Física 2 Experimental – 01/2023 – Turma 09
Experimento – Dilatação
14/04/2023
Grupo 02:
-Josafá Dias Alves - 221007410
-Felippe Gustavo Santo Ramos - 211027062
-Matheus Nascimento Mendonça - 222013824
Introdução:
Um sólido é formado por um conjunto de átomos interligados por forças interatômicas.
As propriedades elásticas e térmicas de um sólido são frequentemente descritas a partir
de um modelo simples do tipo massa-mola, em que os átomos são considerados como
as massas e as forças de coesão entre eles são descritas por molas. Molas perfeitas
obedecem `a lei de Hooke, que diz que a força exercida por uma mola é contrária e
proporcional `a distensão, ou seja F(x) = −k(x − x0), (1) em que (x − x0) descreve o quanto
ela ´e distendida em relação ao seu comprimento de equilíbrio x0, que corresponde `a
distância interatômica média. O comprimento L de um sólido que possui N ligações
entre os átomos ao longo de uma de suas arestas será, portanto, L = Nx0. A
compressibilidade, uma propriedade mecânica que descreve o quanto um sólido pode
ser deformado pela aplicação de uma força externa, está relacionada `a força de coesão
entre os átomos e, portanto, no modelo, depende da constante de mola k. Numa dada
temperatura, cada átomo possui energia cinética e, portanto, está em constante
movimento, oscilando em torno da sua posição de equilíbrio. Sua energia passa
ciclicamente de cinética para potencial elástica e de volta `a cinética. A energia potencial
elástica correspondente `a essa força restauradora ´e descrita por U(x) = 1 2 k(x − x0) 2
.A posição de equilíbrio x0 ´e aquela que corresponde `a menor energia potencial
elástica. Assim, todos os átomos oscilam em torno dessa posição, independentemente
da quantidade de energia cinética que possuam. O resultado disso ´e que ao se
aumentar a temperatura, cresce a energia cinética dos átomos, mas eles continuam, na
média, com a mesma posição de equilíbrio e, como consequência, o sólido não dilata
com o aumento da temperatura, mantendo o seu comprimento original L = Nx0. Isso
mostra que o modelo de molas ideais, cujo potencial ´e parabólico, não fornece uma
boa descrição para o problema da dilatação linear. O problema pode ser resolvido com
um potencial não parabólico. A figura 2 mostra um potencial mais realista, em que o
aumento da energia cinética faz mover o ponto médio da oscilação para valores maiores,
produzindo assim a dilatação. Para pequenos aumentos de temperatura ∆T = T − T0, o
ponto médio de oscilação cresce uma pequena fração do comprimento original ∆x x¯0 =
(¯x(T) − x¯(T0)) x¯(T0) (3) que, em primeira aproximação, ´e proporcional ao aumento de
temperatura. A constante de proporcionalidade α, conhecida como coeficiente de
dilatação térmica linear, depende da forma do potencial. Quanto mais harmônico o
potencial, menor ´e o seu valor. A constante de proporcionalidade ´e a razão entre o
aumento fracional da distância 2 Figura 1. Modelo tipo massa-mola de um sólido. Figura
2. Energia potencial elástica de um conjunto de átomos. A curva tracejada corresponde
a um potencial parabólico que dá origem a um movimento harmônico e a curva sólida
corresponde a um potencial mais realista interatômica ∆x/x0 e o respectivo aumento de
temperatura ∆T. Como o comprimento do sólido corresponde a soma das distâncias
interatômicas, essa relação pode ser expressa em termos dos comprimentos
macroscópicos como α = 1 x¯(T0) dx dT ≈ 1 L0 (L − L0) (T − T0) = 1 L0 ∆L ∆T , (4) em que
L0, ∆L e ∆T são, respectivamente, o comprimento inicial (antes da temperatura variar),
a variação do comprimento e a variação da temperatura. A determinação do coeficiente
de dilatação de um sólido requer a medida do seu comprimento inicial L0, da variação
de temperatura ∆T `a que ele foi submetido e da sua consequente dilatação ∆L. Ao fazer
um gráfico em que se registra 3 Figura 3. Dilatômetro conectado ao circulador de ´água
com controlador de temperatura. a variação fracional do comprimento em função da
variação da temperatura, espera-se uma linha reta cuja inclinação ´e o próprio
coeficiente de dilatação linear.
Objetivos:
Determinar experimentalmente o coeficiente de dilatação térmica linear do latão, do
aço, e do alumínio
Materiais:
• 3 dilatômetros lineares com tubos de latão, aço e alumínio, respectivamente;
• Circulador de ´água com aquecedor e controle de temperatura;
• Termômetro
Procedimento:
Primeiramente pressionou-se o fuso do relógio comparador para que se observasse o
movimento do ponteiro .Verificou-se que a ponta do contato estava encostada na
extremidade livre do tubo, verificou-se o parafuso perto da extremidade livre estava
solto ,para que não ocasiona-se erro de medida ,anotou-se o número do tubo que estava
montado no dilatômetro da bancada e foi medido o comprimento do tubo .O
reservatório foi preenchido até a serpentina ficar coberta, girou-se o botão do circulador
para a menor temperatura e ligou o mesmo ,foi colocado um termômetro na cuba para
medir a temperatura inicial ,foi girado o aro do relógio contador até o zero. Subiu-se a
temperatura de 5 em 5 graus até alcançar a temperatura de 70 graus. Após a alteração
da temperatura, esperou-se a luz amarela piscar, para que a temperatura se estabiliza e
não houvesse mais alteração no ponteiro do relógio e foi anotado cada valor do ponteiro
do relógio a cada alteração. O experimento foi feito para o aço inox, latão e alumínio. A
partir dos resultados obtidos foi feito um gráfico que contém as três curvas da variação
fracional dos comprimentos dos tubos em função da temperatura. Foi feito uma
regressão linear e calculou-se o coeficiente de dilatação linear de cada um dos metais
Resultados e Análise:
Os dados obtidos foram representados em um gráfico gerado no programa Qitplot. É
possível notar o comportamento dos materiais usados submetidos a temperatura x, e
com o gráfico(figura 1) é possível observar que o Alumínio é o metal que tem o
coeficiente de dilatação maior, seguido do Latão , e posteriormente o Aço Inox .Os
materiais usados, quando submetidos a dada temperatura, se dilatam , dessa forma
alterando o seu tamanho, logo é possível afirmar que todos os materiais tem mudança
em seu comprimento, conforme a temperatura varia, ou seja todos possuem coeficiente
de dilatação positivos.
Figura 1
Figura: O gráfico mostra como cada material se comporta conforme a temperatura aumenta.
Cálculo do coeficiente linear:
ΔL = 0,567mm
L0 = 625mm
ΔT = 69°C
,
α= α= α = 1,31 × 10
Perguntas Extras:
1) O que é dilatação anisotrópica/ isotrópica?
A dilatação anisotrópica refere-se a uma variação na dimensão de um material que
ocorre de forma diferente em diferentes direções, ou seja, a taxa de dilatação térmica
varia de acordo com a direção do material. Por exemplo, materiais como madeira e
tecido apresentam uma dilatação anisotrópica, pois a expansão é maior nas direções
longitudinais do que nas transversais.
Já a dilatação isotrópica é quando a taxa de dilatação térmica é a mesma em todas as
direções. Materiais como o vidro e o alumínio apresentam uma dilatação isotrópica.
Quando a dilatação térmica é isotrópica, a variação de temperatura afeta todas as
dimensões do material de forma uniforme.
2) Existe algum material com coeficiente de dilatação negativo?
Sim, existem materiais com coeficiente de dilatação negativo, e esse fenômeno é
conhecido como contração térmica ou expansão térmica negativa. Isso significa que, ao
invés de se expandir quando aquecido, o material se contrai, diminuindo de tamanho.
Entre os materiais com coeficiente de dilatação negativo estão alguns cristais especiais,
como o quartzo alfa, o berílio e o cianeto de prata. Esses materiais têm uma estrutura
cristalina única que faz com que suas moléculas se movam de uma forma que leva à
contração térmica quando aquecidos.
3) Quais são os materiais de maior e menor coeficiente de dilatação? Cite algumas
aplicações tecnológicas desses materiais.
Em geral os metais têm coeficientes de dilatação maiores do que os materiais cerâmicos
e poliméricos, porém o grafite é o material que possui o maior coeficiente de dilatação.
Esses materiais são frequentemente utilizados em aplicações em que é necessário
permitir a dilatação térmica sem causar deformações ou tensões no material, como em
estruturas de pontes, tanques de armazenamento e edifícios.
Materiais com menor coeficiente de dilatação são cerâmicas como o zircônio, a alumina
e o carbeto de silício, porém o que têm coeficiente de dilatação mais baixo é o
tungstênio, que é um metal. Esses materiais são frequentemente utilizados em
aplicações em que é necessário controlar a variação dimensional do material em
diferentes temperaturas, como em componentes de precisão de equipamentos ópticos,
em moldes de injeção para a produção de peças plásticas e em espelhos de telescópios.
O tungstênio, por exemplo, é utilizado em filamentos de lâmpadas incandescentes
devido à sua alta resistência e baixo coeficiente de dilatação.
4) O que é histerese? Há algum material que apresente histerese de dilatação?
histerese é a persistência de uma propriedade em um material, mesmo após a causa
que a gerou ter sido removida. Alguns materiais apresentam histerese de dilatação
térmica, como por exemplo os materiais poliméricos, compostos por longas cadeias
moleculares que são suscetíveis a alterações na temperatura, como expansão ou
contração. Quando um polímero é aquecido e se expande, sua estrutura molecular é
alterada, mas quando é resfriado novamente, ele pode não retornar à sua estrutura
original, o que resulta em uma expansão residual ou contração.
Conclusão:
A dilatação térmica é comprovada no experimento acima, pois como dito na teoria da
Dilatação Linear, um corpo altera seu tamanho, conforme a temperatura aumenta. Essa
dilatação é dependente da variação de temperatura e do coeficiente de dilatação linear.
BIBLIOGRAFIA
• Halliday, D. & Resnick, R. Fundamentos de Física - 1 - Mecânica, LTC, Rio de Janeiro