NORMAS EM CONTROLE DE INFECÇÕES HOSPITALARES

Comissão de Controle de Infecção Hospitalar - CCIH

Teresina 2003

INTRODUÇÃO
Transportai um punhado de terra todos os dias e fareis uma montanha. (Confúcio)

O exercício do controle de infecções hospitalares é uma manifestação da excelência de um serviço, sendo esta diretamente proporcional ao nível de qualidade do citado controle. Conseqüentemente, uma instituição que zela pelo controle das infecções hospitalares oferece um serviço de melhor padrão aos seus usuários. Este manual é o resultado de uma iniciativa da Fundação Municipal de Saúde em implantar o Programa de Controle de Infecções Hospitalares em seus Estabelecimentos de Saúde. O manual intitula-se Normas em Controle de Infecções Hospitalares e resume o que os componentes da Comissão de Controle de Infecções Hospitalares da Fundação Municipal de Saúde (CCIH-FMS) puderam compilar tendo como referências livros, portarias, guias, manuais e demais publicações sobre o assunto. Houve o cuidado, como pode ser percebido nas bibliografias consultadas, em consultar-se material científico publicado por instituições de grande credibilidade e em utilizar-se das publicações mais atuais possíveis. O controle das infecções hospitalares é, em primeira instância, realizado no dia-a-dia de trabalho de cada profissional, cabendo à CCIH o trabalho de educar de forma continuada e estruturar de forma organizacional este controle. A CCIH-FMS tem como objetivo, com esta compilação, oferecer aos administradores hospitalares e profissionais de saúde um guia prático, confiável e de consulta rápida, possibilitando-os à implantação de normas mundialmente recomendadas em seus serviços.

Comissão de Controle de Infecção Hospitalar Fundação Municipal de Saúde
Dr. Kelson Nobre Veras Médico Infectologista Mestre em Doenças Infecciosas Dr. Francisco Eugênio Deusdará de Alexandria Médico Infectologista Dra. Ana Luiza Eulálio Dantas Farmacêutica – Bioquímica

ÍNDICE
INFECÇÃO HOSPITALAR __________________________________________________________1 HIGIENIZAÇÃO HOSPITALAR______________________________________________________4 LIXO HOSPITALAR ________________________________________________________________7 ESTERILIZAÇÃO E DESINFECÇÃO ________________________________________________13 LAVANDERIA HOSPITALAR_______________________________________________________22 NORMAS DE HIGIENE ALIMENTAR PARA O SETOR DE NUTRIÇÃO E DIETÉTICA ____27 ACIDENTES OCUPACIONAIS COM FLUIDOS ORGÂNICOS___________________________34 PREVENÇÃO DE PNEUMONIA NOSOCOMIAL ______________________________________40 PREVENÇÃO DE INFECÇÕES DO TRATO URINÁRIO ________________________________43 PREVENÇÃO DA INFECÇÃO DA FERIDA CIRÚRGICA _______________________________47 PREVENÇÃO DAS INFECÇÕES ASSOCIADAS A CATETERES INTRAVASCULARES ____53 PREVENÇÃO DE INFECÇÕES HOSPITALARES NEONATAIS _________________________57 PRECAUÇÕES PARA O CONTROLE DE INFECÇÕES NO SERVIÇO DE ODONTOLOGIA_60 PRECAUÇÕES E ISOLAMENTO DE PACIENTES COM DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS ___________________________________________________________________64 PADRONIZAÇÃO DE SOLUÇÕES ANTISSÉPTICAS __________________________________68 NORMAS PARA REALIZAÇÃO DE CURATIVOS _____________________________________70 NORMAS PARA COLETA DE MATERIAIS PARA CULTURA __________________________73 HIGIENIZAÇÃO DA CAIXA D’ÁGUA________________________________________________77 ANEXOS _________________________________________________________________________78 FICHA DE NOTIFICAÇÃO E ACOMPANHAMENTO DE ACIDENTES OCUPACIONAIS _____79 FICHA DE NOTIFICAÇÃO DE USO DE ANTIBIÓTICOS ________________________________81 NOTIFICAÇÃO DE INFECÇÕES COMUNITÁRIAS E HOSPITALARES____________________81 NOTIFICAÇÃO DE INFECÇÕES DE SÍTIO CIRÚRGICO ________________________________83 NOTIFICAÇÃO DE PROCEDIMENTOS DE RISCO _____________________________________84 ROTEIRO DE INSPEÇÃO DE ARQUITETURA HOSPITALAR____________________________85 ROTEIRO DE INSPEÇÃO DO SETOR DE LIMPEZA HOSPITALAR _______________________89 ROTEIRO DE INSPEÇÃO DO SETOR DE LAVANDERIA HOSPITALAR ___________________92 ROTEIRO DE INSPEÇÃO DA CENTRAL DE MATERIAL ESTERILIZADO _________________94 ROTEIRO DE INSPEÇÃO DO SETOR DE NUTRIÇÃO E DIETÉTICA ______________________96 ROTEIRO DE INSPEÇÃO DO SETOR DE NEONATOLOGIA _____________________________99 BIBLIOGRAFIA CONSULTADA ___________________________________________________101

„ „ „ 1 . o caso deverá ser considerado como hospitalar. Infecção Hospitalar. Quando se desconhecer o período de incubação do microrganismo e não houver evidência clínica e/ou dado laboratorial de infecção no momento da admissão. • infecção de sítio cirúrgico que se manifesta até 30 dias após o procedimento e até 1 ano após o mesmo quando há implante de prótese. É a infecção constatada ou em incubação no ato de admissão do paciente. deve-se correlacionar o tempo de hospitalização com o de incubação. Usa-se como critérios gerais: 1. Entretanto. a menos que haja troca de microrganismo ou sinais ou sintomas fortemente sugestivo da aquisição de nova infecção. ela será considerada hospitalar. rubéola. na mesma topografia da infecção. Também são consideradas hospitalares aquelas infecções manifestadas antes de se completar 72 horas da internação. com exceção das transmitidas de forma transplacentária e aquelas associadas a bolsa rota superior a 24 horas. considera-se infecção hospitalar se a infecção for detectada até o valor máximo do período de incubação. pois a mesma poderia ter sido contraída no hospital e ainda estar em incubação até o momento do diagnóstico. são também consideradas comunitárias todas as infecções de recém-nascidos associadas com bolsa rota superior a 24 horas. 2. seguido do agravamento das condições clínicas do paciente. As infecções no recém-nascido são hospitalares. aquela diagnosticada 72 horas após a internação do paciente. Infecção em recém-nascido. como as infecções urinárias e pneumonias. após a alta do paciente. Estas convenções foram estabelecidas para aumentar ao máximo a sensibilidade da detecção das infecções hospitalares. Quando na mesma topografia em que foi diagnosticada infecção comunitária for isolado um germe diferente. se identificarmos uma varicela no 16o dia de internação de um paciente. É qualquer infecção adquirida após a internação do paciente e que se manifesta durante a internação ou mesmo após a alta. Os critérios para o diagnóstico das infecções hospitalares no paciente submetido a um procedimento invasivo no hospital. • infecção urinária que se manifesta até 7 dias após a retirada de sonda vesical.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS INFECÇÃO HOSPITALAR DEFINIÇÃO Infecção comunitária. Adicionalmente. toxoplasmose. • para os demais procedimentos. incluindo a ventilação mecânica e os cateteres vasculares. As doenças podem ainda estar no seu período de incubação no momento da internação. • As infecções que se manifestam até 72 horas após a alta do paciente são consideradas hospitalares quando seu período de incubação não for conhecido. considera-se. assim. 2. cuja aquisição por via transplacentária é conhecida ou foi comprovada e que tornou-se evidente logo após o nascimento (exemplo: herpes simples. É considerada hospitalar se o tempo de hospitalização do paciente superar a duração mínima do período de incubação. Exemplo: • O período de incubação da varicela varia entre 15 a 21 dias. o prazo é de 72 horas após a retirada do procedimento. quando puder ser relacionada com a internação ou procedimentos hospitalares. considera-se infecção hospitalar toda manifestação clínica de infecção que se apresentar 72 horas após a admissão. Para se classificar uma infecção adquirida após a admissão. como expresso acima. desde que não relacionada com internação anterior no mesmo hospital. quando associadas a procedimentos invasivos diagnósticos e/ou terapêuticos. sífilis e AIDS). As infecções associadas a complicações ou extensão da infecção já presente na admissão. são os seguintes • infecção urinária que se desenvolve após cateterismo vesical pode ser classificada como hospitalar antes de decorridos 72 horas da internação. „ Nem todas as infecções diagnosticadas após a admissão são hospitalares. Exemplo: • Uma varicela detectada 21 dias após a alta hospitalar é considerada como infecção hospitalar. São também comunitárias: 1. Para as infecções que não têm período de incubação conhecido. 3. citomegalovirose. como infecção hospitalar. realizados previamente.

os critérios são: • quando é transferido sem o procedimento. TIPOS DE INFECÇÃO HOSPITALAR. Se o paciente é submetido a procedimento invasivo. a infecção não será correlacionada ao procedimento e será atribuída à nova unidade. exceto cirurgia. espirrar ou assoar o nariz 9 Antes e após atender o paciente 9 Antes e após o término do dia de trabalho • Não sentar no leito do paciente (pode-se carregar germes para casa ou deixar germes no leito do doente) • Manter os cabelos compridos presos durante o manuseio do doente (em áreas críticas usar gorros) • Manter o avental sempre abotoado • Evitar o uso de jóias ao realizar procedimentos. a infecção será atribuída à nova unidade para a qual o paciente foi transferido somente se o diagnóstico for efetuado após 72 horas de transferência. • após 7 dias de retirada da sonda vesical. • quando o paciente é transferido ainda com o procedimento. pois a continuidade da instrumentação torna sem valor a incubação de 72 horas. Ou seja. e depois transferido para outra unidade do hospital. considera-se o intervalo de 7 dias após a retirada da sonda vesical para o diagnóstico de infecção urinária para atribuí-la à unidade que realizou o procedimento. As infecções hospitalares mais comuns são: • Infecção urinária • Infecção da ferida operatória • Pneumonia hospitalar • Infecção de pele e partes moles MEDIDAS GERAIS DE CONTROLE DAS INFECÇÕES HOSPITALARES • Lavar sempre as mãos 9 Após qualquer trabalho de limpeza 9 Ao verificar sujeira visível nas mãos 9 Antes e após utilizar o banheiro 9 Após tossir. • no caso de ventilação mecânica e cateteres intravasculares. utiliza-se o período de 72 horas para definir a unidade a qual será atribuída a infecção.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS „ „ Nas transferências entre unidades diferentes do mesmo hospital. a infecção é creditada à unidade em que for identificada. elas são possíveis fontes de germes • Seguir corretamente as normas técnicas na realização de qualquer procedimento • Ter boa higiene pessoal 2 . o prazo é mantido em 72 horas. caso contrário a infecção será creditada à unidade anterior.

dobrar ou quebrar agulhas utilizadas 6. Usar máscara quando houver risco de contaminação da mucosa oral e nasal com respingos de sangue ou outras secreções 8. Usar avental no ambiente de trabalho (para não levar germes do hospital para casa nas suas roupas). Lavar as mãos após retirar as luvas (mesmo luvas de primeiro uso podem apresentar microfuros que permitem a passagem dos germes) 4. vírus da hepatite C e vírus da imunodeficiência humana (HIV) NÃO ADIANTA TER CUIDADO APENAS COM PACIENTES QUE SABIDAMENTE TÊM ESTAS DOENÇAS. A MAIORIA DOS PACIENTES INFECTADOS COM ESTES VÍRUS NÃO APRESENTAM SINTOMAS INICIALMENTE E PODEM TRANSMITIR ESTAS INFECÇÕES PRECAUÇÕES UNIVERSAIS: 1. a urina. lâminas e outros materiais perfurocortantes em depósito de paredes rígidas adequados. Não reencapar. ƒ ƒ PREVENÇÃO DE EXPOSIÇÃO ACIDENTAL A SANGUE E OUTROS FLUIDOS ¾ ¾ ¾ Durante seu trabalho. se estiver sendo manipulada grande quantidade de sangue ou outros líquidos corporais. deve-se usar avental impermeável 5. desinfecção e esterilização adequada de materiais e do ambiente 3 . o profissional de saúde pode se contaminar acidentalmente com germes do paciente devido a exposição a sangue e outros fluidos orgânicos do mesmo. os que oferecem maior perigo são os vírus da hepatite B. sem riscos de acidentes 7. nas nossas mãos os germes pegam uma “carona” e podem ser levados diretamente ao paciente ou para suas roupas e objetos pessoais e daí para o paciente. os vômitos e todas as secreções dos pacientes podem conter germes e acidentes com estas secreções ou com equipamentos contaminados com estas podem transmitir doenças. os germes aderem-se às nossas mãos à medida em que tocamos nas diversas superfícies do hospital. Lavagem das mãos sempre que houver contato da pele com sangue e secreções de qualquer paciente 2. bisturis. etc. Desprezar agulhas. Realizar a limpeza. Usar luvas ao manipular sangue e/ou secreções e sempre que houver possibilidade de contato com matéria orgânica 3. Através das secreções orgânicas: o sangue. preencher estes recipientes somente até à linha demarcatória para que permitam seu fechamento adequado.) ou contaminação da pele ou de mucosas com estes fluidos orgânicos Dentre os germes. As ocorrências mais comuns são as perfurações com objetos pontiagudos contaminados (agulhas. as fezes.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS TRANSMISSÃO DE INFECÇÕES ♦ As principais formas de transmissão das infecções no hospital são: Através das mãos: caso não lavemos com freqüência as mãos.

instalações sanitárias.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS HIGIENIZAÇÃO HOSPITALAR ÁREAS HOSPITALARES „ O hospital é dividido em três áreas. cada uma com características distintas e com um tipo de limpeza e material adequado a cada uma. não há risco de transmissão de infecções.). ƒ Almoxarifado ƒ Escritórios ƒ Secretaria ƒ Serviços administrativos ƒ Farmácia ƒ Refeitórios ƒ Auditórios DEFINIÇÕES DE LIMPEZA E DESINFECÇÃO LIMPEZA „ É a remoção de toda sujeira local. mas o risco de adquirir infecções é menor. vômitos. ƒ UTI ƒ Centro cirúrgico ƒ Sala de parto ƒ Berçário de alto risco ƒ Unidade de queimados ƒ Hemodiálise ƒ Isolamentos ƒ Laboratórios de patologia ƒ Cozinhas ƒ Lactários ƒ Lavanderia ƒ Central de Material Esterilizado 2. 4 . Área Não-Crítica „ São todos os setores do hospital onde não há pacientes e. 1. fezes. e inclui a limpeza de pisos. diariamente. pus. de forma geral. pela presença de pacientes com falhas em seus mecanismos de defesa imunológica ou devido à facilidade para transmissão de infecções. ƒ Enfermarias ƒ Ambulatórios ƒ Banheiros de pacientes 3. superfícies de equipamentos e mobiliários. etc. Área Crítica „ São aquelas que apresentam maior risco de transmissão de infecções devido à realização de procedimentos invasivos. LIMPEZA CONCORRENTE „ É aquela realizada. esvaziamento e troca de recipientes de lixo. urina. portanto. de roupas e arrumação em geral. Área Semicrítica „ São aquelas onde se encontram pacientes. DESINFECÇÃO „ É a remoção de agentes infecciosos de uma superfície e deve ser realizada sempre que ocorrer a contaminação por matéria orgânica (sangue.

LIMPEZA TERMINAL „ Trata-se de uma limpeza mais completa. „ A limpeza terminal da unidade de um paciente internado deverá ser realizada logo após a alta. após a programação de cirurgias do dia. vidros. ♦ Passar o rodo com pano úmido. Retirar o excesso com pano úmido. ♦ Repetir o processo até que o pano fique bem limpo. macas e colchões. devido à alta rotatividade de atendimento. tarde e noite). inclusive camas. ♦ Mudar a água pura sempre que necessário. com risco de contaminação de pacientes ou funcionários. portas. 5 . colocado em volta de um rodo. grades do arcondicionado. através de rotina e de vistoria contínua.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS LIMPEZA IMEDIATA „ Trata-se da limpeza que é realizada quando ocorre sujidade após a limpeza concorrente em áreas críticas e semicríticas. àquela de origem orgânica. ♦ Passar um pano seco enrolado no rodo para secar bem o chão. paredes. banheiros e esvaziamento de lixo. luminárias. „ Tal sujidade refere-se. teto. ♦ Remover a solução suja com o rodo. peitoris. em locais de grande fluxo de pessoal e de procedimentos. equipamentos. „ Essa limpeza limita-se à remoção imediata dessa sujidade do local onde ela ocorreu e sua adequada dispensação. ♦ Limpar o local a ser lavado com a solução de água e detergente. abrangendo pisos. principalmente. „ A limpeza terminal do centro cirúrgico é realizada diariamente. „ Exemplos onde esse tipo de limpeza ocorre com freqüência são o pronto-socorro e o ambulatório. conforme a necessidade. LIMPEZA DE MANUTENÇÃO „ Limita-se principalmente ao piso. varandas. PRODUTOS UTILIZADOS NA LIMPEZA/DESINFECÇÃO AMBIENTAL Produto Solução de líquido neutro detergente Indicação Limpeza para sujidades remoção de Como Varredura úmida Hipoclorito de sódio a 1% Desinfecção de superfícies nãometálicas contaminadas com matéria orgânica Desinfecção metálicas de superfícies Deixar atuar por 10 minutos. Limpeza de Pisos ♦ Utilizar dois baldes durante a limpeza: ƒ um com água pura ƒ um com solução de detergente neutro ♦ Retirar os detritos soltos com pano úmido e limpo. a técnica utilizada dependerá do tipo de sujidade e de seu risco de contaminação. transferência ou óbito do paciente. em qualquer período do dia. sendo realizada nos três períodos do dia (manhã. etc. embebido em água limpa para enxagüar bem o chão. janelas. mobiliários. Álcool a 70% Fricção e secagem espontânea por três vezes consecutivas. ♦ Limpar e guardar o equipamento. quando observada através de vistoria contínua ou de solicitação.

cadeiras. sanitários. lavar colchões. LAVAR AS MÃOS ANTES E APÓS CADA TAREFA. ♦ Desprezar o papel ou pano em saco plástico branco leitoso próprio para uso hospitalar. As saboneteiras devem ser higienizadas cada vez que for feita a troca de sabão ou conforme a necessidade. nunca em movimentos de vaivém. o procedimento a ser realizado nessas superfícies consiste apenas na limpeza conforme explicado acima. Todo material de limpeza (balde. etc. da lavanderia. escarro. ♦ Com o uso de luvas. mesas. 14. Iniciar a limpeza da área menos contaminada para a mais contaminada. portas e janelas com detergente líquido neutro. 10. portanto. telefones) ƒ A higienização hospitalar é feita.) deverá ser limpo após o uso e guardado em local apropriado (depósito de material de limpeza – DML). etc. 8. 11. 12. torneiras e piso e. piso. ♦ Remover o desinfetante com pano molhado. 12. no mínimo. após cada procedimento de limpeza. ♦ Nestes locais pias. ♦ Aplicar sobre a área. ficando as soluções desinfetantes para uso somente quando há contaminação com matéria orgânica. hipoclorito de sódio a 1% durante 10 minutos. Utilizar álcool a 70% na desinfecção das superfícies metálicas. Limpar em um único sentido e em linhas paralelas. em situações normais. No banheiro. Nunca toque uma maçaneta de porta com a mão enluvada. laboratório. no caso de superfícies metálicas. O instrumental e o material utilizado para a limpeza das áreas críticas devem ser exclusivos para o setor. Iniciar a limpeza terminal pelo teto. Na limpeza terminal de apartamentos. urina. mesmo de áreas críticas e semicríticas. Utilizar hipoclorito de sódio a 1% se houver contaminação com matéria orgânica. Quando ocorrer contaminação de superfícies com matéria orgânica (sangue. a redução da população microbiana no ambiente e evitar a veiculação dos microrganismos porventura existentes. Áreas críticas devem ser limpas. enquanto se procede à limpeza do outro. não representam risco significativo de transmissão de infecções. O funcionário responsável por estas áreas deve permanecer no local de trabalho. no mínimo. dividir o corredor ao meio. retirar o excesso da carga contaminante em papel absorvível ou panos de limpeza. luvas e sapatos impermeáveis. 15. por último. porém com técnica rigorosa para garantir a retirada mecânica de sujidades. suporte de soro. ♦ Encaminhar o pano usado para secagem da área para a lavanderia em saco plástico. ♦ Proceder à limpeza de toda a área com a solução de detergente neutro. ♦ Secar bem a área com pano limpo. Áreas semicríticas devem ser limpas. posto de enfermagem e a área de recepção de material e expurgo da Central de Material Esterilizado. fezes. duas vezes ao dia. Usar o equipamento de proteção individual (EPI): uniformes. 7. Ao lavar os corredores. REGRAS BÁSICAS PARA LIMPEZA E DESINFECÇÃO 1. ♦ Hipoclorito de sódio a 250 ppm: 25 mL de hipoclorito a 1% em 975 mL de água. ou álcool a 70% no caso de superfícies metálicas(camas. Todos os utensílios utilizados na limpeza das áreas críticas devem sofrer limpeza após o uso e permanecer no DML localizado no ambiente de trabalho. além de sempre que necessário. 6. vassoura. paredes. comadre e papagaios. Retire a luva para abrir a porta ou abra o trinco com o auxílio do cotovelo. o vaso sanitário. panos. o piso. depois as paredes e. balcões. 9. devem ser descontaminados com hipoclorito de sódio a 250 ppm ou álcool a 70o. 13. macas. do lactário e da cozinha. 4. 5. enfermarias e salas cirúrgicas. ♦ Exceções a esta regra incluem banheiros. ♦ Portanto. pus. não podendo abandonar o setor até o fim do expediente. uma vez ao dia. deixando uma área livre para o trânsito de pessoal. 2. e sempre que necessário. com água e sabão. pias.): ƒ Usar o hipoclorito de sódio a 1% no caso de superfícies não-metálicas. 3. onde será desprezada toda a água suja (contaminada). teto. por último. as superfícies. FAÇA DA LAVAGEM DAS MÃOS UM HÁBITO. Desinfecção após Contaminação de Superfícies com Matéria Infectante ♦ Deve ser realizada sempre que houver contaminação de uma superfície com matéria orgânica potencialmente infectante. bancadas e pisos.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Desinfecção de Baixo Nível de Superfícies ♦ Segundo o Ministério da Saúde (Portaria 930/92). lavar paredes. 6 .

2. obedecendo a critérios técnicos. Fazer constar nos termos de licitação e de contratação sobre os serviços referentes ao tema desta Resolução e seu Regulamento Técnico. resíduos de fabricação de produtos biológicos. legislação ambiental e outras orientações contidas neste Regulamento. com suspeita de contaminação com proteína priônica. transporte. dos pacientes e do público em geral. bem como a proteção à saúde pública. RDC 50/2002. observadas suas características. Filtros de ar e gases oriundos de áreas críticas. A4 – carcaças. Cópia do PGRSS deve estar disponível para consulta sob solicitação da autoridade sanitária ou ambiental competente.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS LIXO HOSPITALAR INTRODUÇÃO É de responsabilidade dos dirigentes dos estabelecimentos geradores de RSS: 1. de universidades. e/ou quando não houver requisição prévia pela família. membros e órgãos) do ser humano. corrosividade. no âmbito dos estabelecimentos. com peso menor que 500 gramas ou estatura menor que 25 centímetros ou idade gestacional menor que 20 semanas. podem apresentar risco de infecção. A5 – todos os resíduos provenientes de paciente que contenham ou sejam suspeitos de conter agentes Classe de Risco IV. tratamento e destinação final destes resíduos. não é considerado resíduo. peças anatômicas e vísceras de animais provenientes de estabelecimentos de tratamento de saúde animal. A6 – órgãos.resíduos com a possível presença de agentes biológicos que. descarte de vacinas de microorganismos vivos ou atenuados. TIPOS DE LIXO GRUPO A (POTENCIALMENTE INFECTANTES) . coleta. A1 –. reatividade e toxicidade. produto de fecundação sem sinais vitais. tratamento e destinação final. indumentária que tiveram contato com os agentes acima identificados).resíduos contendo substâncias químicas que apresentam risco à saúde pública ou ao meio ambiente. de centros de experimentação. quando descartados. por suas características de maior virulência ou concentração. as exigências de comprovação de capacitação e treinamento dos funcionários das firmas prestadoras de serviço de limpeza e conservação que pretendam atuar nos estabelecimentos de saúde. A6 – kits de linhas arteriais endovenosas e dialisadores. independente de suas características de inflamabilidade. GRUPO B (QUÍMICOS) . segregação. resíduos de laboratórios de engenharia genética. armazenamento. de unidades de controle de zoonoses e de outros similares. Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde é o documento que aponta e descreve as ações relativas ao manejo dos resíduos sólidos. exceto os hemoderivados. 3. assim como camas desses animais e suas forrações. inoculação ou mistura de culturas. dos funcionários. contemplando os aspectos referentes à geração. que não tenham mais valor científico ou legal. e/ou quando não houver requisição prévia pelo paciente ou seus familiares. que não tenham mais valor científico ou legal. que apresentem relevância epidemiológica e risco de disseminação. kits de aférese A3 – peças anatômicas (tecidos.ANVISA. acondicionamento. A2 – bolsas contendo sangue ou hemocomponentes com volume residual superior a 50 ml. O cadáver. tecidos e fluidos orgânicos com suspeita de contaminação com proteína priônica e resíduos sólidos resultantes da atenção à saúde de indivíduos ou animais com suspeita de contaminação com proteína priônica (materiais e instrumentais descartáveis.culturas e estoques de agentes infecciosos de laboratórios industriais e de pesquisa. bem como no transporte. A definição do Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde – PGRSS referente ao estabelecimento sob sua responsabilidade. meios de cultura e instrumentais utilizados para transferência. conforme. GRUPO C (REJEITOS RADIOATIVOS) 7 .

Uniforme: calça comprida e camisa com mangas. lâminas e outros assemelhados provenientes de serviços de saúde. 3. de forma a identificação com sua função. admite-se o uso de sapatos impermeáveis e resistentes. resistentes. resistente a ruptura e vazamento e impermeável. 3. cor clara. • sobras de alimentos não enquadrados na classificação A5 e A7. antiderrapante e cano longo. solado antiderrapante. escalpes. • materiais passíveis de reciclagem. • gesso. luvas. • bolsas transfundidas vazias ou contendo menos de 50 ml de produto residual (sangue ou hemocomponentes). tipo semifacial e impermeável. não necessitam de processos diferenciados relacionados ao acondicionamento. para funcionários da coleta interna I. específico para uso pelos funcionários do serviço de limpeza. sendo obedecida a padronização das cores de saco para cada tipo de resíduo ♦ Lixo comum: saco plástico colorido ♦ Resíduos infectantes: saco plástico branco leitoso. de PVC. algodão. bisturis. Avental: impermeável.RSU. com cantos arredondados e ser resistente ao tombamento. especiais e comuns nos serviços de saúde. de tecido resistente e cor clara. ampolas de vidro. de PVC. independente do volume coletado. esparadrapo. ruptura e vazamento. • bolsas de coleta incompleta. Grupo E – PERFUROCORTANTES – são os objetos e instrumentos contendo cantos. 2. • resíduos de varrição. quando não enquadrados na classificação A5 e A7. resistente à punctura. Máscara: do tipo respiratória. bordas. Botas: impermeáveis. 2. 4. Luvas: impermeáveis. resistentes. 1. descartadas no local da coleta. não enquadrados na classificação A5 e A7. gazes. no momento de sua geração. • papéis de uso sanitário e fraldas. cor clara. agulhas. • cadáveres de animais. • embalagens em geral. com exceção dos enquadrados na classificação A5 e A7. capazes de cortar ou perfurar. assim como camas desses animais e suas forrações. podas e jardins. por suas características. ROTINA DE GERENCIAMENTO DO LIXO HOSPITALAR „ Esta norma fixa os procedimentos exigíveis para garantir condições de higiene e segurança no processamento interno de resíduos infectantes. em se tratando de resíduos infectantes o uso do gorro é obrigatório. identificação e tratamento. tem de ser acondicionado próximo ao local de geração. Gorro: cor clara e de forma a manter os cabelos presos permanentemente e em sua totalidade. quando acompanhadas de agulha. flores. „ Descrição de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) Todos os EPI utilizados por pessoas que lidam com resíduos de serviço de saúde têm de ser desinfetados e lavados diariamente e sempre que ocorrer contaminação por contato com material infectantes. com tampa provida de sistema de abertura sem contato manual. devendo ser considerados resíduos sólidos urbanos . Todas as lixeiras devem ser forradas com sacos plásticos. 4. Todo resíduo. de PVC e comprimento médio. Óculos protetores: para uso em situações com risco de respingos de material infectante. As unidades geradoras têm de dispor de número suficiente de recipientes para cada tipo de resíduo. tecidos ou fluidos orgânicos.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS GRUPO D (RESÍDUOS COMUNS) – são todos os resíduos gerados nos serviços abrangidos por esta resolução que. 8 . • lâminas de barbear. Geração e Segregação 1. compressas. 6. pontos ou protuberâncias rígidas e agudas. • espécimes de laboratório de análises clínicas e patologia clínica. Os resíduos do grupo A devem estar contidos em recipiente de material lavável. equipo de soro e outros similares. 5. • resíduos provenientes das áreas administrativas. que tenham tido contato ou não com sangue. 7.

8. armazenamento temporário e tratamento será tratado segundo a classificação dos resíduos supracitada. 9 . Identificação ƒ O símbolo que representa o GRUPO A. em equipamento compatível com Nível III de Inativação Microbiana (inativação de bactérias vegetativas. parasitas e micobactérias. com rótulos de fundo branco. resistentes à perfuração e à prova de vazamentos. A identificação dos sacos de armazenamento e dos recipientes de transporte poderá ser feita através de adesivos. incluindo frascos de vacinas vazios com restos do produto. Manejo de Resíduos de Serviço de Saúde Para fins de aplicabilidade deste Regulamento. devem ser recolhidos e devolvidos às Secretarias de Saúde responsáveis pela distribuição. quando não puderem ser submetidos ao tratamento em seu local de geração. Os recipientes de transporte interno devem estar identificados com símbolo correspondente aos resíduos do Grupo A. identificação. o manejo dos RSS nas fases de acondicionamento. „ Os resíduos resultantes de atividades de vacinação em massa. fungos. „ Devem ser submetidos a descontaminação por autoclavação ou outros processos que vierem a ser validados para a obtenção de redução ou eliminação da carga microbiana. é o símbolo de substância infectante. stearothermophilus com redução igual ou maior que 4Log10). ruptura e vazamento. com exceção das utilizadas nas áreas não-críticas. ƒ ƒ ƒ Na identificação dos sacos. sendo proibido o seu esvaziamento ou reaproveitamento. ainda as anotações descritas abaixo de acordo com o tipo de resíduos: 9 resíduos do tipo A3: data e nome da unidade geradora. 7. resistente à punctura. desde que seja garantida a resistência destes aos processos normais de manuseio dos sacos e recipientes. As lixeiras das áreas críticas e todas aquelas que recebem resíduos infectantes devem ser higienizadas ao menos uma vez ao dia. agulhas e seringas. As outras serão limpas sempre que apresentarem sujidade evidente ou semanalmente. de modo a permitir seu correto fechamento. „ Se houver resíduo perfurocortante. RESÍDUOS DO GRUPO A Classificação A1 „ Estes resíduos não podem deixar a unidade geradora sem tratamento prévio. devem ser indicadas. 6. Todas as lixeiras. devem possuir tampa que as fechem hermeticamente para evitar a atração de insetos pelo odor do lixo. „ Os resíduos devem ser inicialmente acondicionados de maneira compatível com o processo de descontaminação a ser utilizado. a inscrição de “PEÇAS ANATÔMICAS” 9 para os demais resíduos: data e nome da unidade geradora e a inscrição “RESÍDUO DE SERVIÇO DE SAÚDE”. os resíduos devem ser acondicionados e identificados como resíduos do tipo D. Os materiais pérfuro-cortantes devem ser acondicionados em recipientes rígidos que possam ser fechados.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS 5. em recipiente rígido. Os sacos de lixo devem ser usados até quando dois terços de sua capacidade estiverem preenchidos. este deve ser submetido às orientações específicas para este resíduo. de forma a garantir o transporte seguro até a unidade de tratamento. e inativação de esporos do B. com tampa e devidamente identificado. desenho e contornos pretos. „ Após o processo de descontaminação. vírus lipofílicos e hidrofílicos.

em recipientes. „ Após o processo de descontaminação. os resíduos resultantes do tratamento devem ser acondicionados e identificados como resíduos do tipo D. contaminadas ou com produto residual acima de 50 ml e os kits de aferese devem ser encaminhadas diretamente para os Aterros Sanitários. com tampa. devem ser acondicionados em saco branco leitoso. do Município ou do Distrito Federal.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Classificação A2 „ Devem ser acondicionados em saco branco leitoso. com tampa e devidamente identificado. Devem ser acondicionados em saco branco leitoso. As agulhas descartáveis devem ser desprezadas juntamente com as seringas. Classificação A7 „ Devem sempre ser encaminhados a sistema de incineração. ou III – encaminhados para tratamento em equipamento que destrua as suas características morfológicas. acrescido da inscrição „ de RESÍDUO PERFUROCORTANTE. sendo expressamente proibido o esvaziamento desses recipientes para o seu reaproveitamento. resistente à punctura. „ Caso o tratamento previsto no item acima venha a ser realizado fora da unidade geradora. Posteriormente devem ser encaminhados a sistema de incineração. resistentes à punctura. ou II – encaminhados para enterramento em covas rasas em cemitério. de forma a garantir o transporte seguro até a unidade de tratamento. „ Todo manejo deste tipo de resíduo deve obedecer às normas de biossegurança para o nível Classe de Risco IV. RESÍDUOS DO GRUPO E Os materiais perfurocortantes devem ser descartados separadamente. Os resíduos do Grupo E devem ser encaminhados para destinação final em Aterro Sanitário. desde que haja acordo com órgão competente do Estado. não podendo ser descartados diretamente. devidamente identificados. imediatamente após o uso. em qualquer tipo de destino final. é o símbolo de substância infectante. o acondicionamento para transporte das bolsas contendo sangue ou hemocomponentes deve ser em recipiente rígido. ruptura e vazamento. podendo ser: I – encaminhados para destinação final em Aterro Sanitário. as bolsas devem ser submetidas a processo de descontaminação por autoclavação ou serem submetidas a tratamento com tecnologia que reduza ou elimine a sua carga microbiana em equipamento compatível com Nível III de Inativação Microbiana (ver explicação no item anterior) e que desestruture as suas características físicas. rígidos. „ Devem ser acondicionados em saco branco leitoso. quando descartáveis. de modo a se tornarem irreconhecíveis. Classificações A3 e A4 Devem ser acondicionados em saco branco leitoso. licenciado para este fim. „ As bolsas contendo sangue ou hemocomponentes. „ 10 . Classificação A5 „ Devem ser submetidos obrigatoriamente a processo de descontaminação por autoclavação. „ sendo proibido reencapá-las ou proceder a sua retirada manualmente O símbolo que representa o GRUPO E. „ Caso não haja a disponibilidade do tipo de destino final acima mencionado. indicando o risco que apresenta aquele resíduo. ruptura e vazamento. não sendo admitido qualquer outro „ tipo de disposição final. vencidas. „ Após incineração devem ser encaminhados para aterros sanitários. Classificação A6 „ Não necessitam de tratamento previamente à sua disposição final. „ Devem ser encaminhados diretamente para os Aterros Sanitários. dentro da unidade. „ devidamente licenciado em órgão ambiental competente. no local de sua geração. Neste caso.

feitos de material resistente e de fácil limpeza. botas) com acréscimo de avental impermeável. visando agilizar a coleta dentro do estabelecimento. com a distribuição das roupas. 5. central em relação a vários pontos de descarte e próxima a eles. horário e demais exigências do serviço. Os trabalhadores destacados para o serviço de coleta e transporte interno não devem realizar serviços de conservação e limpeza em outras unidades. O transporte dos resíduos para o abrigo de resíduos deve ser sempre realizado pelos carros de coleta interna. o funcionário deve lavar as mãos ainda enluvadas. fibra de vidro ou aço inox. 10. Os horários de coleta não devem prejudicar outras atividades. máscaras. o armazenamento temporário poderá ser dispensado. Recipientes rompidos. luvas. Os recipientes são deixados nesta área. Nunca transferir lixo de um recipiente para outro. Caso o volume de resíduos gerados e a distância entre o ponto de geração e o armazenamento final justifiquem. lavável e impermeável. danificados ou vazando devem ser colocados dentro de outro. no que se refere à freqüência. com válvula de dreno no fundo e cantos e arestas arredondados. 4. 3. 4. É expressamente proibido esvaziar os sacos de resíduos de serviços de saúde. retirando as luvas e colocando-as em local apropriado. Após a coleta interna o material pode ir sendo acumulado em uma área específica. A coleta interna tem de ser efetuada de acordo com as necessidades da unidade geradora. De preferência esta área deverá ter piso e paredes revestidos com material liso. O trajeto para o traslado de resíduos desde a geração até o armazenamento externo deve permitir livre acesso dos recipientes coletores de resíduos. 11 . 5. máscara. por no máximo 8 horas. evitando-se coincidir com as refeições. quando necessária. Coleta Interna II 1. até que haja número suficiente para transporte adequado até o abrigo de resíduos. em local próximo aos pontos de geração. Os EPI utilizados pelo pessoal que realiza a coleta interna II são os mesmos usados na coleta interna I (uniforme. Utilizar EPI: uniforme. retirar o excesso de ar. 8. 2. luvas e botas. gorro. Os carros coletores devem ser higienizados diariamente ou sempre que apresentar sinais de vazamento de resíduos. resistente. horário de visitas ou outros momentos de maior fluxo de pessoas na unidade. com tampa basculante. 7. superfície plana. O carro coletor para transporte interno deve ser exclusivo para esta finalidade. 4. 9. Não poderá ser feito armazenamento temporário com disposição direta dos sacos sobre o piso. principalmente no centro cirúrgico e unidade de terapia intensiva. O saco plástico deve ser fechado torcendo e amarrando a sua abertura com nó. Após a coleta interna. e otimizar o traslado entre os pontos geradores e o ponto destinado à apresentação para coleta externa. Consiste na guarda temporária dos recipientes contendo os resíduos já acondicionados. como plástico. sem antes tomar banho e trocar de roupa. possuir piso com revestimento resistente à abrasão. deve-se imediatamente realizar a desinfecção e limpeza simultânea do local. No caso de acidente ou derramamento. regular. provido de rodas revestidas de material que impeça ruído. No armazenamento temporário não é permitida a retirada dos sacos de resíduos de dentro dos recipientes ali estacionados. 3. O funcionário deve lavar as mãos antes de calçar as luvas e depois de retirá-las. 3. NUNCA PRESSIONAR O CONTEÚDO DO RECIPIENTE COM MÃOS OU PÉS PARA EVITAR LESÕES COM PÉRFURO-CORTANTES. No manuseio de resíduo comum. 6. com inclinação de acordo com a RDC da ANVISA N.º 50/2002. 2.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Coleta Interna I 1. além de abertura para ventilação. 11. 2. antiderrapante e rampa. gorro. 5. pode ser dispensado o uso de gorro e máscara. Armazenamento Temporário 1. Ao fechar o saco.

O abrigo deve ser identificado e restrito aos funcionários do gerenciamento de resíduos. O abrigo de resíduos do Grupo A e D deve ser dimensionado de acordo com o volume de resíduos gerados. sentido de abertura para fora. tomada elétrica. possuir cobertura com telhado. 2. O abrigo de higienização deve ser contíguo ao abrigo de resíduos. com tela de proteção contra insetos . baldes. materiais. acrescido de óculos protetores. vassouras. com capacidade de armazenamento dimensionada de acordo com a periodicidade de coleta do sistema de limpeza urbana local. 4. com acesso externo facilitado à coleta. deve ser construído em ambiente exclusivo.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Armazenamento Externo 1. de dimensão equivalente a. no mínimo. 4. pás. no mínimo. lavável e de fácil higienização. O piso deve ser revestido de material liso. de largura compatível com as dimensões dos recipientes de coleta externa. canaletas de escoamento de águas servidas direcionadas para a rede de esgotos do estabelecimento e ralo sifonado provido de tampa que permita a sua vedação. recipientes de suporte de sacos de resíduos. O abrigo de resíduo não deve ser usado para guarda ou permanência de utensílios. possuindo. A limpeza e desinfecção devem ser diárias. de fácil acesso aos recipientes de transporte e aos veículos coletores . impermeáveis. 9. laváveis e de cor clara. equipamentos de limpeza ou qualquer outro objeto. 6. providos de pontos de luz e tomada. pontos de iluminação e de água. 5. tanque com torneira. 12 . 3. denominado de abrigo de resíduos. O armazenamento externo. O fechamento deve ser constituído de alvenaria revestida de material liso. O abrigo deve ter porta provida de tela de proteção contra roedores e vetores. impermeável. 7. ambientes separados para atender o armazenamento de recipientes de resíduos do GRUPO A e do GRUPO D. ponto de água com torneira baixa e alta. 8. O abrigo de resíduos deve possuir área específica de higienização para limpeza e desinfecção simultânea dos recipientes coletores e demais equipamentos utilizados no manejo de RSS. O funcionário deve usar o mesmo EPI da coleta interna II. 2. Consiste na guarda dos recipientes de resíduos até a realização da coleta externa. com aberturas para ventilação. lavável e de fácil higienização. lisos. dimensões compatíveis com os equipamentos que serão submetidos à limpeza e higienização. piso e paredes resistentes. Os recipientes de transporte interno não podem transitar pela via pública externa à edificação para terem acesso ao abrigo de resíduos. 1/20 (um vigésimo) da área do piso. panos de chão e demais materiais destinados ao gerenciamento de resíduos de serviços de saúde. canaletas de escoamento de águas servidas direcionadas para a rede de esgoto do estabelecimento e ralo sifonado com tampa que permita a sua vedação. O abrigo de higienização consiste em local exclusivo para limpeza e higienização dos utensílios. Abrigo de higienização 1. em ambiente exclusivo com acesso facilitado para os veículos coletores. O abrigo de resíduo deve ser higienizado (limpeza e desinfecção) após a coleta externa ou sempre que ocorrer derramamento. 3. carros coletores de resíduos.

Estes artigos devem ser esterilizados. a maioria dos vírus e fungos. Habitualmente a mucosa intacta é resistente à infecção por esporos bacterianos comuns. DEFINIÇÕES Limpeza: remoção de todo material estranho dos objetos (por exemplo: terra. agulhas. etc. Exemplos: Estetoscópios. pode ser realizada com glutaraldeído a 2% ou hipoclorito de sódio a 0. colonoscópios. Esterilização: destruição ou eliminação completa de todas as formas de vida microbiana. são objetos que entram em contato com o sistema vascular ou com tecidos estéreis. artroscópios. bactérias na forma vegetativa. se contaminados com qualquer tipo de microrganismo. Artigos Não-críticos: artigos que entram em contato apenas com a pele íntegra. Desinfecção de médio nível: inativa o bacilo da tuberculose. tubos endotraqueais circuito de anestesia. CLASSIFICAÇÃO DOS ARTIGOS MÉDICOS Artigos Críticos: artigos com alto risco de causar infecção. Artigos Semicríticos: artigos que entram em contato com membranas mucosas intactas ou com a pele lesada. alimento. fezes. A limpeza. Antissepsia: processo que elimina a maioria ou todos os microrganismos patogênicos. cateteres intravasculares.). desinfecção e esterilização adequadas dos diversos artigos médico-hospitalares é essencial na prevenção das infecções hospitalares.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ESTERILIZAÇÃO E DESINFECÇÃO INTRODUÇÃO „ „ Os artigos de múltiplo uso em estabelecimentos de saúde podem transportar agentes infecciosos se não sofrerem processo de descontaminação após o uso entre um paciente e outro. roupas 13 . laparoscópios. materiais cirúrgicos. sangue. é realizada com hipoclorito de sódio a 0. endoscópios). mas não destrói microrganismos resistentes como o bacilo da tuberculose e esporos bacterianos.1% (1. Estes artigos podem apenas ser limpos ou submetidos à desinfecção de baixo nível. mas é susceptível a outros microrganismos como o bacilo da tuberculose e vírus. inclusive esporo bacteriano. • • • Desinfecção de alto nível: destrói todos os microrganismos e alguns esporos. Desinfecção: processo que elimina a maioria ou todos os microrganismos patogênicos. Desinfecção de baixo nível: mata a maioria das bactérias. Exemplos: Instrumentos de fibra óptica (broncoscópios.1% com tempo de exposição de 10 minutos ou com álcool a 70%. espéculos vaginais. exceto os esporos bacterianos da pele e mucosas.000 ppm) ambos com um tempo de exposição de 20 minutos ou mais. circuito de terapia respiratória. pode ser realizada com hipoclorito de sódio a 0. termômetro. exceto os esporos bacterianos de superfícies inanimadas. exceto esporos bacterianos.01% (100 ppm) durante 10 minutos ou com álcool a 70%. otoscópios. Exemplos: Implantes ou próteses. alguns vírus e fungos. utensílios de refeição. deve preceder qualquer processo de esterilização ou desinfecção. Estes artigos devem ser submetidos à desinfecção de alto nível.

pias e bancadas de trabalho deve permitir um fluxo contínuo sem retrocesso e sem cruzamento do material limpo com o contaminado. pois ocorre formação de umidade) Estocar em armários fechados. Meio Químico Líquido • Glutaraldeído Os pacotes devem estar • Uniforme íntegros e secos. É necessário que haja uma barreira física separando a área limpa da contaminada. A estrutura física da central de material deve prever. • Desmontar equipamentos articulados • Enxágüe com água corrente potável • Idealmente o último enxagüe deve ser feito com água destilada (evitar desgaste dos materiais devido ao depósito de metais oriundos da água ou das tubulações • Secagem • Empacotar conforme indicado • Etiquetar. Meio Químico Gasoso • Óxido de etileno • Pastilhas de formalina EPI • Luvas de borracha grossas. descontaminação. identificando o material. lavagem e secagem. um depósito para material de limpeza e vestiário com sanitários para funcionários. antiderrapante • Máscara antipartículas • Óculos protetores • Avental impermeável • Botas impermeáveis • Gorro • Uniforme • Gorro • Uniforme • Gorro Armazenamento Armazenar com garantia de preservação da esterilidade do material Área limpa c. identificação. exclusivos. Deve estar separada das demais através de uma barreira física.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ÁREAS DA CENTRAL DE MATERIAL ESTERILIZADO „ „ „ A disposição dos equipamentos. Classificação Área suja Preparo Empacotamento. de acesso restrito. cano alto. utilizando água+sabão ou imersão em solução desincrostante . Área Expurgo Função Receber materiais contaminados e executar processos de limpeza. controle químico Área limpa Esterilização Eliminação completa de todas as formas de vida microbiana dos artigos Área limpa Método • Lavagem manual ou mecânica. Meio Físico • Calor seco • Calor úmido sob pressão b. data e responsável • Fixar fita de controle químico na face externa do pacote a. 14 . resfriados • Gorro naturalmente nas autoclaves(não resfriar em bancadas. ainda.

Desinfecção: enxágüe com água potável. além de não alterar borrachas. avental impermeável Para se tornar esporocida. Observar o tempo de exposição: • desinfecção: 30 minutos • esterilização: 10 horas 5.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ESTERILIZAÇÃO E DESINFEÇÃO DE ALTO NÍVEL DE ARTIGOS MÉDICO-HOSPITALARES EM SOLUÇÃO DE GLUTARALDEÍDO A 2% Artigos utilizados • • Usar EPI Desmontar artigos articulados Lavar com água e sabão ou imergir em solução desincrostante Secagem Expurgo Limpeza • • Área limpa 1. a solução deve ser “ativada”. Manter o recipiente fechado 4. Preencher o interior das tubulações com auxílio de seringas. secagem. óculos. plásticos e lentes • • • • • • • • • • EPI: máscara com filtro químico. Acondicionar em campo estéril 15 Área limpa Enxágüe e secagem • Área limpa Acondicionamento • . O glutaraldeído é excelente microbicida e é não-corrosivo para metais. tornar-se alcalina através da adição de um agente alcalinizante (ativador) A vida média desta solução é de 14 a 28 dias Não misturar artigos de substâncias metálicas diferentes Contar o tempo após a imersão do último artigo Os recipientes devem conter volume suficiente da solução para imergir totalmente os artigos Os recipientes devem ficar bem tampados Identificar os recipientes por fora: solução. secar com técnica asséptica e compressas estéreis ou com ar comprimido. Imersão completa na solução 2. luva de borracha. se necessário 3. ou seja. prazo de validade Retirar os artigos da solução com luva estéril Esterilização: enxágüe em água estéril com técnica asséptica(luvas e baldes estéreis).

acondicionar os materiais semi-abertos e cobri-los com as pontas do campo Campo de algodão cru duplo Embalar individualmente em campo simples. 16 . sempre na primeira carga do dia e ao término de qualquer manutenção realizada (preventiva ou corretiva) „ O pacote com o teste dever ser colocado no local de mais difícil acesso ao agente esterilizante (no caso.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ESTERILIZAÇÃO PELO CALOR ÚMIDO SATURADO SOB PRESSÃO (AUTOCLAVE) EMBALAGENS PARA ESTERILIZAÇÃO EM AUTOCLAVE A VAPOR Materiais Instrumentos Cirúrgicos Embalagens Caixa metálica. ocorre a admissão do vapor. iniciase a exposição dos materiais à esterilização. Não secar os materiais em bancadas fora da autoclave. próximo à válvula de exaustão do vapor). com espaço entre eles • Caixas metálicas devem estar deitadas e utilizadas somente sem a tampa ou perfuradas e recobertas com embalagem adequada (algodão cru. Compreende três fases: • Tempo de penetração • Tempo de esterilização • Intervalo de confiança Aguardar 5 a 10 minutos. favorecendo a contaminação. Colocar campo simples no interior da caixa. embalar em grupos com campo de algodão cru duplo Drenos: envelope de polipropileno (filme plástico) Luvas: papel grau cirúrgico Tecidos Vidros Borracha PROCESSO GERAL DE ESTERILIZAÇÃO EM AUTOCLAVE A VAPOR Processo Disposição dos pacotes dentro da autoclave Método • Empilhamento vertical • Não ultrapassar 2/3 da capacidade da câmara e não encostar nas paredes • Dispor os pacotes de forma intercalada. A seguir. papel crepado) • Objetos côncavos devem ser colocados de boca para baixo Remoção do ar do interior da câmara e dos pacotes através de vácuo Após a exaustão do ar. Teste da Fita de Autoclave „ Colocar uma fita de autoclave na face externa de cada pacote a ser esterilizado na autoclave. „ Verificar a mudança da coloração do indicador químico. Remoção Admissão do vapor Exaustão do vapor Secagem da carga MONITORIZAÇÃO Teste biológico „ Realizado semanalmente. pois ocorre a formação de umidade.

o ambiente deve ser climatizado para se obter uma temperatura em torno de 25 °C. com intervalos de pelo menos 30 cm do chão e 50 cm do teto. „ Colocar a folha com a fita de autoclave no centro geométrico desta pilha. em local onde o acesso do vapor é mais difícil. na parte inferior e na frente. obtendo-se uma pilha de 25 a 28 cm de altura. não absorvente. separado dos demais. comprova-se a presença de ar residual na câmara interna e a autoclave deve ser interditada para avaliar o funcionamento da bomba de vácuo. „ Colocar somente o pacote-teste na autoclave. „ Empacotar normalmente e identificar como “pacote-teste”. „ Empilhar campos de 0.60 cm em número de 24 a 36 campos. ou seja. „ Sua disposição deve ser preferencialmente em prateleiras com portas de fácil limpeza. „ O material esterilizado deve ficar em local próprio e limpo.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Teste de Bowie-Dick (modificado) „ Avalia a adequação da etapa de remoção do ar da câmara interna da autoclave. „ Este teste pode ser improvisado com o uso de fita para autoclave colado em cruz cobrindo toda uma folha de papel encerado. ESTOQUE E VALIDADE DA ESTERILIZAÇÃO Invólucros Tecido de algodão simples (duas camadas costuradas nas pontas) Tecido de algodão duplo Papel crepado simples Tecido de algodão simples + papel simples Envelope de polipropileno Condições de estoque Armário aberto Armário fechado Armário aberto Armário fechado Armário aberto Armário fechado Armário aberto Armário aberto Prazo de validade (dias) 3-14 14-21 28-56 56-77 28-49 > 63 77-98 5 anos 17 . de acordo com as especificações do fabricante. e autoclavar o teste a 134-137 °C durante exatamente 3 minutos e meio. „ Se a fita estiver pálida em sua região central. de cerca de 24 x 30 cm. „ Efetuar a operação de pré-vácuo da câmara. „ É necessário que a circulação do pessoal seja restrita! „ Em nossa região geográfica. ARMAZENAMENTO „ Um correto processo de esterilização só acontece quando se completa com eficácia e segurança o armazenamento do material. „ Recomenda-se que o teste de Bowie-Dick seja feito no primeiro ciclo do dia.90 x 0.

BASTA ATIVÁ-LO. ACONDICIONAR ARTIGOS EMBALADOS EM CAMPOS ESTÉREIS EM RECIPIENTE FECHADO. ENXAGÜE COPIOSO COM ÁGUA POTÁVEL. RETIRAR ARTIGOS DA SOLUÇÃO COM LUVAS ESTÉREIS.02% 60 MINUTOS FRICCIONAR E DEIXAR SECAR TRÊS VEZES CONSECUTIVAS DESINFECÇÃO DE ALTO NÍVEL COM GLUTARALDEÍDO EM CASO DE CONTAMINAÇÃO COM MATÉRIA ORGÂNICA ENXAGÜE COPIOSO COM ÁGUA POTÁVEL 18 . SECAGEM COM AR COMPRIMIDO AUTOCLAVE (METÁLICA) CÂNULA DE TRAQUEOSTOMIA GLUTARALDEÍDO A 2% (PLÁSTICA) AUTOCLAVE AUTOCLAVE ÁLCOOL A 70% 30 MINUTOS FRASCOS DE ASPIRAÇÃO LÁTEX PARA ASPIRAÇÃO CABO DE LARINGOSCÓPIO AMBU LAVAGEM COM ÁGUA E SABÃO MÁSCARA E COPO DE NEBULIZAÇÃO HIPOCLORITO DE SÓDIO A 0. TEMPO DE TROCA DE TROCA DA SOLUÇÃO: 15 DIAS APÓS ATIVAÇÃO.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS PADRONIZAÇÃO DE DESINFECÇÃO E ESTERILIZAÇÃO DE ARTIGOS DISPOSITIVOS RESPIRATÓRIOS ARTIGO MÁSCARAS DE AMBU E MACRONEBULIZAÇÃO VÁLVULAS DE AMBU COM COMPONENTE METÁLICO CÂNULA OROFARÍNGEA LÂMINA DE LARINGOSCÓPIO (sem lâmpada) TUBO OROTRAQUEAL CIRCUITOS DE RESPIRADORES CONEXÕES E ACESSÓRIOS DE RESPIRADORES REPROCESSAMENTO GLUTARALDEÍDO A 2% TEMPO 30 MINUTOS • • GLUTARALDEÍDO A 2% GLUTARALDEÍDO A 2% GLUTARALDEÍDO A 2% GLUTARALDEÍDO A 2% GLUTARALDEÍDO A 2% 30 MINUTOS 30 MINUTOS 30 MINUTOS 30 MINUTOS 30 MINUTOS • • • CIRCUITOS DE CPAP NASAL GLUTARALDEÍDO A 2% 30 MINUTOS • COMENTÁRIOS GLUTARALDEÍDO É PRONTO USO.

ENXAGÜAR COM ÁGUA FERVIDA COPOS DE MAMADEIRAS E CHUCAS BICOS DE MAMADEIRAS 10 MINUTOS SONDAS PARA DIETA ENTERAL HIPOCLORITO DE SÓDIO A 0.1% 20 MINUTOS ESFIGMOMANÔMETRO ALMOTOLIAS SEMANALMENTE INICIAR A CONTAGEM DO TEMPO DE FERVURA QUANDO A ÁGUA ESTIVER EM EBULIÇÃO ENXAGÜAR EM ÁGUA FERVIDA .PREENCHER TODA A LUZ DA SONDA .Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS PADRONIZAÇÃO DE DESINFECÇÃO E ESTERILIZAÇÃO DE ARTIGOS INSTRUMENTAL CIRÚRGICO E OUTROS ARTIGOS ARTIGO REPROCESSAMENTO INSTRUMENTAL CIRÚRGICO AUTOCLAVE METÁLICO AGULHAS METÁLICAS AUTOCLAVE ELETROCAUTÉRIO AUTOCLAVE PONTAS DE CRIOCAUTÉRIO AUTOCLAVE TECIDO PARA PROCEDIMENTO AUTOCLAVE CIRÚRGICO AUTOCLAVE ESPÉCULO VAGINAL (metálico) OU GLUTARALDEÍDO A 2% COMADRES E PAPAGAIOS ÁLCOOL A 70% TEMPO COMENTÁRIOS 30 MINUTOS FRICCIONAR E DEIXAR SECAR TRÊS VEZES CONSECUTIVAS FRICCIONAR E DEIXAR SECAR TRÊS VEZES CONSECUTIVAS FRICCIONAR E DEIXAR SECAR TRÊS VEZES CONSECUTIVAS TERMÔMETRO ÁLCOOL A 70% ESTETOSCÓPIO ÁLCOOL A 70% LAVAGEM DO MANGUITO COM ÁGUA E SABÃO LAVAGEM COM ÁGUA E SABÃO FERVURA OU ESTERILIZAÇÃO EM AUTOCLAVE HIPOCLORITO DE SÓDIO A 0.1% 10 MINUTOS 19 .

2001. Sumarizamos abaixo a rotina preconizada: Imediatamente após o uso. Colocar em solução de hipoclorito de sódio a 200 ppm de modo que os artigos fiquem totalmente submersos e que toda a superfície interna e externa permaneça em contato com a solução. Após 60 minutos.02% x 1000 ÷ 1% = 20 mL „ A validade da solução após o preparo é de 24 horas (devido à volatilização do cloro e pela ação inativadora exercida pela luz solar).02%). A água sanitária contém 5. utilizando-se de escovas para uma limpeza adequada. Enxaguar abundantemente para total remoção de resíduos de detergente. Certificar-se que não há bolhas de ar no interior das tubulações. 2. O processo deverá constituir-se de desinfecção com hipoclorito de sódio a 200 ppm por um período de 60 minutos. A solução deverá ser trocada a cada 24 horas. 4. Secar bem. copos. 20 . sua concentração.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS LIMPEZA E DESINFECÇÃO DOS ARTIGOS UTILIZADOS EM TERAPIA INALATÓRIA „ Tais procedimentos visam a eliminação do risco de transmissão de patógenos respiratórios para os pacientes durante o uso dos artigos supracitados.000 ppm): • Vr = (Cf x Vf) ÷ Ci • Vr = (200 x 1000 mL) ÷ 10000 = 200000 ÷ 10000 = 20 mL (retirar 20 mL da solução de hipoclorito a 1% e acrescentar a 980 mL de água para se obter 1 litro da solução a 200 ppm). Lavar com água e detergente neutro.000 ppm). a partir de uma solução a 1% (10. 10. umidificadores e tubulações. O recipiente usado na desinfecção deverá ser lavado diariamente. 3. com água e detergente neutro. incluindo máscaras.25% ou 52. 5.500 ppm de cloro livre. Para se calcular qual o volume que deve ser retirado de uma destas soluções para obter-se uma nova solução em concentração diferente. Identificar o recipiente com o nome da solução. As tubulações devem ter todo seu lúmen preenchido com a solução. 1. conforme recomendado no manual do Ministério da Saúde sobre Orientações Gerais para Central de Esterilização. • Calculando-se com a concentração em porcentagem. 8. seco e fechado. a data e a hora da troca. retirar todos os artigos empregados na terapia inalatória. no momento da troca da solução. bem como sua tampa. utilizando-se para tanto de uma seringa estéril. obtém-se o mesmo volume: 0. artigo por artigo. 7. 9. DILUIÇÃO DO HIPOCLORITO DE SÓDIO PARA DESINFECÇÃO DE UTENSÍLIOS HOSPITALARES „ A solução de hipoclorito normalmente disponível para uso hospitalar é a 1% (10. empregase a fórmula: Vr = (Cf x Vf) ÷ Ci Onde: Vr = volume em mililitro a ser retirado da solução que se dispõe no hospital Cf = concentração final da solução que se quer preparar (em % ou ppm) Vf = volume final em mililitros que se quer obter Ci = concentração inicial da solução que se dispõe no hospital „ Exemplo: preparar uma 1 litro de uma solução de hipoclorito de sódio a 200 ppm (0. retirar todo o material com luvas e enxaguar copiosamente com água corrente. para garantir a desinfecção de toda a superfície interna. Secar bem e guardar em recipiente limpo. 6. 11.

02%) 10 mL 20 mL 40 mL 60 mL 80 mL 100 mL 490 mL 980 mL 1960 mL 2940 mL 3920 mL 4900 mL 500 mL 1 litro 2 litros 3 litros 4 litros 5 litros 120 mL 140 mL 160 mL 180 mL 200 mL 5880 mL 6860 mL 7840 mL 8820 mL 9800 mL 6 litros 7 litros 8 litros 9 litros 10 litros 21 .02%) Volume de hipoclorito a 1% (10.000 ppm) Volume de água Volume total da solução a 200 ppm (0.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS TABELA PARA O PREPARO DE HIPOCLORITO DE SÓDIO PARA DESINFECÇÃO DE ARTIGOS DE INALOTERAPIA Volume de hipoclorito a 1% (10.000 ppm) Volume de água Volume total da solução a 200 ppm (0.

„ Florence Nightingale. adaptados ao parasitismo. „ Dois princípios básicos norteiam o controle de infecções em lavanderia hospitalar: não agitar a roupa e remover ou destruir os microrganismos contaminantes. „ A lavanderia hospitalar é um dos serviços de apoio ao atendimento dos pacientes. podem ser dispersas pela poeira contaminante. o equipamento e os métodos utilizados no processo da roupa. os materiais perfurocortantes encontrados devem ser depositados em recipientes de superfícies rígidas para descarte ou devolução. „ O processo normal de lavagem. responsável pelo processamento da roupa e sua distribuição em perfeitas condições de higiene e conservação. Semmelweis. aumentam a capacidade de sobrevivência dos microrganismos no ambiente. em quantidade adequada a todas às unidades do hospital . contaminava todo o ambiente circundante. uma para cada área. na parede que separa a área contaminada da área limpa. utilizado nas lavanderias tradicionais. alvejante (cloro ou peróxido de hidrogênio) e amaciante (quaternário de amônio). „ Tais descobertas revolucionaram a planta física da lavanderia hospitalar. „ Esta barreira de contaminação só será realmente eficiente se existirem as lavadoras de desinfecção. temperatura. na área suja. relacionada ao efeito filtro da extratora. manipuladas o mínimo possível. alteração de pH. embora para este último seja questionada sua ação germicida nas concentrações empregadas.000 bactérias por minuto. em hospitais de campanhas militares. „ A principal medida introduzida na moderna lavanderia hospitalar. ROUPA CONTAMINADA „ É a roupa que se apresenta suja com fluidos biológicos ou contém agulhas e/ou outros materiais perfurocortantes usados.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS LAVANDERIA HOSPITALAR INTRODUÇÃO „ Os pioneiros do controle de infecção hospitalar identificaram o papel da roupa suja na sua cadeia epidemiológica. dependendo de sua atividade física. A presença de matéria orgânica. pelos próprios funcionários contaminados (mãos sujas. durante o processo de separação da roupa suja. com duas portas de acesso. evitando agitação e. „ Assim. transportadas em sacos impermeáveis. „ A grande maioria das infecções hospitalares tem origem endógena. • área limpa: utilizada para acabamento e armazenamento.000 a 60. propiciava a recontaminação constante da roupa limpa na lavanderia. pela umidade da área. etc. para o controle das infecções. 22 . Estes germes. que grande número de bactérias jogadas no ar. „ O ser humano. organizou lavanderias com conceitos mantidos até hoje nas lavanderias hospitalares. através da ação mecânica da água. „ Existe risco de recontaminação da roupa limpa na lavanderia por vários mecanismos: via aérea. pelo fato da roupa cair no chão. PLANEJAMENTO „ Estudos realizados na área da microbiologia vieram revelar que o processamento da roupa em um ambiente único. que consiste na remoção da sujidade. que separa a lavanderia em duas áreas distintas: • área suja (considerada contaminada): utilizada para separação e lavagem. reduz até 99% da contaminação. lesões de pele secretantes ou descamativas. se agitadas. sem contar os riscos advindos da sujidade presente. ou ainda. têm pouca capacidade de sobreviver independentes no meio ambiente. elimina 3. origina-se a partir de microrganismos que fazem parte da microbiota humana normal do paciente. é comum a proliferação de Pseudomonas.). foi a instalação da barreira de contaminação. todas devem receber o mesmo tratamento. „ A Portaria do Ministério da Saúde 1. para facilitar a comunicação e o controle. então. identificou um surto relacionado com a reutilização da roupa suja por diversos pacientes e recomendou. principalmente de origem humana. ou seja. A barreira de separação também poderá ser dotada de visores. sua lavagem e cloração. as instalações. ou seja. que é definida como um ambiente que minimiza a entrada de microrganismos externos através de soluções arquitetônicas. onde. que pode ser evitado por barreira de contaminação. que aderem às fibras de tecido onde.884/94 estabelece que deve existir uma barreira física. „ Como é difícil saber se uma roupa suja está contaminada ou não. mais conhecido pelo reconhecimento das mãos como importante mecanismo de veiculação de infecção. Esses estudos mostraram ainda.

Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Figura 1 – Fluxo da roupa no hospital. COLETA UTILIZAÇÃO PROCESSAMENTO DISTRIBUIÇÃO Figura 2 – Fluxograma da roupa na lavanderia. COLETA BARREIRA RECEPÇÃO PESAGEM BARREIRA LAVAGEM CENTRIFUGAÇÃO SECAGEM CALANDRAGEM DOBRAGEM BARREIRA ARMAZENAMENTO DISTRIBUIÇÃO CONSERTO 23 .

„ Atualmente. depositam-se no tecido das roupas. „ Terminada a coleta nas unidades. os sacos de roupa suja são recebidos e pesados. preferencialmente. ser submetidos a limpeza com água e detergente neutro e desinfecção com hipoclorito de sódio a 250 ppm. que habita as roupas de cama. está indicada a utilização de luvas. um lençol aparentemente limpo contem seres vivos que podem transmitir doenças. pelo menos. retirando-as logo após realizada a coleta de um local. ♦ Remover o desinfetante com pano molhado. ♦ Proceder à limpeza de toda a área com a solução de detergente neutro. „ Não deve-se arrastar sacos de roupa pelo chão. atenção especial deve ser dado ao transporte da roupa suja para a lavanderia e para a distribuição da roupa limpa para os hospitais. servindo de alimento para outras espécies. em geral 80% de sua capacidade de lavagem. diariamente. „ Portanto. assim. „ O funcionário que exercer esta função deve utilizar luvas de borracha em ambas as mãos. „ Deve-se usar carros diferentes para a coleta da roupa suja e o transporte da roupa limpa. A coleta da roupa suja deve ser feita com muito cuidado. A limpeza destes contêineres deverá ser semelhante à dos carrinhos coletores.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS COLETA A pele tem como mecanismo de defesa a descamação. ♦ Encaminhar o pano usado para secagem da área para a lavanderia em saco plástico. seja na lavanderia ou nas unidades de atendimento aos pacientes. evitando. hipoclorito de sódio a 1% durante 10 minutos. Os carros são confeccionados em diversos materiais (alumínio. onde a separação entre roupa limpa e suja deve ser rigorosa. „ A roupa suja deve ser recolhida em sacos de material resistente e de cor diferente da escolhida para transportar o lixo.) „ O transporte deve ser sempre separado. „ Na retirada da roupa. ♦ Aplicar sobre a área. que elimina microrganismos aderidos em suas células superficiais. com áreas ou contêineres separados. e recomenda-se transportar a roupa dobrada ou enrolada. „ Estes carros coletores devem ser específicos para este fim. juntamente com as secreções. como o ácaro. envolvendo. evitando o rompimento da embalagem e contaminação do ambiente. Na presença de grande quantidade de sangue. Ao empurrar o carro. fezes. „ Havendo extravasamento de uma embalagem. „ Se a roupa limpa for embalada de forma individualizada.. nunca cruzando roupa limpa com a suja na mesma carga. PROCESSAMENTO DA ROUPA NA ÁREA SUJA Recepção „ Na área de recepção. „ Ambos os carros devem. A pesagem das roupas é indispensável para indicar a carga correta das lavadoras. fibra de vidro. que consideram toda roupa usada como contaminada. „ Os carros utilizados no transporte das roupas devem possuir uma identificação para diferenciar o carro de coleta de roupa suja do carro de transporte da roupa limpa. „ A coleta deve ser realizada em horário preestabelecido e a roupa suja deve permanecer o menor tempo possível na unidade. providos de tampas e feito de material que permitam uso de produtos químicos na sua limpeza e desinfecção. „ 24 . os órgãos internacionais desaconselham a separação da roupa suja. ♦ Desprezar o papel em saco plástico branco leitoso próprio para uso hospitalar. facilitando a operação de retirada da roupa e sua higenização. um destino errado. „ No caso de lavanderias que processam a roupa de outros hospitais. resistentes e pouco profundos. retirar o excesso da carga contaminante em papel absorvível. etc. não deve haver agitação nem separação. para o processamento em nível de lavanderia. ♦ Secar bem a área com pano limpo. devido às precauções-padrão. alimentandose dos resíduos. através da seguinte técnica: ♦ Com o uso de luvas. para evitar a dispersão dos germes. é obrigatório retirar as luvas para evitar a contaminação cruzada. „ Os carros de coleta e transporte de roupa suja devem ser leves. descontaminar imediatamente com hipoclorito de sódio a 1%. Os mesmos princípios devem ser aplicados ao veículo de transporte. secreções ou outros fluidos orgânicos. aço. veículos distintos ou. selada. tocar maçanetas. etc. a contaminação posterior ao reprocessamento da mesma é reduzida. Estas células. a roupa suja é transportada à recepção do setor de roupa suja. „ O transporte da roupa coletada e embalada pode ser feitos por carros coletores.

que oferecem economia de espaço. devendo ser posteriormente autoclavadas. é indispensável que todas as peças de roupa sejam cuidadosamente abertas. as roupas encaminhadas pelo centro cirúrgico certamente diferem em nível de sujidade com as encaminhadas de uma enfermaria de clínica médica. „ A finalidade primordial da lavanderia é remover a sujidade da roupa para que ela adquira odor e aparência agradáveis. avental impermeável e máscara antipartículas. cirurgias. classificada como artigo não-crítico. podendo ser reprocessadas conjuntamente como de sujidade pesada. 25 . „ A água deve estar isenta de microrganismos patogênicos. é conveniente reunir no mesmo ciclo roupas com níveis de sujidade similares. como agulhas e material cirúrgico. para a retirada de instrumentos cirúrgicos e outros objetos. mão-de-obra e tempo. „ A centrífuga é constituída de dois cilindros. bancadas e pisos devem ser lavados e depois descontaminados com hipoclorito de sódio a 250 ppm ou álcool a 70%. agrupando-as no reprocessamento. na área suja e outra de saída da roupa limpa. apresentam risco de acidentes para os funcionários com a veiculação de patógenos sangüíneos. de modo a permitir a aspiração do ar da área limpa. A contagem total de bactérias não pode exceder 10 UFC por mililitro. a fim de evitar que a roupa fique totalmente torcida no final da lavagem.devem preencher os seguintes requisitos: 9 os tambores devem ser de aço inoxidável. que fica encaixada na parede ou barreira de contaminação. „ Existem máquinas que incorporam a centrifugagem à própria lavadora: são as lavadoras extratoras. durante o escoamento da água. a fim de resistirem à química da lavagem. visando evitar que estes elementos entrem no processo de lavagem. uma para acesso de roupa suja. caso contrário pode haver recontaminação da roupa durante os enxagües. Esta máquina caracteriza-se por possuir duas portas (de entrada e de saída). Na área suja. Lavagem „ A sujidade funciona como substrato para a multiplicação microbiana e a sua simples remoção diminui a contaminação. como por exemplo. necessitando apenas estar limpas no final de seu reprocessamento. um que funciona como um tambor externo e outro como um cesto interno. reduzindo a contaminação a níveis aceitáveis. PROCESSAMENTO DA ROUPA NA ÁREA LIMPA Centrífuga ou extratora „ É a máquina usada para eliminar ou extrair até 40% da água da roupa saída da lavadora. a fim de impedir a abertura simultânea da ambas as portas 9 o fluxo de ar. 9 o mecanismo de reversão deve estar equilibrado. Óculos de proteção podem estar indicados. Na separação. dotado de pás que giram alternadamente para um lado e para outro. „ A maioria das roupas hospitalares tem contato apenas com a pele íntegra.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS „ „ „ „ Entretanto. „ Após o processamento da roupa na área suja. dentro da máquina. necessitam de esterilização após serem processadas na lavanderia. „ Não há necessidade de esterilização das roupas utilizadas em berçários. „ Das máquinas de lavar. um fixo externo e um giratório interno perfurado. cateterizações vasculares e procedimentos em pacientes queimados. porém. sendo. os artigos perfurocortantes. Por exemplo. sabendo-se sua origem podemos prever o grau de sujidade. muito importante os enxagües para eliminar resíduos químicos que possam causar irritação na pele dos recém-nascidos. perfurado. para adequação do processo de lavagem. causando danos às máquinas e ao próprio processo. Como está contra-indicada a manipulação da roupa para classificá-la. Além disso. pias. no caso de superfícies metálicas. e a expulsão do ar contaminado para a área contaminada. deve ser regulado por válvula. 9 possuir um dispositivo automático. a mais utilizada na lavanderia hospitalar moderna é a lavadora de desinfecção. sendo. „ Lavadoras de desinfecção . „ As roupas utilizadas em procedimentos críticos. na área limpa. portanto. isto é. Lavadora „ A lavadora compõe-se de dois cilindros. os funcionários devem usar botas e luvas de borracha. livre de patógenos em número suficiente para causar doenças aos pacientes.

que giram dentro de calhas fixas de ferro. revestidos. 26 . Armazenamento „ Posteriormente. entre a calha aquecida e o cilindro girando. 9 ter dispositivo de segurança na porta. passada sob pressão. seca e desenruga. esta área deve contar com armários específicos para este fim. „ As roupas que necessitarem de conserto devem ser lavadas novamente antes do uso. uma vez que na calandra isto ocorre com maior freqüência. 9 dispor de comando automático de tempo de secagem. giratório. perfurados ou não. entre os rolos. „ Os cestos que contêm as peças giram. „ Especial atenção deve ser dada durante esta fase para roupa não tocar o chão.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Secadora „ Possui também dois cilindros: um interno. enquanto um exaustor retira o ar aquecido que passou pelas roupas por um cabeçote. Calandra „ Após a secagem. que movimenta a roupa pela rotação e presença de pás. Para armazenamento da roupa processada. „ É provida de um dispositivo que desliga automaticamente a máquina. e outro externo fixo. A roupa. 9 possuir o tambor interno de material resistente à corrosão. através da passagem forçada de ar quente entre as peças. É constituída de dois ou mais rolos ou cilindros de metal. „ As secadoras destinam-se à secagem da roupa em altas temperaturas. com portas e construído de material de fácil limpeza. a roupa é dobrada e guardada. evitando acidentes com as mãos do operador. „ Alguns requisitos devem ser observados para as secadoras: 9 ser equipada com seletor de temperatura. a roupa pode ser passada pela calandra. aquecidas a vapor ou eletricidade.

impermeável. „ Todas as bancadas destas áreas devem ser preferencialmente de aço inox ou outro material resistente e de fácil higienização. devem ser dotadas de telas. „ O sistema de exaustão deve ser devidamente dimensionados e mantido em boas condições de funcionamento. umidade. Água „ A água de abastecimento deve ser ligada à rede pública ou ter sua potabilidade atestada semestralmente através de laudo oficial de laboratório especializado. ÁREAS DO SETOR DE NUTRIÇÃO E DIETÉTICA „ Essas áreas devem seguir uma linha racional de produção. resistente. „ Esta separação em áreas servem para impedir a contaminação cruzada entre alimentos crus e prontos e/ou utensílios limpos e utensílios sujos. a caixa d’água deve ser lavada a cada 6 meses (vide técnica no capítulo “Higienização da Caixa D’água”) e a água deve ter sua potabilidade microbiológica atestada semestralmente. gases. „ Os ralos devem ser sifonados e com grelhas com proteção telada. quando usadas para a circulação do ar. não devendo possuir aberturas.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NORMAS DE HIGIENE ALIMENTAR PARA O SETOR DE NUTRIÇÃO E DIETÉTICA INSTALAÇÕES Ventilação „ A ventilação deve ser adequada para proporcionar a renovação do ar. „ O forro deve ser livre de rachaduras. „ O ar-condicionado e o ventilador são equipamentos que não atendem a estes requisitos e. não devem ser utilizados nas áreas de processamento. lavável. impermeáveis. Paredes „ As paredes devem ser lisas. resistente ao tráfego e de fácil higienização (lavagem e desinfecção). Teto „ O teto deve ser isento de vazamentos e goteiras. antiderrapante. „ O ar ambiente das áreas de processamento de alimentos deve ser renovado freqüentemente através de equipamentos de exaustão. „ As janelas e outras aberturas presentes na parede. „ As prateleiras devem estar distantes 25 cm do piso e a profundidade não deve ser superior a 45 cm. „ Sendo de rede pública. 27 . impermeável. resistentes a limpezas freqüentes e isentas de bolores. bolor e descascamento e deve estar em perfeitas condições de limpeza. duráveis. fumaças. laváveis. obedecer um fluxo coerente e evitar cruzamentos entre as atividades. „ O acabamento deve ser liso. não permitindo o acúmulo de alimentos ou sujidades. portanto. gordura e condensação de vapores. lavável. Piso „ O piso deve ser de cor clara e de material liso. em cor clara e em bom estado de conservação. garantir o conforto térmico e manter o ambiente livre de fungos. em cores claras. „ Na impossibilidade de áreas separadas para cada gênero. deve-se prever no mínimo um local para o preparo de produtos crus e outro para produtos prontos.

baldes e outros. „ A mesma deve ser de fácil acesso aos fornecedores. „ É obrigatória a localização de sanitários exclusivos para os funcionários do setor de nutrição e dietética no âmbito da própria unidade funcional. Na sua ausência. Área para pré-preparo e preparo dos alimentos „ As operações preliminares de confecção são realizadas nesta área.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS 1. tais como rodos. 28 . 3. frios e laticínios: até 8°C 9 hortifrutigranjeiros: até 10°C „ Caso o armazenamento não possa ser feito em refrigeradores diferentes para cada produto. „ Esta área deve possuir uma cobertura para a proteção dos alimentos na hora da entrega. a bancada deve ser submetida a limpeza e desinfecção rigorosa após o manuseio de cada tipo de alimento. „ Esta área deve dispor de pia com sistema completo para higiene das mãos. esfregões. panos de chão. 2. devem ser higienizados e guardados em área própria. Área para armazenamento à temperatura controlada „ Destina-se à estocagem de gêneros perecíveis ou rapidamente deterioráveis em temperatura ambiente. A mesa do estoquista pode permanecer nesta área desde que não interfira no controle de qualidade dos alimentos e/ou no fluxo de armazenamento. 4. „ „ „ „ „ Área para armazenamento à temperatura ambiente Entenda-se como temperatura ambiente uma temperatura em torno de 26°C. Para esta área são importantes um piso em material lavável e resistente. prateleiras e estrados. Área para cocção „ Nesta área devem permanecer apenas os equipamentos destinados ao preparo de alimentos quentes. deveria existir uma bancada para cada tipo de alimento supracitado. Nesta área não deve haver equipamentos (refrigeradores. específica para esta finalidade. „ De forma ideal. freezers) que possam alterar as condições térmicas ambientais. „ Esta área necessita de pelo menos uma bancada provida de pia com tampo de inox ou outro material adequado para manipulação dos alimentos e fácil limpeza e desinfecção. 1. 5. Área para a recepção de mercadorias „ Trata-se de uma área própria para o recebimento de mercadorias. situada de preferência em local externo e próximo da estocagem. „ Deve contar com área suficiente para acomodar a mercadoria no momento do recebimento e com balança tipo plataforma e tanque para pré-higiene de verduras e frutas antes do seu armazenamento. 6. „ Deve possuir suprimento de água. Área para depósito e higienização do material de limpeza „ Os materiais de limpeza. massas. local para dispor os utensílios que aguardam a higienização. cubas profundas e local para armazenamento do material após a higienização. comumente subdividida em: 9 preparo de carnes 9 preparo de verduras e frutas 9 preparo de massas e sobremesas „ É fundamental que esta área disponha de pia com sistema completo para a higienização das mãos. de maneira que não provoquem a contaminação de alimentos e utensílios. Instalações sanitárias e vestiários para os funcionários „ Os sanitários usados por outros funcionários do estabelecimento de saúde não podem ser compartilhados pelo pessoal que manuseia os alimentos. 7. „ Recomenda-se refrigeradores em número suficiente para atender à conservação de: 9 carnes refrigeradas e alimentos prontos: até 4°C 9 sobremesas. não devendo ter refrigeradores ou freezers. a temperatura deve ser regulada para o alimento que requeira a menor temperatura. pois o calor excessivo compromete o funcionamento de seus motores e conseqüentemente a garantia da temperatura específica de cada gênero. conforme técnica explicada mais adiante neste texto (tópico Higiene Ambiental). Área para higienização de utensílios „ Esta área deve ser diversa da utilizada no processamento dos alimentos. Produtos de limpeza devem ser armazenados em local distinto.

„ Os cabelos devem ser mantidos totalmente cobertos e protegidos através de touca. „ Ele pode ser motivo da contaminação. „ uniformes adequados e completos em número suficiente para troca diária. e) conservar as unhas curtas. gorro ou similar. pulseiras. amuletos. sem rasgos. „ instalações adequadas para que possam ser guardadas roupas e pertences.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS HIGIENE DOS MANIPULADORES „ O manipulador é um elemento chave na produção do alimento. em boas condições de higiene e conservação. colares. „ sanitários e chuveiros em condições adequadas de funcionamento e limpeza. h) conservar os uniformes limpos. „ exames médicos admissionais e periódicos. manchas. a máscara torna-se úmida. inclusive. Após 15 minutos de uso. „ Usar calçados fechados. o uso de acessórios ou adereços. infecção nos olhos ou infecções da pele seja afastado para outra atividade. „ A utilização de máscaras na manipulação dos alimentos não é recomendada como um mecanismo de prevenção da contaminação dos alimentos. limpas e sem esmalte. espirro e conversa sobre os alimentos. Sistema para higiene das mãos Consiste em: a) lavatórios exclusivos para a higiene das mãos. não deve existir depósito para sabão líquido nas pias e bancadas utilizadas para o preparo dos alimentos. correntes. b) água corrente. „ Os uniformes devem ser mantidos limpos e trocados diariamente. f) não aplicar maquiagem em excesso. OBSERVAÇÃO: devido ao alto risco de contaminação química dos alimentos. aliança. „ Deve-se usar avental plástico quando o trabalho em execução propiciar que os uniformes se sujem ou se molhem. ou por outras falhas na manipulação. provocando prurido e ocasionando maior contaminação das mãos decorrente do ato de coçar-se. b) lavar a cabeça uma vez ao dia. „ pias com água. Higiene corporal Os funcionários devem observar os seguintes hábitos de asseio: a) tomar banhos freqüentes. durante o trabalho. fitinhas. através de mãos sujas ou contaminadas. sabão e papel toalha para a lavagem adequada das mãos. brincos e. Uniforme „ Os funcionários devem usar uniformes de cor clara. d) suporte para papel toalha. torna-se desconfortável. partes descosturadas ou furos. bem como sem base incolor. Além disso. g) manter a higiene adequada das mãos. c) saboneteiras específicas para sabão líquido. não devendo ser usados próximo ao calor. 29 . c) fazer a barba diariamente. e) cesto com tampa acionada por pedal. resfriado. O Patrão deve garantir: „ que o manipulador com diarréia. d) evitar bigodes e costeletas. „ Os funcionários uniformizados não devem sentar-se ou deitar-se no chão ou em outros locais impróprios. tais como anéis. „ O vestuário deve ser conservado em bom estado. „ È proibido. agregando as fibras e permitindo a passagem de grande quantidade de microrganismos. sem prejuízos de qualquer natureza. tosse. relógios.

9 enxagüar. tosse. É proibido varrer a seco os pisos das áreas de manipulação e processamento dos alimentos. „ O controle de saúde dos funcionários deve ser comprovado com os respectivos laudos médicos da unidade de saúde.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Não são permitidas as condutas abaixo nas áreas de preparo dos alimentos por representarem riscos de contaminação alimentar: „ Falar. ouvidos ou cabelos enquanto se prepara os alimentos. 9 deixar secar naturalmente. panos de pratos. o funcionário deve afastar-se do produto. „ Provar alimentos com talheres e voltar a colocar o talher dentro da panela. 9 retirar o detergente usando rodo exclusivo para este fim. dor de garganta ou gripe. Para manutenção da higiene ambiental é necessário seguir rigorosamente os critérios e a freqüência dos procedimentos estabelecidos. „ Enxugar as mãos no avental ou em panos. 9 lavar e desinfetar o rodo utilizado. coprocultura e VDRL. „ Assoar o nariz. 9 aplicar hipoclorito de sódio a 200 ppm (tabela 1). „ Usar unhas pintadas e compridas. cantar ou assobiar sobre os alimentos. finalizando com hipoclorito de sódio a 200 ppm. „ Enxugar o suor com as mãos. diarréia. „ Experimentar a comida nas mãos ou com os dedos. „ Fazer uso de utensílios sujos. „ Espirrar ou tossir sobre os alimentos: 9 ao tossir ou espirrar. coproparasitológico. enxagüe e desinfecção (ver capítulo “Higienização Hospitalar”). recolhendo-se os resíduos acumulados. seguido das paredes e por último do piso. sendo obrigatória a realização de exames médicos admissionais e periódicos. Promover a desinsetização a cada dois meses e a desratização periódica. cobrir a boca e o nariz. aventais ou qualquer outra peça da vestimenta: 9 o suor deve ser enxugado com papel toalha descartável e a seguir deve-se lavar imediatamente as mãos. Os ralos devem ser limpos diariamente. Controle de saúde dos manipuladores „ A Vigilância Sanitária exige que os funcionários não sejam portadores aparente ou inaparente de doenças infecciosas ou parasitárias. Pisos e rodapés devem ser lavados diariamente com água e detergente neutro e em seguida realizado desinfecção com hipoclorito de sódio a 200 ppm. HIGIENE AMBIENTAL „ „ „ A higiene do setor de nutrição e dietética deve ser mantida através de adequadas técnicas de limpeza. „ Por os dedos no nariz. „ Fumar no local de preparo dos alimentos. „ Deixar roupas e sapatos espalhados na área de produção. lavados com água e detergente e enxagüados com hipoclorito de sódio a 200 ppm. iniciando a limpeza pelo teto. acompanhados das seguintes análises laboratoriais: hemograma. se possível com papel toalha descartável e depois lavar imediatamente as mãos. „ Manipular dinheiro durante o preparo dos alimentos. devendo ser realizadas outras análises de acordo com avaliação médica. Bancadas e mesas de apoio devem ser lavadas diariamente através da seguinte técnica: 9 lavar com água e detergente neutro. Impedir a presença de animais domésticos no setor de nutrição e dietética. Semanalmente. „ Fazer serviço de limpeza e manipular os alimentos ao mesmo tempo. „ „ „ „ „ „ „ 30 . deve-se proceder a uma lavagem terminal do ambiente. „ Trabalhar diretamente com alimentos quando apresentar qualquer um dos seguintes sintomas: lesões ou infecções na pele. Limpar a coifa semanalmente. na boca. panos de copa. guardanapos.

para minimizar o gosto de cloro resultante da desinfecção. „ Manipular os alimentos somente quando absolutamente necessário. 5. „ Retire o lixo toda vez que achar necessário. cuidando para que fique totalmente imerso. limão . a imersão em vinagre a 2%. uma a uma. etc. vasilhas. „ Os alimentos crus de origem animal também devem ter seu local ou horário determinado. removendo com as mãos sujidades. 31 . por 5 minutos. „ Enxagüar em água corrente tratada. cubas. 2.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Lixo „ A área do lixo deve estar localizada em área externa. panelas. Manipulação „ Evitar muita manipulação e prepare o mais rápido possível os alimentos. macaxeira. retirando as estragadas. para evitar presença de ratos e baratas. revestindo de saco plástico e sempre tampado para evitar moscas. Retirar os utensílios do recipiente e deixar secar naturalmente (não utilizar panos para secagem). beterraba. liqüidificadores. „ Lavar em jato de água corrente. pertencentes à área específica para o preparo destes gêneros „ Escolher uma a uma as frutas. „ As verduras. De forma a minimizar o perigo de contaminação. frutas e legumes. 3.) podem ser higienizadas em água potável. As partes dos equipamentos e utensílios que entram em contato com os alimentos não devem ser tocadas. abacate. aguardar 15 minutos. Os utensílios (facas. Lavar com água e detergente. Mergulhar os utensílios em uma vasilha com solução de hipoclorito de sódio a 200 ppm (tabela 1) por 15 minutos.) devem ser sempre lavados e desinfetados após o uso. „ A solução clorada deve ser trocada a cada lote imerso. um a um. Guardar em local limpo e seco. verduras e legumes. 4. para os vegetais folhosos. protegido contra poeira. de uso exclusivo para este fim. insetos e roedores. Usar sempre garfos. „ Frutas e legumes cujas cascas não são consumidas (banana. etc. baratas e ratos. „ Colocar os alimentos em uma vasilha com solução de hipoclorito de sódio a 200 ppm (tabela 1). Não deixe o lixo permanecer à noite no interior do estabelecimento. „ Ovos e sacos de leite devem ser lavados antes de serem usados. HIGIENE DOS UTENSÍLIOS „ 1. HIGIENE DOS ALIMENTOS Limpeza e desinfecção de hortifrutigranjeiros: „ Fazer a limpeza e desinfecção das bancadas. „ Remover o lixo diariamente em recipientes fechados e tampados „ Mantenha o lixo em recipiente limpo. garfos. máquinas de moer. legumes e frutas devem ser lavados e desinfetados em local ou horário diferente do preparo dos demais alimentos. etc. Enxagüar em água corrente até remoção total do detergente e demais resíduos. laranja. batatas. sugere-se. retirando as partes estragadas. pinças. „ Desfolhar as verduras. para evitar a contaminação cruzada. etc. através da técnica abaixo descrita: Retirar o excesso de sujidades. pegadores. dispensando o uso da solução clorada a 200 ppm. 6. folha a folha. folhas.

000 ppm). TABELA 1 – DILUIÇÃO DO HIPOCLORITO DE SÓDIO PARA DESINFECÇÃO DE UTENSÍLIOS. • O sistema de infusão deve ser trocado a cada 24 horas. no máximo. incluem-se alguns cuidados especiais: • Presença de sala de preparo exclusiva. • É proibido o congelamento de fórmulas. Além de todos os cuidados supracitados no preparo das dietas de modo geral. A validade da solução após o preparo é de 24 horas (devido à volatilização do cloro e pela ação inativadora exercida pela luz solar). • Utilizar frascos descartáveis para o acondicionamento da dieta enteral. • Preparar. • O acesso de pessoas às áreas de manipulação da nutrição enteral deve ser restrito ao pessoal diretamente envolvido. 32 .Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NUTRIÇÃO ENTERAL „ „ As normas que regulamentam a Terapia de Nutrição Enteral encontram-se descritas na Resolução ANVISA/MS-RDC no 63 de 06/07/2000. • O forno de microondas não deve ser usado devido à desnaturação proteica pelo calor. • Para infusão no paciente a dieta só pode permanecer por quatro horas à temperatura ambiente. SUPERFÍCIES E ALIMENTOS 200 ppm HIPOCLORITO 1% ÁGUA TOTAL 1 ml 49 ml 50 ml 2 ml 98 ml 100 ml 4 ml 196 200 ml 10 ml 490 ml 500 ml 20 ml 980 ml 1 litro 40 ml 1960 ml 2 litros 100 ml 4900 ml 5 litros • • A solução de hipoclorito normalmente disponível para uso hospitalar é a 1% (10. • Utilizar somente água tratada ou fervida no preparo das fórmulas enterais. • A autoclavação terminal da fórmula é proibida pelo risco de alterar a dieta. quatro horas antes do uso ou com refrigerar imediatamente a 4o C e usar dentro de 24 horas após o preparo. • O uniforme usado na sala de manipulação deve ser substituído a cada sessão de trabalho e os funcionários devem usar máscaras além da paramentação já descrita para os funcionários do setor de nutrição e dietética.

Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS TABELA 2 – LIMPEZA DO AMBIENTE INANIMADO O quê Geladeiras Quando Diário Com o quê Hipoclorito de sódio(200 ppm) Como 9 Organização dos produtos. 9 Remoção de sujidades das prateleiras. 9 Pano embebido em solução de hipoclorito de sódio 9 Remoção dos produtos. paredes. 9 Degelo do equipamento 9 Higienização 9 Higienização 9 9 9 Bancadas. ralos Diário Água e detergente líquido + Hipoclorito de sódio (200 ppm) 9 9 Pratos e talheres de pacientes Após o uso Água e detergente líquido + Hipoclorito de sódio (200 ppm) 9 9 Freezer e congelador Quinzenal Detergente líquido neutro + Hipoclorito de sódio(200 ppm) Detergente líquido neutro + Hipoclorito de sódio(200 ppm) Solução desincrostante + Hipoclorito de sódio(200 ppm) Água e detergente líquido + Hipoclorito de sódio (200 ppm) Carros-prateleiras Diário Semanal Utensílios Após o uso Desincrustação de sujidades mais pesadas Lavar e enxagüar com água corrente Imergir em solução clorada por 15 minutos Lavar e enxagüar em água corrente Banhar em solução clorada por 15 minutos Lavar e enxagüar com água corrente Imergir em solução clorada por 15 minutos 33 . pisos.

lesão profunda. (2) Considerar uso de profilaxia com 2 drogas em locais com alta prevalência de indivíduos HIV positivos ou história epidemiológica para HIV ou outras DST. Pequeno volume: poucas gotas de material biológico de risco. „ O profissional exposto deve realizar o anti-HIV no momento do acidente. 3 drogas: AZT + 3TC + nelfinavir ou indinavir por 30 dias 2 drogas: AZT + 3TC por 30 dias 34 .09% após exposição mucocutânea. secreção vaginal. líquido sinovial e saliva (quando em ambiente odontológico) são materiais geralmente considerados de baixo risco para a transmissão do HIV. Menos grave: lesão superficial. „ A quimioprofilaxia deve ser iniciada no máximo em 72 horas. qualquer fluido orgânico que contenha sangue. fezes. a não ser que os mesmos estejam contaminados com sangue.3% após exposição percutânea e de 0. „ Sangue. agulha sem lúmen. HIV positivo assintomático ou 1 carga viral baixa HIV positivo sintomático ou 1 carga viral alta Fonte ou sorologia HIV desconhecidos Em geral não se recomenda2 Em geral não se recomenda2 HIV negativo Mais grave 3 drogas Mais grave 3 drogas Não se recomenda Menos grave 2 drogas Menos grave 3 drogas Não se recomenda Grande volume 2 drogas Grande volume 3 drogas Pequeno volume 2 drogas Pequeno volume 2 drogas Exposição percutânea Exposição de mucosas e pele (1) Estudos sobre exposição sexual e transmissão vertical sugerem que indivíduos com carga viral menor que 1. „ Líquidos de serosas (peritoneal. se negativo. saliva. líquido amniótico. urina.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ACIDENTES OCUPACIONAIS COM FLUIDOS ORGÂNICOS TRANSMISSÃO OCUPACIONAL DO VÍRUS DA IMUNODEFICIÊNCIA HUMANA (HIV) „ O risco médio de se adquirir o HIV é de aproximadamente 0. pericárdico). sangue visível no objeto contaminante ou agulha usada recentemente em artéria ou veia do paciente fonte. „ Líquidos biológicos sem risco de transmissão ocupacional do HIV: suor. Mais grave: Agulhas de grosso calibre e grande lúmen. sêmen e tecidos são materiais biológicos envolvidos na transmissão do HIV.500 cópias/mL apresentam um risco muito reduzido de transmissão do HIV. líquor. repetir com 6 e 12 semanas e após 6 meses. lágrima. Grande volume: contato prolongado ou grande quantidade de material biológico de risco. pleural. „ Exposição a estes materiais potencialmente infectantes devem ser avaliados de forma individual.

astemizol. pele e boca secas. Monitorar mucosas. neutropenia. 35 . midazolam ou triazolam. fraqueza. Zalcitabina (potencial antagonismo) . dor muscular. * leite desnatado. flatulência. Diarréia (efeito mais freqüente). Bloqueadores de cálcio ( possibilidade de aumento dos níveis séricos dos bloqueadores). citostáticos. café ou chá. Cetoconazol e itraconazol ( ↑ níveis séricos de indinavir). hematúria. náusea. O indinavir não deve ser co-administrado com: rifampicina. Estavudina e ribavirina ( potencial para redução da atividade antirretroviral). ou ainda leite desnatado com sucrilhos e açúcar. ou com alimentos leves. com alimento Nefrolítiase. LAMIVUDINA Pancreatite. Evitar uso concomitante. vômitos. Comprimido e pancreatite.5 litros ou mais de líquidos para evitar aparecimento de nefrolitíase) NELFINAVIR (NFV) Comprimido 250mg Dose: 750mg 3x/dia. hiperglicemia e diabetes.toxicidade hematológica). (AZT) leucopenia. sulfadiazina (↑ risco de Cápsula 100mg náuseas. midazolam ou triazolam. hipercolesterolemia. insônia Probenecida. Etinilestradiol e noretindrona (↓ níveis séricos dos hormônios). (ingerir diariamente 1. paracetamol (↑ 3x/dia pigmentação ungueal e de níveis séricos do AZT). exantema Não há necessidade de ajuste de dose. como torradas com geléia. 2x/dia ou 200mg (dor muscular). com estômago vazio ou com alimentos com baixo teor de gordura*. hepatite. SMX-TMP. náuseas. fenobarbital. dor SMX-TMP (↑ biodisponibilidade de 3TC). trombocitopenia. Considerar a redução da dose do indinavir para 600mg 8/8h ) O nelfinavir não deve ser co-administrado com: rifampicina. náusea. astenia. fenitoína. Usar método contraceptivo alternativo ou adicional. Monitorar toxicidade.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Medicamentos utilizados na quimioprofilaxia após exposição ocupacional Medicamento Efeitos Adversos Interações Dose ZIDOVUDINA Anemia. suco ou café com leite desnatado e açúcar. fluconazol. diarréia. cefaléia. cisaprida. dapsona. insônia. miopatia e neutropenia. Evitar 150mg uso concomitante Dose: 150mg 2x/dia INDINAVIR (IDV) Cápsula 400 mg Dose: 800mg 8/8h. diidroergotamina. hiperbilirrubinemia indireta assintomática. suco. ergotamina e diidroergotamina. astemizol. plaquetopenia. distúrbios do paladar. cisaprida. dor abdominal. cefaléia. (3TC) abdominal. astenia. hipercolesterolemia. mal. Monitorar anemia Dose: 300mg estar geral. alteração das provas toxicidade do AZT. fadiga. hiperglicemia e diabetes. aumento de triglicerídeos. terfenadina. aumento de triglicerídeos. ergotamina. terfenadina. vômitos. hepáticas. carbamazepina. pirimetamina. exantema.

os intervalos de uso e a duração do tratamento. TGP. b. Esses exames deverão ser colhidos no momento do acidente e para o seguimento. „ Caso o profissional esteja recebendo indinavir. „ O vírus da hepatite B sobrevive no sangue ressecado sobre as superfícies à temperatura ambiente por no mínimo 1 semana. Estas pessoas têm uma chance entre 30-50% de responder à este segundo esquema vacinal de 3 doses. não é necessária a interrupção da profilaxia. Nessa reavaliação. 36 . e. as infecções pelo VHB que ocorrem em profissionais de saúde sem história de exposição nãoocupacional ou lesões percutâneas ocupacionais podem ter resultado de exposição direta ou indireta com sangue ou fluidos corporais que inocularam o VHB em escoriações. Vacina contra a hepatite B a. Não se recomendam doses de reforço em pacientes com resposta satisfatória à vacinação (isto é. c. „ A maioria dos outros fluidos orgânicos não são veículos eficientes de transmissão por conterem baixas quantidades do HBV. h. Se a vacinação for interrompida após a primeira dose.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Monitoramento e Manejo da Toxicidade da Profilaxia Pós-Exposição „ Em acidentes em que a quimioprofilaxia antirretroviral foi iniciada. Além disso. Se faltar apenas a terceira dose para completar a vacinação. „ Os efeitos colaterais da utilização das medicações antirretrovirais são freqüentes. por exemplo). geralmente. desde que em locais diferentes (a vacina deve sempre ser administrada em um músculo deltóide). O profissional de saúde deve ser orientado para respeitar rigorosamente as doses. queimaduras ou outras lesões cutâneas ou nas mucosas. preferencialmente. Pode ser administrada em gestantes e nutrizes. i. na segunda semana da quimioprofilaxia. o acompanhamento clínico deverá ser realizado semanalmente para avaliação de sinais de intolerância medicamentosa. Na presença de intolerância medicamentosa. esta deve ser administrada quando conveniente. As pessoas que não respondem a um esquema de vacinação completo (isto é. „ Com o objetivo de avaliar a adesão. A segunda e a terceira dose são administradas com um intervalo de 5 meses. „ Assim. Pode ser administrada concomitantemente à HBIG. podendo ser necessária a utilização de medicações sintomáticas (como antieméticos ou antidiarreicos. exames laboratoriais (hemograma completo. mas usualmente leves e transitórios. a cada 7 dias. esquemas alternativos de antirretrovirais podem ser necessários e deverão ser discutidos na tentativa de se manter a quimioprofilaxia durante as 4 semanas. assim como também pode ser administrada concomitantemente a outras vacinas. além de anemia hemolítica e hepatite. o profissional deve ser reavaliado para adequação do esquema terapêutico. o mesmo deve ser avaliado quanto a presença de cristalúria e hematúria. d. o fornecimento dos medicamentos antirretrovirais deve ser. f. pessoas com uma dosagem no soro de anti-HBs de 10 mUI/mL ou mais). Na maioria das vezes. a segunda dose deve ser administrada tão logo possível. As pessoas que não respondem a uma segunda série de 3 doses de vacina devem ser particularmente orientadas quanto ao risco de adquirirem a hepatite B através de acidentes ocupacionais com sangue. uréia e creatinina) deverão ser realizados para avaliação de efeitos adversos. TGO. a monitoração deve incluir também exames de glicemia de jejum. aquelas com uma dosagem no soro de anti-HBs menor que 10 mUI/mL) devem ser revacinadas com um segundo esquema completo de 3 doses. „ Nos pacientes em uso de inibidor de protease. se resolvem com a suspensão das medicações. g. TRANSMISSÃO OCUPACIONAL DO VÍRUS DA HEPATITE B (VHB) „ O sangue contém a maior quantidade do VHB entre todos os fluidos corporais e é o veículo mais importante de transmissão no ambiente hospitalar. Mesmo os efeitos colaterais mais graves.

o VHC e o HIV. A gamaglobulina hiperimune deve ser aplicada por via intramuscular na dose de 0. Além disso. sendo a primeira dose logo após o acidente e a segunda dose 1 mês depois. dividir a aplicação em duas áreas diferentes. c. É preparada a partir de plasma humano no qual foram feitos testes para o VHB. Maior eficácia na profilaxia é obtida com uso precoce da HBIG (dentro de 24 à 48 horas após o acidente). pacientes provenientes de áreas geográficas de alta endemicidade para hepatite B. pacientes em programas de diálise. Quando a HBIG for indicada. tratar como se fonte AgHBs positivo Testar o profissional de saúde para anti-HBs: Se resposta vacinal adequada: Nenhuma profilaxia Se resposta vacinal inadequada: HBIG + iniciar revacinação contra hepatite B 2 ou HBIG 2 doses • Resposta desconhecida vacinal Nenhuma profilaxia # Os materiais biológicos com risco de transmissão do vírus da hepatite B são os mesmos descritos anteriormente para o HIV. Recomendações para profilaxia de hepatite B após exposição ocupacional a material biológico. 2. heterossexuais promíscuos.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Imunoglobulina humana anti-hepatite B (HBIG) a. 3.06ml/kg de peso corporal. história prévia de doenças sexualmente transmissíveis. A opção de dar uma dose de HBIG e reiniciar a série vacinal é preferida para pacientes sem resposta à vacina que não completaram uma segunda série vacinal com 3 doses. Pacientes expostos que estão em processo de vacinação devem completar o esquema como programado e receber HBIG conforme indicado. 37 . duas doses de HBIG são preferidas. pacientes provenientes de prisões. Para pessoas que completaram esta segunda série vacinal mas não obtiveram resposta adequada. homossexuais e bissexuais masculinos. instituições de atendimento a pacientes com deficiência mental. ## Pessoas que previamente já tiveram hepatite B são imunes à reinfecção e não necessitam de profilaxia pós-exposição. Se a dose a ser utilizada ultrapassar 5ml. ela deve ser administrada tão logo possível após o acidente. Alto risco: usuários de drogas injetáveis. o processo usado para preparar a HBIG inativa e elimina o HIV e o VHC. b. contactantes domiciliares e sexuais de portadores de AgHBs positivo. # Profissional Saúde exposto## de AgHBs positivo Paciente-fonte AgHBs negativo AgHBs desconhecido ou não testado Não Vacinado 1 HBIG + iniciar vacinação Iniciar vacinação Iniciar vacinação Previamente vacinado • • Com resposta vacinal conhecida e adequada Sem resposta vacinal Nenhuma profilaxia Nenhuma profilaxia Nenhuma profilaxia 3 HBIG + iniciar revacinação contra hepatite B 2 ou HBIG 2 doses Testar o profissional de saúde para anti-HBs: Se resposta vacinal adequada: Nenhuma profilaxia Se resposta vacinal inadequada: HBIG + iniciar revacinação contra hepatite B 2 ou HBIG 2 doses Nenhuma profilaxia Se fonte de alto risco . 1. Não há benefício comprovado na utilização da HBIG após 1 semana do acidente. d.

a realização da sorologia anti-HBs só deve ser realizada após 12 meses do acidente. enquanto que resultados negativos é um excelente indicador da ausência da infecção. 3 e 6 meses 9 um profissional de saúde com teste anti-HIV reativo. uma história clínica prévia sugerindo uma deficiência de resposta imune e a exposição ocupacional simultânea ao vírus da hepatite C. se o profissional apresentar soroconversão. A pessoa cujo sangue ou fluido corporal é a fonte de uma exposição ocupacional deve ser testada para infecção pelos vírus da hepatite B. „ A transmissão raramente ocorre com a exposição de mucosas ao sangue e nenhuma transmissão foi documentada pela exposição ao sangue da pele intacta ou não. deverá ser esclarecido que este resultado não se deve ao acidente e encaminhado para acompanhamento médico específico 9 o profissional deve ser acompanhado por um ano. encaminhe ao especialista para acompanhamento 9 solicite anti-HBs logo após o acidente. VHB e VHC. nas seguintes condições: sintomas de possível infecção aguda pelo HIV durante os primeiros 6 meses de acompanhamento após o acidente. 3. Resultados repetidamente positivos devem ser considerados altamente sugestivos de infecção pelo HIV. se positivo. anti-VHC e antiHIV). se negativo. o vírus da hepatite B (VHB) e o vírus da hepatite C (VHC). 9 solicite anti-VHC para o profissional logo após o acidente e após 1. 3 e 6 meses da exposição. especialmente. da hepatite C e infecção pelo HIV (solicitar AgHBs. O teste rápido para o HIV é particularmente útil nestas situações e tem aprovação do FDA. se positivo não há necessidade de acompanhamento adicional. CONDUTA FRENTE UM ACIDENTE OCUPACIONAL COM MATERIAL BIOLÓGICO „ Os vírus mais comumente envolvidos nestes acidentes são o vírus da imunodeficiência humana (HIV).Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS TRANSMISSÃO OCUPACIONAL DO VÍRUS DA HEPATITE C (VHC) „ O VHC não é eficientemente transmitido através de exposições ocupacionais ao sangue: a incidência da soroconversão em um profissional de saúde após um exposição percutânea acidental a partir de uma fonte anti-VHC positiva é de 1. 38 . 5. Exposição em mucosas – lavar copiosamente com água ou soro fisiológico. Lavar com água e sabão em caso de exposição percutânea. 1. 2. monitorar TGO e TGP. O acompanhamento sorológico é desnecessário quando o paciente fonte é conhecido e tem sorologia negativa para HIV. se negativo (< 10 mUI/mL). solicite novamente este exame após a série completa de vacinação para hepatite B 9 solicite AgHBs para o profissional logo após o acidente e após 1. para qual existe tratamento. Para o funcionário exposto. 3 e 6 meses da exposição. 4. o profissional deverá ser esclarecido que este resultado não se deve ao acidente e encaminhar para acompanhamento médico específico 9 Caso o profissional de saúde tenha utilizado gamaglobulina hiperimune no momento do acidente. siga as recomendações abaixo: 9 realize teste rápido para HIV ou solicite anti-HIV logo após o acidente. no momento do acidente. Nas outras situações. solicite nova sorologia após 1. „ Para pessoas que apresentem soroconversão para hepatite C. Soluções antissépticas não apresentam eficácia superior ao sabão neutro. „ Na ausência de profilaxia pós-exposição para o VHC. recomendações para a conduta frente aos acidentes ocupacionais limitam-se à identificação precoce da doença hepática crônica.8%.

No caso de mulheres em amamentação. Não é necessário modificar práticas sexuais ou evitar a concepção. faringite e erupção cutânea maculo-papular-eritematosa (síndrome de mononucleosesímile). c. ocorrem de 3 a 4 semanas após a contaminação e incluem febre. d.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ACONSELHAMENTO PARA O PROFISSIONAL EXPOSTO AO HIV a. b. principalmente nas exposições de alto risco. c. Essa sintomatologia está presente em cerca de 80% dos profissionais que soroconvertem. o aleitamento não necessita ser descontinuado. O profissional exposto exposto ao HIV deve manter abstinência sexual durante todo o período de acompanhamento ou usar preservativos (masculino ou feminino) para prevenir uma potencial transmissão sexual para o parceiro. que. Se o profissional acidentado for uma mulher em amamentação. e. plasma. plasma. órgãos ou sêmen durante o período de acompanhamento. usualmente. ACONSELHAMENTO PARA O PROFISSIONAL EXPOSTO À HEPATITE VIRAL a. órgãos ou sêmen. d. 39 . Deverá ser realizada avaliação clínica com o objetivo de detectar sinais e sintomas de infeção aguda pelo HIV. b. Evitar gravidez. Abster-se de doação de sangue. As atividades do profissional não precisam ser modificadas. Os profissionais expostos a sangue contaminado com o vírus da hepatite B ou C deve evitar doação de sangue. adenopatias. a descontinuação do aleitamento deve ser considerada.

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PREVENÇÃO DE PNEUMONIA NOSOCOMIAL
I. Educação dos profissionais de saúde
A. Educar os profissionais de saúde a respeito da epidemiologia e dos procedimentos para controle das infecções hospitalares.

II. Interrupção da transmissão de microrganismos
A. Esterilização ou desinfecção e manutenção de equipamentos e dispositivos 1. Medidas gerais a. Limpar completamente os equipamentos e dispositivos que serão esterilizados ou desinfetados. b. Sempre que possível, utilizar esterilização a vapor (autoclave) para o reprocessamento de equipamentos e dispositivos semicríticos (itens que entram em contato direto ou indireto com as membranas mucosas do trato respiratório inferior) que não sejam sensíveis ao calor. c. Quando o enxagüe for necessário após a desinfecção química de equipamentos e dispositivos semicríticos reutilizáveis, use água estéril ou pasteurizada ao invés de água destilada não estéril. 2. Ventilador mecânico, circuitos respiratórios, umidificadores, e nebulizadores a. Ventiladores mecânicos (1) Não realizar esterilização ou desinfecção da maquinaria interna dos ventiladores mecânicos. b. Circuitos respiratórios com umidificadores (1) Não trocar rotineiramente, com base no tempo de uso, os circuitos do ventilador que se encontram em uso em um determinado paciente. Trocar estes circuitos quando os mesmos estiverem visivelmente contaminados ou com mal funcionamento mecânico. (2) Esterilizar ou submeter a desinfecção de alto nível os umidificadores entre o uso por pacientes diferentes. (3) Drenar e descartar periodicamente qualquer condensado que se coletar nos circuitos, tomando precauções para evitar que o condensado drene para o paciente. Descontaminar as mãos com água e sabão ou outro agente antisséptico após realizar este procedimento ou manipular o fluido. (4) Não há recomendações sobre a colocação de um filtro na terminação distal da fase expiratória do circuito respiratório para coletar o condensado (item não resolvido). (5) Não colocar filtros bacterianos entre o umidificador e a fase inspiratória do circuito respiratório. c. Fluido do umidificador (1) Usar água estéril ou pasteurizada para preencher os umidificadores. 3. Umidificadores de parede a. Entre pacientes diferentes, trocar o circuito, incluindo cateteres nasais ou máscaras faciais, usadas para fornecer oxigênio canalizado. 4. Nebulizadores de pequeno volume para medicações a. Entre diferentes usos no mesmo paciente, desinfetar e enxagüar com água estéril ou pasteurizada. b. Usar fluidos estéreis como diluente na nebulização, colocando-os de forma asséptica no nebulizador. 5. Outros dispositivos usados na terapia respiratória a. Esterilizar ou submeter a desinfecção de alto nível bolsas de ressuscitação (Ambu), ventilômetros portáteis, oxímetros e outros dispositivos respiratórios usados em múltiplos pacientes. B. Interrupção da transmissão pessoa-a-pessoa de bactérias 1. Precauções padrão a. Higiene das mãos (1) Descontaminar as mãos com água e sabão ou com outro agente antisséptico após contato com membranas mucosas, secreções respiratórias ou objetos contaminados com secreções respiratórias, independentemente de usar luvas ou não.

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b. Luvas (1) Usar luvas para manusear secreções respiratórias ou objetos contaminados com secreções respiratórias de qualquer paciente. (2) Trocar as luvas e descontaminar as mãos, como supracitado, entre contatos com pacientes diferentes, após manipular secreções respiratórias ou objetos contaminados com as mesmas e entre contatos com uma área corporal contaminada e o trato respiratório ou dispositivos respiratórios do mesmo paciente. c. Quando a contaminação com secreções respiratórias de um paciente for previsível, usar capote e trocá-lo após ocorrer a contaminação e também antes de atender a outro paciente. 2. Cuidados com pacientes com traqueostomia a. Realizar a traqueostomia com técnica cirúrgica asséptica. b. Ao trocar a cânula de traqueostomia, usar técnica asséptica e substituir a cânula por outra submetida a esterilização ou desinfeção de alto nível. c. Não há recomendações quanto à aplicação diária de antimicrobianos tópicos na traqueostomia (item não resolvido). 3. Aspiração de secreções respiratórias a. Não há recomendações quanto a usar luvas estéreis ou apenas limpas ao realizar a aspiração endotraqueal ou traqueal (item não resolvido). b. O cateter para aspiração deve ser de uso único e estéril. c. Usar apenas fluidos estéreis para remover secreções do cateter de aspiração caso o cateter for reinserido no trato respiratório baixo do paciente.

III.

Modificando fatores de risco do hospedeiro para infecção
A. Medidas para aumentar as defesas do hospedeiro contra a infecção 1. Administração de imunomoduladores a. Vacinar pacientes sob alto risco para infecções pneumocócicas graves com a vacina antipneumocócica. Estes pacientes incluem pessoas com mais de 65 anos, pessoas com doenças cardiovasculares crônicas, doenças pulmonares crônicas, diabetes mellitus, etilistas, doença hepática crônica, fístulas liqüórica, asplenia funcional ou anatômica, pacientes com infecção por HIV, leucemia, linfoma, mieloma múltiplo, neoplasia generalizada, insuficiência renal crônica, síndrome nefrótica, receptores de transplante de órgãos sólidos, pessoas em uso de quimioterapia imunossupressora, corticoesteróides sistêmicos e pessoas em asilos. B. Precauções para a prevenção de aspiração 1. Remover dispositivos tais como tubos endotraqueais, cânulas de traqueostomia e/ou sondas oro ou nasogástricas ou jejunais e descontinuar a alimentação por sonda enteral tão logo as indicações clínicas para os mesmos tenham se resolvido. 2. Prevenção de aspiração associada com a intubação endotraqueal a. Tanto quanto possível, a não ser que haja contraindicações médicas, utilizar ventilação mecânica não invasiva ao invés de realizar a intubação endotraqueal. b. Tanto quanto possível, evitar submeter pacientes que receberam ventilação mecânica assistida a intubações endotraqueais repetidas. c. Realizar intubação orotraqueal ao invés de nasotraqueal, a não ser que contraindicado pelas condições do paciente. d. Usar preferencialmente, se possível, tubo endotraqueal com lúmem dorsal acima do cuff que permita a drenagem por aspiração contínua das secreções traqueais que se acumulam na área subglótica do paciente. e. Antes de desinsuflar o cuff de um tubo endotraqueal durante a remoção do tubo, certificarse que as secreções acima do cuff sejam aspiradas. 3. Prevenção de aspiração associada com alimentação enteral a. Se não houver contraindicações médicas, elevar a cabeceira a 30 a 40° em pacientes com alto risco para pneumonia aspirativa, como, por exemplo, pessoas recebendo ventilação mecânica e/ou com sondas enterais. b. Verificar rotineiramente o posicionamento da sonda enteral. c. Avaliar rotineiramente a motilidade intestinal do paciente (por exemplo, auscultando o peristaltismo intestinal e medindo o débito gástrico) e ajustar a velocidade e volume da dieta enteral para evitar regurgitação. d. Não há recomendações quanto a se administrar preferencialmente dieta enteral de forma contínua ou intermitente (item não resolvido). 41

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e. Não há recomendações quanto ao posicionamento preferencial da sonda enteral, como, por exemplo, sondas jejunais distais ao piloro (item não resolvido). 4. Prevenção da colonização gástrica a. Usar sucralfato, bloqueador H2 e/ou antiácidos intercambiavelmente para a profilaxia para a profilaxia de úlcera de estresse em pacientes sob ventilação mecânica. b. Não há recomendações para o uso de descontaminação do trato digestivo de pacientes críticos em ventilação mecânica para prevenção de pneumonia gram-negativa ou por Candida sp. (item não resolvido). c. Nenhuma recomendação quanto à acidificação da dieta enteral (item não resolvido). 5. Prevenção da pneumonia pós-operatória a. Orientar pré-operatoriamente os pacientes, especialmente aqueles em alto risco de adquirir pneumonia, em relação a inspirações profundas e deambulação precoce, assim que clinicamente indicado no pós-operatório. Pacientes sob alto risco incluem aqueles que se submeterão a cirurgia abdominal, torácica, de cabeça e pescoço ou que apresentam disfunção pulmonar importante, tal como pacientes com DPOC, anormalidades musculoesqueléticas da caixa torácica ou testes de função pulmonar anormal. b. Usar espirometria de incentivo no pós-operatório em pacientes em alto risco de desenvolver pneumonia. TÉCNICA DE ASPIRAÇÃO ENDO E NASOTRAQUEAL 1. Lavar as mãos. 2. Calçar as luvas. 3. Introduzir o cateter no tubo endotraqueal sem aspirar. 4. Realizar a aspiração com movimentos leves e circulares, aspirando intermitentemente. 5. Retirar o cateter e limpar a parte externa com gaze seca. 6. Introduzir o cateter no frasco de soro fisiológico e aspirá-lo para que seja lavado internamente. 7. Repetir este procedimento quantas vezes se fizer necessário, evitando traumatizar a mucosa. 8. Aspirar boca e nariz somente no final do procedimento, não retornando o mesmo cateter ao tubo endotraqueal. 9. Desprezar o cateter e as luvas. 10. Lavar as mãos. 11. Anotar o procedimento realizado, registrando a característica da secreção. 12. A mesma técnica deverá ser seguida para aspiração de traqueostomia. 13. O cateter de aspiração é de uso único. 14. Trocar o frasco de soro fisiológico a cada procedimento. 15. Manter a borracha de aspiração e o Ambu protegidos quando não estiverem sendo usados. 16. Desprezar o conteúdo do frasco de aspiração quando atingir 2/3 do volume total. 17. A borracha do sistema de aspiração e o frasco devem ser trocados e esterilizados em autoclave, após a alta do paciente. Lavar em água corrente sempre que acumular sujeira.

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particularmente em pacientes de alto risco. a manipulação freqüente do sistema com preservativo (por exemplo. Klebsiella. assim. Esta última complicação é muito séria. Outra alternativa. a infecção persiste e conduz a complicações tais como prostatite. respondendo por mais de 40% dos casos de infecção hospitalar. Embora as infecções do trato urinário associadas a cateter não possam ser prevenidas em sua totalidade. „ Evitar a cateterização urinária: 1. reduzindo. Considerando que estes microorganismos não residem comumente na área de gastrointestinal. Embora dados preliminares sobre o risco de infecção sejam encorajadores. A maioria destas infecções (66% a 86%) segue-se à instrumentação do trato urinário. Ocasionalmente. Para ajudar em cirurgias urológicas ou outras cirurgias em estruturas contíguas. 3. uma vez que é associado com uma mortalidade significante. Tal infecção em pacientes saudáveis é freqüentemente assintomática e resolve-se espontaneamente com a remoção do cateter. Como meio de obter urina para cultura ou outros testes diagnósticos quando o paciente pode urinar espontaneamente. mas o risco ainda é significativo. seu uso requer cuidados de enfermagem meticulosos para evitar complicações locais como maceração da pele ou fimose. Além disso. a drenagem por punção suprapúbica. Serratia. 4. é mais usada em serviços urológicos ou de ginecologia. Muitos destes microorganismos são parte da flora intestinal endógena do paciente. 2. inclusive Escherichia coli. e Candida. mas felizmente ocorre em menos que 1% de pacientes cateterizados. Pseudomonas. Patógenos do trato urinário como Serratia marcescens e Pseudomonas cepacia têm significado epidemiológico especial. A drenagem através de preservativo pode ser útil para pacientes masculinos incontinentes sem obstrução urinária e com um reflexo miccional intacto. mas eles também podem ser adquiridos através de contaminação secundária a partir de outros pacientes ou dos profissionais de saúde ou por exposição a soluções contaminadas ou equipamento não esterilizados. MEDIDAS DE CONTROLE „ Uma das medidas de controle de infecção do trato urinário mais importantes é restringir o uso de cateteres urinários a pacientes cuidadosamente selecionados. epididimite. Proteus. outros métodos de drenagem urinária existem como possíveis alternativas ao uso do cateter de uretral de demora. o isolamento destes microrganismos de pacientes cateterizados sugere aquisição de uma fonte de exógena. Como substituto para os cuidados de enfermagem no paciente incontinente. um grande número pode ser evitado através dos cuidados adequados com cateter de demora. a cateterização urinária é indicado: 1. cistite. principalmente cateterização urinária. o benefício do cateter suprapúbico com respeito a controle de infecção não foi provado através de estudos clínicos controlados. Enterobacter. para virtualmente 100% para pacientes com cateteres uretrais de demora com drenagem para sistema aberto com permanência maior que 4 dias. A adoção do sistema fechado de drenagem urinária reduziu notadamente o risco de adquirir uma infecção associada a cateter. pielonefrite e bacteremia por bactéria gram-negativa. de 1% a 5% após uma única cateterização breve. EPIDEMIOLOGIA O risco de adquirir uma infecção de trato urinário depende do método e duração da cateterização. „ „ Em populações selecionadas. a qualidade dos cuidados com o cateter e da suscetibilidade do paciente. Porém. Infecções do trato urinário associadas a cateter são causadas por uma variedade de patógenos. 2. Para permitir a drenagem da urina em pacientes com disfunção neurogênica da bexiga e retenção urinária. Geralmente considera-se como benignas as infecções de trato urinário associadas a cateter. 43 . Para obter medidas precisas do débito urinário em pacientes criticamente enfermos. Enterococcus. paciente agitado) tem sido associado com um risco aumentado de infecção do trato urinário. „ Geralmente.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS PREVENÇÃO DE INFECÇÕES DO TRATO URINÁRIO INTRODUÇÃO O trato urinário é a topografia mais comum de infecção hospitalar. o tamanho da população exposta ao risco. As taxas de infecção variam amplamente. Para aliviar obstrução do trato urinário.

Os mesmos não devem ser usados somente para a conveniência dos profissionais que prestam cuidado ao paciente. gazes. 2. Deve ser usado um cateter do menor diâmetro possível. RECOMENDAÇÕES PARA A PROFILAXIA DAS INFECÇÕES URINÁRIAS RELACIONADAS A CATETER 1. uma solução anti-séptica para a limpeza periuretral adequada e um frasco de uso único de lubrificante devem ser usados para a inserção.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS „ „ Para certos tipos de pacientes com disfunção do esvaziamento vesical. a cateterização intermitente. c. desconexão ou vazamento. Inserir os cateteres usando técnica asséptica e equipamento estéril. é comumente empregada. Para pacientes que requerem cateterização uretral de demora. exceto nas situações de irrigação contínua abaixo descritas. para minimizar trauma uretral. outros métodos de drenagem urinária como drenagem através de preservativo. Usar sempre sistema de drenagem contínua fechada estéril b. 3. Pessoal a. Todas as outras intervenções podem ser vistas como medidas auxiliares. o sistema coletor deve ser trocado usando técnica asséptica após desinfecção da junção cateter-sistema de drenagem. b. que seja compatível com uma boa drenagem. Uso do cateter a. Os profissionais de saúde devem receber treinamento periódico sobre as técnicas corretas e potenciais complicações da cateterização urinária. Luvas. Lavagem das mãos A lavagem das mãos deve ser feita imediatamente antes e após qualquer manipulação do local de inserção do cateter ou do sistema de drenagem. b. uma terceira alternativa. a aderência ao sistema de drenagem urinária contínua fechada estéril é a base de controle de infecção. 5. 4. como aqueles com lesão medular ou crianças com meningomielocele. Fixar adequadamente os cateteres de demora após a inserção para prevenir movimentação e tração uretral. c. 44 . cateterização suprapúbica e cateterização uretral intermitente podem ser alternativas úteis à cateterização uretral de demora. Drenagem estéril fechada a. Inserção de cateter a. Só profissionais de saúde que dominam a técnica correta de inserção asséptica e de manutenção do cateter urinário devem manipular estes cateteres. b. Para cateterização de curto prazo. Se acontecerem falhas na técnica asséptica. Nunca desconectar o cateter do sistema de drenagem. d. esta medida sozinha pode reduzir a taxa de infecção de um inevitável 100% quando drenagem aberta é empregada para menos de 25%. Para pacientes selecionados. Só inserir cateteres urinários quando necessário e mantê-los apenas o tempo estritamente necessário.

Para se manter livre fluxo da urina: i. Assim. muco. Cuidados com o meato uretral A antissepsia diária com solução de PVPI ou a limpeza com sabão e água não reduziram a infecção do trato urinário associada ao cateter em dois recentes estudos. aspirar a urina com uma seringa e agulha estéreis. iv. posteriormente. A pessoa que executa a irrigação deve usar técnica asséptica. 12. c. atualmente. b. Intervalo de troca de cateter Os cateteres de demora não devem ser mudados a intervalos fixos arbitrários.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS 6. 7. Se o cateter obstruir e só poder ser mantido pérvio através de irrigação freqüente. a bolsa de drenagem deve ser esvaziada regularmente usando um separado para cada paciente (a bolsa de drenagem e o recipiente coletor não-estéril nunca devem entrar em contato). é necessário obstruir o cateter temporariamente para coleção de espécime ou outros propósitos médicos). b. 45 . 10. realizada desinfecção para. Para coleta de volumes pequenos de urina para exame. Nestes casos. Monitoramento bacteriológico da urina O valor do monitoramento bacteriológico regular de pacientes cateterizados como uma medida de controle de infecção não foi estabelecido e não é recomendado. ou outras causas. o cateter deve ser mudado caso seja provável que o próprio cateter está contribuindo para a obstrução. Irrigação contínua da bexiga com antimicrobianos não se mostrou útil e não deve ser executada como uma medida de prevenção de infecção rotineira. Coleta de urina a. Fluxo urinário a. as bolsas coletoras devem sempre ser mantidas abaixo do nível da bexiga. Evitar dobras do cateter e do circuito coletor. substituídos. ii. como pode ocorrer devido ao sangramento após cirurgia prostática ou vesical). o cuidado meatal diário com qualquer um destes dois esquemas não pode ser endossado. 9. Irrigação a. Deve-se manter um fluxo urinário desobstruído (ocasionalmente. d. A junção cateter-sistema de drenagem deve ser desinfetada antes de desconexão. então. iii. pode ser usado um método intermitente de irrigação. 8. Para aliviar obstrução devido a coágulos. se necessário. Para obter volumes maiores de urina para análises especiais devem ser colhidos assepticamente da bolsa de drenagem. Uma seringa de grande volume e uma solução irrigante estéreis devem ser usados e posteriormente descartados. b. a terminação distal do cateter deve ser limpa com detergente líquido neutro e. Evitar irrigação a menos que obstrução já seja prevista (por exemplo. cateteres funcionando mal ou obstruídos devem ser irrigados ou. a irrigação contínua fechada deve ser usada.

ƒ Retirar todo o material utilizado. elevando-o a um ângulo de aproximadamente 65º. elevando-o a um ângulo de aproximadamente 65º. ƒ Fazer assepsia do meato uretral com PVP-I tópico: na direção da uretra para ânus em pacientes do sexo feminino. Posicionar o paciente e descobrir apenas a região genital do mesmo. friccionar álcool glicerinado e anotar no prontuário. ƒ Retirar as luvas e friccionar álcool glicerinado nas mãos. Calçar as luvas de procedimento. TÉCNICA PARA A SONDAGEM VESICAL DE ALÍVIO Preparar todo o material. ƒ Segurar a sonda firmemente e introduzi-la na uretra até o retorno da urina. ƒ Lavar a região perivaginal com água e sabão ou PVP-I degermante com movimentos contínuos de cima para baixo. com o prepúcio já retraído. ƒ ƒ ƒ ƒ ƒ ƒ ƒ 46 . ƒ Medir o volume drenado. ƒ Fazer assepsia do meato uretral com PVP-I tópico: na direção da uretra para ânus em pacientes do sexo feminino. e em movimentos circulares para pacientes do sexo masculino. ƒ Retirar as luvas. segurar o corpo do pênis. retirar o prepúcio delicadamente e fazer a limpeza com movimentos circulares em toda a glande. e introduzir a sonda até o retorno da urina. segurar o corpo do pênis. segurar o corpo do pênis. ƒ Calçar luvas estéreis. ƒ Calçar luvas estéreis. ƒ Em pacientes do sexo masculino. ƒ Recolher todo o material. ƒ Lubrificar a sonda com vaselina ou glicerina estéril. ƒ Em pacientes do sexo masculino. Abrir a bandeja de cateterismo com técnica asséptica.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS TÉCNICA PARA SONDAGEM VESICAL DE DEMORA ƒ Preparar todo o material. ƒ Insuflar o balonete com 15 ml de água destilada. ƒ Em pacientes do sexo masculino. ƒ Lavar as mãos. retirar o prepúcio delicadamente e fazer a limpeza com movimentos circulares em toda a glande. ƒ Colocar o campo estéril sobre a região genital do paciente. Colocar adequadamente a comadre (no caso de paciente do sexo feminino). ƒ Abrir a bandeja de cateterismo com técnica asséptica. ƒ Esperar a drenagem completa. Lavar as mãos e secar com papel toalha. segurar o corpo do pênis. ƒ Lubrificar a sonda com vaselina ou glicerina estéril. Lavar a região perivaginal com água e sabão ou PVP-I degermante com movimentos contínuos de cima para baixo. e em movimentos circulares para pacientes do sexo masculino. lavar as mãos e anotar no prontuário. ƒ Calçar as luvas de procedimento. e introduzir a sonda até o retorno da urina. ƒ Conectar a bolsa coletora na parte distal da sonda. ƒ Retirar as luvas e friccionar álcool glicerinado nas mãos. ƒ Segurar a sonda firmemente e introduzi-la na uretra até o retorno da urina. ƒ Retirar as luvas. ƒ Em pacientes do sexo masculino. ƒ Colocar o campo estéril sobre a região genital do paciente. ƒ Colocar adequadamente a comadre (no caso de paciente do sexo feminino). ƒ Fixar a sonda e na parte interna-superior da coxa do paciente com esparadrapo. ƒ Enxagüar com soro fisiológico ou água destilada. ƒ Fixar a bolsa coletora abaixo do nível da bexiga e acima do chão. ƒ Lavar as mãos e secar com papel toalha. ƒ Retirar cuidadosamente a sonda. usando seringa estéril. tomando cuidado para não contaminá-las. com o prepúcio já retraído. ƒ Posicionar o paciente e descobrir apenas a região genital do mesmo. ƒ Enxagüar com soro fisiológico ou água destilada.

doença maligna. má-nutrição. hospitais.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS PREVENÇÃO DA INFECÇÃO DA FERIDA CIRÚRGICA INTRODUÇÃO „ A infecção da ferida cirúrgica (IFC). além do trato respiratório superior da equipe cirúrgica também são um reservatório potencial de microrganismos causadores de infecção da ferida operatória. A interação de diversas variáveis é que irá determinar sua ocorrência. doenças graves subjacentes. está entre as 3 infecções hospitalares mais freqüentes. • O meio ambiente da sala de cirurgia muito raramente pode ser responsabilizado como reservatórios de microrganismos causadores de infecção cirúrgica. „ A incidência de IFC varia entre cirurgiões. carreamento nasal de Staphylococcus aureus. Fontes ou reservatórios de microrganismos causadores de infecção de ferida cirúrgica A maioria das infecções de ferida cirúrgica é causada por microrganismos endógenos da flora normal da pele e varias superfícies mucosas do próprio paciente. „ A IFC. duração da hospitalização pré-operatória (maior permanência = maior risco). • „ Idade. duplica o tempo e aumenta os custos da hospitalização em 2 a 4 vezes. de mortalidade do paciente cirúrgico . PREVENÇÃO Preparo do Paciente Cirúrgico: Medidas Pré-Hospitalares O quê Menor duração possível da hospitalização préoperatória Quem Quando Onde Por que Relação direta Compensar o entre a duração da paciente e tratar internação prétodas as condições operatória e a taxa que possam ser de infecção de fatores de risco ferida cirúrgica Relação direta entre a presença de infecção remota e a taxa de infecção de ferida cirúrgica Compensar Relação direta situações como entre a presença diabetes. tanto na sala operatória como no período peri-operatório. EPIDEMIOLOGIA „ Quase todas as IFC são adquiridas durante o ato operatório. procedimentos cirúrgicos e entre pacientes. tabagismo. tamanho das mamas em cirurgias desta região. um número crescente de condutas têm sido adotadas. escore ASA (maior pontuação = maior risco). • Escamas de pele e fios de cabelos desprendem-se continuamente de nosso corpo e podem carrear microrganismos para o sítio cirúrgico. Como Fatores de Risco para Infecção de Ferida Cirúrgica Associados ao Hospedeiro O médico Antes de internar No ambulatório Tratar infecção de sítio remoto O médico Antes da cirurgia e de preferência antes de internar No ambulatório Controle de fatores de risco associados O médico Antes da cirurgia e de preferência antes de internar No ambulatório 47 . etc. em média. Ela é uma das principais causas de morbidade e. A maioria dos microrganismos que chegam à incisão são levados pela equipe cirúrgica ou provém de alguma área do corpo do próprio paciente. o agente principal destas infecções). • As mãos. destes fatores de obesidade mórbida risco e a taxa de e desnutrição. obesidade mórbida. infecção em sítio remoto. „ Com o objetivo de reduzir as taxas de IFC. menos freqüentemente. uso de imunossupressores. pele e pêlos. diabetes mellitus. a epidemiologia da IFC está intimamente associada a eventos que ocorrem na sala cirúrgica. • Instrumental cirúrgico mal esterilizado é uma fonte grosseira de transmissão de infecção. tosse e espirro podem levar microrganismos do trato respiratório até a ferida cirúrgica (especialmente Staphylococcus aureus. A fala. infecção de ferida limitar uso de cirúrgica corticóides. Assim.

Em mucosas. O. Como • Hemostasia efetiva • Manutenção de suprimento sangüíneo adequado • Remoção de todo tecido desvitalizado • Obliteração de espaço morto • Material de sutura fino e não-absorvível • Fechamento da ferida sem tensão Utilizando com habilidade a técnica mais adequada para o caso Utilizar somente quando estritamente necessário Utilizar somente quando estritamente necessário Drenar de acordo com os princípios aceitos na literatura Por que São princípios básicos da prática cirúrgica Menor duração possível da cirurgia. 48 . exceto a região da cirurgia e as regiões necessárias para anestesia e controle do paciente Esquema próprio Evitar que microrganismos de fora da área operatória atinjam a ferida cirúrgica O papel antibioticoprofilaxia é colaborar com as defesas humorais e celulares. Colocação de campos cirúrgicos Antibiotico profilaxia cirúrgica O cirurgião Após antissepsia Na S. remover com SF e em seguida aplicar PVP-I alcoólico e deixar secar. respectivamente. O.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Preparo do Paciente Cirúrgico: Medidas Pré-Operatórias O quê Tricotomia Quem Auxiliar de enfermagem Quando Imediatament e antes da cirurgia e se for absolutament e necessário Onde Na S. Relação direta entre o tempo de cirurgia e a taxa de infecção de ferida cirúrgica O cirurgião Durante a cirurgia Na S. O. Cobrir o corpo do paciente. O. Como Tonsurador elétrico (de preferência) ou raspagem com aparelho adequado com lâmina estéril imediatamente antes da cirurgia Por que A tricotomia com lâmina(principalmente mais de 2 horas antes da cirurgia) tem relação direta com a taxa de infecção de ferida cirúrgica. O. O. Uso de eletrocautério pode associar-se a aumento da taxa de infecção de ferida cirúrgica Material estranho possibilita melhor crescimento de bactérias Drenos O cirurgião Durante a cirurgia Na S. diminuindo o número de patógenos nos tecidos a um nível manejável pelo sistema imune Preparo do Paciente Cirúrgico: Medidas Intra-Operatórias O quê Boa técnica operatória Quem O cirurgião Quando Durante a cirurgia Onde Na S. usar clorexidina e tintura de clorexidina. O. usar PVP-I aquoso (tópico). compatível com a segurança do paciente Eletrocautério O cirurgião Na S. provavelmente pela liberação da flora residente nas camadas profundas da pele pelo traumatismo da tricotomia Redução do reservatório de microrganismos da pele ao nível mais baixo possível e manutenção de efeito residual prolongado Antissepsi O cirurgião a da pele no local da cirurgia Imediatament e antes da cirurgia Na S. O anestesista Geralmente na indução anestésica Na S. Aplicar PVP-I degermante no local onde se fará a incisão com fricção por 10 minutos. O. Órteses e próteses O cirurgião Durante a cirurgia Na S. Em RN e pacientes alérgicos ao iodo. O.

sem é menor nas feridas sem curativos. juntamente com a máscara. Protege a equipe cirúrgica da contaminação das mucosas com sangue Com a conversação. por 5 minutos • Detenha-se. Membro da equipe cirúrgica com barba deverá usar capuz para. antes do início da cirurgia Curativos Auxiliares de Após a cirurgia Na S. O. articulações e extremidades dos dedos • Enxagüar com os cotovelos no ponto mais baixo • Enxugar em toalha ou compressa estéril • Aplique o PVP-I alcoólico e deixe secar antes de calçar as luvas (forma uma luva química bacteriostática sobre a pele das mãos). O. Na S. sem retorno.O. escove as unhas. Conversar só o essencial Equipe cirúrgica Na S. com o cuidado de sempre se realizar a técnica asséptica * O Guideline for prevention of surgical site infection. O. a incidência de Após este período pode infecções da ferida cirúrgica ficar aberta. O. O. Retire todos os anéis e pulseiras antes de iniciar a lavagem de mãos. a 48 horas). particularmente. Colocação de gorro/capuz Todos que entrarem no bloco cirúrgico* Durante o tempo de permanência no bloco cirúrgico* No bloco cirúrgico* Cobrir todo o cabelo.. Técnica de escovação cirúrgica das mãos e antebraços: • Deixe as mãos mais elevadas que os cotovelos durante todo o procedimento. • Abra a torneira sem usar as mãos e enxágüe mãos e antebraços • Espalhe o PVP-I degermante nas mãos e antebraços • Com escova estéril. durante o ato cirúrgico ou quando o instrumental estéril já estiver exposto. a contaminação da ferida cirúrgica pode aumentar Proteção da equipe cirúrgica da contaminação com sangue. O. deverá ser trocado sempre que necessário. O. CDC. antes da colocação de luvas estéreis Colocar máscara cobrindo boca e nariz Redução da conversação Colocação de capote Equipe cirúrgica Na S. Todo S. nos sulcos. ar pessoas e As portas devem ser movimentação na mantidas fechadas. 1999. dedos. nesta ordem. Equipe cirúrgica Antes de fazer antissepsia das mãos Na S. mãos e antebraços. Cria barreira física entre o campo cirúrgico e fontes potenciais de bactérias Prevenir queda de cabelo e escamas de pele dentro da ferida cirúrgica Colocação de máscara Todos que entrarem no bloco cirúrgico* Durante o tempo de permanência no bloco cirúrgico* Durante a cirurgia Após a lavagem das mãos. A incisão cirúrgica deve Após a oclusão da ferida enfermagem permanecer com curativo com o coágulo de fibrina (24 oclusivo por 24 horas. só exige seu uso enquanto na S. pregas e espaços interdigitais. o material necessário deve estar na S. cobri-la totalmente Colocação de propé Proteger os calçados da equipe cirúrgica de contaminação com sangue (não previne contra infecção de sítio cirúrgico) Promover um Todos que Durante a Na S.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Preparo da Equipe Cirúrgica O quê Lavagem de mãos e colocação de luvas estéreis Quem Equipe cirúrgica Quando Antes de vestir o capote Onde No bloco cirúrgico (pia de degermação) No bloco cirúrgico* Como Ver abaixo da tabela Por que Redução do reservatório de microrganismos das mãos ao nível mais baixo possível e manutenção de efeito residual Reduz a eliminação de microrganismo do trato respiratório para o campo cirúrgico. Alérgicos ao PVP-I podem usar clorexidina (degermante e tintura) 49 . Caso exista curativos do que naquelas drenagem de secreções em que o curativo é mantido ou sangramento. deve ficar o Promover a mínima mínimo de entrarem no bloco cirurgia mínimo de pessoas movimentação possível de aglomeração de cirúrgico necessário para a cirurgia. O.

Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ANTIBIOTICOPROFILAXIA EM CIRURGIA „ Os antibióticos profiláticos estão claramente indicados aos pacientes submetidos a cirurgias limpas com implante de um corpo estranho e na maioria dos procedimentos potencialmente contaminados. cirurgias oculares e de vias biliares. Consideram-se potencialmente contaminadas as cirurgias realizadas nos tratos gastrintestinal (exceto cólon). na ausência de processo infeccioso local. na ausência de processos infeccioso local. Incidência Esperada de infecção em ferida Cirúrgica Segundo o Potencial de Contaminação. ou de difícil descontaminação. genitourinário.Cirurgias Contaminadas São as realizadas em tecidos colonizados por flora microbiana abundante. 3 . de difícil descontaminação. „ A profilaxia em dose única é preferível. em tecidos cavitários com comunicação com o meio externo. potencialmente contaminadas. sistemas músculoesquelético. 4 . contaminadas e infectadas. em tecido com lesões cruentas e cirurgias de traumatismo crânio encefálicos abertos. porém a cefazolina é preferível por causa de sua meia-vida mais longa e níveis teciduais maiores. a menos que a duração da cirurgia seja maior que 3 horas. Limpas: 1 a 5% Potencialmente Contaminadas: 3 a 11% Contaminadas: 10 a 17% Infectadas: > 27% 50 . aumenta o custo e está associado a um maior número de complicações para o paciente „ Cefalotina e cefazolina são utilizadas na maioria dos esquemas profiláticos. reto e ânus. na ausência de processo infeccioso local. CLASSIFICAÇÃO DAS CIRURGIAS SEGUNDO O POTENCIAL DE CONTAMINAÇÃO De acordo com os riscos de contaminação. Consideram-se contaminadas as cirurgias realizadas no cólon. Consideram-se limpas as cirurgias realizadas na epiderme. tecido celular subcutâneo.Cirurgias Potencialmente Contaminadas São as realizadas em tecidos colonizados por flora microbiana pouco numerosa. 2 . „ O uso de antibióticos nos pacientes submetidos a cirurgia contaminada ou infectada deve ser considerado terapêutico e adequado às bactérias causadoras da infecção estabelecida. nervoso e cardiovascular.Cirurgias Infectadas São as realizadas em qualquer tecido. diminuindo o número de patógenos nos tecidos a um nível manejável pelo sistema imune.Cirurgias Limpas São realizadas em tecidos estéreis ou passíveis de descontaminação. as cirurgias são classificadas em: limpas. „ O papel da antibioticoprofilaxia é colaborar com as defesas humorais e celulares. 1 . na presença de processo infeccioso local ou após trauma penetrante com mais de 4 horas. „ Os antibióticos profiláticos parenterais devem ser administrados 30 minutos antes da incisão cirúrgica(indução anestésica). neste caso deve-se administrar uma dose intraoperatória adicional após 3 horas de cirurgia(repique). „ Extensas pesquisas demonstram que prolongar a antibioticoprofilaxia por mais de 24 horas não leva a reduções extras da taxa de infecção de ferida operatória. este procedimento resulta em níveis terapêuticos da droga na ferida operatória e tecidos adjacentes durante a cirurgia. respiratório superior e inferior.

usar por 3 a 5 dias Usar por mais 24 horas Reexploração. obstrução. hemorragia. extremidades inferiores. microcirurgia metronidazol + gentamicina metronidazol + gentamicina sulfametoxazol + trimetoprim cefazolina cefazolina Com fusão espinhal Usar por mais 24 horas Usar por mais 24 horas Até 6 horas: mais 24 horas Mais de 6 horas: terapêutico cefazolina cefazolina cefazolina cefazolina cefazolina cefazolina cefazolina cefazolina gentamicina (tópica) Alternativa clindamicina + gentamicina clindamicina + gentamicina Gastroduodenal Trato biliar e pâncreas clindamicina + gentamicina gentamicina + cloranfenicol ou clindamicina gentamicina + cloranfenicol ou clindamicina gentamicina + cloranfenicol ou clindamicina vancomicina vancomicina clindamicina vancomicina clindamicina clindamicina clindamicina + gentamicina vancomicina vancomicina vancomicina clindamicina + gentamicina Apendicectomia Colorretal Trauma abdominal penetrante Neurocirurgia Derivação ventriculoperitoneal Craniotomia Cirurgia transesfenoidal ou translabirintica Laminectomia Cirurgia Ortopédica Colocação de prótese ou material de osteossíntese Artroplastia de quadril Fratura exposta Cirurgia Cardíaca Implante de prótese valvar Usar por mais 24 horas Revascularização do Usar por mais 24 horas miocárdio Inserção de MP Cirurgia de grande porte com Cirurgia de Cabeça e abordagem pela mucosa oral Pescoço ou faríngea Somente com colocação de Cirurgia Oftalmológica lente intraocular Cirurgia Torácica Pneumectomia ou Usar por mais 24 horas lobectomia Mediastino e Usar por mais 24 horas mediastinoscopia Aorta abdominal. gastrostomia percutânea Idade > 70 anos. associar à limpeza mecânica do cólon Em caso de perfuração de víscera oca. cefazolina coledocolitíase.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Esquemas de Antibioticoprofilaxia Cirúrgica Procedimento Cirurgia Geral Esofágica Indicações e observações Primeira escolha cefazolina Neoplasia. alteração cefazolina da motilidade. cirurgia de urgência. icterícia obstrutiva. amputação. colecistite aguda. cirurgia endoscópica Manter por 3 a 5 dias em caso metronidazol + de perfuração ou gangrena gentamicina Usar por mais 24 horas. úlcera gástrica. prótese Cirurgia vascular vascular cefazolina cefazolina cefazolina clindamicina clindamicina vancomicina 51 .

Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Esquemas de Antibioticoprofilaxia Cirúrgica (continuação) Cirurgia Urológica Prostatectomia abdominal. o antibiótico é administrado após o clampeamento do cordão. nefrostomia com molde uretral. colpectomias e ginecológicas. Para paciente com peso ≥ 80 kg. Doses para antibioticoprofilaxia Antibiótico cefazolina clindamicina cloranfenicol gentamicina metronidazol norfloxacina penicilina cristalina sulfametoxazol + trimetoprim vancomicina Dose adulto 1g 600 mg 1g 80 mg 1g 800 mg (via oral) 2 milhões de unidades 800 mg/160mg 1g Dose pediátrica 50 mg 7. nefrectomia. colpectomia. a dose da cefazolina deve ser de 2g. o prolongamento da profilaxia não está associado a um melhor resultado clínico. Mesmo em situações de contaminações acidentais.5 mg/kg 50 mg/kg 1. litotomia.5 mg/kg não indicado ⎯ 5 mg/kg (trimetoprim) 15 mg/kg „ „ „ „ „ As doses acima descritas referem-se a uma dose única endovenosa do antibiótico administrada durante a indução anestésica. cirurgia para ginecomastia e exérese de nódulo mamário Obstetrícia Com histórico de DIP. fístulas retovaginais.5 mg/kg 7. 52 . Mastectomia agulhamentos. Doses adicionais serão empregadas apenas quando assim indicado. doses adicionais de cefazolina devem ser administradas no intraoperatório. Nas cesáreas. derivação urinária. limpeza mecânica prévia do neovagina cólon Não indicada nas quadrantectomias. rotura de membranas cefazolina por mais de 6 horas e trabalho de parto prolongado (mais de 12 horas) vancomicina Î As cirurgias que não estão acima relacionadas não necessitam de antibioticoprofilaxia. cirurgia em gestantes de alto risco. prótese peniana Transplante renal Usar por mais 24 horas Ginecologia Histerectomia abdominal ou vaginal Nas cirurgias de fístulas Vulvectomia. Aborto 1° trimestre gonorréia ou múltiplos parceiros Aborto 2° trimestre cefazolina norfloxacina cefazolina cefazolina gentamicina vancomicina cefazolina + metronidazol vancomicina + metronidazol cefazolina vancomicina penicilina cristalina cefazolina clindamicina + gentamicina clindamicina + gentamicina Cesárea Cirurgia de emergência. neovagina é necessário a prolapso de cúpula vaginal. Em caso de perda maciça de sangue ou quando a duração do procedimento se prolongue por mais de 3 horas.

B. na ausência de infecção da corrente sangüínea ou purulência concomitantes. calafrios e/ou hipotensão) e nenhuma outra fonte aparente de infecção. IV. II. 53 . RECOMENDAÇÕES GERAIS PARA A REDUÇÃO DAS COMPLICAÇÕES INFECCIOSAS ASSOCIADAS AO USO DE CATETERES INTRAVASCULARES I. Usar luvas durante a inserção do cateter. Higienização das mãos: A.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS PREVENÇÃO DAS INFECÇÕES ASSOCIADAS A CATETERES INTRAVASCULARES DEFINIÇÕES PARA INFECÇÃO ASSOCIADA AO CATETER Colonização localizada do cateter: „ Crescimento maior ou igual a 15 UFC (cultura semiquantitativa) ou maior que 1000 UFC (cultura quantitativa) do segmento distal do cateter. Para a inserção de cateteres arteriais ou centrais. Infecção clínica do sítio de saída (ou infecção do túnel): „ Dor. substituir ou aplicar um curativo em qualquer dispositivo intravascular. ao longo do trajeto subcutâneo de um cateter tunelizado. febre sem fonte óbvia ou outras manifestações sugerindo infecção local ou da corrente sangüínea. Monitorar rotineiramente a região do cateter por visualização direta ou por palpação através do curativo intacto. Anotar a data e hora da inserção e remoção do cateter e de trocas do curativo de uma forma padronizada. Não utilizar a dissecção venosa ou arterial como método preferencial para inserção de cateteres intravasculares. Educação dos profissionais de saúde: educar os profissionais de saúde em relação às indicações para o uso dos cateteres intravasculares. Vigilância para infecções relacionadas ao cateter: A. eritema ou edema local maior que 2 cm a partir do sítio do cateter. Não são recomendadas culturas de rotina da ponta de cateteres. na ausência de infecção da corrente sangüínea. dependendo individualmente da situação de cada paciente. C. sobre os procedimentos para sua inserção e manutenção adequadas e sobre as medidas apropriadas para o controle de infecções relacionadas a este tipo de dispositivo. espécie e antibiograma idênticos) de uma cultura semiquantitativa (maior ou igual a 15 UFC) ou quantitativa (maior que 1000 UFC) de um segmento de cateter e do sangue (preferivelmente obtido de uma veia periférica) de um paciente com sintomas clínicos de infecção da corrente sangüínea (febre. o curativo deve ser removido para permitir uma avaliação completa do local. D. na ausência de sintomas clínicos. Lavar as mãos antes e após palpar sítios de inserção de cateteres. O uso de luvas não desobriga da lavagem das mãos. Técnica asséptica durante a inserção e cuidados com o cateter: A. III. as luvas devem ser estéreis. Manter técnica asséptica para a inserção e cuidados com o cateter intravascular. B. Se o paciente apresentar dor no local de inserção. C. Infecção do sítio de saída: „ Eritema ou edema dentre 2 cm a partir do sítio de saída do cateter. Use luvas limpas durante as trocas de curativo. B. assim como antes e depois de inserir. Infecção da corrente sangüínea relacionada ao cateter: „ Isolamento do mesmo microrganismo (ou seja.

Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS V. as veias jugular interna ou femoral são preferidas à veia subclávia para cateteres usados para hemodiálise com o objetivo de evitar a estenose venosa. exceto quando for diagnosticada infecção associada ao cateter. Selecionar o cateter. Quando a aderência à técnica asséptica não puder ser garantida (exemplo: quando um cateter é inserido durante uma emergência). 4. F. se for improvável que o cateter é a fonte de infecção. H. E. Deixar o antisséptico permanecer no local de inserção e secar naturalmente antes da inserção do cateter. por exemplo. D. Realizar antissepsia local da pele com um antisséptico apropriado. Remover qualquer cateter intravascular tão logo seu uso não seja mais essencial. Não trocar rotineiramente cateteres venosos em pacientes que estão bacteriêmicos ou fungêmicos. Substituir o circuito utilizado para administrar infusões de propofol a cada 6 a 12 horas. Cateter venoso periférico: em adultos. PVP-I ou clorexidina a 2%. 1. a técnica de inserção e o local de inserção que apresente o menor potencial para complicações (infecciosas e não infecciosas) para o tipo e duração antecipados de terapia endovenosa. Substituir o curativo quando o mesmo estiver úmido. a não ser que ocorram complicações como. Substituir qualquer cateter venoso central de curta duração se for observado purulência no sítio de inserção. tomar precauções para reduzir a possibilidade de introduzir microrganismos no cateter (exemplo: proteger o cateter e o dispositivo de conexão com uma cobertura impermeável durante o banho). a mão. F. 54 . Seleção e substituição de dispositivos intravasculares: A. dependendo das circunstâncias individuais de cada paciente E. Cuidados locais com o cateter: A. Não submergir o cateter sob água. Substituição dos circuitos de administração e de fluidos parenterais: A. Ao banhar o paciente. um curativo com gazes é preferível. Trocar cateteres venosos periféricos no mínimo cada 72 a 96 horas em adultos para prevenção de flebites. incluindo álcool 70%. para minimizar o risco de infecção. VII. B. Trocar todo cateter venoso central se o paciente estiver hemodinamicamente instável e suspeitar-se de infecção da corrente sangüínea relacionada ao cateter. Não utilizar a técnica do fio-guia para substituir cateteres em pacientes suspeitos de ter infecção relacionada ao cateter. em pacientes adultos. B. antes de inserção do cateter e nas trocas de curativo. I. em pacientes pediátricos. C. Usar gaze estéril ou curativo transparente semi-permeável para cobrir o local do cateter. C. VI. VIII. o dorso do pé ou o couro cabeludo pode ser usado como locais para inserção do cateter. não mais freqüentemente que a intervalos de 72 horas. incluindo “torneirinhas”. hemoderivados ou emulsões lipídicas (tanto as misturas 3 em 1 combinadas com aminoácidos e glicose como as emulsões lipídicas puras) dentro de 24 horas após iniciar a infusão. Usar o julgamento clínico para determinar quando trocar um cateter que pode ser uma fonte de infecção (exemplo: não trocar de rotina cateter em pacientes cuja única indicação de infecção é a febre). Manter cateteres venosos periféricos em crianças até o fim da terapia endovenosa. frouxo ou visivelmente contaminado. Trocar o curativo no mínimo semanalmente para pacientes adultos e adolescentes. flebite ou infiltração. Caso o pacientes estiver diaforético ou se houver sangramento local ou secreção. D. 3. Substituir o circuito para administração de sangue. B. G. o sistema não deve ser trocado com freqüência maior que a cada 72 horas. C. 2. Não use antibióticos tópicos no sítio de inserção (exceto em cateter de diálise) devido ao potencial de promover infecções fúngicas e resistência antimicrobiana. 2. puncionar veia de membros superiores para a inserção do cateter. Não há atualmente recomendações pertinentes ao uso de clorexidina em crianças menores de 2 meses (item não resolvido). Substituir os circuitos. Não substituir rotineiramente cateteres venosos centrais ou arteriais apenas devido ao propósito de reduzir a incidência de infecções. trocar todos os cateteres assim que possível e com não mais de 48 horas. Cateter venoso central: utilizar preferencialmente a veia subclávia em relação às veias jugular interna ou femoral. Se a solução contiver apenas glicose e aminoácidos. dependendo das recomendações do fabricante. Circuitos 1. O PVP-I deve permanecer em contato com a pele por no mínimo 2 minutos antes da inserção. o que indica infecção. Curativos: A.

D. I. Não remover um cateter venoso central apenas com base na presença de febre. exceto em pacientes pediátricos. Substituição do cateter usando fio-guia: A. 4. D. Usar a troca com fio-guia para substituir um cateter com mal funcionamento apenas se não houver evidência de infecção. B. III. Não usar trocas com fio-guia rotineiramente como forma de prevenir infecções. 3. Não há recomendações quanto ao tempo de infusão de outros fluidos parenterais (item não resolvido). Na suspeita de uma infecção relacionada ao cateter. Se o cateter removido apresentar resultado de cultura sugestivo de colonização ou infecção. Minimizar o número de manipulações no sistema de monitorização. B. II. 55 . Trocar o curativo de um cateter venoso central a cada 2 dias para curativos com gazes e no mínimo cada 7 dias para curativos transparentes. B. Trocar o curativo quando o mesmo estiver úmido. Fluidos parenterais 1. o acesso venoso pode ser preservado removendo o cateter através de um fio-guia e inserindo-se um novo cateter através do mesmo fioguia. RECOMENDAÇÕES ADICIONAIS PARA A REDUÇÃO DAS COMPLICAÇÕES INFECCIOSAS ASSOCIADAS AO USO DE CATETERES VENOSOS CENTRAIS Princípios gerais: A. Troca do cateter d do sistema de monitorização da pressão: A. dispositivo de irrigação contínua. Completar as Infusões de soluções lipídicas (exemplo: soluções 3 em 1) dentro de 24 horas após o início da infusão. a infusão deve completar-se dentro de 24 horas. B.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS B. luvas estéreis e campos estéreis para a inserção de cateteres venosos centrais. Se devido a considerações de volume a infusão necessitar de mais tempo. máscara. conjuntamente com os outros componentes do sistema (circuitos. Cuidados com o cateter: A. Se os resultados das culturas semiquantitativas ou quantitativas do segmento de cateter forem negativos. solução de irrigação). Não trocar de forma rotineira os cateteres arteriais periféricos apenas como forma de prevenir infecções associadas ao cateter. Substituição do cateter usando fio-guia: A. Designar um dos lúmens exclusivamente para alimentação parenteral se um cateter multilúmen for usado. Usar um novo par de luvas estéreis antes de manusear o novo cateter quando executar uma substituição de cateter com fio-guia. C. Usar a troca com fio-guia para substituir um cateter com mal funcionamento apenas se não houver evidência de infecção. a inserção de um novo cateter em um outro local é indicada. B. frouxo ou contaminado ou quando a inspeção do local for necessária. Usar técnica asséptica incluindo o uso de gorro. nos quais o risco de deslocar o cateter se sobrepõe ao benefício da troca do curativo. o cateter inserido através do fio-guia pode ser mantido. Usar o julgamento clínico para avaliar a adequação da remoção do cateter se houver evidência de infecção em outro local ou se uma causa não infecciosa para a febre for suspeitada. capote estéril. Usar preferencialmente um sistema de irrigação fechado ao invés de um sistema aberto (que requer seringas e torneiras). II. 2. RECOMENDAÇÕES ADICIONAIS PARA A REDUÇÃO DAS COMPLICAÇÕES INFECCIOSAS ASSOCIADAS AO USO DE CATETERES ARTERIAIS PERIFÉRICOS I. Trocar os transdutores em intervalos de 72 horas. Usar um cateter venoso central com o menor número de lúmens essenciais às necessidades do paciente. C. Não usar trocas com fio-guia rotineiramente como forma de prevenir infecções. Completar emulsões lipídicas puras dentro de 12 horas após início da infusão. C. Completar a infusão de sangue e hemoderivados dentro de 4 horas após início da infusão.

quando o curativo seja. Em dentro de 24 horas clinicamente soluções pacientes que têm do início da infusão. a não ser a 96 horas. úmido. permanência de outras soluções endovenosas. com mais da infusão. seja. Não trocar Trocar os curativos Não trocar o circuito Igual acima. Nenhuma Trocar o curativo Trocar o circuito no Trocar a solução de Cateter arterial recomendação para quando o cateter for momento da troca irrigação no periférico a freqüência da substituído ou do transdutor (ou momento da troca troca do cateter.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS RESUMO DAS RECOMENDAÇÕES SOBRE A FREQÜÊNCIA DA TROCA DE CATETERES. de 72 horas). lipídicas puras curativos grandes e dentro de 12 volumosos que horas. CIRCUITOS E FLUIDOS TIPO DE CATETER TROCA DO TROCA DO TROCA DO TEMPO DE CATETER CURATIVO CIRCUITO ADMINISTRAÇÀO DOS FLUIDOS EV Não trocar o circuito • Completar a Adultos: não trocar Trocar o curativo Cateter venoso quando o cateter for com freqüência o cateter e mudar periférico infusão de menor que 72 de local antes de 72 removido ou fluidos de trocado ou quando horas. Trocar os curativos ou hemoderivados quando o cateter for ou soluções trocado ou quando lipídicas dentro de 24 horas do início o curativo estiver da infusão. o circuito utilizado emergência para dentro de 24 Trocar o curativo para administrar um local diferente horas do início sangue. dentro de 48 horas. trocar o dentro de 4 curativo e horas. em intervalos frouxo ou de 72 horas). 7 dias em cateteres Trocar o circuito usado para de curta administrar sangue permanência. Cateter venoso mais rotineiramente. com gaze cada 2 central freqüentemente que dias e curativos transparentes cada a cada 72 horas. impedem a • Completar palpação ou infusões de visualização direta sangue e do sítio de inserção hemoderivados do cateter. hemoderivados ou Crianças: não trocar freqüência em • Completar soluções lipídicas o cateter exceto se pacientes infusão de diaforéticos. Trocar em situações de contendo lipídios contaminado. trocar nutrição que indicado cateteres inseridos o curativo estiver parenteral úmido. indicado. frouxo ou clinicamente. em intervalos do transdutor (ou estiver úmido. CURATIVOS. frouxo ou contaminado ou houver necessidade de inspecionar o sítio do cateter. inspecionar • Nenhuma visualmente o recomendação cateter no mínimo para o tempo de diariamente. 56 . contaminado ou quando o sítio do cateter necessitar ser examinado.

à sepse neonatal. RN de baixo peso/prematuridade. o risco de infecção estafilocócica aumenta 16 vezes quando há número insuficiente de pessoal e aumenta 7 vezes quando há excesso de pacientes. porém o baixo peso está intimamente relacionado à prematuridade. sondas para alimentação enteral facilitam as infecções hospitalares ao romperem as barreiras anatômicas naturais. „ Além dos benefícios para o binômio mãe-filho que o alojamento conjunto propicia. familiares. O tratamento com vários cursos de antibióticos. enterococos. „ Na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal. mas o parto não for imediato. enquanto na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal. dentro da bolsa amniótica. Cateteres intravasculares. muitas vezes empiricamente. 3. A infusão de lipídios é o maior fator e risco para bacteremia por estafilococos coagulase-negativos. vírus do herpes simples) ou no próprio berçário (Staphylococcus aureus. Se o parto ocorrer logo após a ruptura da membrana. o processo de colonização continua com a aquisição de novos germes adquiridos pelo contato com a própria mãe.1%. sondas urinárias. 2. 6. contribuindo também para o risco de fungemia. tubos endotraqueais. a distância deve ser de 2 m.500 g é de 1. O berço deve ficar ao lado do leito da mãe e afastado 60 cm de outro berço.000 g é de 26% e em RN com peso > 2. vírus respiratórios). bactérias entéricas. comensais como Candida sp. recomenda-se uma distância mínima de 1 m entre os berços ou incubadoras. „ No berçário de cuidados intermediários. embora muitas vezes possa ser colonizado ou infectado através da placenta ou por germes que ascendem pelo trato genital materno. FATORES DE RISCO 1. Contudo. Estima-se que 20 a 30% das gestantes estão colonizadas por estreptococos do grupo B e que 50% destas mulheres irão transmitir esta bactéria para o RN antes ou durante o parto. está relativamente protegido contra microrganismos. Excesso de pacientes e/ou número insuficiente de pessoal. além das enterobactérias. o RN será colonizado durante a passagem pelo canal de parto. especificamente. não se demonstrou aumento na taxa de infecção hospitalar com este procedimento. com emprego de antimicrobianos de largo espectro. „ A colonização não implica em infecção. somente 1 a 2% desses RN colonizados irão desenvolver doença invasiva. Em relação. 57 . PREVENÇÃO DA INFECÇÃO HOSPITALAR NEONATAL Área Física „ Uma vez que a infecção hospitalar pode relacionar-se à distância entre os berços e os equipamentos e. e estafilococos coagulase-negativos são importantes. „ Após o nascimento. Antibioticoterapia. Listeria monocytogenes. a incidência em RN com peso < 1.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS PREVENÇÃO DE INFECÇÕES HOSPITALARES NEONATAIS COLONIZAÇÃO NEONATAL „ O feto. algumas recomendações mínimas devem ser obedecidas. 5. por conseqüência. „ Se a ruptura for precoce. Procedimentos. O fator de risco predominante é o baixo peso ao nascimento. „ A colonização inicial do RN e da placenta ocorre habitualmente após ruptura da membrana amniótica. Como exemplo. favorece a colonização com bactérias patogênicas muitas vezes resistentes às medicações habituais. 4. Grandes fatores contribuintes nesta situações são o descuido com a lavagem das mãos e a quebra nos procedimentos de controle de infecção hospitalar. ETIOLOGIA „ Os germes que habitualmente causam infecção no RN saudável são adquiridos da mãe (estreptococos do grupo B. Todos os RN internados por mais de 30 dias estão colonizados com flora patogênica. Internação prolongada. ao número de leitos por metro quadrado. profissionais de saúde e objetos inanimados. a microflora vaginal pode ascender pelo trato genital. Nutrição parenteral.

„ A lavagem das mãos deve ser supervisionada por profissional conhecedor da técnica correta de lavagem das mãos. o material deve ser cuidadosamente desinfetado. „ Estetoscópios. termômetros e outros aparelhos de uso rotineiro devem ser desinfetados antes e depois do uso no RN. retirar pulseiras. „ As infecções cutâneas. faringite. anéis e relógios. O período de limpeza da parede é semanal ou mais se necessário „ O hipoclorito de sódio a 1% é utilizado em superfícies (piso. „ É muito importante enfatizar para as visitas que lavem as mãos antes de qualquer contato com o RN. Lavagem das Mãos „ A lavagem de mãos visa a remoção da flora transitória. muitas vezes motivadas pela simples falta de tempo para uma adequada lavagem das mãos entre o manuseio dos pacientes. • Unidade de Terapia Intensiva Neonatal: uma auxiliar de enfermagem para cada um a dois RN. „ Incubadoras e berços devem ser limpos e desinfetados após o uso entre cada paciente. „ Quando lavar? • quando as mãos estiverem sujas sempre que entrar ou sair da unidade de internação • antes e após o contato com o paciente • após contato com secreções e fluídos corporais • sempre que manipular materiais ou equipamentos que estão ou que estiveram conectados aos pacientes • antes dos procedimentos invasivos (utilizar clorexidina degermante. com aumento evidente na taxa de infecção hospitalar. Visitas „ As visitas devem ter as unhas curtas. viroses respiratórias. oleosidade da pele e ainda. „ Os métodos de limpeza devem minimizar a dispersão de pó. „ O chão e outras superfiícies devem ser limpos diariamente. „ A equipe de funcionários designados para esta unidades deve ser submetida a uma programação de saúde mais rigorosa. devendo ser rigorosa a limpeza da unidade. suor. Ambiente „ Partículas de poeira. „ Se o contato se fizer com mucosas ou com a pele. assim como a roupa do RN. células descamativas. As proporções recomendadas são as seguintes: • Berçário de risco intermediário: uma auxiliar de enfermagem para cada 3 a 4 RN.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Equipe „ O excesso de pacientes e/ou redução na equipe médica e/ou paramédica é um fator extremamente importante. secreções e umidade favorecem a disseminação e proliferação bacteriana. instrumento ou material que entre em contato com qualquer região estéril do RN deve ser esterilizado. A imunidade para rubéola. „ A limpeza do piso e paredes deve ser feita com água e sabão. Equipamento „ Todo equipamento. „ A roupa usada no berçário ou na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal não necessita ser autoclavada. Na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal. varicela e hepatite B deve ser avaliada e a vacinação providenciada nos casos necessários. cabelos presos (gorros). paredes) somente na presença de sangue ou secreção (descontaminação). quando associado a um anti-séptico. Após estes cuidados proceder à lavagem das mãos. „ Brinquedos devem ser limpos e desinfetados e não é permitida a troca de brinquedos entre pacientes. fluídos corporais. lesões herpéticas e conjuntivites devem ser comunicadas ao responsável pela unidade e o funcionário afastado temporariamente. promove a diminuição da flora residente. remover com soro fisiológico e enxugar as mãos com compressas estéreis) 58 . esse material deve ser de uso exclusivo de cada RN. gastroenterites.

Contudo. sendo pouco provável que qualquer agente antisséptico tenha realmente efeito benéfico. „ A mãe portadora de doença infectocontagiosa reconhecida deve ser separada do RN até o término do período de contagiosidade. aureus com drenagem importante. „ Luvas. o mesmo causa conjuntivite química. a puérpera com processo febril não identificado e clinicamente bem pode amamentar e manusear o RN. nascido de mãe com varicela em atividade. a amamentação é suspensa até que as lesões desapareçam 9 VARICELA ZÓSTER: a infecção materna no periparto requer isolamento temporário do bebê. com o frasco mantido sempre fechado. „ RN não infectado. incluindo inserção de cateteres vasculares. exceto em situações de surto infeccioso. podendo contaminar o feto. devido ao risco de contaminação. máscaras e gorros não necessitam ser usados rotineiramente. a amamentação é restabelecida quando a mãe não estiver mais no período de transmissão (todas as lesões em fase de crostas) 9 a TUBERCULOSE pulmonar é contraindicação para manuseio e amamentação do RN até o término do período de contágio (habitualmente. e a imunoglobulina específica para varicela zóster deve ser feita no RN. protegido contra a luz. No entanto. devem ser separados até todas as lesões secarem. de preferência com mangas compridas: • ao manusear o RN fora da incubadora • quando o RN estiver em isolamento de contato • ao carregar. após 14 dias de tratamento). na presença de lesões herpéticas no seio. Por essa razão. destacando-se: 9 mães soropositivas para o HIV 9 mães soropositivas para o HTLV 1 e 2 9 CITOMEGALOVÍRUS: RN prematuros com sorologia negativa para citomegalovírus não devem receber leite materno de mãe soropositiva 9 HERPES SIMPLES: o bebê pode amamentar-se. „ O nitrato de prata deve ser preparado diariamente. observando o uso de avental e a lavagem adequada das mãos. Freqüentemente.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Vestimenta „ O uso rotineiro de avental não reduz a colonização e/ou infecção. realização de procedimentos de risco e as demais normas de isolamento. mas somente conforme as precauções padrões. Mãe Infectada „ Os microrganismos do trato genital ascendem para o útero. quando os aventais devem ser estéreis „ Após o uso o avental deve ser descartado ou mantido exclusivamente para aquele RN específico e trocado a cada 12 horas. raramente estes microrganismos infectam o RN. o leite materno não contém o bacilo e o leite ordenhado pode ser oferecido ao RN 9 HEPATITES: não são contraindicações à amamentação 59 . Cuidados com o RN „ O curativo seco do coto umbilical é usualmente suficiente. mãe e filho devem ficar separados. devendo a amamentação ser temporariamente interrompida neste período. mesmo que a mãe tenha infecção ativa. „ Em casos de lesões extensas por S. em algumas situações específicas recomenda-se o seu uso. desde que a lavagem cuidadosa das mãos e as precauções que evitem o contato direto com as lesões ativas sejam fielmente seguidas. „ A endometrite puerperal requer isolamento até 24 horas após início do tratamento. „ A amamentação é contraindicada em algumas situações. „ Não é necessário o uso de antissépticos degermantes na higiene corporal do RN. após o nascimento. contudo. segurar ou amamentar o RN • na realização de procedimentos cirúrgicos. o uso da clorexidina degermante é preferível ao PVP-I devido ao seu menor potencial irritante para a pele. Nestas situações.

Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS PRECAUÇÕES PARA O CONTROLE DE INFECÇÕES NO SERVIÇO DE ODONTOLOGIA INTRODUÇÃO „ Os pacientes e profissionais de saúde de odontologia podem ser expostos a uma variedade de microrganismos via sangue ou secreções orais ou respiratórias. receituários. „ Luvas de látex ou vinil não estéreis são indicadas para exames e outros procedimentos não cirúrgicos. além de periodicamente de duas em duas horas. dos painéis de controle dos periféricos em geral e outras atividades. as luvas devem ser removidas. desinfetando-as ou esterilizando-as. BARREIRAS DE PROTEÇÃO Luvas „ Devem ser calçadas sempre que houver riscos de contato manual com mucosa. reprocessáveis ou descartáveis. canetas. torneiras. „ As infecções podem ser transmitidas nas cirurgias odontológicas através de várias rotas. fluidos biológicos ou superfícies contaminadas com estes fluidos. jalecos ou similares. „ Como a ação odontológica é predominantemente na cavidade oral. especificamente aqueles que infectam o trato respiratório superior.. „ Estes microrganismos incluem o citomegalovírus. o cirurgião-dentista não deverá contaminar a luva estéril calçando a sobreluva. estreptococos e outros vírus e bactérias. „ Num mesmo procedimento. painel de controle dos movimentos da cadeira odontológica. tal como pegar na alça de um refletor. principalmente se houver contaminação com fluidos biológicos. As luvas estéreis ficam reservadas aos procedimentos cirúrgicos. falar e tossir do odontólogo. „ As máscaras devem ser trocadas na presença de contaminação com fluidos biológicos ou quando úmidas. „ As máscaras cirúrgicas com tripla proteção devem ser usadas como uma barreira para a pele perioral e as mucosas oral e nasal dos profissionais. „ Um conjunto de medidas de medidas de controle de infecções hospitalares podem quebrar os elos desta cadeia de transmissão de agentes infecciosos. prevenindo. Os potenciais microtraumas nas luvas submetidas ao reprocessamento comprometem a segurança quando as mesmas são reutilizadas. contato indireto com instrumentos contaminados. da posição da cadeira. Roupas Especiais de Proteção „ Quando há possibilidade de contato ou respingo das secreções biológicas com a roupa e/ou pele e cabelos do profissional. Nesse caso. o vírus da hepatite C. em média. ou contato com contaminantes presentes no ar tanto em droplet spatter ou aerossóis de fluidos respiratórios ou orais. o vírus da hepatite B. prevenindo a contaminação do ambiente. „ Após o atendimento a cada cliente. para proteção. Os mesmos devem ser trocados a cada atendimento. as mãos lavadas e luvas novas deverão ser calçadas no atendimento ao próximo cliente. „ Luvas de plástico. este deve utilizar gorro. assim as infecções. deve contar com uma auxiliar odontológica par ajuste de refletores. estafilococos. equipamento cirúrgico ou superfícies ambientais. os vírus do herpes simples tipo 1 e 2. podem ser calçadas sobre as de procedimentos com o objetivo de tocar objetos ou superfícies durante um atendimento. o acessório deverá ser trocado toda vez que estiver visivelmente suja. o vírus da imunodeficiência humana (HIV). incluindo o contato direto com sangue. o Mycobacterium tuberculosis. etc. „ Luvas mais resistentes (luvas de borracha) devem ser preferidas para a limpeza do instrumental e do ambiente. o uso de luvas é obrigatório. fluidos orais ou outras secreções. „ Quando o procedimento exigir técnica asséptica. ao mesmo tempo que protegem os clientes dos microrganismos eliminados pelos atos de respirar. 60 . „ Não é recomendável a reutilização de luvas. interrruptores. do tipo usualmente adotado para a manipulação de alimentos. aventais. Máscaras „ É característica da atividade odontológica o alto grau de proximidade física entre o profissional e o ciente durante o atendimento.

unidades auxiliares. „ Como já foi citado. aventais e campos descartáves. pois uma pesquisa bacteriológica de tubetes previamente utilizados constatou a presença de estafilococos e a pesquisa de sangue oculto foi positiva nestes materiais. etc. cadeira.) deve ser desprezado em recipiente rígido e devidamente lacrado para evitar acidentes. LIMITANDO A CONTAMINAÇÃO AMBIENTAL „ Uma medida importante de controle da contaminação ambiental é não tocar com as mãos contaminadas nas superfícies como telefone. pontas de sugadores. Lavagem das Mãos „ É o procedimento reconhecido como o núcleo das ações de controle das infecções. 6. Acionar o "flush" durante 1 minuto nas linhas de abastecimento das respectivas pontas para desinfecção. a simples lavagem das mãos antes de calçar as luvas é adequada quanto à segurança do paciente. sempre que necessário. podendo-se usar o PVP-I ou a clorexidina. „ Estes utensílios devem ser limpos com água e detergente. fotopolimerizador. uma sobreluva plástica devem ser utilizadas sobre as luvas de procedimento quando for necessário manipular estes objetos. refletor. alças e interruptor do foco de luz. antes de calçar as luvas e após removê-las. haste de mesa auxiliar. piso. além de oferecerem proteção contra traumas mecânicos provenientes de fragmentos de amálgama. Retirar o lixo das lixeiras. acondicionado em recipiente com tampa para posterior coleta. mocho. „ As mãos devem ser lavadas sempre ao iniciar o trabalho. „ Outra maneira de se limitar a propagação de microrganismos é a utilização de filmes plásticos de PVC para revestir estas superfícies. 4. Esvaziar o reservatório de água e do desinfetante para o "flush". tubo. que devem estar em sacos brancos com a indicação de "produto contaminado". dentes. ROTINAS ROTINAS PARA O FINAL DO ATENDIMENTO 1. inadvertidamente. 7. Os mesmos devem ser descartados após atendimento de cada paciente. „ Nas clínicas em que o resíduo líquido dos aspiradores é acumulado em frascos. Retirar as barreiras (PVC). Limpar e realizar desinfecção do equipamento. quando não utilizados em sua totalidade. Retirar o ralo da cuspideira. 5. descartá-las. „ Os dejetos sólidos (gaze. tocar em fluidos biológicos do cliente ou superfícies inanimadas contaminadas com os mesmos.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Protetores Oculares „ Óculos de proteção ou protetores faciais totais protegem o odontólogo contra infecções locais (conjuntivites. „ Sob a perspectiva da proteção do cliente durante procedimentos odontológicos rotineiros como o exame clínico e outros não cirúrgicos. devem ser descartados. 9. o ritual da degermação das mãos e antebraços com o uso de um degermante químico está indicado. etc. Retirar as pontas (alta-rotação. 61 . etc) 2. não se deve esvaziálos nas pias do consultório. lâminas de bisturi. „ Vale ressaltar que a presença de uma auxiliar odontológica durante os procedimentos indubitavelmente minimiza os riscos da contaminação ambiental. DESTINO DOS DEJETOS „ Todo material perfurocortante (agulhas. lavá-lo e desinfetá-lo. micro-motor. "lixo hospitalar". antes e após de atender cada paciente. podendo ser desprezados nas instalações sanitárias anexas. infecção pelo vírus da hepatite B). ponta da mangueira do sugador. 3. infecções respiratórias) e sistêmicas (infecção por HIV. instrumental endodôntico. na troca da máscara e nas vezes em que. etc. Drenar as linhas de abastecimento dos equipamentos. etc. Desprezar os resíduos em sacos de lixo brancos. ultra-som. 8. algodão. alça e disparador do aparelho de raio X. resistente e à prova de vazamentos. „ Os tubetes anestésicos. bancadas.) devem ser colocados em saco plástico. cimentos e outros originados durante procedimentos técnicos. maçanetas. „ Para procedimentos cirúrgicos.

9.000 ppm (1%) em 500ml de água. pipetas ou seringas descartável para as diluições serem corretas.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ROTINAS PARA O INÍCIO DO TRATAMENTO 1. Abrir os pacotes estéreis sobre o campo estéril. Desinfetar as seringas tríplice antes de serem colocadas as barreiras. Encaminhar todo material contaminado para a Central de Esterilização embrulhados no campo que foi utilizado no procedimento.000 ppm (1%) em 475ml de água. usar sempre sobre luvas de plástico estéril (luvas plástica estéril descartável). ANTISSEPSIA. o PVP-I deve ser veiculado em pequenas quantidades m almotolias limpas que não deverão ser recarregadas. Realizar a desinfecção das barreiras ou sua substituição se houver sujidade visível em sua superfície. substituindoos caso apresentem manchas de sangue. 4. 1. Descartar as luvas no lixo. nos equipamentos modernos todas as pontas podem ser desinfetadas juntas. 5. 2. 6. realizando a lavagem prévia das mãos. operada ou isolada. 2. encosto da cabeça. Colocar campos estéreis nas mesas auxiliares e bancadas antes do atendimento. Utilizar EPI (Equipamentos de Proteção Individual). Se durante os procedimentos houver acidente com perfurocortantes. periféricos. Substituir máscaras. devido à facilidade de contaminação destas soluções. Se necessitar manipular produtos. Não negligenciar o cabo do refletor. vazar modelos. PREPARAÇÃO DOS DESINFETANTES. LIMPEZA. 7. Óculos de proteção devem limpos e desinfetados. DESINFECÇÃO E ESTERILIZAÇÃO „ Os compostos quaternários de amônio e o líquido de Dakin não são mais indicados como antissépticos. Pedir ao paciente que faça bochecho com anti-séptico antes do atendimento. desprezando-se o volume residual. Pontas estéreis devem ser colocadas sobre o campo estéril na bancada ou mesa auxiliar. 62 . „ Caso esta prática não seja possível. 2. Hipoclorito a 3 ppm para o reservatório de água: colocar 0. puxadores de gavetas. etc. Usar provetas. no "flush". Selecionar o material a ser utilizado após a orientação do profissional. 3. Colocar barreiras (filmes de PVC): equipos. para o "flush": colocar 25 ml de hipoclorito à 10. estando o profissional e auxiliar de luvas e prontos para o atendimento. sem previamente desprezar-se o resíduo e proceder-se a limpeza da mesma. Hipoclorito 500 ppm. Colocar desinfetante. aplicar PVP-I tópico na área a ser anestesiada. 4. 8. deve-se realizar a desinfecção com hipoclorito de sódio a 1%. em todos procedimentos clínicos. O "flush" deve ser acionado durante 30 segundos em cada ponta. 4. Antes de usar a seringa tríplice ou alta-rotação acionar os equipamentos por 30 segundos na cuspideira para remover o hipoclorito a 500 ppm do flush que deve ter sido usado.15 ml de hipoclorito à 10. 6. comunicar o profissional responsável. apoio de braço. tomando cuidado com o vidro refletor. abrir gavetas. A solução que não for usada durante o dia ao final do expediente deve ser desprezada. ROTINA PARA O CIRURGIÃO-DENTISTA E AUXILIARES 1. 3. „ O PVP-I aquoso tem indicação de uso para antissepsia bucal. exudatos orgânicos ou estiverem úmidos. 3. mas deve-se utilizar preferencialmente envases unitários de 50 ml (disponíveis comercialmente) para cada paciente. usando cotonetes. 2. hipoclorito de sódio 500 ppm. 7. quanto à desinfeção. 3. 6. 5. 5. 4. etc. Se houver sujidade no chão. raios-x. Trocar as luvas entre cada paciente. Colocar água potável com 3 ppm de cloro no reservatório de água. ROTINA ENTRE OS PACIENTES 1. aventais e goros se houver sujidade ou estiverem úmidos. revelar radiografias.

Como método mais indicado para a esterilização de materiais termorressistentes em consultórios odontológicos. eficiente. se a esterilização não for possível porque o instrumento pode ser danificado pelo calor. A ação microbicida deste agente físico é limitada à superfície de incidência destes raios. o instrumental odontológico é classificado em três categorias – críticos. O uso de raios ultravioletas como processo de esterilização foi vetado pelo Ministério da Saúde através da Portaria n° 930/92. Instrumentos ou aparelhos que têm contato apenas com a pele intacta. carbide. 9 Semicríticos. O enxagüe após a desinfecção pode ser feita com água potável tratada. utiliza-se a imersão no glutaraldeído a 2% durante 30 minutos. Apesar do processo mais indicado para a esterilização de artigos termossensíveis ser o óxido de etileno. Instrumentos cirúrgicos e outros instrumentos usados para penetrar tecidos moles ou ossos devem ser esterilizados após cada uso. Para a desinfecção de alto nível. os mesmos podem ser reprocessados entre pacientes através da limpeza com água e detergente. o calor úmido na forma de vapor saturado sob pressão através de autoclave é o processo mais seguro. o recurso mais aplicado em consultório odontológico é a imersão em solução de glutaraldeído a 2% por 10 a 12 horas à temperatura em torno de 25 °C seguida de enxagüe asséptico com água destilada ou soro fisiológico estéreis. Processos de esterilização indicados para materiais e instrumental odontológicos MATERIAL TIPO DE MATERIAL PROCESSO aço. é de 120 minutos. rápido e econômico. 9 Não-críticos. tungstênio Autoclave ou estufa Brocas aço inox e outros Autoclave ou estufa Instrumental de endodontia Moldeiras (resistentes ao calor) alumínio ou inox Autoclave ou estufa Moldeiras (não resistentes ao cera ou plástico Glutaraldeído calor) aço Autoclave ou estufa Instrumental metal Autoclave ou estufa Bandejas ou caixas borracha Glutaraldeído Discos e brocas de polimento pedra Autoclave ou estufa vidro Autoclave ou estufa Placas e potes 63 . Instrumentos como espelhos e condensadores de amálgama que não penetram tecidos moles ou ossos. o tempo de exposição requerido para esterilização é de 60 minutos. o instrumento deve ser submetido a desinfecção de alto nível. A uma temperatura de 170 °C. Estes instrumentos devem ser esterilizados após cada uso.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS „ „ „ „ „ „ Assim como para outros instrumentos médicos e cirúrgicos. portanto. O método de esterilização mais difundido no Brasil é pelo calor seco através de estufas elétricas. indicado apenas para artigos termorressistentes. não podendo garantir a esterilidade. semicríticos e não-críticos – dependendo do seu risco de transmissão de infecção e da necessidade de esterilização dos mesmos entre seus usos. 9 Críticos. mas entram em contato com os tecidos orais. Uma vez que estas superfícies não-críticas têm um risco relativamente baixo de transmissão de infecção. Contudo. e quando a 160 °C.

• Se estiver sendo manipulada grande quantidade de sangue ou outros líquidos corporais. • PRECAUÇÕES DE TRANSMISSÃO • • • Quem usa? Todos que trabalham com pacientes. Quando usar? Sempre que tiver contato direto e indireto com qualquer paciente. Quando usar? Quando o paciente for suspeito ou tiver o diagnóstico de uma doença altamente transmissível ou for portador de patógeno epidemiologicamente importante. secreções. objetos contaminados com estes fluidos corpóreos. Em condições ideais. Capote Deve ser usado para proteger a pele quando houver o risco de respingos com sangue. nariz e boca quando houver o risco de respingos com sangue. mucosa e pele não-intacta. • Após retirar as luvas. secreções. • Imediatamente após retirar as luvas (estas podem apresentar defeitos inaparentes ou tornar-se defeituosas durante o uso ou as mãos podem se contaminar durante sua remoção). Luvas de procedimentos • Quando se for realizar procedimentos onde possa haver contato com sangue. excreções e outros fluidos corpóreos. • Manter a porta fechada. Consiste nas precauções padrão acrescida de: Quarto • Privativo. excreções. equipado com sistema de pressão negativa. depositando-se nas mucosas ou sendo inaladas. 64 . Lavagem das mãos • Antes e após contato com o paciente. • Máscaras e óculos Usar para proteger as mucosas dos olhos. excreções e outros fluidos corpóreos. deve-se usar capote impermeável. I. Por que usar? Considerar que todo paciente é potencialmente portador sintomático ou assintomático de patógenos que podem ser transmitidos para outros pacientes e profissionais de saúde. PRECAUÇÕES DE TRANSMISSÃO AÉREA: elaborada para evitar a transmissão de infecções veiculadas através de partículas ≤ 5 mícrons contendo agentes infecciosos que ficam em suspensão no ar e que podem ser transportadas por longas distâncias. secreções. excreções e/ou objetos contaminados com estes fluidos corpóreos. Por que usar? Para evitar a transmissão de patógenos conhecidos. o mesmo par não deve ser recolocado. • Trocar as luvas entre pacientes diferentes. • Tirá-lo imediatamente após o uso. • • • Quem usa? Todos que trabalham direta e indiretamente com pacientes.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS PRECAUÇÕES E ISOLAMENTO DE PACIENTES COM DOENÇAS INFECTO-CONTAGIOSAS PRECAUÇÃO PADRÃO: designada para o cuidado de todos os pacientes. • Imediatamente após tocar acidentalmente em sangue. • Pacientes com igual patologia podem ocupar o mesmo quarto. enviar para a lavanderia e lavar as mãos. secreções.

mantenha as precauções de contato para minimizar a transmissão de microrganismos para outros pacientes e para as superfícies inanimadas e equipamentos. Proteção respiratória • Usar máscara sempre que se aproximar a uma distância menor que 1 metro. Precauções padrão acrescidas de: Quarto • Privativo e compartilhável por doentes de patologia igual. as mãos são importante veículo desta forma de transmissão. • Retire as luvas antes de sair do quarto e lave as mãos com antisséptico (PVPI degermante) imediatamente após retirar as luvas. PRECAUÇÕES DE CONTATO: elaboradas para evitar as transmissões de infecções através do contato físico de um paciente ou profissional com a superfície corporal de outro paciente ou com objetos contaminados com o agente infeccioso. só se mantêm no ar por curta distância (1 metro) e. quando não houver disponibilidade de segregá-los de outros pacientes. • Usar se tiver contato com o paciente. PRECAUÇÕES COM GOTÍCULAS: elaboradas para evitar a transmissão pela deposição de gotículas (perdigotos) nas mucosas do nariz. esta via de transmissão exigem uma proximidade com o paciente. III. • Na ausência de quarto privativo. Capote • Vista-o antecipadamente. • • Transporte Limitar a saída do paciente do quarto a apenas procedimentos indispensáveis. • Transporte Evite. Luvas • Luvas limpas são o suficiente. ou se este apresentar doenças com alta concentração bacteriana (diarréia. usar biombos para separação dos outros pacientes e visitas com uma distância de 1 metro. os perdigotos. • Usar biombos para separação dos outros pacientes e visitas com uma distância de 1 metro. virar ou banhar o paciente). eliminados durante a tosse. Precauções padrão acrescidas de: Quarto • Privativo e compartilhável por doentes de patologia igual. • Máscara cirúrgica para o paciente. 65 . ferida drenante). por serem maiores (> 5 mícrons) que as partículas de transmissão aérea. máscara comum. • Certifique-se de não tocar ao sair em superfícies potencialmente contaminadas do quarto do paciente (por exemplo. Transporte • O transporte do paciente deve ser restrito. o paciente deverá usar máscara. • Usar máscara equipada com filtro HEPA (respirador N95) apenas para tuberculose. se tiver contato importante com o paciente(por exemplo. Ao transportar o paciente. II. boca ou olhos de pessoas susceptíveis. por isso. • Retire-o antes de sair e lave as mãos. Todos os outros casos. trinco da porta). se necessário. fala ou espirros.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Proteção respiratória • Os susceptíveis a varicela e sarampo não devem entrar no quarto.

estetoscópio. desde que exista uma distância mínima de 1 metro e uma delimitação do local com biombo. influenzae invasiva (meningite. as formas HIV drenantes e meníngea • Sarampo • Varicela • Herpes zóster disseminado ou em imunocomprometido QUARTO PRIVATIVO Não • Antes e após contato com o paciente • Após tocar acidentalmente em secreções corpóreas • Após usar luvas Na possibilidade de contato com fluidos corpóreos Se há possibilidade de respingos com fluidos corpóreos Se há possibilidade de respingos com fluidos corpóreos Se há possibilidade de respingos com fluidos corpóreos Precauções normais com limpeza. adenovírus. 66 . epiglotite. proceda a limpeza e desinfecção antes do uso entre os pacientes. pneumonia.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Equipamento • De preferência exclusivo (termômetro. máscara comum Igual à precauções padrão Igual às precauções padrão Máscara cirúrgica para o paciente Igual às precauções padrão Igual às precauções padrão Sempre que for necessário tocar o paciente Sempre que for haver contato físico intenso com o paciente CAPOTE MÁSCARA Sempre que se Igual às precauções padrão aproximar do paciente ÓCULOS DE PROTEÇÃO Igual às precauções padrão Igual às precauções padrão Máscara cirúrgica para o paciente Igual às precauções padrão EQUIPAMENTO Uso individual para o paciente ou desinfetar antes do próximo paciente TRANSPORTE Mantenha as precauções de contato Remover luvas e capote e lavar as mãos antes de deixar o quarto do paciente MISCELÂNEA 1. • Tuberculose incluindo os pacientes pulmonar ou com hepatite B e C e laríngea. utilizar quarto coletivo compartilhado por outros pacientes com patologias diferentes. Na sua impossibilidade. parainfluenza. VRS) • Parvovírus B19 (eritema infeccioso) • Rubéola Sim 1 PRECAUÇÕES DE CONTATO • Bactéria multirresistente • Impetigo • Pediculose • Escabiose • Infecções de pele e partes moles drenante • Diarréia em paciente incontinente ou criança que não controla o esfíncter • Colite pseudomembranosa (Clostridium difficile) • Rubéola congênita • Herpes simples neonatal ou mucocutâneo • Hepatite A em paciente incontinente Todos os pacientes. etc. Todos os outros casos. se não for possível. escarlatina) • Difteria faríngea • Pneumonia por micoplasma • Coqueluche • Forma pneumônica da peste • Caxumba • Infecções respiratórias virais (influenza. septicemia) • Meningococo • Infecções estreptocócicas (faringite.). pneumonia. desinfecção e esterilização Ausência de recomendações especiais Sim – porta fechada Sim 1 LAVAGEM DAS MÃOS Igual às precauções padrão Igual às precauções padrão Igual às precauções padrão LUVAS Igual às precauções padrão Igual às precauções padrão Respirador N95 apenas para TB. NORMAS DE PRECAUÇÕES DE ISOLAMENTO PARA CONTROLE DE INFECÇÃO EM HOSPITAIS PRECAUÇÃO DOENÇAS PRECAUÇÕES PADRÃO PRECAUÇÕES DE TRANSMISSÃO AÉREA PRECAUÇÕES COM GOTÍCULAS • H.

pneumonia. pneumonia. septicemia) Meningococo Infecções estreptocócicas (faringite. parainfluenza Adenovírus Parvovírus B19 (eritema infeccioso) Rubéola DI = durante a internação Precauções de contato Doença Bactéria multirresistente Impetigo Pediculose Escabiose Infecções de pele e partes moles drenante Diarréia em paciente incontinente ou criança que não controla o esfíncter Colite pseudomembranosa (Clostridium difficile) Rubéola congênita Herpes simples neonatal ou mucocutâneo Hepatite A em paciente incontinente DI = durante a internação Tempo DI 24 horas de terapia 24 horas de terapia 24 horas de terapia DI DI DI 1 ano DI DI 67 .Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS DURAÇÃO DA MANUTENÇÃO DAS PRECAUÇÕES DE TRANSMISSÃO Precauções de transmissão aérea Tempo 14 dias após início da terapêutica DI Até a fase de crosta Até a fase de crosta Doença Tuberculose pulmonar ou laríngea. escarlatina) Difteria faríngea Pneumonia por micoplasma Coqueluche Caxumba Influenza. as formas drenantes e meníngea Sarampo Varicela Herpes zóster disseminado ou em imunocomprometido DI = durante a internação Doença Precauções com gotículas Tempo 24 horas de terapia 24 horas de terapia 24 horas de terapia Cultura negativa DI 5 dias 9 dias após início do edema DI DI 7 dias DI H. influenzae invasiva (meningite. epiglotite.

cloreto ou brometo de cetilmetilamônio e cetilpiridona. ou seja. • não deixar gaze ou algodão embebidos em soluções anti-sépticas aquosas. colocar pequenas quantidades e semanalmente realizar a troca e limpeza dos recipientes utilizados. Por suas propriedades físico-químicas. PVP-I tintura (veículo alcoólico) • anti-sepsia complementar da pele do campo operatório e em demais procedimentos invasivos. aplica-se a solução alcoólica. • guardar os recipientes protegidos da ação direta da luz ou calor. Clorofórmio Acetona CUIDADOS COM A MANIPULAÇÃO E ESTOCAGEM DE SOLUÇÕES • colocar as soluções preferencialmente em recipientes pequenos e reutilizáveis. mantendo-os fechados para uso único ou diário. tem baixa toxicidade para os tecidos. • é fundamental a rotulagem dos fracos com a especificação da solução e data da troca. timerosal (mertiolato). A aplicação tópica em recém nascidos pode resultar em hipotireoidismo. per se. para evitar sua contaminação • utilizando grandes vasilhames para estocagem de soluções. quando aplicado localmente. • a limpeza dos recipientes deve ser com água e sabão e secagem completa antes da reposição da solução. Toxicidade A Polivinilpirrolidona-iodo. ANTI-SÉPTICOS INADEQUADOS A legislação vigente (Port. Concentrações elevadas de iodo no plasma.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS PADRONIZAÇÃO DE SOLUÇÕES ANTISSÉPTICAS PVP-I tópico (veículo aquoso) • anti-sepsia em curativos (pele e mucosas) PVP-I degermante (com tensoativo) • lavagem e anti-sepsia de mãos pré operatória e antes de demais procedimentos invasivos • degermação da pele pré-operatória e antes de demais procedimentos invasivos. através da lavagem mecânica com fricção e remoção com soro fisiológico. líquido de Dakin Compostos de amônio quaternário: cloreto de benzalcônio. não tem indicação como solução antiséptica. que deixará uma película bacteriostática sobre a pele (luva química). O ressecamento da pele pode ocorrer com o uso consecutivo e prolongado. após o processo de degermação com a solução degermante acima descrito. podem ser responsáveis por intoxicações ocasionais. Éter: substância irritante que. produz uma reação inflamatória nos tecidos cutâneo e mucoso. por absorção em pacientes queimados. 930/92) classifica as seguintes soluções como inadequadas para anti-sepsia: • • • • • Compostos mercuriais: merbromina (mercurocromo). 68 .

afetando a permeabilidade da membrana e desintegrando-a. 3º Números iguais significa que ambas as soluções podem ser utilizadas. através da diminuição da tensão superficial da célula. provoca forte sensação de ardor. DE RISCO HEMOCULTURA 1º 2º SONDAGEM 1º VESICAL ANTI-SEPSIA DE 1º MÃOS EM UNIDADE DE INTERNAÇÃO Ordem de execução do procedimento: 1º. Degermante Lavagem e anti-sepsia de mãos Degermação de pele pré-operatória e para demais procedimentos invasivos de risco para infecção Anti-sepsia complementar da pele préoperatória e antes de demais procedimentos invasivos de risco para infecção • Alcoólico SOLUÇÕES PADRONIZADAS SOLUÇÃO ÁLCOOL 70% + PVP-I PVP-I ÁLCOOL 70% FISIOLÓGICA GLICERINA DEGERMANTE TÓPICO CURATIVOS LIMPOS 1º 2º CURATIVOS COM 1º 2º DRENO CURATIVOS 1º 2º INFECTADOS VENOPUNÇÃO 1º PROCEDIMENTO 2º 1º VASCULAR INVASIVO ANTISSEPSIA PRÉ 2º 1o OPERATÓRIA DA PELE ANTISSEPSIA DE MÃOS PRÉ2º 1o OPERATÓRIA E P/ PROC. 2º. Não deve ser utilizada em tecidos lesados por desnaturar proteínas e possuir ação lítica agindo em prejuízo do processo cicatricial.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS VEÍCULOS Aquoso INDICAÇÕES • Curativos • • CONTRA-INDICAÇÕES Não deve ser utilizado em tecidos lesados. pois interfere em prejuízo do processo cicatricial por possuir ação citolítica. PROCEDIMENTOS PVP-I TINTURA CLOREXIDINA DEGERMANTE 3º ou 1º 3º ou 1º 3º ou 1º 69 . Em pele lesada.

03. ou ferimento por arma branca em tecido estéril. Nunca colocar material contaminado na cama. 3. 2. pode se dar pelas seguintes formas: 01. 4. Utilizando-se a técnica correta não é necessário o uso de luvas estéreis. queimadura ou ferimentos intencionalmente deixados abertos. Lavar as mãos antes e após a realização do curativo. Potencialmente contaminada: realizada em tecido colonizado por flora microbiana pouco abundante ou ferimento por arma de fogo em tecido estéril. 7. Contaminada: realizada em tecido colonizado por flora microbiana abundante e de difícil descontaminação. pelo menos uma das seguintes funções: 1. Jamais poderão ser reutilizadas pinças de um paciente para outro. 3. dependendo do tipo de lesão. a fim de que apresente melhores resultados funcionais e estéticos. A necessidade de um curativo e o tempo de permanência do mesmo depende da maneira como esta ferida é produzida. Limpa: realizada em condições assépticas e em tecido estéril. 2. infecção. 6. 2. Cicatrização por segunda intenção Se dá quando as bordas da ferida estão dilaceradas por trauma. Obedecer os princípios de assepsia para evitar a contaminação do material. como a seguir: FINALIDADES DOS CURATIVOS Os curativos devem ter por finalidade. 02. O processo cicatricial normal. Infectada: na presença de um processo infeccioso local. 4. Utilizar luvas na possibilidade do contato com sangue ou demais fluidos corporais. 5. Utilizar instrumental estéril. anti-sepsia e sutura das bordas. Cicatrização por terceira intenção É a corrigida ou estimulada cirurgicamente após a formação do tecido de granulação. mesa de cabeceira ou outras superfícies da enfermaria. Quanto ao grau de contaminação. A cicatrização é muito mais lenta do que por primeira intenção. sem nenhum fator local ou geral de interferência. 3. a ferida é classificada como: 1. Cicatrização por primeira intenção Se dá quando as superfícies das bordas da ferida estão estreitamente ajustadas uma à outra. 6. O processo cicatricial. mesmo que se trate de feridas limpas. Este é o objetivo das feridas fechadas cirurgicamente com os requisitos de assepsia. obedece algumas fases no decorrer do tempo. do grau de contaminação e do processo de cicatrização. 70 . Obedecer o princípio de realização do procedimento do local menos para o mais contaminado. 4. Proteger de traumatismo mecânico Prevenir contaminação exógena Exercer ação microbicida e microbiostática com o uso de anti-sépticos tópicos Absorver secreções Minimizar acúmulo de fluidos por compressão Imobilizar Este procedimento deve obrigatoriamente obedecer as seguintes normas básicas de assepsia: 1.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NORMAS PARA REALIZAÇÃO DE CURATIVOS INTRODUÇÃO A ferida é uma injúria à qual o organismo reage através de alterações biológicas locais e sistêmicas. 5.

Friccionar este chumaço na extremidade da fita adesiva. pois os tensoativos afetam a permeabilidade das membranas celulares. estas lesões são altamente susceptíveis à contaminação exógena. PVP-I tópico (aquoso). 8. Isto significa que o número de trocas está diretamente relacionado com a quantidade de drenagem. Abrir o pacote de curativos e colocar as pinças de modo que a parte de segurar fique fora do campo. soro fisiológico. 8. produzem hemólise e são adsorvidos pelas proteínas. fazer um chumaço de gaze. para monitorização microbiológica. pacote de curativo. Os frascos devem ser identificados com o nome do produto e a data de preparo e as soluções devem ser trocadas a cada 7 dias. tracionando-a com o auxílio da pinça dente-derato. e) Alfinetes não são indicados como meio de evitar mobilização dos drenos penrose. c) Utilizar PVP-I tópico somente para ablação dos pontos. A anti-sepsia deve ser realizada com PVP-I tópico (aquoso). devendo ser trocado sempre que úmido para evitar colonização. Curativo limpo: ferida limpa e fechada. interferindo prejudicialmente no processo cicatricial. Pacientes com feridas infectadas devem possuir sem seu quarto uma bandeja individualizada contendo: éter.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS TIPOS DE CURATIVOS 01. A limpeza da ferida deve ser mecânica com solução fisiológica estéril. fazer outro chumaço de gaze e embebê-lo em soro fisiológico. Curativo contaminado Estas normas são para feridas infectadas e feridas abertas ou com perda de substância. 5. embebê-lo em éter. saco plástico pequeno. com o auxílio da Kocher. g) Os drenos de sistema aberto devem ser protegidos durante o banho. 71 . Pegar a pinça Kelly e. 6. 03. TÉCNICA DE CURATIVOS 1. O curativo deve ser oclusivo e mantido limpo e seco. Abrir os pacotes de gaze e colocá-las no campo de curativo. A remoção do curativo também pode ser feita com as mãos enluvadas. Prendendo-o com a pinça de Kocher. a manutenção da bolsa estéril fica a critério médico. 4. Após este período. a incisão pode ser exposta e lavada com água e sabão. 2. 02. As soluções anti-sépticas degermantes são contra-indicadas em feridas abertas. cuba-rim. c) Se houver incisão limpa e fechada. 3. fita adesiva. secar e friccionar álcool a 70% glicerinado. tendo o cuidado de não encostar uma pinça na outra. Por estarem abertas. a) O curativo limpo e seco deve ser mantido oclusivo por 24 horas. f) A mobilização do dreno fica a critério médico. b) Após este período. O número de trocas do curativo está diretamente relacionado à quantidade de drenagem. dispensando o uso das pinças. com ou sem infecção. Em feridas com drenagem purulenta deve ser coletada cultura semanal (swab). 2. soro fisiológico. d) Sistemas de drenagem aberta (por exemplo. 3. antisséptico (PVP-I) e outros que se fizerem necessários. 7. Não tocar na parte interna do campo. pois enferrujam facilmente e propiciam a colonização do local. penrose ou tubulares). 9. 5. 4. álcool a 70% (para antissepsia das mãos). Curativo com dreno a) O curativo do dreno deve ser realizado separado do da incisão e o primeiro a ser realizado será sempre o do local menos contaminado. Lavar as mãos com água e sabão. O curativo deve ser protegido durante o banho. Desprezar o chumaço e o curativo sujo no saco plástico e a pinça dente-de-rato na cuba-rim. Reunir em uma bandeja o material necessário: pacotinhos de gaze. 6. 1. Gaze vaselinada estéril é recomendada nos casos em que há necessidade de prevenir aderência nos tecidos. devem ser mantidos ocluidos com bolsa estéril ou com gaze estéril por 72 horas. até desprendê-la. Com as pinças de Kocher e dente-de-rato. b) O curativo com drenos deve ser mantido limpo e seco. o curativo deve ser mantido oclusivo por 24 horas e após este período poderá permanecer exposta e lavada com água e sabão. 7.

11. Proceder à limpeza da área. Cobrir a ferida com gazes e fixá-las com fita adesiva. seguindo as orientações acima citadas. secar e friccionar álcool 70% glicerinado. 13. 72 . seguindo o princípio do menos para o mais contaminado. 14. Secar toda a área com chumaços secos de gaze. 12. Encaminhar o material utilizado para a esterilização.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS 9. Desprezar o saquinho de plástico no lixo hospitalar. Fazer novo chumaço. 15. 10. Lavar as mãos com água e sabão. utilizando tantos chumaços quanto for necessário. embebê-lo na solução antisséptica (PVP-I tópico) e aplicar na ferida. desprezandoos no saco plástico.

Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NORMAS PARA COLETA DE MATERIAIS PARA CULTURA Cultura de Orofaringe 1. O paciente deve respirar profundamente enquanto. pneumonia): coletar 2 amostras de punções venosas diferentes com intervalos de 5 minutos entre as punções. „ Endocardite bacteriana subaguda: coletar 3 amostras de punções venosas diferentes com intervalo mínimo de 15 minutos. Utilizar agulha e seringa estéreis ou sistema fechado. 2. a menos que se use uma luva estéril. Passar o swab rapidamente para cima e para baixo na mucosa da faringe posterior atrás da úvula e entre os pilares tonsilares. com um abaixador de língua. 8. Colocar as hemoculturas na estufa a 37º C. nem desconectar a bolsa coletora da sonda vesical. 5. O volume ideal de sangue a ser coletado corresponde a 10% do volume total do frasco de coleta. O local de punção venosa não deve ser palpado após a desinfecção. 3. 7. 2.5 a 5 mL para crianças. artrite séptica. meningite. „ Febre de origem indeterminada: coletar 2 a 3 amostras de punções venosas diferentes. 6. se após 24 horas de cultivo não houver crescimento bacteriano. Se houver atraso no transporte ao laboratório. Colocar o swab em tubo estéril. evitando hemólise. geralmente 10 mL para adultos e 0. Transferir vagarosamente o sangue para o interior do frasco de hemocultura. tornar a limpara a área com PVPI a 10% e deixar secar. o técnico abaixa a língua do paciente. colher mais 2 amostras. colocar o swab em meio de transporte. Cuidado para que as paredes laterais da cavidade bucal não sejam tocadas. • Nunca colher urina estagnada na bolsa coletora. 9. se após 24 horas de cultivo não houver crescimento. Fazer a antissepsia do frasco de hemocultura com álcool a 70% na porção de borracha onde será introduzida a agulha. Desinfetar a área da punção com álcool a 70% e deixar secar. com intervalos superiores a 1 hora. Urocultura • A coleta deve ser feita do jato médio da primeira micção da manhã em um frasco estéril. 3. „ Endocardite bacteriana aguda: coletar 3 amostras de punções venosas diferentes com intervalo de 15 a 30 minutos. 4. desprezandose o primeiro jato. O mesmo deverá ser removido com álcool a 70% após a punção para evitar possível irritação da pele. 2. 3. colher mais 2 amostras. Introduzir o swab após a passagem do esfíncter anal e deixar por 20 a 30 segundos. Hemocultura 1. 10. • Todas as amostras devem ser refrigeradas se houver demora no transporte para o laboratório. 5. „ Crianças: colher 2 amostras. Em seguida. Solicita-se ao paciente que fale “aah” de forma a erguer a úvula e ajudar a reduzir o reflexo de náuseas. osteomielite. 6. 4. Número de amostras: „ Infecções sistêmicas ou localizadas (sepse. Dirigir um foco de luz para a cavidade oral aberta. Lavar as mãos. 73 . Coprocultura 1. Após a coleta o swab deve ser colocado dentro de um tubo estéril até ser semeadas no meio de cultura.

4. Colocar o coletor urinário pediátrico estéril sobre a genitália. a qual deverá ser removida com álcool a 70% para evitar irritação da pele. 7. Segurar o recipiente pela parte externa durante a coleta. Lavar o cateter urinário com sabão líquido próximo à sua junção com o sistema de drenagem. 2. Coletar a urina com uma seringa e agulha estéreis.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Mulheres 1. Tampar o recipiente adequadamente. limpar novamente a região e colocar novo coletor. Não usar swabs para coletar o pus emergente (isso evita a contaminação com a flora da superfície). Limpar o tecido periuretral com povidine tópico e secar com gaze estéril. Homens 1. Coletar o material purulento localizado na parte mais profunda da ferida. petéquias. A coleta de ferida de queimadura deve ser realizada após extensa limpeza e debridamento da lesão. 5. Se não houver urina após 30 minutos. 5. Segurar o recipiente pela parte externa durante a coleta. A lesão não deve ser rompida durante o preparo da pele. 3. Lavar as mãos com água e sabão e secá-las com papel toalha. 74 . 2. 8. Lavar as mãos com água e sabão e secá-las com papel toalha. Limpar a glande e meato com povidine tópico e secar com gaze estéril. 4. 5. Se a coleta for feita através de biópsia. injetar pequena quantidade de soro fisiológico e aspirar. 6. Retirar o sabão com soro fisiológico e friccionar álcool a 70% por 30 segundos. Transferir o material par um recipiente estéril e enviar ao laboratório. Usando uma compressa de gaze estéril embebida em povidine tópico (aquoso). 4. Retrair o prepúcio. Secar a região com gaze estéril. Tampar a seringa e enviar ao laboratório. 6. Amostras de urina coletadas da extremidade do cateter de Foley são impróprias para cultura porque as pontas do cateter estão invariavelmente contaminadas com microrganismos. 2. 5. utilizando. Cultura de lesões de pele e partes moles fechadas (lesões bolhosas. 3. As margens e superfície da lesão devem ser descontaminadas com álcool a 70% e depois com solução de povidine-iodine (PVPI a 10%). 2. celulites. Com uma das mãos. o paciente ou a enfermeira deverá afastar os grandes lábios e mantê-los afastados enquanto limpa e colhe a urina. Clampear o equipo da bolsa coletora. 3. vesículas. OBSERVAÇÃO: As amostras obtidas de pacientes cateterizados nem sempre refletem uma real infecção do trato urinário. 6. 3. Cateterismo Vesical 1. aspirado com seringa e agulha. limpar a região (para cada lado deve-se usar gazes novas). Se não for possível aspirar. Tampar o recipiente adequadamente. Crianças 1. de preferência. 3. Biópsia da pele é a técnica mais recomendada. puncionando a sonda vesical no local onde foi realizada a desinfecção. 2. ferida cirúrgica fechada) 1. o material das margens da lesão e a parte mais profunda do sítio escolhido são mais representativos e possuem maior viabilidade de microrganismos. 4. pois pode-se isolar bactérias do biofilme que se forma na superfície interna da sonda.

o qual deverá ser posteriormente removido com álcool a 70% para evitar irritação da pele pelo iodo. se houver suspeita de bacteremia ou sepse relacionada ao cateter. As amostras de tecido para cultura devem ser acondicionadas em frasco estéril. com PVPI a 10%. de boca larga. O frasco deve conter 0. 5. Tecidos e Biópsias 1. Enviar o frasco imediatamente ao laboratório. 3. caso haja possibilidade de ressecamento. Pericárdico. 4. 5 cm do cateter (parte do trajeto subcutâneo e ponta distal) com uma lâmina de bisturi ou tesoura estéril. Peritoneal. 3. Todas as amostras devem ser refrigeradas se houver demora no transporte ao laboratório. em seguida. escaras) 1. A coleta dos materiais é um procedimento médico que deve ser realizado assepticamente. 5. 3. injetar uma pequena quantidade de soro fisiológico e aspirar. assepticamente.2 a 0. Antes da remoção do cateter intravascular. 4.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS Lesões de pele e partes moles abertas (ferida cirúrgica aberta. 2. Recomenda-se que o semeio ocorra no máximo 1 hora após a remoção do cateter. Não usar tesouras embebidas em soluções antissépticas. AMOSTRAS NÃO RECOMENDADAS PARA CULTURA POR FORNECEREM RESULTADOS QUESTIONÁVEIS Amostra Alternativa ou comentário Ponta de cateter de Foley Não processar Swab de secreção de lesão de partes moles aberta Não processar Swab de amostra de queimadura Processar biópsia ou aspirado Swab de úlcera de decúbito Processar biópsia ou aspirado Swab de abscesso perirretal Processar biópsia ou aspirado Swab de lesão de gangrena Processar biópsia ou aspirado Swab de lesão periodontal Processar biópsia ou aspirado Swab de úlcera varicosa Processar biópsia ou aspirado Material de colostomia Não processar 75 . A presença de um número maior ou igual a 15 colônias de um único tipo de bactéria sugere que a ponta de cateter pode estar sendo fonte de infecção (técnica de Maki). Sinovial) 1. As amostras conservadas em formol não são adequadas para cultura. Retirar o cateter vagarosamente utilizando pinça estéril. sem meio de cultura. 2. Cultura de ponta de cateter intravascular 1. Se a quantidade de secreção for pequena. Tampar a seringa e enviar ao laboratório. 7. perfeitamente adaptada. Líquidos Corporais (Líquido Pleural. conforme técnica de hemocultura. Adicionar assepticamente soro fisiológico ou água destilada estéril. 3. colher primeiro 3 amostras de sangue periférico em veia distante do cateter. Limpar a superfície da ferida com uma gaze estéril embebida em água estéril. Não usar swab pois os germes coletados podem representar apenas colonização da superfície da ferida. O material coletado deve ser acondicionado em frasco estéril com tampa de rosca. 2. Cortar.5 ml de heparina estéril. Colocar o pedaço do cateter num frasco estéril. 2. Aspirar o material com seringa e agulha estéreis. Proceder a antissepsia da pele ao redor do cateter com álcool a 70% e. 6.

Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS TEMPO CRÍTICO PARA A ENTREGA DA AMOSTRA AO LABORATÓRIO E MEIOS DE TRANSPORTE Amostra Tempo crítico Frascos e meios de transporte Líquor Imediatamente Tubo seco estéril Líquido pleural Imediatamente Tubo seco estéril Imediatamente Tubo seco estéril ou meio semiSwab sólido (Stuart. Amies) Feridas e tecidos 30 minutos ou até 12 horas (meio de Meio de transporte apropriado transporte) Hemocultura 30 minutos Frascos com meio de cultura Trato respiratório 30 minutos Tubo seco estéril Trato gastrointestinal 1 hora Tubo seco estéril Urina Até 1 hora ou refrigerada até 24 horas Tubo seco estéril Fezes Até 12 horas em meio de transporte Cary-Blair Ponta de cateter Até 1 hora Tubo seco estéril intravascular MATERIAIS CLÍNICOS E REFRIGERAÇÃO Podem ser refrigerados Não podem ser refrigerados Urina Líquor Fezes Líquido pleural e outros fluidos corporais Materiais do trato respiratório Materiais do trato genital/cervical Materiais de lesões de partes moles Sangue 76 .

2. 5. 6. A HIGIENIZAÇÃO DA CAIXA D’ÁGUA DEVE SER REPETIDA A CADA 6 MESES 77 . Fechar o registro. vaso sanitário. Lavar cuidadosamente o interior do reservatório com água e escova. largura e comprimento (para caixas d’água em forma de poliedros) ou altura e raio (para caixas d’água cilíndricas). Nunca usar sabão. cilíndricas: volume (litros) = πr2h x 1000 (3. esvaziar totalmente o reservatório. Abrir o registro até a água cobrir o fundo da caixa. de modo a promover a desinfecção das tubulações (ATENÇÃO: esta água não deve ser utilizada como bebida. 3. Calcular o volume em litros usando uma das seguintes fórmulas: a. obedecendo à proporção de 1 litro de água sanitária para cada 1000 litros de capacidade do reservatório. Encher novamente a caixa para promover a agitação do líquido e uma adequada homogeinização da solução desinfetante com a água do reservatório. Escoar a sujeira. Verificar as dimensões do reservatório: altura. Cálculo da quantidade de hipoclorito de sódio a ser utilizada 1.14 x raio ao quadrado x altura x 1000) Lavagem do Reservatório 1. Transcorrido este tempo. 3. pois poderá permanecer nas paredes do reservatório e. Encher novamente o reservatório e utilizar a água normalmente. Esvaziar o reservatório. preparo de alimentos ou para higiene pessoal). de modo a obter uma diluição final entre 20 a 25 ppm de cloro livre. etc. 4. Manter a solução em contato com a água por um tempo superior a 2 horas.). a fim de eliminar toda a sujeira aderida (não utilizar escovas de aço para não danificar as paredes do reservatório). poliedros: volume (litros) = altura x largura x comprimento x 1000 b. Calcular o volume da solução de hipoclorito. 4. esfregando bem as paredes. Fechar novamente o registro e despejar o volume calculado da solução de hipoclorito. na água armazenada. posteriormente. 2. 7. 2. mediante abertura de todos os pontos de utilização de água (torneiras. detergente ou similar para essa operação. 5.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS HIGIENIZAÇÃO DA CAIXA D’ÁGUA Cálculo da Capacidade do Reservatório 1.

Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ANEXOS 78 .

Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS FICHA DE NOTIFICAÇÃO E ACOMPANHAMENTO DE ACIDENTES OCUPACIONAIS (FOLHA 1) HOSPITAL: ___________________________________________________________________________ DATA : ____ / ____ / ____ NOME DO ACIDENTADO: ________________________________________________________________ SEXO: M F F F IDADE: _________ OCUPAÇÃO: ___________________________________________________ UNIDADE ONDE OCORREU O ACIDENTE: _________________________________ DATA / HORA ACIDENTE: ____ / ____ / ____ TIPO DE EXPOSIÇÃO: PERCUTÂNEA F OBJETO DA LESÃO: AGULHA OCA F OUTROS F _______________________ CONDIÇÕES DO OBJETO: SANGUE VISÍVEL F MATERIAL ORGÂNICO: SANGUE F LÍQUIDO PERITONEAL F LÍQUIDO PLEURAL F VOLUME: POUCAS GOTAS F AUSÊNCIA DE SANGUE VISÍVEL F AGULHA RECENTEMENTE USADA EM VASO SANGÜÍNEO F FLUIDO CONTENDO SANGUE F LÍQUIDO PERICÁRDICO F OUTROS F _______________________ LÍQUIDO AMNIÓTICO F LÍQUOR F _____ : _____ MUCOSA F PELE ÍNTEGRA F PELE LESADA F PARTE DO CORPO ACIDENTADO: ________________________________________________________ AGULHA SEM LÚMEN F LÂMINA DE BISTURI F RESPINGO DE GRANDE VOLUME F SITUAÇÃO: RECAPAMENTO DE AGULHAS FMANUSEIO DE ROUPAS F ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS F MANUSEIO DE PACIENTES F MANUSEIO DE MATERIAL CIRÚRGICO F MANUSEIO DE LIXO F OUTRAS F ________________________________________________________________ PACIENTE FONTE CONHECIDO: SIM F NÃO F NEGATIVO F DESCONHECIDO F NÃO REALIZADO F DATA: ____ / ____ / ____ DATA: ____ / ____ / ____ DATA: ____ / ____ / ____ SOROLÓGIA PRÉVIA: POSITIVO F POSITIVO F POSITIVO F TESTE RÁPIDO P/ HIV: POSITIVO F NEGATIVO F AgHBs: ANTI-HIV: NEGATIVO F NEGATIVO F NÃO REALIZADO F NÃO REALIZADO F PACIENTE POSITIVO PARA HIV: SINTOMÁTICO F ASSINTOMÁTICO F 3 CARGA VIRAL: ___________________ cópias/mL . ______ log CD4: _____________ / mm 79 .

2 DOSE: ____ / ____ / ____ . 2. 3. 2 DOSE: ____ / ____ / ____ . _____________________ DOSE: ____________________________ _____________________ DOSE: ____________________________ _____________________ DOSE: ____________________________ SIM F NÃO F ACOMPANHAMENTO DE EFEITOS TÓXICOS: EXAMES Hematócrito Leucócitos Plaquetas Glicemia TGO TGP Uréia Creatinina EAS PÓS-ACIDENTE 2 SEMANA DE PROFILAXIA a OBSERVAÇÕES: ____________________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________________ 80 .Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS FICHA DE NOTIFICAÇÃO E ACOMPANHAMENTO DE ACIDENTES OCUPACIONAIS (FOLHA 2) PROFISSIONAL ACIDENTADO SOROLOGIA PRÉVIA: POSITIVO F NEGATIVO F TESTE RÁPIDO P/ HIV: POSITIVO F NEGATIVO F ACOMPANHAMENTO SOROLÓGICO: SOROLOGIA ANTI-HIV AgHBs ANTI-HBs ANTI-HCV PÓS-ACIDENTE o DESCONHECIDO F NÃO REALIZADO F DATA: ____ / ____ / ____ 3° MÊS PÓS-EXPOSIÇÃO 6° MÊS PÓS-EXPOSIÇÃO 1 MÊS PÓS-EXPOSIÇÃO NÃO NÃO IMUNIZAÇÃO PRÉVIA CONTRA HEPATITE B: SIM F VACINAÇÃO CONTRA HEPATITE B: a a NÃO F a DATA: ____ / ____ / ____ 1 DOSE: ____ / ____ / ____ . 3 DOSE: ____ / ____ / ____ ANTI-HBs (1-2 meses após a vacinação): ____________ mIU/mL IMUNOGLOBULINA ANTI-HEPATITE B (HBGI) ATÉ 7 DIAS APÓS EXPOSIÇÃO ____ / ____ / ____ PROFILAXIA PÓS-EXPOSIÇÃO PARA HIV: DATA DE INÍCIO: ____ / ____ / ____ DROGAS: 1. 3 DOSE: ____ / ____ / ____ ANTI-HBs (1-2 meses após a vacinação): ____________ mIU/mL SEGUNDA SÉRIE DE VACINA PARA HEPATITE B: a a SIM F a NÃO F 1 DOSE: ____ / ____ / ____ .

PACIENTES EM USO DE ANTIBIOTICOTERAPIA: ADEQUADO INCORRETO: II. 14. 4. 3. 10. 9. 15. 6. 12.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS FICHA DE NOTIFICAÇÃO DE USO DE ANTIBIÓTICOS HOSPITAL: ____________________________________________________________________________ MÊS/ANO: _____________________________________________ I. PACIENTES EM USO DE ANTIBIOTICOPROFILAXIA CIRÚRGICA: ADEQUADO: INCORRETO: ANTIBIÓTICOS: Amicacina: Amoxicilina: Ampicilina: Cefalexina: Cefalotina: Cefazolina: Cefotaxima: Ceftazidima: Ceftriaxona: Clindamicina: Cloranfenicol: Gentamicina: Metronidazol: Oxacilina: Penicilina benzatina: Penicilina cristalina: Penicilina procaína: SMZ/TMP: Vancomicina: „ 1. 11. 8. 2. 7. 13. 5. 16. MOTIVOS DE USO INCORRETO: 81 .

Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NOTIFICAÇÃO DE INFECÇÕES COMUNITÁRIAS E HOSPITALARES DATA DA NOTIFICAÇÃO: _____ / _____ / __________ HOSPITAL ____________________________________________________________________________ NOME DO PACIENTE____________________________________________________________________ IDADE_________ SEXO: M F F F ENFERMARIA _______________ LEITO _________ SETOR ____________________________ TIPO DE INFECÇÃO: INFECÇÃO COMUNITÁRIA F INFECÇÃO EXTRA-INSTITUCIONAL F INFECÇÃO HOSPITALAR F DATA DA INTERNAÇÃO: ____ / ____ / ____ DATA DIAGNÓSTICO DA INFECÇÃO: ____ / ____ / ____ DOENÇAS ASSOCIADAS: ________________________________________________________________ TOPOGRAFIA DA INFECÇÃO: CIRÚRGICA F SEPSE F GASTROINTESTINAL F RELACIONADA A CATETER IV F URINÁRIA F TRATO RESPIRATÓRIO SUPERIOR F TRATO REPRODUTOR F SNC F TRATO RESPIRATÓRIO INFERIOR F PELE E PARTES MOLES F CULTURA: OUTRA: _____________________________ SIM F NÃO F GERME(S) ISOLADO(S) ___________________________________________ SENSIBILIDADE: ________________________________________________________________________ RESISTÊNCIA: _________________________________________________________________________ PROCEDIMENTOS INVASIVOS: NPT F ÓBITO: SIM F NÃO F DATA: ____ / ____ / ________ CIV F SVD F VMI F OUTRO F _________________________ OBSERVAÇÕES: _______________________________________________________________________ 82 .

Inflamação e secreção mínimas. restritas aos pontos de penetração da sutura não devem ser consideradas ISC. conforme a extensão do processo. classificá-la como infecção de pele ou de partes moles.. 83 .Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NOTIFICAÇÃO DE INFECÇÕES DE SÍTIO CIRÚRGICO (ISC) HOSPITAL ____________________________________________________________________________ NOME DO PACIENTE___________________________________________IDADE_________ SEXO: M F F F ENFERMARIA _______________ LEITO _________ SETOR ____________________________ CIRURGIA REALIZADA: ____________________________ DATA DA CIRURGIA: ____ / ____ / ____ CIRURGIÃO: ________________________ DATA DA CONSULTA: ____ / ____ / ____ DOENÇAS ASSOCIADAS: ________________________________________________________________ ASPECTO DA INCISÃO CIRÚRGICA: HIPEREMIA: SIM F NÃO F NÃO F NÃO F NÃO F NÃO F NÃO F NÃO F NÃO F HIPERTERMIA: SIM F DOR LOCAL: EDEMA: SIM F SIM F DEISCÊNCIA: SIM F HEMATOMA: SIM F DRENAGEM PURULENTA: SIM F SECREÇÃO NÃO-PURULENTA: SIM F CULTURA SIM F NÃO F GERME(S) ISOLADO(S) ___________________________________________ SENSIBILIDADE: ________________________________________________________________________ RESISTÊNCIA: _________________________________________________________________________ OBSERVAÇÃO: não classificar como infecção incisional: • • A infecção relacionada apenas à incisão do dreno.

Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NOTIFICAÇÃO DE PROCEDIMENTOS DE RISCO HOSPITAL ______________________________________________MÊS________________ANO_______ DIA 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 TOTAL NPT CIV SVD VMI NUTRIÇÃO PARENTERAL (NPT): CATETER INTRAVASCULAR (CIV): SONDA VESICAL DE DEMORA (SVD): VENTILAÇÃO MECÂNICA INVASIVA (VMI): 84 .

O abrigo de resíduos apresenta: a. Existe vestiário com sanitários para os funcionários da área suja? 11. Pisos e paredes são revestidos com material liso e lavável? 18. Aberturas para ventilação com tela milimétrica? e. Pisos e paredes com revestimento liso e de fácil higienização? c. Pisos. Fonte de água? f. Existem exaustores nas áreas suja e limpa? 12. NORMA CORRETA SIM NÃO COMENTÁRIOS HIGIENIZAÇÃO HOSPITALAR 1. Ralo sifonado com tampa? 6. Existe uma barreira física entre a área limpa da área suja? 9. Existem armários específicos e de fácil limpeza para armazenamento da roupa limpa? CENTRAL DE MATERIAL ESTERILIZADO 15. Bancadas de material liso e lavável para acomodação do material que aguarda limpeza? 85 . Dimensões adequadas à geração de resíduos equivalente a dois dias? b. Existem pias com saboneteira e depósito de papel toalha em ambas áreas? 13. Ralo sifonado com tampa? LAVANDERIA 8. paredes e portas são revestidos com material liso e lavável? 14. Existe Depósito de Material de Limpeza (DML) exclusivo para os seguintes setores? a. O abrigo de higienização apresenta: a. Enfermarias 2. Lavanderia f. Existe abrigo de higienização? 7. Existe abrigo de resíduos? 5. Existe uma barreira física separando a área limpa da área contaminada? 16. Serviço de Nutrição e. Pisos e paredes com revestimento adequado? d. Fonte de água? d. Pias adequadas para a lavagem do material contaminado? 19. Cobertura adequada? c. Existe uma área com características adequadas para o acúmulo do lixo antes do mesmo ser transportado ao abrigo externo? 3. Existe sanitários e vestiários exclusivos para os funcionários do setor de limpeza? 4. Centro Cirúrgico c. Cobertura adequada? b.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ROTEIRO DE INSPEÇÃO DE ARQUITETURA HOSPITALAR RELACIONADA AO CONTROLE DAS INFECÇÕES HOSPITALARES HOSPITAL: DATA: / / 20 . Existe vestiário com sanitários para os funcionários do setor? 17. Existe lavadora de desinfecção com duas portas de acesso? 10. Central de Material Esterilizado b. A lavadora de desinfecção está posicionada na parede que separa a área suja da área limpa? 10. UTI d.

A ventilação do setor proporciona renovação do ar. bolor e descascamento? 30. lavável. O setor é equipado de exaustores? 24. de fácil higienização e em bom estado de conservação? 31. O armazenamento do material esterilizado é feito em prateleiras de material liso e de fácil higienização? SETOR DE NUTRIÇÃO 22. A área para a recepção das mercadorias possui cobertura para a proteção dos alimentos na hora da entrega? 39. Existe uma área para armazenamento dos produtos alimentares? 42. lavável. conforto térmico e ambiente isento de fumaças? 23. Os armários do setor são de cor clara. de fácil higienização e em bom estado de conservação? 44. A área para a recepção das mercadorias é de fácil acesso aos fornecedores? 38. O teto é isento de vazamentos. material liso. As portas são de cor clara. de fácil higienização e em bom estado de conservação? 32. As paredes são de cor clara. lavável e de fácil higienização? 25. A área para armazenamento possui condicionamento da temperatura ambiente em torno de 26 °C? 43. O teto é de cor clara. de fácil higienização e em bom estado de conservação? 46. Existe área para recepção das mercadorias? 36. material liso. massas e sobremesas. verduras e frutas. lavável. Existem instalações adequadas para os funcionários guardarem suas roupas e pertences? 35. A área para armazenamento possui paredes de cor clara. Existem instalações sanitárias e vestiários exclusivos para os funcionários do setor de nutrição e dietética? 34. de fácil higienização e em bom estado de conservação? 45. As janelas são dotadas de telas? 28.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NORMA CORRETA 20. rachaduras. lavável e de fácil higienização? 29. lavável. umidade. A área para a recepção das mercadorias possui área suficiente para acomodar as mercadorias no momento do recebimento? 40. Existe uma área separada para o processamento de cada gênero alimentício (carnes cruas. Bancadas de material liso e lavável para a secagem do material limpo? 21. Existe uma área própria para refrigeradores e freezers? 47. Existem ralos sifonados com proteção telada? 26. A área para a recepção das mercadorias é situada em local externo? 37. A área para armazenamento possui prateleiras. A área para armazenamento possui piso de cor clara. As prateleiras do setor obedecem uma distância de 25 cm do piso? 33. lavável e de fácil higienização? 27. material liso. material liso. O piso é de cor clara. A área para a recepção das mercadorias possui tanque para pré-higienização de verduras e frutas antes de seu armazenamento? 41. alimentos cozidos)? SIM NÃO COMENTÁRIOS 86 . de material liso. de material liso. material liso. de material liso.

Pia b. O setor possui uma área específica para a cocção de alimentos? 52. Pisos. O sistema de higienização das mãos possui: a. Existe uma área específica para higienização dos utensílios? 53. de fácil higienização. Pisos. Pia de degermação com características adequadas? UTI 58. Água corrente c. Presença de quarto de isolamento? 62. Presença de pia adequada para a lavagem das mãos? 72. paredes e portas de material liso e lavável? 71. Armários de material liso e de fácil higienização? ENFERMARIAS 64. paredes e portas de material liso e lavável? 65. Água corrente c. Presença de quartos de isolamento? 68. Bancadas de material liso e de fácil higienização? 73. Armários de material liso e de fácil higienização nos Postos de Enfermagem? SALA DE AEROSSOL 70. Local para a permanência dos utensílios limpos durante a secagem? 54. Saboneteira para sabão líquido d. insetos e roedores)? CENTRO CIRÚRGICO 55. Pisos. Presença de expurgo no local? 60. A área de higienização dos utensílios dispõe de: a. Os utensílios são armazenados de forma adequada após a higienização (local exclusivo. confeccionada em material liso e de fácil higienização? 49. protegido contra poeira. Cada uma destas áreas possui bancada provida de pia. Armários de material liso e de fácil higienização? SALA DE MEDICAÇÕES INJETÁVEIS 74. Presença de expurgo no local? 57. Presença de pias adequadas para a lavagem das mãos em cada enfermaria? 67. Bancadas de material liso e de fácil higienização? 63. Pisos.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NORMA CORRETA 48. Cubas profundas b. Bancadas de material liso e de fácil higienização? SIM NÃO COMENTÁRIOS 87 . Presença de pia adequada para a lavagem das mãos? 61. Presença de expurgo no local? 66. paredes e portas de material liso e lavável? 75. Presença de pia adequada para a lavagem das mãos? 76. Papel-toalha e. Cesto de lixo com tampa acionada por pedal 51. paredes e portas de material liso e lavável? 56. Bancadas de material liso e de fácil higienização nos Postos de Enfermagem? 69. paredes e portas de material liso e lavável? 59. Local para dispor os utensílios que aguardam higienização d. Cada área destas possui sistema para a higienização das mãos específico para esta finalidade? 50. Pisos.

Armários de material liso e de fácil higienização? SALA DE SUTURAS 82. paredes e portas de material liso e lavável? 83. Armários de material liso e de fácil higienização? CONSULTÓRIOS MÉDICOS 86. Pisos. Armários de material liso e de fácil higienização? SIM NÃO COMENTÁRIOS RESULTADO: Taxa de adequação às normas de controle de infecções hospitalares: % 88 . paredes e portas de material liso e lavável? 89. Presença de pia adequada para a lavagem das mãos? 80. paredes e portas de material liso e lavável? 79. Presença de pia adequada para a lavagem das mãos? 90. Bancadas de material liso e de fácil higienização? 85. Bancadas de material liso e de fácil higienização? 91.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NORMA CORRETA 77. Presença de pia adequada para a lavagem das mãos? CONSULTÓRIOS ODONTOLÓGICOS 88. paredes e portas de material liso e lavável? 87. Presença de pia adequada para a lavagem das mãos? 84. Pisos. Bancadas de material liso e de fácil higienização? 81. Pisos. Armários de material liso e de fácil higienização? SALA DE CURATIVOS 78. Pisos.

Saboneteiras higienizadas após cada troca do sabão? 11. Todas lixeiras. Utiliza álcool a 70% para desinfecção de superfícies metálicas? 4. Áreas críticas limpas no mínimo 2 vezes ao dia? 8. O funcionário responsável pela limpeza das áreas críticas permanece no setor durante todo o expediente? 15. Áreas semi-críticas limpas no mínimo 1 vez ao dia? 9. Os resíduos são coletados em sacos plásticos de cores diferentes conforme o tipo de resíduo? 19.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ROTEIRO DE INSPEÇÃO DO SETOR DE LIMPEZA HOSPITALAR HOSPITAL: DATA: / / 20 . O resíduo infectante é coletado em saco plástico branco leitoso com símbolo impresso de risco biológico? 20. Existem recipientes específicos e adequados para o descarte de material pérfurocortantes? 89 . O hospital já conta com seu Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde – PGRSS? 18. laboratório. Técnica adequada para desinfecção de superfícies após contaminação com material infectante? 6. Técnica correta de lavagem dos banheiros? 7. Os sacos de lixo são usados somente até o preenchimento de dois terços de sua capacidade? 21. Existe Depósito de Material de Limpeza (DML) exclusivo para os seguintes setores? (a) CME (b) Centro Cirúrgico (c) UTI (d) Serviço de Nutrição (e) Lavanderia (f) Enfermarias 12. com exceção das áreas nãocríticas. central de esterilização. Técnica adequada para limpeza dos pisos? 5. Os funcionários do serviço de limpeza são proibidos a ajudar no transporte de pacientes? 17. Os funcionários são orientados a retirar a luva antes de tocar trincos de portas 13. EPI adequado? (a) Uniforme (b) Luvas (c) Botas ou sapatos (d) Gorro (e) Máscara (f) Avental (g) Óculos protetores 16. Utiliza hipoclorito de sódio a 1% para desinfecção de superfícies contaminadas com material infectante? 2. Técnica adequada de limpeza terminal? 10. Material de limpeza de áreas críticas é exclusivo para o setor? 14. Nas áreas críticas e semi-críticas as lixeiras possuem tampas acionadas por pedais? 23. Utiliza hipoclorito de sódio a 250 ppm para desinfecção de baixo nível de pisos de banheiros. NORMA CORRETA SIM NÃO COMENTÁRIOS 1. lavanderia? 3. possuem tampas? 22.

superfície plana. (b) Não é permitida a retirada dos sacos de resíduos de dentro dos recipientes ali estacionados. 37. É realizada higienização correta em casos de acidente com derramamento de material infectante? 29. As lixeiras das outras áreas são higienizadas pelo menos semanalmente? 26. As lixeiras das áreas críticas são higienizadas pelo menos 1 vez ao dia? 25. Resíduos de classificação A2 (bolsas contendo sangue ou hemocomponentes com volume residual superior a 50 ml) recebem destinamento adequado (acondicionadas em saco branco leitoso e encaminhadas diretamente para os Aterros Sanitários)? 31. Os funcionários têm conhecimento da recomendação de não pressionar com pés ou mãos o conteúdo dos sacos de lixo? 28. O serviço dispõe de carro de coleta interna de resíduos? 33. O carro de coleta interna é adequado? 34. Todas as lixeiras são higienizadas quando apresentam sujidade evidente? 27. (c) Os recipientes são deixados nesta área por no máximo 8 horas. evitando-se o armazenamento com disposição direta dos sacos sobre o piso. Resíduos de classificação A1 (descarte de vacinas de microorganismos vivos ou atenuados) são descartados adequadamente (submetidos a descontaminação. Existe abrigo de resíduos? 39. antiderrapante e rampa. resistente. nome da unidade geradora e a inscrição “PEÇAS ANATÔMICAS” e encaminhados para destinação final em Aterro Sanitário)? 32. quando necessária? 38. e existe abertura telada para ventilação. Em caso de necessidade de armazanamento temporário de resíduos. lavável e impermeável. acondicionados e identificados como resíduos do tipo D)? 30. regular. O abrigo de resíduos apresenta: (a) Identificação externa? (b) Ambientes separados para atender o armazenamento de recipientes de resíduos do GRUPO A e do GRUPO D? (c) Dimensões adequadas à geração de resíduos equivalente a dois dias? (d) Cobertura adequada? (e) Portas em bom estado de conservação? (f) Pisos e paredes com revestimento adequado? 90 . possui piso com revestimento resistente à abrasão. Os carros coletores são higienizados diariamente e sempre que apresentam sujidade? 35. o mesmo segue as normas recomendadas? (a) Piso e paredes são revestidos com material liso. Resíduos de classificação A3 (peças anatômicas e produto de fecundação sem sinais vitais. com peso menor que 500 gramas ou estatura menor que 25 centímetros ou idade gestacional menor que 20 semanas) recebem destinamento adequado (acondicionados em saco branco leitoso com a identificação da data.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NORMA CORRETA SIM NÃO COMENTÁRIOS 24. Os funcionários lavam as mãos ainda enluvadas e após retirar as luvas ao fim da coleta dos sacos de lixo? 36. O trajeto para o traslado de resíduos até o armazenamento externo permite livre acesso dos recipientes coletores de resíduos.

Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS

NORMA CORRETA (g) Aberturas para ventilação com tela milimétrica? (h) Fonte de água? (i) Ralo sifonado com tampa? (j) Acesso restrito aos funcionários? 40. Os sacos de resíduos permanecem dentro dos recipientes ali estacionados, evitando-se o armazenamento com disposição direta dos sacos sobre o piso? 41. O abrigo de resíduos é utilizado exclusivamente para armazenamento do lixo? 42. O abrigo de resíduos é higienizado após a coleta externa? 43. Existe abrigo de higienização? 44. O abrigo de higienização apresenta: (a) Cobertura adequada? (b) Pisos e paredes com revestimento liso e de fácil higienização? (c) Fonte de água? (d) Ralo sifonado com tampa?

SIM

NÃO

COMENTÁRIOS

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Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS

ROTEIRO DE INSPEÇÃO DO SETOR DE LAVANDERIA HOSPITALAR
HOSPITAL: DATA: / / 20 .
COMENTÁRIOS

1. 2. 3.

4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12.

13. 14.

15.

16.

17. 18. 19.

20.

21.

22.

23. 24. 25. (g) (h) (i) (j) (k)

NORMA CORRETA SIM NÃO Existe uma barreira física separando a área limpa da área suja? Existe lavadora de desinfecção com duas portas de acesso? A lavadora de desinfecção está posicionada na parede que separa a área suja da área limpa? Os funcionários das respectivas áreas ficam restritos ao seu setor? O acesso ao setor é restrito a seus funcionários? Existe vestiário com sanitários para os funcionários da área suja? Existem exaustores nas áreas suja e limpa? Existe material para descarte de material pérfurocortante em ambas áreas? Existem pias com saboneteira e depósito de papel toalha em ambas áreas? Existe depósito para material de limpeza no próprio setor? Pisos, paredes e portas são revestidos com material liso e lavável? Utiliza-se hipoclorito de sódio a 250 ppm para desinfecção de baixo nível do piso da área suja? Os funcionários estão orientados sobre evitar agitação da roupa durante a coleta? A roupa coletada é transportada em saco resistente de cor diferente do utilizado para o lixo? Havendo extravasamento dos sacos roupa suja, é feita a descontaminação local com hipoclorito de sódio a 1% seguido pela lavagem do local? O funcionário responsável pela coleta utiliza uniforme e luvas de borracha (e não luvas de procedimento)? Os funcionários estão orientados sobre retirar as luvas ao tocar maçanetas de portas? O transporte da roupa coletada é feita com carros coletores específicos para este fim? As características do carro coletor são adequadas (leves, com tampa, material lavável, pouco profundos)? O carro de transporte da roupa suja é submetido diariamente a lavagem com água e detergente seguido de desinfecção com hipoclorito de sódio a 250 ppm? As roupas com sujidades similares presumidas (mesma origem) são reunidas em um mesmo ciclo de lavagem? Todas as peças são cuidadosamente examinadas para a presença de instrumentos estranhos antes da lavagem? Os funcionários estão orientados sobre evitar agitação da roupa? Existe controle microbiológico semestral da água? O funcionário responsável pela lavagem usa EPI adequado? Uniforme Luvas de borracha e cano alto Botas impermeáveis Gorro Máscara antipartículas

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Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS

NORMA CORRETA (l) Avental impermeável (m) Óculos protetores 26. Após o processamento da roupa na área suja, pias, bancadas e pisos são lavados e depois descontaminados com hipoclorito de sódio a 250 ppm ou álcool a 70%, no caso de superfícies metálicas? 27. Durante o processamento da roupa na área limpa, os funcionários são cuidadosos quanto a evitar que a roupa toque o chão? 28. A mesa para dobragem da roupa é de fácil higienização e dimensões apropriadas? 29. Existem armários específicos e de fácil limpeza para armazenamento da roupa limpa? 30. As roupas limpas com defeitos recebem conserto? 31. As roupas que necessitam de conserto são lavadas novamente antes do uso? 32. A roupa limpa é transportada embalada em sacos plásticos individuais para reduzir os riscos de recontaminação? 33. O transporte da roupa limpa é feita com carros específicos para este fim? 34. O carro de transporte da roupa limpa é submetido diariamente a lavagem com água e detergente seguido de desinfecção com hipoclorito de sódio a 250 ppm? 32. O acondicionamento das mudas de roupa que ficam na reserva dos postos de enfermagem é feita em local específico e de fácil higienização?

SIM

NÃO

COMENTÁRIOS

RESULTADO: Taxa de adequação às normas de controle de infecções hospitalares: %

93

Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ROTEIRO DE INSPEÇÃO DA CENTRAL DE MATERIAL ESTERILIZADO HOSPITAL: DATA: / / 20 . 19. enxagüe)? Após a lavagem. 9. 17. água e sabão. 7. 22. data)? Fita de controle químico na face externa do pacote? Autoclave(s) em boas condições de funcionamento? Revisões periódicas nas autoclaves? Estufas em boas condições de funcionamento? Revisões periódicas nas estufas? Os materiais acondicionados em caixas metálicas são esterilizadas com as mesmas semi-abertas recobertas com embalagem adequada (tecido de algodão cru. com espaços entre os mesmos no interior da autoclave? 94 . 14. 13. (a) (b) (c) (d) (e) (f) (g) 15. 6. 23. 20. 2. 4. o último enxagüe é feito com água destilada? A técnica de secagem dos materiais é adequada (panos limpos ou secagem espontânea em superfície limpa)? Bancadas de material liso e lavável para a secagem do material limpo? O funcionário responsável pela lavagem do material usa EPI adequado? Uniforme Luvas de borracha e cano alto Botas impermeáveis Gorro Máscara Avental impermeável Óculos protetores É utilizado papel grau cirúrgico para embalagem dos artigos autoclavados? A técnica de empacotamento do material limpo é adequada? Material limpo etiquetado adequadamente (identificação. 12. 10. papel crepado)? Observa-se o limite de dois terços da capacidade da autoclave na disposição dos pacotes em seu interior? Os pacotes são dispostos de forma intercalada. 18. 5. 25. 3. 8. 21. 24. COMENTÁRIOS 1. 11. NORMA CORRETA SIM NÃO Existe uma barreira física separando a área limpa da área contaminada? Os funcionários das respectivas áreas ficam restritos ao seu setor? O acesso à CME é restrito a seus funcionários? Existe depósito para material de limpeza no próprio setor? Existe vestiário com sanitários para os funcionários do setor? Pisos e paredes são revestidos com material liso e lavável? Utiliza-se hipoclorito de sódio a 250 ppm para desinfecção de baixo nível do piso da área suja da central de esterilização? Pias adequadas para a lavagem do material contaminado? Bancadas de material liso e lavável para acomodação do material que aguarda limpeza? Técnica adequada de lavagem manual (solução desincrostante. 16.

O setor é climatizado? 33. (d) Máscaras de ambu e de macronebulização (e) Válvula de ambu com componente metálico (f) Cânula de Guedel. A circulação de pessoal neste setor é restrita? COMENTÁRIOS RESULTADO: Taxa de adequação às normas de controle de infecções hospitalares: % 95 . pano limpo ou ar comprimido)? 30. baldes limpos. Adequação processamento de artigos à desinfecção e esterilização: (a) Instrumental metálico cirúrgico. (c) Artigos críticos de PVC. Aguarda-se a secagem da carga no interior da autoclave após o processo de esterilização? 27. O armazenamento do material esterilizado é feito em prateleiras de material liso e de fácil higienização? 32. É realizado monitoramento biológico pelo menos semanal do processo de esterilização na autoclave ? 28.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NORMA CORRETA SIM NÃO 26. (b) Tecido para procedimento cirúrgico. baldes estéreis. nylon. (g) Lâmina de laringoscópio (h) Tubo orotraqueal (i) Circuitos de respiradores (j) Conexões e acessórios de respiradores (k) Cânulas plásticas de traqueostomia (l) Cânulas metálicas de traqueostomia (m) CPAP (n) Frascos de aspiração (o) Látex para aspiração (p) Ambu (q) Máscara e copo para nebulização (r) Espéculo vaginal metálico (s) Termômetros 31. compressas estéreis ou ar comprimido)? (k) A técnica do enxagüe após desinfecção é adequada (água potável. Desinfecção/esterilização com glutaraldeído a 2%: (a) È obedecido a duração de 30 minutos para desinfecção com glutaraldeído a 2%? (b) È obedecido a duração de 10 horas para esterilização com glutaraldeído a 2%? (c) Os artigos submetidos à desinfecção/esterilização com glutaraldeído ficam completamente imersos na solução? (d) As tubulações de artigos ocos são preenchidas com o glutaraldeído? (e) O recipiente com glutaraldeído é mantido fechado? (f) O glutaraldeído é ativado antes do uso? (g) É obedecido a vida média de 14 a 28 dias para as soluções de glutaraldeído em uso? (h) Os recipientes com glutaraldeído são identificados (solução. É realizado teste do Bowie-Dick no primeiro ciclo do dia na autoclave? 29. acrílico ou plástico. látex. prazo de validade)? (i) Os artigos são retirados da solução com luva estéril? (j) A técnica do enxagüe após esterilização é adequada (água estéril.

4. rachaduras. Deve-se evitar por os dedos no nariz. lavável e de fácil higienização? Existem ralos sifonados com proteção telada? As paredes são de cor clara. guardanapos. material liso. 14. bolor e descascamento? As portas são de cor clara. material liso. 12. conforto térmico e ambiente isento de fumaças? O setor é equipado de exaustores? O piso é de cor clara. 1. (h) (i) (j) (k) (l) (m) (n) 15. aventais ou qualquer outra peça da vestimenta: o suor deve ser enxugado com papel toalha descartável e a seguir deve-se lavar imediatamente as mãos. infecções respiratórias. Deve-se evitar experimentar a comida nas mãos ou com os dedos. 7. 2. cantar ou assobiar sobre os alimentos. Deve-se evitar enxugar o suor com as mãos. 3. ouvidos ou cabelos enquanto se prepara os alimentos. o funcionário deve afastar-se do produto. 6. material liso. (a) (b) (c) (d) (e) NORMA CORRETA SIM NÃO COMENTÁRIOS A ventilação do setor proporciona renovação do ar. 10. 16. material liso. panos de pratos. lavável e de fácil higienização? O teto é isento de vazamentos. gorro ou similar Ausência de acessórios e adereços Manipuladores de alimentos com diarréia. 11. 8. cutâneas ou oculares são afastados de suas atividades temporariamente? Os funcionários realizam exames médicos admissionais e periódicos? Os funcionários têm conhecimentos sobre as regras de higiene alimentar abaixo (o conjunto deste item vale 1 ponto no total. 96 . umidade. cobrir a boca e o nariz com papel toalha descartável e depois lavar imediatamente as mãos. 9. 13. de fácil higienização e em bom estado de conservação? Os armários do setor são de cor clara. 5.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ROTEIRO DE INSPEÇÃO DO SETOR DE NUTRIÇÃO E DIETÉTICA HOSPITAL: DATA: / / 20 . considerando-se como adequada às normas se a maioria das respostas for “sim” ou o contrário se a maioria das respostas for “não”): Deve-se evitar falar. material liso. na boca. lavável e de fácil higienização? As janelas são dotadas de telas? O teto é de cor clara. Deve-se evitar espirrar ou tossir sobre os alimentos: ao tossir ou espirrar. de fácil higienização e em bom estado de conservação? As prateleiras do setor obedecem uma distância de 25 cm do piso? Existem instalações sanitárias e vestiários exclusivos para os funcionários do setor de nutrição e dietética? Existem instalações adequadas para os funcionários guardarem suas roupas e pertences? Uniforme dos funcionários: Uniformes de cor clara Uniformes em bom estado de conservação Uniformes lavados e trocados diariamente Avental plástico Calçados fechados Touca. lavável. panos de copa. 17.

35. 27. Deve-se evitar enxugar as mãos no avental ou em panos. lavados com água e detergente e enxagüados com hipoclorito de sódio a 200 ppm? Semanalmente é realizada uma lavagem terminal no setor? A coifa é limpa semanalmente? Geladeiras. lavável. 24. etc. 40. de fácil higienização e em bom estado de conservação? SIM NÃO COMENTÁRIOS 97 . 38. 30. 31. NORMA CORRETA Deve-se evitar fazer uso de utensílios sujos. freezers e carros prateleiras possuem uma programação periódica de higienização? O lixo é acondicionado em recipientes revestidos com sacos de lixo e tampados? O lixo é retirado para não permanecer à noite dentro do setor? Existe área para depósito do material de limpeza (rodos. 41. 28. 29. liso e de fácil higienização? A área para a recepção das mercadorias possui cobertura para a proteção dos alimentos na hora da entrega? A área para a recepção das mercadorias possui área suficiente para acomodar as mercadorias no momento do recebimento? A área para a recepção das mercadorias possui tanque para pré-higienização de verduras e frutas antes de seu armazenamento? Existe uma área para armazenamento dos produtos alimentares? A área para armazenamento possui condicionamento da temperatura ambiente em torno de 26 °C? A área para armazenamento possui piso de cor clara.)? É realizado desinsetização e desratização periódicas? É impedida a presença de animais domésticos no setor? É realizado controle microbiológico semestral da água? É realizado a higienização da caixa d’água semestralmente? Existe área para recepção das mercadorias? A área para a recepção das mercadorias é situada em local externo? A área para a recepção das mercadorias é de fácil acesso aos fornecedores? A área para a recepção das mercadorias possui piso e paredes resvestidos de material de cor clara. 32. Deve-se evitar manipular dinheiro durante o preparo dos alimentos. 21. 25. 19. 26.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS (f) (g) (h) (i) (j) (k) (l) 18. 23. 37. Deve-se evitar usar unhas pintadas e compridas. 39. Deve-se evitar fazer serviço de limpeza e manipular os alimentos ao mesmo tempo. 22. Deve-se evitar provar alimentos com talheres e voltar a colocar o talher dentro da panela. de material liso. 20. 36. 34. Bancadas e mesas de apoio são lavadas com água e detergente neutro e desinfetadas com hipoclorito de sódio a 200 ppm? É evitado a varredura a seco na área de manipulação e processamento dos alimentos? O piso é lavado diariamente com água e detergente neutro e desinfetadas com hipoclorito de sódio a 200 ppm? Os ralos são limpos diariamente. 33. Deve-se evitar fumar no local de preparo dos alimentos. baldes.

imersão em solução de hipoclorito de sódio a 200 ppm por 15 minutos e secar naturalmente sem uso de panos? 59. protegido contra poeira. de fácil higienização e em bom estado de conservação? 43.. Existe uma área própria para refrigeradores e freezers? 47. imersos em solução de hipoclorito de sódio a 200 ppm por 15 minutos e enxagüados em água corrente? 52. de material liso. confeccionada em material liso e de fácil higienização? 49. de material liso. Cada uma destas áreas possui bancada provida de pia. alimentos cozidos)? 48. Esta área possui um sistema completo e específico para higienização das mãos? 56. é realizado a limpeza e desinfecção rigorosa da bancada após o manuseio de cada tipo de alimento? 51. Frutas e verduras são lavadas em água corrente. O procedimento de higienização destes utensílios envolve sua lavagem com água e detergente. batedeiras. Equipamentos como liquidificadores. A área para armazenamento possui prateleiras. são desmontados para uma higienização adequada? 60. etc. Os utensílios utilizados para o preparo dos alimentos são higienizados antes e após cada procedimento? 58. lavável. Os utensílios são armazenados de forma adequada após a higienização (local exclusivo. Ausência de freezers e refrigeradores na área de cocção dos alimentos? 55. uma a uma. A área para armazenamento possui paredes de cor clara. Existe uma área específica para higienização dos utensílios? A área de higienização dos utensílios dispõe de: (a) Cubas profundas (b) Água corrente (c) Local para dispor os utensílios que aguardam higienização (d) Local para a permanência dos utensílios limpos durante a secagem? 57. O sistema de higienização das mãos possui: (a) Pia (b) Água corrente (c) Saboneteira para sabão líquido (d) Papel-toalha (e) Cesto de lixo com tampa acionada por pedal 50. Caso não exista uma área para processamento de cada gênero. de fácil higienização. Ovos e sacos de leite são lavados com água e detergente antes de serem usados? 53. lavável. O setor possui uma área específica para a cocção de alimentos? 54. Cada área destas possui sistema para a higienização das mãos específico para esta finalidade? 50. Existe uma área separada para o processamento de cada gênero alimentício (carnes cruas. massas e sobremesas. Evita-se guardar produtos de limpeza na área de armazenamento? 46. verduras e frutas. A área para armazenamento possui estrados no piso? 45. de fácil higienização e em bom estado de conservação? 44. insetos e roedores)? SIM NÃO COMENTÁRIOS RESULTADO: taxa de adequação às normas de controle de infecções hospitalares: % 98 .Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NORMA CORRETA 42.

10. varicela e hepatite B (ou teve sua imunidade para estas viroses avaliada)? É exigido o uso de avental nas seguintes situações: Ao manusear o RN fora da incubadora? Quando o RN estiver em isolamento de contato? Ao carregar. 5. 16. 17. 2. 4. 3. NORMA CORRETA SIM Piso. NÃO COMENTÁRIOS 1. 21. ambu e reservatório de oxigênio) são higienizados após cada uso? (água e detergente + glutaraldeído 2% por 30 minutos) As traquéias do CPAP nasal são higienizados após cada uso? (água e detergente + glutaraldeído 2% por 30 minutos) As cânula de Guedel são higienizados após cada uso? (água e detergente + glutaraldeído 2% por 30 minutos) Tubos endotraqueais são descartáveis? As lâminas de laringoscópio são higienizados após cada uso? (água e detergente + glutaraldeído 2% por 30 minutos) 99 . 8. 11. segurar e amamentar o RN? O avental é descartado após o uso ou mantido exclusivamente para um único RN. 15. 14. 20. (a) (b) (c) 9. 19. termômetros e outros aparelhos de uso rotineiro são de uso exclusivo para cada RN? Existem normas escritas sobre os tipos de isolamento? As pias e bancadas são higienizadas diariamente e após contaminação? (água e detergente + álcool 70%) As incubadoras são higienizadas diariamente e após contaminação? (água e detergente + álcool 70%) As balanças são higienizadas diariamente e após contaminação? (água e detergente + álcool 70%) Os halos de oxigênio são higienizadas diariamente e após contaminação? (água e detergente + álcool 70%) Conjunto de ressuscitação (máscara. liso e lavável? Existem pias específicas para a lavagem das mãos equipadas com papel-toalha e lixeiras com tampas acionadas com pedal? Obedecida a distância mínima de 1 metro entre as incubadoras? Existe uma auxiliar de enfermagem para cada 3 a 4 RN? A equipe recebeu vacinação para rubéola.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS ROTEIRO DE INSPEÇÃO DO SETOR DE NEONATOLOGIA HOSPITAL: DATA: / / 20 . 12. 13. sendo trocado a cada 12 horas? As visitas são orientadas em relação a: usar gorros retirar pulseiras. anéis e relógios lavagem das mãos (supervisionada) O chão é limpo diariamente? É realizada limpeza terminal do berçário semanalmente? Estetoscópios. (a) (b) (c) 7. 6. paredes e portas do berçário revestidos de material de cor clara. 18.

Existem isolamentos na maternidade? 29.1% por 30 minutos) 23. As cubas dos berços do alojamento conjunto são de acrílico ou outro material de fácil higienização e desinfecção? 28. É realizada a profilaxia adequada para oftalmia neonatorum? 25. O coto umbilical é cuidado apenas com curativo seco na rotina? SIM NÃO COMENTÁRIOS RESULTADO: Taxa de adequação às normas de controle de infecções hospitalares: % 100 . Máscaras e copos para nebulização são higienizados após cada uso? (água e sabão + hipoclorito a 0. Os circuitos de respiradores são higienizados após cada uso? (água e detergente + glutaraldeído 2% por 30 minutos) 19.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS NORMA CORRETA 22. Existe área específica para assistência do RN após o parto? 26. Os frascos de aspiração e látex são higienizados com água e detergente diariamente e esterilizados em autoclave entre pacientes diferentes? 20. Os processos de desinfecção e esterilização são centralizados na Central de Material Esterilizado? 24. No alojamento conjunto os berços estão juntos ao leito da mãe e distanciados por 60 cm dos outros leitos? 27.

469. Brasília.RDC nº 63. Orientações gerais para central de esterilização. Ministério da Saúde. Antibiotic prescribing in obstetric care. Diário Oficial da União. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Assistência à Saúde. Diário Oficial da União. Brasília 26 de agosto de 1999. 12. BRASIL. 16. Secretaria de Assistência à Saúde. 8. Brasília. Arquitetura na prevenção de infecção hospitalar. Ministério da Saúde. BRASIL. Obstetrics and Gynaecology Communications. Manual ABERC de práticas de elaboração e serviço de refeições para coletividade. Ministério da Saúde. BRASIL. Diário Oficial da União. Centro de Documentação do Ministério da Saúde. Manual de lavanderia hospitalar. 1995. Ministério da Saúde. 1986. 5. Coordenação Nacional de DST e AIDS. 9. BRASIL. Ministério da Saúde. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Curso básico de controle de infecção hospitalar.cdc. Portaria nº 1091. Controle e vigilância da qualidade da água para consumo humano. Consulta Pública nº 48. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Brasília.616.. Normas e critérios para inclusão da unidade de cuidados intermediários neonatal no SUS. Ministério da Saúde. BRASIL. Centro de Documentação do Ministério da Saúde. 2000. 2(5): 49-54. BANERJEE N. 3. BRASIL. 15. BRASIL. BRASIL. 2001. Brasília 22 de fevereiro de 2001. Guideline for isolation precautions in hospitals [online] 1997 [Capturado em 2002 dez 16] Disponível em http://www. 2001. 1994. 2000. 4.htm. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Brasília. Brasília 5 de julho de2000. Brasília 27 de agosto de 1992. Brasília. Portaria nº 2. Brasília 20 de março de 2002. Brasília 13 de maio de 1998. 10. Brasília 7 de julho de 2000. elaboração e avaliação de projetos físicos de estabelecimentos assistenciais de saúde. 101 . Portaria nº 930. 11. Diário Oficial da União. Regulamento técnico para a terapia de nutrição enteral. BRASIL. Ministério da Saúde. Diário Oficial da União. Ministério da Saúde. CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION (CDC). Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Secretaria Nacional de Ações Básicas de Saúde. Ministério da Saúde. 17. Secretaria Executiva. Diário Oficial da União. Ministério da Saúde. 6. programação. 7. BRASIL. 18. Diário Oficial da União. 2000. 2000. Brasília. 2000. Ministério da Saúde.gov/ncidod/hip/isolat/isolat. 13. Ministério da Saúde.Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS BIBLIOGRAFIA CONSULTADA 1. Ministério da Saúde. Coordenação de Controle de Infecção Hospitalar. 2. Projeto Reforço à Reorganização do Sistema Único de Saúde (REFORSUS). Agência Nacional de Vigilância Sanitária. KRIPLANI A. BRASIL. Portaria nº 1. Controle de infecções e a prática odontológica em tempo de AIDS – manual de condutas. Gerenciamento de resíduos de serviços de saúde. 6. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE EMPRESAS DE REFEIÇÕES COLETIVAS (ABERC). Resolução – RDC nº 50. BRASIL. BRASIL. Regulamento técnico para planejamento. Ed. Brasília. 14. BRASIL. Processamento de artigos e superfícies em estabelecimentos de saúde. Manual de procedimentos básicos em microbiologia clínica para o controle de infecção hospitalar. Resolução . Brasília.

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Normas em Controle de Infecções Hospitalares – CCIH/FMS 103 .

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