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A RELIGIÃO DOS GREGOS E OS SEUS DEUSES

A RELIGIÃO DOS GREGOS E OS SEUS DEUSES

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TRABALHO ESCOLAR DE ADRIANA E DENIS PEREIRA
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A RELIGIÃO

Os Gregos e os seus Deuses
Os Gregos tinham muitos mitos mas alguns deles eram só deuses locais e que tinham pouca importância. Os Gregos desenvolveram a linguagem, a filosofia e as artes muito mais do que qualquer outra cultura do Mediterrâneo ou do Médio Oriente. Escreviam histórias para se divertirem já em 750 a. C. Assim, criaram mitos muito complexos e, em algumas histórias havia conspirações e intrigas sobre os vários deuses. A civilização grega começou a ter grande importância a partir de 1500 a. C.. Foi absorvendo outras mitologias que já existiam, como certas crenças pagãs. Por exemplo, a grande deusa- mãe Hera, era uma força muito importante na antiga mitologia pagã ou pré- helénica. Os primeiros gregos não podiam substituir Hera e, por isso, casaram-na com o deus do céu, Zeus Os Gregos foram influenciados pelas mitologias mais antigas que já existiam, como as Babilónicas e as Egípcias, por volta de 330 a. C.. Tal como os Egípcios, os Gregos também tinham muitos deuses que eram adorados só em determinados locais, mas tinham muitas outras divindades e mitos que eram reconhecidos para além da Grécia.

A influência do mar na mitologia Grega Devido à situação geográfica da Grécia, o mar era extremamente importante para o seu povo e muitos dos seus mitos e lendas estão relacionados com as histórias do mar. Como era um povo que vivia dos negócios por via marítima, existem muitas histórias e lendas sobre viagens no mar e grandes aventuras. Como a Grécia se tornou numa província romana em 146 a. C., a mitologia grega sobreviveu, mas foi totalmente absorvida pela cultura romana.

O objectivo dos mitos A maior parte dos mitos gregos tinham a ver com acontecimentos da sua história antiga ou tentavam dar explicação a acontecimentos naturais. Ao contrário dos Egípcios, os Gregos não faziam ligação entre o seu comportamento e a religião. Para eles, os deuses eram bons ou maus e não obrigavam os humanos a comportaremse como eles queriam. No entanto, mais tarde a civilização grega acreditava que após a morte haveria um julgamento do seu comportamento durante a vida. Os Gregos tinham muitos ritos religiosos, cerimónias e festivais e em todas as casas havia um altar para os deuses domésticos. No entanto, para os Gregos isto não tinha nenhuma intenção moral, era só um recurso prático: se os deuses estivessem contentes eles poderiam sorrir-lhes. Mas os humanos nunca podiam provocar a ira dos deuses e demonstrarem pouco respeito. Alguns filósofos gregos pensavam que os mitos eram histórias fictícias e que os deuses eram pessoas reais que tinham sido divinizadas devido aos seus actos heróicos. Enquanto outros povos ofereciam sacrifícios aos seus deuses, os Gregos continuavam a pensar que os mitos eram histórias.

O mito da criação
Existem muitas histórias sobre a criação dos deuses e do mundo mas nenhuma delas foi universalmente aceite. Mas a história escrita pelo poeta Hesíodo, em 725 a C., foi a que teve mais aceitação. O mito da criação conta a história dos Gregos e das culturas mais antigas que eles tinham conquistado juntamente com os deuses mais primitivos. No início existia apenas o Caos. Zeus é o supremo governador dos deuses e ordena que o Olimpo, a montanha mais alta do mundo, seja a sua casa.

Os deuses e as deusas
ZEUS – corresponde na mitologia romana a Júpiter

Era o deus do céu e tornou-se governador dos deuses após ter derrotado o pai Cronos. Casou com a irmã Juno e fez a partilha do universo com os seus irmãos: reservou para si o céu, deu o império das águas a Neptuno e o império dos infernos a Plutão. Zeus, como senhor absoluto, representa-se sentado sobre uma águia, com um raio na mão.

AFRODITE – corresponde na mitologia romana a Vénus

Era a deusa do Amor e da Beleza. Era filha do Céu e da Terra. Também se diz que era filha do Mar e que Saturno preparou o seu nascimento, formando-a da espuma das águas. Casou com Vulcano, mas não podendo suportá-lo por ele ser tão feio, teve muitos amantes. Vénus presidia a todas as festas de prazer e divertimento. Representa-se geralmente com Cupido, seu filho, sobre um coche puxado por pombos ou cisnes.

HERMES – corresponde na mitologia romana a Mercúrio

Era filho ilegítimo de Zeus. Era o mensageiro dos deuses e portador de boa sorte. Foi também o deus do comércio e dos ladrões, dos pastores e das fronteiras e o guardião dos túmulos. Zeus pôs-lhe asas na cabeça e nos calcanhares, para poder executar as suas ordens mais depressa. Era também grande conhecedor de música. Foi ele quem roubou os rebanhos, as armas e a lira de Apolo. Foi muito amado por Afrodite, de quem teve Hermafrodite. Tinha a função de conduzir os espíritos dos mortos até ao mundo subterrâneo porque era o único capaz de encontrar o caminho de volta. Representa-se geralmente com um caduceu (vara de louro com duas serpentes enroscadas) na mão e asas na cabeça e nos calcanhares, em atitude de grande agilidade.

ATENA – corresponde na mitologia romana a Minerva

Era a deusa da guerra, das artes e da sabedoria. Diz-se que teria saído da cabeça de Zeus completamente armada. Atena representa-se com um capacete na cabeça, escudo no braço e lança na mão, porque era a deusa da guerra, tendo junto de si um mocho e vários instrumentos matemáticos, por ser também deusa da sabedoria.

HÉLIOS – corresponde na mitologia romana a Apolo

Mais tarde Hélios foi substituído por Apolo. Era filho de Zeus e irmão de Àrtemis, deusa da caça. Tinha por tarefa principal conduzir o carro do Sol à volta do universo, puxado por quatro cavalos. Era o deus da poesia, da música e das artes. Foi expulso por Zeus do céu e tornou-se guardador de rebanhos, mas Hermes roubou-os. Com o desgosto, afastou-se e foi tomar parte na reconstrução das muralhas de Tróia.

HERA – corresponde na mitologia romana a Juno

Era esposa e irmã de Zeus, a rainha do Olimpo onde os reis viviam e a deusa do casamento e da maternidade. Tinha muitos ciúmes das amantes de Zeus e dos seus filhos ilegítimos. Os poetas representam Hera num coche puxado por pavões, com um pavão ao lado dela.

ARES – corresponde na mitologia romana a Marte

Era filho de Zeus e de Hera. Era o deus da guerra. Presidia a todos os combates, mas representava os aspectos maus e brutais. Amou muito Afrodite. Ares representa-se armado dos pés à cabeça, com um galo junto de si.

HEFESTO – corresponde na mitologia romana a Vulcano

Era filho de Zeus e Hera e marido de Afrodite. Era o deus dos trabalhos em metal e do fogo. Como era negro, muito feio e ter nascido com as pernas deformadas, foi lançado fora do céu. Devido a ser feio, a mulher não o podia suportar e foi-lhe infiel. Hefesto representa-se geralmente acompanhado por Afrodite.

POSÍDON – corresponde na mitologia romana a Neptuno

Era irmão de Zeus e o deus do mar. Foi expulso do céu e, para viver, teve de tomar parte na reconstrução das muralhas de Tróia. Posídon representa-se sentado num coche em forma de concha, puxado por dois cavalos marinhos e um tridente na mão.

HADES – corresponde na mitologia romana a Plutão

Era irmão de Zeus e Posídon. Quando Zeus fez a partilha do Universo, deu a Hades o império dos infernos. Era o deus do mundo subterrâneo. Não conseguia encontrar mulher para casar porque era muito feio e negro. Hades é representado com uma coroa de ébano na cabeça, as chaves dos infernos na mão, num coche puxado por cavalos negros.

DIONÍSIO – corresponde na mitologia romana a Baco

Era um deus muito antigo que foi adoptado pela mitologia como filho de Zeus. Era o deus do vinho e dos divertimentos e tinha um lado perigoso e mau. Quando chegou a homem, Dionísio conquistou as Índias e passou depois para o Egipto, onde ensinou a agricultura aos homens e começou a plantação da vinha. Representa-se, geralmente, sobre um coche puxado por tigres, linces ou panteras, por vezes com uma taça numa das mãos.

PSIQUE

Era uma jovem grega de beleza rara, por quem Cupido se apaixonou. Para a conquistar, prometeu-lhe felicidade eterna, mas pôs uma condição: ela nunca poderia ver o rosto do seu amado. Mas Psique, cheia de curiosidade, viu-lhe o rosto. Cupido fugiu e ela teve de suportar muitos sofrimentos impostos pela mãe de Cupido. Mais tarde, foi tornada imortal pela mãe dele. Psique representa-se em figura de jovem muito bela, com asas de borboleta nos ombro

TESEU

Era filho de Egeu, rei de Ática. Deu provas de grande valor, derrubou muitos monstros, entre eles o Minotauro, que se alimentava de carne humana. Teseu raptou muitas mulheres como Helena, Ariadne e Fedra mas libertava-as quando elas queriam. Teseu desceu aos infernos, ajudou Hécules a cumprir um dos seus doze trabalhos (vencer as Amazonas). Foi preso, recuperou a liberdade e os seus estados, invadidos durante o seu cativeiro, expulsou os invasores, retomou o trono e governou o seu povo em paz.

MINOTAURO

Era um monstro que se alimentava de carne humana, por isso Minos, o rei de Creta o mandou prender no labirinto de Creta. Lutou com Teseu, foi derrotado e morreu. O Minotauro é representado em figura robusta e musculosa, com metade do corpo de homem e metade de touro, ou então com corpo de homem e cabeça de touro.

AS AMAZONAS

Eram mulheres guerreiras da Capadócia. Não admitiam homens na sua presença, mas recebiam um homem uma vez por ano. Matavam os filhos homens mas cuidavam com carinho das filhas e ensinavam-lhes a arte da guerra. Viviam em permanente estado de guerra e lutaram com Hércules que as venceu. Deu a rainha a Teseu para que casasse com ela e tiveram um filho chamado Hipólito.

ÍCARO

Era filho de Dédalo, artista de Atenas a quem ficou a dever-se a construção do labirinto de Creta. Minos mandou prender no próprio labirinto Ícaro e seu pai que pensaram em fugir construindo asas de penas de ave coladas com cera e ataram-nas ao corpo. O pai recomendou-lhe que não voasse muito alto, mas o jovem quis voar muito alto para gozar a liberdade, aproximou-se do sol e o calor derreteu a cera das asas. Vítima da sua grande ambição, Ícaro caiu no mar Egeu .

DÉDALO

Era um ilustre ateniense, muito habilidoso e perfeito como artista, que fazia estátuas com movimento. Matou um sobrinho, com invejo do seu talento e teve de se refugiar em Creta, onde construiu um labirinto para, com o filho escapar à justiça e à morte. Quando o filho Ícaro caiu no mar com as asas derretidas, Dédalo fugiu para a Sicília mas o rei mandou-o sufocar dentro de uma estufa.

PROMETEU

Figura da mitologia grega, foi admitido no Olimpo por ter ajudado Zeus, embora com pouco entusiasmo. Foi sempre um defensor do género humano, deu o conhecimento do fogo aos homens, ensinou-lhes a aritmética, o alfabeto, a navegação, a medicina, o emprego dos metais, a domesticação dos animais, a adivinhação do futuro pelo voo das aves e pelas entranhas dos animas, deu-lhes o conhecimento do tempo e o uso da razão em vez da força. Zeus, insatisfeito com os poderes que Prometeu tinha mandou o deus do fogo amarrá-lo com uma corrente de ferro a um rochedo alto para um abutre lhe comer continuamente o fígado, que renascia sempre. Longos tempos passados, Zeus achou que o castigo era suficiente e mandou Hércules e libertar Prometeu, que foi de novo admitido no Olimpo. A lenda de Prometeu despertou sempre o interesse de escritores, poetas e artistas, que fizeram dela o assunto das suas obras porque representa o sofrimento que a humanidade está condenada a sofrer, mas que pode ser libertada.

HÉRCULES

Era filho de Zeus, a quem o pai prometeu um alto destino. Ainda menino, Hércules deu prova da sua força e valentia. Hera, a mulher de Zeus, indignada contra Hércules, que era de uma amante do seu marido estava desejosa de se livrar do herói; mandou o irmão de Hércules, que o odiava, a obrigá-lo a realizar doze trabalhos difíceis e perigosos. Os “Doze trabalhos de Hércules” eram: - estrangular o leão de Nemeia - capturar a corça de bronze - matar as aves do lago Estinfalo - matar a hidra de Lerna - capturar vivo o javali de Erimanto - matar Diomedes, rei da Trácia, que alimentava os seus cavalos com carne humana - vencer as Amazonas - dominar Cérbero, o cão que guardava os infernos e libertar Teseu - matar o feroz touro de Creta - limpar os estábulos do rei da Élida - matar o gigante Gérion - apanhar do jardim das Hespérides as maças de ouro. Hércules levou a bom termo todas estas façanhas e ainda outros trabalhos de igual perigo e dificuldade. Foram tantas as suas acções que, depois da sua morte o incluíram no número dos deuses. Hércules representa-se na figura de um homem robusto e musculoso, coberto com uma pele de leão e armado com uma maça muito pesada.

CONCLUSÃO

A religião grega tinha muitos deuses, os gregos eram politeístas. Tinham mitos muito complexos para explicar como se formou o Mundo e como os seus deuses foram criados. Para os gregos, o Mundo surgiu do Caos, que fez nascer a Terra, a qual deu origem aos céus e ao mar. Os deuses eram iguais aos homens, moravam no monte Olimpo e praticavam acções como se fossem humanos. Podiam intervir na vida dos humanos e faziam-no com muita frequência. Ao contrário dos antigos egípcios, a religião grega não obrigava as pessoas a agradarem aos deuses para obterem a recompensa da vida eterna. Se ofendessem os deuses, podiam ser castigados, mas não era preciso serem boas pessoas para acreditarem nos seus deuses e receberem até favores. Cada deus tinha as suas qualidades e era adorado no seu templo. Os crentes davam ofertas e faziam sacrifícios com animais para ganharem os favores dos deuses. As cidades gregas tinham templos muito belos e bem decorados.

BIBLIOGRAFIA

- COMO VIVIAM OS GREGOS, Didáctica Editora, Civilizações Antigas, John Guy, 1998

- PÁGINAS DO TEMPO, Ed. Asa, História 7º Ano, Aníbal Barreira e Mendes Moreira, 1998, 3ª Edição

- HISTÓRIA 7, Texto Editora, 7º Ano, Ana Rodrigues Oliveira, Francisco Cantanhede, Isabel Catarino, Olávia Mendonça, Paula Torrão, 1ª edição, lisboa, 2002

PLANO DO TRABALHO
A RELIGIÃO

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Plano do Trabalho Os Gregos e os seus Deuses A influência do mar na mitologia Grega O objectivo dos mitos O mito da criação Os deuses e as deusas: Zeus Hera Afrodite Hélios Ares Hermes Hefesto Atena Posídon Hades Dionísio Psique As Amazonas Teseu Minotauro Dédalo Ícaro Hércules Prometeu Conclusão Bibliografia

HÉRCULES

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