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VIOLÊNCIA CONTRA A

MULHER: ASPECTOS
EMOCIONAIS E ACOLHIMENTO
VI SIMPÓSIO PARA CASAIS MINISTERIAIS
E O TERMO VIOLÊNCIA
INTRAFAMILIAR?

A QUAIS SIGNIFICADOS ELES


Outros REMETEM?
conceitos
a refletir QUAIS CONCEITOS ESTÃO
RELACIONADOS A ESSES TERMOS?
 A VIOLÊNCIA INTRA-FAMILIAR É TODA AÇÃO OU
OMISSÃO QUE PREJUDIQUE O BEM-ESTAR, A
INTEGRIDADE FÍSICA, PSICOLÓGICA OU A
LIBERDADE E O DIREITO AO PLENO
DESENVOLVIMENTO DE OUTRO MEMBRO DA

Violência FAMÍLIA. PODE SER COMETIDA DENTRO OU FORA


DE CASA POR ALGUM MEMBRO DA FAMÍLIA,

intra-familiar INCLUINDO PESSOAS QUE PASSAM A ASSUMIR


FUNÇÃO PARENTAL, AINDA QUE SEM LAÇOS DE
CONSANGUINIDADE, E EM RELAÇÃO DE PODER À
OUTRA. O CONCEITO DE VIOLÊNCIA INTRA-
FAMILIAR NÃO SE REFERE APENAS AO ESPAÇO
FÍSICO ONDE A VIOLÊNCIA OCORRE, MAS TAMBÉM
ÀS RELAÇÕES EM QUE SE CONSTRÓI E EFETUA
Violência doméstica

 A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA DISTINGUE-SE DA VIOLÊNCIA INTRA-FAMILIAR POR


INCLUIR OUTROS MEMBROS DO GRUPO, SEM FUNÇÃO PARENTAL, QUE
CONVIVAM NO ESPAÇO DOMÉSTICO. INCLUEM-SE AÍ EMPREGADOS(AS),
PESSOAS QUE CONVIVEM ESPORADICAMENTE, AGREGADOS.
 ACONTECE DENTRO DE CASA OU UNIDADE DOMÉSTICA E GERALMENTE É
PRATICADA POR UM MEMBRO DA FAMÍLIA QUE VIVA COM A VÍTIMA.
 AS AGRESSÕES DOMÉSTICAS INCLUEM: ABUSO FÍSICO, SEXUAL E PSICOLÓGICO,
A NEGLIGÊNCIA E O ABANDONO.
 VIOLÊNCIA DE GÊNERO CONSISTE EM
QUALQUER AÇÃO OU CONDUTA,
BASEADA NO GÊNERO, QUE CAUSE
MORTE, DANO OU SOFRIMENTO FÍSICO,
SEXUAL OU PSICOLÓGICO À MULHER,
TANTO NO ÂMBITO PÚBLICO COMO NO Violência de
PRIVADO. A VIOLÊNCIA DE GÊNERO É UMA
MANIFESTAÇÃO DE RELAÇÕES DE PODER gênero
HISTORICAMENTE DESIGUAIS ENTRE
HOMENS E MULHERES, EM QUE A
SUBORDINAÇÃO NÃO IMPLICA NA
AUSÊNCIA ABSOLUTA DE PODER.
 NA CITAÇÃO DE AZEVEDO E GUERRA (1995), O USO
DO TERMO VD NÃO CORRESPONDE,
NECESSARIAMENTE, AO ESPAÇO DE CONVÍVIO,
ENFATIZANDO AS RELAÇÕES FAMILIARES ABUSIVAS,
DIFERENTE DA DEFINIÇÃO DA LEI MARIA DA PENHA,
QUE UTILIZA DOMÉSTICO PARA SE REFERIR À
OCORRÊNCIA DA VIOLÊNCIA NO ESPAÇO DE
CONVÍVIO, EXISTINDO OU NÃO VÍNCULO FAMILIAR

 AS DEFINIÇÕES DE VI E VD UTILIZADAS PELO


MINISTÉRIO DA SAÚDE (2002) TAMBÉM ENFATIZAM O
LOCAL DE OCORRÊNCIA DA VIOLÊNCIA, MAS,
DIFERENTEMENTE DA LEI MARIA DA PENHA, A VD
OCORRE ENTRE PESSOAS SEM FUNÇÃO PARENTAL.
Ditados populares que reforçam a
violência contra as mulheres:
 ´´Em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher.``
 ´´Um tapinha não dói.``
 ´´Apanha porque merece.``
 ´´Antes mal-acompanhada do que só.``
 ´´Eu não sei porque estou batendo, mas ela sabe porque está
apanhando.``
 ´´Ruim com ele, pior sem ele.``
Você já pensou:

 Por que aceitamos piadas de mau gosto contra as mulheres?


 Por que educamos crianças e adolescentes para reproduzirem o mesmo
padrão de relações desiguais entre homens e mulheres?
 Se todos comem, dormem e sujam, por que só as mulheres têm que
cozinhar, arrumar e limpar?
 Por que os homens não agridem toda e qualquer mulher, mas agridem
aquelas que consideram ‘’sua propriedade’’ ou sobre as quais pensam
‘’ter direitos’’ por serem (ou terem sido) suas namoradas, companheiras,
esposas?
 No Brasil, por exemplo, as mulheres só puderam se matricular em
estabelecimentos de ensino em 1827
 Apenas em 1887 => O direito a cursar uma faculdade
 O primeiro Código Civil brasileiro, aprovado em 1916, reafirmou muitas das
discriminações contra a mulher. Escreveu a professora Maria Lygia Quartim de
Moraes: “Com o casamento, a mulher perdia sua capacidade civil plena. Cabia
ao marido a autorização para que ela pudesse trabalhar, realizar transações
financeiras e fixar residência. Além disso, o Código Civil punia severamente a
mulher vista como ‘desonesta’, considerava a não virgindade da mulher como
motivo de anulação do casamento (…) e permitia que a filha suspeita de
‘desonestidade’, isto é, manter relações sexuais fora do casamento, fosse
deserdada”

I - HISTÓRIA DA MULHER BRASILEIRA


Cont. da  Desde a formação da sociedade brasileira, as
mulheres foram excluídas de todo e qualquer

história direito político. Por exemplo, a Carta Outorgada


do Império (1824) e a primeira Constituição da
República (1891) não lhes concederam o direito
de votar e nem de serem votadas
 A primeira feminista brasileira de que se tem
notícia foi a potiguar Nísia Floresta (1809-1885)
 Após ter permanecido 28 anos na Europa, ao
voltar para o Brasil, apoiou o movimento
abolicionista e republicano. Nísia foi uma pessoa
muito à frente de seu tempo.
 Em 1852 a jornalista Juana Noronha fundou e dirigiu o primeiro jornal produzido
por mulheres – o Jornal das Senhoras.
 No ano de 1873 a professora Francisca Motta Diniz fundou o jornal O sexo
feminino. Em um de seus editoriais afirmava: “Não sabemos em que grande
república ou republiqueta a mulher deixe de ser escrava e goze de direitos
políticos, como o de votar e ser votada. O que é inegável é que em todo o
mundo, bárbaro e civilizado, a mulher é escrava”
 O voto feminino foi um dos temas tratados pelos deputados que elaboraram a
primeira Constituição Republicana (1891). Contudo, o texto final acabou não
deixando clara a situação política da mulher.
 As argumentações dos antifeministas eram as mais execráveis. O deputado Tito
Lívio afirmou que as mulheres tinham “cérebros infantis” e seriam portadoras de
“inferioridade mental” e “retardo evolutivo” em relação aos homens. Lacerda
Coutinho, por sua vez, disse que “as mulheres tinham funções (biológicas) que os
homens não tinham e essas funções eram tão delicadas (…) que bastava a
menor perturbação nervosa, um susto, um momento de excitação, para que elas
se pervertessem”.
 Em 1910, diante das constantes recusas, algumas delas vanguarda fundaram o Partido
Republicano Feminino.

 Entre suas fundadoras estavam a professora Leolinda Daltro e a escritora Gilka Machado.
Esse aguerrido partido chegou a promover em novembro de 1917 uma passeata com
quase 100 mulheres no centro do Rio de Janeiro.

 Naquela mesma época, outra personagem entrou em cena: Bertha Lutz. Filha de um dos
mais renomados cientistas brasileiros, Adolfo Lutz, estudou na Sorbonne e formou-se em
Biologia.
 No ano seguinte (1919), foi indicada pelo governo brasileiro para participar da reunião do
Conselho Feminino da Organização Internacional do Trabalho.
 Ali foi aprovado o princípio de salário igual para trabalho igual, sem distinção de sexo.
 Ela também representou o país na I Conferência Pan-Americana da Mulher, realizada em
abril de 1922.
 Ainda em 1922, Bertha organizou o 1º Congresso Feminista e fundou a Federação Brasileira
pelo Progresso Feminino (FBPF). Esta foi a primeira entidade feminista brasileira com certa
expressão nacional e internacional. Entre os seus objetivos estavam: “assegurar à mulher os
direitos políticos que a nossa constituição lhe confere” e “estreitar os laços de amizade com
os demais países americanos a fim de garantir a manutenção perpétua da paz e da justiça
no Hemisfério Ocidental”. A referência ao “hemisfério ocidental” não era casual e refletia a
ideologia predominante no movimento.

 Um congresso jurídico realizado no Rio de Janeiro aprovou por 28 votos contra apenas 4
resoluções que diziam: “1º) A mulher não é, moral nem intelectualmente, inapta para o
exercício dos direitos políticos; 2º) Em face da Constituição Federal, não é proibido às
mulheres o exercício dos direitos políticos”. Rui Barbosa também passou a defender a tese
da constitucionalidade do voto feminino.
 Entre os nomes femininos que cabe ainda destacar neste conturbado ano de 1922 está o da
combativa estudante Diva Nolf Nazário. Na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco,
onde estudava, defendeu, contra a maioria de seus pares, o simples direito de votar na
eleição do diretório acadêmico XI de Agosto. Consciente da situação inferior que se
encontravam as mulheres, participou ativamente da fundação da Aliança Paulista pelo
Sufrágio Universal, tendo sido sua secretária-geral
 A primeira eleitora foi Celina Guimarães. Em 1928 Júlia Alves Barbosa foi eleita intendente
(vereadora) em Natal e Luisa Alzira Teixeira Soriano eleita prefeita em Lajes. Alzira Soriano era
fazendeira e obteve 60% dos votos, sendo a primeira mulher a assumir uma prefeitura na
América Latina

 Nathércia Silveira: fundou a Aliança Nacional de Mulheres (ANM) que congregou mais de 3
mil filiadas e procurou dar sustentação política e social ao novo regime.
 O novo Código Eleitoral, promulgado em 1932, garantiu-lhes o direito de votar e serem
votadas. Vargas ainda indicou Bertha e Nathércia, como representantes das mulheres
brasileiras, para a comissão especial encarregada de elaborar a proposta de Constituição
Federal que seria apreciada pelo Congresso – um fato inédito na história política brasileira

 o Brasil se tornou o quarto país das Américas a estabelecer o voto feminino. Antes dele,
haviam-no concedido o Canadá, Estados Unidos e Equador.
 o segundo endereço, me dizem que “no Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica
de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve.
Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como,
redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho
diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um
terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno
dentro do ambiente de trabalho. A manifestação foi reprimida com total violência. As
mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130
tecelãs morreram carbonizadas”.
 Maria Quitéria nasceu numa fazenda perto de Feira de
Santana (BA) e aos 10 anos perdeu a mãe. Quando
começou o processo de independência do Brasil foram
convocados todos os homens em idade de lutar.

 Com isto, se torna na primeira mulher a integrar as


forças regulares no Brasil. Maria Quitéria participa de
várias batalhas contra as tropas portuguesas que não
aceitavam a independência do Brasil.
 Anita Ribeiro de Jesus, conhecida como Anita
Garibaldi, nasceu em Morrinhos, atual Laguna (SC).
Casou-se aos 14 anos, mas abandonou o marido. Em
1839 conheceu Giuseppe Garibaldi, um italiano que
fugia de uma sentença de morte na Itália.
 Marinheiro mercante, os conhecimentos de Garibaldi
foram fundamentais para os rebeldes gaúchos e
catarinenses que estavam em guerra contra o governo
imperial. Este episódio passou à história como
Revolução Farroupilha ou Guerra dos Farrapos.
 A princesa Dona Isabel do Brasil foi a segunda filha do imperador Dom Pedro II e
da imperatriz Dona Tereza Cristina. Após o falecimento dos seus irmãos foi
declarada herdeira do trono brasileiro e aos 14 anos jura a Constituição imperial.
 Casou-se em 1864 com o príncipe francês Gaston de Orleães, conde d'Eu e com
ele teria três filhos.
 A fim de prepará-la para suas futuras funções, Dom Pedro II a deixou como
regente durante três vezes. Nessa ocasião, assinaria leis que visavam favorecer a
abolição da escravatura no Brasil
 Em 1888, após intensa luta política, a princesa assina a Lei Áurea que acabaria
com a o trabalho escravo no país.
 Tarsila do amaral – 1886-1973-Namora Oswald de Andrade e a ele dedica, em
1928, sua tela mais conhecida e obra mais cara de um artista brasileiro: Abaporu.
Faz a sua primeira exposição individual no Rio em 1929.

 Foi homenageada com retrospectivas na década de 60 no Museu de Arte


Moderna, em São Paulo e na Bienal de Veneza.
Carlota Pereira de Queirós (1892-1982) -
Médica e deputada

 se destacaria como hematologista.


 Durante a Revolução Constitucionalista de 1932 prestou assistência aos
feridos organizando um grupo de 700 mulheres.
 O gosto pela luta democrática fez com que ela se candidatasse pela
Chapa Única por São Paulo nas eleições legislativas de 1933. Sua
candidatura era apoiada por cerca de 14 associações femininas de São
Paulo.
 Vitoriosa, seria a primeira deputada federal do Brasil. Integraria as
comissões de saúde e de educação e foi autora da emenda que criava a
Casa do Jornaleiro e do laboratório de Biologia Infantil
Zilda Arns (1934-2010) - Fundadora da
Pastoral da Criança

 Nascida em Santa Catarina, Zilda Arns se formou em Medicina, se


especializou em Pediatria e também era sanitarista. Era irmã do arcebispo
de São Paulo, Dom Paulo Evaristo Arns, que se destacou pela sua oposição
à ditadura militar.
 Esta instituição, ligada à Igreja Católica, tinha como objetivo combater a
desnutrição infantil, a desigualdade social e a violência.
 A pastoral atua em 43 mil municípios do Brasil e calcula-se que mais de
dois milhões de crianças tenham sido beneficiadas pelo seu trabalho.
 Zilda Arns faleceu durante o terremoto que devastou o Haiti em 2010.
Maria Esther Bueno (1939-2018) - Tenista

 Detém 71 títulos mundiais simples e foi a n.º 1 do mundo em 1959, 1964 e


1966. Igualmente, é a única tenista brasileira que tem seu nome no Salão
da Fama Internacional do Tênis, homenagem que recebeu em 1978.

 Esther Bueno abandonou as quadras na década de 70 e se tornou


comentarista esportiva em TV's por assinatura. O mais recente
reconhecimento à sua carreira foi batizar a quadra central do Centro de
Tênis Olímpico, no Rio de Janeiro.
ENTRE OUTRAS DO FIM DO SÉC XX

 DILMA ROUSSEF
 COCO CHANEL
 HILLARY CLINTON
 ARETA FRANKLIN
 WITNEY HOUSTON
 INDIRA GANDHI
 ESTEE LAUDER
 MADONA
Malala Yousafzai (1997) - escritora e ativista
política
 Malala Yousafzai nasceu no Paquistão. Seu pai era professor, e com a chegada dos talibãs à região, em 2007,
as meninas foram proibidas de ir à escola.

 Malala, que era uma estudante brilhante, organiza manifestações com as colegas. Mais tarde, daria entrevistas
e escreveria um blog para a BBC narrando a situação do povoado.
 Por isso, no dia 9 de outubro de 2012, os talibãs interceptaram o. ônibus que a levava para o colégio e atiraram
em seu rosto para matá-la. O atentado gerou uma comoção mundial e a vida de Malala passou a ser
conhecida em todo mundo.

 Foi agraciada em 2014 com o prêmio Nobel da Paz sendo a pessoa mais jovem a recebê-lo. Em 2018, Malala
mora no Reino Unido, mas não descuidou dos estudos e está matriculada na Universidade de Oxford onde
cursa Filosofia, Política e Economia
II - A LEI QUE PROTEGE A MULHER:
MARIA DA PENHA
 A Lei Maria da Penha, sancionada em 7 de agosto de 2006, como Lei n.º
11.340 visa proteger a mulher da violência doméstica e familiar.
 A lei ganhou este nome devido à luta da farmacêutica Maria da Penha
para ver seu agressor condenado
 A lei serve para todas as pessoas que se identificam com o sexo feminino,
heterossexuais e homossexuais. Isto quer dizer que as mulheres transexuais
também estão incluídas.
 Igualmente, a vítima precisa estar em situação de vulnerabilidade em
relação ao agressor. Este não precisa ser necessariamente o marido ou
companheiro: pode ser um parente ou uma pessoa do seu convívio.
a violência
Novidades Trazidas doméstica passar a
Prisão do suspeito
com a Lei Maria da ser um agravante
de agressão;
Penha: para aumentar a
pena;

assistência
não é possível mais ordem de
econômica no caso
substituir a pena por afastamento do
da vítima ser
doação de cesta agressor à vítima e
dependente do
básica ou multas; seus parentes;
agressor.
MARIA DA PENHA, UMA PERSONALIDADE
EM DEFESA DE...

 Maria da Penha é uma farmacêutica brasileira, natural do Ceará, que sofreu


constantes agressões por parte do marido.
 Em 1983, seu esposo tentou matá-la com um tiro de espingarda. Apesar de ter
escapado da morte, ele a deixou paraplégica. Quando, finalmente, voltou à
casa, sofreu nova tentativa de assassinato, pois o marido tentou eletrocutá-la.
 Em 1994, Maria da Penha lança o livro “Sobrevivi...posso contar” onde narra as
violências sofridas por ela e pelas três filhas.
 Da mesma forma, resolve acionar o Centro pela Justiça e o Direito
Internacional (CEJIL) e o Comitê Latino Americano e do Caribe para a Defesa
dos Direitos da Mulher (CLADEM).
Números da Violência contra a Mulher no
Brasil

 Apesar do sucesso da Lei Maria da Penha, as estatísticas da violência


contra a mulher no Brasil continuam altas. Veja estes dados:
 Todos os dias cerca de 13 mulheres são assassinadas no Brasil, sendo os
dados do Mapa da Violência, de 2015, realizado pela Faculdade Latino-
Americana de Ciências Sociais (Flacso).
 Em 2013 foram registrados 4.762 assassinatos de mulheres. Destes, 50,3%
foram cometidos por familiares, e neste universo, 33,2% destes casos, o
crime foi praticado pelo parceiro ou ex., de acordo com a mesma
pesquisa.
 3 em cada 5 mulheres jovens já sofreram violência em relacionamentos
segundo pesquisa feita pelo Instituto Avon em parceria com o Data
Popular (nov/2014).
 Os números de registros de crimes contra meninas e mulheres aqui apresentados
visibilizam o quadro de violência vivenciado por elas durante a pandemia. Apenas
entre março de 2020, mês que marca o início da pandemia de covid-19 no país, e
dezembro de 2021, último mês com dados disponíveis, foram 2.451 feminicídios e
100.398 casos de estupro e estupro de vulnerável de vítimas do gênero feminino.
 Os dados aqui apresentados têm como fonte os boletins de ocorrência das Polícias
Civis das 27 Unidades da Federação e indicam um leve recuo nos registros de
feminicídio em 2021, ao mesmo tempo que apontam o aumento dos registros de
estupro e estupro de vulnerável no mesmo ano. Os dados preliminares1 de violência
letal contabilizam 1.319 mulheres vítimas de feminicídio no último ano, decréscimo de
2,4% no número de vítimas; e 56.098 estupros (incluindo vulneráveis), apenas do
gênero feminino, crescimento de 3,7% em relação ao ano anterior.
 Fonte:https://forumseguranca.org.br/wp-content/uploads/2022/03/violencia-contra-
mulher-2021-v5.pdf
 Violência letal: feminicídios no Brasil em 2021, ocorreram
um total de 1.319 feminicídios no país, recuo de 2,4% no
número de vítimas registradas em relação ao ano
anterior. No total, foram 32 vítimas de feminicídio a
menos do que em 2020, quando 1.351 mulheres foram
mortas.
 Em 2021, em média, uma mulher foi vítima de feminicídio
a cada 7 horas. A taxa de mortalidade por feminicídio foi
de 1,22 mortes a cada 100 mil mulheres, recuo de 3% em
relação ao ano anterior, quando a taxa ficou em 1,26
mortes por 100 mil habitantes do sexo feminino.
 VIOLÊNCIA FÍSICA

TIPOS DE  Ocorre quando uma pessoa, que está em relação


de poder em relação a outra, causa ou tenta
VIOLÊNCIA causar dano não acidental, por meio do uso da
força física ou de algum tipo de arma que pode
COMETIDA provocar ou não lesões externas, internas ou
ambas. Segundo concepções mais recentes, o
CONTRA A castigo repetido, não severo, também se
considera violência física.
MULHER
 Ministério da Saúde. Violência Intra-familiar:
orientações para a Prática em Serviço. Brasília DF:
Ministério da Saúde; 2002.
Violência sexual

• Investidas sexuais in
desejadas ou assédio
• Estupro dentro do • Estupro cometido por sexual, inclusive
casamento ou namoro; estranhos; exigência de sexo
como pagamento de
favores;

• Casamento ou
• Abuso sexual de
• Abuso sexual de coabitação forçados,
pessoas mental ou
crianças; inclusive casamento de
fisicamente incapazes;
crianças;
➢ • Negação do direito de usar
anticoncepcionais ou de adotar outras
medidas de proteção contra doenças
sexualmente transmitidas;
➢ • Aborto forçado;
➢ • Atos violentos contra a integridade Cont... V.
sexual das mulheres, inclusive mutilação
genital feminina e exames obrigatórios de sexual
virgindade;
➢ • Prostituição forçada e tráfico de pessoas
com fins de exploração sexual;
➢ • Estupro sistemático durante conflito
armado
 • Insultos constantes
 • Humilhação
 • Desvalorização
 • Chantagem
 • Isolamento de amigos e familiar
 • Ridicularização
Violência  Rechaço
psicológica  Manipulação afetiva
 • Exploração
 • Negligência (atos de omissão a cuidados e proteção
contra agravos evitáveis como situações de perigo,
doenças, gravidez, alimentação, higiene, entre outros)
 Ameaças
 • Privação arbitraria da liberdade (impedimento de
trabalhar, estudar, cuidar da aparência pessoal,
gerenciar o próprio dinheiro, brincar, etc.)
 • Confinamento doméstico
Cont. v. psi  • Criticas pelo desempenho sexual
 • Omissão de carinho
 • Negar atenção e supervisão
 São todos os atos destrutivos ou omissões do(a)
agressor(a) que afetam a saúde emocional e a
sobrevivência dos membros da família.
Inclui:

Violência  • Roubo
 • Destruição de bens pessoais (roupas, objetos,
econômica documentos, animais de estimação e outros) ou
de bens da sociedade conjugal (residência,
ou móveis e utensílios domésticos, terras e outros)
 • Recusa de pagar a pensão alimentícia ou de
financeira participar nos gastos básicos para a sobrevivência
do núcleo familiar
 • Uso dos recursos econômicos da pessoa idosa,
tutelada ou incapaz, destituindo-a de gerir seus
próprios recursos e deixando-a sem provimentos e
cuidados
 • Peregrinação por diversos serviços até receber
atendimento
 • Falta de escuta e tempo para a clientela
 • Frieza, rispidez, falta de atenção, negligência
 • Maus-tratos dos profissionais para com os usuários,
motivados por discriminação, abrangendo questões de
raça, idade, opção sexual, deficiência física, doença
Violência mental
 • Violação dos direitos reprodutivos (discrição das
institucional mulheres em processo de abortamento, aceleração do
parto para liberar leitos, preconceitos acerca dos
papéis sexuais e em relação às mulheres soropositivas
[HIV], quando estão grávidas ou desejam engravidar)
 • Desqualificação do saber prático, da experiência de
vida
III PARTE –

O RELACIONAMENTO

O CASAMENTO OU A CONJUGALIDADE
FASES DO CASAMENTO

 FASE DO ROMANTISMO
 FASE DA VOLTA À REALIDADE
 FASE DA LUTA PELO PODER
 FASE DA DESILUSÃO E SEPARAÇÃO
 FASE DO CRESCIMENTO
 FASE DA INTIMIDADE
 FASE DA GENEROSIDADE
1 – FASE DO ROMANTISMO 2- FASE DE VOLTA À REALIDADE

 Predomina a idealização  O cotidiano encarrega-se de


mostrar o que é real. As
do parceiro e da demandas da vida a dois, as
relação. pressões, a negociação das
regras fazem o casal voltar-se
 Altas expectativas, olha- para o presente.
se para o futuro.
 Promessas são feitas.
3 – FASE DA LUTA PELO PODER 4 – FASE DESILUSÃO/SEPARAÇÃO

 O casal começa a brigar com  Sensação de cansaço (“cansei


frequência. Compete por tudo. de lutar”). Tentou-se mudar o
Cada um quer provar ao outro outro e não conseguiu. Surgem
que tem razão e que o outro está dúvidas sobre continuar a
errado. relação. Fantasias de separação.
5 – FASE DO CRESCIMENTO DA
RELAÇÃO
 Cada um passa a responsabilizar a si mesmo pelo seu crescimento,
não mais espera realizar-se através do parceiro.
6 – FASE DO DESENVOLVIMENTO DA
INTIMIDADE

 Casamento psicológico.
 O amor não é mais só sofrimento, mas também atitudes.
7 – FASE DA GENEROSIDADE
 Fase de entregar-se, colaborar, ajudar mutuamente.
 Os parceiros já se conhecem mais a fundo e se aceitam como são.
CICLO DE VIDA FAMILIAR

 CASAL EM LUA DE MEL


 CASAL ENFRENTANDO OS PRIMEIROS ANOS DO CASAMENTO
 CASAL COM FILHOS PEQUENOS-VIVENDO COMO PAIS
 CASAL COM FILHOS ADOLESCENTES
 CASAL COM FILHOS ADULTOS
 CASAL COM FILHOS SAINDO DE CASA- NINHO VAZIO
 CASAL SEM CASAMENTO
 FAMILIA AMPLIADA: NETOS, AGREGADOS
 CASAL NA VELHICE
CASAL SAUDÁVEL

 OS INDIVÍDUOS SADIOS SABEM QUE SÃO SERES ÚNICOS E EXPRESSAM A


PRÓPRIA IDENTIDADE NA INTEGRAÇÃO DAS VÁRIAS PARTES
 AS PESSOAS SADIAS SABEM QUE UMA BOA AUTO ESTIMA É O FUNDAMENTO
DE UMA VIDA SADIA
 OS SERES HUMANOS SÃO MANIFESTAÇÕES DA VIDA, E POR ISSO, SÃO
ESPIRITUAIS.
QUANDO NÃO OLHO O OUTRO:

 RELAÇÃO DE NEGAÇÃO, DOMINAÇÃO E SUBMISSÃO => DISTANCIA DA


INDIVIDUALIDADE E ENCORAJA UMA IDENTIDADE BASEADA SOMENTE NO
PAPEL QUE DESEMPENHA, NÃO VIVE O PRESENTE.
 “EU ACOLHO O MEU PARCEIRO, NA SUA UNICIDADE” E VIVO EM
COMUNHÃO.
 SE EU DOMINO, NÃO PERMITO QUE O OUTRO SEJA ELE, E O DEIXO COMO
INFERIOR.

 NÃO VIVE A VIDA. SOMOS CAPAZES DE APRENDER COISAS NOVAS TODO


O TEMPO.
PROBLEMAS DE TRAIÇÃO, DE
VIOLÊNCIA
 EU OLHO PARA O OUTRO PARA QUE ELE PREENCHA AS NECESSIDADES NÃO
SUPRIDAS PELOS PAIS (OU PELO PAI OU PELA MÃE), QUANDO NÃO
PREENCHO COM A/O PARCEIRO/A, BUSCO NO TERCEIRO/A.

 DIFERENCIAR O MUNDO FANTASIOSO DO MUNDO DA AÇÃO. O QUE


COMETE A INFIDELIDADE SE LIMITA AO CAMPO DA AÇÃO, POUCO SE
PREOCUPA COM OS FANTASMAS DE TRAIÇÃO DO CÔNJUGE. SE SE
APAIXONAR PELA TERCEIRA PESSOA, NÃO ENXERGA MAIS O CÔNJUGE.
 OU, SE BEM AMADA A VIDA, DESEJA QUE O OUTRO SEJA IGUAL A MÃE OU
AO PAI
 RELAÇÃO DO PAI/CRIANÇA = ALIMENTA EM SI A CRIANÇA DO PAI
 NECESSÁRIO SEPARAR E DISTANCIAR A FIGURA DE PAI/MÃE PARA SEGUIR
AVANTE
 “EU LHE FERI, SINTO MUITO, COM MUITA SINCERIDADE E AMOR, EU ERREI. FICO
COM A RESPONSABILIDADE DO ERRO E DEIXO CONTIGO A
RESPONSABILIDADE QUE LHE CABE”.
 PODEM SEGUIR SEPARADAMENTE SE FOR FEITO COM CONSCIÊNCIA DE
QUERER O BEM DO OUTRO
A DOR NAS RELAÇÕES FAMILIARES

 Permanecer consciente na dor é uma forma de superá-la. Em nossa


cultura, a dor tem má fama porque acreditamos que pode nos levar à
depressão, mas é o contrário:
 ... ficamos deprimidos porque detemos o fluxo espontâneo de nossos
sentimentos ou pretendemos ignorar o que dói.

livro de Joan Garriga, em "O amor que nos faz bem"


COMO LIDAR COM A DOR NA FAMÍLIA

 Não aceitar ou não saber fazer esse exercício pode implicar em alguns
aspectos importantes da sua vida. A estruturação de fatos, ainda que
incomode, não pode ser alterada, visto que o que aconteceu já está feito.
 Assim sendo, trabalhar arduamente para tentar mudar isso pode declinar
a sua vida.
 Em geral, alguns dos sinais a seguir se manifestam:
REMORSOS

Viver permeado de “E se” implica na construção de uma aura feita


inteiramente de remorso. Sentimos uma inquietação vigente e duradoura, nos
lembrando a todo momento de tal situação. A consciência parece pesar em
nossas mentes, nos condenando a todo momento e nos incriminando por
algumas ações.
NEGAÇÃO DA DOR

 Passamos a ignorar a realidade vigente em nossas vidas. Esse estado


lembra um pouco o período de luto, onde não acreditamos na perda de
um parente. Dessa forma, trabalharemos para manter aquela visão que
carregamos. Neste caso, aceitar significaria sentir dor em algum nível.
DORES DO CRESCIMENTO

A aceitação pode ser uma peça difícil de ser trabalhada para algumas
pessoas.
Isso porque significa se livrar de objetos que serviam como certezas em
nossas vidas.
De forma simplória, significar recomeçar sob outro ponto de vista e se
encontrar nesse mundo desnudo. No entanto, há um medo da verdade que
cega algumas pessoas.
CULPA

 Ainda que não tenhamos ferramentas para agir na mudança que


queremos, nós sentiremos culpa por isso. Acontece que os pensamentos
depreciativos declinam a nossa própria imagem, nos fazendo acreditar na
própria incapacidade. Nesta hora, seremos o nosso pior inimigo, visto que
a culpa não se silencia tão facilmente.
SINDROME
DO  É preciso compreender que a dificuldade de agir
ou reagir não é culpa da mulher, mas decorre de
DESAMPARO um aprendizado emocional criado pela própria
situação de violência.
APRENDIDO  Pesquisadores(as) chamam este “aprendizado” de
”síndrome do desamparo aprendido”.
Esta Foto de Autor Desconhecido está licenciado em CC BY-NC
Fase 1

 EVOLUÇÃO DA TENSÃO

 Atitude do agressor: comportamento ameaçador, com agressões


verbais (ofensas, humilhações e xingamentos) e/ou destruição de
objetos da casa
 Atitude da vítima: sente-se responsável pelas explosões do agressor,
sempre procurando justificativas para o comportamento violento dele
(cansaço, desemprego, alcoolismo, drogadição, ‘’doença mental’’,
etc.).
FASE 2

 EXPLOSÃO / INCIDENTE DE AGRESSÃO

 Atitude do agressor: comete agressões físicas e verbais e apresenta


comportamento descontrolado. A cada novo ciclo as agressões se tornam
mais violentas.

 Atitude da vítima: sente-se fragilizada, em choque. Acredita que não tem


controle da situação.
FASE 3

 LUA DE MEL / COMPORTAMENTO GENTIL E AMOROSO


 Atitude do agressor: diz que está arrependido e que não vive sem a
mulher. Torna-se atencioso e carinhoso. Promete mudar de
comportamento e temporariamente parece ‘‘um novo homem’’.

 Atitude da vítima: acredita na mudança de comportamento do


parceiro ou ex-parceiro, confiando que os episódios de violência não se
repetirão. Aos poucos, o casal retorna à fase de tensão no
relacionamento (a 1ª fase).
 A repetição do “Ciclo da Violência Doméstica", frequentemente, leva
a mulher a acreditar que não pode controlar as agressões praticadas
por seu companheiro ou ex-companheiro. Isto pode gerar um intenso
sentimento de desamparo e o pensamento de que “não há saída”.
Por estas razões, a mulher pode permanecer muito tempo em uma
relação violenta e enfrentar dificuldades para procurar ajuda.
É POSSÍVEL ANTECIPAR OS SINAIS
DA VIOLÊNCIA
 1. Comportamento controlador:

 sob o pretexto de cuidar, proteger ou oferecer segurança, o


homem potencialmente violento passa a monitorar os passos da
mulher com quem se relaciona e a controlar suas decisões, seus
atos, suas amizades e suas relações.
2. Rápido envolvimento amoroso:

 pode também sinalizar perigo. Em pouco tempo a relação se torna tão


intensa, tão insubstituível, que a mulher se sente culpada por tentar
diminuir o ritmo do envolvimento ou tentar romper o relacionamento.

 Nestas ocasiões, é muito comum que o homem diga a ela:

 “você é a única pessoa que me entende”,

 “nunca amei alguém assim” e

 “ficarei destruído se você me abandonar”.


3. Expectativas irreais em relação à
parceira:

o autor de violência, em geral, cria muitas expectativas em relação à mulher com


quem se relaciona e exige, por exemplo, que ela seja perfeita como mãe,
esposa, amante e amiga. Ele também a coloca frequentemente em posição de
isolamento, criticando e acusando seus/suas amigos/as e familiares, bem como
procurando impedir, das mais variadas formas, que ela circule livremente,
trabalhe ou estude.
o autor de violência pode
mostrar-se facilmente insultado,
ferido em seu sentimento ou
enfurecido com o que considera
4.
Descontrole
emocional “injustiça” contra si.
sem
justificativa
aparente:
ele pode revelar crueldade com animais de
estimação da mulher, com crianças e/ou
5. Atitudes de
gostar de desempenhar papéis violentos nas
relações sexuais, fantasiando estupros e
crueldade
desconsiderando o desejo da parceira. contra animais:
correspondem a um tipo de violência
psicológica e
podem preceder a violência física.
O autor de violência pode ser cruel,
depreciativo,
6. Agressões
grosseiro com a parceira. verbais:
Pode tentar convencê-la de que ela é
estúpida,
inútil e incapaz de fazer qualquer coisa sem
ele
se tiver praticado outros atos de violência
no passado,
7.
Comportamento
ele poderá negá-los,
de negação: invertendo a responsabilidade e culpando
as parceiras anteriores
CO-DEPENDÊNCIA

 o que é um codependente?
 a resposta é fácil: são as pessoas mais adoráveis e carinhosas que eu
conheço. Lonny Owen
 PODE SER DEFINIDO COMO UM CONJUNTO DE COMPORTAMENTOS
COMPULSIVOS ADQUIRIDOS COMO FORMA DE SOBREVIVÊNCIA POR
MEMBROS DE UMA FAMÍLIA QUE PASSA POR ESTRESSE E GRANDES DORES
EMOCIONAIS, COMPORTAMENTAIS, PASSADOS DE GERAÇÃO A GERAÇÃO,
ESTEJA O ALCOOLISMO PRESENTE OU NÃO. Melody Beattie
Cont. definição

 É o sistema do outro alimentando-se do que tem de melhor do outro.


 Desequilíbrio no dar e no tomar
 Quanto mais eu dou como forma de amar, mais o outro vai em busca de
uma dependência
 É uma capacidade reduzida de iniciar um verdadeiro relacionamento
amoroso, na mais completa harmonia e reciprocidade e
complementariedade.
 A codependência é furtiva e enganosa. E progressiva. Uma coisa leva à
outra e tudo fica pior.
Cont. sintomas

 As emoções e os comportamentos dos codependentes:


 Medo
 Ansiedade, hipervigilância
 Vergonha
 Esmagadora necessidade de controlar, de negligenciar a nós mesmos e
 De concentrar nos outros – principalmente quando remete a algo do
passado que o fez sofrer
 É o seu sistema em pane, através do olhar sobre o parceiro
Há processo de recuperação:

 RECUPERAR-SE SIGNIFICA EXTINGUIR QUALQUER INCÊNDIO QUE HOJE ESEJA


ASSOLANDO NOSSOS LARES E NOSSAS VIDAS. O CERNE DA RECUPERAÇÃO
É A RECONSTRUÇÃO.
 PRIMEIRA ATITUDE: DEIXAR DE TOLERAR A VIDA PARA VIVÊ-LA.
 NAS ORDENS DO AMOR: PERTENCIMENTO, EQUILÍBRIO, ACEITAÇÃO

 Deixamos de tomar conta compulsivamente de outras pessoas e


cuidamos de nós mesmos. DEIXAMOS A PREOCUPAÇÃO E A NEGAÇÃO E
DESCOBRIMOS A ARTE DE RESOLVER PROBLEMAS CONSTRUTIVAMENTE.
CONT.. RECUPERAÇÃO

 APRENDE-SE A SENTIR E EXPRIMIR EMOÇÕES,


 APRENDE-SE A VALORIZAR O QUE DESEJAMOS E NECESSITAMOS
 DEIXAMOS DE PUNIR A NÓS MEMSMOS PELOS PROLBEMAS, BOBAGENS E
INSANIDADE DE OUTRAS PESSOAS
 DEIXAMOS DE EXIGIR PERFEIÇÃO DE NÓS MESMOS E DOS OUTROS
 DEIXAMOS DE REAGIR AOS PODEROS SISTEMAS DEFEITUOSOS QUE TEM
AFETADO MUITOS DE NÓS
 PARAMOS DE ENVOLVER EM LOUCURA
 APRENDEMOS A ARTE DE DEIXAR DE SER VÍTIMAS.
PARCEIROS ABUSIVOS

 DIANTE DE UM ESTRESSE APARECE UM DISTÚRBIO:


 DORMÊNCIA PSÍQUICA
 SUSPENSÃO DA EMOÇÃO A FIM DE GARANTIR SUA SEGURANÇA OU A
DISTÂNCIA DO SUJEITO E DA SITUAÇÃO EM QUE SE ENCONTRA

 FORMA DE PROTEÇÃO PARA SEGUIR ADIANTE E DESLIGA-SE DO EU.


 PASSA A CUIDAR DO OUTRO E ESSE POR SUA VEZ, ABUSA DE SI.
 UMA DESORDEM NO SEU SISTEMA: OU PAI OU MÃE OU AMBOS VIVERAM
ESSA SITUAÇÃO COM OS SEUS PAIS OU AVÓS E TIOS.
FRASES E REGRAS QUE SÃO SENTENÇAS EM SUA VIDA, QUE
COLABORAM PARA ESSE COMPORTAMENTO

 Não sinta ou fale sobre suas emoções.


 Não pense.
 Não discuta ou resolva problemas.
 Não seja quem você é, seja bom, correto, forte e perfeito
 Não seja egoísta: tome conta dos outros e negligencie a si mesmo
 Não se divirta, não seja alegre
 Não confiem em outras pessoas
 Não seja direto
 Não se aproxime das pessoas
 Não mude nunca para mudar a estrutura familiar.
FUNCIONAMENTO INTERNO DA PERSONALIDADE
DA MULHER QUE AMA OS PSICOPATAS E
NARCISITAS
 TRES TRAÇOS BÁSICOS
1 – BUSCA DE EMOÇÕES: desejo de procurar pessoas/lugares/coisas
estimulantes e evitar o tédio
2 – SOCIABILIDADE POSITIVA/INVESTIMENTO NO RELACIONAMENTO
(DEPENDÊNCIA DA RECOMPENSA): facilidade com que a pessoa responde,
ou não responde, às recompensas prazerosas no relacionamento.
3 – EVITAÇÃO DE DANOS: que evita a pessoa ser magoada
Outros temperamentos não tão marcantes,
que buscam esses homens:

 Extroversão
 Sentimentalismo
 Apego
 Competitividade
 Interesse em ser bem vista pelos outros
 Evitação de danos

Sandra L. Brown, M.A.


O ABUSIVO SÓ TOMA, NÃO DÁ. MESMO ASSIM VOCÊ O QUER!
IV – DIFICULDADE EM
COMPORTAMENTO SAIR DA
DA MULHER RELAÇÃO
COMPORTAMENTO DA VÍTIMA MULHER

 GERALMENTE ESTIGMA POR TER FRACASSADO


 CONTEXTO CULTURAL E RELIGIOSO DA MULHER SER ABANDONADA
 TENDEM AO ISOLAMENTO PARA NÃO ENFRENTAR DISCRIMINAÇÃO E OUTRAS
VIOLÊNCIAS
 A DECISÃO DELA SAIR OU PERMANECER NA RELAÇÃO ABUSIVA DEPENDE
ESSENCIALMENTE DAS NECESSIDADES DELA E DOS FILHSO, ALTERNATIVAS E
RECURSOS DISPONÍVEIS PARA O MOMENTO
1. O MAIOR DE TODOS OS RISCOS É
JUSTAMENTE ROMPER A RELAÇÃO

2. PROCURAR AJUDA É VIVIDO COMO


VERGONHA E GERA MUITO MEDO
POR QUE AS
MULHERES 3. SEMPRE RESTA A ESPERANÇA DE QUE
O MARIDO MUDE O COMPORTAMENTO
AGÜENTAM
TANTO 4. A VÍTIMA, MUITAS VEZES, ESTÁ ISOLADA
TEMPO UMA DA SUA REDE DE APOIO
RELAÇÃO
VIOLENTA?
5. NOSSA SOCIEDADE AINDA ESTÁ
DESPREPARADA PARA LIDAR COM ESSE TIPO DE
VIOLÊNCIA

6. CONCRETAMENTE, HÁ MUITOS OBSTÁCULOS


QUE IMPEDEM O ROMPIMENTO

7. ALGUMAS MULHERES DEPENDEM


ECONOMICAMENTE DE SEUS PARCEIROS
VIOLENTOS

8. BUSCA ESPIRITUAL- LEVA-A A SUPERAR E


SUPORTAR BASEADO SOMENTE NA ORAÇÃO E
FÉ, DESTITUÍDO DE ATITUDES REAIS
DEIXAR UMA RELAÇÃO VIOLENTA É UM
PROCESSO: CADA UM(A) TEM O SEU TEMPO

1.RISCOS DO ROMPIMENTO - Talvez você já tenha tido notícia de vários


casos de mulheres que são mortas quando estão tentando deixar o
agressor. A violência e as ameaças contra a vida da mulher e dos
filhos se tornam mais intensas no período da separação. O homem
violento percebe que perdeu o controle sobre sua parceira. Exigir que
a mulher em situação de violência abandone o agressor, pode ser
uma enorme irresponsabilidade, se não pudermos oferecer a ela as
condições mínimas de segurança para que possa dar esse passo tão
arriscado.
 2. VERGONHA E MEDO - Imagine o que significa para uma mulher denunciar
seu próprio parceiro! Não é a mesma coisa que apontar um ladrão
desconhecido que lhe rouba a bolsa na esquina.
 Além disso, há o perigo dele se tornar ainda mais violento, por ela o ter
denunciado. Ainda considere que a vergonha de ter que reconhecer que seu
romance fracassou e seu projeto de ser feliz ao lado da pessoa amada
acabou em uma delegacia de polícia.
 MEDO de discriminação real no meio eclesiástico. /rexassada como mulher
que não sabe perdoar.
Um homem violento faz mais do que pedir
perdão, durante a fase de lua-de-mel.
3. ESPERANÇA DE
 Ele pode pedir ajuda e começar a fazer
algum tipo de tratamento: entrar para os QUE O MARIDO
Alcoólicos Anônimos, procurar um MUDE O
psiquiatra ou uma igreja. Ele pode
demonstrar o amor, admitir seus erros e COMPORTAMENTO
jurar que vai fazer o que estiver ao seu –
alcance para mudar. Se a mulher ama
seu companheiro, ela tenta evitar o fim
da relação. Quem irá julgá-la por isso?
 As mulheres em situação de violência perdem
seus laços familiares e sociais. Os maridos violentos
são muito ciumentos e controlam os movimentos
da parceira. Querem saber onde ela foi, com
quem falou ao telefone, o que disse, porque usou
4. tal roupa, para quem olhou na rua etc.

Isolamento -  Em muitos casos, elas acabam restringindo as


relações com a família e com os amigos para
esconder as dificuldades que estão atravessando.
Tornar a violência um fato público, significa
encher-se de vergonha e reduzir as esperanças de
recompor o casamento.
5. Negação  Quando pedem ajuda, as vítimas de violência se
defrontam com pessoas despreparadas e

social desinformadas sobre o problema que elas estão


vivendo. Cada vez que um médico, um psicólogo,
um líder religioso, um policial ou um advogado as
trata com indiferença, desconfiança ou desprezo,
contribuem para aumentar a violência.
 Quando isso acontece, as vítimas perdem a
esperança de encontrar apoio externo e acabam
se recolhendo novamente ao seu inferno
particular
Ao ver que a mulher está disposta a sair da relação
violenta, o agressor recorre a todo tipo de
chantagem e ameaça: requisita a custódia dos
filhos, nega a pensão alimentícia, interfere no
trabalho da esposa, difama-a, mata a mulher e os
filhos, se mata etc.

6. Barreiras
São muitas as dificuldades e são poucos os recursos
que disponíveis em nossa sociedade. Essa mulher
precisa de apoio e de pessoas dispostas a ajudá-la
impedem o a ser capaz de vencer as barreiras. Se ao contrário,
rompimento ela encontra apenas crítica e julgamento, tenderá
a desistir de buscar apoio, ficando exposta ao risco
e sentindo-se isolada e desamparada.
7.Dependência econômica

 Muitas mulheres em situação de abuso não têm capacitação profissional para


iniciar uma vida no mercado de trabalho ou para estabelecer novas relações
de trabalho em outra cidade ou estado, onde poderiam encontrar as
condições ideais de segurança
 - Ao perceber a necessidade de escapar da relação violenta, a mulher tem um
longo caminho a seguir: preparar-se afetivamente para o desenlace; preparar-se
com segurança para a fuga, preparar-se economicamente. Essas iniciativas
podem levar anos, principalmente se a mulher não contar com nenhum apoio.
Esse esforço envolve idas e vindas, avanços e recuos, tentativas e desistências,
acertos e erros. Não se pode culpar a vítima. Essas oscilações são típicas de quem
está em situação de violência. O maior desafio é ajudá-la a encontrar saídas e
vencer as dificuldades e hesitações.

8. Deixar a relação é um longo processo


V – INTERVENÇÃO FEDERAL
MINISTÉRIO DA MULHER,
CIDADANIA...
AS INSTITUIÇÕES GOVERNAMENTAIS E NÃO GOVERNAMENTAIS
POLÍTICAS PÚBLICAS PARA AS
MULHERES
 A Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres (SNPM), está vinculada ao Ministério
da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos e tem como principal objetivo promover
a igualdade entre homens e mulheres e combater todas as formas de preconceito e
discriminação herdadas de uma sociedade patriarcal e excludente. Desde a sua
criação em 2003, a SNPM vem lutando para a construção de um Brasil mais justo,
igualitário e democrático, por meio da valorização da mulher e de sua inclusão no
processo de desenvolvimento social, econômico, político e cultural do País.

 O Decreto nº 9.417, de 20 de junho de 2018, transferiu a Secretaria Nacional de Políticas


para Mulheres para a estrutura organizacional do Ministério dos Direitos Humanos.
 Programa Mulher: Viver sem Violência (atualizado)
 Casa da Mulher Brasileira
Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher (SPM-PR)
 Plano Nacional de Políticas para as Mulheres 2013-2015 (SPM-PR, 2013)
 Política Nacional de Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres
 Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher
 Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência contra Mulheres
 Sobre a Rede de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres
Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher
Varas Adaptadas de Violência Doméstica e Familiar
Promotorias Especializadas e Núcleos de Gênero do Ministério Público
Núcleos/Defensorias Especializados de Atendimento à Mulher
 Ouvidoria da Mulher (SPM-PR)
VI – INTERVENÇÃO DA IGREJA

4 DIMENSÕES DE ATUAÇÃO E IDENTIFICAÇÃO DO


FUNCIONAMENTO FAMILIAR:

1a – FAMÍLIA LUTANDO PARA CONTROLAR E TER PODE SOBRE A


PRÓPRIA VIDA E SOBRE A VIDA DOS OUTROS. Família que se
baseia no egoísmo,de ter vantagem sobre os outros, baseada
no interesse e não pela pessoa. A intenção é sempre dominar
e obter benefícios. A EMOÇÃO QUE PERMEIA ESSA FAMÍLIA É
O MEDO.
FUNÇÃO PASTORAL/CONSELHEIRO: Mostrar como o poder é
usado e levar a perceber a importância do amor entre si.
 Possuem o desejo de ser amados. São envolvidos
2ª em luta por cuidados, embora em meio a
violência.
DIMENSÃO:  Uma criança deseja castigo para ser vista. Uma
esposa pode sdesenvolver um sintoma de
família que incapacidade na esperança de despertar a
preocupação ~do parceiro.
possui  A EMOÇÃO PRINCIPAL É O DESEJO.

dificuldades  O QUE PERMEIA É A RIVALIDADE, DISCRIMINAÇÃO,


ANTAGONISMO, DESAVENÇAS.
em serem  SEMPRE FRUSTADOS E DEPRIMIDOS

amadas  SINTOMAS PRINCIPAIS: DEPRESSÃO, ANSIEDADE,


FOBIAS, DESORDEM ALIMENTAR E SOLIDÃO
 ESTRATÉGIA PASTORAL: PRESCREVER ATIVIDADES
ENTRE PAIS E FILHOS E TRABALHAR COM
METÁFORAS DE AMOR
 QUANDO DEMONSTRO ISSO, MOSTRO O MAIS ALTO
NÍVEL DE COMPAIXÃO

3ª  DEVOÇÃO,GENEROSIDADE E BONDADE.
 MAS BASEADO EM DOMINAÇÃO, POSSESSIVIDADE
DIMENSÃO: E VIOLÊNCIAS

DESEJO DE  A EMOÇÃO PRINCIPAL: DESESPERO

AMAR E  ATITUDE PASTORAL: MOSTRAR AOS MEMBROS DA


FAMÍLIA COMO SE PROTEGEM COMO SE CUIDAM E
PROTEGER LEVAR AO ARREPENDIMENTO DA VIOLÊNCIA E
RECONHECIMENTO DO AMOR X ÓDIO.
OS OUTROS  PROBLEMAS TÍPICOS: AMEAÇAS, SUICÍDIOS,
ABUSOS E NEGLIGÊNCIAS,OBSESS~EOS, ACESSOS
DE RAIVA, OUTRAS DESORDENS.
4ª DIMENSÃO: FAMÍLIA MOTIVADA A
ARREPENDIMENTO E ESQUECIMENTO
 Família que presenciou injustiças intrafamiliares, traduzidas em traumas,
geram outras violências, que geram: TRISTEZA, RESSENTIMENTO, MENTIRA,
SEGREDO, TRAPAÇA, AUTO-REPROVAÇÃO, ISOLAMENTO, DISSOCIAÇÃO.
 A EMOÇÃO PRINCIPAL : VERGONHA.
 ENTÃO, SE ESCONDEM, E NÃO SE PERDOAM. SILÊNCIO.
 ATITUDE PASTORAL: DEMONSTRAR ASSERTIVAMENTE OS ERROS, ASSUMIR
RESPONSABILIDADE E CULPA E AS TRANSFORMAR EM COMPAIXÃO E
UNIDADE ENTRE TODOS.
 1 – CONTROLAR A AÇÃO
 2- CONTROLAR A MENTE
 3 – CONTROLAR A VIOLÊNCIA E A RAIVA
 4 – ENCORAJAR A TERAPIA
 5 – ENCORAJANDO ESPERANÇA E HUMOR ATITUDES
 6 – PROMOVER A TOLERÂNCIA E A
COMPAIXÃO
GERAIS
 7 – ENCORAJAR O PERDÃO E O AFETO
 8 – PROMOVER HARMONIA E EQUILIBRIO
 9 – TRANSFORMAR VIOLÊNCIA EM AMOR
REFLEXÃO
PARA A
MULHER
TEXTO EXTRAÍDO DE UM JORNALISTA
PARA REFLEXÃO
10 frases e
pensamentos  1) O currículo escolar será aprimorado para que, nas
que ainda não aulas de língua portuguesa, os meninos e rapazes
possam compreender o real, objetivo, profundo e
ouviremos no simples significado da palavra “não”.

dia das  2) As frases “Onde você acha que vai vestida


assim?”, “A culpa não é minha, olha como você tá
mulheres vestida!”, “Se saiu de casa assim, é porque está
autor: pedindo” a partir de agora serão banidas da boca
de maridos, pais, irmãos, filhos, netos, namorados,
Leonardo amigos e outros barbados.

Sakamoto,
jornalista
 3) Está terminantemente proibido empregar apenas
atrizes em comerciais de detergentes, desinfetantes,
saches de privada, sabão em pó, rodos, vassouras,
esponjas de aço, palhas de aço, aspiradores de pó,
cera para chão e afins. A associação direta de
mulheres e produtos de limpeza em comerciais de
TV está extinta.
 4) Empresas estão proibidas de distribuir flores no dia
de hoje como prova de seu afeto às mulheres. Em
vez disso, implantarão políticas para: 1) impedir que
elas ganhem menos pela mesma função; 2) não
sejam preteridas em promoções para cargos de
chefia pelo fato de serem mulheres; 3) não precisem
temer que a maternidade roube seu direito a ter
uma carreira profissional; 4) seja punido com
demissão o assédio de gênero como crime à
dignidade de suas funcionárias.
 5) Cuidar da casa e criar os filhos passa a ser visto
também como coisa de homem. E prazer e orgasmo
também são coisa de mulher.

 6) Os editoriais dos veículos de comunicação não


serão escritos por equipes eminentemente
masculinas. Da mesma forma, as agências se
comprometem a derrubar a hegemonia XY em suas
equipes de criação, contribuindo para diminuir o
machismo na publicidade.
 7) O direito da mulher a ter autonomia sobre o
próprio corpo e o direito de interromper uma
gravidez indesejada não precisarão ser
questionados. Nem devem requerer explicação.

 8) Os partidos políticos não apenas garantirão cotas


para a participação das mulheres nas eleições, mas
investirão pesado em suas candidaturas a fim de
contribuir para que os parlamentos representem,
realmente, a sociedade brasileira. Da mesma forma,
nomear mulheres como secretárias de governo,
ministras e em cargos de confiança, na mesma
proporção que homens, será ato corriqueiro.
 9) Homens entenderão que “um tapinha não
dói” é uma idiotice sem tamanho.

 10) Por fim, feminismo será considerado sim


assunto de homem. E meninos e rapazes, mas
também meninas e moças, deverão ser
devidamente educados desde cedo para que
não sejam os monstrinhos formados em
ambientes que fomentam o machismo, como
a família, colégios e universidades.
Bibliografia:
 ALVES, Branca Moreira & PITANGUY, Jacqueline. O que é feminismo, Ed. Brasiliense, SP, 1981
 ALVES, Branca Moreira. Ideologia e feminismo: a luta da mulher pelo voto no Brasil, Ed. Vozes,
Petrópolis, 1980.
 BROWN, Sandra L. Mulheres que amam Psicopatas. Ed. Cultrix, SP,2009.
 GOLEMAN, Daniel. Inteligência emocional. Ed. Objetiva, 2006, RJ.
 GRINBERG, Keila – Código Civil e Cidadania, Jorge Zahar Editor, RJ, 2001
 HAHNER, June E. A mulher brasileira e suas lutas sociais e políticas: 1850-1937, Ed. Brasiliense, S.P., 1981
 JOAQUIM, RUI Mateus. Neuropsicologia forense e detecção de mentiras. Ed. Pearson, 2019, SP
 MADANES, Cloé. Sexo, Amor e Violência. Ed. Psy, 1997, Campinas-SP.
 MORAES, Maria Lígia Quartim – “Cidadania no feminino”: In Pinsky, J. e Pinsk, C B, História da
Cidadania, Ed. Contexto, SP, 2003.
 PINTO, Celi Regina Jardim. Uma história do feminismo no Brasil, Ed. Fundação Perseu Abramo, SP,
2003
 SAFFIOTI, Heleieth. A mulher na sociedade de classes: mito e realidade, Ed. Expressão Popular, S.P,
2013
OBRIGADA PELA OPORTUNIDADE

 Mulher é mesmo interessante...


Mesmo brava, é linda
Mesmo alegre, chora
Mesmo tímida, comemora
Mesmo apaixonada, ignora
Mesmo frágil, é poderosa!
 Angela Cavalcanti
a dignidade humana começou por
nós todas:
 MARIA
 RAQUEL
 ELZA
 DEBORA JESUS
JESUS
 RUTH JESUS....
 LILIAN
 FERNANDA
 JÉSSICA
 LAURA, ENTRE TODAS NÓS...

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