NORMAS EM CONTROLE DE INFECÇÕES HOSPITALARES

Comissão de Controle de Infecção Hospitalar - CCIH

Teresina 2003

INTRODUÇÃO
Transportai um punhado de terra todos os dias e fareis uma montanha. (Confúcio)

O exercício do controle de infecções hospitalares é uma manifestação da excelência de um serviço, sendo esta diretamente proporcional ao nível de qualidade do citado controle. Conseqüentemente, uma instituição que zela pelo controle das infecções hospitalares oferece um serviço de melhor padrão aos seus usuários. Este manual é o resultado de uma iniciativa da Fundação Municipal de Saúde em implantar o Programa de Controle de Infecções Hospitalares em seus Estabelecimentos de Saúde. O manual intitula-se Normas em Controle de Infecções Hospitalares e resume o que os componentes da Comissão de Controle de Infecções Hospitalares da Fundação Municipal de Saúde (CCIH-FMS) puderam compilar tendo como referências livros, portarias, guias, manuais e demais publicações sobre o assunto. Houve o cuidado, como pode ser percebido nas bibliografias consultadas, em consultar-se material científico publicado por instituições de grande credibilidade e em utilizar-se das publicações mais atuais possíveis. O controle das infecções hospitalares é, em primeira instância, realizado no dia-a-dia de trabalho de cada profissional, cabendo à CCIH o trabalho de educar de forma continuada e estruturar de forma organizacional este controle. A CCIH-FMS tem como objetivo, com esta compilação, oferecer aos administradores hospitalares e profissionais de saúde um guia prático, confiável e de consulta rápida, possibilitando-os à implantação de normas mundialmente recomendadas em seus serviços.

Comissão de Controle de Infecção Hospitalar Fundação Municipal de Saúde
Dr. Kelson Nobre Veras Médico Infectologista Mestre em Doenças Infecciosas Dr. Francisco Eugênio Deusdará de Alexandria Médico Infectologista Dra. Ana Luiza Eulálio Dantas Farmacêutica – Bioquímica

ÍNDICE
INFECÇÃO HOSPITALAR __________________________________________________________1 HIGIENIZAÇÃO HOSPITALAR______________________________________________________4 LIXO HOSPITALAR ________________________________________________________________7 ESTERILIZAÇÃO E DESINFECÇÃO ________________________________________________13 LAVANDERIA HOSPITALAR_______________________________________________________22 NORMAS DE HIGIENE ALIMENTAR PARA O SETOR DE NUTRIÇÃO E DIETÉTICA ____27 ACIDENTES OCUPACIONAIS COM FLUIDOS ORGÂNICOS___________________________34 PREVENÇÃO DE PNEUMONIA NOSOCOMIAL ______________________________________40 PREVENÇÃO DE INFECÇÕES DO TRATO URINÁRIO ________________________________43 PREVENÇÃO DA INFECÇÃO DA FERIDA CIRÚRGICA _______________________________47 PREVENÇÃO DAS INFECÇÕES ASSOCIADAS A CATETERES INTRAVASCULARES ____53 PREVENÇÃO DE INFECÇÕES HOSPITALARES NEONATAIS _________________________57 PRECAUÇÕES PARA O CONTROLE DE INFECÇÕES NO SERVIÇO DE ODONTOLOGIA_60 PRECAUÇÕES E ISOLAMENTO DE PACIENTES COM DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS ___________________________________________________________________64 PADRONIZAÇÃO DE SOLUÇÕES ANTISSÉPTICAS __________________________________68 NORMAS PARA REALIZAÇÃO DE CURATIVOS _____________________________________70 NORMAS PARA COLETA DE MATERIAIS PARA CULTURA __________________________73 HIGIENIZAÇÃO DA CAIXA D’ÁGUA________________________________________________77 ANEXOS _________________________________________________________________________78 FICHA DE NOTIFICAÇÃO E ACOMPANHAMENTO DE ACIDENTES OCUPACIONAIS _____79 FICHA DE NOTIFICAÇÃO DE USO DE ANTIBIÓTICOS ________________________________81 NOTIFICAÇÃO DE INFECÇÕES COMUNITÁRIAS E HOSPITALARES____________________81 NOTIFICAÇÃO DE INFECÇÕES DE SÍTIO CIRÚRGICO ________________________________83 NOTIFICAÇÃO DE PROCEDIMENTOS DE RISCO _____________________________________84 ROTEIRO DE INSPEÇÃO DE ARQUITETURA HOSPITALAR____________________________85 ROTEIRO DE INSPEÇÃO DO SETOR DE LIMPEZA HOSPITALAR _______________________89 ROTEIRO DE INSPEÇÃO DO SETOR DE LAVANDERIA HOSPITALAR ___________________92 ROTEIRO DE INSPEÇÃO DA CENTRAL DE MATERIAL ESTERILIZADO _________________94 ROTEIRO DE INSPEÇÃO DO SETOR DE NUTRIÇÃO E DIETÉTICA ______________________96 ROTEIRO DE INSPEÇÃO DO SETOR DE NEONATOLOGIA _____________________________99 BIBLIOGRAFIA CONSULTADA ___________________________________________________101

„ „ „ 1 . considera-se. como expresso acima. Para se classificar uma infecção adquirida após a admissão. Adicionalmente. quando associadas a procedimentos invasivos diagnósticos e/ou terapêuticos. Quando se desconhecer o período de incubação do microrganismo e não houver evidência clínica e/ou dado laboratorial de infecção no momento da admissão. • infecção de sítio cirúrgico que se manifesta até 30 dias após o procedimento e até 1 ano após o mesmo quando há implante de prótese. São também comunitárias: 1. como infecção hospitalar. seguido do agravamento das condições clínicas do paciente. Estas convenções foram estabelecidas para aumentar ao máximo a sensibilidade da detecção das infecções hospitalares. É considerada hospitalar se o tempo de hospitalização do paciente superar a duração mínima do período de incubação. após a alta do paciente. Para as infecções que não têm período de incubação conhecido.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS INFECÇÃO HOSPITALAR DEFINIÇÃO Infecção comunitária. 3. As infecções no recém-nascido são hospitalares. cuja aquisição por via transplacentária é conhecida ou foi comprovada e que tornou-se evidente logo após o nascimento (exemplo: herpes simples. na mesma topografia da infecção. Exemplo: • O período de incubação da varicela varia entre 15 a 21 dias. 2. considera-se infecção hospitalar se a infecção for detectada até o valor máximo do período de incubação. desde que não relacionada com internação anterior no mesmo hospital. a menos que haja troca de microrganismo ou sinais ou sintomas fortemente sugestivo da aquisição de nova infecção. Usa-se como critérios gerais: 1. incluindo a ventilação mecânica e os cateteres vasculares. se identificarmos uma varicela no 16o dia de internação de um paciente. Exemplo: • Uma varicela detectada 21 dias após a alta hospitalar é considerada como infecção hospitalar. como as infecções urinárias e pneumonias. Infecção em recém-nascido. Também são consideradas hospitalares aquelas infecções manifestadas antes de se completar 72 horas da internação. quando puder ser relacionada com a internação ou procedimentos hospitalares. ela será considerada hospitalar. deve-se correlacionar o tempo de hospitalização com o de incubação. toxoplasmose. É qualquer infecção adquirida após a internação do paciente e que se manifesta durante a internação ou mesmo após a alta. sífilis e AIDS). realizados previamente. o prazo é de 72 horas após a retirada do procedimento. • infecção urinária que se manifesta até 7 dias após a retirada de sonda vesical. • para os demais procedimentos. As infecções associadas a complicações ou extensão da infecção já presente na admissão. o caso deverá ser considerado como hospitalar. Os critérios para o diagnóstico das infecções hospitalares no paciente submetido a um procedimento invasivo no hospital. assim. • As infecções que se manifestam até 72 horas após a alta do paciente são consideradas hospitalares quando seu período de incubação não for conhecido. 2. Quando na mesma topografia em que foi diagnosticada infecção comunitária for isolado um germe diferente. rubéola. É a infecção constatada ou em incubação no ato de admissão do paciente. pois a mesma poderia ter sido contraída no hospital e ainda estar em incubação até o momento do diagnóstico. „ Nem todas as infecções diagnosticadas após a admissão são hospitalares. Entretanto. citomegalovirose. considera-se infecção hospitalar toda manifestação clínica de infecção que se apresentar 72 horas após a admissão. Infecção Hospitalar. são também consideradas comunitárias todas as infecções de recém-nascidos associadas com bolsa rota superior a 24 horas. são os seguintes • infecção urinária que se desenvolve após cateterismo vesical pode ser classificada como hospitalar antes de decorridos 72 horas da internação. As doenças podem ainda estar no seu período de incubação no momento da internação. com exceção das transmitidas de forma transplacentária e aquelas associadas a bolsa rota superior a 24 horas. aquela diagnosticada 72 horas após a internação do paciente.

elas são possíveis fontes de germes • Seguir corretamente as normas técnicas na realização de qualquer procedimento • Ter boa higiene pessoal 2 . os critérios são: • quando é transferido sem o procedimento. a infecção não será correlacionada ao procedimento e será atribuída à nova unidade. • quando o paciente é transferido ainda com o procedimento. caso contrário a infecção será creditada à unidade anterior. Ou seja. a infecção é creditada à unidade em que for identificada. considera-se o intervalo de 7 dias após a retirada da sonda vesical para o diagnóstico de infecção urinária para atribuí-la à unidade que realizou o procedimento. TIPOS DE INFECÇÃO HOSPITALAR. exceto cirurgia. utiliza-se o período de 72 horas para definir a unidade a qual será atribuída a infecção. • após 7 dias de retirada da sonda vesical. a infecção será atribuída à nova unidade para a qual o paciente foi transferido somente se o diagnóstico for efetuado após 72 horas de transferência. Se o paciente é submetido a procedimento invasivo. • no caso de ventilação mecânica e cateteres intravasculares. pois a continuidade da instrumentação torna sem valor a incubação de 72 horas. o prazo é mantido em 72 horas. espirrar ou assoar o nariz 9 Antes e após atender o paciente 9 Antes e após o término do dia de trabalho • Não sentar no leito do paciente (pode-se carregar germes para casa ou deixar germes no leito do doente) • Manter os cabelos compridos presos durante o manuseio do doente (em áreas críticas usar gorros) • Manter o avental sempre abotoado • Evitar o uso de jóias ao realizar procedimentos. As infecções hospitalares mais comuns são: • Infecção urinária • Infecção da ferida operatória • Pneumonia hospitalar • Infecção de pele e partes moles MEDIDAS GERAIS DE CONTROLE DAS INFECÇÕES HOSPITALARES • Lavar sempre as mãos 9 Após qualquer trabalho de limpeza 9 Ao verificar sujeira visível nas mãos 9 Antes e após utilizar o banheiro 9 Após tossir.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS „ „ Nas transferências entre unidades diferentes do mesmo hospital. e depois transferido para outra unidade do hospital.

bisturis. ƒ ƒ PREVENÇÃO DE EXPOSIÇÃO ACIDENTAL A SANGUE E OUTROS FLUIDOS ¾ ¾ ¾ Durante seu trabalho. preencher estes recipientes somente até à linha demarcatória para que permitam seu fechamento adequado. Lavar as mãos após retirar as luvas (mesmo luvas de primeiro uso podem apresentar microfuros que permitem a passagem dos germes) 4. Através das secreções orgânicas: o sangue. nas nossas mãos os germes pegam uma “carona” e podem ser levados diretamente ao paciente ou para suas roupas e objetos pessoais e daí para o paciente. Usar avental no ambiente de trabalho (para não levar germes do hospital para casa nas suas roupas).) ou contaminação da pele ou de mucosas com estes fluidos orgânicos Dentre os germes. sem riscos de acidentes 7. vírus da hepatite C e vírus da imunodeficiência humana (HIV) NÃO ADIANTA TER CUIDADO APENAS COM PACIENTES QUE SABIDAMENTE TÊM ESTAS DOENÇAS. os que oferecem maior perigo são os vírus da hepatite B. o profissional de saúde pode se contaminar acidentalmente com germes do paciente devido a exposição a sangue e outros fluidos orgânicos do mesmo. a urina. Usar máscara quando houver risco de contaminação da mucosa oral e nasal com respingos de sangue ou outras secreções 8. desinfecção e esterilização adequada de materiais e do ambiente 3 . os germes aderem-se às nossas mãos à medida em que tocamos nas diversas superfícies do hospital. deve-se usar avental impermeável 5. os vômitos e todas as secreções dos pacientes podem conter germes e acidentes com estas secreções ou com equipamentos contaminados com estas podem transmitir doenças. Desprezar agulhas. Não reencapar. A MAIORIA DOS PACIENTES INFECTADOS COM ESTES VÍRUS NÃO APRESENTAM SINTOMAS INICIALMENTE E PODEM TRANSMITIR ESTAS INFECÇÕES PRECAUÇÕES UNIVERSAIS: 1. etc. Realizar a limpeza. as fezes.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS TRANSMISSÃO DE INFECÇÕES ♦ As principais formas de transmissão das infecções no hospital são: Através das mãos: caso não lavemos com freqüência as mãos. Usar luvas ao manipular sangue e/ou secreções e sempre que houver possibilidade de contato com matéria orgânica 3. dobrar ou quebrar agulhas utilizadas 6. As ocorrências mais comuns são as perfurações com objetos pontiagudos contaminados (agulhas. Lavagem das mãos sempre que houver contato da pele com sangue e secreções de qualquer paciente 2. lâminas e outros materiais perfurocortantes em depósito de paredes rígidas adequados. se estiver sendo manipulada grande quantidade de sangue ou outros líquidos corporais.

superfícies de equipamentos e mobiliários. urina. esvaziamento e troca de recipientes de lixo. LIMPEZA CONCORRENTE „ É aquela realizada. mas o risco de adquirir infecções é menor. 1. etc. de forma geral. diariamente. Área Não-Crítica „ São todos os setores do hospital onde não há pacientes e. não há risco de transmissão de infecções. ƒ Enfermarias ƒ Ambulatórios ƒ Banheiros de pacientes 3. e inclui a limpeza de pisos.). portanto. pus. DESINFECÇÃO „ É a remoção de agentes infecciosos de uma superfície e deve ser realizada sempre que ocorrer a contaminação por matéria orgânica (sangue. Área Crítica „ São aquelas que apresentam maior risco de transmissão de infecções devido à realização de procedimentos invasivos. fezes. Área Semicrítica „ São aquelas onde se encontram pacientes. pela presença de pacientes com falhas em seus mecanismos de defesa imunológica ou devido à facilidade para transmissão de infecções. ƒ Almoxarifado ƒ Escritórios ƒ Secretaria ƒ Serviços administrativos ƒ Farmácia ƒ Refeitórios ƒ Auditórios DEFINIÇÕES DE LIMPEZA E DESINFECÇÃO LIMPEZA „ É a remoção de toda sujeira local. vômitos. ƒ UTI ƒ Centro cirúrgico ƒ Sala de parto ƒ Berçário de alto risco ƒ Unidade de queimados ƒ Hemodiálise ƒ Isolamentos ƒ Laboratórios de patologia ƒ Cozinhas ƒ Lactários ƒ Lavanderia ƒ Central de Material Esterilizado 2.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS HIGIENIZAÇÃO HOSPITALAR ÁREAS HOSPITALARES „ O hospital é dividido em três áreas. cada uma com características distintas e com um tipo de limpeza e material adequado a cada uma. 4 . de roupas e arrumação em geral. instalações sanitárias.

Limpeza de Pisos ♦ Utilizar dois baldes durante a limpeza: ƒ um com água pura ƒ um com solução de detergente neutro ♦ Retirar os detritos soltos com pano úmido e limpo. „ A limpeza terminal do centro cirúrgico é realizada diariamente. àquela de origem orgânica. macas e colchões. equipamentos. etc. ♦ Passar um pano seco enrolado no rodo para secar bem o chão. inclusive camas. PRODUTOS UTILIZADOS NA LIMPEZA/DESINFECÇÃO AMBIENTAL Produto Solução de líquido neutro detergente Indicação Limpeza para sujidades remoção de Como Varredura úmida Hipoclorito de sódio a 1% Desinfecção de superfícies nãometálicas contaminadas com matéria orgânica Desinfecção metálicas de superfícies Deixar atuar por 10 minutos. paredes. teto. após a programação de cirurgias do dia. Álcool a 70% Fricção e secagem espontânea por três vezes consecutivas. portas. varandas. „ A limpeza terminal da unidade de um paciente internado deverá ser realizada logo após a alta. conforme a necessidade. ♦ Mudar a água pura sempre que necessário. devido à alta rotatividade de atendimento. em qualquer período do dia. ♦ Passar o rodo com pano úmido. „ Tal sujidade refere-se. LIMPEZA TERMINAL „ Trata-se de uma limpeza mais completa. a técnica utilizada dependerá do tipo de sujidade e de seu risco de contaminação. janelas. grades do arcondicionado. em locais de grande fluxo de pessoal e de procedimentos. „ Exemplos onde esse tipo de limpeza ocorre com freqüência são o pronto-socorro e o ambulatório. ♦ Remover a solução suja com o rodo. peitoris. ♦ Repetir o processo até que o pano fique bem limpo. ♦ Limpar o local a ser lavado com a solução de água e detergente. colocado em volta de um rodo. LIMPEZA DE MANUTENÇÃO „ Limita-se principalmente ao piso. 5 . transferência ou óbito do paciente. vidros. luminárias.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS LIMPEZA IMEDIATA „ Trata-se da limpeza que é realizada quando ocorre sujidade após a limpeza concorrente em áreas críticas e semicríticas. Retirar o excesso com pano úmido. através de rotina e de vistoria contínua. sendo realizada nos três períodos do dia (manhã. mobiliários. principalmente. quando observada através de vistoria contínua ou de solicitação. „ Essa limpeza limita-se à remoção imediata dessa sujidade do local onde ela ocorreu e sua adequada dispensação. tarde e noite). banheiros e esvaziamento de lixo. abrangendo pisos. com risco de contaminação de pacientes ou funcionários. embebido em água limpa para enxagüar bem o chão. ♦ Limpar e guardar o equipamento.

comadre e papagaios. além de sempre que necessário. Todos os utensílios utilizados na limpeza das áreas críticas devem sofrer limpeza após o uso e permanecer no DML localizado no ambiente de trabalho. 3. e sempre que necessário. pias. pus. Desinfecção após Contaminação de Superfícies com Matéria Infectante ♦ Deve ser realizada sempre que houver contaminação de uma superfície com matéria orgânica potencialmente infectante. torneiras e piso e. 7. onde será desprezada toda a água suja (contaminada).Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Desinfecção de Baixo Nível de Superfícies ♦ Segundo o Ministério da Saúde (Portaria 930/92). 6 . a redução da população microbiana no ambiente e evitar a veiculação dos microrganismos porventura existentes. O funcionário responsável por estas áreas deve permanecer no local de trabalho. lavar paredes. panos. luvas e sapatos impermeáveis. etc. porém com técnica rigorosa para garantir a retirada mecânica de sujidades. Iniciar a limpeza da área menos contaminada para a mais contaminada. o piso. ♦ Hipoclorito de sódio a 250 ppm: 25 mL de hipoclorito a 1% em 975 mL de água. por último. ♦ Remover o desinfetante com pano molhado. paredes. Iniciar a limpeza terminal pelo teto. depois as paredes e. nunca em movimentos de vaivém. Quando ocorrer contaminação de superfícies com matéria orgânica (sangue. LAVAR AS MÃOS ANTES E APÓS CADA TAREFA. Todo material de limpeza (balde. suporte de soro. deixando uma área livre para o trânsito de pessoal. ♦ Portanto. Áreas críticas devem ser limpas. 5. 13. FAÇA DA LAVAGEM DAS MÃOS UM HÁBITO. Na limpeza terminal de apartamentos. uma vez ao dia. sanitários. Nunca toque uma maçaneta de porta com a mão enluvada. mesas. urina. laboratório. macas. hipoclorito de sódio a 1% durante 10 minutos. cadeiras. no mínimo. enquanto se procede à limpeza do outro. fezes. 15. bancadas e pisos. ♦ Proceder à limpeza de toda a área com a solução de detergente neutro. mesmo de áreas críticas e semicríticas. não podendo abandonar o setor até o fim do expediente. ♦ Desprezar o papel ou pano em saco plástico branco leitoso próprio para uso hospitalar. da lavanderia. ♦ Nestes locais pias. 11. ♦ Aplicar sobre a área. 12. 10. telefones) ƒ A higienização hospitalar é feita. 12. As saboneteiras devem ser higienizadas cada vez que for feita a troca de sabão ou conforme a necessidade.): ƒ Usar o hipoclorito de sódio a 1% no caso de superfícies não-metálicas. No banheiro. no mínimo. com água e sabão. dividir o corredor ao meio. no caso de superfícies metálicas. devem ser descontaminados com hipoclorito de sódio a 250 ppm ou álcool a 70o. o procedimento a ser realizado nessas superfícies consiste apenas na limpeza conforme explicado acima. piso. ♦ Com o uso de luvas. ou álcool a 70% no caso de superfícies metálicas(camas. Utilizar hipoclorito de sódio a 1% se houver contaminação com matéria orgânica. ♦ Secar bem a área com pano limpo. O instrumental e o material utilizado para a limpeza das áreas críticas devem ser exclusivos para o setor. Usar o equipamento de proteção individual (EPI): uniformes. portanto. Limpar em um único sentido e em linhas paralelas. 9. Retire a luva para abrir a porta ou abra o trinco com o auxílio do cotovelo. 8. 14. por último. após cada procedimento de limpeza. ♦ Encaminhar o pano usado para secagem da área para a lavanderia em saco plástico. ♦ Exceções a esta regra incluem banheiros. lavar colchões. Utilizar álcool a 70% na desinfecção das superfícies metálicas. etc. duas vezes ao dia. não representam risco significativo de transmissão de infecções. Áreas semicríticas devem ser limpas. 2. balcões. 4. Ao lavar os corredores. escarro. posto de enfermagem e a área de recepção de material e expurgo da Central de Material Esterilizado. em situações normais. portas e janelas com detergente líquido neutro. enfermarias e salas cirúrgicas. REGRAS BÁSICAS PARA LIMPEZA E DESINFECÇÃO 1. o vaso sanitário. ficando as soluções desinfetantes para uso somente quando há contaminação com matéria orgânica. as superfícies. do lactário e da cozinha.) deverá ser limpo após o uso e guardado em local apropriado (depósito de material de limpeza – DML). 6. teto. vassoura. retirar o excesso da carga contaminante em papel absorvível ou panos de limpeza.

resíduos contendo substâncias químicas que apresentam risco à saúde pública ou ao meio ambiente. tecidos e fluidos orgânicos com suspeita de contaminação com proteína priônica e resíduos sólidos resultantes da atenção à saúde de indivíduos ou animais com suspeita de contaminação com proteína priônica (materiais e instrumentais descartáveis. bem como a proteção à saúde pública. segregação. armazenamento. transporte. não é considerado resíduo. exceto os hemoderivados. 3. que apresentem relevância epidemiológica e risco de disseminação. A2 – bolsas contendo sangue ou hemocomponentes com volume residual superior a 50 ml. TIPOS DE LIXO GRUPO A (POTENCIALMENTE INFECTANTES) . produto de fecundação sem sinais vitais. A6 – kits de linhas arteriais endovenosas e dialisadores. GRUPO C (REJEITOS RADIOATIVOS) 7 . tratamento e destinação final. de universidades. resíduos de fabricação de produtos biológicos. dos funcionários. A definição do Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde – PGRSS referente ao estabelecimento sob sua responsabilidade. que não tenham mais valor científico ou legal. descarte de vacinas de microorganismos vivos ou atenuados. de centros de experimentação. podem apresentar risco de infecção. A4 – carcaças. acondicionamento. kits de aférese A3 – peças anatômicas (tecidos. observadas suas características. com peso menor que 500 gramas ou estatura menor que 25 centímetros ou idade gestacional menor que 20 semanas.culturas e estoques de agentes infecciosos de laboratórios industriais e de pesquisa. tratamento e destinação final destes resíduos. e/ou quando não houver requisição prévia pelo paciente ou seus familiares. independente de suas características de inflamabilidade. conforme. corrosividade. Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde é o documento que aponta e descreve as ações relativas ao manejo dos resíduos sólidos. reatividade e toxicidade. resíduos de laboratórios de engenharia genética. GRUPO B (QUÍMICOS) . dos pacientes e do público em geral. peças anatômicas e vísceras de animais provenientes de estabelecimentos de tratamento de saúde animal. por suas características de maior virulência ou concentração.ANVISA. quando descartados. contemplando os aspectos referentes à geração. assim como camas desses animais e suas forrações. no âmbito dos estabelecimentos. Fazer constar nos termos de licitação e de contratação sobre os serviços referentes ao tema desta Resolução e seu Regulamento Técnico.resíduos com a possível presença de agentes biológicos que. obedecendo a critérios técnicos. com suspeita de contaminação com proteína priônica. A1 –. inoculação ou mistura de culturas. e/ou quando não houver requisição prévia pela família. legislação ambiental e outras orientações contidas neste Regulamento. A6 – órgãos. Filtros de ar e gases oriundos de áreas críticas. meios de cultura e instrumentais utilizados para transferência.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS LIXO HOSPITALAR INTRODUÇÃO É de responsabilidade dos dirigentes dos estabelecimentos geradores de RSS: 1. O cadáver. de unidades de controle de zoonoses e de outros similares. que não tenham mais valor científico ou legal. coleta. bem como no transporte. Cópia do PGRSS deve estar disponível para consulta sob solicitação da autoridade sanitária ou ambiental competente. 2. RDC 50/2002. membros e órgãos) do ser humano. as exigências de comprovação de capacitação e treinamento dos funcionários das firmas prestadoras de serviço de limpeza e conservação que pretendam atuar nos estabelecimentos de saúde. A5 – todos os resíduos provenientes de paciente que contenham ou sejam suspeitos de conter agentes Classe de Risco IV. indumentária que tiveram contato com os agentes acima identificados).

ampolas de vidro. Gorro: cor clara e de forma a manter os cabelos presos permanentemente e em sua totalidade. para funcionários da coleta interna I. Máscara: do tipo respiratória. bordas. 5. de PVC. independente do volume coletado. Luvas: impermeáveis. específico para uso pelos funcionários do serviço de limpeza. • bolsas transfundidas vazias ou contendo menos de 50 ml de produto residual (sangue ou hemocomponentes). Uniforme: calça comprida e camisa com mangas. com cantos arredondados e ser resistente ao tombamento. 8 . assim como camas desses animais e suas forrações. • sobras de alimentos não enquadrados na classificação A5 e A7. descartadas no local da coleta. resistente a ruptura e vazamento e impermeável. 3. 4. gazes. algodão.RSU. • papéis de uso sanitário e fraldas. compressas. • cadáveres de animais. • espécimes de laboratório de análises clínicas e patologia clínica. Avental: impermeável. Todo resíduo. esparadrapo. cor clara. com tampa provida de sistema de abertura sem contato manual. „ Descrição de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) Todos os EPI utilizados por pessoas que lidam com resíduos de serviço de saúde têm de ser desinfetados e lavados diariamente e sempre que ocorrer contaminação por contato com material infectantes. tipo semifacial e impermeável. identificação e tratamento. sendo obedecida a padronização das cores de saco para cada tipo de resíduo ♦ Lixo comum: saco plástico colorido ♦ Resíduos infectantes: saco plástico branco leitoso. devendo ser considerados resíduos sólidos urbanos . quando não enquadrados na classificação A5 e A7. • resíduos de varrição. As unidades geradoras têm de dispor de número suficiente de recipientes para cada tipo de resíduo. de forma a identificação com sua função. especiais e comuns nos serviços de saúde. • materiais passíveis de reciclagem. tecidos ou fluidos orgânicos. pontos ou protuberâncias rígidas e agudas. que tenham tido contato ou não com sangue. admite-se o uso de sapatos impermeáveis e resistentes. antiderrapante e cano longo. ROTINA DE GERENCIAMENTO DO LIXO HOSPITALAR „ Esta norma fixa os procedimentos exigíveis para garantir condições de higiene e segurança no processamento interno de resíduos infectantes.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS GRUPO D (RESÍDUOS COMUNS) – são todos os resíduos gerados nos serviços abrangidos por esta resolução que. Óculos protetores: para uso em situações com risco de respingos de material infectante. capazes de cortar ou perfurar. • lâminas de barbear. 1. Todas as lixeiras devem ser forradas com sacos plásticos. resistentes. 2. cor clara. escalpes. quando acompanhadas de agulha. de tecido resistente e cor clara. por suas características. • resíduos provenientes das áreas administrativas. Os resíduos do grupo A devem estar contidos em recipiente de material lavável. luvas. • bolsas de coleta incompleta. 6. no momento de sua geração. tem de ser acondicionado próximo ao local de geração. 2. Geração e Segregação 1. de PVC e comprimento médio. resistentes. de PVC. Botas: impermeáveis. resistente à punctura. bisturis. lâminas e outros assemelhados provenientes de serviços de saúde. com exceção dos enquadrados na classificação A5 e A7. • gesso. solado antiderrapante. 7. agulhas. em se tratando de resíduos infectantes o uso do gorro é obrigatório. não enquadrados na classificação A5 e A7. não necessitam de processos diferenciados relacionados ao acondicionamento. 4. equipo de soro e outros similares. 3. flores. ruptura e vazamento. Grupo E – PERFUROCORTANTES – são os objetos e instrumentos contendo cantos. • embalagens em geral. podas e jardins.

As lixeiras das áreas críticas e todas aquelas que recebem resíduos infectantes devem ser higienizadas ao menos uma vez ao dia. devem ser recolhidos e devolvidos às Secretarias de Saúde responsáveis pela distribuição. „ Se houver resíduo perfurocortante.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS 5. o manejo dos RSS nas fases de acondicionamento. 7. Manejo de Resíduos de Serviço de Saúde Para fins de aplicabilidade deste Regulamento. sendo proibido o seu esvaziamento ou reaproveitamento. stearothermophilus com redução igual ou maior que 4Log10). resistentes à perfuração e à prova de vazamentos. e inativação de esporos do B. Todas as lixeiras. 9 . 6. é o símbolo de substância infectante. 8. RESÍDUOS DO GRUPO A Classificação A1 „ Estes resíduos não podem deixar a unidade geradora sem tratamento prévio. em recipiente rígido. a inscrição de “PEÇAS ANATÔMICAS” 9 para os demais resíduos: data e nome da unidade geradora e a inscrição “RESÍDUO DE SERVIÇO DE SAÚDE”. ƒ ƒ ƒ Na identificação dos sacos. com tampa e devidamente identificado. As outras serão limpas sempre que apresentarem sujidade evidente ou semanalmente. Identificação ƒ O símbolo que representa o GRUPO A. com rótulos de fundo branco. os resíduos devem ser acondicionados e identificados como resíduos do tipo D. desde que seja garantida a resistência destes aos processos normais de manuseio dos sacos e recipientes. „ Após o processo de descontaminação. de forma a garantir o transporte seguro até a unidade de tratamento. desenho e contornos pretos. „ Os resíduos resultantes de atividades de vacinação em massa. Os recipientes de transporte interno devem estar identificados com símbolo correspondente aos resíduos do Grupo A. fungos. resistente à punctura. em equipamento compatível com Nível III de Inativação Microbiana (inativação de bactérias vegetativas. incluindo frascos de vacinas vazios com restos do produto. A identificação dos sacos de armazenamento e dos recipientes de transporte poderá ser feita através de adesivos. ruptura e vazamento. vírus lipofílicos e hidrofílicos. identificação. Os materiais pérfuro-cortantes devem ser acondicionados em recipientes rígidos que possam ser fechados. parasitas e micobactérias. Os sacos de lixo devem ser usados até quando dois terços de sua capacidade estiverem preenchidos. ainda as anotações descritas abaixo de acordo com o tipo de resíduos: 9 resíduos do tipo A3: data e nome da unidade geradora. „ Devem ser submetidos a descontaminação por autoclavação ou outros processos que vierem a ser validados para a obtenção de redução ou eliminação da carga microbiana. com exceção das utilizadas nas áreas não-críticas. devem ser indicadas. de modo a permitir seu correto fechamento. „ Os resíduos devem ser inicialmente acondicionados de maneira compatível com o processo de descontaminação a ser utilizado. devem possuir tampa que as fechem hermeticamente para evitar a atração de insetos pelo odor do lixo. agulhas e seringas. este deve ser submetido às orientações específicas para este resíduo. armazenamento temporário e tratamento será tratado segundo a classificação dos resíduos supracitada. quando não puderem ser submetidos ao tratamento em seu local de geração.

„ Todo manejo deste tipo de resíduo deve obedecer às normas de biossegurança para o nível Classe de Risco IV. Classificação A5 „ Devem ser submetidos obrigatoriamente a processo de descontaminação por autoclavação. „ devidamente licenciado em órgão ambiental competente. Os resíduos do Grupo E devem ser encaminhados para destinação final em Aterro Sanitário. imediatamente após o uso. em qualquer tipo de destino final. do Município ou do Distrito Federal.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Classificação A2 „ Devem ser acondicionados em saco branco leitoso. de forma a garantir o transporte seguro até a unidade de tratamento. Neste caso. no local de sua geração. resistentes à punctura. ruptura e vazamento. Classificação A6 „ Não necessitam de tratamento previamente à sua disposição final. não podendo ser descartados diretamente. „ As bolsas contendo sangue ou hemocomponentes. ou III – encaminhados para tratamento em equipamento que destrua as suas características morfológicas. „ 10 . „ Após o processo de descontaminação. As agulhas descartáveis devem ser desprezadas juntamente com as seringas. Classificações A3 e A4 Devem ser acondicionados em saco branco leitoso. „ Após incineração devem ser encaminhados para aterros sanitários. as bolsas devem ser submetidas a processo de descontaminação por autoclavação ou serem submetidas a tratamento com tecnologia que reduza ou elimine a sua carga microbiana em equipamento compatível com Nível III de Inativação Microbiana (ver explicação no item anterior) e que desestruture as suas características físicas. em recipientes. ruptura e vazamento. sendo expressamente proibido o esvaziamento desses recipientes para o seu reaproveitamento. não sendo admitido qualquer outro „ tipo de disposição final. „ Caso não haja a disponibilidade do tipo de destino final acima mencionado. vencidas. „ Caso o tratamento previsto no item acima venha a ser realizado fora da unidade geradora. Devem ser acondicionados em saco branco leitoso. resistente à punctura. Classificação A7 „ Devem sempre ser encaminhados a sistema de incineração. devem ser acondicionados em saco branco leitoso. quando descartáveis. com tampa e devidamente identificado. é o símbolo de substância infectante. devidamente identificados. desde que haja acordo com órgão competente do Estado. ou II – encaminhados para enterramento em covas rasas em cemitério. de modo a se tornarem irreconhecíveis. o acondicionamento para transporte das bolsas contendo sangue ou hemocomponentes deve ser em recipiente rígido. com tampa. Posteriormente devem ser encaminhados a sistema de incineração. dentro da unidade. acrescido da inscrição „ de RESÍDUO PERFUROCORTANTE. „ Devem ser encaminhados diretamente para os Aterros Sanitários. licenciado para este fim. „ Devem ser acondicionados em saco branco leitoso. contaminadas ou com produto residual acima de 50 ml e os kits de aferese devem ser encaminhadas diretamente para os Aterros Sanitários. podendo ser: I – encaminhados para destinação final em Aterro Sanitário. „ sendo proibido reencapá-las ou proceder a sua retirada manualmente O símbolo que representa o GRUPO E. rígidos. indicando o risco que apresenta aquele resíduo. os resíduos resultantes do tratamento devem ser acondicionados e identificados como resíduos do tipo D. RESÍDUOS DO GRUPO E Os materiais perfurocortantes devem ser descartados separadamente.

4. Os trabalhadores destacados para o serviço de coleta e transporte interno não devem realizar serviços de conservação e limpeza em outras unidades. e otimizar o traslado entre os pontos geradores e o ponto destinado à apresentação para coleta externa. danificados ou vazando devem ser colocados dentro de outro. O carro coletor para transporte interno deve ser exclusivo para esta finalidade. retirar o excesso de ar. De preferência esta área deverá ter piso e paredes revestidos com material liso. evitando-se coincidir com as refeições. sem antes tomar banho e trocar de roupa. 3. regular. 7. O saco plástico deve ser fechado torcendo e amarrando a sua abertura com nó. deve-se imediatamente realizar a desinfecção e limpeza simultânea do local. Recipientes rompidos. o armazenamento temporário poderá ser dispensado. Coleta Interna II 1. o funcionário deve lavar as mãos ainda enluvadas. Os recipientes são deixados nesta área.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Coleta Interna I 1. provido de rodas revestidas de material que impeça ruído. Os EPI utilizados pelo pessoal que realiza a coleta interna II são os mesmos usados na coleta interna I (uniforme. 2. 5. com válvula de dreno no fundo e cantos e arestas arredondados. lavável e impermeável. 4. horário e demais exigências do serviço. Ao fechar o saco. 2. 6. principalmente no centro cirúrgico e unidade de terapia intensiva. 8. 10. até que haja número suficiente para transporte adequado até o abrigo de resíduos. Nunca transferir lixo de um recipiente para outro. com a distribuição das roupas. em local próximo aos pontos de geração. 11 . 3. máscaras. fibra de vidro ou aço inox.º 50/2002. 11. botas) com acréscimo de avental impermeável. pode ser dispensado o uso de gorro e máscara. com tampa basculante. horário de visitas ou outros momentos de maior fluxo de pessoas na unidade. A coleta interna tem de ser efetuada de acordo com as necessidades da unidade geradora. visando agilizar a coleta dentro do estabelecimento. 3. por no máximo 8 horas. O trajeto para o traslado de resíduos desde a geração até o armazenamento externo deve permitir livre acesso dos recipientes coletores de resíduos. No armazenamento temporário não é permitida a retirada dos sacos de resíduos de dentro dos recipientes ali estacionados. Utilizar EPI: uniforme. É expressamente proibido esvaziar os sacos de resíduos de serviços de saúde. quando necessária. 5. Após a coleta interna. antiderrapante e rampa. No caso de acidente ou derramamento. superfície plana. resistente. NUNCA PRESSIONAR O CONTEÚDO DO RECIPIENTE COM MÃOS OU PÉS PARA EVITAR LESÕES COM PÉRFURO-CORTANTES. além de abertura para ventilação. como plástico. gorro. 2. 4. retirando as luvas e colocando-as em local apropriado. Os carros coletores devem ser higienizados diariamente ou sempre que apresentar sinais de vazamento de resíduos. feitos de material resistente e de fácil limpeza. luvas e botas. O funcionário deve lavar as mãos antes de calçar as luvas e depois de retirá-las. Caso o volume de resíduos gerados e a distância entre o ponto de geração e o armazenamento final justifiquem. no que se refere à freqüência. 9. Armazenamento Temporário 1. luvas. Consiste na guarda temporária dos recipientes contendo os resíduos já acondicionados. Os horários de coleta não devem prejudicar outras atividades. com inclinação de acordo com a RDC da ANVISA N. Após a coleta interna o material pode ir sendo acumulado em uma área específica. gorro. central em relação a vários pontos de descarte e próxima a eles. máscara. Não poderá ser feito armazenamento temporário com disposição direta dos sacos sobre o piso. 5. O transporte dos resíduos para o abrigo de resíduos deve ser sempre realizado pelos carros de coleta interna. possuir piso com revestimento resistente à abrasão. No manuseio de resíduo comum.

pás. panos de chão e demais materiais destinados ao gerenciamento de resíduos de serviços de saúde. pontos de iluminação e de água. impermeáveis. 8. acrescido de óculos protetores. O abrigo de higienização deve ser contíguo ao abrigo de resíduos. O abrigo de resíduo não deve ser usado para guarda ou permanência de utensílios. de dimensão equivalente a. materiais. O fechamento deve ser constituído de alvenaria revestida de material liso. Os recipientes de transporte interno não podem transitar pela via pública externa à edificação para terem acesso ao abrigo de resíduos. 9. canaletas de escoamento de águas servidas direcionadas para a rede de esgotos do estabelecimento e ralo sifonado provido de tampa que permita a sua vedação. O abrigo de resíduo deve ser higienizado (limpeza e desinfecção) após a coleta externa ou sempre que ocorrer derramamento. no mínimo. dimensões compatíveis com os equipamentos que serão submetidos à limpeza e higienização. deve ser construído em ambiente exclusivo. lisos. 2. lavável e de fácil higienização. 12 . vassouras. 4. possuir cobertura com telhado. O abrigo deve ser identificado e restrito aos funcionários do gerenciamento de resíduos. de largura compatível com as dimensões dos recipientes de coleta externa. carros coletores de resíduos. Abrigo de higienização 1. providos de pontos de luz e tomada. O armazenamento externo. recipientes de suporte de sacos de resíduos. Consiste na guarda dos recipientes de resíduos até a realização da coleta externa. tomada elétrica. com acesso externo facilitado à coleta. lavável e de fácil higienização. com aberturas para ventilação. O abrigo de resíduos deve possuir área específica de higienização para limpeza e desinfecção simultânea dos recipientes coletores e demais equipamentos utilizados no manejo de RSS. impermeável. sentido de abertura para fora. laváveis e de cor clara. O abrigo de higienização consiste em local exclusivo para limpeza e higienização dos utensílios. O abrigo deve ter porta provida de tela de proteção contra roedores e vetores. de fácil acesso aos recipientes de transporte e aos veículos coletores . denominado de abrigo de resíduos. 7. 2. O piso deve ser revestido de material liso. possuindo. 6. ponto de água com torneira baixa e alta. ambientes separados para atender o armazenamento de recipientes de resíduos do GRUPO A e do GRUPO D. equipamentos de limpeza ou qualquer outro objeto. com tela de proteção contra insetos . 4. 3. 3. canaletas de escoamento de águas servidas direcionadas para a rede de esgoto do estabelecimento e ralo sifonado com tampa que permita a sua vedação. piso e paredes resistentes. em ambiente exclusivo com acesso facilitado para os veículos coletores. O funcionário deve usar o mesmo EPI da coleta interna II.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Armazenamento Externo 1. O abrigo de resíduos do Grupo A e D deve ser dimensionado de acordo com o volume de resíduos gerados. 5. 1/20 (um vigésimo) da área do piso. com capacidade de armazenamento dimensionada de acordo com a periodicidade de coleta do sistema de limpeza urbana local. no mínimo. tanque com torneira. baldes. A limpeza e desinfecção devem ser diárias.

inclusive esporo bacteriano. bactérias na forma vegetativa. roupas 13 . Artigos Semicríticos: artigos que entram em contato com membranas mucosas intactas ou com a pele lesada. Desinfecção: processo que elimina a maioria ou todos os microrganismos patogênicos. CLASSIFICAÇÃO DOS ARTIGOS MÉDICOS Artigos Críticos: artigos com alto risco de causar infecção. tubos endotraqueais circuito de anestesia. mas é susceptível a outros microrganismos como o bacilo da tuberculose e vírus. sangue. mas não destrói microrganismos resistentes como o bacilo da tuberculose e esporos bacterianos. fezes. termômetro. circuito de terapia respiratória.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ESTERILIZAÇÃO E DESINFECÇÃO INTRODUÇÃO „ „ Os artigos de múltiplo uso em estabelecimentos de saúde podem transportar agentes infecciosos se não sofrerem processo de descontaminação após o uso entre um paciente e outro. exceto os esporos bacterianos de superfícies inanimadas. colonoscópios. espéculos vaginais. utensílios de refeição. Artigos Não-críticos: artigos que entram em contato apenas com a pele íntegra. alimento. pode ser realizada com glutaraldeído a 2% ou hipoclorito de sódio a 0. Desinfecção de baixo nível: mata a maioria das bactérias. materiais cirúrgicos. • • • Desinfecção de alto nível: destrói todos os microrganismos e alguns esporos. é realizada com hipoclorito de sódio a 0. pode ser realizada com hipoclorito de sódio a 0. Exemplos: Implantes ou próteses. etc. Desinfecção de médio nível: inativa o bacilo da tuberculose. Habitualmente a mucosa intacta é resistente à infecção por esporos bacterianos comuns. Exemplos: Estetoscópios. Exemplos: Instrumentos de fibra óptica (broncoscópios. Estes artigos podem apenas ser limpos ou submetidos à desinfecção de baixo nível. artroscópios. deve preceder qualquer processo de esterilização ou desinfecção. otoscópios. exceto os esporos bacterianos da pele e mucosas. cateteres intravasculares. Estes artigos devem ser submetidos à desinfecção de alto nível.1% com tempo de exposição de 10 minutos ou com álcool a 70%.000 ppm) ambos com um tempo de exposição de 20 minutos ou mais. Antissepsia: processo que elimina a maioria ou todos os microrganismos patogênicos. DEFINIÇÕES Limpeza: remoção de todo material estranho dos objetos (por exemplo: terra.1% (1. A limpeza. Estes artigos devem ser esterilizados. se contaminados com qualquer tipo de microrganismo.).01% (100 ppm) durante 10 minutos ou com álcool a 70%. agulhas. são objetos que entram em contato com o sistema vascular ou com tecidos estéreis. a maioria dos vírus e fungos. laparoscópios. exceto esporos bacterianos. alguns vírus e fungos. Esterilização: destruição ou eliminação completa de todas as formas de vida microbiana. endoscópios). desinfecção e esterilização adequadas dos diversos artigos médico-hospitalares é essencial na prevenção das infecções hospitalares.

Deve estar separada das demais através de uma barreira física. exclusivos. utilizando água+sabão ou imersão em solução desincrostante . identificando o material. resfriados • Gorro naturalmente nas autoclaves(não resfriar em bancadas. identificação. de acesso restrito. pias e bancadas de trabalho deve permitir um fluxo contínuo sem retrocesso e sem cruzamento do material limpo com o contaminado. ainda. um depósito para material de limpeza e vestiário com sanitários para funcionários. pois ocorre formação de umidade) Estocar em armários fechados. Classificação Área suja Preparo Empacotamento. Meio Químico Gasoso • Óxido de etileno • Pastilhas de formalina EPI • Luvas de borracha grossas. antiderrapante • Máscara antipartículas • Óculos protetores • Avental impermeável • Botas impermeáveis • Gorro • Uniforme • Gorro • Uniforme • Gorro Armazenamento Armazenar com garantia de preservação da esterilidade do material Área limpa c. controle químico Área limpa Esterilização Eliminação completa de todas as formas de vida microbiana dos artigos Área limpa Método • Lavagem manual ou mecânica. lavagem e secagem. data e responsável • Fixar fita de controle químico na face externa do pacote a. Meio Químico Líquido • Glutaraldeído Os pacotes devem estar • Uniforme íntegros e secos. É necessário que haja uma barreira física separando a área limpa da contaminada. descontaminação. A estrutura física da central de material deve prever. Meio Físico • Calor seco • Calor úmido sob pressão b. • Desmontar equipamentos articulados • Enxágüe com água corrente potável • Idealmente o último enxagüe deve ser feito com água destilada (evitar desgaste dos materiais devido ao depósito de metais oriundos da água ou das tubulações • Secagem • Empacotar conforme indicado • Etiquetar.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ÁREAS DA CENTRAL DE MATERIAL ESTERILIZADO „ „ „ A disposição dos equipamentos. Área Expurgo Função Receber materiais contaminados e executar processos de limpeza. cano alto. 14 .

Manter o recipiente fechado 4. avental impermeável Para se tornar esporocida. se necessário 3. óculos. ou seja. Preencher o interior das tubulações com auxílio de seringas. secar com técnica asséptica e compressas estéreis ou com ar comprimido. O glutaraldeído é excelente microbicida e é não-corrosivo para metais. Desinfecção: enxágüe com água potável. a solução deve ser “ativada”. plásticos e lentes • • • • • • • • • • EPI: máscara com filtro químico. além de não alterar borrachas. secagem. luva de borracha. Imersão completa na solução 2.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ESTERILIZAÇÃO E DESINFEÇÃO DE ALTO NÍVEL DE ARTIGOS MÉDICO-HOSPITALARES EM SOLUÇÃO DE GLUTARALDEÍDO A 2% Artigos utilizados • • Usar EPI Desmontar artigos articulados Lavar com água e sabão ou imergir em solução desincrostante Secagem Expurgo Limpeza • • Área limpa 1. Acondicionar em campo estéril 15 Área limpa Enxágüe e secagem • Área limpa Acondicionamento • . Observar o tempo de exposição: • desinfecção: 30 minutos • esterilização: 10 horas 5. tornar-se alcalina através da adição de um agente alcalinizante (ativador) A vida média desta solução é de 14 a 28 dias Não misturar artigos de substâncias metálicas diferentes Contar o tempo após a imersão do último artigo Os recipientes devem conter volume suficiente da solução para imergir totalmente os artigos Os recipientes devem ficar bem tampados Identificar os recipientes por fora: solução. prazo de validade Retirar os artigos da solução com luva estéril Esterilização: enxágüe em água estéril com técnica asséptica(luvas e baldes estéreis).

com espaço entre eles • Caixas metálicas devem estar deitadas e utilizadas somente sem a tampa ou perfuradas e recobertas com embalagem adequada (algodão cru. Colocar campo simples no interior da caixa. Compreende três fases: • Tempo de penetração • Tempo de esterilização • Intervalo de confiança Aguardar 5 a 10 minutos. próximo à válvula de exaustão do vapor).Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ESTERILIZAÇÃO PELO CALOR ÚMIDO SATURADO SOB PRESSÃO (AUTOCLAVE) EMBALAGENS PARA ESTERILIZAÇÃO EM AUTOCLAVE A VAPOR Materiais Instrumentos Cirúrgicos Embalagens Caixa metálica. Não secar os materiais em bancadas fora da autoclave. embalar em grupos com campo de algodão cru duplo Drenos: envelope de polipropileno (filme plástico) Luvas: papel grau cirúrgico Tecidos Vidros Borracha PROCESSO GERAL DE ESTERILIZAÇÃO EM AUTOCLAVE A VAPOR Processo Disposição dos pacotes dentro da autoclave Método • Empilhamento vertical • Não ultrapassar 2/3 da capacidade da câmara e não encostar nas paredes • Dispor os pacotes de forma intercalada. A seguir. sempre na primeira carga do dia e ao término de qualquer manutenção realizada (preventiva ou corretiva) „ O pacote com o teste dever ser colocado no local de mais difícil acesso ao agente esterilizante (no caso. Teste da Fita de Autoclave „ Colocar uma fita de autoclave na face externa de cada pacote a ser esterilizado na autoclave. ocorre a admissão do vapor. papel crepado) • Objetos côncavos devem ser colocados de boca para baixo Remoção do ar do interior da câmara e dos pacotes através de vácuo Após a exaustão do ar. 16 . favorecendo a contaminação. iniciase a exposição dos materiais à esterilização. „ Verificar a mudança da coloração do indicador químico. acondicionar os materiais semi-abertos e cobri-los com as pontas do campo Campo de algodão cru duplo Embalar individualmente em campo simples. pois ocorre a formação de umidade. Remoção Admissão do vapor Exaustão do vapor Secagem da carga MONITORIZAÇÃO Teste biológico „ Realizado semanalmente.

„ Colocar somente o pacote-teste na autoclave. „ Se a fita estiver pálida em sua região central. separado dos demais. com intervalos de pelo menos 30 cm do chão e 50 cm do teto. em local onde o acesso do vapor é mais difícil.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Teste de Bowie-Dick (modificado) „ Avalia a adequação da etapa de remoção do ar da câmara interna da autoclave. não absorvente. o ambiente deve ser climatizado para se obter uma temperatura em torno de 25 °C. „ O material esterilizado deve ficar em local próprio e limpo. „ Sua disposição deve ser preferencialmente em prateleiras com portas de fácil limpeza. ESTOQUE E VALIDADE DA ESTERILIZAÇÃO Invólucros Tecido de algodão simples (duas camadas costuradas nas pontas) Tecido de algodão duplo Papel crepado simples Tecido de algodão simples + papel simples Envelope de polipropileno Condições de estoque Armário aberto Armário fechado Armário aberto Armário fechado Armário aberto Armário fechado Armário aberto Armário aberto Prazo de validade (dias) 3-14 14-21 28-56 56-77 28-49 > 63 77-98 5 anos 17 . „ Empilhar campos de 0. de cerca de 24 x 30 cm.90 x 0. de acordo com as especificações do fabricante. comprova-se a presença de ar residual na câmara interna e a autoclave deve ser interditada para avaliar o funcionamento da bomba de vácuo.60 cm em número de 24 a 36 campos. ou seja. e autoclavar o teste a 134-137 °C durante exatamente 3 minutos e meio. obtendo-se uma pilha de 25 a 28 cm de altura. „ Recomenda-se que o teste de Bowie-Dick seja feito no primeiro ciclo do dia. „ Colocar a folha com a fita de autoclave no centro geométrico desta pilha. „ Empacotar normalmente e identificar como “pacote-teste”. „ É necessário que a circulação do pessoal seja restrita! „ Em nossa região geográfica. na parte inferior e na frente. „ Este teste pode ser improvisado com o uso de fita para autoclave colado em cruz cobrindo toda uma folha de papel encerado. ARMAZENAMENTO „ Um correto processo de esterilização só acontece quando se completa com eficácia e segurança o armazenamento do material. „ Efetuar a operação de pré-vácuo da câmara.

SECAGEM COM AR COMPRIMIDO AUTOCLAVE (METÁLICA) CÂNULA DE TRAQUEOSTOMIA GLUTARALDEÍDO A 2% (PLÁSTICA) AUTOCLAVE AUTOCLAVE ÁLCOOL A 70% 30 MINUTOS FRASCOS DE ASPIRAÇÃO LÁTEX PARA ASPIRAÇÃO CABO DE LARINGOSCÓPIO AMBU LAVAGEM COM ÁGUA E SABÃO MÁSCARA E COPO DE NEBULIZAÇÃO HIPOCLORITO DE SÓDIO A 0. TEMPO DE TROCA DE TROCA DA SOLUÇÃO: 15 DIAS APÓS ATIVAÇÃO. RETIRAR ARTIGOS DA SOLUÇÃO COM LUVAS ESTÉREIS. ACONDICIONAR ARTIGOS EMBALADOS EM CAMPOS ESTÉREIS EM RECIPIENTE FECHADO. BASTA ATIVÁ-LO.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS PADRONIZAÇÃO DE DESINFECÇÃO E ESTERILIZAÇÃO DE ARTIGOS DISPOSITIVOS RESPIRATÓRIOS ARTIGO MÁSCARAS DE AMBU E MACRONEBULIZAÇÃO VÁLVULAS DE AMBU COM COMPONENTE METÁLICO CÂNULA OROFARÍNGEA LÂMINA DE LARINGOSCÓPIO (sem lâmpada) TUBO OROTRAQUEAL CIRCUITOS DE RESPIRADORES CONEXÕES E ACESSÓRIOS DE RESPIRADORES REPROCESSAMENTO GLUTARALDEÍDO A 2% TEMPO 30 MINUTOS • • GLUTARALDEÍDO A 2% GLUTARALDEÍDO A 2% GLUTARALDEÍDO A 2% GLUTARALDEÍDO A 2% GLUTARALDEÍDO A 2% 30 MINUTOS 30 MINUTOS 30 MINUTOS 30 MINUTOS 30 MINUTOS • • • CIRCUITOS DE CPAP NASAL GLUTARALDEÍDO A 2% 30 MINUTOS • COMENTÁRIOS GLUTARALDEÍDO É PRONTO USO. ENXAGÜE COPIOSO COM ÁGUA POTÁVEL.02% 60 MINUTOS FRICCIONAR E DEIXAR SECAR TRÊS VEZES CONSECUTIVAS DESINFECÇÃO DE ALTO NÍVEL COM GLUTARALDEÍDO EM CASO DE CONTAMINAÇÃO COM MATÉRIA ORGÂNICA ENXAGÜE COPIOSO COM ÁGUA POTÁVEL 18 .

1% 10 MINUTOS 19 .1% 20 MINUTOS ESFIGMOMANÔMETRO ALMOTOLIAS SEMANALMENTE INICIAR A CONTAGEM DO TEMPO DE FERVURA QUANDO A ÁGUA ESTIVER EM EBULIÇÃO ENXAGÜAR EM ÁGUA FERVIDA .Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS PADRONIZAÇÃO DE DESINFECÇÃO E ESTERILIZAÇÃO DE ARTIGOS INSTRUMENTAL CIRÚRGICO E OUTROS ARTIGOS ARTIGO REPROCESSAMENTO INSTRUMENTAL CIRÚRGICO AUTOCLAVE METÁLICO AGULHAS METÁLICAS AUTOCLAVE ELETROCAUTÉRIO AUTOCLAVE PONTAS DE CRIOCAUTÉRIO AUTOCLAVE TECIDO PARA PROCEDIMENTO AUTOCLAVE CIRÚRGICO AUTOCLAVE ESPÉCULO VAGINAL (metálico) OU GLUTARALDEÍDO A 2% COMADRES E PAPAGAIOS ÁLCOOL A 70% TEMPO COMENTÁRIOS 30 MINUTOS FRICCIONAR E DEIXAR SECAR TRÊS VEZES CONSECUTIVAS FRICCIONAR E DEIXAR SECAR TRÊS VEZES CONSECUTIVAS FRICCIONAR E DEIXAR SECAR TRÊS VEZES CONSECUTIVAS TERMÔMETRO ÁLCOOL A 70% ESTETOSCÓPIO ÁLCOOL A 70% LAVAGEM DO MANGUITO COM ÁGUA E SABÃO LAVAGEM COM ÁGUA E SABÃO FERVURA OU ESTERILIZAÇÃO EM AUTOCLAVE HIPOCLORITO DE SÓDIO A 0.PREENCHER TODA A LUZ DA SONDA .ENXAGÜAR COM ÁGUA FERVIDA COPOS DE MAMADEIRAS E CHUCAS BICOS DE MAMADEIRAS 10 MINUTOS SONDAS PARA DIETA ENTERAL HIPOCLORITO DE SÓDIO A 0.

A água sanitária contém 5. A solução deverá ser trocada a cada 24 horas.500 ppm de cloro livre. 7. 20 . Secar bem e guardar em recipiente limpo. retirar todos os artigos empregados na terapia inalatória. no momento da troca da solução. 6. incluindo máscaras. umidificadores e tubulações. Sumarizamos abaixo a rotina preconizada: Imediatamente após o uso. utilizando-se de escovas para uma limpeza adequada. Identificar o recipiente com o nome da solução. copos. DILUIÇÃO DO HIPOCLORITO DE SÓDIO PARA DESINFECÇÃO DE UTENSÍLIOS HOSPITALARES „ A solução de hipoclorito normalmente disponível para uso hospitalar é a 1% (10. Secar bem. a partir de uma solução a 1% (10. Enxaguar abundantemente para total remoção de resíduos de detergente. Lavar com água e detergente neutro.25% ou 52. Após 60 minutos. 5.000 ppm): • Vr = (Cf x Vf) ÷ Ci • Vr = (200 x 1000 mL) ÷ 10000 = 200000 ÷ 10000 = 20 mL (retirar 20 mL da solução de hipoclorito a 1% e acrescentar a 980 mL de água para se obter 1 litro da solução a 200 ppm). com água e detergente neutro. 9. empregase a fórmula: Vr = (Cf x Vf) ÷ Ci Onde: Vr = volume em mililitro a ser retirado da solução que se dispõe no hospital Cf = concentração final da solução que se quer preparar (em % ou ppm) Vf = volume final em mililitros que se quer obter Ci = concentração inicial da solução que se dispõe no hospital „ Exemplo: preparar uma 1 litro de uma solução de hipoclorito de sódio a 200 ppm (0. 10. Para se calcular qual o volume que deve ser retirado de uma destas soluções para obter-se uma nova solução em concentração diferente.02%). conforme recomendado no manual do Ministério da Saúde sobre Orientações Gerais para Central de Esterilização. 3. As tubulações devem ter todo seu lúmen preenchido com a solução. a data e a hora da troca. O recipiente usado na desinfecção deverá ser lavado diariamente.000 ppm). para garantir a desinfecção de toda a superfície interna. Colocar em solução de hipoclorito de sódio a 200 ppm de modo que os artigos fiquem totalmente submersos e que toda a superfície interna e externa permaneça em contato com a solução. bem como sua tampa. obtém-se o mesmo volume: 0. • Calculando-se com a concentração em porcentagem. 1.02% x 1000 ÷ 1% = 20 mL „ A validade da solução após o preparo é de 24 horas (devido à volatilização do cloro e pela ação inativadora exercida pela luz solar). 4. sua concentração. 8. 2001. artigo por artigo.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS LIMPEZA E DESINFECÇÃO DOS ARTIGOS UTILIZADOS EM TERAPIA INALATÓRIA „ Tais procedimentos visam a eliminação do risco de transmissão de patógenos respiratórios para os pacientes durante o uso dos artigos supracitados. 11. utilizando-se para tanto de uma seringa estéril. O processo deverá constituir-se de desinfecção com hipoclorito de sódio a 200 ppm por um período de 60 minutos. 2. Certificar-se que não há bolhas de ar no interior das tubulações. retirar todo o material com luvas e enxaguar copiosamente com água corrente. seco e fechado.

Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS TABELA PARA O PREPARO DE HIPOCLORITO DE SÓDIO PARA DESINFECÇÃO DE ARTIGOS DE INALOTERAPIA Volume de hipoclorito a 1% (10.000 ppm) Volume de água Volume total da solução a 200 ppm (0.000 ppm) Volume de água Volume total da solução a 200 ppm (0.02%) Volume de hipoclorito a 1% (10.02%) 10 mL 20 mL 40 mL 60 mL 80 mL 100 mL 490 mL 980 mL 1960 mL 2940 mL 3920 mL 4900 mL 500 mL 1 litro 2 litros 3 litros 4 litros 5 litros 120 mL 140 mL 160 mL 180 mL 200 mL 5880 mL 6860 mL 7840 mL 8820 mL 9800 mL 6 litros 7 litros 8 litros 9 litros 10 litros 21 .

uma para cada área. „ Existe risco de recontaminação da roupa limpa na lavanderia por vários mecanismos: via aérea. contaminava todo o ambiente circundante. que pode ser evitado por barreira de contaminação. principalmente de origem humana. dependendo de sua atividade física. pela umidade da área. então. etc. durante o processo de separação da roupa suja. Estes germes. o equipamento e os métodos utilizados no processo da roupa. relacionada ao efeito filtro da extratora.000 a 60.). têm pouca capacidade de sobreviver independentes no meio ambiente. sem contar os riscos advindos da sujidade presente. é comum a proliferação de Pseudomonas. evitando agitação e. utilizado nas lavanderias tradicionais.000 bactérias por minuto. as instalações. • área limpa: utilizada para acabamento e armazenamento. pelo fato da roupa cair no chão. reduz até 99% da contaminação. ou seja. mais conhecido pelo reconhecimento das mãos como importante mecanismo de veiculação de infecção. foi a instalação da barreira de contaminação. para o controle das infecções. com duas portas de acesso. através da ação mecânica da água. ou ainda. „ O processo normal de lavagem. transportadas em sacos impermeáveis. que grande número de bactérias jogadas no ar. „ A Portaria do Ministério da Saúde 1. ROUPA CONTAMINADA „ É a roupa que se apresenta suja com fluidos biológicos ou contém agulhas e/ou outros materiais perfurocortantes usados. „ Esta barreira de contaminação só será realmente eficiente se existirem as lavadoras de desinfecção. 22 . „ Florence Nightingale. se agitadas. temperatura. que aderem às fibras de tecido onde. onde. origina-se a partir de microrganismos que fazem parte da microbiota humana normal do paciente.884/94 estabelece que deve existir uma barreira física. „ Dois princípios básicos norteiam o controle de infecções em lavanderia hospitalar: não agitar a roupa e remover ou destruir os microrganismos contaminantes. PLANEJAMENTO „ Estudos realizados na área da microbiologia vieram revelar que o processamento da roupa em um ambiente único. pelos próprios funcionários contaminados (mãos sujas. ou seja. que separa a lavanderia em duas áreas distintas: • área suja (considerada contaminada): utilizada para separação e lavagem.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS LAVANDERIA HOSPITALAR INTRODUÇÃO „ Os pioneiros do controle de infecção hospitalar identificaram o papel da roupa suja na sua cadeia epidemiológica. aumentam a capacidade de sobrevivência dos microrganismos no ambiente. em hospitais de campanhas militares. A barreira de separação também poderá ser dotada de visores. que é definida como um ambiente que minimiza a entrada de microrganismos externos através de soluções arquitetônicas. em quantidade adequada a todas às unidades do hospital . todas devem receber o mesmo tratamento. „ Tais descobertas revolucionaram a planta física da lavanderia hospitalar. na área suja. que consiste na remoção da sujidade. organizou lavanderias com conceitos mantidos até hoje nas lavanderias hospitalares. lesões de pele secretantes ou descamativas. na parede que separa a área contaminada da área limpa. „ Como é difícil saber se uma roupa suja está contaminada ou não. manipuladas o mínimo possível. responsável pelo processamento da roupa e sua distribuição em perfeitas condições de higiene e conservação. „ Assim. identificou um surto relacionado com a reutilização da roupa suja por diversos pacientes e recomendou. elimina 3. para facilitar a comunicação e o controle. embora para este último seja questionada sua ação germicida nas concentrações empregadas. os materiais perfurocortantes encontrados devem ser depositados em recipientes de superfícies rígidas para descarte ou devolução. „ A grande maioria das infecções hospitalares tem origem endógena. „ A principal medida introduzida na moderna lavanderia hospitalar. alteração de pH. A presença de matéria orgânica. propiciava a recontaminação constante da roupa limpa na lavanderia. sua lavagem e cloração. Esses estudos mostraram ainda. Semmelweis. adaptados ao parasitismo. podem ser dispersas pela poeira contaminante. alvejante (cloro ou peróxido de hidrogênio) e amaciante (quaternário de amônio). „ A lavanderia hospitalar é um dos serviços de apoio ao atendimento dos pacientes. „ O ser humano.

COLETA UTILIZAÇÃO PROCESSAMENTO DISTRIBUIÇÃO Figura 2 – Fluxograma da roupa na lavanderia. COLETA BARREIRA RECEPÇÃO PESAGEM BARREIRA LAVAGEM CENTRIFUGAÇÃO SECAGEM CALANDRAGEM DOBRAGEM BARREIRA ARMAZENAMENTO DISTRIBUIÇÃO CONSERTO 23 .Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Figura 1 – Fluxo da roupa no hospital.

depositam-se no tecido das roupas. veículos distintos ou. selada. servindo de alimento para outras espécies. „ A coleta deve ser realizada em horário preestabelecido e a roupa suja deve permanecer o menor tempo possível na unidade. assim. descontaminar imediatamente com hipoclorito de sódio a 1%. Na presença de grande quantidade de sangue. é obrigatório retirar as luvas para evitar a contaminação cruzada. os órgãos internacionais desaconselham a separação da roupa suja. ♦ Remover o desinfetante com pano molhado. que habita as roupas de cama. tocar maçanetas. evitando o rompimento da embalagem e contaminação do ambiente. ♦ Proceder à limpeza de toda a área com a solução de detergente neutro. um lençol aparentemente limpo contem seres vivos que podem transmitir doenças.. a roupa suja é transportada à recepção do setor de roupa suja. „ A roupa suja deve ser recolhida em sacos de material resistente e de cor diferente da escolhida para transportar o lixo. „ Os carros de coleta e transporte de roupa suja devem ser leves. „ Portanto. Os mesmos princípios devem ser aplicados ao veículo de transporte. retirar o excesso da carga contaminante em papel absorvível. „ Havendo extravasamento de uma embalagem. e recomenda-se transportar a roupa dobrada ou enrolada. atenção especial deve ser dado ao transporte da roupa suja para a lavanderia e para a distribuição da roupa limpa para os hospitais. um destino errado. como o ácaro. A coleta da roupa suja deve ser feita com muito cuidado. que consideram toda roupa usada como contaminada. etc. fezes. „ Se a roupa limpa for embalada de forma individualizada. alimentandose dos resíduos. „ 24 . para o processamento em nível de lavanderia. que elimina microrganismos aderidos em suas células superficiais. envolvendo. aço. „ Terminada a coleta nas unidades. „ Ambos os carros devem. ♦ Secar bem a área com pano limpo. para evitar a dispersão dos germes. ♦ Aplicar sobre a área. A limpeza destes contêineres deverá ser semelhante à dos carrinhos coletores. devido às precauções-padrão. a contaminação posterior ao reprocessamento da mesma é reduzida. retirando-as logo após realizada a coleta de um local. pelo menos. nunca cruzando roupa limpa com a suja na mesma carga. providos de tampas e feito de material que permitam uso de produtos químicos na sua limpeza e desinfecção. secreções ou outros fluidos orgânicos. ♦ Encaminhar o pano usado para secagem da área para a lavanderia em saco plástico. fibra de vidro. „ O funcionário que exercer esta função deve utilizar luvas de borracha em ambas as mãos. seja na lavanderia ou nas unidades de atendimento aos pacientes. „ Não deve-se arrastar sacos de roupa pelo chão. resistentes e pouco profundos. facilitando a operação de retirada da roupa e sua higenização. ♦ Desprezar o papel em saco plástico branco leitoso próprio para uso hospitalar.) „ O transporte deve ser sempre separado. com áreas ou contêineres separados. evitando. Ao empurrar o carro. não deve haver agitação nem separação. „ Atualmente. „ Deve-se usar carros diferentes para a coleta da roupa suja e o transporte da roupa limpa. onde a separação entre roupa limpa e suja deve ser rigorosa. está indicada a utilização de luvas. „ O transporte da roupa coletada e embalada pode ser feitos por carros coletores. Os carros são confeccionados em diversos materiais (alumínio. „ Os carros utilizados no transporte das roupas devem possuir uma identificação para diferenciar o carro de coleta de roupa suja do carro de transporte da roupa limpa. hipoclorito de sódio a 1% durante 10 minutos. através da seguinte técnica: ♦ Com o uso de luvas. PROCESSAMENTO DA ROUPA NA ÁREA SUJA Recepção „ Na área de recepção. „ Na retirada da roupa. „ No caso de lavanderias que processam a roupa de outros hospitais. os sacos de roupa suja são recebidos e pesados. etc. diariamente.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS COLETA A pele tem como mecanismo de defesa a descamação. „ Estes carros coletores devem ser específicos para este fim. preferencialmente. ser submetidos a limpeza com água e detergente neutro e desinfecção com hipoclorito de sódio a 250 ppm. A pesagem das roupas é indispensável para indicar a carga correta das lavadoras. Estas células. juntamente com as secreções. em geral 80% de sua capacidade de lavagem.

como agulhas e material cirúrgico. mão-de-obra e tempo. a fim de evitar que a roupa fique totalmente torcida no final da lavagem. que fica encaixada na parede ou barreira de contaminação. Esta máquina caracteriza-se por possuir duas portas (de entrada e de saída). perfurado. Além disso. portanto. „ A maioria das roupas hospitalares tem contato apenas com a pele íntegra. de modo a permitir a aspiração do ar da área limpa. Como está contra-indicada a manipulação da roupa para classificá-la. PROCESSAMENTO DA ROUPA NA ÁREA LIMPA Centrífuga ou extratora „ É a máquina usada para eliminar ou extrair até 40% da água da roupa saída da lavadora. no caso de superfícies metálicas. avental impermeável e máscara antipartículas. para adequação do processo de lavagem. necessitando apenas estar limpas no final de seu reprocessamento. „ Existem máquinas que incorporam a centrifugagem à própria lavadora: são as lavadoras extratoras. deve ser regulado por válvula. livre de patógenos em número suficiente para causar doenças aos pacientes. dentro da máquina. apresentam risco de acidentes para os funcionários com a veiculação de patógenos sangüíneos. a fim de impedir a abertura simultânea da ambas as portas 9 o fluxo de ar. para a retirada de instrumentos cirúrgicos e outros objetos. a fim de resistirem à química da lavagem. causando danos às máquinas e ao próprio processo. um fixo externo e um giratório interno perfurado. um que funciona como um tambor externo e outro como um cesto interno. A contagem total de bactérias não pode exceder 10 UFC por mililitro. na área limpa. Lavagem „ A sujidade funciona como substrato para a multiplicação microbiana e a sua simples remoção diminui a contaminação. cirurgias. „ As roupas utilizadas em procedimentos críticos. Lavadora „ A lavadora compõe-se de dois cilindros. isto é.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS „ „ „ „ Entretanto. Por exemplo. caso contrário pode haver recontaminação da roupa durante os enxagües. sendo. „ A finalidade primordial da lavanderia é remover a sujidade da roupa para que ela adquira odor e aparência agradáveis. e a expulsão do ar contaminado para a área contaminada.devem preencher os seguintes requisitos: 9 os tambores devem ser de aço inoxidável. 25 . 9 o mecanismo de reversão deve estar equilibrado. cateterizações vasculares e procedimentos em pacientes queimados. „ Não há necessidade de esterilização das roupas utilizadas em berçários. os funcionários devem usar botas e luvas de borracha. „ Das máquinas de lavar. „ A água deve estar isenta de microrganismos patogênicos. necessitam de esterilização após serem processadas na lavanderia. muito importante os enxagües para eliminar resíduos químicos que possam causar irritação na pele dos recém-nascidos. é indispensável que todas as peças de roupa sejam cuidadosamente abertas. devendo ser posteriormente autoclavadas. os artigos perfurocortantes. reduzindo a contaminação a níveis aceitáveis. a mais utilizada na lavanderia hospitalar moderna é a lavadora de desinfecção. sabendo-se sua origem podemos prever o grau de sujidade. agrupando-as no reprocessamento. uma para acesso de roupa suja. „ Lavadoras de desinfecção . podendo ser reprocessadas conjuntamente como de sujidade pesada. Óculos de proteção podem estar indicados. durante o escoamento da água. Na separação. é conveniente reunir no mesmo ciclo roupas com níveis de sujidade similares. bancadas e pisos devem ser lavados e depois descontaminados com hipoclorito de sódio a 250 ppm ou álcool a 70%. porém. que oferecem economia de espaço. dotado de pás que giram alternadamente para um lado e para outro. as roupas encaminhadas pelo centro cirúrgico certamente diferem em nível de sujidade com as encaminhadas de uma enfermaria de clínica médica. „ Após o processamento da roupa na área suja. visando evitar que estes elementos entrem no processo de lavagem. sendo. „ A centrífuga é constituída de dois cilindros. Na área suja. na área suja e outra de saída da roupa limpa. 9 possuir um dispositivo automático. como por exemplo. classificada como artigo não-crítico. pias.

perfurados ou não. „ Alguns requisitos devem ser observados para as secadoras: 9 ser equipada com seletor de temperatura. „ Especial atenção deve ser dada durante esta fase para roupa não tocar o chão. a roupa é dobrada e guardada. que giram dentro de calhas fixas de ferro. A roupa. a roupa pode ser passada pela calandra.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Secadora „ Possui também dois cilindros: um interno. aquecidas a vapor ou eletricidade. Armazenamento „ Posteriormente. „ As roupas que necessitarem de conserto devem ser lavadas novamente antes do uso. 9 ter dispositivo de segurança na porta. seca e desenruga. entre os rolos. uma vez que na calandra isto ocorre com maior freqüência. passada sob pressão. „ Os cestos que contêm as peças giram. evitando acidentes com as mãos do operador. „ É provida de um dispositivo que desliga automaticamente a máquina. 9 dispor de comando automático de tempo de secagem. Para armazenamento da roupa processada. que movimenta a roupa pela rotação e presença de pás. „ As secadoras destinam-se à secagem da roupa em altas temperaturas. esta área deve contar com armários específicos para este fim. revestidos. entre a calha aquecida e o cilindro girando. 26 . Calandra „ Após a secagem. e outro externo fixo. com portas e construído de material de fácil limpeza. É constituída de dois ou mais rolos ou cilindros de metal. através da passagem forçada de ar quente entre as peças. enquanto um exaustor retira o ar aquecido que passou pelas roupas por um cabeçote. 9 possuir o tambor interno de material resistente à corrosão. giratório.

gases. fumaças. antiderrapante. „ O sistema de exaustão deve ser devidamente dimensionados e mantido em boas condições de funcionamento. quando usadas para a circulação do ar. „ Esta separação em áreas servem para impedir a contaminação cruzada entre alimentos crus e prontos e/ou utensílios limpos e utensílios sujos. não devem ser utilizados nas áreas de processamento. portanto. „ Todas as bancadas destas áreas devem ser preferencialmente de aço inox ou outro material resistente e de fácil higienização. impermeável. „ As janelas e outras aberturas presentes na parede. garantir o conforto térmico e manter o ambiente livre de fungos. „ O forro deve ser livre de rachaduras. „ O ar ambiente das áreas de processamento de alimentos deve ser renovado freqüentemente através de equipamentos de exaustão. devem ser dotadas de telas. „ O ar-condicionado e o ventilador são equipamentos que não atendem a estes requisitos e. resistente. em cor clara e em bom estado de conservação. obedecer um fluxo coerente e evitar cruzamentos entre as atividades. 27 . „ Sendo de rede pública. a caixa d’água deve ser lavada a cada 6 meses (vide técnica no capítulo “Higienização da Caixa D’água”) e a água deve ter sua potabilidade microbiológica atestada semestralmente. „ O acabamento deve ser liso.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NORMAS DE HIGIENE ALIMENTAR PARA O SETOR DE NUTRIÇÃO E DIETÉTICA INSTALAÇÕES Ventilação „ A ventilação deve ser adequada para proporcionar a renovação do ar. não permitindo o acúmulo de alimentos ou sujidades. deve-se prever no mínimo um local para o preparo de produtos crus e outro para produtos prontos. gordura e condensação de vapores. Teto „ O teto deve ser isento de vazamentos e goteiras. resistentes a limpezas freqüentes e isentas de bolores. impermeável. resistente ao tráfego e de fácil higienização (lavagem e desinfecção). „ Na impossibilidade de áreas separadas para cada gênero. duráveis. lavável. umidade. não devendo possuir aberturas. lavável. impermeáveis. laváveis. Água „ A água de abastecimento deve ser ligada à rede pública ou ter sua potabilidade atestada semestralmente através de laudo oficial de laboratório especializado. „ Os ralos devem ser sifonados e com grelhas com proteção telada. bolor e descascamento e deve estar em perfeitas condições de limpeza. Piso „ O piso deve ser de cor clara e de material liso. Paredes „ As paredes devem ser lisas. em cores claras. ÁREAS DO SETOR DE NUTRIÇÃO E DIETÉTICA „ Essas áreas devem seguir uma linha racional de produção. „ As prateleiras devem estar distantes 25 cm do piso e a profundidade não deve ser superior a 45 cm.

2. Área para armazenamento à temperatura controlada „ Destina-se à estocagem de gêneros perecíveis ou rapidamente deterioráveis em temperatura ambiente. situada de preferência em local externo e próximo da estocagem. a temperatura deve ser regulada para o alimento que requeira a menor temperatura. 6.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS 1. Na sua ausência. „ Deve possuir suprimento de água. específica para esta finalidade. 28 . frios e laticínios: até 8°C 9 hortifrutigranjeiros: até 10°C „ Caso o armazenamento não possa ser feito em refrigeradores diferentes para cada produto. a bancada deve ser submetida a limpeza e desinfecção rigorosa após o manuseio de cada tipo de alimento. „ „ „ „ „ Área para armazenamento à temperatura ambiente Entenda-se como temperatura ambiente uma temperatura em torno de 26°C. baldes e outros. de maneira que não provoquem a contaminação de alimentos e utensílios. Instalações sanitárias e vestiários para os funcionários „ Os sanitários usados por outros funcionários do estabelecimento de saúde não podem ser compartilhados pelo pessoal que manuseia os alimentos. devem ser higienizados e guardados em área própria. Área para pré-preparo e preparo dos alimentos „ As operações preliminares de confecção são realizadas nesta área. „ A mesma deve ser de fácil acesso aos fornecedores. Para esta área são importantes um piso em material lavável e resistente. 3. Área para depósito e higienização do material de limpeza „ Os materiais de limpeza. „ Esta área deve possuir uma cobertura para a proteção dos alimentos na hora da entrega. Área para a recepção de mercadorias „ Trata-se de uma área própria para o recebimento de mercadorias. „ Esta área deve dispor de pia com sistema completo para higiene das mãos. deveria existir uma bancada para cada tipo de alimento supracitado. Área para cocção „ Nesta área devem permanecer apenas os equipamentos destinados ao preparo de alimentos quentes. panos de chão. freezers) que possam alterar as condições térmicas ambientais. não devendo ter refrigeradores ou freezers. prateleiras e estrados. „ É obrigatória a localização de sanitários exclusivos para os funcionários do setor de nutrição e dietética no âmbito da própria unidade funcional. tais como rodos. massas. esfregões. cubas profundas e local para armazenamento do material após a higienização. „ Deve contar com área suficiente para acomodar a mercadoria no momento do recebimento e com balança tipo plataforma e tanque para pré-higiene de verduras e frutas antes do seu armazenamento. 1. Área para higienização de utensílios „ Esta área deve ser diversa da utilizada no processamento dos alimentos. pois o calor excessivo compromete o funcionamento de seus motores e conseqüentemente a garantia da temperatura específica de cada gênero. 5. conforme técnica explicada mais adiante neste texto (tópico Higiene Ambiental). A mesa do estoquista pode permanecer nesta área desde que não interfira no controle de qualidade dos alimentos e/ou no fluxo de armazenamento. comumente subdividida em: 9 preparo de carnes 9 preparo de verduras e frutas 9 preparo de massas e sobremesas „ É fundamental que esta área disponha de pia com sistema completo para a higienização das mãos. 4. local para dispor os utensílios que aguardam a higienização. „ Esta área necessita de pelo menos uma bancada provida de pia com tampo de inox ou outro material adequado para manipulação dos alimentos e fácil limpeza e desinfecção. Nesta área não deve haver equipamentos (refrigeradores. „ Recomenda-se refrigeradores em número suficiente para atender à conservação de: 9 carnes refrigeradas e alimentos prontos: até 4°C 9 sobremesas. „ De forma ideal. 7. Produtos de limpeza devem ser armazenados em local distinto.

em boas condições de higiene e conservação. 29 . torna-se desconfortável. d) evitar bigodes e costeletas. colares. d) suporte para papel toalha. tais como anéis. e) cesto com tampa acionada por pedal. relógios. Higiene corporal Os funcionários devem observar os seguintes hábitos de asseio: a) tomar banhos freqüentes. amuletos. não deve existir depósito para sabão líquido nas pias e bancadas utilizadas para o preparo dos alimentos. gorro ou similar. brincos e. O Patrão deve garantir: „ que o manipulador com diarréia. durante o trabalho. manchas. inclusive. agregando as fibras e permitindo a passagem de grande quantidade de microrganismos. c) saboneteiras específicas para sabão líquido. através de mãos sujas ou contaminadas. e) conservar as unhas curtas. „ Os funcionários uniformizados não devem sentar-se ou deitar-se no chão ou em outros locais impróprios. não devendo ser usados próximo ao calor. b) água corrente. Uniforme „ Os funcionários devem usar uniformes de cor clara. Após 15 minutos de uso. limpas e sem esmalte. g) manter a higiene adequada das mãos. aliança. resfriado. infecção nos olhos ou infecções da pele seja afastado para outra atividade. „ Ele pode ser motivo da contaminação. „ Os uniformes devem ser mantidos limpos e trocados diariamente. „ exames médicos admissionais e periódicos. espirro e conversa sobre os alimentos. sem prejuízos de qualquer natureza. sabão e papel toalha para a lavagem adequada das mãos. OBSERVAÇÃO: devido ao alto risco de contaminação química dos alimentos. Sistema para higiene das mãos Consiste em: a) lavatórios exclusivos para a higiene das mãos. „ Usar calçados fechados. c) fazer a barba diariamente. Além disso. fitinhas. „ Os cabelos devem ser mantidos totalmente cobertos e protegidos através de touca. ou por outras falhas na manipulação. „ pias com água. a máscara torna-se úmida.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS HIGIENE DOS MANIPULADORES „ O manipulador é um elemento chave na produção do alimento. provocando prurido e ocasionando maior contaminação das mãos decorrente do ato de coçar-se. bem como sem base incolor. „ instalações adequadas para que possam ser guardadas roupas e pertences. b) lavar a cabeça uma vez ao dia. „ Deve-se usar avental plástico quando o trabalho em execução propiciar que os uniformes se sujem ou se molhem. „ A utilização de máscaras na manipulação dos alimentos não é recomendada como um mecanismo de prevenção da contaminação dos alimentos. h) conservar os uniformes limpos. „ O vestuário deve ser conservado em bom estado. f) não aplicar maquiagem em excesso. tosse. correntes. „ sanitários e chuveiros em condições adequadas de funcionamento e limpeza. pulseiras. partes descosturadas ou furos. „ È proibido. „ uniformes adequados e completos em número suficiente para troca diária. o uso de acessórios ou adereços. sem rasgos.

9 lavar e desinfetar o rodo utilizado. finalizando com hipoclorito de sódio a 200 ppm. coproparasitológico. 9 deixar secar naturalmente. sendo obrigatória a realização de exames médicos admissionais e periódicos. devendo ser realizadas outras análises de acordo com avaliação médica. aventais ou qualquer outra peça da vestimenta: 9 o suor deve ser enxugado com papel toalha descartável e a seguir deve-se lavar imediatamente as mãos. tosse. „ Assoar o nariz. ouvidos ou cabelos enquanto se prepara os alimentos. „ Manipular dinheiro durante o preparo dos alimentos. „ Enxugar o suor com as mãos. Bancadas e mesas de apoio devem ser lavadas diariamente através da seguinte técnica: 9 lavar com água e detergente neutro. Para manutenção da higiene ambiental é necessário seguir rigorosamente os critérios e a freqüência dos procedimentos estabelecidos. „ Provar alimentos com talheres e voltar a colocar o talher dentro da panela. recolhendo-se os resíduos acumulados. enxagüe e desinfecção (ver capítulo “Higienização Hospitalar”). iniciando a limpeza pelo teto. dor de garganta ou gripe.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Não são permitidas as condutas abaixo nas áreas de preparo dos alimentos por representarem riscos de contaminação alimentar: „ Falar. guardanapos. Limpar a coifa semanalmente. na boca. diarréia. Semanalmente. acompanhados das seguintes análises laboratoriais: hemograma. „ O controle de saúde dos funcionários deve ser comprovado com os respectivos laudos médicos da unidade de saúde. Os ralos devem ser limpos diariamente. cantar ou assobiar sobre os alimentos. „ Fumar no local de preparo dos alimentos. „ Fazer uso de utensílios sujos. panos de pratos. Impedir a presença de animais domésticos no setor de nutrição e dietética. Controle de saúde dos manipuladores „ A Vigilância Sanitária exige que os funcionários não sejam portadores aparente ou inaparente de doenças infecciosas ou parasitárias. „ „ „ „ „ „ „ 30 . „ Enxugar as mãos no avental ou em panos. „ Deixar roupas e sapatos espalhados na área de produção. „ Espirrar ou tossir sobre os alimentos: 9 ao tossir ou espirrar. 9 enxagüar. 9 aplicar hipoclorito de sódio a 200 ppm (tabela 1). „ Trabalhar diretamente com alimentos quando apresentar qualquer um dos seguintes sintomas: lesões ou infecções na pele. se possível com papel toalha descartável e depois lavar imediatamente as mãos. Promover a desinsetização a cada dois meses e a desratização periódica. „ Experimentar a comida nas mãos ou com os dedos. „ Usar unhas pintadas e compridas. „ Fazer serviço de limpeza e manipular os alimentos ao mesmo tempo. panos de copa. 9 retirar o detergente usando rodo exclusivo para este fim. deve-se proceder a uma lavagem terminal do ambiente. „ Por os dedos no nariz. Pisos e rodapés devem ser lavados diariamente com água e detergente neutro e em seguida realizado desinfecção com hipoclorito de sódio a 200 ppm. cobrir a boca e o nariz. lavados com água e detergente e enxagüados com hipoclorito de sódio a 200 ppm. coprocultura e VDRL. o funcionário deve afastar-se do produto. seguido das paredes e por último do piso. HIGIENE AMBIENTAL „ „ „ A higiene do setor de nutrição e dietética deve ser mantida através de adequadas técnicas de limpeza. É proibido varrer a seco os pisos das áreas de manipulação e processamento dos alimentos.

para minimizar o gosto de cloro resultante da desinfecção. Mergulhar os utensílios em uma vasilha com solução de hipoclorito de sódio a 200 ppm (tabela 1) por 15 minutos. „ Manipular os alimentos somente quando absolutamente necessário. beterraba. etc. „ Frutas e legumes cujas cascas não são consumidas (banana.) podem ser higienizadas em água potável. „ Desfolhar as verduras. As partes dos equipamentos e utensílios que entram em contato com os alimentos não devem ser tocadas. 5. por 5 minutos. folhas. laranja. „ Remover o lixo diariamente em recipientes fechados e tampados „ Mantenha o lixo em recipiente limpo. garfos. para evitar presença de ratos e baratas. Retirar os utensílios do recipiente e deixar secar naturalmente (não utilizar panos para secagem). „ Enxagüar em água corrente tratada. Lavar com água e detergente. verduras e legumes. De forma a minimizar o perigo de contaminação. Não deixe o lixo permanecer à noite no interior do estabelecimento. pinças. panelas. Enxagüar em água corrente até remoção total do detergente e demais resíduos. „ Retire o lixo toda vez que achar necessário. frutas e legumes. 6. cubas. a imersão em vinagre a 2%. macaxeira. batatas. Os utensílios (facas. vasilhas. 2. retirando as partes estragadas. baratas e ratos.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Lixo „ A área do lixo deve estar localizada em área externa. revestindo de saco plástico e sempre tampado para evitar moscas. um a um. „ Lavar em jato de água corrente. cuidando para que fique totalmente imerso. pertencentes à área específica para o preparo destes gêneros „ Escolher uma a uma as frutas. „ Ovos e sacos de leite devem ser lavados antes de serem usados. HIGIENE DOS ALIMENTOS Limpeza e desinfecção de hortifrutigranjeiros: „ Fazer a limpeza e desinfecção das bancadas. 31 . etc. através da técnica abaixo descrita: Retirar o excesso de sujidades. uma a uma. „ Os alimentos crus de origem animal também devem ter seu local ou horário determinado. folha a folha. 4. de uso exclusivo para este fim. „ A solução clorada deve ser trocada a cada lote imerso.) devem ser sempre lavados e desinfetados após o uso. pegadores. 3. para evitar a contaminação cruzada. Guardar em local limpo e seco. aguardar 15 minutos. „ Colocar os alimentos em uma vasilha com solução de hipoclorito de sódio a 200 ppm (tabela 1). abacate. sugere-se. legumes e frutas devem ser lavados e desinfetados em local ou horário diferente do preparo dos demais alimentos. liqüidificadores. Usar sempre garfos. Manipulação „ Evitar muita manipulação e prepare o mais rápido possível os alimentos. protegido contra poeira. limão . etc. removendo com as mãos sujidades. HIGIENE DOS UTENSÍLIOS „ 1. „ As verduras. insetos e roedores. para os vegetais folhosos. retirando as estragadas. etc. dispensando o uso da solução clorada a 200 ppm. máquinas de moer.

incluem-se alguns cuidados especiais: • Presença de sala de preparo exclusiva. TABELA 1 – DILUIÇÃO DO HIPOCLORITO DE SÓDIO PARA DESINFECÇÃO DE UTENSÍLIOS. • Utilizar somente água tratada ou fervida no preparo das fórmulas enterais. no máximo. • A autoclavação terminal da fórmula é proibida pelo risco de alterar a dieta. • Utilizar frascos descartáveis para o acondicionamento da dieta enteral. • O acesso de pessoas às áreas de manipulação da nutrição enteral deve ser restrito ao pessoal diretamente envolvido. Além de todos os cuidados supracitados no preparo das dietas de modo geral. SUPERFÍCIES E ALIMENTOS 200 ppm HIPOCLORITO 1% ÁGUA TOTAL 1 ml 49 ml 50 ml 2 ml 98 ml 100 ml 4 ml 196 200 ml 10 ml 490 ml 500 ml 20 ml 980 ml 1 litro 40 ml 1960 ml 2 litros 100 ml 4900 ml 5 litros • • A solução de hipoclorito normalmente disponível para uso hospitalar é a 1% (10. • O uniforme usado na sala de manipulação deve ser substituído a cada sessão de trabalho e os funcionários devem usar máscaras além da paramentação já descrita para os funcionários do setor de nutrição e dietética. 32 . • Preparar. • O forno de microondas não deve ser usado devido à desnaturação proteica pelo calor.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NUTRIÇÃO ENTERAL „ „ As normas que regulamentam a Terapia de Nutrição Enteral encontram-se descritas na Resolução ANVISA/MS-RDC no 63 de 06/07/2000. • É proibido o congelamento de fórmulas. • O sistema de infusão deve ser trocado a cada 24 horas. • Para infusão no paciente a dieta só pode permanecer por quatro horas à temperatura ambiente. quatro horas antes do uso ou com refrigerar imediatamente a 4o C e usar dentro de 24 horas após o preparo.000 ppm). A validade da solução após o preparo é de 24 horas (devido à volatilização do cloro e pela ação inativadora exercida pela luz solar).

pisos. 9 Degelo do equipamento 9 Higienização 9 Higienização 9 9 9 Bancadas.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS TABELA 2 – LIMPEZA DO AMBIENTE INANIMADO O quê Geladeiras Quando Diário Com o quê Hipoclorito de sódio(200 ppm) Como 9 Organização dos produtos. 9 Pano embebido em solução de hipoclorito de sódio 9 Remoção dos produtos. ralos Diário Água e detergente líquido + Hipoclorito de sódio (200 ppm) 9 9 Pratos e talheres de pacientes Após o uso Água e detergente líquido + Hipoclorito de sódio (200 ppm) 9 9 Freezer e congelador Quinzenal Detergente líquido neutro + Hipoclorito de sódio(200 ppm) Detergente líquido neutro + Hipoclorito de sódio(200 ppm) Solução desincrostante + Hipoclorito de sódio(200 ppm) Água e detergente líquido + Hipoclorito de sódio (200 ppm) Carros-prateleiras Diário Semanal Utensílios Após o uso Desincrustação de sujidades mais pesadas Lavar e enxagüar com água corrente Imergir em solução clorada por 15 minutos Lavar e enxagüar em água corrente Banhar em solução clorada por 15 minutos Lavar e enxagüar com água corrente Imergir em solução clorada por 15 minutos 33 . paredes. 9 Remoção de sujidades das prateleiras.

pleural. „ Exposição a estes materiais potencialmente infectantes devem ser avaliados de forma individual. líquido amniótico. líquido sinovial e saliva (quando em ambiente odontológico) são materiais geralmente considerados de baixo risco para a transmissão do HIV. Menos grave: lesão superficial. líquor. 3 drogas: AZT + 3TC + nelfinavir ou indinavir por 30 dias 2 drogas: AZT + 3TC por 30 dias 34 . (2) Considerar uso de profilaxia com 2 drogas em locais com alta prevalência de indivíduos HIV positivos ou história epidemiológica para HIV ou outras DST. Grande volume: contato prolongado ou grande quantidade de material biológico de risco. se negativo.500 cópias/mL apresentam um risco muito reduzido de transmissão do HIV. sangue visível no objeto contaminante ou agulha usada recentemente em artéria ou veia do paciente fonte. „ Líquidos de serosas (peritoneal. „ A quimioprofilaxia deve ser iniciada no máximo em 72 horas. urina. repetir com 6 e 12 semanas e após 6 meses.3% após exposição percutânea e de 0.09% após exposição mucocutânea. „ Sangue. Mais grave: Agulhas de grosso calibre e grande lúmen. lágrima. pericárdico). sêmen e tecidos são materiais biológicos envolvidos na transmissão do HIV. fezes. HIV positivo assintomático ou 1 carga viral baixa HIV positivo sintomático ou 1 carga viral alta Fonte ou sorologia HIV desconhecidos Em geral não se recomenda2 Em geral não se recomenda2 HIV negativo Mais grave 3 drogas Mais grave 3 drogas Não se recomenda Menos grave 2 drogas Menos grave 3 drogas Não se recomenda Grande volume 2 drogas Grande volume 3 drogas Pequeno volume 2 drogas Pequeno volume 2 drogas Exposição percutânea Exposição de mucosas e pele (1) Estudos sobre exposição sexual e transmissão vertical sugerem que indivíduos com carga viral menor que 1. „ Líquidos biológicos sem risco de transmissão ocupacional do HIV: suor. Pequeno volume: poucas gotas de material biológico de risco. saliva. a não ser que os mesmos estejam contaminados com sangue. secreção vaginal. agulha sem lúmen.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ACIDENTES OCUPACIONAIS COM FLUIDOS ORGÂNICOS TRANSMISSÃO OCUPACIONAL DO VÍRUS DA IMUNODEFICIÊNCIA HUMANA (HIV) „ O risco médio de se adquirir o HIV é de aproximadamente 0. lesão profunda. qualquer fluido orgânico que contenha sangue. „ O profissional exposto deve realizar o anti-HIV no momento do acidente.

com alimento Nefrolítiase. náusea. aumento de triglicerídeos. fraqueza. hiperglicemia e diabetes.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Medicamentos utilizados na quimioprofilaxia após exposição ocupacional Medicamento Efeitos Adversos Interações Dose ZIDOVUDINA Anemia. fadiga. SMX-TMP. vômitos. 2x/dia ou 200mg (dor muscular). paracetamol (↑ 3x/dia pigmentação ungueal e de níveis séricos do AZT). mal. fluconazol. alteração das provas toxicidade do AZT. dor abdominal. citostáticos.toxicidade hematológica). miopatia e neutropenia. Monitorar toxicidade. pirimetamina. cisaprida. Zalcitabina (potencial antagonismo) . Comprimido e pancreatite. dapsona. ou ainda leite desnatado com sucrilhos e açúcar. náuseas. carbamazepina. diidroergotamina. Evitar uso concomitante. com estômago vazio ou com alimentos com baixo teor de gordura*. Estavudina e ribavirina ( potencial para redução da atividade antirretroviral). (3TC) abdominal. (ingerir diariamente 1. dor muscular. astemizol. hepatite. 35 . flatulência. hipercolesterolemia. cisaprida. hematúria. fenitoína. Cetoconazol e itraconazol ( ↑ níveis séricos de indinavir). hiperbilirrubinemia indireta assintomática. O indinavir não deve ser co-administrado com: rifampicina. ergotamina e diidroergotamina. plaquetopenia. (AZT) leucopenia. suco ou café com leite desnatado e açúcar. Considerar a redução da dose do indinavir para 600mg 8/8h ) O nelfinavir não deve ser co-administrado com: rifampicina. terfenadina. diarréia. hiperglicemia e diabetes. Usar método contraceptivo alternativo ou adicional. pele e boca secas. exantema. LAMIVUDINA Pancreatite. distúrbios do paladar. aumento de triglicerídeos. * leite desnatado. Bloqueadores de cálcio ( possibilidade de aumento dos níveis séricos dos bloqueadores). ergotamina. sulfadiazina (↑ risco de Cápsula 100mg náuseas. astenia. Monitorar anemia Dose: 300mg estar geral. exantema Não há necessidade de ajuste de dose. neutropenia. terfenadina. astemizol. cefaléia. como torradas com geléia. café ou chá. Etinilestradiol e noretindrona (↓ níveis séricos dos hormônios). Evitar 150mg uso concomitante Dose: 150mg 2x/dia INDINAVIR (IDV) Cápsula 400 mg Dose: 800mg 8/8h. insônia. náusea. midazolam ou triazolam. insônia Probenecida. Monitorar mucosas. hipercolesterolemia. suco. hepáticas. trombocitopenia. fenobarbital. dor SMX-TMP (↑ biodisponibilidade de 3TC). midazolam ou triazolam. cefaléia. Diarréia (efeito mais freqüente).5 litros ou mais de líquidos para evitar aparecimento de nefrolitíase) NELFINAVIR (NFV) Comprimido 250mg Dose: 750mg 3x/dia. vômitos. ou com alimentos leves. astenia.

Pode ser administrada em gestantes e nutrizes. e. „ Assim. „ Os efeitos colaterais da utilização das medicações antirretrovirais são freqüentes. Nessa reavaliação. d. o mesmo deve ser avaliado quanto a presença de cristalúria e hematúria. Esses exames deverão ser colhidos no momento do acidente e para o seguimento. „ A maioria dos outros fluidos orgânicos não são veículos eficientes de transmissão por conterem baixas quantidades do HBV. TGP. aquelas com uma dosagem no soro de anti-HBs menor que 10 mUI/mL) devem ser revacinadas com um segundo esquema completo de 3 doses. O profissional de saúde deve ser orientado para respeitar rigorosamente as doses. g. A segunda e a terceira dose são administradas com um intervalo de 5 meses. o acompanhamento clínico deverá ser realizado semanalmente para avaliação de sinais de intolerância medicamentosa. uréia e creatinina) deverão ser realizados para avaliação de efeitos adversos. se resolvem com a suspensão das medicações. „ Com o objetivo de avaliar a adesão. o profissional deve ser reavaliado para adequação do esquema terapêutico. h. a segunda dose deve ser administrada tão logo possível. por exemplo). c. 36 . Estas pessoas têm uma chance entre 30-50% de responder à este segundo esquema vacinal de 3 doses. pessoas com uma dosagem no soro de anti-HBs de 10 mUI/mL ou mais). as infecções pelo VHB que ocorrem em profissionais de saúde sem história de exposição nãoocupacional ou lesões percutâneas ocupacionais podem ter resultado de exposição direta ou indireta com sangue ou fluidos corporais que inocularam o VHB em escoriações. Vacina contra a hepatite B a. „ O vírus da hepatite B sobrevive no sangue ressecado sobre as superfícies à temperatura ambiente por no mínimo 1 semana. esquemas alternativos de antirretrovirais podem ser necessários e deverão ser discutidos na tentativa de se manter a quimioprofilaxia durante as 4 semanas. não é necessária a interrupção da profilaxia. desde que em locais diferentes (a vacina deve sempre ser administrada em um músculo deltóide). „ Nos pacientes em uso de inibidor de protease. Além disso. As pessoas que não respondem a uma segunda série de 3 doses de vacina devem ser particularmente orientadas quanto ao risco de adquirirem a hepatite B através de acidentes ocupacionais com sangue. TRANSMISSÃO OCUPACIONAL DO VÍRUS DA HEPATITE B (VHB) „ O sangue contém a maior quantidade do VHB entre todos os fluidos corporais e é o veículo mais importante de transmissão no ambiente hospitalar. geralmente. Mesmo os efeitos colaterais mais graves. Não se recomendam doses de reforço em pacientes com resposta satisfatória à vacinação (isto é. preferencialmente. i. queimaduras ou outras lesões cutâneas ou nas mucosas. além de anemia hemolítica e hepatite. a cada 7 dias. o fornecimento dos medicamentos antirretrovirais deve ser. exames laboratoriais (hemograma completo. assim como também pode ser administrada concomitantemente a outras vacinas. na segunda semana da quimioprofilaxia. Se a vacinação for interrompida após a primeira dose. mas usualmente leves e transitórios. podendo ser necessária a utilização de medicações sintomáticas (como antieméticos ou antidiarreicos.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Monitoramento e Manejo da Toxicidade da Profilaxia Pós-Exposição „ Em acidentes em que a quimioprofilaxia antirretroviral foi iniciada. Na presença de intolerância medicamentosa. a monitoração deve incluir também exames de glicemia de jejum. „ Caso o profissional esteja recebendo indinavir. As pessoas que não respondem a um esquema de vacinação completo (isto é. Se faltar apenas a terceira dose para completar a vacinação. Pode ser administrada concomitantemente à HBIG. TGO. f. Na maioria das vezes. os intervalos de uso e a duração do tratamento. esta deve ser administrada quando conveniente. b.

É preparada a partir de plasma humano no qual foram feitos testes para o VHB. Maior eficácia na profilaxia é obtida com uso precoce da HBIG (dentro de 24 à 48 horas após o acidente). A opção de dar uma dose de HBIG e reiniciar a série vacinal é preferida para pacientes sem resposta à vacina que não completaram uma segunda série vacinal com 3 doses. pacientes em programas de diálise. história prévia de doenças sexualmente transmissíveis. heterossexuais promíscuos. Pacientes expostos que estão em processo de vacinação devem completar o esquema como programado e receber HBIG conforme indicado. pacientes provenientes de prisões. c. Se a dose a ser utilizada ultrapassar 5ml. Para pessoas que completaram esta segunda série vacinal mas não obtiveram resposta adequada. pacientes provenientes de áreas geográficas de alta endemicidade para hepatite B. o processo usado para preparar a HBIG inativa e elimina o HIV e o VHC. ela deve ser administrada tão logo possível após o acidente. Não há benefício comprovado na utilização da HBIG após 1 semana do acidente.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Imunoglobulina humana anti-hepatite B (HBIG) a. duas doses de HBIG são preferidas. d. o VHC e o HIV. 1. 3. Alto risco: usuários de drogas injetáveis. tratar como se fonte AgHBs positivo Testar o profissional de saúde para anti-HBs: Se resposta vacinal adequada: Nenhuma profilaxia Se resposta vacinal inadequada: HBIG + iniciar revacinação contra hepatite B 2 ou HBIG 2 doses • Resposta desconhecida vacinal Nenhuma profilaxia # Os materiais biológicos com risco de transmissão do vírus da hepatite B são os mesmos descritos anteriormente para o HIV. sendo a primeira dose logo após o acidente e a segunda dose 1 mês depois. homossexuais e bissexuais masculinos. Quando a HBIG for indicada. 2. Além disso. instituições de atendimento a pacientes com deficiência mental. b. dividir a aplicação em duas áreas diferentes. 37 . contactantes domiciliares e sexuais de portadores de AgHBs positivo. A gamaglobulina hiperimune deve ser aplicada por via intramuscular na dose de 0. # Profissional Saúde exposto## de AgHBs positivo Paciente-fonte AgHBs negativo AgHBs desconhecido ou não testado Não Vacinado 1 HBIG + iniciar vacinação Iniciar vacinação Iniciar vacinação Previamente vacinado • • Com resposta vacinal conhecida e adequada Sem resposta vacinal Nenhuma profilaxia Nenhuma profilaxia Nenhuma profilaxia 3 HBIG + iniciar revacinação contra hepatite B 2 ou HBIG 2 doses Testar o profissional de saúde para anti-HBs: Se resposta vacinal adequada: Nenhuma profilaxia Se resposta vacinal inadequada: HBIG + iniciar revacinação contra hepatite B 2 ou HBIG 2 doses Nenhuma profilaxia Se fonte de alto risco . Recomendações para profilaxia de hepatite B após exposição ocupacional a material biológico.06ml/kg de peso corporal. ## Pessoas que previamente já tiveram hepatite B são imunes à reinfecção e não necessitam de profilaxia pós-exposição.

Resultados repetidamente positivos devem ser considerados altamente sugestivos de infecção pelo HIV. Exposição em mucosas – lavar copiosamente com água ou soro fisiológico. da hepatite C e infecção pelo HIV (solicitar AgHBs. 38 . CONDUTA FRENTE UM ACIDENTE OCUPACIONAL COM MATERIAL BIOLÓGICO „ Os vírus mais comumente envolvidos nestes acidentes são o vírus da imunodeficiência humana (HIV). „ Na ausência de profilaxia pós-exposição para o VHC. A pessoa cujo sangue ou fluido corporal é a fonte de uma exposição ocupacional deve ser testada para infecção pelos vírus da hepatite B. solicite nova sorologia após 1. 5. „ Para pessoas que apresentem soroconversão para hepatite C. Lavar com água e sabão em caso de exposição percutânea. deverá ser esclarecido que este resultado não se deve ao acidente e encaminhado para acompanhamento médico específico 9 o profissional deve ser acompanhado por um ano. enquanto que resultados negativos é um excelente indicador da ausência da infecção. se positivo não há necessidade de acompanhamento adicional. se o profissional apresentar soroconversão. solicite novamente este exame após a série completa de vacinação para hepatite B 9 solicite AgHBs para o profissional logo após o acidente e após 1. monitorar TGO e TGP. 4. se negativo (< 10 mUI/mL). anti-VHC e antiHIV). O acompanhamento sorológico é desnecessário quando o paciente fonte é conhecido e tem sorologia negativa para HIV. 9 solicite anti-VHC para o profissional logo após o acidente e após 1. o vírus da hepatite B (VHB) e o vírus da hepatite C (VHC). Para o funcionário exposto. 3 e 6 meses da exposição. O teste rápido para o HIV é particularmente útil nestas situações e tem aprovação do FDA. encaminhe ao especialista para acompanhamento 9 solicite anti-HBs logo após o acidente. uma história clínica prévia sugerindo uma deficiência de resposta imune e a exposição ocupacional simultânea ao vírus da hepatite C. o profissional deverá ser esclarecido que este resultado não se deve ao acidente e encaminhar para acompanhamento médico específico 9 Caso o profissional de saúde tenha utilizado gamaglobulina hiperimune no momento do acidente. 3 e 6 meses da exposição. „ A transmissão raramente ocorre com a exposição de mucosas ao sangue e nenhuma transmissão foi documentada pela exposição ao sangue da pele intacta ou não. no momento do acidente. 2. especialmente. se negativo. Nas outras situações. Soluções antissépticas não apresentam eficácia superior ao sabão neutro. recomendações para a conduta frente aos acidentes ocupacionais limitam-se à identificação precoce da doença hepática crônica. 3 e 6 meses 9 um profissional de saúde com teste anti-HIV reativo. siga as recomendações abaixo: 9 realize teste rápido para HIV ou solicite anti-HIV logo após o acidente. 3. VHB e VHC. nas seguintes condições: sintomas de possível infecção aguda pelo HIV durante os primeiros 6 meses de acompanhamento após o acidente. 1.8%. a realização da sorologia anti-HBs só deve ser realizada após 12 meses do acidente. se positivo. para qual existe tratamento.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS TRANSMISSÃO OCUPACIONAL DO VÍRUS DA HEPATITE C (VHC) „ O VHC não é eficientemente transmitido através de exposições ocupacionais ao sangue: a incidência da soroconversão em um profissional de saúde após um exposição percutânea acidental a partir de uma fonte anti-VHC positiva é de 1.

a descontinuação do aleitamento deve ser considerada. d. c. d. Se o profissional acidentado for uma mulher em amamentação. plasma. o aleitamento não necessita ser descontinuado. órgãos ou sêmen durante o período de acompanhamento. O profissional exposto exposto ao HIV deve manter abstinência sexual durante todo o período de acompanhamento ou usar preservativos (masculino ou feminino) para prevenir uma potencial transmissão sexual para o parceiro. usualmente. faringite e erupção cutânea maculo-papular-eritematosa (síndrome de mononucleosesímile). Essa sintomatologia está presente em cerca de 80% dos profissionais que soroconvertem. Abster-se de doação de sangue. ACONSELHAMENTO PARA O PROFISSIONAL EXPOSTO À HEPATITE VIRAL a. principalmente nas exposições de alto risco. Não é necessário modificar práticas sexuais ou evitar a concepção. Os profissionais expostos a sangue contaminado com o vírus da hepatite B ou C deve evitar doação de sangue. b. que. Evitar gravidez. órgãos ou sêmen. Deverá ser realizada avaliação clínica com o objetivo de detectar sinais e sintomas de infeção aguda pelo HIV. adenopatias. c. e. 39 . plasma. As atividades do profissional não precisam ser modificadas.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ACONSELHAMENTO PARA O PROFISSIONAL EXPOSTO AO HIV a. No caso de mulheres em amamentação. ocorrem de 3 a 4 semanas após a contaminação e incluem febre. b.

Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS

PREVENÇÃO DE PNEUMONIA NOSOCOMIAL
I. Educação dos profissionais de saúde
A. Educar os profissionais de saúde a respeito da epidemiologia e dos procedimentos para controle das infecções hospitalares.

II. Interrupção da transmissão de microrganismos
A. Esterilização ou desinfecção e manutenção de equipamentos e dispositivos 1. Medidas gerais a. Limpar completamente os equipamentos e dispositivos que serão esterilizados ou desinfetados. b. Sempre que possível, utilizar esterilização a vapor (autoclave) para o reprocessamento de equipamentos e dispositivos semicríticos (itens que entram em contato direto ou indireto com as membranas mucosas do trato respiratório inferior) que não sejam sensíveis ao calor. c. Quando o enxagüe for necessário após a desinfecção química de equipamentos e dispositivos semicríticos reutilizáveis, use água estéril ou pasteurizada ao invés de água destilada não estéril. 2. Ventilador mecânico, circuitos respiratórios, umidificadores, e nebulizadores a. Ventiladores mecânicos (1) Não realizar esterilização ou desinfecção da maquinaria interna dos ventiladores mecânicos. b. Circuitos respiratórios com umidificadores (1) Não trocar rotineiramente, com base no tempo de uso, os circuitos do ventilador que se encontram em uso em um determinado paciente. Trocar estes circuitos quando os mesmos estiverem visivelmente contaminados ou com mal funcionamento mecânico. (2) Esterilizar ou submeter a desinfecção de alto nível os umidificadores entre o uso por pacientes diferentes. (3) Drenar e descartar periodicamente qualquer condensado que se coletar nos circuitos, tomando precauções para evitar que o condensado drene para o paciente. Descontaminar as mãos com água e sabão ou outro agente antisséptico após realizar este procedimento ou manipular o fluido. (4) Não há recomendações sobre a colocação de um filtro na terminação distal da fase expiratória do circuito respiratório para coletar o condensado (item não resolvido). (5) Não colocar filtros bacterianos entre o umidificador e a fase inspiratória do circuito respiratório. c. Fluido do umidificador (1) Usar água estéril ou pasteurizada para preencher os umidificadores. 3. Umidificadores de parede a. Entre pacientes diferentes, trocar o circuito, incluindo cateteres nasais ou máscaras faciais, usadas para fornecer oxigênio canalizado. 4. Nebulizadores de pequeno volume para medicações a. Entre diferentes usos no mesmo paciente, desinfetar e enxagüar com água estéril ou pasteurizada. b. Usar fluidos estéreis como diluente na nebulização, colocando-os de forma asséptica no nebulizador. 5. Outros dispositivos usados na terapia respiratória a. Esterilizar ou submeter a desinfecção de alto nível bolsas de ressuscitação (Ambu), ventilômetros portáteis, oxímetros e outros dispositivos respiratórios usados em múltiplos pacientes. B. Interrupção da transmissão pessoa-a-pessoa de bactérias 1. Precauções padrão a. Higiene das mãos (1) Descontaminar as mãos com água e sabão ou com outro agente antisséptico após contato com membranas mucosas, secreções respiratórias ou objetos contaminados com secreções respiratórias, independentemente de usar luvas ou não.

40

Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS

b. Luvas (1) Usar luvas para manusear secreções respiratórias ou objetos contaminados com secreções respiratórias de qualquer paciente. (2) Trocar as luvas e descontaminar as mãos, como supracitado, entre contatos com pacientes diferentes, após manipular secreções respiratórias ou objetos contaminados com as mesmas e entre contatos com uma área corporal contaminada e o trato respiratório ou dispositivos respiratórios do mesmo paciente. c. Quando a contaminação com secreções respiratórias de um paciente for previsível, usar capote e trocá-lo após ocorrer a contaminação e também antes de atender a outro paciente. 2. Cuidados com pacientes com traqueostomia a. Realizar a traqueostomia com técnica cirúrgica asséptica. b. Ao trocar a cânula de traqueostomia, usar técnica asséptica e substituir a cânula por outra submetida a esterilização ou desinfeção de alto nível. c. Não há recomendações quanto à aplicação diária de antimicrobianos tópicos na traqueostomia (item não resolvido). 3. Aspiração de secreções respiratórias a. Não há recomendações quanto a usar luvas estéreis ou apenas limpas ao realizar a aspiração endotraqueal ou traqueal (item não resolvido). b. O cateter para aspiração deve ser de uso único e estéril. c. Usar apenas fluidos estéreis para remover secreções do cateter de aspiração caso o cateter for reinserido no trato respiratório baixo do paciente.

III.

Modificando fatores de risco do hospedeiro para infecção
A. Medidas para aumentar as defesas do hospedeiro contra a infecção 1. Administração de imunomoduladores a. Vacinar pacientes sob alto risco para infecções pneumocócicas graves com a vacina antipneumocócica. Estes pacientes incluem pessoas com mais de 65 anos, pessoas com doenças cardiovasculares crônicas, doenças pulmonares crônicas, diabetes mellitus, etilistas, doença hepática crônica, fístulas liqüórica, asplenia funcional ou anatômica, pacientes com infecção por HIV, leucemia, linfoma, mieloma múltiplo, neoplasia generalizada, insuficiência renal crônica, síndrome nefrótica, receptores de transplante de órgãos sólidos, pessoas em uso de quimioterapia imunossupressora, corticoesteróides sistêmicos e pessoas em asilos. B. Precauções para a prevenção de aspiração 1. Remover dispositivos tais como tubos endotraqueais, cânulas de traqueostomia e/ou sondas oro ou nasogástricas ou jejunais e descontinuar a alimentação por sonda enteral tão logo as indicações clínicas para os mesmos tenham se resolvido. 2. Prevenção de aspiração associada com a intubação endotraqueal a. Tanto quanto possível, a não ser que haja contraindicações médicas, utilizar ventilação mecânica não invasiva ao invés de realizar a intubação endotraqueal. b. Tanto quanto possível, evitar submeter pacientes que receberam ventilação mecânica assistida a intubações endotraqueais repetidas. c. Realizar intubação orotraqueal ao invés de nasotraqueal, a não ser que contraindicado pelas condições do paciente. d. Usar preferencialmente, se possível, tubo endotraqueal com lúmem dorsal acima do cuff que permita a drenagem por aspiração contínua das secreções traqueais que se acumulam na área subglótica do paciente. e. Antes de desinsuflar o cuff de um tubo endotraqueal durante a remoção do tubo, certificarse que as secreções acima do cuff sejam aspiradas. 3. Prevenção de aspiração associada com alimentação enteral a. Se não houver contraindicações médicas, elevar a cabeceira a 30 a 40° em pacientes com alto risco para pneumonia aspirativa, como, por exemplo, pessoas recebendo ventilação mecânica e/ou com sondas enterais. b. Verificar rotineiramente o posicionamento da sonda enteral. c. Avaliar rotineiramente a motilidade intestinal do paciente (por exemplo, auscultando o peristaltismo intestinal e medindo o débito gástrico) e ajustar a velocidade e volume da dieta enteral para evitar regurgitação. d. Não há recomendações quanto a se administrar preferencialmente dieta enteral de forma contínua ou intermitente (item não resolvido). 41

Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS

e. Não há recomendações quanto ao posicionamento preferencial da sonda enteral, como, por exemplo, sondas jejunais distais ao piloro (item não resolvido). 4. Prevenção da colonização gástrica a. Usar sucralfato, bloqueador H2 e/ou antiácidos intercambiavelmente para a profilaxia para a profilaxia de úlcera de estresse em pacientes sob ventilação mecânica. b. Não há recomendações para o uso de descontaminação do trato digestivo de pacientes críticos em ventilação mecânica para prevenção de pneumonia gram-negativa ou por Candida sp. (item não resolvido). c. Nenhuma recomendação quanto à acidificação da dieta enteral (item não resolvido). 5. Prevenção da pneumonia pós-operatória a. Orientar pré-operatoriamente os pacientes, especialmente aqueles em alto risco de adquirir pneumonia, em relação a inspirações profundas e deambulação precoce, assim que clinicamente indicado no pós-operatório. Pacientes sob alto risco incluem aqueles que se submeterão a cirurgia abdominal, torácica, de cabeça e pescoço ou que apresentam disfunção pulmonar importante, tal como pacientes com DPOC, anormalidades musculoesqueléticas da caixa torácica ou testes de função pulmonar anormal. b. Usar espirometria de incentivo no pós-operatório em pacientes em alto risco de desenvolver pneumonia. TÉCNICA DE ASPIRAÇÃO ENDO E NASOTRAQUEAL 1. Lavar as mãos. 2. Calçar as luvas. 3. Introduzir o cateter no tubo endotraqueal sem aspirar. 4. Realizar a aspiração com movimentos leves e circulares, aspirando intermitentemente. 5. Retirar o cateter e limpar a parte externa com gaze seca. 6. Introduzir o cateter no frasco de soro fisiológico e aspirá-lo para que seja lavado internamente. 7. Repetir este procedimento quantas vezes se fizer necessário, evitando traumatizar a mucosa. 8. Aspirar boca e nariz somente no final do procedimento, não retornando o mesmo cateter ao tubo endotraqueal. 9. Desprezar o cateter e as luvas. 10. Lavar as mãos. 11. Anotar o procedimento realizado, registrando a característica da secreção. 12. A mesma técnica deverá ser seguida para aspiração de traqueostomia. 13. O cateter de aspiração é de uso único. 14. Trocar o frasco de soro fisiológico a cada procedimento. 15. Manter a borracha de aspiração e o Ambu protegidos quando não estiverem sendo usados. 16. Desprezar o conteúdo do frasco de aspiração quando atingir 2/3 do volume total. 17. A borracha do sistema de aspiração e o frasco devem ser trocados e esterilizados em autoclave, após a alta do paciente. Lavar em água corrente sempre que acumular sujeira.

42

Para permitir a drenagem da urina em pacientes com disfunção neurogênica da bexiga e retenção urinária. a cateterização urinária é indicado: 1. „ Geralmente. „ Evitar a cateterização urinária: 1. cistite. EPIDEMIOLOGIA O risco de adquirir uma infecção de trato urinário depende do método e duração da cateterização. o tamanho da população exposta ao risco. A drenagem através de preservativo pode ser útil para pacientes masculinos incontinentes sem obstrução urinária e com um reflexo miccional intacto. seu uso requer cuidados de enfermagem meticulosos para evitar complicações locais como maceração da pele ou fimose. Outra alternativa. inclusive Escherichia coli. e Candida. o isolamento destes microrganismos de pacientes cateterizados sugere aquisição de uma fonte de exógena. uma vez que é associado com uma mortalidade significante. A adoção do sistema fechado de drenagem urinária reduziu notadamente o risco de adquirir uma infecção associada a cateter. Tal infecção em pacientes saudáveis é freqüentemente assintomática e resolve-se espontaneamente com a remoção do cateter. Considerando que estes microorganismos não residem comumente na área de gastrointestinal. mas felizmente ocorre em menos que 1% de pacientes cateterizados. Serratia. Pseudomonas. Esta última complicação é muito séria. outros métodos de drenagem urinária existem como possíveis alternativas ao uso do cateter de uretral de demora.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS PREVENÇÃO DE INFECÇÕES DO TRATO URINÁRIO INTRODUÇÃO O trato urinário é a topografia mais comum de infecção hospitalar. Além disso. respondendo por mais de 40% dos casos de infecção hospitalar. o benefício do cateter suprapúbico com respeito a controle de infecção não foi provado através de estudos clínicos controlados. Infecções do trato urinário associadas a cateter são causadas por uma variedade de patógenos. principalmente cateterização urinária. As taxas de infecção variam amplamente. Geralmente considera-se como benignas as infecções de trato urinário associadas a cateter. a drenagem por punção suprapúbica. Como substituto para os cuidados de enfermagem no paciente incontinente. paciente agitado) tem sido associado com um risco aumentado de infecção do trato urinário. Enterobacter. a qualidade dos cuidados com o cateter e da suscetibilidade do paciente. Proteus. Para aliviar obstrução do trato urinário. mas o risco ainda é significativo. „ „ Em populações selecionadas. 43 . Porém. Embora dados preliminares sobre o risco de infecção sejam encorajadores. 3. Klebsiella. epididimite. para virtualmente 100% para pacientes com cateteres uretrais de demora com drenagem para sistema aberto com permanência maior que 4 dias. reduzindo. 2. Para ajudar em cirurgias urológicas ou outras cirurgias em estruturas contíguas. a manipulação freqüente do sistema com preservativo (por exemplo. é mais usada em serviços urológicos ou de ginecologia. assim. Como meio de obter urina para cultura ou outros testes diagnósticos quando o paciente pode urinar espontaneamente. Para obter medidas precisas do débito urinário em pacientes criticamente enfermos. Muitos destes microorganismos são parte da flora intestinal endógena do paciente. pielonefrite e bacteremia por bactéria gram-negativa. mas eles também podem ser adquiridos através de contaminação secundária a partir de outros pacientes ou dos profissionais de saúde ou por exposição a soluções contaminadas ou equipamento não esterilizados. Ocasionalmente. de 1% a 5% após uma única cateterização breve. A maioria destas infecções (66% a 86%) segue-se à instrumentação do trato urinário. um grande número pode ser evitado através dos cuidados adequados com cateter de demora. 2. Embora as infecções do trato urinário associadas a cateter não possam ser prevenidas em sua totalidade. particularmente em pacientes de alto risco. Patógenos do trato urinário como Serratia marcescens e Pseudomonas cepacia têm significado epidemiológico especial. MEDIDAS DE CONTROLE „ Uma das medidas de controle de infecção do trato urinário mais importantes é restringir o uso de cateteres urinários a pacientes cuidadosamente selecionados. 4. a infecção persiste e conduz a complicações tais como prostatite. Enterococcus.

3. uma terceira alternativa. Se acontecerem falhas na técnica asséptica. a cateterização intermitente. Fixar adequadamente os cateteres de demora após a inserção para prevenir movimentação e tração uretral. Para pacientes selecionados. 4. c. é comumente empregada. Drenagem estéril fechada a. que seja compatível com uma boa drenagem. Deve ser usado um cateter do menor diâmetro possível. Pessoal a. b. Lavagem das mãos A lavagem das mãos deve ser feita imediatamente antes e após qualquer manipulação do local de inserção do cateter ou do sistema de drenagem. RECOMENDAÇÕES PARA A PROFILAXIA DAS INFECÇÕES URINÁRIAS RELACIONADAS A CATETER 1. Para pacientes que requerem cateterização uretral de demora. Os mesmos não devem ser usados somente para a conveniência dos profissionais que prestam cuidado ao paciente. Nunca desconectar o cateter do sistema de drenagem. Inserção de cateter a. b. c. Para cateterização de curto prazo. Usar sempre sistema de drenagem contínua fechada estéril b. 5. desconexão ou vazamento. Os profissionais de saúde devem receber treinamento periódico sobre as técnicas corretas e potenciais complicações da cateterização urinária. d. Só profissionais de saúde que dominam a técnica correta de inserção asséptica e de manutenção do cateter urinário devem manipular estes cateteres. para minimizar trauma uretral. uma solução anti-séptica para a limpeza periuretral adequada e um frasco de uso único de lubrificante devem ser usados para a inserção.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS „ „ Para certos tipos de pacientes com disfunção do esvaziamento vesical. outros métodos de drenagem urinária como drenagem através de preservativo. 2. cateterização suprapúbica e cateterização uretral intermitente podem ser alternativas úteis à cateterização uretral de demora. b. a aderência ao sistema de drenagem urinária contínua fechada estéril é a base de controle de infecção. o sistema coletor deve ser trocado usando técnica asséptica após desinfecção da junção cateter-sistema de drenagem. Todas as outras intervenções podem ser vistas como medidas auxiliares. Luvas. 44 . exceto nas situações de irrigação contínua abaixo descritas. Só inserir cateteres urinários quando necessário e mantê-los apenas o tempo estritamente necessário. como aqueles com lesão medular ou crianças com meningomielocele. Uso do cateter a. Inserir os cateteres usando técnica asséptica e equipamento estéril. gazes. esta medida sozinha pode reduzir a taxa de infecção de um inevitável 100% quando drenagem aberta é empregada para menos de 25%.

as bolsas coletoras devem sempre ser mantidas abaixo do nível da bexiga. A junção cateter-sistema de drenagem deve ser desinfetada antes de desconexão. d. A pessoa que executa a irrigação deve usar técnica asséptica. b. a irrigação contínua fechada deve ser usada. realizada desinfecção para. Para obter volumes maiores de urina para análises especiais devem ser colhidos assepticamente da bolsa de drenagem. o cuidado meatal diário com qualquer um destes dois esquemas não pode ser endossado. ou outras causas. Deve-se manter um fluxo urinário desobstruído (ocasionalmente. 7. Se o cateter obstruir e só poder ser mantido pérvio através de irrigação freqüente. 45 . Irrigação a. pode ser usado um método intermitente de irrigação. b. atualmente. 8. ii. Uma seringa de grande volume e uma solução irrigante estéreis devem ser usados e posteriormente descartados. aspirar a urina com uma seringa e agulha estéreis. cateteres funcionando mal ou obstruídos devem ser irrigados ou. Irrigação contínua da bexiga com antimicrobianos não se mostrou útil e não deve ser executada como uma medida de prevenção de infecção rotineira. Monitoramento bacteriológico da urina O valor do monitoramento bacteriológico regular de pacientes cateterizados como uma medida de controle de infecção não foi estabelecido e não é recomendado. c. b. Fluxo urinário a. muco. é necessário obstruir o cateter temporariamente para coleção de espécime ou outros propósitos médicos). iii. Para coleta de volumes pequenos de urina para exame. posteriormente. Evitar dobras do cateter e do circuito coletor. então. iv. 12. a terminação distal do cateter deve ser limpa com detergente líquido neutro e. 9. substituídos. o cateter deve ser mudado caso seja provável que o próprio cateter está contribuindo para a obstrução. Intervalo de troca de cateter Os cateteres de demora não devem ser mudados a intervalos fixos arbitrários. Para aliviar obstrução devido a coágulos. a bolsa de drenagem deve ser esvaziada regularmente usando um separado para cada paciente (a bolsa de drenagem e o recipiente coletor não-estéril nunca devem entrar em contato). Cuidados com o meato uretral A antissepsia diária com solução de PVPI ou a limpeza com sabão e água não reduziram a infecção do trato urinário associada ao cateter em dois recentes estudos. Para se manter livre fluxo da urina: i. Assim. Evitar irrigação a menos que obstrução já seja prevista (por exemplo. 10. Nestes casos. se necessário. Coleta de urina a.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS 6. como pode ocorrer devido ao sangramento após cirurgia prostática ou vesical).

ƒ Medir o volume drenado. Calçar as luvas de procedimento. elevando-o a um ângulo de aproximadamente 65º. ƒ Posicionar o paciente e descobrir apenas a região genital do mesmo. ƒ Retirar cuidadosamente a sonda. ƒ Em pacientes do sexo masculino. ƒ Colocar adequadamente a comadre (no caso de paciente do sexo feminino). ƒ Retirar todo o material utilizado. TÉCNICA PARA A SONDAGEM VESICAL DE ALÍVIO Preparar todo o material. ƒ Lavar a região perivaginal com água e sabão ou PVP-I degermante com movimentos contínuos de cima para baixo. ƒ Insuflar o balonete com 15 ml de água destilada. ƒ Fixar a bolsa coletora abaixo do nível da bexiga e acima do chão. ƒ Lubrificar a sonda com vaselina ou glicerina estéril. ƒ Enxagüar com soro fisiológico ou água destilada. ƒ Esperar a drenagem completa. usando seringa estéril. ƒ Conectar a bolsa coletora na parte distal da sonda. com o prepúcio já retraído. retirar o prepúcio delicadamente e fazer a limpeza com movimentos circulares em toda a glande. ƒ Retirar as luvas. Abrir a bandeja de cateterismo com técnica asséptica. ƒ Lavar as mãos. ƒ Em pacientes do sexo masculino. ƒ ƒ ƒ ƒ ƒ ƒ ƒ 46 . ƒ Calçar luvas estéreis. ƒ Lavar as mãos e secar com papel toalha. ƒ Colocar o campo estéril sobre a região genital do paciente. com o prepúcio já retraído. ƒ Calçar as luvas de procedimento. ƒ Abrir a bandeja de cateterismo com técnica asséptica. e introduzir a sonda até o retorno da urina. e em movimentos circulares para pacientes do sexo masculino. ƒ Em pacientes do sexo masculino. ƒ Colocar o campo estéril sobre a região genital do paciente. ƒ Em pacientes do sexo masculino. ƒ Calçar luvas estéreis. segurar o corpo do pênis. ƒ Fixar a sonda e na parte interna-superior da coxa do paciente com esparadrapo. tomando cuidado para não contaminá-las. ƒ Segurar a sonda firmemente e introduzi-la na uretra até o retorno da urina. ƒ Retirar as luvas e friccionar álcool glicerinado nas mãos. elevando-o a um ângulo de aproximadamente 65º. ƒ Fazer assepsia do meato uretral com PVP-I tópico: na direção da uretra para ânus em pacientes do sexo feminino. ƒ Segurar a sonda firmemente e introduzi-la na uretra até o retorno da urina. Lavar as mãos e secar com papel toalha. Lavar a região perivaginal com água e sabão ou PVP-I degermante com movimentos contínuos de cima para baixo. retirar o prepúcio delicadamente e fazer a limpeza com movimentos circulares em toda a glande. lavar as mãos e anotar no prontuário. e em movimentos circulares para pacientes do sexo masculino. segurar o corpo do pênis.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS TÉCNICA PARA SONDAGEM VESICAL DE DEMORA ƒ Preparar todo o material. segurar o corpo do pênis. Posicionar o paciente e descobrir apenas a região genital do mesmo. ƒ Enxagüar com soro fisiológico ou água destilada. ƒ Lubrificar a sonda com vaselina ou glicerina estéril. e introduzir a sonda até o retorno da urina. ƒ Retirar as luvas. segurar o corpo do pênis. ƒ Retirar as luvas e friccionar álcool glicerinado nas mãos. Colocar adequadamente a comadre (no caso de paciente do sexo feminino). ƒ Recolher todo o material. friccionar álcool glicerinado e anotar no prontuário. ƒ Fazer assepsia do meato uretral com PVP-I tópico: na direção da uretra para ânus em pacientes do sexo feminino.

o agente principal destas infecções). etc. tabagismo. escore ASA (maior pontuação = maior risco). Assim. hospitais. obesidade mórbida. tosse e espirro podem levar microrganismos do trato respiratório até a ferida cirúrgica (especialmente Staphylococcus aureus. doença maligna. procedimentos cirúrgicos e entre pacientes. A maioria dos microrganismos que chegam à incisão são levados pela equipe cirúrgica ou provém de alguma área do corpo do próprio paciente. menos freqüentemente. • „ Idade. Fontes ou reservatórios de microrganismos causadores de infecção de ferida cirúrgica A maioria das infecções de ferida cirúrgica é causada por microrganismos endógenos da flora normal da pele e varias superfícies mucosas do próprio paciente. • As mãos. doenças graves subjacentes. de mortalidade do paciente cirúrgico . pele e pêlos. carreamento nasal de Staphylococcus aureus. além do trato respiratório superior da equipe cirúrgica também são um reservatório potencial de microrganismos causadores de infecção da ferida operatória. • O meio ambiente da sala de cirurgia muito raramente pode ser responsabilizado como reservatórios de microrganismos causadores de infecção cirúrgica. duração da hospitalização pré-operatória (maior permanência = maior risco). um número crescente de condutas têm sido adotadas. diabetes mellitus. PREVENÇÃO Preparo do Paciente Cirúrgico: Medidas Pré-Hospitalares O quê Menor duração possível da hospitalização préoperatória Quem Quando Onde Por que Relação direta Compensar o entre a duração da paciente e tratar internação prétodas as condições operatória e a taxa que possam ser de infecção de fatores de risco ferida cirúrgica Relação direta entre a presença de infecção remota e a taxa de infecção de ferida cirúrgica Compensar Relação direta situações como entre a presença diabetes. • Escamas de pele e fios de cabelos desprendem-se continuamente de nosso corpo e podem carrear microrganismos para o sítio cirúrgico. EPIDEMIOLOGIA „ Quase todas as IFC são adquiridas durante o ato operatório. A interação de diversas variáveis é que irá determinar sua ocorrência. infecção em sítio remoto. tamanho das mamas em cirurgias desta região. má-nutrição. duplica o tempo e aumenta os custos da hospitalização em 2 a 4 vezes. uso de imunossupressores. Como Fatores de Risco para Infecção de Ferida Cirúrgica Associados ao Hospedeiro O médico Antes de internar No ambulatório Tratar infecção de sítio remoto O médico Antes da cirurgia e de preferência antes de internar No ambulatório Controle de fatores de risco associados O médico Antes da cirurgia e de preferência antes de internar No ambulatório 47 . A fala.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS PREVENÇÃO DA INFECÇÃO DA FERIDA CIRÚRGICA INTRODUÇÃO „ A infecção da ferida cirúrgica (IFC). Ela é uma das principais causas de morbidade e. • Instrumental cirúrgico mal esterilizado é uma fonte grosseira de transmissão de infecção. destes fatores de obesidade mórbida risco e a taxa de e desnutrição. „ A incidência de IFC varia entre cirurgiões. em média. tanto na sala operatória como no período peri-operatório. infecção de ferida limitar uso de cirúrgica corticóides. a epidemiologia da IFC está intimamente associada a eventos que ocorrem na sala cirúrgica. „ Com o objetivo de reduzir as taxas de IFC. está entre as 3 infecções hospitalares mais freqüentes. „ A IFC.

O. O. O. Como • Hemostasia efetiva • Manutenção de suprimento sangüíneo adequado • Remoção de todo tecido desvitalizado • Obliteração de espaço morto • Material de sutura fino e não-absorvível • Fechamento da ferida sem tensão Utilizando com habilidade a técnica mais adequada para o caso Utilizar somente quando estritamente necessário Utilizar somente quando estritamente necessário Drenar de acordo com os princípios aceitos na literatura Por que São princípios básicos da prática cirúrgica Menor duração possível da cirurgia. Aplicar PVP-I degermante no local onde se fará a incisão com fricção por 10 minutos.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Preparo do Paciente Cirúrgico: Medidas Pré-Operatórias O quê Tricotomia Quem Auxiliar de enfermagem Quando Imediatament e antes da cirurgia e se for absolutament e necessário Onde Na S. remover com SF e em seguida aplicar PVP-I alcoólico e deixar secar. Como Tonsurador elétrico (de preferência) ou raspagem com aparelho adequado com lâmina estéril imediatamente antes da cirurgia Por que A tricotomia com lâmina(principalmente mais de 2 horas antes da cirurgia) tem relação direta com a taxa de infecção de ferida cirúrgica. diminuindo o número de patógenos nos tecidos a um nível manejável pelo sistema imune Preparo do Paciente Cirúrgico: Medidas Intra-Operatórias O quê Boa técnica operatória Quem O cirurgião Quando Durante a cirurgia Onde Na S. Órteses e próteses O cirurgião Durante a cirurgia Na S. Cobrir o corpo do paciente. O. Em mucosas. respectivamente. O. O. 48 . O anestesista Geralmente na indução anestésica Na S. exceto a região da cirurgia e as regiões necessárias para anestesia e controle do paciente Esquema próprio Evitar que microrganismos de fora da área operatória atinjam a ferida cirúrgica O papel antibioticoprofilaxia é colaborar com as defesas humorais e celulares. compatível com a segurança do paciente Eletrocautério O cirurgião Na S. usar PVP-I aquoso (tópico). O. Em RN e pacientes alérgicos ao iodo. usar clorexidina e tintura de clorexidina. O. O. Relação direta entre o tempo de cirurgia e a taxa de infecção de ferida cirúrgica O cirurgião Durante a cirurgia Na S. provavelmente pela liberação da flora residente nas camadas profundas da pele pelo traumatismo da tricotomia Redução do reservatório de microrganismos da pele ao nível mais baixo possível e manutenção de efeito residual prolongado Antissepsi O cirurgião a da pele no local da cirurgia Imediatament e antes da cirurgia Na S. Colocação de campos cirúrgicos Antibiotico profilaxia cirúrgica O cirurgião Após antissepsia Na S. Uso de eletrocautério pode associar-se a aumento da taxa de infecção de ferida cirúrgica Material estranho possibilita melhor crescimento de bactérias Drenos O cirurgião Durante a cirurgia Na S.

Conversar só o essencial Equipe cirúrgica Na S. deverá ser trocado sempre que necessário. Membro da equipe cirúrgica com barba deverá usar capuz para. cobri-la totalmente Colocação de propé Proteger os calçados da equipe cirúrgica de contaminação com sangue (não previne contra infecção de sítio cirúrgico) Promover um Todos que Durante a Na S. antes do início da cirurgia Curativos Auxiliares de Após a cirurgia Na S. Protege a equipe cirúrgica da contaminação das mucosas com sangue Com a conversação. deve ficar o Promover a mínima mínimo de entrarem no bloco cirurgia mínimo de pessoas movimentação possível de aglomeração de cirúrgico necessário para a cirurgia.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Preparo da Equipe Cirúrgica O quê Lavagem de mãos e colocação de luvas estéreis Quem Equipe cirúrgica Quando Antes de vestir o capote Onde No bloco cirúrgico (pia de degermação) No bloco cirúrgico* Como Ver abaixo da tabela Por que Redução do reservatório de microrganismos das mãos ao nível mais baixo possível e manutenção de efeito residual Reduz a eliminação de microrganismo do trato respiratório para o campo cirúrgico. A incisão cirúrgica deve Após a oclusão da ferida enfermagem permanecer com curativo com o coágulo de fibrina (24 oclusivo por 24 horas. O. Caso exista curativos do que naquelas drenagem de secreções em que o curativo é mantido ou sangramento. pregas e espaços interdigitais. a contaminação da ferida cirúrgica pode aumentar Proteção da equipe cirúrgica da contaminação com sangue. Cria barreira física entre o campo cirúrgico e fontes potenciais de bactérias Prevenir queda de cabelo e escamas de pele dentro da ferida cirúrgica Colocação de máscara Todos que entrarem no bloco cirúrgico* Durante o tempo de permanência no bloco cirúrgico* Durante a cirurgia Após a lavagem das mãos. só exige seu uso enquanto na S.O. dedos. Retire todos os anéis e pulseiras antes de iniciar a lavagem de mãos. O. • Abra a torneira sem usar as mãos e enxágüe mãos e antebraços • Espalhe o PVP-I degermante nas mãos e antebraços • Com escova estéril. mãos e antebraços. a incidência de Após este período pode infecções da ferida cirúrgica ficar aberta. Equipe cirúrgica Antes de fazer antissepsia das mãos Na S. nos sulcos. O. Alérgicos ao PVP-I podem usar clorexidina (degermante e tintura) 49 . particularmente. antes da colocação de luvas estéreis Colocar máscara cobrindo boca e nariz Redução da conversação Colocação de capote Equipe cirúrgica Na S.. escove as unhas. 1999. a 48 horas). Na S. nesta ordem. o material necessário deve estar na S. articulações e extremidades dos dedos • Enxagüar com os cotovelos no ponto mais baixo • Enxugar em toalha ou compressa estéril • Aplique o PVP-I alcoólico e deixe secar antes de calçar as luvas (forma uma luva química bacteriostática sobre a pele das mãos). por 5 minutos • Detenha-se. Colocação de gorro/capuz Todos que entrarem no bloco cirúrgico* Durante o tempo de permanência no bloco cirúrgico* No bloco cirúrgico* Cobrir todo o cabelo. O. O. com o cuidado de sempre se realizar a técnica asséptica * O Guideline for prevention of surgical site infection. sem é menor nas feridas sem curativos. Todo S. Técnica de escovação cirúrgica das mãos e antebraços: • Deixe as mãos mais elevadas que os cotovelos durante todo o procedimento. juntamente com a máscara. sem retorno. ar pessoas e As portas devem ser movimentação na mantidas fechadas. durante o ato cirúrgico ou quando o instrumental estéril já estiver exposto. O. O. CDC. O.

Consideram-se contaminadas as cirurgias realizadas no cólon. Incidência Esperada de infecção em ferida Cirúrgica Segundo o Potencial de Contaminação. 4 . neste caso deve-se administrar uma dose intraoperatória adicional após 3 horas de cirurgia(repique). nervoso e cardiovascular. „ O uso de antibióticos nos pacientes submetidos a cirurgia contaminada ou infectada deve ser considerado terapêutico e adequado às bactérias causadoras da infecção estabelecida. „ A profilaxia em dose única é preferível. 2 . este procedimento resulta em níveis terapêuticos da droga na ferida operatória e tecidos adjacentes durante a cirurgia. em tecidos cavitários com comunicação com o meio externo.Cirurgias Limpas São realizadas em tecidos estéreis ou passíveis de descontaminação. na presença de processo infeccioso local ou após trauma penetrante com mais de 4 horas.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ANTIBIOTICOPROFILAXIA EM CIRURGIA „ Os antibióticos profiláticos estão claramente indicados aos pacientes submetidos a cirurgias limpas com implante de um corpo estranho e na maioria dos procedimentos potencialmente contaminados. de difícil descontaminação. reto e ânus. Consideram-se potencialmente contaminadas as cirurgias realizadas nos tratos gastrintestinal (exceto cólon). „ Extensas pesquisas demonstram que prolongar a antibioticoprofilaxia por mais de 24 horas não leva a reduções extras da taxa de infecção de ferida operatória. respiratório superior e inferior. contaminadas e infectadas. na ausência de processo infeccioso local. na ausência de processos infeccioso local. „ O papel da antibioticoprofilaxia é colaborar com as defesas humorais e celulares. tecido celular subcutâneo. potencialmente contaminadas.Cirurgias Contaminadas São as realizadas em tecidos colonizados por flora microbiana abundante. 1 . ou de difícil descontaminação. diminuindo o número de patógenos nos tecidos a um nível manejável pelo sistema imune.Cirurgias Potencialmente Contaminadas São as realizadas em tecidos colonizados por flora microbiana pouco numerosa. porém a cefazolina é preferível por causa de sua meia-vida mais longa e níveis teciduais maiores. Limpas: 1 a 5% Potencialmente Contaminadas: 3 a 11% Contaminadas: 10 a 17% Infectadas: > 27% 50 . „ Os antibióticos profiláticos parenterais devem ser administrados 30 minutos antes da incisão cirúrgica(indução anestésica). na ausência de processo infeccioso local. aumenta o custo e está associado a um maior número de complicações para o paciente „ Cefalotina e cefazolina são utilizadas na maioria dos esquemas profiláticos. as cirurgias são classificadas em: limpas. 3 .Cirurgias Infectadas São as realizadas em qualquer tecido. sistemas músculoesquelético. genitourinário. Consideram-se limpas as cirurgias realizadas na epiderme. cirurgias oculares e de vias biliares. em tecido com lesões cruentas e cirurgias de traumatismo crânio encefálicos abertos. CLASSIFICAÇÃO DAS CIRURGIAS SEGUNDO O POTENCIAL DE CONTAMINAÇÃO De acordo com os riscos de contaminação. a menos que a duração da cirurgia seja maior que 3 horas.

obstrução. gastrostomia percutânea Idade > 70 anos. alteração cefazolina da motilidade. prótese Cirurgia vascular vascular cefazolina cefazolina cefazolina clindamicina clindamicina vancomicina 51 . associar à limpeza mecânica do cólon Em caso de perfuração de víscera oca. colecistite aguda. cirurgia endoscópica Manter por 3 a 5 dias em caso metronidazol + de perfuração ou gangrena gentamicina Usar por mais 24 horas. cirurgia de urgência. úlcera gástrica.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Esquemas de Antibioticoprofilaxia Cirúrgica Procedimento Cirurgia Geral Esofágica Indicações e observações Primeira escolha cefazolina Neoplasia. microcirurgia metronidazol + gentamicina metronidazol + gentamicina sulfametoxazol + trimetoprim cefazolina cefazolina Com fusão espinhal Usar por mais 24 horas Usar por mais 24 horas Até 6 horas: mais 24 horas Mais de 6 horas: terapêutico cefazolina cefazolina cefazolina cefazolina cefazolina cefazolina cefazolina cefazolina gentamicina (tópica) Alternativa clindamicina + gentamicina clindamicina + gentamicina Gastroduodenal Trato biliar e pâncreas clindamicina + gentamicina gentamicina + cloranfenicol ou clindamicina gentamicina + cloranfenicol ou clindamicina gentamicina + cloranfenicol ou clindamicina vancomicina vancomicina clindamicina vancomicina clindamicina clindamicina clindamicina + gentamicina vancomicina vancomicina vancomicina clindamicina + gentamicina Apendicectomia Colorretal Trauma abdominal penetrante Neurocirurgia Derivação ventriculoperitoneal Craniotomia Cirurgia transesfenoidal ou translabirintica Laminectomia Cirurgia Ortopédica Colocação de prótese ou material de osteossíntese Artroplastia de quadril Fratura exposta Cirurgia Cardíaca Implante de prótese valvar Usar por mais 24 horas Revascularização do Usar por mais 24 horas miocárdio Inserção de MP Cirurgia de grande porte com Cirurgia de Cabeça e abordagem pela mucosa oral Pescoço ou faríngea Somente com colocação de Cirurgia Oftalmológica lente intraocular Cirurgia Torácica Pneumectomia ou Usar por mais 24 horas lobectomia Mediastino e Usar por mais 24 horas mediastinoscopia Aorta abdominal. cefazolina coledocolitíase. amputação. usar por 3 a 5 dias Usar por mais 24 horas Reexploração. icterícia obstrutiva. extremidades inferiores. hemorragia.

litotomia. nefrostomia com molde uretral. 52 . prótese peniana Transplante renal Usar por mais 24 horas Ginecologia Histerectomia abdominal ou vaginal Nas cirurgias de fístulas Vulvectomia. Aborto 1° trimestre gonorréia ou múltiplos parceiros Aborto 2° trimestre cefazolina norfloxacina cefazolina cefazolina gentamicina vancomicina cefazolina + metronidazol vancomicina + metronidazol cefazolina vancomicina penicilina cristalina cefazolina clindamicina + gentamicina clindamicina + gentamicina Cesárea Cirurgia de emergência. Mastectomia agulhamentos. Em caso de perda maciça de sangue ou quando a duração do procedimento se prolongue por mais de 3 horas. limpeza mecânica prévia do neovagina cólon Não indicada nas quadrantectomias. Doses para antibioticoprofilaxia Antibiótico cefazolina clindamicina cloranfenicol gentamicina metronidazol norfloxacina penicilina cristalina sulfametoxazol + trimetoprim vancomicina Dose adulto 1g 600 mg 1g 80 mg 1g 800 mg (via oral) 2 milhões de unidades 800 mg/160mg 1g Dose pediátrica 50 mg 7. colpectomias e ginecológicas. cirurgia para ginecomastia e exérese de nódulo mamário Obstetrícia Com histórico de DIP. Para paciente com peso ≥ 80 kg.5 mg/kg não indicado ⎯ 5 mg/kg (trimetoprim) 15 mg/kg „ „ „ „ „ As doses acima descritas referem-se a uma dose única endovenosa do antibiótico administrada durante a indução anestésica. colpectomia.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Esquemas de Antibioticoprofilaxia Cirúrgica (continuação) Cirurgia Urológica Prostatectomia abdominal. o prolongamento da profilaxia não está associado a um melhor resultado clínico. nefrectomia. doses adicionais de cefazolina devem ser administradas no intraoperatório. fístulas retovaginais.5 mg/kg 50 mg/kg 1. neovagina é necessário a prolapso de cúpula vaginal. rotura de membranas cefazolina por mais de 6 horas e trabalho de parto prolongado (mais de 12 horas) vancomicina Î As cirurgias que não estão acima relacionadas não necessitam de antibioticoprofilaxia. cirurgia em gestantes de alto risco. o antibiótico é administrado após o clampeamento do cordão. Mesmo em situações de contaminações acidentais. a dose da cefazolina deve ser de 2g. Nas cesáreas. Doses adicionais serão empregadas apenas quando assim indicado.5 mg/kg 7. derivação urinária.

na ausência de infecção da corrente sangüínea ou purulência concomitantes. Para a inserção de cateteres arteriais ou centrais. sobre os procedimentos para sua inserção e manutenção adequadas e sobre as medidas apropriadas para o controle de infecções relacionadas a este tipo de dispositivo. Higienização das mãos: A. Infecção da corrente sangüínea relacionada ao cateter: „ Isolamento do mesmo microrganismo (ou seja. II. na ausência de sintomas clínicos. na ausência de infecção da corrente sangüínea. as luvas devem ser estéreis. IV. D. Técnica asséptica durante a inserção e cuidados com o cateter: A. Infecção clínica do sítio de saída (ou infecção do túnel): „ Dor. O uso de luvas não desobriga da lavagem das mãos. 53 . ao longo do trajeto subcutâneo de um cateter tunelizado. calafrios e/ou hipotensão) e nenhuma outra fonte aparente de infecção. C. RECOMENDAÇÕES GERAIS PARA A REDUÇÃO DAS COMPLICAÇÕES INFECCIOSAS ASSOCIADAS AO USO DE CATETERES INTRAVASCULARES I. Não utilizar a dissecção venosa ou arterial como método preferencial para inserção de cateteres intravasculares. dependendo individualmente da situação de cada paciente. Use luvas limpas durante as trocas de curativo. febre sem fonte óbvia ou outras manifestações sugerindo infecção local ou da corrente sangüínea. Manter técnica asséptica para a inserção e cuidados com o cateter intravascular. espécie e antibiograma idênticos) de uma cultura semiquantitativa (maior ou igual a 15 UFC) ou quantitativa (maior que 1000 UFC) de um segmento de cateter e do sangue (preferivelmente obtido de uma veia periférica) de um paciente com sintomas clínicos de infecção da corrente sangüínea (febre. B. C. B. III. Infecção do sítio de saída: „ Eritema ou edema dentre 2 cm a partir do sítio de saída do cateter. assim como antes e depois de inserir. Se o paciente apresentar dor no local de inserção. substituir ou aplicar um curativo em qualquer dispositivo intravascular. eritema ou edema local maior que 2 cm a partir do sítio do cateter. Vigilância para infecções relacionadas ao cateter: A. Usar luvas durante a inserção do cateter. Anotar a data e hora da inserção e remoção do cateter e de trocas do curativo de uma forma padronizada. Lavar as mãos antes e após palpar sítios de inserção de cateteres. Monitorar rotineiramente a região do cateter por visualização direta ou por palpação através do curativo intacto. Não são recomendadas culturas de rotina da ponta de cateteres.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS PREVENÇÃO DAS INFECÇÕES ASSOCIADAS A CATETERES INTRAVASCULARES DEFINIÇÕES PARA INFECÇÃO ASSOCIADA AO CATETER Colonização localizada do cateter: „ Crescimento maior ou igual a 15 UFC (cultura semiquantitativa) ou maior que 1000 UFC (cultura quantitativa) do segmento distal do cateter. Educação dos profissionais de saúde: educar os profissionais de saúde em relação às indicações para o uso dos cateteres intravasculares. o curativo deve ser removido para permitir uma avaliação completa do local. B.

Trocar cateteres venosos periféricos no mínimo cada 72 a 96 horas em adultos para prevenção de flebites. frouxo ou visivelmente contaminado. o que indica infecção. Cateter venoso periférico: em adultos. Ao banhar o paciente. para minimizar o risco de infecção. PVP-I ou clorexidina a 2%. Substituir o circuito para administração de sangue. Se a solução contiver apenas glicose e aminoácidos. um curativo com gazes é preferível. F. Seleção e substituição de dispositivos intravasculares: A. C. Caso o pacientes estiver diaforético ou se houver sangramento local ou secreção. Usar o julgamento clínico para determinar quando trocar um cateter que pode ser uma fonte de infecção (exemplo: não trocar de rotina cateter em pacientes cuja única indicação de infecção é a febre). H. a mão. Cateter venoso central: utilizar preferencialmente a veia subclávia em relação às veias jugular interna ou femoral. hemoderivados ou emulsões lipídicas (tanto as misturas 3 em 1 combinadas com aminoácidos e glicose como as emulsões lipídicas puras) dentro de 24 horas após iniciar a infusão. 2. Não há atualmente recomendações pertinentes ao uso de clorexidina em crianças menores de 2 meses (item não resolvido). trocar todos os cateteres assim que possível e com não mais de 48 horas. O PVP-I deve permanecer em contato com a pele por no mínimo 2 minutos antes da inserção. tomar precauções para reduzir a possibilidade de introduzir microrganismos no cateter (exemplo: proteger o cateter e o dispositivo de conexão com uma cobertura impermeável durante o banho). o dorso do pé ou o couro cabeludo pode ser usado como locais para inserção do cateter. 4. VII. VI. puncionar veia de membros superiores para a inserção do cateter. Curativos: A. por exemplo. antes de inserção do cateter e nas trocas de curativo. se for improvável que o cateter é a fonte de infecção. D. dependendo das recomendações do fabricante. Substituir o circuito utilizado para administrar infusões de propofol a cada 6 a 12 horas. Não substituir rotineiramente cateteres venosos centrais ou arteriais apenas devido ao propósito de reduzir a incidência de infecções. D. não mais freqüentemente que a intervalos de 72 horas. Selecionar o cateter. o sistema não deve ser trocado com freqüência maior que a cada 72 horas. Substituição dos circuitos de administração e de fluidos parenterais: A. 54 . I. incluindo álcool 70%. Substituir os circuitos. Não trocar rotineiramente cateteres venosos em pacientes que estão bacteriêmicos ou fungêmicos. Não use antibióticos tópicos no sítio de inserção (exceto em cateter de diálise) devido ao potencial de promover infecções fúngicas e resistência antimicrobiana. F. C. Cuidados locais com o cateter: A. 3. Não utilizar a técnica do fio-guia para substituir cateteres em pacientes suspeitos de ter infecção relacionada ao cateter. em pacientes pediátricos. B. 2. Deixar o antisséptico permanecer no local de inserção e secar naturalmente antes da inserção do cateter. VIII. flebite ou infiltração. Substituir qualquer cateter venoso central de curta duração se for observado purulência no sítio de inserção. Trocar todo cateter venoso central se o paciente estiver hemodinamicamente instável e suspeitar-se de infecção da corrente sangüínea relacionada ao cateter.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS V. C. dependendo das circunstâncias individuais de cada paciente E. Trocar o curativo no mínimo semanalmente para pacientes adultos e adolescentes. exceto quando for diagnosticada infecção associada ao cateter. a não ser que ocorram complicações como. B. Substituir o curativo quando o mesmo estiver úmido. Manter cateteres venosos periféricos em crianças até o fim da terapia endovenosa. Não submergir o cateter sob água. Quando a aderência à técnica asséptica não puder ser garantida (exemplo: quando um cateter é inserido durante uma emergência). Remover qualquer cateter intravascular tão logo seu uso não seja mais essencial. B. G. incluindo “torneirinhas”. a técnica de inserção e o local de inserção que apresente o menor potencial para complicações (infecciosas e não infecciosas) para o tipo e duração antecipados de terapia endovenosa. Realizar antissepsia local da pele com um antisséptico apropriado. 1. Usar gaze estéril ou curativo transparente semi-permeável para cobrir o local do cateter. Circuitos 1. em pacientes adultos. E. as veias jugular interna ou femoral são preferidas à veia subclávia para cateteres usados para hemodiálise com o objetivo de evitar a estenose venosa.

conjuntamente com os outros componentes do sistema (circuitos. C. III. 4. B. Troca do cateter d do sistema de monitorização da pressão: A. 2. C. Fluidos parenterais 1. D. C. Substituição do cateter usando fio-guia: A. Usar um cateter venoso central com o menor número de lúmens essenciais às necessidades do paciente. Usar preferencialmente um sistema de irrigação fechado ao invés de um sistema aberto (que requer seringas e torneiras). II. Se devido a considerações de volume a infusão necessitar de mais tempo. Completar a infusão de sangue e hemoderivados dentro de 4 horas após início da infusão. a infusão deve completar-se dentro de 24 horas. Não usar trocas com fio-guia rotineiramente como forma de prevenir infecções. dispositivo de irrigação contínua.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS B. a inserção de um novo cateter em um outro local é indicada. D. Cuidados com o cateter: A. Completar as Infusões de soluções lipídicas (exemplo: soluções 3 em 1) dentro de 24 horas após o início da infusão. B. Usar o julgamento clínico para avaliar a adequação da remoção do cateter se houver evidência de infecção em outro local ou se uma causa não infecciosa para a febre for suspeitada. exceto em pacientes pediátricos. I. Na suspeita de uma infecção relacionada ao cateter. B. Trocar o curativo quando o mesmo estiver úmido. nos quais o risco de deslocar o cateter se sobrepõe ao benefício da troca do curativo. o cateter inserido através do fio-guia pode ser mantido. Usar um novo par de luvas estéreis antes de manusear o novo cateter quando executar uma substituição de cateter com fio-guia. Não usar trocas com fio-guia rotineiramente como forma de prevenir infecções. máscara. Designar um dos lúmens exclusivamente para alimentação parenteral se um cateter multilúmen for usado. B. Se os resultados das culturas semiquantitativas ou quantitativas do segmento de cateter forem negativos. capote estéril. Não há recomendações quanto ao tempo de infusão de outros fluidos parenterais (item não resolvido). solução de irrigação). B. Usar técnica asséptica incluindo o uso de gorro. o acesso venoso pode ser preservado removendo o cateter através de um fio-guia e inserindo-se um novo cateter através do mesmo fioguia. Não remover um cateter venoso central apenas com base na presença de febre. 55 . frouxo ou contaminado ou quando a inspeção do local for necessária. Trocar os transdutores em intervalos de 72 horas. Completar emulsões lipídicas puras dentro de 12 horas após início da infusão. Substituição do cateter usando fio-guia: A. RECOMENDAÇÕES ADICIONAIS PARA A REDUÇÃO DAS COMPLICAÇÕES INFECCIOSAS ASSOCIADAS AO USO DE CATETERES VENOSOS CENTRAIS Princípios gerais: A. Minimizar o número de manipulações no sistema de monitorização. RECOMENDAÇÕES ADICIONAIS PARA A REDUÇÃO DAS COMPLICAÇÕES INFECCIOSAS ASSOCIADAS AO USO DE CATETERES ARTERIAIS PERIFÉRICOS I. II. Se o cateter removido apresentar resultado de cultura sugestivo de colonização ou infecção. 3. Não trocar de forma rotineira os cateteres arteriais periféricos apenas como forma de prevenir infecções associadas ao cateter. Trocar o curativo de um cateter venoso central a cada 2 dias para curativos com gazes e no mínimo cada 7 dias para curativos transparentes. luvas estéreis e campos estéreis para a inserção de cateteres venosos centrais. Usar a troca com fio-guia para substituir um cateter com mal funcionamento apenas se não houver evidência de infecção. Usar a troca com fio-guia para substituir um cateter com mal funcionamento apenas se não houver evidência de infecção.

em intervalos do transdutor (ou estiver úmido. trocar nutrição que indicado cateteres inseridos o curativo estiver parenteral úmido. permanência de outras soluções endovenosas. Em dentro de 24 horas clinicamente soluções pacientes que têm do início da infusão.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS RESUMO DAS RECOMENDAÇÕES SOBRE A FREQÜÊNCIA DA TROCA DE CATETERES. 7 dias em cateteres Trocar o circuito usado para de curta administrar sangue permanência. inspecionar • Nenhuma visualmente o recomendação cateter no mínimo para o tempo de diariamente. CURATIVOS. CIRCUITOS E FLUIDOS TIPO DE CATETER TROCA DO TROCA DO TROCA DO TEMPO DE CATETER CURATIVO CIRCUITO ADMINISTRAÇÀO DOS FLUIDOS EV Não trocar o circuito • Completar a Adultos: não trocar Trocar o curativo Cateter venoso quando o cateter for com freqüência o cateter e mudar periférico infusão de menor que 72 de local antes de 72 removido ou fluidos de trocado ou quando horas. 56 . frouxo ou contaminado ou houver necessidade de inspecionar o sítio do cateter. Cateter venoso mais rotineiramente. contaminado ou quando o sítio do cateter necessitar ser examinado. dentro de 48 horas. impedem a • Completar palpação ou infusões de visualização direta sangue e do sítio de inserção hemoderivados do cateter. com mais da infusão. úmido. Nenhuma Trocar o curativo Trocar o circuito no Trocar a solução de Cateter arterial recomendação para quando o cateter for momento da troca irrigação no periférico a freqüência da substituído ou do transdutor (ou momento da troca troca do cateter. com gaze cada 2 central freqüentemente que dias e curativos transparentes cada a cada 72 horas. Não trocar Trocar os curativos Não trocar o circuito Igual acima. seja. quando o curativo seja. trocar o dentro de 4 curativo e horas. de 72 horas). frouxo ou clinicamente. Trocar os curativos ou hemoderivados quando o cateter for ou soluções trocado ou quando lipídicas dentro de 24 horas do início o curativo estiver da infusão. indicado. hemoderivados ou Crianças: não trocar freqüência em • Completar soluções lipídicas o cateter exceto se pacientes infusão de diaforéticos. o circuito utilizado emergência para dentro de 24 Trocar o curativo para administrar um local diferente horas do início sangue. em intervalos frouxo ou de 72 horas). lipídicas puras curativos grandes e dentro de 12 volumosos que horas. a não ser a 96 horas. Trocar em situações de contendo lipídios contaminado.

recomenda-se uma distância mínima de 1 m entre os berços ou incubadoras. 2. FATORES DE RISCO 1. 4. porém o baixo peso está intimamente relacionado à prematuridade. favorece a colonização com bactérias patogênicas muitas vezes resistentes às medicações habituais. à sepse neonatal. „ Na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal. somente 1 a 2% desses RN colonizados irão desenvolver doença invasiva. familiares. 3. sondas para alimentação enteral facilitam as infecções hospitalares ao romperem as barreiras anatômicas naturais.000 g é de 26% e em RN com peso > 2. Antibioticoterapia. ETIOLOGIA „ Os germes que habitualmente causam infecção no RN saudável são adquiridos da mãe (estreptococos do grupo B. o RN será colonizado durante a passagem pelo canal de parto. Se o parto ocorrer logo após a ruptura da membrana. „ Após o nascimento. „ A colonização não implica em infecção. especificamente. vírus respiratórios). sondas urinárias. a microflora vaginal pode ascender pelo trato genital. o risco de infecção estafilocócica aumenta 16 vezes quando há número insuficiente de pessoal e aumenta 7 vezes quando há excesso de pacientes. Em relação. A infusão de lipídios é o maior fator e risco para bacteremia por estafilococos coagulase-negativos. Todos os RN internados por mais de 30 dias estão colonizados com flora patogênica.1%. Nutrição parenteral. Listeria monocytogenes.500 g é de 1. vírus do herpes simples) ou no próprio berçário (Staphylococcus aureus. Excesso de pacientes e/ou número insuficiente de pessoal. muitas vezes empiricamente. contribuindo também para o risco de fungemia. por conseqüência. embora muitas vezes possa ser colonizado ou infectado através da placenta ou por germes que ascendem pelo trato genital materno. com emprego de antimicrobianos de largo espectro. O fator de risco predominante é o baixo peso ao nascimento. a incidência em RN com peso < 1. Como exemplo. está relativamente protegido contra microrganismos. Cateteres intravasculares. „ Se a ruptura for precoce. Estima-se que 20 a 30% das gestantes estão colonizadas por estreptococos do grupo B e que 50% destas mulheres irão transmitir esta bactéria para o RN antes ou durante o parto. Grandes fatores contribuintes nesta situações são o descuido com a lavagem das mãos e a quebra nos procedimentos de controle de infecção hospitalar. O berço deve ficar ao lado do leito da mãe e afastado 60 cm de outro berço.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS PREVENÇÃO DE INFECÇÕES HOSPITALARES NEONATAIS COLONIZAÇÃO NEONATAL „ O feto. „ No berçário de cuidados intermediários. „ Além dos benefícios para o binômio mãe-filho que o alojamento conjunto propicia. Procedimentos. RN de baixo peso/prematuridade. algumas recomendações mínimas devem ser obedecidas. mas o parto não for imediato. comensais como Candida sp. dentro da bolsa amniótica. 57 . bactérias entéricas. O tratamento com vários cursos de antibióticos. ao número de leitos por metro quadrado. Contudo. Internação prolongada. não se demonstrou aumento na taxa de infecção hospitalar com este procedimento. enterococos. e estafilococos coagulase-negativos são importantes. 5. 6. além das enterobactérias. o processo de colonização continua com a aquisição de novos germes adquiridos pelo contato com a própria mãe. „ A colonização inicial do RN e da placenta ocorre habitualmente após ruptura da membrana amniótica. PREVENÇÃO DA INFECÇÃO HOSPITALAR NEONATAL Área Física „ Uma vez que a infecção hospitalar pode relacionar-se à distância entre os berços e os equipamentos e. enquanto na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal. a distância deve ser de 2 m. profissionais de saúde e objetos inanimados. tubos endotraqueais.

Lavagem das Mãos „ A lavagem de mãos visa a remoção da flora transitória. anéis e relógios. retirar pulseiras. assim como a roupa do RN. „ A equipe de funcionários designados para esta unidades deve ser submetida a uma programação de saúde mais rigorosa. Após estes cuidados proceder à lavagem das mãos. esse material deve ser de uso exclusivo de cada RN. „ Incubadoras e berços devem ser limpos e desinfetados após o uso entre cada paciente. Visitas „ As visitas devem ter as unhas curtas. células descamativas. „ As infecções cutâneas. viroses respiratórias. devendo ser rigorosa a limpeza da unidade. „ Os métodos de limpeza devem minimizar a dispersão de pó. o material deve ser cuidadosamente desinfetado. „ A roupa usada no berçário ou na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal não necessita ser autoclavada. „ A lavagem das mãos deve ser supervisionada por profissional conhecedor da técnica correta de lavagem das mãos. fluídos corporais. „ A limpeza do piso e paredes deve ser feita com água e sabão.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Equipe „ O excesso de pacientes e/ou redução na equipe médica e/ou paramédica é um fator extremamente importante. „ Quando lavar? • quando as mãos estiverem sujas sempre que entrar ou sair da unidade de internação • antes e após o contato com o paciente • após contato com secreções e fluídos corporais • sempre que manipular materiais ou equipamentos que estão ou que estiveram conectados aos pacientes • antes dos procedimentos invasivos (utilizar clorexidina degermante. paredes) somente na presença de sangue ou secreção (descontaminação). quando associado a um anti-séptico. Equipamento „ Todo equipamento. „ Brinquedos devem ser limpos e desinfetados e não é permitida a troca de brinquedos entre pacientes. promove a diminuição da flora residente. A imunidade para rubéola. „ O chão e outras superfiícies devem ser limpos diariamente. com aumento evidente na taxa de infecção hospitalar. „ Estetoscópios. muitas vezes motivadas pela simples falta de tempo para uma adequada lavagem das mãos entre o manuseio dos pacientes. cabelos presos (gorros). lesões herpéticas e conjuntivites devem ser comunicadas ao responsável pela unidade e o funcionário afastado temporariamente. termômetros e outros aparelhos de uso rotineiro devem ser desinfetados antes e depois do uso no RN. „ Se o contato se fizer com mucosas ou com a pele. oleosidade da pele e ainda. remover com soro fisiológico e enxugar as mãos com compressas estéreis) 58 . varicela e hepatite B deve ser avaliada e a vacinação providenciada nos casos necessários. Na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal. suor. Ambiente „ Partículas de poeira. • Unidade de Terapia Intensiva Neonatal: uma auxiliar de enfermagem para cada um a dois RN. „ É muito importante enfatizar para as visitas que lavem as mãos antes de qualquer contato com o RN. As proporções recomendadas são as seguintes: • Berçário de risco intermediário: uma auxiliar de enfermagem para cada 3 a 4 RN. O período de limpeza da parede é semanal ou mais se necessário „ O hipoclorito de sódio a 1% é utilizado em superfícies (piso. faringite. secreções e umidade favorecem a disseminação e proliferação bacteriana. instrumento ou material que entre em contato com qualquer região estéril do RN deve ser esterilizado. gastroenterites.

contudo. de preferência com mangas compridas: • ao manusear o RN fora da incubadora • quando o RN estiver em isolamento de contato • ao carregar. Mãe Infectada „ Os microrganismos do trato genital ascendem para o útero. „ Luvas. „ A mãe portadora de doença infectocontagiosa reconhecida deve ser separada do RN até o término do período de contagiosidade. devem ser separados até todas as lesões secarem. realização de procedimentos de risco e as demais normas de isolamento. mesmo que a mãe tenha infecção ativa. „ A amamentação é contraindicada em algumas situações. aureus com drenagem importante. „ A endometrite puerperal requer isolamento até 24 horas após início do tratamento. observando o uso de avental e a lavagem adequada das mãos. Por essa razão. No entanto. „ RN não infectado. e a imunoglobulina específica para varicela zóster deve ser feita no RN.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Vestimenta „ O uso rotineiro de avental não reduz a colonização e/ou infecção. desde que a lavagem cuidadosa das mãos e as precauções que evitem o contato direto com as lesões ativas sejam fielmente seguidas. „ Não é necessário o uso de antissépticos degermantes na higiene corporal do RN. com o frasco mantido sempre fechado. o leite materno não contém o bacilo e o leite ordenhado pode ser oferecido ao RN 9 HEPATITES: não são contraindicações à amamentação 59 . na presença de lesões herpéticas no seio. raramente estes microrganismos infectam o RN. a amamentação é restabelecida quando a mãe não estiver mais no período de transmissão (todas as lesões em fase de crostas) 9 a TUBERCULOSE pulmonar é contraindicação para manuseio e amamentação do RN até o término do período de contágio (habitualmente. devendo a amamentação ser temporariamente interrompida neste período. após 14 dias de tratamento). em algumas situações específicas recomenda-se o seu uso. sendo pouco provável que qualquer agente antisséptico tenha realmente efeito benéfico. a puérpera com processo febril não identificado e clinicamente bem pode amamentar e manusear o RN. destacando-se: 9 mães soropositivas para o HIV 9 mães soropositivas para o HTLV 1 e 2 9 CITOMEGALOVÍRUS: RN prematuros com sorologia negativa para citomegalovírus não devem receber leite materno de mãe soropositiva 9 HERPES SIMPLES: o bebê pode amamentar-se. Cuidados com o RN „ O curativo seco do coto umbilical é usualmente suficiente. exceto em situações de surto infeccioso. máscaras e gorros não necessitam ser usados rotineiramente. a amamentação é suspensa até que as lesões desapareçam 9 VARICELA ZÓSTER: a infecção materna no periparto requer isolamento temporário do bebê. nascido de mãe com varicela em atividade. o mesmo causa conjuntivite química. o uso da clorexidina degermante é preferível ao PVP-I devido ao seu menor potencial irritante para a pele. podendo contaminar o feto. quando os aventais devem ser estéreis „ Após o uso o avental deve ser descartado ou mantido exclusivamente para aquele RN específico e trocado a cada 12 horas. devido ao risco de contaminação. após o nascimento. protegido contra a luz. Freqüentemente. mas somente conforme as precauções padrões. Contudo. „ O nitrato de prata deve ser preparado diariamente. Nestas situações. „ Em casos de lesões extensas por S. segurar ou amamentar o RN • na realização de procedimentos cirúrgicos. mãe e filho devem ficar separados. incluindo inserção de cateteres vasculares.

prevenindo a contaminação do ambiente. fluidos orais ou outras secreções. „ Um conjunto de medidas de medidas de controle de infecções hospitalares podem quebrar os elos desta cadeia de transmissão de agentes infecciosos. em média. equipamento cirúrgico ou superfícies ambientais. „ Quando o procedimento exigir técnica asséptica. BARREIRAS DE PROTEÇÃO Luvas „ Devem ser calçadas sempre que houver riscos de contato manual com mucosa. fluidos biológicos ou superfícies contaminadas com estes fluidos. aventais. o cirurgião-dentista não deverá contaminar a luva estéril calçando a sobreluva. falar e tossir do odontólogo. o vírus da hepatite B. o vírus da hepatite C. Os potenciais microtraumas nas luvas submetidas ao reprocessamento comprometem a segurança quando as mesmas são reutilizadas. reprocessáveis ou descartáveis. da posição da cadeira. „ Luvas mais resistentes (luvas de borracha) devem ser preferidas para a limpeza do instrumental e do ambiente. „ Não é recomendável a reutilização de luvas. receituários. o acessório deverá ser trocado toda vez que estiver visivelmente suja. o uso de luvas é obrigatório. este deve utilizar gorro. Roupas Especiais de Proteção „ Quando há possibilidade de contato ou respingo das secreções biológicas com a roupa e/ou pele e cabelos do profissional. especificamente aqueles que infectam o trato respiratório superior. Máscaras „ É característica da atividade odontológica o alto grau de proximidade física entre o profissional e o ciente durante o atendimento. „ Luvas de plástico. etc. „ As máscaras cirúrgicas com tripla proteção devem ser usadas como uma barreira para a pele perioral e as mucosas oral e nasal dos profissionais. do tipo usualmente adotado para a manipulação de alimentos. deve contar com uma auxiliar odontológica par ajuste de refletores. As luvas estéreis ficam reservadas aos procedimentos cirúrgicos. jalecos ou similares. canetas. as mãos lavadas e luvas novas deverão ser calçadas no atendimento ao próximo cliente. as luvas devem ser removidas. estreptococos e outros vírus e bactérias. dos painéis de controle dos periféricos em geral e outras atividades. além de periodicamente de duas em duas horas. 60 . painel de controle dos movimentos da cadeira odontológica. o vírus da imunodeficiência humana (HIV). „ Após o atendimento a cada cliente. „ Num mesmo procedimento. contato indireto com instrumentos contaminados. principalmente se houver contaminação com fluidos biológicos. o Mycobacterium tuberculosis. assim as infecções. interrruptores. para proteção. os vírus do herpes simples tipo 1 e 2. Nesse caso. incluindo o contato direto com sangue. estafilococos. Os mesmos devem ser trocados a cada atendimento.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS PRECAUÇÕES PARA O CONTROLE DE INFECÇÕES NO SERVIÇO DE ODONTOLOGIA INTRODUÇÃO „ Os pacientes e profissionais de saúde de odontologia podem ser expostos a uma variedade de microrganismos via sangue ou secreções orais ou respiratórias. ou contato com contaminantes presentes no ar tanto em droplet spatter ou aerossóis de fluidos respiratórios ou orais. tal como pegar na alça de um refletor. torneiras. prevenindo. desinfetando-as ou esterilizando-as. podem ser calçadas sobre as de procedimentos com o objetivo de tocar objetos ou superfícies durante um atendimento. „ As máscaras devem ser trocadas na presença de contaminação com fluidos biológicos ou quando úmidas. „ Estes microrganismos incluem o citomegalovírus. „ Luvas de látex ou vinil não estéreis são indicadas para exames e outros procedimentos não cirúrgicos. ao mesmo tempo que protegem os clientes dos microrganismos eliminados pelos atos de respirar.. „ Como a ação odontológica é predominantemente na cavidade oral. „ As infecções podem ser transmitidas nas cirurgias odontológicas através de várias rotas.

quando não utilizados em sua totalidade. 7. piso. „ Os tubetes anestésicos. descartá-las. Desprezar os resíduos em sacos de lixo brancos. micro-motor. tocar em fluidos biológicos do cliente ou superfícies inanimadas contaminadas com os mesmos. acondicionado em recipiente com tampa para posterior coleta. o ritual da degermação das mãos e antebraços com o uso de um degermante químico está indicado. antes e após de atender cada paciente. Retirar as pontas (alta-rotação. ROTINAS ROTINAS PARA O FINAL DO ATENDIMENTO 1. 5. a simples lavagem das mãos antes de calçar as luvas é adequada quanto à segurança do paciente. etc. „ Sob a perspectiva da proteção do cliente durante procedimentos odontológicos rotineiros como o exame clínico e outros não cirúrgicos. sempre que necessário. antes de calçar as luvas e após removê-las. Lavagem das Mãos „ É o procedimento reconhecido como o núcleo das ações de controle das infecções. ponta da mangueira do sugador. 6. tubo. maçanetas. lavá-lo e desinfetá-lo. bancadas. uma sobreluva plástica devem ser utilizadas sobre as luvas de procedimento quando for necessário manipular estes objetos. pois uma pesquisa bacteriológica de tubetes previamente utilizados constatou a presença de estafilococos e a pesquisa de sangue oculto foi positiva nestes materiais. alça e disparador do aparelho de raio X. Retirar o lixo das lixeiras. „ Estes utensílios devem ser limpos com água e detergente. devem ser descartados.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Protetores Oculares „ Óculos de proteção ou protetores faciais totais protegem o odontólogo contra infecções locais (conjuntivites. „ As mãos devem ser lavadas sempre ao iniciar o trabalho. cadeira. unidades auxiliares. etc) 2. lâminas de bisturi. refletor. etc. Os mesmos devem ser descartados após atendimento de cada paciente. etc. mocho. Limpar e realizar desinfecção do equipamento. infecção pelo vírus da hepatite B). 61 . 8. algodão. „ Outra maneira de se limitar a propagação de microrganismos é a utilização de filmes plásticos de PVC para revestir estas superfícies. dentes. na troca da máscara e nas vezes em que. podendo ser desprezados nas instalações sanitárias anexas. etc. aventais e campos descartáves. cimentos e outros originados durante procedimentos técnicos. podendo-se usar o PVP-I ou a clorexidina.) deve ser desprezado em recipiente rígido e devidamente lacrado para evitar acidentes. inadvertidamente. Esvaziar o reservatório de água e do desinfetante para o "flush".) devem ser colocados em saco plástico. „ Para procedimentos cirúrgicos. Retirar as barreiras (PVC). Retirar o ralo da cuspideira. haste de mesa auxiliar. resistente e à prova de vazamentos. infecções respiratórias) e sistêmicas (infecção por HIV. "lixo hospitalar". „ Os dejetos sólidos (gaze. LIMITANDO A CONTAMINAÇÃO AMBIENTAL „ Uma medida importante de controle da contaminação ambiental é não tocar com as mãos contaminadas nas superfícies como telefone. 4. 9. instrumental endodôntico. alças e interruptor do foco de luz. não se deve esvaziálos nas pias do consultório. „ Vale ressaltar que a presença de uma auxiliar odontológica durante os procedimentos indubitavelmente minimiza os riscos da contaminação ambiental. 3. DESTINO DOS DEJETOS „ Todo material perfurocortante (agulhas. „ Como já foi citado. Acionar o "flush" durante 1 minuto nas linhas de abastecimento das respectivas pontas para desinfecção. ultra-som. além de oferecerem proteção contra traumas mecânicos provenientes de fragmentos de amálgama. pontas de sugadores. „ Nas clínicas em que o resíduo líquido dos aspiradores é acumulado em frascos. Drenar as linhas de abastecimento dos equipamentos. que devem estar em sacos brancos com a indicação de "produto contaminado". fotopolimerizador.

vazar modelos. 4. Se houver sujidade no chão. deve-se realizar a desinfecção com hipoclorito de sódio a 1%.15 ml de hipoclorito à 10.000 ppm (1%) em 500ml de água. operada ou isolada. Trocar as luvas entre cada paciente. 2. PREPARAÇÃO DOS DESINFETANTES. 3. Se necessitar manipular produtos. 5. Colocar desinfetante. tomando cuidado com o vidro refletor. hipoclorito de sódio 500 ppm. em todos procedimentos clínicos. 5. 1. etc. Usar provetas. estando o profissional e auxiliar de luvas e prontos para o atendimento. comunicar o profissional responsável. 4. usar sempre sobre luvas de plástico estéril (luvas plástica estéril descartável). realizando a lavagem prévia das mãos. 6. 2. 62 . substituindoos caso apresentem manchas de sangue. A solução que não for usada durante o dia ao final do expediente deve ser desprezada. „ O PVP-I aquoso tem indicação de uso para antissepsia bucal. ROTINA PARA O CIRURGIÃO-DENTISTA E AUXILIARES 1.000 ppm (1%) em 475ml de água. aplicar PVP-I tópico na área a ser anestesiada. 3. Abrir os pacotes estéreis sobre o campo estéril. etc. 2. mas deve-se utilizar preferencialmente envases unitários de 50 ml (disponíveis comercialmente) para cada paciente. usando cotonetes. Encaminhar todo material contaminado para a Central de Esterilização embrulhados no campo que foi utilizado no procedimento. para o "flush": colocar 25 ml de hipoclorito à 10. 7. Pedir ao paciente que faça bochecho com anti-séptico antes do atendimento. Selecionar o material a ser utilizado após a orientação do profissional. Se durante os procedimentos houver acidente com perfurocortantes. apoio de braço. 3. 2. abrir gavetas. „ Caso esta prática não seja possível. Descartar as luvas no lixo. Pontas estéreis devem ser colocadas sobre o campo estéril na bancada ou mesa auxiliar. 6. LIMPEZA. Colocar barreiras (filmes de PVC): equipos. Colocar água potável com 3 ppm de cloro no reservatório de água. 7. 5. ANTISSEPSIA. revelar radiografias. Substituir máscaras. devido à facilidade de contaminação destas soluções. Óculos de proteção devem limpos e desinfetados. periféricos. ROTINA ENTRE OS PACIENTES 1. o PVP-I deve ser veiculado em pequenas quantidades m almotolias limpas que não deverão ser recarregadas. DESINFECÇÃO E ESTERILIZAÇÃO „ Os compostos quaternários de amônio e o líquido de Dakin não são mais indicados como antissépticos. raios-x. Desinfetar as seringas tríplice antes de serem colocadas as barreiras. 4. nos equipamentos modernos todas as pontas podem ser desinfetadas juntas. 4. exudatos orgânicos ou estiverem úmidos.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ROTINAS PARA O INÍCIO DO TRATAMENTO 1. O "flush" deve ser acionado durante 30 segundos em cada ponta. 9. Realizar a desinfecção das barreiras ou sua substituição se houver sujidade visível em sua superfície. Hipoclorito a 3 ppm para o reservatório de água: colocar 0. sem previamente desprezar-se o resíduo e proceder-se a limpeza da mesma. Colocar campos estéreis nas mesas auxiliares e bancadas antes do atendimento. no "flush". quanto à desinfeção. 6. desprezando-se o volume residual. encosto da cabeça. 8. 3. puxadores de gavetas. aventais e goros se houver sujidade ou estiverem úmidos. Hipoclorito 500 ppm. Utilizar EPI (Equipamentos de Proteção Individual). Antes de usar a seringa tríplice ou alta-rotação acionar os equipamentos por 30 segundos na cuspideira para remover o hipoclorito a 500 ppm do flush que deve ter sido usado. pipetas ou seringas descartável para as diluições serem corretas. Não negligenciar o cabo do refletor.

9 Semicríticos.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS „ „ „ „ „ „ Assim como para outros instrumentos médicos e cirúrgicos. o instrumental odontológico é classificado em três categorias – críticos. é de 120 minutos. Como método mais indicado para a esterilização de materiais termorressistentes em consultórios odontológicos. e quando a 160 °C. o calor úmido na forma de vapor saturado sob pressão através de autoclave é o processo mais seguro. o instrumento deve ser submetido a desinfecção de alto nível. o recurso mais aplicado em consultório odontológico é a imersão em solução de glutaraldeído a 2% por 10 a 12 horas à temperatura em torno de 25 °C seguida de enxagüe asséptico com água destilada ou soro fisiológico estéreis. eficiente. Estes instrumentos devem ser esterilizados após cada uso. não podendo garantir a esterilidade. tungstênio Autoclave ou estufa Brocas aço inox e outros Autoclave ou estufa Instrumental de endodontia Moldeiras (resistentes ao calor) alumínio ou inox Autoclave ou estufa Moldeiras (não resistentes ao cera ou plástico Glutaraldeído calor) aço Autoclave ou estufa Instrumental metal Autoclave ou estufa Bandejas ou caixas borracha Glutaraldeído Discos e brocas de polimento pedra Autoclave ou estufa vidro Autoclave ou estufa Placas e potes 63 . Para a desinfecção de alto nível. se a esterilização não for possível porque o instrumento pode ser danificado pelo calor. 9 Não-críticos. os mesmos podem ser reprocessados entre pacientes através da limpeza com água e detergente. mas entram em contato com os tecidos orais. Contudo. Instrumentos ou aparelhos que têm contato apenas com a pele intacta. A uma temperatura de 170 °C. Processos de esterilização indicados para materiais e instrumental odontológicos MATERIAL TIPO DE MATERIAL PROCESSO aço. O método de esterilização mais difundido no Brasil é pelo calor seco através de estufas elétricas. indicado apenas para artigos termorressistentes. Uma vez que estas superfícies não-críticas têm um risco relativamente baixo de transmissão de infecção. carbide. A ação microbicida deste agente físico é limitada à superfície de incidência destes raios. 9 Críticos. rápido e econômico. o tempo de exposição requerido para esterilização é de 60 minutos. portanto. Instrumentos como espelhos e condensadores de amálgama que não penetram tecidos moles ou ossos. semicríticos e não-críticos – dependendo do seu risco de transmissão de infecção e da necessidade de esterilização dos mesmos entre seus usos. O enxagüe após a desinfecção pode ser feita com água potável tratada. Apesar do processo mais indicado para a esterilização de artigos termossensíveis ser o óxido de etileno. utiliza-se a imersão no glutaraldeído a 2% durante 30 minutos. O uso de raios ultravioletas como processo de esterilização foi vetado pelo Ministério da Saúde através da Portaria n° 930/92. Instrumentos cirúrgicos e outros instrumentos usados para penetrar tecidos moles ou ossos devem ser esterilizados após cada uso.

excreções e/ou objetos contaminados com estes fluidos corpóreos. I. • • • Quem usa? Todos que trabalham direta e indiretamente com pacientes. mucosa e pele não-intacta. objetos contaminados com estes fluidos corpóreos. PRECAUÇÕES DE TRANSMISSÃO AÉREA: elaborada para evitar a transmissão de infecções veiculadas através de partículas ≤ 5 mícrons contendo agentes infecciosos que ficam em suspensão no ar e que podem ser transportadas por longas distâncias. secreções. equipado com sistema de pressão negativa. Lavagem das mãos • Antes e após contato com o paciente. nariz e boca quando houver o risco de respingos com sangue. • Trocar as luvas entre pacientes diferentes.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS PRECAUÇÕES E ISOLAMENTO DE PACIENTES COM DOENÇAS INFECTO-CONTAGIOSAS PRECAUÇÃO PADRÃO: designada para o cuidado de todos os pacientes. • Imediatamente após tocar acidentalmente em sangue. o mesmo par não deve ser recolocado. Por que usar? Considerar que todo paciente é potencialmente portador sintomático ou assintomático de patógenos que podem ser transmitidos para outros pacientes e profissionais de saúde. enviar para a lavanderia e lavar as mãos. Quando usar? Quando o paciente for suspeito ou tiver o diagnóstico de uma doença altamente transmissível ou for portador de patógeno epidemiologicamente importante. Capote Deve ser usado para proteger a pele quando houver o risco de respingos com sangue. • Após retirar as luvas. • Pacientes com igual patologia podem ocupar o mesmo quarto. secreções. • PRECAUÇÕES DE TRANSMISSÃO • • • Quem usa? Todos que trabalham com pacientes. excreções e outros fluidos corpóreos. secreções. • Máscaras e óculos Usar para proteger as mucosas dos olhos. depositando-se nas mucosas ou sendo inaladas. 64 . • Imediatamente após retirar as luvas (estas podem apresentar defeitos inaparentes ou tornar-se defeituosas durante o uso ou as mãos podem se contaminar durante sua remoção). Consiste nas precauções padrão acrescida de: Quarto • Privativo. • Tirá-lo imediatamente após o uso. • Manter a porta fechada. deve-se usar capote impermeável. Por que usar? Para evitar a transmissão de patógenos conhecidos. secreções. Em condições ideais. excreções. • Se estiver sendo manipulada grande quantidade de sangue ou outros líquidos corporais. excreções e outros fluidos corpóreos. Quando usar? Sempre que tiver contato direto e indireto com qualquer paciente. Luvas de procedimentos • Quando se for realizar procedimentos onde possa haver contato com sangue.

PRECAUÇÕES DE CONTATO: elaboradas para evitar as transmissões de infecções através do contato físico de um paciente ou profissional com a superfície corporal de outro paciente ou com objetos contaminados com o agente infeccioso. • Retire-o antes de sair e lave as mãos. por serem maiores (> 5 mícrons) que as partículas de transmissão aérea. trinco da porta). mantenha as precauções de contato para minimizar a transmissão de microrganismos para outros pacientes e para as superfícies inanimadas e equipamentos. III. usar biombos para separação dos outros pacientes e visitas com uma distância de 1 metro. Capote • Vista-o antecipadamente. eliminados durante a tosse. quando não houver disponibilidade de segregá-los de outros pacientes. virar ou banhar o paciente). • Retire as luvas antes de sair do quarto e lave as mãos com antisséptico (PVPI degermante) imediatamente após retirar as luvas. II. Precauções padrão acrescidas de: Quarto • Privativo e compartilhável por doentes de patologia igual. • Máscara cirúrgica para o paciente. só se mantêm no ar por curta distância (1 metro) e. fala ou espirros. Proteção respiratória • Usar máscara sempre que se aproximar a uma distância menor que 1 metro. as mãos são importante veículo desta forma de transmissão. • Na ausência de quarto privativo. o paciente deverá usar máscara. ferida drenante). 65 . • Certifique-se de não tocar ao sair em superfícies potencialmente contaminadas do quarto do paciente (por exemplo. se tiver contato importante com o paciente(por exemplo. • Usar máscara equipada com filtro HEPA (respirador N95) apenas para tuberculose. ou se este apresentar doenças com alta concentração bacteriana (diarréia. se necessário. Precauções padrão acrescidas de: Quarto • Privativo e compartilhável por doentes de patologia igual. Transporte • O transporte do paciente deve ser restrito.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Proteção respiratória • Os susceptíveis a varicela e sarampo não devem entrar no quarto. boca ou olhos de pessoas susceptíveis. • Transporte Evite. PRECAUÇÕES COM GOTÍCULAS: elaboradas para evitar a transmissão pela deposição de gotículas (perdigotos) nas mucosas do nariz. Ao transportar o paciente. esta via de transmissão exigem uma proximidade com o paciente. • • Transporte Limitar a saída do paciente do quarto a apenas procedimentos indispensáveis. os perdigotos. por isso. Luvas • Luvas limpas são o suficiente. • Usar se tiver contato com o paciente. • Usar biombos para separação dos outros pacientes e visitas com uma distância de 1 metro. máscara comum. Todos os outros casos.

66 . desinfecção e esterilização Ausência de recomendações especiais Sim – porta fechada Sim 1 LAVAGEM DAS MÃOS Igual às precauções padrão Igual às precauções padrão Igual às precauções padrão LUVAS Igual às precauções padrão Igual às precauções padrão Respirador N95 apenas para TB. VRS) • Parvovírus B19 (eritema infeccioso) • Rubéola Sim 1 PRECAUÇÕES DE CONTATO • Bactéria multirresistente • Impetigo • Pediculose • Escabiose • Infecções de pele e partes moles drenante • Diarréia em paciente incontinente ou criança que não controla o esfíncter • Colite pseudomembranosa (Clostridium difficile) • Rubéola congênita • Herpes simples neonatal ou mucocutâneo • Hepatite A em paciente incontinente Todos os pacientes. influenzae invasiva (meningite.). estetoscópio. proceda a limpeza e desinfecção antes do uso entre os pacientes. pneumonia. desde que exista uma distância mínima de 1 metro e uma delimitação do local com biombo. etc. pneumonia. adenovírus. parainfluenza. escarlatina) • Difteria faríngea • Pneumonia por micoplasma • Coqueluche • Forma pneumônica da peste • Caxumba • Infecções respiratórias virais (influenza. NORMAS DE PRECAUÇÕES DE ISOLAMENTO PARA CONTROLE DE INFECÇÃO EM HOSPITAIS PRECAUÇÃO DOENÇAS PRECAUÇÕES PADRÃO PRECAUÇÕES DE TRANSMISSÃO AÉREA PRECAUÇÕES COM GOTÍCULAS • H.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Equipamento • De preferência exclusivo (termômetro. se não for possível. Todos os outros casos. máscara comum Igual à precauções padrão Igual às precauções padrão Máscara cirúrgica para o paciente Igual às precauções padrão Igual às precauções padrão Sempre que for necessário tocar o paciente Sempre que for haver contato físico intenso com o paciente CAPOTE MÁSCARA Sempre que se Igual às precauções padrão aproximar do paciente ÓCULOS DE PROTEÇÃO Igual às precauções padrão Igual às precauções padrão Máscara cirúrgica para o paciente Igual às precauções padrão EQUIPAMENTO Uso individual para o paciente ou desinfetar antes do próximo paciente TRANSPORTE Mantenha as precauções de contato Remover luvas e capote e lavar as mãos antes de deixar o quarto do paciente MISCELÂNEA 1. septicemia) • Meningococo • Infecções estreptocócicas (faringite. • Tuberculose incluindo os pacientes pulmonar ou com hepatite B e C e laríngea. Na sua impossibilidade. as formas HIV drenantes e meníngea • Sarampo • Varicela • Herpes zóster disseminado ou em imunocomprometido QUARTO PRIVATIVO Não • Antes e após contato com o paciente • Após tocar acidentalmente em secreções corpóreas • Após usar luvas Na possibilidade de contato com fluidos corpóreos Se há possibilidade de respingos com fluidos corpóreos Se há possibilidade de respingos com fluidos corpóreos Se há possibilidade de respingos com fluidos corpóreos Precauções normais com limpeza. epiglotite. utilizar quarto coletivo compartilhado por outros pacientes com patologias diferentes.

epiglotite. septicemia) Meningococo Infecções estreptocócicas (faringite. pneumonia. influenzae invasiva (meningite. escarlatina) Difteria faríngea Pneumonia por micoplasma Coqueluche Caxumba Influenza. pneumonia.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS DURAÇÃO DA MANUTENÇÃO DAS PRECAUÇÕES DE TRANSMISSÃO Precauções de transmissão aérea Tempo 14 dias após início da terapêutica DI Até a fase de crosta Até a fase de crosta Doença Tuberculose pulmonar ou laríngea. parainfluenza Adenovírus Parvovírus B19 (eritema infeccioso) Rubéola DI = durante a internação Precauções de contato Doença Bactéria multirresistente Impetigo Pediculose Escabiose Infecções de pele e partes moles drenante Diarréia em paciente incontinente ou criança que não controla o esfíncter Colite pseudomembranosa (Clostridium difficile) Rubéola congênita Herpes simples neonatal ou mucocutâneo Hepatite A em paciente incontinente DI = durante a internação Tempo DI 24 horas de terapia 24 horas de terapia 24 horas de terapia DI DI DI 1 ano DI DI 67 . as formas drenantes e meníngea Sarampo Varicela Herpes zóster disseminado ou em imunocomprometido DI = durante a internação Doença Precauções com gotículas Tempo 24 horas de terapia 24 horas de terapia 24 horas de terapia Cultura negativa DI 5 dias 9 dias após início do edema DI DI 7 dias DI H.

Toxicidade A Polivinilpirrolidona-iodo. líquido de Dakin Compostos de amônio quaternário: cloreto de benzalcônio. tem baixa toxicidade para os tecidos. O ressecamento da pele pode ocorrer com o uso consecutivo e prolongado. não tem indicação como solução antiséptica. Concentrações elevadas de iodo no plasma.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS PADRONIZAÇÃO DE SOLUÇÕES ANTISSÉPTICAS PVP-I tópico (veículo aquoso) • anti-sepsia em curativos (pele e mucosas) PVP-I degermante (com tensoativo) • lavagem e anti-sepsia de mãos pré operatória e antes de demais procedimentos invasivos • degermação da pele pré-operatória e antes de demais procedimentos invasivos. PVP-I tintura (veículo alcoólico) • anti-sepsia complementar da pele do campo operatório e em demais procedimentos invasivos. A aplicação tópica em recém nascidos pode resultar em hipotireoidismo. através da lavagem mecânica com fricção e remoção com soro fisiológico. podem ser responsáveis por intoxicações ocasionais. ANTI-SÉPTICOS INADEQUADOS A legislação vigente (Port. produz uma reação inflamatória nos tecidos cutâneo e mucoso. 68 . colocar pequenas quantidades e semanalmente realizar a troca e limpeza dos recipientes utilizados. aplica-se a solução alcoólica. cloreto ou brometo de cetilmetilamônio e cetilpiridona. • guardar os recipientes protegidos da ação direta da luz ou calor. quando aplicado localmente. após o processo de degermação com a solução degermante acima descrito. 930/92) classifica as seguintes soluções como inadequadas para anti-sepsia: • • • • • Compostos mercuriais: merbromina (mercurocromo). Éter: substância irritante que. • não deixar gaze ou algodão embebidos em soluções anti-sépticas aquosas. • a limpeza dos recipientes deve ser com água e sabão e secagem completa antes da reposição da solução. Por suas propriedades físico-químicas. que deixará uma película bacteriostática sobre a pele (luva química). por absorção em pacientes queimados. para evitar sua contaminação • utilizando grandes vasilhames para estocagem de soluções. ou seja. per se. Clorofórmio Acetona CUIDADOS COM A MANIPULAÇÃO E ESTOCAGEM DE SOLUÇÕES • colocar as soluções preferencialmente em recipientes pequenos e reutilizáveis. mantendo-os fechados para uso único ou diário. timerosal (mertiolato). • é fundamental a rotulagem dos fracos com a especificação da solução e data da troca.

Em pele lesada.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS VEÍCULOS Aquoso INDICAÇÕES • Curativos • • CONTRA-INDICAÇÕES Não deve ser utilizado em tecidos lesados. através da diminuição da tensão superficial da célula. provoca forte sensação de ardor. 3º Números iguais significa que ambas as soluções podem ser utilizadas. DE RISCO HEMOCULTURA 1º 2º SONDAGEM 1º VESICAL ANTI-SEPSIA DE 1º MÃOS EM UNIDADE DE INTERNAÇÃO Ordem de execução do procedimento: 1º. 2º. PROCEDIMENTOS PVP-I TINTURA CLOREXIDINA DEGERMANTE 3º ou 1º 3º ou 1º 3º ou 1º 69 . Degermante Lavagem e anti-sepsia de mãos Degermação de pele pré-operatória e para demais procedimentos invasivos de risco para infecção Anti-sepsia complementar da pele préoperatória e antes de demais procedimentos invasivos de risco para infecção • Alcoólico SOLUÇÕES PADRONIZADAS SOLUÇÃO ÁLCOOL 70% + PVP-I PVP-I ÁLCOOL 70% FISIOLÓGICA GLICERINA DEGERMANTE TÓPICO CURATIVOS LIMPOS 1º 2º CURATIVOS COM 1º 2º DRENO CURATIVOS 1º 2º INFECTADOS VENOPUNÇÃO 1º PROCEDIMENTO 2º 1º VASCULAR INVASIVO ANTISSEPSIA PRÉ 2º 1o OPERATÓRIA DA PELE ANTISSEPSIA DE MÃOS PRÉ2º 1o OPERATÓRIA E P/ PROC. Não deve ser utilizada em tecidos lesados por desnaturar proteínas e possuir ação lítica agindo em prejuízo do processo cicatricial. afetando a permeabilidade da membrana e desintegrando-a. pois interfere em prejuízo do processo cicatricial por possuir ação citolítica.

mesa de cabeceira ou outras superfícies da enfermaria. 6. 3. 03. Utilizar luvas na possibilidade do contato com sangue ou demais fluidos corporais. Obedecer os princípios de assepsia para evitar a contaminação do material. 4. Cicatrização por segunda intenção Se dá quando as bordas da ferida estão dilaceradas por trauma. Contaminada: realizada em tecido colonizado por flora microbiana abundante e de difícil descontaminação. Nunca colocar material contaminado na cama. O processo cicatricial. 3. a fim de que apresente melhores resultados funcionais e estéticos. O processo cicatricial normal. Limpa: realizada em condições assépticas e em tecido estéril. Quanto ao grau de contaminação. Jamais poderão ser reutilizadas pinças de um paciente para outro.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NORMAS PARA REALIZAÇÃO DE CURATIVOS INTRODUÇÃO A ferida é uma injúria à qual o organismo reage através de alterações biológicas locais e sistêmicas. A necessidade de um curativo e o tempo de permanência do mesmo depende da maneira como esta ferida é produzida. 5. sem nenhum fator local ou geral de interferência. A cicatrização é muito mais lenta do que por primeira intenção. 2. Proteger de traumatismo mecânico Prevenir contaminação exógena Exercer ação microbicida e microbiostática com o uso de anti-sépticos tópicos Absorver secreções Minimizar acúmulo de fluidos por compressão Imobilizar Este procedimento deve obrigatoriamente obedecer as seguintes normas básicas de assepsia: 1. a ferida é classificada como: 1. obedece algumas fases no decorrer do tempo. Infectada: na presença de um processo infeccioso local. 02. Utilizando-se a técnica correta não é necessário o uso de luvas estéreis. Utilizar instrumental estéril. Potencialmente contaminada: realizada em tecido colonizado por flora microbiana pouco abundante ou ferimento por arma de fogo em tecido estéril. infecção. 70 . anti-sepsia e sutura das bordas. 6. Este é o objetivo das feridas fechadas cirurgicamente com os requisitos de assepsia. 4. Lavar as mãos antes e após a realização do curativo. pelo menos uma das seguintes funções: 1. 5. queimadura ou ferimentos intencionalmente deixados abertos. 2. dependendo do tipo de lesão. mesmo que se trate de feridas limpas. pode se dar pelas seguintes formas: 01. 3. do grau de contaminação e do processo de cicatrização. 2. Obedecer o princípio de realização do procedimento do local menos para o mais contaminado. 4. como a seguir: FINALIDADES DOS CURATIVOS Os curativos devem ter por finalidade. ou ferimento por arma branca em tecido estéril. 7. Cicatrização por primeira intenção Se dá quando as superfícies das bordas da ferida estão estreitamente ajustadas uma à outra. Cicatrização por terceira intenção É a corrigida ou estimulada cirurgicamente após a formação do tecido de granulação.

4. para monitorização microbiológica. b) O curativo com drenos deve ser mantido limpo e seco. A remoção do curativo também pode ser feita com as mãos enluvadas. A limpeza da ferida deve ser mecânica com solução fisiológica estéril. soro fisiológico. fazer outro chumaço de gaze e embebê-lo em soro fisiológico. Por estarem abertas. pois os tensoativos afetam a permeabilidade das membranas celulares. 8. 1. tendo o cuidado de não encostar uma pinça na outra.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS TIPOS DE CURATIVOS 01. c) Utilizar PVP-I tópico somente para ablação dos pontos. Após este período. pacote de curativo. fazer um chumaço de gaze. 4. Lavar as mãos com água e sabão. antisséptico (PVP-I) e outros que se fizerem necessários. Gaze vaselinada estéril é recomendada nos casos em que há necessidade de prevenir aderência nos tecidos. Reunir em uma bandeja o material necessário: pacotinhos de gaze. interferindo prejudicialmente no processo cicatricial. Os frascos devem ser identificados com o nome do produto e a data de preparo e as soluções devem ser trocadas a cada 7 dias. Curativo com dreno a) O curativo do dreno deve ser realizado separado do da incisão e o primeiro a ser realizado será sempre o do local menos contaminado. g) Os drenos de sistema aberto devem ser protegidos durante o banho. TÉCNICA DE CURATIVOS 1. saco plástico pequeno. 3. A anti-sepsia deve ser realizada com PVP-I tópico (aquoso). b) Após este período. 2. As soluções anti-sépticas degermantes são contra-indicadas em feridas abertas. Curativo limpo: ferida limpa e fechada. Isto significa que o número de trocas está diretamente relacionado com a quantidade de drenagem. Pegar a pinça Kelly e. 5. a incisão pode ser exposta e lavada com água e sabão. secar e friccionar álcool a 70% glicerinado. 2. embebê-lo em éter. tracionando-a com o auxílio da pinça dente-derato. Pacientes com feridas infectadas devem possuir sem seu quarto uma bandeja individualizada contendo: éter. 3. Desprezar o chumaço e o curativo sujo no saco plástico e a pinça dente-de-rato na cuba-rim. Friccionar este chumaço na extremidade da fita adesiva. Em feridas com drenagem purulenta deve ser coletada cultura semanal (swab). com o auxílio da Kocher. 71 . com ou sem infecção. o curativo deve ser mantido oclusivo por 24 horas e após este período poderá permanecer exposta e lavada com água e sabão. produzem hemólise e são adsorvidos pelas proteínas. c) Se houver incisão limpa e fechada. Prendendo-o com a pinça de Kocher. PVP-I tópico (aquoso). até desprendê-la. 8. Com as pinças de Kocher e dente-de-rato. Não tocar na parte interna do campo. O curativo deve ser protegido durante o banho. Abrir o pacote de curativos e colocar as pinças de modo que a parte de segurar fique fora do campo. penrose ou tubulares). 6. 02. Curativo contaminado Estas normas são para feridas infectadas e feridas abertas ou com perda de substância. pois enferrujam facilmente e propiciam a colonização do local. Abrir os pacotes de gaze e colocá-las no campo de curativo. a) O curativo limpo e seco deve ser mantido oclusivo por 24 horas. O curativo deve ser oclusivo e mantido limpo e seco. soro fisiológico. f) A mobilização do dreno fica a critério médico. O número de trocas do curativo está diretamente relacionado à quantidade de drenagem. 03. estas lesões são altamente susceptíveis à contaminação exógena. 7. devendo ser trocado sempre que úmido para evitar colonização. álcool a 70% (para antissepsia das mãos). cuba-rim. 5. fita adesiva. 6. devem ser mantidos ocluidos com bolsa estéril ou com gaze estéril por 72 horas. a manutenção da bolsa estéril fica a critério médico. 7. e) Alfinetes não são indicados como meio de evitar mobilização dos drenos penrose. dispensando o uso das pinças. d) Sistemas de drenagem aberta (por exemplo. 9.

Fazer novo chumaço. Proceder à limpeza da área. Encaminhar o material utilizado para a esterilização. Lavar as mãos com água e sabão. secar e friccionar álcool 70% glicerinado. seguindo as orientações acima citadas. 72 . embebê-lo na solução antisséptica (PVP-I tópico) e aplicar na ferida. 15. 13. desprezandoos no saco plástico. Cobrir a ferida com gazes e fixá-las com fita adesiva. Secar toda a área com chumaços secos de gaze. 11.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS 9. 14. 12. 10. seguindo o princípio do menos para o mais contaminado. Desprezar o saquinho de plástico no lixo hospitalar. utilizando tantos chumaços quanto for necessário.

Colocar o swab em tubo estéril. Após a coleta o swab deve ser colocado dentro de um tubo estéril até ser semeadas no meio de cultura. Utilizar agulha e seringa estéreis ou sistema fechado. com intervalos superiores a 1 hora. 10. colher mais 2 amostras. • Nunca colher urina estagnada na bolsa coletora. artrite séptica. pneumonia): coletar 2 amostras de punções venosas diferentes com intervalos de 5 minutos entre as punções. O local de punção venosa não deve ser palpado após a desinfecção. meningite. O paciente deve respirar profundamente enquanto. Colocar as hemoculturas na estufa a 37º C. a menos que se use uma luva estéril. Lavar as mãos. 3. Hemocultura 1. colher mais 2 amostras. O volume ideal de sangue a ser coletado corresponde a 10% do volume total do frasco de coleta. Coprocultura 1. Passar o swab rapidamente para cima e para baixo na mucosa da faringe posterior atrás da úvula e entre os pilares tonsilares. evitando hemólise. osteomielite. Urocultura • A coleta deve ser feita do jato médio da primeira micção da manhã em um frasco estéril. 7. Cuidado para que as paredes laterais da cavidade bucal não sejam tocadas. Número de amostras: „ Infecções sistêmicas ou localizadas (sepse. 3. tornar a limpara a área com PVPI a 10% e deixar secar. O mesmo deverá ser removido com álcool a 70% após a punção para evitar possível irritação da pele. desprezandose o primeiro jato. Transferir vagarosamente o sangue para o interior do frasco de hemocultura.5 a 5 mL para crianças. 6. com um abaixador de língua. Solicita-se ao paciente que fale “aah” de forma a erguer a úvula e ajudar a reduzir o reflexo de náuseas. 73 . se após 24 horas de cultivo não houver crescimento bacteriano. „ Endocardite bacteriana aguda: coletar 3 amostras de punções venosas diferentes com intervalo de 15 a 30 minutos. 3. o técnico abaixa a língua do paciente. • Todas as amostras devem ser refrigeradas se houver demora no transporte para o laboratório. colocar o swab em meio de transporte. „ Crianças: colher 2 amostras. 2.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NORMAS PARA COLETA DE MATERIAIS PARA CULTURA Cultura de Orofaringe 1. „ Febre de origem indeterminada: coletar 2 a 3 amostras de punções venosas diferentes. Introduzir o swab após a passagem do esfíncter anal e deixar por 20 a 30 segundos. 9. Dirigir um foco de luz para a cavidade oral aberta. 5. 6. „ Endocardite bacteriana subaguda: coletar 3 amostras de punções venosas diferentes com intervalo mínimo de 15 minutos. 4. 8. 2. Se houver atraso no transporte ao laboratório. se após 24 horas de cultivo não houver crescimento. geralmente 10 mL para adultos e 0. Desinfetar a área da punção com álcool a 70% e deixar secar. Em seguida. 5. 4. nem desconectar a bolsa coletora da sonda vesical. Fazer a antissepsia do frasco de hemocultura com álcool a 70% na porção de borracha onde será introduzida a agulha. 2.

Coletar a urina com uma seringa e agulha estéreis. 2. Clampear o equipo da bolsa coletora. o paciente ou a enfermeira deverá afastar os grandes lábios e mantê-los afastados enquanto limpa e colhe a urina. puncionando a sonda vesical no local onde foi realizada a desinfecção. 4. As margens e superfície da lesão devem ser descontaminadas com álcool a 70% e depois com solução de povidine-iodine (PVPI a 10%). Cultura de lesões de pele e partes moles fechadas (lesões bolhosas. 74 . 2. Se não houver urina após 30 minutos. 4. Retirar o sabão com soro fisiológico e friccionar álcool a 70% por 30 segundos. Tampar a seringa e enviar ao laboratório. Tampar o recipiente adequadamente. 3. 6. Usando uma compressa de gaze estéril embebida em povidine tópico (aquoso). Com uma das mãos. Segurar o recipiente pela parte externa durante a coleta. 7. 2. Coletar o material purulento localizado na parte mais profunda da ferida. Colocar o coletor urinário pediátrico estéril sobre a genitália. Biópsia da pele é a técnica mais recomendada. vesículas. Lavar as mãos com água e sabão e secá-las com papel toalha. 8. limpar novamente a região e colocar novo coletor. petéquias. celulites. Limpar a glande e meato com povidine tópico e secar com gaze estéril. 6. 5. Crianças 1. 3. Segurar o recipiente pela parte externa durante a coleta. Cateterismo Vesical 1. Se não for possível aspirar. Lavar as mãos com água e sabão e secá-las com papel toalha. A lesão não deve ser rompida durante o preparo da pele. a qual deverá ser removida com álcool a 70% para evitar irritação da pele. de preferência.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Mulheres 1. 3. Amostras de urina coletadas da extremidade do cateter de Foley são impróprias para cultura porque as pontas do cateter estão invariavelmente contaminadas com microrganismos. ferida cirúrgica fechada) 1. Não usar swabs para coletar o pus emergente (isso evita a contaminação com a flora da superfície). Secar a região com gaze estéril. Homens 1. 4. 3. 4. 5. 2. limpar a região (para cada lado deve-se usar gazes novas). Se a coleta for feita através de biópsia. pois pode-se isolar bactérias do biofilme que se forma na superfície interna da sonda. 5. A coleta de ferida de queimadura deve ser realizada após extensa limpeza e debridamento da lesão. Lavar o cateter urinário com sabão líquido próximo à sua junção com o sistema de drenagem. OBSERVAÇÃO: As amostras obtidas de pacientes cateterizados nem sempre refletem uma real infecção do trato urinário. injetar pequena quantidade de soro fisiológico e aspirar. utilizando. 5. aspirado com seringa e agulha. Tampar o recipiente adequadamente. 3. o material das margens da lesão e a parte mais profunda do sítio escolhido são mais representativos e possuem maior viabilidade de microrganismos. Limpar o tecido periuretral com povidine tópico e secar com gaze estéril. 2. 6. Transferir o material par um recipiente estéril e enviar ao laboratório. Retrair o prepúcio.

A presença de um número maior ou igual a 15 colônias de um único tipo de bactéria sugere que a ponta de cateter pode estar sendo fonte de infecção (técnica de Maki).Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Lesões de pele e partes moles abertas (ferida cirúrgica aberta. 3. O material coletado deve ser acondicionado em frasco estéril com tampa de rosca. Pericárdico. com PVPI a 10%. Se a quantidade de secreção for pequena. 7. As amostras de tecido para cultura devem ser acondicionadas em frasco estéril. Cultura de ponta de cateter intravascular 1.5 ml de heparina estéril. sem meio de cultura. 2. injetar uma pequena quantidade de soro fisiológico e aspirar. Recomenda-se que o semeio ocorra no máximo 1 hora após a remoção do cateter. Aspirar o material com seringa e agulha estéreis. 3. perfeitamente adaptada. caso haja possibilidade de ressecamento. 3. Enviar o frasco imediatamente ao laboratório. 2. Não usar swab pois os germes coletados podem representar apenas colonização da superfície da ferida. AMOSTRAS NÃO RECOMENDADAS PARA CULTURA POR FORNECEREM RESULTADOS QUESTIONÁVEIS Amostra Alternativa ou comentário Ponta de cateter de Foley Não processar Swab de secreção de lesão de partes moles aberta Não processar Swab de amostra de queimadura Processar biópsia ou aspirado Swab de úlcera de decúbito Processar biópsia ou aspirado Swab de abscesso perirretal Processar biópsia ou aspirado Swab de lesão de gangrena Processar biópsia ou aspirado Swab de lesão periodontal Processar biópsia ou aspirado Swab de úlcera varicosa Processar biópsia ou aspirado Material de colostomia Não processar 75 . O frasco deve conter 0. conforme técnica de hemocultura. Proceder a antissepsia da pele ao redor do cateter com álcool a 70% e. Retirar o cateter vagarosamente utilizando pinça estéril. Todas as amostras devem ser refrigeradas se houver demora no transporte ao laboratório. 6. Antes da remoção do cateter intravascular. escaras) 1. o qual deverá ser posteriormente removido com álcool a 70% para evitar irritação da pele pelo iodo. 5 cm do cateter (parte do trajeto subcutâneo e ponta distal) com uma lâmina de bisturi ou tesoura estéril. Limpar a superfície da ferida com uma gaze estéril embebida em água estéril. As amostras conservadas em formol não são adequadas para cultura. de boca larga. Colocar o pedaço do cateter num frasco estéril. 3. 5. Tampar a seringa e enviar ao laboratório. assepticamente. Não usar tesouras embebidas em soluções antissépticas. Sinovial) 1. Cortar. 5. Peritoneal. colher primeiro 3 amostras de sangue periférico em veia distante do cateter. Líquidos Corporais (Líquido Pleural. 2. 2.2 a 0. em seguida. Adicionar assepticamente soro fisiológico ou água destilada estéril. 4. Tecidos e Biópsias 1. 4. A coleta dos materiais é um procedimento médico que deve ser realizado assepticamente. se houver suspeita de bacteremia ou sepse relacionada ao cateter.

Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS TEMPO CRÍTICO PARA A ENTREGA DA AMOSTRA AO LABORATÓRIO E MEIOS DE TRANSPORTE Amostra Tempo crítico Frascos e meios de transporte Líquor Imediatamente Tubo seco estéril Líquido pleural Imediatamente Tubo seco estéril Imediatamente Tubo seco estéril ou meio semiSwab sólido (Stuart. Amies) Feridas e tecidos 30 minutos ou até 12 horas (meio de Meio de transporte apropriado transporte) Hemocultura 30 minutos Frascos com meio de cultura Trato respiratório 30 minutos Tubo seco estéril Trato gastrointestinal 1 hora Tubo seco estéril Urina Até 1 hora ou refrigerada até 24 horas Tubo seco estéril Fezes Até 12 horas em meio de transporte Cary-Blair Ponta de cateter Até 1 hora Tubo seco estéril intravascular MATERIAIS CLÍNICOS E REFRIGERAÇÃO Podem ser refrigerados Não podem ser refrigerados Urina Líquor Fezes Líquido pleural e outros fluidos corporais Materiais do trato respiratório Materiais do trato genital/cervical Materiais de lesões de partes moles Sangue 76 .

5. 3. pois poderá permanecer nas paredes do reservatório e. Esvaziar o reservatório. mediante abertura de todos os pontos de utilização de água (torneiras. Abrir o registro até a água cobrir o fundo da caixa. preparo de alimentos ou para higiene pessoal). 2. Fechar o registro. Nunca usar sabão. 6. A HIGIENIZAÇÃO DA CAIXA D’ÁGUA DEVE SER REPETIDA A CADA 6 MESES 77 . Encher novamente a caixa para promover a agitação do líquido e uma adequada homogeinização da solução desinfetante com a água do reservatório. Escoar a sujeira. poliedros: volume (litros) = altura x largura x comprimento x 1000 b. Verificar as dimensões do reservatório: altura. 2. vaso sanitário. esfregando bem as paredes.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS HIGIENIZAÇÃO DA CAIXA D’ÁGUA Cálculo da Capacidade do Reservatório 1. detergente ou similar para essa operação. obedecendo à proporção de 1 litro de água sanitária para cada 1000 litros de capacidade do reservatório. 3. de modo a promover a desinfecção das tubulações (ATENÇÃO: esta água não deve ser utilizada como bebida. na água armazenada. etc.14 x raio ao quadrado x altura x 1000) Lavagem do Reservatório 1. 7. Manter a solução em contato com a água por um tempo superior a 2 horas. esvaziar totalmente o reservatório. 2. Fechar novamente o registro e despejar o volume calculado da solução de hipoclorito. Lavar cuidadosamente o interior do reservatório com água e escova. Calcular o volume da solução de hipoclorito. Encher novamente o reservatório e utilizar a água normalmente. de modo a obter uma diluição final entre 20 a 25 ppm de cloro livre. 4. 5. Cálculo da quantidade de hipoclorito de sódio a ser utilizada 1. Calcular o volume em litros usando uma das seguintes fórmulas: a.). posteriormente. a fim de eliminar toda a sujeira aderida (não utilizar escovas de aço para não danificar as paredes do reservatório). Transcorrido este tempo. largura e comprimento (para caixas d’água em forma de poliedros) ou altura e raio (para caixas d’água cilíndricas). 4. cilíndricas: volume (litros) = πr2h x 1000 (3.

Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ANEXOS 78 .

______ log CD4: _____________ / mm 79 .Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS FICHA DE NOTIFICAÇÃO E ACOMPANHAMENTO DE ACIDENTES OCUPACIONAIS (FOLHA 1) HOSPITAL: ___________________________________________________________________________ DATA : ____ / ____ / ____ NOME DO ACIDENTADO: ________________________________________________________________ SEXO: M F F F IDADE: _________ OCUPAÇÃO: ___________________________________________________ UNIDADE ONDE OCORREU O ACIDENTE: _________________________________ DATA / HORA ACIDENTE: ____ / ____ / ____ TIPO DE EXPOSIÇÃO: PERCUTÂNEA F OBJETO DA LESÃO: AGULHA OCA F OUTROS F _______________________ CONDIÇÕES DO OBJETO: SANGUE VISÍVEL F MATERIAL ORGÂNICO: SANGUE F LÍQUIDO PERITONEAL F LÍQUIDO PLEURAL F VOLUME: POUCAS GOTAS F AUSÊNCIA DE SANGUE VISÍVEL F AGULHA RECENTEMENTE USADA EM VASO SANGÜÍNEO F FLUIDO CONTENDO SANGUE F LÍQUIDO PERICÁRDICO F OUTROS F _______________________ LÍQUIDO AMNIÓTICO F LÍQUOR F _____ : _____ MUCOSA F PELE ÍNTEGRA F PELE LESADA F PARTE DO CORPO ACIDENTADO: ________________________________________________________ AGULHA SEM LÚMEN F LÂMINA DE BISTURI F RESPINGO DE GRANDE VOLUME F SITUAÇÃO: RECAPAMENTO DE AGULHAS FMANUSEIO DE ROUPAS F ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS F MANUSEIO DE PACIENTES F MANUSEIO DE MATERIAL CIRÚRGICO F MANUSEIO DE LIXO F OUTRAS F ________________________________________________________________ PACIENTE FONTE CONHECIDO: SIM F NÃO F NEGATIVO F DESCONHECIDO F NÃO REALIZADO F DATA: ____ / ____ / ____ DATA: ____ / ____ / ____ DATA: ____ / ____ / ____ SOROLÓGIA PRÉVIA: POSITIVO F POSITIVO F POSITIVO F TESTE RÁPIDO P/ HIV: POSITIVO F NEGATIVO F AgHBs: ANTI-HIV: NEGATIVO F NEGATIVO F NÃO REALIZADO F NÃO REALIZADO F PACIENTE POSITIVO PARA HIV: SINTOMÁTICO F ASSINTOMÁTICO F 3 CARGA VIRAL: ___________________ cópias/mL .

2. 2 DOSE: ____ / ____ / ____ .Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS FICHA DE NOTIFICAÇÃO E ACOMPANHAMENTO DE ACIDENTES OCUPACIONAIS (FOLHA 2) PROFISSIONAL ACIDENTADO SOROLOGIA PRÉVIA: POSITIVO F NEGATIVO F TESTE RÁPIDO P/ HIV: POSITIVO F NEGATIVO F ACOMPANHAMENTO SOROLÓGICO: SOROLOGIA ANTI-HIV AgHBs ANTI-HBs ANTI-HCV PÓS-ACIDENTE o DESCONHECIDO F NÃO REALIZADO F DATA: ____ / ____ / ____ 3° MÊS PÓS-EXPOSIÇÃO 6° MÊS PÓS-EXPOSIÇÃO 1 MÊS PÓS-EXPOSIÇÃO NÃO NÃO IMUNIZAÇÃO PRÉVIA CONTRA HEPATITE B: SIM F VACINAÇÃO CONTRA HEPATITE B: a a NÃO F a DATA: ____ / ____ / ____ 1 DOSE: ____ / ____ / ____ . 3 DOSE: ____ / ____ / ____ ANTI-HBs (1-2 meses após a vacinação): ____________ mIU/mL SEGUNDA SÉRIE DE VACINA PARA HEPATITE B: a a SIM F a NÃO F 1 DOSE: ____ / ____ / ____ . 3. 3 DOSE: ____ / ____ / ____ ANTI-HBs (1-2 meses após a vacinação): ____________ mIU/mL IMUNOGLOBULINA ANTI-HEPATITE B (HBGI) ATÉ 7 DIAS APÓS EXPOSIÇÃO ____ / ____ / ____ PROFILAXIA PÓS-EXPOSIÇÃO PARA HIV: DATA DE INÍCIO: ____ / ____ / ____ DROGAS: 1. _____________________ DOSE: ____________________________ _____________________ DOSE: ____________________________ _____________________ DOSE: ____________________________ SIM F NÃO F ACOMPANHAMENTO DE EFEITOS TÓXICOS: EXAMES Hematócrito Leucócitos Plaquetas Glicemia TGO TGP Uréia Creatinina EAS PÓS-ACIDENTE 2 SEMANA DE PROFILAXIA a OBSERVAÇÕES: ____________________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________________ 80 . 2 DOSE: ____ / ____ / ____ .

10. 2. 15. PACIENTES EM USO DE ANTIBIOTICOPROFILAXIA CIRÚRGICA: ADEQUADO: INCORRETO: ANTIBIÓTICOS: Amicacina: Amoxicilina: Ampicilina: Cefalexina: Cefalotina: Cefazolina: Cefotaxima: Ceftazidima: Ceftriaxona: Clindamicina: Cloranfenicol: Gentamicina: Metronidazol: Oxacilina: Penicilina benzatina: Penicilina cristalina: Penicilina procaína: SMZ/TMP: Vancomicina: „ 1. PACIENTES EM USO DE ANTIBIOTICOTERAPIA: ADEQUADO INCORRETO: II. 9. 4. 5. 16. 8. 7. MOTIVOS DE USO INCORRETO: 81 . 12. 14.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS FICHA DE NOTIFICAÇÃO DE USO DE ANTIBIÓTICOS HOSPITAL: ____________________________________________________________________________ MÊS/ANO: _____________________________________________ I. 11. 3. 6. 13.

Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NOTIFICAÇÃO DE INFECÇÕES COMUNITÁRIAS E HOSPITALARES DATA DA NOTIFICAÇÃO: _____ / _____ / __________ HOSPITAL ____________________________________________________________________________ NOME DO PACIENTE____________________________________________________________________ IDADE_________ SEXO: M F F F ENFERMARIA _______________ LEITO _________ SETOR ____________________________ TIPO DE INFECÇÃO: INFECÇÃO COMUNITÁRIA F INFECÇÃO EXTRA-INSTITUCIONAL F INFECÇÃO HOSPITALAR F DATA DA INTERNAÇÃO: ____ / ____ / ____ DATA DIAGNÓSTICO DA INFECÇÃO: ____ / ____ / ____ DOENÇAS ASSOCIADAS: ________________________________________________________________ TOPOGRAFIA DA INFECÇÃO: CIRÚRGICA F SEPSE F GASTROINTESTINAL F RELACIONADA A CATETER IV F URINÁRIA F TRATO RESPIRATÓRIO SUPERIOR F TRATO REPRODUTOR F SNC F TRATO RESPIRATÓRIO INFERIOR F PELE E PARTES MOLES F CULTURA: OUTRA: _____________________________ SIM F NÃO F GERME(S) ISOLADO(S) ___________________________________________ SENSIBILIDADE: ________________________________________________________________________ RESISTÊNCIA: _________________________________________________________________________ PROCEDIMENTOS INVASIVOS: NPT F ÓBITO: SIM F NÃO F DATA: ____ / ____ / ________ CIV F SVD F VMI F OUTRO F _________________________ OBSERVAÇÕES: _______________________________________________________________________ 82 .

. Inflamação e secreção mínimas. restritas aos pontos de penetração da sutura não devem ser consideradas ISC. 83 . conforme a extensão do processo.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NOTIFICAÇÃO DE INFECÇÕES DE SÍTIO CIRÚRGICO (ISC) HOSPITAL ____________________________________________________________________________ NOME DO PACIENTE___________________________________________IDADE_________ SEXO: M F F F ENFERMARIA _______________ LEITO _________ SETOR ____________________________ CIRURGIA REALIZADA: ____________________________ DATA DA CIRURGIA: ____ / ____ / ____ CIRURGIÃO: ________________________ DATA DA CONSULTA: ____ / ____ / ____ DOENÇAS ASSOCIADAS: ________________________________________________________________ ASPECTO DA INCISÃO CIRÚRGICA: HIPEREMIA: SIM F NÃO F NÃO F NÃO F NÃO F NÃO F NÃO F NÃO F NÃO F HIPERTERMIA: SIM F DOR LOCAL: EDEMA: SIM F SIM F DEISCÊNCIA: SIM F HEMATOMA: SIM F DRENAGEM PURULENTA: SIM F SECREÇÃO NÃO-PURULENTA: SIM F CULTURA SIM F NÃO F GERME(S) ISOLADO(S) ___________________________________________ SENSIBILIDADE: ________________________________________________________________________ RESISTÊNCIA: _________________________________________________________________________ OBSERVAÇÃO: não classificar como infecção incisional: • • A infecção relacionada apenas à incisão do dreno. classificá-la como infecção de pele ou de partes moles.

Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NOTIFICAÇÃO DE PROCEDIMENTOS DE RISCO HOSPITAL ______________________________________________MÊS________________ANO_______ DIA 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 TOTAL NPT CIV SVD VMI NUTRIÇÃO PARENTERAL (NPT): CATETER INTRAVASCULAR (CIV): SONDA VESICAL DE DEMORA (SVD): VENTILAÇÃO MECÂNICA INVASIVA (VMI): 84 .

Ralo sifonado com tampa? LAVANDERIA 8. Fonte de água? d. NORMA CORRETA SIM NÃO COMENTÁRIOS HIGIENIZAÇÃO HOSPITALAR 1.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ROTEIRO DE INSPEÇÃO DE ARQUITETURA HOSPITALAR RELACIONADA AO CONTROLE DAS INFECÇÕES HOSPITALARES HOSPITAL: DATA: / / 20 . O abrigo de higienização apresenta: a. Lavanderia f. Pisos e paredes com revestimento liso e de fácil higienização? c. Fonte de água? f. Central de Material Esterilizado b. Existe abrigo de resíduos? 5. Existe uma área com características adequadas para o acúmulo do lixo antes do mesmo ser transportado ao abrigo externo? 3. Existe lavadora de desinfecção com duas portas de acesso? 10. Pisos e paredes são revestidos com material liso e lavável? 18. Cobertura adequada? c. Existe sanitários e vestiários exclusivos para os funcionários do setor de limpeza? 4. Pias adequadas para a lavagem do material contaminado? 19. O abrigo de resíduos apresenta: a. Existe abrigo de higienização? 7. Aberturas para ventilação com tela milimétrica? e. Centro Cirúrgico c. Cobertura adequada? b. A lavadora de desinfecção está posicionada na parede que separa a área suja da área limpa? 10. Dimensões adequadas à geração de resíduos equivalente a dois dias? b. Existem armários específicos e de fácil limpeza para armazenamento da roupa limpa? CENTRAL DE MATERIAL ESTERILIZADO 15. Existe uma barreira física entre a área limpa da área suja? 9. Serviço de Nutrição e. Existem exaustores nas áreas suja e limpa? 12. Existe vestiário com sanitários para os funcionários do setor? 17. Pisos e paredes com revestimento adequado? d. UTI d. Ralo sifonado com tampa? 6. Enfermarias 2. paredes e portas são revestidos com material liso e lavável? 14. Pisos. Existe Depósito de Material de Limpeza (DML) exclusivo para os seguintes setores? a. Existe uma barreira física separando a área limpa da área contaminada? 16. Existe vestiário com sanitários para os funcionários da área suja? 11. Existem pias com saboneteira e depósito de papel toalha em ambas áreas? 13. Bancadas de material liso e lavável para acomodação do material que aguarda limpeza? 85 .

As janelas são dotadas de telas? 28. A área para armazenamento possui prateleiras. As paredes são de cor clara. Bancadas de material liso e lavável para a secagem do material limpo? 21. rachaduras. Existe uma área própria para refrigeradores e freezers? 47. lavável. A ventilação do setor proporciona renovação do ar. O piso é de cor clara. de fácil higienização e em bom estado de conservação? 44. A área para a recepção das mercadorias é de fácil acesso aos fornecedores? 38. O teto é de cor clara. de material liso. A área para a recepção das mercadorias possui área suficiente para acomodar as mercadorias no momento do recebimento? 40. As prateleiras do setor obedecem uma distância de 25 cm do piso? 33. umidade. Os armários do setor são de cor clara. de fácil higienização e em bom estado de conservação? 46. material liso. Existe uma área para armazenamento dos produtos alimentares? 42. de fácil higienização e em bom estado de conservação? 31. Existe área para recepção das mercadorias? 36. Existem instalações sanitárias e vestiários exclusivos para os funcionários do setor de nutrição e dietética? 34. Existem ralos sifonados com proteção telada? 26. de material liso. material liso. O setor é equipado de exaustores? 24. verduras e frutas. de fácil higienização e em bom estado de conservação? 45. bolor e descascamento? 30. lavável e de fácil higienização? 25. conforto térmico e ambiente isento de fumaças? 23. massas e sobremesas. Existem instalações adequadas para os funcionários guardarem suas roupas e pertences? 35. A área para a recepção das mercadorias possui tanque para pré-higienização de verduras e frutas antes de seu armazenamento? 41. material liso. material liso. lavável e de fácil higienização? 27. lavável. material liso. A área para a recepção das mercadorias possui cobertura para a proteção dos alimentos na hora da entrega? 39. O armazenamento do material esterilizado é feito em prateleiras de material liso e de fácil higienização? SETOR DE NUTRIÇÃO 22. A área para armazenamento possui piso de cor clara. lavável. O teto é isento de vazamentos. A área para armazenamento possui condicionamento da temperatura ambiente em torno de 26 °C? 43. de material liso. A área para a recepção das mercadorias é situada em local externo? 37. Existe uma área separada para o processamento de cada gênero alimentício (carnes cruas. lavável. alimentos cozidos)? SIM NÃO COMENTÁRIOS 86 . lavável e de fácil higienização? 29. A área para armazenamento possui paredes de cor clara. As portas são de cor clara. de fácil higienização e em bom estado de conservação? 32.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NORMA CORRETA 20.

Local para a permanência dos utensílios limpos durante a secagem? 54. O setor possui uma área específica para a cocção de alimentos? 52. Água corrente c. confeccionada em material liso e de fácil higienização? 49. paredes e portas de material liso e lavável? 59. Armários de material liso e de fácil higienização? SALA DE MEDICAÇÕES INJETÁVEIS 74. paredes e portas de material liso e lavável? 65. protegido contra poeira. Presença de quarto de isolamento? 62. Pisos. Pisos. Bancadas de material liso e de fácil higienização? 73. A área de higienização dos utensílios dispõe de: a. Pisos. Água corrente c. Presença de pia adequada para a lavagem das mãos? 61. Presença de expurgo no local? 60. Cubas profundas b. Bancadas de material liso e de fácil higienização? SIM NÃO COMENTÁRIOS 87 . Cesto de lixo com tampa acionada por pedal 51. O sistema de higienização das mãos possui: a. Cada área destas possui sistema para a higienização das mãos específico para esta finalidade? 50. Cada uma destas áreas possui bancada provida de pia. paredes e portas de material liso e lavável? 71. Saboneteira para sabão líquido d. insetos e roedores)? CENTRO CIRÚRGICO 55. Existe uma área específica para higienização dos utensílios? 53. Pisos. Presença de pia adequada para a lavagem das mãos? 76. Presença de pias adequadas para a lavagem das mãos em cada enfermaria? 67. Presença de expurgo no local? 57.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NORMA CORRETA 48. Pia b. Bancadas de material liso e de fácil higienização? 63. Armários de material liso e de fácil higienização? ENFERMARIAS 64. Os utensílios são armazenados de forma adequada após a higienização (local exclusivo. Papel-toalha e. Armários de material liso e de fácil higienização nos Postos de Enfermagem? SALA DE AEROSSOL 70. paredes e portas de material liso e lavável? 56. Pisos. Presença de quartos de isolamento? 68. Local para dispor os utensílios que aguardam higienização d. Presença de pia adequada para a lavagem das mãos? 72. de fácil higienização. Pia de degermação com características adequadas? UTI 58. paredes e portas de material liso e lavável? 75. Presença de expurgo no local? 66. Bancadas de material liso e de fácil higienização nos Postos de Enfermagem? 69.

Presença de pia adequada para a lavagem das mãos? CONSULTÓRIOS ODONTOLÓGICOS 88.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NORMA CORRETA 77. Presença de pia adequada para a lavagem das mãos? 80. paredes e portas de material liso e lavável? 79. Armários de material liso e de fácil higienização? SIM NÃO COMENTÁRIOS RESULTADO: Taxa de adequação às normas de controle de infecções hospitalares: % 88 . Pisos. Presença de pia adequada para a lavagem das mãos? 84. Armários de material liso e de fácil higienização? SALA DE SUTURAS 82. Pisos. paredes e portas de material liso e lavável? 87. Pisos. Presença de pia adequada para a lavagem das mãos? 90. paredes e portas de material liso e lavável? 83. paredes e portas de material liso e lavável? 89. Bancadas de material liso e de fácil higienização? 85. Bancadas de material liso e de fácil higienização? 81. Pisos. Bancadas de material liso e de fácil higienização? 91. Armários de material liso e de fácil higienização? CONSULTÓRIOS MÉDICOS 86. Armários de material liso e de fácil higienização? SALA DE CURATIVOS 78.

Utiliza álcool a 70% para desinfecção de superfícies metálicas? 4. Os sacos de lixo são usados somente até o preenchimento de dois terços de sua capacidade? 21. com exceção das áreas nãocríticas. Os resíduos são coletados em sacos plásticos de cores diferentes conforme o tipo de resíduo? 19. Nas áreas críticas e semi-críticas as lixeiras possuem tampas acionadas por pedais? 23. central de esterilização. Técnica adequada para desinfecção de superfícies após contaminação com material infectante? 6. possuem tampas? 22. O funcionário responsável pela limpeza das áreas críticas permanece no setor durante todo o expediente? 15. Utiliza hipoclorito de sódio a 250 ppm para desinfecção de baixo nível de pisos de banheiros.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ROTEIRO DE INSPEÇÃO DO SETOR DE LIMPEZA HOSPITALAR HOSPITAL: DATA: / / 20 . O hospital já conta com seu Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde – PGRSS? 18. Áreas semi-críticas limpas no mínimo 1 vez ao dia? 9. Técnica adequada de limpeza terminal? 10. O resíduo infectante é coletado em saco plástico branco leitoso com símbolo impresso de risco biológico? 20. laboratório. Todas lixeiras. NORMA CORRETA SIM NÃO COMENTÁRIOS 1. Existem recipientes específicos e adequados para o descarte de material pérfurocortantes? 89 . Os funcionários são orientados a retirar a luva antes de tocar trincos de portas 13. Utiliza hipoclorito de sódio a 1% para desinfecção de superfícies contaminadas com material infectante? 2. Material de limpeza de áreas críticas é exclusivo para o setor? 14. Técnica correta de lavagem dos banheiros? 7. EPI adequado? (a) Uniforme (b) Luvas (c) Botas ou sapatos (d) Gorro (e) Máscara (f) Avental (g) Óculos protetores 16. Existe Depósito de Material de Limpeza (DML) exclusivo para os seguintes setores? (a) CME (b) Centro Cirúrgico (c) UTI (d) Serviço de Nutrição (e) Lavanderia (f) Enfermarias 12. Saboneteiras higienizadas após cada troca do sabão? 11. Áreas críticas limpas no mínimo 2 vezes ao dia? 8. Técnica adequada para limpeza dos pisos? 5. lavanderia? 3. Os funcionários do serviço de limpeza são proibidos a ajudar no transporte de pacientes? 17.

o mesmo segue as normas recomendadas? (a) Piso e paredes são revestidos com material liso. acondicionados e identificados como resíduos do tipo D)? 30. com peso menor que 500 gramas ou estatura menor que 25 centímetros ou idade gestacional menor que 20 semanas) recebem destinamento adequado (acondicionados em saco branco leitoso com a identificação da data. evitando-se o armazenamento com disposição direta dos sacos sobre o piso. 37. Os funcionários têm conhecimento da recomendação de não pressionar com pés ou mãos o conteúdo dos sacos de lixo? 28. Os carros coletores são higienizados diariamente e sempre que apresentam sujidade? 35. O abrigo de resíduos apresenta: (a) Identificação externa? (b) Ambientes separados para atender o armazenamento de recipientes de resíduos do GRUPO A e do GRUPO D? (c) Dimensões adequadas à geração de resíduos equivalente a dois dias? (d) Cobertura adequada? (e) Portas em bom estado de conservação? (f) Pisos e paredes com revestimento adequado? 90 . nome da unidade geradora e a inscrição “PEÇAS ANATÔMICAS” e encaminhados para destinação final em Aterro Sanitário)? 32. superfície plana. possui piso com revestimento resistente à abrasão. Existe abrigo de resíduos? 39. Em caso de necessidade de armazanamento temporário de resíduos. O carro de coleta interna é adequado? 34. É realizada higienização correta em casos de acidente com derramamento de material infectante? 29. quando necessária? 38. As lixeiras das outras áreas são higienizadas pelo menos semanalmente? 26. (b) Não é permitida a retirada dos sacos de resíduos de dentro dos recipientes ali estacionados. lavável e impermeável. O serviço dispõe de carro de coleta interna de resíduos? 33. antiderrapante e rampa. e existe abertura telada para ventilação. (c) Os recipientes são deixados nesta área por no máximo 8 horas.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NORMA CORRETA SIM NÃO COMENTÁRIOS 24. Resíduos de classificação A2 (bolsas contendo sangue ou hemocomponentes com volume residual superior a 50 ml) recebem destinamento adequado (acondicionadas em saco branco leitoso e encaminhadas diretamente para os Aterros Sanitários)? 31. As lixeiras das áreas críticas são higienizadas pelo menos 1 vez ao dia? 25. Resíduos de classificação A3 (peças anatômicas e produto de fecundação sem sinais vitais. O trajeto para o traslado de resíduos até o armazenamento externo permite livre acesso dos recipientes coletores de resíduos. Os funcionários lavam as mãos ainda enluvadas e após retirar as luvas ao fim da coleta dos sacos de lixo? 36. resistente. Resíduos de classificação A1 (descarte de vacinas de microorganismos vivos ou atenuados) são descartados adequadamente (submetidos a descontaminação. Todas as lixeiras são higienizadas quando apresentam sujidade evidente? 27. regular.

Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS

NORMA CORRETA (g) Aberturas para ventilação com tela milimétrica? (h) Fonte de água? (i) Ralo sifonado com tampa? (j) Acesso restrito aos funcionários? 40. Os sacos de resíduos permanecem dentro dos recipientes ali estacionados, evitando-se o armazenamento com disposição direta dos sacos sobre o piso? 41. O abrigo de resíduos é utilizado exclusivamente para armazenamento do lixo? 42. O abrigo de resíduos é higienizado após a coleta externa? 43. Existe abrigo de higienização? 44. O abrigo de higienização apresenta: (a) Cobertura adequada? (b) Pisos e paredes com revestimento liso e de fácil higienização? (c) Fonte de água? (d) Ralo sifonado com tampa?

SIM

NÃO

COMENTÁRIOS

91

Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS

ROTEIRO DE INSPEÇÃO DO SETOR DE LAVANDERIA HOSPITALAR
HOSPITAL: DATA: / / 20 .
COMENTÁRIOS

1. 2. 3.

4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12.

13. 14.

15.

16.

17. 18. 19.

20.

21.

22.

23. 24. 25. (g) (h) (i) (j) (k)

NORMA CORRETA SIM NÃO Existe uma barreira física separando a área limpa da área suja? Existe lavadora de desinfecção com duas portas de acesso? A lavadora de desinfecção está posicionada na parede que separa a área suja da área limpa? Os funcionários das respectivas áreas ficam restritos ao seu setor? O acesso ao setor é restrito a seus funcionários? Existe vestiário com sanitários para os funcionários da área suja? Existem exaustores nas áreas suja e limpa? Existe material para descarte de material pérfurocortante em ambas áreas? Existem pias com saboneteira e depósito de papel toalha em ambas áreas? Existe depósito para material de limpeza no próprio setor? Pisos, paredes e portas são revestidos com material liso e lavável? Utiliza-se hipoclorito de sódio a 250 ppm para desinfecção de baixo nível do piso da área suja? Os funcionários estão orientados sobre evitar agitação da roupa durante a coleta? A roupa coletada é transportada em saco resistente de cor diferente do utilizado para o lixo? Havendo extravasamento dos sacos roupa suja, é feita a descontaminação local com hipoclorito de sódio a 1% seguido pela lavagem do local? O funcionário responsável pela coleta utiliza uniforme e luvas de borracha (e não luvas de procedimento)? Os funcionários estão orientados sobre retirar as luvas ao tocar maçanetas de portas? O transporte da roupa coletada é feita com carros coletores específicos para este fim? As características do carro coletor são adequadas (leves, com tampa, material lavável, pouco profundos)? O carro de transporte da roupa suja é submetido diariamente a lavagem com água e detergente seguido de desinfecção com hipoclorito de sódio a 250 ppm? As roupas com sujidades similares presumidas (mesma origem) são reunidas em um mesmo ciclo de lavagem? Todas as peças são cuidadosamente examinadas para a presença de instrumentos estranhos antes da lavagem? Os funcionários estão orientados sobre evitar agitação da roupa? Existe controle microbiológico semestral da água? O funcionário responsável pela lavagem usa EPI adequado? Uniforme Luvas de borracha e cano alto Botas impermeáveis Gorro Máscara antipartículas

92

Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS

NORMA CORRETA (l) Avental impermeável (m) Óculos protetores 26. Após o processamento da roupa na área suja, pias, bancadas e pisos são lavados e depois descontaminados com hipoclorito de sódio a 250 ppm ou álcool a 70%, no caso de superfícies metálicas? 27. Durante o processamento da roupa na área limpa, os funcionários são cuidadosos quanto a evitar que a roupa toque o chão? 28. A mesa para dobragem da roupa é de fácil higienização e dimensões apropriadas? 29. Existem armários específicos e de fácil limpeza para armazenamento da roupa limpa? 30. As roupas limpas com defeitos recebem conserto? 31. As roupas que necessitam de conserto são lavadas novamente antes do uso? 32. A roupa limpa é transportada embalada em sacos plásticos individuais para reduzir os riscos de recontaminação? 33. O transporte da roupa limpa é feita com carros específicos para este fim? 34. O carro de transporte da roupa limpa é submetido diariamente a lavagem com água e detergente seguido de desinfecção com hipoclorito de sódio a 250 ppm? 32. O acondicionamento das mudas de roupa que ficam na reserva dos postos de enfermagem é feita em local específico e de fácil higienização?

SIM

NÃO

COMENTÁRIOS

RESULTADO: Taxa de adequação às normas de controle de infecções hospitalares: %

93

5. (a) (b) (c) (d) (e) (f) (g) 15. 22. água e sabão. o último enxagüe é feito com água destilada? A técnica de secagem dos materiais é adequada (panos limpos ou secagem espontânea em superfície limpa)? Bancadas de material liso e lavável para a secagem do material limpo? O funcionário responsável pela lavagem do material usa EPI adequado? Uniforme Luvas de borracha e cano alto Botas impermeáveis Gorro Máscara Avental impermeável Óculos protetores É utilizado papel grau cirúrgico para embalagem dos artigos autoclavados? A técnica de empacotamento do material limpo é adequada? Material limpo etiquetado adequadamente (identificação. 16. 25. 8. data)? Fita de controle químico na face externa do pacote? Autoclave(s) em boas condições de funcionamento? Revisões periódicas nas autoclaves? Estufas em boas condições de funcionamento? Revisões periódicas nas estufas? Os materiais acondicionados em caixas metálicas são esterilizadas com as mesmas semi-abertas recobertas com embalagem adequada (tecido de algodão cru. 2. 14. COMENTÁRIOS 1. 9. 13. 17. 19. 24. 7. 20. 10. 11. 12. 21. 18. 3. 4. 23. papel crepado)? Observa-se o limite de dois terços da capacidade da autoclave na disposição dos pacotes em seu interior? Os pacotes são dispostos de forma intercalada. NORMA CORRETA SIM NÃO Existe uma barreira física separando a área limpa da área contaminada? Os funcionários das respectivas áreas ficam restritos ao seu setor? O acesso à CME é restrito a seus funcionários? Existe depósito para material de limpeza no próprio setor? Existe vestiário com sanitários para os funcionários do setor? Pisos e paredes são revestidos com material liso e lavável? Utiliza-se hipoclorito de sódio a 250 ppm para desinfecção de baixo nível do piso da área suja da central de esterilização? Pias adequadas para a lavagem do material contaminado? Bancadas de material liso e lavável para acomodação do material que aguarda limpeza? Técnica adequada de lavagem manual (solução desincrostante. com espaços entre os mesmos no interior da autoclave? 94 . 6.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ROTEIRO DE INSPEÇÃO DA CENTRAL DE MATERIAL ESTERILIZADO HOSPITAL: DATA: / / 20 . enxagüe)? Após a lavagem.

(g) Lâmina de laringoscópio (h) Tubo orotraqueal (i) Circuitos de respiradores (j) Conexões e acessórios de respiradores (k) Cânulas plásticas de traqueostomia (l) Cânulas metálicas de traqueostomia (m) CPAP (n) Frascos de aspiração (o) Látex para aspiração (p) Ambu (q) Máscara e copo para nebulização (r) Espéculo vaginal metálico (s) Termômetros 31. prazo de validade)? (i) Os artigos são retirados da solução com luva estéril? (j) A técnica do enxagüe após esterilização é adequada (água estéril. É realizado monitoramento biológico pelo menos semanal do processo de esterilização na autoclave ? 28. baldes limpos. nylon. O armazenamento do material esterilizado é feito em prateleiras de material liso e de fácil higienização? 32. Desinfecção/esterilização com glutaraldeído a 2%: (a) È obedecido a duração de 30 minutos para desinfecção com glutaraldeído a 2%? (b) È obedecido a duração de 10 horas para esterilização com glutaraldeído a 2%? (c) Os artigos submetidos à desinfecção/esterilização com glutaraldeído ficam completamente imersos na solução? (d) As tubulações de artigos ocos são preenchidas com o glutaraldeído? (e) O recipiente com glutaraldeído é mantido fechado? (f) O glutaraldeído é ativado antes do uso? (g) É obedecido a vida média de 14 a 28 dias para as soluções de glutaraldeído em uso? (h) Os recipientes com glutaraldeído são identificados (solução. (b) Tecido para procedimento cirúrgico. O setor é climatizado? 33. Adequação processamento de artigos à desinfecção e esterilização: (a) Instrumental metálico cirúrgico. A circulação de pessoal neste setor é restrita? COMENTÁRIOS RESULTADO: Taxa de adequação às normas de controle de infecções hospitalares: % 95 . látex. (d) Máscaras de ambu e de macronebulização (e) Válvula de ambu com componente metálico (f) Cânula de Guedel. Aguarda-se a secagem da carga no interior da autoclave após o processo de esterilização? 27. É realizado teste do Bowie-Dick no primeiro ciclo do dia na autoclave? 29. pano limpo ou ar comprimido)? 30. acrílico ou plástico.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NORMA CORRETA SIM NÃO 26. baldes estéreis. (c) Artigos críticos de PVC. compressas estéreis ou ar comprimido)? (k) A técnica do enxagüe após desinfecção é adequada (água potável.

lavável e de fácil higienização? As janelas são dotadas de telas? O teto é de cor clara. gorro ou similar Ausência de acessórios e adereços Manipuladores de alimentos com diarréia. umidade.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ROTEIRO DE INSPEÇÃO DO SETOR DE NUTRIÇÃO E DIETÉTICA HOSPITAL: DATA: / / 20 . 12. rachaduras. conforto térmico e ambiente isento de fumaças? O setor é equipado de exaustores? O piso é de cor clara. cutâneas ou oculares são afastados de suas atividades temporariamente? Os funcionários realizam exames médicos admissionais e periódicos? Os funcionários têm conhecimentos sobre as regras de higiene alimentar abaixo (o conjunto deste item vale 1 ponto no total. (a) (b) (c) (d) (e) NORMA CORRETA SIM NÃO COMENTÁRIOS A ventilação do setor proporciona renovação do ar. material liso. de fácil higienização e em bom estado de conservação? Os armários do setor são de cor clara. 2. 3. considerando-se como adequada às normas se a maioria das respostas for “sim” ou o contrário se a maioria das respostas for “não”): Deve-se evitar falar. guardanapos. 6. 17. lavável. aventais ou qualquer outra peça da vestimenta: o suor deve ser enxugado com papel toalha descartável e a seguir deve-se lavar imediatamente as mãos. 11. lavável e de fácil higienização? Existem ralos sifonados com proteção telada? As paredes são de cor clara. panos de pratos. 10. 1. (h) (i) (j) (k) (l) (m) (n) 15. Deve-se evitar experimentar a comida nas mãos ou com os dedos. Deve-se evitar espirrar ou tossir sobre os alimentos: ao tossir ou espirrar. 8. material liso. de fácil higienização e em bom estado de conservação? As prateleiras do setor obedecem uma distância de 25 cm do piso? Existem instalações sanitárias e vestiários exclusivos para os funcionários do setor de nutrição e dietética? Existem instalações adequadas para os funcionários guardarem suas roupas e pertences? Uniforme dos funcionários: Uniformes de cor clara Uniformes em bom estado de conservação Uniformes lavados e trocados diariamente Avental plástico Calçados fechados Touca. Deve-se evitar por os dedos no nariz. 5. Deve-se evitar enxugar o suor com as mãos. cobrir a boca e o nariz com papel toalha descartável e depois lavar imediatamente as mãos. 4. lavável e de fácil higienização? O teto é isento de vazamentos. 7. na boca. 13. material liso. bolor e descascamento? As portas são de cor clara. 9. panos de copa. 16. cantar ou assobiar sobre os alimentos. ouvidos ou cabelos enquanto se prepara os alimentos. infecções respiratórias. material liso. o funcionário deve afastar-se do produto. 96 . 14. material liso.

32. 25. 29. 26. 28. Deve-se evitar usar unhas pintadas e compridas. 31. Deve-se evitar enxugar as mãos no avental ou em panos. 30. 20. de material liso. 38. baldes. 41. Deve-se evitar manipular dinheiro durante o preparo dos alimentos. etc. 27. 39. 36. Deve-se evitar fumar no local de preparo dos alimentos. 21. liso e de fácil higienização? A área para a recepção das mercadorias possui cobertura para a proteção dos alimentos na hora da entrega? A área para a recepção das mercadorias possui área suficiente para acomodar as mercadorias no momento do recebimento? A área para a recepção das mercadorias possui tanque para pré-higienização de verduras e frutas antes de seu armazenamento? Existe uma área para armazenamento dos produtos alimentares? A área para armazenamento possui condicionamento da temperatura ambiente em torno de 26 °C? A área para armazenamento possui piso de cor clara. Deve-se evitar fazer serviço de limpeza e manipular os alimentos ao mesmo tempo. 19. 34. Bancadas e mesas de apoio são lavadas com água e detergente neutro e desinfetadas com hipoclorito de sódio a 200 ppm? É evitado a varredura a seco na área de manipulação e processamento dos alimentos? O piso é lavado diariamente com água e detergente neutro e desinfetadas com hipoclorito de sódio a 200 ppm? Os ralos são limpos diariamente. NORMA CORRETA Deve-se evitar fazer uso de utensílios sujos.)? É realizado desinsetização e desratização periódicas? É impedida a presença de animais domésticos no setor? É realizado controle microbiológico semestral da água? É realizado a higienização da caixa d’água semestralmente? Existe área para recepção das mercadorias? A área para a recepção das mercadorias é situada em local externo? A área para a recepção das mercadorias é de fácil acesso aos fornecedores? A área para a recepção das mercadorias possui piso e paredes resvestidos de material de cor clara. de fácil higienização e em bom estado de conservação? SIM NÃO COMENTÁRIOS 97 . freezers e carros prateleiras possuem uma programação periódica de higienização? O lixo é acondicionado em recipientes revestidos com sacos de lixo e tampados? O lixo é retirado para não permanecer à noite dentro do setor? Existe área para depósito do material de limpeza (rodos. 23. lavados com água e detergente e enxagüados com hipoclorito de sódio a 200 ppm? Semanalmente é realizada uma lavagem terminal no setor? A coifa é limpa semanalmente? Geladeiras. 33. 37. 35. Deve-se evitar provar alimentos com talheres e voltar a colocar o talher dentro da panela. 40. lavável. 24.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS (f) (g) (h) (i) (j) (k) (l) 18. 22.

. massas e sobremesas. Existe uma área específica para higienização dos utensílios? A área de higienização dos utensílios dispõe de: (a) Cubas profundas (b) Água corrente (c) Local para dispor os utensílios que aguardam higienização (d) Local para a permanência dos utensílios limpos durante a secagem? 57. lavável. O procedimento de higienização destes utensílios envolve sua lavagem com água e detergente. é realizado a limpeza e desinfecção rigorosa da bancada após o manuseio de cada tipo de alimento? 51. imersos em solução de hipoclorito de sódio a 200 ppm por 15 minutos e enxagüados em água corrente? 52.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NORMA CORRETA 42. insetos e roedores)? SIM NÃO COMENTÁRIOS RESULTADO: taxa de adequação às normas de controle de infecções hospitalares: % 98 . A área para armazenamento possui prateleiras. Existe uma área própria para refrigeradores e freezers? 47. Evita-se guardar produtos de limpeza na área de armazenamento? 46. Equipamentos como liquidificadores. imersão em solução de hipoclorito de sódio a 200 ppm por 15 minutos e secar naturalmente sem uso de panos? 59. Frutas e verduras são lavadas em água corrente. etc. O setor possui uma área específica para a cocção de alimentos? 54. confeccionada em material liso e de fácil higienização? 49. Esta área possui um sistema completo e específico para higienização das mãos? 56. de fácil higienização e em bom estado de conservação? 44. de fácil higienização. são desmontados para uma higienização adequada? 60. A área para armazenamento possui estrados no piso? 45. Existe uma área separada para o processamento de cada gênero alimentício (carnes cruas. de fácil higienização e em bom estado de conservação? 43. lavável. Ausência de freezers e refrigeradores na área de cocção dos alimentos? 55. verduras e frutas. batedeiras. Cada área destas possui sistema para a higienização das mãos específico para esta finalidade? 50. A área para armazenamento possui paredes de cor clara. Cada uma destas áreas possui bancada provida de pia. Os utensílios são armazenados de forma adequada após a higienização (local exclusivo. Ovos e sacos de leite são lavados com água e detergente antes de serem usados? 53. Caso não exista uma área para processamento de cada gênero. O sistema de higienização das mãos possui: (a) Pia (b) Água corrente (c) Saboneteira para sabão líquido (d) Papel-toalha (e) Cesto de lixo com tampa acionada por pedal 50. protegido contra poeira. alimentos cozidos)? 48. de material liso. Os utensílios utilizados para o preparo dos alimentos são higienizados antes e após cada procedimento? 58. de material liso. uma a uma.

(a) (b) (c) 7. 16. 19. anéis e relógios lavagem das mãos (supervisionada) O chão é limpo diariamente? É realizada limpeza terminal do berçário semanalmente? Estetoscópios. 10. liso e lavável? Existem pias específicas para a lavagem das mãos equipadas com papel-toalha e lixeiras com tampas acionadas com pedal? Obedecida a distância mínima de 1 metro entre as incubadoras? Existe uma auxiliar de enfermagem para cada 3 a 4 RN? A equipe recebeu vacinação para rubéola. varicela e hepatite B (ou teve sua imunidade para estas viroses avaliada)? É exigido o uso de avental nas seguintes situações: Ao manusear o RN fora da incubadora? Quando o RN estiver em isolamento de contato? Ao carregar. 11. segurar e amamentar o RN? O avental é descartado após o uso ou mantido exclusivamente para um único RN. 15.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ROTEIRO DE INSPEÇÃO DO SETOR DE NEONATOLOGIA HOSPITAL: DATA: / / 20 . 14. 18. ambu e reservatório de oxigênio) são higienizados após cada uso? (água e detergente + glutaraldeído 2% por 30 minutos) As traquéias do CPAP nasal são higienizados após cada uso? (água e detergente + glutaraldeído 2% por 30 minutos) As cânula de Guedel são higienizados após cada uso? (água e detergente + glutaraldeído 2% por 30 minutos) Tubos endotraqueais são descartáveis? As lâminas de laringoscópio são higienizados após cada uso? (água e detergente + glutaraldeído 2% por 30 minutos) 99 . 17. 6. 3. sendo trocado a cada 12 horas? As visitas são orientadas em relação a: usar gorros retirar pulseiras. paredes e portas do berçário revestidos de material de cor clara. 4. 20. 8. termômetros e outros aparelhos de uso rotineiro são de uso exclusivo para cada RN? Existem normas escritas sobre os tipos de isolamento? As pias e bancadas são higienizadas diariamente e após contaminação? (água e detergente + álcool 70%) As incubadoras são higienizadas diariamente e após contaminação? (água e detergente + álcool 70%) As balanças são higienizadas diariamente e após contaminação? (água e detergente + álcool 70%) Os halos de oxigênio são higienizadas diariamente e após contaminação? (água e detergente + álcool 70%) Conjunto de ressuscitação (máscara. NÃO COMENTÁRIOS 1. 13. (a) (b) (c) 9. 2. 12. NORMA CORRETA SIM Piso. 5. 21.

1% por 30 minutos) 23. É realizada a profilaxia adequada para oftalmia neonatorum? 25. No alojamento conjunto os berços estão juntos ao leito da mãe e distanciados por 60 cm dos outros leitos? 27. O coto umbilical é cuidado apenas com curativo seco na rotina? SIM NÃO COMENTÁRIOS RESULTADO: Taxa de adequação às normas de controle de infecções hospitalares: % 100 .Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NORMA CORRETA 22. Máscaras e copos para nebulização são higienizados após cada uso? (água e sabão + hipoclorito a 0. Existem isolamentos na maternidade? 29. Os processos de desinfecção e esterilização são centralizados na Central de Material Esterilizado? 24. Os circuitos de respiradores são higienizados após cada uso? (água e detergente + glutaraldeído 2% por 30 minutos) 19. Existe área específica para assistência do RN após o parto? 26. Os frascos de aspiração e látex são higienizados com água e detergente diariamente e esterilizados em autoclave entre pacientes diferentes? 20. As cubas dos berços do alojamento conjunto são de acrílico ou outro material de fácil higienização e desinfecção? 28.

Obstetrics and Gynaecology Communications. Ministério da Saúde. BRASIL. KRIPLANI A.616. BRASIL. 3. Controle de infecções e a prática odontológica em tempo de AIDS – manual de condutas. Ministério da Saúde. BRASIL. BRASIL. BRASIL. 18. Controle e vigilância da qualidade da água para consumo humano. 8. Diário Oficial da União. Ed. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. BRASIL. Diário Oficial da União. Regulamento técnico para a terapia de nutrição enteral. 2001. Brasília 5 de julho de2000. 16. Ministério da Saúde. Portaria nº 1091. 14. Brasília 26 de agosto de 1999. 10. Brasília 20 de março de 2002. BRASIL. Secretaria Executiva. Brasília. 17. BRASIL. Brasília. 7. 1994. Portaria nº 1. Projeto Reforço à Reorganização do Sistema Único de Saúde (REFORSUS). BRASIL. Secretaria de Assistência à Saúde. BANERJEE N. Brasília 7 de julho de 2000. Manual de lavanderia hospitalar. 4. Diário Oficial da União. 2(5): 49-54. Centro de Documentação do Ministério da Saúde. Brasília 27 de agosto de 1992. Resolução . BRASIL. Ministério da Saúde. 1995. programação. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Diário Oficial da União.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS BIBLIOGRAFIA CONSULTADA 1. Brasília 22 de fevereiro de 2001. Diário Oficial da União. 13. Brasília. Brasília. Brasília 13 de maio de 1998. Ministério da Saúde. Brasília. Gerenciamento de resíduos de serviços de saúde. elaboração e avaliação de projetos físicos de estabelecimentos assistenciais de saúde. Normas e critérios para inclusão da unidade de cuidados intermediários neonatal no SUS.gov/ncidod/hip/isolat/isolat. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. BRASIL. Manual ABERC de práticas de elaboração e serviço de refeições para coletividade. Curso básico de controle de infecção hospitalar. CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION (CDC). 101 . Processamento de artigos e superfícies em estabelecimentos de saúde.469. Brasília. 2000. Ministério da Saúde. Ministério da Saúde. Ministério da Saúde. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE EMPRESAS DE REFEIÇÕES COLETIVAS (ABERC). 15. BRASIL. Brasília. Ministério da Saúde.htm. Guideline for isolation precautions in hospitals [online] 1997 [Capturado em 2002 dez 16] Disponível em http://www. Ministério da Saúde. 9. Secretaria Nacional de Ações Básicas de Saúde. 2001. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. BRASIL. Regulamento técnico para planejamento. 2000. Antibiotic prescribing in obstetric care. 6. Diário Oficial da União. Ministério da Saúde. Ministério da Saúde. 2000. Ministério da Saúde.RDC nº 63. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. BRASIL. BRASIL. Portaria nº 930. Consulta Pública nº 48. 12. Brasília. Manual de procedimentos básicos em microbiologia clínica para o controle de infecção hospitalar. Arquitetura na prevenção de infecção hospitalar.. Coordenação Nacional de DST e AIDS. 2000. Portaria nº 2. Coordenação de Controle de Infecção Hospitalar. 2000. Ministério da Saúde. Resolução – RDC nº 50. Secretaria de Assistência à Saúde. Centro de Documentação do Ministério da Saúde. Diário Oficial da União.cdc. 2. Orientações gerais para central de esterilização. 6. 1986. 11. Ministério da Saúde. 5.

51 (Nº RR-10).ufpr. 2002.htm. NETSUL. 30. 102 . 42 (Nº RR-8). Guideline for prevention of catheter-associated urinary tract infections [online] [Capturado em 2002 dez 13] Disponível em http://www. ATHENEU. Departamento de Pediatria. São Paulo.br. CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION. MOELLERING JÚNIOR RC. SANDE MA. prevenção.sbinfecto. SÉRGIO LIMA. Doenças infecciosas: conduta diagnóstica e terapêutica. Curitiba. Biossegurança em odontologia [online] [Capturado em 2002 dez 06] Disponível em http://sites. STIER CJN.br/sergiolima/bioseguran.com. JARVIS WR and the Hospital Infection Control Practices Advisory Committee. Guideline for prevention of healthcare-associated pneumonia. Manual de neonatologia [online] 2001 [Capturado em 2002 nov 27] Disponível em http://www. Public Health Service Guidelines for the management of occupational exposures to HBV. 2001. Morbidity and Mortality Weekly Report. Atheneu. Morbidity and Mortality Weekly Report. SCHECHTER M. SOCIEDADE BRASILEIRA DE INFECTOLOGIA. NOGUEIRA JM. Atheneu. 2 ed. Infecção hospitalar – epidemiologia e controle. 20(4):247-280. Morbidity and Mortality Weekly Report. Guideline for prevention of surgical site infection. MARANGONI DV. 20. 2001. CLÍNICA PROF. HCV. 34. 1993. FERNANDES AT.gov/ncidod/hip/GUIDE/uritract. SUCCI RC. 31. 35. 2 ed. DEALEY C. Infecção hospitalar: profilaxia antimicrobiana para a prevenção de infecção de sítio cirúrgico [online] 2001 jul [Capturado em 2002 set 26] Disponível em http://www. Cuidando de Feridas. Infecção hospitalar . 29. Guidelines for the prevention of intravascular catheter-related infections. PEARSON ML.htm.br/acad/pediatria/rotinas/NEONATO/rotinaneo. HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ. Updated U. MANGRAM AJ. PEDROSA TMG. CARVALHO LHFR. FUGMANN C et al. 33.cdc. The Sanford guide to antimicrobial therapy. and HIV and recommendations for postexposure prophylaxis.S. 2 ed. 32. MEDSI. HORAN TC. 23. 1995. 2 ed. 27. COUTO RC. FERNANDES MOV. CARVALHO EDS. 24. 21. CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION (CDC). 2001. CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION (CDC). RIBEIRO FILHO N. 1999. Infectologia pediátrica. 2002. CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION (CDC). 1998. 50 (Nº RR-11). Manual de infecção hospitalar: epidemiologia. CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION. 1999. MEDSI.org.htm. Rotinas em controle de infecção hospitalar. 28.suas interfaces na área de saúde. 2000. DR. 2001. Recommended infection-control practices for dentistry. Infection Control and Hospital Epidemiology. MARTINS MA. FARHAT CK. 2 ed. 31 ed. 22. Guanabara-Koogan. 26. controle. GILBERT DN.netsite. SILVER LC. 25. 1999. 1999.hc.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS 19.

Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS 103 .

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful