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Princípios do Direito Processual Penal

O documento aborda os princípios da publicidade, oralidade e imediação no direito processual penal. Discorre sobre a origem, conceito e características desses princípios, bem como sua importância para assegurar um julgamento justo e democrático.

Enviado por

Jadit Ibraimo
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Princípios do Direito Processual Penal

O documento aborda os princípios da publicidade, oralidade e imediação no direito processual penal. Discorre sobre a origem, conceito e características desses princípios, bem como sua importância para assegurar um julgamento justo e democrático.

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Índice

1. Introdução ...................................................................................................................... 2

1.1. Objectivos ...................................................................................................................... 2

1.1.1 Objectivo Geral: ..................................................................................................... 2


1.1.2. Objectivos especificos: ........................................................................................... 2
1.2. Metodologia ................................................................................................................... 2

Capitulo I .............................................................................................................................. 3

2. Revisão Bibliográfica ........................................................................................................ 3

2.1. Princípios do direito processual penal ............................................................................. 3

 Principio da publicidade; ................................................................................................ 3

 Principio da oralidade e imediação; ................................................................................ 3

3. Princípio da publicidade .................................................................................................... 4

3.1. Classificação da publicidade dos actos processuais ......................................................... 5

4. princípio da oralidade ........................................................................................................ 7

4.1. Origem histórica ............................................................................................................. 7

4.2. Conceito do princípio da oralidade ................................................................................. 7

5. Princípio da imediação ................................................................................................. 10

6. Conclusão ....................................................................................................................... 12

[Link]ências bibliográficas ................................................................................................ 13

Legislação ........................................................................................................................... 13

1
1. Introdução
O actual trabalho da cadeira de direito processual penal, versa sobre a matéria inerente aos
princípios do direito processual, onde mantemos em enfoque nos princípios relativos a forma
e estrutura do julgamento, sendo esses, o princípio da publicidade onde buscamos definir o
princípio, falar das suas exceções e abordamos exaustivamente sobre a classificação deste
mesmo princípio, e na mesma senda abordamos sobre o princípio da oralidade onde
abordamos sobre a origem histórica, o conceito da oralidade em geral, e em seguida do
princípio da oralidade de uma forma restrita, abordamos também sobre outros princípios que
abarcam o princípio da oralidade e por fim iremos definir e aprofundar sobre o princípio da
imediação.

[Link]

1.1.1 Objectivo Geral:


 Abordar sobre os princípios relativos a forma e estrutura de julgamento (princípio da
publicidade e princípio da oralidade e imediação);

1.1.2. Objectivos especificos:


 Definir o princípios do direito processual em geral;
 Conceitualizar o princípio da publicidade e oralidade;
 Falar sobre a evolução histórica de cada um desses princípios;
 Enunciar as características de cada princípio;
 Abordar sobre o princípio da imediação;

[Link]
Para a elaboração deste trabalho utilizou-se como metodologia de investigação a pesquisa
bibliográfica dado que o mesmo é baseado na revisão de literatura. O enfoque é o
qualitativo, visando a obtenção de conteúdo mediante pesquisa documental e notas de
campos e foi feita uma apresentação dedutiva dos resultados. A técnica usada é a leitura
de manuais e pesquisa em legislação e artigos científicos que aborda a matéria do
trabalho.

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Capitulo I

2. Revisão Bibliográfica

2.1. Princípios do direito processual penal


Os princípios característicos do processo penal visam regulamentar a busca pela verdade real,
para que, em um litígio penal, o juiz possa aplicar a justiça com exatidão, ou seja, em um
Estado Democrático de Direito, a execução e respeito ao devido processo legal é
fundamental, a fim de proporcionar às partes um julgamento justo, marcado pelo respeito à
dignidade da pessoa humana, à presunção de inocência, ao contraditório e à ampla defesa.
Por essa razão, o processo penal é tido pela doutrina como uma ferramenta que visa atuar a
fim de permitir a máxima eficácia de um sistema de garantias mínimas segundo (LOPES JR,
2018, p. 57), ou seja, é fazer valer a jurisdição constitucional, a aplicação de princípios e
garantias constitucionais, no âmbito da esfera penal. Observa-se que a valorização do
processo penal passou a existir justamente devido à compreensão de que “todo poder tende a
ser autoritário e precisa de limites, controle. Então, as garantias processuais constitucionais
são verdadeiros escudos protetores contra o abuso do poder estatal.

Inicialmente, os princípios gerais do direito mostram-se como fontes anteriores à norma


positivada contendo um duplo papel, tanto o de fundamento do próprio sistema, quanto o de
servir como critério de valor aos casos carentes de normas expressas para solucioná-los.
Logo, sua importância é notável não apenas no âmbito do direito material, mas também no
processual já que a exaustividade nos mostra que o ordenamento jurídico não possui leis
suficientes para regulamentar todos os comportamentos humanos devendo então, recorrer aos
mecanismos do próprio sistema, como a analogia, os costumes, a equidade e etc., para não
deixar o caso sem solução.

Assim, cabe ao juiz assumir a figura de garantidor da condução do devido processo legal e
do respeito às regras do jogo processual, mas o presente trabalho terá o enfoque em dois
princípios que são relativos a forma ou estrutura de julgamento e esses são:

 Principio da publicidade;

 Principio da oralidade e imediação;

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3. Princípio da publicidade
Segundo (Flavia Rahal, 2004) expõe que o princípio da publicidade tem origem na França,
com a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Anteriormente, o sigilo do processo
penal era uma ferramenta utilizada pela linha processual inquisitória para retirar do acusado
qualquer chance de defesa. Enquanto isso, as execuções eram realizadas em locais públicos,
sem sigilo nenhum, a fim de estimular o medo e a obediência por parte da audiência ao cruel
poder público punitivo. Por isso, Rahal (2004, p. 1) afirma:

A publicidade, nasceu para proteger o indivíduo e garantir direitos seus, humanizando o


processo. Ela aparece alinhada a alinhada à natureza política do processo, possibilitando a
participação dos indivíduos nos actos de Justiça e com isso o exercício de seus direitos.

É o princípio segundo o qual os actos processuais devem ser praticados publicamente, sem
qualquer controle, permitindo-se o amplo acesso ao público, bem como os autos do processo
penal estão disponíveis a todos.

A razão de ser da publicidade da audiência e a sua justificação encontra-se desde logo no


facto de que com a publicidade pretende-se dissipar, afastar, a desconfiança sobre a
independência e sobre a imparcialidade da justiça penal.

Nos termos do artigo 96 no número 2 podemos perceber que:

A publicidade implica, nos termos definidos pela lei, em especial pelos artigos seguintes os
direitos de:

a) Assistência, pelo público em geral, a realização dos actos processuais


b) Narração dos actos processuais, ou reprodução dos seus termos, pelo meios de
comunicação social
c) Consulta do auto e obtenção de copias, extractos e certidões de quaisquer parte dele.

Trata-se de forma de fomentar o controle social dos actos processuais. Esse princípio, porém,
comporta exceções, a lei poderá restringir a publicidade dos actos processuais quando a
defesa da intimidade ou o interesse social o exigirem (artigo 97 no2 Código de processo
penal). No entanto, jamais o acto processual será praticado sem a presença do Ministério
Público, assistente de acusação, se houver, e do defensor (embora seja possível excluir a
pessoa do réu, em que o juiz poderá até determinar a retirada do réu da sala de audiência se
perceber que a sua presença causa humilhação, temor, ou sério constrangimento à testemunha
ou ao ofendido, de modo que prejudique a verdade do depoimento).

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No que tange à restrição da publicidade de um acto processual, merece ser levado em
consideração o disposto no art. 97 no3, do CPP: o despacho referido no número 2 deve
fundar-se em lei que permita a exclusão da publicidade ou em factos ou circunstancias
concretas que façam presumir que a publicidade causaria grave dano a dignidade das pessoas,
a moral pública ou ao normal decurso do acto e deve ser revogado logo que cessarem os
motivos que lhe darem a causa.

No geral o Princípio da Publicidade visa a garantia do acesso de todo e qualquer cidadão aos
actos praticados no curso do processo revela uma clara postura democrática, e enfatiza o
sistema acusatório, tendo como objetivo precípuo assegurar a transparência da atividade
jurisdicional.

No entanto, em regra, como já citado os processos devem ser secretos quando for necessário
para preservar o interesse da coletividade.

A publicidade Funciona como pressuposto da validade, não apenas dos actos processuais,
mas também das próprias decisões que são tomadas pelo Poder Judiciário.

3.1. Classificação da publicidade dos actos processuais


Inicialmente faz-se necessário reforçar que o princípio da publicidade não significa
diretamente exposição ativa na imprensa. Para tanto, vale ressaltar que este princípio pode ter
caráter de tanto de publicidade externa quanto de publicidade interna, cuja diferença é
considerável.

 Publicidade ampla ou externa: Quando os actos processuais são praticados perante as


partes (Acusação e Réu), e ainda, abertos a todo o público, por isso, também chamada de
plena e popular. Nesse caso, além das partes, todo e qualquer cidadão pode acompanhar
as audiências criminais, coleta de provas ou julgamentos (em qualquer grau de
jurisdição), mas uma vez, privilegiando o sistema acusatório, ou seja é aquela que não
comporta exceções, sendo o acto processual e os autos do feito acessíveis a todos como
previsto nos termos do art 97 no 1 CPP;

 Publicidade restrita ou interna: Não é a regra, mas, há casos, como já citado, em que,
por um interesse da justiça, e também a intimidade e privacidade do acusado, o processo
criminal é totalmente sigiloso art 97 n 3 do CPP. A autoridade assegurará no inquérito o
sigilo necessário à elucidação do fato ou exigido pelo interesse da sociedade. O juiz

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poderá ordenar as diligências necessárias para apreciação do pedido, cercando-as do
sigilo possível e, antes da decisão final, ouvirá o Ministério Público, ou seja, é aquela
que, incidindo as exceções constitucionais alhures mencionadas, só permite o acesso ao
acto processual e aos autos do feito por parte do Ministério Público, assistente de
acusação, se houver, e defensor art 97 no 2.
Exemplo: O processo criminal que diga respeito à dignidade sexual da vítima é sigiloso
pois trata-se da intimidade da vítima.

Então pode-se perceber que De acordo com Silveira (2010, p. 43), “a publicidade externa
liga-se à ideia de transparência e legitimidade do exercício do pode , ou seja, que o
conhecimento dos actos processuais seja acessível ao público; por outro lado, a publicidade
interna “refere-se ao direito que partes, procuradores e julgador possuem de terem
conhecimento integral sobre o conteúdo do processo.

Percebe-se, portanto, que publicidade externa, interna e exposição midiática não devem ser
confundidas. Publicidade externa significa que a informação estará disponível ao público, não
que será necessariamente exposta de maneira ativa pelo poder público para os cidadãos, por
meio, por exemplo, da actuação da imprensa; enquanto a publicidade interna é uma garantia
das partes que contribui com o desenvolvimento pleno dos princípios do contraditório e da
ampla defesa. Cabe ainda mencionar que os actos processuais podem ser classificados em
publicidade ativa, passiva, imediata, mediata, absoluta ou externa e restrita ou interna.

Segundo (Rogério Lauria Tucci), os actos processuais são classificados em:


 Publicidade ativa: quando os actos do processo se tornam involuntariamente
conhecidos pela sociedade;
 Publicidade passiva: quando os actos de processo se tornam conhecidos por
iniciativa da própria sociedade;
 Publicidade imediata: quando o conhecimento de actos do processo é franqueado
pelos juízes livremente aos cidadãos;
 Publicidade mediata: quando o acesso ao processo se dá por meio de certidões,
cópias, mas media (imprensa) etc.;
 Publicidade absoluta ou externa: quando todos os actos de processo são acessíveis
ao público;
 Publicidade restrita ou interna: quando o acesso aos actos de processo é exclusivo
às pessoas diretamente interessadas no processo e aos seus procuradores
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4. princípio da oralidade

4.1. Origem histórica


Em um primeiro momento, a oralidade mostrou-se presente no processo romano onde a
forma do processo era oral e determinava a imediação do julgador diante das partes e das
provas, visando garantir a identidade do magistrado perante os elementos subjetivos e
objetivos da demanda. Essa é uma das características originais do sistema processual
acusatório que, por ser oral e público, assegura as partes uma participação ativa na causa.

Os procedimentos criminais existentes antes do Código de Processo Penal mostram a adoção


do princípio da oralidade como uma maneira de agilizar o procedimento e, até mesmo, a
maneira mais viável para a apuração da verdade real na qual irá se basear todo o processo
penal. Com efeito, não havia oralidade pura no procedimento, mas ao menos o predomínio da
fala sobre a escrita.

4.2. Conceito do princípio da oralidade


É necessário se fazer diferenciar a oralidade pura e o princípio da oralidade. Entende-se
por oralidade pura à forma de exteriorização do pensamento, como veículo que é, por
excelência, voltado ao intercâmbio de informações e de conhecimentos humanos. A oralidade
nada mais é que a forma utilizada para se trocar informações e adquirir conhecimento.
Especificando ainda mais, a oralidade em um sentido primitivo identifica-se como o modo de
realização dos actos do processo, quando são eles verbalmente concretizados.

No entanto, apesar de sua forma escrita, a oralidade no processo não é aplicada em sua
literalidade isto é, utiliza-se a fala tendo como base a escrita para fins de registro dos actos
essências e/ou para manter os documentos apresentados. Ou seja, “existe uma diferença entre
o acto originariamente escrito e o acto que manifestado oralmente depois se consignou no
papel. Este último, então, já era perfeito na sua forma de oralidade. Logo, o princípio da
oralidade preconiza a fala como meio de expressão sendo e a escrita um veículo apto a
preparar ou documentar actos eficazes desde a consumação.

Atenta-se para o fato de que a adoção do princípio da oralidade não exclui a utilização da
escrita. Aliás, a escrita tem importância fundamental no procedimento oral, pois é sua dupla
função preparar o desenvolvimento da causa e documentar tudo quanto sucede nas audiências
e debates.

Enfim, pelo princípio da oralidade há a predominância da palavra oral sobre a escrita, com
objetivo de dar maior agilidade à entrega da prestação jurisdicional, beneficiando, desse

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modo, o cidadão. Por conta disso, o princípio da oralidade é classificado como informativo
do procedimento, motivo pelo qual se insere na dinâmica processual. Entende-se por
princípio informativo como “regras essencialmente técnicas, sem conteúdo ideológico e que
não necessitam de demonstração mas, contém um grau de importância tão significativo que
saem do plano da abstração e adquirem um caráter metodológico e prático na condução do
processo.

Em particular, sua atuação atinge diretamente a exteriorização do processo quando defende a


prática oral da maioria dos actos, privilegiando o princípio da economia processual ao evitar
o máximo de custas para o judiciário e para as partes; e também apresentando aos envolvidos
o resultado advindo da decisão judicial efetivada e condizente com o caso.

Acerca desse tema, Denilson Feitoza conceitua o princípio da oralidade de forma restrita
dizendo que os actos processuais devem ser predominantemente orais (tendo em vista a
celeridade do processo)” tal como Francisco Morato defendia ser a oralidade no processo
somente a preponderância da fala, sem excluir a escrita porque para ele não existir
procedimento exclusivamente oral nem exclusivamente escrito, restando firmado o
entendimento de que em nenhum momento uma exclui a outra.

O Processo oral não é o mesmo que processo verbal, ou seja, aquele processo em que as
partes só falam e nada escrevem. Na verdade, o princípio da oralidade pressupõe redução de
escrita, não sua eliminação, o que faz com que o procedimento que adotar a oralidade como
princípio venha a reduzir a termo somente actos de elevada relevância para a causa, ou seja, a
adoção da forma como se praticará um acto do processo não obsta a utilização do outro.

Logo, o conceito de princípio da oralidade deve compreender, isto sim, a preponderância da


forma oral como meio de se realizar os actos processuais, como forma das partes expressarem
seu pensamento ao magistrado, bem como do juiz de tomar contacto com as provas
produzidas durante o procedimento.

O código de processo penal vigente prevê as seguintes disposições no artigo 106 CPP em
relação ao principio da oralidade as seguintes disposições

1. Salvo disposição legal em contrário, a prestação de quaisquer declarações processa-se


por forma oral, não sendo autorizada a leitura de documentos escritos previamente
elaborados para aquele efeito.

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2. A entidade que presidir ao acto pode autorizar que o declarante se socorra de
apontamentos escritos como adjuvantes da memória, fazendo consignar no auto tal
circunstância.
3. No caso a que se refere o número 2 devem ser tomadas providências para defesa da
espontaneidade das declarações feitas, ordenando-se, se for caso disso, a exibição dos
apontamentos escritos, sobre cuja origem o declarante será detalhadamente
perguntado.
4. Os despachos e sentenças proferidos oralmente são consignados no auto.
5. O disposto nos números anteriores não prejudica as normas relativas às leituras
permitidas e proibidas em audiência.

O princípio da oralidade, em seu caráter mais amplo, abarca outros princípios, que são:
imediação; identidade física do juiz; concentração e irrecorribilidade das decisões
interlocutórias.

O processo oral é um conjunto de princípios interdependentes e coordenados, entre os quais


o da oralidade deve ser apreciado em bloco, estudando-se o seu funcionamento e os seus
resultados.”

 A imediação enfatiza a presença do magistrado diante das partes, ou melhor, é o juiz


em contato direto com todos os componentes do processo. De forma mais específica,
é a coleta direta da prova pelo juiz impondo ao magistrado sua participação na
produção das provas de modo tal que ele possa obter uma percepção própria do
material que haverá de ter como base sua decisão. É o conhecimento mais perfeito,
pelo julgador, do que as partes pensam acerca da prova produzida, e de como elas
devem ser dispostas perante o magistrado, segundo os interesses de quem as
apresenta.
 Identidade física do juiz trata-se do vínculo criado entre o magistrado e o processo
quando ele preside a audiência ficando, por esse motivo, obrigado a proferir a
sentença. Há quem diga ser o referido princípio uma decorrência lógica da oralidade e
da imediatidade porque, significa ter o juiz um conhecimento mais realista e
harmônico do conjunto probatório sob o qual, mais tarde, irá embasar sua decisão.
 o princípio da concentração consiste em apertar o efeito em um período, reduzindo-
o a uma só audiência ou a poucas audiências a curtos intervalo ou seja, a
concentração dos actos processuais devem ser de tal forma que as impressões colhidas

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pelo magistrado não se esvaziem com o tempo, influenciando, assim, no
procedimento. Portanto, a regra da concentração terá efetividade quando os actos
processuais instrutórios forem concluídos em um mínimo de audiências, se possível
uma só, a fim de preservar ao máximo o registro feito pelo julgador tanto no aspecto
objetivo (material probatório) quando no subjetivo (comportamento das partes).
 Em relação à irrecorribilidade em separado das decisões interlocutórias, significa
que “dada à concentração dos actos em uma audiência de instrução, seria
desnecessária impugnação em separado das decisões interlocutórias, porquanto após a
audiência o recurso seria um só, a apelação. O objetivo desse princípio é fazer com
que todas as questões anteriores a sentença, e com ela tiverem relação, sejam
discutidas em momento único (junto com a sentença) a fim de darem ao processo a
agilidade necessária para alcançar efetividade na prestação jurisdicional.

5. Princípio da imediação
O princípio da imediação significa que a decisão jurisdicional só pode ser proferida por
quem tenha assistido à produção de prova e à discussão da causa entre a acusação e a defesa e
que esta seja proferida o mais rápido possível após o término da audiência de discussão e
julgamento, bem como à necessidade de, na apreciação da matéria probatória, ser dada
preferência aos meios de prova que estejam em relação mais direta com os factos probandos
(os meios imediatos).

O princípio da imediação exige, assim, uma relação de proximidade (física e temporal) entre
os intervenientes processuais e o tribunal, de modo a que este possa ter uma perceção própria
(e autorizada) dos elementos que servirão de base para a fundamentação da decisão
jurisdicional.

Ou seja, principio da imediação diz-nos que deve existir uma relação de contacto directo ,
pessoal , entre o julgador e as pessoas cujas declarações irá valorar , e com as coisas e
documentos que servirão para fundamentar a decisão da matéria de facto.

Para respeitarmos os princípios oralidade e imediação na produção de prova, se a decisão do


julgador estiver fundamentada na sua livre convicção baseada na credibilidade de
determinadas declarações e depoimentos e for uma das possíveis soluções segundo as regras
da experiência comum , ela não deverá ser alterada pelo tribunal de recurso.

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O objecto da prova pode incidir sobre os factos probandos ( prova directa ), como pode
incidir sobre factos diversos do tema da prova, mas que permitem , com o auxílio das regras
da experiência, uma ilação quanto a este ( prova indirecta ou indiciária).

O princípio da imediatidade ou imediacao, trata-se de permitir uma aproximação entre as


partes, de modo que se possa conhecer a face do juiz e esse a face dos jurisdicionados, como
também o de permitir ao juiz conhecer os fatos, para que sem filtros e intermediários, em
contraditório, chegue o mais próximo possível da realidade. O que só poderá chegar se tiver
acesso direto não só com as partes, mas também com os testemunhos, estando, desse modo, a
exercer o seu juízo de valor, e, portanto, o seu livre convencimento .

A imediação possibilita que a justiça se torne mais humana, por aproximar o juiz dos
jurisdicionados, para que ambos se conheçam, possam falar e serem ouvidos, e juntos
encontrarem a melhor solução para o conflito, ou, se assim não for, o de poderem exercer a
devida influência no convencimento do juiz, e participarem em simétrica paridade da
construção do provimento final.

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6. Conclusão
Após um estudo muito intenso e uma investigação detalhada podemos concluir que os
princípios característicos do processo penal visam regulamentar a busca pela verdade real,
para que, em um litígio penal, o juiz possa aplicar a justiça com exatidão, porém, o trabalho
manteve o enfoque em dois princípios sendo esse o princípio da publicidade que é o princípio
segundo o qual os actos processuais devem ser praticados publicamente, sem qualquer
controle, permitindo-se o amplo acesso ao público, bem como os autos do processo penal
estão disponíveis a todos, porém existem algumas exceções quanto a esse princípio onde a lei
poderá restringir a publicidade dos actos processuais quando a defesa da intimidade ou o
interesse social o exigirem, e falamos também do princípio da oralidade onde há a
predominância da palavra oral sobre a escrita, com objetivo de dar maior agilidade à entrega
da prestação jurisdicional, beneficiando, desse modo, o cidadão e por fim falamos sobre o
princípio da imediação onde definimos que trata-se de permitir uma aproximação entre as
partes, de modo que se possa conhecer a face do juiz e esse a face dos jurisdicionados, como
também o de permitir ao juiz conhecer os fatos, para que sem filtros e intermediários, em
contraditório, chegue o mais próximo possível da realidade.

12
[Link]ências bibliográficas
RAHAL, Flávia. Publicidade no processo penal: a mídia e o processo. Revista Brasileira de
Ciências Criminais, São Paulo, v. 47, p. 270-283, 2004.

CUNHA, Rogério Sanches; GOMES, Luiz Flávio (org.). Imprensa, jornalismo digital e
direito penal: aspectos processuais e materiais. Bahia: JusPODIVM, 2020

TOURINHO FILHO, Fernando da Costa, Processo Penal. V.1, 26ª ed. São Paulo: Saraiva,

LOPES JÚNIOR, Aury. Direito Processual Penal. 15. ed. São Paulo: Saraiva Educação,
2018.2004, p. 83

Legislação
Lei n.o 25/2019, de 26 de Dezembro (Código de processo penal)

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