NORMAS EM CONTROLE DE INFECÇÕES HOSPITALARES

Comissão de Controle de Infecção Hospitalar - CCIH

Teresina 2003

INTRODUÇÃO
Transportai um punhado de terra todos os dias e fareis uma montanha. (Confúcio)

O exercício do controle de infecções hospitalares é uma manifestação da excelência de um serviço, sendo esta diretamente proporcional ao nível de qualidade do citado controle. Conseqüentemente, uma instituição que zela pelo controle das infecções hospitalares oferece um serviço de melhor padrão aos seus usuários. Este manual é o resultado de uma iniciativa da Fundação Municipal de Saúde em implantar o Programa de Controle de Infecções Hospitalares em seus Estabelecimentos de Saúde. O manual intitula-se Normas em Controle de Infecções Hospitalares e resume o que os componentes da Comissão de Controle de Infecções Hospitalares da Fundação Municipal de Saúde (CCIH-FMS) puderam compilar tendo como referências livros, portarias, guias, manuais e demais publicações sobre o assunto. Houve o cuidado, como pode ser percebido nas bibliografias consultadas, em consultar-se material científico publicado por instituições de grande credibilidade e em utilizar-se das publicações mais atuais possíveis. O controle das infecções hospitalares é, em primeira instância, realizado no dia-a-dia de trabalho de cada profissional, cabendo à CCIH o trabalho de educar de forma continuada e estruturar de forma organizacional este controle. A CCIH-FMS tem como objetivo, com esta compilação, oferecer aos administradores hospitalares e profissionais de saúde um guia prático, confiável e de consulta rápida, possibilitando-os à implantação de normas mundialmente recomendadas em seus serviços.

Comissão de Controle de Infecção Hospitalar Fundação Municipal de Saúde
Dr. Kelson Nobre Veras Médico Infectologista Mestre em Doenças Infecciosas Dr. Francisco Eugênio Deusdará de Alexandria Médico Infectologista Dra. Ana Luiza Eulálio Dantas Farmacêutica – Bioquímica

ÍNDICE
INFECÇÃO HOSPITALAR __________________________________________________________1 HIGIENIZAÇÃO HOSPITALAR______________________________________________________4 LIXO HOSPITALAR ________________________________________________________________7 ESTERILIZAÇÃO E DESINFECÇÃO ________________________________________________13 LAVANDERIA HOSPITALAR_______________________________________________________22 NORMAS DE HIGIENE ALIMENTAR PARA O SETOR DE NUTRIÇÃO E DIETÉTICA ____27 ACIDENTES OCUPACIONAIS COM FLUIDOS ORGÂNICOS___________________________34 PREVENÇÃO DE PNEUMONIA NOSOCOMIAL ______________________________________40 PREVENÇÃO DE INFECÇÕES DO TRATO URINÁRIO ________________________________43 PREVENÇÃO DA INFECÇÃO DA FERIDA CIRÚRGICA _______________________________47 PREVENÇÃO DAS INFECÇÕES ASSOCIADAS A CATETERES INTRAVASCULARES ____53 PREVENÇÃO DE INFECÇÕES HOSPITALARES NEONATAIS _________________________57 PRECAUÇÕES PARA O CONTROLE DE INFECÇÕES NO SERVIÇO DE ODONTOLOGIA_60 PRECAUÇÕES E ISOLAMENTO DE PACIENTES COM DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS ___________________________________________________________________64 PADRONIZAÇÃO DE SOLUÇÕES ANTISSÉPTICAS __________________________________68 NORMAS PARA REALIZAÇÃO DE CURATIVOS _____________________________________70 NORMAS PARA COLETA DE MATERIAIS PARA CULTURA __________________________73 HIGIENIZAÇÃO DA CAIXA D’ÁGUA________________________________________________77 ANEXOS _________________________________________________________________________78 FICHA DE NOTIFICAÇÃO E ACOMPANHAMENTO DE ACIDENTES OCUPACIONAIS _____79 FICHA DE NOTIFICAÇÃO DE USO DE ANTIBIÓTICOS ________________________________81 NOTIFICAÇÃO DE INFECÇÕES COMUNITÁRIAS E HOSPITALARES____________________81 NOTIFICAÇÃO DE INFECÇÕES DE SÍTIO CIRÚRGICO ________________________________83 NOTIFICAÇÃO DE PROCEDIMENTOS DE RISCO _____________________________________84 ROTEIRO DE INSPEÇÃO DE ARQUITETURA HOSPITALAR____________________________85 ROTEIRO DE INSPEÇÃO DO SETOR DE LIMPEZA HOSPITALAR _______________________89 ROTEIRO DE INSPEÇÃO DO SETOR DE LAVANDERIA HOSPITALAR ___________________92 ROTEIRO DE INSPEÇÃO DA CENTRAL DE MATERIAL ESTERILIZADO _________________94 ROTEIRO DE INSPEÇÃO DO SETOR DE NUTRIÇÃO E DIETÉTICA ______________________96 ROTEIRO DE INSPEÇÃO DO SETOR DE NEONATOLOGIA _____________________________99 BIBLIOGRAFIA CONSULTADA ___________________________________________________101

3. considera-se infecção hospitalar se a infecção for detectada até o valor máximo do período de incubação. considera-se. após a alta do paciente. o caso deverá ser considerado como hospitalar. É considerada hospitalar se o tempo de hospitalização do paciente superar a duração mínima do período de incubação. o prazo é de 72 horas após a retirada do procedimento. cuja aquisição por via transplacentária é conhecida ou foi comprovada e que tornou-se evidente logo após o nascimento (exemplo: herpes simples. quando associadas a procedimentos invasivos diagnósticos e/ou terapêuticos. Exemplo: • Uma varicela detectada 21 dias após a alta hospitalar é considerada como infecção hospitalar. Para as infecções que não têm período de incubação conhecido. realizados previamente. Exemplo: • O período de incubação da varicela varia entre 15 a 21 dias. são também consideradas comunitárias todas as infecções de recém-nascidos associadas com bolsa rota superior a 24 horas. Adicionalmente. toxoplasmose. • para os demais procedimentos. É a infecção constatada ou em incubação no ato de admissão do paciente. na mesma topografia da infecção. seguido do agravamento das condições clínicas do paciente. pois a mesma poderia ter sido contraída no hospital e ainda estar em incubação até o momento do diagnóstico. rubéola. 2. deve-se correlacionar o tempo de hospitalização com o de incubação. Estas convenções foram estabelecidas para aumentar ao máximo a sensibilidade da detecção das infecções hospitalares. a menos que haja troca de microrganismo ou sinais ou sintomas fortemente sugestivo da aquisição de nova infecção. se identificarmos uma varicela no 16o dia de internação de um paciente. sífilis e AIDS). como expresso acima. aquela diagnosticada 72 horas após a internação do paciente. Os critérios para o diagnóstico das infecções hospitalares no paciente submetido a um procedimento invasivo no hospital. Também são consideradas hospitalares aquelas infecções manifestadas antes de se completar 72 horas da internação. • infecção de sítio cirúrgico que se manifesta até 30 dias após o procedimento e até 1 ano após o mesmo quando há implante de prótese. Entretanto. As infecções associadas a complicações ou extensão da infecção já presente na admissão. São também comunitárias: 1. ela será considerada hospitalar. desde que não relacionada com internação anterior no mesmo hospital. • As infecções que se manifestam até 72 horas após a alta do paciente são consideradas hospitalares quando seu período de incubação não for conhecido. incluindo a ventilação mecânica e os cateteres vasculares. citomegalovirose. como infecção hospitalar. Infecção Hospitalar. são os seguintes • infecção urinária que se desenvolve após cateterismo vesical pode ser classificada como hospitalar antes de decorridos 72 horas da internação. As doenças podem ainda estar no seu período de incubação no momento da internação. „ „ „ 1 . quando puder ser relacionada com a internação ou procedimentos hospitalares. Para se classificar uma infecção adquirida após a admissão. assim. É qualquer infecção adquirida após a internação do paciente e que se manifesta durante a internação ou mesmo após a alta. como as infecções urinárias e pneumonias. • infecção urinária que se manifesta até 7 dias após a retirada de sonda vesical. 2. Usa-se como critérios gerais: 1. Infecção em recém-nascido. Quando na mesma topografia em que foi diagnosticada infecção comunitária for isolado um germe diferente. Quando se desconhecer o período de incubação do microrganismo e não houver evidência clínica e/ou dado laboratorial de infecção no momento da admissão.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS INFECÇÃO HOSPITALAR DEFINIÇÃO Infecção comunitária. As infecções no recém-nascido são hospitalares. „ Nem todas as infecções diagnosticadas após a admissão são hospitalares. considera-se infecção hospitalar toda manifestação clínica de infecção que se apresentar 72 horas após a admissão. com exceção das transmitidas de forma transplacentária e aquelas associadas a bolsa rota superior a 24 horas.

a infecção é creditada à unidade em que for identificada. os critérios são: • quando é transferido sem o procedimento. TIPOS DE INFECÇÃO HOSPITALAR. • no caso de ventilação mecânica e cateteres intravasculares. utiliza-se o período de 72 horas para definir a unidade a qual será atribuída a infecção. espirrar ou assoar o nariz 9 Antes e após atender o paciente 9 Antes e após o término do dia de trabalho • Não sentar no leito do paciente (pode-se carregar germes para casa ou deixar germes no leito do doente) • Manter os cabelos compridos presos durante o manuseio do doente (em áreas críticas usar gorros) • Manter o avental sempre abotoado • Evitar o uso de jóias ao realizar procedimentos. a infecção não será correlacionada ao procedimento e será atribuída à nova unidade. a infecção será atribuída à nova unidade para a qual o paciente foi transferido somente se o diagnóstico for efetuado após 72 horas de transferência.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS „ „ Nas transferências entre unidades diferentes do mesmo hospital. • após 7 dias de retirada da sonda vesical. elas são possíveis fontes de germes • Seguir corretamente as normas técnicas na realização de qualquer procedimento • Ter boa higiene pessoal 2 . Ou seja. exceto cirurgia. e depois transferido para outra unidade do hospital. Se o paciente é submetido a procedimento invasivo. considera-se o intervalo de 7 dias após a retirada da sonda vesical para o diagnóstico de infecção urinária para atribuí-la à unidade que realizou o procedimento. o prazo é mantido em 72 horas. caso contrário a infecção será creditada à unidade anterior. As infecções hospitalares mais comuns são: • Infecção urinária • Infecção da ferida operatória • Pneumonia hospitalar • Infecção de pele e partes moles MEDIDAS GERAIS DE CONTROLE DAS INFECÇÕES HOSPITALARES • Lavar sempre as mãos 9 Após qualquer trabalho de limpeza 9 Ao verificar sujeira visível nas mãos 9 Antes e após utilizar o banheiro 9 Após tossir. • quando o paciente é transferido ainda com o procedimento. pois a continuidade da instrumentação torna sem valor a incubação de 72 horas.

sem riscos de acidentes 7. ƒ ƒ PREVENÇÃO DE EXPOSIÇÃO ACIDENTAL A SANGUE E OUTROS FLUIDOS ¾ ¾ ¾ Durante seu trabalho. bisturis.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS TRANSMISSÃO DE INFECÇÕES ♦ As principais formas de transmissão das infecções no hospital são: Através das mãos: caso não lavemos com freqüência as mãos. se estiver sendo manipulada grande quantidade de sangue ou outros líquidos corporais. A MAIORIA DOS PACIENTES INFECTADOS COM ESTES VÍRUS NÃO APRESENTAM SINTOMAS INICIALMENTE E PODEM TRANSMITIR ESTAS INFECÇÕES PRECAUÇÕES UNIVERSAIS: 1. Lavagem das mãos sempre que houver contato da pele com sangue e secreções de qualquer paciente 2. Desprezar agulhas. Realizar a limpeza. Usar máscara quando houver risco de contaminação da mucosa oral e nasal com respingos de sangue ou outras secreções 8.) ou contaminação da pele ou de mucosas com estes fluidos orgânicos Dentre os germes. Lavar as mãos após retirar as luvas (mesmo luvas de primeiro uso podem apresentar microfuros que permitem a passagem dos germes) 4. os que oferecem maior perigo são os vírus da hepatite B. vírus da hepatite C e vírus da imunodeficiência humana (HIV) NÃO ADIANTA TER CUIDADO APENAS COM PACIENTES QUE SABIDAMENTE TÊM ESTAS DOENÇAS. nas nossas mãos os germes pegam uma “carona” e podem ser levados diretamente ao paciente ou para suas roupas e objetos pessoais e daí para o paciente. lâminas e outros materiais perfurocortantes em depósito de paredes rígidas adequados. Usar avental no ambiente de trabalho (para não levar germes do hospital para casa nas suas roupas). deve-se usar avental impermeável 5. etc. desinfecção e esterilização adequada de materiais e do ambiente 3 . Através das secreções orgânicas: o sangue. Não reencapar. a urina. As ocorrências mais comuns são as perfurações com objetos pontiagudos contaminados (agulhas. as fezes. os germes aderem-se às nossas mãos à medida em que tocamos nas diversas superfícies do hospital. preencher estes recipientes somente até à linha demarcatória para que permitam seu fechamento adequado. os vômitos e todas as secreções dos pacientes podem conter germes e acidentes com estas secreções ou com equipamentos contaminados com estas podem transmitir doenças. Usar luvas ao manipular sangue e/ou secreções e sempre que houver possibilidade de contato com matéria orgânica 3. dobrar ou quebrar agulhas utilizadas 6. o profissional de saúde pode se contaminar acidentalmente com germes do paciente devido a exposição a sangue e outros fluidos orgânicos do mesmo.

). 4 . mas o risco de adquirir infecções é menor. diariamente. portanto. não há risco de transmissão de infecções. pela presença de pacientes com falhas em seus mecanismos de defesa imunológica ou devido à facilidade para transmissão de infecções. de forma geral. ƒ Enfermarias ƒ Ambulatórios ƒ Banheiros de pacientes 3. cada uma com características distintas e com um tipo de limpeza e material adequado a cada uma. Área Crítica „ São aquelas que apresentam maior risco de transmissão de infecções devido à realização de procedimentos invasivos. de roupas e arrumação em geral. fezes. Área Não-Crítica „ São todos os setores do hospital onde não há pacientes e. pus. instalações sanitárias. LIMPEZA CONCORRENTE „ É aquela realizada. e inclui a limpeza de pisos. urina. ƒ UTI ƒ Centro cirúrgico ƒ Sala de parto ƒ Berçário de alto risco ƒ Unidade de queimados ƒ Hemodiálise ƒ Isolamentos ƒ Laboratórios de patologia ƒ Cozinhas ƒ Lactários ƒ Lavanderia ƒ Central de Material Esterilizado 2.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS HIGIENIZAÇÃO HOSPITALAR ÁREAS HOSPITALARES „ O hospital é dividido em três áreas. etc. vômitos. 1. Área Semicrítica „ São aquelas onde se encontram pacientes. esvaziamento e troca de recipientes de lixo. superfícies de equipamentos e mobiliários. DESINFECÇÃO „ É a remoção de agentes infecciosos de uma superfície e deve ser realizada sempre que ocorrer a contaminação por matéria orgânica (sangue. ƒ Almoxarifado ƒ Escritórios ƒ Secretaria ƒ Serviços administrativos ƒ Farmácia ƒ Refeitórios ƒ Auditórios DEFINIÇÕES DE LIMPEZA E DESINFECÇÃO LIMPEZA „ É a remoção de toda sujeira local.

etc. ♦ Remover a solução suja com o rodo. inclusive camas. através de rotina e de vistoria contínua. ♦ Passar um pano seco enrolado no rodo para secar bem o chão. paredes. colocado em volta de um rodo. ♦ Passar o rodo com pano úmido. vidros. teto. ♦ Mudar a água pura sempre que necessário. com risco de contaminação de pacientes ou funcionários.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS LIMPEZA IMEDIATA „ Trata-se da limpeza que é realizada quando ocorre sujidade após a limpeza concorrente em áreas críticas e semicríticas. grades do arcondicionado. „ Exemplos onde esse tipo de limpeza ocorre com freqüência são o pronto-socorro e o ambulatório. banheiros e esvaziamento de lixo. LIMPEZA TERMINAL „ Trata-se de uma limpeza mais completa. embebido em água limpa para enxagüar bem o chão. 5 . „ A limpeza terminal da unidade de um paciente internado deverá ser realizada logo após a alta. sendo realizada nos três períodos do dia (manhã. àquela de origem orgânica. peitoris. luminárias. devido à alta rotatividade de atendimento. PRODUTOS UTILIZADOS NA LIMPEZA/DESINFECÇÃO AMBIENTAL Produto Solução de líquido neutro detergente Indicação Limpeza para sujidades remoção de Como Varredura úmida Hipoclorito de sódio a 1% Desinfecção de superfícies nãometálicas contaminadas com matéria orgânica Desinfecção metálicas de superfícies Deixar atuar por 10 minutos. janelas. „ A limpeza terminal do centro cirúrgico é realizada diariamente. tarde e noite). ♦ Limpar o local a ser lavado com a solução de água e detergente. após a programação de cirurgias do dia. portas. a técnica utilizada dependerá do tipo de sujidade e de seu risco de contaminação. transferência ou óbito do paciente. Limpeza de Pisos ♦ Utilizar dois baldes durante a limpeza: ƒ um com água pura ƒ um com solução de detergente neutro ♦ Retirar os detritos soltos com pano úmido e limpo. em qualquer período do dia. macas e colchões. abrangendo pisos. Álcool a 70% Fricção e secagem espontânea por três vezes consecutivas. equipamentos. varandas. principalmente. em locais de grande fluxo de pessoal e de procedimentos. ♦ Repetir o processo até que o pano fique bem limpo. quando observada através de vistoria contínua ou de solicitação. Retirar o excesso com pano úmido. mobiliários. „ Tal sujidade refere-se. „ Essa limpeza limita-se à remoção imediata dessa sujidade do local onde ela ocorreu e sua adequada dispensação. ♦ Limpar e guardar o equipamento. conforme a necessidade. LIMPEZA DE MANUTENÇÃO „ Limita-se principalmente ao piso.

10. no caso de superfícies metálicas. Iniciar a limpeza terminal pelo teto. 2. não representam risco significativo de transmissão de infecções. panos. Nunca toque uma maçaneta de porta com a mão enluvada. o procedimento a ser realizado nessas superfícies consiste apenas na limpeza conforme explicado acima. o piso. fezes. pias. dividir o corredor ao meio. além de sempre que necessário. As saboneteiras devem ser higienizadas cada vez que for feita a troca de sabão ou conforme a necessidade. lavar paredes. ♦ Exceções a esta regra incluem banheiros. ♦ Com o uso de luvas. balcões. 5. 6. Áreas críticas devem ser limpas. Retire a luva para abrir a porta ou abra o trinco com o auxílio do cotovelo. etc. 12. após cada procedimento de limpeza. comadre e papagaios. torneiras e piso e. no mínimo. porém com técnica rigorosa para garantir a retirada mecânica de sujidades. ♦ Encaminhar o pano usado para secagem da área para a lavanderia em saco plástico. teto. macas.) deverá ser limpo após o uso e guardado em local apropriado (depósito de material de limpeza – DML). Utilizar hipoclorito de sódio a 1% se houver contaminação com matéria orgânica. depois as paredes e. ♦ Proceder à limpeza de toda a área com a solução de detergente neutro. do lactário e da cozinha. escarro. Iniciar a limpeza da área menos contaminada para a mais contaminada. hipoclorito de sódio a 1% durante 10 minutos. em situações normais. no mínimo. paredes. ♦ Portanto. Todo material de limpeza (balde. Usar o equipamento de proteção individual (EPI): uniformes. Limpar em um único sentido e em linhas paralelas. portanto. ou álcool a 70% no caso de superfícies metálicas(camas. urina. ♦ Desprezar o papel ou pano em saco plástico branco leitoso próprio para uso hospitalar. ♦ Nestes locais pias. bancadas e pisos. o vaso sanitário. 7. laboratório. Todos os utensílios utilizados na limpeza das áreas críticas devem sofrer limpeza após o uso e permanecer no DML localizado no ambiente de trabalho. com água e sabão. ♦ Aplicar sobre a área. pus. lavar colchões. retirar o excesso da carga contaminante em papel absorvível ou panos de limpeza. FAÇA DA LAVAGEM DAS MÃOS UM HÁBITO. 3. REGRAS BÁSICAS PARA LIMPEZA E DESINFECÇÃO 1. piso. 8. mesas. cadeiras.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Desinfecção de Baixo Nível de Superfícies ♦ Segundo o Ministério da Saúde (Portaria 930/92). não podendo abandonar o setor até o fim do expediente. 4. O instrumental e o material utilizado para a limpeza das áreas críticas devem ser exclusivos para o setor. 14. sanitários. as superfícies. enfermarias e salas cirúrgicas. por último. por último. enquanto se procede à limpeza do outro. 9. onde será desprezada toda a água suja (contaminada). posto de enfermagem e a área de recepção de material e expurgo da Central de Material Esterilizado. 15. LAVAR AS MÃOS ANTES E APÓS CADA TAREFA. ♦ Hipoclorito de sódio a 250 ppm: 25 mL de hipoclorito a 1% em 975 mL de água. uma vez ao dia. luvas e sapatos impermeáveis. nunca em movimentos de vaivém. da lavanderia. vassoura. No banheiro. a redução da população microbiana no ambiente e evitar a veiculação dos microrganismos porventura existentes. etc. O funcionário responsável por estas áreas deve permanecer no local de trabalho. Na limpeza terminal de apartamentos. Desinfecção após Contaminação de Superfícies com Matéria Infectante ♦ Deve ser realizada sempre que houver contaminação de uma superfície com matéria orgânica potencialmente infectante. 11. devem ser descontaminados com hipoclorito de sódio a 250 ppm ou álcool a 70o. mesmo de áreas críticas e semicríticas.): ƒ Usar o hipoclorito de sódio a 1% no caso de superfícies não-metálicas. telefones) ƒ A higienização hospitalar é feita. ♦ Remover o desinfetante com pano molhado. duas vezes ao dia. 12. Utilizar álcool a 70% na desinfecção das superfícies metálicas. portas e janelas com detergente líquido neutro. Quando ocorrer contaminação de superfícies com matéria orgânica (sangue. 6 . deixando uma área livre para o trânsito de pessoal. suporte de soro. 13. e sempre que necessário. Ao lavar os corredores. ♦ Secar bem a área com pano limpo. Áreas semicríticas devem ser limpas. ficando as soluções desinfetantes para uso somente quando há contaminação com matéria orgânica.

que não tenham mais valor científico ou legal. de centros de experimentação. 2. não é considerado resíduo. exceto os hemoderivados. indumentária que tiveram contato com os agentes acima identificados). com suspeita de contaminação com proteína priônica. Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde é o documento que aponta e descreve as ações relativas ao manejo dos resíduos sólidos. A6 – kits de linhas arteriais endovenosas e dialisadores. tratamento e destinação final destes resíduos. resíduos de laboratórios de engenharia genética.resíduos contendo substâncias químicas que apresentam risco à saúde pública ou ao meio ambiente. independente de suas características de inflamabilidade. A6 – órgãos. Fazer constar nos termos de licitação e de contratação sobre os serviços referentes ao tema desta Resolução e seu Regulamento Técnico.ANVISA. acondicionamento. kits de aférese A3 – peças anatômicas (tecidos. GRUPO B (QUÍMICOS) . contemplando os aspectos referentes à geração. dos funcionários. as exigências de comprovação de capacitação e treinamento dos funcionários das firmas prestadoras de serviço de limpeza e conservação que pretendam atuar nos estabelecimentos de saúde. RDC 50/2002. corrosividade. GRUPO C (REJEITOS RADIOATIVOS) 7 . que apresentem relevância epidemiológica e risco de disseminação. quando descartados. A1 –. segregação. reatividade e toxicidade. O cadáver. transporte. A2 – bolsas contendo sangue ou hemocomponentes com volume residual superior a 50 ml. produto de fecundação sem sinais vitais. legislação ambiental e outras orientações contidas neste Regulamento.culturas e estoques de agentes infecciosos de laboratórios industriais e de pesquisa. TIPOS DE LIXO GRUPO A (POTENCIALMENTE INFECTANTES) .Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS LIXO HOSPITALAR INTRODUÇÃO É de responsabilidade dos dirigentes dos estabelecimentos geradores de RSS: 1. peças anatômicas e vísceras de animais provenientes de estabelecimentos de tratamento de saúde animal. membros e órgãos) do ser humano. 3. bem como no transporte. armazenamento. inoculação ou mistura de culturas. por suas características de maior virulência ou concentração. e/ou quando não houver requisição prévia pelo paciente ou seus familiares. A definição do Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde – PGRSS referente ao estabelecimento sob sua responsabilidade. tecidos e fluidos orgânicos com suspeita de contaminação com proteína priônica e resíduos sólidos resultantes da atenção à saúde de indivíduos ou animais com suspeita de contaminação com proteína priônica (materiais e instrumentais descartáveis.resíduos com a possível presença de agentes biológicos que. podem apresentar risco de infecção. de universidades. Cópia do PGRSS deve estar disponível para consulta sob solicitação da autoridade sanitária ou ambiental competente. resíduos de fabricação de produtos biológicos. de unidades de controle de zoonoses e de outros similares. A4 – carcaças. tratamento e destinação final. assim como camas desses animais e suas forrações. obedecendo a critérios técnicos. meios de cultura e instrumentais utilizados para transferência. e/ou quando não houver requisição prévia pela família. dos pacientes e do público em geral. coleta. com peso menor que 500 gramas ou estatura menor que 25 centímetros ou idade gestacional menor que 20 semanas. bem como a proteção à saúde pública. que não tenham mais valor científico ou legal. Filtros de ar e gases oriundos de áreas críticas. descarte de vacinas de microorganismos vivos ou atenuados. A5 – todos os resíduos provenientes de paciente que contenham ou sejam suspeitos de conter agentes Classe de Risco IV. observadas suas características. no âmbito dos estabelecimentos. conforme.

Botas: impermeáveis. 6. • espécimes de laboratório de análises clínicas e patologia clínica. tem de ser acondicionado próximo ao local de geração. com cantos arredondados e ser resistente ao tombamento. 7. Grupo E – PERFUROCORTANTES – são os objetos e instrumentos contendo cantos. solado antiderrapante. independente do volume coletado. capazes de cortar ou perfurar. gazes. cor clara. • papéis de uso sanitário e fraldas. • bolsas de coleta incompleta. Todas as lixeiras devem ser forradas com sacos plásticos. sendo obedecida a padronização das cores de saco para cada tipo de resíduo ♦ Lixo comum: saco plástico colorido ♦ Resíduos infectantes: saco plástico branco leitoso. Óculos protetores: para uso em situações com risco de respingos de material infectante. • embalagens em geral. resistente a ruptura e vazamento e impermeável. ROTINA DE GERENCIAMENTO DO LIXO HOSPITALAR „ Esta norma fixa os procedimentos exigíveis para garantir condições de higiene e segurança no processamento interno de resíduos infectantes. com tampa provida de sistema de abertura sem contato manual. de tecido resistente e cor clara. que tenham tido contato ou não com sangue. luvas. identificação e tratamento. resistentes. específico para uso pelos funcionários do serviço de limpeza. admite-se o uso de sapatos impermeáveis e resistentes. • cadáveres de animais. • sobras de alimentos não enquadrados na classificação A5 e A7. de PVC. de PVC. quando acompanhadas de agulha. esparadrapo. Os resíduos do grupo A devem estar contidos em recipiente de material lavável. 2. • resíduos provenientes das áreas administrativas.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS GRUPO D (RESÍDUOS COMUNS) – são todos os resíduos gerados nos serviços abrangidos por esta resolução que. especiais e comuns nos serviços de saúde. não enquadrados na classificação A5 e A7.RSU. ruptura e vazamento. • materiais passíveis de reciclagem. escalpes. • gesso. resistentes. compressas. bordas. • bolsas transfundidas vazias ou contendo menos de 50 ml de produto residual (sangue ou hemocomponentes). 4. • lâminas de barbear. de PVC e comprimento médio. Gorro: cor clara e de forma a manter os cabelos presos permanentemente e em sua totalidade. descartadas no local da coleta. assim como camas desses animais e suas forrações. em se tratando de resíduos infectantes o uso do gorro é obrigatório. ampolas de vidro. não necessitam de processos diferenciados relacionados ao acondicionamento. devendo ser considerados resíduos sólidos urbanos . pontos ou protuberâncias rígidas e agudas. lâminas e outros assemelhados provenientes de serviços de saúde. algodão. Máscara: do tipo respiratória. tipo semifacial e impermeável. 2. com exceção dos enquadrados na classificação A5 e A7. 1. bisturis. flores. antiderrapante e cano longo. 3. Uniforme: calça comprida e camisa com mangas. „ Descrição de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) Todos os EPI utilizados por pessoas que lidam com resíduos de serviço de saúde têm de ser desinfetados e lavados diariamente e sempre que ocorrer contaminação por contato com material infectantes. cor clara. Luvas: impermeáveis. por suas características. 4. podas e jardins. no momento de sua geração. agulhas. de forma a identificação com sua função. • resíduos de varrição. tecidos ou fluidos orgânicos. Geração e Segregação 1. Avental: impermeável. para funcionários da coleta interna I. equipo de soro e outros similares. Todo resíduo. 5. resistente à punctura. 3. quando não enquadrados na classificação A5 e A7. 8 . As unidades geradoras têm de dispor de número suficiente de recipientes para cada tipo de resíduo.

8.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS 5. os resíduos devem ser acondicionados e identificados como resíduos do tipo D. Os recipientes de transporte interno devem estar identificados com símbolo correspondente aos resíduos do Grupo A. A identificação dos sacos de armazenamento e dos recipientes de transporte poderá ser feita através de adesivos. fungos. ƒ ƒ ƒ Na identificação dos sacos. devem ser recolhidos e devolvidos às Secretarias de Saúde responsáveis pela distribuição. armazenamento temporário e tratamento será tratado segundo a classificação dos resíduos supracitada. resistentes à perfuração e à prova de vazamentos. identificação. em recipiente rígido. devem ser indicadas. com tampa e devidamente identificado. em equipamento compatível com Nível III de Inativação Microbiana (inativação de bactérias vegetativas. vírus lipofílicos e hidrofílicos. de modo a permitir seu correto fechamento. de forma a garantir o transporte seguro até a unidade de tratamento. desenho e contornos pretos. parasitas e micobactérias. 6. Os materiais pérfuro-cortantes devem ser acondicionados em recipientes rígidos que possam ser fechados. o manejo dos RSS nas fases de acondicionamento. RESÍDUOS DO GRUPO A Classificação A1 „ Estes resíduos não podem deixar a unidade geradora sem tratamento prévio. Manejo de Resíduos de Serviço de Saúde Para fins de aplicabilidade deste Regulamento. resistente à punctura. é o símbolo de substância infectante. com rótulos de fundo branco. Os sacos de lixo devem ser usados até quando dois terços de sua capacidade estiverem preenchidos. Todas as lixeiras. „ Se houver resíduo perfurocortante. stearothermophilus com redução igual ou maior que 4Log10). ruptura e vazamento. Identificação ƒ O símbolo que representa o GRUPO A. desde que seja garantida a resistência destes aos processos normais de manuseio dos sacos e recipientes. quando não puderem ser submetidos ao tratamento em seu local de geração. este deve ser submetido às orientações específicas para este resíduo. com exceção das utilizadas nas áreas não-críticas. „ Os resíduos resultantes de atividades de vacinação em massa. agulhas e seringas. 7. sendo proibido o seu esvaziamento ou reaproveitamento. ainda as anotações descritas abaixo de acordo com o tipo de resíduos: 9 resíduos do tipo A3: data e nome da unidade geradora. a inscrição de “PEÇAS ANATÔMICAS” 9 para os demais resíduos: data e nome da unidade geradora e a inscrição “RESÍDUO DE SERVIÇO DE SAÚDE”. „ Após o processo de descontaminação. As outras serão limpas sempre que apresentarem sujidade evidente ou semanalmente. „ Devem ser submetidos a descontaminação por autoclavação ou outros processos que vierem a ser validados para a obtenção de redução ou eliminação da carga microbiana. 9 . e inativação de esporos do B. As lixeiras das áreas críticas e todas aquelas que recebem resíduos infectantes devem ser higienizadas ao menos uma vez ao dia. „ Os resíduos devem ser inicialmente acondicionados de maneira compatível com o processo de descontaminação a ser utilizado. devem possuir tampa que as fechem hermeticamente para evitar a atração de insetos pelo odor do lixo. incluindo frascos de vacinas vazios com restos do produto.

„ Devem ser encaminhados diretamente para os Aterros Sanitários. „ Após o processo de descontaminação. „ As bolsas contendo sangue ou hemocomponentes. devem ser acondicionados em saco branco leitoso.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Classificação A2 „ Devem ser acondicionados em saco branco leitoso. ruptura e vazamento. as bolsas devem ser submetidas a processo de descontaminação por autoclavação ou serem submetidas a tratamento com tecnologia que reduza ou elimine a sua carga microbiana em equipamento compatível com Nível III de Inativação Microbiana (ver explicação no item anterior) e que desestruture as suas características físicas. „ Caso não haja a disponibilidade do tipo de destino final acima mencionado. de forma a garantir o transporte seguro até a unidade de tratamento. Classificação A7 „ Devem sempre ser encaminhados a sistema de incineração. As agulhas descartáveis devem ser desprezadas juntamente com as seringas. resistentes à punctura. os resíduos resultantes do tratamento devem ser acondicionados e identificados como resíduos do tipo D. Classificações A3 e A4 Devem ser acondicionados em saco branco leitoso. dentro da unidade. „ Caso o tratamento previsto no item acima venha a ser realizado fora da unidade geradora. Os resíduos do Grupo E devem ser encaminhados para destinação final em Aterro Sanitário. em qualquer tipo de destino final. „ Devem ser acondicionados em saco branco leitoso. quando descartáveis. „ sendo proibido reencapá-las ou proceder a sua retirada manualmente O símbolo que representa o GRUPO E. licenciado para este fim. sendo expressamente proibido o esvaziamento desses recipientes para o seu reaproveitamento. „ devidamente licenciado em órgão ambiental competente. em recipientes. resistente à punctura. não sendo admitido qualquer outro „ tipo de disposição final. rígidos. Posteriormente devem ser encaminhados a sistema de incineração. ou III – encaminhados para tratamento em equipamento que destrua as suas características morfológicas. ou II – encaminhados para enterramento em covas rasas em cemitério. do Município ou do Distrito Federal. acrescido da inscrição „ de RESÍDUO PERFUROCORTANTE. RESÍDUOS DO GRUPO E Os materiais perfurocortantes devem ser descartados separadamente. é o símbolo de substância infectante. no local de sua geração. imediatamente após o uso. Classificação A6 „ Não necessitam de tratamento previamente à sua disposição final. ruptura e vazamento. desde que haja acordo com órgão competente do Estado. o acondicionamento para transporte das bolsas contendo sangue ou hemocomponentes deve ser em recipiente rígido. indicando o risco que apresenta aquele resíduo. „ Após incineração devem ser encaminhados para aterros sanitários. de modo a se tornarem irreconhecíveis. com tampa e devidamente identificado. podendo ser: I – encaminhados para destinação final em Aterro Sanitário. Devem ser acondicionados em saco branco leitoso. Neste caso. vencidas. devidamente identificados. „ 10 . contaminadas ou com produto residual acima de 50 ml e os kits de aferese devem ser encaminhadas diretamente para os Aterros Sanitários. Classificação A5 „ Devem ser submetidos obrigatoriamente a processo de descontaminação por autoclavação. não podendo ser descartados diretamente. „ Todo manejo deste tipo de resíduo deve obedecer às normas de biossegurança para o nível Classe de Risco IV. com tampa.

Ao fechar o saco. De preferência esta área deverá ter piso e paredes revestidos com material liso. e otimizar o traslado entre os pontos geradores e o ponto destinado à apresentação para coleta externa. evitando-se coincidir com as refeições. retirando as luvas e colocando-as em local apropriado. Coleta Interna II 1. 4. central em relação a vários pontos de descarte e próxima a eles. resistente. No armazenamento temporário não é permitida a retirada dos sacos de resíduos de dentro dos recipientes ali estacionados. 4. 11. Após a coleta interna. principalmente no centro cirúrgico e unidade de terapia intensiva. 3. gorro. O transporte dos resíduos para o abrigo de resíduos deve ser sempre realizado pelos carros de coleta interna. danificados ou vazando devem ser colocados dentro de outro. além de abertura para ventilação. o funcionário deve lavar as mãos ainda enluvadas. 5. possuir piso com revestimento resistente à abrasão. O carro coletor para transporte interno deve ser exclusivo para esta finalidade. gorro. Utilizar EPI: uniforme. com a distribuição das roupas. regular. lavável e impermeável. 2. Os trabalhadores destacados para o serviço de coleta e transporte interno não devem realizar serviços de conservação e limpeza em outras unidades. superfície plana. o armazenamento temporário poderá ser dispensado. 5. Consiste na guarda temporária dos recipientes contendo os resíduos já acondicionados. Os carros coletores devem ser higienizados diariamente ou sempre que apresentar sinais de vazamento de resíduos. Armazenamento Temporário 1. 4.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Coleta Interna I 1. com válvula de dreno no fundo e cantos e arestas arredondados. horário de visitas ou outros momentos de maior fluxo de pessoas na unidade. 5. deve-se imediatamente realizar a desinfecção e limpeza simultânea do local. Os horários de coleta não devem prejudicar outras atividades. O funcionário deve lavar as mãos antes de calçar as luvas e depois de retirá-las. O trajeto para o traslado de resíduos desde a geração até o armazenamento externo deve permitir livre acesso dos recipientes coletores de resíduos. pode ser dispensado o uso de gorro e máscara. Não poderá ser feito armazenamento temporário com disposição direta dos sacos sobre o piso. No caso de acidente ou derramamento. É expressamente proibido esvaziar os sacos de resíduos de serviços de saúde. máscaras. Os recipientes são deixados nesta área. 10. 2. no que se refere à freqüência. NUNCA PRESSIONAR O CONTEÚDO DO RECIPIENTE COM MÃOS OU PÉS PARA EVITAR LESÕES COM PÉRFURO-CORTANTES. 6. Nunca transferir lixo de um recipiente para outro. com inclinação de acordo com a RDC da ANVISA N. Após a coleta interna o material pode ir sendo acumulado em uma área específica. com tampa basculante. até que haja número suficiente para transporte adequado até o abrigo de resíduos. 7. horário e demais exigências do serviço.º 50/2002. em local próximo aos pontos de geração. 2. Caso o volume de resíduos gerados e a distância entre o ponto de geração e o armazenamento final justifiquem. por no máximo 8 horas. 3. No manuseio de resíduo comum. luvas. retirar o excesso de ar. provido de rodas revestidas de material que impeça ruído. visando agilizar a coleta dentro do estabelecimento. 9. luvas e botas. 11 . A coleta interna tem de ser efetuada de acordo com as necessidades da unidade geradora. como plástico. quando necessária. O saco plástico deve ser fechado torcendo e amarrando a sua abertura com nó. sem antes tomar banho e trocar de roupa. feitos de material resistente e de fácil limpeza. Recipientes rompidos. antiderrapante e rampa. Os EPI utilizados pelo pessoal que realiza a coleta interna II são os mesmos usados na coleta interna I (uniforme. botas) com acréscimo de avental impermeável. 3. 8. fibra de vidro ou aço inox. máscara.

lavável e de fácil higienização. panos de chão e demais materiais destinados ao gerenciamento de resíduos de serviços de saúde. 7. de dimensão equivalente a. possuir cobertura com telhado. 8. 12 . tomada elétrica. equipamentos de limpeza ou qualquer outro objeto. O abrigo de resíduos deve possuir área específica de higienização para limpeza e desinfecção simultânea dos recipientes coletores e demais equipamentos utilizados no manejo de RSS. O funcionário deve usar o mesmo EPI da coleta interna II. com capacidade de armazenamento dimensionada de acordo com a periodicidade de coleta do sistema de limpeza urbana local. O abrigo deve ser identificado e restrito aos funcionários do gerenciamento de resíduos. carros coletores de resíduos. com aberturas para ventilação. O abrigo de higienização deve ser contíguo ao abrigo de resíduos. recipientes de suporte de sacos de resíduos. Consiste na guarda dos recipientes de resíduos até a realização da coleta externa. pás.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Armazenamento Externo 1. baldes. 9. com tela de proteção contra insetos . laváveis e de cor clara. O abrigo de resíduo não deve ser usado para guarda ou permanência de utensílios. materiais. no mínimo. O abrigo deve ter porta provida de tela de proteção contra roedores e vetores. piso e paredes resistentes. no mínimo. de largura compatível com as dimensões dos recipientes de coleta externa. acrescido de óculos protetores. denominado de abrigo de resíduos. ambientes separados para atender o armazenamento de recipientes de resíduos do GRUPO A e do GRUPO D. ponto de água com torneira baixa e alta. vassouras. O abrigo de resíduo deve ser higienizado (limpeza e desinfecção) após a coleta externa ou sempre que ocorrer derramamento. canaletas de escoamento de águas servidas direcionadas para a rede de esgotos do estabelecimento e ralo sifonado provido de tampa que permita a sua vedação. O abrigo de higienização consiste em local exclusivo para limpeza e higienização dos utensílios. impermeáveis. O abrigo de resíduos do Grupo A e D deve ser dimensionado de acordo com o volume de resíduos gerados. 5. Os recipientes de transporte interno não podem transitar pela via pública externa à edificação para terem acesso ao abrigo de resíduos. de fácil acesso aos recipientes de transporte e aos veículos coletores . deve ser construído em ambiente exclusivo. impermeável. 6. dimensões compatíveis com os equipamentos que serão submetidos à limpeza e higienização. pontos de iluminação e de água. providos de pontos de luz e tomada. tanque com torneira. 2. 3. canaletas de escoamento de águas servidas direcionadas para a rede de esgoto do estabelecimento e ralo sifonado com tampa que permita a sua vedação. sentido de abertura para fora. Abrigo de higienização 1. O piso deve ser revestido de material liso. 4. A limpeza e desinfecção devem ser diárias. 2. 1/20 (um vigésimo) da área do piso. em ambiente exclusivo com acesso facilitado para os veículos coletores. lavável e de fácil higienização. O fechamento deve ser constituído de alvenaria revestida de material liso. 3. 4. O armazenamento externo. com acesso externo facilitado à coleta. lisos. possuindo.

é realizada com hipoclorito de sódio a 0. Artigos Semicríticos: artigos que entram em contato com membranas mucosas intactas ou com a pele lesada.000 ppm) ambos com um tempo de exposição de 20 minutos ou mais. deve preceder qualquer processo de esterilização ou desinfecção. Estes artigos devem ser submetidos à desinfecção de alto nível.1% com tempo de exposição de 10 minutos ou com álcool a 70%. alimento. bactérias na forma vegetativa. pode ser realizada com hipoclorito de sódio a 0.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ESTERILIZAÇÃO E DESINFECÇÃO INTRODUÇÃO „ „ Os artigos de múltiplo uso em estabelecimentos de saúde podem transportar agentes infecciosos se não sofrerem processo de descontaminação após o uso entre um paciente e outro. otoscópios. mas é susceptível a outros microrganismos como o bacilo da tuberculose e vírus. se contaminados com qualquer tipo de microrganismo. Habitualmente a mucosa intacta é resistente à infecção por esporos bacterianos comuns. DEFINIÇÕES Limpeza: remoção de todo material estranho dos objetos (por exemplo: terra. sangue. Estes artigos devem ser esterilizados. Desinfecção: processo que elimina a maioria ou todos os microrganismos patogênicos. termômetro. CLASSIFICAÇÃO DOS ARTIGOS MÉDICOS Artigos Críticos: artigos com alto risco de causar infecção. Antissepsia: processo que elimina a maioria ou todos os microrganismos patogênicos. cateteres intravasculares. mas não destrói microrganismos resistentes como o bacilo da tuberculose e esporos bacterianos. materiais cirúrgicos.1% (1.01% (100 ppm) durante 10 minutos ou com álcool a 70%. colonoscópios. Esterilização: destruição ou eliminação completa de todas as formas de vida microbiana. pode ser realizada com glutaraldeído a 2% ou hipoclorito de sódio a 0. circuito de terapia respiratória. inclusive esporo bacteriano. artroscópios. roupas 13 . • • • Desinfecção de alto nível: destrói todos os microrganismos e alguns esporos. tubos endotraqueais circuito de anestesia. Exemplos: Instrumentos de fibra óptica (broncoscópios. são objetos que entram em contato com o sistema vascular ou com tecidos estéreis. espéculos vaginais. laparoscópios. A limpeza. exceto os esporos bacterianos de superfícies inanimadas. etc. agulhas.). alguns vírus e fungos. Desinfecção de baixo nível: mata a maioria das bactérias. desinfecção e esterilização adequadas dos diversos artigos médico-hospitalares é essencial na prevenção das infecções hospitalares. a maioria dos vírus e fungos. exceto os esporos bacterianos da pele e mucosas. Desinfecção de médio nível: inativa o bacilo da tuberculose. Artigos Não-críticos: artigos que entram em contato apenas com a pele íntegra. exceto esporos bacterianos. fezes. Exemplos: Estetoscópios. utensílios de refeição. Estes artigos podem apenas ser limpos ou submetidos à desinfecção de baixo nível. endoscópios). Exemplos: Implantes ou próteses.

Deve estar separada das demais através de uma barreira física. É necessário que haja uma barreira física separando a área limpa da contaminada. ainda. data e responsável • Fixar fita de controle químico na face externa do pacote a. controle químico Área limpa Esterilização Eliminação completa de todas as formas de vida microbiana dos artigos Área limpa Método • Lavagem manual ou mecânica. antiderrapante • Máscara antipartículas • Óculos protetores • Avental impermeável • Botas impermeáveis • Gorro • Uniforme • Gorro • Uniforme • Gorro Armazenamento Armazenar com garantia de preservação da esterilidade do material Área limpa c. Meio Químico Líquido • Glutaraldeído Os pacotes devem estar • Uniforme íntegros e secos. utilizando água+sabão ou imersão em solução desincrostante . • Desmontar equipamentos articulados • Enxágüe com água corrente potável • Idealmente o último enxagüe deve ser feito com água destilada (evitar desgaste dos materiais devido ao depósito de metais oriundos da água ou das tubulações • Secagem • Empacotar conforme indicado • Etiquetar. cano alto. Área Expurgo Função Receber materiais contaminados e executar processos de limpeza. identificação. identificando o material. A estrutura física da central de material deve prever. Classificação Área suja Preparo Empacotamento. 14 . Meio Químico Gasoso • Óxido de etileno • Pastilhas de formalina EPI • Luvas de borracha grossas. lavagem e secagem. de acesso restrito. um depósito para material de limpeza e vestiário com sanitários para funcionários. pias e bancadas de trabalho deve permitir um fluxo contínuo sem retrocesso e sem cruzamento do material limpo com o contaminado. resfriados • Gorro naturalmente nas autoclaves(não resfriar em bancadas. Meio Físico • Calor seco • Calor úmido sob pressão b. exclusivos.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ÁREAS DA CENTRAL DE MATERIAL ESTERILIZADO „ „ „ A disposição dos equipamentos. descontaminação. pois ocorre formação de umidade) Estocar em armários fechados.

Observar o tempo de exposição: • desinfecção: 30 minutos • esterilização: 10 horas 5. óculos. Preencher o interior das tubulações com auxílio de seringas. prazo de validade Retirar os artigos da solução com luva estéril Esterilização: enxágüe em água estéril com técnica asséptica(luvas e baldes estéreis). secagem. tornar-se alcalina através da adição de um agente alcalinizante (ativador) A vida média desta solução é de 14 a 28 dias Não misturar artigos de substâncias metálicas diferentes Contar o tempo após a imersão do último artigo Os recipientes devem conter volume suficiente da solução para imergir totalmente os artigos Os recipientes devem ficar bem tampados Identificar os recipientes por fora: solução. O glutaraldeído é excelente microbicida e é não-corrosivo para metais. secar com técnica asséptica e compressas estéreis ou com ar comprimido. plásticos e lentes • • • • • • • • • • EPI: máscara com filtro químico. Manter o recipiente fechado 4. a solução deve ser “ativada”. luva de borracha. se necessário 3. além de não alterar borrachas.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ESTERILIZAÇÃO E DESINFEÇÃO DE ALTO NÍVEL DE ARTIGOS MÉDICO-HOSPITALARES EM SOLUÇÃO DE GLUTARALDEÍDO A 2% Artigos utilizados • • Usar EPI Desmontar artigos articulados Lavar com água e sabão ou imergir em solução desincrostante Secagem Expurgo Limpeza • • Área limpa 1. Desinfecção: enxágüe com água potável. ou seja. avental impermeável Para se tornar esporocida. Imersão completa na solução 2. Acondicionar em campo estéril 15 Área limpa Enxágüe e secagem • Área limpa Acondicionamento • .

sempre na primeira carga do dia e ao término de qualquer manutenção realizada (preventiva ou corretiva) „ O pacote com o teste dever ser colocado no local de mais difícil acesso ao agente esterilizante (no caso. embalar em grupos com campo de algodão cru duplo Drenos: envelope de polipropileno (filme plástico) Luvas: papel grau cirúrgico Tecidos Vidros Borracha PROCESSO GERAL DE ESTERILIZAÇÃO EM AUTOCLAVE A VAPOR Processo Disposição dos pacotes dentro da autoclave Método • Empilhamento vertical • Não ultrapassar 2/3 da capacidade da câmara e não encostar nas paredes • Dispor os pacotes de forma intercalada.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ESTERILIZAÇÃO PELO CALOR ÚMIDO SATURADO SOB PRESSÃO (AUTOCLAVE) EMBALAGENS PARA ESTERILIZAÇÃO EM AUTOCLAVE A VAPOR Materiais Instrumentos Cirúrgicos Embalagens Caixa metálica. Teste da Fita de Autoclave „ Colocar uma fita de autoclave na face externa de cada pacote a ser esterilizado na autoclave. com espaço entre eles • Caixas metálicas devem estar deitadas e utilizadas somente sem a tampa ou perfuradas e recobertas com embalagem adequada (algodão cru. A seguir. pois ocorre a formação de umidade. iniciase a exposição dos materiais à esterilização. Colocar campo simples no interior da caixa. ocorre a admissão do vapor. „ Verificar a mudança da coloração do indicador químico. papel crepado) • Objetos côncavos devem ser colocados de boca para baixo Remoção do ar do interior da câmara e dos pacotes através de vácuo Após a exaustão do ar. Compreende três fases: • Tempo de penetração • Tempo de esterilização • Intervalo de confiança Aguardar 5 a 10 minutos. Não secar os materiais em bancadas fora da autoclave. 16 . acondicionar os materiais semi-abertos e cobri-los com as pontas do campo Campo de algodão cru duplo Embalar individualmente em campo simples. favorecendo a contaminação. próximo à válvula de exaustão do vapor). Remoção Admissão do vapor Exaustão do vapor Secagem da carga MONITORIZAÇÃO Teste biológico „ Realizado semanalmente.

ARMAZENAMENTO „ Um correto processo de esterilização só acontece quando se completa com eficácia e segurança o armazenamento do material. „ O material esterilizado deve ficar em local próprio e limpo. obtendo-se uma pilha de 25 a 28 cm de altura.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Teste de Bowie-Dick (modificado) „ Avalia a adequação da etapa de remoção do ar da câmara interna da autoclave. de cerca de 24 x 30 cm. „ Empilhar campos de 0. „ Colocar a folha com a fita de autoclave no centro geométrico desta pilha. de acordo com as especificações do fabricante. na parte inferior e na frente. „ Efetuar a operação de pré-vácuo da câmara.90 x 0. com intervalos de pelo menos 30 cm do chão e 50 cm do teto. separado dos demais. não absorvente. ESTOQUE E VALIDADE DA ESTERILIZAÇÃO Invólucros Tecido de algodão simples (duas camadas costuradas nas pontas) Tecido de algodão duplo Papel crepado simples Tecido de algodão simples + papel simples Envelope de polipropileno Condições de estoque Armário aberto Armário fechado Armário aberto Armário fechado Armário aberto Armário fechado Armário aberto Armário aberto Prazo de validade (dias) 3-14 14-21 28-56 56-77 28-49 > 63 77-98 5 anos 17 . comprova-se a presença de ar residual na câmara interna e a autoclave deve ser interditada para avaliar o funcionamento da bomba de vácuo. „ Recomenda-se que o teste de Bowie-Dick seja feito no primeiro ciclo do dia. „ Sua disposição deve ser preferencialmente em prateleiras com portas de fácil limpeza. e autoclavar o teste a 134-137 °C durante exatamente 3 minutos e meio. ou seja. „ Se a fita estiver pálida em sua região central. „ Este teste pode ser improvisado com o uso de fita para autoclave colado em cruz cobrindo toda uma folha de papel encerado. o ambiente deve ser climatizado para se obter uma temperatura em torno de 25 °C. em local onde o acesso do vapor é mais difícil. „ Colocar somente o pacote-teste na autoclave.60 cm em número de 24 a 36 campos. „ Empacotar normalmente e identificar como “pacote-teste”. „ É necessário que a circulação do pessoal seja restrita! „ Em nossa região geográfica.

TEMPO DE TROCA DE TROCA DA SOLUÇÃO: 15 DIAS APÓS ATIVAÇÃO. BASTA ATIVÁ-LO.02% 60 MINUTOS FRICCIONAR E DEIXAR SECAR TRÊS VEZES CONSECUTIVAS DESINFECÇÃO DE ALTO NÍVEL COM GLUTARALDEÍDO EM CASO DE CONTAMINAÇÃO COM MATÉRIA ORGÂNICA ENXAGÜE COPIOSO COM ÁGUA POTÁVEL 18 . RETIRAR ARTIGOS DA SOLUÇÃO COM LUVAS ESTÉREIS.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS PADRONIZAÇÃO DE DESINFECÇÃO E ESTERILIZAÇÃO DE ARTIGOS DISPOSITIVOS RESPIRATÓRIOS ARTIGO MÁSCARAS DE AMBU E MACRONEBULIZAÇÃO VÁLVULAS DE AMBU COM COMPONENTE METÁLICO CÂNULA OROFARÍNGEA LÂMINA DE LARINGOSCÓPIO (sem lâmpada) TUBO OROTRAQUEAL CIRCUITOS DE RESPIRADORES CONEXÕES E ACESSÓRIOS DE RESPIRADORES REPROCESSAMENTO GLUTARALDEÍDO A 2% TEMPO 30 MINUTOS • • GLUTARALDEÍDO A 2% GLUTARALDEÍDO A 2% GLUTARALDEÍDO A 2% GLUTARALDEÍDO A 2% GLUTARALDEÍDO A 2% 30 MINUTOS 30 MINUTOS 30 MINUTOS 30 MINUTOS 30 MINUTOS • • • CIRCUITOS DE CPAP NASAL GLUTARALDEÍDO A 2% 30 MINUTOS • COMENTÁRIOS GLUTARALDEÍDO É PRONTO USO. ENXAGÜE COPIOSO COM ÁGUA POTÁVEL. SECAGEM COM AR COMPRIMIDO AUTOCLAVE (METÁLICA) CÂNULA DE TRAQUEOSTOMIA GLUTARALDEÍDO A 2% (PLÁSTICA) AUTOCLAVE AUTOCLAVE ÁLCOOL A 70% 30 MINUTOS FRASCOS DE ASPIRAÇÃO LÁTEX PARA ASPIRAÇÃO CABO DE LARINGOSCÓPIO AMBU LAVAGEM COM ÁGUA E SABÃO MÁSCARA E COPO DE NEBULIZAÇÃO HIPOCLORITO DE SÓDIO A 0. ACONDICIONAR ARTIGOS EMBALADOS EM CAMPOS ESTÉREIS EM RECIPIENTE FECHADO.

ENXAGÜAR COM ÁGUA FERVIDA COPOS DE MAMADEIRAS E CHUCAS BICOS DE MAMADEIRAS 10 MINUTOS SONDAS PARA DIETA ENTERAL HIPOCLORITO DE SÓDIO A 0.1% 20 MINUTOS ESFIGMOMANÔMETRO ALMOTOLIAS SEMANALMENTE INICIAR A CONTAGEM DO TEMPO DE FERVURA QUANDO A ÁGUA ESTIVER EM EBULIÇÃO ENXAGÜAR EM ÁGUA FERVIDA .Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS PADRONIZAÇÃO DE DESINFECÇÃO E ESTERILIZAÇÃO DE ARTIGOS INSTRUMENTAL CIRÚRGICO E OUTROS ARTIGOS ARTIGO REPROCESSAMENTO INSTRUMENTAL CIRÚRGICO AUTOCLAVE METÁLICO AGULHAS METÁLICAS AUTOCLAVE ELETROCAUTÉRIO AUTOCLAVE PONTAS DE CRIOCAUTÉRIO AUTOCLAVE TECIDO PARA PROCEDIMENTO AUTOCLAVE CIRÚRGICO AUTOCLAVE ESPÉCULO VAGINAL (metálico) OU GLUTARALDEÍDO A 2% COMADRES E PAPAGAIOS ÁLCOOL A 70% TEMPO COMENTÁRIOS 30 MINUTOS FRICCIONAR E DEIXAR SECAR TRÊS VEZES CONSECUTIVAS FRICCIONAR E DEIXAR SECAR TRÊS VEZES CONSECUTIVAS FRICCIONAR E DEIXAR SECAR TRÊS VEZES CONSECUTIVAS TERMÔMETRO ÁLCOOL A 70% ESTETOSCÓPIO ÁLCOOL A 70% LAVAGEM DO MANGUITO COM ÁGUA E SABÃO LAVAGEM COM ÁGUA E SABÃO FERVURA OU ESTERILIZAÇÃO EM AUTOCLAVE HIPOCLORITO DE SÓDIO A 0.PREENCHER TODA A LUZ DA SONDA .1% 10 MINUTOS 19 .

incluindo máscaras. 11.000 ppm): • Vr = (Cf x Vf) ÷ Ci • Vr = (200 x 1000 mL) ÷ 10000 = 200000 ÷ 10000 = 20 mL (retirar 20 mL da solução de hipoclorito a 1% e acrescentar a 980 mL de água para se obter 1 litro da solução a 200 ppm). As tubulações devem ter todo seu lúmen preenchido com a solução.000 ppm). retirar todo o material com luvas e enxaguar copiosamente com água corrente. 2. para garantir a desinfecção de toda a superfície interna. 10.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS LIMPEZA E DESINFECÇÃO DOS ARTIGOS UTILIZADOS EM TERAPIA INALATÓRIA „ Tais procedimentos visam a eliminação do risco de transmissão de patógenos respiratórios para os pacientes durante o uso dos artigos supracitados. retirar todos os artigos empregados na terapia inalatória. O processo deverá constituir-se de desinfecção com hipoclorito de sódio a 200 ppm por um período de 60 minutos. bem como sua tampa.02% x 1000 ÷ 1% = 20 mL „ A validade da solução após o preparo é de 24 horas (devido à volatilização do cloro e pela ação inativadora exercida pela luz solar). obtém-se o mesmo volume: 0. Secar bem. utilizando-se de escovas para uma limpeza adequada. Para se calcular qual o volume que deve ser retirado de uma destas soluções para obter-se uma nova solução em concentração diferente. • Calculando-se com a concentração em porcentagem. copos. no momento da troca da solução. a partir de uma solução a 1% (10. O recipiente usado na desinfecção deverá ser lavado diariamente. 4. Enxaguar abundantemente para total remoção de resíduos de detergente. a data e a hora da troca.02%). Após 60 minutos.25% ou 52. umidificadores e tubulações. Identificar o recipiente com o nome da solução. 9. utilizando-se para tanto de uma seringa estéril.500 ppm de cloro livre. Colocar em solução de hipoclorito de sódio a 200 ppm de modo que os artigos fiquem totalmente submersos e que toda a superfície interna e externa permaneça em contato com a solução. seco e fechado. 2001. DILUIÇÃO DO HIPOCLORITO DE SÓDIO PARA DESINFECÇÃO DE UTENSÍLIOS HOSPITALARES „ A solução de hipoclorito normalmente disponível para uso hospitalar é a 1% (10. conforme recomendado no manual do Ministério da Saúde sobre Orientações Gerais para Central de Esterilização. 20 . 6. Secar bem e guardar em recipiente limpo. 7. 5. 3. sua concentração. Lavar com água e detergente neutro. A solução deverá ser trocada a cada 24 horas. com água e detergente neutro. Certificar-se que não há bolhas de ar no interior das tubulações. Sumarizamos abaixo a rotina preconizada: Imediatamente após o uso. artigo por artigo. 8. A água sanitária contém 5. 1. empregase a fórmula: Vr = (Cf x Vf) ÷ Ci Onde: Vr = volume em mililitro a ser retirado da solução que se dispõe no hospital Cf = concentração final da solução que se quer preparar (em % ou ppm) Vf = volume final em mililitros que se quer obter Ci = concentração inicial da solução que se dispõe no hospital „ Exemplo: preparar uma 1 litro de uma solução de hipoclorito de sódio a 200 ppm (0.

000 ppm) Volume de água Volume total da solução a 200 ppm (0.02%) Volume de hipoclorito a 1% (10.000 ppm) Volume de água Volume total da solução a 200 ppm (0.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS TABELA PARA O PREPARO DE HIPOCLORITO DE SÓDIO PARA DESINFECÇÃO DE ARTIGOS DE INALOTERAPIA Volume de hipoclorito a 1% (10.02%) 10 mL 20 mL 40 mL 60 mL 80 mL 100 mL 490 mL 980 mL 1960 mL 2940 mL 3920 mL 4900 mL 500 mL 1 litro 2 litros 3 litros 4 litros 5 litros 120 mL 140 mL 160 mL 180 mL 200 mL 5880 mL 6860 mL 7840 mL 8820 mL 9800 mL 6 litros 7 litros 8 litros 9 litros 10 litros 21 .

em hospitais de campanhas militares. que é definida como um ambiente que minimiza a entrada de microrganismos externos através de soluções arquitetônicas. PLANEJAMENTO „ Estudos realizados na área da microbiologia vieram revelar que o processamento da roupa em um ambiente único. podem ser dispersas pela poeira contaminante. „ Como é difícil saber se uma roupa suja está contaminada ou não. adaptados ao parasitismo. A presença de matéria orgânica. relacionada ao efeito filtro da extratora. pelos próprios funcionários contaminados (mãos sujas. „ Existe risco de recontaminação da roupa limpa na lavanderia por vários mecanismos: via aérea. pelo fato da roupa cair no chão. manipuladas o mínimo possível. • área limpa: utilizada para acabamento e armazenamento. onde. têm pouca capacidade de sobreviver independentes no meio ambiente. alteração de pH. é comum a proliferação de Pseudomonas. dependendo de sua atividade física. Estes germes. principalmente de origem humana. que pode ser evitado por barreira de contaminação. Esses estudos mostraram ainda. com duas portas de acesso. „ Esta barreira de contaminação só será realmente eficiente se existirem as lavadoras de desinfecção. alvejante (cloro ou peróxido de hidrogênio) e amaciante (quaternário de amônio).Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS LAVANDERIA HOSPITALAR INTRODUÇÃO „ Os pioneiros do controle de infecção hospitalar identificaram o papel da roupa suja na sua cadeia epidemiológica. na parede que separa a área contaminada da área limpa. „ A lavanderia hospitalar é um dos serviços de apoio ao atendimento dos pacientes.884/94 estabelece que deve existir uma barreira física. as instalações. uma para cada área. „ O ser humano. se agitadas. contaminava todo o ambiente circundante. sua lavagem e cloração. mais conhecido pelo reconhecimento das mãos como importante mecanismo de veiculação de infecção.000 a 60. ou seja. para o controle das infecções. elimina 3. „ Assim. então. ROUPA CONTAMINADA „ É a roupa que se apresenta suja com fluidos biológicos ou contém agulhas e/ou outros materiais perfurocortantes usados. que aderem às fibras de tecido onde. identificou um surto relacionado com a reutilização da roupa suja por diversos pacientes e recomendou.). organizou lavanderias com conceitos mantidos até hoje nas lavanderias hospitalares. „ A grande maioria das infecções hospitalares tem origem endógena. temperatura. ou seja. todas devem receber o mesmo tratamento. origina-se a partir de microrganismos que fazem parte da microbiota humana normal do paciente. durante o processo de separação da roupa suja. evitando agitação e. que consiste na remoção da sujidade. propiciava a recontaminação constante da roupa limpa na lavanderia. 22 . para facilitar a comunicação e o controle. transportadas em sacos impermeáveis. ou ainda. na área suja. etc. através da ação mecânica da água. embora para este último seja questionada sua ação germicida nas concentrações empregadas. utilizado nas lavanderias tradicionais. sem contar os riscos advindos da sujidade presente. reduz até 99% da contaminação. responsável pelo processamento da roupa e sua distribuição em perfeitas condições de higiene e conservação. o equipamento e os métodos utilizados no processo da roupa. que grande número de bactérias jogadas no ar. que separa a lavanderia em duas áreas distintas: • área suja (considerada contaminada): utilizada para separação e lavagem. foi a instalação da barreira de contaminação. „ Dois princípios básicos norteiam o controle de infecções em lavanderia hospitalar: não agitar a roupa e remover ou destruir os microrganismos contaminantes. os materiais perfurocortantes encontrados devem ser depositados em recipientes de superfícies rígidas para descarte ou devolução.000 bactérias por minuto. em quantidade adequada a todas às unidades do hospital . „ O processo normal de lavagem. aumentam a capacidade de sobrevivência dos microrganismos no ambiente. „ Tais descobertas revolucionaram a planta física da lavanderia hospitalar. lesões de pele secretantes ou descamativas. A barreira de separação também poderá ser dotada de visores. Semmelweis. „ A principal medida introduzida na moderna lavanderia hospitalar. „ A Portaria do Ministério da Saúde 1. pela umidade da área. „ Florence Nightingale.

COLETA BARREIRA RECEPÇÃO PESAGEM BARREIRA LAVAGEM CENTRIFUGAÇÃO SECAGEM CALANDRAGEM DOBRAGEM BARREIRA ARMAZENAMENTO DISTRIBUIÇÃO CONSERTO 23 .Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Figura 1 – Fluxo da roupa no hospital. COLETA UTILIZAÇÃO PROCESSAMENTO DISTRIBUIÇÃO Figura 2 – Fluxograma da roupa na lavanderia.

retirando-as logo após realizada a coleta de um local. ♦ Secar bem a área com pano limpo. „ Atualmente. retirar o excesso da carga contaminante em papel absorvível. em geral 80% de sua capacidade de lavagem. preferencialmente. os órgãos internacionais desaconselham a separação da roupa suja. fezes. secreções ou outros fluidos orgânicos.) „ O transporte deve ser sempre separado. „ Os carros de coleta e transporte de roupa suja devem ser leves. „ Estes carros coletores devem ser específicos para este fim. onde a separação entre roupa limpa e suja deve ser rigorosa. A pesagem das roupas é indispensável para indicar a carga correta das lavadoras. etc. depositam-se no tecido das roupas. „ Os carros utilizados no transporte das roupas devem possuir uma identificação para diferenciar o carro de coleta de roupa suja do carro de transporte da roupa limpa. é obrigatório retirar as luvas para evitar a contaminação cruzada. alimentandose dos resíduos. Os carros são confeccionados em diversos materiais (alumínio. servindo de alimento para outras espécies. um destino errado. ♦ Aplicar sobre a área. seja na lavanderia ou nas unidades de atendimento aos pacientes. nunca cruzando roupa limpa com a suja na mesma carga. aço. „ No caso de lavanderias que processam a roupa de outros hospitais. ♦ Proceder à limpeza de toda a área com a solução de detergente neutro. a contaminação posterior ao reprocessamento da mesma é reduzida. veículos distintos ou. e recomenda-se transportar a roupa dobrada ou enrolada. Os mesmos princípios devem ser aplicados ao veículo de transporte. a roupa suja é transportada à recepção do setor de roupa suja. assim. „ O funcionário que exercer esta função deve utilizar luvas de borracha em ambas as mãos. que elimina microrganismos aderidos em suas células superficiais. „ Se a roupa limpa for embalada de forma individualizada. atenção especial deve ser dado ao transporte da roupa suja para a lavanderia e para a distribuição da roupa limpa para os hospitais. os sacos de roupa suja são recebidos e pesados. „ Havendo extravasamento de uma embalagem. devido às precauções-padrão. que consideram toda roupa usada como contaminada. Ao empurrar o carro. „ Terminada a coleta nas unidades. diariamente. „ Não deve-se arrastar sacos de roupa pelo chão. Estas células. Na presença de grande quantidade de sangue. „ Na retirada da roupa. PROCESSAMENTO DA ROUPA NA ÁREA SUJA Recepção „ Na área de recepção. para o processamento em nível de lavanderia. através da seguinte técnica: ♦ Com o uso de luvas. „ Portanto.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS COLETA A pele tem como mecanismo de defesa a descamação. um lençol aparentemente limpo contem seres vivos que podem transmitir doenças. resistentes e pouco profundos. evitando o rompimento da embalagem e contaminação do ambiente. ser submetidos a limpeza com água e detergente neutro e desinfecção com hipoclorito de sódio a 250 ppm. como o ácaro. A limpeza destes contêineres deverá ser semelhante à dos carrinhos coletores. que habita as roupas de cama. para evitar a dispersão dos germes. „ A roupa suja deve ser recolhida em sacos de material resistente e de cor diferente da escolhida para transportar o lixo. „ 24 . evitando. juntamente com as secreções. etc. „ O transporte da roupa coletada e embalada pode ser feitos por carros coletores. descontaminar imediatamente com hipoclorito de sódio a 1%. hipoclorito de sódio a 1% durante 10 minutos. com áreas ou contêineres separados. envolvendo. facilitando a operação de retirada da roupa e sua higenização. fibra de vidro. A coleta da roupa suja deve ser feita com muito cuidado. ♦ Remover o desinfetante com pano molhado. selada. ♦ Desprezar o papel em saco plástico branco leitoso próprio para uso hospitalar. está indicada a utilização de luvas.. pelo menos. „ Ambos os carros devem. ♦ Encaminhar o pano usado para secagem da área para a lavanderia em saco plástico. não deve haver agitação nem separação. „ A coleta deve ser realizada em horário preestabelecido e a roupa suja deve permanecer o menor tempo possível na unidade. tocar maçanetas. providos de tampas e feito de material que permitam uso de produtos químicos na sua limpeza e desinfecção. „ Deve-se usar carros diferentes para a coleta da roupa suja e o transporte da roupa limpa.

avental impermeável e máscara antipartículas. necessitam de esterilização após serem processadas na lavanderia. é indispensável que todas as peças de roupa sejam cuidadosamente abertas. causando danos às máquinas e ao próprio processo. podendo ser reprocessadas conjuntamente como de sujidade pesada. visando evitar que estes elementos entrem no processo de lavagem. caso contrário pode haver recontaminação da roupa durante os enxagües. dentro da máquina. bancadas e pisos devem ser lavados e depois descontaminados com hipoclorito de sódio a 250 ppm ou álcool a 70%. 9 o mecanismo de reversão deve estar equilibrado. perfurado. cateterizações vasculares e procedimentos em pacientes queimados. na área limpa. de modo a permitir a aspiração do ar da área limpa. na área suja e outra de saída da roupa limpa. que fica encaixada na parede ou barreira de contaminação. Como está contra-indicada a manipulação da roupa para classificá-la. no caso de superfícies metálicas. portanto. sabendo-se sua origem podemos prever o grau de sujidade. dotado de pás que giram alternadamente para um lado e para outro. um que funciona como um tambor externo e outro como um cesto interno. necessitando apenas estar limpas no final de seu reprocessamento. reduzindo a contaminação a níveis aceitáveis. „ Existem máquinas que incorporam a centrifugagem à própria lavadora: são as lavadoras extratoras.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS „ „ „ „ Entretanto. apresentam risco de acidentes para os funcionários com a veiculação de patógenos sangüíneos. 9 possuir um dispositivo automático. os artigos perfurocortantes. „ A água deve estar isenta de microrganismos patogênicos. uma para acesso de roupa suja. „ A centrífuga é constituída de dois cilindros. „ A finalidade primordial da lavanderia é remover a sujidade da roupa para que ela adquira odor e aparência agradáveis. cirurgias. agrupando-as no reprocessamento. classificada como artigo não-crítico. „ Lavadoras de desinfecção . „ Das máquinas de lavar. sendo. devendo ser posteriormente autoclavadas. PROCESSAMENTO DA ROUPA NA ÁREA LIMPA Centrífuga ou extratora „ É a máquina usada para eliminar ou extrair até 40% da água da roupa saída da lavadora. Na área suja. „ A maioria das roupas hospitalares tem contato apenas com a pele íntegra. as roupas encaminhadas pelo centro cirúrgico certamente diferem em nível de sujidade com as encaminhadas de uma enfermaria de clínica médica. mão-de-obra e tempo. como agulhas e material cirúrgico. é conveniente reunir no mesmo ciclo roupas com níveis de sujidade similares. muito importante os enxagües para eliminar resíduos químicos que possam causar irritação na pele dos recém-nascidos. Lavagem „ A sujidade funciona como substrato para a multiplicação microbiana e a sua simples remoção diminui a contaminação.devem preencher os seguintes requisitos: 9 os tambores devem ser de aço inoxidável. porém. e a expulsão do ar contaminado para a área contaminada. como por exemplo. um fixo externo e um giratório interno perfurado. a fim de evitar que a roupa fique totalmente torcida no final da lavagem. Óculos de proteção podem estar indicados. que oferecem economia de espaço. „ As roupas utilizadas em procedimentos críticos. „ Após o processamento da roupa na área suja. Por exemplo. Esta máquina caracteriza-se por possuir duas portas (de entrada e de saída). livre de patógenos em número suficiente para causar doenças aos pacientes. Além disso. pias. para adequação do processo de lavagem. Na separação. os funcionários devem usar botas e luvas de borracha. deve ser regulado por válvula. a fim de resistirem à química da lavagem. a mais utilizada na lavanderia hospitalar moderna é a lavadora de desinfecção. „ Não há necessidade de esterilização das roupas utilizadas em berçários. A contagem total de bactérias não pode exceder 10 UFC por mililitro. durante o escoamento da água. para a retirada de instrumentos cirúrgicos e outros objetos. sendo. a fim de impedir a abertura simultânea da ambas as portas 9 o fluxo de ar. Lavadora „ A lavadora compõe-se de dois cilindros. isto é. 25 .

enquanto um exaustor retira o ar aquecido que passou pelas roupas por um cabeçote. entre os rolos. seca e desenruga. uma vez que na calandra isto ocorre com maior freqüência. a roupa é dobrada e guardada. 9 ter dispositivo de segurança na porta. É constituída de dois ou mais rolos ou cilindros de metal. „ É provida de um dispositivo que desliga automaticamente a máquina. „ As roupas que necessitarem de conserto devem ser lavadas novamente antes do uso. entre a calha aquecida e o cilindro girando. passada sob pressão. Armazenamento „ Posteriormente. esta área deve contar com armários específicos para este fim. giratório.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Secadora „ Possui também dois cilindros: um interno. e outro externo fixo. „ Os cestos que contêm as peças giram. a roupa pode ser passada pela calandra. que giram dentro de calhas fixas de ferro. evitando acidentes com as mãos do operador. Calandra „ Após a secagem. perfurados ou não. 26 . 9 dispor de comando automático de tempo de secagem. revestidos. Para armazenamento da roupa processada. com portas e construído de material de fácil limpeza. aquecidas a vapor ou eletricidade. „ Especial atenção deve ser dada durante esta fase para roupa não tocar o chão. que movimenta a roupa pela rotação e presença de pás. „ As secadoras destinam-se à secagem da roupa em altas temperaturas. „ Alguns requisitos devem ser observados para as secadoras: 9 ser equipada com seletor de temperatura. através da passagem forçada de ar quente entre as peças. A roupa. 9 possuir o tambor interno de material resistente à corrosão.

„ O ar ambiente das áreas de processamento de alimentos deve ser renovado freqüentemente através de equipamentos de exaustão. fumaças. umidade. lavável. Piso „ O piso deve ser de cor clara e de material liso. „ O sistema de exaustão deve ser devidamente dimensionados e mantido em boas condições de funcionamento. lavável. gordura e condensação de vapores. impermeáveis. não devem ser utilizados nas áreas de processamento. deve-se prever no mínimo um local para o preparo de produtos crus e outro para produtos prontos. a caixa d’água deve ser lavada a cada 6 meses (vide técnica no capítulo “Higienização da Caixa D’água”) e a água deve ter sua potabilidade microbiológica atestada semestralmente. duráveis. obedecer um fluxo coerente e evitar cruzamentos entre as atividades. laváveis. „ Os ralos devem ser sifonados e com grelhas com proteção telada. Teto „ O teto deve ser isento de vazamentos e goteiras. Paredes „ As paredes devem ser lisas. em cor clara e em bom estado de conservação. impermeável. „ As prateleiras devem estar distantes 25 cm do piso e a profundidade não deve ser superior a 45 cm. devem ser dotadas de telas. gases. em cores claras. 27 . resistente ao tráfego e de fácil higienização (lavagem e desinfecção).Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NORMAS DE HIGIENE ALIMENTAR PARA O SETOR DE NUTRIÇÃO E DIETÉTICA INSTALAÇÕES Ventilação „ A ventilação deve ser adequada para proporcionar a renovação do ar. „ Todas as bancadas destas áreas devem ser preferencialmente de aço inox ou outro material resistente e de fácil higienização. „ As janelas e outras aberturas presentes na parede. antiderrapante. „ O acabamento deve ser liso. não permitindo o acúmulo de alimentos ou sujidades. „ O ar-condicionado e o ventilador são equipamentos que não atendem a estes requisitos e. Água „ A água de abastecimento deve ser ligada à rede pública ou ter sua potabilidade atestada semestralmente através de laudo oficial de laboratório especializado. portanto. resistentes a limpezas freqüentes e isentas de bolores. não devendo possuir aberturas. ÁREAS DO SETOR DE NUTRIÇÃO E DIETÉTICA „ Essas áreas devem seguir uma linha racional de produção. bolor e descascamento e deve estar em perfeitas condições de limpeza. resistente. impermeável. „ Na impossibilidade de áreas separadas para cada gênero. „ Sendo de rede pública. „ Esta separação em áreas servem para impedir a contaminação cruzada entre alimentos crus e prontos e/ou utensílios limpos e utensílios sujos. „ O forro deve ser livre de rachaduras. garantir o conforto térmico e manter o ambiente livre de fungos. quando usadas para a circulação do ar.

baldes e outros. pois o calor excessivo compromete o funcionamento de seus motores e conseqüentemente a garantia da temperatura específica de cada gênero. „ „ „ „ „ Área para armazenamento à temperatura ambiente Entenda-se como temperatura ambiente uma temperatura em torno de 26°C. „ É obrigatória a localização de sanitários exclusivos para os funcionários do setor de nutrição e dietética no âmbito da própria unidade funcional. „ Esta área deve possuir uma cobertura para a proteção dos alimentos na hora da entrega. devem ser higienizados e guardados em área própria. panos de chão. situada de preferência em local externo e próximo da estocagem. de maneira que não provoquem a contaminação de alimentos e utensílios. Produtos de limpeza devem ser armazenados em local distinto. a bancada deve ser submetida a limpeza e desinfecção rigorosa após o manuseio de cada tipo de alimento. Área para higienização de utensílios „ Esta área deve ser diversa da utilizada no processamento dos alimentos. Na sua ausência. 3. 7. Área para a recepção de mercadorias „ Trata-se de uma área própria para o recebimento de mercadorias. Nesta área não deve haver equipamentos (refrigeradores. local para dispor os utensílios que aguardam a higienização. Área para pré-preparo e preparo dos alimentos „ As operações preliminares de confecção são realizadas nesta área. freezers) que possam alterar as condições térmicas ambientais. cubas profundas e local para armazenamento do material após a higienização. „ De forma ideal. prateleiras e estrados. deveria existir uma bancada para cada tipo de alimento supracitado. „ Deve possuir suprimento de água. „ Recomenda-se refrigeradores em número suficiente para atender à conservação de: 9 carnes refrigeradas e alimentos prontos: até 4°C 9 sobremesas. frios e laticínios: até 8°C 9 hortifrutigranjeiros: até 10°C „ Caso o armazenamento não possa ser feito em refrigeradores diferentes para cada produto. „ A mesma deve ser de fácil acesso aos fornecedores. 4. esfregões. 5. comumente subdividida em: 9 preparo de carnes 9 preparo de verduras e frutas 9 preparo de massas e sobremesas „ É fundamental que esta área disponha de pia com sistema completo para a higienização das mãos. conforme técnica explicada mais adiante neste texto (tópico Higiene Ambiental). Instalações sanitárias e vestiários para os funcionários „ Os sanitários usados por outros funcionários do estabelecimento de saúde não podem ser compartilhados pelo pessoal que manuseia os alimentos. A mesa do estoquista pode permanecer nesta área desde que não interfira no controle de qualidade dos alimentos e/ou no fluxo de armazenamento. Área para armazenamento à temperatura controlada „ Destina-se à estocagem de gêneros perecíveis ou rapidamente deterioráveis em temperatura ambiente. Para esta área são importantes um piso em material lavável e resistente. Área para depósito e higienização do material de limpeza „ Os materiais de limpeza. não devendo ter refrigeradores ou freezers. Área para cocção „ Nesta área devem permanecer apenas os equipamentos destinados ao preparo de alimentos quentes. 6. tais como rodos. a temperatura deve ser regulada para o alimento que requeira a menor temperatura.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS 1. massas. 2. „ Deve contar com área suficiente para acomodar a mercadoria no momento do recebimento e com balança tipo plataforma e tanque para pré-higiene de verduras e frutas antes do seu armazenamento. 1. específica para esta finalidade. 28 . „ Esta área deve dispor de pia com sistema completo para higiene das mãos. „ Esta área necessita de pelo menos uma bancada provida de pia com tampo de inox ou outro material adequado para manipulação dos alimentos e fácil limpeza e desinfecção.

em boas condições de higiene e conservação. g) manter a higiene adequada das mãos. amuletos. d) suporte para papel toalha. torna-se desconfortável. sem rasgos. limpas e sem esmalte. „ A utilização de máscaras na manipulação dos alimentos não é recomendada como um mecanismo de prevenção da contaminação dos alimentos. não devendo ser usados próximo ao calor. „ È proibido. fitinhas. colares. „ uniformes adequados e completos em número suficiente para troca diária. brincos e. não deve existir depósito para sabão líquido nas pias e bancadas utilizadas para o preparo dos alimentos. relógios. „ Ele pode ser motivo da contaminação. agregando as fibras e permitindo a passagem de grande quantidade de microrganismos. provocando prurido e ocasionando maior contaminação das mãos decorrente do ato de coçar-se. b) lavar a cabeça uma vez ao dia.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS HIGIENE DOS MANIPULADORES „ O manipulador é um elemento chave na produção do alimento. O Patrão deve garantir: „ que o manipulador com diarréia. 29 . correntes. „ sanitários e chuveiros em condições adequadas de funcionamento e limpeza. „ exames médicos admissionais e periódicos. pulseiras. e) conservar as unhas curtas. bem como sem base incolor. „ O vestuário deve ser conservado em bom estado. e) cesto com tampa acionada por pedal. f) não aplicar maquiagem em excesso. Após 15 minutos de uso. Sistema para higiene das mãos Consiste em: a) lavatórios exclusivos para a higiene das mãos. manchas. c) fazer a barba diariamente. a máscara torna-se úmida. infecção nos olhos ou infecções da pele seja afastado para outra atividade. „ Os cabelos devem ser mantidos totalmente cobertos e protegidos através de touca. „ instalações adequadas para que possam ser guardadas roupas e pertences. Uniforme „ Os funcionários devem usar uniformes de cor clara. „ Deve-se usar avental plástico quando o trabalho em execução propiciar que os uniformes se sujem ou se molhem. inclusive. tais como anéis. resfriado. h) conservar os uniformes limpos. „ pias com água. b) água corrente. Além disso. aliança. tosse. ou por outras falhas na manipulação. „ Os uniformes devem ser mantidos limpos e trocados diariamente. „ Usar calçados fechados. c) saboneteiras específicas para sabão líquido. Higiene corporal Os funcionários devem observar os seguintes hábitos de asseio: a) tomar banhos freqüentes. d) evitar bigodes e costeletas. OBSERVAÇÃO: devido ao alto risco de contaminação química dos alimentos. o uso de acessórios ou adereços. sem prejuízos de qualquer natureza. „ Os funcionários uniformizados não devem sentar-se ou deitar-se no chão ou em outros locais impróprios. através de mãos sujas ou contaminadas. partes descosturadas ou furos. gorro ou similar. sabão e papel toalha para a lavagem adequada das mãos. durante o trabalho. espirro e conversa sobre os alimentos.

acompanhados das seguintes análises laboratoriais: hemograma. „ Fumar no local de preparo dos alimentos. Impedir a presença de animais domésticos no setor de nutrição e dietética. tosse. „ Fazer uso de utensílios sujos. iniciando a limpeza pelo teto. panos de pratos. Para manutenção da higiene ambiental é necessário seguir rigorosamente os critérios e a freqüência dos procedimentos estabelecidos. coproparasitológico. „ „ „ „ „ „ „ 30 . recolhendo-se os resíduos acumulados. ouvidos ou cabelos enquanto se prepara os alimentos. Pisos e rodapés devem ser lavados diariamente com água e detergente neutro e em seguida realizado desinfecção com hipoclorito de sódio a 200 ppm. Limpar a coifa semanalmente.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Não são permitidas as condutas abaixo nas áreas de preparo dos alimentos por representarem riscos de contaminação alimentar: „ Falar. Semanalmente. lavados com água e detergente e enxagüados com hipoclorito de sódio a 200 ppm. HIGIENE AMBIENTAL „ „ „ A higiene do setor de nutrição e dietética deve ser mantida através de adequadas técnicas de limpeza. cobrir a boca e o nariz. „ Enxugar o suor com as mãos. 9 enxagüar. „ Deixar roupas e sapatos espalhados na área de produção. „ Espirrar ou tossir sobre os alimentos: 9 ao tossir ou espirrar. dor de garganta ou gripe. na boca. 9 aplicar hipoclorito de sódio a 200 ppm (tabela 1). o funcionário deve afastar-se do produto. coprocultura e VDRL. aventais ou qualquer outra peça da vestimenta: 9 o suor deve ser enxugado com papel toalha descartável e a seguir deve-se lavar imediatamente as mãos. „ Usar unhas pintadas e compridas. „ Enxugar as mãos no avental ou em panos. „ O controle de saúde dos funcionários deve ser comprovado com os respectivos laudos médicos da unidade de saúde. Controle de saúde dos manipuladores „ A Vigilância Sanitária exige que os funcionários não sejam portadores aparente ou inaparente de doenças infecciosas ou parasitárias. 9 deixar secar naturalmente. „ Fazer serviço de limpeza e manipular os alimentos ao mesmo tempo. seguido das paredes e por último do piso. „ Experimentar a comida nas mãos ou com os dedos. deve-se proceder a uma lavagem terminal do ambiente. sendo obrigatória a realização de exames médicos admissionais e periódicos. „ Provar alimentos com talheres e voltar a colocar o talher dentro da panela. panos de copa. Promover a desinsetização a cada dois meses e a desratização periódica. cantar ou assobiar sobre os alimentos. „ Trabalhar diretamente com alimentos quando apresentar qualquer um dos seguintes sintomas: lesões ou infecções na pele. finalizando com hipoclorito de sódio a 200 ppm. 9 retirar o detergente usando rodo exclusivo para este fim. guardanapos. „ Assoar o nariz. 9 lavar e desinfetar o rodo utilizado. se possível com papel toalha descartável e depois lavar imediatamente as mãos. É proibido varrer a seco os pisos das áreas de manipulação e processamento dos alimentos. „ Manipular dinheiro durante o preparo dos alimentos. enxagüe e desinfecção (ver capítulo “Higienização Hospitalar”). devendo ser realizadas outras análises de acordo com avaliação médica. Bancadas e mesas de apoio devem ser lavadas diariamente através da seguinte técnica: 9 lavar com água e detergente neutro. diarréia. Os ralos devem ser limpos diariamente. „ Por os dedos no nariz.

3. „ Lavar em jato de água corrente. sugere-se. aguardar 15 minutos. um a um. beterraba. macaxeira. cuidando para que fique totalmente imerso. frutas e legumes. „ Retire o lixo toda vez que achar necessário. „ Frutas e legumes cujas cascas não são consumidas (banana. 5. verduras e legumes. protegido contra poeira. 2. „ Desfolhar as verduras. insetos e roedores. cubas. dispensando o uso da solução clorada a 200 ppm. através da técnica abaixo descrita: Retirar o excesso de sujidades. Não deixe o lixo permanecer à noite no interior do estabelecimento. HIGIENE DOS UTENSÍLIOS „ 1. retirando as partes estragadas. máquinas de moer. laranja. baratas e ratos. Retirar os utensílios do recipiente e deixar secar naturalmente (não utilizar panos para secagem). Guardar em local limpo e seco. abacate. 6. pinças. uma a uma.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Lixo „ A área do lixo deve estar localizada em área externa. „ As verduras. legumes e frutas devem ser lavados e desinfetados em local ou horário diferente do preparo dos demais alimentos. batatas. As partes dos equipamentos e utensílios que entram em contato com os alimentos não devem ser tocadas. 4. „ Manipular os alimentos somente quando absolutamente necessário. HIGIENE DOS ALIMENTOS Limpeza e desinfecção de hortifrutigranjeiros: „ Fazer a limpeza e desinfecção das bancadas. de uso exclusivo para este fim. „ Remover o lixo diariamente em recipientes fechados e tampados „ Mantenha o lixo em recipiente limpo. etc. para os vegetais folhosos. Os utensílios (facas. „ Os alimentos crus de origem animal também devem ter seu local ou horário determinado.) podem ser higienizadas em água potável. retirando as estragadas. „ Colocar os alimentos em uma vasilha com solução de hipoclorito de sódio a 200 ppm (tabela 1). folhas.) devem ser sempre lavados e desinfetados após o uso. pegadores. por 5 minutos. pertencentes à área específica para o preparo destes gêneros „ Escolher uma a uma as frutas. liqüidificadores. Usar sempre garfos. Mergulhar os utensílios em uma vasilha com solução de hipoclorito de sódio a 200 ppm (tabela 1) por 15 minutos. a imersão em vinagre a 2%. Manipulação „ Evitar muita manipulação e prepare o mais rápido possível os alimentos. para minimizar o gosto de cloro resultante da desinfecção. „ Enxagüar em água corrente tratada. panelas. Enxagüar em água corrente até remoção total do detergente e demais resíduos. „ Ovos e sacos de leite devem ser lavados antes de serem usados. etc. „ A solução clorada deve ser trocada a cada lote imerso. etc. 31 . vasilhas. De forma a minimizar o perigo de contaminação. para evitar presença de ratos e baratas. limão . folha a folha. garfos. Lavar com água e detergente. para evitar a contaminação cruzada. revestindo de saco plástico e sempre tampado para evitar moscas. removendo com as mãos sujidades. etc.

SUPERFÍCIES E ALIMENTOS 200 ppm HIPOCLORITO 1% ÁGUA TOTAL 1 ml 49 ml 50 ml 2 ml 98 ml 100 ml 4 ml 196 200 ml 10 ml 490 ml 500 ml 20 ml 980 ml 1 litro 40 ml 1960 ml 2 litros 100 ml 4900 ml 5 litros • • A solução de hipoclorito normalmente disponível para uso hospitalar é a 1% (10. • Preparar.000 ppm). • Utilizar somente água tratada ou fervida no preparo das fórmulas enterais. • Utilizar frascos descartáveis para o acondicionamento da dieta enteral. quatro horas antes do uso ou com refrigerar imediatamente a 4o C e usar dentro de 24 horas após o preparo. • É proibido o congelamento de fórmulas. A validade da solução após o preparo é de 24 horas (devido à volatilização do cloro e pela ação inativadora exercida pela luz solar). • O uniforme usado na sala de manipulação deve ser substituído a cada sessão de trabalho e os funcionários devem usar máscaras além da paramentação já descrita para os funcionários do setor de nutrição e dietética. TABELA 1 – DILUIÇÃO DO HIPOCLORITO DE SÓDIO PARA DESINFECÇÃO DE UTENSÍLIOS. Além de todos os cuidados supracitados no preparo das dietas de modo geral. incluem-se alguns cuidados especiais: • Presença de sala de preparo exclusiva.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NUTRIÇÃO ENTERAL „ „ As normas que regulamentam a Terapia de Nutrição Enteral encontram-se descritas na Resolução ANVISA/MS-RDC no 63 de 06/07/2000. • O acesso de pessoas às áreas de manipulação da nutrição enteral deve ser restrito ao pessoal diretamente envolvido. • O forno de microondas não deve ser usado devido à desnaturação proteica pelo calor. • A autoclavação terminal da fórmula é proibida pelo risco de alterar a dieta. 32 . • Para infusão no paciente a dieta só pode permanecer por quatro horas à temperatura ambiente. • O sistema de infusão deve ser trocado a cada 24 horas. no máximo.

paredes. 9 Degelo do equipamento 9 Higienização 9 Higienização 9 9 9 Bancadas.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS TABELA 2 – LIMPEZA DO AMBIENTE INANIMADO O quê Geladeiras Quando Diário Com o quê Hipoclorito de sódio(200 ppm) Como 9 Organização dos produtos. 9 Remoção de sujidades das prateleiras. ralos Diário Água e detergente líquido + Hipoclorito de sódio (200 ppm) 9 9 Pratos e talheres de pacientes Após o uso Água e detergente líquido + Hipoclorito de sódio (200 ppm) 9 9 Freezer e congelador Quinzenal Detergente líquido neutro + Hipoclorito de sódio(200 ppm) Detergente líquido neutro + Hipoclorito de sódio(200 ppm) Solução desincrostante + Hipoclorito de sódio(200 ppm) Água e detergente líquido + Hipoclorito de sódio (200 ppm) Carros-prateleiras Diário Semanal Utensílios Após o uso Desincrustação de sujidades mais pesadas Lavar e enxagüar com água corrente Imergir em solução clorada por 15 minutos Lavar e enxagüar em água corrente Banhar em solução clorada por 15 minutos Lavar e enxagüar com água corrente Imergir em solução clorada por 15 minutos 33 . 9 Pano embebido em solução de hipoclorito de sódio 9 Remoção dos produtos. pisos.

Grande volume: contato prolongado ou grande quantidade de material biológico de risco. „ O profissional exposto deve realizar o anti-HIV no momento do acidente. sêmen e tecidos são materiais biológicos envolvidos na transmissão do HIV.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ACIDENTES OCUPACIONAIS COM FLUIDOS ORGÂNICOS TRANSMISSÃO OCUPACIONAL DO VÍRUS DA IMUNODEFICIÊNCIA HUMANA (HIV) „ O risco médio de se adquirir o HIV é de aproximadamente 0. agulha sem lúmen. „ Líquidos de serosas (peritoneal. repetir com 6 e 12 semanas e após 6 meses. pericárdico). a não ser que os mesmos estejam contaminados com sangue. „ Exposição a estes materiais potencialmente infectantes devem ser avaliados de forma individual.500 cópias/mL apresentam um risco muito reduzido de transmissão do HIV. qualquer fluido orgânico que contenha sangue. líquor. (2) Considerar uso de profilaxia com 2 drogas em locais com alta prevalência de indivíduos HIV positivos ou história epidemiológica para HIV ou outras DST. Pequeno volume: poucas gotas de material biológico de risco. fezes. „ A quimioprofilaxia deve ser iniciada no máximo em 72 horas. pleural. HIV positivo assintomático ou 1 carga viral baixa HIV positivo sintomático ou 1 carga viral alta Fonte ou sorologia HIV desconhecidos Em geral não se recomenda2 Em geral não se recomenda2 HIV negativo Mais grave 3 drogas Mais grave 3 drogas Não se recomenda Menos grave 2 drogas Menos grave 3 drogas Não se recomenda Grande volume 2 drogas Grande volume 3 drogas Pequeno volume 2 drogas Pequeno volume 2 drogas Exposição percutânea Exposição de mucosas e pele (1) Estudos sobre exposição sexual e transmissão vertical sugerem que indivíduos com carga viral menor que 1. „ Sangue. secreção vaginal.3% após exposição percutânea e de 0. se negativo. „ Líquidos biológicos sem risco de transmissão ocupacional do HIV: suor. Menos grave: lesão superficial. lágrima. líquido sinovial e saliva (quando em ambiente odontológico) são materiais geralmente considerados de baixo risco para a transmissão do HIV. sangue visível no objeto contaminante ou agulha usada recentemente em artéria ou veia do paciente fonte. Mais grave: Agulhas de grosso calibre e grande lúmen.09% após exposição mucocutânea. saliva. urina. líquido amniótico. lesão profunda. 3 drogas: AZT + 3TC + nelfinavir ou indinavir por 30 dias 2 drogas: AZT + 3TC por 30 dias 34 .

dapsona. dor SMX-TMP (↑ biodisponibilidade de 3TC). hiperglicemia e diabetes. Zalcitabina (potencial antagonismo) . midazolam ou triazolam. ou ainda leite desnatado com sucrilhos e açúcar. fluconazol. fenitoína. citostáticos. * leite desnatado. hipercolesterolemia. pele e boca secas. cefaléia. Monitorar anemia Dose: 300mg estar geral. plaquetopenia. aumento de triglicerídeos. pirimetamina. náusea. Monitorar toxicidade. Evitar uso concomitante. SMX-TMP. terfenadina. (AZT) leucopenia.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Medicamentos utilizados na quimioprofilaxia após exposição ocupacional Medicamento Efeitos Adversos Interações Dose ZIDOVUDINA Anemia. paracetamol (↑ 3x/dia pigmentação ungueal e de níveis séricos do AZT). vômitos. Considerar a redução da dose do indinavir para 600mg 8/8h ) O nelfinavir não deve ser co-administrado com: rifampicina. (ingerir diariamente 1. astenia. dor muscular. sulfadiazina (↑ risco de Cápsula 100mg náuseas. alteração das provas toxicidade do AZT. suco ou café com leite desnatado e açúcar. Diarréia (efeito mais freqüente). trombocitopenia. Usar método contraceptivo alternativo ou adicional. (3TC) abdominal. astemizol. Bloqueadores de cálcio ( possibilidade de aumento dos níveis séricos dos bloqueadores). neutropenia. náuseas. com alimento Nefrolítiase. exantema. terfenadina. flatulência. Evitar 150mg uso concomitante Dose: 150mg 2x/dia INDINAVIR (IDV) Cápsula 400 mg Dose: 800mg 8/8h. fenobarbital.5 litros ou mais de líquidos para evitar aparecimento de nefrolitíase) NELFINAVIR (NFV) Comprimido 250mg Dose: 750mg 3x/dia. ergotamina.toxicidade hematológica). Cetoconazol e itraconazol ( ↑ níveis séricos de indinavir). 2x/dia ou 200mg (dor muscular). astenia. LAMIVUDINA Pancreatite. Comprimido e pancreatite. insônia. cefaléia. O indinavir não deve ser co-administrado com: rifampicina. 35 . hepáticas. astemizol. suco. dor abdominal. com estômago vazio ou com alimentos com baixo teor de gordura*. diidroergotamina. hematúria. café ou chá. carbamazepina. aumento de triglicerídeos. Etinilestradiol e noretindrona (↓ níveis séricos dos hormônios). ergotamina e diidroergotamina. hipercolesterolemia. como torradas com geléia. miopatia e neutropenia. cisaprida. Estavudina e ribavirina ( potencial para redução da atividade antirretroviral). mal. hiperglicemia e diabetes. hiperbilirrubinemia indireta assintomática. fadiga. cisaprida. fraqueza. diarréia. ou com alimentos leves. Monitorar mucosas. distúrbios do paladar. vômitos. insônia Probenecida. exantema Não há necessidade de ajuste de dose. náusea. midazolam ou triazolam. hepatite.

„ Caso o profissional esteja recebendo indinavir. d. A segunda e a terceira dose são administradas com um intervalo de 5 meses. As pessoas que não respondem a uma segunda série de 3 doses de vacina devem ser particularmente orientadas quanto ao risco de adquirirem a hepatite B através de acidentes ocupacionais com sangue. o acompanhamento clínico deverá ser realizado semanalmente para avaliação de sinais de intolerância medicamentosa. o fornecimento dos medicamentos antirretrovirais deve ser. „ Com o objetivo de avaliar a adesão. os intervalos de uso e a duração do tratamento. assim como também pode ser administrada concomitantemente a outras vacinas. Mesmo os efeitos colaterais mais graves. h. uréia e creatinina) deverão ser realizados para avaliação de efeitos adversos. podendo ser necessária a utilização de medicações sintomáticas (como antieméticos ou antidiarreicos. aquelas com uma dosagem no soro de anti-HBs menor que 10 mUI/mL) devem ser revacinadas com um segundo esquema completo de 3 doses. Vacina contra a hepatite B a. „ A maioria dos outros fluidos orgânicos não são veículos eficientes de transmissão por conterem baixas quantidades do HBV. a monitoração deve incluir também exames de glicemia de jejum. Estas pessoas têm uma chance entre 30-50% de responder à este segundo esquema vacinal de 3 doses. o mesmo deve ser avaliado quanto a presença de cristalúria e hematúria. mas usualmente leves e transitórios. preferencialmente. TRANSMISSÃO OCUPACIONAL DO VÍRUS DA HEPATITE B (VHB) „ O sangue contém a maior quantidade do VHB entre todos os fluidos corporais e é o veículo mais importante de transmissão no ambiente hospitalar. b. Além disso. g. se resolvem com a suspensão das medicações. „ Os efeitos colaterais da utilização das medicações antirretrovirais são freqüentes. além de anemia hemolítica e hepatite. TGO. Se a vacinação for interrompida após a primeira dose. esquemas alternativos de antirretrovirais podem ser necessários e deverão ser discutidos na tentativa de se manter a quimioprofilaxia durante as 4 semanas. f. Pode ser administrada concomitantemente à HBIG. „ Nos pacientes em uso de inibidor de protease. Esses exames deverão ser colhidos no momento do acidente e para o seguimento.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Monitoramento e Manejo da Toxicidade da Profilaxia Pós-Exposição „ Em acidentes em que a quimioprofilaxia antirretroviral foi iniciada. Na presença de intolerância medicamentosa. As pessoas que não respondem a um esquema de vacinação completo (isto é. não é necessária a interrupção da profilaxia. por exemplo). geralmente. a cada 7 dias. Se faltar apenas a terceira dose para completar a vacinação. exames laboratoriais (hemograma completo. Na maioria das vezes. pessoas com uma dosagem no soro de anti-HBs de 10 mUI/mL ou mais). i. desde que em locais diferentes (a vacina deve sempre ser administrada em um músculo deltóide). a segunda dose deve ser administrada tão logo possível. O profissional de saúde deve ser orientado para respeitar rigorosamente as doses. c. e. o profissional deve ser reavaliado para adequação do esquema terapêutico. „ O vírus da hepatite B sobrevive no sangue ressecado sobre as superfícies à temperatura ambiente por no mínimo 1 semana. as infecções pelo VHB que ocorrem em profissionais de saúde sem história de exposição nãoocupacional ou lesões percutâneas ocupacionais podem ter resultado de exposição direta ou indireta com sangue ou fluidos corporais que inocularam o VHB em escoriações. Não se recomendam doses de reforço em pacientes com resposta satisfatória à vacinação (isto é. Pode ser administrada em gestantes e nutrizes. „ Assim. na segunda semana da quimioprofilaxia. queimaduras ou outras lesões cutâneas ou nas mucosas. 36 . Nessa reavaliação. esta deve ser administrada quando conveniente. TGP.

d. instituições de atendimento a pacientes com deficiência mental. 1. 37 . duas doses de HBIG são preferidas. 2. tratar como se fonte AgHBs positivo Testar o profissional de saúde para anti-HBs: Se resposta vacinal adequada: Nenhuma profilaxia Se resposta vacinal inadequada: HBIG + iniciar revacinação contra hepatite B 2 ou HBIG 2 doses • Resposta desconhecida vacinal Nenhuma profilaxia # Os materiais biológicos com risco de transmissão do vírus da hepatite B são os mesmos descritos anteriormente para o HIV. b. pacientes em programas de diálise. dividir a aplicação em duas áreas diferentes. Para pessoas que completaram esta segunda série vacinal mas não obtiveram resposta adequada. o processo usado para preparar a HBIG inativa e elimina o HIV e o VHC. ## Pessoas que previamente já tiveram hepatite B são imunes à reinfecção e não necessitam de profilaxia pós-exposição. Além disso. o VHC e o HIV. história prévia de doenças sexualmente transmissíveis. pacientes provenientes de áreas geográficas de alta endemicidade para hepatite B. Alto risco: usuários de drogas injetáveis. ela deve ser administrada tão logo possível após o acidente. Se a dose a ser utilizada ultrapassar 5ml.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Imunoglobulina humana anti-hepatite B (HBIG) a. Pacientes expostos que estão em processo de vacinação devem completar o esquema como programado e receber HBIG conforme indicado. Não há benefício comprovado na utilização da HBIG após 1 semana do acidente. É preparada a partir de plasma humano no qual foram feitos testes para o VHB. Maior eficácia na profilaxia é obtida com uso precoce da HBIG (dentro de 24 à 48 horas após o acidente). 3. Quando a HBIG for indicada.06ml/kg de peso corporal. heterossexuais promíscuos. A gamaglobulina hiperimune deve ser aplicada por via intramuscular na dose de 0. c. pacientes provenientes de prisões. contactantes domiciliares e sexuais de portadores de AgHBs positivo. sendo a primeira dose logo após o acidente e a segunda dose 1 mês depois. A opção de dar uma dose de HBIG e reiniciar a série vacinal é preferida para pacientes sem resposta à vacina que não completaram uma segunda série vacinal com 3 doses. Recomendações para profilaxia de hepatite B após exposição ocupacional a material biológico. # Profissional Saúde exposto## de AgHBs positivo Paciente-fonte AgHBs negativo AgHBs desconhecido ou não testado Não Vacinado 1 HBIG + iniciar vacinação Iniciar vacinação Iniciar vacinação Previamente vacinado • • Com resposta vacinal conhecida e adequada Sem resposta vacinal Nenhuma profilaxia Nenhuma profilaxia Nenhuma profilaxia 3 HBIG + iniciar revacinação contra hepatite B 2 ou HBIG 2 doses Testar o profissional de saúde para anti-HBs: Se resposta vacinal adequada: Nenhuma profilaxia Se resposta vacinal inadequada: HBIG + iniciar revacinação contra hepatite B 2 ou HBIG 2 doses Nenhuma profilaxia Se fonte de alto risco . homossexuais e bissexuais masculinos.

para qual existe tratamento. O acompanhamento sorológico é desnecessário quando o paciente fonte é conhecido e tem sorologia negativa para HIV. uma história clínica prévia sugerindo uma deficiência de resposta imune e a exposição ocupacional simultânea ao vírus da hepatite C. deverá ser esclarecido que este resultado não se deve ao acidente e encaminhado para acompanhamento médico específico 9 o profissional deve ser acompanhado por um ano. nas seguintes condições: sintomas de possível infecção aguda pelo HIV durante os primeiros 6 meses de acompanhamento após o acidente. Lavar com água e sabão em caso de exposição percutânea. da hepatite C e infecção pelo HIV (solicitar AgHBs. solicite novamente este exame após a série completa de vacinação para hepatite B 9 solicite AgHBs para o profissional logo após o acidente e após 1. se o profissional apresentar soroconversão. O teste rápido para o HIV é particularmente útil nestas situações e tem aprovação do FDA. a realização da sorologia anti-HBs só deve ser realizada após 12 meses do acidente. Para o funcionário exposto. 3 e 6 meses da exposição. o vírus da hepatite B (VHB) e o vírus da hepatite C (VHC). no momento do acidente. se positivo. 1.8%. 3 e 6 meses 9 um profissional de saúde com teste anti-HIV reativo. o profissional deverá ser esclarecido que este resultado não se deve ao acidente e encaminhar para acompanhamento médico específico 9 Caso o profissional de saúde tenha utilizado gamaglobulina hiperimune no momento do acidente. Nas outras situações. solicite nova sorologia após 1. A pessoa cujo sangue ou fluido corporal é a fonte de uma exposição ocupacional deve ser testada para infecção pelos vírus da hepatite B. se negativo (< 10 mUI/mL). anti-VHC e antiHIV). siga as recomendações abaixo: 9 realize teste rápido para HIV ou solicite anti-HIV logo após o acidente. especialmente. „ Para pessoas que apresentem soroconversão para hepatite C. Exposição em mucosas – lavar copiosamente com água ou soro fisiológico. Soluções antissépticas não apresentam eficácia superior ao sabão neutro. 4. „ A transmissão raramente ocorre com a exposição de mucosas ao sangue e nenhuma transmissão foi documentada pela exposição ao sangue da pele intacta ou não. encaminhe ao especialista para acompanhamento 9 solicite anti-HBs logo após o acidente. 3. Resultados repetidamente positivos devem ser considerados altamente sugestivos de infecção pelo HIV.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS TRANSMISSÃO OCUPACIONAL DO VÍRUS DA HEPATITE C (VHC) „ O VHC não é eficientemente transmitido através de exposições ocupacionais ao sangue: a incidência da soroconversão em um profissional de saúde após um exposição percutânea acidental a partir de uma fonte anti-VHC positiva é de 1. „ Na ausência de profilaxia pós-exposição para o VHC. se negativo. 2. 9 solicite anti-VHC para o profissional logo após o acidente e após 1. se positivo não há necessidade de acompanhamento adicional. monitorar TGO e TGP. enquanto que resultados negativos é um excelente indicador da ausência da infecção. VHB e VHC. CONDUTA FRENTE UM ACIDENTE OCUPACIONAL COM MATERIAL BIOLÓGICO „ Os vírus mais comumente envolvidos nestes acidentes são o vírus da imunodeficiência humana (HIV). 3 e 6 meses da exposição. 38 . recomendações para a conduta frente aos acidentes ocupacionais limitam-se à identificação precoce da doença hepática crônica. 5.

que. b. a descontinuação do aleitamento deve ser considerada. ocorrem de 3 a 4 semanas após a contaminação e incluem febre. Se o profissional acidentado for uma mulher em amamentação. Não é necessário modificar práticas sexuais ou evitar a concepção. As atividades do profissional não precisam ser modificadas. e. Essa sintomatologia está presente em cerca de 80% dos profissionais que soroconvertem. d. adenopatias. Abster-se de doação de sangue. ACONSELHAMENTO PARA O PROFISSIONAL EXPOSTO À HEPATITE VIRAL a. o aleitamento não necessita ser descontinuado. 39 . O profissional exposto exposto ao HIV deve manter abstinência sexual durante todo o período de acompanhamento ou usar preservativos (masculino ou feminino) para prevenir uma potencial transmissão sexual para o parceiro. c. principalmente nas exposições de alto risco.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ACONSELHAMENTO PARA O PROFISSIONAL EXPOSTO AO HIV a. b. usualmente. Evitar gravidez. d. órgãos ou sêmen. c. Deverá ser realizada avaliação clínica com o objetivo de detectar sinais e sintomas de infeção aguda pelo HIV. plasma. plasma. faringite e erupção cutânea maculo-papular-eritematosa (síndrome de mononucleosesímile). órgãos ou sêmen durante o período de acompanhamento. No caso de mulheres em amamentação. Os profissionais expostos a sangue contaminado com o vírus da hepatite B ou C deve evitar doação de sangue.

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PREVENÇÃO DE PNEUMONIA NOSOCOMIAL
I. Educação dos profissionais de saúde
A. Educar os profissionais de saúde a respeito da epidemiologia e dos procedimentos para controle das infecções hospitalares.

II. Interrupção da transmissão de microrganismos
A. Esterilização ou desinfecção e manutenção de equipamentos e dispositivos 1. Medidas gerais a. Limpar completamente os equipamentos e dispositivos que serão esterilizados ou desinfetados. b. Sempre que possível, utilizar esterilização a vapor (autoclave) para o reprocessamento de equipamentos e dispositivos semicríticos (itens que entram em contato direto ou indireto com as membranas mucosas do trato respiratório inferior) que não sejam sensíveis ao calor. c. Quando o enxagüe for necessário após a desinfecção química de equipamentos e dispositivos semicríticos reutilizáveis, use água estéril ou pasteurizada ao invés de água destilada não estéril. 2. Ventilador mecânico, circuitos respiratórios, umidificadores, e nebulizadores a. Ventiladores mecânicos (1) Não realizar esterilização ou desinfecção da maquinaria interna dos ventiladores mecânicos. b. Circuitos respiratórios com umidificadores (1) Não trocar rotineiramente, com base no tempo de uso, os circuitos do ventilador que se encontram em uso em um determinado paciente. Trocar estes circuitos quando os mesmos estiverem visivelmente contaminados ou com mal funcionamento mecânico. (2) Esterilizar ou submeter a desinfecção de alto nível os umidificadores entre o uso por pacientes diferentes. (3) Drenar e descartar periodicamente qualquer condensado que se coletar nos circuitos, tomando precauções para evitar que o condensado drene para o paciente. Descontaminar as mãos com água e sabão ou outro agente antisséptico após realizar este procedimento ou manipular o fluido. (4) Não há recomendações sobre a colocação de um filtro na terminação distal da fase expiratória do circuito respiratório para coletar o condensado (item não resolvido). (5) Não colocar filtros bacterianos entre o umidificador e a fase inspiratória do circuito respiratório. c. Fluido do umidificador (1) Usar água estéril ou pasteurizada para preencher os umidificadores. 3. Umidificadores de parede a. Entre pacientes diferentes, trocar o circuito, incluindo cateteres nasais ou máscaras faciais, usadas para fornecer oxigênio canalizado. 4. Nebulizadores de pequeno volume para medicações a. Entre diferentes usos no mesmo paciente, desinfetar e enxagüar com água estéril ou pasteurizada. b. Usar fluidos estéreis como diluente na nebulização, colocando-os de forma asséptica no nebulizador. 5. Outros dispositivos usados na terapia respiratória a. Esterilizar ou submeter a desinfecção de alto nível bolsas de ressuscitação (Ambu), ventilômetros portáteis, oxímetros e outros dispositivos respiratórios usados em múltiplos pacientes. B. Interrupção da transmissão pessoa-a-pessoa de bactérias 1. Precauções padrão a. Higiene das mãos (1) Descontaminar as mãos com água e sabão ou com outro agente antisséptico após contato com membranas mucosas, secreções respiratórias ou objetos contaminados com secreções respiratórias, independentemente de usar luvas ou não.

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b. Luvas (1) Usar luvas para manusear secreções respiratórias ou objetos contaminados com secreções respiratórias de qualquer paciente. (2) Trocar as luvas e descontaminar as mãos, como supracitado, entre contatos com pacientes diferentes, após manipular secreções respiratórias ou objetos contaminados com as mesmas e entre contatos com uma área corporal contaminada e o trato respiratório ou dispositivos respiratórios do mesmo paciente. c. Quando a contaminação com secreções respiratórias de um paciente for previsível, usar capote e trocá-lo após ocorrer a contaminação e também antes de atender a outro paciente. 2. Cuidados com pacientes com traqueostomia a. Realizar a traqueostomia com técnica cirúrgica asséptica. b. Ao trocar a cânula de traqueostomia, usar técnica asséptica e substituir a cânula por outra submetida a esterilização ou desinfeção de alto nível. c. Não há recomendações quanto à aplicação diária de antimicrobianos tópicos na traqueostomia (item não resolvido). 3. Aspiração de secreções respiratórias a. Não há recomendações quanto a usar luvas estéreis ou apenas limpas ao realizar a aspiração endotraqueal ou traqueal (item não resolvido). b. O cateter para aspiração deve ser de uso único e estéril. c. Usar apenas fluidos estéreis para remover secreções do cateter de aspiração caso o cateter for reinserido no trato respiratório baixo do paciente.

III.

Modificando fatores de risco do hospedeiro para infecção
A. Medidas para aumentar as defesas do hospedeiro contra a infecção 1. Administração de imunomoduladores a. Vacinar pacientes sob alto risco para infecções pneumocócicas graves com a vacina antipneumocócica. Estes pacientes incluem pessoas com mais de 65 anos, pessoas com doenças cardiovasculares crônicas, doenças pulmonares crônicas, diabetes mellitus, etilistas, doença hepática crônica, fístulas liqüórica, asplenia funcional ou anatômica, pacientes com infecção por HIV, leucemia, linfoma, mieloma múltiplo, neoplasia generalizada, insuficiência renal crônica, síndrome nefrótica, receptores de transplante de órgãos sólidos, pessoas em uso de quimioterapia imunossupressora, corticoesteróides sistêmicos e pessoas em asilos. B. Precauções para a prevenção de aspiração 1. Remover dispositivos tais como tubos endotraqueais, cânulas de traqueostomia e/ou sondas oro ou nasogástricas ou jejunais e descontinuar a alimentação por sonda enteral tão logo as indicações clínicas para os mesmos tenham se resolvido. 2. Prevenção de aspiração associada com a intubação endotraqueal a. Tanto quanto possível, a não ser que haja contraindicações médicas, utilizar ventilação mecânica não invasiva ao invés de realizar a intubação endotraqueal. b. Tanto quanto possível, evitar submeter pacientes que receberam ventilação mecânica assistida a intubações endotraqueais repetidas. c. Realizar intubação orotraqueal ao invés de nasotraqueal, a não ser que contraindicado pelas condições do paciente. d. Usar preferencialmente, se possível, tubo endotraqueal com lúmem dorsal acima do cuff que permita a drenagem por aspiração contínua das secreções traqueais que se acumulam na área subglótica do paciente. e. Antes de desinsuflar o cuff de um tubo endotraqueal durante a remoção do tubo, certificarse que as secreções acima do cuff sejam aspiradas. 3. Prevenção de aspiração associada com alimentação enteral a. Se não houver contraindicações médicas, elevar a cabeceira a 30 a 40° em pacientes com alto risco para pneumonia aspirativa, como, por exemplo, pessoas recebendo ventilação mecânica e/ou com sondas enterais. b. Verificar rotineiramente o posicionamento da sonda enteral. c. Avaliar rotineiramente a motilidade intestinal do paciente (por exemplo, auscultando o peristaltismo intestinal e medindo o débito gástrico) e ajustar a velocidade e volume da dieta enteral para evitar regurgitação. d. Não há recomendações quanto a se administrar preferencialmente dieta enteral de forma contínua ou intermitente (item não resolvido). 41

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e. Não há recomendações quanto ao posicionamento preferencial da sonda enteral, como, por exemplo, sondas jejunais distais ao piloro (item não resolvido). 4. Prevenção da colonização gástrica a. Usar sucralfato, bloqueador H2 e/ou antiácidos intercambiavelmente para a profilaxia para a profilaxia de úlcera de estresse em pacientes sob ventilação mecânica. b. Não há recomendações para o uso de descontaminação do trato digestivo de pacientes críticos em ventilação mecânica para prevenção de pneumonia gram-negativa ou por Candida sp. (item não resolvido). c. Nenhuma recomendação quanto à acidificação da dieta enteral (item não resolvido). 5. Prevenção da pneumonia pós-operatória a. Orientar pré-operatoriamente os pacientes, especialmente aqueles em alto risco de adquirir pneumonia, em relação a inspirações profundas e deambulação precoce, assim que clinicamente indicado no pós-operatório. Pacientes sob alto risco incluem aqueles que se submeterão a cirurgia abdominal, torácica, de cabeça e pescoço ou que apresentam disfunção pulmonar importante, tal como pacientes com DPOC, anormalidades musculoesqueléticas da caixa torácica ou testes de função pulmonar anormal. b. Usar espirometria de incentivo no pós-operatório em pacientes em alto risco de desenvolver pneumonia. TÉCNICA DE ASPIRAÇÃO ENDO E NASOTRAQUEAL 1. Lavar as mãos. 2. Calçar as luvas. 3. Introduzir o cateter no tubo endotraqueal sem aspirar. 4. Realizar a aspiração com movimentos leves e circulares, aspirando intermitentemente. 5. Retirar o cateter e limpar a parte externa com gaze seca. 6. Introduzir o cateter no frasco de soro fisiológico e aspirá-lo para que seja lavado internamente. 7. Repetir este procedimento quantas vezes se fizer necessário, evitando traumatizar a mucosa. 8. Aspirar boca e nariz somente no final do procedimento, não retornando o mesmo cateter ao tubo endotraqueal. 9. Desprezar o cateter e as luvas. 10. Lavar as mãos. 11. Anotar o procedimento realizado, registrando a característica da secreção. 12. A mesma técnica deverá ser seguida para aspiração de traqueostomia. 13. O cateter de aspiração é de uso único. 14. Trocar o frasco de soro fisiológico a cada procedimento. 15. Manter a borracha de aspiração e o Ambu protegidos quando não estiverem sendo usados. 16. Desprezar o conteúdo do frasco de aspiração quando atingir 2/3 do volume total. 17. A borracha do sistema de aspiração e o frasco devem ser trocados e esterilizados em autoclave, após a alta do paciente. Lavar em água corrente sempre que acumular sujeira.

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cistite. paciente agitado) tem sido associado com um risco aumentado de infecção do trato urinário. Outra alternativa. outros métodos de drenagem urinária existem como possíveis alternativas ao uso do cateter de uretral de demora. Infecções do trato urinário associadas a cateter são causadas por uma variedade de patógenos. 43 . MEDIDAS DE CONTROLE „ Uma das medidas de controle de infecção do trato urinário mais importantes é restringir o uso de cateteres urinários a pacientes cuidadosamente selecionados. reduzindo. Ocasionalmente. o isolamento destes microrganismos de pacientes cateterizados sugere aquisição de uma fonte de exógena. a cateterização urinária é indicado: 1. Para aliviar obstrução do trato urinário. 2. Considerando que estes microorganismos não residem comumente na área de gastrointestinal. Para permitir a drenagem da urina em pacientes com disfunção neurogênica da bexiga e retenção urinária. mas o risco ainda é significativo. Klebsiella. EPIDEMIOLOGIA O risco de adquirir uma infecção de trato urinário depende do método e duração da cateterização. A drenagem através de preservativo pode ser útil para pacientes masculinos incontinentes sem obstrução urinária e com um reflexo miccional intacto. o benefício do cateter suprapúbico com respeito a controle de infecção não foi provado através de estudos clínicos controlados. seu uso requer cuidados de enfermagem meticulosos para evitar complicações locais como maceração da pele ou fimose. Para ajudar em cirurgias urológicas ou outras cirurgias em estruturas contíguas. Embora dados preliminares sobre o risco de infecção sejam encorajadores. „ „ Em populações selecionadas. a qualidade dos cuidados com o cateter e da suscetibilidade do paciente. para virtualmente 100% para pacientes com cateteres uretrais de demora com drenagem para sistema aberto com permanência maior que 4 dias. de 1% a 5% após uma única cateterização breve. é mais usada em serviços urológicos ou de ginecologia. assim. A maioria destas infecções (66% a 86%) segue-se à instrumentação do trato urinário. Tal infecção em pacientes saudáveis é freqüentemente assintomática e resolve-se espontaneamente com a remoção do cateter. Muitos destes microorganismos são parte da flora intestinal endógena do paciente. A adoção do sistema fechado de drenagem urinária reduziu notadamente o risco de adquirir uma infecção associada a cateter. principalmente cateterização urinária. a infecção persiste e conduz a complicações tais como prostatite. Geralmente considera-se como benignas as infecções de trato urinário associadas a cateter. e Candida. Porém. o tamanho da população exposta ao risco. particularmente em pacientes de alto risco.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS PREVENÇÃO DE INFECÇÕES DO TRATO URINÁRIO INTRODUÇÃO O trato urinário é a topografia mais comum de infecção hospitalar. Serratia. mas felizmente ocorre em menos que 1% de pacientes cateterizados. Enterococcus. Para obter medidas precisas do débito urinário em pacientes criticamente enfermos. 2. „ Evitar a cateterização urinária: 1. a drenagem por punção suprapúbica. As taxas de infecção variam amplamente. Proteus. 3. respondendo por mais de 40% dos casos de infecção hospitalar. Esta última complicação é muito séria. inclusive Escherichia coli. 4. Embora as infecções do trato urinário associadas a cateter não possam ser prevenidas em sua totalidade. uma vez que é associado com uma mortalidade significante. Além disso. a manipulação freqüente do sistema com preservativo (por exemplo. Como meio de obter urina para cultura ou outros testes diagnósticos quando o paciente pode urinar espontaneamente. um grande número pode ser evitado através dos cuidados adequados com cateter de demora. „ Geralmente. Enterobacter. epididimite. Pseudomonas. Patógenos do trato urinário como Serratia marcescens e Pseudomonas cepacia têm significado epidemiológico especial. Como substituto para os cuidados de enfermagem no paciente incontinente. pielonefrite e bacteremia por bactéria gram-negativa. mas eles também podem ser adquiridos através de contaminação secundária a partir de outros pacientes ou dos profissionais de saúde ou por exposição a soluções contaminadas ou equipamento não esterilizados.

o sistema coletor deve ser trocado usando técnica asséptica após desinfecção da junção cateter-sistema de drenagem. outros métodos de drenagem urinária como drenagem através de preservativo. 4. gazes. Todas as outras intervenções podem ser vistas como medidas auxiliares. Se acontecerem falhas na técnica asséptica. c. que seja compatível com uma boa drenagem. RECOMENDAÇÕES PARA A PROFILAXIA DAS INFECÇÕES URINÁRIAS RELACIONADAS A CATETER 1. cateterização suprapúbica e cateterização uretral intermitente podem ser alternativas úteis à cateterização uretral de demora. b. para minimizar trauma uretral. Luvas. Fixar adequadamente os cateteres de demora após a inserção para prevenir movimentação e tração uretral.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS „ „ Para certos tipos de pacientes com disfunção do esvaziamento vesical. Pessoal a. Deve ser usado um cateter do menor diâmetro possível. Só profissionais de saúde que dominam a técnica correta de inserção asséptica e de manutenção do cateter urinário devem manipular estes cateteres. 5. é comumente empregada. Os mesmos não devem ser usados somente para a conveniência dos profissionais que prestam cuidado ao paciente. Nunca desconectar o cateter do sistema de drenagem. 44 . Inserir os cateteres usando técnica asséptica e equipamento estéril. Para pacientes selecionados. Só inserir cateteres urinários quando necessário e mantê-los apenas o tempo estritamente necessário. Os profissionais de saúde devem receber treinamento periódico sobre as técnicas corretas e potenciais complicações da cateterização urinária. a cateterização intermitente. como aqueles com lesão medular ou crianças com meningomielocele. b. Usar sempre sistema de drenagem contínua fechada estéril b. uma solução anti-séptica para a limpeza periuretral adequada e um frasco de uso único de lubrificante devem ser usados para a inserção. Uso do cateter a. Para cateterização de curto prazo. 2. Lavagem das mãos A lavagem das mãos deve ser feita imediatamente antes e após qualquer manipulação do local de inserção do cateter ou do sistema de drenagem. 3. esta medida sozinha pode reduzir a taxa de infecção de um inevitável 100% quando drenagem aberta é empregada para menos de 25%. exceto nas situações de irrigação contínua abaixo descritas. c. Inserção de cateter a. uma terceira alternativa. a aderência ao sistema de drenagem urinária contínua fechada estéril é a base de controle de infecção. desconexão ou vazamento. Para pacientes que requerem cateterização uretral de demora. d. Drenagem estéril fechada a. b.

Para obter volumes maiores de urina para análises especiais devem ser colhidos assepticamente da bolsa de drenagem. Deve-se manter um fluxo urinário desobstruído (ocasionalmente. muco. Se o cateter obstruir e só poder ser mantido pérvio através de irrigação freqüente. as bolsas coletoras devem sempre ser mantidas abaixo do nível da bexiga. A pessoa que executa a irrigação deve usar técnica asséptica. o cuidado meatal diário com qualquer um destes dois esquemas não pode ser endossado. b. Fluxo urinário a. a terminação distal do cateter deve ser limpa com detergente líquido neutro e. Para coleta de volumes pequenos de urina para exame. posteriormente. Coleta de urina a. 12. c. Evitar irrigação a menos que obstrução já seja prevista (por exemplo. Cuidados com o meato uretral A antissepsia diária com solução de PVPI ou a limpeza com sabão e água não reduziram a infecção do trato urinário associada ao cateter em dois recentes estudos. 8. pode ser usado um método intermitente de irrigação. d. Para aliviar obstrução devido a coágulos. é necessário obstruir o cateter temporariamente para coleção de espécime ou outros propósitos médicos). Assim. b. 45 . se necessário. a irrigação contínua fechada deve ser usada. cateteres funcionando mal ou obstruídos devem ser irrigados ou. 9. a bolsa de drenagem deve ser esvaziada regularmente usando um separado para cada paciente (a bolsa de drenagem e o recipiente coletor não-estéril nunca devem entrar em contato). A junção cateter-sistema de drenagem deve ser desinfetada antes de desconexão. iii. realizada desinfecção para. 10. o cateter deve ser mudado caso seja provável que o próprio cateter está contribuindo para a obstrução. como pode ocorrer devido ao sangramento após cirurgia prostática ou vesical).Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS 6. Monitoramento bacteriológico da urina O valor do monitoramento bacteriológico regular de pacientes cateterizados como uma medida de controle de infecção não foi estabelecido e não é recomendado. Irrigação a. atualmente. ii. Para se manter livre fluxo da urina: i. Irrigação contínua da bexiga com antimicrobianos não se mostrou útil e não deve ser executada como uma medida de prevenção de infecção rotineira. Intervalo de troca de cateter Os cateteres de demora não devem ser mudados a intervalos fixos arbitrários. ou outras causas. b. Evitar dobras do cateter e do circuito coletor. aspirar a urina com uma seringa e agulha estéreis. 7. Nestes casos. Uma seringa de grande volume e uma solução irrigante estéreis devem ser usados e posteriormente descartados. então. iv. substituídos.

Lavar as mãos e secar com papel toalha. ƒ Em pacientes do sexo masculino. elevando-o a um ângulo de aproximadamente 65º.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS TÉCNICA PARA SONDAGEM VESICAL DE DEMORA ƒ Preparar todo o material. ƒ Colocar o campo estéril sobre a região genital do paciente. elevando-o a um ângulo de aproximadamente 65º. ƒ Enxagüar com soro fisiológico ou água destilada. ƒ Retirar as luvas. ƒ Segurar a sonda firmemente e introduzi-la na uretra até o retorno da urina. ƒ Em pacientes do sexo masculino. retirar o prepúcio delicadamente e fazer a limpeza com movimentos circulares em toda a glande. ƒ Colocar adequadamente a comadre (no caso de paciente do sexo feminino). e introduzir a sonda até o retorno da urina. ƒ Lavar as mãos e secar com papel toalha. retirar o prepúcio delicadamente e fazer a limpeza com movimentos circulares em toda a glande. ƒ Retirar as luvas e friccionar álcool glicerinado nas mãos. ƒ Calçar luvas estéreis. com o prepúcio já retraído. tomando cuidado para não contaminá-las. ƒ Esperar a drenagem completa. Posicionar o paciente e descobrir apenas a região genital do mesmo. Colocar adequadamente a comadre (no caso de paciente do sexo feminino). ƒ Segurar a sonda firmemente e introduzi-la na uretra até o retorno da urina. ƒ Retirar todo o material utilizado. Calçar as luvas de procedimento. segurar o corpo do pênis. ƒ Lavar a região perivaginal com água e sabão ou PVP-I degermante com movimentos contínuos de cima para baixo. usando seringa estéril. segurar o corpo do pênis. ƒ Conectar a bolsa coletora na parte distal da sonda. ƒ Fazer assepsia do meato uretral com PVP-I tópico: na direção da uretra para ânus em pacientes do sexo feminino. TÉCNICA PARA A SONDAGEM VESICAL DE ALÍVIO Preparar todo o material. com o prepúcio já retraído. ƒ Calçar luvas estéreis. ƒ Em pacientes do sexo masculino. ƒ Retirar as luvas e friccionar álcool glicerinado nas mãos. ƒ Lavar as mãos. ƒ Calçar as luvas de procedimento. Abrir a bandeja de cateterismo com técnica asséptica. ƒ Abrir a bandeja de cateterismo com técnica asséptica. ƒ Retirar as luvas. friccionar álcool glicerinado e anotar no prontuário. ƒ Fixar a bolsa coletora abaixo do nível da bexiga e acima do chão. ƒ Posicionar o paciente e descobrir apenas a região genital do mesmo. e introduzir a sonda até o retorno da urina. ƒ Colocar o campo estéril sobre a região genital do paciente. segurar o corpo do pênis. ƒ Fixar a sonda e na parte interna-superior da coxa do paciente com esparadrapo. ƒ Lubrificar a sonda com vaselina ou glicerina estéril. e em movimentos circulares para pacientes do sexo masculino. ƒ Em pacientes do sexo masculino. Lavar a região perivaginal com água e sabão ou PVP-I degermante com movimentos contínuos de cima para baixo. e em movimentos circulares para pacientes do sexo masculino. ƒ Lubrificar a sonda com vaselina ou glicerina estéril. ƒ Insuflar o balonete com 15 ml de água destilada. ƒ Enxagüar com soro fisiológico ou água destilada. segurar o corpo do pênis. ƒ Medir o volume drenado. ƒ Recolher todo o material. ƒ ƒ ƒ ƒ ƒ ƒ ƒ 46 . ƒ Fazer assepsia do meato uretral com PVP-I tópico: na direção da uretra para ânus em pacientes do sexo feminino. lavar as mãos e anotar no prontuário. ƒ Retirar cuidadosamente a sonda.

duplica o tempo e aumenta os custos da hospitalização em 2 a 4 vezes. tosse e espirro podem levar microrganismos do trato respiratório até a ferida cirúrgica (especialmente Staphylococcus aureus. doenças graves subjacentes. doença maligna. EPIDEMIOLOGIA „ Quase todas as IFC são adquiridas durante o ato operatório. • „ Idade. procedimentos cirúrgicos e entre pacientes. em média. etc. escore ASA (maior pontuação = maior risco). PREVENÇÃO Preparo do Paciente Cirúrgico: Medidas Pré-Hospitalares O quê Menor duração possível da hospitalização préoperatória Quem Quando Onde Por que Relação direta Compensar o entre a duração da paciente e tratar internação prétodas as condições operatória e a taxa que possam ser de infecção de fatores de risco ferida cirúrgica Relação direta entre a presença de infecção remota e a taxa de infecção de ferida cirúrgica Compensar Relação direta situações como entre a presença diabetes. Fontes ou reservatórios de microrganismos causadores de infecção de ferida cirúrgica A maioria das infecções de ferida cirúrgica é causada por microrganismos endógenos da flora normal da pele e varias superfícies mucosas do próprio paciente. A maioria dos microrganismos que chegam à incisão são levados pela equipe cirúrgica ou provém de alguma área do corpo do próprio paciente. „ A IFC. carreamento nasal de Staphylococcus aureus. infecção de ferida limitar uso de cirúrgica corticóides. destes fatores de obesidade mórbida risco e a taxa de e desnutrição.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS PREVENÇÃO DA INFECÇÃO DA FERIDA CIRÚRGICA INTRODUÇÃO „ A infecção da ferida cirúrgica (IFC). um número crescente de condutas têm sido adotadas. A interação de diversas variáveis é que irá determinar sua ocorrência. menos freqüentemente. diabetes mellitus. A fala. tanto na sala operatória como no período peri-operatório. pele e pêlos. má-nutrição. • Instrumental cirúrgico mal esterilizado é uma fonte grosseira de transmissão de infecção. duração da hospitalização pré-operatória (maior permanência = maior risco). o agente principal destas infecções). • As mãos. Ela é uma das principais causas de morbidade e. • Escamas de pele e fios de cabelos desprendem-se continuamente de nosso corpo e podem carrear microrganismos para o sítio cirúrgico. „ Com o objetivo de reduzir as taxas de IFC. de mortalidade do paciente cirúrgico . Assim. obesidade mórbida. infecção em sítio remoto. • O meio ambiente da sala de cirurgia muito raramente pode ser responsabilizado como reservatórios de microrganismos causadores de infecção cirúrgica. „ A incidência de IFC varia entre cirurgiões. Como Fatores de Risco para Infecção de Ferida Cirúrgica Associados ao Hospedeiro O médico Antes de internar No ambulatório Tratar infecção de sítio remoto O médico Antes da cirurgia e de preferência antes de internar No ambulatório Controle de fatores de risco associados O médico Antes da cirurgia e de preferência antes de internar No ambulatório 47 . a epidemiologia da IFC está intimamente associada a eventos que ocorrem na sala cirúrgica. além do trato respiratório superior da equipe cirúrgica também são um reservatório potencial de microrganismos causadores de infecção da ferida operatória. hospitais. tabagismo. tamanho das mamas em cirurgias desta região. está entre as 3 infecções hospitalares mais freqüentes. uso de imunossupressores.

O. O. Como • Hemostasia efetiva • Manutenção de suprimento sangüíneo adequado • Remoção de todo tecido desvitalizado • Obliteração de espaço morto • Material de sutura fino e não-absorvível • Fechamento da ferida sem tensão Utilizando com habilidade a técnica mais adequada para o caso Utilizar somente quando estritamente necessário Utilizar somente quando estritamente necessário Drenar de acordo com os princípios aceitos na literatura Por que São princípios básicos da prática cirúrgica Menor duração possível da cirurgia. O. Relação direta entre o tempo de cirurgia e a taxa de infecção de ferida cirúrgica O cirurgião Durante a cirurgia Na S. O. O. Cobrir o corpo do paciente. O anestesista Geralmente na indução anestésica Na S. 48 . O. Como Tonsurador elétrico (de preferência) ou raspagem com aparelho adequado com lâmina estéril imediatamente antes da cirurgia Por que A tricotomia com lâmina(principalmente mais de 2 horas antes da cirurgia) tem relação direta com a taxa de infecção de ferida cirúrgica.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Preparo do Paciente Cirúrgico: Medidas Pré-Operatórias O quê Tricotomia Quem Auxiliar de enfermagem Quando Imediatament e antes da cirurgia e se for absolutament e necessário Onde Na S. Em RN e pacientes alérgicos ao iodo. O. Uso de eletrocautério pode associar-se a aumento da taxa de infecção de ferida cirúrgica Material estranho possibilita melhor crescimento de bactérias Drenos O cirurgião Durante a cirurgia Na S. Em mucosas. Colocação de campos cirúrgicos Antibiotico profilaxia cirúrgica O cirurgião Após antissepsia Na S. usar PVP-I aquoso (tópico). O. diminuindo o número de patógenos nos tecidos a um nível manejável pelo sistema imune Preparo do Paciente Cirúrgico: Medidas Intra-Operatórias O quê Boa técnica operatória Quem O cirurgião Quando Durante a cirurgia Onde Na S. Aplicar PVP-I degermante no local onde se fará a incisão com fricção por 10 minutos. usar clorexidina e tintura de clorexidina. remover com SF e em seguida aplicar PVP-I alcoólico e deixar secar. provavelmente pela liberação da flora residente nas camadas profundas da pele pelo traumatismo da tricotomia Redução do reservatório de microrganismos da pele ao nível mais baixo possível e manutenção de efeito residual prolongado Antissepsi O cirurgião a da pele no local da cirurgia Imediatament e antes da cirurgia Na S. exceto a região da cirurgia e as regiões necessárias para anestesia e controle do paciente Esquema próprio Evitar que microrganismos de fora da área operatória atinjam a ferida cirúrgica O papel antibioticoprofilaxia é colaborar com as defesas humorais e celulares. Órteses e próteses O cirurgião Durante a cirurgia Na S. respectivamente. O. compatível com a segurança do paciente Eletrocautério O cirurgião Na S.

Protege a equipe cirúrgica da contaminação das mucosas com sangue Com a conversação. CDC. articulações e extremidades dos dedos • Enxagüar com os cotovelos no ponto mais baixo • Enxugar em toalha ou compressa estéril • Aplique o PVP-I alcoólico e deixe secar antes de calçar as luvas (forma uma luva química bacteriostática sobre a pele das mãos). Caso exista curativos do que naquelas drenagem de secreções em que o curativo é mantido ou sangramento. O. cobri-la totalmente Colocação de propé Proteger os calçados da equipe cirúrgica de contaminação com sangue (não previne contra infecção de sítio cirúrgico) Promover um Todos que Durante a Na S. antes da colocação de luvas estéreis Colocar máscara cobrindo boca e nariz Redução da conversação Colocação de capote Equipe cirúrgica Na S.. sem é menor nas feridas sem curativos. O. com o cuidado de sempre se realizar a técnica asséptica * O Guideline for prevention of surgical site infection. O. Retire todos os anéis e pulseiras antes de iniciar a lavagem de mãos. pregas e espaços interdigitais. nesta ordem.O. • Abra a torneira sem usar as mãos e enxágüe mãos e antebraços • Espalhe o PVP-I degermante nas mãos e antebraços • Com escova estéril. juntamente com a máscara. O. O. A incisão cirúrgica deve Após a oclusão da ferida enfermagem permanecer com curativo com o coágulo de fibrina (24 oclusivo por 24 horas. só exige seu uso enquanto na S. Membro da equipe cirúrgica com barba deverá usar capuz para. Conversar só o essencial Equipe cirúrgica Na S. escove as unhas. a incidência de Após este período pode infecções da ferida cirúrgica ficar aberta. Cria barreira física entre o campo cirúrgico e fontes potenciais de bactérias Prevenir queda de cabelo e escamas de pele dentro da ferida cirúrgica Colocação de máscara Todos que entrarem no bloco cirúrgico* Durante o tempo de permanência no bloco cirúrgico* Durante a cirurgia Após a lavagem das mãos. a 48 horas).Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Preparo da Equipe Cirúrgica O quê Lavagem de mãos e colocação de luvas estéreis Quem Equipe cirúrgica Quando Antes de vestir o capote Onde No bloco cirúrgico (pia de degermação) No bloco cirúrgico* Como Ver abaixo da tabela Por que Redução do reservatório de microrganismos das mãos ao nível mais baixo possível e manutenção de efeito residual Reduz a eliminação de microrganismo do trato respiratório para o campo cirúrgico. Alérgicos ao PVP-I podem usar clorexidina (degermante e tintura) 49 . durante o ato cirúrgico ou quando o instrumental estéril já estiver exposto. O. ar pessoas e As portas devem ser movimentação na mantidas fechadas. Equipe cirúrgica Antes de fazer antissepsia das mãos Na S. sem retorno. Todo S. nos sulcos. 1999. particularmente. dedos. Técnica de escovação cirúrgica das mãos e antebraços: • Deixe as mãos mais elevadas que os cotovelos durante todo o procedimento. O. O. a contaminação da ferida cirúrgica pode aumentar Proteção da equipe cirúrgica da contaminação com sangue. deve ficar o Promover a mínima mínimo de entrarem no bloco cirurgia mínimo de pessoas movimentação possível de aglomeração de cirúrgico necessário para a cirurgia. Colocação de gorro/capuz Todos que entrarem no bloco cirúrgico* Durante o tempo de permanência no bloco cirúrgico* No bloco cirúrgico* Cobrir todo o cabelo. deverá ser trocado sempre que necessário. o material necessário deve estar na S. antes do início da cirurgia Curativos Auxiliares de Após a cirurgia Na S. por 5 minutos • Detenha-se. Na S. mãos e antebraços.

cirurgias oculares e de vias biliares. „ A profilaxia em dose única é preferível. „ O papel da antibioticoprofilaxia é colaborar com as defesas humorais e celulares. contaminadas e infectadas. neste caso deve-se administrar uma dose intraoperatória adicional após 3 horas de cirurgia(repique). nervoso e cardiovascular. Consideram-se limpas as cirurgias realizadas na epiderme. na ausência de processo infeccioso local. sistemas músculoesquelético. em tecidos cavitários com comunicação com o meio externo. Consideram-se potencialmente contaminadas as cirurgias realizadas nos tratos gastrintestinal (exceto cólon). „ O uso de antibióticos nos pacientes submetidos a cirurgia contaminada ou infectada deve ser considerado terapêutico e adequado às bactérias causadoras da infecção estabelecida. na ausência de processos infeccioso local. as cirurgias são classificadas em: limpas. „ Extensas pesquisas demonstram que prolongar a antibioticoprofilaxia por mais de 24 horas não leva a reduções extras da taxa de infecção de ferida operatória. tecido celular subcutâneo. „ Os antibióticos profiláticos parenterais devem ser administrados 30 minutos antes da incisão cirúrgica(indução anestésica). genitourinário. 3 . aumenta o custo e está associado a um maior número de complicações para o paciente „ Cefalotina e cefazolina são utilizadas na maioria dos esquemas profiláticos. potencialmente contaminadas. ou de difícil descontaminação. a menos que a duração da cirurgia seja maior que 3 horas. diminuindo o número de patógenos nos tecidos a um nível manejável pelo sistema imune.Cirurgias Contaminadas São as realizadas em tecidos colonizados por flora microbiana abundante. 1 . em tecido com lesões cruentas e cirurgias de traumatismo crânio encefálicos abertos. Consideram-se contaminadas as cirurgias realizadas no cólon. respiratório superior e inferior. de difícil descontaminação. porém a cefazolina é preferível por causa de sua meia-vida mais longa e níveis teciduais maiores. reto e ânus.Cirurgias Infectadas São as realizadas em qualquer tecido.Cirurgias Limpas São realizadas em tecidos estéreis ou passíveis de descontaminação. 4 .Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ANTIBIOTICOPROFILAXIA EM CIRURGIA „ Os antibióticos profiláticos estão claramente indicados aos pacientes submetidos a cirurgias limpas com implante de um corpo estranho e na maioria dos procedimentos potencialmente contaminados. 2 . na ausência de processo infeccioso local. Incidência Esperada de infecção em ferida Cirúrgica Segundo o Potencial de Contaminação.Cirurgias Potencialmente Contaminadas São as realizadas em tecidos colonizados por flora microbiana pouco numerosa. Limpas: 1 a 5% Potencialmente Contaminadas: 3 a 11% Contaminadas: 10 a 17% Infectadas: > 27% 50 . na presença de processo infeccioso local ou após trauma penetrante com mais de 4 horas. CLASSIFICAÇÃO DAS CIRURGIAS SEGUNDO O POTENCIAL DE CONTAMINAÇÃO De acordo com os riscos de contaminação. este procedimento resulta em níveis terapêuticos da droga na ferida operatória e tecidos adjacentes durante a cirurgia.

cirurgia endoscópica Manter por 3 a 5 dias em caso metronidazol + de perfuração ou gangrena gentamicina Usar por mais 24 horas.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Esquemas de Antibioticoprofilaxia Cirúrgica Procedimento Cirurgia Geral Esofágica Indicações e observações Primeira escolha cefazolina Neoplasia. hemorragia. gastrostomia percutânea Idade > 70 anos. úlcera gástrica. cefazolina coledocolitíase. amputação. associar à limpeza mecânica do cólon Em caso de perfuração de víscera oca. alteração cefazolina da motilidade. prótese Cirurgia vascular vascular cefazolina cefazolina cefazolina clindamicina clindamicina vancomicina 51 . cirurgia de urgência. microcirurgia metronidazol + gentamicina metronidazol + gentamicina sulfametoxazol + trimetoprim cefazolina cefazolina Com fusão espinhal Usar por mais 24 horas Usar por mais 24 horas Até 6 horas: mais 24 horas Mais de 6 horas: terapêutico cefazolina cefazolina cefazolina cefazolina cefazolina cefazolina cefazolina cefazolina gentamicina (tópica) Alternativa clindamicina + gentamicina clindamicina + gentamicina Gastroduodenal Trato biliar e pâncreas clindamicina + gentamicina gentamicina + cloranfenicol ou clindamicina gentamicina + cloranfenicol ou clindamicina gentamicina + cloranfenicol ou clindamicina vancomicina vancomicina clindamicina vancomicina clindamicina clindamicina clindamicina + gentamicina vancomicina vancomicina vancomicina clindamicina + gentamicina Apendicectomia Colorretal Trauma abdominal penetrante Neurocirurgia Derivação ventriculoperitoneal Craniotomia Cirurgia transesfenoidal ou translabirintica Laminectomia Cirurgia Ortopédica Colocação de prótese ou material de osteossíntese Artroplastia de quadril Fratura exposta Cirurgia Cardíaca Implante de prótese valvar Usar por mais 24 horas Revascularização do Usar por mais 24 horas miocárdio Inserção de MP Cirurgia de grande porte com Cirurgia de Cabeça e abordagem pela mucosa oral Pescoço ou faríngea Somente com colocação de Cirurgia Oftalmológica lente intraocular Cirurgia Torácica Pneumectomia ou Usar por mais 24 horas lobectomia Mediastino e Usar por mais 24 horas mediastinoscopia Aorta abdominal. extremidades inferiores. colecistite aguda. icterícia obstrutiva. obstrução. usar por 3 a 5 dias Usar por mais 24 horas Reexploração.

Doses para antibioticoprofilaxia Antibiótico cefazolina clindamicina cloranfenicol gentamicina metronidazol norfloxacina penicilina cristalina sulfametoxazol + trimetoprim vancomicina Dose adulto 1g 600 mg 1g 80 mg 1g 800 mg (via oral) 2 milhões de unidades 800 mg/160mg 1g Dose pediátrica 50 mg 7. 52 . Nas cesáreas. nefrectomia. rotura de membranas cefazolina por mais de 6 horas e trabalho de parto prolongado (mais de 12 horas) vancomicina Î As cirurgias que não estão acima relacionadas não necessitam de antibioticoprofilaxia. Mastectomia agulhamentos. Em caso de perda maciça de sangue ou quando a duração do procedimento se prolongue por mais de 3 horas. Mesmo em situações de contaminações acidentais.5 mg/kg 7. o antibiótico é administrado após o clampeamento do cordão. doses adicionais de cefazolina devem ser administradas no intraoperatório.5 mg/kg não indicado ⎯ 5 mg/kg (trimetoprim) 15 mg/kg „ „ „ „ „ As doses acima descritas referem-se a uma dose única endovenosa do antibiótico administrada durante a indução anestésica. colpectomias e ginecológicas. prótese peniana Transplante renal Usar por mais 24 horas Ginecologia Histerectomia abdominal ou vaginal Nas cirurgias de fístulas Vulvectomia. o prolongamento da profilaxia não está associado a um melhor resultado clínico. colpectomia. Aborto 1° trimestre gonorréia ou múltiplos parceiros Aborto 2° trimestre cefazolina norfloxacina cefazolina cefazolina gentamicina vancomicina cefazolina + metronidazol vancomicina + metronidazol cefazolina vancomicina penicilina cristalina cefazolina clindamicina + gentamicina clindamicina + gentamicina Cesárea Cirurgia de emergência.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Esquemas de Antibioticoprofilaxia Cirúrgica (continuação) Cirurgia Urológica Prostatectomia abdominal. cirurgia em gestantes de alto risco. fístulas retovaginais.5 mg/kg 50 mg/kg 1. a dose da cefazolina deve ser de 2g. neovagina é necessário a prolapso de cúpula vaginal. Para paciente com peso ≥ 80 kg. Doses adicionais serão empregadas apenas quando assim indicado. cirurgia para ginecomastia e exérese de nódulo mamário Obstetrícia Com histórico de DIP. derivação urinária. litotomia. nefrostomia com molde uretral. limpeza mecânica prévia do neovagina cólon Não indicada nas quadrantectomias.

B. Não utilizar a dissecção venosa ou arterial como método preferencial para inserção de cateteres intravasculares. Use luvas limpas durante as trocas de curativo. sobre os procedimentos para sua inserção e manutenção adequadas e sobre as medidas apropriadas para o controle de infecções relacionadas a este tipo de dispositivo. B. calafrios e/ou hipotensão) e nenhuma outra fonte aparente de infecção. C. C. IV. II. substituir ou aplicar um curativo em qualquer dispositivo intravascular. as luvas devem ser estéreis. III. Infecção do sítio de saída: „ Eritema ou edema dentre 2 cm a partir do sítio de saída do cateter. Se o paciente apresentar dor no local de inserção. Manter técnica asséptica para a inserção e cuidados com o cateter intravascular. Monitorar rotineiramente a região do cateter por visualização direta ou por palpação através do curativo intacto. O uso de luvas não desobriga da lavagem das mãos. Vigilância para infecções relacionadas ao cateter: A. B. na ausência de infecção da corrente sangüínea ou purulência concomitantes. Usar luvas durante a inserção do cateter. Infecção da corrente sangüínea relacionada ao cateter: „ Isolamento do mesmo microrganismo (ou seja. Não são recomendadas culturas de rotina da ponta de cateteres. D. espécie e antibiograma idênticos) de uma cultura semiquantitativa (maior ou igual a 15 UFC) ou quantitativa (maior que 1000 UFC) de um segmento de cateter e do sangue (preferivelmente obtido de uma veia periférica) de um paciente com sintomas clínicos de infecção da corrente sangüínea (febre. Infecção clínica do sítio de saída (ou infecção do túnel): „ Dor. dependendo individualmente da situação de cada paciente. assim como antes e depois de inserir. febre sem fonte óbvia ou outras manifestações sugerindo infecção local ou da corrente sangüínea. Para a inserção de cateteres arteriais ou centrais. RECOMENDAÇÕES GERAIS PARA A REDUÇÃO DAS COMPLICAÇÕES INFECCIOSAS ASSOCIADAS AO USO DE CATETERES INTRAVASCULARES I. Anotar a data e hora da inserção e remoção do cateter e de trocas do curativo de uma forma padronizada. Lavar as mãos antes e após palpar sítios de inserção de cateteres. 53 . ao longo do trajeto subcutâneo de um cateter tunelizado. eritema ou edema local maior que 2 cm a partir do sítio do cateter. Higienização das mãos: A.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS PREVENÇÃO DAS INFECÇÕES ASSOCIADAS A CATETERES INTRAVASCULARES DEFINIÇÕES PARA INFECÇÃO ASSOCIADA AO CATETER Colonização localizada do cateter: „ Crescimento maior ou igual a 15 UFC (cultura semiquantitativa) ou maior que 1000 UFC (cultura quantitativa) do segmento distal do cateter. na ausência de sintomas clínicos. Educação dos profissionais de saúde: educar os profissionais de saúde em relação às indicações para o uso dos cateteres intravasculares. na ausência de infecção da corrente sangüínea. Técnica asséptica durante a inserção e cuidados com o cateter: A. o curativo deve ser removido para permitir uma avaliação completa do local.

em pacientes adultos. por exemplo. Remover qualquer cateter intravascular tão logo seu uso não seja mais essencial. Cateter venoso periférico: em adultos. Cateter venoso central: utilizar preferencialmente a veia subclávia em relação às veias jugular interna ou femoral. B. VI.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS V. Substituir os circuitos. flebite ou infiltração. incluindo álcool 70%. antes de inserção do cateter e nas trocas de curativo. D. O PVP-I deve permanecer em contato com a pele por no mínimo 2 minutos antes da inserção. 1. Trocar todo cateter venoso central se o paciente estiver hemodinamicamente instável e suspeitar-se de infecção da corrente sangüínea relacionada ao cateter. Seleção e substituição de dispositivos intravasculares: A. o que indica infecção. trocar todos os cateteres assim que possível e com não mais de 48 horas. Circuitos 1. VIII. D. 2. F. VII. em pacientes pediátricos. Manter cateteres venosos periféricos em crianças até o fim da terapia endovenosa. puncionar veia de membros superiores para a inserção do cateter. C. Trocar o curativo no mínimo semanalmente para pacientes adultos e adolescentes. Substituição dos circuitos de administração e de fluidos parenterais: A. Substituir qualquer cateter venoso central de curta duração se for observado purulência no sítio de inserção. se for improvável que o cateter é a fonte de infecção. Caso o pacientes estiver diaforético ou se houver sangramento local ou secreção. não mais freqüentemente que a intervalos de 72 horas. Não utilizar a técnica do fio-guia para substituir cateteres em pacientes suspeitos de ter infecção relacionada ao cateter. Não há atualmente recomendações pertinentes ao uso de clorexidina em crianças menores de 2 meses (item não resolvido). Não substituir rotineiramente cateteres venosos centrais ou arteriais apenas devido ao propósito de reduzir a incidência de infecções. a técnica de inserção e o local de inserção que apresente o menor potencial para complicações (infecciosas e não infecciosas) para o tipo e duração antecipados de terapia endovenosa. 54 . Selecionar o cateter. para minimizar o risco de infecção. B. as veias jugular interna ou femoral são preferidas à veia subclávia para cateteres usados para hemodiálise com o objetivo de evitar a estenose venosa. 4. Trocar cateteres venosos periféricos no mínimo cada 72 a 96 horas em adultos para prevenção de flebites. C. Substituir o circuito utilizado para administrar infusões de propofol a cada 6 a 12 horas. E. Usar o julgamento clínico para determinar quando trocar um cateter que pode ser uma fonte de infecção (exemplo: não trocar de rotina cateter em pacientes cuja única indicação de infecção é a febre). Curativos: A. PVP-I ou clorexidina a 2%. 3. Deixar o antisséptico permanecer no local de inserção e secar naturalmente antes da inserção do cateter. Ao banhar o paciente. Realizar antissepsia local da pele com um antisséptico apropriado. a não ser que ocorram complicações como. a mão. Não submergir o cateter sob água. Substituir o curativo quando o mesmo estiver úmido. C. Quando a aderência à técnica asséptica não puder ser garantida (exemplo: quando um cateter é inserido durante uma emergência). exceto quando for diagnosticada infecção associada ao cateter. F. 2. I. tomar precauções para reduzir a possibilidade de introduzir microrganismos no cateter (exemplo: proteger o cateter e o dispositivo de conexão com uma cobertura impermeável durante o banho). o dorso do pé ou o couro cabeludo pode ser usado como locais para inserção do cateter. o sistema não deve ser trocado com freqüência maior que a cada 72 horas. Usar gaze estéril ou curativo transparente semi-permeável para cobrir o local do cateter. dependendo das recomendações do fabricante. dependendo das circunstâncias individuais de cada paciente E. Não trocar rotineiramente cateteres venosos em pacientes que estão bacteriêmicos ou fungêmicos. um curativo com gazes é preferível. G. B. Não use antibióticos tópicos no sítio de inserção (exceto em cateter de diálise) devido ao potencial de promover infecções fúngicas e resistência antimicrobiana. H. Cuidados locais com o cateter: A. Se a solução contiver apenas glicose e aminoácidos. incluindo “torneirinhas”. frouxo ou visivelmente contaminado. Substituir o circuito para administração de sangue. hemoderivados ou emulsões lipídicas (tanto as misturas 3 em 1 combinadas com aminoácidos e glicose como as emulsões lipídicas puras) dentro de 24 horas após iniciar a infusão.

Cuidados com o cateter: A. II. Não trocar de forma rotineira os cateteres arteriais periféricos apenas como forma de prevenir infecções associadas ao cateter. B. Troca do cateter d do sistema de monitorização da pressão: A. B. Não usar trocas com fio-guia rotineiramente como forma de prevenir infecções. dispositivo de irrigação contínua. conjuntamente com os outros componentes do sistema (circuitos. exceto em pacientes pediátricos.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS B. III. C. D. Não usar trocas com fio-guia rotineiramente como forma de prevenir infecções. Trocar o curativo de um cateter venoso central a cada 2 dias para curativos com gazes e no mínimo cada 7 dias para curativos transparentes. 55 . B. Substituição do cateter usando fio-guia: A. máscara. Usar um cateter venoso central com o menor número de lúmens essenciais às necessidades do paciente. o acesso venoso pode ser preservado removendo o cateter através de um fio-guia e inserindo-se um novo cateter através do mesmo fioguia. nos quais o risco de deslocar o cateter se sobrepõe ao benefício da troca do curativo. Usar preferencialmente um sistema de irrigação fechado ao invés de um sistema aberto (que requer seringas e torneiras). Minimizar o número de manipulações no sistema de monitorização. Se o cateter removido apresentar resultado de cultura sugestivo de colonização ou infecção. B. RECOMENDAÇÕES ADICIONAIS PARA A REDUÇÃO DAS COMPLICAÇÕES INFECCIOSAS ASSOCIADAS AO USO DE CATETERES ARTERIAIS PERIFÉRICOS I. Usar a troca com fio-guia para substituir um cateter com mal funcionamento apenas se não houver evidência de infecção. 4. frouxo ou contaminado ou quando a inspeção do local for necessária. Trocar os transdutores em intervalos de 72 horas. a infusão deve completar-se dentro de 24 horas. a inserção de um novo cateter em um outro local é indicada. Na suspeita de uma infecção relacionada ao cateter. Completar as Infusões de soluções lipídicas (exemplo: soluções 3 em 1) dentro de 24 horas após o início da infusão. Usar o julgamento clínico para avaliar a adequação da remoção do cateter se houver evidência de infecção em outro local ou se uma causa não infecciosa para a febre for suspeitada. Designar um dos lúmens exclusivamente para alimentação parenteral se um cateter multilúmen for usado. B. C. Usar a troca com fio-guia para substituir um cateter com mal funcionamento apenas se não houver evidência de infecção. Usar um novo par de luvas estéreis antes de manusear o novo cateter quando executar uma substituição de cateter com fio-guia. I. II. Se devido a considerações de volume a infusão necessitar de mais tempo. Completar a infusão de sangue e hemoderivados dentro de 4 horas após início da infusão. RECOMENDAÇÕES ADICIONAIS PARA A REDUÇÃO DAS COMPLICAÇÕES INFECCIOSAS ASSOCIADAS AO USO DE CATETERES VENOSOS CENTRAIS Princípios gerais: A. C. solução de irrigação). capote estéril. Fluidos parenterais 1. luvas estéreis e campos estéreis para a inserção de cateteres venosos centrais. Substituição do cateter usando fio-guia: A. D. Completar emulsões lipídicas puras dentro de 12 horas após início da infusão. 3. Se os resultados das culturas semiquantitativas ou quantitativas do segmento de cateter forem negativos. Não há recomendações quanto ao tempo de infusão de outros fluidos parenterais (item não resolvido). Usar técnica asséptica incluindo o uso de gorro. Trocar o curativo quando o mesmo estiver úmido. Não remover um cateter venoso central apenas com base na presença de febre. 2. o cateter inserido através do fio-guia pode ser mantido.

CURATIVOS. trocar o dentro de 4 curativo e horas. com gaze cada 2 central freqüentemente que dias e curativos transparentes cada a cada 72 horas. inspecionar • Nenhuma visualmente o recomendação cateter no mínimo para o tempo de diariamente. o circuito utilizado emergência para dentro de 24 Trocar o curativo para administrar um local diferente horas do início sangue. em intervalos frouxo ou de 72 horas). impedem a • Completar palpação ou infusões de visualização direta sangue e do sítio de inserção hemoderivados do cateter. Cateter venoso mais rotineiramente. permanência de outras soluções endovenosas. seja. de 72 horas). Nenhuma Trocar o curativo Trocar o circuito no Trocar a solução de Cateter arterial recomendação para quando o cateter for momento da troca irrigação no periférico a freqüência da substituído ou do transdutor (ou momento da troca troca do cateter. trocar nutrição que indicado cateteres inseridos o curativo estiver parenteral úmido. frouxo ou contaminado ou houver necessidade de inspecionar o sítio do cateter.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS RESUMO DAS RECOMENDAÇÕES SOBRE A FREQÜÊNCIA DA TROCA DE CATETERES. em intervalos do transdutor (ou estiver úmido. dentro de 48 horas. Trocar os curativos ou hemoderivados quando o cateter for ou soluções trocado ou quando lipídicas dentro de 24 horas do início o curativo estiver da infusão. quando o curativo seja. 56 . Trocar em situações de contendo lipídios contaminado. a não ser a 96 horas. úmido. indicado. hemoderivados ou Crianças: não trocar freqüência em • Completar soluções lipídicas o cateter exceto se pacientes infusão de diaforéticos. com mais da infusão. Em dentro de 24 horas clinicamente soluções pacientes que têm do início da infusão. Não trocar Trocar os curativos Não trocar o circuito Igual acima. frouxo ou clinicamente. lipídicas puras curativos grandes e dentro de 12 volumosos que horas. contaminado ou quando o sítio do cateter necessitar ser examinado. 7 dias em cateteres Trocar o circuito usado para de curta administrar sangue permanência. CIRCUITOS E FLUIDOS TIPO DE CATETER TROCA DO TROCA DO TROCA DO TEMPO DE CATETER CURATIVO CIRCUITO ADMINISTRAÇÀO DOS FLUIDOS EV Não trocar o circuito • Completar a Adultos: não trocar Trocar o curativo Cateter venoso quando o cateter for com freqüência o cateter e mudar periférico infusão de menor que 72 de local antes de 72 removido ou fluidos de trocado ou quando horas.

profissionais de saúde e objetos inanimados. 5. Todos os RN internados por mais de 30 dias estão colonizados com flora patogênica. Excesso de pacientes e/ou número insuficiente de pessoal. 2. mas o parto não for imediato. está relativamente protegido contra microrganismos.500 g é de 1. Cateteres intravasculares. por conseqüência. Procedimentos.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS PREVENÇÃO DE INFECÇÕES HOSPITALARES NEONATAIS COLONIZAÇÃO NEONATAL „ O feto. A infusão de lipídios é o maior fator e risco para bacteremia por estafilococos coagulase-negativos. Nutrição parenteral. especificamente. bactérias entéricas. muitas vezes empiricamente.000 g é de 26% e em RN com peso > 2. ao número de leitos por metro quadrado.1%. 4. dentro da bolsa amniótica. a distância deve ser de 2 m. „ Se a ruptura for precoce. „ No berçário de cuidados intermediários. porém o baixo peso está intimamente relacionado à prematuridade. comensais como Candida sp. familiares. vírus do herpes simples) ou no próprio berçário (Staphylococcus aureus. Se o parto ocorrer logo após a ruptura da membrana. favorece a colonização com bactérias patogênicas muitas vezes resistentes às medicações habituais. a incidência em RN com peso < 1. 57 . Como exemplo. Antibioticoterapia. enterococos. não se demonstrou aumento na taxa de infecção hospitalar com este procedimento. o RN será colonizado durante a passagem pelo canal de parto. O tratamento com vários cursos de antibióticos. vírus respiratórios). ETIOLOGIA „ Os germes que habitualmente causam infecção no RN saudável são adquiridos da mãe (estreptococos do grupo B. O fator de risco predominante é o baixo peso ao nascimento. Estima-se que 20 a 30% das gestantes estão colonizadas por estreptococos do grupo B e que 50% destas mulheres irão transmitir esta bactéria para o RN antes ou durante o parto. „ Na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal. O berço deve ficar ao lado do leito da mãe e afastado 60 cm de outro berço. embora muitas vezes possa ser colonizado ou infectado através da placenta ou por germes que ascendem pelo trato genital materno. „ A colonização inicial do RN e da placenta ocorre habitualmente após ruptura da membrana amniótica. PREVENÇÃO DA INFECÇÃO HOSPITALAR NEONATAL Área Física „ Uma vez que a infecção hospitalar pode relacionar-se à distância entre os berços e os equipamentos e. e estafilococos coagulase-negativos são importantes. „ Após o nascimento. 3. a microflora vaginal pode ascender pelo trato genital. enquanto na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal. sondas para alimentação enteral facilitam as infecções hospitalares ao romperem as barreiras anatômicas naturais. „ Além dos benefícios para o binômio mãe-filho que o alojamento conjunto propicia. Contudo. com emprego de antimicrobianos de largo espectro. Internação prolongada. Listeria monocytogenes. o risco de infecção estafilocócica aumenta 16 vezes quando há número insuficiente de pessoal e aumenta 7 vezes quando há excesso de pacientes. sondas urinárias. tubos endotraqueais. contribuindo também para o risco de fungemia. RN de baixo peso/prematuridade. Grandes fatores contribuintes nesta situações são o descuido com a lavagem das mãos e a quebra nos procedimentos de controle de infecção hospitalar. „ A colonização não implica em infecção. à sepse neonatal. além das enterobactérias. recomenda-se uma distância mínima de 1 m entre os berços ou incubadoras. Em relação. FATORES DE RISCO 1. o processo de colonização continua com a aquisição de novos germes adquiridos pelo contato com a própria mãe. 6. somente 1 a 2% desses RN colonizados irão desenvolver doença invasiva. algumas recomendações mínimas devem ser obedecidas.

„ Estetoscópios. células descamativas. „ A lavagem das mãos deve ser supervisionada por profissional conhecedor da técnica correta de lavagem das mãos. Após estes cuidados proceder à lavagem das mãos. termômetros e outros aparelhos de uso rotineiro devem ser desinfetados antes e depois do uso no RN. Na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal. „ Brinquedos devem ser limpos e desinfetados e não é permitida a troca de brinquedos entre pacientes. Lavagem das Mãos „ A lavagem de mãos visa a remoção da flora transitória. muitas vezes motivadas pela simples falta de tempo para uma adequada lavagem das mãos entre o manuseio dos pacientes.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Equipe „ O excesso de pacientes e/ou redução na equipe médica e/ou paramédica é um fator extremamente importante. instrumento ou material que entre em contato com qualquer região estéril do RN deve ser esterilizado. Equipamento „ Todo equipamento. remover com soro fisiológico e enxugar as mãos com compressas estéreis) 58 . o material deve ser cuidadosamente desinfetado. „ É muito importante enfatizar para as visitas que lavem as mãos antes de qualquer contato com o RN. viroses respiratórias. „ A equipe de funcionários designados para esta unidades deve ser submetida a uma programação de saúde mais rigorosa. oleosidade da pele e ainda. „ Incubadoras e berços devem ser limpos e desinfetados após o uso entre cada paciente. Visitas „ As visitas devem ter as unhas curtas. gastroenterites. „ Se o contato se fizer com mucosas ou com a pele. varicela e hepatite B deve ser avaliada e a vacinação providenciada nos casos necessários. com aumento evidente na taxa de infecção hospitalar. retirar pulseiras. Ambiente „ Partículas de poeira. quando associado a um anti-séptico. anéis e relógios. faringite. „ Os métodos de limpeza devem minimizar a dispersão de pó. fluídos corporais. devendo ser rigorosa a limpeza da unidade. As proporções recomendadas são as seguintes: • Berçário de risco intermediário: uma auxiliar de enfermagem para cada 3 a 4 RN. lesões herpéticas e conjuntivites devem ser comunicadas ao responsável pela unidade e o funcionário afastado temporariamente. „ O chão e outras superfiícies devem ser limpos diariamente. „ As infecções cutâneas. paredes) somente na presença de sangue ou secreção (descontaminação). O período de limpeza da parede é semanal ou mais se necessário „ O hipoclorito de sódio a 1% é utilizado em superfícies (piso. cabelos presos (gorros). secreções e umidade favorecem a disseminação e proliferação bacteriana. suor. assim como a roupa do RN. „ Quando lavar? • quando as mãos estiverem sujas sempre que entrar ou sair da unidade de internação • antes e após o contato com o paciente • após contato com secreções e fluídos corporais • sempre que manipular materiais ou equipamentos que estão ou que estiveram conectados aos pacientes • antes dos procedimentos invasivos (utilizar clorexidina degermante. esse material deve ser de uso exclusivo de cada RN. A imunidade para rubéola. promove a diminuição da flora residente. „ A roupa usada no berçário ou na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal não necessita ser autoclavada. „ A limpeza do piso e paredes deve ser feita com água e sabão. • Unidade de Terapia Intensiva Neonatal: uma auxiliar de enfermagem para cada um a dois RN.

o mesmo causa conjuntivite química. Por essa razão. desde que a lavagem cuidadosa das mãos e as precauções que evitem o contato direto com as lesões ativas sejam fielmente seguidas. Mãe Infectada „ Os microrganismos do trato genital ascendem para o útero. após o nascimento. Freqüentemente. sendo pouco provável que qualquer agente antisséptico tenha realmente efeito benéfico. mesmo que a mãe tenha infecção ativa. segurar ou amamentar o RN • na realização de procedimentos cirúrgicos. mãe e filho devem ficar separados. realização de procedimentos de risco e as demais normas de isolamento. nascido de mãe com varicela em atividade. com o frasco mantido sempre fechado. a amamentação é restabelecida quando a mãe não estiver mais no período de transmissão (todas as lesões em fase de crostas) 9 a TUBERCULOSE pulmonar é contraindicação para manuseio e amamentação do RN até o término do período de contágio (habitualmente. devido ao risco de contaminação. Contudo. o leite materno não contém o bacilo e o leite ordenhado pode ser oferecido ao RN 9 HEPATITES: não são contraindicações à amamentação 59 . e a imunoglobulina específica para varicela zóster deve ser feita no RN. podendo contaminar o feto. em algumas situações específicas recomenda-se o seu uso. „ O nitrato de prata deve ser preparado diariamente. incluindo inserção de cateteres vasculares. aureus com drenagem importante. devem ser separados até todas as lesões secarem. „ A endometrite puerperal requer isolamento até 24 horas após início do tratamento. máscaras e gorros não necessitam ser usados rotineiramente. de preferência com mangas compridas: • ao manusear o RN fora da incubadora • quando o RN estiver em isolamento de contato • ao carregar. „ A mãe portadora de doença infectocontagiosa reconhecida deve ser separada do RN até o término do período de contagiosidade. contudo. a amamentação é suspensa até que as lesões desapareçam 9 VARICELA ZÓSTER: a infecção materna no periparto requer isolamento temporário do bebê. „ Não é necessário o uso de antissépticos degermantes na higiene corporal do RN. o uso da clorexidina degermante é preferível ao PVP-I devido ao seu menor potencial irritante para a pele. exceto em situações de surto infeccioso. na presença de lesões herpéticas no seio. a puérpera com processo febril não identificado e clinicamente bem pode amamentar e manusear o RN. mas somente conforme as precauções padrões. raramente estes microrganismos infectam o RN.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Vestimenta „ O uso rotineiro de avental não reduz a colonização e/ou infecção. „ Luvas. quando os aventais devem ser estéreis „ Após o uso o avental deve ser descartado ou mantido exclusivamente para aquele RN específico e trocado a cada 12 horas. após 14 dias de tratamento). Cuidados com o RN „ O curativo seco do coto umbilical é usualmente suficiente. „ RN não infectado. No entanto. „ Em casos de lesões extensas por S. observando o uso de avental e a lavagem adequada das mãos. „ A amamentação é contraindicada em algumas situações. devendo a amamentação ser temporariamente interrompida neste período. destacando-se: 9 mães soropositivas para o HIV 9 mães soropositivas para o HTLV 1 e 2 9 CITOMEGALOVÍRUS: RN prematuros com sorologia negativa para citomegalovírus não devem receber leite materno de mãe soropositiva 9 HERPES SIMPLES: o bebê pode amamentar-se. protegido contra a luz. Nestas situações.

interrruptores. dos painéis de controle dos periféricos em geral e outras atividades. estreptococos e outros vírus e bactérias. BARREIRAS DE PROTEÇÃO Luvas „ Devem ser calçadas sempre que houver riscos de contato manual com mucosa. 60 . os vírus do herpes simples tipo 1 e 2. „ Quando o procedimento exigir técnica asséptica. prevenindo. „ Estes microrganismos incluem o citomegalovírus. „ Um conjunto de medidas de medidas de controle de infecções hospitalares podem quebrar os elos desta cadeia de transmissão de agentes infecciosos. para proteção. prevenindo a contaminação do ambiente. reprocessáveis ou descartáveis. podem ser calçadas sobre as de procedimentos com o objetivo de tocar objetos ou superfícies durante um atendimento. „ Após o atendimento a cada cliente. Os potenciais microtraumas nas luvas submetidas ao reprocessamento comprometem a segurança quando as mesmas são reutilizadas. canetas. especificamente aqueles que infectam o trato respiratório superior. incluindo o contato direto com sangue. „ Luvas de plástico. em média. „ Não é recomendável a reutilização de luvas. fluidos orais ou outras secreções. „ As infecções podem ser transmitidas nas cirurgias odontológicas através de várias rotas. o Mycobacterium tuberculosis. „ As máscaras cirúrgicas com tripla proteção devem ser usadas como uma barreira para a pele perioral e as mucosas oral e nasal dos profissionais. torneiras. falar e tossir do odontólogo. principalmente se houver contaminação com fluidos biológicos. equipamento cirúrgico ou superfícies ambientais. contato indireto com instrumentos contaminados. o cirurgião-dentista não deverá contaminar a luva estéril calçando a sobreluva. Nesse caso. „ Luvas mais resistentes (luvas de borracha) devem ser preferidas para a limpeza do instrumental e do ambiente. „ Como a ação odontológica é predominantemente na cavidade oral. aventais. etc. desinfetando-as ou esterilizando-as. as luvas devem ser removidas. „ Num mesmo procedimento. jalecos ou similares. do tipo usualmente adotado para a manipulação de alimentos. Os mesmos devem ser trocados a cada atendimento. painel de controle dos movimentos da cadeira odontológica. „ Luvas de látex ou vinil não estéreis são indicadas para exames e outros procedimentos não cirúrgicos. As luvas estéreis ficam reservadas aos procedimentos cirúrgicos. o uso de luvas é obrigatório. fluidos biológicos ou superfícies contaminadas com estes fluidos. ao mesmo tempo que protegem os clientes dos microrganismos eliminados pelos atos de respirar. da posição da cadeira. o vírus da imunodeficiência humana (HIV). este deve utilizar gorro. Máscaras „ É característica da atividade odontológica o alto grau de proximidade física entre o profissional e o ciente durante o atendimento. „ As máscaras devem ser trocadas na presença de contaminação com fluidos biológicos ou quando úmidas. o vírus da hepatite B. assim as infecções. tal como pegar na alça de um refletor.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS PRECAUÇÕES PARA O CONTROLE DE INFECÇÕES NO SERVIÇO DE ODONTOLOGIA INTRODUÇÃO „ Os pacientes e profissionais de saúde de odontologia podem ser expostos a uma variedade de microrganismos via sangue ou secreções orais ou respiratórias. estafilococos.. além de periodicamente de duas em duas horas. Roupas Especiais de Proteção „ Quando há possibilidade de contato ou respingo das secreções biológicas com a roupa e/ou pele e cabelos do profissional. receituários. o acessório deverá ser trocado toda vez que estiver visivelmente suja. o vírus da hepatite C. as mãos lavadas e luvas novas deverão ser calçadas no atendimento ao próximo cliente. deve contar com uma auxiliar odontológica par ajuste de refletores. ou contato com contaminantes presentes no ar tanto em droplet spatter ou aerossóis de fluidos respiratórios ou orais.

„ Nas clínicas em que o resíduo líquido dos aspiradores é acumulado em frascos. Lavagem das Mãos „ É o procedimento reconhecido como o núcleo das ações de controle das infecções. etc) 2. alças e interruptor do foco de luz. ROTINAS ROTINAS PARA O FINAL DO ATENDIMENTO 1. „ Vale ressaltar que a presença de uma auxiliar odontológica durante os procedimentos indubitavelmente minimiza os riscos da contaminação ambiental. alça e disparador do aparelho de raio X. DESTINO DOS DEJETOS „ Todo material perfurocortante (agulhas. pontas de sugadores. ultra-som. instrumental endodôntico. acondicionado em recipiente com tampa para posterior coleta. que devem estar em sacos brancos com a indicação de "produto contaminado". Desprezar os resíduos em sacos de lixo brancos. Os mesmos devem ser descartados após atendimento de cada paciente. „ Como já foi citado. uma sobreluva plástica devem ser utilizadas sobre as luvas de procedimento quando for necessário manipular estes objetos. 7. 5. 4. "lixo hospitalar".) devem ser colocados em saco plástico. 9. Retirar as barreiras (PVC). quando não utilizados em sua totalidade. lavá-lo e desinfetá-lo. Limpar e realizar desinfecção do equipamento. tubo. Retirar o ralo da cuspideira. a simples lavagem das mãos antes de calçar as luvas é adequada quanto à segurança do paciente. antes de calçar as luvas e após removê-las. Esvaziar o reservatório de água e do desinfetante para o "flush". lâminas de bisturi.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Protetores Oculares „ Óculos de proteção ou protetores faciais totais protegem o odontólogo contra infecções locais (conjuntivites. podendo-se usar o PVP-I ou a clorexidina. inadvertidamente. cimentos e outros originados durante procedimentos técnicos. „ Estes utensílios devem ser limpos com água e detergente. etc. etc. „ Para procedimentos cirúrgicos. algodão. tocar em fluidos biológicos do cliente ou superfícies inanimadas contaminadas com os mesmos. „ Outra maneira de se limitar a propagação de microrganismos é a utilização de filmes plásticos de PVC para revestir estas superfícies. sempre que necessário. bancadas. Drenar as linhas de abastecimento dos equipamentos. etc. infecção pelo vírus da hepatite B). etc. infecções respiratórias) e sistêmicas (infecção por HIV. além de oferecerem proteção contra traumas mecânicos provenientes de fragmentos de amálgama. piso. 3. devem ser descartados. Retirar as pontas (alta-rotação. 6. ponta da mangueira do sugador. o ritual da degermação das mãos e antebraços com o uso de um degermante químico está indicado. antes e após de atender cada paciente. não se deve esvaziálos nas pias do consultório. LIMITANDO A CONTAMINAÇÃO AMBIENTAL „ Uma medida importante de controle da contaminação ambiental é não tocar com as mãos contaminadas nas superfícies como telefone. maçanetas. podendo ser desprezados nas instalações sanitárias anexas. Retirar o lixo das lixeiras. refletor. unidades auxiliares. na troca da máscara e nas vezes em que. pois uma pesquisa bacteriológica de tubetes previamente utilizados constatou a presença de estafilococos e a pesquisa de sangue oculto foi positiva nestes materiais. Acionar o "flush" durante 1 minuto nas linhas de abastecimento das respectivas pontas para desinfecção. descartá-las. mocho. „ Os dejetos sólidos (gaze. dentes. haste de mesa auxiliar. resistente e à prova de vazamentos. „ Sob a perspectiva da proteção do cliente durante procedimentos odontológicos rotineiros como o exame clínico e outros não cirúrgicos. micro-motor. 61 . fotopolimerizador.) deve ser desprezado em recipiente rígido e devidamente lacrado para evitar acidentes. 8. cadeira. „ As mãos devem ser lavadas sempre ao iniciar o trabalho. „ Os tubetes anestésicos. aventais e campos descartáves.

„ O PVP-I aquoso tem indicação de uso para antissepsia bucal. ROTINA ENTRE OS PACIENTES 1. Antes de usar a seringa tríplice ou alta-rotação acionar os equipamentos por 30 segundos na cuspideira para remover o hipoclorito a 500 ppm do flush que deve ter sido usado. pipetas ou seringas descartável para as diluições serem corretas. estando o profissional e auxiliar de luvas e prontos para o atendimento. realizando a lavagem prévia das mãos. 5. Utilizar EPI (Equipamentos de Proteção Individual). 5. usando cotonetes. Não negligenciar o cabo do refletor. Descartar as luvas no lixo. substituindoos caso apresentem manchas de sangue.000 ppm (1%) em 475ml de água. no "flush". Abrir os pacotes estéreis sobre o campo estéril. aplicar PVP-I tópico na área a ser anestesiada. PREPARAÇÃO DOS DESINFETANTES. aventais e goros se houver sujidade ou estiverem úmidos. Substituir máscaras. 2. 9. Se durante os procedimentos houver acidente com perfurocortantes. 4. etc. em todos procedimentos clínicos. mas deve-se utilizar preferencialmente envases unitários de 50 ml (disponíveis comercialmente) para cada paciente. encosto da cabeça. nos equipamentos modernos todas as pontas podem ser desinfetadas juntas. 6. Desinfetar as seringas tríplice antes de serem colocadas as barreiras. Se necessitar manipular produtos. Se houver sujidade no chão. Hipoclorito a 3 ppm para o reservatório de água: colocar 0.15 ml de hipoclorito à 10. DESINFECÇÃO E ESTERILIZAÇÃO „ Os compostos quaternários de amônio e o líquido de Dakin não são mais indicados como antissépticos. Trocar as luvas entre cada paciente. 3. apoio de braço. o PVP-I deve ser veiculado em pequenas quantidades m almotolias limpas que não deverão ser recarregadas. 7. para o "flush": colocar 25 ml de hipoclorito à 10. Colocar campos estéreis nas mesas auxiliares e bancadas antes do atendimento. Pontas estéreis devem ser colocadas sobre o campo estéril na bancada ou mesa auxiliar. Hipoclorito 500 ppm. 1. revelar radiografias. puxadores de gavetas. sem previamente desprezar-se o resíduo e proceder-se a limpeza da mesma. desprezando-se o volume residual. etc. 2. 7. hipoclorito de sódio 500 ppm. Colocar água potável com 3 ppm de cloro no reservatório de água. A solução que não for usada durante o dia ao final do expediente deve ser desprezada. O "flush" deve ser acionado durante 30 segundos em cada ponta. ANTISSEPSIA. Encaminhar todo material contaminado para a Central de Esterilização embrulhados no campo que foi utilizado no procedimento. abrir gavetas. 6. Selecionar o material a ser utilizado após a orientação do profissional. 4. deve-se realizar a desinfecção com hipoclorito de sódio a 1%. Pedir ao paciente que faça bochecho com anti-séptico antes do atendimento. 8. Óculos de proteção devem limpos e desinfetados. vazar modelos. comunicar o profissional responsável. 2. 2. quanto à desinfeção. Colocar barreiras (filmes de PVC): equipos.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ROTINAS PARA O INÍCIO DO TRATAMENTO 1.000 ppm (1%) em 500ml de água. devido à facilidade de contaminação destas soluções. 4. 3. ROTINA PARA O CIRURGIÃO-DENTISTA E AUXILIARES 1. Realizar a desinfecção das barreiras ou sua substituição se houver sujidade visível em sua superfície. usar sempre sobre luvas de plástico estéril (luvas plástica estéril descartável). periféricos. 3. 6. tomando cuidado com o vidro refletor. Usar provetas. raios-x. Colocar desinfetante. 4. 62 . operada ou isolada. 3. 5. exudatos orgânicos ou estiverem úmidos. LIMPEZA. „ Caso esta prática não seja possível.

Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS „ „ „ „ „ „ Assim como para outros instrumentos médicos e cirúrgicos. e quando a 160 °C. 9 Semicríticos. o tempo de exposição requerido para esterilização é de 60 minutos. rápido e econômico. carbide. Para a desinfecção de alto nível. o recurso mais aplicado em consultório odontológico é a imersão em solução de glutaraldeído a 2% por 10 a 12 horas à temperatura em torno de 25 °C seguida de enxagüe asséptico com água destilada ou soro fisiológico estéreis. eficiente. O uso de raios ultravioletas como processo de esterilização foi vetado pelo Ministério da Saúde através da Portaria n° 930/92. utiliza-se a imersão no glutaraldeído a 2% durante 30 minutos. O enxagüe após a desinfecção pode ser feita com água potável tratada. não podendo garantir a esterilidade. Instrumentos ou aparelhos que têm contato apenas com a pele intacta. mas entram em contato com os tecidos orais. 9 Não-críticos. Apesar do processo mais indicado para a esterilização de artigos termossensíveis ser o óxido de etileno. semicríticos e não-críticos – dependendo do seu risco de transmissão de infecção e da necessidade de esterilização dos mesmos entre seus usos. Estes instrumentos devem ser esterilizados após cada uso. Como método mais indicado para a esterilização de materiais termorressistentes em consultórios odontológicos. Instrumentos como espelhos e condensadores de amálgama que não penetram tecidos moles ou ossos. Instrumentos cirúrgicos e outros instrumentos usados para penetrar tecidos moles ou ossos devem ser esterilizados após cada uso. o calor úmido na forma de vapor saturado sob pressão através de autoclave é o processo mais seguro. portanto. os mesmos podem ser reprocessados entre pacientes através da limpeza com água e detergente. se a esterilização não for possível porque o instrumento pode ser danificado pelo calor. Processos de esterilização indicados para materiais e instrumental odontológicos MATERIAL TIPO DE MATERIAL PROCESSO aço. o instrumento deve ser submetido a desinfecção de alto nível. Uma vez que estas superfícies não-críticas têm um risco relativamente baixo de transmissão de infecção. o instrumental odontológico é classificado em três categorias – críticos. A ação microbicida deste agente físico é limitada à superfície de incidência destes raios. O método de esterilização mais difundido no Brasil é pelo calor seco através de estufas elétricas. Contudo. tungstênio Autoclave ou estufa Brocas aço inox e outros Autoclave ou estufa Instrumental de endodontia Moldeiras (resistentes ao calor) alumínio ou inox Autoclave ou estufa Moldeiras (não resistentes ao cera ou plástico Glutaraldeído calor) aço Autoclave ou estufa Instrumental metal Autoclave ou estufa Bandejas ou caixas borracha Glutaraldeído Discos e brocas de polimento pedra Autoclave ou estufa vidro Autoclave ou estufa Placas e potes 63 . indicado apenas para artigos termorressistentes. é de 120 minutos. 9 Críticos. A uma temperatura de 170 °C.

Quando usar? Quando o paciente for suspeito ou tiver o diagnóstico de uma doença altamente transmissível ou for portador de patógeno epidemiologicamente importante. Em condições ideais. I. • Manter a porta fechada.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS PRECAUÇÕES E ISOLAMENTO DE PACIENTES COM DOENÇAS INFECTO-CONTAGIOSAS PRECAUÇÃO PADRÃO: designada para o cuidado de todos os pacientes. • Trocar as luvas entre pacientes diferentes. excreções. Lavagem das mãos • Antes e após contato com o paciente. secreções. secreções. Consiste nas precauções padrão acrescida de: Quarto • Privativo. • PRECAUÇÕES DE TRANSMISSÃO • • • Quem usa? Todos que trabalham com pacientes. secreções. Luvas de procedimentos • Quando se for realizar procedimentos onde possa haver contato com sangue. • Imediatamente após retirar as luvas (estas podem apresentar defeitos inaparentes ou tornar-se defeituosas durante o uso ou as mãos podem se contaminar durante sua remoção). enviar para a lavanderia e lavar as mãos. excreções e outros fluidos corpóreos. excreções e outros fluidos corpóreos. secreções. excreções e/ou objetos contaminados com estes fluidos corpóreos. • • • Quem usa? Todos que trabalham direta e indiretamente com pacientes. • Após retirar as luvas. 64 . • Tirá-lo imediatamente após o uso. PRECAUÇÕES DE TRANSMISSÃO AÉREA: elaborada para evitar a transmissão de infecções veiculadas através de partículas ≤ 5 mícrons contendo agentes infecciosos que ficam em suspensão no ar e que podem ser transportadas por longas distâncias. • Imediatamente após tocar acidentalmente em sangue. Quando usar? Sempre que tiver contato direto e indireto com qualquer paciente. mucosa e pele não-intacta. o mesmo par não deve ser recolocado. • Máscaras e óculos Usar para proteger as mucosas dos olhos. Por que usar? Considerar que todo paciente é potencialmente portador sintomático ou assintomático de patógenos que podem ser transmitidos para outros pacientes e profissionais de saúde. deve-se usar capote impermeável. objetos contaminados com estes fluidos corpóreos. Capote Deve ser usado para proteger a pele quando houver o risco de respingos com sangue. depositando-se nas mucosas ou sendo inaladas. nariz e boca quando houver o risco de respingos com sangue. • Pacientes com igual patologia podem ocupar o mesmo quarto. Por que usar? Para evitar a transmissão de patógenos conhecidos. equipado com sistema de pressão negativa. • Se estiver sendo manipulada grande quantidade de sangue ou outros líquidos corporais.

Precauções padrão acrescidas de: Quarto • Privativo e compartilhável por doentes de patologia igual. Todos os outros casos. por isso. o paciente deverá usar máscara. quando não houver disponibilidade de segregá-los de outros pacientes. se tiver contato importante com o paciente(por exemplo. II. ou se este apresentar doenças com alta concentração bacteriana (diarréia. Transporte • O transporte do paciente deve ser restrito. Capote • Vista-o antecipadamente. • Retire as luvas antes de sair do quarto e lave as mãos com antisséptico (PVPI degermante) imediatamente após retirar as luvas. • • Transporte Limitar a saída do paciente do quarto a apenas procedimentos indispensáveis. virar ou banhar o paciente). os perdigotos. III. ferida drenante). só se mantêm no ar por curta distância (1 metro) e. boca ou olhos de pessoas susceptíveis. as mãos são importante veículo desta forma de transmissão. Proteção respiratória • Usar máscara sempre que se aproximar a uma distância menor que 1 metro. • Usar máscara equipada com filtro HEPA (respirador N95) apenas para tuberculose. • Transporte Evite. Luvas • Luvas limpas são o suficiente. usar biombos para separação dos outros pacientes e visitas com uma distância de 1 metro. • Máscara cirúrgica para o paciente. 65 . PRECAUÇÕES DE CONTATO: elaboradas para evitar as transmissões de infecções através do contato físico de um paciente ou profissional com a superfície corporal de outro paciente ou com objetos contaminados com o agente infeccioso. • Usar biombos para separação dos outros pacientes e visitas com uma distância de 1 metro. trinco da porta). mantenha as precauções de contato para minimizar a transmissão de microrganismos para outros pacientes e para as superfícies inanimadas e equipamentos. Ao transportar o paciente. esta via de transmissão exigem uma proximidade com o paciente. máscara comum. • Certifique-se de não tocar ao sair em superfícies potencialmente contaminadas do quarto do paciente (por exemplo. • Usar se tiver contato com o paciente. fala ou espirros. • Na ausência de quarto privativo. eliminados durante a tosse. PRECAUÇÕES COM GOTÍCULAS: elaboradas para evitar a transmissão pela deposição de gotículas (perdigotos) nas mucosas do nariz. • Retire-o antes de sair e lave as mãos. Precauções padrão acrescidas de: Quarto • Privativo e compartilhável por doentes de patologia igual. se necessário. por serem maiores (> 5 mícrons) que as partículas de transmissão aérea.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Proteção respiratória • Os susceptíveis a varicela e sarampo não devem entrar no quarto.

Na sua impossibilidade. máscara comum Igual à precauções padrão Igual às precauções padrão Máscara cirúrgica para o paciente Igual às precauções padrão Igual às precauções padrão Sempre que for necessário tocar o paciente Sempre que for haver contato físico intenso com o paciente CAPOTE MÁSCARA Sempre que se Igual às precauções padrão aproximar do paciente ÓCULOS DE PROTEÇÃO Igual às precauções padrão Igual às precauções padrão Máscara cirúrgica para o paciente Igual às precauções padrão EQUIPAMENTO Uso individual para o paciente ou desinfetar antes do próximo paciente TRANSPORTE Mantenha as precauções de contato Remover luvas e capote e lavar as mãos antes de deixar o quarto do paciente MISCELÂNEA 1. pneumonia. escarlatina) • Difteria faríngea • Pneumonia por micoplasma • Coqueluche • Forma pneumônica da peste • Caxumba • Infecções respiratórias virais (influenza. VRS) • Parvovírus B19 (eritema infeccioso) • Rubéola Sim 1 PRECAUÇÕES DE CONTATO • Bactéria multirresistente • Impetigo • Pediculose • Escabiose • Infecções de pele e partes moles drenante • Diarréia em paciente incontinente ou criança que não controla o esfíncter • Colite pseudomembranosa (Clostridium difficile) • Rubéola congênita • Herpes simples neonatal ou mucocutâneo • Hepatite A em paciente incontinente Todos os pacientes. se não for possível. epiglotite. as formas HIV drenantes e meníngea • Sarampo • Varicela • Herpes zóster disseminado ou em imunocomprometido QUARTO PRIVATIVO Não • Antes e após contato com o paciente • Após tocar acidentalmente em secreções corpóreas • Após usar luvas Na possibilidade de contato com fluidos corpóreos Se há possibilidade de respingos com fluidos corpóreos Se há possibilidade de respingos com fluidos corpóreos Se há possibilidade de respingos com fluidos corpóreos Precauções normais com limpeza. desde que exista uma distância mínima de 1 metro e uma delimitação do local com biombo. etc. estetoscópio. pneumonia. adenovírus. proceda a limpeza e desinfecção antes do uso entre os pacientes. NORMAS DE PRECAUÇÕES DE ISOLAMENTO PARA CONTROLE DE INFECÇÃO EM HOSPITAIS PRECAUÇÃO DOENÇAS PRECAUÇÕES PADRÃO PRECAUÇÕES DE TRANSMISSÃO AÉREA PRECAUÇÕES COM GOTÍCULAS • H.). influenzae invasiva (meningite. 66 . septicemia) • Meningococo • Infecções estreptocócicas (faringite. utilizar quarto coletivo compartilhado por outros pacientes com patologias diferentes. Todos os outros casos.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Equipamento • De preferência exclusivo (termômetro. • Tuberculose incluindo os pacientes pulmonar ou com hepatite B e C e laríngea. parainfluenza. desinfecção e esterilização Ausência de recomendações especiais Sim – porta fechada Sim 1 LAVAGEM DAS MÃOS Igual às precauções padrão Igual às precauções padrão Igual às precauções padrão LUVAS Igual às precauções padrão Igual às precauções padrão Respirador N95 apenas para TB.

pneumonia. as formas drenantes e meníngea Sarampo Varicela Herpes zóster disseminado ou em imunocomprometido DI = durante a internação Doença Precauções com gotículas Tempo 24 horas de terapia 24 horas de terapia 24 horas de terapia Cultura negativa DI 5 dias 9 dias após início do edema DI DI 7 dias DI H. influenzae invasiva (meningite. escarlatina) Difteria faríngea Pneumonia por micoplasma Coqueluche Caxumba Influenza. septicemia) Meningococo Infecções estreptocócicas (faringite. epiglotite.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS DURAÇÃO DA MANUTENÇÃO DAS PRECAUÇÕES DE TRANSMISSÃO Precauções de transmissão aérea Tempo 14 dias após início da terapêutica DI Até a fase de crosta Até a fase de crosta Doença Tuberculose pulmonar ou laríngea. pneumonia. parainfluenza Adenovírus Parvovírus B19 (eritema infeccioso) Rubéola DI = durante a internação Precauções de contato Doença Bactéria multirresistente Impetigo Pediculose Escabiose Infecções de pele e partes moles drenante Diarréia em paciente incontinente ou criança que não controla o esfíncter Colite pseudomembranosa (Clostridium difficile) Rubéola congênita Herpes simples neonatal ou mucocutâneo Hepatite A em paciente incontinente DI = durante a internação Tempo DI 24 horas de terapia 24 horas de terapia 24 horas de terapia DI DI DI 1 ano DI DI 67 .

que deixará uma película bacteriostática sobre a pele (luva química). Éter: substância irritante que. cloreto ou brometo de cetilmetilamônio e cetilpiridona. timerosal (mertiolato). Clorofórmio Acetona CUIDADOS COM A MANIPULAÇÃO E ESTOCAGEM DE SOLUÇÕES • colocar as soluções preferencialmente em recipientes pequenos e reutilizáveis. por absorção em pacientes queimados. O ressecamento da pele pode ocorrer com o uso consecutivo e prolongado. não tem indicação como solução antiséptica. colocar pequenas quantidades e semanalmente realizar a troca e limpeza dos recipientes utilizados.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS PADRONIZAÇÃO DE SOLUÇÕES ANTISSÉPTICAS PVP-I tópico (veículo aquoso) • anti-sepsia em curativos (pele e mucosas) PVP-I degermante (com tensoativo) • lavagem e anti-sepsia de mãos pré operatória e antes de demais procedimentos invasivos • degermação da pele pré-operatória e antes de demais procedimentos invasivos. A aplicação tópica em recém nascidos pode resultar em hipotireoidismo. para evitar sua contaminação • utilizando grandes vasilhames para estocagem de soluções. Toxicidade A Polivinilpirrolidona-iodo. Concentrações elevadas de iodo no plasma. PVP-I tintura (veículo alcoólico) • anti-sepsia complementar da pele do campo operatório e em demais procedimentos invasivos. quando aplicado localmente. ANTI-SÉPTICOS INADEQUADOS A legislação vigente (Port. Por suas propriedades físico-químicas. ou seja. 68 . 930/92) classifica as seguintes soluções como inadequadas para anti-sepsia: • • • • • Compostos mercuriais: merbromina (mercurocromo). produz uma reação inflamatória nos tecidos cutâneo e mucoso. • a limpeza dos recipientes deve ser com água e sabão e secagem completa antes da reposição da solução. per se. • não deixar gaze ou algodão embebidos em soluções anti-sépticas aquosas. aplica-se a solução alcoólica. tem baixa toxicidade para os tecidos. mantendo-os fechados para uso único ou diário. através da lavagem mecânica com fricção e remoção com soro fisiológico. líquido de Dakin Compostos de amônio quaternário: cloreto de benzalcônio. após o processo de degermação com a solução degermante acima descrito. • guardar os recipientes protegidos da ação direta da luz ou calor. podem ser responsáveis por intoxicações ocasionais. • é fundamental a rotulagem dos fracos com a especificação da solução e data da troca.

Degermante Lavagem e anti-sepsia de mãos Degermação de pele pré-operatória e para demais procedimentos invasivos de risco para infecção Anti-sepsia complementar da pele préoperatória e antes de demais procedimentos invasivos de risco para infecção • Alcoólico SOLUÇÕES PADRONIZADAS SOLUÇÃO ÁLCOOL 70% + PVP-I PVP-I ÁLCOOL 70% FISIOLÓGICA GLICERINA DEGERMANTE TÓPICO CURATIVOS LIMPOS 1º 2º CURATIVOS COM 1º 2º DRENO CURATIVOS 1º 2º INFECTADOS VENOPUNÇÃO 1º PROCEDIMENTO 2º 1º VASCULAR INVASIVO ANTISSEPSIA PRÉ 2º 1o OPERATÓRIA DA PELE ANTISSEPSIA DE MÃOS PRÉ2º 1o OPERATÓRIA E P/ PROC. através da diminuição da tensão superficial da célula. DE RISCO HEMOCULTURA 1º 2º SONDAGEM 1º VESICAL ANTI-SEPSIA DE 1º MÃOS EM UNIDADE DE INTERNAÇÃO Ordem de execução do procedimento: 1º. Em pele lesada. afetando a permeabilidade da membrana e desintegrando-a. pois interfere em prejuízo do processo cicatricial por possuir ação citolítica. provoca forte sensação de ardor. Não deve ser utilizada em tecidos lesados por desnaturar proteínas e possuir ação lítica agindo em prejuízo do processo cicatricial. 2º. 3º Números iguais significa que ambas as soluções podem ser utilizadas.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS VEÍCULOS Aquoso INDICAÇÕES • Curativos • • CONTRA-INDICAÇÕES Não deve ser utilizado em tecidos lesados. PROCEDIMENTOS PVP-I TINTURA CLOREXIDINA DEGERMANTE 3º ou 1º 3º ou 1º 3º ou 1º 69 .

ou ferimento por arma branca em tecido estéril. 5. Cicatrização por primeira intenção Se dá quando as superfícies das bordas da ferida estão estreitamente ajustadas uma à outra. 6. pelo menos uma das seguintes funções: 1.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NORMAS PARA REALIZAÇÃO DE CURATIVOS INTRODUÇÃO A ferida é uma injúria à qual o organismo reage através de alterações biológicas locais e sistêmicas. 3. mesa de cabeceira ou outras superfícies da enfermaria. do grau de contaminação e do processo de cicatrização. Jamais poderão ser reutilizadas pinças de um paciente para outro. Obedecer o princípio de realização do procedimento do local menos para o mais contaminado. Utilizando-se a técnica correta não é necessário o uso de luvas estéreis. Limpa: realizada em condições assépticas e em tecido estéril. 6. Quanto ao grau de contaminação. a ferida é classificada como: 1. Este é o objetivo das feridas fechadas cirurgicamente com os requisitos de assepsia. A necessidade de um curativo e o tempo de permanência do mesmo depende da maneira como esta ferida é produzida. Infectada: na presença de um processo infeccioso local. Cicatrização por segunda intenção Se dá quando as bordas da ferida estão dilaceradas por trauma. Cicatrização por terceira intenção É a corrigida ou estimulada cirurgicamente após a formação do tecido de granulação. como a seguir: FINALIDADES DOS CURATIVOS Os curativos devem ter por finalidade. queimadura ou ferimentos intencionalmente deixados abertos. mesmo que se trate de feridas limpas. Contaminada: realizada em tecido colonizado por flora microbiana abundante e de difícil descontaminação. Utilizar instrumental estéril. Lavar as mãos antes e após a realização do curativo. 2. pode se dar pelas seguintes formas: 01. 2. Obedecer os princípios de assepsia para evitar a contaminação do material. 3. 7. Potencialmente contaminada: realizada em tecido colonizado por flora microbiana pouco abundante ou ferimento por arma de fogo em tecido estéril. Proteger de traumatismo mecânico Prevenir contaminação exógena Exercer ação microbicida e microbiostática com o uso de anti-sépticos tópicos Absorver secreções Minimizar acúmulo de fluidos por compressão Imobilizar Este procedimento deve obrigatoriamente obedecer as seguintes normas básicas de assepsia: 1. Utilizar luvas na possibilidade do contato com sangue ou demais fluidos corporais. anti-sepsia e sutura das bordas. 4. 4. O processo cicatricial. 5. a fim de que apresente melhores resultados funcionais e estéticos. 02. 4. O processo cicatricial normal. Nunca colocar material contaminado na cama. infecção. 70 . 2. sem nenhum fator local ou geral de interferência. 03. 3. dependendo do tipo de lesão. obedece algumas fases no decorrer do tempo. A cicatrização é muito mais lenta do que por primeira intenção.

4. Gaze vaselinada estéril é recomendada nos casos em que há necessidade de prevenir aderência nos tecidos. com ou sem infecção. 71 . Pegar a pinça Kelly e. b) O curativo com drenos deve ser mantido limpo e seco. penrose ou tubulares). Friccionar este chumaço na extremidade da fita adesiva. Curativo limpo: ferida limpa e fechada. tendo o cuidado de não encostar uma pinça na outra. Abrir o pacote de curativos e colocar as pinças de modo que a parte de segurar fique fora do campo. 5. 2. A limpeza da ferida deve ser mecânica com solução fisiológica estéril. Após este período. 1. saco plástico pequeno. PVP-I tópico (aquoso). A anti-sepsia deve ser realizada com PVP-I tópico (aquoso). Reunir em uma bandeja o material necessário: pacotinhos de gaze. Abrir os pacotes de gaze e colocá-las no campo de curativo. 8. 6. Pacientes com feridas infectadas devem possuir sem seu quarto uma bandeja individualizada contendo: éter. a manutenção da bolsa estéril fica a critério médico. tracionando-a com o auxílio da pinça dente-derato. Os frascos devem ser identificados com o nome do produto e a data de preparo e as soluções devem ser trocadas a cada 7 dias. Por estarem abertas. fazer outro chumaço de gaze e embebê-lo em soro fisiológico. fazer um chumaço de gaze. Em feridas com drenagem purulenta deve ser coletada cultura semanal (swab). pois enferrujam facilmente e propiciam a colonização do local. soro fisiológico. 5. até desprendê-la. álcool a 70% (para antissepsia das mãos). produzem hemólise e são adsorvidos pelas proteínas. g) Os drenos de sistema aberto devem ser protegidos durante o banho. 9. antisséptico (PVP-I) e outros que se fizerem necessários.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS TIPOS DE CURATIVOS 01. O curativo deve ser oclusivo e mantido limpo e seco. secar e friccionar álcool a 70% glicerinado. pacote de curativo. 02. b) Após este período. soro fisiológico. interferindo prejudicialmente no processo cicatricial. f) A mobilização do dreno fica a critério médico. e) Alfinetes não são indicados como meio de evitar mobilização dos drenos penrose. estas lesões são altamente susceptíveis à contaminação exógena. O curativo deve ser protegido durante o banho. para monitorização microbiológica. com o auxílio da Kocher. c) Se houver incisão limpa e fechada. O número de trocas do curativo está diretamente relacionado à quantidade de drenagem. a) O curativo limpo e seco deve ser mantido oclusivo por 24 horas. cuba-rim. A remoção do curativo também pode ser feita com as mãos enluvadas. 7. TÉCNICA DE CURATIVOS 1. devendo ser trocado sempre que úmido para evitar colonização. devem ser mantidos ocluidos com bolsa estéril ou com gaze estéril por 72 horas. 8. embebê-lo em éter. fita adesiva. Não tocar na parte interna do campo. 2. 6. c) Utilizar PVP-I tópico somente para ablação dos pontos. dispensando o uso das pinças. 7. Curativo contaminado Estas normas são para feridas infectadas e feridas abertas ou com perda de substância. Lavar as mãos com água e sabão. d) Sistemas de drenagem aberta (por exemplo. pois os tensoativos afetam a permeabilidade das membranas celulares. 03. Curativo com dreno a) O curativo do dreno deve ser realizado separado do da incisão e o primeiro a ser realizado será sempre o do local menos contaminado. Desprezar o chumaço e o curativo sujo no saco plástico e a pinça dente-de-rato na cuba-rim. 3. a incisão pode ser exposta e lavada com água e sabão. Prendendo-o com a pinça de Kocher. Com as pinças de Kocher e dente-de-rato. 3. Isto significa que o número de trocas está diretamente relacionado com a quantidade de drenagem. 4. As soluções anti-sépticas degermantes são contra-indicadas em feridas abertas. o curativo deve ser mantido oclusivo por 24 horas e após este período poderá permanecer exposta e lavada com água e sabão.

10.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS 9. Cobrir a ferida com gazes e fixá-las com fita adesiva. secar e friccionar álcool 70% glicerinado. 14. Lavar as mãos com água e sabão. seguindo o princípio do menos para o mais contaminado. Proceder à limpeza da área. 13. embebê-lo na solução antisséptica (PVP-I tópico) e aplicar na ferida. Fazer novo chumaço. seguindo as orientações acima citadas. Encaminhar o material utilizado para a esterilização. 12. desprezandoos no saco plástico. Desprezar o saquinho de plástico no lixo hospitalar. 72 . 11. 15. Secar toda a área com chumaços secos de gaze. utilizando tantos chumaços quanto for necessário.

Colocar o swab em tubo estéril. tornar a limpara a área com PVPI a 10% e deixar secar. com um abaixador de língua. com intervalos superiores a 1 hora. 7. meningite. O mesmo deverá ser removido com álcool a 70% após a punção para evitar possível irritação da pele. osteomielite. artrite séptica. Hemocultura 1. 10. colocar o swab em meio de transporte. Transferir vagarosamente o sangue para o interior do frasco de hemocultura. • Todas as amostras devem ser refrigeradas se houver demora no transporte para o laboratório. 3. Cuidado para que as paredes laterais da cavidade bucal não sejam tocadas. 4. Se houver atraso no transporte ao laboratório.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NORMAS PARA COLETA DE MATERIAIS PARA CULTURA Cultura de Orofaringe 1. Após a coleta o swab deve ser colocado dentro de um tubo estéril até ser semeadas no meio de cultura. colher mais 2 amostras. 3. „ Endocardite bacteriana aguda: coletar 3 amostras de punções venosas diferentes com intervalo de 15 a 30 minutos.5 a 5 mL para crianças. 73 . 3. O local de punção venosa não deve ser palpado após a desinfecção. „ Crianças: colher 2 amostras. Passar o swab rapidamente para cima e para baixo na mucosa da faringe posterior atrás da úvula e entre os pilares tonsilares. Em seguida. 2. Introduzir o swab após a passagem do esfíncter anal e deixar por 20 a 30 segundos. 2. Fazer a antissepsia do frasco de hemocultura com álcool a 70% na porção de borracha onde será introduzida a agulha. O paciente deve respirar profundamente enquanto. nem desconectar a bolsa coletora da sonda vesical. 9. 6. 5. „ Endocardite bacteriana subaguda: coletar 3 amostras de punções venosas diferentes com intervalo mínimo de 15 minutos. Número de amostras: „ Infecções sistêmicas ou localizadas (sepse. Dirigir um foco de luz para a cavidade oral aberta. 4. • Nunca colher urina estagnada na bolsa coletora. Coprocultura 1. a menos que se use uma luva estéril. Solicita-se ao paciente que fale “aah” de forma a erguer a úvula e ajudar a reduzir o reflexo de náuseas. Lavar as mãos. 2. desprezandose o primeiro jato. pneumonia): coletar 2 amostras de punções venosas diferentes com intervalos de 5 minutos entre as punções. 8. 5. se após 24 horas de cultivo não houver crescimento bacteriano. colher mais 2 amostras. geralmente 10 mL para adultos e 0. „ Febre de origem indeterminada: coletar 2 a 3 amostras de punções venosas diferentes. 6. Desinfetar a área da punção com álcool a 70% e deixar secar. o técnico abaixa a língua do paciente. se após 24 horas de cultivo não houver crescimento. evitando hemólise. Urocultura • A coleta deve ser feita do jato médio da primeira micção da manhã em um frasco estéril. Utilizar agulha e seringa estéreis ou sistema fechado. Colocar as hemoculturas na estufa a 37º C. O volume ideal de sangue a ser coletado corresponde a 10% do volume total do frasco de coleta.

6. 6. 2. o paciente ou a enfermeira deverá afastar os grandes lábios e mantê-los afastados enquanto limpa e colhe a urina. 2. 2. 5. Se não houver urina após 30 minutos. Usando uma compressa de gaze estéril embebida em povidine tópico (aquoso). Tampar a seringa e enviar ao laboratório. 3. Homens 1. 7. 6. celulites. Limpar a glande e meato com povidine tópico e secar com gaze estéril. Lavar as mãos com água e sabão e secá-las com papel toalha. puncionando a sonda vesical no local onde foi realizada a desinfecção. 2. Amostras de urina coletadas da extremidade do cateter de Foley são impróprias para cultura porque as pontas do cateter estão invariavelmente contaminadas com microrganismos. Coletar o material purulento localizado na parte mais profunda da ferida. 4. Coletar a urina com uma seringa e agulha estéreis. As margens e superfície da lesão devem ser descontaminadas com álcool a 70% e depois com solução de povidine-iodine (PVPI a 10%). Não usar swabs para coletar o pus emergente (isso evita a contaminação com a flora da superfície). Se não for possível aspirar. Retrair o prepúcio. Tampar o recipiente adequadamente. utilizando. Cateterismo Vesical 1. 4. Biópsia da pele é a técnica mais recomendada. limpar a região (para cada lado deve-se usar gazes novas). A lesão não deve ser rompida durante o preparo da pele. 3. Lavar as mãos com água e sabão e secá-las com papel toalha. Retirar o sabão com soro fisiológico e friccionar álcool a 70% por 30 segundos. Secar a região com gaze estéril. Transferir o material par um recipiente estéril e enviar ao laboratório. Crianças 1. A coleta de ferida de queimadura deve ser realizada após extensa limpeza e debridamento da lesão. 3. Limpar o tecido periuretral com povidine tópico e secar com gaze estéril. Tampar o recipiente adequadamente. 4. Colocar o coletor urinário pediátrico estéril sobre a genitália. Com uma das mãos. o material das margens da lesão e a parte mais profunda do sítio escolhido são mais representativos e possuem maior viabilidade de microrganismos. OBSERVAÇÃO: As amostras obtidas de pacientes cateterizados nem sempre refletem uma real infecção do trato urinário. 8. Lavar o cateter urinário com sabão líquido próximo à sua junção com o sistema de drenagem. de preferência. 5. 2. 74 . 5. injetar pequena quantidade de soro fisiológico e aspirar. 3. 5. petéquias. ferida cirúrgica fechada) 1. vesículas. Segurar o recipiente pela parte externa durante a coleta. Clampear o equipo da bolsa coletora. a qual deverá ser removida com álcool a 70% para evitar irritação da pele. 3. pois pode-se isolar bactérias do biofilme que se forma na superfície interna da sonda. 4. aspirado com seringa e agulha. Segurar o recipiente pela parte externa durante a coleta. Cultura de lesões de pele e partes moles fechadas (lesões bolhosas. limpar novamente a região e colocar novo coletor.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Mulheres 1. Se a coleta for feita através de biópsia.

Cortar. de boca larga. 5 cm do cateter (parte do trajeto subcutâneo e ponta distal) com uma lâmina de bisturi ou tesoura estéril. Sinovial) 1. Não usar tesouras embebidas em soluções antissépticas. o qual deverá ser posteriormente removido com álcool a 70% para evitar irritação da pele pelo iodo. em seguida. 4. Limpar a superfície da ferida com uma gaze estéril embebida em água estéril. Pericárdico. Recomenda-se que o semeio ocorra no máximo 1 hora após a remoção do cateter. com PVPI a 10%. O material coletado deve ser acondicionado em frasco estéril com tampa de rosca. assepticamente. O frasco deve conter 0. Tampar a seringa e enviar ao laboratório. se houver suspeita de bacteremia ou sepse relacionada ao cateter. 5. 6. 3. As amostras conservadas em formol não são adequadas para cultura. Tecidos e Biópsias 1. colher primeiro 3 amostras de sangue periférico em veia distante do cateter. conforme técnica de hemocultura. Adicionar assepticamente soro fisiológico ou água destilada estéril. Não usar swab pois os germes coletados podem representar apenas colonização da superfície da ferida. A presença de um número maior ou igual a 15 colônias de um único tipo de bactéria sugere que a ponta de cateter pode estar sendo fonte de infecção (técnica de Maki). Se a quantidade de secreção for pequena. 2. injetar uma pequena quantidade de soro fisiológico e aspirar. Antes da remoção do cateter intravascular. 2.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Lesões de pele e partes moles abertas (ferida cirúrgica aberta. Retirar o cateter vagarosamente utilizando pinça estéril. 2. 7. 5. As amostras de tecido para cultura devem ser acondicionadas em frasco estéril. caso haja possibilidade de ressecamento. 4. 2. sem meio de cultura. escaras) 1. AMOSTRAS NÃO RECOMENDADAS PARA CULTURA POR FORNECEREM RESULTADOS QUESTIONÁVEIS Amostra Alternativa ou comentário Ponta de cateter de Foley Não processar Swab de secreção de lesão de partes moles aberta Não processar Swab de amostra de queimadura Processar biópsia ou aspirado Swab de úlcera de decúbito Processar biópsia ou aspirado Swab de abscesso perirretal Processar biópsia ou aspirado Swab de lesão de gangrena Processar biópsia ou aspirado Swab de lesão periodontal Processar biópsia ou aspirado Swab de úlcera varicosa Processar biópsia ou aspirado Material de colostomia Não processar 75 . Proceder a antissepsia da pele ao redor do cateter com álcool a 70% e. perfeitamente adaptada. Colocar o pedaço do cateter num frasco estéril. Enviar o frasco imediatamente ao laboratório. Aspirar o material com seringa e agulha estéreis. Peritoneal. A coleta dos materiais é um procedimento médico que deve ser realizado assepticamente. 3. 3. Cultura de ponta de cateter intravascular 1.2 a 0. Todas as amostras devem ser refrigeradas se houver demora no transporte ao laboratório.5 ml de heparina estéril. Líquidos Corporais (Líquido Pleural. 3.

Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS TEMPO CRÍTICO PARA A ENTREGA DA AMOSTRA AO LABORATÓRIO E MEIOS DE TRANSPORTE Amostra Tempo crítico Frascos e meios de transporte Líquor Imediatamente Tubo seco estéril Líquido pleural Imediatamente Tubo seco estéril Imediatamente Tubo seco estéril ou meio semiSwab sólido (Stuart. Amies) Feridas e tecidos 30 minutos ou até 12 horas (meio de Meio de transporte apropriado transporte) Hemocultura 30 minutos Frascos com meio de cultura Trato respiratório 30 minutos Tubo seco estéril Trato gastrointestinal 1 hora Tubo seco estéril Urina Até 1 hora ou refrigerada até 24 horas Tubo seco estéril Fezes Até 12 horas em meio de transporte Cary-Blair Ponta de cateter Até 1 hora Tubo seco estéril intravascular MATERIAIS CLÍNICOS E REFRIGERAÇÃO Podem ser refrigerados Não podem ser refrigerados Urina Líquor Fezes Líquido pleural e outros fluidos corporais Materiais do trato respiratório Materiais do trato genital/cervical Materiais de lesões de partes moles Sangue 76 .

a fim de eliminar toda a sujeira aderida (não utilizar escovas de aço para não danificar as paredes do reservatório). Cálculo da quantidade de hipoclorito de sódio a ser utilizada 1. detergente ou similar para essa operação. 6. Lavar cuidadosamente o interior do reservatório com água e escova. Esvaziar o reservatório. 4. de modo a obter uma diluição final entre 20 a 25 ppm de cloro livre.14 x raio ao quadrado x altura x 1000) Lavagem do Reservatório 1. vaso sanitário. posteriormente. Calcular o volume da solução de hipoclorito.). 2. cilíndricas: volume (litros) = πr2h x 1000 (3. 7. 3. obedecendo à proporção de 1 litro de água sanitária para cada 1000 litros de capacidade do reservatório. de modo a promover a desinfecção das tubulações (ATENÇÃO: esta água não deve ser utilizada como bebida. 5. 5. Fechar o registro. na água armazenada. esvaziar totalmente o reservatório. pois poderá permanecer nas paredes do reservatório e. 2. Transcorrido este tempo. Encher novamente o reservatório e utilizar a água normalmente. Escoar a sujeira. Encher novamente a caixa para promover a agitação do líquido e uma adequada homogeinização da solução desinfetante com a água do reservatório.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS HIGIENIZAÇÃO DA CAIXA D’ÁGUA Cálculo da Capacidade do Reservatório 1. Verificar as dimensões do reservatório: altura. Abrir o registro até a água cobrir o fundo da caixa. Calcular o volume em litros usando uma das seguintes fórmulas: a. mediante abertura de todos os pontos de utilização de água (torneiras. preparo de alimentos ou para higiene pessoal). 4. Nunca usar sabão. Fechar novamente o registro e despejar o volume calculado da solução de hipoclorito. etc. poliedros: volume (litros) = altura x largura x comprimento x 1000 b. largura e comprimento (para caixas d’água em forma de poliedros) ou altura e raio (para caixas d’água cilíndricas). esfregando bem as paredes. 3. A HIGIENIZAÇÃO DA CAIXA D’ÁGUA DEVE SER REPETIDA A CADA 6 MESES 77 . Manter a solução em contato com a água por um tempo superior a 2 horas. 2.

Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ANEXOS 78 .

______ log CD4: _____________ / mm 79 .Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS FICHA DE NOTIFICAÇÃO E ACOMPANHAMENTO DE ACIDENTES OCUPACIONAIS (FOLHA 1) HOSPITAL: ___________________________________________________________________________ DATA : ____ / ____ / ____ NOME DO ACIDENTADO: ________________________________________________________________ SEXO: M F F F IDADE: _________ OCUPAÇÃO: ___________________________________________________ UNIDADE ONDE OCORREU O ACIDENTE: _________________________________ DATA / HORA ACIDENTE: ____ / ____ / ____ TIPO DE EXPOSIÇÃO: PERCUTÂNEA F OBJETO DA LESÃO: AGULHA OCA F OUTROS F _______________________ CONDIÇÕES DO OBJETO: SANGUE VISÍVEL F MATERIAL ORGÂNICO: SANGUE F LÍQUIDO PERITONEAL F LÍQUIDO PLEURAL F VOLUME: POUCAS GOTAS F AUSÊNCIA DE SANGUE VISÍVEL F AGULHA RECENTEMENTE USADA EM VASO SANGÜÍNEO F FLUIDO CONTENDO SANGUE F LÍQUIDO PERICÁRDICO F OUTROS F _______________________ LÍQUIDO AMNIÓTICO F LÍQUOR F _____ : _____ MUCOSA F PELE ÍNTEGRA F PELE LESADA F PARTE DO CORPO ACIDENTADO: ________________________________________________________ AGULHA SEM LÚMEN F LÂMINA DE BISTURI F RESPINGO DE GRANDE VOLUME F SITUAÇÃO: RECAPAMENTO DE AGULHAS FMANUSEIO DE ROUPAS F ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS F MANUSEIO DE PACIENTES F MANUSEIO DE MATERIAL CIRÚRGICO F MANUSEIO DE LIXO F OUTRAS F ________________________________________________________________ PACIENTE FONTE CONHECIDO: SIM F NÃO F NEGATIVO F DESCONHECIDO F NÃO REALIZADO F DATA: ____ / ____ / ____ DATA: ____ / ____ / ____ DATA: ____ / ____ / ____ SOROLÓGIA PRÉVIA: POSITIVO F POSITIVO F POSITIVO F TESTE RÁPIDO P/ HIV: POSITIVO F NEGATIVO F AgHBs: ANTI-HIV: NEGATIVO F NEGATIVO F NÃO REALIZADO F NÃO REALIZADO F PACIENTE POSITIVO PARA HIV: SINTOMÁTICO F ASSINTOMÁTICO F 3 CARGA VIRAL: ___________________ cópias/mL .

2 DOSE: ____ / ____ / ____ .Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS FICHA DE NOTIFICAÇÃO E ACOMPANHAMENTO DE ACIDENTES OCUPACIONAIS (FOLHA 2) PROFISSIONAL ACIDENTADO SOROLOGIA PRÉVIA: POSITIVO F NEGATIVO F TESTE RÁPIDO P/ HIV: POSITIVO F NEGATIVO F ACOMPANHAMENTO SOROLÓGICO: SOROLOGIA ANTI-HIV AgHBs ANTI-HBs ANTI-HCV PÓS-ACIDENTE o DESCONHECIDO F NÃO REALIZADO F DATA: ____ / ____ / ____ 3° MÊS PÓS-EXPOSIÇÃO 6° MÊS PÓS-EXPOSIÇÃO 1 MÊS PÓS-EXPOSIÇÃO NÃO NÃO IMUNIZAÇÃO PRÉVIA CONTRA HEPATITE B: SIM F VACINAÇÃO CONTRA HEPATITE B: a a NÃO F a DATA: ____ / ____ / ____ 1 DOSE: ____ / ____ / ____ . 3 DOSE: ____ / ____ / ____ ANTI-HBs (1-2 meses após a vacinação): ____________ mIU/mL SEGUNDA SÉRIE DE VACINA PARA HEPATITE B: a a SIM F a NÃO F 1 DOSE: ____ / ____ / ____ . _____________________ DOSE: ____________________________ _____________________ DOSE: ____________________________ _____________________ DOSE: ____________________________ SIM F NÃO F ACOMPANHAMENTO DE EFEITOS TÓXICOS: EXAMES Hematócrito Leucócitos Plaquetas Glicemia TGO TGP Uréia Creatinina EAS PÓS-ACIDENTE 2 SEMANA DE PROFILAXIA a OBSERVAÇÕES: ____________________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________________ 80 . 3. 3 DOSE: ____ / ____ / ____ ANTI-HBs (1-2 meses após a vacinação): ____________ mIU/mL IMUNOGLOBULINA ANTI-HEPATITE B (HBGI) ATÉ 7 DIAS APÓS EXPOSIÇÃO ____ / ____ / ____ PROFILAXIA PÓS-EXPOSIÇÃO PARA HIV: DATA DE INÍCIO: ____ / ____ / ____ DROGAS: 1. 2. 2 DOSE: ____ / ____ / ____ .

PACIENTES EM USO DE ANTIBIOTICOPROFILAXIA CIRÚRGICA: ADEQUADO: INCORRETO: ANTIBIÓTICOS: Amicacina: Amoxicilina: Ampicilina: Cefalexina: Cefalotina: Cefazolina: Cefotaxima: Ceftazidima: Ceftriaxona: Clindamicina: Cloranfenicol: Gentamicina: Metronidazol: Oxacilina: Penicilina benzatina: Penicilina cristalina: Penicilina procaína: SMZ/TMP: Vancomicina: „ 1. 9. 16. 5. PACIENTES EM USO DE ANTIBIOTICOTERAPIA: ADEQUADO INCORRETO: II. 3. 14. 10. 8. 15. 13. MOTIVOS DE USO INCORRETO: 81 .Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS FICHA DE NOTIFICAÇÃO DE USO DE ANTIBIÓTICOS HOSPITAL: ____________________________________________________________________________ MÊS/ANO: _____________________________________________ I. 12. 2. 11. 7. 4. 6.

Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NOTIFICAÇÃO DE INFECÇÕES COMUNITÁRIAS E HOSPITALARES DATA DA NOTIFICAÇÃO: _____ / _____ / __________ HOSPITAL ____________________________________________________________________________ NOME DO PACIENTE____________________________________________________________________ IDADE_________ SEXO: M F F F ENFERMARIA _______________ LEITO _________ SETOR ____________________________ TIPO DE INFECÇÃO: INFECÇÃO COMUNITÁRIA F INFECÇÃO EXTRA-INSTITUCIONAL F INFECÇÃO HOSPITALAR F DATA DA INTERNAÇÃO: ____ / ____ / ____ DATA DIAGNÓSTICO DA INFECÇÃO: ____ / ____ / ____ DOENÇAS ASSOCIADAS: ________________________________________________________________ TOPOGRAFIA DA INFECÇÃO: CIRÚRGICA F SEPSE F GASTROINTESTINAL F RELACIONADA A CATETER IV F URINÁRIA F TRATO RESPIRATÓRIO SUPERIOR F TRATO REPRODUTOR F SNC F TRATO RESPIRATÓRIO INFERIOR F PELE E PARTES MOLES F CULTURA: OUTRA: _____________________________ SIM F NÃO F GERME(S) ISOLADO(S) ___________________________________________ SENSIBILIDADE: ________________________________________________________________________ RESISTÊNCIA: _________________________________________________________________________ PROCEDIMENTOS INVASIVOS: NPT F ÓBITO: SIM F NÃO F DATA: ____ / ____ / ________ CIV F SVD F VMI F OUTRO F _________________________ OBSERVAÇÕES: _______________________________________________________________________ 82 .

restritas aos pontos de penetração da sutura não devem ser consideradas ISC. 83 .. Inflamação e secreção mínimas. classificá-la como infecção de pele ou de partes moles. conforme a extensão do processo.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NOTIFICAÇÃO DE INFECÇÕES DE SÍTIO CIRÚRGICO (ISC) HOSPITAL ____________________________________________________________________________ NOME DO PACIENTE___________________________________________IDADE_________ SEXO: M F F F ENFERMARIA _______________ LEITO _________ SETOR ____________________________ CIRURGIA REALIZADA: ____________________________ DATA DA CIRURGIA: ____ / ____ / ____ CIRURGIÃO: ________________________ DATA DA CONSULTA: ____ / ____ / ____ DOENÇAS ASSOCIADAS: ________________________________________________________________ ASPECTO DA INCISÃO CIRÚRGICA: HIPEREMIA: SIM F NÃO F NÃO F NÃO F NÃO F NÃO F NÃO F NÃO F NÃO F HIPERTERMIA: SIM F DOR LOCAL: EDEMA: SIM F SIM F DEISCÊNCIA: SIM F HEMATOMA: SIM F DRENAGEM PURULENTA: SIM F SECREÇÃO NÃO-PURULENTA: SIM F CULTURA SIM F NÃO F GERME(S) ISOLADO(S) ___________________________________________ SENSIBILIDADE: ________________________________________________________________________ RESISTÊNCIA: _________________________________________________________________________ OBSERVAÇÃO: não classificar como infecção incisional: • • A infecção relacionada apenas à incisão do dreno.

Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NOTIFICAÇÃO DE PROCEDIMENTOS DE RISCO HOSPITAL ______________________________________________MÊS________________ANO_______ DIA 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 TOTAL NPT CIV SVD VMI NUTRIÇÃO PARENTERAL (NPT): CATETER INTRAVASCULAR (CIV): SONDA VESICAL DE DEMORA (SVD): VENTILAÇÃO MECÂNICA INVASIVA (VMI): 84 .

Existe sanitários e vestiários exclusivos para os funcionários do setor de limpeza? 4. Pisos e paredes com revestimento liso e de fácil higienização? c. Cobertura adequada? c. O abrigo de higienização apresenta: a. Existem exaustores nas áreas suja e limpa? 12. Existe uma área com características adequadas para o acúmulo do lixo antes do mesmo ser transportado ao abrigo externo? 3. Central de Material Esterilizado b. UTI d. Enfermarias 2. Fonte de água? f. O abrigo de resíduos apresenta: a. Fonte de água? d. NORMA CORRETA SIM NÃO COMENTÁRIOS HIGIENIZAÇÃO HOSPITALAR 1. Existe abrigo de higienização? 7. Serviço de Nutrição e. Existe Depósito de Material de Limpeza (DML) exclusivo para os seguintes setores? a. Existe uma barreira física entre a área limpa da área suja? 9. Existe uma barreira física separando a área limpa da área contaminada? 16. paredes e portas são revestidos com material liso e lavável? 14. Pisos e paredes são revestidos com material liso e lavável? 18.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ROTEIRO DE INSPEÇÃO DE ARQUITETURA HOSPITALAR RELACIONADA AO CONTROLE DAS INFECÇÕES HOSPITALARES HOSPITAL: DATA: / / 20 . Centro Cirúrgico c. Cobertura adequada? b. Bancadas de material liso e lavável para acomodação do material que aguarda limpeza? 85 . Pias adequadas para a lavagem do material contaminado? 19. Existe vestiário com sanitários para os funcionários da área suja? 11. A lavadora de desinfecção está posicionada na parede que separa a área suja da área limpa? 10. Dimensões adequadas à geração de resíduos equivalente a dois dias? b. Aberturas para ventilação com tela milimétrica? e. Pisos e paredes com revestimento adequado? d. Ralo sifonado com tampa? LAVANDERIA 8. Existem pias com saboneteira e depósito de papel toalha em ambas áreas? 13. Pisos. Existe lavadora de desinfecção com duas portas de acesso? 10. Lavanderia f. Existe abrigo de resíduos? 5. Existem armários específicos e de fácil limpeza para armazenamento da roupa limpa? CENTRAL DE MATERIAL ESTERILIZADO 15. Ralo sifonado com tampa? 6. Existe vestiário com sanitários para os funcionários do setor? 17.

de fácil higienização e em bom estado de conservação? 32. de fácil higienização e em bom estado de conservação? 46. A área para a recepção das mercadorias possui área suficiente para acomodar as mercadorias no momento do recebimento? 40. As paredes são de cor clara. lavável. material liso. de fácil higienização e em bom estado de conservação? 45. material liso. massas e sobremesas. de fácil higienização e em bom estado de conservação? 44. lavável. lavável e de fácil higienização? 29. alimentos cozidos)? SIM NÃO COMENTÁRIOS 86 . A área para armazenamento possui prateleiras. lavável e de fácil higienização? 25. de material liso. Existe uma área própria para refrigeradores e freezers? 47. material liso. de fácil higienização e em bom estado de conservação? 31. A área para a recepção das mercadorias é situada em local externo? 37. Existem instalações adequadas para os funcionários guardarem suas roupas e pertences? 35. bolor e descascamento? 30. umidade. lavável e de fácil higienização? 27. O armazenamento do material esterilizado é feito em prateleiras de material liso e de fácil higienização? SETOR DE NUTRIÇÃO 22. A ventilação do setor proporciona renovação do ar.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NORMA CORRETA 20. Existem ralos sifonados com proteção telada? 26. A área para armazenamento possui paredes de cor clara. de material liso. lavável. A área para armazenamento possui condicionamento da temperatura ambiente em torno de 26 °C? 43. de material liso. O setor é equipado de exaustores? 24. Existe uma área separada para o processamento de cada gênero alimentício (carnes cruas. Os armários do setor são de cor clara. Existe uma área para armazenamento dos produtos alimentares? 42. A área para armazenamento possui piso de cor clara. As prateleiras do setor obedecem uma distância de 25 cm do piso? 33. O teto é isento de vazamentos. material liso. A área para a recepção das mercadorias possui cobertura para a proteção dos alimentos na hora da entrega? 39. O piso é de cor clara. conforto térmico e ambiente isento de fumaças? 23. Bancadas de material liso e lavável para a secagem do material limpo? 21. A área para a recepção das mercadorias possui tanque para pré-higienização de verduras e frutas antes de seu armazenamento? 41. A área para a recepção das mercadorias é de fácil acesso aos fornecedores? 38. Existe área para recepção das mercadorias? 36. Existem instalações sanitárias e vestiários exclusivos para os funcionários do setor de nutrição e dietética? 34. rachaduras. O teto é de cor clara. material liso. verduras e frutas. As janelas são dotadas de telas? 28. As portas são de cor clara. lavável.

Bancadas de material liso e de fácil higienização? SIM NÃO COMENTÁRIOS 87 . confeccionada em material liso e de fácil higienização? 49. Pisos. Cada uma destas áreas possui bancada provida de pia. Pia b. Bancadas de material liso e de fácil higienização? 63. Pia de degermação com características adequadas? UTI 58. Saboneteira para sabão líquido d. Presença de expurgo no local? 57. O setor possui uma área específica para a cocção de alimentos? 52. Local para a permanência dos utensílios limpos durante a secagem? 54. Presença de quarto de isolamento? 62. Presença de expurgo no local? 66. paredes e portas de material liso e lavável? 75. A área de higienização dos utensílios dispõe de: a. Existe uma área específica para higienização dos utensílios? 53. Pisos. paredes e portas de material liso e lavável? 71. Água corrente c. de fácil higienização. Presença de pia adequada para a lavagem das mãos? 76. Armários de material liso e de fácil higienização? ENFERMARIAS 64. Cada área destas possui sistema para a higienização das mãos específico para esta finalidade? 50. paredes e portas de material liso e lavável? 59. Armários de material liso e de fácil higienização nos Postos de Enfermagem? SALA DE AEROSSOL 70. Presença de pia adequada para a lavagem das mãos? 72. O sistema de higienização das mãos possui: a. Presença de pias adequadas para a lavagem das mãos em cada enfermaria? 67. Presença de quartos de isolamento? 68. Pisos. Armários de material liso e de fácil higienização? SALA DE MEDICAÇÕES INJETÁVEIS 74. insetos e roedores)? CENTRO CIRÚRGICO 55. Os utensílios são armazenados de forma adequada após a higienização (local exclusivo. Pisos. paredes e portas de material liso e lavável? 65. Cubas profundas b. Bancadas de material liso e de fácil higienização nos Postos de Enfermagem? 69. paredes e portas de material liso e lavável? 56. Local para dispor os utensílios que aguardam higienização d. Bancadas de material liso e de fácil higienização? 73. Água corrente c. Presença de expurgo no local? 60. Pisos.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NORMA CORRETA 48. Papel-toalha e. Presença de pia adequada para a lavagem das mãos? 61. protegido contra poeira. Cesto de lixo com tampa acionada por pedal 51.

Presença de pia adequada para a lavagem das mãos? CONSULTÓRIOS ODONTOLÓGICOS 88. paredes e portas de material liso e lavável? 79. Pisos. Presença de pia adequada para a lavagem das mãos? 80. Armários de material liso e de fácil higienização? SALA DE CURATIVOS 78. Pisos. paredes e portas de material liso e lavável? 83. Presença de pia adequada para a lavagem das mãos? 90. Armários de material liso e de fácil higienização? SIM NÃO COMENTÁRIOS RESULTADO: Taxa de adequação às normas de controle de infecções hospitalares: % 88 . Bancadas de material liso e de fácil higienização? 91. Presença de pia adequada para a lavagem das mãos? 84.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NORMA CORRETA 77. Bancadas de material liso e de fácil higienização? 85. Armários de material liso e de fácil higienização? SALA DE SUTURAS 82. Bancadas de material liso e de fácil higienização? 81. paredes e portas de material liso e lavável? 87. Armários de material liso e de fácil higienização? CONSULTÓRIOS MÉDICOS 86. paredes e portas de material liso e lavável? 89. Pisos. Pisos.

Utiliza álcool a 70% para desinfecção de superfícies metálicas? 4. O hospital já conta com seu Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde – PGRSS? 18. Os resíduos são coletados em sacos plásticos de cores diferentes conforme o tipo de resíduo? 19. Utiliza hipoclorito de sódio a 250 ppm para desinfecção de baixo nível de pisos de banheiros. Técnica adequada de limpeza terminal? 10. Existe Depósito de Material de Limpeza (DML) exclusivo para os seguintes setores? (a) CME (b) Centro Cirúrgico (c) UTI (d) Serviço de Nutrição (e) Lavanderia (f) Enfermarias 12. Áreas semi-críticas limpas no mínimo 1 vez ao dia? 9. Os funcionários são orientados a retirar a luva antes de tocar trincos de portas 13. Todas lixeiras. Existem recipientes específicos e adequados para o descarte de material pérfurocortantes? 89 . Técnica adequada para limpeza dos pisos? 5. Utiliza hipoclorito de sódio a 1% para desinfecção de superfícies contaminadas com material infectante? 2. O resíduo infectante é coletado em saco plástico branco leitoso com símbolo impresso de risco biológico? 20. com exceção das áreas nãocríticas. NORMA CORRETA SIM NÃO COMENTÁRIOS 1. Os funcionários do serviço de limpeza são proibidos a ajudar no transporte de pacientes? 17. Os sacos de lixo são usados somente até o preenchimento de dois terços de sua capacidade? 21. Técnica adequada para desinfecção de superfícies após contaminação com material infectante? 6. Áreas críticas limpas no mínimo 2 vezes ao dia? 8. EPI adequado? (a) Uniforme (b) Luvas (c) Botas ou sapatos (d) Gorro (e) Máscara (f) Avental (g) Óculos protetores 16. laboratório. Nas áreas críticas e semi-críticas as lixeiras possuem tampas acionadas por pedais? 23. lavanderia? 3. Saboneteiras higienizadas após cada troca do sabão? 11. central de esterilização. O funcionário responsável pela limpeza das áreas críticas permanece no setor durante todo o expediente? 15.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ROTEIRO DE INSPEÇÃO DO SETOR DE LIMPEZA HOSPITALAR HOSPITAL: DATA: / / 20 . Material de limpeza de áreas críticas é exclusivo para o setor? 14. possuem tampas? 22. Técnica correta de lavagem dos banheiros? 7.

resistente. regular. acondicionados e identificados como resíduos do tipo D)? 30. com peso menor que 500 gramas ou estatura menor que 25 centímetros ou idade gestacional menor que 20 semanas) recebem destinamento adequado (acondicionados em saco branco leitoso com a identificação da data. (c) Os recipientes são deixados nesta área por no máximo 8 horas. (b) Não é permitida a retirada dos sacos de resíduos de dentro dos recipientes ali estacionados. evitando-se o armazenamento com disposição direta dos sacos sobre o piso. É realizada higienização correta em casos de acidente com derramamento de material infectante? 29. e existe abertura telada para ventilação. Existe abrigo de resíduos? 39. Resíduos de classificação A1 (descarte de vacinas de microorganismos vivos ou atenuados) são descartados adequadamente (submetidos a descontaminação. nome da unidade geradora e a inscrição “PEÇAS ANATÔMICAS” e encaminhados para destinação final em Aterro Sanitário)? 32. quando necessária? 38. O carro de coleta interna é adequado? 34. O serviço dispõe de carro de coleta interna de resíduos? 33. o mesmo segue as normas recomendadas? (a) Piso e paredes são revestidos com material liso. Os funcionários lavam as mãos ainda enluvadas e após retirar as luvas ao fim da coleta dos sacos de lixo? 36. Resíduos de classificação A3 (peças anatômicas e produto de fecundação sem sinais vitais. Os carros coletores são higienizados diariamente e sempre que apresentam sujidade? 35. Todas as lixeiras são higienizadas quando apresentam sujidade evidente? 27. superfície plana. As lixeiras das áreas críticas são higienizadas pelo menos 1 vez ao dia? 25. Os funcionários têm conhecimento da recomendação de não pressionar com pés ou mãos o conteúdo dos sacos de lixo? 28. Em caso de necessidade de armazanamento temporário de resíduos. possui piso com revestimento resistente à abrasão. antiderrapante e rampa. 37. O abrigo de resíduos apresenta: (a) Identificação externa? (b) Ambientes separados para atender o armazenamento de recipientes de resíduos do GRUPO A e do GRUPO D? (c) Dimensões adequadas à geração de resíduos equivalente a dois dias? (d) Cobertura adequada? (e) Portas em bom estado de conservação? (f) Pisos e paredes com revestimento adequado? 90 . lavável e impermeável. Resíduos de classificação A2 (bolsas contendo sangue ou hemocomponentes com volume residual superior a 50 ml) recebem destinamento adequado (acondicionadas em saco branco leitoso e encaminhadas diretamente para os Aterros Sanitários)? 31. O trajeto para o traslado de resíduos até o armazenamento externo permite livre acesso dos recipientes coletores de resíduos. As lixeiras das outras áreas são higienizadas pelo menos semanalmente? 26.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NORMA CORRETA SIM NÃO COMENTÁRIOS 24.

Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS

NORMA CORRETA (g) Aberturas para ventilação com tela milimétrica? (h) Fonte de água? (i) Ralo sifonado com tampa? (j) Acesso restrito aos funcionários? 40. Os sacos de resíduos permanecem dentro dos recipientes ali estacionados, evitando-se o armazenamento com disposição direta dos sacos sobre o piso? 41. O abrigo de resíduos é utilizado exclusivamente para armazenamento do lixo? 42. O abrigo de resíduos é higienizado após a coleta externa? 43. Existe abrigo de higienização? 44. O abrigo de higienização apresenta: (a) Cobertura adequada? (b) Pisos e paredes com revestimento liso e de fácil higienização? (c) Fonte de água? (d) Ralo sifonado com tampa?

SIM

NÃO

COMENTÁRIOS

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Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS

ROTEIRO DE INSPEÇÃO DO SETOR DE LAVANDERIA HOSPITALAR
HOSPITAL: DATA: / / 20 .
COMENTÁRIOS

1. 2. 3.

4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12.

13. 14.

15.

16.

17. 18. 19.

20.

21.

22.

23. 24. 25. (g) (h) (i) (j) (k)

NORMA CORRETA SIM NÃO Existe uma barreira física separando a área limpa da área suja? Existe lavadora de desinfecção com duas portas de acesso? A lavadora de desinfecção está posicionada na parede que separa a área suja da área limpa? Os funcionários das respectivas áreas ficam restritos ao seu setor? O acesso ao setor é restrito a seus funcionários? Existe vestiário com sanitários para os funcionários da área suja? Existem exaustores nas áreas suja e limpa? Existe material para descarte de material pérfurocortante em ambas áreas? Existem pias com saboneteira e depósito de papel toalha em ambas áreas? Existe depósito para material de limpeza no próprio setor? Pisos, paredes e portas são revestidos com material liso e lavável? Utiliza-se hipoclorito de sódio a 250 ppm para desinfecção de baixo nível do piso da área suja? Os funcionários estão orientados sobre evitar agitação da roupa durante a coleta? A roupa coletada é transportada em saco resistente de cor diferente do utilizado para o lixo? Havendo extravasamento dos sacos roupa suja, é feita a descontaminação local com hipoclorito de sódio a 1% seguido pela lavagem do local? O funcionário responsável pela coleta utiliza uniforme e luvas de borracha (e não luvas de procedimento)? Os funcionários estão orientados sobre retirar as luvas ao tocar maçanetas de portas? O transporte da roupa coletada é feita com carros coletores específicos para este fim? As características do carro coletor são adequadas (leves, com tampa, material lavável, pouco profundos)? O carro de transporte da roupa suja é submetido diariamente a lavagem com água e detergente seguido de desinfecção com hipoclorito de sódio a 250 ppm? As roupas com sujidades similares presumidas (mesma origem) são reunidas em um mesmo ciclo de lavagem? Todas as peças são cuidadosamente examinadas para a presença de instrumentos estranhos antes da lavagem? Os funcionários estão orientados sobre evitar agitação da roupa? Existe controle microbiológico semestral da água? O funcionário responsável pela lavagem usa EPI adequado? Uniforme Luvas de borracha e cano alto Botas impermeáveis Gorro Máscara antipartículas

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Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS

NORMA CORRETA (l) Avental impermeável (m) Óculos protetores 26. Após o processamento da roupa na área suja, pias, bancadas e pisos são lavados e depois descontaminados com hipoclorito de sódio a 250 ppm ou álcool a 70%, no caso de superfícies metálicas? 27. Durante o processamento da roupa na área limpa, os funcionários são cuidadosos quanto a evitar que a roupa toque o chão? 28. A mesa para dobragem da roupa é de fácil higienização e dimensões apropriadas? 29. Existem armários específicos e de fácil limpeza para armazenamento da roupa limpa? 30. As roupas limpas com defeitos recebem conserto? 31. As roupas que necessitam de conserto são lavadas novamente antes do uso? 32. A roupa limpa é transportada embalada em sacos plásticos individuais para reduzir os riscos de recontaminação? 33. O transporte da roupa limpa é feita com carros específicos para este fim? 34. O carro de transporte da roupa limpa é submetido diariamente a lavagem com água e detergente seguido de desinfecção com hipoclorito de sódio a 250 ppm? 32. O acondicionamento das mudas de roupa que ficam na reserva dos postos de enfermagem é feita em local específico e de fácil higienização?

SIM

NÃO

COMENTÁRIOS

RESULTADO: Taxa de adequação às normas de controle de infecções hospitalares: %

93

papel crepado)? Observa-se o limite de dois terços da capacidade da autoclave na disposição dos pacotes em seu interior? Os pacotes são dispostos de forma intercalada. 9. 22. 18. o último enxagüe é feito com água destilada? A técnica de secagem dos materiais é adequada (panos limpos ou secagem espontânea em superfície limpa)? Bancadas de material liso e lavável para a secagem do material limpo? O funcionário responsável pela lavagem do material usa EPI adequado? Uniforme Luvas de borracha e cano alto Botas impermeáveis Gorro Máscara Avental impermeável Óculos protetores É utilizado papel grau cirúrgico para embalagem dos artigos autoclavados? A técnica de empacotamento do material limpo é adequada? Material limpo etiquetado adequadamente (identificação. 6. 10. 25. 21. enxagüe)? Após a lavagem. COMENTÁRIOS 1. 5.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ROTEIRO DE INSPEÇÃO DA CENTRAL DE MATERIAL ESTERILIZADO HOSPITAL: DATA: / / 20 . 17. 2. 19. 16. data)? Fita de controle químico na face externa do pacote? Autoclave(s) em boas condições de funcionamento? Revisões periódicas nas autoclaves? Estufas em boas condições de funcionamento? Revisões periódicas nas estufas? Os materiais acondicionados em caixas metálicas são esterilizadas com as mesmas semi-abertas recobertas com embalagem adequada (tecido de algodão cru. 12. 8. água e sabão. 20. 11. NORMA CORRETA SIM NÃO Existe uma barreira física separando a área limpa da área contaminada? Os funcionários das respectivas áreas ficam restritos ao seu setor? O acesso à CME é restrito a seus funcionários? Existe depósito para material de limpeza no próprio setor? Existe vestiário com sanitários para os funcionários do setor? Pisos e paredes são revestidos com material liso e lavável? Utiliza-se hipoclorito de sódio a 250 ppm para desinfecção de baixo nível do piso da área suja da central de esterilização? Pias adequadas para a lavagem do material contaminado? Bancadas de material liso e lavável para acomodação do material que aguarda limpeza? Técnica adequada de lavagem manual (solução desincrostante. 23. 24. 14. com espaços entre os mesmos no interior da autoclave? 94 . 7. 4. (a) (b) (c) (d) (e) (f) (g) 15. 3. 13.

pano limpo ou ar comprimido)? 30. (d) Máscaras de ambu e de macronebulização (e) Válvula de ambu com componente metálico (f) Cânula de Guedel. É realizado monitoramento biológico pelo menos semanal do processo de esterilização na autoclave ? 28. nylon. baldes estéreis. Adequação processamento de artigos à desinfecção e esterilização: (a) Instrumental metálico cirúrgico. (b) Tecido para procedimento cirúrgico. prazo de validade)? (i) Os artigos são retirados da solução com luva estéril? (j) A técnica do enxagüe após esterilização é adequada (água estéril. O armazenamento do material esterilizado é feito em prateleiras de material liso e de fácil higienização? 32. látex. acrílico ou plástico. Desinfecção/esterilização com glutaraldeído a 2%: (a) È obedecido a duração de 30 minutos para desinfecção com glutaraldeído a 2%? (b) È obedecido a duração de 10 horas para esterilização com glutaraldeído a 2%? (c) Os artigos submetidos à desinfecção/esterilização com glutaraldeído ficam completamente imersos na solução? (d) As tubulações de artigos ocos são preenchidas com o glutaraldeído? (e) O recipiente com glutaraldeído é mantido fechado? (f) O glutaraldeído é ativado antes do uso? (g) É obedecido a vida média de 14 a 28 dias para as soluções de glutaraldeído em uso? (h) Os recipientes com glutaraldeído são identificados (solução. É realizado teste do Bowie-Dick no primeiro ciclo do dia na autoclave? 29. Aguarda-se a secagem da carga no interior da autoclave após o processo de esterilização? 27. A circulação de pessoal neste setor é restrita? COMENTÁRIOS RESULTADO: Taxa de adequação às normas de controle de infecções hospitalares: % 95 . baldes limpos. (c) Artigos críticos de PVC.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NORMA CORRETA SIM NÃO 26. O setor é climatizado? 33. compressas estéreis ou ar comprimido)? (k) A técnica do enxagüe após desinfecção é adequada (água potável. (g) Lâmina de laringoscópio (h) Tubo orotraqueal (i) Circuitos de respiradores (j) Conexões e acessórios de respiradores (k) Cânulas plásticas de traqueostomia (l) Cânulas metálicas de traqueostomia (m) CPAP (n) Frascos de aspiração (o) Látex para aspiração (p) Ambu (q) Máscara e copo para nebulização (r) Espéculo vaginal metálico (s) Termômetros 31.

material liso. 10. material liso. o funcionário deve afastar-se do produto. ouvidos ou cabelos enquanto se prepara os alimentos. Deve-se evitar espirrar ou tossir sobre os alimentos: ao tossir ou espirrar. 3. 7. 6. cobrir a boca e o nariz com papel toalha descartável e depois lavar imediatamente as mãos. Deve-se evitar experimentar a comida nas mãos ou com os dedos. lavável e de fácil higienização? Existem ralos sifonados com proteção telada? As paredes são de cor clara. guardanapos. material liso. cutâneas ou oculares são afastados de suas atividades temporariamente? Os funcionários realizam exames médicos admissionais e periódicos? Os funcionários têm conhecimentos sobre as regras de higiene alimentar abaixo (o conjunto deste item vale 1 ponto no total. lavável. 8. cantar ou assobiar sobre os alimentos. 16. aventais ou qualquer outra peça da vestimenta: o suor deve ser enxugado com papel toalha descartável e a seguir deve-se lavar imediatamente as mãos. bolor e descascamento? As portas são de cor clara. material liso. 4. conforto térmico e ambiente isento de fumaças? O setor é equipado de exaustores? O piso é de cor clara. material liso. 11. de fácil higienização e em bom estado de conservação? Os armários do setor são de cor clara.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ROTEIRO DE INSPEÇÃO DO SETOR DE NUTRIÇÃO E DIETÉTICA HOSPITAL: DATA: / / 20 . panos de pratos. 14. lavável e de fácil higienização? O teto é isento de vazamentos. rachaduras. gorro ou similar Ausência de acessórios e adereços Manipuladores de alimentos com diarréia. 2. na boca. 5. considerando-se como adequada às normas se a maioria das respostas for “sim” ou o contrário se a maioria das respostas for “não”): Deve-se evitar falar. (h) (i) (j) (k) (l) (m) (n) 15. infecções respiratórias. 12. Deve-se evitar enxugar o suor com as mãos. panos de copa. lavável e de fácil higienização? As janelas são dotadas de telas? O teto é de cor clara. (a) (b) (c) (d) (e) NORMA CORRETA SIM NÃO COMENTÁRIOS A ventilação do setor proporciona renovação do ar. umidade. Deve-se evitar por os dedos no nariz. 17. 96 . 1. 13. 9. de fácil higienização e em bom estado de conservação? As prateleiras do setor obedecem uma distância de 25 cm do piso? Existem instalações sanitárias e vestiários exclusivos para os funcionários do setor de nutrição e dietética? Existem instalações adequadas para os funcionários guardarem suas roupas e pertences? Uniforme dos funcionários: Uniformes de cor clara Uniformes em bom estado de conservação Uniformes lavados e trocados diariamente Avental plástico Calçados fechados Touca.

Deve-se evitar provar alimentos com talheres e voltar a colocar o talher dentro da panela. 29. Deve-se evitar manipular dinheiro durante o preparo dos alimentos. 39. 38. 19. 32. NORMA CORRETA Deve-se evitar fazer uso de utensílios sujos. lavados com água e detergente e enxagüados com hipoclorito de sódio a 200 ppm? Semanalmente é realizada uma lavagem terminal no setor? A coifa é limpa semanalmente? Geladeiras.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS (f) (g) (h) (i) (j) (k) (l) 18. 30. 26. 35. baldes. 34. 24. 37. 28. freezers e carros prateleiras possuem uma programação periódica de higienização? O lixo é acondicionado em recipientes revestidos com sacos de lixo e tampados? O lixo é retirado para não permanecer à noite dentro do setor? Existe área para depósito do material de limpeza (rodos. 27. Bancadas e mesas de apoio são lavadas com água e detergente neutro e desinfetadas com hipoclorito de sódio a 200 ppm? É evitado a varredura a seco na área de manipulação e processamento dos alimentos? O piso é lavado diariamente com água e detergente neutro e desinfetadas com hipoclorito de sódio a 200 ppm? Os ralos são limpos diariamente. 41. Deve-se evitar fumar no local de preparo dos alimentos. de material liso. Deve-se evitar enxugar as mãos no avental ou em panos. 33. 21. 25. 20. 22. Deve-se evitar fazer serviço de limpeza e manipular os alimentos ao mesmo tempo. 23. 40. 31. Deve-se evitar usar unhas pintadas e compridas. lavável.)? É realizado desinsetização e desratização periódicas? É impedida a presença de animais domésticos no setor? É realizado controle microbiológico semestral da água? É realizado a higienização da caixa d’água semestralmente? Existe área para recepção das mercadorias? A área para a recepção das mercadorias é situada em local externo? A área para a recepção das mercadorias é de fácil acesso aos fornecedores? A área para a recepção das mercadorias possui piso e paredes resvestidos de material de cor clara. 36. etc. liso e de fácil higienização? A área para a recepção das mercadorias possui cobertura para a proteção dos alimentos na hora da entrega? A área para a recepção das mercadorias possui área suficiente para acomodar as mercadorias no momento do recebimento? A área para a recepção das mercadorias possui tanque para pré-higienização de verduras e frutas antes de seu armazenamento? Existe uma área para armazenamento dos produtos alimentares? A área para armazenamento possui condicionamento da temperatura ambiente em torno de 26 °C? A área para armazenamento possui piso de cor clara. de fácil higienização e em bom estado de conservação? SIM NÃO COMENTÁRIOS 97 .

imersos em solução de hipoclorito de sódio a 200 ppm por 15 minutos e enxagüados em água corrente? 52. de material liso. Os utensílios utilizados para o preparo dos alimentos são higienizados antes e após cada procedimento? 58. insetos e roedores)? SIM NÃO COMENTÁRIOS RESULTADO: taxa de adequação às normas de controle de infecções hospitalares: % 98 . A área para armazenamento possui paredes de cor clara. Evita-se guardar produtos de limpeza na área de armazenamento? 46. O procedimento de higienização destes utensílios envolve sua lavagem com água e detergente. Ovos e sacos de leite são lavados com água e detergente antes de serem usados? 53. é realizado a limpeza e desinfecção rigorosa da bancada após o manuseio de cada tipo de alimento? 51. protegido contra poeira. A área para armazenamento possui estrados no piso? 45. A área para armazenamento possui prateleiras. massas e sobremesas. uma a uma. Os utensílios são armazenados de forma adequada após a higienização (local exclusivo. Existe uma área separada para o processamento de cada gênero alimentício (carnes cruas.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NORMA CORRETA 42. Cada uma destas áreas possui bancada provida de pia. de fácil higienização. imersão em solução de hipoclorito de sódio a 200 ppm por 15 minutos e secar naturalmente sem uso de panos? 59. Existe uma área própria para refrigeradores e freezers? 47.. Esta área possui um sistema completo e específico para higienização das mãos? 56. Frutas e verduras são lavadas em água corrente. Cada área destas possui sistema para a higienização das mãos específico para esta finalidade? 50. etc. Caso não exista uma área para processamento de cada gênero. Equipamentos como liquidificadores. O setor possui uma área específica para a cocção de alimentos? 54. Ausência de freezers e refrigeradores na área de cocção dos alimentos? 55. verduras e frutas. lavável. de fácil higienização e em bom estado de conservação? 43. são desmontados para uma higienização adequada? 60. de fácil higienização e em bom estado de conservação? 44. batedeiras. O sistema de higienização das mãos possui: (a) Pia (b) Água corrente (c) Saboneteira para sabão líquido (d) Papel-toalha (e) Cesto de lixo com tampa acionada por pedal 50. Existe uma área específica para higienização dos utensílios? A área de higienização dos utensílios dispõe de: (a) Cubas profundas (b) Água corrente (c) Local para dispor os utensílios que aguardam higienização (d) Local para a permanência dos utensílios limpos durante a secagem? 57. confeccionada em material liso e de fácil higienização? 49. lavável. de material liso. alimentos cozidos)? 48.

(a) (b) (c) 9. 3. 12. 21. 20. 8. 10. 11. NORMA CORRETA SIM Piso. liso e lavável? Existem pias específicas para a lavagem das mãos equipadas com papel-toalha e lixeiras com tampas acionadas com pedal? Obedecida a distância mínima de 1 metro entre as incubadoras? Existe uma auxiliar de enfermagem para cada 3 a 4 RN? A equipe recebeu vacinação para rubéola. 16. 6. segurar e amamentar o RN? O avental é descartado após o uso ou mantido exclusivamente para um único RN. 15. 19. 2. (a) (b) (c) 7. varicela e hepatite B (ou teve sua imunidade para estas viroses avaliada)? É exigido o uso de avental nas seguintes situações: Ao manusear o RN fora da incubadora? Quando o RN estiver em isolamento de contato? Ao carregar. sendo trocado a cada 12 horas? As visitas são orientadas em relação a: usar gorros retirar pulseiras. termômetros e outros aparelhos de uso rotineiro são de uso exclusivo para cada RN? Existem normas escritas sobre os tipos de isolamento? As pias e bancadas são higienizadas diariamente e após contaminação? (água e detergente + álcool 70%) As incubadoras são higienizadas diariamente e após contaminação? (água e detergente + álcool 70%) As balanças são higienizadas diariamente e após contaminação? (água e detergente + álcool 70%) Os halos de oxigênio são higienizadas diariamente e após contaminação? (água e detergente + álcool 70%) Conjunto de ressuscitação (máscara. paredes e portas do berçário revestidos de material de cor clara. 17. NÃO COMENTÁRIOS 1. ambu e reservatório de oxigênio) são higienizados após cada uso? (água e detergente + glutaraldeído 2% por 30 minutos) As traquéias do CPAP nasal são higienizados após cada uso? (água e detergente + glutaraldeído 2% por 30 minutos) As cânula de Guedel são higienizados após cada uso? (água e detergente + glutaraldeído 2% por 30 minutos) Tubos endotraqueais são descartáveis? As lâminas de laringoscópio são higienizados após cada uso? (água e detergente + glutaraldeído 2% por 30 minutos) 99 .Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ROTEIRO DE INSPEÇÃO DO SETOR DE NEONATOLOGIA HOSPITAL: DATA: / / 20 . 5. 4. anéis e relógios lavagem das mãos (supervisionada) O chão é limpo diariamente? É realizada limpeza terminal do berçário semanalmente? Estetoscópios. 13. 14. 18.

Os circuitos de respiradores são higienizados após cada uso? (água e detergente + glutaraldeído 2% por 30 minutos) 19. Os frascos de aspiração e látex são higienizados com água e detergente diariamente e esterilizados em autoclave entre pacientes diferentes? 20.1% por 30 minutos) 23. O coto umbilical é cuidado apenas com curativo seco na rotina? SIM NÃO COMENTÁRIOS RESULTADO: Taxa de adequação às normas de controle de infecções hospitalares: % 100 .Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NORMA CORRETA 22. Existem isolamentos na maternidade? 29. As cubas dos berços do alojamento conjunto são de acrílico ou outro material de fácil higienização e desinfecção? 28. Existe área específica para assistência do RN após o parto? 26. É realizada a profilaxia adequada para oftalmia neonatorum? 25. No alojamento conjunto os berços estão juntos ao leito da mãe e distanciados por 60 cm dos outros leitos? 27. Máscaras e copos para nebulização são higienizados após cada uso? (água e sabão + hipoclorito a 0. Os processos de desinfecção e esterilização são centralizados na Central de Material Esterilizado? 24.

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Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS 103 .

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