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Fisio Pat

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Módulo III – Fisiopatologia

2. Patologia Ortopédica
Coluna Vertebral

Espondilartrose

• Caracteriza-se pela degenerescência do disco intervertebral, que se empobrece em


proteínas (proteoglicanos e fibras de colagénio) responsáveis para que mantenha as
suas propriedades de compressibilidade e de elasticidade.
• Em consequência disto, o disco reduz-se em altura, o que leva a que o espaço entre
duas vértebras adjacentes se torne mais pequeno e o osso dos pratos vertebrais
esclerosa-se, isto é, aumenta de espessura, dando origem a vegetações ósseas nas
margens das vértebras, os osteófitos, conhecidos vulgarmente por bicos de
papagaio.

Fatores predisponentes:

• Normalmente, a espondilartrose surge depois dos 40 anos de idade, afetando


igualmente os dois sexos.
• Certos grupos profissionais como os agricultores, os estivadores, os pescadores e as
empregadas domésticas, sujeitas a trabalhos mais violentos e, implicitamente, a
maior degaste articular, são mais propensos a esta doença, que, todavia, pode
afetar toda a população, especialmente os que mantenham posturas constantes.

Sintomas:

• O principal sintoma é a dor que agrava com o movimento, podendo haver espasmos
musculares associados à região do dorso e aos paravertebrais.

Tratamento:

• O tratamento é farmacológico e pode ser cirúrgico consoante a gravidade.


• A fisioterapia intervém no alongamento, massagem e correção postural.

Escoliose
• A coluna vertebral apresenta um padrão linear quando vista no plano frontal. Uma
alteração deste alinhamento com curvatura maior do que 10º (ângulo de Cobb) é
chamada de escoliose.
• Na verdade, a escoliose não é apenas uma curva no plano frontal, mas sim uma
rotação das vértebras que culmina em alterações em todos os planos da coluna.
• Quando vista de cima para baixo, a escoliose apresenta as vértebras envolvidas na
curva rodadas em relação umas as outras, o que pode determinar, além de rotação
da coluna, deformidades das costelas, tórax, cintura escapular e pélvis.

Tratamento:

• Se a escoliose for idiopática, que é o caso mais comum nas crianças, o tratamento
conservador inclui o colete, que visa evitar a progressão e não o tratamento; por
vezes, recorre-se ao tratamento cirúrgico.
• Se a escoliose for adquirida, que é o caso mais comum nos adultos devido a más
posturas e movimentos repetitivos, o tratamento passa pela correção postural,
ensino de técnicas de conservação de energia e alongamento e estiramento
muscular.

Espondilolistese

• Trata-se do deslocamento de uma vértebra em relação à vertebra inferior. Este


deslizamento acontece quando a parte posterior da coluna lombar (onde se forma o
canal medular) perde a sua integridade, permitindo o deslizamento anormal de uma
vértebra sobre a outra, que geralmente se dá no sentido anterior (anterolistese)
mas também poderá acontecer no sentido posterior (retrolistese).
• A espondilolistese é mais comum entre as vértebras L4-L5 e L5-S1, por ser uma zona
de grande impacto de forças e suporte do tronco.

Sintomas:

• Os principais sintomas são:


• Lombalgia que piora com a atividade e pode ter associada compressão da raiz
nervosa, levando a irradiação da dor e ciatalgia
• Alterações sensoriais decorrentes da compressão do nervo;
• Atrofia muscular dos glúteos.
• Nos casos mais graves, podem observar-se alteração dos esfíncteres anal e uretral,
devido à compressão da cauda equina.
Tratamento:

• O tratamento conservador é usualmente indicado quando o deslizamento equivale a


menos de 50% do tamanho do corpo vertebral e em que sintomas neurológicos não
existem ou são reduzidos.
• Este inclui exercícios de correção postural e fortalecimento dos músculos
abdominais profundos para promover a estabilização da coluna vertebral e a
redução da dor, sendo aconselhada a bicicleta pois promove a flexão da coluna
(evitando uma lordose exagerada) e não implica impactos sobre a mesma, como a
corrida ou desportos de contacto.
• Também pode ser aconselhado o uso de uma cinta lombar e injeção de corticoides
com toma de antiinflamatórios.
• Quando o deslizamento é maior que 50% do tamanho do corpo da vértebra e os
sintomas neurológicos afetam a qualidade de vida, a cirurgia será o tratamento mais
adequado.

Nota: As patologias acima referidas, são as mais comuns na coluna vertebral e todas elas
têm como principal sintoma a dor. Assim, a designação da dor vai incidir sobre a região
afetada, nomeadamente: cervical – cervicalgia; dorsal – dorsalgia; lombar – lombalgia.

Hérnia discal

• As vértebras estão separadas por discos cartilaginosos e cada disco é formado por
um anel fibroso externo e uma parte interna mole (núcleo pulposo) que atua com o
amortecedor durante o movimento das vértebras.
• Se um disco degenerar (por exemplo, devido a um traumatismo ou por
envelhecimento), a sua parte interna pode protrair ou rasgar e sair através do anel
fibroso (hérnia discal).
• O núcleo pulposo do disco pode comprimir ou irritar a raiz nervosa, havendo risco
de provocar lesão.

Sintomas:

• A localização da hérnia discal determina a zona em que a pessoa sentirá dor,


perturbações sensitivas ou debilidade.
• A gravidade da compressão ou da lesão da raiz determina a intensidade da dor ou
dos outros sintomas.
• Hérnias discais lombares:
• Geralmente, as hérnias discais surgem na coluna lombar e costumam afetar
somente um dos membros inferiores, podendo causar dor lombar e também
ao longo do nervo ciático (dor ciática).
• As hérnias discais lombares costumam também provocar debilidade nas
pernas e, caso seja de grande dimensão e localizada no centro da coluna
pode afetar os nervos que controlam a função intestinal e da bexiga urinária,
alterando a capacidade de defecar ou de urinar.
• A dor é o sintoma mais frequente; habitualmente, piora com o movimento e
pode exacerbar-se com tosse, riso, micção ou esforço de defecação.
• Pode aparecer dormência e parestesia nas pernas e nos pés, em particular
nos dedos.
• Os sintomas tendem a iniciar-se de modo súbito, desaparecer de forma
espontânea e a reaparecer com intervalos; em alguns pacientes, apresentam-
se constantes e de longa duração.

• Hérnias discais cervicais:


• A coluna cervical é o segundo ponto de maior incidência das hérnias discais;
• Os sintomas costumam afetar apenas um membro superior e a dor surge
localizada na escápula e na axila ou na saliência do trapézio e no limite do
ombro, irradiando pelo braço para um ou dois dedos.
• Os músculos do braço e antebraço podem debilitar-se; com menos
frequência, o movimento dos dedos é afetado.

Tratamento:
• O tratamento inclui repouso e evitar atividades que exijam movimentos de grandes
amplitudes de coluna ou os que provoquem dor;
• Pode igualmente haver a toma de fármacos.
• O tratamento fisioterapêutico está indicado para reduzir a dor e ensino de
exercícios de correção postural. Pode haver necessidade de procedimento cirúrgico
sempre que a sintomatologia neurológica não atenue ou a atrofia muscular se
mantenha.

Coxo-femoral

Coxartrose
• Também designada por artrose da anca, é o resultado do desgaste da cartilagem
desta articulação.
• Localmente, ocorre a desorganização da matriz de colagénio e a diminuição dos
proteoglicanos e do conteúdo hídrico (líquido sinovial) da cartilagem, assim como a
sua espessura. Assim, irá haver atrito e consequente destruição de tecido ósseo.

Fatores predisponentes:

• A artrose na anca é, juntamente com a artrose do joelho, das artroses mais


frequentes do organismo. Atinge de 10-20% da população após os 60 anos, tendo
maior incidência nos homens até aos 45 anos e nas mulheres após esta idade.
• As causas mais frequentes são:
• traumáticas (fraturas e luxações)
• conflitos femoro-acetabulares e displasia da anca
• necrose vascular da cabeça femoral
• sequelas de luxação congénita da anca
• doença de Perthes na infância
• doenças reumatológicas
• doenças infeciosas.

Sintomas:

A coxartrose origina os seguintes sintomas:


1. dor na anca, com ritmo mecânico (agrava com os movimentos, por vezes com
irradiação para virilha, coxa ou joelho);
2. crepitação, rigidez articular e limitação da amplitude de movimentos;
3. claudicação durante a marcha, o que obriga por vezes ao apoio de canadianas;
4. atrofia muscular por desuso;
5. redução progressiva do perímetro de marcha sem dor.

Na coxartrose bilateral, os sintomas condicionam impotência funcional mais marcada,


podendo mesmo interferir com a higiene pessoal e com as atividades de vida diárias.

Tratamento:
• O tratamento para a coxartrose inicial é idêntico às restantes artroses.
• Na fisioterapia recorre-se à utilização de uma serie de aparelhos com objetivos anti-
inflamatórios, como por exemplo: ultrassons, ondas curtas, TENS, magnetoterapia.
• O tratamento deverá ser complementado com termoterapia –calor ou frio –,
técnicas manuais para alongamentos, mobilização articular e reforço muscular,
através de exercícios de hidroginástica ou com carga ligeiras.
• Quando o desgaste articular é grande, a artroplastia é a intervenção cirúrgica mais
utilizada, nomeadamente a prótese total da anca (PTA).

Nota: Uma PTA consiste na resseção da cabeça femoral e da cartilagem do acetabulo para
permitir a sua substituição por um implante (prótese) em metal.

Ciatalgia

• Também conhecida como ciática, é uma dor na perna devido à irritação ou


compressão do nervo ciático.
• Esta dor geralmente sente-se desde a parte posterior da coxa até à parte posterior
do joelho, e pode-se estender até aos pés.
• Para além da dor, pode haver parestesias e dificuldades de movimento e controle da
perna.

Causas:
• A dor ciática é geralmente causada pela compressão de uma ou mais de suas raízes
lombossagradas, mas pode ocorrer devido à compressão do próprio nervo ciático.
• As causas mais prováveis são:
• hérnia de disco;
• estenose espinal;
• síndrome do piramidal;
• hábitos e posturas não saudáveis, exercícios executados de forma incorreta e
falta de alongamento, que podem ocasionar problemas vertebrais e
consequente ciatalgia.
• Outras causas da ciática incluem infeções, tumores ou síndrome da cauda equina.
• Entre 13% e 40% das pessoas tem ciatalgia ao longo da vida, mas apenas 1,6% têm
casos mais graves.

Tratamento:
• Geralmente, fármacos analgésicos, repouso e fisioterapia são suficientes para
resolver a condição, uma vez que a grande maioria dos casos é causada por
herniações.
• Uma vez que várias condições podem comprimir as raízes do nervo ciático e causar
ciática, as opções de tratamento geralmente diferem.
• O tratamento da compressão é geralmente a prática mais eficiente.
• Quando a causa se deve ao disco intervertebral lombar prolapsado a uma hérnia,
pesquisas têm mostrado que em 90% dos casos existe recuperação mesmo sem
tratamento, apesar de a fisioterapia para reeducação postural e repouso acelerarem
a recuperação.

Bursite da coxofemoral

• Trata-se de uma inflamação da bursa da anca.


• Uma bursa é uma bolsa com fluido, que age como almofada amortecedora de
choques entre os tendões e os ossos ou as estruturas envolventes.
• Embora uma bolsa geralmente contenha muito pouco líquido, no caso de se
lesionar, pode inflamar e encher-se de líquido, causando a bursite.
• Uma bursite trata-se, portanto, de uma inflamação da bursa que causa dor edema,
rubor e difícil mobilização da anca.

Tipos de bursite da anca:


• Existem diferentes tipos de bursite da anca como, por exemplo, a trocanteriana ou
trocantérica, a ísquio-glútea, a iliopectínea ou a do psoasilíaco.
• Cada uma diz respeito à inflamação de bolsas específicas que protegem o
deslizamento de músculos e tendões localizados naquela região.

Causas:
• A bursite da anca pode ser provocada por um traumatismo direto, como o de uma
queda, ou pela flexão e extensão excessivas desta articulação como, por exemplo
quando se anda de bicicleta.

Sintomas:
• A dor é variável de acordo com o tipo de bursite presente.
• Pode estar localizada sobre a parte externa da anca e da coxa, ou apresentar-se
inicialmente sobre a nádega e só mais tarde passar para a anca.
• A dor também pode estar presente na virilha e irradiar, de forma ligeira, para a anca
oposta.
• Os sintomas agravam-se ao fazer pressão sobre a anca ou virilha, ou através da
rotação interna da anca com flexão. Também tendem a piorar na posição de
sentado ou com esforço, por exemplo, na defecação.
• A dor pode agrava-se durante a noite.
Tratamento:
O tratamento, no caso de ser uma lesão aguda, tem como objetivo inicial controlar os sinais
inflamatórios, através de:
• Repouso:
• Evitar caminhar e estar muito tempo pé. Se necessário, numa fase inicial,
devem usar-se canadianas.
• Gelo:
• Aplicar uma compressa de gelo na área lesada, colocando uma toalha fina
entre o gelo e a pele.
• Fazer gelo por 20 minutos e depois esperar pelo menos 40 minutos antes de
aplicar novamente.
• Repetir 2 a 3 vezes por dia.
• Analgésicos e anti-inflamatórios não esteroides.
• Assim que os sintomas diminuírem, deve ser iniciado um programa de fisioterapia.
As técnicas que revelam maior eficácia nesta condição são:
• Exercícios de alongamento progressivo, principalmente do tensor da
fáscialata.
• Aplicação de ultrassons e TENS
• Exercícios de fortalecimento dos abdutores da coxa, sobretudo o glúteo
médio, para potenciar o retorno à atividade e para diminuir o risco de
recidivas.

Pubalgia

• Também conhecida como osteíte púbica, uma vez que ocorre dor e inflamação das
estruturas ao redor e sobre a sínfise púbica.
• A pubalgia resulta de um uso excessivo e repetitivo dos músculos que se inserem na
sínfise púbica e pode implicar uma interrupção prolongada na atividade física.
• O osso púbico é local onde se inserem diversos músculos, cujos tendões ficam
inflamados devido ao stress repetitivo na região da sínfise púbica.

Fatores de risco:
• A falta ou a inadequada execução de alongamento da musculatura adutora da coxa
associada ao excesso de exercícios abdominais que os atletas realizam, podem ser
causa de desequilíbrio muscular na sínfise púbica e, consequentemente, de
pubalgia;
• A gravidez é também um fator de risco.
• Por outro lado, existem fatores de risco que são intrínsecos a cada pessoa como, por
exemplo, anomalias congénitas ou adquiridas da parede abdominal, sobretudo nas
suas localizações mais inferiores, tal como as anomalias do canal inguinal ou as
desigualdades no comprimento dos membros inferiores (que são muito frequentes,
embora inaparentes), que geram instabilidade pélvica.
• A qualidade do solo e do calçado usado (pisos duros e uso de calçados com pouca
absorção de choques) podem igualmente contribuir para o desenvolvimento da
pubalgia.

Sintomas:
• O início desta patologia é insidioso, pelo que a dor aumenta progressivamente até
haver limitação de mobilidade.
• Com o agravar da inflamação, a dor que antes se concentrava apenas no quadril
migra para outras partes, como o abdómen inferior e a virilha.
• A dor piora com exercício, esforço ou certas posturas, podendo ser sentida ao subir
escadas ou no impulso do quadril para frente.
• A dor pode ainda irradiar para o períneo e testículos, causando lombalgia, quando
associada a uma lesão da sacroilíaca.
Tratamento:
• O tratamento da pubalgia é feito através de termoterapia e repouso;
• Quando a dor diminui, devem ser iniciados exercícios de alongamento para os
músculos da região interna da coxa, exercícios de fortalecimento abdominal e da
região lombar, exercícios de fortalecimento dos adutores, abdutores, flexores e
extensores do quadril e exercícios de estabilização do tronco e da coluna vertebral.
• O retorno à atividade desportiva pode ocorrer, nos casos mais ligeiros, ao fim de 3 a
5 dias. Nos casos mais graves, o repouso e tratamento devem durar 3 semanas a 3
meses, podendo estender-se até 6 meses.
• Se, após 3 meses, o tratamento conservador não for eficaz, deve-se considerar o
tratamento cirúrgico.

Joelho

Lesão meniscal

• Em cada joelho existem dois meniscos, um interno e um externo, e ambos


funcionam como elementos de absorção dos choques.
• A estrutura dos meniscos é rígida e semelhante a borracha, de modo a manter a
articulação do joelho estável.
• Os meniscos podem romper de diversos modos e, com frequência, estas lesões
associam-se a alterações dos ligamentos cruzados.
Fatores de risco:
• Este tipo de lesão é muito comum, sobretudo nos desportos de contacto, podendo
ocorrer em qualquer idade.
• As lesões dos meniscos são, com frequência, o resultado de um movimento de
torção, de mudança súbita de direção, de desaceleração ou podem ser
consequência de um impacto súbito.
• A idade é um fator de risco porque ocorrem alterações degenerativas da cartilagem,
que a enfraquecem e a tornam mais fina. Nesse contexto, pode bastar uma ligeira
torção durante o movimento de se levantar de uma cadeira para causar uma rotura
de um menisco.

Sintomas:
• Logo após a rotura, a maioria das pessoas consegue andar e muitos atletas
continuam a praticar desporto; no entanto, ao fim de 2 a 3 dias, o joelho fica menos
móvel e inchado.
• Os sintomas mais comuns são a dor, a rigidez, o edema, uma sensação de perda de
controlo do joelho e a redução da amplitude dos movimentos, tanto de extensão
como de flexão.

Tratamento:
• O tratamento da lesão é fundamental, uma vez que um fragmento do menisco pode
soltar-se e bloquear a articulação do joelho.
• As indicações para tratamento não cirúrgico incluem lesões estáveis, lesões de
espessura parcial, lesões degenerativas assintomáticas ou lesões cujos sintomas são
bem tolerados pelo paciente. Nestes casos, o protocolo RICE é útil, devendo ser
usadas canadianas, toma de fármacos anti-inflamatórios e fisioterapia com vista ao
alongamento e reforço muscular.
• O tratamento cirúrgico das lesões meniscais está indicado nas situações de
persistência dos sintomas após tratamento conservador, persistência da dor ou
bloqueio articular.

Rotura ligamento cruzado anterior

• O ligamento cruzado anterior é um dos ligamentos mais afetados do organismo e,


quando lesionado, torna difícil o retorno à prática desportiva.
• A função dos ligamentos cruzados é assegurar um movimento normal entre as
superfícies articulares do fémur e da tíbia.
• Estes ligamentos, como o nome sugere, cruzam-se, formando um “X”, e permitem
controlar os movimentos anteriores e posteriores do joelho.
• O ligamento cruzado anterior impede a tíbia de deslizar anteriormente em relação
ao fémur e oferece estabilidade na rotação do joelho.

Fatores predisponentes:
• As lesões do ligamento cruzado anterior são comuns e aproximadamente 70%
ocorrem durante a prática de desporto.
• Entre 70% e 90% das lesões deste ligamento ocorrem em situações sem contacto
direto contra o joelho e associam-se, frequentemente, a lesões de outras estruturas
(meniscos, ligamentos e cartilagem), dado que as lesões isoladas são raras.

Classificação:
• Estas lesões podem ser classificadas em função da sua gravidade:
• Grau 1: Lesão ligeira em que o ligamento se encontra ligeiramente
distendido, mas tem capacidade de manter a articulação do joelho estável.
• Grau 2: Maior distensão e laxidão ligamentar, podendo ocorrer uma rotura
parcial. Existe perda parcial da estabilidade da articulação.
• Grau 3: Corresponde a uma rotura total do ligamento, com instabilidade da
articulação do joelho.

Sintomas:
• O paciente refere dor imediata após o trauma que provocou a lesão, apresentando
uma sensação de estalido ou mesmo um som audível.
• O edema secundário à hemartrose (acumulação de sangue na articulação) é
observado algumas horas após o momento da lesão, agravando os sintomas
dolorosos e a limitação funcional. Estima-se que cerca de75% das lesões deste
ligamento se associem a uma hemartrose aguda.
• As sensações de instabilidade, caracterizadas por passos em falso, são comuns
durante as tentativas de retorno ao desporto, podendo manifestar-se também nas
atividades de vida diárias.

Tratamento:
• O tratamento a realizar é decidido de acordo com o nível de atividade física do
paciente.
• Os pacientes sedentários, sem grande apetência pelo desporto, poderão ser
tratados de um modo conservador, sendo a fisioterapia importante para o
tratamento dos sintomas inflamatórios (dor e edema), restauração completa do
movimento, recuperação da atrofia muscular e retorno às condições funcionais
satisfatórias para as atividades devida diárias.
• As indicações para o tratamento cirúrgico são a instabilidade sintomática para as
atividades quotidianas e desportivas, o desejo de manter a atividade desportiva e a
ineficácia do tratamento conservador.
• De um modo geral, as duas porções do ligamento são suturadas ou o
ligamento é reconstruído com recurso a técnicas de enxerto.
• A estratégia a adaptar deverá ser sempre devidamente individualizada.
• A recuperação após a cirurgia é lenta, sendo necessários 6 meses ou mais
antes de se poder retomar a atividade desportiva.
• A fisioterapia é essencial para restaurar gradualmente a flexibilidade dos
ligamentos e a força muscular.

Condropatia femoro-patelar

• Também conhecida como condromalacia (amolecimento da cartilagem), é uma


doença que acomete os joelhos com muita frequência.
• Ocorre por um excesso de pressão entre a cartilagem da tróclea femoral e a
cartilagem da patela.
• Esta patologia normalmente provoca dor na face anterior do joelho e crepitações,
principalmente quando a pessoa se agacha, corre, levanta-se da cadeira ou sobe e
desce escadas.
• É mais frequente nas mulheres devido ao eixo do membro inferior das mulheres,
que normalmente é valgo.
• A cartilagem da patela tem, em média, 5 mm de espessura (a mais espessa do
corpo) e tem como função amortecer as enormes pressões que são aplicadas à
mesma no dia-a-dia. Por sua vez, a patela é o osso do organismo que sofre maior
pressão de compressão; a pressão sobre o fémur pode chegar a 3 vezes o peso do
corpo para subir e descer escadas, por exemplo, e 7 vezes o peso corporal com
flexão acimado 90º.
• A condromalácia é uma doença de evolução muitas vezes lenta. O joelho fica
edemaciado sem que haja dor, devido a uma hiperpressão entre a patela e o fémur
durante o movimento de flexão/extensão do joelho. Pode ser também provocada
por lesões traumáticas agudas ou repetitivas nesta articulação.

Tratamento:
• O tratamento normalmente é não cirúrgico.
• Cuidados nos exercícios físicos de alto impacto, adaptações do calçado, fármacos e
fisioterapia normalmente são as opções utilizadas.
Tendinopatia da pata de ganso
• Designa-se por Pata de Ganso a junção de três tendões provenientes dos seguintes
músculos: costureiro, semi-tendinoso e grácil (reto interno).
• Inserem-se na superfície medial da tíbia e a sua principal função é a flexão do
joelho;
• a função secundária é promover a rotação medial do mesmo, auxiliando nas forças
em valgo, bem como nas forças rotativas.
• Nesta estrutura, é ainda importante salientar a importância de uma bolsa sinovial,
localizada entre tíbia e os tendões da Pata de Ganso, a qual reduz o atrito entre
tendões e osso, promovendo a proteção das estruturas.

Sintomas:
• O desgaste desta bolsa sinovial leva a que o atrito agrave, traduzindo-se em dor.
• Esta é sentida na região medial do joelho ao subir e descer escadas, ao caminhar,
após estar sentado, ao iniciar marcha e à palpação, havendo edema localizado.

Causas:
• É causado por overtraining, aumento abrupto de treino em subidas, hipotrofia
muscular da coxa, joelhos valgos, pé chato e tipo de passada (pronada).
Tratamento:
• O tratamento neste tipo de patologia depende da fase em que se encontra.
• Caso se esteja perante uma lesão em fase aguda, deverá haver recurso a técnicas
para eliminar o fator inflamatório. Assim, deverá ser aplicado gelo
(preferencialmente dinâmico), laser, TENS, fármacos anti-inflamatórios e exercícios
de alongamento e reforço muscular dos músculos periféricos.
• Numa fase mais crónica, a aplicação de gelo deixa de ser viável, pois não existirá
inflamação; neste caso, o calor é melhor opção, para que haja um maior aporte de
sangue à estrutura, relaxamento da área e regeneração dos tecidos.

Rotura do tendão de Aquiles

• A rotura do tendão de Aquiles é uma lesão que afeta a parte póstero-inferior da


perna.
• O tendão de Aquiles é o ligamento fibroso forte que liga os músculos do
compartimento posterior da perna ao osso do calcâneo, o solear e o gastrocnémio
(gémeos).
• As roturas podem ser totais ou parciais.

Sintomas:
• No momento da lesão, pode ser audível um estalido, seguido de uma dor forte
imediata na parte posterior do tornozelo e na parte inferior da perna que,
normalmente, afeta a capacidade de andar corretamente, podendo o pé ficar
pendente.

Causas:
• Uma lesão no tendão de Aquiles pode ser causada por:
• uso excessivo
• aumento do nível de atividade física de forma brusca
• ausência de alongamento
• usar sapatos de salto alto
• encurtamento muscular.

Tratamento:
• A cirurgia é frequentemente a melhor opção de tratamento para reparar uma
rotura do tendão de Aquiles.

Neuroma de Morton
• O neuroma de Morton trata-se de um espessamento da bainha tendinosa que leva
ao engrossamento do tecido que envolve o nervo digital, que percorre os dedos do
pé.
• Ocorre quando o nervo passa sob o ligamento que conecta os ossos do dedo, entre
o 3º e 4º dedos do pé, pela compressão mecânica dos ramos digitais dos nervos
plantares.
• Caracteriza-se por uma lesão não neoplásica, com formação de fibrose perineural do
nervo plantar, ou seja, há um alargamento fusiforme do nervo digital plantar,
geralmente como reação à irritação, ao trauma ou à pressão excessiva.

Incidência:
• A incidência do neuroma de Morton é 8 a 10 vezes maior nas mulheres do que nos
homens.

Sintomas:
• O neuroma de Morton causa dor na parte anterior do pé, que melhora perante a
retirada do calçado ou massagem.
• Ocorre irradiação para os dedos, acompanhada ou não de parestesias nas áreas
inervadas pelos ramos envolvidos, piorando com o uso de calçado mais apertado.

Tratamento:
• Inicialmente, o tratamento envolve a mudança de calçado e a toma de fármacos
anti-inflamatórios e fisioterapia, com objetivo de alongamento da fáscia plantar e
musculatura flexora dos dedos.
• O uso de palmilhas para supressão da carga na região dos metatarsos pode ser
usado como coadjuvante.
• Quando o tratamento conservador é ineficaz, recorre-se à cirurgia para neurólise e
libertação do ligamento metatársico transverso, com vista à descompressão.

Entorse tibiotársica
• Também denominada de entorse do tornozelo.
• É, provavelmente, a lesão mais comum no universo das alterações músculo-
esqueléticas.
• Estima-se que 15-25% de todas as lesões músculo-esqueléticas sejam deste tipo.
• Na sua esmagadora maioria, as entorses do tornozelo são externas (cerca de 95%).
• Os ligamentos do tornozelo mantêm os ossos e a articulação estáveis, protegendo a
última de movimentos extremos, como as torções e rolamentos do pé,
particularmente por inversão. São estruturas elásticas que estiram até ao seu limite,
regressando à sua configuração inicial. Se um ligamento for forçado para lá da sua
normal capacidade elástica, ocorre uma entorse que, em casos graves, pode
associar-se a uma rotura das fibras que o compõem.

Classificação:
• Esta lesão apresenta 3 graus, de acordo com a sua severidade:
• Grau 1. Distensão do ligamento perónio-astragaliano-anterior
• Grau 2. Seção do ligamento perónio-astragaliano-anterior e da cápsula
anterior
• Grau 3. Seção dos ligamentos estabilizadores do pé e da cápsula, lesão dos
peroniais e lesão osteocondral.

Fatores de Risco:
Os principais fatores de risco são:
• alterações anatómicas (como a diferença de comprimento dos membros inferiores
ou laxidão ligamentar);
• a existência de antecedentes de entorse de repetição;
• a prática de desportos que envolvem movimentos de impulsão/salto e corrida.

Sinais e sintomas:
• Destacam-se como sintomas de alerta para uma entorse grave a presença de dor
imediata e lancinante, perceção de rotura na face externa do tornozelo
acompanhada de estalido/ruído e o aparecimento rápido de tumefação/edema.
• Pode também ocorrer dor noturna, formação de hematoma, instabilidade nos
movimentos e a impossibilidade de suportar carga sobre o tornozelo.
• Os sintomas serão tanto mais acentuados quanto mais grave for a entorse.

Tratamento:
• O tratamento das entorses vária com a sua gravidade.
• Na entorse de grau I:
• Não é necessária imobilização, bastando a realização de exercícios de força e
flexibilidade.
• Nestes casos, o repouso, a crioterapia, a contenção e a elevação do tornozelo
acima do nível do coração durante os primeiros dois dias são medidas muito
úteis.
• Nas entorses de grau II, as medidas anteriores são importantes, mas as
imobilizações associadas à fisioterapia adquirem maior relevância.
• No grau III, a cirurgia poderá ser necessária, embora alguns casos possam ser
tratados somente com uma imobilização adequada.
• Os casos II e III, implicam o uso de canadianas e toma de fármacos anti-
inflamatórios analgésicos.
• Na maioria dos casos, o processo de cicatrização dura 4 semanas a 6 meses.
• A incorporação precoce de movimentos no caso das lesões do tornozelo é
importante para prevenir a rigidez.
• No processo de reabilitação, a estimulação elétrica ou por ultrassons ajuda a
controlar a dor e o edema e permite prevenir a cronicidade do problema, a que se
deve associar a recuperação da força muscular e amplitude de movimento.
• A cirurgia raramente é necessária, sendo utilizada apenas quando o tratamento
médico não é eficaz. A cirurgia pode ser realizada por artroscopia, que permite a
visualização da articulação e a deteção de fragmentos ósseos ou de cartilagem, bem
como a visualização direta e reconstrução do ligamento afetado.
• É de realçar que a ocorrência de uma entorse no passado incorretamente tratada
aumenta o risco de novas entorses. Quando as mesmas ocorrem de forma repetida
e a dor se mantém durante mais de 4 semanas a 6 meses, considera-se a entorse
crónica. Estas lesões crónicas alteram a propriocepção e geram desequilíbrio e
fraqueza muscular que aumentam o risco de novas lesões.

3. Patologia Neurológica
Até inícios do ano 2000, as lesões neurológicas não eram alvo de tratamento da
fisioterapia, pois acreditava-se que não era possível trabalhar o SNC. Atualmente, a a
terapêutica da patologia neurológica envolve a fisioterapia pois esta, além de recuperar,
auxilia na prevenção de lesões e agravamento das mesmas.

Das patologias neurológicas que afetam a capacidade física, onde a intervenção da


fisioterapia é útil, as mais comuns são:
1. Acidente Vascular Cerebral
2. Esclerosa Lateral Amiotrófica
3. Doença de Parkinson
4. Demência de Alzheimer

Acidente Vascular Cerebral (AVC)

• Também conhecido pela sigla AVC, é caracterizado pela perda rápida de função
neurológica, decorrente do entupimento (isquemia) ou rompimento
(hemorragia) de vasos sanguíneos cerebrais.
• De acordo com a Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral, Portugal
é, na Europa Ocidental, o país com mais elevada taxa de mortalidade, sobretudo
na população com menos de 65 anos de idade.

Sinais e Sintomas:

• É uma doença de início súbito, na qual o paciente pode apresentar paralisação ou


dificuldade de movimento dos membros de um dos lados do corpo, dificuldade
na fala ou articulação das palavras e défice visual súbito de uma parte do campo
visual.
• Pode ainda evoluir para o estado de coma e outros sinais.

Classificação do AVC:

Existem 2 tipos de AVC’s: isquémico e hemorrágico.

AVC Isquémico

• O AVC isquémico é o mais frequente, cerca de 80% dos casos.


• Ocorre pela falta de fluxo sanguíneo cerebral, levando ao enfarte do parênquima do
sistema nevoso. Essa queda no fluxo sanguínea pode ser decorrente de:
• Uma obstrução arterial: um trombo ou, mais comumente, um êmbolo;
• Queda na pressão de perfusão sanguínea, como nos estados de choque;
• Uma obstrução na drenagem do sangue venoso, como na trombose venosa,
causando dificuldade de entrada do sangue arterial no cérebro.
• Nos primeiros momentos do AVC isquémico não há morte de tecido cerebral, mas a
falta de suprimento sanguíneo provoca a rápida degeneração do mesmo, um tecido
metabolicamente muito ativo e que exige muito oxigénio e glicose para manter seus
neurónios vivos.

AVC Hemorrágico

• O AVC hemorrágico é menos comum, estando presente em cerca de 20% dos casos,
mas não menos grave.
• Ocorre pela rotura de um vaso sanguíneo intracraniano. O sangue em contato com o
parênquima nervoso tem ação irritativa. Além disso, a inflamação e o efeito de
massa ou pressão exercida pelo coágulo de sangue no tecido nervoso prejudica e
degenera o cérebro e a função cerebral.
• As consequências são mais graves.

Fatores de Risco de AVC:

Os fatores de risco para a ocorrência de um AVC são:

1. Hipertensão arterial: é o principal fator de risco para AVC, pois acelera o processo
aterosclerose, além de poder levar a uma ruptura de um vaso sanguíneo ou uma
isquemia;
2. Doença cardíaca;
3. Colesterol: é produzido principalmente no fígado e adquirido através da dieta rica
em gordura. Os seus níveis alterados, especialmente a elevação da fração LDL (mal
colesterol, presente nas gorduras saturadas, ou seja, aquelas da origem animal,
como carnes, gema de ovo etc) ou a redução da fração HDL (bom colesterol) estão
relacionados com a formação das placas aterosclerose;
4. Tabagismo: o fumo acelera o processo de aterosclerose, diminui a oxigenação do
sangue e aumenta o risco de hipertensão arterial;
5. Consumo excessivo de bebidas alcoólicas: eleva níveis de colesterol e a maior
propensão à hipertensão arterial;
6. Diabetes;
7. Idade: quanto mais idosa uma pessoa, maior a probabilidade de AVC;
8. Sexo: até aproximadamente 50 anos de idade vírgula o homem tem maior
propensão do que as mulheres; depois desta idade, o risco é semelhante;
9. Obesidade: aumenta o risco de diabetes, de hipertensão arterial e de aterosclerose;
10. Anticoncecionais hormonais;
11. Malformação arteriovenosa cerebral: distúrbio congénito dos vasos sanguíneos do
cérebro nos locais onde exista uma conexão anormal entre as artérias e as veias;
12. Stress.

Consequências e Recuperação do AVC

1. As consequências vão depender do tipo do AVC, da localização da artéria afetada, da


área cerebral lesionada, do estado de saúde e da atividade antes do AVC. Todos os
AVC’s são diferentes e cada pessoa afetada irá apresentar problemas e necessidades
diferentes.
2. Recuperação de um AVC é demorada. Cerca de 1/3 dos doentes recupera de um
modo significativo no primeiro mês, mas muitos permanecem com sequelas ao
longo das suas vidas.
3. A recuperação irá depender da localização e extensão do AVC, mas também do
tempo decorrido, razão pela qual é crucial o recurso imediato ao hospital quando
existe suspeita de desenvolvimento de um AVC.
4. A fisioterapia, terapia ocupacional e terapia da fala e alteração no estilo de vida são
aspetos importante para recuperação.

Nota: Para saber se uma pessoa está a ter um AVC, devem ser feitas três solicitações:
1. Sorrir
2. Levantar os braços
3. Repetir uma frase (“trinta e três”)

Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA)

Fisiopatologia

• É uma doença neurológica degenerativa rara que evolui de forma progressiva.


• Os neurónios motores que conduzem a informação do cérebro aos músculos
(passando pela medula espinhal) morrem prematuramente. Como consequência, os
músculos, que nos permitem realizar os mais variados movimentos (andar, falar,
mastigar, engolir…), vão ficando progressivamente mais fracos.
Incidência

• Estima-se que existam 3 a 5 casos de ELA por cada 100 mil pessoas da população
geral.
• Embora muitos casos surjam entre os 40 e os 75 anos, a maioria das pessoas
afetadas tem uma idade superior a 60 anos. Contudo, esta doença pode manifestar-
se em qualquer idade.
• É mais comum em homens do que em mulheres e mais nos caucasianos do que nos
indivíduos de raça negra.

Sinais e Sintomas

• Os principais sintomas desta doença são a falta de força muscular, atrofia muscular,
espasmos involuntários nos músculos, cãibras, fadiga, músculos presos por aumento
do seu tónus (espasticidade) e aumento da quantidade de produção de saliva.
• Existem diferentes formas de apresentação para esta doença:
• A forma medular, mais frequente, envolve os músculos dos braços ou das pernas,
causando dificuldades na marcha. Se envolver fraqueza dos músculos das mãos,
pode associar-se a outro tipo de dificuldades como, por exemplo, em abotoar um
casaco. Pode ainda ocorrer dificuldade na articulação de palavras, em mastigar e em
engolir.
• Existem também formas respiratórias de manifestação da doença (falta de ar, tosse,
entre outras).
• Geralmente, acaba por ocorrer um envolvimento progressivo da musculatura
corporal de forma difusa, sendo o ritmo de progressão muito variável.
• Quando a fraqueza muscular envolve os músculos do pescoço ou do dorso, estamos
perante a forma axial da doença.
• Quando ocorrem queixas associadas a diversos pontos do corpo, denomina-se
forma difusa.
• A ELA não é uma doença contagiosa.

Tratamento

• Atualmente, não existe cura.


• É importante recorrer a medicamentos que possam aliviar os sintomas e melhorar
a qualidade de vida. Estes medicamentos podem reduzir a fadiga, aliviar as cãibras
musculares, a espasticidade ou a obstipação. Podem, ainda, aliviar a dor, os
sintomas de depressão e melhorar a qualidade do sono.
• Quando a respiração se torna difícil pela fraqueza muscular, pode ser necessário
recorrer a assistência ventilatória durante a noite ou durante todo o dia.

Doença de Parkinson

Fisiopatologia e Etiopatogenia

• É uma perturbação cerebral que resulta da redução dos níveis de dopamina, que
funciona como um mensageiro químico nos centros que comandam os movimentos.
• Os níveis de dopamina reduzem-se como consequência da morte das células
cerebrais que a produzem.
• Para que os sintomas de Parkinson se manifestem, é necessária a morte de 70 a 80%
dessas células.
• Contudo, não se sabe por que razão estas morrem o porquê de algumas pessoas
desenvolvem esta doença e outras não.
• A história familiar, a exposição a pesticidas ou toxinas industriais e o
envelhecimento em si mesmo são fatores que contribuem para o desenvolvimento
de Parkinson.

Sinais e Sintomas
• Uma vez que a dopamina controla a atividade muscular, os sintomas relacionam-se
essencialmente com os movimentos.
• Para além dos tremores, rigidez e lentidão de movimentos, existem outros sintomas
que se traduzem no sono, no pensamento, na fala e no estado de espírito dos
pacientes.
• A manifestação inicial da doença de Parkinson é, de um modo geral, um tremor
ligeiro numa mão, braço ou perna que ocorre quando a extremidade afetada se
encontra em repouso, mas que pode aumentar em momentos de maior ansiedade.
Como regra, o tremor melhora quando o paciente move voluntariamente a
extremidade afetada e pode desaparecer durante o sono.
• À medida que a doença progride, o tremor torna-se mais difuso e pode afetar as
extremidades de ambos os lados do corpo. Quando os músculos da face são
afetados, a expressão pode ficar apagada e, no caso de outros músculos, o doente
pode ser incapaz de cuidar de si próprio.
• A depressão ou ansiedade são frequentes nos pacientes com Parkinson, bem como
as perturbações da memória.
• É comum ocorrerem dificuldades visuais, incontinência urinária e alterações na
sexualidade, cãibras, dificuldade de mastigação e deglutição, bem como aumento da
sudação.
• A instabilidade postural e as dificuldades na marcha tornam a doença de Parkinson
bastante incapacitante, dificultando o sentar e o levantar, obrigando a uma marcha
com pequenos passos, arrastados e sem o normal movimento pendular dos braços.

Tratamento

• Embora não exista cura, os sintomas podem ser controlados através de diversos
tipos de medicamentos que estimulam a libertação de dopamina, desde que ainda
existam células cerebrais produtoras desta.
• Quando tal não é possível, recorre-se a outro tipo de medicamentos, como
Levodopa, que depois é convertida em dopamina a nível cerebral.
• Existem ainda classes de medicamentos que imitam a ação da dopamina e outros
que impedem a sua degradação, assim prolongando a ação no cérebro.
• A escolha do tratamento adequado para doença de Parkinson dependerá, portanto,
da fase da doença e das circunstâncias idiossincráticas.
• São igualmente importantes medidas como a prática regular de exercício físico e
uma dieta equilibrada, as quais permitem oferecer melhor qualidade vida e
melhorar o controlo corporal.
• A fisioterapia auxilia no equilíbrio muscular, na postura e no equilíbrio.
Demência de Alzheimer

Fisiopatologia

• A doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência, constituindo cerca de


50% a 70% de todos os casos.
• É uma doença progressiva, degenerativa e que afeta o cérebro.
• À medida que as células cerebrais vão sofrendo uma redução de tamanho e número,
formam-se tranças neurofibrilares no seu interior e placas senis (ou placas
neuríticas) no espaço exterior entre elas. Esta situação impossibilita a comunicação
intracerebral e danifica as conexões existentes entre as células. Estas acabam por
morrer, o que se traduz na incapacidade de recordar ou assimilar a informação.

Sinais e Sintomas

• Assim, conforme a Doença de Alzheimer vai afetando as várias áreas cerebrais, vão-
se perdendo certas funções ou capacidades.
• As memórias mais remotas resistem melhor, mas acabam também por se perder ao
longo da progressão da doença.
• Aos problemas de memórias juntam-se lentamente outros sintomas característicos
da doença de Alzheimer:
• Começa a haver dificuldade em reconhecer pessoas;
• O discurso torna-se cada vez mais pobre e entrecortado, à procura de palavras;
• A orientação espacial torna-se cada vez mais difícil;
• Com o tempo, começam também a surgir as primeiras alterações do
comportamento, sendo frequentes as alucinações visuais e a atividade delirante (o
doente achar que o roubam ou perseguem), resultando em agitação e
agressividade.
• Este conjunto de dificuldades aumenta até ser suficiente para o indivíduo deixar de
viver de forma autónoma, necessitando de ajuda em tarefas antes realizadas de
forma natural como cozinhar, vestir-se, lavar-se, lidar com eletrodomésticos ou
dinheiro.

Tratamento

• O tratamento farmacológico visa retardar os sintomas;


• Deve haver acompanhamento psicológico e da terapia ocupacional e fisioterapia
auxiliar nas dificuldades motoras e eventual estado de acamação.
4. Patologia Pediátrica

A Fisioterapia intervém em diversas patologias, em todas as faixas etárias.

Serão abordadas as mais frequentas na área pediátrica, ou seja, entre os 0 e os 18 anos,


ainda que envolvam aspetos relacionados com ortopedia, neurologia ou cardiologia.

1. Síndrome de Down
2. Distrofia Muscular de Duchenne-Erb
3. Espinha Bífida
4. Luxação Congénita da Anca
5. Lesão do Plexo Braquial

Síndrome de Down

Causa e Apresentação Clínica

• Também conhecida como Trissomia 21, é um distúrbio genético causado pela


presença de um cromossoma extra, total ou parcial, no 21º par.
• A síndrome de Down é geralmente identificada no nascimento:
o Olhos inclinados;
o Abundância de pelo no pescoço;
o Face chata;
o Hipotonia generalizada;
o Proeminência da língua;
o Cantos da boca voltados para baixo;

• Uma pessoa com síndrome de Down pode apresentar todas ou algumas das
seguintes condições físicas:
o Olhos amendoados;
o Uma prega palmar transversal única (também conhecida como prega
simiesca);
o Dedos pequenos;
o Fissuras palpebrais oblíquas;
o Ponte nasal achatada;
o Língua protusa (devido à pequena cavidade oral);
o Pescoço curto;
o Uma flexibilidade excessiva nas articulações (laxidão ligamentar);
o Problemas cardíacos congénitos;
o Espaços excessivos entre o hálux e o segundo dedo do pé.

• Ao nível intelectual, as pessoas com síndrome de Down podem ter uma capacidade
cognitiva abaixo da média, geralmente variando de défice mental (QI 50-70) a
capacidade moderada (QI 35-50), podendo ainda ser défice profundo.
• Outra característica frequente é a microcefalia, um reduzido peso e tamanho do
cérebro.
• O progresso na aprendizagem é também tipicamente afetado por doenças e
deficiências motoras, como doenças infeciosas recorrentes, problemas no coração,
problemas na visão (miopia, astigmatismo ou estrabismo) e na audição.

Tratamento

• O tratamento em fisioterapia visa explorar o potencial motor da criança, como o


andar, sentar, gatinhar e comunicar.

Distrofia Muscular de Duchenne-Erb

Fisiopatologia e Etiopatogenia

• Distrofia muscular é a designação coletiva de um grupo de doenças musculares


hereditárias e progressivas, sendo a sua principal característica e degeneração da
membrana que envolve a célula muscular, causando a sua morte, afetando os
músculos e provocando fraqueza.
• De uma forma geral, a distrofia muscular é considerada rara, sendo a distrofia
muscular de Duchenne a forma mais comum, afetando cerca de um em cada três
mil crianças.
• A distrofia muscular progressiva é uma doença hereditária recessiva ligada ao
cromossoma X.
• As crianças com a distrofia muscular de Duchenne têm falta quase total de um
produto genético denominado distrofina, uma proteína essencial para os músculos
que é responsável pela manutenção da estrutura das suas células.
Sinais e Sintomas

• Esta distrofia surge tipicamente nas crianças de 3 a 7 anos.


• Inicialmente, sob forma de uma debilidade muscular na zona pélvica e, mais tarde,
nos ombros, de forma progressiva.
• À medida que se debilitam, os músculos aumentam de volume, mas com pouco
tónus.
• Em 90% das crianças com esta perturbação, é frequente um aumento de tamanho e
uma debilidade do músculo cardíaco, o que causa problemas de frequência
cardíaca.
• Normalmente, estas crianças caem com facilidade, têm dificuldade a correr, subir
escadas, levantar-se do chão e cansam-se mais rapidamente. Começam também a
caminhar na ponta dos pés, devido ao surgimento de contraturas e retrações dos
tendões. Ocorre o aparecimento de hiperlordose lombar e marcha anserina (“andar
do pato”). Por último, produz-se uma curvatura na coluna vertebral (escoliose) e,
em geral, as crianças afetadas ficam confinadas a uma cadeira de rodas aos 10 ou 12
anos de idade.
• A progressão da debilidade torna-as propensas à pneumonia e outras doenças,
sendo que a esperança média de vida se situa abaixo dos 20 anos de idade.

Tratamento

• Ainda não existe cura e o tratamento visa controlar os sintomas, realizar atividade
física, manter a força e função muscular, com o auxílio da fisioterapia.

Espinha Bífida

Fisiopatologia

• A espinha bífida é uma alteração congénita do sistema nervoso que se desenvolve


nos 2 primeiros meses de gestação e representa uma malformação no tubo neural,
que não fecha completamente.
• É das lesões mais comuns da medula espinhal, afetando especialmente a coluna
lombar e sacro, ficando os nervos expostos e desprotegidos.
• A criança que possui esta patologia pode ter problemas motores e sensitivos abaixo
do nível da lesão.

Sinais e Sintomas

Os sinais físicos de espinha bífida podem incluir:

• fraqueza nos membros inferiores e paralisia;


• disfunções ortopédicas (pé cavo, luxação do quadril, escoliose);
• problemas de controlo urinário e intestinal;
• infeção do trato urinário;
• alteração da função renal;
• escaras e irritação da pele;
• movimento ocular anormal.

Tratamento

O tratamento em fisioterapia tem como objetivos:

• facilitar o posicionamento;
• evitar complicações (problemas respiratórios, lesões de pele);
• promover a locomoção (marcha);
• treino de AVD’s;
• ajudar nas transferências;
• orientar e auxiliar a família.

Luxação Congénita da Anca

Fisiopatologia e Etiopatogenia

• Esta patologia resulta da incongruência entre a cabeça do fémur e a cavidade


acetabular.
• Ocorre com maior frequência no lado esquerdo.
• Pode ser originada por falta de espaço suficiente para o feto se mover livremente no
interior do útero, causado por escassa quantidade de líquido amniótico e por
perturbações no desenvolvimento embrionário que prejudiquem a formação dos
elementos que compõem a anca.
• Embora a causa destes fatores ainda seja desconhecida, em alguns casos é
percetível a presença de um componente hereditário, tendo em conta que a sua
incidência é muito mais elevada em algumas famílias do que na população em geral.
• Para além disso, a luxação pode ser provocada por eventuais problemas
consequentes do trabalho de parto, nomeadamente no parto de apresentação
pélvica, ou seja, caso a criança nasça de nádegas.

Sinais

• Ao longo dos primeiros meses de vida, a malformação torna-se evidente quando o


médico realiza determinadas manobras com vista a detetá-la, embora, por vezes,
seja percetível uma tumefação da zona devido à articulação anómala da cabeça do
fémur ou ao observar que o bebé sofre de dores quando move os membros
inferiores para vestir ou calçar.
• Em muitos casos, o problema pode ser detetado devido a um atraso do bebé em
começar a caminhar.
• Com o crescimento, se nada for feito, o fémur irá criar uma nova articulação com o
ilíaco, prejudicando gravemente a estabilidade e a marcha.

Tratamento

• A reabilitação de cada criança dependerá do tempo passado até ao início do


tratamento.
• A idade ideal para tal para se obter melhores resultados é até aos 2 meses de vida,
através da centralização da cabeça do fémur no acetábulo, recorrendo à colocação
da criança na “posição de rã”, por instrumentos externos, o que permite prevenir o
encurtamento de grupos musculares.
• A partir do 2º mês, não é mais possível reduzir a luxação de forma passiva, dado que
o encurtamento muscular não permite que a cabeça do fémur se centralize na fossa
acetabular, havendo necessidade de recorrer a outros meios mais invasivos.
• Assim, o foco da fisioterapia perante estes pacientes é a realização de um trabalho
de alongamento e fortalecimento muscular.
Lesão do Plexo Braquial

Fisiopatologia e Clínica

• Traduz-se clinicamente por perturbação motora e sensitiva do ombro superior e


neste grupo etário, habitualmente, é consequência do trabalho de parto.
• O plexo braquial agrupa os ramos ventrais das raízes do quinto ao oitavo nervo
cervical (C5 a C8) e do primeiro dorsal (T1).
• Durante o período expulsivo do parto, a tração excessiva do pescoço exercida para a
saída do ombro anterior, que é “bloqueado” pela sínfise púbica materna, pode lesar
as raízes do plexo braquial.
• Afeta de forma homogénea ambos os sexos e o membro superior direito é o mais
atingido.
• O tipo de lesão braquial encontrada pode variar em gravidade crescente desde a
afetação de condução do axónio, à segmentação da sua continuidade, seguindo-se a
segmentação das fibras nervosas, dos fascículos ou do tronco completo do nervo.
Podem coexistir todos estes tipos na mesma criança, ao serem atingidas diferentes
raízes.
• Outras morbilidades associadas incluem a paralisia do nervo facial, a fratura do
úmero ou da clavícula, a luxação do ombro e o torcicolo por contratura do
esternocleidomastóideo.

Tratamento

• O tratamento fisioterapêutico baseia-se na promoção da capacidade funcional pela


regeneração das estruturas nervosas e em treino do controlo motor.
• Assim, a fisioterapia tem como objetivos:
• evitar contraturas e aderências;
• manter a amplitude de movimento;
• promover estimulação motora e sensorial.

5. Patologia Respiratória

Asma
Definição
• É uma doença inflamatória crónica dos brônquios.
• Resulta do estreitamento destes, o que leva a que o ar saia e entre nos pulmões
com maior dificuldade.
• Este estreitamento é provocado pela contração dos músculos que existem à volta da
parede dos brônquios, que ficam mais estreitos, e pelo aumento da quantidade de
secreções produzidas.

Sintomas

• Causa sintomas respiratórios, nomeadamente dificuldade em respirar, pieira ou


chiadeira, sensação de opressão do tórax, tosse e cansaço.
• A intensidade dos sintomas é muito variável de doente para doente e mesmo em
cada doente, já que podem passar-se dias, semanas ou meses sem sintomas ou, por
outro lado, serem muito frequentes.
• Também a intensidade das crises pode ser muito diferente de dia para dia.

Desencadeantes e Agravantes

• As crises inflamatórias podem ser provocadas por alguns agentes: alergénios,


exercícios físicos, o riso, o frio, certos alimentos ou os seus aditivos, fármacos, entre
outros.
• Algumas substâncias não provocam asma, mas agravam-na. Isto acontece, por
exemplo, com o fumo do tabaco ou através da poluição do ambiente ao ar livre ou
no interior dos edifícios.

Tratamento

• O tratamento assenta essencialmente em:


• evitar os desencadeastes;
• tratamento preventivo;
• tratamento das crises.

• A fisioterapia tem como objetivo ensinar ao utente o autocontrolo respiratório,


potenciar o trabalho do diafragma e melhorar a expiração.
Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC)

É uma doença bronco pulmonar que resulta de uma obstrução das vias aéreas. Sob esta
designação incluem-se:

Bronquite Crónica:

• É uma inflamação crónica dos brônquios, com hipersecreção mucosa.


• Define-se como a presença de tosse e expetoração na maior parte dos dias,
durante 3 meses.
• O objetivo de tratamento é evitar a acumulação das secreções, relaxar o tórax,
adaptar o esforço e dar nova ritmicidade pulmonar.

Enfisema:

• Pode surgir isoladamente ou como complicação da bronquite crónica.


• Há uma destruição progressiva do tecido pulmonar – dos alvéolos – e o pulmão
vai perdendo a elasticidade.
• As vias aéreas vizinhas colapsam.
• A oxigenoterapia com a fisioterapia e treino de exercício individualizado são
indicados.

Tuberculose

Patologia

• É uma doença infeciosa que se transmite por via inalatória, causada pelo bacilo da
Tuberculose ou bacilo de Koch (BK), pertencente à família das micobactérias.
• Quando os bacilos inalados durante a inspiração alcançam e depositam-se nos
pulmões, pode ocorrer uma das seguintes situações:
• 1. O individuo que inalou os bacilos consegue eliminá-los dos pulmões
através das suas defesas naturais;
• 2. O bacilo ultrapassa e vence as defesas naturais, causando o aparecimento
de sintomas – Tuberculose;
• 3. Após a instalação dos bacilos, estes podem permanecer no interior do
organismo por longos períodos de tempo – Tuberculose latente. Isto significa
que o individuo se encontra infetado pelo bacilo, mas não tem sintomas, não
se encontrando doente.

Sintomas

• A tuberculose pode atingir outros órgãos além dos pulmões.


• Os principais sintomas são cansaço fácil, perda de apetite, fraqueza,
emagrecimento, suores noturnos, febre habitualmente baixa de predomínio
vespertino e tosse persistente, frequentemente acompanhada por expetoração que
pode conter sangue.

Tratamento

• O tratamento inicial é farmacológico, com vista ao controlo da doença.


• O número de tratamentos em fisioterapia vária de acordo com a gravidade e
quantidade de expetoração, mas esta só se inicia quando o utente estiver
medicamente tratado e estabilizado, para não provocar lesões em outros órgãos.
• O AFM e o fisioterapeuta têm de estar vacinados e usar obrigatoriamente máscara
e luvas no contacto com estes doentes.

Patologias da Pleura

Pleura e Cavidade Pleural


• A pleura é uma membrana dupla, semelhante a um saco, que envolve o pulmão.
• No seu interior há um espaço laminar, também denominado de cavidade pleural
que contém pequenas quantidades de um líquido lubrificante, secretado pelas
túnicas. Esse líquido reduz o atrito entre as mesmas, permitindo que deslizem
facilmente uma sobre a outra, durante a respiração.

Patologias Mais Comuns

As patologias mais comuns da pleura são os derrames pleurais e o pneumotórax.

• Derrame pleural: acumulação excessiva de fluido na cavidade pleural que pode


descompensar a ventilação por limitar a expansão dos pulmões durante a inalação.
• Pneumotórax: causado pela presença de ar na cavidade pleural, ocorrendo como
resultado de uma doença ou lesão.

Papel da Fisioterapia

É importante a atuação precoce da fisioterapia, para evitar a formação de aderências, bem


como a adoção de posturas corretas, pois a posição mais comum do paciente pleurítico é
com uma inclinação do tronco para o lado afetado, por ser menos dolorosa. No entanto,
esta favorece o aparecimento de aderências.

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