0% acharam este documento útil (0 voto)
24 visualizações23 páginas

Aula 4

Enviado por

p4r43studos
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
24 visualizações23 páginas

Aula 4

Enviado por

p4r43studos
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

BIOQUÍMICA HUMANA

Estrutura e propriedades dos lipídeos

Prof(a) Me. Bruna Dantas Nogueira

Juazeiro do Norte – Ce, 2024.


Introdução
Lipídeos

Estruturas que tem em comum a insolubilidade em água

Diversas funções biológicas

Cofatores enzimáticos, transportadores de elétrons, pigmentos,


chaperonas, hormônios, mensageiros intracelulares, entre outros.
Introdução
Principais lipídeos biológicos
Categoria Código Exemplos
Ácidos Graxos FA Oleato, estearoil-CoA,
palmitoilcarnitina
Glicerolipídeos GL Di e tracilglicerois
Glicerofosfolipídeos GP Fosfatidilcolina,
fosfatidilserina,
fosfatidiletanolamina
Esfingolipídeos SP Esfingomielina,
gangliosídeo GM2
Lipídeos de esterol ST Colesterol, progesterona e
ácidos biliares
Lipídeos de prenol PR Farnesol, geraniol, retinol,
ubiquinona
Sacarolipídeos SL Lipopolissacarídeo

Policetídeos PK Tetraciclina, eritromicina e


Lipídeos de armazenamento
Ácidos Graxos

A oxidação celular dos ácidos graxos a


𝐶𝑂2 e 𝐻2 𝑂 é exergônica.

Libera energia

Componentes de triacilgliceróis e ceras

Os ácidos graxos são ácidos carboxílicos com cadeias


hidrocarbonadas de comprimento variando entre 4 a 36
carbonos
Ácidos graxos
Ampla variedade em estrutura e propriedades físicas.

Cadeias saturadas, insaturadas, ocorrência de anéis de três


carbonos, grupos hidroxila, entre outros.

Saturados Insaturados
Ácidos graxos
Nomenclatura dos ácidos graxos de acordo com suas
ligações simples e duplas

Ácido palmítico 16:0

Ácido oleico 18:1 (Δ𝟗 )


Ácidos graxos
Considerações sobre a estrutura dos ÁCIDOS GRAXOS

Os ácidos graxos mais comumente encontrados apresentam um


número par de carbonos (de 12 a 24).
Mais comum de acontecer:

Ácidos graxos monoinsaturados → insaturação entre C-9 e C-10 (Δ𝟗 )


Ácidos graxos poliinsaturados → Δ𝟗 , Δ𝟏𝟐 e Δ𝟏𝟓

Ác. linoleico

Ác. α-linolênico
Ácidos graxos
Considerações sobre a estrutura dos ÁCIDOS GRAXOS

Ext. GRUPO Ext. GRUPO


CARBOXILA METILA

CARBONO ALFA CARBONO ÔMEGA


Ácidos graxos
Considerações sobre a estrutura dos ÁCIDOS GRAXOS

Ácidos graxos ômega 3 e ômega 6

Ômega 6

Ômega 3
Ácidos graxos
Considerações sobre a estrutura dos ÁCIDOS GRAXOS

Cadeias hidrocarbonadas apolares → baixa solubilidade

Quanto mais longa a cadeia do AG e quanto menos ligações duplas


ele tiver, mais baixa sua solubilidade.

O grupo ácido carboxílico é polar, sendo este responsável pela leve


solubilidade dos AGCC.
Consistência física na temperatura ambiente
Ácidos graxos saturados (12:0 a 14:0) → consistência de cera
Ácidos graxos
Considerações sobre a estrutura dos ÁCIDOS GRAXOS

Consistência física na temperatura ambiente


Ácidos graxos insaturados → consistência líquida oleosa
Triacilgliceróis
Triacilgliceróis, triglicerídeos, gorduras → lipídeos

Estrutura composta de três ácidos graxos unidos cada um em ligação


éster com uma molécula de glicerol.

Triacilgliceróis simples → ácidos graxos da molécula são iguais

Triacilgliceróis mistos → contém 2 ou 3 AG diferentes

Essencialmente insolúveis em água


Triacilgliceróis
Os triacilgliceróis intracelulares atuam como armazenamento de
energia.

Gotículas microscópicas no citosol

Células especializadas → adipócitos

Em vegetais os triacilgliceróis também são


armazenados nas sementes, conferindo
fonte de energia e substrato para o
processo de germinação.

Lipases (presentes nos adipócitos) → enzimas que catalisam a


hidrólise dos triacilgliceróis armazenados e liberam AGL para sua
utilização como combustível.
Triacilgliceróis
Em termos de bioenergética 1 grama de lipídeos libera mais que o
dobro de energia do que 1 grama de carboidratos.

Além da maior disponibilidade energética por equivalência,


apresentando-se como uma excelente via de armazenamento de
energia, pesa menos se comparados a carboidratos.

Seu menor peso se deve principalmente ao fato da hidrofobicidade das


moléculas de triacilgliceróis, que por não serem hidratadas acabam por
serem mais leves.
Triacilgliceróis
Em animais:

Função de isolamento térmico e grandes reservas de energia


Ceras
São compostos originados de ligações ésteres de AG mistos de cadeia
longa (𝐶14 a 𝐶36 ) e álcoois de cadeia longa (𝐶16 a 𝐶30 ).

Possuem propriedades impermeabilizantes

Diversidade de funções

Alguns vertebrados: cera


Combustível metabólico
para proteger pelos e
em plânctons
pele.

Impermeabilidade das Cobertura de algumas


penas das aves aquáticas folhas
Lipídeos estruturais em membranas
Membrana plasmática
Constituída de uma camada dupla lipídica anfipática: interações
hidrofóbicas e hidrofílicas promovem o seu empacotamento.
Lipídeos estruturais em membranas
Membrana plasmática
Glicerofosfolipídeos (fosfoglicerídeos)
2 ácidos graxos unidos por uma ligação éster ao primeiro e ao segundo
carbono do glicerol.
O terceiro carbono do glicerol está ligado por uma ligação fosfodiéster a
um grupo polar.

𝑪𝟏𝟔 ou 𝑪𝟏𝟖 𝑪𝟏𝟖 ou 𝑪𝟐𝟎


Lipídeos estruturais em membranas
Membrana plasmática
Galactolipídeos
Lipídeos predominantes nas membranas de células vegetais.
Unidos ao C-3 de um 1,2-diacilglicerol estão um ou dois resíduos de
galactose.
Provavelmente os lipídeos de membrana mais abundantes da biosfera.

Sulfolipídeos

Um resíduo de glicose sulfonado está unido a um diacilglicerol.


Lipídeos estruturais em membranas
Membrana plasmática
Tetraéteres glicerol-diaquil-glicerol

Lipídeos de membrana com cadeias longas,


ligados, por ligação éter, em ambas as
extremidades a um glicerol.

Grupo polar: fosfato ou resíduos de açúcar.

Esfingolipídeos

Compostos por uma molécula de aminoálcool, esfingnosina, de cadeia


longa, unida a um AG de cadeia longa.
União do grupo polar por ligação glicosídica ou
fosfodiéster.
Lipídeos estruturais em membranas
Membrana plasmática
Esteróis

Lipídeos estruturais de membrana presentes na maioria das células


eucarióticas.

Núcleo
Colesterol esteróide
Lipídeos biologicamente ativos
Substâncias que possuem papel ativo no tráfego metabólico.

Sinalizadores, cofatores e pigmentos.

Presentes em menores quantidades.

Mensageiros
Vitaminas ADEK
intracelulares

Hormônios esteroides Pigmentos


Bioquímica Humana

Estrutura e propriedades dos lipídeos

Prof(a) Me. Bruna Dantas Nogueira

Juazeiro do Norte – Ce, 2024.

Você também pode gostar