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ANTÓNIO THOMAZ PIRES

BREVE
BIOBIBLIOGRAFIA
 Nasceu em Elvas a 7 Março de 1850;
 Morreu em Elvas em 1913.

Filho de Manuel Justino Pires e de D. Francisca da


Piedade Pires. Foi Secretário da Câmara Municipal e
notabilizou-se no estudo da história e da etnografia de
Elvas e do Alto Alentejo, em geral.

Colaborou com Teófilo Braga, José Leite de


Vasconcelos, Gonçalves Viana, Adolfo Coelho, entre
outros.
As suas investigações foram publicadas em jornais e
revistas regionais como Sentinela da Fronteira, O Elvense,
Progresso de Elvas, Folha de Elvas, A Perola, O Bohemio,
O Liberal, Correio Elvense, A Fronteira, nas secções
literárias do Jornal da Manhã (Porto), Gazeta de Portugal
(Lisboa), Globo (Lisboa), e nas revistas El Folk-lore
Andaluz (Sevilha), El Folk-lore Bético-Estrermeño
(Fregenal), Archivio per le tradizioni popolari (Palermo),
Archivo de Ex-libris Portuguezes (Génova), Boletim da
Sociedade de Geographia (Lisboa), Revista do Minho
(Esposende), A Tradição (Serpa), O Archeologo Portuguez
(Lisboa), Revista Lusitana (Lisboa), Portugalia (Porto), e
Mundo Illustrado (Porto).
Da sua incansável pesquisa e recolha das riquezas
folclóricas de Elvas e da sua região (canções, rimas
populares, adivinhas, adágios, rifões e anexins,
romances e orações, contos e jogos) resultaram várias
obras de entre as quais se destacam:
Cancioneiro popular politico (Elvas, 1891); Folk-lore
portuguez. Setecentas comparações populares
alentejanas (Esposende, 1892); Calendario rural (Elvas,
1893); Notas historico-militares (Elvas, 1898); Materiaes
para a historia da vida urbana portuguesa (Lisboa, 1899)
(Separata do Boletim da Sociedade de Geographia de
Lisboa); Catalogo do Museu Archeologio da Camara
Municipal de Elvas (Lisboa, 1901) (Separata de O
Archeologo Portuguez); Contos populares portuguezes
(Elvas, 1902-1912); Estudos e notas elvenses.
De entre os etnógrafos dos fins do século XIX, ele é
um dos que maior simpatia científica e humana concitam,
pela seriedade das suas obras e fidelidade à tradição.
Embora não tivesse utilizado uma metodologia
«moderna» de transcrição exacta das versões ouvidas aos
seus informadores, já que, como era hábito na época,
eliminou as hesitações e os enganos ocorridos
habitualmente na narração oral, tudo faz supor que os
seus textos se aproximem muito do que lhe contaram.
Alguns destes contos só se encontravam nas principais
bibliotecas do país e têm um interesse científico para o
estudo das tradições populares alentejanas e dos seus
quadros imagéticos principalmente entre a região de Elvas
e Serpa.
A maioria dos contos destaca-se pela simplicidade da narrativa.
As personagens e as situações são descritas com grande economia
de meios, sem derivações ou alindamentos.
Nestas histórias estão guardadas muitas das concepções e
verdades que estruturam o nosso sentimento e visão do mundo.
Fazem parte de uma herança única que, parecendo distantes dos
modos de transmissão e conteúdos culturais modernos, se torna,
por isso mesmo, imprescindível ao reencontro das nossas raízes e
da sua matriz ideológica profunda, que tendem num cosmopolitismo
vesgo e sem identidade».
MárioF.Lages,Contos Populares
Alentejanos recolhidos da Tradição Oral,Colecção
Estudos e Documentos

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