalar. No nosso país o funcionamento baseia-se nos métodos do sistema francês SAMU de France (Sistéme Ambulatoire de Médicin Urgent). e que são: ► “Load and Go” ou “Scoop and Run” – Método de origem Americano. ► “Stay and Play” – Método de origem Francófona.

ficando então responsável pela coordenação do Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM). bem como uma lógica global de reforma do sistema de saúde. Imagem 1 – Decreto-Lei n.pt. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 15 Rúben Viana . pode ter acesso a uma panóplia de legislação envolvendo a actividade do INEM.º 220/2007 de 29 de Maio NOTA: No site do INEM. bem como de aprofundamento da qualidade dos serviços de urgência/emergência prestados. Com a aprovação deste diploma há a preocupação de tornar o INEM “numa estrutura adaptada à complexidade e responsabilidade da urgência/emergência primando pela eficácia e eficiência nas suas múltiplas vertentes”. Este Decreto de Lei vem alterar a orgânica aprovada em 1981 através do Decreto-lei nº234/81. este é feito pelo Decreto-lei nº 167/2003 de 29 de Julho. Posteriormente através da Portaria nº 458-A/2004 (2ª série) é aprovado o regulamento da organização interna do INEM.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 4-Enquadramento Legal Quanto ao enquadramento legal do INEM. em www. o qual possui neste novo modelo competências muito específicas das diversas áreas chave envolvidas na acção deste organismo. introduzindo uma nova filosofia de acção procurando actualizar esta área de acção médica em função das exigências da evolução científica e tecnológica.inem.

Imagem 2 – Foto dos CODU e CODU-Mar Para fazer face a todos os pedidos de emergência em todo o território nacional. mais conhecido por CODU (Centro de Orientação de Doentes Urgente) sendo que a sua principal função de triagem é desenvolvida em três momentos distintos: 1º .Accionamento dos meios INEM. Coimbra.Verificação da situação pelo Médico regulador. o INEM possui 4 CODU em Portugal Continental. após confirmação do médico regulador a coordenação dos meios é garantido por um posto com telefone. sendo que estes incorporam também os CODU-Mar.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 5-Meios Disponíveis Podemos tentar explicar a acção do INEM através da sua prática de contacto com o público. Lisboa e Faro. percepção da situação em si e proposta de resposta para quem liga e simultaneamente accionamento dos meios INEM necessários. computador e rádio. confirma o envio dos meios INEM e qual a unidade hospitalar que irá receber o doente. elucidando o leitor que todos os meios do INEM são accionados através de uma central de gestão da emergência médica. 2º .Atendimento da chamada pelos operadores do CODU. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 16 Rúben Viana . Existem um na cidade do Porto. 3º .

Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 A interacção entre o CODU e as vítimas é assegurada pelos meios/equipas operacionais. .Ambulância SIV (Tripulada por um TAE e um Enfermeiro). Imagem 3 – Meios INEM: Mota. conforme a necessidade da situação: . ambulância recém-nascidos. ambulância SBV e SIV Imagem 4 – Meios INEM: VMER.Helicóptero (Tripulado por Piloto e Co-piloto + Medico e Enfermeiro) Nota: Nos dois primeiros meios apenas é instituído o suporte básico de vida às vítimas. . podendo estas ser de 6 tipos diferentes. helicópteros _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 17 Rúben Viana .Ambulância SBV (Tripulada por dois TAE´s) . .VMER (Tripulado por um Enfermeiro e um Médico).Ambulância Recém Nascidos (Tripulada por TAE + Médico + Enfermeiro).Mota (Tripulada por um TAE). .

sendo este o serviço que faz o acompanhamento psicológico do pessoal do INEM e uma das equipas operacionais em caso de catástrofe. este centro é o responsável como o nome indica pelas questões ligadas à intoxicação.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Imagem 5 – Organograma resumo dos meios INEM e não INEM Estes meios só são disponibilizados depois da autorização dos médicos reguladores do CODU. tendo estes um papel essencialmente de gestores de meios e supervisão das decisões de accionamento dos meios. ● CIPSE – Centro de Intervenção e Planeamento para Situações de Excepção. ● CIAV – Centro de Informação Anti-Venenos. tendo este centro as competências na área dos simulacros e a elaboração dos planos de emergência de eventos ou cenários excepcionais. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 18 Rúben Viana . bem como o planeamento e coordenação das equipas em missões internacionais. Existem ainda outras estruturas especializadas na acção do INEM tais como: ● CAPIC – Centro de Apoio Psicológico e Intervenção em Crise.

5. Desde a sua fundação a quantidade dos meios tem vindo a aumentar e a diversificar-se. ambulâncias INEM. VMER e Helicópteros. respectivamente. Imagem 6 – Distribuição geográfica dos meios do INEM em Portugal continental.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 A acção no terreno do INEM está dependente de um conjunto de meios técnicos e humanos que possibilitam toda a dinâmica de socorro do nosso país. assegurando uma cobertura de toda a área geográfica do país. note-se pela figura abaixo a distribuição geográfica dos meios INEM.1 – Evolução dos meios em território nacional Gráfico 1 – Gráficos que demonstram a evolução dos meios INEM s terrestres profissionalizados desde 2001 até 2010 _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 19 Rúben Viana .

O trabalho destes tripulantes é desenvolvido essencialmente em 10 momentos distintos. com 42 VMER e 5 helicópteros. além dos meios com suporte avançado de vida (SAV).Avaliação e prestação de cuidados à(s) vitima(s) de doença súbita ou trauma.Accionamento para a ocorrência (status CAMINHO DO LOCAL).Regresso à base (status BASE). profissionalizadas. 10ª . traduzindo-se essencialmente: 1ª .2. (*) – Se não for possível passar a disponível no hospital.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 No plano qualitativo do panorama nacional da emergência pré-hospitalar.Caminho do hospital – transporte (status CAMINHO DO HOSPITAL). pode levar a uma complicada definição de risco para o tripulante. Deve ser notificado o CODU de tal situação. pois estabilizar um doente em estado crítico implica uma luta contra o tempo. a ambulância deve regressar à base em status INOP. Estes profissionais têm não só o constrangimento temporal associado à sua tarefa.Descrição da actividade O facto de não existir informação sistematizada referente às técnicas de abordagem aos doentes em situação de emergência. com a profissionalização de um número significativo de meios. 3ª . como também têm uma componente de trabalho em equipa muito marcado e ainda constrangimentos espaciais.Chegada ao hospital e entrega da (s) vitima (s) à equipa de serviço (status HOSPITAL). 4ª . 7ª . desenvolvendo uma acção no terreno concertada com as indicações que lhes são dadas.Preparação da (s) vitimas (s) para o transporte e passagem desta (s) para a ambulância. 9ª . há 28 ambulâncias SIV e 61 ambulâncias SBV.De prontidão na base (status BASE). 2ª .Reposição do material nas mochilas de 1ª intervenção do veículo e passagem a disponível (status DISPONIVEL) (*). _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 20 Rúben Viana . a evolução têm sido positiva. 8ª . 6ª .Chegada ao local e preparação da intervenção (status LOCAL). 5ª . 5.Preenchimento de verbetes e outros documentos. todo o trabalho é feito em equipa mesmo no caso da mota é importante o contacto com a equipa do CODU. Hoje. É impossível definir uma acção individual na cadeia iniciada aquando de um telefonema para o 112.

2010 _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 21 Rúben Viana .Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 MANUAL de SEGURANÇA e BOAS PRÁTICAS para o profissional TAE do INEM.

Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 TEMÁTICAS ABORDADAS NO MANUAL O manual para o profissional TAE do INEM está dividido nas seguintes temáticas: AVALIAÇÃO DOS RISCOS TEMÁTICAS ABORDADAS ASPECTOS ERGONÓMICOS GESTÃO do RISCO _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 22 Rúben Viana .

a hierarquia de comando a que todos se devem reger. As forças e meios de protecção civil consagrados na lei. .Policia Judiciária (PJ).Forças Armadas (FA). .Estradas de Portugal.Instituto de Meteorologia (IM). são: .Instituto Nacional de Emergência Média (INEM).Direcção Geral da Autoridade Marítima (DGAM). .Associações Humanitárias dos Bombeiros (AHB). sabendo exactamente o lugar que ocupam no sistema integrado das operações de protecção e socorro (SIOPS). REFER.Guarda Nacional Republicana (GNR).Policia de Segurança Pública (PSP). . Por esse motivo. ANSR.Cruz Vermelha Portuguesa (CVP). . . . IPTM. . é dado a conhecer nesta fase inicial do manual.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 HIERARQUIA DA CADEIA DE COMANDO Comandante das Operações de Socorro – COS A hierarquia da cadeia de comando preconizada para ocorrências que envolvem mais que um agente da protecção civil é infelizmente uma temática que para muitos dos TAE´s é de desconhecimento total.Instituto Nacional de Aviação Civil (INAC). . .Sistemas Nacionais de Busca e Salvamento Aéreo e Marítimo (SNBSAM). . afim de exercerem a sua actividade. .Empresa de Meios Aéreo (EMA). .ANACOM.Autoridade Nacional Florestal (AFN).Juntas de Freguesia.Direcção-Geral de Saúde (DGS). INIR e outras entidades públicas e privadas). . . . . _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 23 Rúben Viana . ICNB. .Câmaras Municipais. .Instituto de Medicina Legal. .Sapadores Florestais (SF).Instituto da água (INAG).

bem como a montagem de Postos Médicos Avançados (PMA).L. no cumprimento de todas as missões de apoio e assistência no âmbito desta directiva. O INEM articula-se. está preconizado em diploma legal a hierarquia de competências e funções que cada um dos agentes de protecção civil deve assegurar. a nível distrital. O INEM garante as missões solicitadas pelo CNOS. Executa a triagem e o apoio psicológico a prestar às vítimas no local da ocorrência. com o CNOS. a nível nacional. no papel de agente da Protecção Civil O INEM coordena todas as actividades de saúde em ambiente pré-hospitalar. Funções do INEM. que se encontra consagrado em diploma constitucional. através do D. de acordo com esta directiva. a referenciação e transporte para as unidades de saúde adequadas. com o COS. Ilustração 1 – Excerto do Decreto-Lei nº 134/2006 de 25 de Julho (SIOPS) _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 24 Rúben Viana . nº134/2006 e da DON – Directiva Operacional Nacional nº1/2009.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Quando um incidente envolve mais de que um agente de socorro. com os planos de emergência de protecção civil dos respectivos escalões e das suas próprias disponibilidades. Deste modo dá-se a conhecer a todos os TAE´s e restantes elementos profissionais do INEM. que o chefe da primeira força de socorro a chegar ao local do sinistro assume de imediato a função de comando da operação de socorro (COS). a triagem e evacuações primárias e secundárias. com vista à sua estabilização emocional e posterior referenciação para as entidades adequadas. com o CDOS e no local da ocorrência.

na sua área de actuação. o chefe da primeira equipa a chegar ao local assume de imediato a função de COS. permitindo manter desde logo um sistema evolutivo de comando e controlo da operação. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 25 Rúben Viana . Sempre que uma força de socorro das organizações integrantes do Sistema Integrado de Operações de Protecção e Socorro (SIOPS) seja accionada para uma ocorrência. que é utilizada seja qual for a importância e o tipo de ocorrência. e com base nas disponibilidades do momento. de modo a evitar desenvolvimentos catastróficos das ocorrências. A decisão do desenvolvimento da organização é da responsabilidade do Comandante das Operações de Socorro (COS). O comando próprio de cada força deverá ser proporcional e adequado ao envolvimento de meios humanos e materiais empregues pela mesma. assumir essa função. competindo a um elemento de Comando do Corpo de Bombeiros com a responsabilidade da área onde decorre o evento. até à transferência do Comando para um responsável de escalão superior. A evolução da situação pode levar ao aumento da complexidade da operação e consequentemente do teatro de operações. que a deverá utilizar sempre que os meios disponíveis do primeiro alarme e posteriormente do segundo alarme se mostrem insuficientes. O Comandante de um Corpo de Bombeiros é o máximo responsável pelo Comando das Operações de Protecção e Socorro. dando assim início à DON Nº1/2009/ANPC – organização mínima de um teatro de operações. Desenvolvimento da cadeia de comando (a) O desenvolvimento da cadeia de comando acontecerá sem prejuízo. pelo que o processo de transferência da função de COS é de vital necessidade. A assunção da função de COS deve ter em conta as competências. e desenvolvese de uma forma modular. de uma resposta hierarquicamente adequada. atribuições legais e capacidade técnica da entidade representada. coordenada e imediata à situação.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Sistema de Gestão das Operações O Sistema de Gestão das Operações é uma forma de organização de um teatro de operações. tendo em vista a resolução adequada da situação.

(c) Na Faixa Litoral – Os Capitães dos Portos têm. Síntese do exposto Perante o exposto. competências de Protecção Civil na faixa litoral e nos espaços do Domínio Público Hídrico sob jurisdição da Autoridade Marítima Nacional. a função de COS pode ser assumida por um elemento da estrutura de comando operacional distrital da ANPC. e sem que haja possíveis desentendimentos entre as equipas de socorro. em situações de maior complexidade que o justifiquem. ou uma equipa dos bombeiros locais. a responsabilidade da assumpção da função de Comandante das Operações de Socorro cabe por ordem crescente: – Ao Chefe da primeira equipa a chegar ao evento. os Capitães dos Portos. assumem as funções de COS no seu espaço de jurisdição e em articulação estreita com os CDOS dos Distritos onde se inserem as respectivas capitanias dos portos. – A nível intermunicipal ou regional ou por decisão do Comandante Operacional Nacional. Deste modo. nomeadamente a Autoridade Marítima. promover o diálogo entre equipas. para que desta forma sejam ultrapassadas as possíveis divergências do melhor método para socorrer os sinistrados. adoptar o procedimento que seja mais vantajoso para a integridade e saúde das vítimas. caso seja o primeiro meio a chegar ao teatro de operações ficará como COS no momento. de acordo com o Decreto-Lei nº 44/2002. – Existindo sinergias que resultam da existência de um DIOPS com as valências diferenciadas dos vários APC. se porventura chegar ao local o médico de uma VMER.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 (b) Extrapolando o tipo de hierarquia para os meios INEM. – Ao Chefe do Grupo de Combate presente no teatro de operações. procurando sempre que possível. de 2 de Março. fica preconizado que o elemento INEM na função de TAE. presente no teatro de operações. sem prejuízo das competências nacionais da Protecção Civil. independentemente da sua titularidade. – Ao Oficial Bombeiro mais graduado. se a situação o justificar ou por decisão do Comandante Operacional Nacional. um elemento da estrutura de comando operacional nacional da ANPC. para que todo socorro se processe da melhor forma. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 26 Rúben Viana . no âmbito das competências que a lei lhes confere. – A nível inter-distrital poderá assumir o Comando. A partir dessa altura deverá transferir essa função ao médico ou elemento dos bombeiros mais graduado chegado ao local. – Ao Comandante do Corpo de Bombeiros da área de actuação. deve-se a partir desse momento. – Ao Médico da 1ª VMER a chegar ao teatro de operações (no caso da 1ª equipa a chegar ao evento ser composta por meios INEM SIV ou SBV). sendo que o deixará de ser.

Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Avaliação dos riscos Tema nº1 _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 27 Rúben Viana .

o TAE no fim deste módulo terá um maior leque de conhecimentos para que. como por exemplo. originados pelas más condições de trabalho. Na presença destas situações podem aparecer casos de doença profissional. quando a presença destes poluentes ultrapassa os valores a partir dos quais podem causar doenças profissionais. pretendendo com isso a avaliação e prevenção do risco de doença para a comunidade em geral. ruído. dá-se no meio ambiente de trabalho. poeiras e gases e vários tipos de poluentes biológicos. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 28 Rúben Viana . Neste pressuposto. onde podem ocorrer varias situações de poluição.CONTAMINANTES O meio ambiente de trabalho Estudar situações de poluição do meio ambiente. ou biológicos. Grande parte da vivência diária do homem. possa realizar uma rápida avaliação ao local de cada ocorrência de modo a identificarem possíveis riscos para o exercício das suas funções. vibrações. físicos. radiações. no que se refere a poluentes químicos. ou seja. é aplicar métodos e normas que tem em atenção a protecção do meio ambiente.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Tema 1 – AVALIAÇÃO DOS RISCOS 1 . Sendo assim. os contaminantes a que o TAE está potencialmente expostos aquando o exercício das suas funções são: CONTAMINANTES QUIMICOS FISICOS BIOLÓGICOS Vias de entrada no organismo INALAÇÃO RUÍDO PELE VIBRAÇÕES INGESTÃO TEMPERATURA ILUMINAÇÃO HUMIDADE RADIAÇÕES IONIZANTES Organograma 1 – Resumo dos contaminantes a que os TAE´s se encontram potencialmente expostos.

ou de danos para o ambiente do local de trabalho. a armazenagem. ou a actividade que durante o seu decurso são produzidos agentes químicos.1 – CONTAMINATES QUÍMICOS O risco associado aos agentes químicos traduz-se na possibilidade de que o perigo potencial associado ao agente químico possa concretizar-se nas condições de utilização ou na exposição a esse mesmo agente.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 PERIGO: Fonte ou situação com um potencial para o dano em termos de lesões ou ferimentos para o corpo humano ou de danos para a saúde. 1. incluindo a sua produção. AGENTES QUIMICOS PERIGOSOS ACIDENTES DE TRABALHO DOENÇAS PROFISSIONAIS PROJECÇÕES SATURNISMO QUEIMADURAS ASBESTOSE INTOXICAÇÕES AGUDAS SILICOSE DERMATITES Organograma 2 – Lista dos riscos associados aos agentes químicos _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 29 Rúben Viana . ou uma combinação deste. Considera-se que uma actividade envolve agentes químicos quando são utilizados ou se destinam a sê-lo. RISCO: Combinação da probabilidade e da(s) consequência(s) da ocorrência de um determinado acontecimento perigoso. o manuseamento. o transporte ou a eliminação e o tratamento.

As substâncias químicas não tem todas o mesmo potencial nefasto e o efeito tóxico que produz no organismo. Assenta fundamentalmente em técnicas e medidas que incidem sobre o ambiente de trabalho. fibras. classifica-se a intoxicação de aguda ou crónica.1.2 – Vias de entrada no organismo As substâncias químicas presentes nos locais de trabalho podem penetrar no nosso organismo ou influenciar-nos de maneiras distintas: Por Inalação: Todas as substâncias químicas que se encontram na forma de gases.1– Conceitos Higiene Industrial – Conjunto de metodologias não médicas que estuda e avalia as condições físicas. Contaminantes químicos – Os contaminantes químicos são constituídos por matéria inerte (não viva). 1. promove a sua medição e compara com os valores limite de referência. Contaminante – Considera-se um contaminante um produto químico.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 1. Qualquer substância química é capaz de produzir efeitos nefastos no organismo humano se este a absorver em quantidade suficiente. Dependente destes dois factores. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 30 Rúben Viana . químicas e biológicas com o pressuposto da prevenção das doenças profissionais. e consequentemente procede à correcção. vapores.1. Em termos gerais a higiene industrial ocupa-se com a identificação dos contaminantes. dependerá naturalmente da dose absorvida. sendo que se podem apresentar no ar ambiente em forma de poeira (gás ou vapor) ou de aerossóis (sólidos ou líquidos). ambiental ou ocupacional pode afectar a saúde das pessoas. uma energia ou um microorganismo que presente num determinado meio. mas também do tempo que se está sujeito a essa dose. fumos. poeiras.. etc. podem ser arrastadas pela corrente respiratória da inalação.

A facilidade com que uma substância é absorvida através da pele.Incêndios urbanos e rurais. comer ou beber nos locais de trabalho. desde as simples irritações das mucosas do nariz e garganta. Assim.Ideação suicida com GRAMOXONE. Pelas mesmas vias.Deficiente higienização das mãos. assim como a proibição de fumar. a pele cuja epiderme (capa externa da pele). percorrerão toda ou parte do percurso do aparelho respiratório podendo vir a produzir-se prejuízos diversos para a saúde. só sucederá duma forma voluntária ou associadas a práticas ou hábitos pouco higiénicos. A higiene pessoal. as substâncias químicas podem manifestar-se no organismo de forma diferente causando vários tipos de lesões. minimizam a entrada do contaminante pela via digestiva.Derramamento da carga em transporte de matérias perigosas(ex: Cloro. como fumar. após ter finalizado a assistência numa ocorrência. TIPO DE OCORRÊNCIAS _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 31 Rúben Viana . . não está intacta ou onde existem erosões por efeito de alguns produtos de limpeza (de uso laboral ou doméstico). Ácido Clorídrico. Metano proveniente da fossa séptica) Pelo contacto com a pele: Todas as substâncias químicas que entram em contacto com a pele. umas com mais facilidade que outras. Por ingestão: A ingestão de substâncias químicas durante o trabalho. pode originar a ingestão da substância. Hipoclorito de Sódio) TIPO DE OCORRÊNCIAS . .Derramamento da carga em transporte de matérias perigosas (ex: Cloro ) TIPO DE OCORRÊNCIAS . . depende fundamentalmente das suas propriedades químicas (capacidade de se dissolver na água ou em gorduras) e do estado da própria pele. podem atravessa-la.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Dependendo do tamanho e da forma das partículas. oferece muito menor resistência à passagem do tóxico.Intoxicações com substâncias químicas (ex: Tintas. por exemplo. comer ou beber no posto de trabalho. e chegar ao sangue donde se distribuem por todo o corpo. . até a danos irreversíveis em qualquer órgão derivado da substância tóxica ter sido transportada pelo sangue. No entanto nas situações em que o contacto do indivíduo com a substância é contínuo e esta encontra-se sob forma de poeira.

Controlo da exposição/protecção individual. que transmite informações fundamentais sob o ponto de vista da segurança. 9.Composição/informação sobre os componentes. 4. nomeadamente aqueles que apresentam susceptibilidade individual.3 . Os VLE expressam concentrações no ar dos locais de trabalho de diversas substâncias.Medidas de combate a incêndios.1.Primeiros socorros.pt/backFiles/prNP001796_2007.pdf” _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 32 Rúben Viana . é essencial estar informado sobre os principais riscos representados pela utilização desses produtos. em que há a possibilidade de alguns trabalhadores poderem vir a sofrer alguns danos no contacto com certas substâncias.Identificação de perigos.Valores Limite de Exposição – VLE Os Valores Limite de Exposição registados na NP-1796 (*). 10. 6.1. 7.Identificação da substância/preparação e da sociedade/empresa. Sempre que se armazenem ou manipulem substâncias e/ou preparações perigosas.Propriedades físicas e químicas. A Portaria n. 3. Para permitir o acesso a essa mesma informação interessa conhecer a Ficha de Dados de Segurança (FDS). cada um contendo a informação para o manuseamento seguro da substância. A Ficha de Dados de Segurança fornece um conjunto de informações agrupadas por tópicos.ipq.4 .Medidas a tomarem em caso de fugas acidentais.Fichas toxicológicas e de segurança O combate aos riscos provenientes da utilização de substâncias químicas nos ambientes de trabalho inicia-se com a informação sobre essas substâncias. 5. 2.Nota: Pode efectuar o “download” grátis da norma portuguesa (NP-1796) em: “www. abaixo destes valores julga-se que os trabalhadores podem expor-se sem risco. proposto anualmente pelo American Conference of Governmental Industrial Hygienists (ACGIH). mesmo a concentrações inferiores aos Valores Limite de Exposição. (*) . 1. são a transcrição para a normalização portuguesa dos TLV's americanos. 8.Estabilidade e reactividade.Manuseamento e armazenagem. A esta situação associa-se a variação das respostas individuais. designadamente: 1.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 1.º 732-A/96 de 11 de Dezembro obriga os fabricantes e ou importadores e fornecedores dos produtos assim classificados a fornecerem ao utilizador a designada ficha de dados de segurança.

Informação toxicológica.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 11. 13. 12.Informações relativas ao transporte.Informação sobre regulamentação Imagem 7 – Informação presente num rótulo Imagem 8 – Exemplo de um rótulo de um produto químico _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 33 Rúben Viana . 15.Questões relativas à eliminação.Informação ecológica. 14.

são: ● Agentes de limpeza. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 34 Rúben Viana . nomeadamente os símbolos de segurança fazendo referência ao seu significado. desinfecção e esterilização. 1.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Imagem 9 – Classificação das propriedades de perigo vs categoria do perigo Em ambiente pré-hospitalar os agentes químicos largamente utilizados. ● Soluções medicamentosas. ● Óleos lubrificantes bem como outros produtos usados na manutenção da viatura e base.1.5 – Rotulagem das embalagens As embalagens de substâncias e preparações perigosas colocadas no mercado devem possuir um rótulo com indicações que permitam uma fácil identificação dos riscos inerentes à utilização dos produtos e que mencione as medidas de prevenção a ter em conta. as indicações de perigo das substâncias ou preparações perigosas.

empurrão. que podem inflamar-se facilmente por uma breve acção de uma fonte de inflamação e que continuam a arder ou a consumir-se após o afastamento da fonte de inflamação. fricção.C. ou • no estado líquido. Classificação: Substâncias e preparações líquidas. gases inflamáveis. • • • Hidrogênio Etino Éter etílico F+ Extremamente inflamável _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 35 Rúben Viana . olhos e roupas. Precaução: Não inalar e evitar o contacto com a pele. água). cujo ponto de inflamação se situa entre 21 º. Precaução: evitar contato com materias ignitivos (ar. impedindo o combate ao fogo. • Nitroglicerina E Altamente explosivo Precaução: evitar batida. ou • sólidas. • Materiais altamente inflamáveis. cujo ponto de inflamação é inferior a 21 º.C. em contacto com a água ou o ar húmido. • • Oxigênio Nitrato de potássio • Peróxido de Precaução: evitar o contato dele com materiais combustíveis. • • Ácido clorídrico Ácido fluorídrico C Corrosivo Classificação: Substâncias e preparações que podem explodir sob o efeito da chama ou que são mais sensíveis aos choques ou às fricções que o dinitrobenzeno. • • • • Benzeno Etanol Acetona F Facilmente inflamável Precaução: evitar contato com materias ignitivos (ar. inflamáveis em contacto com o ar a pressão normal. hidrogênio O Comburente Classificação: Substâncias e preparações: que podem aquecer e finalmente inflamar-se em contacto com o ar a uma temperatura normal sem fornecimento de energia. desenvolvem gases facilmente inflamáveis em quantidades perigosas.C e 55 º. combustíveis líquidos. ou • gasosas. faísca e calor. Classificação: o material pode acender ou facilitar a combustão. água).Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Símbolo de segurança e nome Significado (Definição e Precaução) Exemplos Classificação: Estes produtos químicos causam destruição de tecidos vivos e/ou materiais inertes. ou • que.

podem provocar uma reacção inflamatória. provoca gráves problemas de saúde e até mesmo morte. por contacto imediato. ingerido ou absorção através da pele. podem implicar riscos de gravidade limitada. por inalação. Tratamentos especiais devem ser tomados! • • potássio Benzeno Cianureto de Lindan • N Perigoso para o ambiente _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 36 Rúben Viana . Classificação: após inalado. no solo ou no ambiente.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Classificação: Substâncias e preparações que. não deve ser liberado em encanamentos. ingestão ou penetração cutânea. Precaução: deve ser evitado o contato com o corpo humano. Classificação: Substâncias e preparações não corrosivas que. Precaução: todo o contato com o corpo humano deve ser evitado. Classificação: Substâncias e preparações que. Precaução: gases não devem ser inalados e toque com a pele e olhos deve ser evitado. prolongado ou repetido com a pele ou as mucosas. por inalação. e mesmo a morte. Precaução: todo o contato com o corpo humano deve ser evitado. ingestão ou penetração cutânea. agudos ou crónicos. podem implicar riscos graves. assim como a inalação dessa substância. • • • Cloreto de bário Monóxido de Metanol carbono T Tóxico • • • Cianureto Trióxido de arsênio Nicotina T+ Muito tóxico • • Cloreto de cálcio Carbonato de sódio Xi Irritante • • • potássio Etanal Diclorometano Cloreto de Xn Nocivo Definição: A libertação dessa substância no meio ambiente pode provocar danos ao ecossistema a curto ou longo prazo Manuseio: devido ao seu risco em potencial.

Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Imagem 10 – Símbolos de perigo usados em rotulagem (Quadro resumo) 1. S: 26-36-45 As frases correspondentes na língua portuguesa são: Riscos: R34: Provoca queimadura R37: Irritante para as vias respiratórias. referentes a riscos (R) específicos. quando se trata de indicações distintas. reunindo numa só frase a menção aos riscos específicos. Há ainda a possibilidade de combinações entre frases indicadoras de risco. indicado pela letra R. e frases de recomendações de prudência (frases S) indicadas pela letra S. cuja combinação indica uma única frase que possui o mesmo significado em diferentes idiomas. onde os números (precedidos pela letra R) são separados: ● Por um hífen (-). As frases R/S consistem em frases indicadoras de riscos específicos (frases R). Essas letras são seguidas de um número.6 – Frases de risco e segurança As frases de Risco e Segurança. Exemplo: As frases R/S para o ácido clorídrico na forma gasosa (37%) é: R: 34-37 . também conhecidas como frases R/S. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 37 Rúben Viana . ● Por um traço oblíquo (/).1. quando se trata de uma indicação combinada. são um sistema de códigos de risco e frases para descrição de compostos químicos perigosos.

lavar imediata e abundantemente com água e consultar um especialista. Exemplo: R36/37/38 Irritante para os olhos. vias aéreas e pele. Exemplo: R34-37 Causa queimadura. consultar imediatamente o médico (se possível mostrar-lhe o rótulo) 1ª OBSERVAÇÃO: Hífens separam os números das frases de risco distintas e não devem ser confundidas com indicações de faixa de frases compreendidas. irritação para as vias respiratórias. 2ª OBSERVAÇÃO: Barras indicam combinações de frases simples. S45: Em caso de acidente ou de indisposição. NOTA: A Lista de Frases de Perigo e de Segurança encontra-se nos anexos do manual _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 38 Rúben Viana .Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Segurança: S26: Em caso de contacto com os olhos. S36: Usar vestuário de protecção adequado.

2 . a iluminação. dão lugar a efeitos muito distintos entre si. estes contaminantes podem afectar a saúde dos trabalhadores que estejam submetidos a elas. o tipo de ruído que emite. Assim. e profissionais e doentes. radiações ionizantes. Estas energias manifestam-se sobre a forma de ruído. Dependendo da tarefa. O calor consiste numa forma de energia que se transmite de um corpo para outro através de processos de convenção. temperatura. Ruído: A ocorrência de danos na saúde dos profissionais do pré-hospitalar derivado aos altos níveis de ruídos ainda não foi confirmada. não deve incidir directamente nos olhos. A temperatura nos locais de trabalho depende do tipo de actividade desenvolvida. térmicas ou electromagnéticas e. actividades sem exigências de movimentação ou esforço estão _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 39 Rúben Viana . a iluminação tem uma intensidade recomendada que pode ser quantificada. o nível de pressão sonora. Estas energias podem ser mecânicas. As condições ambientais dos locais de trabalho associadas a factores de risco físico são o ruído. Temperatura: A temperatura esta fortemente associado ao calor. De entre os factores que podem afectar a perda de audição estão as características do agente. No entanto ruídos perturbadores podem ocorrer em vários locais que podem colocar em risco a comunicação entre profissionais. devidas ás suas diferenças. a temperatura e a humidade. No entanto nos locais de trabalho deve reproduzir fielmente o campo a ser observado pelo trabalhador. nem causar um efeito estroboscópio ou ser reflectida pelas superfícies onde incide de forma a evitar acidentes e entre outros efeitos reduzir a fadiga visual e consequentemente a geral.CONTAMINATES FÍSICOS Tem origem em diferentes formas de energia que. radiação e condução. a duração e a qualidade. radiações ionizantes e radiações não ionizantes e as vibrações.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 1. vibrações. geradas por fontes concretas. Iluminação: As condições de iluminação nos locais de trabalho está directamente associada à produtividade.

Para além dos factores ligados à relação temperatura/humidade compreendem sintomas como a secura nasal e da pele entre outros sintomas. A manutenção dos valores para a humidade relativa dentro dos parâmetros recomendados previne a formação de cargas electrostática nos locais de trabalho. partículas alfa. consistindo em algumas delas em raios X. As condições de humidade relativa. Radiações ionizantes: Forma de energia que ao interagir com a matéria tem a capacidade de a ionizar.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 associadas temperaturas entre os 19°C e os 23°C. presentes no local de trabalho devem situar-se entre os 30% e os 70%. beta e gama. As actividades que exigem movimentação e esforço as temperaturas associadas normalmente são mais baixas. 3 . e o acesso deve ser limitado e controlado pelos seus profissionais. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 40 Rúben Viana . As áreas onde são utilizadas radiações devem ser sinalizadas. e ambientalmente através de medições periódicas ás instalações dos equipamentos. sendo elas colectivas e individuais.Permanecer à máxima distância possível da fonte de emissão.Fazer uso do efeito barreira para diminuir a dose recebida: uso de coletes e colarinho com protecção chumbinea.Permanecer o mínimo tempo possível próximo da fonte de emissão. A protecção relativamente à fonte assenta essencialmente em 3 princípios básicos: 1. As medidas de protecção são distintas. 2. Humidade: Os locais de trabalho que apresentem humidade no tecto e paredes são mais susceptíveis de vir a desenvolver fungos traduzindo-se numa má qualidade do ar interior. A exposição as radiações está sujeita a Valores Máximos Admissíveis e o controlo é efectuado individualmente através do uso de dosímetros individuais. As radiações são usadas para efeitos de diagnóstico e de terapêutica. nas instalações as protecções físicas devem ter protecção adequada à dose emitida.

os esporos. . a limpeza da ambulância. sendo que o uso de equipamento de protecção individual. microorganismos incluindo os geneticamente modificados. está legislada pelo decreto-lei nº84/87 de 16 de Abril.Para a comunidade.1 . são os únicos meios de prevenir doenças e a ocorrência de acidentes que envolvam agentes biológicos. . as bactérias.Para o manipulador.E para o meio ambiente.3 . A presença de agentes biológicos em meio pré-hospitalar não pode ser evitada.2 . mas outras necessitam ser inoculadas com alguma frequência.3. Existem vacinas que apenas necessitam de uma inoculação. sendo que têm em consideração os riscos: .CONTAMINANTES BIOLÓGICOS São organismos com um determinado ciclo de vida que.A inoculação é o acto de introduzir.Classificação dos agentes biológicos A classificação dos agentes biológicos. ● Agente Biológico Grupo II Agente biológico que pode causar doenças no ser humano e constituir um perigo para os (*) . 1. Os agentes biológicos. são exemplos. as endotoxinas entre outros. uma vacina no corpo humano. as formas vegetativas.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 1. os vírus. dos equipamentos utilizados no doentes e a base INEM. parasitas.3. são susceptíveis de provocar infecções. fungos. as culturas e os endoparasitas humanos. tais como.Vias de entrada no organismo Aparelho Respiratório: Inalação Aparelho Digestivo: Ingestão de alimentos ou água Pele e Mucosas: Contacto com a pele. pele lesada e inoculação (*) 1. como por exemplo. aplicação de procedimentos seguros e o cumprimento das regras de higiene pelos profissionais. ao penetrar no homem originam o aparecimento de doenças do tipo infeccioso ou parasitário. alergias ou intoxicações. ● Agente Biológico Grupo I Agente biológico cuja probabilidade de causar doenças no ser humano é baixa. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 41 Rúben Viana .

Bacillus anthracis Salmonella typhi ● Agente Biológico Grupo IV Agente biológico que pode causar doenças graves no ser humano e constituir um risco grave para os trabalhadores. em regra meios eficazes de profilaxia ou tratamento. e para o qual não existem.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 trabalhadores sendo escassa a probabilidade de se propagar na colectividade e para o qual existem. mesmo que existam meios eficazes de profilaxia ou tratamento. Legionella pneumophila Staphylococcus aureus ● Agente Biológico Grupo III Agente biológico que pode causar doenças graves no ser humano e constituir um risco grave para os trabalhadores sendo susceptível de se propagar na colectividade. meios eficazes de profilaxia ou tratamento. em regra. sendo susceptível de apresentar um elevado nível de propagação na colectividade. Vírus Ebola _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 42 Rúben Viana .

Medidas Administrativas.Medidas Organizacionais. .Medidas de Engenharia. incidentes e emergência. . _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 43 Rúben Viana .Exames de Saúde de Admissão.3 – Medidas de prevenção e protecção dos riscos A – Prevenção do tipo técnica: .3. Periódicos e Ocasionais C – A Formação e informação aos trabalhadores. B – Prevenção do tipo médica: .Plano de Acção para: acidentes.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 1. .

Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Gestão do Risco Tema nº2 _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 44 Rúben Viana .

que deverão ser tomados em consideração. em detrimento de uma política reactiva. É por este motivo que a avaliação de riscos é tão importante.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Tema 2 – GESTÃO DO RISCO A avaliação e gestão de riscos constituem a base da abordagem comunitária para prevenir acidentes e problemas de saúde profissionais. realizem avaliações regulares. que altera a directiva 89/391/CEE. para que esta se mantenha actualizada. vão ser abordadas variadíssimas temáticas cujo estas. Todos os anos. sendo o factor-chave para um local de trabalho saudável. para que a segurança do TAE e sua equipe juntamente com integridade da viatura de socorro. o registo dos resultados da avaliação e a revisão da avaliação a intervalos regulares. Uma avaliação de riscos adequada inclui. e a abordagem da gestão da saúde e segurança. a garantia de que todos os riscos relevantes são tidos em consideração. Esta directiva foi transposta para a legislação nacional de cada Estado-Membro. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 45 Rúben Viana . sendo que existem razões suficientemente válidas para tal. os Estados-Membros têm o direito de adoptar disposições mais rigorosas para proteger os seus trabalhadores. as medidas de prevenção adequadas não serão provavelmente identificadas ou aplicadas. A avaliação de riscos é um processo dinâmico que permite às empresas e organizações implementarem uma política pró-activa de gestão dos riscos no local de trabalho. nunca sejam postas em causa. Contudo. é fundamental que todas as empresas. Neste capítulo. milhões de pessoas na UE lesionam-se no local de trabalho ou sofrem de problemas de saúde graves relacionados com o trabalho. independentemente da sua categoria ou dimensão. A legislação comunitária mais importante em matéria de avaliação de riscos é a Directiva 2007/30/CE. podem colocar o TAE exposto ao risco sendo que em cada uma delas. devido ás situações que possam ocorrer aquando a ida para um pedido de auxílio. Se o processo de avaliação de riscos. serão enumeradas as instruções de actuação mais correctas. a verificação da eficácia das medidas de segurança adoptadas. Pelas razões enumeradas. não for bem conduzido ou não for de todo realizado. entre outros aspectos.

15 – Bio-segurança 2.1 – Incêndio em habitações ou viaturas 2.9 – Violência no local de trabalho 2.10 – Evacuações de emergência 2.14 – Identificação das matérias perigosas 2.8 .3 – Derrame com produtos químicos 2.6 – Intoxicação por monóxido de carbono – CO 2.16 – Limpeza e Higiene _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 46 Rúben Viana .Nevões 2.7 .2 – Manuseamento de um extintor 2.13 – Sinalização e protecção rodoviária 2.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 As temáticas abordadas neste capítulo são as seguintes: 2.4 .Manuseamento do oxigénio 2.11 – Acidentes eléctricos 2.5 .Sismos 2.12 – Equipamento de protecção individual – EPI 2.Fuga de gás combustível 2.

a Eventual existência de vítimas em zona muito próxima. no exercício das suas funções. Perante uma situação destas. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 47 Rúben Viana . algumas das vezes poderá deparasse com situações inesperadas.Manter a calma e não entrar em pânico. então. tal como a deflagração de um incêndio.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2. e que deste modo poderia colocar em perigo de vida iminente o profissional e as vítimas que está a socorrer nesse momento. se o TAE: SE DETECTAR um incêndio no interior de um edifício de habitação ou escritórios. procure extinguir o foco de incêndio com os meios de 1ª intervenham existentes no local. na habitação da vítima que vão ou está a socorrer. quando habilitado e sem correr riscos desnecessários.1. deve: 1 . a Eventual proximidade de pontos perigosos. ou mesmo num veículo acidentado em plena via rodoviária. 3 . a Gravidade da situação. antes que ele tome proporções mais difíceis de controlar. a Produtos e equipamentos envolvidos. e sem correr riscos desnecessários o TAE poderá seguir uma série de procedimentos de forma atenuar ou mesmo extinguir o incêndio. nomeadamente: a Local.Se possível.INCÊNDIOS EM HABITAÇÕES OU VIATURAS Foto 1. 2 .2 e 3 – Incêndios urbanos e em viaturas O TAE. Para isso.Accionar a botoneira de alarme mais próxima e contacte o CODU fornecendo toda a informação disponível.

Se não conseguir extinguir o foco de incêndio: a Abandone imediatamente o local onde ocorreu o incêndio. atire-se ao chão e rebole-se.Coloque possíveis vítimas em segurança. existem proprietário que não colocam o dístico no exterior da viatura a dar essa mesma indicação. Procure confirmar também se o carro está equipado a GPL. isto porque. Isto poderá salva-lo de possíveis queimaduras. OBSERVAÇÕES: ● Nunca abra uma porta fechada. ● Se ficar preso numa sala cheia de fumo: a Permaneça junto ao solo onde o ar é mais respirável. etc. não faça nada. tente extingui-lo com o extintor que tem presente na ambulância. gerou ainda pouca carga térmica). não é tão violento do que num a gasolina ou GPL. Se não existir procure selar as frestas a volta das portas e janelas com o que tiver a mão: tecidos. Use a parte posterior da mão para evitar queimar-se na face palmar. Tente procurar saber junto do proprietário da viatura se porventura transportava no seu interior (mala) alguma garrafa pressurizada (ex: garrafa de ar comprimido para a prática de mergulho) ou uma garrafa de gás propano/butano.Se o incêndio deflagrado na viatura estiver localizado e ainda for de poucas proporções (isto é. isto apagara as chamas e pode salvar-lhe a vida. 3 . Se CONSTACTAR um incêndio numa viatura: 1. cobertores. cubra-o com uma manta. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 48 Rúben Viana . ou da explosão do depósito de gasolina ou ainda mesmo o rebentamento do reservatório de GPL. apagando as chamas. criando uma zona de segurança de pelo menos 20 metros de diâmetro em volta da viatura. OBSERVAÇÕES IMPORTANTES: A deflagração de um incêndio numa viatura movida a gásoleo. aSe houver fumos baixe-se e saia do local. a Procure sinalizar a sua presença. 5 . detenha-se. e um corredor de emergência de forma a permitir o fácil acesso às viaturas dos bombeiros. Depois transmita essa informação aos bombeiros aquando a sua chegada ao local. 2. a Se possível abra uma janela. a Não corra. se necessário.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 4 .Mantenha a calma e não entrar em pânico. ● Se alguém próximo de si estiver envolto em chamas. aquando a sua chegada. procure outra saída de emergência.Evacue a zona. ● Se as chamas se atearem ás suas roupas. antes de verificar se ela esta quente. 4 . caso contrário. ● Se a porta estiver quente. Esteja consciente que poderá ouvir estrondos derivado do rebentamento de pneus. explique sucintamente do que está a ser testemunha. ou material pirotécnico.Contacte o CODU. a gatinhar. e solicite os bombeiros e autoridade no local.

Fogo posto com ou sem intenção.MANUSEAMENTO DE UM EXTINTOR O local onde normalmente desenvolvemos as nossas tarefas profissionais acarreta. 2. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 49 Rúben Viana . No caso de inalação excessiva destes podem ocorrer situações de desmaio.2. Uma das formas de prevenção mais adequadas é a informação / formação sobre o conhecimento e utilização de um dos meios de extinção mais utilizados no combate a focos de incêndio. os extintores. Um desses riscos é o risco de incêndio. intoxicação ou mesmo asfixia. Como é sabido o fogo traz benefícios para todos mas dentro do controle do ser humano. maiores serão o riscos de propagação de incêndio. A possibilidade de ocorrência de um incêndio deve ser tida em conta em todo o tipo de actividades. Corrente eléctrica (curto . Quando tal não acontece o resultado pode ser catastrófico. Manipulação de produtos químicos (inflamáveis) sem os cuidados necessários. Acidente rodoviário. riscos para o nosso bem-estar.circuito) na habitação ou viatura. Uns dos produtos resultantes do incêndio são os fumos e os gases libertados que são extremamente nocivos para a saúde. IMPORTANTE: Quanto maior for o número de materiais combustíveis existentes. Electricidade estática.2. Fugas e propagação de gás. muitas vezes.Como se inicia um incêndio? As causas pelas quais um incêndio tem início são as mais variadas: • • • • • • • Comportamento inadequado como fumar ou foguear em locais em que tal é proibido.1 . A prevenção torna-se a principal "arma" no combate a este tipo de riscos e perigos consequentes.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2.

Devido ás suas características particulares dão origem a incêndios de características diferentes muitas vezes observáveis. Estes dependem do tipo de material que entra em combustão. Consequentemente o agente extintor necessário para apagar um determinado tipo de incêndio irá variar também.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2.Tipos de incêndio Os fogos não são de facto todos do mesmo tipo.2 . Segundo a Norma portuguesa EN 2 estes classificam-se em 4 classes de fogos diferentes consoante o material combustível.2. Uma das formas de classificar os incêndios é. De seguida é apresentado um quadro com as classes de fogos existentes: Quadro 1 – Classes dos fogos e sua relação com o tipo de materiais _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 50 Rúben Viana . em função da natureza do combustível. então.

colocado no seu interior é projectado e dirigido sobre as chamas pela acção de uma pressão interna. Segundo a Norma Portuguesa . Os extintores que serão tratados neste documento serão os portáteis.4 – Simbologia Sinal identificativo A simbologia normalmente utilizada na identificação de um extintor é a seguinte: Imagem 11 – Símbolo identificativo de um extintor Rótulo de um extintor Imagem 12 – Elementos base presentes num extintor _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 51 Rúben Viana .2. 2.3 . tem uma massa inferior ou igual a 20 kg (L)”.1589 de 84 um extintor portátil é o "extintor concebido para ser transportado e utilizado manualmente e que.2.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2. em condições de operacionalidade . sendo que o agente extintor.Extintores Os extintores são aparelhos com agente extintor.

” (NP 1589 / 84). _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 52 Rúben Viana .Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2.5 . Se as suas características são diferentes então o agente extintor.Classificação dos extintores No âmbito meramente formativo torna-se de grande importância a identificação do tipo de extintores e do agente extintor neles contido por parte de todos aqueles que tripulam viaturas dos meios INEM. Convém antes de tudo definir o que é um agente extintor: Agente extintor – “Produto ou conjunto de produtos contidos no extintor cuja acção provoca a extinção.TAE do INEM relativamente a extintores será dado mais importância a um dos critérios de classificação.2. contido no extintor. terá de ser forçosamente diferente adequando-se ao tipo de material combustível existente passível de provocar um determinado tipo de fogo. Os extintores podem ser classificados segundo quatro critérios: ● Mobilidade ● Modo de funcionamento ● Agente extintor ● Eficácia Visto este documento se destinar a fornecer uma informação / formação aos técnicos de ambulância de emergência . Classificação dos extintores segundo o agente extintor Como já foi anteriormente referido os fogos variam consoante o agente combustível.

assim como a sua utilização e restrições no uso.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Informação sobre extintores Consequentemente o tipo de extintores. vai variar consoante o tipo de agente extintor nele contido como está representado no quadro 2. Quadro 2 – Tipos de extintores vs aplicações vs restrições _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 53 Rúben Viana .

Lembre-se que um grande incêndio tem sempre o seu início num pequeno. Foto 4 – Foto de extintor presente no interior da ambulância _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 54 Rúben Viana . se lido com alguma atenção.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 O quadro 3 apresenta os diferentes tipos de agentes extintores e a sua eficácia no combate às chamas dos diferentes tipos de fogos: Quadro3 – Eficácia do agente extintor perante a classe do fogo Legenda: MB – B– S– I– Muito Bom Bom Satisfaz Inadequado Este documento. juntamente com o Anexo 8 (Regras básicas na utilização de extintores) poderá ser uma óptima ajuda no reconhecimento do tipo de fogos e do tipo de extintor necessário a utilizar no combate as chamas.

3. a Eventual proximidade de pontos perigosos. 2. No caso do vestuário ser atingido por substâncias desta natureza.No caso da pele ser atingida lave de imediato com água em abundância. 3. a Produtos e equipamentos envolvidos. mas não utilize serradura ou outro material absorvente combustível. a Eventual existência de vitimas em zona muito próxima.Comunique ao CODU o facto pelo meio mais rápido. nomeadamente: a Local.Evite o contacto com o vestuário ou a pele das pessoas vitimadas pelo acidente. tente limitar ou controlar o derrame de produto por qualquer meio expedito.Sem correr riscos desnecessários. a Dimensão do derrame. mesmo em pequenas quantidades.DERRAME COM PRODUTOS QUIMICOS SE DETECTAR um derrame ou acidente grave com produtos químicos: 1. deverão ser removidos e cuidadosamente lavados com água em abundância. 4.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2. fornecendo toda a informação disponível. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 55 Rúben Viana .

4. aumenta consideravelmente o risco de incêndio. 2. consulte a ficha dados de segurança (FDS) do respectivo gás medicinal que se encontra no anexo 1 deste manual. O oxigénio é altamente explosivo. Materiais que não ardem ao ar. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 56 Rúben Viana . Óleos e gorduras na presença de oxigénio são particularmente perigosos. Este permite fornecer oxigénio a 100% a uma vítima. depende de: concentração. sendo que não deve ser ministrado na proximidade de lume ou na presença de gorduras. energia de ignição e tipo de ignição.1 . ocorrendo uma reacção exotérmica (libertação calor) bastante acentuada sendo que então ocorre auto-ignição e pode explodir. nomeadamente nos mergulhadores. Portanto os cilindros contento oxigénio devem ser protegidos do contacto com lubrificantes. podem arder vigorosamente ou mesmo espontaneamente em ar enriquecido.4.MANUSEAMENTO DO OXIGÉNIO O gás medicinal mais amplamente utilizado em todo o mundo é o oxigénio. As chamas são muito mais quentes e propagam-se a grande velocidade.Perigos do enriquecimento com oxigénio O enriquecimento da atmosfera com oxigénio. com problemas respiratórios mas no entanto este pode ser tóxico a elevadas pressões parciais. uma vez que este satura o vestuário. temperatura e pressão das substâncias reactivas. velocidade e extensão da reacção. Pessoas que estiveram expostas a uma atmosfera enriquecida com oxigénio. Porque é que o oxigénio explode na presença de gorduras? O Oxigénio comprimido estando em contacto com gordura ou óleo oxida-se a uma taxa extremamente rápida. Acender um cigarro pode causar a inflamação do vestuário. mesmo por uma pequena percentagem. Nunca devem ser utilizados na lubrificação de aparelhos de oxigénio ou de ar enriquecido. A ignição. têm de arejar muito bem a roupa. incluindo ignifugantes. pois podem inflamar-se espontaneamente e arder com grande intensidade. Para mais informações.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2.

Foto 5 e 6 – Fotos da localização das garrafas de oxigénio 20L e 3L no interior da ambulância SIV Por vezes podem ocorrer fugas de oxigénio acidentais no decorrer da nossa actividade do pré-hospitalar. por uma outra cheia. sendo que o TAE deverá prestar atenção a diversos pormenores de forma a eliminar essas fugas indesejáveis. o ruído provocado pela saída de oxigénio do torneira também é baixo. Nas situações em que o débito utilizado de oxigénio à vítima é baixo. deve-se ter o cuidado de verificar se o O-ring presente no manómetro de redução de pressão. da torneira de O2 da célula sanitária para bala de oxigénio portátil.2 – Cuidados no seu manuseamento As ambulâncias de SBV e SIV do INEM estão equipadas com dois tamanhos de garrafa de oxigénio. de forma a evitar possíveis fugas de oxigénio pela rosca de aperto à bala. Possuem no seu interior 2 garrafas de 6 litros para uso portátil e 2 garrafas de 20 litros que abastecem o circuito interno da célula sanitária. 2-Quando se transfere a vítima da ambulância para o serviço de urgência de uma qualquer unidade de saúde. por vezes pode ocorrer o esquecimento do fecho da torneira de oxigénio da célula sanitária.4. durante a troca de alimentação de oxigénio da máscara da vítima. Deste modo devem ter cuidados redobrados nos seguintes procedimentos: 1-Aquando a troca da bala grande. sendo que associado à preocupação inerentes ao _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 57 Rúben Viana .Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2. se encontra em bom estado de conservação.

podendo o seu uso inapropriado originar acidentes. Por este motivo. e esta cair junto a uma zona gordurosa. Caso disso são os acidentes rodoviários em que a viatura sinistrada faz derrame de óleo do motor para a zona onde se processa o socorro à vítima.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 acompanhamento da vítima para o interior da urgência. isto porque. pode-se dizer que o OXIGÉNIO não tem boas e más propriedades. o pormenor de fechar a torneira poderá ficar esquecido. deve ser novamente salientado que o uso seguro de oxigénio apenas é possível se o profissional conhecer as suas propriedades e souber utilizá-las. Fotos 7 e 8 – Acidentes com derrame de óleos Nestas alturas devem redobrar os cuidados quanto à localização da máscara de oxigénio e a respectiva bala de oxigénio. 2.3 – Relato de casos reais potencialmente perigosos Apesar de antemão o TAE à partida estar sensibilizado para os perigos do oxigénio em contacto com as gorduras e lume.4. e este pormenor poderá facilmente passar despercebido aos “olhos” do TAE sendo que este é um caso com uma alta probabilidade de ocorrer um acidente grave derivado da falta de cuidado com o manuseamento do oxigénio. o que importa é saber utilizá-las correctamente! _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 58 Rúben Viana . em certos momentos a vítima pode retirar a máscara de oxigénio sem darem por ela. desencadeando-se deste modo um incidente que poderá ter consequências bastantes graves para a vítima e também para os agente do socorro. Pede-se deste modo que todos os profissionais TAE redobrem os cuidados com o oxigénio em ocorrências envolvendo viaturas acidentadas. Em forma de conclusão. por vezes em certas ocorrências não se apercebem do elevado risco que correm.

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2.5- FUGA DE GÁS COMBUSTIVEL

É cada vez maior o número de consumidores de gás combustível, para uso doméstico ou industrial. A sua utilização em segurança, contudo, exige o conhecimento e o cumprimento de algumas regras simples de segurança.

Os tipos de gases combustíveis mais amplamente utilizados são o gás natural, propano, butano e o acetileno. Tanto o gás canalizado como o de garrafa podem provocar asfixia e, quando misturados com o ar, dar origem a explosão ou incêndio.

As fugas de gás que ocorrem, para as quais o INEM pode vir a ser chamado a intervir através dos seus meios, quando vidas humanas são afectadas, só podem ter sido causadas devido a quatro factores: negligência, defeitos de material da canalização, ideação suicida ou tentativa de homicídio.

Quando os profissionais do INEM são chamados a intervir, muitas das vezes a informação transmitida ao CODU pelo pedido de socorro é por vezes escassa e pouco clara. Por esse motivo os profissionais do INEM quando se dirigem para o local da ocorrência, por vezes podem se deparar à chegada com uma situação causada por uma fuga de gás, numa habitação ou mesmo num edifício de serviços.

SEMPRE QUE SUSPEITE (ou tenha a certeza) da existência duma fuga de gás, e já se encontrar no interior da habitação a socorrer a vítima, ADOPTE os seguintes procedimentos de segurança:

1 - Não fume, não faça lume e apague quaisquer chamas.

2 - Não provoque faíscas ou incandescência de qualquer material.

3 - Não accione interruptores.

4 - Não ligue nem desligue os aparelhos eléctricos das tomadas.

5 - Se utilizar uma lanterna, ligue-a e desligue-a no exterior

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6 - Se possível, e sem correr riscos desnecessários, efectue o corte imediato do fornecimento de gás, fechando a válvula ou o redutor.

7 - Ventile o local, abrindo todas as portas e janelas, até que o cheiro desapareça completamente.

8 - Remova para o ar livre qualquer garrafa de gás com suspeita de fuga.

9 - Comunique o facto ao CODU, informando-o do que já efectuou.

10 - Se concluir que os procedimentos adoptados não foram suficiente para suprimir o gás do interior, comunique a situação ao CODU, para que accione os bombeiros ao local.

SE SENTIR O CHEIRO À ENTRADA DA HABITAÇÃO:

1 - Comunique o facto à central CODU, para que esta accione para o local uma equipa dos bombeiros, fornecendo toda a informação disponível, nomeadamente:

a Local; a Caracterização da fuga (se for visível pela entrada) a Produto envolvido (se for visível a olho nu); a Eventual existência de sinistrados ou de doentes em zona muito próxima; a Eventual proximidade de pontos perigosos.

2 - Faça uma avaliação das condições de segurança no local e afaste se possível todas as pessoas da zona num raio de 25 metros. (Se for necessário utilize a viatura para barrar o trânsito no local)

3 - Nunca coloque a sua vida em PERIGO.

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2.6- INTOXICAÇÃO POR MONOXIDO DE CARBONO – CO
O monóxido de carbono (CO) é um gás muito tóxico, inodoro, incolor e insípido sendo que se trata de um produto resultante de uma reacção de combustão (sobretudo da incompleta) de materiais que contenham carbono (madeira, gás doméstico, gasolina,....), que se mistura facilmente no ar ambiente de uma habitação, sem que as possíveis vítimas tenham consciência de estar expostas a uma atmosfera susceptível de provocar intoxicações e mesmo a morte. Este gás é muito apelidado pelos bombeiros como sendo o “assassino invisível”.

O risco aumenta com o tempo de exposição

Muitos aparelhos que usamos no dia-a-dia funcionam com base em combustíveis sólidos (lenhas, carvão), líquidos (petróleo, gasóleo) ou gasosos (gás natural, propano, butano ou GPL), cuja queima pode ser fonte de CO. Deverá, assim, ser prestada especial atenção ao funcionamento de quaisquer aparelhos que queimem combustíveis, instalados em espaços interiores, caso disso, as bases INEM ou as habitações das vítimas, sendo que os mais conhecidos são:

- Caldeiras (a lenha, carvão, gás e gasóleo) - Salamandras (a lenha ou carvão) - Esquentadores (a gás) - Aquecedores portáteis (a GPL, ou a petróleo) - Fogões (a lenha, carvão e gás) - Braseiras (a carvão) - Grupos electrogéneos e motores térmicos fixos (a gasolina ou a gasóleo) - Motores dos automóveis (em garagens)

2.6.1 - Estatísticas
A análise dos acidentes resultantes de intoxicações com o monóxido de carbono, efectuadas com base nos dados do sistema EHLASS / Sistema Europeu de Vigilância de Acidentes Domésticos e de Lazer, entre 1987 e 1999 mostra que a maioria dos acidentes/intoxicações por gás ou monóxido de carbono ocorrem no Outono/Inverno e têm a sua origem em equipamentos para aquecimento (p.ex salamandras e caldeiras) que, normalmente por esquecimento, são deixadas acesas durante a noite.
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A perigosidade destes acidentes reflecte-se no elevado número de hospitalizações e óbitos registados anualmente, com origem no monóxido de carbono (9% dos acidentes ocorridos por intoxicação / envenenamento). A taxa de letalidade (relação entre o número de óbitos e o número de vítimas) também é elevada: 5%. Os grupos mais susceptíveis aos efeitos do monóxido de carbono são as crianças, os idosos e as pessoas com doenças cardíacas, respiratórias ou anemia. Os trabalhadores de garagens e polícias de trânsito estão muito expostos, pois os automóveis libertam para a atmosfera elevadas quantidades de monóxido de carbono. Mas as nossas casas também podem ter problemas de acumulação de CO.

Em Portugal, há a salientar que entre 1995 e 2003, o número de mortes ocorridas por efeito tóxico de monóxido de carbono foi de 268, o que corresponde a quase 30 mortes por ano. Deste modo, cada um de nós deve contribuir para reduzir estes números tomando medidas simples e de elementar prudência para evitar a formação e acumulação de CO no interior das nossas casas e dos locais de trabalho.

2.6.2 – Mecanismo de acção do CO

Como actua?

Penetrando no organismo através da respiração, o monóxido de carbono entra com facilidade nos pulmões e no sangue, combinando-se com a hemoglobina e dificultando o transporte de oxigénio para os tecidos. O CO liga-se à hemoglobina (proteína que transporta o oxigénio no sangue) com uma força 230 a 270 vezes mais forte do que a do oxigénio. Isto faz com que a hemoglobina passe a transportar CO em vez de O2.

Existem dois tipos de intoxicação:

● A intoxicação crónica, cujos sintomas são dores de cabeça, náuseas, vómitos e cansaço, a qual se poderá desenvolver de forma lenta e afecta pessoas habitualmente expostas á concentrações elevadas de CO. Frequentemente os sintomas não são atribuídos de imediato ao CO, mas à ingestão de produtos alimentares ou outras causas e assim, só tardiamente, quando a mobilidade já é afectada e surgem problemas neurológicos, é que
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pois as vítimas não chegam a aperceber-se do risco em que incorreram. . Sinais e Sintomas: . Isto é verdade apenas para casos gravíssimos e nas vítimas mortais. no limite. perturbações de comportamento. A restante anda a transportar CO. distúrbios visuais.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 as causas são identificadas pelo médico. Acontece frequentemente este tipo de intoxicação.Agitação e confusão mental. Nos casos de intoxicação ligeira a moderada é raro e o mais comum é a pele estar pálida. o coma e mesmo a morte. desmaios e. que provoca vertigens. Para concentrações superiores a 10% começam a surgir os primeiros sintomas.Taquicardia (aumento da frequência cardíaca). taquicardia.Sonolência e Cefaleias (dor de cabeça) são os primeiros sintomas. ● A intoxicação aguda.Taquipneia (aumento da frequência respiratória).Hipertensão ou Hipotensão. fraqueza muscular. excepto (eventualmente) em esforços. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 63 Rúben Viana . . OBSERVAÇÕES IMPORTANTES: Tradicionalmente descreve-se que as vítimas de intoxicação por CO ficam com uma cor rosada / vermelho cereja.. É fatal? Sim. Na prática isto significa que apenas metade da nossa hemoglobina está a funcionar. Sempre que houver suspeitas de intoxicação crónica. De notar ainda que as vítimas frequentemente não se queixam de dispneia. deve recorrer-se aos serviços de saúde. . afectar vários membros da mesma família. .. .Olhos vermelhos. . Se a concentração de Carboxihemoglobina (a ligação do CO à hemoglobina) for superior a 50% pode ser fatal.Coma (em casos extremos). ou mesmo todo um grupo de pessoas presentes na mesma sala de reunião ou de festa.

Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Gráfico 2 – Efeitos da inalação de monóxido de carbono em baixas concentrações no ar ambiente OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: O oxímetro nestes casos. se vitima inconsciente ou com diminuição do estado de consciência.Permeabilize a via aérea. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 64 Rúben Viana .3 .6.Afaste a vítima da atmosfera tóxica e areje o local. Entre com a respiração contida. abrindo portas e janelas. 7 . (ver gráfico 2). 2 – Inicie a avaliação num sítio que considere seguro (sem fontes de produção de CO e bem arejado). 4 . 6 – Combata a hipotensão. 2.Administre Oxigénio a 15L/min por máscara de alta concentração (mesmo a vítimas sem dispneia e com SpO2 normal) 5 – Avalie de sinais vitais e glicemia.Peça ajuda diferenciada. 3 . e se necessário volte ao exterior para respirar fundo. com elevação dos membros inferiores. Isto não é confiável pois estes aparelhos não distinguem a hemoglobina ligada ao oxigénio da hemoglobina ligada ao CO. Se não o fizer na pior das situações corre o risco de perder os sentidos no caso de uma exposição prolongada.Actuação do TAE: 1 . se presente. costuma indicar leituras aparentemente dentro das normais.

Manter a calma e saber agir pode marcar a diferença.SISMOS O sismo é um fenómeno natural. num qualquer momento. Imagem 13 – Ilustração da escala de Richter _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 65 Rúben Viana . Apesar de não se poder impedir ou prever os seus efeitos podem ser minimizados com comportamentos adequados. Sabemos. mas a história ficou marcada por um dos maiores e devastadores terramotos. que os sismos continuarão a perturbar a humanidade e que ocorrerão com mais frequência em regiões onde já se verificaram no passado. contudo. Mas essa possibilidade é bem real e pode atingir qualquer comunidade. Apesar de muitos sismólogos se terem dedicado ultimamente à investigação da previsão de sismos. resultante de uma vibração mais ou menos violenta da crosta terrestre.7. o de 1755.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2. até hoje não foi possível desenvolver qualquer método generalizado. Em Portugal continental os grandes sismos. Portugal não tem actividades sísmicas elevadas. têm afectado especialmente as regiões centrais e meridional do território. embora pouco frequentes. que conduza à previsão da hora e do local onde ocorrerá um sismo. As catástrofes sísmicas parecem-nos sempre uma fenómeno distante. E também sabemos que mesmo as regiões sem historial sísmico podem ser afectadas por eventos graves muito distanciados no tempo entre si.

Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Imagem 14– Falhas e Placas tectónicas existentes em Portugal _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 66 Rúben Viana .

grande número dos acidentes pode ser evitado. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 67 Rúben Viana . durante um sismo é necessário agir com rapidez e com sangue frio. De facto. derrube de candeeiros. durante uma catástrofe. 25 não entram em pânico e podem tomar decisões pelo que podem tomar iniciativas de liderança e ajudar os outros. varandas. Os sismos podem também provocar desprendimentos de terrenos e gerar grandes ondas nos oceanos. tectos ou paredes.1 – ACTUAÇÃO durante a ocorrência de um sismo Tenha em atenção que o comportamento das pessoas em situações de grande emergência é significativamente diferente do seu comportamento em situações normais. a protecção civil começa em si mesmo. incêndios com origem em chaminés ou canalizações de gás destruídas. muito contribui para minimizar os seus efeitos. estilhaços de vidros provenientes de janelas. Os acidentes pessoais são normalmente causados por: colapso parcial dos edifícios tais como chaminés. estantes. Conhecendo perfeitamente algumas regras fundamentais que lhe serão fornecidas nesta página. acções humanas resultantes do pânico. especialmente os de construção mais antiga. quadros. por cada 100 pessoas: 1 a 3 ficam totalmente descontroladas (têm comportamentos irracionais e potencialmente perigosos). derrube de linhas eléctricas. 22 a 24 ficam paralisadas (não se movem e precisam ser ajudadas).7. Em todos estes casos. espelhos ou outros objectos. vasos ou outros móveis. Assim conte que. a experiência tem demonstrado que uma actuação calma durante um sismo. que podem ter efeitos catastróficos. Por isso. Use livremente estas regras e divulgue-as como entender necessário isto porque. os tsunamis ou maremotos. 50 ficam apáticas e necessitam de ordens. o comportamento de cada pessoa é fundamental na minimização dos efeitos do sismo pois a maior parte dos acidentes pessoais resultam da queda de objectos e de destroços. este perigo é maior quando os vidros são provenientes de andares elevados de edifícios altos. 2. o perigo pode ser agravado pela falta de água devido à destruição das canalizações ou obstrução dos acessos impedindo a deslocação dos meios de socorro.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Alguns edifícios podem desmoronar-se pela acção sísmica.

Afaste-se de janelas. prateleiras ou outras estruturas ou objectos que possam cair. Locais mais seguros . encoste-se a uma parede interior ou a um canto e proteja a cabeça e o pescoço. se não existir mobiliário sólido.Junto a janelas. . .Vãos de portas. vidros.Permaneça calmo e preste atenção ao estuque.Se estiver num local amplo com muitas pessoas ou numa sala de espectáculos não se dirija para a saída pois muitas outras pessoas podem ter tido essa ideia. 4 . altos ou isolados que possam ruir a uma distância de. tijolos. por exemplo.Abrigue-se rapidamente num local seguro. . espelhos e chaminés.No meio das salas. 7 .Cantos das salas. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 68 Rúben Viana .Não utilize o elevador pois a electricidade pode faltar e provocar a sua paragem.Elevadores. 8 . . debaixo de uma mesa pesada ou de uma secretária. 2 . no vão de uma porta interior firmemente alicerçada. não procure sair imediatamente pois as escadas podem estar cheias de pessoas em pânico e/ou haver troços de escada que ruíram. sobretudo dos velhos. pelo menos. pela queda de objectos. 5 . 3 . na fuga. camas ou outras superfícies resistentes Locais mais perigoso .Debaixo de mesas. 6 .Se estiver num edifício alto. varandas ou chaminés. Procure com serenidade refúgio numa área aberta.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Se no momento do SISMO estiver o interior de uma casa ou edifício: 1. longe dos edifícios. de preferência em paredesmestras.Normalmente é melhor não tentar sair de casa a fim de evitar o risco de ser atingido.Se tiver que abandonar o edifício faça-o cuidadosamente prestando atenção à possível queda de objectos. metade da sua altura.

Verifique se os seus vizinhos precisam de ajuda. longe de edifícios.Desligue assim que possível o gás. Se sentir cheiro a gás dentro de casa abra as janelas e evacue as imediações por medida de segurança. . encostas.Pequenas faíscas quase imperceptíveis resultantes do uso de interruptores podem provocar a ignição do gás proveniente das canalizações quebradas. postes e cabos de alta tensão. Se houver pessoas soterradas chame as equipas de resgate.Não utilize fósforos.7. se conhecer a casa em questão. Dirija-se para um local aberto.Caso o local tenha ficado em condições de pré-colapso tente sair e ajudar os outros a sair com o maior cuidado possível. 2. Se ainda estiver dentro do edifício: . electricidade e água. se vir que pode actuar por si. especialmente as pessoas idosas e os deficientes. cabos de electricidade ou de estruturas que possam desabar. candeeiros de iluminação pública. de preferência numa área aberta e permaneça dentro dele. socorra-os. . taludes. em caso afirmativo. Não pare nem vá para pontes.2 – ACTUAÇÃO depois da ocorrência de um sismo Permaneça calmo.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Se no momento do SISMO estiver no exterior: Se estiver na rua mantenha-se afastado dos edifícios altos. viadutos ou passagens subterrâneas. não corra nem vagueie pelas ruas. isqueiros ou qualquer outro instrumento de chama descoberta e não use interruptores de electricidade sem se ter assegurado primeiro que não há e que não houve fuga de gás. muros. Não tente remover pessoas seriamente feridas a não ser que elas estejam em perigo imediato. Depois de um sismo pode ocorrer um tsunami (onda gigante). _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 69 Rúben Viana . postes de electricidade. utilize antes uma lanterna eléctrica. Afaste-se das praias. verifique se há feridos nas imediações e. . retire os escombros cuidadosamente começando pelos de cima. Se for a conduzir pare o veículo no lugar mais seguro possível. como muros ou taludes.

Os nevões podem ter um forte impacto nos seres humanos. deverá CONTACTAR a logística do INEM. sendo que em regra só ocorrem no período de inverno Quando a queda de neve se prolonga por um período de tempo relativamente longo e abrange uma área relativamente extensa estamos em presença de um nevão. o quanto antes. animais e plantas. OBSERVAÇÕES IMPORTANTES: Se na zona onde se encontra sedeado a base do meio INEM. Nestas circunstâncias conduzir a ambulância em estradas com gelo e neve torna-se um verdadeiro desafio.NEVÕES A queda de neve ocorre quando os cristais de gelo não se fundem antes de chegarem ao solo. para transitar nas estradas quando ocorre um nevão prolongado e que possa dificultar a sua circulação nas vias rodoviárias.8 . Tenha sempre isso em consideração ao proteger-se! Os nevões só começam a ser um problema para as equipas de emergência do INEM quando estas têm que utilizar as vias rodoviárias para se deslocarem até ao local da ocorrência. Neste capítulo serão enumerados quais os procedimentos de segurança a ter em conta por parte do TAE. deverá avaliar se possui as condições de segurança necessárias para iniciar a marcha de emergência. como ventos fortes. houver historial de que a região no Inverno tenha sido assolada por vários nevões intensos e que tenha dificultado a circulação de viaturas nas estradas locais. frio intenso ou formação de gelo. quando a intempérie surgir.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2. em virtude da baixa temperatura atmosférica. Deste modo o TAE antes de iniciar a marcha. Os nevões podem estar associados a outros fenómenos meteorológicos. ACTUAÇÃO DO TAE: Os PROCEDIMENTOS DE SEGURANÇA a tomar. no sentido de requisitar um par de correntes para colocar nos pneus na ambulância. em caso de presença de neve e gelo na zona onde a ambulância transitará são: _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 70 Rúben Viana .

De relembrar que as correntes de neve não são universais.Se. 5 .Conduza cuidadosamente.Faça pequenos exercícios com os braços. com objectividade. devem solicitar com urgência à logística do INEM.Se possível mantenha o rádio ligado para ouvir as informações meteorológicas ou de trânsito.Procure avançar em cima de neve mais recente. sem o que são impossíveis de ajustar devidamente. evitando sempre as zonas com gelo na estrada. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 71 Rúben Viana .Comunicar ao CODU as alterações climatéricas existentes na zona onde se encontra sedeada a viatura INEM.Colocar as correntes de neve nas duas rodas de tracção da viatura. 2 .Se estiver longe de uma povoação. 11 . destinando-se a dimensões de pneus específicas. 7 . em caso de trovoada. mantendo a velocidade reduzida e sem fazer movimentos bruscos na trajectória da viatura. de forma a prevenir o CODU para o tempo acrescido de chegada ao local que poderá ocorrer se surgir uma chamada de pedido de socorro. para o CODU e exponha. pernas e dedos para manter a circulação sanguínea. ficar imobilizado pelo nevão. 3 . deve manter a calma e permanecer dentro da viatura. A viatura servirá de barreira ao vento e os pneus actuarão como isolante. contacte por telefone móvel. pois poderá ficar intoxicado. convertendo-se elas próprias numa autêntico perigo para o veículo e respectivos ocupantes. bem como para os demais utentes da via.Não circule numa estrada onde não consiga visualizar os limites desta. Se ainda não possuem. ou rádio.Mantenha o tubo de escape limpo de neve. Se a estrada não oferecer condições de segurança volte para trás.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 1 . a sua situação. 6 . Não adormeça.Resista à tentação de poupar tempo guiando mais depressa do que as condições meteorológicas e do piso o permitem. 10 . Não deixe que o fumo chegue ao interior da viatura. 8 . durante a ocorrência. 9 . 4 .

que tentam agredir profissionais TAE que somente tinham a pretensão de os ajudar. muitas das vezes associadas à ingestão de psicotrópicos. O que em tempos passados não era uma preocupação. é sempre difícil de prever as reacções das pessoas.Nunca comunicar em tom agressivo para os possíveis agressores. ou mesmo doentes já referenciados por perturbações mentais.10 – VIOLÊNCIA NO LOCAL DE TRABALHO Os profissionais de emergência compartilham com enfermeiros.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2. explicando que foi chamado ao local para prestar socorro à vítima/ ou a si. e são confrontados por vezes com pessoas alcoolizadas. Perante uma situação de possível descontrole emocional das pessoas que nos rodeiam deveremos ter os seguintes procedimentos: 1 . para a possibilidade de um dia durante a sua actividade profissional puderem vir a ser vítimas de agressão verbal ou física. no entanto existem várias condutas que poderemos tomar de forma a apaziguar possíveis tentativas de agressão. hoje tornou-se um problema difícil de lidar. médicos.Ignorar as agressões verbais provenientes de populares que se encontram junto ao local da ocorrência. Pode ocorrer também o caso de serem agredidos pelos familiares das vítimas justificando-se pela demora no socorro ao seu familiar. casos que se verificam quando se chega ao local da ocorrência para socorrer uma suposta vítima. Neste tipo de situações quando chega ao local de ocorrência o TAE deve percepcionar o cenário instalado. ou com alterações psicológicas.Tentar acalmar o agressor educadamente. policias e professores o topo da listagem de ocupações profissionais vítimas de violência verbal e física. Neste capítulo pretendemos sensibilizar todos os TAE´s. 2 . de forma a não alimentar discussões paralelas. demovendo-o a esquecer por momentos esse assunto. 3 . 4 .Tentar manter a calma e serenidade. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 72 Rúben Viana . e fornecer conselhos que lhes possam ser útil de forma a conseguir gerir e prevenir melhor a segurança da sua integridade física e psicológica. ainda antes de sair da ambulância de forma a avaliar se existem reunidas as condições mínimas de segurança no local para socorrer as vítimas. pois a principal função do TAE seria a de socorrer. e não de ser socorrido. Neste tipo de episódios.

Nunca recorrer à violência para tentar solucionar os problemas surgidos. bem como a salvaguarda da sua integridade física em caso de ataques corporais.Segurar na manta exotérmica (descartável ou reutilizável) de forma a criarem uma cobertura auxiliar temporária contra o sol ou chuva. . É necessário 2 ou 4 populares para executar este procedimento. Costume resultar na perfeição!!! Tarefas simples que podem incumbir os populares de executar num sinistro: .Se o conflito começar a ficar fora de controlo. alcoolizadas. abandonar o local e comunicar de imediato o sucedido ao CODU. Foto 9 e 10 – Foto que ilustra a tarefa incumbida aos populares de forma a criar uma cobertura protectora 5 . No entanto se o profissional pretender adquirir maiores conhecimentos e competências sobre a temática da protecção individual.Segurar no(s) soro(s) de perfusão. variadíssimas empresas especializadas em ministrar cursos de técnicas de imobilizações em ambientes hostis. equipas e formação táctica de controlo. cujas formações preparam os profissionais para actuar em situações de agressão. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 73 Rúben Viana . treinam técnicas que permitem aos formandos realizar intervenções em que seja necessário imobilizar um indivíduo. a sua situação no sentido de solicita a autoridade com a máxima urgência ao local da ocorrência. Durante essas formações. estratégia e desarme de possíveis ameaças hostis.Ajudar no levantamento em bloco da vítima para o plano duro. de modo a protegerem a vitima que se encontra no chão a receber assistência do técnico (s). 6 . torções.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 NOTA: Um truque muito utilizado para os demover é interpelá-los no sentido de nos ajudar no socorro. sob o efeito de estupefacientes e outros tipos de perturbações. ligar de imediato para o CODU e exponha. existe no mercado. . Violência gera violência. onde envolva pessoas com perturbações mentais. sem que para isso seja preciso recorrer à violência física. 7 .Se a situação ficar fora de controlo. tentando actuar sempre na prevenção. com objectividade. São transmitidos conhecimentos no controlo e domínio das articulações.

4 .Saber interpretar correctamente a sinalização de emergência. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 74 Rúben Viana . ● Quando accionados para prestar auxílio na evacuação de algum lar ou hospital vitima de algum incêndio. 8 .Manter a calma.O abandono de um edifício em chamas deverá ser efectuado sempre pelas escadas descendentes. pois este. fogo. e faça-o com calma e sem pânico.Seguir as instruções gerais de actuação indicadas nas plantas de emergência e cumpra as instruções transmitidas pelos elementos da equipa de evacuação.10 – EVACUAÇÕES DE EMERGÊNCIA As evacuações de emergência são consideradas como um movimento rápido e imediato das pessoas para longe da ameaça ou ocorrência real de um perigo. se possível.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2. mas desça. 5 . com graves consequências.Se houver fumos baixe-se e saia do local. poderá ser necessário para socorrer as primeiras vítimas originárias do acontecimento que desencadeou a evacuação de emergência. acumulação de gases ocorridos: ● No edifício onde se encontra as instalações da base INEM. se necessário. Em situações que envolvem materiais perigosos ou possível contaminação. utilize um pano húmido para tapar o nariz e a boca. Nunca se dirija a pisos superiores.Proceder de imediato à notificação do CODU do sucedido e abandonar o local se possível com o equipamento de socorro. 3 . Os casos de procedimentos de evacuações que neste capítulo irão ser retratadas serão derivados a incêndios. até a retirada em grande escala de um distrito por causa de uma inundação. bombardeio. Ao receber instruções no sentido duma evacuação de emergência o TAE deverá ter a seguinte linha orientadora para executar este procedimento da maneira mais eficiente: 1 . 6 . 7 . ● Em edifícios comerciais ou habitacionais onde estejam a prestar socorro a uma determinada vítima (ex: shopping / prédio habitacional). Os exemplos vão desde a evacuação em pequena escala de um edifício devido a uma ameaça de bomba.Utilizar sempre as escadas. 2 . inundações. a gatinhar e. ou a aproximação de um furacão.Não correr pois uma queda irá obstruir o caminho de evacuação e provocar a queda e aglomeração de outras pessoas. os evacuados podem ser descontaminados antes de serem transportados para fora da área contaminada.

reconhecendo quase intuitivamente o trajecto da saída de emergência. mas para os elementos TAE´s recém chegados ou que esporadicamente vem fazer um turno a uma outra base será mais complicado. plantas de emergência do edifico. tenham mais dificuldade em manter o domínio emocional ou em se deslocar. Muitas das bases têm saída directa para a rua. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 75 Rúben Viana . eventualmente perto de si. 2.Evacuação no edifício onde se encontra a base INEM As bases INEM espalhadas pelo território continental não se encontram todas no mesmo modelo de edifício. em direcção a zona de concentração local e tente criar de imediato uma zona de recepção de possíveis vítimas. para que numa situação de emergência o TAE tenham melhor percepção do sentido da fuga. procurar saber quem é que se encontra ao comando das operações de evacuação para que este melhor coordene os meios disponíveis para a operação.10. o que facilita muita a evacuação de pessoas.1 . Com os TAE´s afectos à base são será grande o problema. 2. para que numa necessidade de evacuação. betoneiras. ao ser accionados para prestar auxílio na evacuação de algum lar ou hospital.3 .10.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 9 . Neste sentido o TAE´s residente que irá fazer o turno com o novo colega deverá dar a conhecer as instalações da base e do edifício onde esta está inserida. 10 .2 – Evacuação em locais públicos No interior de edifícios comerciais.Não utilizar elevadores.Evacuação em lares ou hospitais O TAE no exercício das suas funções. na medida de que o trajecto da saída de emergência duma base não é necessariamente a mesma de outra. deve aquando a sua chegada ao local. mostrando os pontos exactos das saídas com evacuação para a rua.Dirija-se para o exterior das instalações. extintores e carretéis. se as houver. só que há outras que se encontram mais no interior do edifício sendo o trajecto para a evacuação mais confuso.10. 11 .Ajude a tranquilizar as pessoas que. tenhamos um elemento que nos possa melhor orientar o sentido da fuga mais rápida do local onde nos encontramos. devemos sempre que possível fazer-nos acompanhar por um elemento da segurança do edifício. sendo que existe uma variedade imensa do tipo de bases. com tipificação por exemplo de shopping. 2.

Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Em qualquer um dos motivos já mencionados o corpo de bombeiros da região será também mobilizado para o local. poderá dar autorização para se avançar para a evacuação das vítimas. que a partida será o elemento mais graduado dos bombeiros na local. Ilustração 2 . Dessa forma só o comandante das operações no local.Procedimento a tomar em caso de incêndio num edifício _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 76 Rúben Viana .

Daremos alguma ênfase às lesões corporais pois da sua compreensão depende a qualidade dos socorros a fornecer. desde a fase imediatamente a seguir ao acidente até eventualmente à sua hospitalização.1 .11. A abordagem seguinte refere-se principalmente ao "porquê" dos socorros. 2. mostrando as razões essenciais que dão às lesões dos acidentados eléctricos um aspecto tão particular. os trabalhadores. a prevenção é a principal preocupação mas. por negligência ou desrespeito das instruções de segurança diz-se que ficou submetida a um contacto directo Imagem 15 e 16 – Imagem ilustrativa do contacto directo com a electricidade _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 77 Rúben Viana .2 .11 – ACIDENTES ELÉCTRICOS 2. Certamente. quanto melhor compreendem e conhecem o "como" e o "porquê" das acções de socorro imediatos. são a ela tanto mais sensíveis.11.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2.Tipos de contacto com a electricidade Os acidentes mais frequentes resultam de contactos: DIRECTOS E INDIRECTOS DIRECTOS: Se uma pessoa entra em contacto com uma parte activa de um elemento sob tensão.Efeitos fisiológicos e físicos da corrente eléctrica Introdução Electrocussão ou choque eléctrico é a situação provocada pela passagem da corrente eléctrica através do corpo.

o que pode agravar os seus efeitos. Imagem 19 e 20 – Imagem ilustrativa do contacto indirecto com a electricidade _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 78 Rúben Viana . isto porque normalmente ocorre sem o conhecimento do utilizador. Esta situação é a mais vulgar a nível da habitação e a sua prevenção deve revestir-se de cuidados especiais. por exemplo a um defeito de isolamento. a electrocussão é consequência de um defeito imprevisível e não da negligência da pessoa. Esse contacto designa-se por contacto indirecto.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Imagem 17 e 18 – Imagem ilustrativa do contacto directo com a electricidade INDIRECTO: Se uma pessoa entra em contacto com um elemento que está acidentalmente sob tensão devido.

Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2.11. Estas fotografias foram extraídas de um livro de 1930 de seu titulo Technisches.flickr.3 – Diversas formas de morrer electrocutados NOTA: Está no disponível no site www.com esta colecção de 30 fotos que demonstram as mais diversas formas de ser electrocutado. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 79 Rúben Viana . “encontrado” no museu Elektroschutz em Viena.

O perigo é função dos tipos de contacto de entrada e saída da corrente através do corpo humano. a posição dos contactos e a circulação da corrente através do corpo humano (imagem 21). Imagem 21 – Imagem ilustrativa das possíveis trajectórias da corrente _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 80 Rúben Viana .11.A trajectória da corrente Tem um papel importante no desencadeamento da fibrilhação. para melhor sublinhar esta percentagem representámos. esquematicamente.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2.4 . Os trabalhos conhecidos permitem definir a percentagem de corrente que atinge o coração em função de certos tipos de contacto.

classificar as vítimas de acidentes. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 81 Rúben Viana .11.5 . os casos de electrocussão formam pois um grupo particular dentro do conjunto dos acidentes de origem eléctrica. Noutro plano. observadas desde os primeiros instantes (fase imediata) em dois grupos: • Indivíduos que não perderam a consciência Exceptuando os casos extremamente benignos (simples formigueiro). outros.6 . Também pode ser sede de efeitos físicos de aquecimento análogos aos que haveria com uma resistência metálica (lei de Joule). subentendendo-se que se trate aqui de corrente alternada. o acidente eléctrico pode produzir-se de duas maneiras. Pode-se. Estes efeitos traduzem-se por queimaduras electrotérmicas.Efeitos da corrente eléctrica sobre o corpo humano Admitido reservar o termo "electrocussão" apenas para os acidentes mortais de origem eléctrica e não se aplicando este termo às queimaduras eléctricas. alguns indivíduos sentiram um "esticão". num grau mais elevado.O choque eléctrico e suas consequências (acção directa) A Fase Imediata A passagem de corrente eléctrica no corpo humano é susceptível de fornecer efeitos de importância e qualidade variáveis. b) POR ACÇÃO INDIRECTA: o corpo não é atravessado pela corrente E a consequência dum arco eléctrico que se traduz por queimaduras por acção do calor. pelo efeito de Joule.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2. muito esquematicamente. com a frequência de 50 Hz: a) POR ACÇÃO DIRECTA: o corpo é atravessado pela corrente O corpo humano é sede dum certo número de efeitos fisiológicos agrupados sob a designação de "choque eléctrico e suas consequências". (este último acompanhando-se muitas vezes de "faíscas") podem pegar fogo ao vestuário e produzir queimaduras mistas. Tanto o arco como o contacto.11. 2. foram vítimas de uma violenta convulsão.

pelo facto de a vítima se soltar ou pelo reflexo de afastamento no momento do corte da corrente. Também pode haver riscos de queda.. o cérebro. a "fibrilhação ventricular" é a contracção não sincrónica das fibras ou grupos de fibras que constituem os ventrículos cardíacos. deixam de ser irrigados e pode levar a perturbações graves. se dissipa mais ou menos rapidamente. Esta anarquia da contracção equivale a uma paragem funcional da bomba cardíaca. ao fim de alguns minutos.. Características de fibrilhação Esta é desencadeada por intensidades muito mais fracas que as necessárias para provocar uma inibição bulbar. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 82 Rúben Viana . mais exactamente.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Esticão: Conforme o esticão é mais ou menos forte. Mas no caso mais frequente (em baixa tensão particularmente) a tetanização tem por efeitos fixar. pelo contrário. Convulsão: No momento do contacto. não está presa por um cinto ou pela corda de segurança). com todas as suas consequências. principalmente queimaduras no ponto de contacto. ela pode ser projectada ao solo e sofrer lesões traumáticas (avaliem-se as consequências quando a vítima. "colar" de alguma maneira. lesões profundas. particularmente). o próprio coração. a vítima foi repelida violentamente pelo condutor sob tensão ou. No homem é espontaneamente "irreversível" e responsável por uma grande parte dos casos em que a morte real se sucedeu à morte aparente. nota-se nas vítimas um verdadeiro estado de comoção que aliás. • Indivíduos que perderam a consciência Fibrilhação cardíaca: A fibrilhação cardíaca ou. levando no pior das situações à paragem definitiva do coração". irreversíveis. se a corrente não for cortada.. É a "tetanização eléctrica". trabalhando em altura.. a mão ao condutor e provocar. "Nestas condições. Se a vítima foi repelida à distância por uma contracção muscular violenta (em alta tensão. ficou incapaz de o largar. produzida pela corrente alternada.

que ele seja posto em prática nos primeiros minutos que se seguem ao acidente e.7 . o acidente eléctrico provoca morte ou consequências definitivas de gravidade variável como por exemplo: . É necessário. 2. A reanimação deve começar no próprio local do acidente e continuar sem nenhuma interrupção mesmo no caso de evacuação eventual para um centro clínico. neste domínio. um segundo conta muito. Por outro lado. a todo o custo.Mau funcionamento renal (albuminúria. qualquer atraso no começo da acção de reanimação. por exemplo) _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 83 Rúben Viana . A REGRA ABSOLUTA É: Aplicar sempre os tratamentos de reanimação em qualquer vítima inanimada em consequência de acidente eléctrico.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Esta noção "de estado espontaneamente irreversível" que caracteriza a fibrilhação deve evitar.11. para que haja possibilidade de sucesso.As consequências de um acidente eléctrico Imagem 22 e 23 – Ilustração do coração e do sistema circulatório Em certos casos. O tratamento não admite atrasos. EM DEFINITIVO. actualmente há a tendência de considerar que qualquer acidente de origem eléctrica pode determinar um estado de "choque" susceptível por si só de provocar uma perda de consciência passageira.

Perturbações oculares (catarata. mas estamos apenas a tratar de corrente alternada sinusoidal com a frequência de 50 Hz. que é a mesma da rede eléctrica.O tempo de contacto . o essencial das lesões corporais que a corrente eléctrica pode provocar.Perturbações auditivas (surdez parcial ou total) .Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 . em linhas gerais. Os factores responsáveis por essas lesões são eles (*): .Perturbações cardiovasculares .A tensão aplicada .Perturbações nervosas . perda de substância muscular e óssea).11.As consequências devidas às queimaduras electrotérmicas (amputação tornada necessária pela importância das queimaduras.A intensidade da corrente .8 – Factores responsáveis pelas lesões Vimos antes. 2.A resistência eléctrica do corpo humano (*) NOTA: A forma de onda e a frequência também têm influência. conjuntivite) .A trajectória da corrente . Quadro 4 – níveis de tensão existentes na rede eléctrica nacional BT – Extra-Baixa Tensão (usada essencialmente para proteger as pessoas de acidentes eléctricos) BT – Baixa Tensão (usada principalmente na rede doméstica) AT – Alta Tensão (usada no consumo na actividade industrial e transporte da energia eléctrica) _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 84 Rúben Viana .

Mas. sem perigo. Paradoxalmente. Limiar da contracção muscular: a partir de 9 mA. à passagem da corrente). de "choque ligeiro". porém o correcto é que depende da intensidade da corrente eléctrica que atravessa o corpo da pessoa durante o choque e do caminho da corrente eléctrica pelo corpo. Limiar de percepção: a partir de 1. médico e físico francês autor de vários estudos sobre física biológica. foram quantificados os diferentes níveis ou "limites".A intensidade de corrente O principal papel da intensidade.8. Desde Arsonval (Jaques Arséne d' Arsonval. a partir dos quais se manifesta a corrente eléctrica. mais recentemente.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Costuma-se associar o “estrago” que o choque pode causar com o nível de tensão.1 .11. ou mais exactamente da densidade da corrente (intensidade por milímetro quadrado de superfície) é bem conhecido. Imagem 24 – Efeitos fisiológicos provocados pela intensidade de corrente _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 85 Rúben Viana . 2. Criou o Laboratório de Física Biológica no Collège de France) que se sabe que "é a intensidade que mata". Limiar de uma inibição nervosa: a partir de 2 a 3 A. duma maneira geral no organismo humano.1 mA (sensação de picada. Dessa forma apenas iremos abordar os dois primeiros factores causadores das lesões. a fibrilhação diminui consideravelmente se a intensidade da corrente ultrapassar 3A. Limiar da fibrilhação: a partir de 80 mA se a passagem da corrente atingir a região torácica durante um segundo.

onde se serve dessa forma de energia para tudo e mais alguma coisa: iluminar as divisões da casa.Disjuntores magneto térmicos Foto 12 e 13 . 2. aquecer a nossa casa. Foto 11 . jogar no computador.Fusíveis Existem também os interruptores de corte geral existentes para fazer o corte parcial de circuitos do quadro eléctrico. É nos quadros eléctricos que se encontram os dispositivos para a protecção dos circuitos eléctricos (de iluminação.10 – Protecção dos circuitos Para proteger os circuitos contra sobre intensidades (sobrecargas ou curto – circuitos) são usados disjuntores magneto térmicos ou fusíveis que interrompem automaticamente a passagem da corrente no circuito. Ele constitui a interface entre a companhia fornecedora de electricidade e a casa.11. tomadas e emergência) contra sobre intensidades (curto – circuitos ou sobrecargas) e para a protecção das pessoas contra contactos directos e indirectos. O quadro eléctrico de uma habitação é onde estão ligados todos os circuitos eléctricos da própria habitação. lavar a louça. etc. sendo que é como se fosse um “cérebro” ou seja é a partir de lá que sai as alimentações para todos os circuitos. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 86 Rúben Viana . caso se pretenda interromper a energia apenas numa das zonas da casa.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2. evitando um sobreaquecimento dos condutores que pode originar um incêndio.9 – Quadro eléctrico (Função) O quadro eléctrico é a porta de entrada da energia eléctrica nas habitações ou edificio.11. conservar-nos os alimentos.. etc. lavar a roupa.

quando uma pessoa tocar na parte exterior da máquina apanhará um choque eléctrico que poderá ser perigoso. segundo os peritos especializados na matéria. situado à entrada das nossas habitações. Se nada for feito. isto porque o diferencial da EDP existente junto ao contador apenas tem uma sensibilidade de 500mA. Alavanca de comando de duas posições (Ligado/Desligado). como já foi demonstrado.11 – Protecção das pessoas Se a corrente que circula pelo corpo humano ultrapassar alguns miliamperes haverá risco de electrocussão.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2. ao contrário dos outros disjuntores (“normais”) destina-se à protecção de pessoas. Botão de teste para o ensaio periódico do diferencial. porque dizem estes que acima dos 300mA começa a existir risco de segurança da protecção. É para evitar estas situações que se usa o disjuntor diferencial (ou o interruptor diferencial) no quadro eléctrico. É obrigatório colocar um dispositivo deste com o mínimo de protecção de 300mA.11. Foto 15 – Disjuntor diferencial da EDP _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 87 Rúben Viana . Para protecção das pessoas contra os contactos directos o Regulamento de Segurança preconiza essencialmente medidas preventivas que. sendo que é insuficiente. Imagine por exemplo que a sua máquina de lavar tem uma avaria e no seu interior se solta um fio com tensão que vai encostar-se ao invólucro metálico que a envolve. Sensibilidade do diferencial: 30mA Foto 14 – Disjuntor diferencial de 30mA Disjuntor diferencial: O disjuntor diferencial. em alguns casos podem ser complementadas pela instalação de dispositivos diferenciais de alta sensibilidade (de 10 ou 30 mA).

parte da corrente que “entra” pela fase já não chega ao neutro (escoa-se pela terra pois todos os aparelhos. sobretudo com a passagem dos anos) e o disjuntor ao detectar essa diferença actua. vai haver uma corrente de fuga. como a mencionada acima.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Princípio De Funcionamento: Baseia-se na comparação entre duas correntes. actuando quando a diferença entre elas excede um determinado valor. têm a sua carcaça ligada à terra. O disjuntor só poderá ser rearmado quando a avaria estiver reparada. isto é. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 88 Rúben Viana . indicando que há defeito no circuito. daqui se vê a necessidade de a instalação do nosso prédio ter um boa ligação à terra. dispara. Caso haja uma avaria. Ao disjuntor diferencial são ligados a fase e o neutro. antes que alguém toque na parte metálica sob tensão e seja electrocutado. aspecto que por vezes é descurado. isto é. como a máquina de lavar em questão. Quando não há qualquer problema com a instalação. a corrente que “entra” pela fase é igual à que “sai” pelo neutro e o disjuntor não actua pois a diferença entre estas duas correntes é nula.

Se existirem várias vítimas começar por identificar as inconscientes. 6 . ATENÇÃO: Em caso de dúvidas na identificação do interruptor de corte geral.11. 3 .Previna a queda do sinistrado. mas… NO CASO DE BAIXA TENSÃO (50 a 1000 Volts): 1 .Se o acidente tiver ocorrido no interior ou exterior de uma habitação. pressionando todas as patilhas para baixo. que vos indique a localização do quadro eléctrico geral. pois a vítima poderá ter caído ou ter sido projectada (actuar em conformidade). NÃO deve em caso algum tocar na vítima sem previamente ter desligado a corrente. solicitar a um elemento adulto que habite na casa. desligar todos os disjuntores e interruptores que encontrar no quadro eléctrico. se for caso disso. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 89 Rúben Viana .Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2. e o TAE na presença deste deverá certificar-se que o interruptor da alimentação de energia eléctrica (da EDP) à casa foi devidamente desligado. resultantes de acidentes provocados pela corrente eléctrica. envolvendo energia eléctrica e proceder a uma rápida avaliação das condições de segurança. de preferência os seus proprietários.12 . Sabemos que agora é cada vez mais difícil haver um acidente porque os regulamentos estão mais apertados. e alertando-as também do perigo de morte que estão sujeitos caso a sua presença no local. os procedimentos a tomar em conta para assegurar em qualquer circunstância as condições de segurança necessárias para o desempenho das suas funções. sem tocar na vítima.Verificar se efectivamente se trata de um acidente com vítimas. Tenha perfeita consciência do procedimento que se está a levar a cabo. 2 . 5 . de forma a salvaguardarem a vossa segurança. na prestação de socorro às vítimas. afastando as pessoas desnecessárias do local. caso existam. se mantenha. serão enumerados de seguida.Caso o TAE encontre a vítima inconsciente detectando também a presença de água à sua volta ou mesmo se a vitima se encontrar em contacto com um condutor eléctrico. 4 .Procedimento de segurança nas actuações do TAE Com o propósito de minimizar os riscos de actuação pelo TAE.Considere sempre a possibilidade de traumatismo craniano e lesão da coluna cervical. A causa do acidente pode ter sido uma avaria do próprio interruptor. ATENÇÃO: Não utilize o interruptor do electrodoméstico ou aparelho. antes de desligar a energia eléctrica.

ou a menos de 5 metros dele.Se a vítima ficou suspensa nos condutores. caso existam. pode ser necessário prever medidas no sentido de atenuar os efeitos de possível queda. estar sem tensão. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 90 Rúben Viana . a REN (Rede Eléctrica Nacional) para que seja interrompida alimentação de energia naquela zona. 3 – Está proibido e é muitíssimo perigoso tocar em alguém que tenha sofrido uma descarga eléctrica e ainda esteja em contacto com um condutor sob tensão. para accionar a Empresa Distribuidora.É aconselhado socorrer o acidentado só quando tiver a certeza de que a linha foi colocada fora de serviço.Verificar se efectivamente se trata de um acidente com vítimas.Se o acidente tiver ocorrido com tensões elevadas (alta tensão) telefonar imediatamente ao CODU. 4 . 5 . afastando as pessoas desnecessárias do local. para se proceder ao socorro das vítimas. isto é. 2 . envolvendo energia eléctrica de alta ou muito alta tensão e proceder a uma rápida avaliação das condições de segurança. e alerte-as dos possíveis perigos da sua presença no local.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 NO CASO DE ALTA e MUITO ALTA TENSÃO (1000 a 400 000 Volts): 1 .

Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Comunicar urgentemente à REN para a correcta identificação das linhas de transporte de energia eléctrica envolvidas no incidente pelo número de telefone: Nº VERDE: 800 207 470 Transmitindo a seguinte informação: _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 91 Rúben Viana .

anteriormente.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2. não a respeita. 2 . _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 92 Rúben Viana . 4 .A corrente de alta tensão provoca lesões mais graves mas a corrente doméstica também pode ser fatal.11. devendo o seu socorro ser procedido em conformidade com tudo que já foi referido. se atreve a brincar com ela. sem que haja testemunhas para relatar o que se passou com a vítima.A electricidade só é perigosa para quem não a conhecendo.Seja bastante cauteloso quando encontrar vítimas inconscientes em casas de banho.A corrente alterna pode provocar contracturas musculares (vítima não se consegue mexer) e impedindo-a de se soltar da fonte eléctrica e por isso aumentar o tempo de exposição. e para quem a conhecendo.Considerações finais 1 . 5 .13 . Poderá estar confrontado com uma pessoa que tenha sido electrocutada.A humidade reduz a resistência da pele e por isso pode fazer com que as consequências do choque sejam mais graves. 3 .

12 – EQUIPAMENTO DE PROTECÇÃO INDIVIDUAL – EPI Os equipamentos de protecção individual (EPI´s) são quaisquer meios ou dispositivos destinados a ser utilizados por uma pessoa contra possíveis riscos ameaçadores da sua saúde ou segurança durante o exercício de uma determinada actividade. Um equipamento de protecção individual pode ser constituído por vários meios ou dispositivos associados de forma a proteger o seu utilizador contra um ou vários riscos simultâneos. Os equipamentos de protecção individual que o INEM coloca ao dispor de todos os técnicos para assegurar a sua actividade na emergência pré-hospitalar. Parka. Calça com reflectores Pólo manga comprida com reflectores Parka impermeável com reflectores Colete INEM com reflectores Polar INEM com reflectores Pólo manga curta com reflectores _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 93 Rúben Viana . são: NA ÁREA DA SEGURANÇA RODOVIÁRIA: Fardamento (Calça com reflectores.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2. Polar INEM e colete reflector). O uso deste tipo de equipamentos só deverá ser contemplado quando não for possível tomar medidas que permitam eliminar os riscos do ambiente em que se desenvolve a actividade.

Luvas cirúrgicas Bata Avental Máscara com filtro FFP3 Máscara simples Máscara com viseira Capas para os sapatos Touca descartável Óculos de protecção _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 94 Rúben Viana . óculos de protecção. máscaras.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Capacete de protecção em Kevlar Na área da BIO-SEGURANÇA: Luvas cirúrgicas. avental. bata.

Nível C: protecção para pele e olhos com menor exigência para protecção de vias aéreas. Para ocorrências envolvendo pessoas feridas e produtos tóxicos. olhos e peles. o INEM dispõe de uma viatura preparada para actuar nesse tipo incidentes especiais. Nível D: praticamente o uniforme de trabalho da equipe com protecção superficial dos olhos e vias aéreas. mas menor protecção para a pele.3 . Nível B: protecção máxima para vias aéreas e olhos.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2. e o que se chama de vestimenta encapsulada. ou seja nenhum contacto com a substância.EPI´s usados no contacto directo com produtos perigosos Todos os produtos perigosos exigem uma certa protecção para se entrar em contacto. Os EPI´s utilizados para efectuar o contacto directo com produtos perigosos é dividido da seguinte forma: Nível A: protecção máxima para vias aéreas.Vestimentas de protecção por níveis _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 95 Rúben Viana .12.17 e 18 . Fotos 16.

biológicos e químicos.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Foto 19 – Viatura NRBQ do INEM Este veículo especial do tipo (NRBQ) é utilizado pelos profissionais do INEM em situações especiais e de excepção para busca e resgate de pessoas vítimas de ataque ou acidentes envolvendo materiais nucleares. Está equipada com fatos de classe A. aparelhos de medição de qualidade do ar e detenção de gases químicos vitais. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 96 Rúben Viana . radiológicos. câmara de descontaminação.

O objectivo deste capítulo será direccionado no sentido de sensibilizar o TAE. para os perigos que pode estar potencialmente sujeito quando já se encontra no local da ocorrência a prestar assistência a uma qualquer vítima. 2007. È fácil de entender que as auto-estradas são de todas as vias rodoviárias as mais perigosas para se encontrar imobilizado com a ambulância em prestação de socorro. as velocidades praticadas pelas viaturas que nela transitam são muito elevadas. sendo que se o meio INEM for o primeiro a chegar ao local. Quando os técnicos do INEM são accionados para ir prestar socorro a um qualquer acidente de viação ou atropelamento. no decorrer da prestação de auxílio ás vítimas sinistradas. poderão muitas das vezes se encontrar imobilizados em pleno eixo rodoviário. Se este tipo de incidentes ocorrer à noite e com a agravante de se encontrar nevoeiro cerrado. O local poderá ser uma rua. incluindo a equipa do meio INEM presente no local. com autocarro que transportava alunos da universidade sénior de Castelo Branco em morreram 17 pessoas. nacional ou mesmo uma via rápida. a visibilidade no local quanto à presença da equipa de socorro fica seriamente _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 97 Rúben Viana .Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2. Foto 20 – Acidente na A23 em 5 Nov. mas só deve ser iniciado após terem sido garantidas medidas de segurança para os intervenientes. incorrerá à partida numa exposição acrescida ao perigo de atropelamento.13 – SINALIZAÇÃO E PROTECÇÃO RODOVIÁRIA O tratamento da vítima deve ser prioridade absoluta para a equipa INEM. estrada municipal. isto porque. tendo como consequência a necessidade de uma maior distância de imobilização. no caso de a via estar obstruída com alguma viatura acidentada. os intervenientes causadores do sinistro.

na sequência dos compromissos assumidos no âmbito daquele Comité. apresentam uma nova decoração recentemente adoptada. pelo menos 50m. Para efeitos do código de estrada. membros do Comité Europeu para a normalização já adaptaram ou estão em fase de adaptação das suas ambulâncias a esta cor. Avaliar se os meios são suficientes. A escolha pela cor RAL 1016 possui uma explicação de natureza científica: estudos realizados provaram que o olho humano é particularmente sensível à cor Amarelo "RAL 1016". Círculos de trabalho. 2. permitindo uma identificação muito mais rápida deste veículo prioritário. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 98 Rúben Viana . designadamente a nova cor "Ral 1016".1 – Razão da cor escolhida para os meios INEM Os veículos de socorro do INEM. adoptada a nível europeu para facilitar a identificação dos veículos de emergência. todos o TAE responsável pela condução da ambulância deverão respeitar religiosamente algumas regras de segurança. Foto 21 e 22 – Fotos ilustrativa da má visibilidade quando se encontra nevoeiro Neste pressuposto e de forma a controlarem o risco dos diversos perigos a que poderão estar sujeitos numa situação idêntica. Reconhecimento e controle dos riscos. A segurança do local deverá ser efectuada seguindo 4 directrizes: Estacionamento defensivo. considera-se que a visibilidade é reduzida ou insuficiente sempre que o condutor não possa avistar a faixa de rodagem em toda a sua largura numa extensão de. o que acarreta num gravíssimo problema de segurança para a permanecia da equipa no local. Diversos países comunitários.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 diminuída.13.

pela utilização de todas as luzes sinalizadoras de emergência. e sinais luminosos da viatura.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2. Foto 23. a indicação para direccionar os faróis dianteiros para o local do sinistro.2 – Regras Importantes de Segurança Assim é importante respeitar as seguintes regras: (1) . em que exista imobilização das viaturas sinistradas no eixo da via. em certos modelos de ambulâncias.13.À chegada ao local do sinistro. Pode assim evitar possíveis atropelamentos ou abalroamento por parte de outras viaturas que circulam na mesma via.24 e 25 – Ilustração da posição de protecção (4) .Deixe o motor da ambulância sempre em funcionamento. deixa de fazer sentido. Caso exista a necessidade prioritária da colocação da ambulância em modo de barreira de protecção para que a equipa de emergência tenha garantias de protecção no auxílio às vítimas sinistradas. quando estiver próximo ao local indicado _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 99 Rúben Viana . corre o risco. dirigindo para o local do acidente os faróis dianteiros.Tenha sempre em consideração de que pode fazer-se valer da ambulância. aquecimento e iluminação da célula sanitária. a viatura deve manter os médios. para fazer protecção à equipa no local onde se encontram a prestar auxilio às vítimas. de modo que. Se não o fizer.Nos acidentes ocorridos em auto-estradas ou via equiparadas. para proporcionar uma melhor visibilidade no caso de se tratar de uma ocorrência efectuada em período nocturno. piscas. possa ser reposta toda a energia eléctrica retirada à bateria. (3) . e sinais luminosos ligados. (2) . de ficar forçosamente imobilizado por falta de energia na bateria para iniciar o arranque ao motor.

No caso de ser a primeira equipa de socorro a chegar ao local do acidente. a colocação de triângulos de sinalização a pelo menos 50 metros do local da ocorrência. se considerar.A distância mínima a que a ambulância deve se encontrar relativamente à viatura sinistrada é de 15 metros. isto porque. à sua frente. fazer uso das luzes avisadoras de perigo accionando deste modo os 4 piscas intermitentes. e não existir pessoas encarceradas. 100 metros em vias de alta velocidade ou antes das curvas. Em caso de se tratar de uma via secundária de pequenas dimensões. que irá aumentar a segurança no local. utilize o triângulo da sua viatura de emergência. poderá adoptar-se a distância mínima de 5 metros entre a sua viatura e o veículo sinistrado.A viatura de emergência deve imobilizar-se de forma bem visível e a uma distância que permita aos demais utentes da via tomar as precauções necessárias para evitar acidentes. Os locais considerados de fraca visibilidade. que procederam a uma súbita redução da velocidade provocada por um obstáculo imprevisto. fazendo uso dos espelhos retrovisores para o efeito.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 pelo CODU do referido sinistro e mal tenham contacto visual do acidente à sua frente. deverá ser efectuada. de forma a alertar os restantes utentes da via que circulam atrás da sua viatura. deve de imediato. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 100 Rúben Viana . monitorizando constantemente o tráfego que circula atrás de si. atrás de si. Foto 26 – Ilustração da não criação da distância mínima de 15 metros e do mau posicionamento da ambulância. para que desse modo diminua a probabilidade de ser abalroado por um condutor que venha mais distraído a conduzir.É da competência das forças de segurança e bombeiros. deste modo cria-se espaço suficiente em redor da viatura acidentada para que as equipas de socorro possam trabalhar e se for o caso. (6) . proceder também a um desencarceramento mais seguro das vítimas. (5) . são curvas. lombas e túneis. Essa diminuição da velocidade. (7) .

para o efeito. por circulação indevida de viaturas. a forças de segurança nos dê garantias de que a circulação rodoviária tenha sido interrompida também no sentido contrário ao sinistro. na zona em volta da vítima ou viaturas sinistradas.Na avaliação das condições de segurança ao local. no local. a parker impermeável.Os reflectores existentes na farda apoiam e muito a sinalização à noite e contribuem para o aumento da segurança das equipas de socorro na rua. os agentes da autoridade tendem a ficar mais preocupados com os aspectos burocráticos que têm que resolver. se constatar que existe combustível espalhado em quantidade considerável. sendo um exemplo disso. Comunique de imediato o CODU. deve proceder de imediato à interrupção do trânsito. no sentido de pedir apoio urgente dos bombeiros. (10) . (11) . O uso da farda reflectora é altamente aconselhável. delegue a sinalização e segurança aos agentes da autoridade. (12) . risco de incêndio. a equipa nunca deverá efectuar o acesso em contra-mão ou paragem junto do separador central em sentido contrário. que possui bastante material reflector. produtos perigosos ou linhas eléctricas energizadas. (13) . Esteja sempre alerta para essa possível falha. afaste a ambulância no mínimo para uma distância de 40 metros. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 101 Rúben Viana . relativamente ao local considerado. do que a segurança do local.Nos acidentes em auto-estrada cujo o acesso no mesmo sentido seja muito demorado ou esteja bloqueado. a não ser que.Logo que chegue uma viatura da PSP ou GNR ao local.A evacuação rápida de vítimas exige “corredores” de trânsito abertos. utilize a própria ambulância SBV ou SIV. sem descorar nunca da auto-protecção. dos agentes reguladores do trânsito. Compete às forças de segurança orientar o trânsito para que a saída das ambulâncias não seja comprometida. (9) .Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 (8) . Se necessário sensibilize o agente regulador do trânsito para essa necessidade. isto porque. pedindo apoio urgente à autoridade policial no local ou no caso de ausência desta. muitas das vezes. sendo que à noite é imprescindível que façam uso da mesma.Em caso de perigo iminente de atropelamento.

se tiverem a necessidade de imobilizar a ambulância num terreno com declive devem.Sempre que verifique perigo provocado por substâncias tóxicas. as equipas de emergência devem combinar encontrar-se. Perante isso. ou nós de ligação. fogo. que num caso real será sempre o elemento mais graduado dos bombeiros. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 102 Rúben Viana . para estas não interfiram com a normal circulação de viaturas nessa via rodoviária. parques de descanso. no caso da via rodoviária onde transitam se tratar de uma auto-estrada ou via equiparada. num local seguro e afastado do trânsito. Caso isso não seja possível. certificar-se que a viatura encontra-se devidamente travada sendo que também devem direccionar o sentido das rodas para o lado menos provável de puder vir atropelar vidas humanas em caso de falha mecânica dos travões. Foto 27 e 28 – Ilustração da direcção das rodas em terrenos com declive (16) . nas áreas das estações de serviço. as viaturas de emergência devem parar o mais junto da berma possível. Neste tipo de situações nunca avance.Qualquer “rendez-vous” deverá ser realizado se possível. e desmoronamentos é importante comunicar de imediato ao CODU o sucedido para que desta maneira accionem o apoio dos bombeiros. Nunca esquecer de accionar as luzes de sinalização de pré-perigo (quatro piscas). (15) . presente no teatro das operações. sem antes chegar os bombeiros e sem ter autorização expressa do comandante das operações de socorro.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 (14) .No local da ocorrência.

→ Desça sempre da viatura pelo lado sem tráfego. Abaixo de cada uma das figuras será feito um comentário para justificar a razão do posicionamento assumido à ambulância. 2.13. fique atento. siga as regras de segurança. → Fique sempre com a sua atenção voltada para o tráfego ● Proteja as vítimas e sua equipe: Sinalize. saia lentamente e cuidadosamente. atenção ao trânsito. requisite apoio de se for necessário.4 – Casos práticos de possíveis cenários no local de ocorrência Neste item será abordado 8 casos práticos de possíveis cenários que o TAE pode encontrar quando chega ao local do acidente de viação ou atropelamento. → Desloque-se somente em fila indiana.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Foto 29 a 32 – Perigos provocados por desmoronamentos 2. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 103 Rúben Viana . use EPI´s. respeite as regras de segurança.13. afastado e protegido. fique de frente para o fluxo de trânsito. para assegurar a sinalização e segurança da tripulação e viatura. no local. isole. ● Sinalize: o evento.3 – Considerações Finais ● Auto-protecção: → Seja visto. Com estes casos práticos. → Nunca fique entre a ambulância e a faixa de rodagem. pretende-se que o TAE interiorize os procedimentos básicos a ter em conta. quando não for possível. controle o evento. enquanto prestam o auxílio às vítimas. Sempre que possível estacione fora da estrada.

Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 CASOS PRÁTICOS DE POSSIVEIS CENÁRIOS DE LOCAIS DA OCORRÊNCIA (Solidificação de Conhecimentos) _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 104 Rúben Viana .

Imagem 25 .Ilustração do teatro de operações com todos os meios de emergência envolvidos no socorro. OBSERVAÇÃO: No caso prático nº1 ilustra-se o típico choque frontal em que as viaturas envolvidas acabam por ficar imobilizadas quase a meio da faixa de rodagem.2) Imagem 27 .A ambulância chega pelo lado esquerdo (ex. No exemplo nº1 e nº2 pode reparar que a ambulância foi imobilizada do lado da faixa onde as viaturas se encontram mais expostas.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 CASO PRÁTICO nº1: Colisão frontal de dois veículos numa EN em que as viaturas ficam imobilizadas quase a meio da via. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 105 Rúben Viana . Depois a ambulância foi colocada atravessada na faixa de rodagem de forma a criar uma “parede” de protecção para prevenir o possível atropelamento da equipa de emergência.1) Imagem 26 . de viaturas que circulam no sentido onde ela se encontra imobilizada.A ambulância chega pelo lado direito (ex. Quando a equipa INEM chega ao local deve de imediato tomar providências de forma a criar protecção a eles próprios e às vítimas sinistradas.

Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Colocando a viatura atravessada na via. aumentando deste modo o risco de um atropelamento. deve falar com o elemento mais graduado no local e transferir a função de COS para este. Além do mais. podem concluir que tem espaço suficiente para continuarem a sua marcha junto à berma criando inadvertidamente uma circulação de carros nessa zona. ganham na melhor das situações uma faixa de protecção com cerca de 6mt de comprimento. Se porventura a largura da estrada permitir que essa manobra se faça sem descurar do que foi dito. como aliás já foi descrito no início deste capítulo. De frisar que enquanto houver necessidade de ir buscar material à célula sanitária da ambulância. o seu acesso deve ser feito sempre que possível pela porta lateral. para auxiliar no socorro. para um melhor alinhamento dessa “parede” de protecção com as viaturas sinistradas. promova sempre que possível uma comunicação assertiva de articulação de esforços com a equipa dos bombeiros. os condutores dos carros que circulam no sentido (esquerda para a direita). encontra-se muito bem caracterizada possuindo bandas reflectoras que ajuda e muito a sua sinalização principalmente à noite pelos restantes automobilistas. solicite o corte ou desvio do tráfego da zona do sinistro. Caso contrario apenas tem 2mt de protecção correspondente à largura da ambulância. Não se esqueça que todo este cenário pode acontecer na pior das situações à noite e com fraca visibilidade. correspondente ao comprimento da viatura (VW Crafter). Se a viatura de desencarceramento ou alguma ambulância do corpo de bombeiros local for accionado para o sinistro. ou outro agente de socorro. mas é uma ideia errada para este caso. se concluir que aumenta a sua segurança e a das restantes pessoas. o que aumenta o risco de mais um acidente no local. nesse caso não existe problema. no local. Pode estar a pensar que a ambulância poderia estar mais centrada a meio da faixa de rodagem. isto porque. para que se processar o socorro à vitima. Tirem partido dessa característica da viatura. De realçar que a ambulância além da vantagem em ter a cor amarela. ao retirar a maca pela traseira da viatura o TAE ficaria mais exposto aos carros que circulam nesse sentido. sendo que no caso dos bombeiros. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 106 Rúben Viana . Aquando a chegada dos agentes da autoridade. para que o risco de exposição ao perigo seja baixo.

_________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 107 Rúben Viana . Imagem 30 – Ilustração da disposição dos meios de socorro presentes no teatro de operações em sinistros deste tipo.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 CASO PRÁTICO nº2: Colisão entre dois veículos numa auto-estrada ou via equiparada Imagem 28 .Chegada da ambulância e imobilização em modo de sinalização e protecção em auto-estrada (Exemplo nº1) Imagem 29 .Chegada da ambulância e imobilização em modo de sinalização e protecção estrada (Exemplo nº2) em auto- Foto 33 – Ilustração da má imobilização assumida pela viatura de socorro no local do sinistro.

3. porque não deve ser deveras confortante. estar a socorrer alguma vitima. após imobilizar a viatura de emergência. Deve fazer respeitar os procedimentos de segurança nº1. No meu entender este é o caso prático com maior nível de risco na prestação de socorro nas vias de circulação automóvel. por vezes viaturas a +100Km/h.4. o TAE que vêm a conduzir. Aquando a chegada junto do sinistro. mas sim pela porta contrária. que se encontra mais protegida ao risco de atropelamento. em prol das portas traseiras mais expostas ao risco de abalroamento. Por esta ordem de ideias deve utilizar também a porta lateral da ambulância para se fazer aceder à célula sanitária.100. e ao mesmo tempo estarem a circular a cerca de 2 metros de nós. Quando tiverem a necessidade de retirar a maca devem fazê-lo com o máximo de atenção ao trânsito.9 e 11 descritos na página 99. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 108 Rúben Viana .101 e 102.2.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 OBSERVAÇÕES: Neste caso prático gostava de realçar que a prestação de socorro nestas situações. No exemplo nº1 e nº2. para solicitar com a máxima urgência a autoridade e a equipa de auxílio da concessionária da (auto-estrada ou SCUT) para o local. tem um risco bastante acrescido. ligar de imediato para o CODU. se for a primeira equipa no local. nunca em modo algum deverá sair do veículo pela porta do seu lado.5.

Em qualquer das situações ilustradas deve procurar mentalizar-se que acima de tudo. Não coloque a sua vida e a dos seus colegas em RISCO. primeiro deverá a sua segurança. Figura 33 . sem estar a correr riscos desnecessários. depois EU e só depois EU…! Não corra riscos desnecessários. De uns exemplos para os outros. o TAE deverá posicionar a ambulância procurando obter uma zona de segurança para socorrer as vítimas. Os procedimentos básicos de segurança a ter em conta. Imagem 31 – Ilustração da correcta posição de imobilização da ambulância (A ambulância chegou pelo lado esquerdo – exemplo nº1) Imagem 32 – Ilustração da correcta posição de imobilização da ambulância (A ambulância chegou pelo lado direito – exemplo nº2) Foto 34 – Ilustração real do tipo de acidente abordado neste caso. Por isso como nos casos anteriores. que para socorrer em condições de segurança deveremos possuir em qualquer das situações uma zona de segurança. sendo que deveremos ter sempre em consideração.Ilustração da disposição dos meios de socorro presentes no teatro de operações no sinistro OBSERVAÇÕES: Neste tipo de acidentes as viaturas envolvidas são projectadas para fora da via. são em todas as situações muito idênticos. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 109 Rúben Viana . Nunca se esqueça do slogan: “Primeiro EU.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 CASO PRÁTICO nº3: Colisão frontal de dois veículos num IP ou EN em que as viaturas ficam imobilizadas na berma. tirem as devidas ilações.

O exemplo nº1 será dos dois.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 CASO PRÁTICO nº4: Colisão frontal/lateral entre dois veículos numa EN ou EM em que as viaturas imobilizam-se numa das faixas de rodagem. pois protege-o do acesso à célula sanitária pela porta lateral e traseira da ambulância relativamente ao carros que circulam na faixa de rodagem onde a ambulância se encontra posicionada. Imagem 34 – Ilustração da correcta posição de imobilização da ambulância que chegou ao sinistro pelo lado esquerdo da imagem – exemplo nº2) Imagem 35 – Ilustração da correcta posição de imobilização da ambulância que chegou ao sinistro pelo lado direito da imagem – exemplo nº2) OBSERVAÇÕES: Aquando a chegado ao local procure. onde a ambulância ficará melhor imobilizada. logo de imediato idealizar qual será a melhor posição a dispor à ambulância de forma a proteger a vossa actuação de socorro. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 110 Rúben Viana .

Para minimizar a situação. a melhor posição para colocar a ambulância será a descrita pela imagem 37. Se delegar essa função a um “mirone” que lhe inspire confiança. Se a viatura de socorro chegar pelo lado esquerdo da figura. coloque ou mande colocar um triângulo de sinalização à entrada da curva. informe-o das graves consequência da sua não colocação. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 111 Rúben Viana . Ter em atenção de nunca imobilizar a ambulância no interior de uma curva sem visibilidade. a não ser que seja inviável por algum motivo. Imagem 36 – Ilustração da correcta posição de imobilização da ambulância que chegou ao sinistro pelo lado cima da imagem – exemplonº1) Imagem 37 – Ilustração da correcta posição de imobilização da ambulância que chegou ao sinistro pelo lado esquerdo da imagem – exemplonº2) OBSERVAÇÕES: Neste caso prático ilustra-se a típica colisão entre uma viatura e uma mota. Se possível mais tarde aborde um outro mirone e peça para este verificar se existe algum triângulo à entrada da curva.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 CASO PRÁTICO nº5: Colisão frontal entre um veículo ligeiro e uma moto numa EN ou EM. sendo que o motociclista à chegada da equipa de socorro se encontra prostrado no chão da via.

Se a ambulância porventura chegar ao sinistro pela estrada de cima como ilustra a imagem 36. fica com uma maior zona segurança para poder prestar o socorro como deve ser. a ambulância poderá ficar a 5 metros distanciada das viaturas sinistradas caso contrário aumente essa distância para 15 metros. deve solicitar ao CODU a autoridade policial ao local. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 112 Rúben Viana . Imagem 38 – Ilustração da correcta posição de imobilização da ambulância no local do acidente OBSERVAÇÕES: Numa situação idêntica à ilustrada na imagem de cima. ajudando numa melhor prestação de cuidados de saúde às vítimas acidentadas.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Se não existir a necessidade de desencarcerar nenhuma das vítimas. CASO PRÁTICO nº6: Colisão entre dois veículos ligeiros numa via com 4 faixas de rodagem no mesmo sentido. Se for de noite. De realçar que em qualquer das situações já descritas até ao momento. Nunca esqueça que está contra indicado ocorrer circulação de trânsito nas laterais mais próximas relativamente à direcção do acidente. sem ter que se preocupar constantemente com o trânsito que fluí mesmo ao seu lado. a ambulância poderá ficar posicionada de forma a proteger o motociclista que se encontra no chão. poderá utilizar as luzes laterais da ambulância para melhorar a iluminação no local onde ele se encontra deitado no chão. a ambulância deverá ser posicionada de forma a não permitir a circulação na faixa do acidente e na faixa junto ao passeio. Se bloquear o fluxo de viaturas como está indicado na ilustração de cima.

Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 CASO PRÁTICO nº7: Atropelamento de um peão na passadeira Imagem 39 – Ilustração da correcta posição de imobilização da ambulância no local do acidente Foto 35 – Actuação das equipas do INEM. Respeita as normas básicas de segurança na via pública. O procedimento de retirar a maca também não está posto em causa pela falta de segurança no local. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 113 Rúben Viana . Da forma como está disposta a ambulância o TAE está completamente protegido do fluxo de trânsito que circula na faixa de rodagem onde se encontra a vitima. a uma vitima de atropelamento OBSERVAÇÕES: Numa situação deste tipo deveremos ter sempre uma preocupação com a nossa segurança e a da vítima.

deverá retratar a maior parte das ocorrência para a qual os profissionais do INEM. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 114 Rúben Viana .Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 CASO PRÁTICO nº8: Accionamento para uma ocorrência num domicilio Imagem 40 – Ilustração da correcta posição de imobilização da ambulância quando arranja espaço para estacionar a viatura (exemplo nº1) Imagem 41 – Ilustração da posição de imobilização mais indicada para ambulância quando não tem espaço para estacionar (exemplo nº2) OBSERVAÇÕES: O caso prático descrito em cima. Trata-se portanto de um accionamento para uma morada de um domicílio qualquer em que a viatura de socorro num dos dois casos retratados tem lugar para estacionar e no outro não. são chamados.

Os dois elementos devem entrar pela porta _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 115 Rúben Viana . Não se esqueça que a viatura (VW Crafter) é mais larga que a maioria das viaturas estacionadas. de forma que o colega ao sair da ambulância não fique tão exposto ao fluxo de trânsito que circula de frente. para faze-la chegar à ambulância. na maca ou mesmo a pé. deverá efectuar um estacionamento considerado normal.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Ilustração do exemplo nº1: Perante isto. Se estacionar como na posição 1. tendo apenas o cuidado de deixar espaço suficiente na retaguarda de forma a se for o caso consiga retirar a maca da ambulância sem dificuldade. Quando pretender sair da viatura deverá faze-lo pela porta do seu colega. deve procurar subir o passeio para que a viatura fique mais resguardada possível. Na imobilização da ambulância na posição 1 o TAE chega à morada da habitação pelo lado esquerdo da imagem ilustrativa. o TAE que conduz a viatura deverá ter cuidados especiais nas diferentes posições de imobilização. incluindo os máximos intermitentes accionados (para as ambulâncias que possuem). A posição 3 encontra-se contra indicada. Não deve esquecer também de manter as luzes de emergência ligadas. Desta forma deve adoptar a posição 1 em prol da posição 3. A vítima deverá percorrer a menor distância possível até chegar à ambulância. o técnico deverá procurar estacionar a ambulância no mesmo lado em que se encontra a habitação. porque a sua encontra-se demasiado exposta ao trânsito. e comentando a ilustração do exemplo nº1. Ilustração do exemplo nº2: Quanto ao exemplo nº2 que ilustra a situação de a equipa não conseguir arranjar estacionamento para a viatura e ter que optar por estacionar em 2º fila. Se proporcionar estacionar como na posição 2. porque neste caso terá de atravessar a rua para ter acesso à habitação por várias vezes. a viatura quando chega ao domicilio. Não se esqueça que quando carregado com o equipamento de socorro poderá ficar diminuída a sua destreza e facilidade de locomoção para atravessar a rua. Acciona as 4 piscas intermitentes. devido a uma maior risco de exposição ao perigo. sendo que depois deve colocar a ambulância na via contrária ao sentido do fluxo do trânsito e estaciona a ambulância em 2º fila. A ambulância deverá ficar bem encostada aos carros se encontram estacionados junto ao passeio de forma a que quando os dois elementos saiam da ambulância pela porta do lado direito não pisem a via do sentido contrario. Além do mais não será de bom senso expor a vítima de tal forma que esta ainda tenha que esperar que o trânsito seja interrompido para que se consiga atravessar a rua com esta em cima da cadeira.

A posição 3. Neste caso o condutor da ambulância deverá sair pela porta do lado direito e usar a porta lateral para aceder à célula sanitária para buscar o material de socorro. caso contrário faça uma estimativa visual. como no caso anterior não deve ser adoptada em nenhuma das situações. para ilustrar a dinâmica desta imobilização. e a ambulância deve ficar disposta o mais junto da linha de separação do sentido do fluxo da via.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 lateral para buscar o material de socorro e devem sair pela porta de trás. mesmo em frente à habitação da vítima. A saída deverá ser por essa mesma porta. esta ficou imobilizada em 2º fila. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 116 Rúben Viana . para assim diminuir o risco de exposição ao fluxo de trânsito. sendo que como não foi encontrado lugar para estacionar. Deve ser accionado os quatro piscas. Quando for necessário colocar a maca no exterior o TAE deverá ter um cuidado redobrado quando à dinâmica do fluxo do trânsito da via onde a ambulância se encontra parada. Quanto à posição 2. vai se supor que a ambulância neste caso chegou à morada da habitação pelo lado direito da imagem ilustrativa. sendo que o espelho lateral da ambulância deverá ficar em linha com a marcação da estrada (se esta existir no chão). a não ser numa situação pontual e ou de excepção.

auto-estradas.13. para que este meio consiga chegar o mais rápido e mais perto ao local do sinistro.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2. rios e linhas-férreas. edifícios. cruzamentos. campos de futebol. terrenos baldios. LOCAL DE ATERRAGEM Neste capítulo será apenas abordado os locais de aterragem não preparados tais como: estradas. paradas militares. Foto 36 a 42 – Heli-transporte Primário a partir de locais não preparados SEGURANÇA É importante que o TAE tenha conhecimento de quais são as condições mínimas de segurança. deverá apresentar.Evacuação via Helicóptero A evacuação via helicóptero de vítimas sinistradas necessita da disponibilização de uma área própria para aterragem em segurança. que um local de aterragem improvisada para um helicóptero.5 . _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 117 Rúben Viana .

2 – A zona deve ter um diâmetro > 30 metros. rum raio de 50 metros do helicóptero 4 . árvores altas.O local deve estar bem iluminado (a partir do chão e/ou do helicóptero) de modo a permitir a sua identificação bem como de quaisquer obstruções. e sem objectos soltos que o possam danificar ou inviabilizar a própria operação. A distância de segurança a que os elementos não autorizados a abordar o helicóptero devem permanecer.Não fumar nem permitir que o façam. Assim sendo. por causa das antenas de comunicação da ambulância e deve aproximar-se sempre pela frente do heli. gruas. antenas. limpos e sem obstáculos na vizinhança (fios eléctricos.O piso de aterragem. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 118 Rúben Viana . é exposto algumas regras fundamentais de segurança: 1 .Nunca abordar o helicóptero pela retaguarda. construções. deverá ser o mais plano possível (inclinação <10º). não deverá constituir ela mesmo um obstáculo. aproximar sempre pela frente 7 . lixo).Nunca abordar o helicóptero sem autorização do piloto comandante. quando a partir do chão. na sua maioria fatais. suficientemente consistente para aguentar o peso do helicóptero. 5 . 6 . de acordo com o manual de voo do helicóptero utilizado. candeeiros. 3 . Foto 43 – Transporte secundário a efectuar pelo helicóptero 8 .Não olhar para o helicóptero (com o motor em funcionamento) sem protecção ocular. A iluminação.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 O uso de helicópteros levanta questões muito sérias de segurança que deverão sempre ser cumpridas sob pena de se darem desagradáveis acidentes. e deve bloquear a estrada nos dois sentidos. é de pelo menos 30 metros.A ambulância deve ficar fora da área do rotor.

sendo D a maior dimensão do helicóptero quando os rotores estão em funcionamento. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 119 Rúben Viana . (2DX2D). 11 . Nunca deixar objectos soltos nas proximidades do heli.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 9 . A vítima e respectiva maca embarca/desembarca sempre pelo lado direito. 12 .Não andar com objectos soltos próximo do helicóptero quando este está em funcionamento. agarrar objectos soltos.A abordagem do TAE ao helicóptero será sempre pela região fronto-lateral e com o corpo curvado para baixo. pelo menos.Nas aterragens nocturnas a ambulância que espera o doente deve colocar-se fora do local e ligar as luzes rotativas até o heli se encontrar na fase final da aterragem para uma melhor identificação dos locais não preparados para voos nocturnos.Dar referências para a identificação do local e garantir com as forças Policiais/Bombeiros o isolamento do local. os locais não preparados para a aterragem/descolagem visual em operações de busca e salvamento devem cumprir com os seguintes requisitos mínimos: a área de aterragem deve possuir as dimensões mínimas iguais a. 13 . Apertar casacos.Quando possível. Imagem 42 – Ilustração da zona de aterragem 10 .

Médico.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Sendo assim o INEM dispõe de 5 aeronaves: 2 Helicópteros Biturbina Bell 412EP (D) = 17. Evacuação: 1 vítima LOCALIZAÇÃO DOS HELICÓPTEROS INEM: _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 120 Rúben Viana .04 mt Ø 39 m Área mínima de aterragem: Ø 30 m Local das Bases: Hospital Pedro Hispano (Porto) Salemas (Loures) Local das Bases: Macedo de Cavaleiros (Norte) Santa Comba Dão (Centro) Loulé (Sul) Lotação: Piloto.13 mt Área mínima de aterragem: 3 Helicópteros Biturbina AgustaWestland AW109 (D)= 13. Evacuação: 2 vítimas Lotação: Piloto. Enfermeiro Cap. Co-piloto. Enfermeiro Cap. Médico. Co-piloto.

14 x r ² raio =19.Cálculo da área de aterragem em segurança Ø Área de aterragem Foto 44 – Ilustração da área mínima de segurança para aterrar um helicóptero Exemplo: . a área é: 2D*2D= 2*17.13.Exemplo Imagem 43 – Ilustração do valor de (D) no helicóptero Bell 412EP 2.33 m → D = ± 39 metros _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 121 Rúben Viana .Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Identificação da cota (D) .Para o Helicóptero BELL 412EP.13 = 1174 m ² Área (Ø) = Pi x r ² 1174 = 3.5.1 .13*2*17.

13.5.2 – Áreas de perigo e procedimento de aproximação _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 122 Rúben Viana .Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2.

os meios INEM. bem material e Ambiente. Deste modo é importante que o TAE tenha uma noção geral dos riscos que envolvem os produtos perigosos. corrosibilidade ou radioactividade. acidentes rodoviários. neste capítulo. por meio de derrame. tais como. Devem ter consciência que existe também o risco de puderem vir a conduzir o resíduo químico proveniente de uma determinada fuga ou derrame para o interior da ambulância e hospital. podem ser do tipo radioactivo. químico ou biológico. ferroviários ou de trabalho. Sendo assim. incêndio ou explosão podem provocar situações com efeitos negativos para o Homem. emissão.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2. Neste sentido poderão adoptar uma actuação preventiva de forma a garantirem a sua segurança e das vítimas que estão a socorrer no local no sinistro. sedeados próximos às zonas do incidente. aumentando assim o número potencial de vítimas. eles são amplamente usados para facilitar a vida moderna com usos tão antagónicos quanto a medicina e a construção de armas nucleares. para que possam agir em conformidade com os perigos surgidos no momento. Apesar do nome. Em muitas das ocorrências a que são chamados a intervir. para os seus reais perigos e riscos de acidente.14 – IDENTIFICAÇÃO DE MATÉRIAS PERIGOSAS As matérias perigosas são produtos que devido à sua inflamabilidade. são normalmente os primeiros a chegar ao local. Os produtos perigosos transportados essencialmente pela via ferroviária e rodoviária. eco toxicidade. "produto perigoso". irá ser abordado a temática da identificação das matérias perigosas de modo a elucidar o TAE. Foto 45 e 46 – Várias tipologias de armazenamento das matérias perigosas _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 123 Rúben Viana .

marítimo.imtt. Imagem 44 – Exemplo do painel laranja identificando o material e os perigos associados (*) – O documento pode ser consultado através do site: www. IATA – International Air Transport Association (Associação Internacional de Transporte Aéreo). Para além disso. contempladas nos seguintes diplomas: ADR – Acordo Europeu relativo ao Transporte Internacional de Mercadorias Perigosas por Estrada (*). através da adopção de regras de segurança bastante rigorosas.14. fluvial ou aérea.pt/sites/IMTT/Portugues/TransportesRodoviarios/TransporteMercadoriasPerigosas _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 124 Rúben Viana . ainda devem ser consideradas as normas emanadas pelas seguintes organizações internacionais: OMI – Organização Marítima Internacional.1.Regulamentos O transporte de matérias perigosas por via terrestre. RID – Regulamento relativo ao Transporte Internacional Ferroviário de Mercadorias Perigosas.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2. Cada produto recebe também uma codificação em 4 números facilmente visualizados em placas laranjas que contém também a classe e subclasse. RPE – Regulamento Nacional do Transporte de Mercadorias Perigosas por Estrada. Os sistemas de classificação dos produtos perigosos são estabelecidos pelas organizações e regulamentos supracitados e são divididos em classes e subclasses. está sujeito a legislação adequada visando a protecção de pessoas e do ambiente.

Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2. → Dar a conhecer a natureza do perigo e ser facilmente reconhecível face aos símbolos. Este sistema de etiquetagem baseia-se na classificação das mercadorias perigosas e têm a finalidade de: → Serem facilmente reconhecidas à distância pelo símbolo. Uma cruz sobre uma espiga de trigo: substância nociva que deve colocar-se a distância dos alimentos. Os líquidos gotejando dos tubos de ensaio sobre uma mão e uma placa de metal: perigo de corrosão. Outros símbolos complementares utilizados são: Uma chama sobre um circulo: comburentes/oxidantes. Os símbolos principais são: A bomba: perigo de explosão. (**) . A chama: perigo de incêndio.2 . Uma garrafa: gases comprimidos não inflamáveis.14. A caveira e as tíbias cruzadas: perigo de envenenamento. de 11 Dezembro _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 125 Rúben Viana . Três meias luas sobre um circulo: substâncias infecciosas. cor e forma. Sete franjas verticais: substancias perigosas diversas.Conforme portaria 732-A/96. O trifólio esquematizado: perigo de radioactividade.Etiquetas de perigo As etiquetas de perigo indicativas dos riscos estão destinadas principalmente a ser colocadas sobre as mercadorias ou sobre as embalagens ou recipientes que as contenham (**).

Os explosivos. fricções e elevações de temperatura. são identificados pelo painel indicado na imagem 45. com a aproximação e contacto com uma fonte de energia externa. como está indicado no quadro 5.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2. Quadro 5 – Classes de matérias perigosas CLASSE 1 – Matérias e objectos explosivos São substâncias que tem capacidade para.3 – Sistema de classificação de riscos (por Classes) Com base no Regulamento Nacional do Transporte de Matérias Perigosas por Estrada (RPE) e de acordo com os perigos relativos a cada uma. São normalmente muito sensíveis a choques.14. provocar uma libertação rápida e violenta de gases e calor (explosão). são as mesmas agrupadas em classes. quando transportados. Imagem 45 – Painel laranja indicativo de perigo de explosão _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 126 Rúben Viana .

envolvendo substâncias explosivas CLASSE 2 – Gases O termo gás significa o estado físico de uma substância que. da ordem de -120 °C a -130 °C. mas que toma a forma e ocupa a totalidade do volume do contentor ou espaço que o contem. Os gases designados por «gases criogénicos». O oxigénio.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 As matérias explosivas (não confundir com misturas explosivas).4 Subclasse 1.5 Subclasse 1.1 Subclasse 2.3 Subclasse 1. que constituem a classe 1 de perigo. podem causar queimaduras graves no caso de fugas ou derrames que atinjam o corpo humano. o azoto. são divididas nas seguintes subclasses de perigo: Subclasse 1. Os gases são divididos nas seguintes subclasses de perigo: Subclasse 2. não tem forma nem volume. pelo facto de serem liquefeitos a temperaturas muito negativas. o árgon e o anidrido carbónico são exemplos de gases que podem ser liquefeitos a essas temperaturas. em condições normais de pressão e de temperatura (p atm de 1 atmosfera e 25 °C).3 Gases inflamáveis Gases comprimidos não tóxicos e não inflamáveis Gases tóxicos por inalação _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 127 Rúben Viana .2 Subclasse 2.2 Subclasse 1.6 - Substâncias e artefactos com risco de explosão em massa Substâncias e artefactos com risco de projecção Substâncias e artefactos com risco predominante de fogo Substâncias e artefactos que não apresentam risco significante Substâncias pouco sensíveis Substâncias extremamente insensíveis Imagem 46 – Exemplo de etiquetas de perigo.1 Subclasse 1.

pesticidas.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Imagem 47 – Exemplo de etiquetas de perigo. envolvendo gases CLASSE 3 – Matérias líquidas inflamáveis Esta classe abrange os combustíveis líquidos em que o que arde são os vapores resultantes da sua evaporação em contacto com o ar. formando misturas inflamáveis dentro dos limites de inflamabilidade/explosividade. poeiras de várias origens.2 Líquidos inflamáveis (ignição abaixo de 40°) Líquidos combustíveis (ignição entre 40° e 80°) Imagem 48 – Exemplo de etiqueta de perigo envolvendo. em contacto com a água. carvão. Existem várias matérias sólidas com características inflamáveis ou combustíveis. Substâncias passíveis de combustão espontânea. são divididas nas seguintes subclasses de perigo: Subclasse 3. Substâncias que. nomeadamente madeira e seus derivados. líquidos inflamáveis CLASSE 4 – Matérias sólidas inflamáveis. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 128 Rúben Viana . fibras têxteis. plásticos. emitem gases inflamáveis. As matérias líquidas inflamáveis. borrachas.1 Subclasse 3. etc.

dos quais se destacam os utilizados como fertilizantes na agricultura. envolvendo sólidos inflamáveis CLASSE 5 – Matérias comburentes As matérias comburentes.1 Subclasse 4. São exemplos destas substâncias os peróxidos e os nitratos. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 129 Rúben Viana . é dividida nas seguintes subclasses de perigo: Subclasse 4. facilitando assim a ignição dos combustíveis e a intensificação da reacção de combustão. em contacto com a água.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Foto 47 – Fusão de Termoplásticos A classe 4. também designadas por substâncias oxidantes.2 Subclasse 4. emitem gases inflamáveis Imagem 49 – Exemplo de etiquetas de perigo.3 - Sólidos inflamáveis Substâncias Passíveis de Combustão Espontânea Substâncias que. têm como elemento constituinte das suas moléculas o oxigénio.

no estado sólido (poeiras. no estado líquido (aerossóis e neblinas) e no estado gasoso (gases e vapores. fumo). _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 130 Rúben Viana . Penetram no organismo com maior facilidade através da pele.1 Subclasse 5. dos olhos e pelas vias respiratórias. ou até como produtos de combustão provenientes de um incêndio). fibras. devido a ocorrência de um derrame. As águas provenientes da extinção podem conter uma concentração elevada de substâncias tóxicas.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Foto 48 e 49 – Exemplo de embalagens com fertilizantes As matérias comburentes são divididas nas seguintes subclasses de perigo: Subclasse 5.2 - Substâncias Oxidantes Peróxidos Orgânicos Imagem 50 – Exemplo de etiquetas de perigo. envolvendo oxidantes e peróxidos orgânicos CLASSE 6 – Matérias Tóxicas Estas substâncias podem aparecer em suspensão na atmosfera. tornando-se um risco grave para a vida e saúde das pessoas e para o ambiente.

como os de urânio e plutónio. envolvendo substâncias tóxicas e infectantes CLASSE 7 – Matérias Radioactivas As matérias radioactivas. emitem partículas e radiações capazes de produzir danos nas células. Não existem no nosso pais centrais nucleares.2 - Substâncias Tóxicas Substâncias Infectantes Imagem 51 – Exemplo de etiquetas de perigo. neste caso com níveis de radiação muito abaixo das margens de segurança. constatando-se apenas a presença de matérias radioactivas em laboratórios e em detectores de incêndio iónicos.1 Subclasse 6. que incluem os combustíveis nucleares e os isótopos radioactivos.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Foto 50 – Exemplo de embalagens com pesticidas. As matérias tóxicas são divididas nas seguintes subclasses de perigo: Subclasse 6. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 131 Rúben Viana .

Imagem 52 – Exemplo de etiquetas de perigo. Podem também causar danos ou destruir materiais e equipamentos. Imagem 53 – Exemplo de etiqueta de perigo. envolvendo substâncias radioactivas CLASSE 8 – Matérias corrosivas As substâncias corrosivas têm capacidade para causar destruição de tecidos vivos.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Foto 51 e 52 – Instalações de um reactor nuclear. nomeadamente olhos. envolvendo substâncias corrosivas _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 132 Rúben Viana . pele e vias respiratórias.

Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 CLASSE 9 – Matérias e objectos perigosos diversos Esta classe abrange as matérias e objectos que representem um perigo distinto dos que são abrangidos pelas outras classes. 250 mm e devem ser representados a vermelho como se indica a seguir: Imagem 55 – Etiqueta indicando matéria transportada quente _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 133 Rúben Viana . Imagem 54 – Exemplo de etiquetas de perigo. no mínimo. envolvendo substâncias perigosas diversas ● Etiqueta de perigo para as matérias transportadas a quente A etiqueta para as matérias transportadas a quente tem a forma triangular cujos lados medem.

Na parte inferior do painel existe então um número com quatro dígitos que é o “ bilhete de identidade” da matéria química transportada. NOTA IMPORTANTE: O primeiro dígito referente ao perigo principal de EXPLOSÃO (1). Em cada embalagem ou recipiente deve figurar a designação oficial de transporte da mercadoria perigosa e o correspondente Nº ONU. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 134 Rúben Viana . (primeiro. Existe 2 (duas) destas placas rectangulares de cor laranja nos veículos. A utilização do Nº ONU resolve o problema dos diferentes nomes técnicos que podem ter os produtos em cada idioma e evita de certa forma algumas interpretações menos claras devido ao uso de distintas denominações comerciais para um mesmo produto. Imagem 56 – Placa laranja com Nº de perigo e Nº ONU Na parte superior do painel laranja figura o código de perigo. um código numérico que nos indica o risco da mercadoria transportada.30m de acordo com a imagem 56 abaixo indicada. Esse código é composto por dois ou três dígitos e ás vezes precedido pela letra X. Esta encontra-se dividida horizontalmente por uma faixa e rebordo negro. com a finalidade de sinalizar as unidades de transporte de mercadorias perigosas.4 – Painel Laranja O painel laranja é uma placa rectangular onde figura o número de identificação da matéria (Nº ONU) e o número de identificação do perigo do produto transportado. NUNCA figura no painel laranja. segundo ou terceiro lugar). O dígito que está colocado em primeiro lugar indica-nos o risco principal da mercadoria transportada. O segundo ou terceiro dígitos indicam os perigos secundários – (ver quadro 6). Para cada digito corresponde um significado diferente e.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2.14. sendo as suas dimensões de 0. uma na dianteira do veiculo e outra na retaguarda.40x0. tem uma importância distinta. a partir de um código numérico de quatro dígitos. segundo o seu lugar. que constitui a identificação da matéria: o nº ONU. Serve para facilitar a identificação de cada uma das substâncias perigosas.

B – Com identificação do nº de perigo e nº ONU No quadro seguinte. resumem-se os códigos de identificação do perigo: Quadro 6 – Código de identificação dos diferentes perigos _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 135 Rúben Viana .Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Fotos 53 à 56 – Diferentes tipos de painel laranja A – Simples.

(Óleo de iluminação) Álcool metílico .(Ácido SulfúricoFumegante) Tetracloreto de Carbono Gás Butano/Propano Comercial e GPL Hidrogênio Líquido Refrigerado Nitrogênio Líquido Refrigerado .3 2.(Lexívia forte) Hidróxido de Potássio .(Formol) Gasóleo/Óleo Diesel Gasolinas Querosene .1 2.1 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 6.1 8 8 3 2.1 6.(Sinónimo) Classe/Subclasse Tipo de Risco Nº Riscos Inicial para a área afectada .(Água Oxigenada) Ácido Nítrico até 70% Ácido Nítrico a + 70% Estireno .3 2.(Metanol) Tolueno Terebentina .(Água Oxigenada) Peróxido de Hidrógenio + 60% .2 6.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 No quadro seguinte.Aumente se necessário a distância de segurança na direcção do vento.2 8 5.(Azoto) Peróxido de Hidrógenio 20-60% .(em metros) FOGO 1005 1013 1017 1073 1076 1077 1086 1090 1093 1114 1170 1198 1202 1203 1223 1230 1294 1299 1307 1547 1649 1744 1789 1791 1814 1824 1831 1846 1965 1966 1977 2014 2015 2031 2032 2055 2073 2187 2312 Amônia Anidra Dióxido de Carbono Cloro Oxigénio líquido refrigerado Fosgênio .1 8 8 8 8 8 8 6.(Cloreto de Carbonila) Propileno Cloreto de vinila . Zona de isolamento inicial Direcção do vento Distância de isolamento inicial Zona de acção protectora ½ da distância na direcção do vento Zona de isolamento inicial Distância na direcção do vento Derrame ½ da distância na direcção do vento _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 136 Rúben Viana .3 2.1 2.(Etanol) Formaldeído .(Aminobenzeno) Chumbo Tetrametilo Bromo Ácido Clorídrico Hipoclorito de Sódio .2 2.(Cianeto de vinila) Benzeno Álcool etílico .(Vinilbenzeno) Amoníaco em solução a + 35% Anidrido Carbónico Líquido Refrigerado Fenol Fundido 2. resumem-se os códigos de identificação do perigo de alguns dos produtos perigosos que normalmente circulam pelas estradas Portuguesas: Distância Mínima de Segurança e Protecção Nº ONU Nome do Produto Químico .1 2.3 2.1 2.(Aguarrás) Xileno Anilina .1 Gás tóxico Gás não inflamável Gás tóxico Gás não inflamável Gás tóxico Gás inflamável Gás inflamável Liquido inflamável Liquido inflamável Liquido inflamável Liquido inflamável Liquido inflamável Liquido inflamável Liquido inflamável Liquido inflamável Liquido inflamável Liquido inflamável Liquido inflamável Liquido inflamável Tóxico Tóxico Corrosivo Corrosivo Corrosivo Corrosivo Corrosivo Corrosivo Tóxico Gás inflamável Gás inflamável Gás não inflamável Corrosiva Comburente Corrosivo Corrosivo Liquido inflamável Tóxico Gás não inflamável Tóxico 268 20 268 225 268 23 239 33 336 33 30 38 30 33 30 336 33 30 30 60 66 886 80 80 80 80 X886 60 23 223 22 85 559 80 885 39 268 22 68 1600 800 800 800 1600 1600 1600 800 800 800 800 800 800 800 800 800 800 800 800 800 800 800 800 800 800 800 800 800 800 1600 1600 800 800 800 800 1600 800 800 800 PEQUENO DERRAME 30 100 100 100 100 100 100 50 50 50 50 50 50 50 50 50 50 50 50 50 50 80 50 50 50 50 60 50 100 100 100 50 50 50 50 50 100 100 150 GRANDE DERRAME 150 100 600 500 500 800 800 300 50 (*) 300 300 50 (*) 300 300 300 50 (*) 300 300 300 50 (*) 50 (*) 300 300 50 (*) 50 (*) 50 (*) 300 50 (*) 800 800 100 100 50 (*) 150 150 300 100 (*) 100 150 (*) (*) .(Lexívia) Hidróxido de Sódio .2 2.(Cloroetileno) Acetona Acrilonitrila .(Soda Cáustica) Oleum .

Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 O painel laranja e as etiquetas de perigo são colocados em cisternas de transporte de acordo com a ilustração da seguinte imagem: Imagem 57 – Forma de colocação dos painéis laranja e etiquetas em veículos cisterna _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 137 Rúben Viana .

D – Gases. B – Líquidos.Várias tipologias para o transporte de matérias perigosas Imagem 58 – Alguns tipos de contentores/cisternas utilizados no transporte de matérias perigosas. A – Carga geral.5 . C – Corrosivos.14.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 138 Rúben Viana .

as matérias perigosas estão normalmente embaladas em bidões de plástico (quando líquidas) e de metal (quando sólidas). sendo. provocando fugas. Transporte de Matérias Perigosas em Cisternas O Transporte de Matérias Perigosas em cisternas apenas difere no tipo de veículo utilizado e em algumas características da sinalização. Neste tipo de transporte são utilizados camiões cisterna (tipo tanque). não ocorra faíscas provocadas pelo contacto da jante com o asfalto. portanto. não são só os camiões cisterna que transportam mercadorias perigosas. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 139 Rúben Viana . Quando transportadas em camiões frigoríficos ou de carga geral. cumprindo todas as normas de segurança para o transporte dessas matérias. amarrados com cintas em grupos de 2 ou 4 bidões e tendo entre si placas de esferovite para não roçarem uns nos outros. Os tractores estão equipados com dispositivos de corte geral de corrente. pois podem ser colocados em paletes. especialmente concebidos para o efeito e cujas unidades de tracção (tractores) estão também elas adaptadas. Foto 57 – Camião de carga geral estacionado. é visível a placa de sinalização cor-de-laranja avisando o transporte de matérias perigosas no veículo. para que os bidões não tombem. um acondicionamento especial.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Transporte de Matérias Perigosas Embaladas Ao contrário do que muita gente pensa. no entanto. exigindo. e sistemas eléctricos cuidadosamente isolados sendo que o risco de curtocircuito é muito menor neste tipo de veículos. protecção térmica do motor. Isto facilita o carregamento e descarregamento. em contentores e em camiões frigoríficos. caso de mercadorias cuja inflamabilidade é elevada e que precisam de ser transportados sob temperaturas controladas. no caso do rebentamento de um pneu. de modo a evitar a libertação excessiva de calor do motor para a cisterna. Também são transportadas em camiões de carga geral (de lona). Normalmente estes camiões possuem jantes de alumínio para.

por vezes. é visível a placa de sinalização e a circulação com as luzes acesas. que não são mais que tanques cilíndricos envolvidos por uma estrutura metálica em forma de paralelepípedo que permite a estes “tanques” serem carregados. NOTA: Prestando atenção à placa. empilhados e transportados como contentores (caso disso as botijas de gás doméstico). São também. Transporte de Matérias Perigosas em outros veículos Existem também contentores cisternas. podemos notar que o número 33 significa "matéria líquida muito inflamável (ponto de inflamação inferior a 23 °C)". é o caso de materiais sólidos inorgânicos e potencialmente perigosos para o meio ambiente. descarregados. Este tipo de transporte é. já que o contentor já se encontra devidamente sinalizado sendo apenas necessário proceder à devida sinalização do tractor. Foto 59 – Traseira de um camião de transporte de botijas de gás. Na circulação por estrada as medidas de segurança a aplicar são as mesmas dos veículos cisternas normais. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 140 Rúben Viana . Para o efeito a porta traseira da caixa é vedada e o topo tapado com uma lona para evitar a potencial queda de materiais. no entanto. o que envolve alguns riscos. enquanto que o número 1203 significa "Transporte de Gasolina". raro devido às matérias envolvidas e o facto de ser transportada a granel. transportadas matérias perigosas a granel em camiões basculantes.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Foto 58 – Veículo cisterna de transporte de refinados de petróleo.

faça com os ventos nas costas.14. se for necessária a aproximação.6 – Actuação do TAE Sequência do Atendimento Ao ser notificado para uma ocorrência envolvendo a presença de produtos perigosos é importante seguir uma sequência de actuação de forma a evitar atropelos e principalmente garantir a segurança da equipe e das vítimas. Não entre em contacto com o produto para identifica-lo. Foto 61 – Despiste de camião cisterna transportando ácido clorídrico Foto 62 – Acidente envolvendo viatura cisterna de transporte de gás propano _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 141 Rúben Viana . O ideal é realizar a identificação com uma distância segura (100 metros). Foto 60 – Incêndio na zona industrial de Vila do Conde em que a equipa de socorro pré-hospitalar foi a primeira a chegar ao local (2009) 1 .Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2. Procure existência de chamas visíveis ou derrame de produto.Identificação: Para identificar o produto é necessário aproximar-se do local da ocorrência.

Estabilidade física do produto transportado (se existe derrame ou incêndio). mata. Imagem 59 – Delimitação da zona de perigo no teatro de operações _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 142 Rúben Viana . morna (ou um) e fria (ou dois). em caso de DERRAME ou INCÊNDIO o primeiro passo é realizar o isolamento do local. Faça referência ao: . … etc.Produto transportado pelo veículo (ver painel laranja).Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2 – Passagem de dados ao CODU: Em caso de DERRAME OU INCÊNDIO. . os meios INEM. floresta. com objectividade. e na transição entre a zona quente e morna que se monta o corredor para a descontaminação. a situação.Nº de vítimas e estado delas. definindo a zona quente (ou zero).Isolamento e protecção: Identificado o produto. comunique de imediato ao CODU.Zona do sinistro (Zona habitacional ou industrial. da carga da viatura acidentada. Deve existir também um isolamento físico para evitar que o público em geral se contamine. exemplo disso. e exponha. 3 . A zona quente é o foco onde está localizado o produto até onde não seja possível mais ser contaminado por este. . por si deparada. as ambulâncias dos bombeiros. Na zona fria ficam todas as viaturas envolvidas na ocorrência. . cruz vermelha. A zona morna é o local de apoio directo ao pessoal operacional. autoridades policiais e o posto de comando.

Em caso de derramamento. em nenhuma circunstância socorra as vítimas envolvidas no acidente. Sem correr riscos. Aguarde pela chegada das equipas de socorro diferenciadas (bombeiros).Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 A equipa de socorro pré-hospitalar deverá recuar a sua posição até à zona fria ou zona de evacuação. 5 e 7 a distância mínima será de 500 a 1000 metros. (Ver quadro da página 136) TOMAR EM ATENÇÃO: Em derrames de produto químicos: Se não possui os EPI´s especiais para entrar em contacto com produtos tóxicos. Em incêndio de produtos químicos e explosivos: Abandonar de imediato o local. e se for necessário aumente a sua distância de segurança. Não corra riscos desnecessários. sendo que para materiais da Classe 1. Foto 63 e 64 – Acidentes graves envolvendo veículos de transporte de matérias perigosas _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 143 Rúben Viana . ter atenção para a inclinação da via. pois existe risco. Para as restantes Classes de materiais a distância é de 250 metros e aguarde por ajuda. iminente de uma explosão de grandes proporções. nem coloque a sua vida em perigo. tente avisar a população nas imediações do evento.

Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Foto 65 Foto 66 Foto 67 Foto 68 Foto 69 Foto 70 Foto 71 Foto 72 Foto 73 Foto 74 Fotos 65 à 74 – Fotos de acidentes de veículos que transportam matérias perigosas _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 144 Rúben Viana .

● Lesão mecânica: por ondas de choque. ● Lesão etiológica ou contaminação por microorganismos. ● Lesão química: alterando estrutura e função celular. onde esteve envolvido uma viatura de transporte de matérias perigosas. 2. Este contacto pode ocasionar os seguintes tipos de lesão: ● Lesão Térmica: pelo calor ou frio.Tipos de lesões ocasionadas por produtos perigosos Basicamente os produtos perigosos podem lesionar o organismo humano das seguintes formas: .Pela ingestão e por injecção ou inoculação. tecidos ou órgãos. ● Asfixia: causando complicações respiratórias.14.Absorção pela pele ou olhos. .Por inalação do produto.7 . força de impacto ou explosão. ● Lesão radiológica.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Foto 75 – Foto do teatro de operações de socorro. . _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 145 Rúben Viana .

incluindo o chefe da polícia local e do comandante dos bombeiros.blogspot.8 . quando um ruído ensurdecedor foi ouvido.14." disse o motorista. A explosão foi ouvida em Buzau." disse o motorista Mana Aurel.html _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 146 Rúben Viana . A explosão violenta destruiu as janelas de 16 residências e uma torre de transmissão de energia que interrompeu o fornecimento de energia na região. Os moradores disseram que o céu ficou vermelho após a explosão. um caminhão que transportava nitrato de amónio tombou numa valeta lateral da estrada internacional nº 85. um caminhão carregado com 20t de fertilizante (Nitrato de Amônio Fertilizante – NH4NO3) tombou. O motorista chamou os bombeiros aproximadamente às 5 h 50 min. 24 de Maio de 2004. A explosão criou uma cratera de 40 m de largura e 10 m de profundidade. Eu vi corpos despedaçados. que estava no local. sendo que o balanço total de vítimas foi de 18 pessoas. logo que a polícia e os bombeiros chegaram ao local em Mihailesti. De acordo com o ministro do interior." disse um policial que interveio depois da explosão. às 5 horas da manhã. "Eu estava a quase 200 m de distância da cena da explosão e apesar disto. a carga do caminhão explodiu violentamente. aproximadamente a 70 km de Bucareste. Toma Zahria. cidade distante 35 km do local do acidente. Roménia. Dados técnicos do produto: Número ONU: 1942 Principais riscos associados: O seu aquecimento pode causar uma combustão ou explosão violenta. "Eu tentei chegar mais perto do local da explosão e eu ouvi pessoas gritando por ajuda. incendiou-se e explodiu. dois jornalistas e outras oito pessoas que vieram para ajudar no resgate ou estavam nos seus veículos parados na estrada. iniciando um incêndio. Velocidade de explosão: 5270 m/s Fonte da Noticia: http://zonaderisco. morreram imediatamente.Relato de um trágico acidente envolvendo equipas de socorro Caminhão transportando fertilizante explode na Roménia Na madrugada de domingo.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2. e uma nuvem de fumaça poderia ser vista a uma distância de 15 km. e enquanto a equipe de bombeiros estava preparando o equipamento de extinção de incêndio. A localidade de Mihailesti ficou isolada e os moradores ficaram chocados pelas cenas de pesadelo que viram. Cinco bombeiros. uma chuva de metal veio na minha direcção.com/2008/10/caminho-com-fertilizante-explode-na. "Cenas de pesadelo. obstruindo a estrada.

secreções e excreções e adopção de precauções padrão para todos os pacientes.15 – BIO-SEGURANÇA A agilidade é um dos principais requisitos para actuar na EPH (Emergência Pré-Hospitalar). toxinas. muitas vezes. Diante desta agilidade no atendimento. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 147 Rúben Viana . mas esta preocupação deve ser tão importante quanto chegar ao local do acidente num tempo de resposta satisfatório. máscara. principalmente. considera-se risco biológico a probabilidade da exposição ocupacional a agentes biológicos. Os profissionais devem ter uma postura preventiva. podendo ser fonte de transmissão de microorganismos para os profissionais e outras vítimas. independentemente. reconhecimento da importância de todos os fluidos corporais. Os profissionais da emergência práhospitalar estão expostos a diversos riscos como infecções. Para todos os trabalhadores da emergência pré-hospitalar. contra a hepatite B e ter noção das reais possibilidades de adquirir doenças como HIV e hepatite B e C. avental. culturas de células. treino e educação dos profissionais. uma actividade que exige decisões rápidas e acções precisas. por manusearem materiais orgânicos de pacientes portadores de patologias desconhecidas. A formação e a supervisão continuada são a essência de uma actuação segura. óculos. entre outros. mas não se deve confundir agilidade com pressa. proteger-se contra estes riscos. microorganismos geneticamente modificados ou não. acaba em segundo plano.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2. O TAE deve ter o cuidado de se encontrar com o plano de vacinas em dia. principalmente. de estarem ou não infectados. contaminações e acidentes. Para um maior controlo da transmissão de microorganismos na EPH é necessário que haja vigilância epidemiológica. indicados para o manuseio de substâncias ou socorro a pessoas potencialmente transmissores de doenças infecciosas. lavagem das mãos. sendo que. As situações de emergência exigem raciocínio rápido e preciso. Todo profissional que actua na área do pré-hospitalar deve ser informado sobre os riscos e perigos do contágio biológico e deve ser-lhe ensinado como usar correctamente os equipamentos de protecção individual e de segurança. tem que estar sempre atentos à possibilidade de virem a sofrer um acidente com material biológico contaminado. A vacinação não só aumentará a protecção individual como também promoverá a interrupção da disseminação de doenças infecciosas. parasitas. Os cuidados que devem ser observados pelas equipes da EPH são semelhantes àqueles observados no atendimento intra-hospitalar: uso de luvas.

de 11 de Julho.5. São técnicas de controlo de infecção que foram recomendadas na sequência do surto de SIDA na década de 1980.3 e 4 encontra-se aprovado pela Portaria nº405/98. uma vez que não se sabe de antemão se o paciente está ou não com algum processo infeccioso. cuja a lista dos agentes biológicos classificados nos grupos 2.Hepatite A.SIDA Tipo 1 (HIV 1) e Tipo2 (HIV 2) _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 148 Rúben Viana .1 . (Decreto-Lei nº84/97.1. Para regulamentar todo esta temática. As precauções universais devem ser praticados em qualquer ambiente onde o trabalhador esteja exposto a fluidos corporais. existe na legislação portuguesa um diploma legal.Precauções universais As precauções universais são um conjunto de medidas que devem ser observadas sistematicamente de forma a evitar a transmissão de doenças infecciosas. tais como: • • • • • • • • • sangue sêmen secreções vaginais o líquido sinovial o líquido amniótico líquor líquido pleural líquido peritoneal líquido pericárdico Patologias indicando precauções UNIVERSAIS: .Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Os cuidados nunca são demais. 2. isto porque. que estabelece as prescrições mínimas de protecção da segurança e da saúde dos trabalhadores contra os riscos ligados à exposição a agentes biológicos durante o trabalho. de 16 de Abril). sangue ou outros fluidos orgânicos. cuja esta já foi revista pela Portaria nº1035/98. de 15 de Dezembro. B e C . Devem ser cumpridas por todos os que contactem com doentes. todos os intervenientes do sistema estão potencialmente infectados.

a menos que haja factores complicadores. vulgarmente conhecida ● como "doença da vaca louca" na variante humana. como por exemplo. Precauções adicionais não são necessárias para infecções transmitidas pelo sangue. Condições indicando precauções ADICIONAIS: Príon da doença. a rubéola. além das precauções universais para os pacientes que são conhecidos ou suspeitos de terem uma doença infecciosa. a ● colonização com MRSA) ou superfícies contaminadas. a gripe e a ● Doenças tosse convulsa). a papeira. a de Creutzfeldt-Jakob. a cargo do ar (como por exemplo.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 As precauções adicionais são utilizados. e varia dependendo do controle de infecção e necessidades daquele paciente. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 149 Rúben Viana . ● Doenças de transmissão. A transmissão por contacto directo ou indirecto com a pele seca (como por exemplo. de transmissão por gotículas (como por exemplo. a tuberculose).

a remoção da sujidade e da maior parte da flora transitória das mãos reduzindo-a a níveis baixos que não constituam risco de transmissão. deste modo. Imagem 60 – Zona das mãos mal lavadas _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 150 Rúben Viana .15.2 – Lavagem e desinfecção das mãos As mãos são o principal veículo de transmissão dos microrganismos de um indivíduo para outro. permitindo. Em situações em que as mãos se encontrem visivelmente limpas pode optar-se pela utilização de um soluto alcoólico em vez de água e sabão. a lavagem das mãos é a principal medida de controlo das infecções. A eficácia na redução da flora transitória é idêntica ou superior. Assim sendo. Foi comprovado que os solutos alcoólicos com emolientes apropriados são melhor tolerados pela pele do que as lavagens frequentes das mãos.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2.

Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 151 Rúben Viana .

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A transmissão através de gotículas pode ser prevenida pelo uso de métodos de barreira entre o doente e/ou os seus contactos próximos. programados ou de emergência. pelo que se recomenda o uso de máscara cirúrgica resistente aos fluidos e protecção ocular na abordagem e prestação de cuidados a estes doentes. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 153 Rúben Viana . utilize uma solução anti-séptica de base alcoólica (durante 20 a 30 segundos).4 . pois esta acção contínua é a medida mais importante na redução do risco da transmissão de pessoa para pessoa e da transmissão cruzada da infecção.15.3 – Medidas de protecção individual básicas Em todos os transportes de doentes. Nos restantes casos e se possível. 2.15. Se as mãos estiverem visivelmente sujas ou contaminadas com matéria orgânica. gel desinfectante e sabão liquido no interior da célula sanitária da ambulância 2. deve ser reforçada a rotina da higiene das mãos. que não conseguem adoptar medidas de higiene respiratória) Os tripulantes das ambulâncias devem ser particularmente cuidadosos na colocação e remoção do EPI. (principalmente naqueles com alteração do estado de consciência ou crianças pequenas. lave-as com água e sabão durante 40 a 60 segundos.Procedimentos de colocação e remoção do EPI O EPI deve ser utilizado de acordo com o nível de cuidados a prestar.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Localização do GEL DESINFECTANTE na célula sanitária: Foto 76 – Gel desinfectante MED + Foto 77 – Foto da disposição do papel de mãos. como descrito anteriormente.

Colocar protecção facial ou máscara e protecção ocular. de modo a estarem garantidas as condições de protecção.4.html _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 154 Rúben Viana . A – Como colocar o EPI: 1. Chama-se atenção que algumas máscaras podem não ser ajustadas por elásticos.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2. Reunir o material necessário.who.WHO Interim Guidelines". Planear as áreas de colocação e remoção dos EPI. mas atilhos. Assegurar a existência de um local onde depositar o material usado. pela ordem e técnica descrita abaixo e sempre antes do contacto com o doente para que não sejam necessários ajustes durante a prestação de cuidados.15. Adaptado de " Infection and control of epidemic and pandemic prone acute respiratory diseases in health care .int/crs/resources/publications/WHO CD EPR 2007 6/en/index .Colocação dos EPI´s (BATA + MÁSCARA + LUVAS) O EPI deve ser colocado correctamente. 3. 4. O procedimento é semelhante com as necessárias adaptações. Colocar as luvas Uma medida muito importante é testar o ajuste facial da mascara. que envolverão risco de contaminação. Disponivel em http://www.1 . 2. Colocar bata e ou avental.

Reajustar a máscara até que estas condições se cumpram.WHO Interim Guidelines". 5) Verificar a correcta colocação da máscara da seguinte forma: Expiração vigorosa: Se a máscara estiver colocada de forma correcta deverá sentir pressão positiva dentro da máscara. Inspiração profunda: Se a máscara estiver colocada de forma correcta devera colapsar sobre a face. deixando pendentes as bandas elásticos/atilhos.who. Adaptado de "Infection and control of epidemic and pandemic prone acute respiratory diseases in health care . 3) Posicionar o elástico/atilho superior sobre a parte superior da cabeça e o elástico/atilho inferior sobre o pescoço. 2) Posicionar a máscara sobre o queixo e com a parte nasal orientada para cima. Disponivel em http://www. 4) Usando os dedos indicadores de ambas as mãos adaptar a peça metálica da parte nasal moldando-a ao nariz. por baixo das orelhas.int/crs/resources/publications/WHO CD EPR 2007 6/en/index.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 B – Como colocar e testar o ajuste da máscara: 1) Colocar a mascara na palma da mão com a parte nasal virada para a ponta dos dedos.html _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 155 Rúben Viana .

Deve remover-se em primeiro lugar o equipamento mais contaminado.int/crs/resources/Dublications/WHO CD EPR 2007 6/en/index.Remover protecção facial ou protecção ocular e máscara (obedecendo a esta ordem.Proceder novamente à higienização das mãos. Todo o equipamento contaminado e retirado deve ser depositado em saco plástico.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2.who.4. sempre que possível. Poderá ser necessário apoio para desapertar a bata.WHO Interim Guidelines".Remoção do EPI A remoção cuidadosa do EPI é muito importante na prevenção da contaminação do técnico.Retirar bata ou avental e luvas enrolando-as para que a parte exposta fique para dentro. Durante a manobra de remoção do EPI deve existir um cuidado adicional para evitar contaminação do próprio.2 . O saco pode ser depositado no lixo normal. Como remover o EPI: 1 . 2. Adaptado de " Infection and control of epidemic and pandemic prone acute respiratory diseases in health care . sob a supervisão de outro.html _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 156 Rúben Viana .15. dos outros e do ambiente. 3 .Proceder à higienização das mãos. 4 . fechado antes da segunda higienização das mãos. tocando sempre nos elásticos/atilhos e nunca na parte da frente). Disponivel em httD://www. Deve ser efectuada de acordo com as normas abaixo indicadas e.

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2.15.4.3 - Procedimento para retirar as luvas contaminadas

Imagem 61 – Procedimento para remoção das luvas contaminadas

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2.16 – LIMPEZA E HIGIENE
As ambulâncias podem ser classificadas como áreas críticas, onde a possibilidade de transmissão de várias doenças é alta pelo grande volume de procedimentos de risco e pela presença constante de sangue e secreções no interior das viaturas. Por isto, a sua limpeza e desinfecção são itens essenciais no controle de infecções préhospitalares. O protocolo de limpeza e desinfecção de ambulâncias do INEM recomenda que a limpeza geral da ambulância, deve ser efectuada retirando todos os equipamentos do seu interior, e seja realizada semanalmente ou de acordo com a necessidade. Diariamente deve ser realizada a limpeza parcial, que inclui pisos, paredes, bancadas e macas. Após cada regresso, deve ser feita a desinfecção da maca e dos demais materiais utilizados. O protocolo de limpeza e desinfecção implementado nos meios INEM, consiste em manter a viatura inoperante pelo tempo necessário (±1Hora), para que todo o seu interior, além dos equipamentos, fiquem isento de matéria orgânica que possa representar algum tipo de risco para o profissional ou para as vítimas que transportam nas ocorrências que efectuam. Devem lavar a célula sanitária e equipamentos com detergente recomendado ou lixívia (solução de hipoclorito de sódio a 1%), conforme o tipo de material/superficie em presença. Na lavagem da célula sanitária deve-se começar de cima para baixo e de dentro para fora. No fim deixar secar e arejar a célula sanitária e cabine. Para a lavagem devem ser utilizadas soluções, exclusivamente preparadas para o efeito e em balde próprio/designado, não as utilizando posteriormente noutros tipos de higienizações à posteriori. Panos de limpeza ou similares devem ser descartáveis. Se não o forem, devem ser lavados e desinfectados com surfanios ou lixívia. O material clínico utilizado e não descartável, deve ser lavado com água e sabão, seco e passado depois por álcool ou ANIOS DDSH.

2.16.1 - Limpeza
A limpeza consiste no processo de remoção da sujidade por meios químicos, mecânicos ou térmicos, efectuada à viatura (incluindo pavimento, janelas, tecto, equipamentos) num determinado período de tempo.

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DIFERENTES MEIOS DE LIMPEZA Neste âmbito, os meios de limpeza podem ser caracterizados da seguinte forma: . Meio químico – é proveniente da acção de produtos com propriedades de dissolução, dispersão e suspensão da sujidade. . Meio mecânico – é proveniente da acção obtida pelo acto de esfregar manualmente, no sentido de permitir remover a sujidade. . Meio térmico – é proveniente da acção do calor, o qual reduz a viscosidade da gordura, tornando-a mais fácil de remover. Sempre que a temperatura da água for alta e aplicada em tempo suficiente, ela também poderá ter, por si só, uma acção desinfectante ou esterilizante. Caso disso poderá ser a remoção no pavimento de óleo proveniente do cárter do motor da viatura acidentada. Assim, não se espera que diferentes superfícies (ex: paredes ou pavimento) recebam o mesmo meio/tipo de limpeza, mas sim que cada superfície seja limpa com a utilização do método e do produto mais adequado, com vista a prevenir a infecção associada aos cuidados de saúde. Por outro lado, uma mesma superfície poderá carecer de uma diferente frequência de limpeza, o que depende da sua utilização, facto que deverá ser considerado no processo de gestão e planeamento do serviço de limpeza.

A limpeza têm várias funções, que se podem sintetizar em duas vertentes distintas:
• Vertente microbiológica – consiste na remoção de grande parte dos microrganismos e da matéria orgânica que favorece a sobrevivência e proliferação desses

microrganismos, o que contribui para uma maior segurança dos doentes e profissionais; • Vertente não microbiológica – consiste em manter a aparência cuidada, restabelecer a função e evitar a deterioração das superfícies. FREQUÊNCIA DA LIMPEZA

De acordo com a abrangência e objectivos a atingir, podem estabelecer-se diferentes frequências de limpeza: • Limpeza corrente: é aquela que se realiza diariamente, e que inclui a limpeza e

a arrumação simplificadas.

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Limpeza semanal: Trata-se de uma limpeza mais completa e de fundo, que

contempla estruturas por vezes de difícil acesso e/ou limpeza, devendo por isso ser realizada pelo menos uma vez por semana.

Limpeza imediata: é aquela que é realizada quando ocorrem salpicos e/ou

derrames (ex: sangue ou outra matéria orgânica) em qualquer ocorrência para a qual sejam accionados.

2.16.2 – Produtos desinfectantes
Os desinfectantes são agentes químicos aplicados a superfícies inertes (ex:

equipamentos, utensílios, instrumentos, pavimentos entre outros) capazes de eliminar, destruir ou inactivar os microrganismos na forma vegetativa e parcialmente os esporos. A eficácia da desinfecção depende não só do produto utilizado (espectro de acção), como também das condições de armazenamento (ex: temperatura, humidade, luminosidade) e das suas condições de utilização (concentração/diluição, pH, tempo de contacto com a superfície, presença de matéria orgânica, entre outros). No que diz respeito à utilização dos desinfectantes, devem consideração as regras de segurança que constam no quadro abaixo. ser tomadas em

REGRAS DE SEGURANÇA:

Quadro 7 – Regras de segurança para o manuseamento de produtos desinfectantes

_________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 160 Rúben Viana

O produto é fornecido em frascos de 750ml com pistola pulverizadora. nomeadamente do interior da ambulância. Anios DDSH é indicado para limpeza e desinfecção do interior das ambulâncias. marquesas. Virucida e activo contra o Mycobacteruim Tuberculosis. conforme a superfície a tratar. Produto não corrosivo (não contém agentes oxidantes) e biodegradável. É compatível com todo o tipo de materiais. Não é corrosivo e está pronto a utilizar. Não necessita enxaguamento.25%). Micobacterium tuberculosis e Legionella. OBSERVAÇÃO: A ficha de segurança do produto encontra-se em ANEXO SURFANIOS: É um detergente desinfectante líquido. o Anios DDSH permite uma pulverização directa ou indirecta. cialíticas. Não contém aldeídos. Produto Bactericida. próprio para a lavagem e desinfecção de todo o tipo de pavimentos. entre outros micro-organismos. HIV-I e HBV. Legionella. bem como de mesas operatórias. Acinetobacter baumanii. Activo sobre Rotavirus (Papeira). Largo espectro anti microbiano. transfers. Candida Alicans. Herpes Vírus. não é tóxico e é biodegradável. OBSERVAÇÃO: A ficha de dados de segurança do produto encontra-se em anexo _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 161 Rúben Viana . Virucida. Hepatite B e BVDB – Virus modelo da Hepatite C. carros de apoio. camas e todas as superfícies altas em meio hospitalar nos mais diversos serviços. para a limpeza e desinfecção da ambulância são: ► ANIOS DDSH – (Detergente/Desinfectante para superfícies elevadas) ► SURFANIOS – (Detergente/Desinfectante para superfícies/solos/pavimentos) ANIOS DDSH: É um detergente desinfectante de superfícies elevadas permitindo a limpeza e desinfecção das superfícies e dos dispositivos médicos numa só operação. Bactericida. Activo sobre MRSA e Acinetobacter Baumanii.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Os produtos químicos que o INEM coloca ao dispor do TAE. MRSA. Fungicida. Produto fornecido em saqueta liquidas (20mL) uni dose que deverá ser diluída em 8L de água (Dose de emprego – 0. Tempo de eficiência: entre 5 a 30 min segundo a eficácia microbiana requerida. Não contém aldeídos. Com um efeito de espuma controlado.

NOTA: A ficha de dados de segurança do produto encontra-se em anexo _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 162 Rúben Viana . fungos. Precauções: .Irritante para os olhos e aparelho respiratório. .Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 PRESEPT: Os grânulos desinfectantes Presept são grânulos desinfectantes efervescentes contento como ingredientes activo dicloroisocianurato de sódio. procurar imediatamente um médico e mostrar-lhe esta embalagem. .Se ingerido. Pode libertar gases perigosos (clorina). Deixar actuar pelo menos 2 minutos e remover utilizando um pano descartável. .Em caso de contacto com os olhos lavar abundantemente com água e contactar um médico. AVISO Os grânulos desinfectantes Presept e a solução Presept tiram a cor a tecidos. Aplicar os grânulos abundantemente sobre o derramamento de modo a cobri-lo completamente. não inalar os fumos. contra bactérias vegetativas. ATENÇÃO! Não utilizar juntamente com outros produtos. Reagem com a água contida em fluidos derramados produzindo um agente desinfectante efectivo rápido e de largo espectro. Instruções Usar luvas descartáveis. Tapar a embalagem entre utilizações . Finalmente.Armazenar num local fresco e seco. Não respire o pó.Prejudicial se ingerido . incluído carpetes.Manter fora do alcance das crianças .Liberta gás tóxico em contacto com ácidos (URINA). . vírus e esporos. limpar a superfície com um toalhete húmido descartável e descartar todo o material usado para incineração posterior.Em caso de incêndio e/ou explosão.

para o sistema de esgotos afectos ao edifício onde se encontra sedeado o meio INEM.Procedimento de lavagem do pavimento Para a lavagem do pavimento da célula sanitária deve utilizar o desinfectante SURFANIOS. 6. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 163 Rúben Viana . para que não ocorra a formação em excesso de espuma.Adicionar o SURFANIOS uni dose de 20ml. Deste modo o balde terá que ser cheio até que a superfície da água dentro no balde esteja a cerca de 4cm de distância da base inferior do espremedor que se encontra no interior do mesmo balde. Evite deste modo a deposição da água contaminada nas sarjetas públicas. nem projecção de salpicos do produto desinfectante do balde para a farda.16.Encher o balde com 8 litros de água. procedendo do modo que se segue: 1. OBERVAÇÃO: Nunca adicionar o surfanios antes da água.3 .Mergulhar repetidamente a esfregona no balde e agitar em movimentos circulares. 7.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2. isto porque. 2. 4. para que esta seja tratada numa ETAR à posteriori. repita o 3º e 4º passo de forma a eliminar a sujidade da esfregona da última passagem. para que a secagem do pavimento da ambulância não seja demasiado demorada. OBSERVAÇÂO: O balde fornecido pela logística têm apenas uma capacidade de ± 8. 5.3 litros. OBERVAÇÃO: Deve colocar a água suja do balde no sistema de esgotos. 3. OBERVAÇÃO: É importante que a esfregona esteja com o mínimo de água possível. sendo que não é possível cumprir o procedimento quanto à correcta percentagem da diluição.Repetir o 3º e seguintes passos as vezes que achar necessário para realizar a limpeza e desinfecção do pavimento.Quando finalizar a limpeza. 8. o surfanios tem substâncias que são perigosas para o meio ambiente.Rejeitar a água do balde. porque os seus afluentes são encaminhados directamente para os rios ou mar.Aplicar a esfregona no pavimento adoptando movimentos ondulantes e mantendo as franjas da esfregona abertas.Espremer bem a esfregona. por causa do espremedor que ficará inundado com água.

O procedimento relativo as situações de derrame implica que o profissional utilize equipamento de protecção individual adequado.16. deve utilizar-se uma pinça para os remover. no interior da célula sanitária a técnica de desinfecção implica que se utilize dicloroisocianurato de sódio (PRESEPT). Sempre que os produtos derramados se encontrem misturados com vidros partidos ou outro material cortante. Preconiza-se para o desinfectante a metodologia de desinfecção apresentada no quadro seguinte: _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 164 Rúben Viana .Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2. deposita-los em contentor adequado para material corto perfurante e seguidamente efectuar de acordo com o procedimento recomendando. Alerta-se que as luvas deverão ser retiradas de acordo com a técnica preconizada na imagem 61.4 – Técnica de desinfecção para situações de derrame Nas situações de derrame.

alerta-se ao TAE que não deve utilizar directamente hipoclorito de sódio ou dicloroisocianurato de sódio (Presept). de acordo com o preconizado no quadro anterior. situação de "derrame de fluidos orgânicos superiores a 30 cc". seguida de desinfecção e lavagem. Por este motivo. com a utilização de toalhetes absorventes e respectiva deposição dos toalhetes no contentor/saco de resíduos hospitalares do Grupo III. 3 e 4. nos pontos 2. uma vez que possibilita a reacção entre o amoníaco contido na urina e o cloro existente nestes desinfectantes. que poderão ocasionar efeitos adversos na saúde do profissional que o está a utilizar. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 165 Rúben Viana . no mesmo.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 OBSERVAÇÕES IMPORTANTES: Relativamente aos salpicos/derrames de urina. libertando-se vapores irritantes e tóxicos de cloreto de amónio. o procedimento correcto contempla numa primeira fase a remoção da urina.

em seres humanos ou em animais. de incineração obrigatória. mecânicos.1 .Classificação dos resíduos hospitalares Grupo I – Resíduos Equiparados a Urbanos – Não apresentam exigências especiais no seu tratamento. de acordo com as suas características devem ser separados na fonte e encaminhados para tratamento adequado e posterior eliminação. podendo ser equiparados a urbanos. bem como a facilitar a sua movimentação. Grupo IV – Resíduos Hospitalares específicos – Resíduos de vários tipos. Grupo III – Resíduos Hospitalares de Risco Biológico – Resíduos contaminados ou suspeitos de contaminação. e ainda as actividades de investigação relacionadas. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 166 Rúben Viana . incluindo as actividades médicas de diagnóstico.16. susceptíveis de incineração ou outro pré tratamento eficaz.5. valorização ou eliminação. Grupo II – Resíduos Hospitalares não perigosos – Não sujeitos a tratamento especifico. são considerados resíduos hospitalares todos os resíduos produzidos em unidades de prestação de cuidados de saúde.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2.5 – Resíduos hospitalar O que são Resíduos Hospitalares? De acordo com o Decreto-lei 239/97 de 9 de Setembro. 2. permitindo posterior eliminação como resíduo urbano. De acordo com o mesmo decreto considera-se: Tratamento: quaisquer processos manuais. químicos ou biológicos que alterem as características de resíduos de forma a reduzir o seu volume ou perigosidade.16. prevenção e tratamento da doença. Pelo despacho nº246/96 de 13 de Agosto os resíduos hospitalares classificam-se em 4 grupos que. físicos.

● Frasco de soros não contaminados.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2. ● Material ortopédico como talas. como agulha cateteres e todo o material invasivo. com excepção do utilizado na recolha de resíduos. com excepção dos do Grupo IV. mascara. Grupo IV ● Peças anatómicas identificáveis. instalações sanitárias. como. ● Material cortantes e perfurante. com excepção dos do Grupo IV Grupo III ● Resíduos que resultam da administração de sangue e derivados. contaminadas ou com vestígios de sangue. ● Produtos químicos e fármacos rejeitados. instalações da base. aventais e outros). fetos e placentas. com excepção dos incluídos nos grupos III e IV. ● Sistemas utilizados na administração de soros e medicamentos.2 . ● Fraldas e resguardos descartáveis contaminados ou com vestígios de sangue. vestiários. ● Fraldas e resguardos descartáveis não contaminados e sem vestígios de sangue. ● Material de protecção individual utilizado em cuidados de saúde e serviços de apoio geral em que haja contacto com produtos contaminados (luvas. ● Sacos colectores de fluidos orgânicos e respectivos sistemas.Caracterização por grupo de resíduos Grupo I ● Resíduos provenientes de serviços gerais. gessos e ligaduras gessadas não contaminadas e sem vestígios de sangue.5. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 167 Rúben Viana . etc.16. Grupo II ● Material ortopédico como talas. quando não sujeitos a legislação especifica. ● Embalagens vazias de medicamentos ou de outros produtos de uso clínico ou comum. ● Material de protecção individual utilizado nos serviços gerais e de apoio.

3 . 2. Para cada um dos Grupos III. estanques e de fecho hermético. ► Contentor de Cortantes e Perfurante: são colocados em contentores amarelos. A zona destinada para a colocação temporária dos resíduos está dividida com dois baldes. Os sacos devem ser devidamente fechados e colocados em contentores resistentes.Transporte dos resíduos A segurança no manuseamento e transporte dos resíduos inicia-se com a recolha dos sacos dos postos de geração.5.Meios para a deposição dos resíduos Cada viatura possui um local próprio para a deposição dos lixos. devidamente identificados dentro de uma saco branco.16. Para os Grupos I e II são utilizados contentores camarários. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 168 Rúben Viana .4 . ► Sacos vermelhos: são colocados em contentores vermelhos. Os resíduos do grupo IV (apenas os cortoperfurantes) são colocados no contentor rijo de cor amarela.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2. identificados como resíduos urbanos. que pode variar de uma viatura para outra.5. que se encontra junto à pia no interior da célula sanitária. IV e cortantes e perfurantes existe um contentor com uma cor específica: ► Sacos Brancos: são colocados em contentores verdes.16. Num deles podem ser colocado os resíduos do grupo I e II aplicando um saco negro e no outro balde são colocados os resíduos do grupo III.

16. ● Durante a manipulação e transporte de resíduos usar sempre luvas. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 169 Rúben Viana . sacos ou contentores. ● Não descarregar na rede de saneamento resíduos líquidos perigosos. ● Proceder a contentorização dos resíduos líquidos perigosos e encaminha-los para o destino adequado. ● Não comer.5 . ● Identificar sempre os meios de transporte e armazenagem dos resíduos. e se necessário avental e mascara.5. ● Abandonar resíduos.Regras sobre a manipulação e transporte de resíduos O que não deve fazer: ● Rejeitar resíduos de forma incontrolada sem conhecer a natureza da sua perigosidade.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2. ● Manter sempre limpo e arrumado os locais de armazenagem (mesmo que temporária) dos resíduos. ● Manipular ou transportar resíduos sem protecção individual e adequada a cada tarefa. beber ou fumar durante a manipulação e transporte de resíduos. O que deve fazer: ● Sempre que tiver duvidas procurar informação sobre como fazer para rejeitar de forma segura e adequada os resíduos. ● Alertar outros intervenientes sobre a existência dos resíduos.

5.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2.6 – Contentor de armazenamento VS grupo de lixo GRUPO CONTENTOR Grupo I e II – Equiparados a resíduos domésticos Destino: Aterro sanitário Grupo III – Resíduos infectados de risco biológico Destino: Auto clavagem e aterro sanitário Grupo IV – Resíduos perigosos de incineração obrigatória Destino: Incineração Grupo IV – Resíduos Tóxicos Destino: Incineração _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 170 Rúben Viana .16.

Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Aspectos Ergonómicos Tema nº3 _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 171 Rúben Viana .

Verifica-se então que a movimentação manual de doentes é feita em equipa de 2 (dois). 2007 _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 172 Rúben Viana . (*) Fonte: European inspection and communication campaign . pode não colaborar com o movimento e não tem o peso uniformemente distribuído pela superfície de contacto. ► 50% das reformas antecipadas na Europa resultam de perturbações graves da coluna vertebral (*). apesar de poderem ter um efeito patológico semelhante a uma carga na indústria têm um factor de risco associado mais elevado. correspondendo à elevação da maca no final das operações. no entanto contrariamente à acção em meio hospitalar o doente é deslocado desde o chão até à altura da cintura.) cujo estes podem apresentar uma grande diversidade de cenários e constrangimentos à sua acção e manipulação. casas de banho. etc. ► Cerca de 15% das causas de incapacidade para o trabalho são relacionadas com lesões da coluna vertebral (*). no entanto não há comparação possível.Dimensão do Problema ► Na Europa. o presente capítulo tem como principal objectivo informar e sensibilizar o TAE relativamente aos procedimentos básicos a serem cumpridos quando deslocam ou levantam vítimas. as acções em equipa são garantidas por dois indivíduos. 24% dos trabalhadores queixam-se de dores de costas e 22% de dores musculares (*). de forma a evitarem acidentes e consequentes lesões associadas.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Tema 3 – ASPECTOS ERGONOMICOS No caso específico da tripulação das ambulâncias INEM. Por este motivo. As cargas transportadas. interior de veículos automóveis. Este número pode variar se forem accionados meios suplementares para auxiliá-los. 3.1 . pois a carga neste caso não tem uma pega bem definida. As principais fontes de risco decorrente do movimento manual dos doentes podem gerar efeitos semelhantes às patologias dos movimentos manuais de carga. diariamente. Antes de se elevar a maca muitos procedimentos são realizados no local onde a vítima se encontra (ex: cama.

aumentando a probabilidade de novas lesões 3. espaços confinados. Destes. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 173 Rúben Viana .2 . pernas e mãos respectivamente. pressões temporais e por parte dos familiares dos doentes. desde a nossa calçada Portuguesa. 2007). elevados custos para os empregadores e para as economias nacionais (*).Dados do INEM Os acidentes que mais ocorrem são as contusões / esmagamento com 42% cuja distribuição é de 28%. pisos escorregadios e irregulares. Esta variabilidade é característica da actividade dos TAE’s por esta ser exercida em diversos locais e diversos ambientes. 7% e 7% por tronco. incapacidade profissional e perda de remunerações ao trabalhador. ► 30% dos trabalhadores sofrem de dores lombares. seguidos das entorses / distensões 28% com distribuições de igual valor pelo tronco 14% e mãos 14%. Contusões / esmagamento Incapacidade Entorses / distenções Incapacidade Tronco Pernas Mãos 28% 7% 7% 42% 25% 100% 100% 5% Tronco Pernas Mãos 14% 14% 0% 28% 50% 50% 0% 50% N=14 Fonte: INEM 2005 Estes factos ocorrem devido ás condições de realização desta actividade que é dotada de um enorme variabilidade. representando 70% dos acidentes reportados. ravinas. interiores das ambulâncias. ► Provoca sofrimento.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 ► A movimentação manual de cargas é considerada uma das principais causas das lesões músculo-esqueléticas relacionadas com o trabalho (IGT. constituindo a queixa principal de problemas de saúde relacionados com o trabalho. ► Após a primeira lesão. quer à chuva ou ao sol. as costas tornam-se mais vulneráveis. parece haver uma relação directa com a movimentação manual de cargas. habitações degradadas.

presente no artigo 3º. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 174 Rúben Viana . alcançar qualquer coisa acima do ombro.L. equilíbrio. volume. devido às suas características ou condições ergonómicas desfavoráveis. que neste âmbito serão as referidas cargas. nomeadamente na região dorso lombar”. em função dos elementos de referência do risco. 3. como por exemplo. Apesar do tipo de carga ou as especificidades que esta possa ter. nº 330/1993. posturas desconfortáveis (posições que colocam stress na coluna. por um ou mais trabalhadores. comporte riscos para os mesmos. No entanto esta caracterização não refere nada especificamente sobre os doentes. Além do manuseamento e transporte dos pacientes. sendo que essa carga também tem um factor desencadeante de lesões músculo esqueléticas associadas. o TAE tem um desconhecimento total das consequências de tais movimentos. garantindo assim a melhoria da prevenção e protecção dos trabalhadores envolvidos nestas operações. pesando certamente mais que 30 kg para cada TAE. muito por culpa de uma ausente formação nesta área específica. “relativa às prescrições mínimas de segurança e de saúde respeitantes à movimentação manual de cargas. que. esta lei aplica-se também neste contexto por força da própria definição. Verifica-se a orientação para a identificação dos riscos por parte do empregador. As dores na coluna são uma das queixas existentes que na sua maioria são consequência da adopção de posturas desconfortáveis com esforços elevados. que transpõe para a lei portuguesa as indicações da Directiva nº 90/269/CEE. fazer a torção do tronco ao levantar ou levantar-se). que define “ a movimentação manual de cargas como qualquer operação de transporte e sustentação de uma carga. classificando a carga em relação ao peso. etc.3 . no quadro da dimensão social do mercado interno”. ajoelhar-se. os técnicos de ambulância de emergência têm que transportar todo material de socorro até à vítima. alguns completamente dependentes e outros com grande dificuldade em se locomoverem. Na maior parte das situações surgidas.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Exposta esta situação e tendo conhecimento que as LME’s (Lesões músculo esqueléticas) constituem um risco para todos os profissionais que realizem tarefas de movimentação manual de cargas. estando muito associadas a tarefas que envolvam força (a quantidade de esforço físico que é requerida em levantamento de grandes pesos).Movimento manual de cargas Em Portugal esta temática encontra-se legislada no direito interno do país através do D. é particularmente nos TAE’s que isto se reflecte pois estes têm de realizar frequentemente o manuseamento de pacientes.

Nota-se então uma diferença relativamente à movimentação manual de doentes dentro dos hospitais. Outra questão que deve ser salientada é a questão da análise dos riscos centrar-se exclusivamente à zona dorso lombar. a distância a que a carga tem de ser transportada e o tamanho da carga. Para determinar o peso da carga que pode ser transportada sem causar efeitos indesejados na saúde. o que pode originar mais facilmente lesões localizadas em outras zonas do corpo. se ultrapassar a capacidade humana. As disposições europeias não estipulam explicitamente os valores admissíveis do peso das cargas que podem ser transportadas em segurança. por exemplo. relembra-se que o manuseamento manual de doentes inicia-se no local da ocorrência e este pode ser um espaço confinado ou o próprio chão. sendo que a amplitude dos movimentos no caso do INEM é potencialmente maior. etc. estado dos pavimentos. estacionamentos em segunda fila. Acrescendo a gravidade da questão.L. local da ocorrência. esquecendo as patologias que podem ser desenvolvidas ao nível da cintura.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Relativamente às questões da avaliação do esforço físico exigido. Neste caso específico dos TAE’s. ou utilizar meios mecânicos (mais informação em: www. ou seja. do Reino Unido). esta pode constituir um sério risco para a saúde.4 .handlingloads. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 175 Rúben Viana . nº330/93 que verificando que as condições de ambiente físico e climatérico são variáveis em função da estação do ano. é aconselhável considerar não apenas o peso. mas também a frequência das tarefas. dado serem todos estes aspectos factores que podem influenciar a decisão do risco da acção. 3. dividindo a carga. membros superiores e inferiores e também na coluna superior. parecem ter acertado em grande parte das situações desenvolvidas no manuseamento dos doentes. Pode ser necessário diminuir os pesos.eu). surgem as variáveis do contexto envolvente também referenciadas no D.Factores de risco resultantes do tipo de carga movimentada Peso excessivo da carga Se o peso de uma carga for excessivo. Um bom indicador pode ser o modelo criado pelo HSE (Health and Safety Executive. pois as condições de prestação de cuidados implicam quase a totalidade das acções descritas.

Elaborado com a base nos dados HSE. Também pode causar ao trabalhador a necessidade súbita de mudar a postura corporal ou de se mexer para manter o equilíbrio. com o risco de fadiga são óbvias. se as arestas forem vivas e o conteúdo perigoso. a indicada aqui como desejável. As consequências relacionadas. resultantes da característica do ambiente de trabalho ou da carga. Imagem 62 – Indicação do peso máximo ideal mediante a posição da pessoa e da carga. Os discos e ligamentos intervertebrais são especialmente propensos a lesões quando a distância entre o tronco do operador e a carga é significativa.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Instabilidade da carga Uma carga instável pode deslocar-se à volta do tronco do trabalhador ou dobrar-se. à frequência do deslocamento e às predisposições individuais do trabalhador. existe um risco acrescido de colisão ou queda. Carga difícil de manobrar A ausência de pegas pode revelar-se perigosa devido ao risco de a carga escorregar das mãos. Dependendo da posição da pessoa e da carga. podem também ocorrer outros ferimentos graves. provocando nele um esforço significativo e irregular. principalmente devido ao esforço significativo nos discos e ligamentos intervertebrais. de 25 kg. muda o esforço do sistema músculo-esquelético. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 176 Rúben Viana . Se a carga for demasiado volumosa Se a carga for demasiado volumosa para ser correctamente transportada (o mais junto ao corpo possível) existe o risco de lesões músculo-esqueléticas. por exemplo. Este está sujeito também aos factores ambientais (por exemplo. exigindo mais força. Se o tamanho da carga não estiver adaptado à largura ou à altura das instalações e dos equipamentos através dos quais esta é transportada. Além disso. Por isso será provavelmente necessária a diminuição da massa da carga em comparação com. a carga pode influenciar negativamente o sistema músculo-esquelético.

Intensidade das forças que é necessário exercer para vencer a resistência que a carga oferece.Regras de boas práticas No intuito de salvaguardar a segurança e saúde dos trabalhadores. é necessário ter em consideração os seguintes pontos: a) Características e tipo de carga que é necessário movimentar / transportar: 1 .Intensidade (peso da carga). b) Esforço físico exigido na tarefa: 1 . 2 . 2 . forma.Condições ambientais do local / espaço de trabalho onde é efectuada a movimentação das cargas. etc. 3 .Tipo de músculos e órgãos envolvidos na manipulação da carga. 2 .Idade.). _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 177 Rúben Viana .Sexo. c) Condições físicas dos trabalhadores: 1 .Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 3. volume. 3 .Capacidade e condição física no momento.Constituição da carga (material. 3 .Percurso e deslocamentos que os trabalhadores têm de percorrer.Duração e frequência dos ciclos de trabalho.Outras características individuais. 3 .5 .Frequência do número de elevações e outros movimentos efectuados. 4 . d) Exigências específicas de cada actividade em particular: 1 . 2 .Localização da carga no contexto do espaço de trabalho.

Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 3. alguns exemplos de más práticas: 1 .Movimentação da carga a alturas inapropriadas ou adoptando posturas incorrectas. 15 .Carga mal equilibrada ou com conteúdo sujeito a oscilações. a coluna vertebral por períodos demasiadamente prolongados. de provocar lesões no trabalhador. 17 . 14 .Movimentação de cargas a diversos níveis (ex. a movimentação manual de cargas pode acarretar uma série de riscos e patologias para os trabalhadores. 2 .Carga demasiado pesada ou demasiado volumosa. 19 .Inexistência de espaço suficiente para o trabalhador se movimentar juntamente com a carga.Posições semi-estáticas prolongadas em esforço. 4 .Realização de esforços que solicitem.Tempo insuficiente de descanso fisiológico ou de recuperação quando se realizam tarefas que implicam esforços mais pesados.Necessidade de movimentos de abaixamento ou elevação das cargas demasiado grandes. 16 . velocidade do ar).6 .Causas para as LME´s Como já foi referido. 3 . as situações de perigo e risco associadas à movimentação manual de cargas.Carga muito pesada (inadequada às características fisiológicas do trabalhador) ou difícil de agarrar.Condições ambientais desfavoráveis (temperatura.Ponto de apoio instáveis – (ex. nomeadamente em caso de choque ou balanceamento. devido ao seu aspecto exterior e/ou à sua consistência.: existência de tapetes ou carpetes não fixadas ao chão). 9. 5 . 8 . 10 .: calçado com saltos altos. 13 . caso as condições de trabalho não sejam as mais indicadas. Para que se possa compreender melhor. 12 -Utilização de calçado inapropriado ex. 6 . _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 178 Rúben Viana . 11 .Esforços feito a frio.Esforços com rotação da coluna. humidade. 18 . 7 .Carga mal posicionada. de tal modo que tenha que ser mantida ou manipulada a grande distância do tronco ou com flexão / torção do tronco.Ritmos de trabalho excessivo sem possibilidade de os trabalhadores efectuarem pequenas pausas.Carga susceptível. apresentam-se a seguir.Pavimento degradado com desníveis. ter que transportar cargas entre diferentes pisos).

Permanente ou Morte. feridas.Lesões associadas às más posturas As lesões mais frequentes são as contusões. as máquinas e o ambiente físico de trabalho. Esse tipo de lesões pode vir a dar incapacidade: Parcial. fracturas e sobretudo lesões músculo-esqueléticas. convém que seja alvo de correcção imediata. A sua continuidade ao longo do tempo pode provocar sérias lesões nos trabalhadores atingidos. das máquinas e as características anatómicas.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Caso alguma destas regras de más práticas seja identificada. 3. Total. As lesões dorso lombares podem manifestar-se. Temporária. A correcção das referidas não conformidades deve pautar-se pela correcta aplicação dos vários princípios ergonómicos a fim de optimizar a compatibilidade entre o homem. alteração dos discos intervertebrais (Hérnias discais) incluindo fracturas vertebrais por sobre esforço. seja como lombalgia.7 . fisiológicas. determinados tipos de acidentes ou incidentes. ou ainda. cognitivas do homem. Imagem 63 – Tipos de lesões associadas às más posturas _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 179 Rúben Viana . Isto conseguir-se-á através do equilíbrio entre as exigências das tarefas. mas as mais sensíveis são os membros superiores / inferiores e a zona dorso lombar. cortes. Podem ocorrer em qualquer zona do corpo.

como meio auxiliar. 9 . 8 . Dobre as pernas pelos joelhos para se baixar na direcção da carga.As cargas transportadas devem ser suportadas pela coluna e membros inferiores.Recolher o queixo e manter a cabeça direita ao fazer o levantamento. 10 .Use a força das pernas para levantar a carga. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 180 Rúben Viana .Aquando da movimentação e levantamento/abaixamento de cargas.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 3. O aumento adicional de pressão no tórax diminui a pressão nos discos da coluna. procurar o melhor equilíbrio. 14 . utilize as ajudas mecânicas. deverá ser feita através da movimentação dos pés. 12 .8 – Recomendação a adoptar pelo TAE ABORDAGEM: Examinar a carga antes da a manipular → Planear a manipulação 1 . colocando os pés afastados lateralmente e um mais à frente do que o outro. ou mais pesadas coordenar em sintonia os esforços com o colega de equipa e se possível com populares.Sempre que seja tecnicamente possível. falar ou efectuar outros movimentos bruscos. tossir. o trabalhador deve evitar rir.Antes de pegar peso. 17 . 4 . 3 . não houver nenhum inconveniente relativo ao possível agravamento do estado e saúde da vítima.Na elevação da carga.Evitar ao máximo “dobrar” a coluna. para a manipulação dos pacientes. 7 . sendo a coluna apenas elemento estático de transmissão e nunca de articulação.Os braços devem estar posicionados junto ao corpo de uma forma descontraída. 6 .Suspender cargas iguais em cada uma das mãos (quando possível).Promova a autonomia do doente se. respire fundo e prenda a respiração. Se a rotação for necessária.Evitar esforços em que a carga esteja acima dos ombros ou demasiado afastada.Evitar manuseamento de cargas não adequadas em termos de volume ou peso – de acordo o NIOSH (não superior a 23 kg). tais como transferes. pois causam tensões indesejáveis e cargas assimétricas nas vértebras.Ter em consideração os pesos a suspender.Para cargas de maior dimensão. 16 . sendo que os ombros devem se posicionar na direcção dos pés. 11 . constituição física e sexo do trabalhador. Mantenha as costas direitas. conforme a idade.Os movimentos de torção do tronco em torno do corpo devem ser sempre evitados. 15 . 5 .Sempre que possível trabalhar com os braços estendidos e com a carga junto ao corpo. mantendo-o na posição vertical e procurar utilizar os membros inferiores como alavanca. esta deve servir como suporte. 2 . 18 .Usar técnicas adequadas em função do tipo e especificidade da carga – evitar a utilização do tronco como alavanca. 13 .

Sendo assim deve promover o exercício físico e o reforço muscular dos músculos que participam mais activa na movimentação de cargas. 3.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 É importante relembrar que apesar de todas estas recomendações. vai depender directamente da sua aptidão física e psíquica. proteja a sua coluna”) _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 181 Rúben Viana . será necessário ter sempre em consideração que o desempenho de todos trabalhadores.9 – Figuras ilustrativas de boas práticas (“Para manter uma boa qualidade de vida.

9.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 3.Postura a evitar 3.Posturas correctas e erradas _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 182 Rúben Viana .9.2 .1 .

• O doente senta-se na cama com os pés assentes no chão.9. segurando-o pelas calças ou cinto. para ajudar). Transferência da cama para a cadeira de rodas: • Colocar a cadeira junto à cama num ângulo de 30º.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 3. Travar a cadeira. • Ajuda o doente a levantar-se fazendo pressão com os seus joelhos nos dele e segurando-o pelo cinto/calças até ficar de pé ( o doente pode apoiar a mão do lado são na cadeira. Retirar pedal da cadeira do lado junto à cama. • O familiar pode ajudar colocando uma mão no lado são do corpo e dando um impulso no levante. • O TAE roda e faz rodar o doente sobre o pé são. • O TAE coloca-se de frente para o doente. • Apoia-se sobre o braço “são” com a ajuda do cotovelo e mão de forma a ficar sentado.3 – Transferência de um paciente da cama para a cadeira Procedimento para levantar da cama: • O membro inferior são deve ser colocado por baixo do membro afectado e as pernas são arrastadas até se encontrarem fora da cama (no caso de se tratar de paciente vitima de um AVC ). • Trava os joelhos do doente com os seus joelhos. sentando-o na cadeira _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 183 Rúben Viana . • Rodar o tronco para o lado são (levando o braço afectado sobre o corpo).

para evitar desgaste músculoesquelético. Girar lentamente a cabeça.9. Colocar as mãos nos ombros e flectir os braços para unir os cotovelos.4 . _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 184 Rúben Viana .Exercícios de relaxamento muscular A mobilização regular das articulações e grupos musculares mais solicitados na actividade. Sentado numa cadeira. tem um efeito compensador da sobrecarga postural.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 3. De forma a proporcionar o relaxamento muscular deve: Colocar as mãos na região lombar e suavemente arquear para trás. cruzar os braços e flectir o corpo para baixo.

9 kg e para as mulheres foi de 63. deve ficar preconizado que o SACO 1 (meios SIV) deverá ficar posicionado na parte de baixo. sendo que muitas das vezes pode encontrar escadas ou mesmo pavimentos em mau estado.3 kg TOTAL 86. sendo que traduzindo toda esta carga em peso.02 kg 5. para que a coluna vertebral possa ficar menos exposta às sobrecarga e rotação inerente à colocação atrás das costas do referido saco. por vezes têm que se deslocar dezenas de metros. em passo acelerado. a situação. Relativamente ao acondicionamento dos sacos na célula sanitária. a equipa SIV quando chega ao local da ocorrência para prestar socorro a um paciente no mínimo deverá fazer-se acompanhar do seguinte material: mochila 1. Ora vejamos.1 kg 9.4 KG Segundo directrizes elaboradas pelo departamento de emergência médica do INEM. sendo que o limite máximo poderá situar-se na casa dos 150 kg. bala oxigénio portátil.6 kg 4. aspirador. até chegar à vitima.5 kg.10 .Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 3. num caso prático abordado no próximo item.1 kg 6 kg 34 kg 9. perfaz um total de 30kg. coloca-se a necessidade de o TAE adoptar uma forma correcta de transportar toda o material de socorro sem que para isso coloque a sua saúde em risco. monitor Argus Pro Life Care. O profissional do INEM.Características da carga do pré-hospitalar Movimentação manual de pacientes (Peso Médio): Segundo um estudo epidemiológico relativo ao peso da população portuguesa efectuado em 2003.3 kg 5. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 185 Rúben Viana . concluiu-se que o peso médio para os homens é de 75. Peso do material de socorro (meio INEM-SIV): Mochila 1 (Via aérea): Mochila 2 (Trauma) : Aspirador : Monitor Argus Pro Life Care : Monitor Argus Pro Transport : Bala Oxigénio portátil (3L) : Bala Oxigénio fixa (20L) : Cadeira de Rodas 13.

5.8): . 3. 2. 9 e 15 5º Passo Deste modo e seguindo as recomendações de boa prática. 6.10.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 3.Procedimento para a colocação do SACO 1 atrás das costas do TAE: SACO 2 SACO 1 1º Passo 2º Passo 3º Passo 4º Passo Nº da recomendação adoptada no procedimento (capítulo 3. o TAE deverá transportar o material de socorro nas seguintes configurações: _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 186 Rúben Viana .1.1 . já enumeradas em páginas anteriores.

_________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 187 Rúben Viana . o TAE deve adoptar as recomendações nº 1. o TAE deve adoptar as recomendações nº 1.Configuração de transporte do material Configuração 1: mochila 1+ bala de oxigénio (3L) 13.2 .8. 14 e 15 enumeradas no capítulo 3.1kg Kg 6 Kg Foto 72 e 73 – Ilustração para o correcto transporte na configuração 1 (Foto frontal e lateral) OBSERVAÇÃO: No transporte do material de socorro na configuração 1. 7. Configuração 2: Aspirador + Monitor Argus Pro Life Care 5.12 e 15 enumeradas no capítulo 3.3 kg 5. 3.6 Kg Foto 80 e 81 – Ilustração para o correcto transporte na configuração 2 (Foto frontal e lateral) OBSERVAÇÃO: No transporte do material de socorro na configuração 1. 7.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 3. 3.8 .10.

4.3.4.3.3 .7. 3.9 e 13.Procedimento para elevação da maca do “chão” com 2 elementos 1º Passo 2º Passo OBSERVAÇÃO: Os elementos da equipa devem adoptar as recomendações nº: 2.8.8.4 .6 .7.Procedimento para elevação da maca do “chão” com 4elementos 1º Passo 2º Passo OBSERVAÇÃO: Os elementos da equipa devem adoptar as recomendações nº: 2.7. 3.10.9 e 13.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 3.Procedimento de elevação da maca a” meia altura” com 2 elementos 1º Passo 2º Passo _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 188 Rúben Viana .10.

Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 FIM DO MANUAL _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 189 Rúben Viana .

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6 - Apresentação e discussão dos resultados
Após dar por terminado a elaboração deste manual, fiquei com a sensação que todo o esforço, dedicação e tempo dispendido para com o desenvolvimento deste trabalho não foram em vão. Todos os objectivos gerais traçados a que me propus inicialmente, para frequência do estágio curricular, foram alcançados. Quanto aos objectivos específicos, houve a necessidade de efectuar uma ligeira reestruturação de alguns deles, para que deste modo pudessem ficar melhores enquadrados nas temáticas que no meu entender, deveriam fazer parte deste manual. Durante a elaboração deste trabalho, procurei por diversas vezes tirar impressões com vários colegas, que já possuem bastante experiência nesta área de actividade, com o objectivo de elaborar um trabalho que fosse de encontro às temáticas mais pertinentes, ou seja, as que pudessem ser susceptíveis de criar algum tipo risco para a actividade do TAE. Realizei uma pesquisa exaustiva em diversos sites oficiais de entidades com provas dadas nas diversas temáticas abordadas. O assunto que mais dificuldade senti em obter alguma informação, foi o da “sinalização e protecção rodoviária”, inserido do tema Gestão de Risco, isto porque, em Portugal não existe legislação ou matéria sobre o assunto, sendo que apenas encontrei algumas referências em sites brasileiros. Procurei acima de tudo criar um manual de fácil leitura e acesso, procurando também abordar os assuntos que no meu entender o TAE aquando a sua leitura, se possa rever em algum dos cenários retratados, derivado de serviços de socorro anteriormente realizados.

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7 - Conclusão
Consegui elaborar o manual que idealizei para este trabalho, sendo que irei aguardar o feedback de todos os colegas TAE´s que o queiram ler e criticar. Espero ter ido de encontro às necessidades formativas que os TAE´s sentem falta, porque foi devido a eles e para eles que elaborei este manual. Dedico este manual a todos os TAE´s que, diariamente, socorrem as pessoas que precisam do seu auxílio, muitas das vezes, descurando da sua própria segurança em prol de um menor sofrimento e maior conforto da vítima.

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8-Referências Bibliográficas
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(2) - INEM, IP – Site oficial. Lisboa: INEM, 2010. Site oficial: www.inem.pt.

(3) - INEM, IP – Relatório anual de actividade de 2008. Lisboa: INEM, 2009.

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(5) - ENB, Escola Nacional de Bombeiros – Manual de Informação Inicial de Bombeiro, Capitulo IX, Matérias Perigosas. Sintra: ENB, 2010. Site oficial: www.enb.pt.

(6) - DEFESA CIVIL PARANÁ – Manual do Atendimento Pré-hospitalar – SIATE/CBPR, Matérias Perigosas. Curitiba/Brasil: Coordenadoria Estadual de Defesa Civil do Paraná, 2008. Site oficial: www.defesacivil.pr.gov.br.

(7) - Linde Sogás, Lda – Conselhos de Segurança do Oxigénio. Lisboa: Linde, 2010. Site oficial: www.linde.pt.

(8) - BOLOGNIESI, S. – Manual de Procedimento de Emergência na rodovia. Nova Dutra, 2004.

(9) - COMISSÃO DE CONTROLO DA INFECÇÃO DA REGIÃO DE SAUDE DE LISBOA E VALE DO TEJO – Manual de procedimentos – A higienização das instalações dos centro de saúde no contexto da prevenção e controlo da infecção. Lisboa: ARSLVT I.P, Fevereiro 2009, Site oficial: www.arslvt.min-saude.pt.

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(11) - ITG, Instituto Tecnológico do Gás – Informações sobre o monóxido de carbono. Lisboa: ITG, 2010, Site oficial: www.itg.pt.

(12) - INAC, Instituto Nacional de Aviação Civil – Operação de helicópteros civis em voos de busca e salvamento. Lisboa: INAC, 4 de Junho 1998, Circular nº12/98 de informação aeronáutica, Site oficial: www.inac.pt.

(13) - BELL HELICOPTER – Brochuras do helicóptero BELL 412EP. TEXAS/USA, Bell Helicopter Textron Inc, 2009, Site oficial: www.bellhelicopter.com.

(14)

-

AGUSTA

WESTLAND

-

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do

Heli

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AW109.

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Oficial:

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(16) – ACT – Campanha europeia de inspecção e informação – “ Movimento Manual de Cargas 2008”, 2008, Site oficial: www.act.gov.pt
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APÊNDICES

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201 ANEXO 5 – Ficha dos Dados de Segurança (FDS) do Álcool Etílico Pág. 207 ANEXO 7 – Lista de Frases de Segurança Pág. 209 ANEXO 8 – Regras básicas na utilização de extintores Pág. 192 ANEXO 2 – Ficha dos Dados de Segurança (FDS) do Presept Pág. 211 ANEXO 9 – Resumo das etiquetas de perigo associadas às diferentes classes das matérias perigosas Pág. 194 ANEXO 3 – Ficha dos Dados de Segurança (FDS) do Surfanios Pág.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 ANEXOS DO MANUAL ANEXO 1 – Ficha dos Dados de Segurança (FDS) do Oxigénio Pág. 206 ANEXO 6 – Lista de Frases de Risco Pág. 195 ANEXO 4 – Ficha dos Dados de Segurança (FDS) do ANIOS DDSH Pág. 217 _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 194 Rúben Viana .

Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 ANEXO 1 _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 195 Rúben Viana .

Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 196 Rúben Viana .

Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 ANEXO 2 _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 197 Rúben Viana .

Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 ANEXO 3 _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 198 Rúben Viana .

Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 199 Rúben Viana .

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_________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 200 Rúben Viana

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_________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 201 Rúben Viana

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_________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 202 Rúben Viana

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_________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 203 Rúben Viana

Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 ANEXO 4 _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 204 Rúben Viana .

Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 205 Rúben Viana .

Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 206 Rúben Viana .

Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 207 Rúben Viana .

Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 208 Rúben Viana .

Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 ANEXO 5 _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 209 Rúben Viana .

R2 : Risco de explosão por choque. R18 : Quando da utilização. R26 : Muito tóxico por inalação. R21 : Nocivo em contacto com a pele. R8 : Favorece a inflamação de matérias combustíveis. fogo ou outras fontes de ignição. R28 : Muito tóxico por ingestão.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 ANEXO 6 Lista de Frases de Risco. R20 : Nocivo por inalação. R27 : Muito tóxico em contacto com a pele. R15 : Em contacto com a água liberta gases muito inflamáveis. formação possível de mistura vapor/ar inflamável/explosiva. fogo ou outras fontes de ignição. R33 : Perigo de efeitos cumulativos. R23 : Tóxico por inalação. R9 : Pode explodir quando misturado com matérias combustíveis. R16 : Pode explodir quando misturado com substâncias comburentes. R29 : Em contacto com a água liberta gases tóxicos. R5 : Perigo de explosão sob a acção do calor. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 210 Rúben Viana . R3 : Grande risco de explosão por choque. R30 : Pode tornar-se facilmente inflamável durante o uso. R31 : Em contacto com ácidos liberta gases tóxicos. R10 : Inflamável. R14 : Reage violentamente em contacto com a água. R22 : Nocivo por ingestão. R19 : Pode formar peróxidos explosivos. R34 : Provoca queimaduras. R13 : Gás liquefeito extremamente inflamável. R6 : Perigo de explosão com ou sem contacto com o ar. R4 : Forma compostos metálicos explosivos muito sensíveis. R12 : Extremamente inflamável. R25 : Tóxico por ingestão. fricção. R32 : Em contacto com ácidos liberta gases muito tóxicos. R11 : Facilmente inflamável. fricção. R7 : Pode provocar incêndio. R24 : Tóxico em contacto com a pele. atribuídas as substâncias e preparações perigosas: R1 : Explosivo no estado seco. R17 : Espontaneamente inflamável ao ar.

_________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 211 Rúben Viana . R50 : Muito tóxico para os organismos aquáticos. R43 : Pode causar sensibilização em contacto com a pele. R36 : Irritante para os olhos. R60 : Pode comprometer a fertilidade. R59 : Perigoso para a camada de ozono. R42 : Pode causar sensibilização por inalação. R64 : Pode causar danos às crianças alimentadas com leite materno. R44 : Risco de explosão se aquecido em ambiente fechado. R46 : Pode causar alterações genéticas hereditárias. R61 : Risco durante a gravidez com efeitos adversos na descendência. R58 : Pode causar efeitos negativos a longo prazo no ambiente. R56 : Tóxico para os organismos do solo. por inalação dos vapores. R57 : Tóxico para as abelhas. R41 : Risco de lesões oculares graves. R47 : Pode causar defeitos ao feto. R65 : Nocivo: pode causar danos nos pulmões se ingerido. R52 : Nocivo para os organismos aquáticos. R55 : Tóxico para a fauna. R48 : Risco de efeitos graves para a saúde em caso de exposição prolongada. R67 : Pode provocar sonolência e vertigens.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 R35 : Provoca queimaduras graves. R49 : Pode causar cancro por inalação. R45 : Pode causar cancro. R53 : Pode causar efeitos negativos a longo prazo no ambiente aquático. R51 : Tóxico para os organismos aquáticos. por exposição repetida. R54 : Tóxico para a flora. R38 : Irritante para a pele. R40 : Possibilidade de efeitos cancerígenos. R63 : Possíveis riscos durante a gravidez com efeitos adversos na descendência. R66 : Pode provocar secura da pele ou fissuras. R68 : Possibilidade de efeitos irreversíveis. R62 : Possíveis riscos de comprometer a fertilidade. R37 : Irritante para as vias respiratórias. R39 : Perigo de efeitos irreversíveis muito graves.

.. (gás inerte a especificar pelo fabricante) S7: Manter o recipiente bem fechado S8: Manter o recipiente ao abrigo da humidade S9: Manter o recipiente num lugar bem ventilado S10: Manter o conteúdo húmido S11: Evitar o contacto com o ar S12: Não fechar o recipiente hermeticamente S13: Manter longe de comida..Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 ANEXO 7 Lista de Frases de Segurança: Esta é uma lista das frases de segurança e seus respectivos significados que definem as precauções a tomar na utilização de certos reagentes: S1: Conservar bem trancado S2: Manter fora do alcance das crianças S3: Conservar em lugar fresco S4: Manter longe de lugares habitados S5: Conservar em. (produto adequado a indicar pelo fabricante) S29: Não deitar os resíduos no esgoto S30: Nunca adicionar água ao produto S33: Evitar a acumulação de cargas electrostáticas _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 212 Rúben Viana .Não fumar S17: Manter longe de materiais combustíveis S18: Abrir manipular o recipiente com cautela S20: Não comer nem beber durante a utilização S21: Não fumar durante a utilização S22: Não respirar o pó S23: Não respirar o vapor/gás/fumo/aerossol S24: Evitar o contacto com a pele S25: Evitar o contacto com os olhos S26: Em caso de contacto com os olhos lavar imediata e abundantemente em água e chamar um especialista S27: Retirar imediatamente a roupa contaminada S28: Em caso de contacto com a pele lavar imediata e abundantemente com. bebidas incluindo os dos animais S14: Manter afastado de..... (materiais incompatíveis a indicar pelo fabricante) S15: Conservar longe do calor S16: Conservar longe de fontes de ignição .. (líquido apropriado a especificar pelo fabricante) S6: Conservar em .

. °C (a especificar pelo fabricante) S48: Conservar húmido com ..(e especificar pelo fabricante) S41: Em caso de incêndio e/ou explosão não respirar os fumos S42: Durante as fumigações/pulverizações... remover a vítima da zona contaminada e mantê-la em repouso S64: Em caso de ingestão... Ter em atenção as instruções específicas das fichas de dados de Segurança S62: Em caso de ingestão não provocar o vómito: consultar imediatamente um médico e mostrar o rótulo ou a embalagem S63: Em caso de inalação acidental. lavar repetidamente a boca com água(apenas se a vítima estiver consciente) _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 213 Rúben Viana . Se a água aumentar os riscos acrescentar "Não utilizar água") S44: Em caso de indisposição consultar um médico (se possível mostrar-lhe o rótulo do produto) S45: Em caso de acidente ou indisposição consultar imediatamente um médico (se possível mostrar-lhe o rótulo do produto) S46: Em caso de ingestão consultar imediatamente um médico e mostrar o rótulo ou a embalagem S47: Conservar a uma temperatura inferior a . usar equipamento respiratório adequado (denominação(ões) adequada(s) a especificar pelo fabricante S43: Em caso de incêndio usar. Utilizar para o efeito um local apropriado para o tratamento dos resíduos S57: Utilizar um contentor adequado para evitar a contaminação do meio ambiente S58: Elimina-se como resíduo perigoso S59: Informar-se junto do fabricante de como reciclar e recuperar o produto S60: Elimina-se o produto e o recipiente como resíduos perigosos S61: Evitar a sua libertação para o meio ambiente.. (meios de extinção a especificar pelo fabricante. (meio apropriado a especificar pelo fabricante)[4] S49: Conservar unicamente no recipiente de origem S50: Não misturar com ..Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 S34: Evitar choques e fricções S35: Eliminar os resíduos do produto e os seus recipientes com todas as precauções possíveis S36: Usar vestuário de protecção adequado S37: Usar luvas adequadas S38: Em caso de ventilação insuficiente usar equipamento respiratório adequado S39: Usar protecção adequada para os olhos/cara S40: Para limpar os solos e os objectos contaminados com este produto utilizar . (a especificar pelo fabricante) S51: Usar unicamente em locais bem ventilados S52: Não usar sobre grandes superfícies em lugares habitados S53: Evitar a exposição – obter instruções especiais antes de usar S54: Obter autorização das autoridades de controlo de contaminação antes de despejar nas estações de tratamento de águas residuais S55: Utilizar as melhores técnicas de tratamento antes de despejar na rede de esgotos ou no meio aquático S56: Não despejar na rede de esgotos nem no meio aquático...

Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 ANEXO 8 _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 214 Rúben Viana .

Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 215 Rúben Viana .

Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 ANEXO 9 Resumo das etiquetas de perigo associadas às diferentes classes das matérias perigosas: CLASSE1: CLASSE2: _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 216 Rúben Viana .

Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 CLASSE 3: CLASSE 4: CLASSE 5: _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 217 Rúben Viana .

Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 CLASSE 6: CLASSE 7: _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 218 Rúben Viana .

Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 CLASSE 8: CLASSE 9: _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 219 Rúben Viana .

FIM dos ANEXOS .

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