Políticas de Igualdade e Incidência Política

Caderno da comunidade

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Políticas de Igualdade e Incidência Política
Caderno da comunidade

São Paulo – 2010

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Projeto Segurança Humana – Eixo Comunidade
UNFPA é o organismo da ONU – Organização das Nações Unidas responsável por questões populacionais. Trata-se de uma agência de cooperação internacional para o desenvolvimento que promove o direito de cada mulher, homem, jovem e criança de viver uma vida saudável, com igualdade de oportunidades para todos. Contribui para assegurar que todas as gestações sejam desejadas, os partos sejam seguros, todos os jovens fiquem livres do HIV/aids e todas as meninas e mulheres sejam tratadas com dignidade e respeito. ECOS é uma ONG com mais de 20 anos de atuação consolidada na defesa dos direitos humanos, com ênfase nos direitos sexuais e direitos reprodutivos, em especial de adolescentes e jovens, com a perspectiva de erradicar as discriminações relativas a: gênero, orientação sexual, idade, raça/etnia, existência de deficiências, classe social. Os projetos da entidade incluem temas como a gravidez na adolescência, masculinidades, prevenção às doenças sexualmente transmissíveis – DST e do HIV/aids, participação juvenil, prevenção ao uso indevido de drogas e à violência. Coordenação UNPFA: Brasília - Taís Santos Coordenação local: Adelina França Execução: ECOS – Comunicação em Sexualidade Equipe ECOS: Denize Cardoso, Lena Franco, Osmar de Paula Leite, Sandra Pessoa, Sandra Unbehaum, Sylvia Cavasin,Thais Gava, Teo Araujo e Vera Simonetti. Grupo Nuclear do Projeto Segurança Humana: Associação de Moradores do Conjunto Habitacional Casa Branca; Associação Rede Corrente Viva; Centro de Cidadania da Mulher de Itaquera; Conselho de Segurança Comunitário – Conjunto José Bonifácio; EE Prof. Ruth Cabral Troncarelli; Fala Negão/Fala Mulher; Núcleo de Defesa e Convivência da Mulher Viviane dos Santos – AVIB; Obras Conveniadas Dom Bosco;Portal Dom Bosco; Rede de Prevenção e Enfrentamento da Violência contra a Mulher da Zona Leste; União Brasileira de Guardas Mirins e Grupo Nômade. Coordenação do guia Sylvia Cavasin Thais Gava Redação Silvani Arruda Revisão Elizabete Oliveira Edição de arte Dmag Design e Comunicação

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Políticas de Igualdade e Incidência Política. Caderno da Comunidade / São Paulo: ECOS – Comunicação em Sexualidade, 2010. ISBN - 978-85-61808-11-2 1. Comunidade 2. Relações de Gênero 3. Incidência política I. Título Ecos – Comunicação em Sexualidade Rua Araújo, 124 - Vila Buarque - 2º andar - CEP 01220-020 - São Paulo/SP - Brasil Tel.: (11) 3255-1238 e-mail: ecos@ecos.org.br www.ecos.org.br

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Índice
Apresentação do curso
Linha de base

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Módulos
Módulo 1 - Contextualização
Apresentação do curso e contrato de convivência Atividade 1 - O que você faria se... Atividade 2 - Preconceito, discriminação e violências

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Módulo 2 - Equidade e Igualdade
Atividade 3 - Um conceito chamado gênero Atividade 4 - Gênero e violências Atividade 5 - Mediação de conflitos Atividade 6 - Desigualdades raciais e políticas de inclusão

Módulo 3 - Mediação de conflitos
Atividade 7 - Salvando o planeta Terra Atividade 8 - Incidência social e política: passo a passo Atividade 9 - Planejando o futuro Atividade 10 - Comunicação em incidência social e política

Anexos
Marcos Legais e documentos de referência Texto Mediação de Conflito Auto avaliação Avaliação final do curso

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Apresentação
Apresentação do curso
O Projeto Segurança Humana é uma iniciativa conjunta de quatro agências das Nações Unidas: a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), e Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), em parceria com três secretarias do município de São Paulo: Educação, Saúde, Assistência e Desenvolvimento Social e com a organização não governamental ECOS – Comunicação em Sexualidade. Novas parcerias com diferentes secretarias e entidades da sociedade civil foram se estabelecendo gradativamente. O UNFPA - Fundo de População das Nações Unidas e a ECOS – Comunicação em Sexualidade são as organizações responsáveis pelo desenvolvimento de ações sistemáticas voltadas para o fortalecimento da comunidade na busca por relações mais igualitárias e pela garantia de seus direitos. Dessa forma, o curso Políticas de Igualdade e Incidência Política, descrito detalhadamente neste Caderno, tem como objetivo contribuir para a promoção de novos olhares e mudança de percepção de pessoas-chave da comunidade em relação às desigualdades e discriminações – de gênero, raça/etnia, entre as gerações, entre outras – existentes em nossa sociedade. Busca, ainda, estimular a formação de um grupo de incidência social e política para que possa atuar na formulação de novas políticas públicas e exercer controle social das já existentes. O curso tem como público prioritário membros da comunidade interessados e motivados a provocar mudanças nos contextos em que vivem, bem como nas esferas municipal, estadual e federal.

Estrutura
Este curso se inicia com a aplicação de uma linha de base, visando conhecer as percepções das e dos participantes nos temas Políticas de Igualdade e Incidência Política. Na sequência, um contrato de convivência é discutido conjuntamente com o grupo, sendo estabelecidos alguns acordos necessários para se garantir que os encontros sejam agradáveis e produtivos. Os temas prioritários do Projeto Segurança Humana - Eixo Comunidade – Gênero, Raça /Etnia e Juventudes – serão trabalhados ao longo de 10 semanas, totalizando 40 horas, por meio de atividades participativas e criativas. Cada uma delas é descrita detalhadamente nesse Caderno para facilitar a replicação dessa experiência nas propostas sensíveis à discussão sobre políticas de igualdade, abordando os seguintes tópicos: Objetivo: refere-se ao que se obtém com a aplicação da atividade. Material: o que é necessário ter em mãos para a realização da atividade. Tempo: quantas horas ou minutos são necessários para desenvolver esta atividade. Entretanto, vale ressaltar que o tempo pode variar conforme o tamanho do grupo, o grau de escolaridade e/ou de conhecimento das/os

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participantes, bem como as condições de infraestrutura existentes para a realização da atividade. Passo a passo: descrição detalhada de cada ação. Esse item deve ser observado com cuidado, uma vez que alterações na ordem ou mesmo no modo de realização podem levar a resultados diferentes daqueles propostos no objetivo da atividade. Pequenos textos: os conceitos mais importantes a serem reforçados ao final da atividade encontram-se nesse item. Sugerimos que sejam apresentados e distribuídos para todo o conjunto de participantes. Avaliação: um instrumento simples de avaliação é sugerido ao final de cada módulo.

Enfoque Metodológico
As sugestões contidas neste Caderno privilegiam a inclusão de atividades destinadas a favorecer a participação das pessoas da comunidade, entendendo que, à medida que a conversa e a escuta são estimuladas, e que certas questões são problematizadas, torna-se possível vincular os conteúdos abordados às experiências de vida desta população. Esse formato vem sendo utilizado com sucesso por grupos e organizações que acreditam na participação cidadã como ponto fundamental para o questionamento e mudança de atitudes em relação às desigualdades e discriminação. É preciso estar consciente de que a formação aqui proposta é um espaço de encontro no qual o conhecimento se constrói a partir do intercâmbio, da reflexão e da análise, tanto individual como grupal. Não se trata, portanto, de uma aprendizagem abstrata e passiva na qual existe o educador que sabe os conteúdos e os repassa as/os alunas/os. A ideia é coletivizar o saber, de forma que todas/os aprendam por meio da sabedoria e da experiência das/os demais, apropriando-se da teoria e prática das pessoas da comunidade que participam dos espaços políticos e sociais. Assim, a metodologia proposta é de linha participativa baseada em uma aprendizagem dialógica e tendo como base o respeito à diversidade em todos os aspectos da vida humana. As estratégias pedagógicas para o trabalho dentro desta metodologia facilitam a participação e possibilitam um clima de confiança, permitindo a troca de experiências e a elaboração de estratégias para a superação de problemas comuns. Boa leitura e bom trabalho!

A equipe do Projeto Segurança Humana – Eixo Comunidade

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Linha de base
Objetivos Mapear as percepções dos/as participantes sobre as questões de gênero, diversidade sexual, raça/etnia e juventudes. Materiais necessários Canetas e cópia dos questionários para todas/os (Anexo 3) Tempo Aproximadamente 15 minutos

Passo a passo
Explique que, neste momento, todas e todos irão receber um questionário que tem como objetivo conhecer as percepções que o grupo possui em relação aos temas que serão trabalhados e discutidos durante o curso.

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Enfatize que não existem respostas certas ou erradas e que é muito importante que as respostas sejam individuais.

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Em seguida, leia a introdução do questionário e responda às dúvidas que surgirem. Pergunte se alguém quer ajuda para a leitura e abra a possibilidade para se organizar grupos ou entrevistas para garantir que todos/as respondam às questões.

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Recolha os questionários à medida que as/os participantes terminem o preenchimento.

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Módulo 1 Contextualização

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Apresentação do curso e contrato de convivência
Objetivos Integrar o grupo, estabelecer regras de convivência e conceituar o termo Igualdade. Materiais necessários Folhas de flip chart e canetas de ponta grossa. Tempo Aproximadamente 60 minutos

Passo a passo
Solicite que as/os participantes formem duplas com as pessoas que conhecerem menos. Em seguida, peça que uma pessoa diga à outra seu nome, o que mais gosta de fazer, o que menos gosta e, finalmente, o que para ela significa a palavra IGUALDADE. Dê 5 minutos para essa conversa e peça que cada participante apresente o seu par ao grupo, dizendo o que este/esta gosta, o que não gosta, bem como o significado da palavra igualdade para ele/ela. Conforme as pessoas forem relatando, escreva no quadro o que cada participante define como igualdade em forma de palavras-chave. Informe ao grupo que este cartaz vai ser discutido mais à frente. Entregue o programa do curso e, rapidamente, apresente os módulos temáticos. Explique que a intenção é tornar o curso o mais agradável e participativo possível. O ideal é que cada pessoa se sinta à vontade para falar o que quiser.

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Esclareça que, para isso, algumas regras de convivência são importantes:

1. Respeitar a posição do/a outro/a; 2. Discutir as ideias e não as pessoas; 3. O curso é apartidário e um espaço democrático de discussão. Portanto, não é o lugar para defender um
partido ou um/a candidato. Em seguida, peça às pessoas que sugiram outras regras necessárias para tornar essas horas agradáveis e produtivas, escrevendo-as na folha de flip chart. Volte ao cartaz com as definições da palavra igualdade e peça ao grupo que procure juntar as palavras construindo, assim, uma definição. Abra para a discussão, perguntando se, para o grupo, é possível afirmar que no Brasil todas as pessoas são iguais, conforme previsto no Art. 5º da Constituição Brasileira de 1988: Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade. Encerre a atividade utilizando-se das ideias contidas no texto de apoio.

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Texto de apoio
Definir o que é igualdade não é fácil. Uma breve olhada em um dicionário já mostra que existem várias definições sobre o que vem a ser igualdade. Umas, mais simples, dizem que igualdade é a qualidade do que é igual ou que não apresenta diferença. Dois palitos de fósforo, por exemplo. Outras, que é quando duas ou mais pessoas têm a mesma a idade, cidadania, raça, rendimentos, aptidão ou necessidades. Aqui, trabalharemos com a perspectiva da diversidade, pois sabemos que as pessoas são diferentes, mas não são desiguais; definimos a igualdade como um princípio de organização social segundo o qual todos os indivíduos devem ter os mesmos direitos, responsabilidades, privilégios e oportunidades. Isto significa que todas as pessoas devem ser tratadas como iguais em todas as esferas institucionais que afetam as suas oportunidades na vida: na educação, na saúde, na assistência, no trabalho, dentre outras. Mas será que na vida real é assim que acontece? Que todas as pessoas têm seus direitos respeitados? Infelizmente, não. Mesmo o Brasil, sendo um país em que existe uma pluralidade cultural muito grande e uma diversidade racial idem, ainda existe muito preconceito e discriminação. Certas características como cor da pele ou etnia, gênero, orientação sexual, condição física e faixa etária, por exemplo, são utilizadas, muitas vezes, para justificar o tratamento desigual, ou ainda, o desrespeito aos seus direitos enquanto cidadão ou cidadã. Assim, quando falamos em Políticas de Igualdade, o que se tem em vista são as políticas necessárias para a construção da igualdade para aqueles e aquelas vivem em situações de exclusão e discriminação. Essas ações também objetivam reforçar as vozes dessas pessoas no sentido de transformar as relações e dialogar com toda a sociedade para romper com a construção cotidiana dos preconceitos e discriminações, seja por questões de gênero, raça/etnia, faixa etária, orientação sexual ou por possuir necessidades especiais.

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Atividade 1: O que você faria se ...
Objetivos Discutir leis e artigos que garantem a atenção e a punição a situações em que os direitos das pessoas não são respeitados. Materiais necessários Saquinho com tiras com perguntas. Marcos Legais (Anexo 2) Tempo Aproximadamente 1h30 minutos.

Passo a passo
Antes de iniciar a atividade, coloque algumas tiras com perguntas dentro de um saquinho. Solicite que os/as participantes formem de três a cinco grupos (dependendo do número de participantes) e informe que cada um/a deles/as vai sortear uma pergunta a ser discutida e, depois, apresentada ao grupo como um todo.

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Informe, ainda, que cada pergunta começa com as palavras: “O que você faria se... ?” A proposta é que procurem responder às questões a partir das leis e estatutos que existem hoje em nosso estado e em nosso país, os quais garantem os direitos das pessoas – adolescentes, adultas e jovens. - Para que seja possível o posicionamento face às situações de discriminação, preconceito ou outras violações aos direitos, é necessário que se conheça estas leis e estatutos.

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Uma vez apresentadas as respostas, abra para o debate. Encerre a atividade apresentando alguns dos marcos legais - nacionais e internacionais – que garantem os direitos dos cidadãos e cidadãs em nosso país. (Anexo 2)

Sugestões de perguntas:
O que você faria se ... ... visse uma mulher na rua apanhando do companheiro? O que você faria se ... ... um amigo seu de 34 anos revelasse estar namorando e tendo relações sexuais com uma jovem de 13 anos? O que você faria se ... ... seu sobrinho contasse a você que é homossexual e pedisse que você fosse junto com ele contar isso para seu irmão e sua cunhada? O que você faria se ... ... uma amiga contasse a você que foi discriminada no serviço por ser negra? O que você faria se ... ... sua filha adolescente chegasse em casa contando que foi a unidade de saúde fazer um teste para saber se tem aids e que deram a ela um monte de camisinhas?

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Folha de apoio – Leis e documentos de referência
-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Situação 1: Lei Maria da Penha A Lei 11.340/2006, de autoria do Poder Executivo, foi sancionada em 7 de agosto de 2006 pelo Presidente da República e entrou em vigor em 22 de setembro de 2006. Em seu Art. 2o estabelece que: Toda mulher, independentemente de classe, raça, etnia, orientação sexual, renda, cultura, nível educacional, idade e religião, goza dos direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sendo-lhe asseguradas as oportunidades e facilidades para viver sem violência, preservar sua saúde física e mental e seu aperfeiçoamento moral, intelectual e social. Esta mesma lei, criou mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher. De acordo com seu Art. 5o configura-se violência doméstica e familiar contra a mulher qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial. -----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Situação 2: Código Penal O Código Penal em seu Artigo 217, estabelece que um homem que tem relações sexuais, mesmo que seja consensual, com uma menina com menos de 14 anos comete um crime denominado estupro de vulnerável. A pena de reclusão é de 8 (oito) a 15 (quinze) anos. -----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Situação 3: Constituição Federal de 1988 e Lei Estadual 10.948/2001 A Constituição brasileira define como “objetivo fundamental da República” (art. 3º, IV) o de “promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade, ou quaisquer outras formas de discriminação”. A expressão “quaisquer outras formas” refere-se a todas as formas de discriminação não mencionadas explicitamente no artigo, tais como a orientação sexual, entre outras. No Estado de São Paulo, a lei estadual 10.948/2001 estabelece multas e outras penas para a discriminação contra homossexuais, bissexuais e transgêneros. São puníveis pessoas, organizações e empresas, privadas ou públicas (art. 3º). A lei proíbe, em razão da orientação sexual (art. 2º): violências, constrangimentos e intimidações, sejam morais, éticas, filosóficas ou psicológicas; a vedação de ingresso a locais públicos ou privados abertos ao público; selecionar o atendimento; impedir ou sobretaxar a hospedagem em hotéis ou motéis, assim como a compra, venda ou locação de imóveis; demitir do emprego ou inibir a admissão. -----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Situação 4: Constituição Federal de 1988 e Lei nº 7.716, Em seu artigo 5º , afirma que Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

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XLII – a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei. A Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989 tipifica como crime os “atos resultantes de preconceito de raça ou de cor. -----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Situação 5: Estatuto da Criança e do Adolescente e Código de Ética Médica O acesso ao exame anti-HIV é um direito de todos os cidadãos e cidadãs brasileiros/as independentemente de sua idade. Todas as iniciativas de promoção da testagem anti-HIV são apoiadas pelo Ministério da Saúde, desde que sejam respeitadas questões como: autonomia sobre a decisão de fazer o teste,

sigilo e confidencialidade sobre o resultado. No âmbito mundial, o Comitê de Direitos da Criança da Convenção Internacional dos Direitos da Criança – da qual o Brasil é signatário – afirma que garantir direitos ao adolescente (menor de 18 anos), nos serviços de saúde, independente da anuência de seus responsáveis, vem se revelando como elemento indispensável para a melhoria da qualidade da prevenção, assistência e promoção de sua saúde. O envolvimento da família é, obviamente, desejável, mas está condicionado à decisão do/a próprio/a adolescente. O Conselho Federal de Medicina, por meio do Ofício CFM n.º 2.797/1998, em resposta à solicitação do Programa Nacional de DST e Aids do Ministério da Saúde, exarou parecer lastreado nos dispositivos do e na realidade epidemiológica e sociopsicológica brasileira, recomendando que: - quando se tratar de criança (0 a 12 anos incompletos), a testagem e entrega dos exames antiHIV só deve ser realizada com a presença dos pais ou responsáveis; - quando for adolescente (12 a 18 anos), após uma avaliação de suas condições de discernimento, fica restrito à sua vontade a realização do exame, assim como a participação do resultado a outras pessoas.

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Atividade 2: Preconceito, discriminação e violências
Objetivos Identificar as diferenças que se tornam desigualdades devido a características físicas e/ou socioculturais. Materiais necessários Jornais e revistas com matérias e imagens de homens e mulheres de diferentes idades e raças/etnias. Tempo 2 horas

Passo a passo
Peça aos/às participantes que, individualmente, escolham um/a personagem de que gostaram muito em um filme, peça de teatro ou uma novela. Em seguida, solicite que, em duplas, expliquem a seu par por que escolheram aquele/a determinado personagem, por exemplo, qual a ação ou a atitude dele/a que lhe provocou sentimentos de admiração. Após aproximadamente 10 minutos cada participante apresentará ao grupo o/a personagem escolhido/a pelo/a companheiro/a. Escreva o nome dos/as personagens no quadro ou no flip chart, conte quantos são do sexo feminino e quantos do masculino e abra para o debate a partir das seguintes questões: 1. O que faz com que gostemos mais de determinados personagens do que de outros? 2. Nos dias de hoje, quais são as características masculinas mais valorizadas? E as mais desvalorizadas? Essas características são “naturais” ou aprendidas? 3. Nos dias de hoje, quais são as características femininas mais valorizadas? E as mais desvalorizadas? Essas características são “naturais” ou aprendidas? Em seguida, solicite que formem grupos de 4 ou 5 pessoas. Distribua os jornais e as revistas, selecionadas previamente, para cada um dos subgrupos. Peça que, inicialmente, folheiem o material recebido e que marquem o número de vezes que estas pessoas aparecem utilizando o quadro abaixo: População Número de vezes que aparecem na publicação Como são retratados(as)

Homens brancos Mulheres brancas Homens negros

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Mulheres negras Adolescentes e jovens do sexo masculino Adolescentes e jovens do sexo feminino Adolescentes e jovens do sexo masculino e negros Adolescentes e jovens do sexo feminino e negras Informe que terão 40 minutos para analisar as publicações recebidas e que, depois, cada grupo irá apresentar seus números e a análise que fizeram a partir deles para os/as outros/as participantes. Ao final, apresente os conceitos de preconceito, discriminação e violência: Preconceito - refere-se a predisposições negativas a respeito de uma pessoa ou um grupo de pessoas com base em características físicas ou culturais. Discriminação - conduta (ação ou omissão) que viola direitos das pessoas com base em critérios injustificados e injustos, tais como a raça,o sexo, a idade, a opção religiosa e outros. Violência - pode ser definida como um comportamento que causa dano a outra pessoa, ser vivo ou objeto. Nega-se autonomia, integridade física ou psicológica e mesmo a vida de outro. É o uso excessivo de força, além do necessário ou esperado. Peça que, quem quiser, conte ao grupo uma situação de preconceito e/ou discriminação e/ou violência que já vivenciou ou presenciou. Proponha que, conjuntamente, façam uma lista de ações voltadas para, no mínimo, diminuir o número de casos de preconceito, discriminação e violência em diferentes espaços da comunidade. Registre as contribuições em uma folha de flip chart e informe que, futuramente, essas ideias serão resgatadas e trabalhadas. Encerre afirmando que, embora no Brasil a Constituição diga que todas as pessoas são iguais e possuem os mesmos direitos independente do sexo, da idade e da raça ou etnia, na prática não é bem isso que acontece. E que cabe a cada um de nós modificar essa situação enxergando e interferindo nessas desigualdades, também nas pequenas coisas do cotidiano.

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Sexismo
Entendemos por sexismo, a discriminação ou ao tratamento indigno a um determinado gênero ou ainda a determinada identidade sexual (homossexual, heterossexual ou bissexual). As imagens que vemos diariamente na televisão, nas revistas e nos jornais estão carregadas de mensagens que, mesmo sutilmente, retratam os homens e as mulheres desempenhando papéis culturalmente tradicionais: o homem como provedor ou chefe da família e a mulher cuidando da casa e dos/as filhos/as. A mídia impressa e audiovisual tem um efeito importante na divulgação de informações, valores e comportamentos atribuídos a homens e mulheres. Adolescentes e jovens do sexo masculino são retratados, muitas vezes, como desencanados e irresponsáveis. Não é raro que as jovens negras sejam retratadas como “gostosas” e preocupadas somente com o cabelo. A própria língua brasileira torna as mulheres “invisíveis” quando, por exemplo, em uma sala com 80% de meninas e 20% de meninos se refere a eles/as como os participantes. Dizemos que uma linguagem é sexista quando ela perpetua os estereótipos sexuais existentes em uma determinada sociedade. Por exemplo, quando um menino chora é chamado de “menininha” ou quando uma menina gosta de jogar futebol é chamada de “moleque”. A linguagem sexista é fruto de uma prática social sexista, pautada pela educação sexista recebida na família, na escola, nas instituições religiosas, no ambiente de trabalho e de lazer ou pelos meios de comunicação.

Racismo
A palavra racismo diz respeito à organização desigual da sociedade, que muitas vezes afirma que grupos raciais ou étnicos são inferiores ou superiores. Ele opera pela atribuição de sentidos pejorativos a características peculiares a determinados padrões da diversidade humana e significados sociais negativos aos grupos que os detêm. A imagem negativa ou restritiva atribuída pelos meios de comunicação à população negra traz um misto de sexismo e racismo. Para as mulheres negras é comum que sejam retratadas como passistas de escola de samba, empregadas domésticas ou com outras características pouco valorizadas, inclusive por outras mulheres. Já os homens negros, muitas vezes são retratados como pagodeiros, sambistas, ou como trabalhadores subalternos. Não raro, a eles também são atribuídas as lideranças negativas: são chefes de “gangues” , infringem as leis, são atores de atos violentos etc.. A forma como um povo se expressa, a linguagem do cotidiano no sentido amplo da palavra, revela qual é sua visão do mundo e quais são os valores e sentimentos que norteiam a dinâmica de sua organização social e psicológica.

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Módulo 2 Equidade e igualdade

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Atividade 3 – Um conceito chamado gênero
Objetivos Conceituar gênero e refletir sobre os aspectos da socialização feminina e masculina que transformam tais diferenças entre homens e mulheres em desigualdades. Materiais 3 folhas de flip chart Fita crepe 3 cartões Tempo 30 min.

Passo a passo
Cole três folhas grandes de papel na parede formando três colunas. Coloque a palavra MULHER escrita em um cartão na primeira coluna. Na terceira coluna, cole a palavra HOMEM, escrita em um cartão. A coluna do meio permanecerá em branco durante a primeira parte da atividade. Inicialmente, peça aos/às participantes para falarem o que lhes vêem a cabeça quando escutam a palavra “mulher”. Escreva as palavras na primeira coluna na medida em que forem falando. Repita a mesma atividade para a coluna “homem”. Quando esgotarem as características, leia cada uma das duas colunas. Troque os títulos de cada coluna, substituindo a palavra “mulher” pela palavra “homem” na primeira coluna e vice-versa em relação à terceira coluna. Pergunte aos/às participantes se as características listadas para as mulheres também poderiam ser atribuídas aos homens e vice-versa. Na coluna do meio, coloque aquelas que não podem ser atribuídas aos dois sexos, ou seja, as ligadas à biologia. Coloque o cartão com o título SEXO nesta segunda coluna. Abra para a discussão a partir das seguintes questões: 1. O que é ser uma mulher? 2. O que é ser um homem? 3. Como uma criança aprende qual deve ser o comportamento de uma mulher ou de um homem? 4. Em quais lugares e espaços estão as mulheres? E os homens? 5. Em que situações uma mulher se sente discriminada pelo fato de ser mulher? 6. Em que situações um homem se sente discriminado pelo fato de ser homem? Encerre explicando que gênero diz respeito à forma como nós somos socializados, ou seja, é formado pelas atitudes, comportamentos e expectativas que a sociedade associa ao que é ser homem ou ser mulher. Elas podem ser aprendidas com os amigos/as, a família, nas instituições culturais, educacionais e religiosas ou ainda nos locais de trabalho.

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O que é gênero?
Para começo de conversa, vale lembrar que sexo e gênero são duas coisas diferentes. O sexo traz uma marca forte da biologia, ou seja, quando falamos em sexo num sentido mais restrito, estamos falando de vários componentes biológicos que diferenciam os homens e as mulheres. Em termos genéticos, os homens têm cromossomos XY e as mulheres XX; os hormônios femininos são o estrógeno e a progesterona e o masculino é a testosterona; os órgãos genitais masculinos e femininos – externos e internos – são diferentes. E é por meio desse conjunto de características que, ao nascer, distinguimos as meninas e os meninos. Agora, quando falamos em gênero estamos nos referindo também a diferenças, mas só que elas vão além do corpo. Isso porque, o conceito de gênero, parte do princípio que o jeito de ser homem e de ser mulher é uma construção cultural, histórica, política e até mesmo econômica. Basta reparar na forma como os meninos e as meninas são educados/as. Dos meninos espera-se que sejam valentes, que joguem futebol, que não chorem. As meninas, por sua vez, ganham bonecas e panelinhas e, assim, aprendem desde cedo a cuidar da casa, dos irmãos e dos afazeres domésticos. Esse aprendizado começa, inicialmente, na família e depois tudo o que eles e elas já aprenderam é reforçado pela escola, pelas igrejas, pelo grupo de amigos, pelos meios de comunicação de massa. Assim, além das diferenças biológicas entre homens e mulheres, constroem-se diferenças profundas a partir da forma como as pessoas são socializadas, ou seja, o modo como a cultura e a sociedade espera que eles e elas se comportem. Um exemplo seria acreditar que só as mulheres sabem cuidar das crianças. Outro que o homem é violento por natureza e que nada no mundo vai mudar isso. E essa socialização que torna homens e mulheres diferentes, acaba por trazer em si uma questão muitíssimo séria: a desigualdade. Todas as tarefas da vida cotidiana podem ser realizadas tanto por homens quanto por mulheres. Dependem, sim, do talento, das características pessoais e da vontade de fazer. Portanto, existem várias formas de ser homem e de ser mulher.

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Atividade 4: Gênero e violências
Objetivos Identificar e refletir sobre os diferentes tipos de violência que acontecem nas relações amorosas. Materiais Folhas grandes de papel Canetas ou lápis Canetas de ponta grossa Cópias das três partes da história para todos/as Tempo 1h30min

Passo a passo
Inicialmente, peça que os/as participantes digam o que lhes vem à cabeça quando escutam o termo violência de gênero. Registre as palavras no quadro e explique que, de acordo com UNFPA – a agência da ONU que trata das questões de população e desenvolvimento – o termo violência de gênero trata das violências que ocorrem entre as pessoas pelo simples fato delas serem homens ou mulheres. Entretanto, esse tipo de violência atinge mais as mulheres que os homens e, portanto, costumam ser mais trabalhadas nos programas governamentais e não governamentais. Explique também que a tendência é que a violência aconteça principalmente no espaço doméstico e que seja testemunhada pelos/as filhos/as. Dessa forma, o lar e a família tornam-se espaços de aprendizagem para a produção e reprodução dos diferentes tipos de violência: física, psicológica, moral, econômica e sexual.

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Peça, então, que o grupo se subdivida em cinco ou seis subgrupos e que escolham uma das pessoas para relatar as respostas do grupo. Informe que cada grupo receberá uma mesma história sobre violência em três partes e que cada parte deverá ser lida e respondida. Quando terminarem, esta parte será relatada por todas as equipes e uma segunda parte da história será distribuída. Explique que será feito o mesmo procedimento de ler, responder e relatar a história. Enfatize que o/a relator/a terá, também, a função de garantir que todas as pessoas tenham oportunidade de se posicionar e que deverá anotar todas as respostas em uma folha de papel em branco.

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Após as apresentações dos grupos, aprofunde o debate a partir das questões a serem respondidas. Aprofunde a discussão a partir das seguintes questões: 1. Existem violências que estão relacionadas ao gênero da pessoa? 2. Qual o tipo de violência mais comum praticada contra as mulheres? E contra os homens? 3. Apenas os homens praticam violência ou as mulheres também o fazem? Qual o tipo de violência mais comum que as mulheres usam contra outras pessoas?

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4. Por que algumas pessoas mesmo sofrendo violências em um relacionamento não conseguem deixar o/a parceiro/a? 5. Essas razões são diferentes para uma mulher jovem e uma mulher adulta? 6. Como você poderia ajudar uma amiga ou um amigo que sofreu violência ou agressão? Encerre, explicando que: A equidade de gênero diz respeito à universalidade e a igualdade entre os cidadãos e cidadãs. Requer estratégias distintas para a garantia dos direitos dos homens e das mulheres quando em situação desigual, visando assegurar a igualdade de direitos. A igualdade de gênero, por sua vez, assenta no pressuposto de que todos os seres humanos são livres para fazer escolhas e desenvolver suas capacidades pessoais, sem as limitações estabelecidas pelos papéis de gênero socialmente estereotipados. Desta forma, os diferentes comportamentos, objetivos e necessidades de mulheres e homens devem ser considerados e igualmente valorizados.

Folha de apoio – Violência de gênero
------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Parte 1 Rose tem 21 anos e mora em bairro bem distante do centro da cidade. Trabalha como ambulante junto com sua mãe. Namora o Edson há mais de um ano e eles têm um filho de 6 meses de idade que fica na creche. Na noite de domingo, eles brigaram porque Edson a acusava de estar de caso com um vendedor de DVDs que estava na banca ao lado da dela . Rose disse não aguentar mais tantas cenas de ciúmes e que seria melhor eles se separarem. Edson deu um soco na cara dela e foi embora. Na opinião de vocês, a decisão de Rose em querer terminar com o namoro foi acertada ou não? O que ela poderia fazer nessa situação? Para quem ela poderia pedir ajuda? ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Parte 2 No dia seguinte, Rose foi trabalhar e Edson apareceu por lá pedindo mil desculpas e levando uma rosa vermelha para ela. Disse que não poderia viver sem ela e sem seu filho querido. Ela se comoveu e topou voltar a namorar com ele. Edson jurou que nunca mais iria nem fazer cena nem encostar a mão nela. Prometeu, também, procurar um trabalho que ganhasse mais para eles poderem alugar uma casinha e, finalmente, viverem juntos com o filho. Dois dias depois, entretanto, Edson foi à casa de Rose e já chegou gritando. Dizia que não tinha certeza de que o filho era dele mesmo e que não iria mais se casar com ela por que ela não passava de uma vagabunda. Rose tentou conversar com ele, mas ele começou a espancá-la e a chutá-la. Sua mãe e a vizinha correram para segurar Edson que foi embora dizendo que nunca mais iria procurá-la.

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A mãe e a vizinha tentaram levar Rose a um hospital e a Delegacia da Mulher, mas ela não quis ir de jeito nenhum porque não queria complicar a vida de Edson. Por que Rose se preocupou mais em não complicar a vida de Edson do que cuidar de si? Além de ir ao hospital, o que mais ela poderia fazer para não ser mais maltratada? ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Parte 3 Uma semana depois, Edson esperou Rose sair da Igreja e pediu para voltarem às boas. Rose respondeu que jamais, pois ele a maltratou muito e o amor que ela tinha por ele se acabou. Edson ainda tentou retrucar dizendo que tudo que ele fez foi por amá-la demais e que nunca mais faria nada nem contra ela nem contra o filho dos dois. Rose foi inflexível: o namoro acabou. Virou as costas e continuou andando. Edson foi atrás dela e .... . O que vocês acham que aconteceu? O que foi que Edson fez? Vocês conhecem alguma história parecida com essa em que rolou uma situação de violência no final? Vocês acreditam quando uma pessoa diz que foi violenta com o/a namorado por amor? Por quê? Se não foi por amor, foi por quê? O que as pessoas poderiam fazer para diminuir/acabar com histórias reais como esta?

Lei Maria da Penha
Até recentemente, o Brasil não tinha uma lei especificamente voltada para a violência contra a mulher. Isso mudou em 2006, com a aprovação da Lei 11.340, conhecida como Lei Maria da Penha. Essa lei cria mecanismos para coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher, incluindo medidas integradas de prevenção como: elaboração de políticas públicas, promoção de estudos e pesquisas, promoção e realização de campanhas educativas e inclusão da temática nos currículos escolares. Além disso, a lei torna a punição a este crime mais severa, determinando a possibilidade de prisão em flagrante e a detenção de três meses a três anos. A Lei Maria da Penha, de autoria do poder executivo, teve como referência básica a Constituição Federal (promulgada em 1988), a Convenção pela Eliminação de todas as formas de Discriminação contra as Mulheres (ratificada pelo Brasil em 1994) e a Convenção de Belém do Pará (ratificada em 1995). Entre outros objetivos jurídicos, obriga os poderem públicos a criar Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e altera alguns trechos do Código do Processo Penal e o Código Penal no que tange especificamente à violência doméstica contra a mulher. Em seu artigo 5º, a Lei Maria da Penha configura como violência doméstica e familiar qualquer ação ou

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omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico, e danos morais ou patrimoniais. Inclui violências praticadas:  no ambiente doméstico;  no âmbito da família;  nas relações afetivas. Considera as seguintes formas de violência doméstica e familiar: 1. violência física – entendida como qualquer conduta que ofenda a integridade ou saúde corporal da mulher; 2. violência psicológica – qualquer conduta que cause dano emocional e diminuição da autoestima ou que vise degradar ou controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição contumaz, insulto, chantagem, exploração, limitação do ir e vir ou qualquer outro médio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação; 3. violência sexual – entendida como qualquer conduta que a constranja a presenciar, a manter ou a participar de relação sexual não desejada, mediante intimidação, ameaça, coação ou uso da força; que a induza a comercializar ou a utilizar de qualquer modo a sua sexualidade, que a impeça de usar qualquer método contraceptivo ou que a force ao matrimônio, à gravidez, ao aborto ou à prostituição, mediante coação, chantagem, suborno ou manipulação; ou que limite ou anule o exercício de seus direitos sexuais e reprodutivos; 4. violência patrimonial – entendida como qualquer conduta que configure retenção, subtração, destruição parcial ou total de seus objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos ou recursos econômicos, incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades; 5. violência moral – entendida como qualquer conduta que configure calúnia, difamação ou injúria.

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Atividade 5 – Mediação de conflitos
Objetivos Proporcionar uma vivência de uma situação de conflito Materiais Power point ou cartaz com o conceito de Mediação de Conflito. Texto Mediação de Conflitos de Paula Prates (Anexo 3) Tempo 2 horas

Passo a passo
Inicialmente, explique que os conflitos fazem parte da vida humana, sejam eles subjetivos (intrapessoais) ou intersubjetivos (interpessoais). Informe que, a proposta dessa atividade é a de se experienciar uma situação de conflito em que se utilize essa técnica específica. Explique que mediação de conflito é uma forma pacífica de se resolver situações conflituosas em que uma pessoa neutra (o/a mediador/a) ajuda as partes a conseguirem superar suas diferenças por meio de três diferentes técnicas: a conciliação, a mediação e a arbitragem1. Peça que se organizem em trios e que cada participante relate alguma situação de conflito que vivenciou ou presenciou. Pode ser uma situação familiar, de trabalho, de vizinhança etc. Quando terminarem os relatos, peça que escolham uma dessas situações para dramatizarem. Informe que, em cada um dos trios, duas pessoas farão o papel da situação de conflito e que uma fará o papel de mediador/a. O(a) mediador(a) é um agente de transformação social que promove a aceitação do conflito e novas maneiras de abordá-lo, em clima de cooperação. Circule nos grupos dando algumas dicas de como resolver a situação a partir do texto Mediação de Conflitos de Paula Prates (Anexo 3) e proponha um rodízio no papel do/a mediador/a. É importante que todos/as vivenciem esse papel. Quando terminarem, peça que cada um apresente sua dramatização e, ao final, abra para o debate perguntando quais foram as dificuldades que eles/as encontraram para viver os papéis e para resolver o conflito. Apresente o power point ou o quadro introduzindo o conceito e os passos para se resolver um conflito nestes moldes. Finalize, explicando que a função do mediador não é a de julgar nem a de determinar quem está certo. É o de chegar a uma solução que seja satisfatória para ambos os lados.

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Mediação Familiar Transdiciplinar: uma metodologia de trabalho em situações de conflito de gênero.

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Texto de apoio - Mediação de conflito
O conceito de mediação de conflitos vem da área do direito e tem como proposta a resolução dos conflitos de uma forma pacífica, em que uma pessoa neutra (o/a mediador/a) ajuda as partes a conseguirem superar suas diferenças por meio de duas diferentes técnicas:

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conciliação , ou seja, pelo estabelecimento de um acordo entre as partes; mediação, ou seja, propor uma solução, sem contudo a impor as suas próprias ideias;

Essas duas técnicas têm em comum a utilização da negociação e nunca a da arbitragem, ou seja, a do julgamento sobre quem tem a razão. A distinção principal entre elas está no papel do/a mediador/a e sua maior ou menor participação na resolução do conflito. São consideradas técnicas de mediação, uma vez que respeitam seus princípios básicos: solução pacífica, respeito às diferenças e aos direitos individuais. A mediação procura:

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estimular a reflexão, criar espaço para uma maior consciência de si e ampliar a consciência a respeito das necessidades e dos pontos de vista do(s) outro(s); garantir que a decisão de cada indivíduo ou grupo seja protagonizada por ele mesmo, num sentido de compromisso com a própria vida.

Os resultados dependerão da união entre a vontade de mudar das partes e da habilidade do/a mediador/a. Nos casos de conflito/violência de gênero, considera-se que não há equilíbrio de poderes, já que uma parte está sendo submetida à outra. Nestes casos, a mediação fica dificultada, pois para as partes chegarem a um acordo ou diálogo, seria necessário ter autonomia e independência, ou seja, equilíbrio de poder na relação, o que não ocorre nos casos de violência. Muitas correntes de pensamento afirmam que a mediação é impossível nestes contextos.

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Atividade 6 – Desigualdades raciais e políticas de inclusão
Objetivos Contribuir para que os/as participantes tomem consciência de propostas e experiências que contribuem para a superação de barreiras socioeconômicas e culturais que limitam a vida de negros/as e povos da floresta. Materiais Textos de apoio Tempo Uma hora

Passo a passo
Solicite que os participantes se organizem em três grupos. Explique que cada grupo deverá montar um programa de rádio abordando uma notícia publicada em sites relacionados ao tema da inclusão. Cada grupo receberá um texto com a notícia e além de relatá-la deverá fazer um comentário sobre a necessidade de se investir em políticas voltadas para a igualdade de gênero e racial. Grupo 1 – Educação Grupo 2 – Rendimentos Grupo 3 – Trabalho Distribua os textos para cada grupo e peça, primeiramente, para todos lerem. Em seguida, solicite que organizem uma fala como se fosse uma notícia dada em uma rádio que costumam ouvir. Informe que cada grupo terá 20 minutos para preparar o programa e 5 minutos para a apresentação. Após a apresentação de todos os grupos, solicite que formem um círculo e abra para o debate.

Texto de apoio 1 - Educação
De acordo com dados a Síntese de Indicadores Sociais – SIS, a população branca de 15 anos ou mais de idade tem, em média, 8,4 anos de estudo em 2009, enquanto pretos e pardos têm, igualmente, 6,7 anos. Em 2009, os patamares são superiores aos de 1999 para todos os grupos, mas o nível atingido tanto pela população de cor preta quanto pela de cor parda, com relação aos anos de estudo, é atualmente inferior àquele alcançado pelos brancos em 1999, que era, em média, 7,0 anos de estudos. A proporção de estudantes de 18 a 24 anos de idade que cursam o ensino superior também mostra uma situação em 2009 inferior para os pretos e para os pardos em relação à situação de brancos em 1999. Enquanto cerca de 2/3, ou 62,6%, dos estudantes brancos estão nesse nível de ensino em 2009, os dados mostram que há menos de 1/3 para os outros dois grupos: 28,2% dos pretos e 31,8% dos pardos. Em 1999, eram 33,4% de brancos, contra 7,5% de pretos e 8,0% de pardos.
Fonte: http://www.ibge.gov.br

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Texto de apoio 2 – Rendimento
A Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílio – PNAD mostra fortes diferenças nos rendimentos das pessoas brancas e negras.. Os rendimentos-hora de pretos e de pardos são, pelo menos, 20% inferiores aos de brancos e, no total, cerca de 40% menores. Comparando com a situação de dez anos atrás, houve melhora concentrada na população com até 4 anos de estudo, pois, em 1999, os rendimentos-hora de pretos e de pardos com esse nível de escolaridade representavam, respectivamente, 47,0% e 49,6% do rendimento-hora de brancos, passando a 57,4% para os dois grupos em 2009. A desigualdade entre brancos, pretos e pardos se exprime também na observação do empoderamento, relacionado ao número de pessoas em posições privilegiadas na ocupação. Na categoria de empregadores, estão 6,1% dos brancos, 1,7% dos pretos e 2,8% dos pardos em 2009.
Fonte: http://www.ibge.gov.br

Texto de apoio 3 – Trabalho
A discriminação com a mulher negra no mercado de trabalho é visível quando se analisam dados como o salário e o número de vagas ocupadas por elas. O salário médio da mulher negra com emprego formal, por exemplo, é menos da metade do que o salário de um homem branco. Em 2009, de acordo com a Relação Anual de Informação Social (Rais), do Ministério do Trabalho, a mulher negra ganha, em média, R$ 790 e o salário do homem branco chega a R$ 1.671,00 - mais que o dobro. No número de empregos, a discriminação também se faz presente: são 498.521 empregos formais de mulheres negras contra 7,6 milhões de mulheres brancas e 11,9 milhões de homens brancos. Fonte: http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2009/08/15/ult5772u4965.jhtm

Saiba +
Política Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Brasil, 2003)
O Decreto n. 4.886, de 20 de novembro de 2003, institui a Política Nacional de Promoção da Igualdade Racial (PNPIR), que tem como objetivo geral a redução das desigualdades raciais, com ênfase na população negra, mediante a realização de ações exeqüíveis a longo, médio e curto prazos, com reconhecimento das demandas mais imediatas, bem como das áreas de atuação prioritária.

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Objetivos específicos:
(a) a defesa de direitos; (b) as ações afirmativas, visando à eliminação da discriminação e das desigualdades raciais, mediante a geração de oportunidades.

Princípios norteadores:
(a) transversalidade, ou seja, a incorporação do princípio da eqüidade às diversas iniciativas do Estado brasileiro; (b) descentralização, articulação entre os níveis de governo para a promoção da integração social dos setores mais desfavorecidos; (c) a gestão democrática, para propiciar que as instituições da sociedade assumam papel de protagonistas na formulação, implementação e monitoramento da política de promoção de igualdade racial.

Diretrizes:
(a) o fortalecimento institucional para a incorporação da questão racial no âmbito da ação governamental; (b) a consolidação de formas democráticas de gestão das políticas de promoção da igualdade racial; (c) a melhoria da qualidade de vida da população negra; (d) a inserção da questão racial na agenda internacional do governo brasileiro.

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Módulo 3 Incidência Social e Política

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Atividade 7 - Salvando o planeta Terra
Objetivos Favorecer o entendimento sobre a importância do planejamento em incidência social e política. Materiais Textos: Salvando o planeta e dicas para todos/as. Flip chart Canetas Tempo 1h30 min.

Passo a passo
Informe que, a partir de agora, o curso terá um caráter mais prático e aplicado ao objetivo de incidir política e socialmente em causas definidas pelo grupo. Para começar, explique que farão um exercício chamado ‘salvando o planeta’. Informe que o exercício pode ser feito com um ou mais grupos, dependendo do número de participantes presentes. Distribua o quadro Salvando o planeta Terra para todos/as peça que um/a voluntário/a leia o texto abaixo:

Salvando o planeta Terra
Forças ocultas de outro planeta entraram em contato com a presidência da República do Brasil e avisaram que foi colocado um dispositivo destruidor no Morro do Pão de Açúcar no Rio de Janeiro. As forças ocultas disseram que querem destruir a fauna e flora do Brasil, porque precisam de um lugar petrificado para montar sua garagem de naves espaciais, e infelizmente, escolheram o nosso país. O dispositivo sinistro agirá dentro de três dias, ou seja, em 72 horas destruirá toda a flora e fauna do país. Ele é em formato de cápsula, e se encontra guardado em uma fenda na pedra do morro Pão de Açúcar. Duas pessoas montam guarda nesse local, mas elas pensam que estão guardando algum tesouro do governo brasileiro e não essa espécie de bomba destruidora! Diante da gravidade do caso, a Presidência da República convocou um grupo de cidadãos e cidadãs para executarem a operação de desmonte desse dispositivo. Vocês são esse grupo escolhido e terão que agir rápido, pois já está começando a contagem regressiva. Neste momento, todos/as vocês já se encontram em um hotel do Rio de Janeiro e vão começar agora uma reunião para montar o plano de desmonte do dispositivo; para tanto precisam traçar um plano de ação detalhado. Mãos à obra! Não há tempo a perder! Depois de lido o texto, pergunte-lhes quais seriam as ações necessárias para deter os monstros de outro planeta.

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Conforme surjam as ideias, escreva-as no flip chart. Quando se esgotarem as ideias, entregue o quadro Dicas para todos/as e compare as ideias que foram apresentadas pelo grupo.

Dicas
Para chegar ao Pão de Açúcar terão que passar primeiro pelo Morro da Urca, que é o morro mais baixo; geralmente o acesso é feito pelo bondinho.( conhecendo o local) O grupo precisará dividir claramente as tarefas para alcançar a meta, pois não é possível duas pessoas executarem as mesmas funções. (estabelecendo metas) É aconselhável dividir as tarefas conforme o saber ou experiência de cada um, pois pessoas em lugares errados podem comprometer o objetivo do plano. (pessoas certas nos lugares certos) Lembrar que será necessário estabelecer algumas lideranças, pois nos momentos de decisão a voz do líder é que comanda. (estabelecendo lideranças) Lembrar que “a união faz a força”, todos/as têm que conhecer e concordar com o plano traçado, pois se uma pessoa furar... o plano pode fracassar (socialização da informação) Lembrar de avaliar a missão, tendo sucesso ou tendo fracasso, pois cada experiência é demonstrativa para outra experiência. (Avaliação e correção de rotas) Explique que incidência social e política, ou advocacy, consiste no apoio aos direitos de pessoas ou causas, ampliando seu espaço de expressão e trabalhando pela promoção e pela defesa de seus direitos. Explique, também, que para se traçar um plano de incidência social e política, é preciso seguir os mesmos passos que foram dados para salvar o Pão de Açúcar. Em seguida, é necessário traçar um plano de ação respondendo as seguintes questões: 1. O que fazer? 2. Quando? 3. Quem vai fazer o quê? 4. Como fazer? 5. Quem serão os nossos parceiros? 6. Desenhar o Plano 7. Escrever o plano no papel 8. Simular a execução do plano Finalize informando que nos próximos encontros, o grupo começará a planejar ações para serem efetuadas nos meses de setembro a novembro a partir de três datas importantes: 16 Dias de Ativismo (de 20 de novembro a 6 de dezembro), Consciência Negra (20 de novembro) e Dia Mundial de Luta contra a Aids (1 de dezembro).

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Atividade 8 – Incidência social e política: passo a passo
Objetivos Comprometer os participantes na construção de ações de incidência social e política voltadas para a igualdade de gênero e racial e para a prevenção às DST/Aids e hepatites virais. Materiais papel, caneta ; power point com as fases de incidência social e política; ficha com o quadro dos atores; cartolinas coloridas cortadas em forma de círculo, quadrado e triângulo; três folhas de flip chart; canetas e fita crepe; barbante ou lã de três cores diferentes. Tempo 6 hs

Passo a passo
Inicie explicando que em todo mundo existem muitas pessoas que se organizam para lutar por alguma causa que lhes diga respeito. No movimento negro, por exemplo, vários ativistas desenvolvem atividades em suas escolas, em seu local de trabalho ou em suas comunidades visando acabar com o preconceito e a discriminação. Outros, já buscam por mudanças nas políticas querendo, por exemplo, que se estabeleça uma estratégia de ação afirmativa que garanta que, por exemplo, os partidos políticos indiquem uma porcentagem de negros/as para concorrer a cargos públicos. Esse tipo de acão possui muitos nomes: incidência social e política; advocacia ou advocacy . E é isso que aprenderemos a fazer a partir de agora. A ideia é se pensar em ações voltadas para promover e defender a causa da igualdade, tal qual descrita no artigo 1° e o § 2° da Declaração Universal dos Direitos Humanos:

Artigo 1
Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade.

Artigo 2
Todo o homem tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição. Em seguida, apresente o objetivo da campanha de incidência social e política que iremos elaborar por meio de ações na comunidade; ou seja, estabelecer ações voltadas para que a igualdade entre os gêneros se consolide como um direito e rejeite o uso da opressão nas relações entre homens e mulheres de todas as idades, que as diferenças entre as pessoas por raça/etnia não seja objeto de desigualdades sociais, e que a população jovem se aproprie de saberes e informações que dizem respeito a uma vida saudável e protegida e participativa.

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Peça que se reúnam em grupos e apresente a primeira fase para a elaboração de uma proposta de incidência social e política.

Fase 1 – Delimitar um problema a ser enfrentado
Inicie especificando que os temas referentes ao eixo comunidade – gênero, raça/etnia e juventude do projeto Segurança Humana são complexos e possibilitam várias ações. No entanto, eles têm um ponto em comum: a igualdade entre homens e mulheres; brancos, negros, indígenas, asiáticos etc.; adolescentes, jovens e adultos. Assim, antes de tudo, é preciso que cada grupo identifique um “problema” a ser trabalhado, ou seja, uma situação que afeta negativamente a qualidade de vida daquela parcela específica da população que estamos trabalhando, tendo como parâmetros o tempo (4 meses). Peça que se reúnam nos três grupos de interesse e que definam uma questão que lhes pareça prioritária e possível de ser realizada. Quando terminarem, peça que cada grupo apresente o seu problema para os outros grupos e que comentem se acreditam que aquele problema é passível de ser trabalhado. Uma vez discutida a questão, passe para a Fase 2.

Fase 2 – O que fazer?
A partir da identificação do problema, o próximo passo é pensar em duas ações possíveis de serem realizadas no curto espaço de tempo que dispomos. Lembre-lhes que essas duas ações precisam ser mensuráveis, alcançáveis e realistas. Necessitam, também, estar voltadas para a igualdade. Exemplifique apresentando o quadro de sugestões abaixo: 1. Abaixo assinado 2. Artigo no jornal do bairro 3. Teatro 4. Caminhada 5. Um debate 6. Uma gincana 7. Um concurso Quando terminarem, peça que cada grupo apresente suas ações para os outros grupos e que comentem se acreditam ser possível desenvolver ações que contribuam para o estabelecimento de políticas de igualdade a partir dessas ações. Uma vez discutida a questão, passe para a Fase 3.

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Fase 3 – Com quem contamos?
Peça que voltem para os grupos e pensem em pessoas e instituições da comunidade e fora dela que poderiam estar juntos na promoção da causa e das ações que elaboraram. Solicite, então, que façam uma lista e que identifiquem os/as participantes que poderiam ser contatados e por quem. Finalmente, peça que elaborem um pequeno texto explicando para o/a parceiro/a o porquê de estarem propondo essa parceria e por que acreditam que a participação desta pessoa/instituição é importante na luta pela causa. Quando terminarem, peça que cada grupo apresente sua lista de parceiro e a proposta de como irá abordar o/a parceiro/a. Essa abordagem poderá ser apresentada em forma de representação teatral, ou outra. Uma vez apresentadas as propostas, abra para comentários e passe para a Fase 4,

Fase 4 – Mapa do poder
Explique que o mapa do poder é um desenho que nos permite visualizar e conhecer as posições das instituições e grupos e a forma como estas posições afetam ou podem afetar nossas ações de incidência social e política. A elaboração deste mapa tem por objetivo compreender a dinâmica das motivações dos sistemas e atores sobre os quais desejamos exercer influência. Explique que, neste momento, cada grupo já definiu o problema a ser trabalhado, as ações a serem desenvolvidas e as parcerias que se tem. Agora, o próximo passo é identificar as os atores sociais que decidem, influenciam, condicionam, são indiferentes ou se opõe ao enfrentamento à desigualdade de direitos. Estes atores podem ser divididos em: Aliados: os que simpatizam com a causa. Opositores: aqueles que representam uma barreira ao nosso objetivo. Indiferentes: aqueles que não têm uma opinião formada sobre o assunto, ou desconhecemos. Vale lembrar que, os opositores e os indiferentes, apesar de não se posicionarem ou de serem contra a causa, poderão mudar de idéia se forem apresentados argumentos convincentes. Devem ser vistos, portanto, como pessoas que necessitam ser informadas e convencidas a aderir ao enfrentamento das situações de desigualdade de gênero, raça/etnia e geracional. Distribua as fichas 1, 2 e 3 e peça, então, que cada grupo elabore: 1. uma lista com todas as pessoas e instituições que eles acreditem que poderão ajudar na aprovação da proposta e o porquê. 2. uma lista com as pessoas que acreditam ser indiferentes 3. uma lista das pessoas e instituições que julgam serem opositoras. Uma vez preenchidos os quadros, peça que cada grupo apresente seus quadros e que os demais comentem. Apresente, então, a Fase 5 do processo de construção de uma proposta de incidência social e política. aqueles cuja posição

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Fase 5 - A construção do mapa
Peça que todos voltem aos seus grupos e distribua uma folha de flip chart já dividida como está na ficha 4, canetas, cola e as figuras: Explique que: círculos – correspondem ao nome da pessoa ou da instituição que acreditam serem futuros aliados/as na proposta. triângulos – correspondem ao nome da pessoa ou da instituição que acreditam ser indiferentes à proposta. quadrados – correspondem aos nomes dos possíveis opositores/as. Peça que coloquem as figuras no local correspondente de forma que os apoiadores mais fortes fiquem mais acima e os menos mais abaixo. O mesmo vale para os opositores e indiferentes. Distribua os pedaços de barbante e, peça que procurem traçar linhas estabelecendo qual dos aliados poderia influenciar os indiferentes e opositores para mudar de posição, ou seja, tornarem-se aliados/as, Quando os grupos terminarem, peça que apresentem seus mapas e abra para comentários. Encerre explicando que por incidência social e política entendemos a organização de um grupo que apoia e defende um determinado direito ou causa. É social porque parte da sociedade civil organizada a partir de suas demandas e necessidades. É política porque tem como objetivo influenciar os acontecimentos, os pensamentos e, sobretudo, as decisões da sociedade em que vivem. A comunicação, a argumentação e a negociação são aprendizados importantíssimos para a participação da comunidade organizada nos espaços sociais e políticos.

Ficha 1 – Aliados/as
Ator Social O que já fizeram que mostra que essa pessoa ou instituição é uma aliada.

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Ficha 2 – Indiferentes
Ator Social O que já fizeram que mostra que essa pessoa ou instituição é indiferente.

Ficha 3 – Opositores
Ator Social O que já fizeram que mostra que essa pessoa ou instituição é contra a causa.

Ficha 4 – Mapa do poder
Aliados Indiferentes Opositores

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Atividade 9 – Planejando o futuro
Objetivo Desenvolver uma proposta de formação de multiplicadores nos temas da VBG e paternidade responsável. Materiais papel e caneta; folhas de flipchart; canetas de ponta grossa; folhas de apoio. Tempo 4 hs

Passo a passo
Explique que os/as participantes deverão se organizar para colocar em prática tudo aquilo que aprenderam durante o curso. Distribua a ficha para a elaboração do Plano de Ação e explique que a tarefa é a de criar uma proposta de incidência social e política a ser realizada em seu território. Distribua a ficha e explique o que colocar em cada uma das colunas: 1. cada atividade tem, em si, um conjunto de tarefas. É importante assinalar cada atividade com suas respectivas tarefas para saber o seu tamanho, definir tempo e os recursos necessários, além de estabelecer os responsáveis por cada ação; 2. os recursos se referem a todos os elementos necessários para realizar as atividades. Estes podem ser humanos (horas de trabalho dos integrantes ou pessoas que apoiam a proposta); materiais (elementos físicos que tornam possível a realização da atividade) e financeiros (dinheiro necessário para a obtenção de recursos materiais e humanos que o grupo não possui e que são vitais para desenvolver a atividade); 3. visualizar quanto tempo pode levar determinada tarefa permite ao grupo dimensionar as actividades e organizar-se com maior grau de realismo. É muito importante definir esse aspecto com a maior clareza possível, pois geralmente, tende-se a pensar que as coisas são resolvidas em menor tempo; 4. na divisão de tarefas, deve-se atentar para os perfis das pessoas do grupo. Isso não significa que só uma ou duas pessoas tem que fazer este trabalho. Sem dúvida estarão mais envolvidas que as demais, mas o restante do grupo também deve se comprometer. Peça que pensem, no mínimo, em duas atividades relacionadas aos temas que escolheram que sejam simples, viáveis e que não sejam onerosas. Estabeleça uma hora para preparar o plano e cinco minutos para cada grupo apresentar sua proposta. Uma vez elaborados os planos de ação, peça que uma pessoa de cada grupo o apresente e abra para a discussão sobre a possibilidade de sua concretização.

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Atividades

Tarefas

Recursos

Responsáveis

Parceiros

Prazo

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Atividade 10 – Comunicação em incidência social e política
Objetivo Identificar os elementos necessários para se construir veículos de comunicação sobre o projeto Segurança Humana – Eixo Comunidade. Materiais Cartões coloridos, canetas de ponta grossa, fita crepe Tempo 3 hs

Passo a passo
Inicie a atividade afirmando que, para concretizar os planos de ação traçados ao longo do curso, é necessário se pensar em como será possível formar opiniões e atitudes favoráveis às causas escolhidas. Para isso, o próximo passo é divulgar nossas ações procurando sensibilizar as pessoas sobre a importância do estabelecimento de políticas de igualdade, sejam elas de gênero, raças/etnias ou geracionais. Solicite que formem três grupos, de acordo com o tema escolhido para a ação de incidência social e política. Informe que a tarefa é fazer uma cena em que eles irão negociar com pessoas que poderão favorecer o desenvolvimento das ações, a partir da tarefa abaixo: Grupo 1 – Ação para o Dia da Consciência Negra Este grupo irá conversar com o subprefeito da região solicitando um carro de som para circular pelo bairro divulgando a data e sua importância histórica. Grupo 2 – 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres Este grupo irá solicitar uma autorização para uma representante da Secretaria de Transportes para a apresentação de um teatro fórum no saguão de entrada do metrô. Grupo 3 – Dia Mundial de Luta contra a Aids Este grupo irá negociar com um/ diretor/a de escola a distribuição de um boletim sobre a importância da disponibilização do preservativo nas escolas. Quando terminarem, peça que apresentem suas cenas e encerre perguntando a todos se acharam que aquela cena é próxima ao que ocorre realmente quando se busca pelo apoio de pessoas que tem o poder de decisão sobre algumas coisas. Enfatize que, quando se pensa em ações de incidência social e política é fundamental se desenhar estratégias e argumentações para negociar com as pessoas que detém o poder. Explique cada um desses termos utilizando-se do texto de apoio. Ao final, entregue a auto avaliação e a avaliação final para todos/as

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Texto de apoio – Elementos importantes para as ações de incidência social e política
A incidência social e política é uma ação estratégica que tem como objetivo contribuir para mudanças nas instituições, nas relações e práticas sociais. As legislação e políticas públicas constituem vias privilegiadas de mudanças, as quais, nas sociedades democráticas, são cada vez mais compartilhadas com os movimentos sociais e as organizações não governamentais. Para se desenvolver ações de incidência política é preciso, além de se ter uma causa a ser defendida, aprender algumas habilidades. A primeira delas é a de argumentar, ou seja, estabelecer uma conversa relacionando fatos, estudos, opiniões, problemas e possíveis soluções a fim de embasar determinado pensamento ou ideia que se quer passar para a outra pessoa e, de preferência, convencê-la a aderir a nossa causa. Somada a argumentação, está a capacidade de se fazer propostas e apresentar encaminhamentos viáveis. Muitas vezes, os movimentos perdem sua força por direcionar sua energia

apenas para as denúncias. Propor saídas viáveis favorece a interlocução com outros atores e permite até que algumas ações sejam realizadas em conjunto. Aí entra mais um aprendizado: o da comunicação. Comunicar é a habilidade para expressar seus desejos e opiniões de forma verbal ou não verbal, envolvendo a troca de informações, ideias ou mensagens. É explicar o que se quer e, mais do que isso, ouvir o que a outra pessoa tem a dizer para aprimorar sua estratégia de convencimento. Finalmente, outra habilidade importante é a negociação, ou seja, estabelecer uma relação entre duas ou mais pessoas a respeito de um assunto determinado, visando encontrar posições comuns e chegar a um acordo que seja vantajoso para todos e todas. De posse destas habilidades fica mais fácil a construção das parcerias e alianças necessárias para alcançarmos nossos objetivos.
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Bibliografia
CARREIRA, D., Pandjiarjian, V. Vem pra roda! Vem pra rede – guia de apoio à construção de redes de serviços para o enfrentamento da violência contra a mulher. São Paulo: Rede Mulher de Educação, 2003 CEDPA. Advocacy – building skills for NGO leaders. Washington: The Centre for Development and Population Activities, 1999. GIM. Taller por el derecho a tener derechos: mujeres en el ejercicio de ciudadanía. Santiago: Grupo Iniciativa Mujeres, 2001. HERA. Direitos sexuais e reprodutivos e saúde das mulheres – idéias para ação. IPPF. Advocacy guide for sexual and reproductive health & rights. New York: The International Planned Parenthood Federation, 2001. MUSKAT, M. E. Guia pratico de mediação de conflitos em famílias e organizações. São Paulo, Summus, 2005. Redes Jóvenes. Una estrategia para convencer – los/as lideres jóvenes y la promoción y defensa de políticas públicas – Advocacy. Lima: Red Nacional de Educación, Salud Sexual y Desarrollo para Jóvenes, 2000. SAVE THE CHILDREN. Trabalhando por mudanças na educação – um manual para planejar o trabalho de advocacia. Londres: Save the Children, 2002. UNESCO; UNINOVE. Mediação: uma prática cidadã. São Paulo: UNESCO, UNINOVE, 2005.

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Anexos

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Anexo 1
Anexo 1

Marcos legais
Existe uma série de documentos importantes que podem nos auxiliar no desenvolvimento de trabalhos na comunidade e que, caso necessário, podem validar nossa argumentação a partir de uma base legal. Em termos de documentos internacionais, vale enfatizar, o Brasil participou da formulação e é signatário de diversas convenções, tratados, acordos e normas internacionais. Do ponto de vista da legislação brasileira, a partir de 1988, com a promulgação da nova Constituição Brasileira, uma série de princípios e diretrizes foram traçados em forma de planos, programas, acordos, tratados e pactos. Sugerimos, portanto, uma leitura caprichada desses documentos, pois, serão eles que darão suporte às ações do Projeto Segurança Humana – Eixo Comunidade.

Internacionais Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948)
A comunidade internacional, por intermédio da Organização das Nações Unidas, vem firmando uma série de convenções para o estabelecimento de estatutos comuns e mecanismos de cooperação mútua e controle que garantam a não violação de direitos considerados básicos à vida digna, os chamados direitos humanos. Essa declaração estabelece que todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos, coloca os homens e as mulheres como centro da história, definindo-os por sua humanidade e não mais por sua classe social. Os direitos à vida, à alimentação, à saúde, à moradia, à educação estão entre os Direitos Humanos. O direito a exercer sua sexualidade e o de escolher se quer ou não ter filhos/as também compõem esse conjunto. Disponível em: http://mj.gov.br/sedh/ct/legis/nter/ddh/bib/inter/universal.htm

Convenção sobre os Direitos da Criança – 1990
Adotada na Assembléia Geral das Nações Unidas em 20/11/1989 e ratificada pelo Brasil em 26/1/1990. Uma de suas características mais importantes foi o fato de assumir, pela primeira vez, o valor intrínseco da criança e do adolescente como seres humanos (e não como futuros cidadãos). Essa Convenção demarca uma mudança fundamental na concepção de “criança” e “adolescente”, no âmbito do direito internacional: supera-se a visão de que a criança e o adolescente são objetos passivos da intervenção da família, do Estado e da sociedade. As crianças e adolescentes passam a ser reconhecidos como pessoas em desenvolvimento e como sujeitos sociais portadores de direitos e são definidas novas

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responsabilidades do Estado para com esses segmentos. Disponível em: www2.mre.gov.br/dai/crianca.htm

Conferência Mundial de Direitos Humanos, Viena - 1993
Os direitos das mulheres e das meninas são reconhecidos, pela primeira vez, como parte integrante e indivisível dos direitos humanos. Em seu item 18, a Declaração de Viena define que: “os direitos humanos das mulheres e das meninas são inalienáveis e constituem parte integral e indivisível dos direitos humanos universais. A plena participação das mulheres, em condições de igualdade, na vida política, civil, econômica, social e cultural nos níveis nacional, regional e internacional, e a erradicação de todas as formas de discriminação, com base no sexo, são objetivos prioritários da comunidade internacional”. Não assegurar esses direitos, portanto, passa a ser uma violação dos direitos humanos universais. Ganha proeminência, como expressão dessas violações, o problema da violência contra as mulheres, as crianças e os/as adolescentes. Disponível em: http://www.pge.sp.gov.br/centrodeestudos/bibliotecavirtual/instrumentos/viena.htm

IV Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento, Cairo – 1994
Nessa conferência, foram consolidadas as noções de saúde sexual e saúde reprodutiva. A partir delas, foi estabelecida uma série de acordos e metas traçadas na Plataforma de Ação do Cairo, que orientam a implementação de políticas públicas em todos os países signatários, dentre eles o Brasil. Antigas reivindicações políticas dos movimentos de mulheres de todo o mundo - como a autonomia para a tomada de decisões sobre a vida sexual e reprodutiva e as plenas condições para o seu exercício, de maneira livre e segura - são incluídas entre os direitos fundamentais a serem assegurados pelos Estados. Um dos marcos importantes da Plataforma do Cairo é a inclusão dos adolescentes e jovens do sexo masculino nas políticas voltadas para a saúde sexual e saúde reprodutiva. Disponível em: http://www.unfpa.org.br/Arquivos/conferencia.pdf

IV Conferência Internacional sobre a Mulher, Beijing – 1995
Nessa Conferência ocorreu um avanço na definição dos direitos sexuais e dos direitos reprodutivos como direitos humanos, cuja garantia é necessária para a conquista da igualdade de gênero. Dá-se maior visibilidade aos direitos sexuais, que passam a ser definidos de maneira autônoma em relação aos direitos reprodutivos. Já não se sustenta mais a antiga visão, segundo a qual os direitos relativos à vivência da sexualidade só são legítimos quando associados à reprodução! No entanto, até hoje, se avançou muito mais no campo dos direitos reprodutivos do que no dos direitos sexuais. Disponível em: http://www.evirt.com.br/mulher/cap23.htm

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Nacionais
Constituição da República Federativa do Brasil (1988)
Estabelece direitos e garantias fundamentais para todos os cidadãos e todas as cidadãs brasileiros/as. De fato, é mais conhecida como Constituição Cidadã, em função dos importantes avanços que estabelece na legislação, dentre eles: a igualdade de direitos entre homens e mulheres, a universalidade do direito à saúde e o dever do Estado de assegurar esse direito. A Constituição Federal de 1988 representa o marco jurídico da transição democrática e da institucionalização dos direitos humanos no país. A partir de sua promulgação, tem início um amplo reordenamento jurídico e institucional de todos os setores (educação, saúde, trabalho, assistência social etc.) para sua adequação aos novos parâmetros democráticos constitucionais e internacionais: pela primeira vez na história do país, o sistema de saúde passa a ser universal, é promulgada uma nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação, aprova-se o Estatuto da Criança e do Adolescente. Nossas leis tornam-se muito mais avançadas do que nossas práticas sociais e, por isso, vivemos ainda hoje o grande desafio de transformar a legislação em realidade. Disponível em: www.planalto.gov.br/ccivil/_03/constituicao/constitui%C3%A7ao.htm

Declaração dos Direitos Fundamentais da Pessoa Portadora do Vírus da Aids – 1989
Documento elaborado e aprovado no Encontro Nacional de Organizações Não Governamentais que trabalham com Aids (Enong), realizado na cidade de Porto Alegre. Registra as prioridades e apresenta um conjunto de princípios que devem ser assistidos para a garantia dos direitos das pessoas que vivem com HIV e aids. Disponível em: http://www.aids.gov.br/data/Pages/LUMIS1DDA0360PTBRIE.htm

Estatuto da Criança e do Adolescente - Lei n.º 8.069/1990
Dentre os principais avanços da Constituição Federal Brasileira, destaca-se a aprovação do ECA, o qual dá cumprimento aos compromissos assumidos na Convenção Internacional sobre os Direitos da Criança, aprovada pela Assembléia Geral das Nações Unidas em 1989. O Estatuto prevê, expressamente, que a condição de pessoa em desenvolvimento não retira da criança e do adolescente o direito à inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral, abrangendo a identidade, a autonomia, os valores e as ideias, o direito de opinião e expressão, assim como os direitos de buscar refúgio, auxílio e orientação. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8069.htm

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Política Nacional da Juventude – 2005
A Política Nacional de Juventude foi instituída por meio da Medida Provisória 238, assinada pelo Presidente da República em 1º de fevereiro de 2005, já aprovada pelo Congresso Nacional e transformada em lei. A Política Nacional da Juventude é norteada por duas noções fundamentais: gerar oportunidades e assegurar os direitos da população jovem. O Pró-Jovem, o Conselho e a Secretaria da Juventude integram a Política Nacional de Juventude. http://www.presidencia.gov.br/estrutura_presidencia/sec_geral/.arquivos/conjuve/

Marco Legal: Saúde, um Direito de Adolescentes - 2005
Com base na legislação, reafirma, dentre outros, os direitos de adolescentes e jovens ao atendimento na rede básica de saúde, mesmo sem a presença de pais ou responsáveis e o direito ao sigilo em relação às informações comunicadas aos profissionais de saúde. Disponível em: http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/marco_legal.pdf

Marco Teórico e Referencial: Saúde Sexual e Saúde Reprodutiva de Adolescentes e Jovens – 2006
Oferece subsídios teórico políticos, normativos e programáticos que orientam a implementação de ações voltadas à saúde sexual e à saúde reprodutiva de adolescentes e jovens. Destina-se, especialmente, aos/ às gestores/as do setor saúde e de outros setores que atuam na proteção, na promoção e na defesa dos direitos de adolescentes e jovens. Disponível em: http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/marco_teorico_referencial.pdf

Política Nacional de Saúde Integral da População Negra – 2006
Aprovada pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS) em novembro de 2006, a política tem como objetivo promover a saúde integral da população negra, priorizando a redução das desigualdades étnico-raciais, o enfrentamento do racismo e da discriminação nas instituições e nos serviços do SUS. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_nacional_saude_populacao_negra.pdf

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Anexo 2
Mediação de Conflitos
Anexo 2

Paula Prates2
Vivemos numa sociedade baseada nos princípios da disputa e da rivalidade para resolver as situações de conflito. Nesse sentido, as formas mais comuns de reação aos conflitos são: evitar, usar a força e buscar uma autoridade superior, sendo que é menos comum a tentativa de diálogo. Dentre os métodos existentes de solução de disputas, temos o judicial e os extra-judiciais. No primeiro, um juiz decide o que é melhor para as partes e, no segundo, buscam-se saídas pacíficas, respeitando as partes e utilizando técnicas de negociação. São inúmeras as vantagens deste tipo de processo, tanto para as partes envolvidas (que são mais respeitadas e ouvidas) quanto no que se refere à solução encontrada (que normalmente é melhor e mais viável). Existem três métodos de resolução de disputas extra-judiciais: conciliação, arbitragem e mediação, sendo que esta última refere-se a um “método de abordagem multidisciplinar, que pretende buscar acordos entre pessoas em litígio, por meio da transformação da dinâmica adversarial em uma dinâmica cooperativa.” A mediação procura estimular a reflexão, criar espaço para uma maior consciência de si e ampliar a consciência a respeito das necessidades e dos pontos de vista do(s) outro(s). Deve garantir que a decisão de cada indivíduo ou grupo seja protagonizada por ele mesmo, num sentido de compromisso com a própria vida.

Alerta 1
Não se deve mediar casos patológicos, nos quais não seja possível contar com a responsabilidade dos sujeitos sobre sua conduta. (ex. deficiência mental, alcolismo, uso abusivo de drogas, distúrbios de personalidade).

Alerta 2
Deve-se respeitar os sujeitos evitando : o assistencialismo; supor que sabe mais que o sujeito; supor que sabe quais as melhores soluções para ele; desrespeitar o universo sócio-cultural das pessoas: julgar que as pessoas estejam erradas nos seus valores, suas escolhas e desejos.

Mediação nas relações de convivência: âmbito de conflitos, violência e questões de gênero A mediação trata dos conflitos interpessoais. Os conflitos interpessoais são formados por conteúdos
2 Paula Prates, é psicóloga, doutoranda em Saúde Pública e técnica do Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde. Trabalhou como mediadora de conflitos na Defensoria Pública do Estado de SP.

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psíquicos conscientes e inconscientes. Por isso, o mediador lida sempre com 2 discursos: “manifesto” (consciente) = posição “não-manifesto” (inconsciente) = interesse

Para entender o interesse (inconsciente), deve-se tentar compreender o significado da disputa para os sujeitos, o que está por trás dela, para além do discurso declarado (consciente) das partes. Em nossa sociedade, a violência é uma prática comum e ocorre em todos os segmentos, das mais variadas formas. No entanto, entende-se que a violência é uma forma inadequada de resolver um conflito, pois demonstra dificuldade do sujeito para compreender e administrar o mesmo. Também pode ser uma tentativa do ofendido virar ofensor. Entre as pessoas que convivem, seja no trabalho, na comunidade ou na família, existe uma tendência maior para a manifestação de conflitos e a sua cronificação, devido à intimidade existente entre as mesmas. Nestas relações, são geradas formas de comunicação repetitivas e reprodução de conflitos que podem desencadear em violência. No que se refere à violência contra a mulher, a mesma pode ser entendida a partir da perspectiva de gênero, esta entendida como a construção dos padrões de masculinidade e feminilidade em nossa sociedade. Nesta construção, a submissão e o controle sobre as mulheres são tidos como “naturais” e justificam o uso da violência, afinal, elas são “inferiores” e precisam/podem ser corrigidas. A socialização de homens e mulheres os educa para seguir este padrão. Quem foge da norma é excluído e discriminado. A socialização dos homens, no entanto, não é um “mar de rosas” como pode parecer: é feita com muita violência. A eles não é permitida a expressão de sentimentos entre outras vivências consideradas femininas. É importante lembrar que além do gênero, raça, classe e outras categorias são usadas para discriminar as pessoas. Esta lógica está sempre presente, mesmo que não aparente. O mais importante é saber que estes significados podem e devem ser desconstruídos, modificados, principalmente quando estimulam ou reafirmam a desigualdade, a opressão e a violência. Nos casos de conflito/violência de gênero considera-se que não há equilíbrio de poderes, já que uma parte está sendo submetida à outra. Nestes casos, a mediação fica dificultada, pois para as partes chegarem a um acordo ou diálogo, seria necessário ter autonomia e independência, ou seja, equilíbrio de poder na relação, o que não ocorre nos casos de violência. Algumas linhas acreditam que a mediação é impossível nestes contextos, outras acreditam que a mediação só se torna possível mediante o equilíbrio de poder entre as partes, o que pode ser alcançado através de entrevistas individuais ou encontros em grupo.

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Lembrete
As pessoas que fazem parte de organizações têm conflitos pelas mesmas razões que a família: afeto, reconhecimento e poder. Assim, a mediação também pode ocorrer nas instituições, entre funcionários, para melhorar a comunicação e as relações de trabalho.

Poder
Como vimos, é impossível compreender e manejar os conflitos sem analisar a relação de poderes presentes nas relações entre as partes. A compreensão de poder adotada pela mediação é a de poder construtivo, no sentido de que procura empoderar as pessoas e usar o protagonismo e a auto-afirmação para resolver os problemas dos sujeitos. Diante de uma desigualdade de poderes, cabe ao mediador ajudar as partes a perceber que ambos controlam recursos e necessitam deles. Se não houver interesse mútuo e equilíbrio de poderes, não ocorre a mediação. Para haver interesse pela negociação, é preciso que as partes desejem algo que a outra tem ou que queiram preservar algo que lhes pertence, seja um negócio, os filhos ou o patrimônio. Nesse sentido, o mediador pode ajudar a objetivar o conflito, explicitar os poderes em jogo, reconhecer as necessidades das partes e restabelecer o equilíbrio na relação entre as partes para ajudar a chegar a um acordo.

O/A mediador/a
É um agente de transformação social que promove a aceitação do conflito e novas maneiras de abordá-lo, em clima de cooperação.

Lembrete
A linguagem (verbal e não-verbal) é um dos principais fatores geradores e mantenedores de conflitos. Pode despertar sentimentos de ódio, rejeição, medo, raiva e ameaça que podem gerar as mais variadas reações (recolhimento, violência, etc.)

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Dicas para melhorar a comunicação entre as pessoas:

▼ (atrapalha)
Pouca clareza Julgamentos equivocados Acusações

▲ (ajuda)
Mudar o tom de voz Não acusar Usar o “eu” ao invés de você

Na prática, durante a mediação, o mediador vai tentar: Transformar os conflitos em problemas; Delimitar os problemas principais; Levar as partes a se concentrar nos problemas e não nelas mesmas; Flexibilizar as posições; Ajudar a pensar em alternativas.

Lembrete
Para uma queixa pode não haver solução, mas para um problema pode!!! Pode ser importante chamar outras pessoas a participar da mediação, se elas tiverem a ver com o problema a ser resolvido. Começar pelos problemas mais fáceis de serem resolvidos facilita o processo e anima as partes a continuar no processo. E ainda... Os acordos podem ser revistos a qualquer tempo, por qualquer uma das partes. Pode haver retorno com o mediador para acompanhamento do caso. Em caso de não-cumprimento, pode haver multas ou o cancelamento do acordo.

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Anexo 3
Pré teste
Cara e Caro participante, A ECOS – Comunicação em Sexualidade e o Unfpa – Fundo de População das Nações Unidas estão trabalhando juntos na implementação do Projeto Segurança Humana. Dentre as várias atividades que a serem desenvolvidas futuramente, uma delas é conhecer quais as percepções que os/as participantes têm sobre diferentes temas para melhor elaborar um programa de capacitação e desenvolver materiais mais adequados. Para isso, precisamos da sua importante colaboração, respondendo a estas afirmações especificando seu nível de concordância/discordância. Leia atentamente as afirmações e assinale com um X à resposta que acredita que reflita melhor a sua opinião. Não há resposta certa ou errada, queremos apenas saber a sua opinião sobre o tema. Qualquer dúvida é só perguntar! Coloque nos quadradinhos os 3 primeiros números de sua identidade: Concordo 1- A mulher é biológica e naturalmente mais delicada e sensivel que o homem. 2- Cabe aos/às próprios jovens se organizarem e pressionarem os governantes para que seus direitos sejam respeitados e garantidos 3- As pessoas escolhem ser homossexuais, bissexuais ou heterossexuais. Concordo Parcialmente Discordo Parcialmente Discordo Anexo 3

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Concordo 4- Os/As brancos/as são preferidos aos/às negros/as para ocupar uma vaga no mercado de trabalho. 5- A jovem ou mulher deve aguentar a violência do parceiro para manter sua família unida. 6- Adolescentes e jovens sabem que têm direitos, mas não sabem quais são. 7- Ter uma vida sexual prazerosa é um direito fundamental e por isso deve ser considerado um direito humano básico tanto para homens quanto para as mulheres. 8- As travestis são homossexuais que se vestem de mulheres para se prostituir. 9- Os homens são biológica e naturalmente mais violentos que as mulheres

Concordo Parcialmente

Discordo Parcialmente

Discordo

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Concordo 10- Quando um jovem ou um homem promete nunca mais bater em companheira, geralmente cumpre a promessa 11- As mulheres negras gostam mais de sexo do que as brancas. 12- É natural que, ao ser insultado, um homem defenda a sua honra, mesmo que para tal tenha que recorrer à força. 13- Cabe ao Governo garantir que não exista nenhuma forma de descriminação contra adolescentes e jovens. 14- Os/As negros/as deveriam ter mais chances para entrar na universidade devido à discriminação e o preconceito que sofreram ao longo de sua história.

Concordo Parcialmente

Discordo Parcialmente

Discordo

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Concordo 15- Os direitos humanos são os mesmos para adolescentes, jovens e adultos. 16- As jovens têm mais dificuldades de lutar pelos seus próprios direitos que os homens jovens. 17- Se um adolescente ou um jovem descobre que o seu amigo agrediu a companheira, deve conversar com ele sobre isso. 18- Cabe ao Governo criar políticas públicas específicas para os/as jovens.

Concordo Parcialmente

Discordo Parcialmente

Discordo

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Anexo 4
Políticas de Igualdade e Incidência Social e Política
Auto avaliação
Por favor, registre como foi para você participar deste curso. O que você leva deste curso? (Ex: aprendizagem, aprofundamento dos temas, troca de experiências... etc.) ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Qual tema tratado foi mais interessante para você? Por quê? ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Como foi sua relação com as facilitadoras da ECOS? Descreva um pouco essa experiência, se foi interessante ou se algo não agradou. --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Como foi sua relação com seus colegas? ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Anexo 4

Como foi sua participação no grupo? ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

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O que você leva deste curso para a sua vida pessoal? --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O que você leva deste curso para a comunidade onde atua? ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Você recomendaria esse curso para demais pessoas da comunidade? Por quê? ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

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Anexo 5
Anexo 5

Políticas de Igualdade e Incidência Social e Política
Avaliação do curso
Nome (opcional): ............................................................................................................. Data: _________ Leia as questões abaixo e circule a que mais concordas a partir da escala de 1 a 4 abaixo: 1. não tenho opinião formada 2. discordo 3. concordo parcialmente 4. concordo totalmente 1- O curso foi bem organizado e planejado 1 2 3 4

2- As facilitadoras deram-nos espaço para colocar nossas dúvidas e as esclareceram na medida em que surgiram. 1 2 3 4

3- Os temas foram claramente apresentados e foi possível compreender cada passo necessário para desenvolver uma ação de incidência social e política. 1 2 3 4

4- Os/As participantes do curso respeitaram as regras de convivência e contribuíram com novas ideias para o enfrentamento à situações de desigualdade em nossa região. 1 2 3 4

5- Sinto-me capaz de desenvolver ações voltadas para a igualdade entre os gêneros e étnico/raciais. 1 2 3 4

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6- Cite três pontos fortes deste curso 1........................................................................................................................................................................... 2........................................................................................................................................................................... 3........................................................................................................................................................................... 7 - Cite três pontos fracos deste curso 1........................................................................................................................................................................... 2........................................................................................................................................................................... 3...........................................................................................................................................................................

8- Sugestões e comentários ............................................................................................................................................................................. ............................................................................................................................................................................. ............................................................................................................................................................................. .......................................................................... ............................................................................................................................................................................. ............................................................................................................................................................................. ............................................................................................................................................................................. .......................................................................... ............................................................................................................................................................................. ............................................................................................................................................................................. ............................................................................................................................................................................. ..........................................................................

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Anotações
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