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Subestações

Marcelo Fandi Antonio Carlos Delaiba


Introdução: O que é uma Subestação?

Definição NBR 5460 / 1992


Parte de um sistema de potência, concentrada em um
dado local, compreendendo primordialmente as
extremidades de linhas de transmissão e/ou
distribuição, com os respectivos dispositivos de
manobra, controle e proteção, incluindo obras civis e
estruturas de montagem, podendo incluir também
transformadores, conversores e/ou outros
equipamentos.
Por que Elevar a Tensão de Transmissão?
Classificação de Subestações

Quanto ao Tipo Quanto à Natureza da Corrente Quanto à Relação entre


Elétrica Tensão de Entrada e
 Industrial  de CA Tensão de Saída
 Concessionária  Conversora de Frequência
 De manobra
 Conversora de Fases
Quanto ao Fluxo de  Transformadora
 Inversora
Potência
 Retificadora
 Elevadora
 Abaixadora Quanto à Tensão
Quanto à Função  BT (660V)
Quanto à Instalação  Transmissão (Un  230kV)  MT (até 34,5kV)
 Convencional  Subtransmissão (34,5kV  Un   AT (até 138kV)
138kV)  EAT (138kV - 500kV)
 Compacta
 Distribuição (Un  34,5 kV)  UAT (> 500kV)
 Abrigada
Classificação de Subestações

Quanto ao Tipo Quanto à Natureza da Quanto à Relação entre


Corrente Elétrica Tensão de Entrada e
 Industrial  de CA Tensão de Saída
 Concessionária  Conversora de Frequência  De manobra
Quanto ao Fluxo de  Conversora de Fases
 Transformadora
Potência  Inversora
 Elevadora  Retificadora
Quanto à Tensão
 Abaixadora
Quanto à Função  BT (660V)
Quanto à Instalação  Transmissão (Un  230kV)  MT (até 34,5kV)
 Convencional  Subtransmissão (34,5kV  Un   AT (até 138kV)
138kV)  EAT (138kV - 500kV)
 Compacta
 UAT (> 500kV)
 Distribuição (Un  34,5 kV)
 Abrigada
Planta Típica de uma Subestação – Vista Superior
Corte
Principais Equipamentos “Outdoor”
Chave Seccionadora
Transformador de
Transformador de Corrente (TC)
Para(TP)
Potencial Raios

Disjuntor
Transformador de Força
Planta Típica de uma Sala de Comando
Principais Equipamentos “Indoor”
Cubículos de Média Tensão Painel Auxiliar
Painéis
CA/CCde Proteção e
Retificador
Controle
Disjuntor
Chave Média Tensão
Seccionadora MT
Alternativa para MT:
Disjuntor (ou religador) out-

Transformador Serv. Aux Reles


door - barramento aéreo deProteção
Banco de Baterias

Comumente utilizado por


concessionárias
Introdução ao Sistema Elétrico de Potência

Esquema básico do sistema elétrico de potência


Introdução ao Sistema Elétrico de Potência

Sistema elétrico de potência consumidores

Geração Transmissão Sub-Transmissão


MT e BT AT-EAT-UAT AT-EAT-UAT Distribuição
(CA e CC) (CA e CC) MT

Consumidor Consumidor

Consumidor Consumidor
Introdução ao Sistema Elétrico de Potência
Dependendo do nível, a tensão é classificada em:
• Baixa tensão (BT) até 1kV
• Média tensão (MT) de 1 a 66 kV (inclusive)
• Alta tensão (AT) de 69 kV a 230 kV (inclusive)
• Extra alta tensão (EAT) de 230 kV a 800 kV (inclusive)

• Ultra alta tensão (UAT) maiores que 800 kV

• Grupo 1 - Grandes consumidores

• Grupo 2 - Consumidores médios

• Grupo 3 - Pequenos consumidores em média tensão

• Grupo 4 - Pequenos consumidores em baixa tensão


Introdução ao Sistema Elétrico de Potência
Conceitos e Definições

1 - Condição nominal (normal) de operação


•Tensão nominal;
•Corrente nominal;
•Frequência nominal;
•Aquecimento nominal;
•Expectativa de vida útil nominal;
•etc.
Introdução ao Sistema Elétrico de Potência

2 - Condições Anormais
•Sobrecarga;
•Curto-circuito (efeitos térmico e dinâmico);
•Rotor bloqueado;
•Sobretensões de origem atmosférica (NBI);
•Sobretensões de origem de chaveamento /
manobra (TAFI);
Introdução ao Sistema Elétrico de Potência

3 - Outros fenômenos (conceitos) associados


aos SEP
•Tensões distorcidas (harmônicos);
•Correntes distorcidas (harmônicos);
•Tensões desbalanceadas;
•Correntes desbalanceadas;
•Flicker (cintilação luminosa).
Curto-Circuito
Trifásico
Marcelo Fandi Antonio Carlos Delaiba
Sobretensões e Coordenação de Isolamento

• Origem e classificação das sobretensões

Sobretensão atmosférica típica


KV
Va
0,9 Va

0,5 Va

0,3 Va

0 s
1,2
50
Introdução ao Sistema Elétrico de Potência

• Características dos isolamentos

• Níveis de isolamento dos equipamentos


Níveis de isolamento normalizados para 1kV < Um  52kV (NBR 6949)
Tensão suportável nominal à
Tensão suportável nominal de
Tensão máxima do Tensão suportável de Tensão suportável nominal à
equipamento Um (kV – impulso atmosférico (kV freqüência industrial durante
valor eficaz) – valor da crista) NBI 1 minuto (kV – valor eficaz)

20
3,6 10
40

40
7,2 20
60

95
15 34
110

125
25,8 60
150

170
38 80
200

48,3 250 105


• Princípios básicos de coordenação de isolamento
• Espaçamentos elétricos e distâncias de segurança
Correlação entre o nível de isolamento e o espaçamento mínimo fase-terra no ar
para tensões suportáveis nominais de impulso atmosférico até 750 kV
Tensão Suportável Nominal de Impulso Espaçamento Mínimo Fase-Terra no Ar
Atmosférico (kV (mm)
40 60
60 90
95 160
110 200
125 220
150 280
170 320
200 380
250 480
630
325
380 750

450 900
550 1100
650 1300
750 1500
Introdução ao Sistema Elétrico de Potência
• Distância entre escoamento de buchas e isoladores

Nível de
Escala provisória dos níveis de poluição naturais
Nível de Distância de
Ambiente Característico
Poluição Escoamento Admitida
(mm/kV eficaz)
Áreas sem indústria e áreas com baixa densidade de
Desprezível indústria, mas sujeitas a ventos e/ou chuvas freqüentes.
As áreas classificadas neste nível devem estar 16
localizadas longe do mar ou em altitudes elevadas e em
nenhum caso podem estar sujeitas a ventos marítimos
sujeitas a ventos marítimos.
Áreas com indústrias que não produzam fumaça
Leve particularmente poluente, áreas com alta densidade de
indústrias mas sujeitas a freqüentes ventos limpos e/ou 20
chuvas e áreas sujeitas a vento marítimos mas não
muito próximas da costa (afastadas no mínimo 1 km).

Forte Áreas com alta densidade de indústrias produzindo 25


poluição, áreas próximas ao mar e de algum modo
expostas a ventos marítimos relativamente fortes.

Áreas geralmente de moderada extensão, sujeitas a


Muito Forte fumaças industriais, produzindo camada condutora
razoavelmente espessa, áreas geralmente de moderada 31
extensão muito próximas da costa e expostas a ventos
marítimos muito fortes e poluentes.
Introdução ao Sistema Elétrico de Potência
Introdução ao Sistema Elétrico de Potência
Rigidez dielétrica

1 - INTRODUÇÃO

A rigidez dielétrica depende de 3 principais parâmetros, a


saber:

 Rigidez dielétrica do meio;


 Forma das peças;
 Distância:
 do ar ambiente entre as peças sob tensão;
 da interface ar isolante entre as peças sob tensão.
Introdução ao Sistema Elétrico de Potência
Rigidez dielétrica
2 - RIGIDEZ ELÉTRICA DO MEIO

A rigidez dielétrica do ar depende das seguintes condições


ambientais:

 Poluição;
 Condensação;
 Pressão;
 Umidade;
 Temperatura.

3 - FORMA DAS PEÇAS


Introdução ao Sistema Elétrico de Potência
Rigidez dielétrica
4 - DISTÂNCIA ENTRE AS PEÇAS
4.1 - AR AMBIENTE ENTRE AS PEÇAS SOB TENSÃO

Tensão de ensaio nominal Distância mínima no ar


ao impulso atmosférico entre a terra e entre fases
Up (kV) d (mm)
60 100
75 120
95 160
125 220
170 320
Introdução ao Sistema Elétrico de Potência
Rigidez dielétrica
4.2 - INTERFACE AR ISOLANTE ENTRE AS PEÇAS
SOB TENSÃO
Introdução ao Sistema Elétrico de Potência
Noções de Subestações

• Conceituação
Uma subestação pode ser definida como sendo um “conjunto de
equipamentos com propósito de chaveamento, transformação,
proteção ou regulação da tensão elétrica”, ou ainda “instalação
elétrica destinada à alteração conveniente das características de
energia elétrica ou manobras de circuitos elétricos de potência”

Destinam-se basicamente a:
 Suprimento de energia elétrica a consumidores;
 Seccionamento de circuitos elétricos, necessários à
estabilidade dos sistemas elétricos.
Introdução ao Sistema Elétrico de Potência

Noções de Subestações

• Conceituação

A função ou tarefa mais importante das subestações é


garantir a continuidade com a máxima segurança de
operação e confiabilidade dos serviços a todas as partes
componentes dos sistemas elétricos. As partes defeituosas ou
sob falta devem ser desligadas imediatamente e o
abastecimento de energia deve ser restaurado por meio de
comutações ou manobras.
Introdução ao Sistema Elétrico de Potência

• Subestações principais

• Subestação unitária

• Tipos de subestação

Subestação ao tempo

Subestação semi-abrigada

Subestação abrigada
Introdução ao Sistema Elétrico de Potência

Equipamentos de pátio

• Equipamentos de manobra

Ativo - disjuntores

Passivos - seccionadores

• Equipamentos de transformação
Transformadores de potência, transformadores de potencial
(TP), transformador de corrente (TC), pára-raios, filtros de onda
(bobina de bloqueio) e reguladores de tensão.
Introdução ao Sistema Elétrico de Potência
• Equipamentos de comando, controle e proteção
• Equipamentos de comando
• Equipamentos de controle
 Indicadores de tensão, corrente, potência ativa e reativa, temperatura,
freqüência;

 Medidores de controle e faturamento;

 Registradores gráficos de tensão, corrente, potência ativa e reativa,


temperatura;

 Registradores de defeitos (oscilógrafos);

 Anunciadores óticos e acústicos;

 Localizadores de defeitos;
Introdução ao Sistema Elétrico de Potência

• Equipamentos de proteção

 Relés de sobrecorrente e relés de sobrecorrente direcional;

 Relés de distância;

 Relés de sobretensão;

 Relés diferenciais;

 Relés de religamento;

 Etc.
Transformadores

Marcelo Fandi Antonio Carlos Delaiba


Transformadores
Princípio de funcionamento de um transformador
Fluxo Magnético 

I1 N1 N2

VP e1 e2 VS

E1 N1 V1
kt   
E2 N 2 V2
S1  3  V1  I1  S2  3  V2  I 2
I1 N 2

I 2 N1
Transformadores

Rendimento e regulação de tensão

P2
 %   100
P1

V2 I 2 cos C
%  100
V2 I 2 cos C  R2 I 2  1,2 PO
2
Transformadores
Ábaco para cálculo do rendimento de transformadores
Transformadores
Condição de máximo rendimento
Curva de carga de transformadores de distribuição
P [kW]

Pn

½ Pn

6 12 18 24
Hora do Dia

V2 I 2 cos C I 2 n / I 2 n 
%  100 f C2 Pjn  1,2Po
V2 I 2 cos C I 2 n / I 2 n   R2 I 2 I 2 n / I 2 n   1,2 PO
2
Transformadores
E2  V2
Regulação de tensão para transformadores Re g %  100
V2
Paralelismo de transformadores
Subestação industrial com transformadores em paralelo

ENTRADA

1 3

2 4

CARGA
Transformadores

Mesma relação de transformação, ou valores muito próximos (F)

Mesmo grupo de defasamento (F)

Mesma impedância percentual (Z%) ou mesma tensão de


curto-circuito ou valores próximos (O)

S% Z %

S% Z %
Transformadores
Mesma relação entre reatância e resistência equivalente (O)
Transformadores com diferentes ângulos internos

Z´2
Z”2
Z´2=Z”2  Módulos

´j ”j  Argumentos


X´2
´j X”2
R´2
”j R”2
Transformadores

Mesma relação entre reatância e resistência equivalente (O)


Potência aparente total

j S”


S

S  S   S 
Transformadores
Exercício de Aplicação 1:

Considere T1 e T2 – dados a seguir – operando em paralelo e


alimentando uma carga de 720 kVA. Qual a contribuição de cada
uma deles?
T1: SN=500 [kVA]
UN=13,8[kV]/380[V]
Z% = 4,5%

T2: SN=300 [kVA]


UN=13,8[kV]/380[V]
Z% = 4,5%
Transformadores
Solução:
Sabe-se que:
S1 Z 2 S1 0,045 S1 S2
    S1  S2   
S2 Z1 S2 0,045 S1N S 2 N
S1N 500 O que está perfeitamente de
S1  .S 2  S1  .S2  S1  1,667.S2 acordo com a teoria, pois
S2N 300
como a carga – 720 kVA –
Por outro lado: solicita 90% da potência
disponível – 800 kVA -, e
S1  S2  720 (2) como as impedâncias são
Levando (1) em (2), tem-se: iguais, os transformadores
estão igualmente
1,667.S2  S2  720  2,667.S2  720 
carregados: 270 [kVA] =
S2  270[kVA] 90%. 300 [kVA] e 450 [kVA] =
90%. 500 [kVA].
Logo: S1  450[kVA]
Transformadores
Exemplo de Aplicação 2:

Considere T3 e T4 – dados a seguir – operando em paralelo e


alimentando:
a) carga de 11250 kVA
b) carga de 12500 kVA
Qual a contribuição de cada um deles em cada um dos casos?

T3: SN = 7500 [kVA]


Z% = 5,84%
T4: SN = 5000 [kVA]
Z% = 5,62%
Transformadores
Solução:
Caso a:
Sabe-se que:
S1 Z 2 S 0,0562 S1 S2
  1    0,9623. 
S2 Z1 S2 0,0584 S1N S2N
S1N 7500
S1  0,9623. .S 2  0,9623. .S 2  S1  1,4435.S2 (3)
S2N 5000
Por outro lado
S1  S2  11250 (4)
Levando (3) em (4), vem:

1,4435.S2  S2  11250  S2  4604[kVA] S1  6646[kVA]


e ainda:
6646 4604
S1 %  .100  S1 %  88,6% S 2 %  .100  S 2 %  92,1%
7500 5000
Transformadores
Caso b:
S1  S2  12500
Levando (3) em (4), vem:
1,4435.S2  S2  12500  S2  5116[kVA]
Os caso a e b mostram que
S1  7384[kVA] devido à diferença de
e ainda: impedâncias não houve
distribuição eqüanime entre as
7384 potências (88,6%; 92,1% e
S1 %  .100  S1 %  98,45% 98,45%; 102,32%) e que no caso
7500
de carga menor que a nominal –
caso a - pode não haver
5116
S2 %  .100  S 2 %  102,32% sobrecarga, dissimulando o
5000 problema que aparecerá, sem
dúvida, no caso de carga
nominal – caso b.