História da educação

brasileira

Escolarização no
Brasil Colônia

~ primeira parte ~
Colonização e catequese


a) O processo de colonização europeia
do Brasil se iniciou a partir de 1500,
com a chegada dos portugueses.

b) O processo de colonização deu-se
fundamentado no orbis christianus:
crença de que o mundo é de Deus e a
Igreja o seu representante da Terra.

Havia uma crença de que o
pensamento cristão era ou devia ser
hegemônico no mundo.
c) Segundo essa crença, Deus era a
verdade absoluta; logo, todos deviam
submeter-se a sua vontade.

Cabia à Igreja e ao Estado (no caso o
Estado português), converter todos à
fé católica.
d) Com a descoberta da América,
percebeu-se que vastos territórios e
populações não compartilhavam dessa
crença. Assim, era preciso “anunciar a
salvação” - converter todos à fé
cristã.

Foi baseada nessa visão que a
colonização foi levada á efeito.
e) Coube aos jesuítas transferir para o
Brasil essa ordem. Assim, coube-lhes
duas tarefas principais:

colonizar e evangelizar, com vistas a
implantar o orbis christianus.
f) Mas o que isso tem haver com a
história da educação no Brasil?

Tudo, já que os jesuítas foram os
primeiros „professores‟ do Brasil:
fundaram colégios, aulas e
seminários, onde ensinavam a ler,
escrever e calcular.
Seminário de Olinda - Recife
g) No nível econômico, a colonização
foi regida pelo sistema colonial
mercantilista, o que implica em
afirmar que a colonização foi realizada
em função da produção para
enriquecimento da metrópole
(Portugal). Para isso, utilizou-se o
trabalho escravo dos indígenas e,
posteriormente, de negros africanos.
h) A economia se organizou sobre
uma base agrária e escravista,
características de uma economia
colonial agroexportadora.
i) Na vida colonial, a educação e a
cultura a poucos interessava. Era um
supérfluo, um ornamento que só os
privilegiados dispunham e, até mesmo
entre esses, só interessava aos mais
excêntricos.
j) A partir de 1549, a Companhia de
Jesus, vinculada à ordem dos jesuítas,
foi incumbida de catequizar e instruir
os indígenas. A leitura, a escrita e o
cálculo eram os conteúdos próprios da
instrução que davam base para a
compreensão das “sagradas
escrituras” – a bíblia.
k) Aos poucos, os padres ampliaram a
importância dos seminários como
instituições de ensino. Com o crescimento
populacional e da vida urbana cresceu,
também, o desejo de instrução. Deu-se,
então, de forma marcante, a ação
educacional dos jesuítas no Brasil:

passaram a formar as elites e as lideranças
da sociedade colonial.

l) Ratio studiorum: assim se chamava
o plano de ensino dos jesuítas que
vigorou até 1759.
m) O ensino era subsidiado pela coroa
portuguesa pelo “padrão de redízima”,
que equivalia a 10% dos impostos
arrecadados.

Os cursos eram de humanidades,
filosofia e teologia e abrangiam
instrução elementar, secundária e
superior.
n) Numa economia de base agrária e
numa situação política e submissão
colonial, o próprio ensino de elite não
era entendido como prioridade.
o) Em 1759 implanta-se em Portugal a
reforma pombalina, que resulta na
expulsão dos jesuítas do império português.
A consequência para a educação no Brasil
foi o desmonte do sistema de ensino
implantado pelos jesuítas. Somente 13
anos depois, em 1772, criaram-se as aulas
régias, que deviam suprir as disciplinas
antes oferecidas nos colégios jesuítas.
p) Essa situação permaneceu
praticamente inalterada até 1808,
quando a corte portuguesa se
transfere para o Brasil. em
decorrência disso há a multiplicação
de cadeiras de ensino, criação de
novos cursos e instituições.
q) Foram criados os primeiros cursos
superiores: Academia Real da
Marinha, Academia Real Militar, cursos
de Cirurgia, Anatomia, Medicina e
cursos técnicos de economia,
agricultura e indústria.

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