3º - PRESIDIDO POR AUTORIDADE POLICIAL: Artigo 144, § 4º da Constituição Federal, juntamente com o
artigo 4º, do CPP, é a Polícia Judiciária Civil ou Federal, ao qual será presidida a cargo do delegado de polícia
aprovado em concursos público. - Obs. O STF entende que a PM a PRF podem lavrar termo circunstanciado!
Art. 144. A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem
pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, através dos seguintes órgãos:
I - polícia federal;
IV - polícias civis;
§ 1º A polícia federal, instituída por lei como órgão permanente, organizado e mantido pela União e estruturado em carreira,
destina-se a:" (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
I - apurar infrações penais contra a ordem política e social ou em detrimento de bens, serviços e interesses da União ou de suas
entidades autárquicas e empresas públicas, assim como outras infrações cuja prática tenha repercussão interestadual ou
internacional e exija repressão uniforme, segundo se dispuser em lei;
II - prevenir e reprimir o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o contrabando e o descaminho, sem prejuízo da ação
fazendária e de outros órgãos públicos nas respectivas áreas de competência;
III - exercer as funções de polícia marítima, aeroportuária e de fronteiras; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de
1998)
IV - exercer, com exclusividade, as funções de polícia judiciária da União.
destina-se, na forma da lei, ao patrulhamento ostensivo das ferrovias federais. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19,
de 1998)
§ 4º Às polícias civis, dirigidas por delegados de polícia de carreira, incumbem, ressalvada a competência da União, as
funções de polícia judiciária e a apuração de infrações penais, exceto as militares.
LEI Nº 12.830, DE 20 DE JUNHO DE 2013.
A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1º Esta Lei dispõe sobre a investigação criminal conduzida pelo delegado de polícia.
Art. 2º As funções de polícia judiciária e a apuração de infrações penais exercidas pelo delegado de polícia são de
natureza jurídica, essenciais e exclusivas de Estado.
§ 1º Ao delegado de polícia, na qualidade de autoridade policial, cabe a condução da investigação criminal por
meio de inquérito policial ou outro procedimento previsto em lei, que tem como objetivo a apuração das
circunstâncias, da materialidade e da autoria das infrações penais.
§ 2º Durante a investigação criminal, cabe ao delegado de polícia a requisição de perícia, informações,
documentos e dados que interessem à apuração dos fatos.
§ 3º (VETADO).
§ 4º O inquérito policial ou outro procedimento previsto em lei em curso somente poderá ser avocado ou
redistribuído por superior hierárquico, mediante despacho fundamentado, por motivo de interesse público ou nas
hipóteses de inobservância dos procedimentos previstos em regulamento da corporação que prejudique a eficácia da
investigação.
§ 5º A remoção do delegado de polícia dar-se-á somente por ato fundamentado.
§ 6º O indiciamento, privativo do delegado de polícia, dar-se-á por ato fundamentado, mediante análise técnico-
jurídica do fato, que deverá indicar a autoria, materialidade e suas circunstâncias.
Art. 3º O cargo de delegado de polícia é privativo de bacharel em Direito, devendo-lhe ser dispensado o mesmo
tratamento protocolar que recebem os magistrados, os membros da Defensoria Pública e do Ministério Público e os
advogados.
Art. 4º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 20 de junho de 2013; 192º da Independência e 125º da República.
DILMA ROUSSEFF
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4º - ESCRITO: Conforme o artigo 9º, do CPP: “Todas as peças do inquérito policial serão, num só processado,
reduzidas a escrito ou datilografadas e, neste caso, rubricadas pela autoridade”
5º - INDISPONIBILIDADE - Indisponível: uma vez instaurado o inquérito Policial não pode a autoridade policial,
por sua própria iniciativa, promover o seu arquivamento (art. 17 do CPP). Delegado não arquiva IP, uma vez
iniciado, o delegado não pode desistir do mesmo e deverá realizar o relatório final e encaminhar no prazo legal.
Obs. Enunciados da ACADEPOL.
6º - OFICIALIDADE: a investigação deve ser realizada por autoridades e agentes integrantes dos quadros públicos,
sendo vedada a delegação da atividade investigatória a particulares por força do art. 144, §4º da Constituição Federal.
7º - OFICIOSIDADE: salvo as hipóteses de crimes de ação penal privada ou pública condicionada a representação o
inquérito policial deve ser instaurado ex offício (independentemente de provocação) pela autoridade policial sempre que
tiver conhecimento da prática de um delito (art. 5º, I, do CPP).
8º - DISCRICIONÁRIO - A autoridade policial possui discricionariedade de acordo com a lei, podendo determinar ou
postular, todas as diligências que julgar necessárias ao esclarecimento dos fatos.
Por razões de conveniência e oportunidade o art. 6º traz rol exemplificativo;
De acordo com a lei, as investigações deverão ser realizadas. Não existe um procedimento fechado para realização de
IP, a depender do modus operandi do crime a autoridade policial escolherá a linha de investigação mais adequada.
Obs.: art. 6º, o rol de diligências previstos nesse artigo é meramente exemplificativo.
Art. 14. O ofendido, ou seu representante legal, e o indiciado poderão requerer qualquer diligência, que será realizada,
ou não, a juízo da autoridade.
09º - DISPENSÁVEL - Não obrigatório: A ação penal poderá ser proposta conforme as informações que
demonstrarem indícios de autoria e materialidade delitiva. Assim, quando já haverem indícios suficientes,
desnecessária será a instauração do inquérito policial.
Obs. Justa Causa: Art. 395. A denúncia ou queixa será rejeitada quando:
I - for manifestamente inepta;
II - faltar pressuposto processual ou condição para o exercício da ação penal; ou
III - faltar justa causa para o exercício da ação penal.
JUSTA CAUSA é a condição probatória mínima para o recebimento da Denúncia ou Queixa, são os indícios
suficientes de autoria e materialidade que devem acompanhar a Denúncia ou Queixa.
Renato Brasileiro de Lima (2014) define a justa causa como sendo:
“o suporte probatório mínimo que deve lastrear toda e qualquer acusação penal.[...] Tendo em vista que a simples
instauração de um processo penal já atinge o chamado status dignitatis do imputado, não se pode admitir a
instauração de processos levianos, temerários, desprovidos de um lastro mínimo de elementos de informação,
provas cautelares, antecipadas ou não repetíveis, que dê arrimo à acusação.” (LIMA, 2014, p.196)
Obs. O inquérito é dispensável, mas sempre que existir deve acompanhar a denúncia ou queixa. Art. 12 do
CPP: O inquérito policial acompanhará a denúncia ou queixa, sempre que servir de base a uma ou outra.
EXEMPLO DE INQUÉRITOS EXTRAPOLICIAIS:
1º - IDP - Lei 8.112/90 - INQUÉRITO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR
Art. 151. O processo disciplinar se desenvolve nas seguintes fases:
I - instauração, com a publicação do ato que constituir a comissão;
II - inquérito administrativo, que compreende instrução, defesa e relatório;
III - julgamento.
2º - ICP - LEI No 7.347, DE 24 DE JULHO DE 1985. Disciplina a AÇÃO CIVIL PÚBLICA de responsabilidade por
danos causados ao meio-ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico
e paisagístico dá outras providências.
3º - COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO – CPI: possui duas funções típicas: Legislar e Fiscalizar. As CPI’s e CPMI’s têm por
finalidade fiscalizar um fato determinado (por tempo certo) como prevê o art. 58 § 3º da Constituição federal:
§ 3º As comissões parlamentares de inquérito, que terão poderes de investigação próprios das autoridades judiciais, além de
outros previstos nos regimentos das respectivas Casas, serão criadas pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, em
conjunto ou separadamente, mediante requerimento de um terço de seus membros, para a apuração de fato determinado e por
prazo certo, sendo suas conclusões, se for o caso, encaminhadas ao Ministério Público, para que promova a responsabilidade
civil ou criminal dos infratores.
Poderes da CPI: Para o STF a CPI pode determinar: 1º - intimar particulares e autoridades públicas para depor, na condição de
testemunhas ou investigados; 2.º - a Prisão em Flagrante; 3º A QUEBRA DE SIGILO fiscal, bancário e de dados telefônicos do
investigado; 4° - diligências, perícias e exames necessários; 5º - requisitar informações e determinar busca e apreensão de
documentos (obs. que não implique em violação de domicilio) devendo, não obstante isso, sempre apresentar decisão motivada e
fundamentada para tanto.
Obs. Reserva de jurisdição a CPI não pode: decretar prisão temporária ou preventiva, busca domiciliar, interceptação de
comunicação telefônica, escuta ambiental, quebrar o sigilo das correspondências, medidas assecuratórias – arresto, sequestro,
indisponibilidade de bens, impedir que alguém deixe o país ou apreender o passaporte, exigem mandado judicial.