“Qualquer elemento ou serviço que conjugue as propriedades de
criação (design e tendências de moda), qualidade (conceitual e
física), vestibilidade, aparência (apresentação) e preço a partir
das vontades e anseios do segmento de mercado ao qual o
produto se destina”.
Que atributos os produtos devem ter?
•QUALIDADE (aumenta o valor percebido pelo consumidor);
•CARACTERÍSTICAS ESPECÍFICAS (valor agregado x custo para a empresa);
•DESIGN (aparência / aspecto do produto x utilidade do produto).
O projeto PRECISA...
PLANEJAMENTO
Ação e efeito de projetar e programar uma coleção,
em que se analisa o tipo de mercado a conquistar, a
qualidade do produto, a concorrência que tem que
enfrentar, e na qual se definem os objetivos a alcançar
com a coleção.
O projeto PRECISA...
COLEÇÃO
Conjunto de produtos, com harmonia do ponto de
vista estético e/ou comercial, cuja fabricação e
entrega são previstas para determinadas épocas do
ano.
É por meio da coleção que se assegurará o estilo e a linguagem da marca.
Todo o conjunto de objetos que esteja unido por
relações funcionais ou estéticas pode ser
considerado um sistema (A. Moles, 1971: 114). (...) A
coleção é um sistema particular (diferente de outros
campos), tanto pela lógica de montagem, que
apresenta princípios de COMPLEMENTARIDADE entre
diferentes produtos que serão utilizados sobre o
corpo, quanto por sua projeção temporal e seu
caráter efêmero(Fiorini in Pires, 2008: 108).
O projeto PRECISA...
PLANEJAMENTO DE COLEÇÃO
Definição escrita do que serão as peças da coleção.
(ESTILO, FORMA, MATERIAL, CORES/PADRONAGENS, PREÇO, QUANTIDADE).
Um MODO DE PENSAR que objetive responder as indagações
referentes aos diversos questionamentos sobre o que será feito.
A indústria da moda orienta-se segundo o princípio de
OBSOLESCÊNCIA PLANEJADA, processo ideológico que,
promove estado perpétuo de insatisfação com o estilo de
vida e com a aparência física do momento. Sendo assim, a
análise do ciclo de vida da moda e dos movimentos de
adoção dos diferentes estilos de vestir é fundamental para
o desenho das estratégias mercadológicas e de
comunicação, pois visa a determinar a duração de uma
tendência e prever a introdução de novos estilos (Garcia e
Miranda, 2007: 71).
MERCADO = Indivíduos ou organizações com desejo e capacidade
de comprar bens e serviços.
PLANEJAMENTO DE COLEÇÃO
TREPTOW, Doris. Inventando Moda: Planejamento de Coleção.
Pré-planejamento = R$
1. Reunião de planejamento :
2. Cronograma
3. Segmentação wear, Linha (Mix, profundidade, produto sinalizador).
4. Dimensão ( pequena, média, grande)
5. Público alvo
6. Analise da coleção anterior
PLANEJAMENTO DE COLEÇÃO
Planejamento
7. Pesquisa de tendências
8. Escolha do tema/ Pesquisa do Tema
9. Briefing ( Prancha iconográfica)
10. Cartela de cores
11. Cartela de materiais (tecidos)
12. Cartela de aviamentos
13. Esboços
14. Croquis
15. Desenhos técnicos
16. Estamparia e bordado
PLANEJAMENTO DE COLEÇÃO
Planejamento
17. Protótipo
18. Definição dos modelos
19. Peça piloto
20. Ficha técnica
21. Graduação dos modelos
22. Encaixe e risco
23. Custo das peças
24. Comercialização
25. Mostruário/vendas
[Link]
Pós coleção
27. Feedback do mercado ( aceitação)
6 equipes.
PESQUISAR E ESTUDAR: País selecionado.
TEMA GERAL : A Democracia da Moda.
1- Personalidade Artística ou Política (País), 2- artesanato Local,
3- Movimento (músical) 4- Pintura, 5- Arquitetura, 6- Cultura.
DESENVOLVER uma coleção COMERCIAL (18 looks), seguindo a metodologia
indicada e usando os elementos do estilo ou de alguma criação/momento
especifico da carreira do artista, de preferencia a mais relevante ou conhecida.
Desenvolver pelo menos uma estampa/padronagem exclusiva para coleção.
18 croquis: sendo 3 looks ampliados em que deve-se ramificar a criação de cada
look conceito em 5 croquis comerciais.
CONFECCIONAR o look sinalizador da coleção.(escala mini- barbie), em que
neste deve ter a estampa criada.
• Seguir Todo o passo a passo do planejamento do projeto de coleção;
• Definir apenas um segmento wear especifico que seja coerente ao tema, ao
artista e ao público proposta para o desenvolvimento da coleção.
• Definir o público (Consumo autoral).
• Desenvolver book A4 (pode ter formato especial) diagramado do planejamento
da coleção utilizando a criatividade e o conceito da coleção.
•.Obs: mesmo sendo numa Barbie, o produto precisa passar pelo processo de
modelagem e os conceitos de vestibilidade e ergonomia precisam ser considerados.
Entrega conteúdo escrito:
Nota: 80 - 40 parte escrita (book), 40 produto.
Apresentação/seminário: a definir.
É um documento detalhado do projeto de uma coleção
de produtos de moda, desenvolvido de forma artística
( diagramada).
O book deverá ser entregue no formato A4; a
identidade visual – incluindo a fonte, a
ambientação, os croquis, a cartela de materiais,
a encadernação, entre outros – deverá estar
coerente com a proposta do trabalho, ou seja,
adequada ao conceito da marca, tema e ao
público-alvo.
Desenvolvimento de produto
PRÉ – PLANEJAMENTO/ reunião de planejamento
Pensar nos objetivos da coleção.
PRÉ – PLANEJAMENTO/ reunião de planejamento
a)o estudo de vendas das estações passadas;
b) a evolução da clientela;
c) a evolução da moda, materiais e formas;
d) a evolução da tecnologia;
e) a evolução da empresa (faturamento);
É importante estar presente a equipe de criação, o
proprietário daempresa, área comercial, marketing e de
produção.
Momento de dividir tarefas;
Esta pergunta depende de diversosfatores:
1) A empresa expõe seus produtos em feiras de lançamento?
2) A empresa vende para atacadistas e tem sua própria entrega?
3) A empresa vende para lojas de varejo de terceiros ou vende para
lojasde varejo próprias?
4) A empresa vende para atacadistas e lojistas?
PRÉ – PLANEJAMENTO / CRONOGRAMA
Preenchimento de trás para frente;
“ ticar” todas as etapas e serem PLANEJADAS no
projeto;
Organizar a ordem de todas as etapas;
Analisar o tempo necessário para cada etapa;
Cumprir as datas/etapas estabelecidas; (100%);
Fase da coleção Etapas Data/prazo observações
Pré
planejamento
Planejamento
Pós coleção
PRÉ – PLANEJAMENTO / segmentação wear
Conhecida também como linha de produtos a
segmentação wear é uma forma de segmentar o
mercado de Moda no quesito wear, promovendo
uma melhor direcionamento da marca com relação
aos segmentos que comercializa.
Segmentos wear
ACTIVE WEAR: Roupas, calçados e acessórios para prática esportiva.
ADVENTURE WEAR: Roupas e acessórios para uso em esportes radicais.
BEACH WEAR: Roupas para praia e piscina.
BIKE WEAR: Roupas e acessórios para ciclistas, mountain bikers, triatletas e outras atividades ligadas ao ciclismo.
BRIDAL WEAR – vestidos de noiva.
CAREER WEAR – roupas para trabalho, não falamos em uniformes, mas roupas que por suas características próprias
sinalizam a profissão de quem as usa. Exemplo: o médico que usa branco para denotar higiene, atletas que usam
acessórios para uma melhor performance e mesmo executivos que em seus ternos impecáveis, se vestem de acordo com a
agenda do dia, tão uniformizados quanto operários de fábricas.
CASUAL WEAR: Roupas informais e práticas.
CITY WEAR: Urbano, informal com fundamento na alfaiataria.
CONFORTABLE CLASSIC WEAR: A nova alfaiataria para um clássico renovado (desestruturado com os ombros naturais).
COUTURE WEAR – roupa de época.
DAILY WEAR: Roupas de estilo contemporâneo para o dia-a-dia.
EASY WEAR: Praticidade, funcionalidade nas formas e materiais.
ENGINEERING WEAR: Roupas com fundamento na engenharia (modelagem).
EVENINGDRESS WEAR: Roupas formais para ocasiões informais (coquetel, vernissage, etc.)
EVINING GOW WEAR– Roupas de festa.
EYE WEAR: Óculos.
FETICHE WEAR: Roupas para fetichistas.
FITNESS WEAR: Roupas para ginástica e prática de esportes.
FOOT WEAR: Sapatos, tênis, sandálias, etc.
FORMAL WEAR: O rigor clássico da alfaiataria impecável, estruturado e elegante.
FULL EVINING WEAR – Roupas para eventos especiais, ocasião que requer extremo luxo.
HOMEWEAR: Roupas para a casa: cama, mesa e banho.
INNER WEAR: (Interior) roupa para ser usada em casa. Para os novos profissionais liberais ou para o conforto dos dias livres.
Look lazer/urbano/casual, um novo lifestyle.
JEANS WEAR/DENIM WEAR: Roupas feitas com o tecido sarja (denim, sarja de Nîmes) na cor azul índigo de origem vegetal no
modelo jeans.
KIDS WEAR ou CHILDREN’S WEAR: Roupas para crianças de 2 a 6 anos e de 7 a 10 anos.
KNIT WEAR: roupas feitas de malha retilínea e circular.
LEATHER WEAR: Roupas feitas de couro.
LEISURE WEAR: Roupas para lazer
MAXI WEAR: roupas para mulheres robustas, com os tamanhos: 48 (P), 50 (M), 52 (G), 54 (GG) e 56 (XG). O importante é usar
o tamanho da equivalência para agrado do target.
MILITARY WEAR: Roupas com inspiração em trajes militares.
NEW CLASSIC WEAR: Roupas clássicas renovadas
NIGHT WEAR: Roupas para dormir ou roupas para sair à noite.
OUTDOOR WEAR: Roupas para a vida ao ar livre, track (tracksuit – abrigo, training)
OUTER WEAR: Roupas para serem usadas sobrepostas a outras: casacos, sobretudo, capas, anoraks, mantôs e roupas para
prática esportiva de inverno.
OUT WEAR: Roupas íntimas usadas para fora.
PETITE WEAR: Roupas para mulheres adultas de estatura baixa e mignom (1.40m a 1.60m de altura) com os tamanhos 0 ao 14
para os Estados Unidos e 28 ao 42 para o Brasil.
RAIN WEAR: Roupas impermeáveis.
READY-TO-WEAR – prêt-à-porter, pronto para vestir.
RECYCLED WEAR: Roupas antigas de brechó, retrabalhadas ou reproduzidas em pequena série.
RIGOUR OF FORMAL EVENINGDRESS: roupas sociais para ocasiões de luxo, homens: dinner jacket, tuxedo (fraque) e
smoking; mulheres: vestidos e suits longos ou curtos com estilo da alta-costura (haute-couture).
SLEEP WEAR: Roupas para dormir.
SOFT FORMALWEAR: Novo formal, funcionalidade, desconstruído com aspecto ultra-light, nova alfaiataria.
STREET WEAR: Roupas com estilo das tribos urbanas.
SWIM WEAR: Roupas para natação.
TAILOR WEAR: Roupas feitas por alfaiates (feito sobre medida)
TECNO WEAR: roupas feitas com matérias-primas de alta tecnologia.
TEENAGER WEAR: Roupas para adolescentes.
UNDER WEAR: Roupas íntimas e lingerie.
UTILITY WEAR: Roupas utilitárias (uniformes).
VINTAGE: Roupas usadas, recicladas ou copiadas das originais com aspecto envelhecido.
PRÉ – PLANEJAMENTO / MIX DE PRODUTO
Deve-se estabelecer o número de peças que determinada coleção terá e dentre estas, quantas
serão bottons, tops, vestidos ou macacões, dentre outras peças, além de determinar a quantidade
de modelos em cada tipo, assim como qual tecido será utilizado para uma peça e outra, e quantas
terão algum tipo de beneficiamento, como, por exemplo, bordados ou estampas.
Essa divisão permite uma segura compra de matéria-prima e o equilíbrio das formas que facilitarão a
combinação para as fotos dos catálogos e, consequentemente, as vendas. Estabelecer um mix para a
coleção garante o controle de custos da mesma por meio do desenvolvimento de algumas peças mais
elaboradas do que outras.
PRÉ – PLANEJAMENTO / MIX DE PRODUTO
Mix de produto é a variedade de produtos que
uma empresa oferece é nele que se estabelece as linhas
e profundidade das linhas da coleção.
Classificam-se
“TOPS” (qualquer parte superior);
“BOTTONS” (qualquer parte inferior).
+
“ ACESSÓRIUS”
“ DRESS”
“ SHOES”
“ OBJETS”
“ COMPLEMENTS”
“ OVERALL”
“ GIFTS”
PRÉ – PLANEJAMENTO / MIX DE PRODUTO
A criação do plano de mix consiste em descrever
os tipos de produtos para clientela visando atrair
por:
Tipos de produtos;
Famílias;
Preços;
Duração;
Área de exposição de venda – ex:quanto maior largura do mix, menor será
a profundidade.
Rentabilidade – ex: quanto maior o nº de famílias, menor será a rotação e,
consequentemente, a rentabilidade.
Características da clientela – fatores sociais e financeiros afetam a
demanda Modo de apresentação;
Balanceamento entre capacidade e interesse as estratégias de gestão das
mercadorias estão intimamente ligadas à seleção e dimensão do mix.
Fatores internos - Estratégia da marca,política
financeira...
Fatores externos – cenário externo, ciclo de vida do
produto, concorrência, potencial do mercado
(produto sinalizador).
PRÉ – PLANEJAMENTO / MIX DE PRODUTO/ Extensão: profundidade
PRÉ – PLANEJAMENTO / MIX DE PRODUTO/ QUANTIDADE
PRÉ – PLANEJAMENTO / MIX DE PRODUTO/ PRODUTO SINALIZADOR
É aquele que expressa mais fortemente a
marca. Que está estritamente relacionado a
identidade e imagem da marca.
No trabalho definir o produto e colocar imagem dele nesta etapa explicando o porque da escolha.
PRÉ – PLANEJAMENTO / mix de moda ou Nível de produto
O mix de moda é composto por três segmentos:
1.Básicos: funcionais/ sempre presentes;
2. Real: Modelos de acordo com as tendências;
[Link]/ vanguarda: Peças complementares (vitrines,
desfiles/ maior impacto/maior conceito).
PRÉ – PLANEJAMENTO / mix de moda,Nível de produto ou
Classificação de produto
Kotler (1999, p.190) propõe três níveis, são eles:
O produto básico é aquele que o comprador está
realmente interessado em comprar, supre uma
necessidade, um desejo.
O produto real surge a partir do básico
acrescido de características: nível de
qualidade, aspectos físicos, design, marca e
embalagem. Este, além de suprir uma
necessidade e desejos, proporciona status.
+ 5 peculiaridades:
nível de qualidade;
características;
design;
marca;
embalagem.
O produto ampliado, criado a partir do básico e do real,
oferecendo serviços e benefícios adicionais, como por
exemplo; garantias de durabilidade e, consertos e ajustes, se
necessário. Então, além de necessidade, desejo e status,
confere ainda segurança e qualidade.
produto básico + produto real
+ BENEFÍCIOS EXTRAS ( serviço)
NÍVEL DE PRODUTO
Básico Real Ampliado
20% 50% 30%
Há o produto ESPECIALIZADO: que é aquele
destinado a atender uma necessidade especifica, de
um nicho especifico. São produtos únicos, com
características exclusivas
EX: roupas especializadas para cegas.
NÍVEL DE PRODUTO
Especializado
100%
Especializado Especializado Especializado
Básico Real Ampliado
20% 50% 30%
Uma coleção pode variar entre:
20 a 49 peças (coleção pequena);
50 a 79 peças ( coleção média);
80 peças acima(coleçã0 grande).
PRÉ – PLANEJAMENTO/PÚBLICO ALVO
TRÊS GRANDES PÚBLICOS:
Feminino;
Masculino;
Infantil;
COMPORTAMENTO
TRADICIONAL (60%): Valoriza a praticidade, conforto, e o preço justo.
FASHION (30%): Valoriza a moda, as etiquetas, gosta do consumir geral;
VANGUARDA (10%): Adota moda própria, valoriza estilos, novidades.
(Treptow, 2003, p.51)
PRÉ – PLANEJAMENTO/PÚBLICO ALVO
+ localização geográfica, classe social, faixa etária, lifestyle.
• No trabalho definir o público de acordo com as pesquisas dos núcleos
geracionais, descrever o mesmo e fazer prancha de público com apenas uma
imagem que transmita o conceito descrito.
Segundo Slack (1997), o objetivo do projeto de
produtos é a satisfação das necessidades e
expectativas atuais e futuras dos consumidores.
Assim, considera-se o consumidor como início e
o fim do projeto de produto.
As Gerações Como Empresas Criativas –
Francesco Morace
Segundo Morace, o consumidor está menos
influenciado pelo charme das grandes marcas e pela
persuasão oculta da publicidade e mais pela sua
própria atuação enquanto autor e protagonista de suas
escolhas. Há um espírito de aceitação de estilos
variados, passando-se do chamado “lifestyle” para o
“life occasion” ou ocasião de vida.
Ele chama o grupo de consumidores com
características similares de Núcleos geracionais.
O sociólogo italiano acredita que o Brasil tem uma
grande oportunidade de exportar tanto qualidades
internalizadas - alegria de viver, espontaneidade nos
relacionamentos humanos, simplicidade cotidiana,
experiência de felicidade -; como valores tangíveis -
a naturalidade dos produtos, riqueza das cores,
sensualidade dos corpos e dos sorrisos, naturalidade
do ambiente e das pessoas.
De acordo com Morace, nas tendências que se
manifestarão em poucos anos, os bens de conforto e
de criatividade definirão, em conjunto, os valores
integrais do Terceiro Renascimento, se tornaram
prioritários para muitos indivíduos.
A partir das lógicas hoje consolidadas nas principais
megatendências de consumo - compartilhado,
transitivo, memória vital, de ocasião, a leitura do
comportamento cotidiano deve definir uma
vanguarda encarnada na normalidade.
Lively Kids: Lively Kids (crianças entre 4 e 8 anos),
exigem articular com fantasia e riqueza de particulares mundos únicos e
inventados.
É vital inventar novos mundos antes de novos produtos. Influência e controle dos
pais. Assumem um papel cada vez mais central na relação familiar, protagonistas
não mais passivos, mas ativos e interativos na realização de um cotidiano feliz.
Posh Tweens (8 a 12 anos, meninos e meninas): pré-adolescentes amantes das
novidades, cujas estéticas podem ser enquadradas na identidade das grifes. São
fashion victims, que absorveram a tecnologia em suas vidas precocemente,
influenciando nas decisões de consumo dos pais.
Expo Teens (12 a 20 anos, meninos e meninas ): jovens que vivem a própria
identidade por meio de códigos das tribos, sensibilidade a diversas linguagens.
Para eles a moda se encontra com a arte, a música, a gráfica e o design.
MORACE,2007
Linker People (20 a 35 anos, homens e mulheres):
são trendsetters das tendências de consumo.
Curiosos, gostam de experimentar novas
tecnologias. Multiplayers, não se identificam com
apenas uma comunidade ou grupo.
• Unique Sons (20 a 35 anos, homens e mulheres):
filhos únicos que se tornaram seres individualistas,
narcisistas e consumistas, e que estão
continuamente na busca dos irmãos que nunca
tiveram. É o núcleo geracional que representa o
motor da nova sociedade do consumo.
MORACE,2007
Sense Girls (mulheres de 25 a 40 anos): refinadas, sensíveis e
exóticas, propõem uma revolução ética e estética que evoca
uma grande mudança paradigmática.
• Mind Builders (homens de 35 a 50 anos): profissionais
com vocação para serviços e tecnologia, representam a nova
burguesia intelectual. Apaixonados pelo estudo do
pensamento humano e pela leitura, são também muito
ligados às suas raízes.
MORACE,2007
Mind Builders:
Singular Women (mulheres de 35 a 50 anos): a singularidade
feminina é expressa por mulheres seguras, sem preconceitos.
Esse comportamento coincide com o enfraquecimento da
identidade masculina com relação à estética, mesmo com os
movimentos dos metrossexuais, por exemplo.
Premium Seekers: ( homens e mulheres de 45 a 60 anos) são
uma pequena parcela da população, que busca prestígio e
distinção. Eles representam uma nova elite que quer excelência
e qualidade e tem hábitos de consumo sofisticados. "O tempo, a
serenidade e a qualidade de vida são as grandes respostas para
uma geração inquieta que conheceu o bem-estar e que não
aspira de forma tão direta ao clássico consumo de luxo"
MORACE,2007
Normal Breakers (45 a 60 anos, homens e mulheres): indivíduos com
uma visão crítica e criativa da realidade em que vivem. Para estes novos
rebeldes, normalidade e transgressão se sobrepõem harmoniosamente.
Buscam alternativas de vida continuamente, na qual a tecnologia é
fundamental.
Family Activists (acima de 60 anos, homens e mulheres): População
senior, buscam ser os verdadeiros provedores da família, fazem
importantes referencias de consumo ampliado de bens, lugares e
serviços.
•Pleasure Growers (acima de 60 anos, homens e mulheres): os boomers
americanos que não aceitam o comportamento típico da terceira idade e
revivem seus valores utópicos de juventude, filtrados pela maturidade,
abraçando uma estética nova e regenerada, informal, juvenil, energética
e psicodélica. Economicamente estáveis, buscam novos prazeres
sensoriais por meio de experiências inteligentes.
MORACE,2007
PRÉ – PLANEJAMENTO/Análise da coleção anterior
ANÁLISE:
• Peças que mais e menos venderam;
• Os lucros obtidos;
• Problemas encontrados; ( interna e externamente/ produção,
criação, etc)
• Resultado final da coleção.
* No trabalho esta análise será dos trabalhos de mais sucesso do artista.
PLANEJAMENTO/PESQUISA
Foco no público e data em que a coleção será lançada;
Tendências de ciclo longo:
** pesquisa de comportamento sócio cultural;
** pesquisa de mercado;
Tendências de ciclo curto:
** pesquisa tecnológica.
(ex: novidades têxteis);
** Modismos.
Selecionar parâmetros de moda
pertinentes ao público e a estação.
PLANEJAMENTO/ ESCOLHA DO TEMA
A definição do tema da coleção pode surgir a qualquer momento, antes ou após
a pesquisa de tendências. O tema da coleção é algo livre que depende quase que
exclusivamente da sensibilidade do designer e de sua equipe de
desenvolvimento. Jones (2002:147) diz que não se deve buscar inspiração nos
temas relacionados às tendências atuais, mas posicionar-se à frente do seu
tempo e tentar prever desejos futuros.
A escolha de uma temática se faz importante, pois irá nomear,
caracterizar e diferenciar uma coleção dentre tantas desenvolvidas
simultaneamente com tendências familiares aos concorrentes. Cabe ao
designer a difícil tarefa de correlacionar tema com tendências, criando
algo único, inovador e desejável.
PLANEJAMENTO/ ESCOLHA DO TEMA
O “tema” representa o conceito da coleção, onde o designer comunica sua proposta.
Representa a leitura estética de toda pesquisa
EX: .
Históricos: épicos;
Arquitetura: estilos construções;
Música: estilos musicais;
Etnias: variações culturais;
Fantasias: desenhos animado, contos de fadas;
Subjetivos: sonhos, romantismo, desarmamento;
Literários: períodos;
Personalidades: heróis, pessoas marcantes, FIGURAS DE ESTILO.
Artes: períodos, obras, autores;
Natureza: fenômeno, objetos, seres;
Tecnologia: atualidades tecnológicas;
Mitologias/Lendas: mitos, 7 pecados capitais, etc;
• No trabalho, definir o perfil de tema, o título, fazer breve texto poético sobre e definir
3 palavras chave.
PLANEJAMENTO/ PRANCHA ICONOGRÁFICA
É um painel com imagens;
• Concentra de modo claro e sintético o conceito da coleção;
• Comunica as cores, os materiais, as texturas, as linhas, as formas, os volumes
e outras informações importantes;
• É a alma de todo o projeto;
• Evite inserir a imagem do consumidor no briefing, bem como textos escritos;
Segundo Treptow (2003, p.109), “a leitura estética do briefing tem
por objetivo comunicar os processos e conceitos que conceituarão a
criação e defenderão a coleção. Na linguagem dos profissionais de moda,
representa a atmosfera, o espírito da coleção”.
PLANEJAMENTO/ BRIEFING DE COLEÇÃO
Kenzo/2013
PLANEJAMENTO/ CARTELA DE CORES
o t em a ; 2c m x 3cm;
ã o e x t r aídas d r e t ân g u lo de
:: S
n t ad a po r u m n omes;
:: Re p re s e
có d i g o s o u
s e r d e 1cm.
cada po r ma dev e
I d en t i f i c a d a u
::
m e n t o entre
:: Espa ç a
p re t o ; r b o rd a preta.
O b ra n co e o n ã o p o dem te
:: o loridas
o r e s c
:: as c
Geralmente o número de cores de uma coleção varia entre 8 e 12 cores.
PLANEJAMENTO/ CARTELA DE MATERIAIS
NA CARTELA:
* Anotar informações sobre o tecido(amostra);
* Nome ou referência;
* Composição;
* Fabricante;
* Largura;
* Rendimento ( só para malha);
* Gramatura;
* Preço;
No trabalho, será necessário uma cartela de pelo menos 8 materiais.
A Cartela de materiais é de todos os looks da coleção. Pode ser física
ou imagens que ilustrem os tecidos de forma visual.
No trabalho, não precisa calcular o rendimento, caso este não esteja
presente na etiqueta do rolo de malha.
PLANEJAMENTO/ CARTELA DE AVIAMENTOS
DEVE CONTER:
* Amostra;
* Descrição;
* Referência;
* Fornecedor:
* cores/banhos;
*Metragem/quantidade
por peça;
* Preço.
No trabalho, será necessário uma cartela de pelo menos 5 aviamentos.
Pode ser física ou imagens que ilustrem os aviamentos de forma visual.
PLANEJAMENTO/ CARTELA DE AVIAMENTOS
Classificar por função:
FUNÇÃO COMPONENTE: aviamento utilizado na construção da peça, sem o qual
ela não pode existir – ex: linhas, etiquetas, zíperes, botões funcionais ;
FUNÇÃO DECORATIVA: aviamento utilizado apenas como adorno, mas sem
característica funcional – ex:franjas, patches, etiquetas decorativas, puxadores de zíper
decorativos.
Classificar por visibilidade:
APARENTE: aviamentos que são visíveis após a peça confeccionada – botões,
zíper, bordados, etiquetas de tamanho ou composição;
NÃO APARENTE: aviamentos que ficam no interior da peça – entretelas, espumas, elásticos, etc.
PLANEJAMENTO/ESBOÇOS e CROQUIS
Ele apenas serve para que o designer
passe rapidamente para o papel uma série
de ideias.
“o croqui apresenta uma grande vantagem:
a capacidade de visualizar as combinações entre
peças e cores da coleção”. É o desenho estilizado das
peças de uma coleção.
“Precisa ter coerência com a proposta da coleção
e representar o público da marca.
Treptow (2003, p.142),
No momento do esboço é necessário que o designer já defina as silhuetas
(linha/shape) que serão utilizadas na coleção.
A definição da silhueta é considerada fundamental na tomada de decisão de que tipos de
peças formarão a coleção. É importante refletir que partes do corpo serão realçadas e que
tipos de estruturas as roupas terão e porque. Tudo isso deve estar de acordo com o
conceito que se pretende transmitir.
Modelo: Camisa polo
Referência: 1
Mix: Real
Materia prima 1: meia malha
Materia prima 1: ribana
Composição 1: 100% CO/ Composição 2: 98%CO e 2%PUE
PLANEJAMENTO/ DESENHOS TÉCNICOS
Especificações:
::: planificado;
::: tipos de costuras;
::: tamanho de aberturas;
::: posição de botões, bolsos, pences, etc:
::: não se usa cor;
::: desenha-se frente e costas;
* são inseridos nas fichas técnicas.
Ou seja:
Todo o tipo de informação que possa ser útil para modelista e
demais etapas do processo.
No trabalho, o desenho técnico vetorizado será somente do look
confeccionado, os demais somente o croqui especificado.
PLANEJAMENTO/
ESTAMPARIA E BORDADO
Podem ser:
* Industriais ou
métodos artesanais;
•Precisa ter coerência
com a temática da coleção;
Podem ser locais ou corridas.
No trabalho desenvolver pelo menos
1 estampa exclusiva da coleção.
Estampa corrida. Estampa/bordado localizada.
Texto sobre ao conceito das estampas/bordados: ex: brasilidade, natureza, aliado a
cores vibrantes definem o conceitos das estampas e bordados, compostas por
beneficiamos como: base d´água e gel, bem como bordados industriais.
PLANEJAMENTO/ PROTÓTIPO
Protótipo é a primeira peça produzida, onde serão testados todos os fatores
importantes para a “perfeição” do produto final. Somente após a aprovação
do protótipo é confeccionada a peça-piloto.
ONDE SÃO TESTADAS AS ALTERANTIVAS PARA MELHOR REPRESENTAÇÃO DA PEÇA .
PLANEJAMENTO/ DEFINIÇÃO DOS MODELOS
É a definição de todas as peças que farão parte da coleção
É IMPORTANTE:
•Ser formado um comitê de decisão composto
principalmente pelo empresário, estilista, departamento
comercial e de produção.
• Ser considerado: atualidade, preço, criatividade,
público-alvo, time de comercialização.
PLANEJAMENTO/ PEÇA PILOTO
A peça piloto é usada para
orientação de toda a produção e como tal
deve incorporar todas as características do
produto final em termos de
ACABAMENTO,
QUALIDADE E AVIAMENTOS.
PLANEJAMENTO/ FICHA TÉCNICA
É um documento descritivo de cada peça;
DEVE CONTER:
* o nome da coleção;
* a referência e a descrição do modelo;
* a grade de tamanhos;
* o nome do designer responsável;
* o nome da modelista responsável;
* a data de aprovação do modelo;
* o desenho técnico frente e costas;
* o código do molde;
* o plano de corte;
* o nome ou referência do tecido;
* a metragem consumida;
* os elementos decorativos como: estampas e bordados, etc.
No trabalho, a ficha técnica será somente das peças confeccionadas..
PLANEJAMENTO/GRADUAÇÃO DE MODELOS
Consiste em acrescentar ou diminuir a diferença de medidas
proporcionalmente a cada tamanho, partindo do tamanho
que foi desenvolvido a modelagem.
Geralmente as peças são modeladas no tamanho M, para
facilitar a graduação para maior ou menor.
A escolha da peça a ser graduada deve levar em consideração
o público alvo.
Ex: Plus size – M,G,GG, XGG
PLANEJAMENTO/ ENCAIXE E RISCO
ENCAIXE
Nesta etapa, os moldes com os tamanhos já graduados serão encaixados ou
organizados .
Para execução do ENCAIXE é feita a
distribuição de todas as partes do molde
sobre o tecido ou sobre papel, aproveitando
o máximo o tecido, diminuindo o desperdício,
às vezes sendo um processo demorado.
Barreto (1997).
* AUTOMATIZADA (EX: AUDACES E CAD).
*MANUAL
PLANEJAMENTO/ ENCAIXE E RISCO
RISCO
O risco é o mesmo que traço, significa contornar os moldes distribuídos no
encaixe.
OS RISCOS PODEM SER:
*** Feitos através do desenho feito direto sobre o tecido com giz;
*** Usando cartões perfurados;
*** Desenho do risco sobre o papel;
*** Desenho do risco com reprodução em varias copias;
*** Colocação do risco na ultima folha do enfesto.
Os fatores que afetam os riscos são a superfície a riscar, a espessura das
linhas riscadas, a orientação do tecido, o papel, o desvio da trama e os
defeitos gerais do corte.
PLANEJAMENTO/ CUSTO DA PEÇA
O custo de uma peça engloba:
Custo direto: despesas associadas ao produto
– matéria prima, mão de obra, embalagem,etc.
Custos indiretos: que existem com a fábrica
produzindo ou não – aluguel, administração,
energia, etc + = Mark-up: percentual que é
colocado sobre o custo da mercadoria para se
chegar ao preço de venda.
No trabalho não precisará fazer custo.
Custo direto: EX.
Tecido: R$
Costura:R$
Linha:R$
Botão:R$
Bordado:R$
Acabamento:R$
Etiqueta:R$
Custo Indireto:
Aluguel:R$ (rateia pela previsão da produção mensal).
Energia:R$ (rateia pela previsão da produção mensal).
ADM: (rateia pela previsão da produção mensal).
Impostos.
+ lucro.
PLANEJAMENTO/ COMERCIALIZAÇÃO
PLANEJAMENTO/ MOSTRUÁRIO/VENDAS
Deverão ser feitas amostras em quantidade suficiente
de modo que possam ser apresentadas aos clientes
ou entregues aos representantes acompanhadas de
cartela de cores e tipos de tecido.
O mostruário é feito antecipadamente ao período de venda e a
produção em escala.
No trabalho, definir quantos mostruários serão produzidos de acordo
com cobertura/região de venda definidos no perfil do público- composição
geográfica.
PLANEJAMENTO/ RELEASE
É um texto que apresenta a coleção. Nele se apresenta o tema
pesquisado, os pontos fortes, as ideias principais, as formas,
as cores, os tecidos, quando o produto estará nas lojas, etc.
É um texto que vende a coleção, mas não é comercial;
Pode usar adjetivo, mas não em demasia.
É a transmissão em palavras do painel de briefing.
PLANEJAMENTO/ RELEASE- “Vitrine”
| FICHA TÉCNICA PARA RELEASE
Título/chamada:
Cliente:
A coleção:
Inspirações:
Formas, volumes, modelagens, texturas;
Cores:
Padronagens e estampas:
Novidades:
Tecido/malha (diferenciais):
Jeans (lavagens e modelagens):
Acessórios:
Destaques/apostas da marca (citar peças e detalhes):
Quando a coleção estará nas lojas:
Obs: o release pode ou não citar o público da marca.
PÓS COLEÇÃO/ FEEDBACK DO MERCADO
Aceitação da coleção;
Receptividade dos produtos;
Adequação da coleção ao público;
Pontos a melhorar;
ABRANCHES, Gerson P. Manual da Gerência de Confecção. Rio de Janeiro: Senai-Cetiqt, 1995. Vol. I e II
ANDRADE FILHO, José F. de. Introdução à tecnologia Têxtil. Rio de Janeiro: Senai-Cetiqt, 1987. Vol. III.
ARAÚJO, Mário de. Tecnologia do Vestuário. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1986.
FEGHALI, M. Kasznar. Planejamento de coleção (Apostila), Rio de Janeiro: [Link]-Cetiqt, 1996.
KOTLER, Philip e ARMOSTRONG, Gary. Princípios de Marketing. Rio de Janeiro: Editora LTC, 1999.
LEITE, A. S. & VELLOSO, M. D. Desenho técnico de roupa feminina. Rio de Janeiro: Senac Nacional, 2004.
MORACE, Francesco. “A globalização e o futuro brasileiro”. In: Globalização da Economia Têxtil e de Confecção
Brasileira. Rio de Janeiro: Ed. SENAI, 2007.
MUNARI. [Link] e comunicação. São Paulo: Martins Fontes,1982.
RECH, Sandra Regina. Moda: por um fio de qualidade, Editora EDUSC, 2002.
RIGUEIRAL, Carlota; RIGUEIRAL, Flávio. Design & Moda: Como agregar valor e diferenciar sua confecção. São
Paulo: IPT, 2002.
TREPTOW, Doris. Inventando Moda: Planejamento de Coleção. Brusque: 2003.
SITES:
[Link]