S

OBRE A AUTORA l Naomi Drew foi professora no sino fundame

A PAZ TAMBÉM SE APRENDE

DREW;

Executiva da orga cional e de pesquis Peacemaking' que desenvolve operação e o relacioi no. Suas estratégias e ati\ voltadas para um mundo pacífico têm- seiÉifet de material básico para a rtuanaBMftiKificlusão destes temas livro A aos educadores de Moscou e Tbili-1 si, tendo sido lá traduzido e publicado.
LIVRAR

:A ACADEMIA DO SABER

SUMARIO

SUMARIO
Prefácio à edição brasileira, por Moacir Gadotti 9 Prefácio I Prefácio II Introdução Como aplicar este Guia: Sugestões aos professores e pais 26 12 14 17

Diretrizes Vitória/Vitória: Demonstração das técnicas de resolução de conflitos le Estágio: A PAZ COMEÇA COMIGO Lição 1: Corno criar uma sala de aula pacífica45 Lição 2: Sou um indivíduo original e único Lição 3: Uma definição de paz 54 49 36

Quadro 1: Defender a paz significa cuidar de nós mesmos, dos outros e do mundo à nossa volta 57 Lição 4: O processo de afirmação 58

Lição 5: Definição da resolução de conflitos 63 Lição 6: Coisas que interferem na resolução de conflitos 67 Lição 7: Vamos usar as Mensagens Eu 70 Lição 8: Diretrizes Vitória/Vitória Lição 9: Ouvindo e Refletindo 73 77

Lição 10: A criatividade do "bralnstorm" 81

Lição 11: O "brainstorm" ajuda a resolver conflitos 84 Lição 12: A proteção do nosso meio ambiente 86 Lição 13: Corno cuidar das pessoas em nossa comunidade Lição 14: Vamos pensar nos que não tem o que comer Lição 15: As necessidades básicas das pessoas Lição 16: Estamos todos interligados Lição 17: O que é um pacifista? Lição 18: Minhas habilidades Quadro 2: Minhas habilidades Lição 19: O que é o "Diário da Paz"? 97 100 103 105 106 94 91 88

Lição 20: Uma aula sobre o Diário: Sentir-se valorizado 109 Lição 21: O pacifista da semana Quadro 3: Pacifistas da semana Lição 22: Os pacifistas que conheci Avaliação do Aprendizado 112 115 117 119

2° Estágio: A PAZ DENTRO DE NOSSAS VIDAS Lição 23: A paz começa comigo Lição 24: É preciso ficar ligado no inundo Lição 25: Nossos sonhos são importantes 123 127 132 135

Quadro 4: Nossos sonhos são importantes Lição 26: Nossa visão de uma escola em paz 136

Quadro 5: Uma escola em paz tem esse jeito... 139 Lição 27: A maior qualidade de... 140

Quadro 6: A maior qualidade de...

142 143

Lição 28: Não há nada de errado em ser diferente

Lição 29: As outras pessoas também são diferentes 148 Quadro 7: Estamos festejando nossas diferenças Lição 30: Tudo bem com os meus sentimentos Lição 31: Meu amigo é muito especial 156 153 152

Lição 32: As diferenças humanas: "Ser como Pedro" 160 Lição 33: Bandeiras diferentes de países diferentes 163 Lição 34: Bandeiras diferentes: Apresentações orais 169 Lição 35: Tomar parte em nossas comunidades Lição 36: Redação com o vocabulário novo Lição 37: Conflitos que são notícia 174 176 171

Quadro 8: Problemas que são notícia: As crianças têm as respostas! Lição 38: Vamos escolher um pacifista Quadro 9: Pacifistas do mundo inteiro 181 184 185 180

Lição 39: A construção de uma "Civilização do Amor" Avaliação do Aprendizado 188

3B Estágio: VAMOS DESCOBRIR NOSSAS RAÍZES E INTERLIGAÇÕES Lição 40: Discussão em grupo: Problemas alcance mundial Lição 41: "Mensagens Eu/Mensagens Você" em problemas mundiais 195 191

Lição 42: Viemos todos de lugares diferentes 197 Quadro l O: As raízes alimentam a Árvore da Vida Lição 43: Origens diferentes 202 201

Lição 44: Viver em harmonia

204 207

Lição 45: Relatórios orais: Nossos estados e países de origem Lição 46: A escada da paz Quadro 11: A Escada da Paz Lição 47: Somos diferentes, somos iguais Lição 48: Ser um cidadão do mundo 209 213 214 216

Lição 49: Como encontrar soluções para o corif. mundial, p. l Lição 50: Como encontrar soluções para o conf. mundial, p. 2 Lição 51: Como encontrar soluções para o conf. mundial, p. 3 Lição 52: A introdução da troca de papéis no conflito global Lição 53: Troca de papéis em conflitos mundiais Lição 54: Murais: A visão de um mundo em paz Lição 55: Vamos criar uma bandeira mundial 236 Lição 56: Compromissos para o futuro Avaliação do Aprendizado 238 240 232 234

220 225 228 230

"Quem dera eu pudesse ser o pacificador em sua alma e transformar a discórdia e a rivalidade de seus componentes em unidade e melodia. Mas como vou conseguir, a menos que vocês próprios sejam também os pacificadores..." KAHLIL GIBRAN

Este livro é dedicado aos meus dois filhos, Michael e Timmy Drew, cujas vidas têm me ensinado a buscar o significado da paz para toda a humanidade; a Norman Cousins, cujas ideias e o compromisso para com o mundo mais amplo originaram o impulso para este livro; e aos meus pais, Molly e Philip Schreiber, sem os quais nada disto teria sido possível.

AGRADECIMENTOS ESPECIAIS Desejo agradecer às seguintes pessoas, sem as quais a realização deste livro e de todo o nosso trabalho não teria sido possível: Michael Dee, por me permitir afastar-me da sala de aula e dedicar três anos de minha vida a este trabalho. Marguerite Chandler, pela assistência dada nos mais diferentes níveis, contribuindo para que este programa tomasse corpo e deslanchasse. Dr. Samuel H. McMillan, Jr., da Fundação Nacional pelo Desenvolvimento da Educação, por todo seu apoio e participação. Phyllis Yannetta, por sua ajuda carinhosa, leal e contínua e pelas muitas horas de seu tempo colocadas na preparação deste livro. Gail Weitz, pela forma atenciosa como me ajudou e pela contribuição vital na elaboração de novas ideias para este livro. Jan Lovelady, pela sua paciência, seu apoio e entusiasmo nos trabalhos de edição deste livro. Suzanne Mikesell, pelo acabamento da edição deste livro e pêlos comentários sempre profundos e pertinentes. Hal Sobel, por sua contribuição experiente, consolidando o programa piloto. Brad Winch, por seu encorajamento e disposição de ajuda constantes. Therese La Montagne, pela incansável datilografia de um manuscrito volumoso. À minha turma da classe de 1983-84, da l - série de le grau, da Escola Clark Mills em Manalapan - Englishtown, que me ensinou muito mais do que cada um deles poderia imaginar. RECONHECIMENTOS ESPECIAIS PARA: Heather Diaforli, que criou a ilustração para a edição americana. AT & T, National Starch & Chemical, Squibb Corporation e Edmar Corporation, por fornecerem os fundos necessários ao projeto piloto. Fundação Nacional para o Desenvolvimento da Educação, por sua assistência inestimável durante a fase de pesquisa e desenvolvimento deste programa. Gostaria também de registrar meu reconhecimento às seguintes pessoas, pela contribuição no plano didático deste livro: Carole Messersmith, Pat Hoertdoerfer, Julia Greene, Judy Lepore, Gail Weitz, Linda Herman e Priscilla Snow Algava. Agradecimentos especiais ao grupo de colaboradores de A Paz Também se Aprende, pelo seu carinho, apoio e entusiasmo: Michael Dee, Bruce McCracken, Peter Jenkins, Andy Algava, Sandy Silverstone, Joana Reigel, Betty Levin, Richard Burke e Gail Weitz

PREFÁCIO
À EDIÇÃO BRASILEIRA

EDUCAR PARA A PAZ EM TEMPOS DE GUERRA Esse livro, com fundamento numa filosofia do homem democrático, oferece técnicas e exercícios pedagógicos para formar o cidadão instituinte da paz. Ele foi escrito originalmente a partir de uma sociedade de abundância, onde os trabalhadores já conquistaram condições de cidadania elementares. Por isso, os editores se viram obrigados a processar adaptações que o tornem mais adequado à realidade brasileira. O objetivo porém é o mesmo: educar para a paz em tempos de guerra. É porque estamos em guerra que é necessário educar para a paz. Há países em que na relação entre guerra e paz, a paz leva vantagem. Mas há outros, como o nosso, em que a guerra — não declarada — está mais presente e facilmente pode ser verificada pelo número de crianças que morrem de fome por dia, pela subnutrição, pela miséria, pela falta de moradia, pela falta de terra para trabalhar, pela falta de empregos, pela falta de saúde, educação, saneamento básico, enfim, pela falta de acesso aos mínimos direitos de vida com qualidade que uma democracia deve oferecer. Isso me leva a dizer que a paz não é uma doação. Não se chega a ela por instinto humano. Ela é conquistada pela luta. Daí a necessidade de instrumentos de luta para a paz como esse livro. Portanto, ele não pode ser visto como obra de sonhadores, mas de promotores de utopias concretas. Isso exige constante apelo às condições reais de vida onde existe o diálogo entre os 9 diferentes e os iguais, mas também o conflito entre antagónicos. Nas sociedades capitalistas o conflito entre capital e trabalho é o aspecto fundamental que explica a inexistência da paz, Nelas, a guerra é fruto do conflito entre a produção de bens que é socialmente produzida pêlos trabalhadores, mas é acumulada privadamente pelo capital. Não se pode pedir aos despossuídos, tão numerosos entre nós, aos oprimidos, aos que não têm opções, que eles aceitem um consenso pacífico em torno de opções comunitárias, quando a comunidade de iguais não existe. Quero dizer que é necessário promover uma educação para a paz, com as técnicas e a filosofia propostas neste livro, mas é preciso recordar a passagem bíblica da relação entre a paz e a espada: para o oprimido, a luta para a paz passa pela justiça social. Isso implica inevitavelmente, o conflito social. Este livro deve preparar para a paz, para buscarmos juntos novas soluções, uma perspectiva de paz interior e paz familiar. Porém, aceitando sempre a necessária e vital

tensão, não somente existente entre pessoas que buscam superar seu inacabamento antropológico, mas, também a tensão resultante de uma situação estrutural de injustiça. Este livro estimulante é também um apelo para a tolerância e o pluralismo. Mas o homem tolerante e pluralista não é aquele que, por exemplo, compra todos os produtos de um supermercado. Por que há produtos velhos, mofados, inúteis e supérfluos. Existem produtos que podem provocar doenças. O pluralismo é uma filosofia do diálogo. Ser pluralista significa dialogar com todas as posições. Não significa adotar a todas elas, o que não seria pluralismo, mas incoerência lógica e portanto, negação de postura ético-filosófica. Ser pluralista e tolerante e descobrir a beleza da diferença. Toda forma de educação é política. Educar para a paz é uma proposta políticapedagógica. Uma visão funcionalista e mecanicista da educação recusaria discutir as implicações políticas da ação educativa. Educar para a paz é educar para a autonomia que significa auto-governo. O liberalismo educacional arcaico e autoritário visava a formar os alunos para serem meramente governados. Educar para a autonomia, segundo os princípios democráticos e populares, significa formar os alunos para serem governantes. Enfim, é preciso entender que a perspectiva de uma 10 harmonia progressiva indo do individual-particular para o coletiuo-uniuersal, como pretendia o fundador do taoísmo, Lao Tsé, é praticamente impossível. A paz só se obtém, dialética e contraditoriamente, na busca da justiça. As crianças e adolescentes devem aprender isso antes de se tornarem adultos, mas não aprenderão isso se nas escolas não existir um plano mais preciso de educação para a paz. Existe outro aspecto para o qual este livro pode contribuir: a paz nas famílias, porque é lá que as crianças aprendem muitos dos valores e práticas que realizam depois. É imperioso que este livro seja lido também pêlos pais e pelas mães. Os exercícios não podem ser apenas para os meninos. Eles devem envolver os pais, devem ser completados por eles, junto com eles. E se os pais forem analfabetos? Não se poderia imaginar outra forma de comunicação como o vídeo ou o cassete? Imbuído de um espírito democrático e com recursos a sua disposição, o educador popular saberá completar este livro. Felicito os editores pela ideia de traduzir e adaptar esta obra que ajudará a todos nós educadores e educandos a adotar a democracia como valor fundamental para a construção de nosso futuro, deixando para trás a tradição do autoritarismo e da discriminação que tanto marcaram e ainda marcam a sociedade brasileira. Moacir Gadotti Professor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo 11

PREFÁCIOl

No âmago deste livro está uma ideia simples, mas de amplo alcance. A paz pode ser alcançada através do esforço individual e do compromisso com a não violência. As técnicas de obtenção da paz e resolução de conflitos não são conceitos novos, mas emergem de uma necessidade de solucionar disputas mundiais, institucionais e interpessoais. Nós sempre fomos levados a imaginar esses recursos como fundamentais para os adultos. A Paz Também se Aprende demonstra a importância de direcionar nossos esforços para uma outra população: as crianças. É na infância que se desperta a percepção do indivíduo que somos, que a nossa visão do mundo toma forma e que aprendemos a nossa maneira de lidar com a frustração e o conflito. É também nesse período que nos imbuímos de ideais. Se, quando crianças, aprendermos a ser pacíficos, confiando na realização de nossos sonhos, quando adultos saberemos empregar nosso tempo contribuindo de forma integral com a sociedade, e não apenas corrigindo hábitos improdutivos. A pesquisa nos mostra que é grande a influência da família no desenvolvimento psicológico e social da criança. A educação também desempenha um papel preponderante na formação das atitudes da criança. A sala de aula é uma autêntica arena para o engajamento da criança no processo da pacificação. Ao compilar este guia, Naomi Drew utiliza sua experiência como educadora, pesquisadora e mãe. Ela fornece planos de aula concretos e instruções específicas nas técnicas de pacificação, que promovem a auto-estima, o respeito pêlos outros e a efetiva comunicação. (12) Ressalta a necessidade de criar um ambiente de aprendizado seguro e estimulante, que permita às crianças expressar seus interesses e chegar a soluções espontâneas e criativas. Através da compreensão, flexibilidade e negociação, a criança aprende a resolver os problemas de forma positiva e sem violência. Porém, o real desafio que se apresenta aos educadores, e a nós todos, é fazer ou ser aquilo que se ensina. O exemplo que nós produzimos, diante da criança, fala mais alto do que as palavras sobre o que nós realmente sentimos e pensamos. Lembro-me agora daquela história da mãe que estava desanimada porque o filho resistia em mudar seus maus hábitos alimentares. Sabendo da admiração do filho pelo Mahatma Gandhi, ela fez uma peregrinação de quase quinhentos quilómetros com ele, na esperança de que o Mahatma o aconselhasse a não comer açúcar. Quando lá chegaram, o Mahatma disse-lhes para voltarem daí a duas semanas. Apesar de exausta e desapontada, ela obedeceu. Quando retornaram, o Mahatma os recebeu. E a lenda diz que, em devoção ao seu grande líder, o menino havia mudado seus hábitos. A mãe, entretanto, quis saber do Mahatma por que ele não desejara falar com o menino em sua primeira visita. Ele respondeu: "Duas semanas atrás, eu estava comendo açúcar".

Quando a criança começar a compreender e a assimilar as técnicas de pacificação, terá chegado o momento apropriado para ampliar essas aulas no sentido de abordar temas de âmbito mundial. A criança terá a oportunidade de explorar as similaridades e diferenças quanto a costumes, atitudes e políticas de outras nações e a visualizar um mundo em paz. Através da clareza em relação ao nosso objetivo e da perseverança em nosso compromisso pela obtenção da paz, é possível afastarmos o desencanto que está ligado à crença de que a violência e a guerra são inevitáveis. No momento em que começarmos a difundir informações sobre propostas inovadoras e pacíficas para a resolução de conflitos e a compartilhar os nossos conhecimentos, esse grande anseio pela paz mundial será realidade. A Paz Também se Aprende é uma parte integrante desse processo. YOGESH K. GANDHI, Fundador Fundação Internacional do Memorial de Gandhi 13

PREFÁCIOII

Se desejarmos alcançar a paz real no mundo, deveremos começar com as crianças; e, se elas crescerem preservando sua inocência natural, não teremos que lutar, não teremos que passar por resoluções ideais infrutíferas, mas evoluiremos no caminho de amor e paz, até que jinalmente todos os quadrantes do planeta estejam envolvidos nesse sentimento de paz e amor pelo — qual consciente ou inconscientemente — o mundo inteiro está ansiando. GANDHI Durante meus onze anos como professora de 1a grau, cheguei à conclusão de que o sistema educa as crianças quanto à leitura, gramática, matemática e outras matérias, mas não quanto à mais importante de todas: como interagir uns com os outros e com o mundo lá fora. Comecei a pesquisar os assuntos que mais interessam às crianças de hoje. Descobri, então, que a nova geração guarda profundos temores quanto ao futuro. Percebi também que quando os alunos têm a oportunidade de discutir o futuro, um futuro isento de medo, e de como eles poderiam contribuir para tornar esse futuro real, eles se tornam mais confiantes. Começam a antever a possibilidade de uma função que lhes cabe para criar um futuro de paz. Achei que havia necessidade urgente de algum programa que ensinasse efetivamente a arte da pacificação, da mesma maneira como se ensinam matemática, leitura e ortografia. 14 Esse programa demonstraria que a pacificação é um assunto tão lógico, útil e inestimável quanto matemática ou leitura. Com o passar dos anos, fui ampliando aquele programa, usado como piloto pela primeira vez em minha própria escola. Agora, ele está sendo utilizado em escolas e organismos da sociedade civil nas mais diferentes regiões. Na realidade, o programa alcançou tal reconhecimento que chegou a ser apresentado a assessores do Presidente Reagan, na Casa Branca. Tudo começou com uma análise em profundidade das seguintes questões: Como a educação pode preparar a nova geração para o futuro, quando tantos consideram que não haverá futuro nenhum? • A educação oferece aos jovens os valores e um senso de responsabilidade para participar do mundo diante deles, ou apenas oferece treinamento em aptidões básicas? •

• A educação oferece às crianças boas razões para viver e manter esperanças? • A nova geração está desenvolvendo as aptidões que serão necessárias para enfrentar os rápidos avanços tecnológicos e um conceito cada vez mais abrangente do mundo? • A educação capacita os jovens a começar a moldar o futuro? Se não, o que se deve fazer para iniciar esse processo? A Paz Também se Aprende aborda essas questões. Ensina as habilidades específicas, assim como desenvolve um processo geral de solução de problemas, pelo qual as crianças começam a criar o tipo de futuro que nós todos desejamos: um futuro de paz. Ele demonstra que a cooperação é plenamente possível em casa e na escola e muito mais natural para nós do que o conflito. O conflito, embora sempre presente na vida, não determina o seu curso. Em geral, preferimos manter um bom relacionamento uns com os outros e procurar uma solução para as nossas diferenças. Pergunte aos seus alunos ou aos seus filhos qual tipo de ambiente eles preferem — ódio e perturbação ou paz e harmonia? A escolha é óbvia. Preferimos a harmonia, mas não 15 estamos sempre confiantes quanto ao modo de alcançá-la. É possível criar um ambiente de aceitação e paz. Todavia, a sua preservação exige o compromisso e a prática além da firme disposição de deixar velhos hábitos para trás. A escolha da conciliação em vez do confronto é um desafio constante. Um ambiente de paz e transigência inclui os seguintes elementos: • • • • • • cooperação; calma; determinação de discutir as diferenças; capacidade para agir num clima de cooperação para solução de problemas; amor e concordância; a capacidade de dizer: "Eu sou humano. Cometi um erro. Vou tentar novamente".

Um ambiente de paz dará sustentação ao bem-estar de todas as partes envolvidas. É uma atmosfera dinâmica na qual os modelos antigos são questionados à medida que os novos vão surgindo. A paz começa com o compromisso de cada indivíduo em construir um mundo melhor. A educação pode promover esse compromisso. Vocês, professores, podem dar o primeiro passo para essa dinâmica. Sua maneira de conduzir a disciplina, resolver os conflitos, afirmar o valor de cada criança e destacar o relacionamento dela com o mundo constituem as bases para um compromisso com a paz. A Paz Também se Aprende foi concebido para ser usado como um trampolim para interações positivas entre os seus alunos. Procure integrar a estrutura de cada lição ao ambiente de sua sala de aula. Você conseguirá criar uma sala de aula calma, cooperativa e pacífica, utilizando durante todo o tempo as técnicas contidas neste livro. Paz é algo além da mera ausência de guerra. É um processo ativo de cooperação, pelo qual os seres humanos assumem uma responsabilidade direta pela solução dos problemas que enfrentam. Naomi Drew 16

INTRODUÇÃO

A Paz Também se Aprende é um guia para professores, pais e demais orientadores que queiram levar a arte da pacificação para a vida das crianças. Quatro conceitos principais são focalizados aqui: • aceitação de si mesmo e dos outros; • habilidade de comunicação eficiente; • solução de conflitos; • compreensão das diferenças interculturais. As técnicas de pacificação são apresentadas em três estágios, sendo que cada estágio integra as lições sobre essas quatro áreas conceituais. São cinquenta e seis lições ao todo. O 1a estágio é "A paz começa comigo". O 2Q, "A paz dentro de nossas vidas". O 3Q, "Vamos descobrir nossas raízes e interligações". Cada estágio abrange mais de uma série (do 1a grau). Embora eu recomende algumas lições para determinadas séries em especial, você poderá adaptá-las às condições de sua classe, independente de condicionantes sociais, mesmo que os seus alunos não estejam no nível sugerido. Faça um exame completo deste guia, antes de utilizá-lo em aula, para ver quais as lições que melhor atendem às necessidades de seus alunos e à realidade de sua escola e comunidade. Cada classe é diferente. Sua criatividade e flexibilidade na utilização deste livro o tornarão mais significativo para as crianças. Não há problema em aplicar as lições em uma ordem

17

diferente. Basta tomar o cuidado de apresentar com atenção qualquer ideia ou terminologia nova. Alguns conceitos serão uma novidade total para os seus alunos. A Paz Também se Aprende utiliza muitos métodos para ensinar a arte da pacificação, tais como: dramatização, redação criativa, leitura de histórias, música, artes plásticas e discussão em grupo. As lições podem ser aplicadas duas vezes por semana, aproximadamente, para reforçar tanto os estudos sociais quanto os programas de literatura e artes. Todavia, considerando que os conceitos e valores em cada lição devem ser mesclados às interações cotidianas, você deve lançar mão deles naturalmente, no decorrer da semana, para impregnar do sentimento de paz toda a atmosfera da sala de aula. Por exemplo: alguns dos exercícios com figuras podem ser feitos logo no início da aula, para criar o ambiente desejado. As diretrizes de resolução de conflitos podem ser colocadas em prática sempre que surgir uma situação de impasse. Faça uma demonstração visual das situações conflitosas, assim que elas ocorram, intermediando com as diretrizes do tipo VITÓRIA/ VITÓRIA, e engajando toda a classe na solução de problemas. (Veja o próximo capítulo para uma discussão das diretrizes VITÓRIA/VITÓRIA e dos conceitos de demonstração visual.) Às vezes, o fato de interromper o que quer que se esteja fazendo para resolver um conflito, e então explicar que isto faz parte do processo de pacificação, pode resultar num impacto vigoroso. Lembre-se, os conceitos básicos de A Paz Também se Aprende estão entremeados em cada estágio. No momento em que as crianças enfocam a pacificação em suas vidas, elas começam a perceber como essas habilidades podem ser aplicadas ao mundo diante delas. Assim, as lições se tornam mais abstraías à medida que vão avançando. Você vai encontrar acontecimentos atuais introduzidos em cada seção para acentuar a conexão entre as atitudes individuais e os eventos mundiais. Por exemplo, num determinado momento, quando as crianças estiverem aprendendo as técnicas de solução de conflitos, elas podem analisar um artigo ou fato cotidiano que discorra sobre um acontecimento atual relacionado com uma situação de conflito. Deve-se fazer a seguinte pergunta: "De que maneira essa situação poderia ser resolvida com o emprego das técnicas de resolução de con18 flitos?". Questões deste tipo alargam sua perspectiva e as ajudam a perceber que fazem parte de um universo mais amplo a comunidade, a nação e o mundo, bem como de outro mais restrito o lar, a vizinhança e a escola. As crianças descobrem que pertencem à família humana como um todo e que estão ligadas de muitas maneiras a outras pessoas espalhadas pelo mundo. Acima de tudo, elas aprendem que a paz começa com o indivíduo e que as mesmas técnicas que as pessoas comuns usam para resolver os problemas podem ser utilizadas pêlos líderes mundiais. Isto não quer dizer que se devam minimizar as complexidades dos conflitos internacionais de nossos dias, mas sim que os indivíduos independente de título ou posição têm opções que podem ser seguidas para resolver dissensões. COMO TRANSFORMAR OS PAIS EM COLABORADORES

Quando comecei a desenvolver as primeiras lições sobre pacificação com a minha turma de l- série, em 1983, os pais de meus alunos ficaram interessados. Comecei a receber telefonemas, como este da mãe de André: "Sra. Drew, o que a senhora está fazendo com André? Ele está mudando de comportamento. Parece mais interessado em resolver os problemas e não está mais brigando com o irmão como antes. Quando eu quis saber o porquê daquela mudança de uma hora para outra, ele me disse: 'Lá na escola nós estamos aprendendo a ser pacificadores. A professora está mostrando para a gente como viver melhor com os outros'. A senhora poderia me contar como faz isso? Eu também gostaria de aprender". Outra mãe me contou: "O professor do Miguel, na escola dominical da igreja, disse que ele desenvolveu uma capacidade de compreender os outros que é rara nessa idade. Ele me perguntou o que eu fazia para conseguir isso. Respondi que Miguel está seguindo um programa especial na escola. A senhora poderia me dar mais alguma informação?" Depois de alguns entendimentos, convidei os pais a fazer uma visita à minha classe para observar e participar. Tivemos também algumas reuniões após as aulas. Isso tudo deu resul19
tados em vários níveis: ajudou a criar maior cooperação por parte dos pais, ajudou a circulação de informações e técnicas e levou os pais a compreenderem o que estávamos fazendo na escola. Dessa forma eles puderam reforçar em casa as ideias desenvolvidas na aula, ou mesmo utilizá-las para si próprios. As reuniões de pais ajudam muito a estabelecer uma participação positiva. O mês de abril é um bom momento para começar. Um cafezinho depois da aula ou uma reunião à noite pode propiciar a oportunidade de mostrar-lhes este manual e apresentar seus conceitos e objetivos. Uma exposição de trabalhos escolares, como os móbiles ESSE SOU EU, da Lição 2, sempre dá um bom bate-papo. Os pais gostam de ver os trabalhos de seus filhos em exposição, principalmente quando há uma atMdade de natureza pessoal envolvida como é o caso dos móbiles. Um passo mais adiantado é a inclusão de pais em algumas das aulas. Muitas delas comportam a ideia de uma "plateia" principalmente aquelas em que são feitas exposições orais. Qualquer oportunidade de envolver os pais servirá para encorajá-los a reforçar, em casa, o aprendizado das crianças.

A HIERARQUIA DA PACIFICAÇÃO
Procure imaginar que você está segurando uma escada, pela base. Se você a soltar, ela tomba. Se você segurar firme, a escada ficará firme. O mesmo acontece com a manutenção da paz. A paz começa em cada indivíduo. Ela emerge do íntimo e normalmente se manifesta pela forma como a pessoa se sente a respeito de si mesma. Costumo reiterar neste livro a importância da auto-estima positiva. Ela é o fator crucial para alguém tornar-se um defensor da paz. A auto-estima influencia todas as nossas ações, interações e reações. Com uma auto-imagem positiva, você está preparado para escalar o próximo degrau da escada as interações eu-e-o-outro. Este nível abrange os relacionamentos interpessoais aqueles entre amigos, professor e aluno, irmão e irmã, vizinhos etc. Nesse patamar da escada nós estimulamos os alunos a se comunicar de maneira efetiva, a resolver conflitos de uma forma positiva e a procurar a solução de problemas através da cooperação. 20 Seguem-se, então, os relacionamentos em pequenos grupos família, vizinhos, escola, atividades na igreja, associações comunitárias etc. A pacificação avança agora para abranger um maior número de pessoas e interações mais complexas. Numa ligeira pausa para olhar para trás, até as origens, você toma

consciência de como o mundo interior determina sua maneira de se relacionar em um grupo. Quando você se sente inútil, desajustado ou angustiado, você manifesta essas emoções na forma como vê os outros e se relaciona com eles. Imagine as crianças em sua classe. Quase sempre, aquelas que agem em desacordo ou são rejeitadas pelas outras, ou são crianças que não estão felizes consigo mesmas. À medida que você continua a subir a escada da hierarquia da pacificação, vai encontrando grupos cada vez maiores. Você alcança a comunidade, o estado, a nação, o hemisfério e, finalmente, o mundo. A forma como você se relaciona consigo mesmo é a base para a percepção do inundo e o seu relacionamento com ele. Agora, faça a si mesmo as seguintes perguntas: • Como posso ser útil ao mundo fora de mim? • Como posso manter um melhor relacionamento com as pessoas à minha volta? • Como posso sair dos limites daquilo que me parece um pequeno círculo de influência, para atingir uma esfera mais ampla? • Como posso contribuir para mudanças no mundo atual?

REPETIÇÕES DE LIÇÕES
As técnicas de pacificação devem ser revistas periodicamente. As lições foram projetadas para serem repetidas ano após ano, com variações introduzidas pelo professor. Vamos supor, como exemplo, que você tem uma classe na 3a série e que os alunos já fizeram a maior parte das lições do livro na "2- série. Minha sugestão é que você comece desde o início novamente, mas fazendo alterações segundo seu próprio critério. Faça uma discussão em classe. Diga às crianças que, pelo fato de elas terem crescido e pelas experiências adquiridas no ano 21 anterior, elas têm agora urna visão e uma compreensão diferentes das questões apresentadas. Portanto, a participação e as respostas delas às lições também serão diferentes. Procure levar as crianças a compreenderem que a repetição das lições vai reforçar sua mudança de atitudes e de comportamento. Você vai precisar de criatividade nessa tarefa. Poderá variar as atividades e discussões, mas não deve se afastar dos objetivos propostos quando fizer isso. Faça um brainstorm* com outros professores, para conhecer as ideias novas que eles possam apresentar para o ensino das técnicas de pacificação. Eu apreciaria muito conhecer quaisquer novas atividades e lições que você introduza durante o curso. Meu endereço consta da lista no final do capítulo "As Diretrizes de VITÓRIA/ VITÓRIA". Lembre-se: a repetição é decisiva para a absorção de novos conceitos por parte da criança. As mudanças exigem tempo, prática e adaptação, mas serão gratificantes também. Lições mais descontraídas ajudam as crianças a uma melhor compreensão daquela matéria.

VISUALIZAÇÃO CRIATIVA
O uso da imagem para uma visualização criativa é empregado em todas as lições neste guia. Essa visualização tem muitas aplicações. As principais são: • acalmar as crianças, ajudando-as a se concentrar quando do início das lições; • dar contornos visuais às soluções para conflitos e outros problemas; • ajudar a visualizar que tipo de escola, país e mundo cada pessoa deseja ter. Muitas pessoas reconhecem os benefícios da visualização pelas imagens. Norman Vincent Peale considerou essa técnica

* N.T. — A técnica de brainstorm não tem uma palavra equivalente em português, mas é bastante divulgada nas áreas de recursos humanos, planejamento e educação: cada participante fala o que lhe vem à cabeça, sem censura prévia, e depois se selecionam as ideias viáveis. A Lição 10 trata em detalhe da aplicação dessa técnica.

um dos grandes princípios da vida criativa. Ele alertava, entretanto, para o fato de que "o uso da imagem não é uma fórmula mágica que traz resultados usando apenas algum artifício da inteligência. Ela realmente abre as portas, de uma forma surpreendente, para a solução de problemas e o alcance de objetivos. Mas, a partir do momento em que estejam abertas, é preciso haver disciplina, determinação, paciência e persistência, para que os problemas sejam de fato resolvidos, ou para que os sonhos se tornem realidade".1 O dr. Peale conta como ele soube dessa técnica através de Theodore Roosevelt. Ele era então um jovem pastor protestante e estava apavorado por ter que falar diante de uma plateia de cinquenta mil pessoas. Roosevelt seria também um dos oradores naquela ocasião, tinha conhecimento do medo de Peale e disse-lhe: "Suba lá e comece a falar. Eu vou me sentar bem atrás de você e visualizá-lo você amando essas pessoas, ajudando-as e deixando-as fascinadas. Já tenho uma 'fotografia' de como isso vai acontecer". Peale acrescenta que a imagem que Roosevelt projetou diante dele tornou-se realidade. Seu sermão foi um grande sucesso. A resposta de Roosevelt: "Agora você percebeu que se você imaginar que pode conseguir, ou alguém que acredita em você imaginar que você pode, então você conseguirá".2 A afirmação de Roosevelt se aplica mais intensamente à forma como os professores podem projetar para os seus alunos a visão de sucesso, cooperação e realização. Indo mais além, imagine as visões que você pode projetar a respeito de um futuro de paz para os seus aluos e para os alunos em todo o mundo. A revista Psychology Today (A Psicologia Hoje) explica o processo da "visualização criativa", afirmando: "Todos nós temos uma visão interior que nos permite criar cenas que a nossa visão exterior nunca projetou antes. Com ela, Albert Einstein, ainda aos dezesseis anos, foi capaz de se ver viajando à velocidade da luz, montado num raio de sol, lançando, assim, a semente da ideia de sua teoria da relatividade".3 O dr. Jonas Salk, ao falar a respeito da evolução constante de nossas espécies, lembrou que a consciência humana e, con-seqüentemente, todo o desenvolvimento, realizações e relacionamento futuros se inicia com... "uma ideia gerada na mente humana".4 Tais ideias são desenvolvidas em nossas 23
22

imagens criativas. A solução de problemas, nos mais diferentes níveis, pode ser encaminhada através da "visualização criativa". No seu trabalho "Experiences in Visual Thinking" (Experiências com o pensamento visualizado), Bob McKim afirma: "Quando os problemas são imaginados numa forma tangível e visível, as soluções vêm à mente com mais força, maior variedade e mais detalhes".5 O futuro começa com as imagens de hoje. As aplicações desta técnica são ilimitadas.

POR QUE É IMPORTANTE ENSINAR A PAZ
Já descobri que inevitavelmente alguma coisa começa a "mudar", quando professores e alunos interiorizam os conceitos de pacificação apresentados neste livro. Aqui está um exemplo dado por um professor: "O silêncio na sala era tão grande que você poderia ouvir sua própria respiração. As crianças estavam sentadas no chão formando um círculo, as pernas cruzadas. Todos de olhos fechados. Havia sido pedido às crianças que procurassem formar uma visão do mundo, exatamente como elas gostariam que ele fosse. E que imaginassem as pessoas de todas as raças, religiões e nacionalidades conseguindo entender-se. Como seria esse mundo? De que forma ele seria diferente deste de agora? Como elas se sentiriam se o mundo fosse realmente do jeito que elas estavam imaginando? As crianças sentaram-se e ficaram alguns momentos concentradas, em profundo silêncio. Então, umaporurna, começaram a abrir os olhos. Um menino disse: 'Eu imaginei crianças negras e brancas

brincando juntas'. Uma garotinha relatou: 'Eu vi um mundo sem nenhuma guerra, e lá as pessoas todas juntas aprendiam a resolver as diferenças'. Saiba, entretanto, que as crianças, bem como os adultos, às vezes resistem a tornar-se pacificadores num mundo sem paz. Este é o relato de alguns professores: "Às vezes as crianças me procuram para dizer: 'Não sou um pacificador porque em certos momentos eu ainda brigo', ou 'Por que eu vou tentar me dar bem com os outros se eles não querem se dar bem comigo?'". Não se surpreenda com esse ques24

tionamento. Ele faz parte do processo de integração das técnicas de pacificação. Neste programa você vai estimular a percepção e a capacidade de ação das crianças. Mas a mudança leva tempo. Seja paciente e fique atento às pequenas mudanças, à medida que elas evoluírem gradualmente. Um professor que concluiu a série de A Paz Também se Aprende nos disse: "Alguns de meus alunos ainda brigam, mas agora eles começaram a assumir a responsabilidade pelas coisas que fazem".

NOTAS 1. Norman Vincent Peale. "Make Your Dreams Come True". Readefs Digest, agosto 1982. 2. Ibldem. 3. Guillen. "Mind Viewers". Psychology Today, maio 1984. 4. Peter Stoker. "A Conversation With Jonas Salk". Psychology Today, março 1983. 5. Stewart. "Teachers Aim at Turning Loose the Mind's Eyes". Smith-sonian Magazine, agosto 1985.

25

COMOAPLICARESTEGUIA: SUGESTÕESAOSPROFESSORESE PAIS
Embora os pais, tanto quanto os professores, possam utilizar este guia, faço referências a "sala de aula" e "alunos", em vez de "família" e "filhos", apenas para simplificar. Fique à vontade para adaptar as instruções para urna adequada aplicação, individual ou em grupos.

UM DEBATE É UM BOM COMEÇO
Fale com os alunos sobre seu compromisso em ter uma classe em clima de paz. Dê as razões para essa intenção. Discuta-as com o grupo. Debata os sentimentos e respostas dos alunos em relação às seguintes propostas: • Que tipo de ambiente de sala de aula você prefere? • Como você gostaria de ser tratado pêlos seus colegas? • Na sua opinião, quais são os requisitos para uma classe pacífica? Faça um primeiro cartaz com os requisitos e deixe-o bem visível. Utilize-o como um ponto de partida. A lista de requisitos vai aumentar. Faça com que cada aluno tome parte na comple-mentação do cartaz. É aconselhável, também, fazer uma revisão periódica em conjunto com a classe, para enfatizar os conceitos. Complete a discussão com as seguintes questões: • Como seria nossa classe se cada um de nós fizesse tudo que fosse possível para se dar bem com os outros? • Em que o mundo seria diferente se todos tivessem um compromisso com a paz e conseguissem torná-la realidade? • O que a gente quer dizer quando fala: "A paz começa com você"? Não se surpreenda se seus alunos mostrarem sinais de desânimo, resignação ou apatia durante os debates. Deixe que isso aconteça e deixe que seus próprios sentimentos negativos aflorem também. Esta parte do processo é crucial. À medida que você se torna mais envolvido no processo de construção da paz, começa a perceber o quanto são impraticáveis os velhos padrões. Às vezes esse estado de espírito é a manifestação de falta de confiança nas novas soluções. Pode ser que você pense, por exemplo: "Isso não vai funcionar. A natureza humana não é tão maleável a ponto de colocar de lado as diferenças para resolver conflitos amistosamente". Se isto acontecer, saiba que a contrapartida desse sentimento é a intuição do possível. Quando nos deixamos dominar pela falta de esperança, rendemo-nos à inércia. A fé no processo é catalisadora você vai descobrir, através dela, que a harmonia e a cooperação podem ser desenvolvidas lentamente, na escola e em casa. É preciso tempo. Lembre-se disto e seja paciente. Geralmente, as interações cotidianas são a primeira demonstração de que alguém assumiu um compromisso de paz. Tivemos, em minha própria família, uma longa discussão sobre isso. Uma das questões que surgiram era a seguinte: "Como podemos esperar que as nações se entendam, se não formos capazes de nos entender em nossa própria casa?". Chegou-se à conclusão de que, se podemos encontrar maneiras de resolver divergências e chegar a um entendimento em nossa casa, talvez outras pessoas possam conseguir também. Nós discutimos o fato de que, pelo mundo afora, as pessoas vivem magoando-se mutuamente o tempo todo. Mas, se quisermos um mundo melhor e mais seguro, então deveremos começar primeiro por nossa família.
26 27

Meus filhos começaram a perceber que nós todos devemos assumir a responsabilidade pela paz. Na maioria das vezes, quando há um conflito, é muito mais fácil culpar os outros ou as circunstâncias. Fazer um exame interior e admitir a responsabilidade num conflito é algo que se choca com os mais arraigados comportamentos. Mas, é precisamente aí que começam de fato a solução de problemas e a pacificação. É extremamente importante produzir uma visão e um comprometimento dos alunos com o programa, antes de iniciar o ensino do processo de resolução de conflitos. A visão e o compromisso são elementos vitais em qualquer esforço de pacificação. Sem eles, o processo é vazio e sem sentido. Um compromisso é a promessa que fazemos a nós mesmos e aos outros e que mantemos, aconteça o que acontecer. Não depende das circunstâncias, nem das atitudes dos outros. O compromisso está enraizado dentro de cada pessoa e nasce na dependência única da vontade dessa pessoa. Pergunte aos seus filhos: "Você gostaria de prometer para você mesmo que vai procurar resolver as diferenças que tiver com outras pessoas?". Converse sobre isso e mostre a eles que, às vezes, nós próprios temos que dar o primeiro passo para a solução de um conflito. Agora, faça a seguinte pergunta: "Como seria o mundo se, em todos os lugares, as pessoas e os líderes do governo fizessem a promessa de resolver as suas diferenças de opiniões e posições sem violência?". Se você perceber que está reagindo negativamente neste exato momento, faça um esforço para ver se consegue uma visão pacífica do mundo. Você acredita que a paz seja possível? Faça uma pausa para pensar sobre isso agora. Feche os olhos e procure visualizar como seria o mundo se ele estivesse totalmente em paz. Imagine os detalhes. Agora, conserve essa visão e deixe que ela se desenvolva. O que você vê agora? É possível imaginar um mundo em paz, ou há alguma coisa impedindo que isso se concretize? O que, por exemplo? Converse sobre isso com outras pessoas e convide-as para engajar-se no processo de antever um inundo em paz. A antevisão é ao mesmo tempo a origem e o ponto de chegada, o objetivo. Você só vai conseguir incorporar as Icei liças de pacificação em sua vida depois de uma visão de que a 11; i/ <• l HJ.ssível. A materialização desse quadro visualizado será o •icii (il)|ciivo. o seu destino. Todo o processo começa com você, enquanto indivíduo. Reflita por um momento na possibilidade de que a paz mundial pode começar com você.

REUNIÕES EM CLASSE (OU EM FAMÍLIA)
Há diversas maneiras de criar um ambiente de paz na escola e na família. As reuniões em classe ou em família permitem que você estabeleça um contexto para cooperação. Será muito mais fácil conseguir um clima de entendimento mútuo se você procurar o consenso através do debate. Se possível, programe a reunião, em classe ou em família, pelo menos uma vez por semana, sempre num dia fixo. Na sala de aula é sempre melhor dispor os alunos em círculo, sentados no chão ou em cadeiras. Isso ajuda a criar um clima de mais forte participação e encadeamento ninguém está na frente ou no fundo da sala. Em casa, é mais aconselhável fazer as reuniões em volta da mesa da cozinha. Quando se tratar de crianças pequenas, o professor e os pais ou responsáveis podem conduzir a reunião. É interessante alternar essa função de liderança com as crianças mais velhas. Sugestões para conduzir a reunião: • • • • • • O objetivo é aprimorar o ambiente na classe ou em casa e não voltar novamente a antigas divergências ou pendências. Cada pessoa terá sua vez para falar. Não haverá interrupções. Cada um deve concordar em não fazer comentários negativos sobre qualquer outra pessoa. Quando alguém estiver com a palavra, todos prestam atenção. Cada pessoa deve concordar em observar as coisas do ponto de vista de quem estiver falando, em vez de focalizar tudo somente à sua maneira.

Tome nota, sempre que o grupo tomar uma decisão ou chegar a um acordo, após uma discussão e participação global da classe ou da família. Depois, afixe em lugar onde todos possam ver. Ao longo da

reunião, o mediador pode achar oportuno agradecer a cada pessoa que expresse uma opinião ou ideia. Esse reforço 29 positivo vai encorajar os mais retraídos. As reuniões em classe ou em família são uma boa oportunidade para arejar divergências, resolver problemas e promover a cooperação mútua. As crianças gostam de ser incluídas no processo de tomada de decisões. Isso contribui para que se tornem mais autónomas e responsáveis. A ideia da classe ou família como uma unidade é outro ponto positivo deste tipo de participação.

A DISCIPLINA COM AMOR: ALGUMAS DIRETRIZES
Você deve lançar mão das seguintes diretrizes para aumentar sua capacidade de estimular comportamentos pacíficos: 1. Lembre-se de que você é capaz de alcançar cada criança. Estudos provam que as crianças bem-sucedidas são geralmente aquelas oriundas de escolas (ou famílias) cujos professores (ou pais) acreditavam nelas. Quando as expectativas académicas ou familiares são negativas, o desempenho é negativo. O mesmo acontece com o comportamento. Quando você espera um resultado negativo, ele acontece. Quando você sabe que cada criança é capaz de um comportamento positivo e de cooperar e quando você age segundo essa convicção você desperta comportamentos positivos. Se o seu enfoque e sua expectativa forem otimistas, você reduzirá drasticamente a necessidade de medidas disciplinares. 2. Quando a criança agir corretamente, um elogio de reconhecimento um reforço positivo deve vir em seguida. Esta diretriz não quer dizer que se deva ignorar o comportamento negativo, mas sim que o foco de atenção deve ser centrado nos aspectos positivos. Isso dá resultados! Experimente. Um bom início é fazer uma lista de todas as qualidades positivas daquela criança que estiver dando mais trabalho. Deixe a criança ver essa lista, para favorecer sua auto-estima. E toda vez que você vir aquela criança engajada em um comportamento positivo, é hora de gratificá-la. Você pode acrescentar isso à lista também. Mantenha o procedimento e confira os resultados. Flagrar os alunos no ato de fazer a coisa certa. A classe está barulhenta. Você quer que as crianças se acalmem para a próxima lição. Você diz, por exemplo: "Meninos e meninas, gostaria que vocês fizessem silêncio, pegassem o livro de matemática e me mostrassem que estão prontos para começar a lição". A maior parte da classe continua a conversar. Cinco crianças estão fazendo o que você pediu. Você diz: "Beatriz (ou Bia), achei muito legal o jeito como você pegou seu livro de matemática e já está pronta para começar a lição. Você está sentada em silêncio, também. Muito obrigado. Maurício, você também está fazendo o que eu pedi, muito bem. Você está pronto para a aula. Lápis e borracha preparados e o livro aberto na página certa. Parabéns!". Você vai perceber que toda vez que fizer um reconhecimento sincero de qualquer comportamento positivo, os demais alunos começarão a seguir o exemplo. Você deve gratificar cada atitude que vier nesse sentido: "Márcia, você já está pronta, também. Ótimo!". E assim por diante, até que toda a classe fique em silêncio e preste atenção. Neste ponto, você dirige um elogio a todo o grupo. As crianças adoram ser notadas. Se não conseguirem chamar sua atenção com um comportamento positivo, elas tentarão o oposto. Todo mundo ganha quando se enfocam os fatores positivos. Flagrar os seus filhos, em casa, no "ato de fazer a coisa certa". Seus filhos estão envolvidos numa brincadeira. Dois deles estão discutindo e ficando irritados. O terceiro está brincando calmamente, sem se envolver na briga. Você poderia dizer: "Marcos, estou contente de ver você aí, brincando com toda a boa vontade. Você é legal com seus irmãos. Obrigado".

Observe o que os outros fazem quando você reage dessa maneira. Muito provavelmente eles acompanharão a conduta positiva, quando você reconhece (gratifica) aquele que está agindo de modo correio. Não é necessário chamar a atenção para o comportamento negativo. Haim Ginott descreve muito bem esse processo em Teacher and Child 1 uma leitura obrigatória para quem deseja criar um ambiente positivo de vivência e aprendizado. Se persistir o comportamento negativo, você tem várias alternativas: 31
30

Oferecer opções: "Gilberto e Carlos, ou vocês param de brigar ou param com o jogo". Fazer um pedido: "Eu vou pedir a vocês que brinquem em paz agora. Eu estou ficando perturbada com essa briga. Vocês querem fazer o favor de parar essa discussão e continuar a brincar?". Dar um castigo: "Acho que vocês dois estão precisando ficar separados um pouquinho. Gilberto, você vai para a cozinha e fica sentado lá. Carlos, fique ai sentado no sofá. Quando vocês sentirem que estão dispostos a recomeçar a brincar sem brigas, então podem voltar ao jogo". Aplicar as diretrizes capítulo). VITÓRIA/VITÓRIA (veja o próximo Obs.: Acho muito importante que vocês adquiram uma cópia de Parent Effectiveness Training (Treinamento em Eficiência para os Pais), de Thomas Gordon,2 ou Effectiveness Training for Womem (Treinamento em Eficiência para Mulheres) ótimo para os homens também, de Linda Adams.3 Esses livros proporcionam um excelente suporte para o uso efetivo da arte de ouvir os outros e de "MENSAGENS EU". Você vai precisar, se não tiver nenhuma experiência anterior. Observe que nenhuma das técnicas acima passa pelo julgamento ou pela punição. Isso não quer dizer que o castigo jamais seja indicado. Quando tudo o mais tiver falhado, o castigo pode ser o próximo passo. Lembre-se apenas de que, se você utilizar o castigo, deve evitar o xingamento, a condenação ou as lições de moral. Refira-se apenas ao comportamento que você espera que seja mudado e ao que você sente a respeito dele. Exemplo: "Gilberto e Carlos, eu estou chateada. Pedi a vocês que parassem de brigar, e vocês preferiram continuar sem me atender. Agora eu perdi a paciência e quero que vocês vão já para o seu quarto". Observe a diferença entre esta interação e a seguinte: (Xingamento): "Gilberto e Carlos, vocês são duas pestes e estão me deixando louca". (Condenação): "Mas que coisa mais sem educação vocês estão fazendo! Vocês merecem um castigo porque são dois diabos!". (Lição de moral): "Se vocês fossem bons meninos teriam parado de brigar quando eu pedi. Quando eu era pequena, ouvia o que minha mãe dizia". No primeiro exemplo, a mãe fez os filhos compreenderem sua posição, sem que eles se sentissem atacados. Quando as pessoas se sentem atacadas não se dispõem a colaborar. Talvez você queira tentar uma forma de punição criativa chamada "castigo condicional". Nela, um privilégio é revogado, mas a criança tem a oportunidade de reavê-lo quando adotar um comportamento positivo.

Exemplo: "Está bem, Gilberto e Carlos. Vocês tiveram a chance de resolver suas diferenças, mas não estão querendo cooperar. Esta noite vocês não vão poder assistir à televisão. Mas, há uma maneira de vocês terem esse direito de volta. Se forem capazes de brincar juntos sem brigas, quem sabe eu deixo vocês com o direito de assistir a um programa esta noite". 3. Use um sistema de recompensas. Faça um cartaz. Coloque os comportamentos que você espera de uma determinada criança. Faça uma entrevista com a criança a cada manhã, e outra no final do dia, para revisar as metas estabelecidas no cartaz e o progresso obtido. Isso pode ser feito na escola e/ou em casa. Você pode usar a seguinte tabela:
Tabela de estrelas do Mauro Completei o trabalho de classe. Terminei minha tarefa de casa. Eu me dei bem com as crianças que sentam perto de mim. Fiz minhas atividades com atenção e capricho. Prestei atenção na aula. 2e 33
4" 5« 6"

-

32
33

Toda vez que a criança adotar o comportamento desejado, coloque uma estrela no cartaz. Se você estiver fazendo isso na escola, escreva uma anotação semanal para os pais, mostrando quantas metas foram atingidas. Não use o cartaz como "reforço negativo", chamando a atenção para objetivos não alcançados. Gratifique, elogiando a criança por aquilo que ela conseguir, e seja específico a respeito disso. Por exemplo: "Mauro, hoje você trouxe a tarefa de casa e fez todo o trabalho de classe. Tudo foi feito com capricho e atenção. Parabéns!". Esse tipo de elogio é muito mais eficiente do que: "Você fez um bom trabalho". Depois que a criança tiver alcançado os objetivos de maneira efetiva, inicie a retirada do cartaz para que ele não se torne uma espécie de muleta. 4. Demonstre muita afeição. Quanto mais você enfatizar os sentimentos de amor, menos espaço haverá para aqueles negativos. Imagine que você seja um rádio com muitos botões de sintonia. Você pode ajustar sua sintonia para os aspectos positivos a respeito de uma determinada criança. Observe sempre o que ela tem de bom. Faça uma lista das qualidades sobre as quais já falamos. Acrescente à lista qualquer nova qualidade que você venha notar. Deixe a criança participar dessa lista, de modo que ela se sinta gratificada. 5. Seja bom consigo mesmo. Devido às pressões da sociedade atual, nós às vezes nos impomos uma forma sutil de violência, chamada estresse. Ela é o resultado da sobrecarga de trabalho e do excesso de expectativas. Quando você está tenso e sobrecarregado, é difícil demonstrar afetividade. Spencer Johnson, em seu livro One Minute for Mysetf (Um minuto só para mim), sugere reservar um minuto, várias vezes durante o dia, para responder à seguinte pergunta:: "Existe alguma maneira de cuidar melhor de mim neste exato momento?".4 Experimente. Você vai começar a se sentir menos pressionado e, conseqüentemente, mais descontraído com os outros. Ao tratar de si mesmo de

maneira afetuosa, vai irradiar esse sentimento positivo àqueles em contato com você. Se você for um(a) professor(a), veja com outros(as) colegas uma forma de se ajudarem a ser bons consigo mesmos. Até pequenas coisas ajudam uma caminhada lado a lado na hora do almoço, alguns momentos num papo tranquilo após as aulas, quando você pode ficar mais à vontade. 6. Programe algum lazer em grupo. Professores ou pais devem considerar importante preservar o seu próprio lazer. AtMdades leves, relaxantes e alegres ou despreocupadas ajudam a aliviar a pressão de um dia cheio. Cinco minutos de diversão podem reacender as energias e criar uma atmosfera mais viva onde quer que você esteja. Imagine o riso como o antídoto para a depressão do espírito. Nosso relacionamento rejuvenesce quando nos permitimos vivenciar a alegria da intercomunicação humana. Planeje pelo menos uma atividade de descontração diária, mesmo que ela dure apenas alguns minutos. Vai notar a diferença que isso traz para você e para as crianças.

NOTAS

1. Glnott, Halm. Teacher & Child. New York, Macmillan, 1972. 2. Gordon Thomas. Parent EJfectiveness Training. New York, Peter Weyden, 1970. 3. Adams, Linda. Effectiveness Training Jor Women. New York, Weyden Books, 1979. 4. Johnson, Spencer. One Minute for Myself. New York, Weyden Books, 1979.

34 35

DIRETRIZESVITÓRIA/VITÓRIA: DEMONSTRAÇÃODASTÉCNICAS DERESOLUÇÃODECONFLITOS

As diretrizes de VITÓRIA/VITÓRIA para a resolução de conflitos são fundamentais para o aprendizado das técnicas de pacificação. Elas são apresentadas aqui e em várias lições deste livro. Essas diretrizes são a base do ensino do processo essencial da resolução de conflitos.

DIRETRIZES VITÓRIA/VITÓRIA
1. Tome algum tempo para esfriar a cabeça, se necessário. Descubra maneiras diferentes de mostrar que está zangado. 2. Cada pessoa expõe seus sentimentos e a forma como vê o problema, usando as MENSAGENS EU. Sem acusações, sem xingar e sem interromper. 3. Cada pessoa expõe o problema da forma como a outra pessoa o vê. 4. Cada pessoa declara de que maneira ela própria é responsável pelo problema. 5. Faça uma sessão de brainstorm para levantar as soluções possíveis e escolha aquela que satisfaça a ambas — uma solução do tipo VITÓRIA/VITÓRIA. 6. Aponte as qualidades de seu amigo/parceiro. A Exposição em Grupo é especialmente útil no ensino da resolução de conflitos. Exposição emgrupo * quer dizer simplesmente que, em determinadas oportunidades, você procura uma solução para conflitos individuais com a participação de toda a classe. Aqui está um exemplo condensado do trabalho de um professor de 8a série, em que foram aplicadas as diretrizes de VITÓRIA/ VITÓRIA, durante uma aula de estudos sociais. Neste exemplo, a classe já estava familiarizada com o processo. Você está conduzindo uma aula de estudos sociais. Marli e Selma estão cochichando. De repente, Selma rasga uma folha de papel e joga em Marli. Você interrompe a aula. Prof.: O que está havendo, meninas? Selma: Ela escreveu uma coisa horrível a meu respeito, naquele papel. Marli: Não era nada horrível. Eu só estava brincando. Selma: Que brincadeira! Não foi nada engraçado, e eu acho que você é um verme. Os outros alunos começam a cochichar e a perguntar: "O que ela disse de você, Selma?" Selma: Cale a boca e me deixe em paz. Prof.: Agora chega. Selma, eu entendo que você está chateada neste momento. Então, eu gostaria de ajudar você e a Marli a resolver esse problema da maneira como nós já estudamos, usando as normas de VITÓRIA/VITÓRIA. Selma: Eu não quero resolver nada com ela. Eu odeio ela. Prof.: Eu sei que você está zangada com a Marli, mas não vamos esquecer que vocês são amigas. Se vocês quiserem, posso ajudar a resolver o problema. Assim, vocês podem continuar a ser amigas. Lembrem-se: a outra opção é que vocês duas vão ficar sem recreio amanhã. O que vocês preferem? Marli: Acho que prefiro o VITÓRIA/VITÓRIA. Selma (fazendo pouco caso): Tudo bem. Prof.: Vocês acham que conseguem fazer agora, ou precisam de um tempo para esfriar a cabeça? (As duas concordam em fazer imediatamente.) Gostaria de deixar que todos aqui na classe tomassem parte no processo, para que todo mundo aprendesse como resolver as diferenças. Está bom para vocês duas? Marli: Sim. Selma: Contanto que ninguém faça gozação comigo.
* N.T. — A autora utiliza o termo showcase, que quer dizer: vitrine, exposição em vitrine.

37 36

Prof.: Vocês concordam em não fazer nenhum tipo de comentário maldoso? Classe: Sim. Prof.: Ótimo. Vamos começar. Mas, primeiro, quero lembrar uma outra coisa a vocês. Não cortem a palavra um do outro. Se isso acontecer, o processo pára. (Obs.: Isto é vital, ou o processo pode levar o dia todo e você ficará extenuado.) Vocês todos concordam? (Todos concordam.) Então

vamos começar expondo o problema. Deixem-me lembrar ainda que qualquer coisa que vocês digam deve fazer parte do compromisso de resolver o conflito. Tudo bem? Marli e Selma: Tudo. Prof.: Cada uma de vocês vai contar o problema da forma como o está vendo. Selma, você começa. Selma: É como eu disse antes. Ela escreveu uma coisa horrível a meu respeito. Marli: Foi porque ela disse que a minha saia nova é feia. Selma: E é feia. Prof.: Selma, vamos lembrar do seu compromisso de resolver esse problema. Se não for assim, não vamos perder tempo. Selma: Desculpe. Marli: Eu acho que o problema é que a Selma fez pouco da minha roupa. Então, eu respondi na mesma moeda. Prof: Parece que vocês duas andaram trocando insultos. Como você se sentiu, Marli, quando Selma a insultou? Marli: Fiquei zangada mesmo. Prof.: E você, Selma? Selma: Tive vontade de bater nela. Prof.: Acho que foi bom você não ter batido, porque a melhor maneira de se resolver os problemas não é com agressão. Selma, agora faça de conta que você é a Marli, só por um momento, e exponha o problema da maneira como ela está sentindo. Selma: Certo. Marli se sentiu ofendida por aquilo que eu disse da saia dela. Acho que ela ficou envergonhada, também, porque eu disse aquilo na frente dos outros colegas. Prof.: Obrigado, Selma. Agora, você, Marli. Você pode imaginar que é a Selma, por um momento, e falar do problema como se fosse ela? Marli: Certo. Selma ficou zangada porque eu escrevi uma coisa desagradável, depois que ela fez a gozação com a minha roupa. Às vezes a Selma faz isso, quando eu não ligo pra ela e fico conversando com a Daniela. Prof.: Selma, por que você acha que tem uma parte de responsabilidade no problema? Selma: Eu caçoei da saia da Marli. Prof.: E você, Marli? Tem alguma responsabilidade também? Marli: Eu escrevi uma coisa desagradável a respeito dela. Prof.: O que vocês duas podem fazer para não repetir esse tipo de confronto? Gostaria que vocês apresentassem algumas ideias e que a classe também fizesse sugestões. No final, vocês duas podem decidir qual a melhor solução. Selma: Ela poderia parar de me xingar. Marli: Selma poderia parar de desfazer das minhas roupas. Não é minha culpa se ela tem roupas melhores. Aluno: Marli e Selma podiam fazer compras juntas. Aluno: Marli podia deixar a Selma ficar junto quando estiver com a Daniela. Assim ela não vai se sentir afastada. Selma: Marli e eu podíamos ter mais respeito pêlos nossos sentimentos e parar com os insultos. Marli: Quando estiver zangada com a Selma, eu digo isso pra ela em vez de xingar. Aluno: Vocês podiam escrever uma para a outra, explicando por que estão chateadas, em vez de ficar escrevendo insultos. Prof.: Parece que temos uma porção de boas ideias. Meninas, qual a solução que vocês gostariam de adotar? Selma: Que tal se a gente tivesse mais respeito pêlos sentimentos da outra? Marli: Está bem. E a gente podia também contar urna para a outra por que está zangada, em vez de ficar uma insultando a outra. Prof.: Obrigado, meninas. Estou contente pela forma como vocês resolveram esse problema. Vocês poderiam fazer as pazes? Selma: Marli, desculpe se eu fiquei muito brava. Marli: Tudo bem. Você também me desculpe, e eu fico contente porque nós continuamos amigas. Esse processo leva cerca de dez minutos e é um exercício

38 39

em grupo valioso para a resolução de conflitos. A exposição em grupo não precisa ser feita com muita frequência, mas é extremamente útil quando a classe está apenas começando a desenvolver as diretrizes de VITÓRIA/VITÓRIA. A classe poderia participar do processo e observar a sua conclusão. A referida técnica serve também como modelo para um comportamento de mútua cooperação e para a solução de problemas no futuro. À medida que os alunos assimilam e aplicam o processo de resolução de conflitos, vão dispensando gradativamente sua ajuda como mediador. Finalmente, eles estarão capacitados a aplicar essas diretrizes sem a ajuda do professor. Não será necessário, tampouco, seguir invariavelmente cada passo do processo. Lembre-se de que os dez minutos que eventualmente você retira de sua aula, para que o grupo ponha em prática as técnicas de resolução de conflitos, vão resultar em vantagem redobrada. Isso porque seus alunos vão se tornar mais aptos a cooperar e a resolver suas próprias divergências. Quando chegar a esse estágio e houver um problema de confronto em classe, você poderá colocar os dois adversários num canto da sala O*ra que eles mesmos resolvam seu problema.

PRONTO PARA AGIR
Agora você está pronto para agir. Não se esqueça de dar uma repassada no livro antes de começar. Fique à vontade para adaptar estas lições às particularidades de sua classe ou sua família. Os diálogos foram incluídos em cada lição para tornar mais fácil o seu trabalho, mas você não precisa prender-se a eles. Mude as palavras conforme seu estilo pessoal e enriqueça cada lição com suas próprias experiências de vida. Em meio a uma aula, você pode achar interessante contar um fato para ilustração durante a discussão em círculo. Por exemplo, na Lição l você estará debatendo as visões de um ambiente pacífico em sala de aula. Fale de suas visões em primeiro lugar. Isso ajudará as crianças a se abrirem. Elas também gostarão de conhecer os sentimentos e as ideias do professor. Uma outra coisa que é preciso enfatizar: ouça com atenção. Antes de cada criança falar, peça aos outros alunos que olhem diretamente para ela e se concentrem no que ela estiver dizendo. Veja se consegue que cada criança que for falar peça às outras que olhem para ela. Por exemplo: Sônia vai contar uma experiência pessoal. Ela dá uma olhada pelo círculo e vê outras crianças conversando. Ela diz: "Oi, gente, será que vocês podem olhar pra mim um pouquinho? Quero contar um caso que aconteceu comigo". Não deixe que ela comece antes que todos estejam com olhos e ouvidos atentos. Eu gostaria de saber sobre os resultados que você está obtendo com o programa. Se você tiver alguma ideia para lições adicionais, que estejam na linha deste livro, por favor, escreva-me. Eu posso ser encontrada no seguinte endereço: NAOMIDREW 32 First Avenue Spotswood, New Jersey 08884 USA Meus melhores votos de sucesso, quando você estiver estudando estas lições com seus alunos. Tenho a firme esperança de que o futuro delas, e o seu, vai ser feliz, cheio de carinho e de paz. 41

40

le ESTÁGIO:
A PAZ COMEÇA COMIGO
LIÇÃO l TODAS AS SERIES

COMO CRIAR UMA SALA DE AULA PACÍFICA

OBJETIVOS
• O professor e os alunos criarão o cenário para uma sala de aula pacífica. • Os alunos farão urna lista dos requisitos de uma sala para aula pacífica.

MATERIAL
• Duas folhas grandes de papel cartão ou cartolina • Pincéis atómicos ou canetas hidrográficas • Cópias da carta aos pais (ver p.48)

MÉTODO
1. Projete para si mesmo uma imagem de cada criança de sua classe como sendo íntegra, perfeita e capaz. Sinta como se você estivesse falando a essa classe, dentro dessa projeção. Concentre-se na promessa que cada criança representa e imagine que este ano seja a realização dessa promessa. Visualize a promessa que você significa como professor, influenciando seus alunos para o resto de suas vidas, pela forma como você interagir com eles durante o ano. Pense em seus alunos como sendo indivíduos responsáveis, produtivos e atenciosos. Saiba que você tem a capacidade de conduzi-los nessa direção. Agora,
45 LIÇÃO l TODAS AS SERIES

COMO CRIAR UMA SALA DE AULA PACÍFICA

OBJETIVOS
• O professor e os alunos criarão o cenário para uma sala de aula pacífica. • Os alunos farão urna lista dos requisitos de uma sala para aula pacífica.

MATERIAL
• Duas folhas grandes de papel cartão ou cartolina • Pincéis atómicos ou canetas hidrográficas • Cópias da carta aos pais (ver p.48)

MÉTODO
1. Projete para si mesmo uma imagem de cada criança de sua classe como sendo íntegra, perfeita e capaz. Sinta como se você estivesse falando a essa classe, dentro dessa projeção. Concentre-se na promessa que cada criança representa e imagine que este ano seja a realização dessa promessa. Visualize a promessa que você significa como professor, influenciando seus alunos para o resto de suas vidas, pela forma como você interagir com eles durante o ano. Pense em seus alunos como sendo indivíduos responsáveis, produtivos e atenciosos. Saiba que você tem a capacidade de conduzi-los nessa direção. Agora,
45

você está pronto para o diálogo com seus alunos. 2. Peça aos seus alunos para se sentarem em círculo no chão ou nas cadeiras. O círculo estabelece uma ligação visual entre eles. É interessante que se mantenha um permanente espaço na sala onde se possa formar um círculo rapidamente. 3. Diga: "A sociedade tem que encontrar novas maneiras para que se viva num futuro de paz. Esta é a minha preocupação com vocês. Nós sempre ouvimos falar de pessoas que magoam umas às outras ou que não ligam umas para as outras. Comecei a imaginar como seria o mundo, se os professores em toda parte começassem a ensinar a seus alunos como compreender e aceitar as outras pessoas. Que tipo de mundo seria esse? A paz começa com cada indivíduo, e a fornia como você age afeta o mundo à sua volta". Dê oportunidade às crianças de responder. 4. Manifeste o seu interesse em conhecer cada aluno e a sua disposição em ouvi-los no caso de algum problema. Você pode dizer algo do tipo: "Espero que tenhamos um ótimo ano juntos. Com a sua cooperação e vontade de ajudar seu colega, nós todos podemos fazer com que isso aconteça". 5. Fale sobre a necessidade de todos na classe agirem como companheiros, cooperarem e serem atenciosos. Discuta o que você quer com a expressão "ser atencioso". Enfatize a necessidade de cada

um assumir a responsabilidade de manter um ambiente pacífico em classe. Pergunte: "O que vocês entendem por assumir a responsabilidade?" Ponha em debate. 6. Pergunte: "Como você gostaria que fosse o ambiente em nossa classe durante todo o ano? Como você gostaria de ser tratado e como você acha que vai tratar os outros?" Você pode começar dando alguns exemplos da classe que você gostaria de ter. (Exemplo: Gostaria que vocês fossem atenciosos uns com os outros.) 7. Depois de as crianças discutirem o tipo de ambiente de sala de aula que desejam, você pode classificar esse ambiente de "pacífico". Numa folha de papel cartão ou de cartolina você escreve: Uma sala de aula pacífica é aquela na qual... 8. Peça aos seus alunos para repetirem, no cartaz, os requisitos para uma sala de aula pacífica. Poder-se-ia começar com: "Uma sala de ai|la pacífica é aquela na qual... (Nós somos atenciosos uns com os outros. Nós não falamos aos gritos. Nós prestamos atenção quando outra pessoa está falando. Nós não nos xingamos." É interessante ir ampliando esse cartaz durante todo o ano letivo. 9. Depois que o cartaz for completado em trabalho conjunto, pergunte às crianças como seria uma sala de aula "não pacífica". Faça um debate. Pergunte o que será preciso, por parte de cada aluno, para que a classe seja como eles desejam. Debata. 10. Pergunte aos seus alunos se eles concordam em fazer tudo o que for necessário para conseguirem uma sala de aula pacífica. E tornar realidade aquela lista no cartaz. Diga-lhes que o cartaz pode servir como um guia para se consultar durante o ano. E que, a qualquer momento, é possível acrescentar ideias novas ao cartaz. 11. Pergunte se algum dos alunos acha que poderá ter problemas por ter que seguir as "regras" que estão no cartaz. Ponha em discussão. Enfatize a necessidade de cooperação, e o fato de que haverá uma enorme vantagem se todos trabalharem juntos. 12. Peça ã classe que assine um acordo nos seguintes termos: "Nós concordamos em seguir as regras que estabelecemos juntos para ter uma sala de aula pacífica". Afixe isso ao lado do cartaz com a lista sobre "uma sala de aula pacífica". 13. Faça uma cópia da lista desse cartaz e envie para os pais dos alunos, com uma carta (veja sugestão na p.48). 14. Discuta a carta com sua classe. Peça aos alunos, como tarefa de casa, que conversem com a família a respeito da carta e das regras do cartaz.
47 46

LIÇÃO 2

CARTA AOS PAIS A PAZ TAMBÉM SE APRENDE LIÇÃO l
TODAS AS SÉRIES

SOU UM INDIVÍDUO ORIGINAL E ÚNICO

Caros pais: Nossa classe elaborou um conjunto de regras (anexo), as quais nós todos concordamos em seguir durante o ano. Nós os convidamos a serem nossos colaboradores no objetivo de usufruir de uma sala de aula pacífica neste ano. Vocês gostariam de ficar com essa lista e comentar as regras comigo? Durante o ano nós vamos ter outras atividades iguais a esta, como parte de um programa chamado "A Paz também se Aprende". Nós estamos aprendendo, com esse programa, que a paz começa com cada indivíduo e que é importante que cada um de nós seja responsável por suas atitudes. Se vocês tiverem qualquer pergunta sobre o programa, ou sobre nossas regras para que se crie uma sala de aula pacífica, meu professor ficaria contente em falar com vocês. Muito obrigado. Nome da criança.

OBJETIVOS
As crianças devem completar os móbiles ESSE(A) SOU EU, com os títulos: 1. Esse(a) sou eu. 2. Meu(minha) melhor amigo(a). 3. Minha família. 4. Minha comida preferida. 5. Minha cor preferida. Obs.: O professor pode escrever os títulos previamente, ou as crianças escrevem quando recebem os seus móbiles. • As crianças aprenderão a usar as "Diretrizes de co-partici-pação". • As crianças irão vivenciar um sentimento mais acentuado de auto-estima, através da conscientização e da co-partici-pação. • As crianças deverão compreender que a afirmativa "A paz começa comigo" quer dizer, em parte, que elas se sentem bem consigo mesmas.

MATERIAL
• Cartaz "Eu sou um indivíduo" (veja p.53). Se preferir, você 49
48

poderá fazer um para cada criança) • Cinco peças retangulares de papel cartão de 13 x 18 cm, para cada criança, para as peças do móbile "Esse sou eu" (veja ilustração na p.51) • Cabide, barbante, tesoura, perfurador • Lápis de cor, caneta hidrográfica, pincel atómico • Cartaz DIRETRIZES DE CO-PARTICIPAÇÃO • Todos têm uma oportunidade de falar. • Cada um presta atenção quando alguém estiver com a palavra.

• Concentre-se em quem está falando, não em seus próprios pensamentos. • Cada um espera a sua vez. > Não diga nem faça nada que possa diminuir uma outra pessoa. 1 Não interrompa.

MÉTODO
1. Peça às crianças que se sentem no chão, em círculo e com as pernas cruzadas. 2. Leia "Eusouumindiuíduo"(vejap.53). Esclareça qualquer dúvida das crianças. Faça um debate. Reitere o fato de nós todos sermos originais e únicos. Diga às crianças que elas vão participar de uma atividade que vai mostrar como elas são especiais em si mesmas. Diga às crianças que elas vão primeiro aprender a criar um ambiente de calma na sala de aula e nas suas vidas. Peça que elas fiquem sentadas bem quietas e com os olhos fechados. Diga: "Imaginem que a mente de vocês seja uma tela branca de cinema. Não tem nada lá. Vocês estão olhando para essa tela branca. Agora, vocês devem imaginar nessa tela o mar silencioso e calmo. Não tem ninguém lá. Nem mesmo vocês estão lá. Só tem mar, céu, praia e ar. Observe uma gaivota passando. Imagine as ondas chegando suaves na praia. Imagine a luz do Sol refletida em cada onda. Você sente agora 50 uma brisa gostosa que passa". Você pode, por mais alguns instantes, continuar calmamente descrevendo essa cena com suas próprias palavras. Toda essa parte deve durar cerca de três minutos. Quando todos estiverem perfeitamente quietos, você diz: "Vamos nos concentrar neste silêncio. Vocês sentem a calma que acabamos de criar. Agora, devagar, vamos abrindo os olhos". 3. Você diz: "Durante este ano, vamos procurar sempre criar de novo este momento de calma. É essa calma que ajuda você a se sentir bem no seu íntimo. Ela também ajuda a pensar e a aprender". Obs.: Essa técnica é inestimável. Pode ser posta em prática no início de cada dia de aula, ou de uma lição diferente. Pode também ser utilizada quando sua classe estiver tumultuada. Você pode interromper tudo por alguns minutos, aplicar essa técnica e então voltar à aula num ambiente mais calmo. 4. Você diz: "O que há de mais original em você? É alguma coisa que pode fazer, como andar de bicicleta (adapte isso para crianças mais velhas), ou a cor do seu cabelo, ou uma certa maneira sua de ser, como ser amigo e generoso. Pense nisso, e vamos neste círculo dizer a cada um qual a coisa mais original a nosso respeito". 5. Faça referência às diretrizes de co-participação. Você diz: "Enquanto vamos dando a volta, essas diretrizes nos ajudarão a ouvir e a falar como um grupo". Discuta cada diretriz e certifique-se de que ela foi compreendida. 6. Comece a discussão em círculo, dizendo: "A coisa mais original a meu respeito é...". Motive cada criança a contar. As outras crianças podem ajudar aquelas mais tímidas ou envergonhadas, dizendo coisas assim: "Eu acho que a Alice é especial porque ela é sempre legal com os outros". As crianças que ficarem sem jeito de falar podem "passar a vez", mas devem ser encorajadas a levantar a mão mais tarde, se elas pensarem em alguma coisa para contar aos outros. 7. Movimente-se em volta do círculo, procurando motivar as crianças a completarem a frase: "A coisa mais original a meu respeito é...". 51

8. Distribua as peças do móbile "Esse(a) sou eu". Leia e descreva cada título mencionado nos objetivos. Escreva esses títulos na lousa para as crianças copiarem em letra minúscula. Peça às crianças para fazerem um desenho como ilustração para cada título.

9. As crianças devem ser encorajadas a conversar, em voz baixa, com seus colegas ao lado, a respeito dos desenhos. Isso pode ser feito nas carteiras, no círculo, ou em pequenos grupos. 10. Faça uma exposição dos móbiles concluídos, na própria sala de aula ou nos corredores. Promova uma discussão em conjunto dos móbiles e continue a enfatizar a ideia de que cada criança é original e única. Você diz: "Nós todos temos uma contribuição a dar para o mundo à nossa volta, como um resultado de nossa originalidade". Discuta o significado da palavra contribuição. 11. Agora, para fixação, peça aos alunos que formem grupos, de acordo com os "preferidos". Por exemplo: todos aqueles cuja comida preferida é pizza vão para o fundo da sala. Então eles dizem seus nomes e ficam se conhecendo. Ou, então, metade da classe sorteia os nomes da outra metade, escritos em papéis e colocados dentro de uma caixa. Cada aluno conversa com o parceiro sorteado. Eles falam sobre os seus móbiles e comparam suas preferências pessoais. Obs.: Crianças menores, ainda nos primeiros dias de escola, podem ter dificuldade em esboçar os detalhes de suas coisas preferidas. Assim, essa atividade pode ser deixada para mais tarde, quando a coordenação motora estiver mais desenvolvida. Em lugar disso, poderão tentar desenhar os quadros "Minha família" e "Esse(a) sou eu". As coisas preferidas podem ser apenas verbalizadas e listadas num cartaz. Podem executar, também, uma atividade de colagem, usando matérias de revistas. Entretanto, para crianças mais velhas, essa é uma excelente atividade para a primeira semana de aula.

EU SOU UM INDIVÍDUO Naomi Drew
Eu sou um indiuíduo. Eu tenho dignidade e valor. Eu sou único. Eu mereço respeito e respeito os outros. Eu sou parte da família humana. Eu tenho algo especial para oferecer ao mundo. Eu tenho um compromisso com um mundo de paz para todos nós. Eu sou importante e você também. Eu devo lutar para realizar aquilo a que me propuser, e você também deve. Eu sou a solução para a paz.

MÓBILE "ESSE(A) SOU EU"

53 52

LIÇÃO 3 TODAS AS SÉRIES

UMA DEFINIÇÃO DE PAZ

OBJETIVOS
• As crianças vão explorar significados pessoais para a paz. • As crianças aprenderão uma definição de paz: "Defender a paz significa cuidar de nós mesmos, dos outros e do mundo à nossa volta". • As crianças aprenderão que a paz é uma coisa pessoal, mas também indica um senso de responsabilidade e um compromisso com os outros e com o mundo à nossa volta.

MATERIAL
• As diretrizes de co-participação • Cartaz com as seguintes palavras escritas em letras bem visíveis: "O que eu acho que é a paz" • Um póster com os dizeres: "Defender a paz significa cuidar de nós mesmos, dos outros e do mundo à nossa volta" • Pósteres, ou fotos de revistas, mostrando o seguinte: a. as pessoas cuidando de si mesmas (bem-estar físico e

emocional) b. as pessoas cuidando dos outros (amor, ajuda mútua). c. as pessoas cuidando do mundo à sua volta (defesa do nosso ambiente). As crianças podem trazer esse material antes da aula • Pósteres ou fotos que mostrem as consequências da falta de cuidado das pessoas por si mesmas, pêlos outros e pelo mundo à sua volta. As crianças podem trazer esse material antes da aula • Papel e lápis de desenho para as crianças menores. Papel e lápis comuns (para as crianças mais velhas) Obs.: Esta lição está ligada ao Quadro l,* denominado: "Defender a paz significa cuidar de nós mesmos, dos outros e do mundo à nossa volta".

MÉTODO
1. Faça as crianças sentarem-se em círculo. Utilize as diretrizes de co-participação. 2. Você diz: "Vamos criar um ambiente calmo e pacífico em nossa classe. Então, primeiro vamos fechar os olhos por um momento e ficar bem quietos. Deixe o seu corpo relaxar. Deixe que aquela sensação agradável e calma de paz vá tomando conta de você, começando lá no pé, na ponta dos dedos, e indo até o alto da cabeça. Agora, você vai ouvir a sua própria respiração. Vai ouvir o silêncio e a calma desta sala. E vai parar um momento para pensar no que você acha da paz". Dê aos alunos alguns momentos de silêncio para que pensem nisso. 3. Peça aos alunos que abram os olhos. Você pergunta: "O que você acha que é a paz?". Então você vai registrando as respostas no cartaz intitulado "O que eu acho que é a paz". Aceite qualquer resposta, mas procure orientar os alunos a não repetirem conceitos estereotipados ou clichés. Este exercício ajuda os alunos a explorar suas convicções e sentimentos a respeito da paz. 4. Você pergunta: "Você poderia descrever a paz, dizer que cara ela tem? Qual é a cara desta sala quando tudo está em paz? E a sua casa, a sua família? E a sua rua, a sua vizinhança? Como ficaria o mundo ã nossa volta, se tudo estivesse em paz?". Procure debater e encorajar o máximo de participação. Gratifique cada resposta. Continue a orientar os alunos para evitar os clichés, as frases feitas. Pecalhes que falem de suas experiências pessoais de vivenciar a paz.
* N.T. — Bulletin board está aqui apenas como "quadro", porque em nossas escolas o "quadro de avisos" tem finalidades mais restritas.

55
54

"Coisas da natureza": arvores, flores etc.. feitas sobre papel cartão ou recortadas [de revistas.

5. Você diz: "Aqui está uma definição de paz: Defender a paz significa cuidar de nós mesmos, dos outros e do mundo à nossa volta". Aponte para o cartaz que você fez com esses dizeres. Não se esqueça de que as letras devem ser grandes e bem legíveis. Este cartaz pode ficar exposto na sala de aula. 6. Peça a uma das crianças para ler os dizeres em voz alta. Proponha uma discussão. 7. Mostre as fotos em que as pessoas estão cuidando de si mesmas, etc. Peça aos alunos que contem o que eles vêem nas fotos. Você pergunta: "Por que é importante cuidar de nós mesmos, se quisermos a paz?". Enfatize: a paz começa com o indivíduo. Explique aos alunos que, quando estão cuidando de si mesmos, eles estão atendendo a necessidades físicas, emocionais e de segurança. Você pergunta: "Como vocês se sentem quando suas necessidades não são atendidas?". Oriente os alunos para uma consciência de que, quando suas necessidades não são atendidas, eles não podem usufruir de paz interior. 8. Mostre aquelas fotos com as consequências do descuido consigo mesmo, com os outros e com o meio ambiente. Peça aos alunos que façam uma descrição e proponha um debate. Procure estimular a participação. 9. Peça aos alunos que façam um desenho ou escrevam sobre um episódio em que eles tiveram cuidado consigo mesmos, com os outros ou com o meio ambiente. Faça com que eles mostrem aos outros seus desenhos ou histórias. Agradeça a cada criança que colaborar mostrando o seu trabalho. 10. Você pergunta: "Onde começa a paz?". As crianças devem reiterar a ideia de que a paz começa com o indivíduo. É bom dividir as crianças em pequenos grupos, cada uma escrevendo ou fazendo um desenho sobre sua própria definição de paz. Explique a elas que até a maneira de trabalharem juntas pode ser um exercício de paz. Você pergunta: "Como podemos ser pacíficos quando estudamos ou trabalhamos juntos?". Procure motivar o debate. 11. Peça às crianças para lerem ou mostrarem suas definições ou desenhos sobre sua ideia da paz. Proponha uma discussão. Afixe os desenhos no quadro de avisos e aprecie-os. Toda vez que você precisar de uma dose extra de paz interior, procure dar uma olhada nesses desenhos.

QUADRO l
- tAuto-retrato desenhado pelas crianças.)

\
Defender a paz significa cuidar de nós mesmos, dos outros e do mundo à nossa volta.
Desenhos de alunos ou fotos de revistas mostrando pessoas de diferentes tipos humanos, do ponto de vista étnico, de sexo, de idade etc.

57
56

ff

LIÇÃO 4 TODAS AS SÉRIES

O PROCESSO DE AFIRMAÇÃO

OBJETIVOS
• As crianças deverão compreender que a paz começa com o indivíduo e que, quando elas reconhecem as qualidades de alguém, incentivam esse alguém e criam um clima de aceitação que é fundamental para a paz. • As crianças desenvolverão o processo de reconciliação na escola e em casa.

MATERIAL
• O poema "Ser humano é ser especial" • Póster "O processo da afirmação". O PROCESSO DA AFIRMAÇÃO Em primeiro lugar, procure ver o que a outra pessoa tem de especial, de original. Diga, sinceramente, a essa pessoa o que você vê de positivo a respeito dela. Procure falar olhando diretamente para a outra pessoa. Relaxe e tenha a certeza de que, no íntimo, ela é igualzinha a você. Papel e lápis para as crianças em idade suficiente para se expressar por escrito; lápis e papel de desenho para as crianças mais novas.

MÉTODO
1. Peça à classe para sentar-se em círculo. 2. Leia o poema "Ser humano é ser especial" (veja p.62). 3. Faça uma afirmação: "Cada um de vocês é muito especial. Gosto de ser seu professor. Acho que vocês são étimos!". Faça uma pausa e olhe para a classe. Pergunte como se sentiram com o que você acabou de dizer. Diga-lhes que você está apenas afirmando as qualidades deles. Você diz: "Quando afirmamos, estamos fazendo uma declaração sincera e positiva sobre uma ou várias pessoas". 4. Pergunte: "Corno vocês se sentem quando alguém elogia vocês?". Ponha em discussão. Não se surpreenda se alguns alunos disserem que ficam sem jeito ou envergonhados quando alguém os elogia. Isso é natural. 5. Fale do póster "O processo da afirmação". Leia-o para a classe. Lembre aos alunos que a paz começa com cada um de nós. Quando nos elogiamos mutuamente, criamos um clima de aceitação que é fundamental para a paz. Você diz: "Quando nos sentimos aceitos pelas outras pessoas, é mais fácil resolver nossas diferenças com elas. Lá no íntimo somos todos iguais, mas às vezes nos esquecemos disso. Reconhecer qualidades torna mais fácil a aproximação das pessoas. Hoje vamos aprender a elogiar uns aos outros. Nós podemos elogiar as pessoas a qualquer momento. Quanto mais nos concentramos nos aspectos positivos, mais fácil vai ficando a amizade entre as pessoas". 6. Você diz: "Vamos ter a oportunidade, agora, de elogiar um ao outro, num exercício dois a dois. Isso é muito importante se vocês não estão sempre juntos. Lembrem-se de que, se a gente não vive em paz com alguém, isso quer dizer que a gente não aceita aquela pessoa e que ela é diferente em alguma coisa. Meninos e meninas separados, evitando serem amigos, é um bom exemplo disso. Quantos garotos aqui já tiveram uma reação negativa porque a outra pessoa era uma menina?". Peça que levantem a mão. "E quantas meninas tiveram a mesma reação porque a outra pessoa era um menino?" Peça que levantem a mão. 7. Você diz: "A paz começa com o indivíduo, e ela começa exatamente com as decisões que tomamos todos os dias a
59

58

respeito de outras pessoas. Se nós nos comprometemos a ser pacifistas, então precisamos prestar mais atenção nas semelhanças do que nas diferenças. Até mesmo naqueles momentos em que enfrentamos barreiras, precisamos lembrar do nosso compromisso com a paz". Explique o significado da palavra "barreira". 8. Você diz: "Agora vocês vão ter a oportunidade de vencer a barreira de ser pacifistas e de reconhecer as qualidades de outra pessoa — mesmo que não seja alguém muito ligado a vocês". 9. Você diz: "Vocês vão se virar e olhar para a pessoa que está sentada ao seu lado. Cada um vai ter um par. Sem falar nada, vocês fazem um aceno com a cabeça como quem diz: 'Oi, como vai?'. Lembrem-se de que uma 'cara feia' ou um comentário negativo podem magoar uma pessoa. Sejam companheiros". 10. Você diz: "Agora, fechem os olhos e procurem ficar calmos e relaxados. Deixem os pensamentos negativos bem longe. Se eles voltarem, pensem noutra coisa. Daqui a pouco vou pedir para vocês abrirem os olhos e, então, com muita calma e sem dizer nada, fixarem-se nos olhos do seu par. Abram os olhos agora. Olhem para a pessoa que está à sua frente. Observem que essa pessoa tem olhos, nariz, boca e cabelos igual a você. Lembrem-se de que essa pessoa tem um cérebro e um coração batendo lá dentro — igual a vocês. Saibam que essa pessoa tem a mesma necessidade que vocês têm de amor e aceitação. Procurem olhar bem um para o outro. Agora, fechem os olhos outra vez. Fotografem a pessoa na sua cabeça. Tentem lembrar o jeito do rosto e a cor dos cabelos. Então, vocês tentam pensar que o seu par deve estar sentindo neste momento. Abram os olhos e olhem novamente para o seu par". 11. Você diz: "Agora, fechem os olhos mais uma vez e pensem em alguma coisa boa a respeito de seu par. Será o sorriso, o modo de olhar, ou será alguma outra coisa na maneira de ser que parece 'legal'? Agora, abram os olhos e apontem uma qualidade de seu par, aquela em que vocês estavam pensando". Dê tempo para que os pares façam mútuas afirmações. Alguns vão precisar de urna "mãozinha" do professor. Todos os alunos devem ser encorajados a concluir o exercício de afirmação. 12. Disponha os alunos frente a frente em círculo. Você pergunta: "Como você se sentiu nesta atividade?" Ponha em discussão. Deixe que eles expressem seu embaraço, se for o caso. Principalmente, com as crianças mais velhas. Estimule a honestidade e a franqueza. Elogie-os pela sua participação. 13. Você diz: "Vou apontar uma coisa que eu gosto em cada um de vocês". Ande pelo círculo e diga alguma coisa positiva a respeito de cada criança. Esteja alerta para suas próprias barreiras. Se achar que deve, dê um aperto de mão, ou coloque a mão no braço ou no ombro da criança, ao falar com ela. Obs.: Quando fiz isso com a minha classe, coloquei as duas mãos nos ombros de cada criança enquanto falava. Foi muito comovente. De fato, eu tinha que disfarçar as lágrimas toda vez que me fixava no olhar de um aluno. Um sentimento intenso de cordialidade e afeição nos envolvia. Foi um momento significativo, que nos aproximou bastante. 14. Havendo tempo, repita o processo com os mesmos pares. Peça aos alunos que repitam esse exercício com alguém, em casa. 15. Peça a cada aluno para fazer um desenho positivo sobre o seu par. Esse desenho deve refletir os aspectos positivos que eles observaram no par. Alunos de classes mais adiantadas podem acrescentar uma frase escrita ao lado ou abaixo do desenho. Exemplo: "O Guilherme é legal. Ele me empresta sua borracha". Obs.: Dependendo das características de sua classe e da idade de seus alunos, você pode ampliar o processo incluindo apertos de mão e abraços. Na minha classe, depois de algum tempo, era normal ver crianças trocando abraços. Houve uma experiência gratificante que resultou de um conflito entre dois meninos "durões". Um deles me pediu que fosse a mediadora. Pedi a ele que fosse falar com o outro menino, com quem ele estava tendo o conflito, resolvesse a divergência e, então, que eles destacassem as qualidades um do outro. Mais tarde pude observar os dois garotos conversando, dando um aperto de mãos e, finalmente, um abraço.
60

61
TODAS AS SÉRIES

SER HUMANO E SER ESPECIAL
Naomi Drew
LIÇÃO 5

DEFINIÇÃO DA RESOLUÇÃO DE CONFLITOS
Olho no espelho e quem vejo? Minha própria imagem exatamente como sou. Vejo meus olhos, vejo meu rosto E sei que ninguém, aqui na Terra ou lá no espaço Ê como eu. Sou sem igual. Meu corpo é especial, assim como minha mente. Cada ser humano tem algo para dar. Cada um de nós é diferente a cada dia de nossas vidas.

Gosto de mim e amo as pessoas também. Este lugar é especial, Porque aqui estamos eu e você.

OBJETIVOS
• As crianças vão ter uma ideia do que é a resolução de conflito. • As crianças vão compreender e descrever um conflito de que elas tenham participado na sala de aula, com colegas, ou fora da escola. • As crianças vão imaginar (ou mentalizar) uma solução para esse conflito.

MATERIAL
• Cartaz com o título: "Palavras que criam conflito/Palavras que resolvem conflito", para o professor escrever as respostas das crianças.

MÉTODO
1. Peça às crianças para formarem um círculo de debate c pergunte: "O que é um conflito?". Ponha em discussão. 2. Você diz: "Um conflito pode ser uma luta, um desentendimento ou um problema. Geralmente envolve mais do que uma pessoa. Quase sempre as pessoas ficam alteradas durante um conflito. O que a gente chama de 'resolução de conflito' nada mais é que a solução do problema sem ninguém sair perdendo r sem o uso da força física. Quando conseguimos resolver uni
63 62

conflito satisfatoriamente, os dois lados sentem que as suas necessidades foram atendidas". 3. Você diz: "Hoje eu quero que vocês pensem num conflito real que vocês tiveram e que não conseguiram resolver". 4. Dê um certo tempo para que as crianças possam trocar ideias sobre seus conflitos. Movimente o círculo: peça às crianças para falarem de suas experiências. Exemplo: "Meu amigo e eu chegamos

a brigar para escolher a brincadeira no recreio". Alerte as crianças para não discutirem nada muito pessoal ou mencionar nomes de pessoas. Estimule as crianças a participarem, enfatizando que o conflito é uma parte natural do relacionamento. Você diz: "Nós todos temos conflitos uma vez ou outra. O ódio, a raiva são sentimentos naturais. Existem maneiras positivas de mostrar a nossa raiva, mas também há maneiras que são negativas". Explique os significados de "positivo" e "negativo", mostrando que há coisas que fazemos e que só tornam as coisas piores, ou não ajudam em nada a resolver o conflito. Você diz: "Hoje vamos pensar naquelas maneiras positivas. Quando estivermos falando de um conflito, vamos pensar em como fizemos para resolvê-lo com a outra pessoa, ou, ainda, se realmente fizemos alguma coisa. Uma boa solução tem que satisfazer os dois lados. Essas soluções são chamadas "VITÓRIA/VITÓRIA". 5. Você diz: "Para que um conflito seja resolvido, é preciso que pelo menos uma das pessoas esteja empenhada, quer dizer, deseje realmente encontrar alternativas de soluções para a situação". Peça às crianças que procurem lembrar-se de alguma vez em que resolveram um problema qualquer com outra pessoa e as duas partes ficaram satisfeitas. Ponha em discussão. 6. Conte uma experiência pessoal. 7. Você pergunta: "Vocês alguma vez já resolveram um conflito com alguém que não estava empenhado, que não queria resolver o problema? Vocês acham que é possível resolver um conflito quando só uma das partes está cooperando?". Dê um exemplo pessoal de um conflito que você resolveu, mesmo sem a cooperação da outra pessoa. 8. Disponha as crianças sentadas em círculo. Você diz: "Vamos relaxar um pouco e pensar em um conflito que já tivemos. Cada um de vocês vai fechar os olhos e deixar aquela gostosa sensação de relaxamento vir chegando". Prossiga: "Daqui a pouco, essa sensação vai tomar conta do seu pensamento e vai ajudar a achar uma solução para esse conflito que você está lembrando. Mas, antes disso, pense um pouco mais nesse conflito. Pense nas palavras que você disse e nas coisas que você sentiu quando estava com raiva. Pense nas palavras que a outra pessoa disse. Agora, procure pensar se haveria uma maneira melhor para resolver esse conflito. Vamos deixar que essa sensação gostosa de relaxamento ajude você a imaginar uma solução. Imagine de que jeito vocês dois se movimentam, a cara que cada um está fazendo e o lugar onde vocês estão. Imagine vocês dois resolvendo o problema. Olhe para o rosto da outra pessoa. Agora, procure ver o seu rosto como está. Faça um esforço para ver o que a outra pessoa está sentindo; saber o que você faria se estivesse no lugar dela. Que palavras você está dizendo para tentar encontrar uma solução. Imaginese feliz e satisfeito. Agora, vamos abrir os olhos". 9. Faça as crianças discutirem os conflitos e as soluções que acabaram de imaginar. 10. Peça às crianças que voltem às suas carteiras. Distribua uma folha de papel para cada uma e peça que escrevam "Meu conflito", em um lado, e "Como resolvi", no verso. Peça que façam uma ilustração do conflito e da solução. Elas podem, também, escrever uma breve narração. 11. Após essa atividade de desenho ou narração, peça às crianças que descrevam suas ilustrações sobre o conflito e suas possíveis soluções. Peca-lhes que relembrem o que imaginaram, as coisas que disseram durante a situação de conflito e as soluções indicadas. 12. À medida que cada criança der um exemplo, você pergunta: "Quando você estava imaginando esse conflito, o que você dizia na hora em que ficava com raiva? O que você dizia quando estava resolvendo o problema?". Naquele cartaz com o título "Palavras que criam conflitos/Palavras que resolvem conflito", você escreve as frases mais interessantes. Exemplo: PALAVRAS QUE CRIAM CONFLITOS (Exemplo:) "É melhor você devolver o meu livro agora mesmo!" — PALAVRAS QUE RESOLVEM O CONFLITO (Exemplo:) "Vamos usar o livro juntos até você encontrar o seu". 13. Oriente as crianças no sentido de perceberem a
64 65

LIÇÃO 6 diferença entre as palavras-conflito e as palavras-solução. Ajude-as a perceber que as palavrasconflito expressam raiva e culpa. Elas fecham as portas da comunicação. As frases-conflito geralmente começam com a palavra "você". Em contrapartida, as frases-solução quase sempre denotam compromisso, conciliação e responsabilidade. Elas abrem as portas. Quando as pessoas estão interessadas em resolver o problema, utilizam frases-solução.

14. Explique às crianças como é difícil resolver conflitos quando as pessoas estão com raiva. Às vezes nós precisamos de um tempo para esfriar a cabeça primeiro. Você diz: "Numa outra lição, vamos estudar algumas normas que vão nos ajudar a resolver conflitos, de uma forma que as duas partes saiam ganhando. Vamos falar, também, sobre outros conflitos que já tivemos e a maneira de resolvê-los". 15. Você diz: "Vocês vão levar essas folhas para mostrar em casa. Vão contar o que descobriram hoje sobre os conflitos e as maneiras de resolvê-los". TODAS AS SÉRIES

COISAS QUE INTERFEREM NA RESOLUÇÃO DE CONFLITOS

>BJE1WOS
As crianças vão rever os significados de conflito e resolução de conflito. As crianças vão entender a maneira como elas geralmente se conduzem nos conflitos. As crianças vão perceber quais as emoções e pensamentos que prejudicam sua capacidade ou disposição de resolver os conflitos de forma pacífica. As crianças vão compreender que elas podem escolher várias maneiras de resolver um conflito.

^TERIAL
História: "Uma manhã ruim para Marcelo" (veja abaixo) Lousa, giz Cartaz: Palavras-conflito/Palavras-solução de conflito da Lição 5

MÉTODO
1. Disponha as crianças sentadas em círculo. 2. Diga-lhes que você vai contar a história de um menino tír nome Marcelo, que tem uma briga no ponto de ônibus. Você vtil pedir: "Enquanto vocês ouvem a história, tentem perceber pni que a briga começa e como Marcelo estava se sentindo".
66 67

3. Leia a história: "Uma manhã ruim para Marcelo". UMA MANHÃ RUIM PARA MARCELO Era uma segunda-feira de manhã. Marcelo não estava com vontade de levantar da cama nem de ir para a escola. A cama estava quente e convidativa, e fazia frio lá fora. Ele abriu os olhos sem pressa e viu seu cachorro, Pituca, estendido no chão roendo suas alpargatas. "Pituca, saia já daí" ele ordenou, bravo. Pituca saiu correndo e se escondeu num canto.

Marcelo levantou-se, vestiu-se devagar e escovou os dentes. Ele estava com toda a raiva do mundo porque uma de suas alpargatas estava estragada e, além disso, ele tinha que ir à escola naquela manhã fria. "Por que não podia ser domingo ainda?" Marcelo tomou café, pegou sua mochila e saiu para o ponto de ônibus. Os garotos estavam batendo uma bola. No momento exato em que ele se abaixou para colocar a mochila no chão, a bola veio voando e bateu na sua cabeça. Ele deu um grito: "Ai! Quem foi?". Tinha sido o Edu, que logo se desculpou: "Não foi por querer, é verdade!". Mas, como os outros garotos caíram na risada, Marcelo explodiu. "É mentira, seu idiota. Sinta pra ver como é bom." E, sem perder tempo, chutou a bola direto no estômago do outro. Edu veio aos gritos: "Olha aqui, isso não é justo. A bola bateu em você por acaso, mas isto que você fez foi de propósito. Você é um miserável". Então, Edu atirou a bola com força na perna de Marcelo. E foi aí que os dois garotos começaram a lutar. 4. Você pergunta: "O que causou a briga?". Ponha em discussão. Motive as crianças a expor o que sentem a respeito. 5. Você pergunta: "O que você teria feito se fosse o Marcelo, no momento em que a bola bateu na sua cabeça?". Discuta. 6. Você pergunta: "O que atrapalhou a resolução do problema?". 7. Você pergunta: "Vocês sempre se sentem com tanta raiva que não conseguem procurar uma solução para o problema?". Discuta e peça que eles dêem exemplos. Você também pode dar seus próprios exemplos pessoais. 8. Você pergunta: "O que o Marcelo poderia ter feito, em vez de chutar a bola de volta em cima do Edu?". Discuta e escreva as respostas na lousa, sob o título: "Outras opções". Algumas delas podem ser assim: - Gritar, mas não agredir a outra pessoa. - Andar um pouco até se acalmar e então dizer à outra pessoa como você se sente. - Chutar a bola bem longe, noutra direção; assim não machuca ninguém. - Rir do que aconteceu. Você deve deixar que as crianças dêem as suas respostas, mas procure orientá-las para apresentarem alternativas novas. Quando motivadas, elas podem encontrar uma variedade de opções. 9. Você diz: "Pensem em alguma situação em que vocês ficaram com raiva e não quiseram colaborar. Agora, cada um vai contar ao colega do lado alguma coisa que aconteceu desse jeito. Depois, o outro também vai contar". Deixe essa atividade "rolar" por alguns minutos. 10. Você pergunta: "Quem gostaria de contar à classe um conflito que teve e que não estava com vontade de resolver?". À medida que cada criança contar sua experiência, você pergunta: "O que atrapalhou a solução do problema?". 11. Você pergunta: "Quais seriam outras saídas que vocês teriam, mas que no momento não deu para perceber?". As crianças trocam ideias com seus pares. Em seguida, abre-se a discussão para o grupo. 12. Você pergunta: "Quantas vezes existem várias saídas diferentes para resolver o problema, mas nós não vemos, porque estamos com raiva ou chateados demais? Isso faz parte do ser humano e não quer dizer que somos maus. A gente deve lembrar, então, que é bom parar para pensar, toda vez que tiver um conflito, e ver se há uma maneira diferente de lidar com ele. Assim, evitamos fazer com que as coisas fiquem piores ainda". Discuta. 13. Você diz: "Na próxima lição, vocês vão estudar as MENSAGENS EU, que ajudam a resolver os conflitos".
68

69
LIÇÃO 7 TODAS AS SÉRIES

VAMOS USAR AS MENSAGENS EU

OBJETIVOS
• As crianças irão dramatizar problemas que levam ao conflito. • As crianças aprenderão a utilizar as MENSAGENS EU em situação de conflito.

MATERIAL
• Póster de MENSAGENS EU/MENSAGENS VOCÊ MENSAGENS EU

Eu estou zangado. Estou chateado porque você pegou meu material. Fiquei ofendido porque você me xingou.
MENSAGENS VOCÊ Você é um chato. Você é um miserável. Você me irrita.

MÉTODO
1. Faça as crianças sentarem-se em círculo. Diga: "Hoje nós vamos fazer um exercício gostoso de relaxamento antes de começar a nossa aula". Diga: 'Todos vão fechar os olhos e imaginar uma colher cheia de seu doce favorito. Você dá uma lambida. Sente aquele gostinho doce na língua. Agora, você está comendo o doce. Você sente descer pela garganta, até lá no estômago. Sinta as sensações de seu doce chegando na sua barriga. Então, você dá outra lambidinha e, depois, uma mordida daquelas. E, agora, você come todo o doce. Você está satisfeito, passa a mão no estômago e fica sorrindo". 2. Diga: "Agora que você está satisfeito, vamos conversar sobre uma coisa que você pode fazer quando tiver um conflito. E isso vai ajudar você a resolver as suas diferenças". 3. Diga: "Nós vamos conversar sobre uma coisa chamada MENSAGENS EU. As pessoas podem falar de duas maneiras diferentes quando querem dizer o que estão sentindo. Podem começar com a palavra EU ou com a palavra VOCÊ. 4. Diga: "Quando você começa com a palavra EU, você não está pondo a culpa nos outros. As MENSAGENS EU mostram que você é responsável por aquilo que está sentindo. Quando você começa com a palavra EU, você não põe a outra pessoa na defensiva". Explique. Diga: "Lembre-se, nós todos somos responsáveis pêlos nossos sentimentos". Ponha em discussão. 5. Peça aos alunos que observem o cartaz com as MENSAGENS EU/VOCÊ. Peça a um aluno para ler em voz alta. Explique, então, como as MENSAGENS VOCÊ deixam as outras pessoas na defensiva e as tornam menos dispostas a desejar a solução dos conflitos.

6. Procure criar algumas situações fictícias de conflito. Faça os alunos usarem primeiro as MENSAGENS VOCÊ e depois as MENSAGENS EU. Pergunte qual delas deu mais resultados. Faça uma discussão, encorajando a participação de todos. Agradeça às crianças que participarem. 7. Os alunos devem dramatizar as seguintes situações. Primeiro, da forma como eles normalmente agiriam. Em seguida, utilizando as MENSAGENS EU. a. Há um lápis no chão. Duas pessoas tentam pegá-lo ao mesmo tempo. Começam, então, a discutir pela propriedade do lápis. b. Fábio e Luís Carlos vão estudar juntos. Fernando pergunta se pode ir também. Fábio e Luís Carlos não lhe
70

71
l

LIÇÃO 8

\m
dão atenção. Fernando se sente ofendido, c. Cristina e Eliana estão fazendo um trabalho em conjunto. Eliana não trouxe o material que é de sua responsabilidade. Agora, o trabalho vai ser entregue com atraso, d. Um amigo de Alexandre gritou com ele no playground. Alex entra na escola triste e irritado. Quando outro amigo diz um "ou", na fila, Alex responde: "Some daqui!". Depois de cada dramatização, discuta qual delas deu resultados mais positivos. Aquela que utilizou os métodos "tradicionais", ou aquela das MENSAGENS EU. Obs.: O uso das MENSAGENS EU pode ser traiçoeiro. Às vezes é necessário fazer com que os alunos pratiquem algumas vezes, até que eles peguem o jeito da coisa. 8. Pense em outras situações nas quais as crianças possam exercitar as MENSAGENS EU. Délhes tempo para praticar. 9. Pergunte: "De que forma vocês acham que isso poderia funcionar com países que não mantêm relações de amizade?" 10. Pergunte: "Vocês acham que duas nações podem resolver suas diferenças através da negociação?" 11. Pergunte: "Você acha que valeria a pena um esforço especial das nações para tentar esse entendimento? Por quê?" Obs.: O professor pode utilizar outras situações como a relação entre um patrão e um trabalhador, entre um guarda e um cidadão etc. TODAS AS SÉRIES

DIRETRIZES VITÓRIA/VITÓRIA
OBJETWOS
• As crianças expõem as definições de conflito e de resolução de conflito. • As crianças compreenderão que o conflito é uma ocorrência normal em qualquer relacionamento. • As crianças farão a dramatização das resoluções de conflito, aplicando as diretrizes VITÓRIA/VITÓRIA.

MATERIAL
• Cópias das diretrizes VITÓRIA/VITÓRIA para os alunos levarem para casa Cartaz expondo as diretrizes VITÓRIA/VITÓRIA (veja p.76).

MÉTODO
1. Estabeleça: "Já conversamos sobre conflitos que tivemos com outras pessoas em nossas vidas. É normal ter conflitos? Todas as pessoas têm conflitos uma vez ou outra?". Pergunte: "É possível que as pessoas resolvam seus conflitos sem se ferirem com palavras ou atitudes? Quando as duas pessoas se sentem bem no final de um conflito, isto é o que se chama VITÓRIA/VITÓRIA. 2. Diga: "Hoje vamos aprender algumas normas que nos ajudarão a lidar com os conflitos, de uma forma em que as duas partes se sentirão bem, e assim ninguém sairá perdendo". 3. Mostre as diretrizes VITÓRIA/VITÓRIA no cartaz. Você terá melhor resultado se cada diretriz estiver numa cor diferente. Peça a alguns alunos para lerem uma diretriz de cada vez. 4. Faça uma discussão de cada diretriz. Pergunte aos 72
73

alunos o significado de cada diretriz. Pergunte se eles já tentaram alguma vez usar qualquer uma delas. E se deu certo. Ponha em debate. 5. Discuta a palavra compromisso. Lembre aos alunos que um compromisso é uma promessa que alguém faz a si mesmo ou a outra pessoa e que deve ser mantida, aconteça o que acontecer. Diga: "É bastante comum nós quebrarmos uma promessa quando somos pressionados demais. O que a palavra compromisso quer dizer é que você mantém sua promessa independente de qualquer coisa". Estabeleça: "Quando, em um conflito, pelo menos uma das partes está desejando encontrar uma solução, então é possível usar as normas VITÓRIA/ VITÓRIA com sucesso". 6. Proponha: "Você está tendo um conflito com alguém. Vocês dois estão zangados. Então, esse alguém xinga você. Você deve parar de tentar resolver o conflito?". "E se a outra pessoa não está mostrando que quer resolver o conflito? Você deve decidir parar de tentar também?" Debater. 7. Pergunte: "Com quem começa a paz? Por que é importante manter o seu compromisso?". Ponha em evidência que há ocasiões em que é difícil ser um pacifista. Às vezes uma pessoa se sente solitária, quando percebe que só ela está procurando a paz. Pergunte: "Se nós queremos viver num mundo de paz, vale a pena enfrentar as dificuldades e resolver o problema, mesmo que isso dê algum trabalho?". Debater. Procure destacar que a paz começa com o compromisso de cada indivíduo. Faça alusão a alguns pacifistas de que você tenha conhecimento e as crianças possam reconhecer, como Nelson Man-dela, Dom Paulo Evaristo Arns, Mikhail Gorbatchev, Martin Luther King, Gandhi e outros, que se mantiveram, ou se mantêm, firmes em suas convicções, mesmo quando contam com quase nenhum apoio. 8. Pergunte: "Como você acha que os países do mundo estariam se comunicando e se relacionando, se todos estivessem comprometidos, interessados, em resolver as coisas de maneira pacífica?". Obs.: O passo seguinte deveria ser repetido pelo menos uma vez por semana durante o ano letivo. Não deixe de usar, também, as diretrizes VITÓRIA/VITÓRIA para uma demonstração visual, conforme está descrito no capítulo "As diretrizes VITÓRIA/VITÓRIA: Demonstração visual da arte de resolução de conflitos". 9. Diga: "Nós vamos agora dramatizar algumas situações de conflito e encontrar soluções, mesmo quando a outra pessoa não estiver cooperando". a. Distribua cópias das diretrizes VITÓRIA/VITÓRIA, b. Pergunte aos alunos se algum deles tem um conflito real, que possa ser dramatizado em classe. Faça com que vários alunos descrevam seus conflitos. Escolha um para a representação. c. Faça com que o aluno descreva o conflito escolhido. Não use os nomes verdadeiros das pessoas envolvidas. As crianças podem dizer: "meu amigo" ou "alguém que eu conheço". d. Selecione os alunos que vão interpretar cada papel. Faça com que o aluno cujo conflito vai ser representado dê algumas dicas rápidas e em voz baixa aos intérpretes, e. Peça aos intérpretes que fiquem no centro do círculo e dramatizem o conflito da forma corno aconteceu, incluindo o seu final verdadeiro.

f. Discuta as impressões dos participantes. Por que aquele final foi desastroso? Pergunte: "Quem perdeu?" g. Agora, repita a dramatização utilizando as diretrizes VITÓRIA/VITÓRIA. Dirija os alunos em cada estágio. É função do professor orientar os alunos, sempre que eles estiverem dramatizando dentro das diretrizes VITÓRIA/ VITÓRIA. Não é necessário que os alunos decorem as diretrizes. Eles irão certamente assimilá-las, através das repetidas dramatizações, da orientação de acompanhamento e do reforço. h. Discuta a interpretação segundo a técnica de VITÓRIA/ VITÓRIA. Como se sentiram os "atores"? Pergunte: "Quais são as vantagens de usar as diretrizes VITÓRIA/VITÓRIA?". i. Trabalho de casa: "Fale com sua família sobre as normas VITÓRIA/VITÓRIA". Diga: "Pendure essas normas em um lugar em sua casa onde todos possam ver. Pergunte às pessoas de sua família se elas gostariam de usar essas normas no próximo conflito que tiverem".
74 75

TODAS AS SÉRIES

AS pIRETRIZES VITÓRIA/VITÓRIA
LIÇÃO 9

OUVINDO E REFLETINDO
1. Tome algum tempo para esfriar a cabeça, se necessário. Descubra maneiras diferentes de mostrar que está zangado. 2. Cada pessoa expõe seus sentimentos e a forma como vê o problema, usando as MENSAGENS EU, sem acusações, sem xingamento e sem interrupção. 3. Cada pessoa expõe o problema da forma como a outra pessoa o vê. 4. Cada pessoa declara em que medida ela própria é responsável pelo problema. 5. Faça uma sessão de brainstorrrí para levantar as soluções possíveis e escolha aquela que satisfaça a ambas uma solução do tipo VITÓRIA/VITÓRIA. 6. Ressalte as qualidades positivas de seu amigo/parceiro.

OBJETFVOS
• As crianças utilizarão a técnica de atenção interessada para a solução de problemas. • As crianças terão uma compreensão mais profunda da importância de ouvir com atenção. Obs.: Esta lição vai preparar os alunos para o estágio 3 das Diretrizes VITÓRIA/VITÓRIA: "Cada pessoa expõe o problema da forma como a outra o vê".

MATERIAL
• Diretrizes VITÓRIA/VITÓRIA • Póster "Ouvindo e Refletindo" • Papel, lápis, lápis de cor
77

* N.T. — Veja a Lição l O, sobre a técnica de brainstorm. 76

OUVINDO E REFLETINDO O processo de atenção dirigida segue os seguintes passos: l - ouça com total atenção a pessoa que está falando; 2 -repita com suas próprias palavras o que acabou de ser dito. Quando uma pessoa percebe que você a está ouvindo dessa maneira, ela se sente valorizada e vai prestar atenção em você quando for a sua vez de falar.

MÉTODO
1. Peça aos alunos que se sentem em círculo. Você diz: "Hoje nós vamos conseguir um relaxamento projetando a ideia de uma pizza. Feche os olhos e sinta o cheiro da pizza saindo do forno. Tem até uma fumacinha saindo. O cheiro dessa pizza quente e gostosa está pela sala toda. Agora, você pega um pedaço. Cuidado, que está quente. Agora o primeiro bocado, ah!... Pense naquele queijo esticado como um fio de barbante. Você põe todo aquele fio na boca. Agora vai mastigando. Depois, outro bocado. Aquela sensação gostosa e quentinha na boca. Imagine o bocado de pizza descendo até o estômago. Então, aquele pedaço acabou, mas você pega outro. Você vai comendo pizza até ficar completamente satisfeito. E então, que tal alguma coisa geladinha para beber?". 2. Você diz: "Agora vamos abrir os olhos e guardar essa sensação gostosa com a gente. Ela vai ajudar vocês a ficarem calmos e com mais disposição para ouvir, porque a aula de hoje vai tratar de uma maneira mais interessante de ouvir. E isso nós chamamos de atenção dirigida". 3. Você diz: "A atenção dirigida é uma coisa que nós vamos usar quando estudarmos as normas VITÓRIA/VITÓRIA". Dê uma passada rápida pelas diretrizes e chame a atenção das crianças para o estágio 3: "Cada pessoa expõe o problema da forma como a outra pessoa o vê". Você diz: "A lição de hoje vai nos ajudar a fazer isso, com um jeito novo de prestar atenção". 4. Você pergunta: "Como vocês se sentem quando alguém presta atenção ao que vocês falam?". Ponha em discussão. 5. Mostre o póster "Ouvindo e Refletindo". Faça com que alguns alunos o leiam em voz alta. 6. Você diz: "Agora, nós vamos praticar como se ouve com interesse". 7. Você diz: "Cada um de nós vai ter a oportunidade de ouvir e ser ouvido. Aprender a ouvir com atenção é como aprender a andar de bicicleta. No começo parece estranho e até meio difícil. Mas, quanto mais você pratica mais fácil fica. Até que você faz sem perceber". Consiga um voluntário para ajudar na demonstração. 8. Pergunte ao voluntário o que ele mais gosta de fazer depois das aulas. Repita com suas palavras o que o aluno disser. Em seguida, conte ao aluno o que você prefere fazer quando terminam as aulas e peça que ele repita com suas palavras. Peça mais um ou dois voluntários e repita o processo, antes de prosseguir na lição. 9. PROCESSO Nfi 1: "Vamos ver dois processos que usam a técnica da atenção dirigida. Então, cada um de vocês vai virar-se para o seu par. Um de vocês vai ser 'A e o outro vai ser 'B'. 'A' vai dizer para 'B' as coisas que mais gosta de fazer. Quando eu disser tempo', 'B' vai repetir para 'A' o que ele ouviu. Podem começar". Depois, inverta a situação, fazendo com que "B" conte e "A" repita. 10. Você pergunta: "Como você se sentiu sendo ouvido com atenção total?". Ponha em discussão. "O que você achou melhor: ouvir ou ser ouvido?" Discuta. "De que maneira a atenção dirigida pode ajudar a resolver conflitos?" 11. PROCESSO Na 2: Você diz: "Eu vou fazer uma pergunta e gostaria que todos vocês pensassem a respeito. Vamos fazer uma rodada pelo círculo, e cada um na sua vez vai responder à pergunta. Mas, antes, terá que repetir o que o colega ao seu lado acabou de dizer". Exemplo: Faça a pergunta: "Os alunos devem ter lição de casa? Sim ou não, e por quê?". O professor responde primeiro: "Sim, os alunos devem ter lição de casa porque isso ajuda a aprender

melhor". Ana é a primeira no círculo. Ela se volta para o professor, olhando diretamente para ele, e diz: "Você acha que os alunos devem ter lição de casa porque isso ajuda a aprender melhor". Nesse instante o professor diz: "Sim", porque Ana deu uma ideia correia da sua afirmação. Se Ana não tivesse conseguido, o professor diria: "Não", e Ana iria tentar novamente. Agora, Ana tem que dar a sua própria resposta à pergunta. Ela diz: "Não, os alunos não devem ter lição de casa porque isso é muito chato". José está sentado ao lado dela. Ele terá que repetir o que ela acabou de dizer, antes de dar a sua própria resposta. Continue a rodada até que todas as crianças tenham conseguido passar pelo mesmo processo. 78 79 LIÇÃO 10 12. Depois de completada a volta, discuta o processo com o grupo. Você pergunta: "Foi fácil ou foi difícil repetir corre-tamente o que o outro disse?". 13. Você diz: "Se nós sabemos praticar a atenção dirigida somos também capazes de usar a norma ne 3 de VITÓRIA/ VITÓRIA, quer dizer, vamos conseguir falar o que a outra pessoa está sentindo". 14. Atividade de acompanhamento (follow-up): As crianças respondem às seguintes perguntas por escrito: "Como eu me sinto quando alguém realmente presta atenção quando estou falando? Por que é importante prestar atenção quando alguém fala comigo?". As crianças da 1a série podem fazer um desenho que expresse como elas se sentem quando alguém ouve com atenção o que elas dizem. Obs.: Repita o processo da atenção dirigida quantas vezes você puder, empregando perguntas diferentes a cada vez. TODAS AS SÉRIES

A CRIATIVIDADE DO BRAINSTORM

OBJETIVOS
• As crianças vão aplicar a técnica de brainstorm. • As crianças vão compreender que brainstorm é uma técnica criativa que tem aplicações ilimitadas. • As crianças serão capazes de aplicar essa técnica mais tarde, porque ela está ligada às diretrizes VITÓRIA/VITÓRIA.

MATERIAL
• Lápis • Póster intitulado "Regras para o jogo de brainstorm

RE GR AS

PA RA O JO GO DE BR AI NS TO RM
1. Diga tudo o que vier à cabeça. 2. Não censure as suas ideias nem as ideias dos outros. 3. Não limite as suas ideias só para dar um sentido no momento. Provoque a capacidad e criativa da sua mente. 4. Deixe que os pensamentos surjam livremente. Deixe "rolar". 5. Você sabia que as pessoas usam apenas uma pequena parte de sua capacidade mental? O brainstorm ajuda você a ventilar aquela parte que você quase não usa. Você vai ficar surpreso com tantas

ideias novas. 6. Veja quantas ideias e soluções criativas você é capaz de produzir. E não deixe, de forma nenhuma, os pensament os amarrados. 7. Seja corajoso e entre na onda.

80

81

• Cartolina folha grande, para cada grupo de quatro ou cinco crianças • Canetas hidrográficas Obs.: Crianças de 1a série vão precisar de ajuda de um auxiliar de ensino, para cada grupo, para anotar as ideias de brainstorm.

MÉTODO
1. Você diz: "Já falamos sobre o que é um conflito e a resolução do conflito. Vocês são capazes de repetir o que é um conflito?". Discuta. "Qual é o significado de resolução de conflito?" Ponha em discussão. "O conflito deve normalmente fazer parte da interação humana? Nós podemos escolher a maneira de lidar com um conflito?" Discuta. "Você acha que uma pessoa pode resolver uma divergência, mesmo quando a outra pessoa não estiver colaborando?" Ponha em discussão. 2. Você diz: "Uma das maneiras de resolver as divergências é apresentando ideias para que se consiga uma solução boa ou razoável para todas as pessoas envolvidas. E a gente pode conseguir isso com o processo de brainstorm. Pergunte se alguém já praticou algo parecido com a técnica de brainstorm alguma vez. Se houver alguém, peca-lhe que explique à classe que brainstorm é um PROCESSO DE PENSAMENTO CRIATIVO, em que as pessoas apresentam tantas ideias quantas vierem à cabeça, para tentar resolver um problema.* 3. Você diz: "Hoje todo mundo vai participar de um jogo de brainstorm. A finalidade vai ser descobrir todas as utilidades possíveis de um lápis. As regras para jogar brainstorm estão todas neste póster". Mostre o póster e explique bem cada regra. 4. Você ergue um lápis e diz: "Quero que vocês pensem em todas as coisas que se pode fazer com este lápis. As ideias podem ser bobas, atrevidas; com sentido, sem nenhum sentido; úteis ou inúteis. O que interessa mesmo é não impedir que suas ideias surjam livremente. Qualquer ideia que venha à sua cabeça vai valer".

5. Você diz: "Nós vamos dividir a classe em grupos de quatro ou cinco para este jogo. Cada grupo escolhe um líder". (É nesse ponto que um auxiliar é necessário.) "O líder vai anotar as ideias de todo o grupo na cartolina que eu vou deixar com vocês." Distribua cartolinas e canetas hidrográficas. "Lembrem-se, nada de ficar caçoando das ideias do outro. Toda ideia vale. Vocês também vão ter que pensar rápido. Vou dar a vocês só quatro minutos. Procurem apresentar quantas sugestões vocês puderem. Alguma pergunta?" Obs.: Alunos de P série podem executar essa atividade, mas o professor fará as anotações das ideias fornecidas pêlos alunos. 6. Cronometre a atividade. Dê exatamente quatro minutos. Ao final, faça com que cada líder leia a lista completa das ideias do seu grupo. 7. Faça uma discussão do processo. Observe se a imaginação das crianças conseguiu sair do âmbito do convencional. Elogie-as por isso e comente que o brainstorm pode nos dar a chave para a solução dos mais diferentes problemas e desafios. Você diz: "O jogo de brainstorm pode nos ajudar a encontrar um mundo de soluções para qualquer problema". 8. Você pergunta: "Quais são algumas maneiras diferentes de usar o brainstorm?". Abra a discussão. 9. Você diz: "O brainstorm nos ajuda a pensar em soluções de conflitos, mesmo quando parece que as nossas chances são poucas, ou que não temos nenhuma chance". 10. Você pergunta: "Como os nossos líderes mundiais podem usar esse jogo?". Ponha em discussão.
*N.T.— Caso contrário, mostre que sempre que nós procuramos entre amigos, na nossa comunidade, na nossa família, enfim em conjunto, resolver um problema novo de forma inovadora, diferente, nós estamos participando de um tipo de brainstorm.

82
83

LIÇÃO 11 TODAS AS SERIES

O BRAINSTORM AJUDA A RESOLVER CONFLITOS

OBJETIVOS
• As crianças vão "imaginar" e descrever várias situações de conflito. • As crianças vão aplicar as técnicas de brainstorm para criar as soluções viáveis para situações de conflito. • As crianças vão aplicar as diretrizes de VITÓRIA/VITÓRIA.

MATERIAL
• Póster intitulado "As regras para o jogo de brainstorm" (veja a Lição 10) • Cartolina para anotar as sugestões dos alunos • Cartolina Diretrizes VITÓRIA/VITÓRIA, da Lição 8.

MÉTODO
1. Faça as crianças formarem um círculo. Você diz: "Hoje vamos tratar dos conflitos pessoais e vamos usar o jogo de brainstorm, para conseguir todas as ideias que ajudem a resolver os problemas". 2. Você pergunta: "Quem já teve um conflito e gostaria de contar para a classe? Não esqueçam de uma coisa: não vale falar o nome verdadeiro da pessoa". 3. Escolha alguns alunos para contarem os conflitos que tiveram. 4. Selecione um conflito para focalizar com a classe. 5. Peça aos alunos para dramatizarem o conflito, da forma como aconteceu. 6. Agora, faça uma nova dramatização, usando as diretrizes VITÓRIA/VITÓRIA. Interrompa quando chegarem às "soluções brainstorm". Peça aos intérpretes que se sentem. 7. Peça à classe toda para criar quantas soluções forem possíveis. Anote-as ou faça constar na cartolina. 8. Depois de esgotadas todas as possibilidades, oriente as crianças na escolha de algumas das soluções. Circunde, na cartolina, as escolhidas. Agora, encoraje a classe a usar de criatividade, combinando essas soluções ou sugerindo maneiras diferentes de utilizá-las. 9. Peça à classe que escolha pelo voto a melhor solução. Escreva-a na lousa. 10. Lembre aos seus alunos que a resolução de conflitos é um esforço criativo. Você diz: "Às vezes a gente não descobre a solução para um conflito na hora. Resolver um problema leva tempo, criatividade e o desejo de conseguir uma solução que não é a toda hora que a gente descobre". Obs.; Esse processo pode ser repetido, resumidamente, várias vezes por semana. Separe dez minutos no final da aula para descobrir soluções para conflitos havidos na classe. Você ficará surpreso pela maneira como sua turma vai engajar-se no processo. Leve as diretrizes VITÓRIA/ VITÓRIA e as REGRAS PARA O JOGO DE BRAINSTORM para a reunião de professores. Deixe aberta a oportunidade de seus colegas utilizarem essas técnicas para resolverem suas eventuais diferenças. Eles vão agradecer.
84 85

LIÇÃO 12 TODAS AS SERIES

A PROTEÇÃO DO NOSSO MEIO AMBIENTE

OBJETTVOS
• As crianças farão urna demonstração prática de que "cuidar da paz é cuidar do nosso meio ambiente": farão uma limpeza no pátio da escola e plantarão mudas de flores e árvores em lugar apropriado. • As crianças deverão aprender que nós todos somos responsáveis pelo cuidado com o mundo à nossa volta. Independente da grande importância de nossa ação, cada pessoa que assumir essa responsabilidade faz uma enorme diferença para garantir uma melhor qualidade de vida para todos em nosso planeta.

MATERIAL
Cartaz com os dizeres: "Defender a paz significa cuidar de nós mesmos, das outras pessoas e do nosso meio ambiente" • Póster tamanho grande, para ser preenchido durante a aula, sob o título: "Tudo que podemos fazer para proteger nosso meio ambiente" • Sacos plásticos de lixo * uma muda de flor para cada criança, colheres velhas ou pequenas pás para jardinagem. Se não houver um canteiro de jardim em sua escola, você pode usar vasos ou pequenas floreiras. • Opcional: fotos (recortes de revista) das flores que vão ser plantadas
• N.T. - Consulte o órgão responsável pela coleta de lixo em sua cidade e informe-se sobre o processo de coleta seletiva de lixo. Se existir material próprio, aproveite para discuti-lo com seus alunos e a comunidade atendida pela escola.

86

MÉTODO
1. Faça as crianças sentarem-se em círculo. Você diz: "Nós já aprendemos aqui uma maneira de reconhecer as qualidades de outra pessoa. É só dizer a essa pessoa uma coisa especial que nós achamos que ela tem. Hoje nós vamos também dizer ao nosso meio ambiente, ao mundo à nossa volta, que ele é bom para nós. Vamos reconhecer as qualidades do nosso meio ambiente cuidando dele". Mostre o cartaz "Defender a paz significa...". 2. Você pergunta: "O que quer dizer, então, cuidar do nosso meio ambiente?". Abra a discussão. 3. Você pergunta: "Como é que a gente pode proteger o meio ambiente? Quem pode me sugerir uma maneira de fazer isso?". Anote as respostas das crianças na cartolina sob o título 'Tudo o que podemos fazer para proteger nosso meio ambiente". 4. Pergunte às crianças como elas poderiam mostrar que se interessam pelo ambiente em volta da escola. Ponha em discussão. 5. Você pergunta: "Como seria esse lugar vizinho da escola, se todo mundo cuidasse dele?". 6. Você pergunta: "Como seria o mundo se cada pessoa, em todos os lugares, cuidasse dele?". Discuta. 7. Você diz: "Hoje nós vamos cuidar da área em volta da escola, varrendo o pátio e plantando algumas flores". Mostre as mudas e os utensílios. Mostre, também, as fotos das flores que resultarão das mudas. Leve as crianças para o local da atividade. 8. Distribua as mudas e os sacos de lixo. Organize as crianças em grupos para fazer a limpeza e plantar. 9. Ao final da atividade, todos de volta para a classe. Então, veja com as crianças um plano de jardinagem para a primavera. Elas vão escolher o que querem plantar: verduras e legumes, flores, árvores. 10. Anote na agenda uma data para essa atividade de jardinagem na primavera. 11. Pergunte às crianças se elas gostam de cuidar do meio ambiente. Por que é importante fazer isso. De que forma elas estão ajudando a proteger o nosso meio ambiente. Elogie cada resposta positiva.
87

LIÇÃO 13 TODAS AS SÉRIES

COMO CUIDAR DAS PESSOAS EM NOSSA COMUNIDADE
Obs.: Antes desta aula, combine com um representante de alguma entidade oficial de promoção social de seu Município para uma palestra em sua classe.

OBJETIVOS
• As crianças terão uma entrevista com o representante sobre as atividades de promoção social e a situação das populações de mais baixa renda que são atendidas. • As crianças procurarão descobrir formas de ajudar os organismos de promoção social da comunidade (idosos, crianças, jovens, sem-terra, desempregados, migrantes). • As crianças decidirão por alguma linha de ação para trabalhar em prol do grupo escolhido.

MATERIAL
• Folhetos ou publicações de uma associação ou centro de assistência ao grupo escolhido. Se possível, algumas fotos dos recolhidos ao centro • Cartolina (para ser preenchida depois) com o título: "Como ajudar o centro de assistência ao ...". (Você pode incluir o nome verdadeiro da associação.)

MÉTODO
1. Crianças sentadas em círculo. Faça a apresentação do convidado para a palestra. 2. Pela ordem do círculo, cada aluno se apresentará ao visitante. 3. Peça ao convidado que fale às crianças sobre a sua associação e sobre as pessoas que são atendidas por ela ou que vivem lá. As publicações podem ser mostradas ou passadas para a classe nessa oportunidade. 4. Deixe os alunos fazerem perguntas. Eles podem também falar de sua própria experiência com o setor atendido ou enfocado pelo convidado. 5. Peça ao convidado que fale às crianças sobre as formas de ajudar as pessoas atendidas pela sua associação. As crianças poderão fazer suas próprias sugestões. 6. Você pergunta: "Por que será que acontece o abandono dessas pessoas? De que maneira elas podem ser levadas a participar da vida de nossa comunidade?". Abra a discussão e faça com que os alunos também apresentem algumas sugestões. Oriente as crianças para a visão de que todas as pessoas, independente de idade, sexo, raça, condição económica, religião, são iguais, ou pelo menos deveriam ser, e têm uma contribuição valiosa para dar à sociedade, especialmente porque todos têm alguma experiência própria a partilhar com a comunidade. Comente o fato de que, em países de cultura e costumes diferentes do nosso, os direitos e ideias de todas as pessoas são reconhecidos e respeitados, sem discriminação, com respeito às posições diferentes das nossas, do grupo social e do governo no poder. 7. Faça com que todos juntos elaborem um projeto para alguma atividade com o grupo social escolhido. Pode-se incluir um programa de ajuda mútua. Por exemplo: convidar uma pessoa para visitar a classe, fazer uma palestra ou ajudar a esclarecer dúvidas. Por seu lado, as crianças podem manter correspondência com as autoridades, falando de coisas da escola, família e atividades em que estão envolvidas, como o programa "A Paz Também se Aprende". Se sua escola permitir, você poderá organizar alguma visita das crianças a um centro de assistência da comunidade. As crianças podem levar coisas de comer, podem desenvolver atividades com eles e estes contarem suas experiências para as crianças. Há uma variedade de coisas para se fazer . Ajude as crianças a decidirem e escreva tudo na cartolina "Como ajudar o centro de assistência ao ...".

8. Escreva um bilhete para os pais dos alunos (ou peça a estes que o façam), contando sobre esses planos. 89 88
TODAS AS SÉRIES

9. Pergunte às crianças como esses planos se ajustam à definição de paz que elas aprenderam: "Defender a paz significa cuidar de nós mesmos, das outras pessoas e do meio ambiente".
LIÇÃO 14

TODAS AS SÉRIES 9. Pergunte às crianças como esses planos se ajustam à definição de paz que elas aprenderam: "Defender a paz significa cuidar de nós mesmos, das outras pessoas e do meio ambiente". LIÇÃO 14

14 TODAS AS SERIES

VAMOS PENSAR NOS NÃO TÊM O QUE COMER
Obs.: Esta aula deve ser dada próxima a uma festa tradicional. como Páscoa, Dia das Mães etc.

IETIVOS
crianças vão aprender que existem muitas pessoas que j passam fome em sua comunidade, na cidade, no estado, no \ pais e no mundo, e que há maneiras de ajudar. j As c rianças deverão compreender que, para se ter um mundo realmente em paz, é necessário cuidar também das outras pessoas, não apenas de si mesmas. As crianças que tiverem nível sócio-econômico razoável poderão participar com algum alimento (em espécie, não em dinheiro), cujo destino será decidido em conjunto com o professor.

[ATERIAL
"Jma notícia ou artigo atual sobre o problema da fome, para você ler em classe Póster "Defender a paz significa cuidar de nós mesmos, das outras pessoas e do nosso meio ambiente" Cana aos pais (veja p.93)

IMÉTODO
1. As crianças sentam-se em círculo. Você diz: "Imagine '; que você se levanta de manhã e fica sabendo que não tem nada

91 para comer. Você vai para a escola e está com fome, mas Você não quer contar nada disso para o professor. Você tenta fazer sua lição mas não consegue pensar direito. Você se sente cansado e gostaria de deitar a cabeça na carteira. Chega a hora do almoço e ainda não há nada para comer. O estômago começa a doer. Você só consegue pensar em comida, mas continua sem nada para se alimentar". 2. As crianças podem ficar uns três minutos em silêncio e de olhos fechados, para imaginar esse quadro. Então, peça que abram os olhos e faça a pergunta: "Como vocês se sentiram enquanto imaginavam essa situação?". Ponha em debate. Tenha um cuidado especial com aquelas crianças em sua classe que possam ter vivido, ou ainda vivam, uma condição semelhante a essa utilizada para sugestão da imagem. 3. Leia alguns artigos ou publicações sobre o problema da fome que sejam apropriados para um debate. 4. Comente com as crianças que a fome não precisaria realmente existir. Ponha em discussão algumas ideias para abrandar o problema no nosso país. 5. (Se você decidiu que seus alunos podem contribuir com alimentos, como atividade de conscientização para o problema da fome em populações carentes): Peça aos alunos que comecem a trazer os alimentos. Você pode encaminhar essa contribuição a entidades de assistência do bairro. 6. Mostre o póster "Defender a paz significa cuidar de nós mesmos, das outras pessoas e do nosso meio ambiente". Pergunte aos alunos: "De que forma a sua preocupação com a fome das pessoas está relacionada com o título do póster?". Abra a discussão. 7. Distribua aos alunos a carta aos pais. Comente o seu conteúdo.

CARTA AOS PAIS LIÇÃO 14
VAMOS PENSAR NOS QUE NÃO TÊM O QUE COMER

Queridos pais: Com a chegada (da Páscoa/Dia das Mães/etc.), somos levados a pensar nas pessoas carentes em nossa comunidade. Nossa classe está angariando algum tipo de alimento (não perecível) para esse propósito. Vocês gostariam de mandar alguma coisa? Seu gesto será de grande ajuda para nossa campanha. Se vocês tiverem alguma sugestão a fazer para melhorar esse nosso trabalho, vamos ficar agradecidos. Com amor, Nome do aluno. 93 92

LIÇÃO 15 TODAS AS SÉRIES

AS NECESSIDADES BÁSICAS DAS PESSOAS

OBJETIVOS
• As crianças vão descobrir que todas as pessoas têm as mesmas necessidades básicas e que no íntimo somos todos iguais. • As crianças vão ouvir sobre as necessidades básicas comuns a todos nós: alimento, roupa, abrigo e afeto. • As crianças vão entender que as necessidades básicas são as mesmas, independentemente da aparência das pessoas e do seu modo de agir ou viver.

MATERIAL
• Cartolina com o título: "As necessidades básicas das pessoas" • Canetas hidrográficas • Exemplares da Revista Geográfica Universal ou outras e pósteres com recortes de pessoas de diferentes culturas • Um globo ou mapa-múndi • Cartolina com o título "As (várias) maneiras como as pessoas se parecem"

MÉTODO
1. Crianças sentadas em círculo. Eleve o moral de seus alunos, lembrando-lhes que cada um deles é especial e único. Diga-lhes que cada pessoa, em qualquer parte do mundo, tem alguma coisa de especial. Diga-lhes também que temos algo em comum com todas as pessoas do mundo — nossas necessidades básicas. Deixe afixada na frente da classe a cartolina com o título "As necessidades básicas das pessoas". Chame a atenção das crianças para essas palavras. 2. Você pergunta: "Quais são as coisas ou condições de que você precisa para sobreviver?" (Dê uma definição de sobrevivência.) Estabeleça, por meio de discussão, a diferença entre necessidade e desejo ou vontade de alguma coisa. Procure deixar claro que "necessidades" são aquelas coisas ou condições das quais dependemos para viver. Os desejos ou vontades são opcionais e não determinam a nossa sobrevivência. 3. Peça aos alunos que participem ajudando você a listar as quatro necessidades básicas na cartolina: alimento, roupa, abrigo e afeto. As coisas ligadas a elas, tais como remédio, dinheiro etc., podem também ser incluídas. Entretanto, uma clara distinção deve ser feita entre as coisas que as pessoas necessitam e o que desejam. 4. Mostre as fotos de pessoas de outras culturas. Você pergunta: "Vocês acham que essas pessoas têm as mesmas necessidades que nós?". Proponha o debate. Oriente seus alunos para a conclusão de que as pessoas têm as mesmas necessidades básicas, independentemente das diferenças de aparência, modo de vida ou língua que falam. Os alunos podem localizar no globo ou mapa os países de origem dessas pessoas.

5. Chame a atenção para as fotos novamente. Você pergunta: "Em que essas pessoas são diferentes de vocês? E em que elas se parecem com vocês?". Você pergunta: "Quando uma pessoa parece diferente, isso quer dizer que suas necessidades básicas também são diferentes?". Ponha em discussão. 6. Mostre as fotos de localidades e cenários ambientais diferentes, com as pessoas em suas casas, famílias, seus trajes e pratos típicos. Você pergunta: "Nestas fotos, quais necessidades básicas estão sendo satisfeitas?". 7. Você diz: "As pessoas de outras culturas parecem diferentes de nós, mas em algumas coisas específicas elas são bem parecidas. Quais são essas coisas?". Faça uma lista das semelhanças na cartolina com o título "As várias maneiras como as pessoas se parecem". 8. Você pergunta: "Se uma pessoa tem uma aparência 94
95

LIÇÃO 16

diferente, isso quer dizer que no íntimo ela é diferente?". Ponha em discussão. 9. Explique aos alunos que os conflitos geralmente se baseiam nas diferenças visíveis (raça, sexo, cultura, religião, deficiência física). Discuta. 10. Você diz: "Às vezes as diferenças são vistas como ameaça". Esclareça que às vezes não confiamos em pessoas que se parecem ou agem de forma diferente da nossa. Você diz: "Às vezes as guerras começam por causa dessas diferenças. O que é importante lembrar é que, por mais diferentes que as pessoas sejam, suas necessidades básicas são as mesmas. Estamos todos interligados". Defina a palavra "interligado". Você diz: "Nós somos a 'família humana'. É importante procurar saber a respeito das outras pessoas, não só daqueles que são iguais a nós. Vivemos juntos neste mundo (faça um gesto abrangendo o globo ou o mapa). Vamos estar sempre ligados como habitantes do mesmo planeta. Viver num mundo em paz significa aceitar as outras pessoas e saber que no íntimo somos todos iguais e que nossas necessidades são iguais. E também é importante lembrar que todas as pessoas são especiais, são originais". 11. Você pergunta: "Vocês sempre acham difícil aceitar as pessoas que são muito diferentes de vocês?". Discuta. 12. Você pergunta: "Alguma vez você não foi aceito por uma outra pessoa porque ela achou que você era diferente dela?". Abra a discussão. 13. Você pergunta: "A paz começa com você, não é verdade? Então, como você deve tratar as pessoas, especialmente aquelas que parecem diferentes?" Discuta. Conclua a lição com um voto de confiança aos alunos. Diga-lhes que você acha que eles são capazes de aceitar as diferenças, mesmo que às vezes isso pareça muito difícil.
TODAS AS SÉRIES

ESTAMOS TODOS INTERLIGADOS

OBJETIVOS
• As crianças demonstrarão o entendimento de que todas as pessoas têm as mesmas necessidades básicas (alimento, roupa, abrigo, afeto). • As crianças compreenderão que, quando as pessoas estão empenhadas em resolver os conflitos, elas são capazes de achar os meios para isso.

• As crianças aprenderão que podem mudar sua maneira de sentir as diferenças, se se lembrarem de que as pessoas em todo o mundo são iguais no seu íntimo e estão interligadas (mutuamente associadas ou relacionadas).

MATERIAL
• Globo terrestre tamanho grande (ou mapa-múndi) • Um exemplar da Revista Geográfica Universal ou outra semelhante, mostrando modos de vida diferentes do nosso (ex.: África, índia, China) • Argila e barbante ou linha • Longo pedaço de barbante ou fita para demarcar "fronteiras" • Foto (recorte) mostrando a guerra ou um conflito físico 97
96

MÉTODO
1. Crianças sentadas em círculo. Deixe o globo (ou mapa) no centro do círculo. 2. Reveja o conceito de que as pessoas em todo o mundo necessitam de alimento, roupa, abrigo e afeto. Mostre uma foto que tenha pessoas de algum país onde o modo de vida é claramente diferente do nosso. 3. Peça aos alunos que olhem a foto com atenção, para poderem explicar de que maneira essas pessoas são diferentes na aparência, no modo de viver e de vestir. Se for o caso, leia as legendas ou referências das cenas mostradas. Procure motivar uma participação total. Seus alunos podem chegar à conclusão de que as casas das fotos são diferentes em virtude do clima e das características da região e que as atividades sociais devem ser diferentes devido à diferença de recursos disponíveis. Formule suas perguntas de uma maneira que permita aos alunos arriscarem hipóteses, conclusões, pondo em prática um raciocínio crítico e criativo. Veja se eles conseguem, da mesma forma, utilizar suas próprias experiências ou aprendizado anteriores. 4. Oriente seus alunos para estabelecer semelhanças entre as pessoas das fotos e as do Brasil. Procure se concentrar nas necessidades básicas do ser humano como um conjunto de coisas das quais todos partilhamos, quaisquer que sejam as nossas diferenças. 5. Procure levar os alunos a reiterarem a ideia de que todas as pessoas têm as mesmas necessidades básicas: alimento, roupa, abrigo e afeto. 6. Pegue o globo (ou mapa) e coloque uma bolinha de argila para marcar o país mostrado na foto. Coloque outra sobre o Brasil. Ligue as duas com um pedaço de barbante ou linha. Acentue o conceito de que todas as pessoas são "interligadas". Dê uma definição. Pergunte às crianças que ideia elas têm da palavra "interligado". 7. Peça aos alunos que olhem para o globo (ou mapa). Vocr diz: "Quando os astronautas estão no espaço exterior, enxer gam a Terra como uma coisa só. E também enxergam tudo sei n fronteiras entre os países. Então, eles percebem que nós todos fazemos parte do mesmo planeta, que estamos interligados. Pessoas diferentes em países diferentes fazem parte da família humana". Explique o significado da palavra "fronteiras". 8. Agora, utilizando as fotos com cenas de guerra, mostre como as pessoas lutam por causa de suas fronteiras, nos mais diferentes lugares. Pergunte aos alunos o que geralmente acontece, quando pessoas de um país cruzam as fronteiras de um país inimigo. Abra a discussão. 9. Faça os alunos dramatizarem essa situação. Divida a sala em duas partes, demarcando a "fronteira" com barbante ou fita. Escolha aqueles que devem interpretar o papel de líderes dos países envolvidos na disputa de "fronteiras". Peça à classe para pensar em maneiras para resolver a divergência. Discuta. Repita a dramatização utilizando as diretrizes VITÓRIA/ VITÓRIA.

Lembre o fato de que às vezes, especialmente quando há desentendimento, as pessoas se esquecem de que no íntimo são todas iguais. Mas o fato existe, permanece. As pessoas são iguais intimamente e são capazes de resolver suas diferenças. Você diz: "Isso às vezes parece impossível. Ficamos desanimados e passamos a achar que as coisas não vão se resolver de forma pacífica. Às vezes nós nem desejamos resolver as coisas numa atitude de paz, principalmente quando estamos com raiva. E o mesmo acontece com as pessoas que estão no governo. Todos esses sentimentos são naturais. Mas procurem se lembrar: nós sempre vamos poder escolher uma forma de solucionar nossos problemas". 10. Você pergunta: "O que normalmente acontece quando você 'acerta' alguém?" As crianças provavelmente responderão: "A gente recebe o troco" Pergunte: "Então o que você faz?" Oriente os alunos para a percepção de que, quando uma pessoa bate em outra, está abrindo o caminho para uma briga. Dê uma definição para a expressão: "abrir caminho". Explique às crianças que o mesmo acontece com os países. Você propõe: "Quando um país 'acerta' outro, e aquele revida, quer dizer, dá o troco, o que pode resultar disso?" Pergunte: "Como podemos evitar que isso aconteça?". Certifique-se de estabelecer uma relação clara entre atos individuais e coletivos. Reafirme a ideia de que nós sempre temos uma escolha sobre a maneira de agir. E que a escolha de uma atitude violenta geralmente causa mais violência. 98 99

TODAS AS SÉRIES

mento, a cooperação e o respeito às nossas divergências. Isso não quer dizer que vamos aceitar que os outros sejam egoístas e agressivos conosco. O que é importante é que nós devemos tentar entender por que a outra pessoa está agindo daquela maneira. Tentar perguntar a nós mesmos se não há outra solução além de ficarmos agressivos também". 11. Gratifique os alunos, agradecendo pela sua honestidade e disposição para pensar nessas questões.
LIÇÃO 18

MINHAS HABILIDADES

OBJETIVOS
• As crianças devem aprender a criar uma sensação íntima de paz. • As crianças irão identificar as várias coisas para as quais têm habilidade. • As crianças vão desenhar ou escrever e discutir suas habilidades, reforçando sua auto-estima positiva.

MATERIAL
• Boneco ou cartaz com os dizeres: "Minhas habilidades" (opcional)

• Gravador e fita para gravar • Papel para desenho e papel pautado, lápis de cor Obs.: Esta lição está relacionada com o Quadro 2, intitulado: "MINHAS HABILIDADES".

MÉTODO
1. Alunos sentam-se em círculo, pernas cruzadas. 2. Você diz: "Vamos todos ficar bem relaxados hoje, antes de começar nossa lição. Vamos criar uma sensação de paz e silêncio na sala e dentro de cada um de nós". 103

3. Você diz: "Feche os olhos e deixe os pés bem relaxados como se estivessem adormecidos. Agora, deixe essa sensação de relaxamento e dormência avançar para as pernas, pelo corpo, até os braços, as mãos, o pescoço, o rosto e a cabeça. Respire devagar para sentir a calma que vai pelo corpo". Deixe que fiquem alguns momentos em completo silêncio. Quando terminar, diga aos alunos que eles podem conseguir esse relaxamento sozinhos, sempre que acharem necessário. Basta fazer esse exercício de relaxamento desde os pés até a cabeça. 4. Agora, peca-lhes que imaginem sua cabeça como uma tela de cinema em branco, como fizeram na Lição 2. Peça que se imaginem nessa tela, executando uma de suas habilidades. Você pode sugerir várias coisas de que eles gostem: atividades esportivas ou artísticas — dança, canto, pintura; habilidades culinárias; leitura; ajudar os outros; achar solução para problemas. Alunos de 1a série podem ser motivados a se imaginar vestindo-se sozinhos, arrumando a cama, amarrando o cordão dos sapatos etc. 5. Você diz: "Agora, procure ver a si mesmo fazendo alguma coisa que você sabe. A maioria das pessoas é capaz de fazer várias coisas bem feitas. Você vai escolher somente uma coisa, agora. Como você fica,' quando está fazendo uma coisa que você sabe? Como você se sente? O que as outras pessoas acham quando você está fazendo isso?" Dê-lhes tempo para se concentrarem com calma. 6. Depois de algum tempo, peça às crianças que abram os olhos e contem as coisas que imaginaram. Repasse rapidamente as diretrizes de co-participação da Lição 2: "sem críticas, gozações etc.". Inicie a atividade contando sua própria visão. 7. O uso de um boneco nesta lição pode ser divertido com alunos de 1B série. Por exemplo: "Cebolinha" pode dizer: "Eu sou pelfeito pia amalal o coldão dos sapatos do meu amigo". Passe o boneco pelo círculo, deixando que cada criança o use para dizer: "Eu sou perfeito (sou um craque) para...". Com alunos mais adiantados, use o cartaz "Minhas habilidades", que cada um pode segurar quando estiver falando. Faça uma gravação do relato dos alunos. 8. Depois que todos tiverem tido oportunidade de falar, peça aos alunos que voltem às carteiras e desenhem e/ou escrevam sobre a experiência de fazerem as coisas bem feitas. 104 Para as classes de 1a série o professor poderia escrever: "(nome) é bom em (atividade)" como título do trabalho de cada aluno. Alunos de classes mais adiantadas podem fazer isso sozinhos. Podem ser ouvidas as gravações enquanto as crianças desenham e escrevem. 9. Para concluir a lição, organize a classe em pequenos grupos para que mostrem os desenhos e/ou histórias e façam uma discussão a propósito.

MINHAS HABILIDADES

QUADRO 2

105
LIÇÃO 19

l
TODAS AS SÉRIES

O QUE É O "DIÁRIO DA PAZ"?

OBJETIVOS
• As crianças vão desenvolver a atividade de um "diário de impressões". • As crianças deverão compreender a finalidade de um diário de impressões sobre o problema da paz.

• As crianças vão desenhar e escrever sobre sua visão de uma classe pacífica.

MATERIAL
• Diário do aluno — cadernos pautados para alunos mais adiantados. Cadernos sem pauta para alunos de 1a série • Diário do professor (manter seu próprio Diário da Paz faz parte essencial do processo) • Estante do Diário da Paz — urna caixa de papelão tamanho grande, revestida e etiquetada

MÉTODO
1. Antes desta lição, faça com que cada aluno traga o caderno que servirá como Diário da Paz durante o ano. Diga à classe que vocês vão conversar sobre muitas ideias novas neste ano e que o diário terá três finalidades:

106

• Vai ser o lugar apropriado para os alunos manifestarem suas ideias e impressões sobre temas específicos. • Será o lugar apropriado para cada aluno manifestar suas ideias sobre a questão da paz, a qualquer momento em que elas surjam. • Será um instrumento para descobrir soluções para os problemas através da redação ou do desenho. 2. Mostre o seu diário aos alunos. Explique que você estará fazendo o diário juntamente com eles. E que, de vez em quando, você vai ler as suas anotações para eles. Explique que o processo para aprender a paz é coisa nova e que vocês todos vão descobrir muita coisa juntos. Você diz: "Vocês também vão aprender muito sobre si mesmos com esse diário". 3. Pergunte aos alunos se algum deles já teve algum tipo de diário. Pergunte se eles sabem qual é a finalidade de se manter um diário. Abra a discussão. Explique aos alunos que, quanto mais uma pessoa se conhece, melhor ela se relaciona com as pessoas à sua volta. Uma afirmação: "Um mundo em paz começa com um relacionamento melhor de cada um consigo mesmo e com os outros. O costume de anotar as experiências no diário ajuda a tornar isso uma realidade". 4. Diga à classe: "A coisa mais importante para escrever um diário é expressar suas ideias livremente, sem censura. Qualquer coisa que você escreva vale. Ortografia, clareza e gramática não têm a mínima importância. A única coisa que interessa ê deixar as ideias saírem para o papel". Discuta. Algumas crianças podem ficar preocupadas em não terem ideias na hora de escrever, ou que as ideias não sejam muito boas. Depois de deixar que expressem seu receio, diga-lhes que não há maneira certa ou errada de redigir um diário, de se manifestar por meio de um diário. Você diz: "Nossas mentes estão repletas de pensamentos, ideias e impressões. O diário é aquele lugar onde você pode retirar tudo isso que está na sua cabeça e colocar no papel". 5. Mostre à classe a Estante do Diário da Paz. Diga-lhes que devem colocar o diário nessa caixa após alguma redação ou desenho e que depois você o devolverá. Você diz: "Se, a qualquer momento, vocês quiserem pôr para fora alguma ideia, algum pcnsaincnlo ou impressão, podem escrever no seu diário. 107 Então, colocam o diário na estante para eu ler". 6. Você diz: "Agora, vamos fazer a nossa primeira anotação no diário. O assunto é: 'Minha visão de uma classe em paz.' Vamos fazer um exercício de imaginação para liberar os pensamentos e ajudar a pôr para fora as ideias que nós vamos escrever no diário".

7. Você diz: "Feche os olhos e imagine a sala de aula vazia. Este é o começo de um novo dia. É um dia claro de sol, e você se sente muito bem. Agora, encha a sala de crianças e imagine que elas se tratam de uma forma que deixa todo mundo se sentir como se estivesse em casa. Imagine todas as crianças juntas nesse clima de paz. Qual é a impressão que dá? Como você se sente? O que você está aprendendo nessa classe? O que você gostaria mais de aprender? Mude o quadro de avisos e a decoração da sala, se você quiser. Então, como ficou agora? Como você se sente se você vem para a escola e para essa sala de aula?" Deixe as crianças formarem suas ideias em silêncio por alguns momentos. 8. Você diz: "Abram os olhos e escrevam o que vocês acabaram de imaginar". O desenho deve ser aplicado aos alunos de lã série. "Descrevam o que vocês viram, como se sentiram, o que as outras pessoas estavam fazendo. Qualquer coisa que vocês escrevam é importante". 9. Dê cinco a dez minutos para esta atividade. Os alunos que desejarem também podem desenhar em seus diários. Você diz: "Se vocês quiserem fazer um desenho para ilustrar o que estão escrevendo, podem fazer no verso da página". 10. Pergunte se alguém gostaria de mostrar sua anotação no diário para a classe. Esclareça que nem sempre é preciso compartilhar com os colegas as anotações do diário. Lembre, também, que não se deve fazer comentários negativos ou gozações de qualquer natureza sobre as coisas que um colega escreveu. Você diz: "A paz começa dentro de cada um de nós. Aceitar os outros e o que os outros têm a dizer é uma parte importante desse processo". 11. Promova uma discussão conjunta das anotações nos diários. Peça às crianças que coloquem seus diários na caixa, toda vez que fizerem uma nova anotação. Procure devolvê-los com as observações que vierem a ser indicadas.
LIÇÃO 20 TODAS AS SÉRIES

UMA AULA SOBRE O DIÁRIO: SENTIR-SE VALORIZADO
OBJETIVOS
• As crianças vão utilizar as técnicas de registro em diário. • As crianças vão fazer uso do processo de visualização de imagens para registro em diário. • As crianças procurarão lembrar-se de ocasiões em que se sentiram valorizadas desenvolvendo dessa forma sua auto-estima.

MATERIAL
• Diário do professor • Diários, lápis, canetas, lápis de cor • Estante do Diário da Paz

MÉTODO
1. Alunos sentados em círculo. Você diz: "Na última aula, vocês tiveram sua primeira experiência em redação de diário. Há alguém aqui que não teve a oportunidade de ler para a classe a anotação do diário e gostaria de ler agora? Não é obrigatório; lê quem quiser". Alunos de 1a série podem descrever os seus desenhos.

2. Lembre às crianças que não deve haver reprovações ou críticas às anotações dos outros. Dê algum tempo para discussão. 108 109

3. Você diz: "Hoje vamos ver uma novidade a respeito de nossos diários". 4. Você diz: "Vocês se lembram de que um diário geralmente descreve as impressões, pensamentos ou reacões de uma pessoa. Os melhores diários são aqueles nos quais o autor expõe de uma maneira livre tudo aquilo que sente. Quando vocês escrevem no diário estão deixando os sentimentos saírem de dentro de vocês, para escrever exatamente como eles são. Vamos lembrar, também, que ortografia, gramática e clareza não são importantes quando se escreve no diário. A coisa mais importante é expressar pensamentos e impressões, quer dizer, a maneira como a gente pensa e sente a respeito de alguma coisa". 5. Você diz: "Cada um de vocês é um indivíduo original e único. Vocês são uma parte importante do mundo em que vivemos. Cada um de vocês tem a capacidade de promover grandes mudanças no mundo, e suas ideias são muito importantes. Vocês devem respeitar suas próprias ideias. Elas representam uma parte muito especial que há em vocês". 6. Você diz: "Agora, vocês vão fazer um trabalho no diário, e para isso nós vamos usar toda nossa imaginação para lembrar alguma vez em que nos sentimos pessoas úteis ou importantes". 7. Você diz: "Vamos fazer um relaxamento. Vamos deixar o corpo ficar parado e calmo. Fechem os olhos e sintam o silêncio da sala. Inspirem fundo pelo nariz e depois soltem o ar lentamente pela boca. Agora, vamos nos lembrar do perfume de uma flor. Vamos respirar fundo e sentir esse aroma, esse perfume gostoso. Deixar que ele passe lá para dentro da gente. Vamos respirar outra vez e deixar que a sensação desse perfume tome conta do nosso corpo. Agora, vamos deixar o corpo relaxar e vamos imaginar que a sala toda está tomada pelo perfume dessa flor". 8. Você diz: "Olhos fechados. Quero que você lembre alguma vez em que sentiu que foi útil ou importante. Pode ser uma vez em que você ajudou uma outra pessoa, ou uma vez em que lhe deram uma responsabilidade nova, uma vez em que você aprendeu alguma coisa nova, ou qualquer outra vez em que você foi importante. Com os olhos fechados, você vai formar na sua cabeça a lembrança desse momento especial, exatamente como aconteceu. Como você se sentiu? Como é que estava a sua cara? Imagine a expressão do seu rosto, o jeito do 110 seu corpo. Lembre-se da ideia que você fazia de você mesmo, quando estava ali, se sentindo valorizado. Você consegue ter essa sensação outra vez. Agora mesmo, se você quiser". Dê às crianças um ou dois minutos de silêncio. 9. Você diz: "Abra os olhos. Como você se sente?". Permita que troquem impressões. 10. Você pergunta: "Quem gostaria de contar sobre o que acabou de lembrar, sobre aquela vez em que se sentiu uma pessoa importante?". Dê o tempo necessário para que contem suas experiências. Você pode ser o primeiro a contar.* 11. Você pergunta: "Algum de vocês achou difícil lembrar uma vez em que se sentiu valorizado ou importante?". Se alguém disser sim, ofereça-se para falar com esse aluno, mais tarde, em particular, se ele se interessar. Dê uma "mãozinha" para ver se consegue ajudar a reconstituir alguma lembrança positiva. 12. Você diz: "Agora, vamos escrever no diário tudo o que conseguimos lembrar e imaginar. (Crianças de 1a série devem desenhar.) Façam uma boa descrição. Escrevam (façam um desenho) como se sentiram, como era a situação e de que jeito vocês reagiram. Ponham os sentimentos no papel. Não tenham medo de errar. Ninguém vai procurar erro num diário". Se houver um ou dois que não conseguiram lembrar-se de nada dentro do que foi pedido, este é o momento para uma conversa em particular.** 13. Dê uns dez minutos para essa atividade de escrever ou desenhar. Alunos que terminarem antes desse tempo podem ilustrar sua redação ou permanecer em silêncio. 14. Peça aos alunos que deixem seus livros na caixa (estante), ao final da aula.

15. As redações ou os desenhos no diário podem ser comentados na aula seguinte.

* N.E.— Adote essa postura sempre que possível. Ela ajuda a Estabelecer uma relação de confiança mútua entre você e os alunos. ** N.E.— Uma boa dose de autoestima pode resolver tal problema 111

LIÇÃO 21 TODAS AS SÉRIES

O PACIFISTA DA SEMANA

OBJETIVOS
• Os alunos que seguiram as diretrizes VITÓRIA/VITÓRIA e que mostraram as qualidades de um pacifista receberão um diploma de honra ao mérito por seus esforços e atitudes. • Os alunos farão uma avaliação de suas próprias atitudes e daquelas dos colegas que melhor exemplifiquem o comportamento de um pacifista.

MATERIAL
• Diploma de Honra ao Mérito de Pacifista (planeje um formato adequado, utilizando os dizeres aqui sugeridos): "(Nome do aluno) foi escolhido o Pacifista da Semana por (Ação ou realização especial). Todos nós podemos exercer uma influência no mundo. Concedemos esta distinção a (Nome do aluno), por assumir a responsabilidade de exercer uma influência positiva". • Póster das diretrizes VITÓRIA/VITÓRIA da Lição 8, para revisão • Cartaz: "Um Pacifista é alguém que...", da Lição 17, para revisão • Uma caixa com uma etiqueta: "Pacifista da Semana", para os alunos depositarem as fichas com as indicações para o vencedor • Fichas para as anotações 112 Obs.: Esta aula está relacionada com o quadro: "Pacifista da Semana", no final desta lição.

MÉTODO
1. Alunos sentados no chão, em círculo.

2. Você diz: "Quero que você feche os olhos e encontre algum lugar tranquilo lá dentro de você. Naquele canto lá dentro, você vai lembrar como tratou as pessoas nesta semana. Pense nos seus colegas da escola, na sua família, nas pessoas do seu prédio ou da sua rua, ou nas pessoas que você não conhece muito bem. Pense em alguma vez nesta semana em que você teve uma atitude de pacifista. Pode ser que você tenha usado as normas de VITÓRIA/VITÓRIA para resolver um problema. Você pode ter reconhecido as qualidades de alguém, ou pode ter ajudado esse alguém. Procure imaginar o rosto daquela pessoa para ver como ela se sentiu. Agora, procure ver como você se sentiu. Pense nisso, e daqui a pouco eu vou pedir para você deixar a gente saber como foi". 3. Peça aos alunos que abram os olhos. Faça com que cada um possa completar a afirmação: "Eu fui um pacifista quando...". 4. Ao fim dessa atividade, gratifique a classe. Exemplo: "Estou contente com vocês porque estão levando a sério essas palavras: 'A paz começa comigo'. Para ser um pacifista é preciso esforço e atenção. Eu tenho certeza, pêlos esforços que estou vendo, de que vocês vão marcar sua presença no mundo". 5. Você diz: "Para reconhecer o seu esforço de pacifistas, nós vamos começar um programa especial que vai ter o nome de 'Pacifistas da Semana'. Toda semana nós vamos escolher dois pacifistas da semana. Um vai ser escolhido pêlos colegas, e o outro, pelo professor. Os dois receberão um diploma de honra ao mérito". (Mostre um exemplar do diploma.) Você pode, também, preferir escolher só um aluno por semana. 6. Organize uma discussão em classe para delinear as regras de seleção do "Pacifista da Semana". Uma sessão de criatividade (brainstormj pode ajudar. Inclua uma revisão das ideias dos pósteres VITÓRIA/VITÓRIA e "Um pacifista é alguém que...". 7. Você diz: "Vocês vão escrever, nessa ficha, o seu nome, a data de hoje e o nome do colega que vocês acham que deve ser 113

l
o pacifista de nossa classe. E então vocês descrevem, com detalhes, o que esse colega fez para ser um pacifista". Ponha um exemplo na lousa: "Rubens foi um pacifista quando me ajudou a estudar matemática". Você diz: "Coloquem a ficha com a sua indicação na caixa 'O Pacifista da Semana'. De todas essas indicações nós vamos escolher os nossos Pacifistas da Semana". 8. Para a escolha dos vencedores, você pode preferir fazer, na lousa, uma lista das indicações retiradas da caixa. Todos terão oportunidade, então, de defender esta ou aquela indicação. A seleção final pode ser feita por votação secreta. 9. O professor pode fazer a sua seleção do Pacifista da Semana, baseado em suas próprias observações durante o período. 10. Termine a aula com a escolha dos dois pacifistas da semana e a entrega dos respectivos diplomas. 11. Follow-up (acompanhamento): Diariamente você pode perguntar a um aluno se ele, ou algum colega, está sendo pacifista. Ou, ainda, quem ele indicaria àquela altura. Marque a entrega dos diplomas para um dia fixo na semana, para que os alunos fiquem mais atentos ao fato. Para uma valorização extra dos ganhadores, você pode pedir-lhes que tragam uma foto para ser afixada no quadro "Pacifistas da Semana". Você pode, também, lançar mão de um "Quadro de Honra dos Pacifistas da Semana", uma lista permanente para ser afixada no quadro, com o nome de todos os pacifistas semana após semana.

114

PACIFISTAS DA SEMANA

o
w
Ül

LIÇÃO 22 TODAS AS SÉRIES

OS PACIFISTAS QUE CONHECI

OBJETTVOS
• As crianças vão rever os requisitos de um pacifista. • As crianças vão identificar pacifistas, entre as pessoas que conhecem, e falar de suas qualidades. • As crianças vão reconhecer alguns pacifistas de quem já ouviram falar.

MATERIAL
• Artigo ou história a respeito de um pacifista (Teotônio Vilela, Dom Paulo Evaristo Arns, Nelson Mandela, Mikhail Gor-batchev etc.) • Cartaz da Lição 17: "Um pacifista é alguém que..." • Diários, lápis, lápis de cor

MÉTODO
1. Alunos sentados em círculo. Leia a história escolhida a respeito de um pacifista. 2. Faça referência ao cartaz: "Um pacifista é alguém que...". Você pergunta: "Que qualidades esta pessoa mostrou?". Abra a discussão. 3. Você pergunta: "O que você mais admira nessa pessoa?". Discuta. 117 4. Você pergunta: "O que poderia mudar em nosso mundo, se houvesse mais pessoas como: —?" Ponha em discussão. 5. Você diz: "Agora, eu quero que vocês pensem um pouco nas pessoas em sua vida que vocês consideram pacifistas. Devem ser pessoas comuns não as pessoas famosas que aparecem nas notícias. Lembrem-se de que as pessoas que ficaram famosas como pacifistas, no começo, eram pessoas comuns, assim como nós. 6. Peça que cada aluno se volte para seu par. Peça a cada um que conte ao colega sobre o pacifista do qual ele se lembrou. 7. Depois de uns quatro minutos, peça que voltem à posição anterior. Peca-lhes que falem sobre o pacifista que conheceram ou conhecem. Diga-lhes, também, para mencionarem as qualidades que esses pacifistas mostraram possuir. 8. Você pergunte: "Vocês acham que é sempre difícil para essas pessoas serem pacifistas?". Discuta. Você pergunta: "Vocês acham que alguma vez elas ficaram com raiva e não agiram de maneira pacífica?". Ponha em discussão. Você pergunta: "Vocês acham que é possível continuar a ser um pacifista, mesmo se às vezes a gente não é pacífico?". Discuta. Você diz: "Uma qualidade que ajuda as pessoas a serem pacifistas é o compromisso entre elas. Quando você faz uma promessa, assume um compromisso com alguma coisa, isso não quer dizer que você nunca vai cometer um erro. Quer dizer, isso sim, que você vai continuar tentando, mesmo depois de ter errado em alguma coisa". Dê um exemplo pessoal. 9. Indicando os diários, peça aos alunos que façam um desenho e/ou escrevam uma história sobre uma pessoa comum, que cada um conheça e que seja pacifista. 10. Depois, deixe as crianças compartilharem e discutirem suas histórias e desenhos.

AVALIAÇÃO DO APRENDIZADO
L
s

ESTÁGIO: A PAZ COMEÇA COMIGO

Obs.: Esta página pode ser utilizada de duas formas: 1) alunos de 1a série deverão ter uma revisão oral. Dessa maneira você pode avaliar quanto do conteúdo foi assimilado; 2) para os alunos mais adiantados, pode-se utilizar esta página como um teste informal para avaliar a profundidade de compreensão dos conceitos. 1. O que a palavra "paz" quer dizer para você? 2. Quais são as qualidades de um pacifista? 3. Quais dessas qualidades você mostrou alguma vez em sua vida? 4. Para que servem as diretrizes VITÓRIA/VITÓRIA? 5. Quais são as diretrizes VITÓRIA/VITÓRIA? Use suas próprias palavras. 6. Alguma vez você já usou as diretrizes VITÓRIA/ VITÓRIA? 7. O que é uma MENSAGEM EU? Dê dois exemplos. 8. O que quer dizer "afirmar as qualidades" de uma pessoa? Dê um exemplo. 9. Quais são as necessidades básicas das pessoas? 10. De que forma é possível fazer do mundo um lugar melhor, com as técnicas da pacificação? 119 118

2Q ESTAGIO:
A PAZ DENTRO DE NOSSAS VIDAS

TODAS AS SÉRIES

A PAZ COMEÇA COMIGO
OBJETIVOS
As crianças deverão alcançar novas dimensões da ideia de que a paz começa com o indivíduo. As crianças se conscientizarão de que há diversas maneiras de se alcançar a paz individualmente. As crianças terão a oportunidade de observar que, se as pessoas querem a paz em casa, na escola, na comunidade e no mundo, então cabe a cada indivíduo aceitar as responsabilidades por suas próprias interações.

MATERIAL

• Póster: Se houver justiça na alma, Haverá perfeição no indivíduo; Se houver perfeição no indivíduo, Haverá harmonia no lar; Se houver harmonia no lar, Haverá ordem na nação; Se houver ordem na nação, Haverá paz no mundo.
LaoTzu NÓS CUIDAMOS DO NOSSO CORPO Obedecendo às normas de segurança Não descuidando do repouso e do sono Seguindo uma alimentação saudável Cuidando da higiene dos dentes Seguindo a orientação do médico 122 123

LIÇÃO 24

10. Você diz: "Vamos mais uma vez fechar os olhos por alguns momentos. Você se lembra daquele exercício de imaginar o chocolate quente com creme, que você fez no início da aula? Como você se sentiu calmo e confortável? E você se lembrou de outras vezes em que sentiu a mesma coisa? Agora, procure encontrar aquele lugar dentro de você onde está guardada essa sensação. Você vai reviver essa sensação de paz". Dê uns dois minutos para os alunos fazerem isso. 11. Você pergunta: "Vocês conseguiram trazer aquela sensação de volta?". Ponha em discussão. Procure enfatizar que todas as pessoas têm capacidade para encontrar esse espaço de paz interior. "Ficará cada vez mais fácil se você praticar diariamente. Esse exercício pode ajudar qualquer um aqui, toda vez que estiver chateado, nervoso ou com medo." 12. Você pergunta: "Se nós quisermos uma família, escola, comunidade ou um mundo em paz, com quem isso começa?" Você diz: "Lembrem que cuidar de nós mesmos nos ajuda a viver em paz. E outra coisa: nós sempre podemos escolher a maneira de tratar as outras pessoas. Como seres humanos, temos a capacidade de escolher atitudes de paz. E, se cometermos um erro, sempre haverá uma outra vez. Nós todos podemos errar e às vezes desapontar nós mesmos e os outros. Isso não quer dizer que há alguma coisa errada com a gente. Você será sempre uma pessoa especial. Você se enganou, só isso". 13. Distribua as folhas para desenho. Peça às crianças que façam desenhos ilustrativos sob o título: "É assim que eu fico quando estou em paz". Os desenhos devem, também, incluir as pessoas e atividades relacionadas a essa sensação de paz. 14. Deixe que os alunos mostrem e comentem seus desenhos. 15. Alunos de classes mais adiantadas podem escrever uma composição no diário. Os de 1a série podem usar o diário para fazer desenhos que lembrem essa atMdade. Póster: • Papel de desenho (para a atividade: "É assim que fico quando estou em paz") • Lápis de cor ou canetas hidrográficas • Diários

MÉTODO
1. Você diz: "Vamos formar o nosso círculo. Vamos começar com um exercício para ajudar a sentir calma e paz dentro de nós. Fechem os olhos". 2. Você diz: "Imagine um delicioso chocolate quente com creme. E você começa a tomar: aquele quentinho vai descendo pela garganta, até o estômago. Como é bom!... Enquanto você toma seu chocolate, essa sensação gostosa vai se espalhando pelo corpo, e aí você fica confortável e relaxado. Você sente o gosto doce na boca. Deixe essa sensação de conforto tomar conta do corpo: ir pêlos braços, pernas e depois até a cabeça. É uma segurança, calma e paz. Todo o seu corpo está se sentindo assim. É uma sensação que você pode levar para onde for".

3. Você diz: "Abram os olhos e digam como se sentem". As crianças trocam impressões. Chame a atenção para a sensação de relaxamento e calma que elas descrevem. Abra a discussão. Peça às crianças para fazerem uma descrição detalhada dessas sensações. (Por exemplo: "Meu corpo parece que está num sono gostoso" ou "Eu tenho uma sensação de felicidade aqui dentro".) 4. Você diz: "Lembrem-se de outras vezes em que vocês se 124 NÓS CULTIVAMOS UMA MENTE SAUDÁVEL Estudando e Indo à escola Reservando tempo para descansar e relaxar Tendo alguém para falar dos nossos problemas (mãe, pai, amigos) Sabendo relaxar quando estamos sob tensão (Procure dar uma ideia do que seja "tensão", relacionando-a com as sensações de incerteza, medo e pressões.) sentiram assim. Quem é capaz de descrever?" As crianças contam as coisas de que se lembram. 5. Você diz: "Há diversas maneiras para a gente sentir essa paz interior. Como vocês mesmos acabaram de descrever, às vezes uma situação ou um acontecimento agradável pode trazer essa sensação para dentro da gente. Às vezes sentimos isso quando estamos junto a alguém especial. Em qualquer desses casos, onde é que começa a sensação de paz?". Oriente os alunos para a compreensão de que a paz começa dentro de cada indivíduo. 6. Você diz: "As pessoas também conseguem se sentir em paz quando cuidam do seu bemestar". Lembre à classe que "bem-estar" é a condição que alcançamos quando a mente e o corpo estão saudáveis e protegidos. Você pergunta: "Quais são algumas maneiras de cuidar do nosso corpo?" Mostre o póster: "Nós cuidamos do nosso corpo". Outros itens podem ser acrescentados por sugestão dos alunos. 7. Você pergunta: "Quando nossa mente está firme e saudável, nós temos uma boa saúde mental. Qual a melhor maneira de cuidar de nossa mente?". As respostas podem ser anotadas no póster: "Nós cultivamos uma mente saudável". Você pergunta: "O que vocês fazem para relaxar?". Peça às crianças que acrescentem sugestões. 8. Você pergunta: "Quando você se sente nessa paz interior, como você trata as outras pessoas?". Discuta. "Quando você se sente cansado, nervoso ou com medo, como você trata os outros?" Discuta. "Pense em alguma vez em que o seu corpo não estava em paz. Alguma vez em que você estava machucado, ou com muita fome, ou muito cansado. Você tratou as outras pessoas de maneira diferente?" 9. Você diz: "Vamos lembrar de três coisas importantes para conseguir a paz interior: 1) todos somos responsáveis pelo nosso bem-estar. Devemos cuidar bem do corpo e da mente; 2) quando não cuidamos de nós mesmos por exemplo: se ficamos acordados até muito tarde, ou se não comemos direito, nós não vamos conseguir uma atitude de paz; 3) nós sempre podemos escolher como vamos agir. Sempre existe um lugar de paz dentro de nós, mesmo quando não estamos calmos. Podemos usar esse espaço para escolher uma maneira de agir e fazer tudo o que é preciso para nossa saúde e nosso bem-estar". 125

126
TODAS AS SÉRIES

É PRECISO FICAR LIGADO NO MUNDO
Obs.: A carta aos pais sobre notícias do momento (p. 131) deve ser comentada em classe e enviada antes desta lição.

OBJETIVOS
• Os alunos farão uma avaliação de uma notícia ou artigo atual que fale sobre a paz ou o meio ambiente. • Os alunos chegarão às suas próprias conclusões com base na leitura do artigo. • Em discussão livre (brainstorm) os alunos procurarão soluções para os problemas abordados no artigo. • Os alunos, em atividade conjunta, procurarão chegar a um acordo final. Obs.: Crianças dei 8 série vão precisar de um auxiliar para esta atividade.

MATERIAL
• • • • • Póster de tamanho grande, com o título COMO FICAR BEM INFORMADO Um artigo ou notícia sobre um fato atual (para o professor) Artigos trazidos pêlos alunos Cartolina grande para cada grupo de cinco alunos Caneta hidrográfica (ou pincel atómico) para cada grupo 127

MÉTODO
1. De posse de seus artigos de jornais ou revistas, os alunos formam um círculo. Você diz: "Vocês se lembram da palavra 'contribuição'? O que ela quer dizer?" Aborde o significado de contribuição como uma forma de as pessoas ajudarem os outros à sua volta, ou a sociedade como um todo. 2. Você diz: "Vocês se lembram de alguém que esteja contribuindo para o mundo à nossa volta?" Abra uma breve discussão. 3. Você diz: "Uma das maneiras de contribuir é estar bem informado". Esclareça o significado da expressão "bem informado". Você diz: "Como cidadãos de nosso país e do mundo, há maneiras de estarmos informados. Quais são algumas delas?" Anote as sugestões dos alunos no póster: "Como ficar bem informado". Alguns exemplos: ler os jornais, ouvir rádio, assistir às notícias da TV, discutir as informações em casa e na escola, ir a lugares ou programas interessantes.

4. Você diz: "Vocês todos ficaram mais informados porque leram esses artigos que trouxeram". Faça com que os alunos troquem ideias com seus pares sobre o artigo que leram. 5. Você diz: "Hoje vamos ficar sabendo de algumas coisas sobre este assunto aqui:..." (ideia principal do artigo que você escolheu). "Hoje eu trouxe aqui para ler para vocês um artigo (nome do jornal ou da revista). Depois a gente vai discutir em grupo buscando soluções para o problema que vamos ver aqui neste artigo." 6. Leia o texto para a classe. 7. Esclareça termos ou expressões desconhecidos dos alunos. É interessante alguma informação ou explicação básica, antes mesmo da leitura do texto. Os artigos com ilustrações também despertam maior interesse nas crianças. No caso de alunos de 1a série, você terá que resumir e simplificar o texto. 8. Discuta o assunto abordado. 9. Você pergunta: "Que tipo de problema foi tratado neste artigo?". 10. Divida a classe em "grupos de resolução de problemas" com quatro ou cinco participantes. Diga aos alunos que eles vão discutir as soluções possíveis. 11. Peça que cada grupo escolha um líder. Recomende uma escolha calma, pacífica e rápida. Procure não interferir na forma de escolher. Crianças de 1a série poderão ter a ajuda de um auxiliar de ensino, se existente. 12. Tudo pronto, peça aos alunos que proponham soluções. Você pergunta: "Como podemos tratar desse problema de uma forma que atenda às necessidades de todas as partes envolvidas?" 13. Dê aos alunos de sete a dez minutos para elaborar livremente (brainstormj as ideias, para anotar e discutir. Você deve circular pêlos grupos e orientar. 14. Esgotado o tempo, peça que cada grupo selecione uma solução para o problema. 15. Dê mais alguns minutos. Diga aos alunos que o acordo deve ser conseguido com calma e justiça, de modo que nenhuma das partes seja prejudicada. Lembre as diretrizes VITÓRIA/VITÓRIA, em caso de conflito. 16. Decorridos cinco minutos, verifique quantos grupos chegaram realmente a um acordo. Peça aos líderes para dizerem o que possibilitou ou impediu o acordo. 17. Discuta a dinâmica da interação grupai e as impressões dos participantes. 18. Oriente os alunos para a compreensão de que os acordos em grupos não são fáceis. Especialmente nos casos de problemas vitais. Ressalte que, para ser um bom cidadão em nosso mundo, é preciso esforçar-se bastante. É preciso procurar soluções, mesmo enfrentando dificuldades. Diga, também, que não existem respostas simples para problemas como a fome, a desigualdade entre os homens, a guerra e a poluição, por exemplo. A busca de soluções depende da vontade de cada um de nós. Obs.: Pode acontecer que alguns alunos se mostrem bastante engajados em algum problema abordado pela classe. Você pode motivá-los a escrever para a redação do jornal ou revista, ou para outras pessoas ligadas ao assunto, a fim de expressar seus pontos de vista. Procure enviar essas cartas. A seguir, um exemplo de carta de alunos de 1a série. 129 128

UM EXEMPLO DE CARTA A PAZ TAMBÉM SE APRENDE
LIÇÃO 24

CARTA AOS PAIS SOBRE NOTÍCIAS OU ARTIGOS ATUAIS* A PAZ TAMBÉM SE APRENDE
Caros amigos, Vamos todos tentar trazer a paz ao mundo. Tentar não brigar. Nós precisamos de paz no mundo para viver. Nós não gostamos da guerra. A guerra faz muitas pessoas morrerem. Nós também não queremos que você morra. Devemos ser amigos uns dos outros. Devemos ser bons para todas as pessoas. Devemos amar as pessoas. Quando você brigar com seu irmão ou irmã, faça logo as pazes. Por favor, não passe a vida brigando defenda a paz. Nossa esperança é que sejamos sempre amigos. As pessoas são amigas no mundo todo! Um abraço. Os meninos e as meninas da classe do professor... Obs.: Essa carta foi, depois, enviada a um professor na União Soviética. As crianças também manifestaram essa preocupação em cartas para os jornais da cidade. Essa atividade foi um exemplo marcante do fato de que todos nós podemos exercer alguma influência, não importa a idade que temos. Esta lição pode ser repetida várias vezes durante o ano, focalizando assuntos diferentes. Caros pais! Durante o ano letivo, nossa classe terá algumas aulas com base em notícias ou artigos atuais, sobre assuntos relacionados ao programa "A Paz também se Aprende". Vocês prestarão uma apreciável ajuda se puderem fazer o seguinte: a) deixar à mão um jornal ou revista para seu filho pesquisar; b) perguntar a seu filho que tipo de artigo ou notícia é necessário; c) auxiliá-lo a encontrar o artigo em questão, caso seja necessário; d) procurar verificar se o texto é apropriado para ele que não seja alarmante ou muito complexo; e) ler o texto com seu filho e ajudá-lo a fazer um resumo oral; í) explicar palavras ou expressões desconhecidas. Hoje, seu filho precisa de um artigo, ou notícia, atual sobre Muito obrigado por sua colaboração. Cordialmente, (Nome do professor)
* N.T.—Dependendo das condições sociais e económicas, você deverá facilitar a escolha de material levando revistas e artigos para escolha Individual dos alunos.

130 131

LIÇÃO 25 TODAS AS SÉRIES

NOSSOS SONHOS SÃO IMPORTANTES

OBJETTVOS
• As crianças deverão identificar seus próprios sonhos e visões. • As crianças vão "imaginar" uma situação e, em. seguida, desenhar ou escrever sobre essa "visão" (visualização).

MATERIAL
• Póster: "A coisa mais importante para conseguir a vitória é acreditar que você é capaz. Depois disso, você precisa trabalhar duro, ter determinação e o apoio das outras pessoas" .Wilma Rudolph • "O sonho de querer vencer" Wilma Rudolph (veja p. 134) • Moldes (recortes) de nuvens, algodão, cola, papel tamanho ofício ou semelhante (sem pauta), lápis de cor • Gravador e fita virgem • Diários, lápis, lápis de cor

MÉTODO
l. Crianças sentadas em círculo. Você diz: "Feche os olhos e imagine que você está flutuando numa leve nuvem branca. Dá a impressão de algodão, mas é bantante forte para carregar você. Você se sente seguro, livre e feliz. Esta é a sua nuvem. Você pode fazê-la do jeito e do tamanho que você quiser. É só deitar-se e flutuar. Veja o azul do céu. Está tudo claro e há uma brisa soprando. Sinta essa brisa gostosa tocando seu rosto. Sinta essa nuvem macia onde você está. E você, então, flutua e aproveita o conforto e a liberdade". 2. Você diz: "Abram os olhos. Hoje vamos falar sobre nossas visões pessoais". Explique que você vai concentrar a atenção naquele objetivo mais importante de cada pessoa. 3. Leia a citação de Wilma Rudolph escrita no póster. Comente que o sonho de Wilma Rudolph era vencer uma corrida e que esse sonho começou quando ela ficou paralítica. Explique que vencer não significa necessariamente superar alguém. A gente pode vencer na vida sem derrotar ninguém. 4. Você lê: "O sonho de querer vencer" (veja página!34). Abra a discussão. 5. Peça aos alunos que falem de seus próprios sonhos ou fantasias. Diga-lhes que é bom qualquer tipo de fantasia que eles projetarem. Não há nada irreal demais em querer atingir um objetivo. Você diz: "Quando Wilma Rudolph criou sua fantasia de participar de uma corrida e vencer, não podia nem andar. Foi o seu sonho que lhe deu força e esperança para mover-se. Qual é o sonho de sua vida?" 6. Peça às crianças para fecharem os olhos e projetarem uma visão daquilo que mais desejam ser ou fazer. Você deve enfatizar que uma fantasia nunca é ambiciosa demais. Você diz: "Algumas das invenções e conquistas mais importantes do mundo nasceram de uma visão ambiciosa". 7. Dê alguns minutos para os alunos elaborarem suas "visões". Oriente com algumas perguntas: "O que você está fazendo em sua visão? Que roupa você está usando? Tem alguém com você ou você está sozinho? Você se sente bem nesse quadro que você está imaginando?".

8. Peça aos alunos que abram os olhos. E cada um por sua vez no círculo vai contando sua "visão". Você deve gravar cada relato. Gratifique cada narrativa, agradecendo ao aluno pela participação. 9. Distribua os recortes (moldes) de nuvem (veja página para reprodução) e o papel para desenho. Peça aos alunos que reproduzam as visões que tiveram na nuvem. Feito isto, devem 132 133

colar os tufos de algodão nas bordas dos moldes das nuvens. Ligue o gravador com as narrativas gravadas. 10. Afixe no mural os desenhos do conjunto "Nossos sonhos são importantes". 11. Faça os alunos discutirem suas visões em pequenos grupos. 12. Os alunos podem fazer um registro no diário: "Um sonho que é meu". Alunos de classes mais adiantadas devem escrever, ao passo que os demais farão desenhos ilustrativos.
O SONHO DE QUERER VENCER Wilma Rudolph (1940) Você é capaz de imaginar como seria se não pudesse mais andar? Foi isso o que aconteceu com a campeã Wilma Rudolph quando tinha quatro anos de idade. Ela teve pneumonia, escarlatina e poliomielite ao mesmo tempo. Ficou muito doente .Quase morreu. A perna esquerda ficou tão fraca que ela não podia andar. Algumas crianças iriam chorar e fazer cara feia se não pudessem andar. Mas Wilma não. Mesmo quando foi obrigada a ficar numa cadeira de rodas, ela ainda brincava com seus amigos. Wilma tinha esperança, e isso a ajudava a continuar. Ela tinha certeza de que um dia, de alguma forma, ela iria andar novamente. Felizmente para Wilma, sua família a amava muito. Os pais dela trabalhavam o dia todo e só tinham um dia de folga na semana. Nesse dia, sua mãe a levava ao médico, que ficava em outra cidade a setenta quilómetros de distância. O médico fazia massagens para que a perna de Wilma ficasse mais forte. Wilma tinha 22 irmãos! Sua mãe ensinou três deles a fazer massagem na perna de Wilma. Quatro vezes por dia. Pouco a pouco Wilma foi ficando mais forte. Quando completou seis anos, começou a usar sapatos especiais. Ela podia ficar em pé e andar aos pulos, apoiando-se numa perna só. Finalmente, aos onze anos, Wilma pôde andar e correr sem precisar daqueles sapatos. Sua esperança a ajudou a vencer! Depois que Wilma conseguiu andar sozinha, ninguém conseguia fazê-la parar. Começou a jogar basquete. Logo estava fazendo parte do time da escola. Ela era alta e magra. Podia correr pela quadra e acertar cestas como ninguém. Na 6a série, ela fez 803 pontos em 25 partidas! Foi uma conquista surpreendente. Wilma foi ainda mais surpreendente quando começou a praticar corrida. Ela corria de um jeito que era pura poesia. Alguém até chegou a chamar esse seu jeito de "solto e cheio de graça". O corpo parecia que flutuava. O movimento dos braços sempre em ritmo, ela parecia correr mais rápido do que qualquer mulher de sua época. Wilma queria provar que era a melhor. Aos dezesseis anos participou das Olimpíadas. Sua equipe ganhou medalha de bronze pelo terceiro lugar em corrida de revezamento. Mas na corrida individual dos 200 metros rasos não se saiu tão bem. Wilma passou os quatro anos seguintes treinando. A cada dia se obrigava a forçar mais e mais. Quando as Olimpíadas de 1960 começaram, Wilma estava preparada. Participou de todas as corridas. Conseguiu ganhar três medalhas de ouro, um novo recorde! Sua equipe ganhou o primeiro lugar no revezamento de 400 metros. Individualmente, ela ganhou as corridas de 100 e de 200 metros rasos. O inundo ficou encantado com Wilma. Na União Soviética a chamavam de "Rainha das Olimpíadas". Na França, foi batizada de "A Gazela". E, na Itália, era chamada de "A Pérola Negra". Apenas dezesseis anos antes, a mulher mais rápida do mundo não podia sequer andar. O mundo nunca vai esquecer o triunfo de Wilma Rudolph. Atualmente Wilma Rudolph é a presidenta da Fundação Wilma Rudolph. O objetivo da fundação é ajudar os jovens a alcançar os seus sonhos no campo das competições esportivas e a moldar seu caráter e sua auto-estima.

QUESTÕES PARA DISCUSSÃO
• Quais as dificuldades que Wilma Rudolph teve de vencer? • De que maneira o "sonho de querer vencer" ajudou Wilma a superar as dificuldades? Aqui estão mais algumas pessoas que sonharam em vencer nos esportes. Você pode achar interessante ler suas histórias também: Pelé/Zequinha do Nascimento/Robson Caetano/Nelson Piquet/Ayrton Senna/Aurélio Miguel/ Emerson Fittipaldi/ "João do Pulo"/Adilson "Maguila".

QUADRO 4

135 134

MÉTODO
LIÇÃO 26 TODAS AS SÉRIES

NOSSA VISÃO DE UMA ESCOLA EM PAZ

OBJETIVOS
• As crianças vão projetar uma visão que retrate como seria a sua escola se estivesse sempre em paz. • As crianças vão estabelecer uma distinção entre as características de uma escola em paz (pacífica) e outra carente de paz (não pacífica). • As crianças, organizadas em grupos, vão colaborar na feitura de alguns murais sobre "uma escola em paz". Obs.: Esta lição está relacionada com o Quadro 5, sob o título: "UMA ESCOLA EM PAZ TEM ESSE JEITO"

MATERIAL

• Dois pósteres com os títulos: 1) "Uma escola carente de paz" 2) "Uma escola em paz" • Folhas de papel de tamanho suficiente para servirem de mural uma para cada grupo de cinco alunos • Canetas hidrográficas, lápis de cor, outros tipos de material que ajudem na criação do mural • Diários 1. Alunos sentados em círculo. Você diz: "Já falamos aqui como a paz começa com cada um de nós e também já falamos como podemos imaginar uma coisa acontecendo. Hoje, vamos juntar essas ideias para imaginar como seria uma escola completamente em paz. E, também, o que cada um de nós pode fazer para isso ser uma realidade". 2. Você diz: "A primeira coisa que eu quero que vocês imaginem é exatamente o contrário de uma escola em paz". Chame a atenção da classe para o póster: "Uma escola carente de paz". Peça aos alunos que pensem por um momento de que jeito fica a sua escola, ou qualquer outra, quando está carente de paz. Você diz: "Como é que as pessoas na escola se tratam numa situação sem paz? Qual é a impressão que dão?". 3. Coloque no póster uma lista das características de uma escola não pacífica (carente de paz). Abra a discussão. 4. Você diz: "Agora nós vamos fazer um exercício para imaginar uma escola que esteja toda ela em paz. Vocês vão imaginar uma escola exatamente do jeito que vocês quiserem que ela seja. Nenhuma visão é fora de propósito; por isso, não fiquem vigiando nem condenando seus pensamentos. Geralmente, as ideias mais criativas estão naqueles pensamentos em que nós colamos uma etiqueta: 'bobo' ou 'nada a ver com a realidade'. Hoj e vocês vão se dar ao luxo de toda a liberdade para imaginar o que quiserem". Dê algum tempo para perguntas e uma breve discussão. 5. Você diz: "Feche os olhos e imagine nossa escola completamente vazia. Vamos fazer de conta que estamos em pleno mês de janeiro e que ninguém está aqui. Não tem nada nas paredes nem nos quadros de avisos. Tudo está vazio e em silêncio. Não tem mesa, cadeiras, carteiras nenhuma mobília. Agora, você vai imaginar que tem todo o dinheiro que é preciso para mobiliar e decorar a escola, do jeito que você gostaria. Você pode até querer tirar algumas paredes, ou colocar alguma outra, ou fazer o pátio maior do que é. Imagine como a escola ficaria se você pudesse fazer tudo exatamente de acordo com a sua vontade". Um minuto de completo silêncio para a classe fazer o que foi sugerido. 6. Você diz: "Agora, imagine que as pessoas começam a 136 137

entrar na sua escola cheia de paz. Como está a cara delas? De que jeito elas estão conversando? Dá para perceber pelo tom das vozes? Como ficaram os corredores, a lanchonete e o pátio? Procure imaginar o professor. Como estão se dando os alunos e ele?" 7. Você pergunta: "Há ainda outras pessoas na escola? Algum adulto? Algum pai ou mãe de aluno? Tem algum animal? Como você está se sentindo nessa escola?". Dê mais um ou dois minutos de tempo para essa atividade. Então, você diz: "Abram os olhos". 8. Você pergunta: "Como eram as coisas que vocês imaginaram?". Discuta. Motive os alunos a descrever suas visualizações. Escreva alguns trechos de suas descrições no póster: "Uma escola em paz". 9. Em seguida, divida a classe em grupos de cinco alunos. Dê a cada grupo o papel para o mural, as canetas hidrográficas e os lápis de cor. 10. Você diz: "Vamos combinar as situações que cada um imaginou para formar uma visão do grupo. Vocês vão ter alguns minutos para pensar na criação de um mural que represente uma escola em paz. Vocês escolhem quem vai desenhar cada parte. Cada grupo vai ter o seu próprio material de desenho. Se houver algum conflito no grupo, utilizem as normas VITÓRIA, VITÓRIA para resolver. A sua tarefa vai

ser a de planejar e desenhar o mural, em conjunto. Vocês têm vinte minutos para isso. Alguma pergunta?" 11. Procure estimular os alunos a uma participação n c trabalho do grupo. Observe o modo como eles determinam : conteúdo e o desenvolvimento do mural. Ofereça-se pari ajudar na mediação de divergências, mas não deixe que eles sejam dependentes demais. 12. Ao final da lição, cada grupo descreve seu mural pari a classe. Peca-lhes, também, para descrever o processo qut usaram para decidir como o mural seria feito. Pergunte =«e houve algum conflito e como foi resolvido. 13. Você diz: "Um mundo em paz só será possível se pessoas como vocês trabalharem juntas em qualquer tipo ãe atividade. De que maneira nós, como indivíduos, podemos aceitar a responsabilidade de trabalhar em conjunto?". Ers-cuta. "De que maneira podemos transformar nossa escola r.ua. 138

e paz, como acabamos de imaginar?". Oriente os alunos í assumir responsabilidades específicas nesse sentido. Eles rodem dizer, por exemplo: "Vou procurar resolver meus con-ír.os em vez de brigar", ou "Vou catar as coisas do chão aqui na 7->:ola", ou "Quando chegar algum colega novo na escola, vou :azer amizade com ele, assim ele não vai se sentir isolado".

QUADRO 5

UMA ESCOLA EM PAZ TEM ESSE JEITO...

^^r^^^

Mural de um grupo de alunos

139

LIÇÃO 27 TODAS AS SERIES

A MAIOR QUALIDADE DE...

OBJETIVOS
• As crianças vão avaliar as qualidades mais positivas das outras pessoas. • As crianças vão observar, estabelecer comparações e avaliar as qualidades de seus colegas. Obs.: Esta lição está relacionada com o Quadro 6, sob o título: "A MAIOR QUALIDADE DE...".

MATERIAL
• Fichas (tamanho pequeno: 8 x 1 2 cm ou 10x15 cm) • Papel, lápis de cor ou canetas hidrográficas • Recorte de um rosto (em branco, tamanho 20 x 25 cm) para ser completado com traços do rosto e cabelo • Barbante ou linha (várias cores), uma para cada aluno • Papel branco (tamanho pequeno: 10 x 15 cm) • Tesouras

MÉTODO
l. Você diz: "Vocês se lembram de que nós falamos aqui que a paz começa com cada indivíduo. E também se lembram de que nós projetamos uma ideia, uma visão de uma escola em paz. Quem deseja a paz deve aceitar a outra pessoa e reconhecer as suas qualidades. Dessa fornia, nós estamos estimulando essa pessoa. Na aula de hoje, vamos afirmar um colega, quer dizer, vamos reconhecer as suas qualidades". 2. Discuta com os alunos como cada um deles tem um tipo de qualidade especial dentro de si. 3. Escolha um aluno para ir ã frente. Obs.: Esta lição deve ser repetida cerca de uma vez por semana, até que cada aluno tenha tido a sua oportunidade de ser focalizado. 4. Distribua uma ficha (8x12 cm ou 10 x 15 cm) para cada aluno. Peça a cada um para escrever no cabeçalho da ficha o nome do aluno que foi à frente. Depois, devem escrever o próprio nome no rodapé da ficha.

5. Diga a cada aluno que as fichas serão usadas depois de cada discussão. Aí, cada um vai escrever uma qualidade especial que reconheceu no colega em questão. Diga-lhes que essas fichas vão ser afixadas no mural com o título: "A maior qualidade de...". 6. Agora, peça aos alunos que comecem a dizer quais qualidades especiais eles reconhecem no seu colega. Discuta. 7. Completada essa discussão, peça aos alunos que escrevam em suas fichas uma frase que melhor demonstre a qualidade especial do aluno em foco. Por exemplo: "Carlinhos é engraçado e sempre conta piadas pra gente dar risada". Em seguida, peça a cada aluno, usando a folha de papel em branco, que desenhe e recorte a cara do colega lá na frente. Obs.: Crianças de 1a série vão precisar de atenção especial para completar esta parte da lição. 8. Enquanto a classe estiver trabalhando, você passa ao aluno escolhido o recorte da máscara em branco, para ele desenhar os traços do rosto e o cabelo. 9. Depois de terminada essa atMdade, afixe o recorte do rosto no mural. Afixe, em volta do recorte, cada ficha juntamente com a "foto desenhada" do aluno o escolhido. Ligue cada ficha com a máscara, usando um fio de barbante ou linha, 140 141

TODAS AS SÉRIES se possível de cores diferenciadas. 10. Se você tiver à mão uma máquina fotográfica, tire uma foto desse mural e mande-a para a família do aluno escolhido em cada oportunidade.

QUADRO 6
LIÇÃO 28

NÃO HA NADA DE ERRADO EM SER DIFERENTE
A MAIOR QUALIDADE DE.

OBJETTVOS
• Os alunos vão compreender com mais clareza que todas as pessoas são diferentes, de uma maneira ou de outra, mas todos temos uma individualidade que é especial e única. • Os alunos vão descobrir o valor de ser diferente. • Os alunos vão entender mais profundamente a importância de aceitar as outras pessoas.

MATERIAL
• Póster, com a seguinte citação: "Já ficou muitas vezes provado que o sonho de ontem é a esperança de hoje e a realidade de amanhã". Robert Hutch-ings Goddard • "A visão de um mundo desconhecido", Robert Hutchings Goddard (veja p. 146) • Material para a maquete: caixa de sapatos, cola, tesoura, lápis de cor, limpador de cachimbo, argila, prendedor de roupa etc.

MÉTODO
l. Você diz: "Antes de começar a lição de hoje, vamos fazer um exercício novo de relaxamento. Feche os olhos e imagine que
(Rosto tamanho grande em recorte para ser desenhado pelo aluno que está sendo focalizado à frente da classe) \^ (O cabelo pode ser acrescentado icom o uso de barbante, ou linha, ou papelão)
(Cada cartão deve trazer uma qualidade positiva da colega de turma)

143 142

você é capaz de voar. Abra suas asas como um pássaro ou uma borboleta e imagine que você está levantando voo. O corpo parece que não tem peso, quando você começa a flutuar. Você move os braços um pouco, voa mais alto e sente o ar à sua volta. Não tem nada segurando, mas mesmo assim você não cai. Agora, dê uma olhada lá embaixo. Você pode ver as pessoas, árvores, flores, casas, animais... Tudo parece pequeno porque você está lá no alto. Mas, mesmo assim, você se sente em segurança porque é capaz de voar". Agora, deixe os alunos aperceberem-se do silêncio na sala e sentirem a consequente calma interior. Peça que abram os olhos. 2. Você diz: "Todas as coisas úteis e de valor que já foram criadas pêlos homens surgiram do sonho ou visão de alguém. Nós podemos tornar a nossa visão uma realidade". Discuta o conceito e encoraje as perguntas. Você diz: "Eu vou ler agora um pensamento muito interessante, de uma pessoa especial que se chama Robert Goddard. A visão dele ajudou a mudar nossas vidas". Leia a citação no póster: "Já ficou muitas vezes provado que o sonho de ontem é a esperança de hoje e a realidade de amanhã". Procure dar uma explicação completa do significado da citação. Antes de prosseguir, verifique se todos compreenderam bem. 3. Diga-lhes que você vai ler uma história sobre Robert Goddard e sua visão especial. Mas, antes disto, repasse os seguintes pontos: a. Todos temos nossos sonhos e visões. b. Nossas visões são sempre importantes. c. Nada é fora de propósito para se imaginar. d. Todas as grandes realizações no mundo surgiram de visões de pessoas como nós. 4. Você diz: "Vamos ouvir a história de Robert Hutchings Goddard, que teve uma visão considerada completamente louca. Por isso, as pessoas o chamavam 'Homem da Lua'. Mas isso não impediu que ele transformasse sua visão em realidade". 5. Leia o texto da página :"A visão de um mundo desconhecido". Em seguida, abra a discussão. 6. Você pergunta: "Alguma vez vocês já se sentiram diferentes dos outros? De que maneira?". Enquanto decorrer a discussão, procure repetir a ideia de que cada um ali é especial e que é positivo ser diferente. E que é importante, também, aceitar as diferenças nos outros, pois isso faz parte de qualquer esforço de paz. 7. Você pergunta: "Como seria o nosso mundo de hoje se Robert Goddard tivesse desistido de seu sonho, só porque as pessoas faziam piada dele?". Discuta. Continue ressaltando a coragem de Goddard, a importância de sua visão e a sua firmeza diante dos obstáculos. Facilite a compreensão dessas ideias. Dê uma ideia do que significa para você "ficar firme diante dos obstáculos". Pergunte o que isso significa para eles. 8. Pergunte: "Alguma vez vocês desistiram de um sonho por causa das críticas das outras pessoas?". Você pode aproveitar a oportunidade para contar algum episódio em que você desistiu de uma visão ou sonho, só porque foi criticado ou rejeitado por alguém. 9. Pergunte: "De que modo a gente pode ajudar os sonhos ou as visões de outra pessoa?". Procure dar destaque à importância de aceitar, apoiar as outras pessoas e ter interesse por elas. 10. Você diz: "Muitos de nós têm o sonho de tornar o mundo um lugar melhor. Qual é o seu sonho de um mundo melhor? Que tipo de mudanças você iria fazer?". Conte sua própria visão primeiro. Motive-os a discutirem de que forma imaginam tornar o mundo um lugar melhor para se viver. 11. Os alunos devem fazer maquetes intituladas: "Minha visão de um mundo melhor". Isso pode ser feito em casa ou na escola. Material necessário: caixas de sapato ou de presentes e acessórios diversos (pano, limpador de cachimbo, argila, fotos recortadas de revistas, prendedor de roupas, cola, lápis de cor etc.) 12. Follow-up (acompanhamento): Quando as maquetes estiverem prontas, faça com que cada aluno mostre a sua e discuta o significado com a classe. As maquetes podem ficar expostas na biblioteca ou outro local apropriado na escola. Convide uma outra classe para vê-las e para ouvir sobre as visões que as inspiraram. 144 145

A VISÃO DE UM MUNDO DESCONHECIDO
Robert Hutchings Goddard (1882-1945) Todo mundo caçoava do jovem Robert Goddard por causa de suas manias: ele era realmente louco por máquinas. Logo que aprendeu a falar, começou a fazer perguntas científicas. Fazia experiências também. Uma vez construiu um balão de hélio, mas não conseguiu fazê-lo subir. Robert estava sempre sonhando acordado com lugares muito distantes e mundos desconhecidos. Seu livro favorito era A Guerra dos Mundos, que falava de uma invasão de marcianos. Um desses sonhos foi tão vivo que pareceu real. Robert tinha dezessete anos. Estava subindo numa cerejeira, no pomar de sua avó, para cortar um galho seco. Então, olhou para o céu e imaginou que estava num carro voador. O carro tinha um tipo de motor que permitia vencer a força da gravidade e desaparecer no espaço. Robert teve a sensação de estar voando para a Lua! Robert passou o resto de sua vida tentando transformar seu sonho em realidade. Primeiro estudou Física, a ciência da energia e do movimento. Então, começou a construir e lançar foguetes que ele próprio projetava. Os lançamentos começaram a chamar a atenção das pessoas. Todos achavam que Goddard era louco. Os jornais diziam que ele era o "Homem da Lua". O governo do seu Estado natal chegou até a proibir aqueles lançamentos, com medo de que causassem incêndios nos lugares onde caíssem! Goddard tinha outros problemas também. Ficava quase sempre doente. Era magro e frágil. Sofreu de tuberculose por quase toda a vida. Mas, ele não desistiu. E, então, encontrou algumas pessoas que acreditaram que o seu sonho era possível e o ajudaram a continuar as experiências. Muitas dessas tentativas fracassaram. Ele nunca chegou a construir um foguete que pudesse chegar à Lua, que fica a quase 400 mil quilómetros da Terra. O maior foguete de Goddard percorreu menos de três quilómetros. Mas, mesmo assim, Robert Goddard é conhecido como o pai dos modernos foguetes espaciais. Ele registrou duzentas invenções de foguetes. Duas de suas descobertas foram as mais importantes. Nós sabemos que quase não há ar no espaço exterior: é quase tudo vácuo. Goddard foi o primeiro a provar que um foguete poderia voar através do vácuo. Ele também descobriu o primeiro combustível para foguetes, tornando possíveis as viagens espaciais de nossos dias. Quando morreu, em 1945, Goddard ainda acreditava em sua visão de um mundo desconhecido. Ele sabia que algum dia chegaríamos à Lua.

QUESTÕES PARA DISCUSSÃO:
• O sonho de Goddard tornou-se realidade? • Quem transformou esse sonho em realidade? Quando isso aconteceu? Aqui estão algumas pessoas que sonharam com mundos desconhecidos: Marco Polo, Cristóvão Colombo etc.* Você talvez queira ler suas histórias também.

*N.E. —Você pode usar esta parte para integrá-la ao currículo de História de seus alunos. 147

146

LIÇÃO 29 TODAS AS SÉRIES

AS OUTRAS PESSOAS TAMBÉM SÃO DIFERENTES
OBJETIVOS
• Os alunos vão examinar várias atitudes comuns em relação às diferenças em outras pessoas. • Os alunos vão detectar as diferenças reconhecíveis que já os afetaram de alguma forma (racial, sexual, étnica, de idade, habilidade física e outras). • Os alunos aprenderão que, como pacifistas, devem aceitar as diferenças nos outros. • Os alunos elaborarão um mural em trabalho conjunto. Obs.: Esta lição relaciona-se com o Quadro 7, intitulado "ESTAMOS FESTEJANDO NOSSAS DIFERENÇAS".

MATERIAL
• Poema: "As crianças são diferentes" (veja p. 151) • Revista Geográfica Universal, ou qualquer outra que apresente fotos de pessoas de diferentes raças, cor de pele, origens étnicas, idades, sexos. Fotos de deficientes físicos também serão úteis. Essas revistas servirão para fazer recortes. • Cola, tesoura • Papel para mural com o título "Estamos festejando nossas diferenças". O papel deve ser de tamanho suficiente para que cada aluno possa colar vários recortes. Verifique se o mural vai caber no quadro ou espaço a ele destinado. 148

MÉTODO
1. Os alunos sentam-se em círculo. Faça um breve exercício de relaxamento e leia o poema: "As crianças são diferentes". Discuta o conceito de diferenças humanas. Pergunte quais as diferenças humanas não mencionadas no poema. Pergunte: "Como vocês se sentem quando estão com pessoas que são diferentes de vocês?". Abra a discussão. Faça uma pergunta: "Está certo que as pessoas sejam diferentes, ou seria melhor que todos fossem iguais?". Discuta. Escreva na lousa: diferenças étnicas, raciais, de sexo, de habilidade física, de religião. Descreva o significado de cada uma dessas diferenças e comente os tipos de reação que as pessoas comumente manifestam. Discuta. 2. Peça aos alunos que se voltem para o seu par.

3. Você diz: "Olhe para o seu par. Como ele é diferente de você?". Proponha uma discussão. Elogie, em reconhecimento, cada um que falar. 4. Você pegunta: "Que diferenças você notou em seu par?" Proponha a discussão, sempre reiterando que nós todos apresentamos algum tipo de diferença. Elogie, gratifique os que participarem. 5. Você pergunta: "Você já viu ou conheceu alguém que fosse diferente de você? Como você se sentiu por causa disso?" Discuta e reafirme a ideia de que é natural ter reações, quaisquer que sejam elas. Afinal de contas, o que importa é a nossa atitude. Algumas crianças podem se sentir sem jeito ou com complexo de culpa por se deixarem influenciar em razão de alguma diferença. Diga-lhes que não estão sozinhas nesta maneira de sentir, mas que é muito importante que todos aprendam a reconhecer em cada indivíduo seu valor como um ser especial e único. 6. Você diz: 'Todos somos diferentes de alguma maneira. Como você se sente quando alguém o diminui por achar que você é diferente?". 7. Pergunte: "Se nós queremos promover a paz no mundo, como devemos tratar as pessoas que consideramos diferentes? Lembrem-se, todos somos diferentes de alguma forma. De que forma vocês são diferentes?" Abra a discussão. Oriente os alunos no sentido de compreender a importância de assumir a 149

AS CRIANÇAS SÃO DIFERENTES
responsabilidade por suas ações e atitudes. E, da mesma forma, a importância de aceitar os outros. 8. Você diz: "Se quisermos um mundo em paz, então devemos começar, como indivíduos, com uma atitude de aceitação e compreensão. Se não pudermos nos aceitar como indivíduos, como vamos esperar que as nações do mundo aceitem umas às outras?". 9. Volte a afirmar que a paz começa com o indivíduo. 10. Faça os alunos trabalharem em pequenos grupos, localizando e recortando as fotos de pessoas diferentes em razão de: cor da pele, raça, idade, sexo etc. Enquanto trabalham, motive-os a discutir o conceito da aceitação das diferenças humanas. 11. Lembre os alunos de que esta é uma atividade conjunta. Explore o significado de "atividade conjunta". Você diz: "Se cada um de nós assumir total responsabilidade para conseguir um mundo em paz, então precisamos encontrar maneiras de trabalhar em conjunto, seja em grupos pequenos ou grandes". 12. Chame a atenção para o mural intitulado: "Estamos festejando nossas diferenças". Agora, todos vão colar os recortes no mural. Faça com que encontrem alguma forma de movimentação organizada para que todos tenham a possibilidade de participar. Observe o modo como trabalham e discuta isso com eles. Faça-os ver o que funciona e o que não funciona. Discuta. 13. Concluindo, oriente-os na reafirmação da importância de ser diferente e de aceitar as diferenças nos outros. Você deve enfatizar, novamente, que a paz começa com o indivíduo e que as ações de cada pessoa causam algum impacto no mundo. De Crianças do Quarteirão Letra: Barbara Aiello Música: Bud Forrest

As crianças são diferentes Nem mesmo parecemos umas com as outras Algumas falam línguas diferentes Todas temos um nome diferente

As crianças são diferentes Mas se você olhar para dentro verá Que a criança alta e a criança baixa São como você e eu. Alguns amigos se surpreendem que Crianças em cadeira de rodas brincam Crianças cegas lêem, crianças surdam conversam Apenas de um jeito diferente. Crianças sadias, crianças deficientes Não há nada que não possamos fazer Dê uma olhada para dentro de si mesmo Ficará orgulhoso de você Porque As crianças são diferentes Nem mesmo parecemos umas com as outras Algumas crianças f alam línguas diferentes Todas temos um nome diferente. As crianças são diferentes Mas se você olhar para dentro verá Que a criança alta e a criança baixa A criança surda e a criança cega São como você e eu. 151 150

LIÇÃO 30

QUADRO 7

ESTAMOS FESTEJANDO NOSSAS DIFERENÇAS
TODAS AS SÉRIES

TUDO BEM COM OS MEUS SENTIMENTOS

Colagens de fotos de revistas mostrando as diferenças

OBJETIVOS
• As crianças vão aprender que todas as pessoas têm um grande número de pensamentos diferentes. • As crianças vão compreender que é importante aceitar seus próprios sentimentos e os sentimentos dos outros. • As crianças vão compreender que os seres humanos devem se sentir responsáveis pela "guarda" desses sentimentos e atitudes e que sempre é possível decidir por esta ou aquela atitude. • As crianças vão fazer exercícios para o emprego das MENSAGENS EU.

MATERIAL
• Fotos, ou recortes de revistas, de pessoas mostrando algum tipo de emoção (felicidade, tristeza, raiva, surpresa, medo). Você pode pedir aos alunos que tragam esse material com antecedência • Papel para o mural intitulado: "Sentimentos de todos os tipos" • Canetas hidrográficas (para alunos de 5a a 8- séries) • Póster tamanho grande, com os dizeres: "Aceite seus sentimentos e escolha uma atitude com bom senso".

153

MÉTODO
1. Os alunos formam um círculo. Peça-lhes que contem sobre um episódio em que ficaram tristes por alguma coisa. Procure motivar uma boa participação. 2. Peça aos alunos que digam como se sentem neste momento. Aceite qualquer resposta. Encoraje a participação de todos. 3. Mostre as fotos de pessoas demonstrando os mais diferentes sentimentos. 4. Mostre o mural intitulado: "Sentimentos de todos os tipos". Peça aos alunos que falem dos sentimentos que alguma vez já tiveram. Estenda o papel no chão e distribua as canetas hidrográficas. Peça que cada aluno escreva qualquer sentimento que tenha vivenciado. Esta atividade pode levar de cinco a dez minutos. Alunos de 1a série podem ilustrar seus sentimentos por meio de desenhos de expressão facial. 5. Esgotado o tempo, os alunos voltam a formar o círculo. Você diz: "Os sentimentos são uma parte da natureza dentro de cada um de nós". Mostre o póster "Aceite seus sentimentos e escolha uma atitude com bom senso". Então, pergunte: "O que isto quer dizer?". Discuta. Ressalte o conceito de que as pessoas podem escolher qual atitude vão adotar. Exemplo: "Uma pessoa que está com raiva não tem necessariamente que bater. Pode escolher outra maneira de mostrar o que está sentindo". 6. Você diz: "Se você quer ser um membro responsável da família humana, precisa saber que é dono dos seus sentimentos. Nenhuma outra pessoa pode colocar sentimentos dentro de nós. As outras pessoas podem provocar os nossos sentimentos, mas não podemos esquecer que eles são nossos, estão lá dentro de nós". 7. Você diz: "Cada um de nós é perfeito, é diferente dos outros, é admirável. Mesmo quando estamos com raiva ou magoados. Nós não nos tranformamos nas coisas que estamos sentindo. Quando estamos irritados, não ficamos maus; apenas irritados. Acima de tudo, é preciso lembrar que somos capazes de decidir qual vai ser nossa atitude. E que sempre precisamos escolher com cuidado, levando em conta os sentimentos dos outros". Discuta as formas alternativas de se expressar irritação ou raiva. Você pergunta: "Quais são algumas das coisas que você pode fazer quando está com raiva, em vez de bater em alguém?". 8. Afixe, à frente da classe, o póster "Aceite seus sentimentos". Organize os alunos em pares. Peça a cada par que complete as seguintes frases: Fico feliz quando _____ Fico triste quando _____ Fico com raiva quando __ Tenho medo quando ___ Sinto-me ótimo quando _ Ponha em discussão. 9. Você diz: "Muitos sentimentos diferentes podem aparecer, quando temos conflitos com outras pessoas. Você pode ficar zangado, assustado, decepcionado ou triste". Dê algum exemplo pessoal. Pergunte: "Algum de vocês teve algum conflito, há pouco tempo, que gostaria de contar para nós?". Peça aos alunos que descrevam o que sentiram durante o conflito. 10. Escolha um conflito para os alunos dramatizarem. Peça voluntários para interpretar os vários "personagens", que terão nomes fictícios. Faça uma revisão das diretrizes VITÓRIA/ VITÓRIA. 11. Os voluntários devem fazer a dramatização no centro da sala. Oriente-os no uso das MENSAGENS EU. 12. Ao término da dramatização, faça uma pergunta: "Vocês acham que as coisas que estão aprendendo, sobre sentimentos e conflitos, podem ajudá-los a conviver melhor com os outros?". Abra a discussão. 13. Volte a lembrar que, cada vez que eles escolherem resolver suas diferenças de maneira não violenta, estarão ajudando a promover a paz no mundo. Você diz: "Imagine como seria o mundo, se todos resolvessem os seus conflitos sem o uso da violência". Deixe os alunos exporem as suas ideias.

155 154

LIÇÃO 31 TODAS AS SÉRIES

MEU AMIGO E MUITO ESPECIAL

OBJETIVOS
• As crianças vão entender que a diversidade humana torna as pessoas únicas e especiais. • As crianças vão reiterar a necessidade de aceitar os outros e dar valor ã sua originalidade. • As crianças vão organizar um caderno intitulado: "Meu amigo é muito especial".

MATERIAL
• Póster de tamanho grande intitulado: "AS DIFERENÇAS HUMANAS" 1) Os seres humanos são diferentes em muitas maneiras, mas, no íntimo, somos todos iguais. 2) Todas as pessoas têm as mesmas necessidades básicas: alimento, roupa, casa e afeto. 3) Nossas diferenças nos tornam especiais e únicos. 4) Promover a paz significa nos aceitar e aceitar os outros. 5) É importante dizer aos outros que apreciamos o fato de serem diferentes de nós. 6) Somos todos interligados, apesar das nossas diferenças. Papel cartão (tamanho carta) para as capas dos cadernos Cinco ou mais folhas de papel, ou papel de desenho, para cada aluno (ou cinco cadernos "Meu amigo é muito especial" veja p. 159) Lápis de cor, lápis, canetas hidrográficas Cartaz intitulado: "Os seres humanos são diferentes e especiais em muitas maneiras"

• • • •

MÉTODO
1. Faça com que as crianças se sentem em círculo. Pergunte: "O que vocês aprenderam sobre as diferenças humanas nas outras aulas que tivemos?" 2. Mostre o póster "As Diferenças Humanas" e discuta os conceitos. Perguntando o que cada frase significa, oriente as crianças no sentido de repetirem os conceitos do cartaz, com suas próprias palavras. 3. Você diz: "Pense em seus amigos. Pense como eles são diferentes de você. Feche os olhos. Pense em seu melhor amigo. Em que ele é diferente de você? Em que ele é especial?". Abra a discussão. 4. Faça as crianças se virarem para o colega sentado ao lado delas para uma atividade em pares.

5. Você diz: "Vamos contar aos nossos colegas sobre um amigo que temos e que é diferente e especial". Você pode começar com um exemplo de alguém de suas relações; por exemplo, você pode dizer: "Minha amiga usa uma bengala para andar. ÀS vezes é difícil para ela movimentar-se. Minha amiga é também muito especial porque é amável e inteligente". Dê à classe cerca de quatro minutos para esse trabalho em pares. 6. Distribua o papel para os cadernos. Alunos de l- série podem usar esses cadernos para desenhos ilustrativos. Alunos mais adiantados podem desenhar e escrever. Você diz: "Vamos pensar em cinco pessoas que conhecemos e que são diferentes e especiais. Em cada página você vai desenhar/escrever o que é diferente e o que é especial em cada uma delas" (você pode reproduzir o texto da página nos cadernos dos alunos). Mais uma vez, enfatize o valor de aceitar as diferenças humanas e o fato de que, no íntimo, somos todos iguais. 7. Follow-up (acompanhamento): faça com que cada criança 156 157

comente sobre seu caderno, descrevendo os amigos sobre os quais escreveu ou desenhou.

"MEU AMIGO É MUITO ESPECIAL"

Nome: Data: Instruções: Escolha cinco pessoas. Em cada página, escreva : nome de uma delas e complete os seguintes dados: O nome de meu amigo é Ele é diferente porque _ Ele é especial porque _ Desenhe o retrato desse amigo especial:

159 158
LIÇÃO 32 TODAS AS SÉRIES

AS DIFERENÇAS HUMANAS: "SER COMO PEDRO

OBJETIVOS
• As crianças deverão colocar-se no lugar de alguém que é "o diferente". • As crianças vão desenvolver uma compreensão das reações que as outras pessoas manifestam diante das diferenças. • As crianças vão chegar à compreensão da sensação de ser objeto de preconceitos.

MATERIAL
• Póster "As Diferenças Humanas" • Papel de desenho, lápis de cor ou canetas hidrográficas • Diários

MÉTODO
Obs.: É preciso empregar toda a sua sensibilidade ao trabalhar esta lição. Antes de tudo, procure estudar o texto SER COMO PEDRO (abaixo). Se em sua classe há crianças cujas vidas lembram a de Pedro, pense com antecedência em como apresentar esta lição. 1. Crianças sentadas em círculo. Reveja o póster da Lição 31: "As Diferenças Humanas". Você diz: "Já falamos sobre diferenças e sobre como é ser diferente. Hoje vamos imaginar como seria ser uma criança chamada Pedro, que é diferente de muitas outras crianças da escola. À medida que eu ler a estória sobre Pedro, eu quero que cada um de vocês imagine que é Pedro. Tanto pode ser um menino como uma menina.

"SER COMO PEDRO"
Pedro tem nove anos. Ele e sua mãe moram com uma tia num lugar muito pequeno em cima de uma oficina. A mãe de Pedro é faxineira em casas de família para viver. Ela quase não tem dinheiro para comprar roupas para Pedro, e aí Pedro tem que usar as roupas velhas de outras pessoas. Pedro estuda numa escola do bairro, onde todas as outras crianças têm roupas boas e moram em casas confortáveis. Imagine que você é Pedro. Como seria sua vida? De que maneira a vida de Pedro é igual à sua? De que maneira ela é diferente?

2. Você diz: "Agora feche os olhos e continue a imaginar que você é Pedro. Imagine você morando com sua mãe e sua tia num lugar bem pequeno em cima de uma oficina. Você tem poucos brinquedos e a televisão está quebrada. Sua mãe não tem dinheiro para mandar consertar. Você está com frio porque você quase não tem agasalhos. Está na hora de ir para a escola. Você põe sua melhor roupa, mas a manga da camisa está rasgada. Seus ténis estão velhos e os cordões não amarram direito. Você vai para a escola. Na rua, você vê grupos de crianças, rindo e conversando. Como elas reagem quando vêem você? O que dizem? Corno você se sente? Você entra na escola. As outras crianças continuam a conversar e a rir. Falam sobre os programas de ontem à noite na TV. Você anda pêlos grupos de crianças e vai se sentar no fundo da classe. Você espera o professor fazer a chamada. Como as outras crianças olham para você? O que elas dizem? Como você se sente? O que você quer fazer? O que você gostaria que as outras crianças fizessem?" Então, mantenha a classe em silêncio e de olhos fechados, por alguns minutos. 3. Você diz: "Abra os olhos. Como você está se sentindo no lugar do Pedro?" Abra a discussão. 4. Pergunte: "De que maneira sua vida seria diferente se você fosse Pedro? Você já conheceu alguém como ele? Alguma 160 161

LIÇÃO 33

vez você já se sentiu como Pedro?" Dê às crianças tempo suficiente para esta discussão. 5. Você diz: "Se queremos ter um mundo no qual as pessoas se aceitem e cooperem umas com as outras, de que jeito deveríamos tratar as pessoas que parecem diferentes de nós?" 6. Diga: "Lembrem-se, sempre temos uma escolha. Como seres humanos, é de nossa responsabilidade escolher nossas atitudes com cuidado. De que maneira as crianças que convivem com Pedro podem agir para tornar a vida dele mais feliz?" 7. Diga: "Você está disposto a um compromisso de aceitar melhor os outros?" Reveja com a classe o significado da palavra compromisso. 8. Você diz: "Imagine cada país do mundo procurando ser amigo ao invés de inimigo do outro. Como o mundo seria diferente do que é agora?" 9. Peça às crianças que façam um desenho do Pedro, a caminho da escola ou na classe com os outros colegas. 10. Alunos mais adiantados devem escrever em seus diários sobre a ideia que fazem de Pedro. Alunos de 1a série podem expressar suas ideias por meio de desenhos.
2« A 6* SÉRIES

BANDEIRAS DIFERENTES DE PAÍSES DIFERENTES

OBJETTVOS
• As crianças vão aprender sobre os diferentes países do mundo desenhando suas bandeiras. • Cada criança deverá desenhar a bandeira de um país diferente. • As crianças deverão fazer uma pesquisa sobre o país cuja bandeira desenharam.

MATERIAL
• Enciclopédias, dicionários, ou qualquer reprodução de fotos de bandeiras, para os alunos copiarem • Nomes de diferentes países escritos em pequenos quadrados de papel ou fichas e que deverão ser sorteados de dentro de uma caixa (arranje para que haja um país para cada criança) • Mapa-múndi ou globo terrestre • Compromissos de pesquisa (veja p. 168) • Carta aos pais (veja p. 166) • Papel cartão, lápis de cor, réguas, tinta (opcional), tesouras e cola Obs.: Você pode combinar algumas coisas com a biblioteca da escola ou uma próxima à sua escola antes de iniciar esta atividade. Seria bom fazer uma parte desta aula na biblioteca, de modo que cada criança possa fazer um esboço de sua bandeira usando os livros disponíveis. Seria útil também afixar um aviso com o nome, país e prazo de entrega do trabalho de cada criança. Se quiser, você pode 162 163

L
mais sobre as outras pessoas com quem dividimos nlaneta". dar urna ideia geral sobre o trabalho com mapas, antes desta aula. As crianças vão ter que localizar vários países no mapa ou no globo durante a atividade.

MÉTODO
1. Faça com que as crianças se sentem em círculo. Você diz: "Sabemos que o mundo é formado por muitos tipos diferentes de pessoas. Nossas diferenças tornam o mundo um lugar diversificado (explique) e interessante para se viver. Já conversamos sobre a necessidade de aceitar as diferenças. Às vezes é mais fácil aceitá-las, principalmente se conhecermos a cultura e a origem das outras pessoas. Hoje vamos começar uma atividade que vai nos ajudar muito". Mostre as páginas da enciclopédia, dicionário etc. que têm as bandeiras de todo o mundo. Diga: "Os membros da família humana estão nos mais diferentes países do mundo. Somos todos parte de um só mundo, um só planeta. Estas bandeiras representam os diferentes lugares onde as pessoas vivem". 2. Você diz: "Hoje, cada um de nós vai fazer uma bandeira e escolher um país sobre o qual fazer um trabalho". 3. Você diz: "Vamos brincar de um jogo chamado 'Sorteie um País'". Peça a cada criança que feche os olhos e tire da caixa o nome de um país. Depois cada uma vai localizar aquele país no mapa ou no globo. Ajude-as a encontrar o país que estão procurando. (No caso dos países menos conhecidos, escreva o nome do continente, junto com o nome do país, nos papéis que vão na caixa.) 4. Depois que cada criança encontrou o seu país, diga: "Vamos começar nossa pesquisa sobre os diferentes países que temos". Explique o significado da palavra pesquisa.

5. Distribua os compromissos de pesquisa. Examine-os com a classe. Explique aos alunos que eles podem fazer o trabalho junto com os pais, se precisarem de ajuda. Mostre a eles a carta aos pais. 6. Faça com que as crianças preencham tanto o compromisso quanto a carta. 7. Explique que a pesquisa vai ajudar todos eles a aprender mais sobre o mundo em que vivem. Diga: "Vamos descobrir nosso planeta

Obs.: A parte da aula que pode ser feita na biblioteca vem a seguir. 8. Você diz: "Só para treinar, vamos começar fazendo um esboço do desenho da bandeira de cada um de nossos países". Distribua os dicionários, enciclopédias etc. e peça às crianças que copiem. Diga, depois, que elas vão fazer uma bandeira maior com o papel cartão, cola, lápis de cor e canetas hidrográficas. Recomende que desenhem e pintem com cuidado, de modo que possam usar esse trabalho como modelo. 9. Se houver tempo suficiente, peça às crianças que façam a bandeira grande no mesmo dia. Se não der tempo, esta parte da lição poderá ser feita na aula seguinte. 10. Você diz: "Lembrem-se de que somos todos interligados; somos ligados a todas as outras pessoas da terra como uma grande família humana". Enfatize que seus trabalhos de pesquisa vão ajudá-los a aprender mais sobre as pessoas com quem dividem o planeta. 165 164 FAVOR RECORTAR E DEVOLVER:

CARTA AOS PAIS* A PAZ TAMBÉM SE APRENDE
LIÇÃO 33

CARTA AOS PAIS* A PAZ TAMBÉM SE APRENDE
LIÇÃO 33

Caros pais: Como parte do programa "A Paz Também se Aprende", seu filho está levando para casa o desenho, feito por ele, da bandeira de (nome do país). Ele deve fazer um trabalho de pesquisa sobre esse país. Vocês deverão ajudá-lo a encontrar as seguintes informações: 1. localização do país 2. mapa do país (desenhado pelo aluno) 3. população

4. comidas típicas 5. atividades produtivas mais comuns 6. habitações nativas (descrição ou desenho) 7. outros fatos interessantes Usando suas próprias palavras, seu filho deverá fazer um relatório que contenha todas essas informações. Embora este trabalho deva ser feito por seu filho, sua ajuda e orientação serão muito úteis. Entre em contato comigo, por favor, se houver alguma dúvida. Será um prazer ajudar. Cordialmente, Nome do professor _______________________ Data para entrega do trabalho Nome do aluno _________ 166 167

Eu (pai/mãe) concordo em ajudar meu filho (nome) a terminar sua pesquisa até (data). Assinatura

LIÇÃO 34

COMPROMISSO DE PESQUISA

Eu, (nome do aluno) assumo a responsabilidade de entregar o trabalho de pesquisa sobre (país) em (data de entrega). Concordo em pedir a ajuda de que precisar para conseguir um trabalho bem feito e dentro do prazo. Concordo em falar com (meu professor), se tiver algum problema. Assinatura do aluno Data _________
2* A 6* SÉRIES

BANDEIRAS DIFERENTES: APRESENTAÇÕES ORAIS
OBJETIVOS
• As crianças deverão apresentar oralmente seus trabalhos de pesquisa. • Cada criança vai "ser o professor" durante sua apresentação. Podem usar o mapa, o globo, o ponteiro e qualquer outro material de apoio de que precisarem. Obs.: Para esta aula, se a escola oferecer as condições necessárias, os alunos de classes mais adiantadas poderão fazer suas próprias transparências para a apresentação e usar o retroprojetor. Podem também querer usar um pro-jetor de slides. Encoraje-os a trazer outros materiais de apoio que tiverem, ou que queiram fazer, ligados a seus trabalhos de pesquisa.

MATERIAL
*N.E. —Dependendo das condições sociais e económicas, você deverá facilitar o acesso ao material necessário à realização da atividade. O envolvimento dos pais ou responsáveis sem condições de atender às solicitações deve se revestir de um informe sobre a importância da atividade.

Projetos de pesquisa Mapas, globos, ponteiro Projetor (opcional) Gravador para gravar a apresentação de cada aluno (opcional) Opcional: alguma comida típica dos países que estão sendo apresentados 168 169

L

MÉTODO
TODAS AS SERIES LIÇÃO 35

1. Os alunos, um de cada vez, apresentam à classe os seus trabalhos. Localizam seu país no mapa ou no globo. A bandeira feita pelo aluno deve ficar exposta durante a apresentação. Qualquer material de apoio deve ser mostrado nessa oportunidade. 2. Faça uma discussão rápida sobre cada apresentação. Encoraje os alunos a traçar comparações entre os países. Opcional: grave cada apresentação. As crianças, então, vão ouvir a si mesmas (com fones de ouvido) quando tiverem algum tempo livre. 3. Faça uma exposição de todos os trabalhos e do material de apoio. 4. Convide uma outra classe para visitar a exposição das pesquisas e das bandeiras. Cada aluno de sua classe pode conversar com os outros sobre o país objeto de sua pesquisa.

TOMAR PARTE EM NOSSAS COMUNIDADES

OBJETFVOS
• As crianças deverão escolher uni problema da comunidade ou da escola no qual gostariam de se concentrar. • Divididos em pequenos grupos, os alunos deverão fazer uma discussão criativa (brainstorm), buscando soluções para este problema. • As crianças deverão achar uma solução e elaborar um plano de ação. Obs.: Os professores da 1a série vão precisar da ajuda de pais, de auxiliares de ensino, ou de alunos de séries mais adiantadas para assessorar a sessão de brainstorm e anotar as ideias.

MATERIAL
• • • • Póster sobre "As regras para o jogo de brainstorm" da Lição 10 Póster de tamanho grande intitulado: "As coisas que precisam melhorar" Cartolina e canetas hidrográficas para cada grupo Diários

MÉTODO
1. Faça com que os alunos se sentem em círculo. Diga-lhes que esta aula vai enfocar meios para se achar solução para os problemas da comunidade ou da escola. Peça aos alunos que decidam se querem estudar os problemas da comunidade onda escola. 2. Depois de tomada a decisão, peça aos alunos que pensem nas coisas que devem ser melhoradas ou mudadas. (Por exemplo, um problema da escola poderia ser o acúmulo de lixo no pátio. Um problema da comunidade poderia ser a necessidade de construção de casas populares.) 3. Utilizando o póster "As coisas que precisam melhorar", você anota aqueles setores com problemas, mencionados pela classe. 4. Depois que se fez um bom número de sugestões, a classe pode votar para decidir qual o problema que gostaria de estudar. 5. Faça uma revisão completa do póster sobre brainstorm. Você diz: "Hoje vamos usar o processo de brainstorm (Lição 10) e tentar encontrar soluções para o problema que acabamos de discutir". 6. Divida a classe em grupos de "solução de problemas", de quatro ou cinco alunos cada. Devem escolher um líder. Explique que o líder deve anotar as ideias do grupo. Distribua a cartolina e as canetas hidrográficas. Diga: "Vocês têm cinco a dez minutos para um brainstorm das ideias. Lembrem-se, todo

mundo tem boas ideias, e todas as ideias valem a pena". (O auxiliar de ensino fará as anotações, no caso de alunos de 1B série.) 7. Dê aos alunos cinco a dez minutos para a sessão de brainstorm, em busca de soluções. 8. Depois de dez minutos, interrompa a discussão e peça a cada grupo de alunos que se decida por unia solução. Isto deve levar cerca de cinco minutos. Lembre os alunos de que podem usar as diretrizes VITÓRIA/VITÓRIA, se necessário. 9. Peça aos líderes de cada grupo que mostrem as soluções adotadas. A classe deve então votar na melhor solução. 10. Escolhida a solução vencedora, você diz: "Agora precisamos pôr o plano de ação para funcionar". Converse sobre as etapas que se deve seguir para tratar do problema. Por exemplo, se os alunos enfocaram um problema da escola, podem então escrever cartas ao diretor, descrevendo o problema e indicando soluções. Ou talvez um grupo de alunos possa fazer uma visita ao diretor para discutir com ele a preocupação da classe sobre o problema e informá-lo sobre a solução indicada. Quanto a um problema na comunidade, os alunos podem escrever uma carta para o prefeito ou para a Câmara. Podem também escrever para os jornais do bairro, ou decidirem pela providência que acharem mais adequada. 11. FoUow-up (acompanhamento): Alunos de 2- a 6- séries podem se estender sobre o assunto em seus diários. Um título sugestivo seria: "Como eu posso ter uma atuação na minha escola ou comunidade". Os alunos podem abordar outros problemas de que tenham conhecimento e sugerir soluções. Eles podem apresentar propostas sobre atitudes que as crianças poderiam tomar quanto a esses problemas. Alunos de 1a série podem fazer desenhos ilustrativos da seguinte forma: mostram o problema numa página e a solução na página seguinte. 173 172

L
LIÇÃO 36 5a A 8* SÉRIES

REDAÇÃO COM O VOCABULÁRIO NOVO

OBJETIVOS
• As crianças deverão discutir o significado de palavras novas, usadas nas últimas lições. • As crianças deverão relembrar o significado de cada termo. • As crianças deverão usar essas palavras numa sentença oral ou escrita, para mostrar que realmente entenderam seu significado. Obs.: Os professores da 1a série que quiserem usar esta lição podem discutir e rever o significado dessas palavras, descartada a hipótese do exercício escrito.

MATERIAL
• Cartaz de tamanho grande intitulado "Vocabulário da Paz" (veja p. 175) • Papel e lápis

MÉTODO
1. Faça com que as crianças se sentem em círculo. 2. Chame a atenção dos alunos para o póster "Vocabulário da Paz". Cada um por sua vez, os alunos falam sobre uma palavra da lista. Discuta o significado de cada palavra. Ajude a classe a esclarecer qualquer dúvida ou compreensão distorcida de significado. 3. Divida o vocabulário em grupos de cinco ou seis palavras. Você, então, passa trabalhos de casa: os alunos escrevem as definições de cada termo e utilizam cada termo numa sentença. 4. Faça com que as crianças trabalhem em grupo. Aquelas que precisarem de ajuda extra podem trabalhar com as que entendem melhor o significado e o uso de cada termo. Enfatize o valor da cooperação, da ajuda mútua.

VOCABULÁRIO DA PAZ
Cooperar conflito resolução afirmar reconhecer paz étnico racial próprio brainstorm visão realidade interligado MENSAGEM EU VITÓRIA-VITÓRIA bem-estar pacifista contribuição solução de problemas compromisso atencioso responsabilidade 175 174

LIÇÃO 37 TODAS AS SÉRIES

CONFLITOS QUE SÃO NOTÍCIA

Obs.: Procure mandar, com razoável antecedência, as "Cartas aos pais sobre notícias ou artigos atuais", da Lição 24.

OBJETIVOS
Obs.: Os professores de 1a série que fizerem esta lição poderão precisar da ajuda dos pais dos alunos, de auxiliares ou de alunos mais adiantados para as anotações da sessão de brainstorm. • Cada criança deverá trazer um artigo ou notícia atual sobre um conflito em qualquer nível (pessoal, local, mundial). • As crianças vão fazer uma sessão de brainstorm para tentar uma solução para o conflito descrito no artigo. • As crianças deverão compreender que são capazes de se expressar e que podem ter alguma participação, apesar de sua idade. Obs.: Esta lição está relacionada com o Quadro 8, intitulado "Problemas que são notícia: as crianças têm as respostas!".

MATERIAL
• Artigo ou notícia atual sobre algum tipo de conflito. (Deve-se pedir que as crianças os tragam com antecedência.) • Diretrizes VITÓRIA/VITÓRIA • Cartolina de tamanho grande e canetas hidrográficas para cada grupo de cinco alunos, na atividade de solução de problemas • Papel de 12 x 18 cm para cada criança recortar e desenhar no formato do rosto • Lápis de cor/canetas hidrográficas para colorir os recortes de rosto • Tesouras

MÉTODO
1. Os alunos devem pegar os artigos que trouxeram e sentar-se em círculo. Você diz: "Assim como somos importantes e capazes de expressar nossas opiniões sobre assuntos da escola e de nossa comunidade, podemos também dar nossa opinião sobre assuntos nacionais e internacionais, principalmente a respeito de assuntos que estão aparecendo nos jornais e na televisão". 2. Você diz: "Hoje vamos examinar alguns artigos de jornais e revistas que vocês trouxeram. Vamos agora, um de cada vez, contar, em poucas palavras, sobre o que fala seu artigo". 3. Faça com que cada aluno fale rapidamente sobre seu artigo e identifique o conflito ali apresentado. 4. Depois de todos os alunos terem falado, escolha um artigo no qual concentrar suas atenções. Leia ou faça um resumo do artigo e peça que a classe repita a situação de conflito. Escreva na lousa uma frase que defina o conflito. 5. Chame a atenção dos alunos para as diretrizes VITÓRIA/ VITÓRIA. Repasse estas normas e peça aos alunos que pensem em uma forma de usá-las para resolver o conflito descrito no artigo. Abra a discussão. 6. Divida a classe em grupos de quatro ou cinco alunos, para a solução do problema. Peça a cada grupo que escolha um líder para anotar as sugestões dos colegas na cartolina. (Aqui, os alunos de 1a série vão precisar da ajuda de pais, auxiliares, ou de alunos mais adiantados. O líder poderá coordenar a participação, enquanto o assessor anota as ideias.) Encoraje os alunos a escolher colegas que ainda não foram líderes de grupos.

7. Peça aos alunos que se lembrem das diretrizes VITÓRIA/ VITÓRIA quando da discussão do conflito descrito no artigo. Peça que se empenhem na atividade de brainstorm. Nenhuma 176
177

solução é ousada demais. Encoraje-os a serem tão criativos quanto possível na sua sessão de brainstorm. Diga a eles que no final deverão escolher apenas uma ou duas soluções (talvez a combinação de várias) e que o processo criativo é que revela ideias novas. 8. Você diz: "Vou dar a vocês sete a dez minutos para criarem ideias e se decidirem por uma solução". Distribua cartolina e canetas hidrográficas para cada grupo. Certifique-se de que as diretrizes VITÓRIA/VITÓRIA estão disponíveis para consulta. Procure supervisionar essa atividade e esteja por perto para mediar possíveis discordâncias. Encoraje os alunos a procurarem entender os sentimentos das pessoas de ambos os lados do conflito apresentado no artigo. 9. Ao final do tempo determinado, faça com que os líderes apresentem a solução encontrada e comentem como o processo de solução de problemas foi empregado pelo grupo. 10. Escreva na lousa a solução de cada grupo. Os alunos, agora, votam naquela solução que será adotada por toda a classe. 11. Escreva uma carta, em nome da classe, ao jornal ou revista que publicou o artigo e exponha a solução. 12. Distribua o papel (de 12 x 18 cm). Peça a cada aluno que faça um desenho de seu rosto e o recorte. Diga aos alunos que seus "rostos" vão para o quadro intitulado "Problemas que são notícia: as crianças têm as respostas". 13. Não deixe de procurar na seção "Cartas à redação" do jornal ou revista a publicação da carta. Quando a carta for publicada, tire cópias e dê uma a cada aluno para mostrar em casa. 14. Não deixe de afixar no quadro a carta publicada. Se a carta não for publicada, afixe sua própria cópia. Enfatize para a classe a ideia de que suas ideias são importantes. Diga: "Qualquer que seja a sua idade, vocês sempre podem ter uma participação. Podem dar sua opinião, em jornais ou para autoridades, sobre qualquer assunto que vocês consideram importante". Obs.: Veja abaixo um modelo de "Carta à redação". O conflito apresentado aqui foi o incêndio de um barraco num bairro de classe média e a violação de uma igreja no mesmo bairro.

CARTA À REDAÇÃO
(ADAPTAÇÃO DO ORIGINAL)

Caro redator:

É importante ser generoso para com os outros. Ficamos tristes com o incêndio de uma casa no loteamento perto de nossa escola. Ouvimos dizer que o fato foi provocado, por se tratar de favelados. Acreditamos que todos devemos ser generosos com pessoas das camadas sociais mais carentes. Também ficamos tristes pelo fato de terem arrombado a porta da igreja do bairro. Achamos que todo mundo deve ser bom para todo mundo. Queremos viver num mundo de paz. ATerra é um lugar bom para se viver. Se você é paulista, nordestino ou imigrante, não importa. O que importa é o que você faz. Não importa de onde você é ou a sua aparência. Você é parte deste mundo. Ficamos tristes pelas pessoas que morrem nas guerras. Vamos ser bons uns com os outros. Cordialmente, Classe da 1a série do professor...

Obs.: Ao mandar essa carta, lembre-se de incluir o nome de todos os alunos de sua classe. Esta será uma experiência muito gratificante e da qual se lembrarão por muito tempo. 178 179

LIÇÃO 38 TODAS AS SÉRIES

QUADRO 8

NOSSAS SOLUÇÕES
Desenhos de cada criança que criou os pósteres de brainstorm

PROBLEMAS QUE SÃO NOTÍCIA: , AS CRIANÇAS TÊM AS RESPOSTAS!,

VAMOS ESCOLHER UM PACIFISTA
Obs: Certifique-se de que a Carta aos Pais seja enviada com antecedência. Veja o modelo no final desta lição.

OBJETIVOS
• As crianças deverão descrever as qualidades de um pacifista, através dos artigos, histórias e fotos (recortes de revistas) que trouxeram. • As crianças vão praticar a técnica de atenção dirigida. • Em uma atividade conjunta, as crianças deverão fazer desenhos de pacifistas. Obs.: Esta lição está relacionada com o Quadro 9, intitulado "Pacifistas do mundo inteiro".

MATERIAL
• Carta aos pais enviada antes desta aula (veja p. 183) • Artigos de jornais ou revistas, livros ou histórias, que falem de pacifistas—material a ser trazido pêlos alunos • Póster da Lição 17: "Pacifista é alguém que..." • Diários

MÉTODO
1. Peça aos alunos que se sentem em círculo, com os artigos, livros ou estórias sobre pacifistas. 2. Fale sobre o póster "Pacifista é alguém que...". 180 181

3. Os alunos devem voltar-se para o colega a seu lado, para uma atividade em dupla. 4. Você diz: "Cada um de vocês vai contar ao seu par sobre o pacifista do seu artigo, livro ou história. Vamos ter cinco minutos para isso, e então cada um vai contar à classe sobre o pacifista de seu par. Lembrem-se de ouvir com bastante a-tenção aquilo que seus pares falarem". 5. Dê cinco ou seis minutos à classe para a atividade em dupla. 6. Peça a cada aluno que conte em poucas palavras sobre o pacifista de seu par. 7. Faça com que os pares selecionem juntos o pacifista mais interessante entre os que foram apresentados na aula de hoje. 8. Peça aos pares que juntos desenhem esse pacifista. Deixe que as crianças resolvam como vão fazer isso. Cada par deverá apresentar um desenho elaborado em conjunto.

9. Faça uma exposição dos desenhos no quadro. 10. Peça aos alunos que escrevam nos diários sobre sua atividade em conjunto e sobre o pacifista que escolheram. (Alunos de 1a série podem fazer desenhos ilustrativos.)

CARTA AOS PAIS*

Caros pais: Pedimos a seu filho que procurasse encontrar, em jornais, revistas e livros, artigos e fotos de pessoas que sejam consideradas pacifistas. Gostaria que vocês o ajudassem nessa atividade, bem como na leitura e compreensão do artigo ou estória escolhidos. Mais uma vez agradecemos sua disposição em colaborar. Cordialmente, Professor Data 182

* N.T.— Dependendo das condições sociais e económicas, você deverá facilitar o acesso ao material necessário ã realização da atividade. O envolvimento dos pais ou responsáveis sem condições de atender às solicitações deve se revestir de um informe sobre a importância da atividade.

183
5S A 88 SÉRIES LIÇÃO 39

QUADRO 9

PACIFISTAS DO MUNDO INTEIRO

A CONSTRUÇÃO DE UMA "CIVILIZAÇÃO DO AMOR"

OBJETIVOS
• As crianças deverão definir o que "Civilização do Amor" significa para elas. • As crianças deverão imaginar como seria esta "Civilização do Amor". • As crianças vão discutir o conceito "respeito pela dignidade própria de cada ser humano".

MATERIAL
• • • • • Cartaz de tamanho grande intitulado "A Civilização do Amor" Mural intitulado "A Civilização do Amor" Canetas hidrográficas, tinta, lápis de cor etc. Póster com as definições de: próprio, dignidade, civilização e respeito Livros sobre Gandhi (opcional)

MÉTODO
1. Alunos sentados em círculo. Faça o seguinte exercício de relaxamento. Você diz: "Feche os olhos. Imagine que você está entrando numa sala cheia de gente que você não conhece, mas você está se sentindo confiante e despreocupado. É uma sala iluminada pelo sol. As pessoas estão sorrindo e conver185
Este quadro contém um j apanhado de retratos e fotos de pacifistas.
| Os retratos podem ser lícitos a mão ou recortados. JAs legendas devem ser [coladas sob cada retraio ou t foto.

184

sando baixinho. Elas sorriem para você e começam logo a conversar com você, como se já o conhecessem. Você se sente bem à vontade. Você sabe que essas pessoas gostam de você, mesmo sem o conhecer. Você percebe que as pessoas são diferentes na cor da pele e no jeito do rosto. Algumas são negras, outras brancas, algumas são japonesas, outras soviéticas etc. Você começa a sentir como se elas fossem parte de sua família. Você se sente seguro, amado e aceito nessa sala. Você não pensa em ir embora. Você sabe que está num lugar muito especial". 2. Peça às crianças que abram os olhos e digam como estão se sentindo. 3. Diga que você vai ler um trecho, tirado do jornal, de uma declaração do Papa João Paulo II. Diga à classe que o Papa João Paulo II é um pacifista e que neste artigo ele fala sobre um outro pacifista famoso, talvez o mais famoso de todos, Mahatma Gandhi. 4. Pergunte: "Vocês sabem quem foi Gandhi e por que as pessoas do mundo inteiro o respeitam tanto?". Abra a discussão e dê algumas informações sobre Gandhi. Se você tiver um livro sobre Gandhi, com alguma foto dele, mostre à classe. 5. Leia o seguinte trecho uma vez; depois releia-o, de modo que a classe entenda o conteúdo. Analise as definições e dê todas as explicações de que a classe precisar. "O Mahatma Gandhi ensinou que se todos os homens e mulheres, não importam as diferenças entre eles, abraçarem a verdade, com respeito à dignidade própria de cada ser humano, uma nova organização mundial — uma civilização do amor — poderá ser alcançada." 6. Pergunte: "Como seria uma 'civilização do amor'?" Diga também o que você mesmo acha disso. 7. Cada aluno por sua vez, no círculo, dá uma ideia do que pensa e sente a respeito. 8. Pergunte: "O que significa o 'respeito pela dignidade própria de cada ser humano'?" Abra a discussão. 9. Peça às crianças que fechem os olhos e imaginem, em silêncio, "uma civilização de amor onde a dignidade própria de cada ser humano seja respeitada". 10. Ao final de três minutos, peça às crianças que contem o que imaginaram. Anote no cartaz os componentes de suas visões: descrições, sentimentos etc. 11. Estenda no chão o papel para o mural "A Civilização do Amor". Afaste as carteiras. Distribua o material de desenho. Deixe as crianças se espalharem em volta e compor um mural numa atividade conjunta. Seria interessante reservar os primeiros cinco minutos para planejar como vão fazer. 12. Lembre que esse será um esforço conjunto, no qual eles vão demonstrar os princípios de paz e cooperação aos quais Gandhi dedicou sua vida. 13. Follow-up (acompanhamento): Convide o diretor para ver o mural. Procure uma forma de mostrá-lo aos pais dos alunos. O jornal do bairro poderia tirar fotos para publicar alguma matéria a respeito. Faça ver aos alunos que, através de sua expressão artística, eles estão agindo no mundo, exercendo sua influência e levando uma mensagem a todos aqueles que observarem esse mural. 187 186

AVALIAÇÃO DO APRENDIZADO

2Q ESTÁGIO: A PAZ DENTRO DE NOSSAS VIDAS
Obs.: Você pode usar esta página como um teste de avaliação do 2Q Estágio, conforme a faixa etária. Você pode, também, usar as perguntas para uma avaliação oral, verificando até que ponto seus alunos compreenderam os conceitos transmitidos. 1. O que você quer dizer com a frase: "A paz começa comigo"? 2. Com suas próprias palavras, explique as regras para o jogo de bratnstorm. 3. Por que é importante fazer bratnstorm? 4. O que são diferenças humanas? Cite algumas. 5. Cite algumas maneiras pelas quais as pessoas se mantêm informadas. 6. Por que é importante manter-se informado? 7. Cite dois pacifistas conhecidos e diga por que eles são considerados pacifistas. 8. O que você fez, neste mês que passou, para ajudar sua escola, sua comunidade ou seu país? 9. Defina: próprio/dignidade/interligado/respeito. 10. Conte, com suas próprias palavras, como você imaginou a "Civilização do Amor".

3- ESTÁGIO:
VAMOS DESCOBRIR NOSSAS RAÍZES E INTERLIGAÇÕES
188

LIÇÃO 40 2a A 8* SÉRIES

DISCUSSÃO EM GRUPO: PROBLEMAS DE ALCANCE MUNDIAL
Obs.: Procure mandar com antecedência a Carta aos Pais referente a esta aula. (Veja o modelo no final desta lição.)

OBJETIVOS
• Os alunos deverão resumir artigos de jornais e revistas, que trouxeram, sobre outros países. • Os alunos vão determinar o principal assunto ou problema enfocado num artigo escolhido. • Numa sessão de brainstorm, os alunos deverão procurar soluções para o problema do artigo escolhido. • Os alunos vão trabalhar de forma cooperativa para chegar a uma conclusão. • Os alunos vão decidir-se por um plano de ação.

MATERIAL
• • • • Artigos trazidos pêlos alunos Mapa Cartolina e canetas hidrográficas para cada grupo de cinco crianças Lousa, giz

MÉTODO
1. Peça aos alunos que se sentem em círculo, com as publicações à mão. Você diz: "Durante todo o ano, estivemos vendo o que podemos fazer para termos um mundo em paz. Hoje 191 vamos ver alguns problemas de alcance mundial". Analise as palavras "problemas de alcance mundial". Diga: "Vamos encontrar uma solução para pelo menos um dos problemas sobre os quais já lemos". 2. Pergunte: "Por que é importante para nós sabermos sobre problemas mundiais?". Abra a discussão. Enfatize a ideia de que todas as pessoas são cidadãos — não apenas de suas comunidades, estados e países, como também do mundo. "Nós todos somos parte da família humana". Pergunte: "O que significa para você ser parte da família humana?" 3. Revise o significado de "interligação". Pergunte: "Como estamos interligados ao meio ambiente?" Abra a discussão. Assinale nossa dependência do ar, da luz, da comida e da água. Pergunte: "Como estamos interligados uns aos outros?" Abra a discussão. 4. Você diz: "Hoje vamos ver cuidadosamente assuntos e problemas de natureza global. Vamos ouvir nossos colegas resumirem esses artigos, e depois vamos pegar um artigo e discutir sobre ele". 5. Faça com que cada criança apresente um rápido resumo de seu artigo, indicando os nomes dos países envolvidos e qual o assunto que está sendo enfocado. 6. Escolha um artigo para ser enfocado. Faça uma revisão rápida e escreva o problema na lousa. Faça com que uma criança localize no mapa o país do artigo, indicando os nomes dos países ao redor dele. Diga em que continente está o país. Faça com que a classe se divida em grupos para resolver o problema. 7. Peça a cada grupo para escolher um líder. O líder vai anotar todas as ideias que surgirem na discussão numa cartolina e depois divulgá-las aos demais. 8. Você diz: "Vou dar cinco a dez minutos para vocês discutirem livremente sobre soluções para o problema do artigo. Não se esqueçam das necessidades básicas das pessoas que aparecem nesse artigo. Ponham-se no lugar delas e pensem que tipo de solução vocês encontrariam". Distribua cartolina e canetas hidrográficas. 9. Dê à classe algum tempo para a discussão livre (brainstorm). Quando chegarem a uma conclusão, peça aos grupos que retornem ao círculo e dê tempo para que o líder de cada 192 grupo comunique as soluções encontradas. Escreva as soluções na lousa e faça um sinal naquelas que se repetirem. 10. Revise toda a lista de soluções surgidas na discussão livre (brainstorm). Faça com que a classe escolha as melhores. Faça um círculo em volta delas. 11. Peça à classe que combine (se for possível) as melhores soluções, para se chegar à solução final. 12. Faça com que a classe decida-se pela solução final. Você diz: "A quem podemos apresentar esta solução para que ela tenha o maior impacto possível?" Faça uma lista de todas as sugestões. 13. Faça a classe criar um plano de ação que inclua a ideia de escrever ao presidente do país envolvido, ou às Nações Unidas, ou aos jornais etc. 14. Dê andamento ao plano de ação.

15. Acompanhamento: Faça uma exposição de todos os artigos e cartas que você receber como resposta e mande cópias ao diretor da escola, ao orientador pedagógico e aos pais dos alunos.

193
5* A 8B SÉRIES

CARTA AOS PAIS* A PAZ TAMBÉM SE APRENDE LIÇÃO 40
LIÇÃO 41

"MENSAGENS EU/ MENSAGENS VOCÊ' EM PROBLEMAS MUNDIAIS
Caros pais: Corno parte do programa "A Paz Também se Aprende", vamos ter urna aula sobre problemas atuais de alcance mundial. Pedimos que ajude seu filho a encontrar um artigo, ou notícia, sobre algum problema mundial que esteja ao alcance da compreensão dele. Pedimos, também, que procure evitar a escolha de assunto controvertido ou que exponha violência excessiva. Seria interessante estudar o artigo junto com ele (ler para ele, se necessário). E, ainda, verificar se ele reconhece os nomes dos países envolvidos e a natureza do problema em questão. Durante a aula, os alunos desenvolverão uma discussão criativa procurando soluções para problemas mundiais. Cordialmente, Professor Data.

* N.E. — Dependendo das condições sociais e económicas, você deverá facilitar o acesso ao material necessário à realização da atividade. O envolvimento dos pais ou responsáveis sem condições de atender às solicitações deve se revestir de um informe sobre a importância da atividade. 194

OBJETIVOS
• Os alunos deverão agir como se fossem naturais dos países sobre os quais discutiram na Lição 40. • Os alunos usarão MENSAGENS EU/VOCÊ ao se comunicarem uns com os outros. • Os alunos vão determinar a melhor forma de comunicação para tratar de problemas mundiais.

MATERIAL
• Póster das Diretrizes de VITÓRIA/VITÓRIA da Lição 8 • Diários • O artigo discutido na Lição 40

MÉTODO
1. Faça com que as crianças formem um círculo. Explique que vão trabalhar com um artigo. Você diz: "Vocês se lembram do problema que discutimos na aula passada? Quem eram os líderes ou as pessoas envolvidas?" Abra a discussão. 2. Você diz à classe: "Hoje vamos fazer o papel daquelas pessoas e vamos usar as diretrizes VITÓRIA/VITÓRIA para tentar resolver o problema. Vamos fingir que somos as verdadeiras pessoas envolvidas". 195
LIÇÃO 42

3. Selecione algumas crianças para ficarem no centro do círculo. 4. Você diz: "Antes de começar, vou fazer uma modificação nas diretrizes VITÓRIA/VITÓRIA. Em vez de usar MENSAGENS EU, vamos usar MENSAGENS VOCÊ. Quem se lembra da diferença entre MENSAGENS EU e MENSAGENS VOCÊ?" Abra a discussão. "Quem saberia dar um exemplo de cada?" Procure conseguir alguns exemplos. 5. Faça uma revisão das diretrizes VITÓRIA/VITÓRIA e continue com a dramatização do conflito mundial. 6. Completada essa parte, converse sobre a interação. Pergunte à classe e aos intérpretes em que sentido o uso das MENSAGENS VOCÊ influiu no resultado. Discuta. 7. Faça uma nova representação usando os mesmos alunos, ou outros, se preferir. Desta vez, faça com que usem as MENSAGENS EU. 8. Discuta sobre como o uso de MENSAGENS EU alterou o resultado do conflito. Faça com que a classe compare a eficácia desta tentativa com a anterior. 9. Encoraje a classe a tirar conclusões sobre qual tipo de comunicação, se as MENSAGENS EU ou se as MENSAGENS VOCÊ, funcionaria melhor a nível de comunicação mundial. 10. Finalmente, os alunos farão um registro em seus diários sobre a atividade e as lições que puderam tirar de todo esse processo de comunicação.
5* A 88 SERIES

VIEMOS TODOS DE LUGARES DIFERENTES

OBJETIVOS
• Cada criança vai começar a determinar sua própria origem étnica. • As crianças vão trabalhar com os pais ou parentes, no sentido de se informar sobre suas "raízes". • As crianças deverão fazer um trabalho de pesquisa sobre o estado brasileiro ou o país de onde se originaram seus antepassados. • As crianças vão começar a entender que suas famílias são uma fusão de diferentes origens. Obs: Esta lição, juntamente com as Lições 43 e 44, correlaciona-se com o Quadro 10, intitulado As raízes alimentam a árvore da vida. Afixe a árvore e estas palavras antes do início desta lição.

MATERIAL
• Carta aos Pais (veja p.200) • Compromisso de pesquisa (veja p. 199) • Mapa ou globo terrestre

MÉTODO
1. Distribua as "Cartas aos Pais" e os "Compromissos de Pesquisa". 2. Ajude os alunos a preencher as cartas e os compromissos. Afixe em lugar bem visível o prazo de entrega das pesquisas. 197 196 3. Mostre o quadro "Árvore da Vida". Você diz: "O Brasil tem uma característica especial, porque, desde o início, a população foi sendo formada por pessoas vindas de outros países de origem". Explique a palavra "origem". Diga aos alunos que na próxima aula eles vão receber uma ficha na qual deverão escrever o nome do país/estado de sua origem. Avise-os que seus pais vão ajudá-los em casa. Diga, também, que essas fichas serão afixadas no quadro: "Árvore da Vida", naquela mesma aula. 4. Explique que muitas pessoas no Brasil são uma fusão de várias origens. Fale com seus alunos sobre sua própria origem e os países/estados de onde vieram seus antepassados. Localize estes países/estados no mapa. 5. Pergunte se algum dos alunos sabe sobre suas origens étnicas. Analise o significado da expressão "origens étnicas". Faça com que os alunos que souberem suas origens étnicas localizem no mapa ou no globo os respectivos países/estados. Enfatize que "somos todos parte da família humana; somos todos interligados, mesmo com pessoas que não conhecemos. Muitos aqui têm parentes que moram em outros países/ estados. Talvez algum dia vocês ainda poderão conhecê-los. Talvez alguns de vocês já os conheçam". Abra a discussão. 6. Lembre aos alunos que eles descobrirão suas raízes com a ajuda de seus pais ou outros parentes. Diga a eles que, dentro de dois dias, eles precisam devolver a carta aos pais, com as informações sobre suas origens. Explique a eles que, quando apresentarem suas pesquisas para a classe, podem trazer qualquer coisa que tenham para ilustrar suas origens: fotos, livros, roupa típica, moedas, bonecos, fotos de parentes que imigraram para cá. Se achar interessante e viável, você pode sugerir que quem quiser pode trazer alguma comida típica para se provar no dia da apresentação. 7. Diga aos alunos que eles deverão localizar no mapa mais "países/estados de origem", na próxima aula. Procure deixar claro o significado da expressão "países/estados de origem". Obs.: Alunos com várias raízes étnicas devem escolher apenas um desses países para sua pesquisa. Qualquer aluno que não tenha antepassados estrangeiros pode fazer uma pesquisa do estado ou região do Brasil de origem de algum deles.

COMPROMISSO DE PESQUISA A PAZ TAMBÉM SE APRENDE
LIÇÃO 42
concordo em terminar meu trabalho de _____ no dia _______. Concordo, Eu_______ pesquisa sobre__ também, em procurar a ajuda de que precisar para esse trabalho. Concordo, ainda, em falar com meu professor, se tiver algum problema. Assinatura Data

PAÍSES/ESTADOS DE ORIGEM A PAZ TAMBÉM SE APRENDE LIÇÃO 42

Nome do aluno L Países/Estados de origem: __ Vou ajudar meu filho a encontrar informações sobre seu estado/país de origem. Estou ciente de que esse trabalho deve ser entregue no dia_. Vou providenciar, se possível, um prato típico: SIM___NÃO___ Assinatura de pai/mãe Pedimos o favor de nos devolver este formulário assinado. 199 198

CARTA AOS PAIS A PAZ TAMBÉM SE APRENDE LIÇÃO 42
Caros Pais: Como parte do programa "A Paz Também se Aprende", seu filho deverá fazer um trabalho de pesquisa sobre o estado brasileiro ou o país de origem de seus antepassados. Pedimos que ajude seu filho a relacionar esses estados ou países de origem no formulário anexo, que deverá ser devolvido até o dia ____________. Se as origens de seu filho incluem vários estados e/ou países diferentes, apenas um será escolhido para a pesquisa. Afim de completar o trabalho, seu filho vai precisar das seguintes informações: • Um mapa oficial ou impresso em livro ou enciclopédia, para fazer uma cópia.

• Em que região do Brasil ou continente está o estado ou país? • Como é a bandeira do estado ou país? Seu filho deverá desenhá-la. • Quais são alguns trajes típicos desse estado ou país? Descrever, desenhar ou conseguir um modelo como exemplo para seu filho. • Quais são os pratos típicos? Uma atividade não obrigatória, e que fica a seu inteiro critério ou disponibilidade, será ajudar seu filho a providenciar um prato típico para trazer à escola no dia da apresentação. • Que outros pontos interessantes seu filho pode nos contar sobre seu estado ou país de origem? • Pedimos que ajudem seu filho a reunir todas as informações necessárias. Seu filho deverá fazer o relatório da pesquisa por escrito e com suas próprias palavras. Sugerimos um trabalho de ____páginas. Cordialmente

QUADRO 10

AS RAÍZES ALIMENTAM A ÁRVORE DA VIDA

Barbante ou linha (Use diferentes tons de verde para as folhas)

Professor
201

200

LIÇÃO 43 5a A 8* SÉRIES

ORIGENS DIFERENTES

OBJETIVOS
• As crianças deverão localizar estados e/ou países de origem de pais, avós, etc. num mapa ou num globo terrestre. • As crianças deverão entender que existem colegas na classe que têm origens diferentes (cidade, estado, país).

MATERIAL
• • • • • Trabalhos: "Países de Origem", da Lição 42 Uma ficha para cada aluno Barbante ou linha, argila, etiquetas Papel tamanho grande com o título: "Viemos de muitos lugares diferentes" Quadro: "Árvore da Vida"

MÉTODO
1. Faça com que as crianças se sentem em círculo. Você diz: 'Todos nós temos parentes — tios ou avós — que chegaram ao Brasil vindos de outros estados ou países". Lembre-os do significado da expressão: "estados ou países de origem". Você diz: "Vocês levaram uma carta a seus pais há alguns dias pedindo que eles ajudassem vocês a descobrir estados e/ou países de origem". Cada aluno por sua vez, todos vão dizendo 202 seus estados e países de origem. Faça com que cada um localize no mapa um dos estados e/ou países de origem. Depois disso, dê a cada criança uma ficha para que escreva o nome do estado ou país no canto superior direito. Será o estado ou país sobre o qual ela deverá pesquisar. Sublinhe. Abaixo do nome desse estado ou país, o aluno deve escrever seus outros estados ou países de origem. Deve, também, escrever seu próprio nome no canto superior direito. Na Lição 44, essas fichas serão afixadas no quadro intitulado "Árvore da Vida". Mostre no quadro o lugar onde elas deverão ser afixadas. 2. Cada aluno deverá grudar uma bolinha de argila no seu estado ou país de origem e fazer uma ligação, com barbante ou linha, à argila colocada sobre o Brasil. No final da aula, todos os países de origem deverão estar "ligados" ao Brasil e todos os estados à cidade em que o professor estiver dando aula. 3. Complete o póster "Viemos de muitos lugares diferentes" com uma lista dos alunos e de seus estados e países de origem. Explique que, embora cada aluno vá pesquisar somente um estado ou país, todos os seus estados e países de origem aparecerão no cartaz. 4. Você diz: "Nós todos fazemos parte do mesmo planeta. Somos a família humana. Nossos antepassados chegaram aqui vindos de outros estados e países. E aqui vivemos em harmonia". Pergunte: "O que significa viver em harmonia?".

203

LIÇÃO 44 5» A 8» SÉRIES

VIVER EM HARMONIA

OBJETIVOS
• As crianças vão examinar o conceito de viver em harmonia. • As crianças deverão explorar o conceito das Nações Unidas como um instrumento para a harmonia. • As crianças deverão estudar, com mais detalhes, suas raízes e interligações.

MATERIAL
• Cartaz "Viemos de muitos lugares diferentes" • Enciclopédia (capítulo das Nações Unidas), ou outra fonte de informação • Quadro "Árvore da Vida", incluindo folhas com os nomes dos alunos, e barbante ou linha • Fichas que os alunos preencheram com o nome do estado ou país sobre o qual estão pesquisando, e dos outros países/ estados de origem • Globo, com argila e barbante ou linha afixados • Lousa, giz

MÉTODO
l. Faça com que os alunos se sentem em círculo. Comente o cartaz "Viemos de muitos lugares diferentes", enfatizando as 204 várias origens étnicas da classe e quantos países/estados estão representados. 2. Revise o conceito de "viver em harmonia" que foi discutido na Lição 43. Pergunte aos alunos o que significa "viver em harmonia". 3. Faça uma comparação com a harmonia na música, onde instrumentos diferentes atuam juntos para produzir um som harmonioso, embora cada um deles tenha uma natureza diferente. Certifique-se de que as crianças entendam esta analogia. 4. Discuta em linhas gerais a ideia das Nações Unidas como "um instrumento de harmonia". Mostre fotos das Nações Unidas e descreva as funções daquela organização. Use a enciclopédia, ou outra publicação disponível. Ponha em discussão. 5. Você diz: Trabalhamos juntos em harmonia em nossa classe. Muitos de nós têm origens diferentes, mas todos somos semelhantes em muitas coisas". Pergunte: "De que modo somos parecidos?" Abra a discussão. Ponha na lousa uma lista das qualidades em comum.

6. Volte a atenção para as fichas mencionadas nas Lições 42 e 43, nas quais os alunos escreveram seus estados ou países de origem. Peça a todos que pendurem suas fichas no quadro "Árvore da Vida". 7. Continue a conversar sobre as diferentes origens dos membros da classe. Faça paralelos entre os membros da classe, observando que alguns alunos têm origens semelhantes. Observe também a diversidade e como a classe é rica em culturas diferentes. Lembre os alunos dos prazos de entrega de suas pesquisas. Diga-lhes que deverão apresentar os relatórios oralmente para a classe. Lembre-os de trazer quaisquer ob-jetos, fotos ou artesanato relacionados com esses estados e países. Devem trazer também, nessa data, algum prato típico, caso tenham escolhido fazer esta parte facultativa do trabalho. Obs.: Prepare um espaço apropriado na sala para que os alunos exponham seus trabalhos e objetos. Dê-lhes a garantia de que tudo o que trouxerem será exposto. 8. Peça aos alunos que olhem o quadro "Árvore da Vida",

205
TODAS AS SÉRIES

agora completo. Diga: "Vejam de quantos estados e países diferentes nós viemos. A 'Árvore da Vida' mostra como é nosso país e a Terra. Estamos todos interligados".
LIÇÃO 45

RELATÓRIOS ORAIS: NOSSOS ESTADOS E PAÍSES DE ORIGEM

OBJETTVOS
• Os alunos deverão fazer sua exposição oral sobre os países de origem. • Os alunos vão chegar a urna compreensão mais clara da diversidade de suas origens. Obs.: Esta lição pode tomar várias aulas. Em cada uma delas, um grupo de alunos poderá apresentar seus trabalhos. Esta recomendação é válida porque, mesmo que os trabalhos sejam muito longos, a classe não ficara cansada.

MATERIAL
• Trabalhos e objetos trazidos pêlos alunos • Mapa/globo terrestre • Opcional: pratos de papel, guardanapos, garfos ou colheres descartáveis

MÉTODO

1. Para a exposição oral das pesquisas, os alunos podem permanecer em suas carteiras ou formar um círculo. Diga-lhes que cada um terá sua vez para apresentar seu trabalho e que os demais estão convidados a fazer perguntas ou acrescentar 207
TODAS AS SÉRIES

outras informações durante cada apresentação. 2. Faça com que cada aluno apresente seu trabalho. Durante a apresentação, peça que localize no mapa ou no globo o estado ou país sobre o qual pesquisou. 3. Se um aluno trouxe alguma comida típica, poderá oferecê-la à classe após apresentar o trabalho.
LIÇÃO 46

A ESCADA DA PAZLIÇÃO 46
TODAS AS SÉRIES

A ESCADA DA PAZ

OBJETIVOS
• As crianças vão estudar a hierarquia da paz. • As crianças vão entender a ligação entre atos individuais e mundiais. • As crianças serão orientadas sobre como ter responsabilidade pelo mundo diante delas. Obs.: Esta lição está relacionada com o Quadro 11, intitulado: "A Escada da Paz".

MATERIAL
Cartaz:
"O que se pode fazer para promover a paz" Trate os outros do mesmo modo que você quer ser tratado Aceite os outros Procure colaborar com os outros Resolva seus conflitos sem violência Lembre-se de que todos fazemos parte da mesma família humana

Cópia da "Declaração dos Direitos Humanos", de uma enciclopédia ou outra fonte Oito recortes de papel em escala crescente de tamanho, com uma frase em cada um, do menor para o maior:
´

o indivíduo / você e eu / nós (grupos pequenos) / nossa comunidade (nome da cidade) / nosso estado / nosso país / nosso continente / nosso mundo • Fita adesiva para colar os oito pedaços de papel

MÉTODO
1. Faça com que os alunos se sentem em círculo. Chame a atenção deles para o quadro "A Escada da Paz". 2. Você diz: "A escada representa a paz no mundo e o que devemos fazer para chegar lá. Imagine que você é uma pessoa segurando esta escada". Pergunte: "O que aconteceria se você soltasse a escada?" (ela cairia). Você diz: "O mesmo acontece com a paz. Todas as pessoas têm que sentir responsabilidade por um mundo em paz. O indivíduo é a base para um mundo em paz. Na base da escada você pode promover a paz em muitos níveis diferentes: • dentro de você mesmo; • com os outros; • na comunidade; • no estado, no país e no mundo" 3. Aponte para o degrau seguinte da escada, o nível "Você e Eu". Mostre o cartaz "O que se pode fazer para promover a paz". Discuta estes conceitos. 4. Você diz: "Vamos dar uma olhada no próximo degrau da escada: 'Nós'. Este degrau significa que você como indivíduo pode ser muito importante nos pequenos grupos". Pergunte: "Quais são alguns desses grupos de que vocês fazem parte?". Retorne ao cartaz "O que se pode fazer para promover a paz" Faça com que as crianças relacionem os conceitos do cartaz com o modo como interagem em pequenos grupos. Converse com elas sobre colaboração e aceitação neste nível. 5. Fale dos próximos degraus da escada: "Comunidade, estado e país". Oriente seus alunos no sentido de que percebam que têm uma contribuição a dar em cada um destes níveis e de que já fizeram isso através de algumas atividades em outras aulas. Abra a discussão. Pergunte: "De que maneira vocês podem assumir a responsabilidade de participar nos trabalhos de sua comunidade, estado e país?". Esta é uma boa oportunidade para destacar atividades como: escrever cartas, votar, 210 interessar-se pelas notícias de jornal e TV. 6. Pergunte à classe sobre "o direito de votar". Pergunte o que isso significa. Discuta o direito que os cidadãos de nosso país têm de votar e de emitir sua opinião sobre os destinos da sociedade. 7. Fale da "Declaração dos Direitos Humanos". Mostre uma reprodução dela em uma enciclopédia ou outra fonte. Explique rapidamente o que significa. Use expressões ao alcance da classe. Abra a discussão. Você diz: "Ser um agente da paz significa exercer seus direitos. Dessa fornia estamos assumindo nossa responsabilidade e contribuindo para o mundo à nossa volta". 8. Aponte para o topo da escada: "Nosso continente e nosso mundo". Defina o termo "cidadão do mundo" como alguém que faz parte da família humana. Você diz: "Ser um cidadão do mundo significa ser um cidadão do planeta Terra. E todos podemos ser. Estamos interligados. Todos nós participamos da Terra. Através da habilidade de nos comunicar uns com os outros, podemos ficar em contato com pessoas de todo o mundo". Pergunte: "Quais são algumas das formas de comunicação que temos para nos ligar com o mundo inteiro?" (algumas respostas: TV, rádio, computadores, comunicações via satélite, correio, viagens aéreas, telefone). 9. Você diz: "É possível trocar informações a até mesmo resolver problemas através de esforços conjuntos. Quais são alguns dos problemas mundiais nos quais poderíamos trabalhar juntos?" (algumas respostas: fome, guerra, pobreza, falta de habitação, doenças, poluição,

criminalidade, analfabetismo). Pergunte: "Como podemos ser de alguma importância nestas áreas?". Abra a discussão. Obs.: Esta é uma boa oportunidade para escolher um trabalho para a classe, no qual as crianças poderiam encaminhar a solução de um problema mundial. Promova uma sessão de brainstorm para escolher um "plano de ação". Decida, então, a data do início dessa atividade. 10. Distribua a oito alunos os recortes de papel de tamanhos crescentes. Isto é feito para reforçar os conceitos que você acabou de analisar no quadro. Cada aluno deve ler os dizeres no pedaço de papel. Peça que arrumem os recortes de papel no 211

(pequeno mapa feito a mão)

chão, na ordem que foi indicada durante a discussão "A Escada da Paz". 11. Quando os papéis estiverem arrumados na ordem correia, distribua a fita adesiva a outros alunos e peça que eles transfiram os papéis para a parede. Afixe os papéis na ordem certa. Aqui, uma sugestão de atividade livre: dois alunos, um de cada vez, apontam para cada recorte e discutem como podem promover individualmente a paz em cada nível. 12. Ao concluir a aula, procure levar a classe a reiterar que cada nível da hierarquia, ou "Escada da Paz", depende daquele que o precede e que o indivíduo está na base de sustentação.

QUADRO 11

A ESCADA DA PAZ
Paz mundial
213

212

LIÇÃO 47____________________TODAS AS SÉRIES

SOMOS DIFERENTES, SOMOS IGUAIS

OBJETIVOS
• Os alunos deverão identificar as diferenças e semelhanças dos pontos de vista de cada um durante a atividade de resolução de conflito. • As crianças vão usar a técnica de troca de papéis para resolver o problema.

MATERIAL
• Prancheta, papel, canetas

MÉTODO
Obs.: Faça as etapas l e 2 logo no início da aula. O restante poderá ser feito ao final da aula. 1. Você diz: "Como cidadãos do mundo, devemos estar sempre conscientes de nossa responsabilidade individual ac resolver qualquer conflito entre nós. Hoje vamos aprender urr. outro jeito de fazer isso". 2. Você diz: "Quando você tiver dificuldade em resolver urr. problema com algum colega da classe, você pode marcar nesta prancheta (mostre-a à classe). Escreva, por favor, a data. seu

e um resumo do seu
irrôlema. sem fazer acusações". 3. Ao final da aula faça a classe sentar-se em círculo e peÇ-e a prancheta. 4 Você diz: "Quantos de vocês tiveram um conflito hoje e rarearam na prancheta? O que vocês fizeram para resolver o problema?". Dê algum tempo para discussão. Discuta sobre o 3t--e foi e o que não foi positivo. Você diz: "Vamos usar uma nova -.icnca para resolver problemas e conflitos. Agora vocês vão S-ser de conta que são a outra pessoa, para sentirem o problema 3'. ponto de vista dela". Veja, agora, as anotações na prancheta. 5. Você diz: "Hoje ___ e ___ tiveram um conflito. Por ía.v:-. venham ao centro do círculo. Agora, ___, faça de conta OT-ÏÍ você é ___; e ___, faça de conta que você é ___. Vocês Ta: trocar de papéis e dramatizar o conflito". 6. Oriente-os no sentido de representarem o que acharam ir-e a outra pessoa estava fazendo ou sentindo. ~. Quando terminarem, os dois alunos podem voltar a seus i-íares no círculo. Faça com que a classe discuta o que aconteceu. Comente o fato de que as pessoas podem ter pontos yt ~~.sia diferentes, mas que, na verdade, todos queremos ser arcados e respeitados pêlos outros. S. Oriente os alunos para que reconheçam que, embora s? pessoas sejam diferentes, elas podem resolver seus problemas colocando-se no lugar da outra pessoa. Faça com que os ïhir.os que trocaram de papéis digam o que descobriram 7-ar.do interpretaram a outra pessoa.

9. Use esta técnica sempre que achar conveniente. Essa í~~.dade com a prancheta e a troca de papéis pode se tornar ~.:e£rante da vida da classe. Há professores que a utilizam vanas vezes por semana.

215
LIÇÃO 48 5» A 8* SERIES

SER UM CIDADÃO DO MUNDO
OBJETIVOS
• Organizados em grupos, os alunos deverão representar diferentes países. • Os alunos vão trabalhar em conjunto para determinar quais são, em escala global, as necessidades mais importantes dos países que eles representam. • Os alunos deverão fazer o papel de embaixadores dos países que representam. • Os alunos deverão chegar a um acordo conjunto sobre quais necessidades são prioritárias e a forma de atendê-las. Obs.: Cada aluno deve conseguir um artigo sobre fatos atuais relacionados com esta aula. Se preferir, escreva um recado aos pais, com antecedência, pedindo que ajudem o filho a localizar um artigo sobre um país estrangeiro, identificar o problema abordado e ter uma ideia das necessidades do país.

MATERIAL
• • • • • Artigos trazidos pêlos alunos, conforme descrito acima* Cartolina de tamanho grande e canetas hidrográficas, para cada grupo de cinco alunos Diários Papel e lápis para os "embaixadores" (ou "ministros das Relações Exteriores") Lousa, giz

* N.E. — Procure evitar que os alunos tenham dificuldades com relação à seleção de artigos em virtude das condições económicas e sociais dos pais ou responsáveis.

MÉTODO
1. Os alunos pegam os artigos ou notícias e formam um círculo. 2. Peça a cada aluno que fale sobre o artigo, em poucas palavras, incluindo o país em foco, o problema em questão e todas as necessidades que aquele país tem. 3. Escolha quatro ou cinco países apresentados. Analise o problema descrito em cada artigo. Escreva na lousa o nome de cada país e o problema abordado. Divida a classe em grupos representando

cada país citado na lousa. Dê cartolina e canetas hidrográficas a cada grupo e papel e lápis ao embaixador. Faça com que cada grupo escolha um líder, que vai anotar as informações, e um embaixador (ou ministro das Relações Exteriores). 4. Crie o seguinte cenário: "Vocês estão se preparando para uma reunião especial nas Nações Unidas. Ali, vocês vão conversar com representantes de outros países sobre os problemas mundiais mais urgentes e sobre como resolvê-los. Vocês terão à disposição todos os recursos financeiros de que precisarem para resolver qualquer problema mais urgente para o mundo. Em seu grupo, escolham os três maiores problemas mundiais e proponham uma solução para cada um deles. Tentem lembrar quais poderiam ser os problemas principais de seu país. Vocês têm oito minutos. Aí, interromperemos". Na parte superior do cartaz, os alunos escrevem o nome do país que estão representando. Abaixo, devem escrever quais são, em sua opinião, os três problemas mundiais mais urgentes. Eles deverão pensar não só em termos do país que representam, mas também dos problemas mundiais. Os alunos devem ser encorajados a fazer uso de seu conhecimento dos grandes problemas mundiais: fome, doença, violência etc. 5. Dê tempo para que os grupos discutam, façam brain-storme anotem os problemas. Depois, peça que mencionem os três principais problemas e uma possível solução para cada um deles. Os embaixadores devem anotar todas essas ocorrências. Circule pela classe e ajude a contornar eventuais diferenças que possam surgir. 6. Após oito minutos, você diz: "Agora vamos ouvir ;i lisla de problemas e soluções que cada país encontrou". Cada líder 216 217

IMAGINE
John Lennon de grupo apresenta os problemas e as soluções. 7. Você diz: "Agora, cada embaixador vai visitar um outro país (grupo) e discutir as listas feitas; você deve ver se o país que você está visitando concorda ou não com sua lista. No final desta atividade vamos fazer uma visita imaginária à ONU, com as listas que fizemos, e vamos decidir em grupos quais são os três maiores problemas mundiais. E vamos decidir, também, quais as melhores soluções indicadas". 8. Dê cinco minutos aos embaixadores para visitar outros "países". Os países podem aproveitar para fazer alterações em suas listas. 9. Agora, os alunos fazem a dramatização de um "encontro da ONU". Podem sentar em grupos representando seus países. Peça aos embaixadores que apresentem as listas revisadas e que expliquem o processo usado na revisão. 10. Os alunos (delegados da ONU) escolhem os três maiores problemas mundiais e as soluções para tais problemas. Faça com que os alunos discutam o processo usado para se chegar a esta posição. 11. Pergunte: "Como será que os verdadeiros delegados da ONU fazem para resolver os problemas mundiais?". 12. Em seus diários, os alunos escrevem como se sentiram durante este processo. Foi difícil chegar a um acordo com os outros, dentro e fora de seus grupos? O que funcionou e o que não funcionou? Eles acham que é possível para os países de verdade resolver suas diferenças?

Imagine que o paraíso não existe É fácil se você tentar Nem inferno sob nossos pés Acima de nós só o azul do céu Imagine as pessoas vivendo no aqui e agora Imagine que não há países Não é tão difícil assim Nada por que matar ou morrer E nem religiões Imagine as pessoas vivendo a vida em paz Você pode me chamar de sonhador Mas eu não estou sozinho Espero que um dia você se junte a nós E o mundo será uma só pessoa Imagine que não há propriedades Será que você consegue? Nem ganância nem fome Os homens todos irmãos Imagine todas as pessoas partilhando o mundo inteiro Você pode me chamar de sonhador Mas eu não estou sozinho Espero que um dia você se junte a nós E o mundo será uma só pessoa 218 219

LIÇÃO 49 4» A 88 SÉRIES

COMO ENCONTRAR SOLUÇÕES PARA CONFLITO MUNDIAL, PARTE l
OBJETIVOS
• Os alunos vão iniciar a preparação para um exercício de resolução de conflito mundial. • Os alunos serão divididos em cinco grupos que representam lados diferentes de problemas mundiais. Os grupos vão representar Israel, um país árabe escolhido por eles, os Estados Unidos e a União Soviética. O quinto grupo será um painel de mediação formado por dois alunos.

MATERIAL

• Dois artigos do noticiário recente, um sobre o conflito EUA/ URSS e outro sobre o conflito entre Israel e o pais árabe escolhido • Quatro folhas grandes de papel, uma para cada área representada, onde os mapas serão desenhados • Um mapa dos Estados Unidos, da União Soviética, de Israel e do país árabe já mencionado. Os alunos deverão copiar estes mapas • Canetas hidrográficas, lápis de cor e tinta • Carta aos pais (veja p.224)

220

MÉTODO
1. Faça com que os alunos formem um círculo. Você diz: "Passamos algum tempo discutindo problemas mundiais e suas possíveis soluções. Hoje vamos nos preparar para estudar os conflitos de alcance mundial. E, mais especialmente, este, envolvendo os Estados Unidos, a União Soviética, Israel e (país árabe escolhido)". 2. Pergunte aos alunos o que sabem sobre as diferenças entre os Estados Unidos e a União Soviética. Estimule-os a discutir o que acham que sejam os pontos básicos do conflito. Cuidado com os estereótipos e as interpretações erróneas. 3. Pergunte aos alunos sobre Israel e o Oriente Médio. Veja o que sabem sobre os conflitos naquela parte do mundo. Novamente, cuidado com os estereótipos. 4. Mostre à classe os artigos que você trouxe sobre o conflito Estados Unidos/União Soviética e sobre um conflito Israel/país árabe. Diga aos alunos que na próxima aula eles serão organizados em grupos que vão representar estas áreas do mundo. Diga-lhes que você vai rever os artigos com eles, a fim de que possam ter uma ideia mais clara sobre estas áreas de conflito. 5. Analise o artigo sobre o conflito Estados Unidos/União Soviética. Abra uma breve discussão. 6. Em seguida, analise o artigo sobre o conflito Israel/país árabe. Proponha uma rápida discussão. 7. Diga aos alunos que você vai dividi-los em grupos para representar os Estados Unidos, a União Soviética, Israel e o país árabe em questão. Diga-lhes também que dois alunos servirão de mediadores e ajudarão os grupos oponentes a usarem as "diretrizes de mediação para solucionar conflitos", durante a próxima aula. 8. Divida a classe em quatro grupos de igual tamanho, deixando dois alunos fora do grupo, para atuarem como mediadores. 9. Dê a cada grupo uma folha grande de papel, na qual deverão desenhar o mapa do país que representam. Distribua canetas hidrográficas, lápis de cor e tinta. Dê a cada grupo um mapa oficial para servir de modelo para cópia. 10. Diga aos alunos que o ato de desenhar o mapa é uma 221

ativldade de paz. Peça que exponham o modo pelo qual vão trabalhar juntos, como pacifistas. Enfatize ideias como cooperação, consideração e interesse. 11. Deixe os grupos trabalharem na criação dos mapas enquanto você se reúne com os mediadores. 12. Diga aos mediadores que eles deverão ajudar os oponentes a chegar a um acordo. E que, da mesma forma que um juiz faz no tribunal, eles deverão também escolher pessoas de cada grupo que terão sua vez para falar. O procedimento que os mediadores seguirão é fazer com que cada lado: a) exponha o problema como o vê; b) exponha-o como o outro lado o vê;

c) busque soluções por meio de um brainstorm (faça com que alguém tome notas); d) faça com que ambos os lados cheguem a uma solução que os satisfaça mutuamente. Instrua os mediadores sobre como utilizar com os grupos as diretrizes de mediação acima. Faça-os ensaiar um pouco com você. Veja que os mediadores se sintam à vontade em suas funções. Decida se eles vão precisar ou não de mais algum treinamento antes da atuação definitiva. Se precisarem, não deixe de providenciar. Indique um dos mediadores para o conflito Estados Unidos/União Soviética, o outro para o conflito Israel/ país árabe. 13. Depois que os grupos terminarem seus mapas, devem voltar à formação em círculo. Digalhes que cada aluno deverá localizar um artigo sobre o país que representa. Por exemplo: aqueles que representam a União Soviética deverão achar um artigo sobre a União Soviética. Lembre-os de que o artigo deve falar sobre um conflito que aquele país está tendo com seu oponente. 14. Diga aos alunos que, depois de lerem seus artigos, deverão trazê-los à escola e trocálos com outros colegas do mesmo grupo. Desse modo cada membro terá a oportunidade de examinar pelo menos mais um artigo. Neste meio tempo você, como professor, deve conseguir mais artigos, sobre qualquer dos países envolvidos, para que os alunos possam examinar em classe. Obs.: Os mediadores precisam de uma cópia dos artigos referentes aos países a seu cargo. O mediador que estiver trabalhando com o conflito Estados Unidos/União Soviética receberá dois artigos sobre os Estados Unidos e dois sobre a União Soviética. O outro mediador receberá dois artigos sobre Israel e dois sobre o país árabe escolhido. 15. Antes da aula seguinte, todos os grupos poderão fazer um intercâmbio de artigos, para levar para casa. Podem também conversar sobre o que já leram. Esta será uma boa oportunidade para você reunir-se com os mediadores e examinar as diretrizes de mediação mais uma vez. Você poderá, também, responder a quaisquer perguntas que os mediadores tenham sobre os países com os quais vão trabalhar. 16. Distribua à classe as "Cartas aos Pais" (veja p.224i. Procure motivar os alunos a ler os artigos com os pais, com c i • r (a antecedência. 223 222

LIÇÃO 50

CARTA AOS PAIS*
A PAZ TAMBÉM SE APRENDE LIÇÃO 49

Queridos Pais: Eu e meus colegas vamos representar, em uma aula, alguns países num conflito mundial. Vocês podem me ajudar a encontrar, ler e compreender um artigo sobre fatos atuais referentes a ___ (país). Logo depois, eu vou trocar esse artigo com outro de um colega da classe. Vou precisar de sua ajuda novamente. Obrigado por me ajudarem a aprender cada vez mais sobre o mundo em que vivemos. Abraços Nome do aluno

* N.E. —Não utilize tal prática dependendo das condições económicas e sociais dos pais ou responsáveis dos alunos.

224
5* A 8» SÉRIES

COMO ENCONTRAR SOLUÇÕES PARA O CONFLITO MUNDIAL, PARTE 2
OBJETIVOS
• Os alunos farão uma simulação na qual representarão Israel, um país árabe que eles escolherão, os Estados Unidos e a União Soviética. • Os alunos determinarão qual o conflito existente entre o país que eles representam e seu oponente. Deverão propor soluções para o problema. • Os mediadores trabalharão junto aos países em conflito, no sentido de encontrar uma solução conjunta através das diretrizes de mediação.

MATERIAL
Um mapa de tamanho grande, feito à mão, de cada lugar: Estados Unidos, União Soviética, Israel e o país árabe escolhido (na Lição 49) Artigos sobre acontecimentos atuais trazidos pelas crianças Cartolina e canetas hidrográficas para cada grupo Prancheta e lápis para cada mediador Diários Cópia das diretrizes de mediação para cada mediador. Veja Lição 49 Bloco de anotações e caneta para o professor.

225

MÉTODO
1. Peça a cada país que se sente em pontos opostos da sala, ao redor de seu mapa. Peça a cada mediador que se sente junto ao primeiro país com o qual vai trabalhar. Os mediadores devem, cinco minutos depois, juntar-se ao outro país. Devem apenas ouvir. 2. Faça com que cada pais selecione um líder, que escreverá na cartolina o problema principal que o país enfrenta com seu adversário (Estados Unidos, União Soviética, Israel, país árabe), baseado na leitura dos artigos e nas discussões em classe. Distribua as cartolinas e as canetas hidrográficas e dê dez minutos a cada grupo para que encontre possíveis soluções para o problema. 3. Após os alunos terem registrado o problema e as soluções na cartolina, faça com que cada grupo pegue seu mapa para uma reunião com o grupo adversário num lugar "neutro". 4. Peça aos mediadores que se encaminhem para os grupos e comecem o processo de mediação. O objetivo aqui é fazer com que os grupos adversários encontrem uma solução para os conflitos que têm entre si. Dê quinze minutos de tempo para a mediação. Os mediadores pedirão a cada lado que faça o seguinte: a) exponha o problema como o vê; b) exponha o problema da maneira como o outro lado o vê; c) promova uma discussão livre (brainstorm) das soluções possíveis (escolha uma criança para anotar os resultados); d) decida-se pela solução que convenha a ambos os lados. Obs.: Pode ser que os lados oponentes não vejam o problema do mesmo modo. E até podem encontrar várias soluções diferentes. 5. Circule entre os grupos e, se possível, arranje para que um "conselheiro neutro" esteja presente e também se sente com os grupos (um pai de aluno, um auxiliar de ensino, o diretor da escola, ou um professor especializado no assunto). Tome nota do processo. Anote o que acontece quando os grupos chegam a um impasse (estas notas serão usadas na próxima lição). Anote o que acontece quando um grupo tenta influenciar o outro. Eles
226

forçam, usam de elogios, procuram conciliar, ameaçam, retiram-se da discussão? Anote também o grau de eficácia do mediador. O mediador consegue encaminhar o grupo para um acordo? Sim ou não — por quê? 6. Após quinze minutos, o mediador anuncia o sucesso ou o fracasso do acordo. Você pode promover uma breve discussão neste ponto, mas a principal atividade de acompanhamento vai acontecer na próxima lição. 7. Peça às crianças que retornem às suas carteiras e escrevam seus relatórios. Espera-se que elas descrevam as ideias, impressões e atitudes expostas durante o processo. Crianças que mantêm um diário pessoal podem transcrever esse relato em casa.

4S A 8a SÉRIES LIÇÃO 51

227

COMO ENCONTRAR SOLUÇÕES PARA O CONFLITO MUNDIAL, PARTE 3
Lição 50 e discuta suas observações com a classe. Seus "conselheiros neutros" podem estar presentes e contribuir também com suas observações e reações. 4. Se não alcançou um acordo, discuta este ponto e peça às crianças que apontem as falhas e os impasses no processo. Pergunte a elas o que poderia ter funcionado. 5. Pergunte à classe: "Vocês sentem que as nações podem realmente tentar solucionar disputas se conversarem sobre elas?". Ponha em discussão. 6. Faça com que os alunos comentem a questão acima em seu diário, analisando o processo e fazendo sugestões. LIÇÃO 51 4* A 88 SÉRIES

OBJETTVOS
• Os alunos descreverão seus pensamentos, sentimentos e reações durante a Lição 50. • As crianças alcançarão um entendimento dos problemas com que se deparam os países envolvidos em situações de conflito global.

MATERIAL
• Anotações do professor da Lição 50 • Diários

MÉTODO
1. Peça às crianças que se sentem em círculo e contem suas experiências na sessão de mediação da Lição 50. Peça que contem como se sentiram sendo os diferentes países que representaram. Abra a discussão. 2. Pergunte aos mediadores sobre suas impressões ao tentar mediar os conflitos. Abra a discussão. Encoraje cada criança a examinar seus pensamentos, sentimentos e reações. 3. Se o processo funcionou e se obteve um acordo, pergunte às crianças como chegaram a tal acordo. Discuta o processo. Consulte suas anotações durante o processo de mediação na 228

LIÇÃO 52

4B A 8S SERIES

A INTRODUÇÃO DA TROCA DE PAPÉIS NO CONFLITO GLOBAL

OBJETIVOS
• As crianças deverão se preparar para assumir o papel do país "oponente" com que trabalharam na Lição 51. • As crianças trocarão artigos referentes ao país que representam agora. • Os mediadores deverão se preparar para trabalhar com aqueles países com os quais não trabalharam durante a Lição 51. • As crianças farão mapas dos países que vão representar agora.

MATERIAL
• Os artigos sobre acontecimentos atuais que as crianças já leram sobre os Estados Unidos, a União Soviética, Israel e um país árabe escolhido por elas • Papel de tamanho grande para cada grupo fazer um mapa do país que ele representa • Canetas hidrográficas, lápis de cor • Mapas oficiais (para copiar): dos Estados Unidos, União Soviética, Israel e do país árabe escolhido Lição 50 e discuta suas observações com a classe. Seus "c selheiros neutros" podem estar presentes e contribuir também com suas observações e reações. 4. Se não alcançou um acordo, discuta este ponto e peça às crianças que apontem as falhas e os impasses no processo. Pergunte a elas o que poderia ter funcionado. 5. Pergunte à classe: "Vocês sentem que as nações podem realmente tentar solucionar disputas se conversarem sobre elas?". Ponha em discussão. 6. Faça com que os alunos comentem a questão acima em seu diário, analisando o processo e fazendo sugestões.

229

230

MÉTODO
1. Peça às crianças que peguem seus artigos sobre acontecimentos atuais e sentem-se em círculo. Diga a elas que durante esta aula elas deverão fazer o papel do país ao qual elas se opuseram na última aula. Abra a discussão e deixe que as reações das crianças se manifestem. 2. Explique aos alunos que o objetivo desta atividade é fazer com que eles entendam como é estar "na pele" do outro país. Discuta este conceito. 3. Faça com que as crianças se reorganizem nos grupos que elas representaram na última aula. Diga: "Estados Unidos, agora vocês são a União Soviética. União Soviética, agora vocês vão ser os Estados Unidos. Israel, agora vocês vão ser ___ (o país árabe escolhido). ___, agora vocês vão ser Israel". 4. Agora você diz à classe: "Para que vocês entendam melhor o pais que estão representando agora, eu vou pedir que troquem artigos com as crianças que representaram este país na Lição 51". Faça com que as crianças que representaram os Estados unidos e a União Soviética troquem artigos entre si. Faça o mesmo com os que representaram Israel e o país árabe. Os mediadores também devem trocar cópias dos artigos que leram. 5. Você diz à classe: "Eu gostaria que vocês lessem para seus pais, hoje à noite, o artigo que acabaram de receber e que pedissem a eles para ajudar se vocês não entenderem alguma coisa. Quando estiverem lendo, tentem lembrar que agora vocês representam este país". Abra uma breve discussão sobre este ponto. 6. Distribua o papel para os mapas e o material de desenho. E o mapa oficial, para ser copiado. 7. Faça com que as crianças trabalhem juntas em seus mapas, enquanto você se reúne com os mediadores para discutir os planos para a próxima sessão.

231

LIÇÃO 53 4* A 8« SÉRIES

TROCA DE PAPÉIS EM CONFLITOS MUNDIAIS

OBJETIVOS
Os alunos deverão trocar de papel e serão mediadores de um conflito mundial no qual estarão envolvidos os Estados Unidos, a União Soviética, Israel e o país árabe. • Os alunos terão a chance de saber como é estar "na pele" do país que era seu adversário no processo anterior. •

MATERIAL
• • • • Mapa de tamanho grande que as crianças fizeram do país que representam Diretrizes de mediação Prancheta e caneta para cada mediador Bloco de anotações e caneta para o professor

MÉTODO
1. Peça aos alunos que tomem posição ao redor do mapa de seu país em pontos opostos da sala. 2. Faça com que cada país escolha um líder, que vai registrar qual o maior problema daquele país no conflito com seu oponente. Devem também anotar as soluções para o problema. Isso tudo deve levar cerca de dez minutos. 3. Os mediadores deverão sentar-se e ouvir cada grupo
232

com o qual estiverem, despendendo cerca de cinco minutos com cada um. Você deve ir de grupo em grupo e fazer suas anotações sobre o andamento. Se você conseguir ter conselheiros convidados (um pai de aluno, outro professor, o diretor etc.), faça com que se sentem com os diversos grupos e tomem notas também. Lembre-se, você usará estas notas na discussão de follow-up (acompanhamento). 4. Após dez minutos, faça com que os oponentes se reunam numa área "neutra". Peça a cada mediador que vá para lá. Os mediadores farão com que cada lado: a) apresente o problema como o vê; b) exponha como o outro lado se sente a respeito do problema; c) promova uma discussão livre (brainstorm) para encontrar soluções; d) chegue a uma solução que satisfaça todas as partes envolvidas.

5. Após quinze minutos, os mediadores anunciam que um acordo foi conseguido, ou, então, anunciam o fracasso nas negociações. 6. Faça com que os alunos formem um círculo para discutir o processo. Use suas próprias anotações agora. Peça aos mediadores que descrevam suas impressões. Pergunte às crianças o que acham que funcionou e o que não funcionou ao tentarem encontrar soluções conjuntas. Abra a discussão. 7. Pergunte às crianças o que elas aprenderam sobre si mesmas neste processo. Abra a discussão. 8. Pergunte às crianças em que sua experiência nesta aula foi diferente da anterior, quando elas fizeram o papel do pais adversário. 9. Peça às crianças que escrevam seus sentimentos e reações em seu diário.

233

LIÇÃO 54 TODAS AS SÉRIES

MURAIS: A VISÃO DE UM MUNDO EM PAZ

OBJETIVOS
• Os alunos usarão o processo de "criação de imagens" para chegar à sua própria visão de um mundo em paz. • Os alunos deverão combinar suas visões individuais em duas visões coletivas ao criar os murais.

MATERIAL
• Papel de fundo para dois ou três murais — um para cada grupo de doze alunos • Giz de cera, canetas hidrográficas, lápis de cor, tinta

MÉTODO
1. Faça com que as crianças se sentem formando um grande círculo. Você diz: "Hoje vamos imaginar como o mundo seria se vivesse em perfeita paz. Feche os olhos e imagine seu bairro assim — paz em todas as coisas e o meio ambiente bem cuidado. Imagine nosso país em paz, onde todas as pessoas fossem bem tratadas". 2. Você diz: "Agora, imagine a Terra — perfeita, bonita, e em paz. Imagine todas as pessoas da Terra como uma grande família — a família humana. Imagine as crianças de todos os países brincando juntas. Imagine você com elas. Deixe a

234

imagem tomar forma e crescer. Vou dar alguns minutos para que você crie em sua mente a visão de um mundo em paz". Dê às crianças cerca de três minutos em silêncio. 3. Espere alguns minutos e diga: "Agora abram os olhos. O que vocês viram?". Proponha a discussão. 4. Depois que as crianças tiveram tempo suficiente para discutir o que imaginaram, diga: "Agora nós vamos formar dois grandes grupos para trabalhar na criação de um mural representando um mundo em paz". Peça às crianças de cada grupo que escolham o seu líder. Diga: "A criação destes murais vai mostrar que vocês são capazes de trabalhar juntos como pacifistas. Vocês vão procurar combinar, em cada mural, um pouco daquilo que cada um imaginou separadamente. Trabalhem com o líder do seu grupo para determinarem juntos quais serão os elementos básicos de seu mural (o Sol, a linha do horizonte, as montanhas, a água). Por favor, não desprezem as ideias de ninguém. Tentem juntar as ideias diferentes da melhor maneira para combinar com as outras". 5. Distribua o material. Diga: "Cada um de vocês vai tentar expressar no mural sua própria visão da paz. Mas, lembrem-se de que as visões de cada um devem formar uma grande ideia comum. Se alguém tiver uma ideia diferente da sua, procure aceitar e ver se é possível combinar essa ideia com a sua". 6. Chame a atenção para o fato de que a criação desses murais é uma atividade para se alcançar a paz. Ela envolve pessoas diferentes trabalhando juntas, compartilhando ideias e resolvendo os problemas que surgem. Diga: "A paz mundial será possível quando todas as pessoas conseguirem trabalhar juntas e cooperar umas com as outras". 7. Faça com que cada grupo discuta as maneiras de executar os murais. Você pode "dar uma mãozinha", mas todo o processo de criação e solução de problemas deverá vir das crianças. 8. Dê às crianças o tempo de que elas precisarem. Separe toda uma aula para este projeto, se necessário, ou faça com que a classe trabalhe nos murais por várias aulas consecutivas. Limpeza e arrumação, ao final da aula, também deverá ser uma atividade em que todos colaborarão. 9. Uma sugestão de acompanhamento: quando os murais estiverem terminados, chame os jornais do bairro para fotografá-los e/ou faça uma exposição dos murais no lugar mais apropriado da escola. 235
LIÇÃO 55 TODAS AS SÉRIES

VAMOS CRIAR UMA BANDEIRA MUNDIAL

OBJETIVOS
• As crianças deverão trabalhar em grupos, de forma cooperativa, a fim de projetar e desenhar bandeiras mundiais. • As crianças vão descrever o que julgam ser necessário para um mundo em paz.

MATERIAL

• Cartaz com o título "Isto é o que precisamos para ter um mundo em paz" (as ideias das crianças serão postas neste cartaz) • Quatro ou cinco folhas de papel branco de tamanho grande (tamanho sugerido: 1,00 x 1,20 m) para as bandeiras • Lápis de cor, canetas hidrográficas, réguas, tinta • Máquina fotográfica, filme

MÉTODO
1. Você diz: "Já aprendemos sobre os países dos nossos antepassados e as diferentes bandeiras de muitos lugares. Hoje vamos fazer bandeiras mundiais. Serão inteiramente criadas por vocês. Vamos também fazer um cartaz descrevendo o que é necessário para se alcançar a paz no mundo. Vamos mandar fotos das nossas bandeiras para __________. Daqui a pouco vamos nos dividir em grupos para fazer isso". 2. Você diz: "Antes de começar, eu gostaria que vocês dissessem por que ainda não existe uma bandeira mundial". Abra a discussão. 3. Pergunte aos alunos se eles acham que é possível que todos os países do mundo vivam sempre em harmonia. Proponha a discussão. 4. Você diz: "O que vocês acham que vai nos ajudar a ter um mundo em paz?". Faça uma lista das ideias no cartaz "Isto é o que precisamos para ter um mundo em paz". À medida que forem fazendo o cartaz, oriente as crianças para o conceito da responsabilidade individual. Peca-lhes também que se lembrem do conceito da interdependência humana. 5. Após terem completado o cartaz, diga: "Imaginem uma bandeira que represente todas as pessoas e todos os países. Como ela seria?". Peça às crianças para fecharem os olhos por alguns minutos e imaginarem essa possibilidade. 6. Divida agora a classe em quatro grupos. Distribua o material necessário a cada grupo para que crie sua bandeira. Cada grupo deve discutir as ideias em conjunto. Cinco a dez minutos serão suficientes para que cheguem a um projeto para sua bandeira. 7. Faça com que cada grupo confeccione sua bandeira em conjunto. Dê a eles cerca de vinte minutos para isso, sendo que os membros do grupo devem decidir como executar as ideias. 8. À medida que cada grupo terminar sua bandeira, tire uma foto dela. Peça à classe que escreva uma carta para ____________, contando sobre o programa em que tomaram parte neste ano. Nesta carta, as crianças dirão como conseguiram chegar à ideia de uma bandeira mundial. Podem também incluir quaisquer sugestões que tenham para se alcançar um mundo em paz. Quando enviar as cartas e as fotos das bandeiras, não esqueça de incluir uma cópia do cartaz "Isto é o que precisamos para ter um mundo em paz". Boa sorte! 237
236

LIÇÃO 56 TODAS AS SÉRIES

COMPROMISSOS PARA O FUTURO

OBJETIVOS
Os alunos deverão assumir compromissos, declarando como contribuirão, pessoalmente, para um mundo em paz hoje e no futuro. • Os alunos deverão registrar em seus diários qual seu papel na realização de um futuro em paz. •

MATERIAL
• Cartolina com o título "O que eu mais gostaria de fazer para tornar nosso mundo melhor" • Diários

MÉTODO
1. Faça com que as crianças se sentem em círculo. Você diz: "O ano está acabando, e aprendemos bastante sobre nós mesmos e nosso mundo". Pergunte: "O que você aprendeu para ajudar a criar um futuro de paz?". Abra a discussão. 2. Pergunte: "Vocês sentem que são importantes no mundo em que vivemos?". Proponha a discussão. 3. Pergunte: "Vocês acham que podem contribuir, apesar de sua idade? Como?". Abra a discussão. 4. Pergunte: "Na sua vida pessoal, como vocês podem 238 ajudar o mundo a viver em paz?". Abra a discussão. 5. Pergunte: "Na comunidade em que vivem, como vocês podem contribuir?". Abra a discussão. 6. Pergunte: "Como vocês podem contribuir para o país?". Abra a discussão. 7. Pergunte: "E para o mundo, como vocês podem ajudar?". Abra a discussão. 8. Você diz: "Feche os olhos e imagine qual seria a maior contribuição que você pode dar ao mundo em que você vive, como criança ou como adulto. Pense naquilo que você mais gostaria de realizar a fim de fazer o mundo melhor. Imagine que você está realmente fazendo isso". Alguns minutos de silêncio para esta atividade. 9. Diga: "Abra os olhos e vire-se para a pessoa que está a seu lado. Diga a seu colega qual seria a melhor contribuição que você poderia dar ao mundo. Explique como você gostaria de fazer isso". 10. Dê cerca de quatro a cinco minutos para esta atividade em pares. 11. Faça com que as crianças se sentem em círculo, uma em frente à outra, novamente. Cada criança vai contar às outras como gostaria de melhor contribuir para um mundo melhor. Registre a resposta de cada criança no cartaz "O que eu mais gostaria de fazer para tornar o nosso mundo melhor". 12. Pergunte às crianças se elas estariam dispostas a se comprometerem a fazer aquilo que imaginaram. Diga: "Quando tomamos a decisão de fazer algo importante, este é o começo para que isso realmente se realize. Quando escrevemos nossos compromissos, eles ficam mais importantes ainda". 13. Diga: "Hoje é a nossa oportunidade de tomar uma atitude quanto ao futuro". 14. Peça às crianças que escrevam seus compromissos para o futuro em seus diários. Dê-lhes a oportunidade de ler seus compromissos em voz alta. Elogie a coragem, visão e originalidade de cada uma delas. 15. Diga: "Lembrem-se de que vocês são a chave para um mundo em paz". 16. Leia a seguinte citação de Goethe: "O que quer que você faça, ou sonhe em poder fazer, comece a fazê-lo. A coragem tem sempre um pouco de inspiração, força e magia". 239

AVALIAÇÃO DO APRENDIZADO
3S ESTÁGIO: A PAZ COMEÇA COMIGO
Obs.: Os professores podem aproveitar esta atividade para resumo e revisão, ou imprimir em folha separada para teste final. Dê uma definição: resolução de conflito estados e países de origem Nações Unidas / harmonia Explique, por suas próprias palavras, o que são diretrizes de mediação. Você acha que a mediação pode ajudar a se chegar a um acordo nas disputas? Sim ou não — por quê? De que forma você é semelhante às outras pessoas? Descreva a "Escada da Paz". Que tipo de contribuição você pretende dar ao futuro do mundo em que vivemos? Se você pudesse falar com o Presidente da República, o que você lhe diria?

240

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful