História da educação

brasileira
Educação na primeira
república (1889-1930)
Ensino primário e técnico-
profissional
a) Ensino primário: escolas primárias,
escolas complementares e escolar normais;

b) Ensino técnico-profissional: organizado
com o objetivo de atender às classes
populares. Apresentava-se como um
programa de caráter assistencial.
Regulamentação do ensino técnico-
profissional
Ano Decreto Ação
1909 7.566 Regula o ensino técnico-
industrial e cria, nas capitais
dos Estados, escolas de
aprendizes artífices.
1910 8.319 Regula o ensino técnico
agrícola.
1926 17.329 Regula o ensino técnico
comercial.
c) Ensino secundário e superior: eram
considerados inseparáveis e tinham a
escola secundária como condição
preparatória aos cursos superiores.
Regulamentação do ensino
secundário e superior
Ano Decreto Ação
1890 981 Reforma Benjamin Constant: criou o Ministério da
Instrução, Correios e Telégrafos e tentou a substituição
do currículo acadêmico por um com disciplinas científicas
1901 3.890 Reforma Epitácio Pessoa
1911 8.659 Reforma Rivadávia Correa: desoficializou o ensino
1915 11.530 Reforma Carlos Maximiliano: reoficializou o ensino.
1925 16.782A Reforma João Luís-Rocha Vaz: procurou estabelecer
legislação que permitisse ao governo federal ação
articulada com os Estados
1920 14.343 Criou a Universidade do Rio de Janeiro
Ciclo de reformas do anos
1920
A partir do início da década de 1920 um
grupo de intelectuais promoveu reformas
educacionais em vários Estados. Este
movimento ficou conhecido como “ciclo
de reformas educacionais dos anos 20.”

Destacam-se Fernando de Azevedo,
Anísio Teixeira, Lourenço Filho e
Francisco Campos.
Ano Estado Reformador
1920 São Paulo Sampaio Doria
1922-26 Rio de Janeiro Carneiro Leão
1923-24 Ceará Lourenço Filho
1924 Bahia Anísio Teixeira
1925-28 Rio Grande do Norte José Augusto
1927-28 Paraná Lisímaco Costa
1927-28 Minas Gerais Francisco Campos e
Mário Casassanta
1928 Pernambuco Carneiro Leão
1928 Rio de Janeiro Fernando de Azevedo
1928 Bahia Anísio Teixeira
1933 São Paulo Fernando de Azevedo
Quadro geral da educação na
primeira república
- Inexistência de dispositivos constitucio-
nais que configurassem um projeto
amplo e sistemático para a escola
nacional;
- ausência de órgãos administrativos
superiores;
- falta de planejamento nacional para a
escolarização;
- permanência de um sistema escolar
sem disciplinamento interno para integrar
graus e ramos;

- pequena difusão da escola primária;

- esforço para profissionalizar a escola
normal;
- escola secundária segregada do
sistema, feita parceladamente e
impossibilitada de se constituir numa
instituição de abrangência nacional;
- escolas superiores orientadas para as
carreiras profissionais clássicas.

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