NORMAS EM CONTROLE DE INFECÇÕES HOSPITALARES

Comissão de Controle de Infecção Hospitalar - CCIH

Teresina 2003

INTRODUÇÃO
Transportai um punhado de terra todos os dias e fareis uma montanha. (Confúcio)

O exercício do controle de infecções hospitalares é uma manifestação da excelência de um serviço, sendo esta diretamente proporcional ao nível de qualidade do citado controle. Conseqüentemente, uma instituição que zela pelo controle das infecções hospitalares oferece um serviço de melhor padrão aos seus usuários. Este manual é o resultado de uma iniciativa da Fundação Municipal de Saúde em implantar o Programa de Controle de Infecções Hospitalares em seus Estabelecimentos de Saúde. O manual intitula-se Normas em Controle de Infecções Hospitalares e resume o que os componentes da Comissão de Controle de Infecções Hospitalares da Fundação Municipal de Saúde (CCIH-FMS) puderam compilar tendo como referências livros, portarias, guias, manuais e demais publicações sobre o assunto. Houve o cuidado, como pode ser percebido nas bibliografias consultadas, em consultar-se material científico publicado por instituições de grande credibilidade e em utilizar-se das publicações mais atuais possíveis. O controle das infecções hospitalares é, em primeira instância, realizado no dia-a-dia de trabalho de cada profissional, cabendo à CCIH o trabalho de educar de forma continuada e estruturar de forma organizacional este controle. A CCIH-FMS tem como objetivo, com esta compilação, oferecer aos administradores hospitalares e profissionais de saúde um guia prático, confiável e de consulta rápida, possibilitando-os à implantação de normas mundialmente recomendadas em seus serviços.

Comissão de Controle de Infecção Hospitalar Fundação Municipal de Saúde
Dr. Kelson Nobre Veras Médico Infectologista Mestre em Doenças Infecciosas Dr. Francisco Eugênio Deusdará de Alexandria Médico Infectologista Dra. Ana Luiza Eulálio Dantas Farmacêutica – Bioquímica

ÍNDICE
INFECÇÃO HOSPITALAR __________________________________________________________1 HIGIENIZAÇÃO HOSPITALAR______________________________________________________4 LIXO HOSPITALAR ________________________________________________________________7 ESTERILIZAÇÃO E DESINFECÇÃO ________________________________________________13 LAVANDERIA HOSPITALAR_______________________________________________________22 NORMAS DE HIGIENE ALIMENTAR PARA O SETOR DE NUTRIÇÃO E DIETÉTICA ____27 ACIDENTES OCUPACIONAIS COM FLUIDOS ORGÂNICOS___________________________34 PREVENÇÃO DE PNEUMONIA NOSOCOMIAL ______________________________________40 PREVENÇÃO DE INFECÇÕES DO TRATO URINÁRIO ________________________________43 PREVENÇÃO DA INFECÇÃO DA FERIDA CIRÚRGICA _______________________________47 PREVENÇÃO DAS INFECÇÕES ASSOCIADAS A CATETERES INTRAVASCULARES ____53 PREVENÇÃO DE INFECÇÕES HOSPITALARES NEONATAIS _________________________57 PRECAUÇÕES PARA O CONTROLE DE INFECÇÕES NO SERVIÇO DE ODONTOLOGIA_60 PRECAUÇÕES E ISOLAMENTO DE PACIENTES COM DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS ___________________________________________________________________64 PADRONIZAÇÃO DE SOLUÇÕES ANTISSÉPTICAS __________________________________68 NORMAS PARA REALIZAÇÃO DE CURATIVOS _____________________________________70 NORMAS PARA COLETA DE MATERIAIS PARA CULTURA __________________________73 HIGIENIZAÇÃO DA CAIXA D’ÁGUA________________________________________________77 ANEXOS _________________________________________________________________________78 FICHA DE NOTIFICAÇÃO E ACOMPANHAMENTO DE ACIDENTES OCUPACIONAIS _____79 FICHA DE NOTIFICAÇÃO DE USO DE ANTIBIÓTICOS ________________________________81 NOTIFICAÇÃO DE INFECÇÕES COMUNITÁRIAS E HOSPITALARES____________________81 NOTIFICAÇÃO DE INFECÇÕES DE SÍTIO CIRÚRGICO ________________________________83 NOTIFICAÇÃO DE PROCEDIMENTOS DE RISCO _____________________________________84 ROTEIRO DE INSPEÇÃO DE ARQUITETURA HOSPITALAR____________________________85 ROTEIRO DE INSPEÇÃO DO SETOR DE LIMPEZA HOSPITALAR _______________________89 ROTEIRO DE INSPEÇÃO DO SETOR DE LAVANDERIA HOSPITALAR ___________________92 ROTEIRO DE INSPEÇÃO DA CENTRAL DE MATERIAL ESTERILIZADO _________________94 ROTEIRO DE INSPEÇÃO DO SETOR DE NUTRIÇÃO E DIETÉTICA ______________________96 ROTEIRO DE INSPEÇÃO DO SETOR DE NEONATOLOGIA _____________________________99 BIBLIOGRAFIA CONSULTADA ___________________________________________________101

seguido do agravamento das condições clínicas do paciente. assim. Infecção Hospitalar. Exemplo: • Uma varicela detectada 21 dias após a alta hospitalar é considerada como infecção hospitalar. o caso deverá ser considerado como hospitalar.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS INFECÇÃO HOSPITALAR DEFINIÇÃO Infecção comunitária. considera-se infecção hospitalar toda manifestação clínica de infecção que se apresentar 72 horas após a admissão. Também são consideradas hospitalares aquelas infecções manifestadas antes de se completar 72 horas da internação. após a alta do paciente. É considerada hospitalar se o tempo de hospitalização do paciente superar a duração mínima do período de incubação. na mesma topografia da infecção. Para as infecções que não têm período de incubação conhecido. cuja aquisição por via transplacentária é conhecida ou foi comprovada e que tornou-se evidente logo após o nascimento (exemplo: herpes simples. aquela diagnosticada 72 horas após a internação do paciente. Entretanto. a menos que haja troca de microrganismo ou sinais ou sintomas fortemente sugestivo da aquisição de nova infecção. Para se classificar uma infecção adquirida após a admissão. como infecção hospitalar. É a infecção constatada ou em incubação no ato de admissão do paciente. É qualquer infecção adquirida após a internação do paciente e que se manifesta durante a internação ou mesmo após a alta. Quando na mesma topografia em que foi diagnosticada infecção comunitária for isolado um germe diferente. Quando se desconhecer o período de incubação do microrganismo e não houver evidência clínica e/ou dado laboratorial de infecção no momento da admissão. „ „ „ 1 . rubéola. Usa-se como critérios gerais: 1. como as infecções urinárias e pneumonias. deve-se correlacionar o tempo de hospitalização com o de incubação. considera-se infecção hospitalar se a infecção for detectada até o valor máximo do período de incubação. se identificarmos uma varicela no 16o dia de internação de um paciente. pois a mesma poderia ter sido contraída no hospital e ainda estar em incubação até o momento do diagnóstico. desde que não relacionada com internação anterior no mesmo hospital. o prazo é de 72 horas após a retirada do procedimento. 3. • infecção de sítio cirúrgico que se manifesta até 30 dias após o procedimento e até 1 ano após o mesmo quando há implante de prótese. Adicionalmente. Estas convenções foram estabelecidas para aumentar ao máximo a sensibilidade da detecção das infecções hospitalares. realizados previamente. São também comunitárias: 1. com exceção das transmitidas de forma transplacentária e aquelas associadas a bolsa rota superior a 24 horas. quando puder ser relacionada com a internação ou procedimentos hospitalares. Infecção em recém-nascido. 2. Os critérios para o diagnóstico das infecções hospitalares no paciente submetido a um procedimento invasivo no hospital. As infecções associadas a complicações ou extensão da infecção já presente na admissão. • para os demais procedimentos. 2. sífilis e AIDS). quando associadas a procedimentos invasivos diagnósticos e/ou terapêuticos. considera-se. • As infecções que se manifestam até 72 horas após a alta do paciente são consideradas hospitalares quando seu período de incubação não for conhecido. • infecção urinária que se manifesta até 7 dias após a retirada de sonda vesical. „ Nem todas as infecções diagnosticadas após a admissão são hospitalares. ela será considerada hospitalar. Exemplo: • O período de incubação da varicela varia entre 15 a 21 dias. são os seguintes • infecção urinária que se desenvolve após cateterismo vesical pode ser classificada como hospitalar antes de decorridos 72 horas da internação. são também consideradas comunitárias todas as infecções de recém-nascidos associadas com bolsa rota superior a 24 horas. As doenças podem ainda estar no seu período de incubação no momento da internação. citomegalovirose. As infecções no recém-nascido são hospitalares. incluindo a ventilação mecânica e os cateteres vasculares. como expresso acima. toxoplasmose.

a infecção não será correlacionada ao procedimento e será atribuída à nova unidade. a infecção é creditada à unidade em que for identificada. espirrar ou assoar o nariz 9 Antes e após atender o paciente 9 Antes e após o término do dia de trabalho • Não sentar no leito do paciente (pode-se carregar germes para casa ou deixar germes no leito do doente) • Manter os cabelos compridos presos durante o manuseio do doente (em áreas críticas usar gorros) • Manter o avental sempre abotoado • Evitar o uso de jóias ao realizar procedimentos. exceto cirurgia. a infecção será atribuída à nova unidade para a qual o paciente foi transferido somente se o diagnóstico for efetuado após 72 horas de transferência.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS „ „ Nas transferências entre unidades diferentes do mesmo hospital. Se o paciente é submetido a procedimento invasivo. o prazo é mantido em 72 horas. elas são possíveis fontes de germes • Seguir corretamente as normas técnicas na realização de qualquer procedimento • Ter boa higiene pessoal 2 . Ou seja. utiliza-se o período de 72 horas para definir a unidade a qual será atribuída a infecção. os critérios são: • quando é transferido sem o procedimento. • após 7 dias de retirada da sonda vesical. • no caso de ventilação mecânica e cateteres intravasculares. • quando o paciente é transferido ainda com o procedimento. e depois transferido para outra unidade do hospital. pois a continuidade da instrumentação torna sem valor a incubação de 72 horas. considera-se o intervalo de 7 dias após a retirada da sonda vesical para o diagnóstico de infecção urinária para atribuí-la à unidade que realizou o procedimento. caso contrário a infecção será creditada à unidade anterior. As infecções hospitalares mais comuns são: • Infecção urinária • Infecção da ferida operatória • Pneumonia hospitalar • Infecção de pele e partes moles MEDIDAS GERAIS DE CONTROLE DAS INFECÇÕES HOSPITALARES • Lavar sempre as mãos 9 Após qualquer trabalho de limpeza 9 Ao verificar sujeira visível nas mãos 9 Antes e após utilizar o banheiro 9 Após tossir. TIPOS DE INFECÇÃO HOSPITALAR.

Lavagem das mãos sempre que houver contato da pele com sangue e secreções de qualquer paciente 2. lâminas e outros materiais perfurocortantes em depósito de paredes rígidas adequados. Não reencapar. Através das secreções orgânicas: o sangue.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS TRANSMISSÃO DE INFECÇÕES ♦ As principais formas de transmissão das infecções no hospital são: Através das mãos: caso não lavemos com freqüência as mãos. A MAIORIA DOS PACIENTES INFECTADOS COM ESTES VÍRUS NÃO APRESENTAM SINTOMAS INICIALMENTE E PODEM TRANSMITIR ESTAS INFECÇÕES PRECAUÇÕES UNIVERSAIS: 1. Desprezar agulhas. dobrar ou quebrar agulhas utilizadas 6. os germes aderem-se às nossas mãos à medida em que tocamos nas diversas superfícies do hospital. Lavar as mãos após retirar as luvas (mesmo luvas de primeiro uso podem apresentar microfuros que permitem a passagem dos germes) 4. etc. sem riscos de acidentes 7. Usar avental no ambiente de trabalho (para não levar germes do hospital para casa nas suas roupas). os vômitos e todas as secreções dos pacientes podem conter germes e acidentes com estas secreções ou com equipamentos contaminados com estas podem transmitir doenças. desinfecção e esterilização adequada de materiais e do ambiente 3 . deve-se usar avental impermeável 5. bisturis. Realizar a limpeza. As ocorrências mais comuns são as perfurações com objetos pontiagudos contaminados (agulhas. ƒ ƒ PREVENÇÃO DE EXPOSIÇÃO ACIDENTAL A SANGUE E OUTROS FLUIDOS ¾ ¾ ¾ Durante seu trabalho. se estiver sendo manipulada grande quantidade de sangue ou outros líquidos corporais. o profissional de saúde pode se contaminar acidentalmente com germes do paciente devido a exposição a sangue e outros fluidos orgânicos do mesmo.) ou contaminação da pele ou de mucosas com estes fluidos orgânicos Dentre os germes. a urina. Usar luvas ao manipular sangue e/ou secreções e sempre que houver possibilidade de contato com matéria orgânica 3. Usar máscara quando houver risco de contaminação da mucosa oral e nasal com respingos de sangue ou outras secreções 8. nas nossas mãos os germes pegam uma “carona” e podem ser levados diretamente ao paciente ou para suas roupas e objetos pessoais e daí para o paciente. as fezes. os que oferecem maior perigo são os vírus da hepatite B. preencher estes recipientes somente até à linha demarcatória para que permitam seu fechamento adequado. vírus da hepatite C e vírus da imunodeficiência humana (HIV) NÃO ADIANTA TER CUIDADO APENAS COM PACIENTES QUE SABIDAMENTE TÊM ESTAS DOENÇAS.

de forma geral. não há risco de transmissão de infecções.). LIMPEZA CONCORRENTE „ É aquela realizada. Área Não-Crítica „ São todos os setores do hospital onde não há pacientes e. Área Crítica „ São aquelas que apresentam maior risco de transmissão de infecções devido à realização de procedimentos invasivos. cada uma com características distintas e com um tipo de limpeza e material adequado a cada uma. Área Semicrítica „ São aquelas onde se encontram pacientes. 4 .Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS HIGIENIZAÇÃO HOSPITALAR ÁREAS HOSPITALARES „ O hospital é dividido em três áreas. ƒ UTI ƒ Centro cirúrgico ƒ Sala de parto ƒ Berçário de alto risco ƒ Unidade de queimados ƒ Hemodiálise ƒ Isolamentos ƒ Laboratórios de patologia ƒ Cozinhas ƒ Lactários ƒ Lavanderia ƒ Central de Material Esterilizado 2. e inclui a limpeza de pisos. superfícies de equipamentos e mobiliários. esvaziamento e troca de recipientes de lixo. DESINFECÇÃO „ É a remoção de agentes infecciosos de uma superfície e deve ser realizada sempre que ocorrer a contaminação por matéria orgânica (sangue. diariamente. portanto. mas o risco de adquirir infecções é menor. ƒ Enfermarias ƒ Ambulatórios ƒ Banheiros de pacientes 3. etc. vômitos. instalações sanitárias. fezes. ƒ Almoxarifado ƒ Escritórios ƒ Secretaria ƒ Serviços administrativos ƒ Farmácia ƒ Refeitórios ƒ Auditórios DEFINIÇÕES DE LIMPEZA E DESINFECÇÃO LIMPEZA „ É a remoção de toda sujeira local. urina. 1. pela presença de pacientes com falhas em seus mecanismos de defesa imunológica ou devido à facilidade para transmissão de infecções. de roupas e arrumação em geral. pus.

quando observada através de vistoria contínua ou de solicitação. mobiliários. embebido em água limpa para enxagüar bem o chão. portas. em locais de grande fluxo de pessoal e de procedimentos. ♦ Remover a solução suja com o rodo. „ Exemplos onde esse tipo de limpeza ocorre com freqüência são o pronto-socorro e o ambulatório. principalmente. Retirar o excesso com pano úmido. janelas. LIMPEZA DE MANUTENÇÃO „ Limita-se principalmente ao piso. paredes. peitoris. Limpeza de Pisos ♦ Utilizar dois baldes durante a limpeza: ƒ um com água pura ƒ um com solução de detergente neutro ♦ Retirar os detritos soltos com pano úmido e limpo. inclusive camas. devido à alta rotatividade de atendimento.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS LIMPEZA IMEDIATA „ Trata-se da limpeza que é realizada quando ocorre sujidade após a limpeza concorrente em áreas críticas e semicríticas. 5 . ♦ Limpar e guardar o equipamento. ♦ Repetir o processo até que o pano fique bem limpo. „ Essa limpeza limita-se à remoção imediata dessa sujidade do local onde ela ocorreu e sua adequada dispensação. vidros. colocado em volta de um rodo. abrangendo pisos. após a programação de cirurgias do dia. teto. LIMPEZA TERMINAL „ Trata-se de uma limpeza mais completa. banheiros e esvaziamento de lixo. „ A limpeza terminal da unidade de um paciente internado deverá ser realizada logo após a alta. em qualquer período do dia. luminárias. „ A limpeza terminal do centro cirúrgico é realizada diariamente. tarde e noite). àquela de origem orgânica. macas e colchões. através de rotina e de vistoria contínua. ♦ Passar o rodo com pano úmido. ♦ Passar um pano seco enrolado no rodo para secar bem o chão. ♦ Limpar o local a ser lavado com a solução de água e detergente. varandas. PRODUTOS UTILIZADOS NA LIMPEZA/DESINFECÇÃO AMBIENTAL Produto Solução de líquido neutro detergente Indicação Limpeza para sujidades remoção de Como Varredura úmida Hipoclorito de sódio a 1% Desinfecção de superfícies nãometálicas contaminadas com matéria orgânica Desinfecção metálicas de superfícies Deixar atuar por 10 minutos. Álcool a 70% Fricção e secagem espontânea por três vezes consecutivas. transferência ou óbito do paciente. etc. conforme a necessidade. sendo realizada nos três períodos do dia (manhã. „ Tal sujidade refere-se. com risco de contaminação de pacientes ou funcionários. ♦ Mudar a água pura sempre que necessário. a técnica utilizada dependerá do tipo de sujidade e de seu risco de contaminação. equipamentos. grades do arcondicionado.

15. da lavanderia. ♦ Com o uso de luvas. 2. lavar paredes. fezes. ♦ Remover o desinfetante com pano molhado. 8. posto de enfermagem e a área de recepção de material e expurgo da Central de Material Esterilizado. as superfícies. o piso. não podendo abandonar o setor até o fim do expediente. ♦ Encaminhar o pano usado para secagem da área para a lavanderia em saco plástico. o procedimento a ser realizado nessas superfícies consiste apenas na limpeza conforme explicado acima. 5. devem ser descontaminados com hipoclorito de sódio a 250 ppm ou álcool a 70o. laboratório. piso. Todos os utensílios utilizados na limpeza das áreas críticas devem sofrer limpeza após o uso e permanecer no DML localizado no ambiente de trabalho. O instrumental e o material utilizado para a limpeza das áreas críticas devem ser exclusivos para o setor. bancadas e pisos. a redução da população microbiana no ambiente e evitar a veiculação dos microrganismos porventura existentes. 6 . torneiras e piso e. não representam risco significativo de transmissão de infecções. Retire a luva para abrir a porta ou abra o trinco com o auxílio do cotovelo. comadre e papagaios. ♦ Exceções a esta regra incluem banheiros. e sempre que necessário. enquanto se procede à limpeza do outro. duas vezes ao dia. depois as paredes e.): ƒ Usar o hipoclorito de sódio a 1% no caso de superfícies não-metálicas. telefones) ƒ A higienização hospitalar é feita.) deverá ser limpo após o uso e guardado em local apropriado (depósito de material de limpeza – DML). paredes. Utilizar hipoclorito de sódio a 1% se houver contaminação com matéria orgânica. Limpar em um único sentido e em linhas paralelas. Desinfecção após Contaminação de Superfícies com Matéria Infectante ♦ Deve ser realizada sempre que houver contaminação de uma superfície com matéria orgânica potencialmente infectante. No banheiro. no caso de superfícies metálicas. porém com técnica rigorosa para garantir a retirada mecânica de sujidades. luvas e sapatos impermeáveis. 4. lavar colchões. onde será desprezada toda a água suja (contaminada). Utilizar álcool a 70% na desinfecção das superfícies metálicas.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Desinfecção de Baixo Nível de Superfícies ♦ Segundo o Ministério da Saúde (Portaria 930/92). enfermarias e salas cirúrgicas. pias. FAÇA DA LAVAGEM DAS MÃOS UM HÁBITO. ♦ Nestes locais pias. suporte de soro. Nunca toque uma maçaneta de porta com a mão enluvada. urina. no mínimo. Usar o equipamento de proteção individual (EPI): uniformes. Áreas semicríticas devem ser limpas. Iniciar a limpeza terminal pelo teto. 3. 14. etc. dividir o corredor ao meio. portanto. no mínimo. macas. etc. além de sempre que necessário. mesas. 10. 11. portas e janelas com detergente líquido neutro. sanitários. LAVAR AS MÃOS ANTES E APÓS CADA TAREFA. do lactário e da cozinha. Quando ocorrer contaminação de superfícies com matéria orgânica (sangue. Na limpeza terminal de apartamentos. mesmo de áreas críticas e semicríticas. com água e sabão. O funcionário responsável por estas áreas deve permanecer no local de trabalho. retirar o excesso da carga contaminante em papel absorvível ou panos de limpeza. pus. Todo material de limpeza (balde. ♦ Proceder à limpeza de toda a área com a solução de detergente neutro. por último. deixando uma área livre para o trânsito de pessoal. ficando as soluções desinfetantes para uso somente quando há contaminação com matéria orgânica. ou álcool a 70% no caso de superfícies metálicas(camas. cadeiras. ♦ Secar bem a área com pano limpo. balcões. ♦ Aplicar sobre a área. Áreas críticas devem ser limpas. o vaso sanitário. por último. panos. após cada procedimento de limpeza. As saboneteiras devem ser higienizadas cada vez que for feita a troca de sabão ou conforme a necessidade. nunca em movimentos de vaivém. 7. Ao lavar os corredores. 13. ♦ Desprezar o papel ou pano em saco plástico branco leitoso próprio para uso hospitalar. 9. hipoclorito de sódio a 1% durante 10 minutos. ♦ Hipoclorito de sódio a 250 ppm: 25 mL de hipoclorito a 1% em 975 mL de água. Iniciar a limpeza da área menos contaminada para a mais contaminada. teto. ♦ Portanto. em situações normais. 12. 6. REGRAS BÁSICAS PARA LIMPEZA E DESINFECÇÃO 1. uma vez ao dia. 12. escarro. vassoura.

bem como no transporte.ANVISA. GRUPO C (REJEITOS RADIOATIVOS) 7 . observadas suas características. e/ou quando não houver requisição prévia pelo paciente ou seus familiares. por suas características de maior virulência ou concentração. A6 – órgãos. A1 –. A6 – kits de linhas arteriais endovenosas e dialisadores. peças anatômicas e vísceras de animais provenientes de estabelecimentos de tratamento de saúde animal. de universidades. 3. meios de cultura e instrumentais utilizados para transferência. com peso menor que 500 gramas ou estatura menor que 25 centímetros ou idade gestacional menor que 20 semanas. resíduos de fabricação de produtos biológicos. contemplando os aspectos referentes à geração. obedecendo a critérios técnicos. A2 – bolsas contendo sangue ou hemocomponentes com volume residual superior a 50 ml. exceto os hemoderivados. produto de fecundação sem sinais vitais. Cópia do PGRSS deve estar disponível para consulta sob solicitação da autoridade sanitária ou ambiental competente. independente de suas características de inflamabilidade. com suspeita de contaminação com proteína priônica. reatividade e toxicidade. quando descartados. Fazer constar nos termos de licitação e de contratação sobre os serviços referentes ao tema desta Resolução e seu Regulamento Técnico. resíduos de laboratórios de engenharia genética. as exigências de comprovação de capacitação e treinamento dos funcionários das firmas prestadoras de serviço de limpeza e conservação que pretendam atuar nos estabelecimentos de saúde. armazenamento. kits de aférese A3 – peças anatômicas (tecidos. descarte de vacinas de microorganismos vivos ou atenuados. corrosividade. transporte. que não tenham mais valor científico ou legal. O cadáver. indumentária que tiveram contato com os agentes acima identificados). bem como a proteção à saúde pública. acondicionamento. dos pacientes e do público em geral. membros e órgãos) do ser humano. segregação. A4 – carcaças. de centros de experimentação. e/ou quando não houver requisição prévia pela família. RDC 50/2002. tecidos e fluidos orgânicos com suspeita de contaminação com proteína priônica e resíduos sólidos resultantes da atenção à saúde de indivíduos ou animais com suspeita de contaminação com proteína priônica (materiais e instrumentais descartáveis. legislação ambiental e outras orientações contidas neste Regulamento. assim como camas desses animais e suas forrações. inoculação ou mistura de culturas.resíduos com a possível presença de agentes biológicos que. não é considerado resíduo. que não tenham mais valor científico ou legal. tratamento e destinação final. coleta. que apresentem relevância epidemiológica e risco de disseminação. de unidades de controle de zoonoses e de outros similares. A5 – todos os resíduos provenientes de paciente que contenham ou sejam suspeitos de conter agentes Classe de Risco IV. A definição do Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde – PGRSS referente ao estabelecimento sob sua responsabilidade. Filtros de ar e gases oriundos de áreas críticas. no âmbito dos estabelecimentos. conforme. GRUPO B (QUÍMICOS) . podem apresentar risco de infecção. dos funcionários. TIPOS DE LIXO GRUPO A (POTENCIALMENTE INFECTANTES) .culturas e estoques de agentes infecciosos de laboratórios industriais e de pesquisa. 2. Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde é o documento que aponta e descreve as ações relativas ao manejo dos resíduos sólidos.resíduos contendo substâncias químicas que apresentam risco à saúde pública ou ao meio ambiente.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS LIXO HOSPITALAR INTRODUÇÃO É de responsabilidade dos dirigentes dos estabelecimentos geradores de RSS: 1. tratamento e destinação final destes resíduos.

luvas. • bolsas transfundidas vazias ou contendo menos de 50 ml de produto residual (sangue ou hemocomponentes). resistentes. Os resíduos do grupo A devem estar contidos em recipiente de material lavável.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS GRUPO D (RESÍDUOS COMUNS) – são todos os resíduos gerados nos serviços abrangidos por esta resolução que. esparadrapo. 2. 3. tipo semifacial e impermeável. identificação e tratamento. podas e jardins. tem de ser acondicionado próximo ao local de geração. 7. admite-se o uso de sapatos impermeáveis e resistentes. Máscara: do tipo respiratória. Uniforme: calça comprida e camisa com mangas. de PVC e comprimento médio. Luvas: impermeáveis. compressas. „ Descrição de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) Todos os EPI utilizados por pessoas que lidam com resíduos de serviço de saúde têm de ser desinfetados e lavados diariamente e sempre que ocorrer contaminação por contato com material infectantes. resistentes. descartadas no local da coleta. cor clara. 4. tecidos ou fluidos orgânicos. Todo resíduo. para funcionários da coleta interna I. sendo obedecida a padronização das cores de saco para cada tipo de resíduo ♦ Lixo comum: saco plástico colorido ♦ Resíduos infectantes: saco plástico branco leitoso. • materiais passíveis de reciclagem. não enquadrados na classificação A5 e A7. pontos ou protuberâncias rígidas e agudas. 4. cor clara. especiais e comuns nos serviços de saúde. equipo de soro e outros similares. • gesso. • sobras de alimentos não enquadrados na classificação A5 e A7. por suas características. • papéis de uso sanitário e fraldas. antiderrapante e cano longo. ampolas de vidro. com cantos arredondados e ser resistente ao tombamento. Botas: impermeáveis. assim como camas desses animais e suas forrações. As unidades geradoras têm de dispor de número suficiente de recipientes para cada tipo de resíduo. • resíduos de varrição. resistente a ruptura e vazamento e impermeável. Óculos protetores: para uso em situações com risco de respingos de material infectante. com tampa provida de sistema de abertura sem contato manual. algodão. Avental: impermeável. no momento de sua geração. específico para uso pelos funcionários do serviço de limpeza. lâminas e outros assemelhados provenientes de serviços de saúde. 3. quando não enquadrados na classificação A5 e A7. escalpes. Gorro: cor clara e de forma a manter os cabelos presos permanentemente e em sua totalidade. capazes de cortar ou perfurar. agulhas. independente do volume coletado. 6. 8 . • cadáveres de animais. Grupo E – PERFUROCORTANTES – são os objetos e instrumentos contendo cantos. • embalagens em geral. de PVC. que tenham tido contato ou não com sangue. bisturis. em se tratando de resíduos infectantes o uso do gorro é obrigatório. de PVC. com exceção dos enquadrados na classificação A5 e A7. 2. 5. não necessitam de processos diferenciados relacionados ao acondicionamento. Todas as lixeiras devem ser forradas com sacos plásticos. devendo ser considerados resíduos sólidos urbanos . • bolsas de coleta incompleta. ruptura e vazamento. de forma a identificação com sua função. bordas. resistente à punctura. Geração e Segregação 1.RSU. de tecido resistente e cor clara. solado antiderrapante. • espécimes de laboratório de análises clínicas e patologia clínica. • lâminas de barbear. quando acompanhadas de agulha. ROTINA DE GERENCIAMENTO DO LIXO HOSPITALAR „ Esta norma fixa os procedimentos exigíveis para garantir condições de higiene e segurança no processamento interno de resíduos infectantes. • resíduos provenientes das áreas administrativas. gazes. 1. flores.

sendo proibido o seu esvaziamento ou reaproveitamento. de forma a garantir o transporte seguro até a unidade de tratamento. quando não puderem ser submetidos ao tratamento em seu local de geração. em recipiente rígido. armazenamento temporário e tratamento será tratado segundo a classificação dos resíduos supracitada. em equipamento compatível com Nível III de Inativação Microbiana (inativação de bactérias vegetativas. parasitas e micobactérias.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS 5. Manejo de Resíduos de Serviço de Saúde Para fins de aplicabilidade deste Regulamento. As lixeiras das áreas críticas e todas aquelas que recebem resíduos infectantes devem ser higienizadas ao menos uma vez ao dia. com exceção das utilizadas nas áreas não-críticas. „ Se houver resíduo perfurocortante. os resíduos devem ser acondicionados e identificados como resíduos do tipo D. o manejo dos RSS nas fases de acondicionamento. devem ser recolhidos e devolvidos às Secretarias de Saúde responsáveis pela distribuição. de modo a permitir seu correto fechamento. é o símbolo de substância infectante. ruptura e vazamento. com rótulos de fundo branco. devem possuir tampa que as fechem hermeticamente para evitar a atração de insetos pelo odor do lixo. 7. A identificação dos sacos de armazenamento e dos recipientes de transporte poderá ser feita através de adesivos. incluindo frascos de vacinas vazios com restos do produto. devem ser indicadas. Os recipientes de transporte interno devem estar identificados com símbolo correspondente aos resíduos do Grupo A. Todas as lixeiras. RESÍDUOS DO GRUPO A Classificação A1 „ Estes resíduos não podem deixar a unidade geradora sem tratamento prévio. agulhas e seringas. 6. „ Devem ser submetidos a descontaminação por autoclavação ou outros processos que vierem a ser validados para a obtenção de redução ou eliminação da carga microbiana. com tampa e devidamente identificado. „ Os resíduos resultantes de atividades de vacinação em massa. ƒ ƒ ƒ Na identificação dos sacos. Os materiais pérfuro-cortantes devem ser acondicionados em recipientes rígidos que possam ser fechados. identificação. resistentes à perfuração e à prova de vazamentos. este deve ser submetido às orientações específicas para este resíduo. desde que seja garantida a resistência destes aos processos normais de manuseio dos sacos e recipientes. desenho e contornos pretos. „ Após o processo de descontaminação. 9 . stearothermophilus com redução igual ou maior que 4Log10). Os sacos de lixo devem ser usados até quando dois terços de sua capacidade estiverem preenchidos. e inativação de esporos do B. resistente à punctura. As outras serão limpas sempre que apresentarem sujidade evidente ou semanalmente. ainda as anotações descritas abaixo de acordo com o tipo de resíduos: 9 resíduos do tipo A3: data e nome da unidade geradora. „ Os resíduos devem ser inicialmente acondicionados de maneira compatível com o processo de descontaminação a ser utilizado. vírus lipofílicos e hidrofílicos. 8. fungos. a inscrição de “PEÇAS ANATÔMICAS” 9 para os demais resíduos: data e nome da unidade geradora e a inscrição “RESÍDUO DE SERVIÇO DE SAÚDE”. Identificação ƒ O símbolo que representa o GRUPO A.

resistente à punctura. „ Após o processo de descontaminação. é o símbolo de substância infectante. devidamente identificados. quando descartáveis. „ Após incineração devem ser encaminhados para aterros sanitários. „ devidamente licenciado em órgão ambiental competente. sendo expressamente proibido o esvaziamento desses recipientes para o seu reaproveitamento. Posteriormente devem ser encaminhados a sistema de incineração. imediatamente após o uso. podendo ser: I – encaminhados para destinação final em Aterro Sanitário. Classificação A5 „ Devem ser submetidos obrigatoriamente a processo de descontaminação por autoclavação. no local de sua geração. As agulhas descartáveis devem ser desprezadas juntamente com as seringas. indicando o risco que apresenta aquele resíduo. „ Devem ser acondicionados em saco branco leitoso. com tampa e devidamente identificado. não podendo ser descartados diretamente. do Município ou do Distrito Federal. RESÍDUOS DO GRUPO E Os materiais perfurocortantes devem ser descartados separadamente. em qualquer tipo de destino final. vencidas. desde que haja acordo com órgão competente do Estado. não sendo admitido qualquer outro „ tipo de disposição final. Devem ser acondicionados em saco branco leitoso. ou II – encaminhados para enterramento em covas rasas em cemitério. Classificação A7 „ Devem sempre ser encaminhados a sistema de incineração. „ Todo manejo deste tipo de resíduo deve obedecer às normas de biossegurança para o nível Classe de Risco IV. as bolsas devem ser submetidas a processo de descontaminação por autoclavação ou serem submetidas a tratamento com tecnologia que reduza ou elimine a sua carga microbiana em equipamento compatível com Nível III de Inativação Microbiana (ver explicação no item anterior) e que desestruture as suas características físicas. ou III – encaminhados para tratamento em equipamento que destrua as suas características morfológicas. em recipientes. contaminadas ou com produto residual acima de 50 ml e os kits de aferese devem ser encaminhadas diretamente para os Aterros Sanitários. Classificações A3 e A4 Devem ser acondicionados em saco branco leitoso. „ 10 . licenciado para este fim. acrescido da inscrição „ de RESÍDUO PERFUROCORTANTE. ruptura e vazamento. o acondicionamento para transporte das bolsas contendo sangue ou hemocomponentes deve ser em recipiente rígido. rígidos. os resíduos resultantes do tratamento devem ser acondicionados e identificados como resíduos do tipo D. dentro da unidade. Neste caso. com tampa. „ Devem ser encaminhados diretamente para os Aterros Sanitários. „ As bolsas contendo sangue ou hemocomponentes. devem ser acondicionados em saco branco leitoso. „ Caso o tratamento previsto no item acima venha a ser realizado fora da unidade geradora. „ Caso não haja a disponibilidade do tipo de destino final acima mencionado. de forma a garantir o transporte seguro até a unidade de tratamento. Classificação A6 „ Não necessitam de tratamento previamente à sua disposição final. ruptura e vazamento. de modo a se tornarem irreconhecíveis. „ sendo proibido reencapá-las ou proceder a sua retirada manualmente O símbolo que representa o GRUPO E. resistentes à punctura.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Classificação A2 „ Devem ser acondicionados em saco branco leitoso. Os resíduos do Grupo E devem ser encaminhados para destinação final em Aterro Sanitário.

9. retirando as luvas e colocando-as em local apropriado. em local próximo aos pontos de geração. luvas e botas. O trajeto para o traslado de resíduos desde a geração até o armazenamento externo deve permitir livre acesso dos recipientes coletores de resíduos. Caso o volume de resíduos gerados e a distância entre o ponto de geração e o armazenamento final justifiquem. 4. regular. Após a coleta interna. além de abertura para ventilação. botas) com acréscimo de avental impermeável. O carro coletor para transporte interno deve ser exclusivo para esta finalidade. quando necessária. até que haja número suficiente para transporte adequado até o abrigo de resíduos.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Coleta Interna I 1. com a distribuição das roupas. Coleta Interna II 1. Recipientes rompidos. 10. no que se refere à freqüência. Os trabalhadores destacados para o serviço de coleta e transporte interno não devem realizar serviços de conservação e limpeza em outras unidades. 2. Após a coleta interna o material pode ir sendo acumulado em uma área específica. No caso de acidente ou derramamento. 3. visando agilizar a coleta dentro do estabelecimento. antiderrapante e rampa. central em relação a vários pontos de descarte e próxima a eles. Os horários de coleta não devem prejudicar outras atividades. Não poderá ser feito armazenamento temporário com disposição direta dos sacos sobre o piso. deve-se imediatamente realizar a desinfecção e limpeza simultânea do local. O saco plástico deve ser fechado torcendo e amarrando a sua abertura com nó. máscara. horário e demais exigências do serviço. com inclinação de acordo com a RDC da ANVISA N. fibra de vidro ou aço inox. possuir piso com revestimento resistente à abrasão. sem antes tomar banho e trocar de roupa. Os recipientes são deixados nesta área. horário de visitas ou outros momentos de maior fluxo de pessoas na unidade. principalmente no centro cirúrgico e unidade de terapia intensiva. Utilizar EPI: uniforme. 5. Consiste na guarda temporária dos recipientes contendo os resíduos já acondicionados. máscaras. danificados ou vazando devem ser colocados dentro de outro. gorro. retirar o excesso de ar. 7. superfície plana. provido de rodas revestidas de material que impeça ruído. 4. 5. como plástico. O funcionário deve lavar as mãos antes de calçar as luvas e depois de retirá-las. A coleta interna tem de ser efetuada de acordo com as necessidades da unidade geradora. 3. 8.º 50/2002. por no máximo 8 horas. Os carros coletores devem ser higienizados diariamente ou sempre que apresentar sinais de vazamento de resíduos. 3. pode ser dispensado o uso de gorro e máscara. 2. evitando-se coincidir com as refeições. Armazenamento Temporário 1. NUNCA PRESSIONAR O CONTEÚDO DO RECIPIENTE COM MÃOS OU PÉS PARA EVITAR LESÕES COM PÉRFURO-CORTANTES. 11. Nunca transferir lixo de um recipiente para outro. 4. No manuseio de resíduo comum. feitos de material resistente e de fácil limpeza. 5. com válvula de dreno no fundo e cantos e arestas arredondados. resistente. No armazenamento temporário não é permitida a retirada dos sacos de resíduos de dentro dos recipientes ali estacionados. De preferência esta área deverá ter piso e paredes revestidos com material liso. Os EPI utilizados pelo pessoal que realiza a coleta interna II são os mesmos usados na coleta interna I (uniforme. o funcionário deve lavar as mãos ainda enluvadas. 11 . com tampa basculante. 6. lavável e impermeável. 2. luvas. O transporte dos resíduos para o abrigo de resíduos deve ser sempre realizado pelos carros de coleta interna. É expressamente proibido esvaziar os sacos de resíduos de serviços de saúde. e otimizar o traslado entre os pontos geradores e o ponto destinado à apresentação para coleta externa. Ao fechar o saco. o armazenamento temporário poderá ser dispensado. gorro.

O fechamento deve ser constituído de alvenaria revestida de material liso. lavável e de fácil higienização. 9. 3. 4. lavável e de fácil higienização. O abrigo deve ter porta provida de tela de proteção contra roedores e vetores. acrescido de óculos protetores. lisos. A limpeza e desinfecção devem ser diárias. piso e paredes resistentes. 4. materiais. 2. pás. O abrigo de higienização deve ser contíguo ao abrigo de resíduos. providos de pontos de luz e tomada. canaletas de escoamento de águas servidas direcionadas para a rede de esgotos do estabelecimento e ralo sifonado provido de tampa que permita a sua vedação. com capacidade de armazenamento dimensionada de acordo com a periodicidade de coleta do sistema de limpeza urbana local. de fácil acesso aos recipientes de transporte e aos veículos coletores . denominado de abrigo de resíduos. tomada elétrica. Consiste na guarda dos recipientes de resíduos até a realização da coleta externa. sentido de abertura para fora. O armazenamento externo. no mínimo. dimensões compatíveis com os equipamentos que serão submetidos à limpeza e higienização. vassouras. impermeável. 6. Abrigo de higienização 1. Os recipientes de transporte interno não podem transitar pela via pública externa à edificação para terem acesso ao abrigo de resíduos. de largura compatível com as dimensões dos recipientes de coleta externa. O piso deve ser revestido de material liso. 1/20 (um vigésimo) da área do piso. possuir cobertura com telhado.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Armazenamento Externo 1. O funcionário deve usar o mesmo EPI da coleta interna II. canaletas de escoamento de águas servidas direcionadas para a rede de esgoto do estabelecimento e ralo sifonado com tampa que permita a sua vedação. carros coletores de resíduos. 7. 12 . impermeáveis. ambientes separados para atender o armazenamento de recipientes de resíduos do GRUPO A e do GRUPO D. 3. com tela de proteção contra insetos . deve ser construído em ambiente exclusivo. de dimensão equivalente a. com aberturas para ventilação. no mínimo. pontos de iluminação e de água. panos de chão e demais materiais destinados ao gerenciamento de resíduos de serviços de saúde. O abrigo de higienização consiste em local exclusivo para limpeza e higienização dos utensílios. equipamentos de limpeza ou qualquer outro objeto. tanque com torneira. 8. laváveis e de cor clara. O abrigo de resíduos do Grupo A e D deve ser dimensionado de acordo com o volume de resíduos gerados. O abrigo de resíduo deve ser higienizado (limpeza e desinfecção) após a coleta externa ou sempre que ocorrer derramamento. com acesso externo facilitado à coleta. O abrigo de resíduos deve possuir área específica de higienização para limpeza e desinfecção simultânea dos recipientes coletores e demais equipamentos utilizados no manejo de RSS. em ambiente exclusivo com acesso facilitado para os veículos coletores. ponto de água com torneira baixa e alta. O abrigo deve ser identificado e restrito aos funcionários do gerenciamento de resíduos. recipientes de suporte de sacos de resíduos. 5. possuindo. O abrigo de resíduo não deve ser usado para guarda ou permanência de utensílios. baldes. 2.

colonoscópios. exceto os esporos bacterianos de superfícies inanimadas. Desinfecção de baixo nível: mata a maioria das bactérias. termômetro. é realizada com hipoclorito de sódio a 0. Habitualmente a mucosa intacta é resistente à infecção por esporos bacterianos comuns. mas é susceptível a outros microrganismos como o bacilo da tuberculose e vírus. roupas 13 . otoscópios. artroscópios.). espéculos vaginais. laparoscópios. agulhas.01% (100 ppm) durante 10 minutos ou com álcool a 70%. fezes.000 ppm) ambos com um tempo de exposição de 20 minutos ou mais. Antissepsia: processo que elimina a maioria ou todos os microrganismos patogênicos. DEFINIÇÕES Limpeza: remoção de todo material estranho dos objetos (por exemplo: terra. inclusive esporo bacteriano. circuito de terapia respiratória. pode ser realizada com glutaraldeído a 2% ou hipoclorito de sódio a 0. Esterilização: destruição ou eliminação completa de todas as formas de vida microbiana. Exemplos: Instrumentos de fibra óptica (broncoscópios.1% com tempo de exposição de 10 minutos ou com álcool a 70%. exceto os esporos bacterianos da pele e mucosas. exceto esporos bacterianos. utensílios de refeição. Estes artigos devem ser esterilizados. alguns vírus e fungos. cateteres intravasculares. Desinfecção: processo que elimina a maioria ou todos os microrganismos patogênicos. a maioria dos vírus e fungos. • • • Desinfecção de alto nível: destrói todos os microrganismos e alguns esporos. Artigos Não-críticos: artigos que entram em contato apenas com a pele íntegra. A limpeza. endoscópios). deve preceder qualquer processo de esterilização ou desinfecção. Desinfecção de médio nível: inativa o bacilo da tuberculose. Estes artigos devem ser submetidos à desinfecção de alto nível. alimento. são objetos que entram em contato com o sistema vascular ou com tecidos estéreis. CLASSIFICAÇÃO DOS ARTIGOS MÉDICOS Artigos Críticos: artigos com alto risco de causar infecção. Exemplos: Estetoscópios. bactérias na forma vegetativa. sangue. tubos endotraqueais circuito de anestesia. desinfecção e esterilização adequadas dos diversos artigos médico-hospitalares é essencial na prevenção das infecções hospitalares. pode ser realizada com hipoclorito de sódio a 0. materiais cirúrgicos. etc.1% (1.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ESTERILIZAÇÃO E DESINFECÇÃO INTRODUÇÃO „ „ Os artigos de múltiplo uso em estabelecimentos de saúde podem transportar agentes infecciosos se não sofrerem processo de descontaminação após o uso entre um paciente e outro. Estes artigos podem apenas ser limpos ou submetidos à desinfecção de baixo nível. se contaminados com qualquer tipo de microrganismo. mas não destrói microrganismos resistentes como o bacilo da tuberculose e esporos bacterianos. Artigos Semicríticos: artigos que entram em contato com membranas mucosas intactas ou com a pele lesada. Exemplos: Implantes ou próteses.

ainda. pias e bancadas de trabalho deve permitir um fluxo contínuo sem retrocesso e sem cruzamento do material limpo com o contaminado. de acesso restrito. exclusivos. descontaminação. controle químico Área limpa Esterilização Eliminação completa de todas as formas de vida microbiana dos artigos Área limpa Método • Lavagem manual ou mecânica. lavagem e secagem. utilizando água+sabão ou imersão em solução desincrostante . 14 . • Desmontar equipamentos articulados • Enxágüe com água corrente potável • Idealmente o último enxagüe deve ser feito com água destilada (evitar desgaste dos materiais devido ao depósito de metais oriundos da água ou das tubulações • Secagem • Empacotar conforme indicado • Etiquetar. antiderrapante • Máscara antipartículas • Óculos protetores • Avental impermeável • Botas impermeáveis • Gorro • Uniforme • Gorro • Uniforme • Gorro Armazenamento Armazenar com garantia de preservação da esterilidade do material Área limpa c. É necessário que haja uma barreira física separando a área limpa da contaminada. Meio Químico Líquido • Glutaraldeído Os pacotes devem estar • Uniforme íntegros e secos. pois ocorre formação de umidade) Estocar em armários fechados. Classificação Área suja Preparo Empacotamento. Deve estar separada das demais através de uma barreira física. identificando o material. Meio Químico Gasoso • Óxido de etileno • Pastilhas de formalina EPI • Luvas de borracha grossas. cano alto. A estrutura física da central de material deve prever. um depósito para material de limpeza e vestiário com sanitários para funcionários.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ÁREAS DA CENTRAL DE MATERIAL ESTERILIZADO „ „ „ A disposição dos equipamentos. resfriados • Gorro naturalmente nas autoclaves(não resfriar em bancadas. Meio Físico • Calor seco • Calor úmido sob pressão b. Área Expurgo Função Receber materiais contaminados e executar processos de limpeza. identificação. data e responsável • Fixar fita de controle químico na face externa do pacote a.

Observar o tempo de exposição: • desinfecção: 30 minutos • esterilização: 10 horas 5. prazo de validade Retirar os artigos da solução com luva estéril Esterilização: enxágüe em água estéril com técnica asséptica(luvas e baldes estéreis). ou seja. tornar-se alcalina através da adição de um agente alcalinizante (ativador) A vida média desta solução é de 14 a 28 dias Não misturar artigos de substâncias metálicas diferentes Contar o tempo após a imersão do último artigo Os recipientes devem conter volume suficiente da solução para imergir totalmente os artigos Os recipientes devem ficar bem tampados Identificar os recipientes por fora: solução. O glutaraldeído é excelente microbicida e é não-corrosivo para metais. Preencher o interior das tubulações com auxílio de seringas. secar com técnica asséptica e compressas estéreis ou com ar comprimido. avental impermeável Para se tornar esporocida. Desinfecção: enxágüe com água potável. a solução deve ser “ativada”. plásticos e lentes • • • • • • • • • • EPI: máscara com filtro químico. luva de borracha. Acondicionar em campo estéril 15 Área limpa Enxágüe e secagem • Área limpa Acondicionamento • . Imersão completa na solução 2. secagem. Manter o recipiente fechado 4. se necessário 3.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ESTERILIZAÇÃO E DESINFEÇÃO DE ALTO NÍVEL DE ARTIGOS MÉDICO-HOSPITALARES EM SOLUÇÃO DE GLUTARALDEÍDO A 2% Artigos utilizados • • Usar EPI Desmontar artigos articulados Lavar com água e sabão ou imergir em solução desincrostante Secagem Expurgo Limpeza • • Área limpa 1. além de não alterar borrachas. óculos.

próximo à válvula de exaustão do vapor). papel crepado) • Objetos côncavos devem ser colocados de boca para baixo Remoção do ar do interior da câmara e dos pacotes através de vácuo Após a exaustão do ar. Não secar os materiais em bancadas fora da autoclave. com espaço entre eles • Caixas metálicas devem estar deitadas e utilizadas somente sem a tampa ou perfuradas e recobertas com embalagem adequada (algodão cru. 16 . A seguir. Compreende três fases: • Tempo de penetração • Tempo de esterilização • Intervalo de confiança Aguardar 5 a 10 minutos. iniciase a exposição dos materiais à esterilização. acondicionar os materiais semi-abertos e cobri-los com as pontas do campo Campo de algodão cru duplo Embalar individualmente em campo simples. favorecendo a contaminação. embalar em grupos com campo de algodão cru duplo Drenos: envelope de polipropileno (filme plástico) Luvas: papel grau cirúrgico Tecidos Vidros Borracha PROCESSO GERAL DE ESTERILIZAÇÃO EM AUTOCLAVE A VAPOR Processo Disposição dos pacotes dentro da autoclave Método • Empilhamento vertical • Não ultrapassar 2/3 da capacidade da câmara e não encostar nas paredes • Dispor os pacotes de forma intercalada. pois ocorre a formação de umidade.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ESTERILIZAÇÃO PELO CALOR ÚMIDO SATURADO SOB PRESSÃO (AUTOCLAVE) EMBALAGENS PARA ESTERILIZAÇÃO EM AUTOCLAVE A VAPOR Materiais Instrumentos Cirúrgicos Embalagens Caixa metálica. ocorre a admissão do vapor. Teste da Fita de Autoclave „ Colocar uma fita de autoclave na face externa de cada pacote a ser esterilizado na autoclave. sempre na primeira carga do dia e ao término de qualquer manutenção realizada (preventiva ou corretiva) „ O pacote com o teste dever ser colocado no local de mais difícil acesso ao agente esterilizante (no caso. „ Verificar a mudança da coloração do indicador químico. Colocar campo simples no interior da caixa. Remoção Admissão do vapor Exaustão do vapor Secagem da carga MONITORIZAÇÃO Teste biológico „ Realizado semanalmente.

em local onde o acesso do vapor é mais difícil. „ Empilhar campos de 0.90 x 0. ARMAZENAMENTO „ Um correto processo de esterilização só acontece quando se completa com eficácia e segurança o armazenamento do material. o ambiente deve ser climatizado para se obter uma temperatura em torno de 25 °C. „ É necessário que a circulação do pessoal seja restrita! „ Em nossa região geográfica. não absorvente. de acordo com as especificações do fabricante. „ Se a fita estiver pálida em sua região central. „ Sua disposição deve ser preferencialmente em prateleiras com portas de fácil limpeza. „ Empacotar normalmente e identificar como “pacote-teste”. e autoclavar o teste a 134-137 °C durante exatamente 3 minutos e meio. ou seja. „ Efetuar a operação de pré-vácuo da câmara. de cerca de 24 x 30 cm. „ O material esterilizado deve ficar em local próprio e limpo. separado dos demais. „ Este teste pode ser improvisado com o uso de fita para autoclave colado em cruz cobrindo toda uma folha de papel encerado. obtendo-se uma pilha de 25 a 28 cm de altura. „ Recomenda-se que o teste de Bowie-Dick seja feito no primeiro ciclo do dia. comprova-se a presença de ar residual na câmara interna e a autoclave deve ser interditada para avaliar o funcionamento da bomba de vácuo. ESTOQUE E VALIDADE DA ESTERILIZAÇÃO Invólucros Tecido de algodão simples (duas camadas costuradas nas pontas) Tecido de algodão duplo Papel crepado simples Tecido de algodão simples + papel simples Envelope de polipropileno Condições de estoque Armário aberto Armário fechado Armário aberto Armário fechado Armário aberto Armário fechado Armário aberto Armário aberto Prazo de validade (dias) 3-14 14-21 28-56 56-77 28-49 > 63 77-98 5 anos 17 .60 cm em número de 24 a 36 campos. „ Colocar a folha com a fita de autoclave no centro geométrico desta pilha. na parte inferior e na frente. „ Colocar somente o pacote-teste na autoclave. com intervalos de pelo menos 30 cm do chão e 50 cm do teto.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Teste de Bowie-Dick (modificado) „ Avalia a adequação da etapa de remoção do ar da câmara interna da autoclave.

Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS PADRONIZAÇÃO DE DESINFECÇÃO E ESTERILIZAÇÃO DE ARTIGOS DISPOSITIVOS RESPIRATÓRIOS ARTIGO MÁSCARAS DE AMBU E MACRONEBULIZAÇÃO VÁLVULAS DE AMBU COM COMPONENTE METÁLICO CÂNULA OROFARÍNGEA LÂMINA DE LARINGOSCÓPIO (sem lâmpada) TUBO OROTRAQUEAL CIRCUITOS DE RESPIRADORES CONEXÕES E ACESSÓRIOS DE RESPIRADORES REPROCESSAMENTO GLUTARALDEÍDO A 2% TEMPO 30 MINUTOS • • GLUTARALDEÍDO A 2% GLUTARALDEÍDO A 2% GLUTARALDEÍDO A 2% GLUTARALDEÍDO A 2% GLUTARALDEÍDO A 2% 30 MINUTOS 30 MINUTOS 30 MINUTOS 30 MINUTOS 30 MINUTOS • • • CIRCUITOS DE CPAP NASAL GLUTARALDEÍDO A 2% 30 MINUTOS • COMENTÁRIOS GLUTARALDEÍDO É PRONTO USO. RETIRAR ARTIGOS DA SOLUÇÃO COM LUVAS ESTÉREIS. TEMPO DE TROCA DE TROCA DA SOLUÇÃO: 15 DIAS APÓS ATIVAÇÃO.02% 60 MINUTOS FRICCIONAR E DEIXAR SECAR TRÊS VEZES CONSECUTIVAS DESINFECÇÃO DE ALTO NÍVEL COM GLUTARALDEÍDO EM CASO DE CONTAMINAÇÃO COM MATÉRIA ORGÂNICA ENXAGÜE COPIOSO COM ÁGUA POTÁVEL 18 . ACONDICIONAR ARTIGOS EMBALADOS EM CAMPOS ESTÉREIS EM RECIPIENTE FECHADO. SECAGEM COM AR COMPRIMIDO AUTOCLAVE (METÁLICA) CÂNULA DE TRAQUEOSTOMIA GLUTARALDEÍDO A 2% (PLÁSTICA) AUTOCLAVE AUTOCLAVE ÁLCOOL A 70% 30 MINUTOS FRASCOS DE ASPIRAÇÃO LÁTEX PARA ASPIRAÇÃO CABO DE LARINGOSCÓPIO AMBU LAVAGEM COM ÁGUA E SABÃO MÁSCARA E COPO DE NEBULIZAÇÃO HIPOCLORITO DE SÓDIO A 0. ENXAGÜE COPIOSO COM ÁGUA POTÁVEL. BASTA ATIVÁ-LO.

PREENCHER TODA A LUZ DA SONDA .Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS PADRONIZAÇÃO DE DESINFECÇÃO E ESTERILIZAÇÃO DE ARTIGOS INSTRUMENTAL CIRÚRGICO E OUTROS ARTIGOS ARTIGO REPROCESSAMENTO INSTRUMENTAL CIRÚRGICO AUTOCLAVE METÁLICO AGULHAS METÁLICAS AUTOCLAVE ELETROCAUTÉRIO AUTOCLAVE PONTAS DE CRIOCAUTÉRIO AUTOCLAVE TECIDO PARA PROCEDIMENTO AUTOCLAVE CIRÚRGICO AUTOCLAVE ESPÉCULO VAGINAL (metálico) OU GLUTARALDEÍDO A 2% COMADRES E PAPAGAIOS ÁLCOOL A 70% TEMPO COMENTÁRIOS 30 MINUTOS FRICCIONAR E DEIXAR SECAR TRÊS VEZES CONSECUTIVAS FRICCIONAR E DEIXAR SECAR TRÊS VEZES CONSECUTIVAS FRICCIONAR E DEIXAR SECAR TRÊS VEZES CONSECUTIVAS TERMÔMETRO ÁLCOOL A 70% ESTETOSCÓPIO ÁLCOOL A 70% LAVAGEM DO MANGUITO COM ÁGUA E SABÃO LAVAGEM COM ÁGUA E SABÃO FERVURA OU ESTERILIZAÇÃO EM AUTOCLAVE HIPOCLORITO DE SÓDIO A 0.1% 20 MINUTOS ESFIGMOMANÔMETRO ALMOTOLIAS SEMANALMENTE INICIAR A CONTAGEM DO TEMPO DE FERVURA QUANDO A ÁGUA ESTIVER EM EBULIÇÃO ENXAGÜAR EM ÁGUA FERVIDA .ENXAGÜAR COM ÁGUA FERVIDA COPOS DE MAMADEIRAS E CHUCAS BICOS DE MAMADEIRAS 10 MINUTOS SONDAS PARA DIETA ENTERAL HIPOCLORITO DE SÓDIO A 0.1% 10 MINUTOS 19 .

conforme recomendado no manual do Ministério da Saúde sobre Orientações Gerais para Central de Esterilização. 2001. bem como sua tampa. 8. artigo por artigo. A solução deverá ser trocada a cada 24 horas. com água e detergente neutro. incluindo máscaras.000 ppm): • Vr = (Cf x Vf) ÷ Ci • Vr = (200 x 1000 mL) ÷ 10000 = 200000 ÷ 10000 = 20 mL (retirar 20 mL da solução de hipoclorito a 1% e acrescentar a 980 mL de água para se obter 1 litro da solução a 200 ppm). retirar todo o material com luvas e enxaguar copiosamente com água corrente. Identificar o recipiente com o nome da solução. Para se calcular qual o volume que deve ser retirado de uma destas soluções para obter-se uma nova solução em concentração diferente. para garantir a desinfecção de toda a superfície interna. 5. 7. 3. Secar bem e guardar em recipiente limpo.02%).Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS LIMPEZA E DESINFECÇÃO DOS ARTIGOS UTILIZADOS EM TERAPIA INALATÓRIA „ Tais procedimentos visam a eliminação do risco de transmissão de patógenos respiratórios para os pacientes durante o uso dos artigos supracitados.25% ou 52. 9. 4. Colocar em solução de hipoclorito de sódio a 200 ppm de modo que os artigos fiquem totalmente submersos e que toda a superfície interna e externa permaneça em contato com a solução. no momento da troca da solução.000 ppm). sua concentração. empregase a fórmula: Vr = (Cf x Vf) ÷ Ci Onde: Vr = volume em mililitro a ser retirado da solução que se dispõe no hospital Cf = concentração final da solução que se quer preparar (em % ou ppm) Vf = volume final em mililitros que se quer obter Ci = concentração inicial da solução que se dispõe no hospital „ Exemplo: preparar uma 1 litro de uma solução de hipoclorito de sódio a 200 ppm (0. O processo deverá constituir-se de desinfecção com hipoclorito de sódio a 200 ppm por um período de 60 minutos. umidificadores e tubulações. a partir de uma solução a 1% (10.500 ppm de cloro livre. copos. Secar bem. Sumarizamos abaixo a rotina preconizada: Imediatamente após o uso. 20 . retirar todos os artigos empregados na terapia inalatória. 10. DILUIÇÃO DO HIPOCLORITO DE SÓDIO PARA DESINFECÇÃO DE UTENSÍLIOS HOSPITALARES „ A solução de hipoclorito normalmente disponível para uso hospitalar é a 1% (10. O recipiente usado na desinfecção deverá ser lavado diariamente. Certificar-se que não há bolhas de ar no interior das tubulações. seco e fechado. A água sanitária contém 5. Lavar com água e detergente neutro. utilizando-se de escovas para uma limpeza adequada. a data e a hora da troca. Enxaguar abundantemente para total remoção de resíduos de detergente. 1. 6. As tubulações devem ter todo seu lúmen preenchido com a solução. 11. utilizando-se para tanto de uma seringa estéril. Após 60 minutos. • Calculando-se com a concentração em porcentagem. 2.02% x 1000 ÷ 1% = 20 mL „ A validade da solução após o preparo é de 24 horas (devido à volatilização do cloro e pela ação inativadora exercida pela luz solar). obtém-se o mesmo volume: 0.

Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS TABELA PARA O PREPARO DE HIPOCLORITO DE SÓDIO PARA DESINFECÇÃO DE ARTIGOS DE INALOTERAPIA Volume de hipoclorito a 1% (10.000 ppm) Volume de água Volume total da solução a 200 ppm (0.02%) 10 mL 20 mL 40 mL 60 mL 80 mL 100 mL 490 mL 980 mL 1960 mL 2940 mL 3920 mL 4900 mL 500 mL 1 litro 2 litros 3 litros 4 litros 5 litros 120 mL 140 mL 160 mL 180 mL 200 mL 5880 mL 6860 mL 7840 mL 8820 mL 9800 mL 6 litros 7 litros 8 litros 9 litros 10 litros 21 .02%) Volume de hipoclorito a 1% (10.000 ppm) Volume de água Volume total da solução a 200 ppm (0.

„ Florence Nightingale. então. A presença de matéria orgânica. ou ainda. alvejante (cloro ou peróxido de hidrogênio) e amaciante (quaternário de amônio). os materiais perfurocortantes encontrados devem ser depositados em recipientes de superfícies rígidas para descarte ou devolução. reduz até 99% da contaminação. etc. embora para este último seja questionada sua ação germicida nas concentrações empregadas. dependendo de sua atividade física. manipuladas o mínimo possível. que grande número de bactérias jogadas no ar.000 a 60.). „ Existe risco de recontaminação da roupa limpa na lavanderia por vários mecanismos: via aérea. com duas portas de acesso. „ Assim. transportadas em sacos impermeáveis. „ A Portaria do Ministério da Saúde 1. durante o processo de separação da roupa suja. para facilitar a comunicação e o controle. foi a instalação da barreira de contaminação. se agitadas. pelo fato da roupa cair no chão. que aderem às fibras de tecido onde. propiciava a recontaminação constante da roupa limpa na lavanderia. Esses estudos mostraram ainda. na parede que separa a área contaminada da área limpa. elimina 3. as instalações. „ Esta barreira de contaminação só será realmente eficiente se existirem as lavadoras de desinfecção. ou seja. que pode ser evitado por barreira de contaminação. uma para cada área. ROUPA CONTAMINADA „ É a roupa que se apresenta suja com fluidos biológicos ou contém agulhas e/ou outros materiais perfurocortantes usados. Estes germes. podem ser dispersas pela poeira contaminante. utilizado nas lavanderias tradicionais. pela umidade da área. ou seja. „ O ser humano. origina-se a partir de microrganismos que fazem parte da microbiota humana normal do paciente. sua lavagem e cloração. „ O processo normal de lavagem. em hospitais de campanhas militares.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS LAVANDERIA HOSPITALAR INTRODUÇÃO „ Os pioneiros do controle de infecção hospitalar identificaram o papel da roupa suja na sua cadeia epidemiológica. aumentam a capacidade de sobrevivência dos microrganismos no ambiente. relacionada ao efeito filtro da extratora. A barreira de separação também poderá ser dotada de visores. PLANEJAMENTO „ Estudos realizados na área da microbiologia vieram revelar que o processamento da roupa em um ambiente único. „ A principal medida introduzida na moderna lavanderia hospitalar. pelos próprios funcionários contaminados (mãos sujas. temperatura. é comum a proliferação de Pseudomonas. através da ação mecânica da água. sem contar os riscos advindos da sujidade presente. „ A lavanderia hospitalar é um dos serviços de apoio ao atendimento dos pacientes.884/94 estabelece que deve existir uma barreira física. contaminava todo o ambiente circundante. todas devem receber o mesmo tratamento. „ Tais descobertas revolucionaram a planta física da lavanderia hospitalar. mais conhecido pelo reconhecimento das mãos como importante mecanismo de veiculação de infecção. que é definida como um ambiente que minimiza a entrada de microrganismos externos através de soluções arquitetônicas. adaptados ao parasitismo. que consiste na remoção da sujidade.000 bactérias por minuto. „ A grande maioria das infecções hospitalares tem origem endógena. Semmelweis. identificou um surto relacionado com a reutilização da roupa suja por diversos pacientes e recomendou. organizou lavanderias com conceitos mantidos até hoje nas lavanderias hospitalares. têm pouca capacidade de sobreviver independentes no meio ambiente. o equipamento e os métodos utilizados no processo da roupa. „ Como é difícil saber se uma roupa suja está contaminada ou não. responsável pelo processamento da roupa e sua distribuição em perfeitas condições de higiene e conservação. na área suja. onde. 22 . principalmente de origem humana. evitando agitação e. em quantidade adequada a todas às unidades do hospital . alteração de pH. „ Dois princípios básicos norteiam o controle de infecções em lavanderia hospitalar: não agitar a roupa e remover ou destruir os microrganismos contaminantes. que separa a lavanderia em duas áreas distintas: • área suja (considerada contaminada): utilizada para separação e lavagem. • área limpa: utilizada para acabamento e armazenamento. lesões de pele secretantes ou descamativas. para o controle das infecções.

COLETA UTILIZAÇÃO PROCESSAMENTO DISTRIBUIÇÃO Figura 2 – Fluxograma da roupa na lavanderia.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Figura 1 – Fluxo da roupa no hospital. COLETA BARREIRA RECEPÇÃO PESAGEM BARREIRA LAVAGEM CENTRIFUGAÇÃO SECAGEM CALANDRAGEM DOBRAGEM BARREIRA ARMAZENAMENTO DISTRIBUIÇÃO CONSERTO 23 .

envolvendo. aço. em geral 80% de sua capacidade de lavagem. que consideram toda roupa usada como contaminada. „ Atualmente. ♦ Encaminhar o pano usado para secagem da área para a lavanderia em saco plástico. tocar maçanetas. resistentes e pouco profundos. evitando. retirar o excesso da carga contaminante em papel absorvível. fezes. „ Os carros de coleta e transporte de roupa suja devem ser leves. „ Se a roupa limpa for embalada de forma individualizada. assim. descontaminar imediatamente com hipoclorito de sódio a 1%. diariamente. „ Portanto. retirando-as logo após realizada a coleta de um local. servindo de alimento para outras espécies. A pesagem das roupas é indispensável para indicar a carga correta das lavadoras. juntamente com as secreções. e recomenda-se transportar a roupa dobrada ou enrolada. preferencialmente.) „ O transporte deve ser sempre separado. hipoclorito de sódio a 1% durante 10 minutos. veículos distintos ou. devido às precauções-padrão. está indicada a utilização de luvas. que elimina microrganismos aderidos em suas células superficiais. „ Os carros utilizados no transporte das roupas devem possuir uma identificação para diferenciar o carro de coleta de roupa suja do carro de transporte da roupa limpa. ♦ Proceder à limpeza de toda a área com a solução de detergente neutro. „ O funcionário que exercer esta função deve utilizar luvas de borracha em ambas as mãos. onde a separação entre roupa limpa e suja deve ser rigorosa. alimentandose dos resíduos. Os carros são confeccionados em diversos materiais (alumínio. evitando o rompimento da embalagem e contaminação do ambiente. fibra de vidro. ♦ Remover o desinfetante com pano molhado. „ No caso de lavanderias que processam a roupa de outros hospitais.. „ Estes carros coletores devem ser específicos para este fim.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS COLETA A pele tem como mecanismo de defesa a descamação. depositam-se no tecido das roupas. etc. um lençol aparentemente limpo contem seres vivos que podem transmitir doenças. nunca cruzando roupa limpa com a suja na mesma carga. Os mesmos princípios devem ser aplicados ao veículo de transporte. „ Não deve-se arrastar sacos de roupa pelo chão. PROCESSAMENTO DA ROUPA NA ÁREA SUJA Recepção „ Na área de recepção. A limpeza destes contêineres deverá ser semelhante à dos carrinhos coletores. „ Deve-se usar carros diferentes para a coleta da roupa suja e o transporte da roupa limpa. um destino errado. Ao empurrar o carro. ser submetidos a limpeza com água e detergente neutro e desinfecção com hipoclorito de sódio a 250 ppm. como o ácaro. ♦ Secar bem a área com pano limpo. „ Terminada a coleta nas unidades. „ Ambos os carros devem. „ O transporte da roupa coletada e embalada pode ser feitos por carros coletores. secreções ou outros fluidos orgânicos. facilitando a operação de retirada da roupa e sua higenização. A coleta da roupa suja deve ser feita com muito cuidado. os sacos de roupa suja são recebidos e pesados. providos de tampas e feito de material que permitam uso de produtos químicos na sua limpeza e desinfecção. a roupa suja é transportada à recepção do setor de roupa suja. „ A roupa suja deve ser recolhida em sacos de material resistente e de cor diferente da escolhida para transportar o lixo. ♦ Aplicar sobre a área. „ 24 . etc. atenção especial deve ser dado ao transporte da roupa suja para a lavanderia e para a distribuição da roupa limpa para os hospitais. pelo menos. para o processamento em nível de lavanderia. através da seguinte técnica: ♦ Com o uso de luvas. „ A coleta deve ser realizada em horário preestabelecido e a roupa suja deve permanecer o menor tempo possível na unidade. para evitar a dispersão dos germes. a contaminação posterior ao reprocessamento da mesma é reduzida. é obrigatório retirar as luvas para evitar a contaminação cruzada. ♦ Desprezar o papel em saco plástico branco leitoso próprio para uso hospitalar. Estas células. selada. que habita as roupas de cama. com áreas ou contêineres separados. „ Havendo extravasamento de uma embalagem. os órgãos internacionais desaconselham a separação da roupa suja. Na presença de grande quantidade de sangue. „ Na retirada da roupa. não deve haver agitação nem separação. seja na lavanderia ou nas unidades de atendimento aos pacientes.

a mais utilizada na lavanderia hospitalar moderna é a lavadora de desinfecção. é conveniente reunir no mesmo ciclo roupas com níveis de sujidade similares. bancadas e pisos devem ser lavados e depois descontaminados com hipoclorito de sódio a 250 ppm ou álcool a 70%. como por exemplo. A contagem total de bactérias não pode exceder 10 UFC por mililitro. Óculos de proteção podem estar indicados. necessitam de esterilização após serem processadas na lavanderia. cirurgias. livre de patógenos em número suficiente para causar doenças aos pacientes. para adequação do processo de lavagem. Como está contra-indicada a manipulação da roupa para classificá-la. portanto. causando danos às máquinas e ao próprio processo. as roupas encaminhadas pelo centro cirúrgico certamente diferem em nível de sujidade com as encaminhadas de uma enfermaria de clínica médica. mão-de-obra e tempo. sendo. avental impermeável e máscara antipartículas. a fim de resistirem à química da lavagem. no caso de superfícies metálicas. „ A água deve estar isenta de microrganismos patogênicos. deve ser regulado por válvula. Na separação. Na área suja. dentro da máquina. na área limpa. pias. „ Não há necessidade de esterilização das roupas utilizadas em berçários. „ Lavadoras de desinfecção . classificada como artigo não-crítico. os funcionários devem usar botas e luvas de borracha. caso contrário pode haver recontaminação da roupa durante os enxagües. agrupando-as no reprocessamento. visando evitar que estes elementos entrem no processo de lavagem. apresentam risco de acidentes para os funcionários com a veiculação de patógenos sangüíneos. é indispensável que todas as peças de roupa sejam cuidadosamente abertas. „ Após o processamento da roupa na área suja. cateterizações vasculares e procedimentos em pacientes queimados. „ A finalidade primordial da lavanderia é remover a sujidade da roupa para que ela adquira odor e aparência agradáveis. uma para acesso de roupa suja.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS „ „ „ „ Entretanto. a fim de evitar que a roupa fique totalmente torcida no final da lavagem. muito importante os enxagües para eliminar resíduos químicos que possam causar irritação na pele dos recém-nascidos. podendo ser reprocessadas conjuntamente como de sujidade pesada. Por exemplo. um que funciona como um tambor externo e outro como um cesto interno. de modo a permitir a aspiração do ar da área limpa. „ Existem máquinas que incorporam a centrifugagem à própria lavadora: são as lavadoras extratoras. que oferecem economia de espaço. perfurado. porém. que fica encaixada na parede ou barreira de contaminação. 25 . os artigos perfurocortantes. Além disso. „ A centrífuga é constituída de dois cilindros. para a retirada de instrumentos cirúrgicos e outros objetos. como agulhas e material cirúrgico. isto é. dotado de pás que giram alternadamente para um lado e para outro. Lavagem „ A sujidade funciona como substrato para a multiplicação microbiana e a sua simples remoção diminui a contaminação. durante o escoamento da água. devendo ser posteriormente autoclavadas. 9 possuir um dispositivo automático. um fixo externo e um giratório interno perfurado. „ As roupas utilizadas em procedimentos críticos. Lavadora „ A lavadora compõe-se de dois cilindros. sabendo-se sua origem podemos prever o grau de sujidade. a fim de impedir a abertura simultânea da ambas as portas 9 o fluxo de ar. PROCESSAMENTO DA ROUPA NA ÁREA LIMPA Centrífuga ou extratora „ É a máquina usada para eliminar ou extrair até 40% da água da roupa saída da lavadora. sendo. na área suja e outra de saída da roupa limpa. „ Das máquinas de lavar. „ A maioria das roupas hospitalares tem contato apenas com a pele íntegra. reduzindo a contaminação a níveis aceitáveis. necessitando apenas estar limpas no final de seu reprocessamento. e a expulsão do ar contaminado para a área contaminada. Esta máquina caracteriza-se por possuir duas portas (de entrada e de saída). 9 o mecanismo de reversão deve estar equilibrado.devem preencher os seguintes requisitos: 9 os tambores devem ser de aço inoxidável.

9 ter dispositivo de segurança na porta. revestidos. que movimenta a roupa pela rotação e presença de pás. „ As roupas que necessitarem de conserto devem ser lavadas novamente antes do uso. 9 possuir o tambor interno de material resistente à corrosão. evitando acidentes com as mãos do operador. esta área deve contar com armários específicos para este fim. enquanto um exaustor retira o ar aquecido que passou pelas roupas por um cabeçote. a roupa pode ser passada pela calandra. seca e desenruga. A roupa. giratório. 26 . „ As secadoras destinam-se à secagem da roupa em altas temperaturas. uma vez que na calandra isto ocorre com maior freqüência. perfurados ou não. „ Os cestos que contêm as peças giram. „ Especial atenção deve ser dada durante esta fase para roupa não tocar o chão. „ É provida de um dispositivo que desliga automaticamente a máquina. 9 dispor de comando automático de tempo de secagem. „ Alguns requisitos devem ser observados para as secadoras: 9 ser equipada com seletor de temperatura. aquecidas a vapor ou eletricidade. entre a calha aquecida e o cilindro girando. É constituída de dois ou mais rolos ou cilindros de metal. a roupa é dobrada e guardada. passada sob pressão. através da passagem forçada de ar quente entre as peças. Para armazenamento da roupa processada. que giram dentro de calhas fixas de ferro. Armazenamento „ Posteriormente. com portas e construído de material de fácil limpeza. e outro externo fixo. Calandra „ Após a secagem. entre os rolos.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Secadora „ Possui também dois cilindros: um interno.

resistente. deve-se prever no mínimo um local para o preparo de produtos crus e outro para produtos prontos. „ O ar ambiente das áreas de processamento de alimentos deve ser renovado freqüentemente através de equipamentos de exaustão. não devendo possuir aberturas. „ Os ralos devem ser sifonados e com grelhas com proteção telada. Paredes „ As paredes devem ser lisas. não devem ser utilizados nas áreas de processamento. Piso „ O piso deve ser de cor clara e de material liso. bolor e descascamento e deve estar em perfeitas condições de limpeza. „ O ar-condicionado e o ventilador são equipamentos que não atendem a estes requisitos e. gases. „ As prateleiras devem estar distantes 25 cm do piso e a profundidade não deve ser superior a 45 cm. resistente ao tráfego e de fácil higienização (lavagem e desinfecção). portanto.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NORMAS DE HIGIENE ALIMENTAR PARA O SETOR DE NUTRIÇÃO E DIETÉTICA INSTALAÇÕES Ventilação „ A ventilação deve ser adequada para proporcionar a renovação do ar. garantir o conforto térmico e manter o ambiente livre de fungos. impermeáveis. Teto „ O teto deve ser isento de vazamentos e goteiras. „ O forro deve ser livre de rachaduras. obedecer um fluxo coerente e evitar cruzamentos entre as atividades. a caixa d’água deve ser lavada a cada 6 meses (vide técnica no capítulo “Higienização da Caixa D’água”) e a água deve ter sua potabilidade microbiológica atestada semestralmente. „ O sistema de exaustão deve ser devidamente dimensionados e mantido em boas condições de funcionamento. impermeável. Água „ A água de abastecimento deve ser ligada à rede pública ou ter sua potabilidade atestada semestralmente através de laudo oficial de laboratório especializado. lavável. laváveis. antiderrapante. resistentes a limpezas freqüentes e isentas de bolores. não permitindo o acúmulo de alimentos ou sujidades. „ Esta separação em áreas servem para impedir a contaminação cruzada entre alimentos crus e prontos e/ou utensílios limpos e utensílios sujos. ÁREAS DO SETOR DE NUTRIÇÃO E DIETÉTICA „ Essas áreas devem seguir uma linha racional de produção. gordura e condensação de vapores. „ As janelas e outras aberturas presentes na parede. devem ser dotadas de telas. „ Na impossibilidade de áreas separadas para cada gênero. quando usadas para a circulação do ar. fumaças. lavável. impermeável. em cores claras. „ O acabamento deve ser liso. umidade. duráveis. em cor clara e em bom estado de conservação. 27 . „ Todas as bancadas destas áreas devem ser preferencialmente de aço inox ou outro material resistente e de fácil higienização. „ Sendo de rede pública.

conforme técnica explicada mais adiante neste texto (tópico Higiene Ambiental). deveria existir uma bancada para cada tipo de alimento supracitado. Área para pré-preparo e preparo dos alimentos „ As operações preliminares de confecção são realizadas nesta área. tais como rodos. cubas profundas e local para armazenamento do material após a higienização. „ Deve possuir suprimento de água.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS 1. Nesta área não deve haver equipamentos (refrigeradores. „ Esta área necessita de pelo menos uma bancada provida de pia com tampo de inox ou outro material adequado para manipulação dos alimentos e fácil limpeza e desinfecção. „ Recomenda-se refrigeradores em número suficiente para atender à conservação de: 9 carnes refrigeradas e alimentos prontos: até 4°C 9 sobremesas. „ De forma ideal. Para esta área são importantes um piso em material lavável e resistente. 7. frios e laticínios: até 8°C 9 hortifrutigranjeiros: até 10°C „ Caso o armazenamento não possa ser feito em refrigeradores diferentes para cada produto. „ É obrigatória a localização de sanitários exclusivos para os funcionários do setor de nutrição e dietética no âmbito da própria unidade funcional. esfregões. situada de preferência em local externo e próximo da estocagem. pois o calor excessivo compromete o funcionamento de seus motores e conseqüentemente a garantia da temperatura específica de cada gênero. não devendo ter refrigeradores ou freezers. 3. Instalações sanitárias e vestiários para os funcionários „ Os sanitários usados por outros funcionários do estabelecimento de saúde não podem ser compartilhados pelo pessoal que manuseia os alimentos. local para dispor os utensílios que aguardam a higienização. 2. Área para a recepção de mercadorias „ Trata-se de uma área própria para o recebimento de mercadorias. baldes e outros. „ Esta área deve dispor de pia com sistema completo para higiene das mãos. „ Deve contar com área suficiente para acomodar a mercadoria no momento do recebimento e com balança tipo plataforma e tanque para pré-higiene de verduras e frutas antes do seu armazenamento. Área para armazenamento à temperatura controlada „ Destina-se à estocagem de gêneros perecíveis ou rapidamente deterioráveis em temperatura ambiente. 4. comumente subdividida em: 9 preparo de carnes 9 preparo de verduras e frutas 9 preparo de massas e sobremesas „ É fundamental que esta área disponha de pia com sistema completo para a higienização das mãos. específica para esta finalidade. 1. freezers) que possam alterar as condições térmicas ambientais. Área para depósito e higienização do material de limpeza „ Os materiais de limpeza. prateleiras e estrados. devem ser higienizados e guardados em área própria. Produtos de limpeza devem ser armazenados em local distinto. „ „ „ „ „ Área para armazenamento à temperatura ambiente Entenda-se como temperatura ambiente uma temperatura em torno de 26°C. 5. 6. „ A mesma deve ser de fácil acesso aos fornecedores. massas. a temperatura deve ser regulada para o alimento que requeira a menor temperatura. de maneira que não provoquem a contaminação de alimentos e utensílios. Área para higienização de utensílios „ Esta área deve ser diversa da utilizada no processamento dos alimentos. panos de chão. 28 . A mesa do estoquista pode permanecer nesta área desde que não interfira no controle de qualidade dos alimentos e/ou no fluxo de armazenamento. Área para cocção „ Nesta área devem permanecer apenas os equipamentos destinados ao preparo de alimentos quentes. „ Esta área deve possuir uma cobertura para a proteção dos alimentos na hora da entrega. a bancada deve ser submetida a limpeza e desinfecção rigorosa após o manuseio de cada tipo de alimento. Na sua ausência.

sabão e papel toalha para a lavagem adequada das mãos. correntes. „ O vestuário deve ser conservado em bom estado. inclusive. „ uniformes adequados e completos em número suficiente para troca diária. „ A utilização de máscaras na manipulação dos alimentos não é recomendada como um mecanismo de prevenção da contaminação dos alimentos. manchas. d) evitar bigodes e costeletas. sem prejuízos de qualquer natureza. brincos e. sem rasgos. „ È proibido. „ Os funcionários uniformizados não devem sentar-se ou deitar-se no chão ou em outros locais impróprios. o uso de acessórios ou adereços. 29 . tosse. bem como sem base incolor. „ Ele pode ser motivo da contaminação. tais como anéis. durante o trabalho. relógios.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS HIGIENE DOS MANIPULADORES „ O manipulador é um elemento chave na produção do alimento. „ Usar calçados fechados. pulseiras. „ Deve-se usar avental plástico quando o trabalho em execução propiciar que os uniformes se sujem ou se molhem. „ sanitários e chuveiros em condições adequadas de funcionamento e limpeza. ou por outras falhas na manipulação. b) lavar a cabeça uma vez ao dia. limpas e sem esmalte. através de mãos sujas ou contaminadas. „ Os cabelos devem ser mantidos totalmente cobertos e protegidos através de touca. torna-se desconfortável. resfriado. partes descosturadas ou furos. provocando prurido e ocasionando maior contaminação das mãos decorrente do ato de coçar-se. „ pias com água. amuletos. espirro e conversa sobre os alimentos. Higiene corporal Os funcionários devem observar os seguintes hábitos de asseio: a) tomar banhos freqüentes. fitinhas. Além disso. c) saboneteiras específicas para sabão líquido. g) manter a higiene adequada das mãos. d) suporte para papel toalha. colares. não devendo ser usados próximo ao calor. e) conservar as unhas curtas. a máscara torna-se úmida. Sistema para higiene das mãos Consiste em: a) lavatórios exclusivos para a higiene das mãos. c) fazer a barba diariamente. h) conservar os uniformes limpos. não deve existir depósito para sabão líquido nas pias e bancadas utilizadas para o preparo dos alimentos. agregando as fibras e permitindo a passagem de grande quantidade de microrganismos. e) cesto com tampa acionada por pedal. gorro ou similar. „ Os uniformes devem ser mantidos limpos e trocados diariamente. O Patrão deve garantir: „ que o manipulador com diarréia. „ exames médicos admissionais e periódicos. em boas condições de higiene e conservação. aliança. Uniforme „ Os funcionários devem usar uniformes de cor clara. f) não aplicar maquiagem em excesso. „ instalações adequadas para que possam ser guardadas roupas e pertences. Após 15 minutos de uso. b) água corrente. OBSERVAÇÃO: devido ao alto risco de contaminação química dos alimentos. infecção nos olhos ou infecções da pele seja afastado para outra atividade.

Para manutenção da higiene ambiental é necessário seguir rigorosamente os critérios e a freqüência dos procedimentos estabelecidos. sendo obrigatória a realização de exames médicos admissionais e periódicos. „ Espirrar ou tossir sobre os alimentos: 9 ao tossir ou espirrar.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Não são permitidas as condutas abaixo nas áreas de preparo dos alimentos por representarem riscos de contaminação alimentar: „ Falar. coprocultura e VDRL. Pisos e rodapés devem ser lavados diariamente com água e detergente neutro e em seguida realizado desinfecção com hipoclorito de sódio a 200 ppm. „ Enxugar o suor com as mãos. cantar ou assobiar sobre os alimentos. deve-se proceder a uma lavagem terminal do ambiente. „ „ „ „ „ „ „ 30 . „ Deixar roupas e sapatos espalhados na área de produção. guardanapos. Os ralos devem ser limpos diariamente. seguido das paredes e por último do piso. „ Experimentar a comida nas mãos ou com os dedos. panos de copa. 9 retirar o detergente usando rodo exclusivo para este fim. recolhendo-se os resíduos acumulados. 9 deixar secar naturalmente. Promover a desinsetização a cada dois meses e a desratização periódica. „ Provar alimentos com talheres e voltar a colocar o talher dentro da panela. 9 lavar e desinfetar o rodo utilizado. o funcionário deve afastar-se do produto. acompanhados das seguintes análises laboratoriais: hemograma. enxagüe e desinfecção (ver capítulo “Higienização Hospitalar”). 9 enxagüar. panos de pratos. cobrir a boca e o nariz. devendo ser realizadas outras análises de acordo com avaliação médica. „ Assoar o nariz. tosse. „ Enxugar as mãos no avental ou em panos. Semanalmente. „ Por os dedos no nariz. 9 aplicar hipoclorito de sódio a 200 ppm (tabela 1). Impedir a presença de animais domésticos no setor de nutrição e dietética. na boca. diarréia. É proibido varrer a seco os pisos das áreas de manipulação e processamento dos alimentos. dor de garganta ou gripe. ouvidos ou cabelos enquanto se prepara os alimentos. aventais ou qualquer outra peça da vestimenta: 9 o suor deve ser enxugado com papel toalha descartável e a seguir deve-se lavar imediatamente as mãos. „ O controle de saúde dos funcionários deve ser comprovado com os respectivos laudos médicos da unidade de saúde. Bancadas e mesas de apoio devem ser lavadas diariamente através da seguinte técnica: 9 lavar com água e detergente neutro. „ Fazer serviço de limpeza e manipular os alimentos ao mesmo tempo. „ Usar unhas pintadas e compridas. coproparasitológico. „ Manipular dinheiro durante o preparo dos alimentos. finalizando com hipoclorito de sódio a 200 ppm. iniciando a limpeza pelo teto. lavados com água e detergente e enxagüados com hipoclorito de sódio a 200 ppm. „ Trabalhar diretamente com alimentos quando apresentar qualquer um dos seguintes sintomas: lesões ou infecções na pele. Controle de saúde dos manipuladores „ A Vigilância Sanitária exige que os funcionários não sejam portadores aparente ou inaparente de doenças infecciosas ou parasitárias. HIGIENE AMBIENTAL „ „ „ A higiene do setor de nutrição e dietética deve ser mantida através de adequadas técnicas de limpeza. „ Fazer uso de utensílios sujos. se possível com papel toalha descartável e depois lavar imediatamente as mãos. Limpar a coifa semanalmente. „ Fumar no local de preparo dos alimentos.

macaxeira. etc. abacate. verduras e legumes. HIGIENE DOS UTENSÍLIOS „ 1. Retirar os utensílios do recipiente e deixar secar naturalmente (não utilizar panos para secagem). para evitar presença de ratos e baratas. 31 . Usar sempre garfos. etc. frutas e legumes. „ Colocar os alimentos em uma vasilha com solução de hipoclorito de sódio a 200 ppm (tabela 1). insetos e roedores. Manipulação „ Evitar muita manipulação e prepare o mais rápido possível os alimentos. „ Frutas e legumes cujas cascas não são consumidas (banana. 3. cuidando para que fique totalmente imerso. baratas e ratos. „ Retire o lixo toda vez que achar necessário. etc. através da técnica abaixo descrita: Retirar o excesso de sujidades. garfos. Lavar com água e detergente. retirando as estragadas. a imersão em vinagre a 2%. de uso exclusivo para este fim.) podem ser higienizadas em água potável. „ Remover o lixo diariamente em recipientes fechados e tampados „ Mantenha o lixo em recipiente limpo. retirando as partes estragadas. protegido contra poeira. „ Manipular os alimentos somente quando absolutamente necessário. máquinas de moer. Os utensílios (facas. etc. As partes dos equipamentos e utensílios que entram em contato com os alimentos não devem ser tocadas. batatas. cubas. pinças.) devem ser sempre lavados e desinfetados após o uso. removendo com as mãos sujidades. dispensando o uso da solução clorada a 200 ppm. vasilhas. beterraba. HIGIENE DOS ALIMENTOS Limpeza e desinfecção de hortifrutigranjeiros: „ Fazer a limpeza e desinfecção das bancadas. „ Ovos e sacos de leite devem ser lavados antes de serem usados. 5. para evitar a contaminação cruzada. uma a uma. pegadores. De forma a minimizar o perigo de contaminação. „ A solução clorada deve ser trocada a cada lote imerso. por 5 minutos. folhas. Mergulhar os utensílios em uma vasilha com solução de hipoclorito de sódio a 200 ppm (tabela 1) por 15 minutos. sugere-se. „ Desfolhar as verduras. para minimizar o gosto de cloro resultante da desinfecção. revestindo de saco plástico e sempre tampado para evitar moscas. legumes e frutas devem ser lavados e desinfetados em local ou horário diferente do preparo dos demais alimentos. laranja.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Lixo „ A área do lixo deve estar localizada em área externa. „ Os alimentos crus de origem animal também devem ter seu local ou horário determinado. folha a folha. Enxagüar em água corrente até remoção total do detergente e demais resíduos. liqüidificadores. panelas. „ Enxagüar em água corrente tratada. „ As verduras. 6. 4. „ Lavar em jato de água corrente. Guardar em local limpo e seco. um a um. limão . 2. para os vegetais folhosos. Não deixe o lixo permanecer à noite no interior do estabelecimento. pertencentes à área específica para o preparo destes gêneros „ Escolher uma a uma as frutas. aguardar 15 minutos.

• O uniforme usado na sala de manipulação deve ser substituído a cada sessão de trabalho e os funcionários devem usar máscaras além da paramentação já descrita para os funcionários do setor de nutrição e dietética. A validade da solução após o preparo é de 24 horas (devido à volatilização do cloro e pela ação inativadora exercida pela luz solar). incluem-se alguns cuidados especiais: • Presença de sala de preparo exclusiva. quatro horas antes do uso ou com refrigerar imediatamente a 4o C e usar dentro de 24 horas após o preparo. • O acesso de pessoas às áreas de manipulação da nutrição enteral deve ser restrito ao pessoal diretamente envolvido. • Utilizar frascos descartáveis para o acondicionamento da dieta enteral. • Utilizar somente água tratada ou fervida no preparo das fórmulas enterais.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NUTRIÇÃO ENTERAL „ „ As normas que regulamentam a Terapia de Nutrição Enteral encontram-se descritas na Resolução ANVISA/MS-RDC no 63 de 06/07/2000. • Para infusão no paciente a dieta só pode permanecer por quatro horas à temperatura ambiente. Além de todos os cuidados supracitados no preparo das dietas de modo geral. TABELA 1 – DILUIÇÃO DO HIPOCLORITO DE SÓDIO PARA DESINFECÇÃO DE UTENSÍLIOS.000 ppm). no máximo. SUPERFÍCIES E ALIMENTOS 200 ppm HIPOCLORITO 1% ÁGUA TOTAL 1 ml 49 ml 50 ml 2 ml 98 ml 100 ml 4 ml 196 200 ml 10 ml 490 ml 500 ml 20 ml 980 ml 1 litro 40 ml 1960 ml 2 litros 100 ml 4900 ml 5 litros • • A solução de hipoclorito normalmente disponível para uso hospitalar é a 1% (10. • O forno de microondas não deve ser usado devido à desnaturação proteica pelo calor. • Preparar. 32 . • É proibido o congelamento de fórmulas. • A autoclavação terminal da fórmula é proibida pelo risco de alterar a dieta. • O sistema de infusão deve ser trocado a cada 24 horas.

9 Remoção de sujidades das prateleiras. 9 Pano embebido em solução de hipoclorito de sódio 9 Remoção dos produtos. ralos Diário Água e detergente líquido + Hipoclorito de sódio (200 ppm) 9 9 Pratos e talheres de pacientes Após o uso Água e detergente líquido + Hipoclorito de sódio (200 ppm) 9 9 Freezer e congelador Quinzenal Detergente líquido neutro + Hipoclorito de sódio(200 ppm) Detergente líquido neutro + Hipoclorito de sódio(200 ppm) Solução desincrostante + Hipoclorito de sódio(200 ppm) Água e detergente líquido + Hipoclorito de sódio (200 ppm) Carros-prateleiras Diário Semanal Utensílios Após o uso Desincrustação de sujidades mais pesadas Lavar e enxagüar com água corrente Imergir em solução clorada por 15 minutos Lavar e enxagüar em água corrente Banhar em solução clorada por 15 minutos Lavar e enxagüar com água corrente Imergir em solução clorada por 15 minutos 33 . 9 Degelo do equipamento 9 Higienização 9 Higienização 9 9 9 Bancadas. paredes.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS TABELA 2 – LIMPEZA DO AMBIENTE INANIMADO O quê Geladeiras Quando Diário Com o quê Hipoclorito de sódio(200 ppm) Como 9 Organização dos produtos. pisos.

Mais grave: Agulhas de grosso calibre e grande lúmen. „ Sangue. fezes. sêmen e tecidos são materiais biológicos envolvidos na transmissão do HIV.09% após exposição mucocutânea. Menos grave: lesão superficial. lesão profunda. pericárdico). „ A quimioprofilaxia deve ser iniciada no máximo em 72 horas.3% após exposição percutânea e de 0.500 cópias/mL apresentam um risco muito reduzido de transmissão do HIV. urina. HIV positivo assintomático ou 1 carga viral baixa HIV positivo sintomático ou 1 carga viral alta Fonte ou sorologia HIV desconhecidos Em geral não se recomenda2 Em geral não se recomenda2 HIV negativo Mais grave 3 drogas Mais grave 3 drogas Não se recomenda Menos grave 2 drogas Menos grave 3 drogas Não se recomenda Grande volume 2 drogas Grande volume 3 drogas Pequeno volume 2 drogas Pequeno volume 2 drogas Exposição percutânea Exposição de mucosas e pele (1) Estudos sobre exposição sexual e transmissão vertical sugerem que indivíduos com carga viral menor que 1. agulha sem lúmen. „ Exposição a estes materiais potencialmente infectantes devem ser avaliados de forma individual. Pequeno volume: poucas gotas de material biológico de risco. „ O profissional exposto deve realizar o anti-HIV no momento do acidente. „ Líquidos biológicos sem risco de transmissão ocupacional do HIV: suor. qualquer fluido orgânico que contenha sangue. repetir com 6 e 12 semanas e após 6 meses. (2) Considerar uso de profilaxia com 2 drogas em locais com alta prevalência de indivíduos HIV positivos ou história epidemiológica para HIV ou outras DST. líquor. sangue visível no objeto contaminante ou agulha usada recentemente em artéria ou veia do paciente fonte. saliva. se negativo. pleural.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ACIDENTES OCUPACIONAIS COM FLUIDOS ORGÂNICOS TRANSMISSÃO OCUPACIONAL DO VÍRUS DA IMUNODEFICIÊNCIA HUMANA (HIV) „ O risco médio de se adquirir o HIV é de aproximadamente 0. líquido sinovial e saliva (quando em ambiente odontológico) são materiais geralmente considerados de baixo risco para a transmissão do HIV. Grande volume: contato prolongado ou grande quantidade de material biológico de risco. líquido amniótico. secreção vaginal. „ Líquidos de serosas (peritoneal. lágrima. a não ser que os mesmos estejam contaminados com sangue. 3 drogas: AZT + 3TC + nelfinavir ou indinavir por 30 dias 2 drogas: AZT + 3TC por 30 dias 34 .

Cetoconazol e itraconazol ( ↑ níveis séricos de indinavir). carbamazepina. Evitar 150mg uso concomitante Dose: 150mg 2x/dia INDINAVIR (IDV) Cápsula 400 mg Dose: 800mg 8/8h.5 litros ou mais de líquidos para evitar aparecimento de nefrolitíase) NELFINAVIR (NFV) Comprimido 250mg Dose: 750mg 3x/dia. Etinilestradiol e noretindrona (↓ níveis séricos dos hormônios). Bloqueadores de cálcio ( possibilidade de aumento dos níveis séricos dos bloqueadores). dapsona. hematúria. Considerar a redução da dose do indinavir para 600mg 8/8h ) O nelfinavir não deve ser co-administrado com: rifampicina. dor SMX-TMP (↑ biodisponibilidade de 3TC). (AZT) leucopenia. insônia. 35 . diidroergotamina. Monitorar mucosas. hiperbilirrubinemia indireta assintomática. ergotamina. insônia Probenecida. suco ou café com leite desnatado e açúcar. neutropenia. dor abdominal. fadiga. suco. Monitorar anemia Dose: 300mg estar geral. astenia. hiperglicemia e diabetes. cefaléia. alteração das provas toxicidade do AZT. astenia. Zalcitabina (potencial antagonismo) . café ou chá. hepáticas. SMX-TMP. ergotamina e diidroergotamina. pele e boca secas. aumento de triglicerídeos.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Medicamentos utilizados na quimioprofilaxia após exposição ocupacional Medicamento Efeitos Adversos Interações Dose ZIDOVUDINA Anemia. Comprimido e pancreatite. distúrbios do paladar. Usar método contraceptivo alternativo ou adicional. Monitorar toxicidade. ou ainda leite desnatado com sucrilhos e açúcar. trombocitopenia. vômitos. fluconazol. LAMIVUDINA Pancreatite. dor muscular. hipercolesterolemia. miopatia e neutropenia. astemizol. O indinavir não deve ser co-administrado com: rifampicina. náusea. fraqueza. aumento de triglicerídeos. diarréia. com alimento Nefrolítiase. cisaprida. * leite desnatado. midazolam ou triazolam. ou com alimentos leves. flatulência. exantema. plaquetopenia. midazolam ou triazolam. 2x/dia ou 200mg (dor muscular). Estavudina e ribavirina ( potencial para redução da atividade antirretroviral). com estômago vazio ou com alimentos com baixo teor de gordura*. citostáticos. cefaléia. (3TC) abdominal. Diarréia (efeito mais freqüente). hepatite. (ingerir diariamente 1. vômitos. sulfadiazina (↑ risco de Cápsula 100mg náuseas. mal. terfenadina. pirimetamina. hipercolesterolemia. astemizol. exantema Não há necessidade de ajuste de dose. fenitoína.toxicidade hematológica). como torradas com geléia. hiperglicemia e diabetes. fenobarbital. terfenadina. náuseas. náusea. Evitar uso concomitante. cisaprida. paracetamol (↑ 3x/dia pigmentação ungueal e de níveis séricos do AZT).

Vacina contra a hepatite B a. Na maioria das vezes. „ Caso o profissional esteja recebendo indinavir. „ Com o objetivo de avaliar a adesão. „ Assim. pessoas com uma dosagem no soro de anti-HBs de 10 mUI/mL ou mais). podendo ser necessária a utilização de medicações sintomáticas (como antieméticos ou antidiarreicos. Se a vacinação for interrompida após a primeira dose. Além disso. As pessoas que não respondem a um esquema de vacinação completo (isto é. „ Nos pacientes em uso de inibidor de protease. Pode ser administrada concomitantemente à HBIG. aquelas com uma dosagem no soro de anti-HBs menor que 10 mUI/mL) devem ser revacinadas com um segundo esquema completo de 3 doses. f. preferencialmente. se resolvem com a suspensão das medicações. „ A maioria dos outros fluidos orgânicos não são veículos eficientes de transmissão por conterem baixas quantidades do HBV. TGO. esta deve ser administrada quando conveniente. i. não é necessária a interrupção da profilaxia. As pessoas que não respondem a uma segunda série de 3 doses de vacina devem ser particularmente orientadas quanto ao risco de adquirirem a hepatite B através de acidentes ocupacionais com sangue. b. mas usualmente leves e transitórios. na segunda semana da quimioprofilaxia. uréia e creatinina) deverão ser realizados para avaliação de efeitos adversos. A segunda e a terceira dose são administradas com um intervalo de 5 meses. g. 36 . O profissional de saúde deve ser orientado para respeitar rigorosamente as doses. a monitoração deve incluir também exames de glicemia de jejum. Na presença de intolerância medicamentosa. além de anemia hemolítica e hepatite. Mesmo os efeitos colaterais mais graves. h. a segunda dose deve ser administrada tão logo possível. as infecções pelo VHB que ocorrem em profissionais de saúde sem história de exposição nãoocupacional ou lesões percutâneas ocupacionais podem ter resultado de exposição direta ou indireta com sangue ou fluidos corporais que inocularam o VHB em escoriações. esquemas alternativos de antirretrovirais podem ser necessários e deverão ser discutidos na tentativa de se manter a quimioprofilaxia durante as 4 semanas. Pode ser administrada em gestantes e nutrizes. TGP. c. os intervalos de uso e a duração do tratamento. o mesmo deve ser avaliado quanto a presença de cristalúria e hematúria. „ O vírus da hepatite B sobrevive no sangue ressecado sobre as superfícies à temperatura ambiente por no mínimo 1 semana. a cada 7 dias. Se faltar apenas a terceira dose para completar a vacinação. TRANSMISSÃO OCUPACIONAL DO VÍRUS DA HEPATITE B (VHB) „ O sangue contém a maior quantidade do VHB entre todos os fluidos corporais e é o veículo mais importante de transmissão no ambiente hospitalar. o acompanhamento clínico deverá ser realizado semanalmente para avaliação de sinais de intolerância medicamentosa. geralmente. d. Nessa reavaliação. Não se recomendam doses de reforço em pacientes com resposta satisfatória à vacinação (isto é. Estas pessoas têm uma chance entre 30-50% de responder à este segundo esquema vacinal de 3 doses. Esses exames deverão ser colhidos no momento do acidente e para o seguimento. desde que em locais diferentes (a vacina deve sempre ser administrada em um músculo deltóide). o profissional deve ser reavaliado para adequação do esquema terapêutico. por exemplo). exames laboratoriais (hemograma completo. queimaduras ou outras lesões cutâneas ou nas mucosas. „ Os efeitos colaterais da utilização das medicações antirretrovirais são freqüentes.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Monitoramento e Manejo da Toxicidade da Profilaxia Pós-Exposição „ Em acidentes em que a quimioprofilaxia antirretroviral foi iniciada. o fornecimento dos medicamentos antirretrovirais deve ser. assim como também pode ser administrada concomitantemente a outras vacinas. e.

o processo usado para preparar a HBIG inativa e elimina o HIV e o VHC. pacientes em programas de diálise. pacientes provenientes de prisões. Quando a HBIG for indicada. ## Pessoas que previamente já tiveram hepatite B são imunes à reinfecção e não necessitam de profilaxia pós-exposição. Recomendações para profilaxia de hepatite B após exposição ocupacional a material biológico. Pacientes expostos que estão em processo de vacinação devem completar o esquema como programado e receber HBIG conforme indicado.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Imunoglobulina humana anti-hepatite B (HBIG) a. Não há benefício comprovado na utilização da HBIG após 1 semana do acidente. heterossexuais promíscuos.06ml/kg de peso corporal. homossexuais e bissexuais masculinos. A opção de dar uma dose de HBIG e reiniciar a série vacinal é preferida para pacientes sem resposta à vacina que não completaram uma segunda série vacinal com 3 doses. É preparada a partir de plasma humano no qual foram feitos testes para o VHB. Se a dose a ser utilizada ultrapassar 5ml. 2. c. Alto risco: usuários de drogas injetáveis. A gamaglobulina hiperimune deve ser aplicada por via intramuscular na dose de 0. Maior eficácia na profilaxia é obtida com uso precoce da HBIG (dentro de 24 à 48 horas após o acidente). Para pessoas que completaram esta segunda série vacinal mas não obtiveram resposta adequada. ela deve ser administrada tão logo possível após o acidente. # Profissional Saúde exposto## de AgHBs positivo Paciente-fonte AgHBs negativo AgHBs desconhecido ou não testado Não Vacinado 1 HBIG + iniciar vacinação Iniciar vacinação Iniciar vacinação Previamente vacinado • • Com resposta vacinal conhecida e adequada Sem resposta vacinal Nenhuma profilaxia Nenhuma profilaxia Nenhuma profilaxia 3 HBIG + iniciar revacinação contra hepatite B 2 ou HBIG 2 doses Testar o profissional de saúde para anti-HBs: Se resposta vacinal adequada: Nenhuma profilaxia Se resposta vacinal inadequada: HBIG + iniciar revacinação contra hepatite B 2 ou HBIG 2 doses Nenhuma profilaxia Se fonte de alto risco . 1. 37 . pacientes provenientes de áreas geográficas de alta endemicidade para hepatite B. história prévia de doenças sexualmente transmissíveis. b. o VHC e o HIV. instituições de atendimento a pacientes com deficiência mental. dividir a aplicação em duas áreas diferentes. duas doses de HBIG são preferidas. tratar como se fonte AgHBs positivo Testar o profissional de saúde para anti-HBs: Se resposta vacinal adequada: Nenhuma profilaxia Se resposta vacinal inadequada: HBIG + iniciar revacinação contra hepatite B 2 ou HBIG 2 doses • Resposta desconhecida vacinal Nenhuma profilaxia # Os materiais biológicos com risco de transmissão do vírus da hepatite B são os mesmos descritos anteriormente para o HIV. d. contactantes domiciliares e sexuais de portadores de AgHBs positivo. sendo a primeira dose logo após o acidente e a segunda dose 1 mês depois. Além disso. 3.

recomendações para a conduta frente aos acidentes ocupacionais limitam-se à identificação precoce da doença hepática crônica. anti-VHC e antiHIV). 3 e 6 meses da exposição. VHB e VHC. 3. 1. 3 e 6 meses da exposição. O teste rápido para o HIV é particularmente útil nestas situações e tem aprovação do FDA. 9 solicite anti-VHC para o profissional logo após o acidente e após 1. no momento do acidente. „ A transmissão raramente ocorre com a exposição de mucosas ao sangue e nenhuma transmissão foi documentada pela exposição ao sangue da pele intacta ou não. uma história clínica prévia sugerindo uma deficiência de resposta imune e a exposição ocupacional simultânea ao vírus da hepatite C. se positivo não há necessidade de acompanhamento adicional. Resultados repetidamente positivos devem ser considerados altamente sugestivos de infecção pelo HIV. A pessoa cujo sangue ou fluido corporal é a fonte de uma exposição ocupacional deve ser testada para infecção pelos vírus da hepatite B. o vírus da hepatite B (VHB) e o vírus da hepatite C (VHC). monitorar TGO e TGP. Nas outras situações. se o profissional apresentar soroconversão. encaminhe ao especialista para acompanhamento 9 solicite anti-HBs logo após o acidente. especialmente. 2. da hepatite C e infecção pelo HIV (solicitar AgHBs. solicite nova sorologia após 1. se negativo. solicite novamente este exame após a série completa de vacinação para hepatite B 9 solicite AgHBs para o profissional logo após o acidente e após 1. para qual existe tratamento. o profissional deverá ser esclarecido que este resultado não se deve ao acidente e encaminhar para acompanhamento médico específico 9 Caso o profissional de saúde tenha utilizado gamaglobulina hiperimune no momento do acidente. nas seguintes condições: sintomas de possível infecção aguda pelo HIV durante os primeiros 6 meses de acompanhamento após o acidente. deverá ser esclarecido que este resultado não se deve ao acidente e encaminhado para acompanhamento médico específico 9 o profissional deve ser acompanhado por um ano. se positivo. O acompanhamento sorológico é desnecessário quando o paciente fonte é conhecido e tem sorologia negativa para HIV.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS TRANSMISSÃO OCUPACIONAL DO VÍRUS DA HEPATITE C (VHC) „ O VHC não é eficientemente transmitido através de exposições ocupacionais ao sangue: a incidência da soroconversão em um profissional de saúde após um exposição percutânea acidental a partir de uma fonte anti-VHC positiva é de 1. 4. „ Na ausência de profilaxia pós-exposição para o VHC. 5. 38 . a realização da sorologia anti-HBs só deve ser realizada após 12 meses do acidente. Para o funcionário exposto.8%. Lavar com água e sabão em caso de exposição percutânea. CONDUTA FRENTE UM ACIDENTE OCUPACIONAL COM MATERIAL BIOLÓGICO „ Os vírus mais comumente envolvidos nestes acidentes são o vírus da imunodeficiência humana (HIV). siga as recomendações abaixo: 9 realize teste rápido para HIV ou solicite anti-HIV logo após o acidente. Soluções antissépticas não apresentam eficácia superior ao sabão neutro. enquanto que resultados negativos é um excelente indicador da ausência da infecção. 3 e 6 meses 9 um profissional de saúde com teste anti-HIV reativo. se negativo (< 10 mUI/mL). Exposição em mucosas – lavar copiosamente com água ou soro fisiológico. „ Para pessoas que apresentem soroconversão para hepatite C.

Não é necessário modificar práticas sexuais ou evitar a concepção. plasma. Se o profissional acidentado for uma mulher em amamentação. Deverá ser realizada avaliação clínica com o objetivo de detectar sinais e sintomas de infeção aguda pelo HIV. c. ocorrem de 3 a 4 semanas após a contaminação e incluem febre. órgãos ou sêmen. O profissional exposto exposto ao HIV deve manter abstinência sexual durante todo o período de acompanhamento ou usar preservativos (masculino ou feminino) para prevenir uma potencial transmissão sexual para o parceiro. o aleitamento não necessita ser descontinuado. que. plasma. d. c. d. Essa sintomatologia está presente em cerca de 80% dos profissionais que soroconvertem. As atividades do profissional não precisam ser modificadas. órgãos ou sêmen durante o período de acompanhamento. faringite e erupção cutânea maculo-papular-eritematosa (síndrome de mononucleosesímile). 39 . usualmente. principalmente nas exposições de alto risco. Evitar gravidez. Os profissionais expostos a sangue contaminado com o vírus da hepatite B ou C deve evitar doação de sangue. ACONSELHAMENTO PARA O PROFISSIONAL EXPOSTO À HEPATITE VIRAL a. b. adenopatias. Abster-se de doação de sangue. a descontinuação do aleitamento deve ser considerada.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ACONSELHAMENTO PARA O PROFISSIONAL EXPOSTO AO HIV a. No caso de mulheres em amamentação. b. e.

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PREVENÇÃO DE PNEUMONIA NOSOCOMIAL
I. Educação dos profissionais de saúde
A. Educar os profissionais de saúde a respeito da epidemiologia e dos procedimentos para controle das infecções hospitalares.

II. Interrupção da transmissão de microrganismos
A. Esterilização ou desinfecção e manutenção de equipamentos e dispositivos 1. Medidas gerais a. Limpar completamente os equipamentos e dispositivos que serão esterilizados ou desinfetados. b. Sempre que possível, utilizar esterilização a vapor (autoclave) para o reprocessamento de equipamentos e dispositivos semicríticos (itens que entram em contato direto ou indireto com as membranas mucosas do trato respiratório inferior) que não sejam sensíveis ao calor. c. Quando o enxagüe for necessário após a desinfecção química de equipamentos e dispositivos semicríticos reutilizáveis, use água estéril ou pasteurizada ao invés de água destilada não estéril. 2. Ventilador mecânico, circuitos respiratórios, umidificadores, e nebulizadores a. Ventiladores mecânicos (1) Não realizar esterilização ou desinfecção da maquinaria interna dos ventiladores mecânicos. b. Circuitos respiratórios com umidificadores (1) Não trocar rotineiramente, com base no tempo de uso, os circuitos do ventilador que se encontram em uso em um determinado paciente. Trocar estes circuitos quando os mesmos estiverem visivelmente contaminados ou com mal funcionamento mecânico. (2) Esterilizar ou submeter a desinfecção de alto nível os umidificadores entre o uso por pacientes diferentes. (3) Drenar e descartar periodicamente qualquer condensado que se coletar nos circuitos, tomando precauções para evitar que o condensado drene para o paciente. Descontaminar as mãos com água e sabão ou outro agente antisséptico após realizar este procedimento ou manipular o fluido. (4) Não há recomendações sobre a colocação de um filtro na terminação distal da fase expiratória do circuito respiratório para coletar o condensado (item não resolvido). (5) Não colocar filtros bacterianos entre o umidificador e a fase inspiratória do circuito respiratório. c. Fluido do umidificador (1) Usar água estéril ou pasteurizada para preencher os umidificadores. 3. Umidificadores de parede a. Entre pacientes diferentes, trocar o circuito, incluindo cateteres nasais ou máscaras faciais, usadas para fornecer oxigênio canalizado. 4. Nebulizadores de pequeno volume para medicações a. Entre diferentes usos no mesmo paciente, desinfetar e enxagüar com água estéril ou pasteurizada. b. Usar fluidos estéreis como diluente na nebulização, colocando-os de forma asséptica no nebulizador. 5. Outros dispositivos usados na terapia respiratória a. Esterilizar ou submeter a desinfecção de alto nível bolsas de ressuscitação (Ambu), ventilômetros portáteis, oxímetros e outros dispositivos respiratórios usados em múltiplos pacientes. B. Interrupção da transmissão pessoa-a-pessoa de bactérias 1. Precauções padrão a. Higiene das mãos (1) Descontaminar as mãos com água e sabão ou com outro agente antisséptico após contato com membranas mucosas, secreções respiratórias ou objetos contaminados com secreções respiratórias, independentemente de usar luvas ou não.

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b. Luvas (1) Usar luvas para manusear secreções respiratórias ou objetos contaminados com secreções respiratórias de qualquer paciente. (2) Trocar as luvas e descontaminar as mãos, como supracitado, entre contatos com pacientes diferentes, após manipular secreções respiratórias ou objetos contaminados com as mesmas e entre contatos com uma área corporal contaminada e o trato respiratório ou dispositivos respiratórios do mesmo paciente. c. Quando a contaminação com secreções respiratórias de um paciente for previsível, usar capote e trocá-lo após ocorrer a contaminação e também antes de atender a outro paciente. 2. Cuidados com pacientes com traqueostomia a. Realizar a traqueostomia com técnica cirúrgica asséptica. b. Ao trocar a cânula de traqueostomia, usar técnica asséptica e substituir a cânula por outra submetida a esterilização ou desinfeção de alto nível. c. Não há recomendações quanto à aplicação diária de antimicrobianos tópicos na traqueostomia (item não resolvido). 3. Aspiração de secreções respiratórias a. Não há recomendações quanto a usar luvas estéreis ou apenas limpas ao realizar a aspiração endotraqueal ou traqueal (item não resolvido). b. O cateter para aspiração deve ser de uso único e estéril. c. Usar apenas fluidos estéreis para remover secreções do cateter de aspiração caso o cateter for reinserido no trato respiratório baixo do paciente.

III.

Modificando fatores de risco do hospedeiro para infecção
A. Medidas para aumentar as defesas do hospedeiro contra a infecção 1. Administração de imunomoduladores a. Vacinar pacientes sob alto risco para infecções pneumocócicas graves com a vacina antipneumocócica. Estes pacientes incluem pessoas com mais de 65 anos, pessoas com doenças cardiovasculares crônicas, doenças pulmonares crônicas, diabetes mellitus, etilistas, doença hepática crônica, fístulas liqüórica, asplenia funcional ou anatômica, pacientes com infecção por HIV, leucemia, linfoma, mieloma múltiplo, neoplasia generalizada, insuficiência renal crônica, síndrome nefrótica, receptores de transplante de órgãos sólidos, pessoas em uso de quimioterapia imunossupressora, corticoesteróides sistêmicos e pessoas em asilos. B. Precauções para a prevenção de aspiração 1. Remover dispositivos tais como tubos endotraqueais, cânulas de traqueostomia e/ou sondas oro ou nasogástricas ou jejunais e descontinuar a alimentação por sonda enteral tão logo as indicações clínicas para os mesmos tenham se resolvido. 2. Prevenção de aspiração associada com a intubação endotraqueal a. Tanto quanto possível, a não ser que haja contraindicações médicas, utilizar ventilação mecânica não invasiva ao invés de realizar a intubação endotraqueal. b. Tanto quanto possível, evitar submeter pacientes que receberam ventilação mecânica assistida a intubações endotraqueais repetidas. c. Realizar intubação orotraqueal ao invés de nasotraqueal, a não ser que contraindicado pelas condições do paciente. d. Usar preferencialmente, se possível, tubo endotraqueal com lúmem dorsal acima do cuff que permita a drenagem por aspiração contínua das secreções traqueais que se acumulam na área subglótica do paciente. e. Antes de desinsuflar o cuff de um tubo endotraqueal durante a remoção do tubo, certificarse que as secreções acima do cuff sejam aspiradas. 3. Prevenção de aspiração associada com alimentação enteral a. Se não houver contraindicações médicas, elevar a cabeceira a 30 a 40° em pacientes com alto risco para pneumonia aspirativa, como, por exemplo, pessoas recebendo ventilação mecânica e/ou com sondas enterais. b. Verificar rotineiramente o posicionamento da sonda enteral. c. Avaliar rotineiramente a motilidade intestinal do paciente (por exemplo, auscultando o peristaltismo intestinal e medindo o débito gástrico) e ajustar a velocidade e volume da dieta enteral para evitar regurgitação. d. Não há recomendações quanto a se administrar preferencialmente dieta enteral de forma contínua ou intermitente (item não resolvido). 41

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e. Não há recomendações quanto ao posicionamento preferencial da sonda enteral, como, por exemplo, sondas jejunais distais ao piloro (item não resolvido). 4. Prevenção da colonização gástrica a. Usar sucralfato, bloqueador H2 e/ou antiácidos intercambiavelmente para a profilaxia para a profilaxia de úlcera de estresse em pacientes sob ventilação mecânica. b. Não há recomendações para o uso de descontaminação do trato digestivo de pacientes críticos em ventilação mecânica para prevenção de pneumonia gram-negativa ou por Candida sp. (item não resolvido). c. Nenhuma recomendação quanto à acidificação da dieta enteral (item não resolvido). 5. Prevenção da pneumonia pós-operatória a. Orientar pré-operatoriamente os pacientes, especialmente aqueles em alto risco de adquirir pneumonia, em relação a inspirações profundas e deambulação precoce, assim que clinicamente indicado no pós-operatório. Pacientes sob alto risco incluem aqueles que se submeterão a cirurgia abdominal, torácica, de cabeça e pescoço ou que apresentam disfunção pulmonar importante, tal como pacientes com DPOC, anormalidades musculoesqueléticas da caixa torácica ou testes de função pulmonar anormal. b. Usar espirometria de incentivo no pós-operatório em pacientes em alto risco de desenvolver pneumonia. TÉCNICA DE ASPIRAÇÃO ENDO E NASOTRAQUEAL 1. Lavar as mãos. 2. Calçar as luvas. 3. Introduzir o cateter no tubo endotraqueal sem aspirar. 4. Realizar a aspiração com movimentos leves e circulares, aspirando intermitentemente. 5. Retirar o cateter e limpar a parte externa com gaze seca. 6. Introduzir o cateter no frasco de soro fisiológico e aspirá-lo para que seja lavado internamente. 7. Repetir este procedimento quantas vezes se fizer necessário, evitando traumatizar a mucosa. 8. Aspirar boca e nariz somente no final do procedimento, não retornando o mesmo cateter ao tubo endotraqueal. 9. Desprezar o cateter e as luvas. 10. Lavar as mãos. 11. Anotar o procedimento realizado, registrando a característica da secreção. 12. A mesma técnica deverá ser seguida para aspiração de traqueostomia. 13. O cateter de aspiração é de uso único. 14. Trocar o frasco de soro fisiológico a cada procedimento. 15. Manter a borracha de aspiração e o Ambu protegidos quando não estiverem sendo usados. 16. Desprezar o conteúdo do frasco de aspiração quando atingir 2/3 do volume total. 17. A borracha do sistema de aspiração e o frasco devem ser trocados e esterilizados em autoclave, após a alta do paciente. Lavar em água corrente sempre que acumular sujeira.

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4. Considerando que estes microorganismos não residem comumente na área de gastrointestinal. um grande número pode ser evitado através dos cuidados adequados com cateter de demora. assim. Esta última complicação é muito séria. 2. mas felizmente ocorre em menos que 1% de pacientes cateterizados. Embora dados preliminares sobre o risco de infecção sejam encorajadores. Como meio de obter urina para cultura ou outros testes diagnósticos quando o paciente pode urinar espontaneamente. de 1% a 5% após uma única cateterização breve. Pseudomonas. cistite. Outra alternativa. A drenagem através de preservativo pode ser útil para pacientes masculinos incontinentes sem obstrução urinária e com um reflexo miccional intacto. particularmente em pacientes de alto risco. Ocasionalmente. A maioria destas infecções (66% a 86%) segue-se à instrumentação do trato urinário. a infecção persiste e conduz a complicações tais como prostatite. mas eles também podem ser adquiridos através de contaminação secundária a partir de outros pacientes ou dos profissionais de saúde ou por exposição a soluções contaminadas ou equipamento não esterilizados. Klebsiella. „ „ Em populações selecionadas. Proteus. Além disso. Geralmente considera-se como benignas as infecções de trato urinário associadas a cateter. A adoção do sistema fechado de drenagem urinária reduziu notadamente o risco de adquirir uma infecção associada a cateter. respondendo por mais de 40% dos casos de infecção hospitalar. 43 . 3. EPIDEMIOLOGIA O risco de adquirir uma infecção de trato urinário depende do método e duração da cateterização.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS PREVENÇÃO DE INFECÇÕES DO TRATO URINÁRIO INTRODUÇÃO O trato urinário é a topografia mais comum de infecção hospitalar. outros métodos de drenagem urinária existem como possíveis alternativas ao uso do cateter de uretral de demora. epididimite. o benefício do cateter suprapúbico com respeito a controle de infecção não foi provado através de estudos clínicos controlados. a qualidade dos cuidados com o cateter e da suscetibilidade do paciente. a cateterização urinária é indicado: 1. Como substituto para os cuidados de enfermagem no paciente incontinente. Para aliviar obstrução do trato urinário. principalmente cateterização urinária. Patógenos do trato urinário como Serratia marcescens e Pseudomonas cepacia têm significado epidemiológico especial. Serratia. Porém. para virtualmente 100% para pacientes com cateteres uretrais de demora com drenagem para sistema aberto com permanência maior que 4 dias. é mais usada em serviços urológicos ou de ginecologia. a drenagem por punção suprapúbica. o tamanho da população exposta ao risco. „ Evitar a cateterização urinária: 1. uma vez que é associado com uma mortalidade significante. Para obter medidas precisas do débito urinário em pacientes criticamente enfermos. 2. Infecções do trato urinário associadas a cateter são causadas por uma variedade de patógenos. Embora as infecções do trato urinário associadas a cateter não possam ser prevenidas em sua totalidade. Muitos destes microorganismos são parte da flora intestinal endógena do paciente. MEDIDAS DE CONTROLE „ Uma das medidas de controle de infecção do trato urinário mais importantes é restringir o uso de cateteres urinários a pacientes cuidadosamente selecionados. mas o risco ainda é significativo. inclusive Escherichia coli. Para permitir a drenagem da urina em pacientes com disfunção neurogênica da bexiga e retenção urinária. reduzindo. Enterococcus. As taxas de infecção variam amplamente. Enterobacter. Tal infecção em pacientes saudáveis é freqüentemente assintomática e resolve-se espontaneamente com a remoção do cateter. paciente agitado) tem sido associado com um risco aumentado de infecção do trato urinário. „ Geralmente. o isolamento destes microrganismos de pacientes cateterizados sugere aquisição de uma fonte de exógena. Para ajudar em cirurgias urológicas ou outras cirurgias em estruturas contíguas. a manipulação freqüente do sistema com preservativo (por exemplo. e Candida. pielonefrite e bacteremia por bactéria gram-negativa. seu uso requer cuidados de enfermagem meticulosos para evitar complicações locais como maceração da pele ou fimose.

Pessoal a.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS „ „ Para certos tipos de pacientes com disfunção do esvaziamento vesical. Fixar adequadamente os cateteres de demora após a inserção para prevenir movimentação e tração uretral. Lavagem das mãos A lavagem das mãos deve ser feita imediatamente antes e após qualquer manipulação do local de inserção do cateter ou do sistema de drenagem. 3. para minimizar trauma uretral. Uso do cateter a. Para pacientes que requerem cateterização uretral de demora. uma solução anti-séptica para a limpeza periuretral adequada e um frasco de uso único de lubrificante devem ser usados para a inserção. como aqueles com lesão medular ou crianças com meningomielocele. Para cateterização de curto prazo. RECOMENDAÇÕES PARA A PROFILAXIA DAS INFECÇÕES URINÁRIAS RELACIONADAS A CATETER 1. esta medida sozinha pode reduzir a taxa de infecção de um inevitável 100% quando drenagem aberta é empregada para menos de 25%. 4. Drenagem estéril fechada a. gazes. b. Se acontecerem falhas na técnica asséptica. c. a aderência ao sistema de drenagem urinária contínua fechada estéril é a base de controle de infecção. Só profissionais de saúde que dominam a técnica correta de inserção asséptica e de manutenção do cateter urinário devem manipular estes cateteres. uma terceira alternativa. Usar sempre sistema de drenagem contínua fechada estéril b. Inserir os cateteres usando técnica asséptica e equipamento estéril. Para pacientes selecionados. o sistema coletor deve ser trocado usando técnica asséptica após desinfecção da junção cateter-sistema de drenagem. Só inserir cateteres urinários quando necessário e mantê-los apenas o tempo estritamente necessário. d. c. 5. 44 . desconexão ou vazamento. Inserção de cateter a. 2. a cateterização intermitente. Todas as outras intervenções podem ser vistas como medidas auxiliares. Os profissionais de saúde devem receber treinamento periódico sobre as técnicas corretas e potenciais complicações da cateterização urinária. Deve ser usado um cateter do menor diâmetro possível. que seja compatível com uma boa drenagem. outros métodos de drenagem urinária como drenagem através de preservativo. exceto nas situações de irrigação contínua abaixo descritas. Luvas. é comumente empregada. Os mesmos não devem ser usados somente para a conveniência dos profissionais que prestam cuidado ao paciente. b. cateterização suprapúbica e cateterização uretral intermitente podem ser alternativas úteis à cateterização uretral de demora. Nunca desconectar o cateter do sistema de drenagem. b.

então. Deve-se manter um fluxo urinário desobstruído (ocasionalmente. realizada desinfecção para. a bolsa de drenagem deve ser esvaziada regularmente usando um separado para cada paciente (a bolsa de drenagem e o recipiente coletor não-estéril nunca devem entrar em contato). ii. é necessário obstruir o cateter temporariamente para coleção de espécime ou outros propósitos médicos). muco. A pessoa que executa a irrigação deve usar técnica asséptica. posteriormente. iii. A junção cateter-sistema de drenagem deve ser desinfetada antes de desconexão. as bolsas coletoras devem sempre ser mantidas abaixo do nível da bexiga. Evitar irrigação a menos que obstrução já seja prevista (por exemplo. a irrigação contínua fechada deve ser usada. 7. Fluxo urinário a. Para se manter livre fluxo da urina: i. b. 8. 12. atualmente. Para obter volumes maiores de urina para análises especiais devem ser colhidos assepticamente da bolsa de drenagem. Irrigação contínua da bexiga com antimicrobianos não se mostrou útil e não deve ser executada como uma medida de prevenção de infecção rotineira. substituídos. 10. pode ser usado um método intermitente de irrigação. Se o cateter obstruir e só poder ser mantido pérvio através de irrigação freqüente. aspirar a urina com uma seringa e agulha estéreis. Assim. Irrigação a. o cateter deve ser mudado caso seja provável que o próprio cateter está contribuindo para a obstrução. c. Intervalo de troca de cateter Os cateteres de demora não devem ser mudados a intervalos fixos arbitrários. o cuidado meatal diário com qualquer um destes dois esquemas não pode ser endossado. b. como pode ocorrer devido ao sangramento após cirurgia prostática ou vesical). Evitar dobras do cateter e do circuito coletor.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS 6. 9. iv. ou outras causas. Coleta de urina a. Para aliviar obstrução devido a coágulos. Uma seringa de grande volume e uma solução irrigante estéreis devem ser usados e posteriormente descartados. Nestes casos. Para coleta de volumes pequenos de urina para exame. d. cateteres funcionando mal ou obstruídos devem ser irrigados ou. Cuidados com o meato uretral A antissepsia diária com solução de PVPI ou a limpeza com sabão e água não reduziram a infecção do trato urinário associada ao cateter em dois recentes estudos. Monitoramento bacteriológico da urina O valor do monitoramento bacteriológico regular de pacientes cateterizados como uma medida de controle de infecção não foi estabelecido e não é recomendado. 45 . se necessário. b. a terminação distal do cateter deve ser limpa com detergente líquido neutro e.

e introduzir a sonda até o retorno da urina. usando seringa estéril. ƒ Fazer assepsia do meato uretral com PVP-I tópico: na direção da uretra para ânus em pacientes do sexo feminino. ƒ Segurar a sonda firmemente e introduzi-la na uretra até o retorno da urina. Lavar a região perivaginal com água e sabão ou PVP-I degermante com movimentos contínuos de cima para baixo. retirar o prepúcio delicadamente e fazer a limpeza com movimentos circulares em toda a glande. ƒ Colocar o campo estéril sobre a região genital do paciente. ƒ Calçar luvas estéreis. ƒ Lavar as mãos. ƒ Retirar as luvas. ƒ Colocar o campo estéril sobre a região genital do paciente. elevando-o a um ângulo de aproximadamente 65º. ƒ Abrir a bandeja de cateterismo com técnica asséptica. ƒ Retirar todo o material utilizado. Posicionar o paciente e descobrir apenas a região genital do mesmo. e em movimentos circulares para pacientes do sexo masculino. ƒ Fazer assepsia do meato uretral com PVP-I tópico: na direção da uretra para ânus em pacientes do sexo feminino. ƒ Lavar a região perivaginal com água e sabão ou PVP-I degermante com movimentos contínuos de cima para baixo. ƒ Medir o volume drenado. TÉCNICA PARA A SONDAGEM VESICAL DE ALÍVIO Preparar todo o material. lavar as mãos e anotar no prontuário. friccionar álcool glicerinado e anotar no prontuário. ƒ Enxagüar com soro fisiológico ou água destilada. ƒ Lavar as mãos e secar com papel toalha. Calçar as luvas de procedimento. ƒ Lubrificar a sonda com vaselina ou glicerina estéril. Abrir a bandeja de cateterismo com técnica asséptica. ƒ Retirar as luvas e friccionar álcool glicerinado nas mãos. e introduzir a sonda até o retorno da urina. ƒ Recolher todo o material. ƒ ƒ ƒ ƒ ƒ ƒ ƒ 46 .Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS TÉCNICA PARA SONDAGEM VESICAL DE DEMORA ƒ Preparar todo o material. Lavar as mãos e secar com papel toalha. ƒ Fixar a bolsa coletora abaixo do nível da bexiga e acima do chão. ƒ Segurar a sonda firmemente e introduzi-la na uretra até o retorno da urina. ƒ Lubrificar a sonda com vaselina ou glicerina estéril. segurar o corpo do pênis. ƒ Retirar as luvas. com o prepúcio já retraído. ƒ Calçar as luvas de procedimento. ƒ Fixar a sonda e na parte interna-superior da coxa do paciente com esparadrapo. com o prepúcio já retraído. retirar o prepúcio delicadamente e fazer a limpeza com movimentos circulares em toda a glande. ƒ Colocar adequadamente a comadre (no caso de paciente do sexo feminino). segurar o corpo do pênis. elevando-o a um ângulo de aproximadamente 65º. ƒ Calçar luvas estéreis. segurar o corpo do pênis. segurar o corpo do pênis. Colocar adequadamente a comadre (no caso de paciente do sexo feminino). ƒ Insuflar o balonete com 15 ml de água destilada. ƒ Em pacientes do sexo masculino. ƒ Retirar cuidadosamente a sonda. ƒ Esperar a drenagem completa. ƒ Em pacientes do sexo masculino. ƒ Em pacientes do sexo masculino. ƒ Retirar as luvas e friccionar álcool glicerinado nas mãos. ƒ Em pacientes do sexo masculino. ƒ Conectar a bolsa coletora na parte distal da sonda. ƒ Posicionar o paciente e descobrir apenas a região genital do mesmo. tomando cuidado para não contaminá-las. ƒ Enxagüar com soro fisiológico ou água destilada. e em movimentos circulares para pacientes do sexo masculino.

má-nutrição. tamanho das mamas em cirurgias desta região. tosse e espirro podem levar microrganismos do trato respiratório até a ferida cirúrgica (especialmente Staphylococcus aureus. além do trato respiratório superior da equipe cirúrgica também são um reservatório potencial de microrganismos causadores de infecção da ferida operatória. • As mãos. obesidade mórbida. infecção de ferida limitar uso de cirúrgica corticóides. A interação de diversas variáveis é que irá determinar sua ocorrência. em média. • Escamas de pele e fios de cabelos desprendem-se continuamente de nosso corpo e podem carrear microrganismos para o sítio cirúrgico. • „ Idade. duplica o tempo e aumenta os custos da hospitalização em 2 a 4 vezes. um número crescente de condutas têm sido adotadas. „ Com o objetivo de reduzir as taxas de IFC. tanto na sala operatória como no período peri-operatório. Fontes ou reservatórios de microrganismos causadores de infecção de ferida cirúrgica A maioria das infecções de ferida cirúrgica é causada por microrganismos endógenos da flora normal da pele e varias superfícies mucosas do próprio paciente. • O meio ambiente da sala de cirurgia muito raramente pode ser responsabilizado como reservatórios de microrganismos causadores de infecção cirúrgica. de mortalidade do paciente cirúrgico . escore ASA (maior pontuação = maior risco). a epidemiologia da IFC está intimamente associada a eventos que ocorrem na sala cirúrgica. menos freqüentemente. diabetes mellitus. destes fatores de obesidade mórbida risco e a taxa de e desnutrição. doenças graves subjacentes. hospitais. doença maligna. pele e pêlos. duração da hospitalização pré-operatória (maior permanência = maior risco). está entre as 3 infecções hospitalares mais freqüentes. uso de imunossupressores. „ A IFC.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS PREVENÇÃO DA INFECÇÃO DA FERIDA CIRÚRGICA INTRODUÇÃO „ A infecção da ferida cirúrgica (IFC). EPIDEMIOLOGIA „ Quase todas as IFC são adquiridas durante o ato operatório. Assim. etc. infecção em sítio remoto. Ela é uma das principais causas de morbidade e. tabagismo. carreamento nasal de Staphylococcus aureus. „ A incidência de IFC varia entre cirurgiões. A fala. Como Fatores de Risco para Infecção de Ferida Cirúrgica Associados ao Hospedeiro O médico Antes de internar No ambulatório Tratar infecção de sítio remoto O médico Antes da cirurgia e de preferência antes de internar No ambulatório Controle de fatores de risco associados O médico Antes da cirurgia e de preferência antes de internar No ambulatório 47 . procedimentos cirúrgicos e entre pacientes. A maioria dos microrganismos que chegam à incisão são levados pela equipe cirúrgica ou provém de alguma área do corpo do próprio paciente. o agente principal destas infecções). PREVENÇÃO Preparo do Paciente Cirúrgico: Medidas Pré-Hospitalares O quê Menor duração possível da hospitalização préoperatória Quem Quando Onde Por que Relação direta Compensar o entre a duração da paciente e tratar internação prétodas as condições operatória e a taxa que possam ser de infecção de fatores de risco ferida cirúrgica Relação direta entre a presença de infecção remota e a taxa de infecção de ferida cirúrgica Compensar Relação direta situações como entre a presença diabetes. • Instrumental cirúrgico mal esterilizado é uma fonte grosseira de transmissão de infecção.

compatível com a segurança do paciente Eletrocautério O cirurgião Na S. O. provavelmente pela liberação da flora residente nas camadas profundas da pele pelo traumatismo da tricotomia Redução do reservatório de microrganismos da pele ao nível mais baixo possível e manutenção de efeito residual prolongado Antissepsi O cirurgião a da pele no local da cirurgia Imediatament e antes da cirurgia Na S. O.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Preparo do Paciente Cirúrgico: Medidas Pré-Operatórias O quê Tricotomia Quem Auxiliar de enfermagem Quando Imediatament e antes da cirurgia e se for absolutament e necessário Onde Na S. Uso de eletrocautério pode associar-se a aumento da taxa de infecção de ferida cirúrgica Material estranho possibilita melhor crescimento de bactérias Drenos O cirurgião Durante a cirurgia Na S. Relação direta entre o tempo de cirurgia e a taxa de infecção de ferida cirúrgica O cirurgião Durante a cirurgia Na S. O. usar PVP-I aquoso (tópico). O. O. Cobrir o corpo do paciente. Como • Hemostasia efetiva • Manutenção de suprimento sangüíneo adequado • Remoção de todo tecido desvitalizado • Obliteração de espaço morto • Material de sutura fino e não-absorvível • Fechamento da ferida sem tensão Utilizando com habilidade a técnica mais adequada para o caso Utilizar somente quando estritamente necessário Utilizar somente quando estritamente necessário Drenar de acordo com os princípios aceitos na literatura Por que São princípios básicos da prática cirúrgica Menor duração possível da cirurgia. exceto a região da cirurgia e as regiões necessárias para anestesia e controle do paciente Esquema próprio Evitar que microrganismos de fora da área operatória atinjam a ferida cirúrgica O papel antibioticoprofilaxia é colaborar com as defesas humorais e celulares. remover com SF e em seguida aplicar PVP-I alcoólico e deixar secar. O. usar clorexidina e tintura de clorexidina. O. O. Como Tonsurador elétrico (de preferência) ou raspagem com aparelho adequado com lâmina estéril imediatamente antes da cirurgia Por que A tricotomia com lâmina(principalmente mais de 2 horas antes da cirurgia) tem relação direta com a taxa de infecção de ferida cirúrgica. Órteses e próteses O cirurgião Durante a cirurgia Na S. Aplicar PVP-I degermante no local onde se fará a incisão com fricção por 10 minutos. O anestesista Geralmente na indução anestésica Na S. Em mucosas. Em RN e pacientes alérgicos ao iodo. respectivamente. Colocação de campos cirúrgicos Antibiotico profilaxia cirúrgica O cirurgião Após antissepsia Na S. diminuindo o número de patógenos nos tecidos a um nível manejável pelo sistema imune Preparo do Paciente Cirúrgico: Medidas Intra-Operatórias O quê Boa técnica operatória Quem O cirurgião Quando Durante a cirurgia Onde Na S. O. 48 .

O. O. O. a contaminação da ferida cirúrgica pode aumentar Proteção da equipe cirúrgica da contaminação com sangue. Todo S. ar pessoas e As portas devem ser movimentação na mantidas fechadas. Membro da equipe cirúrgica com barba deverá usar capuz para.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Preparo da Equipe Cirúrgica O quê Lavagem de mãos e colocação de luvas estéreis Quem Equipe cirúrgica Quando Antes de vestir o capote Onde No bloco cirúrgico (pia de degermação) No bloco cirúrgico* Como Ver abaixo da tabela Por que Redução do reservatório de microrganismos das mãos ao nível mais baixo possível e manutenção de efeito residual Reduz a eliminação de microrganismo do trato respiratório para o campo cirúrgico. por 5 minutos • Detenha-se. nesta ordem. Caso exista curativos do que naquelas drenagem de secreções em que o curativo é mantido ou sangramento. juntamente com a máscara. articulações e extremidades dos dedos • Enxagüar com os cotovelos no ponto mais baixo • Enxugar em toalha ou compressa estéril • Aplique o PVP-I alcoólico e deixe secar antes de calçar as luvas (forma uma luva química bacteriostática sobre a pele das mãos). Cria barreira física entre o campo cirúrgico e fontes potenciais de bactérias Prevenir queda de cabelo e escamas de pele dentro da ferida cirúrgica Colocação de máscara Todos que entrarem no bloco cirúrgico* Durante o tempo de permanência no bloco cirúrgico* Durante a cirurgia Após a lavagem das mãos. Na S. Equipe cirúrgica Antes de fazer antissepsia das mãos Na S. Retire todos os anéis e pulseiras antes de iniciar a lavagem de mãos. Protege a equipe cirúrgica da contaminação das mucosas com sangue Com a conversação. sem retorno. 1999. Colocação de gorro/capuz Todos que entrarem no bloco cirúrgico* Durante o tempo de permanência no bloco cirúrgico* No bloco cirúrgico* Cobrir todo o cabelo. a 48 horas). Conversar só o essencial Equipe cirúrgica Na S. deverá ser trocado sempre que necessário. só exige seu uso enquanto na S. dedos. antes do início da cirurgia Curativos Auxiliares de Após a cirurgia Na S.. • Abra a torneira sem usar as mãos e enxágüe mãos e antebraços • Espalhe o PVP-I degermante nas mãos e antebraços • Com escova estéril. Alérgicos ao PVP-I podem usar clorexidina (degermante e tintura) 49 . Técnica de escovação cirúrgica das mãos e antebraços: • Deixe as mãos mais elevadas que os cotovelos durante todo o procedimento. O. particularmente. durante o ato cirúrgico ou quando o instrumental estéril já estiver exposto. O. cobri-la totalmente Colocação de propé Proteger os calçados da equipe cirúrgica de contaminação com sangue (não previne contra infecção de sítio cirúrgico) Promover um Todos que Durante a Na S.O. pregas e espaços interdigitais. com o cuidado de sempre se realizar a técnica asséptica * O Guideline for prevention of surgical site infection. CDC. nos sulcos. O. o material necessário deve estar na S. sem é menor nas feridas sem curativos. escove as unhas. a incidência de Após este período pode infecções da ferida cirúrgica ficar aberta. deve ficar o Promover a mínima mínimo de entrarem no bloco cirurgia mínimo de pessoas movimentação possível de aglomeração de cirúrgico necessário para a cirurgia. mãos e antebraços. antes da colocação de luvas estéreis Colocar máscara cobrindo boca e nariz Redução da conversação Colocação de capote Equipe cirúrgica Na S. O. O. A incisão cirúrgica deve Após a oclusão da ferida enfermagem permanecer com curativo com o coágulo de fibrina (24 oclusivo por 24 horas.

tecido celular subcutâneo. genitourinário. na presença de processo infeccioso local ou após trauma penetrante com mais de 4 horas. na ausência de processos infeccioso local. „ Extensas pesquisas demonstram que prolongar a antibioticoprofilaxia por mais de 24 horas não leva a reduções extras da taxa de infecção de ferida operatória. contaminadas e infectadas. nervoso e cardiovascular. em tecido com lesões cruentas e cirurgias de traumatismo crânio encefálicos abertos. respiratório superior e inferior. em tecidos cavitários com comunicação com o meio externo. Limpas: 1 a 5% Potencialmente Contaminadas: 3 a 11% Contaminadas: 10 a 17% Infectadas: > 27% 50 . 2 . este procedimento resulta em níveis terapêuticos da droga na ferida operatória e tecidos adjacentes durante a cirurgia. aumenta o custo e está associado a um maior número de complicações para o paciente „ Cefalotina e cefazolina são utilizadas na maioria dos esquemas profiláticos. neste caso deve-se administrar uma dose intraoperatória adicional após 3 horas de cirurgia(repique). porém a cefazolina é preferível por causa de sua meia-vida mais longa e níveis teciduais maiores. 3 . „ Os antibióticos profiláticos parenterais devem ser administrados 30 minutos antes da incisão cirúrgica(indução anestésica). „ O papel da antibioticoprofilaxia é colaborar com as defesas humorais e celulares. 4 . diminuindo o número de patógenos nos tecidos a um nível manejável pelo sistema imune.Cirurgias Contaminadas São as realizadas em tecidos colonizados por flora microbiana abundante. „ A profilaxia em dose única é preferível. as cirurgias são classificadas em: limpas.Cirurgias Infectadas São as realizadas em qualquer tecido. de difícil descontaminação. „ O uso de antibióticos nos pacientes submetidos a cirurgia contaminada ou infectada deve ser considerado terapêutico e adequado às bactérias causadoras da infecção estabelecida. sistemas músculoesquelético. Consideram-se contaminadas as cirurgias realizadas no cólon. a menos que a duração da cirurgia seja maior que 3 horas. cirurgias oculares e de vias biliares. Consideram-se potencialmente contaminadas as cirurgias realizadas nos tratos gastrintestinal (exceto cólon). reto e ânus. Incidência Esperada de infecção em ferida Cirúrgica Segundo o Potencial de Contaminação. potencialmente contaminadas. na ausência de processo infeccioso local.Cirurgias Potencialmente Contaminadas São as realizadas em tecidos colonizados por flora microbiana pouco numerosa. 1 .Cirurgias Limpas São realizadas em tecidos estéreis ou passíveis de descontaminação. Consideram-se limpas as cirurgias realizadas na epiderme.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ANTIBIOTICOPROFILAXIA EM CIRURGIA „ Os antibióticos profiláticos estão claramente indicados aos pacientes submetidos a cirurgias limpas com implante de um corpo estranho e na maioria dos procedimentos potencialmente contaminados. ou de difícil descontaminação. na ausência de processo infeccioso local. CLASSIFICAÇÃO DAS CIRURGIAS SEGUNDO O POTENCIAL DE CONTAMINAÇÃO De acordo com os riscos de contaminação.

cirurgia endoscópica Manter por 3 a 5 dias em caso metronidazol + de perfuração ou gangrena gentamicina Usar por mais 24 horas. úlcera gástrica. alteração cefazolina da motilidade. obstrução. colecistite aguda.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Esquemas de Antibioticoprofilaxia Cirúrgica Procedimento Cirurgia Geral Esofágica Indicações e observações Primeira escolha cefazolina Neoplasia. gastrostomia percutânea Idade > 70 anos. hemorragia. cirurgia de urgência. usar por 3 a 5 dias Usar por mais 24 horas Reexploração. prótese Cirurgia vascular vascular cefazolina cefazolina cefazolina clindamicina clindamicina vancomicina 51 . amputação. microcirurgia metronidazol + gentamicina metronidazol + gentamicina sulfametoxazol + trimetoprim cefazolina cefazolina Com fusão espinhal Usar por mais 24 horas Usar por mais 24 horas Até 6 horas: mais 24 horas Mais de 6 horas: terapêutico cefazolina cefazolina cefazolina cefazolina cefazolina cefazolina cefazolina cefazolina gentamicina (tópica) Alternativa clindamicina + gentamicina clindamicina + gentamicina Gastroduodenal Trato biliar e pâncreas clindamicina + gentamicina gentamicina + cloranfenicol ou clindamicina gentamicina + cloranfenicol ou clindamicina gentamicina + cloranfenicol ou clindamicina vancomicina vancomicina clindamicina vancomicina clindamicina clindamicina clindamicina + gentamicina vancomicina vancomicina vancomicina clindamicina + gentamicina Apendicectomia Colorretal Trauma abdominal penetrante Neurocirurgia Derivação ventriculoperitoneal Craniotomia Cirurgia transesfenoidal ou translabirintica Laminectomia Cirurgia Ortopédica Colocação de prótese ou material de osteossíntese Artroplastia de quadril Fratura exposta Cirurgia Cardíaca Implante de prótese valvar Usar por mais 24 horas Revascularização do Usar por mais 24 horas miocárdio Inserção de MP Cirurgia de grande porte com Cirurgia de Cabeça e abordagem pela mucosa oral Pescoço ou faríngea Somente com colocação de Cirurgia Oftalmológica lente intraocular Cirurgia Torácica Pneumectomia ou Usar por mais 24 horas lobectomia Mediastino e Usar por mais 24 horas mediastinoscopia Aorta abdominal. associar à limpeza mecânica do cólon Em caso de perfuração de víscera oca. extremidades inferiores. cefazolina coledocolitíase. icterícia obstrutiva.

Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Esquemas de Antibioticoprofilaxia Cirúrgica (continuação) Cirurgia Urológica Prostatectomia abdominal. Doses para antibioticoprofilaxia Antibiótico cefazolina clindamicina cloranfenicol gentamicina metronidazol norfloxacina penicilina cristalina sulfametoxazol + trimetoprim vancomicina Dose adulto 1g 600 mg 1g 80 mg 1g 800 mg (via oral) 2 milhões de unidades 800 mg/160mg 1g Dose pediátrica 50 mg 7. prótese peniana Transplante renal Usar por mais 24 horas Ginecologia Histerectomia abdominal ou vaginal Nas cirurgias de fístulas Vulvectomia. nefrostomia com molde uretral. cirurgia em gestantes de alto risco. Doses adicionais serão empregadas apenas quando assim indicado. cirurgia para ginecomastia e exérese de nódulo mamário Obstetrícia Com histórico de DIP. Aborto 1° trimestre gonorréia ou múltiplos parceiros Aborto 2° trimestre cefazolina norfloxacina cefazolina cefazolina gentamicina vancomicina cefazolina + metronidazol vancomicina + metronidazol cefazolina vancomicina penicilina cristalina cefazolina clindamicina + gentamicina clindamicina + gentamicina Cesárea Cirurgia de emergência. colpectomias e ginecológicas. 52 . neovagina é necessário a prolapso de cúpula vaginal.5 mg/kg não indicado ⎯ 5 mg/kg (trimetoprim) 15 mg/kg „ „ „ „ „ As doses acima descritas referem-se a uma dose única endovenosa do antibiótico administrada durante a indução anestésica.5 mg/kg 7. Mastectomia agulhamentos. doses adicionais de cefazolina devem ser administradas no intraoperatório. Para paciente com peso ≥ 80 kg. a dose da cefazolina deve ser de 2g. o prolongamento da profilaxia não está associado a um melhor resultado clínico. fístulas retovaginais. derivação urinária.5 mg/kg 50 mg/kg 1. rotura de membranas cefazolina por mais de 6 horas e trabalho de parto prolongado (mais de 12 horas) vancomicina Î As cirurgias que não estão acima relacionadas não necessitam de antibioticoprofilaxia. Nas cesáreas. colpectomia. nefrectomia. Mesmo em situações de contaminações acidentais. litotomia. Em caso de perda maciça de sangue ou quando a duração do procedimento se prolongue por mais de 3 horas. o antibiótico é administrado após o clampeamento do cordão. limpeza mecânica prévia do neovagina cólon Não indicada nas quadrantectomias.

na ausência de infecção da corrente sangüínea ou purulência concomitantes. Higienização das mãos: A. C. Se o paciente apresentar dor no local de inserção.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS PREVENÇÃO DAS INFECÇÕES ASSOCIADAS A CATETERES INTRAVASCULARES DEFINIÇÕES PARA INFECÇÃO ASSOCIADA AO CATETER Colonização localizada do cateter: „ Crescimento maior ou igual a 15 UFC (cultura semiquantitativa) ou maior que 1000 UFC (cultura quantitativa) do segmento distal do cateter. Usar luvas durante a inserção do cateter. na ausência de infecção da corrente sangüínea. D. IV. Vigilância para infecções relacionadas ao cateter: A. Use luvas limpas durante as trocas de curativo. o curativo deve ser removido para permitir uma avaliação completa do local. Educação dos profissionais de saúde: educar os profissionais de saúde em relação às indicações para o uso dos cateteres intravasculares. II. calafrios e/ou hipotensão) e nenhuma outra fonte aparente de infecção. B. dependendo individualmente da situação de cada paciente. O uso de luvas não desobriga da lavagem das mãos. Para a inserção de cateteres arteriais ou centrais. substituir ou aplicar um curativo em qualquer dispositivo intravascular. Não são recomendadas culturas de rotina da ponta de cateteres. 53 . Anotar a data e hora da inserção e remoção do cateter e de trocas do curativo de uma forma padronizada. Não utilizar a dissecção venosa ou arterial como método preferencial para inserção de cateteres intravasculares. Infecção do sítio de saída: „ Eritema ou edema dentre 2 cm a partir do sítio de saída do cateter. espécie e antibiograma idênticos) de uma cultura semiquantitativa (maior ou igual a 15 UFC) ou quantitativa (maior que 1000 UFC) de um segmento de cateter e do sangue (preferivelmente obtido de uma veia periférica) de um paciente com sintomas clínicos de infecção da corrente sangüínea (febre. C. III. Lavar as mãos antes e após palpar sítios de inserção de cateteres. assim como antes e depois de inserir. febre sem fonte óbvia ou outras manifestações sugerindo infecção local ou da corrente sangüínea. sobre os procedimentos para sua inserção e manutenção adequadas e sobre as medidas apropriadas para o controle de infecções relacionadas a este tipo de dispositivo. na ausência de sintomas clínicos. Infecção da corrente sangüínea relacionada ao cateter: „ Isolamento do mesmo microrganismo (ou seja. B. Monitorar rotineiramente a região do cateter por visualização direta ou por palpação através do curativo intacto. B. Técnica asséptica durante a inserção e cuidados com o cateter: A. Manter técnica asséptica para a inserção e cuidados com o cateter intravascular. RECOMENDAÇÕES GERAIS PARA A REDUÇÃO DAS COMPLICAÇÕES INFECCIOSAS ASSOCIADAS AO USO DE CATETERES INTRAVASCULARES I. Infecção clínica do sítio de saída (ou infecção do túnel): „ Dor. ao longo do trajeto subcutâneo de um cateter tunelizado. as luvas devem ser estéreis. eritema ou edema local maior que 2 cm a partir do sítio do cateter.

para minimizar o risco de infecção. Trocar cateteres venosos periféricos no mínimo cada 72 a 96 horas em adultos para prevenção de flebites. dependendo das circunstâncias individuais de cada paciente E. as veias jugular interna ou femoral são preferidas à veia subclávia para cateteres usados para hemodiálise com o objetivo de evitar a estenose venosa. a técnica de inserção e o local de inserção que apresente o menor potencial para complicações (infecciosas e não infecciosas) para o tipo e duração antecipados de terapia endovenosa. incluindo “torneirinhas”. F. a não ser que ocorram complicações como. tomar precauções para reduzir a possibilidade de introduzir microrganismos no cateter (exemplo: proteger o cateter e o dispositivo de conexão com uma cobertura impermeável durante o banho). 3. antes de inserção do cateter e nas trocas de curativo. B. VI. Ao banhar o paciente. O PVP-I deve permanecer em contato com a pele por no mínimo 2 minutos antes da inserção. C. B. Não trocar rotineiramente cateteres venosos em pacientes que estão bacteriêmicos ou fungêmicos. o que indica infecção. trocar todos os cateteres assim que possível e com não mais de 48 horas. dependendo das recomendações do fabricante. 2. Trocar todo cateter venoso central se o paciente estiver hemodinamicamente instável e suspeitar-se de infecção da corrente sangüínea relacionada ao cateter. 54 . F. Circuitos 1. Substituir o circuito utilizado para administrar infusões de propofol a cada 6 a 12 horas. exceto quando for diagnosticada infecção associada ao cateter. Trocar o curativo no mínimo semanalmente para pacientes adultos e adolescentes. G. se for improvável que o cateter é a fonte de infecção. I. E. Deixar o antisséptico permanecer no local de inserção e secar naturalmente antes da inserção do cateter. B.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS V. C. D. Se a solução contiver apenas glicose e aminoácidos. Realizar antissepsia local da pele com um antisséptico apropriado. Não há atualmente recomendações pertinentes ao uso de clorexidina em crianças menores de 2 meses (item não resolvido). Não submergir o cateter sob água. Não substituir rotineiramente cateteres venosos centrais ou arteriais apenas devido ao propósito de reduzir a incidência de infecções. o dorso do pé ou o couro cabeludo pode ser usado como locais para inserção do cateter. Selecionar o cateter. incluindo álcool 70%. VIII. H. Caso o pacientes estiver diaforético ou se houver sangramento local ou secreção. PVP-I ou clorexidina a 2%. Substituir os circuitos. um curativo com gazes é preferível. Quando a aderência à técnica asséptica não puder ser garantida (exemplo: quando um cateter é inserido durante uma emergência). em pacientes adultos. Usar o julgamento clínico para determinar quando trocar um cateter que pode ser uma fonte de infecção (exemplo: não trocar de rotina cateter em pacientes cuja única indicação de infecção é a febre). Cuidados locais com o cateter: A. não mais freqüentemente que a intervalos de 72 horas. a mão. Seleção e substituição de dispositivos intravasculares: A. em pacientes pediátricos. Cateter venoso periférico: em adultos. Substituir qualquer cateter venoso central de curta duração se for observado purulência no sítio de inserção. Substituição dos circuitos de administração e de fluidos parenterais: A. Substituir o circuito para administração de sangue. 4. 1. frouxo ou visivelmente contaminado. flebite ou infiltração. C. Não utilizar a técnica do fio-guia para substituir cateteres em pacientes suspeitos de ter infecção relacionada ao cateter. 2. hemoderivados ou emulsões lipídicas (tanto as misturas 3 em 1 combinadas com aminoácidos e glicose como as emulsões lipídicas puras) dentro de 24 horas após iniciar a infusão. Cateter venoso central: utilizar preferencialmente a veia subclávia em relação às veias jugular interna ou femoral. D. Remover qualquer cateter intravascular tão logo seu uso não seja mais essencial. Substituir o curativo quando o mesmo estiver úmido. Não use antibióticos tópicos no sítio de inserção (exceto em cateter de diálise) devido ao potencial de promover infecções fúngicas e resistência antimicrobiana. Curativos: A. por exemplo. VII. Usar gaze estéril ou curativo transparente semi-permeável para cobrir o local do cateter. puncionar veia de membros superiores para a inserção do cateter. Manter cateteres venosos periféricos em crianças até o fim da terapia endovenosa. o sistema não deve ser trocado com freqüência maior que a cada 72 horas.

II. Substituição do cateter usando fio-guia: A. Não trocar de forma rotineira os cateteres arteriais periféricos apenas como forma de prevenir infecções associadas ao cateter. Na suspeita de uma infecção relacionada ao cateter. nos quais o risco de deslocar o cateter se sobrepõe ao benefício da troca do curativo. Não remover um cateter venoso central apenas com base na presença de febre. D. B. Usar técnica asséptica incluindo o uso de gorro. B. II. Usar um novo par de luvas estéreis antes de manusear o novo cateter quando executar uma substituição de cateter com fio-guia. 2. B. conjuntamente com os outros componentes do sistema (circuitos. B. Trocar o curativo quando o mesmo estiver úmido. III. Não usar trocas com fio-guia rotineiramente como forma de prevenir infecções. Usar a troca com fio-guia para substituir um cateter com mal funcionamento apenas se não houver evidência de infecção. Não usar trocas com fio-guia rotineiramente como forma de prevenir infecções. Fluidos parenterais 1. Completar emulsões lipídicas puras dentro de 12 horas após início da infusão. Se os resultados das culturas semiquantitativas ou quantitativas do segmento de cateter forem negativos. 55 . Trocar os transdutores em intervalos de 72 horas. Usar a troca com fio-guia para substituir um cateter com mal funcionamento apenas se não houver evidência de infecção. Usar o julgamento clínico para avaliar a adequação da remoção do cateter se houver evidência de infecção em outro local ou se uma causa não infecciosa para a febre for suspeitada. luvas estéreis e campos estéreis para a inserção de cateteres venosos centrais. Usar preferencialmente um sistema de irrigação fechado ao invés de um sistema aberto (que requer seringas e torneiras). Cuidados com o cateter: A. RECOMENDAÇÕES ADICIONAIS PARA A REDUÇÃO DAS COMPLICAÇÕES INFECCIOSAS ASSOCIADAS AO USO DE CATETERES ARTERIAIS PERIFÉRICOS I. frouxo ou contaminado ou quando a inspeção do local for necessária. o acesso venoso pode ser preservado removendo o cateter através de um fio-guia e inserindo-se um novo cateter através do mesmo fioguia. D. RECOMENDAÇÕES ADICIONAIS PARA A REDUÇÃO DAS COMPLICAÇÕES INFECCIOSAS ASSOCIADAS AO USO DE CATETERES VENOSOS CENTRAIS Princípios gerais: A. Se o cateter removido apresentar resultado de cultura sugestivo de colonização ou infecção. Não há recomendações quanto ao tempo de infusão de outros fluidos parenterais (item não resolvido). Designar um dos lúmens exclusivamente para alimentação parenteral se um cateter multilúmen for usado. Trocar o curativo de um cateter venoso central a cada 2 dias para curativos com gazes e no mínimo cada 7 dias para curativos transparentes. a inserção de um novo cateter em um outro local é indicada. Usar um cateter venoso central com o menor número de lúmens essenciais às necessidades do paciente. C.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS B. Troca do cateter d do sistema de monitorização da pressão: A. Substituição do cateter usando fio-guia: A. Minimizar o número de manipulações no sistema de monitorização. Se devido a considerações de volume a infusão necessitar de mais tempo. 3. o cateter inserido através do fio-guia pode ser mantido. C. 4. C. dispositivo de irrigação contínua. Completar a infusão de sangue e hemoderivados dentro de 4 horas após início da infusão. B. máscara. Completar as Infusões de soluções lipídicas (exemplo: soluções 3 em 1) dentro de 24 horas após o início da infusão. exceto em pacientes pediátricos. I. capote estéril. solução de irrigação). a infusão deve completar-se dentro de 24 horas.

a não ser a 96 horas. inspecionar • Nenhuma visualmente o recomendação cateter no mínimo para o tempo de diariamente. permanência de outras soluções endovenosas. dentro de 48 horas. em intervalos frouxo ou de 72 horas). hemoderivados ou Crianças: não trocar freqüência em • Completar soluções lipídicas o cateter exceto se pacientes infusão de diaforéticos. CURATIVOS. Trocar os curativos ou hemoderivados quando o cateter for ou soluções trocado ou quando lipídicas dentro de 24 horas do início o curativo estiver da infusão. frouxo ou contaminado ou houver necessidade de inspecionar o sítio do cateter. Nenhuma Trocar o curativo Trocar o circuito no Trocar a solução de Cateter arterial recomendação para quando o cateter for momento da troca irrigação no periférico a freqüência da substituído ou do transdutor (ou momento da troca troca do cateter. Trocar em situações de contendo lipídios contaminado. Em dentro de 24 horas clinicamente soluções pacientes que têm do início da infusão. trocar nutrição que indicado cateteres inseridos o curativo estiver parenteral úmido. de 72 horas). o circuito utilizado emergência para dentro de 24 Trocar o curativo para administrar um local diferente horas do início sangue. CIRCUITOS E FLUIDOS TIPO DE CATETER TROCA DO TROCA DO TROCA DO TEMPO DE CATETER CURATIVO CIRCUITO ADMINISTRAÇÀO DOS FLUIDOS EV Não trocar o circuito • Completar a Adultos: não trocar Trocar o curativo Cateter venoso quando o cateter for com freqüência o cateter e mudar periférico infusão de menor que 72 de local antes de 72 removido ou fluidos de trocado ou quando horas. com gaze cada 2 central freqüentemente que dias e curativos transparentes cada a cada 72 horas. em intervalos do transdutor (ou estiver úmido. trocar o dentro de 4 curativo e horas. indicado. quando o curativo seja. contaminado ou quando o sítio do cateter necessitar ser examinado. Cateter venoso mais rotineiramente. impedem a • Completar palpação ou infusões de visualização direta sangue e do sítio de inserção hemoderivados do cateter. lipídicas puras curativos grandes e dentro de 12 volumosos que horas. 56 . com mais da infusão. Não trocar Trocar os curativos Não trocar o circuito Igual acima. úmido. frouxo ou clinicamente.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS RESUMO DAS RECOMENDAÇÕES SOBRE A FREQÜÊNCIA DA TROCA DE CATETERES. 7 dias em cateteres Trocar o circuito usado para de curta administrar sangue permanência. seja.

6. Estima-se que 20 a 30% das gestantes estão colonizadas por estreptococos do grupo B e que 50% destas mulheres irão transmitir esta bactéria para o RN antes ou durante o parto. O berço deve ficar ao lado do leito da mãe e afastado 60 cm de outro berço. Como exemplo. Grandes fatores contribuintes nesta situações são o descuido com a lavagem das mãos e a quebra nos procedimentos de controle de infecção hospitalar. Listeria monocytogenes. 57 . Procedimentos. profissionais de saúde e objetos inanimados. bactérias entéricas. Em relação. está relativamente protegido contra microrganismos. Antibioticoterapia. o RN será colonizado durante a passagem pelo canal de parto. não se demonstrou aumento na taxa de infecção hospitalar com este procedimento. 2. A infusão de lipídios é o maior fator e risco para bacteremia por estafilococos coagulase-negativos. „ No berçário de cuidados intermediários. especificamente. dentro da bolsa amniótica. 3. Cateteres intravasculares. além das enterobactérias. 4. contribuindo também para o risco de fungemia. sondas urinárias. Nutrição parenteral. ETIOLOGIA „ Os germes que habitualmente causam infecção no RN saudável são adquiridos da mãe (estreptococos do grupo B. PREVENÇÃO DA INFECÇÃO HOSPITALAR NEONATAL Área Física „ Uma vez que a infecção hospitalar pode relacionar-se à distância entre os berços e os equipamentos e. o risco de infecção estafilocócica aumenta 16 vezes quando há número insuficiente de pessoal e aumenta 7 vezes quando há excesso de pacientes. Contudo.1%. algumas recomendações mínimas devem ser obedecidas. a distância deve ser de 2 m.500 g é de 1. a incidência em RN com peso < 1. Todos os RN internados por mais de 30 dias estão colonizados com flora patogênica. sondas para alimentação enteral facilitam as infecções hospitalares ao romperem as barreiras anatômicas naturais. com emprego de antimicrobianos de largo espectro. vírus do herpes simples) ou no próprio berçário (Staphylococcus aureus. „ A colonização não implica em infecção. porém o baixo peso está intimamente relacionado à prematuridade. „ Na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal. O tratamento com vários cursos de antibióticos. O fator de risco predominante é o baixo peso ao nascimento. à sepse neonatal. ao número de leitos por metro quadrado. 5.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS PREVENÇÃO DE INFECÇÕES HOSPITALARES NEONATAIS COLONIZAÇÃO NEONATAL „ O feto. Internação prolongada. favorece a colonização com bactérias patogênicas muitas vezes resistentes às medicações habituais. a microflora vaginal pode ascender pelo trato genital. „ Se a ruptura for precoce. FATORES DE RISCO 1. por conseqüência. familiares. o processo de colonização continua com a aquisição de novos germes adquiridos pelo contato com a própria mãe. vírus respiratórios). muitas vezes empiricamente. enterococos. „ Após o nascimento. „ A colonização inicial do RN e da placenta ocorre habitualmente após ruptura da membrana amniótica. enquanto na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal.000 g é de 26% e em RN com peso > 2. Excesso de pacientes e/ou número insuficiente de pessoal. embora muitas vezes possa ser colonizado ou infectado através da placenta ou por germes que ascendem pelo trato genital materno. RN de baixo peso/prematuridade. „ Além dos benefícios para o binômio mãe-filho que o alojamento conjunto propicia. mas o parto não for imediato. tubos endotraqueais. e estafilococos coagulase-negativos são importantes. comensais como Candida sp. somente 1 a 2% desses RN colonizados irão desenvolver doença invasiva. recomenda-se uma distância mínima de 1 m entre os berços ou incubadoras. Se o parto ocorrer logo após a ruptura da membrana.

Na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal. devendo ser rigorosa a limpeza da unidade. Equipamento „ Todo equipamento. esse material deve ser de uso exclusivo de cada RN. faringite. retirar pulseiras. anéis e relógios. As proporções recomendadas são as seguintes: • Berçário de risco intermediário: uma auxiliar de enfermagem para cada 3 a 4 RN. varicela e hepatite B deve ser avaliada e a vacinação providenciada nos casos necessários. instrumento ou material que entre em contato com qualquer região estéril do RN deve ser esterilizado. „ A limpeza do piso e paredes deve ser feita com água e sabão. quando associado a um anti-séptico. promove a diminuição da flora residente. „ É muito importante enfatizar para as visitas que lavem as mãos antes de qualquer contato com o RN. assim como a roupa do RN. células descamativas. remover com soro fisiológico e enxugar as mãos com compressas estéreis) 58 . O período de limpeza da parede é semanal ou mais se necessário „ O hipoclorito de sódio a 1% é utilizado em superfícies (piso. „ Brinquedos devem ser limpos e desinfetados e não é permitida a troca de brinquedos entre pacientes. „ Incubadoras e berços devem ser limpos e desinfetados após o uso entre cada paciente. Visitas „ As visitas devem ter as unhas curtas. A imunidade para rubéola. termômetros e outros aparelhos de uso rotineiro devem ser desinfetados antes e depois do uso no RN. • Unidade de Terapia Intensiva Neonatal: uma auxiliar de enfermagem para cada um a dois RN. viroses respiratórias. oleosidade da pele e ainda. paredes) somente na presença de sangue ou secreção (descontaminação). o material deve ser cuidadosamente desinfetado. muitas vezes motivadas pela simples falta de tempo para uma adequada lavagem das mãos entre o manuseio dos pacientes. Ambiente „ Partículas de poeira. „ O chão e outras superfiícies devem ser limpos diariamente. cabelos presos (gorros). „ A lavagem das mãos deve ser supervisionada por profissional conhecedor da técnica correta de lavagem das mãos. „ Os métodos de limpeza devem minimizar a dispersão de pó.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Equipe „ O excesso de pacientes e/ou redução na equipe médica e/ou paramédica é um fator extremamente importante. lesões herpéticas e conjuntivites devem ser comunicadas ao responsável pela unidade e o funcionário afastado temporariamente. Lavagem das Mãos „ A lavagem de mãos visa a remoção da flora transitória. „ As infecções cutâneas. „ Se o contato se fizer com mucosas ou com a pele. „ A equipe de funcionários designados para esta unidades deve ser submetida a uma programação de saúde mais rigorosa. „ A roupa usada no berçário ou na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal não necessita ser autoclavada. fluídos corporais. „ Estetoscópios. gastroenterites. Após estes cuidados proceder à lavagem das mãos. suor. „ Quando lavar? • quando as mãos estiverem sujas sempre que entrar ou sair da unidade de internação • antes e após o contato com o paciente • após contato com secreções e fluídos corporais • sempre que manipular materiais ou equipamentos que estão ou que estiveram conectados aos pacientes • antes dos procedimentos invasivos (utilizar clorexidina degermante. com aumento evidente na taxa de infecção hospitalar. secreções e umidade favorecem a disseminação e proliferação bacteriana.

„ Em casos de lesões extensas por S. a amamentação é restabelecida quando a mãe não estiver mais no período de transmissão (todas as lesões em fase de crostas) 9 a TUBERCULOSE pulmonar é contraindicação para manuseio e amamentação do RN até o término do período de contágio (habitualmente. nascido de mãe com varicela em atividade. „ Luvas. devendo a amamentação ser temporariamente interrompida neste período. „ Não é necessário o uso de antissépticos degermantes na higiene corporal do RN. mãe e filho devem ficar separados. o leite materno não contém o bacilo e o leite ordenhado pode ser oferecido ao RN 9 HEPATITES: não são contraindicações à amamentação 59 .Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Vestimenta „ O uso rotineiro de avental não reduz a colonização e/ou infecção. aureus com drenagem importante. No entanto. Mãe Infectada „ Os microrganismos do trato genital ascendem para o útero. o uso da clorexidina degermante é preferível ao PVP-I devido ao seu menor potencial irritante para a pele. incluindo inserção de cateteres vasculares. „ A amamentação é contraindicada em algumas situações. podendo contaminar o feto. devido ao risco de contaminação. „ A mãe portadora de doença infectocontagiosa reconhecida deve ser separada do RN até o término do período de contagiosidade. observando o uso de avental e a lavagem adequada das mãos. Por essa razão. o mesmo causa conjuntivite química. raramente estes microrganismos infectam o RN. Nestas situações. protegido contra a luz. „ O nitrato de prata deve ser preparado diariamente. na presença de lesões herpéticas no seio. exceto em situações de surto infeccioso. quando os aventais devem ser estéreis „ Após o uso o avental deve ser descartado ou mantido exclusivamente para aquele RN específico e trocado a cada 12 horas. de preferência com mangas compridas: • ao manusear o RN fora da incubadora • quando o RN estiver em isolamento de contato • ao carregar. contudo. a amamentação é suspensa até que as lesões desapareçam 9 VARICELA ZÓSTER: a infecção materna no periparto requer isolamento temporário do bebê. Freqüentemente. realização de procedimentos de risco e as demais normas de isolamento. e a imunoglobulina específica para varicela zóster deve ser feita no RN. máscaras e gorros não necessitam ser usados rotineiramente. a puérpera com processo febril não identificado e clinicamente bem pode amamentar e manusear o RN. „ A endometrite puerperal requer isolamento até 24 horas após início do tratamento. segurar ou amamentar o RN • na realização de procedimentos cirúrgicos. em algumas situações específicas recomenda-se o seu uso. „ RN não infectado. sendo pouco provável que qualquer agente antisséptico tenha realmente efeito benéfico. com o frasco mantido sempre fechado. desde que a lavagem cuidadosa das mãos e as precauções que evitem o contato direto com as lesões ativas sejam fielmente seguidas. após o nascimento. mas somente conforme as precauções padrões. destacando-se: 9 mães soropositivas para o HIV 9 mães soropositivas para o HTLV 1 e 2 9 CITOMEGALOVÍRUS: RN prematuros com sorologia negativa para citomegalovírus não devem receber leite materno de mãe soropositiva 9 HERPES SIMPLES: o bebê pode amamentar-se. devem ser separados até todas as lesões secarem. mesmo que a mãe tenha infecção ativa. após 14 dias de tratamento). Contudo. Cuidados com o RN „ O curativo seco do coto umbilical é usualmente suficiente.

prevenindo. canetas. este deve utilizar gorro. Os potenciais microtraumas nas luvas submetidas ao reprocessamento comprometem a segurança quando as mesmas são reutilizadas. etc. receituários. As luvas estéreis ficam reservadas aos procedimentos cirúrgicos. „ Luvas de látex ou vinil não estéreis são indicadas para exames e outros procedimentos não cirúrgicos. contato indireto com instrumentos contaminados. „ Luvas de plástico. fluidos biológicos ou superfícies contaminadas com estes fluidos. „ Estes microrganismos incluem o citomegalovírus. as mãos lavadas e luvas novas deverão ser calçadas no atendimento ao próximo cliente. jalecos ou similares. o cirurgião-dentista não deverá contaminar a luva estéril calçando a sobreluva. o vírus da hepatite C. Roupas Especiais de Proteção „ Quando há possibilidade de contato ou respingo das secreções biológicas com a roupa e/ou pele e cabelos do profissional. „ Um conjunto de medidas de medidas de controle de infecções hospitalares podem quebrar os elos desta cadeia de transmissão de agentes infecciosos.. „ As máscaras cirúrgicas com tripla proteção devem ser usadas como uma barreira para a pele perioral e as mucosas oral e nasal dos profissionais. do tipo usualmente adotado para a manipulação de alimentos. da posição da cadeira. equipamento cirúrgico ou superfícies ambientais. tal como pegar na alça de um refletor. o Mycobacterium tuberculosis. além de periodicamente de duas em duas horas. podem ser calçadas sobre as de procedimentos com o objetivo de tocar objetos ou superfícies durante um atendimento. o acessório deverá ser trocado toda vez que estiver visivelmente suja. „ Não é recomendável a reutilização de luvas. incluindo o contato direto com sangue. „ Como a ação odontológica é predominantemente na cavidade oral. deve contar com uma auxiliar odontológica par ajuste de refletores. painel de controle dos movimentos da cadeira odontológica. assim as infecções. ou contato com contaminantes presentes no ar tanto em droplet spatter ou aerossóis de fluidos respiratórios ou orais. „ Num mesmo procedimento. o vírus da imunodeficiência humana (HIV). especificamente aqueles que infectam o trato respiratório superior. „ Após o atendimento a cada cliente. 60 . estafilococos. as luvas devem ser removidas. Máscaras „ É característica da atividade odontológica o alto grau de proximidade física entre o profissional e o ciente durante o atendimento. principalmente se houver contaminação com fluidos biológicos.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS PRECAUÇÕES PARA O CONTROLE DE INFECÇÕES NO SERVIÇO DE ODONTOLOGIA INTRODUÇÃO „ Os pacientes e profissionais de saúde de odontologia podem ser expostos a uma variedade de microrganismos via sangue ou secreções orais ou respiratórias. em média. BARREIRAS DE PROTEÇÃO Luvas „ Devem ser calçadas sempre que houver riscos de contato manual com mucosa. fluidos orais ou outras secreções. Os mesmos devem ser trocados a cada atendimento. „ As infecções podem ser transmitidas nas cirurgias odontológicas através de várias rotas. torneiras. „ Luvas mais resistentes (luvas de borracha) devem ser preferidas para a limpeza do instrumental e do ambiente. falar e tossir do odontólogo. Nesse caso. ao mesmo tempo que protegem os clientes dos microrganismos eliminados pelos atos de respirar. dos painéis de controle dos periféricos em geral e outras atividades. estreptococos e outros vírus e bactérias. „ Quando o procedimento exigir técnica asséptica. prevenindo a contaminação do ambiente. para proteção. desinfetando-as ou esterilizando-as. o uso de luvas é obrigatório. aventais. reprocessáveis ou descartáveis. os vírus do herpes simples tipo 1 e 2. „ As máscaras devem ser trocadas na presença de contaminação com fluidos biológicos ou quando úmidas. interrruptores. o vírus da hepatite B.

unidades auxiliares. „ Sob a perspectiva da proteção do cliente durante procedimentos odontológicos rotineiros como o exame clínico e outros não cirúrgicos. 6. 5. infecção pelo vírus da hepatite B). inadvertidamente. podendo-se usar o PVP-I ou a clorexidina. 7.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Protetores Oculares „ Óculos de proteção ou protetores faciais totais protegem o odontólogo contra infecções locais (conjuntivites. Esvaziar o reservatório de água e do desinfetante para o "flush". a simples lavagem das mãos antes de calçar as luvas é adequada quanto à segurança do paciente.) deve ser desprezado em recipiente rígido e devidamente lacrado para evitar acidentes. instrumental endodôntico. ROTINAS ROTINAS PARA O FINAL DO ATENDIMENTO 1. na troca da máscara e nas vezes em que. uma sobreluva plástica devem ser utilizadas sobre as luvas de procedimento quando for necessário manipular estes objetos. devem ser descartados. alça e disparador do aparelho de raio X. podendo ser desprezados nas instalações sanitárias anexas. dentes. quando não utilizados em sua totalidade. ponta da mangueira do sugador. „ Vale ressaltar que a presença de uma auxiliar odontológica durante os procedimentos indubitavelmente minimiza os riscos da contaminação ambiental. ultra-som. maçanetas. „ Os tubetes anestésicos. sempre que necessário. etc. „ Outra maneira de se limitar a propagação de microrganismos é a utilização de filmes plásticos de PVC para revestir estas superfícies. etc. aventais e campos descartáves. DESTINO DOS DEJETOS „ Todo material perfurocortante (agulhas. alças e interruptor do foco de luz. que devem estar em sacos brancos com a indicação de "produto contaminado". o ritual da degermação das mãos e antebraços com o uso de um degermante químico está indicado. „ Os dejetos sólidos (gaze. 3. „ Como já foi citado. Drenar as linhas de abastecimento dos equipamentos. etc) 2. Desprezar os resíduos em sacos de lixo brancos. Lavagem das Mãos „ É o procedimento reconhecido como o núcleo das ações de controle das infecções. micro-motor. infecções respiratórias) e sistêmicas (infecção por HIV. bancadas. cadeira. além de oferecerem proteção contra traumas mecânicos provenientes de fragmentos de amálgama. pois uma pesquisa bacteriológica de tubetes previamente utilizados constatou a presença de estafilococos e a pesquisa de sangue oculto foi positiva nestes materiais. antes e após de atender cada paciente. haste de mesa auxiliar. Os mesmos devem ser descartados após atendimento de cada paciente. não se deve esvaziálos nas pias do consultório. LIMITANDO A CONTAMINAÇÃO AMBIENTAL „ Uma medida importante de controle da contaminação ambiental é não tocar com as mãos contaminadas nas superfícies como telefone. „ As mãos devem ser lavadas sempre ao iniciar o trabalho. "lixo hospitalar". Retirar o lixo das lixeiras. refletor. antes de calçar as luvas e após removê-las. tocar em fluidos biológicos do cliente ou superfícies inanimadas contaminadas com os mesmos. resistente e à prova de vazamentos. pontas de sugadores. 8. 61 . descartá-las. acondicionado em recipiente com tampa para posterior coleta. lâminas de bisturi. 9. „ Nas clínicas em que o resíduo líquido dos aspiradores é acumulado em frascos. algodão.) devem ser colocados em saco plástico. lavá-lo e desinfetá-lo. etc. „ Estes utensílios devem ser limpos com água e detergente. mocho. Retirar as pontas (alta-rotação. etc. Limpar e realizar desinfecção do equipamento. tubo. fotopolimerizador. Acionar o "flush" durante 1 minuto nas linhas de abastecimento das respectivas pontas para desinfecção. „ Para procedimentos cirúrgicos. cimentos e outros originados durante procedimentos técnicos. 4. Retirar as barreiras (PVC). Retirar o ralo da cuspideira. piso.

4. raios-x. Substituir máscaras. Colocar desinfetante. devido à facilidade de contaminação destas soluções. aventais e goros se houver sujidade ou estiverem úmidos. Usar provetas. ROTINA PARA O CIRURGIÃO-DENTISTA E AUXILIARES 1. Pontas estéreis devem ser colocadas sobre o campo estéril na bancada ou mesa auxiliar. no "flush".Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ROTINAS PARA O INÍCIO DO TRATAMENTO 1. Se necessitar manipular produtos.15 ml de hipoclorito à 10. Realizar a desinfecção das barreiras ou sua substituição se houver sujidade visível em sua superfície. 3. hipoclorito de sódio 500 ppm. 2. operada ou isolada. Encaminhar todo material contaminado para a Central de Esterilização embrulhados no campo que foi utilizado no procedimento. ANTISSEPSIA. Pedir ao paciente que faça bochecho com anti-séptico antes do atendimento. nos equipamentos modernos todas as pontas podem ser desinfetadas juntas. PREPARAÇÃO DOS DESINFETANTES. Trocar as luvas entre cada paciente. 5. 2. Selecionar o material a ser utilizado após a orientação do profissional. DESINFECÇÃO E ESTERILIZAÇÃO „ Os compostos quaternários de amônio e o líquido de Dakin não são mais indicados como antissépticos. Colocar campos estéreis nas mesas auxiliares e bancadas antes do atendimento. Abrir os pacotes estéreis sobre o campo estéril. aplicar PVP-I tópico na área a ser anestesiada.000 ppm (1%) em 500ml de água. sem previamente desprezar-se o resíduo e proceder-se a limpeza da mesma. 9. „ O PVP-I aquoso tem indicação de uso para antissepsia bucal. vazar modelos. 5. estando o profissional e auxiliar de luvas e prontos para o atendimento. encosto da cabeça. usar sempre sobre luvas de plástico estéril (luvas plástica estéril descartável). para o "flush": colocar 25 ml de hipoclorito à 10. 6. „ Caso esta prática não seja possível. o PVP-I deve ser veiculado em pequenas quantidades m almotolias limpas que não deverão ser recarregadas. Se houver sujidade no chão. Não negligenciar o cabo do refletor. 3. quanto à desinfeção. etc. 4. 2. Antes de usar a seringa tríplice ou alta-rotação acionar os equipamentos por 30 segundos na cuspideira para remover o hipoclorito a 500 ppm do flush que deve ter sido usado. Descartar as luvas no lixo. Se durante os procedimentos houver acidente com perfurocortantes. realizando a lavagem prévia das mãos. ROTINA ENTRE OS PACIENTES 1. 4. apoio de braço. 2. mas deve-se utilizar preferencialmente envases unitários de 50 ml (disponíveis comercialmente) para cada paciente. O "flush" deve ser acionado durante 30 segundos em cada ponta. abrir gavetas. Óculos de proteção devem limpos e desinfetados. em todos procedimentos clínicos. 3. revelar radiografias. 6. Utilizar EPI (Equipamentos de Proteção Individual). 6. 7. Colocar água potável com 3 ppm de cloro no reservatório de água. etc.000 ppm (1%) em 475ml de água. comunicar o profissional responsável. puxadores de gavetas. substituindoos caso apresentem manchas de sangue. Hipoclorito a 3 ppm para o reservatório de água: colocar 0. pipetas ou seringas descartável para as diluições serem corretas. tomando cuidado com o vidro refletor. Desinfetar as seringas tríplice antes de serem colocadas as barreiras. Hipoclorito 500 ppm. desprezando-se o volume residual. 7. LIMPEZA. deve-se realizar a desinfecção com hipoclorito de sódio a 1%. 4. 3. 62 . 1. usando cotonetes. A solução que não for usada durante o dia ao final do expediente deve ser desprezada. 8. exudatos orgânicos ou estiverem úmidos. periféricos. 5. Colocar barreiras (filmes de PVC): equipos.

rápido e econômico. se a esterilização não for possível porque o instrumento pode ser danificado pelo calor. O uso de raios ultravioletas como processo de esterilização foi vetado pelo Ministério da Saúde através da Portaria n° 930/92. O método de esterilização mais difundido no Brasil é pelo calor seco através de estufas elétricas. o recurso mais aplicado em consultório odontológico é a imersão em solução de glutaraldeído a 2% por 10 a 12 horas à temperatura em torno de 25 °C seguida de enxagüe asséptico com água destilada ou soro fisiológico estéreis. eficiente. A ação microbicida deste agente físico é limitada à superfície de incidência destes raios. O enxagüe após a desinfecção pode ser feita com água potável tratada. Instrumentos ou aparelhos que têm contato apenas com a pele intacta. Contudo. portanto. Processos de esterilização indicados para materiais e instrumental odontológicos MATERIAL TIPO DE MATERIAL PROCESSO aço. o instrumento deve ser submetido a desinfecção de alto nível. o calor úmido na forma de vapor saturado sob pressão através de autoclave é o processo mais seguro. o tempo de exposição requerido para esterilização é de 60 minutos. Instrumentos cirúrgicos e outros instrumentos usados para penetrar tecidos moles ou ossos devem ser esterilizados após cada uso. Instrumentos como espelhos e condensadores de amálgama que não penetram tecidos moles ou ossos. Apesar do processo mais indicado para a esterilização de artigos termossensíveis ser o óxido de etileno. é de 120 minutos. A uma temperatura de 170 °C. 9 Semicríticos. utiliza-se a imersão no glutaraldeído a 2% durante 30 minutos. tungstênio Autoclave ou estufa Brocas aço inox e outros Autoclave ou estufa Instrumental de endodontia Moldeiras (resistentes ao calor) alumínio ou inox Autoclave ou estufa Moldeiras (não resistentes ao cera ou plástico Glutaraldeído calor) aço Autoclave ou estufa Instrumental metal Autoclave ou estufa Bandejas ou caixas borracha Glutaraldeído Discos e brocas de polimento pedra Autoclave ou estufa vidro Autoclave ou estufa Placas e potes 63 . mas entram em contato com os tecidos orais. Como método mais indicado para a esterilização de materiais termorressistentes em consultórios odontológicos. indicado apenas para artigos termorressistentes. o instrumental odontológico é classificado em três categorias – críticos. semicríticos e não-críticos – dependendo do seu risco de transmissão de infecção e da necessidade de esterilização dos mesmos entre seus usos. e quando a 160 °C. Estes instrumentos devem ser esterilizados após cada uso. Para a desinfecção de alto nível. carbide. os mesmos podem ser reprocessados entre pacientes através da limpeza com água e detergente. não podendo garantir a esterilidade. 9 Críticos.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS „ „ „ „ „ „ Assim como para outros instrumentos médicos e cirúrgicos. 9 Não-críticos. Uma vez que estas superfícies não-críticas têm um risco relativamente baixo de transmissão de infecção.

Quando usar? Sempre que tiver contato direto e indireto com qualquer paciente. • Tirá-lo imediatamente após o uso. • Trocar as luvas entre pacientes diferentes. Quando usar? Quando o paciente for suspeito ou tiver o diagnóstico de uma doença altamente transmissível ou for portador de patógeno epidemiologicamente importante. o mesmo par não deve ser recolocado. enviar para a lavanderia e lavar as mãos. excreções e outros fluidos corpóreos. objetos contaminados com estes fluidos corpóreos. excreções. equipado com sistema de pressão negativa. nariz e boca quando houver o risco de respingos com sangue. PRECAUÇÕES DE TRANSMISSÃO AÉREA: elaborada para evitar a transmissão de infecções veiculadas através de partículas ≤ 5 mícrons contendo agentes infecciosos que ficam em suspensão no ar e que podem ser transportadas por longas distâncias. • Máscaras e óculos Usar para proteger as mucosas dos olhos. excreções e/ou objetos contaminados com estes fluidos corpóreos. Capote Deve ser usado para proteger a pele quando houver o risco de respingos com sangue. • PRECAUÇÕES DE TRANSMISSÃO • • • Quem usa? Todos que trabalham com pacientes. • Manter a porta fechada. Consiste nas precauções padrão acrescida de: Quarto • Privativo. deve-se usar capote impermeável. secreções. I. • • • Quem usa? Todos que trabalham direta e indiretamente com pacientes.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS PRECAUÇÕES E ISOLAMENTO DE PACIENTES COM DOENÇAS INFECTO-CONTAGIOSAS PRECAUÇÃO PADRÃO: designada para o cuidado de todos os pacientes. secreções. • Se estiver sendo manipulada grande quantidade de sangue ou outros líquidos corporais. Luvas de procedimentos • Quando se for realizar procedimentos onde possa haver contato com sangue. secreções. • Pacientes com igual patologia podem ocupar o mesmo quarto. Em condições ideais. Por que usar? Para evitar a transmissão de patógenos conhecidos. excreções e outros fluidos corpóreos. • Imediatamente após tocar acidentalmente em sangue. mucosa e pele não-intacta. • Imediatamente após retirar as luvas (estas podem apresentar defeitos inaparentes ou tornar-se defeituosas durante o uso ou as mãos podem se contaminar durante sua remoção). secreções. Por que usar? Considerar que todo paciente é potencialmente portador sintomático ou assintomático de patógenos que podem ser transmitidos para outros pacientes e profissionais de saúde. • Após retirar as luvas. 64 . Lavagem das mãos • Antes e após contato com o paciente. depositando-se nas mucosas ou sendo inaladas.

as mãos são importante veículo desta forma de transmissão. Precauções padrão acrescidas de: Quarto • Privativo e compartilhável por doentes de patologia igual. usar biombos para separação dos outros pacientes e visitas com uma distância de 1 metro. II. • Usar máscara equipada com filtro HEPA (respirador N95) apenas para tuberculose. III. Capote • Vista-o antecipadamente. por serem maiores (> 5 mícrons) que as partículas de transmissão aérea. Proteção respiratória • Usar máscara sempre que se aproximar a uma distância menor que 1 metro. eliminados durante a tosse. os perdigotos. trinco da porta). • Retire as luvas antes de sair do quarto e lave as mãos com antisséptico (PVPI degermante) imediatamente após retirar as luvas. se tiver contato importante com o paciente(por exemplo. esta via de transmissão exigem uma proximidade com o paciente. PRECAUÇÕES COM GOTÍCULAS: elaboradas para evitar a transmissão pela deposição de gotículas (perdigotos) nas mucosas do nariz. 65 . • Transporte Evite. ferida drenante). máscara comum. • Usar se tiver contato com o paciente. • • Transporte Limitar a saída do paciente do quarto a apenas procedimentos indispensáveis. boca ou olhos de pessoas susceptíveis. • Certifique-se de não tocar ao sair em superfícies potencialmente contaminadas do quarto do paciente (por exemplo. o paciente deverá usar máscara. mantenha as precauções de contato para minimizar a transmissão de microrganismos para outros pacientes e para as superfícies inanimadas e equipamentos. Luvas • Luvas limpas são o suficiente. ou se este apresentar doenças com alta concentração bacteriana (diarréia. • Retire-o antes de sair e lave as mãos. virar ou banhar o paciente). • Usar biombos para separação dos outros pacientes e visitas com uma distância de 1 metro. Todos os outros casos. • Na ausência de quarto privativo. • Máscara cirúrgica para o paciente. fala ou espirros.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Proteção respiratória • Os susceptíveis a varicela e sarampo não devem entrar no quarto. PRECAUÇÕES DE CONTATO: elaboradas para evitar as transmissões de infecções através do contato físico de um paciente ou profissional com a superfície corporal de outro paciente ou com objetos contaminados com o agente infeccioso. se necessário. Transporte • O transporte do paciente deve ser restrito. quando não houver disponibilidade de segregá-los de outros pacientes. por isso. Ao transportar o paciente. só se mantêm no ar por curta distância (1 metro) e. Precauções padrão acrescidas de: Quarto • Privativo e compartilhável por doentes de patologia igual.

pneumonia. VRS) • Parvovírus B19 (eritema infeccioso) • Rubéola Sim 1 PRECAUÇÕES DE CONTATO • Bactéria multirresistente • Impetigo • Pediculose • Escabiose • Infecções de pele e partes moles drenante • Diarréia em paciente incontinente ou criança que não controla o esfíncter • Colite pseudomembranosa (Clostridium difficile) • Rubéola congênita • Herpes simples neonatal ou mucocutâneo • Hepatite A em paciente incontinente Todos os pacientes. escarlatina) • Difteria faríngea • Pneumonia por micoplasma • Coqueluche • Forma pneumônica da peste • Caxumba • Infecções respiratórias virais (influenza. 66 . Todos os outros casos. influenzae invasiva (meningite. parainfluenza. etc.). NORMAS DE PRECAUÇÕES DE ISOLAMENTO PARA CONTROLE DE INFECÇÃO EM HOSPITAIS PRECAUÇÃO DOENÇAS PRECAUÇÕES PADRÃO PRECAUÇÕES DE TRANSMISSÃO AÉREA PRECAUÇÕES COM GOTÍCULAS • H. desinfecção e esterilização Ausência de recomendações especiais Sim – porta fechada Sim 1 LAVAGEM DAS MÃOS Igual às precauções padrão Igual às precauções padrão Igual às precauções padrão LUVAS Igual às precauções padrão Igual às precauções padrão Respirador N95 apenas para TB. se não for possível. septicemia) • Meningococo • Infecções estreptocócicas (faringite.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Equipamento • De preferência exclusivo (termômetro. proceda a limpeza e desinfecção antes do uso entre os pacientes. epiglotite. máscara comum Igual à precauções padrão Igual às precauções padrão Máscara cirúrgica para o paciente Igual às precauções padrão Igual às precauções padrão Sempre que for necessário tocar o paciente Sempre que for haver contato físico intenso com o paciente CAPOTE MÁSCARA Sempre que se Igual às precauções padrão aproximar do paciente ÓCULOS DE PROTEÇÃO Igual às precauções padrão Igual às precauções padrão Máscara cirúrgica para o paciente Igual às precauções padrão EQUIPAMENTO Uso individual para o paciente ou desinfetar antes do próximo paciente TRANSPORTE Mantenha as precauções de contato Remover luvas e capote e lavar as mãos antes de deixar o quarto do paciente MISCELÂNEA 1. • Tuberculose incluindo os pacientes pulmonar ou com hepatite B e C e laríngea. pneumonia. estetoscópio. utilizar quarto coletivo compartilhado por outros pacientes com patologias diferentes. desde que exista uma distância mínima de 1 metro e uma delimitação do local com biombo. as formas HIV drenantes e meníngea • Sarampo • Varicela • Herpes zóster disseminado ou em imunocomprometido QUARTO PRIVATIVO Não • Antes e após contato com o paciente • Após tocar acidentalmente em secreções corpóreas • Após usar luvas Na possibilidade de contato com fluidos corpóreos Se há possibilidade de respingos com fluidos corpóreos Se há possibilidade de respingos com fluidos corpóreos Se há possibilidade de respingos com fluidos corpóreos Precauções normais com limpeza. adenovírus. Na sua impossibilidade.

epiglotite. parainfluenza Adenovírus Parvovírus B19 (eritema infeccioso) Rubéola DI = durante a internação Precauções de contato Doença Bactéria multirresistente Impetigo Pediculose Escabiose Infecções de pele e partes moles drenante Diarréia em paciente incontinente ou criança que não controla o esfíncter Colite pseudomembranosa (Clostridium difficile) Rubéola congênita Herpes simples neonatal ou mucocutâneo Hepatite A em paciente incontinente DI = durante a internação Tempo DI 24 horas de terapia 24 horas de terapia 24 horas de terapia DI DI DI 1 ano DI DI 67 . as formas drenantes e meníngea Sarampo Varicela Herpes zóster disseminado ou em imunocomprometido DI = durante a internação Doença Precauções com gotículas Tempo 24 horas de terapia 24 horas de terapia 24 horas de terapia Cultura negativa DI 5 dias 9 dias após início do edema DI DI 7 dias DI H. septicemia) Meningococo Infecções estreptocócicas (faringite. pneumonia. escarlatina) Difteria faríngea Pneumonia por micoplasma Coqueluche Caxumba Influenza. influenzae invasiva (meningite.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS DURAÇÃO DA MANUTENÇÃO DAS PRECAUÇÕES DE TRANSMISSÃO Precauções de transmissão aérea Tempo 14 dias após início da terapêutica DI Até a fase de crosta Até a fase de crosta Doença Tuberculose pulmonar ou laríngea. pneumonia.

per se. • não deixar gaze ou algodão embebidos em soluções anti-sépticas aquosas. mantendo-os fechados para uso único ou diário. cloreto ou brometo de cetilmetilamônio e cetilpiridona. ANTI-SÉPTICOS INADEQUADOS A legislação vigente (Port. para evitar sua contaminação • utilizando grandes vasilhames para estocagem de soluções. ou seja. produz uma reação inflamatória nos tecidos cutâneo e mucoso. Por suas propriedades físico-químicas. que deixará uma película bacteriostática sobre a pele (luva química). aplica-se a solução alcoólica. 930/92) classifica as seguintes soluções como inadequadas para anti-sepsia: • • • • • Compostos mercuriais: merbromina (mercurocromo). não tem indicação como solução antiséptica. 68 . Concentrações elevadas de iodo no plasma. podem ser responsáveis por intoxicações ocasionais. • é fundamental a rotulagem dos fracos com a especificação da solução e data da troca.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS PADRONIZAÇÃO DE SOLUÇÕES ANTISSÉPTICAS PVP-I tópico (veículo aquoso) • anti-sepsia em curativos (pele e mucosas) PVP-I degermante (com tensoativo) • lavagem e anti-sepsia de mãos pré operatória e antes de demais procedimentos invasivos • degermação da pele pré-operatória e antes de demais procedimentos invasivos. líquido de Dakin Compostos de amônio quaternário: cloreto de benzalcônio. por absorção em pacientes queimados. timerosal (mertiolato). Éter: substância irritante que. • guardar os recipientes protegidos da ação direta da luz ou calor. Clorofórmio Acetona CUIDADOS COM A MANIPULAÇÃO E ESTOCAGEM DE SOLUÇÕES • colocar as soluções preferencialmente em recipientes pequenos e reutilizáveis. Toxicidade A Polivinilpirrolidona-iodo. após o processo de degermação com a solução degermante acima descrito. O ressecamento da pele pode ocorrer com o uso consecutivo e prolongado. • a limpeza dos recipientes deve ser com água e sabão e secagem completa antes da reposição da solução. colocar pequenas quantidades e semanalmente realizar a troca e limpeza dos recipientes utilizados. A aplicação tópica em recém nascidos pode resultar em hipotireoidismo. através da lavagem mecânica com fricção e remoção com soro fisiológico. quando aplicado localmente. PVP-I tintura (veículo alcoólico) • anti-sepsia complementar da pele do campo operatório e em demais procedimentos invasivos. tem baixa toxicidade para os tecidos.

através da diminuição da tensão superficial da célula. PROCEDIMENTOS PVP-I TINTURA CLOREXIDINA DEGERMANTE 3º ou 1º 3º ou 1º 3º ou 1º 69 . afetando a permeabilidade da membrana e desintegrando-a. Em pele lesada. 2º. provoca forte sensação de ardor. DE RISCO HEMOCULTURA 1º 2º SONDAGEM 1º VESICAL ANTI-SEPSIA DE 1º MÃOS EM UNIDADE DE INTERNAÇÃO Ordem de execução do procedimento: 1º. pois interfere em prejuízo do processo cicatricial por possuir ação citolítica. 3º Números iguais significa que ambas as soluções podem ser utilizadas. Não deve ser utilizada em tecidos lesados por desnaturar proteínas e possuir ação lítica agindo em prejuízo do processo cicatricial.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS VEÍCULOS Aquoso INDICAÇÕES • Curativos • • CONTRA-INDICAÇÕES Não deve ser utilizado em tecidos lesados. Degermante Lavagem e anti-sepsia de mãos Degermação de pele pré-operatória e para demais procedimentos invasivos de risco para infecção Anti-sepsia complementar da pele préoperatória e antes de demais procedimentos invasivos de risco para infecção • Alcoólico SOLUÇÕES PADRONIZADAS SOLUÇÃO ÁLCOOL 70% + PVP-I PVP-I ÁLCOOL 70% FISIOLÓGICA GLICERINA DEGERMANTE TÓPICO CURATIVOS LIMPOS 1º 2º CURATIVOS COM 1º 2º DRENO CURATIVOS 1º 2º INFECTADOS VENOPUNÇÃO 1º PROCEDIMENTO 2º 1º VASCULAR INVASIVO ANTISSEPSIA PRÉ 2º 1o OPERATÓRIA DA PELE ANTISSEPSIA DE MÃOS PRÉ2º 1o OPERATÓRIA E P/ PROC.

Infectada: na presença de um processo infeccioso local. a ferida é classificada como: 1. pelo menos uma das seguintes funções: 1. ou ferimento por arma branca em tecido estéril. Potencialmente contaminada: realizada em tecido colonizado por flora microbiana pouco abundante ou ferimento por arma de fogo em tecido estéril. 4. Jamais poderão ser reutilizadas pinças de um paciente para outro. 6. A necessidade de um curativo e o tempo de permanência do mesmo depende da maneira como esta ferida é produzida. 4. Cicatrização por segunda intenção Se dá quando as bordas da ferida estão dilaceradas por trauma. Obedecer os princípios de assepsia para evitar a contaminação do material. 03. mesa de cabeceira ou outras superfícies da enfermaria. sem nenhum fator local ou geral de interferência. mesmo que se trate de feridas limpas. Este é o objetivo das feridas fechadas cirurgicamente com os requisitos de assepsia. 6. Cicatrização por primeira intenção Se dá quando as superfícies das bordas da ferida estão estreitamente ajustadas uma à outra. Cicatrização por terceira intenção É a corrigida ou estimulada cirurgicamente após a formação do tecido de granulação. a fim de que apresente melhores resultados funcionais e estéticos. Contaminada: realizada em tecido colonizado por flora microbiana abundante e de difícil descontaminação. Utilizar instrumental estéril. 70 . anti-sepsia e sutura das bordas. Utilizando-se a técnica correta não é necessário o uso de luvas estéreis. obedece algumas fases no decorrer do tempo. do grau de contaminação e do processo de cicatrização. A cicatrização é muito mais lenta do que por primeira intenção. como a seguir: FINALIDADES DOS CURATIVOS Os curativos devem ter por finalidade. Obedecer o princípio de realização do procedimento do local menos para o mais contaminado. queimadura ou ferimentos intencionalmente deixados abertos. 2. pode se dar pelas seguintes formas: 01. 5. 2. 3. Proteger de traumatismo mecânico Prevenir contaminação exógena Exercer ação microbicida e microbiostática com o uso de anti-sépticos tópicos Absorver secreções Minimizar acúmulo de fluidos por compressão Imobilizar Este procedimento deve obrigatoriamente obedecer as seguintes normas básicas de assepsia: 1. 5. 02. 3. infecção. Lavar as mãos antes e após a realização do curativo. 4. 2. Nunca colocar material contaminado na cama. dependendo do tipo de lesão. O processo cicatricial normal. Utilizar luvas na possibilidade do contato com sangue ou demais fluidos corporais.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NORMAS PARA REALIZAÇÃO DE CURATIVOS INTRODUÇÃO A ferida é uma injúria à qual o organismo reage através de alterações biológicas locais e sistêmicas. 7. Limpa: realizada em condições assépticas e em tecido estéril. 3. O processo cicatricial. Quanto ao grau de contaminação.

71 . f) A mobilização do dreno fica a critério médico. 7. e) Alfinetes não são indicados como meio de evitar mobilização dos drenos penrose. O curativo deve ser oclusivo e mantido limpo e seco. 6. PVP-I tópico (aquoso). 8. produzem hemólise e são adsorvidos pelas proteínas. dispensando o uso das pinças. 9. O número de trocas do curativo está diretamente relacionado à quantidade de drenagem. Os frascos devem ser identificados com o nome do produto e a data de preparo e as soluções devem ser trocadas a cada 7 dias. 02. cuba-rim. antisséptico (PVP-I) e outros que se fizerem necessários. a incisão pode ser exposta e lavada com água e sabão. com o auxílio da Kocher. c) Utilizar PVP-I tópico somente para ablação dos pontos. g) Os drenos de sistema aberto devem ser protegidos durante o banho. O curativo deve ser protegido durante o banho. o curativo deve ser mantido oclusivo por 24 horas e após este período poderá permanecer exposta e lavada com água e sabão. 5. Curativo com dreno a) O curativo do dreno deve ser realizado separado do da incisão e o primeiro a ser realizado será sempre o do local menos contaminado. Abrir os pacotes de gaze e colocá-las no campo de curativo. a manutenção da bolsa estéril fica a critério médico. A limpeza da ferida deve ser mecânica com solução fisiológica estéril. pois enferrujam facilmente e propiciam a colonização do local. devendo ser trocado sempre que úmido para evitar colonização. penrose ou tubulares). Não tocar na parte interna do campo. estas lesões são altamente susceptíveis à contaminação exógena. Friccionar este chumaço na extremidade da fita adesiva. até desprendê-la. Em feridas com drenagem purulenta deve ser coletada cultura semanal (swab). Prendendo-o com a pinça de Kocher. fita adesiva. Gaze vaselinada estéril é recomendada nos casos em que há necessidade de prevenir aderência nos tecidos. 4. soro fisiológico. 4.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS TIPOS DE CURATIVOS 01. Abrir o pacote de curativos e colocar as pinças de modo que a parte de segurar fique fora do campo. d) Sistemas de drenagem aberta (por exemplo. com ou sem infecção. TÉCNICA DE CURATIVOS 1. 6. As soluções anti-sépticas degermantes são contra-indicadas em feridas abertas. b) O curativo com drenos deve ser mantido limpo e seco. b) Após este período. 2. 7. 8. fazer outro chumaço de gaze e embebê-lo em soro fisiológico. Reunir em uma bandeja o material necessário: pacotinhos de gaze. 5. pacote de curativo. devem ser mantidos ocluidos com bolsa estéril ou com gaze estéril por 72 horas. Com as pinças de Kocher e dente-de-rato. interferindo prejudicialmente no processo cicatricial. Curativo contaminado Estas normas são para feridas infectadas e feridas abertas ou com perda de substância. tracionando-a com o auxílio da pinça dente-derato. 1. Desprezar o chumaço e o curativo sujo no saco plástico e a pinça dente-de-rato na cuba-rim. 2. álcool a 70% (para antissepsia das mãos). A anti-sepsia deve ser realizada com PVP-I tópico (aquoso). pois os tensoativos afetam a permeabilidade das membranas celulares. Por estarem abertas. para monitorização microbiológica. 03. a) O curativo limpo e seco deve ser mantido oclusivo por 24 horas. Lavar as mãos com água e sabão. 3. Pacientes com feridas infectadas devem possuir sem seu quarto uma bandeja individualizada contendo: éter. Isto significa que o número de trocas está diretamente relacionado com a quantidade de drenagem. Curativo limpo: ferida limpa e fechada. embebê-lo em éter. soro fisiológico. Após este período. 3. tendo o cuidado de não encostar uma pinça na outra. c) Se houver incisão limpa e fechada. saco plástico pequeno. Pegar a pinça Kelly e. fazer um chumaço de gaze. A remoção do curativo também pode ser feita com as mãos enluvadas. secar e friccionar álcool a 70% glicerinado.

Desprezar o saquinho de plástico no lixo hospitalar. embebê-lo na solução antisséptica (PVP-I tópico) e aplicar na ferida.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS 9. Secar toda a área com chumaços secos de gaze. 11. seguindo as orientações acima citadas. Encaminhar o material utilizado para a esterilização. desprezandoos no saco plástico. Cobrir a ferida com gazes e fixá-las com fita adesiva. 14. 13. 12. Fazer novo chumaço. utilizando tantos chumaços quanto for necessário. 15. 72 . Proceder à limpeza da área. Lavar as mãos com água e sabão. 10. seguindo o princípio do menos para o mais contaminado. secar e friccionar álcool 70% glicerinado.

3. nem desconectar a bolsa coletora da sonda vesical. Introduzir o swab após a passagem do esfíncter anal e deixar por 20 a 30 segundos. Colocar o swab em tubo estéril. O volume ideal de sangue a ser coletado corresponde a 10% do volume total do frasco de coleta. 5. evitando hemólise. colher mais 2 amostras. colher mais 2 amostras. 9. 4. com um abaixador de língua. o técnico abaixa a língua do paciente. Coprocultura 1. Em seguida. 3. Se houver atraso no transporte ao laboratório. Número de amostras: „ Infecções sistêmicas ou localizadas (sepse. 6. Transferir vagarosamente o sangue para o interior do frasco de hemocultura. 2. desprezandose o primeiro jato. O paciente deve respirar profundamente enquanto. Hemocultura 1. „ Crianças: colher 2 amostras. Lavar as mãos. Urocultura • A coleta deve ser feita do jato médio da primeira micção da manhã em um frasco estéril. Passar o swab rapidamente para cima e para baixo na mucosa da faringe posterior atrás da úvula e entre os pilares tonsilares. 5. • Todas as amostras devem ser refrigeradas se houver demora no transporte para o laboratório. Desinfetar a área da punção com álcool a 70% e deixar secar. Colocar as hemoculturas na estufa a 37º C. „ Endocardite bacteriana aguda: coletar 3 amostras de punções venosas diferentes com intervalo de 15 a 30 minutos. 2. tornar a limpara a área com PVPI a 10% e deixar secar. Dirigir um foco de luz para a cavidade oral aberta. O local de punção venosa não deve ser palpado após a desinfecção. Solicita-se ao paciente que fale “aah” de forma a erguer a úvula e ajudar a reduzir o reflexo de náuseas. se após 24 horas de cultivo não houver crescimento bacteriano. 4. se após 24 horas de cultivo não houver crescimento. osteomielite. Utilizar agulha e seringa estéreis ou sistema fechado. 7. „ Febre de origem indeterminada: coletar 2 a 3 amostras de punções venosas diferentes. geralmente 10 mL para adultos e 0. colocar o swab em meio de transporte. com intervalos superiores a 1 hora. 3. • Nunca colher urina estagnada na bolsa coletora. „ Endocardite bacteriana subaguda: coletar 3 amostras de punções venosas diferentes com intervalo mínimo de 15 minutos. 2. 73 . 8. Fazer a antissepsia do frasco de hemocultura com álcool a 70% na porção de borracha onde será introduzida a agulha. artrite séptica.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NORMAS PARA COLETA DE MATERIAIS PARA CULTURA Cultura de Orofaringe 1. 6. O mesmo deverá ser removido com álcool a 70% após a punção para evitar possível irritação da pele. Cuidado para que as paredes laterais da cavidade bucal não sejam tocadas. meningite.5 a 5 mL para crianças. a menos que se use uma luva estéril. pneumonia): coletar 2 amostras de punções venosas diferentes com intervalos de 5 minutos entre as punções. Após a coleta o swab deve ser colocado dentro de um tubo estéril até ser semeadas no meio de cultura. 10.

Biópsia da pele é a técnica mais recomendada. 6. 2. limpar a região (para cada lado deve-se usar gazes novas). As margens e superfície da lesão devem ser descontaminadas com álcool a 70% e depois com solução de povidine-iodine (PVPI a 10%). Homens 1. 2. Transferir o material par um recipiente estéril e enviar ao laboratório. puncionando a sonda vesical no local onde foi realizada a desinfecção. 6. Lavar as mãos com água e sabão e secá-las com papel toalha. Usando uma compressa de gaze estéril embebida em povidine tópico (aquoso). A lesão não deve ser rompida durante o preparo da pele. 3. injetar pequena quantidade de soro fisiológico e aspirar. 3. Crianças 1. 3. Tampar o recipiente adequadamente. Segurar o recipiente pela parte externa durante a coleta. Se não houver urina após 30 minutos. Se não for possível aspirar. 4. Secar a região com gaze estéril. Não usar swabs para coletar o pus emergente (isso evita a contaminação com a flora da superfície). Limpar a glande e meato com povidine tópico e secar com gaze estéril.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Mulheres 1. 3. Retirar o sabão com soro fisiológico e friccionar álcool a 70% por 30 segundos. 74 . 5. Tampar a seringa e enviar ao laboratório. ferida cirúrgica fechada) 1. aspirado com seringa e agulha. Lavar as mãos com água e sabão e secá-las com papel toalha. utilizando. Tampar o recipiente adequadamente. 2. 8. Lavar o cateter urinário com sabão líquido próximo à sua junção com o sistema de drenagem. 2. celulites. 7. a qual deverá ser removida com álcool a 70% para evitar irritação da pele. Limpar o tecido periuretral com povidine tópico e secar com gaze estéril. 2. petéquias. vesículas. Cateterismo Vesical 1. o material das margens da lesão e a parte mais profunda do sítio escolhido são mais representativos e possuem maior viabilidade de microrganismos. Clampear o equipo da bolsa coletora. 4. Amostras de urina coletadas da extremidade do cateter de Foley são impróprias para cultura porque as pontas do cateter estão invariavelmente contaminadas com microrganismos. pois pode-se isolar bactérias do biofilme que se forma na superfície interna da sonda. 5. Se a coleta for feita através de biópsia. A coleta de ferida de queimadura deve ser realizada após extensa limpeza e debridamento da lesão. Com uma das mãos. Colocar o coletor urinário pediátrico estéril sobre a genitália. 3. 5. limpar novamente a região e colocar novo coletor. 6. Segurar o recipiente pela parte externa durante a coleta. Coletar a urina com uma seringa e agulha estéreis. Retrair o prepúcio. Coletar o material purulento localizado na parte mais profunda da ferida. 4. OBSERVAÇÃO: As amostras obtidas de pacientes cateterizados nem sempre refletem uma real infecção do trato urinário. o paciente ou a enfermeira deverá afastar os grandes lábios e mantê-los afastados enquanto limpa e colhe a urina. de preferência. 5. Cultura de lesões de pele e partes moles fechadas (lesões bolhosas. 4.

Recomenda-se que o semeio ocorra no máximo 1 hora após a remoção do cateter. 6. caso haja possibilidade de ressecamento. Não usar swab pois os germes coletados podem representar apenas colonização da superfície da ferida. se houver suspeita de bacteremia ou sepse relacionada ao cateter.5 ml de heparina estéril. 3. 2. A presença de um número maior ou igual a 15 colônias de um único tipo de bactéria sugere que a ponta de cateter pode estar sendo fonte de infecção (técnica de Maki). Cortar. Retirar o cateter vagarosamente utilizando pinça estéril. As amostras de tecido para cultura devem ser acondicionadas em frasco estéril. Todas as amostras devem ser refrigeradas se houver demora no transporte ao laboratório. de boca larga. 2. injetar uma pequena quantidade de soro fisiológico e aspirar. 4. Peritoneal. Cultura de ponta de cateter intravascular 1. 5. O frasco deve conter 0. assepticamente. Proceder a antissepsia da pele ao redor do cateter com álcool a 70% e. 3. Adicionar assepticamente soro fisiológico ou água destilada estéril.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Lesões de pele e partes moles abertas (ferida cirúrgica aberta. Se a quantidade de secreção for pequena. 3. com PVPI a 10%. Não usar tesouras embebidas em soluções antissépticas. 5. escaras) 1. O material coletado deve ser acondicionado em frasco estéril com tampa de rosca. Tampar a seringa e enviar ao laboratório. Antes da remoção do cateter intravascular. Tecidos e Biópsias 1. 2. Líquidos Corporais (Líquido Pleural. Enviar o frasco imediatamente ao laboratório. Colocar o pedaço do cateter num frasco estéril. 3. 5 cm do cateter (parte do trajeto subcutâneo e ponta distal) com uma lâmina de bisturi ou tesoura estéril. 7. Limpar a superfície da ferida com uma gaze estéril embebida em água estéril.2 a 0. em seguida. Sinovial) 1. Pericárdico. perfeitamente adaptada. Aspirar o material com seringa e agulha estéreis. As amostras conservadas em formol não são adequadas para cultura. sem meio de cultura. o qual deverá ser posteriormente removido com álcool a 70% para evitar irritação da pele pelo iodo. 2. A coleta dos materiais é um procedimento médico que deve ser realizado assepticamente. AMOSTRAS NÃO RECOMENDADAS PARA CULTURA POR FORNECEREM RESULTADOS QUESTIONÁVEIS Amostra Alternativa ou comentário Ponta de cateter de Foley Não processar Swab de secreção de lesão de partes moles aberta Não processar Swab de amostra de queimadura Processar biópsia ou aspirado Swab de úlcera de decúbito Processar biópsia ou aspirado Swab de abscesso perirretal Processar biópsia ou aspirado Swab de lesão de gangrena Processar biópsia ou aspirado Swab de lesão periodontal Processar biópsia ou aspirado Swab de úlcera varicosa Processar biópsia ou aspirado Material de colostomia Não processar 75 . 4. colher primeiro 3 amostras de sangue periférico em veia distante do cateter. conforme técnica de hemocultura.

Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS TEMPO CRÍTICO PARA A ENTREGA DA AMOSTRA AO LABORATÓRIO E MEIOS DE TRANSPORTE Amostra Tempo crítico Frascos e meios de transporte Líquor Imediatamente Tubo seco estéril Líquido pleural Imediatamente Tubo seco estéril Imediatamente Tubo seco estéril ou meio semiSwab sólido (Stuart. Amies) Feridas e tecidos 30 minutos ou até 12 horas (meio de Meio de transporte apropriado transporte) Hemocultura 30 minutos Frascos com meio de cultura Trato respiratório 30 minutos Tubo seco estéril Trato gastrointestinal 1 hora Tubo seco estéril Urina Até 1 hora ou refrigerada até 24 horas Tubo seco estéril Fezes Até 12 horas em meio de transporte Cary-Blair Ponta de cateter Até 1 hora Tubo seco estéril intravascular MATERIAIS CLÍNICOS E REFRIGERAÇÃO Podem ser refrigerados Não podem ser refrigerados Urina Líquor Fezes Líquido pleural e outros fluidos corporais Materiais do trato respiratório Materiais do trato genital/cervical Materiais de lesões de partes moles Sangue 76 .

Abrir o registro até a água cobrir o fundo da caixa. de modo a promover a desinfecção das tubulações (ATENÇÃO: esta água não deve ser utilizada como bebida. 4. detergente ou similar para essa operação. Esvaziar o reservatório. 2. Lavar cuidadosamente o interior do reservatório com água e escova. Transcorrido este tempo. A HIGIENIZAÇÃO DA CAIXA D’ÁGUA DEVE SER REPETIDA A CADA 6 MESES 77 . Cálculo da quantidade de hipoclorito de sódio a ser utilizada 1. Fechar o registro.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS HIGIENIZAÇÃO DA CAIXA D’ÁGUA Cálculo da Capacidade do Reservatório 1. a fim de eliminar toda a sujeira aderida (não utilizar escovas de aço para não danificar as paredes do reservatório). 3. vaso sanitário. cilíndricas: volume (litros) = πr2h x 1000 (3. na água armazenada. esfregando bem as paredes. 7. Encher novamente a caixa para promover a agitação do líquido e uma adequada homogeinização da solução desinfetante com a água do reservatório. largura e comprimento (para caixas d’água em forma de poliedros) ou altura e raio (para caixas d’água cilíndricas). posteriormente. Calcular o volume em litros usando uma das seguintes fórmulas: a.). Fechar novamente o registro e despejar o volume calculado da solução de hipoclorito. esvaziar totalmente o reservatório. pois poderá permanecer nas paredes do reservatório e. 4. Nunca usar sabão. Escoar a sujeira. 2. poliedros: volume (litros) = altura x largura x comprimento x 1000 b. Manter a solução em contato com a água por um tempo superior a 2 horas. 6. 5. de modo a obter uma diluição final entre 20 a 25 ppm de cloro livre. Verificar as dimensões do reservatório: altura. 5. preparo de alimentos ou para higiene pessoal). Calcular o volume da solução de hipoclorito. 3.14 x raio ao quadrado x altura x 1000) Lavagem do Reservatório 1. Encher novamente o reservatório e utilizar a água normalmente. obedecendo à proporção de 1 litro de água sanitária para cada 1000 litros de capacidade do reservatório. 2. mediante abertura de todos os pontos de utilização de água (torneiras. etc.

Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ANEXOS 78 .

______ log CD4: _____________ / mm 79 .Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS FICHA DE NOTIFICAÇÃO E ACOMPANHAMENTO DE ACIDENTES OCUPACIONAIS (FOLHA 1) HOSPITAL: ___________________________________________________________________________ DATA : ____ / ____ / ____ NOME DO ACIDENTADO: ________________________________________________________________ SEXO: M F F F IDADE: _________ OCUPAÇÃO: ___________________________________________________ UNIDADE ONDE OCORREU O ACIDENTE: _________________________________ DATA / HORA ACIDENTE: ____ / ____ / ____ TIPO DE EXPOSIÇÃO: PERCUTÂNEA F OBJETO DA LESÃO: AGULHA OCA F OUTROS F _______________________ CONDIÇÕES DO OBJETO: SANGUE VISÍVEL F MATERIAL ORGÂNICO: SANGUE F LÍQUIDO PERITONEAL F LÍQUIDO PLEURAL F VOLUME: POUCAS GOTAS F AUSÊNCIA DE SANGUE VISÍVEL F AGULHA RECENTEMENTE USADA EM VASO SANGÜÍNEO F FLUIDO CONTENDO SANGUE F LÍQUIDO PERICÁRDICO F OUTROS F _______________________ LÍQUIDO AMNIÓTICO F LÍQUOR F _____ : _____ MUCOSA F PELE ÍNTEGRA F PELE LESADA F PARTE DO CORPO ACIDENTADO: ________________________________________________________ AGULHA SEM LÚMEN F LÂMINA DE BISTURI F RESPINGO DE GRANDE VOLUME F SITUAÇÃO: RECAPAMENTO DE AGULHAS FMANUSEIO DE ROUPAS F ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS F MANUSEIO DE PACIENTES F MANUSEIO DE MATERIAL CIRÚRGICO F MANUSEIO DE LIXO F OUTRAS F ________________________________________________________________ PACIENTE FONTE CONHECIDO: SIM F NÃO F NEGATIVO F DESCONHECIDO F NÃO REALIZADO F DATA: ____ / ____ / ____ DATA: ____ / ____ / ____ DATA: ____ / ____ / ____ SOROLÓGIA PRÉVIA: POSITIVO F POSITIVO F POSITIVO F TESTE RÁPIDO P/ HIV: POSITIVO F NEGATIVO F AgHBs: ANTI-HIV: NEGATIVO F NEGATIVO F NÃO REALIZADO F NÃO REALIZADO F PACIENTE POSITIVO PARA HIV: SINTOMÁTICO F ASSINTOMÁTICO F 3 CARGA VIRAL: ___________________ cópias/mL .

2 DOSE: ____ / ____ / ____ . 3. 3 DOSE: ____ / ____ / ____ ANTI-HBs (1-2 meses após a vacinação): ____________ mIU/mL IMUNOGLOBULINA ANTI-HEPATITE B (HBGI) ATÉ 7 DIAS APÓS EXPOSIÇÃO ____ / ____ / ____ PROFILAXIA PÓS-EXPOSIÇÃO PARA HIV: DATA DE INÍCIO: ____ / ____ / ____ DROGAS: 1.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS FICHA DE NOTIFICAÇÃO E ACOMPANHAMENTO DE ACIDENTES OCUPACIONAIS (FOLHA 2) PROFISSIONAL ACIDENTADO SOROLOGIA PRÉVIA: POSITIVO F NEGATIVO F TESTE RÁPIDO P/ HIV: POSITIVO F NEGATIVO F ACOMPANHAMENTO SOROLÓGICO: SOROLOGIA ANTI-HIV AgHBs ANTI-HBs ANTI-HCV PÓS-ACIDENTE o DESCONHECIDO F NÃO REALIZADO F DATA: ____ / ____ / ____ 3° MÊS PÓS-EXPOSIÇÃO 6° MÊS PÓS-EXPOSIÇÃO 1 MÊS PÓS-EXPOSIÇÃO NÃO NÃO IMUNIZAÇÃO PRÉVIA CONTRA HEPATITE B: SIM F VACINAÇÃO CONTRA HEPATITE B: a a NÃO F a DATA: ____ / ____ / ____ 1 DOSE: ____ / ____ / ____ . 3 DOSE: ____ / ____ / ____ ANTI-HBs (1-2 meses após a vacinação): ____________ mIU/mL SEGUNDA SÉRIE DE VACINA PARA HEPATITE B: a a SIM F a NÃO F 1 DOSE: ____ / ____ / ____ . 2. _____________________ DOSE: ____________________________ _____________________ DOSE: ____________________________ _____________________ DOSE: ____________________________ SIM F NÃO F ACOMPANHAMENTO DE EFEITOS TÓXICOS: EXAMES Hematócrito Leucócitos Plaquetas Glicemia TGO TGP Uréia Creatinina EAS PÓS-ACIDENTE 2 SEMANA DE PROFILAXIA a OBSERVAÇÕES: ____________________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________________ 80 . 2 DOSE: ____ / ____ / ____ .

15. 13. PACIENTES EM USO DE ANTIBIOTICOTERAPIA: ADEQUADO INCORRETO: II. MOTIVOS DE USO INCORRETO: 81 . 8. 16. 14. PACIENTES EM USO DE ANTIBIOTICOPROFILAXIA CIRÚRGICA: ADEQUADO: INCORRETO: ANTIBIÓTICOS: Amicacina: Amoxicilina: Ampicilina: Cefalexina: Cefalotina: Cefazolina: Cefotaxima: Ceftazidima: Ceftriaxona: Clindamicina: Cloranfenicol: Gentamicina: Metronidazol: Oxacilina: Penicilina benzatina: Penicilina cristalina: Penicilina procaína: SMZ/TMP: Vancomicina: „ 1. 2. 3. 7.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS FICHA DE NOTIFICAÇÃO DE USO DE ANTIBIÓTICOS HOSPITAL: ____________________________________________________________________________ MÊS/ANO: _____________________________________________ I. 4. 12. 5. 9. 10. 11. 6.

Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NOTIFICAÇÃO DE INFECÇÕES COMUNITÁRIAS E HOSPITALARES DATA DA NOTIFICAÇÃO: _____ / _____ / __________ HOSPITAL ____________________________________________________________________________ NOME DO PACIENTE____________________________________________________________________ IDADE_________ SEXO: M F F F ENFERMARIA _______________ LEITO _________ SETOR ____________________________ TIPO DE INFECÇÃO: INFECÇÃO COMUNITÁRIA F INFECÇÃO EXTRA-INSTITUCIONAL F INFECÇÃO HOSPITALAR F DATA DA INTERNAÇÃO: ____ / ____ / ____ DATA DIAGNÓSTICO DA INFECÇÃO: ____ / ____ / ____ DOENÇAS ASSOCIADAS: ________________________________________________________________ TOPOGRAFIA DA INFECÇÃO: CIRÚRGICA F SEPSE F GASTROINTESTINAL F RELACIONADA A CATETER IV F URINÁRIA F TRATO RESPIRATÓRIO SUPERIOR F TRATO REPRODUTOR F SNC F TRATO RESPIRATÓRIO INFERIOR F PELE E PARTES MOLES F CULTURA: OUTRA: _____________________________ SIM F NÃO F GERME(S) ISOLADO(S) ___________________________________________ SENSIBILIDADE: ________________________________________________________________________ RESISTÊNCIA: _________________________________________________________________________ PROCEDIMENTOS INVASIVOS: NPT F ÓBITO: SIM F NÃO F DATA: ____ / ____ / ________ CIV F SVD F VMI F OUTRO F _________________________ OBSERVAÇÕES: _______________________________________________________________________ 82 .

83 ..Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NOTIFICAÇÃO DE INFECÇÕES DE SÍTIO CIRÚRGICO (ISC) HOSPITAL ____________________________________________________________________________ NOME DO PACIENTE___________________________________________IDADE_________ SEXO: M F F F ENFERMARIA _______________ LEITO _________ SETOR ____________________________ CIRURGIA REALIZADA: ____________________________ DATA DA CIRURGIA: ____ / ____ / ____ CIRURGIÃO: ________________________ DATA DA CONSULTA: ____ / ____ / ____ DOENÇAS ASSOCIADAS: ________________________________________________________________ ASPECTO DA INCISÃO CIRÚRGICA: HIPEREMIA: SIM F NÃO F NÃO F NÃO F NÃO F NÃO F NÃO F NÃO F NÃO F HIPERTERMIA: SIM F DOR LOCAL: EDEMA: SIM F SIM F DEISCÊNCIA: SIM F HEMATOMA: SIM F DRENAGEM PURULENTA: SIM F SECREÇÃO NÃO-PURULENTA: SIM F CULTURA SIM F NÃO F GERME(S) ISOLADO(S) ___________________________________________ SENSIBILIDADE: ________________________________________________________________________ RESISTÊNCIA: _________________________________________________________________________ OBSERVAÇÃO: não classificar como infecção incisional: • • A infecção relacionada apenas à incisão do dreno. Inflamação e secreção mínimas. conforme a extensão do processo. restritas aos pontos de penetração da sutura não devem ser consideradas ISC. classificá-la como infecção de pele ou de partes moles.

Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NOTIFICAÇÃO DE PROCEDIMENTOS DE RISCO HOSPITAL ______________________________________________MÊS________________ANO_______ DIA 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 TOTAL NPT CIV SVD VMI NUTRIÇÃO PARENTERAL (NPT): CATETER INTRAVASCULAR (CIV): SONDA VESICAL DE DEMORA (SVD): VENTILAÇÃO MECÂNICA INVASIVA (VMI): 84 .

Lavanderia f. Existe uma área com características adequadas para o acúmulo do lixo antes do mesmo ser transportado ao abrigo externo? 3. Existe sanitários e vestiários exclusivos para os funcionários do setor de limpeza? 4. Pias adequadas para a lavagem do material contaminado? 19. Cobertura adequada? c. Existe vestiário com sanitários para os funcionários da área suja? 11. Central de Material Esterilizado b. Existe uma barreira física separando a área limpa da área contaminada? 16. Pisos e paredes com revestimento liso e de fácil higienização? c. Existem pias com saboneteira e depósito de papel toalha em ambas áreas? 13. Pisos. Fonte de água? f. Cobertura adequada? b. UTI d. Existe uma barreira física entre a área limpa da área suja? 9. Existe lavadora de desinfecção com duas portas de acesso? 10. Existe abrigo de higienização? 7. O abrigo de higienização apresenta: a. Pisos e paredes com revestimento adequado? d. Ralo sifonado com tampa? 6. Bancadas de material liso e lavável para acomodação do material que aguarda limpeza? 85 . Existe Depósito de Material de Limpeza (DML) exclusivo para os seguintes setores? a. Serviço de Nutrição e. Ralo sifonado com tampa? LAVANDERIA 8. A lavadora de desinfecção está posicionada na parede que separa a área suja da área limpa? 10. Aberturas para ventilação com tela milimétrica? e. O abrigo de resíduos apresenta: a. Centro Cirúrgico c. Existem exaustores nas áreas suja e limpa? 12.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ROTEIRO DE INSPEÇÃO DE ARQUITETURA HOSPITALAR RELACIONADA AO CONTROLE DAS INFECÇÕES HOSPITALARES HOSPITAL: DATA: / / 20 . Pisos e paredes são revestidos com material liso e lavável? 18. Dimensões adequadas à geração de resíduos equivalente a dois dias? b. paredes e portas são revestidos com material liso e lavável? 14. NORMA CORRETA SIM NÃO COMENTÁRIOS HIGIENIZAÇÃO HOSPITALAR 1. Existe abrigo de resíduos? 5. Existem armários específicos e de fácil limpeza para armazenamento da roupa limpa? CENTRAL DE MATERIAL ESTERILIZADO 15. Fonte de água? d. Enfermarias 2. Existe vestiário com sanitários para os funcionários do setor? 17.

material liso. Bancadas de material liso e lavável para a secagem do material limpo? 21. material liso. A área para a recepção das mercadorias é de fácil acesso aos fornecedores? 38. Os armários do setor são de cor clara. As janelas são dotadas de telas? 28. As paredes são de cor clara. O teto é de cor clara. A área para a recepção das mercadorias possui área suficiente para acomodar as mercadorias no momento do recebimento? 40. material liso. de material liso. massas e sobremesas. Existe uma área para armazenamento dos produtos alimentares? 42.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NORMA CORRETA 20. A área para armazenamento possui prateleiras. lavável. As portas são de cor clara. Existe área para recepção das mercadorias? 36. Existem instalações sanitárias e vestiários exclusivos para os funcionários do setor de nutrição e dietética? 34. O armazenamento do material esterilizado é feito em prateleiras de material liso e de fácil higienização? SETOR DE NUTRIÇÃO 22. Existem ralos sifonados com proteção telada? 26. A área para armazenamento possui condicionamento da temperatura ambiente em torno de 26 °C? 43. de fácil higienização e em bom estado de conservação? 31. As prateleiras do setor obedecem uma distância de 25 cm do piso? 33. verduras e frutas. material liso. umidade. lavável. A ventilação do setor proporciona renovação do ar. lavável e de fácil higienização? 29. bolor e descascamento? 30. A área para a recepção das mercadorias possui cobertura para a proteção dos alimentos na hora da entrega? 39. conforto térmico e ambiente isento de fumaças? 23. de fácil higienização e em bom estado de conservação? 32. de fácil higienização e em bom estado de conservação? 46. A área para a recepção das mercadorias possui tanque para pré-higienização de verduras e frutas antes de seu armazenamento? 41. rachaduras. A área para a recepção das mercadorias é situada em local externo? 37. alimentos cozidos)? SIM NÃO COMENTÁRIOS 86 . de material liso. A área para armazenamento possui paredes de cor clara. lavável e de fácil higienização? 27. de material liso. Existem instalações adequadas para os funcionários guardarem suas roupas e pertences? 35. de fácil higienização e em bom estado de conservação? 45. O piso é de cor clara. Existe uma área própria para refrigeradores e freezers? 47. de fácil higienização e em bom estado de conservação? 44. material liso. A área para armazenamento possui piso de cor clara. lavável. Existe uma área separada para o processamento de cada gênero alimentício (carnes cruas. lavável. lavável e de fácil higienização? 25. O setor é equipado de exaustores? 24. O teto é isento de vazamentos.

Água corrente c. de fácil higienização. Pia de degermação com características adequadas? UTI 58. Cada área destas possui sistema para a higienização das mãos específico para esta finalidade? 50. Bancadas de material liso e de fácil higienização? 63.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NORMA CORRETA 48. paredes e portas de material liso e lavável? 75. Local para a permanência dos utensílios limpos durante a secagem? 54. Presença de expurgo no local? 57. Os utensílios são armazenados de forma adequada após a higienização (local exclusivo. Cubas profundas b. Pisos. Bancadas de material liso e de fácil higienização? 73. Presença de pia adequada para a lavagem das mãos? 76. Papel-toalha e. Presença de pias adequadas para a lavagem das mãos em cada enfermaria? 67. Presença de quartos de isolamento? 68. Presença de expurgo no local? 66. Armários de material liso e de fácil higienização? SALA DE MEDICAÇÕES INJETÁVEIS 74. insetos e roedores)? CENTRO CIRÚRGICO 55. Presença de quarto de isolamento? 62. Bancadas de material liso e de fácil higienização? SIM NÃO COMENTÁRIOS 87 . Armários de material liso e de fácil higienização nos Postos de Enfermagem? SALA DE AEROSSOL 70. Presença de expurgo no local? 60. paredes e portas de material liso e lavável? 71. paredes e portas de material liso e lavável? 59. O setor possui uma área específica para a cocção de alimentos? 52. Pisos. Cada uma destas áreas possui bancada provida de pia. O sistema de higienização das mãos possui: a. Cesto de lixo com tampa acionada por pedal 51. Existe uma área específica para higienização dos utensílios? 53. A área de higienização dos utensílios dispõe de: a. Presença de pia adequada para a lavagem das mãos? 72. paredes e portas de material liso e lavável? 65. Pisos. Água corrente c. Pia b. Presença de pia adequada para a lavagem das mãos? 61. Pisos. Armários de material liso e de fácil higienização? ENFERMARIAS 64. Pisos. paredes e portas de material liso e lavável? 56. Bancadas de material liso e de fácil higienização nos Postos de Enfermagem? 69. confeccionada em material liso e de fácil higienização? 49. protegido contra poeira. Local para dispor os utensílios que aguardam higienização d. Saboneteira para sabão líquido d.

Armários de material liso e de fácil higienização? SALA DE CURATIVOS 78. Armários de material liso e de fácil higienização? SIM NÃO COMENTÁRIOS RESULTADO: Taxa de adequação às normas de controle de infecções hospitalares: % 88 . Pisos. Presença de pia adequada para a lavagem das mãos? 84. Presença de pia adequada para a lavagem das mãos? 80. Presença de pia adequada para a lavagem das mãos? CONSULTÓRIOS ODONTOLÓGICOS 88. paredes e portas de material liso e lavável? 79. Pisos. paredes e portas de material liso e lavável? 89. Pisos. Armários de material liso e de fácil higienização? SALA DE SUTURAS 82. Pisos. paredes e portas de material liso e lavável? 83.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NORMA CORRETA 77. Bancadas de material liso e de fácil higienização? 81. Bancadas de material liso e de fácil higienização? 85. Bancadas de material liso e de fácil higienização? 91. Armários de material liso e de fácil higienização? CONSULTÓRIOS MÉDICOS 86. paredes e portas de material liso e lavável? 87. Presença de pia adequada para a lavagem das mãos? 90.

O hospital já conta com seu Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde – PGRSS? 18. Áreas semi-críticas limpas no mínimo 1 vez ao dia? 9. O funcionário responsável pela limpeza das áreas críticas permanece no setor durante todo o expediente? 15. Os funcionários são orientados a retirar a luva antes de tocar trincos de portas 13. Os resíduos são coletados em sacos plásticos de cores diferentes conforme o tipo de resíduo? 19. Saboneteiras higienizadas após cada troca do sabão? 11. Técnica adequada para limpeza dos pisos? 5. Utiliza álcool a 70% para desinfecção de superfícies metálicas? 4. Material de limpeza de áreas críticas é exclusivo para o setor? 14. lavanderia? 3. central de esterilização. Nas áreas críticas e semi-críticas as lixeiras possuem tampas acionadas por pedais? 23. NORMA CORRETA SIM NÃO COMENTÁRIOS 1. Os sacos de lixo são usados somente até o preenchimento de dois terços de sua capacidade? 21. Existem recipientes específicos e adequados para o descarte de material pérfurocortantes? 89 . Utiliza hipoclorito de sódio a 1% para desinfecção de superfícies contaminadas com material infectante? 2. laboratório. Existe Depósito de Material de Limpeza (DML) exclusivo para os seguintes setores? (a) CME (b) Centro Cirúrgico (c) UTI (d) Serviço de Nutrição (e) Lavanderia (f) Enfermarias 12. com exceção das áreas nãocríticas.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ROTEIRO DE INSPEÇÃO DO SETOR DE LIMPEZA HOSPITALAR HOSPITAL: DATA: / / 20 . Técnica adequada para desinfecção de superfícies após contaminação com material infectante? 6. EPI adequado? (a) Uniforme (b) Luvas (c) Botas ou sapatos (d) Gorro (e) Máscara (f) Avental (g) Óculos protetores 16. Utiliza hipoclorito de sódio a 250 ppm para desinfecção de baixo nível de pisos de banheiros. Técnica correta de lavagem dos banheiros? 7. possuem tampas? 22. O resíduo infectante é coletado em saco plástico branco leitoso com símbolo impresso de risco biológico? 20. Técnica adequada de limpeza terminal? 10. Os funcionários do serviço de limpeza são proibidos a ajudar no transporte de pacientes? 17. Todas lixeiras. Áreas críticas limpas no mínimo 2 vezes ao dia? 8.

Resíduos de classificação A2 (bolsas contendo sangue ou hemocomponentes com volume residual superior a 50 ml) recebem destinamento adequado (acondicionadas em saco branco leitoso e encaminhadas diretamente para os Aterros Sanitários)? 31. com peso menor que 500 gramas ou estatura menor que 25 centímetros ou idade gestacional menor que 20 semanas) recebem destinamento adequado (acondicionados em saco branco leitoso com a identificação da data. O abrigo de resíduos apresenta: (a) Identificação externa? (b) Ambientes separados para atender o armazenamento de recipientes de resíduos do GRUPO A e do GRUPO D? (c) Dimensões adequadas à geração de resíduos equivalente a dois dias? (d) Cobertura adequada? (e) Portas em bom estado de conservação? (f) Pisos e paredes com revestimento adequado? 90 . Todas as lixeiras são higienizadas quando apresentam sujidade evidente? 27. Existe abrigo de resíduos? 39. O carro de coleta interna é adequado? 34. 37. o mesmo segue as normas recomendadas? (a) Piso e paredes são revestidos com material liso. As lixeiras das áreas críticas são higienizadas pelo menos 1 vez ao dia? 25. acondicionados e identificados como resíduos do tipo D)? 30. Em caso de necessidade de armazanamento temporário de resíduos. Resíduos de classificação A1 (descarte de vacinas de microorganismos vivos ou atenuados) são descartados adequadamente (submetidos a descontaminação. possui piso com revestimento resistente à abrasão. Os funcionários têm conhecimento da recomendação de não pressionar com pés ou mãos o conteúdo dos sacos de lixo? 28. Os funcionários lavam as mãos ainda enluvadas e após retirar as luvas ao fim da coleta dos sacos de lixo? 36. As lixeiras das outras áreas são higienizadas pelo menos semanalmente? 26. É realizada higienização correta em casos de acidente com derramamento de material infectante? 29. O trajeto para o traslado de resíduos até o armazenamento externo permite livre acesso dos recipientes coletores de resíduos. resistente. e existe abertura telada para ventilação. nome da unidade geradora e a inscrição “PEÇAS ANATÔMICAS” e encaminhados para destinação final em Aterro Sanitário)? 32. regular. Os carros coletores são higienizados diariamente e sempre que apresentam sujidade? 35. (c) Os recipientes são deixados nesta área por no máximo 8 horas. Resíduos de classificação A3 (peças anatômicas e produto de fecundação sem sinais vitais. lavável e impermeável. evitando-se o armazenamento com disposição direta dos sacos sobre o piso. antiderrapante e rampa. O serviço dispõe de carro de coleta interna de resíduos? 33. (b) Não é permitida a retirada dos sacos de resíduos de dentro dos recipientes ali estacionados.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NORMA CORRETA SIM NÃO COMENTÁRIOS 24. superfície plana. quando necessária? 38.

Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS

NORMA CORRETA (g) Aberturas para ventilação com tela milimétrica? (h) Fonte de água? (i) Ralo sifonado com tampa? (j) Acesso restrito aos funcionários? 40. Os sacos de resíduos permanecem dentro dos recipientes ali estacionados, evitando-se o armazenamento com disposição direta dos sacos sobre o piso? 41. O abrigo de resíduos é utilizado exclusivamente para armazenamento do lixo? 42. O abrigo de resíduos é higienizado após a coleta externa? 43. Existe abrigo de higienização? 44. O abrigo de higienização apresenta: (a) Cobertura adequada? (b) Pisos e paredes com revestimento liso e de fácil higienização? (c) Fonte de água? (d) Ralo sifonado com tampa?

SIM

NÃO

COMENTÁRIOS

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Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS

ROTEIRO DE INSPEÇÃO DO SETOR DE LAVANDERIA HOSPITALAR
HOSPITAL: DATA: / / 20 .
COMENTÁRIOS

1. 2. 3.

4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12.

13. 14.

15.

16.

17. 18. 19.

20.

21.

22.

23. 24. 25. (g) (h) (i) (j) (k)

NORMA CORRETA SIM NÃO Existe uma barreira física separando a área limpa da área suja? Existe lavadora de desinfecção com duas portas de acesso? A lavadora de desinfecção está posicionada na parede que separa a área suja da área limpa? Os funcionários das respectivas áreas ficam restritos ao seu setor? O acesso ao setor é restrito a seus funcionários? Existe vestiário com sanitários para os funcionários da área suja? Existem exaustores nas áreas suja e limpa? Existe material para descarte de material pérfurocortante em ambas áreas? Existem pias com saboneteira e depósito de papel toalha em ambas áreas? Existe depósito para material de limpeza no próprio setor? Pisos, paredes e portas são revestidos com material liso e lavável? Utiliza-se hipoclorito de sódio a 250 ppm para desinfecção de baixo nível do piso da área suja? Os funcionários estão orientados sobre evitar agitação da roupa durante a coleta? A roupa coletada é transportada em saco resistente de cor diferente do utilizado para o lixo? Havendo extravasamento dos sacos roupa suja, é feita a descontaminação local com hipoclorito de sódio a 1% seguido pela lavagem do local? O funcionário responsável pela coleta utiliza uniforme e luvas de borracha (e não luvas de procedimento)? Os funcionários estão orientados sobre retirar as luvas ao tocar maçanetas de portas? O transporte da roupa coletada é feita com carros coletores específicos para este fim? As características do carro coletor são adequadas (leves, com tampa, material lavável, pouco profundos)? O carro de transporte da roupa suja é submetido diariamente a lavagem com água e detergente seguido de desinfecção com hipoclorito de sódio a 250 ppm? As roupas com sujidades similares presumidas (mesma origem) são reunidas em um mesmo ciclo de lavagem? Todas as peças são cuidadosamente examinadas para a presença de instrumentos estranhos antes da lavagem? Os funcionários estão orientados sobre evitar agitação da roupa? Existe controle microbiológico semestral da água? O funcionário responsável pela lavagem usa EPI adequado? Uniforme Luvas de borracha e cano alto Botas impermeáveis Gorro Máscara antipartículas

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Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS

NORMA CORRETA (l) Avental impermeável (m) Óculos protetores 26. Após o processamento da roupa na área suja, pias, bancadas e pisos são lavados e depois descontaminados com hipoclorito de sódio a 250 ppm ou álcool a 70%, no caso de superfícies metálicas? 27. Durante o processamento da roupa na área limpa, os funcionários são cuidadosos quanto a evitar que a roupa toque o chão? 28. A mesa para dobragem da roupa é de fácil higienização e dimensões apropriadas? 29. Existem armários específicos e de fácil limpeza para armazenamento da roupa limpa? 30. As roupas limpas com defeitos recebem conserto? 31. As roupas que necessitam de conserto são lavadas novamente antes do uso? 32. A roupa limpa é transportada embalada em sacos plásticos individuais para reduzir os riscos de recontaminação? 33. O transporte da roupa limpa é feita com carros específicos para este fim? 34. O carro de transporte da roupa limpa é submetido diariamente a lavagem com água e detergente seguido de desinfecção com hipoclorito de sódio a 250 ppm? 32. O acondicionamento das mudas de roupa que ficam na reserva dos postos de enfermagem é feita em local específico e de fácil higienização?

SIM

NÃO

COMENTÁRIOS

RESULTADO: Taxa de adequação às normas de controle de infecções hospitalares: %

93

22. (a) (b) (c) (d) (e) (f) (g) 15. com espaços entre os mesmos no interior da autoclave? 94 . data)? Fita de controle químico na face externa do pacote? Autoclave(s) em boas condições de funcionamento? Revisões periódicas nas autoclaves? Estufas em boas condições de funcionamento? Revisões periódicas nas estufas? Os materiais acondicionados em caixas metálicas são esterilizadas com as mesmas semi-abertas recobertas com embalagem adequada (tecido de algodão cru. 16. 20. 7. água e sabão. 10. COMENTÁRIOS 1. o último enxagüe é feito com água destilada? A técnica de secagem dos materiais é adequada (panos limpos ou secagem espontânea em superfície limpa)? Bancadas de material liso e lavável para a secagem do material limpo? O funcionário responsável pela lavagem do material usa EPI adequado? Uniforme Luvas de borracha e cano alto Botas impermeáveis Gorro Máscara Avental impermeável Óculos protetores É utilizado papel grau cirúrgico para embalagem dos artigos autoclavados? A técnica de empacotamento do material limpo é adequada? Material limpo etiquetado adequadamente (identificação. 25. 6. 19. 17. 5. 21. 8. papel crepado)? Observa-se o limite de dois terços da capacidade da autoclave na disposição dos pacotes em seu interior? Os pacotes são dispostos de forma intercalada. enxagüe)? Após a lavagem. 2. 18. 4. 12. 14. 23. 13. 3. 24.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ROTEIRO DE INSPEÇÃO DA CENTRAL DE MATERIAL ESTERILIZADO HOSPITAL: DATA: / / 20 . 9. 11. NORMA CORRETA SIM NÃO Existe uma barreira física separando a área limpa da área contaminada? Os funcionários das respectivas áreas ficam restritos ao seu setor? O acesso à CME é restrito a seus funcionários? Existe depósito para material de limpeza no próprio setor? Existe vestiário com sanitários para os funcionários do setor? Pisos e paredes são revestidos com material liso e lavável? Utiliza-se hipoclorito de sódio a 250 ppm para desinfecção de baixo nível do piso da área suja da central de esterilização? Pias adequadas para a lavagem do material contaminado? Bancadas de material liso e lavável para acomodação do material que aguarda limpeza? Técnica adequada de lavagem manual (solução desincrostante.

O armazenamento do material esterilizado é feito em prateleiras de material liso e de fácil higienização? 32.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NORMA CORRETA SIM NÃO 26. Adequação processamento de artigos à desinfecção e esterilização: (a) Instrumental metálico cirúrgico. A circulação de pessoal neste setor é restrita? COMENTÁRIOS RESULTADO: Taxa de adequação às normas de controle de infecções hospitalares: % 95 . compressas estéreis ou ar comprimido)? (k) A técnica do enxagüe após desinfecção é adequada (água potável. (c) Artigos críticos de PVC. Desinfecção/esterilização com glutaraldeído a 2%: (a) È obedecido a duração de 30 minutos para desinfecção com glutaraldeído a 2%? (b) È obedecido a duração de 10 horas para esterilização com glutaraldeído a 2%? (c) Os artigos submetidos à desinfecção/esterilização com glutaraldeído ficam completamente imersos na solução? (d) As tubulações de artigos ocos são preenchidas com o glutaraldeído? (e) O recipiente com glutaraldeído é mantido fechado? (f) O glutaraldeído é ativado antes do uso? (g) É obedecido a vida média de 14 a 28 dias para as soluções de glutaraldeído em uso? (h) Os recipientes com glutaraldeído são identificados (solução. É realizado teste do Bowie-Dick no primeiro ciclo do dia na autoclave? 29. baldes limpos. prazo de validade)? (i) Os artigos são retirados da solução com luva estéril? (j) A técnica do enxagüe após esterilização é adequada (água estéril. nylon. (b) Tecido para procedimento cirúrgico. Aguarda-se a secagem da carga no interior da autoclave após o processo de esterilização? 27. (d) Máscaras de ambu e de macronebulização (e) Válvula de ambu com componente metálico (f) Cânula de Guedel. (g) Lâmina de laringoscópio (h) Tubo orotraqueal (i) Circuitos de respiradores (j) Conexões e acessórios de respiradores (k) Cânulas plásticas de traqueostomia (l) Cânulas metálicas de traqueostomia (m) CPAP (n) Frascos de aspiração (o) Látex para aspiração (p) Ambu (q) Máscara e copo para nebulização (r) Espéculo vaginal metálico (s) Termômetros 31. acrílico ou plástico. látex. O setor é climatizado? 33. baldes estéreis. pano limpo ou ar comprimido)? 30. É realizado monitoramento biológico pelo menos semanal do processo de esterilização na autoclave ? 28.

5. 11. cantar ou assobiar sobre os alimentos. material liso. 3. guardanapos. panos de copa. considerando-se como adequada às normas se a maioria das respostas for “sim” ou o contrário se a maioria das respostas for “não”): Deve-se evitar falar. material liso. 2. 10. cobrir a boca e o nariz com papel toalha descartável e depois lavar imediatamente as mãos. Deve-se evitar por os dedos no nariz. aventais ou qualquer outra peça da vestimenta: o suor deve ser enxugado com papel toalha descartável e a seguir deve-se lavar imediatamente as mãos. 6. infecções respiratórias. lavável e de fácil higienização? Existem ralos sifonados com proteção telada? As paredes são de cor clara. Deve-se evitar experimentar a comida nas mãos ou com os dedos. (a) (b) (c) (d) (e) NORMA CORRETA SIM NÃO COMENTÁRIOS A ventilação do setor proporciona renovação do ar. material liso. lavável e de fácil higienização? As janelas são dotadas de telas? O teto é de cor clara. ouvidos ou cabelos enquanto se prepara os alimentos. panos de pratos. 4. 13. de fácil higienização e em bom estado de conservação? As prateleiras do setor obedecem uma distância de 25 cm do piso? Existem instalações sanitárias e vestiários exclusivos para os funcionários do setor de nutrição e dietética? Existem instalações adequadas para os funcionários guardarem suas roupas e pertences? Uniforme dos funcionários: Uniformes de cor clara Uniformes em bom estado de conservação Uniformes lavados e trocados diariamente Avental plástico Calçados fechados Touca. rachaduras. cutâneas ou oculares são afastados de suas atividades temporariamente? Os funcionários realizam exames médicos admissionais e periódicos? Os funcionários têm conhecimentos sobre as regras de higiene alimentar abaixo (o conjunto deste item vale 1 ponto no total. material liso. umidade. bolor e descascamento? As portas são de cor clara. 8. 96 . de fácil higienização e em bom estado de conservação? Os armários do setor são de cor clara. 14. Deve-se evitar espirrar ou tossir sobre os alimentos: ao tossir ou espirrar. gorro ou similar Ausência de acessórios e adereços Manipuladores de alimentos com diarréia. 16. 1. lavável.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ROTEIRO DE INSPEÇÃO DO SETOR DE NUTRIÇÃO E DIETÉTICA HOSPITAL: DATA: / / 20 . lavável e de fácil higienização? O teto é isento de vazamentos. (h) (i) (j) (k) (l) (m) (n) 15. material liso. Deve-se evitar enxugar o suor com as mãos. na boca. 7. 9. o funcionário deve afastar-se do produto. 17. conforto térmico e ambiente isento de fumaças? O setor é equipado de exaustores? O piso é de cor clara. 12.

36. Deve-se evitar provar alimentos com talheres e voltar a colocar o talher dentro da panela.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS (f) (g) (h) (i) (j) (k) (l) 18. lavados com água e detergente e enxagüados com hipoclorito de sódio a 200 ppm? Semanalmente é realizada uma lavagem terminal no setor? A coifa é limpa semanalmente? Geladeiras. 33. 21. 37. Deve-se evitar usar unhas pintadas e compridas. 41. Deve-se evitar fumar no local de preparo dos alimentos. 34. 31. 24. 19. 26. liso e de fácil higienização? A área para a recepção das mercadorias possui cobertura para a proteção dos alimentos na hora da entrega? A área para a recepção das mercadorias possui área suficiente para acomodar as mercadorias no momento do recebimento? A área para a recepção das mercadorias possui tanque para pré-higienização de verduras e frutas antes de seu armazenamento? Existe uma área para armazenamento dos produtos alimentares? A área para armazenamento possui condicionamento da temperatura ambiente em torno de 26 °C? A área para armazenamento possui piso de cor clara. 38. 25. 39. Bancadas e mesas de apoio são lavadas com água e detergente neutro e desinfetadas com hipoclorito de sódio a 200 ppm? É evitado a varredura a seco na área de manipulação e processamento dos alimentos? O piso é lavado diariamente com água e detergente neutro e desinfetadas com hipoclorito de sódio a 200 ppm? Os ralos são limpos diariamente. 30. etc. 40. 28. freezers e carros prateleiras possuem uma programação periódica de higienização? O lixo é acondicionado em recipientes revestidos com sacos de lixo e tampados? O lixo é retirado para não permanecer à noite dentro do setor? Existe área para depósito do material de limpeza (rodos. 29. 35. NORMA CORRETA Deve-se evitar fazer uso de utensílios sujos. Deve-se evitar fazer serviço de limpeza e manipular os alimentos ao mesmo tempo. de fácil higienização e em bom estado de conservação? SIM NÃO COMENTÁRIOS 97 . Deve-se evitar enxugar as mãos no avental ou em panos. 27. 20. baldes. lavável. 23. 32. 22.)? É realizado desinsetização e desratização periódicas? É impedida a presença de animais domésticos no setor? É realizado controle microbiológico semestral da água? É realizado a higienização da caixa d’água semestralmente? Existe área para recepção das mercadorias? A área para a recepção das mercadorias é situada em local externo? A área para a recepção das mercadorias é de fácil acesso aos fornecedores? A área para a recepção das mercadorias possui piso e paredes resvestidos de material de cor clara. Deve-se evitar manipular dinheiro durante o preparo dos alimentos. de material liso.

Equipamentos como liquidificadores. verduras e frutas. A área para armazenamento possui estrados no piso? 45. batedeiras. O procedimento de higienização destes utensílios envolve sua lavagem com água e detergente. lavável.. Caso não exista uma área para processamento de cada gênero. Cada área destas possui sistema para a higienização das mãos específico para esta finalidade? 50. são desmontados para uma higienização adequada? 60. Existe uma área própria para refrigeradores e freezers? 47. de material liso. Frutas e verduras são lavadas em água corrente. Esta área possui um sistema completo e específico para higienização das mãos? 56.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NORMA CORRETA 42. O sistema de higienização das mãos possui: (a) Pia (b) Água corrente (c) Saboneteira para sabão líquido (d) Papel-toalha (e) Cesto de lixo com tampa acionada por pedal 50. uma a uma. Cada uma destas áreas possui bancada provida de pia. de fácil higienização e em bom estado de conservação? 43. insetos e roedores)? SIM NÃO COMENTÁRIOS RESULTADO: taxa de adequação às normas de controle de infecções hospitalares: % 98 . Existe uma área específica para higienização dos utensílios? A área de higienização dos utensílios dispõe de: (a) Cubas profundas (b) Água corrente (c) Local para dispor os utensílios que aguardam higienização (d) Local para a permanência dos utensílios limpos durante a secagem? 57. alimentos cozidos)? 48. imersão em solução de hipoclorito de sódio a 200 ppm por 15 minutos e secar naturalmente sem uso de panos? 59. Evita-se guardar produtos de limpeza na área de armazenamento? 46. de fácil higienização e em bom estado de conservação? 44. massas e sobremesas. Ausência de freezers e refrigeradores na área de cocção dos alimentos? 55. é realizado a limpeza e desinfecção rigorosa da bancada após o manuseio de cada tipo de alimento? 51. Ovos e sacos de leite são lavados com água e detergente antes de serem usados? 53. imersos em solução de hipoclorito de sódio a 200 ppm por 15 minutos e enxagüados em água corrente? 52. de fácil higienização. A área para armazenamento possui prateleiras. Os utensílios são armazenados de forma adequada após a higienização (local exclusivo. protegido contra poeira. lavável. O setor possui uma área específica para a cocção de alimentos? 54. A área para armazenamento possui paredes de cor clara. Existe uma área separada para o processamento de cada gênero alimentício (carnes cruas. de material liso. Os utensílios utilizados para o preparo dos alimentos são higienizados antes e após cada procedimento? 58. etc. confeccionada em material liso e de fácil higienização? 49.

ambu e reservatório de oxigênio) são higienizados após cada uso? (água e detergente + glutaraldeído 2% por 30 minutos) As traquéias do CPAP nasal são higienizados após cada uso? (água e detergente + glutaraldeído 2% por 30 minutos) As cânula de Guedel são higienizados após cada uso? (água e detergente + glutaraldeído 2% por 30 minutos) Tubos endotraqueais são descartáveis? As lâminas de laringoscópio são higienizados após cada uso? (água e detergente + glutaraldeído 2% por 30 minutos) 99 . 11. 10. varicela e hepatite B (ou teve sua imunidade para estas viroses avaliada)? É exigido o uso de avental nas seguintes situações: Ao manusear o RN fora da incubadora? Quando o RN estiver em isolamento de contato? Ao carregar. 18. anéis e relógios lavagem das mãos (supervisionada) O chão é limpo diariamente? É realizada limpeza terminal do berçário semanalmente? Estetoscópios. 2. 3. (a) (b) (c) 9. 12. 16. 13. 20. 5. 15. 21. 6. liso e lavável? Existem pias específicas para a lavagem das mãos equipadas com papel-toalha e lixeiras com tampas acionadas com pedal? Obedecida a distância mínima de 1 metro entre as incubadoras? Existe uma auxiliar de enfermagem para cada 3 a 4 RN? A equipe recebeu vacinação para rubéola. paredes e portas do berçário revestidos de material de cor clara. NORMA CORRETA SIM Piso. 14. 17. (a) (b) (c) 7. 8. termômetros e outros aparelhos de uso rotineiro são de uso exclusivo para cada RN? Existem normas escritas sobre os tipos de isolamento? As pias e bancadas são higienizadas diariamente e após contaminação? (água e detergente + álcool 70%) As incubadoras são higienizadas diariamente e após contaminação? (água e detergente + álcool 70%) As balanças são higienizadas diariamente e após contaminação? (água e detergente + álcool 70%) Os halos de oxigênio são higienizadas diariamente e após contaminação? (água e detergente + álcool 70%) Conjunto de ressuscitação (máscara. segurar e amamentar o RN? O avental é descartado após o uso ou mantido exclusivamente para um único RN. 4. 19. sendo trocado a cada 12 horas? As visitas são orientadas em relação a: usar gorros retirar pulseiras.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ROTEIRO DE INSPEÇÃO DO SETOR DE NEONATOLOGIA HOSPITAL: DATA: / / 20 . NÃO COMENTÁRIOS 1.

Os frascos de aspiração e látex são higienizados com água e detergente diariamente e esterilizados em autoclave entre pacientes diferentes? 20. Máscaras e copos para nebulização são higienizados após cada uso? (água e sabão + hipoclorito a 0. No alojamento conjunto os berços estão juntos ao leito da mãe e distanciados por 60 cm dos outros leitos? 27.1% por 30 minutos) 23. Os processos de desinfecção e esterilização são centralizados na Central de Material Esterilizado? 24. Os circuitos de respiradores são higienizados após cada uso? (água e detergente + glutaraldeído 2% por 30 minutos) 19. As cubas dos berços do alojamento conjunto são de acrílico ou outro material de fácil higienização e desinfecção? 28.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NORMA CORRETA 22. Existe área específica para assistência do RN após o parto? 26. O coto umbilical é cuidado apenas com curativo seco na rotina? SIM NÃO COMENTÁRIOS RESULTADO: Taxa de adequação às normas de controle de infecções hospitalares: % 100 . Existem isolamentos na maternidade? 29. É realizada a profilaxia adequada para oftalmia neonatorum? 25.

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Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS 103 .

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