Universidade Estadual do Centro-Oeste ² UNICENTRO Setor de Ciências Exatas e de Tecnologia ² SEET Departamento de Química ² DEQ

Disciplina: Química de soluções e superfícies Professor: Everson do Prado Banczek Acadêmicas: Ana Paula Oliveira Eveline Gheller

Objetivos
‡ Determinar a concentração micelar crítica (CMC) de um surfactante. ‡ O surfactante utilizado foi o dodecilsulfato de sódio.

Figura 1: estrutura do dodecilsulfato de sódio Fonte: http://www.qgsquimica.com.br/qgs/det_comunicacao.php?id=55&det_comunic=3

que dinamicamente se associam espontaneamente em solução aquosa a partir de uma determinada concentração denominada concentração micelar crítica (CMC).Introdução ‡ Surfactantes ou tensoativos são moléculas anfifílicas caracterizadas por possuírem ambas as regiões estruturais hidrofílica e hidrofóbica. .

Fonte: http://www. Figura 2: representação da molécula de dodecilsulfato de sódio. O termo hidro (água) + fílica (amizade) indica que esta região apresenta solubilidade significativa em água. ‡ Cabeça Hidrofílica: parte da molécula de natureza POLAR ou iônica. O termo hidro (água) + fóbico (medo) indica que esta região não apresenta solubilidade em água.html .qmc.Introdução ‡ Cauda Hidrofóbica: parte da molécula de natureza APOLAR.ufsc.br/qmcweb/micela/index.

que é uma propriedade intrínseca e característica do surfactante.Concentração micelar crítica ‡ Uma das características comum a todos os surfactantes é a capacidade de formar agregados em solução aquosa a partir de uma determinada concentração. cmc. . Estes agregados são denominados micelas. A concentração onde inicia o processo de formação das micelas (micelização) é chamada de concentração crítica micelar.

m. tais como. pressão osmótica e capacidade de solubilização de solutos. .) dos tensoativos pode ser determinada através de mudanças bruscas no comportamento de algumas de suas propriedades físicas em solução. viscosidade.‡ A concentração micelar crítica (c. espalhamento de luz. condutividade elétrica. tensão superficial.c.

que geralmente contem 60 a 100 moléculas do tensoativo.qmc. Figura 3: formação de micelas Fonte: http://www. dáse o nome de micelas.br/qmcweb/micela/index.Micelas ‡ As moléculas do tensoativo formam grandes agregados moleculares de dimensões coloidais.html . A esses agregados.ufsc.

impedindo que estas se juntem quando chocam entre si. é um fator adicional de estabilidade devido às repulsões eletrostáticas entre as micelas. associadas às cabeças hidrofílicas. por exemplo). pois o surfactante cria uma barreira mecânica que envolve cada gotícula de óleo. . A existência de cargas do mesmo sinal.Micelas normais ‡ É onde as moléculas do surfactante envolvem a substância hidrofóbica (óleo. Esta é uma forma bastante eficiente de estabilizar uma emulsão de óleo na água.

Micelas invertidas ‡ É onde as moléculas do surfactante envolvem a substância hidrofílica (água. por exemplo). Neste caso as cabeças hidrofílicas ficam em contacto com a água e as caudas hidrófobas ficam em contacto com o óleo. . blindando as gotículas de água e impedindo desta forma que estas se juntem quando chocam entre si.

Condutividade e Surfactantes Os surfactantes iônicos possuem dois tipos de comportamento em solução aquosa: ‡ Abaixo da CMC os monômeros comportam-se como eletrólito forte. cada monômero adicionado contribui para a formação de micelas. . ‡ Após a micelização.

Figura 4: gráfico da formação de micelas Fonte: http://www.qmc.html .br/qmcweb/micela/condutividade.ufsc.

. ‡ A estabilidade do leite deve-se à caseína (proteína) e a da maionese à lecitina (proteína) presente na gema de ovo. o que permite que estas se aglutinem e dêem origem ao queijo depois da extração do soro. onde a caseína e a lecitina funcionam como surfactantes.Aplicações ‡ É graças à formação das micelas que os sabões e detergentes dispersam a gordura das nódoas na água. a adição das enzimas presentes no coalho ao leite destrói as micelas de caseína. Por outro lado.

Parte Experimental ‡ Materiais e reagentes Materiais ‡ Condutivímetro ‡ Agitador magnético ‡ Béquer de 100 mL ‡ Pipeta de 50 mL ‡ Pipeta graduada de 1 mL ‡ Balão volumétrico de 100 e 25 mL Quadro 1: materiais e reagentes utilizados Fonte: autoria própria Reagentes ‡ Água destilada isenta de CO2 ‡ NaCl analíico ‡ Dodecilsulfato de sódio .

. Colocou-se o béquer sobre o agitador magnético e ajustou-se a célula de condutância.5 em 0.Procedimento Experimental a) Preparou-se 25 mL de solução aquosa 0. conectada ao condutivímetro. Adicionaram-se quantidades crescentes da solução do tensoativo. Pipetou-se 50 mL de água destilada pura. isenta de CO2. para um béquer de 100 mL.5 mL. A cada adição realizou-se a leitura da condutância. de 0.04 M com dodecilsulfato de sódio. até quarenta vezes.

Procedimento Experimental b) Preparou-se 100 mL de solução aquosa de 0. .3 mL da solução de tensoativo por quarenta vezes.01 M com NaCl. juntando-se quantidades de 0. com aproximadamente 15 segundos entre uma adição e outra. Preparou-se também 25 mL de solução 0.04 M com dodecilsulfato de sódio. Realizou-se o procedimento como no item (a).

1.51.0 mL: 0.5 em 0.5 C2 .3.00296 mol/L .2.000396 mol/L 0.00154 mol/L 0.04.50.52.04.5 mL 0.5 = 4.0 C2 .00262 mol/L 0.51.04.0 mL: 0.0 mL: 0.5 C2 .53.54.5 mL: 0.04.0 C2 C2 C2 C2 C2 C2 C2 C2 = = = = = = = = 0.5 mL: 0.52.04.0 mL: 0.00190 mol/L 0.5 = 3.5 mL: 0.4.0 = C2 .00226 mol/L 0.0 = 3.04.5 C2 .0 C2 .Resultados e Discussões Cálculo das Concentrações (C1.0 = 2.5 C2 .04.5 mL: 0.5 = 2.04.0 C2 .5 = 1.000784 mol/L 0.0.3.V2) a) ‡ ‡ ‡ ‡ ‡ ‡ ‡ ‡ De 0.0 = 1.V1 = C2.1.53.00117 mol/L 0.2.

Resultados e Discussões V (mL) tensoativo 0.000396 0.5 4 [SDS] (mol/L) 0.15 0.00262 0.5 1 1.03 0.00226 0.07 0.01 0.00296 Condutividade (ms/cm) 0.000784 0.00190 0.00117 0.17 .04 0.00154 0.12 0.10 0.5 2 2.5 3 3.

00540 mol/L .Resultados e Discussões CMC = 0.

6 C2 .V2) b) De 0.1 mL: 0.04.101.1.5 ‡ 1.101.000823 0.4 mL: 0.0.3 ‡ 0.100.0.102.2 ‡ 1.000707 0.2 mL: 0.000239 0.9 C2 .04.101.3 mL ‡ 0.000938 mol/L mol/L mol/L mol/L mol/L mol/L mol/L mol/L .3 C2 .100.04.000591 0.04.3 em 0.9 mL: 0.0.1.100.04.2 C2 .04.1 C2 .102.2.04.1 ‡ 2.000120 0.3 mL: 0.V1 = C2.4 = = = = = = = = C2 .000357 0.9 ‡ 1.1.04.2.5 mL: 0.6 ‡ 0.6 mL: 0.Resultados e Discussões Cálculo das Concentrações (C1.8 mL: 0.8 C2 .5 C2 .000474 0.4 C2 C2 C2 C2 C2 C2 C2 C2 = = = = = = = = 0.8 ‡ 2.

18 1.000938 Condutividade (ms/cm) 1.8 2.000591 0.000120 0.3 0.18 1.4 [SDS] (mol/L) 0.1 2.5 1.000823 0.9 1.20 1.19 1.6 0.000707 0.000474 0.22 1.000239 0.Resultados e Discussões V (mL) tensoativo 0.2 1.21 1.21 1.000357 0.23 .

00174 mol/L .Resultados e Discussões CMC = 0.

possui maior condutividade. . pôde-se estudar a Concentração Micelar Crítica. neste caso NaCl.Conclusão Através do experimento desenvolvido. Pôde-se verificar ainda que uma solução que contém sal. Observou-se que quanto maior a concentração de uma solução. bem como da teoria envolvendo o mesmo. maior sua condutividade.

In: Quim.scielo..pt/PRISMA/capitulos/capitulo3/modul o6/topico3. 2004. Nova. L. Acesso em: 27 de novembro de 2011. 27.pdf>. Vol.fc.br/pdf/qn/v27n5/a04v27n5. . S. Acesso em: 27 de novembro de 2011. Disponível em: <http://cftc.ul. DETERMINAÇÃO DA CONCENTRAÇÃO MICELAR CRÍTICA DE ÁCIDOS HÚMICOS POR MEDIDAS DE CONDUTIVIDADE E ESPECTROSCOPIA. ‡ Estabilidade dos colóides.php>. Disponível em: <http://www.Referências ‡ MORAES. 701-705.cii. 5. No.

Obrigada pela atenção! .

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