História da educação

brasileira
Escolarização no período
imperial
(1822-1889)

a) O período do Brasil Império (1822-1889), foi
marcado por transformações ocorridas no século
18 e desencadeadas a partir da Revolução
Francesa (1789) e da Revolução Industrial iniciada
na Inglaterra;

b) no início do século 19, a hegemonia mundial
inglesa na área econômica amplia-se com a
conquista de novos mercados. A França, por outro
lado, sob o comando de Napoleão Bonaparte,
passava a lutar pelo domínio de outros países,
inclusive Portugal;

c) Em 1808, a família real portuguesa transferiu-se
para o Brasil, para fugir do ataque francês. A
presença da corte portuguesa no Brasil, com todo
o seu aparato, propiciou o desencadeamento de
transformações na Colônia;

d) foram criados diversos cursos de nível superior:
na Academia Real da Marinha (1808), Academia
Real Militar (1810), Academia Médico-cirúrgica da
Bahia (1808) e Academia Médico-cirúrgica do Rio
de Janeiro (1809);


e) a partir da independência brasileira (1822),
instalou-se uma Assembléia Constituinte e
Legislativa que propôs legislação particular sobre
a instrução, com o objetivo de organizar a
educação nacional;
f) a Constituição de 1824, destacava que a “A
instrução primária é gratuita para todos os
cidadãos.” Assim, em 15 de outubro de 1827,
aprovou-se a primeira lei sobre a instrução pública
nacional do Império do Brasil. Esta estabelecia
que

“em todas as cidades, vilas e lugares populosos
haverá escolas de primeiras letras que forem
necessárias”
g) essa lei estabelecia:

- que os presidentes de província definiam os
salários dos professores;
- que as escolas deviam ser de ensino mútuo;
- que os professores que não tivessem formação
para ensinar deveriam providenciar a necessária
preparação em curto prazo e às próprias custas;
- os conteúdos das disciplinas;
- que fossem ensinados os princípios da moral
cristã e de doutrina da religião católica e
apostólica romana;
- que no ensino de leitura fosse dada preferência a
temas sobre a Constituição do Império e História
do Brasil.
h) relatórios do ministro do Império Lino Coutinho, de
1831 a 1836, apontam os parcos resultados da
implantação da lei de 1827 e mostram o mau estado
do ensino elementar no país. Argumentava que,
apesar dos esforços e gastos do Estado no
estabelecimento e ampliação do ensino elementar, a
responsabilidade pela precariedade do ensino
elementar era das municipalidades pela ineficiente
administração e fiscalização, bem como culpava os
professores por desleixo e os alunos por vadiagem;
i) admitia, no entanto, que houve abandono do
Estado quanto ao provimento dos recursos
materiais (prédios escolares, livros didáticos).
Também apontava o baixo salário dos
professores; a excessiva complexidade dos
conhecimentos exigidos pela lei e que dificultavam
o provimento de professores e a inadequação do
método adotado em vista das condições
particulares do país;
j) o Ato Adicional de 6 de agosto de 1834
instituiu as Assembléias Legislativas
provinciais, que podiam legislar sobre a
instrução pública. Cabia ao governos
provinciais a criação de estabelecimentos
próprios, além de regulamentar e promover
a educação primária e secundária. Ao
governo central ficava reservado o direito à
primazia e o monopólio do ensino superior.
k) baseado nessa lei, cada província
respondia pelas diretrizes e pelo
funcionamento das escolas de ensino
elementar e secundário. Logo se
defrontaram, porém, com as dificuldades
para dar instrução de primeiras letras aos
moradores dos lugares distantes e isolados.
Neste período, o acesso à escolarização era
precário ou inexistente, tanto por falta de
escolas, quanto de professores.
l) para atender a demanda de docentes,
criaram-se as primeiras escolas normais no
Brasil, com o objetivo preparar professores
para oferecer a instrução de primeiras
letras.

Foram criadas escolas normais em várias províncias
do país: Niterói (1835), Bahia (1836), Ceará
(1845), São Paulo (1846).

m) em 1837, na cidade do Rio de Janeiro,
foi criado o Colégio Pedro II. Este colégio
fornecia o diploma de bacharel, título
necessário na época para cursar o nível
superior. Foram também criados nessa
época colégios religiosos e alguns cursos de
magistério em nível secundário,
exclusivamente masculinos.

n) o colégio de Pedro II era frequentado
pela aristocracia. Nele, oferecia-se o melhor
ensino, a melhor cultura, com o objetivo de
formar as elites dirigentes. Era considerado
uma escola modelo para as demais no país;

o) ao final do Império, o quadro geral do
ensino era de poucas instituições escolares,
alguns liceus nas capitais, colégios privados
instalados nas principais cidades, poucos
cursos normais, e alguns cursos superiores
quem garantiam o projeto de formação para
médicos, advogados e e jornalistas).

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