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SUMÁRIO 1) LEI 8072/90 – LEI DOS CRIMES HEDIONDOS.............................................................01 2) LEI 9613/98 – LEI DE LAVAGEM DE CAPITAIS...........................................................07 3) LEI 9034/95 – LEI DAS ORGANIZAÇÕES CRIMINOSAS.............................................23 4) LEI 9983/00 - CRIMES PREVIDENCIÁRIOS - E LEI 8137/90 – CRIMES CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA ...........................................................................................................................................33 5) LEI 9099/95 – LEI DOS JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS........................................51 6) LEI 9455/97 – LEI DE TORTURA..................................................................................67 7) LEI 11343/06 – LEI DE DROGAS..................................................................................73 8) LEI 9296/96 – LEI DE INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA..............................................87 9) LEI 9605/98 – LEI DOS CRIMES AMBIENTAIS............................................................99 10) LEI 7716/89 – LEI DO RACISMO.................................................................................120 11) LEI 7210/84 – LEI DE EXECUÇÃO PENAL.................................................................133 12) LEI 4898/65 – LEI DE ABUSO DE AUTORIDADE.......................................................151 13) DECRETO-LEI 3688/41 – LEI DAS CONTRAVENÇÕES PENAIS...............................166 14) LEI 9503/97 – CRIMES DE TRÂNSITO.......................................................................184 15) CRIMES CONTRA A ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO.............................................201 16) LEI 5553/68 – LEI DE USO E RETENÇÃO DE DOCUMENTOS..................................209 17) LEI 8078/90 – CRIMES CONTRA O CONSUMIDOR...................................................210 18) LEI 11340/06 - LEI DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA/LEI MARIA DA PENHA.................219 19) LEI 10826/03 – ESTATUTO DO DESARMAMENTO...................................................228 20) LEI 8069/90 – CRIMES DO ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE..........237 21) CRIMES ELEITORAIS.................................................................................................253 22) LEI 7492/86 – CRIMES CONTRA O SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL.................. 23) LEI 11101/05 – CRIMES FALIMENTARES.................................................................. 24) DECRETO 678/92 – PACTO DE SAN JOSÉ DA COSTA RICA (CONVENÇÃO AMERICANA SOBRE DIREITOS HUMANOS) .....................................................................................................

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31.01.2009 – ROGÉRIO SANCHES

1) LEI 8072/90 – LEI DOS CRIMES HEDIONDOS 1.1) DEFINIÇÃO A) Sistema legal – compete ao legislador enumerar, num rol taxativo, quais delitos considerados hediondos. B) Sistema judicial – é o juiz quem, na apreciação do caso concreto, diante da gravidade do crime, decide se a infração é ou não hedionda. C) Sistema misto – o legislador apresenta rol exemplificativo de crimes hediondos, deixando ao juiz um campo fértil para encontrar outros casos. O Brasil adotou o sistema legal – art. 5º, XLIII, da CF – o constituinte outorgou ao legislador ordinário tal tarefa, todavia, aquele já enumerou os equiparados a hediondos – tráfico de drogas, terrorismo, tortura. O SLegal é injusto pois só se considera a gravidade em abstrato, não analisando o caso concreto, ex.: estupro de uma pessoa pode não ser grave, como a de um namorado que pratica tal crime contra a namorada de 13 anos, que consentiu tal ato. O SJudicial é injusto pois a análise pelo magistrado é subjetivo, ferindo até o princípio da legalidade. O SMisto é injusto pois ignora o caso concreto e também é muito subjetivo, pois há a análise do magistrado. OBS.:**O STF vem adotando um quarto sistema: o legislador apresenta um rol taxativo de crimes hediondos, devendo o magistrado confirmar a hediondez na análise do caso concreto (o juiz não vai complementar; apenas confirmará se aquele crime tem requintes de hediondez) – GUILHERME DE SOUZA NUCCI também é filiado deste sistema. 1.2) ROL DOS CRIMES HEDIONDOS Segundo a redação do art. 1º da lei, são todos tipificados no Código Penal. Exceção: crime de genocídio (parágrafo único do art. 1º) – não está previsto no Código Penal. Os TTT são equiparados a hediondos. 1.2.1) Homicídio quando praticado em atividade típica de grupo de extermínio, ainda que cometido por um só agente e o homicídio qualificado – art. 121 e parág. 2º, do CP Ele não veio previsto desde a criação da lei. Adveio posteriormente, 4 anos depois. Homicídios praticados antes do dia 6 de setembro de 1994 não são hediondos – a lei posterior não pode retroagir em prejuízo ao réu. O homicídio simples, em regra, não é hediondo, salvo quando praticado em atividade típica de grupo de extermínio, ainda que cometido por um só agente – trata-se de um homicídio condicionado. Trata-se de circunstâncias muito imprecisas – crítica da doutrina. Por ex., não se sabe, pela lei, o que é a “atividade típica de grupo de extermínio”. A doutrina a conceitua como sendo a chacina, matança generalizada. Grupo, para uma 1ª corrente, não se confunde com par (duas pessoas), precisando de mais de 2 pessoas, mas também não se confunde com bando (exige 4); logo, precisaria de 3 pessoas para caracterizar um grupo (CERNICHIARI). Uma 2ª corrente também diz que não se confunde com par, mas é igual a bando (4 pessoas, no mínimo) – ALBERTO SILVA FRANCO. Outra crítica feita é que, esta forma de crime jamais será praticada sobre a forma simples, sendo caracterizado sempre a qualificadora – PAULO RANGEL, NUCCI.

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3 OBS.: esta circunstância de ser ou não grupo de extermínio fica sob análise do juiz, não sendo submetida à análise dos jurados, pois não é elementar, agravante nem causa de aumento de pena. Tratando-se do homicídio qualificado, todas as qualificadoras redundam no crime hediondo (art. 121, parág. 2º, do CP). O homicídio privilegiado não é hediondo. OBS.: é possível homicídio qualificado-privilegiado? R: Sim. O parágrafo 1º traz 3 privilegiadoras; o parágrafo 2º traz 5 qualificadoras. Os privilégios são o motivo social, moral e a emoção (todas de natureza subjetiva) As qualificadoras são o motivo torpe, fútil (natureza subjetiva, as duas), meio cruel, a surpresa e o fim especial (esta última também de natureza subjetiva). Só é possível o homicídio qualificado-privilegiado quando a qualificadora for de natureza objetiva. OBS.: homicídio qualificado-privilegiado é hediondo? R: 1ª corrente –é hediondo, pois a lei não excepciona esta figura. 2ª corrente – Não é hediondo, pois o privilegiado prepondera sobre a qualificadora – tal corrente faz uma analogia ao art. 67 do CP - no concurso de agravantes e atenuantes, prepondera a de natureza subjetiva (onde está escrito agravante, colocar-se-á “qualificadora”; onde estiver escrito atenuante, colocar-se-á “privilégio”) – a segunda corrente é a que prevalece no STF e no STJ. 1.2.2) Latrocínio – art. 157, parág. 3º, in fine, do CP O art. 157 trata do crime de roubo e o parág. 3º traz o roubo qualificado (se da violência resulta lesão grave ou morte, a pena é qualificada). Só é hediondo o roubo qualificado pela morte (parte final do parág. 3º). O roubo qualificado pela lesão grave não é hediondo. A morte pode ser dolosa ou culposa – o crime permanecerá hediondo. A morte tem que ser decorrência da violência. Se a morte resultar da grave ameaça – não é latrocínio - **STF. A violência deve ser empregada durante o assalto e em razão do assalto (é imprescindível o fator tempo e o fator nexo), ex.: uma semana depois do assalto, o bandido mata o gerente do banco que o reconheceu – não é latrocínio (foi em razão do assalto, mas não foi durante o roubo) – será roubo c.c. com homicídio. A morte é o meio para alcançar o fim – o roubo. Assaltante que mata o outro para ficar com o proveito do crime, não é latrocínio (trata-se de roubo + homicídio torpe). O assaltante que mata o outro, por tentar matar a vítima – art. 73 do CP – aberratio ictus – considerará as qualidades da vítima virtual e não da vítima real, logo, é latrocínio. Se a intenção inicial do agente era matar e só depois resolveu subtrair, trata-se de homicídio seguido de furto – não é latrocínio. Súmula 603 do STF – latrocínio não vai à júri, pois é crime contra o patrimônio – competência do juiz singular. Roubo de um carro mas mata 3 pessoas – há uma subtração e uma pluralidade de mortes – 1ª corrente – há apenas um latrocínio; as várias mortes serão consideradas pelo juiz na fixação da pena – CÉSAR ROBERTO BITENCOURT (é a corrente predominante em concursos públicos); 2ª corrente – há concurso formal impróprio (art. 70, segunda parte, do CP) – trata-se de pluralidade de latrocínio com soma de penas (tese institucional do MP de São Paulo); 3ª corrente – há uma continuidade delitiva – minoria jurisprudencial. Súmula 610 do STF – há crime de latrocínio consumado quando há a consumação da morte, ainda que a subtração seja tentada - **posição do STF. Crítica: tal súmula ignora o art. 14, I, do CP – o crime é consumado quando nele se reúnem todos os elementos de sua definição legal – ROGÉRIO GRECO. OBS.: é possível aplicar as causas de aumento de pena (parág. 2º do art. 157) ao latrocínio? R: Jamais! Não se aplica as majorantes do parágrafo 2º ao crime de latrocínio (localizado no parág. 3º do mesmo artigo). As majorantes do parág. 2º tem exclusiva aplicação aos crimes de roubo próprio e impróprio, não incidindo ao latrocínio – posição topográfica do parág 2º (só se aplica aos anteriores).

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4 1.2.3) Extorsão qualificada pela morte – art. 158, parág. 2º, do CP Tudo que se aplica ao latrocínio se aplica a este crime. 1.2.4) Extorsão mediante seqüestro – art. 159, caput e parágrafos, do CP Tal crime sempre é crime hediondo, não importa se na forma simples ou qualificada. 1.2.5) Estupro e atentado violento ao pudor – art. 213 e 214 do CP Eles podem ser praticados mediante violência real ou presumida (art. 224 do CP). Quanto ao resultado, eles podem ser simples ou qualificados pela morte (art. 223 do CP). **STF e STJ – todas essas formas configuram crime hediondo. STJ - HC 96124 SP (setembro de 2008). OBS.: posse sexual mediante fraude e o atentado ao pudor mediante fraude não são hediondos 1.2.6) Epidemia com resultado morte – art. 267, parágrafo 1º , do CP O tipo consiste em causar epidemia, mediante a propagação de germes patogênicos e se caso tal conduta resultar na morte de alguém, o crime será considerado hediondo, sendo a pena prevista no caput (reclusão de 10 a 15 anos) aplicada em dobro ao agente. 1.2.7) Falsificação, adulteração de produtos farmacêuticos e medicinais – art. 273 do CP O art. 273, caput, pune o falsificador do produto terapêutico ou medicinal. A pena é de 10 a 15 anos. O parágrafo 1º pune aquele que guarda, expõe a venda, vende produto já falsificado. A pena é a mesma, 10 a 15 anos. O parágrafo 1º-A abrange como objeto material outros produtos, como por ex., cosméticos e saneantes. OBS.: quanto aos cosméticos, trata-se apenas daqueles com finalidade terapêutica ou medicinal (se um batom for de finalidade terapêutica, incidirá neste parágrafo). Saneante abrange os produtos de limpeza. O parágrafo 1º-B pune quem comercializa produto com infração às regras adminsitrativas. A pena será a mesma, 10 a 15 anos – infringe o princípio da intervenção mínima (o Direito Administrativo poderia cuidar) – entendimento jurisprudencial. 1.3) CONSECTÁRIOS DA LEI Elas são tanto para os crimes hediondos, como para os crimes equiparados a hediondo (art. 2º da lei). 1.3.1) Insuscetíveis de anistia, graça e indulto O art. 5º, XLIII, da CF – não diz ser insuscetível de indulto. A lei 8072/90 arrola também a insuscetibilidade do indulto - Constitucional ou não? R: 1ª corrente – a vedação do indulto é inconstitucional – as vedações constitucionais seriam máximas, não podendo o legislador ordinário suplantá-las. Eles questionam que, se não se pode aumentar as prisões civis que estão na CF, não se poderia também acrescentar mais uma causa de proibição de aplicação aos crimes hediondos – LFG, ALBERTO SILVA FRANCO. 2ª corrente – as vedações constitucionais são mínimas (A CF deu o poder ao legislador ordinário de aumentar tal rol). O indulto é uma graça coletiva; logo estaria já abrangido – **posição do STF. O indulto não respeita fatos pretéritos – **posição do STF – RHC 84572/RJ. Neste recurso, o STF entendeu constitucional a vedação do indulto para crimes hediondos, até mesmo para os crimes praticados anteriormente à sua vigência (da lei 8072/90) - deve-se analisar a natureza do crime no momento da execução. A lei 9455/97 (lei de tortura) não impede o indulto, apenas impede a anistia e a graça. 1ª corrente – a permissão de indulto para a tortura se estende aos demais crimes hediondos e equiparados, revogando o inciso I do art. 2º da lei 8072/90 – trabalha com o princípio da isonomia – LFG e ALBERTO SILVA FRANCO. 2ª corrente – a permissão de indulto para a tortura não se

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5 estende aos demais delitos hediondos e equiparados – princípio da especialidade – MIRABETE e o **STF. se estiver também na lei 8072. Está difícil de explicar a posição do STF (os livros indicam que a posição do STF é a 2ª corrente. a súmula 697 estaria revogada – se tiver excesso de prazo da prisão. o Min. se ele é reincidente. recorre preso. o prazo da prisão será de 5+5. 2º.4) LIVRAMENTO CONDICIONAL Art. veda-se apenas a fiança (aboliu a vedação da liberdade provisória). Celso de Mello aplicou a 1ª corrente. 1. vedava fiança e liberdade provisória. 273 do CP) – cabe prisão temporária! – a lei posterior acrescentou à lei anterior. adotando a 1ª corrente.3. Todavia. ele recorrerá solto.3. já que a vedação foi abolida (STF). pois exige uma fração maior do que a que vinha se aceitando. antes mesmo do advento desta lei de 2007. Em dezembro de 2008. Agora a lei determina o cumprimento inicial fechado. Félix Fischer). Todavia. pois a vedação permanece implícita na proibição da fiança . deverá LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . 2º da lei. Se o crime estiver no inciso III da lei 7960.**STF (Min.5) Prisão temporária Lei 7960/89 – para o Delegado representar pela prisão temporária.2) Proibição de fiança Antes da lei 11464/2007. salvo se ausentes os fundamentos da prisão preventiva. salvo se presentes os fundamentos da prisão preventiva. É uma liberdade antecipada da execução. Se adotar a 2ª corrente. o art. deverá cumprir 1/3 da pena. o inciso III do art. 1. há um crime hediondo que não está abrangido pela lei 7960/89 – adulteração e falsificação de remédios (art. Há dúvida ainda quanto à aplicação da liberdade provisória aos crimes hediondos: 1ª corrente – permite-se a Lprovisória. permitindo a progressão de regime – cumprimento de 2/5 da pena se primário ou 3/5 se reincidente. permite-se o relaxamento da prisão. 1. 2ª corrente – não se permite a Lprovisória.3. a súmula 697 continua valendo. Lei 11343 de 2006 – lei de drogas – o crime de tráfico é insuscetível de anistia. mesmo sendo vedada a liberdade provisória. Antes o regime deveria ser integral fechado (proibia-se a progressão de regimes). II. 1. admitindo a progressão de regimes através do cumprimento de 1/6 da pena – a Lei 11464/2007 só tem aplicação para os fatos futuros – lei posterior maléfica ao réu. Se o agente é primário (nãoreincidente) e com bons antecedentes. SÚMULA Nº 697 do STF A PROIBIÇÃO DE LIBERDADE PROVISÓRIA NOS PROCESSOS POR CRIMES HEDIONDOS NÃO VEDA O RELAXAMENTO DA PRISÃO PROCESSUAL POR EXCESSO DE PRAZO. Ellen Gracie e STJ (Min. o prazo será de 30+30. desde que esteja combinado com o inciso I ou com o inciso II (posição majoritária). já que se trata de leis de mesma hierarquia (lei ordinária) – critério da posterioridade – sendo o prazo de até 30 dias.3. 1º deve estar sempre presente (que elenca os crimes passíveis de prisão temporária). Com o advento desta lei.4) Direito de apelar em liberdade ou não **STF – processado preso. Se o réu é processado solto. 1. o STF já havia declarado inconstitucional a vedação de progressão de regimes. 83 do CP. não necessariamente especifico. mas se deve prestar atenção a esta nova corrente). prorrogáveis por até mais 30 dias. graça e indulto (ela foi fiel à lei dos crimes hediondos).3) Cumprimento inicial em regime fechado A lei 11464/2007 modificou a redação do parágrafo 1º e 2º do art.

OBS. 9º Latrocínio. 35 que traz o crime de “quadrilha” para o tráfico. não tendo. 14. 14 foi apenas derrogado – parcialmente quanto à pena). não terá direito ao livramento condicional).: extorsão mediante sequestro com resultado morte. com o advento da Lei 11343/2006. a aplicação do art. uma 1ª corrente entende que se deve aplicar analogia in bonam partem. Para muitos. havia o art. se a violência for real. próprio para o tráfico de drogas.: **há decisões no STF e STJ não reconhecendo o bis in idem (todavia. ALBERTO SILVA FRANCO . Os países que não adotam o princípio da individualização da pena. ou B. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . já que a lei de drogas tinha uma quadrilha especial (o art. 3ª corrente – aquele que pratica crime hediondo ou equiparado.: há julgados do **STJ exigindo que. OBS. aplica-se o sistema da pena fixa (pena igual para todos que praticarem tal delito. qualquer que seja ele (ex. não se exige ser reincidente específico para não se beneficiar deste instituto. pena de 24 a 30 anos.: o que é reincidente específico? R: 1ª corrente – é aquele que pratica dois crimes hediondos ou equiparados do mesmo tipo penal (ex.ART. a pena será aumentada da metade (no caso. b) o concorrente denunciar (abrange também o partícipe). repristinando a antiga pena (3 a 10 anos). Quanto ao primário de maus antecedentes. pois seria analogia prejudicial ao réu.7) MODIFICAÇÃO DAS PENAS . 9º neste caso de extorsão mediante sequestro com resultado morte fere o princípio da individualização da pena. deverá recuperar também o dinheiro – posição minoritária. OBS. não terá direito ao livramento condicional) – é a corrente que prevalece. Todavia. O STF entendeu que a lei 8072/90 não revogou tal artigo.6) PENA DIFERENCIADA AO CRIME DE QUADRILHA OU BANDO A pena do art. Supondo que a vítima seja uma alienada mental. 9º gera bis in idem (o art. não se aplica o art.6 cumprir 1/2 da pena. vítima alienada mental. 159 do CP o instituto da delação premiada com nova redação (parág. se ele for autor de crime hediondo ou equiparado. e sim a Lei de Drogas. estupro e AVP terão a pena aumentada da metade se se enquadrar nas hipóteses do art. vítima que não puder oferecer resistência). quanto ao tráfico. o juiz. 1. 8º da Lei 8072/90. a aplicação do art. não pode ser usado duas vezes em prejuízo do réu). 224 do CP (vítima não maior de 14 anos.: quanto à progressão de regimes. No caso de violência presumida. ofendendo um mesmo bem jurídico (ex. OBS. 2ª corrente – é aquele que pratica crime hediondo ou equiparado. c) deve facilitar a libertação. visar à prática de tortura. se haver a delação premiada. No caso do estupro e AVP. Uma 2ª corrente entende que deve ser cumprida 1/2 da pena (como se fosse reincidente).: condenado por latrocínio e praticou estupro. 1.se foi pago o resgate. do art. extorsão mediante sequestro. 9º não acarreta bis in idem. 4º. 1. pena de 36 a 45 anos). No advento da lei antiga de drogas. opção para malear a pena).5) DELAÇÃO PREMIADA Acrescentou ao art.: condenado por estupro e depois atentado violento a pudor – não terá direito ao livramento condicional). terrorismo ou tráfico. a aplicação do art. OBS. pois apenas a pena foi alterada. extorsão qualificada pela morte. O máximo de pena a cumprir é de 30 anos. 159 do CP e Lei 9269/96) exige: a) o crime cometido em concurso de pessoas (não exige mais a quadrilha ou bando). Assim. deverá cumprir 2/3 da pena. houveram decisões no STJ em novembro e dezembro de 2008. o art.: condenado por estupro e praticando outro estupro. reconhecendo o bis in idem no caso de violência presumida – HC 111641/RJ e RESP 1020730/SP). apenas a reincidência normal. deverá ocorrer o desmantelamento do bando – HC 41758 de 2007. desde que não-reincidente específico. A 1ª corrente é a que prevalece. 288 do CP passa a ser de 2 a 6 anos se a Q.

LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . 2. É a fase ideal para que o Estado descubra a prática do delito.: Lei brasileira.4. com a expressão “money laundering” – os traficantes usavam lavanderias para ocultar o provento ilícito obtido através dos crimes. Ela foi ratificada no Brasil pelo Dec. 2. seja por meio de investimentos no mercado mobiliário ou imobiliário. com a aparência de terem sido obtidos de maneira lícita. 3. Técnicas usadas: smurfing – o termo advém do desenho Smurf – consiste no fracionamento de uma grande quantidade de dinheiro em pequenos valores.4.2009 – RENATO BRASILEIRO 2) LEI 9613/98 – LEI DE LAVAGEM DE CAPITAIS 2. Ex. OBS. 9º da lei 8072/90 é de aplicação da pena. 07. Integração/Integration – já com a aparência lícita.3) Legislação de 3ª geração Qualquer crime grave pode figurar como crime antecedente da lavagem de capitais.5) FASES DA LAVAGEM DE CAPITAIS A doutrina diz que são 3 fases que se pode visualizar: 1. 154/1991. 2. a partir de 1920.: um mero depósito de cheque já caracterizaria a lavagem? R: Já é lavagem! Não é necessário um vulto assustador das quantias envolvidas – posição do STF.4. provenientes direta ou indiretamente dos crimes listados no artigo 1º da lei 9613/98. os bens são formalmente incorporados ao sistema econômico.02. 2. 2.2) A EXPRESSÃO “LAVAGEM DE DINHEIRO” Ela tem origem nos EUA. 2.3) CONCEITO DE LAVAGEM DE CAPITAIS Lavagem é o processo por meio do qual. O art. Ex. Dissimulação/Laudering – uma série de negócios ou movimentações financeiras são realizadas a fim de impedir o rastreamento dos valores. 2.2) Legislação de 2ª geração Há uma ampliação no rol dos crimes antecedentes.1) Legislação de 1ª geração O único crime antecedente era o de tráfico de drogas. direitos ou valores. seja até mesmo no refinanciamento das atividades ilícitas. Tal legislação é numerus clausus – rol taxativo. bens.: Legislação espanhola e argentina. de modo a escapar do controle administrativo imposto às instituições financeiras. que foi concluída em Viena em 20/12/1988. 70 é matéria de execução da pena – é o que predomina.4) GERAÇÕES DE LEIS DE LAVAGEM DE CAPITAIS 2.7 CRÌTICA AO ENTENDIMENTO ACIMA EXPOSTO: O rebate a esta teoria é o seguinte: a matéria do art. Há a expressão também chamada “branqueamento de capitais”. Placement – consiste na introdução do dinheiro ilícito no sistema financeiro.1) HISTÓRICO DA LEI A preocupação com a incriminação da lavagem de capitais surge na Convenção das Nações Unidas contra o tráfico ilícito de substâncias entorpecentes. são integrados ao sistema econômicofinanceiro.

OBS. visado pelo agente. deve ser registrado que os processos são autônomos. 9. ainda que praticados em outro país. em contas-correntes de pessoas jurídicas. é muito interessante que os dois crimes sejam processados juntos. EMENT VOL-02035-02 PP-00249 SP EM Min. ou seja.613. da localização e da propriedade dos valores respectivos (L. a conduta antecedente deve ser típica e ilícita (princípio da acessoriedade LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . Art. como produto de concussão. basta a caracterizar a figura de "lavagem de capitais" mediante ocultação da origem. pode o acusado ser condenado pelo crime de lavagem de capitais? R: Dependerá do fundamento da absolvição. A 4ª corrente entende ser a ordem econômico-financeira e o bem jurídico tutelado pelo crime antecedente – ALBERTO SILVA FRANCO. 2. 9. : MARCO ANTONIO ZEPPINI OU MARCO ANTÔNIO ZEPPINI ADVDOS. : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL Ementa EMENTA: Lavagem de dinheiro: L. a palavra “crime” funciona como uma elementar do delito de lavagem de capitais. se isto for possível – conexão probatória. com os quais se ocupa a literatura.independem do processo e julgamento dos crimes antecedentes referidos no artigo anterior.7) ACESSORIEDADE DA LAVAGEM DE CAPITAIS O delito de lavagem de capitais é um delito acessório. O depósito de cheques de terceiro recebidos pelo agente.: os dois delitos devem ser processados obrigatoriamente no mesmo processo? R: Em relação aos processos criminais. Uma 2ª corrente entende que o bem jurídico seria a Administração da Justiça – RODOLFO TIGRE MAIA. às quais contava ele ter acesso. Órgão Julgador: Primeira Turma / HABEAS SEPÚLVEDA SÃO PAULO CORPUS PERTENCE 2. § 1º A denúncia será instruída com indícios suficientes da existência do crime antecedente. ainda que desconhecido ou isento de pena o autor daquele crime. sendo puníveis os fatos previstos nesta Lei. 1º. não precisa passar por essas 3 fases (STF – RHC 80816) RHC 80816 RECURSO Relator(a): Julgamento: 18/06/2001 Publicação DJ 18-06-2001 PP-00013 Parte(s) RECTE.6) BEM JURÍDICO TUTELADO Uma 1a corrente diz que a lei de lavagem tutela o mesmo bem jurídico protegido pelo crime antecedente – não é a que predomina. art. Para que o delito de lavagem de capitais seja punível. caput): o tipo não reclama nem êxito definitivo da ocultação.613/98: caracterização. nem o vulto e a complexidade dos exemplos de requintada "engenharia financeira" transnacional. : ANTÔNIO CLÁUDIO MARIZ DE OLIVEIRA E OUTRO RECDO. 2º O processo e julgamento dos crimes previstos nesta Lei: II . Uma 3ª corrente entende ser a ordem econômico-financeira – é a que prevalece na doutrina. Se o autor do crime antecedente for absolvido. Todavia.8 Para que o crime de lavagem de capitais esteja consumado. ou seja. o agente não precisa responder obrigatoriamente pela lavagem ou pelo crime antecedente num mesmo processo.

origem. ou seja. a ocultação do produto do crime antecedente configura conduta autônoma. o relator Sepúlveda Pertence entendeu tratar-se de um crime material. direitos ou valores provenientes de qualquer dos crimes antecedentes referidos neste artigo: I . mesmo que o agente pratique mais de uma ação típica. OBS. para ele. disposição. primeira parte.9) TIPO OBJETIVO Art. Portanto. II . movimenta ou transfere. OBS1. para ocultar ou dissimular a utilização de bens. dá ou recebe em garantia. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . No ***STF. Apesar da previsão constitucional. mesmo que o agente tenha dado início à ocultação em momento anterior à entrada em vigor da lei. recebe. devendo ter consciência quanto à origem ilícita dos valores ( STJ – RMS 16813). III e VI. Todavia. pois. localização. movimentação ou propriedade de bens. 2. de que o crime do art. Porém. crime cuja consumação se prolonga no tempo. Ocultar é crime permanente. 386. OBS2.9 limitada). do CPP). negocia. Portanto. RHC 80816. responderá normalmente pelo delito se mantiver os depósitos após a vigência da lei – Súmula 711 do STF. Sujeito passivo do delito é o Estado. 1º § 1º Incorre na mesma pena quem. III .importa ou exporta bens com valores não correspondentes aos verdadeiros. a lei de lavagem de capitais somente prevê a responsabilidade penal da pessoa física.: o autor do delito de lavagem de capitais não necessariamente precisa ter tido participação no crime antecedente. direitos ou valores provenientes. troca. contra bem jurídico distinto – é a tese que predomina. pois. nada impede a condenação por lavagem de capitais. caso o autor do crime antecedente seja absolvido com base na atipicidade de sua conduta ou com base numa excludente da ilicitude. em um mesmo contexto fático. responderá por um único delito – princípio da alternatividade (conflito aparente de normas). se o autor do crime antecedente for absolvido com base em uma excludente da culpabilidade ou em virtude de uma causa extintiva da punibilidade. I.8) SUJEITOS DO CRIME Trata-se de um crime comum. pode ser praticado por qualquer pessoa. 1º é um crime formal. OBS3. não será possível a condenação por lavagem (art. Prevalece o entendimento.os converte em ativos lícitos. Dissimular deve ser interpretado como “ocultação com fraude”.: o autor do crime antecedente também responde pelo crime de lavagem? R: Há duas correntes – 1ª corrente – o autor do crime antecedente não responde por lavagem de capitais. guarda. 1º Ocultar ou dissimular a natureza. O delito de lavagem de capitais é um crime de ação múltipla ou de conteúdo variado. de crime: Ocultar significa “esconder a origem da coisa”. tem em depósito. a ocultação dos valores configura mero exaurimento do delito (da mesma forma do crime de favorecimento real) – ROBERTO DELMANTO.: prestar atenção no parágrafo 1º do art. 2ª corrente – nada impede que o autor do crime antecedente seja também condenado pelo delito de lavagem de capitais – não é possível a aplicação do princípio da consunção. Portanto.: Pessoa jurídica pode responder por lavagem de capitais? R: De acordo com a CF.os adquire. há duas causas extintivas de punibilidade que impedem a condenação por lavagem de dinheiro – nas hipóteses de abolitio criminis e anistia. direta ou indiretamente. é possível a responsabilização criminal de PJ em crimes ambientais e contra a ordem econômicofinanceira. na doutrina. 2. ou seja.

Art. 1º. 33. 1º. dele não resulta a obtenção de bens. em que somente é possível a punição a título de dolo direto. salvo nas hipóteses do art.: objeto do furto foi vendido na rua e o dinheiro adquirido com a venda do produto será considerado o produto indireto do crime. são tidos como tráfico de drogas (associação ao tráfico de drogas não é crime antecedente). 2. Não é punido a título de culpa. direitos ou valores.7. é possível dizer que os crimes do art.1) Teoria da cegueira deliberada Tem origem no direito norte-americano (instruções da avestruz ou wilfull blindness). 36 e 37.10) TIPO SUBJETIVO É punido a título de dolo. (Redação dada pela Lei nº 10. 1º não há: contravenções penais (jogo do bicho. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .1) Tráfico de drogas Utilizando o disposto no art. dinheiro obtido com o dinheiro da droga. 2.10. 44 da Lei 11343/2006. O delito de capitais também é punido a título de dolo eventual. para esse fim. é o proveito obtido pelo criminoso como resultado da utilização econômica do produto direto do delito. por ex. ex.2003) b) a proposta ou a realização de transação prevista no inciso I deste artigo. 2.deverão comunicar. responde pelo crime de lavagem de capitais a título de dolo eventual. no prazo de vinte e quatro horas. 1º. Produto indireto do crime – fructus sceleris – configura o resultado mediato do delito. 34. Se o agente tinha conhecimento da elevada possibilidade de que os bens. ex. As pessoas referidas no art.: objeto furtado. Regra 2: mesmo que este crime antecedente esteja listado no art. direitos e valores. de 9. 2. abstendo-se de dar aos clientes ciência de tal ato.12) CRIMES ANTECEDENTES Regra 1: ainda que o crime proporcione ao agente a obtenção de bens. não se será possível a configuração do crime de lavagem de capitais se este delito antecedente não estiver listado no art. 10 que ultrapassarem limite fixado. direitos ou valores eram provenientes de crime. direitos e valores. ou com eles relacionar-se.11) OBJETO MATERIAL Produto direto do crime – producta sceleris – é o resultado imediato do delito. ou seja. 11. e agiu de modo indiferente a esse conhecimento. dele deverá resultar a obtenção de bens. ex.dispensarão especial atenção às operações que. crime de tráfico de animais.: prevaricação é crime contra a Administração Pública. pela mesma autoridade e na forma e condições por ela estabelecidas.701. para que seja possível a lavagem de capitais. possam constituir-se em sérios indícios dos crimes previstos nesta Lei. 9º: I .10 Trata-se de um crime formal – o resultado não precisa ocorrer para se consumar. No rol do art. 1º da lei. nos termos de instruções emanadas das autoridades competentes.12. 2. ex. II . arts. crimes contra a ordem tributária. caput e parág. devendo ser juntada a identificação a que se refere o inciso I do mesmo artigo. porém. às autoridades competentes: a) todas as transações constantes do inciso II do art.). parágrafo 2º.: roubo.

35 da lei de drogas. não será punível o delito de lavagem de capitais praticado no Brasil. art. Tal corrente é alvo de críticas – não prevalece na doutrina brasileira – quando o legislador diz “atos de terrorismo” é um exemplo de elemento normativo (é um elemento constante do tipo penal que demanda um juízo de valor para a sua compreensão) . • Organização criminosa – há duas correntes: 1ª corrente – é sustentada na Convenção de Palermo (organizada no ano de 2000) – é o grupo estruturado de 3 ou mais pessoas. Delito de quadrilha é um crime autônomo. Lei de Segurança Nacional – art. não existindo o crime de terrorismo no Brasil – é o que predomina. Se os delitos forem praticados. ferindo o princípio da taxatividade. existente há algum tempo e atuando com o fim de cometer infrações graves.4) Extorsão mediante seqüestro Art.7) Crime praticado por organização criminosa Podem-se inserir outros crimes neste inciso. lei do genocídio.12. Ex. 2. para a doutrina.11 2. Não pode confundir quadrilha com associação criminosa ou com organização criminosa: • Quadrilha é a associação estável e permanente de mais de 3 pessoas com o fim de praticar uma série indeterminada de crimes (art. • Associação criminosa é a união de 2 ou mais pessoas para a prática de crimes específicos. violando o princípio da taxatividade. 20 da Lei 7170/83 – lei de Segurança Nacional. com a intenção de obter benefício econômico ou moral. 2ª corrente – esta expressão é indeterminada. sob pena de violação ao princípio da legalidade (garantia da lex populi – lei penal incriminadora é aquela que provém do Poder Legislativo) – posição majoritária.12.12. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .3) Contrabando ou tráfico de armas Está previsto nos arts. 16 e 24 da Lei 7170/83 – não há número mínimo de integrantes.: art. 2º da Lei 2889/56 (aqui muda o conceito dado – o artigo pede para que se associem mais de 3 pessoas). 12 da Lei 7170/1983.12. 288 do CP). consumando-se independentemente da prática dos delitos para os quais os agentes se associaram. mesmo que o crime de terrorismo seja tipificado no exterior. A Convenção de Palermo foi incorporada ao ordenamento brasileiro pelo Dec 231/2003 – FERNANDO CAPEZ. 159 do CP. 2. 2. responderão os agentes pelos respectivos crimes em concurso material com o delito de quadrilha.12. 312 e 359-H do CP.2) Terrorismo e seu financiamento Há duas correntes acerca do crime de terrorismo: 1ª corrente – ANTONIO SCARANTES FERNANDES – o delito de terrorismo está previsto no art. OBS. Assim.6) Crimes contra o Sistema Financeiro Nacional Estão previstos na Lei 7492/86 e na Lei 6385. 17 e 18 da Lei 10826/2003 e também na Lei de Segurança Nacional – art.5) Crimes contra a Administração Pública Tais crimes estão previstos entre os arts.: terrorismo praticado fora do Brasil e o agente lavar o dinheiro aqui no país. 2ª corrente – sustentada por LFG – tratados internacionais não podem definir um crime. bem como os crimes previstos na Lei de Licitações (Lei 8666/93) e no Dec-Lei 201/67 (responsabilidade de Prefeitos e Vereadores) – entendimento doutrinário – sendo praticado contra a Administração Pública.12. não importa se está tipificado em leis esparsas ou no CP apenas – será crime antecedente ao de lavagem da capitais.a utilização indiscriminada de elementos normativos acarreta uma insegurança jurídica. pois a conduta deve ser considerada criminosa também no Brasil – princípio da dupla tipificação. 2. 2.

10) conexão local. Ele foi inserido em 2002. 35-B e 35-C da Lei 8884/94 – Lei dos cartéis – chamado de acordo de leniência. co-autor ou partícipe colaborar espontaneamente com as autoridades. dos bens etc. § 4º A pena será aumentada de um a dois terços. parág. 3) uso de meios tecnológicos avançados. 16.13) DELAÇÃO PREMIADA Há autores que distinguem delação premiada de colaboração premiada. 8) divisão territorial das atividades ilícitas. Na delação premiada. 2.12 no Brasil. Na colaboração premiada a pessoa colabora com o Estado. do CP – Extorsão mediante seqüestro. 6) conexão estrutural ou funcional com o poder público. do CP. A delação premiada. • Lei 8137/90 – art. Também temos delação premiada no art. por si só. • Art. 7) oferta de prestações sociais. aponta-se co-autores e partícipes. único. • Art.  Substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. • Art. § 5º A pena será reduzida de um a dois terços e começará a ser cumprida em regime aberto. 2º. se o crime for cometido de forma habitual ou por intermédio de organização criminosa. 2. podendo o juiz deixar de aplicá-la ou substituí-la por pena restritiva de direitos. não é fundamento suficiente para um decreto condenatório. único – crimes contra a ordem tributária. 13 e 14 da Lei 9807/99 – proteção às testemunhas. parág.8) Crime praticado por particular contra a Administração Pública Estrangeira Estão previstos nos arts. Há várias delações premiadas previstas no ordenamento jurídico. 8) alto poder de intimidação. 9) alta capacitação para capacidade de fraude. parág. da Lei 8072/90. antigos comparsas de infração penal. direitos ou valores objeto do crime. nacional ou internacional com outra organização criminosa. 6º da Lei 9034/95 – lei das organizações criminosas. 159.118 do Senado e 7223/2002 – seria organização criminosa aquela que resulta da presença de pelo menos 3 das seguintes características: 1) hierarquia estrutural. cada uma com conseqüências distintas: • Art. brandura ou doçura. se o autor. 2) planejamento empresarial. o benefício da delação será uma diminuição de pena. mas não delata ninguém. Em todos esses dispositivos.12. com a conseqüente extinção da punibilidade. parág. art. 8º. • Art.: ajuda na localização da vitima. parág. regional. não há definição legal de organização criminosa. ex. Não está inserido neste parágrafo o inciso VIII – não incide a causa de aumento de pena prevista no parágrafo 4º do art. da Lei 9613/98 – da delação poderão resultar 3 benefícios:  Diminuição da pena e fixação do regime inicial aberto. 41 da Lei de Drogas (11343/06). 1º. 337-B a 337-D. 5º.  Perdão judicial. nos casos previstos nos incisos I a VI do caput deste artigo. 4) recrutamento de pessoas. 25. 5) divisão funcional das atividades. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . da Lei 7492/86 (crimes contra o SFN ). 4º. 1º. art. Tramitam no CN 3 projetos de lei . prestando esclarecimentos que conduzam à apuração das infrações penais e de sua autoria ou à localização dos bens.

2009 – RENATO BRASILEIRO Art.(S): ANDREI ZENKNER SCHMIDT E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES): SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Ementa EMENTA: PENAL. sob pena de supressão de instância. III . DELAÇÃO PREMIADA. HABEAS CORPUS. / Min. Os procedimentos são: a) procedimento comum ordinário (crime com pena máxima igual ou superior a 4 anos – aplica-se aos crimes de lavagem). não pode ser quebrado. IV . 2. Caso haja consenso.13 Tanto a autoridade policial quanto o MP devem alertar os indiciados e acusados sobre os benefícios que poderão resultar na hipótese de colaboração. PARCIALIDADE DOS MEMBROS DO MINISTÉRIO PÚBLICO. II . o crime de lavagem poderá ser julgado no Brasil. Mesmo que o crime antecedente seja praticado em outro país. ADMISSIBILIDADE. 2º da lei – o processamento do crime de lavagem não depende da sua junção.15) AUTONOMIA DO PROCESSO 14. apensamento com o processo do crime antecedente. pode ser lavrado um acordo sigiloso entre acusação e defesa a ser submetido ao juiz para homologação (STF HC 90688 e RE 213937). I .16) COMPETÊNCIA CRIMINAL LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .Sigilo do acordo de delação que. A pena é de 3 a 10 anos de reclusão. 2.02. HC 90688 HABEAS Relator(a): Julgamento: 12/02/2008 Publicação DJe-074 DIVULG 24-04-2008 PUBLIC 25-04-2008 EMENT VOL-02316-04 PP-00756 Parte(s) PACTE. c) procedimento comum sumaríssimo (todas as contravenções penais e crimes cuja pena máxima não seja superior a 2 anos. mas nada impede que eles corram juntos.Sendo fundadas as suspeitas de impedimento das autoridades que propuseram ou homologaram o acordo. submetido ou não a procedimento especial). Mesmo que a lavagem seja praticada no estrangeiro. b) procedimento comum sumário (quando o crime tiver pena máxima inferior a 4 anos e superior a 2 anos) e. estará também sujeita à lei brasileira (extraterritorialidade condicionada da lei brasileira). razoável a expedição de certidão dando fé de seus nomes. cumulada ou não com multa. ORDEM DEFERIDA NA PARTE CONHECIDA.(S): ROBERTO BERTHOLDO IMPTE. SUSPEITAS FUNDADAS. por definição legal. PROCESSUAL PENAL. DIREITO DE SABER QUAIS AS AUTORIDADES QUE PARTICIPARAM DO ATO. ACORDO DE COOPERAÇÃO. Órgão Julgador: Primeira Turma PR RICARDO PARANÁ CORPUS LEWANDOWSKI 2.14) PROCEDIMENTO Atenção para a Lei 11719/2008 – alterou os procedimentos do CPP.HC parcialmente conhecido por ventilar matéria não discutida no tribunal ad quem.Writ concedido em parte para esse efeito.

19) APLICAÇÃO DO ART. nem constituir advogado. III. de s proce17. No caso. podendo o juiz determinar a produção antecipada das provas consideradas urgentes e. nos casos determinados por lei. citado por edital.extinção do órgão judiciário. 2. 109. hoje. salvo: I. 109. A partir de 2004. houve uma alteração da competência em razão da matéria. contra o sistema financeiro e a ordem econômico-financeira. 5º.: TRF 3ª região. suas autarquias ou empresas públicas.os crimes contra a organização do trabalho e.STJ HC 11462. vigora uma ordem taxativa de competência. serviços ou interesses da União. da lei. 2. o CJF editou a Resolução n.18) REQUISITOS DA DENÚNCIA Art.1996) LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . VI. sob pena de inépcia da peça acusatória. XXXVII. determinaram que a essas varas fossem remetidos os processos criminais em andamento em outras varas. os órgãos instituídos pela CF. ficarão suspensos o processo e o curso do prazo prescricional. determinando que os TRF´s criassem varas especializadas em crimes contra o SFN e de lavagem de capitais.14 A lei de lavagem tem como objeto jurídico a ordem econômico-financeira. sendo puníveis os fatos previstos nesta Lei. além de especializarem varas criminais.alteração da competência hierárquica. No julgamento do HC 86660. 12 da Lei 5010 (organização judiciária da Justiça Federal – poder de autoorganização dos tribunais). b) ninguém pode ser julgado por órgão instituído após o fato delituoso. nos termos do disposto no art. as resoluções dos TRF´s seriam válidas na medida que as especializações de varas seriam autorizadas pelo art. ou seja. A competência. o STF entendeu que apesar da ilegalidade da resolução 314 do CJF. (Redação dada pela Lei nº 9. por isto que foi considerado totalmente válido (STJ HC 41643). provimentos 238 e 275). A denúncia será instruída com indícios suficientes da existência do crime antecedente. 366 DO CPP Art. Geralmente. LIII. Só será de competência da Justiça Federal quando a lei assim determinar – art.17) CRIAÇÃO DE VARAS ESPECIALIZADAS No ano de 2003.alteração da competência em razão da matéria. ainda que desconhecido ou isento de pena o autor daquele crime. II. da CF. Se o acusado. diversas resoluções e provimentos foram editados pelos TRF´s (ex. Art. a lavagem relaciona-se com a remessa de dinheiro ao exterior – crime de evasão de divisas – crime contra o Sistema Financeiro Nacional. não comparecer. 366. Esses provimentos. que exclui qualquer possibilidade de discricionariedade. Aos juízes federais compete processar e julgar: VI . a denúncia deve também trazer um lastro probatório quanto à origem ilícita dos valores (crime antecedente). se for o caso.271. da CF) – dele derivam 3 regras de proteção: só podem exercer jurisdição. b) quando o crime antecedente for de competência da Justiça Federal . decretar prisão preventiva. 2. é determinada no momento da propositura da ação. A competência será da Justiça Federal quando: a) praticados contra bens. A competência é da Justiça Estadual. 312. a ação termina perante o juízo em que teve início. § 1º. 314. Justa causa duplicada – além de indícios quanto à lavagem de capitais. c) entre os juízes pré-constituídos.4. Questiona-se então se teria havido uma violação ao princípio do juiz natural (art. em regra. 2.

mantendo-a com relação a outros. em seu art. não se sabe o critério a ser adotado – o do direito material ou do direito processual. Citação por edital e revelia: suspensão do processo e do curso do prazo prescricional. para excluir o limite temporal imposto à suspensão do curso da prescrição.Pr. a mesma lei. "Interpretação que restringe a aplicação de uma norma a alguns casos. com a redação da L. Para concursos públicos – não se aplica!!! OBS. O art.(S) SUL RECDO. art. A indeterminação do prazo da suspensão não constitui. art. 1.Penal ao tempo da prescrição em abstrato. Todavia. 97). hipótese de imprescritibilidade: não impede a retomada do curso da prescrição. Tendo deixado de comparecer. DJ 05." 5. a Constituição Federal se limita. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . XLII e XLIV. Ademais.(A/S) ADV. por prazo indeterminado. seria uma causa de interrupção. Portanto.Pr. a excluir os crimes que enumera da incidência material das regras da prescrição. RE 460971 RECURSO Relator(a): Julgamento: 13/02/2007 Parte(s) RECTE. diz que será aplicado o art. II. no julgamento da Ext. 4. 366 do CPP à lavagem de capitais.**STF (RE 460971). situação substancialmente diversa da imprescritibilidade. a rigor. logo depois. nem mesmo sujeitar o período de suspensão de que trata o art. apenas a condiciona a um evento futuro e incerto. Deve-se lembrar que a atual redação foi inserida em 1996. 9.Pr. 366 do CPP não foi revogado pela Lei 11719/2008 – nova lei do procedimento comum.C. por tempo indeterminado . Órgão Julgador: Primeira Turma SEPÚLVEDA O art.15 Existe revelia no Processo Penal? R: Existe revelia no Processo Penal. Não cabe.12. 3ª corrente – a prescrição e o processo deverão permanecer suspensos por prazo indeterminado . pois. aplicando a regra do direito intertemporal. não se identifica com a declaração de inconstitucionalidade da norma que é a que se refere o art.093. e não de suspensão. em tese. O art. a Constituição Federal não proíbe a suspensão da prescrição. 366. 1042. 19." (cf.19. 3. 366 se aplica a quem foi citado ou intimado pessoalmente.09. o juiz decretará a revelia. RE 184. 2. salvo na hipótese de sentença condenatória.(A/S) Ementa EMENTA:I. Moreira Alves.06. 366 do C. 366 do CPP (LFG). 2. 366 é norma de natureza híbrida. 366 do CPP. nessa hipótese. 366 do CPP somente se aplica aos crimes cometidos após a entrada em vigor da lei 9271/96.Penal. é possível a aplicação do art.: O art.. parágrafo 2º da Lei 9613/98 diz que não se aplica o art. Conforme assentou o Supremo Tribunal Federal. Pertence. 4º. Controle incidente de inconstitucionalidade: reserva de plenário (CF. Para a doutrina. 97 da Constituição. 366 do C. sem proibir. O único efeito da revelia é a desnecessidade de intimação do acusado para a prática dos demais atos processuais. na hipótese do art. a regra do art. 5º. que a legislação ordinária criasse outras hipóteses. "do contrário. 2º. Combina-se a suspensão do processo (matéria processual) com a suspensão da prescrição (direito material).97).271/96. RE provido. após o que a prescrição voltaria a correr normalmente. quando deverá ser extinta a punibilidade. o que se teria. parágrafo 3º. Assim.1) Prazo máximo de suspensão do processo e da prescrição 1ª corrente – admite-se como tempo máximo de suspensão do processo o máximo de tempo de prescrição previsto no CP (20 anos). no art.Penal. : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO : VALDEMAR BRITO DA SILVA : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO / RS RIO GRANDE DO SUL EXTRAORDINÁRIO PERTENCE Min. referente à norma de direito material. 2ª corrente – admite-se como tempo de suspensão do processo o tempo de prescrição pela pena máxima em abstrato do crime.

p. criando-se então verdadeira prisão automática para aquele que foi preso em flagrante. em caso de sentença condenatória. se o acusado estava preso quando da sentença condenatória recorrível. Não cabe liberdade provisória (previsão expressa em lei): • Art. 44 da Lei 11343/2006 • Art. parágrafo único e 21 da lei 10826/2003 • Art. 15. OBS. parágrafo 6º. para crimes hediondos. é um crime que qualquer pessoa poderia cometer. Súmula 9 do STJ – não há qualquer problema quanto ao recolhimento à prisão para apelar. entendendo que caberia liberdade provisória) – logo. deverá permanecer solto. 14.22) RECOLHIMENTO À PRISÃO PARA RECORRER O antigo art. Todavia. não teria o porquê alguém praticar tal crime (se o comete. por ex. 3º Os crimes disciplinados nesta Lei são insuscetíveis de fiança e liberdade provisória e. b) por outro lado.16 2. há duas regras importantes: a) se o acusado estava em liberdade quando da sentença condenatória. é porque possui má índole. 44 da Lei 11343/2006 é especial em relação ao art. 14. 1º. Como toda e qualquer prisão cautelar. do CPP – o juiz. único. vedar a concessão de liberdade provisória a determinado delito? R: A prisão em flagrante é uma espécie de prisão cautelar.. II. dependendo da situação do caso concreto (sob violenta emoção. 594 do CPP trazia o recolhimento á prisão como condição de admissibilidade recursal. não caberá liberdade provisória em nenhum caso (com ou sem fiança) – fundamento: o homicídio.2: Atenção para a lei 8072/90. para não ferir o princípio da presunção de inocência. com redação determinada pela Lei 11464/2007 – em tese. 15. salvo se surgir alguma hipótese que autorize sua prisão preventiva. art. p. 310. verificará se será o caso de concessão de liberdade provisória. Hoje. o legislador retira do Poder Judiciário a análise de sua necessidade no caso concreto. a prisão provisória só se justifica se demonstrar necessária ao caso concreto.20) LIBERDADE PROVISÓRIA É uma medida de contra-cautela que substitui a prisão em flagrante. 2. 7º da Lei 9034/95 – lei de organização criminosa • Art. para o tráfico de drogas. 3º da Lei 9613/1998 Poderia o legislador. parágrafo único. da Lei 8072/90 (mesmo com o recente julgado do Ministro Celso de Mello. caso o acusado não fosse primário ou não tivesse bons antecedentes. por ex. 31 da Lei 7492/86 – Crimes contra o SFN • Ar. deverá permanecer preso. 2º Lei 8072/90 – crimes hediondos • Art. Quanto ao recurso em liberdade.). para o ***STF. OBS. não ofendendo o princípio da presunção da inocência. diante do caso concreto. já o tráfico de drogas. salvo se desaparecer a hipótese que autorizava sua prisão preventiva. parágrafo único. único e 21 da Lei 10826/2003 – Estatuto do Desarmamento. o juiz decidirá fundamentadamente se o réu poderá apelar em liberdade.1: ADI 3112 – O STF declarou a inconstitucionalidade dos art. 2º. cabe liberdade provisória sem fiança para crimes hediondos e equiparados – art. 3. então.21) RECURSO EM LIBERDADE Art.). Ao vedar a liberdade provisória a determinado delito. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . a norma do art. de forma abstrata. cabe liberdade provisória sem fiança. tendência ao crime etc. da Lei 9455/97 • Art.

ou seja.23) RECUPERAÇÃO DE ATIVOS E MEDIDAS CAUTELARES LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . 29. Súmula 347 do STJ – O conhecimento de recurso de apelação do réu independe de sua prisão. DESNECESSIDADE DE RECOLHIMENTO DO RÉU À PRISÃO. 595 do CPP também está revogado.Ainda que não se empreste dignidade constitucional ao duplo grau de jurisdição. DECRETO DE CUSTÓDIA CAUTELAR NÃO PREJUDICADO.A garantia do devido processo legal engloba o direito ao duplo grau de jurisdição. Para o STF. II . de 2008). art. (Incluído pela Lei nº 11. o art.A incorporação posterior ao ordenamento brasileiro de regra prevista em tratado internacional tem o condão de modificar a legislação ordinária que lhe é anterior. a fuga do réu durante o trâmite do recurso não será mais considerada causa de extinção anômala do recurso. sobrepondo-se à exigência prevista no art. parágrafo único. sobre a manutenção ou. 2. data posterior à promulgação Código de Processo Penal. 594 do CPP. PROCESSO PENAL. IV . VII .Independe do recolhimento à prisão o regular processamento de recurso de apelação do condenado. porém. se for o caso.387. VI . III . sem prejuízo do conhecimento da apelação que vier a ser interposta. assegura a todo o acusado o direito ao duplo grau de jurisdição.O decreto de prisão preventiva. Publicação DJe-032 DIVULG 06-06-2007 PUBLIC 08-06-2007 DJ 08-06-2007 PP-00037 EMENT VOL-02279-03 PP-00429 LEXSTF v. cuja ratificação pelo Brasil deu-se em 1992. do CPP: Parágrafo único.17 Todavia. tudo isto começa a cair por terra a partir do HC 88420 do STF – a Convenção Americana de Direitos Humanos. 345. 8. pode subsistir enquanto perdurarem os motivos que justificaram a sua decretação. 466-474 Parte(s) CRISTÓVAM DIONÍSIO DE BARROS CAVALCANTI JÚNIOR EDUARDO DE VILHENA TOLEDO E OUTRO(A/S) SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Ementa HABEAS CORPUS. ORDEM CONCEDIDA I . SENTENÇA CONDENATÓRIA. PRISÃO PREVENTIVA SUBSISTENTE ENQUANTO PERDURAREM OS MOTIVOS QUE A MOTIVARAM.719. 2007. V . POSSIBILIDADE. independentemente do recolhimento à prisão. trata-se de garantia prevista na Convenção Interamericana de Direitos Humanos. n.Ordem concedida. imposição de prisão preventiva ou de outra medida cautelar. PROCESSAMENTO. II. fundamentadamente. O juiz decidirá. p. Art. “h”.O acesso à instância recursal superior consubstancia direito que se encontra incorporado ao sistema pátrio de direitos e garantias fundamentais. RECURSO DE APELAÇÃO.

em favor do ofendido ou de seus sucessores. nada impede que se prolongue durante a noite. ao proferir sentença condenatória: (Vide Lei nº 11. de 3 de outubro de 1941 . de 2008). d) rápida substituição dos administradores das organizações criminosas.23. 387. STF INQ 2248: Inq-QO 2248 QUESTÃO / DE DF ORDEM DISTRITO NO FEDERAL INQUÉRITO LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . c) capacidade de controle das organizações criminosas do interior dos presídios. OBS. 2. a ser cumprido na presença de representante da OAB.2: autoridades fazendárias dependem de autorização judicial para ingressarem em domicílio. de ofício. no curso do inquérito ou da ação penal. considerando os prejuízos sofridos pelo ofendido. OBS. ou existentes em seu nome. O juiz. Mandado de busca e apreensão deve ser específico e pormenorizado. sendo inviável que tais medidas recaiam sobre patrimônio diverso.719. b) insuficiência e ineficiência das penas privativas de liberdade. 387. de 2008) IV . A) Busca e apreensão em escritório de advocacia – atenção para as alterações na Lei 8906/94 pela Lei 11767/2008. sem prejuízo de liquidação para apuração do dano efetivamente sofrido.719. (Redação dada pela Lei nº 11. salvo se tais clientes também estiverem sendo investigados como partícipes ou co-autores pela prática do mesmo crime que deu origem ao mandado.: é distinto de arresto – este é uma medida assecuratória fundada no interesse privado.fixará valor mínimo para reparação dos danos causados pela infração. procedendo-se na forma dos arts. Art. que tem por finalidade assegurar a reparação civil do dano causado pelo delito. De acordo com o art. do CPP: Art. mídias e objetos pertencentes a clientes do advogado averiguado. direitos ou valores do acusado.18 Um dos principais objetivos da criminalização da lavagem de capitais é o ataque ao braço financeiro das organizações criminosas pelos seguintes motivos: a) o confisco de bens e valores promove a asfixia da organização criminosa.689. 2. objeto dos crimes previstos nesta Lei.1) Apreensão Trata-se de medida cautelar com o objetivo de apreender coisas. a apreensão ou o seqüestro de bens. Independentemente de pedido expresso (é um efeito automático da sentença) a sentença condenatória já pode fixar um valor mínimo a título de reparação pelos danos materiais causados pela infração penal. antecipativa do perdimento de bens como efeito da condenação no caso de bens produto de crimes ou adquiridos pelo agente com a prática do fato criminoso. poderá decretar. Antigamente. IV. Recairá sob qualquer bem do patrimônio do agente. 125 a 144 do Decreto-Lei nº 3. 4º da Lei 9613/98. somente podem ser disponibilizados bens. sendo vedada a utilização de documentos. deveria pegar a sentença condenatória e fazer uma liquidação no juízo cível. objetos e instrumentos de interesse para a instauração do processo.1: iniciada uma busca durante o dia. Não cabe o arresto. O arresto ganha importância com a nova redação do art. a requerimento do Ministério Público. ou representação da autoridade policial. OBS. direitos ou valores sobre os quais recaiam suspeitas de vinculação com a lavagem de capitais. ouvido o Ministério Público em vinte e quatro horas.2) Seqüestro Medida assecuratória fundada no interesse público. havendo indícios suficientes.Código de Processo Penal. 4º O juiz.23.

do numerário apreendido. por imóveis. 61 da Lei 11343/2006. Órgão Julgador: Tribunal Pleno CARLOS BRITTO 2. 2.(A/S) : JOÃO BATISTA RAMOS SILVA OU JOÃO BATISTA RAMOS DA SILVA ADV. em ordem a não se poder iniciar a contagem do lapso temporal. COMPROVAÇÃO DE NOTAS SERIADAS E OUTRAS FALSAS. direta ou indiretamente. pois ainda se encontram inconclusas as diligências requeridas pelo Ministério Público Federal.(A/S) : ADRIANA GUIMARÃES GUERRA E OUTRO(A/S) ADV. PEDIDO DE LEVANTAMENTO DO DINHEIRO BLOQUEADO. A precípua finalidade das medidas acautelatórias que se decretam em procedimentos penais pela suposta prática dos crimes de lavagem de capitais está em inibir a própria continuidade da conduta delitiva.613/98. Min.(A/S) : RENATO RATTI ADV. que é de 120 dias. LEI Nº 9.23. IMPOSSIBILIDADE.613/98 (LEI ANTILAVAGEM). tendo em vista que o crime de lavagem de dinheiro consiste em introduzir na economia formal valores. 2. Para a decretação das medidas cautelares. Doutrina. não se expõe a medidas de constrição cautelar. de crimes antecedentes (incisos I a VIII do art. 4º da Lei nº 9. APREENSÃO DE NUMERÁRIO. À FALTA DE PREVISÃO LEGAL.613/98. Daí que a apreensão de valores em espécie tenha a serventia de facilitar o desvendamento da respectiva origem e ainda evitar que esse dinheiro em espécie entre em efetiva circulação. Se por ventura o acusado tiver interesse na liberação desses bens no curso do processo. Nos termos do art. que nem mesmo indiretamente se vincule às infrações referidas na Lei nº 9. por ausência de expressa autorização legal. direitos ou valores sob fundada suspeição de guardarem vinculação com o delito de lavagem de capitais. retroalimentando a suposta ciranda da delitividade. 1º da Lei nº 9. e se a constrição que a Lei Antilavagem franqueia é de molde a impedir tal inserção retroalimentadora de ilícitos. direitos e valores apreendidos ou seqüestrados quando comprovada a licitude de sua origem. cabe a ele comprovar a origem lícita dos bens.613/98). bens ou direitos que provenham. o ônus quanto à demonstração da origem ilícita dos bens.24) AÇÃO CONTROLADA LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . além de possibilitar uma mais desembaraçada investigação quanto à procedência das coisas. então é de se indeferir a pretendida substituição. volta a recair sobre o MP. Não é de se considerar vencido o prazo a que alude o § 1º do art. QUESTÃO DE ORDEM. é indispensável a presença de fumus boni iuris e de periculum in mora. Tramita no Congresso Nacional um projeto de lei criando a alienação antecipada na Lei 9613/1998. INVESTIGAÇÃO CRIMINAL PELA SUPOSTA PRÁTICA DO CRIME DE LAVAGEM DE DINHEIRO. Questão de ordem que se resolve pelo indeferimento do pedido de substituição de bens.23. Patrimônio diverso.19 Relator(a): Julgamento: 25/05/2006 Parte(s) AUTOR(A/S)(ES) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL INDIC. se o numerário objeto do crime em foco somente pode ser usufruído pela sua inserção no meio circulante. 4º da Lei Antilavagem. somente podem ser indisponibilizados bens. Já no momento da sentença condenatória. TRANSPORTADO EM MALAS. Se o crime de lavagem de dinheiro é uma conduta que lesiona as ordens econômica e financeira e que prejudica a administração da justiça. não está prevista na Lei de Lavagem de Capitais.(A/S) : JOSÉ PAULO LOPES QUELHO ADV.4) Alienação antecipada Está prevista na Lei de Drogas .3) Inversão do ônus da prova Art. 4º. Todavia.(A/S) : ANTÔNIO SÉRGIO ALTIERI DE MORAES PITOMBO E OUTRO(A/S) Ementa EMENTA: INQUÉRITO. § 2º O juiz determinará a liberação dos bens.art. MEDIANTE CAUCIONAMENTO DE BENS IMÓVEIS QUE NÃO GUARDAM NENHUMA RELAÇÃO COM OS EPISÓDIOS EM APURAÇÃO.

7º São efeitos da condenação.25) EFEITOS DA CONDENAÇÃO Art. pelo dobro do tempo da pena privativa de liberdade aplicada. poderá ser suspensa pelo juiz. 3) LEI 9034/1995 – LEI DAS ORGANIZAÇÕES CRIMINOSAS 3. consumando-se independentemente da prática dos delitos para os LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .: prisão de Guantamano. cirando o que a doutrina chama de situação de perene emergência. 288 do CP). em favor da União. 4. II – independente de determinação judicial (“ação controlada descontrolada”). não fazem jus às garantias fundamentais. já que é efeito genérico. além dos previstos no Código Penal: I .a interdição do exercício de cargo ou função pública de qualquer natureza e de diretor. 3. 53. II – nestas duas leis é conhecido também como flagrante prorrogado. • Lei 11343/06 – art. direitos ou valores. ressalvado o direito do lesado ou de terceiro de boa-fé. direitos e valores objeto de crime previsto nesta Lei. Como essas não-pessoas não se deixam orientar pelas normas. parágrafo 4º. da Lei § 4º A ordem de prisão de pessoas ou da apreensão ou seqüestro de bens. a condenação pela prática de lavagem também importa em perda de bens.1) DIREITO PENAL DA EMERGÊNCIA Caracteriza-se pela quebra de garantias justificada em virtude de uma situação excepcional. 2. dos bens. ex. quando a sua execução imediata possa comprometer as investigações Consiste no retardamento da ordem de prisão preventiva ou de apreensão ou seqüestro de bens. Há ação controlada em outras duas leis: • Lei 9034/95 – art. A crítica que recaí sobre esse direito penal da emergência é a de que haverá um processo contínuo de quebra de garantias. a fim de que se dê no momento mais oportuno sob o ponto de vista da colheita de provas e identificação dos demais envolvidos.3) ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA X QUADRILHA X ASSOCIAÇÃO CRIMINOSA Já visto na Lei de Lavagem de Capitais: • Quadrilha é a associação estável e permanente de mais de 3 pessoas com o fim de praticar uma série indeterminada de crimes (art. bastando o trânsito em julgado da condenação.20 Art. 9º. Certos indivíduos são fechados em relação às normas (indivíduos não-pessoas). 2º. direito e valores do delito. Além dos efeitos previstos no CP. ouvido o Ministério Público. 3.2) DIREITO PENAL DO INIMIGO Tal expressão nos leva a JAKOBS. II . SÉRGIO MOCCIA – trabalha com tal expressão.a perda. de membro de conselho de administração ou de gerência das pessoas jurídicas referidas no art. Delito de quadrilha é um crime autônomo.

Tramitam no CN 3 projetos de lei .570-2). Ex. da Lei 9034/95. adotado o mais rigoroso segredo de justiça. 2º desta lei. Se os delitos forem praticados.02. Associação criminosa é a união de 2 ou mais pessoas para a prática de crimes específicos.1) Ação controlada Já vista na Lei de lavagem. Lei de Segurança Nacional – art.4) CRIME ORGANIZADO POR NATUREZA E CRIME ORGANIZADO POR EXTENSÃO Crime organizado por natureza diz respeito à punição pelo delito de quadrilha. pois LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . 3. foi ajuizada uma ADIn (1570).2) Quebra do sigilo de dados bancários. 2ª corrente – sustentada por LFG – tratados internacionais não podem definir um crime. (Vide Adin nº 1. • 3. O STF disse que. existente há algum tempo e atuando com o fim de cometer infrações graves. Contra este artigo 3º da lei do crime organizado. sob pena de violação ao princípio da legalidade (garantia da lex populi – lei penal incriminadora é aquela que provém do Poder Legislativo) – posição majoritária. 7) oferta de prestações sociais. lei do genocídio. A prisão dos agentes continua sendo obrigatória. 8) alto poder de intimidação. 4) recrutamento de pessoas. ocorrendo possibilidade de violação de sigilo preservado pela Constituição ou por lei. 28. o art. É preciso cautela na utilização da ação controlada. financeiros. responderão os agentes pelos respectivos crimes em concurso material com o delito de quadrilha. III. 6) conexão estrutural ou funcional com o poder público. em relação aos dados fiscais e eleitorais. associação ou organização criminosa. 8) divisão territorial das atividades ilícitas. 5) divisão funcional das atividades.5. com a intenção de obter benefício econômico ou moral. 3º Nas hipóteses do inciso III do art. 3) uso de meios tecnológicos avançados. Organização criminosa – há duas correntes: 1ª corrente – é sustentada na Convenção de Palermo (organizada no ano de 2000) – é o grupo estruturado de 3 ou mais pessoas. 3º foi declarado inconstitucional. Independe de autorização judicial. fiscais e eleitorais Art. tendo a autoridade policial discricionariedade a respeito do melhor momento para efetuá-la. 2º. 35 da lei de drogas. Art. Assim.: art. associação ou organização criminosa. quem realizaria esta diligência (mesmo na fase policial) seria o juiz. 2º da Lei 3. 9) alta capacitação para capacidade de fraude.2009 – RENATO BRASILEIRO 3. De acordo com este artigo.5. Crime organizado por extensão diz respeito à punição pelos crimes praticados pela quadrilha. 2º da Lei 2889/56 (aqui muda o conceito dado – o artigo pede para que se associem mais de 3 pessoas).5) MEDIDAS INVESTIGATÓRIAS CONTRA O CRIME ORGANIZADO Art. 10) conexão local.118 do Senado e 7223/2002 – seria organização criminosa aquela que resulta da presença de pelo menos 3 das seguintes características: 1) hierarquia estrutural. no Brasil.21 • quais os agentes se associaram. 2) planejamento empresarial. fundando-se na proporcionalidade e razoabilidade. nacional ou internacional com outra organização criminosa. a diligência será realizada pessoalmente pelo juiz. A Convenção de Palermo foi incorporada ao ordenamento brasileiro pelo Dec 231/2003 – FERNANDO CAPEZ. art. regional. 16 e 24 da Lei 7170/83 – não há número mínimo de integrantes. não há definição legal de organização criminosa.

observando a necessidade. Ação julgada procedente. que passou a disciplinar a matéria. o qual recolhe a prova de ofício e determina a sua produção. INOBSERVÂNCIA DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. Ação prejudicada. A realização de inquérito é função que a Constituição reserva à polícia. 2. defesa e julgamento. de 2008) LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . IMPARCIALIDADE DO MAGISTRADO. em parte. REVOGAÇÃO IMPLÍCITA. de 2008) I – ordenar.690. A CF de 1988 adotou o sistema acusatório. esse sistema viola o princípio da imparcialidade. OFENSA. Busca e apreensão de documentos relacionados ao pedido de quebra de sigilo realizadas pessoalmente pelo magistrado. EM PARTE. ADI 1570 AÇÃO Relator(a): Julgamento: 12/02/2004 Parte(s) REQTE. sendo o acusado.22 atentava contra o sistema acusatório na medida em que atribua ao juiz funções de investigador e inquisitor (juiz inquisitor). (Incluído pela Lei nº 11. No tocante ao sigilo de dados bancários e financeiros. mesmo antes de iniciada a ação penal. COMPETÊNCIA PARA INVESTIGAR. artigo 129. a produção antecipada de provas consideradas urgentes e relevantes. sendo o acusado considerado mero objeto de investigação. documentos e informações bancárias e financeiras. e 144. quanto aos procedimentos que incidem sobre o acesso a dados. MITIGAÇÃO DAS ATRIBUIÇÕES DO MINISTÉRIO PÚBLICO E DAS POLÍCIAS FEDERAL E CIVIL. 3º da Lei 9034/95 foi declarado inconstitucional. / DIRETA Min. Atribuições conferidas ao Ministério Público e às Polícias Federal e Civil (CF. 3. O art. adequação e proporcionalidade da medida. I e IV. sujeito de direitos. § 1o. porém. SUPERVENIENTE.690. : CONGRESSO NACIONAL Ementa EMENTA: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. Comprometimento do princípio da imparcialidade e conseqüente violação ao devido processo legal. Precedentes. I e VIII e § 2o. : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA REQDO. A prova da alegação incumbirá a quem a fizer. sendo. AÇÃO PREJUDICADA. 3º teria sido revogado pela superveniência da LC 105/2001. LEI COMPLEMENTAR 105/01. Lei 9034/95. 156 do CPP. e § 4o). LEI 9034/95. : PRESIDENTE DA REPÚBLICA REQDO. REALIZAÇÃO DE DILIGÊNCIAS PESSOALMENTE. • É realizado sem as garantias do devido processo legal. "JUIZ DE INSTRUÇÃO". facultado ao juiz de ofício: (Redação dada pela Lei nº 11. Órgão Julgador: Tribunal Pleno DF DE DISTRITO FEDERAL INCONSTITUCIONALIDADE MAURÍCIO CORRÊA Sistema inquisitorial • Extrema concentração de poder nas mãos do órgão julgador. • Vigência do contraditório. • Como não há separação das funções. Revogação da disciplina contida na legislação antecedente em relação aos sigilos bancário e financeiro na apuração das ações praticadas por organizações criminosas. HIERARQUIA SUPERIOR. o STF entendeu que o art. FUNÇÕES DE INVESTIGAR E INQUIRIR. 1. • O juiz só deve ser chamado a intervir quando a sua presença for necessária. Sistema acusatório • Separação entre os órgãos de acusação. criando-se um processo dialético. Funções de investigador e inquisidor. Art. Superveniência da Lei Complementar 105/01.

: Deve-se. não haveria violação ao direito à intimidade (VALTER NUNES DA SILVA JÚNIOR). Inadmissibilidade. VIII. Quebra.CAUT. Liminar concedida e referendada.832-MC. 129. da CF. 6º.900-MC). Prova. MS-REF-MC 27483 REFERENDO Relator(a): Julgamento: 14/08/2008 Parte(s) IMPTE. Liminar concedida. Requisição. da CF. Sigilo judicial. COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO . X e LX. não há falar em quebra do sigilo bancário. na medida em que a situação bancária da pessoa não é exposta ao público. quebrar sigilo de dados bancários e/ou financeiros? R: • Quanto ao juiz. Autoridades fazendárias podem quebrar. portanto. Voto vencido. 1º da Lei federal nº 9. e art. 156. nessas hipóteses de acesso de dados bancários e financeiros sem autorização judicial. 325 do CP. quando em curso. só poderão ser restringidos mediante autorização do Poder Judiciário (CPI não pode violar sem autorização judicial): a) interceptação telefônica (quebra de sigilo de dados telefônico. Sigilo judicial. Interceptação telefônica. 5º. disse que o segredo de justiça representa uma limitação aos poderes das CPI´s. não há dúvida alguma que pode. I. do CPP ressuscita a figura do juiz inquisitor. no MS 27483. Admissibilidade de submissão da liminar ao Plenário. Segredo de justiça. b) violar domicílio. d) **segredo de justiça – o STF. MS nº 26.(S): TIM CELULAR S/A E OUTRO(A/S) ADV. Impossibilidade jurídica. quebrar sigilo imposto a processo sujeito a segredo de justiça. Autoridades fazendárias – art. • CPI – art. Segredo de justiça. Competência exclusiva do juízo que ordenou o sigilo. Órgão Julgador: Tribunal Pleno / MANDADO CEZAR DISTRITO DE FEDERAL SEGURANÇA PELUSO EM • • **Ministério Público também pode quebrar sigilo de dados bancários e financeiros? – há muitas dúvidas. de cópias das ordens judiciais e dos mandados de interceptação.23 Para a doutrina. Contra este art. pelo Relator. o sigilo bancário deveria ser quebrado por autoridade judiciária e CPI (fundamento das ações diretas de inconstitucionalidade) – não há decisão do STF ainda. de cópias de decisão nem de mandado judicial de interceptação telefônica. art. às operadoras. art. COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO. DF MED. 6º da LC 105/01. Aparência de ofensa a direito líquido e certo. Decisão judicial. a operadoras de telefonia. 2. Necessita de autorização judicial. 4º da LC 105/01 (CPI Estadual também pode – ACO 730 STF). Interceptação telefônica. § 3º. CPI pode!). pois. salvo em flagrante. A 1ª corrente diz que o MP pode decretar a quebra do sigilo bancário e financeiro quando envolver verbas públicas – poder de requisição – fundamento: art. 2ª corrente (prevalecido no STJ e no STF) diz que o MP não pode quebrar tal sigilo diretamente. mediante requisição.(A/S): DAVID MARQUES MUNIZ RECHULSKI E OUTRO(A/S) IMPDO. e 58. então. Quem pode. observar a cláusula de reserva de jurisdição – determinados direitos e garantias individuais.(A/S): PRESIDENTE DA COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO DAS ESCUTAS TELEFÔNICAS CLANDESTINAS Ementa EMENTAS: 1. A doutrina diz que. procedimento fiscal. todavia. Precedentes (MS nº 24. Voto vencido. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . a liminar que haja deferido. Quebra. no STF tramitam 7 ADIn´s.CPI. Pode o Relator de mandado de segurança submeter ao Plenário. cc.307-MS e MS nº 26. Comissão Parlamentar de Inquérito não tem poder jurídico de. Min. representando expressiva limitação aos seus poderes constitucionais. Inteligência dos arts. Este é oponível a Comissão Parlamentar de Inquérito. OBS. para referendo. para efeito de referendo. Poder que não tem caráter instrutório ou de investigação.296/96. o art. 10. Requisição de cópias das ordens judiciais e dos mandados. c) prisão.

com clareza e riqueza de detalhes. no curso do inquérito policial. de autorização judicial circunstanciada refere-se a uma decisão proferida em termos minuciosos. dado que de um ou outro possa advir condenação a pena privativa de liberdade. 3º. seja contra o indeferimento de prova de interesse do réu ou indiciado. 3. Escuta – é a mesma captação feita por um terceiro. se a conversa era reservada ou se deu em ambiente privado.que autoriza a quebra do sigilo bancário do paciente. autoriza quebra de sigilo bancário. Por outro lado. a mera referência ao pedido formulado pelo MP ou à representação da autoridade policial. Habeas corpus: admissibilidade: decisão judicial que. a captação ambiental sem autorização judicial constitui prova ilícita. portanto. nenhum problema haverá se a captação ambiental for feita sem autorização judicial. Órgão Julgador: Primeira Turma SEPÚLVEDA SÃO PAULO CORPUS PERTENCE OBS. o motivo da quebra do sigilo.: se a conversa não era reservada e nem se deu em ambiente privado. : RALPH TÓRTIMA STETTINGER E OUTRO COATOR : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Ementa EMENTA: I. porém.3) Captação e interceptação ambiental Art. neste inciso. por ofensa ao direito à intimidade. da Lei 9034/95. enquadra-se o pedido de habeas corpus contra a decisão . não pode figurar como paciente em habeas corpus – teria que ser impetrado um mandado de segurança. seja. será cabível o Habeas Corpus (STF HC 79191) HC 79191 HABEAS Relator(a): Julgamento: 04/05/1999 Publicação DJ 08-10-1999 PP-00039 Parte(s) PACTE. Se se trata de processo penal ou mesmo de inquérito policial. Interceptação – é a captação da conversa entre dois ou mais interlocutores por um terceiro que esteja no mesmo local ou não no mesmo local em que se dá a conversa. A menção. não gerando preclusão no processo de habeas corpus. Não é suficiente. ainda que não iminente. explicando. pode nele ser retificada de ofício.5. IV. EMENT VOL-01966-01 PP-00206 / SP Min.2: Pessoa jurídica não é dotada de liberdade de locomoção. salvo se o agente estiver em legítima defesa. Nessa linha.: Qual o remédio para impugnar uma quebra de sigilo de dados bancários e financeiros? R: Para o STF.alegadamente não fundamentada ou carente de justa causa . LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . Gravação – é a captação feita pelo próprio interlocutor. o deferimento de prova ilícita ou o deferimento inválido de prova lícita: nessa última hipótese. OBS. II.24 OBS. sempre que se tratar de processo penal ou de inquérito policial do qual possa resultar condenação à pena privativa de liberdade. a jurisprudência do STF admite o habeas corpus. Habeas corpus: decisão equivocada do relator declaratória da incompetência do Tribunal. : JOSÉ FRANCISCO DA CUNHA IMPTES. cuja aplicação poderia vir a ser viciada pela ilegalidade contra o qual se volta a impetração da ordem. não é de recusar a idoneidade do habeas corpus. com o consentimento de um dos interlocutores.

25 A) Teoria do risco Advém do direito norte-americano. • Lei de drogas – Lei 11343/2006. AINDA QUE O INDICIADO JÁ TENHA SIDO IDENTIFICADO CIVILMENTE. devendo envolver – segundo NUCCI – todo e qualquer funcionário. ocultando a sua verdadeira identidade. Somente o magistrado que autorizou. OBS. Seria possível punir os outros 3 pelo delito previsto no art.5. Da mesma forma que admite-se a formação de quadrilha ou bando com a inserção de menor de 18 anos. a doutrina entende que ele seria impune por praticar ato sob inexigibilidade de conduta diversa. 288 do CP? NUCCI entende que sim. com o fim de praticar crimes. ainda que o objetivo de um deles (o policial infiltrado) esteja abrigado em lei. 3. 8º e 9º . embora não seja este culpável. Não responde o agente infiltrado por eventual crime de quadrilha ou associação criminosa. tratada anteriormente. pelo menos.: NUCCI – Cômputo do agente para a configuração do crime de quadrilha ou bando – o delito previsto no art. Lei de proteção a vítimas – art. embasando-se na violação ao direito à intimidade. inclusive os do cartório da Vara. assim como no caso da interceptação ambiental. O agente infiltrado é uma pessoa integrante da estrutura dos serviços policiais ou de órgão de inteligência (ABIN) que é introduzida em uma organização criminosa. bem como deve ser estritamente sigilosa. 288 do CP. para a concretização do tipo penal do art. e a autoridade policial condutora do inquérito devem ter acesso à infiltração efetivada. tendo como finalidade a obtenção de informações para que seja possível a desarticulação da referida organização. tal filmagem não poderia ser rebatida pelo o agente. pois há 4 pessoas associadas. 288 do CP exige a cooperação de. Ex. I – também depende de autorização judicial.5. Imaginemos que uma delas seja um agente infiltrado.4) Infiltração de agentes policiais Chamado de Undercover. a presença do agente policial infiltrado.: quando uma pessoa toma uma atitude frente a câmeras de segurança. 2º. art. que fiscaliza a investigação. Leis que preveem tal instituto: • Lei das organizações criminosas – art. embora ele não seja punido por estar no estrito cumprimento do dever legal.5) Identificação criminal SÚMULA Nº 568 A IDENTIFICAÇÃO CRIMINAL NÃO CONSTITUI CONSTRANGIMENTO ILEGAL. o tipo penal tem condições de se materializar. o membro do MP. O agente. assume o risco quanto à documentação do fato por um terceiro. A autorização judicial deve ser criteriosamente fundamentada. do Ministério Público e outros policiais da delegacia ou órgão especializado. 53. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . quatro pessoas.dispositivos de segurança que poderão ser aplicados. 7º. A pessoa que espontaneamente faz revelações a respeito de sua participação em atividades ilícitas. 3. é de se considerar válida. Ele é um meio de obtenção de provas. No entanto. tendo que praticar algum outro crime em razão de estar infiltrado. Procura-se dar validade à prova obtida mediante violação ao direito à intimidade. V da Lei 9034/95 – depende de autorização judicial.

não constando. 3o O civilmente identificado por documento original não será submetido à identificação criminal. REVOGAÇÃO DO ART. de forma incisiva. Art. necessariamente. IDENTIFICAÇÃO CRIMINAL DOS CIVILMENTE IDENTIFICADOS. Dúvidas – artigos correlacionados: Art. O adolescente civilmente identificado não será submetido a identificação compulsória pelos órgãos policiais. Recurso provido – o artigo do ECA continua em vigor!!! Lei 10054/2000: na íntegra Art. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . os casos nos quais o civilmente identificado deve. desde que não identificados civilmente. 5º. CAPUT E INCISOS. caput e incisos. 109 do ECA. DA LEI Nº 10. Com efeito. de proteção e judiciais. crimes contra o patrimônio praticados mediante violência ou grave ameaça.034/95. 5º da Lei 9034/95 teria sido revogado pelo o art. Agora. enumerou.054/2000. II – houver fundada suspeita de falsificação ou adulteração do documento de identidade. havendo dúvida fundada. o qual exige que a identificação criminal de pessoas envolvidas com o crime organizado seja realizada independentemente da existência de identificação civil. serão submetidos à identificação criminal. 3º. 2o A prova de identificação civil far-se-á mediante apresentação de documento de identidade reconhecido pela legislação.054/2000. entre eles. restou revogado o preceito contido no art.26 Esta súmula é anterior à CF/88. Lei 10054/00 – Lei específica da identificação criminal – elenca os crimes que podem sofrer a identificação criminal **Para o STJ. salvo nas hipóteses previstas em lei. 3º. aquele que pratica infração penal de menor gravidade (art. exceto quando: I – estiver indiciado ou acusado pela prática de homicídio doloso. a hipótese em que o acusado se envolve com a ação praticada por organizações criminosas. 1o O preso em flagrante delito. sujeitar-se à identificação criminal. da Lei nº 10. 61. caput e parágrafo único do art.099. O art. RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. salvo para efeito de confrontação. a identificação criminal é a exceção.034/95. Parágrafo único. Art. assim como aqueles contra os quais tenha sido expedido mandado de prisão judicial. 5º da Lei nº 9. Ela deve ter a sua leitura confrontada com o art. ART. a autoridade policial providenciará a juntada dos materiais datiloscópico e fotográfico nos autos da comunicação da prisão em flagrante ou nos do inquérito policial. que não previu a possibilidade de identificação criminal de pessoas envolvidas com organizações criminosas – RHC 12965 PENAL. inclusive pelo processo datiloscópico e fotográfico. III – o estado de conservação ou a distância temporal da expedição de documento apresentado impossibilite a completa identificação dos caracteres essenciais. 5º DA LEI Nº 9. LVIII . 69 da Lei nº 9. crime de receptação qualificada.o civilmente identificado não será submetido a identificação criminal. de 26 de setembro de 1995). Art. da CF Art. Sendo identificado criminalmente. 5º da Lei 9034/95. 3º da Lei de Identificação Criminal. Só cabe em hipóteses previstas em lei. LVIII. A identificação criminal de pessoas envolvidas com a ação praticada por organizações criminosas será realizada independentemente da identificação civil. o art. o indiciado em inquérito policial. 5º. crimes contra a liberdade sexual ou crime de falsificação de documento público.

pois com a reforma do CPP em 2008. Doutrinadores como LFG. 7º da Lei 9034/95. 6º da lei. Art.: Tem doutrinador que diz que o prazo da prisão temporária não deve ser levado em consideração na hora desse cálculo. • Alegações por escrito (memoriais. sua identificação civil. e no inquérito policial.5. a pena será reduzida de um a dois terços. violando o princípio da presunção de inocência. entendem que. em quantidade de vias necessárias. • Oferecimento da denúncia – 5 dias. no momento que se veda a liberdade provisória. o dativo também terá 10 dias. 6º Nos crimes praticados em organização criminosa. ela é vedada (com ou sem fiança). 5o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. V – houver registro de extravio do documento de identidade. sua natureza é de diminuição de pena – art. com ou sem fiança. Art. OBS. 4o Cópia do documento de identificação civil apresentada deverá ser mantida nos autos de prisão em flagrante. Delação premiada significa a assunção pessoal da prática de um crime. • Possibilidade de absolvição sumária – 5 dias. Procedimento penal com réu preso: • inquérito policial – 10 dias. Se não nomear advogado.5. EUGÊNIO PACHELLI.6) Delação premiada Aqui. VI – o indiciado ou acusado não comprovar. Justiça Federal – pode chegar a 30 dias (15 + 15). porém com a intenção de auferir algum benefício. Pelo texto da lei.7) Liberdade provisória Art. Foi visto na lei de lavagem de capitais. cria-se uma prisão cautelar obrigatória. quem são os comparsas e colaboradores. quando solto. aos agentes que tenham tido intensa e efetiva participação na organização criminosa. quando houver. a título de colaboração. Não será concedida liberdade provisória.5. 3. em quarenta e oito horas. buscando narrar às autoridades competentes. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . Já foi tratado na lei de lavagem de capitais. 3. Art. 120 dias.27 IV – constar de registros policiais o uso de outros nomes ou diferentes qualificações. quando preso. os procedimentos processuais penais foram alterados. • Designação de audiência una (caso de não absolvição sumária) – deve ser realizada no prazo de 60 dias. quando a colaboração espontânea do agente levar ao esclarecimento de infrações penais e sua autoria. Se for uma prisão temporária em crimes hediondos – pode chegar a 60 dias (30+30). em caso de não sentença na audiência) – prazo para sentenciar de 10 dias.8) Prazo para o encerramento da instrução criminal – art. 8º da Lei 81 dias. Tal prazo acaba sendo alterado. 3. • Recebimento da peça acusatória – 5 dias para recebê-la. • Resposta da acusação – 10 dias.

9º da Lei O art. mas o réu será posto em liberdade. 10 Os condenados por crime decorrentes de organização criminosa iniciarão o cumprimento da pena em regime fechado. foi editada a súmula 347 do STJ: Súmula sua prisão. parágrafo único do CPP. em organizações criminosas.12. item 2. 3. 3.CRIMES PREVIDENCIÁRIOS E LEI 8137/90 TRIBUTÁRIA CONTRA A ORDEM 4.28 Somando todos estes prazos: o prazo pode variar entre 95 a 175 dias. O juiz decidirá.: o processo continua normalmente.792. “h”. 9º da Lei 9034/95 foi revogado pelo o art. § 2o Estará igualmente sujeito ao regime disciplinar diferenciado o preso provisório ou o condenado sob o qual recaiam fundadas suspeitas de envolvimento ou participação.5. podendo ser dilatado em virtude da complexidade da causa e/ou pluralidade de réus. O conhecimento de recurso de apelação do réu independe de Art. Portanto. alterou a lei dos crimes hediondos.5. Lei 11464/2007.2) APROPRIAÇÃO INDÉBITA PREVIDENCIÁRIA – ART.9) Recolhimento à prisão para apelar – art. 347. 387. quadrilha ou bando. 168-A DO CP Art.5.983. posteriormente. Trata-se de uma garantia prevista na CADH – art. (Incluído pela Lei nº 10. 9º cai por terra quando o STF julgou o HC 88420 – todo e qualquer acusado tem direito ao duplo grau de jurisdição. no prazo e forma legal ou convencional: (Incluído pela Lei nº 9. desproporcional à garantia da razoável duração do processo. 8º.1) ENTRADA EM VIGOR DA LEI 9983/00 Esta lei retirou as figuras criminais da lei previdenciária (Lei 8212/91) e jogou no Código Penal. sem prejuízo do conhecimento da apelação que vier a ser interposta. Para os tribunais. imposição de prisão preventiva ou de outra medida cautelar. Em cima de tal entendimento. parágrafo 2º. (Incluído pela Lei nº 11. 3. Deixar de repassar à previdência social as contribuições recolhidas dos contribuintes.719. fundamentadamente. haverá excesso de prazo nas seguintes hipóteses: 1ª) quando o excesso for causado pela inércia do Poder Judiciário.10) Início de cumprimento da pena em regime fechado – art. a qualquer título. 4. O regime integralmente fechado foi declarado inconstitucional – HC 82959 STF. 168-A. de 2008). 3ª) quando restar caracterizado um excesso abusivo. de 1º. Parágrafo único. art. de 2000) LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .11) Regime disciplinar diferenciado Foi introduzido na LEP. se for o caso. 2ª) quando o excesso for causado por diligências suscitadas exclusivamente pela acusação. 10 Art. esse prazo de encerramento da instrução criminal não é absoluto. sobre a manutenção ou.2003) 4) LEI 9983/00 . OBS. 52.

983. espontaneamente. desde que: (Incluído pela Lei nº 9. 297.29 Pena – reclusão. de 2000) III . e multa. antes do início da ação fiscal. de um a cinco anos. mediante artifício. a terceiros ou arrecadada do público. e multa. ardil. vantagem ilícita. § 3º .983.Falsificar.983. 171. no todo ou em parte. se o crime é cometido em detrimento de entidade de direito público ou de instituto de economia popular. 297 . seja igual ou inferior àquele estabelecido pela previdência social. de 2000) I – tenha promovido.reclusão. de 2000) I – recolher. Súmula: 24 do STJ Aplica-se ao crime de estelionato. no prazo legal. como sendo o mínimo para o ajuizamento de suas execuções fiscais. na forma definida em lei ou regulamento. 4. de 2 (dois) a 5 (cinco) anos. mas incidindo o parágrafo 3º.983. Art. (Incluído pela Lei nº 9. confessa e efetua o pagamento das contribuições. de 2000) § 3o É facultado ao juiz deixar de aplicar a pena ou aplicar somente a de multa se o agente for primário e de bons antecedentes.pagar benefício devido a segurado. de dois a seis anos. de 2000) LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . após o início da ação fiscal e antes de oferecida a denúncia. em prejuízo alheio. contribuição ou outra importância destinada à previdência social que tenha sido descontada de pagamento efetuado a segurados. o pagamento da contribuição social previdenciária. documento público. (Incluído pela Lei nº 9. de 2000) § 1o Nas mesmas penas incorre quem deixar de: (Incluído pela Lei nº 9. de 2000) § 2o É extinta a punibilidade se o agente.A pena aumenta-se de um terço.983. Pratica-se o crime do art.983. importâncias ou valores e presta as informações devidas à previdência social. ou qualquer outro meio fraudulento: Pena . (Incluído pela Lei nº 9. 171 do CP.983. DO CP Art. de 2000) 4. quando as respectivas cotas ou valores já tiverem sido reembolsados à empresa pela previdência social.4) FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTOS PARÁGRAFOS 3º E 4º Foi inserido no CP pela a referida lei DESTINADOS AO INSS – ART.Obter. 171 . a qualificadora do § 3º. em que figure como vítima entidade autárquica da previdência social. e multa. induzindo ou mantendo alguém em erro. de 2000) II – o valor das contribuições devidas. 171 do código penal. (Incluído pela Lei nº 9. assistência social ou beneficência.983.983. PARÁGRAFO 3º.reclusão.983.3) ESTELIONATO CONTRA O INSS – ART. § 3o Nas mesmas penas incorre quem insere ou faz inserir: (Incluído pela Lei nº 9. administrativamente. declara. para si ou para outrem. inclusive acessórios. de 2000) II – recolher contribuições devidas à previdência social que tenham integrado despesas contábeis ou custos relativos à venda de produtos ou à prestação de serviços. (Incluído pela Lei nº 9. (Incluído pela Lei nº 9. inclusive acessórios. ou alterar documento público verdadeiro: Pena . ou (Incluído pela Lei nº 9. do art.

de 2000) Pena – reclusão. a falsidade é material. de 2000) II – deixar de lançar mensalmente nos títulos próprios da contabilidade da empresa as quantias descontadas dos segurados ou as devidas pelo empregador ou pelo tomador de serviços. remunerações pagas ou creditadas e demais fatos geradores de contribuições sociais previdenciárias: (Incluído pela Lei nº 9. ela assinando e posteriormente eu pegar sua assinatura e jogar noutro documento com fins de fraude – falsidade material (não tinha legitimidade para solicitar tal assinatura).(Incluído pela Lei nº 9. pois tal falsificação. Ex. não há que se falar em falsidade ideológica – crime impossível por ineficácia absoluta do meio.983. pessoa que não possua a qualidade de segurado obrigatório. (Incluído pela Lei nº 9. declaração falsa ou diversa da que deveria ter constado. a remuneração. (Incluído pela Lei nº 9.5) SONEGAÇÃO DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA – ART. O agente só responderá (pelo princípio da consunção) pelo o crime fim (absorve o crime meio).983. Se o agente não tem legitimidade. e multa. total ou parcialmente. nome do segurado e seus dados pessoais.983. é por este absorvido. de 2 (dois) a 5 (cinco) anos. de 2000) Sua utilidade é quase que nenhuma. de 2000) § 4o Nas mesmas penas incorre quem omite. Súmula: 17 do STJ Quando o falso se exaure no estelionato.983. receitas ou lucros auferidos.: quando estas informações estiverem sujeitas a posterior verificação. trabalhador avulso ou trabalhador autônomo ou a este equiparado que lhe prestem serviços.983. Suprimir ou reduzir contribuição social previdenciária e qualquer acessório. digo que duvido que ela saiba assinar. de 2000) III – em documento contábil ou em qualquer outro documento relacionado com as obrigações da empresa perante a previdência social. mediante as seguintes condutas: (Incluído pela Lei nº 9.983. Falsidade material – recai no documento em si.983. (Incluído pela Lei nº 9. declaração falsa ou diversa da que deveria ter sido escrita. no material (o papel) Falsidade ideológica – o seu conteúdo é falso.30 I – na folha de pagamento ou em documento de informações que seja destinado a fazer prova perante a previdência social.(Incluído pela Lei nº 9. Ex. OBS.1: confecção de uma certidão na minha casa e falsifiquei a assinatura de uma oficial de justiça – não tinha legitimidade – falsidade material. empresário. Tal falsidade dos parágrafos 3º e 4º é uma falsidade ideológica – o patrão (empregador) tem legitimidade para agir em cima de tais documentos. e então peço para que ela assine seu nome num papel. (Incluído pela Lei nº 9.983. Deve-se pensar na legitimidade – se o agente tem a legitimidade. 4. de 2000) LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . 337-A DO CP Art. sem mais potencialidade lesiva. de 2000) III – omitir. de 2000) I – omitir de folha de pagamento da empresa ou de documento de informações previsto pela legislação previdenciária segurados empregado. de 2000) II – na Carteira de Trabalho e Previdência Social do empregado ou em documento que deva produzir efeito perante a previdência social. é usada como crime meio para o estelionato ou para a sonegação de contribuição previdenciária. 337-A. (Incluído pela Lei nº 9. a vigência do contrato de trabalho ou de prestação de serviços. certifica uma informação falsa – tem legitimidade – falsidade ideológica. Ex. geralmente.983. meu colega.3: se eu induzo a empregada doméstica a erro.4: Falsificação de cheque – documento particular – mas alguns documentos particulares acabam sendo equiparados a públicos. Ex.2: oficial de justiça. nos documentos mencionados no § 3o. o crime será o de falsidade ideológica.

4. 11 LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . art. o STF chegou à conclusão de que a CADH só trata da prisão civil por dívida de alimentos. 95-D da referida lei. de 2000) § 2o É facultado ao juiz deixar de aplicar a pena ou aplicar somente a de multa se o agente for primário e de bons antecedentes.: Pessoa jurídica pode ser autor de crime contra a ordem tributária ou previdenciária? R: a CF. administrativamente.00 (um mil.510. (Incluído pela Lei nº 9. Na verdade. não cabe mais a prisão civil por ser depositário infiel – RE 466343 – tese da supralegalidade dos tratados internacionais de direitos humanos. (Incluído pela Lei nº 9. Não há falar em inconstitucionalidade em relação aos crimes contra a ordem tributária por suposta prisão por dívida. Assim.983. parágrafo 5º . autorizaria a responsabilidade penal da pessoa jurídica em 2 dispositivos: art. desde que: (Incluído pela Lei nº 9. desde que fique evidenciado o conhecimento acerca dos fatos.983. de 2000) II – o valor das contribuições devidas.983. 95-D da Lei 8212/91  Art. (Incluído pela Lei nº 9. de 2000) § 3o Se o empregador não é pessoa jurídica e sua folha de pagamento mensal não ultrapassa R$ 1. quinhentos e dez reais). hoje. 173. (Incluído pela Lei nº 9. seja igual ou inferior àquele estabelecido pela previdência social. ele responderia pelo art.983. como sendo o mínimo para o ajuizamento de suas execuções fiscais. a resposta à pergunta acima feita é: não! 4. de 2000) 4. se o agente se apropriasse de contribuições previdenciárias. No final do ano passado. importâncias ou valores e presta as informações devidas à previdência social. antes do início da ação fiscal.31 § 1o É extinta a punibilidade se o agente. migração de um tipo penal para outro. declara e confessar (não precisa pagar) as contribuições. 225.e crimes contra a ordem econômico-financeira – não existe previsão legal de responsabilidade penal da pessoa jurídica por crimes contra a ordem econômico-financeira. 7) PRISÃO POR DÍVIDA Prisão civil. a conduta de “apropriação indébita previdenciária” migrou para outro tipo penal – princípio da continuidade normativo típica – não houve abolitio criminis. de 2000) § 4o O valor a que se refere o parágrafo anterior será reajustado nas mesmas datas e nos mesmos índices do reajuste dos benefícios da previdência social.6) PRINCÍPIO DA CONTINUIDADE NORMATIVO TÍPICA Art. seria possível em 2 hipóteses: para o devedor de alimentos e para o depositário infiel.983. parágrafo 3º .9) SUJEITOS POLÍTICOS (MAIS ESPECIFICAMENTE.1) Anistia concedida aos agentes políticos Lei 9639/98 – art. de acordo com a CF. inclusive acessórios.8) SUJEITOS DO CRIME OBS. de 2000) I – (VETADO) (Incluído pela Lei nº 9. mas sim.crimes ambientais. o juiz poderá reduzir a pena de um terço até a metade ou aplicar apenas a de multa. 4. A partir do advento da Lei 9983/2000. Logo. o agente está sendo punido por ter praticado uma conduta prevista em um tipo penal. 4. 168-A do CP = Em 1998.983. OS PREFEITOS) Agentes políticos podem ser responsabilizados por crimes tributários ou contra a previdência social. espontaneamente. na forma definida em lei ou regulamento. pelo menos em tese.9.

Porém.ADMINISTRAÇÃO EFETIVA . segundo o estatuto da empresa. sendo o habeas corpus meio inadequado a tal desiderato. 07.RECEBIMENTO .807. CRIME SOCIETÁRIO . sem que fosse atribuição legal sua. Surge suficiente o ato de recebimento da denúncia em que se alude à prova da existência do fato e de indícios da autoria.1) Denúncia genérica LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . de 1991. e no art. concorrendo para a prática de qualquer das condutas criminalizadas. HC 84402 HABEAS Relator(a): Julgamento: 03/08/2004 Publicação DJ 27-08-2004 PP-00071 EMENT VOL-02161-02 PP-00297 RTJ VOL-00194-03 PP-00943 Parte(s) PACTE.10.807. São igualmente anistiados os demais responsabilizados pela prática dos crimes previstos na alínea "d" do art. apesar de ter tido vigência.(S) : ELENI KARAVITI OU ELENI KARAVITIS OU ELENI KARAVITS OU ELEINI KARAVITIS IMPTE.32 Art. A demonstração do não-exercício da gerência.RECEBIMENTO .PARÂMETROS.FUNDAMENTAÇÃO. de 1960. O pronunciamento mediante o qual é recebida a denúncia enquadra-se como decisão interlocutória. Parágrafo único. pela RSF nº 3. Revela-se adequada a denúncia quando dela conste a assertiva de que os dois sócios da sociedade de responsabilidade limitada contavam. / SP Min. (Execução suspensa. gerente. de 26 de agosto de 1960. 86 da Lei nº 3.AUSÊNCIA DE RECOLHIMENTO DE CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS. Tal anistia é causa de extinção da punibilidade . sob pena de verdadeira responsabilidade penal objetiva. 95 da Lei nº 8.212.NATUREZA DO ATO . ao contrário do que previsto no contrato social.10) RESPONSABILIDADE PESSOAL Somente pode praticar a pessoa física (diretor. (STF 84402). com efeito ex tunc. de 2008) Este parágrafo único dá anistia a todas as outras pessoas que praticaram tal crime – está com efeito suspenso. No momento do oferecimento da denúncia. 11. 86 da Lei nº 3. de 1991. devendo mostrar-se fundamentado. não é dado ao Poder Judiciário estender a anistia concedida aos agentes políticos às demais pessoas físicas.CRIME SOCIETÁRIO . A título de isonomia.MOMENTO PRÓPRIO À DEMONSTRAÇÃO. se ao final da instrução criminal não tiver sido comprovada de atos gerência.(S) : MÁRCIO ROBERTO MENDES COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Ementa DENÚNCIA . São anistiados os agentes políticos que tenham sido responsabilizados. Órgão Julgador: Primeira Turma MARCO SÃO PAULO CORPUS AURÉLIO 4. há de fazer-se no âmbito da instrução criminal.competência do Congresso Nacional. diretor ou administrador. o acusado deve ser absolvido. DENÚNCIA .03. portanto. é dotado de uma inconstitucionalidade formal – STF HC 82045. administrador etc) que tenha efetivamente participado da administração da empresa. é um indício da culpabilidade do acusado. pela prática dos crimes previstos na alínea "d" do art. DENÚNCIA . fazendo-se remissão a folhas do processo.2009 – RENATO BRASILEIRO 4. 95 da Lei nº 8. poderes de gestão. O parágrafo único não foi aprovado pelo CN. a condição de sócio-gerente. e no art.212.

05.590-SP.294-SP. depois de narrar a existência de vários fatos típicos ou mesmo de várias condutas que estão abrangidas pelo tipo penal. 41 DO ESTATUTO PROCESSUAL. Min. 2a Turma. unânime. ao menos em tese. permitindo o exercício da ampla defesa.1997. a conduta dos pacientes. 1a Turma. 2a Turma. 4. CRIME SOCIETÁRIO. art. Min. LIV).33 Para o STJ. Min.137. pela via do habeas corpus. não se exige a descrição minuciosa e individualizada de cada acusado. não servindo como instrumento para apreciação completa e antecipada de mérito da causa. 2a Turma. sendo suficiente a narrativa dos fatos delituosos e sua suposta autoria. ORDEM DENEGADA. Crimes contra a Ordem Tributária (Lei no 8. imputa tais condutas a todos os LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . 4. para a prática dos delitos nela definidos.1997. 3. HC no 73.12.2004. EMENTA: 1. 5. O Superior Tribunal de Justiça possui entendimento de que o habeas corpus é meio impróprio para exame de alegações que ensejam a análise de material fático-probatório. DJ de 24.TRECHO RETIRADO DA MATÉRIA DE AÇÃO PENAL – MATERIAL DE DIREITO PROCESSUAL PENAL: Denúncia genérica – é comum nos crimes societários – vale-se do manto protetor da pessoa jurídica. Habeas corpus. CPP). 5o. independentemente das funções exercidas por eles na sociedade. 5. HC no 85. DJ de 05. sendo imperativa a apuração dos fatos durante o curso regular da instrução criminal. Não há falar em inépcia da inicial quando a denúncia descreve condutas que.2006. 6.02. DJ de 13. art. Alegação de denúncia genérica e que estaria respaldada exclusivamente em processo administrativo.812-PA. 2a Turma. 1o. DENÚNCIA QUE PREENCHE OS REQUISITOS DO ART. O trancamento da ação penal. unânime. DJ de 23. DJ de 25. configuram ilícitos penais. Rel. No próprio STF há decisões em sentidos diversos (último julgado sobre o assunto  HC 92921 – em crimes societários não há inépcia da peça acusatória pela ausência de indicação individualizada da conduta de cada acusado.extinção da punibilidade ou ausência de indícios de autoria e prova da materialidade.1996.04. 5o.05. Francisco Rezek. de modo adequado e suficiente. de minha relatoria.791-RJ. 2. a denúncia é inepta porque não pormenorizou. 11 da Lei 8. 1a Turma. no caso de crimes societários. 3. contraditório (CF. No caso concreto. Acusação genérica ocorre quando a acusação. atipicidade da conduta.1994. Precedentes: HC no 73. em crimes societários. de plano. e HC no 74. III). de minha relatoria p/ o acórdão. Ilmar Galvão. e HC no 70. Rel. Dispensabilidade do inquérito policial para instauração de ação penal (art. 7. 8. Celso de Mello. Todavia. O propósito do art. de minha relatoria. LV) e da dignidade da pessoa humana (CF. de 1990). DJ de 03.09. HC 62328 e 47709 (abaixo) PROCESSUAL PENAL. só se justifica quando verificadas. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA. 1. Necessidade de individualização das respectivas condutas dos indiciados. por maioria. Rel. Ordem denegada (*** MODIFICAÇÃO DO ENTENDIMENTO ACIMA . por maioria. unânime.2005. entendia ser apta a denúncia que não individualizasse as condutas de cada indiciado. DJ de 09. no CESPE caiu recentemente que o STF não aceita denúncia genérica (HC 85327). Habeas corpus deferido A) Acusação geral X acusação genérica Acusação geral ocorre quando o órgão da acusação imputa a todos os acusados o mesmo fato delituoso.137/90 é responsabilizarcriminalmente todos aqueles que. unânime. de qualquer forma. Pedido de trancamento. Min. § 1o. CRIMES CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA ECONÔMICA E AS RELAÇÕES DE CONSUMO. dirigindo ou gerenciando a pessoa jurídica. Crime societário. Rel. sendo suficiente a narrativa dos fatos delituosos e sua suposta autoria. de maneira a permitir o exercício da ampla defesa. 46. HC no 80.579-MA. que. 2. 6. Ausência de justa causa para ação penal. art. HABEAS CORPUS. Observância dos princípios do devido processo legal (CF. DESNECESSIDADE DE DESCRIÇÃO MINUCIOSA DA CONDUTA DE CADA DENUNCIADO. 1a Turma.903-CE. Precedentes: HC no 86. não se exige a descrição minuciosa e individualizada da conduta de cada acusado.03. Mudança de orientação jurisprudencial.763-DF. da ampla defesa. Nos ditos crimes societários. sendo o suficiente que os acusados sejam de algum modo responsáveis pela condução da sociedade). Celso de Mello. bastando a indicação de que os acusados fossem de algum modo responsáveis pela condução da sociedade comercial sob a qual foram supostamente praticados os delitos. unânime. concorram. à luz do contraditório e da ampla defesa.

12) TIPICIDADE MATERIAL E PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA Lei 10522/2002. A inépcia da peça acusatória. Nos crimes contra a ordem tributária (Lei 8137) a fraude funciona como uma elementar do delito.art. 28 da Lei de drogas. Existe apenas um fato típico). 168-A do CP. art. já que a Fazenda cancela todos os débitos abaixo deste valor).NO Relator(a): Julgamento: 10/03/2008 Ementa / GO MARCO - Min. ACUSAÇÃO GERAL Ocorre quando o órgão da acusação imputa a todos os acusados o mesmo fato delituoso. nesse último caso.ante o princípio da não-contradição. Estando em curso processo administrativo mediante o qual questionada a exigibilidade do tributo. ficam afastadas a persecução criminal e . ex. • Tipo congruente . 168-A é um crime omissivo material. 168 • Crime material • Tipo incongruente ou congruente assimétrico (tipo congruente – há uma perfeita adequação entre os elementos objetivos e subjetivos do tipo penal. 33 da Lei de drogas. imputando-os genericamente a todos os integrantes da sociedade.11) NATUREZA JURÍDICA DO CRIME DE APROPRIAÇÃO INDÉBITA PREVIDENCIÁRIA A) Quadro comparativo entre a apropriação indébita e apropriação indébita previdenciária Apropriação indébita. Caracteriza-se pelo o elemento do dolo específico.SONEGAÇÃO FISCAL . Órgão Julgador: Tribunal Pleno GOIÁS INQUÉRITO AURÉLIO APROPRIAÇÃO INDÉBITA PREVIDENCIÁRIA . A apropriação indébita disciplinada no artigo 168-A do Código Penal consubstancia crime omissivo material e não simplesmente formal. este tribunal entendeu que o art. sendo indispensável a apropriação dos valores com a inversão da posse respectiva – assim. OBS.CRIME . No art. independentemente das funções por eles exercidas na empresa. tipo incongruente ou congruente assimétrico – não há uma perfeita adequação entre os elementos objetivos e subjetivos do tipo penal. ainda que sobrestado.PROCESSO ADMINISTRATIVO.art. 20 da Lei 10522/2002: LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . art. 4.ESPÉCIE.Não há necessidade de demonstrar-se que o agente tinha a intenção de se apropriar indevidamente dos valores (STF HC 76978. Art. ACUSAÇÃO GENÉRICA Ocorre quando a acusação imputa vários fatos típicos. (Há inépcia da peça acusatória – há vários fatos imputados genericamente). Apropriação indébita previdenciária.a manutenção de inquérito. ele utiliza o montante previsto nesta lei para considerar o que seja insignificante (abaixo de R$ 100. 18. um especial fim de agir. e STJ entende da mesma forma). 4.para o STJ. o princípio da razão suficiente . 168-A • Crime formal. parágrafo 1º . art. INQUÉRITO . a fraude não é uma elementar do delito (pode até usar a fraude.: No INQ 2537 do STF. 159 do CP).REG. Inq-AgR 2537 AG. o início do procedimento penal ficará dependente da conclusão do procedimento administrativo.34 integrantes da sociedade.00 é insignificante. só pode ser argüida até a sentença. mas ela não está inserido no tipo penal). (Não há inépcia da peça acusatória.: art.

reproduziu. o processo será arquivado até que o valor aumente. só em casos extremos poderão ser admitidas. Além de manter as figuras típicas constantes da lei anterior. da Lei 10522/2002 – tudo que for abaixo de 10. Em se tratando de crimes contra a ordem tributária.35 Art. de 2004) O STF utiliza como patamar para fins de insignificância o valor do art. sem baixa na distribuição. Tramita um HC perante o plenário o qual o placar está 5x1 contrário à aplicação deste princípio. 20. por reprodução. 4. mediante requerimento do Procurador da Fazenda Nacional. etc). logo a competência é da Justiça Federal. a vítima é uma autarquia federal. (Redação dada pela Lei nº 11. independentemente do pagamento (ao contrário da apropriação indébita previdenciária). ideal é quebrar o sigilo bancário e fiscal da pessoa física para analisar as dificuldades financeiras (STJ RESP 327738).000 reais – HC 92438. 4. que previa os crimes de sonegação fiscal. A fraude é uma elementar do delito.033. Em se tratando de crimes contra a previdência social. A) Princípio da insignificância em crimes contra a Administração Pública Alguns doutrinadores dizem que não se aplica o princípio da insignificância a estes crimes – o que estaria em jogo é a violação aos princípios da Administração pública e aos deveres de probidade e honestidade. Quando o réu alegar que a sua empresa passava por dificuldades financeiras. as figuras penais antes previstas na Lei 4729/65. A confissão espontânea antes do início da ação fiscal extingue a punibilidade. ICMS – competência da Justiça Estadual. B) Princípio da insignificância no crime de porte de drogas nas Forças Armadas Há julgamentos favoráveis e desfavoráveis no STF. para que depois a Procuradoria execute a dívida. Em âmbito fiscal. quase que fielmente. no que pertine à aplicação da multa LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . criou outras. os autos das execuções fiscais de débitos inscritos como Dívida Ativa da União pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional ou por ela cobrados. Serão arquivados.000. de valor consolidado igual ou inferior a R$ 10.14) SONEGAÇÃO DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA – ART. que passou a definir os crimes contra a ordem tributária.13) DIFICULDADES FINANCEIRAS Podem servir para absolver alguém pela prática de crime previdenciário ou crime tributário? R: Não. antes inexistentes.00 (dez mil reais). a ação penal será pública incondicionada. dever-se-á atentar à natureza do tributo (IR – competência da Justiça Federal. Funcionará como uma excludente da culpabilidade por inexigibilidade de conduta diversa. ASPECTOS INDIVIDUAIS DA LEI 8137/90 – CRIMES CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA (retirado de material antigo já que o professor não comentou tais assuntos em aula) Derrogação da Lei 4729/65 pela Lei 8137/90 “A lei 8137 de 27 de dezembro de 1990. mantendo. o STF entendeu que seria aplicado ao crime de peculato-apropriação – HC 87478 – deve-se entender que esta é a tendência. caput. 337-A DO CP Trata-se de um crime material – o crime se consuma com a supressão ou redução de contribuição social previdenciária. 4. as disposições desta última. No ano de 2007. 20.15) AÇÃO PENAL E COMPETÊNCIA Nos crimes previdenciários e contra a ordem tributária.

p. Tipo subjetivo “O elemento subjetivo comum é o dolo específico. A banalização do Direito Penal Tributário. visando à boa execução da política tributária do Estado. Hugo de Brito Machado apud Guilherme de Sousa Nucci. que levem à supressão ou diminuição da arrecadação tributária. taxas. existente em cada um dos tipos. se bem empregados. O objeto material imediato é a supressão ou redução de tributo e o mediato é variável em cada uma das figuras.) A finalidade do Direito Tributário é ‘promover o equilíbrio nas relações entre os que têm e os que não têm poder. como hoje ocorre... informação. documento.” STOCO. “A diversidade do objeto material impõe o cuidado de identificá-lo em cada uma das normas.. Ibidem. em relação a condutas infracionais realmente graves.” STOCO. 585. Objeto jurídico e material O objeto jurídico são os interesses estatais ligados à arrecadação dos tributos devidos à Fazenda Pública. 12 da Lei. como instrumento de pressão para a cobrança de impostos.. Rel. p. ou entre os que têm mais e os que têm menos poder. III . que constitui um elemento subjetivo do injusto. respectivamente) I . Para que se configure o crime contra a ordem tributária é indispensável a presença do dolo (TJDF – Rec. colocando em sério risco a atividade estatal de distribuição (ou redistribuição) de riquezas. 2° e 4° a 7°: (art. verbi grata. Direito Penal Tributário “Os tributos em geral. Pingret de Carvalho – RT 728/595 LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . ibidem. produz riqueza. contribuições etc. MACHADO. São circunstâncias que podem agravar de 1/3 (um terço) até a metade as penas previstas nos arts..36 (conversão). sabendo-se que. p. à extinção da punibilidade. por meio de trabalho duro... que seria meramente tributária. faz nascer o sentimento de injustiça em quem. 2079. p. vê-se tributado excessivamente e não consegue visualizar nenhum tipo de atividade estatal positiva. somente assiste.. Rui. ao concurso de pessoas às agravantes e atenuantes..ser o crime praticado em relação à prestação de serviços ou ao comércio de bens essenciais à vida ou à saúde. Circunstâncias agravantes Art. Rui e outros. 585. ?. (. Ibidem. 2099.. Guilherme. principalmente. precisa ser usado com cautela. o Direito Tributário tem por finalidade limitar o poder de tributar e proteger o cidadão contra os abusos desse poder’ “. a fé pública e a Administração Pública. tornando crime qualquer tipo de infração. Protegem-se. portanto. “A esfera penal. objeto material do crime é aquilo sobre o que incide a conduta do agente. é criminalizar condutas graves. garantindo o mínimo de bem-estar a todos os brasileiros.ser o crime cometido por servidor público no exercício de suas funções.ocasionar grave dano à coletividade. mas jamais deveria servir. justa e solidária. Rui e outros. Não existe modalidade culposa nos crimes tributários. o que é tarefa simples. Ao contrário. que deve atuar como a ultima ratio (última opção). promovem justiça social. Lei penais especiais e sua interpretação jurisprudencial. passivo. O Direito Penal Tributário. 1°. fatura. buscando a meta de constituir uma sociedade livre.” STOCO. somente como última hipótese. p. II ..” NUCCI. 4 e 7 – crimes contra a ordem econômica e as relações de consumo. doutrinariamente. 2087. consignado na exigência de uma particular intenção.. ao locupletamento da classe política dirigente. livro.

A primeira (evasão fiscal) consiste na verdadeira fraude fiscal. quando se evita a incidência de um tributo dentro de determinado território. a lei 8137/90 não diz o que se entende por sonegação fiscal. 602. A falta de atendimento da exigência da autoridade. ou qualquer outro documento relativo à operação tributável.2000) I . em documento ou livro exigido pela lei fiscal.falsificar ou alterar nota fiscal. inserindo elementos inexatos. distribuir. duplicata. Fernando.964.4. Ibidem. II . antes da ocorrência do fato gerador. Crime contra a ordem tributária não é simplesmente deixar de pagar o tributo. Os crimes contra a ordem tributária estão previstos nos art. de enganar o fisco. e em todas essas condutas. p. configurando a sua ação ou omissão. a atividade do agente consiste em suprimir ou reduzir tributos e acessórios. em que o agente se utiliza de manobras fraudulentas (atividades ilícitas) com a finalidade de suprimir ou reduzir tributo.omitir informação.reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos. 602. nota fiscal ou documento equivalente. no prazo de 10 (dez) dias. nota de venda. V . LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . ou fornecê-la em desacordo com a legislação. Fernando.” CAPEZ.negar ou deixar de fornecer.fraudar a fiscalização tributária. Todavia. pelo contrário. quando obrigatório. fornecer. p. efetivamente realizada. fatura. ou contribuição social e qualquer acessório. Pena . ou prestar declaração falsa às autoridades fazendárias. A nota característica da sonegação fiscal é o emprego de fraude – qualquer meio de ludibriar. Parágrafo único. mediante as seguintes condutas: (Vide Lei nº 9. por exemplo. 1º prevê crimes materiais (exige um resultado naturalístico). caracteriza a infração prevista no inciso V. IV . e multa. Nos arts. “Na elisão fiscal. Deve deixar de pagar o tributo ou pagar menos desde que haja a intenção de fraude. realiza atividades lícitas que se destinam ao não-pagamento do tributo ou à redução de sua carga tributária. de 10. 2º prevê crimes formais (basta o emprego da conduta fraudulenta). Ibidem. 1° Constitui crime contra a ordem tributária suprimir ou reduzir tributo. III .elaborar. crime contra a ordem tributária. é o conceito de sonegação fiscal. acarretando no pagamento menor de tributo ou nada o pagando.37 Evasão fiscal e elisão fiscal “A doutrina costuma diferenciar a evasão fiscal da elisão fiscal. e o art. Há aqui a intenção de lesar o fisco. 1º e 2º da lei. mas o STF já pacificou que o art. emitir ou utilizar documento que saiba ou deva saber falso ou inexato. Crimes praticados por particulares contra a Ordem Tributária Art. ou omitindo operação de qualquer natureza. relativa a venda de mercadoria ou prestação de serviço. o legislador aponta as hipóteses que caracterizam os crimes contra a ordem tributária. Crimes em espécie Quando se fala em crimes tributários. o agente. que poderá ser convertido em horas em razão da maior ou menor complexidade da matéria ou da dificuldade quanto ao atendimento da exigência. 1º e 2º.” CAPEZ.

p. administradores. Ibidem. descontado ou cobrado. Nas hipóteses em que a lei elege um substituto passivo tributário. em regra. 2. págs. na medida de sua culpabilidade “Se o crime for praticado visando reduzir ou suprimir tributo em favor de sociedade comercial. Há. de qualquer modo. de pagamento de tributo.deixar de aplicar. 51.detenção. total ou parcialmente o tributo (não se quer dizer que tal tributo será sonegado)” NUCCI. e multa) (. como exige o caput. Quem. instituições financeiras ou empresa de qualquer natureza serão pessoalmente responsáveis os diretores. o contribuinte.2000) I . Trata-se de crime material. ou aplicar em desacordo com o estatuído. deve ser responsabilizado aquele que detinha o domínio do fato. É super minoritário o entendimento de que pessoa jurídica (ela própria e não os seus diretores) seria sujeito ativo do crime de sonegação fiscal. CAPEZ. 2085.. com poderes para fazer com que a omissão ocorresse ou não. mediante uma ou mais condutas prescritas nos seus incisos. que “não se exige a supressão ou redução do tributo. Rui. fornecida à Fazenda Pública. 51. ou empregar outra fraude.” KERN. “de uma forma geral o sujeito ativo será. bens ou fatos. incentivo fiscal ou parcelas de imposto liberadas por órgão ou entidade de desenvolvimento. qualquer percentagem sobre a parcela dedutível ou deduzida de imposto ou de contribuição como incentivo fiscal. para si ou para o contribuinte beneficiário. pagar ou receber. para eximirse.fazer declaração falsa ou omitir declaração sobre rendas. de 10. por lei. a supressão ou redução de tributo. 605 e 606. Quanto à empresa.38 Art. pois as condutas ali previstas são de natureza predominantemente formal”. III . total ou parcialmente. II . Editora Livraria do Advogado. bens ou fatos. O controle penal administrativo nos crimes contra a ordem tributária. p. 1) qualquer benefício previsto na Lei 9099 de 95 (pena de dois a cinco anos.. no prazo legal. Alexandre.. Ibidem.964. “Não se admite (no art. concorre para os crimes definidos nesta lei. 2º. obrigado a reter e recolher o tributo do contribuinte de fato. inclusive por meio de pessoa jurídica. na qualidade de sujeito passivo de obrigação e que deveria recolher aos cofres públicos.. V . inciso I. gerentes ou funcionários responsáveis. Alexandre. do art.exigir. contudo. Pena . diferentemente do art. de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos. 2002. Ibidem. pois. KERN. 596 Quanto ao sujeito ativo do crime do art. 11 da Lei.. tem a finalidade de não recolher. p.. 2° Constitui crime da mesma natureza: (Vide Lei nº 9. valor de tributo ou de contribuição social. Art. Guilherme. 2 da Lei). é fundamental a comprovação de ter ocorrido. Na figura prevista no art. 1.utilizar ou divulgar programa de processamento de dados que permita ao sujeito passivo da obrigação tributária possuir informação contábil diversa daquela que é.. incide nas penas a estes cominadas. e multa “Os tipos penais do artigo primeiro são denominados crimes de sonegação em sentido próprio.4. figuras penais previstas na lei em que o sujeito ativo poderá ser qualquer pessoa (hipóteses do inciso II e IV. Fernando.). sujeito ativo será o substituto. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .” STOCO.Ibidem.deixar de recolher. IV . a declaração falsa ou omissão de dados relativos a rendas. p.

P.” PRADO. II.” PRADO. Vicente Cernnhiaro. trata-se de figura similar ao art. que não se refira a tributo e não exista outra tipificação especial. ainda que fora da função ou antes de iniciar seu exercício. encerra condutas fraudulentas visando ao não pagamento do tributo.patrocinar. Na hipótese do art.2. na forma da legislação tributária (há o contribuinte direto e o substituto tributário”. processo fiscal ou qualquer documento.exigir. Direito Penal Econômico.3. I. Luiz Regis. direta ou indiretamente.90 é especial (princípio da especialidade quanto ao conflito aparente de normas). 411. “Nos cinco incisos do art. III.2. Luiz. não é suficiente para a configuração do tipo a supressão ou redução do tributo. 7554 “Sujeito ativo é. sonegá-lo. não cumprir a obrigação tributária devida. tal figura do art.Lei 2848 de 1940 – Código Penal (Título XI. p.1. Quanto ao inciso I do art. Todavia. É a evasão total. pois se refere a qual processo ou documento relativo a tributo. acarretando pagamento indevido ou inexato de tributo ou contribuição social. restringir o quantum de tributo a ser recolhido. SEXTA TURMA. Constitui crime funcional contra a ordem tributária. 2004. solicitar ou receber. dizendo ser sujeito ativo o “contribuinte. por sua vez. Relator Min. 2. de forma que somente haverá crime contra a ordem tributária se o agente realizar qualquer das condutas mencionadas. mas exige-se também que sejam conseqüência de um comportamento anterior fraudulento. Data da decisão 17/06/1996. 3 da Lei. para si ou para outrem. visa a preservar a formação do crédito tributário.. intermediário ou representante de qualquer delas. Guilherme. ou aceitar promessa de tal vantagem. É a inadimplência parcial ou incompleta da obrigação por parte do devedor. pode ser qualquer pessoa (delito comum). sendo que no inciso IV deve encontrar-se na situação de beneficiário de incentivo fiscal. Reduzir equivale a diminuir. 565. “Suprimir significa omitir.Ibidem. Luiz Regis. e multa. direta ou indiretamente. sonegação ou inutilização de livro ou documento. DJU 17/03/1997. 3 da lei 8137. 411.. STJ. I – Distinção. NUCCI. IV e V. p.” PRADO. 330. o art. em geral. 314 do CP... LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . Dos crimes praticados por funcionários públicos Art. 1 e Art. interesse privado perante a administração fazendária. RHC Processual Penal – Tributário – Lei 8137/90 Art. vantagem indevida..1º são destacadas as várias modalidades pelas quais isso pode ocorrer (supressão ou redução de tributo). Qualquer outro documento sonegado ou extraviado por funcionário público. p. de 1(um) a 4 (quatro) anos.extraviar livro oficial. Pena – reclusão. e multa. Editora RT. Pena – reclusão.39 GUILHERME DE SOUZA NUCCI entende desta mesma maneira.) – no art.. Ibidem. mas em razão dela. ou cobrá-los parcialmente.Ibidem. ou inutilizá-lo. de que tenha a guarda em razão da função. valendo-se da qualidade de funcionário público. além dos previstos no Dec. p. Portanto. ou pagamento a menor” RHC 5123. 314 do CP – extravio. não recolher o que deveria ter sido pago. incidirá no art. para deixar de lançar ou cobrar tributo ou contribuição social. total ou parcialmente. de 3 (três) a 8 (oito) anos. III. A Lei 8137/90 – Define crimes contra a ordem tributaria (. Capítulo I): I. o contribuinte ou responsável (delito especial próprio).

OBS. de 26 de dezembro de 1995. A representação fiscal para fins penais relativa aos crimes contra a ordem tributária definidos nos arts. 1º e 2º da Lei nº 8. solicita ou aceita promessa de vantagem indevida qualquer. humilha o contribuinte. 3 da Lei. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . prevendo o momento em que devem encaminhar ao MP noticia criminis de crime contra a ordem tributária. sobre a exigência fiscal do crédito tributário correspondente.137. Contra este artigo 83 foi ajuizada a ADIn 1571 (à época. o crime de concussão e corrupção passiva. 3 desta Lei). art. Na corrupção passiva há o “solicitar ou receber” – “não há o emprego de qualquer ameaça explícita ou implícita. de 27 de dezembro de 1990. Se desviar o tributo recebido em proveito próprio ou alheio. §2. 316. Por outro lado.. na ADIn. Ibidem.“ Id. será encaminhada ao Ministério Público após proferida a decisão final.) impõe à vítima determinada obrigação. Na concussão – verbo “exigir” – “o agente (. através da análise dos verbos do tipo. Ibidem. Parágrafo único.” CAPEZ. que o servidor está cobrando tributo indevido para o Estado ou. portanto. 636. ou cobrá-lo indevidamente – tipo especial (princípio da especialidade). 83. Segundo o texto da lei.: CONFRONTO COM O EXCESSO DE EXAÇÃO: “exação é a cobrança pontual de tributos. há a previsão da liberdade provisória sem fiança caso o juiz verifique a inocorrência de qualquer das hipóteses que autoriza a prisão preventiva. parágrafo único. bem como quando emprega na cobrança meio vexatório ou gravoso ilegal. incide nas penas do art.16) PRISÃO E LIBERDADE PROVISÓRIA No CPP.” CAPEZ. aplicam-se aos processos administrativos e aos inquéritos e processos em curso. poderá apenas caracterizar infração disciplinar. A única liberdade provisória que cabe neste caso é a com fiança. NUCCI. cabe a figura do art.Ibidem. p. por tê-los esquecido em sua gaveta. Art. contudo praticados com a finalidade de deixar de lançar tributo ou cobrar tributo ou contribuição social. O funcionário (intraneus) solicita a vantagem.249. pode receber exatamente o tributo devido. 34 da Lei nº 9.17) PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO NOS CRIMES MATERIAIS CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA Art. Fernando.. ibidem. para cobrá-lo de um modo. encontra-se. Esse dispositivo do art.40 “Obviamente que o funcionário que não relacionou os documentos. 83 não criou condição de procedibilidade da ação penal por crime contra a ordem tributária. na esfera administrativa.. p. justamente para não cobrar o tributo ou cobrá-lo parcialmente (esta situação configura o inciso II do art. e a vítima (extraneus) cede por deliberada vontade. 636.. 637. deixando de recolhê-lo aos cofres públicos. O STF entendeu. 316. 83 da Lei 9430/96. no caso. sabendo ou devendo saber indevido. uma vez que a ocultação não foi intencional. Note-se. p. Guilherme. desde que não recebida a denúncia pelo juiz.. Em suma: exige. Tratando-se do inciso II do art. e este cede por temer represálias. Quando o funcionário demanda tributo do contribuinte. p. que o art. As disposições contidas no caput do art. mas embolsá-lo.. 310. O MP não está impedido de agir se por outros meios tem conhecimento do lançamento definitivo. não poderá ser responsabilizado por este crime. §1 do CP. 613 4. A negligência. 83 tem como destinatário as autoridades fazendárias. Fernando. a liberdade provisória sem fiança não é cabível em crimes de sonegação fiscal (crimes contra a ordem tributária). 4. recebe. os juristas começaram a dizer que tal decisão final seria uma condição de procedibilidade).

12. Chama-se condição objetiva porque independe do dolo ou da culpa do agente. tem conhecimento do lançamento definitivo. Enquanto não houver o lançamento. pode-se impetrar HC. por outros meios. Argüição de violação ao art. 4. seria de uma questão prejudicial heterogênea – solução: aplicarse-á a suspensão do processo e da prescrição enquanto a decisão definitiva no âmbito administrativo não sair – posição a ser sustentada em concursos do MP. 83 da Lei no 9. 7. A decisão final do procedimento administrativo de lançamento nos crimes materiais funciona como condição objetiva de punibilidade. 6. o juiz rejeitará a denúncia.: sentença declaratória da falência nos crime falimentares. É obrigatória. na esfera administrativa. O Ministério Público pode. Notitia criminis condicionada "à decisão final. Se iniciado o processo. não havendo crime material (RHC 90532 – STF). Antes de constituído definitivamente o crédito tributário não há justa causa para a ação penal. solicitando o trancamento da ação penal. sobre a exigência fiscal do crédito tributário".41 ADI 1571 AÇÃO Relator(a): / DIRETA Min. em nada afetando a atuação do Ministério Público. Está ligada ao Direito Penal e não ao Direito Processual Penal. se. Conseqüência da ausência dessa condição de procedibilidade: se percebida no início do processo. 3.611. Elas podem ser genéricas ou específicas. 2. Ex.1996. de 27.430. o juiz pode usar o CPC e proceder a extinção do processo sem julgamento do mérito. para esses doutrinadores. Crime de resultado. estando localizada entre o preceito primário e secundário da norma penal incriminadora. Decisão que não afeta orientação fixada no HC 81. Condição objetiva de punibilidade • Conceito: cuida-se de condição exigida pelo Legislador para que o fato se torne punível e que está fora do injusto penal. A natureza jurídica. 5. 129. condicionando a existência da pretensão punitiva do Estado. • Se essa condição objetiva de punibilidade ainda não foi implementada. Essa decisão só faz coisa julgada formal. MARCO AURÉLIO Julgamento: 16/12/2004 Órgão LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . A norma impugnada tem como destinatários os agentes fiscais. UF DE GILMAR UNIÃO FEDERAL INCONSTITUCIONALIDADE MENDES Ementa EMENTA: Ação direta de inconstitucionalidade. 2ª corrente – tem prevalecido no âmbito do STF e STJ. Art. o Estado não pode exercer a sua pretensão punitiva (STF HC 81611). Condição de procedibilidade • Conceito: é uma condição exigida para o regular exercício do direito de ação. se percebida durante o processo. de modo que o MP não está obrigado a aguardar o exaurimento da via administrativa para oferecer denúncia. oferecer denúncia independentemente da comunicação. não é possível falar em tributo. para a autoridade fiscal. Improcedência da ação Quanto à natureza jurídica dessa decisão final. entretanto. a remessa da notitia criminis ao Ministério Público. dita "representação tributária". I da Constituição. HC 84925 / SP SÃO PAULO HABEAS CORPUS Relator(a): Min. há várias correntes: 1ª corrente – a decisão final do procedimento administrativo não é uma condição de procedibilidade. Não configurada qualquer limitação à atuação do Ministério Público para propositura da ação penal pública pela prática de crimes contra a ordem tributária.

Art. § 1o A prescrição criminal não corre durante o período de suspensão da pretensão punitiva. inclusive acessórios – não há nenhum limite temporal (antes do recebimento da denúncia. julgado em 10 de dezembro de 2003. o parcelamento do débito tributário acarretará na suspensão da pretensão punitiva. recuperação fiscal: Art. o art.HC 73418. de 27 de dezembro de 1990. por mim relatados 4.137. antes do recebimento da denúncia. inclusive acessórios. Nada se fala sobre os crimes contra a previdência social. todavia. e na Lei nº 4. 16 do CP). publicado no Diário da Justiça de 13 de agosto de 2004. 1o e 2o da Lei no 8. por ex.18) PAGAMENTO DO DÉBITO TRIBUTÁRIO Art.AÇÃO PENAL.). Ocorrendo o pagamento integral do débito tributário efetuado a qualquer momento. 168A e 337A do Decreto-Lei no 2. STF . O pagamento até o recebimento da denúncia vai acarretar na extinção da punibilidade. não se aplica o art. tem-se a suspensão da exigibilidade do tributo. quando o agente promover o pagamento do tributo ou contribuição social. de 7 de dezembro de 1940 – Código Penal. Precedentes: Habeas Corpus nº 81. Ao crime de estelionato ou crime patrimonial qualquer.848. Estando pendente o processo administrativo fiscal. referente aos crimes previstos nos arts.105-8/SP. 34 da Lei 9249/95. será extinta a punibilidade – É o que vale hoje! LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . suspendendo também o curso da prescrição. e nos arts. 9º. Extingue-se a punibilidade dos crimes definidos na Lei nº 8. 34 é norma especial. esta extinção de punibilidade também se aplica aos crimes previdenciários. 9o É suspensa a pretensão punitiva do Estado.729.42 Julgador: Primeira Turma Ementa SONEGAÇÃO FISCAL PROCESSO ADMINISTRATIVO PENDENTE .137.717-4/ES. 34 da Lei 9249/95.611-8/DF. Para os tribunais. de 14 de julho de 1965. não cabendo o ajuizamento de ação penal. Para tais crimes patrimoniais. durante o período em que a pessoa jurídica relacionada com o agente dos aludidos crimes estiver incluída no regime de parcelamento. de 27 de dezembro de 1990. relator ministro Sepúlveda Pertence. publicado no Diário da Justiça de 3 de abril de 2004. e Habeas Corpus nº 84. tendo como benefício o arrependimento posterior (art. 34. De acordo com tal art. § 2o Extingue-se a punibilidade dos crimes referidos neste artigo quando a pessoa jurídica relacionada com o agente efetuar o pagamento integral dos débitos oriundos de tributos e contribuições sociais. Tal artigo. somente se refere à lei 8137/90 e Lei 4729/65 – crimes contra a ordem tributária. Recurso Ordinário em Habeas Corpus nº 83. Art. 9º da Lei 10684/2003 – Lei de revisão de dívidas.

HC 83252 e HC 83967 – STF (entendimento minoritário no STF). Trânsito em julgado ulterior da sentença condenatória. 111."tratando-se de estelionato de rendas mensais. devendo o termo inicial da prescrição contar-se da cessação da permanência (art. 4ª corrente – posição do STF – é delito instantâneo de efeitos permanentes (HC 80349 E 94148) HC 94148 HABEAS / SC SANTA CATARINA CORPUS LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . FRAUDE. 168-A.19) ESTELIONATO CONTRA A PREVIDÊNCIA SOCIAL – ART. Irrelevância. Diante do pagamento do tributo. do cp). DO CP Há divergências quanto a sua prática reiterada: 1ª corrente – trata-se de crime único e permanente de estelionato (STJ – RESP 147203 e 502334). basta. No caso de crime tributário. 34 DA LEI N." . APLICAÇÃO DO ART. Não recolhimento de contribuições previdenciárias descontadas aos empregados. 2º. Norma geral e mais benéfica ao réu. Crime tributário. Suspensão da pretensão punitiva e da prescrição. que dura no tempo. UBI EADEM RATIO IBI IDEM IUS. HC deferido para esse fim. NÃO SE COMPUTANDO O ACRÉSCIMO DECORRENTE DA CONTINUAÇÃO 3ª corrente – esta conduta de recebimento mensal de benefício previdenciário configura o concurso formal – mediante uma única ação se pratica 2 ou mais crimes. 2. Aplicação do art. HABEAS CORPUS. Precedentes. tenha o réu obtido. cc. A PRESCRIÇÃO REGULA-SE PELA PENA IMPOSTA NA SENTENÇA. do CP. Adesão ao Programa após o recebimento da denúncia.há permanência na consumação (delito eventualmente permanente). Condenação por infração ao art. PERCEPÇÃO INDEVIDA. 71. Órgão Julgador: Primeira Turma SUL CORPUS PELUSO Para o STJ. DESCAMINHO. ainda que após o recebimento da denúncia. 9º da lei nº 10. na esfera administrativa pela autoridade competente. 2ª corrente – tal crime é praticado em continuidade delitiva. EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE.REFIS. iii. parcelamento administrativo do débito fiscal. da CF. da autoridade competente. 3.43 HC 85048 / HABEAS Relator(a): Julgamento: 30/05/2006 Ementa EMENTA: AÇÃO PENAL. 171 DO CP. A prescrição começará a correr somente quando cessar a permanência STJ . CRIME CONTINUADO. Ver súmulas 497 do STF SÚMULA Nº 497 QUANDO SE TRATAR DE CRIME CONTINUADO.RECURSO ESPECIAL. de rigor o reconhecimento da extinção da punibilidade.recurso conhecido e provido. do CP. PARÁGRAFO 3º.º 9. Ordem concedida. 1. antes do recebimento da denúncia. este pagamento como causa de extintiva de punibilidade também se aplica ao delito de descaminho – HC 48805 PROCESSO PENAL. e art. Parcelamento deferido. Fato incontrastável no juízo criminal. 4. Aplicação retroativa do art. mas antes do trânsito em julgado da sentença condenatória RS RIO GRANDE CEZAR DO Min. BENEFICIO PREVIDENCIARIO EM PARCELAS SUCESSIVAS. PAGAMENTO DO TRIBUTO ANTES DO OFERECIMENTO DA DENÚNCIA. Não há razão lógica para se tratar o crime de descaminho de maneira distinta daquela dispensada aos crimes tributários em geral. 5º. art.684/03. .249/95. § único. XL. para suspensão da pretensão punitiva e da prescrição. Débito incluído no Programa de Recuperação Fiscal .

os elementos do tipo. providos por juízes togados.juizados especiais. Reconhecimento da prescrição retroativa. A União. Min. I. ou togados e leigos. o julgamento e a execução de causas cíveis de menor complexidade e infrações penais de menor potencial ofensivo. no Distrito Federal e nos Territórios. a pena será a privativa de liberdade. Art. 98. A jurisdição conflitiva se caracteriza pelo conflito entre as partes. e os Estados criarão: I . o acordo homologado acarreta a renúncia ao direito de queixa ou representação LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . Na jurisdição consensual haverá uma mitigação de princípios (princípio da obrigatoriedade da ação penal pública e princípio da indisponibilidade da ação penal pública) .1) PREVISÃO CONSTITUCIONAL Art. da CF – INQ 1055). competentes para a conciliação. a jurisdição consensual no processo penal está autorizada pela própria CF (art. permitidos. Ordem concedida para declarar extinta a punibilidade do impetrante. 3. Parágrafo único.3) MEDIDAS DESPENALIZADORAS – ASPECTOS GERAIS Há quatro: • Composição civil dos danos – art. 5. passa-se a ter a possibilidade da transação penal sendo utilizada no processo penal. a despeito de produzir efeitos permanentes quanto ao beneficiário da falsificação da CTPS. Órgão Julgador: Primeira Turma CARLOS BRITTO 5) LEI 9099/95 – LEI DOS JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS 5.2) JURISDIÇÃO CONSENSUAL X JURISDIÇÃO CONFLITIVA A jurisdição consensual busca um consenso pelas partes. Já na jurisdição conflitiva. 2. homologada pelo Juiz mediante sentença irrecorrível. 74. instantaneamente. A composição dos danos civis será reduzida a escrito e. ORDEM CONCEDIDA. Para o STF. exceção ao princípio da indisponibilidade da ação penal pública – aplicação da suspensão condicional do processo). Tratando-se de ação penal de iniciativa privada ou de ação penal pública condicionada à representação. mediante os procedimentos oral e sumariíssimo. TERMO INICIAL DO PRAZO PRESCRICIONAL. No caso. Nos crimes instantâneos. 5. 1. nas hipóteses previstas em lei.44 Relator(a): Julgamento: 03/06/2008 Ementa EMENTA: HABEAS CORPUS. terá eficácia de título a ser executado no juízo civil competente. IMPETRANTE QUE ADULTEROU ANOTAÇÕES DA CTPS PARA QUE CO-RÉU RECEBESSE APOSENTADORIA. a conduta assumida pelo impetrante. a prescrição é de ser computada do dia em que o delito se consumou ou do dia em que cessou a atividade criminosa (no caso de tentativa). PRESCRIÇÃO RETROATIVA. Descaracterização da permanência delitiva. materializou. a transação e o julgamento de recursos por turmas de juízes de primeiro grau. 74 da Lei. CRIME INSTANTÂNEO. aplicando a transação penal. A partir do momento que os juizados são criados. Transcurso de lapso temporal superior ao prazo prescrional entre a data do fato e o recebimento da denúncia. O acordo só pode resultar em penas restritivas de direitos.a doutrina diz que o princípio aqui seria o da discricionariedade regrada (exceção ao princípio da obrigatoriedade. ESTELIONATO COMETIDO CONTRA ENTIDADE DE DIREITO PÚBLICO. 98.

desde que o acusado não esteja sendo processado ou não tenha sido condenado por outro crime. por dois a quatro anos. o Juiz poderá reduzi-la até a metade. § 3º Aceita a proposta pelo autor da infração e seu defensor.45 Em crimes de ação penal privada e de ação penal pública condicionada à representação. abrangidas ou não por esta Lei.não indicarem os antecedentes. a ação penal será pública condicionada à representação. Art. a conduta social e a personalidade do agente. Nos crimes em que a pena mínima cominada for igual ou inferior a um ano. • Representação nos crimes de lesão corporal leve ou culposa – art. sendo registrada apenas para impedir novamente o mesmo benefício no prazo de cinco anos. 89.) LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . à pena privativa de liberdade.. 89 da Lei Art. pela aplicação de pena restritiva ou multa. III . salvo para os fins previstos no mesmo dispositivo. dependerá de representação a ação penal relativa aos crimes de lesões corporais leves e lesões culposas. e não terá efeitos civis. Significa o cumprimento imediato de pena restritiva de direitos. Havendo representação ou tratando-se de crime de ação penal pública incondicionada. § 2º Não se admitirá a proposta se ficar comprovado: I . será extinta a punibilidade. que não importará em reincidência. § 4º Acolhendo a proposta do Ministério Público aceita pelo autor da infração. 88 da Lei Art. o Ministério Público. 77 do Código Penal). mesmo que acarrete qualquer dos resultados dos parágrafos do art. o Juiz aplicará a pena restritiva de direitos ou multa.. o Ministério Público poderá propor a aplicação imediata de pena restritiva de direitos ou multas. cabendo aos interessados propor ação cabível no juízo cível.ter sido o agente beneficiado anteriormente. ao oferecer a denúncia. poderá propor a suspensão do processo. § 5º Da sentença prevista no parágrafo anterior caberá a apelação referida no art. Além das hipóteses do Código Penal e da legislação especial. este acordo celebrado trará como conseqüência a renúncia ao direito de queixa ou representação. a ser especificada na proposta. § 1º Nas hipóteses de ser a pena de multa a única aplicável. II . • Suspensão condicional do processo – art. fixadas por meio de propostas. 129. § 6º A imposição da sanção de que trata o § 4º deste artigo não constará de certidão de antecedentes criminais. 82 desta Lei. por sentença definitiva. será submetida à apreciação do Juiz.ter sido o autor da infração condenado. ser necessária e suficiente a adoção da medida. como uma causa extintiva da punibilidade. 88. (. não sendo caso de arquivamento. 76. nos termos deste artigo. bem como os motivos e as circunstâncias. 76 da Lei. Se a conduta antecedente não for dolosa (for culposa). • Transação penal – art. Cumprida. pela prática de crime. no prazo de cinco anos. presentes os demais requisitos que autorizariam a suspensão condicional da pena (art.

Assim. 5. Nestes casos da Lei 9099/95. as contravenções penais e os crimes a que a lei comine pena máxima não superior a um ano. adveio a Lei 11313/2006. No ano de 2006. Art.719-9) Todavia.313. condução coercitiva. os crimes a que a lei comine pena máxima não superior a dois anos. 2o Compete ao Juizado Especial Federal Criminal processar e julgar os feitos de competência da Justiça Federal relativos às infrações de menor potencial ofensivo.2002) A prisão em flagrante divide-se em: captura. salvo se este delito estiver sujeito à procedimento especial. nem se exigirá fiança. como a lei do JEF dizia “para os efeitos desta”. 61. já sedimentado o entendimento de que IMPO era as cuja pena máxima não passasse de 2 anos. parágrafo único – não se imporá prisão em flagrante Parágrafo único. • A lei também traz uma medida descarcerizadora – art. Este panorama dura até o advento da Lei dos JEF – lei 10259/2001. começaram discussões se este conceito também seria aplicável à lei 9099/95.1: A lei 9099/95 é uma norma processual. trazendo um novo conceito de IMPO: Art. não se imporá prisão em flagrante. para os efeitos desta Lei. condução ao cárcere. OBS. (Redação dada pela Lei nº 10. de 2006) LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . Uma vez cumprida as condições. Art. seu afastamento do lar. de 13. Consideram-se infrações penais de menor potencial ofensivo. (Redação dada pela Lei nº 11. estará extinta a punibilidade. Parágrafo único.455. Consideram-se infrações de menor potencial ofensivo. Quando esta lei surgiu.5. 61. Posteriormente será lavrado o termo circunstanciado.4) INFRAÇÃO DE MENOR POTENCIAL OFENSIVO Redação original do art. os benefícios são sim aplicados a fatos pretéritos (ver a ADIn). (Vide Lei nº 10. As disposições desta Lei não se aplicam aos processos penais cuja instrução já estiver iniciada. aplica-se a captura e a condução coercitiva. (Vide ADIN nº 1. como medida de cautela. lavratura do APF. 69. o novo conceito só teria validade na Justiça Federal. para os efeitos desta Lei. Consideram-se infrações penais de menor potencial ofensivo. domicílio ou local de convivência com a vítima. excetuados os casos em que a lei preveja procedimento especial. aplica-se o princípio da ultratividade da lei penal mais benéfica – aplica-se a fatos pretéritos. 61 da Lei do JEC: Art. Os JEF julgavam infrações penais cuja pena máxima não passasse de 2 ano. as contravenções penais e os crimes a que a lei comine pena máxima não superior a 2 (dois) anos.: Na lei Maria da Penha não se aplica as medidas da Lei 9099/95. para os efeitos desta Lei. for imediatamente encaminhado ao juizado ou assumir o compromisso de a ele comparecer. Esta lei não fala em contravenções porque a Justiça Federal não julga contravenções. o juiz poderá determinar. cumulada ou não com multa. 90.259. após a lavratura do termo. Em caso de violência doméstica. Teve doutrinador que sustentou que.46 A lei diz que a pessoa fica sujeita ao cumprimento de condições (e não penas). mas os 4 benefícios acarretam efeitos no Direito Penal. ou multa. logo. Ao autor do fato que. de 2001) Infração de menor potencial ofensiva era: todas as contravenções e todos os crimes com pena máxima não superior a 1 ano. ou apenada com multa. imporá prisão em flagrante. ou multa. OBS.

90-A. O benefício da suspensão do processo não é aplicável em relação às infrações penais cometidas em concurso material. ultrapassar o limite de um (01) ano.5) CONEXÃO E CONTINÊNCIA Súmula 243 do STJ. aos crimes previstos na Lei 10741/03. de 27. STF entende: SÚMULA Nº 723 Não se admite a suspensão condicional do processo por crime continuado. Estatuto do idoso – lei 10741/2003 Art. se a soma da pena mínima da infração mais grave com o aumento mínimo de um sexto for superior a um ano. Uma vez praticada uma infração de menor potencial ofensivo. DAMÁSIO entende que tal vedação é absurda. Ela fala suspensão do processo (não se aplica mais). 5. 9º do CPM. 5. Aos crimes previstos nesta Lei. se esta infração de menor potencial ofensivo houver sido praticada em conexão com outro crime. pois esta vedação seria aplicada apenas aos crimes militares impróprios – é uma infração penal prevista tanto no CPM como no CP comum. será aplicável tão somente o procedimento sumaríssimo. as disposições do Código Penal e do Código de Processo Penal O Estatuto do idoso não criou um novo conceito de infração de menor potencial ofensivo. mas isso não impede a aplicação da transação penal e da composição dos danos civis à infração de menor potencial ofensivo. 94. aplicase o procedimento previsto na Lei no 9. (Artigo incluído pela Lei nº 9.9. subsidiariamente. afasta-se a competência do juizado. concurso formal ou continuidade delitiva. Na verdade. pouco importando se a pena é cumulada ou não com multa. de 26 de setembro de 1995. cuja pena máxima privativa de liberdade não ultrapasse 4 (quatro) anos. previsto entre os artigos 77 e 83 da Lei 9099/95 21. 90-A da lei do juizado foi acrescentado depois (não veio com a redação original). seja pelo somatório. Tanto faz se os crimes estão sujeitos ou não a procedimentos especiais.7) COMPETÊNCIA TERRITORIAL A competência territorial no CPP é fixada de acordo com o art. No entanto. mas que se torna crime militar por se adequar a uma das hipóteses do art. 70 do CPP – lugar da consumação da infração – teoria do resultado: LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . no que couber. Trata-se de uma lei mais gravosa (irretroativa). quando a pena mínima cominada. que venha a estabelecer a competência do juízo comum ou do tribunal do júri. a competência será do juizado especial criminal.839. IMPO são todas as contravenções penais e crime com pena máxima não superior a 2 anos. As disposições desta Lei não se aplicam no âmbito da Justiça Militar.1999) Este art. e.6) APLICAÇÃO DA LEI DO JUIZADO NOS CRIMES MILITARES Art. seja pela incidência da majorante. isoladamente.47 Assim.099. 1.03. cuja pena máxima não ultrapasse 4 anos.2009 – RENATO BRASILEIRO 5.

A citação será pessoal e far-se-á no próprio Juizado.869.719. A autoridade policial que tomar conhecimento da ocorrência lavrará termo circunstanciado e o encaminhará imediatamente ao Juizado. 5.: Cabe carta precatória! Não cabe carta rogatória (procedimento muito lento para o rito dos juizados). será obedecido o procedimento comum sumário.8. não será restabelecida a competência do juizado. OBS. 227 a 229 da Lei n o 5. na forma do parágrafo único do art. A competência será. 92 da Lei 9099/95. no caso de tentativa. 70. de 11 de janeiro de 1973 Código de Processo Civil. de 2008). de regra. Eventual recurso será julgado pelo TJ ou TRF.48 Art. Art. rogatória ou citação por hora certa nos juizados? R. 63. A competência do Juizado será determinada pelo lugar em que foi praticada a infração penal.719. Art. adota-se a teoria da atividade – art. ou por mandado. No JECRIM. ou. 362 do CPP. 5. observar-se-á o procedimento sumário previsto neste Capítulo. Mandando para o rito comum. o oficial de justiça certificará a ocorrência e procederá à citação com hora certa. 538. 5. quando o juizado especial criminal encaminhar ao juízo comum as peças existentes para a adoção de outro procedimento. de 2008). LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . Aplicam-se subsidiariamente as disposições dos Códigos Penal e de Processo Penal. Nas infrações penais de menor potencial ofensivo. 92. Art. caberia citação por hora certa. 69.2) Complexidade da causa Um crime que demande um exame pericial mais complexo. Art. Não encontrado o acusado para ser citado. no que não forem incompatíveis com esta Lei. O professor entende que. 66 desta Lei. o Ministério Público poderá requerer ao Juiz o encaminhamento das peças existentes. Parágrafo único.8) CAUSAS MODIFICATIVAS DA COMPETÊNCIA 5. Mesmo sendo encontrado o acusado no crime comum. Art. aplicando subsidiariamente o art.1: cabe carta precatória. OBS. (Redação dada pela Lei nº 11.2: Não há muito entendimento ainda sobre o cabimento da citação por hora certa no juizado. Verificando que o réu se oculta para não ser citado.9) LAVRATURA DO TERMO CIRCUNSTANCIADO Art. com o autor do fato e a vítima. um crime com várias pessoas envolvidas etc. 63 da Lei 9099/95: Art.8. na forma estabelecida nos arts. (Redação dada pela Lei nº 11. sempre que possível. 66. determinada pelo lugar em que se consumar a infração. pelo lugar em que for praticado o último ato de execução.1) Impossibilidade de citação pessoal do acusado Nos juizados não cabe citação por edital. 77§ 2º Se a complexidade ou circunstâncias do caso não permitirem a formulação da denúncia. providenciando-se as requisições dos exames periciais necessários. o Juiz encaminhará as peças existentes ao Juízo comum para adoção do procedimento previsto em lei.

1) Atribuição para a lavratura Resposta para a prova de Delegado: é atribuição exclusiva da polícia investigativa (PM não poderia lavrar. pois é a partir desse momento que a representação pode ser oferecida de forma válida. não existirá indiciamento.: Cabe composição civil nas ações penais públicas incondicionadas? R: Cabe. na medida em que a culpa não seria da vítima.10. Trata-se de um relatório sumário. mas não terá efeitos penais (como a renúncia ao direito de punir do Estado). 75. 2ª corrente – o prazo se inicia da audiência. Se for um crime de ação penal privada ou de ação penal pública condicionada à representação. Porém.10. Se o acordo não passar de 40 salários mínimos.2) Momento adequado para o oferecimento da representação É considerada válida a representação oferecida na Delegacia de Polícia? R: Há duas correntes: 1ª corrente – a representação feita na delegacia de polícia não é suficiente para o início da ação penal  a representação deve ser feita perante o juizado – corrente majoritária. 5. Somente é possível nas infrações que acarretam prejuízos materiais ou morais à vítima. OBS.10) FASE PRELIMINAR 5. mas na prática é o que ocorre). Parágrafo único. que será reduzida a termo.9. 5. 74. será homologada em sentença irrecorrível e terá eficácia de título executivo a ser executado no juízo cível competente. não há necessidade de inquérito policial. Não obtida a composição dos danos civis. a composição dos danos civis trará como conseqüência a renúncia ao direito de queixa ou de representação. No STF. A composição dos danos civis será reduzida a escrito e. Art.49 Nos crimes de menor potencial ofensivo. Para os demais concursos: termo circunstanciado também pode ser lavrado por Policial Militar. 74 da Lei 9099/95. será dada imediatamente ao ofendido a oportunidade de exercer o direito de representação verbal. O não oferecimento da representação na audiência preliminar não implica decadência do direito. Art.O prazo tem início a partir do conhecimento da autoria. Tratando-se de ação penal de iniciativa privada ou de ação penal pública condicionada à representação. 5. Parágrafo único. Prazo para a representação no caso de desclassificação de tentativa de homicídio para lesões corporais leves – 1ª corrente – se já ultrapassado o prazo decadencial de 6 meses a partir do LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . homologada pelo Juiz mediante sentença irrecorrível. Quando se inicia o prazo para a representação? R: A representação está sujeita a um prazo decadencial de 6 meses. 1ª corrente . ele será executado no próprio juizado (cível). 2a corrente – a representação deve ser considerada feita quando a vítima procura a autoridade policial. o acordo homologado acarreta a renúncia ao direito de queixa ou representação. há a ADI 2862: Se não existe inquérito policial. que poderá ser exercido no prazo previsto em lei. e sim do Estado – posição majoritária.1) Composição dos danos civis Está prevista no art. não há falar em decadência. em hipóteses de manifesta atipicidade ou ausência de justa causa. terá eficácia de título a ser executado no juízo civil competente. É possível o trancamento do termo circunstanciado. caso a audiência preliminar ocorra após o decurso desse prazo. Obtida a conciliação.

pela aplicação de pena restritiva ou multa.50 conhecimento da autoria. por sentença definitiva. o Ministério Público poderá propor a aplicação imediata de pena restritiva de direitos ou multas. mas se recusando o promotor de justiça a propô-la. § 6º A imposição da sanção de que trata o § 4º deste artigo não constará de certidão de antecedentes criminais. § 1º Nas hipóteses de ser a pena de multa a única aplicável. A) Pressupostos para a celebração do acordo 1. pelo qual o primeiro propõe ao segundo a aplicação imediata de uma pena não-privativa de liberdade. Crime de ação penal pública condicionada à representação ou incondicionada LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . Súmula nº 696 do STF reunidos os pressupostos legais permissivos da suspensão condicional do processo. § 2º Não se admitirá a proposta se ficar comprovado: I . trata-se de um direito público subjetivo do acusado (o juiz pode conceder de ofício). no prazo de cinco anos. cabendo aos interessados propor ação cabível no juízo cível. pela prática de crime. 5. dissentindo. 2. Súmula 696 do STF (não pode o juiz conceder o instituto de ofício). aplica-se o art. será submetida à apreciação do Juiz. estará extinta a punibilidade pela decadência. sendo registrada apenas para impedir novamente o mesmo benefício no prazo de cinco anos. à pena privativa de liberdade. e não terá efeitos civis. 82 desta Lei. salvo para os fins previstos no mesmo dispositivo. Formulação da proposta pelo representante do MP a. § 3º Aceita a proposta pelo autor da infração e seu defensor. pois esse prazo não se suspende nem se interrompe. II . 20/03/2008  desclassificação para lesão corporal leve (precisa de representação) – já está extinta a punibilidade. a ser especificada na proposta.ter sido o agente beneficiado anteriormente. Havendo representação ou tratando-se de crime de ação penal pública incondicionada. o Juiz aplicará a pena restritiva de direitos ou multa.: 10/02/2006  data do fato (denunciado por tentativa de homicídio). Recusa injustificada de oferecimento da proposta pelo MP: há duas correntes. § 4º Acolhendo a proposta do Ministério Público aceita pelo autor da infração. remeterá a questão ao procurador-geral. dispensando-se a instauração do processo. a conduta social e a personalidade do agente. 76. bem como os motivos e as circunstâncias. 2ª corrente – diante da recusa injustificada do MP. nos termos deste artigo. § 5º Da sentença prevista no parágrafo anterior caberá a apelação referida no art. o juiz.não indicarem os antecedentes. o Juiz poderá reduzi-la até a metade. 28 do CPP – remessa do autos ao PGJ – corrente majoritária.10.ter sido o autor da infração condenado. III . já se passaram 6 meses da data do fato para a representação – corrente minoritária. ex. 1ª corrente – na verdade. aplicando-se por analogia o art. que não importará em reincidência. 2ª corrente – deve ser contado o prazo de 6 meses apenas a partir do momento da decisão de desclassificação – corrente majoritária. 28 do código de processo penal. pois. ser necessária e suficiente a adoção da medida. Art.3) Transação penal Consiste em um acordo entre o titular da ação e o autor do fato delituoso. não sendo caso de arquivamento.

nem composição por danos civis. devendo a multa ser executada perante o juiz. prevalece a vontade do acusado. 77. ou pela não ocorrência da hipótese prevista no art. de imediato. 5.11. A segunda possibilidade é a devolução dos autos para a realização de diligências. 7. se não houver necessidade de diligências imprescindíveis. o Ministério Público oferecerá ao Juiz. A quarta possibilidade é a declinação da competência. não cabe transação penal e nem suspensão condicional do processo em crime de ação penal privada – corrente ultrapassada!!! 2ª corrente – não há incompatibilidade entre transação penal ou suspensão condicional do processo em crimes de ação penal privada – posição majoritária!!! E em caso de recusa injustificada do querelante? R: a iniciativa só pode ser do querelante. 4. STF HC 79572). Circunstâncias judiciais favoráveis. Se ele não quiser. 64. Não ter sido o autor da infração condenado por sentença definitiva a pena privativa de liberdade – está sujeita ao lapso temporal da reincidência (5 anos após o cumprimento da pena) – art. 1º Para o oferecimento da denúncia. ***Para o STF e para o STJ: é possível que o magistrado condicione a homologação da proposta a seu cumprimento (STJ RHC 11392. 3.1) Vista ao MP A primeira possibilidade do MP é requerer o arquivamento dos autos. Tal condenação deve ser por prática de crime.2) análise do procedimento sumaríssimo LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . 5. Aceitação da proposta por parte do autor da infração e de seu advogado. prevalece a vontade de quem quer recorrer (Súmula 705 do STF). a fim de que o titular da ação penal possa propô-la – corrente majoritária (STF HC 84976). com dispensa do inquérito policial. não é possível o oferecimento de denúncia. não haverá impedimento quanto à transação. 76 desta Lei. e não a do defensor.em virtude da omissão do legislador. A terceira possibilidade é o encaminhando do termo circunstanciado ao juízo comum. a. Não ter sido o agente beneficiado anteriormente no prazo de 5 anos pela transação penal. que será elaborada com base no termo de ocorrência referido no art. pela ausência do autor do fato. do CP. Em se tratando de pena restritiva de direitos. não terá – STF HC 81720. Não ser caso de arquivamento dos autos. prescindir-se-á do exame do corpo de delito quando a materialidade do crime estiver aferida por boletim médico ou prova equivalente. E em crimes de ação penal privada? R. 6.: 1ª corrente . Art. I. B) Descumprimento da transação penal 1ª corrente – em se tratando de proposta de pena de multa.11. Se for uma contravenção penal. o procedimento deve ser retomado.11) PROCEDIMENTO SUMARÍSSIMO Para entrar nessa fase não pode ter havido transação penal. quando não houver aplicação de pena. Na hora de interpor recurso. pois a sentença que homologa a transação tem natureza condenatória imprópria. A quinta possibilidade – deve o MP oferecer denúncia oral (será reduzida a termo). 5. 69 desta Lei.51 a. 5. Na ação penal de iniciativa pública. denúncia oral. divergência de vontade entre advogado e acusado – na hora da transação penal e na suspensão condicional do processo. 2ª corrente – deve haver a conversão da pena restritiva de direitos à pena privativa de liberdade.

B) Defesa preliminar . Assim. parágrafo 4º. duas posições foram criadas: a) a lei do juizado traz um procedimento especial. 394 manda aplicar o art. 394.Resposta à acusação – tem doutrinador chamando de resposta inicial (defesa inicial).12. e antes da audiência una de instrução e julgamento. 5. De acordo com tal dispositivo. ainda que não regulados neste Código. b) todos os procedimentos deverão seguir o previsto no art. 395 (rejeição da peça acusatória).defesa prévia – existia antes da lei 11719/2008 (não existe mais) – era apresentada após o interrogatório (não era obrigatória). O juiz não poderá exercer jurisdição no processo em que: III . Tal exame não é necessário nem mesmo para uma condenação. pois o art. 394. O magistrado que prolatou a decisão está impedido de fazer parte da turma recursal. o relatório é dispensado. Art. de fato ou de direito. não se aplicando o art. sobre a questão. ex. lei de improbidade administrativa (não tem natureza penal).: art. agravo em execução etc.12. lei de drogas. 395 do CPP) ou recebimento da peça acusatória Art. 396 (citação para apresentar resposta da acusação – mas a peça acusatória já foi recebida!?! ) e 397 (absolvição sumária). lei de imprensa (Lei 5250). pronunciando-se. Um mero boletim médico pode suprir o exame de corpo de delito. 514 do CPP (crimes funcionais afiançáveis).diferenças: I.2) Juízo ad quem Será a turma recursal. poderão ser usados (apelação RESE.tiver funcionado como juiz de outra instância. de 2008). não se pode trabalhar com o procedimento do juizado. 395 a 398 deste Código aplicam-se a todos os procedimentos penais de primeiro grau.1) Aplicação subsidiária das normas do CPP. É composta por 3 juízes de direito em exercício no 1º grau de jurisdição. parágrafo 4º. 5. C) Rejeição da peça acusatória (art.12) SISTEMA RECURSAL 5. II. do CPP: § 4o As disposições dos arts.719. Deve ser apresentada após o recebimento da peça acusatória por advogado. do CPP. do CPP. competência originária dos tribunais (Lei 8038/90). lei dos juizados (art.defesa preliminar – ela é apresentada entre o oferecimento e o recebimento da peça acusatória (ser ouvido antes do processo ter início). mesmo o rito do juizado  NÃO SE SABE AINDA O QUE FAZER A RESPEITO!!! D) Instrução do processo • oitiva da vítima • oitiva das testemunhas • interrogatório do acusado • debates orais • sentença – aqui no JECRIM. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . parágrafo 4º.52 A) Oferecimento da peça acusatória – não é necessário exame de corpo de delito. do CP e da LEP Determinados recursos. É criada com a lei 11719/2008. 252 do CPP.). (Incluído pela Lei nº 11. 394. 81 da Lei). III. apesar de não estarem previstos na lei 9099/95.

e sim a expressão “decisão proferida em 1ª e última instância”.4) Embargos de declaração Art. no prazo de cinco dias. Sua interposição suspende o prazo do outro recurso (quando opostos contra sentença). houver obscuridade. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO JUIZADO EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO CPP • • Caberá quando houver obscuridade.12. Se a turma recursal for autora do constrangimento.53 OBS.12. **Cabe no caso de rejeição da peça acusatória. • • 5. Prazo de 2 dias. contradição. • • • 05 dias. Mas cabe recurso extraordinário contra decisão de turma recursal. Assim. Porém. Poder interpor o recurso por termos nos autos. ambigüidade (não fala em “dúvida”. a decisão deve ser proferida por “tribunal”. Sua interposição interrompe o prazo do outro recurso. 83. Prazo de 5 dias.12. da sentença absolutória e condenatória. Contra acórdão da turma recursal o prazo será interrompido. contradição. a CF não usa a palavra “tribunal”. contra ato do juiz do juizado.: Quem exerce a função de MP na turma recursal? R: É o promotor de justiça de 1ª instância. não cabe recurso especial contra decisão de turma recursal (pois não é tribunal). LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . Ela deve ser apresentada de uma vez só (interposição + razões). os embargos de declaração suspenderão o prazo para o recurso. § 3º Os erros materiais podem ser corrigidos de ofício. A petição não pode ser apresentada perante a turma recursal. quem irá julgar HC é a turma recursal (quando referir-se a atos do juizado). 5. Só pode interpor o recurso por petição. omissão ou dúvida na decisão.6) Habeas corpus Cabe no JECRIM. caberá ao Tribunal de Justiça julgá-lo (súmula 690 do STF – está ultrapassada). Caberão embargos de declaração quando. Caberá da sentença absolutória e condenatória. para que caiba recurso especial.5) Recurso extraordinário e recurso especial A CF diz que. § 2º Quando opostos contra sentença. caberá RESE. 5. contradição e omissão.12. Caberá da sentença homologatória da transação. § 1º Os embargos de declaração serão opostos por escrito ou oralmente. Ao dizer sobre o recurso extraordinário. 5. contados da ciência da decisão.12. apresentadas • • • • • • **Contra a rejeição da peça acusatória. Interpor o recurso – 05 dias – e 08 dias para apresentar as razões recursais. mas é a mesma coisa). em sentença ou acórdão. 5.3) Apelação APELAÇÃO NO JUIZADO APELAÇÃO NO CPP • • • • 10 dias. omissão ou dúvida.7) Mandado de segurança Contra decisão de juiz do juizado  turma recursal. já que não é sentença!!! • • Caberá quando houver obscuridade. As razões podem ser perante o juízo ad quem.

desde que o acusado não esteja sendo processado ou não tenha sido condenado por outro crime. sem autorização do Juiz.13.8) Conflito de competência Conflito entre juiz do juizado e juiz de vara criminal (juízo comum) – cabe ao STJ decidir (STF CC 7090 e STJ 79022) e súmula 348 do STJ. II . o beneficiário vier a ser processado por outro crime ou não efetuar. IV . o Juiz declarará extinta a punibilidade.13. presentes os demais requisitos que autorizariam a suspensão condicional da pena (art. desde que adequadas ao fato e à situação pessoal do acusado. pois não se trata de direito subjetivo do acusado. ou descumprir qualquer outra condição imposta.comparecimento pessoal e obrigatório a juízo.1) Conceito Trata-se de um instituto despenalizador criado como alternativa à pena privativa de liberdade.12. 5.proibição de freqüentar determinados lugares. Não pode ser concedida de ofício pelo juiz. Nos crimes em que a pena mínima cominada for igual ou inferior a um ano. sem motivo justificado. 5. por dois a quatro anos. poderá suspender o processo. por contravenção. OBS. 89. 77 do Código Penal). sob as seguintes condições: I .13) SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO – ARTIGO 89 DA LEI Art. III . o Ministério Público. abrangidas ou não por esta Lei. § 4º A suspensão poderá ser revogada se o acusado vier a ser processado. no curso do prazo. para informar e justificar suas atividades. § 6º Não correrá a prescrição durante o prazo de suspensão do processo. 5. salvo impossibilidade de fazê-lo.2) Iniciativa A iniciativa para propor a suspensão condicional do processo é exclusiva do MP (titular da ação penal pública). a reparação do dano. § 1º Aceita a proposta pelo acusado e seu defensor. poderá propor a suspensão do processo. no curso do prazo.54 Contra decisão da turma recursal  é a própria turma recursal** . por meio do qual se autoriza a suspensão do processo por determinado período e mediante certas condições. submetendo o acusado a período de prova. 5. § 2º O Juiz poderá especificar outras condições a que fica subordinada a suspensão. Se o juiz não concorda com a posição do MP deve aplicar o artigo 28 CPP – súmula 696 STF: Súmula 696 do STF LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .proibição de ausentar-se da comarca onde reside. mensalmente. na presença do Juiz. o processo prosseguirá em seus ulteriores termos.MS 24615 do STF. recebendo a denúncia. § 5º Expirado o prazo sem revogação.12. este. ao oferecer a denúncia. É aplicada aos crimes cuja pena mínima seja igual ou inferior a um ano.9) Revisão criminal Cabe perfeitamente.reparação do dano. 5. § 7º Se o acusado não aceitar a proposta prevista neste artigo. § 3º A suspensão será revogada se.: A ação rescisória (área cível) não cabe! STJ CC 47718 – a própria turma recursal que julgará.

o juiz deve acatar a manifestação do chefe do Ministério Público.7.(Redação dada pela Lei nº 7.o condenado não seja reincidente em crime doloso. Ordem denegada.13. 89 da Lei 9. 77 . Tendo em vista que a suspensão condicional do processo tem natureza de transação processual..1984) III . de 11.A execução da pena privativa de liberdade. reparação do dano.099/95. desde que: (Redação dada pela Lei nº 7. 3. (Redação dada pela Lei nº 7. quando houver competência originária dos tribunais. dissentindo.4) Condições Durante quanto tempo dura o período de prova? Ele varia de 2 a 4 anos. 28 do código de processo penal. 44 deste Código.7. comparecimento pessoal e obrigatório em juízo mensalmente. o art.1984) I . 5.1984) 5.3) Requisitos 1. ARTIGO 28 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL E SÚMULA 696 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. Estarem presentes os requisitos que autorizem a suspensão condicional da pena – artigo 77 do CP: Art. 2. 1. O Supremo Tribunal Federal tem rechaçado a aplicação do instituto da prescrição antecipada reconhecida antes mesmo do oferecimento da denúncia. OBS: Cabe suspensão na ação penal privada? Alguns doutrinadores entendem que sim. Ementa EMENTA: HABEAS CORPUS. por 2 (dois) a 4 (quatro) anos. 2. Na hipótese de o juiz discordar da manifestação do Ministério Público que deixa de propor a suspensão condicional do processo. não existe direito público subjetivo do paciente à aplicação do art. poderá ser suspensa. porém nesse caso a iniciativa não seria do MP. HC 88157). 2. de 11. o juiz é obrigado a acatar a manifestação do chefe do MP (STF.g.209. salvo impossibilidade de fazê-lo. ALEGAÇÃO DE PRESCRIÇÃO ANTECIPADA. o juiz. proibição de freqüentar determinados lugares. ORDEM DENEGADA.55 Reunidos os pressupostos legais permissivos da suspensão condicional do processo. proibição de ausentar-se da comarca onde reside sem autorização do juiz. Em se tratando de atribuição originária do PGR.5) Revogação A doutrina subdivide em: A) Obrigatória Artigo 89.209. v. mas se recusando o promotor de justiça a propô-la. 3.7.13. a conduta social e personalidade do agente. por analogia. de 11. INEXISTÊNCIA DE DIREITO SUBJETIVO À SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO. em se tratando de atribuição originária do ProcuradorGeral de Justiça. Todavia.1984) II . 5. As condições são: 1.209. Não estar sendo processado ou não ter sido condenado por outro crime (não abrange contravenção). Para a jurisprudência essa condenação estaria sujeita ao lapso temporal de 5 anos (STF. remeterá a questão ao procurador-geral. 28 do Código de Processo Penal. 4. mas sim do acusado.13. bem como os motivos e as circunstâncias autorizem a concessão do benefício. não superior a 2 (dois) anos. de 11.7. HC 83458). 5. INADMISSIBILIDADE. aplicando-se por analogia o art. os antecedentes.a culpabilidade. 4.Não seja indicada ou cabível a substituição prevista no art. (Redação dada pela Lei nº 7. aplica-se.209. HIPÓTESE DE ATRIBUIÇÃO ORIGINÁRIA DO PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA. §3º da lei: LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .

no sentido estrito. §4º da lei: § 4º A suspensão poderá ser revogada se o acusado vier a ser processado. o recurso cabível da decisão que concede a suspensão condicional do processo seria. no curso do prazo. não unânime. ultrapassar o limite de um (01) ano. o de apelação. 5. 5.) XVI . RECURSO CONHECIDO. Para a jurisprudência o recurso cabível é o Rese (STJ Resp 601. Tal LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . 581. cabendo ao juiz deprecante fixar as condições a serem propostas. o beneficiário vier a ser processado por outro crime ou não efetuar. inciso XI. Para os Tribunais a suspensão condicional do processo é automaticamente revogada se no período probatório o acusado descumpre as condições impostas pelo juiz. cabe recurso em sentido estrito da decisão que conceder.924.13.que ordenar a suspensão do processo. sem motivo justificado. como este artigo no inciso XI refere-se a suspensão do processo em virtude de questão prejudicial. 5.8) Carta Precatória Caso o acusado more em outra comarca é possível a expedição de carta precatória. PROCESSUAL PENAL. Para a doutrina o rol do artigo 581 do CPP é taxativo.56 § 3º A suspensão será revogada se. seja pela incidência da majorante. a reparação do dano.13. ou descumprir qualquer outra condição imposta. RMS 23516). no curso do prazo. RECURSO ESPECIAL. PROPOSTA DE SUSPENSÃO DO PROCESSO.13. Caberá recurso.. despacho ou sentença: (. estará extinta a punibilidade. B) Facultativa Artigo 89. seja pelo somatório. da decisão. artigo 581. assim. negar ou revogar a suspensão condicional da pena. Sendo a decisão meramente declaratória.6) Extinção da punibilidade Decorrido o período de prova sem que tenha ocorrido revogação. de que se cuida de enumeração exaustiva. DESPACHO QUE DESIGNA AUDIÊNCIA PARA CONCESSÃO DO SURSIS. quando a pena mínima cominada. Na letra do artigo 581.13. 5. 5.13. do Código de Processo Penal.. RECURSO EM SENTIDO ESTRITO. Súmula: 243 do STJ O benefício da suspensão do processo não é aplicável em relação às infrações penais cometidas em concurso material. concurso formal ou continuidade delitiva. em virtude de questão prejudicial. Logo. não importa que seja proferida somente depois de expirado o prazo de prova.9) Cálculo da pena mínima Súmula 243 STJ.7) Prescrição Não corre prescrição durante o período de suspensão do processo. XVI: Art. a inibir hipótese de cabimento outra que não as expressamente elencadas na lei. por contravenção. havendo firme entendimento.10) Recurso Qual o recurso cabível contra a decisão que concede a suspensão condicional do processo? CPP.

alguns foram ratificados pelo Brasil. HC concedido de ofício para que o tribunal local julgue o mérito do pedido de habeas corpus. Somente com a CF de 1988. 69 e seguintes da Lei no 9.13. (Redação dada pela Lei nº 11. garantindo o cidadão contra a tortura. haveria. é que o Brasil garante expressamente o cidadão contra a tortura. cabe a aplicação analógica do inciso XI do artigo 581 do Código de Processo Penal aos casos de suspensão condicional do processo.2009 – ROGÉRIO SANCHES 6) LEI 9455/97 – LEI DE TORTURA 6.: Seria cabível o HC? R. Admissibilidade. deve remeter os autos ao juizado especial criminal. Precedentes. Processo. 5. RHC 82365). interesse em manejar um HC.099/95 lhe atribui. por força da impugnabilidade recursal da decisão denegatória do sursis. quando o delito resultante da nova tipificação for considerado pela lei como infração penal de menor potencial ofensivo. Desse modo. pela subsidiariedade que o artigo 92 da Lei nº 9. Irrelevância. A recorribilidade das decisões é essencial ao Estado de Direito. Aceitação da proposta do representante do Ministério Público. mesmo assim.57 disposição. A aceitação do beneficio da suspensão condicional do processo não implica renúncia ao interesse de agir para a impetração de HC questionando a justa causa da ação penal (STF. Ementa EMENTA: HABEAS CORPUS. viabilizada. A aceitação de proposta de suspensão condicional do processo não subtrai ao réu o interesse jurídico para ajuizar pedido de habeas corpus para trancamento da ação penal por falta de justa causa. ignoravam o tema. É uma das únicas garantias absolutas (nem o direito à vida é absoluto). prevista no artigo 197 da Lei de Execuções Penais. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . A) Tribunal do Júri Caso o juiz sumariante venha a desclassificar o delito para crime não doloso contra a vida e inserido no conceito de infração penal de menor potencial ofensivo. aliás. Todavia. Alegação de falta de justa causa para ação penal. Condição da ação. admitida a não revogação parcial da norma inserta no Código de Processo Penal. Suspensão condicional.03. o disposto nos arts. aplicando-se.11) Desclassificação Foi desclassificado do roubo (pena de 4 a 10 anos) para o furto (pena de 1 a 4 anos). no art.: Súmula: 337 do STJ É cabível a suspensão condicional do processo na desclassificação do crime e na procedência parcial da pretensão punitiva. § 1o Se houver desclassificação da infração para outra. As legislações mundiais. ao presidente do Tribunal do Júri caberá proferir sentença em seguida. de maneira a abranger também a hipótese de suspensão condicional do processo. Interesse processual ou de agir. contudo. ex. III. Renúncia não ocorrente. OBS. 5º.099. de competência do juiz singular.95 – artigo 492. de 2008) 14. se a desclassificação se der no plenário do Júri caberá ao juiz presidente aplicar os benefícios da lei 9. que não exclui a proteção da sociedade. Recurso conhecido e provido.1) HISTÓRICO DA FIGURA DA TORTURA Antes da 2ª guerra não havia preocupação específica sobre a tortura. Caracterização. em princípio. deve ter sua compreensão dilargada. como houve a suspensão condicional do processo. §1º do CPP: Artigo 492. Inúmeros tratados foram aprovados. de 26 de setembro de 1995.689. Após a 2ª guerra começou um movimento de repúdio à tortura.099.: O HC tutela liberdade de locomoção.

***STJ – de acordo com este tribunal.submeter alguém. contra a ordem constitucional e o Estado Democrático A tortura é prescritível. Poderia o legislador infraconstitucional brasileiro dizer ser crime comum? Quando lei infraconstitucional conflitar com tratado internacional. 233.reclusão.ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante Antes. à igualdade. sem distinção de qualquer natureza. homicídio. o Ministro Gilmar Mendes (STF) diz que tal garantia faz com que surja a eternização do direito de punir do Estado. tortura e prisão. O Brasil. Os tratados internacionais. 5º Todos são iguais perante a lei. durante o regime militar – AG RG no AG 970. b) para provocar ação ou omissão de natureza criminosa. Porém. II . c) em razão de discriminação racial ou religiosa. a intenso sofrimento físico ou mental. II.58 Art. a tortura era punida como lesão corporal. quando resolveu disciplinar a tortura. os tratados internacionais dizem ser crime imprescritível (deveria aplicar o princípio do pro homine também a este caso). deve-se aplicar o princípio do pro homine – prevalece o dispositivo que mais garanta direitos individuais (direitos humanos).2) CRIMES DE TORTURA A lei 9455/97 não define tortura. adveio a figura da punição da tortura à criança e ao adolescente – art. à liberdade. nos termos seguintes: III . Em 1997 adveio a Lei 9455. 1º Constitui crime de tortura: I . aplica-se o princípio do pro homine) Só temos dois casos de imprescritibilidade: I.constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça. com emprego de violência ou grave ameaça. mas a CADH veda a sua prisão.ECA. declaração ou confissão da vítima ou de terceira pessoa. poder ou autoridade. então. a CF e a lei ordinária devem prevalecer sobre os tratados. quando falam da tortura. adolescente. disse ser crime comum.753/MG – dezembro de 2008. seja criança. por motivos políticos. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .racismo e. sob sua guarda. revogando o art. ela diz logo o que constitui o crime de tortura já no art. à segurança e à propriedade. Os direitos humanos limitam o direito de punir do Estado – assim. civis ou militares. garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida. 6.ação de grupos armados. No nosso caso. são imprescritíveis as ações de reparação de dano ajuizadas em decorrência de perseguição. de dois a oito anos. não havia um tipo penal específico punindo a tortura. como forma de aplicar castigo pessoal ou medida de caráter preventivo. causando-lhe sofrimento físico ou mental: a) com o fim de obter informação. tratando especificamente do crime de tortura. maior de idade etc. Agora se pune a tortura punida contra qualquer pessoa. Pena . 1º: Art. 233 do ECA. a nossa lei de tortura garante mais direitos do que os tratados internacionais ratificados por nosso país – é o que acontece no caso de prisão do depositário infiel (a CF permite. Com a Lei 8069/90 . tratam-no como crime próprio. Todavia.

econômica ou social – não gera o crime de tortura). 1º Qualquer ato não previsto em lei ou não resultante de medida legal. de torturas: a) tortura-prova .No caso da alínea b do inciso I. OBS. Ex. Tortura-castigo Art. sofrimento físico ou mental. obviamente. o torturador responde pelo crime de tortura mais o crime praticado pelo torturado. poder ou autoridade sob a vitima. 4º . b) provocar conduta criminosa. Causa sofrimento físico ou mental. parág. 2º . c) tortura-racial: torturar o judeu pela sua origem (STF entendeu que judeu é raça). O sujeito passivo. 1º. 3º . com emprego de violência ou grave ameaça A intenso sofrimento físico ou mental Com a finalidade de aplicar castigo pessoal ou medida de caráter preventivo.1ª linha: 1º .59 § 1º Na mesma pena incorre quem submete pessoa presa ou sujeita a medida de segurança a sofrimento físico ou mental.2ª linha: 1º . c) discriminação NOME DA TORTURA a) tortura-prova. b) tortura p/ a prática de crime. I Crime comum – pode ser praticado por qualquer pessoa contra qualquer pessoa Crime próprio – só pratica o crime quem tem guarda. Sujeito passivo – crime próprio (só quem está preso ou sujeito à medida de segurança).preso torturado para confessar (abrange até o credor que tortura o devedor para confessar a dívida). c) tortura preconceituosa/racist a Art.No caso de tortura para prática de crime. NÃO HÁ FINALIDADE – tortura sem fim especial (tortura por torturar). b) tortura para prática de crime – torturar para mentir em juízo.Art. também é próprio. FINALIDADE a) Buscar informações. OBS. por intermédio da prática de ato não previsto em lei ou não resultante de medida legal. e não contravenção penal – é o que predomina. só haverá tortura quando se buscar a prática de crime.Na tortura-racial existe quando a discriminação é racial ou religiosa (sexual. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . 1º.O crime se consuma independentemente se o sujeito ativo conseguiu aplicar o castigo pessoal ou medida de caráter preventivo. em concurso material (torturado – está sob coação irresistível – inexigível conduta diversa). COMPORTAMENTO CRIMINOSO Constranger mediante: violência ou grave ameaça PROVOCA Causa. Sujeito ativo – crime comum. II Submeter na vítima. SUJEITOS Art. na vítima. 1º. 1º em geral: Consuma-se c/ o sofrimento físico ou mental da vítima (pouco importa se efetivamente confessou ou foi discriminada).

1º – abrange qualquer espécie de prisão. TORTURA. 26. A CF diz que a sanção deveria ser a mesma daquele que tortura (torturador). nessa condição. 5º. HABEAS CORPUS. possui a prerrogativa de conduzir diligências investigatórias. 2ª corrente – este parágrafo. durante a operação. responderá pela mesma pena do torturador. é constitucional – esta pena disposta é para aquele que se omitiu culposamente. da Lei 9455/97. 129. A omissão própria (quem tinha o dever de apurar) é uma forma de condescendência criminosa – este deveria ser equiparado a hediondo. nesta condição. o terrorismo e os definidos como crimes hediondos. XLIII. SEM PARTICIPAÇÃO DA POLÍCIA JUDICIÁRIA. Aquele que tinha o dever de apurar. os executores e os que. EXERCÍCIO TEMPORÁRIO DE FUNÇÃO ATRIBUÍDA À POLÍCIA CIVIL. pois se se omitiu dolosamente. Ex. XLIII – a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a prática da tortura . As autoridades que colocaram esta menina neste estabelecimento praticaram a conduta do art. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL POR ATIPICIDADE. incorre na pena de detenção de um a quatro anos. pois não há previsão legal –corrente majoritária. PODER E AUTORIDADE SOBRE OS DETENTOS. inciso II. o sofrimento não é intenso (é o que diferencia do crime de tortura) – elementar “intenso”. até mesmo a prisão civil. Ordem denegada OBS. poder e autoridade sobre os detentos. art. 3ª corrente – a pena do garante deve ser de 1 a 4 anos. O policial militar que auxilia a polícia civil na contenção de rebelião em estabelecimento prisional.455/97. responder por crime do art. VI. 2º. idosos no asilo. podendo. por expressa previsão constitucional e legal (art. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . da Lei de tortura – STJ – HC 50. guarda poder ou autoridade sobre os detentos. gera uma omissão imprópria. Não pune a forma culposa. responder.3ª linha: Quanto à pessoa presa do parágrafo 1º do art. Ex. 1ª corrente – este parágrafo 2º. 1º. 1º. Se isso foi descoberto. Art. GUARDA. b. POSSIBILIDADE. 3. EM TESE. podendo requisitar diretamente documentos e informações que julgar necessários ao exercício de suas atribuições de dominus litis. 1º. Ex. mas nada fizeram.No crime de maus-tratos. pois outra pena fere o princípio da legalidade. parágrafo 1º. pelo crime de tortura preconizado no art. guarda. detém.625/93). da Lei 9455/1997: § 2º Aquele que se omite em face dessas condutas. respondem pelo o art. As autoridades que verificaram tal procedimento.095. quando tinha o dever de evitá-las ou apurá-las.: Policial militar que auxilia polícia civil na contenção de rebelião em estabelecimento prisional durante a operação. podendo. O Ministério Público. da Lei 9. por eles respondendo os mandantes. 1º. 1. CONSTRANGIMENTO ILEGAL INEXISTENTE. parágrafo 2º. 2. CONFIGURADA. da Lê 8. o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins. da mesma lei. definitiva ou provisória. intensamente. se omitirem A pena será a metade daquele que pratica a tortura. em tese.: casos de babás que maltratam os filhos de suas patroas ou enfermeiras que maltratam. O que tinha o dever de evitar. podendo evitá-los.: menina de 15 anos que foi colocada num presídio comum masculino para cumprir ato infracional. Abrange aquele que omite o dever de evitar e o que omite o dever de apurar. Para esta última corrente. II. legitimamente. É a chamada tortura-omissão. gera uma omissão própria. primeira parte é inconstitucional – a pena do garante deverá ser a mesma do torturador. DELITO PRATICADO POR POLICIAIS MILITARES PARA CONTENÇÃO DE MOTIM. primeira parte. ainda que momentânea. detém. I. ORDEM DENEGADA. O omitente impróprio foi lembrado pela CF. a omissão imprópria não é crime hediondo. parágrafo 2º. INVESTIGAÇÃO REALIZADA PELO MINISTÉRIO PÚBLICO.60 2º. Abrange também os menores infratores que estão detidos. legitimamente. primeira parte. da Constituição Federal e art. internados.

adolescente ou maior de 60 (sessenta) anos. 2ª corrente – não há bis in idem – NUCCI . o torturador deve ter conhecimento dessas circunstâncias.se o crime é cometido mediante seqüestro. há a tortura qualificada pelo o resultado (lesão grave ou gravíssima ou morte). Para incidir tal causa. da Lei. parágrafo 2º.3) CAUSAS DE AUMENTO DE PENA § 4º Aumenta-se a pena de um sexto até um terço: I . Usa-se a expressão “seqüestro” no seu sentido amplo. porém. interpreta-se o art. gestante. 6. se resulta morte.61 mas não fosse apurado.4) EFEITO EXTRAPENAL ESPECÍFICO DA CONDENAÇÃO LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . OBS. S. responderia pelo o art. de 2003) III . É causa de aumento de pena. Criança – até 12 anos incompletos. Aqui.o caso do parágrafo 3º não necessariamente precisa ser agente público. a reclusão é de oito a dezesseis anos. portador de deficiência (física ou mental) – deve ser enquadrado na lei de deficiente físico. É a corrente majoritária.se o crime é cometido por agente público.: Tal qualificadora aplica-se também ao omitente? R: 1ª corrente – só se aplica aos executores (corrente majoritária) – PAULO JURACIC. 1º. adolescente (maior de 12 até 18 anos incompletos). o maior de 60 anos – Estatuto do Idoso. gestante. 6. C) Cometido mediante sequestro Nada se fala sobre cárcere privado. § 3º Se resulta lesão corporal de natureza grave ou gravíssima. segunda parte.741. portador de deficiente e idoso (maior de 60 anos). (Redação dada pela Lei nº 10. sob pena de responsabilidade penal objetiva. 327 do CP. 2ª corrente – pode ser crime doloso ou preterdoloso – GUILHERME DE SOUZA NUCCI. está abrangido. FRANCO diz que não. II – se o crime é cometido contra criança. 2ª corrente – aplica-se aos executores e omitente impróprio (garantidor). adolescente.: as causas de aumento incidem mesmo na tortura qualificada. 1ª corrente – é uma tortura qualificada – crime preterdoloso (dolo/tortura no antecedente e culpa/morte ou lesão corporal no conseqüente). portador de deficiência. OBS. B) Vítima criança. a pena é de reclusão de quatro a dez anos. Pode ser um pai que se omite em razão da tortura do filho – predomina esta corrente. pois seria caso de bis in idem. Não se trata de qualificadoras (esta está no parágrafo 3º). Agente público. O aumento incide quando o agente atua nesta qualidade ou na razão dela. A) Crime cometido por agente público Aplica-se ao omitente impróprio (garantidor)? R: 1ª corrente – A. quem teria este dever.

“inafiançável” abrange. abrangendo o indulto. 7) LEI 11343/06 – LEI DE DROGAS 7. começo de 2009.5) FIANÇA. No art. a graça e anistia. o efeito é automático – STJ – considerou ser efeito automático. “a” e “b” e parágrafo único. uma lei servia para os crimes e a outra para o procedimento. Lei 11343/06 – dispõe sobre os crimes e o procedimento – revogou as duas leis anteriores. 6. É dominante a corrente doutrinária que entende que. a vedação da liberdade provisória.EXTRATERRITORIALIDADE DA LEI PENAL Art. decidiu que a vedação da liberdade provisória imposta pelo legislador é inconstitucional. implicitamente.1: não veda o indulto. 6. 6. pois graça foi utilizada num sentindo amplo. em 2008.7) ART. no dia 2 de dezembro de 2008. b) princípio da justiça penal universal ou cosmopolita. 7. tal efeito extrapenal da condenação não há nenhum alerta quanto a ser automático ou não o efeito. 2ª corrente – na lei de tortura. salvo a hipótese do § 2º. decidiu o STJ. Na lei de tortura. no final de 2008. 1ª corrente – não é automático (aplica o parágrafo único do art. do CP – tal efeito não é automático – depende de motivação. Veda-se aqui. 92. mas não vetou os artigos referentes ao procedimento. LIBERDADE PROVISÓRIA E ANISTIA § 6º O crime de tortura é inafiançável e insuscetível de graça ou anistia. Dois princípios da extraterritorialidade da lei penal fundamentam este artigo: a) princípio da defesa ou real.6) INÍCIO DE CUMPRIMENTO EM REGIME FECHADO § 7º O condenado por crime previsto nesta Lei.2: NUCCI entende que o indulto também está vedado. 92 por analogia) – não prevalece. Os omitentes jamais iniciarão a pena no regime fechado. sendo a vítima brasileira ou encontrando-se o agente em local sob jurisdição brasileira. 2º O disposto nesta Lei aplica-se ainda quando o crime não tenha sido cometido em território nacional. função ou emprego público e a interdição para seu exercício pelo dobro do prazo da pena aplicada. também. OBS. “inafiançável” não significa vedação da liberdade provisória.2) OBSERVAÇÕES LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .62 § 5º A condenação acarretará a perda do cargo. I. iniciará o cumprimento da pena em regime fechado. O Ministro Celso de Mello. Tais penas são de detenção. decidiu que. Lei 10409/02 – trouxe novos crimes e regulamentou um procedimento. Assim. O STF.1) RETROSPECTIVA Lei 6368/76 – trazia os crimes e procedimento penal. OBS. O Presidente da República vetou os crimes. 2º .

A nova lei não fala mais em “substâncias entorpecentes”. os crimes são dolosos. a lei presume que houve uma situação de perigo. Para a condenação.: Estrutura do tipo penal – preceito primário (definição da conduta criminosa) e preceito secundário (pena cominada ao crime). estes crimes estavam no capítulo do Código Penal referente aos crimes contra a Saúde Pública. *MPF 2008 . A lei nova trabalha com proporcionalidade. Seu complemento obrigatoriamente será uma lei. SUJEITO ATIVO Em regra. Esta presunção de perigo é absoluta – não há prova em contrário. A lei nova pune o tráfico e determinadas figuras equiparadas com 5 a 15 anos. parágrafo 4º) – tal corrente ofende o princípio da taxatividade. As normas penais em branco são normas cujo preceito primário é incompleto. deve ser provado em exame pericial – exame químico-toxicológico. o conceito droga deve ser analisado pelo juiz no caso concreto – VICENTE GRECO FILHO – deve seguir a Convenção de Viena (art. assim dependendo de complementação.há doutrinador dizendo que. Todos os crimes desta lei estão previstos em normas penais em branco. O que vem a ser drogas? R: 1ª corrente . AÇÃO PENAL Em todos os crimes a ação é pública incondicionada. só lei concebe crime e comina a sua pena. A lei antiga punia o tráfico e suas figuras equiparadas com pena de 3 a 15 anos. a lei trabalha com exceções pluralistas à teoria monista (art. A doutrina chama estes crimes de crimes vagos. Assim. salvo. Para isso. A lei nova respeita o princípio da proporcionalidade – dá a pena proporcional à gravidade do fato. basta a presença deste princípio ativo.Lei penal em branco “ao avesso”* – o preceito primário é completo. OBS. b) normas penais em branco em sentido estrito ou heterogêneas – quando o complemento da norma penal em branco for um ato administrativo. ou presumido – praticada a conduta. CRIMES DE PERIGO ABSTRATO Todos são crimes de perigo abstrato. OBS. Já existiu no Brasil na lei 8212 de 1991 – crimes contra a previdência social – art. os crimes da lei de drogas podem ser praticados por qualquer pessoa – crimes comuns ou gerais. Tal artigo foi revogado em 2000.63 São crimes contra a saúde pública. SUJEITO PASSIVO É a coletividade. ELEMENTO SUBJETIVO Em regra. no art. e para a caracterização do crime. e outras condutas equiparadas com penas menos ou mais severas. A lei incrementou as penas de multa (tornou mais severa a pena de multa). “Drogas” são substâncias previstas e definidas em leis em geral (leis e atos administrativos). os crimes previstos na lei de drogas são normas penais em branco heterogêneas (complemento em portarias da ANVISA – Portaria 344 de 1998). 2º. pois. 95 trazia crime sem pena e posteriormente veio outra lei cominando a pena. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . 29 do CP). 2ª corrente – “droga” é aquilo que estiver etiquetado na Portaria 344 de 1998 do Ministério da Saúde – corrente majoritária. 38 da Lei – crime culposo. Dividem-se em 2 espécies: a) sentido lato ou homogêneas – quando o complemento da norma penal em branco for outra lei “lei complementando outra lei”. Antes da lei 6368/76. e o preceito secundário é que depende de complementação. fala agora em “drogas” – seguiu a recomendação da Organização Mundial de Saúde. Tal portaria prevê os princípios ativos das drogas.

II . A lei nova pune com outras penas. 16 da Lei 6368/76 – só previa 3 condutas “adquirir. Posteriormente se verá. 28 1ª corrente É crime O art. 7. mas não há pena de prisão. Tal crime substituiu o antigo art. transportar* ou trouxer consigo. A lei anterior punia com pena privativa de liberdade e multa. III . parágrafo 6º. tiver em depósito.prestação de serviços à comunidade. 28.ter em depósito e transportar foram inseridos). Posição – ALICE BIANCHINI.64 PRINCIPAIS INOVAÇÕES Tratamento diferenciado ao usuário de drogas Não houve descriminalização. drogas sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar será submetido às seguintes penas: I .1) Correntes sobre a natureza jurídica do art. O nãocumprimento da pena não gera conseqüência penal (art. Quem adquirir. Reincidência também existe nas infrações administrativas (o legislador usou a 3ª corrente Fato atípico Trabalha com o princípio da intervenção mínima. 2ª corrente Infração penal sui generis É comum a infração não corresponder ao capítulo em que está inserida. Hoje se fala em “consumo pessoal Art.3) ART. 28 DA LEI – USUÁRIO DE DROGAS Hoje há 5 verbos no tipo ( (*) . para consumo pessoal. O art. 28. Ex. que diz “dos crimes e das penas”. A lei falava em “uso próprio”. 28.medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo. guardar. 7. cede pequena quantidade de droga para uso conjunto com pessoas próximas. esporadicamente. Agravação da pena do tráfico A pena foi majorada. Tipificação de “cedente eventual” A lei regula expressamente o crime do “cedente eventual” – figura do agente que.: DecLei 201/67 – na verdade é infração políticoadministrativa. Posteriormente se verá. fala em reincidência.advertência sobre os efeitos das drogas. Crime de financiamento do tráfico Não existia na lei antiga. guardar e trazer consigo”.3. 28 está inserido no capitulo II. parágrafo 4º. mas a lei diz tratar sobre crimes praticados por prefeitos. da lei). Criação de um novo rito processual A lei instituiu um novo rito processual. A saúde individual é um bem disponível. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .

diz que pode existir outra pena que não seja a privativa de liberdade. § 1o Às mesmas medidas submete-se quem. semeia. Não houve uma descriminalização. mas não é isso que a lei diz que ocorrerá. ao local e às condições em que se desenvolveu a ação. da proporcionalidade e da intervenção mínima. Tal art. nada impede que uma nova lei apresente uma nova espécie de crime. A LICP diz que crime está sujeito à detenção ou reclusão e contravenção penal está sujeita à prisão simples. 28 é inconstitucional – fere o princípio da isonomia. dentre outras. podendo ser revogada por outra lei.. Naquele momento (em 1941) tal definição era necessária. O art. o STF entende que. E no mais. o juiz atenderá à natureza e à quantidade da substância apreendida. com novas penas. . Posição do ***STF – se não for crime. Prescrição também existe no ilícito civil ou administrativos e atos infracionais (STJ – atos infracionais prescrevem). LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . § 3o As penas previstas nos incisos II e III do caput deste artigo serão aplicadas pelo prazo máximo de 5 (cinco) meses. cultiva ou colhe plantas destinadas à preparação de pequena quantidade de substância ou produto capaz de causar dependência física ou psíquica. 28. XLVI. 5º. Houve sim uma despenalização – crime sem pena (evitar pena de prisão). Assim. 30 fala em prescrição. expressão “reincidência” no seu sentido vulgar).”. as penas previstas nos incisos II e III do caput deste artigo serão aplicadas pelo prazo máximo de 10 (dez) meses.: Há um julgado do TJ de SP. § 4o Em caso de reincidência. às circunstâncias sociais e pessoais. Art. tal lei não é norma constitucional.. O próprio art. Posição de GOMES.65 O art. desaparecerá o ato infracional (não é interessante para a sociedade). LUIZ FLÁVIO OBS. 28 não prevê nenhuma das espécies de sanção. pois o CP e a LCP entravam em vigor no mesmo tempo. 1º da LICP é defasado. para seu consumo pessoal. ele deverá ser levado à delegacia. Se o usuário é criminoso. § 2o Para determinar se a droga destinava-se a consumo pessoal. dizendo que o art. as seguintes penas. da CF diz que “a lei regulará a individualização da pena e adotará. bem como à conduta e aos antecedentes do agente.

o valor de um trinta avos até 3 (três) vezes o valor do maior salário mínimo. sem antecedentes criminais. 6. APLICAÇÃO NO ÂMBITO DA JUSTIÇA MILITAR. gratuitamente. PRINCÍPIO DA DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA. de natureza objetiva. O Superior Tribunal Militar não cogitou da aplicação da Lei n. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. como princípio fundamental (art. A Lei n. 290 do Código Penal Militar (portava. do Estado.478. 290. originária. Condenação por posse e uso de entorpecentes. da prevenção do consumo ou da recuperação de usuários e dependentes de drogas. § 7o O juiz determinará ao Poder Público que coloque à disposição do infrator. Preocupação. no tocante à interrupção do prazo. preferencialmente. hospitais. USO DE SUBSTÂNCIA ENTORPECENTE. Punição severa e exemplar deve ser reservada aos traficantes.66 § 5o A prestação de serviços à comunidade será cumprida em programas comunitários. para tratamento especializado. A estes devem ser oferecidas políticas sociais eficientes para recuperá-los do vício. segundo a capacidade econômica do agente. em prol da saúde. arrolado na Constituição do Brasil de modo destacado. Min. seja por imposição da dignidade da pessoa humana. No caso se impõe a aplicação do princípio da insignificância. a que injustificadamente se recuse o agente. Paciente jovem. § 6o Para garantia do cumprimento das medidas educativas a que se refere o caput. 5.O STF não admite o princípio da insignificância para a lei de drogas – não corresponde à realidade! – O STF admite o princípio da insignificância na lei de drogas. ART. públicos ou privados sem fins lucrativos.2) Princípio da insignificância OBRAS DO VICENTE GRECO FILHO . não alcançando os usuários. 29. em alterar a visão que se tem em relação aos usuários de drogas. III DA CONSTITUIÇÃO DO BRASIL. PENAL MILITAR. a ausência de periculosidade social da ação. Prescrevem em 2 (dois) anos a imposição e a execução das penas. 8.possibilita a recuperação do civil que praticou a mesma conduta. 4. 90.multa. vencida a Min. II . II e III.343/2006 --. Absolvição decretada. Não obstante. Crime militar. vigoroso. Maconha. contra ele. atendendo à reprovabilidade da conduta. sucessivamente a: I . a quem aproveita o princípio da insignificância.admoestação verbal.678. 3. Parágrafo único. condenado pela prática do delito tipificado no art. disciplina e hierarquia militares. 59. Precedentes (HC nº 92. A mínima ofensividade da conduta. 1º. 107 e seguintes do Código Penal. que se ocupem. estabelecimento de saúde. apenas a lavratura de termo circunstanciado.veda a prisão do usuário. observado. o reduzido grau de reprovabilidade do comportamento e a inexpressividade da lesão jurídica constituem os requisitos de ordem objetiva autorizadores da aplicação do princípio da insignificância.343/2006. Princípio da insignificância. art.24 gramas). preferencialmente ambulatorial. HC concedido para esse fim. Rel. Art. EMENTA: HABEAS CORPUS. 11. Art.Lei n. ambos do CPM. Na imposição da medida educativa a que se refere o inciso II do § 6o do art. 87. Os valores decorrentes da imposição da multa a que se refere o § 6o do art.343/2006 --. o juiz. 11.961. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . Não constitui crime militar a posse de ínfima quantidade de substância entorpecente por militar. nos incisos I. 7. seja porque presentes seus requisitos. Posse e uso de substância entorpecente. o disposto nos arts. incumbindo-lhe confrontar o princípio da especialidade da lei penal militar. Não-aplicação do princípio da insignificância. Prevê. 2. óbice à aplicação da nova Lei de Drogas.3. 28 serão creditados à conta do Fundo Nacional Antidrogas. com o princípio da dignidade humana. 1º.nova Lei de Drogas --. Aplicação aos delitos militares. Paciente. no interior da unidade militar. Posse de pequena quantidade (8. militar. 30. pequena quantidade de maconha). 11. cabe a esta Corte fazê-lo. ELLEN GRACIE. 1. Art. EROS GRAU). 7. com futuro comprometido por condenação penal militar quando há lei que. Ordem concedida. III). fixará o número de dias-multa. estabelecimentos congêneres. em quantidade nunca inferior a 40 (quarenta) nem superior a 100 (cem). poderá o juiz submetê-lo.125 e 94. em lugar de apenar --. entidades educacionais ou assistenciais. Posições favoráveis à aplicação do princípio da insignificância EMENTA: AÇÃO PENAL. incisivo. cc. rel. atribuindo depois a cada um. 28.

transportar. ainda que gratuitamente.4. Praticado mais de um núcleo no mesmo contexto fático. 7. Ex. 7. Importar. indo de 5 a 15 anos de reclusão e multa. 33 (o verbo prescrever é crime próprio – só médico e dentista podem praticar – aqui. b) tráfico não equiparado a hediondo. Bem jurídico secundário/mediato – saúde individual da pessoa que integra a sociedade. ex. ter em depósito. trazer consigo. CAPUT Não se fala mais em substância entorpecente. há um tipo penal para tanto – art. produzir.: Os tribunais não aceitam a alegação de estado de necessidade no crime de tráfico – seria uma subversão de valores protegidos. prescrever* (único crime próprio). a culposa está no art.4. 38).aplica-se o princípio da especialidade (a droga é uma substância que causa dependência) – se for droga. sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar: Pena . “Sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar” – se existir tal autorização. OBS. a prescrição é dolosa. Fala-se em drogas. entregar a consumo ou fornecer drogas. Com a nova lei.1) Bem jurídico Há um bem jurídico primário/imediato – saúde pública (da coletividade). 04. Se for outra substância não rotulada como droga prevista na portaria do Ministério da Saúde. 52 da Lei.: pessoa importa.67 A quantidade da droga é um dos elementos a ser analisado pelo Delegado.04. da Lei 11343/2006 – tráfico de menor potencial ofensivo. Juiz para classificar o crime em porte para consumo próprio ou para o tráfico – art. preparar. vender. c) uso pessoal. ministrar.: Venda de drogas para criança e adolescente – ECA x lei de drogas . oferecer. 7. Há outros elementos que deve a autoridade se ater. 243 do ECA. qualquer pessoa pode praticar qualquer dos verbos do art. levou consigo e vendeu no mesmo contexto fático. remeter. 33. Na vigência da antiga lei. 33.4.4) Tipo subjetivo LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . haverá crime único.reclusão de 5 (cinco) a 15 (quinze) anos e pagamento de 500 (quinhentos) a 1. Art.: importar cocaína e guardar maconha  há 2 crimes. adquirir. Houve um incremento da pena.4) TRÁFICO DE DROGAS – ART. aplicar-se-á o art. logo. guardar.: Cessão gratuita para consumo conjunto (figura nova na lei 11343/2006).2) Sujeitos Em regra. Promotor. o crime é único. 7.3) Tipo objetivo No tipo há 18 núcleos.4. parágrafo 3º.500 (mil e quinhentos) dias-multa OBS. OBS. ou se o sujeito não souber  fato atípico. trata-se de crime de ação múltipla ou de conteúdo variado. exportar. 33. havia 3 correntes: a) era tráfico. aplica-se a lei 11343/2006.2009 – ROGÉRIO SANCHES 7. guardou. fabricar. expor à venda. Vítima do crime é a coletividade/sociedade.

4.9) Pena A pena atual é mais gravosa. Súmula 711 do STF – A lei penal mais grave aplica-se ao crime continuado ou ao crime permanente. 7. Outro exemplo: tráfico e receptação – a pessoa vende a droga e recebe como pagamento um relógio furtado pelo comprador.4. não se pode denunciar por venda de drogas. advindo a nova lei. 2ª corrente – é possível a tentativa de tráfico (“tentar adquirir”.5) Consumação Em alguns núcleos.: Venda de drogas provocada pelo policial infiltrado – crime impossível. o traficante é preso por trazer droga consigo (consumação se protraiu no tempo). não podendo o traficante sonegar tributos advindos da sua renda do tráfico. o fato é atípico. 1ª corrente – trata-se de crime de perigo abstrato – ainda é a majoritária. 7.: É possível tráfico em concurso com sonegação fiscal? R. 7. logo. Assim. se a sua vigência é anterior à cessação da continuidade ou permanência. o perigo deve ser comprovado. responderá o traficante pela nova lei. por ex.) – em concursos está perguntando esta corrente. fere o princípio da ampla defesa).7) Crime de perigo De perigo abstrato ou concreto? No perigo abstrato. OBS. o “trazer consigo” é crime permanente. OBS. para o Direito Penal. a consumação se prolonga no tempo – crime permanente.4. Nos crimes de perigo concreto. o traficante. o sujeito alegando que não sabia que estava traficando droga. 2ª corrente – crime de perigo concreto (crítica à corrente anterior: perigo abstrato ofende o princípio da lesividade – não há lesão concreta a nenhum bem – e quando não se admite prova em sentido contrário. por ex . Erro de tipo essencial sempre excluirá o dolo.não se aplica para o Direito Penal – significa produzir prova contra si mesmo – não tem. Todavia. e o flagrante esperado – o agente policial espera terceira pessoa praticar o crime – crime possível. Mas há crimes instantâneos – regra. e como não se pune a modalidade culposa.: tráfico e furto (subtrair drogas de alguém para depois vender).68 O crime é punido a título de dolo direito ou eventual.4. Súmula 145 do STF – Não há crime quando a preparação do flagrante pela polícia torna impossível a sua consumação Assim. 7. a obrigação de declarar imposto de renda advinda do tráfico (mesmo que no Direito tributário pode-se tributar tais valores.8) Concurso de crimes Tráfico em concurso com outros delitos – é perfeitamente possível. ele é presumido por lei. não há a obrigatoriedade do ato). há o flagrante provocado quando o agente policial induz terceira pessoa a praticar o crime – trata-se de crime impossível.: Aplicar o princípio do non olet (o tributo não tem cheiro). LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .4.6) Tentativa 1ª corrente – majoritária na doutrina – o exagero de núcleos tornou inviável a tentativa. 7. ***STF – já está aplicando a 2ª corrente para o crime de porte de drogas para consumo pessoal e no Estatuto do Desarmamento. ex. Quem estava praticando o crime durante a lei antiga e a consumação se protraiu no tempo.

33. 12. o objeto material não é mais a droga e sim a matéria prima (insumos ou produtos para a elaboração da droga). Necessita ser usada para a preparação de droga para enquadrar no inciso II deste parágrafo de artigo. porte para uso.. tem doutrina que entende que tal LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . 12. não é colocada como fim pelo o agente. na vigência da lei antiga. 3ª corrente – fato atípico.: Que crime pratica aquele que planta para consumo pessoal (não havia previsão expressa na lei 6368/76)? R. Prevalecia a segunda corrente. A doutrina admite a tentativa neste caso. Deve existir a elementar “em desacordo com a lei ou sem autorização”. parágrafo 1º da lei – a polícia terá que apreender a plantação e a perícia. Tais substâncias não precisam ter efeitos farmacológicos. será preso por tráfico. OBS. terá suas terras expropriadas. Pune-se quem semeia. dispensa-se a efetiva preparação das drogas. havia três correntes: 1ª corrente – é crime de tráfico (art. 7. deverá concluir se a quantidade é capaz de ser usada pelo próprio agente ou se seria destinada para o tráfico. Poderá responder apenas pelo o uso de drogas (a conduta anterior à venda é punível).: Antes.5. que não se exige a finalidade especial no dolo (há doutrina que entende precisar de uma finalidade especial).. II da lei antiga).2) Inciso II A lei anterior omitia o elemento normativo indicativo da ilicitude “sem autorização. sem autorização judicial. por ex.5) ART. desde que a cultive sem autorização ou fora das determinações legais. o problema está sanado – art. 243 da CF – expropriação-sanção.5. com a lei 11343/2006. a acetona etc. A maioria entende que tal planta não precisa ter o princípio ativo da droga. No art.1) Inciso I O objeto material do caput do art. 33 era a droga. Na modalidade “cultivar” o crime é permanente. O crime se consuma com a prática de qualquer dos núcleos. A expressão “destinada à preparação de drogas” poderia levar o intérprete a concluir que o tipo exige finalidade especial.: pessoa compra droga por vinte e cinco reais. 7. sem qualquer direito à indenização. 7. Entende-se. Quem usa a propriedade para a plantação de drogas. Se ele tiver apenas um imóvel e usar este para o cultivo de plantas usadas para a droga. Assim. parágrafo 1º.: art. ao analisar o material. OBS. nem possuir efeitos farmacológicos. mas a que normalmente pode prestar-se a substância. A destinação. A jurisprudência entende ser imprescindível o exame pericial para descrever se a substancia tem capacidade ou não de produzir drogas. majoritariamente. Para a consumação. cultiva ou plante planta que será usada na droga. I.”. alguém que tenha éter sulfúrico armazenada em casa. o objeto material é. o éter. OBS. 28. PARÁGRAFO PRIMEIRO – FIGURAS EQUIPARADAS AO TRÁFICO Pune nas mesmas penas do caput. 2ª corrente – é o art. Pune-se tal crime a título de dolo. parágrafo 1º da lei antiga. contudo. Há modalidades em que o crime será permanente. aquele volta ao morro e compra mais droga ainda com o dinheiro recebido – não poderá responder pela venda da droga (crime impossível). Hoje. parágrafo 1º. A diferença reside no objeto material.69 A pena de multa foi incrementada também pela nova lei.. 33. A terra desapropriada servirá para o assentamento de colonos. Aqui. para a maioria da doutrina. Estava no art. um policial infiltrado compra dele por cinqüenta reais. sem qualquer indenização. 16. mesmo que ele diga que não usaria para a confecção de qualquer droga.

não podendo o imóvel ser desapropriado. o instigado e o auxiliado. ainda mais quando o induzimento ou instigação for por escrito.6) ART. Se visarem pessoas indeterminadas. Requisitos: • Deve ser primário. É punido a título de dolo. instiga ou auxilia alguém ao uso indevido de drogas. o crime se consuma com a mera permissão e só se admite a tentativa quando a permissão for por escrito.3) Inciso III Pune quem utiliza. PARÁGRAFO 2º Pune quem induz. O sujeito passivo é a sociedade. dispensando o efetivo uso (dispensa-se até a aceitação por parte da outra pessoa). A doutrina admite a tentativa. Há quem entenda que o bem de família não pode prevalecer sobre a função social da propriedade.7) ART. Auxiliar é prestar assistência material. Instigar é reforçar ideia já existente. Se houver habitualidade na entrega da droga. 7.70 bem é bem de família. Trata-se de um crime bipróprio (o autor e o sujeito passivo secundário deverão ser próprios). o crime se consuma com o efetivo proveito do local. 7. A pena não é a mesma do caput. Não pode ter objetivo de lucro presente nem futuro. o juiz deverá conceder tal redução – direito subjetivo do réu. Na primeira modalidade (utilizar). dispensando o efetivo uso pelo o induzido – crime formal. 287 do CP. A doutrina coloca como sujeito passivo secundário o induzido. dizia-se “induzir a usar” – crime material (o induzido tinha que usar a droga para que o crime se consumasse). “sem objetivo de lucro” – é um elemento subjetivo negativo (uma finalidade que não pode existir). sem contar que a impenhorabilidade comporta exceções. PARÁGRAFO 4º Não tem nada parecido na lei anterior. variando de 1/6 a 2/3. Consuma-se com o oferecimento. dispensando a finalidade de lucro. O crime é punido a título de dolo. Preenchidos os requisitos. • Portador de bons antecedentes. a lei diz “induzir ao uso”. É a entrega eventual de droga.8) ART. o agente será traficante. 33. Qualquer dessas atitudes deve visar pessoa determinada. sendo perfeitamente possível a tentativa. poderá caracterizar apologia ao crime – art. 7. sem objetivo de lucro. Induzir é fazer nascer a idéia. PARÁGRAFO 3º . Na segunda modalidade (consentir). A pena é de detenção de 6 meses a 1 ano e multa – aplica-se a lei dos juizados. 33. 7. VICENTE GRECO FILHO continua dizendo que o crime permanece sendo material. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . “Para juntos a consumirem” – elemento subjetivo positivo – tem que haver esta finalidade especial sob pena do crime desaparecer.TRÁFICO DE MENOR POTENCIAL OFENSIVO Não é um crime comum. empresta local ou bem de qualquer natureza para o comércio (quem empresta para o uso não está mais neste tipo penal). Quem empresta imóvel para alguém usar drogas. 33. à pessoa de seu relacionamento para juntos a consumirem. Antigamente. Hoje. Induzir ao uso não quer dizer que a pessoa precisa usar a droga. Trata-se de crime comum (sujeito ativo). Trata-se de uma causa de diminuição de pena. cai neste artigo.5. devendo respeitá-la.

OBS. A 3ª corrente tem agradado mais a doutrina. XLIII. 34 . pois eles não se confundem (crimes distintos).9) ART. Estaria este parágrafo já sendo chamado de tráfico privilegiado. está vedada a conversão em penas restritivas de direito. STF e STJ entendem ser constitucional – trabalham com o princípio da individualização da pena. 13 da antiga lei (lei 6368/1976).crimes específicos. Tem doutrina que critica isso (feriria o princípio da proporcionalidade). LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . pois só serve para a separação da droga. Aqui na lei de drogas (art. para reduzir de 1/6 a 2/3. Na lei nova. desde que sejam associações diferentes. A doutrina e a jurisprudência. a finalidade é praticar crimes. 3ª corrente – a redução é retroativa (sem limites) – tem posição nesse sentido no próprio STJ (a tendência no STJ é esta hoje. Não pode integrar organização criminosa. mas deve respeitar um saldo mínimo de 1 ano e 8 meses (é a redução de 2/3 de 5 anos) – tal corrente nasceu no STJ (HC 87464/RS). Algumas modalidades são permanentes. fala do objeto material “matéria prima”. fala do objeto material “drogas”. o aparelho não precisa ter sido criado para o fabrico da droga. Quanto ao objeto material. mesmo que os crimes-fim – crimes futuros . 4 pessoas reunidas de forma estável e permanente para a sua caracterização (art. terá a redução e quem trafica o maquinário não!?). Na lei antiga. 5º. 33. na vigência da outra lei.: 1ª corrente – a redução de pena é irretroativa. o primário portador de bons antecedentes receberia uma pena mínima de 3 anos.: lâmina de barbear não se enquadra neste conceito de maquinário. 7. São requisitos cumulativos. entendem eles que ainda necessita de perícia. 35 DA LEI – ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO O parágrafo único do art. O caput tinha previsão. 35).. não podendo existir tal tratamento se a CF nada trouxe sobre o assunto.: Sim. e não para o seu fabrico. do STJ). exigia perícia dos aparelhos para a constatação da possibilidade de fabrico da droga. responderá pelo tráfico de drogas propriamente dito (caput)). 35 simultaneamente? R. Pode tal redução retroagir? R. Trata-se. Mesmo com a redução. 35 da lei não tinha previsão na antiga lei.71 • • Não pode se dedicar a atividades criminosas. FERNANDO CAPEZ entende que o parágrafo 4º é inconstitucional – fundamento: art. o art. No art. Pune-se a título de dolo. O art. a quadrilha exige. exige-se 2 pessoas. no mínimo. reunidas de forma estável e permanente. como o art. no art. de tipo autônomo e independente (a pessoa já responde pela a associação. Trata-se de delito subsidiário (se o agente fabricar a droga. 34 fala do objeto material “maquinários em geral”. caput. 4ª corrente – o réu deve escolher se prefere a pena 3 anos sem redução. OBS. é o tipo e quantidade da droga. O norte.não sejam praticados). 288 do CP. vendando-se combinação de leis. Há doutrina aplicando o parágrafo 4º por analogia in bonam partem – para evitar a lesão ao princípio da isonomia (quem trafica a droga. 288 do CP. Não existe redução de pena para este caso (parágrafo 4º). hoje.: Pode uma pessoa ser punida pelo o art. pelo que se vê). Pune-se a “quadrilha ou bando” na lei de drogas. da CF. 34 DA LEI – TRÁFICO DE MAQUINÁRIOS Corresponde ao art. basta servir para tanto. 7. 2ª corrente – a redução é retroativa. 33.10) ART. a finalidade é praticar o art. tiver ela em depósito etc. 288 e pelo art. Trata-se de posição minoritária. 35 da lei. parágrafo 1º. A vítima é a sociedade. o primário de bons antecedentes terá uma redução na pena mínima (5 anos) de 1/6 a 2/3 da pena. A tentativa é possível. o art. ou 5 anos com redução (posição da Ministra LAURITA VAZ. 288 do CP). 33 caput ou seu parágrafo 1º ou o art. Todavia. Trata-se de crime comum. no mínimo.

É o indispensável o dolo com animus associativo (a vontade de reunir-se de forma estável e permanente). este possui 10 dias para oferecer denúncia. para fins de recebimento ou não da inicial. reunidas de forma estável ou permanente. Assim. mesmo assim haverá a associação. podendo arrolar 5 testemunhas. salvo se houver concurso com os crimes previstos nos arts. 35 da nova lei.10. 5. O STF entendeu. 7. 2. os autos voltam para o juiz – artigo 55. de 26 de setembro de 1995. Após. Hoje. sob pena de preclusão e se defender do que foi acusado contra a sua pessoa. a lei 11343/06 só se aplica aos delitos de média e severa ofensividade. independentes do crime-fim. aquele processado por este crime na vigência da antiga lei.11) PROCEDIMENTO O artigo 28 – porte de drogas para consumo pessoal . no mínimo. seguem a lei 9099/95 ou a lei 11343/06? Prevalece que os demais delitos continuam na lei 9099/95. reunidas de forma estável e permanente. 35 – Reunião para o financiamento ou sustento do tráfico No art.segue o procedimento da lei 9099/95 – artigo 48. A diferença está na finalidade e todos são crimes autônomos.72 Se um deles for inimputável. com finalidade de praticar crimes. 8º da Lei 8072/90 mudou apenas a pena do antigo art. na época. 7. OBS. e não seus requisitos (como a quantidade de pessoas para formar a quadrilha). há remessa dos autos ao juiz – artigo 54 – se há remessa para o MP. interrogatório.(a lei penal atual é maléfica). no mínimo. 90 + 90 se solto – artigo 51). 28 desta Lei. 288 do CP há a reunião de 4 pessoas. com finalidade de praticar os crimes do art. 8º. pois foi alterada IMPLICITAMENTE pela lei 8072 de 1990. Após. reunidas de forma estável e permanente.1) Parágrafo único do art. julgamento. no mínimo. 33 e parágrafo 1º e art. 4. Recebendo a inicial. 36 da lei – financiamento ou sustento do tráfico. com finalidade de praticar o art. debates. 60 e seguintes da Lei no 9. § 1o O agente de qualquer das condutas previstas no art. 35 da Lei de drogas há a reunião de 2 pessoas. receberá a pena de 3 a 6 anos. 3. 35 há a reunião de 2 pessoas. ***OBS.: Como fica esse procedimento e a lei 11719/08? LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . Artigo 28 Lei 9099/95 Delitos de menor potencial ofensivo Lei 9099/95 Demais Lei 11343/06 Começa com o IP (prazo de encerramento de é de 30 + 30 se preso. Aqui há a possibilidade de defesa preliminar – 10 dias – artigo 55 – esse é o momento da defesa arrolar testemunha. 14 da antiga lei era de 3 a 6 anos e não de 3 a 10 anos como previsto em sua redação.: A pena do art. No art.099. §4º. pelo o art. testemunhas de acusação. 34. §1º da lei de drogas. que o art. que dispõe sobre os Juizados Especiais Criminais. designa audiência una – ocorrerá nos 30 dias seguintes ao do recebimento da denúncia – artigo 56 – que é composta: 1. será processado e julgado na forma dos arts. testemunhas de defesa. No parágrafo único do art. a pena é de 3 a 10 anos – disposição expressa do art. 33 a 37 desta Lei. 14. E os demais delitos de menor potencial ofensivo. Assim.

sumário. defesa escrita. Procedimento da lei 11.” (NR) O artigo 395 traz as hipóteses de rejeição da inicial. II . 5. quando tiver por objeto crime cuja sanção máxima cominada seja inferior a 4 (quatro) anos de pena privativa de liberdade. 3. III . audiência concentrada. salvo disposições em contrário deste Código ou de lei especial. 5. defesa preliminar: momento de apresentar rol de testemunhas.6 debates. § 5o Aplicam-se subsidiariamente aos procedimentos especial. enquanto que o artigo 397 traz as hipóteses de possibilidade de absolvição sumária. 6.4 debates 5. 5.1 interrogatório.343/06 1. possibilidade de absolvição sumária. 6. 406 a 497 deste Código. 5. para as infrações penais de menor potencial ofensivo. sumário e sumaríssimo as disposições do procedimento ordinário. § 2o Aplica-se a todos os processos o procedimento comum. sumário ou sumaríssimo: I . o artigo 396 traz a hipótese de defesa escrita. ainda que não regulados neste Código.1 vítima.ordinário.73 I. recebimento. 5. 6.5 diligências. na forma da lei. § 4o As disposições dos arts. citação.7 julgamento.2 testemunha de acusação.2 testemunha de acusação. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . Art. 5.3 testemunha de defesa.719/08 1. O procedimento será comum ou especial. 4. 2. recebimento da inicial. § 1o O procedimento comum será ordinário. 394 do CPP. 6. 6. oferecimento da inicial. quando tiver por objeto crime cuja sanção máxima cominada for igual ou superior a 4 (quatro) anos de pena privativa de liberdade. 6. citação. 6. 4.sumaríssimo.4 interrogatório. 395 a 398 deste Código aplicam-se a todos os procedimentos penais de primeiro grau.5 sentença II. 3. audiência concentrada: 6. Procedimento da lei 11. § 3o Nos processos de competência do Tribunal do Júri. o procedimento observará as disposições estabelecidas nos arts. 2.3 testemunha de defesa. oferecimento da inicial.

a única defesa escrita na lei de drogas é aquela posterior ao recebimento da inicial. o juiz deverá absolver sumariamente o acusado quando verificar: I . havendo. Como fica? “Art. No caso de citação por edital.74 O artigo 396 CPP traz hipótese de defesa escrita após o recebimento da inicial. por escrito. O artigo 397 trata-se de um julgamento antecipado da lide – absolvição imprópria. II . O TRF da 4ª região já pacificou o entendimento de que a ordem de audiência fica como está. vigorava o art. Nos procedimentos ordinário e sumário.03. para outros. 396-A. conclui-se ser dispensável. sem realizar qualquer ressalva. também escrita. muita discussão havia acerca da possibilidade de se efetivar a interceptação telefônica. e parágrafos. o prazo para a defesa começará a fluir a partir do comparecimento pessoal do acusado ou do defensor constituído. Sucede que. Art. no entanto.Antes da CF de 1988. a CF não veiculava direito absoluto.2009 – SÍLVIO MACIEL 8) LEI 9296/96 – LEI DE INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA HISTÓRICO Antes dessa lei não podia fazer interceptação telefônica no Brasil. Para alguns doutrinadores havia nítida incompatibilidade do mencionado dispositivo legal em face da CF. de forma que era possível a interceptação LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . o qual preceituava. Parágrafo único.” (NR) 1ª corrente: havendo defesa preliminar. pois a CF de 1969 dispunha acerca da inviolabilidade do sigilo de correspondência e das comunicações telefônicas e telegráficas. alínea e. salvo inimputabilidade. deste Código. não constituir violação de telecomunicação o conhecimento dado ao juiz competente.a existência manifesta de causa excludente da culpabilidade do agente. 2ª corrente: o artigo 396 CPP revogou o dispositivo da defesa preliminar da lei de drogas. inaplicável o artigo 396 CPP (defesa escrita posterior ao recebimento da inicial). 28. mediante requisição ou intimação deste. portanto. ocorre que na lei de drogas já há a defesa preliminar antes do recebimento. 397. Assim. anterior ao recebimento da inicial. Assim. os demais o CPP respeita os procedimentos especiais. ao tempo do referido Texto Constitucional. 396.” (NR) E com relação ao interrogatório. como fica? Pois na lei de drogas o interrogatório é o primeiro ato da audiência da instrução. oferecida a denúncia ou queixa. ou IV . em seu inciso II. CAPEZ . o juiz. prevalece que não se aplica a alteração na ordem da audiência. enquanto que no CPP o interrogatório é feito após a oitiva das testemunhas. recebê-la-á e ordenará a citação do acusado para responder à acusação. Por isso.extinta a punibilidade do agente. no prazo de 10 (dez) dias. III . vedação absoluta à quebra do sigilo nesses casos.que o fato narrado evidentemente não constitui crime. pois o CPP mandou aplicar três dispositivos a lei de drogas que são os que nós falamos acima.a existência manifesta de causa excludente da ilicitude do fato. se não a rejeitar liminarmente. 57 do Código Brasileiro de Telecomunicações (Lei 4117/62). 3ª corrente: a defesa preliminar e a defesa escrita convivem tendo cada uma finalidade diversa. no procedimento especial da lei de drogas o denunciado tem direito à defesa preliminar (busca convencer o juiz a não receber a inicial) e à defesa escrita (busca convencer o juiz a absolver sumariamente). Após o cumprimento do disposto no art. na lei de drogas.

exigindo-se apenas que a autorização para a interceptação tenha ocorrido após a entrada em vigor da norma regulamentadora. para a consideração em torno da licitude. Isso porque. b) não houver outro meio de produzir a mesma prova. No mesmo sentido. pois o novo texto disciplinou a interceptação de conversas telefônicas. b) finalidade de colheita de evidências para instruir investigação criminal ou processo penal. Art. • Ordem Judicial. iniciarem-se as investigações policiais antes mesmo da expedição da portaria instauradora do inquérito. Motivo: o art. Ficava. Assim já entendeu o STJ: LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . 57. porém em relação a delitos perpetrados antes de sua vigência? R. a dúvida: o art. 8. mas que tiveram a decretação da violação do sigilo telefônico durante a vigência da mesma. A interpretação de que o art. 1º da Lei 9296/96. AVENA diverge desta posição.: E quanto às interceptações realizadas após a Lei 9296/96. simplesmente. no mínimo. 57 do CBTelecomunicações teria sido recepcionado pela CF? Anteriormente à Lei 9296 de 24 de julho de 1996. SCARANCE e MAGALHÃES e STF. procedimento policial formalmente instaurado.1) REQUISITOS CONSTITUCIONAIS DA INTERCEPTAÇÃO • Lei regulamentadora. Com o advento da Carta Magna de 1988. razão pela qual devem ser consideradas lícitas as provas daí obtidas. o juiz pode autorizar a quebra do sigilo de ofício (?? – ver divergência doutrinária) ou a requerimento do membro do MP ou autoridade policial. para prova em investigação criminal e em instrução processual penal. sob segredo de justiça. 5º. 57 não previu qualquer hipótese de admissibilidade da interceptação. deveria ser considerada inconstitucional toda e qualquer prova obtida por meio de escuta telefônica. XII. ainda que autorizada pela justiça. Agora. em nenhum caso o juiz poderia autorizar a quebra do sigilo das comunicações telefônicas. estarão sendo apurados em acordo com o princípio constitucional do devido processo legal. Data vênia.: A doutrina oscila a respeito. no entanto. e. da Lei 4117/62 poderia funcionar como a tal lei reclamada pelo Texto Maior não vingou. da CF de 1988.75 telefônica. e c) existência de lei prevendo as hipóteses em que a quebra será permitida. II. GRINOVER. sendo comum.1: O procedimento destinado à violação de sigilo telefônico nos termos ditados pela lei 9296/96 pode ser determinado antes mesmo da instauração de inquérito policial (no curso de uma investigação patrocinada pelo MP). e c) o fato for punido com pena de reclusão. entendendo que nada impede que sejam efetivadas interceptações telefônicas stricto sensu ou escutas telefônicas para fins de investigação criminal previamente ao procedimento formal de instauração do inquérito. referida questão restou superada. enquanto a matéria não fosse regulamentada pelo legislador ordinário. observará o disposto nesta Lei e dependerá de ordem do juiz competente da ação principal. na prática. Logo. ou ao contrário. • Que seja usada para investigação penal. de qualquer natureza. cessou a discussão. OBS. a jurisprudência do STF já havia se orientado no sentido de que. mas somente quando presentes os seguintes requisitos: a) indícios razoáveis de autoria ou participação em infração penal. É que de acordo com o art. uma vez que passou a admitir expressamente a violação das comunicações telefônicas. Enfim. nas hipóteses que a lei estabelecer. juiz nenhum poderia autorizá-la. exige esta formalização como pressuposto necessário? R. a lei não exige tal providência como conditio sine qua non para a expedição da ordem judicial. A interceptação de comunicações telefônicas. Com a entrada em vigor da Lei 9296 de 24 de julho de 1996. o sigilo das comunicações telefônicas somente pode ser quebrado quando presentes 3 requisitos: a) ordem judicial autorizadora. a época do crime. desimporta. OBS. ou instrução processual.: O STF e a maioria doutrinária entendem que os crimes cometidos antes da entrada em vigor da Lei 9296/96. Como não existia nenhuma lei antevendo os casos de violação do sigilo. existindo forte entendimento doutrinário no sentido de que o juiz não poderá autorizá-la sem que haja.

. de formalmente instaurado o inquérito) e para a instrução criminal.2: É possível ao juiz autorizar a interceptação ou escuta de conversas telefônicas no âmbito de procedimento iniciado por denúncia anônima? R. deve-se consignar que não existe garantia absoluta em nenhum ordenamento constitucional. símbolos de qualquer natureza veiculados pelo telefone estático ou móvel (celular) – BULOS. Uma 2ª corrente diz que está relacionada apenas às comunicações telefônicas (CAPEZ). (HC 43. imagens.: Há controvérsias. Comunicações telefônicas Comunicação telefônica é a transmissão.é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas.1994. de dados e das comunicações telefônicas. na quebra de sigilo de correspondências dos presidiários) (STF. HC n. aparentemente. Apesar de a CF não ressalvar hipótese de restrição ao sigilo desse tipo de transmissão de mensagem. salvo. quando o exercício de um direito fundamental por parte do seu titular colide com o exercício do direito fundamental por parte de outro titular”. ainda que se esteja diante de inquérito policial desencadeado a partir de uma denúncia anônima – é a posição também do STJ. para uma 1ª corrente.234/SP – 21/11/2005). nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal. A providência pode ser determinada para a investigação criminal (até antes. 1ª T. desde que não se perfaçam quaisquer destas restrições. Telemática é a ciência que estuda a comunicação associada à informática. Celso de Mello. 70. no máximo com pena de detenção. Nas comunicações telefônicas incluem-se as transmissões de informações e dados constantes de computadores e telemáticos. Realmente. p. afigura-se possível. DJU de 24. portanto. A lei veda a interceptação e a escuta na hipótese de inexistirem indícios razoáveis de autoria ou participação em infração penal. sons. pois nada impede que as investigações precedam esse procedimento.814-5/SP. depois de instaurada a ação penal. 166650). nenhuma liberdade individual é absoluta. rel.6. sempre que as liberdades públicas estiverem sendo utilizadas como instrumento de salvaguarda de práticas ilícitas (como ocorre. Portanto. o sigilo foi estabelecido de modo absoluto. por ordem judicial. no último caso*. a interceptação das correspondências e das comunicações telegráficas e de dados. Art. diz que se refere às comunicações de dados e telefones. receptação e decodificação de sinais lingüísticos. caracteres escritos. Comporta exceções para preservar o ditame da legalidade. 5º. por ex. afigura-se plenamente viável o deferimento judicial da violação de sigilo telefônico. Ora. CANOTILHO – “Considera-se inexistir uma colisão de direitos fundamentais. por exemplo) – LFG entende que cabe a interceptação por telemática independente do uso de telefonia. emissão. Nos demais casos (sigilo de carta. XII\C XII . sigilo telegráfico). OBS. Comunicação por carta e telegráfica Correspondência por carta ou epistolar é a comunicação por meio de cartas ou qualquer outro instrumento de comunicação escrita. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . Só aparentemente. A expressão salvo no último caso. observados os requisitos constitucionais e legais. AVENA entende que não há óbice ao procedimento nesse caso.. Telegráfica é a comunicação por telegrama. desde que feitas por meio de cabos telefônicos (email.76 A interceptação telefônica para fins de investigação criminal só pode se efetivar antes mesmo da instauração do inquérito policial.trata-se de norma de eficácia limitada (regulamentada pela lei 9296/96). se a prova puder ser realizada por outros meios disponíveis ou se o fato investigado constituir infração penal punida.

4) Interceptação ambiental. feita por um terceiro. da lei 9296/96. associação criminosa e organizações criminosas de qualquer tipo). quando pretendida com finalidade de investigação criminal e prova em processo penal. VICENTE GRECO FILHO/ANTÔNIO MAGALHÃES GOMES FILHO – entende ser inconstitucional – a carta magna somente autorizaria a interceptação de comunicação telefônica. fundamentada e detalhada ordem escrita da autoridade judicial competente. isto é. pois somente nestes casos tem-se a figura de terceiro violando a conversa telefônica de dois ou mais interlocutores.77 Há quem entenda que o parágrafo 1º do art. A interceptação e gravação ambiental não constituem objeto da Lei 9296/96.2. interceptação ou escuta constituirá prova ilícita. 5º. na qual não se insere a transmissão de dados. É o caso do uso do modem. A gravação é feita pelo próprio interlocutor. A exceção. XII.: No caso de investigação de crime praticado por organizações criminosas (quadrilha ou bando. IV. OBS. estende-se a qualquer forma de comunicação que empregue a via telefônica como meio. X. não se podendo considerar como violação a atitude de um dos interlocutores quando ele próprio grava o diálogo que mantém com o outro. de acordo com a permissão legal contida no art. obviamente sem o conhecimento do seqüestrador do outro lado da linha.2.3) Gravação telefônica (clandestina) É a captação da conversa feita por um dos interlocutores. Se a conversa não era reservada. OBS. Escuta ambiental é essa mesma captação feita com o consentimento de um ou alguns interlocutores. com a ciência de um dos interlocutores. DAMÁSIO/LFG – entende ser constitucional – “a carta magna quando faz tal exceção.1: Só a interceptação e a escuta estão na lei de interceptação e submetidas ao art. por exemplo. quando menciona ‘comunicações telefônicas’. toda e qualquer gravação e interceptação ambiental que estiver acobertada pela autorização constituirá prova válida. Em contrapartida. nem proibida a captação por meio de gravador. 8.1) Interceptação telefônica (em sentido estrito) É a captação de conversa telefônica feita por um terceiro sem o conhecimento de nenhum dos interlocutores da conversa. nenhum problema haverá para aquela prova.2) INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA E INSTITUTOS AFINS 8. sua gravação. 8. mas com o consentimento de um dos interlocutores”. não cometeria o descuido de permitir a interceptação somente no caso de conversação verbal por esse meio. 8. Interceptação ambiental é a captação da conversa entre dois ou mais interlocutores por um terceiro que esteja no mesmo local ou ambiente em que se desenvolve o colóquio. A polícia costuma fazer escuta telefônica em casos de seqüestro. proibindo-a. quando usados dois aparelhos telefônicos. “A garantia constitucional do sigilo é a regra e a interceptação a exceção de forma que a interpretação deve ser restritiva quanto a esta. Para VICENTE GRECO FILHO “a lei não disciplina a interceptação realizada por terceiro.2. É assim. 2º. escuta ambiental e gravação ambiental A interceptação ambiental é a captação da conversa ambiente feita por um terceiro sem o conhecimento de nenhum dos interlocutores da conversa.2) Escuta telefônica É a captação da conversa telefônica. desde que haja prévia. por ofensa ao direito à intimidade (art. ainda que haja transferência de ‘dados’. 1º da lei de interceptação telefônica seja inconstitucional. se a conversação ou palestra era reservada. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . a família da vítima geralmente consente nessa prática. devendo ser aceita ou não de acordo com a proporcionalidade dos valores que se colocarem em questão. da CF). nas hipóteses mais modernas. 8.2. 5º.

jamais poderão ser consideradas ilícitas.3) INTERCEPTAÇÃO DAS COMUNICAÇÕES TELEFÔNICAS DO ADVOGADO Interceptação da conversa reservada entre advogado e cliente: é sempre ilícita (sigilo profissional e direito de não se auto incriminar). interceptação ambiental.3: A gravação não se trata de interceptação telefônica.HC 80949\RJ STF AÇÃO PENAL 447\PLENO. assim. 8. mesmo sem autorização judicial. OBS. STF . da CF. mas eventualmente tuteladas pelo inciso X da mesma Carta). Na hipótese. 5º e serão provas LÍcitas. Ex.961. conforme a jurisprudência do STJ e do STF. da CF. 80949/RJ.78 OBS. aliás. com quem ela mantinha envolvimento amoroso. a posição do STJ no informativo 300/2006 ao entender que “quanto à gravação utilizada como prova naqueles autos. Assim. vale dizer. X. porque não foi colhida como meio de defesa ou em razão de um investida criminosa (. 5º. Tal gravação deveu-se à escuta perpetrada por sugestão da autoridade policial. aproveitando-se as demais conversas entre os criminosos. excluindo-se. 5º. salvo se atingir a intimidade do interlocutor que desconhece a captação. tal conduta foi entendida como prova ilícita pelo STF que considerou que é prova sem as garantias constitucionais.HC. e não nas situações de interceptações stricto sensu. da CF/1988). afasta-lhe o defeito. com efeito.. a ilicitude da prova obtida à revelia do citado dispositivo constitucional.) – HC 57. diante de crime que esteja sendo consumado via telefone. Já a interceptação ambiental. Dessarte. XII porque não são conversas telefônicas. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .. 18\02\2009. É certo que o STF entende que a licitude da gravação de conversa telefônica realizada por um dos interlocutores sem a ciência do outro deve ser examinada caso a caso.art. quando se tratar de crimes em plena consumação ou exaurimento via ligação telefônica. Rel. 5º.4: Gravação ambiental feita pela polícia para obter confissão: delegado que fala para o réu conversar só pra ele sem ter que colocar nada no papel e grava a confissão.: X está sendo extorquido por Y e então contrata os serviços de um detetive particular. XII. A jurisprudência tem entendido que a ação de X ocorreu em legítima defesa (para alguns. Conversa entre advogado e cliente captada dentre as conversas dos criminosos: o ***STJ entendeu que a conversa entre cliente e advogado são excluídas. o momento em que o agente. a gravação deu-se pela amásia do réu tão-somente para responsabilizá-lo pelo homicídio perpetrado contra a vítima. mediante ligação telefônica. visto que foi realizada por um dos interlocutores – fato que. a escuta ambiental e a gravação ambiental não entram no regime da lei 9296 e do art. X. gravação telefônica e gravação ambiental não se submetem à lei e ao art. IV da lei 9034\45. exige do ofendido vultuosa quantia em dinheiro. 5º.5: Os Tribunais Superiores têm entendido que a conduta de legítima defesa ou do estado de necessidade é passível de reconhecimento apenas no caso das escutas. pois não há o terceiro interceptador. OBS. Feliz Fischer 21/06/2007. pelo art. serão ilícitas pelo art. estado de necessidade). Se atingir a intimidade. 2º. a prova aqui é ilícita. A conversa íntima é assunto que se refira exclusivamente a assuntos particulares entre as partes. A captação é feita pelo próprio participante da conversa. que mediante equipamento eletrônico. em conduta de legítima defesa. não há que a tachar de ilícita. A polícia pode fazer a gravação. como já se disse. colhida que foi com indevida violação de privacidade (art.2: Escuta ambiental. OBS. Se realizadas as gravações. registra (escuta telefônica) sem que haja ordem judicial prévia. Idênticas considerações realizadas acerca da legítima defesa frente às escutas telefônicas desautorizadas têm aplicação em relação às gravações telefônicas (não amparadas. STF . desde que com autorização judicial .

: O juiz pode autorizar interceptação antes de instaurar o inquérito? R. as demais conversas com clientes que não tenham relação com o crime que o advogado está sendo investigado continuam invioláveis. pois não se trata de interceptação telefônica. Uso em procedimento administrativo disciplinar. 5º. sem ordem judicial. Admissibilidade. da CF. Dados obtidos em interceptação de comunicações telefônicas.296/96. não pode ser decretada em processo civil. Pet-QO 3683 QUESTÃO Relator(a): Julgamento: 13/08/2008 Ementa EMENTA: PROVA EMPRESTADA.: A jurisprudência diz que pode. Autorização judicial e produção para fim de investigação criminal.. à relação das ligações constantes da memória do celular. bem como documentos colhidos na mesma investigação. 8. ou contra outros servidores cujos supostos ilícitos teriam despontado à colheita dessas provas. já a quebra do sigilo de dados telefônicos relaciona-se com chamadas telefônicas pretéritas. dia). VICENTE GRECO FILHO – sustenta a incidência da disciplina legal da lei 9296/96 quanto aos registros existentes nas concessionárias de serviços públicos. LFG – “a interceptação de uma comunicação telefônica versa sobre algo que está ocorrendo. Mas o STF e STJ admite que a interceptação feita no âmbito criminal seja utilizada como prova emprestada em processo administrativo disciplinar contra os servidores interceptados na investigação ou no processo e contra outros servidores descobertos em razão da interceptação. XII.5) RELAÇÃO DAS LIGAÇÕES CONSTANTES NA MEMÓRIA DO CELULAR A polícia pode ter acesso. / DE MG ORDEM CEZAR MINAS NA GERAIS PETIÇÃO PELUSO Min. Órgão Julgador: Tribunal Pleno LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . tributário. nem quebra de sigilo telefônico. Não se submete à lei 9296/96. 5º. Dados obtidos em inquérito policial. 1º da Lei federal nº 9. Precedentes. Interceptação telefônica. Penal. judicialmente autorizadas para produção de prova em investigação criminal ou em instrução processual penal. Voto vencido. contra a mesma ou as mesmas pessoas em relação às quais foram colhidos. OBS. não alcança os registros telefônicos que são ‘dados’ (relacionados com comunicações telefônicas passadas. pretéritas).: CPI pode quebrar o sigilo de dados telefônicos independentemente de autorização judicial. OBS. já realizadas. mas exige ordem judicial por envolver direito de intimidade. Mas negar a incidência da Lei 9296/96 no que concerne à quebra dos dados telefônicos não significa que eles não possam ser devassados”.. Inteligência do art. atual. pois tanto o art. Suspeita de delitos cometidos por autoridades e agentes públicos.79 Advogado suspeito do crime: a interceptação é válida. O advogado será interceptado tão somente em relação ao crime pelo qual é investigado. pois não houve acesso à lista geral das chamadas efetuadas e recebidas. inc. e do art. administrativo. podem ser usados em procedimento administrativo disciplinar. ainda que não se cuide de “interceptação” propriamente dita. 8.4) QUEBRA DO SIGILO DE DADOS TELEFÔNICO É o acesso à relação das ligações efetuadas e recebidas (hora. Resposta afirmativa a questão de ordem. 1º da lei 9296 utilizam a expressão “investigação criminal” e não “IP”. Documentos.6) INTERCEPTAÇÃO COMO PROVA EMPRESTADA A interceptação só pode ser decretada em investigação criminal ou processo penal. contra outros servidores. 8. XII\CF como o art. cujos eventuais ilícitos administrativos teriam despontado à colheita dessa prova. sem acesso aos conteúdos das conversas.

2: CPI: Não pode fazer interceptação telefônica.7.1) Modificação de competência Quando isso ocorrer. tal apensação deverá ocorrer. SÚMULA VINCULANTE Nº 14 É direito do defensor. segundo entende AVENA. que corresponde ao momento em que o magistrado. 8. 8. art.7) ORDEM DO JUIZ COMPETENTE PARA AÇÃO PRINCIPAL A CF exige ordem judicial. mas pode ter acesso às interceptações já transcritas e juntadas aos autos da investigação.80 8. Ex.10) SIGILO DE DADOS LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .1: Quando a infração se estende por várias localidades. pois o art. ter acesso amplo aos elementos de prova que. tal como “ordem do juiz competente da ação principal”. a interceptação decretada pelo juízo anterior poderá ser utilizada na nova instância. pelo princípio da prevenção. • gera nulidade do processo ou falta de justa causa se for a única prova dos autos. em razão de regras de competência estadual. 5º. MEDIDA INAUDITA ALTERA PARS Trata-se de medida que o juiz determinará inaudita altera pars. de ofício ou a requerimento das partes. LVI. quem decreta a interceptação é o juiz que primeiro tomar conhecimento da infração. na fase prevista no art. já documentados em procedimento investigatório realizado por órgão com competência de polícia judiciária. 8. mas o art.9) ACESSO DOS AUTOS DE INTERCEPTAÇÃO PELO O ADVOGADO O advogado não pode ter acesso às interceptações em andamento. OBS. as diligências que reputar necessárias. sem o exercício anterior do contraditório – adota-se o princípio do contraditório diferido. O direito de defesa será oportunizado após a apensação dos autos apartados da interceptação ao processo criminal.8) INTERCEPTAÇÃO DECRETADA PELO JUIZ DA CENTRAL DE INQUÉRITOS O juiz da central de inquéritos que só atua e decide sobre questões relativas à investigação. é competente para autorizar interceptações telefônicas. para não causar obstáculo à justiça. e que não julga a ação principal. ou o processo continua se houver outras provas lícitas e autônomas da interceptação. A prática de ilicitude durante a interceptação causa: • exclusão da interceptação dos autos do processo. Quando decretada na investigação como medida cautelar. Porém pode quebrar o sigilo telefônico sem ordem judicial. 8. no interesse do representado. da CF. 1º da lei 9296 exige mais. 5º exige autorização judicial. relativizada.: tratando-se do procedimento comum ordinário ou de ritos que adotem esse procedimento (crimes contra a honra. A decretação de interceptação torna prevento o juízo. OBS. rito dos crimes praticados por funcionários públicos e rito dos crimes contra a propriedade imaterial). previamente à sentença. justamente em razão das interceptações. o que depende do procedimento pelo qual estiver tramitando o processo. vale dizer. poderá ordenar. digam respeito ao exercício do direito de defesa. a exigência de que seja feita pelo juiz da ação principal deve ser mitigada. assegurado após a obtenção do material probatório necessário à apuração do fato. 404 do CPP.

diz que é inconstitucional apenas na fase investigatória. §ú da lei 9296 é constitucional (LFG. • Indispensabilidade da interceptação. a requerimento da autoridade policial na fase da investigação.11) CONVERSAS EM SALA DE BATE-PAPO DA INTERNET O STJ decidiu que tais conversas não estão protegidas pelo sigilo das comunicações. mas é constitucional na fase processual. havendo perigo de a prova se perder se a interceptação não for autorizada. XII só autorizou a interceptação telefônica. que vigora no processo penal.diz que inconstitucional em qualquer fase. é possível fazer o flagrante. pois o art.13) REQUISITOS PARA A INTERCEPTAÇÃO • Indícios razoáveis de autoria e participação na infração penal – Não se admite começar uma investigação criminal com a interceptação telefônica.81 1ª corrente . §único. e do MP na fase da investigação ou do processo. I e II. do CPP (alterado pela Lei 11690/2008). Esta é somente um dos instrumentos utilizados após a colheita suficiente de outras provas. OBS.A interceptação de dados autorizada pelo art. 2º. a interceptação poderá ser utilizada como prova. isso se trata de flagrante esperado e é válido. Viola o devido processo legal. 1º. há duas correntes: 1ª corrente . da lei Exige-se que no pedido de interceptação seja indicada a infração a ser investigada e as pessoas que serão investigadas. 156. pois o que a CF protege é o sigilo das comunicações de dados e não dos dados em si mesmos armazenados na base física do computador. c) a regra do art. 5º. 2ª corrente .1: Decretação da interceptação pode ser feita pelo juiz de ofício. 8. Quanto à interpretação de ofício pelo juiz.13. §ú da lei é inconstitucional. imparcialidade do juiz e sistema acusatório . assegura ao juiz o poder de determinar. STF). pois o ambiente é de acesso público e destinado a conversas informais. desde que haja relação com o delito objeto de investigação. • Crime punido com reclusão (não cabe para punidos com detenção). porém.art. 1º. desde que este seja conexo ao crime punido por reclusão para o qual foi autorizada a interceptação. 2ª corrente . Se. É possível para crime punido com detenção. investigatória ou processual. 8. a produção antecipada de provas urgentes e relevantes. b) o princípio da verdade real.: Apreensão de computadores é lícita. como notitia criminis.1) Descoberta fortuita de novos crimes e novos envolvidos . Mesmo que o crime novo descoberto não tenha relação com aquele que foi objeto de interceptação. OBS. 8. antes mesmo de iniciada a ação penal.12) MONITORAMENTO POR INTERCEPTAÇÃO E PRISÃO EM FLAGRANTE Por conta do monitoramento. durante as interceptações forem descobertos novos crimes ou novos envolvidos a interceptação poderá ser utilizada como prova.a interceptação das comunicações de dados autorizada pelo art. ALEXANDRE DE MORAES. 8.LFG. • Quando não houver outro meio de buscar a prova. observando LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . justifica o agir ex officio do juiz quando imprescindível ao resguardo da prova. são os documentos armazenados em armários tradicionais. NORBERTO AVENA entende que é possível a decretação de interceptação telefônica ex officio pelo magistrado: a) a interceptação e a escuta telefônica caracterizam-se como meios de prova. não se trata de flagrante provocado.

para que estes dirijam o pleito ao juiz. porém a autoridade policial. no prazo máximo de 24 horas. Assistente de acusação solicitando tal medida – art. focalizando o lado da formação da prova contra determinado suspeito – tudo em busca da verdade real e asseguração do contraditório e ampla defesa. RHC .2: Ofendido titular da ação penal privada – pode requerer a interceptação telefônica ao juiz competente. 8. ou seja. OBS.14) MEDIDA CABÍVEL CONTRA O INDEFERIMENTO DA INTERCEPTAÇÃO O remédio cabível contra o indeferimento de interceptação é o Mandado de Segurança. OBS. OBS.15) PRAZO DE DURAÇÃO DA INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA Art.em que pese a interpretação literal dar conta que o máximo é de 30 dias (15 +15). 5º . que parte não é. desde que haja processo penal regularmente instaurado e desde que esteja habilitado a nele intervir por decisão judicial.1: Quando o MP estiver investigando ele pode pedir interceptação. deve representar pela interceptação. como parte interessada. 3º) no caso do estado de defesa o sigilo das LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . indicando também a forma de execução da diligência. cabe habeas corpus – todos os atos que atingem reflexamente o direito de liberdade. decidirá sobre o pedido – art. O juiz.82 critérios de necessidade.STJ. 8. 5° A decisão será fundamentada. expõe ao juiz os fatos e sugere a providência. afinal pode pedir até nas investigações da polícia . 2º) se o legislador quisesse permitir várias prorrogações ele teria que usar a expressão “renováveis por iguais períodos”. Art. 271 do CPP – pode ele propor meios de provas – como a interceptação telefônica é meio de prova – pode requerer a medida. desde que fundamentada cada prorrogação. a realização de interceptação telefônica. parágrafo 2º da lei. são remediados via habeas corpus. Nada impede que o advogado do réu (ou de um dos co-réus) requeira ao magistrado a interceptação telefônica. no curso da instrução ou antes de proferir sentença. que é o titular da ação penal. O MP. NUCCI – entende ser possível o assistente de acusação pleitear diretamente ao juiz a realização desta prova. o STF entende que a renovação pode ocorrer quantas vezes necessárias. no plural. sob pena de nulidade. OBS. OBS.2: Houve julgado no STJ que considerou ilegal interceptação pelo prazo de 2 anos.10974\SP. sob argumento que: 1º) normas restritivas de direitos fundamentais devem ser interpretadas restritivamente. renovável por igual tempo uma vez comprovada a indispensabilidade do meio de prova. bem como ordenar. sob pena de supressão de instância. Contra a decisão que defere a interceptação cabe habeas corpus.1: Contra decisão não fundamentada. VICENTE GRECO FILHO – sugere que a diligência seja solicitada pelo assistente de acusação à autoridade policial ou ao promotor de justiça.2: Se a ilicitude da prova não foi arguida na instancia inferior ela não pode ser apreciada pela superior. que não poderá exceder o prazo de quinze dias. requer. a produção de provas para dirimir dúvida relevante. adequação e proporcionalidade. A lei mencionou apenas a autoridade policial e o representante do MP.3: O pedido de interceptação pode ser feito excepcionalmente de forma verbal. mas a concessão da interceptação dependerá de reduzir o termo pedido verbal a escrito. OBS. 4º.

§1º. o STJ aceitou como lícita a interceptação conduzida pela PRF (HC 46630 RJ). 8. STJ – defesa confessar que a voz é sua. 1º. da Constituição da República). acompanhado de auto circunstanciado. LV. pois bastam que se tenham degravados os excertos necessários ao embasamento da denúncia oferecida. 5º. PARÁG. Houve um caso concreto que a PRF presidiu a interceptação. § 1° No caso de a diligência possibilitar a gravação da comunicação interceptada. 25. mas alegar que não houve a confecção do laudo de degravação da voz e pedindo a nulidade da prova – não pode – estaria a defesa se beneficiando da própria torpeza (HC 65604/DF). 1º. LV. 5º. Tal matéria foi discutida no HC-MC 91207/RJ (2007). MEDIDA CAUTELAR.2009 – SÍLVIO MACIEL 8. que deverá conter o resumo das operações realizadas.: Nos casos em que o próprio MP faz a investigação. a autoridade policial encaminhará o resultado da interceptação ao juiz. PROCESSUAL PENAL. Quem conduz/preside é o Delegado de Polícia. É desnecessária a juntada do conteúdo integral das degravações das escutas telefônicas realizadas nos autos do inquérito no qual são investigados os ora Pacientes. DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA): INOCORRÊNCIA: LIMINAR INDEFERIDA. inc.16) CONDUÇÃO DAS INTERCEPTAÇÕES – ART. diz que cabe à PRF auxiliar no combate à criminalidade (atuar na prevenção e repressão ao crime). (instaura o procedimento investigatório).83 comunicações telefônicas pode durar no máximo 60 dias. c. não configurando. Com base neste decreto e no entendimento do STF de que ele é constitucional. 6º. INC. dando ciência ao Ministério Público.Dec 1655/95. Não se confunde com o relatório final do inquérito. No conflito de normas de inspirações ideológicas opostas deve prevalecer a que privilegiar a liberdade.: Sim. Tal decreto foi objeto da ADIn 1413/DF – o STF entendeu que tal decreto é constitucional. Trata-se de uma diligência dentro do procedimento investigatório. 1. 6º. e §2º\CF. o Delegado deve fazer um auto circunstanciado com o resumo das operações realizadas. OBS.17) TRANSCRIÇÃO DA INTERCEPTAÇÃO – ART. 8. PEDIDO DE LIMINAR PARA GARANTIR À DEFESA DO PACIENTE O ACESSO À TRANSCRIÇÃO INTEGRAL DAS ESCUTAS TELEFÔNICAS REALIZADAS NO INQUÉRITO. Liminar indeferida. X. Ementa EMENTA: HABEAS CORPUS. Ao final da interceptação. E o STF entendeu que deve basta ser transcrita apenas os trechos necessários para embasar a propositura da denúncia. O STJ entendeu que tal prova foi lícita . que poderá acompanhar a sua realização. poderá presidir as interceptações? R. a autoridade policial conduzirá os procedimentos de interceptação. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .18) AUTO CIRCUNSTANCIADO § 2° Cumprida a diligência. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO PRINCÍPIO DO DEVIDO PROCESSO LEGAL (ART. art. ofensa ao princípio do devido processo legal (art. O MP será ciente e poderá acompanhar a sua realização. 4º) no caso concreto de dois anos houve violação ao princípio da razoabilidade. será determinada a sua transcrição. 2. 6° Deferido o pedido.04. art. Art. essa restrição. 6º Art. 136.

o auditor. em regra. de qualquer forma. A tentativa é possível na forma escrita. 1ª corrente . nos termos do art. O crime se consuma no momento em que a interceptação começa a ocorrer e o agente toma conhecimento da conversa. 9) LEI 9605/1998 – LEI DOS CRIMES AMBIENTAIS Ela possui uma parte geral que vai do art.: o advogado pode praticar tal delito. 9.84 Min. 29 e seguintes. 1ª parte – é possível o concurso de pessoas nos crimes ambientais – teoria unitária ou monista – a mesma do art. ex.: indivíduo é preso em cima do poste). do CP. mas a sua falta ou defeito gera apenas nulidade relativa (depende de comprovação de prejuízo) – HC 87859. O crime se consuma quando o agente revela a existência (não precisa dizer o conteúdo da interceptação para o crime se consumar) o de uma interceptação que está sendo feita ou o conteúdo da interceptação. bem como o diretor. a omissão dessas pessoas é penalmente relevante.1. ex. 13. e sim a participação de maior ou menor importância no crime.não se trata de crime funcional (LFG). 2º ao art. “a”. do CP. previsto no CP. o preposto ou mandatário de pessoa jurídica.1) Art. o gerente. quando será de competência da Justiça Federal – STJ CC 40113/SP. incide nas penas a estes cominadas. O advogado. salvo se houver interessa da União. e multa. o preposto ou mandatário de pessoa jurídica. 10. Regra: quem julga. Constitui crime realizar interceptação de comunicações telefônicas. para ele. 2ª corrente VICENTE GRECO FILHO – entende ser crime funcional (só cometido pelo funcionário público). 2ª conduta – quebrar segredo de justiça sem autorização judicial ou com objetivos não autorizados em lei – crime própro (só pode ser cometido por quem esteja envolvido no procedimento de investigação e tenha o dever de segredo. sem autorização judicial ou com objetivos não autorizados em lei. o gerente. 28 e uma parte especial. o administrador. o membro de conselho e de órgão técnico. o auditor. praticando. concorre para a prática dos crimes previstos nesta Lei. Pena: reclusão. 2º . A expressão “culpabilidade” não quer dizer “3º substrato do crime”. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . ou quebrar segredo da Justiça. pois foi feita de forma ilegal por falta de autorização judicial ou por objetivos não autorizados em lei – crime comum (qualquer pessoa pode praticar interceptação ilegal). é a Justiça Estadual. prevista no art. 2ª parte – criou o chamado dever jurídico de agir nos crimes ambientais. o membro de conselho e de órgão técnico. que define os crimes ambientais em espécie.1) PARTE GERAL DA LEI 9. que. Quem possui tal dever jurídico é o diretor. A tentativa é possível (quando não consegue realizar a interceptação por razoes alheias a sua vontade. Significa que. de dois a quatro anos. na medida da sua culpabilidade. o administrador. praticaria o crime de violação de segredo profissional. 8. bem como o jornalista. 29. caput. deixar de impedir a sua prática. 1ª conduta – realizar interceptação ilegal. sabendo da conduta criminosa de outrem.19) CRIME DA LEI DE INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA Art.Participação no crime Art. – são 2 crimes distintos. parágrafo 2º. MARCO AURÉLIO – o auto circunstanciado é formalidade essencial à validade da prova. 2º Quem. de informática ou telemática. quando podia agir para evitá-la.

art. HC no 80. Observância dos princípios do devido processo legal (CF.12.04. bastando a indicação de que os acusados fossem de algum modo responsáveis pela condução da sociedade comercial sob a qual foram supostamente praticados os delitos. civil e penalmente conforme o disposto nesta Lei.05. da ampla defesa. 3º As pessoas jurídicas serão responsabilizadas administrativa.1984) a) tenha por lei obrigação de cuidado. No caso concreto. a denúncia é inepta porque não pormenorizou. HC no 73. DJ de 25. Min. DJ de 05. Mudança de orientação jurisprudencial. unânime.02. por ausência de indicação da conduta individualizada dos acusados.09. 225. ou de seu órgão colegiado. 5.2004. LIV). DJ de 24. sem detalhar a conduta de cada um deles – tal forma de denúncia não é inepta. Celso de Mello.209.As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores. Habeas Corpus. 5o.HC 86879 do STF . de minha relatoria. 1a Turma. que. no interesse ou benefício da sua entidade. Min. de 1986). Rel. Antes o STF aceitava a denúncia genérica (denunciava todo mundo e durante a instrução apurava a responsabilidade de cada um). Precedentes: HC no 86. Rel. a lei exige 2 requisitos: a) pessoa saiba da conduta criminosa e b) possa evitar o crime – evita-se assim a responsabilidade objetiva (responsabilidade sem dolo e sem culpa). LV) e da dignidade da pessoa humana (CF. parágrafo 2º. denúncia geral – descreve o fato criminoso com todas as suas circunstâncias e o imputa simultaneamente a todos os acusados. contraditório (CF. unânime. de 11. 5o.05. Crimes contra o Sistema Financeiro Nacional (Lei no 7. da CF. de minha relatoria.03. por maioria. 2a Turma. Min. entendia ser apta a denúncia que não individualizasse as condutas de cada indiciado. (Incluído pela Lei nº 7.1. Rel.1996.1997.791-RJ.1997. HC no 85. 7. Respondem tanto por ação como por omissão nos crimes ambientais. unânime. O STF e STJ. Crime societário. consideram ineptas as denominadas denúncias genéricas – denúncias que não estabelecem o mínimo vínculo entre a conduta do agente e o crime ocorrido . Ementa EMENTA: 1. Celso de Mello. assim. 2a Turma. 225. 3º A discussão sobre a responsabilidade criminal das pessoas jurídicas iniciou-se com o art.763-DF. e HC no 74. pessoas físicas ou jurídicas. 1a Turma. 9. unânime. de preposto etc.492. de minha relatoria p/ o acórdão. § 3º.903-CE. art. proteção ou vigilância.7. 3.579-MA. Precedentes: HC no 73.1994. Hoje não é mais permitido. de modo adequado e suficiente. Francisco Rezek. Necessidade de individualização das respectivas condutas dos indiciados. e HC no 70. 2a Turma. unânime. DJ de 23. Habeas corpus deferido EUGÊNIO PACELLI/ADOTADO PELO STJ – distinção entre denúncia genérica e denúncia geral: denúncia genérica – não imputa nenhum fato criminoso à pessoa. a sanções penais e administrativas. art.A omissão é penalmente relevante quando o omitente devia e podia agir para evitar o resultado.1984) Essas pessoas respondem quando praticam o crime ambiental e quando também se omitem e não impedem o crime ambiental. da CF . independentemente da obrigação de reparar os danos causados.812-PA. 4. Ilmar Galvão.590-SP.7. Rel.2005. por maioria.209. de 11. Há 3 correntes na doutrina sobre a responsabilidade criminal da pessoa jurídica: LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . DJ de 13. O dever de agir incumbe a quem:(Incluído pela Lei nº 7. nos casos em que a infração seja cometida por decisão de seu representante legal ou contratual. a conduta do paciente.) – é inepta. III). Min. de gerente. Agravou-se a discussão com o advento da Lei 9605/98 Art. DJ de 09.2006. 2a Turma. Art. 6. DJ de 03. inclui a pessoa na ação apenas pela qualidade dela (de diretor.294-SP.85 § 2º . 2. no caso de crimes societários. 1o.2) Responsabilidade penal da pessoa jurídica – art. Mas para responderem por omissão. 1a Turma. Alegada inépcia da denúncia.

86 • 1ª corrente: a CF não criou/não prevê a responsabilidade criminal da pessoa jurídica. 1º argumento – o que a CF disse foi que as condutas praticadas pelas pessoas físicas geram sanções penais e condutas praticadas por pessoas jurídicas geram sanções administrativas e ambas podem ser responsabilizadas civilmente; 2º argumento – princípio da pessoalidade da pena (princípio da intransmissibilidade da pena) – art. 5º, XLV, da CF – a pena deve recair apenas sobre a pessoa física do infrator que praticou o crime ambiental, não podendo ser comunicada à pessoa jurídica. Assim, tal corrente chega à conclusão de que a CF/88 não criou a responsabilidade da pessoa jurídica – LUIZ REGIS PRADO, CEZAR ROBERTO BITENCOURT, MIGUEL REALE JÚNIOR, PIERANGELLI, RENÊ ARIEL DOTTI, LUIZ VICENTE CERNICCHIARO. Sob a ótica dessa corrente, o art. 3º da Lei 9605/98 seria inconstitucional, pois estabelece responsabilidade penal da pessoa jurídica não prevista pela CF/88, ofendendo materialmente o art. 225, parágrafo 3º e art. 5º, XLV, todos da CF; • 2ª corrente: pessoa jurídica não pode cometer crimes – societas delinquere non potest – baseia-se na teoria civilista da ficção jurídica de SAVIGNY e FEUERBACH. As pessoas jurídicas seriam meras ficções; são entes fictícios desprovidos de vontade, consciência e finalidade e, portanto, não podem praticar condutas tipicamente humanas, como, por ex., crimes. 1º fundamento – PJ não tem capacidade de conduta (não age com vontade, consciência, finalidade, logo não age com dolo ou com culpa). Assim, punir PJ seria estabelecer responsabilidade penal objetiva. 2º argumento – as PJ não agem com culpabilidade – PJ não tem imputabilidade, nem potencial consciência da ilicitude, não podendo assim sofrer pena. 3º argumento – as penas são inúteis para as pessoas jurídicas – TODOS DA 1ª CORRENTE ADOTAM ESTA 2ª CORRENTE (entendem que ainda que a CF houvesse criado a responsabilidade criminal da pessoa jurídica, não é possível ela atuar, agir sozinha) + ZAFFARONNI, ROGÉRIO GRECO, LFG, FRANCISCO DE ASSIS TOLEDO, MIRABETE, DELMANTO; • 3ª corrente: pessoa jurídica PODE cometer crimes – societas delinquere potest – baseia-se na teoria da realidade ou da personalidade real – OTTO GIERKE – teoria que se contrapõe à teoria de SAVIGNY. Tal teoria sustenta que as PJ são entes reais, não sendo meras abstrações jurídicas. Possuem capacidade e vontade distinta das pessoas físicas que as compõe. São realidades independentes. 1º argumento – a responsabilidade penal da pessoa jurídica está expressa no art. 225 da CF e no art. 3º da Lei 9605/98; 2º argumento – as pessoas jurídicas têm culpabilidade (não a culpabilidade individual clássica do finalismo, mas sim uma culpabilidade social – empresa como centro de emanação de decisões – ação delituosa institucional – SCHECAIRA – possui livro publicado pela RT); 3º argumento – a pena criminal tem uma simbologia muito mais forte do que as sanções administrativas, por isso cumpre muito melhor a prevenção dos crimes ambientais; 4º argumento – punir a pessoa física exclusivamente significa usá-la como escudo de proteção da PJ, que acaba sendo a grande beneficiária do crime – NUCCI, PAULO AFONSO LEME MACHADO, ÉDIS MILARÉ, DAMÁSIO, ADA PELEGRINI GRINOVER. ***STJ entende existir a responsabilidade penal da PJ – ADOTAR PARA CONCURSOS! A) Requisitos para a responsabilização criminal da pessoa jurídica 1. A decisão deve ser proveniente de representante legal ou órgão colegiado da PJ; 2. No interesse ou benefício da entidade.

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87 Ex.1: funcionário da motosserra, por sua conta e risco, corta árvores em APP. A PJ não poderá ser responsabilizada. A decisão foi tomada isoladamente pelo funcionário da motoserra. Ex.2: vazamento culposo de óleo pela PETROBRÁS - houve prejuízo pela PETROBRÁS (ela perdeu o óleo, teve a imagem desgastada publicamente, pagou outra empresa para limpar o mar). Assim, o STJ entendeu que não cabe responsabilidade penal à PJ neste caso já que ocorreu prejuízo e não vantagem à PETROBRÁS. Assim, PJ pode ser punida criminalmente por atos praticados pela pessoa física – sistema da responsabilidade penal por empréstimo ou por ricochete – a pessoa jurídica é punida reflexamente por atos praticados pela pessoa física isolada ou colegiadamente (sistema francês de responsabilidade penal da pessoa jurídica). B) Posicionamento atual da jurisprudência sobre o tema TRF’s – todos admitem a responsabilidade penal da pessoa jurídica; STJ – admite a responsabilidade penal da pessoa jurídica desde que ela seja denunciada juntamente com a pessoa física que executou o crime – responsabilidade penal por empréstimo. O STJ não admite denúncia por crime ambiental somente contra PJ – RESP 847476
PENAL. CRIME AMBIENTAL. RESPONSABILIZAÇÃO DA PESSOA JURÍDICA. POSSIBILIDADE. DELITO DO ART. 60 DA LEI Nº 9.605/1998. PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA. EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE. RECURSO PREJUDICADO. 1. "Admite-se a responsabilidade penal da pessoa jurídica em crimes ambientais desde que haja a imputação simultânea do ente moral e da pessoa física que atua em seu nome ou em seu benefício, uma vez que não se pode compreender a responsabilização do ente moral dissociada da atuação de uma pessoa física, que age com elemento subjetivo próprio." (REsp nº 889.528/SC, Relator o Ministro Felix Fischer, DJU de 18/6/2007) 2. Sendo de 6 meses de detenção a pena máxima cominada ao crime previsto no art. 60 da Lei nº 9.605/1998, com relação à empresa Castilho Prestação de Serviços Ltda, constata-se que já decorreram mais de dois anos desde a data do fato incriminado sem que fosse recebida a inicial acusatória, e, quanto a Luis Vanderlei de Castilhos, o transcurso de mais de dois anos desde o recebimento da denúncia, operando-se, em ambos os casos, a prescrição da pretensão punitiva, nos termos do art. 109, inciso VI, do Código Penal, uma vez que não ocorreu qualquer causa interruptiva desde então. 3. Recurso especial parcialmente provido.

STF – não possui posicionamento certo ainda. O que existe são posicionamentos isolados de cada um dos ministros. HC 92921 – 1ª Turma – decisão obiter dicta (de passagem). Não se pode falar que o STF admite determinada teoria. Min CÉSAR PELUSO – HC 83301 – entendeu que não cabe a responsabilidade penal da pessoa jurídica. C) Remédio cabível para trancar ação penal contra a pessoa jurídica HC tutela absolutamente a liberdade de locomoção. Assim, não é o remédio cabível. STJ – o remédio cabível é o mandado de segurança. O STF entendeu no julgamento acima citado que não cabe HC em favor de pessoa jurídica. D) Responsabilidade penal da PJ de Direito Público Há duas correntes: 1ª corrente: PJ de direito público pode ser denunciada por crime ambiental (nem a CF nem a lei 9605/98 faz alguma ressalva diferenciando PJDPrivado de PJDPúblico) – NUCCI, PAULO AFONSO LEME MACHADO, SCHECAIRA (admite apenas a responsabilidade de pessoas jurídicas de direito público de natureza privada), WALTER CLAUDIUS RHOTEMBURG; 2ª corrente: PJ de direito público não pode ser denunciada por crime ambiental – ÉDIS MILARÉ (a imposição de pena seria inócua – o Estado não pode punir a si mesmo; a punição imposta a PJDPúblico recai sobre a própria sociedade). E) Sistema da dupla-imputação ou sistema de imputação paralelas – art. 3º, parágrafo único da Lei 9605/98

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Parágrafo único. A responsabilidade das pessoas jurídicas não exclui a das pessoas físicas, autoras, co-autoras ou partícipes do mesmo fato.

É possível punir simultaneamente a PF e a PJ pelo mesmo fato. Pode, todavia, ser só punido a PF. O sistema que obriga a simultaneidade de punição é o do empréstimo ou ricochete (não dá para punir apenas a PJ sem punir a PF). O que este sistema faz é apenas evitar o bis in idem – este é punir duplamente pelo mesmo fato a mesma pessoa. RESP 610114/RN – STJ decidiu que o sistema da dupla imputação não acarreta em bis in idem. 9.1.3) Desconsideração da pessoa jurídica
Art. 4º Poderá ser desconsiderada a pessoa jurídica sempre que sua personalidade for obstáculo ao ressarcimento de prejuízos causados à qualidade do meio ambiente.

Este instituto permite que a PJ seja desconsiderada para que a sanção recaia sobre a pessoa física. A desconsideração da pessoa jurídica não pode ser aplicada no âmbito penal em razão do princípio da intransmissibilidade/incomunicabilidade da pena – art. 5º, LXV, da CF. A pena penal da PJ não pode ser transmitida para a PF. Assim, a doutrina entende que tal instituto do art. 4º da lei é instituto de direito civil, mesmo estando na lei dos crimes ambientais. 9.1.4) Aplicação da pena nos crimes ambientais A) Introdução – aplicável em qualquer caso O juiz aplica a pena em 3 etapas: • Calcula a quantidade da pena (critério trifásico do art. 68 do CP: pena base – circunstâncias judiciais do art. 59 do CP; agravantes e atenuantes genéricas; sobre o resultado desta aplicação, aplica-se as causas gerais e especiais de aumento e diminuição de pena); • Fixação do regime inicial do cumprimento de pena (fechado, semi-aberto ou aberto); • Possibilidade de substituição da pena de prisão por restritiva de direitos ou por multa. Se não for possível, ver se é possível a concessão do sursis; Estes é o critério geral de aplicação de pena, independentemente se o crime é ambiental ou não. Agora se verá como qual o critério aplicado na lei dos crimes ambientais. B) Aplicação da pena nos crimes ambientais
Art. 6º Para imposição e gradação da penalidade, a autoridade competente observará: I - a gravidade do fato, tendo em vista os motivos da infração e suas conseqüências para a saúde pública e para o meio ambiente; II - os antecedentes do infrator quanto ao cumprimento da legislação de interesse ambiental; III - a situação econômica do infrator, no caso de multa.

1ª etapa - O juiz aplica o art. 59 do CP + art. 6º, I e II da Lei dos crimes ambientais, para achar a pena base:

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89 I- o juiz leva em consideração as conseqüências para a saúde pública e para o meio ambiente (e não as conseqüências para a vítima). II- Os antecedentes do infrator são referentes ao cumprimento da legislação de interesse ambiental. Atenuantes de pena:
Art. 14. São circunstâncias que atenuam a pena: I - baixo grau de instrução ou escolaridade do agente – mas deve ter potencial consciência da ilicitude. Se o baixo grau de escolaridade tirar este potencial conhecimento da ilicitude, ocorrerá o erro de proibição; II - arrependimento do infrator, manifestado pela espontânea reparação do dano, ou limitação significativa da degradação ambiental causada – DELMANTO entende que mesmo que a reparação ocorra antes do recebimento da denúncia, não se aplicará o arrependimento posterior do art. 16 do CP. Aplicar-se-á sempre a atenuante do art. 14, II, da Lei 9605/98 por ser norma especial; III - comunicação prévia pelo agente do perigo iminente de degradação ambiental; IV - colaboração com os agentes encarregados da vigilância e do controle ambiental – é uma circunstância atenuante de pena ter o agente colaborado com a vigilância de controle ambiental – DELMANTO chama este instituto de delação premiada ambiental.

Agravantes: dentre elas, a mais importante é a do inciso I
Art. 15. São circunstâncias que agravam a pena, quando não constituem ou qualificam o crime: I - reincidência nos crimes de natureza ambiental – reincidência específica nos crimes de natureza ambiental. Ex.: “A”condenado por furto e já cumpriu a pena, depois pratica crime ambiental – não será considerado reincidente, mas o contrário será considerado reincidente (primeiro praticar crime ambiental e depois praticar furto;

Causas gerais e especiais de aumento e diminuição de pena: podem estar no CP ou na Lei 9605/98, ex.: crime continuado, concurso formal, tentativa e, quando houver, as previstas em cada crime. Findo a 1ª etapa de fixação da pena, irá fixar o regime de cumprimento de pena – 2ª etapa (quando for pessoa física). Findo a 2ª etapa, o juiz deverá analisar se é o caso de possibilidade de substituição de pena por restritiva de direitos ou multa, e se não for este o caso, verificar se é o caso de sursis – 3ª etapa (quando for pessoa física) – ver-se-á em tópico autônomo. C) Requisitos necessários para a substituição da pena de prisão por restritivas de direitos – art. 7º da lei
Art. 7º As penas restritivas de direitos são autônomas e substituem as privativas de liberdade quando: I - tratar-se de crime culposo ou for aplicada a pena privativa de liberdade inferior a quatro anos; II - a culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e a personalidade do condenado, bem como os motivos e as circunstâncias do crime indicarem que a substituição seja suficiente para efeitos de reprovação e prevenção do crime – circunstâncias judiciais favoráveis.

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se crime doloso – pena igual ou inferior a 4 anos II. permanecendo recolhido nos dias e horários de folga em residência ou em qualquer local destinado a sua moradia habitual. As penas restritivas de direitos são autônomas e substituem as privativas de liberdade. 10 da Lei – a pena de interdição temporária de direitos terá duração de 5 anos se for crime doloso ou 3 anos se for crime culposo. 44 I. em regra.05. 44 do CP. de 1998) I – aplicada pena privativa de liberdade não superior a quatro anos e o crime não for cometido com violência ou grave ameaça à pessoa ou. os antecedentes. pena inferior a 4 anos II. 10 ferem o princípio da razoabilidade. É cumprimento em regime de recolhimento domiciliar.Circunstâncias judiciais favoráveis.714. sem vigilância. quando: (Redação dada pela Lei nº 9. e de três anos.714. no caso de crimes dolosos. 48 do CP) pela qual o condenado deve recolher-se 5 horas aos sábados e domingos. As penas de interdição temporária de direito são a proibição de o condenado contratar com o Poder Público. Art. III. Exceção: art. se o crime for culposo.714. a conduta social e a personalidade do condenado.2009 – SILVIO MACIEL LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . 7º I. Ela permite a substituição mesmo que o agente seja reincidente em crime doloso Código Penal – art. (Redação dada pela Lei nº 9. pelo prazo de cinco anos. (Redação dada pela Lei nº 9. bem como os motivos e as circunstâncias indicarem que essa substituição seja suficiente – circunstâncias judiciais favoráveis. de 1998) Lei 9605/98 – art. bem como de participar de licitações.sem violência ou grave ameaça à pessoa.crime culposo ou. 7º que diz que a restritiva deve ter o mesmo prazo da privativa de liberdade e também porque os prazos do art. DELMANTO diz que tais prazos do art.: É o mesmo tempo da pena que foi substituída. já que a pena restritiva será maior do que a pena privativa substituída. se crime doloso. 10 não se aplicam. Esta pena domiciliar não existe no CP. de receber incentivos fiscais ou quaisquer outros benefícios. 13 da lei: Art. 02. de 1998) III – a culpabilidade. no de crimes culposo. de 1998) II – o réu não for reincidente em crime doloso. pois estão em contradição lógica com o parágrafo único do art. (Redação dada pela Lei nº 9. freqüentar curso ou exercer atividade autorizada. O recolhimento domiciliar baseia-se na autodisciplina e senso de responsabilidade do condenado. qualquer que seja a pena aplicada.714. que deverá. Outra pena restritiva de direitos é a do art. O CP.crime culposo ou. OBS. em casa do albergado ou estabelecimento similar. 13. não se confundindo com a pena de limitação de fim de semana (art.90 Parágrafo único.Circunstâncias judiciais favoráveis. não permite a substituição da pena quando o agente seja reincidente em crime doloso. 10. As penas restritivas de direitos a que se refere este artigo terão a mesma duração da pena privativa de liberdade substituída. conforme estabelecido na sentença condenatória.: Qual o tempo de duração das penas restritivas de direitos? R. Art. trabalhar.

As penas aplicáveis isolada. o juiz poderá aumentar esta pena de multa em até 3 vezes. 59 inteiramente favoráveis. E) Sursis – suspensão condicional da pena Regra geral – do CP: O CP prevê o sursis simples (art. O juiz pode triplicar a multa. 49 e parágrafos do CP: 10 a 360 diasmulta e de 1/30 a 5x o valor do salário mínimo cada dia-multa. tendo em vista o valor da vantagem econômica auferida. e o sursis etário e humanitário. Calcula-se a multa para a pessoa jurídica de acordo com o art. e as condições a serem impostas pelo juiz deverão relacionar-se com a proteção ao meio ambiente. regras para substituir pena de multa para restritiva de direitos e vice-versa. 78 do Código Penal será feita mediante laudo de reparação do dano ambiental. o sursis é aplicável a condenações de até 3 anos. Podem elas ser aplicadas isolada ou cumulativamente. são: I . pois a prestação de serviços à comunidade já é uma pena restritiva de direitos. Regra: Calcula-se segundo os critérios do CP – art. 18 da Lei 9605/98. Já na Lei dos crimes ambientais. se revelar-se ineficaz. logo. 18. ainda que aplicada no valor máximo. do CP) – aplicável ao condenado que reparou o dano e que tenha as circunstâncias judiciais do art. II . Nos crimes previstos nesta Lei. 16.91 D) Pena de multa Art. mas considerará a (boa) situação econômica do infrator. no CP nem na LCA. bem como necessita de laudo de reparação do dano ambiental. parágrafo 2º. do CP Triplicar a multa. A verificação da reparação a que se refere o § 2º do art. o sursis especial (art. III .restritivas de direitos.1. Se o valor se revelar ineficaz. Esta pena não é substitutiva da pena de prisão. 21. tal expressão alternativamente é usada inutilmente. tendo em vista o valor da vantagem econômica auferida. O sursis etário é o aplicado aos maiores de 70 anos quando condenado a pena não superior a 4 anos. no caso de sursis especial as condições que ele ficará submetido na LCA não são as mesmas do CP – condições relativas ao meio ambiente. *OBS. 9.prestação de serviços à comunidade – inútil. 60. 77. 3º. Art. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . a suspensão condicional da pena pode ser aplicada nos casos de condenação a pena privativa de liberdade não superior a três anos. 21 a 23 da Lei 9605/98 Art. parágrafo 1º. O humanitário é aplicável àquele que precisa cuidar de doença e a permanência no cárcere não será possível o devido tratamento. cumulativa ou alternativamente* às pessoas jurídicas. poderá ser aumentada até três vezes. de acordo com o disposto no art.: não existem.5) Aplicação da pena para pessoas jurídicas nos crimes ambientais – art. A multa será calculada segundo os critérios do Código Penal. 77 do CP).multa. Lei dos crimes ambientais Código Penal – art. considerando o valor da vantagem econômica obtida com a infração. trata-se de pena principal. O sursis simples e especial são cabíveis a condenações até 2 anos. 17. Art.

há a pena restritiva de direitos e é aplicável à PJ: • Proibição de contratar com o poder público. desde que se abra o contraditório (contraditório LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . Parágrafo único. caput e parágrafo único da lei Art. obra ou atividade. bem como dele obter subsídios. 22. se crime culposo). III) + o valor do prejuízo causado pelo crime (art. A perícia de constatação do dano ambiental. Tal valor terá 2 finalidades: a) fixação do valor de fiança. II . • Doações. se crime doloso. b) cálculo da multa penal (considerará a situação econômica do infrator (art. o perito constata a materialidade delitiva. 9. 22. A perícia produzida no inquérito civil ou no juízo cível poderá ser aproveitada no processo penal. • a proibição de participar de licitações (5 anos. 3 anos. 1ª corrente: a prova produzida no inquérito civil pode ser usada como prova emprestada no processo penal. No laudo ambiental. § 3º A proibição de contratar com o Poder Público e dele obter subsídios.deve-se lembrar que no inquérito civil não há contraditório nem ampla defesa. As penas restritivas de direitos da pessoa jurídica são: I . 19. 6º. III . relativas à proteção do meio ambiente. instaurando-se o contraditório. • de receber quaisquer incentivos. 10 da LCA. • Subvenções. 19. subvenções ou doações. Quanto à prova feita em inquérito civil . • Receber subsídios. o valor do dano ambiental. subvenções ou doações não poderá exceder o prazo de dez anos. obra ou atividade estiver funcionando sem a devida autorização. aplicável às PF: • a pena de proibição de contratar com o poder público. parágrafo 3º.6) Perícia ambiental e prova emprestada – art. No art. Art. fixará o montante do prejuízo causado para efeitos de prestação de fiança e cálculo de multa.92 SÉRGIO SCHECAIRA sugere que a pena da PJ deveria ter outro critério – deveria ser por dias-faturamento. § 1º A suspensão de atividades será aplicada quando estas não estiverem obedecendo às disposições legais ou regulamentares. bem como fixa no lado. sempre que possível.suspensão parcial ou total de atividades. III. ou em desacordo com a concedida.proibição de contratar com o Poder Público. ou com violação de disposição legal ou regulamentar. se possível. Há a interdição temporária de direitos do art.interdição temporária de estabelecimento. Proibição de até 10 anos. § 2º A interdição será aplicada quando o estabelecimento.1. 19)).

lavrando-se os respectivos autos. Logo. Poderá ser liquidada para apuração do restante do valor da indenização.8) Liquidação forçada da pessoa jurídica Art. penais e outras com fins beneficentes. por isso.93 posterior/diferido). A sentença penal condenatória. Além de condenar. facilitar ou ocultar a prática de crime definido nesta Lei terá decretada sua liquidação forçada. 20. Isso era uma especificidade da Lei dos Crimes Ambientais. Hoje. § 1º Os animais serão libertados em seu habitat ou entregues a jardins zoológicos.1. com a reforma do CPP. serão apreendidos seus produtos e instrumentos. 9. sempre que possível.1. serão estes avaliados e doados a instituições científicas. com sentença devidamente fundamentada. A pessoa jurídica constituída ou utilizada. onde não houve contraditório nem ampla defesa. 25. garantida a sua descaracterização por meio da reciclagem. ajuizada pelo MP. A liquidação forçada é aplicável à pessoa jurídica que tenha finalidade principal e preponderante a prática de crimes ambientais. deve-se ser aplicada com a máxima cautela. § 4º Os instrumentos utilizados na prática da infração serão vendidos. seu patrimônio será considerado instrumento do crime e como tal perdido em favor do Fundo Penitenciário Nacional. abrir-se-á o contraditório diferido. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . poderá fixar um valor mínimo de indenização. Verificada a infração. fixará o valor mínimo para reparação dos danos causados pela infração. culturais ou educacionais. 9. REGIS PRADO – a liquidação forçada é equivalente à pena de morte da pessoa jurídica. 2ª corrente: a extinção da PJ pode ser aplicada como pena acessória na sentença penal condenatória ou em sentença civil própria. desprezando-se a prova do inquérito civil) – DELMANTO. mesmo que as partes de ambos os processos sejam distintas. desde que fiquem sob a responsabilidade de técnicos habilitados. A perícia feita na ação civil pode sempre ser emprestada no processo penal (1ª corrente).1. considerando os prejuízos sofridos pelo ofendido ou pelo meio ambiente. 2ª corrente: a perícia produzida no inquérito civil.9) Confisco de instrumentos do crime Art. 24. dever-se-á fazer no processo penal com contraditório atual. § 3° Os produtos e subprodutos da fauna não perecíveis serão destruídos ou doados a instituições científicas. tal perícia feita no juízo civil só pode ser emprestada para o processo penal se as partes de ambos os processos forem as mesmas – DELMANTO. pois considerado instrumento do crime. logo. só pode ser usada no processo penal quando for uma prova não repetível (se for uma prova repetível. com o fim de permitir. 1ª corrente: pressupõe a prática de crime. só pode ser aplicada como efeito da condenação em sentença penal condenatória. Para uma 2ª corrente. Todo o patrimônio da empresa será confiscado. hospitalares. 9. preponderantemente. Ou seja. tal pena deve ser utilizada em casos extremos. o juiz pode fixar um valor mínimo para indenização na própria sentença penal condenatória. fundações ou entidades assemelhadas.7) Sentença penal condenatória Art. § 2º Tratando-se de produtos perecíveis ou madeiras.

10) Aspectos processuais A) Ação penal nos crimes ambientais Art. Art.: sujeito usa um automóvel para furtar – este bem não será confiscado. ex. O art. 5º da CF. Ex. fundações e empresas públicas. Se o instrumento lícito é eventualmente utilizado para a prática de crime ambiental. a fiscalização por órgão federal. Ocorre que tal súmula foi cancelada em 2000. segundo a súmula 91 do STJ. Nas infrações penais previstas nesta Lei. Só será da Justiça Federal se houver interesse direto e específico da União ou de suas autarquias. Se for um interesse indireto e genérico.1. Cabe ação penal privada subsidiária da pública. OBS. caso existir uma vítima determinada – é um direito fundamental previsto no art. B) Competência dos crimes ambientais STJ e STF – 1ª premissa) a competência para proteção do meio ambiente é competência comum da União. 91. é de competência da Justiça Estadual).1: nos crimes contra a fauna. “a”. rio interestadual (banha mais de um estado) – Justiça Federal. II.: IBAMA. Estados. parágrafo 4º da CF – crimes contra o patrimônio nacional (floresta amazônica brasileira. barco pesqueiro utilizado diariamente para a pesca ilegal. se o sujeito usa um barco para pescar ilegalmente. eram de competência da Justiça Federal. 25. ex. C) Transação Penal nos crimes ambientais LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . mesmo que atinjam um direito direto específico da União. DF e Municípios. é competência da Justiça Estadual. 2ª premissa) não há nenhuma norma constitucional ou infraconstitucional estabelecendo expressamente a competência criminal para julgamento de infrações ambientais. do CP permite o confisco dos instrumentos do crime. Os instrumentos que podem ser apreendidos são os ilícitos e os lícitos. por si só não é motivo para fixar a competência da Justiça Federal.94 O parágrafo 4º do art.: moto-serra utilizada diariamente no corte de madeira. segue-se a regra geral – Justiça Estadual. não é uma regra absoluta – deve ser aplicada à luz do princípio da razoabilidade. ele não deve ser confiscado. desde que utilizados usualmente na prática de crimes. Logo. Na LCA podem ser confiscados instrumentos lícitos ou ilícitos. pois o carro não é um bem ilícito. Exceção: só se o contraventor tiver foro por prerrogativa de função na Justiça Federal (TRF). serra do mar e zona costeira – em regra. Ex.2: As contravenções ambientais (ainda existem) são sempre julgadas pela Justiça Estadual. Agora. 225. Ex.3: crime cometido em área de preservação permanente – não fixa a competência da Justiça Federal.1: art. 9.4: crimes cometidos em rio e mar territorial – crime cometido em rio municipal ou estadual – Justiça Estadual. será de competência da Justiça Estadual. o parágrafo 4º do art. pois tanto faz se o objeto é lícito ou ilícito – FERNANDO CAPEZ – não é uma posição coerente. a ação penal é pública incondicionada. este barco poderá ser confiscado. Ex. 26. desde que estes instrumentos sejam ilícitos. 25 da LCA está permitindo o confisco dos instrumentos do crime (não diz se precisam ser ilícitos).2: crimes praticados em áreas fiscalizadas por órgãos federais. Conclusão: em regra. pantanal mato-grossense. OBS. Ex.

76 da Lei nº 9.findo o prazo de prorrogação. com as seguintes modificações: I . Na lei 9605/98 só é cabível transação penal se houve prévia composição civil do dano (se não fez composição civil de danos não haverá transação). II . ressalvada a impossibilidade prevista no inciso I do § 1° do mesmo artigo.a declaração de extinção de punibilidade. Na lei 9099/95. a composição civil de danos não é requisito para a transação penal (mesmo que o autor do fato se recuse a fazer composição. podendo. As disposições do art. 74 da mesma lei. salvo em caso de comprovada impossibilidade. o juiz verá o laudo e declarará a extinção da punibilidade caso o laudo constatar que não há possibilidade de reparação – poderá o processo ficar suspenso por 14 anos. dará mais um prazo de 4 anos mais 1 ano (4 + 5 + 5). de que trata o § 5° do artigo referido no caput. findo o prazo e o laudo disser que não conseguiu reparar. A doutrina majoritária diz que houve erro do legislador. até o período máximo previsto no artigo referido no caput. D) Suspensão condicional do processo nos crimes ambientais Art.099. dependerá de laudo de constatação de reparação do dano ambiental.95 Art. com suspensão do prazo da prescrição. encerrado o prazo. no fim do prazo.na hipótese de o laudo de constatação comprovar não ter sido completa a reparação. dá mais 4 anos mais 1 ano. ser novamente prorrogado o período de suspensão. observado o disposto no inciso III. • O juiz suspende o processo de 2 a 4 anos e findo este período. acrescido de mais um ano.099. de 26 de setembro de 1995. proceder-se-á à lavratura de novo laudo de constatação de reparação do dano ambiental. PASSOS DE FREITAS. 89 da Lei nº 9. BITENCOURT. (???) – o sursis processual não se aplica apenas às infrações de menor potencial ofensivo e sim nas infrações cuja pena mínima seja não superior a 1 ano. conforme seu resultado. b) transação penal – art. mas sim o compromisso para tanto. A composicao civil não significa a efetiva reparação de dano. deve-se ler: crimes definidos nessa lei. 28. de 26 de setembro de 1995.no período de prorrogação. 74 da Lei 9099/95. IV . 76 da Lei 9099/95 (autor do fato x MP) – é a aplicação imediata de pena não privativa de liberdade. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .esgotado o prazo máximo de prorrogação. até o máximo previsto no inciso II deste artigo. III . SCARANTES. de que trata o art. Nos crimes ambientais de menor potencial ofensivo. aplicam-se aos crimes de menor potencial ofensivo(???) definidos nesta Lei. a declaração de extinção de punibilidade dependerá de laudo de constatação que comprove ter o acusado tomado as providências necessárias à reparação integral do dano. Conclusão: segue a regra geral – segue a suspensão condicional do processo para todas os crimes cuja pena mínima não ultrapasse 1 ano – MILARÉ. manda fazer um laudo. Caberá suspensão condicional do processo com as seguintes modificações: • O juiz só declarará a extinção da punibilidade se houver laudo comprovando que houve a reparação do dano ou então laudo comprovando que o infrator adotou todas as providências necessárias para tentar reparar o dano. V . não se aplicarão as condições dos incisos II. DELMANTO ETC. 27. somente poderá ser formulada desde que tenha havido a prévia composição do dano ambiental. Nas infrações de menor potencial ofensivo há: a) a composição civil de danos (autor fato x vítima) – art. a proposta de aplicação imediata de pena restritiva de direitos ou multa. III e IV do § 1° do artigo mencionado no caput. o prazo de suspensão do processo será prorrogado. ele terá direito à transação penal). prevista no art.

Lei 7643/87. Lei 7679/88 e no Dec-lei 3688/41 (Lei de Contravenções Penais). Dec-lei 221/67 . perseguir.código de pesca. licença ou autorização da autoridade competente. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . Matar.2) PARTE ESPECIAL – ALGUNS CRIMES EM ESPÉCIE 1ª corrente – não é possível a aplicação do princípio da insignificância nos crimes ambientais – qualquer lesão causada ao meio ambiente é significante na medida em que desequilibra o ecossistema – TRF 4ª região. ou águas jurisdicionais brasileiras. 29 da lei Art. Fauna silvestre é fauna selvagem – não estão protegidos neste artigo os animais domésticos ou domesticados. pois não necessita do abate do animal. Havia crimes contra a fauna: Lei 5197/67 – código de caça. nativos ou em rota migratória. todas as infrações que estavam nestas leis citadas foram revogadas. 2ª corrente – é possível a aplicação do princípio da insignificância nos crimes ambientais – STJ – HC 72234/2007. 9. Sujeitos do crime: sujeito ativo – qualquer pessoa. Elemento normativo do tipo: “sem a devida permissão. “Caçar ou perseguir” – crime de consumação antecipada/crime formal. migratórias e quaisquer outras. inclusive o proprietário do animal.detenção de seis meses a um ano. nativos ou em rota migratória. 29 prevê 5 condutas: matar. 3ª região. Com a edição da lei dos crimes ambientais (Lei 9605/98). caçar. A) Art. A única lei que continua em vigor e que não foi revogada tacitamente é a lei 7643/87 – molestar ou pescar cetáceos. Elemento subjetivo: apenas o dolo. perseguir. licença ou autorização da autoridade competente. Consumação e tentativa: dar-se-á com a prática de qualquer das condutas previstas no tipo.: matar uma tartaruga marinha. ou em desacordo com a obtida”.96 9. menos a pesca. sem a devida permissão. Este tipo penal protege a fauna aquática quando a conduta for qualquer uma. § 5º A pena é aumentada até o triplo. É possível a tentativa em todas as condutas. utilizar espécimes da fauna silvestre. que tenham todo ou parte de seu ciclo de vida ocorrendo dentro dos limites do território brasileiro. 29. DELMANTO – atingida uma espécime apenas não é crime (no mínimo dois animais). § 3° São espécimes da fauna silvestre todos aqueles pertencentes às espécies nativas. 34 a 36 da LCA.1) Crimes contra a fauna (animais) – principais artigos Fauna é o conjunto de animais que vivem numa determinada região ou ambiente. sem autorização da autoridade competente). § 6º As disposições deste artigo não se aplicam aos atos de pesca. apanhar. e multa. se o crime decorre do exercício de caça profissional. apanhar ou utilizar (utilizar animal em espetáculo de circo. aquáticas ou terrestres. Objeto material: espécime (uma exemplar de uma espécie) da fauna silvestre. caçar. ex. A maioria dos ambientalistas diz que somente os animais nacionais estão abrangidos pelo o artigo. O tipo penal não protege as espécies aquáticas? Os crimes de pesca estão definidos nos arts. ou em desacordo com a obtida: Pena .2. Tipo objetivo: o art.

29 há o verbo matar. maus-tratos. Rodeios – Lei 10519/2002 – regulamenta os rodeios no Brasil. Praticar ato de abuso.). 32 da lei Art. logo.97 § 2º No caso de guarda doméstica de espécie silvestre não considerada ameaçada de extinção. No art. Sujeito passivo – o Estado. Faz uma série de exigências para que o rodeio ocorra (proíbe esporas pontiagudas. Lei Estadual não pode estipular que a prática desses eventos não é considerada crime – art. Vários juízes declaram incidentalmente a inconstitucionalidade desta lei federal (o rodeio. estaria inserido. um macaco etc. Se o animal estiver ameaçado de extinção.3: Mutilar – indivíduo que corta o rabo ou orelha do cachorro responde por este crime? R. é crime. poderá o juiz deixar de aplicar a pena. caracteriza o crime de maus tratos a animais – doutrina.: ter uma arara. Se o animal não estiver na lista dos ameaçados em extinção. exige meios de transportes adequados etc. São 4 condutas: abuso (coloca uma carga insuportável no longo do burro).: A doutrina majoritária diz que se esta mutilação for feito para fins estéticos. ferir ou mutilar. 32 (rinha e farra do boi). Compreende também as algas e os fitoplânctons marinhos flutuantes. § 1º Incorre nas mesmas penas quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo. 32. 9. rodeios – os dois primeiros configuram o crime do art. a coletividade e o eventual dono do animal quando não for o agente do crime. OBS. B) Art. ferir ou mutilar animais silvestres. da CF. deixar de aplicar a pena. Sujeitos: inclusive o dono do animal pode ser o sujeito ativo.: Infrações penais contra a flora: LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .2) Crimes contra a flora Flora: é a totalidade das espécies vegetais que compreendem a vegetação de uma determinada região. mas não inclui o animal doméstico. se ocorre morte do animal. VII. 32 – para matar o animal precisa feri-lo.2. considerando as circunstâncias. por veterinário – não há crime. OBS. de três meses a um ano. por si só. Se o rodeio for feito desobedecendo as exigências dessa lei. OBS. os animais domésticos estão abrangidos pelo o tipo penal. e multa. OBS. (lembrar que os animais domésticos ou domesticados não se inserem neste artigo). bem como protege os animais exóticos (estrangeiros) – em suma. nativos ou exóticos: Pena . sem qualquer expressão de importância individual.detenção. Aqui. § 2º A pena é aumentada de um sexto a um terço. domésticos ou domesticados. com pena aumentada da metade e não cabe perdão judicial. o tipo protegente todos os animais – objeto jurídico. maus-tratos (jogar o gato do 10º andar). farra do boi. Se o rodeio for feito de acordo com as exigências dessa lei. exige veterinários.2: briga de galo (rinhas). quando existirem recursos alternativos. 225. pode o juiz. Que crime é matar um animal doméstico? Matar animal doméstico constitui o crime do art. ainda que para fins didáticos ou científicos. ex.1: Neste tipo não há o verbo matar. já faria mal ao animal). não há crime – trata-se de exercício regular do direito.

): • Prévia autorização do poder executivo. letra a. Cód. Área densa de grande extensão coberta por arvores de grande porte. Florestal . 2º. Parágrafo único. ADI 3. ou ambas as penas cumulativamente. §§1º a 7º. 4. 38. restaram 4 contravenções que continuam no Código Florestal.540 (medida constitucional). Sujeito ativo: qualquer pessoa. É possível. Floresta: (REsp 783. planos. 38. L. 9.605/98 – Lei de Crimes Ambientais. J. 2º e 3º. Cód.771/65). Floresta de preservação permanente é uma espécie de APP (área de preservação permanente). Destruir ou danificar floresta considerada de preservação permanente. Mesmo que não haja finalidade lucrativa persiste o crime. Proteção: floresta. ou utilizá-la com infringência das normas de proteção: Pena . Art. letras E (fazer fogo dentro da floresta). projetos de utilidade pública ou interesse social. *Essas contravenções permanecem: Art. 26. 4º. Esse artigo revogou tacitamente o art. a coletividade e eventualmente o proprietário da área atingida.771/65 (Código Florestal). STJ) . 2º e outras leis). 4. meio ambiente. 26. • Destruição for necessária para a execução de obras. Cód. traz um rol de APP. 3º. Objeto material: florestas de preservação permanente. inclusive o proprietário da área onde está a floresta. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . 38 da lei Art. Cód. Objeto jurídico: meio ambiente. Art. *Com a L.605/98 – Lei de Crimes Ambientais → as infrações contra a flora eram todas contravenções penais (art.98 *Antes da L. Código Florestal – L. mesmo que em formação.605/98 – Lei de Crimes Ambientais → quase todas contravenções foram revogadas. mesmo que em formação. Conduta sem finalidade lucrativa → há crime. Florestal. e por ato do poder público (União. APP: arts. Sujeito passivo: indeterminado. Florestal. 9.detenção. A) Art. Distrito Federal e Municípios).elemento central é o fato de ser constituída por árvores de grande porte dessa forma não abarca a vegetação média ou rasteira. a destruição (total ou parcialmente) de florestas de preservação permanente sem que configure crime (art. Tipo penal: destruir (aniquilar) e danificar (causar danos nas florestas sem destruí-la). Florestal. L. excepcionalmente. L.Alterado em 2001 por medida provisória. M. APP por força de lei (art. 26. Florestal → declaradas por ato do poder público. Estados Membros. ou multa. Florestas de preservação permanente → destruir ou danificar → art.652. a pena será reduzida à metade. 9. Cód. de um a três anos. Se o crime for culposo.

L.7. Tipo subjetivo: Crime punido na forma dolosa e culposa. 39 da lei Art. Cód.605/98 – Lei de Crimes Ambientais. ou ambas as penas cumulativamente.7. de um a três anos. Art. Portanto.985. 9.985. Art. o crime praticado nessas florestas caracteriza o crime do art. Cortar árvores em floresta considerada de preservação permanente. 38: destruir ou danificar floresta de preservação permanente. Florestal.detenção. §2º.605/98 – Lei de Crimes Ambientais → destruir ou danificar abarca todas as condutas. 41.reclusão. menos incêndio. L. (Redação dada pela Lei nº 9. Art. 39.99 OBS. os Monumentos Naturais e os Refúgios de Vida Silvestre. Florestas nacionais são unidades de conservação de uso sustentável. : Se houver incêndio de APP → art. Art. os Parques Nacionais. 3º. as Áreas de Relevante Interesse Ecológico.7. as Reservas Extrativistas. de 18. 27 do Decreto nº 99. 9. Causar dano direto ou indireto às Unidades de Conservação e às áreas de que trata o art. e multa. 39: cortar árvore de floresta de preservação permanente LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .274. a pena será reduzida à metade.2000) § 2o A ocorrência de dano afetando espécies ameaçadas de extinção no interior das Unidades de Conservação de Proteção Integral será considerada circunstância agravante para a fixação da pena.: Florestas situadas em áreas indígenas são sempre de preservação permanente. 40. as Reservas Biológicas. de 6 de junho de 1990. Florestas artificiais de preservação permanente → reflorestamento ou florestamento.985. 41.7. Exame pericial que definirá se a vegetação é uma floresta em formação. de 18. de dois a quatro anos. (VETADO) (Artigo inluído pela Lei nº 9. 40-A.2000) B) Art. as Florestas Nacionais. as Reservas de Desenvolvimento Sustentável e as Reservas Particulares do Patrimônio Natural. Floresta → árvores de grande porte. 40. e multa.605/98 – Lei de Crimes Ambientais → princípio da especialidade. 38. (Redação dada pela Lei nº 9. Art. Parágrafo único. Provocar incêndio em mata ou floresta: Pena . independentemente de sua localização: § 1o Entende-se por Unidades de Conservação de Proteção Integral as Estações Ecológicas.2000) § 1o Entende-se por Unidades de Conservação de Uso Sustentável as Áreas de Proteção Ambiental. ou multa. (Parágrafo inluído pela Lei nº 9.985. de 18.2000) § 3º Se o crime for culposo. de 18. Se o crime é culposo. Art. as Reservas de Fauna. a pena é de detenção de seis meses a um ano. Distinções Art. sem permissão da autoridade competente: Pena . L. 9.

ART. e multa.605/98 AMBIENTAIS Provocar incêndio em culposamente. Provocar incêndio em mata ou floresta: Pena . vender. L. 41 da lei Art. 250.reclusão.(CESAR ROBERTO BITENCOURT e CAPEZ). Protege qualquer floresta. pedra. CÓDIGO FLORESTAL Fazer fogo em florestas sem precauções. CF – bens minerais são patrimônios da União). Lavoura.100 C) Art. pastagem. 9. 20. de dois a quatro anos. sem prévia autorização. Balão → incêndio na floresta → art. Pertencem ao poder público (florestas de domínio público). ou ambas as penas cumulativamente.detenção de um a três anos ou multa. 1ª corrente: Continua sendo aplicável – corrente majoritária . cal ou qualquer espécie de minerais: Pena . LETRA E. Parágrafo único. 41. Se o crime é culposo. e multa. as devidas floresta dolosa Não causar perigo a incolumidade pública. 42 – crime de perigo). areia. em áreas urbanas ou qualquer tipo de assentamento humano: Pena . de seis meses a um ano. 9. APP. Fabricar. L. – LEI DE CRIMES ou ART.605/98 – (absorve o art. D) Art. 44 da lei Art. Crime de perigo comum 2ª corrente: NUCCI – tacitamente revogado os termos mata e floresta. L. 42. 250. Exame pericial → condutas fabricar. 44. Extrair de florestas de domínio público ou consideradas de preservação permanente. Contravenção penal ambiental. ART. vender e transportar. §1º. 41. CP Causar incêndio. e multa. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . mata ou floresta. 9. 41. Protege floretas e matas. LETRA H. transportar ou soltar balões que possam provocar incêndios nas florestas e demais formas de vegetação. Matas: são extensões de terras onde se agrupam árvores nativas ou plantadas que não sejam de grande porte.detenção. E) Art. 26. 41. CESAR ROBERTO BITENCOURT e CAPEZ. Se o incêndio causar perigo a incolumidade pública → art. Competência para julgamento: Justiça Federal (prevalece o entendimento – art. a pena é de detenção de seis meses a um ano. CP.605/98 – LEI DE CRIMES AMBIENTAIS Provocar incêndio na floresta dolosa ou culposamente Crime ambiental ART. 42 da lei Art.

55. 2º. 55.: Aplica-se tal artigo no caso de extração em florestas de domínio público ou APP. ou em desacordo com a obtida: Pena .1) FUNDAMENTO CONSTITUCIONAL DA PROIBIÇÃO DA DISCRIMINAÇÃO OU PRECONCEITO . Pesquisa mineral: é a execução dos trabalhos necessários a definição da jazida. Não existe conflito aparente de normas. STJ – 22/out/2007. Hoje. L.605/98. 227/67 (Código de Mineração). constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: (. L. e multa..176/98 está tacitamente revogado pelo art. Art. 922. Executar pesquisa.: DL. 55): executar pesquisa. nos termos da autorização. lavra ou extração dos minerais. 9. formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal. lavra ou extração de recursos minerais sem a competente autorização. 9. de seis meses a um ano. independe onde o crime tenha ocorrido. Nas mesmas penas incorre quem deixa de recuperar a área pesquisada ou explorada. O entendimento da doutrina é que o art. 55.artigo 1º. III: fundamento da república. L. licença. caput. Se a extração for fora dessas áreas: art. caput. STJ (pacífico): extração ilegal de minerais → concurso formal art.605/98 – Lei de Crimes Ambientais. desde a extração até o beneficiamento das mesmas. não é possível a absorção. sua avaliação e a determinação da exeqüibilidade do seu aproveitamento econômico (ver se tem valor econômico). logo. concessão ou licença. Competência: STJ inicialmente: extração dentro de área particular a competência seria da Justiça Estadual.176/98 – crimes contra a ordem econômica). permissão. REsp.. 1º A República Federativa do Brasil. 2º. 8. OBS. 55.588/BA.2009 – RENATO BRASILEIRO 10) LEI 7716/89 – LEI DO RACISMO 10. Extração: retirada do mineral.04. Condutas (art.605/98 (protege meio ambiente) com o crime de usurpação de bens da União (crime contra o patrimônio da União – art. permissão. L. Só pesquisar ou fazer a lavra já é crime. o STJ entende. 9. OBS. Parágrafo único. 19. Os crimes protegem objetos jurídicos diferentes. Art. Lavra: conjunto de operações coordenadas objetivando o aproveitamento industrial da jazida. concessão ou determinação do órgão competente.) LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .101 Floresta dentro de APP e for propriedade particular → (corrente minoritária) há o entendimento que a competência é da justiça estadual. 8.detenção. a competência é sempre da Justiça Federal (patrimônio e bens da União). L.

desde o ano passado.) VIII . à segurança e à propriedade. sexo.artigo 3º.. .2) REGRA CONSTITUCIONAL ESPECÍFICA DO CRIME DE RACISMO – ARTIGO 5º. IV: objetivo fundamental da Republica Federativa do Brasil.a dignidade da pessoa humana. VIII: princípio das relações internacionais que regem o Brasil. • Inafiançável: NUCCI diz que esta regra é inútil.artigo 5º. raça. o princípio da humanização das penas e o princípio da razoabilidade e da proporcionalidade (pois até os crimes hediondos prescrevem).. para que se impeça a reinstauração de velhos e ultrapassados conceitos. Art. pois a CF vedou a liberdade provisória com fiança. • punido com reclusão: qualquer lei que defina crime de racismo não pode prever prescrição. não existe norma inconstitucional originária. pois não teria porque vedar com fiança e não vedar sem fiança (entendimento para crimes hediondos).102 III . Todavia. .promover o bem de todos. Art.artigo 4º. sem preconceitos de origem. Esta norma constitucional impõe três regras: • O racismo é imprescritível: a doutrina critica a imprescritibilidade do racismo afirmando que fere o princípio da dignidade da pessoa humana. nos termos da lei.. caput: a proibição da discriminação é um direito fundamental. É criticado por ser um crime inafiançável porque a lei proíbe a fiança. mas não proíbe a liberdade provisória sem fiança. à liberdade.) IV . 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: (. nos termos seguintes: 10. 5º Todos são iguais perante a lei.a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível. O STF decidiu que a imprescritibilidade se justifica como um alerta para as gerações de hoje e de amanhã. caso contrário é inconstitucional no ponto que violar. . O STF e STJ vêm entendendo.repúdio ao terrorismo e ao racismo. que a vedação da liberdade provisória é com fiança e sem fiança. XLII CF XLII . garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida. cor. 4º A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios: (. sem distinção de qualquer natureza. idade e quaisquer outras formas de discriminação. Art. à igualdade. mas não vedou a liberdade provisória sem fiança. fiança e a pena tem que ser de reclusão. sujeito à pena de reclusão. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários ..

de 15/05/97) A doutrina diz que discriminação e preconceito são conceitos diferentes. Os grupos étnicos podem ocupar territórios de diferentes países. 2ª corrente: configura crime de racismo. por exemplos. ou seja.424-RS. cor. só é crime a discriminação negativa que visa impedir o gozo e o exercício de direitos e liberdades fundamentais. origem nacional ou étnica (conceito amplo) – HC 82. é necessário que esse preconceito se transforme numa conduta preconceituosa. A) Elemento subjetivo específico LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . quilombos etc. O artigo 1º ponto 1 e ponto 4 da Convenção Internacional sobre Eliminação de todas as formas de Discriminação Racial não considera discriminação racial a chamada discriminação positiva. porque é discriminação em razão de religião. na forma desta Lei. Para Christiano cor é definição cromática de objetos e não de pessoas e afirma que os termos corretos são caucasiano. A lei se tornou mais abrangente. afro descendente etc. • Procedência nacional: pune os atos de xenofobia. etnia. Preconceito é um juízo antecipado e apressado a respeito de alguém. Discriminar é traçar diferenças injustificadas com prejuízos materiais. que abrange também este preconceito.: 1ª corrente: não configura crime de racismo a discriminação por falta de religião. (Redação dada pela Lei nº 9. deve considerar as classificações usualmente consagradas e utilizadas na prática. Discriminações positivas são políticas compensatórias como as ações afirmativas. Segundo o STF. • Cor: é a pigmentação epidérmica. A lei pune a discriminação pela falta de religião? R.103 Se a lei não estabelecer estas três características para o racismo ela viola o artigo 5º e será materialmente inconstitucional. 1º Serão punidos. descendência. discriminar em razão da opção da vítima de não ter religião. 10. O preconceito ou a discriminação podem ser em razão de: • Raça: para as ciências não existe mais o conceito de raças. De acordo com os atuais estudos o conceito atual de raça não tem base científica. pois o ateísmo não é religião. Exemplo: indos.3) ARTIGO 1º DA LEI 7716/89 Art.459. para fins penais. amarela.: Prevalece o entendimento de que sim. num ser superior. porque a cogitação não é punida. podendo incluir preconceito em razão do sexo ou do estado civil da pessoa – não é o que predomina! A chamada discriminação positiva não é crime. religião ou procedência nacional.: Qual é a abrangência da expressão racismo? O STF decidiu que compreende quaisquer discriminações oriundas de raça. • Religião: é a crença numa força divina. cor. Nesta expressão está incluído o preconceito em razão da procedência regional? R. NUCCI entende que é exemplificativo. morais para o descriminado. O conceito de raça no direito penal. credo. só entra no conceito de racismo o disposto no artigo 1º. os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça. OBS. ódio aos estrangeiros. • Etnia: grupo de pessoas ligadas por laços biológicos e culturais. O rol do artigo 1º é taxativo. Por exemplo: eu não gosto da raça negra. cotas nas universidades. O preconceito como forma de pensamento não é punido.

Discriminação contra pessoas portadoras de doença física ou mental  crime do artigo 8º da lei 7853/89. Todos os crimes desta lei entram na regra constitucional. distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada. 5. a finalidade de discriminar em razão de raça. 11. com o acréscimo do artigo 20 que dispõe: Art. 3. religião ou procedência nacional. 2. religião ou procedência nacional. Se a discriminação se der por QUALQUER outro motivo. pode configurar injúria.3. Ficam de fora dos tipos penais outras situações que deveriam ser abrangidas. imprescritíveis e punidos com reclusão. (Redação dada pela Lei nº 9. não há os crimes da lei de racismo. Matar membros de grupo nacional. etnia. 6. laudo. fazer propaganda de preconceito de raça ou de classe por meio da imprensa  crime de imprensa – artigo 14 da lei 5250/67 – a lei foi julgada pelo STF incompatível com a CF/88 em abril de 2009. Praticar. distribuir ou veicular símbolos. exame. racial ou religioso  crime de genocídio – artigo – da lei 2889/65. 7. 8. OBS. 4. Tortura em razão da descriminação racial ou religiosa  crime do artigo 1º. de 15/05/97) Pena: reclusão de dois a cinco anos e multa. tendo em vista que são muitos casuísticos.104 Todos os crimes desta lei exigem o chamado elemento subjetivo específico. 10. ou seja. 9.: ***Em razão da opção sexual  Não há um crime específico de discriminação sexual. são inafiançáveis. Agir com a intenção de destruir total ou parcialmente grupo nacional. Discriminação por motivo de sexo ou estado civil  contravenção penal da lei 7437/85 (no que se refere a cor e raça foi tacitamente revogada pela lei de racismo. em partes. ou seja. etnia. §2º do CDC. cor. 10. cor. costumes ou tradições culturais indígenas  crime do artigo 58 da lei 6001/73 – Estatuto do Índio. Fazer propaganda de discriminação racial com fins políticos  crime do artigo 22 da lei 7170/85 – Lei de Segurança Nacional. 20. Praticar discriminação em cerimônia. Exigir teste.4) CRIMES EM ESPÉCIE Observações gerais: Quase todos os crimes previstos nesta lei envolvem atos de segregação. ou seja. Publicidade discriminatória de qualquer natureza crime contra o consumidor artigo 67 c/c artigo 37. étnico. emblemas. para fins de divulgação do nazismo. religioso ou pertencente a determinada raça com o fim de destruir total ou parcialmente o grupo  crime do decreto lei 1001/69 (CPM). mas continua em vigor com relação a sexo e estado civil). rito ou contra usos. perícia. Os tipos penais desta lei são criticados. 10. (Redação dada pela Lei nº 9.1) Distinção de crimes 1. pune situações muito específicas (são muito limitados na abrangência). I e II da lei 10741/03 – Estatuto do idoso. I “c” da lei 9455/97. por toda doutrina. étnico. Discriminação contra idoso por motivo de idade  crimes dos artigos 96 e 100. induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça. Este problema de conter tipos muito casuísticos foi corrigido.459. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . ornamentos.459. § 1º Fabricar. comercializar. atestado relativo à esterilização ou gravidez para dar trabalho a alguém  crime do artigo 2º da lei 9029/95. de 15/05/97) Pena: reclusão de um a três anos e multa.

de 15/05/97) É um tipo penal mais amplo que acaba permitindo a punição de outras formas de discriminação e preconceito que não se encaixem em outros tipos penais específicos da lei. Exemplo: particular presta informações desabonadoras e falsas sobre um candidato a concurso público. abrange cargo.459. após o trânsito em julgado da decisão. Trata-se de um tipo misto alternativo. de 15/05/97) Pena: reclusão de dois a cinco anos e multa. isto é.obstar. a expressão cargo não esta empregado no sentido técnico da palavra. o juiz poderá determinar.impedir. B) Tipo objetivo: As condutas são: . ainda antes do inquérito policial.a cessação das respectivas transmissões radiofônicas ou televisivas. O sujeito passivo é a pessoa discriminada. ou seja. Assim. pode ser praticado por qualquer e não apenas por integrantes da administração pública e das concessionárias. dar seu real significado (NUCCI. a qualquer cargo da Administração Direta ou Indireta. a destruição do material apreendido. 3º Impedir ou obstar o acesso de alguém. devidamente habilitado. mas sim no sentido comum da palavra. o tipo penal contém mais de um núcleo verbal típico. 10. . § 3º No caso do parágrafo anterior. Pena: reclusão de dois a cinco anos. (Parágrafo incluído pela Lei nº 9. De acordo com a doutrina majoritária.o recolhimento imediato ou a busca e apreensão dos exemplares do material respectivo. Isso não seria interpretação extensiva de tipo penal incriminador? Não. § 4º Na hipótese do § 2º. de 15/05/97) I . constitui efeito da condenação. O acesso a que se refere o tipo penal é o acesso jurídico e não jurídico. ou seja. por isso funciona como um tipo penal subsidiário. impedir que a pessoa conquiste o cargo público ou que trabalhe na concessionária. tendo em vista que o tipo penal foi expresso ao falar em concessionária de serviço público.105 § 2º Se qualquer dos crimes previstos no caput é cometido por intermédio dos meios de comunicação social ou publicação de qualquer natureza: (Redação dada pela Lei nº 9. Prevalece o entendimento de que não estão incluídos no tipo penal as permissionárias de serviço público. A) Sujeitos do crime Prevalece o entendimento de que se trata de crime comum.1) Artigo 3º da lei 7716/89 Art. II . JOSÉ SILVA JÚNIOR). ouvido o Ministério Público ou a pedido deste.459. bem como das concessionárias de serviços públicos. Se o infrator obstar e depois impedir a mesma pessoa de obter o cargo público temos um crime só (o número de condutas será considerado na dosagem da pena).459. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .4. sob pena de desobediência: (Redação dada pela Lei nº 9. emprego ou qualquer função da administração pública ou nas concessionárias. isto é. é apenas uma interpretação declarativa da expressão cargo. Se a pessoa já ocupa o cargo e é forçada a deixar esse cargo por discriminação. aplica-se o tipo penal do artigo 20 desta lei (tipo subsidiário).

ele pratica o crime do artigo 20 da lei. Constitui crime punível com reclusão de 6 (seis) meses a 1 (um) ano e multa: I – obstar o acesso de alguém a qualquer cargo público por motivo de idade. discriminando-o. 10. só pode ser praticado pelo proprietário da empresa privada ou o responsável pela contratação de pessoal. Quanto a expressão emprego prevalece que esta sendo usada em sentido amplo (comum). Mesmo que ela consiga ter o acesso por outros meios. Não há a forma culposa do crime. Todos admitem que é possível a tentativa deste crime. .4. Não há a forma culposa do crime. autônomo) – NUCCI. Se negar ou impedir alguém de trabalhar em cooperativas. sindicatos. C) Elemento subjetivo É o dolo de discriminar a vítima por qualquer forma de preconceito disposta na lei. prevalece o entendimento de que o empregado doméstico não está protegido por esta norma.106 C) Tipo subjetivo É o dolo de discriminar a vítima por qualquer forma de preconceito disposta na lei. O professor acha que se o patrão exteriorizar os motivos da não contratação.obstar: criar obstáculos (exigir condições diferenciadas). O artigo 1º da lei é uma norma de extensão que se agrega a todos os tipos penais.2) Artigo 4º da lei 7716/89 Art. 2ª corrente: o crime é material. Pena: reclusão de dois a cinco anos. condomínios. Sujeito passivo é a pessoa discriminada.: E se a recusa for de contratar uma empregada doméstica por motivo de preconceito? R. isso no caso da conduta negar. Na conduta obstar é crime comum. pois por motivos íntimos o dono da casa pode escolher com quem ele vai conviver dentro da casa. Distinção de crimes: Obstar o acesso de alguém a cargo público por motivo de idade constitui crime do artigo 100. A conduta deve ocorrer em empresa privada.: Neste caso. E) Consumação e tentativa: Há duas correntes: 1ª corrente: o crime é formal. assim só se consuma se a vítima não conseguir o acesso ao cargo ou emprego na concessionária. OBS. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . abrange qualquer forma de trabalho (eventual. ou seja. 4º Negar ou obstar emprego em empresa privada. A) Sujeitos do crime: Trata-se de crime próprio.negar: não dar emprego a pessoa. I do estatuto do idoso: Art. consuma-se com a simples conduta de obstar ou impedir o acesso da vítima ao cargo. O direito de intimidade da pessoa não permite que ela pratique atos de discriminação. 100. B) Tipo objetivo As condutas são: . ou seja. temporário. fundações aplica-se o tipo penal do artigo 20. ou seja. estágio.

3.NUCCI. 10. Constitui crime punível com reclusão de 6 (seis) meses a 1 (um) ano e multa: II – negar a alguém. ainda que o cliente consiga ser recebido.impedir: O acesso disposto no artigo é o físico. Uma corrente defende que não há a possibilidade de tentativa. C) Consumação e tentativa Há divergências: 1ª corrente: o crime é formal e se consuma com a simples conduta. Distinção de crimes: Praticar discriminação contra consumidor por outros motivos que não seja o preconceito em razão de raça. Todos admitem que é possível a tentativa deste crime. por exemplo. atender ou receber cliente ou comprador. religião. negando-se a servir. enquanto outra corrente entende que é possível a tentativa desde que seja uma conduta plurissubsistente – NUCCI. A expressão estabelecimento comercial está no sentido amplo da palavra. consuma-se com a simples conduta de negar ou obstar o acesso da vítima ao cargo.3) Artigo 5º da lei 7716/89: Art.4. etnia. A) Sujeitos do crime: O sujeito ativo é só o comerciante ou os empregados do estabelecimento (comerciários). I da lei 8137/90: Art. é crime próprio. emprego ou trabalho. negar-se a servir cliente ou comprador. É um crime de forma vinculada. 2. Com relação a tentativa não há unanimidade. Pena: reclusão de um a três anos. negar-se a atender cliente ou comprador. mas sim. 5º Recusar ou impedir acesso a estabelecimento comercial. 100. Mesmo que ela consiga ter o acesso por outros meios. B) Tipo objetivo: As condutas são: .recusar: . atendido ou servido de outra forma . Distinção de crimes: Negar a alguém por motivo de idade. ou seja. portanto. qualquer local de comercialização de produtos ou serviços. 2ª corrente: é crime material. só se consuma se a vítima não foi atendida. ou seja. emprego ou trabalho é crime do estatuto do idoso – artigo 100. 2ª corrente: o crime é material. 7° Constitui crime contra as relações de consumo: LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . negar-se a receber cliente ou comprador. O sujeito passivo é a pessoa discriminada. em razão de poder aquisitivo constitui o crime do artigo 7º. porque a conduta de recusar ou impedir tem que ser praticada pelas seguintes formas: 1.107 D) Consumação e tentativa Há duas correntes: 1ª corrente: o crime é formal. por motivo de idade. II: Art. recebida ou servida (exige a ocorrência de resultado naturalístico). assim só se consuma se a vítima não conseguir o acesso ao emprego.

pode ser praticado por qualquer pessoa. 9º Impedir o acesso ou recusar atendimento em estabelecimentos esportivos. ou qualquer estabelecimento similar. Art. estalagem. comprador ou freguês. Pena: reclusão de três a cinco anos. 11. Art. ou clubes sociais abertos ao público. 8º. 2º corrente: impedir o acesso a edifícios comerciais constitui o crime do artigo 11. Art. o artigo 2º da lei. ou seja.4) Artigo 11º da lei 7716/89: Art. como na conduta de proibir a permanência.4. no caso. Impedir o acesso às entradas sociais em edifícios públicos ou residenciais e elevadores ou escada de acesso aos mesmos: Pena: reclusão de um a três anos. B) Tipo objetivo A conduta é: . A) Sujeitos do crime Trata-se de crime comum. A lei fala em edifícios residenciais e os edifícios comerciais? Há dois entendimentos: 1º corrente: não caracteriza este crime. confeitarias. 10. Prevalece o entendimento de que há o crime tanto na conduta de impedir o acesso. Pena: reclusão de um a três anos. ou locais semelhantes abertos ao público. aplica-se. independentemente de ser morador ou trabalhador do edifício – entendimento majoritário. barbearias. só pode ser cometido pela pessoa encarregada de autorizar o acesso ao local. termas ou casas de massagem ou estabelecimento com as mesmas finalidades. 9º e 10 (princípio da especialidade): Art. No artigo 5º a conduta é negar atendimento em qualquer estabelecimento comercial. ou seja. Pena: reclusão de um a três anos.impedir: o acesso físico. porque não se trata nem de edifício público e nem de edifício residencial. pensão. 10. ressalvados os sistemas de entrega ao consumo por intermédio de distribuidores ou revendedores. sem justa causa. C) Tipo subjetivo LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . casas de diversões. 8º Impedir o acesso ou recusar atendimento em restaurantes. expulsar a pessoa do local. Impedir o acesso ou recusar atendimento em salões de cabeleireiros. isto é. 7º Impedir o acesso ou recusar hospedagem em hotel. Pena: reclusão de um a três anos. NUCCI entende que se trata de crime próprio.108 I . porque a expressão edifício público significa edifício aberto ao público e não edifício da administração pública. Sujeito passivo é a pessoa discriminada.favorecer ou preferir. bares. Agora se esta conduta ocorrer em certos estabelecimentos específicos poderá ocorrer o crime dos artigos 7º.

etc. D) Consumação e tentativa: Há duas correntes: 1ª corrente: o crime é formal ou de consumação antecipada. mesmo que a vítima consiga o acesso por outros meios – NUCCI. OBS. pós-graduação.5) Artigo 6º da lei 7716/89: Art. Parágrafo único. só pode ser cometido pelo responsável pela inscrição. C) Tipo subjetivo É o dolo de discriminar a vítima por qualquer forma de preconceito disposta na lei.: O crime pode ocorrer em creches. só se consuma se a vítima não conseguir ingressar no local em razão do impedimento sofrido.impedir. isto é. agora no que diz respeito a impedir o ingresso é crime comum. Inscrição é um pedido formal de matrícula (está incluída a inscrição no vestibular). abrangendo o ingresso físico ou jurídico. Sujeito passivo é o aluno ou candidato a aluno discriminado. cursos profissionalizantes. configura este crime ou não? 1ª corrente: configura o crime do artigo 20 da lei. negar ou impedir a inscrição ou ingresso de aluno em estabelecimento de ensino público ou privado de qualquer grau. porque a lei protege todos os direitos do aluno (inclusive freqüência as aulas e demais direitos de alunos já matriculados). .negar. porque a conduta é plurissubsistente. D) Consumação e tentativa Há duas correntes: 1ª corrente: o crime é formal ou de consumação antecipada. 2ª corrente: o crime é material. Pena: reclusão de três a cinco anos. ou seja. B) Tipo objetivo: As condutas são três: . A) Sujeitos do crime O crime é próprio. O ingresso pode ser o físico ou jurídico que significa impedir a matrícula ou entrada no local de aluno já matriculado. porque prevalece que a palavra ingresso está no sentido comum. pré-escolas. Se o crime for praticado contra menor de dezoito anos a pena é agravada de 1/3 (um terço). isto é. cursos preparatórios para concursos. consuma-se com a conduta de impedir. Se a vítima for menor de 18 anos a pena é aumentada de 1/3. Não há a forma culposa do crime.109 É o dolo de discriminar a vítima por qualquer forma de preconceito disposta na lei. 2ª corrente: configura este crime. 6º Recusar.4. Não há a forma culposa do crime. E se a discriminação ocorrer contra aluno que já pertence A estabelecimento de ensino.recusar. cursos de extensão. isto é. Ambas as correntes entendem que é possível a tentativa. . mesmo que a vítima consiga o acesso por outros meios – LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . consuma-se com a conduta de impedir. 10.

consuma-se com a conduta de impedir.4. 12. Há uma divergência: impedir a pessoa de usar taxi entra nesse tipo penal? 1ª corrente: sim. navios barcas. trens. Pena: reclusão de um a três anos. porque a conduta é plurissubsistente. Impedir ou obstar o acesso de alguém ao serviço em qualquer ramo das Forças Armadas. 13. isto é.6) Artigo 12º da lei 7716/89 Art. isto é.7) Artigo 13º da lei 7716/89 Art. Pena: reclusão de dois a quatro anos. É tipo penal especial com relação ao crime do artigo 3º (é tipo específico). D) Consumação e tentativa: Há duas correntes: 1ª corrente: o crime é formal ou de consumação antecipada. ônibus.110 NUCCI. Ambas as correntes entendem que é possível a tentativa. B) Tipo objetivo A conduta é: -impedir o acesso ou uso. NUCCI entende que é crime próprio e só pode ser praticado pelo piloto do transporte.4. 10. barcos. Impedir o acesso ou uso de transportes públicos. porque a conduta é plurissubsistente. como aviões. malote). Não há a forma culposa do crime. fiscalizado pelo serviço público – JOSÉ SILVA JÚNIOR. NUCCI. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . 2ª corrente: o crime é material. 2ª corrente: não configura o crime porque taxi é transporte particular. Sujeito passivo é qualquer pessoa. só se consuma se a vítima não conseguir ingressar no local em razão do impedimento sofrido. Ambas as correntes entendem que é possível a tentativa. É impedir o acesso físico ao meio de transporte ou uso (despachar bagagem. isto é. metrô ou qualquer outro meio de transporte concedido. 10. O impedimento tem que ocorrer em transporte público ou qualquer meio de transporte concedido. só se consuma se a vítima não conseguir ingressar no local em razão do impedimento sofrido. Essa mesma discussão existe com relação ao ônibus escolar e ao ônibus fretado pela empresa para o transporte de funcionários. porque se trata de serviço público. C) Tipo subjetivo: É o dolo de discriminar a vítima por qualquer forma de preconceito disposta na lei. O crime se consuma se houver o impedimento da pessoa entrar fisicamente ou se ela for impedida de usar. 2ª corrente: o crime é material. mesmo que a vítima consiga o acesso por outros meios – NUCCI. A) Sujeitos do crime É crime comum.

entendendo-se como tal o decorrente de crença religiosa e de convicção filosófica ou política. assim só se consuma se a vítima não conseguir o acesso ao cargo ou emprego na concessionária.4. Não há a forma culposa do crime.8) Artigo 13º da lei 7716/89 Art.impedir: negar. D) Consumação e tentativa: Há duas correntes: 1ª corrente: o crime é formal. configura este crime? Não. configura este crime? 1ª corrente: não. porém. Todos admitem que é possível a tentativa deste crime. Serviço militar obrigatório. 14. . Inclui Marinha. o casamento ou convivência familiar e social.obstar: criar dificuldades. serviço militar temporário em tempo de paz e o serviço alternativo por imperativo de consciência – artigo 143 CF c/c lei 8239/91: Art. em tempo de paz. B) Tipo objetivo: As condutas são: . Impedir ou obstar. Exemplo: particular presta informações desabonadoras e falsas sobre um candidato a concurso público. consuma-se com a simples conduta de obstar ou impedir o acesso da vítima ao cargo. Mesmo que ela consiga ter o acesso por outros meios. porque a polícia militar e o corpo de bombeiro são órgãos da segurança pública e não das Forças Armadas – Fabiano Augusto Martins e Cristiano Santos. após alistados. 10. pode ser praticado por qualquer e não apenas por integrantes da administração pública e das concessionárias. O sujeito passivo é a pessoa discriminada. na forma da lei. mas sim do artigo 3º da lei. E impedir o acesso a polícia civil ou federal. ou seja. Pena: reclusão de dois a quatro anos. Aeronáutica.As mulheres e os eclesiásticos ficam isentos do serviço militar obrigatório em tempo de paz. 2ª corrente: o crime é material. O acesso aqui é o jurídico. Impedir a pessoa de ingressar no corpo de bombeiros ou na polícia militar. O crime ocorre em qualquer ramo das Forças Armados. porque são forças auxiliares do exército – Nucci e José Silva Júnior. § 2º .às Forças Armadas compete. Exército. atribuir serviço alternativo aos que. sujeitos. a outros encargos que a lei lhes atribuir. para se eximirem de atividades de caráter essencialmente militar. 143. O serviço militar é obrigatório nos termos da lei. impedir a pessoa de fazer parte das Forças Armadas. por qualquer meio ou forma. alegarem imperativo de consciência.111 A) Sujeitos do crime: Prevalece o entendimento de que se trata de crime comum. § 1º . 2ª corrente: sim. A) Sujeitos do crime LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . C) Tipo subjetivo: É o dolo de discriminar a vítima por qualquer forma de preconceito disposta na lei. ou seja. ou seja.

emblemas. Não há a forma culposa do crime. tendo em vista que qualquer pessoa pode praticar um ato de discriminação. § 4º Na hipótese do § 2º. ainda que a divulgação não seja concedida – elemento subjetivo do tipo. porém ele só se caracteriza se fosse praticado por meios de comunicação social. 20. 10. de 15/05/97) Pena: reclusão de um a três anos e multa. secundariamente a pessoa que sofreu o ato discriminatório. (Parágrafo incluído pela Lei nº 9. comercializar.459. de 15/05/97) Pena: reclusão de dois a cinco anos e multa. § 1º Fabricar.112 Convivência familiar inclui união estável.o recolhimento imediato ou a busca e apreensão dos exemplares do material respectivo. B) Tipo subjetivo Só haverá o crime se houver a finalidade específica de divulgação do nazismo.459.9) Artigo 20º da lei 7716/89 Art. a destruição do material apreendido. A tentativa é admitida. B) Tipo objetivo Impedir o casamento. de 15/05/97) I .a cessação das respectivas transmissões radiofônicas ou televisivas.4. relacionamento entre parentes. ouvido o Ministério Público ou a pedido deste. relação de amizade. C) Tipo objetivo As condutas são: LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . mas sim por qualquer forma. Se ele for praticado por meio de comunicação. § 3º No caso do parágrafo anterior. Após. sob pena de desobediência: (Redação dada pela Lei nº 9. passa a ser qualificado.459. distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada. ornamentos. Praticar. de namoro etc – crime próprio. ainda antes do inquérito policial. para fins de divulgação do nazismo. de 15/05/97) Este artigo foi incluído pela lei 8081/90.459. o juiz poderá determinar. etnia. (Redação dada pela Lei nº 9. ele foi alterado pela lei 9459/97 que não exige mais que o crime seja praticado por meio de comunicação. II . C) Tipo subjetivo É o dolo de discriminar a vítima por qualquer forma de preconceito disposta na lei.459. constitui efeito da condenação. O sujeito passivo é a coletividade e. distribuir ou veicular símbolos. religião ou procedência nacional. após o trânsito em julgado da decisão. A) Sujeitos do crime O sujeito ativo é qualquer pessoa. induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça. (Redação dada pela Lei nº 9. cor. § 2º Se qualquer dos crimes previstos no caput é cometido por intermédio dos meios de comunicação social ou publicação de qualquer natureza: (Redação dada pela Lei nº 9. de 15/05/97) Pena: reclusão de dois a cinco anos e multa. D) Consumação e tentativa: Prevalece o entendimento de que o crime é formal ou de consumação antecipada.

10) Artigo 16º da lei 7716/89 Art. retributiva e ressocializadora. 18. . A tentativa é admitida. 1º A execução penal tem por objetivo efetivar as disposições de sentença ou decisão criminal e proporcionar condições para a harmônica integração social do condenado e do internado. por exemplo. Esses efeitos são automáticos ou não? Artigo 18 da lei – não são automáticos.praticar: é executar algum ato discriminatório ou preconceituoso. Se o crime for praticado por servidor público é efeito da condenação a perda do cargo. Os efeitos de que tratam os arts. não se aplicando o artigo 20 no caso.4. visa a sociedade. Reintegração do sentenciado ao convívio social. devem ser declarados na sentença de forma motivada. Atenção: se a pessoa induzir ou incitar um terceiro a cometer algum dos crimes do artigo 3º a 14 ele será partícipe destes crimes. Pena na sentença  prevenção especial (atua depois do crime. Proporcionar meios para que a sentença seja integralmente cumprida. 11. Pena na execução efetivação da prevenção especial + retribuição e ressocialização. Pena em abstrato  prevenção geral (atua antes do crime. Constitui efeito da condenação a perda do cargo ou função pública. na forma escrita. 1. 16 e 17 desta Lei não são automáticos. 1º da LEP Art. mas divide de acordo com o momento HOXIN: a.1) FINALIDADES DA EXECUÇÃO PENAL Art. devendo ser motivadamente declarados na sentença. D) Consumação e tentativa: O crime é formal e se consuma com a simples conduta de praticar. Teoria moderna – tem finalidade tríplice.induzir: criar a idéia de discriminação ou preconceito em alguém. b. e a suspensão do funcionamento do estabelecimento particular por prazo não superior a três meses. .2009 – ROGÉRIO SANCHES 11) LEI 7210/84 – LEI DE EXECUÇÃO PENAL 11. busca evitar a prática do delito). c.incitar: reforçar uma idéia de preconceito já existente. 2. 09. E se for praticado em estabelecimento particular é efeito da condenação a suspensão de funcionamento do estabelecimento por até 3 meses. Finalidades da pena: teoria clássica . mas sim o delinqüente.2) PRINCÍPIOS DA EXECUÇÃO PENAL LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . Art. 16. não visa a sociedade. busca evitar a reincidência).05. para o servidor público.tem finalidade tríplice: preventiva. induzir ou incitar o preconceito ou discriminação.113 . 10.

horário do banho de sol.792.5) Princípio do devido processo legal Extrai-se a ampla defesa.: Quem classifica a pena? R.2. Amolda-se a execução penal de acordo com as características de qualquer preso.1) Princípio da legalidade Art. 6o A classificação será feita por Comissão Técnica de Classificação que elaborará o programa individualizador da pena privativa de liberdade adequada ao condenado ou preso provisório. Hoje é esta a redação do art.12.2. 11. social. para orientar a individualização da execução penal.114 11.4) Princípio da jurisdicionalidade Os incidentes da LEP serão decididos pelo Poder Judiciário.2.: Comissão Técnica de Classificação – alteração com a Lei 10792/2003 – deve-se analisar também sua redação anterior. 11. intervinha em progressões.2003) Hoje. 3º da LEP Art. a CTC apenas individualiza e acompanha pena privativa de liberdade (e mais nada!) 11.3) Princípio da personalidade ou da personalização da pena Art.2) Princípio da igualdade Art. ao preso provisório. 5º da LEP Art. 11. o contraditório. 11. da LEP Parágrafo único. no que couber. Ex. e ao internado. a publicidade. Não haverá qualquer distinção de natureza racial.2. imposição de sanções disciplinares expressamente previstas em lei etc.2. distinções quanto à idade e ao sexo.: assistência do art 11 é um instrumento para a busca da ressocialização. Antes de 2003.6) Princípio reeducativo Busca a ressocialização do preso. restritivas de direitos. imparcialidade do juiz etc. 11. cruéis e degradantes. segundo os seus antecedentes e personalidade. 3º. 11. regressões de regimes e conversão da pena.3) COMPETÊNCIA LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . Mesmo nestes pontos secundários não se impede o socorro à autoridade judiciária.2. sujeito à medida de segurança de internação. exs. parágrafo único. 6º: Art.2. A LEP se aplica ao preso definitivo. 3º Ao condenado e ao internado serão assegurados todos os direitos não atingidos pela sentença ou pela lei. a CTC acompanhada penas privativas de liberdade. 5º Os condenados serão classificados. religiosa ou política. de 1º. OBS.7) Princípio da humanidade das penas ou da humanização das penas Proíbe-se penas desumanas.: dias de visita. todavia. A autoridade administrativa somente pode decidir pontos secundários da execução penal. É perfeitamente possível. (Redação dada pela Lei nº 10.

367 do CPP é de 1940. da LEP e art. é possível no Brasil a execução provisória? R. a LEP é de 1984 e não repetiu tal redação. OBS. O recurso extraordinário não tem efeito suspensivo. parágrafo único. Eleitoral ou Militar. 2ª corrente: Não se admite! O art. cumprindo pena em estabelecimento estadual. Posição do STF: é a da 2ª corrente (7 votos x 4 votos) – não se trata de súmula vinculante (O STF não conseguiu transformar em súmula vinculante pois a votação não deu 8 a 3) . A competência da LEP não é ditada pelo local onde transitou em julgado o processo de conhecimento (o juiz da execução não será necessariamente o do mesmo local da onde a infração foi praticada). ` OBS.: Para quem estava já preso. SÚMULA Nº 716 DO STF ADMITE-SE A PROGRESSÃO DE REGIME DE CUMPRIMENTO DA PENA OU A APLICAÇÃO IMEDIATA DE REGIME MENOS SEVERO NELA DETERMINADA. a execução vai atrás”. OBS. Preso condenado pela Justiça Federal. Mas esta execução provisória depende do trânsito em julgado para o MP? R. ANTES DO TRÂNSITO EM JULGADO DA SENTENÇA CONDENATÓRIA. 637 do CPP Art. 637 do CPP. a competência da Execução será do Juiz Estadual (quem manda é o juiz que fiscaliza o estabelecimento). não haverá execução provisória (a resolução 19 permitia a execução provisória mesmo sem efeito suspensivo do recurso do MP). nas hipóteses de existência de vara única. há duas correntes: 1ª corrente: admite-se! Tal corrente está fundamentada no art. os originais baixarão à primeira instância.: STF .No caso de condenado provisório preso. 1º pela resolução 57: se o recurso do MP tem efeito suspensivo. a CF é de 1988 e prevê o princípio da presunção de não-culpa. No caso de condenado provisório solto. e uma vez arrazoados pelo recorrido os autos do traslado. sob pena de ferir o princípio da presunção de não-culpa. configurando antecipação de institutos benéficos da LEP. ou seja. Em alguns casos.3: E se estiver pendente recurso extraordinário ou especial (a condenação foi confirmada em 2º grau)? R.115 A competência do juiz da execução inicia-se com o trânsito em julgado da sentença condenatória e será exercida por um juízo especializado. para a execução da sentença. Se o condenado provisório estiver solto.: Art. Esta Lei aplicar-se-á igualmente ao preso provisório e ao condenado pela Justiça Eleitoral ou Militar.1: É possível iniciar a execução antes do trânsito em julgado. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .2: Tal execução provisória não fere o princípio da presunção de inocência? R. será exercida. de acordo com a lei orgânica judiciária. admite-se execução provisória. supletivamente. pelo próprio juiz da sentença. 1º da Resolução 19 do CNJsim. OBS. não se admite a execução provisória.: O MP defende a tese de que sim. da súmula do STF nem mesmo entendimento da LEP. 2º. Quanto à pena privativa de liberdade. é possível! Parágrafo único. compete ao juízo da execução do local onde o condenado está preso – “onde o preso vai. a execução provisória dependerá do trânsito em julgado para o MP – contrário ao entendimento da resolução do CNJ. admite-se a execução provisória.: A resolução 19 do CNJ foi alterada em seu art. quando recolhido a estabelecimento sujeito à jurisdição ordinária.

4) DIREITOS E DEVERES DO PRESO Art.submissão à sanção disciplinar imposta. 3º da LEP. a competência da execução será da Justiça Federal – leitura da lei ao contrário. X .conduta oposta aos movimentos individuais ou coletivos de fuga ou de subversão à ordem ou à disciplina. Constituem deveres do condenado: I . 11. Aplica-se ao preso provisório. O preso estadual. OBS. o disposto neste artigo.116 Súmula: 192 do STJ COMPETE AO JUIZO DAS EXECUÇÕES PENAIS DO ESTADO A EXECUÇÃO DAS PENAS IMPOSTAS A SENTENCIADOS PELA JUSTIÇA FEDERAL. ela passou a ser executada como dívida ativa.comportamento disciplinado e cumprimento fiel da sentença. das tarefas e das ordens recebidas – também está no rol dos direitos. 39 da LEP. V . Art. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . com o advento da Lei 9268/96.: Não pode confundir início da competência do juízo da execução com o início da execução! Inicia-se a competência do juízo da execução com o trânsito em julgado.indenização à vitima ou aos seus sucessores. QUANDO RECOLHIDOS A ESTABELECIMENTOS SUJEITOS A ADMINISTRAÇÃO ESTADUAL. VI . 38 a 43 da LEP – é o que a doutrina chama de estatuto jurídico do preso – compreende os direitos (art.execução do trabalho. 41) e os deveres (art. VII . VIII . no que couber. 39) do preso. Ao condenado e ao internado serão assegurados todos os direitos não atingidos pela sentença ou pela lei. 1ª corrente: a pena continua sendo executada pelo juiz da execução do local da condenação. Os direitos estão num rol exemplificativo. cumprindo pena em estabelecimento federal. Parágrafo único.higiene pessoal e asseio da cela ou alojamento. 2ª corrente: a pena deve ser executada na vara da Fazenda Pública do local da condenação. III . STF e STJ têm adotado a 2ª corrente. a competência caberá ao juízo da execução do domicílio do reenducando. o Tribunal respectivo que fiscalizará a pena. mediante desconto proporcional da remuneração do trabalho. IX .conservação dos objetos de uso pessoal. No caso de penas restritivas de direito ou sursis. inicia-se a execução com a expedição da guia de recolhimento.obediência ao servidor e respeito a qualquer pessoa com quem deva relacionar-se. Se o sentenciado for detentor de foro por prerrogativa de função. IV . MILITAR OU ELEITORAL. No caso de pena de multa. II . os deveres estão num rol taxativo. Art. das despesas realizadas com a sua manutenção.urbanidade e respeito no trato com os demais condenados.indenização ao Estado. quando possível.

desde que compatíveis com a execução da pena. educacional.alimentação suficiente e vestuário. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .constituição de pecúlio. XVI – atestado de pena a cumprir.igualdade de tratamento salvo quanto às exigências da individualização da pena. social e religiosa. XV . X e XV poderão ser suspensos ou restringidos mediante ato motivado do diretor do estabelecimento – deve-se decorar estes incisos.Constituem direitos do preso: I . 11. à saúde.713. emitido anualmente. intelectuais. da leitura e de outros meios de informação que não comprometam a moral e os bons costumes.chamamento nominal. que é diferente de desvio de execução (fala-se na qualidade de execução) – RENAN SEVERO TEIXEIRO DA CUNHA Parágrafo único. X . que são direitos relativos). Como todo agrupamento. em defesa de direito. as leves e médias ficam a cargo da legislação local.5) SANÇÕES DISCIPLINARES As prisões são verdadeiros agrupamentos humanos.8.audiência especial com o diretor do estabelecimento. sob pena da responsabilidade da autoridade judiciária competente.proporcionalidade na distribuição do tempo para o trabalho. o descanso e a recreação.assistência material. de parentes e amigos em dias determinados.brinca um pouquinho e visita a família” – abrange até a visita íntima).atribuição de trabalho e sua remuneração. jurídica.117 Art. V . A LEP só trata das faltas graves. XIV .entrevista pessoal e reservada com o advogado. necessita de disciplina para manter a ordem. VII .2003) – evita-se o hipertrofia da execução (fala-se na quantidade de execução). IX . (“trabalha um pouquinho. os direitos estarão suspensos. VI .proteção contra qualquer forma de sensacionalismo. X e XV. As faltas disciplinares se dividem em: leves. XI .contato com o mundo exterior por meio de correspondência escrita. IV . XIII .. Enquanto persistirem os motivos. descansa um pouquinho. 41 . VIII . múltiplos de 5 (são os mais importantes para concursos públicos!) O resto dos direitos são absolutos (salvo os incisos V.. XII . artísticas e desportivas anteriores. médias e graves.exercício das atividades profissionais.representação e petição a qualquer autoridade. Arts 50 a 52 – infrações graves. da companheira.Previdência Social.visita do cônjuge. brinca um pouquinho”). III . II . (“trabalha um poquinho. Dar-se-á benefícios para aqueles que merecem e será imposta sanções àqueles que não merecem benefícios. Os direitos previstos nos incisos V. (Incluído pela Lei nº 10. de 13.

O disposto neste artigo aplica-se. observado o disposto no artigo 88 desta Lei. utilizar ou fornecer aparelho telefônico.suspensão ou restrição de direitos (artigo 41.advertência verbal.inclusão no regime disciplinar diferenciado.792. de 1º. ao regime disciplinar diferenciado. E quais são as sanções disciplinares possíveis? R. com as seguintes características: (Redação dada pela Lei nº 10. de 1º.ainda que o instrumento seja caseiro. 52.466. parágrafo único). de rádio ou similar.: 53 da LEP Art. II . de 2007) – até o advento desta lei. III . V . nos estabelecimentos que possuam alojamento coletivo.792. 53.possuir. III . IV . Parágrafo único. VII – tiver em sua posse.1) Regime Disciplinar Diferenciado – RDD O RDD não é uma quarta espécie de regime de cumprimento de pena.12. de 1º. as condições impostas.2003) LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . sem prejuízo da sanção penal. 50. seria a fuga uma exteriorização do sentimento natural do homem: a busca da sua liberdade.repreensão.2003) Será estudado aqui somente o RDD.12. V .fugir. não pode retroagir.2003) I . As faltas graves estão sujeitas às sanções. que permita a comunicação com outros presos ou com o ambiente externo. posse de celular em presídio não era falta grave. ou condenado. até o limite de um sexto da pena aplicada.incitar ou participar de movimento para subverter a ordem ou a disciplina.12. VI . Constituem sanções disciplinares: I . desta Lei. sujeita o preso provisório. (Incluído pela Lei nº 10.duração máxima de trezentos e sessenta dias. indevidamente. IV .5. . do artigo 39. 11.118 Art.provocar acidente de trabalho. (Incluído pela Lei nº 10. Comete falta grave o condenado à pena privativa de liberdade que: I .inobservar os deveres previstos nos incisos II e V. Art.792. ao preso provisório. quando ocasione subversão da ordem ou disciplina internas. mas sim a mais drástica sanção disciplinar imposta ao preso autor de falta grave.isolamento na própria cela. pois se trata de norma posterior maléfica. II . sem prejuízo de repetição da sanção por nova falta grave de mesma espécie. (Incluído pela Lei nº 11. A prática de fato previsto como crime doloso constitui falta grave e.descumprir. .doutrina minoritária discorda. ou em local adequado. no que couber. instrumento capaz de ofender a integridade física de outrem. no regime aberto.

792. com as seguintes características: (Redação dada pela Lei nº 10.2003) Visita semanal com duração de 2 horas: visita semanal de duas pessoas. de 1º. Deve.12.792. a lei não limita. de 1º. Caso haja repetição de falta grave. III .2003) Não é um simples crime doloso. da LEP – fundadas suspeitas de participação em organizações criminosas ou quadrilha ou bando LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . sem contar as crianças. com duração de duas horas. Prevalece que criança pode entrar à vontade. sem prejuízo da sanção penal. considerar determinado fato por ele praticado.recolhimento em cela individual. ficará até 1/6 da pena – o que corresponde a 2 anos). de 1º. Tem doutrina minoritária dizendo que as novas internações somadas não podem ultrapassar de 1/6 II . O legislador ressalva.2003) Recolhimento em cela individual: não se falou em cela escura. mas sim um crime doloso. (Incluído pela Lei nº 10.12.792. de 1º.visitas semanais de duas pessoas.12. quando ocasione subversão da ordem ou disciplina internas. (Incluído pela Lei nº 10. poderá aumentar até 1/6 da pena aplicada (a pena dele é de 12 anos. parágrafo 2º. de 1º. ou condenado. (Incluído pela Lei nº 10.12.12. sendo inconstitucional. Também está sujeito ao RDD o preso provisório. (Incluído pela Lei nº 10. repetindo a falta grave. A prática de fato previsto como crime doloso constitui falta grave e. 52.2003) ROGÉRIO SANCHES – acha que caracteriza o direito penal do autor (punir a pessoa pelo que ela é). ao regime disciplinar diferenciado. desde que acarrete tal subversão. parágrafo 1º.). A) Hipóteses de cabimento A. por ex.2003) Banho de sol: duração de 2 horas.o preso terá direito à saída da cela por 2 horas diárias para banho de sol. caput.1) Art. 52. para corrigir o parágrafo. nacionais ou estrangeiros. ficará até 365 dias. A. insalubre. 10 ou 100 dias. A. da LEP – alto risco para a ordem e a segurança do estabelecimento penal ou da sociedade § 1o O regime disciplinar diferenciado também poderá abrigar presos provisórios ou condenados. o infrator poderá ficar por mais 1/6 da pena aplicada. que apresentem alto risco para a ordem e a segurança do estabelecimento penal ou da sociedade. Ocorrendo nova repetição (além da 1ª repetição da falta grave). acarrentando na subversão da ordem ou disciplina interna. indo para o RDD.792. A tentativa deste crime também pode acarretar em RDD.3) Art. da LEP – prática de crime doloso + subversão da ordem e disciplina interna Art. dizendo “sem contar as crianças”. sujeita o preso provisório.792. ou seja.119 Característica temporal: ele perdura por até 365 dias (pode ser de 5. IV . 52. ROGÉRIO SANCHES – crianças não podem entrar. 52.2) Art.

2003) Art. “a”. (Incluído pela Lei nº 10. Está vedada a sanção disciplinar coletiva. ao Ministério Público: II . B) Procedimento de inclusão no RDD Ele está tomado pela judicialização. 60. desumana e degradante. em organizações criminosas.120 § 2o Estará igualmente sujeito ao regime disciplinar diferenciado o preso provisório ou o condenado sob o qual recaiam fundadas suspeitas de envolvimento ou participação. Art. de 1º. A autoridade administrativa poderá decretar o isolamento preventivo do faltoso pelo prazo de até dez dias. Art.: Art.2003) A doutrina corrige: deve haver prova! Não basta apenas os meros indícios. (Redação dada pela Lei nº 10. 53 serão aplicadas por ato motivado do diretor do estabelecimento e a do inciso V (RDD). de 1º. 54.2003) Individualização da sanção disciplinar – art. as circunstâncias e as conseqüências do fato. (Incluído pela Lei nº 10. os motivos. OBS. II. de 1º.12. por prévio e fundamentado despacho do juiz competente. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .12.2003) C) Constitucionalidade ou inconstitucionalidade do RDD CONSTITUCIONALIDADE Não representa a submissão a padecimentos físicos e psíquicos – STJ . de 1º.12. ainda. dependerá de despacho do juiz competente.12. de 1º. 54 § 1o A autorização para a inclusão do preso em regime disciplinar dependerá de requerimento circunstanciado elaborado pelo diretor do estabelecimento ou outra autoridade administrativa (secretário de segurança. 45. 57.2003) OBS. levar-se-ão em conta a natureza. Na aplicação das sanções disciplinares. (Redação dada pela Lei nº 10. 68. da LEP Art.792. A inclusão do preso no regime disciplinar diferenciado.12.792. 54. segundo o parágrafo 1º. § 3º São vedadas as sanções coletivas.desumana é a prisão do INCONSTITUCIONALIDADE Fere a dignidade da pessoa humana – seria pena cruel.: MP pode requerer a inclusão de um sujeito no RDD? R. 57 da LEP. a qualquer título.792.2003) OBS.12. (Redação dada pela Lei nº 10. quadrilha ou bando.: Art. 68. Só caberá mediante requerimento.: É possível RDD preventivo? R. bem como a pessoa do faltoso e seu tempo de prisão.792. Art.792.requerer: a) todas as providências necessárias ao desenvolvimento do processo executivo. no interesse da disciplina e da averiguação do fato. por ex). Incumbe. de 1º. As sanções dos incisos I a IV do art. (Incluído pela Lei nº 10.: Cabe RDD de ofício? R. É perfeitamente possível a inclusão do preso no RDD preventivo Art.792. 60 da LEP.: Não. § 2o A decisão judicial sobre inclusão de preso em regime disciplinar será precedida de manifestação do Ministério Público e da defesa e prolatada no prazo máximo de quinze dias. do art.

semi-aberto e aberto. A fuga do preso. (Redação dada pela Lei nº 10. Existe prescrição no caso de falta grave? R.2009 – ROGÉRIO SANCHES 11.6) EXECUÇÃO DE PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE Há 3 sistemas penitenciários – só cai em concursos para a Polícia 11. O STF. No processo de conhecimento há uma relação do juiz – Estado/acusação – pessoa.3) Sistema inglês O sentenciado primeiro cumpre a pena em cela. A falta grave culmina em sanção disciplinar (ela está para a sanção penal assim como a falta grave está para a infração penal). A constitucionalidade (a da tabela) é defendida pelo o STJ. comprovado pelo diretor do estabelecimento. a ser determinada pelo juiz. respeitadas as normas que vedam a progressão. É também chamado de silent system (foi através desse sistema que foi criado as mímicas de presos). até hoje.12.6. A infração penal é prescritível. 109 do CP) – HC 92000. A pena privativa de liberdade será executada em forma progressiva com a transferência para regime menos rigoroso. enquanto foragido. 112 da LEP Art. não corre o curso da prescrição (como se fosse um crime permanente) – posição do STF.2) Sistema Auburn O sentenciado durante o dia trabalha com os outros presos. 11. Por isto que este sistema também é chamado de sistema progressivo. representando uma quarta modalidade de regime de cumprimento de pena. STF – a prescrição da falta grave é sempre de 2 anos (é o prazo mínimo de prescrição penal do art. Neste sistema inglês.792.121 resto dos presidiários. O Brasil adotou o sistema inglês/progressivo – art.: A LEP silencia sobre o assunto. O RDD viola o princípio da legalidade e do non bis in idem – está sendo punido 2 vezes pelo o mesmo fato ao ser posto num lugar mais severo de cumprimento de pena. No processo de execução há uma nova relação entre juiz – Estado/acusação – pessoa. sendo vedada a comunicação entre eles. 11. recolhe-se para a cela individual.06. Muitos criticam o RDD por dizer que seria este sistema – crítica – a pena não é integralmente cumprida em RDD.6. de 1º. Ofende a coisa julgada.1) Sistema Filadélfia O sentenciado cumpre a pena integralmente na cela sem dela nunca sair. não se manifestou sobre o tema. recolhe-se à noite.2003) LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . Configura sanção desproporcional aos fins da pena. 112. quando o preso tiver cumprido ao menos um sexto da pena no regime anterior e ostentar bom comportamento carcerário. Considerando as hipóteses de cabimento. a pena é cumprida de forma progressiva. Não é regime de cumprimento de pena – estes são regime fechado. Deve-se separar processo de conhecimento e processo de execução. 06. o RDD é proporcional à gravidade da indisciplina.6. não caracterizando assim o bis in idem. O terceiro momento deste sistema é a liberdade antecipada. A punição no RDD é uma punição administrativa e não uma punição penal. No período noturno. sem dela nunca sair. Em um segundo momento este preso passa a trabalhar durante o dia e depois.

122 11. O exame criminológico continua previsto no art. com os acréscimos legais. ficando a critério do juiz. apenas deixando de ser obrigatório. 112 da LEP DEPOIS DA LEI 10792/2003 Deixou de ser mencionado no art.11.4) Progressão de regime no Brasil Fechado. (Incluído pela Lei nº 10. é limitada a 30 anos. em regra. no caso concreto. 4. do CP § 4o O condenado por crime contra a administração pública terá a progressão de regime do cumprimento da pena condicionada à reparação do dano que causou. Condenação transitada em julgado – somente o condenado definitivo pode progredir de um regime para outro  REQUISITO ULTRAPASSADO NO CASO DE RÉU PROVISORIAMENTE PRESO – admite-se execução provisória – Súmula 716 do STF Súmula 716 do STF. Bom comportamento carcerário. 2.6. A execução da pena. 33. 8º da LEP (ele não desapareceu no ordenamento jurídico brasileiro. Assim. O incidente de progressão pode ser iniciado mediante: • Requerimento do próprio reeducando. ou 3/5 da pena se reincidente. No caso de crime de violência ou grave ameaça à pessoa. de 1/3. Admite-se a progressão de regime de cumprimento da pena ou a aplicação imediata de regime menos severo nela determinada. 112 da LEP. deverá fundamentar a medida. Cumprimento. Se for crime contra a Administração Pública – art.763. não é considerada para a concessão de outros benefícios. deverá cumprir 2/5 da pena se primário. • Requerimento do MP • Requerimento do juiz ex oficio? – Pode e deve! A) Requisitos para progressão do regime fechado par ao semi-aberto 1. 5. A pena unificada para atender ao limite de trinta anos de cumprimento. parágrafo 4º. 75 do Código Penal. exige-se o exame criminológico – EXAME CRIMINOLÓGICO ANTES DA LEI 10792/2003 Pressuposto previsto no art. • Requerimento do advogado. no mínimo. A aplicação da pena na sentença é ilimitada (Fernandinho Beira-Mar foi condenado a 600 anos). semi-aberto e aberto. Para progredir deverá cumprir 1/6 dos 600 anos – Súmula 715 do STF Súmula 715 do STF. ou à devolução do produto do ilícito praticado. fundamentar a sua necessidade. Oitiva do MP. prevalece no STF e no STJ que a alteração trazida pela lei 10792/2003 não aboliu o exame criminológico. A corrente que dizia que o EC não seria mais requisito da progressão pela falta de previsão não vingou. no Brasil. como o livramento condicional ou regime mais favorável de execução 3.2003) LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . 6. se o juiz achar que cabe o exame criminológico. antes do trânsito em julgado da sentença condenatória. de 12. da pena – nos casos de crimes hediondos. determinado pelo art. É um pressuposto não-obrigatório  posição do STF: Apesar de haver corrente (minoritária) em sentido contrário.

Poderão ser dispensadas do trabalho as pessoas referidas no artigo 117 desta Lei. III . o preso pular do fechado para o aberto diretamente. 113 e 114 da LEP Art. Não bastasse. II .condenado acometido de doença grave – trata-se de uma doença cuja cura ao tratamento fica impossibilitado no regime aberto. não cabe prisão domiciliar substitutiva de prisão preventiva.1: Trata-se de rol taxativo ou exemplificativo? R. O ingresso do condenado em regime aberto supõe a aceitação de seu programa e das condições impostas pelo Juiz. 118 da LEP LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . ao invés de ficar na casa do albergado (prisão domiciliar só cabe em regime aberto – pressupõe a condenação. ROGÉRIO SANCHES critica.condenado maior de 70 (setenta) anos – para ser idoso no Brasil deve ter 60 anos ou mais – tal inciso não abrange todos os idosos – não foi revogado pelo o Estatuto do Idoso.condenada com filho menor ou deficiente físico ou mental – a lei só beneficia a mulher. a jurisprudência abrange o condenado (sexo masculino)desde que comprove a dependência do filho. Segundo CAPEZ. Os mesmos do fechado para o semi-aberto + art.: Por ex.: Prevalece que o rol do art.6. Somente poderá ingressar no regime aberto o condenado que: I . Admite-se também progressão em saltos quando não houver vaga não semiaberto – ele não é obrigado a aguardar a progressão em regime que não tem mais dever de cumprir. 117 é taxativo.2: É possível progressão em saltos? R.123 B) Requisitos para progressão do regime semi-aberto para o aberto 1. Somente se admitirá o recolhimento do beneficiário de regime aberto em residência particular quando se tratar de: I . b) não maior de  abrange até o dia do aniversário. c) maior de  abrange apenas depois do aniversário (dia depois do aniversário da pessoa).. Art. pode sim. 114. ao novo regime. carece de previsão legal. fundados indícios de que irá ajustar-se.condenada gestante OBS.: Quando a lei disser: a) menor de  abrange até as 24 horas do dia anterior ao aniversário da pessoa. Parágrafo único. Art. O regime aberto é cumprido na casa do albergado.5) Regressão de regime – art. pelos seus antecedentes ou pelo resultado dos exames a que foi submetido.apresentar. com autodisciplina e senso de responsabilidade. OBS. Prevalece a impossibilidade de progressão em saltos – viola a ressocialização. Se for condenado. IV . Algumas pessoas têm direito à prisão domiciliar. 113. OBS. 117 da LEP. II . chamando tal direito de elitista – anda sendo concedido pelos tribunais superiores fora dos requisitos legais e concedidos apenas a pessoas da alta sociedade. O STF vem admitindo outras hipóteses desde que comprovada a excepcionalidade. ***O STJ permite a progressão em saltos se houver culpa do Estado na transferência do preso do regime mais rigoroso para o menos rigoroso. O STJ admite na hipótese de ausência de casa do albergado.estiver trabalhando ou comprovar a possibilidade de fazê-lo imediatamente. 11.

falecimento ou doença grave do cônjuge. O STJ decidiu inexistir bis in idem. OBS.2: A prática de falta grave pode gerar sanção disciplinar e regressão de regime.: A jurisprudência vem admitindo regressão preventiva quando necessária para manutenção ou restabelecimento da ordem. A permanência do preso fora do estabelecimento terá a duração necessária à finalidade da saída. pois a regressão de regime decorre da própria LEP. Estar-se-á diante de um bis in idem? R. II . quanto a regressão. Parágrafo único.124 Art. além das hipóteses referidas nos incisos anteriores. que estabelece tanto a imposição de sanção disciplinar.: O STF recentemente entendeu de que não há bis in idem. ou duplo apenamento. quando o condenado: I . Característica: A permissão de saída ocorre mediante escolta. frustrar os fins da execução ou não pagar. ascendente. 120. b) necessidade de tratamento médico do preso (pode abranger o odontológico). § 2º Nas hipóteses do inciso I e do parágrafo anterior. A permissão de saída será concedida pelo diretor do estabelecimento onde se encontra o preso. companheiro. somada ao restante da pena em execução. podendo. por crime anterior. mediante escolta. a multa cumulativamente imposta – revogado.praticar fato definido como crime doloso ou falta grave – basta praticar o fato delituoso de forma dolosa ou falta grave (não precisa haver condenação por este fato). Autoridade competente: Necessita de autorização do diretor do estabelecimento. descendente ou irmão. OBS. Também cabe a medida para o preso provisório. pode a parte pleitear no judiciário. deverá ser ouvido previamente o condenado – ampla defesa a ser conferida pelo preso. descendente ou irmão. A execução da pena privativa de liberdade ficará sujeita à forma regressiva.6) Autorização de saída É gênero que tem como espécies a permissão de saída e a saída temporária.6. Tais hipóteses são taxativas. cuja pena. Art. companheira. 121. com a transferência para qualquer dos regimes mais rigorosos. 11. A) Permissão de saída Art. quando ocorrer um dos seguintes fatos: I . Beneficiário: Preso do regime fechado e regime semi-aberto (não precisa para o que está no regime aberto. Se este não concorda de modo injustificado. Os condenados que cumprem pena em regime fechado ou semi-aberto e os presos provisórios poderão obter permissão para sair do estabelecimento.necessidade de tratamento médico (parágrafo único do artigo 14). 118. B) Saída temporária LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . torne incabível o regime (artigo 111) § 1° O condenado será transferido do regime aberto se. sanções que se complementam. ascendente. Hipóteses de cabimento: são duas as hipóteses: a) falecimento ou doença grave do cônjuge.sofrer condenação. Período de saída: Perdura pelo tempo necessário. II .

125. desatender as condições impostas na autorização ou revelar baixo grau de aproveitamento do curso. de instrução de 2º grau ou superior. na Comarca do Juízo da Execução. e 1/4 (um quarto). for punido por falta grave. 125 da LEP Art. se reincidente. sem vigilância direta. compatibilidade dos benefícios com os objetivos da pena.compatibilidade do benefício com os objetivos da pena. 11. A recuperação do direito à saída temporária dependerá da absolvição no processo penal. a) visita à família. II . Só ao preso condenado.125 Art. 123. O benefício será automaticamente revogado quando o condenado praticar fato definido como crime doloso. A autorização será concedida por ato motivado do Juiz da execução. Hipóteses de cabimento. 124. Período de saída temporária: art. Beneficiário: Aqui não cabe ao preso provisório. Deve ter cumprido (no fechado – súmula 40 do STJ) 1/3 se primário ou 1/4 se reincidente. III . devendo ter comportamento adequado. Os condenados que cumprem pena em regime semi-aberto poderão obter autorização para saída temporária do estabelecimento. do cancelamento da punição disciplinar ou da demonstração do merecimento do condenado.rebuc sic stantibus – a revogação não é definitiva – pode ser alterada de acordo com as circunstâncias.freqüência a curso supletivo profissionalizante. Quando se tratar de freqüência a curso profissionalizante. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . Art.7) Remição Há o trabalho como meio para resgate de parte de tempo de execução: a cada 3 dias trabalhados.participação em atividades que concorram para o retorno ao convívio social. o tempo de saída será o necessário para o cumprimento das atividades discentes. Parágrafo único. b) fazer cursos. III . II . 124 da LEP Art. Súmula: 40 do STJ PARA OBTENÇÃO DOS BENEFICIOS DE SAIDA TEMPORARIA E TRABALHO EXTERNO. ouvidos o Ministério Público e a administração penitenciária e dependerá da satisfação dos seguintes requisitos: I . nos seguintes casos: I . bem como de instrução do 2º grau ou superior. podendo ser renovada por mais 4 (quatro) vezes durante o ano. 122. Parágrafo único.cumprimento mínimo de 1/6 (um sexto) da pena. se o condenado for primário.visita à família.6. Autoridade competente: juiz da execução – deve ouvir o MP e a autoridade administrativa. Hipóteses de revogação: art. resgata-se 1 dia de cumprimento de pena. Pode ser revogada . c) atividades de ressocialização. CONSIDERA-SE O TEMPO DE CUMPRIMENTO DA PENA NO REGIME FECHADO. A autorização será concedida por prazo não superior a 7 (sete) dias. Deve estar no semi-aberto.comportamento adequado. Características: sem vigilância direta.

Art. 9. mandará relatório ao juiz sobre os casos de remição. A autoridade administrativa encaminhará mensalmente ao Juízo da execução cópia do registro de todos os condenados que estejam trabalhando e dos dias de trabalho de cada um deles. Ao condenado dar-se-á relação de seus dias remidos. A autoridade administrativa. 2ª corrente: punido por falta grave. O tempo remido será computado para a concessão de livramento condicional e indulto. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . Súmula vinculante n. 128. O disposto no artigo 127 da Lei 7.: Art. Caso de falta grave: Art.2: Cabe a remição ficta no caso do Estado não ter condições de fornecer lugar para o trabalho do preso? R<: Não se admite remição ficta (talvez poderia alegar a tese de que cabe a remição ficta num concurso de Defensor Público). mensalmente. OBS.1: Só é admita a remição para trabalhador em regime fechado ou semi-aberto. 1ª corrente: punido por falta grave. Se o preso forjou a lesão. OBS.3: Preso trabalhador impossibilitado de trabalhar por acidente de trabalho – será possível a remição. Súmula: 341 do STJ A freqüência a curso de ensino formal é causa de remição de parte do tempo de execução de pena sob regime fechado ou semi-aberto. praticará falta grave. Não há porque computar o tempo remido para o livramento condicional e não computar para progressão de regimes (o STJ abrange a progressão de regimes). É o juiz quem homologará. 129.1: O tempo remido é computado para progressão de regimes? R. 127. o preso perde os dias remidos. O condenado que for punido por falta grave perderá o direito ao tempo remido. Todos os benefícios que exigem tempo de cumprimento será aplicado o tempo remido – posição recente do STJ. mesmo aqueles já homologados pelo juiz. além de não fazer jus à remição. Os dias remidos homologados são considerados expectativa de direito (STF – súmula vinculante). Os dias remidos já homologados são considerados direito adquirido.4: É cabível remição nos casos de freqüência a curso de ensino formal. Todavia a súmula não disse quantos dias de estudos acarretará no desconto da pena – análise do juiz no caso concreto. OBS. OBS.210/84 foi recebido pela ordem constitucional vigente e não se lhe aplica o limite temporal previsto no caput do artigo 58. o preso perde somente os dias remidos ainda não homologados pelo juiz. começando o novo período a partir da data da infração disciplinar. dever porque se não trabalhar configura falta grave. 128 da LEP Art. Parágrafo único. OBS.126 O trabalho é um misto de direito e dever. Direito porque permite a remição.

127 OBS. para a maioria. o agente praticará o crime de falsidade ideológica. + de 2/3 da pena. se reincidente. conferida ao condenado que cumpriu parte da pena privativa de liberdade que lhe foi posta. + de 1/2 da pena. OBS. OBS. pois o agente será beneficiado caso a sua pena for maior. em regra.: E se for primário portador de maus antecedentes? R. 11. de 2 a 4 anos. Pressupõe o cumprimento de parcela da pena. d) reparação do dano. Direito subjetivo do agente. c) cumprimento de parcela da pena – + de 1/3 da pena. Art. b) a pena concreta a ser cumprida deve ser igual ou superior a 2 anos (ex.6.: condenado reincidente em crime doloso – não faz jus ao sursis – cuja pena a ser cumprida é de 1 ano e 11 meses – o que impede o livramento condicional é esta pena ser inferior a 2 anos. se primário + bons antecedentes.8) Livramento condicional É o incidente de execução penal. mediante certas condições. Ambos tipos de requisitos (objetivos e subjetivos) são cumulativos.: MIRABETE diz que ele deve ser equiparado ao reincidente. d) no caso de crime doloso violento  exame criminológico. liberdade antecipada. ROGÉRIO GRECO diz que existe interesse recursal para aumentar a pena em 2 anos. b) bom desempenho no trabalho que lhe foi atribuído. • Requisitos subjetivos – a) comportamento carcerário satisfatório. devendo cumprir 1/3 da pena apenas). O período de prova varia. Nada tem a ver com sursis! Sursis O condenado não a cumprir pena (a pena tem a sua execução suspensa). esqueça o benefício. B) Processamento do pedido LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . c) aptidão para prover a própria subsistência mediante trabalho lícito – o estrangeiro estaria impossibilitado em razão deste requisito. se estiver diante de crime hediondo e não for reincidente específico. in dúbio pro réu – a interpretação deve ser em favor do réu (equiparado a primário com bons antecedentes. • Requisitos objetivos – a) a pena imposta deve a privativa de liberdade (não existe livramento condicional em penas restritivas de direitos). Concedido na execução (desafia agravo em execução). A) Requisitos Possui requisitos objetivos e subjetivos. Faltando um deles.2: Se o agente público escrever dolosamente no atestado o numero errado de dias trabalhados e remidos. no silêncio da lei. Concedido na sentença (desafia apelação). O período de prova é o restante da pena. 130. O livramento condicional é decorrência do sistema progressivo de pena (sistema inglês). Constitui o crime do artigo 299 do Código Penal declarar ou atestar falsamente prestação de serviço para fim de instruir pedido de remição. Livramento condicional Direito subjetivo do agente.2: É possível remição em execução provisória – Súmula 616 do STF.

Quanto às condições. Cabe novo livramento para o crime revogado. ouve o MP apenas (não ouve mais o Conselho Penitenciário). II . desde que justifique a necessidade – rol exemplificativo. Cabe soma das penas para novo benefício de LC. pelo Juiz. c) não mudar de comarca sem prévia autorização do juízo – rol taxativo. 85 do CP) e as facultativas. sendo condenado definitivamente. antes de decidir. 137 da LEP). Aqui. b) contravenção penal punida com restritiva de direito e multa. ou. observando-se o seguinte: I . • Revogação obrigatória – a) condenação definitiva por crime cometido durante o benefício. na falta.o liberando declarará se aceita as condições. DEPOIS DA LEI 10792/2003 O juiz. • Condições facultativas – a) não mudar de residência sem autorização do juízo. ouvia o conselho penitenciário e o MP.a autoridade administrativa chamará a atenção do liberando para as condições impostas na sentença de livramento. considerando o fato e condições pessoais do liberado. Não caberá novo LC para o crime revogado. pelo Presidente do Conselho Penitenciário ou membro por ele designado. D) Revogação do livramento condicional Pode ser uma revogação obrigatória ou facultativa. Art. Aqui. b) recolher-se à habitação em hora fixada. C) Período de prova e condições a que ficam sujeitos os beneficiários Período de prova é o restante da pena a cumprir. III . Pouco importa se tais crimes são dolosos ou culposos.a sentença será lida ao liberando. será lavrado termo subscrito por quem presidir a cerimônia e pelo liberando. c) outras condições judiciais necessárias. o benefício será revogado. b) condenação definitiva por crime cometido antes do benefício. há as obrigatórias (art. 137. 87 do CP – a) crime punido com restritiva de direito e multa. • Revogação facultativa – art.128 ANTES DA LEI 10792/2003 O juiz. se não souber ou não puder escrever. tal prazo será desconsiderado e voltará a ser computado como pena a ser cumprida). antes de decidir. nem obrigatória nem facultativa – não se pode fazer analogia in mallam partem. no estabelecimento onde está sendo cumprida a pena. Não se permite soma das penas para gerar o beneficio do crime novo. b) comunicar periodicamente ao juiz a sua ocupação. o período de liberdade é igual ao tempo de pena cumprida. ou alguém a seu rogo. • Condições obrigatórias – a) obter ocupação lícita dentro de prazo razoável. o período de liberdade não será computado como pena cumprida (se ficar 2 anos em LC. A cerimônia do livramento condicional será realizada solenemente no dia marcado pelo Presidente do Conselho Penitenciário. § 2º Cópia desse termo deverá ser remetida ao Juiz da execução. c) contravenção punida com pena simples? – não gera revogação. E) Prorrogação do livramento LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . na presença dos demais condenados. O período de prova tem início com a audiência admonitória (advertência do art. § 1º De tudo em livro próprio.

197 da LEP Art.: O STF já entendeu: na falta de previsão legal.1) Responsabilidade administrativa Art.6.CRIMES DE ABUSO DE AUTORIDADE 12. não prorroga (só crime cometido durante o LC) – art.129 Mera instauração de inquérito policial não prorroga o livramento. Crime cometido antes do LC. assim como o RESE). A existência de um processo é que prorroga tal instituto. regressivo (tem juízo de retratação. 19 da LEP E o prazo de interposição e o procedimento a ser adotado? Segue o rito do agravo de instrumento ou do RESE? R. não tem efeito suspensivo. 2. se virar processo. O abuso de autoridade sujeitará o seu autor à sanção administrativa civil e penal. 89 do CP. o agravo em execução tem efeito suspensivo. 1º O direito de representação e o processo de responsabilidade administrativa civil e penal. Não abrange contravenção. 1. 6º da Lei. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . dispensando manifestação judicial. Assim. Transitada em julgado a sentença. segue o rito do RESE – Súmula 700 do STF.1) RESPONSABILIDADES Art. são regulados pela presente lei. cometerem abusos. Das decisões proferidas pelo Juiz caberá recurso de agravo. no exercício de suas funções. Tal prorrogação é automática. 581 do CPP DEPOIS DA LEP Agravo em execução – art.9) Agravo em execução – art. É de cinco dias o prazo para interposição de agravo contra decisão do juiz da execução penal. Penal L. Art. Ato de abuso de autoridade enseja tríplice responsabilização: Administrativa Civil 3. A) Efeitos do agravo em execução O efeito previsto em qualquer recurso é o devolutivo. sem efeito suspensivo. ato de abuso de autoridade enseja tríplice responsabilização. 179. a doutrina diz também do efeito extensivo (o que for decidido para um recorrente é estendido a todos que estiverem na mesma situação objetiva). 197.898/65 – Lei de Abuso de Autoridade → regulamenta as três responsabilidades. 12) LEI 4898/65 . o Juiz expedirá ordem para a desinternação ou a liberação – neste caso.1. Súmula 700 do STF. 11. contra as autoridades que. em regra. ANTES DA LEP Recurso em sentido estrito – art. 4. 12.

7º Recebida a representação em que for solicitada a aplicação de sanção administrativa. § 2º A sanção civil. com perda de vencimentos e vantagens. 12. pode ser → legislação municipal.2) Responsabilidade civil Responsabilidade civil (art. § 1º O inquérito administrativo (inquérito administrativo. § 5º Quando o abuso for cometido por agente de autoridade policial. 4.3) Responsabilidade penal Art. OBS. 6º. que estabeleçam o respectivo processo. 8. b) detenção por dez dias a seis meses. 6º.1) Sujeito ativo LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .: Ministério Público e Juiz têm vitaliciedade → não podem ser demitidos administrativamente → só decisão judicial transitada em julgado.1. 12.898/65) Art.Sempre é possível fixar o valor da dano civil). leia:se  processo administrativo) obedecerá às normas estabelecidas nas leis municipais. civil ou militar. § 4º As penas previstas no parágrafo anterior poderão ser aplicadas autônoma ou cumulativamente. Processo administrativo. civis ou militares. b) repreensão.130 § 1º A sanção administrativa será aplicada de acordo com a gravidade do abuso cometido e consistirá em: a) advertência. Art. estadual ou federal. consistirá no pagamento de uma indenização de quinhentos a dez mil cruzeiros (* . 12. estaduais ou federais. f) demissão. função ou posto por prazo de cinco a cento e oitenta dias. a autoridade civil ou militar competente determinará a instauração de inquérito para apurar o fato. c) perda do cargo e a inabilitação para o exercício de qualquer outra função pública por prazo até três anos. §2º. a bem do serviço público. L. de não poder o acusado exercer funções de natureza policial ou militar no município da culpa. § 3º A sanção penal será aplicada de acordo com as regras dos artigos 42 a 56 do Código Penal e consistirá em: a) multa de cem a cinco mil cruzeiros.1.112/90). e) demissão. d) destituição de função. 6º. poderá ser cominada a pena autônoma ou acessória. Se não houver lei → aplica-se subsidiariamente o Estatuto dos Funcionários Civis da União (L.2) SUJEITOS DO CRIME 12. caso não seja possível* fixar o valor do dano. c) suspensão do cargo. por prazo de um a cinco anos.2. de qualquer categoria.

Art. 327. mas que exerçam uma função pública. Responsabilidade impróprios → crimes funcionais e abuso de autoridade. c. CP). O particular pode responder por abuso de autoridade. ex. 1. 1. L.Direitos e garantias individuais e coletivos das pessoas físicas e jurídicas.3: Não está incluído no conceito de autoridade pessoas que exercem múnus público (encargo imposto pela lei ou pelo juiz para defesa de interesse particular ou social – p.898/65 – Lei de Abuso de Autoridade Art.1: Crimes de responsabilidade próprios → infrações político administrativo (L. 2. para os efeitos desta lei. Também podem ser sujeitos → pessoas jurídicas de direito público ou privado. a. tutores dativos.2. 1. administrador de falência. quando praticado com abuso ou desvio de poder ou sem competência legal. exige uma condição especial do sujeito ativo. L. Art. No caso de vítima criança ou adolescente pode configurar crime do ECA. ainda que transitoriamente e sem remuneração. Todo ato de abuso de autoridade prejudica a regular prestação dos serviços públicos. 4. emprego ou função pública. 5º. desde que pratique em co-autoria ou participação com autoridade pública (e tenha conhecimento). LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . jurado). ou militar. CP.: depositário judicial. Tais crimes são próprios (crimes funcionais). Qualquer pessoa física capaz ou incapaz.898/65 – Lei de Abuso de Autoridade. curadores dativos). 12.: Sim. OBS.: mesário eleitoral. Mesmo conceito de funcionário público para fins penais (art. Autoridade pública pode ser vítima de abuso de autoridade (praticado por outra autoridade). mesmo que transitório e sem remuneração (p. Sujeito passivo mediato ou secundário: Estado. Sujeito passivo imediato ou principal: é a pessoa física ou jurídica que sofre a conduta abusiva. 12. 4º. Objetividade jurídica imediata ou principal . 4º Constitui também abuso de autoridade: h) o ato lesivo da honra ou do patrimônio de pessoa natural ou jurídica. Ou seja. seja ou não integrante da administração pública. Art. desde que cometa o crime em concurso com uma autoridade pública sabendo que o comparsa ostenta essa qualidade. OBS. nacional ou estrangeira pode ser sujeito passivo.2: Encontra-se no conceito de autoridade pública também as pessoas que não integram a administração pública. OBS. OBS. 30. Por ex.079/51). 5º Considera-se autoridade.4: Particular que não exerça nenhuma função pública ele pode cometer abuso de autoridade? R. ex. quem exerce cargo. Art. advogado. de natureza civil. 4.: policial agredindo uma pessoa auxiliado pelo pipoqueiro.3) OBJETIVIDADE JURÍDICA Tem dupla objetividade jurídica.2) Sujeito passivo: Dupla subjetividade passiva (tem dois sujeitos passivos).131 Qualquer agente público no exercício de suas funções ou qualquer pessoa que exerça uma função pública. b.

132 2. Objeto jurídico mediato ou secundário – Visa a proteger a normal e regular prestação dos serviços públicos. 12.4) ELEMENTO SUBJETIVO Só o dolo. Não se pune a forma culposa do abuso de autoridade. Autoridade, por culpa, excede os limites de sua atuação (abusa culposamente) não haverá crime de abuso de autoridade, mas existe o ato de abuso de autoridade. Não basta o dolo de praticar a conduta é necessário ainda o elemento subjetivo do injusto (dolo específico)  vontade deliberada e inequívoca de abusar. Se o agente na honesta intenção de cumprir seu dever de proteger interesse público e social acaba se excedendo haverá ilegalidade no ato, mas não crime de abuso de autoridade, por ausência da finalidade específica de abusar. 12.5) FORMAS DE CONDUTA Os crimes de abuso de autoridade podem ser praticados tanto por ação ou por omissão (podem ser omissivos ou comissivos). Em regra, o abuso é cometido por uma ação. Os crimes do art. 4º, L. 4.898/65 – Lei de Abuso de Autoridade, letras c, d, g, e i, só podem ser cometidos por omissão - crimes omissivos puros ou próprios (a conduta descrita é uma omissão). 12.6) CONSUMAÇÃO E TENTATIVA Arts. 3º e 4º, L. 4.898/65 – Lei de Abuso de Autoridade → crimes em espécie. 12.6.1) Tentativa
Art. 3º. Constitui abuso de autoridade qualquer atentado...

Toda a doutrina diz que os crimes do artigo 3º não admitem tentativa, pois a lei já pune o simples “atentado”. Simples atentado já configura crime consumado. São crimes de atentado. Também não admitem tentativa: art. 3º e o art. 4º, L. 4.898/65 – Lei de Abuso de Autoridade, letras c, d, g, e i, (não existe tentativa de crime omissivo próprio). 12.6.2) Consumação Ocorre com a simples prática da conduta prevista no tipo. 12.7) ESPÉCIE DE AÇÃO PENAL Art. 1º, L. 4.898/65 – Lei de Abuso de Autoridade
Art. 1º O direito de representação e o processo de responsabilidade administrativa civil e penal, contra as autoridades que, no exercício de suas funções, cometerem abusos, são regulados pela presente lei.

Art. 12, L. 4.898/65 – Lei de Abuso de Autoridade
Art. 12. A ação penal será iniciada, independentemente de inquérito policial ou justificação por denúncia do Ministério Público, instruída com a representação da vítima do abuso(?).

(?) Essa representação não está no sentido da condição de procedibilidade do CP. Significa apenas o direito de petição contra abuso de poder (art. 5º, XXXIV, a, CF). Assim, os crimes de abuso de autoridade são de ação penal pública incondicionada. OBS.: L. 5.249/67 - esta lei diz que os crimes de abuso de autoridade são de ação penal pública incondicionada.

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133 12.8) COMPETÊNCIA O crime de abuso de autoridade é comum, em regra, é de competência da justiça comum estadual. Se o crime atingir bens, interesses ou serviços da União será da competência da Justiça Federal. Tratam-se de crimes de menor potencial ofensivo → competência do JECrim Estadual ou Federal.

Abuso de autoridade cometido em conexão com outro (de não menor potencial ofensivo) → vai tudo para o juízo comum (art. 60, Parágrafo Único, L. 9.099/95 – Lei dos Juizados Especiais). L. 11.313/06: alterou o art. 60, L. 9.099/95 - no juízo comum será cabível a transação penal e a composição civil dos danos em relação ao crime de abuso de autoridade. OBS.: Abuso de autoridade praticado por militar → julgado pelo JECrim estadual ou federal. Não é de competência da justiça militar (súm. 172 do STJ). Pois não é crime militar, é crime comum.
Súmula: 172 do STJ. Compete a justiça comum processar e julgar militar por crime de abuso de autoridade, ainda que praticado em serviço.

Vários autores dizem que o crime será da justiça militar se autor e vítima forem militares (SILVIO MACIEL discorda, pois o crime não é militar). OBS.: Crime praticado por servidor público federal → julgado pela: 1. NUCCI (entendimento isolado) - Justiça Estadual 2. Justiça federal - prejudica a normalidade e regularidade dos serviços da União. Vítima também é a União. (CC. 20.779, STJ – 16.dez.98). Vítima funcionária pública federal: competência é da justiça federal (CC. 89.397, STJ – 28.mar.2008). Funcionário público federal → vítima ou autor → competência da Justiça Federal. 12.9) CONCURSO DE CRIMES STF reconheceu a possibilidade de concurso de crimes entre lesão corporal e abuso, e entre violação de domicílio e abuso. (HC. 92.912, STF – 20.nov.2007 – reconheceu o concurso de crimes: abuso de autoridade (Justiça Comum)+ lesão corporal (Justiça Militar) + violação de domicilio (Justiça Militar) → separação dos processos, competências diversas). (HC. 81.752, STJ). Crime contra a honra + abuso de autoridade: possível o concurso (Resp. 684.532, STJ). OBS.: Art. 350, CP não está revogado por completo.
Exercício arbitrário ou abuso de poder Art. 350 - Ordenar ou executar medida privativa de liberdade individual, sem as formalidades legais ou com abuso de poder:  CAPUT ESTÁ REVOGADO Pena - detenção, de um mês a um ano. Parágrafo único - Na mesma pena incorre o funcionário que: I - ilegalmente recebe e recolhe alguém a prisão, ou a estabelecimento destinado a execução de pena privativa de liberdade ou de medida de segurança;

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II - prolonga a execução de pena ou de medida de segurança, deixando de expedir em tempo oportuno ou de executar imediatamente a ordem de liberdade; III - submete pessoa que está sob sua guarda ou custódia a vexame ou a constrangimento não autorizado em lei; IV - efetua, com abuso de poder, qualquer diligência. → ESTÁ EM VIGOR.

Art. 350, Parágrafo Único, IV, CP → STJ → está em vigor, continua sendo aplicável, Não foi revogado. (HC. 65.499/SP, STJ – 27.mar.2008; HC. 48.083/MG, STJ – 20.nov.2007). RE. 73.914/SP, STF. HC. 63.612/GO, STF. 12.10) TIPOS PENAIS 12.10.1) Art. 3º da lei Parte da doutrina → tal artigo viola o princípio da taxatividade (crimes inconstitucionais). Fundamento: Tipo penal vago, genérico e impreciso. STF e STJ entendem que é constitucional. Se a conduta se enquadrar no art. 3º e também no art. 4º (conflito aparente de normas) → prevalece o art. 4º (que é taxativo). Crimes do art. 3º é subsidiário. Ele se aplica, desde que a conduta não configure o art. 4º, L. 4.898/65 – Lei de Abuso de Autoridade.
Art. 3º. Constitui abuso de autoridade qualquer atentado: a) à liberdade de locomoção; b) à inviolabilidade do domicílio; c) ao sigilo da correspondência; d) à liberdade de consciência e de crença; e) ao livre exercício do culto religioso; f) à liberdade de associação; g) aos direitos e garantias legais assegurados ao exercício do voto; h) ao direito de reunião; i) à incolumidade física do indivíduo; j) aos direitos e garantias legais assegurados ao exercício profissional. (Incluído pela Lei nº 6.657,de 05/06/79)

A) Liberdade de locomoção Só pode ser violada na forma do art. 5º, XV, CF.
Art. 5º. XV - é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens;

Direito de locomoção inclui o direito de permanecer no lugar. Os atos decorrentes do poder de polícia estatal como são auto-executáveis (não dependem de ordem judicial) não configuram abuso de autoridade se justificados. (Exercício do poder de polícia legítimo do Estado – NUCCI). Ébrios e doentes mentais → eles podem ser retirados de determinados locais e retidos em órgãos públicos (p. ex.: hospital) ou encaminhados para suas casas, desde que estejam perturbando a ordem pública ou colocando em perigo a segurança própria ou alheia.

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135 Prisão para averiguação: sempre é abuso de autoridade. Não significa detenção momentânea.
PRISÃO PARA AVERIGUAÇÃO Prisão para averiguação - coloca na cela e investiga. PRISÃO MOMENTÂNEA Detenção momentânea é legítima. Por ex.: conduzir até a delegacia para verificar a autenticidade de documentos ou se está sendo procurado (pessoa fica na delegacia o tempo necessário para essa conferência).

B) Inviolabilidade do domicílio Art. 5º, XI, CF
Art.5º, XI - a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial;

À noite, nem com ordem judicial dá para entrar, só em flagrante delito ou desastre. Domicílio: é qualquer local não aberto ao público que seja utilizado para o trabalho ou para moradia, ainda que momentânea. Quarto de hotel é domicílio → moradia provisória. Sala do contador é domicílio. O CTN permite que fiscais da administração fazendária entrem em qualquer domicílio independentemente de mandado. Todavia, estes fiscais precisam de mandado judicial (STF e STJ – Caso Collor). A Falta de mandado gera a ilicitude da prova, podendo ensejar abuso de autoridade se o ato foi praticado com a finalidade abusiva – Esta parte do CTN que autoriza a entrada sem mandado não foi recepcionada pela CF/88. C) Sigilo da correspondência Correspondência aberta perde o caráter da sigilosidade. Art. 151, §1º, I, CP – revogado quando praticado por autoridade.
Art. 151 - Devassar indevidamente o conteúdo de correspondência fechada, dirigida a outrem: Pena - detenção, de um a seis meses, ou multa. Sonegação ou destruição de correspondência § 1º - Na mesma pena incorre: I - quem se apossa indevidamente de correspondência alheia, embora não fechada e, no todo ou em parte, a sonega ou destrói;

Violação de correspondência (art. 151, §1º, I, CP) praticada por autoridade → princípio da especialidade → abuso de autoridade (art. 3º, c, L. 4.898/65). Exceções ao sigilo - princípio da relatividade dos direitos fundamentais - nenhum direito fundamental é absoluto: 1. Durante o Estado de Defesa e o Estado de Sítio (art. 136, §1º, b, CF; art. 139, III, CF) 2. Crime organizado. Art. 2º, III, Lei do crime organizado – desde que tenha ordem judicial para violar pode violar. Em qualquer fase da persecução penal. 3. Correspondência de preso. Art. 41, XV, LEP (L. 7.210/84). A violação da correspondência dos presos, se injustificada, caracteriza abuso de autoridade - HC. 70.814, STF (Rel. CELSO DE MELLO – ministro garantista). 4. Correspondência de advogado. Art. 7º, II, Estatuto da OAB (L. 8.906/94). correspondência de advogado só pode ser aberta com ordem judicial e na presença de representante

LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL
vários

OBS. E) Liberdade de associação A CF diz que as associações podem ser criadas livremente.105/DF e 1. O abuso de autoridade consistirá em coibir injustificadamente as manifestações pacíficas e ordeiras sobre a liberdade e consciência de crença.1: Cultos com excesso de som  pode ser impedido pela autoridade competente. Ex.127/DF → expressão: “na presença de representante da OAB”. mas precisa avisar a autoridade pública (pré-aviso). 23. bem como o plantio. 5. sem armas. Não estão preservadas pelo sigilo das comunicações.: Deve-se verificar se este atentado constitui ou não num crime eleitoral (lei 4737/65 – Código Eleitoral). inclusive por meio de cultos) e o livre exercício do culto religioso. Assim.2: passeata religiosa onde os manifestantes quebram o patrimônio público – pode ser coibido.ADI 1. Garante-se.05. A Convenção de Viena permite a utilização de plantas da onde se pode extrair drogas em rituais religiosos. em todo o território nacional.: Art. 2º da lei 11343/2006 (lei de drogas): Art. consiste ainda em contravenção penal.136 da OAB . F) Atentado ao exercício do voto OBS. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . G) Direito de reunião Este direito está garantido também no art. seja em locais público desde que não prejudique uma outra reunião anteriormente marcada para o mesmo local. não haverá abuso de autoridade se a autoridade tiver justo motivo para coibir a manifestação. não haverá abuso de autoridade. Pois se trata de ambientes públicos e destinadas a conversas informais (STJ). caracterizando norma especial. desde que com ordem judicial. sobre Substâncias Psicotrópicas. a respeito de plantas de uso estritamente ritualístico-religioso. 2o Ficam proibidas.2009 – SILVIO MACIEL D) Liberdade de consciência e de crença e ao livre exercício do culto religioso A CF garante a liberdade de crença (ser ateu também está garantido pela CF. OBS. a colheita e a exploração de vegetais e substratos dos quais possam ser extraídas ou produzidas drogas. A CF veda apenas dois tipos de associações: com fins ilícitos e as com caráter paramilitar. das Nações Unidas. Ex. bem como o que estabelece a Convenção de Viena. sem autorização do poder público. ressalvada a hipótese de autorização legal ou regulamentar. A CF também permite a sua exteriorização. 5º da CF. Expressão constitucional com a seguinte leitura: se a OAB for intimada e não indicar um representante a abertura pode se dar sem a sua presença. as drogas. Logo. desde que: a reunião seja pacífica. Conversas em sala de bate papo. desde que a autoridade tenha justo motivo para coibir a liberdade religiosa. a cultura. de 1971.: Não precisa de autorização para fazer a reunião.

a interferência na reunião é abuso de autoridade. sem estar documentada no IP. NUCCI entende que a lesão leve fica absorvida pelo o abuso (minoritário). ter acesso amplo aos elementos de prova que. mas tais elementos de prova devem estar já documentados em procedimento investigatório (se a interceptação telefônica do investigado ainda não tiver sido conclusa. no interesse do representado. não poderá o advogado ter vista). Não pode uma reunião atrapalhar outra reunião já marcada para aquele local H) Atentado à incolumidade física do individuo Pode ser até uma vias de fato. OBS. como até uma tentativa de homicídio. Há entendimento minoritário de que o concurso aqui seria o concurso material (pois os crimes protegem bens jurídicos distintos). Deve assim o Delegado deixar o advogar ter acesso aos autos do inquérito. 12. Colocando em perigo a incolumidade física da vítima. 4º da lei Art. Ex. Súmula Vinculante 14 É direito do defensor. se o abuso de autoridade caracterizar tortura. 7º do EOAB.2) Art. Não pode a reunião estar sendo realizada de forma desordeira ou violenta. prevalece o entendimento de que ele ficará absorvido pelo o crime de tortura.10.: passeata armada. o abuso de autoridade já está caracterizado. Mas. podendo caracterizar abuso de autoridade. reunião com agressões etc. digam respeito ao exercício do direito de defesa. Tal perigo à incolumidade física do indivíduo não é absorvido pelo homicídio ou lesão corporal.1: E a incolumidade psíquica? R. OBS. Não se trata de analogia in malam partem ou interpretação extensiva em desfavor do réu. já documentados em procedimento investigatório realizado por órgão com competência de polícia judiciária. sob pena de responder por crime de abuso de autoridade.137 Se a reunião foi feita de forma legal.2: E se a vítima sofre lesões? R. ex. I) Atentado aos direitos e garantias legais assegurados ao exercício profissional Trata-se de norma penal em branco – o direito ou garantia profissional deve estar previsto em outra lei. atendendo aos requisitos constitucionais.: violar os direitos do advogado (com intuito de abusar) – são garantidos pelo o art. 4º Constitui também abuso de autoridade: Ordenar ou executar medidas privativas de liberdade sem as formalidades legais ou com abuso de poder LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . Juiz que se recusa a falar com o advogado – STJ – RMS 19296/SC  o juiz pratica ilegalidade.: Haverá concurso formal de crimes (lesão corporal (ou homicídio) + abuso de autoridade).: Prevalece o entendimento de que sim! Incolumidade física é o que atinge o indivíduo em si (psicologicamente ou fisicamente). diferente do entendimento do STJ.

Submeter a pessoa a vexame ou constrangimento não autorizado em lei: exs. como já aqui visto).: Se esta conduta for praticada contra criança ou adolescente. 5º. OBS. sem justa causa. e não apenas o preso.: impedir o preso. Se o vexame ou o constrangimento for legal.2: com abuso de poder – cumprir mandado de prisão algemando desnecessariamente Súmula vinculante n. imediatamente. O crime de abuso de autoridade só existe se a prisão não for comunicada ao juiz. sem prejuízo da responsabilidade civil do Estado. OBS. Privar a criança ou o adolescente de sua liberdade. Vítima pode ser qualquer pessoa. quando praticadas contra criança e adolescente.detenção de seis meses a dois anos. ex. Deixar de comunicar. 230. Ex. guarda ou vigilância a vexame ou a constrangimento: Pena .: pessoa que esteja cumprindo medida de segurança. procedendo à sua apreensão sem estar em flagrante de ato infracional ou inexistindo ordem escrita da autoridade judiciária competente: Pena . Ex. 230 do ECA Art. expor o preso na mídia sem o seu consentimento. Submeter criança ou adolescente sob sua autoridade. 232. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .138 Esta alínea a revogou tacitamente o art. Fala-se de guarda e custódia de maneira genérica. não haverá crime. LXII. Deixar de comunicar a família do preso ou a pessoa por ele indicada não é crime de abuso de autoridade.a prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados imediatamente ao juiz competente e à família do preso ou à pessoa por ele indicada. por parte do preso ou de terceiros. caput. justificada a excepcionalidade por escrito.: suspender direito de visita do preso por justo motivo. do CP (apenas o caput. da CF LXII . caracteriza o art. Parágrafo único.: Muitas das condutas previstas na Lei de abuso de autoridade. o resto do artigo continua em vigor. caracterizam crime previsto no ECA. Art. Só é lícito o uso de algemas em caso de resistência e de fundado receio de fuga ou de perigo à integridade física própria ou alheia.1: sem as formalidades legais – manter alguém preso sem lavrar o auto de prisão em flagrante. de receber visitas. Submeter pessoa sob sua guarda ou custódia a vexame ou a constrangimento não autorizado em lei O autor deste crime só pode ser a autoridade que tenha a guarda ou a custódia da vítima. ao juiz competente a prisão ou detenção de qualquer pessoa A CF diz que a prisão precisa ser comunicada aos familiares ou pessoa de interesse do preso. apreendida ilegalmente. 350. Assim. sob pena de responsabilidade disciplinar civil e penal do agente ou da autoridade e de nulidade da prisão ou do ato processual a que se refere.detenção de seis meses a dois anos. pessoa que foi à Delegacia prestar testemunho e lá está sob custódia da autoridade policial etc. 232 do ECA Art. o crime será o do art. Incide na mesma pena aquele que procede à apreensão sem observância das formalidades legais. Ex. 11. imediatamente. se a vítima for criança ou adolescente.

Se a vítima for criança ou adolescente.2: Se a vítima for criança ou adolescente.: Se o Delegado. emolumentos ou qualquer outra despesa. Deixar a autoridade competente.detenção de seis meses a dois anos. qualquer magistrado. Ministro de Tribunal Superior. Prender ou deter quem quer se que proponha a prestar fiança permitida em lei Cobrar o carcereiro ou agente de autoridade policial carceragem. 30 + 30 nos crimes hediondos e equiparados. 231. de ordenar a imediata liberação de criança ou adolescente. a lei estipula que a autoridade policial deve soltar o preso. 234 do ECA. o sujeito ativo pode ser a autoridade competente. de propósito. custas. quer quanto à espécie quer quanto ao seu valor Ato lesivo da honra ou do patrimônio de pessoa natural ou jurídica. desde que a cobrança não tenha apoio em lei. o crime será o art. Decorrido o prazo da prisão. Prolongar a execução de prisão temporária ou de pena ou medida de segurança (Lei 7960/89) Prisão temporária  5 + 5 nos crimes comuns. sem justa causa. A palavra “juiz” entende-se: juiz. independentemente de alvará de soltura. Deixar a autoridade policial responsável pela apreensão de criança ou adolescente de fazer imediata comunicação à autoridade judiciária competente e à família do apreendido ou à pessoa por ele indicada: Pena . No ECA é crime deixar de comunicar o juiz ou à família do apreendido ou à pessoa por ele indicada (está mais de acordo com a CF). ou seja. Se a lesão à pessoa for de forma legal.139 OBS. quando praticado com abuso ou desvio de poder ou sem competência legal Deve lesar a honra ou patrimônio de pessoa física ou jurídica de forma ilegal. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . Deixar o juiz de ordenar o relaxamento de prisão ou detenção ilegal que lhe seja comunicada O Delegado comunica o juiz quanto à prisão ilegal e este a mantém. 231 do ECA. A lei e a CF diz que a comunicação deve ser dada ao juiz competente. Art. comunica o juiz incompetente sobre a prisão  caracteriza crime de abuso de autoridade. 234. OBS.detenção de seis meses a dois anos Aqui. desembargador. tão logo tenha conhecimento da ilegalidade da apreensão: Pena . não haverá crime (interdição do estabelecimento comercial pela vigilância sanitária pois não cumpriu as regras básicas de saúde). o crime será o do art. deixando de relaxá-la  caracteriza o crime em estudo. Imediatamente: há muitas cidades onde não há juiz de plantão. e não só a autoridade judiciária. Art.

4º. A diferença é de grau e quantidade – “crimes” são infrações mais graves. Se a vítima for criança ou adolescente  art.140 Tal prolongamento pode decorrer por deixar de expedir ordem de soltura ou por deixar de cumprir ordem de soltura. Art.: Comete abuso de autoridade da mesma forma. § 4º As penas previstas no parágrafo anterior poderão ser aplicadas autônoma ou cumulativamente. Na Lei de abuso de autoridade há a inabilitação para o exercício de qualquer outra função pública pelo prazo de até 3 anos. PRAZO DE PRESCRIÇÃO DOS CRIMES DE ABUSO DE AUTORIDADE A lei não prevê regras sobre prescrição. a inabilitação para o exercício de função pública é aplicada pelo dobro do prazo aplicado na pena de prisão (5 anos de reclusão – 10 anos de inabilitação para a função pública). injustificadamente. Ela é o gênero que comporta 2 espécies: crime e contravenção. delito liliputiano.: E se o Delegado deixar de cumprir alvará de soltura de prisão preventiva? R. por prazo de um a cinco anos. § 5º Quando o abuso for cometido por agente de autoridade policial. aplica-se as regras gerais do Código Penal. da Lei de Abuso de Autoridade. OBS. poderá ser cominada a pena autônoma ou acessória. Quanto à ultima pena – perda ou inabilitação par ao exercício de função pública – não se trata de efeito automático – deve ser aplicada na sentença de forma motivada. de não poder o acusado exercer funções de natureza policial ou militar no município da culpa. Tais penais podem ser aplicadas isolada ou cumulativamente (aplica uma. delito vagabundo. 13) DECRETO-LEI 3688/41 – LEI DAS CONTRAVENÇÕES PENAIS No Brasil. não existe diferença entre crime e contravenção. SANÇÕES PENAIS NOS CRIMES DE ABUSO DE AUTORIDADE § 3º A sanção penal será aplicada de acordo com as regras dos artigos 42 a 56 do Código Penal e consistirá em: a) multa de cem a cinco mil cruzeiros. de qualquer categoria. b) detenção por dez dias a seis meses. “contravenções” são infrações menos graves. A doutrina apelidou a contravenção de crime-anão. civil ou militar.detenção de seis meses a dois anos. duas ou as três). pois ambos são infrações penais/ilícitos penais/ambos representam violação à lei penal. Ontologicamente (na essência). logo. c) perda do cargo e a inabilitação para o exercício de qualquer outra função pública por prazo até três anos. 235. mas responde pelo o art. DIFERENTE da lei de tortura onde a perda do cargo é efeito automático da condenação. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . prazo fixado nesta Lei em benefício de adolescente privado de liberdade: Pena . há duas espécies de infração penal. a. Na lei de tortura. 235 do ECA. Descumprir.

pois o art. ela só não é punida. OBS. detenção ou multa). • Contravenção de retenção ilegal de documentos – Lei 5053/68. Logo. Tempo máximo cumprimento da pena Erro de direito de Prazo máximo de 30 anos – art. e. 5º da CF). a competência para apuração delas é toda do JECRIM. 1º da LICP – distinção legal entre crime e contravenção.5: Contravenção penal praticada em violência doméstica contra mulher  há divergência. e o procedimento de apuração e o sumaríssimo. Ação penal pública incondicionada.3: Prevalece o entendimento de que as contravenções penais (todas elas). inclusive a contravenção de vias de fato. 75 do CP Não se aplica o erro de direito – é o erro sobre a existência da lei.: Cabe ação privada subsidiária da pública (trata-se de direito fundamental – art. Pode o juiz deixar de aplicar a pena no caso de contravenção penal.4: Justiça Federal não julga contravenções penais. 13. mas são punidas exclusivamente com multa. CRIME Reclusão ou detenção. Jamais se aplica a lei brasileira a uma contravenção cometida fora do Brasil. • Contravenção referente à locação – prevista na lei de locação – art. condicionada ou ação penal privada Tentativa Ação penal Extraterritorialidade Existe extraterritorialidade em relação a crimes.141 Há várias diferenças legais entre crimes e contravenções Pena CONTRAVENÇÃO Prisão simples e/ou multa ou só multa. A tentativa existe. A doutrina diz que a competência é do JECRIM.1: No Código Eleitoral há algumas infrações que estão no capítulo dos crimes eleitorais. j. Quanto à raça e cor  foram transformadas em crimes (Lei 7716/89). 41 da Lei Maria da Penha diz que não se aplica a Lei 9099/95 aos crimes praticados em violência doméstica contra mulher.1) CONTRAVENÇÕES PENAIS EM OUTRAS LEIS ESPECIAIS • Contravenções ambientais – art. Prazo máximo de 5 anos – art. Não existe extraterritorialidade em relação às contravenções penais. Exceção: Se o contraventor tiver prerrogativa de foro na Justiça Federal garantido pela Constituição Federal. Não é punida. OBS. cor. são infrações de menor potencial ofensivo. 43 da Lei 8245/91. Se o foro especial estiver previsto na Constituição Estadual  competência da Justiça Estadual (norma estadual não pode prevalecer sobre a norma prevista na Constituição Federal). Tal distinção está no art. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . cumulada ou não com multa (reclusão e multa. Há entendimento de que tais infrações são consideradas contravenções penais – TOURINHO FILHO.2: A lei 7437/85 previa contravenções de preconceito de raça. reclusão ou multa. 26. l e m do Código Florestal – Lei 4771/65. sendo contravenções penais. independentemente da pena máxima cominada. Todas as ações penais são pública incondicionada. OBS. É punida. Tal lei não prevê preconceito em relação ao sexo e estado civil  esta lei continua em vigor quanto ao preconceito de sexo (não se lê: orientação ou opção sexual) e estado civil. inclusive as que tenham procedimento especial de apuração. • Contravenções referentes a loterias – Dec. OBS. sexo e estado civil.Lei 6259/44 – revogou os artigos 51 a 58 da Lei das Contravencões Penais aqui a ser estudada. 10 da LCP Aplica-se nas contravenções penais. • Contravenção contra a Economia Popular – Lei 4591/64. detenção e multa. OBS. OBS.

adolescente responde a ato infracional correspondente à contravenção penal. 20. II. ao tempo de sua prática.5) CONTRAVENÇÕES TÍPICAS (PRÓPRIAS) E ATÍPICAS (IMPRÓPRIAS) Art.e por lesões corporais.A. 1. Tais contravenções não necessitam de dolo ou culpa. O tipo penal de perigo abstrato não é abusivo e. Inadmissibilidade da extradição quanto ao delito de porte de armas que. de um ou de outra. Para a existência da contravenção. Toda a doutrina diz que isso não se aplica mais. constituia no Brasil mera contravenção penal. primeira parte. qualquer efeito jurídico. quando ele tipificar o comportamento que é comprovadamente não perigoso. com relação às condenações por roubos agravados . III. 77. 13. portanto. a análise da prescrição deve ser feita.97. Art. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . 13. 13. relativamente a cada um dos delitos. constitucional quando regras concretas de experiência demonstram que o comportamento realizado é realmente perigoso.142 Jurisprudência – vem dizendo que não se aplica a lei 9099/95 nem nas contravenções penais praticadas em situação de violência doméstica contra a mulher. inconstitucional. RHC 81057 – STF. não existindo contravenção somente com conduta voluntária. 2. Assim. que não permite a análise da prescrição. Art. Tratando-se de pedido de extradição. Deve-se. para fins de execução já iniciada. Ementa EMENTA: 1. 5º As penas principais são: I – prisão simples. Contravenções atípicas/impróprias – exigem dolo ou culpa. 3. 3º da LCP. Contravenções típicas/próprias – só exigem conduta voluntária (decorrente de vontade).2.437. anterior à edição da L. se a lei faz depender. não à luz da pena unificada para fins de execução. II – multa. Todavia. Concessão de anistia quanto à condenação à pena de 1 ano de reclusão pelo delito de "Tentativa de evasão de condenado" ocorrida em Antibes (Tratado incidente.6) PENAS PREVISTAS PARA AS CONTRAVENÇÕES Art. ter em conta o dolo ou a culpa. IV. o tipo penal de perigo abstrato será abusivo e. 13.3) CONTRAVENÇÕES E INFRAÇÕES DE PERIGO ABSTRATO STF e STJ – consideram constitucionais os crimes de perigo abstrato. 103 do ECA diz que ato infracional é o ato que corresponde a uma crime ou a uma contravenção penal. Ex. do Estatuto do Estrangeiro . 9. c).na forma tentada e consumada . 13. basta a ação ou omissão voluntária.só permite a extradição pela prática de crime – EXT 1065/ITÁLIA de 2007. Extradição executória: prescrição: base de cálculo. 3º. mas sim das penas efetivamente aplicadas ou que restam a cumprir. Deficiência da instrução documental do pedido.4) EXTRADIÇÃO DE ESTRANGEIRO POR CONTRAVENÇÃO PRATICADA NO BRASIL É pacífico no STF que estrangeiro não pode ser extraditado em razão de contravenção praticada no Brasil. Só haveria contravenção se existir dolo ou culpa. portanto. todavia.2) CONTRAVENÇÃO E ATO INFRACIONAL O art. – art. da LCP.: transportar cocaína – as regras concretas de experiência demonstram que cocaína gera perigo à saúde pública.

isentando o réu de pena quando configurada a possibilidade de inescusabilidade.143 Art.9) MULTA Art. não excede a quinze dias. em regime semi-aberto ou aberto. Casos de não-reincidência: • Condenação no estrangeiro por contravenção e praticar crime ou contravenção no Brasil. 6º A pena de prisão simples deve ser cumprida. deve a pena ser cumprida em seção especial de prisão comum (que deve ser prisão comum de regime aberto). sem rigor penitenciário. de acordo com o que dispõe o Código Penal sobre a conversão de multa em detenção. 13. quando escusável. 7º da LCP com o art. 63 do CP. 21 do CP. (Redação dada pela Lei nº 6. • O condenado deve ficar separado dos condenados à pena de reclusão ou detenção. quando escusaveis. • A pena deve ser cumprida em estabelecimento especial ou seção especial de prisão comum – deve existir um estabelecimento especial só para contraventores. a pena pode deixar de ser aplicada. de 24. o juiz aplica o art. Casos de reincidência: • • Se o réu tiver condenação definitiva por contravenção praticada no Brasil e praticar nova contravenção no exterior. Pode o juiz aplicar o perdão judicial no caso de erro de direito caso verificada. • Se a pena for de até 15 dias. Parágrafo único. Regras sobre a prisão simples: • Só pode ser cumprida em regime aberto ou semi-aberto – jamais em regime fechado (nem pro regressão). 13. 9º A multa converte-se em prisão simples. em estabelecimento especial ou seção especial de prisão comum. a conversão em prisão simples se faz entre os limites de quinze dias e três meses. Se a multa é a única pena cominada. mas ele não existe.5. § 2º O trabalho é facultativo. Tem-se: ignorância da lei (desconhecer que a lei existe) ou errada compreensão da lei (erro de proibição). o trabalho é facultativo 13. A errada compreensão da lei.7) REINCIDÊNCIA NAS CONTRAVENÇÕES Deve-se combinar o art. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .416. • Condenação no Brasil por contravenção e cometer crime no Brasil. se a pena aplicada. 8º No caso de ignorância ou de errada compreensão da lei.8) ERRO DE DIREITO E PERDÃO JUDICIAL Art. Condenação definitiva no Brasil ou no estrangeiro por crime e praticar contravenção no Brasil.1977) § 1º O condenado a pena de prisão simples fica sempre separado dos condenados a pena de reclusão ou de detenção. logo.

13.144 Este artigo está tacitamente revogado (o CP não permite mais a conversão de multa em detenção). abrangendo não só os crimes como também as contravenções penais. 75 DO CÓDIGO PENAL. 12 não é mais aplicado. ser superior a cinco anos. NÃO É CONSIDERADA PARA A CONCESSÃO DE OUTROS BENEFÍCIOS.5. A Súmula 715 do STF diz que os benefícios da execução penal são calculados sobre o total da condenação e não sobre os 30 anos.293/MG). da CF mesmo na prática de contravenções penais – ALEXANDRE DE MORAES e TSE 30. É vedada a cassação de direitos políticos. 13. O último efeito do art. 15. III. 13. em qualquer caso. enquanto durarem seus efeitos. SÚMULA Nº 715 DO STF A PENA UNIFICADA PARA ATENDER AO LIMITE DE TRINTA ANOS DE CUMPRIMENTO. Condenação por contravenção suspende direito político – ALEXANDRE DE MORAES.1977) Sursis no CP Sursis simples e Sursis especial  2 a 4 anos. nem a importância das multas ultrapassar cinquenta contos. em caso algum. independentemente da espécie de pena (TSE. 15 da CF. A duração da pena de prisão simples não pode.2009 – SILVIO MACIEL Art. sursis etário e humanitário  4 a 6 anos.416. A expressão “transitada em julgado” do artigo 15. bem como conceder livramento condicional. COMO O LIVRAMENTO CONDICIONAL OU REGIME MAIS FAVORÁVEL DE EXECUÇÃO. DETERMINADO PELO ART. de 24. pois não existe mais penas acessórias no Direito Penal. Esta súmula também se aplica às contravenções penais. RESPE 13. Desde que reunidas as condições legais. o juiz pode suspender por tempo não inferior a um ano nem superior a três.11) SURSIS E LIVRAMENTO CONDICIONAL EM CONTRAVENÇÕES PENAIS Art. 12 da LCP de suspensão dos direitos políticos continua sendo aplicado em razão do art. Caberá livramento condicional nas contravenções penais quando presentes os requisitos legais do livramento condicional. a execução da pena de prisão simples. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . 11.05. Na LCP o prazo é de 1 a 3 anos. (Redação dada pela Lei nº 6.10) DURAÇÃO DA PENA Art.condenação criminal transitada em julgado. III CF não distingue o tipo de infração cometida. 10.12) PENAS ACESSÓRIAS O art. cuja perda ou suspensão só se dará nos casos de: III .

Presumem-se perigosos. pelo prazo mínimo de um ano: (Regulamento) I – o condenado por vadiagem (art. 13. mesmo que a pena máxima aplicada seja maior de 2 anos (mesmo as infrações de loterias). Contravenção penal é sempre infração penal de menor potencial ofensivo. 13. 16. O contraventor inimputável pode sofrer as medidas do CP. O prazo mínimo de duração da internação em manicômio judiciário ou em casa de custódia e tratamento é de seis meses. DAMÁSIO diz que este prazo mínimo de internação previsto no artigo 16 não se aplica mais. A doutrina diz que esse parágrafo único não se aplica mais. Art. Tais artigos não se aplicam mais – o sistema constitucional e penal brasileiro proíbe qualquer presunção de periculosidade. Art. em estado de embriaguez pelo álcool ou substância de efeitos análogos. devendo a autoridade proceder de ofício. assim caso seja uma menor de idade que tenha praticado a contravenção não pode o juiz aplicar medida de segurança por meio de transação penal. o processo precisa seguir e o juiz aplicar a medida de segurança na sentença absolvição imprópria. pode. 14. A ação penal é pública. 59). 78 do Código Penal: I – o condenado por motivo de contravenção cometido. O prazo de internação é de 6 meses. II – o condenado por vadiagem ou mendicância. A parte final. NUCCI entende que a liberdade vigiada ainda pode ser aplicada (minoritária). alem dos indivíduos a que se referem os ns.13) PRESUNÇÃO DE PERICULOSIDADE NAS CONTRAVENÇÕES – ARTS. 15. por motivo de contravenção. 17. Se houver vítima determinada. “à exceção do exílio local” está revogada. submeter o indivíduo a liberdade vigiada. São internados em colônia agrícola ou em instituto de trabalho. as medidas de segurança estabelecidas no Código Penal. caberá ação penal privada subsidiária da pública. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . O juiz. entretanto. porque a liberdade vigiada foi extinta com a reforma do CP. porque nem o CP prevê mais isso. à exceção do exílio local. 14 E 15 Art. O juiz pode substitui a medida de segurança por liberdade vigiada. Porém. Parágrafo único. de reeducação ou de ensino profissional.14) AÇÃO PENAL PÚBLICA É publica incondicionada – todas as contravenções. Art. Cabe medida de segurança nas contravenções penais. o CP só se aplica se não houver lei especial em sentido contrário. I e II do art. Aplicam-se. enquanto que no CP é de 1 a 3 anos– artigo 16 da lei.145 Art. pois teria sido revogado pelo CP que dispõe que o prazo é de 1 a 3 anos. 60 e seu parágrafo). ao invés de decretar a internação. II – o condenado por mendicância (art. Entretanto. quando habitual a embriaguez. 13.

logo. ou multa. sem licença da autoridade: Pena – prisão simples. ex. OBS. tal contravenção se aplicava às armas de fogo. quem. Os dois artigos tratam da fabricação ou comércio de arma de fogo e seu porte. § 1º A pena é aumentada de um terço até metade. de três meses a um ano. A jurisprudência entende que só caracteriza tal contravenção se o indivíduo estiver portando a arma com o objetivo de utilizá-la como arma.1) Art. ou multa. Art. de quinze dias a seis meses. tais artigos estão tacitamente revogados – primeiramente pela Lei 9437/97 e posteriormente pela Lei 10826/2003 (estatuto do desarmamento). de quinze dias a três meses. se o agente já foi condenado. em sentença irrecorrivel.15) PRINCIPAIS CONTRAVENÇÕES PENAIS EM ESPÉCIE 13. A doutrina diz que quanto às armas de fogo e munição. importar. ou ambas cumulativamente. Fabricar. pois a LCP nada dispõe sobre confisco – RESP 83857/RJ (STJ). STF e STJ – vias de fato continua sendo ação penal pública incondicionada. possuindo arma ou munição: a) deixa de fazer comunicação ou entrega à autoridade. de duzentos mil réis a três contos de réis. c) omite as cautelas necessárias para impedir que dela se apodere facilmente alienado. permitindo a incriminação pelo o porte de arma branca. b) permite que alienado menor de 18 anos ou pessoa inexperiente no manejo de arma a tenha consigo. 18. ou ambas cumulativamente. menor de 18 anos ou pessoa inexperiente em manejá-la. pois não se exige licença para usar arma branca .2: O art. do CP. de duzentos mil réis a um conto de réis. sem permissão da autoridade. quando a lei o determina.146 Quando a lei 9099/95 transformou a lesão corporal leve dolosa e a lesão corporal culposa em ação penal pública condicionada. ainda. a doutrina e jurisprudência entendem que tais artigos continuam em vigor – RESP 54056/SP – os artigos foram derrogados. 13. todavia. 19 não se aplica às armas brancas.1: É possível o confisco da arma em contravenção? R. A) Porte de arma branca e homicídio ou lesões corporais LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . II. de contravenção penal de perigo abstrato. por violência contra pessoa.: O CP só prevê o confisco de instrumentos de crimes. de um a cinco contos de réis. se o fato não constitue crime contra a ordem política ou social. 18 e 19 – armas e munições Art.: jardineiro que anda com uma tesoura – não pratica contravenção. 92. Trazer consigo arma fora de casa ou de dependência desta. Trata-se. entendeu-se que a contravenção penal de vias de fato também seria. exportar. 19. arma ou munição: Pena – prisão simples.15. § 2º Incorre na pena de prisão simples. ter em depósito ou vender. OBS. ou multa. Quanto às armas brancas. o entendimento majoritário é de que cabe sim – aplica-se subsidiariamente o art.

. 13.: A simples dor. desde que não prove destinação legítima: Se a pessoa já tem condenação definitiva por furto ou roubo.” – a doutrina diz que o dispositivo é inconstitucional. de trezentos mil réis a três contos de réis. “O vadio ou o mendigo. gazuas. assim. responderá pelos dois: pela contravenção penal e pelo o homicídio. Aumenta-se a pena de 1/3 (um terço) até a metade se a vítima é maior de 60 (sessenta) anos. 21 – Vias de fato Art. Ter alguem em seu poder. puxar cabelo. sem roubar e sem estar condenado. de seis meses a dois anos. NUCCI. as vias de fato também terá de ser assim – analogia in bonam partem (DAMÁSIO. sem comprovações de lesões. se a lesão corporal lese depende de representação.. ou enquanto sujeito à liberdade vigiada ou quando conhecido como vadio ou mendigo.15. 17 da LCP diz que toda contravenção é de ação penal pública incondicionada – trata-se de norma especial que prevalece sobre a norma do art. a contravenção ficará absorvida. RONALDO BATISTA PINTO). segundo que fere o principio da igualdade. Fabricar. 24 e 25 – instrumento utilizado em furto Art. Se o indivíduo porta uma arma branca e ocasionalmente a utiliza no homicídio. de cem mil réis a um conto de réis. não exige contato físico (pode ter. Se o contraventor efetivamente utilizar este objeto na prática de furto. 24. Praticar vias de fato contra alguem: Pena – prisão simples. primeiramente porque cria uma injustificável presunção de periculosidade. A) Espécies de ação penal nas vias de fato 1ª corrente: é ação penal pública condicionada à representação. arremesso de líquido. STF). e o eritema (vermelhidão na pele) constituem vias de fato.741. depois de condenado. pois. será vias de fato majorada. ficará a contravenção absorvida pelo o homicídio. ou multa. rasgar a roupa da pessoa. 88 da Lei dos Juizados Especiais (ADA PELEGRINI. 13. tapas nas costas. por crime de furto ou roubo. Vias de fato.15. É um conceito residual (obtido por exclusão). Art. OBS. (Incluído pela Lei nº 10. se o fato não constitue crime. Estar na posse somente. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . a simples posse já caracteriza a contravenção penal. Exs. Vias de fato são todos os atos de violência física que não caracterizem lesões corporais.3) Art. Parágrafo único. A objetividade jurídica é a incolumidade pessoal. de vias de fato: empurrões. de 2003) Se for cometido contra vítima maior de sessenta anos. Devem os objetos ser notoriamente instrumentos de furto ou roubo.147 Se o porte de arma branca ocorreu exclusivamente para a prática de homicídio.2) Art. 25. ceder ou vender gazua ou instrumento empregado usualmente na prática de crime de furto: Pena – prisão simples. de quinze dias a três meses. mas não se exige). pois o art. Qualquer pessoa pode praticar tal contravenção. não pratica nada. 21. e multa. chaves falsas ou alteradas ou instrumentos empregados usualmente na prática de crime de furto. tentativa de homicídio ou injúria real. 2ª corrente: é ação penal pública incondicionada.

a contravenção desaparece. abandona animal de tiro. ou não guardar com a devida cautela animal perigoso: Pena – prisão simples. em lugar habitado ou em suas adjacências. em via pública ou em direção a ela. vender. causa deflagração perigosa. OBS. Pune 4 condutas: disparar arma de fogo. Parágrafo único. sem licença da autoridade. Trata-se de uma contravenção de perigo presumido (não precisa provar que houve perigo real a alguém).15. carga ou corrida. causar deflagração perigosa. Soltar balão aceso – tacitamente revogado – crime ambiental previsto no art. ou multa. soltar balão. Se o animal efetivamente atacar alguém. de quinze dias a dois meses. 251. de trezentos mil réis a três contos de réis. ou o confia à pessoa inexperiente. Disparar arma de fogo – tacitamente revogado – constitui crime do art. as duas primeiras são dolosas e a última é culposa. ou entregar de qualquer forma à criança ou adolescente.5) Art. em via pública ou em direção a ela: Pena – prisão simples. 31. III. Dessas 3 condutas. 31 – Deixar em liberdade animal perigoso Art. Incorre na pena de prisão simples. caracterizando crime de lesão corporal. soltar balão aceso. causar deflagração perigosa Art. queima fogo de artifício ou solta balão aceso. c) conduz animal. Pode praticá-lo qualquer pessoa que tenha guarda do animal. 15 do Estatuto do Desarmamento. 28 – disparo de arma de fogo. exceto aqueles que pelo seu reduzido potencial sejam incapazes de provocar qualquer dano físico – tratase de crime. queimar fogos de artifício. parágrafo único. de um a seis meses. 13. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . quem. ainda que gratuitamente. 244 do ECA – pune a conduta de fornecer. Deixar em liberdade. de duzentos mil réis a dois contos de réis. ou multa.: Art.4) Art. queimar fogos de artifício. O tipo penal pune 3 condutas: deixar o animal em liberdade. Parágrafo único. confiar à guarda de pessoa inexperiente. ou multa. não guardar com o devido cuidado. Deflagração perigosa – tacitamente revogado – constitui o art. Queimar fogos de artifício ilegalmente – continua sendo contravenção.15. 42 da Lei 9605/98.148 13. de dez dias a dois meses. entregar o animal a pessoa inexperiente (pessoa que não tem habilidade para cuidar devidamente do animal). parágrafo 1º. fogos de estampido ou de artifício. Incorre na mesma pena quem: a) na via pública. do Estatuto do Desarmamento. O sujeito passivo é a coletividade. 16. seja ou não proprietário dele. 28. Disparar arma de fogo em lugar habitado ou em suas adjacências. b) excita ou irrita animal. do CP e art. de cem mil réis a um conto de réis. na via pública. expondo a perigo a segurança alheia. pondo em perigo a segurança alheia.

ALEXANDRE DE MORAES – estacionamento não é via pública. de trezentos mil réis a dois contos de réis. o art. Participar de associação de mais de cinco pessoas.7) Art. 32. 34 – Direção perigosa Art. ou embarcações em águas públicas. De acordo com a súmula 720 do STF. 2º do CTB. de quinze dias a três meses. sem a devida habilitação. 32 – Direção sem habilitação Art. 32 DA LEI DAS CONTRAVENÇÕES PENAIS NO TOCANTE À DIREÇÃO SEM HABILITAÇÃO EM VIAS TERRESTRES. trafegar na contramão da direção. Assim.8) Art. CAPEZ. Há 3 formas de direção perigosa que eram contravenções penais de direção perigosa e que foram transformadas em crimes: • Embriaguês ao volante – art. Dirigir veículos na via pública. 306 do CTB. Toda doutrina entende desta forma (DAMÁSIO. • Participar de racha – art. 308 do CTB. SÚMULA Nº 720 do STF O ART. ou embarcação a motor em aguas públicas: Pena – multa. se o condutor dirige veículo sem habilitação e sem gerar perigo de dano. 39.: Conduzir o animal na via pública sem coleira ou focinheira -parágrafo único. ALEXANDRE DE MORAES. veículo na via pública. marcha-ré imprudente. só existem se acontecerem em via pública (o art. que se reunam periodicamente. da LCP. 39 – Associação secreta Art. Se houver perigo de dano. STF – HC 86276/MG). 34. Não estão abrangidas por nenhum dos crimes acima ditos. De acordo com o STF. 13. OBS. objetivo. sob compromisso de ocultar à autoridade a existência. 13. 34 da LCP teve seu campo de aplicação diminuído. ex.6) Art. Tais contravenções. previstos no CTB. OBS. 309 do CTB. PAULO JOSÉ DA COSTA JÚNIOR. Dirigir. alínea c. pondo em perigo a segurança alheia: Pena – prisão simples. 13.15. 32). há apenas infração administrativa de trânsito (não se aplica a contravenção do art. de duzentos mil réis a dois contos de réis. QUE RECLAMA DECORRA DO FATO PERIGO DE DANO. ultrapassagem pela direita.: dar cavalo de pau. caracterizará o crime do art. o artigo 32 da LCP só continua aplicável quanto à direção inabilitada de embarcação a motor em águas públicas.149 Só existirá a contravenção se o animal for perigoso (animal que possa atacar e ferir pessoas).15. porém continua tendo aplicação a todas as outras formas de direção perigosa que não constituam nenhum desses 3 crimes.: DAMÁSIO. • Excesso de velocidade – art. todavia. organização ou administração da associação: LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . ou multa. 309 DO CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO. 311 do CTB. DERROGOU O ART.15.

: Art. 54 da Lei 9605/98 – praticar poluição sonora. Recusar-se a receber. pois o tipo traz o termo “alheios” (número plural de pessoas) – o Supremo entende que precisa ter 6 pessoas para caracterizar a contravenção. tendo em vista as circunstâncias. “Sossego” não significa repouso noturno. 43 – Recusa de moeda pelo seu valor de face Art. Tal associação deve ter reuniões periódicas.15.9) Art.150 Pena – prisão simples. podendo causar dano à saúde humana – o agente praticará crime ambiental (STJ – deve-se analisar o nível do barulho no caso concreto). é absolutamente inconstitucional considerar contravenção penal o fato de as pessoas não comunicarem à autoridade a existência. IV – provocando ou não procurando impedir barulho produzido por animal de que tem a guarda: Pena – prisão simples. pelo seu valor. Assim. XVII. Só se pune a forma dolosa. quanto a músicos (para ganhar a vida) e pessoas que praticam cultos religiosos. de quinze dias a três meses. A CF. 42. 13. 5º. funcionamento e administração da entidade. de duzentos mil réis a dois contos de réis. no art. Só existirá esta contravenção se for uma associação para fins ilícitos ou de caráter paramilitar. moeda de curso legal no país: Pena – multa. Logo. 42 – Perturbação do trabalho ou do sossego alheios Art. Perturbar alguem o trabalho ou o sossego alheios: I – com gritaria ou algazarra.15. Este artigo não está recepcionado pela CF/88. O STF entendeu que a perturbação de apenas uma pessoa não configura contravenção penal. quando lícito o objeto da associação. Quanto ao inciso III. Só existirá a contravenção se existir 6 pessoas (mais de 5 pessoas). de um a seis meses. A doutrina chama tal contravenção de associação secreta. objetivos. § 1º Na mesma pena incorre o proprietário ou ocupante de prédio que o cede. 43. 13. pois a CF garante o direito ao trabalho e à liberdade religiosa. No inciso XVIII do art. diz que é livre a liberdade de associação no Brasil. § 2º O juiz pode. tal contravenção pode ocorrer de dia ou de noite. deixar de aplicar a pena. para reunião de associação que saiba ser de carater secreto. ou multa. III – abusando de instrumentos sonoros ou sinais acústicos. 5º. O que se proíbe é a reunião física (os membros devem se reunir em algum lugar) e não a associação ideológica simplesmente.10) Art. no todo ou em parte. a criação de associações independe de autorização do Estado. ou multa. Sujeito passivo é a coletividade. de trezentos mil réis a três contos de réis. OBS. em desacordo com as prescrições legais. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . de duzentos mil réis a dois contos de réis. II – exercendo profissão incômoda ou ruidosa. há quem entenda que não podem ser punidos.

Mas na verdade a objetividade jurídica é as relações econômicas. de 2000) LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . fabricando-os ou alterando-os: I .: entrego uma moeda de 20 reais. 46 – uso público de uniforme ou distintivo de função pública que não exerce ou uso indevido de sinal. de uniforme. haverá crime militar – art. publicamente. distintivo ou denominação Art 46. ou multa. ou a autoridade. 13. parágrafo 1º. usar. distintivo ou denominação cujo emprêgo seja regulado por lei. Se for uniforme ou distintivo militar. logotipos.916. assim. III.151 Para alguns autores.selo público destinado a autenticar atos oficiais da União. e o sujeito entende que lá há 10 reais. Se além de se fingir funcionário público praticar qualquer ato funcional. Art. Usar. do CP. distintivo ou denominação cujo emprego seja regulado por lei – quanto ao distintivo. 296. a contravenção está tacitamente revogada pelo o art. ou sinal público de tabelião: Pena . Significa recusar-se a receber a moeda pelo o valor de face dela. de dois a seis anos. siglas ou quaisquer outros símbolos utilizados ou identificadores de órgãos ou entidades da Administração Pública.1944) São duas condutas punidas: • Usar publicamente. a objetividade jurídica é a fé pública. falsifica ou faz uso indevido de marcas. 171 ou 172 do CPM. ou distintivo de função pública que não exerce.15. Se a pessoa se recusa por qualquer outro motivo que não seja o seu valor de face. Há entendimento minoritário de que o próprio funcionário público pode ser autor desta contravenção.) não configura a contravenção penal (a lei fala em usar). não haverá contravenção. 328 do CP. ex. e multa.Incorre nas mesmas penas: III . indevidamente. Não pode. passar da esfera de fingimento.12) Art.quem altera. de um a três meses. por ex. e assim não a aceita. ou distintivo de função pública que não exerce – usar diante de um número plural de pessoas. 296 .983.11) Art.10. de sinal. (Incluído pela Lei nº 9.Falsificar. 45 – Fingir-se funcionário público Art. caracterizará crime de usurpação de função publica – art. de sinal. de 2. • Usar.reclusão. de Estado ou de Município. II . de quinhentos mil réis a três contos de réis. de uniforme. 45. 13.15.selo ou sinal atribuído por lei a entidade de direito público. Fingir-se funcionário público: Pena – prisão simples. indevidamente. § 1º . Moedas estrangeiras podem ser recusadas. O mero porte do uniforme (estando na bolsa. Só o Real é a moeda de curso forçado no país. (Redação dada pelo Decreto-Lei nº 6.

47 – Exercício de profissão ou atividade econômica em desacordo com a lei Art. que é a saúde pública. odontologia ou farmácia. 50.215. Aquele que exerce profissão sem atender os requisitos dispostos em lei praticará a contravenção em estudo. de quinhentos mil réis a cinco contos de réis A CF garante o direito à profissão. OBS. de quinze dias a três meses. não há a contravenção. por se tratar de atividade ainda não regulada em lei.1942) (Vide Decreto-Lei 9. cuida-se de crime (art. Art. mediante o pagamento de entrada ou sem ele: (Vide Decreto-Lei nº 4. NUCCI – a contravenção é habitual quanto ao verbo “exercer”.1: Advogado suspenso ou impedido responde por essa contravenção? R.: STF e STJ entendem que sim! Há contravenção mesmo que o advogado exerça a atividade em outra unidade da federação. 47. conforme o estabelecido em lei. Estabelecer ou explorar jogo de azar em lugar público ou acessivel ao público. a profissão de médico. 47.866. Para as demais profissões. de seis meses a dois anos. aplica-se a contravenção do art. de 30. dentista ou farmacêutico. OBS. de 23. sem preencher as condições a que por lei está subordinado o seu exercício: Pena – prisão simples. Conclusão: se a profissão não estiver regulada em lei. São duas condutas: basta anunciar que exerce ou exercer a profissão em desconforme com a lei.2: quando o exercício ilegal de profissão referir-se à medicina.13) Art. 50 – Jogo de azar Art.15. se existe entre os empregados ou participa do jogo pessoa menor de dezoito anos.15. § 1º A pena é aumentada de um terço. de dois a quinze contos de réis.10. A vítima desta contravenção é a coletividade e a proteção das classes profissionais e econômicas. sem autorização legal ou excedendo-lhe os limites: Pena . STF (HC 92183) – atividade de árbitro ou mediador não configura tal contravenção. Há divergência em saber se a contravenção é habitual ou não. 282 .detenção. ainda que a título gratuito. Só haverá a contravenção se a atividade for praticada em desconformidade com as condições legais – trata-se de norma penal em branco. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . Exercer profissão ou atividade econômica ou anunciar que a exerce. ou multa. 13. de três meses a um ano.152 13. 282 do CP). mas é instantâneo quanto ao “anunciar”.1946) Pena – prisão simples.14) Art.Exercer. aplica-se também multa. Parágrafo único . 2ª corrente: Outra corrente entende que se trata de crime instantâneo – um único ato já a configura.Se o crime é praticado com o fim de lucro. Atividade econômica está querendo dizer “qualquer atividade com fim lucrativo”.4. estendendo-se os efeitos da condenação à perda dos moveis e objetos de decoração do local. e multa. Há duas correntes: 1ª corrente: Trata-se de contravenção habitual – só a reiteração do exercício ilegal da profissão configura a contravenção. pois em jogo está interesse maior.

45 do Dec-Lei 6259/44 se for jogo de prognósticos/loterias. b) o hotel ou casa de habitação coletiva. a cujos hóspedes e moradores se proporciona jogo de azar. 50 – jogo de azar. de bilhar etc. a lugar acessivel ao público: a) a casa particular em que se realizam jogos de azar. EXPLORAÇÃO DE JOGOS DE BINGO. Sujeito ativo: qualquer pessoa. em que se realiza jogo de azar. MANDADO DE SEGURANÇA. § 4º Equiparam-se. REVOGAÇÃO DO ART. 50 DA LCP. 50 da LCP. jogos de azar: c) o jogo em que o ganho e a perda dependem exclusiva ou principalmente da sorte. c) a sede ou dependência de sociedade ou associação. c) as apostas sobre qualquer outra competição esportiva. 50 da LCP não vem sendo aceita pelo STF e STJ. o bingo configura a contravenção do art. I. Hipótese em que foram apreendidos diversos materiais correlacionados à exploração comercial de jogos de bingos. ainda que se dissimule esse destino. desde que autorizados por entidades de direito público.: o STF e STJ – 780937/RS. A única contravenção de jogos ilícitos da LCP que está em vigor é a prevista no art.153 § 2º Incorre na pena de multa. b) as apostas sobre corrida de cavalos fora de hipódromo ou de local onde sejam autorizadas. para os efeitos penais. As contravenções dos arts. ***OBS. § 3º Consideram-se.981/2000 (Lei Maguito Vilela) foram revogados. ORDEM CONCEDIDA PARA LIBERAR O MATERIAL APREENDIDO E AUTORIZAR A CONTINUAÇÃO DA ATIVIDADE. CRIMINAL. MANDADO DE BUSCA E APREENSÃO. pois é ele que detém o monopólio dos jogos de azar. como ponteiro ou apostador. 50 da LCP não restou revogado pela Lei Pelé (Lei 9.651/98 (Lei Pelé). quem é encontrado a participar do jogo. A tese de que a lei Pelé (9615/98) revogou o art. Assim. de duzentos mil réis a dois contos de réis. os artigos 59 a 81 da Lei 9. 51 a 58 da LCP foram tacitamente revogadas pelo Dec-Lei 6259/44 – contravenções referentes às loterias.651/98). RESP. RECURSO PROVIDO. Com o advento da Lei 9. ex. • Contravenção do art. a partir de 31/12/2001. entendem que tais máquinas podem configurar: • Contravenção do art. INOCORRÊNCIA.: E as máquinas de caça-níqueis ou vídeo-poquer? R. A jurisprudência considera jogos de azar: jogo de cartas 21. II. O art. III. Em todos esses casos. bolão esportivo. que veio apenas permitir o funcionamento provisório de "bingos". • Crime contra a economia popular se a máquina estiver programada para anular as chances de ganho do apostador – lei 1521/51.: é o que depende exclusivamente ou principalmente da sorte – parágrafo 3º do art. tômbula. a competência é da Justiça Estadual (STJ CC 45318/SP). quando deles habitualmente participam pessoas que não sejam da família de quem a ocupa. jogo de tampinhas. Assim. d) o estabelecimento destinado à exploração de jogo de azar. sujeito passivo: o Estado. 50 se houver alguma chance de ganho. O que é jogo de azar? R. não entra no conceito de jogo de azar aqueles que dependem principalmente da habilidade do jogador. caxeta. de jogos que dependem da habilidade: truco. 50 da LCP – RESP 703156 STJ. respeitando as LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .

Para caracterizar o crime a vítima precisa se sentir importunada. Toda a doutrina entende que tal contravenção é inconstitucional. ninguém mais poderia explorar o jogo do bingo por violação expressa ao art. 61 – Importunação ofensiva ao pudor Art.15. OBS.154 autorizações que estivessem em vigor até a data de sua expiração. extingue a pena. ***Ocorre que não se aplica a lei brasileira às contravenções praticadas fora do Brasil. NUCCI diz que fere a dignidade da pessoa humana. sem ter renda que lhe assegure meios bastantes de subsistência. 59. mas a aposta é feita no Brasil – STF entendeu caracterizada a contravenção (HC 80908/RS) OBS. Legislar sobre bingos é matéria exclusiva da União. A partir de 31/12/2002.15.2: CAPEZ . 59 . de modo ofensivo ao pudor: Pena – multa.art. V. em razão do princípio da nacionalidade ativa do agente. quando as referidas empresas já não mais poderiam estar explorando a atividade. Fundamentos: Presunção de periculosidade inadmissível. 13. conforme a legislação específica.1: Bingos beneficentes não configuram infração penal – adequação social da conduta. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . 7º. Se o ato impugnado ocorreu em 2003. Parágrafo único. INCLUSIVE BINGOS E LOTERIAS. ou prover à própria subsistência mediante ocupação ilícita: Pena – prisão simples. VI. SÚMULA VINCULANTE Nº 2 É INCONSTITUCIONAL A LEI OU ATO NORMATIVO ESTADUAL OU DISTRITAL QUE DISPONHA SOBRE SISTEMAS DE CONSÓRCIOS E SORTEIOS. fere o princípio da isonomia. 61. Importunar alguem. Não existe extraterritorialidade da lei brasileira em relação às contravenções. Sujeito ativo e passivo: qualquer pessoa (não é só mulher). uma forma de pensamento. Recurso provido. tem-se a correção da medida de busca e apreensão. A aquisição superveniente de renda. sendo válido para o trabalho. de duzentos mil réis a dois contos de réis.3: Apostas de corridas de cavalo ocorrida no estrangeiro. OBS.15) Art. autorização esta. Entregar-se alguem habitualmente à ociosidade. de quinze dias a três meses.4: Apostas em disputa envolvendo briga de animais – caracteriza crime ambiental – art. 32 da Lei 9605/98. . que assegure ao condenado meios bastantes de subsistência. II.Vadiagem Art.16) Art. do CP. pois viver na ociosidade pode ser uma opção de vida. OBS.O brasileiro que joga bingo em navios em mar do estrangeiro pode ser responsabilizado pela Lei brasileira. 50 da Lei 3. com validade de 12 meses. 13. IV. em lugar público ou acessivel ao público.688/41 (Lei de Contravenções Penais).

64 – tratar animal com crueldade ou submetê-lo a trabalho excessivo Art.11. ou multa. IV – a pessoa que o agente sabe estar judicialmente proibida de frequentar lugares onde se consome bebida de tal natureza: Pena – prisão simples. 243. sem justa causa. Tratar animal com crueldade ou submetê-lo a trabalho excessivo: Pena – prisão simples.detenção de 2 (dois) a 4 (quatro) anos. BITENCOURT e LFG sustentam que estes atos configuram contravenção de importunação ofensiva ao pudor. de dois meses a um ano. O crime do ECA ficaria para todas as hipóteses de substâncias que não se enquadram em bebidas alcoólicas ou em drogas (inserirá na Lei 11343/2006). 13. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . apalpar ou encostar em partes íntimas da vítima). a criança ou adolescente. 64. de dez dias a um mês. Vender.764.155 A contravenção não precisa estar ligada a atos de sexualidade/o pudor não se limita ao pudor sexual. de quinhentos mil réis a cinco contos de réis Inciso I – Há 2 entendimentos sobre aplicar este inciso ou o art. ministrar ou entregar. STJ – tais atos configuram atentado violento ao pudor (HC 75245/SP. de cem a quinhentos mil réis. ela se refere apenas à bebida alcoólica e o art. (Redação dada pela Lei nº 10. se o fato não constitui crime mais grave. produtos cujos componentes possam causar dependência física ou psíquica.06. e multa.a contravenção é mais específica do que o crime. fornecer ainda que gratuitamente. de 12. 243 do ECA: 1ª corrente: TJ/SP – vender bebida alcoólica a menor caracteriza a contravenção (STJ) – RESP 942288/RJ . III – a pessoa que o agente sabe sofrer das faculdades mentais. ou multa.2003) 13. Servir bebidas alcoólicas: I – a menor de dezoito anos.15.: vender cola de sapateiro para menor caracteriza o crime do art. HC 85437/SP).15.2009 – SILVIO MACIEL 13. II – a quem se acha em estado de embriaguez.17) Art. 243 do ECA se refere a “produtos cujos componentes possam causar dependência física ou psíquica. pois considerá-lo como crime hediondo (atentado violento ao pudor) fere o princípio da proporcionalidade ou razoabilidade. 63 – Servir bebidas alcoólicas a determinadas pessoas Art. A) Atentado violento ao pudor e importunação ofensiva ao pudor Discute-se na doutrina se atos lascivos “mais leves” configura o crime ou contravenção (beijos lascivos. ex. ainda que por utilização indevida: Pena . de qualquer forma. Art. 243 do ECA. 63.18) Art.

13. ou multa. por acinte ou por motivo reprovavel: Pena – prisão simples. aplicam-se as normas gerais do Código Penal e do Código de Processo Penal.705. de 2008) II . de 2008) § 2o Nas hipóteses previstas no § 1o deste artigo. O CTB traz nos seus arts. Aqui. 291 ao 312 os crimes de trânsito. embora para fins didáticos ou científicos.participando. (Incluído pela Lei nº 11.sob a influência de álcool ou qualquer outra substância psicoativa que determine dependência. de 26 de setembro de 1995. § 2º Aplica-se a pena com aumento de metade.156 § 1º Na mesma pena incorre aquele que. Aos crimes cometidos na direção de veículos automotores.705. de 26 de setembro de 1995. de quinze dias a dois meses. não autorizada pela autoridade competente.transitando em velocidade superior à máxima permitida para a via em 50 km/h (cinqüenta quilômetros por hora).705. 291. bem como a Lei nº 9.099. a perturbação culposa não é incriminada. 42 da LCP – deve-se perturbar mais de uma vítima). mas só entrou em vigor em 22. 76 e 88 da Lei n o 9. 302 ao 312 são os crimes em espécie. em exibição ou espetáculo público. § 1o Aplica-se aos crimes de trânsito de lesão corporal culposa o disposto nos arts. Tal contravenção está tacitamente revogada (no seu inteiro teor) pelo o art. em via pública. no que couber. (Incluído pela Lei nº 11. 74.09. 42 da LCP. (Incluído pela Lei nº 11.19) Art. O sujeito ativo é qualquer pessoa e o sujeito passivo é pessoa determinada (na outra contravenção – do art. de duzentos mil réis a dois contos de réis Não se pode confundir esta contravenção (perturbação da tranqüilidade) com a contravenção de perturbação do trabalho ou sossego alheios – art. disputa ou competição automobilística. Este tipo penal exige uma finalidade específica – deve-se perturbar ou molestar por acinte (de propósito) ou por motivo reprovável. exceto se o agente estiver: (Renumerado do parágrafo único pela Lei nº 11.97. previstos neste Código. de 2008) I . Assim. 32. 65 – Perturbação da tranquilidade Art. Do art. se o animal é submetido a trabalho excessivo ou tratado com crueldade.01. deverá ser instaurado inquérito policial para a investigação da infração penal. da Lei 9605/98 – agora a conduta é crime. de corrida. 291 ao 301 traz as disposições gerais. 14. se este Capítulo não dispuser de modo diverso. e parágrafos 1º e 2º.099. realiza em lugar público ou exposto ao publico. 14) LEI 9503/97 – CRIMES DE TRÂNSITO O Código de Trânsito Brasileiro foi publicado dia 23. Molestar alguem ou perturbar-lhe a tranquilidade. (Incluído pela Lei nº 11.98 – vacatio legis de 120 dias. de exibição ou demonstração de perícia em manobra de veículo automotor. caput. a expressão “alguém” determinada o sujeito passivo.1) CRIMES DE TRÂNSITO E LEI 9099/95 Art. de 2008) III .705. de 2008) LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . Do art. experiência dolorosa ou cruel em animal vivo. 65.15.705.

Exceção: O art. diz que nada disso se aplica à lesão corporal culposa no trânsito se: • ela foi praticada sob a influência de álcool ou substância psicoativa. 302) não cabe nenhum instituto da Lei 9099/95. EMBRIAGUEZ AO VOLANTE (ART. assim.\ LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . Praticar lesão corporal culposa na direção de veículo automotor: Penas . aplicar-se-á inteiramente a Lei 9099/95. o Delegado deverá instaurar inquérito policial (não poderá instaurar termo circunstanciado. ***Além do mais. 303. Os dos arts. Cabe composição civil de danos (se for o caso). A quarta hipótese de não aplicação daqueles institutos da Lei 9099/95 é a da prevista no art. transação penal (com o MP) e a ação seria pública condicionada à representação. Parágrafo único. 291. OBS. de seis meses a dois anos e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor.detenção. do CTB (art. mesmo que a pena máxima do tipo não ultrapasse 2 anos). 306). suspensão condicional. transação penal. caberia composição de danos (com a vítima lesionada). parágrafo único. Quanto ao crime de embriaguez ao volante (art. Quanto ao crime de lesão corporal culposa no trânsito (art. parágrafo único c/c art. logo. • Em velocidade superior a 50 km/h da máxima permitida. mas que era cabível a transação). acabou com aquela discussão de que sempre seria dolo eventual (pois o crime é culposo). cuja pena é de 1 a 3 anos. do CTB). 303. diferentemente do homicídio culposo do CP. 307 ao 312 são infrações de menor potencial ofensivo. não caberá transação penal. Quanto ao crime de homicídio culposo (art. 305. Se o réu estiver em situação de flagrante. 302. pois sua pena é de 2 a 4 anos (não é de menor potencial ofensivo). nem composição civil. não se aplica a Lei 9099/95. I a III. Aumenta-se a pena de um terço à metade. a ação será pública incondicionada.157 Há 11 crimes de trânsito. Até ano passado cabia transação penal (era o único crime que não é de menor potencial ofensivo. o procedimento será o sumaríssimo e a competência será do JECRIM. Caberá apenas a suspensão condicional do processo. Tal alteração é irretroativa – trata-se de norma posterior que agrava a situação do réu. deverá ser feito o auto de prisão em flagrante. Em regra. mas cabia transação penal. 306 DO CTB) CTB ANTES DA LEI 11705/2008 Não era infração de menor potencial ofensivo. CTB DEPOIS DA LEI 11705/2008 Não é infração de menor potencial ofensivo e não cabe mais a transação penal. Art. 303 com causa de aumento de pena.: O próprio CTB está admitindo que existe lesão culposa em situação de racha ou sob influencia de álcool ou outra substancia psicoativa – logo. termo circunstanciado na investigação criminal. 303). • Em competição automobilística não autorizada (tipo “racha”). Se não couber nada disso. sua pena é de 6 meses a 3 anos de prisão. se ocorrer qualquer das hipóteses do parágrafo único do artigo anterior. Inserindo num desses casos. a pena é de 6 meses a 2 anos de detenção – trata-se de crime de menor potencial ofensivo. Não é infração de menor potencial ofensivo. parágrafo 1º. 304.

705. 305.não possuir Permissão para Dirigir ou Carteira de Habilitação. A proibição é aplicada àquele que não tem permissão ou não é habilitado para dirigir (fica impedido de obter a habilitação ou permissão para dirigir). a lesão corporal culposa será de ação pública incondicionada! 14. o réu será intimado a entregar à autoridade judiciária. 307. III . mas deve ser aplicada quando o réu for reincidente em crime de trânsito. Parágrafo único. se o agente: I . à vítima do acidente. tal pena de suspensão ou proibição do direito de dirigir já está cominada no tipo penal. o juiz aplicará a penalidade de suspensão da permissão ou habilitação para dirigir veículo automotor. (Redação dada pela Lei nº 11. quando possível fazê-lo sem risco pessoal. nos arts. Seja nos dois casos (pena já cominada ou não) a duração dessa pena será de 2 meses a 5 anos.158 Art. para dirigir veículo automotor. IV . estiver recolhido a estabelecimento prisional. a Permissão para Dirigir ou a Carteira de Habilitação. Art. § 2º A penalidade de suspensão ou de proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor não se inicia enquanto o sentenciado. de 2008) Trata-se de um dever do magistrado (antes do advento da Lei 11705/2008. tal pena não está cominada no tipo penal. se houver. 292 A 296 DO CTB) A suspensão é aplicada àquele que já tem permissão ou habilitação para dirigir. 296. V . § 1º Transitada em julgado a sentença condenatória. de 2008) A natureza da ação não muda – continuará dependendo de representação (que nem na forma simples). sem prejuízo das demais sanções penais cabíveis. se o juiz condenar por um desses crimes. No homicídio culposo cometido na direção de veículo automotor.no exercício de sua profissão ou atividade. o juiz poderia aplicar tal pena de suspensão da habilitação no caso de reincidência na prática de crime de trânsito). 291. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . a pena é aumentada de um terço à metade. em quarenta e oito horas. Assim. Se o réu for reincidente na prática de crime previsto neste Código. Ela não é pena substitutiva da pena de prisão. por efeito de condenação penal. ele é obrigado a aplicar prisão + a suspensão ou proibição do direito de dirigir. II .(Revogado pela Lei nº 11. 304. 293. 306 (embriaguez ao volante) e 308 (participar de racha). 303 (lesão corporal culposa). Art. tem a duração de dois meses a cinco anos. 302. Para os demais crimes – arts.705. Se for praticado nas situações do parágrafo 1º do art.praticá-lo em faixa de pedestres ou na calçada. 302 (homicídio culposo). Ela será aplicada cumulativamente com a pena de prisão ou de multa. Dos 11 crimes. estiver conduzindo veículo de transporte de passageiros. A penalidade de suspensão ou de proibição de se obter a permissão ou a habilitação.2) SUSPENSÃO E PROIBIÇÃO DO DIREITO DE DIRIGIR (ART. trata-se de pena principal.deixar de prestar socorro. 309 a 312.

303. a aplicação de duas penas restritivas de direito. OITIVA DOS PERITOS E EXAME MÉDICO. Todavia. do Código Penal. OBS. A suspensão ou a proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor pode ser imposta como penalidade principal. também cumulativamente.2: art.: Combinando tal artigo com o art. os únicos crimes culposos do CTB (homicídio e lesão corporal) já prevêem tal pena como principal em seu tipo. 292 dispor que dá para aplicar tal pena de suspensão ou proibição de permissão ou habilitação de forma isolada. IMPOSSIBILIDADE. Tal pena não pode iniciar enquanto estiver preso – art. 306 e 308. § 2º A penalidade de suspensão ou de proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor não se inicia enquanto o sentenciado. Violar a suspensão ou a proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor imposta com fundamento neste Código: Penas . do CP – prevê a suspensão do direito de dirigir. 293. substitutivas da pena privativa de liberdade. LIVRE CONVENCIMENTO MOTIVADO. INOCORRÊNCIA. SUBSTITUIÇÃO DA PENA CORPORAL POR DUAS RESTRITIVAS DE DIREITO ALÉM DA SUSPENSÃO DA HABILITAÇÃO PARA DIRIGIR. chega-se à conclusão de que tal pena se aplica aos crimes culposos de trânsito. 307. 47.1: Art. (Incluído pela Lei nº 9. parágrafo 2º. DELITO DE TRÂNSITO.: Pode – STJ – RE 628730/SP Ementa CRIMINAL. 292. para aplicar tal pena de suspensão ou proibição de habilitação ou permissão. do CP foi tacitamente revogada pelo CTB. III. o prazo é o mesmo da suspensão ou proibição anteriormente imposta Art. 47. INDEFERIMENTO.Não afronta o art. a pena privativa de liberdade pode ser substituída por uma pena restritiva de direitos e multa ou por duas restritivas de direitos. tal sanção já está cumulada com a pena de prisão. RESP. por efeito de condenação penal. A quais crimes pode ser aplicada tal sanção? R. RECURSO DESPROVIDO. a substituição pode ser feita por multa ou por uma pena restritiva de direitos. estiver recolhido a estabelecimento prisional. III. isolada (?) ou cumulativamente com outras penalidades. não é possível o juiz aplicar apenas tal sanção (foi um equívoco do legislador) pois. do CP – Pode o juiz substituir a pena de prisão por 2 restritivas de direito + a pena de suspensão ou perda de habilitação ou permissão? § 2o Na condenação igual ou inferior a um ano. parágrafo 2º. SUSPENSÃO DA HABILITAÇÃO PARA DIRIGIR. 44. PRESCRIÇÃO DA PENA DE SUSPENSÃO DA HABILITAÇÃO PARA DIRIGIR.detenção. POSSIBILIDADE. deve aplicar o sistema trifásico. no próprio tipo penal e para os demais crimes ela será aplicada sem prejuízo da pena de prisão. individualizando a pena da mesma forma que a prisão – RESP 737306 (STJ). se superior a um ano. MOTORISTA PROFISSIONAL.: No crime do art. SUBSTITUIÇÃO DA LIMITAÇÃO DE FINAIS DE SEMANA POR PRESTAÇÃO PECUNIÁRIA. para os crimes dos arts. A maioria da doutrina entende que tal sanção do art.159 Art. 302. de 1998) R. cumuladas com a pena de suspensão da habilitação para dirigir veículo automotor OBS.714. de seis meses a um ano e multa. com nova imposição adicional de idêntico prazo de suspensão ou de proibição O juiz. Nesse sentido: RESP 737306 e 347829. § 1o. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . HOMICÍDIO CULPOSO. 44. ou seja. IV . POSSIBILIDADE. do CTB. OBS. Apesar do art. 57 do CP. 307.

QUANTUM FIXADO ACIMA DO MÍNIMO LEGAL. in casu.503/97.559/SP. Parágrafo único. RECURSO ESPECIAL. Pode ela ser decretada de ofício pelo juiz. Arnaldo Esteves. § 3º Na indenização civil do dano. STJ – de maneira unânime. 302 da Lei 9. o valor da multa reparatória será descontado. Caberá quando houver provas de que o réu ou acusado continua praticando infrações administrativas ou criminais.2. Recurso provido. SP. sempre que houver prejuízo material resultante do crime. sem efeito suspensivo.: TJ’s de MG. 49 do Código Penal. nos moldes da pena corporal. decretar. deve a suspensão de habilitação para dirigir veículo automotor ser fixada. direito ao sustento e à dignidade da pessoa humana. ou a proibição de sua obtenção. Recurso provido. § 2º Aplica-se à multa reparatória o disposto nos arts. substituída por uma outra restritiva de direitos diversa da aplicada. poderá o juiz. I . É decretada para garantia da ordem pública (garantia da segurança do trânsito). § 1º A multa reparatória não poderá ser superior ao valor do prejuízo demonstrado no processo. de ofício. OBS. A penalidade de multa reparatória consiste no pagamento. ARTIGO 302 DA LEI N.3: É possível aplica tal sanção de suspensão/proibição par ao motorista profissional que depende da profissão para sustentar a si próprio e à sua família? R. no patamar mínimo. entende que pode sim ser aplicada a tais pessoas – é pena prevista no tipo penal e deve ser aplicada (RESP 1019673). como medida cautelar. 47. a suspensão da permissão ou da habilitação para dirigir veículo automotor. conforme previsto no art. SC. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. 50 a 52 do Código Penal. havendo necessidade para a garantia da ordem pública. DO CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO. 294. ou da que indeferir o requerimento do Ministério Público. motivo pelo qual a pena privativa de liberdade foi fixada em seu mínimo legal. também. cabe RESE sem efeito suspensivo. Da decisão que deferir a medida cautelar ou que indeferir o pedido do MP. dizem que não há possibilidade de aplicar tal pena a esta pessoa pois ele depende desta trabalho para se sustentar – ofende o direito ao trabalho. inciso III do Código Penal). DJU de 07/05/2007). PENA DE SUSPENSÃO DE HABILITAÇÃO PARA DIRIGIR VEÍCULO AUTOMOTOR. RS. Tal medida cabe na fase de investigação ou do processo (ação penal). 14.Inexistindo circunstâncias desfavoráveis ao condenado.º 9.160 PENAL. 302 da Lei 9. ou seus sucessores. caberá recurso em sentido estrito. Rel. a pena privativa de liberdade é de ser.503/97.3) MULTA REPARATÓRIA Art. O fato de o paciente ser motorista profissional de caminhão não conduz à substituição dessa pena restritiva de direito por outra que lhe seja preferível.1) Suspensão ou proibição do direito de dirigir como medida cautelar Art. (Precedente do STJ). em decisão motivada. Habeas corpus concedido de ofício. RJ.Dada a duplicidade da incidência da suspensão (ex vi art.503/97 e art. 5ª Turma." (HC 66. 297. Min. Em qualquer fase da investigação ou da ação penal. de quantia calculada com base no disposto no § 1º do art. PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE FIXADA NO MÍNIMO LEGAL. mediante depósito judicial em favor da vítima. Da decisão que decretar a suspensão ou a medida cautelar. ARTIGO 293. ou a requerimento do Ministério Público ou ainda mediante representação da autoridade policial. 14. requerimento do MP ou representação autoridade policial. "A imposição da pena de suspensão do direito de dirigir é exigência legal. II . LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .

297 diz que o valor da multa reparatória será descontado em eventual valor de indenização civil. CAPEZ – diz que a multa reparatória é efeito extrapenal secundário da sentença penal – minoria. mas desde que realizado. O art.1) Natureza jurídica da multa reparatória É amplamente majoritário de que a multa reparatória é sanção civil aplicada na sentença penal. O STJ entende que é possível – RESP 736784 I . parágrafo 1º.3. Recurso provido 14. O legislador se preocupou com a vítima e não com a impunidade. por isso que ele se preocupa com o socorro da vítima.503/97.5) PRISÃO EM FLAGRANTE E FIANÇA NOS CRIMES DE TRÂNSITO Art.: É possível o juiz aplicar a pena de prestação pecuniária + multa reparatória? R. não necessitando de nova figura no CTB. do CP). Estão excluídos da multa reparatória os danos morais. II . 297. O motivo do veto presidencial foi de que o CP já previa o perdão judicial. 297 da Lei nº 9. 129. A multa civil é uma sanção civil aplicada na sentença penal. 121. parágrafo.1984) E se essa multa reparatória não for paga. mas a doutrina entende que a vítima ou seus sucessores devem executar tal multa (o destinatário da multa reparatória) – é o que prevalece.Não há qualquer incompatibilidade na aplicação cumulativa da multa reparatória e da prestação pecuniária como substitutiva da pena privativa de liberdade. Ao condutor de veículo.: Será executada como a multa penal – A Fazenda Pública executaria tal multa na vara das Execuções Fiscais (como regra do CP). cabe o perdão judicial no homicídio culposo e lesão corporal culposa CTB – analogia in bonam partem do CP (art. parágrafo 1º. O parágrafo 3º do art. parágrafo 8º. nem se exigirá fiança. do CP § 1º . nem superior a 5 (cinco) vezes esse salário. diz que o valor da multa reparatória não pode ser superior ao prejuízo da vítima demonstrado no processo. não se imporá a prisão em flagrante.7. 14. (Redação dada pela Lei nº 7. Mesmo que tenha sido um socorro ineficaz. será incabível a prisão em flagrante do agente. se prestar pronto e integral socorro àquela.: A pena de prestação pecuniária é uma pena substitutiva da prisão. nem cobrada fiança. 301.O valor do dia-multa será fixado pelo juiz não podendo ser inferior a um trigésimo do maior salário mínimo mensal vigente ao tempo do fato. Só se aplica ao homicídio culposo e à lesão corporal culposa. de 11. pois todos os outros crimes do CTB são crimes de perigo.Havendo prejuízo material resultante da prática de crime previsto no Código de Trânsito Brasileiro se mostra cabível a aplicação da multa reparatória prevista no art.209.4) PERDÃO JUDICIAL Só é cabível o perdão judicial naqueles crimes que prevêem tal possibilidade. quem a executará? R.2) Cálculo É calculada com base no art.3. nos casos de acidentes de trânsito de que resulte vítima. 49. todavia.161 14. O Presidente da República vetou tal artigo que previa o perdão judicial no CTB. Ela vai para a vítima ou seus sucessores. OBS. 14. 5º e art. é um instituto com nítido caráter indenizatório. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .

e sim o CP – no caso de dolo eventual. o agente ligando para o SIATE. é qualquer veículo que se movimenta pela força do motor e que transporta pessoas e coisas ou que servem para a tração de veículos que transportam pessoas e coisas + o ônibus elétrico. e que serve normalmente para o transporte viário de pessoas e coisas. OBS. Abrange: automóveis. 302.2: Se o condutor não socorreu porque não tinha condições de socorrer. OBS.: ameaça de linchamento.: sujeito andando de bicicleta na rodovia e atropela alguém. ex.6) PRINCIPAIS CRIMES EM ESPÉCIE 14. também se feriu etc. 302 Art. mas a vitima morreu. O termo compreende os veículos conectados a uma linha elétrica e que não circulam sobre trilhos (ônibus elétrico). ciclomotores LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . já estará prestando socorro. 14. Tal socorro servirá como atenuante genérica de pena – art. ônibus etc. O STF entende ser constitucional.detenção. Qualquer outra hipótese de crime que não cometido na condução de veículo automotor será aplicado o CP. 65 do CP. mesmo que o condutor preste pronto e integral socorro à vítima. OBS. Alguns doutrinadores dizem que o tipo é inconstitucional pelo fato do tipo não descrever a conduta do crime e sim seu nomem iuris (nome jurídico do crime). inclusive no trânsito. ANEXO I DO CTB .1: O prestar socorro também abrange a solicitação da autoridade competente ao local do acidente – corpo de bombeiros – ex. ele deverá ser autuado em flagrante. Praticar homicídio culposo na direção de veículo automotor: Penas . motocicleta. matando-o.6. veículos de tração animal (carroça). diz a doutrina que ele não deverá ser preso em flagrante. de dois a quatro anos. veículos de tração humana (bicicleta). ou para a tração viária de veículos utilizados para o transporte de pessoas e coisas.: vítima com fratura exposta não pode ser removida do local. Ex.162 O socorro deve ser imediato – a demora injustificada do socorro justifica a prisão em flagrante. e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor. violando o princípio da taxatividade. o Delegado verificou que foi caso de dolo eventual – o agente deverá ser autuado em flagrante – não está sendo aplicado o CTB. Estão fora do conceito: os veículos automotores aquáticos e aéreos.VEÍCULO AUTOMOTOR . Deve o socorro ser integral – deve o condutor fazer tudo que estiver a sua disposição para socorrer. guincho.3: Mesmo prestado o socorro pelo condutor. Resumindo.1) Homicídio culposo – art.todo veículo a motor de propulsão que circule por seus próprios meios. assim.

309 (crime de falta de habilitação) senão haveria bis in idem No caso da lesão culposa. se ocorrer qualquer das hipóteses do parágrafo único do artigo anterior. 303. E DE DIRIGIR SEM HABILITAÇÃO (ARTS. absorve o crime menos grave de dirigir sem habilitação (artigos 303. único. CRIME DE LESÕES CORPORAIS CULPOSAS NA DIREÇÃO DE VEÍCULO. 306. FALTA DE HABILITAÇÃO ESPECÍFICA. Praticar lesão corporal culposa na direção de veículo automotor: Penas . RECURSO ESPECIAL. não podendo o paciente ser processado pelo crime menos grave de dirigir sem habilitação.3) Causas de aumento de pena do homicídio culposo e da lesão corporal culposa Art. 302 não contém a elementar via pública. 303. ao contrário dos arts. pois o CTB só regula o trânsito nas vias públicas. E se. 3. O crime de lesões corporais culposas é de ação pública condicionada à representação da vítima por expressa disposição legal (artigos 88 e 91 da Lei nº 9. Parágrafo único. PAR. parágrafo único diz que tais causas também se aplicam à lesão corporal).. O STJ entende que se aplica a causa de aumento de pena da mesma forma – RESP 492912 PENAL.2) Lesão corporal culposa Art. 14. QUALIFICADO PELA FALTA DE HABILITAÇÃO. No homicídio culposo cometido na direção de veículo automotor. 2. E 309 DO CTB): CONSUNÇÃO. 302. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . a pena é aumentada de um terço à metade. 14. 2ª corrente: majoritária – aplica-se o CTB porque o art. provido de um motor de combustão interna. por ex. Habeas-corpus conhecido e deferido para determinar o trancamento da ação penal. ocorre a extinção da punibilidade do crime mais grave de lesões corporais culposas. Fundamento: quando ocorre a lesão.detenção. par.CICLOMOTOR . HOMICÍDIO CULPOSO. 4. e 309 do Código de Trânsito Brasileiro). I a IV (art. passando a funcionar apenas como causa de aumento de pena da lesão – STF HC 80298 Ementa EMENTA: HABEAS-CORPUS. do CTB.099/95).: A doutrina entende que deve ser aplicado o art. mesmo que a vítima não ofereça representação. Não pode responder também pelo art. qualificado pela falta de habilitação. estava conduzindo um automóvel. Na hipótese em que a vítima não exerce a faculdade de representar.05 polegadas cúbicas) e cuja velocidade máxima de fabricação não exceda a cinqüenta quilômetros por hora. 298. parágrafo único. O crime mais grave de lesões corporais culposas. Aumenta-se a pena de um terço à metade.veículo de duas ou três rodas.6. 308 e 309. REEXAME DE PROVAS. ÚNICO. mas possui só habilitação de motocicleta? R. 303. o infrator não poderá ser processado pelo crime de falta de habilitação. que restou absorvido.: Indivíduo dirige seu veículo dentro de sua chácara e atropela alguém o matando – 1ª corrente: aplica-se o CP.não possuir Permissão para Dirigir ou Carteira de Habilitação. cuja cilindrada não exceda a cinqüenta centímetros cúbicos (3. Isto significa que o homicídio culposo pode ocorrer até em vias particulares.6. se o agente: I . a falta de habilitação ou permissão perde a sua autonomia de crime próprio. Parágrafo único. qualificado pela falta de habilitação para dirigir veículos. de seis meses a dois anos e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor. 1.163 ANEXO I DO CTB . Precedentes de ambas as Turmas. que contém a elementar via pública. IV. OBS.

Tal causa de aumento foi excluída em 2008. EXASPERAÇÃO DA PENA PELA INCIDÊNCIA MAJORANTE DA CIRCUNSTÂNCIA DO ART. III . SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE.Se houve homicídio culposo. lícita ou irregular a condução de veículo de transporte de passageiros (logo. 304 do CTB é o condutor do veículo envolvido no acidente. foi acrescentada em 2006. estiver conduzindo veículo de transporte de passageiros. haverá 3 hipóteses: • Condutor. o legislador criou esta causa de aumento de pena. envolvido no acidente que não agiu com nenhuma culpa. o caminhoneiro não estará aqui enquadrado). 306 DA LEI 9. de 2008) Era a previsão de aumento de pena se o agente estivesse sob influência de álcool ou substância de efeitos análogos (não estava na redação original do texto.no exercício de sua profissão ou atividade. culpado. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . 302 do CTB incide na hipótese de não possuir o agente a habilitação adequada. II . O sujeito não pode responder pelo homicídio ou lesão agravada pela omissão + o crime autônomo de omissão de socorro. STF e STJ . A doutrina entende que quando a vitima não for socorrida em acidente de trânsito. quando possível fazê-lo sem risco pessoal. III do art. o que se está punindo é o maior dever de cautela que os motoristas profissionais devem ter.(Revogado pela Lei nº 11. OBS. 302. CONSTRANGIMENTO ILEGAL A SER COARCTADO.705. PRINCÍPIO DA CONSUNÇÃO. motorista de ônibus. Recurso não conhecido.STJ). ABSORÇÃO DO ART.praticá-lo em faixa de pedestres ou na calçada. PENAL. à vítima do acidente. que não socorre  art 302 ou 303 com aumento de pena do parágrafo único.503/97 PELO ART. Só incidirá tal aumento de pena se tal socorro era possível sem risco pessoal (qualquer outro risco. É a omissão de socorro do condutor. ex. qualquer um que exerce como atividade. O sujeito ativo do crime previsto no art. II . Taxista.A majoração da resposta penal em decorrência do inciso I.: patrimonial – com medo de acabar quebrando mais o carro ainda – ele responderá pelo crime com aumento de pena).Não se conhece de recurso especial. o crime de embriaguez fica absorvido (HC 32764 do STJ) HABEAS CORPUS. Foi inserida porque se discutia se o agente respondia pela lesão + embriaguez ou só a lesão com a embriaguez absorvida. • Condutor. mas se omitiu de socorrer a vítima  art. do parágrafo único do art. se para a verificação da falta de cuidado concretamente exigível se torna necessário o cotejo e o reexame do material cognitivo (Súmula nº 07 . • Demais condutores não envolvidos no acidente que não socorrem  art. V . 304 do CTB.: E se o veículo que serve para transporte de passageiros estiver vazio na hora do acidente? R.: Responde com aumento da mesma forma. mas em 2008 já foi excluída). 135 do CP (omissão de socorro genérica) IV . Para acabar com essa discussão. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. em sede de homicídio culposo (CTB). motorista de van escolar.164 I . 302. 59 DO CÓDIGO PENAL.deixar de prestar socorro.

se o fato não constituir elemento de crime mais grave. a individualização em torno dos fatos do processo e da condição pessoal do réu. Sujeito ativo só pode ser o condutor do veículo. Na hipótese de não poder prestar o socorro. o homicídio culposo do CTB tem a pena de 2 a 4 anos de detenção. 59 do CP para agravar a pena sem se caracterizar flagrante constrangimento ilegal. Deixar o condutor do veículo. por justa causa. III. A lei não dá uma opção entre as condutas.06. Parágrafo único.4) Omissão de socorro – art. razão pela qual deve o juiz justificar pormenorizadamente a escolha entre as várias espécies. 304. o STJ entende que haverá concurso de crimes (crime de embriaguez ao volante e o delito de lesão culposa). deixar de solicitar auxílio à autoridade. 20. STJ e STF entendem que o princípio da isonomia não impede tratamento diferenciado quando houver discrímen razoável (quando houver uma situação que justifica o tratamento desigual: a enorme freqüência de acidentes no trânsito). de prestar imediato socorro à vítima.: Não. Omissão de socorro em acidente de trânsito . envolvido no acidente. 304 da lei Art. Agora.detenção.) – 135 do CP (omissão de socorro genérica). ela exige que o socorro seja pessoalmente. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .: O passageiro instiga o condutor não culpado a não socorrer – será partícipe do crime. é um direito subjetivo do apenado.c 302. por ex. que não agiu com culpa. que omitir socorro – 304 do CTB. anotando. Doutrina – responde por este crime o condutor do veículo não causador do acidente. OBS. • Condutor envolvido no acidente. ainda que a sua omissão seja suprida por terceiros ou que se trate de vítima com morte instantânea ou com ferimentos leve A omissão de socorro já funciona como aumento de pena do homicídio culposo e da lesão corporal culposa no trânsito. Esta desproporção de penas nas lesões culposas fere o princípio da proporcionalidade ou da razoabilidade? R. culpado. antes de ser um benefício legal. se houve lesão corporal. O tipo objetivo consiste em 2 condutas: deixar de prestar socorro pessoal ou não podendo fazer por justa causa. não culpado (culpa exclusiva da vítima.302 c.6. mas envolvido nele. mas omitiu socorro à vítima. Crime de lesão culposa é menos grave do que o crime de embriaguez. não pode absorver – RHC 19044. ou. por exemplo. • Condutor não envolvido no acidente de trânsito e omite socorro (o que vem atrás. o delito de embriaguez restou absorvido por meio do fenômeno da consunção. deixar de solicitar auxílio da autoridade pública: Penas . é que o condutor poderá optar pelo o auxílio da autoridade. portanto. do CTB. a lesão culposa do CTB tem pena maior do que a lesão dolosa leve do CP. não podendo fazêlo diretamente. parágrafo único. inclusive. ou multa.há três situações: • Condutor envolvido no acidente. Ordem concedida. Incide nas penas previstas neste artigo o condutor do veículo.165 Se. não há como eleger o conceito da norma encartada no art.2009 – SILVIO MACIEL 14. de seis meses a um ano.: O homicídio culposo do CP tem a pena de 1 a 3 anos de detenção. OBS. que omitir socorro – 302. A substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. na ocasião do acidente. num primeiro momento.

Antes do advento da lei 11705. bastava que o condutor estivesse “sob a influência de. ele absorve o crime de embriaguez ao volante – RESP 629087.detenção.6. b) etilômetro (“bafômetro” – já está regulamentado por decreto presidencial – mede a quantidade de álcool no ar dos pulmões e é feita a conversão para descobrir quanto que há de álcool no sangue). o crime menos grave não pode absorver o crime mais grave) – STJ HC 24136. na via pública. para efeito de caracterização do crime tipificado neste artigo.705. 306 não era infração menor potencial LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . tem que se entender que não é obrigado a usá-lo. a acusação só precisa provar a existência da conduta. não admite tentativa. basta que o condutor esteja com 6 decigramas de álcool por litro de sangue ou sob efeito de substância psicoativa que determine dependência. multa e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor. se o infrator se recusa ao exame de sangue e ao exame do etilômetro. não se exige mais situação de perigo concreto. A jurisprudência pacífica no STJ e STF era a de que o art. O parágrafo único diz que existirá o crime do art. não haverá o crime.. ou sob a influência de qualquer outra substância psicoativa que determine dependência: (Redação dada pela Lei nº 11. ela não absorve o crime de embriaguez. E se em razão da embriaguez. Ocorrerá o crime mesmo que haja morte instantânea (sem sentido!). com a citada lei. 306. RHC 19044. pois ninguém é obrigado a se incriminar. Um inciso V foi acrescentado no art. estando com concentração de álcool por litro de sangue igual ou superior a 6 (seis) decigramas. pois a situação de perigo já está presumida no tipo. 302 pela lei 11275/2006. Todavia. pois este crime é mais grave que o crime de lesão corporal (pelo princípio da consunção. A doutrina diz que neste último caso a lei criou um crime impossível por absoluta impropriedade do objeto. c) exame clínico (visual). Consuma-se com a omissão.”.: A influência de álcool ou de substâncias de efeitos análogos não era causa de aumento de pena no homicídio e na lesão corporal. de 2008) Penas . O Poder Executivo federal estipulará a equivalência entre distintos testes de alcoolemia. de seis meses a três anos. exigia-se situação de perigo concreto. a lei 11705/2008 revogou tal inciso V. 304 mesmo que a omissão do condutor seja suprida por terceiros – se os terceiros se adiantaram no socorro ou estavam em melhores condições de socorrer. a acusação devia comprovar a conduta e o perigo que esta gerou. O crime também ocorrerá mesmo que a vítima tenha ferimentos leves (o que é ferimento leve? – não é qualquer ferimento leve que caracterizará tal omissão de socorro).. o condutor matar ou lesionar alguém? R. culposo ou doloso. fica impossível provar a tipicidade da conduta (a quantidade de álcool no sangue é elementar do tipo penal). Hoje. STJ e STF – Se ocorreu homicídio. Quanto a este e ao exame de sangue. Assim. de 2008) Antes da lei 11705. Conduzir veículo automotor. era possível a transação penal para o crime de embriaguez. Antigamente. no ano passado. Parágrafo único. Agora.166 Por ser omissivo próprio. Até a lei 11705/2008. Agora.5) Conduzir veículo automotor embriagado – art. (Incluído pela Lei nº 11. 14. Se ocorrer lesão corporal. Há 3 formas de provar a embriaguez: a) exame de sangue. 306 da lei Art.705. independentemente de a vítima sofrer algum prejuízo físico ou morrer em razão da omissão. STJ HC 32764.

6. 307 da lei Art. desde que por instigação. A pena pelo o art. disputa ou competição automobilística não autorizada pela autoridade competente. 307 do CTB.7) Crime de racha – art. 14. Só haverá crime se tal corrida.detenção. para ver quem o fez em menos tempo. de corrida.crime de perigo concreto – a acusação deve comprovar a conduta do racha mais a situação de perigo criada. 302. faz o percurso. que é o previsto no art. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . A conduta consiste em participar de corrida. 306. 307 do CTB – fundamento: expressão “. 14. estará cometendo outro crime de trânsito.). induzimento ou por auxílio material aos condutores. Hoje. depois o outro faz o percurso. de seis meses a dois anos.. 306 antes do da alteração da lei 11705/2008. O tipo penal não pune só a corrida. a lei 11705 alterou o art. Estacionamento de supermercado – para a maioria. **OBS.“. E se os condutores gerarem perigo entre eles? R.167 ofensivo. disputa de andar de duas rodas etc. Assim. mas também qualquer forma de disputa não autorizada (exs. não é via pública.: ruas internas de condomínios. 308 da lei Art. desde que resulte dano potencial à incolumidade pública ou privada”. Participar. O fato deve ocorrer em via pública – ex. 291 do CTB e não mais permite transação ao crime do art. uma das penas é a suspensão do direito de dirigir veículo automotor. com nova imposição adicional de idêntico prazo de suspensão ou de proibição. se o racha não gerar nenhuma situação de perigo real.com fundamento neste Código”. disputa ou competição não for autorizada. de seis meses a um ano e multa. Trata-se de crime plurissubjetivo (“participar”) – exige a existência de outra pessoa junto dele competindo.. 308.: Suspensão do direito de dirigir aplicada por Delegado de Polícia como infração administrativa em razão da pessoa ter extrapolado sua pontuação – também caracteriza o crime do art.: Podem. No art. por ex. Se o condutor dirigir durante este veículo de suspensão.6.detenção. desde que resulte dano potencial à incolumidade pública ou privada: Penas . na direção de veículo automotor... Terceiras pessoas que não os condutores podem responder por este crime? R. disputa ou competição. 307 será pena de prisão + multa + nova imposição de suspensão por idêntico prazo à suspensão anterior (que se somará à suspensão anterior – 1 ano + 1 ano. Violar a suspensão ou a proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor imposta com fundamento neste Código: Penas .. em via pública.: Responderão pelo crime . 307.6) Violação de suspensão ou proibição do direito de dirigir – art. Tal proibição é irretroativa – continua cabendo transação penal para quem cometeu o art. mas cabia transação penal. por ex.. Só ocorre o crime na condução de veículo automotor – sujeito ativo só poder ser os condutores do veículo. desde que resulte dano potencial à incolumidade pública ou privada”.). o fato é atípico.: tomada de tempo – um sai. multa e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor. correndo etc. “..

dirigir sem habilitação com perigo  art. em tese. sem a devida Permissão para Dirigir ou Habilitação ou. é fato atípico. 309) – não precisa de carteira de habilitação.1: Habilitação vencida a mais de 30 dias em razão de exame médico. Deve o agente dirigir em via pública: • Sem habilitação. Dirigir sem habilitação em via particular. 32 da LCP. ainda. Diferença entre a cassação e a suspensão: a suspensão é por tempo determinado. antigamente. 32 da LCP – existiria uma relação de subsidiariedade – dirigir sem habilitação e sem perigo  art. ou multa. gerando perigo de dano: Penas . exige-se perigo concreto. Dirigir veículo automotor. 309) + infração administrativa. não gera perigo de dano. Depois de 2 anos. A mera condução inabilitada. Tal entendimento não prevaleceu no STF  Súmula 720 – derrogação do art. • Com o direito de dirigir cassado – só quem pode cassar é a autoridade administrativa de trânsito (nem o juiz pode). a cassação é definitiva (tempo indeterminado). a cassação é por tempo indeterminado – só voltará a dirigir se o agente for atrás de querer se reabilitar). *. DERROGOU* O ART. 32 DA LEI DAS CONTRAVENÇÕES PENAIS NO TOCANTE À DIREÇÃO SEM HABILITAÇÃO EM VIAS TERRESTRES. Dirigir sem habilitação com perigo de dano  infração penal (art.: Para dirigir ciclomotor exige apenas simples autorização (a falta de autorização não constitui o crime do art. 32 da LCP continua aplicável à condução inabilitada de embarcação a motor em águas públicas. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .detenção. Hoje: Dirigir sem habilitação sem perigo de dano  infração administrativa. OBS. Hoje. em via pública. logo. QUE RECLAMA DECORRA DO FATO PERIGO DE DANO.: Pode. 309 do CTB. OBS.6. 309. Entendia-se que este artigo não tinha revogado o art. CAPEZ entende que não (que seria crime). Nunca mais poderá dirigir? R.168 14. 32 da LCP). com o art. 309 DO CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO. apenas manobrar o veículo. o indivíduo pode pleitear a sua reabilitação (mas. 309 do CTB. não significa falta de habilitação para efeitos criminais.8) Dirigir veículo automotor sem a devida permissão gerando perigo de dano Art. era contravenção penal art. não configurando o delito do art. de seis meses a um ano. O fato deve ocorrer em via pública. se cassado o direito de dirigir. 309. 32 da LCP.Derrogação é revogação parcial – o art. • Sem permissão. Dirigir é por o veículo em movimento. SÚMULA Nº 720 do STF O ART.

Dirigir sem habilitação. OBS. a quem.. OBS. ou por embriaguez. gerindo perigo de dano  não caracteriza o crime do art. ainda.9) Excesso de velocidade em determinados locais/Tráfego em velocidade incompatível – art.4: O agente. 307 (crime de perigo abstrato) 2. Permitir.. estações de embarque e desembarque de passageiros. A maioria da doutrina diz que precisa ser uma velocidade excessiva. de seis meses a um ano. 309. Dirigir com direito de habilitação suspenso ou proibido  art. hospitais. OBS.6. ***Assim.: trafegar na contramão de direção – é a posição do STF – HC 86538. com o direito cassado ou com o direito de dirigir suspenso  responde pelo o art. logradouros estreitos. 307 ou 309 – exceção à teoria monista quanto ao concurso de pessoas. “. 310. confiar ou entregar a direção de veículo automotor a pessoa não habilitada. por seu estado de saúde. gerando perigo de dano e apresenta habilitação falsa ao policial – concurso material de crimes – art. ex. ou multa. ou onde haja grande movimentação ou concentração de pessoas. dirigindo. sem a devida Permissão para dirigir.5: Quem entrega veículo à pessoa não habilitada.2: Dirigindo com habilitação diversa da que poderia usar.detenção. ou. Há uma minoria diz que o tráfego abaixo da velocidade mínima também caracteriza o crime se gerar perigo de dano. sem permissão ou com o direito cassado  art. não esteja em condições de conduzi-lo com segurança: Penas . este agente não será partícipe do art. de seis meses a um ano. Resumo: 1. ***OBS.detenção.. 310 do CTB Art. Trafegar em velocidade incompatível com a segurança nas proximidades de escolas. 14. com habilitação cassada ou com o direito de dirigir suspenso. 34 da LCP). física ou mental. Ementa LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . 311 da lei Art.” – o conduto deve estar habilitado para o veículo que está conduzindo. que não seja velocidade incompatível continua caracterizando a contravenção penal – entendimento unânime da doutrina e da jurisprudência. ou multa.169 OBS. Também responde pelo o delito aquele que entrega o veículo à pessoa embriagada ou sem condições físicas ou mentais de dirigir. 311.3: Indivíduo não estar portando o documento de habilitação – mera infração administrativa. esta conduta caracterizava contravenção penal de direção perigosa (art. gerando perigo de dano: Penas .: Qualquer outra forma de direção perigosa. 309 (crime de perigo concreto). Antes do CTB.. 309 + o uso de documento falso.

quando da inovação..”. 312 da lei Art. ainda que não iniciados. Elemento subjetivo do tipo – o crime só existe se for praticado com a finalidade específica de induzir a erro agente policial (está em sentido amplo). 197 a 207 do CP. de coisa ou de pessoa. na pendência do respectivo procedimento policial preparatório. dos quais se defende o acusado. do CTB.503/97 . LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . inquérito ou processo – art. hospitais. o procedimento preparatório. O ato de trafegar na contramão não está compreendido pela norma do artigo 311 da Lei nº 9. O tipo prevê elementos espaciais – “.9) Fraude processual no trânsito – art. 15) CRIMES CONTRA A ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO Previstos nos arts. de seis meses a um ano. pintar o veículo antes da perícia para esconder os danos. O enquadramento no tipo penal há de estar em sintonia com os fatos narrados na denúncia. inquérito policial ou processo penal.: acidente de trânsito sem vítima.FATOS. a fim de induzir a erro o agente policial. não haverá este crime. mesmo que ainda não iniciado nenhum procedimento policial preparatório. ex. 374 do CP. b) própria organização do trabalho (bem comum de todos). exs. OBS. Naquele diz que não precisa. Em qualquer outra situação.detenção. O crime pode ser praticado no primeiro instante após o acidente. em frente de escola às 4 da manhã – não há crime. 15. Se a alteração foi feita com qualquer outra finalidade. 312.6.OBSERVÂNCIA .: O parágrafo único entra em conflito com o caput. 312. o perito. sem gerar perigo de dano. em caso de acidente automobilístico com vítima. Inovar artificiosamente. Tal artigo só se aplica em casos de acidente automobilístico com vítima. ou juiz: Penas .. Neste exige que o procedimento investigatório tenha se iniciado. parágrafo único.: remover os veículos para socorrer os acidentados.. pessoa ou de coisa. Inovar artificiosamente – significa alterar fraudulentamente o estado de lugar.Código de Trânsito Brasileiro. Parágrafo único. estações de embarque e desembarque. 14. ou multa.TRAFEGAR NA CONTRAMÃO. Trata-se de forma especial de fraude processual.: remover os veículos de lugar ou trocá-los de posição.DENÚNCIA .. proximidades de escolas. aplica-se a fraude processual prevista no Código Penal – art. perito. o estado de lugar. ou o juiz. Não há crime se a pessoa trafega com velocidade excessiva. ainda que eles não sejam induzidos a erro  crime formal.1) OBJETIVIDADE JURÍDICA Possuem dupla objetividade jurídica: a) direitos individuais e coletivos dos trabalhadores.170 TIPO PENAL . ex. CRIME DE TRÂNSITO . Trata-se de crime de perigo concreto. o inquérito ou o processo aos quais se refere. Aplica-se o disposto neste artigo.

A competência é do JECRIM estadual ou federal. • A abrir ou fechar estabelecimento.Constranger alguém.a abrir ou fechar o seu estabelecimento de trabalho. quando a competência poderá não mais ser do JECRIM. • A participar de parede ou paralisação econômica – segundo a doutrina. 198 – ATENTADO CONTRA A LIBERDADE DE CONTRATO DE TRABALHO E BOICOTAGEM VIOLENTA Art. no inciso II é o proprietário do estabelecimento.detenção. ou a participar de parede ou paralisação de atividade econômica: Pena . Observar ser for o caso acima de concurso material. foi revogada pela Lei 4330/64. haverá concurso material de crimes entre o art. O tipo objetivo consiste em constranger mediante violência ou grave ameaça a vítima a: • Exercer atividade. e multa. de um mês a um ano. que por sua vez foi revogada pela Lei 7783/89 – Lei de Greve (CAPEZ e ROGÉRIO SANCHES) NELSON HUNGRIA dizia que tal tipo consistia numa modalidade especial de constrangimento legal. 15.171 15. O elemento subjetivo é o dolo. será competente a Justiça Estadual. Sujeito ativo é qualquer pessoa.Constranger alguém. de três meses a um ano. 197 DO CP ATENTADO CONTRA A LIBERDADE DE TRABALHO Art. Se o crime atingir direito individual do trabalhador. ROGÉRIO SANCHES diz ser concurso formal. ofício. II . Se houver violência física. e multa. acrescida de uma dessas 3 finalidades acima. Sujeito passivo – no inciso I é o trabalhador. 197 . mediante violência ou grave ameaça: I . a celebrar contrato de trabalho.detenção. ou a não fornecer a outrem ou não adquirir de outrem matéria-prima ou produto industrial ou agrícola: LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .4) ART. Consumação e tentativa – consuma-se quando a vítima constrangida pratica uma das condutas acima. 197 e o crime correspondente à violência – é o que a doutrina majoritária chama de concurso material necessário obrigatório (a própria lei traz a obrigatoriedade do concurso). acrescido de uma das finalidades específicas acima. profissão ou indústria. 15. mediante violência ou grave ameaça. além da pena correspondente à violência.3) ART.a exercer ou não exercer arte. É possível a tentativa (quando a vítima não atende à exigência do constrangedor). 198 .2) COMPETÊNCIA PARA JULGAMENTO De acordo com o STF e STJ. além da pena correspondente à violência. será competente a Justiça Federal. se o crime atingir direitos coletivos dos trabalhadores (atingir a categoria profissional como um todo). • A trabalhar ou a não trabalhar em determinados dias ou períodos. ofício ou profissão. ou a trabalhar ou não trabalhar durante certo período ou em determinados dias: Pena .

Tal conduta viola norma constitucional. Sujeito passivo – trabalhador constrangido a celebrar contrato de trabalho ou o fornecedor ou adquirente constrangido a entrar no boicote. No crime de boicotagem. caracterizará o crime de constrangimento ilegal.. Constranger a vítima mediante ou grave ameaça a celebrar contrato de trabalho – o tipo não pune a conduta de constranger a vítima a não celebrar contrato de trabalho. Tipo objetivo – constranger mediante violência ou grave ameaça a vítima a participar ou deixar de participar de sindicato ou associação. a vítima é o boicotado...detenção. além da pena correspondente à violência.detenção. BITENCOURT diz que não pode ser pessoa jurídica. A doutrina diz que o objeto jurídico é a liberdade de associação ou sindicalização. REGIS PRADO – PJ poderia ser a vítima/boicotado no crime de boicotagem violenta (que sofre o isolamento econômico).Constranger alguém. além da pena correspondente à violência. Sujeito passivo – qualquer pessoa. Sujeito ativo – qualquer pessoa. e multa. acontecendo tal constrangimento da vítima de não celebrar contrato de trabalho.5) ART. e alguém só poder ser pessoa física. A tentativa é possível apenas quando a vítima constrangida não atender às exigências do infrator. dar-se-á quando a vítima constrangida celebra o contrato de trabalho.172 Pena . e multa. a não fornecer a outrem ou não adquirir de outrem matéria-prima”.crime de atentado contra a liberdade de contrato. 199 . que é a pessoa prejudicada economicamente. escrito ou verbal (a doutrina insere também a renovação do contrato). a participar ou deixar de participar de determinado sindicato ou associação profissional: Pena . Consumação e tentativa – Quanto ao crime de atentado ao contrato de trabalho. 3. Logo. a celebrar contrato de trabalho”.crime de boicotagem. pois o constrangimento só pode ser contra alguém. o crime se consuma quando a vítima não fornecer ou não adquire o produto do boicotado. aplica-se a mesma coisa do artigo anterior. matéria-prima ao boicotado. Quanto ao crime de boicotagem. mediante violência ou grave ameaça. “Constranger. 15. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . Não adquirir produto ou matéria-prima do boicotado. inclusive terceira pessoa não pertencente ao sindicato ou associação. 199 – ATENTADO CONTRA A LIBERDADE DE ASSOCIAÇÃO Art. Não fornecer produto. Se houver violência contra a pessoa. de um mês a um ano. de um mês a um ano.. “constranger. Elemento subjetivo – é o dolo. Elemento subjetivo – dolo. O tipo penal consiste em: 1. 2.

A simples paralisação ou suspensão. Na suspensão ou abandono coletivo dos trabalhadores a lei exige.6) ART. 200 . MIRABETE – só haverá concurso de crimes se for violência contra a pessoa. permite a greve em serviços essenciais – previsto também na lei de greve. DELMANTO E REGIS PRADO – entendem que tal artigo não foi recepcionado pela CF. Tipo objetivo – participar de suspensão ou abandono coletivo de trabalho – só há o crime se tal suspensão ou abandono for acompanhado de violência contra a pessoa e contra a coisa. 197 do CP. Na paralisação dos empregadores a lei não exige número mínimo de participantes. Se houver violência contra a pessoa – aplica-se o que foi dito nos artigos anteriores.: Empregados que ameaçam os colegas de serviço a não entrarem na empresa e trabalharem – não praticam o crime.: contra policiais). 15. A violência pode ser até contra terceiras pessoas (ex.. e multa. 9. provocando a interrupção de obra pública ou serviço de interesse coletivo: Pena . Parágrafo único . art. 200 . A CF. não caracterizando o crime (o tipo só fala em violência). não configura crime. e multa. Sujeito passivo – pessoa física ou jurídica (“. três Greve não é crime.detenção. praticando violência contra pessoa ou contra coisa: Pena .Para que se considere coletivo o abandono de trabalho é indispensável o concurso de. pois a paralisação foi praticada mediante grave ameaça. mas fazer greve com violência é! Sujeito ativo pode ser tanto os empregados (greve violenta) ou também os empregadores (lockout violento) – toda a doutrina diz isso. 15. além da pena correspondente à violência. REGIS PRADO – concurso com o crime de dano.PARALISAÇÃO DE TRABALHO. 3 empregados – crime de concurso necessário ou plurissubjetivo – parágrafo único do art.. por ex). 201 – PARALISAÇÃO DE TRABALHO DE INTERESSE COLETIVO Art. OBS. 200. empregados. de seis meses a dois anos. parágrafo único. Configura o crime de constrangimento ilegal ou crime do art. de um mês a um ano. 201 .Participar de suspensão ou abandono coletivo de trabalho. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . Consumação – consuma-se no momento em que ocorre a violência ou dano contra a coisa durante a suspensão ou abandono. Se houver violência contra a coisa – CAPEZ.detenção.ou contra a coisa” – dano de bens de PJ. Pena – mesma regra dos artigos anteriores. SEGUIDA DE VIOLÊNCIA OU PERTURBAÇÃO DA ORDEM Art. Tentativa – quando a vítima não atende à exigência do infrator.7) ART. no mínimo.Participar de suspensão ou abandono coletivo de trabalho.173 Consuma-se quando a vítima atende à exigência do agente. pelo menos. por si só.

Assim. 202 . direito assegurado pela legislação do trabalho: LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . 203 . E se for paralisação de servidor público? R. não caracteriza tal crime a greve de servidores públicos.2009 – SILVIO MACIEL 15.: Polícias podem fazer greve – a CF proíbe a greve das FAB.Invadir ou ocupar estabelecimento industrial. Sujeito ativo – empregados ou empregadores.: sujeito danifica objeto de empresa com o objeto de danificar. Exs. haverá outros crimes. 202 .pessoa física ou jurídica. 27. sujeito passivo. Sujeitos do crime – sujeito ativo – qualquer pessoa. COMERCIAL OU AGRÍCOLA. invadir ou ocupar estabelecimento ou. 15. A tentativa é possível (quando o agente sequer consegue danificar objetos ou ocupar o estabelecimento). SABOTAGEM Art. Não a encontrando. mediante fraude ou violência. 2. responde pelo crime de dano – art.9) ART. a sobrevivência ou a saúde da população.8) ART. 163 do CP. ocupar. Danificar ou dispor de coisas do estabelecimento. mas não conseguem causar a interrupção da obra ou do trabalho. acrescido da finalidade específica de atrapalhar o curso normal do trabalho.06. ex. Qualquer uma dessas condutas devem ser praticadas com a finalidade específica de impedir ou embaraçar o curso normal do trabalho. 203 – FRUSTRAÇÃO DE DIREITO ASSEGURADO POR LEI TRABALHISTA Art.reclusão. OBS. comercial ou agrícola. com o intuito de impedir ou embaraçar o curso normal do trabalho. danificar. O crime consiste em: 1. Significa dizer: greve ou lockout de serviços ou obras de interesses coletivos. de um a três anos. Elemento subjetivo: o dolo.Frustrar. Consumação e tentativa – é possível a tentativa – quando os trabalhadores suspendem ou abandonam o trabalho.: paralisar a construção de um hospital. Sujeito passivo – A coletividade.174 MIRABETE – entende que tal artigo foi recepcionado pela CF – diz que caracteriza o crime sempre que a paralisação afetar a segurança.: STF – concedeu direito de greve aos servidores públicos em vários mandados de injunção. A consumação se dá com a simples conduta. e multa.INVASÃO DE ESTABELECIMENTO INDUSTRIAL. ainda que o infrator não consiga o objetivo principal de atrapalhar o curso normal dos trabalhos. Elemento subjetivo – é o dolo de invadir. ou com o mesmo fim danificar o estabelecimento ou as coisas nele existentes ou delas dispor: Pena .

para impossibilitar o desligamento do serviço em virtude de dívida. ainda que o infrator não consiga impedir o trabalhador se desligue do trabalho (trata-se de crime formal ou de consumação antecipada). Tal violência pode ser usada pelo capanga do empregador. ITal conduta se confunde com o crime de redução análoga a de escravo. parágrafo 1º. No art. Tal estabelecimento pode ser do empregador ou de terceiros.777. É possível a tentativa (quando o infrator mal consegue constranger o empregado a se comportar na forma do inciso I). haverá o crime de redução à condição análoga a de escravo – art.12.1998) Sujeito ativo é qualquer pessoa.175 Pena . Não é necessário existir relação de trabalho e a vítima. 149 do CP – o empregado tem a sua liberdade de locomoção restringida. idosa.12. inclusive o estranho à relação trabalhista. Poderá haver extorsão. mediante coação ou por meio da retenção de seus documentos pessoais ou contratuais. estelionato etc.1998) I . logo. A tentativa é possível. não haverá o crime do art. A tentativa é juridicamente possível. de 29. por ex. não se aplicará tal artigo.777.impede alguém de se desligar de serviços de qualquer natureza. Trata-se de norma penal em branco complementada pela legislação trabalhista. Tal crime atinge direito individual do trabalhador. se houver – art. Tipo objetivo é frustar direito assegurado pela legislação do trabalho. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .12. pode ocorrer o concurso de crimes. de 29. e multa.777. Aplicar-se-á também a pena correspondente à violência. Tal forma de execução pode ser feito por meio de coação (moral ou física) ou por retenção de documentos pessoais ou contratuais. Consumação e tentativa – trata-se de crime material. constrangimento ilegal. 203 + art. Esta conduta consiste em obrigar ou coagir o trabalhador a consumir mercadorias em determinado estabelecimento específico para contrair dívida e ficar impossibilitado de se desligar do serviço. Sujeito passivo é o trabalhador titular do direito violado. de 29. de 29.1998) § 2º A pena é aumentada de um sexto a um terço se a vítima é menor de dezoito anos. Poderá haver. de 29.: Se o empregador restringir a liberdade do trabalhador em razão da dívida. Consuma-se (este inciso II) quando a vítima é impedida de se desligar juridicamente do trabalho.777.777. Os dois crimes possuem momentos consumativos diferentes e objetividades jurídicas diferentes.. Frustar mediante fraude ou violência. extorsão. indígena ou portadora de deficiência física ou mental. (Incluído pela Lei nº 9. II o crime consiste em apoderar-se de documentos ou objetos pessoais com o fim de retê-lo (fisicamente) no local de trabalho.12. (Incluído pela Lei nº 9. IIImpede-se o empregado de se desligar (juridicamente) do serviço. E se o meio de execução da frustração do direito for a grave ameaça. 149.12. 129 ou tentativa de homicídio – concurso material obrigatório.obriga ou coage alguém a usar mercadorias de determinado estabelecimento. 203. Se o direito estiver assegurado na lei civil. Figuras equiparadas – acrescentada pela lei 9777/98. Ocorrendo a retenção de documentos com finalidade dupla – concurso formal de crimes. (Incluído pela Lei nº 9.1998) II . gestante. além da pena correspondente à violência. O inciso I se consuma no momento da coação. OBS. por ex. (Redação dada pela Lei nº 9.1998) § 1º Na mesma pena incorre quem: (Incluído pela Lei nº 9.detenção de um ano a dois anos. Obrigar o empregado a assinar recibo de valor maior do salário real recebido.

205 do CP. 205 não inclui a decisão das entidades fiscalizadoras de profissões liberais (inclui CRM. 15. OAB). A CF 88 garante a igualdade de nacional e estrangeiro. obrigação legal relativa à nacionalização do trabalho: Pena .detenção. 204 . ou multa.Frustrar. a atual Constituição não exige mais um percentual máximo de trabalhadores estrangeiros. de um mês a um ano. O trabalhador que frustrasse a nacionalização do trabalho (que frustrasse a regra da maioria de trabalhadores nacionais) incidiria neste tipo penal. A maioria comente este artigo normalmente. 205 – EXERCER DE ATIVIDADE COM INFRAÇÃO DE DECISÃO ADMINISTRATIVA Art. A conduta é frustrar a nacionalização do trabalho. logo ela não será mais estudada). As CF de 1937 e de 1967 (com a EC de 69) tinham regras que limitavam o número de trabalhadores estrangeiros no Brasil.176 (ler ementa da ADPF 130 – julga inconstitucional a lei de imprensa. OBS. Assim. o próprio trabalhador ou terceira pessoa).Exercer atividade. O meio de execução é a fraude ou violência. a matéria está divergente até nos tribunais superiores. de que está impedido por decisão administrativa: Pena . 204 – FRUSTRAÇÃO DE LEI SOBRE A NACIONALIZAÇÃO DO TRABALHO Art. e multa.11) ART. e sim a contravenção penal do art. O objetivo constitucional era impedir a chamada nacionalização do trabalho (impedir ter mais trabalhadores estrangeiros do que nacionais). 15. Tipo subjetivo é o dolo. Sujeito passivo é o Estado. Ou seja. 205 . além da pena correspondente à violência.: Há várias decisões do STF e do STJ no sentido de que o advogado que exerce a profissão durante a suspensão imposta pela a OAB não comete o crime do art. 359 do CP.10) ART. de três meses a dois anos. Sujeito ativo é o trabalhador impedido de exercer a atividade. Sujeito ativo é qualquer pessoa (o empregador. O CAPEZ e o ROGÉRIO SANCHES citam como exemplos de decisões adminsitrativoas as dos conselhos regionais de profissões e da OAB. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . Tipo objetivo – a conduta é exercer atividade durante o impedimento. E se o sujeito está impedido de exercer determinada profissão por força de decisão judicial? R. mediante fraude ou violência. Tem doutrina dizendo que este artigo 204 do CP não foi recepcionado pela CF de 1988 – MIRABETE e ROGÉRIO SANCHES. Neste sentido.: Haverá o art. Sujeito passivo é o Estado. STF – HC 74826/SP. A expressão “decisão administrativa” do art. 47 da LCP – exercício ilegal de profissão ( STF RHC 61081 e STJ RHC 7537). O crime se consuma com a frustração da obrigação legal.detenção.

no mínimo. Consumação e tentativa. Quanto ao número mínimo de trabalhadores. 206 . necessita-se do emprego de fraude. A tentativa é perfeitamente possível. com o fim de levá-los de uma para outra localidade do território nacional: Pena . 2 pessoas.Recrutar trabalhadores. Tal fraude consiste em falsas promessas. com a finalidade específica de levar os trabalhadores para o estrangeiro.12. (Incluído pela Lei nº 9.13) ART. pois o tipo penal diz “trabalhadores”.12) ART.detenção.1998) Não se exige fraude como no artigo anterior.683. atividade.177 Art. (Incluído pela Lei nº 9.Exercer função. autoridade ou múnus. ou. 359 . Se a conduta for recrutar o trabalhador mediante fraude ou cobrança de quantia para levá-lo a outro local do país haverá o crime do art. de três meses a dois anos. 1º. gestante. mediante fraude ou cobrança de qualquer quantia do trabalhador. 15. ou multa. aplica-se as mesmas regras do artigo anterior.12. ela já o cita). de que foi suspenso ou privado por decisão judicial: Pena . mediante fraude. idosa. de 1993) Pena .1998) § 2º A pena é aumentada de um sexto a um terço se a vítima é menor de dezoito anos. e multa.detenção. de 29. O crime se consuma com o exercício habitual da atividade durante o impedimento – trata-se de crime habitual.1998) § 1º Incorre na mesma pena quem recrutar trabalhadores fora da localidade de execução do trabalho. A tentativa é possível quando o infrator sequer consegue recrutar os trabalhadores.o crime se consuma com o recrutamento fraudulento. de 1 (um) a 3 (três) anos e multa. 207. no mínimo. 3 trabalhadores recrutados (se a lei quer se referir a 2 pessoas. de 29. MIRABETE e MAGALHÃES NORNHA exigem. Na basta o simples convencimento do aliciar. Sujeito passivo é o Estado e os trabalhadores enganados.777. Se for levado para uma localidade próxima.683. par. (Redação dada pela Lei nº 8. Elemento subjetivo – é o dolo de recrutar. ainda. Não admite tentativa.12. ainda que ele não seja levado a outra região do país.777. não há ofensa ao bem jurídico. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . 207 . 15. A consumação se dará com o simples aliciamento. direito. indígena ou portadora de deficiência física ou mental. DAMÁSIO e DELMANTO entendem que precisa apenas de. de 29. fraudulentamente. com o fim de levá-los para território estrangeiro. 207 .detenção de um a três anos. de 1993) Sujeito ativo é qualquer pessoa. 206 – ALICIAMENTO PARA O FIM DE EMIGRAÇÃO Art.Aliciar trabalhadores. A conduta consiste em recrutar mediante fraude.777. não assegurar condições do seu retorno ao local de origem. (Redação dada pela Lei nº 8. (Redação dada pela Lei nº 9. REGIS PRADO diz que só caracteriza o crime se o trabalhador for levado a uma localidade distante da onde ele está. A doutrina diz que o recrutamento de apenas um trabalhador é fato atípico. dentro do território nacional.ALICIAMENTO DE TRABALHADORES DE UM LOCAL PARA OUTRO DO TERRITÓRIO NACIONAl Art.

Se o Delegado retém porque há indícios de falsificação do documento. Os dados devem ser anotados no ato e deve ser devolvido o documento imediatamente ao interessado. a retenção do documento por mais de 5 dias exige ordem judicial. é lícito reter qualquer documento de identificação pessoal.178 16) LEI 5553/68. quando. Assim. sejam originais. Cópias simples não estão inseridas no objeto material da contravenção. A conduta consiste em reter documento sem justa causa.Além do prazo previsto neste artigo. no prazo de até 5 (cinco) dias. (Incluído pela Lei nº 9. 2º Quando.LEI DE USO E RETENÇÃO DE DOCUMENTOS Art. pelo executante. Não pode reter o documento original nem a cópia autenticada. § 1º . considerar-se-á responsável quem houver ordenado o ato que ensejou a retenção. será este o infrator. desobediência ou inobservância de ordens ou instruções expressas. Sujeito ativo da contravenção penal – é o autor da ordem de retenção ou o executor da retenção se ele descumpriu ordens ou instruções expressas. 3º Constitui contravenção penal.50 (cinqüenta centavos) a NCR$ 3. pode ser qualquer daqueles do art. ainda que apresentado por fotocópia autenticada ou pública-forma. 3º . (Renumerado pela Lei nº 9. não há porque incidir nesta contravenção penal. carteira profissional. comprovante de naturalização e carteira de identidade de estrangeiro. somente por ordem judicial poderá ser retirado qualquer documento de identificação pessoal. Acontece em casos de retenção de documentos em motéis.453. de direito público ou de direito privado. 1º. cópias autenticadas ou autênticas (extraídas por pública-forma). para a realização de determinado ato. Se houver justo motivo para a retenção.Quando o documento de identidade for indispensável para a entrada de pessoa em órgãos públicos ou particulares. título de eleitor. inclusive comprovante de quitação com o serviço militar. Art. § 2º . a retenção de qualquer documento a que se refere esta Lei. de 20/03/97) Mesmo que houver justo motivo. punível com pena de prisão simples de 1 (um) a 3 (três) meses ou multa de NCR$ 0. Parágrafo único. 1º traz o objeto material da contravenção do art. Art. certidão de casamento. de 20/03/97) É muito comum em presídios quando o agente penitenciário retém o documento da esposa do detido enquanto ela o visita. certidão de registro de nascimento. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . a menos que haja .00 (três cruzeiros novos). bem como a nenhuma pessoa jurídica. O art. reter cópia simples é fato atípico. 1º A nenhuma pessoa física. Quanto à retenção. os dados que interessarem devolvendo em seguida o documento ao seu exibidor. Quando a infração for praticada por preposto ou agente de pessoa jurídica. a pessoa que fizer a exigência fará extrair. serão seus dados anotados no ato e devolvido o documento imediatamente ao interessado.453. for exigida a apresentação de documento de identificação. então. o agente deve anotar os dados e devolver em até 5 dias a quem exibiu o documento (mesmo que este não seja o titular do documento).

Art. as condutas tipificadas nos artigos seguintes. o crime só se refere à pessoa física. sobre a periculosidade do serviço a ser prestado. 17. A conduta consiste em omitir dizeres ou sinais ostensivos. distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços. Artigo inútil. § 1° Incorrerá nas mesmas penas quem deixar de alertar. mediante recomendações escritas ostensivas. Parágrafo único. construção. 61 e seguintes do CDC. nacional ou estrangeira.179 17) LEI 8078/90 – CRIMES CONTRA O CONSUMIDOR Serão analisados os arts.2) ART. Tal omissão deve ocorrer em embalagens (parte exterior do produto). invólucros e recipientes (aspecto interno do produto – o que envolve o produto). § 2° Se o crime é culposo: Pena Detenção de um a seis meses ou multa. ex. O caput se refere a produtos. Art. 61 Art. 2° Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final. exportação. ex. não admite tentativa. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . 2º e art. importação. Trata-se de crime de mera conduta e omissivo puro ou próprio. 3º do CDC). 17. Sujeitos do crime – sujeito ativo é o fabricante ou fornecedor de serviços ou produtos. Logo. Logo.: panfletos. nos invólucros. bem como os entes despersonalizados. Consumação e tentativa – dar-se-á com a simples omissão. Equipara-se a consumidor a coletividade de pessoas. Se o sinal de aviso não for ostensivo. propaganda na TV). Elemento subjetivo – dolo e culpa (parágrafo 2º). 63 Art. se for discreto ou imperceptível. 63. haverá o crime. pública ou privada. Sujeito passivo é o consumidor (o conceito desses sujeitos está no art. sinal que indica produto venenoso etc. criação. o parágrafo 1º se refere a serviço a ser prestado. o aviso deve ser dado antes de iniciada a prestação do serviço. montagem. que desenvolvem atividade de produção. 3° Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica. Omitir dizeres ou sinais ostensivos sobre a nocividade ou periculosidade de produtos. Pode ocorrer tal omissão na publicidade do produto (na divulgação do produto já deve ter o aviso. Pessoa jurídica não comete crime contra o consumidor. transformação. ainda que indetermináveis.: desenho de objeto radioativo. 61.Detenção de seis meses a dois anos e multa. que haja intervindo nas relações de consumo. Assim. sem prejuízo do disposto no Código Penal e leis especiais. recipientes ou publicidade: Pena .1) ART. Há doutrina dizendo ser indispensável o exame pericial. Dizem respeito à periculosidade ou nocividade do produto (elementos normativos do tipo – compete ao juiz verificar se o objeto é perigoso ou nocivo). ainda que não acarrete nenhum dano ao consumidor. comprovando a periculosidade ou nocividade do produto. Constituem crimes contra as relações de consumo previstas neste código. nas embalagens.

65 Art. contrariando determinação de autoridade competente: Pena Detenção de seis meses a dois anos e multa. A falta de uma ou outra comunicação já incide no crime. 7º.: serviço de implosão de edifícios. 17. 7º. Tipo objetivo – a conduta é deixar de comunicar a autoridade competente (elemento normativo do tipo). a nocividade ou periculosidade do produto só é conhecida após a colocação dele no mercado. OBS. a periculosidade já era conhecida antes de sua colocação no mercado. portanto. 64 Art. (NUCCI) sustentando que este art. depende de comprovação pericial. Não é possível a tentativa – crime omissivo próprio. imediatamente quando determinado pela autoridade competente. 64.180 Conflito de normas – o art. II. Não há o crime se o fornecedor deixa de fazer o recall voluntário (sem determinação da autoridade).3) ART. A conduta é executar serviço de alto grau de periculosidade – elemento normativo do tipo. Tais avisos devem ser por meio de comunicação. Parágrafo único. Tem doutrina. os produtos nocivos ou perigosos. da Lei 8137/90 tipifica a conduta de vender ou expor à venda mercadoria ou embalagem em desacordo com as prescrições legais. 63. não se aplicando a serviços. O tipo penal impõe um duplo dever de comunicação: a) avisar a autoridade competente. 65.: PROCON.4) ART. MP do consumidor. Consumação e tentativa – se dá com a simples omissão da comunicação ou com a não retirada do produto do mercado. Já PAULO JOSÉ DA COSTA JÚNIOR entende que tal artigo não está revogado (SILVIO MACIEL entende que este professor está com a razão). Parágrafo único. b) avisar os consumidores. vigilância sanitária. que segundo alguns. 17. Não existe interpretação extensiva de tipo penal incriminador. A retirada deve ser imediatamente após a ordem da autoridade. No art. Deixar de comunicar à autoridade competente e aos consumidores a nocividade ou periculosidade de produtos cujo conhecimento seja posterior à sua colocação no mercado: Pena . independentemente de dano ao consumidor. Só há o crime quando a retirada do produto seja determinada pela autoridade competente – recall por determinação oficial. Parágrafo único . No art. Executar serviço de alto grau de periculosidade. pois deixar de constar na embalagem avisos sobre a periculosidade ou nocividade do produto é o mesmo que agir em desacordo com as prescrições legais. 64. II. revogou o art. na forma deste artigo. Só existe o crime se o serviço for executado LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . As penas deste artigo são aplicáveis sem prejuízo das correspondentes à lesão corporal e à morte. exs. Elemento subjetivo – só punido na forma dolosa.O tipo também prevê a conduta de deixar de retirar do mercado tais produtos nocivos ou perigosos. A demora injustificada na retirada caracteriza o crime. e deixar de comunicar os consumidores (incluindo aqueles que não adquiriram o produto). Ex. 63 do CDC no que se refere à mercadoria.Detenção de seis meses a dois anos e multa. Incorrerá nas mesmas penas quem deixar de retirar do mercado.: Este artigo só se refere a produto.

não se admite a tentativa (o resultado morte ou lesão é culposo). não haverá crime (crime omissivo). A conduta é fazer (executar a propaganda) ou promovê-la. executar serviço de alta periculosidade não é crime (deve executar tal atividade sem a devida determinação). Consumação e tentativa – se consuma com a simples afirmação falsa ou com a simples omissão da informação relevante. que possa levar o consumidor a erro. 67 Art. da Lei 8137/90. o infrator responderá pelo ao art. (Vetado). 17. Não se pune a forma culposa. Tipo objetivo – fazer afirmação falsa ou enganosa. ou omitir informação relevante sobre a natureza. 66 Art.6) ART. Sujeito ativo – além do fornecedor. 66. Consumação e tentativa – a consumação se dá com a simples execução do serviço perigoso – crime de mera conduta. 65 + lesão corporal ou homicídio culposo (concurso material obrigatório). quantidade. Fazer afirmação falsa ou enganosa. NUCCI diz que tal parágrafo não é crime preterdoloso (podendo o agente agir inclusive com dolo em relação à lesão ou à morte). Só se aplicaria apenas a serviços e não forma culposa do parágrafo 2º. Na forma comissiva. Embora o tipo penal não mencione. desempenho. 7º. Parágrafo único. essa publicidade deve ser sobre produtos ou serviços. Elemento subjetivo – esse crime é punido por dolo direto ou dolo eventual. segurança. ou seja. II. § 1º Incorrerá nas mesmas penas quem patrocinar a oferta. A outra conduta criminosa é omitir informação relevante – se a informação for irrelevante. qualidade. Elemento subjetivo – no caput é o dolo. cabe tentativa. 67.5) ART. § 2º Se o crime é culposo. Fazer ou promover publicidade que sabe ou deveria saber ser enganosa ou abusiva: Pena Detenção de três meses a um ano e multa. Trata-se de uma ação (crime comissivo). preço ou garantia de produtos ou serviços: Pena . o patrocinador da oferta também pode cometer o presente delito. Assim.181 contrariando ordem de autoridade competente. Pena Detenção de um a seis meses ou multa. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . Para quem entende que o parágrafo único é crime preterdoloso.Detenção de três meses a um ano e multa. 17. A tentativa é possível quando o agente não consegue executar o serviço por circunstâncias alheias a sua vontade. Conflito aparente de normas – NUCCI entende que tal artigo está tacitamente revogado pelo art. característica. Se a execução do serviço provocar a lesão ou a morte de alguém. durabilidade. no parágrafo único é crime preterdoloso.

Sujeito ativo – qualquer pessoa envolvida da produção da publicidade. 69 Art. 68. 175 do CP – crime de fraude no comércio. sem autorização do consumidor: Pena Detenção de três meses a um ano e multa.7) ART.: propagando de cigarro ou de cerveja vinculada a sucesso profissional. e não da produção dele. Deve o consumidor se comportar de forma prejudicial ou perigosa a sua saúde ou segurança – alteração comportamental do consumidor. Empregar na reparação de produtos. Conflito aparente de normas – art. 70. por ex.9) ART. peça ou componentes de reposição usados. 68 Art. Trata-se de publicidade irresponsável. Elemento subjetivo é só o dolo. 17. Este crime só existe se essa peça for usada na reparação do produto. VII. (Vetado). 17. 67 do CDC. Consumação e tentativa – trata-se de crime formal (consuma-se com a mera promoção da publicidade). 69. Pessoa que publica que tal produto tem determinados efeitos (emagrecimento. Trata-se de crime formal – consuma-se independentemente de qualquer prejuízo ao consumidor. saúde. da Lei 8137/90. técnicos e científicos que dão base à publicidade: Pena Detenção de um a seis meses ou multa. ex. 70 Art. NUCCI diz que tal inciso deste artigo revogou o art. Não é possível a tentativa – crime omissivo puro (deixar de organizar). 17. 17.10) ART. é o mesmo do artigo anterior (dolo e dolo eventual). Cabe a tentativa se a propaganda não é veiculada por circunstancias alheias à vontade do agente. 7º. Quanto ao elemento subjetivo.182 O crime se consuma com a mera publicidade enganosa ou abusiva.8) ART. ainda que o consumidor não seja enganado ou não se sinta ofendido pela propaganda. Fazer ou promover publicidade que sabe ou deveria saber ser capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa a sua saúde ou segurança: Pena . não haverá crime). mas não fez nenhum tipo de teste anterior que comprove tal efeito/resultado. 71 LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . Se usada na fabricação ou montagem no produto – art.Detenção de seis meses a dois anos e multa: Parágrafo único.). NUCCI entende que é crime material – só se consuma se houver prejuízo ao consumidor e se usar peça usada e cobrar como nova (se cobrar como usada. Consumação e tentativa – crime de mera conduta. Deixar de organizar dados fáticos.

fichas ou registros. Impedir = não permitir Dificultar = criar obstáculos Para que o consumidor tenha acesso a: dados pessoais (de terceiros não há o crime) que estarão em cadastros. O crime se consuma se para efetuar a cobrança o credor: 1. incorretas ou enganosas 3. ex: o devedor autorizou as ligações no domingo e é o último dia q ele está em casa) Consumação e tentativa 1ª corrente . Bem jurídico: é o direito a informação do consumidor vítima Elemento subjetivo: só o dolo Consumação: com a conduta de impedir ou dificultar o acesso do consumidor as suas informações pessoais ainda que o consumidor não sofra nenhum prejuízo com isso.O crime se consuma quando o consumidor é exposto a ridículo ou interfira no seu trabalho. Conduta: cobrança de dívidas (não se aplica em: se o comerciante emprega violência. afirmações falsas incorretas ou enganosas ou de qualquer outro procedimento que exponha o consumidor. Haverá o crime mesmo q não houver nenhuma informação negativa contra o consumidor.183 Art. ameaça ou constrangimento físico ou moral 2. Sujeito passivo: é o consumidor devedor É necessário q haja uma relação de dívida.O crime se consuma com a simples pratica de qualquer uma das condutas previstas no tipo penal. 72. O credor utiliza informações falsas. 72 Art. É o crime de cobrança vexatória ou violenta ou ameaçadora Sujeito ativo: comerciante credor ou quem faça a cobrança por ele. constrangimento físico ou moral.11) ART. Utilizar. ameaçado (é um crime formal) . 71. Impedir ou dificultar o acesso do consumidor às informações que sobre ele constem em cadastros. ex: consta no BD do Serasa q o consumidor não deve nada porque o q a lei tutela é o direito a informação seja ela positiva ou negativa.para NUCCI. injustificadamente. bancos de dados. ainda que o consumidor não se sinta constrangido. Se para a cobrança de dívida o credor utiliza procedimento que exponha injustificadamente o consumidor a: ridículo ou interfira em seu trabalho. banco de dados. a ridículo ou interfira com seu trabalho. ameaça para se discutir cláusulas do contrato) . Exerce coação. incomodado. de ameaça. descanso ou lazer (ligar no domingo na casa da pessoa pode desde q for um procedimento justificado ou justificável. 2ª corrente . descanso ou lazer: Pena Detenção de três meses a um ano e multa.tem q ser cobrança de dívida relativa à relação de consumo (se não for relação de consumo será crime do exercício arbitrário das próprias razões + crime de violência). LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . descanso ou lazer (crime material) Tentativa é possível na forma escrita. 17. na cobrança de dívidas. coação. fichas e registros: Pena Detenção de seis meses a um ano ou multa.

75 Art. Quem. Imediatamente = A correção deve ser tão logo o responsável saiba da informação errada.14) ART. Objeto jurídico: proteção do consumidor. Elemento subjetivo: é o dolo. 17. 17. exposição à venda ou manutenção em depósito de produtos ou a oferta e prestação de serviços nas condições por ele proibidas. Deixar de entregar ao consumidor o termo de garantia adequadamente preenchido e com especificação clara de seu conteúdo. Pena Detenção de um a seis meses ou multa. a demora injustificada para a correção justifica o crime Objeto jurídico: proteção ao consumidor Elemento subjetivo: só é punido na forma dolosa O gerente da loja por negligência deixa de dar baixa na dívida.12) ART. não ocorre o crime mas enseja dano moral Consumação: ocorre com a simples omissão da correção imediata Não há tentativa porque é crime omissivo puro ou próprio. fichas ou registros que sabe ou deveria saber ser inexata: Pena Detenção de um a seis meses ou multa. oferta. *O crime existe se for entregue o termo de garantia com especificações obscuras. Conduta: deixar de entregar Objeto material: termo de garantia adequadamente preenchido e com conteúdo claro (é o documento q assegura o direito do consumidor a troca ou o reparo a mercadoria ou produto com defeito ou inadequado. banco de dados. 74. concorrer para os crimes referidos neste código. Conduta: deixar de corrigir uma informação errada/inexata a respeito do consumidor. ou seja. com a não entrega do termo de garantia. bem como o diretor. permitir ou por qualquer modo aprovar o fornecimento. administrador ou gerente da pessoa jurídica que promover. *O crime existe mesmo que o consumidor não exige o termo de garantia (porque o vendedor é obrigado a dar o termo de garantia independentemente do consumidor pedir). 17. 75. Sujeito: os mesmos do art. 63. 73 Art. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . incide as penas a esses cominadas na medida de sua culpabilidade. Deixar de corrigir imediatamente informação sobre consumidor constante de cadastro. 73. de qualquer forma. Não existe tentativa porque é crime omissivo puro ou próprio.13) ART. 74 Art. ou seja. Consumação: se dá com a simples omissão.184 Tentativa: quando o agente não consegue impedir ou dificultar o acesso do consumidor as suas informações.

16) ART. ou pela autoridade que presidir o inquérito. entre cem e duzentas mil vezes o valor do Bônus do Tesouro Nacional (BTN). 79 Art. os legitimados indicados no art. 60. Se assim recomendar a situação econômica do indiciado ou réu.15) ART. do Código Penal: I . se o juiz considerar que. Além das penas privativas de liberdade e de multa. o juiz observará o disposto no art.185 É possível haver concurso de pessoas em crimes contra o consumidor. Parágrafo único. de notícia sobre os fatos e a condenação. 60. como assistentes do Ministério Público.a prestação de serviços à comunidade. ou seja. podem ser impostas. 77. ou índice equivalente que venha a substituí-lo. O administrador. 17. Na aplicação da multa o juiz pode aplicar o art. III e IV CDC podem atuar como assistente de acusação no processo penal e tem legitimidade para propor ação privada subsidiária da pública. 17. em virtude da situação econômica do réu. 78 Art. correspondente ao mínimo e ao máximo de dias de duração da pena privativa da liberdade cominada ao crime. às expensas do condenado. diretor ou gerente só são punidos desde que tenham agido com dolo ou culpa em relação ao delito. 82. os dias multas correspondem aos dias de prisão. 44 a 47. O valor da fiança. II . No processo penal atinente aos crimes previstos neste código. 80 Art. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . 77 Art. Na individualização desta multa. é ineficaz. A fiança no CDC tem regra própria quanto ao parâmetro de fixação da fiança (é calculada em bônus do tesouro nacional). se a denúncia não for oferecida no prazo legal. 79. bem como a outros crimes e contravenções que envolvam relações de consumo. No CP a multa é fixada em dias multas. No CDC a multa também é calculada em dias multas mas seguem os limites mínimo e máximo da pena privativa de liberdade cominada. A pena pecuniária prevista nesta Seção será fixada em dias-multa. inciso III e IV. b) aumentada pelo juiz até vinte vezes. Além da pena de prisão e multa cominadas nos tipos penais ainda pode ser aplicado ao autor do crime contra o consumidor penas restritivas de direito. mas o juiz pode fixar entre 10 e 360 dias multas. 80. será fixado pelo juiz. nas infrações de que trata este código. 78. 17.a interdição temporária de direitos. §1° do Código Penal.A multa pode ser aumentada até o triplo. III . aos quais também é facultado propor ação penal subsidiária. poderão intervir. embora aplicada no máximo.18) ART. observado o disposto nos arts. As instituições dos art.a publicação em órgãos de comunicação de grande circulação ou audiência. § 1º CP q diz q a multa se aplicada no máximo pode ser triplicada tendo em vista a boa situação econômica do infrator § 1º .lá em 20x.17) ART. Reduzir pela metade pode o juiz e o delegado. a fiança poderá ser: a) reduzida até a metade do seu valor mínimo. cumulativa ou alternadamente. 17. mas só o juiz pode aumenta . 82. O sistema de multas nos crimes de defesa do consumidor é diferente do CP.

lei 9503/97 – CTB. Esta lei não tem caráter punitivo. por sua vez. • Estabelece medidas de assistência. prevalecendo-se o agente das relações domésticas.as associações legalmente constituídas há pelo menos um ano e que incluam entre seus fins institucionais a defesa dos interesses e direitos protegidos por este código. lei 9605/98 – lei dos crimes ambientais.340.1) FINALIDADES DA LEI • Coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher. 04. Art. (II) dispõe sobre a criação dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. 18. ele passa a ser considerado juridicamente uma mulher. OBS. 226 da Constituição Federal. baseada. lei 10741/2003 – estatuto do idoso. A partir da década de 1990. Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher e de outros tratados internacionais ratificados pela República Federativa do Brasil.as entidades e órgãos da Administração Pública. Exs. Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher. diz que tal pessoa pode até ser vítima de estupro. parágrafo 9º. Trata-se de lei multidisciplinar. A lei 11340/2006 dispõe sobre a violência doméstica e familiar contra a mulher. 129. especificamente destinados à defesa dos interesses e direitos protegidos por este código. do CP (com redação dada pela lei 11340/2006) § 9o Se a lesão for praticada contra ascendente. lei 11340/2006 – lei de violência doméstica (é baseada em estatísticas e tem autor dizendo que tal lei é inconstitucional). cônjuge ou companheiro. toda violência era tratada num mesmo círculo. de 2006) Pena . nos termos do § 8o do art. de 2006) LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .: lei 8069/90 – ECA. o Brasil entra na era de especialização da violência. ou com quem conviva ou tenha convivido. 1o Esta Lei cria mecanismos (I) para coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher.2: E quando o homem é vítima de violência doméstica? R.: A Lei Maria da Penha reconhece também que o homem pode ser vítima de tal violência – art. neste caso. IV . da Convenção Interamericana para Prevenir. ou.: Ele apresenta uma dicotomia físico-psíquica (psicologicamente. Prevalece no direito moderno que o transexual operado (realizou a cirurgia definitiva). • Criar juizado de violência doméstica e familiar contra a mulher. descendente. da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Violência contra a Mulher. • Proteção da mulher vítima de violência doméstica e familiar. lei 9099/95 – JECRIM.2009 – ROGÉRIO SANCHES 18) LEI 11340/2006 – LEI DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA/LEI MARIA DA PENHA Até 1990. (Redação dada pela Lei nº 11. ele acha ser de determinado sexo. lei 8072/90 – lei dos crimes hediondos. alterando sua identidade pela legislação civil/registro civil.07. ainda que sem personalidade jurídica. e (III) estabelece medidas de assistência e (IV) proteção às mulheres em situação de violência doméstica e familiar. direta ou indireta.1: E o transexual? R.detenção. dispensada a autorização assemblear. irmão. 8078/90 – CDC. de coabitação ou de hospitalidade: (Redação dada pela Lei nº 11. por estatísticas. mas fisicamente/anatomicamente seu sexo é outro). ROGÉRIO GRECO. ainda. OBS. de 3 (três) meses a 3 (três) anos. O Brasil está concretizando mandamento constitucional e duas convenções internacionais de que ele faz parte – Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Violência contra a Mulher e Convenção Interamericana para Prevenir.186 III .340.

5o Para os efeitos desta Lei. Tal lei possui natureza de ação afirmativa e quando ela for igual. independentemente de vínculo familiar. 5º Art. 18. I .3) CONCEITO DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR CONTRA A MULHER Está no art. inclusive as esporadicamente agregadas. sofrimento físico.no âmbito da unidade doméstica. Outra tese que se alega é por que quando o irmão bate na mulher a lei é aplicada e o inverso não? E quando o pai bate na filha é aplicada e quando bate no filho não é? O TJ/MS adota tal corrente. assim. • 2ª corrente: a lei 11340/2006 é constitucional. emprestar mecanismos de proteção à mulher ao homem (não é a mesma coisa de aplicar a lei em analogia ao homem) – há precedente no TJ do RS. A lei Maria da Penha está no sistema de proteção especial (que está justificado pelas as estatísticas – e estas demonstram que a mulher é igual ao homem em direitos. com ou sem vínculo familiar. Um outro argumento é de que a lei Maria da Penha seria uma lei retrógrada (está na contramão da história) – o art. II . até a empregada doméstica está abrangida pela lei 11340/2006. lesão.2) (IN)CONSTITUCIONALIDADE DA LEI Há duas correntes: • 1ª corrente: a lei 11340/2006 é inconstitucional por ferir o art. sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial: (*) Só se aplica a Lei Maria da Penha se a violência for de gênero – é a violência preconceito – quem agride. mas ela. ao homem. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . está abrangida pela Lei Maria da Penha. punia quem induzisse mediante fraude.187 Para responder tal questão. Se for ação sem preconceito (agride a mulher como se fosse agredir um homem) não se deve aplicar tal lei. Nada impede o juiz pelo seu poder geral de cautela. Assim. tal código seria inconstitucional). deve-se diferenciar a violência doméstica e familiar contra homem e contra a mulher: a) se a vítima for homem  Código Penal. da CF – estaria ela ferindo a isonomia familiar.no âmbito da família. configura violência doméstica e familiar contra a mulher qualquer ação ou omissão baseada no gênero* que lhe cause morte. por afinidade* ou por vontade expressa. agride com preconceito. com finalidade de diminuir a mulher. esta lei perderá o sentido – posição do STJ – é a corrente que prevalece. 18. antigamente. Há dois sistemas de proteção: a) um geral – que não visa destinatário certo. b) um especial – visa destinatário certo. 216 do CP. 226. de fato. de fato. mulher honesta à prática de ato libidinoso distinto da conjunção carnal. (*) A sogra. O CP está no sistema de proteção geral (por isso que ele não diferenciou o homem da mulher – se o fizesse. unidos por laços naturais. §§ 5º e 8º. compreendida como o espaço de convívio permanente de pessoas. não consegue fazer valer sua igualdade prevista em lei). Entende-se como o ambiente caseiro. b) se a vítima for mulher  Código Penal + Lei 11340/2006. compreendida como a comunidade formada por indivíduos que são ou se consideram aparentados.

da Lei Maria da Penha entendeu que a relação homoafetiva é equiparada à entidade familiar. a manter ou a participar de relação sexual não desejada. à gravidez. II . na qual o agressor conviva ou tenha convivido com a ofendida. homossexuais. subtração. ROGÉRIO SANCHES entende que o inciso III extrapolou a própria finalidade da lei. 18. ridicularização. Vai desde as vias de fatos até a lesão corporal. de qualquer modo. entendida como qualquer conduta que ofenda sua integridade ou saúde corporal. que a impeça de usar qualquer método contraceptivo ou que a force ao matrimônio. III . mediante ameaça.a violência moral. instrumentos de trabalho. a sua sexualidade. chantagem. 226. coação ou uso da força. suborno ou manipulação. constrangimento. MARIA BERENICE DIAS diz que o art. valores e direitos ou recursos econômicos. num concurso. ameaça. bens. tal questão de concurso foi anulada).a violência patrimonial. lesão corporal. incluindo namorados.a violência sexual. amantes etc. de que o parágrafo único não abrange relação homossexual de homens. ao aborto ou à prostituição. A posição do TJ de SP e da Corregedoria Geral de Justiça do mesmo Estado dizendo. entendida como qualquer conduta que a constranja a presenciar. entendida como qualquer conduta que configure calúnia. destruição parcial ou total de seus objetos.em qualquer relação íntima de afeto. incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades.: A magistratura de SP entendeu. O CCB de 2002 repetiu as disposições da CF. §3º. Tal relação homossexual pode ser masculina? R. A CF entendeu como entidade familiar a relação homoafetiva? R.4) FORMAS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR CONTRA A MULHER – ART. isolamento. comportamentos*. Pode corresponder a uma contravenção penal (vias de fato) e não só a um crime (ameaça. humilhação. da CF. estupro etc.: Não . (*) A Psicologia entende que abrange também o controle excessivo dos gastos. vigilância constante. desde que a vítima fosse a mulher da relação (obviamente. IV . 7º DA LEI Art. insulto. entendida como qualquer conduta que configure retenção. crenças e decisões. As relações pessoais enunciadas neste artigo independem de orientação sexual*. exploração e limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação. difamação ou injúria. 7o São formas de violência doméstica e familiar contra a mulher.a violência física. V . chantagem.arts. §1º. perseguição contumaz. Parágrafo único. Violência doméstica e familiar é gênero. (*) Aplica-se a lei Maria da Penha mesmo nas relações homoafetivas.188 III . entendida como qualquer conduta que lhe cause dano emocional e diminuição da auto-estima ou que lhe prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento ou que vise degradar ou controlar suas ações. que sim. mediante intimidação. A violência e familiar contra a LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . parágrafo único. 5º.a violência psicológica.). mediante coação. §4º. independentemente de coabitação. documentos pessoais. que a induza a comercializar ou a utilizar. manipulação. via resolução. Trata-se da figura do homem que sai quebrando tudo em casa. entre outras: I . ou que limite ou anule o exercício de seus direitos sexuais e reprodutivos.

No atendimento à mulher em situação de violência doméstica e familiar. à eqüidade de gênero e de raça ou etnia e ao problema da violência doméstica e familiar contra a mulher.a implementação de atendimento policial especializado para as mulheres. IX . o que não existe. IV . quando houver risco de vida. nos meios de comunicação social. Acaba diminuindo o papel da mulher no meio social. e emergencialmente quando for o caso. 9º.189 mulher pode caracterizar um fato atípico – adultério – art. desde que seja para solucionar um problema social). Voltando ao art. Quanto a esta última: Art. IV . 1o.o destaque. dos valores éticos e sociais da pessoa e da família. no inciso IV do art. A mulher tem tríplice assistência: a) assistência social. 8º da lei. entre outras normas e políticas públicas de proteção. nos currículos escolares de todos os níveis de ensino.encaminhar a ofendida ao hospital ou posto de saúde e ao Instituto Médico Legal. há poucas Delegacias de Mulheres no país. 7. c) assistência à segurança – Polícia Civil (é o porto seguro da mulher vítima de violência doméstica e familiar). para os conteúdos relativos aos direitos humanos. de acordo com o estabelecido no inciso III do art. em particular nas Delegacias de Atendimento à Mulher. b) assistência à saúde. não se pode falar em “crime de violência doméstica”. no Sistema Único de Segurança Pública.fornecer transporte para a ofendida e seus dependentes para abrigo ou local seguro. 221 da Constituição Federal. II . Os mais importantes são: III . entre outras providências: I . III . para preservar sua integridade física e psicológica: LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . a autoridade policial deverá. Assim.se necessário. mulher dançando a boquinha da garrafa.: Mulher Samambaia. pode mostrar a cena. 18. Todavia. 18. no Sistema Único de Saúde.5) MECANISMOS DE PREVENÇÃO Art. 11. acompanhar a ofendida para assegurar a retirada de seus pertences do local da ocorrência ou do domicílio familiar. Assim. 9o A assistência à mulher em situação de violência doméstica e familiar será prestada de forma articulada e conforme os princípios e as diretrizes previstos na Lei Orgânica da Assistência Social. 3o e no inciso IV do art.garantir proteção policial. o mais importante encontra-se no seu §2º: § 2o O juiz assegurará à mulher em situação de violência doméstica e familiar. da Lei 11340/2006. quando necessário.informar à ofendida os direitos a ela conferidos nesta Lei e os serviços disponíveis. de forma a coibir os papéis estereotipados que legitimem ou exacerbem a violência doméstica e familiar.o respeito. não se pode por a mulher em papéis esteriotipados nos meios sociais (Ex.6) INSTRUMENTOS DE ASSISTÊNCIA Art. mulher apanhando de raquete na novela – neste exemplo. II. comunicando de imediato ao Ministério Público e ao Poder Judiciário. V .

: Ler tais artigos depois. É perfeitamente possível ao juiz aplicar a medida protetiva ex officio – art. Tem gente dizendo que tal inciso II fere o art. de 24. Se entender que se trata de interrupção.se o crime envolver violência doméstica e familiar contra a mulher.acesso prioritário à remoção quando servidora pública. ela permanece.. 18. Em qualquer fase do inquérito policial ou da instrução criminal. Quanto à servidora municipal. E se a mulher não for servidora pública? R. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . será admitida a decretação da prisão preventiva nos crimes dolosos: (Redação dada pela Lei nº 6. Art. já que ela não poderá sair do município (só se for servidora de uma grande cidade). 2ª corrente: não existe mais este prazo de 30 dias. de 2006) Uma lesão corporal leve nunca permitiu a decretação de uma prisão preventiva. por até seis meses. 20 da lei 11340/2006. por ex. Trata-se de acesso prioritário.manutenção do vínculo trabalhista. deverá a vítima propor a ação principal em 30 dias (como a separação judicial)? R.: Assim. 22 da lei. intervindo em seara fora de sua competência.7. decretada pelo juiz. sendo ela aplicada. caberá a prisão preventiva do agressor. Porém.7) MEDIDAS PROTETIVAS – ART. ferindo competência absoluta do juiz do trabalho – não poderia um juiz estadual alterar vínculos trabalhistas..: Há 2 correntes: 1ª corrente: a vítima tem o prazo decadencial de 30 dias para propor a ação principal. seja removida.1977) (. mas estes vêm negando pelo mesmo motivo acima apontado. 22 A 24 DA LEI OBS.: Tem natureza cível. caberá a prisão preventiva. por se tratar de medida cível cautelar. para garantir a execução das medidas protetivas de urgência. integrante da administração direta ou indireta. elas pressupõem fumus boni iuris e periculum in mora.: Inciso II II . dotadas de cautelaridade (medidas protetivas de urgência). a contratação de mulheres será banalizada. previstas no artigo anterior. tal instituto não será de boa importância. 313 do CPP. OBS. pois o juiz estadual não poderá mandar que a servidora federal.: ROGÉRIO SANCHES concluiu que se trata de afastamento-suspensão. Os advogados têm pedido tal benefício ao juiz do trabalho. com o tempo. enquanto a medida se mostrar necessária. quando necessário o afastamento do local de trabalho. Como toda cautelar.190 I . ou seja. pode até passar na frente de outras pessoas na lista de remoções. de ofício. 18.340..5. é de raríssima aplicabilidade na Justiça Federal e Municipal. Em qualquer das circunstâncias. a requerimento do Ministério Público ou mediante representação da autoridade policial. (Incluído pela Lei nº 11.416. nos termos da lei específica. Mas se a lesão corporal leve for realizada no âmbito de relação doméstica ou familiar para garantir a execução das medidas protetivas de urgência. Qual a natureza jurídica dessas medidas protetivas? R.1) Prisão preventiva na lei Maria da Penha Art.) IV . Este afastamento trata-se de uma interrupção ou uma suspensão? R. 114 da CF.

Ex. a primeira fase do procedimento do júri irá para o juizado? R. Assim. O art. Então juiz criminal que fará separação e divórcio nesses casos? R. Aos crimes praticados com violência doméstica e familiar contra a mulher. e pelos Estados.: O STF entende que o descumprimento de medidas extrapenais com sanções extrapenais não gera desobediência.: Se o crime é de júri. Enquanto não estruturados os Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. 41. subsidiada pela legislação processual pertinente. para fins de salvar a medida de prisão preventiva. poderão ser criados pela União.: A competência cível do juiz criminal é apenas das medidas protetivas de urgência. não podendo fazer separações ou divórcios – tal posição nasceu no TJ de São Paulo. 22 a 24 são as medidas principais. 33. 14 da Lei Art. salvo se houver disposição expressa. Os Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Parágrafo único. as varas criminais acumularão as competências cível e criminal para conhecer e julgar as causas decorrentes da prática de violência doméstica e familiar contra a mulher.: Há bem poucos. independentemente da pena prevista. • Transação penal CRIME 1) Inquérito 2) Denúncia – cadê a transação penal? R. Tem-se que diferenciar a prática de uma contravenção da prática de um crime. já que é decretada para assegurar aquelas medidas dos arts. que ela caberia apenas quando o agente descumpre a medida protetiva para praticar crime. conforme dispuserem as normas de organização judiciária. CONTRAV. tem-se entendido (ROGÉRIO SANCHES). a prisão preventiva é que é acessória. observadas as previsões do Título IV desta Lei. há quem entenda que tal prisão não tem cabimento já que teria natureza cível (pois o acessório segue o principal e não existe outra possibilidade de prisão civil senão aquela prevista na CF). mesmo que diante de uma violência doméstica e familiar. O juiz cível (da separação) poderá alterar as medidas protetivas impostas pelo juiz criminal com atribuição também cível. 18.: não obedecer a ordem de parar vinda de um policial – há sanção extrapenal prevista no CTB. para o processo. Art. 14. OBS. O STJ entende dessa forma. 33 diz que. de 26 de setembro de 1995. Será garantido o direito de preferência.: Tais juizados já existem? R. enquanto não estruturado os juizados. OBS.191 **As medidas dos arts.: A lei veda a aplicação da Lei 9099/95 e de seus institutos despenalizadores na Lei 11340/2006! – deve-se LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .9) PROCEDIMENTOS POLICIAL E JUDICIAL Art.8) ORGANIZAÇÃO JUDICIÁRIA Art. 22 a 24. nas varas criminais.099. Os atos processuais poderão realizar-se em horário noturno. órgãos da Justiça Ordinária com competência cível e criminal. Parágrafo único. O juizado da mulher terá competência criminal e cível. Ex: se houver um homicídio. o juiz criminal acumulará competência criminal e cível. 18. PENAL 1) Termo circunstanciado 2) Audiência • Conciliação. para o processo e o julgamento das causas referidas no caput. o processo fica na vara criminal comum. o julgamento e a execução das causas decorrentes da prática de violência doméstica e familiar contra a mulher. Assim. no Distrito Federal e nos Territórios. não se aplica a Lei no 9.

: Se a vítima for homem. 89 da lei 9099/95 aos casos de violência doméstica. §9º. a lesão corporal leve do §9º do CP) de que trata esta Lei. A última decisão foi no sentido da 2ª corrente (segundo aula do prof. Art.). É vedada a aplicação. após isso.1: O art. do CP? R. 3) Denúncia – se inadmitida a transação penal.).: TJ/SP entende que cabe o art. 17 da Lei 11340/2006. 25 do CPP diz que a retratação da representação é possível até o oferecimento da denúncia.07. 17 da lei. ela será irretratável. A transação penal deve ser de natureza pessoal (restrição de direitos. A lei Maria da Penha diz que a retratação da vítima é possível até o recebimento da denúncia. O STJ discorda do TJ/SP – não cabe a aplicação do art. permanecendo. Cabe suspensão condicional do processo nos casos de violência doméstica? R. 41 da Lei 11340/2006. não existe vedação do art.192 observar o art. O STJ. prestação de serviços à comunidade etc. A representação é inerente à vontade da vítima. permanecendo pública condicionada à representação. nos casos de violência doméstica e familiar contra a mulher.: E quanto à ação penal no crime de lesão corporal leve do art. 16. 3) Condenação – observar o art. 129 do CP. há divergência: • 1ª corrente: a ação penal é pública incondicionada – interpretação literal do art. • 2ª corrente: a ação penal é pública condicionada à representação – vedam-se os dispositivos de medidas despenalizadoras exteriores à vontade da vítima (como a transação penal. e não só às infrações de menor potencial ofensivo). 129. 88 da lei 9099/95. 17. já adotou as duas correntes. logo.2: O artigo não cita a “na presença do defensor”.ESTATUTO DO DESARMAMENTO LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . por ex. de penas de cesta básica ou outras de prestação pecuniária. 89 da Lei 9099 (aplica-se a todos os crimes. Entendem também os seguidores desta doutrina que a violência contra a mulher é grave violação aos direitos humanos da mulher. só será admitida a renúncia (leia-se: retratação) à representação perante o juiz. NUCCI também sugere assim. Nas ações penais públicas condicionadas à representação da ofendida (abrangeria também. Art. Tem juízes determinado a presença do defensor para observar o mandamento do contraditório.2009 – SILVIO MACIEL 19) LEI 10826/2003 . em audiência especialmente designada com tal finalidade. Condenação 4) 5) OBS. OBS. bem como a substituição de pena que implique o pagamento isolado de multa. após isso é que ela será irretratável. 89 da Lei 9099/95. Se a vítima for mulher neste caso de lesão corporal leve do § 9º do art. OBS. 11. antes do recebimento da denúncia e ouvido o Ministério Público. ROGÉRIO SANCHES disse que a última decisão foi no sentido da 1ª corrente. para quem entende ser condicionada à representação. RENATO BRASILEIRO). Processo – é possível a suspensão condicional do processo – art.

19. de 1 (um) a 3 (três) anos. porque inicialmente estaria ofendendo interesse da União. DELMANTO aponta como sujeito passivo direto o “Estado”. Por isso. acessório munição. B) Sujeitos do crime Sujeito ativo – 1ª corrente: crime comum (tese majoritária) – CAPEZ. Havia crítica por isso. O Estatuto do Desarmamento manteve o CIMAR – cadastro das armas que circulam no país. talvez pelo controle de armas que fica prejudicado – tal entendimento não prevalece. ou ou no do A) Objeto jurídico A incolumidade pública/segurança coletiva.12. Com isso observou a proporcionalidade e a individualização. crime de posse de arma de fogo é crime vago. porque é ela que é a titular do bem jurídico “segurança pública”. ou. pois o direito à segurança pública não pertence ao Estado (ele é prestador da segurança pública) e sim a coletividade.826/03 de 23. Bem jurídico: segurança pública e incolumidade pública (STJ CC 45483-RJ. O Estatuto do Desarmamento – Lei n. desde que seja o titular ou o responsável legal estabelecimento ou empresa: Pena – detenção. 10 punia posse. no inicio do estatuto que todos os crimes do estatuto seriam de competência federal. Assim. Possuir ou manter sob sua guarda arma de fogo. A discussão iniciou no RJ. ainda seu local de trabalho. 12 da lei Posse irregular de arma de fogo de uso permitido Art. Sujeito passivo – é a coletividade. 10. 2ª corrente: crime próprio (exige a qualidade do sujeito ativo como dono da residência ou proprietário responsável pelo estabelecimento comercial.1) Posse de arma de fogo de uso permitido – art. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . as condutas envolvendo armas de fogo eram meras contravenções penais. Como estatuto houve obervancia do princípio da individuliazação no momento da cominação abstrata do crime. Todos juntos. 9. tipificando-os cada um em tipo. e multa. em desacordo com determinação legal regulamentar. salvo se atingir interesse direto da União (funcionário infrator). CINAR é entidade da União. portanto.03 distinguiu todos os crimes.1) CONSIDERAÇÕES GERAIS Até 1997. no interior de sua residência ou dependência desta.193 19. aplicação da pena e na sua execução). Exceção: tráfico internacional de armas é crime genuinamente federal. STJ /STF decidiu que em regra a competência dos crimes do estatuto é da justiça estadual. O simples fato de arma estar raspada a competência continua sendo estadual (HC 59915-RJ). 12.437/97 – Lei de Arma de Fogo – as contravenções tornaram-se crimes. 45845-SC). venda ilegal etc. A Lei n. o controle de armas hoje é da federal.2. No art. porque essa acontece em 3 momentos (na fase legislativa. dizia que havia violação do princípio da proporcionalidade. de uso permitido. disparo.2) CRIMES EM ESPÉCIE 19.

a posse configura o crime do art.: o STJ entende que neste caso o crime é de porte de arma de fogo.2003. Trata-se de crime de mera conduta. O porte ocorre em qualquer outro local que não seja residência ou local de trabalho que o dono da arma seja o proprietário. Agora. o vendedor responde por crime de porte por não ser o dono do estabelecimento. Só é crime a posse irregular. • No local de trabalho do qual ele seja o proprietário ou o responsável legal G) Posse x Porte A posse ocorre no interior da residência do infrator ou nas dependências dela ou no local de trabalho do qual o infrator seja o proprietário ou o responsável legal.12. O art.194 C) Tipo objetivo As condutas são: possuir ou manter sob a guarda.12. F) Elemento espacial do tipo penal A posse tem que ocorrer: • No interior da residência do infrator ou. I) Consumação e tentativa Consuma-se no momento que o infrator ingressa ilegalmente na posse de arma. por ex. HC 92369 – STJ – este julgado diferencia posse de porte.: E o indivíduo que enterra uma arma no quintal da casa dele? R.2008. 5º. §3º estabeleceu que os registros de armas estaduais continuam a ter validade por mais 3 anos. Assim. Ocorre que este art.1: Quando o estatuto do desarmamento entrou em vigor ele disse que os registros de arma de fogo só podem ser expedidos pela Polícia Federal com autorização do SINARM. pois quem mantém sob a guarda já possui. a posse regular é fato atípico. OBS. §3º foi alterado pela Lei 11706/2008 que prorrogou o prazo de validade destes registros até 31. OBS.2009 – Lei 11922 de abril de 2009 – a lei trata sobre capital de juros da Caixa Econômica Federal!!! Assim. o dono da loja está com arma e o vendedor da loja também. acessório ou munição. Aquele responde por posse de arma. acessório ou munição de uso proibido.2006. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . crime permanente. Se for arma de fogo. uma nova lei estendeu tal prazo até 31. Tais objetos devem ser permitidos (o particular pode usar desse calibre caso tenha a devida permissão de possuir arma de fogo). ilegal ou regulamentar”. A doutrina não admite a tentativa por se tratar de crime permanente. registro estadual de arma valerá até final deste ano de 2009. H) Elemento subjetivo Só o dolo. A maioria diz que a lei se repetiu. 5º do ED. E) Elemento normativo do tipo “Em desacordo com determinação.12.. de perigo abstrato (STJ e STF). 16 da mesma lei. D) Objeto material Arma de fogo.12. na conduta de “ocultar” arma de fogo – HC 72035/MS. acessório ou munição. os registros estaduais teriam validade até 23. Se o ED entrou em vigor em 23. Nesse sentido.

2: E quem possui arma de uso permitido sem nenhum registro? R. furto.195 ***OBS. possuir arma de uso permitido em casa ou local de trabalho cujo dono seja o possuidor da arma NÃO É CRIME ATÉ FINAL DESTE ANO DE 2009. O STF entende que tal figura constitui em abolitio criminis temporária ou vacatio legis indireta. acessório ou munição que estejam sob sua guarda.12.12. no HC 46322/SP entendeu que a abolitio criminis aplica-se ao crime de posse de arma raspada. LFG diz que tais leis que prorrogam o prazo para registro de armas são retroativas. 13. O caput não tem nada a ver com o parágrafo único. E quem cometeu a posse ilegal neste lapso temporal entre janeiro e 12 de abril? R.2009.: Aplica-se o art. A) Objetos jurídicos Objeto jurídico imediato – é a incolumidade pública. **O prazo para regularização da arma terminou no dia 31. Nas mesmas penas incorrem o proprietário ou diretor responsável de empresa de segurança e transporte de valores que deixarem de registrar ocorrência policial e de comunicar à Polícia Federal perda. Deve o sujeito obter o registro ou entregar a arma fria. Não retroagem como qualquer outra norma abolicionista. Assim. de 1 (um) a 2 (dois) anos. O objeto jurídico mediato é a vida e a integridade física do menor de 18 anos e do doente mental.2004. OBS. OBS. Deixar de observar as cautelas necessárias para impedir que menor de 18 (dezoito) anos ou pessoa portadora de deficiência mental se apodere de arma de fogo que esteja sob sua posse ou que seja de sua propriedade: Pena – detenção. STJ.5: Arma de fogo com numeração raspada – há um julgado do STF dizendo que a abolitio criminis não se aplica ao crime de posse de arma raspada – HC 94158/MG. Parágrafo único. mas tal prorrogação começou a partir de 13/04.2.2009.2008. OBS. estadual ou federal. roubo ou outras formas de extravio de arma de fogo. nas primeiras 24 (vinte quatro) horas depois de ocorrido o fato. 30 do ED – trata do possuidor sem registro nenhum.12. Agora tal prazo foi prorrogado até 31.: Cometeu o crime de posse ilegal de arma de fogo de uso restrito (maior sinal de que a norma que traz a abolitio criminis indireta não retroage).12.2) Omissão de cautela – art.4: A abolitio criminis temporária aplica-se tanto ao crime de posse ilegal de arma de fogo de uso restrito como ao de uso proibido.2009. 19. A conseqüência disto é que tais normas de prorrogação não retroagem (ocorre abolitio criminis apenas dentro do período da prorrogação). até 31. e multa.3: Tal período de abolitio criminis temporária não se aplica aos crime de porte ilegal de arma de fogo. B) Sujeitos do crime LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . Este artigo também prorrogado até 31. 13 da lei Omissão de cautela Art.

Para uma parte da doutrina. Sujeito ativo do crime: proprietário ou diretor responsável de empresa de segurança e transporte de valores. OBS. porque o tipo penal não especifica a espécie de arma. Objeto jurídico: arma de fogo. A doutrina faz uma correção ao artigo – deve-se ler: “24 horas depois da ciência do fato” e não “24 horas depois LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .2: Deixar a arma ao alcance de pessoa portadora de deficiência física é fato atípico. OBS. parágrafo único. da lei Este crime é totalmente autônomo ao caput do art. Elemento subjetivo: prevalece de forma amplamente majoritário de que o crime é doloso – deve deixar de comunicar de forma proposital. pois o tipo penal só traz o elemento “arma de fogo”. Não admite tentativa por se tratar de crime culposo. ou seja. acessório ou munição de uso permitido ou restrito. F) Objeto material “Arma de fogo” de uso permitido ou proibido. E) Tipo subjetivo É punido a título de culpa (não pode ele ter a intenção da criança se apoderar da arma). Outra parte da doutrina já entende ser crime formal (o apoderamento não é o resultado naturalístico – este seria a ofensa à integridade física). Sujeito passivo primário é a coletividade. Consumação e tentativa: a consumação se dá após 24 horas depois de ocorrido o fato (deve o agente comunicar neste horário o sumiço da arma) – trata-se de um crime a prazo. Conduta: deixar de registrar a ocorrência policial e de comunicar à Polícia Federal – o tipo penal impõe um duplo dever de comunicação.1: Não importa se o menor de 18 anos já adquiriu a maioridade civil. 13.: um amigo vai à casa do outro amigo e deixa a arma próximo ao filho de 15 anos do proprietário da casa. OBS. C) Conduta É “deixar de observar as cautelas necessárias” – significa: quebra do dever de cuidado objetivo. 13.4: Omitir a cautela em relação a acessório ou munição é fato atípico. Sujeito passivo secundário é o menor de 18 anos ou deficiente mental. Uma minoria diz que uma comunicação já basta para não incidir no crime. G) Consumação e tentativa Há uma pequena divergência: a consumação se dá com o mero apoderamento da arma pelo menor ou pelo doente mental. a falta de uma dessas comunicações caracteriza o crime segundo a maioria. OBS. o crime é material (o apoderamento já seria o resultado naturalístico). Sujeito passivo: é a coletividade e também o Estado (pois coloca em risco o controle de armas de fogo no Brasil).196 Sujeito ativo só pode ser o proprietário ou possuidor da arma de fogo – ele que tem o dever de cautela na guarda da arma (trata-se de crime próprio).3: O tipo penal não exige nenhuma relação de parentesco entre o sujeito passivo e o sujeito ativo. H) Art. Ex.

de 2 (dois) a 4 (quatro) anos. de uso permitido. E) Elemento normativo do tipo “Sem autorização e em desacordo com determinação legal ou regulamentar”. e multa A) Sujeitos do crime Sujeito ativo é qualquer pessoa. C) Objeto material Arma de fogo. o crime é omissivo puro ou próprio e também não admite a forma tentada.2. STF – HC 93188 – 1ª turma.2009. Portar. como está escrito no tipo. acessório ou munição de uso permitido. haja ela ou não pronta condições de municiamento. O processo está com vista do processo. se praticada mais de uma conduta no mesmo contexto fático. fornecer.: Jurisprudência do STJ e STF – o laudo é desnecessário. criminalizálo fere o princípio constitucional da ofensividade ou lesividade.: Existe uma tese de que o porte de munição isolado (desacompanhado de arma) não possui nenhuma lesividade. **OBS.04. deter.2009).2009 – entendeu que arma desmuniciada configura crime (votação unâmime).2009 – arma de fogo desmuniciada e sem condições de pronto municiamento não configura crime (informativa 550) – votação não unânime. receber.1: É necessário exame pericial da arma para comprovar se ela era apta a disparar? R. 14 da lei Porte ilegal de arma de fogo de uso permitido Art. transporta e oculta arma de fogo  responderá apenas por um crime. **OBS. trata-se de crime único (princípio da alternatividade).3: O porte apenas de munição configura crime? R.3) Porte ilegal de arma de fogo de uso permitido – art. adquirir. STJ RESP 1103293/RJ de 23. ter em depósito. transportar. A doutrina não admite a tentativa por se tratar de crime de mera conduta. entendendo que o porte de munição configura crime (lembrar que não se trata de uma decisão definitiva ainda).: sujeito adquire. ainda que gratuitamente. HC 87819/SP – 2ª turma.02. emprestar. STJ – porte de munição configura crime – trata-se de crime abstrato.197 do fato”. sem autorização e em desacordo com determinação legal ou regulamentar: Pena – reclusão. **OBS. Sujeito passivo é a coletividade. 19.2: Arma de fogo desmuniciada configura crime ou não? R.02. Na verdade. julgado de 09. julgado de 03. 14.: STJ é pacífico de que arma de fogo desmuniciada é crime.06. manter sob guarda ou ocultar arma de fogo. B) Elementos do tipo Trata-se de crime de conduta múltipla ou de conteúdo variado ou de tipo misto alternativo – ou seja. remeter. por se tratar de crime de perigo abstrato (STF HC 93188/RS de 03. acessório ou munição. empregar. F) Tipo subjetivo LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . Ex. portanto. ceder. No STF está em andamento o HC 90075/SC. e JOAQUIM BARBOSA e EROS GRAU já votaram.

14 Diz ser o crime inafiançável. num determinado dia ele discute com alguém e o mata. Não é possível nas condutas que configuram crime permanente. A fundamentação do STF foi de que a vedação da fiança fere o princípio da razoabilidade ou proporcionalidade. Ex. haverá o concurso material de crimes – STJ – HC 57519/CE.2: o indivíduo vai todo dia no bar armado ilegalmente. 2ª corrente: se o porte de arma foi cometido com a única finalidade de executar o homicídio. em via pública ou em direção a ela. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .: 1ª corrente: haverá sempre concurso material de crimes. A quantidade das armas influi na dosagem da pena. Ex. 15. em via pública ou em direção a ela. 19. Se o indivíduo porta a arma ilegalmente e eventualmente a utiliza num homicídio. vai para a casa dele e pega uma arma. Ou seja.1: Porte e homicídio. OBS. pois ele é meio (crime meio) de execução do homicídio. pois crimes de igual ou menor gravidade são afiançáveis.198 Apenas o dolo.: no verbo “adquirir”. mesmo que não efetuado o disparo). de 2 (dois) a 4 (quatro) anos.1: Indivíduo discutiu no bar. e multa. desde que essa conduta não tenha como finalidade a prática de outro crime: Pena – reclusão. porte de arma  segurança pública) – TJ/SP adota tal corrente. como que fica? R. pois protegem bens jurídicos distintos (homicídio  a vida.4) Disparo de arma de fogo – art. cabe fiança em qualquer caso (mesmo que a arma não esteja registrada em nome do infrator). por ex. volta ao bar e mata o sujeito  o porte ficará absorvido pelo crime de homicídio. Tal parágrafo único foi declarado inconstitucional pelo STF – ADIn 3112.: Corrente majoritária – responde por crime único. Disparar arma de fogo ou acionar munição em lugar habitado ou em suas adjacências. Se uma das armas for de uso restrito. A) Sujeitos do crime Sujeito ativo – qualquer pessoa. C) Elemento espacial do tipo O disparo tem que ocorrer em lugar habitado ou suas adjacências. responderá por este crime. H) Parágrafo único do art. B) Condutas “Disparar arma de fogo” ou “acionar munição” (ou seja.2: O porte de mais de uma arma configura dois crimes? R. sujeito passivo – a coletividade. ficará absorvido. 15 da lei Disparo de arma de fogo Art. mesmo que as outras armas sejam de uso permitido. salvo se a arma estiver registrada no nome do agente.2. A tentativa em alguns casos é possível. G) Consumação Dar-se-á com a mera prática de qualquer das condutas do tipo. **OBS.

de 3 (três) a 6 (seis) anos. manter sob sua guarda ou ocultar arma de fogo.: Se for porte ilegal de arma permitida e disparo  como ambos tem a mesma pena e ofendem o mesmo bem jurídico. numeração ou qualquer sinal de identificação de arma de fogo ou artefato. sem autorização e em desacordo com determinação legal ou regulamentar: Pena – reclusão. OBS. se houver lesão leve e disparo. portar. transportar. Possuir. de forma a torná-la equivalente a arma de fogo de uso proibido ou restrito ou para fins de dificultar ou de qualquer modo induzir a erro autoridade policial. perito ou juiz. Trata-se de crime afiançável. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . **OBS. D) Consumação e tentativa Dar-se-á com o mero disparo ou com o acionamento da munição. II – modificar as características de arma de fogo. mas não causou perigo real.5) Posse ou porte ilegal de arma de uso proibido ou restrito – art. empregar. A interpretação literal faz com que se conclua que este outro crime pode ser mais grave ou menos grave do que o próprio disparo.: disparo em lugar habitado.2: Dois ou mais disparos configura crime único – a quantidade de disparos será levado em conta na dosagem da pena. **OBS.199 OBS. para uns o disparo. deter. E) Parágrafo único Foi declarado inconstitucional pelo mesmo fundamento anterior – ofensa ao princípio da proporcionalidade e razoabilidade.3: E se houver porte ilegal e disparo? R. ter em depósito. e multa. A doutrina e a jurisprudência entendem que se houver disparo e homicídio.1: Indivíduo que efetua disparo de arma de fogo em lugar ermo (lugar vazio) pratica fato atípico. Se for porte ilegal de arma proibida e disparo  o porte ilegal prevalece sobre o crime de disparo por ser crime mais grave. Parágrafo único. fornecer. haverá um único crime. para outros. pois a via pública estava vazia no momento do disparo  responde pelo crime. remeter. só se aplica o homicídio. Assim. haverá concurso de crimes. porque o crime de lesão leve é menos grave do que o crime de disparo de arma de fogo (não se pode absorver crime mais grave). 19. ceder. emprestar. Nas mesmas penas incorre quem: I – suprimir ou alterar marca.2: O crime de disparo não pode ter como finalidade a prática de outro crime (não se fala em “crime mais grave”).2.1: Trata-se de crime de perigo abstrato – para a maioria da doutrina. OBS. acessório ou munição de uso proibido ou restrito. receber. o porte ilegal. ainda que gratuitamente. não é necessário que o disparo cause perigo real a alguém. adquirir. 16. Não confundir o perigo do crime com o lugar ermo! Ex. A tentativa é possível. 16 da lei Posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito Art.

marca ou qualquer outro sinal de identificação raspado. OBS. sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar. munição ou explosivo à criança ou adolescente.: O tipo penal não cita o MP. 16 Assim. Se for arma permitida  posse  art. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . fabricar ou empregar artefato explosivo ou incendiário. Este inciso revogou tacitamente o crime do art. possuir. b) modificar as características da arma para induzir em erro ou dificultar a ação de autoridade policial. sem autorização legal. recarregar ou reciclar. de forma a torná-la equivalente a arma de fogo de uso proibido ou restrito – maior prova de que o parágrafo único também se destina à arma de uso permitido – ou para fins de dificultar ou de qualquer modo induzir a erro autoridade policial. 12 Se for arma permitida  porte  art. O objeto material em relação aos crimes anteriores (não se fala em arma. e VI – produzir. OBS. Um inciso (I) pune quem raspa a arma. 3665/2000. mesmo que a finalidade não seja alcançada. fabricar ou empregar artefato explosivo ou incendiário. transportar ou fornecer arma de fogo com numeração. possuir.: Onde está o conceito de arma de uso proibido ou restrito? R. Inciso III – possuir. será fato atípico. munição ou explosivo a criança ou adolescente. se a intenção for induzir em erro tal órgão. Deve-se atentar ao inciso IV – portar. Se o crime deixar vestígios necessitará da perícia. detiver.: O caput tem como objeto material apenas arma de uso proibido ou restrito. Esta última conduta se consuma com a modificação da arma e a simples intenção de induzir em erro a autoridade. detiver. ainda que gratuitamente. adquirir. aplica-se tudo que foi dito quanto aos crimes de posse e de porte dos arts. ainda que gratuitamente. Há duas condutas criminosas: a) modificar as características da arma para torná-la arma proibida. Inciso II – modificar as características de arma de fogo. 12 e 14 desta lei.: Dec. perito ou juiz. entregar ou fornecer.: Não! É unânime o entendimento de que o parágrafo único constitui crime penal autônomo e independente do caput. Inciso V – vender. de qualquer forma. entregar ou fornecer. perito ou juiz – esta conduta se chama de fraude processual do Estatuto do Desarmamento. munição ou acessório). dinamites etc. sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar. ou adulterar. arma de fogo. suprimindo ou adulterado. ou seja. transportar ou fornecer arma de fogo com numeração. arma de fogo. acessório. Inciso I – suprimir ou alterar marca. Há uma única diferença: a arma é de uso proibido ou restrito. suprimido ou adulterado. IV – portar. 16 pune no mesmo tipo penal a posse e o porte. V – vender. A) Parágrafo único OBS. Envolve granadas. As condutas do parágrafo único só se referem à arma de uso proibido? R. numeração ou qualquer sinal de identificação de arma de fogo ou artefato. 14 Se for arma proibida ou restrita  posse ou porte  art. acessório. o outro inciso (IV) pune quem porta a arma já adulterada.200 III – possuir. Atentar que o art. marca ou qualquer outro sinal de identificação raspado. adquirir. pode ter como objeto material arma de fogo proibida ou permitida. munição ou explosivo.

mas uma única comercialização ilegal já configura o crime. de arma de fogo. OBS. 18 da lei. como no caso da não aplicação do art. 334 do CP – contrabando. acessório ou munição (há cláusula de equiparação no parágrafo único).6) Comércio ilegal de arma de fogo – art. OBS. ou reciclar. Na última conduta. B) Sujeito passivo A coletividade. Precisa da autorização legal.: Vender fogos de artifício à criança ou adolescente incide no ECA – será visto na próxima lei. acessório ou munição de uso permitido ou restrito. o crime se consuma com a simples facilitação da entrada ou saída. pois ele não é comerciante do ramo de armas de fogo. por erro escusável. de qualquer forma. Ex. legal ou clandestino. 17 da lei A) Sujeito ativo Comerciante ou industrial. OBS. 17. 318 do CP. Se ele. supõe que se tratava de um adulto. sem autorização legal. Responderá pelo o art. o crime se consuma com a simples importação ou exportação – crime material. D) Tipo subjetivo É o dolo. 19.: Não.: O explosivo também está previsto como objeto material. 19. Pelo o princípio da especialidade.: comerciante de armas no shopping. E) Consumação e tentativa A consumação se dá com a prática de qualquer uma das condutas do tipo.2. munição ou explosivo.2. OBS.2: O dono do restaurante vende sua arma para o seu cliente? R.7) Tráfico internacional de arma de fogo – art. aplica-se o art. vende 30 armas legalmente e vende uma arma ilegalmente  já responde pelo o crime do art. tratar-se-á de erro de tipo.: Não praticou o crime do art. É indispensável que o sujeito saiba que a vítima seja criança ou adolescente. C) Condutas “Importar” ou “exportar” ou “facilitar a entrada ou saída”. 18 da lei Antes do ED o tráfico internacional de arma de fogo configurava o crime de contrabando.: não se aplica o art. C) Objeto material Arma de fogo.1: Este crime é habitual? R.201 242 do ECA. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . B) Sujeito passivo A coletividade. 14 ou 16. a depender se a arma é de uso permitido ou restrito. A) Sujeito ativo Qualquer pessoa – crime comum. 17. ainda que o favorecido não obtenha sucesso na entrada ou saída da arma – crime formal. Inciso VI – Produzir. OBS. Nas duas primeiras condutas. recarregar. A tentativa é perfeitamente possível. exceto nas modalidades que constituem crimes permanentes. ou adulterar. Ele exige a condição de comerciante ou industrial de armas.

adulto e imputável. estará sujeita apenas à medidas de proteção – art. Arts 14 a 18 – a pena será aumentada se praticadas por integrantes de órgãos previstos no art.202 A tentativa é possível. 2º Considera-se criança. passando a ser. III c.CAUSAS DE AUMENTO DE PENA Nos crimes dos arts. Criança deixa de ser criança a partir do primeiro segundo do dia em que faz 12 anos de idade. 17 e 18 (comércio ilegal e tráfico internacional) se a arma. não se aplica o princípio da insignificância (HC 45099). 19. 98. OBS. a pena é aumentada da metade.07. acessório e munição.c. do ECA.2009 – SILVIO MACIEL 20) LEI 8069/90 – CRIMES DO ESTATUTO E DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE O ECA Trata da C&Ad como autor. acessório ou munição for de uso proibido ou restrito. I a VIII. e adolescente aquela entre doze e dezoito anos de idade. O Brasil é signatário de tratados internacionais comprometendo-se a reprimir o tráfico internacional de drogas. O ato infracional pode ser praticado por criança ou por adolescente.1) CONCEITO DE C&AD Art. A partir daí passa a ser adolescente. 21 DA LEI – INSUSCETIBILIDADE DE LIBERDADE PROVISÓRIA DOS CRIMES DO ART. 101. Se criança praticar ato infracional. de uso permitido ou proibido. ou seja.: Indivíduo entrou com 2 munições no bolso no território brasileiro. art. O STJ não concedeu. juridicamente. 105 c. D) Tipo subjetivo É o dolo. a pessoa até doze anos de idade incompletos (ainda não completou 12 anos).c.4) ARTS. 6º do ED. 20. As medidas de proteção à criança e ao adolescente são aplicáveis sempre que os direitos reconhecidos nesta Lei forem ameaçados ou violados: LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . 19 E 20 DA LEI . Deixará de ser adolescente no primeiro segundo do dia em que completar 18 anos. F) Objeto material Apenas arma de fogo. 12. praticando ao infracional e depois como vítima. 16. para os efeitos desta Lei. 12.3) ART. 98. a defesa alegou o princípio da insignificância. E) Competência para julgamento É da Justiça Federal. 17 E 18 Foi declarado inconstitucional pelo STF por violação ao estado de inocência. Art.

Tais medidas de proteção à criança podem ser aplicadas isolada ou cumulativamente – art. preferindo-se aquelas que visem ao fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários.qualquer uma das previstas no art. 101. 100. V .em razão de sua conduta. Verificada qualquer das hipóteses previstas no art. psicológico ou psiquiátrico.abrigo em entidade.obrigação de reparar o dano.203 III . 101. apoio e acompanhamento temporários. VI . dentre outras. IV . V .colocação em família substituta. e podem ser substituídas umas pelas outras – são fungíveis entre si. II . em regime hospitalar ou ambulatorial.inserção em regime de semi-liberdade. 100.prestação de serviços à comunidade. VII e VIII. o juiz se utiliza do art. VIII . I a VI (que são as medidas de proteção). VI .internação em estabelecimento educacional. Art. Ao ato infracional praticado por criança corresponderão as medidas previstas no art. do ECA (colação em abrigo e colocação em lar substituto). 112. as seguintes medidas: I . à criança e ao adolescente. Verificada a prática de ato infracional. orientação e tratamento a alcoólatras e toxicômanos. VII . 98.requisição de tratamento médico. O adolescente não poderá sofrer as medidas de proteção previstas no art. 112 a 122 do ECA. Para aplicar as medidas de proteção. a autoridade competente poderá determinar. O adolescente também pratica ato infracional. III . VII .matrícula e freqüência obrigatórias em estabelecimento oficial de ensino fundamental. mas está sujeito a medidas sócio-educativas e/ou medidas de proteção – arts.inclusão em programa oficial ou comunitário de auxílio.encaminhamento aos pais ou responsável. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . mediante termo de responsabilidade. a autoridade competente poderá aplicar ao adolescente as seguintes medidas: I .liberdade assistida. Na aplicação das medidas levar-se-ão em conta as necessidades pedagógicas.orientação. 99 do ECA. Art. 101.inclusão em programa comunitário ou oficial de auxílio à família. 105. 101. III . Art. II . Art. IV .advertência.

ela será atípica e o menor não pode ser punido. o ECA será aplicado a pessoa entre 18 e 21 anos se cometeu o ato infracional quando adolescente.2009 (o infrator já terá 18 anos e 2 meses). e não só a medida de internação como alguns sustentam – jurisprudência pacífica do STJ.2) APLICAÇÃO EXCEPCIONAL DO ECA AO INFRATOR QUE JÁ COMPLETOU 18 ANOS – ART.2009. 4º do CP diz que se considera praticado o crime no momento da ação ou omissão ainda que outro seja o momento do resultado. Art.: Não foi revogado pelo CCB de 2002 que reduziu a menoridade civil para 18 anos. Para os efeitos desta Lei. É como se todo ato infracional fosse de ação penal pública incondicionada (não se pode escrever isso. As medidas sócio-educativas podem ser aplicadas ao maior de idade (entre 18 e 21 anos). há a fase de investigação policial e a fase de “ação penal”. impedir a impunidade daquele que comete ato infracional um pouco antes de tornar-se adulto. 2º não foi revogado pelo CCB de 2002? R. Evita-se. 20. já que não é crime). desde que tenha cometido o ato infracional quando era adolescente. 2º. pois não exige ação penal contra menor. Parágrafo único. para evitar a impunidade. 104.11. Ou seja. Receberá então uma medida sócio-educativa. OBS. Assim. Tal dispositivo continua aplicável mesmo após o advento do novo CCB – entendimento pacífico do STJ. 20. deve ser considerada a idade do adolescente à data do fato. Ambos os artigos adotam a teoria da atividade – a responsabilidade penal é verificada no momento da conduta. 103. devendo cumpri-la até quando completar 21 anos.204 20. PARÁGRAFO ÚNICO DA LEI Parágrafo único. aplica-se excepcionalmente este Estatuto às pessoas entre dezoito e vinte e um anos de idade. Se a conduta do menor não corresponder a um crime ou a uma contravenção. É irrelevante se o crime ao qual corresponde ao ato infracional se é de ação penal pública ou privada. OBS. Nos casos expressos em lei. nesta hipótese (pois o adolescente já não me mais adolescente). assim.1: Quais medidas podem ser aplicadas neste caso? R.: o menor com 17 anos e 10 meses pratica um ato infracional no dia 10.4) APURAÇÃO DE ATO INFRACIONAL Como os crimes.: Quaisquer medidas.2: O parágrafo único do art.3) CONCEITO DE ATO INFRACIONAL É a conduta que corresponde a um crime ou a uma contravenção. Art. não se exige representação ou queixa para apurar ato infracional. A vítima é internada e morre no dia 10. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . O ECA diz que se considera a data do menor na data do fato. Considera-se ato infracional a conduta descrita como crime ou contravenção penal. mas aqui se chama de ação sócio-educativa. OBS.07.: É possível aplicar o princípio da insignificância no ato infracional – STJ. O art. Ex.

primeiro são tomadas as providências em relação ao ato infracional. sem prejuízo do disposto nos arts. Art.1) Fase policial ou investigativa – art. 174 Art. é para lá que o menor deverá ser dirigido. Em caso de flagrante de ato infracional cometido mediante violência ou grave ameaça a pessoa. ouvidos as testemunhas e o adolescente.lavrar auto de apreensão. 173. • Em qualquer dos casos. a lavratura do auto poderá ser substituída por boletim de ocorrência circunstanciada.: Aplicam-se os arts. 174. Art. encaminhado à autoridade policial competente. no primeiro dia útil imediato. e 107. Havendo repartição policial especializada para atendimento de adolescente e em se tratando de ato infracional praticado em co-autoria com maior. Comparecendo qualquer dos pais ou responsável. Nenhum adolescente será privado de sua liberdade senão em flagrante de ato infracional ou por ordem escrita e fundamentada da autoridade judiciária competente. prevalecerá a atribuição da repartição especializada. O adolescente apreendido por força de ordem judicial será. Se o menor praticou o ato junto de um adulto.apreender o produto e os instrumentos da infração. desde logo. 171. terá esta as seguintes opções: • Se for ato infracional com violência ou grave ameaça à pessoa  deverá lavrar auto de apreensão. II . depois o menor é levado à Delegacia para ser lavrado o APF.205 20. O menor sendo apresentado à autoridade policial. Encerrada esta fase. sendo impossível. desde logo. que. 106. Parágrafo único. 106. o adolescente será prontamente liberado pela autoridade policial. 172. sob termo de compromisso e responsabilidade de sua apresentação ao representante do Ministério Público. Se houver delegacia especializada de atendimento ao menor. III . deverá o delegado apreender os instrumentos e produtos do ato infracional e requisitar a realização de exames periciais para apuração da autoria e materialidade. 172 a 177 do ECA O adolescente só pode se apreendido em situação de flagrante ou por ordem judicial.4. Nas demais hipóteses de flagrante. deverá: I . Art. ocorre a fase do art. Art. encaminhado à autoridade judiciária.requisitar os exames ou perícias necessários à comprovação da materialidade e autoria da infração. encaminhará o adulto à repartição policial própria. no mesmo dia ou. a autoridade policial. lavrando ou não o auto de apreensão. parágrafo único. E se ele for apreendido em situação de flagrante? R. 172 a 177 do ECA. pela LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . • Se for ato infracional sem violência ou grave ameaça à pessoa  poderá lavrar auto de apreensão ou opta por boletim de ocorrência circunstanciada. após as providências necessárias e conforme o caso. Parágrafo único. O adolescente apreendido em flagrante de ato infracional será. exceto quando.

175. 152. em qualquer hipótese. No caso de não liberação. ou que impliquem risco à sua integridade física ou mental. • Não liberar o adolescente quando for ato infracional grave e com repercussão social que recomende a internação do adolescente para a garantia de sua segurança pessoal ou manutenção da ordem pública (como se fosse os motivos da prisão preventiva). em condições atentatórias à sua dignidade.O.O. Art. O Delegado também não liberará quando não presentes os pais ou representantes legais e não forem localizados. no próximo dia útil seguinte. a autoridade policial encaminhará.. OBS. houver indícios de participação de adolescente na prática de ato infracional. 177 Art. O adolescente a quem se atribua autoria de ato infracional não poderá ser conduzido ou transportado em compartimento fechado de veículo policial. deva o adolescente permanecer sob internação para garantia de sua segurança pessoal ou manutenção da ordem pública. Feito o B. neste caso de não liberação. 175 Art. aplicar-se-á subsidiariamente as normas do CPP. 178. desde logo.) encaminhará à entidade de atendimento e esta apresenta o adolescente ao MP em até 24 horas. se impossível. sob pena de responsabilidade. a apresentação far-se-á pela autoridade policial. então.206 gravidade do ato infracional e sua repercussão social. a autoridade policial encaminhará ao representante do Ministério Público relatório das investigações e demais documentos. Aos procedimentos regulados nesta Lei aplicam-se subsidiariamente as normas gerais previstas na legislação processual pertinente. que fará a apresentação ao representante do Ministério Público no prazo de vinte e quatro horas. Art. À falta de repartição policial especializada.: Se não houver situação de flagrante de ato infracional. como que a polícia investigará o caso? R. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . o adolescente ao representante do Ministério Público. § 2º Nas localidades onde não houver entidade de atendimento. o Delegado manterá o adolescente na Delegacia separado dos maiores (dos presos) e apresentará o adolescente ao MP em até 24 horas. juntamente com cópia do auto de apreensão ou boletim de ocorrência. a autoridade policial poderá: • Liberar o adolescente aos pais ou aos responsáveis presentes na Delegacia. Sendo impossível a apresentação imediata ao MP (foi à noite e não tinha Promotor de plantão. não podendo. a autoridade policial encaminhará o adolescente à entidade de atendimento. Na investigação do ato infracional. o adolescente aguardará a apresentação em dependência separada da destinada a maiores. deverá o Delegado tomar as providências do art. Se.: Adotará a providência do art. sob termo de compromisso de apresentá-lo ao MP no mesmo dia ou. § 1º Sendo impossível a apresentação imediata. Se for impossível a apresentação imediata ao MP e não houver também entidade de atendimento para encaminhar o adolescente. O Delegado. por ex. Em caso de não liberação. Fará assim um relatório de investigações de ato infracional – como se fosse o inquérito. exceder o prazo referido no parágrafo anterior. afastada a hipótese de flagrante. encaminhará o menor ao MP juntamente com cópia do auto de apreensão ou B. 177.

a concessão da remissão pela autoridade judiciária importará na suspensão ou extinção do processo. 127. o adolescente será ouvido informalmente pelo promotor de justiça. o que acontece? R. ao contexto social. podendo requisitar o concurso das polícias civil e militar. Art. o representante do Ministério Público notificará os pais ou responsável para apresentação do adolescente. Em ambos os casos de remissão. 128. dependerá de homologação judicial. Art. 126 do ECA. 188 do ECA Art. Parágrafo único. 126. Iniciado o procedimento. 20.207 Parágrafo único. A remissão não implica necessariamente o reconhecimento ou comprovação da responsabilidade. exceto a colocação em regime de semi-liberdade e a internação. Ou seja. Se nesta oitiva informal o adolescente não tiver acompanhado de defensor técnico nem dos pais ou responsável. antes da sentença. nem prevalece para efeito de antecedentes. §1º e 2º.: menor praticou furto no mercado – nunca delinqüiu. como forma de extinção ou suspensão do processo. C) Conceder a remissão É uma forma de exclusão do processo – art. Em caso de não apresentação. B) Arquivamento das peças (auto de apreensão ou B. a família passa fome. Antes de iniciado o procedimento judicial para apuração de ato infracional. mediante pedido expresso do adolescente ou de seu representante legal. o representante do Ministério Público poderá conceder a remissão.4.. podendo incluir eventualmente a aplicação de qualquer das medidas previstas em lei. a qualquer tempo. E se o MP o arquivamento e o juiz discordar. Ex. 181. remeterá os autos ao Procurador Geral e este decidirá a questão.2) Fase de apuração do ato infracional A) Oitiva informal Apresentado o adolescente ao MP por uma das pessoas referidas anteriormente. 188. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . Existem dois tipos de remissão: • Remissão-perdão – aplicável nos casos do art. tal oitiva não é absolutamente indispensável.: Mesma regra do CPP – remeterá as peças ao Procurador Geral – art.Remissão com proposta de aplicação imediata de medida sócioeducativa não privativa de liberdade. o MP concederá o perdão. poderá ser aplicada em qualquer fase do procedimento. A medida aplicada por força da remissão poderá ser revista judicialmente. ou do Ministério Público. atendendo às circunstâncias e conseqüências do fato. O STJ entendeu em março de 2009 que o MP pode apresentar a representação sem a oitiva informal do agente desde que disponha de elementos suficientes para oferecê-la. bem como à personalidade do adolescente e sua maior ou menor participação no ato infracional. como forma de exclusão do processo. isto enseja apenas nulidade relativa. Art. ou peças investigatórias) Tal fase existirá quando não houver elementos suficientes para propor a ação sócio-educativa contra o menor. Se o juiz discordar da remissão. • Remissão-transação .O. sempre foi um bom aluno na escola etc. do ECA. A remissão.

184 do ECA. Na falta dos pais ou do representante legal. o juiz expedirá mandado de busca e apreensão do adolescente e suspende o processo até que ele seja apresentado em juízo. Significa a propositura de ação sócio-educativa contra o adolescente. oferecerá representação à autoridade judiciária. ela pode depois ser concedida durante o processo até sentença final – art. OBS. 188 do ECA. o rol de testemunhas. Se. notificando-os a comparecer com advogados. 127 do ECA. Só não pode a medida ser restritiva de liberdade (por isso que não cabe a internação e a semi-liberdade). a remissão não significa reconhecimento de responsabilidade pelo ato infracional – RE 248018 – STF – entendeu como constitucional a segunda parte do art. decisão sobre manter LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .: Se a audiência de apresentação for feita na ausência dos pais mas na presença de defensor técnico. Se o juiz conceder a remissão durante o processo. Se o juiz a recebê-la. propondo a instauração de procedimento para aplicação da medida sócio-educativa que se afigurar a mais adequada. Tal audiência não pode ser realizada sem a presença do adolescente (em nenhuma hipótese). Se este estiver desaparecido.2: Tal remissão pode ser revista a qualquer tempo a pedido do adolescente.208 OBS. iniciará a ação sócioeducativa contra o adolescente. Se o adolescente estiver internado provisoriamente. podendo ser deduzida oralmente.1: A remissão-transação depende de aceitação do adolescente ou de seu responsável. D) Oferecer a representação É o equivalente à denúncia no Processo Penal. não há nulidade – o defensor exerce as duas funções: de defesa e de curador substituto dos pais ausentes – entendimento jurisprudencial. Se for aceita. § 1º A representação será oferecida por petição. 182. quando necessário. 127 do ECA – “podendo incluir eventualmente a aplicação de qualquer das medidas previstas em lei. poderá ele cumulá-la com medida sócio-educativa – entendimento do STJ. o juiz nomeará um curador especial para acompanhar a audiência. OBS. Na audiência de apresentação do adolescente ocorrerá: a oitiva do adolescente e de seus pais ou responsáveis. o representante do Ministério Público não promover o arquivamento ou conceder a remissão. exceto a medida de semi-liberdade e a de internação. Entende-se que é o número de 8 testemunhas (aplicação subsidiária do procedimento comum ordinário do CPP). não significa admissão de culpa nem gera maus antecedentes. exceto a colocação em regime de semi-liberdade e a internação” – não significa violação ao devido processo legal e à ampla defesa. do seu representante legal ou do MP. Argumentos: há previsão expressa no art. que conterá o breve resumo dos fatos e a classificação do ato infracional e. E) Recebimento da representação pelo juiz e designa audiência de apresentação do adolescente Mandará cientificar o adolescente e seus pais ou responsáveis.3: Se a remissão não for concedida pelo MP antes de iniciado o processo. em sessão diária instalada pela autoridade judiciária. Art. solicitação de parecer de equipe técnica. OBS. o juiz manda requisitar a sua apresentação – art. O ECA não prevê número máximo de testemunha a ser arrolada. por qualquer razão. se for o caso. Pode ser apresentada de forma oral ou escrita.

Motivos: Art. do ECA I) Audiência de instrução e julgamento Serão ouvidas testemunhas de acusação e defesa nesta ordem (inversão da ordem – nulidade absoluta) Debates de 20 minutos cada parte. §3º. prorrogáveis por mais 10 minutos. Por fim. prorrogável por mais dez. do ECA. se na audiência de apresentação o adolescente confessar o ato infracional. a critério do juiz. F) Audiência de apresentação Poderá conceder a remissão.defesa técnica por advogado H) Defesa prévia Era. 207. ainda que ausente ou foragido. o juiz só é obrigado a lhe nomear um se o ato infracional puder resultar numa medida de internação ou semi-liberdade – não se aplica. 186. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . 186 do ECA. pelo tempo de vinte minutos para cada um. A falta de defesa técnica na ação sócio-educativa enseja nulidade absoluta. a autoridade judiciária. Tal “audiência em continuação” é a audiência de instrução e julgamento. podendo determinar a realização de diligências e estudo do caso. §4º. do ECA § 2º Sendo o fato grave. São asseguradas ao adolescente.209 ou revogar a decisão da internação provisória do adolescente (se estiver). desde logo. a critério da autoridade judiciária. nomeará defensor. entre outras. 186. §2º. não poderá haver desistência de outras provas e encerramento do procedimento com a aplicação da medida sócio-educativa – violação do devido processo legal. § 4º Na audiência em continuação. verificando que o adolescente não possui advogado constituído. ouvidas as testemunhas arroladas na representação e na defesa prévia. Art. que em seguida proferirá decisão. cumpridas as diligências e juntado o relatório da equipe interprofissional. audiência em continuação. Assim. Nenhum adolescente a quem se atribua a prática de ato infracional. será processado sem defensor. concessão de remissão. Tal sentença pode ser uma sentença de improcedência da representação (de caráter absolutório – e não uma sentença absolutória) ou de procedência (de caráter condenatório – e não uma sentença condenatória). ouvindo-se o MP – art. 186. 111. designando. sucessivamente. Se o adolescente não tiver advogado. passível de aplicação de medida de internação ou colocação em regime de semiliberdade. contraditório e ampla defesa. G) Audiência de instrução e julgamento No caso de não concedida a remissão – art. será dada a palavra ao representante do Ministério Público e ao defensor. as seguintes garantias: III . Súmula: 342 do STJ No procedimento para aplicação de medida sócio-educativa. é nula a desistência de outras provas em face da confissão do adolescente. o juiz prolata a sentença – art.

Nesse caso. 118 e 119 do ECA É decretada pelo prazo mínimo de 6 meses. 116 do ECA É aplicada nos casos de atos com reflexos patrimoniais. Consiste em tarefas gratuitas em escolas. todavia. c. estando o adolescente internado. Pode ser aplicada como medida inicial. 112. 20. O juiz deverá aplicar tal medida quando o menor necessitar de acompanhamento. desde que a decisão seja fundamentada. o juiz designará um orientador para acompanhar o cumprimento da medida.5. Não poderá durar. Parágrafo único.5. III. ressarcimento do dano ou qualquer outra forma de compensação do prejuízo. parte do dia ele permanece internado e na outra parte freqüenta a escola e pratica atividades externas. 20. o juiz poderá aplicar medidas sócio-educativas e/ou medidas de proteção. art.4) Liberdade assistida – art. 189.210 A sentença de improcedência será proferida de acordo com os casos do art. IV . Não pode ser em estabelecimento prisional ainda que separado dos maiores. Ou seja. II .5. 117 do ECA Prazo máximo: 6 meses. 112. art. Para aplicação dessa medidas bastam indícios de autoria e materialidade. I.c. art. Terá atividades externas e freqüência obrigatória à escola.5) MEDIDAS SÓCIO-EDUCATIVAS 20. Na hipótese deste artigo. ou pode ser aplicada como medida de transição de outra mais grave.2) Obrigação de reparar o dano – art. É decretada por tempo indeterminado. art. Se for uma sentença de procedência. 115 do ECA Trata-se de uma admoestação verbal. ex.5. tendo em vista o princípio da excepcionalidade da restrição à liberdade do menor – STJ.estar provada a inexistência do fato. 20. entidades assistenciais etc. c.não constituir o fato ato infracional.5. prorrogada ou substituída por outra. 20. 189 do ECA Art. Consiste na restituição da coisa.art. c. 112. 20. II. reduzia a termo e assinada. 112.: furto.c.3) Prestação de serviços à comunidade – art.c. mais do que 3 anos.1) Advertência – art. hospitais. V. c. desde que reconheça na sentença: I .c. A autoridade judiciária não aplicará qualquer medida. 112.5) Regime de semi-liberdade – art. podendo ser revogada. Jornada máxima de 8 horas semanais de forma que não prejudique a freqüência no trabalho e/ou na escola. 120 do ECA A internação deve ser feita em estabelecimento adequado às condições do menor. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . c. IV.c. auxílio ou orientação.não haver prova da existência do fato. será imediatamente colocado em liberdade. III .não existir prova de ter o adolescente concorrido para o ato infracional.

112. 101. E DA COMPETENCIA EXCLUSIVA DO JUIZ. fez isso apenas uma vez na vida – não pode ser aplicada a internação – só poderia ser internado se tivesse praticado tal conduta 3 vezes. por si só. antes da sentença. exceto na hipótese do art. OBS. III. 108. A medida expira-se automaticamente quando o infrator praticar 21 anos. não autoriza a medida de internação. Não é internação como medida sócio-educativa. demonstrada a necessidade imperiosa da medida.: Só o juiz pode aplicar medida sócioeducativa – súmula 108 do STJ Súmula: 108 do STJ A APLICAÇÃO DE MEDIDAS SOCIO-EDUCATIVAS AO ADOLESCENTE.: O menor foi pego transportando drogas em grande quantidade para outro país. no mínimo. a prática de 3 atos infracionais III .tratar-se de ato infracional cometido mediante grave ameaça ou violência a pessoa. no mínimo. A medida de internação só poderá ser aplicada quando: I . do ECA. PELA PRATICA DE ATO INFRACIONAL. Fora dessas 3 hipóteses. No caso de concurso de atos infracionais. O prazo máximo de internação é de no máximo 3 anos.6) Internação em estabelecimento educacional – art. Ex. e sim como medida cautelar. c.6) MEDIDA CAUTELAR DE INTERNAÇÃO PROVISÓRIA Tal medida está prevista no art. o prazo máximo de internação é contado para cada ato infracional isoladamente – STJ – HC 99565/RJ – 07. art. ocorre a desinternação automática e obrigatória. Parágrafo único.por descumprimento reiterado e injustificável da medida anteriormente imposta. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . Em nenhuma hipótese tal internação pode ultrapassar 45 dias – jurisprudência pacífica do STJ e STF. A decisão deverá ser fundamentada e basear-se em indícios suficientes de autoria e materialidade. 122. ou seja. Ex.7) Medidas de proteção Exceto as do art. Assim.c. não poder aplica internação. não é como ocorre como a prisão preventiva ou em flagrante. VI. por mais grave que seja o ato infracional.: Quem pode aplicar medida sócio-educativa? R. 122. Assim.05. 108 do ECA. 121 a 123 do ECA Só pode ser aplicada se ocorrer uma das 3 hipóteses taxativas do art.5. cujo prazo máximo será de 3 meses. pode ser determinada pelo prazo máximo de quarenta e cinco dias. VII e VIII.2009. 20.5. II . A internação.por reiteração no cometimento de outras infrações graves – Para o STJ.: 3 atos infracionais cometidos  poderá ficar até 9 anos internado.211 20. a gravidade do ato infracional. 122 do ECA Art. Art. 20. “reiteração” é.

Incide na mesma pena aquele que procede à apreensão sem observância das formalidades legais. Trata-se da regra do art. A prescrição da pretensão executória (prazo para executar a medida sócio-educativa) dependerá da medida aplicada: • Se a medida for aplicada por prazo indeterminado  prescreve em 3 anos (prazo máximo da internação).212 20. • Se a medida for aplicada por prazo determinado  prescreve segundo os prazos do art. 225 e seguintes do ECA. Todos os crimes do ECA são de ação penal pública incondicionada – art. mas eles prescrevem.detenção de seis meses a dois anos. Privar a criança ou o adolescente de sua liberdade. 115 do CP. 106.(Redação dada pela Lei nº 7. de 11. procedendo à sua apreensão sem estar em flagrante de ato infracional ou inexistindo ordem escrita da autoridade judiciária competente: Pena . Art. pois o infrator sempre terá menos de 21 anos na data do fato – art.1) Art.209. sem flagrante de ato infracional e sem ordem judicial).7) PRESCRIÇÃO DE ATO INFRACIONAL O ECA não possui regras sobre ato infracional. 230 do ECA Art. 109 do CP. ao tempo do crime. aplicando-se por analogia o Código Penal – súmula 338 do STJ Súmula: 338 do STJ A prescrição penal é aplicável nas medidas sócio-educativas.8) CRIMES CONTRA A CRIANÇA E O ADOLESCENTE Arts. 20. ex: para exigir resgate – extorsão mediante seqüestro. 115 . Conduta: Privar da liberdade mediante apreensão ilegal (ou seja. A prescrição da pretensão punitiva (leia-se: “prescrição para processar a medida sócioeducativa”) é calculada com base na pena máxima cominada ao crime ou à contravenção penal ao qual corresponde o ato infracional. Apreender o adolescente fora dessas hipóteses do art. Parágrafo único. trata-se de ilegalidade. 230. na data da sentença. 227 do ECA. tendo em vista o prazo aplicado.8. ou. maior de 70 (setenta) anos. Se a finalidade por privar a liberdade da criança por outro motivo. Tanto o prazo da PPP como da PPE são reduzidos pela metade. 106 do ECA já visto.7. haverá outros crimes.São reduzidos de metade os prazos de prescrição quando o criminoso era. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . 20. menor de 21 (vinte e um) anos.1984) Toda esta matéria de prescrição arrolada acima é jurisprudência pacífica do STF e STJ.

455. da Lei 9455/97 – Lei de tortura – tortura agravada. Elemento subjetivo: é o dolo. Sujeito ativo: a autoridade policial – crime próprio.: Se o Delegado. Objeto jurídico: é a liberdade de locomoção da C&Ad.4. 1º. Deixar a autoridade policial responsável pela apreensão de criança ou adolescente de fazer imediata comunicação à autoridade judiciária competente e à família do apreendido ou à pessoa por ele indicada: Pena . configura o crime do art.1997: Punia a tortura contra a C&Ad. com o fim de colocação em lar substituto: LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . Assim. Tipo subjetivo: apenas o dolo.3) Art. Se por esquecimento o Delegado se esquece de fazer tais comunicações não responderá pelo o art. sem justa causa caracterizará o crime. Hoje. comunica autoridade incompetente para retardar o controle judicial da apreensão. 233 da lei Art. Não é permitido a tentativa. Deve avisar o juiz (deve ser o competente – da vara da infância e da juventude). pratica o crime do art. Bem jurídico: a proteção à liberdade de locomoção da vítima. caracterizará o crime. 231. leia-se: “no primeiro momento possível”. O atraso à comunicação ao juiz ou à família.2) Art. Consuma-se com a simples omissão. sujeito passivo: C&Ad (sempre será em todos os crimes – por isso que não será mais analisados nos próximos crimes). Aqui a apreensão é legal.8. (Revogado pela Lei nº 9. 237 da lei Art. de 7. OBS. mas a autoridade é punida por não avisar ao juiz ou à família. propositalmente. estará cometendo também o crime – ele não está comunicando a autoridade competente. 231 da lei Art. 20. Não se pune a forma culposa. Consumação e tentativa: a consumação se dará com a simples privação da liberdade da vítima. 20. 233. 237.detenção de seis meses a dois anos. 231. Conduta: Deixar de comunicar – crime omisso próprio. §4º. Subtrair criança ou adolescente ao poder de quem o tem sob sua guarda em virtude de lei ou ordem judicial. 230. II. 20.4) Art. deve avisar a família ou pessoa indicada pelo o ofendido – duplo dever de comunicação. E se os policiais procederem a apreensão ilegal do menor.213 Sujeitos do crime: sujeito ativo é qualquer pessoa.8. Imediata. a falta de uma dessas comunicações.8. A tentativa é perfeitamente possível.

Sujeito ativo: qualquer pessoa.reclusão. No CP o dolo do agente é apenas o de subtrair o menor do responsável que o tem sob guarda legal ou judicial – o agente não quer por o menor em lar substituto. Elemento subjetivo: dolo. nem é cabível a aplicação analógica. tutela. 237 do ECA.214 Pena . 239. Promover ou auxiliar a efetivação de ato destinado ao envio de criança ou adolescente para o exterior com inobservância das formalidades legais ou com o fito de obter lucro: Pena . 249 . Elemento normativo: Só há o crime se o responsável tem a guarda legal ou judicial da C&Ad. Cabível a tentativa. Parágrafo único.reclusão de quatro a seis anos. inclusive o pai ou mãe destituído do poder familiar ou o tutor privado da tutela.detenção. de dois meses a dois anos. Tipo objetivo: a conduta é subtrair – retirar a criança do responsável sem a autorização ou conhecimento dele. OBS. Significa que. de 12. não há este crime. e multa. 20.No caso de restituição do menor ou do interdito. No ECA há a finalidade específica de por o menor em lar substituto.2003) Pena . Se há emprego de violência. e multa. curatela ou guarda.Subtrair menor de dezoito anos ou interdito ao poder de quem o tem sob sua guarda em virtude de lei ou de ordem judicial: Pena . grave ameaça ou fraude: (Incluído pela Lei nº 10. § 2º . Elemento especial do tipo – com o fim de por o menor em lar substituto. de 6 (seis) a 8 (oito) anos. além da pena correspondente à violência. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .764. desde que não tenha sofrido maus tratos ou privações. o juiz pode deixar de aplicar pena. se o fato não constitui elemento de outro crime. 249 do CP: Art. A diferença é somente o dolo. se este não sofreu maus-tratos ou privações. Sujeito passivo: A C&Ad e o responsável que teve a criança subtraída da sua guarda – crime de dupla subjetividade passiva.reclusão de dois a seis anos.8. Tal perdão judicial não está prevista no art. § 1º .O fato de ser o agente pai ou tutor do menor ou curador do interdito não o exime de pena.11. se o responsável tem apenas a guarda de fato da C&Ad. se destituído ou temporariamente privado do pátrio poder. Objeto jurídico: é o direito do menor de ficar sob os cuidados de quem tem a sua guarda legal ou judicial. Consumação e tentativa: com a subtração da C&Ad com a colocação no lar substituto – crime material. 239 da lei Art.5) Art. Comparação com o crime de subtração de incapazes do art.: No crime de subtração de incapazes do CP é cabível o perdão judicial se o menor for restituído aos seus responsáveis.

Elemento subjetivo: é o dolo. dirigir. filmar ou registrar por qualquer meio. da 1ª hipótese: envio da criança para o estrangeiro para adoção ilegal (é cabível a adoção por estrangeiro desde que obedecidas as regras previstas no ECA).829. Deve existir a inobservância das formalidades legais (envio irregular – não se exige finalidade de lucro) ou com a finalidade de obter lucro (envio mercenário). o infrator também responderá pelos crimes correspondentes à violência – concurso material obrigatório ou necessário (art. ou de qualquer modo intermedeia a participação de criança ou adolescente nas cenas referidas no caput deste artigo. 241E do ECA – norma penal explicativa LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .829. Objeto material: cena de sexo explícito (quando há contato físico) ou cena pornográfica (quando não há contato físico). do CP 20. de 4 (quatro) a 8 (oito) anos.215 Condutas: promover ou auxiliar a efetivação de ato destinado ao envio de C&Ad para o exterior. tenha autoridade sobre ela. (Redação dada pela Lei nº 11. fraude ou grave ameaça – parágrafo único.: fazer passaporte para a criança. curador. grave ameaça ou fraude pode ser exercida contra a própria C&Ad ou contra terceiras pessoas. envolvendo criança ou adolescente: (Redação dada pela Lei nº 11. Ex. de 2008) § 2o Aumenta-se a pena de 1/3 (um terço) se o agente comete o crime: (Redação dada pela Lei nº 11. art. (Incluído pela Lei nº 11.1: Tal violência. de tutor. utilizando-se de C&Ad em cena pornográfica. 239.). fotografar.3: No caso de violência. (Redação dada pela Lei nº 11. atividade fotográfica ou de qualquer outro meio visual. reproduzir. §2º. (Redação dada pela Lei nº 11. comprar passagens aéreas. recruta.829. de 2008) Pena – reclusão.2: Foi acrescentada pela lei 10764 de 2003.829. Produzir. assim. dirigir. etc. reproduzir. Qualificadoras: se a conduta for praticada quando houver o emprego de violência. ou ainda quem com esses contracena. Ex. 240 DEPOIS DA REFORMA DE 2008 Condutas: produzir.829. por qualquer meio. de 2008) II – prevalecendo-se de relações domésticas. preceptor.8. ou por adoção.6) Art. a qualquer outro título. da 2ª hipótese: Venda da criança ao estrangeiro. OBS. 240 ANTES DA REFORMA DE 2008 Condutas: produzir ou dirigir Objeto material: representação teatral televisiva.: Este crime revogou o art. A doutrina entende que é cabível a tentativa quando o crime é plurissubsistente.c. ou (Redação dada pela Lei nº 11. OBS. parágrafo único c. cena de sexo explícito ou ART. de 2008) § 1o Incorre nas mesmas penas quem agencia.829.829. OBS. e multa. Tais conceitos estão no art. OBS. Ex. 240 da lei Art. facilita. ou com seu consentimento.: violência contra o fiscal do aeroporto. Objeto jurídico: proteção da C&Ad bem como a proteção à sua família. fotografar. de coabitação ou de hospitalidade. filmar ou registrar. Ex. de 2008) I – no exercício de cargo ou função pública ou a pretexto de exercê-la. por ex. coage. Competência: Da Justiça Federal. cena de sexo explícito ou pornográfica. tal qualificadora é irretroativa. de 2008) III – prevalecendo-se de relações de parentesco consangüíneo ou afim até o terceiro grau. 240. – tudo isso já configura o crime consumado. 254. empregador da vítima ou de quem. 129 do CP. de 2008) ART. cinematográfica. Consumação e tentativa: a consumação se dá com a mera prática do ato destinado ao envio da C&Ad ao exterior – crime formal.

tenha autoridade sobre ela. Objeto jurídico: proteção à formação moral da C&Ad.829.8. ou com seu consentimento. (Redação dada pela Lei nº 11. empregador da vítima ou de quem. a finalidade de lucro era qualificadora do crime. a expressão “cena de sexo explícito ou pornográfica” compreende qualquer situação que envolva criança ou adolescente em atividades sexuais explícitas. facilita. reais ou simuladas.829. Não se exige nenhuma finalidade de lucro. pois todos são atingidos por ver tais cenas. ou ainda quem com esses contracena. 241 da lei (pegar resto do material depois) LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . 241-E. ex. curador. de 2008) Sujeitos do crime: qualquer pessoa. Art. de tutor. Hoje não. Figura equiparada: houve um aumento de condutas puníveis § 1o Incorre nas mesmas penas quem agencia. 20. preceptor. de 2008) Formas qualificadas: se o crime era praticado no exercício de cargo ou função ou com a finalidade de obter vantagem patrimonial. de 2008) I – no exercício de cargo ou função pública ou a pretexto de exercê-la. Concurso de crimes: pode ocorrer o concurso formal com os crimes sexuais do CP. ou exibição dos órgãos genitais de uma criança ou adolescente para fins primordialmente sexuais. de coabitação ou de hospitalidade. Consumação e tentativa: consuma-se com a prática de qualquer das condutas do tipo penal – crime formal e de perigo abstrato.: estupro.829. Antes da alteração. coage. de 2008) Pena: reclusão de 2 a 6 anos e multa Figura equiparada: havia apenas uma: nas mesmas penas incorre quem contracenar coma vitima. recruta. ou por adoção. Pena: reclusão de 4 a 8 anos e multa – pena irretroativa.216 cena vexatória. de 2008) III – prevalecendo-se de relações de parentesco consangüíneo ou afim até o terceiro grau. ou (Redação dada pela Lei nº 11. ou de qualquer modo intermedeia a participação de criança ou adolescente nas cenas referidas no caput deste artigo. a qualquer outro título. A tentativa é perfeitamente possível.829. Tais qualificadoras viraram causas de aumento de pena: § 2o Aumenta-se a pena de 1/3 (um terço) se o agente comete o crime: (Redação dada pela Lei nº 11. Elemento subjetivo: É o dolo.829. (Incluído pela Lei nº 11. Para efeito dos crimes previstos nesta Lei. A nova redação não menciona mais “cena vexatória”. de 2008) II – prevalecendo-se de relações domésticas.829. (Incluído pela Lei nº 11. (Redação dada pela Lei nº 11. Há quem diga que seja a formação moral coletiva.7) Art.

1. Crimes eleitorais acidentais estão previstos na legislação eleitoral e também na legislação comum (não eleitoral). Crimes eleitorais específicos ou puros são os que só podem ser praticados na órbita eleitoral.: art. Esta lei possui crimes eleitorais ao longo do seu texto.2. Ela revogou expressamente diversos crimes do Código Eleitoral. • Está tipificado na legislação eleitoral. • Viola um bem jurídico eleitoral. 21. §4º A pesquisa eleitoral foi regulamentada no art.09. “Se a ação do agente for manifestamente com o escopo eleitoral.07. caso contrário. difamação e injúria). 289 do CE – inscrever-se fraudulentamente como eleitor.2009 – SILVIO MACIEL 21) CRIMES ELEITORAIS A maioria dos crimes eleitorais estão previstos no Código Eleitoral. exs.1) Crimes eleitorais específicos ou puros e crimes eleitorais acidentais Esta divisão é de NELSON HUNGRIA. No art. A divulgação de pesquisa fraudulenta constitui crime punível com detenção de 6 meses a um ano e multa. 21. não apenas uma eleição determinada (como era no passado).. o crime será comum” – JOSÉ JOEL CÂNDIDO. inclusive quem não tenha participado ou elaborado da pesquisa. há 3 características dos crimes eleitorais: • Finalidade eleitoral. §4º. Sujeito passivo é o eleitorado (possui direito a uma informação eleitoral verdadeira) e o candidato ou partido eventualmente prejudicado pela falsa pesquisa – crime de dupla subjetividade passiva. Tendo em base este conceito.2) CRIMES DA LEI 9504/97 – LEI DAS ELEIÇÕES Esta lei estabelece normas para as eleições. 33.217 17. caracterizando-se como crimes eleitorais quando praticados com propósitos eleitorais. 21. adotada por toda a doutrina eleitoral. que atenta contra bens jurídicos dessa natureza” – STJ CC 81711/RS – 16. 21. 33.1) Crime de pesquisa fraudulenta – art. mas há crimes em legislações esparsas.: art.1) CONCEITO Crimes eleitorais são todas as violações das normas que disciplinam as diversas fases e operações eleitorais e que tem por objeto jurídico proteger a liberdade de exercício do direito de sufrágio bem como a regularidade e lisura do processo eleitoral e que sejam tipificadas na legislação eleitoral. ex.. Sujeito ativo pode ser qualquer pessoa. Antes dessa lei era feito uma lei para cada eleição. 324 a 326 do CE – crimes contra a honra eleitoral (calúnia. Esta lei regulamenta todas as eleições. 35 indica como sujeito ativo também o representante legal da empresa ou entidade que fez a pesquisa e que a veiculou (este só pode ser punido se agiu com dolo – se tinha noção de que se tratava de uma LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .02. mas o crime se encontra no seu §4º. pois o núcleo do tipo é divulgar a pesquisa fraudulenta. eleitoral será o crime. “Crime eleitoral consiste em todo fato descrito como típico da legislação pertinente.

broches – a lei pune a LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . Tipo objetivo – IUsar alto falantes. ainda que a pesquisa não cause resultado na eleição – crime formal ou de consumação antecipada. amplificadores de som. Se ele for incluído na denuncia apenas por ser representante da empresa. Consumação e tentativa – a consumação se dá com a mera divulgação. O tipo penal fala em “carreatas”.: O art. E neste artigo há outro crime visando o não-acesso dos partidos políticos a tais dados. A “ação fiscalizadora” dos partidos compreende todos os atos previstos no §1º. pois o tipo penal resguarda também a tranqüilidade dos eleitores e a ordem pública eleitoral (e não só a normalidade dos trabalhos eleitorais). SUZANA DE CAMARGO GOMES (Desembargadora do TRF 3ª Região) diz que a pesquisa fraudulenta inclui também a pesquisa inexistente. pelo STF. II da lei 9504/97 a manifestação individual e silenciosa de preferência do cidadão por partido.) Objeto material do crime é a pesquisa fraudulenta na qual os dados são adulterados ou manipulados. Elemento subjetivo é o dolo (vontade de divulgar a pesquisa sabendo-a fraudulenta). IIIDivulgação de qualquer espécie de propaganda de partidos políticos ou de seus candidatos mediante publicações. e a passeata? R. JJCÂNDIDO diz que o horário de proibição não é só o horário de votação.: Não. camisas.: Se for realizada com aparelhos sonoros. também configura o crime. 20106/98 e 14708/94 dizem que não caracteriza o crime do art. §5º. 21. I a III Foi alterado pela lei 11300/06. OBS. realizar comícios ou carreatas. por não descrever a conduta criminosa do representante legal. 34. impedir ou dificultar à ação fiscalizadora dos partidos sobre as pesquisas eleitorais. violência etc.: O cidadão que vai votar usando camisetas e broches do candidato pratica crime? R. OBS. e-mail etc. coação. A culpa não é elemento subjetivo – fato atípico. imprensa. Sujeito passivo é o Estado e os eleitores. incluída a que esteja no próprio vestuário ou se expresse no porte de bandeira ou utilização de adesivos em veículos ou objetos de que tenha a posse. Sujeito ativo é qualquer pessoa. no momento. Tipo objetivo – a conduta é divulgar (tornar pública).: O TRE do PR entendeu atípica a conduta de espalhar panfletos durante a madrugada quando os eleitores estavam dormindo e as sessões eleitorais fechadas.2) Realização de propaganda eleitoral no dia da eleição e crime de “boca de urna” – art. JJCÂNDIDO entende que só caracteriza o crime se a divulgação for ampla a todo o eleitoral ou à parte considerada dele.218 pesquisa fraudulenta). impedindo o exercício da ampla defesa. A conduta pode ocorrer por qualquer meio de comunicação (comício. IIArregimentar eleitor ou fazer propaganda de boca de urna – “arregimentar” é conseguir eleitores no dia da eleição. Objeto jurídico – é a normalidade dos trabalhos eleitorais no dia da eleição (JJCÂNDIDO chama de ordem pública eleitoral) e a liberdade do eleitoral de votar livremente. sem influência ou constrangimentos. Se for para um número restrito. “Fazer propaganda e boca de urna” consiste fazer propaganda nas proximidades das sessões eleitorais. Tal conduta pode ser por fraude. As resoluções do TSE n. coligação ou candidato. A tentativa é possível – não divulgação da pesquisa por circunstâncias alheias à sua vontade. As condutas puníveis são retardar. não afetará o resultado das eleições. mas sim durante todo o dia da eleição. OBS. 39.2. §1º garante aos partidos políticos fiscalizar como foi feita a pesquisa. A fraude pode ser no método ou no resultado da pesquisa. ter-se-á a denúncia genérica – inadmissível. §5º. 39. cartazes.

2. 25 da Lei.: JJCÂNDIDO entende que este crime só se caracteriza se houver uma propaganda de grande escala. impugná-lo em petição fundamentada É um direito das pessoas acima impugnar a candidatura quando necessário. A tentativa é possível quando o infrator não consegue fazer o uso da frase ou imagem. Local desses crimes: exceto a boca de urna. a intenção do infrator não é impugnar a LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . de forma temerária ou por manifesta má-fé. OBS. empresa pública ou sociedade de economia mista ou semelhantes às utilizadas pelas entidades mencionadas acima. vestuário etc. Tipo subjetivo – é o dolo (nos 3 incisos). deduzida de forma temerária ou de manifesta má-fé Pena – detenção de 5 meses a 2 anos e multa. 40 Sujeito ativo pode ser qualquer pessoa. O crime se chama: argüição de inelegibilidade ou impugnação de candidatura temerária ou de má-fé. Caberá a qualquer candidato. Consumação e tentativa.3) Utilização de símbolos. O objeto material são frases ou imagens (ex. A tentativa é possível nos 3 incisos. Art. 3º da LC. desvio ou abuso do poder de autoridade. amplamente divulgada. coligação ou ao MP. o crime pode ocorrer em qualquer local e não só nas proximidades das sessões eleitorais porque o tipo penal não contém esta elementar. partido político. logotipo de governo) utilizadas por órgãos de governos. Momento do crime: estes crimes só podem ocorrer no dia da eleição. Sujeito ativo – qualquer pessoa.: slogan de governos. 21. Tipo objetivo .219 propaganda nos dia das eleições por meio de publicação. os incisos de I e III. contados da publicação do pedido de registro do candidato. argumentando que o candidato não preenche os requisitos para concorrer às eleições. cartazes. O uso deve ser feito durante a propaganda eleitoral. As condutas individuais são incapazes de induzir o eleitor a associar o candidato ao poder governamental. Antes o crime poderia ocorrer desde a escolha dos candidatos na convenção partidária ou fora dos horários e períodos previstos na legislação eleitoral – hoje não mais vigora assim. 21. bonés.a consumação se dá com a prática de qualquer das condutas de I a III. Consumação e tentativa – trata-se de crime formal – a mera utilização do slogan ou símbolo mesmo que não induza o eleitoral. induzindo os eleitores que ele está associado ao poder governamental. Art.3) CRIME DA LEI COMPLEMENTAR 64/90 Está previsto no art. o que é crime é impugnar por abuso de poder econômico. frases ou imagens de entes públicos na propaganda eleitoral ou que lhe sejam assemelhados – art. Na segunda conduta. ainda que não resulte prejuízo ou favorecimento a determinado candidato ou partido – crime formal. a argüição de inelegibilidade ou a impugnação de registro de candidato feito por interferência do poder econômico. 25. Sujeito passivo é o Estado e o eleitorado. Constitui crime eleitoral. Sujeito passivo – o pré-candidato. maciça. por desvio ou abuso de poder de autoridade. Nestas hipóteses. o pedido de candidatura já foi deferido (a pessoa já foi registrada nas eleições) e o infrator impugna o registro.A lei pune a utilização na propaganda eleitoral de tais símbolos. no prazo de 5 dias.

Recentemente. 21. ou de 1 ano. Ou a pena mínima está no próprio tipo incriminador. e uma parte que trata dos crimes em espécies que está entre os artigos 289 e seguintes. ainda que a exerça de forma gratuita. embora transitoriamente ou sem remuneração exerce cargo. emprego ou função em entidade paraestatal ou em sociedade de economia mista. que trata de disposições gerais penais. sem elemento fático ou probatório. 349 – falsificar no todo ou em parte. logo. quanto ao crime de gestão temerária. Tipo objetivo – impugnar ou argüir o registro. pertença ou não à Administração Pública. mas sim impedir ilegalmente que alguém se torne candidato ou mantenha-se candidato ou retarde os trabalhos eleitorais com o incidente eleitoral instaurado sem fundamento. 284.4) CRIMES PREVISTOS NO CÓDIGO ELEITORAL – LEI 4737/65 O CE tem uma parte geral que está entre os artigos 283 a 288. a doutrina e a jurisprudência entendem que o elemento subjetivo é o dolo eventual. C) Art.: art. • Funcionários por equiparação – quem exerce cargo. 285 . 284 do CE.: Na lei 7492/86 – crimes contra o SFN – há o crime de gestão temerária. É qualquer pessoa que exerça função pública. 21. entende-se que será ele de 15 dias para pena de detenção e de 1 ano para a de reclusão. 283 – conceito de funcionário público eleitoral para fins penais • Os juízes eleitorais (designados pelo TRE como titulares de seção eleitoral ou qualquer outro juiz que esteja exercendo uma função eleitoral específica eleitoral por designação do TRE ou até do TSE). • Os cidadãos que temporariamente integram órgãos da Justiça Eleitoral. OBS.220 candidatura exigindo o cumprimento das normas constitucionais.4. A tentativa é possível. • Os cidadãos que hajam sido nomeados para as mesas receptoras ou juntas apuradoras. se detenção. A doutrina diz que na “forma temerária” o elemento subjetivo é o dolo eventual. Quando o tipo penal não cominar a pena mínima. 327 do CP.1) Disposições gerais penais A) Art. o Ministro MARCO AURÉLIO do STF entendeu que o crime de gestão temerária admite a forma culposa. Consumação e tentativa – A consumação se dá no momento em que a impugnação é apresentada na Justiça Eleitoral a argüição ou a impugnação. • Considera-se funcionário público para os efeitos penais. 284 – Pena mínima do crime eleitoral quando não cominada no tipo penal Ex. Tipo subjetivo – é o dolo.Causas de aumento ou diminuição de pena LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . a que demonstre a inelegibilidade de candidato ou pré-candidato. ou está no art. emprego ou função pública (§1º) – é o mesmo conceito previsto no art. além dos indicados no presente artigo. se reclusão. Sempre que este Código não indiciar o grau mínimo. e não a culpa (SUZANA DE CAMARGO GOMES). A elementar “temerária” é a mesma prevista acima. quem. B) Art. ela será de 15 dias. documento particular ou alterar documento particular verdadeiro para fins eleitorais – pena de reclusão até 5 anos (e o mínimo?) Art.

221 As causas de diminuição ou aumento de pena, quando não tiverem seus patamares no próprio tipo penal, serão fixados entre 1/5 e 1/3 e não podem passar do dos limites da pena cominado ao crime. D) Art. 286 – Fixação da pena de multa Os tipos penais incriminadores já preveem a quantidade de dias-multa para o crime, ex.: o art. 289 prevê de 15 a 30 dias-multa. Cada dia-multa não pode ser inferior a um salário mínimo regional, nem superior a um salário mínimo nacional. Como atualmente não existe mais salário mínimo regional (o salário mínimo é o mesmo em todo país), conclui-se que o dia-multa equivale a um salário mínimo. O juiz deve considerar o salário mínimo vigente na data do crime e não na data da condenação, com atualização monetária desde a data do crime – posição do STJ. O juiz poderá triplicar a multa máxima cominada no tipo penal se ela for ineficaz em virtude da situação econômica do condenado, desde que esse aumento não ultrapasse os 300 dias-multa previstos no caput do art. 286 do CE. E) Art. 287 – Aplicação subsidiária do Código Penal ao Código Eleitoral Leia:se – no que o CE for omisso, aplica-se subsidiariamente as normas do CP, ex.: normas de prescrição já que o CE não prevê normas sobre prescrição – nesse sentido STF HC 84152/AM. F) Art. 288 – Crimes eleitorais praticados por meio de imprensa Este artigo diz que os crimes eleitorais praticados por meio de imprensa, rádio ou televisão prevalecem sobre crimes semelhantes em outras leis. Ex.: crimes de calúnia, difamação e injúria possuíam previsão no CP, CE e Lei de Imprensa e CPM. Se um candidato praticasse calúnia com fins eleitorais contra outro candidato no rádio da cidade, respondia pela calúnia prevista no Código Eleitoral. A Lei de Imprensa foi declarada inteiramente não recepcionada pelo STF na ADPF 130. Hoje, praticada injúria por meio de imprensa, sem fins eleitorais e sem fins militares, aplicar-se-á o a injúria do CP. 21.4.2) Crimes eleitorais em espécie do Código Eleitoral A) Art. 289 – inscrição fraudulenta de eleitor
Art. 289. Inscrever-se fraudulentamente eleitor Pena. Reclusão até 5 anos e pagamento de 5 a 15 dias-multa

Sujeito ativo – qualquer pessoa, inclusive o eleitor já alistado quando solicita a transferência do título (que já é eleitor). Sujeito passivo – é o Estado. Objeto jurídico – é a licitude do alistamento eleitoral. Tipo objetivo – a conduta é inscrever-se (que não é o mesmo que “alistar-se”). A inscrição é uma fase do alistamento eleitoral. O alistamento eleitoral está disciplinado nos arts. 42 a 61 do EC e consiste num complexo de atos que pode ser dividido em duas grandes fases: 1ª) fase da entrega do requerimento para ser eleitor com a apresentação dos documentos pertinentes; 2ª) fase de análise dos documentos e diligências necessárias com deferimento ou indeferimento do pedido. Assim, a inscrição ocorre na 1ª fase do alistamento eleitoral (quando há a entrega do requerimento para ser eleitor e apresentação de documentos). Elemento normativo do tipo está na expressão “fraudulentamente”. A fraude pode ocorrer de diversas maneiras, ex. segundo FÁVILA RIBEIRO: apresentação de documento falso ou adulterado. O estrangeiro que apresenta documento falso dizendo ser brasileiro.

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222 OBS.: Os menores de 16 anos não podem votar. O indivíduo de 15 anos apresentando documento dizendo ter 16 anos praticará ato infracional. A forma mais comum é apresentar falsa comprovação de domicílio, pois o alistamento deve ocorrer no domicílio da pessoa. OBS.: Domicilio para fins eleitorais, compreende não só o local onde a pessoa reside, mas qualquer local onde ela possua um imóvel para uso pessoal, ex.: casa de veraneio – pode se inscrever como eleitor lá. Se a pessoa tiver várias residências em locais diferentes, poderá se inscrever em qualquer uma. A jurisprudência é pacífica em dizer que o local da residência deve ser considerado no momento da inscrição. Quanto ao eleitor, o crime se consuma quando o sujeito solicita a transferência do titulo eleitoral. Para a pessoa pedir a transferência do domicílio eleitoral, deverá estar residindo no novo domicílio a pelo menos 3 meses. A jurisprudência entende que não haverá crime se ele fizer a solicitação de transferência antes dos 3 meses desde que ele realmente resida efetivamente no local (continua...) 21) LEI 7492/86 - CRIMES CONTRA O SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL
LEI DOS CRIMES DO “COLARINHO BRANCO”: Visa punir o criminoso com poder econômico. Conceito extra-penal de SFN: é a política financeira do Estado, ou seja, é política monetária do governo. Refere-se ao emprego dos recursos econômicos disponíveis pelo Estado. O SF stricto sensu refere-se às finanças públicas que são “a massa de dinheiro e crédito que o governo federal e os órgãos a ele subordinados movimentam em um país”. O SFN estrutura a política financeira do Estado. Bem jurídico tutelado: embora a lei somente se refira a SFN (finanças públicas), a proteção é mais ampla, em sentido lato, abrangendo o mercado financeiro, o mercado de capitais e, ainda, os seguros, consórcios, atividades de câmbio, de capitalização, poupança, que se situam no âmbito do direito econômico, e não do direito financeiro. Em suma, o bem jurídico tutelado é dividido em: - principal: o sistema financeiro nacional “lato sensu” (SFN), incluindo a organização do mercado; a regularidade do mercado, a confiança nele exigida e a segurança dos negócios. - reflexos: ex: patrimônio dos investidores, Administração Pública, a fé pública, a “saúde” econômica de uma instituição financeira. ATENÇÃO: Esta lei somente é aplicada se quaisquer dos crimes envolverem instituição financeira. Art. 1º: conceito de instituição financeira: Art. 1º Considera-se instituição financeira, para efeito desta lei, a pessoa jurídica de direito público ou privado, que tenha como atividade principal ou acessória, cumulativamente ou não, a captação, intermediação ou aplicação de recursos financeiros (Vetado) de terceiros, em moeda nacional ou estrangeira, ou a custódia, emissão, distribuição, negociação, intermediação ou administração de valores mobiliários.

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Parágrafo único. Equipara-se à instituição financeira: I - a pessoa jurídica que capte ou administre seguros, câmbio, consórcio, capitalização ou qualquer tipo de poupança, ou recursos de terceiros; II - a pessoa natural que exerça quaisquer das atividades referidas neste artigo, ainda que de forma eventual. a) Pessoas jurídicas de direito público: ex: Conselho Monetário Nacional, BACEN, BB, BNDES, CEF, CEEs. b) Pessoas jurídicas de direito privado: ex: sociedades de financiamento e de investimentos, sociedades de crédito imobiliário, fundos de investimento, cooperativas de crédito, bolsa de valores. As pessoas das letras a) e b) que tenham atividade principal ou acessória,

cumulativamente ou não (a atividade financeira não precisa ser nem principal e nem exclusiva) e que tenham envolvimento com recursos financeiros de terceiros ou que façam emissão, distribuição, negociação ou intermediação de valores mobiliários (títulos emitidos por S/A: ex: ações, debêntures etc.) são consideradas instituições financeiras. Conceito de instituição financeira por equiparação: art. 1º, § único, I e II: I – seguradoras, casas de câmbio, consórcios, empresas de capitalização e poupança e qualquer outra instituição que faça a captação ou administração de recursos financeiros de terceiros; II – pessoa física (natural) que exerça qualquer das atividades prevista no art. 1º, mesmo que de forma eventual. A lei quis apanhar os denominados “fantasmas”, “laranjas”, “testas de ferro” que representam os delinqüentes do colarinho branco. Nesse sentido, RE 20784 STJ. IMPORTANTE: o art. 1º, da LC 105/01 traz o rol de instituições financeiras: Art. 1o As instituições financeiras conservarão sigilo em suas operações ativas e passivas e serviços prestados. § 1o São consideradas instituições financeiras, para os efeitos desta Lei Complementar: I – os bancos de qualquer espécie; II – distribuidoras de valores mobiliários; III – corretoras de câmbio e de valores mobiliários; IV – sociedades de crédito, financiamento e investimentos; V – sociedades de crédito imobiliário; VI – administradoras de cartões de crédito; VII – sociedades de arrendamento mercantil;

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VIII – administradoras de mercado de balcão organizado; IX – cooperativas de crédito; X – associações de poupança e empréstimo; XI – bolsas de valores e de mercadorias e futuros; XII – entidades de liquidação e compensação; XIII – outras sociedades que, em razão da natureza de suas operações, assim venham a ser consideradas pelo Conselho Monetário Nacional. § 2o As empresas de fomento comercial ou factoring, para os efeitos desta Lei Complementar, obedecerão às normas aplicáveis às instituições financeiras previstas no § 1o. § 3o Não constitui violação do dever de sigilo: I – a troca de informações entre instituições financeiras, para fins cadastrais, inclusive por intermédio de centrais de risco, observadas as normas baixadas pelo Conselho Monetário Nacional e pelo Banco Central do Brasil; II - o fornecimento de informações constantes de cadastro de emitentes de cheques sem provisão de fundos e de devedores inadimplentes, a entidades de proteção ao crédito, observadas as normas baixadas pelo Conselho Monetário Nacional e pelo Banco Central do Brasil; III – o fornecimento das informações de que trata o § 2o do art. 11 da Lei no 9.311, de 24 de outubro de 1996; IV – a comunicação, às autoridades competentes, da prática de ilícitos penais ou administrativos, abrangendo o fornecimento de informações sobre operações que envolvam recursos provenientes de qualquer prática criminosa; V – a revelação de informações sigilosas com o consentimento expresso dos interessados; VI – a prestação de informações nos termos e condições estabelecidos nos artigos 2 o, 3o, 4o, 5o, 6 , 7 e 9 desta Lei Complementar.
o o

§ 4o A quebra de sigilo poderá ser decretada, quando necessária para apuração de ocorrência de qualquer ilícito, em qualquer fase do inquérito ou do processo judicial, e especialmente nos seguintes crimes: I – de terrorismo; II – de tráfico ilícito de substâncias entorpecentes ou drogas afins; III – de contrabando ou tráfico de armas, munições ou material destinado a sua produção; IV – de extorsão mediante seqüestro; V – contra o sistema financeiro nacional; VI – contra a Administração Pública;

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lei 4595/64). direitos e valores. Nos crimes em que os sujeitos ativos devem ser os previsto no art. o liquidante ou o síndico. São penalmente responsáveis. 177. 25. o co-autor ou partícipe que através de confissão espontânea revelar à autoridade policial ou judicial toda a trama delituosa (delação premiada: neste caso terá que contar tudo. diretores de IF. Ex: PREVI. cometidos em quadrilha ou bando ou co-autoria (leiase: concurso de pessoas). VIII – lavagem de dinheiro ou ocultação de bens.080. 25. de 19. quando emite títulos da dívida pública e os coloca no mercado para arrecadar recursos para o Tesouro. aplica-se a lei 7492/86 (princípio da especialidade). Fundos de pensão ou entidades fechada de previdência são considerados instituições financeiras pelo STF e STJ. 24. as pessoas enumeradas aqui somente serão punidas a título de dolo (STJ RE 823056: gerente de banco pode cometer crime contra o sistema financeiro): Art. Esse conflito é resolvido da seguinte maneira: se a S/A for. LC 105/01). CUIDADO: Não é instituição financeira: o Estado. ATENÇÃO: factoring é considerada instituição financeira (art. § 2º Nos crimes previstos nesta Lei. Assim sendo. CP E LEI 7492/86: As IFs devem ser constituídas sob a forma de S/A (art. o controlador e os administradores de instituição financeira. nos termos desta lei. PARA MEMORIZAR: “Toda instituição financeira é uma S/A. mas nem toda S/A é uma instituição financeira. (Incluído pela Lei nº 9. CONFLITO APARENTE ENTRE O ART. segundo o STJ.” Art. gerentes (Vetado). 177.225 VII – contra a ordem tributária e a previdência social. CP: pune as S/A. assim considerados os diretores. CP. administrador de instituição LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . § 1º Equiparam-se aos administradores de instituição financeira (Vetado) o interventor. O art. 177. o tipo penal admite a participação (concurso) de terceiros estranhos à função de gerente. instituição financeira. mas foi vetada. lei 7492/86: a lei quis criar neste tipo penal a responsabilidade objetiva dos gerentes. Se a S/A não for instituição financeira aplicar-se-á o art.1995) ATENÇÃO: digitadores e operadores de processamento de dados não podem ser responsabilizados por crime contra o sistema financeiro. 1º. não atua como instituição financeira (STF). § 2º. simultaneamente. IX – praticado por organização criminosa.7. e não apenas indicar os participantes) terá a sua pena reduzida de um a dois terços. 25.

serviços e interesses da União. administrador. CP: STF HC 84238. 25 não podem ser denunciadas por crimes contra o SFN pela simples condição de ser diretor ou gerente da IF. sem indicar o mínimo vínculo entre o acusado e o crime. quando o crime tiver sido praticado no âmbito de atividade sujeita à disciplina e à fiscalização dessa Autarquia.689. o crime a um acusado apenas em razão da sua condição. A ação penal. excepcionalmente. diretor. será admitida a assistência da Comissão de Valores Mobiliários . será promovida pelo Ministério Público Federal. Art. dizendo.CVM. Se a denúncia não indicar. sem descrever qual foi o fato criminoso praticado pelo acusado: STF HC 85579). a competência é da justiça federal somente quando atingirem bens. STJ REsp 575684). genericamente. fora daquela hipótese. qual a relação entre a conduta do gerente ou administrador e o crime. Nesse sentido: STJ CC 87450 e CC 76333 e STF RE 502915. houver sido cometido na órbita de atividade sujeita à sua disciplina e fiscalização. que a competência seja determinada pelo domicílio ou residência do réu (princípio da celeridade processual). serviços ou interesses da União em geral. Exceção: os crimes contra o SFN serão de competência da justiça estadual quando não causarem lesão a bens. mas neste caso. 30. CUIDADO: VAI CAIR EM PROVA: Denúncia geral (NARRA o fato criminoso com todas as suas circunstâncias e o imputa. e do Banco Central do Brasil quando. que têm competência absoluta em razão da matéria. aprovado pelo Decreto-lei nº 3. a competência é do local da ocorrência do delito. como por exemplo. Nesse sentido. simultaneamente. Caso Banestado . LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . Parágrafo único. em que era muito o número de investigados que residiam em diversos locais diferentes. ainda. Sem prejuízo do disposto no art. nos crimes previstos nesta lei. 26: corrente minoritária diz que todo e qualquer crime contra o SFN é de competência da justiça federal independentemente do bem jurídico violado. o STF e STJ decidiram. 226 Responsabilidade penal objetiva e denúncias genéricas: as pessoas do art.PR (contas CC5): em regra. 268 do Código de Processo Penal. 26. a várias pessoas indicando que essa conduta descrita foi praticada por todos os denunciados) versus denúncia genérica (IMPUTA. perante a Justiça Federal. esta denúncia é genérica. STJ HC 26288 e CC 85558: Art. de 3 de outubro de 1941. gerente etc. pois os tribunais podem criar especialização de varas no âmbito de organização judiciária local.. sendo inepta por contrariar o contraditório e ampla defesa.financeira (comunicação das condições pessoais do agente: aplicação do art. minimamente. STF HC 83947: Celso de Melo e STJ RHC 19219. Alguns Estados criaram varas especializadas em crimes contra o SFN e o STF já decidiu que é constitucional. Para corrente majoritária.

capacidade de gerar prejuízos à IF. ainda que não cause. não exigindo finalidade específica. 312 do Código de Processo Penal.689. ou seja. dar publicidade). Nos crimes previstos nesta lei e punidos com pena de reclusão. a IF prejudicada e os investidores. 30: é inconstitucional. Divulgar ou propalar. e jamais na forma unissubsistente. 3º: Art. ainda que prejudique a IF. Consumação e tentativa: é crime formal ou de mera conduta. haverá crime falimentar do art. porque nas provas CESPE o examinador apenas coloca o enunciado até o grifado em amarelo. Porém. e multa. 170. lei 11. por qualquer meio. ou seja. se consuma com a simples divulgação da informação capaz de gerar prejuízos. se estiver configurada situação que autoriza a prisão preventiva. 3º Divulgar informação falsa ou prejudicialmente incompleta sobre instituição financeira: Pena . 170. exista algum requisito da prisão preventiva (STF HC 95009: caso Daniel Dantas): Art. 30. 31. Art. Tipo objetivo: “divulgar” (propalar para mais de uma pessoa. aprovado pelo Decreto-lei nº 3. o réu não poderá prestar fiança.101/05. informação falsa sobre devedor em recuperação judicial. tornando o enunciado errado: Art. pois a magnitude da lesão causada não é fundamento 227 suficiente para a decretação da prisão preventiva em razão o princípio da presunção de inocência. de 3 de outubro de 1941. CRIMES: Art. a prisão preventiva poderá ser decretada em razão da magnitude da lesão desde que. 31: é um art. A informação deve ter potencialidade lesiva. ainda que primário e de bons antecedentes. de 2 (dois) a 6 (seis) anos. a prisão preventiva do acusado da prática de crime previsto nesta lei poderá ser decretada em razão da magnitude da lesão causada (VETADO). nem apelar antes de ser recolhido à prisão. inútil. pois se há motivos para a prisão preventiva não existe fiança: ATENÇÃO: tomar cuidado. A tentativa é possível na forma plurissubsistente (ex: por escrito). Sujeito ativo: qualquer pessoa. desde que não seja IF: Art.Art. segundo a doutrina.Reclusão. Tipo subjetivo: dolo genérico de divulgar. Distinção de crimes: -se a divulgação tiver por finalidade levar devedor em recuperação judicial à falência ou se for com objetivo de obter vantagem com a empresa devedora. Sujeito passivo: o Estado. Sem prejuízo do disposto no art. Se for verdadeira e completa não há o crime. com o fim de levá-lo à falência ou de obter vantagem: LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . juntamente. O crime só existe se a informação for falsa ou incompleta.

e multa. se sim participação de pessoa estranhas a administração da IF (Delmanto. apenas como partícipe (STJ Ação Penal nº 481). Sujeito ativo: somente o administrador da IF. isolado. 2ª corrente: é crime de mão-própria. ou ocultando fraudulentamente fato a ela relativo: Pena . em prospecto ou em comunicação ao público ou à assembléia. Sujeito passivo: o Estado. dirigir) fraudulentamente (ex: caixa dois. se o fato não constitui crime contra a economia popular. e multa. Discussão: é crime próprio ou de mão-própria? Resposta: duas correntes: 1ª corrente (majoritária): é crime próprio. independentemente da ocorrência de prejuízo (STF e STJ). Para a doutrina é crime de perigo concreto. 4º. de 3 (três) a 12 (doze) anos. ou seja. a IF prejudicada e terceiros prejudicados. é fato atípico. não admite co-autoria.reclusão. Art. 177. -se a informação falsa for sobre S/A que não seja IF. o crime será do art. CP: Art. Consumação e tentativa: é crime formal e se consuma com a simples conduta de gestão fraudulenta. Se a gestão é temerária: Pena . ou seja. Discussão: É crime habitual ou instantâneo? Resposta: duas correntes: 1ª corrente: é crime habitual. Tipo subjetivo: dolo genérico.Reclusão. exige a reiteração de atos fraudulentos. de um a quatro anos. 177 . LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . Admite concurso de pessoas estranhas à função.Reclusão. de 2 (dois) a 8 (oito) anos. ATENÇÃO: conselheiro estatutário que não tem poderes de gerir a IF não pode cometer este crime sozinho. ou seja. Parágrafo único. Um único ato fraudulento. simulação de empréstimo em benefício próprio). É crime próprio que exige qualidade especial do sujeito ativo. 4º Gerir fraudulentamente instituição financeira: Pena . e multa. de 2 (dois) a 4 (quatro) anos.Promover a fundação de sociedade por ações. fazendo. Admite co-autoria e participação de quem não é o administrador da IF (Nucci). STF HC 95515.228 Pena – reclusão. deve existir a probabilidade de dano (Delmanto). “caput”: É O DELITO MAIS IMPORTANTE DA LEI: trata do delito de gestão fraudulenta: Art. Tipo objetivo: “gerir” (administrar. LFG). gerenciar. e multa. afirmação falsa sobre a constituição da sociedade.

CUIDADO: É possível o concurso formal entre crime de gestão fraudulenta e crime falimentar. 5º: Art. segundo o STJ no HC 61870 e REsp 575684. É majoritário o entendimento de ser crime doloso. 64. Parágrafo único. CUIDADO: o STF.de pessoa jurídica liquidada de fato ou sem representação regular. III . Nesse sentido. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .de pessoa física ou de pessoa jurídica inexistente. quaisquer das pessoas mencionadas no art. II . admitiu a forma culposa deste delito (STF RHC 7982). solicitar ao Departamento da Receita Federal a confirmação do número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas ou no Cadastro Geral de Contribuintes. Tipo subjetivo: é doloso.Reclusão. caput. de dinheiro. e multa. por força do disposto no art. 4º. Tipo objetivo: a conduta é “gerir” de forma temerária (perigoso. 25 desta lei. Toda a doutrina diz que este tipo penal é inconstitucional. Gestão temerária: art. para a doutrina. 64. Consumação e tentativa: vide art. haverá concurso necessário de crimes. mas. 4º. mas sim habitual impróprio. ferindo o princípio da taxatividade (Delmanto). caracterizando culpa. Para o STF e STJ. STJ HC 39908 e Nucci. pois é vago e impreciso. Art. valor ou qualquer outro bem móvel de que tem a posse. um único ato fraudulento que possa causar dano a IF já configura o crime de gestão fraudulenta. o legislador foi infeliz na redação. pois “temerária” significa imprudência. ou desviá-lo em proveito próprio ou alheio: Pena . Responderão como co-autores de crime de falsidade o gerente e o administrador de instituição financeira ou assemelhadas que concorrerem para que seja aberta conta ou movimentados recursos sob nome: I . 229 ou seja. da lei 8383/91: Art.falso. o dispositivo é constitucional. ATENÇÃO: se forem utilizados documentos falsos no delito de gestão fraudulenta. Ex: empréstimo milionário feito a um credor sem qualquer garantia. § único: Sujeitos ativo e passivo: vide art. de 2 (dois) a 6 (seis) anos. arriscado. É facultado às instituições financeiras e às assemelhadas. 4º. “caput”. 5º Apropriar-se. imprudente).2ª corrente (majoritária): não é crime habitual próprio. recentemente. título.

sem autorização de quem de direito. e multa. 25 desta lei. Sujeito ativo: crime comum (qualquer pessoa: majoritário). sonegando-lhe informação ou prestando-a falsamente: Pena . A mera detenção não é discutida pela doutrina (lacuna). a IF. Tipo objetivo: induzir (levar alguém) ou manter em erro. valor o qualquer outro bem móvel (prevalece o entendimento que os bens podem pertencer à terceira pessoa também). Tipo objetivo: apropriar-se (assenhorar-se com ânimo definitivo) e desviar (dar destinação errada) a dinheiro. investidor ou repartição pública competente. de 2 (dois) a 6 (seis) anos. relativamente a operação ou situação financeira. a mera detenção não configura este crime. diretor (é crime próprio). É crime de forma vinculada: “sonegando-lhe informação ou prestando-lhe informação falsa” sobre operação financeira ou situação financeira. Sujeito passivo: o Estado. caso não haja. 25 (crime próprio).Reclusão. Sujeito ativo: administrador. Consumação e tentativa: Art. Art.230 Parágrafo único. título ou qualquer outro bem móvel ou imóvel de que tem a posse. o delito será o tipificado no CP (peculato). não resta configurado este delito. Há doutrina que entende ser crime próprio. interventor. 11: caixa-dois: crime importante: Art.Reclusão. repartição pública competente ou a pessoa prejudicada financeiramente. 6º: Art. 11. Incorre na mesma pena qualquer das pessoas mencionadas no art. de 1 (um) a 5 (cinco) anos. Sujeito passivo: o Estado. e multa. investidor. Para o professor. Deve existir a posse lícita do bem. Manter ou movimentar recurso ou valor paralelamente à contabilidade exigida pela legislação: Pena . Se o sujeito ativo for funcionário público. 6º Induzir ou manter em erro. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . título. Sujeito ativo: somente as pessoas do art. a IF e a pessoa prejudicada pela conduta. sócio. A tentativa é possível na forma plurissubsistente. Tipo subjetivo: dolo genérico. Tipo subjetivo: dolo Consumação e tentativa: no momento da inversão da posse (na conduta apropriar-se) ou com o desvio (na conduta desviar) em proveito próprio ou alheio. sócio. que negociar direito.

Sujeito passivo: a IF lesada e o Estado. recursos provenientes de financiamento concedido por instituição financeira oficial ou por instituição credenciada (particular) para repassá-lo: Pena . 19. Parágrafo único. perfeitamente. Tipo objetivo: obter (conseguir) financiamento (valor a ser pago posteriormente) em IF. Aplicar. Consumação e tentativa: é crime material (se consuma com a obtenção do financiamento fraudulento). A pena é aumentada de 1/3 (um terço) se o crime é cometido em detrimento de instituição financeira oficial ou por ela credenciada para o repasse de financiamento. ATENÇÃO: A utilização de passaporte para obter empréstimo não configura este delito (STF HC 92279). e multa. de 2 (dois) a 6 (seis) anos. Tipo subjetivo: dolo genérico. Sujeito ativo: LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . Consumação e tentativa: é crime formal. podendo ocorrer um delito falimentar. não configura este crime. financiamento em instituição financeira: Pena . a pessoa prejudicada pela contabilidade paralela. Na conduta “manter” o crime é habitual. *Ver STJ REsp 689900.Reclusão. 19: Art. 20: Art. possível. Art. 231 Tipo objetivo: manter (conservar) ou movimentar (fazer girar a contabilidade paralela). de 2 (dois) a 6 (seis) anos. em finalidade diversa da prevista em lei ou contrato. Deve ser cometido mediante fraude. Tipo subjetivo: dolo.Reclusão. Não se exige prejuízos a terceiros. Art. na conduta de “movimentar” o crime não é habitual.Sujeito passivo: o Estado e eventualmente. Empréstimo (o valor emprestado não tem destinação específica) não é financiamento (o valor financiado tem destinação específica) (STJ CC 88615). ATENÇÃO: se esta conduta não for praticada em IF. Pode haver concurso de delitos. Obter. e multa. A tentativa é. 20. Sujeito ativo: qualquer pessoa. Admite a tentativa na forma plurissubsistente. mediante fraude.

101/05 revogou o DL 7661/45. 21: 232 Tipo objetivo: o recurso é obtido licitamente. e multa. A competência para julgar o crime do art. a saída de moeda ou divisa para o exterior. A expressão “não autorizada” é norma penal em branco.Detenção. ilegal) com fim especial de promover a evasão de divisas. Atribuir-se. sonega informação que devia prestar ou presta informação falsa. Parágrafo único. 22: evasão de divisas: importante: Art. Consumação e tentativa: se consuma com a simples operação ilegal de câmbio.. É crime formal (STF e STJ).Sujeito passivo: estabelecido em lei ou contrato (STJ RHC 10549). promove. 22. Incorre na mesma pena quem. ou atribuir a terceiro. 22) LEI 11101/05 . e multa. Tipo objetivo: efetuar (realizar) operação de câmbio (conversão de moeda de um país para outro) não autorizada (clandestina. Sujeito passivo: o Estado. Incorre na mesma pena quem. mas depois é utilizado em finalidade diversa do Art.Reclusão. com o fim de promover evasão de divisas do País: Pena . Art. para o mesmo fim. Efetuar operação de câmbio não autorizada. de 2 (dois) a 6 (seis) anos. falsa identidade. 22 é do juiz do local onde ocorreu a operação ilegal de câmbio (STJ CC 90051)..CRIMES FALIMENTARES LEI 11. Sujeito ativo: qualquer pessoa. sem autorização legal. Tipo subjetivo: Consumação e tentativa: Art. Parágrafo único.). ainda que não ocorra evasão (basta a finalidade de evasão). 21. A tentativa é possível se o agente não consegue efetuar operação de câmbio por circunstâncias alheias a sua vontade. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . Tipo subjetivo: dolo específico (com o fim de. para realização de operação de câmbio: Pena . a qualquer título. de 1 (um) a 4 (quatro) anos. ou nele mantiver depósitos não declarados à repartição federal competente.

ATENÇÃO: Para o STJ (HC 56368). LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . o juiz civil falimentar não tem competência para decretar medida cautelar de âmbito processual penal (ofensa ao devido processo legal) e. 99. o perigo de falência ou objetivo de fraudar o processo falimentar ou de recuperação. entidade de previdência complementar. doravante referidos simplesmente como devedor. ainda. sociedade operadora de plano de assistência à saúde. II – instituição financeira pública ou privada. sociedade de capitalização e outras entidades legalmente equiparadas às anteriores. sociedade seguradora. Todos os crimes objetivam um resultado único. 2o Esta Lei não se aplica a: I – empresa pública e sociedade de economia mista. Neste caso. Não há nenhum crime falimentar culposo. este princípio não se aplica aos crimes conexos não-falimentares. cooperativa de crédito. 2º: Art. Elemento subjetivo nos crimes falimentares: são todos dolosos. pois na verdade é hipótese “disfarçada” de prisão civil por dívidas. VII: para a doutrina esta prisão é inconstitucional. consórcio. sendo decretada somente com base na prática de crime falimentar. a característica essencial do crime falimentar é a sua unidade: se o agente cometer mais de um crime falimentar aplica-se apenas o delito mais grave. 1º: Art.233 I)Abrangência da nova lei de falências: art. aplica-se a regra do concurso de crimes. ou seja. Art. Prisão preventiva: art. Princípio da unicidade penal falimentar: para Fábio Ulhôa Coelho. a recuperação extrajudicial e a falência do empresário e da sociedade empresária. não há fundamento cautelar desta prisão preventiva. 1o Esta Lei disciplina a recuperação judicial.

deve haver. observado o disposto no § 1o do art. relação nominal dos credores. 22 desta Lei sem prejuízo do disposto na alínea a do inciso II do caput do art. XII – determinará. no prazo máximo de 5 (cinco) dias. O juiz ordenará a publicação de edital contendo a íntegra da decisão que decreta a falência e a relação de credores. do pedido de recuperação judicial ou do 1o (primeiro) protesto por falta de pagamento. conjuntamente. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . VI – proibirá a prática de qualquer ato de disposição ou oneração de bens do falido. dentre outras determinações: I – conterá a síntese do pedido. para esta finalidade. XIII – ordenará a intimação do Ministério Público e a comunicação por carta às Fazendas Públicas Federal e de todos os Estados e Municípios em que o devedor tiver estabelecimento. V – ordenará a suspensão de todas as ações ou execuções contra o falido. 99. a convocação da assembléia-geral de credores para a constituição de Comitê de Credores. podendo ordenar a prisão preventiva do falido ou de seus administradores quando requerida com fundamento em provas da prática de crime definido nesta Lei. quando entender conveniente. 7o desta Lei. para que conste a expressão "Falido". 35 desta Lei. sem poder retrotraí-lo por mais de 90 (noventa) dias contados do pedido de falência. os protestos que tenham sido cancelados. 312. VIII – ordenará ao Registro Público de Empresas que proceda à anotação da falência no registro do devedor. III – ordenará ao falido que apresente. indicando endereço. IX – nomeará o administrador judicial. II – fixará o termo legal da falência. 6o desta Lei. XI – pronunciar-se-á a respeito da continuação provisória das atividades do falido com o administrador judicial ou da lacração dos estabelecimentos. submetendo-os preliminarmente à autorização judicial e do Comitê. que desempenhará suas funções na forma do inciso III do caput do art. podendo ainda autorizar a manutenção do Comitê eventualmente em funcionamento na recuperação judicial quando da decretação da falência.234 Para o STF. importância. ressalvadas as hipóteses previstas nos §§ 1o e 2o do art. A sentença que decretar a falência do devedor. excluindo-se. se esta já não se encontrar nos autos. algum requisito do art. a data da decretação da falência e a inabilitação de que trata o art. do CPP para esta prisão ser considerada legal: Art. sob pena de desobediência. se houver. natureza e classificação dos respectivos créditos. VII – determinará as diligências necessárias para salvaguardar os interesses das partes envolvidas. para que tomem conhecimento da falência. 102 desta Lei. 109 desta Lei. X – determinará a expedição de ofícios aos órgãos e repartições públicas e outras entidades para que informem a existência de bens e direitos do falido. a identificação do falido e os nomes dos que forem a esse tempo seus administradores. IV – explicitará o prazo para as habilitações de crédito. ressalvados os bens cuja venda faça parte das atividades normais do devedor se autorizada a continuação provisória nos termos do inciso XI do caput deste artigo. observado o disposto no art. Parágrafo único.

essa pena será aumentada até metade. 29. na hipótese de ter sido previsível o resultado mais grave.Quem. de 11.1984) Art. este art. esta sentença só é condição objetiva de punibilidade quando o crime for praticado antes dela. de 11. Quando crime for praticado depois da sentença. na recuperação judicial e na recuperação extrajudicial de sociedades. a pena pode ser diminuída de um sexto a um terço. Para Nucci.209. diretores. 179: equipara ao empresário devedor os sócios. falta condição objetiva de punibilidade nos crimes falimentares. (Redação dada pela Lei nº 7.235 Art. conselheiros em caso de crimes falimentares: Art. A sentença que decreta a falência. (Redação dada pela Lei nº 7. ser-lhe-á aplicada a pena deste. Condição objetiva de punibilidade = é uma condição exterior a conduta do agente. concorre para o crime incide nas penas a este cominadas.Se algum dos concorrentes quis participar de crime menos grave. 180. O infrator não poderá ser punido pelo crime falimentar: Art.209. CP já faz previsão: Art. (Redação dada pela Lei nº 7. não abrangida pelo dolo ou culpa da agente. 163 desta Lei é condição objetiva de punibilidade (NATUREZA JURÍDICA) das infrações penais descritas nesta Lei. Não havendo estas sentenças. Na falência.7. de fato ou de direito.1984) § 2º .7. de 11. diretores. pois o art. É aplicável a todos os crimes falimentares. de qualquer modo. mas é requisito para que possa ocorrer a punição pelo delito. bem como o administrador judicial. Para Nucci.7. os seus sócios. na medida de sua culpabilidade. administradores e conselheiros. na medida de sua culpabilidade. gerentes.1984) § 1º . é inútil. 29 . 180: polêmico: se não houver sentença declaratória de falência ou sentença concessiva de recuperação judicial ou extrajudicial. esta será pressuposto do crime. concede a recuperação judicial ou concede a recuperação extrajudicial de que trata o art. gerentes.Se a participação for de menor importância. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . administrador judicial. não integra o tipo penal. equiparam-se ao devedor ou falido para todos os efeitos penais decorrentes desta Lei.209. 179.

.Código Penal. há uma causa especial no art. mas sim de acordo com as situações acima mencionadas.1984) III .1984) I . .236 Art. de 7 de dezembro de 1940 . de 11. CP): súmula 592. da data em que o fato se tornou conhecido. APLICAM-SE AS CAUSAS INTERRUPTIVAS DA PRESCRIÇÃO. da concessão da recuperação judicial ou da homologação do plano de recuperação extrajudicial. a regra nova não retroage.7.209. 117.1984) IV .7. A decretação da falência do devedor interrompe a prescrição cuja contagem tenha iniciado com a concessão da recuperação judicial ou com a homologação do plano de recuperação extrajudicial. Na lei anterior. (Redação dada pela Lei nº 7.7.1984) II . o prazo era de 2 anos. antes de transitar em julgado a sentença final.1984) Causas interruptivas aplicáveis (art.209. -Prazo: o mesmo do CP. aplicando-se somente aos crimes cometidos na vigência da nova lei falências (STJ e STF). começando a correr do dia da decretação da falência.homologação do plano de recuperação judicial.nos de bigamia e nos de falsificação ou alteração de assentamento do registro civil. Portanto.nos crimes permanentes.no caso de tentativa. 182: prescrição: Art. de 11. do dia em que cessou a permanência. § único. (Redação dada pela Lei nº 7. 182. começa a correr: (Redação dada pela Lei nº 7.209. do dia em que cessou a atividade criminosa.7.848. CP: Art. de 11. O prazo começa a ser contado da: . STF: porém. (Redação dada pela Lei nº 7.7. (Redação dada pela Lei nº 7. 111 . PREVISTAS NO CÓDIGO PENAL.A prescrição. *o prazo prescricional não começa a ser computado da data do crime.concessão da recuperação judicial ou. Se o crime for praticado depois dessas sentenças.do dia em que o crime se consumou. Parágrafo único. aplica-se o art. A prescrição dos crimes previstos nesta Lei reger-se-á pelas disposições do Decreto-Lei no 2.209.209. lei 11. 111.decretação da falência. de 11. de 11.101/05: Súmula 592 NOS CRIMES FALIMENTARES. 182. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .

embora previsão do art. Com isso. 184: Art.237 . Prazo: art. A vítima pode propor essa ação subsidiária? Resposta: duas correntes: 1ª corrente: sim. segundo o STF. Parágrafo único. pois os estados membros podem estabelecer regras de organização judiciária locais. Decorrido o prazo a que se refere o art. § 1 o. O STF decidiu que este dispositivo é constitucional. §1º: LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . Os crimes previstos nesta Lei são de ação penal pública incondicionada. concedida a recuperação judicial ou homologado o plano de recuperação extrajudicial. entende-se que. Legitimados para propor ação privada subsidiária da pública: -credor habilitado (determinado pelo administrador judicial ou pelo juiz). Art. as leis estaduais que dispõem o contrário são constitucionais. -administrador judicial. Compete ao juiz criminal da jurisdição onde tenha sido decretada a falência. pois não há previsão legal. 183. a lei estadual nº 3947/83 (art. 183: Art. qualquer credor habilitado ou o administrador judicial poderá oferecer ação penal privada subsidiária da pública. 183 da lei 11. CUIDADO: em SP.interrupção da prazo com a decretação da falência depois de concedida a recuperação ou homologação de plano de recuperação. sem que o representante do Ministério Público ofereça denúncia. *Não há posição predominante. observado o prazo decadencial de 6 (seis) meses. 184. 187. 2ª corrente: a vítima não pode.101/05. conhecer da ação penal pelos crimes previstos nesta Lei. 15) dispõe que quem julga crime falimentar é o juiz cível da falência. 187. Competência: art.

promoverá imediatamente a competente ação penal ou. 200.661.661.661.719/08. Ressalvado o disposto no art. § 3o No caso do § 2o deste artigo. 46 do Decreto-Lei no 3. do CP que previam o procedimento: Art. (incluído pela Lei nº 11. 99 desta Lei. em seguida. Art. se deferido o processamento da recuperação judicial. o processo de concordata será extinto e os créditos submetidos à concordata serão inscritos por seu valor original na recuperação judicial.238 Art. até a decretação.689. o disposto no art. de 3 de outubro de 1941 . podendo ser promovida a alienação dos bens da massa falida assim que concluída sua arrecadação. será competência do JECrim e procedimento sumaríssimo: LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . o Ministério Público. § 4o Esta Lei aplica-se às falências decretadas em sua vigência resultantes de convolação de concordatas ou de pedidos de falência anteriores. 187. deduzidas as parcelas pagas pelo concordatário. LF: Art. se entender necessário. que serão concluídos nos termos do Decreto-Lei no 7. contudo. às quais se aplica. Se o crime falimentar for de menor potencial ofensivo. vedado. § 1o Fica vedada a concessão de concordata suspensiva nos processos de falência em curso. cujos resultados reverterão em favor da massa. o Decreto-Lei no 7. ficam revogados o Decreto-Lei no 7.Código de Processo Penal. verificando a ocorrência de qualquer crime previsto nesta Lei. Intimado da sentença que decreta a falência ou concede a recuperação judicial. 192 desta Lei. de 2005) Com a lei 11. 503 a 512 do Decreto-Lei no 3. o art. Assim sendo.689. 200: revogação dos arts. 192. porém o § 2º faz uma ressalva importante sobre a aplicação da lei especial. de 21 de junho de 1945. na decisão que decretar a falência. deve-se aplicar sempre o procedimento sumário nos crimes falimentares. decidir aguardar a apresentação da exposição circunstanciada (relatório do administrador judicial) de que trata o art. 394 do CPP alterou a previsão sobre os procedimentos. observado. independente da pena cominada. de 3 de outubro de 1941 Código de Processo Penal. salvo se o Ministério Público. 186 desta Lei. oferecer a denúncia em 15 (quinze) dias.127. e os arts. Esta Lei não se aplica aos processos de falência ou de concordata ajuizados anteriormente ao início de sua vigência. Procedimento: Art. § 5o O juiz poderá autorizar a locação ou arrendamento de bens imóveis ou móveis a fim de evitar a sua deterioração. estando o réu solto ou afiançado. o pedido baseado no plano especial de recuperação judicial para microempresas e empresas de pequeno porte a que se refere a Seção V do Capítulo III desta Lei. de 21 de junho de 1945. requisitará a abertura de inquérito policial. § 1o O prazo para oferecimento da denúncia regula-se pelo art. devendo. § 2o A existência de pedido de concordata anterior à vigência desta Lei não obsta o pedido de recuperação judicial pelo devedor que não houver descumprido obrigação no âmbito da concordata. 192. de 21 de junho de 1945. independentemente da formação do quadro-geral de credores e da conclusão do inquérito judicial.

§ 2o Aplica-se a todos os processos o procedimento comum. .sumário. § 4o As disposições dos arts.719. (Incluído pela Lei nº 11. de 2008).Protocolo de São Salvador LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários .Declaração de Direitos Humanos. . de 2008).sumaríssimo.ordinário. o procedimento observará as disposições estabelecidas nos arts. § 1o O procedimento comum será ordinário. de 2008). de 2008). 406 a 497 deste Código.719.719.Pacto Internacional dos direitos civis e políticos .719.719. (Incluído pela Lei nº 11.1. § 5o Aplicam-se subsidiariamente aos procedimentos especial. sumário e sumaríssimo as disposições do procedimento ordinário.Pacto Internacional dos direitos 1. quando tiver por objeto crime cuja sanção máxima cominada seja inferior a 4 (quatro) anos de pena privativa de liberdade. SISTEMA GLOBAL .Pacto de São Jose da Costa Rica – tratado dos direitos de 1ª geração . O procedimento será comum ou especial. de 2008). de 2008). ainda que não regulados neste Código. . sumário ou sumaríssimo: (Incluído pela Lei nº 11. quando tiver por objeto crime cuja sanção máxima cominada for igual ou superior a 4 (quatro) anos de pena privativa de liberdade.719. (Redação dada pela Lei nº 11. 394. 395 a 398 deste Código aplicam-se a todos os procedimentos penais de primeiro grau.719. I . para as infrações penais de menor potencial ofensivo. salvo disposições em contrário deste Código ou de lei especial.Carta da OEA. na forma da lei. 24) DECRETO 678/92 PACTO DE SAN JOSÉ DA COSTA RICA (CONVENÇÃO AMERICANA SOBRE DIREITOS HUMANOS) 1. (Incluído pela Lei nº 11. . II .719. Pegar os crimes no material de aula.2. III . (Incluído pela Lei nº 11. § 3o Nos processos de competência do Tribunal do Júri. SISTEMA DE PROTEÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS 1. de 2008). de 2008). de 2008). (Incluído pela Lei nº 11.719. (Incluído pela Lei nº 11. (Incluído pela Lei nº 11.Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem .239 Art. SISTEMA REGIONAL .Carta da ONU.

240 2. CONVENÇÃO AMERICANA SOBRE DIREITOS HUMANOS – HISTÓRIA E DATAS - NASCE EM 1969; - NOME TÉCNICO: “CONVENÇÃO AMERICANA SOBRE DIREITOS HUMANOS”. - ENTROU EM VIGOR EM 1978; - FOI RATIFICADO PELO BRASIL EM 1992. 3. ESTRUTURA É dividido em duas partes: 3.1. PARTE I - elenca os direitos civis e políticos dos cidadãos do Continente Americano; - traz a parte de direito material. 3.2. PARTE II - elenca os meios processuais de se exercer os direitos trazidos na primeira parte perante uma instância ou corte internacional; - traz, portanto, a parte de direito processual. 4. GERAÇÃO DE DIREITOS 4.1. 1ª GERAÇÃO - liberdade; - direitos civis e políticos; 4.2. 2ª GERAÇÃO - igualdade; - direitos econômicos, sociais e culturais. 4.3. 3ª GERAÇÃO - fraternidade; - direitos de grupos e/ou coletividades

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241 - NO SISTEMA INTERAMERICANO NÃO SE CHEGOU AINDA A UMA 3ª GERAÇÃO. NÃO EXISTEM DIREITOS DE CUNHO ECONÔMICO, SOCIAL E DE COLETIVIDADE NO PACTO DE SAN JOSÉ DA COSTA RICA. - O PACTO CUIDA DOS DIREITOS DE 1ª GERAÇÃO. SEU PROTOCOLO (Protocolo de São Salvador) IRÁ CUIDAR DOS DIREITOS DE 3ª GERAÇÃO. - O QUE SE TEM NO ART. 26 DO PACTO É UMA PREVISÃO GENÉRICA DE QUE OS DIREITOS DE 2ª GERAÇÃO VIRÃO A SER TUTELADOS. 5. ÓRGÃOS DO PACTO DE SAN JOSÉ DA COSTA RICA – PROCESSAMENTO DO ESTADO NO SISTEMA INTERAMERICANO 5.1. COMISSÃO INTERAMERICANA DE DIREITOS HUMANOS (Washington-EUA) É o órgão responsável pelo recebimento das petições ou comunicações pessoais de vítimas de violação de direitos humanos perpetrada pelos Estados-partes no Pacto de San José. Isto porque no Sistema Interamericano não existe a possibilidade de a parte ingressar com sua queixa diretamente à Corte Interamericana de Direitos Humanos, devendo, OBRIGATORIAMENTE, submeter-se ao juízo de admissibilidade feito pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos. É onde se deve ingressar primeiramente. Não se ingressa diretamente na Corte. Primeiro se provoca a Comissão, que posteriormente irá acionar a Corte. 5.2. CORTE INTERAMERICANA DE DIREITOS HUMANOS (San José – Costa Rica) Se a Comissão se convencer, após o procedimento previsto no próprio Pacto de San José, de que o caso foi efetivamente de violação da Convenção, ela (Comissão) poderá submetê-lo à apreciação da Corte Interamericana. A Corte, por sua vez, passada a fase de instrução, julga o Estado e profere sentença, a qual, nos termos do art. 67 do Pacto de San José, é definitiva e inapelável. NÃO HÁ RECURSO DA SENTENÇA DA CORTE INTERAMERICANA DE DIREITOS HUMANOS. Essa sentença pode se constituir em duas ações para o Estado: A) vobrigação de fazer ao Estado;

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B) indenização pecuniária – será uma sentença ilíquida, que deverá ser liquidada e executada pelo Juiz Federal da comarca de domicílio da vítima.

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ANTES DE SE CHEGAR AO JUIZ FEDERAL, ESSA DECISÃO NÃO PRECISARIA PASSAR PELA HOMOLOGAÇÃO DO STJ, CONFORME PREVISÃO CONSTITUCIONAL (ART. 105, I, “i”, CF)? 1ª POSIÇÃO (STF): sentença estrangeira é toda aquela que não é nacional. Portanto 2ª POSIÇÃO (DOUTRINA MAJORITÁRIA POSIÇÃO A SER ADOTADA EM CONCURSO): sentença estrangeira é aquela proferida por um judiciário de outro país. Diferente das decisões da Corte Interamericana, que é uma sentença internacional. PORTANTO, AS SENTENÇAS DA CORTE INTERAMERICANA DE DIREITOS HUMANOS NÃO PRECISAM SER HOMOLOGADAS PELO STJ, POIS SE ENQUADRAM COMO SENTENÇA INTERNACIONAL E NÃO ESTRANGEIRA. 6. DIREITOS TRAZIDOS PELO PACTO 6.1. DIREITO A TER DIREITOS (ART. 1º) - traz idéias de cunho filosófico. 6.2. DIREITO À VIDA (ART. 4º) “Artigo 4º - Direito à vida 1. Toda pessoa tem o direito de que se respeite sua vida. Esse direito deve ser protegido pela lei e, em geral, desde o momento da concepção. Ninguém pode ser privado da vida arbitrariamente. 2. Nos países que não houverem abolido a pena de morte, esta só poderá ser imposta pelos delitos mais graves, em cumprimento de sentença final de tribunal competentes e em conformidade com a lei que estabeleça tal pena, promulgada antes de haver o delito sido cometido. Tampouco se estenderá sua aplicação a delitos aos quais não se aplique atualmente. (MEDIDA POLÍTICA, QUE DEIXOU ALGUNS ESTADOS CONFORTÁVEIS EM RATIFICAR O PRESENTE PACTO. OUTRA MEDIDA POLÍTICA QUE AGRADOU MUITOS ESTADOS FOI O FATO DE QUE A CORTE JAMAIS PUNIRIA OS ESTADOS QUE RATIFICASSEM O PACTO, FUNCIONANDO TÃO SOMENTE

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COMO ÓRGÃO CONSULTIVO. A competência contenciosa só será aplicada se o Estado assim se submeter expressamente)

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3. NÃO SE PODE RESTABELECER A PENA DE MORTE NOS ESTADOS QUE A HAJAM ABOLIDO. (PRINCÍPIO DA VEDAÇÃO DO RETROCESSO) 4. Em nenhum caso pode a pena de morte ser aplicada a delitos políticos, nem a delitos comuns conexos com delitos políticos. 5. Não se deve impor a pena de morte a pessoa que, no momento da perpetração do delito, for menor de dezoito anos, ou maior de setenta, nem aplicá-la a mulher em estado de gravidez. 6. Toda pessoa condenada à morte tem direito a solicitar anistia, indulto ou comutação da pena, os quais podem ser concedidos em todos os caos. Não se pode executar a pena de morte enquanto o pedido estiver pendente de decisão ante a autoridade competentes.” “PRINCÍPIO DA VEDAÇÃO DO RETROCESSO”: o Estado nunca pode retroceder no que tange a concessão de direitos. Ex: Se o Brasil subtrair a pena de morte em caso de guerra declarada, jamais, vindo a se arrepender futuramente, poderá retornar com essa medida, que consistiria retrocesso de direitos. POSIÇÃO DO PACTO DE SAN JOSÉ DA COSTA RICA - os tratados internacionais de direitos humanos anteriores ao §3º do art. 5º da CF, serão considerados supralegais. - dessa forma, as normas legais deverão passar por uma DUPLA COMPATIBILIDADE: 1ª COMPATIBILIDADE: deve haver compatibilidade da norma legal com a norma constitucional; 2ª COMPATIBILIDADE: deve haver compatibilidade da norma legal com os Tratados Internacionais de Direitos Humanos (anteriores ao §3º do art. 5º da CF), que passaram a ser considerados norma supralegal. Portanto, a norma legal deve estar compatível com a norma supralegal e com a norma constitucional. PORTANTO, O PACTO DE SAN JOSÉ DA COSTA RICA, EM CONFLITO COM A LEI PENAL OU PROCESSUAL PENAL BRASILEIRA, IRÁ PREVALECER SOBRE ESTAS LEIS.

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Direito à liberdade pessoal 7. Toda pessoa terá o direito de ser ouvida. As penas privativas de liberdade devem Ter por finalidade essencial a reforma e a readaptação social dos condenados. fiscal ou de qualquer outra natureza.” “Artigo 7º . A pena não pode passar da pessoa do delinquente. 2. psíquica e moral. (SÓ A POSSIBILIDADE DA PRISÃO DO DEVEDOR DE ALIMENTOS – RE 466343 – impossibilidade atual da prisão civil do depositário infiel) “Artigo 8º . para seu tratamento. Ninguém deve ser detido por dívidas. 6. 4. salvo em circunstâncias excepcionais. estabelecido anteriormente por lei. 3. com as devidas garantias e dentro de um prazo razoável. com a maior rapidez possível. PSJCR “Artigo 5º . ou na determinação de seus direitos e obrigações de caráter civil. 5. 5ª. independente e imparcial. por um juiz ou Tribunal competente.Direito à integridade pessoal 1.3. Toda pessoa privada de liberdade deve ser tratada com o respeito devido à dignidade inerente ao ser humano. trabalhista. DIREITO A INTEGRIDADE PESSOAL – ART.244 6. e devem ser submetidos a tratamento adequado à sua condição de pessoas não condenadas. LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . Toda pessoa tem direito a que se respeite sua integridade física. TODA PESSOA ACUSADA DE UM DELITO TEM DIREITO A QUE SE PRESUMA SUA INOCÊNCIA. Este princípio não limita os mandatos de autoridade judiciária competente expedidos em virtude de inadimplemente de obrigação alimentar. quando puderem ser processados. devem ser separados dos adultos e conduzidos a tribunal especializado. ENQUANTO NÃO FOR LEGALMENTE COMPROVADA SUA CULPA.GARANTIAS JUDICIAIS 1. 2. na apuração de qualquer acusação penal formulada contra ela. desumanos ou degradantes. nem a penas ou tratos cruéis. Os menores. Os processados devem ficar separados dos condenados. Ninguém deve ser submetido a torturas.

O acusado absolvido por sentença transitada em julgado não poderá ser submetido a novo processo pelos mesmos fatos. direito do acusado de ser assistido gratuitamente por um tradutor ou intérprete. TODA PESSOA TEM DIREITO. A confissão do acusado só é válida se feita sem coação de nenhuma natureza. 3. 9.DURANTE O PROCESSO. 7. segundo a legislação interna. de outras pessoas que possam lançar luz sobre os fatos. 4. 6. (é o duplo grau de jurisdição expressamente previsto). direito da defesa de inquirir as testemunhas presentes no Tribunal e de obter o comparecimento. concessão ao acusado do tempo e dos meios necessários à preparação de sua defesa. ÀS SEGUINTES GARANTIAS MÍNIMAS: 245 h) DIREITO DE RECORRER DA SENTENÇA A JUIZ OU TRIBUNAL SUPERIOR. como testemunhas ou peritos. 5.” LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL vários . 11. livremente e em particular. O processo penal deve ser público. caso não compreenda ou não fale a língua do juízo ou tribunal. se o acusado não se defender ele próprio. salvo no que for necessário para preservar os interesses da justiça. e 10. comunicação prévia e pormenorizada ao acusado da acusação formulada. direito de não ser obrigada a depor contra si mesma. com seu defensor. direito ao acusado de defender-se pessoalmente ou de ser assistido por um defensor de sua escolha e de comunicar-se. direito de recorrer da sentença a juiz ou tribunal superior. EM PLENA IGUALDADE. 8. direito irrenunciável de ser assistido por um defensor proporcionado pelo Estado. 13. nem nomear defensor dentro do prazo estabelecido pela lei. 12. nem a confessar-se culpada. remunerado ou não.

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