Manual de Rotinas Em CCIH

NORMAS EM CONTROLE DE INFECÇÕES HOSPITALARES

Comissão de Controle de Infecção Hospitalar - CCIH

Teresina 2003

INTRODUÇÃO
Transportai um punhado de terra todos os dias e fareis uma montanha. (Confúcio)

O exercício do controle de infecções hospitalares é uma manifestação da excelência de um serviço, sendo esta diretamente proporcional ao nível de qualidade do citado controle. Conseqüentemente, uma instituição que zela pelo controle das infecções hospitalares oferece um serviço de melhor padrão aos seus usuários. Este manual é o resultado de uma iniciativa da Fundação Municipal de Saúde em implantar o Programa de Controle de Infecções Hospitalares em seus Estabelecimentos de Saúde. O manual intitula-se Normas em Controle de Infecções Hospitalares e resume o que os componentes da Comissão de Controle de Infecções Hospitalares da Fundação Municipal de Saúde (CCIH-FMS) puderam compilar tendo como referências livros, portarias, guias, manuais e demais publicações sobre o assunto. Houve o cuidado, como pode ser percebido nas bibliografias consultadas, em consultar-se material científico publicado por instituições de grande credibilidade e em utilizar-se das publicações mais atuais possíveis. O controle das infecções hospitalares é, em primeira instância, realizado no dia-a-dia de trabalho de cada profissional, cabendo à CCIH o trabalho de educar de forma continuada e estruturar de forma organizacional este controle. A CCIH-FMS tem como objetivo, com esta compilação, oferecer aos administradores hospitalares e profissionais de saúde um guia prático, confiável e de consulta rápida, possibilitando-os à implantação de normas mundialmente recomendadas em seus serviços.

Comissão de Controle de Infecção Hospitalar Fundação Municipal de Saúde
Dr. Kelson Nobre Veras Médico Infectologista Mestre em Doenças Infecciosas Dr. Francisco Eugênio Deusdará de Alexandria Médico Infectologista Dra. Ana Luiza Eulálio Dantas Farmacêutica – Bioquímica

ÍNDICE
INFECÇÃO HOSPITALAR __________________________________________________________1 HIGIENIZAÇÃO HOSPITALAR______________________________________________________4 LIXO HOSPITALAR ________________________________________________________________7 ESTERILIZAÇÃO E DESINFECÇÃO ________________________________________________13 LAVANDERIA HOSPITALAR_______________________________________________________22 NORMAS DE HIGIENE ALIMENTAR PARA O SETOR DE NUTRIÇÃO E DIETÉTICA ____27 ACIDENTES OCUPACIONAIS COM FLUIDOS ORGÂNICOS___________________________34 PREVENÇÃO DE PNEUMONIA NOSOCOMIAL ______________________________________40 PREVENÇÃO DE INFECÇÕES DO TRATO URINÁRIO ________________________________43 PREVENÇÃO DA INFECÇÃO DA FERIDA CIRÚRGICA _______________________________47 PREVENÇÃO DAS INFECÇÕES ASSOCIADAS A CATETERES INTRAVASCULARES ____53 PREVENÇÃO DE INFECÇÕES HOSPITALARES NEONATAIS _________________________57 PRECAUÇÕES PARA O CONTROLE DE INFECÇÕES NO SERVIÇO DE ODONTOLOGIA_60 PRECAUÇÕES E ISOLAMENTO DE PACIENTES COM DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS ___________________________________________________________________64 PADRONIZAÇÃO DE SOLUÇÕES ANTISSÉPTICAS __________________________________68 NORMAS PARA REALIZAÇÃO DE CURATIVOS _____________________________________70 NORMAS PARA COLETA DE MATERIAIS PARA CULTURA __________________________73 HIGIENIZAÇÃO DA CAIXA D’ÁGUA________________________________________________77 ANEXOS _________________________________________________________________________78 FICHA DE NOTIFICAÇÃO E ACOMPANHAMENTO DE ACIDENTES OCUPACIONAIS _____79 FICHA DE NOTIFICAÇÃO DE USO DE ANTIBIÓTICOS ________________________________81 NOTIFICAÇÃO DE INFECÇÕES COMUNITÁRIAS E HOSPITALARES____________________81 NOTIFICAÇÃO DE INFECÇÕES DE SÍTIO CIRÚRGICO ________________________________83 NOTIFICAÇÃO DE PROCEDIMENTOS DE RISCO _____________________________________84 ROTEIRO DE INSPEÇÃO DE ARQUITETURA HOSPITALAR____________________________85 ROTEIRO DE INSPEÇÃO DO SETOR DE LIMPEZA HOSPITALAR _______________________89 ROTEIRO DE INSPEÇÃO DO SETOR DE LAVANDERIA HOSPITALAR ___________________92 ROTEIRO DE INSPEÇÃO DA CENTRAL DE MATERIAL ESTERILIZADO _________________94 ROTEIRO DE INSPEÇÃO DO SETOR DE NUTRIÇÃO E DIETÉTICA ______________________96 ROTEIRO DE INSPEÇÃO DO SETOR DE NEONATOLOGIA _____________________________99 BIBLIOGRAFIA CONSULTADA ___________________________________________________101

o prazo é de 72 horas após a retirada do procedimento. Adicionalmente. cuja aquisição por via transplacentária é conhecida ou foi comprovada e que tornou-se evidente logo após o nascimento (exemplo: herpes simples. citomegalovirose.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS INFECÇÃO HOSPITALAR DEFINIÇÃO Infecção comunitária. com exceção das transmitidas de forma transplacentária e aquelas associadas a bolsa rota superior a 24 horas. 2. Quando se desconhecer o período de incubação do microrganismo e não houver evidência clínica e/ou dado laboratorial de infecção no momento da admissão. Estas convenções foram estabelecidas para aumentar ao máximo a sensibilidade da detecção das infecções hospitalares. Os critérios para o diagnóstico das infecções hospitalares no paciente submetido a um procedimento invasivo no hospital. rubéola. considera-se infecção hospitalar se a infecção for detectada até o valor máximo do período de incubação. 3. sífilis e AIDS). considera-se. considera-se infecção hospitalar toda manifestação clínica de infecção que se apresentar 72 horas após a admissão. As infecções no recém-nascido são hospitalares. o caso deverá ser considerado como hospitalar. • As infecções que se manifestam até 72 horas após a alta do paciente são consideradas hospitalares quando seu período de incubação não for conhecido. Infecção em recém-nascido. como infecção hospitalar. como expresso acima. aquela diagnosticada 72 horas após a internação do paciente. quando puder ser relacionada com a internação ou procedimentos hospitalares. seguido do agravamento das condições clínicas do paciente. Quando na mesma topografia em que foi diagnosticada infecção comunitária for isolado um germe diferente. ela será considerada hospitalar. „ Nem todas as infecções diagnosticadas após a admissão são hospitalares. são também consideradas comunitárias todas as infecções de recém-nascidos associadas com bolsa rota superior a 24 horas. São também comunitárias: 1. na mesma topografia da infecção. • para os demais procedimentos. a menos que haja troca de microrganismo ou sinais ou sintomas fortemente sugestivo da aquisição de nova infecção. são os seguintes • infecção urinária que se desenvolve após cateterismo vesical pode ser classificada como hospitalar antes de decorridos 72 horas da internação. quando associadas a procedimentos invasivos diagnósticos e/ou terapêuticos. desde que não relacionada com internação anterior no mesmo hospital. se identificarmos uma varicela no 16o dia de internação de um paciente. Infecção Hospitalar. Exemplo: • Uma varicela detectada 21 dias após a alta hospitalar é considerada como infecção hospitalar. • infecção urinária que se manifesta até 7 dias após a retirada de sonda vesical. Também são consideradas hospitalares aquelas infecções manifestadas antes de se completar 72 horas da internação. deve-se correlacionar o tempo de hospitalização com o de incubação. „ „ „ 1 . É considerada hospitalar se o tempo de hospitalização do paciente superar a duração mínima do período de incubação. 2. como as infecções urinárias e pneumonias. É a infecção constatada ou em incubação no ato de admissão do paciente. As doenças podem ainda estar no seu período de incubação no momento da internação. • infecção de sítio cirúrgico que se manifesta até 30 dias após o procedimento e até 1 ano após o mesmo quando há implante de prótese. pois a mesma poderia ter sido contraída no hospital e ainda estar em incubação até o momento do diagnóstico. Exemplo: • O período de incubação da varicela varia entre 15 a 21 dias. As infecções associadas a complicações ou extensão da infecção já presente na admissão. incluindo a ventilação mecânica e os cateteres vasculares. realizados previamente. assim. Entretanto. Para as infecções que não têm período de incubação conhecido. É qualquer infecção adquirida após a internação do paciente e que se manifesta durante a internação ou mesmo após a alta. Usa-se como critérios gerais: 1. toxoplasmose. Para se classificar uma infecção adquirida após a admissão. após a alta do paciente.

Se o paciente é submetido a procedimento invasivo. exceto cirurgia. pois a continuidade da instrumentação torna sem valor a incubação de 72 horas. As infecções hospitalares mais comuns são: • Infecção urinária • Infecção da ferida operatória • Pneumonia hospitalar • Infecção de pele e partes moles MEDIDAS GERAIS DE CONTROLE DAS INFECÇÕES HOSPITALARES • Lavar sempre as mãos 9 Após qualquer trabalho de limpeza 9 Ao verificar sujeira visível nas mãos 9 Antes e após utilizar o banheiro 9 Após tossir. considera-se o intervalo de 7 dias após a retirada da sonda vesical para o diagnóstico de infecção urinária para atribuí-la à unidade que realizou o procedimento. e depois transferido para outra unidade do hospital. • após 7 dias de retirada da sonda vesical. o prazo é mantido em 72 horas.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS „ „ Nas transferências entre unidades diferentes do mesmo hospital. os critérios são: • quando é transferido sem o procedimento. • no caso de ventilação mecânica e cateteres intravasculares. elas são possíveis fontes de germes • Seguir corretamente as normas técnicas na realização de qualquer procedimento • Ter boa higiene pessoal 2 . espirrar ou assoar o nariz 9 Antes e após atender o paciente 9 Antes e após o término do dia de trabalho • Não sentar no leito do paciente (pode-se carregar germes para casa ou deixar germes no leito do doente) • Manter os cabelos compridos presos durante o manuseio do doente (em áreas críticas usar gorros) • Manter o avental sempre abotoado • Evitar o uso de jóias ao realizar procedimentos. a infecção é creditada à unidade em que for identificada. • quando o paciente é transferido ainda com o procedimento. TIPOS DE INFECÇÃO HOSPITALAR. caso contrário a infecção será creditada à unidade anterior. utiliza-se o período de 72 horas para definir a unidade a qual será atribuída a infecção. a infecção será atribuída à nova unidade para a qual o paciente foi transferido somente se o diagnóstico for efetuado após 72 horas de transferência. Ou seja. a infecção não será correlacionada ao procedimento e será atribuída à nova unidade.

As ocorrências mais comuns são as perfurações com objetos pontiagudos contaminados (agulhas. A MAIORIA DOS PACIENTES INFECTADOS COM ESTES VÍRUS NÃO APRESENTAM SINTOMAS INICIALMENTE E PODEM TRANSMITIR ESTAS INFECÇÕES PRECAUÇÕES UNIVERSAIS: 1. ƒ ƒ PREVENÇÃO DE EXPOSIÇÃO ACIDENTAL A SANGUE E OUTROS FLUIDOS ¾ ¾ ¾ Durante seu trabalho. as fezes. os germes aderem-se às nossas mãos à medida em que tocamos nas diversas superfícies do hospital. a urina. sem riscos de acidentes 7. Desprezar agulhas.) ou contaminação da pele ou de mucosas com estes fluidos orgânicos Dentre os germes. desinfecção e esterilização adequada de materiais e do ambiente 3 . se estiver sendo manipulada grande quantidade de sangue ou outros líquidos corporais. os vômitos e todas as secreções dos pacientes podem conter germes e acidentes com estas secreções ou com equipamentos contaminados com estas podem transmitir doenças. Usar avental no ambiente de trabalho (para não levar germes do hospital para casa nas suas roupas). etc. nas nossas mãos os germes pegam uma “carona” e podem ser levados diretamente ao paciente ou para suas roupas e objetos pessoais e daí para o paciente. lâminas e outros materiais perfurocortantes em depósito de paredes rígidas adequados. Usar luvas ao manipular sangue e/ou secreções e sempre que houver possibilidade de contato com matéria orgânica 3. Lavar as mãos após retirar as luvas (mesmo luvas de primeiro uso podem apresentar microfuros que permitem a passagem dos germes) 4. Realizar a limpeza. Lavagem das mãos sempre que houver contato da pele com sangue e secreções de qualquer paciente 2.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS TRANSMISSÃO DE INFECÇÕES ♦ As principais formas de transmissão das infecções no hospital são: Através das mãos: caso não lavemos com freqüência as mãos. deve-se usar avental impermeável 5. Não reencapar. vírus da hepatite C e vírus da imunodeficiência humana (HIV) NÃO ADIANTA TER CUIDADO APENAS COM PACIENTES QUE SABIDAMENTE TÊM ESTAS DOENÇAS. os que oferecem maior perigo são os vírus da hepatite B. Usar máscara quando houver risco de contaminação da mucosa oral e nasal com respingos de sangue ou outras secreções 8. o profissional de saúde pode se contaminar acidentalmente com germes do paciente devido a exposição a sangue e outros fluidos orgânicos do mesmo. preencher estes recipientes somente até à linha demarcatória para que permitam seu fechamento adequado. Através das secreções orgânicas: o sangue. dobrar ou quebrar agulhas utilizadas 6. bisturis.

vômitos. e inclui a limpeza de pisos. diariamente. pela presença de pacientes com falhas em seus mecanismos de defesa imunológica ou devido à facilidade para transmissão de infecções. Área Semicrítica „ São aquelas onde se encontram pacientes. mas o risco de adquirir infecções é menor. LIMPEZA CONCORRENTE „ É aquela realizada.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS HIGIENIZAÇÃO HOSPITALAR ÁREAS HOSPITALARES „ O hospital é dividido em três áreas. de roupas e arrumação em geral. ƒ UTI ƒ Centro cirúrgico ƒ Sala de parto ƒ Berçário de alto risco ƒ Unidade de queimados ƒ Hemodiálise ƒ Isolamentos ƒ Laboratórios de patologia ƒ Cozinhas ƒ Lactários ƒ Lavanderia ƒ Central de Material Esterilizado 2. pus. Área Não-Crítica „ São todos os setores do hospital onde não há pacientes e. Área Crítica „ São aquelas que apresentam maior risco de transmissão de infecções devido à realização de procedimentos invasivos. não há risco de transmissão de infecções. urina. esvaziamento e troca de recipientes de lixo. portanto. DESINFECÇÃO „ É a remoção de agentes infecciosos de uma superfície e deve ser realizada sempre que ocorrer a contaminação por matéria orgânica (sangue. fezes. ƒ Enfermarias ƒ Ambulatórios ƒ Banheiros de pacientes 3. instalações sanitárias. 4 . 1. cada uma com características distintas e com um tipo de limpeza e material adequado a cada uma. de forma geral.). etc. ƒ Almoxarifado ƒ Escritórios ƒ Secretaria ƒ Serviços administrativos ƒ Farmácia ƒ Refeitórios ƒ Auditórios DEFINIÇÕES DE LIMPEZA E DESINFECÇÃO LIMPEZA „ É a remoção de toda sujeira local. superfícies de equipamentos e mobiliários.

5 . luminárias.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS LIMPEZA IMEDIATA „ Trata-se da limpeza que é realizada quando ocorre sujidade após a limpeza concorrente em áreas críticas e semicríticas. devido à alta rotatividade de atendimento. „ A limpeza terminal do centro cirúrgico é realizada diariamente. macas e colchões. com risco de contaminação de pacientes ou funcionários. teto. ♦ Mudar a água pura sempre que necessário. peitoris. ♦ Passar um pano seco enrolado no rodo para secar bem o chão. colocado em volta de um rodo. após a programação de cirurgias do dia. principalmente. através de rotina e de vistoria contínua. LIMPEZA TERMINAL „ Trata-se de uma limpeza mais completa. conforme a necessidade. ♦ Limpar e guardar o equipamento. equipamentos. abrangendo pisos. embebido em água limpa para enxagüar bem o chão. Limpeza de Pisos ♦ Utilizar dois baldes durante a limpeza: ƒ um com água pura ƒ um com solução de detergente neutro ♦ Retirar os detritos soltos com pano úmido e limpo. „ Tal sujidade refere-se. „ Essa limpeza limita-se à remoção imediata dessa sujidade do local onde ela ocorreu e sua adequada dispensação. paredes. LIMPEZA DE MANUTENÇÃO „ Limita-se principalmente ao piso. „ A limpeza terminal da unidade de um paciente internado deverá ser realizada logo após a alta. Retirar o excesso com pano úmido. ♦ Passar o rodo com pano úmido. varandas. Álcool a 70% Fricção e secagem espontânea por três vezes consecutivas. quando observada através de vistoria contínua ou de solicitação. PRODUTOS UTILIZADOS NA LIMPEZA/DESINFECÇÃO AMBIENTAL Produto Solução de líquido neutro detergente Indicação Limpeza para sujidades remoção de Como Varredura úmida Hipoclorito de sódio a 1% Desinfecção de superfícies nãometálicas contaminadas com matéria orgânica Desinfecção metálicas de superfícies Deixar atuar por 10 minutos. em locais de grande fluxo de pessoal e de procedimentos. transferência ou óbito do paciente. tarde e noite). janelas. „ Exemplos onde esse tipo de limpeza ocorre com freqüência são o pronto-socorro e o ambulatório. mobiliários. banheiros e esvaziamento de lixo. sendo realizada nos três períodos do dia (manhã. ♦ Repetir o processo até que o pano fique bem limpo. ♦ Limpar o local a ser lavado com a solução de água e detergente. etc. ♦ Remover a solução suja com o rodo. a técnica utilizada dependerá do tipo de sujidade e de seu risco de contaminação. àquela de origem orgânica. inclusive camas. vidros. portas. grades do arcondicionado. em qualquer período do dia.

escarro. ♦ Encaminhar o pano usado para secagem da área para a lavanderia em saco plástico. em situações normais. o vaso sanitário. etc. porém com técnica rigorosa para garantir a retirada mecânica de sujidades. uma vez ao dia. ♦ Hipoclorito de sódio a 250 ppm: 25 mL de hipoclorito a 1% em 975 mL de água. O instrumental e o material utilizado para a limpeza das áreas críticas devem ser exclusivos para o setor. pias. paredes. 6 . no caso de superfícies metálicas. hipoclorito de sódio a 1% durante 10 minutos. Iniciar a limpeza da área menos contaminada para a mais contaminada. não podendo abandonar o setor até o fim do expediente. por último. No banheiro. retirar o excesso da carga contaminante em papel absorvível ou panos de limpeza. 12. Ao lavar os corredores. piso. não representam risco significativo de transmissão de infecções. 3. ♦ Exceções a esta regra incluem banheiros. dividir o corredor ao meio. Retire a luva para abrir a porta ou abra o trinco com o auxílio do cotovelo. 15. mesas. 11. torneiras e piso e. Todo material de limpeza (balde. LAVAR AS MÃOS ANTES E APÓS CADA TAREFA. ♦ Portanto. suporte de soro. pus. Usar o equipamento de proteção individual (EPI): uniformes. 5. Quando ocorrer contaminação de superfícies com matéria orgânica (sangue. duas vezes ao dia. Utilizar hipoclorito de sódio a 1% se houver contaminação com matéria orgânica. Utilizar álcool a 70% na desinfecção das superfícies metálicas. luvas e sapatos impermeáveis. deixando uma área livre para o trânsito de pessoal. 7. ♦ Com o uso de luvas. panos. fezes. Limpar em um único sentido e em linhas paralelas. 2. o piso.): ƒ Usar o hipoclorito de sódio a 1% no caso de superfícies não-metálicas. com água e sabão. teto. vassoura. no mínimo. Nunca toque uma maçaneta de porta com a mão enluvada. ou álcool a 70% no caso de superfícies metálicas(camas. depois as paredes e. 10. onde será desprezada toda a água suja (contaminada). mesmo de áreas críticas e semicríticas. urina. a redução da população microbiana no ambiente e evitar a veiculação dos microrganismos porventura existentes. etc. no mínimo.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Desinfecção de Baixo Nível de Superfícies ♦ Segundo o Ministério da Saúde (Portaria 930/92). as superfícies. comadre e papagaios. e sempre que necessário. sanitários. ♦ Remover o desinfetante com pano molhado. As saboneteiras devem ser higienizadas cada vez que for feita a troca de sabão ou conforme a necessidade. lavar paredes. ♦ Aplicar sobre a área. telefones) ƒ A higienização hospitalar é feita. ♦ Nestes locais pias. REGRAS BÁSICAS PARA LIMPEZA E DESINFECÇÃO 1. após cada procedimento de limpeza. 6. 8. Iniciar a limpeza terminal pelo teto. FAÇA DA LAVAGEM DAS MÃOS UM HÁBITO. Desinfecção após Contaminação de Superfícies com Matéria Infectante ♦ Deve ser realizada sempre que houver contaminação de uma superfície com matéria orgânica potencialmente infectante. ficando as soluções desinfetantes para uso somente quando há contaminação com matéria orgânica. portas e janelas com detergente líquido neutro. ♦ Desprezar o papel ou pano em saco plástico branco leitoso próprio para uso hospitalar. Todos os utensílios utilizados na limpeza das áreas críticas devem sofrer limpeza após o uso e permanecer no DML localizado no ambiente de trabalho. ♦ Secar bem a área com pano limpo. 4. 12. laboratório. ♦ Proceder à limpeza de toda a área com a solução de detergente neutro. posto de enfermagem e a área de recepção de material e expurgo da Central de Material Esterilizado. Áreas semicríticas devem ser limpas. balcões. devem ser descontaminados com hipoclorito de sódio a 250 ppm ou álcool a 70o. nunca em movimentos de vaivém. da lavanderia. além de sempre que necessário. Na limpeza terminal de apartamentos. enfermarias e salas cirúrgicas. por último. Áreas críticas devem ser limpas. 9. 13. lavar colchões. portanto. macas. 14.) deverá ser limpo após o uso e guardado em local apropriado (depósito de material de limpeza – DML). o procedimento a ser realizado nessas superfícies consiste apenas na limpeza conforme explicado acima. enquanto se procede à limpeza do outro. O funcionário responsável por estas áreas deve permanecer no local de trabalho. cadeiras. bancadas e pisos. do lactário e da cozinha.

GRUPO B (QUÍMICOS) . resíduos de fabricação de produtos biológicos. de centros de experimentação. tratamento e destinação final.resíduos com a possível presença de agentes biológicos que. Fazer constar nos termos de licitação e de contratação sobre os serviços referentes ao tema desta Resolução e seu Regulamento Técnico. as exigências de comprovação de capacitação e treinamento dos funcionários das firmas prestadoras de serviço de limpeza e conservação que pretendam atuar nos estabelecimentos de saúde.resíduos contendo substâncias químicas que apresentam risco à saúde pública ou ao meio ambiente. A6 – kits de linhas arteriais endovenosas e dialisadores.culturas e estoques de agentes infecciosos de laboratórios industriais e de pesquisa. legislação ambiental e outras orientações contidas neste Regulamento. de universidades. reatividade e toxicidade. por suas características de maior virulência ou concentração. A2 – bolsas contendo sangue ou hemocomponentes com volume residual superior a 50 ml. transporte. Filtros de ar e gases oriundos de áreas críticas. dos pacientes e do público em geral. acondicionamento. que apresentem relevância epidemiológica e risco de disseminação. que não tenham mais valor científico ou legal. coleta. obedecendo a critérios técnicos. corrosividade. kits de aférese A3 – peças anatômicas (tecidos. tratamento e destinação final destes resíduos. observadas suas características. não é considerado resíduo. contemplando os aspectos referentes à geração. A definição do Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde – PGRSS referente ao estabelecimento sob sua responsabilidade. tecidos e fluidos orgânicos com suspeita de contaminação com proteína priônica e resíduos sólidos resultantes da atenção à saúde de indivíduos ou animais com suspeita de contaminação com proteína priônica (materiais e instrumentais descartáveis. A1 –.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS LIXO HOSPITALAR INTRODUÇÃO É de responsabilidade dos dirigentes dos estabelecimentos geradores de RSS: 1. A6 – órgãos. produto de fecundação sem sinais vitais. independente de suas características de inflamabilidade. bem como a proteção à saúde pública. podem apresentar risco de infecção. 2. com suspeita de contaminação com proteína priônica. de unidades de controle de zoonoses e de outros similares. peças anatômicas e vísceras de animais provenientes de estabelecimentos de tratamento de saúde animal. dos funcionários. O cadáver. A4 – carcaças. no âmbito dos estabelecimentos. com peso menor que 500 gramas ou estatura menor que 25 centímetros ou idade gestacional menor que 20 semanas. armazenamento. conforme. assim como camas desses animais e suas forrações. que não tenham mais valor científico ou legal. segregação.ANVISA. membros e órgãos) do ser humano. bem como no transporte. inoculação ou mistura de culturas. A5 – todos os resíduos provenientes de paciente que contenham ou sejam suspeitos de conter agentes Classe de Risco IV. 3. quando descartados. indumentária que tiveram contato com os agentes acima identificados). exceto os hemoderivados. descarte de vacinas de microorganismos vivos ou atenuados. Cópia do PGRSS deve estar disponível para consulta sob solicitação da autoridade sanitária ou ambiental competente. Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde é o documento que aponta e descreve as ações relativas ao manejo dos resíduos sólidos. TIPOS DE LIXO GRUPO A (POTENCIALMENTE INFECTANTES) . e/ou quando não houver requisição prévia pelo paciente ou seus familiares. e/ou quando não houver requisição prévia pela família. meios de cultura e instrumentais utilizados para transferência. RDC 50/2002. resíduos de laboratórios de engenharia genética. GRUPO C (REJEITOS RADIOATIVOS) 7 .

Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS GRUPO D (RESÍDUOS COMUNS) – são todos os resíduos gerados nos serviços abrangidos por esta resolução que. antiderrapante e cano longo. de forma a identificação com sua função. ampolas de vidro. com cantos arredondados e ser resistente ao tombamento. algodão. quando acompanhadas de agulha. Gorro: cor clara e de forma a manter os cabelos presos permanentemente e em sua totalidade. que tenham tido contato ou não com sangue. bisturis. 5. não necessitam de processos diferenciados relacionados ao acondicionamento. resistente à punctura. Os resíduos do grupo A devem estar contidos em recipiente de material lavável.RSU. 6. sendo obedecida a padronização das cores de saco para cada tipo de resíduo ♦ Lixo comum: saco plástico colorido ♦ Resíduos infectantes: saco plástico branco leitoso. Luvas: impermeáveis. de PVC. de tecido resistente e cor clara. específico para uso pelos funcionários do serviço de limpeza. 1. • resíduos provenientes das áreas administrativas. 4. compressas. gazes. Geração e Segregação 1. As unidades geradoras têm de dispor de número suficiente de recipientes para cada tipo de resíduo. • lâminas de barbear. com exceção dos enquadrados na classificação A5 e A7. Óculos protetores: para uso em situações com risco de respingos de material infectante. equipo de soro e outros similares. Botas: impermeáveis. Avental: impermeável. • materiais passíveis de reciclagem. identificação e tratamento. independente do volume coletado. em se tratando de resíduos infectantes o uso do gorro é obrigatório. „ Descrição de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) Todos os EPI utilizados por pessoas que lidam com resíduos de serviço de saúde têm de ser desinfetados e lavados diariamente e sempre que ocorrer contaminação por contato com material infectantes. admite-se o uso de sapatos impermeáveis e resistentes. de PVC. escalpes. ruptura e vazamento. resistente a ruptura e vazamento e impermeável. quando não enquadrados na classificação A5 e A7. agulhas. tecidos ou fluidos orgânicos. não enquadrados na classificação A5 e A7. tem de ser acondicionado próximo ao local de geração. no momento de sua geração. 7. cor clara. para funcionários da coleta interna I. Máscara: do tipo respiratória. tipo semifacial e impermeável. • gesso. especiais e comuns nos serviços de saúde. devendo ser considerados resíduos sólidos urbanos . • cadáveres de animais. luvas. assim como camas desses animais e suas forrações. descartadas no local da coleta. bordas. • embalagens em geral. Grupo E – PERFUROCORTANTES – são os objetos e instrumentos contendo cantos. • papéis de uso sanitário e fraldas. podas e jardins. pontos ou protuberâncias rígidas e agudas. 2. • bolsas transfundidas vazias ou contendo menos de 50 ml de produto residual (sangue ou hemocomponentes). resistentes. com tampa provida de sistema de abertura sem contato manual. 8 . 4. Uniforme: calça comprida e camisa com mangas. 2. resistentes. de PVC e comprimento médio. capazes de cortar ou perfurar. • resíduos de varrição. • espécimes de laboratório de análises clínicas e patologia clínica. Todas as lixeiras devem ser forradas com sacos plásticos. flores. por suas características. 3. • bolsas de coleta incompleta. • sobras de alimentos não enquadrados na classificação A5 e A7. ROTINA DE GERENCIAMENTO DO LIXO HOSPITALAR „ Esta norma fixa os procedimentos exigíveis para garantir condições de higiene e segurança no processamento interno de resíduos infectantes. solado antiderrapante. lâminas e outros assemelhados provenientes de serviços de saúde. 3. esparadrapo. Todo resíduo. cor clara.

desde que seja garantida a resistência destes aos processos normais de manuseio dos sacos e recipientes. A identificação dos sacos de armazenamento e dos recipientes de transporte poderá ser feita através de adesivos. de modo a permitir seu correto fechamento. „ Devem ser submetidos a descontaminação por autoclavação ou outros processos que vierem a ser validados para a obtenção de redução ou eliminação da carga microbiana. resistente à punctura. desenho e contornos pretos. incluindo frascos de vacinas vazios com restos do produto. quando não puderem ser submetidos ao tratamento em seu local de geração. em recipiente rígido. com tampa e devidamente identificado. é o símbolo de substância infectante. As outras serão limpas sempre que apresentarem sujidade evidente ou semanalmente. e inativação de esporos do B. o manejo dos RSS nas fases de acondicionamento. 9 . agulhas e seringas. Todas as lixeiras. devem possuir tampa que as fechem hermeticamente para evitar a atração de insetos pelo odor do lixo. os resíduos devem ser acondicionados e identificados como resíduos do tipo D. 6. 8. Os materiais pérfuro-cortantes devem ser acondicionados em recipientes rígidos que possam ser fechados. em equipamento compatível com Nível III de Inativação Microbiana (inativação de bactérias vegetativas. Manejo de Resíduos de Serviço de Saúde Para fins de aplicabilidade deste Regulamento. este deve ser submetido às orientações específicas para este resíduo. ruptura e vazamento. ainda as anotações descritas abaixo de acordo com o tipo de resíduos: 9 resíduos do tipo A3: data e nome da unidade geradora. a inscrição de “PEÇAS ANATÔMICAS” 9 para os demais resíduos: data e nome da unidade geradora e a inscrição “RESÍDUO DE SERVIÇO DE SAÚDE”.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS 5. devem ser recolhidos e devolvidos às Secretarias de Saúde responsáveis pela distribuição. devem ser indicadas. fungos. Os recipientes de transporte interno devem estar identificados com símbolo correspondente aos resíduos do Grupo A. identificação. „ Os resíduos devem ser inicialmente acondicionados de maneira compatível com o processo de descontaminação a ser utilizado. sendo proibido o seu esvaziamento ou reaproveitamento. „ Se houver resíduo perfurocortante. resistentes à perfuração e à prova de vazamentos. parasitas e micobactérias. Os sacos de lixo devem ser usados até quando dois terços de sua capacidade estiverem preenchidos. As lixeiras das áreas críticas e todas aquelas que recebem resíduos infectantes devem ser higienizadas ao menos uma vez ao dia. com rótulos de fundo branco. stearothermophilus com redução igual ou maior que 4Log10). „ Os resíduos resultantes de atividades de vacinação em massa. Identificação ƒ O símbolo que representa o GRUPO A. vírus lipofílicos e hidrofílicos. 7. de forma a garantir o transporte seguro até a unidade de tratamento. RESÍDUOS DO GRUPO A Classificação A1 „ Estes resíduos não podem deixar a unidade geradora sem tratamento prévio. armazenamento temporário e tratamento será tratado segundo a classificação dos resíduos supracitada. „ Após o processo de descontaminação. com exceção das utilizadas nas áreas não-críticas. ƒ ƒ ƒ Na identificação dos sacos.

„ 10 . Classificação A5 „ Devem ser submetidos obrigatoriamente a processo de descontaminação por autoclavação. indicando o risco que apresenta aquele resíduo. Classificações A3 e A4 Devem ser acondicionados em saco branco leitoso. licenciado para este fim. ou II – encaminhados para enterramento em covas rasas em cemitério. Os resíduos do Grupo E devem ser encaminhados para destinação final em Aterro Sanitário. com tampa e devidamente identificado. de modo a se tornarem irreconhecíveis. „ Caso o tratamento previsto no item acima venha a ser realizado fora da unidade geradora. „ Todo manejo deste tipo de resíduo deve obedecer às normas de biossegurança para o nível Classe de Risco IV. „ Após o processo de descontaminação. „ As bolsas contendo sangue ou hemocomponentes. Posteriormente devem ser encaminhados a sistema de incineração. ou III – encaminhados para tratamento em equipamento que destrua as suas características morfológicas. em qualquer tipo de destino final. o acondicionamento para transporte das bolsas contendo sangue ou hemocomponentes deve ser em recipiente rígido. „ Após incineração devem ser encaminhados para aterros sanitários. „ Devem ser encaminhados diretamente para os Aterros Sanitários. „ devidamente licenciado em órgão ambiental competente. resistente à punctura. os resíduos resultantes do tratamento devem ser acondicionados e identificados como resíduos do tipo D. contaminadas ou com produto residual acima de 50 ml e os kits de aferese devem ser encaminhadas diretamente para os Aterros Sanitários. podendo ser: I – encaminhados para destinação final em Aterro Sanitário. não podendo ser descartados diretamente. de forma a garantir o transporte seguro até a unidade de tratamento. „ sendo proibido reencapá-las ou proceder a sua retirada manualmente O símbolo que representa o GRUPO E. do Município ou do Distrito Federal. ruptura e vazamento.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Classificação A2 „ Devem ser acondicionados em saco branco leitoso. devem ser acondicionados em saco branco leitoso. acrescido da inscrição „ de RESÍDUO PERFUROCORTANTE. imediatamente após o uso. „ Caso não haja a disponibilidade do tipo de destino final acima mencionado. com tampa. é o símbolo de substância infectante. Classificação A7 „ Devem sempre ser encaminhados a sistema de incineração. ruptura e vazamento. quando descartáveis. resistentes à punctura. As agulhas descartáveis devem ser desprezadas juntamente com as seringas. desde que haja acordo com órgão competente do Estado. RESÍDUOS DO GRUPO E Os materiais perfurocortantes devem ser descartados separadamente. Classificação A6 „ Não necessitam de tratamento previamente à sua disposição final. vencidas. as bolsas devem ser submetidas a processo de descontaminação por autoclavação ou serem submetidas a tratamento com tecnologia que reduza ou elimine a sua carga microbiana em equipamento compatível com Nível III de Inativação Microbiana (ver explicação no item anterior) e que desestruture as suas características físicas. Neste caso. devidamente identificados. „ Devem ser acondicionados em saco branco leitoso. dentro da unidade. rígidos. sendo expressamente proibido o esvaziamento desses recipientes para o seu reaproveitamento. no local de sua geração. não sendo admitido qualquer outro „ tipo de disposição final. em recipientes. Devem ser acondicionados em saco branco leitoso.

8. provido de rodas revestidas de material que impeça ruído. com inclinação de acordo com a RDC da ANVISA N. Os recipientes são deixados nesta área. luvas. como plástico. evitando-se coincidir com as refeições. O saco plástico deve ser fechado torcendo e amarrando a sua abertura com nó. com tampa basculante. 5. 11 . com válvula de dreno no fundo e cantos e arestas arredondados. O funcionário deve lavar as mãos antes de calçar as luvas e depois de retirá-las. No armazenamento temporário não é permitida a retirada dos sacos de resíduos de dentro dos recipientes ali estacionados. 4. O carro coletor para transporte interno deve ser exclusivo para esta finalidade. Os horários de coleta não devem prejudicar outras atividades. visando agilizar a coleta dentro do estabelecimento. deve-se imediatamente realizar a desinfecção e limpeza simultânea do local. gorro. superfície plana. Nunca transferir lixo de um recipiente para outro. 2. regular. pode ser dispensado o uso de gorro e máscara. quando necessária. 5. 2. o funcionário deve lavar as mãos ainda enluvadas. feitos de material resistente e de fácil limpeza. principalmente no centro cirúrgico e unidade de terapia intensiva. e otimizar o traslado entre os pontos geradores e o ponto destinado à apresentação para coleta externa. Coleta Interna II 1. 11. máscaras. retirar o excesso de ar. Consiste na guarda temporária dos recipientes contendo os resíduos já acondicionados. A coleta interna tem de ser efetuada de acordo com as necessidades da unidade geradora. O trajeto para o traslado de resíduos desde a geração até o armazenamento externo deve permitir livre acesso dos recipientes coletores de resíduos. 4.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Coleta Interna I 1.º 50/2002. Os EPI utilizados pelo pessoal que realiza a coleta interna II são os mesmos usados na coleta interna I (uniforme. 10. resistente. Após a coleta interna. 2. Recipientes rompidos. possuir piso com revestimento resistente à abrasão. 3. horário de visitas ou outros momentos de maior fluxo de pessoas na unidade. máscara. 3. fibra de vidro ou aço inox. O transporte dos resíduos para o abrigo de resíduos deve ser sempre realizado pelos carros de coleta interna. Os carros coletores devem ser higienizados diariamente ou sempre que apresentar sinais de vazamento de resíduos. sem antes tomar banho e trocar de roupa. NUNCA PRESSIONAR O CONTEÚDO DO RECIPIENTE COM MÃOS OU PÉS PARA EVITAR LESÕES COM PÉRFURO-CORTANTES. luvas e botas. além de abertura para ventilação. no que se refere à freqüência. lavável e impermeável. horário e demais exigências do serviço. até que haja número suficiente para transporte adequado até o abrigo de resíduos. É expressamente proibido esvaziar os sacos de resíduos de serviços de saúde. gorro. No caso de acidente ou derramamento. Os trabalhadores destacados para o serviço de coleta e transporte interno não devem realizar serviços de conservação e limpeza em outras unidades. central em relação a vários pontos de descarte e próxima a eles. Não poderá ser feito armazenamento temporário com disposição direta dos sacos sobre o piso. em local próximo aos pontos de geração. 9. 6. o armazenamento temporário poderá ser dispensado. por no máximo 8 horas. antiderrapante e rampa. Após a coleta interna o material pode ir sendo acumulado em uma área específica. Ao fechar o saco. No manuseio de resíduo comum. 7. Caso o volume de resíduos gerados e a distância entre o ponto de geração e o armazenamento final justifiquem. De preferência esta área deverá ter piso e paredes revestidos com material liso. 3. Utilizar EPI: uniforme. 5. danificados ou vazando devem ser colocados dentro de outro. Armazenamento Temporário 1. com a distribuição das roupas. 4. retirando as luvas e colocando-as em local apropriado. botas) com acréscimo de avental impermeável.

12 . pás. tanque com torneira. 2. 3. Os recipientes de transporte interno não podem transitar pela via pública externa à edificação para terem acesso ao abrigo de resíduos. de largura compatível com as dimensões dos recipientes de coleta externa. O armazenamento externo. O fechamento deve ser constituído de alvenaria revestida de material liso. impermeável. carros coletores de resíduos. piso e paredes resistentes. 5. O abrigo de resíduo deve ser higienizado (limpeza e desinfecção) após a coleta externa ou sempre que ocorrer derramamento. O abrigo deve ser identificado e restrito aos funcionários do gerenciamento de resíduos. tomada elétrica. recipientes de suporte de sacos de resíduos. deve ser construído em ambiente exclusivo. O abrigo de higienização deve ser contíguo ao abrigo de resíduos. de dimensão equivalente a. 2. baldes. com aberturas para ventilação. ponto de água com torneira baixa e alta. materiais. sentido de abertura para fora. lavável e de fácil higienização. no mínimo. vassouras. pontos de iluminação e de água. ambientes separados para atender o armazenamento de recipientes de resíduos do GRUPO A e do GRUPO D. O abrigo de resíduos deve possuir área específica de higienização para limpeza e desinfecção simultânea dos recipientes coletores e demais equipamentos utilizados no manejo de RSS. com capacidade de armazenamento dimensionada de acordo com a periodicidade de coleta do sistema de limpeza urbana local. laváveis e de cor clara. O abrigo deve ter porta provida de tela de proteção contra roedores e vetores. em ambiente exclusivo com acesso facilitado para os veículos coletores. impermeáveis. com tela de proteção contra insetos . panos de chão e demais materiais destinados ao gerenciamento de resíduos de serviços de saúde. de fácil acesso aos recipientes de transporte e aos veículos coletores . 4. 7. com acesso externo facilitado à coleta. canaletas de escoamento de águas servidas direcionadas para a rede de esgoto do estabelecimento e ralo sifonado com tampa que permita a sua vedação. Abrigo de higienização 1. 4. O abrigo de resíduos do Grupo A e D deve ser dimensionado de acordo com o volume de resíduos gerados. denominado de abrigo de resíduos. no mínimo. possuir cobertura com telhado. Consiste na guarda dos recipientes de resíduos até a realização da coleta externa. 9. O abrigo de resíduo não deve ser usado para guarda ou permanência de utensílios. O funcionário deve usar o mesmo EPI da coleta interna II. 1/20 (um vigésimo) da área do piso. dimensões compatíveis com os equipamentos que serão submetidos à limpeza e higienização. equipamentos de limpeza ou qualquer outro objeto. O abrigo de higienização consiste em local exclusivo para limpeza e higienização dos utensílios. 3. A limpeza e desinfecção devem ser diárias. canaletas de escoamento de águas servidas direcionadas para a rede de esgotos do estabelecimento e ralo sifonado provido de tampa que permita a sua vedação. lavável e de fácil higienização. lisos. O piso deve ser revestido de material liso. providos de pontos de luz e tomada. 8. possuindo. 6. acrescido de óculos protetores.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Armazenamento Externo 1.

materiais cirúrgicos. otoscópios. Desinfecção: processo que elimina a maioria ou todos os microrganismos patogênicos. mas é susceptível a outros microrganismos como o bacilo da tuberculose e vírus. a maioria dos vírus e fungos. laparoscópios. são objetos que entram em contato com o sistema vascular ou com tecidos estéreis. Artigos Semicríticos: artigos que entram em contato com membranas mucosas intactas ou com a pele lesada. Estes artigos podem apenas ser limpos ou submetidos à desinfecção de baixo nível. Habitualmente a mucosa intacta é resistente à infecção por esporos bacterianos comuns. deve preceder qualquer processo de esterilização ou desinfecção. roupas 13 .). pode ser realizada com hipoclorito de sódio a 0. Antissepsia: processo que elimina a maioria ou todos os microrganismos patogênicos. endoscópios). etc. exceto esporos bacterianos. Esterilização: destruição ou eliminação completa de todas as formas de vida microbiana. Estes artigos devem ser esterilizados. artroscópios. tubos endotraqueais circuito de anestesia. Exemplos: Instrumentos de fibra óptica (broncoscópios. mas não destrói microrganismos resistentes como o bacilo da tuberculose e esporos bacterianos. • • • Desinfecção de alto nível: destrói todos os microrganismos e alguns esporos. inclusive esporo bacteriano. alguns vírus e fungos. espéculos vaginais. CLASSIFICAÇÃO DOS ARTIGOS MÉDICOS Artigos Críticos: artigos com alto risco de causar infecção.000 ppm) ambos com um tempo de exposição de 20 minutos ou mais. Artigos Não-críticos: artigos que entram em contato apenas com a pele íntegra. pode ser realizada com glutaraldeído a 2% ou hipoclorito de sódio a 0. A limpeza. agulhas. se contaminados com qualquer tipo de microrganismo. sangue. termômetro. exceto os esporos bacterianos da pele e mucosas.1% com tempo de exposição de 10 minutos ou com álcool a 70%. Desinfecção de baixo nível: mata a maioria das bactérias. cateteres intravasculares. colonoscópios. exceto os esporos bacterianos de superfícies inanimadas. DEFINIÇÕES Limpeza: remoção de todo material estranho dos objetos (por exemplo: terra. Estes artigos devem ser submetidos à desinfecção de alto nível.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ESTERILIZAÇÃO E DESINFECÇÃO INTRODUÇÃO „ „ Os artigos de múltiplo uso em estabelecimentos de saúde podem transportar agentes infecciosos se não sofrerem processo de descontaminação após o uso entre um paciente e outro. Exemplos: Implantes ou próteses. bactérias na forma vegetativa. Exemplos: Estetoscópios. fezes. Desinfecção de médio nível: inativa o bacilo da tuberculose.1% (1.01% (100 ppm) durante 10 minutos ou com álcool a 70%. circuito de terapia respiratória. é realizada com hipoclorito de sódio a 0. desinfecção e esterilização adequadas dos diversos artigos médico-hospitalares é essencial na prevenção das infecções hospitalares. utensílios de refeição. alimento.

exclusivos. utilizando água+sabão ou imersão em solução desincrostante . Classificação Área suja Preparo Empacotamento. A estrutura física da central de material deve prever. identificação. identificando o material. pias e bancadas de trabalho deve permitir um fluxo contínuo sem retrocesso e sem cruzamento do material limpo com o contaminado. pois ocorre formação de umidade) Estocar em armários fechados. É necessário que haja uma barreira física separando a área limpa da contaminada. Meio Químico Gasoso • Óxido de etileno • Pastilhas de formalina EPI • Luvas de borracha grossas. Deve estar separada das demais através de uma barreira física. ainda. resfriados • Gorro naturalmente nas autoclaves(não resfriar em bancadas. Área Expurgo Função Receber materiais contaminados e executar processos de limpeza. • Desmontar equipamentos articulados • Enxágüe com água corrente potável • Idealmente o último enxagüe deve ser feito com água destilada (evitar desgaste dos materiais devido ao depósito de metais oriundos da água ou das tubulações • Secagem • Empacotar conforme indicado • Etiquetar. 14 . controle químico Área limpa Esterilização Eliminação completa de todas as formas de vida microbiana dos artigos Área limpa Método • Lavagem manual ou mecânica. um depósito para material de limpeza e vestiário com sanitários para funcionários. cano alto. de acesso restrito. descontaminação. Meio Químico Líquido • Glutaraldeído Os pacotes devem estar • Uniforme íntegros e secos. data e responsável • Fixar fita de controle químico na face externa do pacote a. antiderrapante • Máscara antipartículas • Óculos protetores • Avental impermeável • Botas impermeáveis • Gorro • Uniforme • Gorro • Uniforme • Gorro Armazenamento Armazenar com garantia de preservação da esterilidade do material Área limpa c.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ÁREAS DA CENTRAL DE MATERIAL ESTERILIZADO „ „ „ A disposição dos equipamentos. lavagem e secagem. Meio Físico • Calor seco • Calor úmido sob pressão b.

Manter o recipiente fechado 4. secar com técnica asséptica e compressas estéreis ou com ar comprimido. luva de borracha. tornar-se alcalina através da adição de um agente alcalinizante (ativador) A vida média desta solução é de 14 a 28 dias Não misturar artigos de substâncias metálicas diferentes Contar o tempo após a imersão do último artigo Os recipientes devem conter volume suficiente da solução para imergir totalmente os artigos Os recipientes devem ficar bem tampados Identificar os recipientes por fora: solução. óculos. Acondicionar em campo estéril 15 Área limpa Enxágüe e secagem • Área limpa Acondicionamento • . Imersão completa na solução 2. Preencher o interior das tubulações com auxílio de seringas. avental impermeável Para se tornar esporocida. além de não alterar borrachas. a solução deve ser “ativada”. plásticos e lentes • • • • • • • • • • EPI: máscara com filtro químico. prazo de validade Retirar os artigos da solução com luva estéril Esterilização: enxágüe em água estéril com técnica asséptica(luvas e baldes estéreis). ou seja. Observar o tempo de exposição: • desinfecção: 30 minutos • esterilização: 10 horas 5. O glutaraldeído é excelente microbicida e é não-corrosivo para metais.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ESTERILIZAÇÃO E DESINFEÇÃO DE ALTO NÍVEL DE ARTIGOS MÉDICO-HOSPITALARES EM SOLUÇÃO DE GLUTARALDEÍDO A 2% Artigos utilizados • • Usar EPI Desmontar artigos articulados Lavar com água e sabão ou imergir em solução desincrostante Secagem Expurgo Limpeza • • Área limpa 1. Desinfecção: enxágüe com água potável. secagem. se necessário 3.

pois ocorre a formação de umidade. Colocar campo simples no interior da caixa. embalar em grupos com campo de algodão cru duplo Drenos: envelope de polipropileno (filme plástico) Luvas: papel grau cirúrgico Tecidos Vidros Borracha PROCESSO GERAL DE ESTERILIZAÇÃO EM AUTOCLAVE A VAPOR Processo Disposição dos pacotes dentro da autoclave Método • Empilhamento vertical • Não ultrapassar 2/3 da capacidade da câmara e não encostar nas paredes • Dispor os pacotes de forma intercalada. papel crepado) • Objetos côncavos devem ser colocados de boca para baixo Remoção do ar do interior da câmara e dos pacotes através de vácuo Após a exaustão do ar. Compreende três fases: • Tempo de penetração • Tempo de esterilização • Intervalo de confiança Aguardar 5 a 10 minutos. acondicionar os materiais semi-abertos e cobri-los com as pontas do campo Campo de algodão cru duplo Embalar individualmente em campo simples. Teste da Fita de Autoclave „ Colocar uma fita de autoclave na face externa de cada pacote a ser esterilizado na autoclave. Remoção Admissão do vapor Exaustão do vapor Secagem da carga MONITORIZAÇÃO Teste biológico „ Realizado semanalmente. com espaço entre eles • Caixas metálicas devem estar deitadas e utilizadas somente sem a tampa ou perfuradas e recobertas com embalagem adequada (algodão cru. favorecendo a contaminação. „ Verificar a mudança da coloração do indicador químico. 16 . sempre na primeira carga do dia e ao término de qualquer manutenção realizada (preventiva ou corretiva) „ O pacote com o teste dever ser colocado no local de mais difícil acesso ao agente esterilizante (no caso.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ESTERILIZAÇÃO PELO CALOR ÚMIDO SATURADO SOB PRESSÃO (AUTOCLAVE) EMBALAGENS PARA ESTERILIZAÇÃO EM AUTOCLAVE A VAPOR Materiais Instrumentos Cirúrgicos Embalagens Caixa metálica. A seguir. próximo à válvula de exaustão do vapor). Não secar os materiais em bancadas fora da autoclave. ocorre a admissão do vapor. iniciase a exposição dos materiais à esterilização.

„ Empacotar normalmente e identificar como “pacote-teste”. „ O material esterilizado deve ficar em local próprio e limpo. „ Este teste pode ser improvisado com o uso de fita para autoclave colado em cruz cobrindo toda uma folha de papel encerado. e autoclavar o teste a 134-137 °C durante exatamente 3 minutos e meio.60 cm em número de 24 a 36 campos. com intervalos de pelo menos 30 cm do chão e 50 cm do teto. obtendo-se uma pilha de 25 a 28 cm de altura. de cerca de 24 x 30 cm. ESTOQUE E VALIDADE DA ESTERILIZAÇÃO Invólucros Tecido de algodão simples (duas camadas costuradas nas pontas) Tecido de algodão duplo Papel crepado simples Tecido de algodão simples + papel simples Envelope de polipropileno Condições de estoque Armário aberto Armário fechado Armário aberto Armário fechado Armário aberto Armário fechado Armário aberto Armário aberto Prazo de validade (dias) 3-14 14-21 28-56 56-77 28-49 > 63 77-98 5 anos 17 . „ Efetuar a operação de pré-vácuo da câmara. separado dos demais. na parte inferior e na frente. „ Colocar somente o pacote-teste na autoclave. de acordo com as especificações do fabricante. „ Empilhar campos de 0. „ É necessário que a circulação do pessoal seja restrita! „ Em nossa região geográfica. comprova-se a presença de ar residual na câmara interna e a autoclave deve ser interditada para avaliar o funcionamento da bomba de vácuo. não absorvente. ARMAZENAMENTO „ Um correto processo de esterilização só acontece quando se completa com eficácia e segurança o armazenamento do material. „ Recomenda-se que o teste de Bowie-Dick seja feito no primeiro ciclo do dia. „ Colocar a folha com a fita de autoclave no centro geométrico desta pilha. ou seja. em local onde o acesso do vapor é mais difícil. „ Sua disposição deve ser preferencialmente em prateleiras com portas de fácil limpeza.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Teste de Bowie-Dick (modificado) „ Avalia a adequação da etapa de remoção do ar da câmara interna da autoclave. „ Se a fita estiver pálida em sua região central. o ambiente deve ser climatizado para se obter uma temperatura em torno de 25 °C.90 x 0.

SECAGEM COM AR COMPRIMIDO AUTOCLAVE (METÁLICA) CÂNULA DE TRAQUEOSTOMIA GLUTARALDEÍDO A 2% (PLÁSTICA) AUTOCLAVE AUTOCLAVE ÁLCOOL A 70% 30 MINUTOS FRASCOS DE ASPIRAÇÃO LÁTEX PARA ASPIRAÇÃO CABO DE LARINGOSCÓPIO AMBU LAVAGEM COM ÁGUA E SABÃO MÁSCARA E COPO DE NEBULIZAÇÃO HIPOCLORITO DE SÓDIO A 0. BASTA ATIVÁ-LO.02% 60 MINUTOS FRICCIONAR E DEIXAR SECAR TRÊS VEZES CONSECUTIVAS DESINFECÇÃO DE ALTO NÍVEL COM GLUTARALDEÍDO EM CASO DE CONTAMINAÇÃO COM MATÉRIA ORGÂNICA ENXAGÜE COPIOSO COM ÁGUA POTÁVEL 18 . ACONDICIONAR ARTIGOS EMBALADOS EM CAMPOS ESTÉREIS EM RECIPIENTE FECHADO. RETIRAR ARTIGOS DA SOLUÇÃO COM LUVAS ESTÉREIS. TEMPO DE TROCA DE TROCA DA SOLUÇÃO: 15 DIAS APÓS ATIVAÇÃO. ENXAGÜE COPIOSO COM ÁGUA POTÁVEL.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS PADRONIZAÇÃO DE DESINFECÇÃO E ESTERILIZAÇÃO DE ARTIGOS DISPOSITIVOS RESPIRATÓRIOS ARTIGO MÁSCARAS DE AMBU E MACRONEBULIZAÇÃO VÁLVULAS DE AMBU COM COMPONENTE METÁLICO CÂNULA OROFARÍNGEA LÂMINA DE LARINGOSCÓPIO (sem lâmpada) TUBO OROTRAQUEAL CIRCUITOS DE RESPIRADORES CONEXÕES E ACESSÓRIOS DE RESPIRADORES REPROCESSAMENTO GLUTARALDEÍDO A 2% TEMPO 30 MINUTOS • • GLUTARALDEÍDO A 2% GLUTARALDEÍDO A 2% GLUTARALDEÍDO A 2% GLUTARALDEÍDO A 2% GLUTARALDEÍDO A 2% 30 MINUTOS 30 MINUTOS 30 MINUTOS 30 MINUTOS 30 MINUTOS • • • CIRCUITOS DE CPAP NASAL GLUTARALDEÍDO A 2% 30 MINUTOS • COMENTÁRIOS GLUTARALDEÍDO É PRONTO USO.

ENXAGÜAR COM ÁGUA FERVIDA COPOS DE MAMADEIRAS E CHUCAS BICOS DE MAMADEIRAS 10 MINUTOS SONDAS PARA DIETA ENTERAL HIPOCLORITO DE SÓDIO A 0.1% 20 MINUTOS ESFIGMOMANÔMETRO ALMOTOLIAS SEMANALMENTE INICIAR A CONTAGEM DO TEMPO DE FERVURA QUANDO A ÁGUA ESTIVER EM EBULIÇÃO ENXAGÜAR EM ÁGUA FERVIDA .PREENCHER TODA A LUZ DA SONDA .1% 10 MINUTOS 19 .Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS PADRONIZAÇÃO DE DESINFECÇÃO E ESTERILIZAÇÃO DE ARTIGOS INSTRUMENTAL CIRÚRGICO E OUTROS ARTIGOS ARTIGO REPROCESSAMENTO INSTRUMENTAL CIRÚRGICO AUTOCLAVE METÁLICO AGULHAS METÁLICAS AUTOCLAVE ELETROCAUTÉRIO AUTOCLAVE PONTAS DE CRIOCAUTÉRIO AUTOCLAVE TECIDO PARA PROCEDIMENTO AUTOCLAVE CIRÚRGICO AUTOCLAVE ESPÉCULO VAGINAL (metálico) OU GLUTARALDEÍDO A 2% COMADRES E PAPAGAIOS ÁLCOOL A 70% TEMPO COMENTÁRIOS 30 MINUTOS FRICCIONAR E DEIXAR SECAR TRÊS VEZES CONSECUTIVAS FRICCIONAR E DEIXAR SECAR TRÊS VEZES CONSECUTIVAS FRICCIONAR E DEIXAR SECAR TRÊS VEZES CONSECUTIVAS TERMÔMETRO ÁLCOOL A 70% ESTETOSCÓPIO ÁLCOOL A 70% LAVAGEM DO MANGUITO COM ÁGUA E SABÃO LAVAGEM COM ÁGUA E SABÃO FERVURA OU ESTERILIZAÇÃO EM AUTOCLAVE HIPOCLORITO DE SÓDIO A 0.

no momento da troca da solução. 5. A água sanitária contém 5. incluindo máscaras. copos. Enxaguar abundantemente para total remoção de resíduos de detergente. Sumarizamos abaixo a rotina preconizada: Imediatamente após o uso. O processo deverá constituir-se de desinfecção com hipoclorito de sódio a 200 ppm por um período de 60 minutos. bem como sua tampa. As tubulações devem ter todo seu lúmen preenchido com a solução. Identificar o recipiente com o nome da solução. seco e fechado. 2. retirar todo o material com luvas e enxaguar copiosamente com água corrente.02% x 1000 ÷ 1% = 20 mL „ A validade da solução após o preparo é de 24 horas (devido à volatilização do cloro e pela ação inativadora exercida pela luz solar). Para se calcular qual o volume que deve ser retirado de uma destas soluções para obter-se uma nova solução em concentração diferente.25% ou 52.000 ppm): • Vr = (Cf x Vf) ÷ Ci • Vr = (200 x 1000 mL) ÷ 10000 = 200000 ÷ 10000 = 20 mL (retirar 20 mL da solução de hipoclorito a 1% e acrescentar a 980 mL de água para se obter 1 litro da solução a 200 ppm). empregase a fórmula: Vr = (Cf x Vf) ÷ Ci Onde: Vr = volume em mililitro a ser retirado da solução que se dispõe no hospital Cf = concentração final da solução que se quer preparar (em % ou ppm) Vf = volume final em mililitros que se quer obter Ci = concentração inicial da solução que se dispõe no hospital „ Exemplo: preparar uma 1 litro de uma solução de hipoclorito de sódio a 200 ppm (0.000 ppm). sua concentração. umidificadores e tubulações. 4. retirar todos os artigos empregados na terapia inalatória. conforme recomendado no manual do Ministério da Saúde sobre Orientações Gerais para Central de Esterilização. artigo por artigo. 8. Secar bem e guardar em recipiente limpo. O recipiente usado na desinfecção deverá ser lavado diariamente. 10. Colocar em solução de hipoclorito de sódio a 200 ppm de modo que os artigos fiquem totalmente submersos e que toda a superfície interna e externa permaneça em contato com a solução. DILUIÇÃO DO HIPOCLORITO DE SÓDIO PARA DESINFECÇÃO DE UTENSÍLIOS HOSPITALARES „ A solução de hipoclorito normalmente disponível para uso hospitalar é a 1% (10. Certificar-se que não há bolhas de ar no interior das tubulações.02%). Secar bem. 11. a partir de uma solução a 1% (10. 9. Lavar com água e detergente neutro. A solução deverá ser trocada a cada 24 horas.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS LIMPEZA E DESINFECÇÃO DOS ARTIGOS UTILIZADOS EM TERAPIA INALATÓRIA „ Tais procedimentos visam a eliminação do risco de transmissão de patógenos respiratórios para os pacientes durante o uso dos artigos supracitados. obtém-se o mesmo volume: 0.500 ppm de cloro livre. 3. 1. 20 . 6. utilizando-se para tanto de uma seringa estéril. • Calculando-se com a concentração em porcentagem. a data e a hora da troca. com água e detergente neutro. utilizando-se de escovas para uma limpeza adequada. para garantir a desinfecção de toda a superfície interna. 7. Após 60 minutos. 2001.

02%) Volume de hipoclorito a 1% (10.000 ppm) Volume de água Volume total da solução a 200 ppm (0.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS TABELA PARA O PREPARO DE HIPOCLORITO DE SÓDIO PARA DESINFECÇÃO DE ARTIGOS DE INALOTERAPIA Volume de hipoclorito a 1% (10.000 ppm) Volume de água Volume total da solução a 200 ppm (0.02%) 10 mL 20 mL 40 mL 60 mL 80 mL 100 mL 490 mL 980 mL 1960 mL 2940 mL 3920 mL 4900 mL 500 mL 1 litro 2 litros 3 litros 4 litros 5 litros 120 mL 140 mL 160 mL 180 mL 200 mL 5880 mL 6860 mL 7840 mL 8820 mL 9800 mL 6 litros 7 litros 8 litros 9 litros 10 litros 21 .

em hospitais de campanhas militares. „ A Portaria do Ministério da Saúde 1. „ A principal medida introduzida na moderna lavanderia hospitalar. „ O processo normal de lavagem. na área suja. • área limpa: utilizada para acabamento e armazenamento. etc.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS LAVANDERIA HOSPITALAR INTRODUÇÃO „ Os pioneiros do controle de infecção hospitalar identificaram o papel da roupa suja na sua cadeia epidemiológica. identificou um surto relacionado com a reutilização da roupa suja por diversos pacientes e recomendou. ou ainda. reduz até 99% da contaminação. com duas portas de acesso. alvejante (cloro ou peróxido de hidrogênio) e amaciante (quaternário de amônio). sem contar os riscos advindos da sujidade presente.000 bactérias por minuto. evitando agitação e. onde. para o controle das infecções. „ Tais descobertas revolucionaram a planta física da lavanderia hospitalar. organizou lavanderias com conceitos mantidos até hoje nas lavanderias hospitalares. se agitadas. „ Assim. elimina 3. foi a instalação da barreira de contaminação. uma para cada área. que grande número de bactérias jogadas no ar. então. „ A grande maioria das infecções hospitalares tem origem endógena. A presença de matéria orgânica. contaminava todo o ambiente circundante. têm pouca capacidade de sobreviver independentes no meio ambiente. os materiais perfurocortantes encontrados devem ser depositados em recipientes de superfícies rígidas para descarte ou devolução. temperatura. pelos próprios funcionários contaminados (mãos sujas. dependendo de sua atividade física. origina-se a partir de microrganismos que fazem parte da microbiota humana normal do paciente. lesões de pele secretantes ou descamativas. através da ação mecânica da água. „ Esta barreira de contaminação só será realmente eficiente se existirem as lavadoras de desinfecção. Esses estudos mostraram ainda. PLANEJAMENTO „ Estudos realizados na área da microbiologia vieram revelar que o processamento da roupa em um ambiente único. mais conhecido pelo reconhecimento das mãos como importante mecanismo de veiculação de infecção. „ Como é difícil saber se uma roupa suja está contaminada ou não.000 a 60. que separa a lavanderia em duas áreas distintas: • área suja (considerada contaminada): utilizada para separação e lavagem. para facilitar a comunicação e o controle. durante o processo de separação da roupa suja. podem ser dispersas pela poeira contaminante. todas devem receber o mesmo tratamento. embora para este último seja questionada sua ação germicida nas concentrações empregadas. o equipamento e os métodos utilizados no processo da roupa. que pode ser evitado por barreira de contaminação. A barreira de separação também poderá ser dotada de visores. „ Florence Nightingale. manipuladas o mínimo possível. utilizado nas lavanderias tradicionais. sua lavagem e cloração. na parede que separa a área contaminada da área limpa.884/94 estabelece que deve existir uma barreira física.). alteração de pH. que é definida como um ambiente que minimiza a entrada de microrganismos externos através de soluções arquitetônicas. „ Existe risco de recontaminação da roupa limpa na lavanderia por vários mecanismos: via aérea. „ Dois princípios básicos norteiam o controle de infecções em lavanderia hospitalar: não agitar a roupa e remover ou destruir os microrganismos contaminantes. principalmente de origem humana. „ O ser humano. pela umidade da área. ROUPA CONTAMINADA „ É a roupa que se apresenta suja com fluidos biológicos ou contém agulhas e/ou outros materiais perfurocortantes usados. relacionada ao efeito filtro da extratora. „ A lavanderia hospitalar é um dos serviços de apoio ao atendimento dos pacientes. Estes germes. pelo fato da roupa cair no chão. adaptados ao parasitismo. é comum a proliferação de Pseudomonas. ou seja. responsável pelo processamento da roupa e sua distribuição em perfeitas condições de higiene e conservação. as instalações. em quantidade adequada a todas às unidades do hospital . propiciava a recontaminação constante da roupa limpa na lavanderia. que aderem às fibras de tecido onde. Semmelweis. 22 . ou seja. que consiste na remoção da sujidade. aumentam a capacidade de sobrevivência dos microrganismos no ambiente. transportadas em sacos impermeáveis.

COLETA UTILIZAÇÃO PROCESSAMENTO DISTRIBUIÇÃO Figura 2 – Fluxograma da roupa na lavanderia. COLETA BARREIRA RECEPÇÃO PESAGEM BARREIRA LAVAGEM CENTRIFUGAÇÃO SECAGEM CALANDRAGEM DOBRAGEM BARREIRA ARMAZENAMENTO DISTRIBUIÇÃO CONSERTO 23 .Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Figura 1 – Fluxo da roupa no hospital.

„ Os carros de coleta e transporte de roupa suja devem ser leves. ♦ Proceder à limpeza de toda a área com a solução de detergente neutro. retirando-as logo após realizada a coleta de um local. preferencialmente. descontaminar imediatamente com hipoclorito de sódio a 1%. para evitar a dispersão dos germes. „ 24 . „ Portanto. como o ácaro. através da seguinte técnica: ♦ Com o uso de luvas. ♦ Desprezar o papel em saco plástico branco leitoso próprio para uso hospitalar. providos de tampas e feito de material que permitam uso de produtos químicos na sua limpeza e desinfecção. pelo menos. Os mesmos princípios devem ser aplicados ao veículo de transporte. os sacos de roupa suja são recebidos e pesados. alimentandose dos resíduos. A pesagem das roupas é indispensável para indicar a carga correta das lavadoras. veículos distintos ou. com áreas ou contêineres separados. ♦ Remover o desinfetante com pano molhado. „ Os carros utilizados no transporte das roupas devem possuir uma identificação para diferenciar o carro de coleta de roupa suja do carro de transporte da roupa limpa. resistentes e pouco profundos. atenção especial deve ser dado ao transporte da roupa suja para a lavanderia e para a distribuição da roupa limpa para os hospitais. „ Na retirada da roupa. „ Terminada a coleta nas unidades. um destino errado. que consideram toda roupa usada como contaminada. para o processamento em nível de lavanderia. e recomenda-se transportar a roupa dobrada ou enrolada. „ O transporte da roupa coletada e embalada pode ser feitos por carros coletores. envolvendo. depositam-se no tecido das roupas. facilitando a operação de retirada da roupa e sua higenização. que habita as roupas de cama. ser submetidos a limpeza com água e detergente neutro e desinfecção com hipoclorito de sódio a 250 ppm. „ Se a roupa limpa for embalada de forma individualizada. ♦ Encaminhar o pano usado para secagem da área para a lavanderia em saco plástico. fibra de vidro. „ A roupa suja deve ser recolhida em sacos de material resistente e de cor diferente da escolhida para transportar o lixo. ♦ Aplicar sobre a área. está indicada a utilização de luvas. retirar o excesso da carga contaminante em papel absorvível. servindo de alimento para outras espécies. Ao empurrar o carro. os órgãos internacionais desaconselham a separação da roupa suja. diariamente. fezes. não deve haver agitação nem separação.. evitando. „ O funcionário que exercer esta função deve utilizar luvas de borracha em ambas as mãos. selada. um lençol aparentemente limpo contem seres vivos que podem transmitir doenças. a roupa suja é transportada à recepção do setor de roupa suja. aço. „ Ambos os carros devem. nunca cruzando roupa limpa com a suja na mesma carga. „ Havendo extravasamento de uma embalagem.) „ O transporte deve ser sempre separado. „ Não deve-se arrastar sacos de roupa pelo chão. a contaminação posterior ao reprocessamento da mesma é reduzida. etc. „ A coleta deve ser realizada em horário preestabelecido e a roupa suja deve permanecer o menor tempo possível na unidade. tocar maçanetas. que elimina microrganismos aderidos em suas células superficiais. em geral 80% de sua capacidade de lavagem. é obrigatório retirar as luvas para evitar a contaminação cruzada. hipoclorito de sódio a 1% durante 10 minutos. ♦ Secar bem a área com pano limpo. Na presença de grande quantidade de sangue. „ Deve-se usar carros diferentes para a coleta da roupa suja e o transporte da roupa limpa. „ Atualmente. etc. seja na lavanderia ou nas unidades de atendimento aos pacientes. PROCESSAMENTO DA ROUPA NA ÁREA SUJA Recepção „ Na área de recepção. onde a separação entre roupa limpa e suja deve ser rigorosa. secreções ou outros fluidos orgânicos. Estas células. assim. Os carros são confeccionados em diversos materiais (alumínio. A limpeza destes contêineres deverá ser semelhante à dos carrinhos coletores. A coleta da roupa suja deve ser feita com muito cuidado. evitando o rompimento da embalagem e contaminação do ambiente. „ No caso de lavanderias que processam a roupa de outros hospitais. devido às precauções-padrão. „ Estes carros coletores devem ser específicos para este fim.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS COLETA A pele tem como mecanismo de defesa a descamação. juntamente com as secreções.

que oferecem economia de espaço. necessitam de esterilização após serem processadas na lavanderia. „ As roupas utilizadas em procedimentos críticos. „ A finalidade primordial da lavanderia é remover a sujidade da roupa para que ela adquira odor e aparência agradáveis. „ Não há necessidade de esterilização das roupas utilizadas em berçários. de modo a permitir a aspiração do ar da área limpa. na área limpa. um fixo externo e um giratório interno perfurado. a fim de evitar que a roupa fique totalmente torcida no final da lavagem. Como está contra-indicada a manipulação da roupa para classificá-la. durante o escoamento da água. Óculos de proteção podem estar indicados. „ A água deve estar isenta de microrganismos patogênicos. Na área suja. sabendo-se sua origem podemos prever o grau de sujidade. 9 o mecanismo de reversão deve estar equilibrado. „ Das máquinas de lavar. „ Lavadoras de desinfecção . „ Após o processamento da roupa na área suja. muito importante os enxagües para eliminar resíduos químicos que possam causar irritação na pele dos recém-nascidos. porém. isto é. pias. causando danos às máquinas e ao próprio processo. na área suja e outra de saída da roupa limpa. uma para acesso de roupa suja. necessitando apenas estar limpas no final de seu reprocessamento. Além disso. sendo. avental impermeável e máscara antipartículas. os funcionários devem usar botas e luvas de borracha.devem preencher os seguintes requisitos: 9 os tambores devem ser de aço inoxidável. e a expulsão do ar contaminado para a área contaminada. que fica encaixada na parede ou barreira de contaminação. portanto. para adequação do processo de lavagem. como por exemplo. como agulhas e material cirúrgico. Lavagem „ A sujidade funciona como substrato para a multiplicação microbiana e a sua simples remoção diminui a contaminação.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS „ „ „ „ Entretanto. um que funciona como um tambor externo e outro como um cesto interno. sendo. deve ser regulado por válvula. Na separação. bancadas e pisos devem ser lavados e depois descontaminados com hipoclorito de sódio a 250 ppm ou álcool a 70%. 9 possuir um dispositivo automático. as roupas encaminhadas pelo centro cirúrgico certamente diferem em nível de sujidade com as encaminhadas de uma enfermaria de clínica médica. cateterizações vasculares e procedimentos em pacientes queimados. dotado de pás que giram alternadamente para um lado e para outro. „ A centrífuga é constituída de dois cilindros. reduzindo a contaminação a níveis aceitáveis. Esta máquina caracteriza-se por possuir duas portas (de entrada e de saída). podendo ser reprocessadas conjuntamente como de sujidade pesada. a fim de resistirem à química da lavagem. dentro da máquina. 25 . perfurado. Lavadora „ A lavadora compõe-se de dois cilindros. caso contrário pode haver recontaminação da roupa durante os enxagües. cirurgias. para a retirada de instrumentos cirúrgicos e outros objetos. a fim de impedir a abertura simultânea da ambas as portas 9 o fluxo de ar. agrupando-as no reprocessamento. A contagem total de bactérias não pode exceder 10 UFC por mililitro. Por exemplo. apresentam risco de acidentes para os funcionários com a veiculação de patógenos sangüíneos. visando evitar que estes elementos entrem no processo de lavagem. os artigos perfurocortantes. livre de patógenos em número suficiente para causar doenças aos pacientes. a mais utilizada na lavanderia hospitalar moderna é a lavadora de desinfecção. „ Existem máquinas que incorporam a centrifugagem à própria lavadora: são as lavadoras extratoras. devendo ser posteriormente autoclavadas. no caso de superfícies metálicas. é indispensável que todas as peças de roupa sejam cuidadosamente abertas. classificada como artigo não-crítico. mão-de-obra e tempo. „ A maioria das roupas hospitalares tem contato apenas com a pele íntegra. PROCESSAMENTO DA ROUPA NA ÁREA LIMPA Centrífuga ou extratora „ É a máquina usada para eliminar ou extrair até 40% da água da roupa saída da lavadora. é conveniente reunir no mesmo ciclo roupas com níveis de sujidade similares.

aquecidas a vapor ou eletricidade. giratório. É constituída de dois ou mais rolos ou cilindros de metal.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Secadora „ Possui também dois cilindros: um interno. 9 ter dispositivo de segurança na porta. com portas e construído de material de fácil limpeza. „ As roupas que necessitarem de conserto devem ser lavadas novamente antes do uso. a roupa pode ser passada pela calandra. perfurados ou não. „ É provida de um dispositivo que desliga automaticamente a máquina. e outro externo fixo. evitando acidentes com as mãos do operador. 9 possuir o tambor interno de material resistente à corrosão. passada sob pressão. que movimenta a roupa pela rotação e presença de pás. a roupa é dobrada e guardada. „ Alguns requisitos devem ser observados para as secadoras: 9 ser equipada com seletor de temperatura. seca e desenruga. Calandra „ Após a secagem. „ Os cestos que contêm as peças giram. que giram dentro de calhas fixas de ferro. através da passagem forçada de ar quente entre as peças. A roupa. enquanto um exaustor retira o ar aquecido que passou pelas roupas por um cabeçote. entre os rolos. Para armazenamento da roupa processada. esta área deve contar com armários específicos para este fim. 9 dispor de comando automático de tempo de secagem. Armazenamento „ Posteriormente. revestidos. „ Especial atenção deve ser dada durante esta fase para roupa não tocar o chão. entre a calha aquecida e o cilindro girando. uma vez que na calandra isto ocorre com maior freqüência. 26 . „ As secadoras destinam-se à secagem da roupa em altas temperaturas.

„ O ar ambiente das áreas de processamento de alimentos deve ser renovado freqüentemente através de equipamentos de exaustão. „ As prateleiras devem estar distantes 25 cm do piso e a profundidade não deve ser superior a 45 cm. gordura e condensação de vapores. antiderrapante. „ O acabamento deve ser liso. „ O sistema de exaustão deve ser devidamente dimensionados e mantido em boas condições de funcionamento. „ Esta separação em áreas servem para impedir a contaminação cruzada entre alimentos crus e prontos e/ou utensílios limpos e utensílios sujos. gases. deve-se prever no mínimo um local para o preparo de produtos crus e outro para produtos prontos. lavável. „ O forro deve ser livre de rachaduras. 27 . em cor clara e em bom estado de conservação. ÁREAS DO SETOR DE NUTRIÇÃO E DIETÉTICA „ Essas áreas devem seguir uma linha racional de produção. em cores claras. não devendo possuir aberturas. bolor e descascamento e deve estar em perfeitas condições de limpeza. fumaças. impermeável. „ As janelas e outras aberturas presentes na parede. quando usadas para a circulação do ar. „ Os ralos devem ser sifonados e com grelhas com proteção telada. resistente ao tráfego e de fácil higienização (lavagem e desinfecção). „ Sendo de rede pública. lavável. a caixa d’água deve ser lavada a cada 6 meses (vide técnica no capítulo “Higienização da Caixa D’água”) e a água deve ter sua potabilidade microbiológica atestada semestralmente. resistentes a limpezas freqüentes e isentas de bolores. duráveis. impermeável. garantir o conforto térmico e manter o ambiente livre de fungos. Paredes „ As paredes devem ser lisas. „ O ar-condicionado e o ventilador são equipamentos que não atendem a estes requisitos e. Água „ A água de abastecimento deve ser ligada à rede pública ou ter sua potabilidade atestada semestralmente através de laudo oficial de laboratório especializado.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NORMAS DE HIGIENE ALIMENTAR PARA O SETOR DE NUTRIÇÃO E DIETÉTICA INSTALAÇÕES Ventilação „ A ventilação deve ser adequada para proporcionar a renovação do ar. „ Todas as bancadas destas áreas devem ser preferencialmente de aço inox ou outro material resistente e de fácil higienização. Piso „ O piso deve ser de cor clara e de material liso. não permitindo o acúmulo de alimentos ou sujidades. não devem ser utilizados nas áreas de processamento. portanto. laváveis. devem ser dotadas de telas. resistente. „ Na impossibilidade de áreas separadas para cada gênero. umidade. impermeáveis. obedecer um fluxo coerente e evitar cruzamentos entre as atividades. Teto „ O teto deve ser isento de vazamentos e goteiras.

pois o calor excessivo compromete o funcionamento de seus motores e conseqüentemente a garantia da temperatura específica de cada gênero. a bancada deve ser submetida a limpeza e desinfecção rigorosa após o manuseio de cada tipo de alimento. Área para armazenamento à temperatura controlada „ Destina-se à estocagem de gêneros perecíveis ou rapidamente deterioráveis em temperatura ambiente. a temperatura deve ser regulada para o alimento que requeira a menor temperatura. de maneira que não provoquem a contaminação de alimentos e utensílios. Área para depósito e higienização do material de limpeza „ Os materiais de limpeza. Na sua ausência. Área para pré-preparo e preparo dos alimentos „ As operações preliminares de confecção são realizadas nesta área. 1. Instalações sanitárias e vestiários para os funcionários „ Os sanitários usados por outros funcionários do estabelecimento de saúde não podem ser compartilhados pelo pessoal que manuseia os alimentos. 28 . conforme técnica explicada mais adiante neste texto (tópico Higiene Ambiental).Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS 1. panos de chão. 6. „ Esta área deve possuir uma cobertura para a proteção dos alimentos na hora da entrega. massas. cubas profundas e local para armazenamento do material após a higienização. „ Recomenda-se refrigeradores em número suficiente para atender à conservação de: 9 carnes refrigeradas e alimentos prontos: até 4°C 9 sobremesas. tais como rodos. „ Deve contar com área suficiente para acomodar a mercadoria no momento do recebimento e com balança tipo plataforma e tanque para pré-higiene de verduras e frutas antes do seu armazenamento. baldes e outros. 5. Área para cocção „ Nesta área devem permanecer apenas os equipamentos destinados ao preparo de alimentos quentes. Área para higienização de utensílios „ Esta área deve ser diversa da utilizada no processamento dos alimentos. deveria existir uma bancada para cada tipo de alimento supracitado. „ Esta área deve dispor de pia com sistema completo para higiene das mãos. Nesta área não deve haver equipamentos (refrigeradores. „ „ „ „ „ Área para armazenamento à temperatura ambiente Entenda-se como temperatura ambiente uma temperatura em torno de 26°C. local para dispor os utensílios que aguardam a higienização. 3. „ Deve possuir suprimento de água. prateleiras e estrados. frios e laticínios: até 8°C 9 hortifrutigranjeiros: até 10°C „ Caso o armazenamento não possa ser feito em refrigeradores diferentes para cada produto. 7. 4. „ A mesma deve ser de fácil acesso aos fornecedores. específica para esta finalidade. „ Esta área necessita de pelo menos uma bancada provida de pia com tampo de inox ou outro material adequado para manipulação dos alimentos e fácil limpeza e desinfecção. Área para a recepção de mercadorias „ Trata-se de uma área própria para o recebimento de mercadorias. não devendo ter refrigeradores ou freezers. „ De forma ideal. Produtos de limpeza devem ser armazenados em local distinto. comumente subdividida em: 9 preparo de carnes 9 preparo de verduras e frutas 9 preparo de massas e sobremesas „ É fundamental que esta área disponha de pia com sistema completo para a higienização das mãos. A mesa do estoquista pode permanecer nesta área desde que não interfira no controle de qualidade dos alimentos e/ou no fluxo de armazenamento. esfregões. devem ser higienizados e guardados em área própria. „ É obrigatória a localização de sanitários exclusivos para os funcionários do setor de nutrição e dietética no âmbito da própria unidade funcional. 2. situada de preferência em local externo e próximo da estocagem. freezers) que possam alterar as condições térmicas ambientais. Para esta área são importantes um piso em material lavável e resistente.

b) água corrente. tosse. Uniforme „ Os funcionários devem usar uniformes de cor clara. sem rasgos. b) lavar a cabeça uma vez ao dia. Após 15 minutos de uso. o uso de acessórios ou adereços. correntes. OBSERVAÇÃO: devido ao alto risco de contaminação química dos alimentos. em boas condições de higiene e conservação. relógios. inclusive. através de mãos sujas ou contaminadas. „ Os cabelos devem ser mantidos totalmente cobertos e protegidos através de touca. „ exames médicos admissionais e periódicos. partes descosturadas ou furos. „ uniformes adequados e completos em número suficiente para troca diária. „ sanitários e chuveiros em condições adequadas de funcionamento e limpeza. agregando as fibras e permitindo a passagem de grande quantidade de microrganismos. „ Os funcionários uniformizados não devem sentar-se ou deitar-se no chão ou em outros locais impróprios. e) conservar as unhas curtas. „ È proibido. f) não aplicar maquiagem em excesso. não deve existir depósito para sabão líquido nas pias e bancadas utilizadas para o preparo dos alimentos. „ pias com água. bem como sem base incolor. sem prejuízos de qualquer natureza. e) cesto com tampa acionada por pedal. „ A utilização de máscaras na manipulação dos alimentos não é recomendada como um mecanismo de prevenção da contaminação dos alimentos. „ O vestuário deve ser conservado em bom estado. „ Os uniformes devem ser mantidos limpos e trocados diariamente. Sistema para higiene das mãos Consiste em: a) lavatórios exclusivos para a higiene das mãos. limpas e sem esmalte.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS HIGIENE DOS MANIPULADORES „ O manipulador é um elemento chave na produção do alimento. Além disso. „ Ele pode ser motivo da contaminação. c) fazer a barba diariamente. provocando prurido e ocasionando maior contaminação das mãos decorrente do ato de coçar-se. g) manter a higiene adequada das mãos. não devendo ser usados próximo ao calor. d) suporte para papel toalha. a máscara torna-se úmida. „ Usar calçados fechados. Higiene corporal Os funcionários devem observar os seguintes hábitos de asseio: a) tomar banhos freqüentes. brincos e. d) evitar bigodes e costeletas. manchas. O Patrão deve garantir: „ que o manipulador com diarréia. espirro e conversa sobre os alimentos. h) conservar os uniformes limpos. fitinhas. 29 . durante o trabalho. colares. gorro ou similar. tais como anéis. pulseiras. „ Deve-se usar avental plástico quando o trabalho em execução propiciar que os uniformes se sujem ou se molhem. torna-se desconfortável. resfriado. ou por outras falhas na manipulação. sabão e papel toalha para a lavagem adequada das mãos. aliança. infecção nos olhos ou infecções da pele seja afastado para outra atividade. c) saboneteiras específicas para sabão líquido. „ instalações adequadas para que possam ser guardadas roupas e pertences. amuletos.

lavados com água e detergente e enxagüados com hipoclorito de sódio a 200 ppm. 9 retirar o detergente usando rodo exclusivo para este fim. coprocultura e VDRL. „ Enxugar as mãos no avental ou em panos. „ Fazer serviço de limpeza e manipular os alimentos ao mesmo tempo. seguido das paredes e por último do piso. „ Fumar no local de preparo dos alimentos. 9 lavar e desinfetar o rodo utilizado. „ Usar unhas pintadas e compridas. É proibido varrer a seco os pisos das áreas de manipulação e processamento dos alimentos. Semanalmente. se possível com papel toalha descartável e depois lavar imediatamente as mãos. devendo ser realizadas outras análises de acordo com avaliação médica. „ Enxugar o suor com as mãos. 9 enxagüar. „ O controle de saúde dos funcionários deve ser comprovado com os respectivos laudos médicos da unidade de saúde. „ Assoar o nariz. na boca. o funcionário deve afastar-se do produto. 9 aplicar hipoclorito de sódio a 200 ppm (tabela 1). recolhendo-se os resíduos acumulados. Bancadas e mesas de apoio devem ser lavadas diariamente através da seguinte técnica: 9 lavar com água e detergente neutro. „ Por os dedos no nariz. diarréia. Os ralos devem ser limpos diariamente. guardanapos. iniciando a limpeza pelo teto. coproparasitológico. „ Deixar roupas e sapatos espalhados na área de produção. ouvidos ou cabelos enquanto se prepara os alimentos. „ Fazer uso de utensílios sujos. HIGIENE AMBIENTAL „ „ „ A higiene do setor de nutrição e dietética deve ser mantida através de adequadas técnicas de limpeza. panos de copa. Impedir a presença de animais domésticos no setor de nutrição e dietética. Pisos e rodapés devem ser lavados diariamente com água e detergente neutro e em seguida realizado desinfecção com hipoclorito de sódio a 200 ppm. „ Manipular dinheiro durante o preparo dos alimentos. deve-se proceder a uma lavagem terminal do ambiente. „ Provar alimentos com talheres e voltar a colocar o talher dentro da panela. Promover a desinsetização a cada dois meses e a desratização periódica. Controle de saúde dos manipuladores „ A Vigilância Sanitária exige que os funcionários não sejam portadores aparente ou inaparente de doenças infecciosas ou parasitárias. „ „ „ „ „ „ „ 30 . 9 deixar secar naturalmente.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Não são permitidas as condutas abaixo nas áreas de preparo dos alimentos por representarem riscos de contaminação alimentar: „ Falar. „ Experimentar a comida nas mãos ou com os dedos. cantar ou assobiar sobre os alimentos. Limpar a coifa semanalmente. cobrir a boca e o nariz. enxagüe e desinfecção (ver capítulo “Higienização Hospitalar”). „ Espirrar ou tossir sobre os alimentos: 9 ao tossir ou espirrar. acompanhados das seguintes análises laboratoriais: hemograma. finalizando com hipoclorito de sódio a 200 ppm. „ Trabalhar diretamente com alimentos quando apresentar qualquer um dos seguintes sintomas: lesões ou infecções na pele. dor de garganta ou gripe. panos de pratos. aventais ou qualquer outra peça da vestimenta: 9 o suor deve ser enxugado com papel toalha descartável e a seguir deve-se lavar imediatamente as mãos. sendo obrigatória a realização de exames médicos admissionais e periódicos. Para manutenção da higiene ambiental é necessário seguir rigorosamente os critérios e a freqüência dos procedimentos estabelecidos. tosse.

frutas e legumes.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Lixo „ A área do lixo deve estar localizada em área externa. „ Manipular os alimentos somente quando absolutamente necessário. garfos. dispensando o uso da solução clorada a 200 ppm. batatas. Não deixe o lixo permanecer à noite no interior do estabelecimento. „ Lavar em jato de água corrente. liqüidificadores. pertencentes à área específica para o preparo destes gêneros „ Escolher uma a uma as frutas. cuidando para que fique totalmente imerso. máquinas de moer. „ Retire o lixo toda vez que achar necessário. „ Os alimentos crus de origem animal também devem ter seu local ou horário determinado. folha a folha. Usar sempre garfos. Os utensílios (facas. De forma a minimizar o perigo de contaminação. 31 . a imersão em vinagre a 2%. As partes dos equipamentos e utensílios que entram em contato com os alimentos não devem ser tocadas. Manipulação „ Evitar muita manipulação e prepare o mais rápido possível os alimentos. aguardar 15 minutos. macaxeira. protegido contra poeira. „ Enxagüar em água corrente tratada. 4. Guardar em local limpo e seco. limão . HIGIENE DOS UTENSÍLIOS „ 1. Enxagüar em água corrente até remoção total do detergente e demais resíduos. 3. beterraba. „ Colocar os alimentos em uma vasilha com solução de hipoclorito de sódio a 200 ppm (tabela 1). etc. para minimizar o gosto de cloro resultante da desinfecção. HIGIENE DOS ALIMENTOS Limpeza e desinfecção de hortifrutigranjeiros: „ Fazer a limpeza e desinfecção das bancadas. removendo com as mãos sujidades. sugere-se. Retirar os utensílios do recipiente e deixar secar naturalmente (não utilizar panos para secagem). para evitar presença de ratos e baratas. verduras e legumes. um a um. „ Ovos e sacos de leite devem ser lavados antes de serem usados. vasilhas. etc. etc. pegadores. laranja.) podem ser higienizadas em água potável. para evitar a contaminação cruzada. retirando as estragadas. „ As verduras. abacate.) devem ser sempre lavados e desinfetados após o uso. 5. „ A solução clorada deve ser trocada a cada lote imerso. insetos e roedores. pinças. de uso exclusivo para este fim. uma a uma. 2. etc. „ Desfolhar as verduras. Mergulhar os utensílios em uma vasilha com solução de hipoclorito de sódio a 200 ppm (tabela 1) por 15 minutos. revestindo de saco plástico e sempre tampado para evitar moscas. „ Frutas e legumes cujas cascas não são consumidas (banana. baratas e ratos. legumes e frutas devem ser lavados e desinfetados em local ou horário diferente do preparo dos demais alimentos. cubas. panelas. para os vegetais folhosos. retirando as partes estragadas. por 5 minutos. „ Remover o lixo diariamente em recipientes fechados e tampados „ Mantenha o lixo em recipiente limpo. através da técnica abaixo descrita: Retirar o excesso de sujidades. Lavar com água e detergente. 6. folhas.

• O uniforme usado na sala de manipulação deve ser substituído a cada sessão de trabalho e os funcionários devem usar máscaras além da paramentação já descrita para os funcionários do setor de nutrição e dietética. 32 . TABELA 1 – DILUIÇÃO DO HIPOCLORITO DE SÓDIO PARA DESINFECÇÃO DE UTENSÍLIOS.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NUTRIÇÃO ENTERAL „ „ As normas que regulamentam a Terapia de Nutrição Enteral encontram-se descritas na Resolução ANVISA/MS-RDC no 63 de 06/07/2000. • É proibido o congelamento de fórmulas. A validade da solução após o preparo é de 24 horas (devido à volatilização do cloro e pela ação inativadora exercida pela luz solar). incluem-se alguns cuidados especiais: • Presença de sala de preparo exclusiva. • Utilizar somente água tratada ou fervida no preparo das fórmulas enterais. Além de todos os cuidados supracitados no preparo das dietas de modo geral. • O forno de microondas não deve ser usado devido à desnaturação proteica pelo calor. • Para infusão no paciente a dieta só pode permanecer por quatro horas à temperatura ambiente. • Utilizar frascos descartáveis para o acondicionamento da dieta enteral. SUPERFÍCIES E ALIMENTOS 200 ppm HIPOCLORITO 1% ÁGUA TOTAL 1 ml 49 ml 50 ml 2 ml 98 ml 100 ml 4 ml 196 200 ml 10 ml 490 ml 500 ml 20 ml 980 ml 1 litro 40 ml 1960 ml 2 litros 100 ml 4900 ml 5 litros • • A solução de hipoclorito normalmente disponível para uso hospitalar é a 1% (10. • A autoclavação terminal da fórmula é proibida pelo risco de alterar a dieta.000 ppm). • Preparar. no máximo. • O acesso de pessoas às áreas de manipulação da nutrição enteral deve ser restrito ao pessoal diretamente envolvido. • O sistema de infusão deve ser trocado a cada 24 horas. quatro horas antes do uso ou com refrigerar imediatamente a 4o C e usar dentro de 24 horas após o preparo.

9 Pano embebido em solução de hipoclorito de sódio 9 Remoção dos produtos. ralos Diário Água e detergente líquido + Hipoclorito de sódio (200 ppm) 9 9 Pratos e talheres de pacientes Após o uso Água e detergente líquido + Hipoclorito de sódio (200 ppm) 9 9 Freezer e congelador Quinzenal Detergente líquido neutro + Hipoclorito de sódio(200 ppm) Detergente líquido neutro + Hipoclorito de sódio(200 ppm) Solução desincrostante + Hipoclorito de sódio(200 ppm) Água e detergente líquido + Hipoclorito de sódio (200 ppm) Carros-prateleiras Diário Semanal Utensílios Após o uso Desincrustação de sujidades mais pesadas Lavar e enxagüar com água corrente Imergir em solução clorada por 15 minutos Lavar e enxagüar em água corrente Banhar em solução clorada por 15 minutos Lavar e enxagüar com água corrente Imergir em solução clorada por 15 minutos 33 . 9 Degelo do equipamento 9 Higienização 9 Higienização 9 9 9 Bancadas. pisos. paredes.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS TABELA 2 – LIMPEZA DO AMBIENTE INANIMADO O quê Geladeiras Quando Diário Com o quê Hipoclorito de sódio(200 ppm) Como 9 Organização dos produtos. 9 Remoção de sujidades das prateleiras.

„ Exposição a estes materiais potencialmente infectantes devem ser avaliados de forma individual. Pequeno volume: poucas gotas de material biológico de risco. sangue visível no objeto contaminante ou agulha usada recentemente em artéria ou veia do paciente fonte. 3 drogas: AZT + 3TC + nelfinavir ou indinavir por 30 dias 2 drogas: AZT + 3TC por 30 dias 34 . líquido sinovial e saliva (quando em ambiente odontológico) são materiais geralmente considerados de baixo risco para a transmissão do HIV. líquor. a não ser que os mesmos estejam contaminados com sangue. lágrima.500 cópias/mL apresentam um risco muito reduzido de transmissão do HIV. repetir com 6 e 12 semanas e após 6 meses. urina. „ A quimioprofilaxia deve ser iniciada no máximo em 72 horas. fezes. lesão profunda. pericárdico). pleural. se negativo. saliva. sêmen e tecidos são materiais biológicos envolvidos na transmissão do HIV. „ Líquidos de serosas (peritoneal. Grande volume: contato prolongado ou grande quantidade de material biológico de risco. Menos grave: lesão superficial. secreção vaginal.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ACIDENTES OCUPACIONAIS COM FLUIDOS ORGÂNICOS TRANSMISSÃO OCUPACIONAL DO VÍRUS DA IMUNODEFICIÊNCIA HUMANA (HIV) „ O risco médio de se adquirir o HIV é de aproximadamente 0. „ Sangue. qualquer fluido orgânico que contenha sangue.09% após exposição mucocutânea. „ Líquidos biológicos sem risco de transmissão ocupacional do HIV: suor.3% após exposição percutânea e de 0. HIV positivo assintomático ou 1 carga viral baixa HIV positivo sintomático ou 1 carga viral alta Fonte ou sorologia HIV desconhecidos Em geral não se recomenda2 Em geral não se recomenda2 HIV negativo Mais grave 3 drogas Mais grave 3 drogas Não se recomenda Menos grave 2 drogas Menos grave 3 drogas Não se recomenda Grande volume 2 drogas Grande volume 3 drogas Pequeno volume 2 drogas Pequeno volume 2 drogas Exposição percutânea Exposição de mucosas e pele (1) Estudos sobre exposição sexual e transmissão vertical sugerem que indivíduos com carga viral menor que 1. agulha sem lúmen. (2) Considerar uso de profilaxia com 2 drogas em locais com alta prevalência de indivíduos HIV positivos ou história epidemiológica para HIV ou outras DST. líquido amniótico. Mais grave: Agulhas de grosso calibre e grande lúmen. „ O profissional exposto deve realizar o anti-HIV no momento do acidente.

fadiga. carbamazepina. midazolam ou triazolam. trombocitopenia. Estavudina e ribavirina ( potencial para redução da atividade antirretroviral).Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Medicamentos utilizados na quimioprofilaxia após exposição ocupacional Medicamento Efeitos Adversos Interações Dose ZIDOVUDINA Anemia. astemizol. astenia. astemizol. Diarréia (efeito mais freqüente). diarréia. hepatite. hiperglicemia e diabetes. ou ainda leite desnatado com sucrilhos e açúcar. exantema. insônia. café ou chá. Considerar a redução da dose do indinavir para 600mg 8/8h ) O nelfinavir não deve ser co-administrado com: rifampicina. cisaprida. ergotamina. SMX-TMP. náusea. terfenadina. Usar método contraceptivo alternativo ou adicional. Etinilestradiol e noretindrona (↓ níveis séricos dos hormônios). 2x/dia ou 200mg (dor muscular). Monitorar toxicidade. Comprimido e pancreatite. aumento de triglicerídeos. com alimento Nefrolítiase.toxicidade hematológica). 35 . Zalcitabina (potencial antagonismo) . com estômago vazio ou com alimentos com baixo teor de gordura*. plaquetopenia. pele e boca secas. dapsona. náuseas. dor abdominal. exantema Não há necessidade de ajuste de dose. terfenadina. Monitorar anemia Dose: 300mg estar geral. alteração das provas toxicidade do AZT. (3TC) abdominal. suco ou café com leite desnatado e açúcar. Evitar uso concomitante. Bloqueadores de cálcio ( possibilidade de aumento dos níveis séricos dos bloqueadores). náusea. cisaprida. cefaléia. ou com alimentos leves. neutropenia. como torradas com geléia. ergotamina e diidroergotamina. dor SMX-TMP (↑ biodisponibilidade de 3TC). hepáticas. aumento de triglicerídeos. insônia Probenecida. fenobarbital. paracetamol (↑ 3x/dia pigmentação ungueal e de níveis séricos do AZT). fraqueza. O indinavir não deve ser co-administrado com: rifampicina. midazolam ou triazolam.5 litros ou mais de líquidos para evitar aparecimento de nefrolitíase) NELFINAVIR (NFV) Comprimido 250mg Dose: 750mg 3x/dia. miopatia e neutropenia. hipercolesterolemia. pirimetamina. (AZT) leucopenia. distúrbios do paladar. fluconazol. citostáticos. vômitos. dor muscular. mal. cefaléia. * leite desnatado. Cetoconazol e itraconazol ( ↑ níveis séricos de indinavir). Monitorar mucosas. suco. hematúria. fenitoína. LAMIVUDINA Pancreatite. vômitos. hiperbilirrubinemia indireta assintomática. diidroergotamina. hipercolesterolemia. astenia. flatulência. Evitar 150mg uso concomitante Dose: 150mg 2x/dia INDINAVIR (IDV) Cápsula 400 mg Dose: 800mg 8/8h. hiperglicemia e diabetes. (ingerir diariamente 1. sulfadiazina (↑ risco de Cápsula 100mg náuseas.

d. Além disso. esquemas alternativos de antirretrovirais podem ser necessários e deverão ser discutidos na tentativa de se manter a quimioprofilaxia durante as 4 semanas. esta deve ser administrada quando conveniente. A segunda e a terceira dose são administradas com um intervalo de 5 meses. „ Assim. o acompanhamento clínico deverá ser realizado semanalmente para avaliação de sinais de intolerância medicamentosa. preferencialmente. Pode ser administrada concomitantemente à HBIG. não é necessária a interrupção da profilaxia. mas usualmente leves e transitórios. Na maioria das vezes. o mesmo deve ser avaliado quanto a presença de cristalúria e hematúria. „ Caso o profissional esteja recebendo indinavir. se resolvem com a suspensão das medicações. Se a vacinação for interrompida após a primeira dose. Nessa reavaliação. o profissional deve ser reavaliado para adequação do esquema terapêutico. geralmente. desde que em locais diferentes (a vacina deve sempre ser administrada em um músculo deltóide). exames laboratoriais (hemograma completo. Mesmo os efeitos colaterais mais graves. na segunda semana da quimioprofilaxia. TGO. a cada 7 dias. „ Com o objetivo de avaliar a adesão. TGP. 36 . As pessoas que não respondem a uma segunda série de 3 doses de vacina devem ser particularmente orientadas quanto ao risco de adquirirem a hepatite B através de acidentes ocupacionais com sangue. Vacina contra a hepatite B a. a segunda dose deve ser administrada tão logo possível. c. além de anemia hemolítica e hepatite. por exemplo). os intervalos de uso e a duração do tratamento.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Monitoramento e Manejo da Toxicidade da Profilaxia Pós-Exposição „ Em acidentes em que a quimioprofilaxia antirretroviral foi iniciada. queimaduras ou outras lesões cutâneas ou nas mucosas. Na presença de intolerância medicamentosa. uréia e creatinina) deverão ser realizados para avaliação de efeitos adversos. assim como também pode ser administrada concomitantemente a outras vacinas. i. Não se recomendam doses de reforço em pacientes com resposta satisfatória à vacinação (isto é. „ A maioria dos outros fluidos orgânicos não são veículos eficientes de transmissão por conterem baixas quantidades do HBV. pessoas com uma dosagem no soro de anti-HBs de 10 mUI/mL ou mais). o fornecimento dos medicamentos antirretrovirais deve ser. „ Os efeitos colaterais da utilização das medicações antirretrovirais são freqüentes. g. h. Estas pessoas têm uma chance entre 30-50% de responder à este segundo esquema vacinal de 3 doses. a monitoração deve incluir também exames de glicemia de jejum. „ O vírus da hepatite B sobrevive no sangue ressecado sobre as superfícies à temperatura ambiente por no mínimo 1 semana. O profissional de saúde deve ser orientado para respeitar rigorosamente as doses. e. „ Nos pacientes em uso de inibidor de protease. b. As pessoas que não respondem a um esquema de vacinação completo (isto é. Pode ser administrada em gestantes e nutrizes. as infecções pelo VHB que ocorrem em profissionais de saúde sem história de exposição nãoocupacional ou lesões percutâneas ocupacionais podem ter resultado de exposição direta ou indireta com sangue ou fluidos corporais que inocularam o VHB em escoriações. Esses exames deverão ser colhidos no momento do acidente e para o seguimento. f. TRANSMISSÃO OCUPACIONAL DO VÍRUS DA HEPATITE B (VHB) „ O sangue contém a maior quantidade do VHB entre todos os fluidos corporais e é o veículo mais importante de transmissão no ambiente hospitalar. podendo ser necessária a utilização de medicações sintomáticas (como antieméticos ou antidiarreicos. Se faltar apenas a terceira dose para completar a vacinação. aquelas com uma dosagem no soro de anti-HBs menor que 10 mUI/mL) devem ser revacinadas com um segundo esquema completo de 3 doses.

Pacientes expostos que estão em processo de vacinação devem completar o esquema como programado e receber HBIG conforme indicado. c. É preparada a partir de plasma humano no qual foram feitos testes para o VHB. Para pessoas que completaram esta segunda série vacinal mas não obtiveram resposta adequada. Quando a HBIG for indicada. # Profissional Saúde exposto## de AgHBs positivo Paciente-fonte AgHBs negativo AgHBs desconhecido ou não testado Não Vacinado 1 HBIG + iniciar vacinação Iniciar vacinação Iniciar vacinação Previamente vacinado • • Com resposta vacinal conhecida e adequada Sem resposta vacinal Nenhuma profilaxia Nenhuma profilaxia Nenhuma profilaxia 3 HBIG + iniciar revacinação contra hepatite B 2 ou HBIG 2 doses Testar o profissional de saúde para anti-HBs: Se resposta vacinal adequada: Nenhuma profilaxia Se resposta vacinal inadequada: HBIG + iniciar revacinação contra hepatite B 2 ou HBIG 2 doses Nenhuma profilaxia Se fonte de alto risco . pacientes provenientes de prisões. instituições de atendimento a pacientes com deficiência mental. o VHC e o HIV. 3. duas doses de HBIG são preferidas. d. Recomendações para profilaxia de hepatite B após exposição ocupacional a material biológico. Alto risco: usuários de drogas injetáveis.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Imunoglobulina humana anti-hepatite B (HBIG) a. heterossexuais promíscuos. contactantes domiciliares e sexuais de portadores de AgHBs positivo. Maior eficácia na profilaxia é obtida com uso precoce da HBIG (dentro de 24 à 48 horas após o acidente). ela deve ser administrada tão logo possível após o acidente. Se a dose a ser utilizada ultrapassar 5ml. tratar como se fonte AgHBs positivo Testar o profissional de saúde para anti-HBs: Se resposta vacinal adequada: Nenhuma profilaxia Se resposta vacinal inadequada: HBIG + iniciar revacinação contra hepatite B 2 ou HBIG 2 doses • Resposta desconhecida vacinal Nenhuma profilaxia # Os materiais biológicos com risco de transmissão do vírus da hepatite B são os mesmos descritos anteriormente para o HIV. pacientes em programas de diálise. homossexuais e bissexuais masculinos. história prévia de doenças sexualmente transmissíveis. sendo a primeira dose logo após o acidente e a segunda dose 1 mês depois. Não há benefício comprovado na utilização da HBIG após 1 semana do acidente. Além disso. ## Pessoas que previamente já tiveram hepatite B são imunes à reinfecção e não necessitam de profilaxia pós-exposição. dividir a aplicação em duas áreas diferentes. 1. b. 2. o processo usado para preparar a HBIG inativa e elimina o HIV e o VHC.06ml/kg de peso corporal. A opção de dar uma dose de HBIG e reiniciar a série vacinal é preferida para pacientes sem resposta à vacina que não completaram uma segunda série vacinal com 3 doses. pacientes provenientes de áreas geográficas de alta endemicidade para hepatite B. A gamaglobulina hiperimune deve ser aplicada por via intramuscular na dose de 0. 37 .

Nas outras situações. o profissional deverá ser esclarecido que este resultado não se deve ao acidente e encaminhar para acompanhamento médico específico 9 Caso o profissional de saúde tenha utilizado gamaglobulina hiperimune no momento do acidente. siga as recomendações abaixo: 9 realize teste rápido para HIV ou solicite anti-HIV logo após o acidente. se positivo não há necessidade de acompanhamento adicional. „ A transmissão raramente ocorre com a exposição de mucosas ao sangue e nenhuma transmissão foi documentada pela exposição ao sangue da pele intacta ou não. se negativo. „ Na ausência de profilaxia pós-exposição para o VHC. solicite nova sorologia após 1. 9 solicite anti-VHC para o profissional logo após o acidente e após 1. Lavar com água e sabão em caso de exposição percutânea. se o profissional apresentar soroconversão. 2. recomendações para a conduta frente aos acidentes ocupacionais limitam-se à identificação precoce da doença hepática crônica. Soluções antissépticas não apresentam eficácia superior ao sabão neutro. 38 . deverá ser esclarecido que este resultado não se deve ao acidente e encaminhado para acompanhamento médico específico 9 o profissional deve ser acompanhado por um ano. O acompanhamento sorológico é desnecessário quando o paciente fonte é conhecido e tem sorologia negativa para HIV. a realização da sorologia anti-HBs só deve ser realizada após 12 meses do acidente. 3.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS TRANSMISSÃO OCUPACIONAL DO VÍRUS DA HEPATITE C (VHC) „ O VHC não é eficientemente transmitido através de exposições ocupacionais ao sangue: a incidência da soroconversão em um profissional de saúde após um exposição percutânea acidental a partir de uma fonte anti-VHC positiva é de 1. para qual existe tratamento. 5. uma história clínica prévia sugerindo uma deficiência de resposta imune e a exposição ocupacional simultânea ao vírus da hepatite C. 3 e 6 meses 9 um profissional de saúde com teste anti-HIV reativo.8%. VHB e VHC. especialmente. 3 e 6 meses da exposição. no momento do acidente. nas seguintes condições: sintomas de possível infecção aguda pelo HIV durante os primeiros 6 meses de acompanhamento após o acidente. CONDUTA FRENTE UM ACIDENTE OCUPACIONAL COM MATERIAL BIOLÓGICO „ Os vírus mais comumente envolvidos nestes acidentes são o vírus da imunodeficiência humana (HIV). da hepatite C e infecção pelo HIV (solicitar AgHBs. O teste rápido para o HIV é particularmente útil nestas situações e tem aprovação do FDA. „ Para pessoas que apresentem soroconversão para hepatite C. o vírus da hepatite B (VHB) e o vírus da hepatite C (VHC). 4. enquanto que resultados negativos é um excelente indicador da ausência da infecção. se positivo. se negativo (< 10 mUI/mL). anti-VHC e antiHIV). A pessoa cujo sangue ou fluido corporal é a fonte de uma exposição ocupacional deve ser testada para infecção pelos vírus da hepatite B. encaminhe ao especialista para acompanhamento 9 solicite anti-HBs logo após o acidente. Exposição em mucosas – lavar copiosamente com água ou soro fisiológico. 3 e 6 meses da exposição. monitorar TGO e TGP. 1. solicite novamente este exame após a série completa de vacinação para hepatite B 9 solicite AgHBs para o profissional logo após o acidente e após 1. Resultados repetidamente positivos devem ser considerados altamente sugestivos de infecção pelo HIV. Para o funcionário exposto.

c. O profissional exposto exposto ao HIV deve manter abstinência sexual durante todo o período de acompanhamento ou usar preservativos (masculino ou feminino) para prevenir uma potencial transmissão sexual para o parceiro. Deverá ser realizada avaliação clínica com o objetivo de detectar sinais e sintomas de infeção aguda pelo HIV. o aleitamento não necessita ser descontinuado. Não é necessário modificar práticas sexuais ou evitar a concepção. b. 39 . ocorrem de 3 a 4 semanas após a contaminação e incluem febre. a descontinuação do aleitamento deve ser considerada. principalmente nas exposições de alto risco. órgãos ou sêmen. plasma. usualmente. c. d. Essa sintomatologia está presente em cerca de 80% dos profissionais que soroconvertem. Os profissionais expostos a sangue contaminado com o vírus da hepatite B ou C deve evitar doação de sangue. órgãos ou sêmen durante o período de acompanhamento. Se o profissional acidentado for uma mulher em amamentação. plasma.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ACONSELHAMENTO PARA O PROFISSIONAL EXPOSTO AO HIV a. d. Evitar gravidez. que. As atividades do profissional não precisam ser modificadas. faringite e erupção cutânea maculo-papular-eritematosa (síndrome de mononucleosesímile). No caso de mulheres em amamentação. ACONSELHAMENTO PARA O PROFISSIONAL EXPOSTO À HEPATITE VIRAL a. adenopatias. Abster-se de doação de sangue. e. b.

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PREVENÇÃO DE PNEUMONIA NOSOCOMIAL
I. Educação dos profissionais de saúde
A. Educar os profissionais de saúde a respeito da epidemiologia e dos procedimentos para controle das infecções hospitalares.

II. Interrupção da transmissão de microrganismos
A. Esterilização ou desinfecção e manutenção de equipamentos e dispositivos 1. Medidas gerais a. Limpar completamente os equipamentos e dispositivos que serão esterilizados ou desinfetados. b. Sempre que possível, utilizar esterilização a vapor (autoclave) para o reprocessamento de equipamentos e dispositivos semicríticos (itens que entram em contato direto ou indireto com as membranas mucosas do trato respiratório inferior) que não sejam sensíveis ao calor. c. Quando o enxagüe for necessário após a desinfecção química de equipamentos e dispositivos semicríticos reutilizáveis, use água estéril ou pasteurizada ao invés de água destilada não estéril. 2. Ventilador mecânico, circuitos respiratórios, umidificadores, e nebulizadores a. Ventiladores mecânicos (1) Não realizar esterilização ou desinfecção da maquinaria interna dos ventiladores mecânicos. b. Circuitos respiratórios com umidificadores (1) Não trocar rotineiramente, com base no tempo de uso, os circuitos do ventilador que se encontram em uso em um determinado paciente. Trocar estes circuitos quando os mesmos estiverem visivelmente contaminados ou com mal funcionamento mecânico. (2) Esterilizar ou submeter a desinfecção de alto nível os umidificadores entre o uso por pacientes diferentes. (3) Drenar e descartar periodicamente qualquer condensado que se coletar nos circuitos, tomando precauções para evitar que o condensado drene para o paciente. Descontaminar as mãos com água e sabão ou outro agente antisséptico após realizar este procedimento ou manipular o fluido. (4) Não há recomendações sobre a colocação de um filtro na terminação distal da fase expiratória do circuito respiratório para coletar o condensado (item não resolvido). (5) Não colocar filtros bacterianos entre o umidificador e a fase inspiratória do circuito respiratório. c. Fluido do umidificador (1) Usar água estéril ou pasteurizada para preencher os umidificadores. 3. Umidificadores de parede a. Entre pacientes diferentes, trocar o circuito, incluindo cateteres nasais ou máscaras faciais, usadas para fornecer oxigênio canalizado. 4. Nebulizadores de pequeno volume para medicações a. Entre diferentes usos no mesmo paciente, desinfetar e enxagüar com água estéril ou pasteurizada. b. Usar fluidos estéreis como diluente na nebulização, colocando-os de forma asséptica no nebulizador. 5. Outros dispositivos usados na terapia respiratória a. Esterilizar ou submeter a desinfecção de alto nível bolsas de ressuscitação (Ambu), ventilômetros portáteis, oxímetros e outros dispositivos respiratórios usados em múltiplos pacientes. B. Interrupção da transmissão pessoa-a-pessoa de bactérias 1. Precauções padrão a. Higiene das mãos (1) Descontaminar as mãos com água e sabão ou com outro agente antisséptico após contato com membranas mucosas, secreções respiratórias ou objetos contaminados com secreções respiratórias, independentemente de usar luvas ou não.

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b. Luvas (1) Usar luvas para manusear secreções respiratórias ou objetos contaminados com secreções respiratórias de qualquer paciente. (2) Trocar as luvas e descontaminar as mãos, como supracitado, entre contatos com pacientes diferentes, após manipular secreções respiratórias ou objetos contaminados com as mesmas e entre contatos com uma área corporal contaminada e o trato respiratório ou dispositivos respiratórios do mesmo paciente. c. Quando a contaminação com secreções respiratórias de um paciente for previsível, usar capote e trocá-lo após ocorrer a contaminação e também antes de atender a outro paciente. 2. Cuidados com pacientes com traqueostomia a. Realizar a traqueostomia com técnica cirúrgica asséptica. b. Ao trocar a cânula de traqueostomia, usar técnica asséptica e substituir a cânula por outra submetida a esterilização ou desinfeção de alto nível. c. Não há recomendações quanto à aplicação diária de antimicrobianos tópicos na traqueostomia (item não resolvido). 3. Aspiração de secreções respiratórias a. Não há recomendações quanto a usar luvas estéreis ou apenas limpas ao realizar a aspiração endotraqueal ou traqueal (item não resolvido). b. O cateter para aspiração deve ser de uso único e estéril. c. Usar apenas fluidos estéreis para remover secreções do cateter de aspiração caso o cateter for reinserido no trato respiratório baixo do paciente.

III.

Modificando fatores de risco do hospedeiro para infecção
A. Medidas para aumentar as defesas do hospedeiro contra a infecção 1. Administração de imunomoduladores a. Vacinar pacientes sob alto risco para infecções pneumocócicas graves com a vacina antipneumocócica. Estes pacientes incluem pessoas com mais de 65 anos, pessoas com doenças cardiovasculares crônicas, doenças pulmonares crônicas, diabetes mellitus, etilistas, doença hepática crônica, fístulas liqüórica, asplenia funcional ou anatômica, pacientes com infecção por HIV, leucemia, linfoma, mieloma múltiplo, neoplasia generalizada, insuficiência renal crônica, síndrome nefrótica, receptores de transplante de órgãos sólidos, pessoas em uso de quimioterapia imunossupressora, corticoesteróides sistêmicos e pessoas em asilos. B. Precauções para a prevenção de aspiração 1. Remover dispositivos tais como tubos endotraqueais, cânulas de traqueostomia e/ou sondas oro ou nasogástricas ou jejunais e descontinuar a alimentação por sonda enteral tão logo as indicações clínicas para os mesmos tenham se resolvido. 2. Prevenção de aspiração associada com a intubação endotraqueal a. Tanto quanto possível, a não ser que haja contraindicações médicas, utilizar ventilação mecânica não invasiva ao invés de realizar a intubação endotraqueal. b. Tanto quanto possível, evitar submeter pacientes que receberam ventilação mecânica assistida a intubações endotraqueais repetidas. c. Realizar intubação orotraqueal ao invés de nasotraqueal, a não ser que contraindicado pelas condições do paciente. d. Usar preferencialmente, se possível, tubo endotraqueal com lúmem dorsal acima do cuff que permita a drenagem por aspiração contínua das secreções traqueais que se acumulam na área subglótica do paciente. e. Antes de desinsuflar o cuff de um tubo endotraqueal durante a remoção do tubo, certificarse que as secreções acima do cuff sejam aspiradas. 3. Prevenção de aspiração associada com alimentação enteral a. Se não houver contraindicações médicas, elevar a cabeceira a 30 a 40° em pacientes com alto risco para pneumonia aspirativa, como, por exemplo, pessoas recebendo ventilação mecânica e/ou com sondas enterais. b. Verificar rotineiramente o posicionamento da sonda enteral. c. Avaliar rotineiramente a motilidade intestinal do paciente (por exemplo, auscultando o peristaltismo intestinal e medindo o débito gástrico) e ajustar a velocidade e volume da dieta enteral para evitar regurgitação. d. Não há recomendações quanto a se administrar preferencialmente dieta enteral de forma contínua ou intermitente (item não resolvido). 41

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e. Não há recomendações quanto ao posicionamento preferencial da sonda enteral, como, por exemplo, sondas jejunais distais ao piloro (item não resolvido). 4. Prevenção da colonização gástrica a. Usar sucralfato, bloqueador H2 e/ou antiácidos intercambiavelmente para a profilaxia para a profilaxia de úlcera de estresse em pacientes sob ventilação mecânica. b. Não há recomendações para o uso de descontaminação do trato digestivo de pacientes críticos em ventilação mecânica para prevenção de pneumonia gram-negativa ou por Candida sp. (item não resolvido). c. Nenhuma recomendação quanto à acidificação da dieta enteral (item não resolvido). 5. Prevenção da pneumonia pós-operatória a. Orientar pré-operatoriamente os pacientes, especialmente aqueles em alto risco de adquirir pneumonia, em relação a inspirações profundas e deambulação precoce, assim que clinicamente indicado no pós-operatório. Pacientes sob alto risco incluem aqueles que se submeterão a cirurgia abdominal, torácica, de cabeça e pescoço ou que apresentam disfunção pulmonar importante, tal como pacientes com DPOC, anormalidades musculoesqueléticas da caixa torácica ou testes de função pulmonar anormal. b. Usar espirometria de incentivo no pós-operatório em pacientes em alto risco de desenvolver pneumonia. TÉCNICA DE ASPIRAÇÃO ENDO E NASOTRAQUEAL 1. Lavar as mãos. 2. Calçar as luvas. 3. Introduzir o cateter no tubo endotraqueal sem aspirar. 4. Realizar a aspiração com movimentos leves e circulares, aspirando intermitentemente. 5. Retirar o cateter e limpar a parte externa com gaze seca. 6. Introduzir o cateter no frasco de soro fisiológico e aspirá-lo para que seja lavado internamente. 7. Repetir este procedimento quantas vezes se fizer necessário, evitando traumatizar a mucosa. 8. Aspirar boca e nariz somente no final do procedimento, não retornando o mesmo cateter ao tubo endotraqueal. 9. Desprezar o cateter e as luvas. 10. Lavar as mãos. 11. Anotar o procedimento realizado, registrando a característica da secreção. 12. A mesma técnica deverá ser seguida para aspiração de traqueostomia. 13. O cateter de aspiração é de uso único. 14. Trocar o frasco de soro fisiológico a cada procedimento. 15. Manter a borracha de aspiração e o Ambu protegidos quando não estiverem sendo usados. 16. Desprezar o conteúdo do frasco de aspiração quando atingir 2/3 do volume total. 17. A borracha do sistema de aspiração e o frasco devem ser trocados e esterilizados em autoclave, após a alta do paciente. Lavar em água corrente sempre que acumular sujeira.

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particularmente em pacientes de alto risco. EPIDEMIOLOGIA O risco de adquirir uma infecção de trato urinário depende do método e duração da cateterização. e Candida. de 1% a 5% após uma única cateterização breve. cistite. 3. a manipulação freqüente do sistema com preservativo (por exemplo. Enterococcus. Tal infecção em pacientes saudáveis é freqüentemente assintomática e resolve-se espontaneamente com a remoção do cateter. Para obter medidas precisas do débito urinário em pacientes criticamente enfermos. mas o risco ainda é significativo. a infecção persiste e conduz a complicações tais como prostatite. Enterobacter. A maioria destas infecções (66% a 86%) segue-se à instrumentação do trato urinário. a qualidade dos cuidados com o cateter e da suscetibilidade do paciente. Embora dados preliminares sobre o risco de infecção sejam encorajadores. Esta última complicação é muito séria. Como substituto para os cuidados de enfermagem no paciente incontinente. mas felizmente ocorre em menos que 1% de pacientes cateterizados. Embora as infecções do trato urinário associadas a cateter não possam ser prevenidas em sua totalidade. a drenagem por punção suprapúbica. é mais usada em serviços urológicos ou de ginecologia. reduzindo. Geralmente considera-se como benignas as infecções de trato urinário associadas a cateter. 2. epididimite. Para ajudar em cirurgias urológicas ou outras cirurgias em estruturas contíguas. 2. 43 . seu uso requer cuidados de enfermagem meticulosos para evitar complicações locais como maceração da pele ou fimose. o isolamento destes microrganismos de pacientes cateterizados sugere aquisição de uma fonte de exógena. paciente agitado) tem sido associado com um risco aumentado de infecção do trato urinário. 4. „ Evitar a cateterização urinária: 1. Muitos destes microorganismos são parte da flora intestinal endógena do paciente. Além disso. um grande número pode ser evitado através dos cuidados adequados com cateter de demora. mas eles também podem ser adquiridos através de contaminação secundária a partir de outros pacientes ou dos profissionais de saúde ou por exposição a soluções contaminadas ou equipamento não esterilizados. „ Geralmente. outros métodos de drenagem urinária existem como possíveis alternativas ao uso do cateter de uretral de demora. Como meio de obter urina para cultura ou outros testes diagnósticos quando o paciente pode urinar espontaneamente. Pseudomonas. para virtualmente 100% para pacientes com cateteres uretrais de demora com drenagem para sistema aberto com permanência maior que 4 dias. A adoção do sistema fechado de drenagem urinária reduziu notadamente o risco de adquirir uma infecção associada a cateter. Ocasionalmente. o benefício do cateter suprapúbico com respeito a controle de infecção não foi provado através de estudos clínicos controlados. o tamanho da população exposta ao risco. Para permitir a drenagem da urina em pacientes com disfunção neurogênica da bexiga e retenção urinária. uma vez que é associado com uma mortalidade significante. Outra alternativa. Patógenos do trato urinário como Serratia marcescens e Pseudomonas cepacia têm significado epidemiológico especial. Infecções do trato urinário associadas a cateter são causadas por uma variedade de patógenos. „ „ Em populações selecionadas. assim. Klebsiella. A drenagem através de preservativo pode ser útil para pacientes masculinos incontinentes sem obstrução urinária e com um reflexo miccional intacto. Serratia. principalmente cateterização urinária. pielonefrite e bacteremia por bactéria gram-negativa. Proteus. Considerando que estes microorganismos não residem comumente na área de gastrointestinal. respondendo por mais de 40% dos casos de infecção hospitalar.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS PREVENÇÃO DE INFECÇÕES DO TRATO URINÁRIO INTRODUÇÃO O trato urinário é a topografia mais comum de infecção hospitalar. a cateterização urinária é indicado: 1. Porém. As taxas de infecção variam amplamente. inclusive Escherichia coli. Para aliviar obstrução do trato urinário. MEDIDAS DE CONTROLE „ Uma das medidas de controle de infecção do trato urinário mais importantes é restringir o uso de cateteres urinários a pacientes cuidadosamente selecionados.

b. gazes. cateterização suprapúbica e cateterização uretral intermitente podem ser alternativas úteis à cateterização uretral de demora. Para pacientes selecionados. 3. Inserir os cateteres usando técnica asséptica e equipamento estéril. uma solução anti-séptica para a limpeza periuretral adequada e um frasco de uso único de lubrificante devem ser usados para a inserção. d. Os mesmos não devem ser usados somente para a conveniência dos profissionais que prestam cuidado ao paciente. a cateterização intermitente. Deve ser usado um cateter do menor diâmetro possível. o sistema coletor deve ser trocado usando técnica asséptica após desinfecção da junção cateter-sistema de drenagem. para minimizar trauma uretral. Para cateterização de curto prazo. b. Uso do cateter a. Inserção de cateter a. é comumente empregada. c. 2. Usar sempre sistema de drenagem contínua fechada estéril b. Só profissionais de saúde que dominam a técnica correta de inserção asséptica e de manutenção do cateter urinário devem manipular estes cateteres. Fixar adequadamente os cateteres de demora após a inserção para prevenir movimentação e tração uretral. RECOMENDAÇÕES PARA A PROFILAXIA DAS INFECÇÕES URINÁRIAS RELACIONADAS A CATETER 1. Pessoal a. que seja compatível com uma boa drenagem. uma terceira alternativa. esta medida sozinha pode reduzir a taxa de infecção de um inevitável 100% quando drenagem aberta é empregada para menos de 25%. como aqueles com lesão medular ou crianças com meningomielocele. Só inserir cateteres urinários quando necessário e mantê-los apenas o tempo estritamente necessário. a aderência ao sistema de drenagem urinária contínua fechada estéril é a base de controle de infecção. b. outros métodos de drenagem urinária como drenagem através de preservativo.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS „ „ Para certos tipos de pacientes com disfunção do esvaziamento vesical. Lavagem das mãos A lavagem das mãos deve ser feita imediatamente antes e após qualquer manipulação do local de inserção do cateter ou do sistema de drenagem. Para pacientes que requerem cateterização uretral de demora. Nunca desconectar o cateter do sistema de drenagem. desconexão ou vazamento. 44 . 5. Drenagem estéril fechada a. Luvas. Os profissionais de saúde devem receber treinamento periódico sobre as técnicas corretas e potenciais complicações da cateterização urinária. Todas as outras intervenções podem ser vistas como medidas auxiliares. Se acontecerem falhas na técnica asséptica. c. 4. exceto nas situações de irrigação contínua abaixo descritas.

Irrigação a. 45 . Deve-se manter um fluxo urinário desobstruído (ocasionalmente. ou outras causas. como pode ocorrer devido ao sangramento após cirurgia prostática ou vesical). Nestes casos. Para se manter livre fluxo da urina: i.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS 6. 9. a terminação distal do cateter deve ser limpa com detergente líquido neutro e. 12. substituídos. as bolsas coletoras devem sempre ser mantidas abaixo do nível da bexiga. aspirar a urina com uma seringa e agulha estéreis. ii. pode ser usado um método intermitente de irrigação. c. muco. Evitar irrigação a menos que obstrução já seja prevista (por exemplo. 7. 8. iii. Intervalo de troca de cateter Os cateteres de demora não devem ser mudados a intervalos fixos arbitrários. Para obter volumes maiores de urina para análises especiais devem ser colhidos assepticamente da bolsa de drenagem. a irrigação contínua fechada deve ser usada. Evitar dobras do cateter e do circuito coletor. é necessário obstruir o cateter temporariamente para coleção de espécime ou outros propósitos médicos). b. Para coleta de volumes pequenos de urina para exame. b. realizada desinfecção para. o cuidado meatal diário com qualquer um destes dois esquemas não pode ser endossado. se necessário. iv. a bolsa de drenagem deve ser esvaziada regularmente usando um separado para cada paciente (a bolsa de drenagem e o recipiente coletor não-estéril nunca devem entrar em contato). Coleta de urina a. Para aliviar obstrução devido a coágulos. A pessoa que executa a irrigação deve usar técnica asséptica. Irrigação contínua da bexiga com antimicrobianos não se mostrou útil e não deve ser executada como uma medida de prevenção de infecção rotineira. A junção cateter-sistema de drenagem deve ser desinfetada antes de desconexão. d. b. 10. Se o cateter obstruir e só poder ser mantido pérvio através de irrigação freqüente. Uma seringa de grande volume e uma solução irrigante estéreis devem ser usados e posteriormente descartados. cateteres funcionando mal ou obstruídos devem ser irrigados ou. Assim. atualmente. Fluxo urinário a. o cateter deve ser mudado caso seja provável que o próprio cateter está contribuindo para a obstrução. então. Monitoramento bacteriológico da urina O valor do monitoramento bacteriológico regular de pacientes cateterizados como uma medida de controle de infecção não foi estabelecido e não é recomendado. Cuidados com o meato uretral A antissepsia diária com solução de PVPI ou a limpeza com sabão e água não reduziram a infecção do trato urinário associada ao cateter em dois recentes estudos. posteriormente.

Colocar adequadamente a comadre (no caso de paciente do sexo feminino). segurar o corpo do pênis. ƒ Enxagüar com soro fisiológico ou água destilada. ƒ Em pacientes do sexo masculino. ƒ Em pacientes do sexo masculino. ƒ Fazer assepsia do meato uretral com PVP-I tópico: na direção da uretra para ânus em pacientes do sexo feminino. ƒ Lavar a região perivaginal com água e sabão ou PVP-I degermante com movimentos contínuos de cima para baixo. ƒ Lavar as mãos. ƒ Conectar a bolsa coletora na parte distal da sonda. ƒ Fazer assepsia do meato uretral com PVP-I tópico: na direção da uretra para ânus em pacientes do sexo feminino. ƒ Retirar as luvas. ƒ Calçar luvas estéreis. ƒ Colocar adequadamente a comadre (no caso de paciente do sexo feminino). tomando cuidado para não contaminá-las. ƒ Recolher todo o material. ƒ Esperar a drenagem completa. ƒ Segurar a sonda firmemente e introduzi-la na uretra até o retorno da urina. usando seringa estéril. ƒ Lubrificar a sonda com vaselina ou glicerina estéril. ƒ Colocar o campo estéril sobre a região genital do paciente. ƒ Medir o volume drenado. com o prepúcio já retraído. ƒ Retirar as luvas e friccionar álcool glicerinado nas mãos. ƒ Retirar todo o material utilizado. Lavar a região perivaginal com água e sabão ou PVP-I degermante com movimentos contínuos de cima para baixo. ƒ Lavar as mãos e secar com papel toalha. segurar o corpo do pênis. retirar o prepúcio delicadamente e fazer a limpeza com movimentos circulares em toda a glande. elevando-o a um ângulo de aproximadamente 65º. ƒ Colocar o campo estéril sobre a região genital do paciente. ƒ Em pacientes do sexo masculino. e introduzir a sonda até o retorno da urina. ƒ Fixar a sonda e na parte interna-superior da coxa do paciente com esparadrapo. ƒ Fixar a bolsa coletora abaixo do nível da bexiga e acima do chão. segurar o corpo do pênis. segurar o corpo do pênis.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS TÉCNICA PARA SONDAGEM VESICAL DE DEMORA ƒ Preparar todo o material. ƒ Calçar luvas estéreis. lavar as mãos e anotar no prontuário. Abrir a bandeja de cateterismo com técnica asséptica. retirar o prepúcio delicadamente e fazer a limpeza com movimentos circulares em toda a glande. Lavar as mãos e secar com papel toalha. ƒ Insuflar o balonete com 15 ml de água destilada. ƒ Segurar a sonda firmemente e introduzi-la na uretra até o retorno da urina. ƒ Calçar as luvas de procedimento. TÉCNICA PARA A SONDAGEM VESICAL DE ALÍVIO Preparar todo o material. Posicionar o paciente e descobrir apenas a região genital do mesmo. ƒ Posicionar o paciente e descobrir apenas a região genital do mesmo. com o prepúcio já retraído. e em movimentos circulares para pacientes do sexo masculino. ƒ Retirar as luvas. ƒ Retirar cuidadosamente a sonda. ƒ Abrir a bandeja de cateterismo com técnica asséptica. ƒ Lubrificar a sonda com vaselina ou glicerina estéril. e introduzir a sonda até o retorno da urina. friccionar álcool glicerinado e anotar no prontuário. ƒ Enxagüar com soro fisiológico ou água destilada. e em movimentos circulares para pacientes do sexo masculino. ƒ ƒ ƒ ƒ ƒ ƒ ƒ 46 . ƒ Em pacientes do sexo masculino. Calçar as luvas de procedimento. elevando-o a um ângulo de aproximadamente 65º. ƒ Retirar as luvas e friccionar álcool glicerinado nas mãos.

„ A IFC. „ Com o objetivo de reduzir as taxas de IFC. hospitais. • O meio ambiente da sala de cirurgia muito raramente pode ser responsabilizado como reservatórios de microrganismos causadores de infecção cirúrgica. A maioria dos microrganismos que chegam à incisão são levados pela equipe cirúrgica ou provém de alguma área do corpo do próprio paciente. um número crescente de condutas têm sido adotadas. além do trato respiratório superior da equipe cirúrgica também são um reservatório potencial de microrganismos causadores de infecção da ferida operatória. EPIDEMIOLOGIA „ Quase todas as IFC são adquiridas durante o ato operatório. tamanho das mamas em cirurgias desta região. está entre as 3 infecções hospitalares mais freqüentes. • „ Idade. tabagismo. infecção em sítio remoto. a epidemiologia da IFC está intimamente associada a eventos que ocorrem na sala cirúrgica. • As mãos. procedimentos cirúrgicos e entre pacientes. má-nutrição. A interação de diversas variáveis é que irá determinar sua ocorrência. tanto na sala operatória como no período peri-operatório. destes fatores de obesidade mórbida risco e a taxa de e desnutrição. Fontes ou reservatórios de microrganismos causadores de infecção de ferida cirúrgica A maioria das infecções de ferida cirúrgica é causada por microrganismos endógenos da flora normal da pele e varias superfícies mucosas do próprio paciente. o agente principal destas infecções). PREVENÇÃO Preparo do Paciente Cirúrgico: Medidas Pré-Hospitalares O quê Menor duração possível da hospitalização préoperatória Quem Quando Onde Por que Relação direta Compensar o entre a duração da paciente e tratar internação prétodas as condições operatória e a taxa que possam ser de infecção de fatores de risco ferida cirúrgica Relação direta entre a presença de infecção remota e a taxa de infecção de ferida cirúrgica Compensar Relação direta situações como entre a presença diabetes. em média. obesidade mórbida. de mortalidade do paciente cirúrgico .Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS PREVENÇÃO DA INFECÇÃO DA FERIDA CIRÚRGICA INTRODUÇÃO „ A infecção da ferida cirúrgica (IFC). A fala. duplica o tempo e aumenta os custos da hospitalização em 2 a 4 vezes. „ A incidência de IFC varia entre cirurgiões. infecção de ferida limitar uso de cirúrgica corticóides. pele e pêlos. uso de imunossupressores. • Instrumental cirúrgico mal esterilizado é uma fonte grosseira de transmissão de infecção. carreamento nasal de Staphylococcus aureus. diabetes mellitus. Assim. etc. escore ASA (maior pontuação = maior risco). doenças graves subjacentes. doença maligna. Ela é uma das principais causas de morbidade e. tosse e espirro podem levar microrganismos do trato respiratório até a ferida cirúrgica (especialmente Staphylococcus aureus. menos freqüentemente. duração da hospitalização pré-operatória (maior permanência = maior risco). Como Fatores de Risco para Infecção de Ferida Cirúrgica Associados ao Hospedeiro O médico Antes de internar No ambulatório Tratar infecção de sítio remoto O médico Antes da cirurgia e de preferência antes de internar No ambulatório Controle de fatores de risco associados O médico Antes da cirurgia e de preferência antes de internar No ambulatório 47 . • Escamas de pele e fios de cabelos desprendem-se continuamente de nosso corpo e podem carrear microrganismos para o sítio cirúrgico.

Aplicar PVP-I degermante no local onde se fará a incisão com fricção por 10 minutos. usar PVP-I aquoso (tópico). Como Tonsurador elétrico (de preferência) ou raspagem com aparelho adequado com lâmina estéril imediatamente antes da cirurgia Por que A tricotomia com lâmina(principalmente mais de 2 horas antes da cirurgia) tem relação direta com a taxa de infecção de ferida cirúrgica. O anestesista Geralmente na indução anestésica Na S. Órteses e próteses O cirurgião Durante a cirurgia Na S. O. O. Cobrir o corpo do paciente. 48 . Como • Hemostasia efetiva • Manutenção de suprimento sangüíneo adequado • Remoção de todo tecido desvitalizado • Obliteração de espaço morto • Material de sutura fino e não-absorvível • Fechamento da ferida sem tensão Utilizando com habilidade a técnica mais adequada para o caso Utilizar somente quando estritamente necessário Utilizar somente quando estritamente necessário Drenar de acordo com os princípios aceitos na literatura Por que São princípios básicos da prática cirúrgica Menor duração possível da cirurgia. usar clorexidina e tintura de clorexidina. remover com SF e em seguida aplicar PVP-I alcoólico e deixar secar. respectivamente. O. O. O. Em RN e pacientes alérgicos ao iodo. Colocação de campos cirúrgicos Antibiotico profilaxia cirúrgica O cirurgião Após antissepsia Na S. Em mucosas. O. compatível com a segurança do paciente Eletrocautério O cirurgião Na S. provavelmente pela liberação da flora residente nas camadas profundas da pele pelo traumatismo da tricotomia Redução do reservatório de microrganismos da pele ao nível mais baixo possível e manutenção de efeito residual prolongado Antissepsi O cirurgião a da pele no local da cirurgia Imediatament e antes da cirurgia Na S.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Preparo do Paciente Cirúrgico: Medidas Pré-Operatórias O quê Tricotomia Quem Auxiliar de enfermagem Quando Imediatament e antes da cirurgia e se for absolutament e necessário Onde Na S. Uso de eletrocautério pode associar-se a aumento da taxa de infecção de ferida cirúrgica Material estranho possibilita melhor crescimento de bactérias Drenos O cirurgião Durante a cirurgia Na S. diminuindo o número de patógenos nos tecidos a um nível manejável pelo sistema imune Preparo do Paciente Cirúrgico: Medidas Intra-Operatórias O quê Boa técnica operatória Quem O cirurgião Quando Durante a cirurgia Onde Na S. O. O. exceto a região da cirurgia e as regiões necessárias para anestesia e controle do paciente Esquema próprio Evitar que microrganismos de fora da área operatória atinjam a ferida cirúrgica O papel antibioticoprofilaxia é colaborar com as defesas humorais e celulares. Relação direta entre o tempo de cirurgia e a taxa de infecção de ferida cirúrgica O cirurgião Durante a cirurgia Na S. O.

particularmente. Conversar só o essencial Equipe cirúrgica Na S. Colocação de gorro/capuz Todos que entrarem no bloco cirúrgico* Durante o tempo de permanência no bloco cirúrgico* No bloco cirúrgico* Cobrir todo o cabelo. a 48 horas). com o cuidado de sempre se realizar a técnica asséptica * O Guideline for prevention of surgical site infection.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Preparo da Equipe Cirúrgica O quê Lavagem de mãos e colocação de luvas estéreis Quem Equipe cirúrgica Quando Antes de vestir o capote Onde No bloco cirúrgico (pia de degermação) No bloco cirúrgico* Como Ver abaixo da tabela Por que Redução do reservatório de microrganismos das mãos ao nível mais baixo possível e manutenção de efeito residual Reduz a eliminação de microrganismo do trato respiratório para o campo cirúrgico. O. O. Na S. articulações e extremidades dos dedos • Enxagüar com os cotovelos no ponto mais baixo • Enxugar em toalha ou compressa estéril • Aplique o PVP-I alcoólico e deixe secar antes de calçar as luvas (forma uma luva química bacteriostática sobre a pele das mãos). o material necessário deve estar na S. CDC.. Todo S. O. Retire todos os anéis e pulseiras antes de iniciar a lavagem de mãos. O. ar pessoas e As portas devem ser movimentação na mantidas fechadas. Membro da equipe cirúrgica com barba deverá usar capuz para. Cria barreira física entre o campo cirúrgico e fontes potenciais de bactérias Prevenir queda de cabelo e escamas de pele dentro da ferida cirúrgica Colocação de máscara Todos que entrarem no bloco cirúrgico* Durante o tempo de permanência no bloco cirúrgico* Durante a cirurgia Após a lavagem das mãos. Protege a equipe cirúrgica da contaminação das mucosas com sangue Com a conversação. dedos. nos sulcos. O. Equipe cirúrgica Antes de fazer antissepsia das mãos Na S. durante o ato cirúrgico ou quando o instrumental estéril já estiver exposto. O. antes do início da cirurgia Curativos Auxiliares de Após a cirurgia Na S. sem retorno. deve ficar o Promover a mínima mínimo de entrarem no bloco cirurgia mínimo de pessoas movimentação possível de aglomeração de cirúrgico necessário para a cirurgia. escove as unhas. pregas e espaços interdigitais. O. mãos e antebraços. 1999. juntamente com a máscara. nesta ordem.O. deverá ser trocado sempre que necessário. Caso exista curativos do que naquelas drenagem de secreções em que o curativo é mantido ou sangramento. a contaminação da ferida cirúrgica pode aumentar Proteção da equipe cirúrgica da contaminação com sangue. • Abra a torneira sem usar as mãos e enxágüe mãos e antebraços • Espalhe o PVP-I degermante nas mãos e antebraços • Com escova estéril. sem é menor nas feridas sem curativos. O. cobri-la totalmente Colocação de propé Proteger os calçados da equipe cirúrgica de contaminação com sangue (não previne contra infecção de sítio cirúrgico) Promover um Todos que Durante a Na S. A incisão cirúrgica deve Após a oclusão da ferida enfermagem permanecer com curativo com o coágulo de fibrina (24 oclusivo por 24 horas. por 5 minutos • Detenha-se. só exige seu uso enquanto na S. Técnica de escovação cirúrgica das mãos e antebraços: • Deixe as mãos mais elevadas que os cotovelos durante todo o procedimento. antes da colocação de luvas estéreis Colocar máscara cobrindo boca e nariz Redução da conversação Colocação de capote Equipe cirúrgica Na S. Alérgicos ao PVP-I podem usar clorexidina (degermante e tintura) 49 . a incidência de Após este período pode infecções da ferida cirúrgica ficar aberta.

reto e ânus. Incidência Esperada de infecção em ferida Cirúrgica Segundo o Potencial de Contaminação. respiratório superior e inferior. a menos que a duração da cirurgia seja maior que 3 horas.Cirurgias Limpas São realizadas em tecidos estéreis ou passíveis de descontaminação. ou de difícil descontaminação. cirurgias oculares e de vias biliares. em tecidos cavitários com comunicação com o meio externo. este procedimento resulta em níveis terapêuticos da droga na ferida operatória e tecidos adjacentes durante a cirurgia. sistemas músculoesquelético. potencialmente contaminadas. na presença de processo infeccioso local ou após trauma penetrante com mais de 4 horas. em tecido com lesões cruentas e cirurgias de traumatismo crânio encefálicos abertos. porém a cefazolina é preferível por causa de sua meia-vida mais longa e níveis teciduais maiores. tecido celular subcutâneo. Limpas: 1 a 5% Potencialmente Contaminadas: 3 a 11% Contaminadas: 10 a 17% Infectadas: > 27% 50 . de difícil descontaminação. „ O uso de antibióticos nos pacientes submetidos a cirurgia contaminada ou infectada deve ser considerado terapêutico e adequado às bactérias causadoras da infecção estabelecida. aumenta o custo e está associado a um maior número de complicações para o paciente „ Cefalotina e cefazolina são utilizadas na maioria dos esquemas profiláticos. contaminadas e infectadas. na ausência de processo infeccioso local.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ANTIBIOTICOPROFILAXIA EM CIRURGIA „ Os antibióticos profiláticos estão claramente indicados aos pacientes submetidos a cirurgias limpas com implante de um corpo estranho e na maioria dos procedimentos potencialmente contaminados. Consideram-se contaminadas as cirurgias realizadas no cólon. „ O papel da antibioticoprofilaxia é colaborar com as defesas humorais e celulares. na ausência de processos infeccioso local. na ausência de processo infeccioso local. nervoso e cardiovascular. „ A profilaxia em dose única é preferível. 3 .Cirurgias Infectadas São as realizadas em qualquer tecido. genitourinário. diminuindo o número de patógenos nos tecidos a um nível manejável pelo sistema imune. Consideram-se potencialmente contaminadas as cirurgias realizadas nos tratos gastrintestinal (exceto cólon). 1 . 2 . Consideram-se limpas as cirurgias realizadas na epiderme. 4 . „ Extensas pesquisas demonstram que prolongar a antibioticoprofilaxia por mais de 24 horas não leva a reduções extras da taxa de infecção de ferida operatória. CLASSIFICAÇÃO DAS CIRURGIAS SEGUNDO O POTENCIAL DE CONTAMINAÇÃO De acordo com os riscos de contaminação. as cirurgias são classificadas em: limpas. neste caso deve-se administrar uma dose intraoperatória adicional após 3 horas de cirurgia(repique).Cirurgias Contaminadas São as realizadas em tecidos colonizados por flora microbiana abundante.Cirurgias Potencialmente Contaminadas São as realizadas em tecidos colonizados por flora microbiana pouco numerosa. „ Os antibióticos profiláticos parenterais devem ser administrados 30 minutos antes da incisão cirúrgica(indução anestésica).

amputação. usar por 3 a 5 dias Usar por mais 24 horas Reexploração. cefazolina coledocolitíase. prótese Cirurgia vascular vascular cefazolina cefazolina cefazolina clindamicina clindamicina vancomicina 51 . hemorragia. alteração cefazolina da motilidade. associar à limpeza mecânica do cólon Em caso de perfuração de víscera oca.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Esquemas de Antibioticoprofilaxia Cirúrgica Procedimento Cirurgia Geral Esofágica Indicações e observações Primeira escolha cefazolina Neoplasia. úlcera gástrica. cirurgia de urgência. icterícia obstrutiva. gastrostomia percutânea Idade > 70 anos. extremidades inferiores. obstrução. microcirurgia metronidazol + gentamicina metronidazol + gentamicina sulfametoxazol + trimetoprim cefazolina cefazolina Com fusão espinhal Usar por mais 24 horas Usar por mais 24 horas Até 6 horas: mais 24 horas Mais de 6 horas: terapêutico cefazolina cefazolina cefazolina cefazolina cefazolina cefazolina cefazolina cefazolina gentamicina (tópica) Alternativa clindamicina + gentamicina clindamicina + gentamicina Gastroduodenal Trato biliar e pâncreas clindamicina + gentamicina gentamicina + cloranfenicol ou clindamicina gentamicina + cloranfenicol ou clindamicina gentamicina + cloranfenicol ou clindamicina vancomicina vancomicina clindamicina vancomicina clindamicina clindamicina clindamicina + gentamicina vancomicina vancomicina vancomicina clindamicina + gentamicina Apendicectomia Colorretal Trauma abdominal penetrante Neurocirurgia Derivação ventriculoperitoneal Craniotomia Cirurgia transesfenoidal ou translabirintica Laminectomia Cirurgia Ortopédica Colocação de prótese ou material de osteossíntese Artroplastia de quadril Fratura exposta Cirurgia Cardíaca Implante de prótese valvar Usar por mais 24 horas Revascularização do Usar por mais 24 horas miocárdio Inserção de MP Cirurgia de grande porte com Cirurgia de Cabeça e abordagem pela mucosa oral Pescoço ou faríngea Somente com colocação de Cirurgia Oftalmológica lente intraocular Cirurgia Torácica Pneumectomia ou Usar por mais 24 horas lobectomia Mediastino e Usar por mais 24 horas mediastinoscopia Aorta abdominal. colecistite aguda. cirurgia endoscópica Manter por 3 a 5 dias em caso metronidazol + de perfuração ou gangrena gentamicina Usar por mais 24 horas.

nefrectomia. litotomia. doses adicionais de cefazolina devem ser administradas no intraoperatório.5 mg/kg não indicado ⎯ 5 mg/kg (trimetoprim) 15 mg/kg „ „ „ „ „ As doses acima descritas referem-se a uma dose única endovenosa do antibiótico administrada durante a indução anestésica. colpectomia. nefrostomia com molde uretral. fístulas retovaginais. limpeza mecânica prévia do neovagina cólon Não indicada nas quadrantectomias. Em caso de perda maciça de sangue ou quando a duração do procedimento se prolongue por mais de 3 horas. Doses para antibioticoprofilaxia Antibiótico cefazolina clindamicina cloranfenicol gentamicina metronidazol norfloxacina penicilina cristalina sulfametoxazol + trimetoprim vancomicina Dose adulto 1g 600 mg 1g 80 mg 1g 800 mg (via oral) 2 milhões de unidades 800 mg/160mg 1g Dose pediátrica 50 mg 7. Para paciente com peso ≥ 80 kg. 52 . Mastectomia agulhamentos. Nas cesáreas. o antibiótico é administrado após o clampeamento do cordão. cirurgia em gestantes de alto risco. cirurgia para ginecomastia e exérese de nódulo mamário Obstetrícia Com histórico de DIP. Doses adicionais serão empregadas apenas quando assim indicado.5 mg/kg 7. rotura de membranas cefazolina por mais de 6 horas e trabalho de parto prolongado (mais de 12 horas) vancomicina Î As cirurgias que não estão acima relacionadas não necessitam de antibioticoprofilaxia. prótese peniana Transplante renal Usar por mais 24 horas Ginecologia Histerectomia abdominal ou vaginal Nas cirurgias de fístulas Vulvectomia. Mesmo em situações de contaminações acidentais.5 mg/kg 50 mg/kg 1.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Esquemas de Antibioticoprofilaxia Cirúrgica (continuação) Cirurgia Urológica Prostatectomia abdominal. neovagina é necessário a prolapso de cúpula vaginal. a dose da cefazolina deve ser de 2g. o prolongamento da profilaxia não está associado a um melhor resultado clínico. colpectomias e ginecológicas. Aborto 1° trimestre gonorréia ou múltiplos parceiros Aborto 2° trimestre cefazolina norfloxacina cefazolina cefazolina gentamicina vancomicina cefazolina + metronidazol vancomicina + metronidazol cefazolina vancomicina penicilina cristalina cefazolina clindamicina + gentamicina clindamicina + gentamicina Cesárea Cirurgia de emergência. derivação urinária.

B. na ausência de sintomas clínicos. Infecção do sítio de saída: „ Eritema ou edema dentre 2 cm a partir do sítio de saída do cateter. Manter técnica asséptica para a inserção e cuidados com o cateter intravascular. Vigilância para infecções relacionadas ao cateter: A. 53 . Lavar as mãos antes e após palpar sítios de inserção de cateteres. espécie e antibiograma idênticos) de uma cultura semiquantitativa (maior ou igual a 15 UFC) ou quantitativa (maior que 1000 UFC) de um segmento de cateter e do sangue (preferivelmente obtido de uma veia periférica) de um paciente com sintomas clínicos de infecção da corrente sangüínea (febre. Técnica asséptica durante a inserção e cuidados com o cateter: A. Use luvas limpas durante as trocas de curativo. C. febre sem fonte óbvia ou outras manifestações sugerindo infecção local ou da corrente sangüínea. calafrios e/ou hipotensão) e nenhuma outra fonte aparente de infecção.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS PREVENÇÃO DAS INFECÇÕES ASSOCIADAS A CATETERES INTRAVASCULARES DEFINIÇÕES PARA INFECÇÃO ASSOCIADA AO CATETER Colonização localizada do cateter: „ Crescimento maior ou igual a 15 UFC (cultura semiquantitativa) ou maior que 1000 UFC (cultura quantitativa) do segmento distal do cateter. eritema ou edema local maior que 2 cm a partir do sítio do cateter. ao longo do trajeto subcutâneo de um cateter tunelizado. Para a inserção de cateteres arteriais ou centrais. Infecção clínica do sítio de saída (ou infecção do túnel): „ Dor. RECOMENDAÇÕES GERAIS PARA A REDUÇÃO DAS COMPLICAÇÕES INFECCIOSAS ASSOCIADAS AO USO DE CATETERES INTRAVASCULARES I. dependendo individualmente da situação de cada paciente. na ausência de infecção da corrente sangüínea ou purulência concomitantes. Anotar a data e hora da inserção e remoção do cateter e de trocas do curativo de uma forma padronizada. substituir ou aplicar um curativo em qualquer dispositivo intravascular. O uso de luvas não desobriga da lavagem das mãos. na ausência de infecção da corrente sangüínea. Educação dos profissionais de saúde: educar os profissionais de saúde em relação às indicações para o uso dos cateteres intravasculares. Higienização das mãos: A. o curativo deve ser removido para permitir uma avaliação completa do local. Monitorar rotineiramente a região do cateter por visualização direta ou por palpação através do curativo intacto. II. III. B. assim como antes e depois de inserir. Não são recomendadas culturas de rotina da ponta de cateteres. D. Não utilizar a dissecção venosa ou arterial como método preferencial para inserção de cateteres intravasculares. Usar luvas durante a inserção do cateter. Se o paciente apresentar dor no local de inserção. as luvas devem ser estéreis. C. sobre os procedimentos para sua inserção e manutenção adequadas e sobre as medidas apropriadas para o controle de infecções relacionadas a este tipo de dispositivo. IV. B. Infecção da corrente sangüínea relacionada ao cateter: „ Isolamento do mesmo microrganismo (ou seja.

Curativos: A. O PVP-I deve permanecer em contato com a pele por no mínimo 2 minutos antes da inserção. a mão. as veias jugular interna ou femoral são preferidas à veia subclávia para cateteres usados para hemodiálise com o objetivo de evitar a estenose venosa. Não utilizar a técnica do fio-guia para substituir cateteres em pacientes suspeitos de ter infecção relacionada ao cateter. Seleção e substituição de dispositivos intravasculares: A. Circuitos 1. Ao banhar o paciente. Não use antibióticos tópicos no sítio de inserção (exceto em cateter de diálise) devido ao potencial de promover infecções fúngicas e resistência antimicrobiana. H. em pacientes adultos. Substituição dos circuitos de administração e de fluidos parenterais: A. exceto quando for diagnosticada infecção associada ao cateter. dependendo das recomendações do fabricante. incluindo álcool 70%. não mais freqüentemente que a intervalos de 72 horas. por exemplo. Substituir o curativo quando o mesmo estiver úmido. a técnica de inserção e o local de inserção que apresente o menor potencial para complicações (infecciosas e não infecciosas) para o tipo e duração antecipados de terapia endovenosa. Substituir qualquer cateter venoso central de curta duração se for observado purulência no sítio de inserção. B. o dorso do pé ou o couro cabeludo pode ser usado como locais para inserção do cateter. VI. Cateter venoso periférico: em adultos. dependendo das circunstâncias individuais de cada paciente E. 2. Trocar todo cateter venoso central se o paciente estiver hemodinamicamente instável e suspeitar-se de infecção da corrente sangüínea relacionada ao cateter. hemoderivados ou emulsões lipídicas (tanto as misturas 3 em 1 combinadas com aminoácidos e glicose como as emulsões lipídicas puras) dentro de 24 horas após iniciar a infusão. Remover qualquer cateter intravascular tão logo seu uso não seja mais essencial. 1. Substituir os circuitos. E. Selecionar o cateter. trocar todos os cateteres assim que possível e com não mais de 48 horas. 3. 2. puncionar veia de membros superiores para a inserção do cateter. em pacientes pediátricos. 54 . VIII. Trocar o curativo no mínimo semanalmente para pacientes adultos e adolescentes. F. Não há atualmente recomendações pertinentes ao uso de clorexidina em crianças menores de 2 meses (item não resolvido). incluindo “torneirinhas”. Não substituir rotineiramente cateteres venosos centrais ou arteriais apenas devido ao propósito de reduzir a incidência de infecções. G. para minimizar o risco de infecção. B. Caso o pacientes estiver diaforético ou se houver sangramento local ou secreção. o que indica infecção. Manter cateteres venosos periféricos em crianças até o fim da terapia endovenosa. antes de inserção do cateter e nas trocas de curativo. Substituir o circuito para administração de sangue. Usar gaze estéril ou curativo transparente semi-permeável para cobrir o local do cateter. Cateter venoso central: utilizar preferencialmente a veia subclávia em relação às veias jugular interna ou femoral. PVP-I ou clorexidina a 2%. Trocar cateteres venosos periféricos no mínimo cada 72 a 96 horas em adultos para prevenção de flebites. Substituir o circuito utilizado para administrar infusões de propofol a cada 6 a 12 horas. I. Realizar antissepsia local da pele com um antisséptico apropriado. Se a solução contiver apenas glicose e aminoácidos. F. tomar precauções para reduzir a possibilidade de introduzir microrganismos no cateter (exemplo: proteger o cateter e o dispositivo de conexão com uma cobertura impermeável durante o banho). flebite ou infiltração. Quando a aderência à técnica asséptica não puder ser garantida (exemplo: quando um cateter é inserido durante uma emergência). C. B. o sistema não deve ser trocado com freqüência maior que a cada 72 horas. 4. D. a não ser que ocorram complicações como. um curativo com gazes é preferível. Não submergir o cateter sob água. se for improvável que o cateter é a fonte de infecção.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS V. Não trocar rotineiramente cateteres venosos em pacientes que estão bacteriêmicos ou fungêmicos. VII. frouxo ou visivelmente contaminado. C. C. D. Usar o julgamento clínico para determinar quando trocar um cateter que pode ser uma fonte de infecção (exemplo: não trocar de rotina cateter em pacientes cuja única indicação de infecção é a febre). Cuidados locais com o cateter: A. Deixar o antisséptico permanecer no local de inserção e secar naturalmente antes da inserção do cateter.

Designar um dos lúmens exclusivamente para alimentação parenteral se um cateter multilúmen for usado. C. Usar a troca com fio-guia para substituir um cateter com mal funcionamento apenas se não houver evidência de infecção. dispositivo de irrigação contínua. RECOMENDAÇÕES ADICIONAIS PARA A REDUÇÃO DAS COMPLICAÇÕES INFECCIOSAS ASSOCIADAS AO USO DE CATETERES ARTERIAIS PERIFÉRICOS I. D. Não usar trocas com fio-guia rotineiramente como forma de prevenir infecções. Trocar os transdutores em intervalos de 72 horas. 3. Fluidos parenterais 1. Minimizar o número de manipulações no sistema de monitorização. B. Completar as Infusões de soluções lipídicas (exemplo: soluções 3 em 1) dentro de 24 horas após o início da infusão. Completar a infusão de sangue e hemoderivados dentro de 4 horas após início da infusão. solução de irrigação). 4. I. frouxo ou contaminado ou quando a inspeção do local for necessária. o acesso venoso pode ser preservado removendo o cateter através de um fio-guia e inserindo-se um novo cateter através do mesmo fioguia. Completar emulsões lipídicas puras dentro de 12 horas após início da infusão. Na suspeita de uma infecção relacionada ao cateter. C. RECOMENDAÇÕES ADICIONAIS PARA A REDUÇÃO DAS COMPLICAÇÕES INFECCIOSAS ASSOCIADAS AO USO DE CATETERES VENOSOS CENTRAIS Princípios gerais: A. Se o cateter removido apresentar resultado de cultura sugestivo de colonização ou infecção. nos quais o risco de deslocar o cateter se sobrepõe ao benefício da troca do curativo. máscara. Não remover um cateter venoso central apenas com base na presença de febre. B. Usar preferencialmente um sistema de irrigação fechado ao invés de um sistema aberto (que requer seringas e torneiras). II. Usar o julgamento clínico para avaliar a adequação da remoção do cateter se houver evidência de infecção em outro local ou se uma causa não infecciosa para a febre for suspeitada. II. capote estéril. Usar técnica asséptica incluindo o uso de gorro. Se os resultados das culturas semiquantitativas ou quantitativas do segmento de cateter forem negativos. Se devido a considerações de volume a infusão necessitar de mais tempo. luvas estéreis e campos estéreis para a inserção de cateteres venosos centrais. Usar a troca com fio-guia para substituir um cateter com mal funcionamento apenas se não houver evidência de infecção.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS B. o cateter inserido através do fio-guia pode ser mantido. Usar um novo par de luvas estéreis antes de manusear o novo cateter quando executar uma substituição de cateter com fio-guia. D. Trocar o curativo de um cateter venoso central a cada 2 dias para curativos com gazes e no mínimo cada 7 dias para curativos transparentes. Cuidados com o cateter: A. Usar um cateter venoso central com o menor número de lúmens essenciais às necessidades do paciente. a infusão deve completar-se dentro de 24 horas. Substituição do cateter usando fio-guia: A. Não usar trocas com fio-guia rotineiramente como forma de prevenir infecções. 55 . conjuntamente com os outros componentes do sistema (circuitos. Substituição do cateter usando fio-guia: A. C. Trocar o curativo quando o mesmo estiver úmido. III. Não há recomendações quanto ao tempo de infusão de outros fluidos parenterais (item não resolvido). Não trocar de forma rotineira os cateteres arteriais periféricos apenas como forma de prevenir infecções associadas ao cateter. 2. Troca do cateter d do sistema de monitorização da pressão: A. B. exceto em pacientes pediátricos. B. a inserção de um novo cateter em um outro local é indicada. B.

7 dias em cateteres Trocar o circuito usado para de curta administrar sangue permanência. em intervalos do transdutor (ou estiver úmido. frouxo ou clinicamente. Em dentro de 24 horas clinicamente soluções pacientes que têm do início da infusão. 56 . seja. o circuito utilizado emergência para dentro de 24 Trocar o curativo para administrar um local diferente horas do início sangue. quando o curativo seja. com gaze cada 2 central freqüentemente que dias e curativos transparentes cada a cada 72 horas. permanência de outras soluções endovenosas.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS RESUMO DAS RECOMENDAÇÕES SOBRE A FREQÜÊNCIA DA TROCA DE CATETERES. Trocar os curativos ou hemoderivados quando o cateter for ou soluções trocado ou quando lipídicas dentro de 24 horas do início o curativo estiver da infusão. úmido. contaminado ou quando o sítio do cateter necessitar ser examinado. impedem a • Completar palpação ou infusões de visualização direta sangue e do sítio de inserção hemoderivados do cateter. indicado. com mais da infusão. hemoderivados ou Crianças: não trocar freqüência em • Completar soluções lipídicas o cateter exceto se pacientes infusão de diaforéticos. CIRCUITOS E FLUIDOS TIPO DE CATETER TROCA DO TROCA DO TROCA DO TEMPO DE CATETER CURATIVO CIRCUITO ADMINISTRAÇÀO DOS FLUIDOS EV Não trocar o circuito • Completar a Adultos: não trocar Trocar o curativo Cateter venoso quando o cateter for com freqüência o cateter e mudar periférico infusão de menor que 72 de local antes de 72 removido ou fluidos de trocado ou quando horas. trocar nutrição que indicado cateteres inseridos o curativo estiver parenteral úmido. Nenhuma Trocar o curativo Trocar o circuito no Trocar a solução de Cateter arterial recomendação para quando o cateter for momento da troca irrigação no periférico a freqüência da substituído ou do transdutor (ou momento da troca troca do cateter. Trocar em situações de contendo lipídios contaminado. lipídicas puras curativos grandes e dentro de 12 volumosos que horas. frouxo ou contaminado ou houver necessidade de inspecionar o sítio do cateter. CURATIVOS. de 72 horas). Não trocar Trocar os curativos Não trocar o circuito Igual acima. dentro de 48 horas. em intervalos frouxo ou de 72 horas). trocar o dentro de 4 curativo e horas. inspecionar • Nenhuma visualmente o recomendação cateter no mínimo para o tempo de diariamente. Cateter venoso mais rotineiramente. a não ser a 96 horas.

favorece a colonização com bactérias patogênicas muitas vezes resistentes às medicações habituais. está relativamente protegido contra microrganismos. „ A colonização inicial do RN e da placenta ocorre habitualmente após ruptura da membrana amniótica. Listeria monocytogenes. „ Após o nascimento. 3. enterococos. por conseqüência. embora muitas vezes possa ser colonizado ou infectado através da placenta ou por germes que ascendem pelo trato genital materno. O fator de risco predominante é o baixo peso ao nascimento. O tratamento com vários cursos de antibióticos. o risco de infecção estafilocócica aumenta 16 vezes quando há número insuficiente de pessoal e aumenta 7 vezes quando há excesso de pacientes. dentro da bolsa amniótica. vírus do herpes simples) ou no próprio berçário (Staphylococcus aureus. porém o baixo peso está intimamente relacionado à prematuridade. A infusão de lipídios é o maior fator e risco para bacteremia por estafilococos coagulase-negativos. 6.000 g é de 26% e em RN com peso > 2.500 g é de 1. Grandes fatores contribuintes nesta situações são o descuido com a lavagem das mãos e a quebra nos procedimentos de controle de infecção hospitalar.1%. além das enterobactérias. Como exemplo. Procedimentos. a incidência em RN com peso < 1. vírus respiratórios). e estafilococos coagulase-negativos são importantes. Internação prolongada. 2. Antibioticoterapia. 4. comensais como Candida sp. o RN será colonizado durante a passagem pelo canal de parto. ao número de leitos por metro quadrado. enquanto na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal. „ A colonização não implica em infecção. muitas vezes empiricamente. „ No berçário de cuidados intermediários. a distância deve ser de 2 m. 57 . familiares. bactérias entéricas. Estima-se que 20 a 30% das gestantes estão colonizadas por estreptococos do grupo B e que 50% destas mulheres irão transmitir esta bactéria para o RN antes ou durante o parto. 5. somente 1 a 2% desses RN colonizados irão desenvolver doença invasiva. à sepse neonatal. tubos endotraqueais. recomenda-se uma distância mínima de 1 m entre os berços ou incubadoras. Se o parto ocorrer logo após a ruptura da membrana. o processo de colonização continua com a aquisição de novos germes adquiridos pelo contato com a própria mãe. contribuindo também para o risco de fungemia. a microflora vaginal pode ascender pelo trato genital. Em relação. „ Na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal. Contudo.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS PREVENÇÃO DE INFECÇÕES HOSPITALARES NEONATAIS COLONIZAÇÃO NEONATAL „ O feto. ETIOLOGIA „ Os germes que habitualmente causam infecção no RN saudável são adquiridos da mãe (estreptococos do grupo B. com emprego de antimicrobianos de largo espectro. „ Além dos benefícios para o binômio mãe-filho que o alojamento conjunto propicia. Cateteres intravasculares. FATORES DE RISCO 1. profissionais de saúde e objetos inanimados. PREVENÇÃO DA INFECÇÃO HOSPITALAR NEONATAL Área Física „ Uma vez que a infecção hospitalar pode relacionar-se à distância entre os berços e os equipamentos e. Todos os RN internados por mais de 30 dias estão colonizados com flora patogênica. algumas recomendações mínimas devem ser obedecidas. não se demonstrou aumento na taxa de infecção hospitalar com este procedimento. Nutrição parenteral. sondas urinárias. RN de baixo peso/prematuridade. „ Se a ruptura for precoce. sondas para alimentação enteral facilitam as infecções hospitalares ao romperem as barreiras anatômicas naturais. Excesso de pacientes e/ou número insuficiente de pessoal. especificamente. mas o parto não for imediato. O berço deve ficar ao lado do leito da mãe e afastado 60 cm de outro berço.

gastroenterites. lesões herpéticas e conjuntivites devem ser comunicadas ao responsável pela unidade e o funcionário afastado temporariamente. • Unidade de Terapia Intensiva Neonatal: uma auxiliar de enfermagem para cada um a dois RN. instrumento ou material que entre em contato com qualquer região estéril do RN deve ser esterilizado. Lavagem das Mãos „ A lavagem de mãos visa a remoção da flora transitória. remover com soro fisiológico e enxugar as mãos com compressas estéreis) 58 . „ Quando lavar? • quando as mãos estiverem sujas sempre que entrar ou sair da unidade de internação • antes e após o contato com o paciente • após contato com secreções e fluídos corporais • sempre que manipular materiais ou equipamentos que estão ou que estiveram conectados aos pacientes • antes dos procedimentos invasivos (utilizar clorexidina degermante. assim como a roupa do RN. Equipamento „ Todo equipamento.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Equipe „ O excesso de pacientes e/ou redução na equipe médica e/ou paramédica é um fator extremamente importante. Ambiente „ Partículas de poeira. „ A roupa usada no berçário ou na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal não necessita ser autoclavada. A imunidade para rubéola. suor. paredes) somente na presença de sangue ou secreção (descontaminação). „ A limpeza do piso e paredes deve ser feita com água e sabão. anéis e relógios. retirar pulseiras. Visitas „ As visitas devem ter as unhas curtas. „ Estetoscópios. varicela e hepatite B deve ser avaliada e a vacinação providenciada nos casos necessários. „ É muito importante enfatizar para as visitas que lavem as mãos antes de qualquer contato com o RN. secreções e umidade favorecem a disseminação e proliferação bacteriana. As proporções recomendadas são as seguintes: • Berçário de risco intermediário: uma auxiliar de enfermagem para cada 3 a 4 RN. Após estes cuidados proceder à lavagem das mãos. O período de limpeza da parede é semanal ou mais se necessário „ O hipoclorito de sódio a 1% é utilizado em superfícies (piso. „ Incubadoras e berços devem ser limpos e desinfetados após o uso entre cada paciente. células descamativas. „ Se o contato se fizer com mucosas ou com a pele. termômetros e outros aparelhos de uso rotineiro devem ser desinfetados antes e depois do uso no RN. com aumento evidente na taxa de infecção hospitalar. „ A lavagem das mãos deve ser supervisionada por profissional conhecedor da técnica correta de lavagem das mãos. cabelos presos (gorros). devendo ser rigorosa a limpeza da unidade. quando associado a um anti-séptico. viroses respiratórias. „ Brinquedos devem ser limpos e desinfetados e não é permitida a troca de brinquedos entre pacientes. Na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal. „ A equipe de funcionários designados para esta unidades deve ser submetida a uma programação de saúde mais rigorosa. „ Os métodos de limpeza devem minimizar a dispersão de pó. o material deve ser cuidadosamente desinfetado. „ As infecções cutâneas. faringite. fluídos corporais. oleosidade da pele e ainda. muitas vezes motivadas pela simples falta de tempo para uma adequada lavagem das mãos entre o manuseio dos pacientes. esse material deve ser de uso exclusivo de cada RN. promove a diminuição da flora residente. „ O chão e outras superfiícies devem ser limpos diariamente.

„ A endometrite puerperal requer isolamento até 24 horas após início do tratamento. a puérpera com processo febril não identificado e clinicamente bem pode amamentar e manusear o RN. e a imunoglobulina específica para varicela zóster deve ser feita no RN. Contudo. após o nascimento. Por essa razão. aureus com drenagem importante. Nestas situações. „ A mãe portadora de doença infectocontagiosa reconhecida deve ser separada do RN até o término do período de contagiosidade. „ Luvas. Cuidados com o RN „ O curativo seco do coto umbilical é usualmente suficiente. „ O nitrato de prata deve ser preparado diariamente. exceto em situações de surto infeccioso. o uso da clorexidina degermante é preferível ao PVP-I devido ao seu menor potencial irritante para a pele. de preferência com mangas compridas: • ao manusear o RN fora da incubadora • quando o RN estiver em isolamento de contato • ao carregar. „ RN não infectado. raramente estes microrganismos infectam o RN.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Vestimenta „ O uso rotineiro de avental não reduz a colonização e/ou infecção. protegido contra a luz. mesmo que a mãe tenha infecção ativa. a amamentação é restabelecida quando a mãe não estiver mais no período de transmissão (todas as lesões em fase de crostas) 9 a TUBERCULOSE pulmonar é contraindicação para manuseio e amamentação do RN até o término do período de contágio (habitualmente. „ Não é necessário o uso de antissépticos degermantes na higiene corporal do RN. o mesmo causa conjuntivite química. com o frasco mantido sempre fechado. quando os aventais devem ser estéreis „ Após o uso o avental deve ser descartado ou mantido exclusivamente para aquele RN específico e trocado a cada 12 horas. sendo pouco provável que qualquer agente antisséptico tenha realmente efeito benéfico. No entanto. o leite materno não contém o bacilo e o leite ordenhado pode ser oferecido ao RN 9 HEPATITES: não são contraindicações à amamentação 59 . „ Em casos de lesões extensas por S. em algumas situações específicas recomenda-se o seu uso. „ A amamentação é contraindicada em algumas situações. destacando-se: 9 mães soropositivas para o HIV 9 mães soropositivas para o HTLV 1 e 2 9 CITOMEGALOVÍRUS: RN prematuros com sorologia negativa para citomegalovírus não devem receber leite materno de mãe soropositiva 9 HERPES SIMPLES: o bebê pode amamentar-se. realização de procedimentos de risco e as demais normas de isolamento. após 14 dias de tratamento). segurar ou amamentar o RN • na realização de procedimentos cirúrgicos. mãe e filho devem ficar separados. a amamentação é suspensa até que as lesões desapareçam 9 VARICELA ZÓSTER: a infecção materna no periparto requer isolamento temporário do bebê. Freqüentemente. contudo. observando o uso de avental e a lavagem adequada das mãos. podendo contaminar o feto. desde que a lavagem cuidadosa das mãos e as precauções que evitem o contato direto com as lesões ativas sejam fielmente seguidas. incluindo inserção de cateteres vasculares. mas somente conforme as precauções padrões. Mãe Infectada „ Os microrganismos do trato genital ascendem para o útero. na presença de lesões herpéticas no seio. máscaras e gorros não necessitam ser usados rotineiramente. devendo a amamentação ser temporariamente interrompida neste período. nascido de mãe com varicela em atividade. devido ao risco de contaminação. devem ser separados até todas as lesões secarem.

o uso de luvas é obrigatório. para proteção. as luvas devem ser removidas.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS PRECAUÇÕES PARA O CONTROLE DE INFECÇÕES NO SERVIÇO DE ODONTOLOGIA INTRODUÇÃO „ Os pacientes e profissionais de saúde de odontologia podem ser expostos a uma variedade de microrganismos via sangue ou secreções orais ou respiratórias. BARREIRAS DE PROTEÇÃO Luvas „ Devem ser calçadas sempre que houver riscos de contato manual com mucosa. os vírus do herpes simples tipo 1 e 2. Roupas Especiais de Proteção „ Quando há possibilidade de contato ou respingo das secreções biológicas com a roupa e/ou pele e cabelos do profissional. „ Não é recomendável a reutilização de luvas. as mãos lavadas e luvas novas deverão ser calçadas no atendimento ao próximo cliente. canetas. prevenindo a contaminação do ambiente. jalecos ou similares. As luvas estéreis ficam reservadas aos procedimentos cirúrgicos. principalmente se houver contaminação com fluidos biológicos. o vírus da hepatite C. este deve utilizar gorro. „ Estes microrganismos incluem o citomegalovírus. „ Um conjunto de medidas de medidas de controle de infecções hospitalares podem quebrar os elos desta cadeia de transmissão de agentes infecciosos. falar e tossir do odontólogo. equipamento cirúrgico ou superfícies ambientais. o vírus da hepatite B. fluidos orais ou outras secreções. „ As máscaras devem ser trocadas na presença de contaminação com fluidos biológicos ou quando úmidas. estafilococos. ou contato com contaminantes presentes no ar tanto em droplet spatter ou aerossóis de fluidos respiratórios ou orais. o vírus da imunodeficiência humana (HIV). especificamente aqueles que infectam o trato respiratório superior. „ Luvas de látex ou vinil não estéreis são indicadas para exames e outros procedimentos não cirúrgicos. o Mycobacterium tuberculosis. o cirurgião-dentista não deverá contaminar a luva estéril calçando a sobreluva. „ Após o atendimento a cada cliente. interrruptores. „ Num mesmo procedimento. deve contar com uma auxiliar odontológica par ajuste de refletores. contato indireto com instrumentos contaminados. „ Luvas mais resistentes (luvas de borracha) devem ser preferidas para a limpeza do instrumental e do ambiente. além de periodicamente de duas em duas horas. reprocessáveis ou descartáveis. etc. torneiras. ao mesmo tempo que protegem os clientes dos microrganismos eliminados pelos atos de respirar. podem ser calçadas sobre as de procedimentos com o objetivo de tocar objetos ou superfícies durante um atendimento. 60 .. painel de controle dos movimentos da cadeira odontológica. Os mesmos devem ser trocados a cada atendimento. „ Quando o procedimento exigir técnica asséptica. prevenindo. em média. „ Luvas de plástico. assim as infecções. da posição da cadeira. receituários. dos painéis de controle dos periféricos em geral e outras atividades. tal como pegar na alça de um refletor. Os potenciais microtraumas nas luvas submetidas ao reprocessamento comprometem a segurança quando as mesmas são reutilizadas. estreptococos e outros vírus e bactérias. Nesse caso. aventais. o acessório deverá ser trocado toda vez que estiver visivelmente suja. fluidos biológicos ou superfícies contaminadas com estes fluidos. desinfetando-as ou esterilizando-as. „ As infecções podem ser transmitidas nas cirurgias odontológicas através de várias rotas. „ Como a ação odontológica é predominantemente na cavidade oral. Máscaras „ É característica da atividade odontológica o alto grau de proximidade física entre o profissional e o ciente durante o atendimento. incluindo o contato direto com sangue. „ As máscaras cirúrgicas com tripla proteção devem ser usadas como uma barreira para a pele perioral e as mucosas oral e nasal dos profissionais. do tipo usualmente adotado para a manipulação de alimentos.

uma sobreluva plástica devem ser utilizadas sobre as luvas de procedimento quando for necessário manipular estes objetos. 8. 7.) devem ser colocados em saco plástico. „ As mãos devem ser lavadas sempre ao iniciar o trabalho. resistente e à prova de vazamentos. „ Vale ressaltar que a presença de uma auxiliar odontológica durante os procedimentos indubitavelmente minimiza os riscos da contaminação ambiental. Lavagem das Mãos „ É o procedimento reconhecido como o núcleo das ações de controle das infecções. „ Para procedimentos cirúrgicos. Esvaziar o reservatório de água e do desinfetante para o "flush". 3. „ Os dejetos sólidos (gaze. 4. infecção pelo vírus da hepatite B). sempre que necessário. unidades auxiliares. algodão. Acionar o "flush" durante 1 minuto nas linhas de abastecimento das respectivas pontas para desinfecção. tocar em fluidos biológicos do cliente ou superfícies inanimadas contaminadas com os mesmos. na troca da máscara e nas vezes em que. Retirar o lixo das lixeiras. DESTINO DOS DEJETOS „ Todo material perfurocortante (agulhas. alças e interruptor do foco de luz. etc. maçanetas. piso. acondicionado em recipiente com tampa para posterior coleta. instrumental endodôntico. „ Estes utensílios devem ser limpos com água e detergente. pontas de sugadores. „ Outra maneira de se limitar a propagação de microrganismos é a utilização de filmes plásticos de PVC para revestir estas superfícies. etc. infecções respiratórias) e sistêmicas (infecção por HIV. 9. antes e após de atender cada paciente. haste de mesa auxiliar. o ritual da degermação das mãos e antebraços com o uso de um degermante químico está indicado. ponta da mangueira do sugador. Desprezar os resíduos em sacos de lixo brancos. 61 . podendo ser desprezados nas instalações sanitárias anexas. não se deve esvaziálos nas pias do consultório. 6. mocho. "lixo hospitalar". „ Sob a perspectiva da proteção do cliente durante procedimentos odontológicos rotineiros como o exame clínico e outros não cirúrgicos. ultra-som. fotopolimerizador. além de oferecerem proteção contra traumas mecânicos provenientes de fragmentos de amálgama. pois uma pesquisa bacteriológica de tubetes previamente utilizados constatou a presença de estafilococos e a pesquisa de sangue oculto foi positiva nestes materiais. bancadas. Os mesmos devem ser descartados após atendimento de cada paciente. devem ser descartados. micro-motor. lavá-lo e desinfetá-lo. aventais e campos descartáves. Retirar as pontas (alta-rotação. cimentos e outros originados durante procedimentos técnicos. inadvertidamente. a simples lavagem das mãos antes de calçar as luvas é adequada quanto à segurança do paciente.) deve ser desprezado em recipiente rígido e devidamente lacrado para evitar acidentes. etc) 2. quando não utilizados em sua totalidade. podendo-se usar o PVP-I ou a clorexidina. LIMITANDO A CONTAMINAÇÃO AMBIENTAL „ Uma medida importante de controle da contaminação ambiental é não tocar com as mãos contaminadas nas superfícies como telefone. antes de calçar as luvas e após removê-las. „ Nas clínicas em que o resíduo líquido dos aspiradores é acumulado em frascos. descartá-las. etc. Limpar e realizar desinfecção do equipamento. etc. „ Como já foi citado. alça e disparador do aparelho de raio X. lâminas de bisturi. ROTINAS ROTINAS PARA O FINAL DO ATENDIMENTO 1. Retirar as barreiras (PVC). 5. refletor. tubo. Retirar o ralo da cuspideira. Drenar as linhas de abastecimento dos equipamentos. „ Os tubetes anestésicos. dentes.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Protetores Oculares „ Óculos de proteção ou protetores faciais totais protegem o odontólogo contra infecções locais (conjuntivites. que devem estar em sacos brancos com a indicação de "produto contaminado". cadeira.

Colocar água potável com 3 ppm de cloro no reservatório de água. Se houver sujidade no chão. 8. 62 . Descartar as luvas no lixo. 6. pipetas ou seringas descartável para as diluições serem corretas. usando cotonetes. periféricos. Não negligenciar o cabo do refletor. A solução que não for usada durante o dia ao final do expediente deve ser desprezada. Encaminhar todo material contaminado para a Central de Esterilização embrulhados no campo que foi utilizado no procedimento. 2. exudatos orgânicos ou estiverem úmidos. Colocar desinfetante. operada ou isolada. 3. aventais e goros se houver sujidade ou estiverem úmidos. 4. 4. Utilizar EPI (Equipamentos de Proteção Individual). LIMPEZA. „ Caso esta prática não seja possível. Hipoclorito 500 ppm. Pontas estéreis devem ser colocadas sobre o campo estéril na bancada ou mesa auxiliar. deve-se realizar a desinfecção com hipoclorito de sódio a 1%. Colocar barreiras (filmes de PVC): equipos. 5. Selecionar o material a ser utilizado após a orientação do profissional. 7. DESINFECÇÃO E ESTERILIZAÇÃO „ Os compostos quaternários de amônio e o líquido de Dakin não são mais indicados como antissépticos. Trocar as luvas entre cada paciente. 5.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ROTINAS PARA O INÍCIO DO TRATAMENTO 1. no "flush".15 ml de hipoclorito à 10. Realizar a desinfecção das barreiras ou sua substituição se houver sujidade visível em sua superfície. devido à facilidade de contaminação destas soluções. quanto à desinfeção. etc. Abrir os pacotes estéreis sobre o campo estéril. estando o profissional e auxiliar de luvas e prontos para o atendimento. 3. PREPARAÇÃO DOS DESINFETANTES. 2. 4. 7. apoio de braço. 2. sem previamente desprezar-se o resíduo e proceder-se a limpeza da mesma.000 ppm (1%) em 475ml de água. realizando a lavagem prévia das mãos. em todos procedimentos clínicos. revelar radiografias. Usar provetas. puxadores de gavetas. raios-x. tomando cuidado com o vidro refletor. Desinfetar as seringas tríplice antes de serem colocadas as barreiras. ANTISSEPSIA. Colocar campos estéreis nas mesas auxiliares e bancadas antes do atendimento. desprezando-se o volume residual. Se necessitar manipular produtos. 1. 2. ROTINA PARA O CIRURGIÃO-DENTISTA E AUXILIARES 1. 3. „ O PVP-I aquoso tem indicação de uso para antissepsia bucal. 5. 9. substituindoos caso apresentem manchas de sangue. Hipoclorito a 3 ppm para o reservatório de água: colocar 0. comunicar o profissional responsável. 6. Pedir ao paciente que faça bochecho com anti-séptico antes do atendimento. etc. 3. Se durante os procedimentos houver acidente com perfurocortantes. ROTINA ENTRE OS PACIENTES 1. hipoclorito de sódio 500 ppm. mas deve-se utilizar preferencialmente envases unitários de 50 ml (disponíveis comercialmente) para cada paciente. 4. encosto da cabeça. abrir gavetas. nos equipamentos modernos todas as pontas podem ser desinfetadas juntas. vazar modelos. 6. aplicar PVP-I tópico na área a ser anestesiada. para o "flush": colocar 25 ml de hipoclorito à 10. usar sempre sobre luvas de plástico estéril (luvas plástica estéril descartável). Óculos de proteção devem limpos e desinfetados.000 ppm (1%) em 500ml de água. O "flush" deve ser acionado durante 30 segundos em cada ponta. Antes de usar a seringa tríplice ou alta-rotação acionar os equipamentos por 30 segundos na cuspideira para remover o hipoclorito a 500 ppm do flush que deve ter sido usado. o PVP-I deve ser veiculado em pequenas quantidades m almotolias limpas que não deverão ser recarregadas. Substituir máscaras.

Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS „ „ „ „ „ „ Assim como para outros instrumentos médicos e cirúrgicos. Apesar do processo mais indicado para a esterilização de artigos termossensíveis ser o óxido de etileno. Instrumentos ou aparelhos que têm contato apenas com a pele intacta. Para a desinfecção de alto nível. O enxagüe após a desinfecção pode ser feita com água potável tratada. rápido e econômico. 9 Semicríticos. portanto. mas entram em contato com os tecidos orais. A uma temperatura de 170 °C. o recurso mais aplicado em consultório odontológico é a imersão em solução de glutaraldeído a 2% por 10 a 12 horas à temperatura em torno de 25 °C seguida de enxagüe asséptico com água destilada ou soro fisiológico estéreis. Uma vez que estas superfícies não-críticas têm um risco relativamente baixo de transmissão de infecção. o instrumental odontológico é classificado em três categorias – críticos. 9 Não-críticos. o tempo de exposição requerido para esterilização é de 60 minutos. o calor úmido na forma de vapor saturado sob pressão através de autoclave é o processo mais seguro. O método de esterilização mais difundido no Brasil é pelo calor seco através de estufas elétricas. Instrumentos cirúrgicos e outros instrumentos usados para penetrar tecidos moles ou ossos devem ser esterilizados após cada uso. A ação microbicida deste agente físico é limitada à superfície de incidência destes raios. e quando a 160 °C. Instrumentos como espelhos e condensadores de amálgama que não penetram tecidos moles ou ossos. O uso de raios ultravioletas como processo de esterilização foi vetado pelo Ministério da Saúde através da Portaria n° 930/92. os mesmos podem ser reprocessados entre pacientes através da limpeza com água e detergente. é de 120 minutos. semicríticos e não-críticos – dependendo do seu risco de transmissão de infecção e da necessidade de esterilização dos mesmos entre seus usos. Como método mais indicado para a esterilização de materiais termorressistentes em consultórios odontológicos. eficiente. o instrumento deve ser submetido a desinfecção de alto nível. Contudo. não podendo garantir a esterilidade. utiliza-se a imersão no glutaraldeído a 2% durante 30 minutos. tungstênio Autoclave ou estufa Brocas aço inox e outros Autoclave ou estufa Instrumental de endodontia Moldeiras (resistentes ao calor) alumínio ou inox Autoclave ou estufa Moldeiras (não resistentes ao cera ou plástico Glutaraldeído calor) aço Autoclave ou estufa Instrumental metal Autoclave ou estufa Bandejas ou caixas borracha Glutaraldeído Discos e brocas de polimento pedra Autoclave ou estufa vidro Autoclave ou estufa Placas e potes 63 . Estes instrumentos devem ser esterilizados após cada uso. 9 Críticos. se a esterilização não for possível porque o instrumento pode ser danificado pelo calor. Processos de esterilização indicados para materiais e instrumental odontológicos MATERIAL TIPO DE MATERIAL PROCESSO aço. indicado apenas para artigos termorressistentes. carbide.

mucosa e pele não-intacta. secreções. Quando usar? Sempre que tiver contato direto e indireto com qualquer paciente. • Trocar as luvas entre pacientes diferentes. excreções. Por que usar? Para evitar a transmissão de patógenos conhecidos. • Pacientes com igual patologia podem ocupar o mesmo quarto. • Manter a porta fechada. excreções e outros fluidos corpóreos. equipado com sistema de pressão negativa. objetos contaminados com estes fluidos corpóreos. • • • Quem usa? Todos que trabalham direta e indiretamente com pacientes. PRECAUÇÕES DE TRANSMISSÃO AÉREA: elaborada para evitar a transmissão de infecções veiculadas através de partículas ≤ 5 mícrons contendo agentes infecciosos que ficam em suspensão no ar e que podem ser transportadas por longas distâncias. secreções. Lavagem das mãos • Antes e após contato com o paciente. deve-se usar capote impermeável. Consiste nas precauções padrão acrescida de: Quarto • Privativo. • Máscaras e óculos Usar para proteger as mucosas dos olhos. • Se estiver sendo manipulada grande quantidade de sangue ou outros líquidos corporais. depositando-se nas mucosas ou sendo inaladas. secreções. Em condições ideais. Por que usar? Considerar que todo paciente é potencialmente portador sintomático ou assintomático de patógenos que podem ser transmitidos para outros pacientes e profissionais de saúde. Luvas de procedimentos • Quando se for realizar procedimentos onde possa haver contato com sangue. enviar para a lavanderia e lavar as mãos. nariz e boca quando houver o risco de respingos com sangue. • Tirá-lo imediatamente após o uso. o mesmo par não deve ser recolocado. • Após retirar as luvas. secreções. Quando usar? Quando o paciente for suspeito ou tiver o diagnóstico de uma doença altamente transmissível ou for portador de patógeno epidemiologicamente importante. Capote Deve ser usado para proteger a pele quando houver o risco de respingos com sangue. • Imediatamente após retirar as luvas (estas podem apresentar defeitos inaparentes ou tornar-se defeituosas durante o uso ou as mãos podem se contaminar durante sua remoção). excreções e outros fluidos corpóreos. 64 .Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS PRECAUÇÕES E ISOLAMENTO DE PACIENTES COM DOENÇAS INFECTO-CONTAGIOSAS PRECAUÇÃO PADRÃO: designada para o cuidado de todos os pacientes. • Imediatamente após tocar acidentalmente em sangue. • PRECAUÇÕES DE TRANSMISSÃO • • • Quem usa? Todos que trabalham com pacientes. I. excreções e/ou objetos contaminados com estes fluidos corpóreos.

usar biombos para separação dos outros pacientes e visitas com uma distância de 1 metro. o paciente deverá usar máscara. máscara comum.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Proteção respiratória • Os susceptíveis a varicela e sarampo não devem entrar no quarto. esta via de transmissão exigem uma proximidade com o paciente. PRECAUÇÕES COM GOTÍCULAS: elaboradas para evitar a transmissão pela deposição de gotículas (perdigotos) nas mucosas do nariz. por isso. Todos os outros casos. os perdigotos. II. se tiver contato importante com o paciente(por exemplo. mantenha as precauções de contato para minimizar a transmissão de microrganismos para outros pacientes e para as superfícies inanimadas e equipamentos. • Na ausência de quarto privativo. eliminados durante a tosse. quando não houver disponibilidade de segregá-los de outros pacientes. III. PRECAUÇÕES DE CONTATO: elaboradas para evitar as transmissões de infecções através do contato físico de um paciente ou profissional com a superfície corporal de outro paciente ou com objetos contaminados com o agente infeccioso. • Transporte Evite. as mãos são importante veículo desta forma de transmissão. Luvas • Luvas limpas são o suficiente. por serem maiores (> 5 mícrons) que as partículas de transmissão aérea. • Usar biombos para separação dos outros pacientes e visitas com uma distância de 1 metro. se necessário. Proteção respiratória • Usar máscara sempre que se aproximar a uma distância menor que 1 metro. • Usar se tiver contato com o paciente. só se mantêm no ar por curta distância (1 metro) e. • Certifique-se de não tocar ao sair em superfícies potencialmente contaminadas do quarto do paciente (por exemplo. Capote • Vista-o antecipadamente. Ao transportar o paciente. ferida drenante). fala ou espirros. Precauções padrão acrescidas de: Quarto • Privativo e compartilhável por doentes de patologia igual. virar ou banhar o paciente). • Retire-o antes de sair e lave as mãos. 65 . Precauções padrão acrescidas de: Quarto • Privativo e compartilhável por doentes de patologia igual. trinco da porta). • Máscara cirúrgica para o paciente. • Usar máscara equipada com filtro HEPA (respirador N95) apenas para tuberculose. • Retire as luvas antes de sair do quarto e lave as mãos com antisséptico (PVPI degermante) imediatamente após retirar as luvas. boca ou olhos de pessoas susceptíveis. • • Transporte Limitar a saída do paciente do quarto a apenas procedimentos indispensáveis. Transporte • O transporte do paciente deve ser restrito. ou se este apresentar doenças com alta concentração bacteriana (diarréia.

pneumonia. proceda a limpeza e desinfecção antes do uso entre os pacientes. Todos os outros casos. escarlatina) • Difteria faríngea • Pneumonia por micoplasma • Coqueluche • Forma pneumônica da peste • Caxumba • Infecções respiratórias virais (influenza. adenovírus. parainfluenza. Na sua impossibilidade. etc. máscara comum Igual à precauções padrão Igual às precauções padrão Máscara cirúrgica para o paciente Igual às precauções padrão Igual às precauções padrão Sempre que for necessário tocar o paciente Sempre que for haver contato físico intenso com o paciente CAPOTE MÁSCARA Sempre que se Igual às precauções padrão aproximar do paciente ÓCULOS DE PROTEÇÃO Igual às precauções padrão Igual às precauções padrão Máscara cirúrgica para o paciente Igual às precauções padrão EQUIPAMENTO Uso individual para o paciente ou desinfetar antes do próximo paciente TRANSPORTE Mantenha as precauções de contato Remover luvas e capote e lavar as mãos antes de deixar o quarto do paciente MISCELÂNEA 1. as formas HIV drenantes e meníngea • Sarampo • Varicela • Herpes zóster disseminado ou em imunocomprometido QUARTO PRIVATIVO Não • Antes e após contato com o paciente • Após tocar acidentalmente em secreções corpóreas • Após usar luvas Na possibilidade de contato com fluidos corpóreos Se há possibilidade de respingos com fluidos corpóreos Se há possibilidade de respingos com fluidos corpóreos Se há possibilidade de respingos com fluidos corpóreos Precauções normais com limpeza. • Tuberculose incluindo os pacientes pulmonar ou com hepatite B e C e laríngea. NORMAS DE PRECAUÇÕES DE ISOLAMENTO PARA CONTROLE DE INFECÇÃO EM HOSPITAIS PRECAUÇÃO DOENÇAS PRECAUÇÕES PADRÃO PRECAUÇÕES DE TRANSMISSÃO AÉREA PRECAUÇÕES COM GOTÍCULAS • H. septicemia) • Meningococo • Infecções estreptocócicas (faringite.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Equipamento • De preferência exclusivo (termômetro. desinfecção e esterilização Ausência de recomendações especiais Sim – porta fechada Sim 1 LAVAGEM DAS MÃOS Igual às precauções padrão Igual às precauções padrão Igual às precauções padrão LUVAS Igual às precauções padrão Igual às precauções padrão Respirador N95 apenas para TB. VRS) • Parvovírus B19 (eritema infeccioso) • Rubéola Sim 1 PRECAUÇÕES DE CONTATO • Bactéria multirresistente • Impetigo • Pediculose • Escabiose • Infecções de pele e partes moles drenante • Diarréia em paciente incontinente ou criança que não controla o esfíncter • Colite pseudomembranosa (Clostridium difficile) • Rubéola congênita • Herpes simples neonatal ou mucocutâneo • Hepatite A em paciente incontinente Todos os pacientes. utilizar quarto coletivo compartilhado por outros pacientes com patologias diferentes. epiglotite. desde que exista uma distância mínima de 1 metro e uma delimitação do local com biombo. 66 . influenzae invasiva (meningite. se não for possível. estetoscópio.). pneumonia.

parainfluenza Adenovírus Parvovírus B19 (eritema infeccioso) Rubéola DI = durante a internação Precauções de contato Doença Bactéria multirresistente Impetigo Pediculose Escabiose Infecções de pele e partes moles drenante Diarréia em paciente incontinente ou criança que não controla o esfíncter Colite pseudomembranosa (Clostridium difficile) Rubéola congênita Herpes simples neonatal ou mucocutâneo Hepatite A em paciente incontinente DI = durante a internação Tempo DI 24 horas de terapia 24 horas de terapia 24 horas de terapia DI DI DI 1 ano DI DI 67 . epiglotite. pneumonia. influenzae invasiva (meningite. as formas drenantes e meníngea Sarampo Varicela Herpes zóster disseminado ou em imunocomprometido DI = durante a internação Doença Precauções com gotículas Tempo 24 horas de terapia 24 horas de terapia 24 horas de terapia Cultura negativa DI 5 dias 9 dias após início do edema DI DI 7 dias DI H. pneumonia. escarlatina) Difteria faríngea Pneumonia por micoplasma Coqueluche Caxumba Influenza.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS DURAÇÃO DA MANUTENÇÃO DAS PRECAUÇÕES DE TRANSMISSÃO Precauções de transmissão aérea Tempo 14 dias após início da terapêutica DI Até a fase de crosta Até a fase de crosta Doença Tuberculose pulmonar ou laríngea. septicemia) Meningococo Infecções estreptocócicas (faringite.

por absorção em pacientes queimados. O ressecamento da pele pode ocorrer com o uso consecutivo e prolongado. colocar pequenas quantidades e semanalmente realizar a troca e limpeza dos recipientes utilizados. ANTI-SÉPTICOS INADEQUADOS A legislação vigente (Port. Clorofórmio Acetona CUIDADOS COM A MANIPULAÇÃO E ESTOCAGEM DE SOLUÇÕES • colocar as soluções preferencialmente em recipientes pequenos e reutilizáveis. produz uma reação inflamatória nos tecidos cutâneo e mucoso. mantendo-os fechados para uso único ou diário. A aplicação tópica em recém nascidos pode resultar em hipotireoidismo. após o processo de degermação com a solução degermante acima descrito. Toxicidade A Polivinilpirrolidona-iodo. líquido de Dakin Compostos de amônio quaternário: cloreto de benzalcônio. quando aplicado localmente. PVP-I tintura (veículo alcoólico) • anti-sepsia complementar da pele do campo operatório e em demais procedimentos invasivos. Concentrações elevadas de iodo no plasma. Éter: substância irritante que. 930/92) classifica as seguintes soluções como inadequadas para anti-sepsia: • • • • • Compostos mercuriais: merbromina (mercurocromo). • é fundamental a rotulagem dos fracos com a especificação da solução e data da troca. aplica-se a solução alcoólica. • guardar os recipientes protegidos da ação direta da luz ou calor.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS PADRONIZAÇÃO DE SOLUÇÕES ANTISSÉPTICAS PVP-I tópico (veículo aquoso) • anti-sepsia em curativos (pele e mucosas) PVP-I degermante (com tensoativo) • lavagem e anti-sepsia de mãos pré operatória e antes de demais procedimentos invasivos • degermação da pele pré-operatória e antes de demais procedimentos invasivos. através da lavagem mecânica com fricção e remoção com soro fisiológico. 68 . timerosal (mertiolato). cloreto ou brometo de cetilmetilamônio e cetilpiridona. Por suas propriedades físico-químicas. para evitar sua contaminação • utilizando grandes vasilhames para estocagem de soluções. não tem indicação como solução antiséptica. podem ser responsáveis por intoxicações ocasionais. tem baixa toxicidade para os tecidos. • a limpeza dos recipientes deve ser com água e sabão e secagem completa antes da reposição da solução. • não deixar gaze ou algodão embebidos em soluções anti-sépticas aquosas. ou seja. per se. que deixará uma película bacteriostática sobre a pele (luva química).

DE RISCO HEMOCULTURA 1º 2º SONDAGEM 1º VESICAL ANTI-SEPSIA DE 1º MÃOS EM UNIDADE DE INTERNAÇÃO Ordem de execução do procedimento: 1º. Em pele lesada.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS VEÍCULOS Aquoso INDICAÇÕES • Curativos • • CONTRA-INDICAÇÕES Não deve ser utilizado em tecidos lesados. pois interfere em prejuízo do processo cicatricial por possuir ação citolítica. através da diminuição da tensão superficial da célula. afetando a permeabilidade da membrana e desintegrando-a. PROCEDIMENTOS PVP-I TINTURA CLOREXIDINA DEGERMANTE 3º ou 1º 3º ou 1º 3º ou 1º 69 . 2º. provoca forte sensação de ardor. 3º Números iguais significa que ambas as soluções podem ser utilizadas. Degermante Lavagem e anti-sepsia de mãos Degermação de pele pré-operatória e para demais procedimentos invasivos de risco para infecção Anti-sepsia complementar da pele préoperatória e antes de demais procedimentos invasivos de risco para infecção • Alcoólico SOLUÇÕES PADRONIZADAS SOLUÇÃO ÁLCOOL 70% + PVP-I PVP-I ÁLCOOL 70% FISIOLÓGICA GLICERINA DEGERMANTE TÓPICO CURATIVOS LIMPOS 1º 2º CURATIVOS COM 1º 2º DRENO CURATIVOS 1º 2º INFECTADOS VENOPUNÇÃO 1º PROCEDIMENTO 2º 1º VASCULAR INVASIVO ANTISSEPSIA PRÉ 2º 1o OPERATÓRIA DA PELE ANTISSEPSIA DE MÃOS PRÉ2º 1o OPERATÓRIA E P/ PROC. Não deve ser utilizada em tecidos lesados por desnaturar proteínas e possuir ação lítica agindo em prejuízo do processo cicatricial.

A necessidade de um curativo e o tempo de permanência do mesmo depende da maneira como esta ferida é produzida. Obedecer o princípio de realização do procedimento do local menos para o mais contaminado. Utilizar luvas na possibilidade do contato com sangue ou demais fluidos corporais. 4. Proteger de traumatismo mecânico Prevenir contaminação exógena Exercer ação microbicida e microbiostática com o uso de anti-sépticos tópicos Absorver secreções Minimizar acúmulo de fluidos por compressão Imobilizar Este procedimento deve obrigatoriamente obedecer as seguintes normas básicas de assepsia: 1. Cicatrização por primeira intenção Se dá quando as superfícies das bordas da ferida estão estreitamente ajustadas uma à outra. pode se dar pelas seguintes formas: 01. Limpa: realizada em condições assépticas e em tecido estéril. Nunca colocar material contaminado na cama. mesa de cabeceira ou outras superfícies da enfermaria. O processo cicatricial normal. Quanto ao grau de contaminação. 3. 7. infecção. queimadura ou ferimentos intencionalmente deixados abertos. Cicatrização por segunda intenção Se dá quando as bordas da ferida estão dilaceradas por trauma. Cicatrização por terceira intenção É a corrigida ou estimulada cirurgicamente após a formação do tecido de granulação. Contaminada: realizada em tecido colonizado por flora microbiana abundante e de difícil descontaminação. 6. 3. Lavar as mãos antes e após a realização do curativo. 02. Jamais poderão ser reutilizadas pinças de um paciente para outro. 2. 4. a fim de que apresente melhores resultados funcionais e estéticos. como a seguir: FINALIDADES DOS CURATIVOS Os curativos devem ter por finalidade. ou ferimento por arma branca em tecido estéril. a ferida é classificada como: 1. Este é o objetivo das feridas fechadas cirurgicamente com os requisitos de assepsia. 70 . 6. 5. 03. 5. O processo cicatricial. 2. Infectada: na presença de um processo infeccioso local. mesmo que se trate de feridas limpas. Potencialmente contaminada: realizada em tecido colonizado por flora microbiana pouco abundante ou ferimento por arma de fogo em tecido estéril. 4. Utilizar instrumental estéril. anti-sepsia e sutura das bordas. sem nenhum fator local ou geral de interferência. obedece algumas fases no decorrer do tempo. pelo menos uma das seguintes funções: 1. A cicatrização é muito mais lenta do que por primeira intenção. dependendo do tipo de lesão. Utilizando-se a técnica correta não é necessário o uso de luvas estéreis. do grau de contaminação e do processo de cicatrização.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NORMAS PARA REALIZAÇÃO DE CURATIVOS INTRODUÇÃO A ferida é uma injúria à qual o organismo reage através de alterações biológicas locais e sistêmicas. Obedecer os princípios de assepsia para evitar a contaminação do material. 2. 3.

soro fisiológico. As soluções anti-sépticas degermantes são contra-indicadas em feridas abertas. 5. A limpeza da ferida deve ser mecânica com solução fisiológica estéril. antisséptico (PVP-I) e outros que se fizerem necessários. Desprezar o chumaço e o curativo sujo no saco plástico e a pinça dente-de-rato na cuba-rim. Lavar as mãos com água e sabão. f) A mobilização do dreno fica a critério médico. Por estarem abertas. Abrir o pacote de curativos e colocar as pinças de modo que a parte de segurar fique fora do campo. tracionando-a com o auxílio da pinça dente-derato. 2. fazer outro chumaço de gaze e embebê-lo em soro fisiológico. devem ser mantidos ocluidos com bolsa estéril ou com gaze estéril por 72 horas. 7. pois os tensoativos afetam a permeabilidade das membranas celulares. embebê-lo em éter. para monitorização microbiológica. 3. A anti-sepsia deve ser realizada com PVP-I tópico (aquoso). a incisão pode ser exposta e lavada com água e sabão. d) Sistemas de drenagem aberta (por exemplo. 6. fazer um chumaço de gaze. 4. PVP-I tópico (aquoso). devendo ser trocado sempre que úmido para evitar colonização. c) Utilizar PVP-I tópico somente para ablação dos pontos. tendo o cuidado de não encostar uma pinça na outra. e) Alfinetes não são indicados como meio de evitar mobilização dos drenos penrose. Gaze vaselinada estéril é recomendada nos casos em que há necessidade de prevenir aderência nos tecidos. Pacientes com feridas infectadas devem possuir sem seu quarto uma bandeja individualizada contendo: éter. O curativo deve ser oclusivo e mantido limpo e seco. dispensando o uso das pinças. 1. penrose ou tubulares). com ou sem infecção. com o auxílio da Kocher. cuba-rim. Curativo limpo: ferida limpa e fechada. 9. Prendendo-o com a pinça de Kocher. Pegar a pinça Kelly e. pacote de curativo. A remoção do curativo também pode ser feita com as mãos enluvadas. 3. interferindo prejudicialmente no processo cicatricial. 8. estas lesões são altamente susceptíveis à contaminação exógena. Curativo contaminado Estas normas são para feridas infectadas e feridas abertas ou com perda de substância. Isto significa que o número de trocas está diretamente relacionado com a quantidade de drenagem. 7. 8. 71 . TÉCNICA DE CURATIVOS 1. saco plástico pequeno. Com as pinças de Kocher e dente-de-rato. soro fisiológico. 02. Friccionar este chumaço na extremidade da fita adesiva. Não tocar na parte interna do campo. b) Após este período. 4. o curativo deve ser mantido oclusivo por 24 horas e após este período poderá permanecer exposta e lavada com água e sabão. a manutenção da bolsa estéril fica a critério médico. b) O curativo com drenos deve ser mantido limpo e seco. g) Os drenos de sistema aberto devem ser protegidos durante o banho. 6. até desprendê-la.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS TIPOS DE CURATIVOS 01. O número de trocas do curativo está diretamente relacionado à quantidade de drenagem. Curativo com dreno a) O curativo do dreno deve ser realizado separado do da incisão e o primeiro a ser realizado será sempre o do local menos contaminado. Em feridas com drenagem purulenta deve ser coletada cultura semanal (swab). fita adesiva. secar e friccionar álcool a 70% glicerinado. Os frascos devem ser identificados com o nome do produto e a data de preparo e as soluções devem ser trocadas a cada 7 dias. Após este período. Abrir os pacotes de gaze e colocá-las no campo de curativo. pois enferrujam facilmente e propiciam a colonização do local. c) Se houver incisão limpa e fechada. O curativo deve ser protegido durante o banho. Reunir em uma bandeja o material necessário: pacotinhos de gaze. álcool a 70% (para antissepsia das mãos). produzem hemólise e são adsorvidos pelas proteínas. a) O curativo limpo e seco deve ser mantido oclusivo por 24 horas. 2. 5. 03.

Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS 9. Lavar as mãos com água e sabão. Proceder à limpeza da área. 12. Encaminhar o material utilizado para a esterilização. Fazer novo chumaço. utilizando tantos chumaços quanto for necessário. Desprezar o saquinho de plástico no lixo hospitalar. seguindo o princípio do menos para o mais contaminado. 13. seguindo as orientações acima citadas. Secar toda a área com chumaços secos de gaze. 11. 15. 10. desprezandoos no saco plástico. Cobrir a ferida com gazes e fixá-las com fita adesiva. embebê-lo na solução antisséptica (PVP-I tópico) e aplicar na ferida. 14. 72 . secar e friccionar álcool 70% glicerinado.

5. O mesmo deverá ser removido com álcool a 70% após a punção para evitar possível irritação da pele.5 a 5 mL para crianças. com intervalos superiores a 1 hora. 3. o técnico abaixa a língua do paciente. Em seguida. tornar a limpara a área com PVPI a 10% e deixar secar. Colocar o swab em tubo estéril. Utilizar agulha e seringa estéreis ou sistema fechado. Após a coleta o swab deve ser colocado dentro de um tubo estéril até ser semeadas no meio de cultura. 2. 2. pneumonia): coletar 2 amostras de punções venosas diferentes com intervalos de 5 minutos entre as punções. colher mais 2 amostras. Se houver atraso no transporte ao laboratório. 6. „ Endocardite bacteriana subaguda: coletar 3 amostras de punções venosas diferentes com intervalo mínimo de 15 minutos. Colocar as hemoculturas na estufa a 37º C. artrite séptica. Fazer a antissepsia do frasco de hemocultura com álcool a 70% na porção de borracha onde será introduzida a agulha. 4. desprezandose o primeiro jato. 10. Desinfetar a área da punção com álcool a 70% e deixar secar. Hemocultura 1. Transferir vagarosamente o sangue para o interior do frasco de hemocultura. meningite. osteomielite. Urocultura • A coleta deve ser feita do jato médio da primeira micção da manhã em um frasco estéril. colocar o swab em meio de transporte. com um abaixador de língua. Solicita-se ao paciente que fale “aah” de forma a erguer a úvula e ajudar a reduzir o reflexo de náuseas. „ Febre de origem indeterminada: coletar 2 a 3 amostras de punções venosas diferentes. 7. 2. • Todas as amostras devem ser refrigeradas se houver demora no transporte para o laboratório. „ Endocardite bacteriana aguda: coletar 3 amostras de punções venosas diferentes com intervalo de 15 a 30 minutos. Cuidado para que as paredes laterais da cavidade bucal não sejam tocadas. Dirigir um foco de luz para a cavidade oral aberta. Número de amostras: „ Infecções sistêmicas ou localizadas (sepse. se após 24 horas de cultivo não houver crescimento bacteriano. 4. • Nunca colher urina estagnada na bolsa coletora. evitando hemólise. 5. 3. Passar o swab rapidamente para cima e para baixo na mucosa da faringe posterior atrás da úvula e entre os pilares tonsilares. nem desconectar a bolsa coletora da sonda vesical. 6. 73 . geralmente 10 mL para adultos e 0. a menos que se use uma luva estéril. Coprocultura 1. 8. 9. O paciente deve respirar profundamente enquanto. Lavar as mãos. Introduzir o swab após a passagem do esfíncter anal e deixar por 20 a 30 segundos. colher mais 2 amostras. O volume ideal de sangue a ser coletado corresponde a 10% do volume total do frasco de coleta. 3.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NORMAS PARA COLETA DE MATERIAIS PARA CULTURA Cultura de Orofaringe 1. O local de punção venosa não deve ser palpado após a desinfecção. „ Crianças: colher 2 amostras. se após 24 horas de cultivo não houver crescimento.

Homens 1. Crianças 1. Segurar o recipiente pela parte externa durante a coleta. Usando uma compressa de gaze estéril embebida em povidine tópico (aquoso). 3. celulites. Biópsia da pele é a técnica mais recomendada. 3. 3. 5. injetar pequena quantidade de soro fisiológico e aspirar. 2. Limpar a glande e meato com povidine tópico e secar com gaze estéril. Se não houver urina após 30 minutos. Retrair o prepúcio. Retirar o sabão com soro fisiológico e friccionar álcool a 70% por 30 segundos. Cateterismo Vesical 1. Transferir o material par um recipiente estéril e enviar ao laboratório. Se a coleta for feita através de biópsia. Segurar o recipiente pela parte externa durante a coleta. Colocar o coletor urinário pediátrico estéril sobre a genitália. Lavar o cateter urinário com sabão líquido próximo à sua junção com o sistema de drenagem. 6. 2. Lavar as mãos com água e sabão e secá-las com papel toalha. pois pode-se isolar bactérias do biofilme que se forma na superfície interna da sonda. Lavar as mãos com água e sabão e secá-las com papel toalha. Coletar o material purulento localizado na parte mais profunda da ferida. 4. Tampar a seringa e enviar ao laboratório. Com uma das mãos. 2. 3. limpar novamente a região e colocar novo coletor. de preferência. A lesão não deve ser rompida durante o preparo da pele. 74 . Tampar o recipiente adequadamente. a qual deverá ser removida com álcool a 70% para evitar irritação da pele. o paciente ou a enfermeira deverá afastar os grandes lábios e mantê-los afastados enquanto limpa e colhe a urina. 5. Secar a região com gaze estéril. petéquias. Clampear o equipo da bolsa coletora. Não usar swabs para coletar o pus emergente (isso evita a contaminação com a flora da superfície). Coletar a urina com uma seringa e agulha estéreis. 5. limpar a região (para cada lado deve-se usar gazes novas). 2. 6. vesículas. Limpar o tecido periuretral com povidine tópico e secar com gaze estéril. ferida cirúrgica fechada) 1. o material das margens da lesão e a parte mais profunda do sítio escolhido são mais representativos e possuem maior viabilidade de microrganismos. aspirado com seringa e agulha. 6. 4. Tampar o recipiente adequadamente. Amostras de urina coletadas da extremidade do cateter de Foley são impróprias para cultura porque as pontas do cateter estão invariavelmente contaminadas com microrganismos. Cultura de lesões de pele e partes moles fechadas (lesões bolhosas. 4. OBSERVAÇÃO: As amostras obtidas de pacientes cateterizados nem sempre refletem uma real infecção do trato urinário. utilizando. 2. 4. 7. puncionando a sonda vesical no local onde foi realizada a desinfecção. A coleta de ferida de queimadura deve ser realizada após extensa limpeza e debridamento da lesão.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Mulheres 1. 3. Se não for possível aspirar. 8. As margens e superfície da lesão devem ser descontaminadas com álcool a 70% e depois com solução de povidine-iodine (PVPI a 10%). 5.

Pericárdico. 2. Enviar o frasco imediatamente ao laboratório. Recomenda-se que o semeio ocorra no máximo 1 hora após a remoção do cateter. 2. conforme técnica de hemocultura. Cortar. Limpar a superfície da ferida com uma gaze estéril embebida em água estéril. se houver suspeita de bacteremia ou sepse relacionada ao cateter. 6. 7. Se a quantidade de secreção for pequena. 3. sem meio de cultura. de boca larga. Não usar tesouras embebidas em soluções antissépticas. Peritoneal. escaras) 1. 5. colher primeiro 3 amostras de sangue periférico em veia distante do cateter. 5. 4. Sinovial) 1. em seguida. Tampar a seringa e enviar ao laboratório. Cultura de ponta de cateter intravascular 1. Adicionar assepticamente soro fisiológico ou água destilada estéril. Colocar o pedaço do cateter num frasco estéril. Retirar o cateter vagarosamente utilizando pinça estéril. Líquidos Corporais (Líquido Pleural. O frasco deve conter 0. AMOSTRAS NÃO RECOMENDADAS PARA CULTURA POR FORNECEREM RESULTADOS QUESTIONÁVEIS Amostra Alternativa ou comentário Ponta de cateter de Foley Não processar Swab de secreção de lesão de partes moles aberta Não processar Swab de amostra de queimadura Processar biópsia ou aspirado Swab de úlcera de decúbito Processar biópsia ou aspirado Swab de abscesso perirretal Processar biópsia ou aspirado Swab de lesão de gangrena Processar biópsia ou aspirado Swab de lesão periodontal Processar biópsia ou aspirado Swab de úlcera varicosa Processar biópsia ou aspirado Material de colostomia Não processar 75 . Não usar swab pois os germes coletados podem representar apenas colonização da superfície da ferida. Proceder a antissepsia da pele ao redor do cateter com álcool a 70% e. com PVPI a 10%. assepticamente. Tecidos e Biópsias 1. A presença de um número maior ou igual a 15 colônias de um único tipo de bactéria sugere que a ponta de cateter pode estar sendo fonte de infecção (técnica de Maki). 5 cm do cateter (parte do trajeto subcutâneo e ponta distal) com uma lâmina de bisturi ou tesoura estéril. injetar uma pequena quantidade de soro fisiológico e aspirar.2 a 0. O material coletado deve ser acondicionado em frasco estéril com tampa de rosca. Antes da remoção do cateter intravascular. 3. As amostras de tecido para cultura devem ser acondicionadas em frasco estéril.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Lesões de pele e partes moles abertas (ferida cirúrgica aberta. 2. 3. caso haja possibilidade de ressecamento. perfeitamente adaptada. 4. As amostras conservadas em formol não são adequadas para cultura. Aspirar o material com seringa e agulha estéreis. A coleta dos materiais é um procedimento médico que deve ser realizado assepticamente. o qual deverá ser posteriormente removido com álcool a 70% para evitar irritação da pele pelo iodo.5 ml de heparina estéril. 3. Todas as amostras devem ser refrigeradas se houver demora no transporte ao laboratório. 2.

Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS TEMPO CRÍTICO PARA A ENTREGA DA AMOSTRA AO LABORATÓRIO E MEIOS DE TRANSPORTE Amostra Tempo crítico Frascos e meios de transporte Líquor Imediatamente Tubo seco estéril Líquido pleural Imediatamente Tubo seco estéril Imediatamente Tubo seco estéril ou meio semiSwab sólido (Stuart. Amies) Feridas e tecidos 30 minutos ou até 12 horas (meio de Meio de transporte apropriado transporte) Hemocultura 30 minutos Frascos com meio de cultura Trato respiratório 30 minutos Tubo seco estéril Trato gastrointestinal 1 hora Tubo seco estéril Urina Até 1 hora ou refrigerada até 24 horas Tubo seco estéril Fezes Até 12 horas em meio de transporte Cary-Blair Ponta de cateter Até 1 hora Tubo seco estéril intravascular MATERIAIS CLÍNICOS E REFRIGERAÇÃO Podem ser refrigerados Não podem ser refrigerados Urina Líquor Fezes Líquido pleural e outros fluidos corporais Materiais do trato respiratório Materiais do trato genital/cervical Materiais de lesões de partes moles Sangue 76 .

7. 5. 4. vaso sanitário. cilíndricas: volume (litros) = πr2h x 1000 (3. esfregando bem as paredes. 5. 2. 6. 3. pois poderá permanecer nas paredes do reservatório e. Cálculo da quantidade de hipoclorito de sódio a ser utilizada 1. na água armazenada. preparo de alimentos ou para higiene pessoal). Nunca usar sabão. Abrir o registro até a água cobrir o fundo da caixa. 2. Manter a solução em contato com a água por um tempo superior a 2 horas.). posteriormente. 4.14 x raio ao quadrado x altura x 1000) Lavagem do Reservatório 1. esvaziar totalmente o reservatório. Verificar as dimensões do reservatório: altura. 2. largura e comprimento (para caixas d’água em forma de poliedros) ou altura e raio (para caixas d’água cilíndricas). Escoar a sujeira. 3. Fechar novamente o registro e despejar o volume calculado da solução de hipoclorito. A HIGIENIZAÇÃO DA CAIXA D’ÁGUA DEVE SER REPETIDA A CADA 6 MESES 77 . etc. obedecendo à proporção de 1 litro de água sanitária para cada 1000 litros de capacidade do reservatório. poliedros: volume (litros) = altura x largura x comprimento x 1000 b.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS HIGIENIZAÇÃO DA CAIXA D’ÁGUA Cálculo da Capacidade do Reservatório 1. a fim de eliminar toda a sujeira aderida (não utilizar escovas de aço para não danificar as paredes do reservatório). Calcular o volume em litros usando uma das seguintes fórmulas: a. Calcular o volume da solução de hipoclorito. Transcorrido este tempo. de modo a promover a desinfecção das tubulações (ATENÇÃO: esta água não deve ser utilizada como bebida. detergente ou similar para essa operação. Esvaziar o reservatório. de modo a obter uma diluição final entre 20 a 25 ppm de cloro livre. Lavar cuidadosamente o interior do reservatório com água e escova. Fechar o registro. Encher novamente o reservatório e utilizar a água normalmente. Encher novamente a caixa para promover a agitação do líquido e uma adequada homogeinização da solução desinfetante com a água do reservatório. mediante abertura de todos os pontos de utilização de água (torneiras.

Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ANEXOS 78 .

______ log CD4: _____________ / mm 79 .Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS FICHA DE NOTIFICAÇÃO E ACOMPANHAMENTO DE ACIDENTES OCUPACIONAIS (FOLHA 1) HOSPITAL: ___________________________________________________________________________ DATA : ____ / ____ / ____ NOME DO ACIDENTADO: ________________________________________________________________ SEXO: M F F F IDADE: _________ OCUPAÇÃO: ___________________________________________________ UNIDADE ONDE OCORREU O ACIDENTE: _________________________________ DATA / HORA ACIDENTE: ____ / ____ / ____ TIPO DE EXPOSIÇÃO: PERCUTÂNEA F OBJETO DA LESÃO: AGULHA OCA F OUTROS F _______________________ CONDIÇÕES DO OBJETO: SANGUE VISÍVEL F MATERIAL ORGÂNICO: SANGUE F LÍQUIDO PERITONEAL F LÍQUIDO PLEURAL F VOLUME: POUCAS GOTAS F AUSÊNCIA DE SANGUE VISÍVEL F AGULHA RECENTEMENTE USADA EM VASO SANGÜÍNEO F FLUIDO CONTENDO SANGUE F LÍQUIDO PERICÁRDICO F OUTROS F _______________________ LÍQUIDO AMNIÓTICO F LÍQUOR F _____ : _____ MUCOSA F PELE ÍNTEGRA F PELE LESADA F PARTE DO CORPO ACIDENTADO: ________________________________________________________ AGULHA SEM LÚMEN F LÂMINA DE BISTURI F RESPINGO DE GRANDE VOLUME F SITUAÇÃO: RECAPAMENTO DE AGULHAS FMANUSEIO DE ROUPAS F ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS F MANUSEIO DE PACIENTES F MANUSEIO DE MATERIAL CIRÚRGICO F MANUSEIO DE LIXO F OUTRAS F ________________________________________________________________ PACIENTE FONTE CONHECIDO: SIM F NÃO F NEGATIVO F DESCONHECIDO F NÃO REALIZADO F DATA: ____ / ____ / ____ DATA: ____ / ____ / ____ DATA: ____ / ____ / ____ SOROLÓGIA PRÉVIA: POSITIVO F POSITIVO F POSITIVO F TESTE RÁPIDO P/ HIV: POSITIVO F NEGATIVO F AgHBs: ANTI-HIV: NEGATIVO F NEGATIVO F NÃO REALIZADO F NÃO REALIZADO F PACIENTE POSITIVO PARA HIV: SINTOMÁTICO F ASSINTOMÁTICO F 3 CARGA VIRAL: ___________________ cópias/mL .

3 DOSE: ____ / ____ / ____ ANTI-HBs (1-2 meses após a vacinação): ____________ mIU/mL IMUNOGLOBULINA ANTI-HEPATITE B (HBGI) ATÉ 7 DIAS APÓS EXPOSIÇÃO ____ / ____ / ____ PROFILAXIA PÓS-EXPOSIÇÃO PARA HIV: DATA DE INÍCIO: ____ / ____ / ____ DROGAS: 1. 3. 2 DOSE: ____ / ____ / ____ . _____________________ DOSE: ____________________________ _____________________ DOSE: ____________________________ _____________________ DOSE: ____________________________ SIM F NÃO F ACOMPANHAMENTO DE EFEITOS TÓXICOS: EXAMES Hematócrito Leucócitos Plaquetas Glicemia TGO TGP Uréia Creatinina EAS PÓS-ACIDENTE 2 SEMANA DE PROFILAXIA a OBSERVAÇÕES: ____________________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________________ 80 .Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS FICHA DE NOTIFICAÇÃO E ACOMPANHAMENTO DE ACIDENTES OCUPACIONAIS (FOLHA 2) PROFISSIONAL ACIDENTADO SOROLOGIA PRÉVIA: POSITIVO F NEGATIVO F TESTE RÁPIDO P/ HIV: POSITIVO F NEGATIVO F ACOMPANHAMENTO SOROLÓGICO: SOROLOGIA ANTI-HIV AgHBs ANTI-HBs ANTI-HCV PÓS-ACIDENTE o DESCONHECIDO F NÃO REALIZADO F DATA: ____ / ____ / ____ 3° MÊS PÓS-EXPOSIÇÃO 6° MÊS PÓS-EXPOSIÇÃO 1 MÊS PÓS-EXPOSIÇÃO NÃO NÃO IMUNIZAÇÃO PRÉVIA CONTRA HEPATITE B: SIM F VACINAÇÃO CONTRA HEPATITE B: a a NÃO F a DATA: ____ / ____ / ____ 1 DOSE: ____ / ____ / ____ . 3 DOSE: ____ / ____ / ____ ANTI-HBs (1-2 meses após a vacinação): ____________ mIU/mL SEGUNDA SÉRIE DE VACINA PARA HEPATITE B: a a SIM F a NÃO F 1 DOSE: ____ / ____ / ____ . 2. 2 DOSE: ____ / ____ / ____ .

PACIENTES EM USO DE ANTIBIOTICOPROFILAXIA CIRÚRGICA: ADEQUADO: INCORRETO: ANTIBIÓTICOS: Amicacina: Amoxicilina: Ampicilina: Cefalexina: Cefalotina: Cefazolina: Cefotaxima: Ceftazidima: Ceftriaxona: Clindamicina: Cloranfenicol: Gentamicina: Metronidazol: Oxacilina: Penicilina benzatina: Penicilina cristalina: Penicilina procaína: SMZ/TMP: Vancomicina: „ 1. 14. 8. PACIENTES EM USO DE ANTIBIOTICOTERAPIA: ADEQUADO INCORRETO: II. 13. 7. 12. MOTIVOS DE USO INCORRETO: 81 . 11. 15. 2. 9. 6. 4. 16. 3.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS FICHA DE NOTIFICAÇÃO DE USO DE ANTIBIÓTICOS HOSPITAL: ____________________________________________________________________________ MÊS/ANO: _____________________________________________ I. 5. 10.

Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NOTIFICAÇÃO DE INFECÇÕES COMUNITÁRIAS E HOSPITALARES DATA DA NOTIFICAÇÃO: _____ / _____ / __________ HOSPITAL ____________________________________________________________________________ NOME DO PACIENTE____________________________________________________________________ IDADE_________ SEXO: M F F F ENFERMARIA _______________ LEITO _________ SETOR ____________________________ TIPO DE INFECÇÃO: INFECÇÃO COMUNITÁRIA F INFECÇÃO EXTRA-INSTITUCIONAL F INFECÇÃO HOSPITALAR F DATA DA INTERNAÇÃO: ____ / ____ / ____ DATA DIAGNÓSTICO DA INFECÇÃO: ____ / ____ / ____ DOENÇAS ASSOCIADAS: ________________________________________________________________ TOPOGRAFIA DA INFECÇÃO: CIRÚRGICA F SEPSE F GASTROINTESTINAL F RELACIONADA A CATETER IV F URINÁRIA F TRATO RESPIRATÓRIO SUPERIOR F TRATO REPRODUTOR F SNC F TRATO RESPIRATÓRIO INFERIOR F PELE E PARTES MOLES F CULTURA: OUTRA: _____________________________ SIM F NÃO F GERME(S) ISOLADO(S) ___________________________________________ SENSIBILIDADE: ________________________________________________________________________ RESISTÊNCIA: _________________________________________________________________________ PROCEDIMENTOS INVASIVOS: NPT F ÓBITO: SIM F NÃO F DATA: ____ / ____ / ________ CIV F SVD F VMI F OUTRO F _________________________ OBSERVAÇÕES: _______________________________________________________________________ 82 .

Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NOTIFICAÇÃO DE INFECÇÕES DE SÍTIO CIRÚRGICO (ISC) HOSPITAL ____________________________________________________________________________ NOME DO PACIENTE___________________________________________IDADE_________ SEXO: M F F F ENFERMARIA _______________ LEITO _________ SETOR ____________________________ CIRURGIA REALIZADA: ____________________________ DATA DA CIRURGIA: ____ / ____ / ____ CIRURGIÃO: ________________________ DATA DA CONSULTA: ____ / ____ / ____ DOENÇAS ASSOCIADAS: ________________________________________________________________ ASPECTO DA INCISÃO CIRÚRGICA: HIPEREMIA: SIM F NÃO F NÃO F NÃO F NÃO F NÃO F NÃO F NÃO F NÃO F HIPERTERMIA: SIM F DOR LOCAL: EDEMA: SIM F SIM F DEISCÊNCIA: SIM F HEMATOMA: SIM F DRENAGEM PURULENTA: SIM F SECREÇÃO NÃO-PURULENTA: SIM F CULTURA SIM F NÃO F GERME(S) ISOLADO(S) ___________________________________________ SENSIBILIDADE: ________________________________________________________________________ RESISTÊNCIA: _________________________________________________________________________ OBSERVAÇÃO: não classificar como infecção incisional: • • A infecção relacionada apenas à incisão do dreno. classificá-la como infecção de pele ou de partes moles. 83 . Inflamação e secreção mínimas. conforme a extensão do processo.. restritas aos pontos de penetração da sutura não devem ser consideradas ISC.

Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NOTIFICAÇÃO DE PROCEDIMENTOS DE RISCO HOSPITAL ______________________________________________MÊS________________ANO_______ DIA 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 TOTAL NPT CIV SVD VMI NUTRIÇÃO PARENTERAL (NPT): CATETER INTRAVASCULAR (CIV): SONDA VESICAL DE DEMORA (SVD): VENTILAÇÃO MECÂNICA INVASIVA (VMI): 84 .

paredes e portas são revestidos com material liso e lavável? 14. Existe abrigo de higienização? 7. Existe vestiário com sanitários para os funcionários do setor? 17. Existe vestiário com sanitários para os funcionários da área suja? 11. Lavanderia f. Ralo sifonado com tampa? LAVANDERIA 8. Existe sanitários e vestiários exclusivos para os funcionários do setor de limpeza? 4. Serviço de Nutrição e. Existe uma barreira física entre a área limpa da área suja? 9. Existe abrigo de resíduos? 5. O abrigo de higienização apresenta: a. Bancadas de material liso e lavável para acomodação do material que aguarda limpeza? 85 . Existe uma barreira física separando a área limpa da área contaminada? 16. Dimensões adequadas à geração de resíduos equivalente a dois dias? b. O abrigo de resíduos apresenta: a. Existe lavadora de desinfecção com duas portas de acesso? 10. Pisos. A lavadora de desinfecção está posicionada na parede que separa a área suja da área limpa? 10. Existe uma área com características adequadas para o acúmulo do lixo antes do mesmo ser transportado ao abrigo externo? 3. Pias adequadas para a lavagem do material contaminado? 19. Cobertura adequada? b. Centro Cirúrgico c. Central de Material Esterilizado b. UTI d. Pisos e paredes com revestimento adequado? d. NORMA CORRETA SIM NÃO COMENTÁRIOS HIGIENIZAÇÃO HOSPITALAR 1. Fonte de água? f. Fonte de água? d. Existem armários específicos e de fácil limpeza para armazenamento da roupa limpa? CENTRAL DE MATERIAL ESTERILIZADO 15. Enfermarias 2. Aberturas para ventilação com tela milimétrica? e.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ROTEIRO DE INSPEÇÃO DE ARQUITETURA HOSPITALAR RELACIONADA AO CONTROLE DAS INFECÇÕES HOSPITALARES HOSPITAL: DATA: / / 20 . Existe Depósito de Material de Limpeza (DML) exclusivo para os seguintes setores? a. Pisos e paredes com revestimento liso e de fácil higienização? c. Pisos e paredes são revestidos com material liso e lavável? 18. Existem pias com saboneteira e depósito de papel toalha em ambas áreas? 13. Ralo sifonado com tampa? 6. Existem exaustores nas áreas suja e limpa? 12. Cobertura adequada? c.

material liso. A ventilação do setor proporciona renovação do ar. material liso. As prateleiras do setor obedecem uma distância de 25 cm do piso? 33. massas e sobremesas. material liso. alimentos cozidos)? SIM NÃO COMENTÁRIOS 86 . rachaduras. de fácil higienização e em bom estado de conservação? 45. de material liso. de fácil higienização e em bom estado de conservação? 31. lavável. As janelas são dotadas de telas? 28. lavável e de fácil higienização? 25. de material liso. verduras e frutas. conforto térmico e ambiente isento de fumaças? 23. lavável. A área para a recepção das mercadorias possui tanque para pré-higienização de verduras e frutas antes de seu armazenamento? 41. Os armários do setor são de cor clara. lavável e de fácil higienização? 29. material liso. Existe uma área própria para refrigeradores e freezers? 47. A área para armazenamento possui piso de cor clara. lavável e de fácil higienização? 27.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NORMA CORRETA 20. Existe uma área separada para o processamento de cada gênero alimentício (carnes cruas. O armazenamento do material esterilizado é feito em prateleiras de material liso e de fácil higienização? SETOR DE NUTRIÇÃO 22. As portas são de cor clara. A área para a recepção das mercadorias possui área suficiente para acomodar as mercadorias no momento do recebimento? 40. lavável. A área para armazenamento possui paredes de cor clara. A área para a recepção das mercadorias é situada em local externo? 37. de fácil higienização e em bom estado de conservação? 46. de fácil higienização e em bom estado de conservação? 32. material liso. Existem ralos sifonados com proteção telada? 26. A área para a recepção das mercadorias é de fácil acesso aos fornecedores? 38. umidade. O teto é de cor clara. Existe uma área para armazenamento dos produtos alimentares? 42. de material liso. As paredes são de cor clara. A área para armazenamento possui prateleiras. Bancadas de material liso e lavável para a secagem do material limpo? 21. O piso é de cor clara. lavável. Existem instalações adequadas para os funcionários guardarem suas roupas e pertences? 35. A área para armazenamento possui condicionamento da temperatura ambiente em torno de 26 °C? 43. O setor é equipado de exaustores? 24. Existem instalações sanitárias e vestiários exclusivos para os funcionários do setor de nutrição e dietética? 34. bolor e descascamento? 30. O teto é isento de vazamentos. A área para a recepção das mercadorias possui cobertura para a proteção dos alimentos na hora da entrega? 39. Existe área para recepção das mercadorias? 36. de fácil higienização e em bom estado de conservação? 44.

paredes e portas de material liso e lavável? 56. protegido contra poeira. paredes e portas de material liso e lavável? 75. paredes e portas de material liso e lavável? 71. Pia de degermação com características adequadas? UTI 58. Saboneteira para sabão líquido d. Existe uma área específica para higienização dos utensílios? 53. Pisos. Pisos. Cada uma destas áreas possui bancada provida de pia. Local para a permanência dos utensílios limpos durante a secagem? 54. Cesto de lixo com tampa acionada por pedal 51. A área de higienização dos utensílios dispõe de: a. paredes e portas de material liso e lavável? 59. Local para dispor os utensílios que aguardam higienização d. Água corrente c. Presença de pia adequada para a lavagem das mãos? 61. Pisos. Armários de material liso e de fácil higienização nos Postos de Enfermagem? SALA DE AEROSSOL 70. Bancadas de material liso e de fácil higienização nos Postos de Enfermagem? 69. confeccionada em material liso e de fácil higienização? 49. Armários de material liso e de fácil higienização? ENFERMARIAS 64. insetos e roedores)? CENTRO CIRÚRGICO 55. Presença de expurgo no local? 66. Presença de expurgo no local? 57. O setor possui uma área específica para a cocção de alimentos? 52. Os utensílios são armazenados de forma adequada após a higienização (local exclusivo. Presença de quarto de isolamento? 62. Bancadas de material liso e de fácil higienização? 73. Pia b. Bancadas de material liso e de fácil higienização? 63. O sistema de higienização das mãos possui: a. Presença de pias adequadas para a lavagem das mãos em cada enfermaria? 67. Pisos. Água corrente c. Armários de material liso e de fácil higienização? SALA DE MEDICAÇÕES INJETÁVEIS 74. Presença de quartos de isolamento? 68. Papel-toalha e. Presença de pia adequada para a lavagem das mãos? 72. Presença de pia adequada para a lavagem das mãos? 76. Pisos. Cada área destas possui sistema para a higienização das mãos específico para esta finalidade? 50. de fácil higienização.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NORMA CORRETA 48. paredes e portas de material liso e lavável? 65. Bancadas de material liso e de fácil higienização? SIM NÃO COMENTÁRIOS 87 . Presença de expurgo no local? 60. Cubas profundas b.

Bancadas de material liso e de fácil higienização? 85. paredes e portas de material liso e lavável? 83. Armários de material liso e de fácil higienização? SALA DE SUTURAS 82. Bancadas de material liso e de fácil higienização? 91. Armários de material liso e de fácil higienização? CONSULTÓRIOS MÉDICOS 86. Armários de material liso e de fácil higienização? SALA DE CURATIVOS 78. Pisos. Pisos. paredes e portas de material liso e lavável? 87. Presença de pia adequada para a lavagem das mãos? 80. paredes e portas de material liso e lavável? 79. Armários de material liso e de fácil higienização? SIM NÃO COMENTÁRIOS RESULTADO: Taxa de adequação às normas de controle de infecções hospitalares: % 88 . paredes e portas de material liso e lavável? 89. Bancadas de material liso e de fácil higienização? 81. Presença de pia adequada para a lavagem das mãos? 90. Presença de pia adequada para a lavagem das mãos? 84. Pisos. Presença de pia adequada para a lavagem das mãos? CONSULTÓRIOS ODONTOLÓGICOS 88.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NORMA CORRETA 77. Pisos.

Os funcionários são orientados a retirar a luva antes de tocar trincos de portas 13. Utiliza hipoclorito de sódio a 250 ppm para desinfecção de baixo nível de pisos de banheiros.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ROTEIRO DE INSPEÇÃO DO SETOR DE LIMPEZA HOSPITALAR HOSPITAL: DATA: / / 20 . Saboneteiras higienizadas após cada troca do sabão? 11. Utiliza álcool a 70% para desinfecção de superfícies metálicas? 4. com exceção das áreas nãocríticas. EPI adequado? (a) Uniforme (b) Luvas (c) Botas ou sapatos (d) Gorro (e) Máscara (f) Avental (g) Óculos protetores 16. O hospital já conta com seu Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde – PGRSS? 18. Todas lixeiras. O funcionário responsável pela limpeza das áreas críticas permanece no setor durante todo o expediente? 15. Técnica adequada para desinfecção de superfícies após contaminação com material infectante? 6. Áreas semi-críticas limpas no mínimo 1 vez ao dia? 9. Nas áreas críticas e semi-críticas as lixeiras possuem tampas acionadas por pedais? 23. NORMA CORRETA SIM NÃO COMENTÁRIOS 1. Os resíduos são coletados em sacos plásticos de cores diferentes conforme o tipo de resíduo? 19. Áreas críticas limpas no mínimo 2 vezes ao dia? 8. Técnica adequada de limpeza terminal? 10. Técnica adequada para limpeza dos pisos? 5. Existem recipientes específicos e adequados para o descarte de material pérfurocortantes? 89 . O resíduo infectante é coletado em saco plástico branco leitoso com símbolo impresso de risco biológico? 20. Existe Depósito de Material de Limpeza (DML) exclusivo para os seguintes setores? (a) CME (b) Centro Cirúrgico (c) UTI (d) Serviço de Nutrição (e) Lavanderia (f) Enfermarias 12. Utiliza hipoclorito de sódio a 1% para desinfecção de superfícies contaminadas com material infectante? 2. possuem tampas? 22. Os sacos de lixo são usados somente até o preenchimento de dois terços de sua capacidade? 21. Técnica correta de lavagem dos banheiros? 7. Os funcionários do serviço de limpeza são proibidos a ajudar no transporte de pacientes? 17. lavanderia? 3. central de esterilização. Material de limpeza de áreas críticas é exclusivo para o setor? 14. laboratório.

quando necessária? 38. resistente. (c) Os recipientes são deixados nesta área por no máximo 8 horas. e existe abertura telada para ventilação. possui piso com revestimento resistente à abrasão. acondicionados e identificados como resíduos do tipo D)? 30. Existe abrigo de resíduos? 39. O abrigo de resíduos apresenta: (a) Identificação externa? (b) Ambientes separados para atender o armazenamento de recipientes de resíduos do GRUPO A e do GRUPO D? (c) Dimensões adequadas à geração de resíduos equivalente a dois dias? (d) Cobertura adequada? (e) Portas em bom estado de conservação? (f) Pisos e paredes com revestimento adequado? 90 . (b) Não é permitida a retirada dos sacos de resíduos de dentro dos recipientes ali estacionados. Os carros coletores são higienizados diariamente e sempre que apresentam sujidade? 35. Todas as lixeiras são higienizadas quando apresentam sujidade evidente? 27.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NORMA CORRETA SIM NÃO COMENTÁRIOS 24. As lixeiras das outras áreas são higienizadas pelo menos semanalmente? 26. Resíduos de classificação A1 (descarte de vacinas de microorganismos vivos ou atenuados) são descartados adequadamente (submetidos a descontaminação. antiderrapante e rampa. lavável e impermeável. Resíduos de classificação A3 (peças anatômicas e produto de fecundação sem sinais vitais. O carro de coleta interna é adequado? 34. com peso menor que 500 gramas ou estatura menor que 25 centímetros ou idade gestacional menor que 20 semanas) recebem destinamento adequado (acondicionados em saco branco leitoso com a identificação da data. nome da unidade geradora e a inscrição “PEÇAS ANATÔMICAS” e encaminhados para destinação final em Aterro Sanitário)? 32. o mesmo segue as normas recomendadas? (a) Piso e paredes são revestidos com material liso. Resíduos de classificação A2 (bolsas contendo sangue ou hemocomponentes com volume residual superior a 50 ml) recebem destinamento adequado (acondicionadas em saco branco leitoso e encaminhadas diretamente para os Aterros Sanitários)? 31. Os funcionários lavam as mãos ainda enluvadas e após retirar as luvas ao fim da coleta dos sacos de lixo? 36. É realizada higienização correta em casos de acidente com derramamento de material infectante? 29. evitando-se o armazenamento com disposição direta dos sacos sobre o piso. Os funcionários têm conhecimento da recomendação de não pressionar com pés ou mãos o conteúdo dos sacos de lixo? 28. Em caso de necessidade de armazanamento temporário de resíduos. O trajeto para o traslado de resíduos até o armazenamento externo permite livre acesso dos recipientes coletores de resíduos. 37. As lixeiras das áreas críticas são higienizadas pelo menos 1 vez ao dia? 25. regular. superfície plana. O serviço dispõe de carro de coleta interna de resíduos? 33.

Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS

NORMA CORRETA (g) Aberturas para ventilação com tela milimétrica? (h) Fonte de água? (i) Ralo sifonado com tampa? (j) Acesso restrito aos funcionários? 40. Os sacos de resíduos permanecem dentro dos recipientes ali estacionados, evitando-se o armazenamento com disposição direta dos sacos sobre o piso? 41. O abrigo de resíduos é utilizado exclusivamente para armazenamento do lixo? 42. O abrigo de resíduos é higienizado após a coleta externa? 43. Existe abrigo de higienização? 44. O abrigo de higienização apresenta: (a) Cobertura adequada? (b) Pisos e paredes com revestimento liso e de fácil higienização? (c) Fonte de água? (d) Ralo sifonado com tampa?

SIM

NÃO

COMENTÁRIOS

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Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS

ROTEIRO DE INSPEÇÃO DO SETOR DE LAVANDERIA HOSPITALAR
HOSPITAL: DATA: / / 20 .
COMENTÁRIOS

1. 2. 3.

4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12.

13. 14.

15.

16.

17. 18. 19.

20.

21.

22.

23. 24. 25. (g) (h) (i) (j) (k)

NORMA CORRETA SIM NÃO Existe uma barreira física separando a área limpa da área suja? Existe lavadora de desinfecção com duas portas de acesso? A lavadora de desinfecção está posicionada na parede que separa a área suja da área limpa? Os funcionários das respectivas áreas ficam restritos ao seu setor? O acesso ao setor é restrito a seus funcionários? Existe vestiário com sanitários para os funcionários da área suja? Existem exaustores nas áreas suja e limpa? Existe material para descarte de material pérfurocortante em ambas áreas? Existem pias com saboneteira e depósito de papel toalha em ambas áreas? Existe depósito para material de limpeza no próprio setor? Pisos, paredes e portas são revestidos com material liso e lavável? Utiliza-se hipoclorito de sódio a 250 ppm para desinfecção de baixo nível do piso da área suja? Os funcionários estão orientados sobre evitar agitação da roupa durante a coleta? A roupa coletada é transportada em saco resistente de cor diferente do utilizado para o lixo? Havendo extravasamento dos sacos roupa suja, é feita a descontaminação local com hipoclorito de sódio a 1% seguido pela lavagem do local? O funcionário responsável pela coleta utiliza uniforme e luvas de borracha (e não luvas de procedimento)? Os funcionários estão orientados sobre retirar as luvas ao tocar maçanetas de portas? O transporte da roupa coletada é feita com carros coletores específicos para este fim? As características do carro coletor são adequadas (leves, com tampa, material lavável, pouco profundos)? O carro de transporte da roupa suja é submetido diariamente a lavagem com água e detergente seguido de desinfecção com hipoclorito de sódio a 250 ppm? As roupas com sujidades similares presumidas (mesma origem) são reunidas em um mesmo ciclo de lavagem? Todas as peças são cuidadosamente examinadas para a presença de instrumentos estranhos antes da lavagem? Os funcionários estão orientados sobre evitar agitação da roupa? Existe controle microbiológico semestral da água? O funcionário responsável pela lavagem usa EPI adequado? Uniforme Luvas de borracha e cano alto Botas impermeáveis Gorro Máscara antipartículas

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Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS

NORMA CORRETA (l) Avental impermeável (m) Óculos protetores 26. Após o processamento da roupa na área suja, pias, bancadas e pisos são lavados e depois descontaminados com hipoclorito de sódio a 250 ppm ou álcool a 70%, no caso de superfícies metálicas? 27. Durante o processamento da roupa na área limpa, os funcionários são cuidadosos quanto a evitar que a roupa toque o chão? 28. A mesa para dobragem da roupa é de fácil higienização e dimensões apropriadas? 29. Existem armários específicos e de fácil limpeza para armazenamento da roupa limpa? 30. As roupas limpas com defeitos recebem conserto? 31. As roupas que necessitam de conserto são lavadas novamente antes do uso? 32. A roupa limpa é transportada embalada em sacos plásticos individuais para reduzir os riscos de recontaminação? 33. O transporte da roupa limpa é feita com carros específicos para este fim? 34. O carro de transporte da roupa limpa é submetido diariamente a lavagem com água e detergente seguido de desinfecção com hipoclorito de sódio a 250 ppm? 32. O acondicionamento das mudas de roupa que ficam na reserva dos postos de enfermagem é feita em local específico e de fácil higienização?

SIM

NÃO

COMENTÁRIOS

RESULTADO: Taxa de adequação às normas de controle de infecções hospitalares: %

93

23. 3. 17. 18. 5. 10. 25.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ROTEIRO DE INSPEÇÃO DA CENTRAL DE MATERIAL ESTERILIZADO HOSPITAL: DATA: / / 20 . 4. 14. água e sabão. 12. papel crepado)? Observa-se o limite de dois terços da capacidade da autoclave na disposição dos pacotes em seu interior? Os pacotes são dispostos de forma intercalada. 8. 2. data)? Fita de controle químico na face externa do pacote? Autoclave(s) em boas condições de funcionamento? Revisões periódicas nas autoclaves? Estufas em boas condições de funcionamento? Revisões periódicas nas estufas? Os materiais acondicionados em caixas metálicas são esterilizadas com as mesmas semi-abertas recobertas com embalagem adequada (tecido de algodão cru. 16. enxagüe)? Após a lavagem. 11. 20. (a) (b) (c) (d) (e) (f) (g) 15. com espaços entre os mesmos no interior da autoclave? 94 . o último enxagüe é feito com água destilada? A técnica de secagem dos materiais é adequada (panos limpos ou secagem espontânea em superfície limpa)? Bancadas de material liso e lavável para a secagem do material limpo? O funcionário responsável pela lavagem do material usa EPI adequado? Uniforme Luvas de borracha e cano alto Botas impermeáveis Gorro Máscara Avental impermeável Óculos protetores É utilizado papel grau cirúrgico para embalagem dos artigos autoclavados? A técnica de empacotamento do material limpo é adequada? Material limpo etiquetado adequadamente (identificação. 7. 19. 13. COMENTÁRIOS 1. 6. 24. NORMA CORRETA SIM NÃO Existe uma barreira física separando a área limpa da área contaminada? Os funcionários das respectivas áreas ficam restritos ao seu setor? O acesso à CME é restrito a seus funcionários? Existe depósito para material de limpeza no próprio setor? Existe vestiário com sanitários para os funcionários do setor? Pisos e paredes são revestidos com material liso e lavável? Utiliza-se hipoclorito de sódio a 250 ppm para desinfecção de baixo nível do piso da área suja da central de esterilização? Pias adequadas para a lavagem do material contaminado? Bancadas de material liso e lavável para acomodação do material que aguarda limpeza? Técnica adequada de lavagem manual (solução desincrostante. 22. 9. 21.

prazo de validade)? (i) Os artigos são retirados da solução com luva estéril? (j) A técnica do enxagüe após esterilização é adequada (água estéril. O armazenamento do material esterilizado é feito em prateleiras de material liso e de fácil higienização? 32. pano limpo ou ar comprimido)? 30. nylon. Aguarda-se a secagem da carga no interior da autoclave após o processo de esterilização? 27. (c) Artigos críticos de PVC. baldes estéreis. O setor é climatizado? 33. É realizado monitoramento biológico pelo menos semanal do processo de esterilização na autoclave ? 28. Desinfecção/esterilização com glutaraldeído a 2%: (a) È obedecido a duração de 30 minutos para desinfecção com glutaraldeído a 2%? (b) È obedecido a duração de 10 horas para esterilização com glutaraldeído a 2%? (c) Os artigos submetidos à desinfecção/esterilização com glutaraldeído ficam completamente imersos na solução? (d) As tubulações de artigos ocos são preenchidas com o glutaraldeído? (e) O recipiente com glutaraldeído é mantido fechado? (f) O glutaraldeído é ativado antes do uso? (g) É obedecido a vida média de 14 a 28 dias para as soluções de glutaraldeído em uso? (h) Os recipientes com glutaraldeído são identificados (solução. (b) Tecido para procedimento cirúrgico. (d) Máscaras de ambu e de macronebulização (e) Válvula de ambu com componente metálico (f) Cânula de Guedel. (g) Lâmina de laringoscópio (h) Tubo orotraqueal (i) Circuitos de respiradores (j) Conexões e acessórios de respiradores (k) Cânulas plásticas de traqueostomia (l) Cânulas metálicas de traqueostomia (m) CPAP (n) Frascos de aspiração (o) Látex para aspiração (p) Ambu (q) Máscara e copo para nebulização (r) Espéculo vaginal metálico (s) Termômetros 31. É realizado teste do Bowie-Dick no primeiro ciclo do dia na autoclave? 29. látex. baldes limpos.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NORMA CORRETA SIM NÃO 26. compressas estéreis ou ar comprimido)? (k) A técnica do enxagüe após desinfecção é adequada (água potável. Adequação processamento de artigos à desinfecção e esterilização: (a) Instrumental metálico cirúrgico. A circulação de pessoal neste setor é restrita? COMENTÁRIOS RESULTADO: Taxa de adequação às normas de controle de infecções hospitalares: % 95 . acrílico ou plástico.

8. cutâneas ou oculares são afastados de suas atividades temporariamente? Os funcionários realizam exames médicos admissionais e periódicos? Os funcionários têm conhecimentos sobre as regras de higiene alimentar abaixo (o conjunto deste item vale 1 ponto no total. Deve-se evitar espirrar ou tossir sobre os alimentos: ao tossir ou espirrar. material liso. (a) (b) (c) (d) (e) NORMA CORRETA SIM NÃO COMENTÁRIOS A ventilação do setor proporciona renovação do ar. umidade. guardanapos. 6. 7. cantar ou assobiar sobre os alimentos. 14. 5. aventais ou qualquer outra peça da vestimenta: o suor deve ser enxugado com papel toalha descartável e a seguir deve-se lavar imediatamente as mãos. gorro ou similar Ausência de acessórios e adereços Manipuladores de alimentos com diarréia. material liso. conforto térmico e ambiente isento de fumaças? O setor é equipado de exaustores? O piso é de cor clara. 3. 1. 4. material liso. panos de copa. Deve-se evitar por os dedos no nariz. bolor e descascamento? As portas são de cor clara. 2. na boca. 96 . 12. panos de pratos. ouvidos ou cabelos enquanto se prepara os alimentos. lavável e de fácil higienização? O teto é isento de vazamentos. 10. 9. lavável e de fácil higienização? As janelas são dotadas de telas? O teto é de cor clara. rachaduras. 11. considerando-se como adequada às normas se a maioria das respostas for “sim” ou o contrário se a maioria das respostas for “não”): Deve-se evitar falar. 16. 13. (h) (i) (j) (k) (l) (m) (n) 15.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ROTEIRO DE INSPEÇÃO DO SETOR DE NUTRIÇÃO E DIETÉTICA HOSPITAL: DATA: / / 20 . lavável e de fácil higienização? Existem ralos sifonados com proteção telada? As paredes são de cor clara. de fácil higienização e em bom estado de conservação? Os armários do setor são de cor clara. Deve-se evitar enxugar o suor com as mãos. infecções respiratórias. material liso. o funcionário deve afastar-se do produto. lavável. 17. Deve-se evitar experimentar a comida nas mãos ou com os dedos. de fácil higienização e em bom estado de conservação? As prateleiras do setor obedecem uma distância de 25 cm do piso? Existem instalações sanitárias e vestiários exclusivos para os funcionários do setor de nutrição e dietética? Existem instalações adequadas para os funcionários guardarem suas roupas e pertences? Uniforme dos funcionários: Uniformes de cor clara Uniformes em bom estado de conservação Uniformes lavados e trocados diariamente Avental plástico Calçados fechados Touca. cobrir a boca e o nariz com papel toalha descartável e depois lavar imediatamente as mãos. material liso.

39. 20. 33. Deve-se evitar fumar no local de preparo dos alimentos. 35. 25. de fácil higienização e em bom estado de conservação? SIM NÃO COMENTÁRIOS 97 . 30. 21. 22. Deve-se evitar enxugar as mãos no avental ou em panos. de material liso. baldes. Bancadas e mesas de apoio são lavadas com água e detergente neutro e desinfetadas com hipoclorito de sódio a 200 ppm? É evitado a varredura a seco na área de manipulação e processamento dos alimentos? O piso é lavado diariamente com água e detergente neutro e desinfetadas com hipoclorito de sódio a 200 ppm? Os ralos são limpos diariamente. 24. 38. 40. 27. 32. Deve-se evitar usar unhas pintadas e compridas. 23. 31. lavados com água e detergente e enxagüados com hipoclorito de sódio a 200 ppm? Semanalmente é realizada uma lavagem terminal no setor? A coifa é limpa semanalmente? Geladeiras. etc. liso e de fácil higienização? A área para a recepção das mercadorias possui cobertura para a proteção dos alimentos na hora da entrega? A área para a recepção das mercadorias possui área suficiente para acomodar as mercadorias no momento do recebimento? A área para a recepção das mercadorias possui tanque para pré-higienização de verduras e frutas antes de seu armazenamento? Existe uma área para armazenamento dos produtos alimentares? A área para armazenamento possui condicionamento da temperatura ambiente em torno de 26 °C? A área para armazenamento possui piso de cor clara. lavável. 29. 41. Deve-se evitar manipular dinheiro durante o preparo dos alimentos.)? É realizado desinsetização e desratização periódicas? É impedida a presença de animais domésticos no setor? É realizado controle microbiológico semestral da água? É realizado a higienização da caixa d’água semestralmente? Existe área para recepção das mercadorias? A área para a recepção das mercadorias é situada em local externo? A área para a recepção das mercadorias é de fácil acesso aos fornecedores? A área para a recepção das mercadorias possui piso e paredes resvestidos de material de cor clara. 37. 34. 26. 28. 36. freezers e carros prateleiras possuem uma programação periódica de higienização? O lixo é acondicionado em recipientes revestidos com sacos de lixo e tampados? O lixo é retirado para não permanecer à noite dentro do setor? Existe área para depósito do material de limpeza (rodos. 19. Deve-se evitar fazer serviço de limpeza e manipular os alimentos ao mesmo tempo. NORMA CORRETA Deve-se evitar fazer uso de utensílios sujos.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS (f) (g) (h) (i) (j) (k) (l) 18. Deve-se evitar provar alimentos com talheres e voltar a colocar o talher dentro da panela.

O setor possui uma área específica para a cocção de alimentos? 54. Cada uma destas áreas possui bancada provida de pia. confeccionada em material liso e de fácil higienização? 49. Cada área destas possui sistema para a higienização das mãos específico para esta finalidade? 50. Existe uma área separada para o processamento de cada gênero alimentício (carnes cruas. imersos em solução de hipoclorito de sódio a 200 ppm por 15 minutos e enxagüados em água corrente? 52. lavável. Caso não exista uma área para processamento de cada gênero. O procedimento de higienização destes utensílios envolve sua lavagem com água e detergente. Evita-se guardar produtos de limpeza na área de armazenamento? 46. A área para armazenamento possui estrados no piso? 45. imersão em solução de hipoclorito de sódio a 200 ppm por 15 minutos e secar naturalmente sem uso de panos? 59.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NORMA CORRETA 42. Equipamentos como liquidificadores. de fácil higienização e em bom estado de conservação? 43. Ausência de freezers e refrigeradores na área de cocção dos alimentos? 55. de fácil higienização e em bom estado de conservação? 44. batedeiras. de material liso. A área para armazenamento possui prateleiras. é realizado a limpeza e desinfecção rigorosa da bancada após o manuseio de cada tipo de alimento? 51. são desmontados para uma higienização adequada? 60. de material liso. Os utensílios são armazenados de forma adequada após a higienização (local exclusivo. etc. Existe uma área própria para refrigeradores e freezers? 47. de fácil higienização. alimentos cozidos)? 48. Os utensílios utilizados para o preparo dos alimentos são higienizados antes e após cada procedimento? 58. insetos e roedores)? SIM NÃO COMENTÁRIOS RESULTADO: taxa de adequação às normas de controle de infecções hospitalares: % 98 . protegido contra poeira. verduras e frutas. massas e sobremesas. Existe uma área específica para higienização dos utensílios? A área de higienização dos utensílios dispõe de: (a) Cubas profundas (b) Água corrente (c) Local para dispor os utensílios que aguardam higienização (d) Local para a permanência dos utensílios limpos durante a secagem? 57. uma a uma. Esta área possui um sistema completo e específico para higienização das mãos? 56. Ovos e sacos de leite são lavados com água e detergente antes de serem usados? 53. lavável. Frutas e verduras são lavadas em água corrente. O sistema de higienização das mãos possui: (a) Pia (b) Água corrente (c) Saboneteira para sabão líquido (d) Papel-toalha (e) Cesto de lixo com tampa acionada por pedal 50. A área para armazenamento possui paredes de cor clara..

5. 13. 17. varicela e hepatite B (ou teve sua imunidade para estas viroses avaliada)? É exigido o uso de avental nas seguintes situações: Ao manusear o RN fora da incubadora? Quando o RN estiver em isolamento de contato? Ao carregar. 21. NORMA CORRETA SIM Piso. (a) (b) (c) 9. NÃO COMENTÁRIOS 1. liso e lavável? Existem pias específicas para a lavagem das mãos equipadas com papel-toalha e lixeiras com tampas acionadas com pedal? Obedecida a distância mínima de 1 metro entre as incubadoras? Existe uma auxiliar de enfermagem para cada 3 a 4 RN? A equipe recebeu vacinação para rubéola. 15. 16. termômetros e outros aparelhos de uso rotineiro são de uso exclusivo para cada RN? Existem normas escritas sobre os tipos de isolamento? As pias e bancadas são higienizadas diariamente e após contaminação? (água e detergente + álcool 70%) As incubadoras são higienizadas diariamente e após contaminação? (água e detergente + álcool 70%) As balanças são higienizadas diariamente e após contaminação? (água e detergente + álcool 70%) Os halos de oxigênio são higienizadas diariamente e após contaminação? (água e detergente + álcool 70%) Conjunto de ressuscitação (máscara. 2. 18. 3. paredes e portas do berçário revestidos de material de cor clara. 8. 12. segurar e amamentar o RN? O avental é descartado após o uso ou mantido exclusivamente para um único RN.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ROTEIRO DE INSPEÇÃO DO SETOR DE NEONATOLOGIA HOSPITAL: DATA: / / 20 . anéis e relógios lavagem das mãos (supervisionada) O chão é limpo diariamente? É realizada limpeza terminal do berçário semanalmente? Estetoscópios. 10. sendo trocado a cada 12 horas? As visitas são orientadas em relação a: usar gorros retirar pulseiras. (a) (b) (c) 7. 4. ambu e reservatório de oxigênio) são higienizados após cada uso? (água e detergente + glutaraldeído 2% por 30 minutos) As traquéias do CPAP nasal são higienizados após cada uso? (água e detergente + glutaraldeído 2% por 30 minutos) As cânula de Guedel são higienizados após cada uso? (água e detergente + glutaraldeído 2% por 30 minutos) Tubos endotraqueais são descartáveis? As lâminas de laringoscópio são higienizados após cada uso? (água e detergente + glutaraldeído 2% por 30 minutos) 99 . 19. 11. 6. 20. 14.

O coto umbilical é cuidado apenas com curativo seco na rotina? SIM NÃO COMENTÁRIOS RESULTADO: Taxa de adequação às normas de controle de infecções hospitalares: % 100 . Os circuitos de respiradores são higienizados após cada uso? (água e detergente + glutaraldeído 2% por 30 minutos) 19. Máscaras e copos para nebulização são higienizados após cada uso? (água e sabão + hipoclorito a 0. Existe área específica para assistência do RN após o parto? 26. Existem isolamentos na maternidade? 29. As cubas dos berços do alojamento conjunto são de acrílico ou outro material de fácil higienização e desinfecção? 28. No alojamento conjunto os berços estão juntos ao leito da mãe e distanciados por 60 cm dos outros leitos? 27. É realizada a profilaxia adequada para oftalmia neonatorum? 25. Os frascos de aspiração e látex são higienizados com água e detergente diariamente e esterilizados em autoclave entre pacientes diferentes? 20. Os processos de desinfecção e esterilização são centralizados na Central de Material Esterilizado? 24.1% por 30 minutos) 23.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NORMA CORRETA 22.

Brasília 13 de maio de 1998. BRASIL. Centro de Documentação do Ministério da Saúde. 6. 13. BRASIL. 18. Ministério da Saúde. BRASIL. BRASIL. BRASIL. BRASIL. Secretaria de Assistência à Saúde. Brasília 22 de fevereiro de 2001. BRASIL. Brasília. 16. BRASIL. Brasília 27 de agosto de 1992.. CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION (CDC). Ministério da Saúde. Ministério da Saúde. Secretaria Executiva. 2000. Ed. Gerenciamento de resíduos de serviços de saúde. Obstetrics and Gynaecology Communications. Ministério da Saúde. Guideline for isolation precautions in hospitals [online] 1997 [Capturado em 2002 dez 16] Disponível em http://www. Diário Oficial da União. KRIPLANI A. Diário Oficial da União. 8. 17. Curso básico de controle de infecção hospitalar. 7. programação. 101 . 3. 2000. 9. 2000.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS BIBLIOGRAFIA CONSULTADA 1. 2. Coordenação de Controle de Infecção Hospitalar. Orientações gerais para central de esterilização. Brasília. Antibiotic prescribing in obstetric care. BRASIL. Diário Oficial da União.cdc.htm.RDC nº 63. Diário Oficial da União. 2001. Brasília 26 de agosto de 1999. 1995. 5. Brasília. Ministério da Saúde. Ministério da Saúde.616. Controle e vigilância da qualidade da água para consumo humano. Coordenação Nacional de DST e AIDS. Normas e critérios para inclusão da unidade de cuidados intermediários neonatal no SUS. 4. 11. BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Brasília. Processamento de artigos e superfícies em estabelecimentos de saúde. Portaria nº 1. Secretaria Nacional de Ações Básicas de Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Portaria nº 1091. 6. BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução – RDC nº 50. 10. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Ministério da Saúde. 1986. Portaria nº 930. Brasília. Consulta Pública nº 48. Ministério da Saúde. Projeto Reforço à Reorganização do Sistema Único de Saúde (REFORSUS). Resolução . Ministério da Saúde. Arquitetura na prevenção de infecção hospitalar. Brasília 7 de julho de 2000. BANERJEE N. Ministério da Saúde. Ministério da Saúde. Secretaria de Assistência à Saúde. Controle de infecções e a prática odontológica em tempo de AIDS – manual de condutas. Diário Oficial da União. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE EMPRESAS DE REFEIÇÕES COLETIVAS (ABERC). Regulamento técnico para a terapia de nutrição enteral. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Centro de Documentação do Ministério da Saúde. Manual ABERC de práticas de elaboração e serviço de refeições para coletividade. Ministério da Saúde. Brasília 5 de julho de2000. 1994. 2000. BRASIL. Brasília. Ministério da Saúde.gov/ncidod/hip/isolat/isolat. Brasília 20 de março de 2002. Brasília. 14. Portaria nº 2. BRASIL. Brasília. BRASIL. 2000. 2001. Diário Oficial da União. Ministério da Saúde. 12. Manual de procedimentos básicos em microbiologia clínica para o controle de infecção hospitalar. Manual de lavanderia hospitalar. Diário Oficial da União. elaboração e avaliação de projetos físicos de estabelecimentos assistenciais de saúde. 15. 2(5): 49-54.469. Regulamento técnico para planejamento. BRASIL.

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Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS 103 .

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