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Manual de Rotinas Em CCIH

Manual de Rotinas Em CCIH

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  • INFECÇÃO HOSPITALAR
  • HIGIENIZAÇÃO HOSPITALAR
  • LIXO HOSPITALAR
  • ESTERILIZAÇÃO E DESINFECÇÃO
  • LAVANDERIA HOSPITALAR
  • NORMAS DE HIGIENE ALIMENTAR PARA O SETOR DE NUTRIÇÃO E DIETÉTICA
  • ACIDENTES OCUPACIONAIS COM FLUIDOS ORGÂNICOS
  • PREVENÇÃO DE PNEUMONIA NOSOCOMIAL
  • PREVENÇÃO DE INFECÇÕES DO TRATO URINÁRIO
  • PREVENÇÃO DA INFECÇÃO DA FERIDA CIRÚRGICA
  • PREVENÇÃO DAS INFECÇÕES ASSOCIADAS A CATETERES INTRAVASCULARES
  • PREVENÇÃO DE INFECÇÕES HOSPITALARES NEONATAIS
  • PRECAUÇÕES PARA O CONTROLE DE INFECÇÕES NO SERVIÇO DE ODONTOLOGIA
  • PADRONIZAÇÃO DE SOLUÇÕES ANTISSÉPTICAS
  • NORMAS PARA REALIZAÇÃO DE CURATIVOS
  • NORMAS PARA COLETA DE MATERIAIS PARA CULTURA
  • HIGIENIZAÇÃO DA CAIXA D’ÁGUA
  • ANEXOS
  • FICHA DE NOTIFICAÇÃO E ACOMPANHAMENTO DE ACIDENTES OCUPACIONAIS (FOLHA 1)
  • FICHA DE NOTIFICAÇÃO DE USO DE ANTIBIÓTICOS
  • NOTIFICAÇÃO DE INFECÇÕES DE SÍTIO CIRÚRGICO (ISC)
  • NOTIFICAÇÃO DE PROCEDIMENTOS DE RISCO
  • ROTEIRO DE INSPEÇÃO DO SETOR DE LIMPEZA HOSPITALAR
  • ROTEIRO DE INSPEÇÃO DO SETOR DE LAVANDERIA HOSPITALAR
  • ROTEIRO DE INSPEÇÃO DA CENTRAL DE MATERIAL ESTERILIZADO
  • ROTEIRO DE INSPEÇÃO DO SETOR DE NUTRIÇÃO E DIETÉTICA
  • ROTEIRO DE INSPEÇÃO DO SETOR DE NEONATOLOGIA
  • BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

NORMAS EM CONTROLE DE INFECÇÕES HOSPITALARES

Comissão de Controle de Infecção Hospitalar - CCIH

Teresina 2003

INTRODUÇÃO
Transportai um punhado de terra todos os dias e fareis uma montanha. (Confúcio)

O exercício do controle de infecções hospitalares é uma manifestação da excelência de um serviço, sendo esta diretamente proporcional ao nível de qualidade do citado controle. Conseqüentemente, uma instituição que zela pelo controle das infecções hospitalares oferece um serviço de melhor padrão aos seus usuários. Este manual é o resultado de uma iniciativa da Fundação Municipal de Saúde em implantar o Programa de Controle de Infecções Hospitalares em seus Estabelecimentos de Saúde. O manual intitula-se Normas em Controle de Infecções Hospitalares e resume o que os componentes da Comissão de Controle de Infecções Hospitalares da Fundação Municipal de Saúde (CCIH-FMS) puderam compilar tendo como referências livros, portarias, guias, manuais e demais publicações sobre o assunto. Houve o cuidado, como pode ser percebido nas bibliografias consultadas, em consultar-se material científico publicado por instituições de grande credibilidade e em utilizar-se das publicações mais atuais possíveis. O controle das infecções hospitalares é, em primeira instância, realizado no dia-a-dia de trabalho de cada profissional, cabendo à CCIH o trabalho de educar de forma continuada e estruturar de forma organizacional este controle. A CCIH-FMS tem como objetivo, com esta compilação, oferecer aos administradores hospitalares e profissionais de saúde um guia prático, confiável e de consulta rápida, possibilitando-os à implantação de normas mundialmente recomendadas em seus serviços.

Comissão de Controle de Infecção Hospitalar Fundação Municipal de Saúde
Dr. Kelson Nobre Veras Médico Infectologista Mestre em Doenças Infecciosas Dr. Francisco Eugênio Deusdará de Alexandria Médico Infectologista Dra. Ana Luiza Eulálio Dantas Farmacêutica – Bioquímica

ÍNDICE
INFECÇÃO HOSPITALAR __________________________________________________________1 HIGIENIZAÇÃO HOSPITALAR______________________________________________________4 LIXO HOSPITALAR ________________________________________________________________7 ESTERILIZAÇÃO E DESINFECÇÃO ________________________________________________13 LAVANDERIA HOSPITALAR_______________________________________________________22 NORMAS DE HIGIENE ALIMENTAR PARA O SETOR DE NUTRIÇÃO E DIETÉTICA ____27 ACIDENTES OCUPACIONAIS COM FLUIDOS ORGÂNICOS___________________________34 PREVENÇÃO DE PNEUMONIA NOSOCOMIAL ______________________________________40 PREVENÇÃO DE INFECÇÕES DO TRATO URINÁRIO ________________________________43 PREVENÇÃO DA INFECÇÃO DA FERIDA CIRÚRGICA _______________________________47 PREVENÇÃO DAS INFECÇÕES ASSOCIADAS A CATETERES INTRAVASCULARES ____53 PREVENÇÃO DE INFECÇÕES HOSPITALARES NEONATAIS _________________________57 PRECAUÇÕES PARA O CONTROLE DE INFECÇÕES NO SERVIÇO DE ODONTOLOGIA_60 PRECAUÇÕES E ISOLAMENTO DE PACIENTES COM DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS ___________________________________________________________________64 PADRONIZAÇÃO DE SOLUÇÕES ANTISSÉPTICAS __________________________________68 NORMAS PARA REALIZAÇÃO DE CURATIVOS _____________________________________70 NORMAS PARA COLETA DE MATERIAIS PARA CULTURA __________________________73 HIGIENIZAÇÃO DA CAIXA D’ÁGUA________________________________________________77 ANEXOS _________________________________________________________________________78 FICHA DE NOTIFICAÇÃO E ACOMPANHAMENTO DE ACIDENTES OCUPACIONAIS _____79 FICHA DE NOTIFICAÇÃO DE USO DE ANTIBIÓTICOS ________________________________81 NOTIFICAÇÃO DE INFECÇÕES COMUNITÁRIAS E HOSPITALARES____________________81 NOTIFICAÇÃO DE INFECÇÕES DE SÍTIO CIRÚRGICO ________________________________83 NOTIFICAÇÃO DE PROCEDIMENTOS DE RISCO _____________________________________84 ROTEIRO DE INSPEÇÃO DE ARQUITETURA HOSPITALAR____________________________85 ROTEIRO DE INSPEÇÃO DO SETOR DE LIMPEZA HOSPITALAR _______________________89 ROTEIRO DE INSPEÇÃO DO SETOR DE LAVANDERIA HOSPITALAR ___________________92 ROTEIRO DE INSPEÇÃO DA CENTRAL DE MATERIAL ESTERILIZADO _________________94 ROTEIRO DE INSPEÇÃO DO SETOR DE NUTRIÇÃO E DIETÉTICA ______________________96 ROTEIRO DE INSPEÇÃO DO SETOR DE NEONATOLOGIA _____________________________99 BIBLIOGRAFIA CONSULTADA ___________________________________________________101

Para as infecções que não têm período de incubação conhecido. considera-se infecção hospitalar se a infecção for detectada até o valor máximo do período de incubação. Quando se desconhecer o período de incubação do microrganismo e não houver evidência clínica e/ou dado laboratorial de infecção no momento da admissão. desde que não relacionada com internação anterior no mesmo hospital. citomegalovirose. • infecção urinária que se manifesta até 7 dias após a retirada de sonda vesical. incluindo a ventilação mecânica e os cateteres vasculares.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS INFECÇÃO HOSPITALAR DEFINIÇÃO Infecção comunitária. como expresso acima. como infecção hospitalar. Os critérios para o diagnóstico das infecções hospitalares no paciente submetido a um procedimento invasivo no hospital. 3. quando puder ser relacionada com a internação ou procedimentos hospitalares. se identificarmos uma varicela no 16o dia de internação de um paciente. Exemplo: • O período de incubação da varicela varia entre 15 a 21 dias. Também são consideradas hospitalares aquelas infecções manifestadas antes de se completar 72 horas da internação. São também comunitárias: 1. • para os demais procedimentos. Entretanto. 2. 2. As infecções no recém-nascido são hospitalares. aquela diagnosticada 72 horas após a internação do paciente. são os seguintes • infecção urinária que se desenvolve após cateterismo vesical pode ser classificada como hospitalar antes de decorridos 72 horas da internação. • As infecções que se manifestam até 72 horas após a alta do paciente são consideradas hospitalares quando seu período de incubação não for conhecido. são também consideradas comunitárias todas as infecções de recém-nascidos associadas com bolsa rota superior a 24 horas. • infecção de sítio cirúrgico que se manifesta até 30 dias após o procedimento e até 1 ano após o mesmo quando há implante de prótese. o caso deverá ser considerado como hospitalar. com exceção das transmitidas de forma transplacentária e aquelas associadas a bolsa rota superior a 24 horas. ela será considerada hospitalar. a menos que haja troca de microrganismo ou sinais ou sintomas fortemente sugestivo da aquisição de nova infecção. Infecção Hospitalar. considera-se. As infecções associadas a complicações ou extensão da infecção já presente na admissão. sífilis e AIDS). Exemplo: • Uma varicela detectada 21 dias após a alta hospitalar é considerada como infecção hospitalar. Estas convenções foram estabelecidas para aumentar ao máximo a sensibilidade da detecção das infecções hospitalares. Para se classificar uma infecção adquirida após a admissão. assim. Infecção em recém-nascido. É qualquer infecção adquirida após a internação do paciente e que se manifesta durante a internação ou mesmo após a alta. pois a mesma poderia ter sido contraída no hospital e ainda estar em incubação até o momento do diagnóstico. É a infecção constatada ou em incubação no ato de admissão do paciente. As doenças podem ainda estar no seu período de incubação no momento da internação. quando associadas a procedimentos invasivos diagnósticos e/ou terapêuticos. na mesma topografia da infecção. realizados previamente. Quando na mesma topografia em que foi diagnosticada infecção comunitária for isolado um germe diferente. seguido do agravamento das condições clínicas do paciente. o prazo é de 72 horas após a retirada do procedimento. considera-se infecção hospitalar toda manifestação clínica de infecção que se apresentar 72 horas após a admissão. após a alta do paciente. deve-se correlacionar o tempo de hospitalização com o de incubação. como as infecções urinárias e pneumonias. toxoplasmose. É considerada hospitalar se o tempo de hospitalização do paciente superar a duração mínima do período de incubação. rubéola. „ „ „ 1 . Adicionalmente. cuja aquisição por via transplacentária é conhecida ou foi comprovada e que tornou-se evidente logo após o nascimento (exemplo: herpes simples. „ Nem todas as infecções diagnosticadas após a admissão são hospitalares. Usa-se como critérios gerais: 1.

Se o paciente é submetido a procedimento invasivo.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS „ „ Nas transferências entre unidades diferentes do mesmo hospital. considera-se o intervalo de 7 dias após a retirada da sonda vesical para o diagnóstico de infecção urinária para atribuí-la à unidade que realizou o procedimento. utiliza-se o período de 72 horas para definir a unidade a qual será atribuída a infecção. espirrar ou assoar o nariz 9 Antes e após atender o paciente 9 Antes e após o término do dia de trabalho • Não sentar no leito do paciente (pode-se carregar germes para casa ou deixar germes no leito do doente) • Manter os cabelos compridos presos durante o manuseio do doente (em áreas críticas usar gorros) • Manter o avental sempre abotoado • Evitar o uso de jóias ao realizar procedimentos. a infecção não será correlacionada ao procedimento e será atribuída à nova unidade. pois a continuidade da instrumentação torna sem valor a incubação de 72 horas. TIPOS DE INFECÇÃO HOSPITALAR. caso contrário a infecção será creditada à unidade anterior. exceto cirurgia. os critérios são: • quando é transferido sem o procedimento. • no caso de ventilação mecânica e cateteres intravasculares. o prazo é mantido em 72 horas. a infecção é creditada à unidade em que for identificada. e depois transferido para outra unidade do hospital. elas são possíveis fontes de germes • Seguir corretamente as normas técnicas na realização de qualquer procedimento • Ter boa higiene pessoal 2 . a infecção será atribuída à nova unidade para a qual o paciente foi transferido somente se o diagnóstico for efetuado após 72 horas de transferência. • após 7 dias de retirada da sonda vesical. As infecções hospitalares mais comuns são: • Infecção urinária • Infecção da ferida operatória • Pneumonia hospitalar • Infecção de pele e partes moles MEDIDAS GERAIS DE CONTROLE DAS INFECÇÕES HOSPITALARES • Lavar sempre as mãos 9 Após qualquer trabalho de limpeza 9 Ao verificar sujeira visível nas mãos 9 Antes e após utilizar o banheiro 9 Após tossir. Ou seja. • quando o paciente é transferido ainda com o procedimento.

Realizar a limpeza. A MAIORIA DOS PACIENTES INFECTADOS COM ESTES VÍRUS NÃO APRESENTAM SINTOMAS INICIALMENTE E PODEM TRANSMITIR ESTAS INFECÇÕES PRECAUÇÕES UNIVERSAIS: 1. as fezes. Usar avental no ambiente de trabalho (para não levar germes do hospital para casa nas suas roupas). Usar luvas ao manipular sangue e/ou secreções e sempre que houver possibilidade de contato com matéria orgânica 3. Através das secreções orgânicas: o sangue. ƒ ƒ PREVENÇÃO DE EXPOSIÇÃO ACIDENTAL A SANGUE E OUTROS FLUIDOS ¾ ¾ ¾ Durante seu trabalho. sem riscos de acidentes 7. os germes aderem-se às nossas mãos à medida em que tocamos nas diversas superfícies do hospital. os que oferecem maior perigo são os vírus da hepatite B. preencher estes recipientes somente até à linha demarcatória para que permitam seu fechamento adequado. Lavar as mãos após retirar as luvas (mesmo luvas de primeiro uso podem apresentar microfuros que permitem a passagem dos germes) 4. vírus da hepatite C e vírus da imunodeficiência humana (HIV) NÃO ADIANTA TER CUIDADO APENAS COM PACIENTES QUE SABIDAMENTE TÊM ESTAS DOENÇAS. se estiver sendo manipulada grande quantidade de sangue ou outros líquidos corporais. As ocorrências mais comuns são as perfurações com objetos pontiagudos contaminados (agulhas.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS TRANSMISSÃO DE INFECÇÕES ♦ As principais formas de transmissão das infecções no hospital são: Através das mãos: caso não lavemos com freqüência as mãos. desinfecção e esterilização adequada de materiais e do ambiente 3 . nas nossas mãos os germes pegam uma “carona” e podem ser levados diretamente ao paciente ou para suas roupas e objetos pessoais e daí para o paciente. Não reencapar. bisturis. Lavagem das mãos sempre que houver contato da pele com sangue e secreções de qualquer paciente 2. deve-se usar avental impermeável 5. a urina. o profissional de saúde pode se contaminar acidentalmente com germes do paciente devido a exposição a sangue e outros fluidos orgânicos do mesmo. lâminas e outros materiais perfurocortantes em depósito de paredes rígidas adequados. etc. Desprezar agulhas. dobrar ou quebrar agulhas utilizadas 6. os vômitos e todas as secreções dos pacientes podem conter germes e acidentes com estas secreções ou com equipamentos contaminados com estas podem transmitir doenças. Usar máscara quando houver risco de contaminação da mucosa oral e nasal com respingos de sangue ou outras secreções 8.) ou contaminação da pele ou de mucosas com estes fluidos orgânicos Dentre os germes.

LIMPEZA CONCORRENTE „ É aquela realizada. mas o risco de adquirir infecções é menor. etc. instalações sanitárias. esvaziamento e troca de recipientes de lixo. 1. urina. 4 . Área Semicrítica „ São aquelas onde se encontram pacientes.). diariamente. fezes. portanto. ƒ Almoxarifado ƒ Escritórios ƒ Secretaria ƒ Serviços administrativos ƒ Farmácia ƒ Refeitórios ƒ Auditórios DEFINIÇÕES DE LIMPEZA E DESINFECÇÃO LIMPEZA „ É a remoção de toda sujeira local. Área Crítica „ São aquelas que apresentam maior risco de transmissão de infecções devido à realização de procedimentos invasivos. superfícies de equipamentos e mobiliários. pus. vômitos. pela presença de pacientes com falhas em seus mecanismos de defesa imunológica ou devido à facilidade para transmissão de infecções. Área Não-Crítica „ São todos os setores do hospital onde não há pacientes e. DESINFECÇÃO „ É a remoção de agentes infecciosos de uma superfície e deve ser realizada sempre que ocorrer a contaminação por matéria orgânica (sangue. de forma geral. ƒ UTI ƒ Centro cirúrgico ƒ Sala de parto ƒ Berçário de alto risco ƒ Unidade de queimados ƒ Hemodiálise ƒ Isolamentos ƒ Laboratórios de patologia ƒ Cozinhas ƒ Lactários ƒ Lavanderia ƒ Central de Material Esterilizado 2. não há risco de transmissão de infecções. de roupas e arrumação em geral. ƒ Enfermarias ƒ Ambulatórios ƒ Banheiros de pacientes 3. e inclui a limpeza de pisos.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS HIGIENIZAÇÃO HOSPITALAR ÁREAS HOSPITALARES „ O hospital é dividido em três áreas. cada uma com características distintas e com um tipo de limpeza e material adequado a cada uma.

com risco de contaminação de pacientes ou funcionários. LIMPEZA TERMINAL „ Trata-se de uma limpeza mais completa. portas. PRODUTOS UTILIZADOS NA LIMPEZA/DESINFECÇÃO AMBIENTAL Produto Solução de líquido neutro detergente Indicação Limpeza para sujidades remoção de Como Varredura úmida Hipoclorito de sódio a 1% Desinfecção de superfícies nãometálicas contaminadas com matéria orgânica Desinfecção metálicas de superfícies Deixar atuar por 10 minutos. LIMPEZA DE MANUTENÇÃO „ Limita-se principalmente ao piso. ♦ Limpar e guardar o equipamento. ♦ Remover a solução suja com o rodo. abrangendo pisos. colocado em volta de um rodo. transferência ou óbito do paciente. „ Exemplos onde esse tipo de limpeza ocorre com freqüência são o pronto-socorro e o ambulatório. através de rotina e de vistoria contínua. teto. grades do arcondicionado. Limpeza de Pisos ♦ Utilizar dois baldes durante a limpeza: ƒ um com água pura ƒ um com solução de detergente neutro ♦ Retirar os detritos soltos com pano úmido e limpo. equipamentos. tarde e noite). devido à alta rotatividade de atendimento. àquela de origem orgânica. embebido em água limpa para enxagüar bem o chão. luminárias. etc. „ Tal sujidade refere-se. ♦ Mudar a água pura sempre que necessário. após a programação de cirurgias do dia. „ Essa limpeza limita-se à remoção imediata dessa sujidade do local onde ela ocorreu e sua adequada dispensação.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS LIMPEZA IMEDIATA „ Trata-se da limpeza que é realizada quando ocorre sujidade após a limpeza concorrente em áreas críticas e semicríticas. ♦ Passar um pano seco enrolado no rodo para secar bem o chão. a técnica utilizada dependerá do tipo de sujidade e de seu risco de contaminação. sendo realizada nos três períodos do dia (manhã. principalmente. macas e colchões. mobiliários. janelas. Álcool a 70% Fricção e secagem espontânea por três vezes consecutivas. varandas. vidros. em locais de grande fluxo de pessoal e de procedimentos. conforme a necessidade. quando observada através de vistoria contínua ou de solicitação. 5 . peitoris. inclusive camas. Retirar o excesso com pano úmido. banheiros e esvaziamento de lixo. „ A limpeza terminal do centro cirúrgico é realizada diariamente. ♦ Repetir o processo até que o pano fique bem limpo. „ A limpeza terminal da unidade de um paciente internado deverá ser realizada logo após a alta. em qualquer período do dia. paredes. ♦ Limpar o local a ser lavado com a solução de água e detergente. ♦ Passar o rodo com pano úmido.

♦ Aplicar sobre a área. urina. ♦ Hipoclorito de sódio a 250 ppm: 25 mL de hipoclorito a 1% em 975 mL de água. 14. com água e sabão. ♦ Encaminhar o pano usado para secagem da área para a lavanderia em saco plástico. Áreas críticas devem ser limpas. após cada procedimento de limpeza. telefones) ƒ A higienização hospitalar é feita. Todo material de limpeza (balde. etc. torneiras e piso e. onde será desprezada toda a água suja (contaminada). 15. Utilizar álcool a 70% na desinfecção das superfícies metálicas. FAÇA DA LAVAGEM DAS MÃOS UM HÁBITO. ficando as soluções desinfetantes para uso somente quando há contaminação com matéria orgânica. Áreas semicríticas devem ser limpas. ♦ Secar bem a área com pano limpo. 7. 6 . escarro. Utilizar hipoclorito de sódio a 1% se houver contaminação com matéria orgânica.): ƒ Usar o hipoclorito de sódio a 1% no caso de superfícies não-metálicas. lavar paredes. enquanto se procede à limpeza do outro. Quando ocorrer contaminação de superfícies com matéria orgânica (sangue. nunca em movimentos de vaivém. luvas e sapatos impermeáveis. O funcionário responsável por estas áreas deve permanecer no local de trabalho. Iniciar a limpeza da área menos contaminada para a mais contaminada. retirar o excesso da carga contaminante em papel absorvível ou panos de limpeza. Ao lavar os corredores. teto.) deverá ser limpo após o uso e guardado em local apropriado (depósito de material de limpeza – DML). em situações normais. Na limpeza terminal de apartamentos. balcões. uma vez ao dia. do lactário e da cozinha. além de sempre que necessário. devem ser descontaminados com hipoclorito de sódio a 250 ppm ou álcool a 70o. a redução da população microbiana no ambiente e evitar a veiculação dos microrganismos porventura existentes. cadeiras. ♦ Proceder à limpeza de toda a área com a solução de detergente neutro. etc. enfermarias e salas cirúrgicas. comadre e papagaios. posto de enfermagem e a área de recepção de material e expurgo da Central de Material Esterilizado. 12. o piso. 4. As saboneteiras devem ser higienizadas cada vez que for feita a troca de sabão ou conforme a necessidade. o vaso sanitário. portanto. laboratório. depois as paredes e. Desinfecção após Contaminação de Superfícies com Matéria Infectante ♦ Deve ser realizada sempre que houver contaminação de uma superfície com matéria orgânica potencialmente infectante. portas e janelas com detergente líquido neutro. mesmo de áreas críticas e semicríticas. lavar colchões. ♦ Nestes locais pias. no mínimo. O instrumental e o material utilizado para a limpeza das áreas críticas devem ser exclusivos para o setor. Nunca toque uma maçaneta de porta com a mão enluvada. ou álcool a 70% no caso de superfícies metálicas(camas. por último. da lavanderia. bancadas e pisos. duas vezes ao dia. 12. piso. ♦ Exceções a esta regra incluem banheiros. vassoura. dividir o corredor ao meio. pias. ♦ Com o uso de luvas. paredes. fezes. 8. ♦ Remover o desinfetante com pano molhado. ♦ Desprezar o papel ou pano em saco plástico branco leitoso próprio para uso hospitalar. 13. panos. as superfícies. 9. e sempre que necessário. pus. no mínimo. deixando uma área livre para o trânsito de pessoal. No banheiro. 3. suporte de soro. Retire a luva para abrir a porta ou abra o trinco com o auxílio do cotovelo. 11. 5. o procedimento a ser realizado nessas superfícies consiste apenas na limpeza conforme explicado acima. ♦ Portanto. 10. porém com técnica rigorosa para garantir a retirada mecânica de sujidades. LAVAR AS MÃOS ANTES E APÓS CADA TAREFA. 6. mesas. por último. sanitários. 2. REGRAS BÁSICAS PARA LIMPEZA E DESINFECÇÃO 1. Usar o equipamento de proteção individual (EPI): uniformes. Limpar em um único sentido e em linhas paralelas. no caso de superfícies metálicas. macas. Todos os utensílios utilizados na limpeza das áreas críticas devem sofrer limpeza após o uso e permanecer no DML localizado no ambiente de trabalho. Iniciar a limpeza terminal pelo teto. não representam risco significativo de transmissão de infecções. hipoclorito de sódio a 1% durante 10 minutos.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Desinfecção de Baixo Nível de Superfícies ♦ Segundo o Ministério da Saúde (Portaria 930/92). não podendo abandonar o setor até o fim do expediente.

exceto os hemoderivados. Fazer constar nos termos de licitação e de contratação sobre os serviços referentes ao tema desta Resolução e seu Regulamento Técnico. GRUPO C (REJEITOS RADIOATIVOS) 7 . que não tenham mais valor científico ou legal. A6 – órgãos. A6 – kits de linhas arteriais endovenosas e dialisadores. tratamento e destinação final destes resíduos. independente de suas características de inflamabilidade. segregação. assim como camas desses animais e suas forrações. resíduos de laboratórios de engenharia genética. e/ou quando não houver requisição prévia pela família. indumentária que tiveram contato com os agentes acima identificados). peças anatômicas e vísceras de animais provenientes de estabelecimentos de tratamento de saúde animal. que apresentem relevância epidemiológica e risco de disseminação. não é considerado resíduo. Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde é o documento que aponta e descreve as ações relativas ao manejo dos resíduos sólidos.resíduos contendo substâncias químicas que apresentam risco à saúde pública ou ao meio ambiente. de centros de experimentação. corrosividade. reatividade e toxicidade. A1 –. resíduos de fabricação de produtos biológicos. bem como no transporte. obedecendo a critérios técnicos. RDC 50/2002. membros e órgãos) do ser humano. inoculação ou mistura de culturas. 3. Cópia do PGRSS deve estar disponível para consulta sob solicitação da autoridade sanitária ou ambiental competente. bem como a proteção à saúde pública. produto de fecundação sem sinais vitais. O cadáver. dos pacientes e do público em geral. de unidades de controle de zoonoses e de outros similares. acondicionamento.ANVISA. de universidades. TIPOS DE LIXO GRUPO A (POTENCIALMENTE INFECTANTES) . com suspeita de contaminação com proteína priônica. as exigências de comprovação de capacitação e treinamento dos funcionários das firmas prestadoras de serviço de limpeza e conservação que pretendam atuar nos estabelecimentos de saúde. dos funcionários. conforme. descarte de vacinas de microorganismos vivos ou atenuados. no âmbito dos estabelecimentos. A5 – todos os resíduos provenientes de paciente que contenham ou sejam suspeitos de conter agentes Classe de Risco IV. tecidos e fluidos orgânicos com suspeita de contaminação com proteína priônica e resíduos sólidos resultantes da atenção à saúde de indivíduos ou animais com suspeita de contaminação com proteína priônica (materiais e instrumentais descartáveis. A definição do Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde – PGRSS referente ao estabelecimento sob sua responsabilidade. GRUPO B (QUÍMICOS) . coleta. quando descartados.culturas e estoques de agentes infecciosos de laboratórios industriais e de pesquisa. contemplando os aspectos referentes à geração. armazenamento. com peso menor que 500 gramas ou estatura menor que 25 centímetros ou idade gestacional menor que 20 semanas.resíduos com a possível presença de agentes biológicos que. tratamento e destinação final. legislação ambiental e outras orientações contidas neste Regulamento. A2 – bolsas contendo sangue ou hemocomponentes com volume residual superior a 50 ml. podem apresentar risco de infecção. Filtros de ar e gases oriundos de áreas críticas.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS LIXO HOSPITALAR INTRODUÇÃO É de responsabilidade dos dirigentes dos estabelecimentos geradores de RSS: 1. e/ou quando não houver requisição prévia pelo paciente ou seus familiares. que não tenham mais valor científico ou legal. A4 – carcaças. kits de aférese A3 – peças anatômicas (tecidos. transporte. 2. observadas suas características. meios de cultura e instrumentais utilizados para transferência. por suas características de maior virulência ou concentração.

flores. Máscara: do tipo respiratória. compressas. • papéis de uso sanitário e fraldas. independente do volume coletado. descartadas no local da coleta. ROTINA DE GERENCIAMENTO DO LIXO HOSPITALAR „ Esta norma fixa os procedimentos exigíveis para garantir condições de higiene e segurança no processamento interno de resíduos infectantes. 8 . resistentes. 6. com cantos arredondados e ser resistente ao tombamento. Uniforme: calça comprida e camisa com mangas. Grupo E – PERFUROCORTANTES – são os objetos e instrumentos contendo cantos. gazes. de PVC. não enquadrados na classificação A5 e A7. capazes de cortar ou perfurar. • gesso. ampolas de vidro. solado antiderrapante. Luvas: impermeáveis. Todas as lixeiras devem ser forradas com sacos plásticos. 5. agulhas. • resíduos de varrição. com exceção dos enquadrados na classificação A5 e A7. 2. ruptura e vazamento. específico para uso pelos funcionários do serviço de limpeza. • lâminas de barbear. 4. Os resíduos do grupo A devem estar contidos em recipiente de material lavável. tipo semifacial e impermeável. resistentes. de PVC e comprimento médio. 2. lâminas e outros assemelhados provenientes de serviços de saúde. de PVC. Gorro: cor clara e de forma a manter os cabelos presos permanentemente e em sua totalidade. • bolsas de coleta incompleta. 1. „ Descrição de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) Todos os EPI utilizados por pessoas que lidam com resíduos de serviço de saúde têm de ser desinfetados e lavados diariamente e sempre que ocorrer contaminação por contato com material infectantes. tem de ser acondicionado próximo ao local de geração. • embalagens em geral. assim como camas desses animais e suas forrações. não necessitam de processos diferenciados relacionados ao acondicionamento. equipo de soro e outros similares. 4. • sobras de alimentos não enquadrados na classificação A5 e A7. • cadáveres de animais. • resíduos provenientes das áreas administrativas. de tecido resistente e cor clara. escalpes. cor clara. tecidos ou fluidos orgânicos. Óculos protetores: para uso em situações com risco de respingos de material infectante. em se tratando de resíduos infectantes o uso do gorro é obrigatório. 7. identificação e tratamento. • bolsas transfundidas vazias ou contendo menos de 50 ml de produto residual (sangue ou hemocomponentes). por suas características. de forma a identificação com sua função. quando não enquadrados na classificação A5 e A7. resistente à punctura. sendo obedecida a padronização das cores de saco para cada tipo de resíduo ♦ Lixo comum: saco plástico colorido ♦ Resíduos infectantes: saco plástico branco leitoso. para funcionários da coleta interna I.RSU. • materiais passíveis de reciclagem. devendo ser considerados resíduos sólidos urbanos . podas e jardins. bordas. esparadrapo. algodão. admite-se o uso de sapatos impermeáveis e resistentes. As unidades geradoras têm de dispor de número suficiente de recipientes para cada tipo de resíduo. especiais e comuns nos serviços de saúde. que tenham tido contato ou não com sangue. bisturis. resistente a ruptura e vazamento e impermeável. antiderrapante e cano longo. pontos ou protuberâncias rígidas e agudas. luvas. quando acompanhadas de agulha. Avental: impermeável. Geração e Segregação 1. com tampa provida de sistema de abertura sem contato manual. 3. no momento de sua geração. • espécimes de laboratório de análises clínicas e patologia clínica. cor clara. 3. Botas: impermeáveis.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS GRUPO D (RESÍDUOS COMUNS) – são todos os resíduos gerados nos serviços abrangidos por esta resolução que. Todo resíduo.

devem possuir tampa que as fechem hermeticamente para evitar a atração de insetos pelo odor do lixo. em recipiente rígido. incluindo frascos de vacinas vazios com restos do produto. Todas as lixeiras. 8. As outras serão limpas sempre que apresentarem sujidade evidente ou semanalmente. identificação. devem ser indicadas.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS 5. armazenamento temporário e tratamento será tratado segundo a classificação dos resíduos supracitada. 9 . Os recipientes de transporte interno devem estar identificados com símbolo correspondente aos resíduos do Grupo A. Manejo de Resíduos de Serviço de Saúde Para fins de aplicabilidade deste Regulamento. ƒ ƒ ƒ Na identificação dos sacos. RESÍDUOS DO GRUPO A Classificação A1 „ Estes resíduos não podem deixar a unidade geradora sem tratamento prévio. „ Devem ser submetidos a descontaminação por autoclavação ou outros processos que vierem a ser validados para a obtenção de redução ou eliminação da carga microbiana. „ Os resíduos resultantes de atividades de vacinação em massa. As lixeiras das áreas críticas e todas aquelas que recebem resíduos infectantes devem ser higienizadas ao menos uma vez ao dia. parasitas e micobactérias. de modo a permitir seu correto fechamento. sendo proibido o seu esvaziamento ou reaproveitamento. os resíduos devem ser acondicionados e identificados como resíduos do tipo D. a inscrição de “PEÇAS ANATÔMICAS” 9 para os demais resíduos: data e nome da unidade geradora e a inscrição “RESÍDUO DE SERVIÇO DE SAÚDE”. e inativação de esporos do B. 6. com tampa e devidamente identificado. é o símbolo de substância infectante. de forma a garantir o transporte seguro até a unidade de tratamento. „ Os resíduos devem ser inicialmente acondicionados de maneira compatível com o processo de descontaminação a ser utilizado. agulhas e seringas. A identificação dos sacos de armazenamento e dos recipientes de transporte poderá ser feita através de adesivos. 7. ainda as anotações descritas abaixo de acordo com o tipo de resíduos: 9 resíduos do tipo A3: data e nome da unidade geradora. este deve ser submetido às orientações específicas para este resíduo. „ Se houver resíduo perfurocortante. desde que seja garantida a resistência destes aos processos normais de manuseio dos sacos e recipientes. „ Após o processo de descontaminação. stearothermophilus com redução igual ou maior que 4Log10). em equipamento compatível com Nível III de Inativação Microbiana (inativação de bactérias vegetativas. resistentes à perfuração e à prova de vazamentos. Identificação ƒ O símbolo que representa o GRUPO A. o manejo dos RSS nas fases de acondicionamento. ruptura e vazamento. desenho e contornos pretos. com rótulos de fundo branco. Os materiais pérfuro-cortantes devem ser acondicionados em recipientes rígidos que possam ser fechados. com exceção das utilizadas nas áreas não-críticas. resistente à punctura. fungos. Os sacos de lixo devem ser usados até quando dois terços de sua capacidade estiverem preenchidos. quando não puderem ser submetidos ao tratamento em seu local de geração. vírus lipofílicos e hidrofílicos. devem ser recolhidos e devolvidos às Secretarias de Saúde responsáveis pela distribuição.

„ devidamente licenciado em órgão ambiental competente. contaminadas ou com produto residual acima de 50 ml e os kits de aferese devem ser encaminhadas diretamente para os Aterros Sanitários. em qualquer tipo de destino final. em recipientes. dentro da unidade. devem ser acondicionados em saco branco leitoso. Classificação A6 „ Não necessitam de tratamento previamente à sua disposição final. o acondicionamento para transporte das bolsas contendo sangue ou hemocomponentes deve ser em recipiente rígido. Posteriormente devem ser encaminhados a sistema de incineração.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Classificação A2 „ Devem ser acondicionados em saco branco leitoso. acrescido da inscrição „ de RESÍDUO PERFUROCORTANTE. „ Caso não haja a disponibilidade do tipo de destino final acima mencionado. RESÍDUOS DO GRUPO E Os materiais perfurocortantes devem ser descartados separadamente. „ Caso o tratamento previsto no item acima venha a ser realizado fora da unidade geradora. ou II – encaminhados para enterramento em covas rasas em cemitério. „ Devem ser acondicionados em saco branco leitoso. „ Devem ser encaminhados diretamente para os Aterros Sanitários. As agulhas descartáveis devem ser desprezadas juntamente com as seringas. com tampa e devidamente identificado. ruptura e vazamento. indicando o risco que apresenta aquele resíduo. é o símbolo de substância infectante. resistentes à punctura. desde que haja acordo com órgão competente do Estado. de modo a se tornarem irreconhecíveis. „ sendo proibido reencapá-las ou proceder a sua retirada manualmente O símbolo que representa o GRUPO E. não podendo ser descartados diretamente. Classificações A3 e A4 Devem ser acondicionados em saco branco leitoso. vencidas. com tampa. ou III – encaminhados para tratamento em equipamento que destrua as suas características morfológicas. Os resíduos do Grupo E devem ser encaminhados para destinação final em Aterro Sanitário. no local de sua geração. devidamente identificados. „ Após incineração devem ser encaminhados para aterros sanitários. ruptura e vazamento. sendo expressamente proibido o esvaziamento desses recipientes para o seu reaproveitamento. „ As bolsas contendo sangue ou hemocomponentes. „ 10 . „ Após o processo de descontaminação. Neste caso. rígidos. de forma a garantir o transporte seguro até a unidade de tratamento. imediatamente após o uso. Classificação A7 „ Devem sempre ser encaminhados a sistema de incineração. podendo ser: I – encaminhados para destinação final em Aterro Sanitário. quando descartáveis. resistente à punctura. os resíduos resultantes do tratamento devem ser acondicionados e identificados como resíduos do tipo D. licenciado para este fim. do Município ou do Distrito Federal. Classificação A5 „ Devem ser submetidos obrigatoriamente a processo de descontaminação por autoclavação. não sendo admitido qualquer outro „ tipo de disposição final. Devem ser acondicionados em saco branco leitoso. „ Todo manejo deste tipo de resíduo deve obedecer às normas de biossegurança para o nível Classe de Risco IV. as bolsas devem ser submetidas a processo de descontaminação por autoclavação ou serem submetidas a tratamento com tecnologia que reduza ou elimine a sua carga microbiana em equipamento compatível com Nível III de Inativação Microbiana (ver explicação no item anterior) e que desestruture as suas características físicas.

5. No armazenamento temporário não é permitida a retirada dos sacos de resíduos de dentro dos recipientes ali estacionados. com inclinação de acordo com a RDC da ANVISA N. regular. além de abertura para ventilação. luvas. O funcionário deve lavar as mãos antes de calçar as luvas e depois de retirá-las. 3. botas) com acréscimo de avental impermeável. o armazenamento temporário poderá ser dispensado. quando necessária. Não poderá ser feito armazenamento temporário com disposição direta dos sacos sobre o piso. antiderrapante e rampa. 2. O saco plástico deve ser fechado torcendo e amarrando a sua abertura com nó. feitos de material resistente e de fácil limpeza. e otimizar o traslado entre os pontos geradores e o ponto destinado à apresentação para coleta externa. resistente. 5.º 50/2002. 2. principalmente no centro cirúrgico e unidade de terapia intensiva. Coleta Interna II 1. 11. De preferência esta área deverá ter piso e paredes revestidos com material liso. 4. o funcionário deve lavar as mãos ainda enluvadas. gorro. 2. retirar o excesso de ar. Os carros coletores devem ser higienizados diariamente ou sempre que apresentar sinais de vazamento de resíduos. horário e demais exigências do serviço. Nunca transferir lixo de um recipiente para outro. 7. 9. 3. máscara. É expressamente proibido esvaziar os sacos de resíduos de serviços de saúde. Caso o volume de resíduos gerados e a distância entre o ponto de geração e o armazenamento final justifiquem. Os EPI utilizados pelo pessoal que realiza a coleta interna II são os mesmos usados na coleta interna I (uniforme. gorro. Os horários de coleta não devem prejudicar outras atividades. provido de rodas revestidas de material que impeça ruído. 3. 8. 4. Após a coleta interna. 10. superfície plana. danificados ou vazando devem ser colocados dentro de outro. com tampa basculante. No caso de acidente ou derramamento. O transporte dos resíduos para o abrigo de resíduos deve ser sempre realizado pelos carros de coleta interna. no que se refere à freqüência. O trajeto para o traslado de resíduos desde a geração até o armazenamento externo deve permitir livre acesso dos recipientes coletores de resíduos. luvas e botas. No manuseio de resíduo comum. com válvula de dreno no fundo e cantos e arestas arredondados. central em relação a vários pontos de descarte e próxima a eles. Os recipientes são deixados nesta área. horário de visitas ou outros momentos de maior fluxo de pessoas na unidade. evitando-se coincidir com as refeições. em local próximo aos pontos de geração. 5. Após a coleta interna o material pode ir sendo acumulado em uma área específica. Armazenamento Temporário 1. 6. Consiste na guarda temporária dos recipientes contendo os resíduos já acondicionados. pode ser dispensado o uso de gorro e máscara. até que haja número suficiente para transporte adequado até o abrigo de resíduos. 4. Utilizar EPI: uniforme.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Coleta Interna I 1. possuir piso com revestimento resistente à abrasão. Ao fechar o saco. A coleta interna tem de ser efetuada de acordo com as necessidades da unidade geradora. sem antes tomar banho e trocar de roupa. visando agilizar a coleta dentro do estabelecimento. deve-se imediatamente realizar a desinfecção e limpeza simultânea do local. Os trabalhadores destacados para o serviço de coleta e transporte interno não devem realizar serviços de conservação e limpeza em outras unidades. máscaras. com a distribuição das roupas. retirando as luvas e colocando-as em local apropriado. 11 . fibra de vidro ou aço inox. como plástico. NUNCA PRESSIONAR O CONTEÚDO DO RECIPIENTE COM MÃOS OU PÉS PARA EVITAR LESÕES COM PÉRFURO-CORTANTES. Recipientes rompidos. por no máximo 8 horas. O carro coletor para transporte interno deve ser exclusivo para esta finalidade. lavável e impermeável.

ambientes separados para atender o armazenamento de recipientes de resíduos do GRUPO A e do GRUPO D. lavável e de fácil higienização. O abrigo deve ter porta provida de tela de proteção contra roedores e vetores. O abrigo deve ser identificado e restrito aos funcionários do gerenciamento de resíduos. 1/20 (um vigésimo) da área do piso. equipamentos de limpeza ou qualquer outro objeto. possuindo. canaletas de escoamento de águas servidas direcionadas para a rede de esgoto do estabelecimento e ralo sifonado com tampa que permita a sua vedação. O armazenamento externo. pás. O fechamento deve ser constituído de alvenaria revestida de material liso. 3.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Armazenamento Externo 1. 5. lavável e de fácil higienização. 12 . 4. recipientes de suporte de sacos de resíduos. materiais. com capacidade de armazenamento dimensionada de acordo com a periodicidade de coleta do sistema de limpeza urbana local. de largura compatível com as dimensões dos recipientes de coleta externa. baldes. providos de pontos de luz e tomada. denominado de abrigo de resíduos. O abrigo de resíduos deve possuir área específica de higienização para limpeza e desinfecção simultânea dos recipientes coletores e demais equipamentos utilizados no manejo de RSS. vassouras. impermeável. 9. O abrigo de higienização deve ser contíguo ao abrigo de resíduos. lisos. no mínimo. acrescido de óculos protetores. sentido de abertura para fora. 3. dimensões compatíveis com os equipamentos que serão submetidos à limpeza e higienização. com acesso externo facilitado à coleta. impermeáveis. Os recipientes de transporte interno não podem transitar pela via pública externa à edificação para terem acesso ao abrigo de resíduos. carros coletores de resíduos. no mínimo. possuir cobertura com telhado. 2. 6. panos de chão e demais materiais destinados ao gerenciamento de resíduos de serviços de saúde. O abrigo de higienização consiste em local exclusivo para limpeza e higienização dos utensílios. A limpeza e desinfecção devem ser diárias. Consiste na guarda dos recipientes de resíduos até a realização da coleta externa. deve ser construído em ambiente exclusivo. piso e paredes resistentes. O piso deve ser revestido de material liso. com aberturas para ventilação. canaletas de escoamento de águas servidas direcionadas para a rede de esgotos do estabelecimento e ralo sifonado provido de tampa que permita a sua vedação. O abrigo de resíduos do Grupo A e D deve ser dimensionado de acordo com o volume de resíduos gerados. 4. tanque com torneira. 7. O funcionário deve usar o mesmo EPI da coleta interna II. com tela de proteção contra insetos . O abrigo de resíduo deve ser higienizado (limpeza e desinfecção) após a coleta externa ou sempre que ocorrer derramamento. de dimensão equivalente a. 8. de fácil acesso aos recipientes de transporte e aos veículos coletores . 2. ponto de água com torneira baixa e alta. em ambiente exclusivo com acesso facilitado para os veículos coletores. laváveis e de cor clara. Abrigo de higienização 1. pontos de iluminação e de água. tomada elétrica. O abrigo de resíduo não deve ser usado para guarda ou permanência de utensílios.

utensílios de refeição. Desinfecção de médio nível: inativa o bacilo da tuberculose. alimento. exceto os esporos bacterianos da pele e mucosas.000 ppm) ambos com um tempo de exposição de 20 minutos ou mais. DEFINIÇÕES Limpeza: remoção de todo material estranho dos objetos (por exemplo: terra. Estes artigos devem ser esterilizados. deve preceder qualquer processo de esterilização ou desinfecção. etc.1% (1.). fezes. Desinfecção de baixo nível: mata a maioria das bactérias. circuito de terapia respiratória. Exemplos: Estetoscópios. inclusive esporo bacteriano. Artigos Semicríticos: artigos que entram em contato com membranas mucosas intactas ou com a pele lesada. pode ser realizada com hipoclorito de sódio a 0. espéculos vaginais. se contaminados com qualquer tipo de microrganismo.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ESTERILIZAÇÃO E DESINFECÇÃO INTRODUÇÃO „ „ Os artigos de múltiplo uso em estabelecimentos de saúde podem transportar agentes infecciosos se não sofrerem processo de descontaminação após o uso entre um paciente e outro. pode ser realizada com glutaraldeído a 2% ou hipoclorito de sódio a 0. roupas 13 . agulhas. laparoscópios. Estes artigos devem ser submetidos à desinfecção de alto nível. cateteres intravasculares. otoscópios. tubos endotraqueais circuito de anestesia. Habitualmente a mucosa intacta é resistente à infecção por esporos bacterianos comuns. materiais cirúrgicos. Antissepsia: processo que elimina a maioria ou todos os microrganismos patogênicos. a maioria dos vírus e fungos. mas não destrói microrganismos resistentes como o bacilo da tuberculose e esporos bacterianos. endoscópios). bactérias na forma vegetativa.01% (100 ppm) durante 10 minutos ou com álcool a 70%. Exemplos: Instrumentos de fibra óptica (broncoscópios. artroscópios. CLASSIFICAÇÃO DOS ARTIGOS MÉDICOS Artigos Críticos: artigos com alto risco de causar infecção. • • • Desinfecção de alto nível: destrói todos os microrganismos e alguns esporos. exceto esporos bacterianos. desinfecção e esterilização adequadas dos diversos artigos médico-hospitalares é essencial na prevenção das infecções hospitalares. Desinfecção: processo que elimina a maioria ou todos os microrganismos patogênicos. são objetos que entram em contato com o sistema vascular ou com tecidos estéreis. colonoscópios. exceto os esporos bacterianos de superfícies inanimadas. sangue. Artigos Não-críticos: artigos que entram em contato apenas com a pele íntegra. é realizada com hipoclorito de sódio a 0. Estes artigos podem apenas ser limpos ou submetidos à desinfecção de baixo nível.1% com tempo de exposição de 10 minutos ou com álcool a 70%. Esterilização: destruição ou eliminação completa de todas as formas de vida microbiana. alguns vírus e fungos. termômetro. A limpeza. Exemplos: Implantes ou próteses. mas é susceptível a outros microrganismos como o bacilo da tuberculose e vírus.

pois ocorre formação de umidade) Estocar em armários fechados. de acesso restrito. resfriados • Gorro naturalmente nas autoclaves(não resfriar em bancadas. Classificação Área suja Preparo Empacotamento. Deve estar separada das demais através de uma barreira física. ainda. Área Expurgo Função Receber materiais contaminados e executar processos de limpeza. Meio Físico • Calor seco • Calor úmido sob pressão b. utilizando água+sabão ou imersão em solução desincrostante . • Desmontar equipamentos articulados • Enxágüe com água corrente potável • Idealmente o último enxagüe deve ser feito com água destilada (evitar desgaste dos materiais devido ao depósito de metais oriundos da água ou das tubulações • Secagem • Empacotar conforme indicado • Etiquetar. um depósito para material de limpeza e vestiário com sanitários para funcionários. data e responsável • Fixar fita de controle químico na face externa do pacote a. Meio Químico Gasoso • Óxido de etileno • Pastilhas de formalina EPI • Luvas de borracha grossas. pias e bancadas de trabalho deve permitir um fluxo contínuo sem retrocesso e sem cruzamento do material limpo com o contaminado. exclusivos. lavagem e secagem. É necessário que haja uma barreira física separando a área limpa da contaminada. descontaminação. 14 . A estrutura física da central de material deve prever.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ÁREAS DA CENTRAL DE MATERIAL ESTERILIZADO „ „ „ A disposição dos equipamentos. Meio Químico Líquido • Glutaraldeído Os pacotes devem estar • Uniforme íntegros e secos. identificando o material. identificação. controle químico Área limpa Esterilização Eliminação completa de todas as formas de vida microbiana dos artigos Área limpa Método • Lavagem manual ou mecânica. cano alto. antiderrapante • Máscara antipartículas • Óculos protetores • Avental impermeável • Botas impermeáveis • Gorro • Uniforme • Gorro • Uniforme • Gorro Armazenamento Armazenar com garantia de preservação da esterilidade do material Área limpa c.

se necessário 3. luva de borracha. Preencher o interior das tubulações com auxílio de seringas. avental impermeável Para se tornar esporocida. prazo de validade Retirar os artigos da solução com luva estéril Esterilização: enxágüe em água estéril com técnica asséptica(luvas e baldes estéreis). secar com técnica asséptica e compressas estéreis ou com ar comprimido. ou seja.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ESTERILIZAÇÃO E DESINFEÇÃO DE ALTO NÍVEL DE ARTIGOS MÉDICO-HOSPITALARES EM SOLUÇÃO DE GLUTARALDEÍDO A 2% Artigos utilizados • • Usar EPI Desmontar artigos articulados Lavar com água e sabão ou imergir em solução desincrostante Secagem Expurgo Limpeza • • Área limpa 1. Desinfecção: enxágüe com água potável. secagem. Manter o recipiente fechado 4. a solução deve ser “ativada”. óculos. tornar-se alcalina através da adição de um agente alcalinizante (ativador) A vida média desta solução é de 14 a 28 dias Não misturar artigos de substâncias metálicas diferentes Contar o tempo após a imersão do último artigo Os recipientes devem conter volume suficiente da solução para imergir totalmente os artigos Os recipientes devem ficar bem tampados Identificar os recipientes por fora: solução. O glutaraldeído é excelente microbicida e é não-corrosivo para metais. Observar o tempo de exposição: • desinfecção: 30 minutos • esterilização: 10 horas 5. Acondicionar em campo estéril 15 Área limpa Enxágüe e secagem • Área limpa Acondicionamento • . além de não alterar borrachas. Imersão completa na solução 2. plásticos e lentes • • • • • • • • • • EPI: máscara com filtro químico.

Não secar os materiais em bancadas fora da autoclave. A seguir.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ESTERILIZAÇÃO PELO CALOR ÚMIDO SATURADO SOB PRESSÃO (AUTOCLAVE) EMBALAGENS PARA ESTERILIZAÇÃO EM AUTOCLAVE A VAPOR Materiais Instrumentos Cirúrgicos Embalagens Caixa metálica. Colocar campo simples no interior da caixa. sempre na primeira carga do dia e ao término de qualquer manutenção realizada (preventiva ou corretiva) „ O pacote com o teste dever ser colocado no local de mais difícil acesso ao agente esterilizante (no caso. próximo à válvula de exaustão do vapor). embalar em grupos com campo de algodão cru duplo Drenos: envelope de polipropileno (filme plástico) Luvas: papel grau cirúrgico Tecidos Vidros Borracha PROCESSO GERAL DE ESTERILIZAÇÃO EM AUTOCLAVE A VAPOR Processo Disposição dos pacotes dentro da autoclave Método • Empilhamento vertical • Não ultrapassar 2/3 da capacidade da câmara e não encostar nas paredes • Dispor os pacotes de forma intercalada. pois ocorre a formação de umidade. ocorre a admissão do vapor. acondicionar os materiais semi-abertos e cobri-los com as pontas do campo Campo de algodão cru duplo Embalar individualmente em campo simples. com espaço entre eles • Caixas metálicas devem estar deitadas e utilizadas somente sem a tampa ou perfuradas e recobertas com embalagem adequada (algodão cru. 16 . „ Verificar a mudança da coloração do indicador químico. papel crepado) • Objetos côncavos devem ser colocados de boca para baixo Remoção do ar do interior da câmara e dos pacotes através de vácuo Após a exaustão do ar. iniciase a exposição dos materiais à esterilização. Remoção Admissão do vapor Exaustão do vapor Secagem da carga MONITORIZAÇÃO Teste biológico „ Realizado semanalmente. Teste da Fita de Autoclave „ Colocar uma fita de autoclave na face externa de cada pacote a ser esterilizado na autoclave. Compreende três fases: • Tempo de penetração • Tempo de esterilização • Intervalo de confiança Aguardar 5 a 10 minutos. favorecendo a contaminação.

„ Empilhar campos de 0. „ O material esterilizado deve ficar em local próprio e limpo. de acordo com as especificações do fabricante. de cerca de 24 x 30 cm. „ Colocar a folha com a fita de autoclave no centro geométrico desta pilha. ou seja. „ Recomenda-se que o teste de Bowie-Dick seja feito no primeiro ciclo do dia. „ Sua disposição deve ser preferencialmente em prateleiras com portas de fácil limpeza. com intervalos de pelo menos 30 cm do chão e 50 cm do teto. não absorvente. „ É necessário que a circulação do pessoal seja restrita! „ Em nossa região geográfica.60 cm em número de 24 a 36 campos. „ Este teste pode ser improvisado com o uso de fita para autoclave colado em cruz cobrindo toda uma folha de papel encerado.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Teste de Bowie-Dick (modificado) „ Avalia a adequação da etapa de remoção do ar da câmara interna da autoclave. em local onde o acesso do vapor é mais difícil. „ Efetuar a operação de pré-vácuo da câmara. obtendo-se uma pilha de 25 a 28 cm de altura. separado dos demais. „ Empacotar normalmente e identificar como “pacote-teste”. „ Colocar somente o pacote-teste na autoclave. ESTOQUE E VALIDADE DA ESTERILIZAÇÃO Invólucros Tecido de algodão simples (duas camadas costuradas nas pontas) Tecido de algodão duplo Papel crepado simples Tecido de algodão simples + papel simples Envelope de polipropileno Condições de estoque Armário aberto Armário fechado Armário aberto Armário fechado Armário aberto Armário fechado Armário aberto Armário aberto Prazo de validade (dias) 3-14 14-21 28-56 56-77 28-49 > 63 77-98 5 anos 17 .90 x 0. na parte inferior e na frente. ARMAZENAMENTO „ Um correto processo de esterilização só acontece quando se completa com eficácia e segurança o armazenamento do material. comprova-se a presença de ar residual na câmara interna e a autoclave deve ser interditada para avaliar o funcionamento da bomba de vácuo. o ambiente deve ser climatizado para se obter uma temperatura em torno de 25 °C. e autoclavar o teste a 134-137 °C durante exatamente 3 minutos e meio. „ Se a fita estiver pálida em sua região central.

SECAGEM COM AR COMPRIMIDO AUTOCLAVE (METÁLICA) CÂNULA DE TRAQUEOSTOMIA GLUTARALDEÍDO A 2% (PLÁSTICA) AUTOCLAVE AUTOCLAVE ÁLCOOL A 70% 30 MINUTOS FRASCOS DE ASPIRAÇÃO LÁTEX PARA ASPIRAÇÃO CABO DE LARINGOSCÓPIO AMBU LAVAGEM COM ÁGUA E SABÃO MÁSCARA E COPO DE NEBULIZAÇÃO HIPOCLORITO DE SÓDIO A 0. BASTA ATIVÁ-LO. RETIRAR ARTIGOS DA SOLUÇÃO COM LUVAS ESTÉREIS. ACONDICIONAR ARTIGOS EMBALADOS EM CAMPOS ESTÉREIS EM RECIPIENTE FECHADO. TEMPO DE TROCA DE TROCA DA SOLUÇÃO: 15 DIAS APÓS ATIVAÇÃO.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS PADRONIZAÇÃO DE DESINFECÇÃO E ESTERILIZAÇÃO DE ARTIGOS DISPOSITIVOS RESPIRATÓRIOS ARTIGO MÁSCARAS DE AMBU E MACRONEBULIZAÇÃO VÁLVULAS DE AMBU COM COMPONENTE METÁLICO CÂNULA OROFARÍNGEA LÂMINA DE LARINGOSCÓPIO (sem lâmpada) TUBO OROTRAQUEAL CIRCUITOS DE RESPIRADORES CONEXÕES E ACESSÓRIOS DE RESPIRADORES REPROCESSAMENTO GLUTARALDEÍDO A 2% TEMPO 30 MINUTOS • • GLUTARALDEÍDO A 2% GLUTARALDEÍDO A 2% GLUTARALDEÍDO A 2% GLUTARALDEÍDO A 2% GLUTARALDEÍDO A 2% 30 MINUTOS 30 MINUTOS 30 MINUTOS 30 MINUTOS 30 MINUTOS • • • CIRCUITOS DE CPAP NASAL GLUTARALDEÍDO A 2% 30 MINUTOS • COMENTÁRIOS GLUTARALDEÍDO É PRONTO USO. ENXAGÜE COPIOSO COM ÁGUA POTÁVEL.02% 60 MINUTOS FRICCIONAR E DEIXAR SECAR TRÊS VEZES CONSECUTIVAS DESINFECÇÃO DE ALTO NÍVEL COM GLUTARALDEÍDO EM CASO DE CONTAMINAÇÃO COM MATÉRIA ORGÂNICA ENXAGÜE COPIOSO COM ÁGUA POTÁVEL 18 .

1% 20 MINUTOS ESFIGMOMANÔMETRO ALMOTOLIAS SEMANALMENTE INICIAR A CONTAGEM DO TEMPO DE FERVURA QUANDO A ÁGUA ESTIVER EM EBULIÇÃO ENXAGÜAR EM ÁGUA FERVIDA .ENXAGÜAR COM ÁGUA FERVIDA COPOS DE MAMADEIRAS E CHUCAS BICOS DE MAMADEIRAS 10 MINUTOS SONDAS PARA DIETA ENTERAL HIPOCLORITO DE SÓDIO A 0.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS PADRONIZAÇÃO DE DESINFECÇÃO E ESTERILIZAÇÃO DE ARTIGOS INSTRUMENTAL CIRÚRGICO E OUTROS ARTIGOS ARTIGO REPROCESSAMENTO INSTRUMENTAL CIRÚRGICO AUTOCLAVE METÁLICO AGULHAS METÁLICAS AUTOCLAVE ELETROCAUTÉRIO AUTOCLAVE PONTAS DE CRIOCAUTÉRIO AUTOCLAVE TECIDO PARA PROCEDIMENTO AUTOCLAVE CIRÚRGICO AUTOCLAVE ESPÉCULO VAGINAL (metálico) OU GLUTARALDEÍDO A 2% COMADRES E PAPAGAIOS ÁLCOOL A 70% TEMPO COMENTÁRIOS 30 MINUTOS FRICCIONAR E DEIXAR SECAR TRÊS VEZES CONSECUTIVAS FRICCIONAR E DEIXAR SECAR TRÊS VEZES CONSECUTIVAS FRICCIONAR E DEIXAR SECAR TRÊS VEZES CONSECUTIVAS TERMÔMETRO ÁLCOOL A 70% ESTETOSCÓPIO ÁLCOOL A 70% LAVAGEM DO MANGUITO COM ÁGUA E SABÃO LAVAGEM COM ÁGUA E SABÃO FERVURA OU ESTERILIZAÇÃO EM AUTOCLAVE HIPOCLORITO DE SÓDIO A 0.PREENCHER TODA A LUZ DA SONDA .1% 10 MINUTOS 19 .

25% ou 52. Certificar-se que não há bolhas de ar no interior das tubulações. utilizando-se para tanto de uma seringa estéril. Secar bem. empregase a fórmula: Vr = (Cf x Vf) ÷ Ci Onde: Vr = volume em mililitro a ser retirado da solução que se dispõe no hospital Cf = concentração final da solução que se quer preparar (em % ou ppm) Vf = volume final em mililitros que se quer obter Ci = concentração inicial da solução que se dispõe no hospital „ Exemplo: preparar uma 1 litro de uma solução de hipoclorito de sódio a 200 ppm (0. sua concentração. Após 60 minutos. 10. Enxaguar abundantemente para total remoção de resíduos de detergente. incluindo máscaras.02%). DILUIÇÃO DO HIPOCLORITO DE SÓDIO PARA DESINFECÇÃO DE UTENSÍLIOS HOSPITALARES „ A solução de hipoclorito normalmente disponível para uso hospitalar é a 1% (10. • Calculando-se com a concentração em porcentagem. A solução deverá ser trocada a cada 24 horas. Sumarizamos abaixo a rotina preconizada: Imediatamente após o uso. 6. conforme recomendado no manual do Ministério da Saúde sobre Orientações Gerais para Central de Esterilização. copos. retirar todos os artigos empregados na terapia inalatória. seco e fechado.000 ppm). 2. 3. O processo deverá constituir-se de desinfecção com hipoclorito de sódio a 200 ppm por um período de 60 minutos.500 ppm de cloro livre. 8. 20 . A água sanitária contém 5. retirar todo o material com luvas e enxaguar copiosamente com água corrente. 9. 4. 11. bem como sua tampa. Para se calcular qual o volume que deve ser retirado de uma destas soluções para obter-se uma nova solução em concentração diferente. 2001. artigo por artigo. 1. com água e detergente neutro. Secar bem e guardar em recipiente limpo. 5. Lavar com água e detergente neutro. As tubulações devem ter todo seu lúmen preenchido com a solução. 7. Colocar em solução de hipoclorito de sódio a 200 ppm de modo que os artigos fiquem totalmente submersos e que toda a superfície interna e externa permaneça em contato com a solução. utilizando-se de escovas para uma limpeza adequada. umidificadores e tubulações. Identificar o recipiente com o nome da solução. O recipiente usado na desinfecção deverá ser lavado diariamente. obtém-se o mesmo volume: 0.02% x 1000 ÷ 1% = 20 mL „ A validade da solução após o preparo é de 24 horas (devido à volatilização do cloro e pela ação inativadora exercida pela luz solar). a partir de uma solução a 1% (10.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS LIMPEZA E DESINFECÇÃO DOS ARTIGOS UTILIZADOS EM TERAPIA INALATÓRIA „ Tais procedimentos visam a eliminação do risco de transmissão de patógenos respiratórios para os pacientes durante o uso dos artigos supracitados. a data e a hora da troca.000 ppm): • Vr = (Cf x Vf) ÷ Ci • Vr = (200 x 1000 mL) ÷ 10000 = 200000 ÷ 10000 = 20 mL (retirar 20 mL da solução de hipoclorito a 1% e acrescentar a 980 mL de água para se obter 1 litro da solução a 200 ppm). no momento da troca da solução. para garantir a desinfecção de toda a superfície interna.

02%) 10 mL 20 mL 40 mL 60 mL 80 mL 100 mL 490 mL 980 mL 1960 mL 2940 mL 3920 mL 4900 mL 500 mL 1 litro 2 litros 3 litros 4 litros 5 litros 120 mL 140 mL 160 mL 180 mL 200 mL 5880 mL 6860 mL 7840 mL 8820 mL 9800 mL 6 litros 7 litros 8 litros 9 litros 10 litros 21 .Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS TABELA PARA O PREPARO DE HIPOCLORITO DE SÓDIO PARA DESINFECÇÃO DE ARTIGOS DE INALOTERAPIA Volume de hipoclorito a 1% (10.000 ppm) Volume de água Volume total da solução a 200 ppm (0.000 ppm) Volume de água Volume total da solução a 200 ppm (0.02%) Volume de hipoclorito a 1% (10.

„ Como é difícil saber se uma roupa suja está contaminada ou não. embora para este último seja questionada sua ação germicida nas concentrações empregadas. „ A Portaria do Ministério da Saúde 1. • área limpa: utilizada para acabamento e armazenamento. „ A lavanderia hospitalar é um dos serviços de apoio ao atendimento dos pacientes. propiciava a recontaminação constante da roupa limpa na lavanderia. Semmelweis. „ A grande maioria das infecções hospitalares tem origem endógena. com duas portas de acesso. reduz até 99% da contaminação. „ Florence Nightingale. ou seja. que é definida como um ambiente que minimiza a entrada de microrganismos externos através de soluções arquitetônicas. pelos próprios funcionários contaminados (mãos sujas.000 a 60.000 bactérias por minuto. A presença de matéria orgânica. relacionada ao efeito filtro da extratora. na parede que separa a área contaminada da área limpa. „ Existe risco de recontaminação da roupa limpa na lavanderia por vários mecanismos: via aérea. PLANEJAMENTO „ Estudos realizados na área da microbiologia vieram revelar que o processamento da roupa em um ambiente único. que grande número de bactérias jogadas no ar. „ O processo normal de lavagem. para facilitar a comunicação e o controle. que aderem às fibras de tecido onde. Esses estudos mostraram ainda. „ Dois princípios básicos norteiam o controle de infecções em lavanderia hospitalar: não agitar a roupa e remover ou destruir os microrganismos contaminantes. o equipamento e os métodos utilizados no processo da roupa. durante o processo de separação da roupa suja. mais conhecido pelo reconhecimento das mãos como importante mecanismo de veiculação de infecção. podem ser dispersas pela poeira contaminante. ou ainda. manipuladas o mínimo possível. „ Assim. „ Tais descobertas revolucionaram a planta física da lavanderia hospitalar. temperatura. elimina 3. organizou lavanderias com conceitos mantidos até hoje nas lavanderias hospitalares. em quantidade adequada a todas às unidades do hospital . transportadas em sacos impermeáveis. onde. A barreira de separação também poderá ser dotada de visores. uma para cada área.884/94 estabelece que deve existir uma barreira física. todas devem receber o mesmo tratamento. as instalações. ou seja. etc. é comum a proliferação de Pseudomonas. 22 . Estes germes. „ A principal medida introduzida na moderna lavanderia hospitalar. que separa a lavanderia em duas áreas distintas: • área suja (considerada contaminada): utilizada para separação e lavagem. principalmente de origem humana. ROUPA CONTAMINADA „ É a roupa que se apresenta suja com fluidos biológicos ou contém agulhas e/ou outros materiais perfurocortantes usados. origina-se a partir de microrganismos que fazem parte da microbiota humana normal do paciente. responsável pelo processamento da roupa e sua distribuição em perfeitas condições de higiene e conservação. utilizado nas lavanderias tradicionais. para o controle das infecções. „ Esta barreira de contaminação só será realmente eficiente se existirem as lavadoras de desinfecção. aumentam a capacidade de sobrevivência dos microrganismos no ambiente. em hospitais de campanhas militares. na área suja. através da ação mecânica da água. lesões de pele secretantes ou descamativas. que pode ser evitado por barreira de contaminação. adaptados ao parasitismo. pela umidade da área. evitando agitação e. pelo fato da roupa cair no chão. que consiste na remoção da sujidade. alvejante (cloro ou peróxido de hidrogênio) e amaciante (quaternário de amônio). dependendo de sua atividade física. sem contar os riscos advindos da sujidade presente. os materiais perfurocortantes encontrados devem ser depositados em recipientes de superfícies rígidas para descarte ou devolução. se agitadas. foi a instalação da barreira de contaminação.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS LAVANDERIA HOSPITALAR INTRODUÇÃO „ Os pioneiros do controle de infecção hospitalar identificaram o papel da roupa suja na sua cadeia epidemiológica. alteração de pH. „ O ser humano. então. contaminava todo o ambiente circundante. sua lavagem e cloração. têm pouca capacidade de sobreviver independentes no meio ambiente.). identificou um surto relacionado com a reutilização da roupa suja por diversos pacientes e recomendou.

COLETA UTILIZAÇÃO PROCESSAMENTO DISTRIBUIÇÃO Figura 2 – Fluxograma da roupa na lavanderia.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Figura 1 – Fluxo da roupa no hospital. COLETA BARREIRA RECEPÇÃO PESAGEM BARREIRA LAVAGEM CENTRIFUGAÇÃO SECAGEM CALANDRAGEM DOBRAGEM BARREIRA ARMAZENAMENTO DISTRIBUIÇÃO CONSERTO 23 .

a roupa suja é transportada à recepção do setor de roupa suja. fezes. com áreas ou contêineres separados. ♦ Encaminhar o pano usado para secagem da área para a lavanderia em saco plástico.. a contaminação posterior ao reprocessamento da mesma é reduzida. servindo de alimento para outras espécies. como o ácaro. envolvendo. etc. Na presença de grande quantidade de sangue. „ Terminada a coleta nas unidades. „ Estes carros coletores devem ser específicos para este fim. preferencialmente. Os mesmos princípios devem ser aplicados ao veículo de transporte. „ 24 . em geral 80% de sua capacidade de lavagem. „ Não deve-se arrastar sacos de roupa pelo chão.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS COLETA A pele tem como mecanismo de defesa a descamação. PROCESSAMENTO DA ROUPA NA ÁREA SUJA Recepção „ Na área de recepção. diariamente. „ Ambos os carros devem. nunca cruzando roupa limpa com a suja na mesma carga. para o processamento em nível de lavanderia. „ Os carros de coleta e transporte de roupa suja devem ser leves. „ Havendo extravasamento de uma embalagem. não deve haver agitação nem separação. ♦ Desprezar o papel em saco plástico branco leitoso próprio para uso hospitalar. „ Os carros utilizados no transporte das roupas devem possuir uma identificação para diferenciar o carro de coleta de roupa suja do carro de transporte da roupa limpa. Estas células. facilitando a operação de retirada da roupa e sua higenização. que habita as roupas de cama. „ A coleta deve ser realizada em horário preestabelecido e a roupa suja deve permanecer o menor tempo possível na unidade. ser submetidos a limpeza com água e detergente neutro e desinfecção com hipoclorito de sódio a 250 ppm. pelo menos. secreções ou outros fluidos orgânicos. „ Atualmente. ♦ Proceder à limpeza de toda a área com a solução de detergente neutro. que elimina microrganismos aderidos em suas células superficiais. resistentes e pouco profundos. os sacos de roupa suja são recebidos e pesados. hipoclorito de sódio a 1% durante 10 minutos.) „ O transporte deve ser sempre separado. ♦ Remover o desinfetante com pano molhado. descontaminar imediatamente com hipoclorito de sódio a 1%. que consideram toda roupa usada como contaminada. A pesagem das roupas é indispensável para indicar a carga correta das lavadoras. os órgãos internacionais desaconselham a separação da roupa suja. retirando-as logo após realizada a coleta de um local. seja na lavanderia ou nas unidades de atendimento aos pacientes. para evitar a dispersão dos germes. e recomenda-se transportar a roupa dobrada ou enrolada. evitando o rompimento da embalagem e contaminação do ambiente. „ Se a roupa limpa for embalada de forma individualizada. „ No caso de lavanderias que processam a roupa de outros hospitais. retirar o excesso da carga contaminante em papel absorvível. um destino errado. através da seguinte técnica: ♦ Com o uso de luvas. providos de tampas e feito de material que permitam uso de produtos químicos na sua limpeza e desinfecção. devido às precauções-padrão. fibra de vidro. „ Portanto. A limpeza destes contêineres deverá ser semelhante à dos carrinhos coletores. atenção especial deve ser dado ao transporte da roupa suja para a lavanderia e para a distribuição da roupa limpa para os hospitais. Os carros são confeccionados em diversos materiais (alumínio. „ O funcionário que exercer esta função deve utilizar luvas de borracha em ambas as mãos. etc. „ O transporte da roupa coletada e embalada pode ser feitos por carros coletores. é obrigatório retirar as luvas para evitar a contaminação cruzada. aço. alimentandose dos resíduos. juntamente com as secreções. evitando. „ Na retirada da roupa. tocar maçanetas. „ A roupa suja deve ser recolhida em sacos de material resistente e de cor diferente da escolhida para transportar o lixo. selada. um lençol aparentemente limpo contem seres vivos que podem transmitir doenças. ♦ Aplicar sobre a área. está indicada a utilização de luvas. veículos distintos ou. onde a separação entre roupa limpa e suja deve ser rigorosa. depositam-se no tecido das roupas. A coleta da roupa suja deve ser feita com muito cuidado. ♦ Secar bem a área com pano limpo. „ Deve-se usar carros diferentes para a coleta da roupa suja e o transporte da roupa limpa. assim. Ao empurrar o carro.

apresentam risco de acidentes para os funcionários com a veiculação de patógenos sangüíneos. caso contrário pode haver recontaminação da roupa durante os enxagües. durante o escoamento da água. perfurado. na área suja e outra de saída da roupa limpa. agrupando-as no reprocessamento. „ Não há necessidade de esterilização das roupas utilizadas em berçários. na área limpa. cateterizações vasculares e procedimentos em pacientes queimados. cirurgias. os funcionários devem usar botas e luvas de borracha. de modo a permitir a aspiração do ar da área limpa. Lavadora „ A lavadora compõe-se de dois cilindros. como agulhas e material cirúrgico. deve ser regulado por válvula. „ A centrífuga é constituída de dois cilindros. bancadas e pisos devem ser lavados e depois descontaminados com hipoclorito de sódio a 250 ppm ou álcool a 70%. e a expulsão do ar contaminado para a área contaminada. é conveniente reunir no mesmo ciclo roupas com níveis de sujidade similares. um que funciona como um tambor externo e outro como um cesto interno. classificada como artigo não-crítico.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS „ „ „ „ Entretanto. „ Das máquinas de lavar. 25 . a fim de impedir a abertura simultânea da ambas as portas 9 o fluxo de ar. „ Existem máquinas que incorporam a centrifugagem à própria lavadora: são as lavadoras extratoras. 9 o mecanismo de reversão deve estar equilibrado. „ A água deve estar isenta de microrganismos patogênicos. mão-de-obra e tempo. no caso de superfícies metálicas. 9 possuir um dispositivo automático. Esta máquina caracteriza-se por possuir duas portas (de entrada e de saída). a fim de resistirem à química da lavagem. a fim de evitar que a roupa fique totalmente torcida no final da lavagem. dentro da máquina. que oferecem economia de espaço. a mais utilizada na lavanderia hospitalar moderna é a lavadora de desinfecção. „ Após o processamento da roupa na área suja. como por exemplo. visando evitar que estes elementos entrem no processo de lavagem. podendo ser reprocessadas conjuntamente como de sujidade pesada. Na separação. sendo. sabendo-se sua origem podemos prever o grau de sujidade. „ A maioria das roupas hospitalares tem contato apenas com a pele íntegra. porém. avental impermeável e máscara antipartículas. devendo ser posteriormente autoclavadas. Por exemplo. portanto. uma para acesso de roupa suja.devem preencher os seguintes requisitos: 9 os tambores devem ser de aço inoxidável. „ Lavadoras de desinfecção . A contagem total de bactérias não pode exceder 10 UFC por mililitro. Lavagem „ A sujidade funciona como substrato para a multiplicação microbiana e a sua simples remoção diminui a contaminação. pias. Além disso. necessitam de esterilização após serem processadas na lavanderia. é indispensável que todas as peças de roupa sejam cuidadosamente abertas. Óculos de proteção podem estar indicados. as roupas encaminhadas pelo centro cirúrgico certamente diferem em nível de sujidade com as encaminhadas de uma enfermaria de clínica médica. reduzindo a contaminação a níveis aceitáveis. „ A finalidade primordial da lavanderia é remover a sujidade da roupa para que ela adquira odor e aparência agradáveis. isto é. que fica encaixada na parede ou barreira de contaminação. os artigos perfurocortantes. Na área suja. dotado de pás que giram alternadamente para um lado e para outro. sendo. livre de patógenos em número suficiente para causar doenças aos pacientes. PROCESSAMENTO DA ROUPA NA ÁREA LIMPA Centrífuga ou extratora „ É a máquina usada para eliminar ou extrair até 40% da água da roupa saída da lavadora. para a retirada de instrumentos cirúrgicos e outros objetos. causando danos às máquinas e ao próprio processo. necessitando apenas estar limpas no final de seu reprocessamento. Como está contra-indicada a manipulação da roupa para classificá-la. „ As roupas utilizadas em procedimentos críticos. muito importante os enxagües para eliminar resíduos químicos que possam causar irritação na pele dos recém-nascidos. um fixo externo e um giratório interno perfurado. para adequação do processo de lavagem.

através da passagem forçada de ar quente entre as peças. revestidos. e outro externo fixo. 9 dispor de comando automático de tempo de secagem. enquanto um exaustor retira o ar aquecido que passou pelas roupas por um cabeçote. 9 ter dispositivo de segurança na porta. giratório. „ Especial atenção deve ser dada durante esta fase para roupa não tocar o chão. passada sob pressão. Armazenamento „ Posteriormente. A roupa. entre a calha aquecida e o cilindro girando. „ É provida de um dispositivo que desliga automaticamente a máquina. Para armazenamento da roupa processada. a roupa é dobrada e guardada. que movimenta a roupa pela rotação e presença de pás. com portas e construído de material de fácil limpeza. „ Os cestos que contêm as peças giram. „ As secadoras destinam-se à secagem da roupa em altas temperaturas. aquecidas a vapor ou eletricidade.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Secadora „ Possui também dois cilindros: um interno. entre os rolos. „ As roupas que necessitarem de conserto devem ser lavadas novamente antes do uso. 26 . evitando acidentes com as mãos do operador. 9 possuir o tambor interno de material resistente à corrosão. Calandra „ Após a secagem. uma vez que na calandra isto ocorre com maior freqüência. É constituída de dois ou mais rolos ou cilindros de metal. perfurados ou não. „ Alguns requisitos devem ser observados para as secadoras: 9 ser equipada com seletor de temperatura. a roupa pode ser passada pela calandra. que giram dentro de calhas fixas de ferro. esta área deve contar com armários específicos para este fim. seca e desenruga.

Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NORMAS DE HIGIENE ALIMENTAR PARA O SETOR DE NUTRIÇÃO E DIETÉTICA INSTALAÇÕES Ventilação „ A ventilação deve ser adequada para proporcionar a renovação do ar. „ Esta separação em áreas servem para impedir a contaminação cruzada entre alimentos crus e prontos e/ou utensílios limpos e utensílios sujos. „ As janelas e outras aberturas presentes na parede. não permitindo o acúmulo de alimentos ou sujidades. „ O ar ambiente das áreas de processamento de alimentos deve ser renovado freqüentemente através de equipamentos de exaustão. impermeável. lavável. „ O sistema de exaustão deve ser devidamente dimensionados e mantido em boas condições de funcionamento. duráveis. antiderrapante. a caixa d’água deve ser lavada a cada 6 meses (vide técnica no capítulo “Higienização da Caixa D’água”) e a água deve ter sua potabilidade microbiológica atestada semestralmente. em cor clara e em bom estado de conservação. „ As prateleiras devem estar distantes 25 cm do piso e a profundidade não deve ser superior a 45 cm. quando usadas para a circulação do ar. Paredes „ As paredes devem ser lisas. fumaças. gordura e condensação de vapores. „ Na impossibilidade de áreas separadas para cada gênero. portanto. „ O acabamento deve ser liso. ÁREAS DO SETOR DE NUTRIÇÃO E DIETÉTICA „ Essas áreas devem seguir uma linha racional de produção. obedecer um fluxo coerente e evitar cruzamentos entre as atividades. „ O forro deve ser livre de rachaduras. resistente. deve-se prever no mínimo um local para o preparo de produtos crus e outro para produtos prontos. resistentes a limpezas freqüentes e isentas de bolores. não devendo possuir aberturas. „ Sendo de rede pública. impermeáveis. laváveis. „ O ar-condicionado e o ventilador são equipamentos que não atendem a estes requisitos e. umidade. resistente ao tráfego e de fácil higienização (lavagem e desinfecção). bolor e descascamento e deve estar em perfeitas condições de limpeza. Teto „ O teto deve ser isento de vazamentos e goteiras. „ Os ralos devem ser sifonados e com grelhas com proteção telada. impermeável. garantir o conforto térmico e manter o ambiente livre de fungos. não devem ser utilizados nas áreas de processamento. em cores claras. Água „ A água de abastecimento deve ser ligada à rede pública ou ter sua potabilidade atestada semestralmente através de laudo oficial de laboratório especializado. devem ser dotadas de telas. lavável. gases. „ Todas as bancadas destas áreas devem ser preferencialmente de aço inox ou outro material resistente e de fácil higienização. 27 . Piso „ O piso deve ser de cor clara e de material liso.

„ Deve possuir suprimento de água. pois o calor excessivo compromete o funcionamento de seus motores e conseqüentemente a garantia da temperatura específica de cada gênero. de maneira que não provoquem a contaminação de alimentos e utensílios. cubas profundas e local para armazenamento do material após a higienização. 28 . comumente subdividida em: 9 preparo de carnes 9 preparo de verduras e frutas 9 preparo de massas e sobremesas „ É fundamental que esta área disponha de pia com sistema completo para a higienização das mãos. „ Esta área necessita de pelo menos uma bancada provida de pia com tampo de inox ou outro material adequado para manipulação dos alimentos e fácil limpeza e desinfecção. „ A mesma deve ser de fácil acesso aos fornecedores. Área para higienização de utensílios „ Esta área deve ser diversa da utilizada no processamento dos alimentos. A mesa do estoquista pode permanecer nesta área desde que não interfira no controle de qualidade dos alimentos e/ou no fluxo de armazenamento. 5. „ Deve contar com área suficiente para acomodar a mercadoria no momento do recebimento e com balança tipo plataforma e tanque para pré-higiene de verduras e frutas antes do seu armazenamento. „ De forma ideal. frios e laticínios: até 8°C 9 hortifrutigranjeiros: até 10°C „ Caso o armazenamento não possa ser feito em refrigeradores diferentes para cada produto. 2. „ Esta área deve possuir uma cobertura para a proteção dos alimentos na hora da entrega. tais como rodos. situada de preferência em local externo e próximo da estocagem. Área para pré-preparo e preparo dos alimentos „ As operações preliminares de confecção são realizadas nesta área. não devendo ter refrigeradores ou freezers. 6. Nesta área não deve haver equipamentos (refrigeradores. 7. Área para armazenamento à temperatura controlada „ Destina-se à estocagem de gêneros perecíveis ou rapidamente deterioráveis em temperatura ambiente. Instalações sanitárias e vestiários para os funcionários „ Os sanitários usados por outros funcionários do estabelecimento de saúde não podem ser compartilhados pelo pessoal que manuseia os alimentos. local para dispor os utensílios que aguardam a higienização. Produtos de limpeza devem ser armazenados em local distinto. „ Esta área deve dispor de pia com sistema completo para higiene das mãos. „ Recomenda-se refrigeradores em número suficiente para atender à conservação de: 9 carnes refrigeradas e alimentos prontos: até 4°C 9 sobremesas. Área para depósito e higienização do material de limpeza „ Os materiais de limpeza. panos de chão. devem ser higienizados e guardados em área própria. „ É obrigatória a localização de sanitários exclusivos para os funcionários do setor de nutrição e dietética no âmbito da própria unidade funcional. Para esta área são importantes um piso em material lavável e resistente. Na sua ausência. Área para cocção „ Nesta área devem permanecer apenas os equipamentos destinados ao preparo de alimentos quentes. prateleiras e estrados. a bancada deve ser submetida a limpeza e desinfecção rigorosa após o manuseio de cada tipo de alimento. Área para a recepção de mercadorias „ Trata-se de uma área própria para o recebimento de mercadorias. específica para esta finalidade.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS 1. freezers) que possam alterar as condições térmicas ambientais. 1. deveria existir uma bancada para cada tipo de alimento supracitado. 4. conforme técnica explicada mais adiante neste texto (tópico Higiene Ambiental). baldes e outros. a temperatura deve ser regulada para o alimento que requeira a menor temperatura. massas. 3. esfregões. „ „ „ „ „ Área para armazenamento à temperatura ambiente Entenda-se como temperatura ambiente uma temperatura em torno de 26°C.

„ sanitários e chuveiros em condições adequadas de funcionamento e limpeza. „ Ele pode ser motivo da contaminação. „ pias com água.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS HIGIENE DOS MANIPULADORES „ O manipulador é um elemento chave na produção do alimento. tais como anéis. correntes. inclusive. em boas condições de higiene e conservação. o uso de acessórios ou adereços. pulseiras. agregando as fibras e permitindo a passagem de grande quantidade de microrganismos. manchas. bem como sem base incolor. gorro ou similar. h) conservar os uniformes limpos. tosse. através de mãos sujas ou contaminadas. sem rasgos. „ O vestuário deve ser conservado em bom estado. espirro e conversa sobre os alimentos. „ instalações adequadas para que possam ser guardadas roupas e pertences. Higiene corporal Os funcionários devem observar os seguintes hábitos de asseio: a) tomar banhos freqüentes. „ Deve-se usar avental plástico quando o trabalho em execução propiciar que os uniformes se sujem ou se molhem. não devendo ser usados próximo ao calor. durante o trabalho. O Patrão deve garantir: „ que o manipulador com diarréia. b) lavar a cabeça uma vez ao dia. „ Os uniformes devem ser mantidos limpos e trocados diariamente. „ A utilização de máscaras na manipulação dos alimentos não é recomendada como um mecanismo de prevenção da contaminação dos alimentos. Além disso. c) saboneteiras específicas para sabão líquido. não deve existir depósito para sabão líquido nas pias e bancadas utilizadas para o preparo dos alimentos. c) fazer a barba diariamente. sem prejuízos de qualquer natureza. resfriado. b) água corrente. relógios. „ Os cabelos devem ser mantidos totalmente cobertos e protegidos através de touca. a máscara torna-se úmida. „ uniformes adequados e completos em número suficiente para troca diária. brincos e. partes descosturadas ou furos. sabão e papel toalha para a lavagem adequada das mãos. ou por outras falhas na manipulação. f) não aplicar maquiagem em excesso. torna-se desconfortável. 29 . aliança. g) manter a higiene adequada das mãos. „ exames médicos admissionais e periódicos. Sistema para higiene das mãos Consiste em: a) lavatórios exclusivos para a higiene das mãos. infecção nos olhos ou infecções da pele seja afastado para outra atividade. fitinhas. limpas e sem esmalte. „ Os funcionários uniformizados não devem sentar-se ou deitar-se no chão ou em outros locais impróprios. d) evitar bigodes e costeletas. colares. amuletos. provocando prurido e ocasionando maior contaminação das mãos decorrente do ato de coçar-se. Após 15 minutos de uso. „ Usar calçados fechados. e) conservar as unhas curtas. OBSERVAÇÃO: devido ao alto risco de contaminação química dos alimentos. d) suporte para papel toalha. e) cesto com tampa acionada por pedal. „ È proibido. Uniforme „ Os funcionários devem usar uniformes de cor clara.

guardanapos. 9 retirar o detergente usando rodo exclusivo para este fim. iniciando a limpeza pelo teto. Pisos e rodapés devem ser lavados diariamente com água e detergente neutro e em seguida realizado desinfecção com hipoclorito de sódio a 200 ppm. Semanalmente. diarréia. panos de pratos. coprocultura e VDRL. recolhendo-se os resíduos acumulados. panos de copa. „ Trabalhar diretamente com alimentos quando apresentar qualquer um dos seguintes sintomas: lesões ou infecções na pele. deve-se proceder a uma lavagem terminal do ambiente. aventais ou qualquer outra peça da vestimenta: 9 o suor deve ser enxugado com papel toalha descartável e a seguir deve-se lavar imediatamente as mãos. „ Fazer serviço de limpeza e manipular os alimentos ao mesmo tempo. cobrir a boca e o nariz. „ Experimentar a comida nas mãos ou com os dedos. coproparasitológico. finalizando com hipoclorito de sódio a 200 ppm. Controle de saúde dos manipuladores „ A Vigilância Sanitária exige que os funcionários não sejam portadores aparente ou inaparente de doenças infecciosas ou parasitárias. acompanhados das seguintes análises laboratoriais: hemograma. „ Fumar no local de preparo dos alimentos. É proibido varrer a seco os pisos das áreas de manipulação e processamento dos alimentos. se possível com papel toalha descartável e depois lavar imediatamente as mãos. tosse. „ Usar unhas pintadas e compridas. 9 deixar secar naturalmente. „ „ „ „ „ „ „ 30 . „ Espirrar ou tossir sobre os alimentos: 9 ao tossir ou espirrar. cantar ou assobiar sobre os alimentos.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Não são permitidas as condutas abaixo nas áreas de preparo dos alimentos por representarem riscos de contaminação alimentar: „ Falar. enxagüe e desinfecção (ver capítulo “Higienização Hospitalar”). Para manutenção da higiene ambiental é necessário seguir rigorosamente os critérios e a freqüência dos procedimentos estabelecidos. Os ralos devem ser limpos diariamente. „ Manipular dinheiro durante o preparo dos alimentos. o funcionário deve afastar-se do produto. 9 enxagüar. ouvidos ou cabelos enquanto se prepara os alimentos. „ Enxugar as mãos no avental ou em panos. 9 aplicar hipoclorito de sódio a 200 ppm (tabela 1). seguido das paredes e por último do piso. dor de garganta ou gripe. Impedir a presença de animais domésticos no setor de nutrição e dietética. „ Fazer uso de utensílios sujos. lavados com água e detergente e enxagüados com hipoclorito de sódio a 200 ppm. 9 lavar e desinfetar o rodo utilizado. „ Provar alimentos com talheres e voltar a colocar o talher dentro da panela. „ Por os dedos no nariz. „ Enxugar o suor com as mãos. na boca. devendo ser realizadas outras análises de acordo com avaliação médica. Promover a desinsetização a cada dois meses e a desratização periódica. Limpar a coifa semanalmente. sendo obrigatória a realização de exames médicos admissionais e periódicos. HIGIENE AMBIENTAL „ „ „ A higiene do setor de nutrição e dietética deve ser mantida através de adequadas técnicas de limpeza. „ Assoar o nariz. „ O controle de saúde dos funcionários deve ser comprovado com os respectivos laudos médicos da unidade de saúde. „ Deixar roupas e sapatos espalhados na área de produção. Bancadas e mesas de apoio devem ser lavadas diariamente através da seguinte técnica: 9 lavar com água e detergente neutro.

„ Remover o lixo diariamente em recipientes fechados e tampados „ Mantenha o lixo em recipiente limpo. „ Enxagüar em água corrente tratada. liqüidificadores. retirando as partes estragadas. através da técnica abaixo descrita: Retirar o excesso de sujidades. „ Ovos e sacos de leite devem ser lavados antes de serem usados. 2. panelas. „ Colocar os alimentos em uma vasilha com solução de hipoclorito de sódio a 200 ppm (tabela 1). vasilhas. de uso exclusivo para este fim. máquinas de moer. limão .) podem ser higienizadas em água potável. folhas. para os vegetais folhosos. macaxeira. etc. HIGIENE DOS ALIMENTOS Limpeza e desinfecção de hortifrutigranjeiros: „ Fazer a limpeza e desinfecção das bancadas. Mergulhar os utensílios em uma vasilha com solução de hipoclorito de sódio a 200 ppm (tabela 1) por 15 minutos. 5. dispensando o uso da solução clorada a 200 ppm. pegadores. uma a uma. abacate. etc. Usar sempre garfos. removendo com as mãos sujidades. „ As verduras. para evitar a contaminação cruzada. legumes e frutas devem ser lavados e desinfetados em local ou horário diferente do preparo dos demais alimentos. laranja. pertencentes à área específica para o preparo destes gêneros „ Escolher uma a uma as frutas. um a um. cuidando para que fique totalmente imerso. revestindo de saco plástico e sempre tampado para evitar moscas. insetos e roedores. „ Lavar em jato de água corrente. sugere-se. 4. „ Frutas e legumes cujas cascas não são consumidas (banana. retirando as estragadas. beterraba. protegido contra poeira. Os utensílios (facas. 3. As partes dos equipamentos e utensílios que entram em contato com os alimentos não devem ser tocadas. „ Os alimentos crus de origem animal também devem ter seu local ou horário determinado. „ Retire o lixo toda vez que achar necessário. folha a folha. Retirar os utensílios do recipiente e deixar secar naturalmente (não utilizar panos para secagem). para minimizar o gosto de cloro resultante da desinfecção. aguardar 15 minutos. Guardar em local limpo e seco. „ Desfolhar as verduras. Manipulação „ Evitar muita manipulação e prepare o mais rápido possível os alimentos. Lavar com água e detergente. batatas. HIGIENE DOS UTENSÍLIOS „ 1. 6. etc. para evitar presença de ratos e baratas. a imersão em vinagre a 2%. De forma a minimizar o perigo de contaminação. Não deixe o lixo permanecer à noite no interior do estabelecimento. „ A solução clorada deve ser trocada a cada lote imerso. frutas e legumes. garfos. verduras e legumes.) devem ser sempre lavados e desinfetados após o uso. „ Manipular os alimentos somente quando absolutamente necessário. baratas e ratos. Enxagüar em água corrente até remoção total do detergente e demais resíduos.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Lixo „ A área do lixo deve estar localizada em área externa. pinças. 31 . etc. por 5 minutos. cubas.

TABELA 1 – DILUIÇÃO DO HIPOCLORITO DE SÓDIO PARA DESINFECÇÃO DE UTENSÍLIOS. 32 . no máximo. • Para infusão no paciente a dieta só pode permanecer por quatro horas à temperatura ambiente. • O sistema de infusão deve ser trocado a cada 24 horas. • Utilizar somente água tratada ou fervida no preparo das fórmulas enterais. • Utilizar frascos descartáveis para o acondicionamento da dieta enteral. A validade da solução após o preparo é de 24 horas (devido à volatilização do cloro e pela ação inativadora exercida pela luz solar). • A autoclavação terminal da fórmula é proibida pelo risco de alterar a dieta. Além de todos os cuidados supracitados no preparo das dietas de modo geral. • É proibido o congelamento de fórmulas.000 ppm). • O forno de microondas não deve ser usado devido à desnaturação proteica pelo calor. quatro horas antes do uso ou com refrigerar imediatamente a 4o C e usar dentro de 24 horas após o preparo. SUPERFÍCIES E ALIMENTOS 200 ppm HIPOCLORITO 1% ÁGUA TOTAL 1 ml 49 ml 50 ml 2 ml 98 ml 100 ml 4 ml 196 200 ml 10 ml 490 ml 500 ml 20 ml 980 ml 1 litro 40 ml 1960 ml 2 litros 100 ml 4900 ml 5 litros • • A solução de hipoclorito normalmente disponível para uso hospitalar é a 1% (10. incluem-se alguns cuidados especiais: • Presença de sala de preparo exclusiva. • O uniforme usado na sala de manipulação deve ser substituído a cada sessão de trabalho e os funcionários devem usar máscaras além da paramentação já descrita para os funcionários do setor de nutrição e dietética.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NUTRIÇÃO ENTERAL „ „ As normas que regulamentam a Terapia de Nutrição Enteral encontram-se descritas na Resolução ANVISA/MS-RDC no 63 de 06/07/2000. • O acesso de pessoas às áreas de manipulação da nutrição enteral deve ser restrito ao pessoal diretamente envolvido. • Preparar.

paredes. pisos. 9 Pano embebido em solução de hipoclorito de sódio 9 Remoção dos produtos. 9 Remoção de sujidades das prateleiras. ralos Diário Água e detergente líquido + Hipoclorito de sódio (200 ppm) 9 9 Pratos e talheres de pacientes Após o uso Água e detergente líquido + Hipoclorito de sódio (200 ppm) 9 9 Freezer e congelador Quinzenal Detergente líquido neutro + Hipoclorito de sódio(200 ppm) Detergente líquido neutro + Hipoclorito de sódio(200 ppm) Solução desincrostante + Hipoclorito de sódio(200 ppm) Água e detergente líquido + Hipoclorito de sódio (200 ppm) Carros-prateleiras Diário Semanal Utensílios Após o uso Desincrustação de sujidades mais pesadas Lavar e enxagüar com água corrente Imergir em solução clorada por 15 minutos Lavar e enxagüar em água corrente Banhar em solução clorada por 15 minutos Lavar e enxagüar com água corrente Imergir em solução clorada por 15 minutos 33 .Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS TABELA 2 – LIMPEZA DO AMBIENTE INANIMADO O quê Geladeiras Quando Diário Com o quê Hipoclorito de sódio(200 ppm) Como 9 Organização dos produtos. 9 Degelo do equipamento 9 Higienização 9 Higienização 9 9 9 Bancadas.

agulha sem lúmen. 3 drogas: AZT + 3TC + nelfinavir ou indinavir por 30 dias 2 drogas: AZT + 3TC por 30 dias 34 . (2) Considerar uso de profilaxia com 2 drogas em locais com alta prevalência de indivíduos HIV positivos ou história epidemiológica para HIV ou outras DST. Menos grave: lesão superficial. lágrima.500 cópias/mL apresentam um risco muito reduzido de transmissão do HIV.09% após exposição mucocutânea. pericárdico). líquido amniótico. Grande volume: contato prolongado ou grande quantidade de material biológico de risco. „ Sangue. „ Líquidos de serosas (peritoneal. urina. Mais grave: Agulhas de grosso calibre e grande lúmen.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ACIDENTES OCUPACIONAIS COM FLUIDOS ORGÂNICOS TRANSMISSÃO OCUPACIONAL DO VÍRUS DA IMUNODEFICIÊNCIA HUMANA (HIV) „ O risco médio de se adquirir o HIV é de aproximadamente 0. sangue visível no objeto contaminante ou agulha usada recentemente em artéria ou veia do paciente fonte. secreção vaginal. qualquer fluido orgânico que contenha sangue. HIV positivo assintomático ou 1 carga viral baixa HIV positivo sintomático ou 1 carga viral alta Fonte ou sorologia HIV desconhecidos Em geral não se recomenda2 Em geral não se recomenda2 HIV negativo Mais grave 3 drogas Mais grave 3 drogas Não se recomenda Menos grave 2 drogas Menos grave 3 drogas Não se recomenda Grande volume 2 drogas Grande volume 3 drogas Pequeno volume 2 drogas Pequeno volume 2 drogas Exposição percutânea Exposição de mucosas e pele (1) Estudos sobre exposição sexual e transmissão vertical sugerem que indivíduos com carga viral menor que 1. fezes. se negativo. pleural. saliva. sêmen e tecidos são materiais biológicos envolvidos na transmissão do HIV. „ Líquidos biológicos sem risco de transmissão ocupacional do HIV: suor. líquor. „ O profissional exposto deve realizar o anti-HIV no momento do acidente. Pequeno volume: poucas gotas de material biológico de risco. „ A quimioprofilaxia deve ser iniciada no máximo em 72 horas. „ Exposição a estes materiais potencialmente infectantes devem ser avaliados de forma individual. lesão profunda.3% após exposição percutânea e de 0. repetir com 6 e 12 semanas e após 6 meses. a não ser que os mesmos estejam contaminados com sangue. líquido sinovial e saliva (quando em ambiente odontológico) são materiais geralmente considerados de baixo risco para a transmissão do HIV.

dor muscular. neutropenia. como torradas com geléia. hiperglicemia e diabetes. exantema Não há necessidade de ajuste de dose. insônia Probenecida. 35 . Diarréia (efeito mais freqüente). Evitar uso concomitante. diarréia. hipercolesterolemia. ou ainda leite desnatado com sucrilhos e açúcar. vômitos. alteração das provas toxicidade do AZT. astenia. ergotamina. * leite desnatado. midazolam ou triazolam. aumento de triglicerídeos. fenobarbital. hiperbilirrubinemia indireta assintomática. cefaléia. distúrbios do paladar. trombocitopenia. citostáticos. café ou chá. plaquetopenia. Cetoconazol e itraconazol ( ↑ níveis séricos de indinavir).toxicidade hematológica). Monitorar mucosas. vômitos. paracetamol (↑ 3x/dia pigmentação ungueal e de níveis séricos do AZT). pele e boca secas. carbamazepina. hiperglicemia e diabetes.5 litros ou mais de líquidos para evitar aparecimento de nefrolitíase) NELFINAVIR (NFV) Comprimido 250mg Dose: 750mg 3x/dia. miopatia e neutropenia. fadiga. Monitorar toxicidade. com estômago vazio ou com alimentos com baixo teor de gordura*. dor abdominal. 2x/dia ou 200mg (dor muscular). exantema. Zalcitabina (potencial antagonismo) . suco ou café com leite desnatado e açúcar. astemizol. terfenadina. ergotamina e diidroergotamina.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Medicamentos utilizados na quimioprofilaxia após exposição ocupacional Medicamento Efeitos Adversos Interações Dose ZIDOVUDINA Anemia. náuseas. (AZT) leucopenia. dor SMX-TMP (↑ biodisponibilidade de 3TC). flatulência. náusea. hepatite. dapsona. Bloqueadores de cálcio ( possibilidade de aumento dos níveis séricos dos bloqueadores). fenitoína. Considerar a redução da dose do indinavir para 600mg 8/8h ) O nelfinavir não deve ser co-administrado com: rifampicina. pirimetamina. Comprimido e pancreatite. insônia. hipercolesterolemia. mal. Usar método contraceptivo alternativo ou adicional. suco. (3TC) abdominal. fraqueza. Estavudina e ribavirina ( potencial para redução da atividade antirretroviral). cisaprida. aumento de triglicerídeos. náusea. ou com alimentos leves. sulfadiazina (↑ risco de Cápsula 100mg náuseas. astemizol. Monitorar anemia Dose: 300mg estar geral. com alimento Nefrolítiase. fluconazol. hepáticas. diidroergotamina. hematúria. cisaprida. O indinavir não deve ser co-administrado com: rifampicina. cefaléia. midazolam ou triazolam. SMX-TMP. terfenadina. Etinilestradiol e noretindrona (↓ níveis séricos dos hormônios). (ingerir diariamente 1. Evitar 150mg uso concomitante Dose: 150mg 2x/dia INDINAVIR (IDV) Cápsula 400 mg Dose: 800mg 8/8h. astenia. LAMIVUDINA Pancreatite.

Estas pessoas têm uma chance entre 30-50% de responder à este segundo esquema vacinal de 3 doses. Não se recomendam doses de reforço em pacientes com resposta satisfatória à vacinação (isto é. mas usualmente leves e transitórios. não é necessária a interrupção da profilaxia. TRANSMISSÃO OCUPACIONAL DO VÍRUS DA HEPATITE B (VHB) „ O sangue contém a maior quantidade do VHB entre todos os fluidos corporais e é o veículo mais importante de transmissão no ambiente hospitalar. aquelas com uma dosagem no soro de anti-HBs menor que 10 mUI/mL) devem ser revacinadas com um segundo esquema completo de 3 doses. Se faltar apenas a terceira dose para completar a vacinação.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Monitoramento e Manejo da Toxicidade da Profilaxia Pós-Exposição „ Em acidentes em que a quimioprofilaxia antirretroviral foi iniciada. „ Caso o profissional esteja recebendo indinavir. queimaduras ou outras lesões cutâneas ou nas mucosas. os intervalos de uso e a duração do tratamento. „ Os efeitos colaterais da utilização das medicações antirretrovirais são freqüentes. A segunda e a terceira dose são administradas com um intervalo de 5 meses. por exemplo). o acompanhamento clínico deverá ser realizado semanalmente para avaliação de sinais de intolerância medicamentosa. Pode ser administrada concomitantemente à HBIG. TGO. geralmente. a cada 7 dias. desde que em locais diferentes (a vacina deve sempre ser administrada em um músculo deltóide). „ Nos pacientes em uso de inibidor de protease. Nessa reavaliação. d. exames laboratoriais (hemograma completo. uréia e creatinina) deverão ser realizados para avaliação de efeitos adversos. na segunda semana da quimioprofilaxia. esta deve ser administrada quando conveniente. c. Pode ser administrada em gestantes e nutrizes. f. Se a vacinação for interrompida após a primeira dose. g. Vacina contra a hepatite B a. a segunda dose deve ser administrada tão logo possível. esquemas alternativos de antirretrovirais podem ser necessários e deverão ser discutidos na tentativa de se manter a quimioprofilaxia durante as 4 semanas. b. as infecções pelo VHB que ocorrem em profissionais de saúde sem história de exposição nãoocupacional ou lesões percutâneas ocupacionais podem ter resultado de exposição direta ou indireta com sangue ou fluidos corporais que inocularam o VHB em escoriações. „ Assim. „ Com o objetivo de avaliar a adesão. Esses exames deverão ser colhidos no momento do acidente e para o seguimento. e. a monitoração deve incluir também exames de glicemia de jejum. „ A maioria dos outros fluidos orgânicos não são veículos eficientes de transmissão por conterem baixas quantidades do HBV. As pessoas que não respondem a um esquema de vacinação completo (isto é. Além disso. i. o profissional deve ser reavaliado para adequação do esquema terapêutico. h. O profissional de saúde deve ser orientado para respeitar rigorosamente as doses. „ O vírus da hepatite B sobrevive no sangue ressecado sobre as superfícies à temperatura ambiente por no mínimo 1 semana. preferencialmente. além de anemia hemolítica e hepatite. assim como também pode ser administrada concomitantemente a outras vacinas. TGP. As pessoas que não respondem a uma segunda série de 3 doses de vacina devem ser particularmente orientadas quanto ao risco de adquirirem a hepatite B através de acidentes ocupacionais com sangue. 36 . podendo ser necessária a utilização de medicações sintomáticas (como antieméticos ou antidiarreicos. Na maioria das vezes. pessoas com uma dosagem no soro de anti-HBs de 10 mUI/mL ou mais). o mesmo deve ser avaliado quanto a presença de cristalúria e hematúria. se resolvem com a suspensão das medicações. o fornecimento dos medicamentos antirretrovirais deve ser. Na presença de intolerância medicamentosa. Mesmo os efeitos colaterais mais graves.

Recomendações para profilaxia de hepatite B após exposição ocupacional a material biológico. É preparada a partir de plasma humano no qual foram feitos testes para o VHB. duas doses de HBIG são preferidas. c. o processo usado para preparar a HBIG inativa e elimina o HIV e o VHC. 37 . Alto risco: usuários de drogas injetáveis. Maior eficácia na profilaxia é obtida com uso precoce da HBIG (dentro de 24 à 48 horas após o acidente). b. pacientes provenientes de áreas geográficas de alta endemicidade para hepatite B. 2. Para pessoas que completaram esta segunda série vacinal mas não obtiveram resposta adequada.06ml/kg de peso corporal. dividir a aplicação em duas áreas diferentes. sendo a primeira dose logo após o acidente e a segunda dose 1 mês depois. história prévia de doenças sexualmente transmissíveis. instituições de atendimento a pacientes com deficiência mental. pacientes provenientes de prisões. ela deve ser administrada tão logo possível após o acidente. contactantes domiciliares e sexuais de portadores de AgHBs positivo. 1. ## Pessoas que previamente já tiveram hepatite B são imunes à reinfecção e não necessitam de profilaxia pós-exposição. # Profissional Saúde exposto## de AgHBs positivo Paciente-fonte AgHBs negativo AgHBs desconhecido ou não testado Não Vacinado 1 HBIG + iniciar vacinação Iniciar vacinação Iniciar vacinação Previamente vacinado • • Com resposta vacinal conhecida e adequada Sem resposta vacinal Nenhuma profilaxia Nenhuma profilaxia Nenhuma profilaxia 3 HBIG + iniciar revacinação contra hepatite B 2 ou HBIG 2 doses Testar o profissional de saúde para anti-HBs: Se resposta vacinal adequada: Nenhuma profilaxia Se resposta vacinal inadequada: HBIG + iniciar revacinação contra hepatite B 2 ou HBIG 2 doses Nenhuma profilaxia Se fonte de alto risco . Quando a HBIG for indicada. 3. Além disso. Pacientes expostos que estão em processo de vacinação devem completar o esquema como programado e receber HBIG conforme indicado. A gamaglobulina hiperimune deve ser aplicada por via intramuscular na dose de 0. o VHC e o HIV.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Imunoglobulina humana anti-hepatite B (HBIG) a. tratar como se fonte AgHBs positivo Testar o profissional de saúde para anti-HBs: Se resposta vacinal adequada: Nenhuma profilaxia Se resposta vacinal inadequada: HBIG + iniciar revacinação contra hepatite B 2 ou HBIG 2 doses • Resposta desconhecida vacinal Nenhuma profilaxia # Os materiais biológicos com risco de transmissão do vírus da hepatite B são os mesmos descritos anteriormente para o HIV. Não há benefício comprovado na utilização da HBIG após 1 semana do acidente. homossexuais e bissexuais masculinos. Se a dose a ser utilizada ultrapassar 5ml. A opção de dar uma dose de HBIG e reiniciar a série vacinal é preferida para pacientes sem resposta à vacina que não completaram uma segunda série vacinal com 3 doses. d. pacientes em programas de diálise. heterossexuais promíscuos.

3 e 6 meses da exposição. 9 solicite anti-VHC para o profissional logo após o acidente e após 1. se positivo. 3 e 6 meses 9 um profissional de saúde com teste anti-HIV reativo. siga as recomendações abaixo: 9 realize teste rápido para HIV ou solicite anti-HIV logo após o acidente. 4. Nas outras situações. Soluções antissépticas não apresentam eficácia superior ao sabão neutro. Lavar com água e sabão em caso de exposição percutânea.8%.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS TRANSMISSÃO OCUPACIONAL DO VÍRUS DA HEPATITE C (VHC) „ O VHC não é eficientemente transmitido através de exposições ocupacionais ao sangue: a incidência da soroconversão em um profissional de saúde após um exposição percutânea acidental a partir de uma fonte anti-VHC positiva é de 1. se positivo não há necessidade de acompanhamento adicional. 3 e 6 meses da exposição. se negativo (< 10 mUI/mL). CONDUTA FRENTE UM ACIDENTE OCUPACIONAL COM MATERIAL BIOLÓGICO „ Os vírus mais comumente envolvidos nestes acidentes são o vírus da imunodeficiência humana (HIV). uma história clínica prévia sugerindo uma deficiência de resposta imune e a exposição ocupacional simultânea ao vírus da hepatite C. enquanto que resultados negativos é um excelente indicador da ausência da infecção. se negativo. solicite novamente este exame após a série completa de vacinação para hepatite B 9 solicite AgHBs para o profissional logo após o acidente e após 1. especialmente. no momento do acidente. VHB e VHC. 2. nas seguintes condições: sintomas de possível infecção aguda pelo HIV durante os primeiros 6 meses de acompanhamento após o acidente. 5. Exposição em mucosas – lavar copiosamente com água ou soro fisiológico. O acompanhamento sorológico é desnecessário quando o paciente fonte é conhecido e tem sorologia negativa para HIV. deverá ser esclarecido que este resultado não se deve ao acidente e encaminhado para acompanhamento médico específico 9 o profissional deve ser acompanhado por um ano. solicite nova sorologia após 1. „ Na ausência de profilaxia pós-exposição para o VHC. se o profissional apresentar soroconversão. anti-VHC e antiHIV). recomendações para a conduta frente aos acidentes ocupacionais limitam-se à identificação precoce da doença hepática crônica. „ A transmissão raramente ocorre com a exposição de mucosas ao sangue e nenhuma transmissão foi documentada pela exposição ao sangue da pele intacta ou não. a realização da sorologia anti-HBs só deve ser realizada após 12 meses do acidente. 3. 1. o profissional deverá ser esclarecido que este resultado não se deve ao acidente e encaminhar para acompanhamento médico específico 9 Caso o profissional de saúde tenha utilizado gamaglobulina hiperimune no momento do acidente. Resultados repetidamente positivos devem ser considerados altamente sugestivos de infecção pelo HIV. encaminhe ao especialista para acompanhamento 9 solicite anti-HBs logo após o acidente. para qual existe tratamento. „ Para pessoas que apresentem soroconversão para hepatite C. A pessoa cujo sangue ou fluido corporal é a fonte de uma exposição ocupacional deve ser testada para infecção pelos vírus da hepatite B. O teste rápido para o HIV é particularmente útil nestas situações e tem aprovação do FDA. monitorar TGO e TGP. 38 . o vírus da hepatite B (VHB) e o vírus da hepatite C (VHC). Para o funcionário exposto. da hepatite C e infecção pelo HIV (solicitar AgHBs.

plasma. órgãos ou sêmen. principalmente nas exposições de alto risco. As atividades do profissional não precisam ser modificadas. a descontinuação do aleitamento deve ser considerada. Evitar gravidez.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ACONSELHAMENTO PARA O PROFISSIONAL EXPOSTO AO HIV a. órgãos ou sêmen durante o período de acompanhamento. ACONSELHAMENTO PARA O PROFISSIONAL EXPOSTO À HEPATITE VIRAL a. faringite e erupção cutânea maculo-papular-eritematosa (síndrome de mononucleosesímile). b. Os profissionais expostos a sangue contaminado com o vírus da hepatite B ou C deve evitar doação de sangue. O profissional exposto exposto ao HIV deve manter abstinência sexual durante todo o período de acompanhamento ou usar preservativos (masculino ou feminino) para prevenir uma potencial transmissão sexual para o parceiro. No caso de mulheres em amamentação. b. Deverá ser realizada avaliação clínica com o objetivo de detectar sinais e sintomas de infeção aguda pelo HIV. Abster-se de doação de sangue. usualmente. ocorrem de 3 a 4 semanas após a contaminação e incluem febre. que. Se o profissional acidentado for uma mulher em amamentação. 39 . plasma. d. o aleitamento não necessita ser descontinuado. c. Não é necessário modificar práticas sexuais ou evitar a concepção. e. d. Essa sintomatologia está presente em cerca de 80% dos profissionais que soroconvertem. c. adenopatias.

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PREVENÇÃO DE PNEUMONIA NOSOCOMIAL
I. Educação dos profissionais de saúde
A. Educar os profissionais de saúde a respeito da epidemiologia e dos procedimentos para controle das infecções hospitalares.

II. Interrupção da transmissão de microrganismos
A. Esterilização ou desinfecção e manutenção de equipamentos e dispositivos 1. Medidas gerais a. Limpar completamente os equipamentos e dispositivos que serão esterilizados ou desinfetados. b. Sempre que possível, utilizar esterilização a vapor (autoclave) para o reprocessamento de equipamentos e dispositivos semicríticos (itens que entram em contato direto ou indireto com as membranas mucosas do trato respiratório inferior) que não sejam sensíveis ao calor. c. Quando o enxagüe for necessário após a desinfecção química de equipamentos e dispositivos semicríticos reutilizáveis, use água estéril ou pasteurizada ao invés de água destilada não estéril. 2. Ventilador mecânico, circuitos respiratórios, umidificadores, e nebulizadores a. Ventiladores mecânicos (1) Não realizar esterilização ou desinfecção da maquinaria interna dos ventiladores mecânicos. b. Circuitos respiratórios com umidificadores (1) Não trocar rotineiramente, com base no tempo de uso, os circuitos do ventilador que se encontram em uso em um determinado paciente. Trocar estes circuitos quando os mesmos estiverem visivelmente contaminados ou com mal funcionamento mecânico. (2) Esterilizar ou submeter a desinfecção de alto nível os umidificadores entre o uso por pacientes diferentes. (3) Drenar e descartar periodicamente qualquer condensado que se coletar nos circuitos, tomando precauções para evitar que o condensado drene para o paciente. Descontaminar as mãos com água e sabão ou outro agente antisséptico após realizar este procedimento ou manipular o fluido. (4) Não há recomendações sobre a colocação de um filtro na terminação distal da fase expiratória do circuito respiratório para coletar o condensado (item não resolvido). (5) Não colocar filtros bacterianos entre o umidificador e a fase inspiratória do circuito respiratório. c. Fluido do umidificador (1) Usar água estéril ou pasteurizada para preencher os umidificadores. 3. Umidificadores de parede a. Entre pacientes diferentes, trocar o circuito, incluindo cateteres nasais ou máscaras faciais, usadas para fornecer oxigênio canalizado. 4. Nebulizadores de pequeno volume para medicações a. Entre diferentes usos no mesmo paciente, desinfetar e enxagüar com água estéril ou pasteurizada. b. Usar fluidos estéreis como diluente na nebulização, colocando-os de forma asséptica no nebulizador. 5. Outros dispositivos usados na terapia respiratória a. Esterilizar ou submeter a desinfecção de alto nível bolsas de ressuscitação (Ambu), ventilômetros portáteis, oxímetros e outros dispositivos respiratórios usados em múltiplos pacientes. B. Interrupção da transmissão pessoa-a-pessoa de bactérias 1. Precauções padrão a. Higiene das mãos (1) Descontaminar as mãos com água e sabão ou com outro agente antisséptico após contato com membranas mucosas, secreções respiratórias ou objetos contaminados com secreções respiratórias, independentemente de usar luvas ou não.

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b. Luvas (1) Usar luvas para manusear secreções respiratórias ou objetos contaminados com secreções respiratórias de qualquer paciente. (2) Trocar as luvas e descontaminar as mãos, como supracitado, entre contatos com pacientes diferentes, após manipular secreções respiratórias ou objetos contaminados com as mesmas e entre contatos com uma área corporal contaminada e o trato respiratório ou dispositivos respiratórios do mesmo paciente. c. Quando a contaminação com secreções respiratórias de um paciente for previsível, usar capote e trocá-lo após ocorrer a contaminação e também antes de atender a outro paciente. 2. Cuidados com pacientes com traqueostomia a. Realizar a traqueostomia com técnica cirúrgica asséptica. b. Ao trocar a cânula de traqueostomia, usar técnica asséptica e substituir a cânula por outra submetida a esterilização ou desinfeção de alto nível. c. Não há recomendações quanto à aplicação diária de antimicrobianos tópicos na traqueostomia (item não resolvido). 3. Aspiração de secreções respiratórias a. Não há recomendações quanto a usar luvas estéreis ou apenas limpas ao realizar a aspiração endotraqueal ou traqueal (item não resolvido). b. O cateter para aspiração deve ser de uso único e estéril. c. Usar apenas fluidos estéreis para remover secreções do cateter de aspiração caso o cateter for reinserido no trato respiratório baixo do paciente.

III.

Modificando fatores de risco do hospedeiro para infecção
A. Medidas para aumentar as defesas do hospedeiro contra a infecção 1. Administração de imunomoduladores a. Vacinar pacientes sob alto risco para infecções pneumocócicas graves com a vacina antipneumocócica. Estes pacientes incluem pessoas com mais de 65 anos, pessoas com doenças cardiovasculares crônicas, doenças pulmonares crônicas, diabetes mellitus, etilistas, doença hepática crônica, fístulas liqüórica, asplenia funcional ou anatômica, pacientes com infecção por HIV, leucemia, linfoma, mieloma múltiplo, neoplasia generalizada, insuficiência renal crônica, síndrome nefrótica, receptores de transplante de órgãos sólidos, pessoas em uso de quimioterapia imunossupressora, corticoesteróides sistêmicos e pessoas em asilos. B. Precauções para a prevenção de aspiração 1. Remover dispositivos tais como tubos endotraqueais, cânulas de traqueostomia e/ou sondas oro ou nasogástricas ou jejunais e descontinuar a alimentação por sonda enteral tão logo as indicações clínicas para os mesmos tenham se resolvido. 2. Prevenção de aspiração associada com a intubação endotraqueal a. Tanto quanto possível, a não ser que haja contraindicações médicas, utilizar ventilação mecânica não invasiva ao invés de realizar a intubação endotraqueal. b. Tanto quanto possível, evitar submeter pacientes que receberam ventilação mecânica assistida a intubações endotraqueais repetidas. c. Realizar intubação orotraqueal ao invés de nasotraqueal, a não ser que contraindicado pelas condições do paciente. d. Usar preferencialmente, se possível, tubo endotraqueal com lúmem dorsal acima do cuff que permita a drenagem por aspiração contínua das secreções traqueais que se acumulam na área subglótica do paciente. e. Antes de desinsuflar o cuff de um tubo endotraqueal durante a remoção do tubo, certificarse que as secreções acima do cuff sejam aspiradas. 3. Prevenção de aspiração associada com alimentação enteral a. Se não houver contraindicações médicas, elevar a cabeceira a 30 a 40° em pacientes com alto risco para pneumonia aspirativa, como, por exemplo, pessoas recebendo ventilação mecânica e/ou com sondas enterais. b. Verificar rotineiramente o posicionamento da sonda enteral. c. Avaliar rotineiramente a motilidade intestinal do paciente (por exemplo, auscultando o peristaltismo intestinal e medindo o débito gástrico) e ajustar a velocidade e volume da dieta enteral para evitar regurgitação. d. Não há recomendações quanto a se administrar preferencialmente dieta enteral de forma contínua ou intermitente (item não resolvido). 41

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e. Não há recomendações quanto ao posicionamento preferencial da sonda enteral, como, por exemplo, sondas jejunais distais ao piloro (item não resolvido). 4. Prevenção da colonização gástrica a. Usar sucralfato, bloqueador H2 e/ou antiácidos intercambiavelmente para a profilaxia para a profilaxia de úlcera de estresse em pacientes sob ventilação mecânica. b. Não há recomendações para o uso de descontaminação do trato digestivo de pacientes críticos em ventilação mecânica para prevenção de pneumonia gram-negativa ou por Candida sp. (item não resolvido). c. Nenhuma recomendação quanto à acidificação da dieta enteral (item não resolvido). 5. Prevenção da pneumonia pós-operatória a. Orientar pré-operatoriamente os pacientes, especialmente aqueles em alto risco de adquirir pneumonia, em relação a inspirações profundas e deambulação precoce, assim que clinicamente indicado no pós-operatório. Pacientes sob alto risco incluem aqueles que se submeterão a cirurgia abdominal, torácica, de cabeça e pescoço ou que apresentam disfunção pulmonar importante, tal como pacientes com DPOC, anormalidades musculoesqueléticas da caixa torácica ou testes de função pulmonar anormal. b. Usar espirometria de incentivo no pós-operatório em pacientes em alto risco de desenvolver pneumonia. TÉCNICA DE ASPIRAÇÃO ENDO E NASOTRAQUEAL 1. Lavar as mãos. 2. Calçar as luvas. 3. Introduzir o cateter no tubo endotraqueal sem aspirar. 4. Realizar a aspiração com movimentos leves e circulares, aspirando intermitentemente. 5. Retirar o cateter e limpar a parte externa com gaze seca. 6. Introduzir o cateter no frasco de soro fisiológico e aspirá-lo para que seja lavado internamente. 7. Repetir este procedimento quantas vezes se fizer necessário, evitando traumatizar a mucosa. 8. Aspirar boca e nariz somente no final do procedimento, não retornando o mesmo cateter ao tubo endotraqueal. 9. Desprezar o cateter e as luvas. 10. Lavar as mãos. 11. Anotar o procedimento realizado, registrando a característica da secreção. 12. A mesma técnica deverá ser seguida para aspiração de traqueostomia. 13. O cateter de aspiração é de uso único. 14. Trocar o frasco de soro fisiológico a cada procedimento. 15. Manter a borracha de aspiração e o Ambu protegidos quando não estiverem sendo usados. 16. Desprezar o conteúdo do frasco de aspiração quando atingir 2/3 do volume total. 17. A borracha do sistema de aspiração e o frasco devem ser trocados e esterilizados em autoclave, após a alta do paciente. Lavar em água corrente sempre que acumular sujeira.

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3. 2. Para ajudar em cirurgias urológicas ou outras cirurgias em estruturas contíguas. outros métodos de drenagem urinária existem como possíveis alternativas ao uso do cateter de uretral de demora. Klebsiella. Enterococcus. Como substituto para os cuidados de enfermagem no paciente incontinente. Para permitir a drenagem da urina em pacientes com disfunção neurogênica da bexiga e retenção urinária. Embora dados preliminares sobre o risco de infecção sejam encorajadores. A drenagem através de preservativo pode ser útil para pacientes masculinos incontinentes sem obstrução urinária e com um reflexo miccional intacto. Pseudomonas. 4. Patógenos do trato urinário como Serratia marcescens e Pseudomonas cepacia têm significado epidemiológico especial. inclusive Escherichia coli. mas felizmente ocorre em menos que 1% de pacientes cateterizados. MEDIDAS DE CONTROLE „ Uma das medidas de controle de infecção do trato urinário mais importantes é restringir o uso de cateteres urinários a pacientes cuidadosamente selecionados. a drenagem por punção suprapúbica. A maioria destas infecções (66% a 86%) segue-se à instrumentação do trato urinário. uma vez que é associado com uma mortalidade significante. Infecções do trato urinário associadas a cateter são causadas por uma variedade de patógenos. mas eles também podem ser adquiridos através de contaminação secundária a partir de outros pacientes ou dos profissionais de saúde ou por exposição a soluções contaminadas ou equipamento não esterilizados.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS PREVENÇÃO DE INFECÇÕES DO TRATO URINÁRIO INTRODUÇÃO O trato urinário é a topografia mais comum de infecção hospitalar. particularmente em pacientes de alto risco. paciente agitado) tem sido associado com um risco aumentado de infecção do trato urinário. o tamanho da população exposta ao risco. Enterobacter. a infecção persiste e conduz a complicações tais como prostatite. A adoção do sistema fechado de drenagem urinária reduziu notadamente o risco de adquirir uma infecção associada a cateter. 2. de 1% a 5% após uma única cateterização breve. Ocasionalmente. Além disso. reduzindo. o isolamento destes microrganismos de pacientes cateterizados sugere aquisição de uma fonte de exógena. principalmente cateterização urinária. Embora as infecções do trato urinário associadas a cateter não possam ser prevenidas em sua totalidade. o benefício do cateter suprapúbico com respeito a controle de infecção não foi provado através de estudos clínicos controlados. assim. Como meio de obter urina para cultura ou outros testes diagnósticos quando o paciente pode urinar espontaneamente. é mais usada em serviços urológicos ou de ginecologia. a qualidade dos cuidados com o cateter e da suscetibilidade do paciente. Para obter medidas precisas do débito urinário em pacientes criticamente enfermos. a manipulação freqüente do sistema com preservativo (por exemplo. mas o risco ainda é significativo. 43 . EPIDEMIOLOGIA O risco de adquirir uma infecção de trato urinário depende do método e duração da cateterização. Considerando que estes microorganismos não residem comumente na área de gastrointestinal. Proteus. e Candida. respondendo por mais de 40% dos casos de infecção hospitalar. um grande número pode ser evitado através dos cuidados adequados com cateter de demora. cistite. Para aliviar obstrução do trato urinário. Muitos destes microorganismos são parte da flora intestinal endógena do paciente. seu uso requer cuidados de enfermagem meticulosos para evitar complicações locais como maceração da pele ou fimose. „ „ Em populações selecionadas. Serratia. Tal infecção em pacientes saudáveis é freqüentemente assintomática e resolve-se espontaneamente com a remoção do cateter. Esta última complicação é muito séria. a cateterização urinária é indicado: 1. Outra alternativa. „ Evitar a cateterização urinária: 1. Porém. Geralmente considera-se como benignas as infecções de trato urinário associadas a cateter. As taxas de infecção variam amplamente. epididimite. pielonefrite e bacteremia por bactéria gram-negativa. para virtualmente 100% para pacientes com cateteres uretrais de demora com drenagem para sistema aberto com permanência maior que 4 dias. „ Geralmente.

outros métodos de drenagem urinária como drenagem através de preservativo. desconexão ou vazamento. Inserção de cateter a. Deve ser usado um cateter do menor diâmetro possível. esta medida sozinha pode reduzir a taxa de infecção de um inevitável 100% quando drenagem aberta é empregada para menos de 25%. o sistema coletor deve ser trocado usando técnica asséptica após desinfecção da junção cateter-sistema de drenagem. Fixar adequadamente os cateteres de demora após a inserção para prevenir movimentação e tração uretral. como aqueles com lesão medular ou crianças com meningomielocele. 2. Só inserir cateteres urinários quando necessário e mantê-los apenas o tempo estritamente necessário. Drenagem estéril fechada a. a aderência ao sistema de drenagem urinária contínua fechada estéril é a base de controle de infecção. a cateterização intermitente. Lavagem das mãos A lavagem das mãos deve ser feita imediatamente antes e após qualquer manipulação do local de inserção do cateter ou do sistema de drenagem. uma solução anti-séptica para a limpeza periuretral adequada e um frasco de uso único de lubrificante devem ser usados para a inserção.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS „ „ Para certos tipos de pacientes com disfunção do esvaziamento vesical. Nunca desconectar o cateter do sistema de drenagem. Os mesmos não devem ser usados somente para a conveniência dos profissionais que prestam cuidado ao paciente. c. Pessoal a. Para pacientes selecionados. RECOMENDAÇÕES PARA A PROFILAXIA DAS INFECÇÕES URINÁRIAS RELACIONADAS A CATETER 1. que seja compatível com uma boa drenagem. Se acontecerem falhas na técnica asséptica. cateterização suprapúbica e cateterização uretral intermitente podem ser alternativas úteis à cateterização uretral de demora. 5. 3. 4. Uso do cateter a. b. Usar sempre sistema de drenagem contínua fechada estéril b. é comumente empregada. c. exceto nas situações de irrigação contínua abaixo descritas. Os profissionais de saúde devem receber treinamento periódico sobre as técnicas corretas e potenciais complicações da cateterização urinária. Só profissionais de saúde que dominam a técnica correta de inserção asséptica e de manutenção do cateter urinário devem manipular estes cateteres. Inserir os cateteres usando técnica asséptica e equipamento estéril. b. Para cateterização de curto prazo. para minimizar trauma uretral. gazes. 44 . uma terceira alternativa. Para pacientes que requerem cateterização uretral de demora. b. d. Todas as outras intervenções podem ser vistas como medidas auxiliares. Luvas.

o cateter deve ser mudado caso seja provável que o próprio cateter está contribuindo para a obstrução. cateteres funcionando mal ou obstruídos devem ser irrigados ou. Para coleta de volumes pequenos de urina para exame. 8. Irrigação a. posteriormente.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS 6. A pessoa que executa a irrigação deve usar técnica asséptica. b. então. o cuidado meatal diário com qualquer um destes dois esquemas não pode ser endossado. Uma seringa de grande volume e uma solução irrigante estéreis devem ser usados e posteriormente descartados. Se o cateter obstruir e só poder ser mantido pérvio através de irrigação freqüente. b. Coleta de urina a. Para se manter livre fluxo da urina: i. Assim. a terminação distal do cateter deve ser limpa com detergente líquido neutro e. realizada desinfecção para. Para aliviar obstrução devido a coágulos. é necessário obstruir o cateter temporariamente para coleção de espécime ou outros propósitos médicos). se necessário. 45 . Para obter volumes maiores de urina para análises especiais devem ser colhidos assepticamente da bolsa de drenagem. ii. as bolsas coletoras devem sempre ser mantidas abaixo do nível da bexiga. 9. pode ser usado um método intermitente de irrigação. Intervalo de troca de cateter Os cateteres de demora não devem ser mudados a intervalos fixos arbitrários. b. 12. substituídos. Fluxo urinário a. 10. ou outras causas. Cuidados com o meato uretral A antissepsia diária com solução de PVPI ou a limpeza com sabão e água não reduziram a infecção do trato urinário associada ao cateter em dois recentes estudos. muco. Irrigação contínua da bexiga com antimicrobianos não se mostrou útil e não deve ser executada como uma medida de prevenção de infecção rotineira. c. Deve-se manter um fluxo urinário desobstruído (ocasionalmente. Evitar irrigação a menos que obstrução já seja prevista (por exemplo. iii. Monitoramento bacteriológico da urina O valor do monitoramento bacteriológico regular de pacientes cateterizados como uma medida de controle de infecção não foi estabelecido e não é recomendado. a bolsa de drenagem deve ser esvaziada regularmente usando um separado para cada paciente (a bolsa de drenagem e o recipiente coletor não-estéril nunca devem entrar em contato). atualmente. a irrigação contínua fechada deve ser usada. d. 7. aspirar a urina com uma seringa e agulha estéreis. como pode ocorrer devido ao sangramento após cirurgia prostática ou vesical). Evitar dobras do cateter e do circuito coletor. Nestes casos. A junção cateter-sistema de drenagem deve ser desinfetada antes de desconexão. iv.

ƒ Retirar as luvas e friccionar álcool glicerinado nas mãos. ƒ Abrir a bandeja de cateterismo com técnica asséptica. ƒ Lubrificar a sonda com vaselina ou glicerina estéril. TÉCNICA PARA A SONDAGEM VESICAL DE ALÍVIO Preparar todo o material. ƒ Enxagüar com soro fisiológico ou água destilada. Lavar as mãos e secar com papel toalha. ƒ Recolher todo o material. ƒ Segurar a sonda firmemente e introduzi-la na uretra até o retorno da urina. segurar o corpo do pênis. ƒ Posicionar o paciente e descobrir apenas a região genital do mesmo. com o prepúcio já retraído. Posicionar o paciente e descobrir apenas a região genital do mesmo. elevando-o a um ângulo de aproximadamente 65º. ƒ Em pacientes do sexo masculino. e em movimentos circulares para pacientes do sexo masculino. ƒ Lavar as mãos e secar com papel toalha. ƒ Retirar cuidadosamente a sonda. ƒ Retirar as luvas e friccionar álcool glicerinado nas mãos. ƒ ƒ ƒ ƒ ƒ ƒ ƒ 46 . retirar o prepúcio delicadamente e fazer a limpeza com movimentos circulares em toda a glande. e introduzir a sonda até o retorno da urina. ƒ Calçar luvas estéreis. com o prepúcio já retraído. ƒ Colocar adequadamente a comadre (no caso de paciente do sexo feminino). ƒ Lubrificar a sonda com vaselina ou glicerina estéril. ƒ Enxagüar com soro fisiológico ou água destilada. ƒ Lavar a região perivaginal com água e sabão ou PVP-I degermante com movimentos contínuos de cima para baixo. tomando cuidado para não contaminá-las. e introduzir a sonda até o retorno da urina. ƒ Conectar a bolsa coletora na parte distal da sonda. ƒ Calçar luvas estéreis. Lavar a região perivaginal com água e sabão ou PVP-I degermante com movimentos contínuos de cima para baixo. segurar o corpo do pênis. ƒ Retirar as luvas. ƒ Em pacientes do sexo masculino. e em movimentos circulares para pacientes do sexo masculino. Abrir a bandeja de cateterismo com técnica asséptica. ƒ Retirar as luvas. segurar o corpo do pênis. ƒ Retirar todo o material utilizado. Colocar adequadamente a comadre (no caso de paciente do sexo feminino). ƒ Fixar a bolsa coletora abaixo do nível da bexiga e acima do chão. friccionar álcool glicerinado e anotar no prontuário. ƒ Lavar as mãos. ƒ Segurar a sonda firmemente e introduzi-la na uretra até o retorno da urina.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS TÉCNICA PARA SONDAGEM VESICAL DE DEMORA ƒ Preparar todo o material. segurar o corpo do pênis. lavar as mãos e anotar no prontuário. ƒ Fazer assepsia do meato uretral com PVP-I tópico: na direção da uretra para ânus em pacientes do sexo feminino. ƒ Fixar a sonda e na parte interna-superior da coxa do paciente com esparadrapo. ƒ Calçar as luvas de procedimento. Calçar as luvas de procedimento. ƒ Colocar o campo estéril sobre a região genital do paciente. retirar o prepúcio delicadamente e fazer a limpeza com movimentos circulares em toda a glande. ƒ Em pacientes do sexo masculino. ƒ Esperar a drenagem completa. ƒ Em pacientes do sexo masculino. elevando-o a um ângulo de aproximadamente 65º. ƒ Colocar o campo estéril sobre a região genital do paciente. ƒ Insuflar o balonete com 15 ml de água destilada. usando seringa estéril. ƒ Medir o volume drenado. ƒ Fazer assepsia do meato uretral com PVP-I tópico: na direção da uretra para ânus em pacientes do sexo feminino.

hospitais. EPIDEMIOLOGIA „ Quase todas as IFC são adquiridas durante o ato operatório. a epidemiologia da IFC está intimamente associada a eventos que ocorrem na sala cirúrgica. um número crescente de condutas têm sido adotadas. A fala. Assim. • „ Idade. o agente principal destas infecções). obesidade mórbida. diabetes mellitus. • Instrumental cirúrgico mal esterilizado é uma fonte grosseira de transmissão de infecção. menos freqüentemente. tosse e espirro podem levar microrganismos do trato respiratório até a ferida cirúrgica (especialmente Staphylococcus aureus. de mortalidade do paciente cirúrgico . A interação de diversas variáveis é que irá determinar sua ocorrência. infecção de ferida limitar uso de cirúrgica corticóides. procedimentos cirúrgicos e entre pacientes. doenças graves subjacentes. em média. Fontes ou reservatórios de microrganismos causadores de infecção de ferida cirúrgica A maioria das infecções de ferida cirúrgica é causada por microrganismos endógenos da flora normal da pele e varias superfícies mucosas do próprio paciente. uso de imunossupressores. infecção em sítio remoto. má-nutrição. duplica o tempo e aumenta os custos da hospitalização em 2 a 4 vezes. • O meio ambiente da sala de cirurgia muito raramente pode ser responsabilizado como reservatórios de microrganismos causadores de infecção cirúrgica. doença maligna. „ A incidência de IFC varia entre cirurgiões. tabagismo. duração da hospitalização pré-operatória (maior permanência = maior risco). „ Com o objetivo de reduzir as taxas de IFC. tamanho das mamas em cirurgias desta região. „ A IFC. A maioria dos microrganismos que chegam à incisão são levados pela equipe cirúrgica ou provém de alguma área do corpo do próprio paciente.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS PREVENÇÃO DA INFECÇÃO DA FERIDA CIRÚRGICA INTRODUÇÃO „ A infecção da ferida cirúrgica (IFC). Ela é uma das principais causas de morbidade e. pele e pêlos. está entre as 3 infecções hospitalares mais freqüentes. • Escamas de pele e fios de cabelos desprendem-se continuamente de nosso corpo e podem carrear microrganismos para o sítio cirúrgico. etc. PREVENÇÃO Preparo do Paciente Cirúrgico: Medidas Pré-Hospitalares O quê Menor duração possível da hospitalização préoperatória Quem Quando Onde Por que Relação direta Compensar o entre a duração da paciente e tratar internação prétodas as condições operatória e a taxa que possam ser de infecção de fatores de risco ferida cirúrgica Relação direta entre a presença de infecção remota e a taxa de infecção de ferida cirúrgica Compensar Relação direta situações como entre a presença diabetes. destes fatores de obesidade mórbida risco e a taxa de e desnutrição. tanto na sala operatória como no período peri-operatório. escore ASA (maior pontuação = maior risco). • As mãos. Como Fatores de Risco para Infecção de Ferida Cirúrgica Associados ao Hospedeiro O médico Antes de internar No ambulatório Tratar infecção de sítio remoto O médico Antes da cirurgia e de preferência antes de internar No ambulatório Controle de fatores de risco associados O médico Antes da cirurgia e de preferência antes de internar No ambulatório 47 . carreamento nasal de Staphylococcus aureus. além do trato respiratório superior da equipe cirúrgica também são um reservatório potencial de microrganismos causadores de infecção da ferida operatória.

diminuindo o número de patógenos nos tecidos a um nível manejável pelo sistema imune Preparo do Paciente Cirúrgico: Medidas Intra-Operatórias O quê Boa técnica operatória Quem O cirurgião Quando Durante a cirurgia Onde Na S. exceto a região da cirurgia e as regiões necessárias para anestesia e controle do paciente Esquema próprio Evitar que microrganismos de fora da área operatória atinjam a ferida cirúrgica O papel antibioticoprofilaxia é colaborar com as defesas humorais e celulares. respectivamente. O. O. Órteses e próteses O cirurgião Durante a cirurgia Na S. Relação direta entre o tempo de cirurgia e a taxa de infecção de ferida cirúrgica O cirurgião Durante a cirurgia Na S. Em RN e pacientes alérgicos ao iodo. O. usar clorexidina e tintura de clorexidina.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Preparo do Paciente Cirúrgico: Medidas Pré-Operatórias O quê Tricotomia Quem Auxiliar de enfermagem Quando Imediatament e antes da cirurgia e se for absolutament e necessário Onde Na S. remover com SF e em seguida aplicar PVP-I alcoólico e deixar secar. O. Cobrir o corpo do paciente. Como Tonsurador elétrico (de preferência) ou raspagem com aparelho adequado com lâmina estéril imediatamente antes da cirurgia Por que A tricotomia com lâmina(principalmente mais de 2 horas antes da cirurgia) tem relação direta com a taxa de infecção de ferida cirúrgica. Colocação de campos cirúrgicos Antibiotico profilaxia cirúrgica O cirurgião Após antissepsia Na S. O. compatível com a segurança do paciente Eletrocautério O cirurgião Na S. provavelmente pela liberação da flora residente nas camadas profundas da pele pelo traumatismo da tricotomia Redução do reservatório de microrganismos da pele ao nível mais baixo possível e manutenção de efeito residual prolongado Antissepsi O cirurgião a da pele no local da cirurgia Imediatament e antes da cirurgia Na S. Aplicar PVP-I degermante no local onde se fará a incisão com fricção por 10 minutos. 48 . O. O. O. Uso de eletrocautério pode associar-se a aumento da taxa de infecção de ferida cirúrgica Material estranho possibilita melhor crescimento de bactérias Drenos O cirurgião Durante a cirurgia Na S. Em mucosas. usar PVP-I aquoso (tópico). Como • Hemostasia efetiva • Manutenção de suprimento sangüíneo adequado • Remoção de todo tecido desvitalizado • Obliteração de espaço morto • Material de sutura fino e não-absorvível • Fechamento da ferida sem tensão Utilizando com habilidade a técnica mais adequada para o caso Utilizar somente quando estritamente necessário Utilizar somente quando estritamente necessário Drenar de acordo com os princípios aceitos na literatura Por que São princípios básicos da prática cirúrgica Menor duração possível da cirurgia. O anestesista Geralmente na indução anestésica Na S. O.

Cria barreira física entre o campo cirúrgico e fontes potenciais de bactérias Prevenir queda de cabelo e escamas de pele dentro da ferida cirúrgica Colocação de máscara Todos que entrarem no bloco cirúrgico* Durante o tempo de permanência no bloco cirúrgico* Durante a cirurgia Após a lavagem das mãos. O. 1999. CDC.O. Colocação de gorro/capuz Todos que entrarem no bloco cirúrgico* Durante o tempo de permanência no bloco cirúrgico* No bloco cirúrgico* Cobrir todo o cabelo. pregas e espaços interdigitais. Técnica de escovação cirúrgica das mãos e antebraços: • Deixe as mãos mais elevadas que os cotovelos durante todo o procedimento. o material necessário deve estar na S. sem é menor nas feridas sem curativos. com o cuidado de sempre se realizar a técnica asséptica * O Guideline for prevention of surgical site infection.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Preparo da Equipe Cirúrgica O quê Lavagem de mãos e colocação de luvas estéreis Quem Equipe cirúrgica Quando Antes de vestir o capote Onde No bloco cirúrgico (pia de degermação) No bloco cirúrgico* Como Ver abaixo da tabela Por que Redução do reservatório de microrganismos das mãos ao nível mais baixo possível e manutenção de efeito residual Reduz a eliminação de microrganismo do trato respiratório para o campo cirúrgico. O. Protege a equipe cirúrgica da contaminação das mucosas com sangue Com a conversação. cobri-la totalmente Colocação de propé Proteger os calçados da equipe cirúrgica de contaminação com sangue (não previne contra infecção de sítio cirúrgico) Promover um Todos que Durante a Na S. O. a contaminação da ferida cirúrgica pode aumentar Proteção da equipe cirúrgica da contaminação com sangue. Equipe cirúrgica Antes de fazer antissepsia das mãos Na S. Na S. ar pessoas e As portas devem ser movimentação na mantidas fechadas. deve ficar o Promover a mínima mínimo de entrarem no bloco cirurgia mínimo de pessoas movimentação possível de aglomeração de cirúrgico necessário para a cirurgia. a incidência de Após este período pode infecções da ferida cirúrgica ficar aberta. A incisão cirúrgica deve Após a oclusão da ferida enfermagem permanecer com curativo com o coágulo de fibrina (24 oclusivo por 24 horas. O. O. sem retorno. particularmente. a 48 horas). escove as unhas. deverá ser trocado sempre que necessário. por 5 minutos • Detenha-se. Caso exista curativos do que naquelas drenagem de secreções em que o curativo é mantido ou sangramento. mãos e antebraços. antes do início da cirurgia Curativos Auxiliares de Após a cirurgia Na S. só exige seu uso enquanto na S. Alérgicos ao PVP-I podem usar clorexidina (degermante e tintura) 49 . antes da colocação de luvas estéreis Colocar máscara cobrindo boca e nariz Redução da conversação Colocação de capote Equipe cirúrgica Na S. O. • Abra a torneira sem usar as mãos e enxágüe mãos e antebraços • Espalhe o PVP-I degermante nas mãos e antebraços • Com escova estéril. articulações e extremidades dos dedos • Enxagüar com os cotovelos no ponto mais baixo • Enxugar em toalha ou compressa estéril • Aplique o PVP-I alcoólico e deixe secar antes de calçar as luvas (forma uma luva química bacteriostática sobre a pele das mãos). O. Retire todos os anéis e pulseiras antes de iniciar a lavagem de mãos. juntamente com a máscara. O. durante o ato cirúrgico ou quando o instrumental estéril já estiver exposto. dedos.. Todo S. nos sulcos. Membro da equipe cirúrgica com barba deverá usar capuz para. Conversar só o essencial Equipe cirúrgica Na S. nesta ordem.

Cirurgias Limpas São realizadas em tecidos estéreis ou passíveis de descontaminação. nervoso e cardiovascular. reto e ânus. cirurgias oculares e de vias biliares. contaminadas e infectadas. „ O uso de antibióticos nos pacientes submetidos a cirurgia contaminada ou infectada deve ser considerado terapêutico e adequado às bactérias causadoras da infecção estabelecida. Incidência Esperada de infecção em ferida Cirúrgica Segundo o Potencial de Contaminação. potencialmente contaminadas. tecido celular subcutâneo. na ausência de processo infeccioso local. respiratório superior e inferior. 4 .Cirurgias Potencialmente Contaminadas São as realizadas em tecidos colonizados por flora microbiana pouco numerosa. 1 . Consideram-se potencialmente contaminadas as cirurgias realizadas nos tratos gastrintestinal (exceto cólon). genitourinário. na presença de processo infeccioso local ou após trauma penetrante com mais de 4 horas. Consideram-se limpas as cirurgias realizadas na epiderme. de difícil descontaminação. na ausência de processos infeccioso local. ou de difícil descontaminação. 2 . „ Extensas pesquisas demonstram que prolongar a antibioticoprofilaxia por mais de 24 horas não leva a reduções extras da taxa de infecção de ferida operatória. 3 . este procedimento resulta em níveis terapêuticos da droga na ferida operatória e tecidos adjacentes durante a cirurgia. aumenta o custo e está associado a um maior número de complicações para o paciente „ Cefalotina e cefazolina são utilizadas na maioria dos esquemas profiláticos. Consideram-se contaminadas as cirurgias realizadas no cólon. porém a cefazolina é preferível por causa de sua meia-vida mais longa e níveis teciduais maiores. „ O papel da antibioticoprofilaxia é colaborar com as defesas humorais e celulares. na ausência de processo infeccioso local. a menos que a duração da cirurgia seja maior que 3 horas.Cirurgias Contaminadas São as realizadas em tecidos colonizados por flora microbiana abundante. sistemas músculoesquelético. Limpas: 1 a 5% Potencialmente Contaminadas: 3 a 11% Contaminadas: 10 a 17% Infectadas: > 27% 50 . as cirurgias são classificadas em: limpas.Cirurgias Infectadas São as realizadas em qualquer tecido. „ A profilaxia em dose única é preferível. diminuindo o número de patógenos nos tecidos a um nível manejável pelo sistema imune. em tecido com lesões cruentas e cirurgias de traumatismo crânio encefálicos abertos.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ANTIBIOTICOPROFILAXIA EM CIRURGIA „ Os antibióticos profiláticos estão claramente indicados aos pacientes submetidos a cirurgias limpas com implante de um corpo estranho e na maioria dos procedimentos potencialmente contaminados. „ Os antibióticos profiláticos parenterais devem ser administrados 30 minutos antes da incisão cirúrgica(indução anestésica). em tecidos cavitários com comunicação com o meio externo. CLASSIFICAÇÃO DAS CIRURGIAS SEGUNDO O POTENCIAL DE CONTAMINAÇÃO De acordo com os riscos de contaminação. neste caso deve-se administrar uma dose intraoperatória adicional após 3 horas de cirurgia(repique).

extremidades inferiores. cirurgia de urgência. hemorragia. gastrostomia percutânea Idade > 70 anos. usar por 3 a 5 dias Usar por mais 24 horas Reexploração. colecistite aguda. cefazolina coledocolitíase. prótese Cirurgia vascular vascular cefazolina cefazolina cefazolina clindamicina clindamicina vancomicina 51 . alteração cefazolina da motilidade. associar à limpeza mecânica do cólon Em caso de perfuração de víscera oca. icterícia obstrutiva. obstrução. cirurgia endoscópica Manter por 3 a 5 dias em caso metronidazol + de perfuração ou gangrena gentamicina Usar por mais 24 horas.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Esquemas de Antibioticoprofilaxia Cirúrgica Procedimento Cirurgia Geral Esofágica Indicações e observações Primeira escolha cefazolina Neoplasia. úlcera gástrica. microcirurgia metronidazol + gentamicina metronidazol + gentamicina sulfametoxazol + trimetoprim cefazolina cefazolina Com fusão espinhal Usar por mais 24 horas Usar por mais 24 horas Até 6 horas: mais 24 horas Mais de 6 horas: terapêutico cefazolina cefazolina cefazolina cefazolina cefazolina cefazolina cefazolina cefazolina gentamicina (tópica) Alternativa clindamicina + gentamicina clindamicina + gentamicina Gastroduodenal Trato biliar e pâncreas clindamicina + gentamicina gentamicina + cloranfenicol ou clindamicina gentamicina + cloranfenicol ou clindamicina gentamicina + cloranfenicol ou clindamicina vancomicina vancomicina clindamicina vancomicina clindamicina clindamicina clindamicina + gentamicina vancomicina vancomicina vancomicina clindamicina + gentamicina Apendicectomia Colorretal Trauma abdominal penetrante Neurocirurgia Derivação ventriculoperitoneal Craniotomia Cirurgia transesfenoidal ou translabirintica Laminectomia Cirurgia Ortopédica Colocação de prótese ou material de osteossíntese Artroplastia de quadril Fratura exposta Cirurgia Cardíaca Implante de prótese valvar Usar por mais 24 horas Revascularização do Usar por mais 24 horas miocárdio Inserção de MP Cirurgia de grande porte com Cirurgia de Cabeça e abordagem pela mucosa oral Pescoço ou faríngea Somente com colocação de Cirurgia Oftalmológica lente intraocular Cirurgia Torácica Pneumectomia ou Usar por mais 24 horas lobectomia Mediastino e Usar por mais 24 horas mediastinoscopia Aorta abdominal. amputação.

cirurgia para ginecomastia e exérese de nódulo mamário Obstetrícia Com histórico de DIP. Em caso de perda maciça de sangue ou quando a duração do procedimento se prolongue por mais de 3 horas.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Esquemas de Antibioticoprofilaxia Cirúrgica (continuação) Cirurgia Urológica Prostatectomia abdominal. Aborto 1° trimestre gonorréia ou múltiplos parceiros Aborto 2° trimestre cefazolina norfloxacina cefazolina cefazolina gentamicina vancomicina cefazolina + metronidazol vancomicina + metronidazol cefazolina vancomicina penicilina cristalina cefazolina clindamicina + gentamicina clindamicina + gentamicina Cesárea Cirurgia de emergência. colpectomia. limpeza mecânica prévia do neovagina cólon Não indicada nas quadrantectomias. Doses para antibioticoprofilaxia Antibiótico cefazolina clindamicina cloranfenicol gentamicina metronidazol norfloxacina penicilina cristalina sulfametoxazol + trimetoprim vancomicina Dose adulto 1g 600 mg 1g 80 mg 1g 800 mg (via oral) 2 milhões de unidades 800 mg/160mg 1g Dose pediátrica 50 mg 7. Nas cesáreas. fístulas retovaginais.5 mg/kg 50 mg/kg 1. doses adicionais de cefazolina devem ser administradas no intraoperatório. nefrectomia. Doses adicionais serão empregadas apenas quando assim indicado. nefrostomia com molde uretral. neovagina é necessário a prolapso de cúpula vaginal. derivação urinária. a dose da cefazolina deve ser de 2g.5 mg/kg 7. o antibiótico é administrado após o clampeamento do cordão. prótese peniana Transplante renal Usar por mais 24 horas Ginecologia Histerectomia abdominal ou vaginal Nas cirurgias de fístulas Vulvectomia. rotura de membranas cefazolina por mais de 6 horas e trabalho de parto prolongado (mais de 12 horas) vancomicina Î As cirurgias que não estão acima relacionadas não necessitam de antibioticoprofilaxia. Para paciente com peso ≥ 80 kg. Mastectomia agulhamentos. cirurgia em gestantes de alto risco.5 mg/kg não indicado ⎯ 5 mg/kg (trimetoprim) 15 mg/kg „ „ „ „ „ As doses acima descritas referem-se a uma dose única endovenosa do antibiótico administrada durante a indução anestésica. o prolongamento da profilaxia não está associado a um melhor resultado clínico. 52 . colpectomias e ginecológicas. Mesmo em situações de contaminações acidentais. litotomia.

ao longo do trajeto subcutâneo de um cateter tunelizado. eritema ou edema local maior que 2 cm a partir do sítio do cateter. Use luvas limpas durante as trocas de curativo. II. Higienização das mãos: A. Educação dos profissionais de saúde: educar os profissionais de saúde em relação às indicações para o uso dos cateteres intravasculares. assim como antes e depois de inserir. Lavar as mãos antes e após palpar sítios de inserção de cateteres. Para a inserção de cateteres arteriais ou centrais. Vigilância para infecções relacionadas ao cateter: A. C. febre sem fonte óbvia ou outras manifestações sugerindo infecção local ou da corrente sangüínea. dependendo individualmente da situação de cada paciente. Infecção clínica do sítio de saída (ou infecção do túnel): „ Dor. Não utilizar a dissecção venosa ou arterial como método preferencial para inserção de cateteres intravasculares. o curativo deve ser removido para permitir uma avaliação completa do local. III. Usar luvas durante a inserção do cateter. B.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS PREVENÇÃO DAS INFECÇÕES ASSOCIADAS A CATETERES INTRAVASCULARES DEFINIÇÕES PARA INFECÇÃO ASSOCIADA AO CATETER Colonização localizada do cateter: „ Crescimento maior ou igual a 15 UFC (cultura semiquantitativa) ou maior que 1000 UFC (cultura quantitativa) do segmento distal do cateter. C. espécie e antibiograma idênticos) de uma cultura semiquantitativa (maior ou igual a 15 UFC) ou quantitativa (maior que 1000 UFC) de um segmento de cateter e do sangue (preferivelmente obtido de uma veia periférica) de um paciente com sintomas clínicos de infecção da corrente sangüínea (febre. na ausência de infecção da corrente sangüínea ou purulência concomitantes. as luvas devem ser estéreis. B. Monitorar rotineiramente a região do cateter por visualização direta ou por palpação através do curativo intacto. Anotar a data e hora da inserção e remoção do cateter e de trocas do curativo de uma forma padronizada. 53 . D. Infecção da corrente sangüínea relacionada ao cateter: „ Isolamento do mesmo microrganismo (ou seja. B. Manter técnica asséptica para a inserção e cuidados com o cateter intravascular. calafrios e/ou hipotensão) e nenhuma outra fonte aparente de infecção. Não são recomendadas culturas de rotina da ponta de cateteres. O uso de luvas não desobriga da lavagem das mãos. RECOMENDAÇÕES GERAIS PARA A REDUÇÃO DAS COMPLICAÇÕES INFECCIOSAS ASSOCIADAS AO USO DE CATETERES INTRAVASCULARES I. na ausência de sintomas clínicos. Infecção do sítio de saída: „ Eritema ou edema dentre 2 cm a partir do sítio de saída do cateter. na ausência de infecção da corrente sangüínea. substituir ou aplicar um curativo em qualquer dispositivo intravascular. Se o paciente apresentar dor no local de inserção. Técnica asséptica durante a inserção e cuidados com o cateter: A. IV. sobre os procedimentos para sua inserção e manutenção adequadas e sobre as medidas apropriadas para o controle de infecções relacionadas a este tipo de dispositivo.

F. a técnica de inserção e o local de inserção que apresente o menor potencial para complicações (infecciosas e não infecciosas) para o tipo e duração antecipados de terapia endovenosa. I. tomar precauções para reduzir a possibilidade de introduzir microrganismos no cateter (exemplo: proteger o cateter e o dispositivo de conexão com uma cobertura impermeável durante o banho). Selecionar o cateter. em pacientes adultos. Trocar cateteres venosos periféricos no mínimo cada 72 a 96 horas em adultos para prevenção de flebites.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS V. as veias jugular interna ou femoral são preferidas à veia subclávia para cateteres usados para hemodiálise com o objetivo de evitar a estenose venosa. Substituição dos circuitos de administração e de fluidos parenterais: A. Não trocar rotineiramente cateteres venosos em pacientes que estão bacteriêmicos ou fungêmicos. exceto quando for diagnosticada infecção associada ao cateter. Cuidados locais com o cateter: A. Substituir os circuitos. Substituir qualquer cateter venoso central de curta duração se for observado purulência no sítio de inserção. Substituir o circuito para administração de sangue. Substituir o circuito utilizado para administrar infusões de propofol a cada 6 a 12 horas. C. G. Substituir o curativo quando o mesmo estiver úmido. Não use antibióticos tópicos no sítio de inserção (exceto em cateter de diálise) devido ao potencial de promover infecções fúngicas e resistência antimicrobiana. Usar gaze estéril ou curativo transparente semi-permeável para cobrir o local do cateter. B. trocar todos os cateteres assim que possível e com não mais de 48 horas. 2. Manter cateteres venosos periféricos em crianças até o fim da terapia endovenosa. 3. PVP-I ou clorexidina a 2%. B. VI. a mão. Seleção e substituição de dispositivos intravasculares: A. Cateter venoso central: utilizar preferencialmente a veia subclávia em relação às veias jugular interna ou femoral. Trocar todo cateter venoso central se o paciente estiver hemodinamicamente instável e suspeitar-se de infecção da corrente sangüínea relacionada ao cateter. C. Curativos: A. Circuitos 1. 1. Deixar o antisséptico permanecer no local de inserção e secar naturalmente antes da inserção do cateter. 54 . um curativo com gazes é preferível. D. o que indica infecção. incluindo álcool 70%. Ao banhar o paciente. Caso o pacientes estiver diaforético ou se houver sangramento local ou secreção. não mais freqüentemente que a intervalos de 72 horas. para minimizar o risco de infecção. se for improvável que o cateter é a fonte de infecção. Usar o julgamento clínico para determinar quando trocar um cateter que pode ser uma fonte de infecção (exemplo: não trocar de rotina cateter em pacientes cuja única indicação de infecção é a febre). VIII. em pacientes pediátricos. Se a solução contiver apenas glicose e aminoácidos. C. 2. dependendo das recomendações do fabricante. hemoderivados ou emulsões lipídicas (tanto as misturas 3 em 1 combinadas com aminoácidos e glicose como as emulsões lipídicas puras) dentro de 24 horas após iniciar a infusão. H. a não ser que ocorram complicações como. 4. Remover qualquer cateter intravascular tão logo seu uso não seja mais essencial. B. Cateter venoso periférico: em adultos. o dorso do pé ou o couro cabeludo pode ser usado como locais para inserção do cateter. flebite ou infiltração. antes de inserção do cateter e nas trocas de curativo. Não substituir rotineiramente cateteres venosos centrais ou arteriais apenas devido ao propósito de reduzir a incidência de infecções. E. frouxo ou visivelmente contaminado. F. Não submergir o cateter sob água. Não há atualmente recomendações pertinentes ao uso de clorexidina em crianças menores de 2 meses (item não resolvido). Não utilizar a técnica do fio-guia para substituir cateteres em pacientes suspeitos de ter infecção relacionada ao cateter. por exemplo. dependendo das circunstâncias individuais de cada paciente E. Trocar o curativo no mínimo semanalmente para pacientes adultos e adolescentes. D. incluindo “torneirinhas”. Realizar antissepsia local da pele com um antisséptico apropriado. puncionar veia de membros superiores para a inserção do cateter. Quando a aderência à técnica asséptica não puder ser garantida (exemplo: quando um cateter é inserido durante uma emergência). o sistema não deve ser trocado com freqüência maior que a cada 72 horas. VII. O PVP-I deve permanecer em contato com a pele por no mínimo 2 minutos antes da inserção.

Se os resultados das culturas semiquantitativas ou quantitativas do segmento de cateter forem negativos. Na suspeita de uma infecção relacionada ao cateter. o cateter inserido através do fio-guia pode ser mantido. Trocar os transdutores em intervalos de 72 horas. Completar emulsões lipídicas puras dentro de 12 horas após início da infusão. Trocar o curativo quando o mesmo estiver úmido. Completar as Infusões de soluções lipídicas (exemplo: soluções 3 em 1) dentro de 24 horas após o início da infusão. a inserção de um novo cateter em um outro local é indicada. Usar o julgamento clínico para avaliar a adequação da remoção do cateter se houver evidência de infecção em outro local ou se uma causa não infecciosa para a febre for suspeitada. Usar um novo par de luvas estéreis antes de manusear o novo cateter quando executar uma substituição de cateter com fio-guia. Usar técnica asséptica incluindo o uso de gorro. Substituição do cateter usando fio-guia: A. a infusão deve completar-se dentro de 24 horas. II. capote estéril. C. Usar preferencialmente um sistema de irrigação fechado ao invés de um sistema aberto (que requer seringas e torneiras). Não usar trocas com fio-guia rotineiramente como forma de prevenir infecções. Designar um dos lúmens exclusivamente para alimentação parenteral se um cateter multilúmen for usado. nos quais o risco de deslocar o cateter se sobrepõe ao benefício da troca do curativo. 2. RECOMENDAÇÕES ADICIONAIS PARA A REDUÇÃO DAS COMPLICAÇÕES INFECCIOSAS ASSOCIADAS AO USO DE CATETERES ARTERIAIS PERIFÉRICOS I. Completar a infusão de sangue e hemoderivados dentro de 4 horas após início da infusão. C. B. D. frouxo ou contaminado ou quando a inspeção do local for necessária. Não há recomendações quanto ao tempo de infusão de outros fluidos parenterais (item não resolvido). B. Se devido a considerações de volume a infusão necessitar de mais tempo. I. Usar a troca com fio-guia para substituir um cateter com mal funcionamento apenas se não houver evidência de infecção. Não usar trocas com fio-guia rotineiramente como forma de prevenir infecções. Usar um cateter venoso central com o menor número de lúmens essenciais às necessidades do paciente.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS B. dispositivo de irrigação contínua. 3. Substituição do cateter usando fio-guia: A. Trocar o curativo de um cateter venoso central a cada 2 dias para curativos com gazes e no mínimo cada 7 dias para curativos transparentes. Não remover um cateter venoso central apenas com base na presença de febre. luvas estéreis e campos estéreis para a inserção de cateteres venosos centrais. II. 4. 55 . B. B. conjuntamente com os outros componentes do sistema (circuitos. B. Cuidados com o cateter: A. Não trocar de forma rotineira os cateteres arteriais periféricos apenas como forma de prevenir infecções associadas ao cateter. III. C. D. Minimizar o número de manipulações no sistema de monitorização. o acesso venoso pode ser preservado removendo o cateter através de um fio-guia e inserindo-se um novo cateter através do mesmo fioguia. máscara. Usar a troca com fio-guia para substituir um cateter com mal funcionamento apenas se não houver evidência de infecção. Troca do cateter d do sistema de monitorização da pressão: A. Fluidos parenterais 1. Se o cateter removido apresentar resultado de cultura sugestivo de colonização ou infecção. RECOMENDAÇÕES ADICIONAIS PARA A REDUÇÃO DAS COMPLICAÇÕES INFECCIOSAS ASSOCIADAS AO USO DE CATETERES VENOSOS CENTRAIS Princípios gerais: A. solução de irrigação). exceto em pacientes pediátricos.

Nenhuma Trocar o curativo Trocar o circuito no Trocar a solução de Cateter arterial recomendação para quando o cateter for momento da troca irrigação no periférico a freqüência da substituído ou do transdutor (ou momento da troca troca do cateter. trocar o dentro de 4 curativo e horas. com mais da infusão. a não ser a 96 horas. inspecionar • Nenhuma visualmente o recomendação cateter no mínimo para o tempo de diariamente. Trocar os curativos ou hemoderivados quando o cateter for ou soluções trocado ou quando lipídicas dentro de 24 horas do início o curativo estiver da infusão. CIRCUITOS E FLUIDOS TIPO DE CATETER TROCA DO TROCA DO TROCA DO TEMPO DE CATETER CURATIVO CIRCUITO ADMINISTRAÇÀO DOS FLUIDOS EV Não trocar o circuito • Completar a Adultos: não trocar Trocar o curativo Cateter venoso quando o cateter for com freqüência o cateter e mudar periférico infusão de menor que 72 de local antes de 72 removido ou fluidos de trocado ou quando horas. dentro de 48 horas. frouxo ou clinicamente. em intervalos do transdutor (ou estiver úmido. permanência de outras soluções endovenosas. quando o curativo seja. de 72 horas).Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS RESUMO DAS RECOMENDAÇÕES SOBRE A FREQÜÊNCIA DA TROCA DE CATETERES. Trocar em situações de contendo lipídios contaminado. CURATIVOS. com gaze cada 2 central freqüentemente que dias e curativos transparentes cada a cada 72 horas. Em dentro de 24 horas clinicamente soluções pacientes que têm do início da infusão. contaminado ou quando o sítio do cateter necessitar ser examinado. Cateter venoso mais rotineiramente. impedem a • Completar palpação ou infusões de visualização direta sangue e do sítio de inserção hemoderivados do cateter. hemoderivados ou Crianças: não trocar freqüência em • Completar soluções lipídicas o cateter exceto se pacientes infusão de diaforéticos. úmido. 56 . seja. trocar nutrição que indicado cateteres inseridos o curativo estiver parenteral úmido. o circuito utilizado emergência para dentro de 24 Trocar o curativo para administrar um local diferente horas do início sangue. indicado. Não trocar Trocar os curativos Não trocar o circuito Igual acima. frouxo ou contaminado ou houver necessidade de inspecionar o sítio do cateter. 7 dias em cateteres Trocar o circuito usado para de curta administrar sangue permanência. lipídicas puras curativos grandes e dentro de 12 volumosos que horas. em intervalos frouxo ou de 72 horas).

Se o parto ocorrer logo após a ruptura da membrana. O tratamento com vários cursos de antibióticos.1%. contribuindo também para o risco de fungemia. Excesso de pacientes e/ou número insuficiente de pessoal. 57 . RN de baixo peso/prematuridade. enquanto na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal. O berço deve ficar ao lado do leito da mãe e afastado 60 cm de outro berço. vírus do herpes simples) ou no próprio berçário (Staphylococcus aureus. especificamente. a incidência em RN com peso < 1. vírus respiratórios). não se demonstrou aumento na taxa de infecção hospitalar com este procedimento. Grandes fatores contribuintes nesta situações são o descuido com a lavagem das mãos e a quebra nos procedimentos de controle de infecção hospitalar. Nutrição parenteral.500 g é de 1. a microflora vaginal pode ascender pelo trato genital. 4. „ No berçário de cuidados intermediários. Em relação. está relativamente protegido contra microrganismos. comensais como Candida sp. profissionais de saúde e objetos inanimados. a distância deve ser de 2 m. o RN será colonizado durante a passagem pelo canal de parto. porém o baixo peso está intimamente relacionado à prematuridade. 2. enterococos. Procedimentos. algumas recomendações mínimas devem ser obedecidas. „ Na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal. favorece a colonização com bactérias patogênicas muitas vezes resistentes às medicações habituais. 6. O fator de risco predominante é o baixo peso ao nascimento. „ A colonização inicial do RN e da placenta ocorre habitualmente após ruptura da membrana amniótica. ao número de leitos por metro quadrado. dentro da bolsa amniótica. por conseqüência. „ Após o nascimento. somente 1 a 2% desses RN colonizados irão desenvolver doença invasiva. „ Além dos benefícios para o binômio mãe-filho que o alojamento conjunto propicia. com emprego de antimicrobianos de largo espectro.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS PREVENÇÃO DE INFECÇÕES HOSPITALARES NEONATAIS COLONIZAÇÃO NEONATAL „ O feto. Como exemplo. o processo de colonização continua com a aquisição de novos germes adquiridos pelo contato com a própria mãe.000 g é de 26% e em RN com peso > 2. sondas para alimentação enteral facilitam as infecções hospitalares ao romperem as barreiras anatômicas naturais. A infusão de lipídios é o maior fator e risco para bacteremia por estafilococos coagulase-negativos. embora muitas vezes possa ser colonizado ou infectado através da placenta ou por germes que ascendem pelo trato genital materno. PREVENÇÃO DA INFECÇÃO HOSPITALAR NEONATAL Área Física „ Uma vez que a infecção hospitalar pode relacionar-se à distância entre os berços e os equipamentos e. „ Se a ruptura for precoce. sondas urinárias. e estafilococos coagulase-negativos são importantes. 5. recomenda-se uma distância mínima de 1 m entre os berços ou incubadoras. Estima-se que 20 a 30% das gestantes estão colonizadas por estreptococos do grupo B e que 50% destas mulheres irão transmitir esta bactéria para o RN antes ou durante o parto. FATORES DE RISCO 1. Todos os RN internados por mais de 30 dias estão colonizados com flora patogênica. bactérias entéricas. Cateteres intravasculares. Internação prolongada. 3. ETIOLOGIA „ Os germes que habitualmente causam infecção no RN saudável são adquiridos da mãe (estreptococos do grupo B. além das enterobactérias. muitas vezes empiricamente. Contudo. à sepse neonatal. „ A colonização não implica em infecção. Antibioticoterapia. tubos endotraqueais. Listeria monocytogenes. familiares. mas o parto não for imediato. o risco de infecção estafilocócica aumenta 16 vezes quando há número insuficiente de pessoal e aumenta 7 vezes quando há excesso de pacientes.

„ A roupa usada no berçário ou na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal não necessita ser autoclavada. cabelos presos (gorros). instrumento ou material que entre em contato com qualquer região estéril do RN deve ser esterilizado. células descamativas. Na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal. faringite. retirar pulseiras. viroses respiratórias.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Equipe „ O excesso de pacientes e/ou redução na equipe médica e/ou paramédica é um fator extremamente importante. assim como a roupa do RN. promove a diminuição da flora residente. o material deve ser cuidadosamente desinfetado. • Unidade de Terapia Intensiva Neonatal: uma auxiliar de enfermagem para cada um a dois RN. „ Estetoscópios. esse material deve ser de uso exclusivo de cada RN. „ A equipe de funcionários designados para esta unidades deve ser submetida a uma programação de saúde mais rigorosa. lesões herpéticas e conjuntivites devem ser comunicadas ao responsável pela unidade e o funcionário afastado temporariamente. „ Quando lavar? • quando as mãos estiverem sujas sempre que entrar ou sair da unidade de internação • antes e após o contato com o paciente • após contato com secreções e fluídos corporais • sempre que manipular materiais ou equipamentos que estão ou que estiveram conectados aos pacientes • antes dos procedimentos invasivos (utilizar clorexidina degermante. varicela e hepatite B deve ser avaliada e a vacinação providenciada nos casos necessários. Equipamento „ Todo equipamento. fluídos corporais. Ambiente „ Partículas de poeira. As proporções recomendadas são as seguintes: • Berçário de risco intermediário: uma auxiliar de enfermagem para cada 3 a 4 RN. „ O chão e outras superfiícies devem ser limpos diariamente. A imunidade para rubéola. oleosidade da pele e ainda. gastroenterites. com aumento evidente na taxa de infecção hospitalar. Após estes cuidados proceder à lavagem das mãos. „ A limpeza do piso e paredes deve ser feita com água e sabão. paredes) somente na presença de sangue ou secreção (descontaminação). quando associado a um anti-séptico. „ Incubadoras e berços devem ser limpos e desinfetados após o uso entre cada paciente. muitas vezes motivadas pela simples falta de tempo para uma adequada lavagem das mãos entre o manuseio dos pacientes. „ Brinquedos devem ser limpos e desinfetados e não é permitida a troca de brinquedos entre pacientes. „ A lavagem das mãos deve ser supervisionada por profissional conhecedor da técnica correta de lavagem das mãos. anéis e relógios. „ Os métodos de limpeza devem minimizar a dispersão de pó. devendo ser rigorosa a limpeza da unidade. „ Se o contato se fizer com mucosas ou com a pele. „ É muito importante enfatizar para as visitas que lavem as mãos antes de qualquer contato com o RN. „ As infecções cutâneas. Lavagem das Mãos „ A lavagem de mãos visa a remoção da flora transitória. termômetros e outros aparelhos de uso rotineiro devem ser desinfetados antes e depois do uso no RN. suor. secreções e umidade favorecem a disseminação e proliferação bacteriana. Visitas „ As visitas devem ter as unhas curtas. O período de limpeza da parede é semanal ou mais se necessário „ O hipoclorito de sódio a 1% é utilizado em superfícies (piso. remover com soro fisiológico e enxugar as mãos com compressas estéreis) 58 .

sendo pouco provável que qualquer agente antisséptico tenha realmente efeito benéfico. a puérpera com processo febril não identificado e clinicamente bem pode amamentar e manusear o RN. devem ser separados até todas as lesões secarem. raramente estes microrganismos infectam o RN. mas somente conforme as precauções padrões. Por essa razão. aureus com drenagem importante.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Vestimenta „ O uso rotineiro de avental não reduz a colonização e/ou infecção. com o frasco mantido sempre fechado. „ RN não infectado. a amamentação é restabelecida quando a mãe não estiver mais no período de transmissão (todas as lesões em fase de crostas) 9 a TUBERCULOSE pulmonar é contraindicação para manuseio e amamentação do RN até o término do período de contágio (habitualmente. na presença de lesões herpéticas no seio. de preferência com mangas compridas: • ao manusear o RN fora da incubadora • quando o RN estiver em isolamento de contato • ao carregar. protegido contra a luz. desde que a lavagem cuidadosa das mãos e as precauções que evitem o contato direto com as lesões ativas sejam fielmente seguidas. em algumas situações específicas recomenda-se o seu uso. o mesmo causa conjuntivite química. mesmo que a mãe tenha infecção ativa. Nestas situações. incluindo inserção de cateteres vasculares. Mãe Infectada „ Os microrganismos do trato genital ascendem para o útero. e a imunoglobulina específica para varicela zóster deve ser feita no RN. realização de procedimentos de risco e as demais normas de isolamento. destacando-se: 9 mães soropositivas para o HIV 9 mães soropositivas para o HTLV 1 e 2 9 CITOMEGALOVÍRUS: RN prematuros com sorologia negativa para citomegalovírus não devem receber leite materno de mãe soropositiva 9 HERPES SIMPLES: o bebê pode amamentar-se. devendo a amamentação ser temporariamente interrompida neste período. „ A endometrite puerperal requer isolamento até 24 horas após início do tratamento. observando o uso de avental e a lavagem adequada das mãos. contudo. „ A mãe portadora de doença infectocontagiosa reconhecida deve ser separada do RN até o término do período de contagiosidade. Contudo. devido ao risco de contaminação. máscaras e gorros não necessitam ser usados rotineiramente. „ Não é necessário o uso de antissépticos degermantes na higiene corporal do RN. „ O nitrato de prata deve ser preparado diariamente. nascido de mãe com varicela em atividade. mãe e filho devem ficar separados. segurar ou amamentar o RN • na realização de procedimentos cirúrgicos. após 14 dias de tratamento). „ A amamentação é contraindicada em algumas situações. após o nascimento. „ Luvas. o uso da clorexidina degermante é preferível ao PVP-I devido ao seu menor potencial irritante para a pele. Freqüentemente. a amamentação é suspensa até que as lesões desapareçam 9 VARICELA ZÓSTER: a infecção materna no periparto requer isolamento temporário do bebê. exceto em situações de surto infeccioso. Cuidados com o RN „ O curativo seco do coto umbilical é usualmente suficiente. No entanto. podendo contaminar o feto. quando os aventais devem ser estéreis „ Após o uso o avental deve ser descartado ou mantido exclusivamente para aquele RN específico e trocado a cada 12 horas. „ Em casos de lesões extensas por S. o leite materno não contém o bacilo e o leite ordenhado pode ser oferecido ao RN 9 HEPATITES: não são contraindicações à amamentação 59 .

interrruptores. do tipo usualmente adotado para a manipulação de alimentos. estreptococos e outros vírus e bactérias. em média. torneiras. prevenindo a contaminação do ambiente. „ Luvas de látex ou vinil não estéreis são indicadas para exames e outros procedimentos não cirúrgicos. „ As máscaras cirúrgicas com tripla proteção devem ser usadas como uma barreira para a pele perioral e as mucosas oral e nasal dos profissionais. o acessório deverá ser trocado toda vez que estiver visivelmente suja. Máscaras „ É característica da atividade odontológica o alto grau de proximidade física entre o profissional e o ciente durante o atendimento. aventais. ao mesmo tempo que protegem os clientes dos microrganismos eliminados pelos atos de respirar. para proteção. assim as infecções. principalmente se houver contaminação com fluidos biológicos. este deve utilizar gorro. „ Luvas mais resistentes (luvas de borracha) devem ser preferidas para a limpeza do instrumental e do ambiente. fluidos orais ou outras secreções. jalecos ou similares. Os potenciais microtraumas nas luvas submetidas ao reprocessamento comprometem a segurança quando as mesmas são reutilizadas. reprocessáveis ou descartáveis.. especificamente aqueles que infectam o trato respiratório superior. tal como pegar na alça de um refletor. „ Um conjunto de medidas de medidas de controle de infecções hospitalares podem quebrar os elos desta cadeia de transmissão de agentes infecciosos. „ Não é recomendável a reutilização de luvas. o vírus da hepatite B. Nesse caso. „ Luvas de plástico. o cirurgião-dentista não deverá contaminar a luva estéril calçando a sobreluva. prevenindo. o uso de luvas é obrigatório. Os mesmos devem ser trocados a cada atendimento. estafilococos. „ Estes microrganismos incluem o citomegalovírus. falar e tossir do odontólogo. desinfetando-as ou esterilizando-as. „ Quando o procedimento exigir técnica asséptica. da posição da cadeira. As luvas estéreis ficam reservadas aos procedimentos cirúrgicos. 60 . equipamento cirúrgico ou superfícies ambientais. Roupas Especiais de Proteção „ Quando há possibilidade de contato ou respingo das secreções biológicas com a roupa e/ou pele e cabelos do profissional. incluindo o contato direto com sangue. as mãos lavadas e luvas novas deverão ser calçadas no atendimento ao próximo cliente. deve contar com uma auxiliar odontológica par ajuste de refletores. „ As máscaras devem ser trocadas na presença de contaminação com fluidos biológicos ou quando úmidas. as luvas devem ser removidas. fluidos biológicos ou superfícies contaminadas com estes fluidos. além de periodicamente de duas em duas horas. „ Após o atendimento a cada cliente. contato indireto com instrumentos contaminados. canetas. podem ser calçadas sobre as de procedimentos com o objetivo de tocar objetos ou superfícies durante um atendimento. „ Num mesmo procedimento. receituários. „ Como a ação odontológica é predominantemente na cavidade oral. os vírus do herpes simples tipo 1 e 2. dos painéis de controle dos periféricos em geral e outras atividades. o vírus da imunodeficiência humana (HIV). „ As infecções podem ser transmitidas nas cirurgias odontológicas através de várias rotas.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS PRECAUÇÕES PARA O CONTROLE DE INFECÇÕES NO SERVIÇO DE ODONTOLOGIA INTRODUÇÃO „ Os pacientes e profissionais de saúde de odontologia podem ser expostos a uma variedade de microrganismos via sangue ou secreções orais ou respiratórias. o vírus da hepatite C. BARREIRAS DE PROTEÇÃO Luvas „ Devem ser calçadas sempre que houver riscos de contato manual com mucosa. painel de controle dos movimentos da cadeira odontológica. o Mycobacterium tuberculosis. ou contato com contaminantes presentes no ar tanto em droplet spatter ou aerossóis de fluidos respiratórios ou orais. etc.

„ Nas clínicas em que o resíduo líquido dos aspiradores é acumulado em frascos. resistente e à prova de vazamentos. infecções respiratórias) e sistêmicas (infecção por HIV. 61 . „ As mãos devem ser lavadas sempre ao iniciar o trabalho. Retirar o ralo da cuspideira. DESTINO DOS DEJETOS „ Todo material perfurocortante (agulhas. podendo-se usar o PVP-I ou a clorexidina. Lavagem das Mãos „ É o procedimento reconhecido como o núcleo das ações de controle das infecções. 6. unidades auxiliares. LIMITANDO A CONTAMINAÇÃO AMBIENTAL „ Uma medida importante de controle da contaminação ambiental é não tocar com as mãos contaminadas nas superfícies como telefone. Drenar as linhas de abastecimento dos equipamentos. bancadas. aventais e campos descartáves.) deve ser desprezado em recipiente rígido e devidamente lacrado para evitar acidentes. devem ser descartados. piso. podendo ser desprezados nas instalações sanitárias anexas. "lixo hospitalar". instrumental endodôntico. antes de calçar as luvas e após removê-las. tubo. maçanetas. 8. Retirar o lixo das lixeiras. sempre que necessário. „ Como já foi citado. 9. pois uma pesquisa bacteriológica de tubetes previamente utilizados constatou a presença de estafilococos e a pesquisa de sangue oculto foi positiva nestes materiais. refletor. „ Para procedimentos cirúrgicos. cadeira. „ Os tubetes anestésicos. pontas de sugadores. „ Estes utensílios devem ser limpos com água e detergente. na troca da máscara e nas vezes em que. alças e interruptor do foco de luz. que devem estar em sacos brancos com a indicação de "produto contaminado". lavá-lo e desinfetá-lo. acondicionado em recipiente com tampa para posterior coleta. lâminas de bisturi. „ Sob a perspectiva da proteção do cliente durante procedimentos odontológicos rotineiros como o exame clínico e outros não cirúrgicos. Desprezar os resíduos em sacos de lixo brancos. etc. quando não utilizados em sua totalidade. haste de mesa auxiliar. 5. Retirar as barreiras (PVC). micro-motor. Esvaziar o reservatório de água e do desinfetante para o "flush". ponta da mangueira do sugador. Limpar e realizar desinfecção do equipamento. além de oferecerem proteção contra traumas mecânicos provenientes de fragmentos de amálgama. „ Outra maneira de se limitar a propagação de microrganismos é a utilização de filmes plásticos de PVC para revestir estas superfícies. „ Vale ressaltar que a presença de uma auxiliar odontológica durante os procedimentos indubitavelmente minimiza os riscos da contaminação ambiental. etc. descartá-las. „ Os dejetos sólidos (gaze. dentes. etc) 2. antes e após de atender cada paciente. inadvertidamente. etc. a simples lavagem das mãos antes de calçar as luvas é adequada quanto à segurança do paciente. 7. não se deve esvaziálos nas pias do consultório. ultra-som. o ritual da degermação das mãos e antebraços com o uso de um degermante químico está indicado. etc. cimentos e outros originados durante procedimentos técnicos. 3.) devem ser colocados em saco plástico. Os mesmos devem ser descartados após atendimento de cada paciente. uma sobreluva plástica devem ser utilizadas sobre as luvas de procedimento quando for necessário manipular estes objetos. alça e disparador do aparelho de raio X.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Protetores Oculares „ Óculos de proteção ou protetores faciais totais protegem o odontólogo contra infecções locais (conjuntivites. fotopolimerizador. mocho. infecção pelo vírus da hepatite B). Retirar as pontas (alta-rotação. 4. tocar em fluidos biológicos do cliente ou superfícies inanimadas contaminadas com os mesmos. algodão. ROTINAS ROTINAS PARA O FINAL DO ATENDIMENTO 1. Acionar o "flush" durante 1 minuto nas linhas de abastecimento das respectivas pontas para desinfecção.

Se houver sujidade no chão. Descartar as luvas no lixo. 6. Não negligenciar o cabo do refletor. A solução que não for usada durante o dia ao final do expediente deve ser desprezada. Selecionar o material a ser utilizado após a orientação do profissional. realizando a lavagem prévia das mãos. 7. estando o profissional e auxiliar de luvas e prontos para o atendimento. exudatos orgânicos ou estiverem úmidos. Hipoclorito 500 ppm. comunicar o profissional responsável. aplicar PVP-I tópico na área a ser anestesiada. 5. Trocar as luvas entre cada paciente. em todos procedimentos clínicos. 1. 3. Se durante os procedimentos houver acidente com perfurocortantes. devido à facilidade de contaminação destas soluções. Colocar água potável com 3 ppm de cloro no reservatório de água. Colocar barreiras (filmes de PVC): equipos. 4. encosto da cabeça. substituindoos caso apresentem manchas de sangue. 3. apoio de braço. Realizar a desinfecção das barreiras ou sua substituição se houver sujidade visível em sua superfície. 3. PREPARAÇÃO DOS DESINFETANTES. hipoclorito de sódio 500 ppm. 5. periféricos. 3. Desinfetar as seringas tríplice antes de serem colocadas as barreiras. nos equipamentos modernos todas as pontas podem ser desinfetadas juntas. Antes de usar a seringa tríplice ou alta-rotação acionar os equipamentos por 30 segundos na cuspideira para remover o hipoclorito a 500 ppm do flush que deve ter sido usado. „ Caso esta prática não seja possível. ROTINA PARA O CIRURGIÃO-DENTISTA E AUXILIARES 1. tomando cuidado com o vidro refletor. 4. „ O PVP-I aquoso tem indicação de uso para antissepsia bucal. sem previamente desprezar-se o resíduo e proceder-se a limpeza da mesma. vazar modelos. LIMPEZA. revelar radiografias. 4. desprezando-se o volume residual. 7. Usar provetas. Óculos de proteção devem limpos e desinfetados. Colocar campos estéreis nas mesas auxiliares e bancadas antes do atendimento. 8. Colocar desinfetante. O "flush" deve ser acionado durante 30 segundos em cada ponta.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ROTINAS PARA O INÍCIO DO TRATAMENTO 1. abrir gavetas. deve-se realizar a desinfecção com hipoclorito de sódio a 1%. 9. etc. quanto à desinfeção. 4. 2. Pontas estéreis devem ser colocadas sobre o campo estéril na bancada ou mesa auxiliar. 5. Utilizar EPI (Equipamentos de Proteção Individual).000 ppm (1%) em 475ml de água. Hipoclorito a 3 ppm para o reservatório de água: colocar 0. aventais e goros se houver sujidade ou estiverem úmidos. 62 . Pedir ao paciente que faça bochecho com anti-séptico antes do atendimento. mas deve-se utilizar preferencialmente envases unitários de 50 ml (disponíveis comercialmente) para cada paciente. Encaminhar todo material contaminado para a Central de Esterilização embrulhados no campo que foi utilizado no procedimento. usar sempre sobre luvas de plástico estéril (luvas plástica estéril descartável). 2.000 ppm (1%) em 500ml de água. operada ou isolada. ROTINA ENTRE OS PACIENTES 1. ANTISSEPSIA. Abrir os pacotes estéreis sobre o campo estéril. Substituir máscaras. usando cotonetes. para o "flush": colocar 25 ml de hipoclorito à 10. Se necessitar manipular produtos. puxadores de gavetas. 6. o PVP-I deve ser veiculado em pequenas quantidades m almotolias limpas que não deverão ser recarregadas. 2. raios-x. DESINFECÇÃO E ESTERILIZAÇÃO „ Os compostos quaternários de amônio e o líquido de Dakin não são mais indicados como antissépticos. etc. 2. pipetas ou seringas descartável para as diluições serem corretas.15 ml de hipoclorito à 10. no "flush". 6.

é de 120 minutos. rápido e econômico. os mesmos podem ser reprocessados entre pacientes através da limpeza com água e detergente. se a esterilização não for possível porque o instrumento pode ser danificado pelo calor. o recurso mais aplicado em consultório odontológico é a imersão em solução de glutaraldeído a 2% por 10 a 12 horas à temperatura em torno de 25 °C seguida de enxagüe asséptico com água destilada ou soro fisiológico estéreis. portanto. o instrumento deve ser submetido a desinfecção de alto nível. O método de esterilização mais difundido no Brasil é pelo calor seco através de estufas elétricas. 9 Críticos. utiliza-se a imersão no glutaraldeído a 2% durante 30 minutos.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS „ „ „ „ „ „ Assim como para outros instrumentos médicos e cirúrgicos. semicríticos e não-críticos – dependendo do seu risco de transmissão de infecção e da necessidade de esterilização dos mesmos entre seus usos. tungstênio Autoclave ou estufa Brocas aço inox e outros Autoclave ou estufa Instrumental de endodontia Moldeiras (resistentes ao calor) alumínio ou inox Autoclave ou estufa Moldeiras (não resistentes ao cera ou plástico Glutaraldeído calor) aço Autoclave ou estufa Instrumental metal Autoclave ou estufa Bandejas ou caixas borracha Glutaraldeído Discos e brocas de polimento pedra Autoclave ou estufa vidro Autoclave ou estufa Placas e potes 63 . o calor úmido na forma de vapor saturado sob pressão através de autoclave é o processo mais seguro. 9 Não-críticos. Contudo. Para a desinfecção de alto nível. O enxagüe após a desinfecção pode ser feita com água potável tratada. Instrumentos cirúrgicos e outros instrumentos usados para penetrar tecidos moles ou ossos devem ser esterilizados após cada uso. eficiente. Processos de esterilização indicados para materiais e instrumental odontológicos MATERIAL TIPO DE MATERIAL PROCESSO aço. o instrumental odontológico é classificado em três categorias – críticos. Estes instrumentos devem ser esterilizados após cada uso. mas entram em contato com os tecidos orais. O uso de raios ultravioletas como processo de esterilização foi vetado pelo Ministério da Saúde através da Portaria n° 930/92. Como método mais indicado para a esterilização de materiais termorressistentes em consultórios odontológicos. Instrumentos ou aparelhos que têm contato apenas com a pele intacta. 9 Semicríticos. A ação microbicida deste agente físico é limitada à superfície de incidência destes raios. indicado apenas para artigos termorressistentes. e quando a 160 °C. Instrumentos como espelhos e condensadores de amálgama que não penetram tecidos moles ou ossos. Apesar do processo mais indicado para a esterilização de artigos termossensíveis ser o óxido de etileno. carbide. Uma vez que estas superfícies não-críticas têm um risco relativamente baixo de transmissão de infecção. não podendo garantir a esterilidade. A uma temperatura de 170 °C. o tempo de exposição requerido para esterilização é de 60 minutos.

Quando usar? Sempre que tiver contato direto e indireto com qualquer paciente. Consiste nas precauções padrão acrescida de: Quarto • Privativo. • Após retirar as luvas. • Pacientes com igual patologia podem ocupar o mesmo quarto. • Trocar as luvas entre pacientes diferentes. Quando usar? Quando o paciente for suspeito ou tiver o diagnóstico de uma doença altamente transmissível ou for portador de patógeno epidemiologicamente importante. Lavagem das mãos • Antes e após contato com o paciente. equipado com sistema de pressão negativa. secreções. 64 . excreções e outros fluidos corpóreos. nariz e boca quando houver o risco de respingos com sangue. Por que usar? Considerar que todo paciente é potencialmente portador sintomático ou assintomático de patógenos que podem ser transmitidos para outros pacientes e profissionais de saúde. secreções. Em condições ideais. excreções e/ou objetos contaminados com estes fluidos corpóreos. • Imediatamente após tocar acidentalmente em sangue. • Máscaras e óculos Usar para proteger as mucosas dos olhos. • Tirá-lo imediatamente após o uso. depositando-se nas mucosas ou sendo inaladas. secreções. Por que usar? Para evitar a transmissão de patógenos conhecidos. I. secreções. o mesmo par não deve ser recolocado. excreções e outros fluidos corpóreos. • Se estiver sendo manipulada grande quantidade de sangue ou outros líquidos corporais. • • • Quem usa? Todos que trabalham direta e indiretamente com pacientes. enviar para a lavanderia e lavar as mãos.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS PRECAUÇÕES E ISOLAMENTO DE PACIENTES COM DOENÇAS INFECTO-CONTAGIOSAS PRECAUÇÃO PADRÃO: designada para o cuidado de todos os pacientes. deve-se usar capote impermeável. Capote Deve ser usado para proteger a pele quando houver o risco de respingos com sangue. • PRECAUÇÕES DE TRANSMISSÃO • • • Quem usa? Todos que trabalham com pacientes. • Manter a porta fechada. • Imediatamente após retirar as luvas (estas podem apresentar defeitos inaparentes ou tornar-se defeituosas durante o uso ou as mãos podem se contaminar durante sua remoção). PRECAUÇÕES DE TRANSMISSÃO AÉREA: elaborada para evitar a transmissão de infecções veiculadas através de partículas ≤ 5 mícrons contendo agentes infecciosos que ficam em suspensão no ar e que podem ser transportadas por longas distâncias. excreções. Luvas de procedimentos • Quando se for realizar procedimentos onde possa haver contato com sangue. mucosa e pele não-intacta. objetos contaminados com estes fluidos corpóreos.

ferida drenante). mantenha as precauções de contato para minimizar a transmissão de microrganismos para outros pacientes e para as superfícies inanimadas e equipamentos. virar ou banhar o paciente). • Retire as luvas antes de sair do quarto e lave as mãos com antisséptico (PVPI degermante) imediatamente após retirar as luvas. • • Transporte Limitar a saída do paciente do quarto a apenas procedimentos indispensáveis. III. as mãos são importante veículo desta forma de transmissão. ou se este apresentar doenças com alta concentração bacteriana (diarréia. se necessário. Transporte • O transporte do paciente deve ser restrito.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Proteção respiratória • Os susceptíveis a varicela e sarampo não devem entrar no quarto. boca ou olhos de pessoas susceptíveis. 65 . • Transporte Evite. • Retire-o antes de sair e lave as mãos. • Na ausência de quarto privativo. Precauções padrão acrescidas de: Quarto • Privativo e compartilhável por doentes de patologia igual. • Usar se tiver contato com o paciente. eliminados durante a tosse. Precauções padrão acrescidas de: Quarto • Privativo e compartilhável por doentes de patologia igual. trinco da porta). usar biombos para separação dos outros pacientes e visitas com uma distância de 1 metro. se tiver contato importante com o paciente(por exemplo. Todos os outros casos. Proteção respiratória • Usar máscara sempre que se aproximar a uma distância menor que 1 metro. PRECAUÇÕES DE CONTATO: elaboradas para evitar as transmissões de infecções através do contato físico de um paciente ou profissional com a superfície corporal de outro paciente ou com objetos contaminados com o agente infeccioso. Capote • Vista-o antecipadamente. Luvas • Luvas limpas são o suficiente. os perdigotos. • Usar biombos para separação dos outros pacientes e visitas com uma distância de 1 metro. • Máscara cirúrgica para o paciente. Ao transportar o paciente. • Usar máscara equipada com filtro HEPA (respirador N95) apenas para tuberculose. máscara comum. o paciente deverá usar máscara. quando não houver disponibilidade de segregá-los de outros pacientes. • Certifique-se de não tocar ao sair em superfícies potencialmente contaminadas do quarto do paciente (por exemplo. II. por isso. esta via de transmissão exigem uma proximidade com o paciente. só se mantêm no ar por curta distância (1 metro) e. fala ou espirros. PRECAUÇÕES COM GOTÍCULAS: elaboradas para evitar a transmissão pela deposição de gotículas (perdigotos) nas mucosas do nariz. por serem maiores (> 5 mícrons) que as partículas de transmissão aérea.

utilizar quarto coletivo compartilhado por outros pacientes com patologias diferentes. estetoscópio. influenzae invasiva (meningite. VRS) • Parvovírus B19 (eritema infeccioso) • Rubéola Sim 1 PRECAUÇÕES DE CONTATO • Bactéria multirresistente • Impetigo • Pediculose • Escabiose • Infecções de pele e partes moles drenante • Diarréia em paciente incontinente ou criança que não controla o esfíncter • Colite pseudomembranosa (Clostridium difficile) • Rubéola congênita • Herpes simples neonatal ou mucocutâneo • Hepatite A em paciente incontinente Todos os pacientes. NORMAS DE PRECAUÇÕES DE ISOLAMENTO PARA CONTROLE DE INFECÇÃO EM HOSPITAIS PRECAUÇÃO DOENÇAS PRECAUÇÕES PADRÃO PRECAUÇÕES DE TRANSMISSÃO AÉREA PRECAUÇÕES COM GOTÍCULAS • H. proceda a limpeza e desinfecção antes do uso entre os pacientes. se não for possível. escarlatina) • Difteria faríngea • Pneumonia por micoplasma • Coqueluche • Forma pneumônica da peste • Caxumba • Infecções respiratórias virais (influenza. adenovírus. as formas HIV drenantes e meníngea • Sarampo • Varicela • Herpes zóster disseminado ou em imunocomprometido QUARTO PRIVATIVO Não • Antes e após contato com o paciente • Após tocar acidentalmente em secreções corpóreas • Após usar luvas Na possibilidade de contato com fluidos corpóreos Se há possibilidade de respingos com fluidos corpóreos Se há possibilidade de respingos com fluidos corpóreos Se há possibilidade de respingos com fluidos corpóreos Precauções normais com limpeza. desde que exista uma distância mínima de 1 metro e uma delimitação do local com biombo. epiglotite.). desinfecção e esterilização Ausência de recomendações especiais Sim – porta fechada Sim 1 LAVAGEM DAS MÃOS Igual às precauções padrão Igual às precauções padrão Igual às precauções padrão LUVAS Igual às precauções padrão Igual às precauções padrão Respirador N95 apenas para TB. Todos os outros casos. septicemia) • Meningococo • Infecções estreptocócicas (faringite. Na sua impossibilidade. parainfluenza. máscara comum Igual à precauções padrão Igual às precauções padrão Máscara cirúrgica para o paciente Igual às precauções padrão Igual às precauções padrão Sempre que for necessário tocar o paciente Sempre que for haver contato físico intenso com o paciente CAPOTE MÁSCARA Sempre que se Igual às precauções padrão aproximar do paciente ÓCULOS DE PROTEÇÃO Igual às precauções padrão Igual às precauções padrão Máscara cirúrgica para o paciente Igual às precauções padrão EQUIPAMENTO Uso individual para o paciente ou desinfetar antes do próximo paciente TRANSPORTE Mantenha as precauções de contato Remover luvas e capote e lavar as mãos antes de deixar o quarto do paciente MISCELÂNEA 1.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Equipamento • De preferência exclusivo (termômetro. etc. pneumonia. • Tuberculose incluindo os pacientes pulmonar ou com hepatite B e C e laríngea. 66 . pneumonia.

Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS DURAÇÃO DA MANUTENÇÃO DAS PRECAUÇÕES DE TRANSMISSÃO Precauções de transmissão aérea Tempo 14 dias após início da terapêutica DI Até a fase de crosta Até a fase de crosta Doença Tuberculose pulmonar ou laríngea. influenzae invasiva (meningite. epiglotite. septicemia) Meningococo Infecções estreptocócicas (faringite. escarlatina) Difteria faríngea Pneumonia por micoplasma Coqueluche Caxumba Influenza. as formas drenantes e meníngea Sarampo Varicela Herpes zóster disseminado ou em imunocomprometido DI = durante a internação Doença Precauções com gotículas Tempo 24 horas de terapia 24 horas de terapia 24 horas de terapia Cultura negativa DI 5 dias 9 dias após início do edema DI DI 7 dias DI H. pneumonia. pneumonia. parainfluenza Adenovírus Parvovírus B19 (eritema infeccioso) Rubéola DI = durante a internação Precauções de contato Doença Bactéria multirresistente Impetigo Pediculose Escabiose Infecções de pele e partes moles drenante Diarréia em paciente incontinente ou criança que não controla o esfíncter Colite pseudomembranosa (Clostridium difficile) Rubéola congênita Herpes simples neonatal ou mucocutâneo Hepatite A em paciente incontinente DI = durante a internação Tempo DI 24 horas de terapia 24 horas de terapia 24 horas de terapia DI DI DI 1 ano DI DI 67 .

através da lavagem mecânica com fricção e remoção com soro fisiológico. • a limpeza dos recipientes deve ser com água e sabão e secagem completa antes da reposição da solução. tem baixa toxicidade para os tecidos. colocar pequenas quantidades e semanalmente realizar a troca e limpeza dos recipientes utilizados. Toxicidade A Polivinilpirrolidona-iodo. aplica-se a solução alcoólica. • não deixar gaze ou algodão embebidos em soluções anti-sépticas aquosas. • é fundamental a rotulagem dos fracos com a especificação da solução e data da troca. 930/92) classifica as seguintes soluções como inadequadas para anti-sepsia: • • • • • Compostos mercuriais: merbromina (mercurocromo). por absorção em pacientes queimados. A aplicação tópica em recém nascidos pode resultar em hipotireoidismo. 68 . cloreto ou brometo de cetilmetilamônio e cetilpiridona. ou seja. podem ser responsáveis por intoxicações ocasionais. mantendo-os fechados para uso único ou diário. líquido de Dakin Compostos de amônio quaternário: cloreto de benzalcônio. PVP-I tintura (veículo alcoólico) • anti-sepsia complementar da pele do campo operatório e em demais procedimentos invasivos. para evitar sua contaminação • utilizando grandes vasilhames para estocagem de soluções. após o processo de degermação com a solução degermante acima descrito. quando aplicado localmente. Concentrações elevadas de iodo no plasma. não tem indicação como solução antiséptica. O ressecamento da pele pode ocorrer com o uso consecutivo e prolongado. que deixará uma película bacteriostática sobre a pele (luva química). Éter: substância irritante que. • guardar os recipientes protegidos da ação direta da luz ou calor.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS PADRONIZAÇÃO DE SOLUÇÕES ANTISSÉPTICAS PVP-I tópico (veículo aquoso) • anti-sepsia em curativos (pele e mucosas) PVP-I degermante (com tensoativo) • lavagem e anti-sepsia de mãos pré operatória e antes de demais procedimentos invasivos • degermação da pele pré-operatória e antes de demais procedimentos invasivos. Clorofórmio Acetona CUIDADOS COM A MANIPULAÇÃO E ESTOCAGEM DE SOLUÇÕES • colocar as soluções preferencialmente em recipientes pequenos e reutilizáveis. timerosal (mertiolato). ANTI-SÉPTICOS INADEQUADOS A legislação vigente (Port. Por suas propriedades físico-químicas. produz uma reação inflamatória nos tecidos cutâneo e mucoso. per se.

provoca forte sensação de ardor. PROCEDIMENTOS PVP-I TINTURA CLOREXIDINA DEGERMANTE 3º ou 1º 3º ou 1º 3º ou 1º 69 . Degermante Lavagem e anti-sepsia de mãos Degermação de pele pré-operatória e para demais procedimentos invasivos de risco para infecção Anti-sepsia complementar da pele préoperatória e antes de demais procedimentos invasivos de risco para infecção • Alcoólico SOLUÇÕES PADRONIZADAS SOLUÇÃO ÁLCOOL 70% + PVP-I PVP-I ÁLCOOL 70% FISIOLÓGICA GLICERINA DEGERMANTE TÓPICO CURATIVOS LIMPOS 1º 2º CURATIVOS COM 1º 2º DRENO CURATIVOS 1º 2º INFECTADOS VENOPUNÇÃO 1º PROCEDIMENTO 2º 1º VASCULAR INVASIVO ANTISSEPSIA PRÉ 2º 1o OPERATÓRIA DA PELE ANTISSEPSIA DE MÃOS PRÉ2º 1o OPERATÓRIA E P/ PROC. pois interfere em prejuízo do processo cicatricial por possuir ação citolítica. DE RISCO HEMOCULTURA 1º 2º SONDAGEM 1º VESICAL ANTI-SEPSIA DE 1º MÃOS EM UNIDADE DE INTERNAÇÃO Ordem de execução do procedimento: 1º. 2º. 3º Números iguais significa que ambas as soluções podem ser utilizadas. afetando a permeabilidade da membrana e desintegrando-a. Não deve ser utilizada em tecidos lesados por desnaturar proteínas e possuir ação lítica agindo em prejuízo do processo cicatricial.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS VEÍCULOS Aquoso INDICAÇÕES • Curativos • • CONTRA-INDICAÇÕES Não deve ser utilizado em tecidos lesados. através da diminuição da tensão superficial da célula. Em pele lesada.

4. mesmo que se trate de feridas limpas. Obedecer os princípios de assepsia para evitar a contaminação do material. anti-sepsia e sutura das bordas. 4. a ferida é classificada como: 1. 7. sem nenhum fator local ou geral de interferência. 4. 3. Obedecer o princípio de realização do procedimento do local menos para o mais contaminado. pode se dar pelas seguintes formas: 01. 3. 6. A cicatrização é muito mais lenta do que por primeira intenção. 2. Quanto ao grau de contaminação.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NORMAS PARA REALIZAÇÃO DE CURATIVOS INTRODUÇÃO A ferida é uma injúria à qual o organismo reage através de alterações biológicas locais e sistêmicas. 70 . Cicatrização por segunda intenção Se dá quando as bordas da ferida estão dilaceradas por trauma. ou ferimento por arma branca em tecido estéril. mesa de cabeceira ou outras superfícies da enfermaria. como a seguir: FINALIDADES DOS CURATIVOS Os curativos devem ter por finalidade. Este é o objetivo das feridas fechadas cirurgicamente com os requisitos de assepsia. 02. Potencialmente contaminada: realizada em tecido colonizado por flora microbiana pouco abundante ou ferimento por arma de fogo em tecido estéril. Utilizando-se a técnica correta não é necessário o uso de luvas estéreis. Limpa: realizada em condições assépticas e em tecido estéril. Nunca colocar material contaminado na cama. obedece algumas fases no decorrer do tempo. a fim de que apresente melhores resultados funcionais e estéticos. infecção. 6. dependendo do tipo de lesão. O processo cicatricial. Jamais poderão ser reutilizadas pinças de um paciente para outro. Contaminada: realizada em tecido colonizado por flora microbiana abundante e de difícil descontaminação. Cicatrização por primeira intenção Se dá quando as superfícies das bordas da ferida estão estreitamente ajustadas uma à outra. Utilizar luvas na possibilidade do contato com sangue ou demais fluidos corporais. Cicatrização por terceira intenção É a corrigida ou estimulada cirurgicamente após a formação do tecido de granulação. 2. O processo cicatricial normal. Proteger de traumatismo mecânico Prevenir contaminação exógena Exercer ação microbicida e microbiostática com o uso de anti-sépticos tópicos Absorver secreções Minimizar acúmulo de fluidos por compressão Imobilizar Este procedimento deve obrigatoriamente obedecer as seguintes normas básicas de assepsia: 1. do grau de contaminação e do processo de cicatrização. 3. 03. 2. 5. queimadura ou ferimentos intencionalmente deixados abertos. Infectada: na presença de um processo infeccioso local. 5. pelo menos uma das seguintes funções: 1. Utilizar instrumental estéril. Lavar as mãos antes e após a realização do curativo. A necessidade de um curativo e o tempo de permanência do mesmo depende da maneira como esta ferida é produzida.

álcool a 70% (para antissepsia das mãos). fita adesiva. g) Os drenos de sistema aberto devem ser protegidos durante o banho. O curativo deve ser oclusivo e mantido limpo e seco. dispensando o uso das pinças. fazer outro chumaço de gaze e embebê-lo em soro fisiológico. O curativo deve ser protegido durante o banho. devendo ser trocado sempre que úmido para evitar colonização. até desprendê-la. 5. 3. 2. Lavar as mãos com água e sabão. pois enferrujam facilmente e propiciam a colonização do local. e) Alfinetes não são indicados como meio de evitar mobilização dos drenos penrose. Reunir em uma bandeja o material necessário: pacotinhos de gaze. Por estarem abertas. 03. Curativo com dreno a) O curativo do dreno deve ser realizado separado do da incisão e o primeiro a ser realizado será sempre o do local menos contaminado. secar e friccionar álcool a 70% glicerinado. f) A mobilização do dreno fica a critério médico. Friccionar este chumaço na extremidade da fita adesiva. 3. o curativo deve ser mantido oclusivo por 24 horas e após este período poderá permanecer exposta e lavada com água e sabão. Em feridas com drenagem purulenta deve ser coletada cultura semanal (swab). 5. fazer um chumaço de gaze. 7. PVP-I tópico (aquoso). b) Após este período. Curativo contaminado Estas normas são para feridas infectadas e feridas abertas ou com perda de substância. pois os tensoativos afetam a permeabilidade das membranas celulares. antisséptico (PVP-I) e outros que se fizerem necessários. para monitorização microbiológica. a) O curativo limpo e seco deve ser mantido oclusivo por 24 horas. Após este período. Com as pinças de Kocher e dente-de-rato. com o auxílio da Kocher. estas lesões são altamente susceptíveis à contaminação exógena. 9. 7. produzem hemólise e são adsorvidos pelas proteínas. Não tocar na parte interna do campo. Os frascos devem ser identificados com o nome do produto e a data de preparo e as soluções devem ser trocadas a cada 7 dias. pacote de curativo. d) Sistemas de drenagem aberta (por exemplo. tracionando-a com o auxílio da pinça dente-derato. 8. soro fisiológico. embebê-lo em éter. TÉCNICA DE CURATIVOS 1. 02. com ou sem infecção. 8.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS TIPOS DE CURATIVOS 01. As soluções anti-sépticas degermantes são contra-indicadas em feridas abertas. A remoção do curativo também pode ser feita com as mãos enluvadas. A limpeza da ferida deve ser mecânica com solução fisiológica estéril. 2. 6. c) Utilizar PVP-I tópico somente para ablação dos pontos. Abrir o pacote de curativos e colocar as pinças de modo que a parte de segurar fique fora do campo. Curativo limpo: ferida limpa e fechada. penrose ou tubulares). Pacientes com feridas infectadas devem possuir sem seu quarto uma bandeja individualizada contendo: éter. a incisão pode ser exposta e lavada com água e sabão. A anti-sepsia deve ser realizada com PVP-I tópico (aquoso). cuba-rim. soro fisiológico. 71 . b) O curativo com drenos deve ser mantido limpo e seco. tendo o cuidado de não encostar uma pinça na outra. Gaze vaselinada estéril é recomendada nos casos em que há necessidade de prevenir aderência nos tecidos. c) Se houver incisão limpa e fechada. saco plástico pequeno. Prendendo-o com a pinça de Kocher. Desprezar o chumaço e o curativo sujo no saco plástico e a pinça dente-de-rato na cuba-rim. a manutenção da bolsa estéril fica a critério médico. 4. interferindo prejudicialmente no processo cicatricial. Isto significa que o número de trocas está diretamente relacionado com a quantidade de drenagem. O número de trocas do curativo está diretamente relacionado à quantidade de drenagem. Pegar a pinça Kelly e. devem ser mantidos ocluidos com bolsa estéril ou com gaze estéril por 72 horas. 1. 4. Abrir os pacotes de gaze e colocá-las no campo de curativo. 6.

Lavar as mãos com água e sabão. Encaminhar o material utilizado para a esterilização. utilizando tantos chumaços quanto for necessário.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS 9. Cobrir a ferida com gazes e fixá-las com fita adesiva. Proceder à limpeza da área. 13. secar e friccionar álcool 70% glicerinado. 72 . 12. Secar toda a área com chumaços secos de gaze. 15. Fazer novo chumaço. 10. Desprezar o saquinho de plástico no lixo hospitalar. seguindo o princípio do menos para o mais contaminado. seguindo as orientações acima citadas. desprezandoos no saco plástico. embebê-lo na solução antisséptica (PVP-I tópico) e aplicar na ferida. 11. 14.

se após 24 horas de cultivo não houver crescimento bacteriano. • Nunca colher urina estagnada na bolsa coletora. Se houver atraso no transporte ao laboratório. pneumonia): coletar 2 amostras de punções venosas diferentes com intervalos de 5 minutos entre as punções.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NORMAS PARA COLETA DE MATERIAIS PARA CULTURA Cultura de Orofaringe 1. Transferir vagarosamente o sangue para o interior do frasco de hemocultura. tornar a limpara a área com PVPI a 10% e deixar secar. Desinfetar a área da punção com álcool a 70% e deixar secar. 7. 5. „ Endocardite bacteriana subaguda: coletar 3 amostras de punções venosas diferentes com intervalo mínimo de 15 minutos. 10. meningite. 3. Colocar o swab em tubo estéril. „ Endocardite bacteriana aguda: coletar 3 amostras de punções venosas diferentes com intervalo de 15 a 30 minutos. 3. Lavar as mãos. colher mais 2 amostras. O mesmo deverá ser removido com álcool a 70% após a punção para evitar possível irritação da pele.5 a 5 mL para crianças. 2. Solicita-se ao paciente que fale “aah” de forma a erguer a úvula e ajudar a reduzir o reflexo de náuseas. o técnico abaixa a língua do paciente. desprezandose o primeiro jato. 4. 6. 8. Hemocultura 1. 2. 3. Em seguida. osteomielite. Passar o swab rapidamente para cima e para baixo na mucosa da faringe posterior atrás da úvula e entre os pilares tonsilares. geralmente 10 mL para adultos e 0. 5. Introduzir o swab após a passagem do esfíncter anal e deixar por 20 a 30 segundos. colocar o swab em meio de transporte. „ Febre de origem indeterminada: coletar 2 a 3 amostras de punções venosas diferentes. Cuidado para que as paredes laterais da cavidade bucal não sejam tocadas. artrite séptica. Fazer a antissepsia do frasco de hemocultura com álcool a 70% na porção de borracha onde será introduzida a agulha. Coprocultura 1. se após 24 horas de cultivo não houver crescimento. Colocar as hemoculturas na estufa a 37º C. a menos que se use uma luva estéril. 9. • Todas as amostras devem ser refrigeradas se houver demora no transporte para o laboratório. 4. O local de punção venosa não deve ser palpado após a desinfecção. evitando hemólise. Após a coleta o swab deve ser colocado dentro de um tubo estéril até ser semeadas no meio de cultura. O paciente deve respirar profundamente enquanto. „ Crianças: colher 2 amostras. Número de amostras: „ Infecções sistêmicas ou localizadas (sepse. com um abaixador de língua. Utilizar agulha e seringa estéreis ou sistema fechado. com intervalos superiores a 1 hora. 2. Dirigir um foco de luz para a cavidade oral aberta. nem desconectar a bolsa coletora da sonda vesical. colher mais 2 amostras. 6. 73 . O volume ideal de sangue a ser coletado corresponde a 10% do volume total do frasco de coleta. Urocultura • A coleta deve ser feita do jato médio da primeira micção da manhã em um frasco estéril.

3. 4. o paciente ou a enfermeira deverá afastar os grandes lábios e mantê-los afastados enquanto limpa e colhe a urina. Cateterismo Vesical 1. 5. Se a coleta for feita através de biópsia. Usando uma compressa de gaze estéril embebida em povidine tópico (aquoso). pois pode-se isolar bactérias do biofilme que se forma na superfície interna da sonda. 6. 3. aspirado com seringa e agulha. Cultura de lesões de pele e partes moles fechadas (lesões bolhosas. 3. Retrair o prepúcio. limpar a região (para cada lado deve-se usar gazes novas). 5. 8. 3. 6. A lesão não deve ser rompida durante o preparo da pele. puncionando a sonda vesical no local onde foi realizada a desinfecção. 4. 74 . Transferir o material par um recipiente estéril e enviar ao laboratório. 6. Coletar a urina com uma seringa e agulha estéreis. 5. A coleta de ferida de queimadura deve ser realizada após extensa limpeza e debridamento da lesão. Limpar a glande e meato com povidine tópico e secar com gaze estéril. Coletar o material purulento localizado na parte mais profunda da ferida. Tampar a seringa e enviar ao laboratório. Tampar o recipiente adequadamente. vesículas. ferida cirúrgica fechada) 1.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Mulheres 1. Se não houver urina após 30 minutos. Limpar o tecido periuretral com povidine tópico e secar com gaze estéril. Colocar o coletor urinário pediátrico estéril sobre a genitália. de preferência. Segurar o recipiente pela parte externa durante a coleta. 2. 2. Lavar o cateter urinário com sabão líquido próximo à sua junção com o sistema de drenagem. Crianças 1. 2. 2. 7. Secar a região com gaze estéril. Tampar o recipiente adequadamente. Se não for possível aspirar. injetar pequena quantidade de soro fisiológico e aspirar. 4. Lavar as mãos com água e sabão e secá-las com papel toalha. Com uma das mãos. celulites. Biópsia da pele é a técnica mais recomendada. Não usar swabs para coletar o pus emergente (isso evita a contaminação com a flora da superfície). petéquias. Retirar o sabão com soro fisiológico e friccionar álcool a 70% por 30 segundos. a qual deverá ser removida com álcool a 70% para evitar irritação da pele. 5. o material das margens da lesão e a parte mais profunda do sítio escolhido são mais representativos e possuem maior viabilidade de microrganismos. OBSERVAÇÃO: As amostras obtidas de pacientes cateterizados nem sempre refletem uma real infecção do trato urinário. Amostras de urina coletadas da extremidade do cateter de Foley são impróprias para cultura porque as pontas do cateter estão invariavelmente contaminadas com microrganismos. Clampear o equipo da bolsa coletora. 4. Homens 1. limpar novamente a região e colocar novo coletor. utilizando. 2. As margens e superfície da lesão devem ser descontaminadas com álcool a 70% e depois com solução de povidine-iodine (PVPI a 10%). Segurar o recipiente pela parte externa durante a coleta. 3. Lavar as mãos com água e sabão e secá-las com papel toalha.

2. em seguida. com PVPI a 10%. de boca larga. Líquidos Corporais (Líquido Pleural. conforme técnica de hemocultura. Peritoneal.2 a 0. O material coletado deve ser acondicionado em frasco estéril com tampa de rosca. assepticamente. Aspirar o material com seringa e agulha estéreis. Pericárdico. injetar uma pequena quantidade de soro fisiológico e aspirar. caso haja possibilidade de ressecamento. Tampar a seringa e enviar ao laboratório. Colocar o pedaço do cateter num frasco estéril. 2. 7. 3. As amostras conservadas em formol não são adequadas para cultura. 5. Retirar o cateter vagarosamente utilizando pinça estéril. As amostras de tecido para cultura devem ser acondicionadas em frasco estéril. 2. Recomenda-se que o semeio ocorra no máximo 1 hora após a remoção do cateter. 2. perfeitamente adaptada. 6. colher primeiro 3 amostras de sangue periférico em veia distante do cateter. AMOSTRAS NÃO RECOMENDADAS PARA CULTURA POR FORNECEREM RESULTADOS QUESTIONÁVEIS Amostra Alternativa ou comentário Ponta de cateter de Foley Não processar Swab de secreção de lesão de partes moles aberta Não processar Swab de amostra de queimadura Processar biópsia ou aspirado Swab de úlcera de decúbito Processar biópsia ou aspirado Swab de abscesso perirretal Processar biópsia ou aspirado Swab de lesão de gangrena Processar biópsia ou aspirado Swab de lesão periodontal Processar biópsia ou aspirado Swab de úlcera varicosa Processar biópsia ou aspirado Material de colostomia Não processar 75 . Todas as amostras devem ser refrigeradas se houver demora no transporte ao laboratório. Proceder a antissepsia da pele ao redor do cateter com álcool a 70% e. A coleta dos materiais é um procedimento médico que deve ser realizado assepticamente. O frasco deve conter 0. 3. 5. 5 cm do cateter (parte do trajeto subcutâneo e ponta distal) com uma lâmina de bisturi ou tesoura estéril. sem meio de cultura. Tecidos e Biópsias 1. 4. A presença de um número maior ou igual a 15 colônias de um único tipo de bactéria sugere que a ponta de cateter pode estar sendo fonte de infecção (técnica de Maki). Cultura de ponta de cateter intravascular 1. 3. escaras) 1. Cortar. Sinovial) 1.5 ml de heparina estéril. se houver suspeita de bacteremia ou sepse relacionada ao cateter. Se a quantidade de secreção for pequena. 3. Adicionar assepticamente soro fisiológico ou água destilada estéril. Não usar tesouras embebidas em soluções antissépticas. o qual deverá ser posteriormente removido com álcool a 70% para evitar irritação da pele pelo iodo. 4.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Lesões de pele e partes moles abertas (ferida cirúrgica aberta. Enviar o frasco imediatamente ao laboratório. Limpar a superfície da ferida com uma gaze estéril embebida em água estéril. Não usar swab pois os germes coletados podem representar apenas colonização da superfície da ferida. Antes da remoção do cateter intravascular.

Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS TEMPO CRÍTICO PARA A ENTREGA DA AMOSTRA AO LABORATÓRIO E MEIOS DE TRANSPORTE Amostra Tempo crítico Frascos e meios de transporte Líquor Imediatamente Tubo seco estéril Líquido pleural Imediatamente Tubo seco estéril Imediatamente Tubo seco estéril ou meio semiSwab sólido (Stuart. Amies) Feridas e tecidos 30 minutos ou até 12 horas (meio de Meio de transporte apropriado transporte) Hemocultura 30 minutos Frascos com meio de cultura Trato respiratório 30 minutos Tubo seco estéril Trato gastrointestinal 1 hora Tubo seco estéril Urina Até 1 hora ou refrigerada até 24 horas Tubo seco estéril Fezes Até 12 horas em meio de transporte Cary-Blair Ponta de cateter Até 1 hora Tubo seco estéril intravascular MATERIAIS CLÍNICOS E REFRIGERAÇÃO Podem ser refrigerados Não podem ser refrigerados Urina Líquor Fezes Líquido pleural e outros fluidos corporais Materiais do trato respiratório Materiais do trato genital/cervical Materiais de lesões de partes moles Sangue 76 .

Lavar cuidadosamente o interior do reservatório com água e escova. cilíndricas: volume (litros) = πr2h x 1000 (3. Calcular o volume da solução de hipoclorito. Cálculo da quantidade de hipoclorito de sódio a ser utilizada 1. 4. de modo a promover a desinfecção das tubulações (ATENÇÃO: esta água não deve ser utilizada como bebida. Nunca usar sabão. esfregando bem as paredes. Calcular o volume em litros usando uma das seguintes fórmulas: a. posteriormente. detergente ou similar para essa operação. Transcorrido este tempo. 5. mediante abertura de todos os pontos de utilização de água (torneiras. obedecendo à proporção de 1 litro de água sanitária para cada 1000 litros de capacidade do reservatório. Manter a solução em contato com a água por um tempo superior a 2 horas. largura e comprimento (para caixas d’água em forma de poliedros) ou altura e raio (para caixas d’água cilíndricas). 2. a fim de eliminar toda a sujeira aderida (não utilizar escovas de aço para não danificar as paredes do reservatório). na água armazenada. esvaziar totalmente o reservatório. 6. 5. Verificar as dimensões do reservatório: altura. Encher novamente a caixa para promover a agitação do líquido e uma adequada homogeinização da solução desinfetante com a água do reservatório. Esvaziar o reservatório. 2. 2. Fechar novamente o registro e despejar o volume calculado da solução de hipoclorito. 7. 4. Escoar a sujeira.).14 x raio ao quadrado x altura x 1000) Lavagem do Reservatório 1. 3. de modo a obter uma diluição final entre 20 a 25 ppm de cloro livre. 3. poliedros: volume (litros) = altura x largura x comprimento x 1000 b. preparo de alimentos ou para higiene pessoal).Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS HIGIENIZAÇÃO DA CAIXA D’ÁGUA Cálculo da Capacidade do Reservatório 1. A HIGIENIZAÇÃO DA CAIXA D’ÁGUA DEVE SER REPETIDA A CADA 6 MESES 77 . etc. Encher novamente o reservatório e utilizar a água normalmente. vaso sanitário. Fechar o registro. Abrir o registro até a água cobrir o fundo da caixa. pois poderá permanecer nas paredes do reservatório e.

Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ANEXOS 78 .

Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS FICHA DE NOTIFICAÇÃO E ACOMPANHAMENTO DE ACIDENTES OCUPACIONAIS (FOLHA 1) HOSPITAL: ___________________________________________________________________________ DATA : ____ / ____ / ____ NOME DO ACIDENTADO: ________________________________________________________________ SEXO: M F F F IDADE: _________ OCUPAÇÃO: ___________________________________________________ UNIDADE ONDE OCORREU O ACIDENTE: _________________________________ DATA / HORA ACIDENTE: ____ / ____ / ____ TIPO DE EXPOSIÇÃO: PERCUTÂNEA F OBJETO DA LESÃO: AGULHA OCA F OUTROS F _______________________ CONDIÇÕES DO OBJETO: SANGUE VISÍVEL F MATERIAL ORGÂNICO: SANGUE F LÍQUIDO PERITONEAL F LÍQUIDO PLEURAL F VOLUME: POUCAS GOTAS F AUSÊNCIA DE SANGUE VISÍVEL F AGULHA RECENTEMENTE USADA EM VASO SANGÜÍNEO F FLUIDO CONTENDO SANGUE F LÍQUIDO PERICÁRDICO F OUTROS F _______________________ LÍQUIDO AMNIÓTICO F LÍQUOR F _____ : _____ MUCOSA F PELE ÍNTEGRA F PELE LESADA F PARTE DO CORPO ACIDENTADO: ________________________________________________________ AGULHA SEM LÚMEN F LÂMINA DE BISTURI F RESPINGO DE GRANDE VOLUME F SITUAÇÃO: RECAPAMENTO DE AGULHAS FMANUSEIO DE ROUPAS F ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS F MANUSEIO DE PACIENTES F MANUSEIO DE MATERIAL CIRÚRGICO F MANUSEIO DE LIXO F OUTRAS F ________________________________________________________________ PACIENTE FONTE CONHECIDO: SIM F NÃO F NEGATIVO F DESCONHECIDO F NÃO REALIZADO F DATA: ____ / ____ / ____ DATA: ____ / ____ / ____ DATA: ____ / ____ / ____ SOROLÓGIA PRÉVIA: POSITIVO F POSITIVO F POSITIVO F TESTE RÁPIDO P/ HIV: POSITIVO F NEGATIVO F AgHBs: ANTI-HIV: NEGATIVO F NEGATIVO F NÃO REALIZADO F NÃO REALIZADO F PACIENTE POSITIVO PARA HIV: SINTOMÁTICO F ASSINTOMÁTICO F 3 CARGA VIRAL: ___________________ cópias/mL . ______ log CD4: _____________ / mm 79 .

3. 2 DOSE: ____ / ____ / ____ .Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS FICHA DE NOTIFICAÇÃO E ACOMPANHAMENTO DE ACIDENTES OCUPACIONAIS (FOLHA 2) PROFISSIONAL ACIDENTADO SOROLOGIA PRÉVIA: POSITIVO F NEGATIVO F TESTE RÁPIDO P/ HIV: POSITIVO F NEGATIVO F ACOMPANHAMENTO SOROLÓGICO: SOROLOGIA ANTI-HIV AgHBs ANTI-HBs ANTI-HCV PÓS-ACIDENTE o DESCONHECIDO F NÃO REALIZADO F DATA: ____ / ____ / ____ 3° MÊS PÓS-EXPOSIÇÃO 6° MÊS PÓS-EXPOSIÇÃO 1 MÊS PÓS-EXPOSIÇÃO NÃO NÃO IMUNIZAÇÃO PRÉVIA CONTRA HEPATITE B: SIM F VACINAÇÃO CONTRA HEPATITE B: a a NÃO F a DATA: ____ / ____ / ____ 1 DOSE: ____ / ____ / ____ . 3 DOSE: ____ / ____ / ____ ANTI-HBs (1-2 meses após a vacinação): ____________ mIU/mL SEGUNDA SÉRIE DE VACINA PARA HEPATITE B: a a SIM F a NÃO F 1 DOSE: ____ / ____ / ____ . 2 DOSE: ____ / ____ / ____ . _____________________ DOSE: ____________________________ _____________________ DOSE: ____________________________ _____________________ DOSE: ____________________________ SIM F NÃO F ACOMPANHAMENTO DE EFEITOS TÓXICOS: EXAMES Hematócrito Leucócitos Plaquetas Glicemia TGO TGP Uréia Creatinina EAS PÓS-ACIDENTE 2 SEMANA DE PROFILAXIA a OBSERVAÇÕES: ____________________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________________ 80 . 2. 3 DOSE: ____ / ____ / ____ ANTI-HBs (1-2 meses após a vacinação): ____________ mIU/mL IMUNOGLOBULINA ANTI-HEPATITE B (HBGI) ATÉ 7 DIAS APÓS EXPOSIÇÃO ____ / ____ / ____ PROFILAXIA PÓS-EXPOSIÇÃO PARA HIV: DATA DE INÍCIO: ____ / ____ / ____ DROGAS: 1.

2. 16. 5.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS FICHA DE NOTIFICAÇÃO DE USO DE ANTIBIÓTICOS HOSPITAL: ____________________________________________________________________________ MÊS/ANO: _____________________________________________ I. PACIENTES EM USO DE ANTIBIOTICOTERAPIA: ADEQUADO INCORRETO: II. 8. 9. 3. 13. 10. PACIENTES EM USO DE ANTIBIOTICOPROFILAXIA CIRÚRGICA: ADEQUADO: INCORRETO: ANTIBIÓTICOS: Amicacina: Amoxicilina: Ampicilina: Cefalexina: Cefalotina: Cefazolina: Cefotaxima: Ceftazidima: Ceftriaxona: Clindamicina: Cloranfenicol: Gentamicina: Metronidazol: Oxacilina: Penicilina benzatina: Penicilina cristalina: Penicilina procaína: SMZ/TMP: Vancomicina: „ 1. MOTIVOS DE USO INCORRETO: 81 . 7. 11. 6. 15. 12. 4. 14.

Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NOTIFICAÇÃO DE INFECÇÕES COMUNITÁRIAS E HOSPITALARES DATA DA NOTIFICAÇÃO: _____ / _____ / __________ HOSPITAL ____________________________________________________________________________ NOME DO PACIENTE____________________________________________________________________ IDADE_________ SEXO: M F F F ENFERMARIA _______________ LEITO _________ SETOR ____________________________ TIPO DE INFECÇÃO: INFECÇÃO COMUNITÁRIA F INFECÇÃO EXTRA-INSTITUCIONAL F INFECÇÃO HOSPITALAR F DATA DA INTERNAÇÃO: ____ / ____ / ____ DATA DIAGNÓSTICO DA INFECÇÃO: ____ / ____ / ____ DOENÇAS ASSOCIADAS: ________________________________________________________________ TOPOGRAFIA DA INFECÇÃO: CIRÚRGICA F SEPSE F GASTROINTESTINAL F RELACIONADA A CATETER IV F URINÁRIA F TRATO RESPIRATÓRIO SUPERIOR F TRATO REPRODUTOR F SNC F TRATO RESPIRATÓRIO INFERIOR F PELE E PARTES MOLES F CULTURA: OUTRA: _____________________________ SIM F NÃO F GERME(S) ISOLADO(S) ___________________________________________ SENSIBILIDADE: ________________________________________________________________________ RESISTÊNCIA: _________________________________________________________________________ PROCEDIMENTOS INVASIVOS: NPT F ÓBITO: SIM F NÃO F DATA: ____ / ____ / ________ CIV F SVD F VMI F OUTRO F _________________________ OBSERVAÇÕES: _______________________________________________________________________ 82 .

restritas aos pontos de penetração da sutura não devem ser consideradas ISC. Inflamação e secreção mínimas. conforme a extensão do processo. classificá-la como infecção de pele ou de partes moles.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NOTIFICAÇÃO DE INFECÇÕES DE SÍTIO CIRÚRGICO (ISC) HOSPITAL ____________________________________________________________________________ NOME DO PACIENTE___________________________________________IDADE_________ SEXO: M F F F ENFERMARIA _______________ LEITO _________ SETOR ____________________________ CIRURGIA REALIZADA: ____________________________ DATA DA CIRURGIA: ____ / ____ / ____ CIRURGIÃO: ________________________ DATA DA CONSULTA: ____ / ____ / ____ DOENÇAS ASSOCIADAS: ________________________________________________________________ ASPECTO DA INCISÃO CIRÚRGICA: HIPEREMIA: SIM F NÃO F NÃO F NÃO F NÃO F NÃO F NÃO F NÃO F NÃO F HIPERTERMIA: SIM F DOR LOCAL: EDEMA: SIM F SIM F DEISCÊNCIA: SIM F HEMATOMA: SIM F DRENAGEM PURULENTA: SIM F SECREÇÃO NÃO-PURULENTA: SIM F CULTURA SIM F NÃO F GERME(S) ISOLADO(S) ___________________________________________ SENSIBILIDADE: ________________________________________________________________________ RESISTÊNCIA: _________________________________________________________________________ OBSERVAÇÃO: não classificar como infecção incisional: • • A infecção relacionada apenas à incisão do dreno.. 83 .

Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NOTIFICAÇÃO DE PROCEDIMENTOS DE RISCO HOSPITAL ______________________________________________MÊS________________ANO_______ DIA 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 TOTAL NPT CIV SVD VMI NUTRIÇÃO PARENTERAL (NPT): CATETER INTRAVASCULAR (CIV): SONDA VESICAL DE DEMORA (SVD): VENTILAÇÃO MECÂNICA INVASIVA (VMI): 84 .

Existe vestiário com sanitários para os funcionários da área suja? 11. Existe lavadora de desinfecção com duas portas de acesso? 10. Pisos. A lavadora de desinfecção está posicionada na parede que separa a área suja da área limpa? 10. Existe uma barreira física entre a área limpa da área suja? 9. Centro Cirúrgico c. Pisos e paredes com revestimento adequado? d. Cobertura adequada? c. Bancadas de material liso e lavável para acomodação do material que aguarda limpeza? 85 . Existe vestiário com sanitários para os funcionários do setor? 17. UTI d. Ralo sifonado com tampa? 6. Pias adequadas para a lavagem do material contaminado? 19. Existem armários específicos e de fácil limpeza para armazenamento da roupa limpa? CENTRAL DE MATERIAL ESTERILIZADO 15. O abrigo de higienização apresenta: a. Existe Depósito de Material de Limpeza (DML) exclusivo para os seguintes setores? a. Existe abrigo de higienização? 7. Lavanderia f. Fonte de água? d. Existem exaustores nas áreas suja e limpa? 12. Existe uma área com características adequadas para o acúmulo do lixo antes do mesmo ser transportado ao abrigo externo? 3. Existe uma barreira física separando a área limpa da área contaminada? 16. O abrigo de resíduos apresenta: a.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ROTEIRO DE INSPEÇÃO DE ARQUITETURA HOSPITALAR RELACIONADA AO CONTROLE DAS INFECÇÕES HOSPITALARES HOSPITAL: DATA: / / 20 . Fonte de água? f. Dimensões adequadas à geração de resíduos equivalente a dois dias? b. Ralo sifonado com tampa? LAVANDERIA 8. Aberturas para ventilação com tela milimétrica? e. Existe sanitários e vestiários exclusivos para os funcionários do setor de limpeza? 4. Pisos e paredes com revestimento liso e de fácil higienização? c. Enfermarias 2. Cobertura adequada? b. Serviço de Nutrição e. Pisos e paredes são revestidos com material liso e lavável? 18. NORMA CORRETA SIM NÃO COMENTÁRIOS HIGIENIZAÇÃO HOSPITALAR 1. paredes e portas são revestidos com material liso e lavável? 14. Existem pias com saboneteira e depósito de papel toalha em ambas áreas? 13. Existe abrigo de resíduos? 5. Central de Material Esterilizado b.

Existe uma área própria para refrigeradores e freezers? 47. umidade. As portas são de cor clara. A ventilação do setor proporciona renovação do ar. material liso. material liso. de fácil higienização e em bom estado de conservação? 31. de material liso. de fácil higienização e em bom estado de conservação? 44. As paredes são de cor clara. verduras e frutas. A área para a recepção das mercadorias é de fácil acesso aos fornecedores? 38. O teto é de cor clara. A área para a recepção das mercadorias possui tanque para pré-higienização de verduras e frutas antes de seu armazenamento? 41. Existe uma área para armazenamento dos produtos alimentares? 42. A área para armazenamento possui paredes de cor clara.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NORMA CORRETA 20. O armazenamento do material esterilizado é feito em prateleiras de material liso e de fácil higienização? SETOR DE NUTRIÇÃO 22. A área para a recepção das mercadorias possui cobertura para a proteção dos alimentos na hora da entrega? 39. Existe uma área separada para o processamento de cada gênero alimentício (carnes cruas. de fácil higienização e em bom estado de conservação? 32. Existem ralos sifonados com proteção telada? 26. Existem instalações adequadas para os funcionários guardarem suas roupas e pertences? 35. lavável. material liso. lavável. O teto é isento de vazamentos. bolor e descascamento? 30. Os armários do setor são de cor clara. A área para a recepção das mercadorias possui área suficiente para acomodar as mercadorias no momento do recebimento? 40. Existe área para recepção das mercadorias? 36. conforto térmico e ambiente isento de fumaças? 23. As prateleiras do setor obedecem uma distância de 25 cm do piso? 33. Existem instalações sanitárias e vestiários exclusivos para os funcionários do setor de nutrição e dietética? 34. lavável. lavável e de fácil higienização? 25. lavável e de fácil higienização? 29. alimentos cozidos)? SIM NÃO COMENTÁRIOS 86 . A área para armazenamento possui prateleiras. lavável. material liso. material liso. massas e sobremesas. O setor é equipado de exaustores? 24. A área para armazenamento possui piso de cor clara. Bancadas de material liso e lavável para a secagem do material limpo? 21. de material liso. rachaduras. lavável e de fácil higienização? 27. O piso é de cor clara. A área para armazenamento possui condicionamento da temperatura ambiente em torno de 26 °C? 43. de fácil higienização e em bom estado de conservação? 45. de fácil higienização e em bom estado de conservação? 46. de material liso. A área para a recepção das mercadorias é situada em local externo? 37. As janelas são dotadas de telas? 28.

Presença de pias adequadas para a lavagem das mãos em cada enfermaria? 67. paredes e portas de material liso e lavável? 56. Presença de quarto de isolamento? 62. Bancadas de material liso e de fácil higienização? 63. Presença de expurgo no local? 60. Presença de pia adequada para a lavagem das mãos? 61. Presença de expurgo no local? 57. Bancadas de material liso e de fácil higienização? 73.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NORMA CORRETA 48. Cada uma destas áreas possui bancada provida de pia. insetos e roedores)? CENTRO CIRÚRGICO 55. Local para dispor os utensílios que aguardam higienização d. Pisos. Local para a permanência dos utensílios limpos durante a secagem? 54. Presença de expurgo no local? 66. Papel-toalha e. A área de higienização dos utensílios dispõe de: a. Armários de material liso e de fácil higienização? SALA DE MEDICAÇÕES INJETÁVEIS 74. Pisos. Bancadas de material liso e de fácil higienização nos Postos de Enfermagem? 69. confeccionada em material liso e de fácil higienização? 49. Cada área destas possui sistema para a higienização das mãos específico para esta finalidade? 50. Água corrente c. Existe uma área específica para higienização dos utensílios? 53. Cesto de lixo com tampa acionada por pedal 51. Presença de quartos de isolamento? 68. Água corrente c. Cubas profundas b. Presença de pia adequada para a lavagem das mãos? 76. paredes e portas de material liso e lavável? 65. paredes e portas de material liso e lavável? 59. Bancadas de material liso e de fácil higienização? SIM NÃO COMENTÁRIOS 87 . Armários de material liso e de fácil higienização nos Postos de Enfermagem? SALA DE AEROSSOL 70. Pisos. Saboneteira para sabão líquido d. Presença de pia adequada para a lavagem das mãos? 72. O sistema de higienização das mãos possui: a. protegido contra poeira. O setor possui uma área específica para a cocção de alimentos? 52. de fácil higienização. Pia de degermação com características adequadas? UTI 58. Pia b. paredes e portas de material liso e lavável? 71. Pisos. Os utensílios são armazenados de forma adequada após a higienização (local exclusivo. paredes e portas de material liso e lavável? 75. Armários de material liso e de fácil higienização? ENFERMARIAS 64. Pisos.

Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NORMA CORRETA 77. Bancadas de material liso e de fácil higienização? 81. Pisos. Bancadas de material liso e de fácil higienização? 91. Pisos. Presença de pia adequada para a lavagem das mãos? 90. Armários de material liso e de fácil higienização? SIM NÃO COMENTÁRIOS RESULTADO: Taxa de adequação às normas de controle de infecções hospitalares: % 88 . paredes e portas de material liso e lavável? 79. Armários de material liso e de fácil higienização? SALA DE SUTURAS 82. paredes e portas de material liso e lavável? 83. paredes e portas de material liso e lavável? 89. Presença de pia adequada para a lavagem das mãos? 80. Pisos. Armários de material liso e de fácil higienização? CONSULTÓRIOS MÉDICOS 86. paredes e portas de material liso e lavável? 87. Presença de pia adequada para a lavagem das mãos? CONSULTÓRIOS ODONTOLÓGICOS 88. Presença de pia adequada para a lavagem das mãos? 84. Pisos. Armários de material liso e de fácil higienização? SALA DE CURATIVOS 78. Bancadas de material liso e de fácil higienização? 85.

Nas áreas críticas e semi-críticas as lixeiras possuem tampas acionadas por pedais? 23. NORMA CORRETA SIM NÃO COMENTÁRIOS 1. O funcionário responsável pela limpeza das áreas críticas permanece no setor durante todo o expediente? 15. Utiliza hipoclorito de sódio a 250 ppm para desinfecção de baixo nível de pisos de banheiros. Técnica adequada para desinfecção de superfícies após contaminação com material infectante? 6. com exceção das áreas nãocríticas. EPI adequado? (a) Uniforme (b) Luvas (c) Botas ou sapatos (d) Gorro (e) Máscara (f) Avental (g) Óculos protetores 16. Técnica correta de lavagem dos banheiros? 7. possuem tampas? 22. Os resíduos são coletados em sacos plásticos de cores diferentes conforme o tipo de resíduo? 19. Utiliza hipoclorito de sódio a 1% para desinfecção de superfícies contaminadas com material infectante? 2. Técnica adequada para limpeza dos pisos? 5. O resíduo infectante é coletado em saco plástico branco leitoso com símbolo impresso de risco biológico? 20. Os funcionários são orientados a retirar a luva antes de tocar trincos de portas 13. Utiliza álcool a 70% para desinfecção de superfícies metálicas? 4. Os sacos de lixo são usados somente até o preenchimento de dois terços de sua capacidade? 21. Os funcionários do serviço de limpeza são proibidos a ajudar no transporte de pacientes? 17. central de esterilização. Áreas semi-críticas limpas no mínimo 1 vez ao dia? 9.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ROTEIRO DE INSPEÇÃO DO SETOR DE LIMPEZA HOSPITALAR HOSPITAL: DATA: / / 20 . Existe Depósito de Material de Limpeza (DML) exclusivo para os seguintes setores? (a) CME (b) Centro Cirúrgico (c) UTI (d) Serviço de Nutrição (e) Lavanderia (f) Enfermarias 12. Saboneteiras higienizadas após cada troca do sabão? 11. laboratório. Técnica adequada de limpeza terminal? 10. O hospital já conta com seu Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde – PGRSS? 18. Existem recipientes específicos e adequados para o descarte de material pérfurocortantes? 89 . Todas lixeiras. Áreas críticas limpas no mínimo 2 vezes ao dia? 8. lavanderia? 3. Material de limpeza de áreas críticas é exclusivo para o setor? 14.

(b) Não é permitida a retirada dos sacos de resíduos de dentro dos recipientes ali estacionados. O abrigo de resíduos apresenta: (a) Identificação externa? (b) Ambientes separados para atender o armazenamento de recipientes de resíduos do GRUPO A e do GRUPO D? (c) Dimensões adequadas à geração de resíduos equivalente a dois dias? (d) Cobertura adequada? (e) Portas em bom estado de conservação? (f) Pisos e paredes com revestimento adequado? 90 .Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NORMA CORRETA SIM NÃO COMENTÁRIOS 24. As lixeiras das outras áreas são higienizadas pelo menos semanalmente? 26. Resíduos de classificação A2 (bolsas contendo sangue ou hemocomponentes com volume residual superior a 50 ml) recebem destinamento adequado (acondicionadas em saco branco leitoso e encaminhadas diretamente para os Aterros Sanitários)? 31. o mesmo segue as normas recomendadas? (a) Piso e paredes são revestidos com material liso. antiderrapante e rampa. O trajeto para o traslado de resíduos até o armazenamento externo permite livre acesso dos recipientes coletores de resíduos. Os carros coletores são higienizados diariamente e sempre que apresentam sujidade? 35. Resíduos de classificação A3 (peças anatômicas e produto de fecundação sem sinais vitais. evitando-se o armazenamento com disposição direta dos sacos sobre o piso. É realizada higienização correta em casos de acidente com derramamento de material infectante? 29. resistente. (c) Os recipientes são deixados nesta área por no máximo 8 horas. e existe abertura telada para ventilação. Todas as lixeiras são higienizadas quando apresentam sujidade evidente? 27. 37. Em caso de necessidade de armazanamento temporário de resíduos. nome da unidade geradora e a inscrição “PEÇAS ANATÔMICAS” e encaminhados para destinação final em Aterro Sanitário)? 32. Os funcionários têm conhecimento da recomendação de não pressionar com pés ou mãos o conteúdo dos sacos de lixo? 28. superfície plana. O carro de coleta interna é adequado? 34. Existe abrigo de resíduos? 39. Resíduos de classificação A1 (descarte de vacinas de microorganismos vivos ou atenuados) são descartados adequadamente (submetidos a descontaminação. regular. com peso menor que 500 gramas ou estatura menor que 25 centímetros ou idade gestacional menor que 20 semanas) recebem destinamento adequado (acondicionados em saco branco leitoso com a identificação da data. lavável e impermeável. As lixeiras das áreas críticas são higienizadas pelo menos 1 vez ao dia? 25. possui piso com revestimento resistente à abrasão. acondicionados e identificados como resíduos do tipo D)? 30. O serviço dispõe de carro de coleta interna de resíduos? 33. Os funcionários lavam as mãos ainda enluvadas e após retirar as luvas ao fim da coleta dos sacos de lixo? 36. quando necessária? 38.

Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS

NORMA CORRETA (g) Aberturas para ventilação com tela milimétrica? (h) Fonte de água? (i) Ralo sifonado com tampa? (j) Acesso restrito aos funcionários? 40. Os sacos de resíduos permanecem dentro dos recipientes ali estacionados, evitando-se o armazenamento com disposição direta dos sacos sobre o piso? 41. O abrigo de resíduos é utilizado exclusivamente para armazenamento do lixo? 42. O abrigo de resíduos é higienizado após a coleta externa? 43. Existe abrigo de higienização? 44. O abrigo de higienização apresenta: (a) Cobertura adequada? (b) Pisos e paredes com revestimento liso e de fácil higienização? (c) Fonte de água? (d) Ralo sifonado com tampa?

SIM

NÃO

COMENTÁRIOS

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Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS

ROTEIRO DE INSPEÇÃO DO SETOR DE LAVANDERIA HOSPITALAR
HOSPITAL: DATA: / / 20 .
COMENTÁRIOS

1. 2. 3.

4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12.

13. 14.

15.

16.

17. 18. 19.

20.

21.

22.

23. 24. 25. (g) (h) (i) (j) (k)

NORMA CORRETA SIM NÃO Existe uma barreira física separando a área limpa da área suja? Existe lavadora de desinfecção com duas portas de acesso? A lavadora de desinfecção está posicionada na parede que separa a área suja da área limpa? Os funcionários das respectivas áreas ficam restritos ao seu setor? O acesso ao setor é restrito a seus funcionários? Existe vestiário com sanitários para os funcionários da área suja? Existem exaustores nas áreas suja e limpa? Existe material para descarte de material pérfurocortante em ambas áreas? Existem pias com saboneteira e depósito de papel toalha em ambas áreas? Existe depósito para material de limpeza no próprio setor? Pisos, paredes e portas são revestidos com material liso e lavável? Utiliza-se hipoclorito de sódio a 250 ppm para desinfecção de baixo nível do piso da área suja? Os funcionários estão orientados sobre evitar agitação da roupa durante a coleta? A roupa coletada é transportada em saco resistente de cor diferente do utilizado para o lixo? Havendo extravasamento dos sacos roupa suja, é feita a descontaminação local com hipoclorito de sódio a 1% seguido pela lavagem do local? O funcionário responsável pela coleta utiliza uniforme e luvas de borracha (e não luvas de procedimento)? Os funcionários estão orientados sobre retirar as luvas ao tocar maçanetas de portas? O transporte da roupa coletada é feita com carros coletores específicos para este fim? As características do carro coletor são adequadas (leves, com tampa, material lavável, pouco profundos)? O carro de transporte da roupa suja é submetido diariamente a lavagem com água e detergente seguido de desinfecção com hipoclorito de sódio a 250 ppm? As roupas com sujidades similares presumidas (mesma origem) são reunidas em um mesmo ciclo de lavagem? Todas as peças são cuidadosamente examinadas para a presença de instrumentos estranhos antes da lavagem? Os funcionários estão orientados sobre evitar agitação da roupa? Existe controle microbiológico semestral da água? O funcionário responsável pela lavagem usa EPI adequado? Uniforme Luvas de borracha e cano alto Botas impermeáveis Gorro Máscara antipartículas

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Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS

NORMA CORRETA (l) Avental impermeável (m) Óculos protetores 26. Após o processamento da roupa na área suja, pias, bancadas e pisos são lavados e depois descontaminados com hipoclorito de sódio a 250 ppm ou álcool a 70%, no caso de superfícies metálicas? 27. Durante o processamento da roupa na área limpa, os funcionários são cuidadosos quanto a evitar que a roupa toque o chão? 28. A mesa para dobragem da roupa é de fácil higienização e dimensões apropriadas? 29. Existem armários específicos e de fácil limpeza para armazenamento da roupa limpa? 30. As roupas limpas com defeitos recebem conserto? 31. As roupas que necessitam de conserto são lavadas novamente antes do uso? 32. A roupa limpa é transportada embalada em sacos plásticos individuais para reduzir os riscos de recontaminação? 33. O transporte da roupa limpa é feita com carros específicos para este fim? 34. O carro de transporte da roupa limpa é submetido diariamente a lavagem com água e detergente seguido de desinfecção com hipoclorito de sódio a 250 ppm? 32. O acondicionamento das mudas de roupa que ficam na reserva dos postos de enfermagem é feita em local específico e de fácil higienização?

SIM

NÃO

COMENTÁRIOS

RESULTADO: Taxa de adequação às normas de controle de infecções hospitalares: %

93

17. 11. 24. 8. 18. 23. 3. NORMA CORRETA SIM NÃO Existe uma barreira física separando a área limpa da área contaminada? Os funcionários das respectivas áreas ficam restritos ao seu setor? O acesso à CME é restrito a seus funcionários? Existe depósito para material de limpeza no próprio setor? Existe vestiário com sanitários para os funcionários do setor? Pisos e paredes são revestidos com material liso e lavável? Utiliza-se hipoclorito de sódio a 250 ppm para desinfecção de baixo nível do piso da área suja da central de esterilização? Pias adequadas para a lavagem do material contaminado? Bancadas de material liso e lavável para acomodação do material que aguarda limpeza? Técnica adequada de lavagem manual (solução desincrostante. o último enxagüe é feito com água destilada? A técnica de secagem dos materiais é adequada (panos limpos ou secagem espontânea em superfície limpa)? Bancadas de material liso e lavável para a secagem do material limpo? O funcionário responsável pela lavagem do material usa EPI adequado? Uniforme Luvas de borracha e cano alto Botas impermeáveis Gorro Máscara Avental impermeável Óculos protetores É utilizado papel grau cirúrgico para embalagem dos artigos autoclavados? A técnica de empacotamento do material limpo é adequada? Material limpo etiquetado adequadamente (identificação. 20. data)? Fita de controle químico na face externa do pacote? Autoclave(s) em boas condições de funcionamento? Revisões periódicas nas autoclaves? Estufas em boas condições de funcionamento? Revisões periódicas nas estufas? Os materiais acondicionados em caixas metálicas são esterilizadas com as mesmas semi-abertas recobertas com embalagem adequada (tecido de algodão cru. 13. 6. 7. 21. (a) (b) (c) (d) (e) (f) (g) 15. 12. COMENTÁRIOS 1. 25. 2.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ROTEIRO DE INSPEÇÃO DA CENTRAL DE MATERIAL ESTERILIZADO HOSPITAL: DATA: / / 20 . 16. enxagüe)? Após a lavagem. com espaços entre os mesmos no interior da autoclave? 94 . água e sabão. 9. 4. 10. 14. 19. 5. papel crepado)? Observa-se o limite de dois terços da capacidade da autoclave na disposição dos pacotes em seu interior? Os pacotes são dispostos de forma intercalada. 22.

baldes estéreis. baldes limpos. (b) Tecido para procedimento cirúrgico. É realizado teste do Bowie-Dick no primeiro ciclo do dia na autoclave? 29. prazo de validade)? (i) Os artigos são retirados da solução com luva estéril? (j) A técnica do enxagüe após esterilização é adequada (água estéril. (d) Máscaras de ambu e de macronebulização (e) Válvula de ambu com componente metálico (f) Cânula de Guedel. Aguarda-se a secagem da carga no interior da autoclave após o processo de esterilização? 27.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NORMA CORRETA SIM NÃO 26. (c) Artigos críticos de PVC. Adequação processamento de artigos à desinfecção e esterilização: (a) Instrumental metálico cirúrgico. A circulação de pessoal neste setor é restrita? COMENTÁRIOS RESULTADO: Taxa de adequação às normas de controle de infecções hospitalares: % 95 . (g) Lâmina de laringoscópio (h) Tubo orotraqueal (i) Circuitos de respiradores (j) Conexões e acessórios de respiradores (k) Cânulas plásticas de traqueostomia (l) Cânulas metálicas de traqueostomia (m) CPAP (n) Frascos de aspiração (o) Látex para aspiração (p) Ambu (q) Máscara e copo para nebulização (r) Espéculo vaginal metálico (s) Termômetros 31. O armazenamento do material esterilizado é feito em prateleiras de material liso e de fácil higienização? 32. acrílico ou plástico. nylon. Desinfecção/esterilização com glutaraldeído a 2%: (a) È obedecido a duração de 30 minutos para desinfecção com glutaraldeído a 2%? (b) È obedecido a duração de 10 horas para esterilização com glutaraldeído a 2%? (c) Os artigos submetidos à desinfecção/esterilização com glutaraldeído ficam completamente imersos na solução? (d) As tubulações de artigos ocos são preenchidas com o glutaraldeído? (e) O recipiente com glutaraldeído é mantido fechado? (f) O glutaraldeído é ativado antes do uso? (g) É obedecido a vida média de 14 a 28 dias para as soluções de glutaraldeído em uso? (h) Os recipientes com glutaraldeído são identificados (solução. O setor é climatizado? 33. látex. É realizado monitoramento biológico pelo menos semanal do processo de esterilização na autoclave ? 28. compressas estéreis ou ar comprimido)? (k) A técnica do enxagüe após desinfecção é adequada (água potável. pano limpo ou ar comprimido)? 30.

material liso. 5. material liso.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ROTEIRO DE INSPEÇÃO DO SETOR DE NUTRIÇÃO E DIETÉTICA HOSPITAL: DATA: / / 20 . Deve-se evitar por os dedos no nariz. 96 . 8. 3. infecções respiratórias. o funcionário deve afastar-se do produto. 10. (a) (b) (c) (d) (e) NORMA CORRETA SIM NÃO COMENTÁRIOS A ventilação do setor proporciona renovação do ar. 1. bolor e descascamento? As portas são de cor clara. cutâneas ou oculares são afastados de suas atividades temporariamente? Os funcionários realizam exames médicos admissionais e periódicos? Os funcionários têm conhecimentos sobre as regras de higiene alimentar abaixo (o conjunto deste item vale 1 ponto no total. material liso. rachaduras. 6. de fácil higienização e em bom estado de conservação? As prateleiras do setor obedecem uma distância de 25 cm do piso? Existem instalações sanitárias e vestiários exclusivos para os funcionários do setor de nutrição e dietética? Existem instalações adequadas para os funcionários guardarem suas roupas e pertences? Uniforme dos funcionários: Uniformes de cor clara Uniformes em bom estado de conservação Uniformes lavados e trocados diariamente Avental plástico Calçados fechados Touca. 14. cobrir a boca e o nariz com papel toalha descartável e depois lavar imediatamente as mãos. lavável e de fácil higienização? As janelas são dotadas de telas? O teto é de cor clara. lavável e de fácil higienização? Existem ralos sifonados com proteção telada? As paredes são de cor clara. 9. guardanapos. 4. 17. panos de copa. 12. lavável. (h) (i) (j) (k) (l) (m) (n) 15. aventais ou qualquer outra peça da vestimenta: o suor deve ser enxugado com papel toalha descartável e a seguir deve-se lavar imediatamente as mãos. 2. panos de pratos. conforto térmico e ambiente isento de fumaças? O setor é equipado de exaustores? O piso é de cor clara. Deve-se evitar enxugar o suor com as mãos. gorro ou similar Ausência de acessórios e adereços Manipuladores de alimentos com diarréia. cantar ou assobiar sobre os alimentos. Deve-se evitar espirrar ou tossir sobre os alimentos: ao tossir ou espirrar. ouvidos ou cabelos enquanto se prepara os alimentos. umidade. 11. Deve-se evitar experimentar a comida nas mãos ou com os dedos. 7. lavável e de fácil higienização? O teto é isento de vazamentos. na boca. de fácil higienização e em bom estado de conservação? Os armários do setor são de cor clara. 16. 13. material liso. material liso. considerando-se como adequada às normas se a maioria das respostas for “sim” ou o contrário se a maioria das respostas for “não”): Deve-se evitar falar.

lavável. 36. 39. Deve-se evitar enxugar as mãos no avental ou em panos. de material liso. 31. Deve-se evitar fumar no local de preparo dos alimentos. Deve-se evitar usar unhas pintadas e compridas. 37.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS (f) (g) (h) (i) (j) (k) (l) 18. freezers e carros prateleiras possuem uma programação periódica de higienização? O lixo é acondicionado em recipientes revestidos com sacos de lixo e tampados? O lixo é retirado para não permanecer à noite dentro do setor? Existe área para depósito do material de limpeza (rodos. 26. 30. 24. 29. 41. 38. Deve-se evitar manipular dinheiro durante o preparo dos alimentos. lavados com água e detergente e enxagüados com hipoclorito de sódio a 200 ppm? Semanalmente é realizada uma lavagem terminal no setor? A coifa é limpa semanalmente? Geladeiras. 34. 21. liso e de fácil higienização? A área para a recepção das mercadorias possui cobertura para a proteção dos alimentos na hora da entrega? A área para a recepção das mercadorias possui área suficiente para acomodar as mercadorias no momento do recebimento? A área para a recepção das mercadorias possui tanque para pré-higienização de verduras e frutas antes de seu armazenamento? Existe uma área para armazenamento dos produtos alimentares? A área para armazenamento possui condicionamento da temperatura ambiente em torno de 26 °C? A área para armazenamento possui piso de cor clara. baldes. 32. etc. 20. 33. 28. 27. 25. 19. Deve-se evitar fazer serviço de limpeza e manipular os alimentos ao mesmo tempo. 22. de fácil higienização e em bom estado de conservação? SIM NÃO COMENTÁRIOS 97 . Deve-se evitar provar alimentos com talheres e voltar a colocar o talher dentro da panela. 23. 40. 35.)? É realizado desinsetização e desratização periódicas? É impedida a presença de animais domésticos no setor? É realizado controle microbiológico semestral da água? É realizado a higienização da caixa d’água semestralmente? Existe área para recepção das mercadorias? A área para a recepção das mercadorias é situada em local externo? A área para a recepção das mercadorias é de fácil acesso aos fornecedores? A área para a recepção das mercadorias possui piso e paredes resvestidos de material de cor clara. NORMA CORRETA Deve-se evitar fazer uso de utensílios sujos. Bancadas e mesas de apoio são lavadas com água e detergente neutro e desinfetadas com hipoclorito de sódio a 200 ppm? É evitado a varredura a seco na área de manipulação e processamento dos alimentos? O piso é lavado diariamente com água e detergente neutro e desinfetadas com hipoclorito de sódio a 200 ppm? Os ralos são limpos diariamente.

. Os utensílios utilizados para o preparo dos alimentos são higienizados antes e após cada procedimento? 58. A área para armazenamento possui estrados no piso? 45. O sistema de higienização das mãos possui: (a) Pia (b) Água corrente (c) Saboneteira para sabão líquido (d) Papel-toalha (e) Cesto de lixo com tampa acionada por pedal 50. Frutas e verduras são lavadas em água corrente. lavável. de fácil higienização e em bom estado de conservação? 44. O procedimento de higienização destes utensílios envolve sua lavagem com água e detergente. é realizado a limpeza e desinfecção rigorosa da bancada após o manuseio de cada tipo de alimento? 51. Esta área possui um sistema completo e específico para higienização das mãos? 56. A área para armazenamento possui paredes de cor clara. insetos e roedores)? SIM NÃO COMENTÁRIOS RESULTADO: taxa de adequação às normas de controle de infecções hospitalares: % 98 . protegido contra poeira. massas e sobremesas. Existe uma área específica para higienização dos utensílios? A área de higienização dos utensílios dispõe de: (a) Cubas profundas (b) Água corrente (c) Local para dispor os utensílios que aguardam higienização (d) Local para a permanência dos utensílios limpos durante a secagem? 57. Ovos e sacos de leite são lavados com água e detergente antes de serem usados? 53. Ausência de freezers e refrigeradores na área de cocção dos alimentos? 55. são desmontados para uma higienização adequada? 60. O setor possui uma área específica para a cocção de alimentos? 54. imersos em solução de hipoclorito de sódio a 200 ppm por 15 minutos e enxagüados em água corrente? 52. de material liso. Caso não exista uma área para processamento de cada gênero. lavável. imersão em solução de hipoclorito de sódio a 200 ppm por 15 minutos e secar naturalmente sem uso de panos? 59. Evita-se guardar produtos de limpeza na área de armazenamento? 46. de material liso.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NORMA CORRETA 42. A área para armazenamento possui prateleiras. Cada uma destas áreas possui bancada provida de pia. Equipamentos como liquidificadores. de fácil higienização e em bom estado de conservação? 43. Existe uma área própria para refrigeradores e freezers? 47. Existe uma área separada para o processamento de cada gênero alimentício (carnes cruas. confeccionada em material liso e de fácil higienização? 49. verduras e frutas. de fácil higienização. Cada área destas possui sistema para a higienização das mãos específico para esta finalidade? 50. Os utensílios são armazenados de forma adequada após a higienização (local exclusivo. batedeiras. etc. alimentos cozidos)? 48. uma a uma.

10. segurar e amamentar o RN? O avental é descartado após o uso ou mantido exclusivamente para um único RN. 8. liso e lavável? Existem pias específicas para a lavagem das mãos equipadas com papel-toalha e lixeiras com tampas acionadas com pedal? Obedecida a distância mínima de 1 metro entre as incubadoras? Existe uma auxiliar de enfermagem para cada 3 a 4 RN? A equipe recebeu vacinação para rubéola. 15. 11. 5. 19. 16. 14. 18. termômetros e outros aparelhos de uso rotineiro são de uso exclusivo para cada RN? Existem normas escritas sobre os tipos de isolamento? As pias e bancadas são higienizadas diariamente e após contaminação? (água e detergente + álcool 70%) As incubadoras são higienizadas diariamente e após contaminação? (água e detergente + álcool 70%) As balanças são higienizadas diariamente e após contaminação? (água e detergente + álcool 70%) Os halos de oxigênio são higienizadas diariamente e após contaminação? (água e detergente + álcool 70%) Conjunto de ressuscitação (máscara. varicela e hepatite B (ou teve sua imunidade para estas viroses avaliada)? É exigido o uso de avental nas seguintes situações: Ao manusear o RN fora da incubadora? Quando o RN estiver em isolamento de contato? Ao carregar. 20. 21. NORMA CORRETA SIM Piso. 6. 2. 4. 12.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ROTEIRO DE INSPEÇÃO DO SETOR DE NEONATOLOGIA HOSPITAL: DATA: / / 20 . 13. sendo trocado a cada 12 horas? As visitas são orientadas em relação a: usar gorros retirar pulseiras. (a) (b) (c) 7. anéis e relógios lavagem das mãos (supervisionada) O chão é limpo diariamente? É realizada limpeza terminal do berçário semanalmente? Estetoscópios. (a) (b) (c) 9. 3. 17. paredes e portas do berçário revestidos de material de cor clara. ambu e reservatório de oxigênio) são higienizados após cada uso? (água e detergente + glutaraldeído 2% por 30 minutos) As traquéias do CPAP nasal são higienizados após cada uso? (água e detergente + glutaraldeído 2% por 30 minutos) As cânula de Guedel são higienizados após cada uso? (água e detergente + glutaraldeído 2% por 30 minutos) Tubos endotraqueais são descartáveis? As lâminas de laringoscópio são higienizados após cada uso? (água e detergente + glutaraldeído 2% por 30 minutos) 99 . NÃO COMENTÁRIOS 1.

É realizada a profilaxia adequada para oftalmia neonatorum? 25. Os frascos de aspiração e látex são higienizados com água e detergente diariamente e esterilizados em autoclave entre pacientes diferentes? 20. As cubas dos berços do alojamento conjunto são de acrílico ou outro material de fácil higienização e desinfecção? 28. Existe área específica para assistência do RN após o parto? 26. Existem isolamentos na maternidade? 29.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NORMA CORRETA 22. Os circuitos de respiradores são higienizados após cada uso? (água e detergente + glutaraldeído 2% por 30 minutos) 19. Os processos de desinfecção e esterilização são centralizados na Central de Material Esterilizado? 24.1% por 30 minutos) 23. No alojamento conjunto os berços estão juntos ao leito da mãe e distanciados por 60 cm dos outros leitos? 27. O coto umbilical é cuidado apenas com curativo seco na rotina? SIM NÃO COMENTÁRIOS RESULTADO: Taxa de adequação às normas de controle de infecções hospitalares: % 100 . Máscaras e copos para nebulização são higienizados após cada uso? (água e sabão + hipoclorito a 0.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE EMPRESAS DE REFEIÇÕES COLETIVAS (ABERC). BRASIL. BRASIL. Brasília. 2000. Antibiotic prescribing in obstetric care. 8. 10. 2001. 2(5): 49-54. 12.RDC nº 63. Ministério da Saúde. Arquitetura na prevenção de infecção hospitalar. BRASIL. Diário Oficial da União. Diário Oficial da União. elaboração e avaliação de projetos físicos de estabelecimentos assistenciais de saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Diário Oficial da União. Ministério da Saúde. Centro de Documentação do Ministério da Saúde. Ministério da Saúde. Coordenação Nacional de DST e AIDS. Brasília. Ministério da Saúde. Portaria nº 930. 2.cdc. Projeto Reforço à Reorganização do Sistema Único de Saúde (REFORSUS). BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. 18. 16. 14. BRASIL. Controle de infecções e a prática odontológica em tempo de AIDS – manual de condutas. 3. 1995. 5. Brasília. Controle e vigilância da qualidade da água para consumo humano. Ministério da Saúde. Secretaria de Assistência à Saúde. Brasília 5 de julho de2000. 2000. Secretaria Executiva. Ministério da Saúde. 13. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. BRASIL. Regulamento técnico para a terapia de nutrição enteral. Ministério da Saúde. Curso básico de controle de infecção hospitalar. Ministério da Saúde. Gerenciamento de resíduos de serviços de saúde. CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION (CDC). Brasília. Diário Oficial da União. 9. Brasília. Obstetrics and Gynaecology Communications. Diário Oficial da União. BRASIL. 15.htm. 6. 17. Processamento de artigos e superfícies em estabelecimentos de saúde. 4. Portaria nº 1091. BRASIL. BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de procedimentos básicos em microbiologia clínica para o controle de infecção hospitalar. Ministério da Saúde. Resolução – RDC nº 50. Portaria nº 1. 6.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS BIBLIOGRAFIA CONSULTADA 1. programação. 2001. 1986.616. Resolução . Coordenação de Controle de Infecção Hospitalar. 11. Ed. Ministério da Saúde. Brasília 27 de agosto de 1992. 2000. Brasília. KRIPLANI A. BRASIL. Diário Oficial da União. 101 . Secretaria Nacional de Ações Básicas de Saúde. BRASIL. Diário Oficial da União. Brasília 20 de março de 2002. 7. Ministério da Saúde. Brasília 22 de fevereiro de 2001.469. Ministério da Saúde. BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Regulamento técnico para planejamento. Consulta Pública nº 48. Manual ABERC de práticas de elaboração e serviço de refeições para coletividade. BANERJEE N. BRASIL. Ministério da Saúde. BRASIL. Brasília 7 de julho de 2000. BRASIL. Orientações gerais para central de esterilização. Ministério da Saúde. 2000. 1994. Brasília. Secretaria de Assistência à Saúde. Normas e critérios para inclusão da unidade de cuidados intermediários neonatal no SUS. Centro de Documentação do Ministério da Saúde. Manual de lavanderia hospitalar. Brasília 13 de maio de 1998.. Brasília.gov/ncidod/hip/isolat/isolat. Portaria nº 2. 2000. Guideline for isolation precautions in hospitals [online] 1997 [Capturado em 2002 dez 16] Disponível em http://www. Brasília 26 de agosto de 1999.

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Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS 103 .

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