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THERESA WALDERRAMA

PRINCIPAIS CARACTERISTICAS DE UMA DESCARGA ATMOSFÉRICA

• Uma descarga é visível a olho nu;

• Fenômeno em que para acontecer é preciso:

• Cargas opostas entre uma nuvem e o chão;

• A atração é muito forte;

• Os raios podem chegar a ter características muito elevadas e destruidoras:


FORMAÇÃO DOS RAIOS
Densidade de Raios no Brasil
Mortalidade por Raios no Brasil
Mortalidade por Raios no Brasil
CONSEQUÊCIAS DE UMA DESCARGA ATMOSFÉRICA

Raio destrói mansão em


Campos do Jordão-SP
Um raio destruiu uma
mansão em Campos do Jordão,
na Serra da Mantiqueira (SP), A
descarga atmosférica causou
um curto-circuito no quadro de
energia do imóvel, o que gerou
um incêndio. Sem seguro, o
dono da mansão destruída
estima um prejuízo de R$ 1
milhão para reconstruir o imóvel.
CONSEQUÊCIAS DE UMA DESCARGA ATMOSFÉRICA

Raio atinge reservatório de etanol e


causa incêndio em SP

Um raio atingiu um reservatório de etanol


em uma usina no município de Ourinhos, a
370 km de São Paulo, e provocou um
incêndio de grandes proporções. O sistema
de resfriamento da usina foi imediatamente
acionado por funcionários do local, para
evitar que o incêndio se alastrasse para
outros reservatórios da usina.
CONSEQUÊCIAS DE UMA DESCARGA ATMOSFÉRICA

Raio atinge radio em Teresina


Um raio atingiu uma radio em
Teresina e houve danificação da
parede e equipamentos internos.
CONSEQUÊCIAS DE UMA DESCARGA ATMOSFÉRICA

De acordo com o INPE – ELAT (Instituto Pesquisa Espacial e Grupo de Eletricidade


atmosférica reconhecido mundialmente), quando as estruturas não estão protegidas as
descargas atmosféricas podem causar consequências irreparáveis, mortes e milhões de
reais em perdas:

• Impacto de uma descarga atmosférica em pessoas:

Estudos do INPE apontam entre 2000 e 2014:

• 1790 mortes no território brasileiro; Índice maior que as catástrofes com enchentes no
mesmo período.

• Em 30% dos casos, as vítimas morrem por parada cardíaca ou respiratória.

Os 70% restantes costumam sofrer sequelas, como perda de memória e diminuição da


capacidade de concentração:
CONSEQUÊCIAS DE UMADESCARGA ATMOSFÉRICA

Impacto de uma descarga atmosférica em estruturas, linhas de


transmissão de energia e telecomunicações:

• Impactos em estruturas não metálicas como em arvores;


• Impactos em cercas e ou estruturas metálicas;
• Impactos diretos em estruturas;
NOVA RESOLUÇÃO –NBR5419-2015

A norma técnica 5419, elaborada pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), tem
por objetivo definir a condição mínima aceitável para: projeto, implantação, instalação e
manutenção do SPDA, nas estruturas utilizadas para fins residencial, comercial, industrial,
administrativo e agrícola.

Tem por previsão 4 partes:

1 – Princípios gerais;
2 – Gerenciamento de Risco;
3- Danos físicos a estruturas e perigos a vida;
4- Sistemas elétricos e eletrônicos internos na estrutura;
A ameaça da descarga atmosférica ABNT NBR 5419-1

ABNT NBR 5419-2


Riscos associados às descargas

Proteção contra descargas atmosféricas

Conjuntos de medidas de proteção


PDA

Danos Físicos Sistemas


á Estrutura e SPDA MPS Elétricos e
Risco à Vida Eletrônicos

ABNT NBR 5419-13 ABNT NBR 5419-4


Estudo de gerenciamento de risco

NBR5419-2015

Novo caderno com estudo mais abrangente em torno de 100


parâmetros relacionados a:

• Danos de uma descarga;


• Impactos de uma descarga;
• Perda e risco de uma descarga;
Proteção de Estruturas
O volume a proteger

constitui-se de uma estrutura ou de uma região que requer


proteção contra os efeitos das descargas atmosféricas
O SPDA dividi- se em três sistemas interligados:

Subsistema captor (ou simplesmente captor): parte do


SPDA destinada a interceptar as descargas atmosféricas.

Subsistema de descida: parte do SPDA destinada a conduzir acorrente


de descarga atmosférica desde o subsistema captor até o subsistema
de aterramento.

Subsistema de aterramento: parte do SPDA destinada a conduzir


e a dispersar a corrente de descarga na terra.
CAPTAÇÃO
CAPTAÇÃO
CAPTAÇÃO
CAPTAÇÃO
DESCIDAS
DESCIDAS

DESCIDAS
DESCIDAS
DESCIDAS NATURAIS
ATERRAMENTO – SPDA
ATERRAMENTO NATURAL - SPDA
PROTEÇÕES INTERNAS COMPLEMENTARES

 Dispositivos de proteção contra surtos (DPS);

 Arranjos de aterramento e equipotencialização;

 Blindagem eletromagnética;

 Roteamento dos circuitos elétricos;

 Entre outros;
DPS

O DPS é o dispositivo estabelecido pela ABNT 5410 e 5419, para proteger as


instalações elétricas e os equipamentos eletro-eletrônicos contra surtos também
estabelecidos pelas descargas atmosféricas;
DPS
Quais as implicações legais ?
FISCALIZAÇÕES

Os principais órgãos de fiscalizações são o ministério do trabalho, corpo de


bombeiros e seguradoras com base nas principais resoluções estabelecidas:

• Normas técnicas brasileiras (NBRs);


• Normas regulamentadores de segurança - NR;
• Regulamentações da prefeitura;
• Instruções técnicas dos bombeiros;
• Seguradoras;
Habilitações
CREA – CONFEA

Segundo o artigo 2° da Decisão Normativa Nº 070, de 26 de outubro de 2001, do Conselho Federal de Engenharia
Arquitetura e Agronomia (CONFEA), consideram-se profissionais habilitados a exercer as atividades de projeto,
instalação e manutenção de SPDA, os profissionais relacionados nos itens I a VII e as atividades de laudo,
perícia e parecer os profissionais dos itens I a VI:

•I – engenheiro eletricista;
•II – engenheiro de computação;
•III – engenheiro mecânico–eletricista;
•IV – engenheiro de produção, modalidade eletricista;
•V – engenheiros de operação, modalidade eletricista;
•VI – tecnólogo na área de engenharia elétrica;
•VII – técnico industrial, modalidade eletrotécnica.

• Não se aplica a todos os filiados da ABENC – em virtude de decisão judicial transitada em julgado nos
autos do Mandado de Segurança 2002.34.00.006739-4.
Obrigada.
Theresa Walderrama
Email: Theresa.valduga@pwtec.com
tel:11-964425770