NORMAS EM CONTROLE DE INFECÇÕES HOSPITALARES

Comissão de Controle de Infecção Hospitalar - CCIH

Teresina 2003

INTRODUÇÃO
Transportai um punhado de terra todos os dias e fareis uma montanha. (Confúcio)

O exercício do controle de infecções hospitalares é uma manifestação da excelência de um serviço, sendo esta diretamente proporcional ao nível de qualidade do citado controle. Conseqüentemente, uma instituição que zela pelo controle das infecções hospitalares oferece um serviço de melhor padrão aos seus usuários. Este manual é o resultado de uma iniciativa da Fundação Municipal de Saúde em implantar o Programa de Controle de Infecções Hospitalares em seus Estabelecimentos de Saúde. O manual intitula-se Normas em Controle de Infecções Hospitalares e resume o que os componentes da Comissão de Controle de Infecções Hospitalares da Fundação Municipal de Saúde (CCIH-FMS) puderam compilar tendo como referências livros, portarias, guias, manuais e demais publicações sobre o assunto. Houve o cuidado, como pode ser percebido nas bibliografias consultadas, em consultar-se material científico publicado por instituições de grande credibilidade e em utilizar-se das publicações mais atuais possíveis. O controle das infecções hospitalares é, em primeira instância, realizado no dia-a-dia de trabalho de cada profissional, cabendo à CCIH o trabalho de educar de forma continuada e estruturar de forma organizacional este controle. A CCIH-FMS tem como objetivo, com esta compilação, oferecer aos administradores hospitalares e profissionais de saúde um guia prático, confiável e de consulta rápida, possibilitando-os à implantação de normas mundialmente recomendadas em seus serviços.

Comissão de Controle de Infecção Hospitalar Fundação Municipal de Saúde
Dr. Kelson Nobre Veras Médico Infectologista Mestre em Doenças Infecciosas Dr. Francisco Eugênio Deusdará de Alexandria Médico Infectologista Dra. Ana Luiza Eulálio Dantas Farmacêutica – Bioquímica

ÍNDICE
INFECÇÃO HOSPITALAR __________________________________________________________1 HIGIENIZAÇÃO HOSPITALAR______________________________________________________4 LIXO HOSPITALAR ________________________________________________________________7 ESTERILIZAÇÃO E DESINFECÇÃO ________________________________________________13 LAVANDERIA HOSPITALAR_______________________________________________________22 NORMAS DE HIGIENE ALIMENTAR PARA O SETOR DE NUTRIÇÃO E DIETÉTICA ____27 ACIDENTES OCUPACIONAIS COM FLUIDOS ORGÂNICOS___________________________34 PREVENÇÃO DE PNEUMONIA NOSOCOMIAL ______________________________________40 PREVENÇÃO DE INFECÇÕES DO TRATO URINÁRIO ________________________________43 PREVENÇÃO DA INFECÇÃO DA FERIDA CIRÚRGICA _______________________________47 PREVENÇÃO DAS INFECÇÕES ASSOCIADAS A CATETERES INTRAVASCULARES ____53 PREVENÇÃO DE INFECÇÕES HOSPITALARES NEONATAIS _________________________57 PRECAUÇÕES PARA O CONTROLE DE INFECÇÕES NO SERVIÇO DE ODONTOLOGIA_60 PRECAUÇÕES E ISOLAMENTO DE PACIENTES COM DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS ___________________________________________________________________64 PADRONIZAÇÃO DE SOLUÇÕES ANTISSÉPTICAS __________________________________68 NORMAS PARA REALIZAÇÃO DE CURATIVOS _____________________________________70 NORMAS PARA COLETA DE MATERIAIS PARA CULTURA __________________________73 HIGIENIZAÇÃO DA CAIXA D’ÁGUA________________________________________________77 ANEXOS _________________________________________________________________________78 FICHA DE NOTIFICAÇÃO E ACOMPANHAMENTO DE ACIDENTES OCUPACIONAIS _____79 FICHA DE NOTIFICAÇÃO DE USO DE ANTIBIÓTICOS ________________________________81 NOTIFICAÇÃO DE INFECÇÕES COMUNITÁRIAS E HOSPITALARES____________________81 NOTIFICAÇÃO DE INFECÇÕES DE SÍTIO CIRÚRGICO ________________________________83 NOTIFICAÇÃO DE PROCEDIMENTOS DE RISCO _____________________________________84 ROTEIRO DE INSPEÇÃO DE ARQUITETURA HOSPITALAR____________________________85 ROTEIRO DE INSPEÇÃO DO SETOR DE LIMPEZA HOSPITALAR _______________________89 ROTEIRO DE INSPEÇÃO DO SETOR DE LAVANDERIA HOSPITALAR ___________________92 ROTEIRO DE INSPEÇÃO DA CENTRAL DE MATERIAL ESTERILIZADO _________________94 ROTEIRO DE INSPEÇÃO DO SETOR DE NUTRIÇÃO E DIETÉTICA ______________________96 ROTEIRO DE INSPEÇÃO DO SETOR DE NEONATOLOGIA _____________________________99 BIBLIOGRAFIA CONSULTADA ___________________________________________________101

aquela diagnosticada 72 horas após a internação do paciente. Para as infecções que não têm período de incubação conhecido. • infecção de sítio cirúrgico que se manifesta até 30 dias após o procedimento e até 1 ano após o mesmo quando há implante de prótese. toxoplasmose. com exceção das transmitidas de forma transplacentária e aquelas associadas a bolsa rota superior a 24 horas. como infecção hospitalar. „ „ „ 1 . considera-se. considera-se infecção hospitalar toda manifestação clínica de infecção que se apresentar 72 horas após a admissão. quando associadas a procedimentos invasivos diagnósticos e/ou terapêuticos. Quando na mesma topografia em que foi diagnosticada infecção comunitária for isolado um germe diferente. São também comunitárias: 1. • para os demais procedimentos.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS INFECÇÃO HOSPITALAR DEFINIÇÃO Infecção comunitária. 3. Exemplo: • O período de incubação da varicela varia entre 15 a 21 dias. seguido do agravamento das condições clínicas do paciente. É considerada hospitalar se o tempo de hospitalização do paciente superar a duração mínima do período de incubação. Para se classificar uma infecção adquirida após a admissão. „ Nem todas as infecções diagnosticadas após a admissão são hospitalares. se identificarmos uma varicela no 16o dia de internação de um paciente. Infecção Hospitalar. sífilis e AIDS). Também são consideradas hospitalares aquelas infecções manifestadas antes de se completar 72 horas da internação. É qualquer infecção adquirida após a internação do paciente e que se manifesta durante a internação ou mesmo após a alta. como expresso acima. na mesma topografia da infecção. incluindo a ventilação mecânica e os cateteres vasculares. • As infecções que se manifestam até 72 horas após a alta do paciente são consideradas hospitalares quando seu período de incubação não for conhecido. cuja aquisição por via transplacentária é conhecida ou foi comprovada e que tornou-se evidente logo após o nascimento (exemplo: herpes simples. assim. 2. considera-se infecção hospitalar se a infecção for detectada até o valor máximo do período de incubação. Estas convenções foram estabelecidas para aumentar ao máximo a sensibilidade da detecção das infecções hospitalares. como as infecções urinárias e pneumonias. As infecções associadas a complicações ou extensão da infecção já presente na admissão. após a alta do paciente. o caso deverá ser considerado como hospitalar. desde que não relacionada com internação anterior no mesmo hospital. As infecções no recém-nascido são hospitalares. ela será considerada hospitalar. As doenças podem ainda estar no seu período de incubação no momento da internação. Entretanto. são também consideradas comunitárias todas as infecções de recém-nascidos associadas com bolsa rota superior a 24 horas. pois a mesma poderia ter sido contraída no hospital e ainda estar em incubação até o momento do diagnóstico. Usa-se como critérios gerais: 1. o prazo é de 72 horas após a retirada do procedimento. a menos que haja troca de microrganismo ou sinais ou sintomas fortemente sugestivo da aquisição de nova infecção. • infecção urinária que se manifesta até 7 dias após a retirada de sonda vesical. Adicionalmente. quando puder ser relacionada com a internação ou procedimentos hospitalares. deve-se correlacionar o tempo de hospitalização com o de incubação. Quando se desconhecer o período de incubação do microrganismo e não houver evidência clínica e/ou dado laboratorial de infecção no momento da admissão. rubéola. É a infecção constatada ou em incubação no ato de admissão do paciente. citomegalovirose. Infecção em recém-nascido. são os seguintes • infecção urinária que se desenvolve após cateterismo vesical pode ser classificada como hospitalar antes de decorridos 72 horas da internação. realizados previamente. Os critérios para o diagnóstico das infecções hospitalares no paciente submetido a um procedimento invasivo no hospital. Exemplo: • Uma varicela detectada 21 dias após a alta hospitalar é considerada como infecção hospitalar. 2.

considera-se o intervalo de 7 dias após a retirada da sonda vesical para o diagnóstico de infecção urinária para atribuí-la à unidade que realizou o procedimento. elas são possíveis fontes de germes • Seguir corretamente as normas técnicas na realização de qualquer procedimento • Ter boa higiene pessoal 2 .Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS „ „ Nas transferências entre unidades diferentes do mesmo hospital. a infecção não será correlacionada ao procedimento e será atribuída à nova unidade. • quando o paciente é transferido ainda com o procedimento. espirrar ou assoar o nariz 9 Antes e após atender o paciente 9 Antes e após o término do dia de trabalho • Não sentar no leito do paciente (pode-se carregar germes para casa ou deixar germes no leito do doente) • Manter os cabelos compridos presos durante o manuseio do doente (em áreas críticas usar gorros) • Manter o avental sempre abotoado • Evitar o uso de jóias ao realizar procedimentos. utiliza-se o período de 72 horas para definir a unidade a qual será atribuída a infecção. Se o paciente é submetido a procedimento invasivo. TIPOS DE INFECÇÃO HOSPITALAR. os critérios são: • quando é transferido sem o procedimento. caso contrário a infecção será creditada à unidade anterior. • no caso de ventilação mecânica e cateteres intravasculares. e depois transferido para outra unidade do hospital. exceto cirurgia. a infecção será atribuída à nova unidade para a qual o paciente foi transferido somente se o diagnóstico for efetuado após 72 horas de transferência. a infecção é creditada à unidade em que for identificada. pois a continuidade da instrumentação torna sem valor a incubação de 72 horas. As infecções hospitalares mais comuns são: • Infecção urinária • Infecção da ferida operatória • Pneumonia hospitalar • Infecção de pele e partes moles MEDIDAS GERAIS DE CONTROLE DAS INFECÇÕES HOSPITALARES • Lavar sempre as mãos 9 Após qualquer trabalho de limpeza 9 Ao verificar sujeira visível nas mãos 9 Antes e após utilizar o banheiro 9 Após tossir. Ou seja. • após 7 dias de retirada da sonda vesical. o prazo é mantido em 72 horas.

Usar luvas ao manipular sangue e/ou secreções e sempre que houver possibilidade de contato com matéria orgânica 3. Lavagem das mãos sempre que houver contato da pele com sangue e secreções de qualquer paciente 2. bisturis.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS TRANSMISSÃO DE INFECÇÕES ♦ As principais formas de transmissão das infecções no hospital são: Através das mãos: caso não lavemos com freqüência as mãos. ƒ ƒ PREVENÇÃO DE EXPOSIÇÃO ACIDENTAL A SANGUE E OUTROS FLUIDOS ¾ ¾ ¾ Durante seu trabalho. Desprezar agulhas. os vômitos e todas as secreções dos pacientes podem conter germes e acidentes com estas secreções ou com equipamentos contaminados com estas podem transmitir doenças. A MAIORIA DOS PACIENTES INFECTADOS COM ESTES VÍRUS NÃO APRESENTAM SINTOMAS INICIALMENTE E PODEM TRANSMITIR ESTAS INFECÇÕES PRECAUÇÕES UNIVERSAIS: 1. a urina. vírus da hepatite C e vírus da imunodeficiência humana (HIV) NÃO ADIANTA TER CUIDADO APENAS COM PACIENTES QUE SABIDAMENTE TÊM ESTAS DOENÇAS. preencher estes recipientes somente até à linha demarcatória para que permitam seu fechamento adequado. Realizar a limpeza. Usar máscara quando houver risco de contaminação da mucosa oral e nasal com respingos de sangue ou outras secreções 8. As ocorrências mais comuns são as perfurações com objetos pontiagudos contaminados (agulhas. os germes aderem-se às nossas mãos à medida em que tocamos nas diversas superfícies do hospital. sem riscos de acidentes 7. o profissional de saúde pode se contaminar acidentalmente com germes do paciente devido a exposição a sangue e outros fluidos orgânicos do mesmo. Lavar as mãos após retirar as luvas (mesmo luvas de primeiro uso podem apresentar microfuros que permitem a passagem dos germes) 4. etc. Através das secreções orgânicas: o sangue. desinfecção e esterilização adequada de materiais e do ambiente 3 . lâminas e outros materiais perfurocortantes em depósito de paredes rígidas adequados. nas nossas mãos os germes pegam uma “carona” e podem ser levados diretamente ao paciente ou para suas roupas e objetos pessoais e daí para o paciente. deve-se usar avental impermeável 5. as fezes. Usar avental no ambiente de trabalho (para não levar germes do hospital para casa nas suas roupas). Não reencapar. dobrar ou quebrar agulhas utilizadas 6.) ou contaminação da pele ou de mucosas com estes fluidos orgânicos Dentre os germes. os que oferecem maior perigo são os vírus da hepatite B. se estiver sendo manipulada grande quantidade de sangue ou outros líquidos corporais.

1. Área Não-Crítica „ São todos os setores do hospital onde não há pacientes e. de forma geral. Área Semicrítica „ São aquelas onde se encontram pacientes. DESINFECÇÃO „ É a remoção de agentes infecciosos de uma superfície e deve ser realizada sempre que ocorrer a contaminação por matéria orgânica (sangue. fezes.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS HIGIENIZAÇÃO HOSPITALAR ÁREAS HOSPITALARES „ O hospital é dividido em três áreas. Área Crítica „ São aquelas que apresentam maior risco de transmissão de infecções devido à realização de procedimentos invasivos. superfícies de equipamentos e mobiliários. portanto. cada uma com características distintas e com um tipo de limpeza e material adequado a cada uma. ƒ Almoxarifado ƒ Escritórios ƒ Secretaria ƒ Serviços administrativos ƒ Farmácia ƒ Refeitórios ƒ Auditórios DEFINIÇÕES DE LIMPEZA E DESINFECÇÃO LIMPEZA „ É a remoção de toda sujeira local.). diariamente. etc. de roupas e arrumação em geral. vômitos. instalações sanitárias. e inclui a limpeza de pisos. mas o risco de adquirir infecções é menor. não há risco de transmissão de infecções. urina. ƒ UTI ƒ Centro cirúrgico ƒ Sala de parto ƒ Berçário de alto risco ƒ Unidade de queimados ƒ Hemodiálise ƒ Isolamentos ƒ Laboratórios de patologia ƒ Cozinhas ƒ Lactários ƒ Lavanderia ƒ Central de Material Esterilizado 2. ƒ Enfermarias ƒ Ambulatórios ƒ Banheiros de pacientes 3. esvaziamento e troca de recipientes de lixo. pela presença de pacientes com falhas em seus mecanismos de defesa imunológica ou devido à facilidade para transmissão de infecções. LIMPEZA CONCORRENTE „ É aquela realizada. pus. 4 .

♦ Mudar a água pura sempre que necessário. Retirar o excesso com pano úmido. em locais de grande fluxo de pessoal e de procedimentos. colocado em volta de um rodo. Álcool a 70% Fricção e secagem espontânea por três vezes consecutivas. luminárias. ♦ Repetir o processo até que o pano fique bem limpo. LIMPEZA TERMINAL „ Trata-se de uma limpeza mais completa. grades do arcondicionado. ♦ Remover a solução suja com o rodo. teto. sendo realizada nos três períodos do dia (manhã. LIMPEZA DE MANUTENÇÃO „ Limita-se principalmente ao piso. paredes. ♦ Limpar e guardar o equipamento. àquela de origem orgânica. peitoris. PRODUTOS UTILIZADOS NA LIMPEZA/DESINFECÇÃO AMBIENTAL Produto Solução de líquido neutro detergente Indicação Limpeza para sujidades remoção de Como Varredura úmida Hipoclorito de sódio a 1% Desinfecção de superfícies nãometálicas contaminadas com matéria orgânica Desinfecção metálicas de superfícies Deixar atuar por 10 minutos. equipamentos. conforme a necessidade. com risco de contaminação de pacientes ou funcionários. „ Exemplos onde esse tipo de limpeza ocorre com freqüência são o pronto-socorro e o ambulatório. ♦ Passar um pano seco enrolado no rodo para secar bem o chão. devido à alta rotatividade de atendimento. em qualquer período do dia. „ A limpeza terminal da unidade de um paciente internado deverá ser realizada logo após a alta. macas e colchões. vidros. principalmente. inclusive camas. portas. quando observada através de vistoria contínua ou de solicitação. ♦ Limpar o local a ser lavado com a solução de água e detergente.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS LIMPEZA IMEDIATA „ Trata-se da limpeza que é realizada quando ocorre sujidade após a limpeza concorrente em áreas críticas e semicríticas. 5 . banheiros e esvaziamento de lixo. a técnica utilizada dependerá do tipo de sujidade e de seu risco de contaminação. ♦ Passar o rodo com pano úmido. embebido em água limpa para enxagüar bem o chão. mobiliários. Limpeza de Pisos ♦ Utilizar dois baldes durante a limpeza: ƒ um com água pura ƒ um com solução de detergente neutro ♦ Retirar os detritos soltos com pano úmido e limpo. etc. através de rotina e de vistoria contínua. „ Essa limpeza limita-se à remoção imediata dessa sujidade do local onde ela ocorreu e sua adequada dispensação. após a programação de cirurgias do dia. transferência ou óbito do paciente. tarde e noite). „ A limpeza terminal do centro cirúrgico é realizada diariamente. abrangendo pisos. „ Tal sujidade refere-se. janelas. varandas.

sanitários. 15. nunca em movimentos de vaivém. 4. depois as paredes e. bancadas e pisos. O funcionário responsável por estas áreas deve permanecer no local de trabalho. cadeiras. panos. As saboneteiras devem ser higienizadas cada vez que for feita a troca de sabão ou conforme a necessidade. Na limpeza terminal de apartamentos. não representam risco significativo de transmissão de infecções. teto. onde será desprezada toda a água suja (contaminada). Iniciar a limpeza da área menos contaminada para a mais contaminada. O instrumental e o material utilizado para a limpeza das áreas críticas devem ser exclusivos para o setor. ♦ Desprezar o papel ou pano em saco plástico branco leitoso próprio para uso hospitalar. as superfícies. lavar paredes. Ao lavar os corredores. posto de enfermagem e a área de recepção de material e expurgo da Central de Material Esterilizado. 2. ♦ Nestes locais pias. Áreas semicríticas devem ser limpas.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Desinfecção de Baixo Nível de Superfícies ♦ Segundo o Ministério da Saúde (Portaria 930/92). 6. em situações normais. ou álcool a 70% no caso de superfícies metálicas(camas. ♦ Encaminhar o pano usado para secagem da área para a lavanderia em saco plástico. Nunca toque uma maçaneta de porta com a mão enluvada. ♦ Hipoclorito de sódio a 250 ppm: 25 mL de hipoclorito a 1% em 975 mL de água.): ƒ Usar o hipoclorito de sódio a 1% no caso de superfícies não-metálicas. mesmo de áreas críticas e semicríticas. luvas e sapatos impermeáveis. LAVAR AS MÃOS ANTES E APÓS CADA TAREFA. vassoura. 5. no mínimo. ♦ Remover o desinfetante com pano molhado. Todo material de limpeza (balde. devem ser descontaminados com hipoclorito de sódio a 250 ppm ou álcool a 70o. ♦ Exceções a esta regra incluem banheiros. 12. 11. escarro. paredes. Iniciar a limpeza terminal pelo teto. por último. suporte de soro. portas e janelas com detergente líquido neutro. uma vez ao dia. Todos os utensílios utilizados na limpeza das áreas críticas devem sofrer limpeza após o uso e permanecer no DML localizado no ambiente de trabalho. não podendo abandonar o setor até o fim do expediente. Utilizar álcool a 70% na desinfecção das superfícies metálicas. ♦ Portanto. urina. Utilizar hipoclorito de sódio a 1% se houver contaminação com matéria orgânica. duas vezes ao dia. ♦ Com o uso de luvas. ♦ Proceder à limpeza de toda a área com a solução de detergente neutro. Desinfecção após Contaminação de Superfícies com Matéria Infectante ♦ Deve ser realizada sempre que houver contaminação de uma superfície com matéria orgânica potencialmente infectante. hipoclorito de sódio a 1% durante 10 minutos. 10. pias. por último. ficando as soluções desinfetantes para uso somente quando há contaminação com matéria orgânica. dividir o corredor ao meio. fezes. retirar o excesso da carga contaminante em papel absorvível ou panos de limpeza. 8. após cada procedimento de limpeza. 3. 13. no mínimo. Retire a luva para abrir a porta ou abra o trinco com o auxílio do cotovelo. FAÇA DA LAVAGEM DAS MÃOS UM HÁBITO. no caso de superfícies metálicas. a redução da população microbiana no ambiente e evitar a veiculação dos microrganismos porventura existentes.) deverá ser limpo após o uso e guardado em local apropriado (depósito de material de limpeza – DML). balcões. Limpar em um único sentido e em linhas paralelas. Quando ocorrer contaminação de superfícies com matéria orgânica (sangue. macas. 6 . pus. REGRAS BÁSICAS PARA LIMPEZA E DESINFECÇÃO 1. enfermarias e salas cirúrgicas. 12. mesas. lavar colchões. laboratório. 9. etc. torneiras e piso e. ♦ Secar bem a área com pano limpo. deixando uma área livre para o trânsito de pessoal. o vaso sanitário. e sempre que necessário. piso. 14. etc. telefones) ƒ A higienização hospitalar é feita. Usar o equipamento de proteção individual (EPI): uniformes. comadre e papagaios. Áreas críticas devem ser limpas. o procedimento a ser realizado nessas superfícies consiste apenas na limpeza conforme explicado acima. o piso. da lavanderia. 7. portanto. No banheiro. com água e sabão. ♦ Aplicar sobre a área. enquanto se procede à limpeza do outro. porém com técnica rigorosa para garantir a retirada mecânica de sujidades. além de sempre que necessário. do lactário e da cozinha.

A5 – todos os resíduos provenientes de paciente que contenham ou sejam suspeitos de conter agentes Classe de Risco IV. kits de aférese A3 – peças anatômicas (tecidos. e/ou quando não houver requisição prévia pela família. no âmbito dos estabelecimentos. que apresentem relevância epidemiológica e risco de disseminação. transporte. e/ou quando não houver requisição prévia pelo paciente ou seus familiares. com suspeita de contaminação com proteína priônica. GRUPO C (REJEITOS RADIOATIVOS) 7 . dos pacientes e do público em geral. que não tenham mais valor científico ou legal. podem apresentar risco de infecção. legislação ambiental e outras orientações contidas neste Regulamento. contemplando os aspectos referentes à geração. corrosividade. independente de suas características de inflamabilidade. inoculação ou mistura de culturas. conforme. não é considerado resíduo. A6 – kits de linhas arteriais endovenosas e dialisadores. meios de cultura e instrumentais utilizados para transferência. A6 – órgãos. peças anatômicas e vísceras de animais provenientes de estabelecimentos de tratamento de saúde animal.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS LIXO HOSPITALAR INTRODUÇÃO É de responsabilidade dos dirigentes dos estabelecimentos geradores de RSS: 1. observadas suas características.ANVISA. de centros de experimentação. reatividade e toxicidade.culturas e estoques de agentes infecciosos de laboratórios industriais e de pesquisa. de universidades. dos funcionários. tecidos e fluidos orgânicos com suspeita de contaminação com proteína priônica e resíduos sólidos resultantes da atenção à saúde de indivíduos ou animais com suspeita de contaminação com proteína priônica (materiais e instrumentais descartáveis. por suas características de maior virulência ou concentração. descarte de vacinas de microorganismos vivos ou atenuados. de unidades de controle de zoonoses e de outros similares. coleta. resíduos de laboratórios de engenharia genética. exceto os hemoderivados. armazenamento. indumentária que tiveram contato com os agentes acima identificados). membros e órgãos) do ser humano. A4 – carcaças. 2. A2 – bolsas contendo sangue ou hemocomponentes com volume residual superior a 50 ml. Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde é o documento que aponta e descreve as ações relativas ao manejo dos resíduos sólidos. acondicionamento. RDC 50/2002. assim como camas desses animais e suas forrações. bem como a proteção à saúde pública. O cadáver. que não tenham mais valor científico ou legal. as exigências de comprovação de capacitação e treinamento dos funcionários das firmas prestadoras de serviço de limpeza e conservação que pretendam atuar nos estabelecimentos de saúde. produto de fecundação sem sinais vitais. obedecendo a critérios técnicos. Cópia do PGRSS deve estar disponível para consulta sob solicitação da autoridade sanitária ou ambiental competente. TIPOS DE LIXO GRUPO A (POTENCIALMENTE INFECTANTES) .resíduos contendo substâncias químicas que apresentam risco à saúde pública ou ao meio ambiente. tratamento e destinação final. tratamento e destinação final destes resíduos. resíduos de fabricação de produtos biológicos. Filtros de ar e gases oriundos de áreas críticas. A definição do Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde – PGRSS referente ao estabelecimento sob sua responsabilidade. Fazer constar nos termos de licitação e de contratação sobre os serviços referentes ao tema desta Resolução e seu Regulamento Técnico. bem como no transporte. com peso menor que 500 gramas ou estatura menor que 25 centímetros ou idade gestacional menor que 20 semanas. 3. segregação. A1 –. GRUPO B (QUÍMICOS) .resíduos com a possível presença de agentes biológicos que. quando descartados.

de PVC. • lâminas de barbear. Os resíduos do grupo A devem estar contidos em recipiente de material lavável. bordas. compressas. quando acompanhadas de agulha. algodão. devendo ser considerados resíduos sólidos urbanos . luvas. de PVC e comprimento médio.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS GRUPO D (RESÍDUOS COMUNS) – são todos os resíduos gerados nos serviços abrangidos por esta resolução que. 2. em se tratando de resíduos infectantes o uso do gorro é obrigatório. • sobras de alimentos não enquadrados na classificação A5 e A7. ampolas de vidro. admite-se o uso de sapatos impermeáveis e resistentes. As unidades geradoras têm de dispor de número suficiente de recipientes para cada tipo de resíduo. com exceção dos enquadrados na classificação A5 e A7. Todas as lixeiras devem ser forradas com sacos plásticos. descartadas no local da coleta. cor clara. Botas: impermeáveis. • gesso. gazes. equipo de soro e outros similares. Luvas: impermeáveis. não necessitam de processos diferenciados relacionados ao acondicionamento. Grupo E – PERFUROCORTANTES – são os objetos e instrumentos contendo cantos. tem de ser acondicionado próximo ao local de geração. bisturis. • resíduos de varrição. 5. • bolsas de coleta incompleta. • papéis de uso sanitário e fraldas. 7. flores. assim como camas desses animais e suas forrações. escalpes. 4. resistente a ruptura e vazamento e impermeável. quando não enquadrados na classificação A5 e A7. independente do volume coletado. Avental: impermeável. Máscara: do tipo respiratória. Geração e Segregação 1. com tampa provida de sistema de abertura sem contato manual. resistentes. identificação e tratamento. antiderrapante e cano longo. Óculos protetores: para uso em situações com risco de respingos de material infectante. Gorro: cor clara e de forma a manter os cabelos presos permanentemente e em sua totalidade. • cadáveres de animais. podas e jardins. 3. tecidos ou fluidos orgânicos. Todo resíduo. de PVC. específico para uso pelos funcionários do serviço de limpeza. • embalagens em geral. resistentes. tipo semifacial e impermeável. para funcionários da coleta interna I. capazes de cortar ou perfurar. ruptura e vazamento. de forma a identificação com sua função. 1. resistente à punctura. • materiais passíveis de reciclagem. esparadrapo. por suas características. que tenham tido contato ou não com sangue. solado antiderrapante. cor clara. lâminas e outros assemelhados provenientes de serviços de saúde. 2. 3. 4. não enquadrados na classificação A5 e A7. 6. 8 . Uniforme: calça comprida e camisa com mangas. • resíduos provenientes das áreas administrativas. no momento de sua geração. • bolsas transfundidas vazias ou contendo menos de 50 ml de produto residual (sangue ou hemocomponentes). de tecido resistente e cor clara. especiais e comuns nos serviços de saúde. ROTINA DE GERENCIAMENTO DO LIXO HOSPITALAR „ Esta norma fixa os procedimentos exigíveis para garantir condições de higiene e segurança no processamento interno de resíduos infectantes. pontos ou protuberâncias rígidas e agudas. „ Descrição de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) Todos os EPI utilizados por pessoas que lidam com resíduos de serviço de saúde têm de ser desinfetados e lavados diariamente e sempre que ocorrer contaminação por contato com material infectantes. agulhas. com cantos arredondados e ser resistente ao tombamento. • espécimes de laboratório de análises clínicas e patologia clínica. sendo obedecida a padronização das cores de saco para cada tipo de resíduo ♦ Lixo comum: saco plástico colorido ♦ Resíduos infectantes: saco plástico branco leitoso.RSU.

com rótulos de fundo branco. é o símbolo de substância infectante. „ Os resíduos resultantes de atividades de vacinação em massa. 7. com exceção das utilizadas nas áreas não-críticas. „ Se houver resíduo perfurocortante. ruptura e vazamento. os resíduos devem ser acondicionados e identificados como resíduos do tipo D. A identificação dos sacos de armazenamento e dos recipientes de transporte poderá ser feita através de adesivos. em recipiente rígido. desde que seja garantida a resistência destes aos processos normais de manuseio dos sacos e recipientes. em equipamento compatível com Nível III de Inativação Microbiana (inativação de bactérias vegetativas. incluindo frascos de vacinas vazios com restos do produto. ƒ ƒ ƒ Na identificação dos sacos. quando não puderem ser submetidos ao tratamento em seu local de geração. com tampa e devidamente identificado. resistente à punctura. vírus lipofílicos e hidrofílicos. a inscrição de “PEÇAS ANATÔMICAS” 9 para os demais resíduos: data e nome da unidade geradora e a inscrição “RESÍDUO DE SERVIÇO DE SAÚDE”. 6.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS 5. armazenamento temporário e tratamento será tratado segundo a classificação dos resíduos supracitada. parasitas e micobactérias. Identificação ƒ O símbolo que representa o GRUPO A. „ Após o processo de descontaminação. RESÍDUOS DO GRUPO A Classificação A1 „ Estes resíduos não podem deixar a unidade geradora sem tratamento prévio. Manejo de Resíduos de Serviço de Saúde Para fins de aplicabilidade deste Regulamento. fungos. „ Devem ser submetidos a descontaminação por autoclavação ou outros processos que vierem a ser validados para a obtenção de redução ou eliminação da carga microbiana. Os materiais pérfuro-cortantes devem ser acondicionados em recipientes rígidos que possam ser fechados. e inativação de esporos do B. agulhas e seringas. sendo proibido o seu esvaziamento ou reaproveitamento. As lixeiras das áreas críticas e todas aquelas que recebem resíduos infectantes devem ser higienizadas ao menos uma vez ao dia. este deve ser submetido às orientações específicas para este resíduo. resistentes à perfuração e à prova de vazamentos. desenho e contornos pretos. As outras serão limpas sempre que apresentarem sujidade evidente ou semanalmente. de forma a garantir o transporte seguro até a unidade de tratamento. de modo a permitir seu correto fechamento. devem ser recolhidos e devolvidos às Secretarias de Saúde responsáveis pela distribuição. stearothermophilus com redução igual ou maior que 4Log10). „ Os resíduos devem ser inicialmente acondicionados de maneira compatível com o processo de descontaminação a ser utilizado. Os sacos de lixo devem ser usados até quando dois terços de sua capacidade estiverem preenchidos. 9 . identificação. devem ser indicadas. devem possuir tampa que as fechem hermeticamente para evitar a atração de insetos pelo odor do lixo. Todas as lixeiras. Os recipientes de transporte interno devem estar identificados com símbolo correspondente aos resíduos do Grupo A. ainda as anotações descritas abaixo de acordo com o tipo de resíduos: 9 resíduos do tipo A3: data e nome da unidade geradora. o manejo dos RSS nas fases de acondicionamento. 8.

RESÍDUOS DO GRUPO E Os materiais perfurocortantes devem ser descartados separadamente. „ Após o processo de descontaminação. Classificação A6 „ Não necessitam de tratamento previamente à sua disposição final. indicando o risco que apresenta aquele resíduo. as bolsas devem ser submetidas a processo de descontaminação por autoclavação ou serem submetidas a tratamento com tecnologia que reduza ou elimine a sua carga microbiana em equipamento compatível com Nível III de Inativação Microbiana (ver explicação no item anterior) e que desestruture as suas características físicas. As agulhas descartáveis devem ser desprezadas juntamente com as seringas. os resíduos resultantes do tratamento devem ser acondicionados e identificados como resíduos do tipo D. devem ser acondicionados em saco branco leitoso. podendo ser: I – encaminhados para destinação final em Aterro Sanitário. de modo a se tornarem irreconhecíveis. „ Após incineração devem ser encaminhados para aterros sanitários. „ 10 . „ Todo manejo deste tipo de resíduo deve obedecer às normas de biossegurança para o nível Classe de Risco IV. não sendo admitido qualquer outro „ tipo de disposição final. desde que haja acordo com órgão competente do Estado. Os resíduos do Grupo E devem ser encaminhados para destinação final em Aterro Sanitário. dentro da unidade. ruptura e vazamento. contaminadas ou com produto residual acima de 50 ml e os kits de aferese devem ser encaminhadas diretamente para os Aterros Sanitários. em recipientes. „ devidamente licenciado em órgão ambiental competente. ou III – encaminhados para tratamento em equipamento que destrua as suas características morfológicas. Classificação A7 „ Devem sempre ser encaminhados a sistema de incineração. „ Caso o tratamento previsto no item acima venha a ser realizado fora da unidade geradora. Classificação A5 „ Devem ser submetidos obrigatoriamente a processo de descontaminação por autoclavação. de forma a garantir o transporte seguro até a unidade de tratamento. com tampa. resistentes à punctura. ou II – encaminhados para enterramento em covas rasas em cemitério. „ sendo proibido reencapá-las ou proceder a sua retirada manualmente O símbolo que representa o GRUPO E. não podendo ser descartados diretamente. Devem ser acondicionados em saco branco leitoso. ruptura e vazamento. imediatamente após o uso. no local de sua geração. Neste caso. Classificações A3 e A4 Devem ser acondicionados em saco branco leitoso. „ Devem ser encaminhados diretamente para os Aterros Sanitários. resistente à punctura. é o símbolo de substância infectante. rígidos. licenciado para este fim. em qualquer tipo de destino final.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Classificação A2 „ Devem ser acondicionados em saco branco leitoso. quando descartáveis. „ Devem ser acondicionados em saco branco leitoso. vencidas. sendo expressamente proibido o esvaziamento desses recipientes para o seu reaproveitamento. Posteriormente devem ser encaminhados a sistema de incineração. „ Caso não haja a disponibilidade do tipo de destino final acima mencionado. o acondicionamento para transporte das bolsas contendo sangue ou hemocomponentes deve ser em recipiente rígido. acrescido da inscrição „ de RESÍDUO PERFUROCORTANTE. do Município ou do Distrito Federal. com tampa e devidamente identificado. devidamente identificados. „ As bolsas contendo sangue ou hemocomponentes.

A coleta interna tem de ser efetuada de acordo com as necessidades da unidade geradora. máscaras. No caso de acidente ou derramamento. 2. 3. com a distribuição das roupas. resistente. em local próximo aos pontos de geração. luvas e botas. 11 . Após a coleta interna o material pode ir sendo acumulado em uma área específica. Após a coleta interna. botas) com acréscimo de avental impermeável. com inclinação de acordo com a RDC da ANVISA N. com válvula de dreno no fundo e cantos e arestas arredondados. sem antes tomar banho e trocar de roupa. possuir piso com revestimento resistente à abrasão.º 50/2002. gorro. provido de rodas revestidas de material que impeça ruído. retirando as luvas e colocando-as em local apropriado. 4. No manuseio de resíduo comum. Os horários de coleta não devem prejudicar outras atividades. 5. 9. além de abertura para ventilação. feitos de material resistente e de fácil limpeza. com tampa basculante. NUNCA PRESSIONAR O CONTEÚDO DO RECIPIENTE COM MÃOS OU PÉS PARA EVITAR LESÕES COM PÉRFURO-CORTANTES. o armazenamento temporário poderá ser dispensado. horário e demais exigências do serviço. horário de visitas ou outros momentos de maior fluxo de pessoas na unidade. Os trabalhadores destacados para o serviço de coleta e transporte interno não devem realizar serviços de conservação e limpeza em outras unidades. 10. superfície plana. antiderrapante e rampa. O transporte dos resíduos para o abrigo de resíduos deve ser sempre realizado pelos carros de coleta interna. Consiste na guarda temporária dos recipientes contendo os resíduos já acondicionados. No armazenamento temporário não é permitida a retirada dos sacos de resíduos de dentro dos recipientes ali estacionados. deve-se imediatamente realizar a desinfecção e limpeza simultânea do local. evitando-se coincidir com as refeições. Os carros coletores devem ser higienizados diariamente ou sempre que apresentar sinais de vazamento de resíduos. 5. Caso o volume de resíduos gerados e a distância entre o ponto de geração e o armazenamento final justifiquem.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Coleta Interna I 1. fibra de vidro ou aço inox. no que se refere à freqüência. 11. 3. 5. como plástico. O trajeto para o traslado de resíduos desde a geração até o armazenamento externo deve permitir livre acesso dos recipientes coletores de resíduos. De preferência esta área deverá ter piso e paredes revestidos com material liso. 2. Armazenamento Temporário 1. Os EPI utilizados pelo pessoal que realiza a coleta interna II são os mesmos usados na coleta interna I (uniforme. luvas. O saco plástico deve ser fechado torcendo e amarrando a sua abertura com nó. lavável e impermeável. O carro coletor para transporte interno deve ser exclusivo para esta finalidade. retirar o excesso de ar. máscara. gorro. Coleta Interna II 1. 7. até que haja número suficiente para transporte adequado até o abrigo de resíduos. Utilizar EPI: uniforme. Nunca transferir lixo de um recipiente para outro. 2. e otimizar o traslado entre os pontos geradores e o ponto destinado à apresentação para coleta externa. principalmente no centro cirúrgico e unidade de terapia intensiva. regular. 8. 4. visando agilizar a coleta dentro do estabelecimento. por no máximo 8 horas. central em relação a vários pontos de descarte e próxima a eles. 4. Ao fechar o saco. danificados ou vazando devem ser colocados dentro de outro. o funcionário deve lavar as mãos ainda enluvadas. Os recipientes são deixados nesta área. quando necessária. pode ser dispensado o uso de gorro e máscara. Recipientes rompidos. 6. 3. Não poderá ser feito armazenamento temporário com disposição direta dos sacos sobre o piso. O funcionário deve lavar as mãos antes de calçar as luvas e depois de retirá-las. É expressamente proibido esvaziar os sacos de resíduos de serviços de saúde.

Os recipientes de transporte interno não podem transitar pela via pública externa à edificação para terem acesso ao abrigo de resíduos. 1/20 (um vigésimo) da área do piso.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Armazenamento Externo 1. deve ser construído em ambiente exclusivo. O abrigo deve ser identificado e restrito aos funcionários do gerenciamento de resíduos. O abrigo deve ter porta provida de tela de proteção contra roedores e vetores. acrescido de óculos protetores. 4. tanque com torneira. O funcionário deve usar o mesmo EPI da coleta interna II. 9. sentido de abertura para fora. vassouras. com tela de proteção contra insetos . materiais. no mínimo. tomada elétrica. piso e paredes resistentes. O abrigo de resíduo deve ser higienizado (limpeza e desinfecção) após a coleta externa ou sempre que ocorrer derramamento. 6. Consiste na guarda dos recipientes de resíduos até a realização da coleta externa. canaletas de escoamento de águas servidas direcionadas para a rede de esgotos do estabelecimento e ralo sifonado provido de tampa que permita a sua vedação. O armazenamento externo. 4. O piso deve ser revestido de material liso. Abrigo de higienização 1. canaletas de escoamento de águas servidas direcionadas para a rede de esgoto do estabelecimento e ralo sifonado com tampa que permita a sua vedação. ponto de água com torneira baixa e alta. providos de pontos de luz e tomada. equipamentos de limpeza ou qualquer outro objeto. O abrigo de resíduo não deve ser usado para guarda ou permanência de utensílios. 12 . com capacidade de armazenamento dimensionada de acordo com a periodicidade de coleta do sistema de limpeza urbana local. O fechamento deve ser constituído de alvenaria revestida de material liso. 3. 7. O abrigo de higienização consiste em local exclusivo para limpeza e higienização dos utensílios. O abrigo de resíduos do Grupo A e D deve ser dimensionado de acordo com o volume de resíduos gerados. baldes. 3. de largura compatível com as dimensões dos recipientes de coleta externa. lavável e de fácil higienização. possuir cobertura com telhado. dimensões compatíveis com os equipamentos que serão submetidos à limpeza e higienização. O abrigo de higienização deve ser contíguo ao abrigo de resíduos. 5. O abrigo de resíduos deve possuir área específica de higienização para limpeza e desinfecção simultânea dos recipientes coletores e demais equipamentos utilizados no manejo de RSS. 2. com aberturas para ventilação. ambientes separados para atender o armazenamento de recipientes de resíduos do GRUPO A e do GRUPO D. lisos. impermeável. em ambiente exclusivo com acesso facilitado para os veículos coletores. lavável e de fácil higienização. 8. A limpeza e desinfecção devem ser diárias. laváveis e de cor clara. impermeáveis. denominado de abrigo de resíduos. panos de chão e demais materiais destinados ao gerenciamento de resíduos de serviços de saúde. no mínimo. de dimensão equivalente a. 2. carros coletores de resíduos. recipientes de suporte de sacos de resíduos. de fácil acesso aos recipientes de transporte e aos veículos coletores . possuindo. pontos de iluminação e de água. com acesso externo facilitado à coleta. pás.

1% com tempo de exposição de 10 minutos ou com álcool a 70%. a maioria dos vírus e fungos. Habitualmente a mucosa intacta é resistente à infecção por esporos bacterianos comuns. alimento.000 ppm) ambos com um tempo de exposição de 20 minutos ou mais. alguns vírus e fungos. espéculos vaginais. colonoscópios.). materiais cirúrgicos. roupas 13 . Antissepsia: processo que elimina a maioria ou todos os microrganismos patogênicos. Estes artigos podem apenas ser limpos ou submetidos à desinfecção de baixo nível. utensílios de refeição. etc. Estes artigos devem ser submetidos à desinfecção de alto nível. CLASSIFICAÇÃO DOS ARTIGOS MÉDICOS Artigos Críticos: artigos com alto risco de causar infecção. se contaminados com qualquer tipo de microrganismo. Estes artigos devem ser esterilizados. mas é susceptível a outros microrganismos como o bacilo da tuberculose e vírus. endoscópios). tubos endotraqueais circuito de anestesia. Exemplos: Estetoscópios. • • • Desinfecção de alto nível: destrói todos os microrganismos e alguns esporos. circuito de terapia respiratória. agulhas. Exemplos: Implantes ou próteses. DEFINIÇÕES Limpeza: remoção de todo material estranho dos objetos (por exemplo: terra.1% (1. exceto esporos bacterianos. sangue. Exemplos: Instrumentos de fibra óptica (broncoscópios. são objetos que entram em contato com o sistema vascular ou com tecidos estéreis. Desinfecção de baixo nível: mata a maioria das bactérias. Artigos Semicríticos: artigos que entram em contato com membranas mucosas intactas ou com a pele lesada. A limpeza. cateteres intravasculares. Esterilização: destruição ou eliminação completa de todas as formas de vida microbiana. inclusive esporo bacteriano. Desinfecção de médio nível: inativa o bacilo da tuberculose. exceto os esporos bacterianos da pele e mucosas. otoscópios. mas não destrói microrganismos resistentes como o bacilo da tuberculose e esporos bacterianos.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ESTERILIZAÇÃO E DESINFECÇÃO INTRODUÇÃO „ „ Os artigos de múltiplo uso em estabelecimentos de saúde podem transportar agentes infecciosos se não sofrerem processo de descontaminação após o uso entre um paciente e outro. deve preceder qualquer processo de esterilização ou desinfecção. exceto os esporos bacterianos de superfícies inanimadas. termômetro. laparoscópios. Artigos Não-críticos: artigos que entram em contato apenas com a pele íntegra. é realizada com hipoclorito de sódio a 0. Desinfecção: processo que elimina a maioria ou todos os microrganismos patogênicos. desinfecção e esterilização adequadas dos diversos artigos médico-hospitalares é essencial na prevenção das infecções hospitalares. pode ser realizada com hipoclorito de sódio a 0. artroscópios. bactérias na forma vegetativa.01% (100 ppm) durante 10 minutos ou com álcool a 70%. fezes. pode ser realizada com glutaraldeído a 2% ou hipoclorito de sódio a 0.

cano alto. identificação. Área Expurgo Função Receber materiais contaminados e executar processos de limpeza. antiderrapante • Máscara antipartículas • Óculos protetores • Avental impermeável • Botas impermeáveis • Gorro • Uniforme • Gorro • Uniforme • Gorro Armazenamento Armazenar com garantia de preservação da esterilidade do material Área limpa c. Meio Físico • Calor seco • Calor úmido sob pressão b. exclusivos. pois ocorre formação de umidade) Estocar em armários fechados. resfriados • Gorro naturalmente nas autoclaves(não resfriar em bancadas. ainda. Meio Químico Líquido • Glutaraldeído Os pacotes devem estar • Uniforme íntegros e secos. • Desmontar equipamentos articulados • Enxágüe com água corrente potável • Idealmente o último enxagüe deve ser feito com água destilada (evitar desgaste dos materiais devido ao depósito de metais oriundos da água ou das tubulações • Secagem • Empacotar conforme indicado • Etiquetar. Meio Químico Gasoso • Óxido de etileno • Pastilhas de formalina EPI • Luvas de borracha grossas. utilizando água+sabão ou imersão em solução desincrostante . identificando o material.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ÁREAS DA CENTRAL DE MATERIAL ESTERILIZADO „ „ „ A disposição dos equipamentos. descontaminação. Classificação Área suja Preparo Empacotamento. um depósito para material de limpeza e vestiário com sanitários para funcionários. lavagem e secagem. controle químico Área limpa Esterilização Eliminação completa de todas as formas de vida microbiana dos artigos Área limpa Método • Lavagem manual ou mecânica. de acesso restrito. A estrutura física da central de material deve prever. 14 . Deve estar separada das demais através de uma barreira física. pias e bancadas de trabalho deve permitir um fluxo contínuo sem retrocesso e sem cruzamento do material limpo com o contaminado. data e responsável • Fixar fita de controle químico na face externa do pacote a. É necessário que haja uma barreira física separando a área limpa da contaminada.

secar com técnica asséptica e compressas estéreis ou com ar comprimido. óculos. plásticos e lentes • • • • • • • • • • EPI: máscara com filtro químico. Desinfecção: enxágüe com água potável. Observar o tempo de exposição: • desinfecção: 30 minutos • esterilização: 10 horas 5. prazo de validade Retirar os artigos da solução com luva estéril Esterilização: enxágüe em água estéril com técnica asséptica(luvas e baldes estéreis). ou seja. Imersão completa na solução 2. tornar-se alcalina através da adição de um agente alcalinizante (ativador) A vida média desta solução é de 14 a 28 dias Não misturar artigos de substâncias metálicas diferentes Contar o tempo após a imersão do último artigo Os recipientes devem conter volume suficiente da solução para imergir totalmente os artigos Os recipientes devem ficar bem tampados Identificar os recipientes por fora: solução. Manter o recipiente fechado 4. Acondicionar em campo estéril 15 Área limpa Enxágüe e secagem • Área limpa Acondicionamento • . a solução deve ser “ativada”. Preencher o interior das tubulações com auxílio de seringas. além de não alterar borrachas. secagem. se necessário 3. avental impermeável Para se tornar esporocida. luva de borracha. O glutaraldeído é excelente microbicida e é não-corrosivo para metais.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ESTERILIZAÇÃO E DESINFEÇÃO DE ALTO NÍVEL DE ARTIGOS MÉDICO-HOSPITALARES EM SOLUÇÃO DE GLUTARALDEÍDO A 2% Artigos utilizados • • Usar EPI Desmontar artigos articulados Lavar com água e sabão ou imergir em solução desincrostante Secagem Expurgo Limpeza • • Área limpa 1.

papel crepado) • Objetos côncavos devem ser colocados de boca para baixo Remoção do ar do interior da câmara e dos pacotes através de vácuo Após a exaustão do ar. com espaço entre eles • Caixas metálicas devem estar deitadas e utilizadas somente sem a tampa ou perfuradas e recobertas com embalagem adequada (algodão cru. iniciase a exposição dos materiais à esterilização. 16 . Compreende três fases: • Tempo de penetração • Tempo de esterilização • Intervalo de confiança Aguardar 5 a 10 minutos. pois ocorre a formação de umidade. ocorre a admissão do vapor. „ Verificar a mudança da coloração do indicador químico. Remoção Admissão do vapor Exaustão do vapor Secagem da carga MONITORIZAÇÃO Teste biológico „ Realizado semanalmente. Colocar campo simples no interior da caixa. Teste da Fita de Autoclave „ Colocar uma fita de autoclave na face externa de cada pacote a ser esterilizado na autoclave. próximo à válvula de exaustão do vapor). sempre na primeira carga do dia e ao término de qualquer manutenção realizada (preventiva ou corretiva) „ O pacote com o teste dever ser colocado no local de mais difícil acesso ao agente esterilizante (no caso. A seguir. favorecendo a contaminação. embalar em grupos com campo de algodão cru duplo Drenos: envelope de polipropileno (filme plástico) Luvas: papel grau cirúrgico Tecidos Vidros Borracha PROCESSO GERAL DE ESTERILIZAÇÃO EM AUTOCLAVE A VAPOR Processo Disposição dos pacotes dentro da autoclave Método • Empilhamento vertical • Não ultrapassar 2/3 da capacidade da câmara e não encostar nas paredes • Dispor os pacotes de forma intercalada.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ESTERILIZAÇÃO PELO CALOR ÚMIDO SATURADO SOB PRESSÃO (AUTOCLAVE) EMBALAGENS PARA ESTERILIZAÇÃO EM AUTOCLAVE A VAPOR Materiais Instrumentos Cirúrgicos Embalagens Caixa metálica. acondicionar os materiais semi-abertos e cobri-los com as pontas do campo Campo de algodão cru duplo Embalar individualmente em campo simples. Não secar os materiais em bancadas fora da autoclave.

„ O material esterilizado deve ficar em local próprio e limpo. „ Se a fita estiver pálida em sua região central. „ Efetuar a operação de pré-vácuo da câmara. o ambiente deve ser climatizado para se obter uma temperatura em torno de 25 °C. „ Sua disposição deve ser preferencialmente em prateleiras com portas de fácil limpeza. de cerca de 24 x 30 cm. „ Recomenda-se que o teste de Bowie-Dick seja feito no primeiro ciclo do dia. em local onde o acesso do vapor é mais difícil. „ É necessário que a circulação do pessoal seja restrita! „ Em nossa região geográfica. „ Empilhar campos de 0. separado dos demais. „ Colocar a folha com a fita de autoclave no centro geométrico desta pilha. obtendo-se uma pilha de 25 a 28 cm de altura. com intervalos de pelo menos 30 cm do chão e 50 cm do teto. comprova-se a presença de ar residual na câmara interna e a autoclave deve ser interditada para avaliar o funcionamento da bomba de vácuo.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Teste de Bowie-Dick (modificado) „ Avalia a adequação da etapa de remoção do ar da câmara interna da autoclave. na parte inferior e na frente. „ Empacotar normalmente e identificar como “pacote-teste”. ou seja. „ Este teste pode ser improvisado com o uso de fita para autoclave colado em cruz cobrindo toda uma folha de papel encerado. e autoclavar o teste a 134-137 °C durante exatamente 3 minutos e meio.90 x 0. de acordo com as especificações do fabricante.60 cm em número de 24 a 36 campos. não absorvente. „ Colocar somente o pacote-teste na autoclave. ARMAZENAMENTO „ Um correto processo de esterilização só acontece quando se completa com eficácia e segurança o armazenamento do material. ESTOQUE E VALIDADE DA ESTERILIZAÇÃO Invólucros Tecido de algodão simples (duas camadas costuradas nas pontas) Tecido de algodão duplo Papel crepado simples Tecido de algodão simples + papel simples Envelope de polipropileno Condições de estoque Armário aberto Armário fechado Armário aberto Armário fechado Armário aberto Armário fechado Armário aberto Armário aberto Prazo de validade (dias) 3-14 14-21 28-56 56-77 28-49 > 63 77-98 5 anos 17 .

BASTA ATIVÁ-LO. ACONDICIONAR ARTIGOS EMBALADOS EM CAMPOS ESTÉREIS EM RECIPIENTE FECHADO. ENXAGÜE COPIOSO COM ÁGUA POTÁVEL.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS PADRONIZAÇÃO DE DESINFECÇÃO E ESTERILIZAÇÃO DE ARTIGOS DISPOSITIVOS RESPIRATÓRIOS ARTIGO MÁSCARAS DE AMBU E MACRONEBULIZAÇÃO VÁLVULAS DE AMBU COM COMPONENTE METÁLICO CÂNULA OROFARÍNGEA LÂMINA DE LARINGOSCÓPIO (sem lâmpada) TUBO OROTRAQUEAL CIRCUITOS DE RESPIRADORES CONEXÕES E ACESSÓRIOS DE RESPIRADORES REPROCESSAMENTO GLUTARALDEÍDO A 2% TEMPO 30 MINUTOS • • GLUTARALDEÍDO A 2% GLUTARALDEÍDO A 2% GLUTARALDEÍDO A 2% GLUTARALDEÍDO A 2% GLUTARALDEÍDO A 2% 30 MINUTOS 30 MINUTOS 30 MINUTOS 30 MINUTOS 30 MINUTOS • • • CIRCUITOS DE CPAP NASAL GLUTARALDEÍDO A 2% 30 MINUTOS • COMENTÁRIOS GLUTARALDEÍDO É PRONTO USO. SECAGEM COM AR COMPRIMIDO AUTOCLAVE (METÁLICA) CÂNULA DE TRAQUEOSTOMIA GLUTARALDEÍDO A 2% (PLÁSTICA) AUTOCLAVE AUTOCLAVE ÁLCOOL A 70% 30 MINUTOS FRASCOS DE ASPIRAÇÃO LÁTEX PARA ASPIRAÇÃO CABO DE LARINGOSCÓPIO AMBU LAVAGEM COM ÁGUA E SABÃO MÁSCARA E COPO DE NEBULIZAÇÃO HIPOCLORITO DE SÓDIO A 0. RETIRAR ARTIGOS DA SOLUÇÃO COM LUVAS ESTÉREIS. TEMPO DE TROCA DE TROCA DA SOLUÇÃO: 15 DIAS APÓS ATIVAÇÃO.02% 60 MINUTOS FRICCIONAR E DEIXAR SECAR TRÊS VEZES CONSECUTIVAS DESINFECÇÃO DE ALTO NÍVEL COM GLUTARALDEÍDO EM CASO DE CONTAMINAÇÃO COM MATÉRIA ORGÂNICA ENXAGÜE COPIOSO COM ÁGUA POTÁVEL 18 .

ENXAGÜAR COM ÁGUA FERVIDA COPOS DE MAMADEIRAS E CHUCAS BICOS DE MAMADEIRAS 10 MINUTOS SONDAS PARA DIETA ENTERAL HIPOCLORITO DE SÓDIO A 0.1% 20 MINUTOS ESFIGMOMANÔMETRO ALMOTOLIAS SEMANALMENTE INICIAR A CONTAGEM DO TEMPO DE FERVURA QUANDO A ÁGUA ESTIVER EM EBULIÇÃO ENXAGÜAR EM ÁGUA FERVIDA .1% 10 MINUTOS 19 .PREENCHER TODA A LUZ DA SONDA .Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS PADRONIZAÇÃO DE DESINFECÇÃO E ESTERILIZAÇÃO DE ARTIGOS INSTRUMENTAL CIRÚRGICO E OUTROS ARTIGOS ARTIGO REPROCESSAMENTO INSTRUMENTAL CIRÚRGICO AUTOCLAVE METÁLICO AGULHAS METÁLICAS AUTOCLAVE ELETROCAUTÉRIO AUTOCLAVE PONTAS DE CRIOCAUTÉRIO AUTOCLAVE TECIDO PARA PROCEDIMENTO AUTOCLAVE CIRÚRGICO AUTOCLAVE ESPÉCULO VAGINAL (metálico) OU GLUTARALDEÍDO A 2% COMADRES E PAPAGAIOS ÁLCOOL A 70% TEMPO COMENTÁRIOS 30 MINUTOS FRICCIONAR E DEIXAR SECAR TRÊS VEZES CONSECUTIVAS FRICCIONAR E DEIXAR SECAR TRÊS VEZES CONSECUTIVAS FRICCIONAR E DEIXAR SECAR TRÊS VEZES CONSECUTIVAS TERMÔMETRO ÁLCOOL A 70% ESTETOSCÓPIO ÁLCOOL A 70% LAVAGEM DO MANGUITO COM ÁGUA E SABÃO LAVAGEM COM ÁGUA E SABÃO FERVURA OU ESTERILIZAÇÃO EM AUTOCLAVE HIPOCLORITO DE SÓDIO A 0.

5. a partir de uma solução a 1% (10. Após 60 minutos. conforme recomendado no manual do Ministério da Saúde sobre Orientações Gerais para Central de Esterilização. artigo por artigo. • Calculando-se com a concentração em porcentagem.02%). Para se calcular qual o volume que deve ser retirado de uma destas soluções para obter-se uma nova solução em concentração diferente. retirar todo o material com luvas e enxaguar copiosamente com água corrente. O recipiente usado na desinfecção deverá ser lavado diariamente. Enxaguar abundantemente para total remoção de resíduos de detergente. Lavar com água e detergente neutro. 10. retirar todos os artigos empregados na terapia inalatória. O processo deverá constituir-se de desinfecção com hipoclorito de sódio a 200 ppm por um período de 60 minutos. com água e detergente neutro. copos. a data e a hora da troca.25% ou 52. 7. 3. 20 . 6. Secar bem.02% x 1000 ÷ 1% = 20 mL „ A validade da solução após o preparo é de 24 horas (devido à volatilização do cloro e pela ação inativadora exercida pela luz solar). 4. incluindo máscaras. 1. A água sanitária contém 5.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS LIMPEZA E DESINFECÇÃO DOS ARTIGOS UTILIZADOS EM TERAPIA INALATÓRIA „ Tais procedimentos visam a eliminação do risco de transmissão de patógenos respiratórios para os pacientes durante o uso dos artigos supracitados. 9. Sumarizamos abaixo a rotina preconizada: Imediatamente após o uso. umidificadores e tubulações.000 ppm). empregase a fórmula: Vr = (Cf x Vf) ÷ Ci Onde: Vr = volume em mililitro a ser retirado da solução que se dispõe no hospital Cf = concentração final da solução que se quer preparar (em % ou ppm) Vf = volume final em mililitros que se quer obter Ci = concentração inicial da solução que se dispõe no hospital „ Exemplo: preparar uma 1 litro de uma solução de hipoclorito de sódio a 200 ppm (0. Colocar em solução de hipoclorito de sódio a 200 ppm de modo que os artigos fiquem totalmente submersos e que toda a superfície interna e externa permaneça em contato com a solução. sua concentração.000 ppm): • Vr = (Cf x Vf) ÷ Ci • Vr = (200 x 1000 mL) ÷ 10000 = 200000 ÷ 10000 = 20 mL (retirar 20 mL da solução de hipoclorito a 1% e acrescentar a 980 mL de água para se obter 1 litro da solução a 200 ppm). A solução deverá ser trocada a cada 24 horas. 2001. Certificar-se que não há bolhas de ar no interior das tubulações. no momento da troca da solução. Identificar o recipiente com o nome da solução. bem como sua tampa. 8. 11. para garantir a desinfecção de toda a superfície interna.500 ppm de cloro livre. 2. utilizando-se de escovas para uma limpeza adequada. utilizando-se para tanto de uma seringa estéril. seco e fechado. As tubulações devem ter todo seu lúmen preenchido com a solução. DILUIÇÃO DO HIPOCLORITO DE SÓDIO PARA DESINFECÇÃO DE UTENSÍLIOS HOSPITALARES „ A solução de hipoclorito normalmente disponível para uso hospitalar é a 1% (10. Secar bem e guardar em recipiente limpo. obtém-se o mesmo volume: 0.

02%) 10 mL 20 mL 40 mL 60 mL 80 mL 100 mL 490 mL 980 mL 1960 mL 2940 mL 3920 mL 4900 mL 500 mL 1 litro 2 litros 3 litros 4 litros 5 litros 120 mL 140 mL 160 mL 180 mL 200 mL 5880 mL 6860 mL 7840 mL 8820 mL 9800 mL 6 litros 7 litros 8 litros 9 litros 10 litros 21 .Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS TABELA PARA O PREPARO DE HIPOCLORITO DE SÓDIO PARA DESINFECÇÃO DE ARTIGOS DE INALOTERAPIA Volume de hipoclorito a 1% (10.000 ppm) Volume de água Volume total da solução a 200 ppm (0.02%) Volume de hipoclorito a 1% (10.000 ppm) Volume de água Volume total da solução a 200 ppm (0.

„ Como é difícil saber se uma roupa suja está contaminada ou não. ROUPA CONTAMINADA „ É a roupa que se apresenta suja com fluidos biológicos ou contém agulhas e/ou outros materiais perfurocortantes usados. que é definida como um ambiente que minimiza a entrada de microrganismos externos através de soluções arquitetônicas. elimina 3. responsável pelo processamento da roupa e sua distribuição em perfeitas condições de higiene e conservação. sua lavagem e cloração. contaminava todo o ambiente circundante. na parede que separa a área contaminada da área limpa. A barreira de separação também poderá ser dotada de visores. propiciava a recontaminação constante da roupa limpa na lavanderia.000 bactérias por minuto. alteração de pH. uma para cada área. relacionada ao efeito filtro da extratora. que pode ser evitado por barreira de contaminação. os materiais perfurocortantes encontrados devem ser depositados em recipientes de superfícies rígidas para descarte ou devolução. alvejante (cloro ou peróxido de hidrogênio) e amaciante (quaternário de amônio). origina-se a partir de microrganismos que fazem parte da microbiota humana normal do paciente. as instalações. lesões de pele secretantes ou descamativas. manipuladas o mínimo possível. podem ser dispersas pela poeira contaminante.000 a 60. transportadas em sacos impermeáveis. organizou lavanderias com conceitos mantidos até hoje nas lavanderias hospitalares. „ Dois princípios básicos norteiam o controle de infecções em lavanderia hospitalar: não agitar a roupa e remover ou destruir os microrganismos contaminantes. utilizado nas lavanderias tradicionais. onde. • área limpa: utilizada para acabamento e armazenamento. é comum a proliferação de Pseudomonas. que aderem às fibras de tecido onde. pela umidade da área. evitando agitação e. na área suja.). 22 . sem contar os riscos advindos da sujidade presente. através da ação mecânica da água. identificou um surto relacionado com a reutilização da roupa suja por diversos pacientes e recomendou. PLANEJAMENTO „ Estudos realizados na área da microbiologia vieram revelar que o processamento da roupa em um ambiente único. pelo fato da roupa cair no chão. „ A Portaria do Ministério da Saúde 1. „ Assim.884/94 estabelece que deve existir uma barreira física. que separa a lavanderia em duas áreas distintas: • área suja (considerada contaminada): utilizada para separação e lavagem. o equipamento e os métodos utilizados no processo da roupa. „ A principal medida introduzida na moderna lavanderia hospitalar. etc. „ O processo normal de lavagem. dependendo de sua atividade física. para o controle das infecções. mais conhecido pelo reconhecimento das mãos como importante mecanismo de veiculação de infecção. então. embora para este último seja questionada sua ação germicida nas concentrações empregadas. têm pouca capacidade de sobreviver independentes no meio ambiente. ou ainda. ou seja. „ O ser humano. que grande número de bactérias jogadas no ar. para facilitar a comunicação e o controle. com duas portas de acesso. foi a instalação da barreira de contaminação. em hospitais de campanhas militares. aumentam a capacidade de sobrevivência dos microrganismos no ambiente. reduz até 99% da contaminação. Estes germes. principalmente de origem humana. ou seja. A presença de matéria orgânica. „ Florence Nightingale. „ Esta barreira de contaminação só será realmente eficiente se existirem as lavadoras de desinfecção. se agitadas. „ A lavanderia hospitalar é um dos serviços de apoio ao atendimento dos pacientes. adaptados ao parasitismo. Esses estudos mostraram ainda. „ Tais descobertas revolucionaram a planta física da lavanderia hospitalar. durante o processo de separação da roupa suja. todas devem receber o mesmo tratamento. que consiste na remoção da sujidade. pelos próprios funcionários contaminados (mãos sujas. em quantidade adequada a todas às unidades do hospital . temperatura.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS LAVANDERIA HOSPITALAR INTRODUÇÃO „ Os pioneiros do controle de infecção hospitalar identificaram o papel da roupa suja na sua cadeia epidemiológica. Semmelweis. „ A grande maioria das infecções hospitalares tem origem endógena. „ Existe risco de recontaminação da roupa limpa na lavanderia por vários mecanismos: via aérea.

COLETA UTILIZAÇÃO PROCESSAMENTO DISTRIBUIÇÃO Figura 2 – Fluxograma da roupa na lavanderia. COLETA BARREIRA RECEPÇÃO PESAGEM BARREIRA LAVAGEM CENTRIFUGAÇÃO SECAGEM CALANDRAGEM DOBRAGEM BARREIRA ARMAZENAMENTO DISTRIBUIÇÃO CONSERTO 23 .Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Figura 1 – Fluxo da roupa no hospital.

Ao empurrar o carro. assim. evitando o rompimento da embalagem e contaminação do ambiente. como o ácaro. hipoclorito de sódio a 1% durante 10 minutos. PROCESSAMENTO DA ROUPA NA ÁREA SUJA Recepção „ Na área de recepção. Estas células. ♦ Aplicar sobre a área. „ Portanto. secreções ou outros fluidos orgânicos. veículos distintos ou. para o processamento em nível de lavanderia. os órgãos internacionais desaconselham a separação da roupa suja. „ No caso de lavanderias que processam a roupa de outros hospitais. está indicada a utilização de luvas. descontaminar imediatamente com hipoclorito de sódio a 1%. seja na lavanderia ou nas unidades de atendimento aos pacientes. para evitar a dispersão dos germes. A limpeza destes contêineres deverá ser semelhante à dos carrinhos coletores.. „ 24 . „ Os carros de coleta e transporte de roupa suja devem ser leves. selada. Os mesmos princípios devem ser aplicados ao veículo de transporte. A coleta da roupa suja deve ser feita com muito cuidado. onde a separação entre roupa limpa e suja deve ser rigorosa. ♦ Proceder à limpeza de toda a área com a solução de detergente neutro. envolvendo. „ Terminada a coleta nas unidades. „ Não deve-se arrastar sacos de roupa pelo chão. pelo menos. que elimina microrganismos aderidos em suas células superficiais. com áreas ou contêineres separados. fezes. um lençol aparentemente limpo contem seres vivos que podem transmitir doenças. „ Os carros utilizados no transporte das roupas devem possuir uma identificação para diferenciar o carro de coleta de roupa suja do carro de transporte da roupa limpa. que habita as roupas de cama. ♦ Secar bem a área com pano limpo. „ Deve-se usar carros diferentes para a coleta da roupa suja e o transporte da roupa limpa. a roupa suja é transportada à recepção do setor de roupa suja. aço. nunca cruzando roupa limpa com a suja na mesma carga. facilitando a operação de retirada da roupa e sua higenização. etc. depositam-se no tecido das roupas. tocar maçanetas. Na presença de grande quantidade de sangue. em geral 80% de sua capacidade de lavagem. „ A roupa suja deve ser recolhida em sacos de material resistente e de cor diferente da escolhida para transportar o lixo. alimentandose dos resíduos. fibra de vidro. preferencialmente. que consideram toda roupa usada como contaminada. servindo de alimento para outras espécies. e recomenda-se transportar a roupa dobrada ou enrolada. ♦ Remover o desinfetante com pano molhado. „ O transporte da roupa coletada e embalada pode ser feitos por carros coletores. providos de tampas e feito de material que permitam uso de produtos químicos na sua limpeza e desinfecção. através da seguinte técnica: ♦ Com o uso de luvas. é obrigatório retirar as luvas para evitar a contaminação cruzada. etc. resistentes e pouco profundos. „ O funcionário que exercer esta função deve utilizar luvas de borracha em ambas as mãos. ♦ Desprezar o papel em saco plástico branco leitoso próprio para uso hospitalar. retirando-as logo após realizada a coleta de um local. juntamente com as secreções. „ Se a roupa limpa for embalada de forma individualizada. „ Atualmente. ♦ Encaminhar o pano usado para secagem da área para a lavanderia em saco plástico. atenção especial deve ser dado ao transporte da roupa suja para a lavanderia e para a distribuição da roupa limpa para os hospitais. diariamente. „ Havendo extravasamento de uma embalagem. Os carros são confeccionados em diversos materiais (alumínio. „ Estes carros coletores devem ser específicos para este fim. „ Ambos os carros devem. devido às precauções-padrão. um destino errado. não deve haver agitação nem separação. „ A coleta deve ser realizada em horário preestabelecido e a roupa suja deve permanecer o menor tempo possível na unidade. „ Na retirada da roupa. A pesagem das roupas é indispensável para indicar a carga correta das lavadoras. a contaminação posterior ao reprocessamento da mesma é reduzida. retirar o excesso da carga contaminante em papel absorvível.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS COLETA A pele tem como mecanismo de defesa a descamação. ser submetidos a limpeza com água e detergente neutro e desinfecção com hipoclorito de sódio a 250 ppm. evitando. os sacos de roupa suja são recebidos e pesados.) „ O transporte deve ser sempre separado.

„ Existem máquinas que incorporam a centrifugagem à própria lavadora: são as lavadoras extratoras. caso contrário pode haver recontaminação da roupa durante os enxagües. que oferecem economia de espaço. classificada como artigo não-crítico. Além disso. deve ser regulado por válvula. 9 possuir um dispositivo automático. „ Não há necessidade de esterilização das roupas utilizadas em berçários. que fica encaixada na parede ou barreira de contaminação. Lavagem „ A sujidade funciona como substrato para a multiplicação microbiana e a sua simples remoção diminui a contaminação. porém. na área suja e outra de saída da roupa limpa. livre de patógenos em número suficiente para causar doenças aos pacientes. como por exemplo. Como está contra-indicada a manipulação da roupa para classificá-la. „ Das máquinas de lavar. „ Lavadoras de desinfecção . necessitam de esterilização após serem processadas na lavanderia. reduzindo a contaminação a níveis aceitáveis. „ As roupas utilizadas em procedimentos críticos. pias. visando evitar que estes elementos entrem no processo de lavagem. para adequação do processo de lavagem. sabendo-se sua origem podemos prever o grau de sujidade. uma para acesso de roupa suja. a fim de evitar que a roupa fique totalmente torcida no final da lavagem. isto é. bancadas e pisos devem ser lavados e depois descontaminados com hipoclorito de sódio a 250 ppm ou álcool a 70%. a fim de resistirem à química da lavagem. Na área suja. no caso de superfícies metálicas. as roupas encaminhadas pelo centro cirúrgico certamente diferem em nível de sujidade com as encaminhadas de uma enfermaria de clínica médica. apresentam risco de acidentes para os funcionários com a veiculação de patógenos sangüíneos. a mais utilizada na lavanderia hospitalar moderna é a lavadora de desinfecção. A contagem total de bactérias não pode exceder 10 UFC por mililitro. 9 o mecanismo de reversão deve estar equilibrado. „ A centrífuga é constituída de dois cilindros. perfurado. dotado de pás que giram alternadamente para um lado e para outro. muito importante os enxagües para eliminar resíduos químicos que possam causar irritação na pele dos recém-nascidos. é conveniente reunir no mesmo ciclo roupas com níveis de sujidade similares. os artigos perfurocortantes. e a expulsão do ar contaminado para a área contaminada. um fixo externo e um giratório interno perfurado. cateterizações vasculares e procedimentos em pacientes queimados. PROCESSAMENTO DA ROUPA NA ÁREA LIMPA Centrífuga ou extratora „ É a máquina usada para eliminar ou extrair até 40% da água da roupa saída da lavadora.devem preencher os seguintes requisitos: 9 os tambores devem ser de aço inoxidável. durante o escoamento da água. portanto. mão-de-obra e tempo. sendo. Por exemplo. dentro da máquina. os funcionários devem usar botas e luvas de borracha. Óculos de proteção podem estar indicados. para a retirada de instrumentos cirúrgicos e outros objetos. „ A maioria das roupas hospitalares tem contato apenas com a pele íntegra. cirurgias. Na separação. devendo ser posteriormente autoclavadas. um que funciona como um tambor externo e outro como um cesto interno. avental impermeável e máscara antipartículas. necessitando apenas estar limpas no final de seu reprocessamento.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS „ „ „ „ Entretanto. a fim de impedir a abertura simultânea da ambas as portas 9 o fluxo de ar. Lavadora „ A lavadora compõe-se de dois cilindros. é indispensável que todas as peças de roupa sejam cuidadosamente abertas. causando danos às máquinas e ao próprio processo. sendo. „ Após o processamento da roupa na área suja. „ A água deve estar isenta de microrganismos patogênicos. na área limpa. agrupando-as no reprocessamento. 25 . de modo a permitir a aspiração do ar da área limpa. podendo ser reprocessadas conjuntamente como de sujidade pesada. como agulhas e material cirúrgico. Esta máquina caracteriza-se por possuir duas portas (de entrada e de saída). „ A finalidade primordial da lavanderia é remover a sujidade da roupa para que ela adquira odor e aparência agradáveis.

enquanto um exaustor retira o ar aquecido que passou pelas roupas por um cabeçote. e outro externo fixo. seca e desenruga.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Secadora „ Possui também dois cilindros: um interno. A roupa. „ Alguns requisitos devem ser observados para as secadoras: 9 ser equipada com seletor de temperatura. 26 . que movimenta a roupa pela rotação e presença de pás. perfurados ou não. „ Especial atenção deve ser dada durante esta fase para roupa não tocar o chão. „ As secadoras destinam-se à secagem da roupa em altas temperaturas. entre a calha aquecida e o cilindro girando. esta área deve contar com armários específicos para este fim. com portas e construído de material de fácil limpeza. „ É provida de um dispositivo que desliga automaticamente a máquina. que giram dentro de calhas fixas de ferro. uma vez que na calandra isto ocorre com maior freqüência. Armazenamento „ Posteriormente. Calandra „ Após a secagem. 9 possuir o tambor interno de material resistente à corrosão. através da passagem forçada de ar quente entre as peças. Para armazenamento da roupa processada. revestidos. passada sob pressão. a roupa é dobrada e guardada. „ Os cestos que contêm as peças giram. giratório. „ As roupas que necessitarem de conserto devem ser lavadas novamente antes do uso. entre os rolos. evitando acidentes com as mãos do operador. 9 ter dispositivo de segurança na porta. aquecidas a vapor ou eletricidade. a roupa pode ser passada pela calandra. É constituída de dois ou mais rolos ou cilindros de metal. 9 dispor de comando automático de tempo de secagem.

devem ser dotadas de telas. „ O ar-condicionado e o ventilador são equipamentos que não atendem a estes requisitos e. „ O forro deve ser livre de rachaduras. a caixa d’água deve ser lavada a cada 6 meses (vide técnica no capítulo “Higienização da Caixa D’água”) e a água deve ter sua potabilidade microbiológica atestada semestralmente. deve-se prever no mínimo um local para o preparo de produtos crus e outro para produtos prontos. umidade. „ O acabamento deve ser liso. „ Na impossibilidade de áreas separadas para cada gênero. resistentes a limpezas freqüentes e isentas de bolores. gordura e condensação de vapores. antiderrapante. garantir o conforto térmico e manter o ambiente livre de fungos. não permitindo o acúmulo de alimentos ou sujidades. impermeável. portanto. „ As janelas e outras aberturas presentes na parede. bolor e descascamento e deve estar em perfeitas condições de limpeza. „ O sistema de exaustão deve ser devidamente dimensionados e mantido em boas condições de funcionamento. gases. em cor clara e em bom estado de conservação. „ O ar ambiente das áreas de processamento de alimentos deve ser renovado freqüentemente através de equipamentos de exaustão. Paredes „ As paredes devem ser lisas. não devendo possuir aberturas. „ Sendo de rede pública. „ Esta separação em áreas servem para impedir a contaminação cruzada entre alimentos crus e prontos e/ou utensílios limpos e utensílios sujos. lavável. obedecer um fluxo coerente e evitar cruzamentos entre as atividades. lavável. Água „ A água de abastecimento deve ser ligada à rede pública ou ter sua potabilidade atestada semestralmente através de laudo oficial de laboratório especializado. não devem ser utilizados nas áreas de processamento. „ Os ralos devem ser sifonados e com grelhas com proteção telada.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NORMAS DE HIGIENE ALIMENTAR PARA O SETOR DE NUTRIÇÃO E DIETÉTICA INSTALAÇÕES Ventilação „ A ventilação deve ser adequada para proporcionar a renovação do ar. „ As prateleiras devem estar distantes 25 cm do piso e a profundidade não deve ser superior a 45 cm. 27 . resistente ao tráfego e de fácil higienização (lavagem e desinfecção). duráveis. quando usadas para a circulação do ar. laváveis. Teto „ O teto deve ser isento de vazamentos e goteiras. fumaças. Piso „ O piso deve ser de cor clara e de material liso. impermeável. ÁREAS DO SETOR DE NUTRIÇÃO E DIETÉTICA „ Essas áreas devem seguir uma linha racional de produção. „ Todas as bancadas destas áreas devem ser preferencialmente de aço inox ou outro material resistente e de fácil higienização. em cores claras. resistente. impermeáveis.

A mesa do estoquista pode permanecer nesta área desde que não interfira no controle de qualidade dos alimentos e/ou no fluxo de armazenamento. específica para esta finalidade. cubas profundas e local para armazenamento do material após a higienização. esfregões. Instalações sanitárias e vestiários para os funcionários „ Os sanitários usados por outros funcionários do estabelecimento de saúde não podem ser compartilhados pelo pessoal que manuseia os alimentos. „ „ „ „ „ Área para armazenamento à temperatura ambiente Entenda-se como temperatura ambiente uma temperatura em torno de 26°C. situada de preferência em local externo e próximo da estocagem. Nesta área não deve haver equipamentos (refrigeradores. Área para higienização de utensílios „ Esta área deve ser diversa da utilizada no processamento dos alimentos. 1. conforme técnica explicada mais adiante neste texto (tópico Higiene Ambiental). „ Deve contar com área suficiente para acomodar a mercadoria no momento do recebimento e com balança tipo plataforma e tanque para pré-higiene de verduras e frutas antes do seu armazenamento. comumente subdividida em: 9 preparo de carnes 9 preparo de verduras e frutas 9 preparo de massas e sobremesas „ É fundamental que esta área disponha de pia com sistema completo para a higienização das mãos. a bancada deve ser submetida a limpeza e desinfecção rigorosa após o manuseio de cada tipo de alimento. 5. „ É obrigatória a localização de sanitários exclusivos para os funcionários do setor de nutrição e dietética no âmbito da própria unidade funcional. „ Esta área deve dispor de pia com sistema completo para higiene das mãos. tais como rodos. 28 . Área para a recepção de mercadorias „ Trata-se de uma área própria para o recebimento de mercadorias. Área para armazenamento à temperatura controlada „ Destina-se à estocagem de gêneros perecíveis ou rapidamente deterioráveis em temperatura ambiente. baldes e outros. „ Esta área deve possuir uma cobertura para a proteção dos alimentos na hora da entrega. 7.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS 1. 4. 6. 2. devem ser higienizados e guardados em área própria. Área para depósito e higienização do material de limpeza „ Os materiais de limpeza. massas. deveria existir uma bancada para cada tipo de alimento supracitado. „ Deve possuir suprimento de água. Para esta área são importantes um piso em material lavável e resistente. frios e laticínios: até 8°C 9 hortifrutigranjeiros: até 10°C „ Caso o armazenamento não possa ser feito em refrigeradores diferentes para cada produto. „ A mesma deve ser de fácil acesso aos fornecedores. Área para pré-preparo e preparo dos alimentos „ As operações preliminares de confecção são realizadas nesta área. pois o calor excessivo compromete o funcionamento de seus motores e conseqüentemente a garantia da temperatura específica de cada gênero. „ De forma ideal. prateleiras e estrados. Produtos de limpeza devem ser armazenados em local distinto. „ Esta área necessita de pelo menos uma bancada provida de pia com tampo de inox ou outro material adequado para manipulação dos alimentos e fácil limpeza e desinfecção. „ Recomenda-se refrigeradores em número suficiente para atender à conservação de: 9 carnes refrigeradas e alimentos prontos: até 4°C 9 sobremesas. não devendo ter refrigeradores ou freezers. a temperatura deve ser regulada para o alimento que requeira a menor temperatura. local para dispor os utensílios que aguardam a higienização. 3. freezers) que possam alterar as condições térmicas ambientais. Na sua ausência. panos de chão. de maneira que não provoquem a contaminação de alimentos e utensílios. Área para cocção „ Nesta área devem permanecer apenas os equipamentos destinados ao preparo de alimentos quentes.

ou por outras falhas na manipulação. d) suporte para papel toalha. não devendo ser usados próximo ao calor. Uniforme „ Os funcionários devem usar uniformes de cor clara. „ Usar calçados fechados. Higiene corporal Os funcionários devem observar os seguintes hábitos de asseio: a) tomar banhos freqüentes. provocando prurido e ocasionando maior contaminação das mãos decorrente do ato de coçar-se. „ Deve-se usar avental plástico quando o trabalho em execução propiciar que os uniformes se sujem ou se molhem. a máscara torna-se úmida. espirro e conversa sobre os alimentos. torna-se desconfortável. limpas e sem esmalte. em boas condições de higiene e conservação. Após 15 minutos de uso. não deve existir depósito para sabão líquido nas pias e bancadas utilizadas para o preparo dos alimentos. sem rasgos. h) conservar os uniformes limpos. partes descosturadas ou furos. Sistema para higiene das mãos Consiste em: a) lavatórios exclusivos para a higiene das mãos. através de mãos sujas ou contaminadas. OBSERVAÇÃO: devido ao alto risco de contaminação química dos alimentos. infecção nos olhos ou infecções da pele seja afastado para outra atividade. sem prejuízos de qualquer natureza. c) fazer a barba diariamente. gorro ou similar.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS HIGIENE DOS MANIPULADORES „ O manipulador é um elemento chave na produção do alimento. aliança. b) lavar a cabeça uma vez ao dia. „ O vestuário deve ser conservado em bom estado. „ Os funcionários uniformizados não devem sentar-se ou deitar-se no chão ou em outros locais impróprios. e) cesto com tampa acionada por pedal. bem como sem base incolor. „ È proibido. durante o trabalho. „ uniformes adequados e completos em número suficiente para troca diária. Além disso. amuletos. g) manter a higiene adequada das mãos. „ instalações adequadas para que possam ser guardadas roupas e pertences. „ Ele pode ser motivo da contaminação. „ A utilização de máscaras na manipulação dos alimentos não é recomendada como um mecanismo de prevenção da contaminação dos alimentos. „ Os uniformes devem ser mantidos limpos e trocados diariamente. „ sanitários e chuveiros em condições adequadas de funcionamento e limpeza. O Patrão deve garantir: „ que o manipulador com diarréia. colares. d) evitar bigodes e costeletas. 29 . inclusive. manchas. brincos e. c) saboneteiras específicas para sabão líquido. tosse. fitinhas. correntes. „ Os cabelos devem ser mantidos totalmente cobertos e protegidos através de touca. o uso de acessórios ou adereços. agregando as fibras e permitindo a passagem de grande quantidade de microrganismos. f) não aplicar maquiagem em excesso. resfriado. relógios. tais como anéis. sabão e papel toalha para a lavagem adequada das mãos. „ exames médicos admissionais e periódicos. „ pias com água. b) água corrente. pulseiras. e) conservar as unhas curtas.

Promover a desinsetização a cada dois meses e a desratização periódica. „ Provar alimentos com talheres e voltar a colocar o talher dentro da panela. cantar ou assobiar sobre os alimentos. deve-se proceder a uma lavagem terminal do ambiente. cobrir a boca e o nariz. „ Deixar roupas e sapatos espalhados na área de produção. 9 retirar o detergente usando rodo exclusivo para este fim. Os ralos devem ser limpos diariamente. iniciando a limpeza pelo teto.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Não são permitidas as condutas abaixo nas áreas de preparo dos alimentos por representarem riscos de contaminação alimentar: „ Falar. lavados com água e detergente e enxagüados com hipoclorito de sódio a 200 ppm. devendo ser realizadas outras análises de acordo com avaliação médica. Semanalmente. 9 lavar e desinfetar o rodo utilizado. Limpar a coifa semanalmente. „ Fumar no local de preparo dos alimentos. panos de pratos. panos de copa. „ O controle de saúde dos funcionários deve ser comprovado com os respectivos laudos médicos da unidade de saúde. „ Espirrar ou tossir sobre os alimentos: 9 ao tossir ou espirrar. „ Manipular dinheiro durante o preparo dos alimentos. Pisos e rodapés devem ser lavados diariamente com água e detergente neutro e em seguida realizado desinfecção com hipoclorito de sódio a 200 ppm. acompanhados das seguintes análises laboratoriais: hemograma. „ Enxugar as mãos no avental ou em panos. enxagüe e desinfecção (ver capítulo “Higienização Hospitalar”). „ „ „ „ „ „ „ 30 . seguido das paredes e por último do piso. Controle de saúde dos manipuladores „ A Vigilância Sanitária exige que os funcionários não sejam portadores aparente ou inaparente de doenças infecciosas ou parasitárias. „ Usar unhas pintadas e compridas. „ Experimentar a comida nas mãos ou com os dedos. É proibido varrer a seco os pisos das áreas de manipulação e processamento dos alimentos. „ Fazer serviço de limpeza e manipular os alimentos ao mesmo tempo. „ Fazer uso de utensílios sujos. Bancadas e mesas de apoio devem ser lavadas diariamente através da seguinte técnica: 9 lavar com água e detergente neutro. dor de garganta ou gripe. „ Assoar o nariz. guardanapos. se possível com papel toalha descartável e depois lavar imediatamente as mãos. o funcionário deve afastar-se do produto. „ Por os dedos no nariz. finalizando com hipoclorito de sódio a 200 ppm. coprocultura e VDRL. Para manutenção da higiene ambiental é necessário seguir rigorosamente os critérios e a freqüência dos procedimentos estabelecidos. recolhendo-se os resíduos acumulados. „ Enxugar o suor com as mãos. Impedir a presença de animais domésticos no setor de nutrição e dietética. aventais ou qualquer outra peça da vestimenta: 9 o suor deve ser enxugado com papel toalha descartável e a seguir deve-se lavar imediatamente as mãos. diarréia. tosse. ouvidos ou cabelos enquanto se prepara os alimentos. 9 enxagüar. sendo obrigatória a realização de exames médicos admissionais e periódicos. na boca. 9 aplicar hipoclorito de sódio a 200 ppm (tabela 1). „ Trabalhar diretamente com alimentos quando apresentar qualquer um dos seguintes sintomas: lesões ou infecções na pele. 9 deixar secar naturalmente. HIGIENE AMBIENTAL „ „ „ A higiene do setor de nutrição e dietética deve ser mantida através de adequadas técnicas de limpeza. coproparasitológico.

macaxeira.) podem ser higienizadas em água potável.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Lixo „ A área do lixo deve estar localizada em área externa. HIGIENE DOS ALIMENTOS Limpeza e desinfecção de hortifrutigranjeiros: „ Fazer a limpeza e desinfecção das bancadas. batatas. cuidando para que fique totalmente imerso. insetos e roedores. máquinas de moer. um a um. revestindo de saco plástico e sempre tampado para evitar moscas. folha a folha. beterraba. „ Manipular os alimentos somente quando absolutamente necessário. 5. liqüidificadores. De forma a minimizar o perigo de contaminação. abacate. „ As verduras. „ Remover o lixo diariamente em recipientes fechados e tampados „ Mantenha o lixo em recipiente limpo. „ Enxagüar em água corrente tratada. cubas. „ Frutas e legumes cujas cascas não são consumidas (banana. folhas. panelas. Guardar em local limpo e seco. „ Os alimentos crus de origem animal também devem ter seu local ou horário determinado. Lavar com água e detergente. Manipulação „ Evitar muita manipulação e prepare o mais rápido possível os alimentos. „ Lavar em jato de água corrente. Enxagüar em água corrente até remoção total do detergente e demais resíduos. „ Colocar os alimentos em uma vasilha com solução de hipoclorito de sódio a 200 ppm (tabela 1). para evitar presença de ratos e baratas. sugere-se. Mergulhar os utensílios em uma vasilha com solução de hipoclorito de sódio a 200 ppm (tabela 1) por 15 minutos. 2. vasilhas. dispensando o uso da solução clorada a 200 ppm. pegadores. verduras e legumes. As partes dos equipamentos e utensílios que entram em contato com os alimentos não devem ser tocadas. Retirar os utensílios do recipiente e deixar secar naturalmente (não utilizar panos para secagem). pertencentes à área específica para o preparo destes gêneros „ Escolher uma a uma as frutas. „ Retire o lixo toda vez que achar necessário. para evitar a contaminação cruzada. através da técnica abaixo descrita: Retirar o excesso de sujidades.) devem ser sempre lavados e desinfetados após o uso. „ Ovos e sacos de leite devem ser lavados antes de serem usados. HIGIENE DOS UTENSÍLIOS „ 1. etc. laranja. 31 . baratas e ratos. 4. „ A solução clorada deve ser trocada a cada lote imerso. etc. pinças. limão . Usar sempre garfos. etc. de uso exclusivo para este fim. Os utensílios (facas. para minimizar o gosto de cloro resultante da desinfecção. 3. Não deixe o lixo permanecer à noite no interior do estabelecimento. para os vegetais folhosos. frutas e legumes. retirando as partes estragadas. removendo com as mãos sujidades. aguardar 15 minutos. 6. „ Desfolhar as verduras. etc. por 5 minutos. uma a uma. legumes e frutas devem ser lavados e desinfetados em local ou horário diferente do preparo dos demais alimentos. retirando as estragadas. garfos. protegido contra poeira. a imersão em vinagre a 2%.

• Utilizar somente água tratada ou fervida no preparo das fórmulas enterais.000 ppm). quatro horas antes do uso ou com refrigerar imediatamente a 4o C e usar dentro de 24 horas após o preparo. • O forno de microondas não deve ser usado devido à desnaturação proteica pelo calor. • Preparar. incluem-se alguns cuidados especiais: • Presença de sala de preparo exclusiva. • O sistema de infusão deve ser trocado a cada 24 horas. • Para infusão no paciente a dieta só pode permanecer por quatro horas à temperatura ambiente. A validade da solução após o preparo é de 24 horas (devido à volatilização do cloro e pela ação inativadora exercida pela luz solar). • O acesso de pessoas às áreas de manipulação da nutrição enteral deve ser restrito ao pessoal diretamente envolvido. • É proibido o congelamento de fórmulas. • O uniforme usado na sala de manipulação deve ser substituído a cada sessão de trabalho e os funcionários devem usar máscaras além da paramentação já descrita para os funcionários do setor de nutrição e dietética. • Utilizar frascos descartáveis para o acondicionamento da dieta enteral. TABELA 1 – DILUIÇÃO DO HIPOCLORITO DE SÓDIO PARA DESINFECÇÃO DE UTENSÍLIOS. 32 . Além de todos os cuidados supracitados no preparo das dietas de modo geral.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NUTRIÇÃO ENTERAL „ „ As normas que regulamentam a Terapia de Nutrição Enteral encontram-se descritas na Resolução ANVISA/MS-RDC no 63 de 06/07/2000. no máximo. • A autoclavação terminal da fórmula é proibida pelo risco de alterar a dieta. SUPERFÍCIES E ALIMENTOS 200 ppm HIPOCLORITO 1% ÁGUA TOTAL 1 ml 49 ml 50 ml 2 ml 98 ml 100 ml 4 ml 196 200 ml 10 ml 490 ml 500 ml 20 ml 980 ml 1 litro 40 ml 1960 ml 2 litros 100 ml 4900 ml 5 litros • • A solução de hipoclorito normalmente disponível para uso hospitalar é a 1% (10.

9 Degelo do equipamento 9 Higienização 9 Higienização 9 9 9 Bancadas. pisos. paredes.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS TABELA 2 – LIMPEZA DO AMBIENTE INANIMADO O quê Geladeiras Quando Diário Com o quê Hipoclorito de sódio(200 ppm) Como 9 Organização dos produtos. 9 Remoção de sujidades das prateleiras. ralos Diário Água e detergente líquido + Hipoclorito de sódio (200 ppm) 9 9 Pratos e talheres de pacientes Após o uso Água e detergente líquido + Hipoclorito de sódio (200 ppm) 9 9 Freezer e congelador Quinzenal Detergente líquido neutro + Hipoclorito de sódio(200 ppm) Detergente líquido neutro + Hipoclorito de sódio(200 ppm) Solução desincrostante + Hipoclorito de sódio(200 ppm) Água e detergente líquido + Hipoclorito de sódio (200 ppm) Carros-prateleiras Diário Semanal Utensílios Após o uso Desincrustação de sujidades mais pesadas Lavar e enxagüar com água corrente Imergir em solução clorada por 15 minutos Lavar e enxagüar em água corrente Banhar em solução clorada por 15 minutos Lavar e enxagüar com água corrente Imergir em solução clorada por 15 minutos 33 . 9 Pano embebido em solução de hipoclorito de sódio 9 Remoção dos produtos.

líquor. Menos grave: lesão superficial. líquido amniótico. fezes. urina. qualquer fluido orgânico que contenha sangue. saliva.3% após exposição percutânea e de 0. líquido sinovial e saliva (quando em ambiente odontológico) são materiais geralmente considerados de baixo risco para a transmissão do HIV. „ Exposição a estes materiais potencialmente infectantes devem ser avaliados de forma individual.500 cópias/mL apresentam um risco muito reduzido de transmissão do HIV. pleural. „ O profissional exposto deve realizar o anti-HIV no momento do acidente. (2) Considerar uso de profilaxia com 2 drogas em locais com alta prevalência de indivíduos HIV positivos ou história epidemiológica para HIV ou outras DST.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ACIDENTES OCUPACIONAIS COM FLUIDOS ORGÂNICOS TRANSMISSÃO OCUPACIONAL DO VÍRUS DA IMUNODEFICIÊNCIA HUMANA (HIV) „ O risco médio de se adquirir o HIV é de aproximadamente 0. Grande volume: contato prolongado ou grande quantidade de material biológico de risco. se negativo. secreção vaginal. 3 drogas: AZT + 3TC + nelfinavir ou indinavir por 30 dias 2 drogas: AZT + 3TC por 30 dias 34 . „ A quimioprofilaxia deve ser iniciada no máximo em 72 horas.09% após exposição mucocutânea. „ Líquidos de serosas (peritoneal. sêmen e tecidos são materiais biológicos envolvidos na transmissão do HIV. „ Sangue. pericárdico). a não ser que os mesmos estejam contaminados com sangue. „ Líquidos biológicos sem risco de transmissão ocupacional do HIV: suor. lesão profunda. agulha sem lúmen. Mais grave: Agulhas de grosso calibre e grande lúmen. sangue visível no objeto contaminante ou agulha usada recentemente em artéria ou veia do paciente fonte. repetir com 6 e 12 semanas e após 6 meses. lágrima. HIV positivo assintomático ou 1 carga viral baixa HIV positivo sintomático ou 1 carga viral alta Fonte ou sorologia HIV desconhecidos Em geral não se recomenda2 Em geral não se recomenda2 HIV negativo Mais grave 3 drogas Mais grave 3 drogas Não se recomenda Menos grave 2 drogas Menos grave 3 drogas Não se recomenda Grande volume 2 drogas Grande volume 3 drogas Pequeno volume 2 drogas Pequeno volume 2 drogas Exposição percutânea Exposição de mucosas e pele (1) Estudos sobre exposição sexual e transmissão vertical sugerem que indivíduos com carga viral menor que 1. Pequeno volume: poucas gotas de material biológico de risco.

paracetamol (↑ 3x/dia pigmentação ungueal e de níveis séricos do AZT). neutropenia. Comprimido e pancreatite. hipercolesterolemia. Zalcitabina (potencial antagonismo) . fenobarbital. exantema Não há necessidade de ajuste de dose. 35 . café ou chá. cefaléia. midazolam ou triazolam. hiperglicemia e diabetes. suco. hiperglicemia e diabetes. cefaléia. diarréia. suco ou café com leite desnatado e açúcar. dapsona. como torradas com geléia. com estômago vazio ou com alimentos com baixo teor de gordura*. vômitos. dor abdominal. aumento de triglicerídeos. Evitar uso concomitante. citostáticos. alteração das provas toxicidade do AZT. Cetoconazol e itraconazol ( ↑ níveis séricos de indinavir). * leite desnatado. Evitar 150mg uso concomitante Dose: 150mg 2x/dia INDINAVIR (IDV) Cápsula 400 mg Dose: 800mg 8/8h. flatulência. hematúria. astemizol. distúrbios do paladar. cisaprida. Estavudina e ribavirina ( potencial para redução da atividade antirretroviral). exantema. terfenadina. Usar método contraceptivo alternativo ou adicional. O indinavir não deve ser co-administrado com: rifampicina. terfenadina. sulfadiazina (↑ risco de Cápsula 100mg náuseas. insônia Probenecida. trombocitopenia. fluconazol. mal. dor muscular. Monitorar anemia Dose: 300mg estar geral.5 litros ou mais de líquidos para evitar aparecimento de nefrolitíase) NELFINAVIR (NFV) Comprimido 250mg Dose: 750mg 3x/dia.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Medicamentos utilizados na quimioprofilaxia após exposição ocupacional Medicamento Efeitos Adversos Interações Dose ZIDOVUDINA Anemia. Diarréia (efeito mais freqüente). ergotamina. astenia. fraqueza. pirimetamina. astemizol. Etinilestradiol e noretindrona (↓ níveis séricos dos hormônios). carbamazepina. pele e boca secas. diidroergotamina. cisaprida. astenia.toxicidade hematológica). insônia. fenitoína. ou com alimentos leves. miopatia e neutropenia. midazolam ou triazolam. aumento de triglicerídeos. SMX-TMP. Bloqueadores de cálcio ( possibilidade de aumento dos níveis séricos dos bloqueadores). (AZT) leucopenia. com alimento Nefrolítiase. Considerar a redução da dose do indinavir para 600mg 8/8h ) O nelfinavir não deve ser co-administrado com: rifampicina. Monitorar toxicidade. plaquetopenia. hepáticas. hepatite. LAMIVUDINA Pancreatite. dor SMX-TMP (↑ biodisponibilidade de 3TC). Monitorar mucosas. náusea. (ingerir diariamente 1. hiperbilirrubinemia indireta assintomática. hipercolesterolemia. náuseas. 2x/dia ou 200mg (dor muscular). fadiga. náusea. ergotamina e diidroergotamina. vômitos. (3TC) abdominal. ou ainda leite desnatado com sucrilhos e açúcar.

esquemas alternativos de antirretrovirais podem ser necessários e deverão ser discutidos na tentativa de se manter a quimioprofilaxia durante as 4 semanas. Além disso. h. se resolvem com a suspensão das medicações. O profissional de saúde deve ser orientado para respeitar rigorosamente as doses. por exemplo). e. os intervalos de uso e a duração do tratamento. assim como também pode ser administrada concomitantemente a outras vacinas. Mesmo os efeitos colaterais mais graves. exames laboratoriais (hemograma completo. o mesmo deve ser avaliado quanto a presença de cristalúria e hematúria. mas usualmente leves e transitórios. i. o fornecimento dos medicamentos antirretrovirais deve ser. „ Assim. „ Nos pacientes em uso de inibidor de protease. as infecções pelo VHB que ocorrem em profissionais de saúde sem história de exposição nãoocupacional ou lesões percutâneas ocupacionais podem ter resultado de exposição direta ou indireta com sangue ou fluidos corporais que inocularam o VHB em escoriações. TGP. na segunda semana da quimioprofilaxia. 36 . c. d. o profissional deve ser reavaliado para adequação do esquema terapêutico. não é necessária a interrupção da profilaxia. podendo ser necessária a utilização de medicações sintomáticas (como antieméticos ou antidiarreicos. f. Vacina contra a hepatite B a. esta deve ser administrada quando conveniente. a monitoração deve incluir também exames de glicemia de jejum. preferencialmente. As pessoas que não respondem a um esquema de vacinação completo (isto é. „ Com o objetivo de avaliar a adesão. desde que em locais diferentes (a vacina deve sempre ser administrada em um músculo deltóide). Na maioria das vezes. b. uréia e creatinina) deverão ser realizados para avaliação de efeitos adversos. „ Os efeitos colaterais da utilização das medicações antirretrovirais são freqüentes. Nessa reavaliação. g. Se a vacinação for interrompida após a primeira dose. o acompanhamento clínico deverá ser realizado semanalmente para avaliação de sinais de intolerância medicamentosa. Se faltar apenas a terceira dose para completar a vacinação. a segunda dose deve ser administrada tão logo possível. a cada 7 dias. Pode ser administrada em gestantes e nutrizes. As pessoas que não respondem a uma segunda série de 3 doses de vacina devem ser particularmente orientadas quanto ao risco de adquirirem a hepatite B através de acidentes ocupacionais com sangue. A segunda e a terceira dose são administradas com um intervalo de 5 meses. queimaduras ou outras lesões cutâneas ou nas mucosas. Estas pessoas têm uma chance entre 30-50% de responder à este segundo esquema vacinal de 3 doses.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Monitoramento e Manejo da Toxicidade da Profilaxia Pós-Exposição „ Em acidentes em que a quimioprofilaxia antirretroviral foi iniciada. „ A maioria dos outros fluidos orgânicos não são veículos eficientes de transmissão por conterem baixas quantidades do HBV. geralmente. além de anemia hemolítica e hepatite. Pode ser administrada concomitantemente à HBIG. „ Caso o profissional esteja recebendo indinavir. pessoas com uma dosagem no soro de anti-HBs de 10 mUI/mL ou mais). Não se recomendam doses de reforço em pacientes com resposta satisfatória à vacinação (isto é. aquelas com uma dosagem no soro de anti-HBs menor que 10 mUI/mL) devem ser revacinadas com um segundo esquema completo de 3 doses. „ O vírus da hepatite B sobrevive no sangue ressecado sobre as superfícies à temperatura ambiente por no mínimo 1 semana. TGO. Na presença de intolerância medicamentosa. TRANSMISSÃO OCUPACIONAL DO VÍRUS DA HEPATITE B (VHB) „ O sangue contém a maior quantidade do VHB entre todos os fluidos corporais e é o veículo mais importante de transmissão no ambiente hospitalar. Esses exames deverão ser colhidos no momento do acidente e para o seguimento.

É preparada a partir de plasma humano no qual foram feitos testes para o VHB. b. pacientes provenientes de prisões. ela deve ser administrada tão logo possível após o acidente. Quando a HBIG for indicada. duas doses de HBIG são preferidas. dividir a aplicação em duas áreas diferentes. história prévia de doenças sexualmente transmissíveis.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Imunoglobulina humana anti-hepatite B (HBIG) a. contactantes domiciliares e sexuais de portadores de AgHBs positivo. Se a dose a ser utilizada ultrapassar 5ml. pacientes em programas de diálise. A opção de dar uma dose de HBIG e reiniciar a série vacinal é preferida para pacientes sem resposta à vacina que não completaram uma segunda série vacinal com 3 doses. A gamaglobulina hiperimune deve ser aplicada por via intramuscular na dose de 0. tratar como se fonte AgHBs positivo Testar o profissional de saúde para anti-HBs: Se resposta vacinal adequada: Nenhuma profilaxia Se resposta vacinal inadequada: HBIG + iniciar revacinação contra hepatite B 2 ou HBIG 2 doses • Resposta desconhecida vacinal Nenhuma profilaxia # Os materiais biológicos com risco de transmissão do vírus da hepatite B são os mesmos descritos anteriormente para o HIV. ## Pessoas que previamente já tiveram hepatite B são imunes à reinfecção e não necessitam de profilaxia pós-exposição. Além disso. # Profissional Saúde exposto## de AgHBs positivo Paciente-fonte AgHBs negativo AgHBs desconhecido ou não testado Não Vacinado 1 HBIG + iniciar vacinação Iniciar vacinação Iniciar vacinação Previamente vacinado • • Com resposta vacinal conhecida e adequada Sem resposta vacinal Nenhuma profilaxia Nenhuma profilaxia Nenhuma profilaxia 3 HBIG + iniciar revacinação contra hepatite B 2 ou HBIG 2 doses Testar o profissional de saúde para anti-HBs: Se resposta vacinal adequada: Nenhuma profilaxia Se resposta vacinal inadequada: HBIG + iniciar revacinação contra hepatite B 2 ou HBIG 2 doses Nenhuma profilaxia Se fonte de alto risco . Pacientes expostos que estão em processo de vacinação devem completar o esquema como programado e receber HBIG conforme indicado. Maior eficácia na profilaxia é obtida com uso precoce da HBIG (dentro de 24 à 48 horas após o acidente). instituições de atendimento a pacientes com deficiência mental. Para pessoas que completaram esta segunda série vacinal mas não obtiveram resposta adequada. 2. Recomendações para profilaxia de hepatite B após exposição ocupacional a material biológico. heterossexuais promíscuos. homossexuais e bissexuais masculinos. 1. o VHC e o HIV. Alto risco: usuários de drogas injetáveis. Não há benefício comprovado na utilização da HBIG após 1 semana do acidente. pacientes provenientes de áreas geográficas de alta endemicidade para hepatite B. 37 . c. o processo usado para preparar a HBIG inativa e elimina o HIV e o VHC. sendo a primeira dose logo após o acidente e a segunda dose 1 mês depois.06ml/kg de peso corporal. d. 3.

1. solicite nova sorologia após 1. 3. especialmente. 4. Nas outras situações. se positivo. „ A transmissão raramente ocorre com a exposição de mucosas ao sangue e nenhuma transmissão foi documentada pela exposição ao sangue da pele intacta ou não. deverá ser esclarecido que este resultado não se deve ao acidente e encaminhado para acompanhamento médico específico 9 o profissional deve ser acompanhado por um ano. 3 e 6 meses 9 um profissional de saúde com teste anti-HIV reativo.8%. encaminhe ao especialista para acompanhamento 9 solicite anti-HBs logo após o acidente. Para o funcionário exposto. se positivo não há necessidade de acompanhamento adicional. O teste rápido para o HIV é particularmente útil nestas situações e tem aprovação do FDA. monitorar TGO e TGP. o profissional deverá ser esclarecido que este resultado não se deve ao acidente e encaminhar para acompanhamento médico específico 9 Caso o profissional de saúde tenha utilizado gamaglobulina hiperimune no momento do acidente. anti-VHC e antiHIV). se o profissional apresentar soroconversão. VHB e VHC. recomendações para a conduta frente aos acidentes ocupacionais limitam-se à identificação precoce da doença hepática crônica. siga as recomendações abaixo: 9 realize teste rápido para HIV ou solicite anti-HIV logo após o acidente. „ Na ausência de profilaxia pós-exposição para o VHC. se negativo. 2. o vírus da hepatite B (VHB) e o vírus da hepatite C (VHC). para qual existe tratamento. Resultados repetidamente positivos devem ser considerados altamente sugestivos de infecção pelo HIV. 5. Exposição em mucosas – lavar copiosamente com água ou soro fisiológico. 3 e 6 meses da exposição. 3 e 6 meses da exposição. a realização da sorologia anti-HBs só deve ser realizada após 12 meses do acidente. 38 . no momento do acidente. A pessoa cujo sangue ou fluido corporal é a fonte de uma exposição ocupacional deve ser testada para infecção pelos vírus da hepatite B. „ Para pessoas que apresentem soroconversão para hepatite C. solicite novamente este exame após a série completa de vacinação para hepatite B 9 solicite AgHBs para o profissional logo após o acidente e após 1. enquanto que resultados negativos é um excelente indicador da ausência da infecção. se negativo (< 10 mUI/mL). da hepatite C e infecção pelo HIV (solicitar AgHBs. O acompanhamento sorológico é desnecessário quando o paciente fonte é conhecido e tem sorologia negativa para HIV. Lavar com água e sabão em caso de exposição percutânea.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS TRANSMISSÃO OCUPACIONAL DO VÍRUS DA HEPATITE C (VHC) „ O VHC não é eficientemente transmitido através de exposições ocupacionais ao sangue: a incidência da soroconversão em um profissional de saúde após um exposição percutânea acidental a partir de uma fonte anti-VHC positiva é de 1. Soluções antissépticas não apresentam eficácia superior ao sabão neutro. nas seguintes condições: sintomas de possível infecção aguda pelo HIV durante os primeiros 6 meses de acompanhamento após o acidente. uma história clínica prévia sugerindo uma deficiência de resposta imune e a exposição ocupacional simultânea ao vírus da hepatite C. CONDUTA FRENTE UM ACIDENTE OCUPACIONAL COM MATERIAL BIOLÓGICO „ Os vírus mais comumente envolvidos nestes acidentes são o vírus da imunodeficiência humana (HIV). 9 solicite anti-VHC para o profissional logo após o acidente e após 1.

O profissional exposto exposto ao HIV deve manter abstinência sexual durante todo o período de acompanhamento ou usar preservativos (masculino ou feminino) para prevenir uma potencial transmissão sexual para o parceiro. d. órgãos ou sêmen durante o período de acompanhamento. ACONSELHAMENTO PARA O PROFISSIONAL EXPOSTO À HEPATITE VIRAL a. No caso de mulheres em amamentação. 39 . que. As atividades do profissional não precisam ser modificadas. a descontinuação do aleitamento deve ser considerada. plasma. c. e. d. Se o profissional acidentado for uma mulher em amamentação. faringite e erupção cutânea maculo-papular-eritematosa (síndrome de mononucleosesímile). Abster-se de doação de sangue. Evitar gravidez. o aleitamento não necessita ser descontinuado. órgãos ou sêmen. Os profissionais expostos a sangue contaminado com o vírus da hepatite B ou C deve evitar doação de sangue. ocorrem de 3 a 4 semanas após a contaminação e incluem febre. plasma. c. b. usualmente. b.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ACONSELHAMENTO PARA O PROFISSIONAL EXPOSTO AO HIV a. principalmente nas exposições de alto risco. Essa sintomatologia está presente em cerca de 80% dos profissionais que soroconvertem. adenopatias. Não é necessário modificar práticas sexuais ou evitar a concepção. Deverá ser realizada avaliação clínica com o objetivo de detectar sinais e sintomas de infeção aguda pelo HIV.

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PREVENÇÃO DE PNEUMONIA NOSOCOMIAL
I. Educação dos profissionais de saúde
A. Educar os profissionais de saúde a respeito da epidemiologia e dos procedimentos para controle das infecções hospitalares.

II. Interrupção da transmissão de microrganismos
A. Esterilização ou desinfecção e manutenção de equipamentos e dispositivos 1. Medidas gerais a. Limpar completamente os equipamentos e dispositivos que serão esterilizados ou desinfetados. b. Sempre que possível, utilizar esterilização a vapor (autoclave) para o reprocessamento de equipamentos e dispositivos semicríticos (itens que entram em contato direto ou indireto com as membranas mucosas do trato respiratório inferior) que não sejam sensíveis ao calor. c. Quando o enxagüe for necessário após a desinfecção química de equipamentos e dispositivos semicríticos reutilizáveis, use água estéril ou pasteurizada ao invés de água destilada não estéril. 2. Ventilador mecânico, circuitos respiratórios, umidificadores, e nebulizadores a. Ventiladores mecânicos (1) Não realizar esterilização ou desinfecção da maquinaria interna dos ventiladores mecânicos. b. Circuitos respiratórios com umidificadores (1) Não trocar rotineiramente, com base no tempo de uso, os circuitos do ventilador que se encontram em uso em um determinado paciente. Trocar estes circuitos quando os mesmos estiverem visivelmente contaminados ou com mal funcionamento mecânico. (2) Esterilizar ou submeter a desinfecção de alto nível os umidificadores entre o uso por pacientes diferentes. (3) Drenar e descartar periodicamente qualquer condensado que se coletar nos circuitos, tomando precauções para evitar que o condensado drene para o paciente. Descontaminar as mãos com água e sabão ou outro agente antisséptico após realizar este procedimento ou manipular o fluido. (4) Não há recomendações sobre a colocação de um filtro na terminação distal da fase expiratória do circuito respiratório para coletar o condensado (item não resolvido). (5) Não colocar filtros bacterianos entre o umidificador e a fase inspiratória do circuito respiratório. c. Fluido do umidificador (1) Usar água estéril ou pasteurizada para preencher os umidificadores. 3. Umidificadores de parede a. Entre pacientes diferentes, trocar o circuito, incluindo cateteres nasais ou máscaras faciais, usadas para fornecer oxigênio canalizado. 4. Nebulizadores de pequeno volume para medicações a. Entre diferentes usos no mesmo paciente, desinfetar e enxagüar com água estéril ou pasteurizada. b. Usar fluidos estéreis como diluente na nebulização, colocando-os de forma asséptica no nebulizador. 5. Outros dispositivos usados na terapia respiratória a. Esterilizar ou submeter a desinfecção de alto nível bolsas de ressuscitação (Ambu), ventilômetros portáteis, oxímetros e outros dispositivos respiratórios usados em múltiplos pacientes. B. Interrupção da transmissão pessoa-a-pessoa de bactérias 1. Precauções padrão a. Higiene das mãos (1) Descontaminar as mãos com água e sabão ou com outro agente antisséptico após contato com membranas mucosas, secreções respiratórias ou objetos contaminados com secreções respiratórias, independentemente de usar luvas ou não.

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b. Luvas (1) Usar luvas para manusear secreções respiratórias ou objetos contaminados com secreções respiratórias de qualquer paciente. (2) Trocar as luvas e descontaminar as mãos, como supracitado, entre contatos com pacientes diferentes, após manipular secreções respiratórias ou objetos contaminados com as mesmas e entre contatos com uma área corporal contaminada e o trato respiratório ou dispositivos respiratórios do mesmo paciente. c. Quando a contaminação com secreções respiratórias de um paciente for previsível, usar capote e trocá-lo após ocorrer a contaminação e também antes de atender a outro paciente. 2. Cuidados com pacientes com traqueostomia a. Realizar a traqueostomia com técnica cirúrgica asséptica. b. Ao trocar a cânula de traqueostomia, usar técnica asséptica e substituir a cânula por outra submetida a esterilização ou desinfeção de alto nível. c. Não há recomendações quanto à aplicação diária de antimicrobianos tópicos na traqueostomia (item não resolvido). 3. Aspiração de secreções respiratórias a. Não há recomendações quanto a usar luvas estéreis ou apenas limpas ao realizar a aspiração endotraqueal ou traqueal (item não resolvido). b. O cateter para aspiração deve ser de uso único e estéril. c. Usar apenas fluidos estéreis para remover secreções do cateter de aspiração caso o cateter for reinserido no trato respiratório baixo do paciente.

III.

Modificando fatores de risco do hospedeiro para infecção
A. Medidas para aumentar as defesas do hospedeiro contra a infecção 1. Administração de imunomoduladores a. Vacinar pacientes sob alto risco para infecções pneumocócicas graves com a vacina antipneumocócica. Estes pacientes incluem pessoas com mais de 65 anos, pessoas com doenças cardiovasculares crônicas, doenças pulmonares crônicas, diabetes mellitus, etilistas, doença hepática crônica, fístulas liqüórica, asplenia funcional ou anatômica, pacientes com infecção por HIV, leucemia, linfoma, mieloma múltiplo, neoplasia generalizada, insuficiência renal crônica, síndrome nefrótica, receptores de transplante de órgãos sólidos, pessoas em uso de quimioterapia imunossupressora, corticoesteróides sistêmicos e pessoas em asilos. B. Precauções para a prevenção de aspiração 1. Remover dispositivos tais como tubos endotraqueais, cânulas de traqueostomia e/ou sondas oro ou nasogástricas ou jejunais e descontinuar a alimentação por sonda enteral tão logo as indicações clínicas para os mesmos tenham se resolvido. 2. Prevenção de aspiração associada com a intubação endotraqueal a. Tanto quanto possível, a não ser que haja contraindicações médicas, utilizar ventilação mecânica não invasiva ao invés de realizar a intubação endotraqueal. b. Tanto quanto possível, evitar submeter pacientes que receberam ventilação mecânica assistida a intubações endotraqueais repetidas. c. Realizar intubação orotraqueal ao invés de nasotraqueal, a não ser que contraindicado pelas condições do paciente. d. Usar preferencialmente, se possível, tubo endotraqueal com lúmem dorsal acima do cuff que permita a drenagem por aspiração contínua das secreções traqueais que se acumulam na área subglótica do paciente. e. Antes de desinsuflar o cuff de um tubo endotraqueal durante a remoção do tubo, certificarse que as secreções acima do cuff sejam aspiradas. 3. Prevenção de aspiração associada com alimentação enteral a. Se não houver contraindicações médicas, elevar a cabeceira a 30 a 40° em pacientes com alto risco para pneumonia aspirativa, como, por exemplo, pessoas recebendo ventilação mecânica e/ou com sondas enterais. b. Verificar rotineiramente o posicionamento da sonda enteral. c. Avaliar rotineiramente a motilidade intestinal do paciente (por exemplo, auscultando o peristaltismo intestinal e medindo o débito gástrico) e ajustar a velocidade e volume da dieta enteral para evitar regurgitação. d. Não há recomendações quanto a se administrar preferencialmente dieta enteral de forma contínua ou intermitente (item não resolvido). 41

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e. Não há recomendações quanto ao posicionamento preferencial da sonda enteral, como, por exemplo, sondas jejunais distais ao piloro (item não resolvido). 4. Prevenção da colonização gástrica a. Usar sucralfato, bloqueador H2 e/ou antiácidos intercambiavelmente para a profilaxia para a profilaxia de úlcera de estresse em pacientes sob ventilação mecânica. b. Não há recomendações para o uso de descontaminação do trato digestivo de pacientes críticos em ventilação mecânica para prevenção de pneumonia gram-negativa ou por Candida sp. (item não resolvido). c. Nenhuma recomendação quanto à acidificação da dieta enteral (item não resolvido). 5. Prevenção da pneumonia pós-operatória a. Orientar pré-operatoriamente os pacientes, especialmente aqueles em alto risco de adquirir pneumonia, em relação a inspirações profundas e deambulação precoce, assim que clinicamente indicado no pós-operatório. Pacientes sob alto risco incluem aqueles que se submeterão a cirurgia abdominal, torácica, de cabeça e pescoço ou que apresentam disfunção pulmonar importante, tal como pacientes com DPOC, anormalidades musculoesqueléticas da caixa torácica ou testes de função pulmonar anormal. b. Usar espirometria de incentivo no pós-operatório em pacientes em alto risco de desenvolver pneumonia. TÉCNICA DE ASPIRAÇÃO ENDO E NASOTRAQUEAL 1. Lavar as mãos. 2. Calçar as luvas. 3. Introduzir o cateter no tubo endotraqueal sem aspirar. 4. Realizar a aspiração com movimentos leves e circulares, aspirando intermitentemente. 5. Retirar o cateter e limpar a parte externa com gaze seca. 6. Introduzir o cateter no frasco de soro fisiológico e aspirá-lo para que seja lavado internamente. 7. Repetir este procedimento quantas vezes se fizer necessário, evitando traumatizar a mucosa. 8. Aspirar boca e nariz somente no final do procedimento, não retornando o mesmo cateter ao tubo endotraqueal. 9. Desprezar o cateter e as luvas. 10. Lavar as mãos. 11. Anotar o procedimento realizado, registrando a característica da secreção. 12. A mesma técnica deverá ser seguida para aspiração de traqueostomia. 13. O cateter de aspiração é de uso único. 14. Trocar o frasco de soro fisiológico a cada procedimento. 15. Manter a borracha de aspiração e o Ambu protegidos quando não estiverem sendo usados. 16. Desprezar o conteúdo do frasco de aspiração quando atingir 2/3 do volume total. 17. A borracha do sistema de aspiração e o frasco devem ser trocados e esterilizados em autoclave, após a alta do paciente. Lavar em água corrente sempre que acumular sujeira.

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Porém. Klebsiella. Enterococcus. respondendo por mais de 40% dos casos de infecção hospitalar. paciente agitado) tem sido associado com um risco aumentado de infecção do trato urinário. 2. A maioria destas infecções (66% a 86%) segue-se à instrumentação do trato urinário. Outra alternativa. reduzindo. Para aliviar obstrução do trato urinário. seu uso requer cuidados de enfermagem meticulosos para evitar complicações locais como maceração da pele ou fimose. As taxas de infecção variam amplamente. mas felizmente ocorre em menos que 1% de pacientes cateterizados. a qualidade dos cuidados com o cateter e da suscetibilidade do paciente. outros métodos de drenagem urinária existem como possíveis alternativas ao uso do cateter de uretral de demora. 2. para virtualmente 100% para pacientes com cateteres uretrais de demora com drenagem para sistema aberto com permanência maior que 4 dias. Geralmente considera-se como benignas as infecções de trato urinário associadas a cateter. de 1% a 5% após uma única cateterização breve. e Candida. Muitos destes microorganismos são parte da flora intestinal endógena do paciente. Embora as infecções do trato urinário associadas a cateter não possam ser prevenidas em sua totalidade. Embora dados preliminares sobre o risco de infecção sejam encorajadores. mas o risco ainda é significativo. Infecções do trato urinário associadas a cateter são causadas por uma variedade de patógenos. a infecção persiste e conduz a complicações tais como prostatite. Considerando que estes microorganismos não residem comumente na área de gastrointestinal. o benefício do cateter suprapúbico com respeito a controle de infecção não foi provado através de estudos clínicos controlados. cistite. Ocasionalmente. EPIDEMIOLOGIA O risco de adquirir uma infecção de trato urinário depende do método e duração da cateterização. mas eles também podem ser adquiridos através de contaminação secundária a partir de outros pacientes ou dos profissionais de saúde ou por exposição a soluções contaminadas ou equipamento não esterilizados. Para ajudar em cirurgias urológicas ou outras cirurgias em estruturas contíguas. a manipulação freqüente do sistema com preservativo (por exemplo. Tal infecção em pacientes saudáveis é freqüentemente assintomática e resolve-se espontaneamente com a remoção do cateter. Pseudomonas. inclusive Escherichia coli. a drenagem por punção suprapúbica. A drenagem através de preservativo pode ser útil para pacientes masculinos incontinentes sem obstrução urinária e com um reflexo miccional intacto. pielonefrite e bacteremia por bactéria gram-negativa. Além disso. Patógenos do trato urinário como Serratia marcescens e Pseudomonas cepacia têm significado epidemiológico especial. um grande número pode ser evitado através dos cuidados adequados com cateter de demora. 3. Para permitir a drenagem da urina em pacientes com disfunção neurogênica da bexiga e retenção urinária. „ Evitar a cateterização urinária: 1. 4. 43 . Enterobacter. Esta última complicação é muito séria. MEDIDAS DE CONTROLE „ Uma das medidas de controle de infecção do trato urinário mais importantes é restringir o uso de cateteres urinários a pacientes cuidadosamente selecionados. Como substituto para os cuidados de enfermagem no paciente incontinente. A adoção do sistema fechado de drenagem urinária reduziu notadamente o risco de adquirir uma infecção associada a cateter.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS PREVENÇÃO DE INFECÇÕES DO TRATO URINÁRIO INTRODUÇÃO O trato urinário é a topografia mais comum de infecção hospitalar. assim. é mais usada em serviços urológicos ou de ginecologia. uma vez que é associado com uma mortalidade significante. Como meio de obter urina para cultura ou outros testes diagnósticos quando o paciente pode urinar espontaneamente. principalmente cateterização urinária. a cateterização urinária é indicado: 1. o isolamento destes microrganismos de pacientes cateterizados sugere aquisição de uma fonte de exógena. Serratia. particularmente em pacientes de alto risco. Proteus. „ „ Em populações selecionadas. „ Geralmente. epididimite. o tamanho da população exposta ao risco. Para obter medidas precisas do débito urinário em pacientes criticamente enfermos.

Luvas. a aderência ao sistema de drenagem urinária contínua fechada estéril é a base de controle de infecção. Drenagem estéril fechada a. Só profissionais de saúde que dominam a técnica correta de inserção asséptica e de manutenção do cateter urinário devem manipular estes cateteres. gazes. 5. o sistema coletor deve ser trocado usando técnica asséptica após desinfecção da junção cateter-sistema de drenagem. Para pacientes selecionados. Só inserir cateteres urinários quando necessário e mantê-los apenas o tempo estritamente necessário. 3. é comumente empregada. 4. uma solução anti-séptica para a limpeza periuretral adequada e um frasco de uso único de lubrificante devem ser usados para a inserção. Inserir os cateteres usando técnica asséptica e equipamento estéril. Se acontecerem falhas na técnica asséptica. uma terceira alternativa. Uso do cateter a. Usar sempre sistema de drenagem contínua fechada estéril b. c. que seja compatível com uma boa drenagem. esta medida sozinha pode reduzir a taxa de infecção de um inevitável 100% quando drenagem aberta é empregada para menos de 25%. Os profissionais de saúde devem receber treinamento periódico sobre as técnicas corretas e potenciais complicações da cateterização urinária. Para cateterização de curto prazo. cateterização suprapúbica e cateterização uretral intermitente podem ser alternativas úteis à cateterização uretral de demora. Nunca desconectar o cateter do sistema de drenagem. b. Todas as outras intervenções podem ser vistas como medidas auxiliares. Fixar adequadamente os cateteres de demora após a inserção para prevenir movimentação e tração uretral. b. exceto nas situações de irrigação contínua abaixo descritas.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS „ „ Para certos tipos de pacientes com disfunção do esvaziamento vesical. a cateterização intermitente. Pessoal a. d. outros métodos de drenagem urinária como drenagem através de preservativo. b. como aqueles com lesão medular ou crianças com meningomielocele. RECOMENDAÇÕES PARA A PROFILAXIA DAS INFECÇÕES URINÁRIAS RELACIONADAS A CATETER 1. c. desconexão ou vazamento. Deve ser usado um cateter do menor diâmetro possível. Os mesmos não devem ser usados somente para a conveniência dos profissionais que prestam cuidado ao paciente. para minimizar trauma uretral. 44 . Para pacientes que requerem cateterização uretral de demora. Inserção de cateter a. Lavagem das mãos A lavagem das mãos deve ser feita imediatamente antes e após qualquer manipulação do local de inserção do cateter ou do sistema de drenagem. 2.

Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS 6. o cuidado meatal diário com qualquer um destes dois esquemas não pode ser endossado. substituídos. a terminação distal do cateter deve ser limpa com detergente líquido neutro e. como pode ocorrer devido ao sangramento após cirurgia prostática ou vesical). ou outras causas. atualmente. a irrigação contínua fechada deve ser usada. A junção cateter-sistema de drenagem deve ser desinfetada antes de desconexão. Irrigação a. Nestes casos. Assim. as bolsas coletoras devem sempre ser mantidas abaixo do nível da bexiga. Fluxo urinário a. Para aliviar obstrução devido a coágulos. b. é necessário obstruir o cateter temporariamente para coleção de espécime ou outros propósitos médicos). o cateter deve ser mudado caso seja provável que o próprio cateter está contribuindo para a obstrução. Para se manter livre fluxo da urina: i. cateteres funcionando mal ou obstruídos devem ser irrigados ou. b. Deve-se manter um fluxo urinário desobstruído (ocasionalmente. 9. 10. se necessário. A pessoa que executa a irrigação deve usar técnica asséptica. Monitoramento bacteriológico da urina O valor do monitoramento bacteriológico regular de pacientes cateterizados como uma medida de controle de infecção não foi estabelecido e não é recomendado. iv. Uma seringa de grande volume e uma solução irrigante estéreis devem ser usados e posteriormente descartados. então. realizada desinfecção para. iii. a bolsa de drenagem deve ser esvaziada regularmente usando um separado para cada paciente (a bolsa de drenagem e o recipiente coletor não-estéril nunca devem entrar em contato). Evitar irrigação a menos que obstrução já seja prevista (por exemplo. muco. aspirar a urina com uma seringa e agulha estéreis. d. posteriormente. ii. Para obter volumes maiores de urina para análises especiais devem ser colhidos assepticamente da bolsa de drenagem. Coleta de urina a. b. Se o cateter obstruir e só poder ser mantido pérvio através de irrigação freqüente. Para coleta de volumes pequenos de urina para exame. pode ser usado um método intermitente de irrigação. 12. 45 . Irrigação contínua da bexiga com antimicrobianos não se mostrou útil e não deve ser executada como uma medida de prevenção de infecção rotineira. c. 8. Intervalo de troca de cateter Os cateteres de demora não devem ser mudados a intervalos fixos arbitrários. 7. Cuidados com o meato uretral A antissepsia diária com solução de PVPI ou a limpeza com sabão e água não reduziram a infecção do trato urinário associada ao cateter em dois recentes estudos. Evitar dobras do cateter e do circuito coletor.

ƒ Lubrificar a sonda com vaselina ou glicerina estéril. ƒ Conectar a bolsa coletora na parte distal da sonda. com o prepúcio já retraído. ƒ Segurar a sonda firmemente e introduzi-la na uretra até o retorno da urina. Lavar as mãos e secar com papel toalha. Colocar adequadamente a comadre (no caso de paciente do sexo feminino). usando seringa estéril. ƒ Calçar as luvas de procedimento. ƒ Abrir a bandeja de cateterismo com técnica asséptica. e em movimentos circulares para pacientes do sexo masculino.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS TÉCNICA PARA SONDAGEM VESICAL DE DEMORA ƒ Preparar todo o material. ƒ Retirar as luvas e friccionar álcool glicerinado nas mãos. e em movimentos circulares para pacientes do sexo masculino. ƒ Retirar as luvas e friccionar álcool glicerinado nas mãos. ƒ Em pacientes do sexo masculino. Lavar a região perivaginal com água e sabão ou PVP-I degermante com movimentos contínuos de cima para baixo. e introduzir a sonda até o retorno da urina. ƒ Retirar cuidadosamente a sonda. ƒ Em pacientes do sexo masculino. Calçar as luvas de procedimento. retirar o prepúcio delicadamente e fazer a limpeza com movimentos circulares em toda a glande. segurar o corpo do pênis. elevando-o a um ângulo de aproximadamente 65º. ƒ Retirar todo o material utilizado. ƒ Calçar luvas estéreis. ƒ Fixar a bolsa coletora abaixo do nível da bexiga e acima do chão. Abrir a bandeja de cateterismo com técnica asséptica. ƒ Lavar as mãos e secar com papel toalha. ƒ Retirar as luvas. com o prepúcio já retraído. Posicionar o paciente e descobrir apenas a região genital do mesmo. segurar o corpo do pênis. TÉCNICA PARA A SONDAGEM VESICAL DE ALÍVIO Preparar todo o material. ƒ Lavar as mãos. ƒ Posicionar o paciente e descobrir apenas a região genital do mesmo. ƒ Colocar o campo estéril sobre a região genital do paciente. ƒ Insuflar o balonete com 15 ml de água destilada. friccionar álcool glicerinado e anotar no prontuário. ƒ Esperar a drenagem completa. ƒ Enxagüar com soro fisiológico ou água destilada. ƒ Em pacientes do sexo masculino. retirar o prepúcio delicadamente e fazer a limpeza com movimentos circulares em toda a glande. ƒ Segurar a sonda firmemente e introduzi-la na uretra até o retorno da urina. ƒ Colocar adequadamente a comadre (no caso de paciente do sexo feminino). ƒ Calçar luvas estéreis. tomando cuidado para não contaminá-las. ƒ Retirar as luvas. ƒ Enxagüar com soro fisiológico ou água destilada. ƒ Fixar a sonda e na parte interna-superior da coxa do paciente com esparadrapo. ƒ Medir o volume drenado. ƒ Lavar a região perivaginal com água e sabão ou PVP-I degermante com movimentos contínuos de cima para baixo. ƒ Fazer assepsia do meato uretral com PVP-I tópico: na direção da uretra para ânus em pacientes do sexo feminino. ƒ Lubrificar a sonda com vaselina ou glicerina estéril. ƒ Recolher todo o material. ƒ ƒ ƒ ƒ ƒ ƒ ƒ 46 . ƒ Colocar o campo estéril sobre a região genital do paciente. ƒ Fazer assepsia do meato uretral com PVP-I tópico: na direção da uretra para ânus em pacientes do sexo feminino. e introduzir a sonda até o retorno da urina. ƒ Em pacientes do sexo masculino. lavar as mãos e anotar no prontuário. elevando-o a um ângulo de aproximadamente 65º. segurar o corpo do pênis. segurar o corpo do pênis.

obesidade mórbida. uso de imunossupressores. tanto na sala operatória como no período peri-operatório. hospitais. um número crescente de condutas têm sido adotadas. „ A IFC. • Escamas de pele e fios de cabelos desprendem-se continuamente de nosso corpo e podem carrear microrganismos para o sítio cirúrgico. além do trato respiratório superior da equipe cirúrgica também são um reservatório potencial de microrganismos causadores de infecção da ferida operatória. Ela é uma das principais causas de morbidade e. A maioria dos microrganismos que chegam à incisão são levados pela equipe cirúrgica ou provém de alguma área do corpo do próprio paciente. EPIDEMIOLOGIA „ Quase todas as IFC são adquiridas durante o ato operatório. infecção em sítio remoto. doenças graves subjacentes. tamanho das mamas em cirurgias desta região. escore ASA (maior pontuação = maior risco). • Instrumental cirúrgico mal esterilizado é uma fonte grosseira de transmissão de infecção. Como Fatores de Risco para Infecção de Ferida Cirúrgica Associados ao Hospedeiro O médico Antes de internar No ambulatório Tratar infecção de sítio remoto O médico Antes da cirurgia e de preferência antes de internar No ambulatório Controle de fatores de risco associados O médico Antes da cirurgia e de preferência antes de internar No ambulatório 47 . procedimentos cirúrgicos e entre pacientes. • O meio ambiente da sala de cirurgia muito raramente pode ser responsabilizado como reservatórios de microrganismos causadores de infecção cirúrgica. má-nutrição. Assim. infecção de ferida limitar uso de cirúrgica corticóides. etc. doença maligna. pele e pêlos. A interação de diversas variáveis é que irá determinar sua ocorrência. diabetes mellitus. destes fatores de obesidade mórbida risco e a taxa de e desnutrição. o agente principal destas infecções). duplica o tempo e aumenta os custos da hospitalização em 2 a 4 vezes. PREVENÇÃO Preparo do Paciente Cirúrgico: Medidas Pré-Hospitalares O quê Menor duração possível da hospitalização préoperatória Quem Quando Onde Por que Relação direta Compensar o entre a duração da paciente e tratar internação prétodas as condições operatória e a taxa que possam ser de infecção de fatores de risco ferida cirúrgica Relação direta entre a presença de infecção remota e a taxa de infecção de ferida cirúrgica Compensar Relação direta situações como entre a presença diabetes. a epidemiologia da IFC está intimamente associada a eventos que ocorrem na sala cirúrgica.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS PREVENÇÃO DA INFECÇÃO DA FERIDA CIRÚRGICA INTRODUÇÃO „ A infecção da ferida cirúrgica (IFC). A fala. „ Com o objetivo de reduzir as taxas de IFC. tabagismo. em média. Fontes ou reservatórios de microrganismos causadores de infecção de ferida cirúrgica A maioria das infecções de ferida cirúrgica é causada por microrganismos endógenos da flora normal da pele e varias superfícies mucosas do próprio paciente. tosse e espirro podem levar microrganismos do trato respiratório até a ferida cirúrgica (especialmente Staphylococcus aureus. „ A incidência de IFC varia entre cirurgiões. está entre as 3 infecções hospitalares mais freqüentes. menos freqüentemente. duração da hospitalização pré-operatória (maior permanência = maior risco). • „ Idade. • As mãos. de mortalidade do paciente cirúrgico . carreamento nasal de Staphylococcus aureus.

Em RN e pacientes alérgicos ao iodo. Aplicar PVP-I degermante no local onde se fará a incisão com fricção por 10 minutos. exceto a região da cirurgia e as regiões necessárias para anestesia e controle do paciente Esquema próprio Evitar que microrganismos de fora da área operatória atinjam a ferida cirúrgica O papel antibioticoprofilaxia é colaborar com as defesas humorais e celulares. diminuindo o número de patógenos nos tecidos a um nível manejável pelo sistema imune Preparo do Paciente Cirúrgico: Medidas Intra-Operatórias O quê Boa técnica operatória Quem O cirurgião Quando Durante a cirurgia Onde Na S. O. O. O. Relação direta entre o tempo de cirurgia e a taxa de infecção de ferida cirúrgica O cirurgião Durante a cirurgia Na S.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Preparo do Paciente Cirúrgico: Medidas Pré-Operatórias O quê Tricotomia Quem Auxiliar de enfermagem Quando Imediatament e antes da cirurgia e se for absolutament e necessário Onde Na S. O. Colocação de campos cirúrgicos Antibiotico profilaxia cirúrgica O cirurgião Após antissepsia Na S. Em mucosas. compatível com a segurança do paciente Eletrocautério O cirurgião Na S. Órteses e próteses O cirurgião Durante a cirurgia Na S. Uso de eletrocautério pode associar-se a aumento da taxa de infecção de ferida cirúrgica Material estranho possibilita melhor crescimento de bactérias Drenos O cirurgião Durante a cirurgia Na S. usar PVP-I aquoso (tópico). O. Como • Hemostasia efetiva • Manutenção de suprimento sangüíneo adequado • Remoção de todo tecido desvitalizado • Obliteração de espaço morto • Material de sutura fino e não-absorvível • Fechamento da ferida sem tensão Utilizando com habilidade a técnica mais adequada para o caso Utilizar somente quando estritamente necessário Utilizar somente quando estritamente necessário Drenar de acordo com os princípios aceitos na literatura Por que São princípios básicos da prática cirúrgica Menor duração possível da cirurgia. O anestesista Geralmente na indução anestésica Na S. 48 . respectivamente. usar clorexidina e tintura de clorexidina. Cobrir o corpo do paciente. O. O. O. remover com SF e em seguida aplicar PVP-I alcoólico e deixar secar. O. provavelmente pela liberação da flora residente nas camadas profundas da pele pelo traumatismo da tricotomia Redução do reservatório de microrganismos da pele ao nível mais baixo possível e manutenção de efeito residual prolongado Antissepsi O cirurgião a da pele no local da cirurgia Imediatament e antes da cirurgia Na S. Como Tonsurador elétrico (de preferência) ou raspagem com aparelho adequado com lâmina estéril imediatamente antes da cirurgia Por que A tricotomia com lâmina(principalmente mais de 2 horas antes da cirurgia) tem relação direta com a taxa de infecção de ferida cirúrgica.

por 5 minutos • Detenha-se. nos sulcos. durante o ato cirúrgico ou quando o instrumental estéril já estiver exposto. a 48 horas). a contaminação da ferida cirúrgica pode aumentar Proteção da equipe cirúrgica da contaminação com sangue. Equipe cirúrgica Antes de fazer antissepsia das mãos Na S. antes do início da cirurgia Curativos Auxiliares de Após a cirurgia Na S. O. Conversar só o essencial Equipe cirúrgica Na S.O. deverá ser trocado sempre que necessário. sem é menor nas feridas sem curativos. deve ficar o Promover a mínima mínimo de entrarem no bloco cirurgia mínimo de pessoas movimentação possível de aglomeração de cirúrgico necessário para a cirurgia. O. particularmente. O.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Preparo da Equipe Cirúrgica O quê Lavagem de mãos e colocação de luvas estéreis Quem Equipe cirúrgica Quando Antes de vestir o capote Onde No bloco cirúrgico (pia de degermação) No bloco cirúrgico* Como Ver abaixo da tabela Por que Redução do reservatório de microrganismos das mãos ao nível mais baixo possível e manutenção de efeito residual Reduz a eliminação de microrganismo do trato respiratório para o campo cirúrgico. dedos. nesta ordem. Alérgicos ao PVP-I podem usar clorexidina (degermante e tintura) 49 . o material necessário deve estar na S. Membro da equipe cirúrgica com barba deverá usar capuz para. O. a incidência de Após este período pode infecções da ferida cirúrgica ficar aberta. • Abra a torneira sem usar as mãos e enxágüe mãos e antebraços • Espalhe o PVP-I degermante nas mãos e antebraços • Com escova estéril. Colocação de gorro/capuz Todos que entrarem no bloco cirúrgico* Durante o tempo de permanência no bloco cirúrgico* No bloco cirúrgico* Cobrir todo o cabelo. Na S. Cria barreira física entre o campo cirúrgico e fontes potenciais de bactérias Prevenir queda de cabelo e escamas de pele dentro da ferida cirúrgica Colocação de máscara Todos que entrarem no bloco cirúrgico* Durante o tempo de permanência no bloco cirúrgico* Durante a cirurgia Após a lavagem das mãos. pregas e espaços interdigitais. O. O. juntamente com a máscara. cobri-la totalmente Colocação de propé Proteger os calçados da equipe cirúrgica de contaminação com sangue (não previne contra infecção de sítio cirúrgico) Promover um Todos que Durante a Na S. escove as unhas. O. mãos e antebraços. Técnica de escovação cirúrgica das mãos e antebraços: • Deixe as mãos mais elevadas que os cotovelos durante todo o procedimento. Retire todos os anéis e pulseiras antes de iniciar a lavagem de mãos. antes da colocação de luvas estéreis Colocar máscara cobrindo boca e nariz Redução da conversação Colocação de capote Equipe cirúrgica Na S. ar pessoas e As portas devem ser movimentação na mantidas fechadas.. Caso exista curativos do que naquelas drenagem de secreções em que o curativo é mantido ou sangramento. A incisão cirúrgica deve Após a oclusão da ferida enfermagem permanecer com curativo com o coágulo de fibrina (24 oclusivo por 24 horas. 1999. Todo S. sem retorno. CDC. articulações e extremidades dos dedos • Enxagüar com os cotovelos no ponto mais baixo • Enxugar em toalha ou compressa estéril • Aplique o PVP-I alcoólico e deixe secar antes de calçar as luvas (forma uma luva química bacteriostática sobre a pele das mãos). com o cuidado de sempre se realizar a técnica asséptica * O Guideline for prevention of surgical site infection. O. só exige seu uso enquanto na S. Protege a equipe cirúrgica da contaminação das mucosas com sangue Com a conversação.

reto e ânus. na ausência de processos infeccioso local. Consideram-se potencialmente contaminadas as cirurgias realizadas nos tratos gastrintestinal (exceto cólon). este procedimento resulta em níveis terapêuticos da droga na ferida operatória e tecidos adjacentes durante a cirurgia. Limpas: 1 a 5% Potencialmente Contaminadas: 3 a 11% Contaminadas: 10 a 17% Infectadas: > 27% 50 . „ Os antibióticos profiláticos parenterais devem ser administrados 30 minutos antes da incisão cirúrgica(indução anestésica). cirurgias oculares e de vias biliares. CLASSIFICAÇÃO DAS CIRURGIAS SEGUNDO O POTENCIAL DE CONTAMINAÇÃO De acordo com os riscos de contaminação. Incidência Esperada de infecção em ferida Cirúrgica Segundo o Potencial de Contaminação. Consideram-se limpas as cirurgias realizadas na epiderme. „ O uso de antibióticos nos pacientes submetidos a cirurgia contaminada ou infectada deve ser considerado terapêutico e adequado às bactérias causadoras da infecção estabelecida.Cirurgias Infectadas São as realizadas em qualquer tecido. na ausência de processo infeccioso local. porém a cefazolina é preferível por causa de sua meia-vida mais longa e níveis teciduais maiores. ou de difícil descontaminação.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ANTIBIOTICOPROFILAXIA EM CIRURGIA „ Os antibióticos profiláticos estão claramente indicados aos pacientes submetidos a cirurgias limpas com implante de um corpo estranho e na maioria dos procedimentos potencialmente contaminados.Cirurgias Contaminadas São as realizadas em tecidos colonizados por flora microbiana abundante. Consideram-se contaminadas as cirurgias realizadas no cólon. aumenta o custo e está associado a um maior número de complicações para o paciente „ Cefalotina e cefazolina são utilizadas na maioria dos esquemas profiláticos. contaminadas e infectadas. 2 . 3 . neste caso deve-se administrar uma dose intraoperatória adicional após 3 horas de cirurgia(repique). „ O papel da antibioticoprofilaxia é colaborar com as defesas humorais e celulares. sistemas músculoesquelético. „ A profilaxia em dose única é preferível. em tecido com lesões cruentas e cirurgias de traumatismo crânio encefálicos abertos. na presença de processo infeccioso local ou após trauma penetrante com mais de 4 horas. 1 . de difícil descontaminação. nervoso e cardiovascular. a menos que a duração da cirurgia seja maior que 3 horas. respiratório superior e inferior. potencialmente contaminadas. em tecidos cavitários com comunicação com o meio externo. diminuindo o número de patógenos nos tecidos a um nível manejável pelo sistema imune. as cirurgias são classificadas em: limpas.Cirurgias Potencialmente Contaminadas São as realizadas em tecidos colonizados por flora microbiana pouco numerosa. na ausência de processo infeccioso local. tecido celular subcutâneo.Cirurgias Limpas São realizadas em tecidos estéreis ou passíveis de descontaminação. genitourinário. 4 . „ Extensas pesquisas demonstram que prolongar a antibioticoprofilaxia por mais de 24 horas não leva a reduções extras da taxa de infecção de ferida operatória.

obstrução. prótese Cirurgia vascular vascular cefazolina cefazolina cefazolina clindamicina clindamicina vancomicina 51 . microcirurgia metronidazol + gentamicina metronidazol + gentamicina sulfametoxazol + trimetoprim cefazolina cefazolina Com fusão espinhal Usar por mais 24 horas Usar por mais 24 horas Até 6 horas: mais 24 horas Mais de 6 horas: terapêutico cefazolina cefazolina cefazolina cefazolina cefazolina cefazolina cefazolina cefazolina gentamicina (tópica) Alternativa clindamicina + gentamicina clindamicina + gentamicina Gastroduodenal Trato biliar e pâncreas clindamicina + gentamicina gentamicina + cloranfenicol ou clindamicina gentamicina + cloranfenicol ou clindamicina gentamicina + cloranfenicol ou clindamicina vancomicina vancomicina clindamicina vancomicina clindamicina clindamicina clindamicina + gentamicina vancomicina vancomicina vancomicina clindamicina + gentamicina Apendicectomia Colorretal Trauma abdominal penetrante Neurocirurgia Derivação ventriculoperitoneal Craniotomia Cirurgia transesfenoidal ou translabirintica Laminectomia Cirurgia Ortopédica Colocação de prótese ou material de osteossíntese Artroplastia de quadril Fratura exposta Cirurgia Cardíaca Implante de prótese valvar Usar por mais 24 horas Revascularização do Usar por mais 24 horas miocárdio Inserção de MP Cirurgia de grande porte com Cirurgia de Cabeça e abordagem pela mucosa oral Pescoço ou faríngea Somente com colocação de Cirurgia Oftalmológica lente intraocular Cirurgia Torácica Pneumectomia ou Usar por mais 24 horas lobectomia Mediastino e Usar por mais 24 horas mediastinoscopia Aorta abdominal. amputação. cirurgia endoscópica Manter por 3 a 5 dias em caso metronidazol + de perfuração ou gangrena gentamicina Usar por mais 24 horas. associar à limpeza mecânica do cólon Em caso de perfuração de víscera oca. gastrostomia percutânea Idade > 70 anos.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Esquemas de Antibioticoprofilaxia Cirúrgica Procedimento Cirurgia Geral Esofágica Indicações e observações Primeira escolha cefazolina Neoplasia. extremidades inferiores. usar por 3 a 5 dias Usar por mais 24 horas Reexploração. cefazolina coledocolitíase. cirurgia de urgência. úlcera gástrica. icterícia obstrutiva. hemorragia. colecistite aguda. alteração cefazolina da motilidade.

colpectomias e ginecológicas. 52 . Nas cesáreas. doses adicionais de cefazolina devem ser administradas no intraoperatório. o antibiótico é administrado após o clampeamento do cordão. fístulas retovaginais. limpeza mecânica prévia do neovagina cólon Não indicada nas quadrantectomias. Mesmo em situações de contaminações acidentais. colpectomia. a dose da cefazolina deve ser de 2g. nefrostomia com molde uretral.5 mg/kg 7. nefrectomia. derivação urinária. Doses adicionais serão empregadas apenas quando assim indicado.5 mg/kg não indicado ⎯ 5 mg/kg (trimetoprim) 15 mg/kg „ „ „ „ „ As doses acima descritas referem-se a uma dose única endovenosa do antibiótico administrada durante a indução anestésica.5 mg/kg 50 mg/kg 1. litotomia. Para paciente com peso ≥ 80 kg.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Esquemas de Antibioticoprofilaxia Cirúrgica (continuação) Cirurgia Urológica Prostatectomia abdominal. neovagina é necessário a prolapso de cúpula vaginal. cirurgia para ginecomastia e exérese de nódulo mamário Obstetrícia Com histórico de DIP. rotura de membranas cefazolina por mais de 6 horas e trabalho de parto prolongado (mais de 12 horas) vancomicina Î As cirurgias que não estão acima relacionadas não necessitam de antibioticoprofilaxia. cirurgia em gestantes de alto risco. prótese peniana Transplante renal Usar por mais 24 horas Ginecologia Histerectomia abdominal ou vaginal Nas cirurgias de fístulas Vulvectomia. Aborto 1° trimestre gonorréia ou múltiplos parceiros Aborto 2° trimestre cefazolina norfloxacina cefazolina cefazolina gentamicina vancomicina cefazolina + metronidazol vancomicina + metronidazol cefazolina vancomicina penicilina cristalina cefazolina clindamicina + gentamicina clindamicina + gentamicina Cesárea Cirurgia de emergência. o prolongamento da profilaxia não está associado a um melhor resultado clínico. Mastectomia agulhamentos. Doses para antibioticoprofilaxia Antibiótico cefazolina clindamicina cloranfenicol gentamicina metronidazol norfloxacina penicilina cristalina sulfametoxazol + trimetoprim vancomicina Dose adulto 1g 600 mg 1g 80 mg 1g 800 mg (via oral) 2 milhões de unidades 800 mg/160mg 1g Dose pediátrica 50 mg 7. Em caso de perda maciça de sangue ou quando a duração do procedimento se prolongue por mais de 3 horas.

Infecção da corrente sangüínea relacionada ao cateter: „ Isolamento do mesmo microrganismo (ou seja. Técnica asséptica durante a inserção e cuidados com o cateter: A. na ausência de infecção da corrente sangüínea ou purulência concomitantes. B. Não são recomendadas culturas de rotina da ponta de cateteres. Infecção clínica do sítio de saída (ou infecção do túnel): „ Dor. Se o paciente apresentar dor no local de inserção.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS PREVENÇÃO DAS INFECÇÕES ASSOCIADAS A CATETERES INTRAVASCULARES DEFINIÇÕES PARA INFECÇÃO ASSOCIADA AO CATETER Colonização localizada do cateter: „ Crescimento maior ou igual a 15 UFC (cultura semiquantitativa) ou maior que 1000 UFC (cultura quantitativa) do segmento distal do cateter. substituir ou aplicar um curativo em qualquer dispositivo intravascular. o curativo deve ser removido para permitir uma avaliação completa do local. as luvas devem ser estéreis. Monitorar rotineiramente a região do cateter por visualização direta ou por palpação através do curativo intacto. Anotar a data e hora da inserção e remoção do cateter e de trocas do curativo de uma forma padronizada. RECOMENDAÇÕES GERAIS PARA A REDUÇÃO DAS COMPLICAÇÕES INFECCIOSAS ASSOCIADAS AO USO DE CATETERES INTRAVASCULARES I. dependendo individualmente da situação de cada paciente. II. C. na ausência de infecção da corrente sangüínea. Não utilizar a dissecção venosa ou arterial como método preferencial para inserção de cateteres intravasculares. Infecção do sítio de saída: „ Eritema ou edema dentre 2 cm a partir do sítio de saída do cateter. na ausência de sintomas clínicos. D. Manter técnica asséptica para a inserção e cuidados com o cateter intravascular. sobre os procedimentos para sua inserção e manutenção adequadas e sobre as medidas apropriadas para o controle de infecções relacionadas a este tipo de dispositivo. B. ao longo do trajeto subcutâneo de um cateter tunelizado. febre sem fonte óbvia ou outras manifestações sugerindo infecção local ou da corrente sangüínea. Educação dos profissionais de saúde: educar os profissionais de saúde em relação às indicações para o uso dos cateteres intravasculares. IV. O uso de luvas não desobriga da lavagem das mãos. 53 . assim como antes e depois de inserir. B. Para a inserção de cateteres arteriais ou centrais. Lavar as mãos antes e após palpar sítios de inserção de cateteres. espécie e antibiograma idênticos) de uma cultura semiquantitativa (maior ou igual a 15 UFC) ou quantitativa (maior que 1000 UFC) de um segmento de cateter e do sangue (preferivelmente obtido de uma veia periférica) de um paciente com sintomas clínicos de infecção da corrente sangüínea (febre. C. calafrios e/ou hipotensão) e nenhuma outra fonte aparente de infecção. Usar luvas durante a inserção do cateter. III. eritema ou edema local maior que 2 cm a partir do sítio do cateter. Vigilância para infecções relacionadas ao cateter: A. Higienização das mãos: A. Use luvas limpas durante as trocas de curativo.

3. dependendo das recomendações do fabricante. Seleção e substituição de dispositivos intravasculares: A. dependendo das circunstâncias individuais de cada paciente E. Trocar o curativo no mínimo semanalmente para pacientes adultos e adolescentes. Substituir o circuito para administração de sangue. hemoderivados ou emulsões lipídicas (tanto as misturas 3 em 1 combinadas com aminoácidos e glicose como as emulsões lipídicas puras) dentro de 24 horas após iniciar a infusão. B. se for improvável que o cateter é a fonte de infecção. Não use antibióticos tópicos no sítio de inserção (exceto em cateter de diálise) devido ao potencial de promover infecções fúngicas e resistência antimicrobiana. C. O PVP-I deve permanecer em contato com a pele por no mínimo 2 minutos antes da inserção. Circuitos 1. H.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS V. Substituir o curativo quando o mesmo estiver úmido. em pacientes adultos. VI. 1. Cuidados locais com o cateter: A. G. incluindo “torneirinhas”. D. Manter cateteres venosos periféricos em crianças até o fim da terapia endovenosa. Selecionar o cateter. Quando a aderência à técnica asséptica não puder ser garantida (exemplo: quando um cateter é inserido durante uma emergência). Trocar todo cateter venoso central se o paciente estiver hemodinamicamente instável e suspeitar-se de infecção da corrente sangüínea relacionada ao cateter. incluindo álcool 70%. Usar gaze estéril ou curativo transparente semi-permeável para cobrir o local do cateter. flebite ou infiltração. Cateter venoso central: utilizar preferencialmente a veia subclávia em relação às veias jugular interna ou femoral. E. Substituição dos circuitos de administração e de fluidos parenterais: A. para minimizar o risco de infecção. frouxo ou visivelmente contaminado. a mão. tomar precauções para reduzir a possibilidade de introduzir microrganismos no cateter (exemplo: proteger o cateter e o dispositivo de conexão com uma cobertura impermeável durante o banho). Remover qualquer cateter intravascular tão logo seu uso não seja mais essencial. o que indica infecção. um curativo com gazes é preferível. antes de inserção do cateter e nas trocas de curativo. Substituir os circuitos. Não trocar rotineiramente cateteres venosos em pacientes que estão bacteriêmicos ou fungêmicos. Cateter venoso periférico: em adultos. por exemplo. C. F. Não utilizar a técnica do fio-guia para substituir cateteres em pacientes suspeitos de ter infecção relacionada ao cateter. Trocar cateteres venosos periféricos no mínimo cada 72 a 96 horas em adultos para prevenção de flebites. a não ser que ocorram complicações como. PVP-I ou clorexidina a 2%. em pacientes pediátricos. Deixar o antisséptico permanecer no local de inserção e secar naturalmente antes da inserção do cateter. as veias jugular interna ou femoral são preferidas à veia subclávia para cateteres usados para hemodiálise com o objetivo de evitar a estenose venosa. Se a solução contiver apenas glicose e aminoácidos. 54 . Substituir o circuito utilizado para administrar infusões de propofol a cada 6 a 12 horas. exceto quando for diagnosticada infecção associada ao cateter. C. Não submergir o cateter sob água. Curativos: A. a técnica de inserção e o local de inserção que apresente o menor potencial para complicações (infecciosas e não infecciosas) para o tipo e duração antecipados de terapia endovenosa. I. Usar o julgamento clínico para determinar quando trocar um cateter que pode ser uma fonte de infecção (exemplo: não trocar de rotina cateter em pacientes cuja única indicação de infecção é a febre). VII. 4. não mais freqüentemente que a intervalos de 72 horas. 2. 2. F. puncionar veia de membros superiores para a inserção do cateter. D. Realizar antissepsia local da pele com um antisséptico apropriado. B. B. VIII. Substituir qualquer cateter venoso central de curta duração se for observado purulência no sítio de inserção. Ao banhar o paciente. Não há atualmente recomendações pertinentes ao uso de clorexidina em crianças menores de 2 meses (item não resolvido). Não substituir rotineiramente cateteres venosos centrais ou arteriais apenas devido ao propósito de reduzir a incidência de infecções. trocar todos os cateteres assim que possível e com não mais de 48 horas. o sistema não deve ser trocado com freqüência maior que a cada 72 horas. Caso o pacientes estiver diaforético ou se houver sangramento local ou secreção. o dorso do pé ou o couro cabeludo pode ser usado como locais para inserção do cateter.

II. 55 . Usar preferencialmente um sistema de irrigação fechado ao invés de um sistema aberto (que requer seringas e torneiras). Não há recomendações quanto ao tempo de infusão de outros fluidos parenterais (item não resolvido). dispositivo de irrigação contínua. 3. B. conjuntamente com os outros componentes do sistema (circuitos. III. Usar técnica asséptica incluindo o uso de gorro. Substituição do cateter usando fio-guia: A. a infusão deve completar-se dentro de 24 horas. Não trocar de forma rotineira os cateteres arteriais periféricos apenas como forma de prevenir infecções associadas ao cateter. Substituição do cateter usando fio-guia: A. Fluidos parenterais 1. Na suspeita de uma infecção relacionada ao cateter. RECOMENDAÇÕES ADICIONAIS PARA A REDUÇÃO DAS COMPLICAÇÕES INFECCIOSAS ASSOCIADAS AO USO DE CATETERES ARTERIAIS PERIFÉRICOS I. Trocar o curativo de um cateter venoso central a cada 2 dias para curativos com gazes e no mínimo cada 7 dias para curativos transparentes. II. Usar a troca com fio-guia para substituir um cateter com mal funcionamento apenas se não houver evidência de infecção. D. exceto em pacientes pediátricos. Se o cateter removido apresentar resultado de cultura sugestivo de colonização ou infecção. Usar um cateter venoso central com o menor número de lúmens essenciais às necessidades do paciente. máscara. Não remover um cateter venoso central apenas com base na presença de febre. solução de irrigação). 2. B. Minimizar o número de manipulações no sistema de monitorização. Cuidados com o cateter: A. B. luvas estéreis e campos estéreis para a inserção de cateteres venosos centrais. Usar o julgamento clínico para avaliar a adequação da remoção do cateter se houver evidência de infecção em outro local ou se uma causa não infecciosa para a febre for suspeitada. a inserção de um novo cateter em um outro local é indicada. Usar um novo par de luvas estéreis antes de manusear o novo cateter quando executar uma substituição de cateter com fio-guia. Se os resultados das culturas semiquantitativas ou quantitativas do segmento de cateter forem negativos. Não usar trocas com fio-guia rotineiramente como forma de prevenir infecções. Usar a troca com fio-guia para substituir um cateter com mal funcionamento apenas se não houver evidência de infecção. RECOMENDAÇÕES ADICIONAIS PARA A REDUÇÃO DAS COMPLICAÇÕES INFECCIOSAS ASSOCIADAS AO USO DE CATETERES VENOSOS CENTRAIS Princípios gerais: A. nos quais o risco de deslocar o cateter se sobrepõe ao benefício da troca do curativo. Trocar o curativo quando o mesmo estiver úmido. Trocar os transdutores em intervalos de 72 horas. o acesso venoso pode ser preservado removendo o cateter através de um fio-guia e inserindo-se um novo cateter através do mesmo fioguia. B. Designar um dos lúmens exclusivamente para alimentação parenteral se um cateter multilúmen for usado. 4. frouxo ou contaminado ou quando a inspeção do local for necessária.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS B. Se devido a considerações de volume a infusão necessitar de mais tempo. capote estéril. D. Completar as Infusões de soluções lipídicas (exemplo: soluções 3 em 1) dentro de 24 horas após o início da infusão. Troca do cateter d do sistema de monitorização da pressão: A. C. C. Completar a infusão de sangue e hemoderivados dentro de 4 horas após início da infusão. Não usar trocas com fio-guia rotineiramente como forma de prevenir infecções. Completar emulsões lipídicas puras dentro de 12 horas após início da infusão. B. C. I. o cateter inserido através do fio-guia pode ser mantido.

de 72 horas). CURATIVOS. com gaze cada 2 central freqüentemente que dias e curativos transparentes cada a cada 72 horas. Trocar os curativos ou hemoderivados quando o cateter for ou soluções trocado ou quando lipídicas dentro de 24 horas do início o curativo estiver da infusão.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS RESUMO DAS RECOMENDAÇÕES SOBRE A FREQÜÊNCIA DA TROCA DE CATETERES. inspecionar • Nenhuma visualmente o recomendação cateter no mínimo para o tempo de diariamente. trocar nutrição que indicado cateteres inseridos o curativo estiver parenteral úmido. Nenhuma Trocar o curativo Trocar o circuito no Trocar a solução de Cateter arterial recomendação para quando o cateter for momento da troca irrigação no periférico a freqüência da substituído ou do transdutor (ou momento da troca troca do cateter. impedem a • Completar palpação ou infusões de visualização direta sangue e do sítio de inserção hemoderivados do cateter. CIRCUITOS E FLUIDOS TIPO DE CATETER TROCA DO TROCA DO TROCA DO TEMPO DE CATETER CURATIVO CIRCUITO ADMINISTRAÇÀO DOS FLUIDOS EV Não trocar o circuito • Completar a Adultos: não trocar Trocar o curativo Cateter venoso quando o cateter for com freqüência o cateter e mudar periférico infusão de menor que 72 de local antes de 72 removido ou fluidos de trocado ou quando horas. hemoderivados ou Crianças: não trocar freqüência em • Completar soluções lipídicas o cateter exceto se pacientes infusão de diaforéticos. com mais da infusão. Trocar em situações de contendo lipídios contaminado. contaminado ou quando o sítio do cateter necessitar ser examinado. trocar o dentro de 4 curativo e horas. quando o curativo seja. a não ser a 96 horas. em intervalos frouxo ou de 72 horas). Cateter venoso mais rotineiramente. indicado. dentro de 48 horas. 7 dias em cateteres Trocar o circuito usado para de curta administrar sangue permanência. Em dentro de 24 horas clinicamente soluções pacientes que têm do início da infusão. 56 . lipídicas puras curativos grandes e dentro de 12 volumosos que horas. frouxo ou clinicamente. o circuito utilizado emergência para dentro de 24 Trocar o curativo para administrar um local diferente horas do início sangue. Não trocar Trocar os curativos Não trocar o circuito Igual acima. seja. permanência de outras soluções endovenosas. em intervalos do transdutor (ou estiver úmido. frouxo ou contaminado ou houver necessidade de inspecionar o sítio do cateter. úmido.

porém o baixo peso está intimamente relacionado à prematuridade. bactérias entéricas.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS PREVENÇÃO DE INFECÇÕES HOSPITALARES NEONATAIS COLONIZAÇÃO NEONATAL „ O feto. sondas para alimentação enteral facilitam as infecções hospitalares ao romperem as barreiras anatômicas naturais. vírus do herpes simples) ou no próprio berçário (Staphylococcus aureus. Nutrição parenteral. O berço deve ficar ao lado do leito da mãe e afastado 60 cm de outro berço. e estafilococos coagulase-negativos são importantes. a incidência em RN com peso < 1. Grandes fatores contribuintes nesta situações são o descuido com a lavagem das mãos e a quebra nos procedimentos de controle de infecção hospitalar. „ Se a ruptura for precoce. PREVENÇÃO DA INFECÇÃO HOSPITALAR NEONATAL Área Física „ Uma vez que a infecção hospitalar pode relacionar-se à distância entre os berços e os equipamentos e. muitas vezes empiricamente. „ A colonização não implica em infecção.000 g é de 26% e em RN com peso > 2.1%. ao número de leitos por metro quadrado. „ No berçário de cuidados intermediários. não se demonstrou aumento na taxa de infecção hospitalar com este procedimento. está relativamente protegido contra microrganismos. Internação prolongada. enquanto na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal. Cateteres intravasculares. RN de baixo peso/prematuridade. favorece a colonização com bactérias patogênicas muitas vezes resistentes às medicações habituais. ETIOLOGIA „ Os germes que habitualmente causam infecção no RN saudável são adquiridos da mãe (estreptococos do grupo B. com emprego de antimicrobianos de largo espectro. 57 . Estima-se que 20 a 30% das gestantes estão colonizadas por estreptococos do grupo B e que 50% destas mulheres irão transmitir esta bactéria para o RN antes ou durante o parto. a distância deve ser de 2 m. O tratamento com vários cursos de antibióticos. tubos endotraqueais. profissionais de saúde e objetos inanimados. Procedimentos. mas o parto não for imediato. dentro da bolsa amniótica. „ Além dos benefícios para o binômio mãe-filho que o alojamento conjunto propicia. vírus respiratórios). contribuindo também para o risco de fungemia. 6. Todos os RN internados por mais de 30 dias estão colonizados com flora patogênica. 4. somente 1 a 2% desses RN colonizados irão desenvolver doença invasiva. além das enterobactérias. 3. Como exemplo.500 g é de 1. especificamente. sondas urinárias. o processo de colonização continua com a aquisição de novos germes adquiridos pelo contato com a própria mãe. comensais como Candida sp. 2. por conseqüência. recomenda-se uma distância mínima de 1 m entre os berços ou incubadoras. Antibioticoterapia. „ Na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal. Excesso de pacientes e/ou número insuficiente de pessoal. Em relação. embora muitas vezes possa ser colonizado ou infectado através da placenta ou por germes que ascendem pelo trato genital materno. enterococos. O fator de risco predominante é o baixo peso ao nascimento. algumas recomendações mínimas devem ser obedecidas. Se o parto ocorrer logo após a ruptura da membrana. a microflora vaginal pode ascender pelo trato genital. 5. „ Após o nascimento. A infusão de lipídios é o maior fator e risco para bacteremia por estafilococos coagulase-negativos. Listeria monocytogenes. FATORES DE RISCO 1. o RN será colonizado durante a passagem pelo canal de parto. „ A colonização inicial do RN e da placenta ocorre habitualmente após ruptura da membrana amniótica. o risco de infecção estafilocócica aumenta 16 vezes quando há número insuficiente de pessoal e aumenta 7 vezes quando há excesso de pacientes. Contudo. familiares. à sepse neonatal.

„ Os métodos de limpeza devem minimizar a dispersão de pó. termômetros e outros aparelhos de uso rotineiro devem ser desinfetados antes e depois do uso no RN. fluídos corporais. promove a diminuição da flora residente. „ O chão e outras superfiícies devem ser limpos diariamente. anéis e relógios. „ As infecções cutâneas. esse material deve ser de uso exclusivo de cada RN. células descamativas.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Equipe „ O excesso de pacientes e/ou redução na equipe médica e/ou paramédica é um fator extremamente importante. muitas vezes motivadas pela simples falta de tempo para uma adequada lavagem das mãos entre o manuseio dos pacientes. • Unidade de Terapia Intensiva Neonatal: uma auxiliar de enfermagem para cada um a dois RN. „ É muito importante enfatizar para as visitas que lavem as mãos antes de qualquer contato com o RN. As proporções recomendadas são as seguintes: • Berçário de risco intermediário: uma auxiliar de enfermagem para cada 3 a 4 RN. oleosidade da pele e ainda. faringite. „ A lavagem das mãos deve ser supervisionada por profissional conhecedor da técnica correta de lavagem das mãos. Lavagem das Mãos „ A lavagem de mãos visa a remoção da flora transitória. „ Estetoscópios. lesões herpéticas e conjuntivites devem ser comunicadas ao responsável pela unidade e o funcionário afastado temporariamente. Ambiente „ Partículas de poeira. viroses respiratórias. com aumento evidente na taxa de infecção hospitalar. remover com soro fisiológico e enxugar as mãos com compressas estéreis) 58 . Após estes cuidados proceder à lavagem das mãos. cabelos presos (gorros). o material deve ser cuidadosamente desinfetado. quando associado a um anti-séptico. suor. gastroenterites. A imunidade para rubéola. devendo ser rigorosa a limpeza da unidade. Visitas „ As visitas devem ter as unhas curtas. O período de limpeza da parede é semanal ou mais se necessário „ O hipoclorito de sódio a 1% é utilizado em superfícies (piso. Na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal. secreções e umidade favorecem a disseminação e proliferação bacteriana. Equipamento „ Todo equipamento. assim como a roupa do RN. „ Incubadoras e berços devem ser limpos e desinfetados após o uso entre cada paciente. „ Brinquedos devem ser limpos e desinfetados e não é permitida a troca de brinquedos entre pacientes. „ A equipe de funcionários designados para esta unidades deve ser submetida a uma programação de saúde mais rigorosa. „ Quando lavar? • quando as mãos estiverem sujas sempre que entrar ou sair da unidade de internação • antes e após o contato com o paciente • após contato com secreções e fluídos corporais • sempre que manipular materiais ou equipamentos que estão ou que estiveram conectados aos pacientes • antes dos procedimentos invasivos (utilizar clorexidina degermante. retirar pulseiras. instrumento ou material que entre em contato com qualquer região estéril do RN deve ser esterilizado. „ A limpeza do piso e paredes deve ser feita com água e sabão. paredes) somente na presença de sangue ou secreção (descontaminação). „ A roupa usada no berçário ou na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal não necessita ser autoclavada. „ Se o contato se fizer com mucosas ou com a pele. varicela e hepatite B deve ser avaliada e a vacinação providenciada nos casos necessários.

quando os aventais devem ser estéreis „ Após o uso o avental deve ser descartado ou mantido exclusivamente para aquele RN específico e trocado a cada 12 horas. raramente estes microrganismos infectam o RN. após o nascimento. o uso da clorexidina degermante é preferível ao PVP-I devido ao seu menor potencial irritante para a pele. „ Em casos de lesões extensas por S. Por essa razão. mas somente conforme as precauções padrões. a amamentação é restabelecida quando a mãe não estiver mais no período de transmissão (todas as lesões em fase de crostas) 9 a TUBERCULOSE pulmonar é contraindicação para manuseio e amamentação do RN até o término do período de contágio (habitualmente. a puérpera com processo febril não identificado e clinicamente bem pode amamentar e manusear o RN. sendo pouco provável que qualquer agente antisséptico tenha realmente efeito benéfico. realização de procedimentos de risco e as demais normas de isolamento. e a imunoglobulina específica para varicela zóster deve ser feita no RN. „ A mãe portadora de doença infectocontagiosa reconhecida deve ser separada do RN até o término do período de contagiosidade. „ A amamentação é contraindicada em algumas situações. Cuidados com o RN „ O curativo seco do coto umbilical é usualmente suficiente. mesmo que a mãe tenha infecção ativa. Mãe Infectada „ Os microrganismos do trato genital ascendem para o útero. observando o uso de avental e a lavagem adequada das mãos. devido ao risco de contaminação. na presença de lesões herpéticas no seio. o leite materno não contém o bacilo e o leite ordenhado pode ser oferecido ao RN 9 HEPATITES: não são contraindicações à amamentação 59 . podendo contaminar o feto.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Vestimenta „ O uso rotineiro de avental não reduz a colonização e/ou infecção. Nestas situações. em algumas situações específicas recomenda-se o seu uso. mãe e filho devem ficar separados. Freqüentemente. contudo. „ A endometrite puerperal requer isolamento até 24 horas após início do tratamento. exceto em situações de surto infeccioso. máscaras e gorros não necessitam ser usados rotineiramente. a amamentação é suspensa até que as lesões desapareçam 9 VARICELA ZÓSTER: a infecção materna no periparto requer isolamento temporário do bebê. „ Não é necessário o uso de antissépticos degermantes na higiene corporal do RN. protegido contra a luz. „ O nitrato de prata deve ser preparado diariamente. aureus com drenagem importante. segurar ou amamentar o RN • na realização de procedimentos cirúrgicos. após 14 dias de tratamento). „ Luvas. de preferência com mangas compridas: • ao manusear o RN fora da incubadora • quando o RN estiver em isolamento de contato • ao carregar. o mesmo causa conjuntivite química. desde que a lavagem cuidadosa das mãos e as precauções que evitem o contato direto com as lesões ativas sejam fielmente seguidas. incluindo inserção de cateteres vasculares. No entanto. „ RN não infectado. destacando-se: 9 mães soropositivas para o HIV 9 mães soropositivas para o HTLV 1 e 2 9 CITOMEGALOVÍRUS: RN prematuros com sorologia negativa para citomegalovírus não devem receber leite materno de mãe soropositiva 9 HERPES SIMPLES: o bebê pode amamentar-se. com o frasco mantido sempre fechado. nascido de mãe com varicela em atividade. devendo a amamentação ser temporariamente interrompida neste período. Contudo. devem ser separados até todas as lesões secarem.

os vírus do herpes simples tipo 1 e 2. equipamento cirúrgico ou superfícies ambientais.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS PRECAUÇÕES PARA O CONTROLE DE INFECÇÕES NO SERVIÇO DE ODONTOLOGIA INTRODUÇÃO „ Os pacientes e profissionais de saúde de odontologia podem ser expostos a uma variedade de microrganismos via sangue ou secreções orais ou respiratórias. „ Luvas de plástico. prevenindo a contaminação do ambiente. este deve utilizar gorro. deve contar com uma auxiliar odontológica par ajuste de refletores. painel de controle dos movimentos da cadeira odontológica. contato indireto com instrumentos contaminados. aventais. etc. desinfetando-as ou esterilizando-as. BARREIRAS DE PROTEÇÃO Luvas „ Devem ser calçadas sempre que houver riscos de contato manual com mucosa. 60 . o acessório deverá ser trocado toda vez que estiver visivelmente suja. o vírus da hepatite C. o cirurgião-dentista não deverá contaminar a luva estéril calçando a sobreluva. jalecos ou similares. „ Num mesmo procedimento. em média. torneiras. „ Estes microrganismos incluem o citomegalovírus. receituários. especificamente aqueles que infectam o trato respiratório superior. „ Luvas mais resistentes (luvas de borracha) devem ser preferidas para a limpeza do instrumental e do ambiente. o vírus da hepatite B. fluidos biológicos ou superfícies contaminadas com estes fluidos. Os potenciais microtraumas nas luvas submetidas ao reprocessamento comprometem a segurança quando as mesmas são reutilizadas. ou contato com contaminantes presentes no ar tanto em droplet spatter ou aerossóis de fluidos respiratórios ou orais. tal como pegar na alça de um refletor. „ Luvas de látex ou vinil não estéreis são indicadas para exames e outros procedimentos não cirúrgicos. Roupas Especiais de Proteção „ Quando há possibilidade de contato ou respingo das secreções biológicas com a roupa e/ou pele e cabelos do profissional. estreptococos e outros vírus e bactérias. „ Após o atendimento a cada cliente. o vírus da imunodeficiência humana (HIV). podem ser calçadas sobre as de procedimentos com o objetivo de tocar objetos ou superfícies durante um atendimento. Máscaras „ É característica da atividade odontológica o alto grau de proximidade física entre o profissional e o ciente durante o atendimento. falar e tossir do odontólogo. da posição da cadeira. „ As infecções podem ser transmitidas nas cirurgias odontológicas através de várias rotas. dos painéis de controle dos periféricos em geral e outras atividades. „ As máscaras cirúrgicas com tripla proteção devem ser usadas como uma barreira para a pele perioral e as mucosas oral e nasal dos profissionais. para proteção. além de periodicamente de duas em duas horas. o Mycobacterium tuberculosis. incluindo o contato direto com sangue. Os mesmos devem ser trocados a cada atendimento. „ As máscaras devem ser trocadas na presença de contaminação com fluidos biológicos ou quando úmidas. interrruptores. As luvas estéreis ficam reservadas aos procedimentos cirúrgicos. as luvas devem ser removidas. do tipo usualmente adotado para a manipulação de alimentos. Nesse caso. „ Quando o procedimento exigir técnica asséptica. assim as infecções. estafilococos. canetas. as mãos lavadas e luvas novas deverão ser calçadas no atendimento ao próximo cliente. „ Um conjunto de medidas de medidas de controle de infecções hospitalares podem quebrar os elos desta cadeia de transmissão de agentes infecciosos. principalmente se houver contaminação com fluidos biológicos. o uso de luvas é obrigatório. reprocessáveis ou descartáveis. ao mesmo tempo que protegem os clientes dos microrganismos eliminados pelos atos de respirar. prevenindo.. fluidos orais ou outras secreções. „ Não é recomendável a reutilização de luvas. „ Como a ação odontológica é predominantemente na cavidade oral.

Drenar as linhas de abastecimento dos equipamentos. etc. infecção pelo vírus da hepatite B). instrumental endodôntico. descartá-las. maçanetas. além de oferecerem proteção contra traumas mecânicos provenientes de fragmentos de amálgama. "lixo hospitalar". tocar em fluidos biológicos do cliente ou superfícies inanimadas contaminadas com os mesmos. etc) 2. etc. 7. micro-motor. Retirar as barreiras (PVC). ponta da mangueira do sugador. DESTINO DOS DEJETOS „ Todo material perfurocortante (agulhas. Acionar o "flush" durante 1 minuto nas linhas de abastecimento das respectivas pontas para desinfecção. Retirar as pontas (alta-rotação. „ Sob a perspectiva da proteção do cliente durante procedimentos odontológicos rotineiros como o exame clínico e outros não cirúrgicos. antes e após de atender cada paciente. 4. haste de mesa auxiliar. Esvaziar o reservatório de água e do desinfetante para o "flush". mocho. podendo ser desprezados nas instalações sanitárias anexas. tubo. pontas de sugadores. 9. Os mesmos devem ser descartados após atendimento de cada paciente. fotopolimerizador. „ Estes utensílios devem ser limpos com água e detergente. etc. Limpar e realizar desinfecção do equipamento. lavá-lo e desinfetá-lo. Retirar o ralo da cuspideira. LIMITANDO A CONTAMINAÇÃO AMBIENTAL „ Uma medida importante de controle da contaminação ambiental é não tocar com as mãos contaminadas nas superfícies como telefone. etc. devem ser descartados. Retirar o lixo das lixeiras. algodão. cimentos e outros originados durante procedimentos técnicos. inadvertidamente.) deve ser desprezado em recipiente rígido e devidamente lacrado para evitar acidentes. unidades auxiliares. o ritual da degermação das mãos e antebraços com o uso de um degermante químico está indicado. „ As mãos devem ser lavadas sempre ao iniciar o trabalho. 8.) devem ser colocados em saco plástico. „ Vale ressaltar que a presença de uma auxiliar odontológica durante os procedimentos indubitavelmente minimiza os riscos da contaminação ambiental. uma sobreluva plástica devem ser utilizadas sobre as luvas de procedimento quando for necessário manipular estes objetos. lâminas de bisturi. antes de calçar as luvas e após removê-las. pois uma pesquisa bacteriológica de tubetes previamente utilizados constatou a presença de estafilococos e a pesquisa de sangue oculto foi positiva nestes materiais. alças e interruptor do foco de luz. „ Como já foi citado. 61 . „ Outra maneira de se limitar a propagação de microrganismos é a utilização de filmes plásticos de PVC para revestir estas superfícies. cadeira.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Protetores Oculares „ Óculos de proteção ou protetores faciais totais protegem o odontólogo contra infecções locais (conjuntivites. 5. 3. aventais e campos descartáves. 6. ROTINAS ROTINAS PARA O FINAL DO ATENDIMENTO 1. „ Os tubetes anestésicos. sempre que necessário. infecções respiratórias) e sistêmicas (infecção por HIV. na troca da máscara e nas vezes em que. podendo-se usar o PVP-I ou a clorexidina. que devem estar em sacos brancos com a indicação de "produto contaminado". bancadas. ultra-som. alça e disparador do aparelho de raio X. piso. „ Para procedimentos cirúrgicos. a simples lavagem das mãos antes de calçar as luvas é adequada quanto à segurança do paciente. Desprezar os resíduos em sacos de lixo brancos. não se deve esvaziálos nas pias do consultório. refletor. „ Os dejetos sólidos (gaze. Lavagem das Mãos „ É o procedimento reconhecido como o núcleo das ações de controle das infecções. acondicionado em recipiente com tampa para posterior coleta. „ Nas clínicas em que o resíduo líquido dos aspiradores é acumulado em frascos. resistente e à prova de vazamentos. quando não utilizados em sua totalidade. dentes.

no "flush". „ O PVP-I aquoso tem indicação de uso para antissepsia bucal. 6. aplicar PVP-I tópico na área a ser anestesiada. apoio de braço. sem previamente desprezar-se o resíduo e proceder-se a limpeza da mesma. 2. realizando a lavagem prévia das mãos. comunicar o profissional responsável. 5. usar sempre sobre luvas de plástico estéril (luvas plástica estéril descartável). Se necessitar manipular produtos. 3. LIMPEZA. 4. 6. Hipoclorito a 3 ppm para o reservatório de água: colocar 0. 62 . Selecionar o material a ser utilizado após a orientação do profissional.15 ml de hipoclorito à 10. A solução que não for usada durante o dia ao final do expediente deve ser desprezada. substituindoos caso apresentem manchas de sangue. 5. ROTINA PARA O CIRURGIÃO-DENTISTA E AUXILIARES 1. 4. 5. quanto à desinfeção. Óculos de proteção devem limpos e desinfetados. encosto da cabeça. 1. desprezando-se o volume residual. Utilizar EPI (Equipamentos de Proteção Individual). periféricos. hipoclorito de sódio 500 ppm. Colocar água potável com 3 ppm de cloro no reservatório de água. ROTINA ENTRE OS PACIENTES 1. DESINFECÇÃO E ESTERILIZAÇÃO „ Os compostos quaternários de amônio e o líquido de Dakin não são mais indicados como antissépticos. PREPARAÇÃO DOS DESINFETANTES. Abrir os pacotes estéreis sobre o campo estéril.000 ppm (1%) em 500ml de água. 2. Pedir ao paciente que faça bochecho com anti-séptico antes do atendimento. Encaminhar todo material contaminado para a Central de Esterilização embrulhados no campo que foi utilizado no procedimento. Colocar barreiras (filmes de PVC): equipos. Colocar campos estéreis nas mesas auxiliares e bancadas antes do atendimento. abrir gavetas.000 ppm (1%) em 475ml de água. Pontas estéreis devem ser colocadas sobre o campo estéril na bancada ou mesa auxiliar. nos equipamentos modernos todas as pontas podem ser desinfetadas juntas. aventais e goros se houver sujidade ou estiverem úmidos. vazar modelos. Realizar a desinfecção das barreiras ou sua substituição se houver sujidade visível em sua superfície. 4. 2. 9. Se durante os procedimentos houver acidente com perfurocortantes. Desinfetar as seringas tríplice antes de serem colocadas as barreiras. devido à facilidade de contaminação destas soluções. Se houver sujidade no chão. Substituir máscaras. 7. para o "flush": colocar 25 ml de hipoclorito à 10. 3. tomando cuidado com o vidro refletor. „ Caso esta prática não seja possível. exudatos orgânicos ou estiverem úmidos. 3. Não negligenciar o cabo do refletor. O "flush" deve ser acionado durante 30 segundos em cada ponta. 4. usando cotonetes. pipetas ou seringas descartável para as diluições serem corretas. ANTISSEPSIA. 3. 6. estando o profissional e auxiliar de luvas e prontos para o atendimento. raios-x. Descartar as luvas no lixo. 8. o PVP-I deve ser veiculado em pequenas quantidades m almotolias limpas que não deverão ser recarregadas. Usar provetas.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ROTINAS PARA O INÍCIO DO TRATAMENTO 1. em todos procedimentos clínicos. Antes de usar a seringa tríplice ou alta-rotação acionar os equipamentos por 30 segundos na cuspideira para remover o hipoclorito a 500 ppm do flush que deve ter sido usado. 2. etc. Trocar as luvas entre cada paciente. etc. Colocar desinfetante. 7. puxadores de gavetas. Hipoclorito 500 ppm. mas deve-se utilizar preferencialmente envases unitários de 50 ml (disponíveis comercialmente) para cada paciente. operada ou isolada. revelar radiografias. deve-se realizar a desinfecção com hipoclorito de sódio a 1%.

Estes instrumentos devem ser esterilizados após cada uso. A ação microbicida deste agente físico é limitada à superfície de incidência destes raios. 9 Não-críticos. mas entram em contato com os tecidos orais. e quando a 160 °C. o calor úmido na forma de vapor saturado sob pressão através de autoclave é o processo mais seguro. Instrumentos cirúrgicos e outros instrumentos usados para penetrar tecidos moles ou ossos devem ser esterilizados após cada uso. 9 Críticos. semicríticos e não-críticos – dependendo do seu risco de transmissão de infecção e da necessidade de esterilização dos mesmos entre seus usos. o tempo de exposição requerido para esterilização é de 60 minutos. Uma vez que estas superfícies não-críticas têm um risco relativamente baixo de transmissão de infecção. Para a desinfecção de alto nível. indicado apenas para artigos termorressistentes. o recurso mais aplicado em consultório odontológico é a imersão em solução de glutaraldeído a 2% por 10 a 12 horas à temperatura em torno de 25 °C seguida de enxagüe asséptico com água destilada ou soro fisiológico estéreis. Instrumentos ou aparelhos que têm contato apenas com a pele intacta. o instrumental odontológico é classificado em três categorias – críticos. Apesar do processo mais indicado para a esterilização de artigos termossensíveis ser o óxido de etileno. O método de esterilização mais difundido no Brasil é pelo calor seco através de estufas elétricas. O enxagüe após a desinfecção pode ser feita com água potável tratada. O uso de raios ultravioletas como processo de esterilização foi vetado pelo Ministério da Saúde através da Portaria n° 930/92. é de 120 minutos. Contudo. tungstênio Autoclave ou estufa Brocas aço inox e outros Autoclave ou estufa Instrumental de endodontia Moldeiras (resistentes ao calor) alumínio ou inox Autoclave ou estufa Moldeiras (não resistentes ao cera ou plástico Glutaraldeído calor) aço Autoclave ou estufa Instrumental metal Autoclave ou estufa Bandejas ou caixas borracha Glutaraldeído Discos e brocas de polimento pedra Autoclave ou estufa vidro Autoclave ou estufa Placas e potes 63 . utiliza-se a imersão no glutaraldeído a 2% durante 30 minutos. A uma temperatura de 170 °C. 9 Semicríticos. o instrumento deve ser submetido a desinfecção de alto nível. carbide. rápido e econômico. não podendo garantir a esterilidade. Instrumentos como espelhos e condensadores de amálgama que não penetram tecidos moles ou ossos. portanto. Como método mais indicado para a esterilização de materiais termorressistentes em consultórios odontológicos. Processos de esterilização indicados para materiais e instrumental odontológicos MATERIAL TIPO DE MATERIAL PROCESSO aço. se a esterilização não for possível porque o instrumento pode ser danificado pelo calor.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS „ „ „ „ „ „ Assim como para outros instrumentos médicos e cirúrgicos. os mesmos podem ser reprocessados entre pacientes através da limpeza com água e detergente. eficiente.

• Pacientes com igual patologia podem ocupar o mesmo quarto. • Imediatamente após retirar as luvas (estas podem apresentar defeitos inaparentes ou tornar-se defeituosas durante o uso ou as mãos podem se contaminar durante sua remoção). • Após retirar as luvas. • Trocar as luvas entre pacientes diferentes. • Máscaras e óculos Usar para proteger as mucosas dos olhos. equipado com sistema de pressão negativa. mucosa e pele não-intacta. Capote Deve ser usado para proteger a pele quando houver o risco de respingos com sangue. secreções. Luvas de procedimentos • Quando se for realizar procedimentos onde possa haver contato com sangue. secreções. secreções. nariz e boca quando houver o risco de respingos com sangue. Quando usar? Quando o paciente for suspeito ou tiver o diagnóstico de uma doença altamente transmissível ou for portador de patógeno epidemiologicamente importante. depositando-se nas mucosas ou sendo inaladas. • Se estiver sendo manipulada grande quantidade de sangue ou outros líquidos corporais. Por que usar? Para evitar a transmissão de patógenos conhecidos. Consiste nas precauções padrão acrescida de: Quarto • Privativo. • Manter a porta fechada. excreções e/ou objetos contaminados com estes fluidos corpóreos. PRECAUÇÕES DE TRANSMISSÃO AÉREA: elaborada para evitar a transmissão de infecções veiculadas através de partículas ≤ 5 mícrons contendo agentes infecciosos que ficam em suspensão no ar e que podem ser transportadas por longas distâncias. secreções. excreções e outros fluidos corpóreos. o mesmo par não deve ser recolocado. Quando usar? Sempre que tiver contato direto e indireto com qualquer paciente. enviar para a lavanderia e lavar as mãos. excreções e outros fluidos corpóreos. • PRECAUÇÕES DE TRANSMISSÃO • • • Quem usa? Todos que trabalham com pacientes. 64 . • Imediatamente após tocar acidentalmente em sangue. Por que usar? Considerar que todo paciente é potencialmente portador sintomático ou assintomático de patógenos que podem ser transmitidos para outros pacientes e profissionais de saúde. I. Em condições ideais. deve-se usar capote impermeável. excreções.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS PRECAUÇÕES E ISOLAMENTO DE PACIENTES COM DOENÇAS INFECTO-CONTAGIOSAS PRECAUÇÃO PADRÃO: designada para o cuidado de todos os pacientes. objetos contaminados com estes fluidos corpóreos. • Tirá-lo imediatamente após o uso. Lavagem das mãos • Antes e após contato com o paciente. • • • Quem usa? Todos que trabalham direta e indiretamente com pacientes.

II. as mãos são importante veículo desta forma de transmissão. os perdigotos. se necessário. Ao transportar o paciente. PRECAUÇÕES DE CONTATO: elaboradas para evitar as transmissões de infecções através do contato físico de um paciente ou profissional com a superfície corporal de outro paciente ou com objetos contaminados com o agente infeccioso.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Proteção respiratória • Os susceptíveis a varicela e sarampo não devem entrar no quarto. Todos os outros casos. o paciente deverá usar máscara. Precauções padrão acrescidas de: Quarto • Privativo e compartilhável por doentes de patologia igual. boca ou olhos de pessoas susceptíveis. virar ou banhar o paciente). • Transporte Evite. • • Transporte Limitar a saída do paciente do quarto a apenas procedimentos indispensáveis. Transporte • O transporte do paciente deve ser restrito. só se mantêm no ar por curta distância (1 metro) e. por isso. fala ou espirros. • Máscara cirúrgica para o paciente. • Usar máscara equipada com filtro HEPA (respirador N95) apenas para tuberculose. por serem maiores (> 5 mícrons) que as partículas de transmissão aérea. • Na ausência de quarto privativo. usar biombos para separação dos outros pacientes e visitas com uma distância de 1 metro. mantenha as precauções de contato para minimizar a transmissão de microrganismos para outros pacientes e para as superfícies inanimadas e equipamentos. 65 . • Certifique-se de não tocar ao sair em superfícies potencialmente contaminadas do quarto do paciente (por exemplo. • Retire as luvas antes de sair do quarto e lave as mãos com antisséptico (PVPI degermante) imediatamente após retirar as luvas. Proteção respiratória • Usar máscara sempre que se aproximar a uma distância menor que 1 metro. • Retire-o antes de sair e lave as mãos. • Usar se tiver contato com o paciente. quando não houver disponibilidade de segregá-los de outros pacientes. Luvas • Luvas limpas são o suficiente. Precauções padrão acrescidas de: Quarto • Privativo e compartilhável por doentes de patologia igual. • Usar biombos para separação dos outros pacientes e visitas com uma distância de 1 metro. trinco da porta). ou se este apresentar doenças com alta concentração bacteriana (diarréia. III. Capote • Vista-o antecipadamente. se tiver contato importante com o paciente(por exemplo. eliminados durante a tosse. esta via de transmissão exigem uma proximidade com o paciente. ferida drenante). máscara comum. PRECAUÇÕES COM GOTÍCULAS: elaboradas para evitar a transmissão pela deposição de gotículas (perdigotos) nas mucosas do nariz.

). NORMAS DE PRECAUÇÕES DE ISOLAMENTO PARA CONTROLE DE INFECÇÃO EM HOSPITAIS PRECAUÇÃO DOENÇAS PRECAUÇÕES PADRÃO PRECAUÇÕES DE TRANSMISSÃO AÉREA PRECAUÇÕES COM GOTÍCULAS • H. máscara comum Igual à precauções padrão Igual às precauções padrão Máscara cirúrgica para o paciente Igual às precauções padrão Igual às precauções padrão Sempre que for necessário tocar o paciente Sempre que for haver contato físico intenso com o paciente CAPOTE MÁSCARA Sempre que se Igual às precauções padrão aproximar do paciente ÓCULOS DE PROTEÇÃO Igual às precauções padrão Igual às precauções padrão Máscara cirúrgica para o paciente Igual às precauções padrão EQUIPAMENTO Uso individual para o paciente ou desinfetar antes do próximo paciente TRANSPORTE Mantenha as precauções de contato Remover luvas e capote e lavar as mãos antes de deixar o quarto do paciente MISCELÂNEA 1. desde que exista uma distância mínima de 1 metro e uma delimitação do local com biombo. escarlatina) • Difteria faríngea • Pneumonia por micoplasma • Coqueluche • Forma pneumônica da peste • Caxumba • Infecções respiratórias virais (influenza. septicemia) • Meningococo • Infecções estreptocócicas (faringite. proceda a limpeza e desinfecção antes do uso entre os pacientes. pneumonia. pneumonia. 66 . Na sua impossibilidade. Todos os outros casos. epiglotite. estetoscópio. • Tuberculose incluindo os pacientes pulmonar ou com hepatite B e C e laríngea. parainfluenza. se não for possível. desinfecção e esterilização Ausência de recomendações especiais Sim – porta fechada Sim 1 LAVAGEM DAS MÃOS Igual às precauções padrão Igual às precauções padrão Igual às precauções padrão LUVAS Igual às precauções padrão Igual às precauções padrão Respirador N95 apenas para TB. VRS) • Parvovírus B19 (eritema infeccioso) • Rubéola Sim 1 PRECAUÇÕES DE CONTATO • Bactéria multirresistente • Impetigo • Pediculose • Escabiose • Infecções de pele e partes moles drenante • Diarréia em paciente incontinente ou criança que não controla o esfíncter • Colite pseudomembranosa (Clostridium difficile) • Rubéola congênita • Herpes simples neonatal ou mucocutâneo • Hepatite A em paciente incontinente Todos os pacientes.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Equipamento • De preferência exclusivo (termômetro. utilizar quarto coletivo compartilhado por outros pacientes com patologias diferentes. adenovírus. etc. as formas HIV drenantes e meníngea • Sarampo • Varicela • Herpes zóster disseminado ou em imunocomprometido QUARTO PRIVATIVO Não • Antes e após contato com o paciente • Após tocar acidentalmente em secreções corpóreas • Após usar luvas Na possibilidade de contato com fluidos corpóreos Se há possibilidade de respingos com fluidos corpóreos Se há possibilidade de respingos com fluidos corpóreos Se há possibilidade de respingos com fluidos corpóreos Precauções normais com limpeza. influenzae invasiva (meningite.

pneumonia. pneumonia. parainfluenza Adenovírus Parvovírus B19 (eritema infeccioso) Rubéola DI = durante a internação Precauções de contato Doença Bactéria multirresistente Impetigo Pediculose Escabiose Infecções de pele e partes moles drenante Diarréia em paciente incontinente ou criança que não controla o esfíncter Colite pseudomembranosa (Clostridium difficile) Rubéola congênita Herpes simples neonatal ou mucocutâneo Hepatite A em paciente incontinente DI = durante a internação Tempo DI 24 horas de terapia 24 horas de terapia 24 horas de terapia DI DI DI 1 ano DI DI 67 . escarlatina) Difteria faríngea Pneumonia por micoplasma Coqueluche Caxumba Influenza. influenzae invasiva (meningite. epiglotite. as formas drenantes e meníngea Sarampo Varicela Herpes zóster disseminado ou em imunocomprometido DI = durante a internação Doença Precauções com gotículas Tempo 24 horas de terapia 24 horas de terapia 24 horas de terapia Cultura negativa DI 5 dias 9 dias após início do edema DI DI 7 dias DI H. septicemia) Meningococo Infecções estreptocócicas (faringite.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS DURAÇÃO DA MANUTENÇÃO DAS PRECAUÇÕES DE TRANSMISSÃO Precauções de transmissão aérea Tempo 14 dias após início da terapêutica DI Até a fase de crosta Até a fase de crosta Doença Tuberculose pulmonar ou laríngea.

ANTI-SÉPTICOS INADEQUADOS A legislação vigente (Port. • é fundamental a rotulagem dos fracos com a especificação da solução e data da troca. • a limpeza dos recipientes deve ser com água e sabão e secagem completa antes da reposição da solução. produz uma reação inflamatória nos tecidos cutâneo e mucoso. A aplicação tópica em recém nascidos pode resultar em hipotireoidismo.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS PADRONIZAÇÃO DE SOLUÇÕES ANTISSÉPTICAS PVP-I tópico (veículo aquoso) • anti-sepsia em curativos (pele e mucosas) PVP-I degermante (com tensoativo) • lavagem e anti-sepsia de mãos pré operatória e antes de demais procedimentos invasivos • degermação da pele pré-operatória e antes de demais procedimentos invasivos. • guardar os recipientes protegidos da ação direta da luz ou calor. • não deixar gaze ou algodão embebidos em soluções anti-sépticas aquosas. para evitar sua contaminação • utilizando grandes vasilhames para estocagem de soluções. quando aplicado localmente. líquido de Dakin Compostos de amônio quaternário: cloreto de benzalcônio. aplica-se a solução alcoólica. por absorção em pacientes queimados. Éter: substância irritante que. O ressecamento da pele pode ocorrer com o uso consecutivo e prolongado. tem baixa toxicidade para os tecidos. 930/92) classifica as seguintes soluções como inadequadas para anti-sepsia: • • • • • Compostos mercuriais: merbromina (mercurocromo). que deixará uma película bacteriostática sobre a pele (luva química). após o processo de degermação com a solução degermante acima descrito. 68 . cloreto ou brometo de cetilmetilamônio e cetilpiridona. não tem indicação como solução antiséptica. ou seja. Concentrações elevadas de iodo no plasma. PVP-I tintura (veículo alcoólico) • anti-sepsia complementar da pele do campo operatório e em demais procedimentos invasivos. Toxicidade A Polivinilpirrolidona-iodo. per se. timerosal (mertiolato). Clorofórmio Acetona CUIDADOS COM A MANIPULAÇÃO E ESTOCAGEM DE SOLUÇÕES • colocar as soluções preferencialmente em recipientes pequenos e reutilizáveis. mantendo-os fechados para uso único ou diário. podem ser responsáveis por intoxicações ocasionais. colocar pequenas quantidades e semanalmente realizar a troca e limpeza dos recipientes utilizados. Por suas propriedades físico-químicas. através da lavagem mecânica com fricção e remoção com soro fisiológico.

Não deve ser utilizada em tecidos lesados por desnaturar proteínas e possuir ação lítica agindo em prejuízo do processo cicatricial. PROCEDIMENTOS PVP-I TINTURA CLOREXIDINA DEGERMANTE 3º ou 1º 3º ou 1º 3º ou 1º 69 . pois interfere em prejuízo do processo cicatricial por possuir ação citolítica. Em pele lesada. DE RISCO HEMOCULTURA 1º 2º SONDAGEM 1º VESICAL ANTI-SEPSIA DE 1º MÃOS EM UNIDADE DE INTERNAÇÃO Ordem de execução do procedimento: 1º. provoca forte sensação de ardor. Degermante Lavagem e anti-sepsia de mãos Degermação de pele pré-operatória e para demais procedimentos invasivos de risco para infecção Anti-sepsia complementar da pele préoperatória e antes de demais procedimentos invasivos de risco para infecção • Alcoólico SOLUÇÕES PADRONIZADAS SOLUÇÃO ÁLCOOL 70% + PVP-I PVP-I ÁLCOOL 70% FISIOLÓGICA GLICERINA DEGERMANTE TÓPICO CURATIVOS LIMPOS 1º 2º CURATIVOS COM 1º 2º DRENO CURATIVOS 1º 2º INFECTADOS VENOPUNÇÃO 1º PROCEDIMENTO 2º 1º VASCULAR INVASIVO ANTISSEPSIA PRÉ 2º 1o OPERATÓRIA DA PELE ANTISSEPSIA DE MÃOS PRÉ2º 1o OPERATÓRIA E P/ PROC.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS VEÍCULOS Aquoso INDICAÇÕES • Curativos • • CONTRA-INDICAÇÕES Não deve ser utilizado em tecidos lesados. 3º Números iguais significa que ambas as soluções podem ser utilizadas. afetando a permeabilidade da membrana e desintegrando-a. através da diminuição da tensão superficial da célula. 2º.

Utilizar luvas na possibilidade do contato com sangue ou demais fluidos corporais. Cicatrização por segunda intenção Se dá quando as bordas da ferida estão dilaceradas por trauma. Lavar as mãos antes e após a realização do curativo. 03. 4. Cicatrização por primeira intenção Se dá quando as superfícies das bordas da ferida estão estreitamente ajustadas uma à outra. Limpa: realizada em condições assépticas e em tecido estéril.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NORMAS PARA REALIZAÇÃO DE CURATIVOS INTRODUÇÃO A ferida é uma injúria à qual o organismo reage através de alterações biológicas locais e sistêmicas. 2. anti-sepsia e sutura das bordas. 2. infecção. Utilizar instrumental estéril. do grau de contaminação e do processo de cicatrização. Jamais poderão ser reutilizadas pinças de um paciente para outro. Quanto ao grau de contaminação. pode se dar pelas seguintes formas: 01. Nunca colocar material contaminado na cama. O processo cicatricial. 2. 6. 5. 4. Contaminada: realizada em tecido colonizado por flora microbiana abundante e de difícil descontaminação. pelo menos uma das seguintes funções: 1. A necessidade de um curativo e o tempo de permanência do mesmo depende da maneira como esta ferida é produzida. 7. dependendo do tipo de lesão. Utilizando-se a técnica correta não é necessário o uso de luvas estéreis. Infectada: na presença de um processo infeccioso local. mesmo que se trate de feridas limpas. sem nenhum fator local ou geral de interferência. 3. 02. mesa de cabeceira ou outras superfícies da enfermaria. ou ferimento por arma branca em tecido estéril. Obedecer os princípios de assepsia para evitar a contaminação do material. Potencialmente contaminada: realizada em tecido colonizado por flora microbiana pouco abundante ou ferimento por arma de fogo em tecido estéril. como a seguir: FINALIDADES DOS CURATIVOS Os curativos devem ter por finalidade. Proteger de traumatismo mecânico Prevenir contaminação exógena Exercer ação microbicida e microbiostática com o uso de anti-sépticos tópicos Absorver secreções Minimizar acúmulo de fluidos por compressão Imobilizar Este procedimento deve obrigatoriamente obedecer as seguintes normas básicas de assepsia: 1. Este é o objetivo das feridas fechadas cirurgicamente com os requisitos de assepsia. 70 . 3. O processo cicatricial normal. queimadura ou ferimentos intencionalmente deixados abertos. a ferida é classificada como: 1. 6. Obedecer o princípio de realização do procedimento do local menos para o mais contaminado. Cicatrização por terceira intenção É a corrigida ou estimulada cirurgicamente após a formação do tecido de granulação. A cicatrização é muito mais lenta do que por primeira intenção. 3. 5. 4. a fim de que apresente melhores resultados funcionais e estéticos. obedece algumas fases no decorrer do tempo.

saco plástico pequeno. soro fisiológico. 6. e) Alfinetes não são indicados como meio de evitar mobilização dos drenos penrose. Curativo limpo: ferida limpa e fechada. Friccionar este chumaço na extremidade da fita adesiva. 4. f) A mobilização do dreno fica a critério médico. antisséptico (PVP-I) e outros que se fizerem necessários. 2. fazer um chumaço de gaze. dispensando o uso das pinças. 4. penrose ou tubulares). interferindo prejudicialmente no processo cicatricial. b) Após este período. Curativo com dreno a) O curativo do dreno deve ser realizado separado do da incisão e o primeiro a ser realizado será sempre o do local menos contaminado. Após este período. b) O curativo com drenos deve ser mantido limpo e seco. para monitorização microbiológica. 2. devendo ser trocado sempre que úmido para evitar colonização. 5. TÉCNICA DE CURATIVOS 1. g) Os drenos de sistema aberto devem ser protegidos durante o banho. Abrir os pacotes de gaze e colocá-las no campo de curativo. com ou sem infecção. 6. 5. Com as pinças de Kocher e dente-de-rato. Lavar as mãos com água e sabão. PVP-I tópico (aquoso). Não tocar na parte interna do campo. pois os tensoativos afetam a permeabilidade das membranas celulares. embebê-lo em éter. Isto significa que o número de trocas está diretamente relacionado com a quantidade de drenagem. produzem hemólise e são adsorvidos pelas proteínas. c) Utilizar PVP-I tópico somente para ablação dos pontos. Pacientes com feridas infectadas devem possuir sem seu quarto uma bandeja individualizada contendo: éter. d) Sistemas de drenagem aberta (por exemplo. fita adesiva. tracionando-a com o auxílio da pinça dente-derato. Gaze vaselinada estéril é recomendada nos casos em que há necessidade de prevenir aderência nos tecidos. Abrir o pacote de curativos e colocar as pinças de modo que a parte de segurar fique fora do campo. 7. Prendendo-o com a pinça de Kocher. 3.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS TIPOS DE CURATIVOS 01. com o auxílio da Kocher. o curativo deve ser mantido oclusivo por 24 horas e após este período poderá permanecer exposta e lavada com água e sabão. estas lesões são altamente susceptíveis à contaminação exógena. devem ser mantidos ocluidos com bolsa estéril ou com gaze estéril por 72 horas. O curativo deve ser protegido durante o banho. O número de trocas do curativo está diretamente relacionado à quantidade de drenagem. pois enferrujam facilmente e propiciam a colonização do local. a incisão pode ser exposta e lavada com água e sabão. a) O curativo limpo e seco deve ser mantido oclusivo por 24 horas. 8. tendo o cuidado de não encostar uma pinça na outra. 7. Desprezar o chumaço e o curativo sujo no saco plástico e a pinça dente-de-rato na cuba-rim. As soluções anti-sépticas degermantes são contra-indicadas em feridas abertas. álcool a 70% (para antissepsia das mãos). soro fisiológico. 3. Em feridas com drenagem purulenta deve ser coletada cultura semanal (swab). pacote de curativo. a manutenção da bolsa estéril fica a critério médico. c) Se houver incisão limpa e fechada. Por estarem abertas. 9. A limpeza da ferida deve ser mecânica com solução fisiológica estéril. A remoção do curativo também pode ser feita com as mãos enluvadas. fazer outro chumaço de gaze e embebê-lo em soro fisiológico. Os frascos devem ser identificados com o nome do produto e a data de preparo e as soluções devem ser trocadas a cada 7 dias. Pegar a pinça Kelly e. Curativo contaminado Estas normas são para feridas infectadas e feridas abertas ou com perda de substância. 1. A anti-sepsia deve ser realizada com PVP-I tópico (aquoso). secar e friccionar álcool a 70% glicerinado. 02. Reunir em uma bandeja o material necessário: pacotinhos de gaze. 71 . 8. O curativo deve ser oclusivo e mantido limpo e seco. 03. cuba-rim. até desprendê-la.

Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS 9. Lavar as mãos com água e sabão. seguindo o princípio do menos para o mais contaminado. embebê-lo na solução antisséptica (PVP-I tópico) e aplicar na ferida. desprezandoos no saco plástico. Secar toda a área com chumaços secos de gaze. 11. Desprezar o saquinho de plástico no lixo hospitalar. Fazer novo chumaço. Proceder à limpeza da área. Cobrir a ferida com gazes e fixá-las com fita adesiva. seguindo as orientações acima citadas. 10. 12. 72 . utilizando tantos chumaços quanto for necessário. Encaminhar o material utilizado para a esterilização. 15. secar e friccionar álcool 70% glicerinado. 14. 13.

Transferir vagarosamente o sangue para o interior do frasco de hemocultura. 5. Número de amostras: „ Infecções sistêmicas ou localizadas (sepse. Colocar as hemoculturas na estufa a 37º C. 4. meningite. 4. artrite séptica. 6. O local de punção venosa não deve ser palpado após a desinfecção. Cuidado para que as paredes laterais da cavidade bucal não sejam tocadas. Introduzir o swab após a passagem do esfíncter anal e deixar por 20 a 30 segundos. Lavar as mãos. com um abaixador de língua. Colocar o swab em tubo estéril.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NORMAS PARA COLETA DE MATERIAIS PARA CULTURA Cultura de Orofaringe 1. com intervalos superiores a 1 hora. 5. Após a coleta o swab deve ser colocado dentro de um tubo estéril até ser semeadas no meio de cultura. se após 24 horas de cultivo não houver crescimento bacteriano. colocar o swab em meio de transporte. evitando hemólise. 7. O paciente deve respirar profundamente enquanto. 3. Dirigir um foco de luz para a cavidade oral aberta. Em seguida. Passar o swab rapidamente para cima e para baixo na mucosa da faringe posterior atrás da úvula e entre os pilares tonsilares. Se houver atraso no transporte ao laboratório. colher mais 2 amostras. Desinfetar a área da punção com álcool a 70% e deixar secar. „ Endocardite bacteriana aguda: coletar 3 amostras de punções venosas diferentes com intervalo de 15 a 30 minutos. Hemocultura 1. • Nunca colher urina estagnada na bolsa coletora. 2. a menos que se use uma luva estéril. 6. • Todas as amostras devem ser refrigeradas se houver demora no transporte para o laboratório. 3. Urocultura • A coleta deve ser feita do jato médio da primeira micção da manhã em um frasco estéril. Coprocultura 1. nem desconectar a bolsa coletora da sonda vesical. 8. colher mais 2 amostras. geralmente 10 mL para adultos e 0. „ Febre de origem indeterminada: coletar 2 a 3 amostras de punções venosas diferentes.5 a 5 mL para crianças. o técnico abaixa a língua do paciente. osteomielite. tornar a limpara a área com PVPI a 10% e deixar secar. „ Endocardite bacteriana subaguda: coletar 3 amostras de punções venosas diferentes com intervalo mínimo de 15 minutos. pneumonia): coletar 2 amostras de punções venosas diferentes com intervalos de 5 minutos entre as punções. 3. 9. 2. Utilizar agulha e seringa estéreis ou sistema fechado. 73 . O volume ideal de sangue a ser coletado corresponde a 10% do volume total do frasco de coleta. 10. O mesmo deverá ser removido com álcool a 70% após a punção para evitar possível irritação da pele. desprezandose o primeiro jato. 2. „ Crianças: colher 2 amostras. Fazer a antissepsia do frasco de hemocultura com álcool a 70% na porção de borracha onde será introduzida a agulha. Solicita-se ao paciente que fale “aah” de forma a erguer a úvula e ajudar a reduzir o reflexo de náuseas. se após 24 horas de cultivo não houver crescimento.

7. Retrair o prepúcio. Com uma das mãos. 4. 3. Coletar a urina com uma seringa e agulha estéreis. Lavar as mãos com água e sabão e secá-las com papel toalha. 2. 5. 6. 3. 8. 6. Clampear o equipo da bolsa coletora. utilizando. 4. ferida cirúrgica fechada) 1. Crianças 1. 4. 5. 5. a qual deverá ser removida com álcool a 70% para evitar irritação da pele. Biópsia da pele é a técnica mais recomendada. Homens 1. o paciente ou a enfermeira deverá afastar os grandes lábios e mantê-los afastados enquanto limpa e colhe a urina. Cultura de lesões de pele e partes moles fechadas (lesões bolhosas. petéquias. 6. Tampar o recipiente adequadamente. puncionando a sonda vesical no local onde foi realizada a desinfecção. Lavar o cateter urinário com sabão líquido próximo à sua junção com o sistema de drenagem. celulites. A lesão não deve ser rompida durante o preparo da pele. OBSERVAÇÃO: As amostras obtidas de pacientes cateterizados nem sempre refletem uma real infecção do trato urinário. Cateterismo Vesical 1.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Mulheres 1. Usando uma compressa de gaze estéril embebida em povidine tópico (aquoso). injetar pequena quantidade de soro fisiológico e aspirar. Não usar swabs para coletar o pus emergente (isso evita a contaminação com a flora da superfície). 3. Limpar o tecido periuretral com povidine tópico e secar com gaze estéril. Transferir o material par um recipiente estéril e enviar ao laboratório. 2. 2. As margens e superfície da lesão devem ser descontaminadas com álcool a 70% e depois com solução de povidine-iodine (PVPI a 10%). de preferência. Coletar o material purulento localizado na parte mais profunda da ferida. Limpar a glande e meato com povidine tópico e secar com gaze estéril. 3. 4. limpar novamente a região e colocar novo coletor. limpar a região (para cada lado deve-se usar gazes novas). Secar a região com gaze estéril. pois pode-se isolar bactérias do biofilme que se forma na superfície interna da sonda. 74 . Retirar o sabão com soro fisiológico e friccionar álcool a 70% por 30 segundos. 2. Lavar as mãos com água e sabão e secá-las com papel toalha. Se não houver urina após 30 minutos. Se não for possível aspirar. A coleta de ferida de queimadura deve ser realizada após extensa limpeza e debridamento da lesão. Se a coleta for feita através de biópsia. Amostras de urina coletadas da extremidade do cateter de Foley são impróprias para cultura porque as pontas do cateter estão invariavelmente contaminadas com microrganismos. Tampar a seringa e enviar ao laboratório. aspirado com seringa e agulha. 5. Segurar o recipiente pela parte externa durante a coleta. 3. 2. Segurar o recipiente pela parte externa durante a coleta. o material das margens da lesão e a parte mais profunda do sítio escolhido são mais representativos e possuem maior viabilidade de microrganismos. vesículas. Colocar o coletor urinário pediátrico estéril sobre a genitália. Tampar o recipiente adequadamente.

injetar uma pequena quantidade de soro fisiológico e aspirar. se houver suspeita de bacteremia ou sepse relacionada ao cateter. Não usar swab pois os germes coletados podem representar apenas colonização da superfície da ferida. Peritoneal. Todas as amostras devem ser refrigeradas se houver demora no transporte ao laboratório. Aspirar o material com seringa e agulha estéreis. Proceder a antissepsia da pele ao redor do cateter com álcool a 70% e. Retirar o cateter vagarosamente utilizando pinça estéril. 2.2 a 0. Se a quantidade de secreção for pequena. Antes da remoção do cateter intravascular. 3. 6. 5 cm do cateter (parte do trajeto subcutâneo e ponta distal) com uma lâmina de bisturi ou tesoura estéril. O frasco deve conter 0. em seguida. Adicionar assepticamente soro fisiológico ou água destilada estéril. 3. caso haja possibilidade de ressecamento. 5. As amostras conservadas em formol não são adequadas para cultura. Colocar o pedaço do cateter num frasco estéril. AMOSTRAS NÃO RECOMENDADAS PARA CULTURA POR FORNECEREM RESULTADOS QUESTIONÁVEIS Amostra Alternativa ou comentário Ponta de cateter de Foley Não processar Swab de secreção de lesão de partes moles aberta Não processar Swab de amostra de queimadura Processar biópsia ou aspirado Swab de úlcera de decúbito Processar biópsia ou aspirado Swab de abscesso perirretal Processar biópsia ou aspirado Swab de lesão de gangrena Processar biópsia ou aspirado Swab de lesão periodontal Processar biópsia ou aspirado Swab de úlcera varicosa Processar biópsia ou aspirado Material de colostomia Não processar 75 . Tecidos e Biópsias 1. perfeitamente adaptada. conforme técnica de hemocultura. 4.5 ml de heparina estéril. A coleta dos materiais é um procedimento médico que deve ser realizado assepticamente. Cortar. A presença de um número maior ou igual a 15 colônias de um único tipo de bactéria sugere que a ponta de cateter pode estar sendo fonte de infecção (técnica de Maki). escaras) 1. 4. 2. Tampar a seringa e enviar ao laboratório. Sinovial) 1. 5. O material coletado deve ser acondicionado em frasco estéril com tampa de rosca. assepticamente. Enviar o frasco imediatamente ao laboratório. 3. com PVPI a 10%. de boca larga. 7. colher primeiro 3 amostras de sangue periférico em veia distante do cateter. 2. Cultura de ponta de cateter intravascular 1. o qual deverá ser posteriormente removido com álcool a 70% para evitar irritação da pele pelo iodo. Limpar a superfície da ferida com uma gaze estéril embebida em água estéril. Não usar tesouras embebidas em soluções antissépticas. sem meio de cultura. As amostras de tecido para cultura devem ser acondicionadas em frasco estéril. Líquidos Corporais (Líquido Pleural. 3. Pericárdico. Recomenda-se que o semeio ocorra no máximo 1 hora após a remoção do cateter.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Lesões de pele e partes moles abertas (ferida cirúrgica aberta. 2.

Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS TEMPO CRÍTICO PARA A ENTREGA DA AMOSTRA AO LABORATÓRIO E MEIOS DE TRANSPORTE Amostra Tempo crítico Frascos e meios de transporte Líquor Imediatamente Tubo seco estéril Líquido pleural Imediatamente Tubo seco estéril Imediatamente Tubo seco estéril ou meio semiSwab sólido (Stuart. Amies) Feridas e tecidos 30 minutos ou até 12 horas (meio de Meio de transporte apropriado transporte) Hemocultura 30 minutos Frascos com meio de cultura Trato respiratório 30 minutos Tubo seco estéril Trato gastrointestinal 1 hora Tubo seco estéril Urina Até 1 hora ou refrigerada até 24 horas Tubo seco estéril Fezes Até 12 horas em meio de transporte Cary-Blair Ponta de cateter Até 1 hora Tubo seco estéril intravascular MATERIAIS CLÍNICOS E REFRIGERAÇÃO Podem ser refrigerados Não podem ser refrigerados Urina Líquor Fezes Líquido pleural e outros fluidos corporais Materiais do trato respiratório Materiais do trato genital/cervical Materiais de lesões de partes moles Sangue 76 .

na água armazenada. Nunca usar sabão. 7. Cálculo da quantidade de hipoclorito de sódio a ser utilizada 1. a fim de eliminar toda a sujeira aderida (não utilizar escovas de aço para não danificar as paredes do reservatório). 5. Escoar a sujeira.14 x raio ao quadrado x altura x 1000) Lavagem do Reservatório 1.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS HIGIENIZAÇÃO DA CAIXA D’ÁGUA Cálculo da Capacidade do Reservatório 1. Esvaziar o reservatório. esfregando bem as paredes. esvaziar totalmente o reservatório. Verificar as dimensões do reservatório: altura. preparo de alimentos ou para higiene pessoal). Calcular o volume em litros usando uma das seguintes fórmulas: a. de modo a obter uma diluição final entre 20 a 25 ppm de cloro livre. Manter a solução em contato com a água por um tempo superior a 2 horas. Abrir o registro até a água cobrir o fundo da caixa. pois poderá permanecer nas paredes do reservatório e. posteriormente. A HIGIENIZAÇÃO DA CAIXA D’ÁGUA DEVE SER REPETIDA A CADA 6 MESES 77 . 2. obedecendo à proporção de 1 litro de água sanitária para cada 1000 litros de capacidade do reservatório. mediante abertura de todos os pontos de utilização de água (torneiras. Encher novamente a caixa para promover a agitação do líquido e uma adequada homogeinização da solução desinfetante com a água do reservatório. Lavar cuidadosamente o interior do reservatório com água e escova. poliedros: volume (litros) = altura x largura x comprimento x 1000 b. vaso sanitário. 2. 5. de modo a promover a desinfecção das tubulações (ATENÇÃO: esta água não deve ser utilizada como bebida. largura e comprimento (para caixas d’água em forma de poliedros) ou altura e raio (para caixas d’água cilíndricas). 2. Calcular o volume da solução de hipoclorito. 4.). 4. cilíndricas: volume (litros) = πr2h x 1000 (3. 6. Fechar o registro. Transcorrido este tempo. 3. 3. detergente ou similar para essa operação. etc. Encher novamente o reservatório e utilizar a água normalmente. Fechar novamente o registro e despejar o volume calculado da solução de hipoclorito.

Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ANEXOS 78 .

Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS FICHA DE NOTIFICAÇÃO E ACOMPANHAMENTO DE ACIDENTES OCUPACIONAIS (FOLHA 1) HOSPITAL: ___________________________________________________________________________ DATA : ____ / ____ / ____ NOME DO ACIDENTADO: ________________________________________________________________ SEXO: M F F F IDADE: _________ OCUPAÇÃO: ___________________________________________________ UNIDADE ONDE OCORREU O ACIDENTE: _________________________________ DATA / HORA ACIDENTE: ____ / ____ / ____ TIPO DE EXPOSIÇÃO: PERCUTÂNEA F OBJETO DA LESÃO: AGULHA OCA F OUTROS F _______________________ CONDIÇÕES DO OBJETO: SANGUE VISÍVEL F MATERIAL ORGÂNICO: SANGUE F LÍQUIDO PERITONEAL F LÍQUIDO PLEURAL F VOLUME: POUCAS GOTAS F AUSÊNCIA DE SANGUE VISÍVEL F AGULHA RECENTEMENTE USADA EM VASO SANGÜÍNEO F FLUIDO CONTENDO SANGUE F LÍQUIDO PERICÁRDICO F OUTROS F _______________________ LÍQUIDO AMNIÓTICO F LÍQUOR F _____ : _____ MUCOSA F PELE ÍNTEGRA F PELE LESADA F PARTE DO CORPO ACIDENTADO: ________________________________________________________ AGULHA SEM LÚMEN F LÂMINA DE BISTURI F RESPINGO DE GRANDE VOLUME F SITUAÇÃO: RECAPAMENTO DE AGULHAS FMANUSEIO DE ROUPAS F ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS F MANUSEIO DE PACIENTES F MANUSEIO DE MATERIAL CIRÚRGICO F MANUSEIO DE LIXO F OUTRAS F ________________________________________________________________ PACIENTE FONTE CONHECIDO: SIM F NÃO F NEGATIVO F DESCONHECIDO F NÃO REALIZADO F DATA: ____ / ____ / ____ DATA: ____ / ____ / ____ DATA: ____ / ____ / ____ SOROLÓGIA PRÉVIA: POSITIVO F POSITIVO F POSITIVO F TESTE RÁPIDO P/ HIV: POSITIVO F NEGATIVO F AgHBs: ANTI-HIV: NEGATIVO F NEGATIVO F NÃO REALIZADO F NÃO REALIZADO F PACIENTE POSITIVO PARA HIV: SINTOMÁTICO F ASSINTOMÁTICO F 3 CARGA VIRAL: ___________________ cópias/mL . ______ log CD4: _____________ / mm 79 .

_____________________ DOSE: ____________________________ _____________________ DOSE: ____________________________ _____________________ DOSE: ____________________________ SIM F NÃO F ACOMPANHAMENTO DE EFEITOS TÓXICOS: EXAMES Hematócrito Leucócitos Plaquetas Glicemia TGO TGP Uréia Creatinina EAS PÓS-ACIDENTE 2 SEMANA DE PROFILAXIA a OBSERVAÇÕES: ____________________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________________ 80 . 2. 3 DOSE: ____ / ____ / ____ ANTI-HBs (1-2 meses após a vacinação): ____________ mIU/mL SEGUNDA SÉRIE DE VACINA PARA HEPATITE B: a a SIM F a NÃO F 1 DOSE: ____ / ____ / ____ . 3.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS FICHA DE NOTIFICAÇÃO E ACOMPANHAMENTO DE ACIDENTES OCUPACIONAIS (FOLHA 2) PROFISSIONAL ACIDENTADO SOROLOGIA PRÉVIA: POSITIVO F NEGATIVO F TESTE RÁPIDO P/ HIV: POSITIVO F NEGATIVO F ACOMPANHAMENTO SOROLÓGICO: SOROLOGIA ANTI-HIV AgHBs ANTI-HBs ANTI-HCV PÓS-ACIDENTE o DESCONHECIDO F NÃO REALIZADO F DATA: ____ / ____ / ____ 3° MÊS PÓS-EXPOSIÇÃO 6° MÊS PÓS-EXPOSIÇÃO 1 MÊS PÓS-EXPOSIÇÃO NÃO NÃO IMUNIZAÇÃO PRÉVIA CONTRA HEPATITE B: SIM F VACINAÇÃO CONTRA HEPATITE B: a a NÃO F a DATA: ____ / ____ / ____ 1 DOSE: ____ / ____ / ____ . 2 DOSE: ____ / ____ / ____ . 2 DOSE: ____ / ____ / ____ . 3 DOSE: ____ / ____ / ____ ANTI-HBs (1-2 meses após a vacinação): ____________ mIU/mL IMUNOGLOBULINA ANTI-HEPATITE B (HBGI) ATÉ 7 DIAS APÓS EXPOSIÇÃO ____ / ____ / ____ PROFILAXIA PÓS-EXPOSIÇÃO PARA HIV: DATA DE INÍCIO: ____ / ____ / ____ DROGAS: 1.

2. PACIENTES EM USO DE ANTIBIOTICOTERAPIA: ADEQUADO INCORRETO: II. 12. 16. 6. 15. 11. MOTIVOS DE USO INCORRETO: 81 . 7. 5. 8. 3. 9. 10.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS FICHA DE NOTIFICAÇÃO DE USO DE ANTIBIÓTICOS HOSPITAL: ____________________________________________________________________________ MÊS/ANO: _____________________________________________ I. 4. 13. PACIENTES EM USO DE ANTIBIOTICOPROFILAXIA CIRÚRGICA: ADEQUADO: INCORRETO: ANTIBIÓTICOS: Amicacina: Amoxicilina: Ampicilina: Cefalexina: Cefalotina: Cefazolina: Cefotaxima: Ceftazidima: Ceftriaxona: Clindamicina: Cloranfenicol: Gentamicina: Metronidazol: Oxacilina: Penicilina benzatina: Penicilina cristalina: Penicilina procaína: SMZ/TMP: Vancomicina: „ 1. 14.

Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NOTIFICAÇÃO DE INFECÇÕES COMUNITÁRIAS E HOSPITALARES DATA DA NOTIFICAÇÃO: _____ / _____ / __________ HOSPITAL ____________________________________________________________________________ NOME DO PACIENTE____________________________________________________________________ IDADE_________ SEXO: M F F F ENFERMARIA _______________ LEITO _________ SETOR ____________________________ TIPO DE INFECÇÃO: INFECÇÃO COMUNITÁRIA F INFECÇÃO EXTRA-INSTITUCIONAL F INFECÇÃO HOSPITALAR F DATA DA INTERNAÇÃO: ____ / ____ / ____ DATA DIAGNÓSTICO DA INFECÇÃO: ____ / ____ / ____ DOENÇAS ASSOCIADAS: ________________________________________________________________ TOPOGRAFIA DA INFECÇÃO: CIRÚRGICA F SEPSE F GASTROINTESTINAL F RELACIONADA A CATETER IV F URINÁRIA F TRATO RESPIRATÓRIO SUPERIOR F TRATO REPRODUTOR F SNC F TRATO RESPIRATÓRIO INFERIOR F PELE E PARTES MOLES F CULTURA: OUTRA: _____________________________ SIM F NÃO F GERME(S) ISOLADO(S) ___________________________________________ SENSIBILIDADE: ________________________________________________________________________ RESISTÊNCIA: _________________________________________________________________________ PROCEDIMENTOS INVASIVOS: NPT F ÓBITO: SIM F NÃO F DATA: ____ / ____ / ________ CIV F SVD F VMI F OUTRO F _________________________ OBSERVAÇÕES: _______________________________________________________________________ 82 .

Inflamação e secreção mínimas..Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NOTIFICAÇÃO DE INFECÇÕES DE SÍTIO CIRÚRGICO (ISC) HOSPITAL ____________________________________________________________________________ NOME DO PACIENTE___________________________________________IDADE_________ SEXO: M F F F ENFERMARIA _______________ LEITO _________ SETOR ____________________________ CIRURGIA REALIZADA: ____________________________ DATA DA CIRURGIA: ____ / ____ / ____ CIRURGIÃO: ________________________ DATA DA CONSULTA: ____ / ____ / ____ DOENÇAS ASSOCIADAS: ________________________________________________________________ ASPECTO DA INCISÃO CIRÚRGICA: HIPEREMIA: SIM F NÃO F NÃO F NÃO F NÃO F NÃO F NÃO F NÃO F NÃO F HIPERTERMIA: SIM F DOR LOCAL: EDEMA: SIM F SIM F DEISCÊNCIA: SIM F HEMATOMA: SIM F DRENAGEM PURULENTA: SIM F SECREÇÃO NÃO-PURULENTA: SIM F CULTURA SIM F NÃO F GERME(S) ISOLADO(S) ___________________________________________ SENSIBILIDADE: ________________________________________________________________________ RESISTÊNCIA: _________________________________________________________________________ OBSERVAÇÃO: não classificar como infecção incisional: • • A infecção relacionada apenas à incisão do dreno. restritas aos pontos de penetração da sutura não devem ser consideradas ISC. 83 . conforme a extensão do processo. classificá-la como infecção de pele ou de partes moles.

Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NOTIFICAÇÃO DE PROCEDIMENTOS DE RISCO HOSPITAL ______________________________________________MÊS________________ANO_______ DIA 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 TOTAL NPT CIV SVD VMI NUTRIÇÃO PARENTERAL (NPT): CATETER INTRAVASCULAR (CIV): SONDA VESICAL DE DEMORA (SVD): VENTILAÇÃO MECÂNICA INVASIVA (VMI): 84 .

Cobertura adequada? b. Enfermarias 2. Ralo sifonado com tampa? 6. NORMA CORRETA SIM NÃO COMENTÁRIOS HIGIENIZAÇÃO HOSPITALAR 1. Pisos e paredes com revestimento liso e de fácil higienização? c. UTI d. Serviço de Nutrição e. Pisos. Existe vestiário com sanitários para os funcionários da área suja? 11. Existe vestiário com sanitários para os funcionários do setor? 17. Existe uma barreira física entre a área limpa da área suja? 9. Centro Cirúrgico c. Existe lavadora de desinfecção com duas portas de acesso? 10. Existem pias com saboneteira e depósito de papel toalha em ambas áreas? 13. Existe Depósito de Material de Limpeza (DML) exclusivo para os seguintes setores? a. paredes e portas são revestidos com material liso e lavável? 14. Fonte de água? d. Existe sanitários e vestiários exclusivos para os funcionários do setor de limpeza? 4. A lavadora de desinfecção está posicionada na parede que separa a área suja da área limpa? 10. Pisos e paredes são revestidos com material liso e lavável? 18. Fonte de água? f. Existe uma área com características adequadas para o acúmulo do lixo antes do mesmo ser transportado ao abrigo externo? 3. Aberturas para ventilação com tela milimétrica? e. Central de Material Esterilizado b. Cobertura adequada? c. Existem exaustores nas áreas suja e limpa? 12. Pias adequadas para a lavagem do material contaminado? 19. Lavanderia f.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ROTEIRO DE INSPEÇÃO DE ARQUITETURA HOSPITALAR RELACIONADA AO CONTROLE DAS INFECÇÕES HOSPITALARES HOSPITAL: DATA: / / 20 . Ralo sifonado com tampa? LAVANDERIA 8. O abrigo de resíduos apresenta: a. Dimensões adequadas à geração de resíduos equivalente a dois dias? b. Existem armários específicos e de fácil limpeza para armazenamento da roupa limpa? CENTRAL DE MATERIAL ESTERILIZADO 15. Pisos e paredes com revestimento adequado? d. Existe abrigo de higienização? 7. O abrigo de higienização apresenta: a. Existe uma barreira física separando a área limpa da área contaminada? 16. Bancadas de material liso e lavável para acomodação do material que aguarda limpeza? 85 . Existe abrigo de resíduos? 5.

material liso. de fácil higienização e em bom estado de conservação? 46. As paredes são de cor clara. de material liso. lavável. O setor é equipado de exaustores? 24. de fácil higienização e em bom estado de conservação? 44. bolor e descascamento? 30. lavável e de fácil higienização? 27. A área para armazenamento possui prateleiras.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NORMA CORRETA 20. As janelas são dotadas de telas? 28. lavável e de fácil higienização? 29. de fácil higienização e em bom estado de conservação? 32. lavável e de fácil higienização? 25. A área para armazenamento possui condicionamento da temperatura ambiente em torno de 26 °C? 43. material liso. Existem instalações sanitárias e vestiários exclusivos para os funcionários do setor de nutrição e dietética? 34. Os armários do setor são de cor clara. material liso. A área para a recepção das mercadorias é de fácil acesso aos fornecedores? 38. A área para armazenamento possui piso de cor clara. de material liso. Existem instalações adequadas para os funcionários guardarem suas roupas e pertences? 35. de material liso. lavável. de fácil higienização e em bom estado de conservação? 45. A ventilação do setor proporciona renovação do ar. A área para a recepção das mercadorias possui área suficiente para acomodar as mercadorias no momento do recebimento? 40. de fácil higienização e em bom estado de conservação? 31. Existe uma área separada para o processamento de cada gênero alimentício (carnes cruas. A área para a recepção das mercadorias possui cobertura para a proteção dos alimentos na hora da entrega? 39. rachaduras. Existe uma área para armazenamento dos produtos alimentares? 42. lavável. verduras e frutas. O piso é de cor clara. lavável. material liso. Existe uma área própria para refrigeradores e freezers? 47. As prateleiras do setor obedecem uma distância de 25 cm do piso? 33. massas e sobremesas. As portas são de cor clara. O teto é de cor clara. A área para a recepção das mercadorias é situada em local externo? 37. Bancadas de material liso e lavável para a secagem do material limpo? 21. conforto térmico e ambiente isento de fumaças? 23. A área para a recepção das mercadorias possui tanque para pré-higienização de verduras e frutas antes de seu armazenamento? 41. umidade. alimentos cozidos)? SIM NÃO COMENTÁRIOS 86 . Existem ralos sifonados com proteção telada? 26. O teto é isento de vazamentos. material liso. O armazenamento do material esterilizado é feito em prateleiras de material liso e de fácil higienização? SETOR DE NUTRIÇÃO 22. Existe área para recepção das mercadorias? 36. A área para armazenamento possui paredes de cor clara.

paredes e portas de material liso e lavável? 75. Água corrente c. Pisos. Bancadas de material liso e de fácil higienização? 63. Armários de material liso e de fácil higienização? SALA DE MEDICAÇÕES INJETÁVEIS 74. Pia b. Presença de pias adequadas para a lavagem das mãos em cada enfermaria? 67. Presença de pia adequada para a lavagem das mãos? 61. paredes e portas de material liso e lavável? 59.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NORMA CORRETA 48. paredes e portas de material liso e lavável? 65. Presença de expurgo no local? 60. Pia de degermação com características adequadas? UTI 58. Saboneteira para sabão líquido d. Presença de pia adequada para a lavagem das mãos? 76. A área de higienização dos utensílios dispõe de: a. O sistema de higienização das mãos possui: a. Cada área destas possui sistema para a higienização das mãos específico para esta finalidade? 50. Cesto de lixo com tampa acionada por pedal 51. Armários de material liso e de fácil higienização? ENFERMARIAS 64. Bancadas de material liso e de fácil higienização? SIM NÃO COMENTÁRIOS 87 . Presença de expurgo no local? 66. Presença de pia adequada para a lavagem das mãos? 72. Presença de quarto de isolamento? 62. de fácil higienização. confeccionada em material liso e de fácil higienização? 49. Presença de expurgo no local? 57. Bancadas de material liso e de fácil higienização nos Postos de Enfermagem? 69. Pisos. Presença de quartos de isolamento? 68. Pisos. Pisos. Cada uma destas áreas possui bancada provida de pia. Papel-toalha e. Armários de material liso e de fácil higienização nos Postos de Enfermagem? SALA DE AEROSSOL 70. insetos e roedores)? CENTRO CIRÚRGICO 55. O setor possui uma área específica para a cocção de alimentos? 52. Os utensílios são armazenados de forma adequada após a higienização (local exclusivo. Pisos. protegido contra poeira. paredes e portas de material liso e lavável? 56. Cubas profundas b. Existe uma área específica para higienização dos utensílios? 53. Água corrente c. Local para a permanência dos utensílios limpos durante a secagem? 54. Local para dispor os utensílios que aguardam higienização d. Bancadas de material liso e de fácil higienização? 73. paredes e portas de material liso e lavável? 71.

Bancadas de material liso e de fácil higienização? 81. Presença de pia adequada para a lavagem das mãos? CONSULTÓRIOS ODONTOLÓGICOS 88. Presença de pia adequada para a lavagem das mãos? 80. Pisos. Pisos. Pisos. Bancadas de material liso e de fácil higienização? 85. paredes e portas de material liso e lavável? 83. Armários de material liso e de fácil higienização? SALA DE SUTURAS 82. Presença de pia adequada para a lavagem das mãos? 84. Armários de material liso e de fácil higienização? SIM NÃO COMENTÁRIOS RESULTADO: Taxa de adequação às normas de controle de infecções hospitalares: % 88 .Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NORMA CORRETA 77. paredes e portas de material liso e lavável? 79. paredes e portas de material liso e lavável? 89. Presença de pia adequada para a lavagem das mãos? 90. Armários de material liso e de fácil higienização? SALA DE CURATIVOS 78. paredes e portas de material liso e lavável? 87. Bancadas de material liso e de fácil higienização? 91. Pisos. Armários de material liso e de fácil higienização? CONSULTÓRIOS MÉDICOS 86.

Existe Depósito de Material de Limpeza (DML) exclusivo para os seguintes setores? (a) CME (b) Centro Cirúrgico (c) UTI (d) Serviço de Nutrição (e) Lavanderia (f) Enfermarias 12. Técnica adequada para desinfecção de superfícies após contaminação com material infectante? 6. Os sacos de lixo são usados somente até o preenchimento de dois terços de sua capacidade? 21. NORMA CORRETA SIM NÃO COMENTÁRIOS 1. O funcionário responsável pela limpeza das áreas críticas permanece no setor durante todo o expediente? 15. Utiliza hipoclorito de sódio a 250 ppm para desinfecção de baixo nível de pisos de banheiros. central de esterilização. Os funcionários do serviço de limpeza são proibidos a ajudar no transporte de pacientes? 17. O resíduo infectante é coletado em saco plástico branco leitoso com símbolo impresso de risco biológico? 20. Existem recipientes específicos e adequados para o descarte de material pérfurocortantes? 89 . Os resíduos são coletados em sacos plásticos de cores diferentes conforme o tipo de resíduo? 19. O hospital já conta com seu Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde – PGRSS? 18. Todas lixeiras. lavanderia? 3. com exceção das áreas nãocríticas. Técnica correta de lavagem dos banheiros? 7. possuem tampas? 22. Nas áreas críticas e semi-críticas as lixeiras possuem tampas acionadas por pedais? 23. Utiliza hipoclorito de sódio a 1% para desinfecção de superfícies contaminadas com material infectante? 2. Técnica adequada de limpeza terminal? 10. Os funcionários são orientados a retirar a luva antes de tocar trincos de portas 13. Técnica adequada para limpeza dos pisos? 5. Saboneteiras higienizadas após cada troca do sabão? 11.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ROTEIRO DE INSPEÇÃO DO SETOR DE LIMPEZA HOSPITALAR HOSPITAL: DATA: / / 20 . Material de limpeza de áreas críticas é exclusivo para o setor? 14. Áreas críticas limpas no mínimo 2 vezes ao dia? 8. EPI adequado? (a) Uniforme (b) Luvas (c) Botas ou sapatos (d) Gorro (e) Máscara (f) Avental (g) Óculos protetores 16. Utiliza álcool a 70% para desinfecção de superfícies metálicas? 4. laboratório. Áreas semi-críticas limpas no mínimo 1 vez ao dia? 9.

O carro de coleta interna é adequado? 34. Os funcionários lavam as mãos ainda enluvadas e após retirar as luvas ao fim da coleta dos sacos de lixo? 36. antiderrapante e rampa. (c) Os recipientes são deixados nesta área por no máximo 8 horas.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NORMA CORRETA SIM NÃO COMENTÁRIOS 24. O trajeto para o traslado de resíduos até o armazenamento externo permite livre acesso dos recipientes coletores de resíduos. quando necessária? 38. É realizada higienização correta em casos de acidente com derramamento de material infectante? 29. Resíduos de classificação A3 (peças anatômicas e produto de fecundação sem sinais vitais. (b) Não é permitida a retirada dos sacos de resíduos de dentro dos recipientes ali estacionados. Todas as lixeiras são higienizadas quando apresentam sujidade evidente? 27. O serviço dispõe de carro de coleta interna de resíduos? 33. evitando-se o armazenamento com disposição direta dos sacos sobre o piso. Os funcionários têm conhecimento da recomendação de não pressionar com pés ou mãos o conteúdo dos sacos de lixo? 28. possui piso com revestimento resistente à abrasão. Resíduos de classificação A2 (bolsas contendo sangue ou hemocomponentes com volume residual superior a 50 ml) recebem destinamento adequado (acondicionadas em saco branco leitoso e encaminhadas diretamente para os Aterros Sanitários)? 31. com peso menor que 500 gramas ou estatura menor que 25 centímetros ou idade gestacional menor que 20 semanas) recebem destinamento adequado (acondicionados em saco branco leitoso com a identificação da data. As lixeiras das áreas críticas são higienizadas pelo menos 1 vez ao dia? 25. As lixeiras das outras áreas são higienizadas pelo menos semanalmente? 26. Resíduos de classificação A1 (descarte de vacinas de microorganismos vivos ou atenuados) são descartados adequadamente (submetidos a descontaminação. O abrigo de resíduos apresenta: (a) Identificação externa? (b) Ambientes separados para atender o armazenamento de recipientes de resíduos do GRUPO A e do GRUPO D? (c) Dimensões adequadas à geração de resíduos equivalente a dois dias? (d) Cobertura adequada? (e) Portas em bom estado de conservação? (f) Pisos e paredes com revestimento adequado? 90 . 37. superfície plana. regular. resistente. acondicionados e identificados como resíduos do tipo D)? 30. lavável e impermeável. Os carros coletores são higienizados diariamente e sempre que apresentam sujidade? 35. nome da unidade geradora e a inscrição “PEÇAS ANATÔMICAS” e encaminhados para destinação final em Aterro Sanitário)? 32. Existe abrigo de resíduos? 39. e existe abertura telada para ventilação. o mesmo segue as normas recomendadas? (a) Piso e paredes são revestidos com material liso. Em caso de necessidade de armazanamento temporário de resíduos.

Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS

NORMA CORRETA (g) Aberturas para ventilação com tela milimétrica? (h) Fonte de água? (i) Ralo sifonado com tampa? (j) Acesso restrito aos funcionários? 40. Os sacos de resíduos permanecem dentro dos recipientes ali estacionados, evitando-se o armazenamento com disposição direta dos sacos sobre o piso? 41. O abrigo de resíduos é utilizado exclusivamente para armazenamento do lixo? 42. O abrigo de resíduos é higienizado após a coleta externa? 43. Existe abrigo de higienização? 44. O abrigo de higienização apresenta: (a) Cobertura adequada? (b) Pisos e paredes com revestimento liso e de fácil higienização? (c) Fonte de água? (d) Ralo sifonado com tampa?

SIM

NÃO

COMENTÁRIOS

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Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS

ROTEIRO DE INSPEÇÃO DO SETOR DE LAVANDERIA HOSPITALAR
HOSPITAL: DATA: / / 20 .
COMENTÁRIOS

1. 2. 3.

4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12.

13. 14.

15.

16.

17. 18. 19.

20.

21.

22.

23. 24. 25. (g) (h) (i) (j) (k)

NORMA CORRETA SIM NÃO Existe uma barreira física separando a área limpa da área suja? Existe lavadora de desinfecção com duas portas de acesso? A lavadora de desinfecção está posicionada na parede que separa a área suja da área limpa? Os funcionários das respectivas áreas ficam restritos ao seu setor? O acesso ao setor é restrito a seus funcionários? Existe vestiário com sanitários para os funcionários da área suja? Existem exaustores nas áreas suja e limpa? Existe material para descarte de material pérfurocortante em ambas áreas? Existem pias com saboneteira e depósito de papel toalha em ambas áreas? Existe depósito para material de limpeza no próprio setor? Pisos, paredes e portas são revestidos com material liso e lavável? Utiliza-se hipoclorito de sódio a 250 ppm para desinfecção de baixo nível do piso da área suja? Os funcionários estão orientados sobre evitar agitação da roupa durante a coleta? A roupa coletada é transportada em saco resistente de cor diferente do utilizado para o lixo? Havendo extravasamento dos sacos roupa suja, é feita a descontaminação local com hipoclorito de sódio a 1% seguido pela lavagem do local? O funcionário responsável pela coleta utiliza uniforme e luvas de borracha (e não luvas de procedimento)? Os funcionários estão orientados sobre retirar as luvas ao tocar maçanetas de portas? O transporte da roupa coletada é feita com carros coletores específicos para este fim? As características do carro coletor são adequadas (leves, com tampa, material lavável, pouco profundos)? O carro de transporte da roupa suja é submetido diariamente a lavagem com água e detergente seguido de desinfecção com hipoclorito de sódio a 250 ppm? As roupas com sujidades similares presumidas (mesma origem) são reunidas em um mesmo ciclo de lavagem? Todas as peças são cuidadosamente examinadas para a presença de instrumentos estranhos antes da lavagem? Os funcionários estão orientados sobre evitar agitação da roupa? Existe controle microbiológico semestral da água? O funcionário responsável pela lavagem usa EPI adequado? Uniforme Luvas de borracha e cano alto Botas impermeáveis Gorro Máscara antipartículas

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Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS

NORMA CORRETA (l) Avental impermeável (m) Óculos protetores 26. Após o processamento da roupa na área suja, pias, bancadas e pisos são lavados e depois descontaminados com hipoclorito de sódio a 250 ppm ou álcool a 70%, no caso de superfícies metálicas? 27. Durante o processamento da roupa na área limpa, os funcionários são cuidadosos quanto a evitar que a roupa toque o chão? 28. A mesa para dobragem da roupa é de fácil higienização e dimensões apropriadas? 29. Existem armários específicos e de fácil limpeza para armazenamento da roupa limpa? 30. As roupas limpas com defeitos recebem conserto? 31. As roupas que necessitam de conserto são lavadas novamente antes do uso? 32. A roupa limpa é transportada embalada em sacos plásticos individuais para reduzir os riscos de recontaminação? 33. O transporte da roupa limpa é feita com carros específicos para este fim? 34. O carro de transporte da roupa limpa é submetido diariamente a lavagem com água e detergente seguido de desinfecção com hipoclorito de sódio a 250 ppm? 32. O acondicionamento das mudas de roupa que ficam na reserva dos postos de enfermagem é feita em local específico e de fácil higienização?

SIM

NÃO

COMENTÁRIOS

RESULTADO: Taxa de adequação às normas de controle de infecções hospitalares: %

93

17. 9. NORMA CORRETA SIM NÃO Existe uma barreira física separando a área limpa da área contaminada? Os funcionários das respectivas áreas ficam restritos ao seu setor? O acesso à CME é restrito a seus funcionários? Existe depósito para material de limpeza no próprio setor? Existe vestiário com sanitários para os funcionários do setor? Pisos e paredes são revestidos com material liso e lavável? Utiliza-se hipoclorito de sódio a 250 ppm para desinfecção de baixo nível do piso da área suja da central de esterilização? Pias adequadas para a lavagem do material contaminado? Bancadas de material liso e lavável para acomodação do material que aguarda limpeza? Técnica adequada de lavagem manual (solução desincrostante. 24. papel crepado)? Observa-se o limite de dois terços da capacidade da autoclave na disposição dos pacotes em seu interior? Os pacotes são dispostos de forma intercalada. 23. data)? Fita de controle químico na face externa do pacote? Autoclave(s) em boas condições de funcionamento? Revisões periódicas nas autoclaves? Estufas em boas condições de funcionamento? Revisões periódicas nas estufas? Os materiais acondicionados em caixas metálicas são esterilizadas com as mesmas semi-abertas recobertas com embalagem adequada (tecido de algodão cru. o último enxagüe é feito com água destilada? A técnica de secagem dos materiais é adequada (panos limpos ou secagem espontânea em superfície limpa)? Bancadas de material liso e lavável para a secagem do material limpo? O funcionário responsável pela lavagem do material usa EPI adequado? Uniforme Luvas de borracha e cano alto Botas impermeáveis Gorro Máscara Avental impermeável Óculos protetores É utilizado papel grau cirúrgico para embalagem dos artigos autoclavados? A técnica de empacotamento do material limpo é adequada? Material limpo etiquetado adequadamente (identificação. 4. 12. 6. 8. 16. com espaços entre os mesmos no interior da autoclave? 94 . 13. 14. água e sabão. 10. (a) (b) (c) (d) (e) (f) (g) 15. 3. 22. 19. COMENTÁRIOS 1. 5. 18. 7. 21. 20. 2.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ROTEIRO DE INSPEÇÃO DA CENTRAL DE MATERIAL ESTERILIZADO HOSPITAL: DATA: / / 20 . enxagüe)? Após a lavagem. 11. 25.

Desinfecção/esterilização com glutaraldeído a 2%: (a) È obedecido a duração de 30 minutos para desinfecção com glutaraldeído a 2%? (b) È obedecido a duração de 10 horas para esterilização com glutaraldeído a 2%? (c) Os artigos submetidos à desinfecção/esterilização com glutaraldeído ficam completamente imersos na solução? (d) As tubulações de artigos ocos são preenchidas com o glutaraldeído? (e) O recipiente com glutaraldeído é mantido fechado? (f) O glutaraldeído é ativado antes do uso? (g) É obedecido a vida média de 14 a 28 dias para as soluções de glutaraldeído em uso? (h) Os recipientes com glutaraldeído são identificados (solução. É realizado monitoramento biológico pelo menos semanal do processo de esterilização na autoclave ? 28. compressas estéreis ou ar comprimido)? (k) A técnica do enxagüe após desinfecção é adequada (água potável. acrílico ou plástico. (d) Máscaras de ambu e de macronebulização (e) Válvula de ambu com componente metálico (f) Cânula de Guedel. O armazenamento do material esterilizado é feito em prateleiras de material liso e de fácil higienização? 32. baldes estéreis.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NORMA CORRETA SIM NÃO 26. Aguarda-se a secagem da carga no interior da autoclave após o processo de esterilização? 27. É realizado teste do Bowie-Dick no primeiro ciclo do dia na autoclave? 29. (c) Artigos críticos de PVC. Adequação processamento de artigos à desinfecção e esterilização: (a) Instrumental metálico cirúrgico. (b) Tecido para procedimento cirúrgico. (g) Lâmina de laringoscópio (h) Tubo orotraqueal (i) Circuitos de respiradores (j) Conexões e acessórios de respiradores (k) Cânulas plásticas de traqueostomia (l) Cânulas metálicas de traqueostomia (m) CPAP (n) Frascos de aspiração (o) Látex para aspiração (p) Ambu (q) Máscara e copo para nebulização (r) Espéculo vaginal metálico (s) Termômetros 31. O setor é climatizado? 33. prazo de validade)? (i) Os artigos são retirados da solução com luva estéril? (j) A técnica do enxagüe após esterilização é adequada (água estéril. nylon. A circulação de pessoal neste setor é restrita? COMENTÁRIOS RESULTADO: Taxa de adequação às normas de controle de infecções hospitalares: % 95 . látex. pano limpo ou ar comprimido)? 30. baldes limpos.

lavável e de fácil higienização? Existem ralos sifonados com proteção telada? As paredes são de cor clara. 11. material liso. 17. guardanapos. ouvidos ou cabelos enquanto se prepara os alimentos. (a) (b) (c) (d) (e) NORMA CORRETA SIM NÃO COMENTÁRIOS A ventilação do setor proporciona renovação do ar. material liso. 2. material liso. conforto térmico e ambiente isento de fumaças? O setor é equipado de exaustores? O piso é de cor clara. Deve-se evitar enxugar o suor com as mãos. panos de pratos. lavável e de fácil higienização? O teto é isento de vazamentos. 8.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ROTEIRO DE INSPEÇÃO DO SETOR DE NUTRIÇÃO E DIETÉTICA HOSPITAL: DATA: / / 20 . Deve-se evitar por os dedos no nariz. cantar ou assobiar sobre os alimentos. 13. infecções respiratórias. 6. Deve-se evitar experimentar a comida nas mãos ou com os dedos. aventais ou qualquer outra peça da vestimenta: o suor deve ser enxugado com papel toalha descartável e a seguir deve-se lavar imediatamente as mãos. lavável. rachaduras. 9. material liso. 14. 7. considerando-se como adequada às normas se a maioria das respostas for “sim” ou o contrário se a maioria das respostas for “não”): Deve-se evitar falar. de fácil higienização e em bom estado de conservação? As prateleiras do setor obedecem uma distância de 25 cm do piso? Existem instalações sanitárias e vestiários exclusivos para os funcionários do setor de nutrição e dietética? Existem instalações adequadas para os funcionários guardarem suas roupas e pertences? Uniforme dos funcionários: Uniformes de cor clara Uniformes em bom estado de conservação Uniformes lavados e trocados diariamente Avental plástico Calçados fechados Touca. 12. 10. material liso. (h) (i) (j) (k) (l) (m) (n) 15. de fácil higienização e em bom estado de conservação? Os armários do setor são de cor clara. 3. 96 . lavável e de fácil higienização? As janelas são dotadas de telas? O teto é de cor clara. gorro ou similar Ausência de acessórios e adereços Manipuladores de alimentos com diarréia. panos de copa. umidade. na boca. 1. cobrir a boca e o nariz com papel toalha descartável e depois lavar imediatamente as mãos. 16. 4. bolor e descascamento? As portas são de cor clara. 5. Deve-se evitar espirrar ou tossir sobre os alimentos: ao tossir ou espirrar. o funcionário deve afastar-se do produto. cutâneas ou oculares são afastados de suas atividades temporariamente? Os funcionários realizam exames médicos admissionais e periódicos? Os funcionários têm conhecimentos sobre as regras de higiene alimentar abaixo (o conjunto deste item vale 1 ponto no total.

de fácil higienização e em bom estado de conservação? SIM NÃO COMENTÁRIOS 97 .)? É realizado desinsetização e desratização periódicas? É impedida a presença de animais domésticos no setor? É realizado controle microbiológico semestral da água? É realizado a higienização da caixa d’água semestralmente? Existe área para recepção das mercadorias? A área para a recepção das mercadorias é situada em local externo? A área para a recepção das mercadorias é de fácil acesso aos fornecedores? A área para a recepção das mercadorias possui piso e paredes resvestidos de material de cor clara. 41. 21. Deve-se evitar manipular dinheiro durante o preparo dos alimentos. 32. Deve-se evitar fazer serviço de limpeza e manipular os alimentos ao mesmo tempo. 37. 33. 31. Deve-se evitar enxugar as mãos no avental ou em panos. Deve-se evitar fumar no local de preparo dos alimentos. etc. 39. 22. de material liso. freezers e carros prateleiras possuem uma programação periódica de higienização? O lixo é acondicionado em recipientes revestidos com sacos de lixo e tampados? O lixo é retirado para não permanecer à noite dentro do setor? Existe área para depósito do material de limpeza (rodos. baldes. 30. 26. 20. liso e de fácil higienização? A área para a recepção das mercadorias possui cobertura para a proteção dos alimentos na hora da entrega? A área para a recepção das mercadorias possui área suficiente para acomodar as mercadorias no momento do recebimento? A área para a recepção das mercadorias possui tanque para pré-higienização de verduras e frutas antes de seu armazenamento? Existe uma área para armazenamento dos produtos alimentares? A área para armazenamento possui condicionamento da temperatura ambiente em torno de 26 °C? A área para armazenamento possui piso de cor clara. Bancadas e mesas de apoio são lavadas com água e detergente neutro e desinfetadas com hipoclorito de sódio a 200 ppm? É evitado a varredura a seco na área de manipulação e processamento dos alimentos? O piso é lavado diariamente com água e detergente neutro e desinfetadas com hipoclorito de sódio a 200 ppm? Os ralos são limpos diariamente. 36. 29. lavados com água e detergente e enxagüados com hipoclorito de sódio a 200 ppm? Semanalmente é realizada uma lavagem terminal no setor? A coifa é limpa semanalmente? Geladeiras. lavável. NORMA CORRETA Deve-se evitar fazer uso de utensílios sujos. 23. 24. 34. 40. 38. Deve-se evitar provar alimentos com talheres e voltar a colocar o talher dentro da panela. 25.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS (f) (g) (h) (i) (j) (k) (l) 18. 27. 28. 19. Deve-se evitar usar unhas pintadas e compridas. 35.

Esta área possui um sistema completo e específico para higienização das mãos? 56. Evita-se guardar produtos de limpeza na área de armazenamento? 46. Cada uma destas áreas possui bancada provida de pia. A área para armazenamento possui estrados no piso? 45.. é realizado a limpeza e desinfecção rigorosa da bancada após o manuseio de cada tipo de alimento? 51. uma a uma. O setor possui uma área específica para a cocção de alimentos? 54. alimentos cozidos)? 48. A área para armazenamento possui paredes de cor clara. de fácil higienização. Ovos e sacos de leite são lavados com água e detergente antes de serem usados? 53. imersão em solução de hipoclorito de sódio a 200 ppm por 15 minutos e secar naturalmente sem uso de panos? 59. A área para armazenamento possui prateleiras. lavável.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NORMA CORRETA 42. são desmontados para uma higienização adequada? 60. confeccionada em material liso e de fácil higienização? 49. Os utensílios utilizados para o preparo dos alimentos são higienizados antes e após cada procedimento? 58. insetos e roedores)? SIM NÃO COMENTÁRIOS RESULTADO: taxa de adequação às normas de controle de infecções hospitalares: % 98 . de fácil higienização e em bom estado de conservação? 43. Existe uma área própria para refrigeradores e freezers? 47. Existe uma área separada para o processamento de cada gênero alimentício (carnes cruas. Frutas e verduras são lavadas em água corrente. Ausência de freezers e refrigeradores na área de cocção dos alimentos? 55. protegido contra poeira. verduras e frutas. lavável. O procedimento de higienização destes utensílios envolve sua lavagem com água e detergente. etc. Os utensílios são armazenados de forma adequada após a higienização (local exclusivo. de material liso. Equipamentos como liquidificadores. imersos em solução de hipoclorito de sódio a 200 ppm por 15 minutos e enxagüados em água corrente? 52. de fácil higienização e em bom estado de conservação? 44. Cada área destas possui sistema para a higienização das mãos específico para esta finalidade? 50. Existe uma área específica para higienização dos utensílios? A área de higienização dos utensílios dispõe de: (a) Cubas profundas (b) Água corrente (c) Local para dispor os utensílios que aguardam higienização (d) Local para a permanência dos utensílios limpos durante a secagem? 57. O sistema de higienização das mãos possui: (a) Pia (b) Água corrente (c) Saboneteira para sabão líquido (d) Papel-toalha (e) Cesto de lixo com tampa acionada por pedal 50. massas e sobremesas. de material liso. Caso não exista uma área para processamento de cada gênero. batedeiras.

5. 15. ambu e reservatório de oxigênio) são higienizados após cada uso? (água e detergente + glutaraldeído 2% por 30 minutos) As traquéias do CPAP nasal são higienizados após cada uso? (água e detergente + glutaraldeído 2% por 30 minutos) As cânula de Guedel são higienizados após cada uso? (água e detergente + glutaraldeído 2% por 30 minutos) Tubos endotraqueais são descartáveis? As lâminas de laringoscópio são higienizados após cada uso? (água e detergente + glutaraldeído 2% por 30 minutos) 99 . 18. 14. NORMA CORRETA SIM Piso.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ROTEIRO DE INSPEÇÃO DO SETOR DE NEONATOLOGIA HOSPITAL: DATA: / / 20 . paredes e portas do berçário revestidos de material de cor clara. 8. NÃO COMENTÁRIOS 1. 12. 20. liso e lavável? Existem pias específicas para a lavagem das mãos equipadas com papel-toalha e lixeiras com tampas acionadas com pedal? Obedecida a distância mínima de 1 metro entre as incubadoras? Existe uma auxiliar de enfermagem para cada 3 a 4 RN? A equipe recebeu vacinação para rubéola. 6. 13. 17. sendo trocado a cada 12 horas? As visitas são orientadas em relação a: usar gorros retirar pulseiras. varicela e hepatite B (ou teve sua imunidade para estas viroses avaliada)? É exigido o uso de avental nas seguintes situações: Ao manusear o RN fora da incubadora? Quando o RN estiver em isolamento de contato? Ao carregar. segurar e amamentar o RN? O avental é descartado após o uso ou mantido exclusivamente para um único RN. 10. 4. 21. 3. 2. 11. 19. termômetros e outros aparelhos de uso rotineiro são de uso exclusivo para cada RN? Existem normas escritas sobre os tipos de isolamento? As pias e bancadas são higienizadas diariamente e após contaminação? (água e detergente + álcool 70%) As incubadoras são higienizadas diariamente e após contaminação? (água e detergente + álcool 70%) As balanças são higienizadas diariamente e após contaminação? (água e detergente + álcool 70%) Os halos de oxigênio são higienizadas diariamente e após contaminação? (água e detergente + álcool 70%) Conjunto de ressuscitação (máscara. anéis e relógios lavagem das mãos (supervisionada) O chão é limpo diariamente? É realizada limpeza terminal do berçário semanalmente? Estetoscópios. (a) (b) (c) 9. (a) (b) (c) 7. 16.

Máscaras e copos para nebulização são higienizados após cada uso? (água e sabão + hipoclorito a 0. O coto umbilical é cuidado apenas com curativo seco na rotina? SIM NÃO COMENTÁRIOS RESULTADO: Taxa de adequação às normas de controle de infecções hospitalares: % 100 . Os processos de desinfecção e esterilização são centralizados na Central de Material Esterilizado? 24. As cubas dos berços do alojamento conjunto são de acrílico ou outro material de fácil higienização e desinfecção? 28. Os frascos de aspiração e látex são higienizados com água e detergente diariamente e esterilizados em autoclave entre pacientes diferentes? 20. No alojamento conjunto os berços estão juntos ao leito da mãe e distanciados por 60 cm dos outros leitos? 27. Os circuitos de respiradores são higienizados após cada uso? (água e detergente + glutaraldeído 2% por 30 minutos) 19. Existe área específica para assistência do RN após o parto? 26. É realizada a profilaxia adequada para oftalmia neonatorum? 25.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NORMA CORRETA 22. Existem isolamentos na maternidade? 29.1% por 30 minutos) 23.

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