Finanças
Comportamentais
Tópicos Avançados em Mercados
Felipe Mafuz 2125987
José Wilker 2123610
Davi Nascimento 2121436
Nicolas Brito 2121413
Introdução às Finanças Comportamentais
Finanças comportamentais é o estudo de como fatores psicológicos influenciam as decisões
financeiras de indivíduos e instituições. Difere da teoria financeira tradicional, que assume
que os agentes são racionais e sempre buscam maximizar a utilidade.
Por admitirem a possibilidade do erro na tomada de decisões, os autores de Finanças
comportamentais concentram-se no estudo dessas falhas, chamadas de ilusões cognitivas,
isto é, a “tendência de erro sistemático no processo de decisão” (KAHNEMAN; RIEPE, 1998).
OS VIESES HEURÍSTICOS (Atalhos Mentais)
São regras práticas ou "atalhos mentais" que simplificam a tomada de decisão, mas podem
levar a erros sistemáticos ou vieses.
Tversky e Kahneman (1974) afirmam que as escolhas e julgamentos são baseados em crenças
que se revelam em frases como “eu penso que...”, “há 6 possibilidades...”, e “é improvável
que...”. Dessa forma, as crenças são empregadas para avaliar probabilidades.
Os autores, durante as pesquisas, encontraram 3 principais vieses heurísticos na tomada de
decisão. Essas tendências foram chamadas de heurísticas da:
Representatividade;
Disponibilidade;
Ancoragem.
VIESES HEURÍSTICOS
Representatividade:
Baseia decisões em estereótipos.
Exemplo: associar sucesso a empresas de tecnologia apenas porque já viu outras
bem-sucedidas no setor.
Disponibilidade:
Dá mais peso a informações recentes ou fáceis de lembrar.
Exemplo: Investir em uma ação porque viu notícias recentes sobre altas, ignorando
fundamentos.
Ancoragem:
Baseia-se em um valor inicial (âncora), mesmo que irrelevante.
Exemplo: Definir um preço-alvo para ações baseado no preço mais alto do passado,
ignorando a realidade atual.
TEORIA DOS PROSPECTOS
Em 1979, propondo uma crítica ao modelo de Bernoulli, Kahneman e Tversky desenvolveram
um modelo de tomada de decisões, chamado de Teoria dos Prospectos. O trabalho consistiu
em entrevistas com alunos e professores universitários, propondo em cada pergunta duas
opções, como por exemplo:
A: B:
33% de chance de ganhar 2.500 100% de chance de ganhar 2.400
66% de chance de ganhar 2.400
1% de chance de não ganhar nada
TEORIA DOS PROSPECTOS
A: B:
(2.500*0,33) + (2.400*0,66) + (0*0,1) (2.400*1)
Utilidade Esperada = 2.409 Utilidade Esperada = 2.400
Na pesquisa, somente 18% dos entrevistados escolheram a opção A, enquanto os outros 82%
escolheram a opção B, contrariando a teoria da utilidade de Bernoulli. O fator que motivou a
decisão dos entrevistados foi o Efeito Certeza.
Quando a situação é invertida, com a escolha entre a possibilidade certa de perder e a
chance de perder, as pessoas preferem apostar com a esperança de que não vão perder
nada.
TEORIA DOS PROSPECTOS
VIESES COGNITIVOS
Um viés cognitivo refere-se a um padrão sistemático de erro no julgamento ou na tomada de
decisão causado por limitações cognitivas, emoções ou crenças preestabelecidas.
Viés de Confirmação:
Baseia decisões em informações que confirmam crenças pré-existentes.
Exemplo: Investir em uma empresa ignorando seus problemas financeiros, apenas
porque encontrou notícias positivas que reforçam sua convicção.
Excesso de Confiança:
Superestima as próprias habilidades ou conhecimentos.
Exemplo: Operar no mercado com alavancagem, acreditando ter total controle sobre
o comportamento dos preços, resultando em grandes prejuízos.
Aversão à Perda:
Evita realizar prejuízos, mesmo que isso leve a decisões ruins.
Exemplo: Continuar segurando ações em queda, esperando uma recuperação que
pode nunca acontecer, em vez de cortar as perdas e investir em algo melhor.
VIESES COGNITIVOS
Viés do Status Quo:
Prefere manter a situação atual por medo de mudanças.
Exemplo: Permanecer com dinheiro na poupança, mesmo sabendo que produtos
como CDBs ou Tesouro Direto oferecem rendimentos maiores.
Efeito de Framing:
As decisões são influenciadas pela forma como a informação é apresentada.
Exemplo: Um investidor prefere um fundo que apresenta "80% de chance de sucesso"
em vez de outro descrito como "20% de chance de falha", mesmo que ambos tenham
o mesmo desempenho.
Dissonância Cognitiva:
Incongruência entre crenças e ações leva a justificativas ou alterações na percepção.
Exemplo: Um investidor que compra uma ação e vê seu preço cair tenta justificar a
decisão dizendo que é um "investimento de longo prazo", mesmo sem base para tal
análise, apenas para reduzir o desconforto psicológico.
ANÁLISE DE MERCADO
Bolhas Financeiras:
O correm quando os preços dos ativos se tornam excessivamente inflacionados,
desconectados de seus valores intrínsecos ou fundamentais, frequentemente impulsionados
por especulação e comportamentos irracionais dos investidores.
Vieses:
Excesso de Confiança: Investidores exageradamente otimistas acreditam que os preços
dos ativos continuarão a subir indefinidamente.
Efeito de Manada: Investidores seguem as ações de outros, pensando que eles têm
informações superiores. Isso pode criar um ciclo de feedback positivo, onde a subida dos
preços atrai mais investidores.
Exemplo Histórico: A bolha das "dot-com" nos anos 1990, onde empresas de tecnologia e
internet viram seus preços de ações inflarem descontroladamente devido a expectativas
irrealistas sobre crescimento futuro.
CONCLUSÃO
As Finanças Comportamentais revolucionam a compreensão das decisões financeiras ao
considerar influências psicológicas e emocionais. Reconhecer erros e vieses cognitivos
melhora o desempenho dos investidores e promove mercados mais eficientes e justos.
Importância: Entender a irracionalidade no comportamento financeiro é crucial para
estratégias de investimento eficazes e políticas econômicas estáveis. Esse entendimento nos
ajuda a prever e responder melhor às flutuações do mercado.
Futuro: Pesquisas contínuas nas Finanças Comportamentais prometem descobrir novos
vieses e heurísticas, aprimorando a tomada de decisões financeiras e criando um sistema
financeiro mais robusto e equitativo.
Obrigado!
ALUNOS:
JOSÉ WILKER
DAVI NASCIMENTO
NICOLAS BRITO
FELIPE MAFUZ
Ilustração produzida por IA representando decisões racionais e emocionais.